sábado, 11 de agosto de 2012

Empresas nacionais de alfaias agrícolas conseguem exportar apesar da crise



10.08.2012 15:45
ECONOMIA

Mesmo com a agricultura em crise, há empresas de alfaias agrícolas a conseguir exportar metade da produção. A SIC visitou uma delas.




http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/10/empresas-nacionais-de-alfaias-agricolas-conseguem-exportar-apesar-da-crise

Tribunal autoriza montagem de praça de touros

VIANA DO CASTELO

por LusaHoje


O Tribunal Administrativo de Braga autorizou a montagem de uma praça
de touros, amovível, em Areosa, concelho de Viana do Castelo, para uma
corrida a realizar a 19 de agosto, após a recusa do município,
anunciou a Prótoiro.

A Prótoiro - Federação Portuguesa das Associações Taurinas interpôs
uma providência cautelar, depois de, na terça-feira, a Câmara
Municipal de Viana do Castelo ter recusado um pedido de instalação da
praça de touros em terrenos municipais, em Areosa.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão executiva da
Prótoiro, Diogo Costa Monteiro, disse que o tribunal "entendeu que
estaria em perigo o exercício de um direito cultural", pelo que
"autorizou a instalação da praça".
A realização da corrida, adiantou, já tinha sido autorizada na semana
passada pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais.
A Lusa procurou, sem sucesso até ao momento, confrontar o presidente
da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, com a deliberação,
que, para a Federação Portuguesa das Associações Taurinas, "vem pôr
termo à prepotência e à ilegalidade das decisões camarárias no que às
touradas diz respeito".
A Câmara de Viana do Castelo, que aboliu as corridas de touros em
2009, indeferiu o pedido da Prótoiro, alegando falta de condições, do
ponto de vista do ordenamento do território, do local escolhido pelos
promotores do espetáculo, já que o terreno "está em Rede Natura,
Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agrícola Nacional".
Face à declaração "antitouradas", em defesa dos direitos dos animais,
e à compra da antiga Praça de Touros de Viana do Castelo pelo
município, também em 2009, não se realizam espetáculos tauromáquicos
no concelho há três anos.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2715119&seccao=Norte&page=-1

PCP diz que multa ao Pingo Doce encoraja outros grupos

CAMPANHA DO 1.º DE MAIO

por Texto da Agência Lusa, publicado por Patrícia ViegasHoje

Imagem de arquivo do Pingo Doce
O Partido Comunista (PCP) classificou a multa de 30 mil euros ao Pingo
Doce, na sequência da sua campanha lançada no 1.º de Maio, como
"insignificante" e encorajadora para outros grupos de distribuição.

Em comunicado, os comunistas referem que a multa aplicada pela
Autoridade da Concorrência ao Pingo Doce é "manifestamente
insuficiente, face à gravidade dos procedimentos e ao comportamento
afrontoso que este grupo económico assumiu perante os trabalhadores".
O PCP considera que "esta multa, dado o seu valor insignificante, mais
do que penalizar um comportamento reprovável, estimulará a que este e
outros grupos do setor da grande distribuição se sintam encorajadas a
continuar a violar a lei".
Para o Partido Comunista, a sanção ao Pingo Doce "é uma 'gota de água'
numa empresa que, além de fugir ao pagamento de impostos em Portugal,
deslocalizando a sua sede para a Holanda, aumentou os seus lucros no
primeiro semestre de 2012, obtendo cerca de 152 milhões de euros".
O comunicado adianta ainda ser "escandaloso que seja aplicada uma
coima deste reduzido valor ao grupo liderado por Alexandre Soares dos
Santos, recentemente apontado como o homem mais rico de Portugal, num
momento em que os trabalhadores, o povo e o País estão sujeitos a um
brutal ataque como não há precedentes desde o fascismo".

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2715705

A 'planta do futuro' que viajou nas caravelas da América para Cabo Verde

Actualizado ontem, às 08:43
Lusa


Viajou do México até Cabo Verde, nas caravelas portuguesas, serviu
para iluminar as ruas de Lisboa e ganhou nome por resolver a prisão de
ventre. A purgueira já faz voar aviões e perfila-se como uma "planta
do futuro".

No Jardim Botânico, em Lisboa, uma equipa de cientistas estuda-lhe há
três anos as características, numa estufa onde há "jatropha curcas",
nome científico da planta, de 80 proveniências diferentes, de África a
Ásia e às Américas, distibuída por três centenas de vasos. Contudo,
nem mesmo na estufa se conseguem reproduzir em Portugal as condições
de calor e humidade que fazem crescer as purgueiras, que chegam a
atingir os cinco metros de altura e a produzir 2,5 toneladas de
sementes por hectare, como já acontece na Índia.

O projecto, que inclui a caracterização genética e o estudo das
doenças e pragas que atingem a espécie, foi iniciado a pedido de uma
empresa que admitia desenvolver aplicações da planta em África,
explicou à agência Lusa a investigadora Maria José Silva, 52 anos,
coordenadora da equipa.

Na Europa, garante, só a Universidade de Wageningen, na Holanda, está
a desenvolver um projecto semelhante com a planta que, tal como o
rícino se for consumida em pequenas doses ajuda a combater a prisão de
ventre, o que lhe valeu o nome porque foi baptizada em África. Em Cabo
Verde chegou mesmo a ser a planta mais abundante.

É na Ásia, contudo, que o uso da planta está mais avançado. A Índia
tem as maiores plantações do mundo e, no Japão, uma marca de
automóveis está a estudar as pequenas alterações necessárias para
comercializar viaturas cujos motores passem a consumir o óleo clarinho
das purgueiras.

Para ser usado nos motores a gasóleo, basta ser filtrado, ao contrário
dos restantes biocombustíveis, que necessitam de outros tratamentos
químicos que penalizam a sua utilização do ponto de vista económico.

"No anos 1960, a Mercedes pôs uma viatura a andar 20 mil quilómetros
exclusivamente com este óleo", conta Maria José Silva.

Se o futuro do óleo produzido a partir da planta de cheiro pouco
agradável pode passar pela substituição do petróleo e dos combustíveis
que fazem mover os automóveis, o presente acontece no ar. Já foram
realizados voos de aviões comerciais exclusivamente com óleo de
purgueira e há companhias que voam com 50% daquele combustível.

"Há, claramente, em todo o mundo, um forte interesse por esta planta",
afirma a engenheira agrónoma do Centro de Ecofisiologia, Bioquímica e
Biotecnologia do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT).

Presumem os cientistas que a 'jatropha' foi levada por marinheiros
portugueses do México para Cabo Verde, por volta do século XVI,
cumprindo a prática comum na altura de levar plantas de uns
continentes para outros.

Apesar de ser usada na alimentação humana na sua origem, no
arquipélago então colonizado por Portugal, sem que se perceba ainda
porquê, a planta ganhou características tóxicas que impediam as
abundantes cabras das ilhas de a incluir na sua dieta.

O facto conduziu à protecção da espécie e contribuiu para a sua
multiplicação, nomeadamente para formar vedações naturais, mas décadas
depois seriam as próprias autoridades coloniais a incrementar a
produção, na altura para fazer sabão com o óleo, que também era usado
para aquecimento ou iluminação pelos ilhéus.

Essa utilidade acabaria por levar à sua exportação para Portugal, onde
veio substituir o azeite, mais caro, como fonte de iluminação nas ruas
de Lisboa, nas décadas de 1830 e 1840, e originar as fábricas de sabão
na margem Norte do rio Tejo.

"O famoso sabão de Marselha também era feito com óleo de purgueira",
recorda Maria João Silva.

Entretanto, a toxicidade deixou de ser um obstáculo, e foram
desenvolvidos métodos que permitem que o bagaço resultante da obtenção
do óleo possa ser dado como ração a animais ou usado para fertilizar
solos.

Sendo da família da planta da borracha, a purgueira também é rica em
latex. Basta arrancar-lhe uma folha para que comecem a brotar gotas
desta substância, cujas características estão a ser estudadas, mas que
a investigadora do IICT admite poderem ter uma vasta utilização em
medicina.

Com mais estas duas vertentes, a purgueira ganha pontos para se tornar
na "planta multi-usos" que investigadores viam nela há muitos anos,
neste caso numa vertente mais sustentável, ao vir proporcionar
alimento para gado e latex às populações das zonas inóspitas onde
consegue sobreviver, e a quem já possibilita aquecimento e iluminação,
além de evitar a erosão dos solos e a consequente desertificação.

Pelo lado industrial, a purgueira também se apresenta como forte
candidata ao pódio das espécies mais rentáveis, para produzir
biocombustíveis pela característica que a distingue do milho, do
sorgo, da soja, do amendoim ou da palma: não é consumida pelo homem,
ao contrário de todas as outras.

E em climas com bastante humidade, as plantas podem mesmo dar duas
produções por ano, em vez de uma única.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/339330-a-planta-do-futuro-que-viajou-nas-caravelas-da-america-para-cabo-verde

Seca provoca quebra de 63% na produção de electricidade a partir das barragens

Importação disparou

10.08.2012 - 08:05 Por Lusa
1 de 19 notícias em Economiaseguinte »

(Foto: Adriano Miranda)
A seca provocou uma quebra de 63% na produção de electricidade a
partir das barragens, nos sete primeiros meses do ano, face ao período
homólogo de 2011, conduzindo a um "enorme aumento" do recurso ao
carvão.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela associação
ambientalista Quercus, que fez a análise dos dados de produção e
consumo de electricidade entre Janeiro e Julho, em comparação com o
período homólogo de 2011, com base nos dados disponibilizados pelas
redes energéticas nacionais (REN).

Segundo a associação, "Portugal está sujeito a uma enorme
variabilidade climática com incidência no recurso à produção de
electricidade a partir de fontes renováveis, em particular à hídrica".

Este facto, acrescido de algumas condições específicas de mercado, foi
determinante nos primeiros sete meses de 2012, em que o peso das
energias renováveis desceu 15%, de 51,8% para 36,8%, por comparação
com o período homólogo de 2011.

Em declarações à Lusa, Francisco Ferreira, da Quercus, destacou a
queda da produção hídrica nos primeiros sete meses do ano, que "têm
sido um período de seca": "Temos uma quebra da produção hídrica,
principalmente das grandes barragens, na ordem dos 63%, o que leva
também a uma quebra global da produção a partir de fontes renováveis
na ordem dos 15%".

Secas deverão tornar-se mais frequentes

"Portugal deve fazer um caminho para ter 100% de electricidade a
partir de fontes renováveis, mas não é com a grande hídrica que lá
chegaremos, porque o futuro é de maiores alterações climáticas, de
maiores períodos de seca", defendeu, alertando: "O que está a
acontecer este ano é o que acontecerá de forma mais frequente no
futuro."

Por outro lado, realçou que o preço do carvão tem vindo a descer
consecutivamente desde meados do ano passado – resultado da exploração
e oferta cada vez maior de gás de xisto nos Estados Unidos – e a
utilização que está a ser feita deste combustível mineral "tende a ser
cada vez maior".

"Só por causa deste aumento da utilização de carvão, nós temos mais
três milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas", alertou.

Por outro lado, o saldo importador de energia eléctrica teve um
aumento de 364%, representando 18% do total do consumo, ao contrário
de 2011, em que representava 4%.

Consumo em queda

Os dados da Quercus indicam que, até Julho, se verificou "um enorme
aumento" do recurso ao carvão, tendo a central térmica de Sines
registado um crescimento na produção de 72% e, na central do Pego, de
152%, relativamente a 2011.

"Apesar de as centrais a carvão apresentarem baixos níveis de
eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono por
kWh [Quilowatt-hora] produzido, o elevado excedente de licenças de
emissão de CO2 à escala europeia, resultante da crise económica,
traduz-se num preço do carbono cerca de três vezes abaixo do que seria
expectável, o que diminui também os custos de utilização", sublinha a
associação.

A Quercus salienta também a redução do consumo de electricidade da
ordem de 3,2% (4,2% se se considerar um correcção relacionada com os
dias feriados e o clima), em relação a 2011, "claro resultado do
abrandamento da actividade económica".

Para Francisco Ferreira, a redução do consumo de luz "é positivo, do
ponto de vista ambiental", porque é um sinal de que os portugueses
"estarão a fazer um uso mais eficiente da electricidade em suas
casas".

http://economia.publico.pt/Noticia/seca-provoca-quebra-de-63-na-producao-de-electricidade-a-partir-das-barragens-1558497

Açúcar em risco de faltar

9 de Agosto, 2012por Hugo Alegre

As refinarias portuguesas estão em risco de ruptura e receiam que
possa ter de ser feito um novo racionamento de açúcar no país, dado à
falta crescente do produto.
A emblemática fábrica Pastéis de Belém e a confeitaria artesanal
Arcádia, por exemplo, garantem que estão atentas ao problema. E
admitem que caso a situação se agrave pode ter impacto na produção e
também no preço dos produtos. «Para tentar contornar o problema e
evitar prejuízos num possível racionamento, temos mais de um
fornecedor», diz ao SOL Miguel Clarinha, um dos gerentes dos Pastéis
de Belém. Já a gigante Nestlé, por seu lado, adianta que tem stocks
suficientes até 2013, para resistir a uma eventual crise.

Certo é que João Pereira, Presidente do Conselho de Administração da
Refinarias de Açúcar Reunidas (uma das três que existem no país) tem
vindo a alertar para a difícil situação em que vive o sector. «O
açúcar está mal encaminhado em termos de quantidade e no mau caminho
em termos financeiros», avisa João Pereira, lembrando que este cenário
resulta do facto de a Comissão Europeia (CE) – para proteger a
indústria de beterraba – apenas autorizar as refinarias europeias a
aprovisionar-se sem pagamento de tarifas em certos países
sub-desenvolvidos (preferenciais), não tendo estes matéria-prima
suficiente. «Muitas vezes temos que recorrer ao Brasil para ter acesso
a quantidades suplementares de açúcar e chegamos a pagar 500 euros por
cada tonelada acima da quota. É insustentável», diz.

A gravidade da situação das refinarias nacionais levou, aliás, a que
os eurodeputados portugueses integrassem um grupo de trabalho para
encontrar soluções imediatas. Mas as 'negociações' com o comissário
europeu da Agricultura estão a ser difíceis. «Mostrou abertura para
fazer uma reunião, mas adoptou uma postura muito cautelosa em relação
à alteração de tarifas», adiantou ao SOL o eurodeputado Capoulas
Santos.

As refinarias garantem contudo que, se a CE não aceitar as alterações,
o sector ( responsável por mais de 80% do açúcar branco no mercado
nacional) entra em colapso. Do gabinete da ministra da Agricultora vem
a garantia de que Assunção Cristas está a acompanhar o caso e que o
Governo está, no seio da UE, a «pressionar para que as refinarias
possam ter abastecimento regular a preços competitivos».

hugo.alegre@externo.sol.pt

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=56511

Ovelhas avisam pastores da presença de lobos por sms

Publicado em 2012-08-08

As ovelhas das zonas de pastoreio da Suíça vão passar a avisar os
pastores do perigo de ataque de lobos através de... sms! Na verdade,
os rebanhos vão passar a trazer uma espécie de coleira que deteta
alterações no ritmo cardíaco face ao ataque de lobos. E, de seguida,
um chip envia um sms ao telemóvel do pastor avisando-o do perigo
iminente.


foto GLOBAL IMAGENS/ARQUIVO

Ovelhas suíças estarão mais protegidas

Os ataques de lobos a rebanhos têm constituído uma dor de cabeça para
os pastores suíços. Em muitos casos, as ovelhas, assustadas debandam a
fugir e derrubam as cercas dos pastos onde se encontram.

Certo da necessidade de arranjar forma de pôr fim à mortandade dos
animais, um biólogo suíço inventou uma coleira que permite monotorizar
o ritmo cardíaco das ovelhas e, assim, detetar quando estão
angustiadas devido ao ataque de lobos.

O biólogo, Jean-Marc Landry, baseou-se no facto de o ritmo cardíaco
daqueles animais ser de 60 a 80 pulsações por minuto quando estão
calmas. Contudo, perante o ataque de um lobo, o ritmo cardíaco
triplica.

É nessa ocasião que a coleira cumprirá a sua missão. Um dispositivo
mede a variação de ritmo cardíaco e, ato contínuo, um chip envia um
sms para o telemóvel do pastor. Para além disso, é emitido um sinal
sonoro forte que visa assustar os lobos.

As coleiras já foram testadas nos Alpes de Berna, tendo, para tanto,
as ovelhas sido assustadas por cães-lobos.

No próximo Outono, as coleiras serão fabricadas e colocadas nos
rebanhos. Contudo, o investigador não pretende ficar por aí, já que
pretende atingir um objetivo maior: fazer com que a coleira ative um
mecanismo que borrife os lobos com produtos químicos.

A invenção irá ser seguida de perto por países como a França e
Noruega, de forma a virem, mais tarde, a implementar as coleiras nos
seus rebanhos.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=2710519&page=-1

Produtores de tomate preocupados com cortes previstos na reforma da PAC


10.08.2012 15:37

ECONOMIA


A indústria do tomate teme que o corte nas ajudas financeiras, previsto na revisão da Política Agricola Comum, ponha em causa a produção, pois sem matéria prima as empresas podem fechar. O sector do tomate exporta cerca de 95% do que produz.






http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/08/10/produtores-de-tomate-preocupados-com-cortes-previstos-na-reforma-da-pac

O vinho no mundo e em Portugal

Publicado a 10 de Agosto de 2012 . Na categoria: Destaque Painel
Suplementos . Seja o primeiro a comentar este artigo.

O economista Ivo Pinho oferece aos leitores da Gazeta das Caldas, por
ocasião da realização da tradicional Feira do Vinho do Bombarral, na
sua edição 29ª, este interessante estudo sobre o vinho em Portugal.
Nele são detectadas as principais tendências deste produto, que foi em
tempos passados um dos mais característicos da agricultura portuguesa
e que teve uma importância muito grande na região Oeste. Apesar de ter
diminuído a sua importância em volume e número de agricultores que se
dedicavam à sua produção, hoje encontram-se na região da Estremadura
alguns dos mais cotados vinhos a nível internacional, que podem
ombrear bem com os conhecidos vinhos do Douro, Alentejo, Bairrada,
Ribatejo, Setúbal, etc.

http://www.gazetacaldas.com/wp-content/uploads/2012/08/vinho.pdf

http://www.gazetacaldas.com/24718/o-vinho-no-mundo-e-em-portugal/

Governo aposta na desburocratização dos apoios aos pequenos agricultores

O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque,
sublinhou, em São Pedro do Sul, a aposta do Governo em
«desburocratizar» os processos de incentivos e apoios aos pequenos
agricultores.

Na cerimónia de inauguração de uma loja do Projecto Terras, nas Termas
de São Pedro do Sul, o governante sublinhou a importância da criação
de instrumentos que permitam um melhor escoamento da produção dos
pequenos agricultores, objectivo que está na génese deste espaço.

A loja Terras, uma iniciativa da Associação de Desenvolvimento Dão,
Lafões e Alto Paiva (ADDLAP), pretende ser um ponto de facilitação
entre o produtor e o consumidor, apresentando essencialmente bens
produzidos localmente, dos produtos agrícolas ao artesanato.

Para reafirmar a aposta do executivo, José Diogo Albuquerque lembrou
que a «competitividade não é uma questão apenas global», com as
grandes cadeias de distribuição e as grandes produções, mas que passa
também pelos pequenos produtores com estruturas adequadas para a
distribuição.

O secretário de Estado sublinhou que o Governo «tem na agricultura um
sector estratégico» porque, «cada vez mais», a segurança alimentar é
essencial e os seus protagonistas, os agricultores, «têm um papel
fundamental no desenvolvimento económico».

Recordou que Portugal tem uma balança comercial negativa e é aposta do
Governo conseguir a auto-suficiência alimentar até 2020, apontando os
pequenos produtores como parte importante neste objectivo.

«A agricultura não é só palavras, são actos», disse José Diogo
Albuquerque, assumindo que é «questão de maior relevância» a aposta na
criação ou integração dos agricultores em organizações para prosseguir
o surgimento de «uma cadeia alimentar mais transparente».

O governante alertou que o próximo Programa de Desenvolvimento Rural
(ProDeR) vai consubstanciar «majorações e subsídios mais relevantes»
para os agricultores constituídos em organizações do sector.

Na sua intervenção, José Diogo Albuquerque reconheceu, ainda, que
«noutros tempos», o país gastou mais do que tinha, apontando agora
como meta a «recuperação do crédito e a dignidade dos agricultores».

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/10a.htm

Agricultura culpada de incêndios florestais?

FENAFLORESTA

A falta de ordenamento florestal é evidente. Desde 1147 que Portugal é
constantemente fustigado por incêndios durante o Verão. Uns anos mais,
outros anos menos.

Os governos, os ministros, os secretários de estado mudam
ciclicamente, e é sempre fácil culpar e ridicularizar-se os sucessivos
governos, quando a questão de fundo é o ordenamento florestal. Nos
últimos 10 anos, segundo os dados do Instituto de Conservação da
Natureza e das Florestas (ICNF), a média de ocorrências de incêndios é
de 11.313.

A média anual de área ardida é 47.101 hectares (ha), onde este ano já
passamos os 67 mil hectares. As metas do Plano Nacional de Defesa da
Floresta Contra Incêndios eram clara, eliminar incêndios com mais de
1000 ha, e este ano, até 31 de Julho de 2012, já ocorreram 3
incêndios, tendo um deles passado os 21 mil ha, em Tavira.

A Fenafloresta, única representante do sector cooperativo nacional,
sempre pautou a sua existência por uma preocupação real e urgente, na
luta contra incêndios, através da constituição de equipas de sapadores
florestais, na limpezas de faixas de gestão de combustível, e através
de ações de sensibilização, mesmo quando não há financiamento, como
este ano.

Tem-se comentado e escrito que o desvio de fundos da floresta para a
agricultura é a causa de incêndios. Nada mais incorrecto. Conforme a
gestora do programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) afirmou
recentemente, há dinheiro para as medidas florestais. Parte do
dinheiro foi transferida, sim, devido à inadequação das medidas, e
acima de tudo, devido à falta de concessão de crédito da banca aos
produtores florestais, pois as principais medidas só eram
comparticipadas em 60 ou 75 por cento.

A FENAFLORESTA defende que se deveria apostar mais na agricultura, ao
mesmo tempo que se investe na floresta! Temos de caminhar de braço
dado. Só com uma aposta na agricultura, séria e competente, se povoa o
interior, se desenvolve o meio rural, se ordena a floresta, e acima de
tudo, se gere a floresta com mais assiduidade. Não podemos continuar a
falhar na estratégia e nas políticas a seguir.

Não podemos continuar a apostar em pagamentos aos agricultores para
não produzirem, nem apoiar florestação de terras de aptidão agrícola!
É urgente apoiar, apostar, incentivar a agricultura, simultaneamente
reordenando os espaços florestais, plantando mais, onde não é possível
investir na agricultura.

A descontinuidade dos espaços florestais tem de ser uma exigência na
política nacional. Acreditamos que só com uma política integrada a
nível florestal e agrícola podemos diminuir as ignições e a área
ardida.

As causas dos incêndios florestais são diversas, mas a falta de
ordenamento florestal e os apoios estocásticos em Portugal acreditamos
serem a sua principal causa. Importa agora inverter o caminho,
preparar o futuro. A nova lei de arborização e rearborização é válida
mas deverá ser publicada ao mesmo tempo que as metas dos planos
regionais de ordenamento florestal, definindo-se uma zonagem nacional
séria e integrada, onde se defina a área florestal, agrícola e urbana,
pois só assim podemos construir um território menos susceptível a
incêndios com grandes proporções.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/10c.htm

Meteo: Julho seco e com temperatura média abaixo do normal no Continente

Em Portugal Continental o valor médio da temperatura do ar (21.56ºC),
esteve abaixo dos valores normais 1971-2000, com uma anomalia de
-0.61ºC. Este valor ficou a dever-se às temperaturas mínimas, cujos
valores registados estiveram abaixo do normal em praticamente todo o
território continental, com um valor médio (14.39ºC) e uma anomalia de
-1.23ºC.

O valor médio da temperatura máxima do ar foi 28.73ºC e anomalia de +0.01ºC.

Durante o mês é de salientar o período de 17 a 19, em que foram
registados valores de temperatura superiores a 40ºC, em diversos
locais do interior do território do Continente, devido a uma massa de
ar muito quente e seca.

O valor médio da quantidade de precipitação (4.5mm) foi inferior ao
valor médio 1971-2000 (13.8mm), pelo que se pode classificar este mês
como seco a extremamente seco em quase todo o território, com excepção
de alguns locais da região Norte onde foi normal.

A situação de seca meteorológica em Portugal Continental manteve-se em
Julho, registando-se no final do mês 58% do território em seca
extrema, 26% do território em seca severa, 15% em seca moderada e 1%
em seca fraca.

Fonte: IM

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/10d.htm

Bordéus inaugura primeira academia Internacional de Sommeliers

10 de Agosto de 2012, por Maria João de Almeida


A Câmara de Comércio de Bordéus abriu a primeira academia para
sommerliers, a WorldSom. A novidade foi anunciada na Vinexpo
Asia-Pacific em Maio deste ano e agora já é uma realidade que oferece
quatro cursos diferentes. «Não existiam cursos para formação de
sommeliers em Bordéus, por isso decidimos criar uma plataforma
educacional que permite aos sommerliers ter uma qualificação
reconhecida internacionalmente», explicou o vice-presidente da Câmara
de Comércio, Jacques Faurens. «Até colocámos o nome do projecto em
inglês para internacionalizá-lo» explicou.

A academia já está formada mas os cursos só vão iniciar em Janeiro de
2013, e serão oferecidos pela própria câmara, no Palais de La Bourse.

http://www.mariajoaodealmeida.com/catalogo_noticias.php?ID=3197&ID_ORG=

Rutz escolhe cortiça como matéria-prima

por Catarina Vasques RitoOntem


Os fundadores da marca Rutz, Hugo baptista e Raquel Castro
O mercado tem uma nova marca de sapatos para o público feminino desde
o início deste ano 100% 'made in Portugal'.

A Rutz surge no mercado nacional em janeiro de 2012, uma marca de
sapatos para mulher cuja matéria-prima é a cortiça, produzida no nosso
país. Os mentores do projeto são hoje um casal, Raquel Castro e Hugo
Baptista, que se conheceram durante os tempos do liceu.
"É um cliché dizer isto, mas adoro sapatos. Ter uma marca de calçado,
desenhada por mim, consciente das minhas limitações nessa área,
fabricar em Portugal e usar recursos naturais locais sempre foi o meu
sonho de adolescente", explica Raquel Castro, uma das donas da Rutz ao
DN.
A primeira coleção primavera-verão 2012 dá a conhecer o conceito da
marca, "prático, confortável e trendy", com modelos de saltos altos
(cunha), médios e rasos (sabrinas) para agradar a todos os públicos.
"A primeira coleção é obviamente mais pequena para perceber a
aceitação junto da consumidora."
Todas as propostas são feitas integralmente em cortiça, sempre com
pormenores de cor , quer no tingimento integral do sapato quer na
aplicação de pequenos detalhes, como corações ou frases bordadas à
máquina no salto ou na zona do calcanhar.
"Somos uma marca portuguesa que quer prestigiar o nosso artesanato,
como é o caso da linha dos Lenços dos Namorados do Minho (linha
Lencinho)", frisa Raquel Castro. O design e a comunicação são da
responsabilidade de Raquel Castro, Hugo Baptista gere e faz a
estratégia de expansão da Rutz (tem um emprego a tempo inteiro noutra
área). "Estamos a começar e não podemos estar ambos somente dedicados
à marca. Todo o investimento foi feito por nós, sem apoios bancários
ou governamentais", explica.
A empresa tem ainda uma terceira sócia, Teresa Vieira da Cruz, "que
ajudou na construção inicial, orienta em algumas ideias, mas o projeto
é meu e do Hugo".
A internacionalização da marca está a ser feita com a ajuda das
plataformas como a rede social Facebook e o site (que está disponível
em www.rutz.pt). "No final do primeiro trimestre já tínhamos
encomendas da Holanda, do Canadá e de Macau." A estes países
juntaram-se o Brasil (São Paulo), Suécia e Luxemburgo.
No site é possível saber o nome das lojas multimarca onde a Rutz está à venda

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2713238&page=-1

Preço do milho a caminho de mais um recorde devido a queda na colheita dos EUA

Previsões do Departamento de Agricultura

10.08.2012 - 15:41 Por Paulo Miguel Madeira


Os preços dos futuros de milho subiram 3% e atingiram um novo recorde
de 8.4375 dólares por alqueire
(Foto: Pedro Cunha)
Os Estados Unidos cortaram hoje em 13% a previsão relativa à colheita
de milho deste ano, o que fez disparar o preço deste alimento básico.

Num relatório mensal hoje divulgado, o Departamento de Agricultura
(equivalente a um ministério) dos EUA reduziu as suas previsões de
produção de milho em 2012/2013 para o seu nível mais baixo em seis
anos, devido à seca extrema que fustiga as férteis planícies agrícolas
do centro do país desde meados de Junho. No último mês, esta situação
destruiu um sexto da colheita de milho do país.

Assim, a previsão para a produção de milho passou agora para 10,8
milhões de alqueires, o que representa menos 13% do que na previsão
anterior, segundo a AFP. Simultaneamente, a previsão para a produção
de soja foi revista em menos 12%.

Na sequência dos novos números, os preços dos futuros de milho subiram
3% e atingiram um novo recorde de 8.4375 dólares por alqueire, segundo
o Financial Times.

O trigo e a soja já subiram 25% a 50% desde Junho, com os preços do
milho e da soja a ultrapassarem os máximos alcançados durante a crise
alimentar de 2007-08 – durante a qual a carestia e falta de alimentos
básicos causou revoltas e motins em vários países pobres.

http://economia.publico.pt/Noticia/preco-do-milho-a-caminho-de-mais-um-recorde-devido-a-queda-da-producao-nos-eua-1558567

Agricultura: Brasil regista em 2012 maior colheita de sempre -- Ministro da Agricultura

17:53 Quinta feira, 9 de agosto de 2012

Brasília, 09 ago (Lusa) - O ministro da Agricultura brasileiro, Mendes
Ribeiro, afirmou hoje que o Brasil vai alcançar este ano a maior
colheita já registada, de 165,9 milhões de toneladas, anunciou a
presidência do país.

O ministro falava durante uma reunião com a presidente brasileira,
Dilma Rousseff. No encontro, Mendes Ribeiro também informou que a área
plantada será de 50,81 mil hectares.

"Anunciar a maior colheita da história é uma alegria para qualquer
ministro da Agricultura (...) E isso é o reconhecimento do povo
brasileiro à capacidade de produzir da agricultura brasileira",
afirmou o ministro, citado num comunicado da presidência brasileira.

http://expresso.sapo.pt/agricultura-brasil-regista-em-2012-maior-colheita-de-sempre-ministro-da-agricultura=f745928

Santo Tirso: Floresta vigiada por 220 jovens integrados em programa de ocupação

09-08-2012 16:56 | Norte
Fonte: Agência Lusa


Santo Tirso, 09 ago (Lusa) -- Mais de 200 jovens de Santo Tirso, com
idades entre os 16 e os 25 anos, vão vigiar até dia 07 de setembro a
floresta do concelho, integrando o programa Ocupação Jovem 2012, sob o
lema "Vigiar para Preservar".
O programa que já está no terreno, promovido pela Câmara de Santo
Tirso, permite que os jovens ocupem "o seu tempo livre de uma forma
saudável e ativa, cooperando com os agentes de proteção civil e as
autoridades policiais do concelho na deteção dos incêndios
florestais".
O programa Ocupação Jovem 2012, sob o lema "Vigiar para Preservar",
decorre até dia 7 de setembro e envolve 220 jovens, residentes em
Santo Tirso e com idades entre os 16 e os 25 anos.
Segundo o comunicado da autarquia, os jovens estão distribuídos por
três postos de vigilância, que são Santo André, na freguesia de Vila
das Aves, Monte do Padrão, na freguesia de Monte Córdova e Agrela, na
freguesia de Agrela), "locais que pela sua localização geográfica
estratégica se tornam fundamentais na vigilância e na deteção de
incêndios florestais", num concelho em que a floresta ocupa cerca de
metade da área total.
As equipas compostas pelos jovens, que recebem um apoio de dois euros
por hora por parte da câmara, são coordenadas pelos monitores da Rede
Secundária de Vigilância existente em Santo Tirso no âmbito da Defesa
da Floresta Contra Incêndios.
Cada vigilante dispõe ainda de um "kit" composto por mapas, binóculos,
telemóvel, água, chapéu, t-shirt, boné e uma mala de primeiros
socorros.
JF.
Lusa/fim.

http://www.portocanal.pt/ler_noticia/22543/

Tourada da polémica em Viana do Castelo

Federação PróToiro considera que o que se passa na cidade "é uma
censura e um fascismo cultural". 09-08-2012 13:36

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de organização de uma
tourada na cidade, alegando não existirem condições. Apesar da decisão
da autarquia, os promotores mantêm a intenção de realizar o evento.

A tourada está prevista para 19 de Agosto e na base da decisão do
município, além da proibição decretada em 2009 à realização deste tipo
de espectáculos, esteve ainda a "falta de condições" do ponto de vista
do ordenamento do território.

"Não reunia condições, porque é um terreno que está em rede natura,
reserva ecológica nacional e reserva agrícola nacional. Indeferimos o
pedido e já informámos as autoridades dessa decisão", explicou o
presidente da autarquia, José Maria Costa.

O pedido apresentado à Câmara solicitava a instalação, em terrenos da
freguesia de Areosa, Viana do Castelo, de uma arena amovível, sendo o
evento organizado pela Federação PróToiro, que reúne várias
associações e representantes da actividade tauromáquica em Portugal.

O executivo camarário, na altura liderado por Defensor Moura, aprovou
a 27 de Fevereiro de 2009 a proibição de realização de touradas em
Viana do Castelo, transformando o município em "anti-touradas", em
defesa dos direitos dos animais e alegando não existir "qualquer
tradição" tauromáquica no concelho.

Face à declaração "anti-touradas" e à aquisição da Praça de Touros
pelo município, por 5.127 euros, também em 2009, há três anos que não
se realizam espectáculos tauromáquicos no concelho.

"O que se passa em Viana do Castelo é uma censura e um fascismo
cultural. A tauromaquia é um espectáculo legal, que está definido na
lei como um espectáculo cultural e que não pode estar dependente da
vontade de presidentes de Câmara", argumenta a Federação PróToiro.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=73129

Itália: Garrafas de vinho com Hitler no rótulo ofendem clientes

09-08-2012 às 16:180

Garrafas de vinho italiano com a imagem de Adolf Hitler no rótulo
foram consideradas «ofensivas», após reclamações de turistas
norte-americanos na cidade de Garda.
O advogado Michael Hirsch, natural de Filadélfia (EUA), apresentou uma
queixa junto do Media locais depois de encontrar à venda num
supermercado perto do seu hotel garrafas de vinho com o antigo ditador
alemão no rótulo.
No mesmo local, Hirsch também encontrou vinho com o Papa João Paulo II
no rótulo.
«É muito chocante e desconcertante para nós», considerou o advogado em
declarações na quarta-feira ao jornal Daily Telegraph.
«Vemos isto como neo-nazismo. Faz-nos pensar sobre aquilo com que os
locais simpatizam», acrescentou.
Note-se que numa das marcas de vinho, Hitler aparece com a mão direita
levantada, ao estilo da saudação nazi. Outra garrafa diz «Mein Kampf»
(«A Minha Luta», livro que Hitler escreveu); e noutra ainda lê-se «Ein
volk, ein Reich, ein Fuhrer» («Um povo, um império, um Fuhrer»),
explicou Michael Hirsch.
Os procuradores locais abriram uma investigação sobre a venda destas garrafas.
«Asseguro aos nossos amigos norte-americanos de visita ao nosso país
que a nossa Constituição e a nossa cultura rejeitam o racismo, o
anti-semitismo e o fascismo nazi», sublinhou o ministro da Integração
italiano, Andrea Riccardi.
«Isto ofende a memória de milhões de pessoas e arrisca-se a
comprometer a imagem de Itália no estrangeiro», afirmou Riccardi.
O advogado e a sua esposa, Cindy, estavam de férias por Itália e
chegaram a Garda na segunda-feira.
Hirsch conta que notou as garrafas quando foi fazer compras ao
supermercado, tendo apresentado queixa junto do vendedor.
«Isso é só História, como Mussolini, como Che Guevara», terá
respondido o lojista. «Pousei a garrafa no balcão e fui-me embora»,
explica o advogado.
O que o dono do supermercado não sabia é que a mulher do homem, Cindy,
nasceu na ex-Checoslováquia e o seu pai é um sobrevivente de
Auschwitz. A tia de Cindy, bem como os seus avós e outros familiares,
morreram no Holocausto.
«Eu fiquei chocada», disse a senhora Hirsch. «Não é apenas uma afronta
para os judeus (…). É uma afronta a toda a Humanidade».
O procurador Mario Giulio Schinaia afirmou à agência noticiosa ANSA
que já estão a decorrer investigações.
«O único crime que pode ser atribuído a isto é o de fazer apologia do
fascismo», disse Schinaia. «Neste ponto, era conveniente inventar o
crime de estupidez humana», considerou.
Recorde-se que a Itália passou a considerar a apologia do fascismo
como um crime em 1952.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=586747

Incêndios: Investimentos na agricultura e floresta deviam "andar de braço dado" - FENAFLORESTA

14:39 Quinta feira, 9 de agosto de 2012

Lisboa, 09 ago (Lusa) -- A Federação Nacional das Cooperativas de
Produtores Florestais (FENAFLORESTA) defendeu hoje que os
investimentos na agricultura e na floresta deviam "caminhar de braço
dado" para uma luta mais eficaz contra os incêndios.

"Só com uma aposta na agricultura, séria e competente, se povoa o
interior, se desenvolve o meio rural, se ordena a floresta, e acima de
tudo, se gere a floresta com mais assiduidade. Não podemos continuar a
falhar na estratégia e nas políticas a seguir", afirma a federação em
comunicado.

Produtores de pêra rocha do Oeste esperam quebra de 50% na produção

09.08.2012 12:24
ECONOMIA



Pêra rocha

A produção de pêra rocha do Oeste deverá conhecer este ano uma quebra
de 50%, que terá como consequência o aumento dos preços ao
consumidor, anunciou hoje a Associação Nacional de Produtores de Pêra
Rocha (ANP).
"Vai ser um ano mau em termos de campanha da pêra, cuja produção
estimamos que seja 40 a 50 % inferior à do ano passado", disse à Lusa
o presidente da ANP - Associação Nacional de Produtores de Pêra
Rocha.

Duas marcas japonesas de leite em pó para bebés retiradas do mercado

09.08.2012 11:16
MUNDO

O Governo de Hong Kong ordenou a retirada do mercado de duas marcas
japonesas de leite para bebé, considerado perigoso para a tiróide por
falta de iodo, e apelou hoje aos pais para levarem os filhos ao
médico.
O leite em pó distribuído pelas marcas Wakodo e Morinaga, para
crianças com menos de nove meses, é referido como contendo menos de
um terço dos níveis de iodo recomendado pela Organização Mundial de
Saúde (OMS).

O departamento de higiene alimentar e ambiental de Hong Kong estima
que cerca de 2.000 bebés possam ter sido afetados pela ingestão destes
produtos.

Subida dos cereais e açúcar leva a ganho de 6% do índice da FAO

09 Agosto 2012 | 11:04
Edgar Caetano - edgarcaetano@negocios.pt

Imprimir|Enviar|Reportar Erros|Partilhar|Votar|Total: 0 VotosTamanho
O índice de preços internacionais dos produtos alimentares da FAO
(organismo da ONU) subiu 6% em Julho, depois de três meses a descer.
Subida do milho e do trigo, bem como do açúcar, fez subir o índice.
O índice, que mede a variação mensal dos preços internacionais de um
conjunto de produtos alimentares, subiu 12 pontos para 213 pontos, em
Julho. Mantém-se, no entanto, abaixo do pico de 238 pontos tocado em
Fevereiro de 2011.

Preços dos alimentos subiram 6% em julho

Publicado a 09 AGO 12 às 10:38
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
(FAO) anunicou hoje que os preços dos alimentos subiram 6% em julho em
relação ao mês anterior.
Num comunicado hoje divulgado, a FAO informa que o Índice de Preços,
que mede a variação mensal dos preços internacionais de um conjunto de
produtos alimentares, registou 213 pontos, mais 12 pontos do que em
junho.
Ainda assim, o índice encontra-se abaixo do pico de 238 pontos
alcançado em fevereiro de 2011.
«O forte aumento do Índice foi principalmente impulsionado por uma
subida nos preços dos cereais e açúcar», escreve a FAO, acrescentando
que o índice dos cereais registou 260 pontos em julho, um aumento de
17 por cento, ou de 38 pontos, em relação a junho.

Área ardida este ano é oito vezes maior do que a de Lisboa

08.08.2012
Helena Geraldes

Os quase 14.000 incêndios que deflagraram de 1 de Janeiro a 31 de
Julho queimaram um total de 67.052 hectares, ou seja, uma área que é
cerca de oito vezes maior do que a da cidade de Lisboa. Esta área
triplicou em relação ao período homólogo de 2011, segundo dados
provisórios da Autoridade Florestal Nacional.

Por esta altura no ano passado, a Autoridade Florestal Nacional tinha
registado um total de 10.987 incêndios e 21.518 hectares ardidos. Este
ano, no mesmo período, os valores são superiores: 13.889 incêndios e
67.052 hectares ardidos.

Os valores registados até 31 de Julho último também são superiores à
média de 2002-2011, ou seja, 11.313 incêndios e 47.101 hectares de
área ardida.

Nos primeiros sete meses deste ano, do total da superfície consumida
pelo fogo, 40.272 hectares eram de mato e 26.780 hectares de floresta.
A grande maioria das deflagrações (10.761 ocorrências) abrangeu menos
de um hectare.

O maior incêndio deste ano, até ao momento, foi o que teve início a 18
de Julho no local de Catraia, no concelho de Tavira. Terá consumido
23.958 hectares.

Ainda segundo a AFN, o maior número de ocorrências registou-se no
distrito do Porto (2866 registos), seguido pelos distritos de Aveiro
(1295), Braga (1525), Vila Real (1195) e Viseu (1447).

O distrito de Faro é aquele que tem maior área ardida (22.101 hectares).

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1558239

Douro: Investigador "descobre" primeira quinta a produzir "vinho cheirante" no século XII

12:56 Quinta feira, 9 de agosto de 2012

Vila Real, 09 ago (Lusa) -- O investigador Altino Moreira Cardoso
defende, num estudo a publicar em setembro, que a Casa dos Varais, foi
"a primeira" a produzir "vinho cheirante de Lamego", no século XII,
que posteriormente foi denominado vinho do Porto.

A investigação, que parte da descoberta de uma escritura de compra
datada de 1142, vai ser divulgada na revista "Douro - Estudos &
Documentos", da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e será
ainda objeto de uma publicação autónoma, em livro.

Jorge Rosa Santos, master of wine

8 de Agosto, 2012por Patrícia Cintra

Aos 30 anos, o enólogo já passou pelas vinhas da Austrália, Nova
Zelândia, Douro, Azeitão, Alentejo e Colares. Agora acaba de lançar o
primeiro vinho, em parceria com os irmãos, também enólogos. A próxima
meta é concluir o curso Master of Wine, considerado a distinção
suprema. Se o conseguir será o primeiro português a fazê-lo ©SOL/ Sara
Matos
«Quem tem maior influência na qualidade do vinho. O viticólogo ou o
enólogo?» foi a resposta acertada a esta pergunta que colocou Jorge
Rosa Santos mais perto de entrar no famoso Master of Wine, um curso
promovido desde 1953 pelo Institute of Masters of Wine, em Inglaterra,
e que ao longo destes quase 60 anos apenas atribuiu essa distinção a
298 candidatos.

Arroz separa o mundo de nova crise alimentar

Matérias-primas

09 Agosto 2012 | 23:30
Edgar Caetano - edgarcaetano@negocios.pt

Imprimir|Enviar|Reportar Erros|Partilhar|Votar|Total: 0 VotosTamanho
Preços do milho e trigo dispararam em Julho, indica a FAO. E deverão
continua a subir nos próximos meses.
A seca nos EUA e em outras partes do globo está a reduzir a produção
de milho e trigo, fazendo disparar os preços em Julho, indicou ontem a
Food and Agriculture Organization (FAO). A produção recorde de arroz
em países como a Tailândia, que está a conter os preços, "é a única
coisa que nos separa de uma crise alimentar global", dizem economistas
do organismo das Nações Unidas.

Prevê-se muita azeitona este ano no Ribatejo

Edição de 2012-08-09

As cerejas produzidas na região de Lisboa e Vale do Tejo serão este
ano menos de metade, revela o relatório de Acompanhamento e Avaliação
dos Impactos da Seca. Entre a fruta produzida na região de Lisboa e
Vale do Tejo, o maior problema parece ser na cereja que deverá ter uma
quebra entre os 50 e os 60 por cento, devido à precipitação intensa
que caiu durante o mês em que normalmente ocorre a maturação dos
frutos. Em contraponto, para as sub-regiões da Lezíria do Tejo e Médio
Tejo prevê-se uma boa campanha de azeitona.

A região foi também afectada pela seca, que obrigou os agricultores a
recorrerem mais à rega, provocando uma descida dos níveis de água
armazenada nos reservatórios que se encontram agora em "níveis mais
baixos do que seria de esperar". "Os horticultores receiam não poder
manter o ritmo e dotação de água de rega a partir da segunda quinzena
de Julho e início de Agosto. A disponibilidade de água é inferior ao
normal para a época", refere o documento divulgado na passada semana.

APA:"Contratempo" com projecto de Roquette não põe em causa destino Alqueva

08 Agosto 2012 | 14:24
Lusa

Imprimir|Enviar|Reportar Erros|Partilhar|Votar|Total: 0 VotosTamanho
A Associação de Promotores do Alqueva (APA), que representa vários
investimentos no sector do Turismo ligados à albufeira, considerou
hoje que "o contratempo com o projecto" liderado por José Roquette
"não põe em causa" aquele destino turístico.
"Este contratempo, apesar de ser obviamente importante e que esperamos
que tenha a melhor resolução, não põe em causa o destino turístico do
Alqueva", argumentou à Agência Lusa José António Uva, da APA.

Caçadores do terreno livre “discriminados”

Caça

Os caçadores do terreno livre dizem estar a ser discriminados pelo
Governo. Em causa está o edital do calendário das aves migratórias,
que exigem que seja revisto para poderem começar a caçar a partir de
Agosto.
08 Agosto 2012Nº de votos (1) Comentários (0)
Por:P.G.

"Estamos a ser discriminados. Pagamos as mesmas licenças e só podemos
caçar três meses por ano [de Outubro a Dezembro]", disse ao CM
Agostinho Gomes, caçador do regime livre, residente no Barreiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Douro, património dos Symington e da Humanidade

Vinhos

A crítica semanal do especialista da VISÃO, José António Salvador
0:00 Quinta feira, 9 de Agosto de 2012


Foi anunciado que esta semana andará pelo Douro uma missão da Unesco a
avaliar o impacto da barragem do Tua na paisagem vinhateira
classificada como Património da Humanidade. Das conclusões desta
inspeção sairá a proposta de incluir ou não o Alto Douro Vinhateiro na
lista do Património em perigo por decisão do Comité do Património
Mundial. Se tal vier a acontecer só posteriormente lhe será retirada a
classificação, caso o Governo português não siga as orientações
entretanto definidas pela Unesco.