Marcha lenta no Douro
22.06.2012 - 18:33 Por PÚBLICO, Lusa
23 de 29 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Mau tempo provocou perdas na ordem dos 70%
(Foto: Rui Gaudencio)
Os viticultores afectados pela queda de granizo, nas freguesias de
Nogueira e Ermida - concelho de Vila Real - vão promover uma marcha
lenta na próxima segunda-feira, para pedidir apoio ao Governo.
A iniciativa, organizada pela Comissão de Lavradores e pela Associação
dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), pretende
utilizar viaturas agrícolas para marchar contra "a falta de apoio do
Governo" após a queda de granizo do dia 20 de Maio. A marcha começará
em Nogueira e terminará na Praça do Município, na cidade de Vila Real.
sábado, 23 de junho de 2012
A gula seca o "choro da videira"
23 Junho 2012 | 00:01
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
Reduzir as margens para baixar o preço médio dos vinhos;
redimensionar, diversificar e dar maior coerência à carta de vinhos;
harmonizar os "néctares" com as comidas; disponibilizar mais e melhor
informação ao consumidor sobre as marcas e as regiões de origem da
bebida que acompanha a refeição. É esta a receita que está a ser
seguida por alguns dos melhores restaurantes do País, instalados no
segmento médio-alto, para contrariar os principais "estragos" da
crise: a subida do IVA na restauração para 23% no início deste ano e a
progressiva perda do poder de compra dos clientes, que racionalizaram
as escolhas na hora de se sentar à mesa, fora de casa.
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
Reduzir as margens para baixar o preço médio dos vinhos;
redimensionar, diversificar e dar maior coerência à carta de vinhos;
harmonizar os "néctares" com as comidas; disponibilizar mais e melhor
informação ao consumidor sobre as marcas e as regiões de origem da
bebida que acompanha a refeição. É esta a receita que está a ser
seguida por alguns dos melhores restaurantes do País, instalados no
segmento médio-alto, para contrariar os principais "estragos" da
crise: a subida do IVA na restauração para 23% no início deste ano e a
progressiva perda do poder de compra dos clientes, que racionalizaram
as escolhas na hora de se sentar à mesa, fora de casa.
Temperaturas sobem até 4.ªfeira. 40 graus no Alentejo
Calor
por LusaOntem
O Instituto de Meteorologia prevê, até quarta-feira, uma subida
gradual da temperatura em Portugal Continental, com os termómetros a
atingirem na terça e quarta-feira, dias mais quentes, os 39ºC e 40ºC
no Interior Norte-Centro e no Alentejo.
A alta de temperaturas deve-se à influência de "um anticiclone, uma
massa de ar quente", explicou à agência Lusa a meteorologista Madalena
Rodrigues, ressalvando que se trata de "temperaturas normais" para o
Verão.
por LusaOntem
O Instituto de Meteorologia prevê, até quarta-feira, uma subida
gradual da temperatura em Portugal Continental, com os termómetros a
atingirem na terça e quarta-feira, dias mais quentes, os 39ºC e 40ºC
no Interior Norte-Centro e no Alentejo.
A alta de temperaturas deve-se à influência de "um anticiclone, uma
massa de ar quente", explicou à agência Lusa a meteorologista Madalena
Rodrigues, ressalvando que se trata de "temperaturas normais" para o
Verão.
Portugal representa 62% das exportações mundiais de cortiça
APCOR
Económico com Lusa
22/06/12 14:54
Portugal exportou 169 mil toneladas de cortiça no ano passado, mais 7%
que em 2010.
Portugal garantiu, em 2011, uma quota mundial de 62% no sector da
cortiça, exportando 169 mil toneladas equivalentes a 806 milhões de
euros, uma recuperação de 7% face ao ano anterior.
Os dados são do International Trade Center e do Instituto Nacional de
Estatística e foram hoje divulgados pela Associação Portuguesa de
Cortiça (APCOR).
Económico com Lusa
22/06/12 14:54
Portugal exportou 169 mil toneladas de cortiça no ano passado, mais 7%
que em 2010.
Portugal garantiu, em 2011, uma quota mundial de 62% no sector da
cortiça, exportando 169 mil toneladas equivalentes a 806 milhões de
euros, uma recuperação de 7% face ao ano anterior.
Os dados são do International Trade Center e do Instituto Nacional de
Estatística e foram hoje divulgados pela Associação Portuguesa de
Cortiça (APCOR).
INE: Precipitação atenua quebra do rendimento dos cereais de Outono/Inverno mas prejudica cereja
As previsões agrícolas do INE, em 31 de maio de 2012, apontam para
quebras nas produtividades dos cereais praganosos, relativamente
amenizadas pelas chuvas dos últimos dois meses. Ainda assim, as
reduções do rendimento deverão variar entre os 15% na cevada e os 30%
no triticale. Também na cereja se perspetiva uma diminuição na
produtividade, mais evidente nas variedades precoces, e que rondará os
15%. As sementeiras/plantações das culturas de primavera/verão têm
decorrido com normalidade, prevendo-se a manutenção das áreas de
milho, arroz e girassol, e reduções no tomate para a indústria e
batata de regadio.
quebras nas produtividades dos cereais praganosos, relativamente
amenizadas pelas chuvas dos últimos dois meses. Ainda assim, as
reduções do rendimento deverão variar entre os 15% na cevada e os 30%
no triticale. Também na cereja se perspetiva uma diminuição na
produtividade, mais evidente nas variedades precoces, e que rondará os
15%. As sementeiras/plantações das culturas de primavera/verão têm
decorrido com normalidade, prevendo-se a manutenção das áreas de
milho, arroz e girassol, e reduções no tomate para a indústria e
batata de regadio.
Acordo sobre importação de azeite português
Lusa
21 Jun, 2012, 20:14
Portugal e Brasil assinam hoje um Memorando de Entendimento sobre a
importação de azeite português para o mercado brasileiro, disse à Lusa
o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A mesma fonte referiu que as negociações terminaram esta semana, tendo
Portugal e o Brasil chegado a um compromisso após o impasse dos
últimos meses.
"Os ministros da Agricultura, na presença do Ministro de Estado e dos
Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assinarão um Memorando de
Entendimento entre os Governos de Portugal e do Brasil no Domínio do
Azeite, segundo o qual as análises são feitas na origem (Portugal) com
o reconhecimento por parte das autoridades brasileiras da certificação
atribuída pelas autoridades portuguesas e dos respetivos boletins"
disse à Lusa Miguel Guedes, porta-voz do MNE.
21 Jun, 2012, 20:14
Portugal e Brasil assinam hoje um Memorando de Entendimento sobre a
importação de azeite português para o mercado brasileiro, disse à Lusa
o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A mesma fonte referiu que as negociações terminaram esta semana, tendo
Portugal e o Brasil chegado a um compromisso após o impasse dos
últimos meses.
"Os ministros da Agricultura, na presença do Ministro de Estado e dos
Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assinarão um Memorando de
Entendimento entre os Governos de Portugal e do Brasil no Domínio do
Azeite, segundo o qual as análises são feitas na origem (Portugal) com
o reconhecimento por parte das autoridades brasileiras da certificação
atribuída pelas autoridades portuguesas e dos respetivos boletins"
disse à Lusa Miguel Guedes, porta-voz do MNE.
Passos Coelho diz que há "boas notícias" quanto ao comércio de azeite e de vinho
Lusa
21 Jun, 2012, 20:18
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje que o ministro
de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, "tem boas
notícias para dar" quanto ao comércio de azeite e de vinho portugueses
com o Brasil.
Pedro Passos Coelho fez este anúncio no Rio de Janeiro, durante uma
visita a uma exposição sobre Portugal que se encontra num dos
pavilhões da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento
sustentável Rio+20.
21 Jun, 2012, 20:18
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje que o ministro
de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, "tem boas
notícias para dar" quanto ao comércio de azeite e de vinho portugueses
com o Brasil.
Pedro Passos Coelho fez este anúncio no Rio de Janeiro, durante uma
visita a uma exposição sobre Portugal que se encontra num dos
pavilhões da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento
sustentável Rio+20.
Menezes defende elevação de Caves de Vinho do Porto a Património da Humanidade
Lusa
21 Jun, 2012, 17:24
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, defendeu hoje a
elevação das caves de vinho do Porto a Património da Humanidade para,
em conjunto com o edificado e o Douro, promoverem o destino e a marca
Porto.
"Falta, para completar a tríade, elevar as caves do vinho do Porto a
património da Humanidade", disse hoje o autarca durante a inauguração
do Centro Multimédia Gran Cruz, em Gaia.
Para Menezes, as caves de vinho do Porto, juntamente com a cidade do
Porto e a paisagem do Douro (também já elevadas a património da
Humanidade), completam "uma tríade fantástica" para promoção da
cidade.
21 Jun, 2012, 17:24
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, defendeu hoje a
elevação das caves de vinho do Porto a Património da Humanidade para,
em conjunto com o edificado e o Douro, promoverem o destino e a marca
Porto.
"Falta, para completar a tríade, elevar as caves do vinho do Porto a
património da Humanidade", disse hoje o autarca durante a inauguração
do Centro Multimédia Gran Cruz, em Gaia.
Para Menezes, as caves de vinho do Porto, juntamente com a cidade do
Porto e a paisagem do Douro (também já elevadas a património da
Humanidade), completam "uma tríade fantástica" para promoção da
cidade.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Comissão Vitivinícola do Tejo visita Brasil para aumentar exportações
Por mundolusiada | 21 junho, 2012 as 3:22 pm | Nenhum comentário
Da Redação
Com Lusa
A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) e 11 produtores da
região deslocam-se ao Brasil a 27 e 28 de junho para ações de promoção
destinadas a aumentar as exportações de vinhos para aquele país.
Para aumentar as exportações de vinhos da região para o Brasil, não só
em volume como colocando mais produtores a trabalhar com o mercado
brasileiro, a CVR Tejo e os produtores visitarão São Paulo e depois o
Rio de Janeiro, onde apresentarão os vinhos do Tejo junto de
importadores, restauração, 'sommeliers', enófilos e imprensa do setor.
Da Redação
Com Lusa
A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) e 11 produtores da
região deslocam-se ao Brasil a 27 e 28 de junho para ações de promoção
destinadas a aumentar as exportações de vinhos para aquele país.
Para aumentar as exportações de vinhos da região para o Brasil, não só
em volume como colocando mais produtores a trabalhar com o mercado
brasileiro, a CVR Tejo e os produtores visitarão São Paulo e depois o
Rio de Janeiro, onde apresentarão os vinhos do Tejo junto de
importadores, restauração, 'sommeliers', enófilos e imprensa do setor.
Redução dos níveis de pólen em Portugal na próxima semana
SAÚDE
por LusaOntem
A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC)
previu hoje que, na próxima semana, se vai registar uma redução dos
níveis de pólen, embora os níveis de mantenham "muito elevados" no
Norte e no Alentejo.
No seu Boletim Polínico para a semana de 22 a 28 de junho (de hoje a
quinta-feira), a SPAIC afirma que se antecipa "uma redução dos níveis
de pólen, com concentrações moderadas a muito elevadas de pólen
atmosférico em todo o Continente, mantendo-se os níveis muito elevados
no Norte do país e no Alentejo".
por LusaOntem
A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC)
previu hoje que, na próxima semana, se vai registar uma redução dos
níveis de pólen, embora os níveis de mantenham "muito elevados" no
Norte e no Alentejo.
No seu Boletim Polínico para a semana de 22 a 28 de junho (de hoje a
quinta-feira), a SPAIC afirma que se antecipa "uma redução dos níveis
de pólen, com concentrações moderadas a muito elevadas de pólen
atmosférico em todo o Continente, mantendo-se os níveis muito elevados
no Norte do país e no Alentejo".
Vacas pagam crise na Universidade dos Açores
Publicado: 2012-06-22 11:28:25 | Actualizado: 2012-06-22 11:28:25
Por: Luciano Barcelos
A granja, campo experimental de ciências agrárias da Universidade dos
Açores, na ilha Terceira, está à beira do colapso por falta de
dinheiro.
As vacas estão magras, a produção de leite desceu 30 por cento e a
reprodução dos animais está posta em causa.
Por: Luciano Barcelos
A granja, campo experimental de ciências agrárias da Universidade dos
Açores, na ilha Terceira, está à beira do colapso por falta de
dinheiro.
As vacas estão magras, a produção de leite desceu 30 por cento e a
reprodução dos animais está posta em causa.
Vinho tinto tem benefícios idênticos aos do exercício
Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
Uma equipa de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá,
descobriu que um composto natural presente no vinho tinto, bem como em
alguns frutos e também nas nozes, pode melhorar a função cardíaca e
esquelética, a força muscular e o desempenho físico.
O estudo realizado em ratos e publicado em Maio no Journal of
Physiology demonstrou que os animais que receberam uma dieta com
elevadas doses do composto - um antioxidante denominado resveratrol -
deram sinais de maior resistência durante a atividade física.
Uma equipa de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá,
descobriu que um composto natural presente no vinho tinto, bem como em
alguns frutos e também nas nozes, pode melhorar a função cardíaca e
esquelética, a força muscular e o desempenho físico.
O estudo realizado em ratos e publicado em Maio no Journal of
Physiology demonstrou que os animais que receberam uma dieta com
elevadas doses do composto - um antioxidante denominado resveratrol -
deram sinais de maior resistência durante a atividade física.
Rio+20: Intelectuais propõem criação de Tribunal Mundial para o Ambiente
21 Junho 2012 | 11:57
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
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Um grupo de intelectuais propôs à margem da Cimeira Rio+20 a criação
de um tribunal internacional para os crimes ambientais.
No Rio de Janeiro, à margem da Cimeira Rio+20, um grupo de
intelectuais, onde se encontra o sociólogo Edgar Morin, lançou o
desafio: criar-se um tribunal independente para julgar os crimes
ambientais.
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Um grupo de intelectuais propôs à margem da Cimeira Rio+20 a criação
de um tribunal internacional para os crimes ambientais.
No Rio de Janeiro, à margem da Cimeira Rio+20, um grupo de
intelectuais, onde se encontra o sociólogo Edgar Morin, lançou o
desafio: criar-se um tribunal independente para julgar os crimes
ambientais.
Especialista do IVDP eleito responsável pelos métodos de análise de vinhos de todo o mundo
Qualidade dos vinhos mundiais confiada, pela primeira vez, a
especialista português
A definição dos métodos de análise de vinhos da OIV - Organização
Internacional da Vinha e do Vinho foi confiada a Paulo Barros,
especialista em análise química enológica do Instituto dos Vinhos do
Douro e do Porto (IVDP), eleito por unanimidade no decorrer da décima
assembleia geral da OIV, que decorreu hoje, em Izmir, na Turquia.
Estes métodos de controlo, a cargo, pela primeira vez, de um
português, são fundamentais à normalização do comércio internacional e
à proteção do interesse dos consumidores e são adotados,
automaticamente, em toda a União Europeia. Portugal passa a deter, com
esta eleição a liderança da mais importante instância regulamentar
vinícola do mundo.
especialista português
A definição dos métodos de análise de vinhos da OIV - Organização
Internacional da Vinha e do Vinho foi confiada a Paulo Barros,
especialista em análise química enológica do Instituto dos Vinhos do
Douro e do Porto (IVDP), eleito por unanimidade no decorrer da décima
assembleia geral da OIV, que decorreu hoje, em Izmir, na Turquia.
Estes métodos de controlo, a cargo, pela primeira vez, de um
português, são fundamentais à normalização do comércio internacional e
à proteção do interesse dos consumidores e são adotados,
automaticamente, em toda a União Europeia. Portugal passa a deter, com
esta eleição a liderança da mais importante instância regulamentar
vinícola do mundo.
Portugal obrigado a devolver 1,4 milhões de euros a Bruxelas
Publicado às 12.47
foto ORLANDO ALMEIDA / GLOBAL IMAGENS
Acertos de contas com Bruxelas são relativos ao ano de 2008
42 2 0
A Comissão Europeia vai reaver 54,3 milhões de euros de despesas da
política agrícola comum indevidamente gastos pelos Estados-membros,
com Portugal a ter que devolver 1,4 milhões de euros.
A Espanha, informou, esta sexta-feira, Bruxelas, é o principal devedor
(131,3 milhões de euros), seguido de Itália (98,9 milhões) e Grécia
(71,5 milhões).
foto ORLANDO ALMEIDA / GLOBAL IMAGENS
Acertos de contas com Bruxelas são relativos ao ano de 2008
42 2 0
A Comissão Europeia vai reaver 54,3 milhões de euros de despesas da
política agrícola comum indevidamente gastos pelos Estados-membros,
com Portugal a ter que devolver 1,4 milhões de euros.
A Espanha, informou, esta sexta-feira, Bruxelas, é o principal devedor
(131,3 milhões de euros), seguido de Itália (98,9 milhões) e Grécia
(71,5 milhões).
Primeiro-ministro acredita no sucesso do azeite português no Brasil
Nuno Felício
21 Jun, 2012, 18:37
Exportar mais e com qualidade! Falamos de azeite. Brasil e Portugal
assinam hoje um protocolo para facilitar a exportação de azeite
português para o Brasil.
O governo brasileiro tem estado a condicionar as exportações alegando
combate à fraude e falsificação de produtos. Vinho e azeite de
Portugal, que chegam ao Brasil, são sujeitos a análises, o que
encarece o processo para os exportadores e o torna moroso.
21 Jun, 2012, 18:37
Exportar mais e com qualidade! Falamos de azeite. Brasil e Portugal
assinam hoje um protocolo para facilitar a exportação de azeite
português para o Brasil.
O governo brasileiro tem estado a condicionar as exportações alegando
combate à fraude e falsificação de produtos. Vinho e azeite de
Portugal, que chegam ao Brasil, são sujeitos a análises, o que
encarece o processo para os exportadores e o torna moroso.
Só 1% dos vinhos vendidos em Portugal custa mais de cinco euros
22 Junho 2012 | 14:00
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
Apesar da quebra nos últimos dois a três anos, o consumo português
"per capita" de bebidas alcoólicas continua a situar-se acima da
média.
Apesar da quebra nos últimos dois a três anos, o consumo português
"per capita" de bebidas alcoólicas continua a situar-se acima da
média. O mercado dos vinhos, em especial, tem uma particularidade: os
dados da consultora Nielsen permitem extrapolar que apenas 1% do vinho
comercializado em Portugal tem um preço de venda ao público (ou seja,
já com o IVA incluído) acima dos cinco euros.
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
Apesar da quebra nos últimos dois a três anos, o consumo português
"per capita" de bebidas alcoólicas continua a situar-se acima da
média.
Apesar da quebra nos últimos dois a três anos, o consumo português
"per capita" de bebidas alcoólicas continua a situar-se acima da
média. O mercado dos vinhos, em especial, tem uma particularidade: os
dados da consultora Nielsen permitem extrapolar que apenas 1% do vinho
comercializado em Portugal tem um preço de venda ao público (ou seja,
já com o IVA incluído) acima dos cinco euros.
Agricultura: Produção de cereais com quebra de 70% no Alto Alentejo
Publicado em quinta, 21 junho 2012 17:27
A quebra na produção de cereais ronda os 70% no Alto Alentejo, há
searas onde "nem se justifica a colheita do grão", que daria ainda
mais prejuízo aos agricultores alentejanos.
O presidente da Associação de Agricultores do distrito de Portalegre
justifica estes valores com o facto do Norte Alentejano ter sido a
região do país onde ocorreu menos precipitação durante o ano agrícola,
ou seja desde o mês de Setembro.
Segundo António Bonito "há searas completamente e irremediavelmente perdidas"
A quebra na produção de cereais ronda os 70% no Alto Alentejo, há
searas onde "nem se justifica a colheita do grão", que daria ainda
mais prejuízo aos agricultores alentejanos.
O presidente da Associação de Agricultores do distrito de Portalegre
justifica estes valores com o facto do Norte Alentejano ter sido a
região do país onde ocorreu menos precipitação durante o ano agrícola,
ou seja desde o mês de Setembro.
Segundo António Bonito "há searas completamente e irremediavelmente perdidas"
Madonna quer vinho português e camarins esterilizados
O camarim que vai ser utilizado por Madonna, domingo, no Estádio
Cidade de Coimbra, é esterilizado após a partida desta e inacessível
aos produtores nacionais durante o concerto, disse, esta quinta-feira,
Álvaro Ramos, da produtora Ritmos & Blues.
foto ALBERT GEA/REUTERS
Madonna quer beber vinho português em Coimbra
Em conferência de imprensa, Álvaro Ramos revelou alguns pormenores das
exigências da cantora norte-americana e da equipa de cerca de 200
pessoas que a acompanha na atual digressão, nomeadamente ao nível dos
camarins.
Cidade de Coimbra, é esterilizado após a partida desta e inacessível
aos produtores nacionais durante o concerto, disse, esta quinta-feira,
Álvaro Ramos, da produtora Ritmos & Blues.
foto ALBERT GEA/REUTERS
Madonna quer beber vinho português em Coimbra
Em conferência de imprensa, Álvaro Ramos revelou alguns pormenores das
exigências da cantora norte-americana e da equipa de cerca de 200
pessoas que a acompanha na atual digressão, nomeadamente ao nível dos
camarins.
Praga da lagarta afeta sobreiros do Litoral Alentejano
Sociedade
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Uma das maiores manchas de sobreiro do mundo está a ser atacada por
uma praga de lagartas que provoca a desfolhagem da árvore e afeta a
qualidade da cortiça.
A praga da lagarta Lymantria, que em 2011 atacou o montado de Cercal
do Alentejo, alastrou este ano aos concelhos de Grândola e Odemira,
levando ao desespero os produtores de cortiça do Litoral Alentejano.
António Oliveira, proprietário da herdade da Moitinha, em Odemira não
sabe o que fazer para dizimar os milhões de insectos que, no final do
mês de Maio, deixaram centenas de sobreiros, num raio de 100 hectares,
com um aspeto desolador.
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Uma das maiores manchas de sobreiro do mundo está a ser atacada por
uma praga de lagartas que provoca a desfolhagem da árvore e afeta a
qualidade da cortiça.
A praga da lagarta Lymantria, que em 2011 atacou o montado de Cercal
do Alentejo, alastrou este ano aos concelhos de Grândola e Odemira,
levando ao desespero os produtores de cortiça do Litoral Alentejano.
António Oliveira, proprietário da herdade da Moitinha, em Odemira não
sabe o que fazer para dizimar os milhões de insectos que, no final do
mês de Maio, deixaram centenas de sobreiros, num raio de 100 hectares,
com um aspeto desolador.
Acordo do azeite vale 110 milhões para Portugal
Paulo Portas retira obstáculos às exportações para o Brasil
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, alcançou hoje no
Rio de Janeiro um memorando de entendimento com o Brasil, à margem da
Cimeira Rio+20 da Organização das Nações Unidas (ONU), que retira os
obstáculos à exportação de azeite português para o país sul-americano.
21 Junho 2012Nº de votos (15) Comentários (2)
Por:Paulo Pinto Mascarenhas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil
aprovou, a 30 de Janeiro, uma instrução normativa que estabelecia
novas regras para o controlo da entrada no Brasil do azeite importado,
alegando a necessidade de combate à fraude e falsificação de produtos.
Segundo as novas regras, o azeite passaria a ser analisado assim que
chegasse aos portos brasileiros, tendo para isso de ser desembalado e
aberto, extraindo-se amostra e esperando-se depois pelo respectivo
resultado laboratorial.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, alcançou hoje no
Rio de Janeiro um memorando de entendimento com o Brasil, à margem da
Cimeira Rio+20 da Organização das Nações Unidas (ONU), que retira os
obstáculos à exportação de azeite português para o país sul-americano.
21 Junho 2012Nº de votos (15) Comentários (2)
Por:Paulo Pinto Mascarenhas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil
aprovou, a 30 de Janeiro, uma instrução normativa que estabelecia
novas regras para o controlo da entrada no Brasil do azeite importado,
alegando a necessidade de combate à fraude e falsificação de produtos.
Segundo as novas regras, o azeite passaria a ser analisado assim que
chegasse aos portos brasileiros, tendo para isso de ser desembalado e
aberto, extraindo-se amostra e esperando-se depois pelo respectivo
resultado laboratorial.
UE/Agricultura: Bruxelas adverte novamente Portugal sobre gaiolas para galinhas poedeiras
12:13 Quinta feira, 21 de junho de 2012
Bruxelas, 21 jun (Lusa) - A Comissão Europeia advertiu hoje 10
Estados-membros, entre os quais Portugal, para que proíbam a
utilização de gaiolas não melhoradas para galinhas poedeiras.
"Bélgica, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Hungria, Países
Baixos, Polónia e Portugal ainda autorizam a utilização de gaiolas não
melhoradas para galinhas poedeiras, apesar da proibição que entrou em
vigor em janeiro de 2012, para a qual tiveram 12 anos para se
preparar", adverte Bruxelas.
Já em janeiro o executivo comunitário havia aberto um processo de
infração contra Portugal pelo atraso na aplicação da legislação sobre
as gaiolas das galinhas poedeiras.
http://expresso.sapo.pt/ueagricultura-bruxelas-adverte-novamente-portugal-sobre-gaiolas-para-galinhas-poedeiras=f734422
Bruxelas, 21 jun (Lusa) - A Comissão Europeia advertiu hoje 10
Estados-membros, entre os quais Portugal, para que proíbam a
utilização de gaiolas não melhoradas para galinhas poedeiras.
"Bélgica, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Hungria, Países
Baixos, Polónia e Portugal ainda autorizam a utilização de gaiolas não
melhoradas para galinhas poedeiras, apesar da proibição que entrou em
vigor em janeiro de 2012, para a qual tiveram 12 anos para se
preparar", adverte Bruxelas.
Já em janeiro o executivo comunitário havia aberto um processo de
infração contra Portugal pelo atraso na aplicação da legislação sobre
as gaiolas das galinhas poedeiras.
http://expresso.sapo.pt/ueagricultura-bruxelas-adverte-novamente-portugal-sobre-gaiolas-para-galinhas-poedeiras=f734422
Bem-estar dos animais: Comissão insiste com 10 Estados-Membros para que apliquem proibição de gaiolas para galinhas poedeiras
Comissão Europeia - Comunicado de imprensa
Hoje, a Comissão Europeia enviou um parecer fundamentado a dez
Estados-Membros que não aplicaram corretamente a Diretiva 1999/74/CE,
que introduz uma proibição de utilização de gaiolas não melhoradas
para galinhas poedeiras. A Bélgica, a Grécia, a Espanha, a França, a
Itália, Chipre, a Hungria, os Países Baixos, a Polónia e Portugal
ainda autorizam a utilização de gaiolas não melhoradas para galinhas
poedeiras, apesar da proibição que entrou em vigor em janeiro de 2012,
para a qual tiveram 12 anos para se preparar. O envio de um parecer
fundamentado constitui a próxima fase do procedimento, antes de o
assunto ser submetido à apreciação do Tribunal de Justiça da UE.
Hoje, a Comissão Europeia enviou um parecer fundamentado a dez
Estados-Membros que não aplicaram corretamente a Diretiva 1999/74/CE,
que introduz uma proibição de utilização de gaiolas não melhoradas
para galinhas poedeiras. A Bélgica, a Grécia, a Espanha, a França, a
Itália, Chipre, a Hungria, os Países Baixos, a Polónia e Portugal
ainda autorizam a utilização de gaiolas não melhoradas para galinhas
poedeiras, apesar da proibição que entrou em vigor em janeiro de 2012,
para a qual tiveram 12 anos para se preparar. O envio de um parecer
fundamentado constitui a próxima fase do procedimento, antes de o
assunto ser submetido à apreciação do Tribunal de Justiça da UE.
A Terceira Vaga do Tsunami
ASSOCIAÇÃO DE JOVENS AGRICULTORES DO DISTRITO DO PORTO
Desde 2007 chamámos a atenção ao poder político nacional e europeu,
que o aumento da quantidade de leite produzido na europa não vai ser
uma aterragem suave para o final da quotas em 2014, mas sim uma
"amaragem" num mar de leite. Só no ano de 2011 verificou-se um
acréscimo de produção na europa, relativamente a 2010, em quatro vezes
a produção de Portugal. Esta tendência de subida da quantidade
produzida já se verifica há anos consecutivos.
Os problemas na produção em Portugal começaram a agudizar-se com o
aumento significativo do custo de produção, sobretudo da alimentação
animal, que apelidamos de "primeira vaga". A descida do preço do leite
ao produtor, no início do ano, foi a "segunda vaga" e a última
descida, neste mês, é a "terceira vaga", deste mar de leite,
transformado em "tsunami" que está a arrasar a produção.
Precisamos que os políticos nacionais tenham intervenção em Bruxelas,
de forma persistente e forte, para parar o aumento de produção de
leite europeia, uma das causas do baixo preço à produção, e que sejam
capazes de agir também para controlar a especulação no mercado de
matérias-primas para alimentação animal; Não é possível sobreviver
comprando ração a 40 cêntimos e vendendo o leite a 30 cêntimos.
Precisamos de um "banco europeu de cereais", capaz de estabilizar
preços e garantir as quantidades necessárias para alimentação animal
da pecuária europeia. Precisamos que a PARCA produza efeitos
rapidamente, porque relatórios analíticos por si só não resolvem este
problema; Precisamos que Industria e Distribuição queiram a produção
como aliado comercial e parceiro sustentável para o longo prazo e não
como um parente pobre que pode sobreviver assim eternamente;
Precisamos de preços que permitam instalar e manter na actividade
agrícola os jovens agricultores. Precisamos que entidades como o
Observatório dos mercados agrícolas analisem a situação real de todos
os produtos e tendências e tornem públicos esses estudos…
Precisamos parar as sucessivas vagas deste "tsunami" e controlar o
nível deste "mar de leite" no espaço europeu, com o sistema de quotas
ou outro equivalente.
A direcção da AJADP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/06/21.htm
Desde 2007 chamámos a atenção ao poder político nacional e europeu,
que o aumento da quantidade de leite produzido na europa não vai ser
uma aterragem suave para o final da quotas em 2014, mas sim uma
"amaragem" num mar de leite. Só no ano de 2011 verificou-se um
acréscimo de produção na europa, relativamente a 2010, em quatro vezes
a produção de Portugal. Esta tendência de subida da quantidade
produzida já se verifica há anos consecutivos.
Os problemas na produção em Portugal começaram a agudizar-se com o
aumento significativo do custo de produção, sobretudo da alimentação
animal, que apelidamos de "primeira vaga". A descida do preço do leite
ao produtor, no início do ano, foi a "segunda vaga" e a última
descida, neste mês, é a "terceira vaga", deste mar de leite,
transformado em "tsunami" que está a arrasar a produção.
Precisamos que os políticos nacionais tenham intervenção em Bruxelas,
de forma persistente e forte, para parar o aumento de produção de
leite europeia, uma das causas do baixo preço à produção, e que sejam
capazes de agir também para controlar a especulação no mercado de
matérias-primas para alimentação animal; Não é possível sobreviver
comprando ração a 40 cêntimos e vendendo o leite a 30 cêntimos.
Precisamos de um "banco europeu de cereais", capaz de estabilizar
preços e garantir as quantidades necessárias para alimentação animal
da pecuária europeia. Precisamos que a PARCA produza efeitos
rapidamente, porque relatórios analíticos por si só não resolvem este
problema; Precisamos que Industria e Distribuição queiram a produção
como aliado comercial e parceiro sustentável para o longo prazo e não
como um parente pobre que pode sobreviver assim eternamente;
Precisamos de preços que permitam instalar e manter na actividade
agrícola os jovens agricultores. Precisamos que entidades como o
Observatório dos mercados agrícolas analisem a situação real de todos
os produtos e tendências e tornem públicos esses estudos…
Precisamos parar as sucessivas vagas deste "tsunami" e controlar o
nível deste "mar de leite" no espaço europeu, com o sistema de quotas
ou outro equivalente.
A direcção da AJADP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/06/21.htm
Agricultura: Produção de cereais com quebra considerável, apesar das chuvas de abril e maio
11:57 Quinta feira, 21 de junho de 2012
Lisboa, 21 jun (Lusa) -- As chuvas de abril e maio ajudaram as searas
a recuperar, mas foram insuficientes para impedir a quebra de produção
dos cereais que deve variar entre 15 e 30 por cento, segundo as
previsões agrícolas do INE.
"Registaram-se muitas situações em que o grau de desidratação das
searas se revelou totalmente irreversível ou em que os produtores
optaram por desviar a cultura para a alimentação animal, em detrimento
da produção de grão", salienta o Instituto Nacional de Estatística
(INE) nas suas previsões de maio.
As quebras na produção divergem consoante as culturas, variando entre
os 15 por cento para a cevada, 20 por cento no caso da aveia, trigo
mole e trigo duro, 25 por cento para o centeio e 30 por cento para o
triticale (híbrido de trigo e centeio).
http://expresso.sapo.pt/agricultura-producao-de-cereais-com-quebra-consideravel-apesar-das-chuvas-de-abril-e-maio=f734409
Lisboa, 21 jun (Lusa) -- As chuvas de abril e maio ajudaram as searas
a recuperar, mas foram insuficientes para impedir a quebra de produção
dos cereais que deve variar entre 15 e 30 por cento, segundo as
previsões agrícolas do INE.
"Registaram-se muitas situações em que o grau de desidratação das
searas se revelou totalmente irreversível ou em que os produtores
optaram por desviar a cultura para a alimentação animal, em detrimento
da produção de grão", salienta o Instituto Nacional de Estatística
(INE) nas suas previsões de maio.
As quebras na produção divergem consoante as culturas, variando entre
os 15 por cento para a cevada, 20 por cento no caso da aveia, trigo
mole e trigo duro, 25 por cento para o centeio e 30 por cento para o
triticale (híbrido de trigo e centeio).
http://expresso.sapo.pt/agricultura-producao-de-cereais-com-quebra-consideravel-apesar-das-chuvas-de-abril-e-maio=f734409
Quase ninguém sabe o que os governos estão a decidir na Rio+20
21.06.2012
Ricardo Garcia, no Rio de Janeiro
Se há uma incógnita na Rio+20 é até que ponto a sociedade civil está
de facto a ser ouvida nas decisões tomadas pela ONU.
Não são apenas 40 quilómetros de densa selva urbana que separam
Jacarepaguá do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. No Flamengo,
onde a sociedade civil se reúne na colorida Cúpula dos Povos, quase
ninguém parece saber o que os governos estão a decidir lá longe, na
conferência Rio+20. Nem mesmo que na terça-feira ficou acordado um
novo guião mundial para se tentar salvar o planeta.
"Fiquei sabendo por cima", diz o hare krishna Maha Guru, 33 anos, ou
Marcos Gouveia de baptismo. "Não sei, estou aqui dentro desde que
cheguei", alinha o argentino Alejandro Mariani, sentado na tenda do
Movimento dos Sem Terra. "A única coisa que a gente ouviu falar é que
estão discutindo um documento muito fraco", confessa Nathalia Barbosa,
16 anos, da Federação dos Bandeirantes do Brasil - uma organização
semelhante à dos escuteiros.
Se há uma incógnita ainda não resolvida no grande circo montado à
volta da Rio+20 é até que ponto a sociedade civil está de facto a ser
ouvida nas decisões tomadas pelas Nações Unidas. Representantes de
organizações não-governamentais tiveram assento nas salas de
negociações, mas sem direito a falar. Ainda assim, puderam fazer o seu
lobby directamente junto dos representantes governamentais nestas
sessões. Nem tudo correu bem e pelo menos numa reunião, sobre os
oceanos, as ONG foram convidadas a sair da sala no momento mais
crítico da discussão, segundo relatou na terça-feira, numa conferência
de imprensa, um representante da organização High Seas Alliance.
O que certamente não há é uma ligação umbilical entre o que se passa
no Riocentro, onde estão os governos, e o Aterro do Flamengo, onde a
Cúpula dos Povos é uma espécie de sinfonia de todas as causas sociais.
Em cada uma das tendas que pontilham a língua de área verde à borda da
água no Flamengo estão protestos, ou ideias, ou produtos, ou debates.
No espaço do Instituto Terra de Protecção Ambiental, dezenas de
pessoas ouvem uma explicação detalhada sobre a constitucionalidade ou
não do polémico código florestal brasileiro. Ao lado, na tenda Chico
Science, o tema é educação ambiental. Mais à frente, pede-se liberdade
para o povo sarauí, do Sara Ocidental. Adiante, os "catadores" de lixo
reciclável debatem aspectos da profissão. E um grupo de grevistas da
Universidade de Brasília veio à Rio+20 trazer as suas reivindicações:
"Nós estamos pedindo aumento", explica um trabalhador.
Na tenda do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, vende-se cacau de
agricultura biológica. A cachaça, também orgânica, já foi toda. A
produção é do assentamento Terra Vista, na Bahia, uma antiga
propriedade rural ocupada há duas décadas e onde Ayrton Baltazar, 72
anos, diz que não entram químicos: "Não mexo em veneno ou adubo há
mais de dez anos".
O professor de educação física Neumar Ramos, 33 anos, veio de
bicicleta desde Curitiba, no sul do Brasil, a 1100 quilómetros do Rio.
A conferência formal da ONU é algo distante, da qual nada sabe. "A
gente está totalmente fora", afirma. Cerca de 300 bicicletas se
juntariam à "marcha dos povos", prevista para a tarde. "Para nós, a
importância maior são os protestos, para mostrar que ainda estamos
aqui e que não vamos desistir".
No outro extremo do parque, a Cúpula dos Povos é essencialmente
indígena, com profusão de corpos pintados, cabeças com cocares,
chocalhos, flechas, penas e incontáveis índios a vender artesanato.
Cremilda Wassu, da tribo Wassu Cocal, do estado de Alagoas (nordeste
do Brasil), também não sabe o que os governos estão a decidir no
Riocentro. E também está ali para protestar. A sua tribo tinha,
originalmente, uma área de 57 mil hectares para praticar o seu modelo
de sustentabilidade. Hoje têm 2700 hectares. "As melhores áreas de
plantação estão com os sem terra e com os fazendeiros. Para nós, é só
serra e pedras", lamenta. "Como é que pode haver desenvolvimento
sustentável indígena sem terra?", pergunta.
Algumas posições da Cúpula dos Povos, decididas em reuniões plenárias,
têm sido encaminhadas para a cimeira dos governos. Também algumas
organizações estão presentes em ambos os fóruns. Mas mesmo para quem
tem conhecimento do que se está a passar no Riocentro, o sentimento
não é favorável. A agricultora japonesa Mariko Hamaguchi teme um
aspecto em particular do documento aprovado na terça-feira. "Economia
verde, não", diz, através de um intérprete, usando uma metáfora como
explicação: "A casa está quase destruída. Para recomeçar, é preciso
construir a base, uma ideia nova. Ideia velha é só para quebrar o
galho".
Hamaguchi pertence à Rede Civil do Japão para a Década das Nações
Unidas para a Biodiversidade e tem acompanhado as discussões no
Riocentro. Na Cúpula dos Povos, juntou-se aos protestos contra o
nuclear - ela que vive a 170 quilómetros de Fukushima e que deixou de
poder comer arroz integral, pois a radioactividade acumula-se na
camada externa do grão. "Agora, só arroz branco".
Enquanto os cariocas passeiam no Aterro do Flamengo, beneficiando da
tolerância de ponto concedida até sexta-feira, mais de uma centena de
chefes de Estado e de governo deram ontem início à parte formal da
Rio+20, em que será em definitivo o documento "O futuro que queremos",
já acordado pelas delegações de 193 países na terça-feira.
Com 49 páginas e 283 parágrafos, muitos com a impenetrável linguagem
diplomática das Nações Unidas, o documento aposta na económica verde
como "instrumento importante" para o desenvolvimento sustentável e diz
que é preciso mais recursos para os países menos desenvolvidos, sem
especificar quanto, nem de onde virá o dinheiro.
Também cria um fórum ministerial para a sustentabilidade no Conselho
Económico e Social da ONU e lança um processo intergovernamental para
discutir futuros "objectivos de desenvolvimento sustentável".
Embora haja mais algumas novidades, o texto tem sido criticado pela
falta de metas e datas concretas para pôr em prática o que estabelece.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1551371
Ricardo Garcia, no Rio de Janeiro
Se há uma incógnita na Rio+20 é até que ponto a sociedade civil está
de facto a ser ouvida nas decisões tomadas pela ONU.
Não são apenas 40 quilómetros de densa selva urbana que separam
Jacarepaguá do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. No Flamengo,
onde a sociedade civil se reúne na colorida Cúpula dos Povos, quase
ninguém parece saber o que os governos estão a decidir lá longe, na
conferência Rio+20. Nem mesmo que na terça-feira ficou acordado um
novo guião mundial para se tentar salvar o planeta.
"Fiquei sabendo por cima", diz o hare krishna Maha Guru, 33 anos, ou
Marcos Gouveia de baptismo. "Não sei, estou aqui dentro desde que
cheguei", alinha o argentino Alejandro Mariani, sentado na tenda do
Movimento dos Sem Terra. "A única coisa que a gente ouviu falar é que
estão discutindo um documento muito fraco", confessa Nathalia Barbosa,
16 anos, da Federação dos Bandeirantes do Brasil - uma organização
semelhante à dos escuteiros.
Se há uma incógnita ainda não resolvida no grande circo montado à
volta da Rio+20 é até que ponto a sociedade civil está de facto a ser
ouvida nas decisões tomadas pelas Nações Unidas. Representantes de
organizações não-governamentais tiveram assento nas salas de
negociações, mas sem direito a falar. Ainda assim, puderam fazer o seu
lobby directamente junto dos representantes governamentais nestas
sessões. Nem tudo correu bem e pelo menos numa reunião, sobre os
oceanos, as ONG foram convidadas a sair da sala no momento mais
crítico da discussão, segundo relatou na terça-feira, numa conferência
de imprensa, um representante da organização High Seas Alliance.
O que certamente não há é uma ligação umbilical entre o que se passa
no Riocentro, onde estão os governos, e o Aterro do Flamengo, onde a
Cúpula dos Povos é uma espécie de sinfonia de todas as causas sociais.
Em cada uma das tendas que pontilham a língua de área verde à borda da
água no Flamengo estão protestos, ou ideias, ou produtos, ou debates.
No espaço do Instituto Terra de Protecção Ambiental, dezenas de
pessoas ouvem uma explicação detalhada sobre a constitucionalidade ou
não do polémico código florestal brasileiro. Ao lado, na tenda Chico
Science, o tema é educação ambiental. Mais à frente, pede-se liberdade
para o povo sarauí, do Sara Ocidental. Adiante, os "catadores" de lixo
reciclável debatem aspectos da profissão. E um grupo de grevistas da
Universidade de Brasília veio à Rio+20 trazer as suas reivindicações:
"Nós estamos pedindo aumento", explica um trabalhador.
Na tenda do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, vende-se cacau de
agricultura biológica. A cachaça, também orgânica, já foi toda. A
produção é do assentamento Terra Vista, na Bahia, uma antiga
propriedade rural ocupada há duas décadas e onde Ayrton Baltazar, 72
anos, diz que não entram químicos: "Não mexo em veneno ou adubo há
mais de dez anos".
O professor de educação física Neumar Ramos, 33 anos, veio de
bicicleta desde Curitiba, no sul do Brasil, a 1100 quilómetros do Rio.
A conferência formal da ONU é algo distante, da qual nada sabe. "A
gente está totalmente fora", afirma. Cerca de 300 bicicletas se
juntariam à "marcha dos povos", prevista para a tarde. "Para nós, a
importância maior são os protestos, para mostrar que ainda estamos
aqui e que não vamos desistir".
No outro extremo do parque, a Cúpula dos Povos é essencialmente
indígena, com profusão de corpos pintados, cabeças com cocares,
chocalhos, flechas, penas e incontáveis índios a vender artesanato.
Cremilda Wassu, da tribo Wassu Cocal, do estado de Alagoas (nordeste
do Brasil), também não sabe o que os governos estão a decidir no
Riocentro. E também está ali para protestar. A sua tribo tinha,
originalmente, uma área de 57 mil hectares para praticar o seu modelo
de sustentabilidade. Hoje têm 2700 hectares. "As melhores áreas de
plantação estão com os sem terra e com os fazendeiros. Para nós, é só
serra e pedras", lamenta. "Como é que pode haver desenvolvimento
sustentável indígena sem terra?", pergunta.
Algumas posições da Cúpula dos Povos, decididas em reuniões plenárias,
têm sido encaminhadas para a cimeira dos governos. Também algumas
organizações estão presentes em ambos os fóruns. Mas mesmo para quem
tem conhecimento do que se está a passar no Riocentro, o sentimento
não é favorável. A agricultora japonesa Mariko Hamaguchi teme um
aspecto em particular do documento aprovado na terça-feira. "Economia
verde, não", diz, através de um intérprete, usando uma metáfora como
explicação: "A casa está quase destruída. Para recomeçar, é preciso
construir a base, uma ideia nova. Ideia velha é só para quebrar o
galho".
Hamaguchi pertence à Rede Civil do Japão para a Década das Nações
Unidas para a Biodiversidade e tem acompanhado as discussões no
Riocentro. Na Cúpula dos Povos, juntou-se aos protestos contra o
nuclear - ela que vive a 170 quilómetros de Fukushima e que deixou de
poder comer arroz integral, pois a radioactividade acumula-se na
camada externa do grão. "Agora, só arroz branco".
Enquanto os cariocas passeiam no Aterro do Flamengo, beneficiando da
tolerância de ponto concedida até sexta-feira, mais de uma centena de
chefes de Estado e de governo deram ontem início à parte formal da
Rio+20, em que será em definitivo o documento "O futuro que queremos",
já acordado pelas delegações de 193 países na terça-feira.
Com 49 páginas e 283 parágrafos, muitos com a impenetrável linguagem
diplomática das Nações Unidas, o documento aposta na económica verde
como "instrumento importante" para o desenvolvimento sustentável e diz
que é preciso mais recursos para os países menos desenvolvidos, sem
especificar quanto, nem de onde virá o dinheiro.
Também cria um fórum ministerial para a sustentabilidade no Conselho
Económico e Social da ONU e lança um processo intergovernamental para
discutir futuros "objectivos de desenvolvimento sustentável".
Embora haja mais algumas novidades, o texto tem sido criticado pela
falta de metas e datas concretas para pôr em prática o que estabelece.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1551371
De um lavatório a uma capa de iPad, é tudo cortiça
22 Junho 2012 | 00:01
Rita Faria - afaria@negocios.pt
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Cortiça nacional chega a França, Inglaterra, Alemanha e Suíça em forma
de quase tudo.
Tiago Cartageno trabalhava em "design" de comunicação, em "webdesign",
quando decidiu criar o seu próprio "site" e o seu próprio negócio.
Ouvia falar na necessidade de arranjar soluções para a crise económica
passando pelas exportações. Ouvia falar, também, de um "boom" de
criação de produtos em cortiça, desde a decoração aos artigos de moda.
Juntou as duas ideias e criou a Corkway.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563667
Rita Faria - afaria@negocios.pt
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Cortiça nacional chega a França, Inglaterra, Alemanha e Suíça em forma
de quase tudo.
Tiago Cartageno trabalhava em "design" de comunicação, em "webdesign",
quando decidiu criar o seu próprio "site" e o seu próprio negócio.
Ouvia falar na necessidade de arranjar soluções para a crise económica
passando pelas exportações. Ouvia falar, também, de um "boom" de
criação de produtos em cortiça, desde a decoração aos artigos de moda.
Juntou as duas ideias e criou a Corkway.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563667
Assunção Cristas: Houve avanços claros, mas União Europeia tinha ambições maiores
Rio+20
21 Junho 2012 | 07:50
Lusa
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A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção
Cristas, considera que o documento final da conferência Rio+20 inclui
compromissos que constituem avanços claros, mas afirma que a União
Europeia tinha ambições maiores.
Em declarações aos jornalistas, no Rio de Janeiro, Assunção Cristas
fez um balanço do texto que foi acordado entre os representantes dos
países membros das Nações Unidas para ser apresentado como documento
final da conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio+20.
"Eu penso que é um consenso positivo. Alguns pensavam que não seria
possível sequer chegar até aqui. Com certeza que a nossa ambição é
sempre maior, mas estas matérias fazem-se caminhando", afirmou a
ministra do Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território.
Questionada se considera que o acordo político alcançado ficou aquém
das expectativas, Assunção Cristas respondeu que "com certeza que
havia ambições maiores, nomeadamente por parte da União Europeia, mas
que ficaram com um roteiro para posterior desenvolvimento".
"É assim que estas coisas vão andando", acrescentou.
"Enquanto que noutras matérias se diz que para dançar o tango é
preciso dois, aqui nas Nações Unidas para darmos passos é preciso que
todos dancem no mesmo sentido, no mesmo compasso, e como é evidente,
não é fácil", observou Assunção Cristas.
Segundo a ministra do Ambiente, seria bom que tivesse havido "uma
definição clara dos objetivos de desenvolvimento sustentável, com um
calendário claro", o que não aconteceu.
"Ficou a ideia de que vamos desenvolver em conjunto objectivos de
desenvolvimento sustentável, ficou a ideia clara de que vamos
desenvolver o Programa das Nações Unidas, e talvez no futuro possa ser
possível caminhar para uma verdadeira agência, que era uma pretensão
da União Europeia", referiu.
"Neste momento não foi possível chegar à agência, mas foi possível
dizer-se que há um reforço claro, com a participação de todos os
Estados-membros, portanto, com o princípio da universalidade na gestão
deste programa das Nações Unidas, que era o que não acontecia até
agora, com mais reforço da própria liderança do secretário-geral das
Nações Unidas", assinalou.
Por outro lado, no seu entender, foi "algo muito importante" ter-se
gerado "um consenso em torno do conceito de economia verde como um
meio para um desenvolvimento sustentável", ou seja, um desenvolvimento
feito "de forma respeitadora do ambiente".
Assunção Cristas realçou ainda os parágrafos do documento final da
Rio+20 dedicados à preservação e à exploração sustentável dos oceanos,
adiantando que "Portugal esteve bastante por detrás dessa parte".
"Portanto, o que posso dizer é que em todos os dossiês, em todos os
pontos houve avanços claros, nuns casos mais fortes do que noutros,
mas há um roteiro que foi apontado e há muito trabalho a desenvolver
para dar execução àquilo que sai aqui do Rio+20", concluiu.
Para além da ministra do Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território, também o primeiro-ministro, Pedro Passos
Coelho, e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo
Portas, se encontram no Rio de Janeiro para participar na Rio+20, que
teve início na quarta-feira e termina na sexta-feira.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563783
21 Junho 2012 | 07:50
Lusa
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A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção
Cristas, considera que o documento final da conferência Rio+20 inclui
compromissos que constituem avanços claros, mas afirma que a União
Europeia tinha ambições maiores.
Em declarações aos jornalistas, no Rio de Janeiro, Assunção Cristas
fez um balanço do texto que foi acordado entre os representantes dos
países membros das Nações Unidas para ser apresentado como documento
final da conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio+20.
"Eu penso que é um consenso positivo. Alguns pensavam que não seria
possível sequer chegar até aqui. Com certeza que a nossa ambição é
sempre maior, mas estas matérias fazem-se caminhando", afirmou a
ministra do Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território.
Questionada se considera que o acordo político alcançado ficou aquém
das expectativas, Assunção Cristas respondeu que "com certeza que
havia ambições maiores, nomeadamente por parte da União Europeia, mas
que ficaram com um roteiro para posterior desenvolvimento".
"É assim que estas coisas vão andando", acrescentou.
"Enquanto que noutras matérias se diz que para dançar o tango é
preciso dois, aqui nas Nações Unidas para darmos passos é preciso que
todos dancem no mesmo sentido, no mesmo compasso, e como é evidente,
não é fácil", observou Assunção Cristas.
Segundo a ministra do Ambiente, seria bom que tivesse havido "uma
definição clara dos objetivos de desenvolvimento sustentável, com um
calendário claro", o que não aconteceu.
"Ficou a ideia de que vamos desenvolver em conjunto objectivos de
desenvolvimento sustentável, ficou a ideia clara de que vamos
desenvolver o Programa das Nações Unidas, e talvez no futuro possa ser
possível caminhar para uma verdadeira agência, que era uma pretensão
da União Europeia", referiu.
"Neste momento não foi possível chegar à agência, mas foi possível
dizer-se que há um reforço claro, com a participação de todos os
Estados-membros, portanto, com o princípio da universalidade na gestão
deste programa das Nações Unidas, que era o que não acontecia até
agora, com mais reforço da própria liderança do secretário-geral das
Nações Unidas", assinalou.
Por outro lado, no seu entender, foi "algo muito importante" ter-se
gerado "um consenso em torno do conceito de economia verde como um
meio para um desenvolvimento sustentável", ou seja, um desenvolvimento
feito "de forma respeitadora do ambiente".
Assunção Cristas realçou ainda os parágrafos do documento final da
Rio+20 dedicados à preservação e à exploração sustentável dos oceanos,
adiantando que "Portugal esteve bastante por detrás dessa parte".
"Portanto, o que posso dizer é que em todos os dossiês, em todos os
pontos houve avanços claros, nuns casos mais fortes do que noutros,
mas há um roteiro que foi apontado e há muito trabalho a desenvolver
para dar execução àquilo que sai aqui do Rio+20", concluiu.
Para além da ministra do Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território, também o primeiro-ministro, Pedro Passos
Coelho, e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo
Portas, se encontram no Rio de Janeiro para participar na Rio+20, que
teve início na quarta-feira e termina na sexta-feira.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563783
"Pagamentos serão efectuados por hectare"
Discurso Directo
Capoulas dos Santos, Eurodeputado
20 Junho 2012Nº de votos (0) Comentários (1)
Por:Sara Rufo
Correio da Manhã – O que propõe para o novo regime de pagamentos da
Política Agrícola Comum (PAC)?
Capoula Santos – O novo regime de pagamentos passará a ser efectuado
por hectare e será tendencialmente igual para todos os agricultores,
passando a incluir sectores que até agora estavam fora das ajudas dos
pagamentos directos, como a fruticultura e a viticultura.
– Portugal poderá beneficiar desta proposta?
– Se a minha proposta for aprovada, tal como está, significaria que
teríamos no primeiro pilar mais 350 milhões de euros, no período de 7
anos, e manteríamos sensivelmente os valores que temos no segundo
pilar. Se conseguirmos, será quase um milagre, mas um milagre passível
de ser conseguido.
– Acha que os outros países vão aceitar esta proposta?
– Fiquei positivamente surpreendido, porque os que serão os potenciais
perdedores, como a França e Alemanha, não tiveram nenhuma voz contra.
E compreendo que isto tenha ocorrido porque têm a consciência muito
pesada, devido aos benefícios que, ao longo dos 50 anos da PAC, têm
recebido, enquanto os outros, como Portugal, têm recebido
proporcionalmente muito menos. Mas o orçamento vai ser reduzido em 10
por cento.
– Acredita que a reforma entre em vigor a 1 de Janeiro de 2014?
– Há muitos rumores que levam a crer que tal não vá acontecer. As
próximas eleições serão as da Alemanha, que é um dos países que mais
contribui para o orçamento comunitário e o segundo maior beneficiário
da PAC. Não será fácil explicar à sua população que as ajudas serão
reduzidas, ainda por cima para favorecer agricultores de outros
Estados-membros. É um exercício difícil, mas é um imperativo de
justiça.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/pagamentos-serao-efectuados-por-hectare
Capoulas dos Santos, Eurodeputado
20 Junho 2012Nº de votos (0) Comentários (1)
Por:Sara Rufo
Correio da Manhã – O que propõe para o novo regime de pagamentos da
Política Agrícola Comum (PAC)?
Capoula Santos – O novo regime de pagamentos passará a ser efectuado
por hectare e será tendencialmente igual para todos os agricultores,
passando a incluir sectores que até agora estavam fora das ajudas dos
pagamentos directos, como a fruticultura e a viticultura.
– Portugal poderá beneficiar desta proposta?
– Se a minha proposta for aprovada, tal como está, significaria que
teríamos no primeiro pilar mais 350 milhões de euros, no período de 7
anos, e manteríamos sensivelmente os valores que temos no segundo
pilar. Se conseguirmos, será quase um milagre, mas um milagre passível
de ser conseguido.
– Acha que os outros países vão aceitar esta proposta?
– Fiquei positivamente surpreendido, porque os que serão os potenciais
perdedores, como a França e Alemanha, não tiveram nenhuma voz contra.
E compreendo que isto tenha ocorrido porque têm a consciência muito
pesada, devido aos benefícios que, ao longo dos 50 anos da PAC, têm
recebido, enquanto os outros, como Portugal, têm recebido
proporcionalmente muito menos. Mas o orçamento vai ser reduzido em 10
por cento.
– Acredita que a reforma entre em vigor a 1 de Janeiro de 2014?
– Há muitos rumores que levam a crer que tal não vá acontecer. As
próximas eleições serão as da Alemanha, que é um dos países que mais
contribui para o orçamento comunitário e o segundo maior beneficiário
da PAC. Não será fácil explicar à sua população que as ajudas serão
reduzidas, ainda por cima para favorecer agricultores de outros
Estados-membros. É um exercício difícil, mas é um imperativo de
justiça.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/pagamentos-serao-efectuados-por-hectare
Exportações de vinho para o Brasil continuam sob ameaça
Indústria
Sónia Santos Pereira
22/06/12 00:05
Governo brasileiro poderá subir tributação das importações.
As exportações de vinho português para o Brasil continuam a ter
entraves. O governo brasileiro está a ponderar aumentar o imposto de
importação de vinho de 27% para 55%, e introduzir quotas à entrada no
mercado. Estas medidas proteccionistas podem pôr em causa as
exportações de vinho português para o mercado brasileiro. Uma das
consequências previsíveis é um aumento de 30% no preço do vinho
nacional no Brasil.
No ano passado, o comércio de vinho para o Brasil atingiu 23,6 milhões
de euros, ocupando o quarto lugar no 'ranking' das exportações deste
produto. O vinho europeu mais vendido no Brasil é o Piriquita, marca
do grupo José Maria da Fonseca.
As empresas de vinho já manifestaram preocupação com este dossier,
quer ao Governo português quer em Bruxelas. O sector é também da
opinião que um dos potenciais vencedores desta proposta será a
Argentina que, como o Brasil, é membro do Mercosul e está livre de
taxas de importação.
http://economico.sapo.pt/noticias/exportacoes-de-vinho-para-o-brasil-continuam-sob-ameaca_147031.html
Sónia Santos Pereira
22/06/12 00:05
Governo brasileiro poderá subir tributação das importações.
As exportações de vinho português para o Brasil continuam a ter
entraves. O governo brasileiro está a ponderar aumentar o imposto de
importação de vinho de 27% para 55%, e introduzir quotas à entrada no
mercado. Estas medidas proteccionistas podem pôr em causa as
exportações de vinho português para o mercado brasileiro. Uma das
consequências previsíveis é um aumento de 30% no preço do vinho
nacional no Brasil.
No ano passado, o comércio de vinho para o Brasil atingiu 23,6 milhões
de euros, ocupando o quarto lugar no 'ranking' das exportações deste
produto. O vinho europeu mais vendido no Brasil é o Piriquita, marca
do grupo José Maria da Fonseca.
As empresas de vinho já manifestaram preocupação com este dossier,
quer ao Governo português quer em Bruxelas. O sector é também da
opinião que um dos potenciais vencedores desta proposta será a
Argentina que, como o Brasil, é membro do Mercosul e está livre de
taxas de importação.
http://economico.sapo.pt/noticias/exportacoes-de-vinho-para-o-brasil-continuam-sob-ameaca_147031.html
Produtores de azeite ganham entrada directa no Brasil
Mercado
Sónia Santos Pereira
22/06/12 00:05
Os governos de Portugal e Brasil chegaram a acordo para eliminar
testes de controlo do azeite à entrada no mercado brasileiro.
O azeite português vai continuar a ter portas abertas no Brasil. Os
governos dos dois países acordaram que as análises feitas em Portugal
são suficientes para garantir a qualidade do produto. Este acordo
elimina uma norma que iria obrigar o azeite nacional a ter um controlo
à entrada no mercado brasileiro, a partir de 1 de Agosto. O objectivo
do governo brasileiro era o combate à fraude e falsificação do
produto, mas a medida era vista também como proteccionista. Os
produtores portugueses apoiam o acordo, que lhes dá vantagem
competitiva no Brasil.
"Será um grande passo para o sector exportador", frisa o presidente da
Gallo, Pedro Cruz, que "coloca Portugal em vantagem, já que à data, é
o único país que logrou tal acordo". O mercado brasileiro de azeite,
salienta, "é o mais importante para Portugal e Portugal representa
cerca de 50% das vendas de azeite no Brasil".
Pedro Cruz realça que "o azeite Gallo é o produto mais vendido no
Brasil, representando cerca de 14% da totalidade das exportações
portuguesas para o Brasil".
http://economico.sapo.pt/noticias/produtores-de-azeite-ganham-entrada-directa-no-brasil_147028.html
Sónia Santos Pereira
22/06/12 00:05
Os governos de Portugal e Brasil chegaram a acordo para eliminar
testes de controlo do azeite à entrada no mercado brasileiro.
O azeite português vai continuar a ter portas abertas no Brasil. Os
governos dos dois países acordaram que as análises feitas em Portugal
são suficientes para garantir a qualidade do produto. Este acordo
elimina uma norma que iria obrigar o azeite nacional a ter um controlo
à entrada no mercado brasileiro, a partir de 1 de Agosto. O objectivo
do governo brasileiro era o combate à fraude e falsificação do
produto, mas a medida era vista também como proteccionista. Os
produtores portugueses apoiam o acordo, que lhes dá vantagem
competitiva no Brasil.
"Será um grande passo para o sector exportador", frisa o presidente da
Gallo, Pedro Cruz, que "coloca Portugal em vantagem, já que à data, é
o único país que logrou tal acordo". O mercado brasileiro de azeite,
salienta, "é o mais importante para Portugal e Portugal representa
cerca de 50% das vendas de azeite no Brasil".
Pedro Cruz realça que "o azeite Gallo é o produto mais vendido no
Brasil, representando cerca de 14% da totalidade das exportações
portuguesas para o Brasil".
http://economico.sapo.pt/noticias/produtores-de-azeite-ganham-entrada-directa-no-brasil_147028.html
Portugal e Brasil chegam a acordo sobre exportações de azeite
Comércio
Sónia Santos Pereira
21/06/12 19:16
Os governos de Portugal e do Brasil assinam hoje um memorando de
entendimento que liberta o azeite português da obrigatoriedade de
controlo de qualidade à entrada no mercado brasileiro
Os governos de Portugal e do Brasil assinam hoje um memorando de
entendimento que liberta o azeite português da obrigatoriedade de
controlo de qualidade à entrada no mercado brasileiro, como tinha sido
regulado pelo executivo de Dilma Rousseff no início do ano.
Com este memorando, fica estabelecido o reconhecimento das análises
feitas em Portugal. O acordo foi fruto de negociações entre os
ministros da Agricultura dos dois países e do ministro de Estado e
Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, no Brasil, que
agora vai haver mais brasileiros a apreciar o "bom azeite" português.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-brasil-chegam-a-acordo-sobre-exportacoes-de-azeite_146983.html
Sónia Santos Pereira
21/06/12 19:16
Os governos de Portugal e do Brasil assinam hoje um memorando de
entendimento que liberta o azeite português da obrigatoriedade de
controlo de qualidade à entrada no mercado brasileiro
Os governos de Portugal e do Brasil assinam hoje um memorando de
entendimento que liberta o azeite português da obrigatoriedade de
controlo de qualidade à entrada no mercado brasileiro, como tinha sido
regulado pelo executivo de Dilma Rousseff no início do ano.
Com este memorando, fica estabelecido o reconhecimento das análises
feitas em Portugal. O acordo foi fruto de negociações entre os
ministros da Agricultura dos dois países e do ministro de Estado e
Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, no Brasil, que
agora vai haver mais brasileiros a apreciar o "bom azeite" português.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-e-brasil-chegam-a-acordo-sobre-exportacoes-de-azeite_146983.html
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