quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Governo diz que meios de combate a incêndios são «adequados»
inShareO secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo
D`Ávila, considerou hoje «adequados» os meios de combate aos
incêndios, mas admite que podem vir a ser tomadas «medidas
excecionais» em situações extraordinárias.
«Nós não excluímos que, para situações excecionais, possam vir a ser
tomadas medidas excecionais», afirmou Filipe Lobo D`Ávila em
conferência de imprensa, no final da reunião da Comissão Nacional de
Proteção Civil, na qual foi aprovada a Diretiva Operacional Nacional
-Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF 2012).
O secretário de Estado explicou que, na sequência da «monotorização
constante e diária» feita pela Autoridade Nacional de Proteção Civil
(ANPC), já foram tomadas algumas medidas, dando como exemplo o
pagamento antecipado a algumas corporações de bombeiros e o reforço do
dispositivo.
«A propósito desta sobrecarga [de incêndios] que se tem sentido nestes
dois meses, o Governo determinou a antecipação de cerca de 400 mil
euros em verbas destinadas a 100 corpos de bombeiros, situados em
concelhos sujeitos a uma grande pressão, do ponto de vista do número
de incêndios», avançou.
Lobo D`Ávila sublinhou que, «não obstante as condições que o país
atravessa, conseguiu-se um pequeno reforço do dispositivo, que não
exclui outro tipo de medidas que poderão ser ponderadas através da
análise operacional feita pela ANPC».
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais contará, no
verão, com mais nove mil elementos e 44 meios aéreos.
Este dispositivo representa um «esforço financeiro de 70,2 milhões de
euros» para a ANPC, dos quais 45 milhões de euros são para os meios
aéreos, 17 ME para despesas com pessoal, 1,7 ME para combustíveis e
6,5 ME para despesas extraordinárias, disse o comandante operacional
nacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto.
«As verbas que estão previstas são sensivelmente as mesmas», reforçou
Lobo D`Ávila, observando: «Com as mesmas verbas conseguiu-se um
reforço, nomeadamente, nos meses mais críticos».
Para o secretário de Estado, a aprovação deste dispositivo é
«absolutamente essencial para dar resposta a um verão que se estima
ser difícil», apelando também à sensibilização da população.
Como novidade para este ano, Filipe Lobo D`Ávila apresentou um projeto
piloto de monotorização, com recurso a novas tecnologias de prevenção
e combate a incêndios, que será operacionalizado através de um plano
de operações no Parque Nacional Peneda Gerês, resultante de uma
parceria entre os ministérios da Agricultura e da Administração
Interna.
Desde janeiro já deflagram cerca de 5800 incêndios em floresta e mato,
perto de cinco vezes mais do que nos três primeiros meses de 2011,
quando ocorreram 1653 fogos, segundo dados da ANPC e da Autoridade
Florestal Nacional.
Os dados indicam igualmente que, no último mês de fevereiro, com 4186
fogos, registaram-se mais incêndios florestais do que em agosto do ano
passado (3982).
Questionado pelos jornalistas sobre os meios atualmente no terreno, o
comandante Vaz Pinto adiantou que «estão adequados à situação que se
está a viver» e que, até agora, «o dispositivo tem respondido com
muita eficiência».
«O dispositivo responde de acordo com o risco», frisou.
Diário Digital com Lusa
Madeira: Produção de frango aumenta em 2011
A Madeira produziu 4.123 toneladas de carne de frango em 2011, um
valor histórico, ao contrário da produção de ovos, peixe e carne suína
que caiu, de acordo com os dados compilados pela Direcção Regional de
Estatísticas da Madeira.
12 Março 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
De acordo com os números disponibilizados, a produção de carne de
frango atingiu valores nunca antes alcançados, tendo representado um
acréscimo de 6,5 por cento em relação ao ano anterior, com toda a
produção a ser comercializada na região.
Ao invés, a produção de ovos caiu 10,1 por cento, pois foram
produzidos 26,1 milhões de unidades, um valor distante do máximo
registado em 2003, onde foram produzidos 36,3 milhões de ovos.
A produção e o consumo de carne também sofreram uma clara redução. Na
Madeira o abate de carne de bovino representou 1.143 toneladas, menos
8,2 por cento que no ano anterior e menos de 42 por cento que o melhor
registo da década - 1,963 toneladas em 2005.
A produção de carne suína registou uma quebra muito acentuada, de 24,4
por cento, pois foi registado o abate de 1.116 toneladas, menos mil
toneladas que o melhor registo da década, em 2003 com 2.294 toneladas.
Também a captura de peixe sofreu uma quebra, com os pescadores locais
a descarregarem 4.453 toneladas, menos quatro vírgula nove por cento
do que um ano antes.
Os pescadores madeirenses estão a pagar uma factura elevada, pois
capturaram menos 3.619 toneladas - quebra de 45,5 por cento em relação
ao melhor ano da década, pois em 2004 foram descarregadas 8.072
toneladas de peixe.
A actividade dos pescadores madeirenses rendeu 10,8 milhões de euros,
menos dois por cento que um ano antes e uma quebra de quase seis
milhões de euros em relação a 2007.
Entre as espécies mais valiosas para os armadores e pescadores
madeirenses, a captura do peixe de espada preto representou 5,8
milhões de euros, mais 9,5 por cento que um ano antes, embora as
descargas só tenham crescido 4,3 por cento, atingindo 1.940 toneladas,
menos 54 por cento do que em 2004.
A captura e descarga de atum e similares representaram o ano passado
3,3 milhões de euros, uma receita que caiu 20,1 por cento em relação
ao último ano e metade do rendimento obtido em 2002. Nas lotas da
Madeira e Porto Santo foram descarregadas 1.368 toneladas, menos 26,4
por cento que em 2010.
Incêndios: «Medidas excecionais» em situações extraordinárias
O Governo considera «adequados» os meios de combate aos incêndios, mas
admite que podem vir a ser tomadas «medidas excecionais» em situações
extraordinárias.
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Peça de José Milheiro sobre os meios de combate aos incêndios
«Nós não excluímos que, para situações excecionais, possam vir a ser
tomadas medidas excecionais», afirmou Filipe Lobo D"Ávila em
conferência de imprensa, no final da reunião da Comissão Nacional de
Proteção Civil, na qual foi aprovada a Diretiva Operacional Nacional -
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF 2012).
O secretário de Estado da Administração Interna explicou que, na
sequência da «monotorização constante e diária» feita pela Autoridade
Nacional de Proteção Civil (ANPC), já foram tomadas algumas medidas,
dando como exemplo o pagamento antecipado a algumas corporações de
bombeiros e o reforço do dispositivo.
«A propósito desta sobrecarga [de incêndios] que se tem sentido nestes
dois meses, o Governo determinou a antecipação de cerca de 400 mil
euros em verbas destinadas a 100 corpos de bombeiros, situados em
concelhos sujeitos a uma grande pressão, do ponto de vista do número
de incêndios», avançou.
Lobo D"Ávila sublinhou que, «não obstante as condições que o país
atravessa, conseguiu-se um pequeno reforço do dispositivo, que não
exclui outro tipo de medidas que poderão ser ponderadas através da
análise operacional feita pela ANPC».
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais contará, no
verão, com mais nove mil elementos e 44 meios aéreos.
Este dispositivo representa um «esforço financeiro de 70,2 milhões de
euros» para a ANPC, dos quais 45 milhões de euros são para os meios
aéreos, 17 ME para despesas com pessoal, 1,7 ME para combustíveis e
6,5 ME para despesas extraordinárias, disse o comandante operacional
nacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto.
Para o secretário de Estado, a aprovação deste dispositivo é
«absolutamente essencial para dar resposta a um verão que se estima
ser difícil», apelando também à sensibilização da população.
Como novidade para este ano, Filipe Lobo D"Ávila apresentou um projeto
piloto de monotorização, com recurso a novas tecnologias de prevenção
e combate a incêndios, que será operacionalizado através de um plano
de operações no Parque Nacional Peneda Gerês, resultante de uma
parceria entre os ministérios da Agricultura e da Administração
Interna.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2356487&page=-1
Refinarias a 60% da capacidade por falta de cana de açúcar
embaladora"
12.03.2012 - 19:06 Por Ana Rute Silva
23 de 32 notícias em Economia« anteriorseguinte »
(Foto: Carlos Lopes/Arquivo)
Países fornecedores preferenciais da União Europeia não conseguem
abastecer a indústria e a subida de preços da matéria-prima no mercado
mundial veio agravar o problema
Os refinadores de açúcar só estão a utilizar, em média, 60% da
capacidade instalada devido à falta de matéria-prima (rama de açúcar),
importada de fornecedores preferenciais com os quais a União Europeia
tem parcerias económicas.
Francisco Avillez, presidente da Associação de Refinadores de Açúcar
Portugueses (ARAP), que representa as duas maiores empresas do sector
(RAR e Sidul) - há ainda a DAI -, diz mesmo que, se não forem tomadas
medidas para facilitar o acesso à rama de açúcar no mercado mundial, a
indústria arrisca-se a transformar-se em "mera embaladora" e deixar de
lado a refinação. A ARAP defende que em causa estão 600 postos de
trabalho directos, num sector com um volume de negócios que ultrapassa
os 250 milhões de euros e é responsável pelo fornecimento de mais de
80% do açúcar banco no mercado nacional.
No âmbito da reforma da Organização Comum de Mercado (OCM) do Açúcar,
realizada em 2006, a União Europeia adoptou um conjunto de alterações
às condições de abastecimento da rama de açúcar, assente em previsões
de crescimento do sector que acabaram por não se concretizar. "A
importação da matéria-prima seria garantida por fornecedores
preferenciais de países menos desenvolvidos e com um preço favorável
mesmo quando o preço mundial fosse baixo", começa por explicar
Francisco Avillez.
A reforma da OCM previa o corte nas quotas de produção de açúcar a
partir de beterraba sacarina - Portugal acabou por ceder toda a sua
quota - e a importação de 3,4 milhões de toneladas de rama de açúcar
dos países ACP (Acordo de Parceria Económica), de África, Caraíbas e
Pacífico e das nações envolvidas na iniciativa Tudo menos Armas (48
países que exportam para a União Europeia com isenção de direitos e
sem estarem sujeitos a contingentes). Contudo, as importações não
ultrapassaram os dois milhões de toneladas e o mercado europeu começou
a sofrer com falta de matéria-prima.
"A principal explicação para esta carência está na falta de capacidade
produtiva dos fornecedores preferenciais para assegurarem o nível de
abastecimento necessário ao funcionamento normal das refinarias de
açúcar dos 27 Estados-membros ", diz Francisco Avillez, sublinhando
que a subida dos preços da rama de açúcar no mercado mundial (acima
dos preços da União Europeia) agravou o problema.
A falta de matéria-prima está a impedir as empresas portuguesas de
aumentar as exportações e rentabilizar toda a capacidade instalada, de
cerca de 600 mil toneladas por ano. A ARAP estima que o consumo
nacional de açúcar branco ronde as 300 mil toneladas anuais e que
cerca de 120 a 130 mil toneladas sejam vendidas para Espanha.
"Não pomos em causa os acordos preferenciais, mas deve haver um
mecanismo para recorrer ao mercado mundial sem pagar direitos [de
importação], quando não é possível comprar a matéria-prima", sublinha
o presidente da ARAP. A importação de rama de açúcar do Brasil, Cuba
ou Índia, por exemplo, só é permitida em quantidades muito pequenas e
está sujeita ao pagamento de direitos de importação.
Numa altura em que se discute o regresso à produção de beterraba em
Portugal - no final de Fevereiro os deputados do PSD e do PCP
apresentaram projectos de resolução no Parlamento nesse sentido -, a
ARAP teme que o Governo deixe de fora as pretensões dos refinadores na
ronda negocial em curso em Bruxelas, no âmbito da revisão da Política
Agrícola Comum (PAC). Para a associação, o regresso à beterraba, cujo
cultivo se concentrava sobretudo nas regiões do Ribatejo e Alentejo,
tem um "indiscutível interesse agronómico", mas é financeiramente
arriscado, nomeadamente, "face às perspectivas de evolução futuras dos
preços".
Contactado, o Ministério da Agricultura sublinha que, apesar das três
refinarias existentes em Portugal laborarem abaixo da sua capacidade,
"a existência da produção de açúcar de beterraba nacional, além de
promover a produção agrícola nacional, também pode reduzir a
dependência do exterior" da rama de açúcar. O futuro, diz fonte do
ministério, passa pela reforma da PAC e "quer seja por medidas de
regulação de contenção da produção, quer seja com contingentação das
importações, terá de se encontrar um equilíbrio e dispositivos
específicos" para ambos os sectores.
A Associação Nacional dos Produtores de Beterraba (Anprobe) já veio
defender o "papel importantíssimo" deste produto na rotação de
culturas e recorda que o fim do seu cultivo acentuou o desequilíbrio
da balança comercial, "uma vez que a importação de ramas agrava essa
balança em 150 milhões de euros por ano". Esta realidade que poderia
ser "invertida através da produção nacional" de beterraba para a
produção de açúcar, diz a Anprobe, num comunicado divulgado esta
semana.
A DAI, instalada em Coruche, era a única fábrica de transformação de
beterraba em Portugal e depois da OCM do Açúcar passou a usar a suas
instalações para a refinação de açúcar bruto de cana. A cultura da
beterraba chegou a envolver 600 agricultores e devido à reestruturação
da indústria o Governo optou por atribuir ajudas (que totalizaram 7,4
milhões de euros) aos que deixaram de produzir este hortícola.
Na Europa, a cultura da beterraba começou no século XIX no Norte de
França para acabar com a dependência do açúcar de cana das colónias.
Com o desenvolvimento do transporte marítimo e a concorrência do
açúcar de cana só se manteve graças a mecanismos de protecção.
http://economia.publico.pt/Noticia/refinarias-a-60-da-capacidade-por-falta-de-cana-de-acucar-1537512
Exportações de vinho cresceram 7% em 2011
12.03.2012 - 16:39 Por Rosa Soares
17 de 32 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Exportações continuam a crescer mas a menor ritmo
(Foto: Nuno Ferreira Santos)
As vendas de vinho caíram 1,4% no mercado nacional, mas as exportações
aumentaram 7%. O crescimento global das vendas em 2011 foi de 4%, para
cerca de 1100 milhões de euros, segundo um estudo da consultora
espanhola DBK divulgado hoje pela Informa D&B.
As vendas no mercado doméstico situaram-se nos 485 milhões de euros e
a descida de 1,4% face a 2010 é explicada pela diminuição do consumo e
pela concorrência de preços.
As exportações, segundo uma estimativa da DBK, aproximaram-se dos 700
milhões de euros, um crescimento de 7%. Mesmo assim, registou-se um
abrandamento face ao aumento de 14% registado em 2010.
Já as importações registaram uma queda significativa, passando de 100
para 79 milhões de euros, entre 2009 e 2011.
No sector do vinho do Porto os números são relativos a 2010, e revelam
que as exportações atingiram 315 milhões de euros, representando 49%
do total das exportações.
O estudo refere ainda que a superfície vitivinícola tem vindo a
diminuir nos últimos anos, situando-se em 2010 nos 243 mil hectares,
menos 1000 hectares que no ano anterior.
http://economia.publico.pt/Noticia/exportacoes-de-vinho-cresceram-7-em-2011-1537486
Recursos Silvestres em destaque na ExpoBarrancos
cogumelos, frutos silvestres e cortiça, vão estar em destaque na
ExpoBarrancos deste ano, que vai decorrer entre 30 de março e 01 de
abril na vila raiana de Barrancos.
Além da tradicional Feira do Presunto e dos Enchidos de Barrancos, a
sexta edição da feira, que vai decorrer no Parque de Feiras e
Exposições da vila, inclui uma Mostra de Recursos Silvestres,
"projetando as grandes potencialidades" destes produtos.
O concurso gastronómico "Barrancos à Mesa", a mesa redonda "Tradição e
Inovação: Potencialidades dos Recursos Silvestres", "workshops",
atividades de educação ambiental, sessões de degustação, compra e
venda de produtos e espetáculos de música são outras ofertas da feira,
promovida pelo município de Barrancos.
(Lusa / DORS)
19:03 segunda-feira, 12 março 2012
Fórum Mundial da Água quer soluções até 2030
Agências
Mais de dois mil milhões de pessoas deverão passar a ter acesso a água
potável ou a saneamento básico até 2030. As melhores formas para o
conseguir começaram esta semana a ser debatidas por 140 países em
Marselha, França, no 6º Fórum Mundial da Água.
"Os desafios são imensos", reconheceu o primeiro-ministro francês
François Fillon, no seu discurso de abertura perante chefes de Estado
e de Governo, ministros e representantes da indústria e da sociedade
civil de 140 países. Fillon convidou os presentes a "reflectir sobre
os meios para tornar universal o acesso a água potável até 2030". Mais
de dois mil milhões de pessoas vivem sem água potável e "contam-se aos
milhões os mortos, todos os anos, por causa de riscos sanitários",
acrescentou. "Esta é uma situação que não é aceitável", disse,
apelando "à comunidade internacional para se mobilizar e resolver o
problema".
Os anteriores fóruns, iniciativas trienais do Conselho Mundial da
Água, fizeram o diagnóstico sobre o acesso à água no mundo; agora, o
de Marselha quer soluções. A presença de Portugal será visível através
do Pavilhão do país e da participação da ministra da Agricultura, Mar,
Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, secretário de
Estado do Ambiente, Pedro Afonso Paulo, presidente da Agência
Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, presidente da Parceria
Portuguesa para a Água e ex-ministro do Ambiente, Francisco Nunes
Correia, além de vários técnicos e especialistas no sector, segundo a
Lusa.
De acordo com o 4º Relatório da ONU sobre a água no mundo, apresentado
hoje no fórum, o aumento da população – que passará a 9 mil milhões em
2050 – e as inundações e secas, trazidas pelas alterações climáticas,
ameaçam os recursos hídricos se nada for feito.
"A água doce não está a ser usada de forma sustentável", disse a
directora-geral da Unesco, Irina Bokova, em comunicado. "As
informações rigorosas ainda não são a regra e a gestão está
fragmentada... O futuro é cada vez mais incerto e os riscos vão
agravar-se", acrescentou.
Segundo Irina Bokova, citando o relatório da ONU, o consumo de água
pela agricultura já representa cerca de 70% da água doce usada no
mundo e deverá aumentar, pelo menos, 19% até 2050, quando a população
mundial chegar aos nove mil milhões de pessoas.
Uma "revolução silenciosa" está a decorrer no subsolo, avisa o
relatório, à medida que a quantidade de água extraída dos aquíferos
triplicou nos últimos 50 anos, fazendo desaparecer uma barreira contra
a seca. "As alterações climáticas vão afectar drasticamente a produção
de alimentos no Sul da Ásia e no Sul de África, entre agora e 2030",
alerta o relatório. "Em 2070, o stress hídrico também vai afectar a
Europa Central e do Sul".
Um outro relatório, da Organização para a Cooperação Económica e
Desenvolvimento (OCDE) e divulgado na semana passada, estima que a
procura mundial de água vai aumentar 55% em 2050, com mais de 40% da
população mundial a viver em bacias hidrográficas ameaçadas pelo
stress hídrico.
Este documento alerta que, com uma reserva de água limitada, os
gestores políticos serão obrigados a fazer uma melhor gestão entre a
procura para a agricultura, energia, consumo humano e saneamento
básico.
Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde disse que 89% da
população mundial já tem acesso a água potável, cumprindo em 2010 uma
das metas dos Objectivos do Milénio, para 2015.
Copa-Cogeca alerta para o excesso de burocracia na futura PAC
No âmbito do debate de alto nível sobre o futuro da política agrícola
comum realizado pelo Parlamento Europeu, o Copa-Cogeca alerta para o
excesso de burocracia existente nas propostas da Comissão Europeia
sobre a mesma, após 2013.
Segundo a organização, a actual burocracia representa um travão para a
competitividade e uma ameaça para a viabilidade económica dos
agricultores, as cooperativas e pequenas empresas.
Durante a sua intervenção em nome do Copa-Cogeca, o vice-presidente do
Copa, Lorenzo Ramos, declarou ser «fundamental acabar com a burocracia
das propostas e oferecer aos agricultores e às cooperativas mais
confiança no seu futuro a longo prazo. O sector agro-alimentar da
União Europeia (UE) proporciona emprego a cerca de 40 milhões de
pessoas. E crucial contar com uma PAC mais sólida, suportada por um
bom orçamento».
Lorenzo Ramos sublinhou ainda que é «satisfatório ver que os
pagamentos directos que os agricultores recebem da PAC se mantenham no
futuro. Contudo, a proposta da Comissão que levanta um pagamento
repartido em seis escalões, é muito mais complicada para os
agricultores e os governos, pelo que é necessário repensar na mesma».
As propostas da Comissão dirigidas a impor aos agricultores mais
requisitos meio ambientais obrigatórios, o que conduziam a que 30 por
cento dos pagamentos directos dependam do cumprimento das exigências
ambientais, debilitavam o sector, aumentavam os custos suportados
pelos agricultores e seriam uma ameaça para a segurança do
fornecimento alimentar.
Por esta razão, o Copa-Cogeca solicita que haja maior ênfase em
medidas que melhorem a rentabilidade, a competitividade e a
produtividade dos sectores agrícola e agro-alimentar da UE, também
para beneficiar o ambiente. A PAC do futuro deve centrar-se em
melhorar o rendimento económico dos agricultores e suas cooperativas e
o próprio funcionamento da cadeia alimentar, de forma a garantir uma
melhor recompensa de mercado.
O vice-presidente alertou também para o projecto de acordo de
liberalização do comércio entre a UE e Marrocos, considerando que este
terá efeitos drásticos para o sector de frutas e hortícolas europeus,
em partícula par ao tomate, contrariando ainda a Estratégia UE 2020
para o crescimento e emprego.
Em primeiro lugar, e antes de avançar com este acordo, a Comissão
devia realizar uma análise de impacto socioeconómico, tendo em conta
que o mesmo representa uma ameaça para mil postos de trabalho nas
zonas rurais comunitárias, já afectadas pela crise económica. Lorenzo
Ramos assinalou que uma sãs principais preocupações da organização é o
facto das importações procedentes de Marrocos não serem obrigadas a
respeitar as exigentes normas da produção da UE. «Incito à Comissão
Europeia, aos eurodeputados e aos ministros, que assegurem a correcta
aplicação dos controlos à importação e às salvaguardas, para evitar
sérias perturbações de mercado. A Comissão deve também avaliar o
sistema de preço de entrada e gerir os contingentes mensais de forma
adequada», concluiu o responsável.
Fonte: Copa-Cogeca
Vinho português vendeu 1,1 mil milhões de euros em 2011
António Larguesa - alarguesa@negocios.pt
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Aumento das exportações compensou a "debilidade no consumo interno",
permitindo ao sector crescer 3,9% face ao ano anterior. As cinco
maiores empresas dominam quase um terço do mercado.
Os 1.700 produtores de vinhos em Portugal venderam um total de 1,1 mil
milhões de euros no ano passado, valendo-se do aumento das vendas ao
exterior (para onde segue 63% da produção) para amenizar a quebra de
1,4% no mercado doméstico, onde facturou 485 milhões de euros.
Os dados são avançados no estudo sectorial da autoria da Informa D&B,
onde se lê que no mercado português sentiram-se "de modo especial a
diminuição do consumo e a forte concorrência de preços".
Como o Negócios noticiou no mês passado, com base nos dados apurados
pelo Instituto da Vinha e do Vinho, as vendas de vinhos portugueses ao
exterior atingiram 675 milhões de euros e 2,97 milhões de hectolitros
em 2011. O crescimento face ao ano anterior foi maior em termos de
volume (14%) do que em valor (3,6%), indiciando uma quebra no preço de
venda ao exterior de 9,1%.
Diagnosticado caso de BSE na Suiça
12.03.2012 - 12:57 Por AFP, PÚBLICO
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Desde 1996 foram registados 467 casos (Reuters/Arquivo)
Um caso de encefalopatia espongiforme bovina (BSE, mais conhecida
como doença das vacas loucas) foi diagnosticado numa exploração
agrícola suíça do cantão de Berna, informou hoje a Organização
Veterinária Federal.
Coreia do Sul: Detectado possível surto de gripe das aves
As autoridades sul-coreanas detectaram um possível surto de grive das
aves em frangos, que a confirmar-se poderia ser o primeiro no país em
10 meses, informou esta segunda-feira o Ministério da Alimentação,
Agricultura, Florestas e Pesca.
12 Março 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
O surto foi detectado no domingo num aviário na província de
Chungcheong do Sul, no oeste do país, onde cerca de 450 frangos
evidenciaram sinais de gripe das aves, segundo o ministério, citado
pela agência sul-coreana Yonhap.
Sete companhias aéreas europeias denunciam taxa de carbono
Helena Geraldes
Sete das maiores companhias aéreas europeias uniram-se para denunciar
as consequências económicas da taxa de carbono instaurada pela União
Europeia, alegando que podem estar em causa 2000 postos de trabalho.
O jornal Financial Times noticiou ontem à noite que a Airbus, British
Airways, Virgin Atlantic, Lufthansa, Air France, Air Berlin e Iberia
escreveram cartas aos líderes políticos europeus – incluindo David
Cameron, Angela Merkel, François Fillon e Mariano Rajoy – onde alertam
"para as consequências económicas" desta taxa, que constitui uma
ameaça "inadmissível" para o seu sector de actividade. As cartas
também foram assinadas pela Safran (França) e pela MTU (Alemanha),
dois fabricantes de motores para aviões.
Algarve: Produtores de tomate e citrinos desesperam com a seca
Não há chuva à vista e os produtores de tomate e citrinos desesperam
no Algarve. O Governo espera trazer notícias do Conselho Europeu da
Agricultura dentro de uma semana.
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Um trabalho de Maria Augusta Casaca com efeitos da seca no Algarve
A água de rega não é tão amiga dos citrinos como a água da chuva. No
Algarve os produtores de laranja lamentam-se da seca prolongada. Já
quem vive do tomate deita contas ao prejuízo provocado pelas geadas
que o tempo seco tem semeado.
Seca provoca grande prejuízos nas vinhas do Dão
Quais os efeitos da seca extrema nas vinhas do Dão? O calor fora de
época voltou a fustigar as plantações. A terra está seca e as vinhas
estão a morrer, mas ninguém parece estar muito preocupado, lamenta um
velho produtor à conversa com o repórter Amadeu Araújo.
A TSF está a percorrer o país para falar dos efeitos da seca extrema
de norte a sul.
"A forma como produzimos comida é literalmente insustentável"
Publicado em 11/03/2012
Charles Godfray, professor da Universidade de Oxford, responsável pelo
grupo de peritos escolhidos pelo Governo britânico para pensar as
mudanças que a alimentação e a agricultura vão sofrer nas próximas
décadas, esteve em Lisboa para fazer a primeira conferência do ciclo
que a Fundação Gulbenkian e o PÚBLICO dedicam ao Futuro da
Alimentação. Ao PÚBLICO falou do pouco que sabemos sobre a forma de
lidar com a comida, do muito que a desperdiçamos, das estratégias
nacionais e europeias e do que vamos comer no futuro.
A carne artificial vem aí? Ele, com imensa ironia, diz que já se
habitou a ser associado à carne artificial, depois de um jornal o ter
citado a dizer que esta era o futuro, e que, afinal, quem sabe, o
futuro pode sempre surpreender-nos.
Vale do Sousa: Seca já destruiu 50 por cento da alimentação para o gado na região -- Cooperativa de Felgueiras
Felgueiras, 13 mar (Lusa) - A seca já destruiu mais de 50 por cento da
alimentação para o gado e dos produtos hortícolas na região do Tâmega
e Sousa, disse hoje à Lusa Casimiro Alves, engenheiro agrícola e
presidente da Cooperativa de Felgueiras.
Segundo o técnico, mesmo que chova nos próximos dias já não será
possível recuperar as perdas.
Sonae compra mais 5,5% a produtores nacionais
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A Sonae aumentou em 5,5% as compras a produtores nacionais em 2011,
adquirindo 128 mil toneladas de produtos no valor de 176 milhões de
euros, informa a empresa em comunicado.
De acordo com o documento, a aposta no Clube de Produtores Continente
traduziu-se em 11 novos membros no ano passado, passando de 233 para
244, atingindo 2.974 produtores individuais.
Agrava-se situação no Douro: Ministério da Agricultura e Governo não podem querer lavar as mãos como Pilatos
(cada Pipa são 550 litros) de "Benefício" (quantidade de Mosto de Uvas
do Douro que cada Lavrador ou empresa pode anualmente transformar em
Vinho Generoso/Porto), o facto é que não subiram e nalguns casos até
baixaram os Preços à Produção do Vinho Generoso/Porto e do Vinho de
Mesa do Douro.
Salienta-se que, entretanto, não param de subir os Preços da
Electricidade, dos Combustíveis, dos Fertilizantes…
É neste contexto muito difícil que se dá a falência da empresa de
comércio de vinhos, Fernando Mendes e Bior, a que se junta a ruptura
financeira da Adega Cooperativa de Santa Marta de Penaguião.
Estas situações são de natureza diferente mas ambas trazem como
consequência que os Vitivinicultores, que lhes entregavam as Uvas,
estão agora seriamente ameaçados de não receberem o valor de uma, duas
e até três campanhas sucessivas de trabalho e despesas !
Rocim investe 1,5 milhões de euros em hotel de charme
Carlos Caldeira
12/03/12 08:33
A nova unidade da herdade produtora de vinho estará concluída no próximo ano.
A Herdade do Rocim, produtora do vinho com o mesmo nome, vai investir
1,5 milhões de euros na construção de um hotel de charme dedicado ao
enoturismo, revela a administradora da empresa, Catarina Vieira. A
nova unidade hoteleira estará concluída em 2013.
A unidade terá entre 15 e 20 quartos e será "um hotel com o máximo de
conforto, que se integre na arquitectura da adega, com biblioteca, com
integração do elemento da água, simples mas com elevada qualidade",
avança a mesma responsável.
Aumento da produção de kiwis à espera dos apoios do PRODER
APK revela que há mais 800 novos hectares plantados em vias de passar
a produzir
A cultura de kiwis em Portugal tem crescido de ano para ano, quer em
número de produtores que se dedica à atividade - hoje cerca de mil,
essencialmente concentrados no Entre Douro e Minho e na Beira
Litoral -, quer em volumes produzidos, tendo atingido as 22 mil
toneladas em 2011, 40% das quais já são para exportação.
Em declarações à "Vida Económica", Alberto Rebelo, presidente da
Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK), está satisfeito com a
evolução deste subsetor agrícola, que reputa de "muito promissor", mas
identifica dois "constrangimentos" que é preciso ultrapassar: o
aumento da capacidade de armazenamento dos quatro entrepostos
comerciais a operar e a concessão de apoios financeiros do PRODER para
estimular o crescimento do setor.
Bolsa de terras municipal
Assunção Cristas marcou a semana com dois importantes anúncios: o
reforço de 200 milhões de euros do Proder para as pequenas explorações
e a entrega no Parlamento de um diploma para a criação de uma bolsa de
terras que promova o combate à desertificação, outorgando benefícios
fiscais a quem a trabalhar. No primeiro caso, trata-se de uma boa
notícias para os jovens agricultores que apostam em projectos de
investimento em novas explorações agrícolas. É claro que das palavras
aos atos vai sempre uma distância que uma política centralizada tem
tendência a aumentar. Quero acreditar que Assunção Cristas está
determinada a acabar com esse paradigma, até porque a ministra da
Agricultura assumiu uma maior celeridade e cumprimento dos prazos no
pagamento das verbas do Proder de ajuda ao financiamento de projectos
agrícolas.
Mirtilo cobiçado pela indústria alimentar, farmacêutica e da cosmética
Deverão ser reveladas em finais de 2013 as conclusões do projeto de
investigação "Myrtillus", que envolve desde há um ano as empresas
Mirtilusa e Frulact e a Escola de Biotecnologia da Universidade
Católica do Porto (ESB-UCP), a Faculdade de Medicina do Porto (FM-UP)
e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e que visa
explorar as propriedades daquele que é tido como o "rei dos
antioxidantes". O projeto é financiado pelo QREN em 420 mil euros
através da Agência de Inovação.
O objetivo desta investigação é "identificar as propriedades
científicas do mirtilo e validá-las cientificamente, dando origem à
criação de produtos derivados, nomeadamente cosméticos, alimentares ou
outros", explicou à "Vida Económica" o presidente da Mirtilusa,
Reinaldo Barnabé, na feira Fruit Logistica, em Berlim.
O que posso fazer para melhorar a agricultura portuguesa? O que está ao meu alcance individual?
Um anónimo que se identificou como agricultor escreveu o seguinte:
"Sou agricultor desde sempre e fico pasmado com esta corrida á terra.
Esqueçam os fins de semana, feriados e férias. No que me toca não sei
o que é isso á vários anos. Será que as pessoas pensam que viver da
terra é tarefa facil?
Deixo aqui um desafio:
apontem o que podemos fazer para todos vivermos melhor da terra."
Aqui vai a minha resposta ao desafio lançado:
1 - Tem que analisar a sua exploração agrícola e verificar os seus
pontos fortes e fracos, bem como as ameaças e oportunidades.
2 - Deve comparar os resultados das suas atividades com as dos seus
colegas agricultores e reverificar quais são os pormenores que pode e
deve melhorar.
Fábrica de amêndoas de Portalegre reabriu quatro anos após ter sido fechada pela ASAE
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A fábrica das tradicionais amêndoas de Portalegre já reabriu,
totalmente remodelada, quatro anos após ter sido encerrada pela
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
foto ARQUIVO JN
"Foi bastante complicado estar estes anos todos sem fazer as amêndoas,
tanto a nível monetário, como psicológico. Para nós, foi muito
complicado acabar, mas agora estamos prontos para continuar a
tradição", afirmou Joaquina Vintém,um dos responsáveis da unidade
fabril.
A fábrica das amêndoas de Portalegre, que trabalha sazonalmente,
fechou portas em fevereiro de 2008, após a Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica (ASAE) ter "aconselhado" o seu encerramento por
"falta de espaço".
Agricultura pode ajudar a resolver o problema do desemprego
preciso saber qual a área disponível para cultivar e quem a poderia
ocupar. 13-03-2012 11:49
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Desemprego em Portugal atingiu um novo máximo em Janeiro
Os jovens portugueses vão ter de regressar à terra, não por vontade
própria mas para evitarem a fome. Para Rosado Fernandes, antigo
deputado do CDS e ex- presidente da Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP), a actual crise vai fazer com que seja a actividade
agrícola a dar emprego a muitos jovens desempregados.
Agricultores do Sul reclamam “coordenação política ao mais alto nível”
a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas e com o Secretário de
Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas. No encontro foram
apresentadas as preocupações em torno da conclusão do Empreendimento
de Fins Múltiplos de Alqueva, as consequências da seca e os atrasos
nos financiamentos dos sistemas de recolha de cadáveres animais.
No que diz respeito a Alqueva, os agricultores revelam que
"demonstraram junto do Secretário de Estado Adjunto do
Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, que dos actuais 52 mil hectares
equipados, foram regados, em 2011, cerca de 25 mil, o que representa
aproximadamente 50 por cento".
Sobre a estratégia apresentada pelo Ministério da Agricultura, de
afectação ao QREN dos investimentos da rede de rega (primária e
secundária) de Alqueva, a delegação de agricultores solicitou \\um
envolvimento e uma coordenação política ao mais alto nível, pois
considera que "sendo possível em teoria, esta transferência carece da
aceitação da Comissão Europeia".
No encontro com a Ministra da Agricultura a delegação de agricultores
apresentou um conjunto de propostas que podem minimizar os efeitos da
seca como: "o pagamento imediato dos saldos das ajudas referentes a
2011; a antecipação do pagamento das ajudas referentes a 2012; a
intermediação do Ministério na renegociação de créditos bancários
assumidos pelos lesados e a criação de uma linha de crédito de longo
prazo que permita o financiamento das necessidades acrescidas das
explorações".
João Madeira, consultor da direcção da ACOS, refere que Assunção
Cristas transmitiu aos "homens da terra" as acções que o Governo
pretende realizar, nomeadamente a prorrogação da legislação que
existe, o aumento do plafond das ajudas de Estado (ajuda de mínimos) e
ainda a atribuição de uma nova linha de crédito.
Quanto a Alqueva, a Ministra da Agricultura clarificou que o Governo
tenciona "acabar a obra de rega". Para a ACOS, no que toca ao
financiamento da obra, existe uma estratégica com "muitos riscos e com
um grande potencial de correr mal", já que o Governo quer transferir a
despesa remanescente para o QREN. Para os agricultores "a passagem da
obra de rega para fora de um fundo agrícola é tudo menos pacifica".
http://www.radiopax.com/noticias.php?d=noticias&id=14673&c=1
FIPA organiza IV Congresso da Indústria Portuguesa Agroalimentar
13 de Março - 2012
A FIPA vai realizar o IV Congresso da Indústria Portuguesa
Agroalimentar, a decorrer no próximo dia 17 de abril no Convento do
Beato, em Lisboa.
A Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares acredita que
este evento será "um marco importante na contribuição para a
existência de um mercado cada vez mais competitivo, favorável à
inovação e ao desenvolvimento do setor agroalimentar e,
consequentemente, gerador de riqueza para o país".
Criado ‘FarmVille’ real com hortas controladas pela internet
13 de Março - 2012
Um professor e cinco alunos do Instituto Politécnico de Beja (IPB)
desenvolveram um projeto inspirado no famoso jogo FarmVille, que
possibilita administrar uma horta real através da internet, sem "mexer
na terra", e receber em casa os produtos produzidos.
O MyFarm.com aplica à realidade a lógica do FarmVille, contudo, ao
contrário do que acontece naquela plataforma, quem aderir a este
projeto terá oportunidade de controlar tudo o que é feito mas também
de saborear o que é cultivado na sua horta pessoal, avança o portal
Boas Notícias.
E para além da fé, Senhora Ministra ?
Um dia destes, a Senhora Ministra da Agricultura, talvez acometida de
uma epifania, declarou, a propósito da Seca, que tinha fé em que
começasse a chover. Pelos vistos, é um tipo de "fé" ao retardador pois
continua sem chover…
Por certo, caso estivéssemos a ser vítimas de chuva e enxurradas, a
Senhora Ministra teria fé em que, súbito, parasse de chover.
Assim, ficaria instalado uma espécie de "serviço" melhor que as
previsões do serviço meteorológico…
Bom, a bem dizer, fé é coisa que todos temos, seja ela mais ou menos
esclarecida.
O Desafio da Construção Colaborativa de Conhecimento
A partilha de informação e o acesso ao conhecimento têm sido referidos
inúmeras vezes como factores limitantes para a competitividade do
sector agrícola. No entanto, face às tecnologias de informação e
comunicação que hoje temos ao nosso dispor, em particular aquelas que
suportam a denominada Web 2.0, não existem actualmente limitações
significativas para construirmos sofisticadas plataformas
colaborativas visando dar resposta a esta necessidade, com custos
reduzidos e tirando partido da denominada inteligência colectiva.
Bispo de Beja lamenta fé maior nos milhões de Bruxelas
por Helder Robalo12 Março 2012
Fotografia © Arquivo DN
O bispo de Beja lamenta que os agricultores portugueses tenham mais fé
nos milhões dos subsídios de Bruxelas, descurando as orações pelo fim
da seca. "Noutros tempos já se teriam levantado súplicas ao céu a
implorar a graça da chuva", escreve D. António Vitalino"
Na nota semanal enviada à agência Ecclesia, o bispo de Beja "algumas
pessoas ainda falam da ajuda de São Pedro, mas parece que com pouca
convicção".