sábado, 28 de julho de 2012
Incêndios já consumiram este ano o triplo da média ardida dos últimos 10 anos
Publicado às 15.32
O número de incêndios registado no primeiro semestre do ano é o dobro dos valores médios registados na última década e a área ardida quase triplicou, revela o relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca.
foto HÉLDER SANTOS / ASPRESS
No documento agora divulgado pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT) são analisadas os incêndios, fogachos e áreas ardidas desde 2002 a 2012 entre 1 de janeiro e 30 de junho.
Ministra anuncia medidas imediatas para agricultores afetados por granizo
Publicado ontem às 18:29
Entre as medidas anunciadas, está a hipótese dos vitivinicultores que não possam produzir vinho do Porto este ano possam transacionar o direito de produção.
Trabalho de Raquel de Melo Pereira com declarações de Assunção Cristas sobre as ajudar a dar estes agricultores
A ministra da Agricultura assegurou que já está a ser dado apoio aos vitivinicultores que foram afetados pelo granizo que caiu sobre algumas regiões do Douro para que estes possam fazer tratamentos que lhes permitam salvar as plantas.
Em declarações à TSF, Assunção Cristas anunciou também que os produtores que não consigam produzir vinho do Porto este ano poderão transacionar o direito de produção «para que outros façam esse vinho».
Desta forma, quem não pode produzir vinho do Porto pode «receber o montante correspondente a esse valor ou então acumular para o ano o benefício que este ano não pôde utilizar».
Assunção Cristas lembrou ainda que qualquer agricultor têm acesso às verbas do PRODER para replantação, mas recusou qualquer apoio a fundo perdido para quem não tem seguro de colheita.
Caso isso acontecesse, os que fizeram seguro «sentem-se prejudicado, porque estiveram a pagar um seguro e, no final de contas, o Estado vem ressarcir os danos a quem não fez seguro nenhum».
Agricultores do Douro exigem compreensão, não dinheiro
Presidente da Casa do Douro lamenta falta de sensibilidade de Assunção Cristas e lembra que não pediram ajudas financeiras imediatas.
Carlos Abreu (www.expresso.pt)
13:41 Sexta feira, 27 de julho de 2012
O presidente da Casa do Douro lamentou hoje a falta de sensibilidade para o drama dos agricultores cujas vinhas ficaram destruídas pelo granizo, manifestada pela ministra da Agricultura em entrevista à TVI. Para Manuel António dos Santos não se pode dizer que quem tem seguro tem futuro e quem não tem, tivesse.
"Não pode ser assim. Peço compreensão. Só não entende quem não tiver sentimentos ou não o quiser entender", disse ao Expresso.
"A senhora ministra sabe que os seguros de colheita são um processo altamente complexo e que as bonificações atribuídas pelo Estado são cada vez mais reduzidas, chegando a preços exorbitantes aos viticultores", conta.
EUA compram milho no Brasil
27 de Julho - 2012
Empresas norte-americanas estão a comprar milho no Brasil, devido à falta do cereal no país, provocada pela seca extrema.
Segundo o portal Green Savers, mesmo com o transporte, o milho brasileiro é mais barato que o norte-americano.
Para além da indústria da carne, também a dos biocombustíveis está em alerta, uma vez que 88% da área de milho nos EUA foi atingido pela seca.
Ministra assegura ajuda aos agricultores afetados pela queda de granizo
Lusa
27 Jul, 2012, 17:53
Lisboa, 27 jul (Lusa) - A ministra da Agriculta assegurou hoje que está a estudar eventuais apoios aos vitivinicultores do Douro, que perderam a produção deste ano devido ao mau tempo, e que os serviços regionais do ministério vão ajudar na recuperação de plantas.
"Estamos a trabalhar para apoiar, nesta primeira fase, os tratamentos que têm de ser feitos com cal e com cobre, para evitar a perda das plantas", disse à agência Lusa Assunção Cristas, salientando a importância deste trabalho para que as plantas voltem a produzir já no próximo ano.
Avidouro acusa ministra de "insensibilidade" e câmara pede "bom senso"
27 DE JULHO DE 2012, 13:13
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SABROSA/GRANIZO
A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro) acusou hoje a ministra da Agricultura de "insensibilidade e desconhecimento" da situação dos produtores afetados pela queda do granizo, em Sabrosa, e pediu que a governante visite a região.
"Senhora ministra, não fique em Lisboa e venha ao terreno ver de perto o desastre dos vitivinicultores do Douro com a queda do granizo", foi o repto lançado pela presidente da associação, Berta Santos, em declarações à Lusa. Também o presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, defendeu que "tem de imperar algum bom senso".
Prestigiado produtor de vinho australiano regressa à rolha de cortiça
O prestigiado produtor de vinhos australiano Rusden, anunciou recentemente, após cinco anos de utilização dos vedantes de rosca (screwcap), a sua decisão de abandonar o vedante artificial e de voltar a utilizar rolhas de cortiça nos seus vinhos. Esta alteração surge como resultado dos problemas contínuos de qualidade associados ao vedante de alumínio.
Para Carlos Jesus, director de marketing e comunicação da Corticeira Amorim, "é muito animador constatar que vários produtores, nos diferentes mercados, decidem regressar à cortiça, após más experiências com vedantes artificiais. Neste caso particular da Austrália, estas opções são particularmente significativas, dado que não se trata apenas de um prestigiado vinho, mas de um dos primeiros mercados dinamizadores dos vedantes artificiais."
Florestas: Investigadores estudam tratamento para tornar madeira mais resistente à humidade
12:00 Sexta feira, 27 de julho de 2012
Lisboa, 27 jul (Lusa) - Investigadores portugueses estão a desenvolver um equipamento para tratar a madeira de modo a conferir-lhe mais resistência à humidade quando utilizada no exterior.
Copa-Cogeca: Estimativas para a produção de cereais na UE
27-07-2012
O Copa-Cogeca publicou as suas novas estimativas referentes à produção de cereais da União Europeia dos 27 para a campanha 2012/2013.
Segundo a organização, prevê-se que a produção reduza cerca de 1,4 por cento em comparação ao ano anterior, apesar de um pequeno aumento da superfície. Devido às condições meteorológicas extremas, os agricultores viram-se obrigados a replantar um milhão e meio de hectares, embora limitados pela falta de sementes comerciais.
O presidente do grupo de trabalho “Cereais”, Ian Backhouse, declarou que «este ano uma grave seca atingiu a Espanha e Portugal, como a destruição generalizada de culturas pelas geadas levaram os agricultores a replantar mais de um milhão e meio de hectares. Os agricultores têm atenuado essas perdas preferindo culturas de primavera alternativas. No entanto, esta iniciativa de alterar as culturas para responder à procura de mercado foi limitada devido à escassez de sementes comerciais e, por falta de capacidade para utilizar as suas próprias sementes de exploração cultivaram menos».
Quando a terra dá, todos ganham
26 Julho 2012 | 10:35
João Maltez
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Aos 73 anos, Celestino continua a resistir à dureza do trabalho no campo. Desde o tempo em que, pelo Verão, a Lezíria era enxameada por ranchos de homens e mulheres que se dedicavam à apanha do melão e da melancia.
FAO vai apoiar monitorização das florestas de São Tomé e Príncipe
Da Redação26/07/2012 22:38
As matas da Bacia do Congo estendem-se numa área aproximada de 200 milhões de hectares, sendo as segundas florestas tropicais primárias do mundo a seguir à Amazónica.
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Roma - São Tomé e Príncipe será abrangido por um novo fundo destinado a melhorar o sistema de monitorização florestal dos países da África Central.
A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou esta quinta-feira (26) que a iniciativa orçada em € 6,1 milhões de euros, deve apoiar dez nações da Bacia do Congo incluindo o Burundi, informa a rádio ONU.
EUA/Seca: Situação agrava-se a um ritmo inédito
22:44 Quinta feira, 26 de julho de 2012
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Washington, 26 jul (Lusa) -- A seca na região que é o celeiro dos Estados Unidos está a intensificar-se a um ritmo inédito, avisaram hoje peritos, sustentando preocupações com a subida dos preços se estas colheitas forem dizimadas, noticia a AFP.
O Observatório da Seca norte-americano noticiou a triplicação das áreas sob seca extrema, na passada semana, em nove Estados do Oeste, onde são produzidos três quartos do milho e da soja nos Estados Unidos.
Apoio comunitário para eliminar bolor do queijo da Serra
26-07-2012 12:29
O projeto de investigação para a eliminação de bolores e fatiagem do queijo Serra da Estrela vai receber um apoio comunitário de 259 mil euros, anunciou a Plataforma de Desenvolvimento da Região Interior Centro (BLC3).
Desenvolvido por aquela entidade de Oliveira do Hospital, juntamente com a Universidade do Minho e a empresa senense Casa Matias, o trabalho consiste em prolongar o tempo de conservação do queijo Serra da Estrela, que cria bolores cerca de um mês após a sua cura, e permitir a sua embalagem e comercialização do produto fatias, ao contrário do que sucede atualmente. Além disso, pretende-se ainda criar «um “kit” analítico que diferencie o queijo produzido com o leite da raça Bordaleira Serra da Estrela daquele que incorpora leite» de outras regiões do país e mesmo importado de Espanha, refere a BLC3 numa nota à imprensa.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Detido suspeito de atear grande incêndio na Madeira
Chamas consumiram quase 2 500 hectares
27.07.2012 - 11:15 Por Tolentino de Nóbrega
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Suspeito tinha chumbado nos testes para ser bombeiro (Foto: Miguel Riopa/AFP)
A Polícia Judiciária (PJ) do Funchal, na Madeira, deteve um homem suspeito de ter ateado o incêndio que queimou quase 2 500 hectares nas freguesias da Fajã da Ovelha, Ponta do Pargo e Achadas da Cruz, e pôs em perigo diversas habitações, na semana passada.
O suspeito tem 37 anos, é natural da ilha da Madeira, e em tempos concorreu ao curso de aspirante a bombeiro mas chumbou nos testes.
Em comunicado, a PJ informa que recolheu “fortes indícios” de que este indivíduo foi também o autor de dois incêndios ocorridos no final de Março, na freguesia de Ponta do Pargo, e que consumiram 30 hectares de floresta.
Prejuízos no Douro: ministra deve mudar de ideias, diz autarca de Sabrosa
Publicado hoje às 10:42
O autarca de Sabrosa e o presidente da Casa do Douro esperam que a ministra da Agricultura mude de ideias quanto a quem fica excluído das ajudas aos prejuízos da tempestade de granizo.
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Em declarações à TSF, o autarca de Sabrosa José Marques mostra-se incrédulo com as palavras da ministra
O presidente da Câmara de Sabrosa diz que é preciso ajudar quem de facto precisa até porque a situação é muito grave
O presidente da Câmara da Casa do Douro, Manuel António Santos, contesta os argumentos de Assunção Cristas e considera que as alterações aos seguros não tiveram em conta as dificuldades que os agricultores enfrentam
Ramos de sobreiro desperdiçados podem ser aproveitados para soalhos
Lusa
27 Jul, 2012, 12:11
Os pequenos ramos resultantes do desbaste dos sobreiros, chamados de desperdício, podem ter uma utilidade "nobre" ao serem aproveitados para produzir peças de pavimento, uma possibilidade estudada por uma cientista portuguesa.
O estudo desenvolvido por Sofia Knapic, investigadora do Instituto Superior de Agronomia (ISA), teve como objetivo valorizar o desperdício dos sobreiros, usando a madeira retirada nas operações de desbaste.
Realçando que "a cortiça está sempre em primeiro lugar", Sofia Knapic explicou à agência Lusa que o seu trabalho visa o "estudo de aproveitamento da madeira que é retirada em operações de desbaste dos sobreiros, que é queimada para obtenção de energia e o objetivo é dar-lhe um uso mais nobre".
«Não se pode beneficiar quem não fez seguros»
Ministra Assunção Cristas comentou assim a situação dos agricultores cuja vinha foi destruída pelo granizo no Douro
Por: Redacção | 26- 7- 2012 21: 11
A ministra Assunção Cristas disse esta quinta-feira à noite em entrevista à TVI que os agricultores da região do Douro que não tenham seguro e viram a produção ser destruída por granizo não podem ser tratados da mesma forma do que aqueles que o fizeram.
«Não se pode beneficiar quem não teve o cuidado de fazer os seguros», disse a responsável pelas pastas da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.
Prejuízos do temporal de granizo ainda por quantificar
ALTO DOURO
Vinha estragada pelo granizo, em Sabrosa
Áudio Reportagem de Olímpia Mairos
Freguesias mais afectadas foram as de Celeirós e de Vilarinho de São Romão. Agricultores pedem ajuda.
Os técnicos da Direcção Regional de Agricultura do Norte estiveram esta quinta-feira no Alto Douro, local onde na noite passada caiu uma chuva de granizado, e vão divulgar nos próximos dias os valores dos prejuízos e a área afectada.
As freguesias mais afectadas foram as de Celeirós e de Vilarinho de São Romão. Nestas duas localidades há vinhas, pomares, e hortas completamente destruídas pela queda de granizo.
Dois trabalhadores morrem em silo de farinha
ACIDENTE DE TRABALHO
por André RitoOntem
Dois trabalhadores morreram ao cair dentro de um silo de farinha numa fábrica de arroz, em Coruche, hoje, por volta das 12h30.
A informação foi confirmada ao DN por fonte dos Bombeiros Municipais de Coruche, unidade que deslocou "vários meios" ao local.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2688374
“Os Verdes” voltam a questionar Governo sobre falta de informação quanto a localização de culturas OGM
A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que volta a questionar o Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, sobre a localização de culturas OGM.
PERGUNTA:
A resposta do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território à Pergunta nº 2480/XII, da autoria do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, sobre informação relativa a cultivo OGM, é absolutamente nada esclarecedora em relação ao que é perguntado e acrescenta um conjunto de justificações que não podem ser objecto de compreensão.
Estigmatizado à nascença
Opinião:
26 de Julho - 2012
Conforme assumido pelo Governo, com a aprovação do Plano de Redução e
Melhoria da Administração Central (PREMAC) em setembro de 2011, a
fusão da Autoridade Florestal Nacional (AFN) e do Instituto de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), enquadra-se no
processo de melhoria organizacional da Administração Central e no
ajustamento do peso do Estado aos limites financeiros do País.
Em maio de 2012 é aprovada, em Conselho de Ministros, a criação do
Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF). A
aprovação da orgânica do ICNF ocorreu passados quase 11 meses da
tomada de posse do Governo, 8 meses após a publicação do PREMAC e 5
meses após a aprovação da orgânica do Ministério da Agricultura, do
Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT), que o
tutela.
Estigmatizado à nascença
Opinião:
26 de Julho - 2012
Conforme assumido pelo Governo, com a aprovação do Plano de Redução e
Melhoria da Administração Central (PREMAC) em setembro de 2011, a
fusão da Autoridade Florestal Nacional (AFN) e do Instituto de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), enquadra-se no
processo de melhoria organizacional da Administração Central e no
ajustamento do peso do Estado aos limites financeiros do País.
Em maio de 2012 é aprovada, em Conselho de Ministros, a criação do
Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF). A
aprovação da orgânica do ICNF ocorreu passados quase 11 meses da
tomada de posse do Governo, 8 meses após a publicação do PREMAC e 5
meses após a aprovação da orgânica do Ministério da Agricultura, do
Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT), que o
tutela.
O ICNF herda o estatuto das duas autoridades nacionais com atribuições
nos espaços silvestres em Portugal. A AFN assume o património
histórico da Administração Florestal das Matas do Reino, criada como
organismo autónomo em 1824, e o ICNB descende do Serviço Nacional de
Parques, Reservas e Património Paisagístico, criado em 1975,
incorporando a Divisão de Parques e Reservas, da então Direção Geral
do Fomento Florestal.
No histórico de entidades antecessoras da AFN, com as mais
variadíssimas designações nas últimas décadas, assistiu-se a alguns
momentos de controvérsia no que respeita á florestação com espécies de
rápido crescimento (ERC). Uma delas, que na altura estigmatizou, e
talvez ainda estigmatize os Serviços Florestais do Estado, foi a
transferência de muitos técnicos superiores destes para as empresas da
indústria de celulose, em fase de grande expansão nas décadas de 70 e
80. No final dos anos 80, os serviços conseguiram contribuir para o
apaziguamento social dos ânimos face á contestação às florestações com
as ERC. A sua imagem ficou contudo beliscada, talvez mais por motivos
intrínsecos, do que por fatores externos. Facto é que o seu papel se
tem vindo a desvalorizar socialmente ao longo dos anos.
O ICNB e seus antecessores, por seu lado, tiveram uma maior aceitação
social, sobretudo em meio urbano, vinculado que está à conservação da
Natureza. Foi igualmente contestada a sua atuação, designadamente no
que respeita á gestão da Rede Nacional de Áreas Protegidas, embora
aqui num contexto de condicionamento da atividade económica.
Concretizada a fusão, não deixa de ser confrangedor assistir à
repetição da história, não pelos melhores motivos.
Ao invés de ver valorizados os aspectos socialmente positivos do
património histórico dos dois organismos que o antecedem, assiste-se
agora à estigmatização da nova entidade, associando-a a uma proposta
de alteração legislativa avulsa, extemporânea e mesmo irresponsável,
concretamente a que pretende alterar as regras nas ações de
florestação com as ERC.
Quer se queira quer não, por profunda inabilidade política, o ICNF
está daqui para a frente associado à promoção inconsequente da
florestação com eucalipto, promoção essa desprovida de preocupações
quanto a uma estratégia nacional, ao ordenamento do território, ao
planeamento florestal e, sobretudo, sem exigir garantia de uma gestão
sustentável dos espaços agrícolas e silvestres que venham a ser alvo
de florestação com estas espécies.
A indústria de celulose e papel é importante para Portugal,
compreende-se até o esforço empresarial na defesa do negócio, não se
entende é a postura do MAMAOT, quer ao procrastinar a definição de uma
Visão para os espaços silvestres em Portugal, quer ao permitir
estigmatizar o ICNF logo à nascença, ao fazê-lo debutar perante o País
com uma intervenção totalmente desastrosa.
Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao
Investimento Florestal
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6584&bl=1
26 de Julho - 2012
Conforme assumido pelo Governo, com a aprovação do Plano de Redução e
Melhoria da Administração Central (PREMAC) em setembro de 2011, a
fusão da Autoridade Florestal Nacional (AFN) e do Instituto de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), enquadra-se no
processo de melhoria organizacional da Administração Central e no
ajustamento do peso do Estado aos limites financeiros do País.
Em maio de 2012 é aprovada, em Conselho de Ministros, a criação do
Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. (ICNF). A
aprovação da orgânica do ICNF ocorreu passados quase 11 meses da
tomada de posse do Governo, 8 meses após a publicação do PREMAC e 5
meses após a aprovação da orgânica do Ministério da Agricultura, do
Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT), que o
tutela.
O ICNF herda o estatuto das duas autoridades nacionais com atribuições
nos espaços silvestres em Portugal. A AFN assume o património
histórico da Administração Florestal das Matas do Reino, criada como
organismo autónomo em 1824, e o ICNB descende do Serviço Nacional de
Parques, Reservas e Património Paisagístico, criado em 1975,
incorporando a Divisão de Parques e Reservas, da então Direção Geral
do Fomento Florestal.
No histórico de entidades antecessoras da AFN, com as mais
variadíssimas designações nas últimas décadas, assistiu-se a alguns
momentos de controvérsia no que respeita á florestação com espécies de
rápido crescimento (ERC). Uma delas, que na altura estigmatizou, e
talvez ainda estigmatize os Serviços Florestais do Estado, foi a
transferência de muitos técnicos superiores destes para as empresas da
indústria de celulose, em fase de grande expansão nas décadas de 70 e
80. No final dos anos 80, os serviços conseguiram contribuir para o
apaziguamento social dos ânimos face á contestação às florestações com
as ERC. A sua imagem ficou contudo beliscada, talvez mais por motivos
intrínsecos, do que por fatores externos. Facto é que o seu papel se
tem vindo a desvalorizar socialmente ao longo dos anos.
O ICNB e seus antecessores, por seu lado, tiveram uma maior aceitação
social, sobretudo em meio urbano, vinculado que está à conservação da
Natureza. Foi igualmente contestada a sua atuação, designadamente no
que respeita á gestão da Rede Nacional de Áreas Protegidas, embora
aqui num contexto de condicionamento da atividade económica.
Concretizada a fusão, não deixa de ser confrangedor assistir à
repetição da história, não pelos melhores motivos.
Ao invés de ver valorizados os aspectos socialmente positivos do
património histórico dos dois organismos que o antecedem, assiste-se
agora à estigmatização da nova entidade, associando-a a uma proposta
de alteração legislativa avulsa, extemporânea e mesmo irresponsável,
concretamente a que pretende alterar as regras nas ações de
florestação com as ERC.
Quer se queira quer não, por profunda inabilidade política, o ICNF
está daqui para a frente associado à promoção inconsequente da
florestação com eucalipto, promoção essa desprovida de preocupações
quanto a uma estratégia nacional, ao ordenamento do território, ao
planeamento florestal e, sobretudo, sem exigir garantia de uma gestão
sustentável dos espaços agrícolas e silvestres que venham a ser alvo
de florestação com estas espécies.
A indústria de celulose e papel é importante para Portugal,
compreende-se até o esforço empresarial na defesa do negócio, não se
entende é a postura do MAMAOT, quer ao procrastinar a definição de uma
Visão para os espaços silvestres em Portugal, quer ao permitir
estigmatizar o ICNF logo à nascença, ao fazê-lo debutar perante o País
com uma intervenção totalmente desastrosa.
Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao
Investimento Florestal
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6584&bl=1
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Sabrosa/Granizo: Área atingida superior a 700 hectares de vinha
18:50 Quinta feira, 26 de julho de 2012
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Sabrosa, 26 jul (Lusa) - O presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, disse hoje à Lusa que a Direção Regional de Agricultura e Pesca do Norte (DRAPN) contabiliza que a queda de granizo tenha atingido "600 a 700 hectares" de vinha.
Em declarações à agência Lusa, José Marques referiu que a área atingida pelo granizo deve ser "muito superior", porque, em determinadas situações, a zona de destruição ronda os 90 a 100 por cento.
Queda de granizo danifica vinhas e pomares nos distritos de Vila Real e Viseu
Dez distritos sob aviso amarelo
26.07.2012 - 07:49 Por Lusa, Marisa Soares
Nesta altura, as videiras já estão com os cachos formados, o que terá contribuído para aumentar os estragos (Paulo Ricca)
A queda de granizo e o vento forte provocaram ontem à tarde prejuízos “avultados” em vinhas e pomares de três freguesias do concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, e no concelho de São João da Pesqueira, distrito de Viseu, ambos inseridos na Região Demarcada do Douro.
Com vídeo
Segundo o presidente da Câmara de Sabrosa, José Marques, cerca das 17h começou uma forte trovoada, acompanhada de granizo e vento forte, que atingiu as freguesias de Vilarinho de São Romão, Celeirós e Provesende. “Foi tanto o gelo que horas depois ainda se via na berma da estrada e alguns automobilistas queixaram-se também de terem ficado com os carros amolgados”, disse à Lusa.
Temporal de Vila Real pode ter réplicas
Queda de granizo provocou estragos no distrito. Segundo o Instituto de Meteorologia, estes fenómenos são difíceis de prever com eficácia. 26-07-2012 16:18
O Instituto de Meteorologia alerta que pode haver réplicas da queda de granizo e vento forte que provocaram prejuízos "avultados" no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real. Até sábado, pode voltar a cair granizo em Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Coimbra e Braga.
Segundo o Instituto de Meteorologia, estes são fenómenos difíceis de prever com eficácia. "Alguns locais são mais propícios a este tipo de fenómenos do que outros. Locais com orografia mais acidentada podem proporcionar a que estes fenómenos aconteçam", precisa o meteorologista Bruno Café.
PS quer que Governo ajude "rapidamente" os produtores afetados pela queda de granizo
26.07.2012 13:19
ECONOMIA
O deputado socialista Rui Santos, eleito por Vila Real, quer que o Ministério da Agricultura ajude "rapidamente" os produtores afetados pela queda do granizo na quarta-feira, na região, acionando um fundo de emergência e não deixe o assunto "na gaveta".
O deputado do PS visitou, durante a manhã de hoje, as três freguesias do concelho de Sabrosa atingidas pela queda de granizo, referindo ter encontrado um "cenário desolador".
"As vinhas e oliveiras estão praticamente destruídas, a área abrangida é muito significativa e produção está irremediavelmente comprometida para o próximo ano. É uma situação dramática", descreveu Rui Santos.
Organizações agrícolas com reservas quanto à criação de banco de terras
Economia 26 Jul 2012, 00:13h
Organizações agrícolas ouvidas pela Comissão de Agricultura enviaram ao Parlamento propostas de clarificação ao decreto-lei que regerá a criação de um banco de terras, mas manifestaram já algumas reservas e preocupações sobre o diploma. "Estamos de acordo com a criação da bolsa de terras, mas discordamos de alguns itens e temos reservas em relação a várias situações", disse à Lusa o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado.
A CAP fez já chegar à Comissão da Agricultura um parecer que aponta para a "necessidade de clarificação" de questões como "o conceito de terras abandonadas", respectiva extensão e localização. "Não existe informação actual suficiente sobre a situação de não utilização e abandono de terras", refere o parecer da CAP, no qual se defende que só depois de feito o levantamento das terras se deveria decidir "sobre o caminho a seguir".
Algarve: população doou duas toneladas de alimentos aos bombeiros
ONTEM às 18:050
inShareA população de Vila Real de Santo António doou aos bombeiros mais de duas toneladas de bens essenciais, como água, leite, sumos ou refeições ligeiras, durante o incêndio que afetou o Algarve na semana passada.
O coordenador da proteção civil de Vila Real de Santo António, Eduardo Bonança, considerou que a resposta aos apelos para doação de alimentos lançados através das redes sociais tiveram uma «extraordinária resposta» da população.
Sabrosa: Queda de granizo destrói 90 por cento de vinha
Estraga vindima
A queda de granizo e vento forte que se aconteceu na quarta-feira, no concelho de Sabrosa, em Vila Real, destruiu 90 por cento da vinha a um produtor vinícola, condicionando a vindima e a produção de 2013.
14h09
Miguel Neves de Sousa, da Quinta do Portal, na freguesia de Celeiros, em Vila Real, afirmou esta quinta-feira à Lusa que a queda de granizo, trovoada e vento forte provocaram prejuízos "enormíssimos", ao destruir 90 por cento dos 35 hectares de vinha.
Além das vinhas, o granizo destruiu hortas, árvores de fruto e oliveiras, em três freguesias do concelho de Sabrosa, em área inserida na Região Demarcada do Douro.
Neste momento, explicou, os técnicos da quinta começaram já a fazer os tratamentos de cicatrização das videiras para preservar a poda da campanha do próximo ano.
O responsável pela vinicultura afirmou que, este ano, a quinta terá uma quebra de 200 toneladas de uvas, nomeadamente brancas, dado terem sido as mais atingidas.
Lisboa recebe XIII Congresso Mundial de Sociologia Rural entre os dias 29 de Julho a 4 de Agosto
Entre 29 de Julho e 4 de Agosto, a capital lisboeta receberá o XIII Congresso Mundial de Sociologia Rural da Associação Internacional de Sociologia Rural (IRSA - International Rural Sociological Association). Co-organizado pelas escolas da Universidade Técnica de Lisboa - o Instituto Superior de Agronomia e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - o evento que contará com a presença de mais de 1000 participantes, realizará uma série de conferências subordinadas ao tema 'O Novo Mundo Rural das Crises às Oportunidades', dentro do qual estarão em destaque abordagens à crise alimentar global, mudanças climáticas, proliferação de guerras e a crise financeira global, apresentadas por prestigiados especialistas mundiais.
Num momento em que:
- a criatividade humana e a capacidade de transformação da natureza atingiram níveis dignos de serem celebrados, mas ainda há razões para temer que essa capacidade possa conduzir a catástrofes;
- nos deparamos com a crise alimentar global que afecta principalmente os mais pobres: a escassez de alimentos que leva a que mais de mil milhões de pessoas sofram de fome e má nutrição agravada pela alta dos preços alimentares em parte devida ao uso de terras agrícolas para produção de bio combustíveis e da actividade financeira especulativa;
Assunção Cristas: "Durante a tarde teremos um primeiro balanço dos estragos" provocados pelo granizo
Por Agência Lusa, publicado em 26 Jul 2012 - 17:44 | Actualizado há 47 minutos 58 segundos
A ministra do Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território afirmou hoje que o Governo terá esta tarde um primeiro balanço dos prejuízos causados pela queda de granizo na Região Demarcada do Douro.
"Neste momento, temos os serviços da agricultura, neste caso a Direção Regional de Agricultura do Norte, no terreno junto dos agricultores a fazer o levantamento dessa situação", afirmou Assunção Cristas, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.
UE: Comité de Pagamentos directos aprova Regulamento da Comissão que autoriza a antecipação dos pagamentos da PAC
O Comité dos Pagamentos Directos da União Europeia, reunido em Bruxelas nesta quarta-feira, deu parecer favorável ao projecto de regulamento da Comissão que autoriza a antecipação dos pagamentos directos da PAC aos agricultores na União Europeia, e que será publicado em breve no Jornal Oficial da União Europeia.
Esta antecipação, que pode ser paga a partir de 16 de Outubro, é de 50% de todas as linhas de pagamentos directos abrangidos pelo primeiro pilar da Política Agrícola Comum. Os outros 50% dos pagamentos directos da campanha de 2012 serão feitos a partir de 1 de Dezembro. No caso do prémio por vaca em aleitamento, esse adiantamento pode chegar a 80%, com um aumento do limite de 60% inicialmente previsto nas regras comunitárias.
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