quinta-feira, 19 de abril de 2012

IVDP inova na disponibilização de dados

Maior acessibilidade e eficácia na informação: www.ivdp.pt

Divulgar mais e melhor, de modo mais rápido, eficaz e completo. Foram
estes os objetivos que levaram o Instituto dos Vinhos do Douro e do
Porto (IVDP) a apostar numa nova dinâmica de comunicação de dados
estatísticos com os diferentes públicos que os procuram, tudo à
distância de um clique. A partir de agora, no site do IVDP, é possível
disponibilizar informação personalizada de acordo com os interesses de
cada utilizador, com a inclusão de novos dados e atualizações
atempados e automáticas.

"É uma nova forma de comunicar por parte do IVDP. Se até ao momento as
respostas aos pedidos eram feitas pontualmente, agora disponibilizamos
os chamados "dados de conjuntura" de forma completa e permitindo o
cruzamento de informações", adianta o presidente do IVDP, Manuel de
Novaes Cabral. "É, de facto, uma nova postura que assumimos, tendo em
conta a importância que sabemos ter para uma grande diversidade de
públicos, o acesso a esta informação. Queremos ser úteis a todos os
stakeholders do IVDP, disponibilizando os dados, sempre numa
perspetiva de melhoria contínua".

O site do IVDP, que se centrava sobretudo nos dados das vendas, passa
a incluir elementos organizados em cinco blocos: operadores,
viticultura, colheita e produção, sotcks e vendas. É ainda possível
aceder a conteúdos mais detalhados e efetuar pesquisas com referências
a vários anos e por diversas categorias. Toda esta informação passa
a estar disponível na Internet e pode ser consultada a partir de
quadros feitos "à medida" de cada utilizador, em função das escolhas
que efetuar nas diferentes dimensões de análise disponíveis. Esta
opção permite, por exemplo, que um cliente tenha acesso à localização
geográfica, ano de colheita e mercado de destino de um determinado
vinho, selecionando as características que pretende pesquisar.

Ao todo são 21 quadros divididos nos cinco blocos de informação
referidos, dos quais apenas nove são reservados unicamente ao setor.

O IVDP procura disponibilizar na Internet conteúdos uniformes,
constantes e fiáveis, apostando em definir modelos de informação,
datas de publicação e níveis de acesso, numa perspetiva de inovação,
de melhoria continua e evolução permanente, tendo sempre em conta os
interesses dos usuários.

fonte: mediana

ASAE proíbe campanha da Maçã de Alcobaça apoiada pelo Estado

A ASAE apreendeu as embalagens da gama infantil da Maçã de Alcobaça,
alegando que as alusões de saúde usadas não se encontram "autorizadas
formalmente". A associação de produtores classifica a acção como
"punitiva e demolidora", lembrando que a imagem promocional desta
fruta, definida em 2004, foi aprovada pelo Estado português e pela
Comissão Europeia, sendo financiada com verbas públicas.


A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) levou a cabo
uma acção junto de três cooperativas que integram a Associação de
Produtores de Maçã de Alcobaça (APMA) e apreendeu as embalagens da
gama infantil que esta tinha desenvolvido especificamente esta época
para uma cadeia de distribuição e que "estava a ter enorme aceitação".
De acordo com o presidente da associação, nunca esteve em causa a
qualidade do produto, mas sim a sua imagem promocional, que usa
referências aos benefícios da maçã para a saúde. Foi definida em 2004,
aprovada pelo Estado português e pela Comissão Europeia e financiada
com verbas públicas.
A acção da ASAE só não se estendeu às nove organizações de produtores
que também são associadas da APMA porque esta se movimentou
imediatamente no sentido de reverter a situação e contou com a ajuda
"pronta e determinada" do presidente da Câmara de Alcobaça. A ASAE
devolveu então as embalagens apreendidas e concedeu 45 dias à
associação para escoar todas as embalagens que possui, prazo que está
agora a expirar.
Só que a acção teve eco junto das cadeias de distribuição que, "com
receio dos impactos de uma eventual acção de fiscalização" nos seus
espaços, exigiram à APMA que recolhesse toda a fruta pré-embalada, já
que a mensagem promocional é igual em todos os sacos, diz Jorge
Soares. Por isso, durante este período, a associação não tem
conseguido vender maçã embalada e, logo, não conseguiu escoar as
embalagens. Como ainda há dez mil toneladas de Maçã de Alcobaça para
vender, a associação vai entretanto solicitar à ASAE que conceda uma
prorrogação do prazo.

Projecto patrocinado por organismos públicos
Para o presidente da APMA, a situação ganha contornos "ainda mais
estranhos" porque o projecto de promoção da Maçã de Alcobaça foi
"sempre patrocinado e apoiado por organismos públicos", as frases
promocionais "foram desenvolvidas por profissionais do Ministério da
Saúde" e o "conteúdo técnico e científico foi validado por pareceres
da Direcção Geral de Saúde".
"Há sete anos que se fazem, em média, 180 campanhas de promoção dos
benefícios do consumo da maçã em escolas e noutros locais, em
colaboração com os ministérios da Educação e da Saúde", diz o
responsável. "Agora, o Estado português, através da ASAE, entende que
não podemos usar a imagem e os dizeres quando eles fazem parte do
registo da Indicação Geográfica Protegida [IGP]", lamenta o dirigente.
"Isto é um mundo de contradições".
"Mais surpreendente ainda para os produtores é verem tudo isto
acontecer numa acção relâmpago e cirúrgica, extremamente punitiva e
demolidora para uma fileira que tenta afirmar-se em Portugal",
tentativa que tem sido "inglória, dada a injusta desigualdade de
oportunidades que lhe é conferida por algumas das instituições
publicas nacionais", aponta o dirigente.
A acção da ASAE provocou "extrema desmotivação e revolta" no sector
porque, segundo a associação, "actualmente várias dezenas de marcas
europeias de fruta seguem o exemplo da Maçã de Alcobaça, fazendo
referências alusivas à saúde nos seus produtos, com a agravante de
serem comercializadas em Portugal, sem que, "caricatamente", aquele
organismo "com isso se incomode ou actue".
Aproveitando a presença da ministra da Agricultura em Leiria a semana
passada, a associação alertou-a para a situação. Também já reuniu com
vários organismos para "pedir que ajudem a defender este projecto e os
produtos IGP e DOP (Denominação de Origem Protegida)".

ASAE fala em "inconformidades"
Contactada pelo JORNAL DE LEIRIA, a ASAE esclarece que foi detectada à
venda Maçã de Alcobaça IGP pré-embalada em sacos com a publicidade
Apple Kid e que um dos embaladores "não apresentava qualquer marca de
certificação", o que impedia a confirmação de que o produto "tenha
sido produzido de acordo com o respectivo caderno de especificações".
Numa das embalagens analisadas pela Autoridade de Segurança Alimentar
e Económica foram verificadas várias "inconformidades", como ausência
de marca de certificação e "menção de produção em Regime de Protecção
integrada não constando qualquer marca de certificação emitida pelo
organismo privado de controlo e certificação". Quanto à referência de
que reduz o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares, alega a
ASAE que "no caso da Maçã de Alcobaça a mesma não se encontra incluída
nos termos dispostos no anexo I do Regulamento (CE) 384/2010".
Relativamente às restantes alegações de saúde, "nenhuma se encontra
actualmente autorizada formalmente". Quanto à frase 'a Maçã de
Alcobaça é altamente rica em antioxidantes', a ASAE esclarece que não
pode ser usada, porque "só são permitidas" alegações como 'fonte
de...' ou 'alto teor em...'.

Raquel de Sousa Silva


2012-04-19

http://www.jornaldeleiria.pt/portal/index.php?id=7511

Enoturismo: Quinta do Portal recebe prémio internacional com edifício projetado por Siza Vieira

21:01 Quarta feira, 18 de abril de 2012

Porto, 18 abr (Lusa) - A Quinta do Portal recebeu hoje, no Porto, o
prémio internacional Best of Wine Tourism de 2012, na categoria de
Arquitectura e Paisagem, pelo seu armazém de envelhecimento de vinho
projetado pelo arquiteto Siza Vieira.

A quinta situa-se em Sabrosa, tem vista para o vale do Pinhão e o
armazém, inaugurado a 06 de outubro de 2010, destaca-se pelas suas
linhas contemporâneas, pelo seu revestimento exterior, a xisto e a
cortiça, e pelo modo como se encontra encaixado na paisagem.

A descrição foi feita à Lusa pelo sócio fundador daquela empresa,
Eugénio Branco, na cerimónia de entrega dos prémios Best of Wine
Tourism (BWT) deste ano.

http://expresso.sapo.pt/enoturismo-quinta-do-portal-recebe-premio-internacional-com-edificio-projetado-por-siza-vieira=f720065#ixzz1sUIKz91u

Na Agrária nunca é tarde para aprender

Publicado por Bruno OliveiraEnsino, twitterQuinta-feira, Abril 19th, 2012

Têm em comum o gosto de aprender sempre mais. São ou já foram todos
estudantes da Escola Superior Agrária de Santarém, uma instituição que
não se cansam de elogiar pela "exigência" do ensino, pelo empenho e
elevado conhecimento técnico e académico dos professores e pela
proximidade entre o que aprendem no curso e a realidade do mercado de
trabalho. São profissionais com larga experiência nos seus ramos de
atividade mas não se conformaram com o que aprenderam na "escola da
vida". Quiseram mais, uma nova oportunidade.
Essa oportunidade foi-lhes proporcionada pelo processo de acesso ao
ensino superior aos maiores de 23 anos, uma "janela" que se abre todos
os anos para a entrada de pessoas com mais idade e que querem
frequentar o ensino superior. No Instituto Politécnico de Santarém,
esta modalidade de acesso tem sido muito procurada. Este ano o prazo
de candidaturas termina já no próximo dia 5 de abril. Se ainda não
decidiu, talvez estas histórias de vida o ajudem.

José Paulo, 45 anos, de Alenquer, terminou há dois anos a licenciatura
em Engenharia da Produção Animal. Trabalhou 23 anos na área de venda
de produtos químicos, alguns dos quais para a agricultura. A empresa
encerrou. Passou pelo desemprego. Resolveu ingressar no ensino
superior. O antigo sonho de ser veterinário tinha-se já esfumado com
os anos. O curso de produção animal foi o mais próximo que encontrou.
Atualmente é comercial numa empresa do setor agrícola. "O que aprendi
no curso serve-me hoje como uma importante ferramenta de trabalho
porque tenho um melhor conhecimento para vender os produtos da minha
empresa", afirma este profissional que está a fazer também um mestrado
em Marketing na Escola Superior de Gestão de Santarém. "Acho que,
atualmente, os conhecimentos nestas áreas de gestão e marketing são
importantes em qualquer profissão", acrescenta. Recomenda a escola e o
curso mas avisa quem vem: "é preciso muita força de vontade". José
Paulo sabe do que fala: fez o curso em horário pós-laboral enquanto
trabalhava e, muitas vezes, teve que aproveitar as férias para
concluir trabalhos. "Não é para se ir fazendo, é para fazer e para nos
superarmos a nós próprios".

Melania Durico, 30 anos, natural da Roménia, vive em Abrantes. Chegou
a Portugal à procura de uma melhor vida e de oportunidades de
trabalho. Trabalha numa exploração pecuária e decidiu que deveria
aprender sobre a sua profissão. Está a concluir o curso de Engenharia
da Produção Animal. Assim como José Paulo, entrou pelo processo de
acesso a maiores de 23 anos. "O que aprendi no curso, na teoria, tenho
usado agora na prática. Dantes executava determinada tarefa porque era
mandada, sem muitas vezes perceber. Agora sei porque o faço", explica.

João Torres, 39 anos, de Almeirim, está no 3º ano de Engenharia do
Ambiente. Ao contrário dos seus colegas, voltou à escola pelo processo
de reingressos, pois já tinha concluídas muitas das disciplinas do seu
curso porque, há alguns anos, frequentou, no Instituto Superior de
Agronomia, o curso de Engenharia Florestal, que não concluiu.
Trabalhou na área da educação ambiental da câmara de Lisboa e no
IPAMB. Foi vereador com o pelouro do ambiente na Câmara de Almeirim,
entre 2002 e 2005. É perentório na defesa da Escola Agrária e da
"exigência" dos que funcionam em horário pós-laboral: "o ingresso não
é fácil, a prova que fazemos é igual àquela que fazem os alunos mais
novos, os docentes são os mesmos e têm o mesmo grau de exigência".
Sublinha ainda que os alunos que entram com mais idade "não vêm para
brincar porque estão a correr contra o tempo". "Não vim para a festa,
vim foi para fazer 'festas' aos livros", brinca, numa alusão aos seus
colegas mais novos. Está desempregado mas espera agora encontrar
trabalho na área. Pondera prosseguir estudos, provavelmente, no
mestrado em sistemas de gestão ambiental. "Estudar?! Primeiro
estranha-se, depois entranha-se", remata.

António Cartaxo é o decano deste grupo de alunos. Tem 49 anos e 30 de
trabalho no campo. Atualmente é técnico da Benagro e dá apoio a
organizações de produtores de arroz e tomate na zona de Benavente. É
natural de Coruche, nasceu nas antigas instalações do INIA e sabe o
que é agricultura desde que nasceu. "Sempre me trataram por engenheiro
mas eu só tinha o 11º ano", recorda, acrescentando que já tinha
sonhado vir para a Agrária quando terminou o ensino secundário. Foi na
altura em que a escola passou por uma fase de interregno. Agora veio
mesmo através dos maiores de 23. E a sua vida de estudante não foi
fácil. Visitava diariamente 170 agricultores e, ao final da tarde, tem
que ter tudo despachado para vir para as aulas, que começam às 18h.
"Foi um tremendo esforço para dar a volta à situação", confessa,
embora esteja radiante com a oportunidade de aprender mais e de ser
verdadeiramente um engenheiro, neste caso um engenheiro agrónomo.
Sérgio colaço, 39 anos, trabalha numa empresa de telecomunicações e
resolveu vir para o ensino superior para fazer o curso de Engenharia
do Ambiente. Tinha apenas o 11º ano e já não estudava há mais de 20
anos. "O início foi violento mas agora, que estou no 2º ano,
estão-se-me a abrir novos horizontes profissionais e tenho algumas
ideias que podem cruzar a minha atual área profissional e aquilo que
estou a aprender no curso", salienta Sérgio. "Como diz o nosso
diretor: escola fácil, vida difícil, vida fácil, escola difícil",
evoca este aluno para sublinhar mais uma vez o rigor e a exigência dos
cursos da Agrária.

Todos estes alunos e ex-alunos elogiam o grande entrosamento entre os
vários cursos e turmas, a disponibilidade e empenho dos docentes, o
espírito de interajuda, o cruzamento de saberes que existe na escola –
como agronomia, pecuária e ambiente – e ainda a forte componente
prática e real que os cursos facultam aos alunos.

http://www.oribatejo.pt/2012/04/na-agraria-nunca-e-tarde-para-aprender/

Rede Portuguesa pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e
segurança alimentar

Preocupados com as políticas que impactam negativamente na soberania e
segurança alimentar e nutricional em Portugal e no mundo, organizações
da sociedade civil portuguesa apresentam amanhã, dia Internacional da
Luta Camponesa, em Coimbra, a REALIMENTAR.

Trata-se de uma iniciativa da ACTUAR - Associação para a Cooperação e
o Desenvolvimento, ACOP - Associação de Consumidores de Portugal,
Associação Saúde em Português, APT - Associação dos Pastores
Transmontanos, CNA - Confederação Nacional da Agricultura, Federação
dos Sindicatos do Sector da Pesca, IMVF - Instituto Marquês de Valle
Flor, MARP - Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas
e OIKOS – Cooperação e Desenvolvimento, organizações que vêm
trabalhando estes temas e reivindicando uma alteração de políticas que
salvaguardem o direito à alimentação e promovam a segurança alimentar
e nutricional, sustentadas no conceito de Soberania Alimentar.

As aspirações, necessidades e modos de vida da maioria daqueles que
produzem, distribuem e consomem os alimentos não têm estado no centro
das políticas agrícolas, alimentares e comerciais. Estes problemas são
também evidentes em Portugal, onde cada vez mais famílias se vêem em
situações de pobreza e precariedade, com destaque para o meio rural.

Os efeitos mais negativos do actual modelo de desenvolvimento
repercutem-se de forma mais significativa nos grupos mais
fragilizados, nomeadamente nas mulheres, jovens, idosos e
trabalhadores emigrantes. Em face da falência deste paradigma de
desenvolvimento, é necessário uma inversão de políticas agrícolas,
alimentares e comerciais em Portugal, na Europa e no Mundo que
contrarie esta tendência.

Face à necessidade de uma mobilização e intervenção social mais activa
nestes temas, é criada a REALIMENTAR - Rede Portuguesa para a
Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, a qual se pretende
constituir num espaço de diálogo, debate, articulação de esforços,
recursos e iniciativas para a intervenção nos processos de formulação
e tomada de decisão sobre políticas públicas nacionais e
internacionais que digam respeito à Soberania e Segurança Alimentar.

Fonte: CNA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/04/17b.htm

Exportação de vinhos portugueses corre bem

As previsões para os próximos três anos são muito positivas e apontam
para uma subida de 40%. 18-04-2012 16:55

Portugal já exporta 400 milhões de euros em vinhos de mesa. O país já
é o quarto fornecedor do Brasil e o primeiro de Angola, segundo dados
avançados por Jorge Monteiro, da Viniportugal, uma agência de promoção
do vinho português.
"Estamos a falar de exportar, só de vinhos tranquilos, 400 milhões de
euros. O que tem sido mais importante tem sido a taxa de crescimento.
Nós temos uma expressão muito grande no Brasil, onde somos o quarto
fornecedor, mas temos uma expressão também importante na Alemanha, no
Reino Unido, nos Estados Unidos, duplicámos as vendas na China e
estamos a crescer nos mercados nórdicos", disse Jorge Monteiro.
As previsões para os próximos três anos são muito positivas e apontam
para uma subida de 40% em valor, o que representa 15% ao ano. No
entanto, os exportadores debatem-se com um problema: o Brasil está a
dificultar fortemente a importação de vinhos.
Outro problema de Portugal, segundo Jorge Monteiro, é a dimensão. É um
país pequeno, com imensas marcas de vinho, mas só a marca "Mateus" é
marca internacional.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=58915

Trinta famílias recebem hoje hortas sociais

MIRANDELA

por LusaHoje

Perto de 30 famílias carenciadas vão receber hoje "hortas sociais" e
voltar a cultivar aquela que já foi a zona de maior produção hortícola
de Mirandela, em Trás-os-Montes, e que agora promete a subsistência e
algum rendimento a novos agricultores.
Este é propósito do projeto promovido pela Escola Profissional de
Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais e pela Câmara
Municipal de Mirandela, um dos vencedores do programa EDP Solidária
Barragens 2011.
A elétrica nacional financia o projeto que envolve, além dos
promotores, 28 famílias e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do
Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Mirandela.
Os talhões de terra serão entregues hoje à tarde aos beneficiários,
numa cerimónia seguida de uma visita às futuras hortas, que prometem
ajudar a suavizar os efeitos da crise.
Trata-se de terrenos públicos pertencentes à Escola de Agricultura que
se encontra instalada naquela que já foi "a zona onde se produziu mais
hortícolas na região", segundo disse à Lusa o presidente da Câmara de
Mirandela, António Branco.
O autarca acredita que este projeto pode "garantir às famílias algum
equilíbrio financeiro, aproveitando terrenos públicos".
Para Sérgio Figueiredo, da Fundação EDP, com este projeto
"Trás-os-Montes pode dar um bom exemplo ao país de como a fome em
Portugal não se ataca distribuindo alimentos por quem precisa, mas,
sobretudo, pondo as pessoas a fazer a sua própria atividade e de
preferência transformar isso numa atividade económica que permita
também ter rendimento".
O projeto de Mirandela destaca-se, segundo Sérgio Figueiredo, das 13
"hortas sociais" que a EDP ajudou a criar, no último ano, por todo o
país, "pelo facto de haver uma coisa que é pouco comum, que é o
funcionamento em rede".
A escola de Agricultura ficou também com um talhão para a prática
pedagógica e vai dar apoio técnico aos novos "cultivadores", assim
como outras entidades que ajudarão a "tratar da qualidade dos
produtos, dos canais de distribuição para futura venda e acesso aos
mercados".
"Fixar as pessoas a uma atividade, prende-las à terra, não transformar
a migração numa fatalidade" é o objetivo transversal a este e outros
projetos que a EDP tem em curso nas zonas onde está a realizar
investimentos em barragens.
Os promotores acreditam que o projeto poderá garantir, além da
subsistência, algum rendimento às famílias, e "atacar custos" em
instituições como a associação de apoio à deficiência que receberá
hoje também uma horta.
"Uma fonte de despesa grande das instituições tem a ver com a
alimentação dos beneficiários e este talhão visa, sobretudo, a auto
subsistência a uma instituição de solidariedade que vai produzir muito
daquilo que os seus próprios beneficiários consomem nas suas
refeições", referiu.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2429432&page=-1

FMI diz que economia angolana é a que mais cresce em 2012, com aumento de 9,7%

ARTIGO | TER, 17/04/2012 - 15:26

A economia angolana deverá crescer 9,7% em 2012, sendo a que mais
cresce entre os 18 países da África Subsaariana abrangidos pelas
previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) hoje divulgadas.
Nas suas projeções económicas de primavera ("Outlook"), hoje
divulgadas, o FMI estima que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola
cresça 9,7% este ano e 6,8% em 2013, depois de no ano passado se ter
ficado pelos 3,4%.
Entre os países abrangidos pela análise do FMI, surgem imediatamente
após Angola, o Gana, com um crescimento de 8,8% em 2012, e a Costa do
Marfim (8,1%).
Moçambique, que surge em sétimo lugar entre os 18 países da África
subsaariana analisados, deverá crescer 6,7% em 2012 (menos do que os
7,1% do ano passado) e 7,2% em 2013.
Para 2012, o FMI prevê um crescimento de 5,5% na África Subsaariana e
estima que os países exportadores de petróleo, cujo crescimento foi de
6,2% no ano passado, acelerem para 7,2%.
Esta aceleração do crescimento económico dever-se-á sobretudo ao
início da exploração de novos poços de petróleo em Angola, indica a
instituição.
No relatório hoje divulgado, o FMI sublinha que a África subsaariana
tem sido uma das regiões menos afetadas pela recente crise financeira
mundial, tendo crescido cerca de 5% em 2011. Isto apesar do
abrandamento económico da África do Sul, dos efeitos da seca na zona
oriental e ocidental do continente e do conflito na Costa do Marfim.
A reduzida ligação financeira da região com a Europa terá ajudado a
protegê-la da crise, enquanto a diversificação das exportações para
países emergentes reduziu a exposição comercial destas economias à
Europa.
Com efeito, recorda o FMI, as exportações para a zona euro representam
hoje um quinto das exportações da região, quando em 1990 representavam
dois quintos.
No entanto, o FMI sublinha que uma das prioridades, sobretudo para a
África oriental, é a contenção da inflação. O FMI estima que a
inflação em Angola seja de 11,1% em 2012 e 8,3% em 2013, enquanto em
Moçambique deverá ser de 7,2% este ano e 5,6% no próximo.
Em relação ao andamento da economia mundial, o FMI mostra-se
ligeiramente mais otimista que no início do ano, projetando agora uma
taxa de crescimento do PIB de 3,5 por cento em 2012 e 4,1 por cento em
2013. Para a zona euro, o Fundo prevê uma contração de 0,3 por cento
este ano, seguida por um crescimento de 0,9 por cento em 2013.

http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/fmi-diz-que-economia-angolana-%C3%A9-que-mais-cresce-em-2012-com-aumento-de-97

Grupo parlamentar PSD recomenda ao Governo medidas para a valorização energética da biomassa no objectivo da defesa da floresta

Assembleia da República


Os deputados do PSD apresentaram um projecto de resolução que
preconiza o aproveitamento da biomassa florestal para fins
energéticos, devendo este objectivo ser encarado não só na sua
vertente de aumentar a produção de energia alternativa, mas como
instrumento fundamental de luta contra incêndios.

«A nossa visão para a floresta passa por enfatizar o papel da floresta
na mitigação das alterações climáticas, por valorizar ao máximo os
produtos florestais nacionais, promovendo-se simultaneamente a gestão
florestal sustentada, a conservação da natureza e a biodiversidade,
bem como a exportação», referem-se os subscritores da iniciativa
legislativa do PSD que será apreciada pela Assembleia da República já
esta sexta-feira, dia 20 de Abril.

Como medidas imediatas, os parlamentares recomendam ao Governo a
actualização e identificação do potencial de utilização da biomassa
para produção de energia, promovendo o desenvolvimento económico e
social de zonas rurais, bem como defendem a simplificação de
procedimentos na criação das Zonas de Intervenção Florestal (ZIFs),
como forma de incentivar o emparcelamento da propriedade florestal.
Sugerem ainda que a Administração Central reforce a contratualização
com as Organizações de Produtores Florestais (OPFs) e as Autarquias
Locais, no âmbito das operações de limpeza das faixas de combustível
prevista na lei.

Ao nível do aproveitamento da biomassa florestal, consideram que esta
fonte de energia renovável deve ser promovida, contribuindo assim para
a diversificação energética, nomeadamente mediante a implementação de
medidas transversais que valorizem as actividades relacionadas com a
floresta, descriminando positivamente os biocombustíveis sólidos
(lenha, estilha, pellets e resíduos florestais), e com o objectivo
fundamental de protecção da floresta contra incêndios.

Finalmente, neste domínio, os deputados social-democratas recomendam
ainda a referenciação de uma rede de pontos de recolha de resíduos
florestais, que permita uma melhor rentabilização destes materiais e o
encaminhamento adequado para as centrais de biomassa existentes ou
para os vários sectores industriais de utilização de biomassa.

Para os parlamentares do PSD «os desafios do futuro da nossa sociedade
obrigam a uma nova abordagem à floresta nacional incutindo igual
importância aos objectivos económicos, ambientais e socioculturais». O
sector florestal pode, assim, na opinião dos deputados, «representar
um dos pilares da recuperação económica nacional pela sua capacidade
de gerar riqueza, emprego e inverter a tendência de êxodo rural».

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/04/19b.htm

SIAZ - Sistema de Informação sobre o Azeite e a Azeitona de Mesa

A fileira oleícola é uma fileira estratégica na política agrícola e na
economia portuguesas.

No quadro do fim do regime de apoios ligados à produção, um dos
aspetos mais sensíveis para a regulação do setor oleícola e uma das
maiores preocupações é a transparência do mercado, que era assegurada
pelos mecanismos de comunicação de informação associados ao próprio
sistema de ajudas.

O crescimento do setor oleícola português, o reforço da
profissionalização dos operadores e o investimento privado realizado,
levam a que seja indispensável ter informação que reflita, com
fiabilidade e em tempo útil, a realidade do setor e dos seus agentes
económicos, de modo a fazer face a exigências de análise de mercado,
cada vez mais rigorosas e oportunas.

A informação deverá ainda permitir o cumprimento das responsabilidades
de Portugal, enquanto país de relevo e com interesses crescentes no
panorama oleícola mundial, no que respeita ao fornecimento de
informação a organismos internacionais, como seja a Comissão Europeia
e o Conselho Oleícola Internacional (COI).

Neste quadro, o SIAZ – Sistema de Informação sobre o Azeite e a
Azeitona de Mesa – visa disponibilizar informação sobre o setor
oleícola, produzida, quer pelo Gabinete de Planeamento e Políticas
(GPP), quer por outras entidades.

http://www.gpp.pt/Estatistica/SIAZ/index.html

Tribunal Europeu manifesta-se sobre a PAC pós-2013

TERÇA, 17 ABRIL 2012 14:05
O Tribunal Europeu anunciou que reconhece os esforços envidados pela
Comissão visando simplificar as disposições da PAC e ter em conta
algumas observações formuladas pelo Parlamento, pelo Conselho e pelo
Tribunal. No entanto, considera que o quadro legislativo desta
política permanece demasiado complexo. Por exemplo, as despesas
relativas ao desenvolvimento rural regem-se por seis camadas distintas
de regras. No que se refere à condicionalidade, o Tribunal considera
que, apesar da reorganização proposta, a complexidade desta política
continua a tornar difícil a sua administração por parte dos organismos
pagadores e dos beneficiários.

Em outubro de 2011, a Comissão apresentou ao Parlamento Europeu e ao
Conselho as suas propostas legislativas para a reforma da PAC a partir
de 2014. O Tribunal de Contas Europeu examinou os quatro principais
projetos de regulamento apresentados pela Comissão e divulgou agora o
seu parecer.

O Tribunal registou a intenção da Comissão que consiste em dirigir os
pagamentos da PAC para os "agricultores ativos" e alcançar uma
distribuição mais equilibrada dos pagamentos diretos entre os
beneficiários. Contudo, considera que se mantém o risco de continuarem
a ser efetuados pagamentos a beneficiários que não exercem qualquer
atividade agrícola. Para além disso, o Tribunal salienta que o efeito
de reafetação da redução do montante da ajuda quando essa ajuda excede
determinados níveis ("capping") será limitado.

Além disso, o Tribunal não tem a certeza se algumas destas medidas
propostas podem ser eficazmente aplicadas sem impor encargos
administrativos excessivos aos organismos gestores nacionais e aos
agricultores. Como meio de remediar essa dificuldade, o Tribunal
sugere que se adote uma definição geral e simples do que constitui um
"agricultor ativo" e se atribua à Comissão a tarefa de gerir a
aplicação da legislação resultante, com vista a atingir os objetivos
de alto nível estabelecidos no Tratado, que consistem em aumentar a
produtividade agrícola, bem como o rendimento individual dos que
trabalham na agricultura.

Este órgão observa que, segundo as estimativas da Comissão, a reforma
proposta deverá dar origem a um aumento de 15% dos custos de gestão
dos regimes de pagamento direto que serão suportados pelos
Estados-Membros. Constata a inexistência de informações que mostrem
até que ponto esses custos adicionais serão compensados por um aumento
da eficiência da gestão ou da política.

O Tribunal é de opinião que a Comissão, na sua qualidade de
responsável em última instância pela execução do orçamento, deverá, no
início do novo período financeiro, rever o funcionamento dos sistemas
de gestão e de controlo dos Estados-Membros. Essa supervisão atenuará
o risco de deixar a deteção de quaisquer falhas para controlos
posteriores (o que pode levar a correções financeiras).

O projeto de regulamento estipula que os direitos ao pagamento estarão
disponíveis para os novos agricultores (em especial os jovens
agricultores que iniciam a sua atividade agrícola) em 2014. No
entanto, o Tribunal manifesta a preocupação com o facto de essa
disponibilidade poder deixar de ser garantida nos anos seguintes. Além
disso, o Tribunal observa que a exigência de terem ativado os direitos
ao pagamento em 2011 (ou pedido apoio ao abrigo do regime de pagamento
único por superfície) para poderem solicitar esses direitos em 2014 é
suscetível de criar novas barreiras aos candidatos a novos
agricultores. O Tribunal considera que deverão ser fornecidas
salvaguardas suficientes para fazer face a essas barreiras.

Considera-se que as disposições em projeto relativas a "retiradas",
"reduções" e "exclusões" de pagamentos nos Estados-Membros são
confusas tanto no que se refere à redação como ao âmbito. O Tribunal
concluiu que essas disposições devem ser simplificadas através da
utilização coerente de uma terminologia bem definida e de uma
aplicação firme do princípio de que as irregularidades devem dar
origem a reduções da ajuda e ser indicadas nas informações
estatísticas relevantes fornecidas pelos Estados-Membros e pela
Comissão.

Finalmente, o Tribunal pretende salientar que a eficácia da reforma
depende igualmente da clareza das "regras de execução" que a Comissão
deverá apresentar, bem como da celeridade com que os organismos
pagadores adaptarem os seus procedimentos e sistemas, o que pode
implicar entre 12 e 24 meses após a adoção das disposições de execução
por parte da Comissão.

http://www.cap.pt/noticias/pac/1651-tribunal-europeu-manifesta-se-sobre-a-pac-pos-2013.html

Beja: Mais de 60 azeites em concurso na Ovibeja

Um total de 63 azeites de diferentes partes do globo participa no 2.º
Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra - Prémio Ovibeja, cujos
premiados vão ser conhecidos no dia de inauguração da feira, no
próximo dia 27.

O concurso "voltou a exceder as expectativas" e a segunda edição
"ultrapassou em cerca de 50 por cento a participação" registada na
primeira, refere a ACOS - Agricultores do Sul, organizadora da Ovibeja
e promotora do concurso, juntamente com a Casa do Azeite - Associação
do Azeite de Portugal.

O júri, constituído por 23 provadores, reúne-se segunda-feira para
selecionar os azeites premiados nas três categorias: frutado verde
intenso, frutado verde médio e frutado maduro.

Os visitantes da Ovibeja vão ter a oportunidade de provar os azeites
premiados durante as provas comentadas, durante a feira, entre os dias
27 de abril e 01 de maio.

http://www.regiaosul.pt/noticia.php?refnoticia=126748

França: Produtores de cereais reclamam ajuda excepcional devido às geadas

18-04-2012


A sectorial francesa de produtores de trigo considera que o impacto
das geadas que atingiram, em Fevereiro, as regiões de cereais do
nordeste do país, é tão grave, que o Governo devia declarar estado de
catástrofe climática.

As estimativas apontam para uma perda de 500 euros por hectare, tendo
em conta os novos custos para replantar as parcelas perdidas, factores
que levam o sector a solicitar apoio financeiro a título excepcional
de 100 euros por hectares, o adiantamento do pagamento das ajudas da
política agrícola comum (PAC) para 16 de Outubro em vez de 01 de
Dezembro, não aplicar penalizações no âmbito da PAC nas parcelas
afectadas pelas geadas e a adaptação das obrigações e pagamentos
efectivos das medidas agro-ambientais.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia43804.aspx

Madrid corta importação de biocombustíveis argentinos

Espanha

Pedro Duarte
19/04/12 00:05


A patronal espanhola CEOE defende também o bloqueio dos consumo de
azeite de soja e carne argentina, em retaliação pela expropriação da
Repsol.

O governo de Mariano Rajoy está a ultimar a primeira represália a
Buenos Aires pela expropriação de 51% da petrolífera YPF, detida pela
espanhola Repsol. Nos próximos dias, Madrid vai assinar uma norma que
dê prioridade à compra de biocombustíveis europeus face aos
argentinos. Com esta medida, Espanha não só inicia a retaliação para
com o país presidido por Cristina Kirchner, como ataca a rubrica que
mais pesa no défice comercial espanhol com a Argentina - nos últimos
anos as importações de biodiesel passaram de 68 para 610 milhões de
euros.

"Que se acabe com o consumo de azeite de soja e carnes [as maiores
exportações argentinas], não pode ser de outra maneira", disse ontem
Arturo Fernández, vice-presidente da patronal CEOE, que defende
medidas mais duras.

A batalha pela YPF, tal como antecipava o presidente da Repsol Antonio
Brufau, promete ser longa não só no capítulo diplomático, como
jurídico. Buenos Aires garante que não pagará os oito mil milhões de
euros pedidos pela participação de 57,43% que a Repsol detém na YPF. E
Rajoy pretende avançar com queixas junto da OMC, FMI, Banco Mundial e
G20. Em 48 processos, a Argentina só teve três decisões desfavoráveis
e até ao momento ainda não pagou as indemnizações devidas. "Os
tribunais não são susceptíveis à demagogia", disse Brufau, confiante
de que receberá o valor da sua avaliação.

http://economico.sapo.pt/noticias/madrid-corta-importacao-de-biocombustiveis-argentinos_142838.html

Portaria n.º 104/2012 - PRODER - Suspensão temporária de condições de acesso e compromissos

Portaria n.º 104/2012. D.R. n.º 76, Série I de 2012-04-17
Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
Suspende temporariamente certas condições de acesso e compromissos aos
beneficiários da Medida n.º 2.1 «Manutenção da atividade agrícola em
zonas desfavorecidas», da Medida n.º 2.2 «Valorização dos modos de
produção», da Ação n.º 2.2.1 «Alteração dos modos de produção», da
Ação n.º 2.2.2 «Proteção da biodiversidade doméstica», de alguns
apoios da Medida n.º 2.4 «Intervenções territoriais integradas» e da
Ação n.º 2.3.2 «Ordenamento e recuperação de povoamentos», do Programa
de Desenvolvimento Rural do Continente, designado por PRODER, e prevê
a intervenção das estruturas locais de apoio (ELA) na definição de
orientações e na autorização de ajustamentos de compromissos mediante
análise das situações concretas e a evolução da situação climática
A situação de seca que o território do Continente atravessa atingiu
proporções muito graves, que obrigam a uma atuação de contingência
traduzida na implementação de medidas excecionais para mitigar os
efeitos da mesma.

MAMAOT publica medidas de contingência por causa da seca

2012-04-18

A Portaria é de 17 de abril e versa sobre as medidas de contingência
para mitigação dos efeitos da seca. O Ministério da Agricultura, Mar,
Ambiente e Ordenamento do Território sublinha que os beneficiários da
actividade agrícola em zonas desfavorecidas, a valorização e alteração
dos modos de produção não serão alvo de penalizações por
incumprimento.
O mesmo se aplica aos beneficiários das intervenções territoriais e do
ordenamento e recuperação de povoamentos do PRODER. O MAMAOT prevê
ainda a intervenção de estruturas locais de apoio na definição de
orientações e na autorização de ajustamentos de compromissos devido à
evolução da situação climática.

CCP: Taxa alimentar deve atingir 3.000 PME

18 Abril 2012 | 18:58
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) estima que a
taxa de saúde e segurança alimentar atinja cerca de 3.000 micro,
pequenas e médias empresas nos segmentos retalhista e grossista do
sector alimentar.
De acordo com a entidade liderada por João Vieira Lopes, esta situação
contraria "a ideia passada pela ministra da Agricultura de que
incidiria apenas sobre os grandes grupos de distribuição".
Em comunicado, a CCP, que já classificou a taxa de "inoportuna",
refere que a manter-se a medida, "a mesma deve incidir sobre
realidades bem precisas: em estabelecimentos de comércio a retalho
alimentar que tenham uma área de venda igual ou superior a 2.000
metros quadrados e em estabelecimentos de comércio a retalho
alimentar, isoladamente considerados ou inseridos em conjuntos
comerciais, independentemente da respectiva área de venda, que
pertençam a uma empresa que utilize uma ou mais insígnias ou estejam
integrados num grupo e que disponham, a nível nacional, de uma área de
venda acumulada igual ou superior a 20.000 metros quadrados".

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aumento do IVA vai eliminar 11 mil postos de trabalho na indústria agro-alimentar

Estudo
17.04.2012 - 14:16 Por Ana Rute Silva
16 de 25 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Indústria agro-alimentar emprega 110 mil pessoas em Portugal
(Enric Vives-Rubio)
Reclassificação do imposto sobre os bens alimentares, em vigor desde
Janeiro, vai fazer cair este ano o emprego gerado no sector, que
emprega 110 mil pessoas.
As alterações na taxa do IVA que entraram em vigor em Janeiro poderão
eliminar, este ano, 11 mil postos de trabalho directos e indirectos no
sector agro-alimentar. De acordo com um estudo da consultora Deloitte,
apresentado nesta terça-feira durante o IV Congresso da Indústria
Portuguesa Agro-Alimentar, em Lisboa, a reclassificação do imposto vai
fazer cair em 2,1% o emprego gerado nesta actividade.
Os dados mostram ainda que o consumo final de bens deverá cair 1,3%
até final do ano (representa, em valor, uma descida de 284 milhões de
euros). A tendência de quebra mantém-se ao nível da produção da
indústria, que cai 2,3%, perto de 306 milhões de euros. O mesmo se
passa no consumo de bens alimentares, que deverá diminuir 1,3% em
2012.

Inovação na indústria alimentar e distribuição

18 de Abril de 2012 às 16:38:05 por Hipersuper
A grande parte da inovação na indústria alimentar envolve o
desenvolvimento de novos produtos. Para que o "inovador" atinja o
objectivo de fortalecer a sua posição competitiva, é necessário que o
negócio adicional criado com o novo produto recupere todos os
investimentos feitos com o seu desenvolvimento e lançamento: só a
partir dessa altura é que a inovação valeu de facto a pena.

Sendo o sector agro-alimentar dos que opera com margens de negócio
mais baixas, uma empresa altamente inovadora pode cavar a sua própria
ruína se a inovação não recuperar os seus custos. Infelizmente, o
sucesso de novos produtos no mercado não é muito animador: grande
parte dos produtos falha em menos de 2 anos (as estimativas variam com
o país e a época, entre 2/3 e 90% de "falhanços"). Consequentemente,
uma empresa inovadora precisa de recuperar com uma inovação bem
sucedida não só os seus custos, como também os custos de todas as que
não resultaram tão bem.

Esta realidade não é exclusiva da indústria alimentar. A farmacêutica
dispõe de mecanismos que permitem a quem desenvolva um novo produto
recuperar custos e conquistar bastante valor, através da concessão de
patentes, um direito à exclusividade de produção do novo produto por
um período muito alargado.

Infelizmente, as empresas agro-alimentares raramente têm esta
hipótese. Não se pode propriamente patentear um polvo à lagareiro ou
um iogurte de beringelas. Se uma empresa descobrir uma mistura
excepcional de sabores com beringelas e mais uns ingredientes num
iogurte, qualquer competidor pode repetir muito rapidamente essa
receita. Existe alguma possibilidade de patentear tecnologias, e há
empresas multinacionais que têm algumas, mas não é por essa via que se
têm conseguido grandes resultados. A apetência das cadeias de
distribuição por marcas brancas não ajuda: são as primeiras a saber se
um novo produto vende bem ou não e, se vender, quererão naturalmente
ter a sua versão em marca do distribuidor.

Poder-se-ia dizer que não vale a pena pensar como se vai conseguir
fazer um determinado produto novo, sem saber como se vai recuperar o
investimento em o desenvolver e lançar.

Obviamente, a distribuição moderna passar para o fornecedor os custos
de referenciação (entrada em linha) não ajuda. A ineficiência da
distribuição moderna aumenta drasticamente os custos do produto ao
consumidor final, o que limita as vendas. Essa ineficiência resulta da
prática bem intencionada para com o consumidor de garantir que os
produtos em cada loja são os mais baratos. Através da fiscalização
mútua de preços e dispondo contratos que garantem ao distribuidor
poder aplicar os bónus, descontos ou multas que quiser de modo a
assegurar que o preço final ao consumidor é o mesmo na cadeia A que na
cadeia B, etc., o que acontece na prática é que as cadeias de
distribuição mais eficientes andam a subsidiar as menos eficientes.

A tendência é pois que as cadeias mais eficientes se tornem também
mais ineficientes: não há estímulo para melhorar de facto se os custos
da ineficiência poderem ser atirados para montante. É pois pouco
provável que os custos de referenciação diminuam.

O estímulo à concorrência franca, justa e leal entre cadeias de
distribuição seria uma excelente via de melhorar o ambiente para a
inovação. A concorrência entre supermercados faz com que estes
procurem atrair consumidores. Se os preços são essencialmente os
mesmos, mais desconto, menos catálogo, um para cima e outro para
baixo, o que é que atrai os consumidores? Pode ser a existência de
produtos únicos e apelativos. Nesse caso, uma cadeia de distribuição
poderia interessar-se por garantir fornecimento de um produto que
considerar inovador e atractivo em condições de exclusividade.
Obviamente, isso obriga a um nível de confiança mútuo muito superior
ao que existe agora. Com fornecedor e distribuidor ambos empenhados no
sentido de vender muito, podia criar-se uma situação semelhante à das
patentes da farmacêutica se os contratos tivessem uma duração de
vários anos em que o industrial consiga nesse horizonte ver como o
investimento na inovação vai ser recuperado. A cadeia de distribuição
terá de confiar que o produto novo é "ganhador" e vai dar vantagens
competitivas relativamente aos seus concorrentes; o produtor terá que
confiar que passado um ano o distribuidor não substitui o seu produto
por uma imitação por causa de um par de cêntimos no preço, ou que não
vai querer tê-lo em linha branca.

Há mais exemplos de ideias de colaboração para a inovação entre a
indústria e a distribuição que se podiam citar. Efectivamente, a única
forma efectiva de assegurar um nível de inovação que beneficia todos:
fornecedores, distribuidores e consumidores, é assumindo que hoje em
dia a concorrência se faz melhor entre fileiras, não entre
fornecedores para cada distribuidor, ou entre distribuidores com todos
a monte e fé em Deus. Esperemos que não leve muito tempo para que se
possam estabelecer os níveis de confiança mútua necessários para
termos casos de sucesso de fileiras integradas, inovadoras e
efectivamente competitivas. O consumidor agradece.

Jorge Oliveira, Director do Departamento de Eng. Química da
Universidade Nacional da Irlanda, Colégio de Cork e Administrador da
Ernesto Morgado, S.A.

http://www.hipersuper.pt/2012/04/18/inovacao-na-industria-alimentar-e-distribuicao/

Chuva desagrava seca em Portugal continental

Cenário "mais provável" é que se mantenha a situação de seca
meteorológica no final do mês, "mas com um desagravamento da sua
severidade nas regiões a norte do sistema montanhoso
Montejunto-Estrela". 18-04-2012 14:36
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As chuvas dos últimos dias desagravaram a situação: Portugal
Continental mantém-se com 57% de seca extrema, mas a seca severa
desceu para 42%.

De acordo com o relatório quinzenal do Instituto de Meteorologia, "a
15 de Abril mantinha-se a situação de seca meteorológica em todo o
território continental nas duas classes mais graves: 42% em seca
severa e 57% em seca extrema".

O cenário "mais provável" é que se mantenha a situação de seca
meteorológica no final do mês, "mas com um desagravamento da sua
severidade nas regiões a norte do sistema montanhoso
Montejunto-Estrela".

Numa comparação à situação de seca entre Janeiro e 15 de Abril de
2011-12 e 2004-05, o Instituto de Meteorologia afirma que se verificou
este ano "uma situação mais gravosa do que em 2005, em termos de
percentagem".

Ainda assim o Instituto de Meteorologia ressalva que "as regiões do
Sul em 2005 apresentavam uma situação mais grave do que em 2012, com
toda a região em seca extrema", o que não se verifica agora.

O Instituto refere que, nos últimos 10 anos, a situação de seca mais
grave que ocorreu foi no período de Novembro 2004 a Fevereiro de 2006.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=58885

Argentinos produzem vinho a dois mil metros de altitude (VIDEO)

Luís Baila/ António José Fernandes/ Virgílio Matos
18 Abr, 2012, 14:31

As vinhas mais altas do mundo estão plantadas na Argentina. Na
Cordilheira dos Andes, os argentinos fazem vinho a mais de 2 mil
metros de altitude.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=546111&tm=7&layout=122&visual=61

Prémio Rola-Braz é uma bolsa de investigação numa garrafa de vinho

Doenças raras

18.04.2012 - 13:37 Por Andrea Cunha Freitas
Votar | 1 votos 3 de 5 notícias em Ciências« anteriorseguinte »

A enóloga Ana Rola-Braz quis retribuir um serviço que a ciência lhe
prestou (Fernando veludo/NFactos)
Um Brinde pela Ciência é o último ponto do programa científico que
sexta-feira vai discutir a regulação e qualidade dos testes genéticos
em Portugal. A discussão, no Porto, será centrada nos três anos de
espera pela regulamentação da lei sobre informação genética pessoal e
informação de saúde, mas a sessão vai encerrar com um invulgar exemplo
de mecenato científico. Ana Rola-Braz decidiu contribuir para a
criação de uma bolsa de investigação que permita desenvolver novas
formas de diagnóstico de doenças raras, fazendo reverter um euro da
venda de cada garrafa de vinho que produziu na região do Douro.

É "uma homenagem a uma pessoa de família com a doença de
Machado-Joseph", explica a enóloga, que trabalha nas Caves de Santa
Marta e é proprietária da marca de vinho Quinta de Remostias, na
região do Douro. Ana Rola-Braz quis retribuir por um serviço prestado
pelo Centro de Genética Médica Preditiva e Preventiva (CGPP), no
Porto, e decidiu oferecer o que faz: vinho.

"Uma ideia fantástica para uma forma de mecenato que é muito comum
noutros países, mas que em Portugal é incipiente", nota Cláudio
Sunkel, director do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC),
onde está o CGPP, acrescentando que "é a primeira vez" que isto
acontece no instituto.

A enóloga poderia ter-se limitado a doar uma verba ao CGPP. Mas, após
um encontro com os responsáveis do centro e do IBMC, decidiu que seria
mais interessante contribuir para um avanço científico nesta área.
Assim, foi já seleccionado num concurso um bolseiro que, durante o
próximo ano (a bolsa poderá ser alargada), vai tentar encontrar novas
formas de diagnóstico da doença de Machado-Joseph (a doença rara de
maior prevalência em Portugal) e outras ataxias hereditárias como esta
(doenças crónicas que afectam o cerebelo e acabam por deixar as
pessoas sem se poderem mexer nem falar).

Sobre o vinho Quinta das Remostias, que será lançado e provado no
final do encontro da Orphanet Portugal, Ana Rola-Braz esclarece que se
trata de um tinto, da colheita de 2007, feito com as castas Touriga
Nacional e Tinta Roriz, com grau alcoólico de 14% e cujo preço deverá
rondar os cinco euros. A enóloga tem um stock de seis mil garrafas
(estão à venda à online ou nas lojas de especialidade) para o Prémio
Rola-Braz.

Os organizadores do primeiro encontro sobre doenças raras e
medicamentos "órfãos" da Orphanet - uma rede que apoia o diagnóstico e
tratamento destes doentes, para os quais a indústria farmacêutica tem
pouco interesse em desenvolver produtos, e que é liderada por um
consórcio de 40 países - esperam que o brinde reservado para o final
do dia sirva para celebrar. A Orphanet Portugal espera obter nesta
sexta-feira o compromisso do Governo (o secretário de Estado da Saúde,
Leal da Costa, deverá estar na sessão), para avançar com a
regulamentação da lei publicada em Janeiro de 2005. É que a proposta
de decreto regulamentar está pronta desde o início de 2009.

"E até agora nada", constata Jorge Sequeiros, cientista do CGPP e que
presidiu à comissão que elaborou esta regulamentação. Na mesma altura
apresentou-se uma proposta de portaria sobre o licenciamento dos
laboratórios de genética médica. Também, nesse caso, nada até agora.

Apesar de a lei publicada em 2005 estar em vigor, a regulamentação
deverá clarificar alguns pontos, como as condições de oferta de testes
genéticos, a regulação da sua qualidade, o estabelecimento de
biobancos ou a protecção de informação sensível. Estima-se que existam
5 a 8 mil doenças raras, afectando no seu conjunto até 6% da
população, o que, extrapolando, significa que haverá até 600 mil
pessoas com estas patologias em Portugal.

http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/premio-rolabraz-e-uma-bolsa-de-investigacao-numa-garrafa-de-vinho-1542576

Assunção Cristas recebida amanhã pelo comissário europeu da Agricultura

SECA

por LusaHoje

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, vai reunir-se na
quinta-feira, em Bruxelas, com o comissário europeu Dacian Ciolos,
para um "ponto de situação" sobre a seca em Portugal e as medidas de
apoio solicitadas pelo Governo.
O encontro, no "quartel-general" da Comissão Europeia, realiza-se
cerca de um mês depois de uma reunião de ministros da Agricultura da
União Europeia, a 20 de março, na qual Portugal pediu a adoção de
medidas extraordinárias para compensar os agricultores face à situação
de seca no país, solicitação também apresentada por Espanha.
Poucos dias depois, Assunção Cristas revelou que se reuniria a 19 de
abril com o comissário europeu, em vésperas de novo Conselho de
Ministros da Agricultura dos 27 -- que terá lugar a 26 e 27 de abril
no Luxemburgo -, para um "ponto de situação".
"A reunião com o comissário europeu serve para fazer o acompanhamento
da execução das medidas nacionais, dando conhecimento à Comissão
Europeia e também toda a agilização das medidas comunitárias, para que
elas possam ocorrer. Por exemplo, as medidas de flexibilização
administrativa, que já estão neste momento em curso para as podermos
fazer", referiu na ocasião a ministra.
No Conselho de 20 de março, o secretário de Estado da Agricultura, que
representou Portugal em virtude de a ministra se encontrar na altura
numa visita a Angola, indicou que o Governo pediu a antecipação, para
16 de outubro, do pagamento dos apoios comunitários, que normalmente
são pagos só no final de dezembro.
"Portugal recebe de ajudas diretas, no todo, cerca de 600 milhões de
euros. Estamos a falar de uma antecipação de 50 por cento -- 300
milhões de euros -- já para outubro", explicou na altura José Diogo de
Albuquerque.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2427476

Vinhos: Adega do Ribadouro vai exportar 'Pauliteiros' para o Nepal

11:00 Quarta feira, 18 de abril de 2012

Miranda do Douro, 18 abr (Lusa) - A Adega Cooperativa Ribadouro (ACR)
vai exportar 210 mil garrafas de vinho 'Pauliteiros' para o Nepal,
tornando-se a primeira produtora de vinhos a exportar para aquele
país, disse hoje à Lusa o gestor daquela unidade vinícola.

"Após consultarmos, por curiosidade, o Instituto Nacional de
Estatística foi-nos avançada essa garantia, dado que as transações
comerciais entre Portugal e o Nepal ainda são diminutas", afirmou
Paulo Teixeira

A ACR, adega sedeada na vila nordestina de Sendim, no concelho raiano
de Miranda do Douro, assinou um acordo comercial com um importador de
bebidas do Nepal para o biénio 2012-13 onde serão comercializadas
cercas de 210 mil garrafas de vinho da marca 'Pauliteiros'.


http://expresso.sapo.pt/vinhos-adega-do-ribadouro-vai-exportar-pauliteiros-para-o-nepal=f719894#ixzz1sQtJ8qUF

Indústria diz que não há condições para aumentar preço do leite (vídeo)

Publicado: 2012-04-17 15:43:30 | Actualizado: 2012-04-17 16:48:13

Por: Luciano Barcelos

O presidente da ANIL, Associação Nacional dos Industriais de
Laticínios, afirma que as fábricas estão a passar por tantas ou mais
dificuldades que a lavoura.

Pedro Pimentel acrescenta que nesta altura não há condições para a
indústria de laticínios aumentar o preço do leite à produção.

Foram declarações prestadas pelo responsável da ANIL aos jornalistas à
margem de uma conferência sobre o futuro da agricultura nos Açores,
realizada em São Miguel.

Notícia vídeo: Jornal da Tarde

http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=26470&visual=3&layout=10&tm=5

Indústria alimentar já produz mais de 14 mil milhões

Há ainda muito caminho a percorrer, considera o presidente da
Federação da Indústria Portuguesa Agro-alimentar, que salienta que as
produções primária podem ser muito melhoradas. 17-04-2012 22:12

Portugal pode atingir a auto-suficiência alimentar em 2020
Taxa alimentar é "mais um imposto sobre os portugueses" diz Miguel Freitas
Nova taxa no comércio vai ser paga pelo consumidor, avisa confederação
"No sector da indústria agro-alimentar em termos globais produzimos
cerca de 14 mil milhões de euros. Em termos de percentagem, em
matérias-primas agrícolas temos de importar cerca de 60% do que
produzimos", detalha Jorge Henriques, presidente da Federação da
Indústria Portuguesa Agro-alimentar (FIPA).
A boa notícia no sector é o nível de exportações. "Estamos a crescer
15% quando, já na comparação entre 2011 e 2012, cresceram mais 13%",
diz o presidente da FIPA.

Apesar destes dados positivos, Portugal continua a importar muitos dos
alimentos que consome e mais de 40% é importado. "Há aqui um caminho a
percorrer. No caso das hortofrutícolas, no caso dos produtos
hortícolas, no azeite e no conjunto das bebidas podemos melhorar
muitíssimo as nossas produções primárias", considera Jorge Henriques.
Devido à crise e ao aumento do IVA, o consumo de alimentos em Portugal
caiu. "No mês de Março começou a acontecer. Temos já alguns
subsectores da indústria agro-alimentar no mercado interno a caírem
12, 13, 14%", constata ainda o presidente da FIPA.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=58793

Inovar não é só lançar novos produtos e embalagens

18 de Abril de 2012 às 16:17:40 por Rita Gonçalves

Muitas vezes negligenciada pelos empresários, a modernização dos
processos de produção é talvez a mais sustentada e frutífera forma de
inovação
A inovação pode ajudar as empresas a crescer, criar emprego e assim
ajudar a economia nacional a sair do sufoco? Pedro Miguel Santos,
director-geral da Consulai, especialista em consultadoria
agro-alimentar, não tem dúvidas que sim. Porque o lançamento de novos
produtos e embalagens, assim como o melhoramento de bens e serviços já
existentes, é apenas uma ínfima parte do conceito de inovação.
A retracção no consumo em Portugal e a diminuição da abertura para a
experimentação por parte do consumidor têm levado as empresas a lançar
menos produtos no mercado e canalizar os investimentos para o
aperfeiçoamento dos processos de produção, sublinha Pedro Santos.
"A inovação vai muito além do lançamento de novos produtos e serviços.
Tornar o processo de produção mais eficiente também é inovar. É uma
melhoria mais estruturada e de longo prazo que permite produzir de
forma mais eficiente, barata e sem perdas, e aproveitar melhor os
recursos".

Indústria agroalimentar “é o setor com maior contributo para economia nacional”

por Diogo Pereira
17 de Abril - 2012
A indústria agroalimentar em Portugal é determinante para estratégia
de crescimento do país, com um contributo direto para o aumento das
exportações e a capacidade de garantir a autossuficiência alimentar.
Esta é uma das grandes conclusões da análise macroeconómica do setor
apresentada pelo managing partner da Deloitte, Luís Magalhães, no
âmbito do IV Congresso da Indústria Portuguesa Agroalimentar.

Face ao atual contexto económico do país, os desafios futuros para um
crescimento sustentável passam por garantir um alinhamento estratégico
entre os diversos players em áreas críticas como: a adoção de uma
cultura de eficiência e produtividade, o enfoque na inovação e
diferenciação dos produtos nacionais, a implementação de uma política
de internacionalização e o estímulo à capacitação de alavancagem do
setor primário, sublinha a Deloitte em comunicado.

Governo acredita no consenso entre os produtores e grande distribuição

Agricultura
Dírcia Lopes
17/04/12 13:14

O secretário de Estado da Agricultura defende um "consenso" na
regulação entre a produção nacional e os operadores da grande
distribuição.
O secretário de Estado da Agricultura, Diogo Albuquerque, defendeu
esta manhã, no IV Congresso da Federação das Indústrias Portuguesas
Agro-alimentares (FIPA), que vai haver um "consenso" na regulação do
relacionamento entre a produção nacional e os operadores da grande
distribuição.

Declaração de existência de galinhas poedeiras passa a ser mensal

por Diogo Pereira
17 de Abril - 2012
A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) informou que a
declaração de existências de galinhas poedeiras passa agora a ser
efetuada mensalmente, até ao dia 30 de cada mês e por via eletrónica.

Os detentores de galinhas poedeiras têm desta forma de declarar a
existência destes animais, no endereço disponível aqui.
https://intranet2.dgv.min-agricultura.pt/CookieAuth.dll?GetLogon?curl=Z2FexternoZ2FgalinhaspoedeirasZ2F&reason=0&formdir=3
Segundo uma nota informativa da DGAV, o Despacho n.º 2031/2012
estabelece os procedimentos que devem ser seguidos pelos detentores de
galinhas poedeiras, para declararem os seus efetivos. Passa a ser
"obrigatória a declaração mensal, até ao dia 31 de dezembro de 2012"
dos detentores daquelas aves.

Seca grave afecta 99% do país apesar da chuva

18.04.2012
Ricardo Garcia
Choveu, mas pouco. Depois das duas primeiras semanas de Abril com
alguma precipitação, praticamente todo o território continental de
Portugal mantém-se em situação grave de seca meteorológica.
Segundo a última avaliação do Instituto de Meteorologia, divulgada
nesta quarta-feira, 57% do território nacional mantêm-se em "seca
extrema" e 42% em "seca severa". A situação praticamente não se
alterou em relação ao final de Março (57% de "seca extrema", 41% de
"seca grave"), embora a distribuição regional do problema tenha
variado. A seca abrandou um pouco no Norte interior e agravou-se no
Ribatejo, Alto Altentejo e parte do Algarve.
A quantidade de precipitação na primeira quinzena de Abril esteve
abaixo do normal em todo o Continente. Chegou apenas a 41% da média no
Norte, 43% no Centro e 42% no Sul. Desde o início do ano hidrológico –
que começa em Outubro – choveu apenas 51% da média no país.

CAP critica «propaganda do Governo» à custa de terrenos «roubados aos agricultores»

quarta-feira, 18 de Abril de 2012 | 17:05
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O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)
contestou hoje a entrega de 600 hectares de terra que restavam da
reforma agrária, salientando que há situações ainda em litígio,
criticando o Governo por fazer propaganda com "terrenos roubados".
João Machado afirmou, à saída de uma audiência com o presidente da
República, Aníbal Cavaco Silva, que a reforma agrária é um período da
História que "foi mal resolvido", mas que "estava enterrado" até ser
"ressuscitado" na semana passada com a entrega de 600 hectares a
alguns agricultores.
"Transmitimos ao senhor presidente da República que esta é uma matéria
que ainda estando em litígio com os agricultores é muito melindrosa e
não gostaríamos de ver referida como propaganda do Governo, ou do que
quer que seja, porque não tem nada a ver com o desenvolvimento da
agricultura portuguesa e cria instabilidade e desagrado entre os
agricultores", declarou.