terça-feira, 21 de agosto de 2012

Num ano agrícola fortemente marcado pela seca, a produção cerealífera é a mais baixa desde 2005

Culturas de Primavera/Verão apresentam um desenvolvimento vegetativo normal

As previsões agrícolas do INE, em 31 de Julho, apontam para quebras
significativas na produtividade dos pomares de pêra, maçã e pêssego,
resultado das condições climatéricas adversas na altura da
floração/polinização (frio e geada). Na cereja a diminuição da
produção foi mais evidente nas variedades precoces devido aos
prejuízos causados pelas chuvas de Abril e Maio. A campanha dos
cereais de Outono/Inverno saldou-se por quebras expressivas,
fundamentalmente devido à seca, situação que também afectou a batata,
especialmente a de sequeiro.
De um modo geral, as culturas de Primavera/Verão apresentam um
desenvolvimento vegetativo normal para a época, pelo que não se
prevêem quebras de produtividade, devendo o tomate para a indústria
recuperar o rendimento para valores próximos dos habituais, após a má
campanha de 2011. Na vinha, prevê-se também alguma recuperação face ao
ano anterior, com aumentos de produtividade de 5% na uva para vinho e
de 10% na uva de mesa.




O mês de Julho caracterizou-se, em termos meteorológicos, por valores
de temperatura próximos dos normais para época. Relativamente à
precipitação, o mês classificou-se como seco a extremamente seco em
quase todo o território. Estas condições contribuíram para a
manutenção da situação de seca meteorológica que, no final do mês,
colocavam 58% do território nacional em seca extrema e 26% em seca
severa.

A ausência prolongada de humidade nos solos começa a afectar as
culturas permanentes de sequeiro, que já evidenciam indícios de stress
hídrico, e tem obrigado ao aumento da frequência de rega nas culturas
de regadio. Desta forma, o potencial produtivo das culturas de
Primavera/Verão no actual ano agrícola é ainda incerto.

Os trabalhos agrícolas da época, nomeadamente a realização das ceifas
dos cereais e o corte dos fenos, decorreram sem contratempos. Os
alimentos forrageiros produzidos este ano já estão a complementar a
alimentação animal. De referir que a situação de seca condicionou a
reposição dos stocks de alimentos grosseiros (palhas, silagens e
fenos), pelo que o impacto da seca poderá estender-se à próxima
campanha, particularmente se não ocorrer precipitação até ao início do
Outono.

A superfície de milho de regadio mantém-se próxima dos 90 mil hectares
A superfície de milho para grão de regadio deverá ser idêntica à de
2011, ficando próxima dos 90 mil hectares. O impulso proporcionado
pelos novos regadios e pelas atractivas cotações internacionais do
milho foi atenuado pela redução das disponibilidades de água para rega
nos regadios privados do Sul, levando muitos produtores a reduzirem as
áreas ou mesmo a não efectuarem esta cultura, muito exigente em termos
hídricos As sementeiras decorreram com normalidade, ainda que com
algum atraso, apresentando as plantas um bom desenvolvimento
vegetativo.

Produtividades do milho de sequeiro e do arroz sem alteração
O milho para grão de sequeiro apresenta um desenvolvimento vegetativo
regular, tendo em conta os condicionalismos climatéricos, prevendo-se
a manutenção do rendimento unitário, face ao ano anterior. Também a
produtividade do arroz deverá manter-se semelhante à do ano anterior,
cerca de 5 855 kg/hectare.

Rendimentos unitários da batata de regadio baixam
O rendimento unitário da batata de regadio deverá decrescer (-5%),
justificado sobretudo pela menor disponibilidade hídrica ao longo do
seu ciclo vegetativo. De referir que a instabilidade meteorológica tem
favorecido o desenvolvimento de doenças criptogâmicas na batata, o que
se traduz no aumento do número de tratamentos preventivos a efectuar e
no respectivo acréscimo dos encargos.

Produtividade do tomate para a indústria acima das 82 toneladas/hectare
Após o mau ano de 2011, as perspectivas para a actual campanha do
tomate para a indústria afiguram-se animadoras. As plantas apresentam
um desenvolvimento regular e, exceptuando casos pontuais de ataques do
vírus do bronzeamento do tomateiro, não foram assinalados problemas
fitossanitários de relevo. Assim, prevê-se que o rendimento unitário
seja superior a 82 toneladas/hectare, valor acima da média do último
quinquénio. Quanto ao girassol, não se prevêem alterações na
produtividade face ao ano anterior.

Mau ano para os pomares de pomóideas
Nos pomares de pomóideas, os frutos encontram-se em fase de
crescimento, apresentando um bom estado vegetativo. No entanto, as
dificuldades ocorridas na fase de floração/polinização e a diminuição
das temperaturas à época do vingamento, acabaram por afectar
negativamente as produtividades. Na maçã, a principal região afectada
foi Trás-os- Montes, com quebras de produtividade que ultrapassam os
30%, face a 2011, o que se traduz num decréscimo do rendimento
unitário a nível nacional de 15%. Para a pêra, todavia, as reduções
são generalizadas a todas as regiões. Num ano de contra-safra (após
uma campanha recorde em 2011, onde se atingiram produtividades médias
superiores a 21 toneladas/hectare), as baixas temperaturas na época da
floração levaram a uma redução significativa do número de frutos
vingados. Desta forma prevêem-se decréscimos da produtividade da ordem
dos 30% face a 2011 e de 11% relativamente à média do último
quinquénio.

Pomares de pessegueiro menos produtivos
Nos pomares de pessegueiros, as cultivares semiprecoces e semitardias
estão já na fase de maturação dos frutos. A ocorrência de condições
climatéricas adversas em períodos sensíveis do ciclo cultural,
particularmente na Beira Interior onde esta cultura assume particular
importância, afectou o respectivo rendimento unitário prevendo-se,
face à campanha passada, um decréscimo de 10%.

Rendimento unitário das vinhas aumenta
Algumas vinhas para vinho apresentam sintomas de míldio e também de
black-rot essencialmente no Minho e escaldão nas regiões do Tejo,
Lisboa e Península de Setúbal. Todas as regiões apontam para um ano de
boa qualidade, prevendo-se um aumento de produtividade de 5%. De
referir ainda os prejuízos pontuais causados pelo granizo nos
municípios de Sabrosa e de São João da Pesqueira. Quanto à uva de
mesa, mantêm-se as previsões de um aumento de 10% na produtividade,
face a 2011, com as videiras a apresentarem um bom desenvolvimento
vegetativo e os cachos a mostrarem-se bem formados e firmes.

Amêndoa: campanha decorre com normalidade
Os amendoais apresentam os frutos já completamente desenvolvidos com a
casca exterior (pele) aberta. Apesar do avançado estado de
desenvolvimento dos frutos, ainda subsistem incertezas quanto ao
potencial produtivo para esta campanha. Ainda assim, as actuais
previsões apontam para um decréscimo de 5% comparativamente ao ano
anterior.

Produção de cereais de Outono/Inverno em queda pelo 4º ano consecutivo
A colheita dos cereais praganosos de Outono/Inverno encontra-se
praticamente concluída. As produções confirmam as fracas expectativas
previstas ao longo da campanha, com quebras face a 2011 que atingem os
30% no triticale, 25% na aveia, 20% no trigo mole, trigo duro e
centeio e 15% na cevada. Estas reduções são consequência da diminuição
das áreas semeadas e da quebra das produtividades originada pelas
condições climatéricas extremamente adversas que se verificaram ao
longo da campanha. De referir, contudo, que nas searas instaladas mais
tardiamente, o desenvolvimento vegetativo foi quase normal, já que
beneficiaram da precipitação ocorrida nos meses de Abril e Maio. Por
todo o território, verificou-se o desvio de algumas searas
inicialmente destinadas à produção de grão, para obtenção de fenos e
palhas, tendo ainda sido frequente o seu pastoreio.

Produção de batata de sequeiro inferior em 15%
A batata em regime de sequeiro foi consideravelmente afectada pela
situação de seca meteorológica verificada no início do ciclo
vegetativo, o que levou mesmo a situações de abandono da cultura e
nalguns casos à reconversão do sistema produtivo para regadio. Por
outro lado, alguns ataques mais fortes de traça, levaram à perda de
grande quantidade de tubérculos. Desta forma prevê-se uma quebra da
produção que deverá atingir os 15%, comparativamente a 2011.

Produção de cereja cai 25%
A apanha de cereja terminou esta campanha mais tardiamente, pelo facto
de não ter ocorrido no mês de Junho períodos longos com elevadas
temperaturas que acelerassem a maturação. Apesar de em Trás-os-Montes
e no Entre- Douro-e-Minho as quebras ocorridas nas variedades precoces
terem sido compensadas pelas produções obtidas posteriormente, a baixa
produção da Beira Interior, acabou por determinar uma quebra global de
25%, face à campanha passada.

Climatologia em Julho de 2012
No final do mês de Julho, a percentagem de água no solo, em relação à
capacidade de água utilizável pelas plantas, apresentavam valores
inferiores a 10% em todas as regiões a sul do sistema montanhoso
Montejunto-Estrela e no Interior Norte.

Fonte: INE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/20.htm

Afinal, é muita publicidade para pouco ou quase nada a maioria das ajudas do governo por causa da seca

A CNA já assinalou que a Ajuda à Alimentação Animal foi aquela que, no
âmbito da Seca 2011/12, teve impacto geral mais positivo, no caso para
os Produtores Pecuários, apesar de mal concebida - não foi "modulada"
- e de ter sido reduzida em quase 40% do valor inicialmente anunciado
pelo Ministério da Agricultura.

Entretanto, a propósito da Seca, outras "ajudas" têm sido (mal)
definidas pelo Ministério da Agricultura desde há meses, de entre as
quais: - a criação de uma Linha de Crédito Bonificado (a curto prazo)
prioritariamente para a Pecuária; a isenção (seis meses) e o
diferimento do pagamento das Contribuições Mensais, de Agricultores e
de Empresas Agrícolas, para a Segurança Social; Ajudas estas que, na
prática, acabam por ser muito selectivas e mesmo discriminatórias em
relação à Agricultura Familiar, donde terem um reduzido impacto geral.

A 16 de Agosto, saiu em DR a publicação da medida da Ajuda à
Electricidade Verde com a possibilidade de um reembolso até 40% do
consumo da Energia Eléctrica em uso agrícola, para o período entre
Setembro - 2011 e Março - 2012 e para um total nacional até 5 milhões
de Euros a prover com verba do Orçamento de Estado.

À partida, pode até parecer uma Ajuda significativa. Porém, certos
condicionantes podem condená-la a ser mais "publicidade enganosa":

-- Esta Ajuda à Electricidade Verde - reembolso até 40% do valor do
consumo de energia eléctrica - fica sujeita a rateio caso haja
candidaturas para um total nacional superior a 5 milhões de Euros.
-- À partida, Agricultores e Empresas Agrícolas só terão acesso a esta
Ajuda se não tiverem dívidas ao Fisco ou à Segurança Social (aliás tal
como em relação a outras Ajudas).
-- O reembolso até 40% do valor do consumo de energia eléctrica não
incide - e até deveria incidir principalmente - numa redução do valor
do IVA que está à taxa altíssima de 23%.
-- Esta Ajuda à Electricidade Verde vem juntar-se a outras medidas já
atribuídas e enquadradas pelo Regulamento Europeu que define as ajudas
em geral designadas por "de minimis". Ora, no caso dessas Ajudas
(nacionais) no âmbito do "de minimis", o máximo - acumulado - que cada
Agricultor pode receber, durante 3 anos, não pode ultrapassar os 7 500
Euros.
Ou seja, é necessário agora somar os valores, Agricultor a Agricultor:
- da Ajuda dentro da Linha de Crédito Bonificado; mais da Ajuda à
Alimentação Animal; mais desta Ajuda à Electricidade Verde; mais
outras Ajudas "de minimis" já antes recebidas nos últimos três anos
(que as houve). Então, passo a passo, verifica-se se cada Agricultor
ultrapassa ou não o total dos 7 500 Euros nos últimos três anos.

Se e quando cada Agricultor ultrapassar esse total (7 500 Euros)
cessa-lhe de imediato a atribuição de mais Ajuda "de minimis" e
qualquer que esta seja.

Portanto, 7 500 Euros de valor em Ajudas "de minimis" acumulado por
Agricultor em três anos, é um limite individual muito baixo tendo em
conta as necessidades reais. Dessa forma, condiciona drasticamente o
conjunto das Ajudas destinadas a minorar aos prejuízos provocados pela
Seca na Lavoura.

CNA CONTINUA A RECLAMAR À MINISTRA DA AGRICULTURA E AO GOVERNO AJUDAS
INDISPENSÁVEIS - E ADEQUADAS - AOS PREJUÍZOS DA SECA

- Tendo em conta a continuação da Seca e o comprometimento de muitas
culturas de Primavera / Verão, (que assim se juntam aos prejuízos nas
culturas de Outono / Inverno);
- Tendo em conta o baixo valor individual do limite de 7 500 Euros, em
três anos, para as Ajudas -a prover com verba do Orçamento de Estado -
autorizadas pela UE no âmbito designado por "de minimis";
- Tendo em conta o grande acréscimo nos custos de produção agrícola
por causa da necessidade continuada de abeberamento dos animais e de
rega mecânica;
A CNA reclama à Ministra da Agricultura e ao Governo:

-- Que consigam, junto da UE, rápida autorização para duplicar o
limite "de minimis" - passar de 7 500 Euros para 15 000 Euros por
Agricultor ( em 3 anos) - ou Ajudas ao Rendimento complementares e
pagas pelo Orçamento Comunitário.
-- Que prevejam, desde já, um novo e mais adequado "pacote" de Ajudas
para acudir aos prejuízos que a Seca continua a provocar.
Em que, por exemplo, o valor do reembolso pela Electricidade Verde
incida principalmente sobre o IVA - seja pois uma redução fiscal - o
que retirava, pelo menos parcialmente, esta Ajuda do âmbito do "de
minimis" e do limite total dos 7 500 Euros por Agricultor.

-- Que todas as Ajudas a atribuir sejam estrategicamente consideradas,
não como "subsídios avulsos" mas, sim, como Ajudas Públicas
indispensáveis tendo em vista a defesa da produção nacional e da
alimentação dos Portugueses no quadro da Soberania do nosso País.
Coimbra, 20 de Agosto de 2012 - A Direcção Nacional da CNA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/20a.htm

PAC: Comissão lança concurso público para uma análise sobre a evolução futura do sector do leite

A Comissão Europeia lançou um concurso para uma análise sobre a
evolução futura do sector do leite, concretamente sobre a situação do
mercado a partir de 2015, quando o actual sistema de quotas de
produção termina.

Com base nas opiniões de um grupo de peritos independentes altamente
reputados, o objectivo deste projecto é identificar as principais
tendências futuras, factores que impulsionem, perspectivas e desafios
para o sector do leite da UE na sequência da abolição do sistema de
quotas leiteiras em 2015.

A análise incidirá sobre dois temas principais: i) equilíbrio do
mercado e da competitividade do sector leiteiro europeu e ii) a
produção de leite sustentável na UE, incluindo a sua dimensão
territorial.

O prazo para apresentação de propostas é 8 de Outubro de 2012, e a
Comissão tem a intenção de adjudicar o contrato até o final de 2012.

O contratante terá que realizar o estudo no prazo de 7 meses a contar
da assinatura do contrato.

Detalhes estão disponíveis em:
http://ec.europa.eu/agriculture/calls-for-tender/2012-257989_en.htm

Fonte: CE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/20b.htm

Apicultores queixam-se de ano "péssimo" com perdas de quase um terço da produção nacional

A produção nacional de mel sofreu este ano uma quebra de 30 por cento,
sendo a região do Algarve, a maior produtora nacional, a mais afectada
com perdas quase totais em algumas zonas.

Os dados foram avançados pelo presidente da Federação Nacional dos
Apicultores de Portugal (FNAP), Manuel Gonçalves, em Bragança, na
Feira do Mel de Trás-os-Montes, onde alguns apicultores classificaram
2012 como "um ano péssimo e atípico".

A seca e o frio tardio na primavera são apontados como os causadores
do declínio da produção nacional de mel que em algumas zonas do
Algarve registou quebras na ordem dos 80 por cento, segundo avançou o
presidente da FNAP.

Manuel Gonçalves explicou à Lusa que as zonas mais baixas foram as
mais afectadas, com metade da produção perdida, em média, enquanto nas
zonas de montanha se regista "uma produção normal".

Contas feitas, a federação estima um "impacto a nível nacional na
produção global com quebras de 30 por cento".

"É um mau ano de produção apícola e muito mau para os apicultores das
zonas onde a predominância da floração é rosmaninho", afirmou Manuel
Gonçalves.

A produção média anual de mel ronda as 10.800 toneladas, que
representam um negócio superior a 29 milhões de euros em que a procura
é superior à oferta.

A federação tem registadas, em Portugal, 600 mil colmeias de 17 mil
apicultores, mil dos quais profissionais que vivem exclusivamente
desta actividade e detém 40 por cento do total das colmeias nacionais.

A actividade é rentável, assegurou o dirigente, adiantando que "um
apicultor com 350 colmeias, o patamar mínimo de rentabilidade de uma
exploração apícola, consegue tirar um vencimento, para ele e outra
pessoa, na ordem dos mil euros, amortizar o investimento e no final de
seis anos tem tudo pago".

Vários apicultores presentes na feira do mel, em Bragança,
corroboraram a rentabilidade da apicultura e também o "ano péssimo,
atípico" com que estão confrontados.

José Carneiro, da Associação de Apicultores do Nordeste e da
Cooperativa dos Produtores de Mel da Terra Quente Transmontano, estima
perdas na região "na ordem dos 30 a 40 por cento e uma diminuição dos
efectivos de abelhas na mesma ordem, devido à fome e mortalidade
precoce provocada pela falta de alimentação".

"Foi um ano péssimo. Desde que sou apicultor, há mais de 30 anos, não
me recordo de um assim: completamente atípico", declarou.

Também Jorge Fernandes, apicultor de Vimioso garantiu à Lusa que, em
12 anos de actividade este "foi o pior, extremamente difícil".

Às adversidades do tempo juntaram-se os incêndios que afectaram um
apiário a este produtor que se queixou da falta de "medidas/apoios
para contrariar os efeitos negativos".

Jorge Fernandes começou n a apicultura por lazer e investiu, nos
últimos quatro anos, mais de 350 mil euros numa empresa que exporta
mel de mil colmeias para França, Alemanha e fora da União Europeia,
vende equipamento para a actividade e presta serviços a apicultores.

O apicultor garantiu que a produção que tem "não é suficiente para a procura".

Também José Luís, de Miranda do Douro, começou por ajudar o pai há dez
anos e tem hoje mil colmeias que produzem mel exportado para uma
empresa farmacêutica alemã.

Vive exclusivamente da apicultura e assegura também que "é rentável",
mas avisa que "é preciso trabalhá-la".

"Há muita gente e muitos jovens a pensarem: vou fazer um projecto de
apicultura que é uma cosia fácil, põe-se as colmeias ali atrás da
parede e a gente depois vai lá tirar-lhe o mel. Assim não é rentável",
alertou.

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/21.htm

Seca faz cair produção agrícola. 84% do Continente já atingiu o estado extremo e severo

Por Margarida Bon de Sousa , publicado em 21 Ago 2012 - 03:10 |
Actualizado há 13 horas 30 minutos
Os maiores prejuízos atingiram os produtores de pêra, maçã e pêssego

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Este não foi um bom ano para muitos produtores agrícolas, sobretudo
para os agricultores com pomares de pêra, maçã e pêssego. As condições
climatéricas na altura da floração/polinização (frio e geada) não
ajudaram e a produção caiu em flecha. A produção de cereja também
baixou 25%, bem como a batata de sequeiro, que teve uma quebra de 15%.
No final de Julho, 58% do território nacional estava em seca extrema e
26% em seca severa.

Os números, que incluem as previsões agrícolas até 31 de Julho e
foram ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE),
referem igualmente grandes quebras na produção de cereais de Outono,
confirmando as fracas expectativas expressas ao longo da campanha, com
quebras face a 2011 que atingiram os 30% no triticale, 25% na aveia,
20% no trigo mole, trigo duro e centeio, e 15% na cevada.

Neste caso, as quebras nas produções não tiveram apenas a ver com a
diminuição das áreas semeadas, mas também derivaram da quebra de
produtividade originada pelas condições climatéricas extremamente
adversas que se verificaram ao longo de toda a campanha.
Contudo, as searas que foram semeadas mais tarde tiveram um
desenvolvimento vegetativo quase normal, já que beneficiaram da
precipitação ocorrida nos meses de Abril e Maio.

Em todo o território, verificou-se o desvio de algumas searas
inicialmente destinadas à produção de grão para obtenção de fenos e
palhas, tendo ainda sido frequente o pastoreio, de forma a minimizar a
utilização de rações na alimentação do gado.

De um modo geral, ainda segundo o INE, as culturas de Primavera e de
Verão apresentaram um desenvolvimento vegetativo normal para a época,
pelo que não se prevêem quebras de produtividade, devendo o tomate
para a indústria recuperar o rendimento para valores próximos dos
habituais, após a má campanha de 2011. Na vinha prevê-se também alguma
recuperação face ao ano anterior, com um aumento de produtividade de
5% na uva para vinho e de 10% na uva de mesa.

Em termos meteorológicos, Julho caracterizou-se por valores de
temperatura próximos dos normais para a época. Mas já quanto à
precipitação, o mês foi classificado como seco a extremamente seco em
quase todo o território.

A ausência prolongada de humidade nos solos começa a afectar as
culturas permanentes de sequeiro, que já evidenciam indícios de stress
hídrico, e tem obrigado ao aumento da frequência de rega nas culturas
de regadio. Desta forma, o potencial produtivo das culturas de
Primavera e Verão neste ano agrícola é ainda incerto.

Ceifa normal Os trabalhos agrícolas da época, como a realização das
ceifas dos cereais e o corte dos fenos, decorreram sem contratempos.
Os alimentos forrageiros produzidos este ano já estão a complementar a
alimentação animal. Mas a seca condicionou a reposição dos stocks de
alimentos grosseiros (palhas, silagens e fenos), pelo que o seu
impacto poderá estender-se à próxima campanha, particularmente se não
chover até ao início do Outono.
A superfície de milho de regadio mantém-se próxima dos 90 mil
hectares, enquanto a superfície de milho para grão de regadio deverá
ser idêntica à de 2011, ficando igualmente próxima dos 90 mil
hectares. O impulso proporcionado pelos novos regadios e pelas
atractivas cotações internacionais do milho foi atenuado pela redução
das disponibilidades de água para rega nos regadios privados do Sul,
levando muitos produtores a reduzir as áreas ou mesmo a não efectuar
esta cultura, muito exigente em termos de água. As sementeiras
decorreram com normalidade, ainda que com algum atraso, apresentando
as plantas um bom desenvolvimento vegetativo.

No final do mês de Julho, a percentagem de água no solo em relação à
capacidade utilizável pelas plantas apresentava valores inferiores a
10% em todas as regiões a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela
e no Interior Norte.

http://www.ionline.pt/portugal/seca-faz-cair-producao-agricola-84-continente-ja-atingiu-estado-extremo-severo-0

Investidor do Facebook aposta em empresa de «imprimir carne»

17-08-2012 às 11:210

inShareA tecnologia da impressão 3D, que já foi usada para fabricar
implantes médicos, ténis e armas, agora pode chegar às mesas. Uma
start-up (empresa tecnológica iniciante) promete desenvolver carnes
com essa técnica, usando como base métodos para criação de tecidos
para uso médico.
A Modern Meadow deve receber entre 250 mil e 350 mil dólares de Peter
Thiel, que foi um dos primeiros investidores do Facebook e um dos
fundadores do PayPal.
De acordo com o site de tecnologia Cnet, a ideia da empresa é fornecer
uma fonte de proteína animal para o ser humano de um modo mais
sustentável para o ambiente.
Por enquanto, a start-up ainda aguarda aprovação do Ministério da
Agricultura dos Estados Unidos para criar carnes sintéticas com apenas
2,5 centímetros de comprimento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=587976

“Se o clima se mantiver vamos ter vinho de muito boa qualidade”

Publicado em 16-08-2012 | Escrito por Vanessa Lourenço | | | Visitas: 66
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Vasco d'Avillez, presidente da Comissão Vitivinícola da Região (CVR)
de Lisboa, afirmou que o tempo que tem feito, nevoeiro de manhã e
calor a partir do meio da manhã, é muito bom para a maturação das
uvas: "se o clima se mantiver, vamos ter vinho de muito boa
qualidade".

Ainda que ocorram algumas chuvadas, desde que não sejam em grande
quantidade ou durante muito tempo, a qualidade do vinho Região de
Lisboa manter-se-á, "temos boas previsões e estamos otimistas. Mas não
devemos embandeirar em arco, porque os terrenos aqui na zona da CVR
também estão secos", explica Vasco d'Avillez, lembrando que nas
regiões Centro e Alentejo há já colheitas que não podem ser
recuperadas devido à seca que se faz sentir.

"É um grande problema não só para a vinha, mas para todo o tipo de
agricultura. Não podemos esquecer que o inverno também foi muito seco
e os terrenos ressentem-se", disse o presidente da CVR Lisboa,
relembrando que enquanto a vinha no Alentejo está ressequida "na nossa
região a vinha está verde e isso é bom. Por exemplo, este ano não se
fez monda do cacho para aproveitar toda a fruta e a época de transição
do pintor correu lindamente. Também temos muitas quintas na nossa
região que beneficiam do rocio [orvalho da manhã que, por condensação,
se depositam durante a noite na superfície da terra, o que ajuda os
cachos de uvas a manterem-se viçosos], o que ajuda a manter a
qualidade e a quantidade".

Sem querer criar grandes expetativas acerca da próxima colheita, Vasco
d'Avillez lembra que o facto da região, que vai de Sintra a Alcobaça,
usufruir de um microclima especial por estar a litoral, perto do mar,
e ter a barreira natural do Montejunto, que resguarda a humidade
necessária às vinhas neste ano, deve fazer com que se mantenham as
mesmas quantidades de produção. "Mesmo em Alenquer em que a vinha
sofre um pouco mais, mas atualmente está a suportar bem, o que vai ser
muito bom para os vinhos daquela zona".

O presidente recorda que no ano de 2011 a quantidade caiu cerca de 40
porcento em relação a um ano normal. Já este ano afigurou-se melhor
porque a quantidade foi reduzida só 15 por cento em relação a um ano
normal. Daí que se espera que a produção de 2013 mantenha pelo menos
estes números.

Entretanto, até ao fim do mês de junho foram levantados na CVR Lisboa
mais 500 mil selos que em período homólogo de 2011, o que significa
que os produtores da região colocaram cerca de 10,5 milhões de
garrafas de vinho no mercado. "Estes mais cinco por cento é uma subida
pequena, mas significa que se está a conquistar mercado, o que é muito
bom. Mas não podemos esquecer que ainda há muito caminho por
desbravar", concluiu Vasco d'Avillez.

http://www.badaladas.pt/index.php/em-foco/413-se-o-clima-se-mantiver-vamos-ter-vinho-de-muito-boa-qualidade

Seca nos EUA é efeito das mudanças climáticas, diz especialista da ONU

16 DE AGOSTO DE 2012

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Diante de uma plantação de milho danificada pelo calor, presidente
americano, Barack Obama, prometeu ajuda para os agricultores afetados
pela seca.
REUTERS/Larry Downing
Lúcia Müzell
A grave seca que atinge vários países das mais variadas regiões do
planeta coloca o mundo em alerta sobre os riscos de uma crise
alimentar. A falta de chuva afeta os Estados Unidos e a Rússia,
grandes exportadores de alimentos, e já provocou um aumento de 17% dos
preços dos cereais em apenas um mês. Em entrevista à RFI, Mannava
Sivakumar, diretor do Departamento de Previsões Climáticas da
Organização Meteorológica Mundial da ONU, em Genebra, analisa as
causas deste clima árido .
O especialista afirma que os fenômenos não são relacionados entre si,
mas que em vários países, como no caso americano, a seca é um efeito
direto das mudanças climáticas. "Pesquisas demonstraram que a
probabilidade do forte calor ocorrido no Texas em 2011 ser causado
pelas alterações climáticas era 20 vezes superior a chance de ser por
causas naturais. A mesma situação foi comprovada na Grã-Bretanha, em
que a probabilidade era ainda maior, de 60 vezes", disse. "Na Rússia é
mais ou menos a mesma coisa, e no México também. Mas não se pode
generalizar. Na India, está claro que o fenômeno das monções está
fraco neste ano, fazendo com que 50% do território indiano esteja
afetado pela seca."

Sivakumar lembra ainda que a situação dramática na Espanha, onde os
incêndios florestais de verão já devastaram milhares de hectares, é
normal para uma zona semi-árida.

Embora os dados ainda estejam sendo coletados para este ano, o o
diretor ressalta que a ciência já comprovou que as mudanças climáticas
vão ocasionar cada vez mais períodos longos de fortes secas como o
atual. Por causa disso, a entidade das Nações Unidas vai realizar uma
mega conferência ministerial em março do ano que vem, para impulsionar
os países a se prepararem melhor contra os efeitos da seca, sobretudo
na agricultura.

"Nós queremos estimular todos os países do mundo a criar um plano de
política nacional contra a seca. Há 204 países no mundo, e apenas um
tem um programa nacional: a Austrália", argumentou. "Se existe um
plano, cada governo será obrigado a tomar atitudes sobre o que deve
ser feito, em cada região do país. A falta de políticas adaptadas é a
única causa dos impactos que estamos vendo hoje."

O nordeste do Brasil sofreu com seca entre março e maio, e agora a
tendência é de ocorrência do fenômeno El Nino, que se caracteriza por
poucas chuvas naquela região. José Antonio Aravequia, chefe da divisão
de Operações do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, diz que a tendência é por
menos chuvas nos próximos meses.

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20120816-seca-nos-eua-e-efeito-das-mudancas-climaticas-diz-especialista-da-onu

Após dez anos de total isolamento o velho campino sai de casa para ser homenageado

Cultura e Lazer

Manuel Borda d'Água tem 86 anos e quem o conhece pensava que ele já
tinha morrido



Não é fácil arrancá-lo da casa onde vive, no meio do campo. Nos
últimos dez anos nunca de lá se afastou mas no dia 18, sábado, abre
uma excepção. Manuel Borda d'Água, 86 anos, vai ser homenageado em
Samora Correia durante as Festas em Honra de Nossa Senhora da Oliveira
e Nossa Senhora de Guadalupe.

Edição de 2012-08-16


Manuel Borda d'Água, de 86 anos, campino, apesar de viver sozinho, sem
vizinhança, e da sua idade já avançada, não abandonou a lezíria de
Vila Franca de Xira onde toda a vida trabalhou a cuidar do gado. Já
não sai de casa e até havia muita gente que pensava que já tinha
morrido. Mas o decano da campinagem apesar de já não ter fulgor para
andar a cavalo pelos campos ainda goza de saúde e vai ser homenageado
no sábado, 18 de Agosto, durante as Festas em Honra de Nossa Senhora
da Oliveira e Nossa Senhora de Guadalupe que decorrem em Samora
Correia.

Para chegar à casa de Manuel é preciso percorrer uma estrada de terra
batida imprópria para amortecedores de um carro ligeiro. A modesta
habitação no Mouchão da Cabra destaca-se na imensidão de terrenos. O
campino sai à porta para ver quem chega. Depois, durante a conversa
sobre a homenagem que lhe vai ser feita, não é de meias palavras.
"Esta homenagem já me deveria ter sido feita".

Há cerca de 20 anos que mora isolado. Nos últimos 10, devido à idade
avançada, não se sente com coragem para se aventurar pelas estradas
até à povoação mais próxima. "A maioria dos campinos já nem se
lembrava que o meu pai ainda era vivo", confessa o filho Estêvão, que
visita o pai de dois em dois dias, levando-lhe comida e uma garrafa de
vinho tinto.

Nascido e criado na aldeia de Casais de Baixo, em Azambuja, Manuel
Borda d'Água, começou a guardar gado quando ainda era miúdo. Na maior
parte da sua vida foi maioral de vacas e de toiros em muitas casas da
região, terminando na Casa de Herdeiros de Norberto Pedroso, que lhe
permite viver na casa apesar de estar reformado. A memória de Borda
d'Água já o trai de vez em quando. Diz com convicção que a arte da
campinagem está em vias de extinção. "Os ordenados são baixos e não há
quem esteja para aguentar a dureza do trabalho do campo", sentencia.

Conta episódios de tempos de cheias em que se via obrigado a montar o
cavalo de noite para mudar o gado para terrenos enxutos. Vestia sempre
o seu traje festivo de campino para participar em todas as festas do
Ribatejo. Guarda religiosamente no quarto algumas medalhas que
conquistou ao longo dos anos em provas de condução de cabrestos e em
corridas a cavalo entre campinos.

Sem ninguém para conversar são os dois cães, a Esperta e o Valente, e
duas ovelhas, que lhe fazem companhia. Não tem frigorífico nem água
quente. Deixou de ter televisão porque ainda não comprou o aparelho
para o sistema digital terrestre. Sabe do mundo através de um pequeno
rádio portátil. Conserva a carne numa velha salgadeira como sempre
fez. Há muito que deixou de poder montar a cavalo. Trata de uma horta
onde produz alguns legumes. "O meu pai só sai daqui no caixão. Tirá-lo
do seu meio, era matá-lo", explica o filho.

Naquele lugar ermo não se ouvem motores de carros. Só o assobio do
vento e à noite os grilos. À pergunta se não se sente sozinho, o
campino responde logo que "mais vale só que mal acompanhado". A sua
vida pertence ao campo e é por lá que quer acabar os dias.

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado
directamente para a redacção de O MIRANTE.

http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=561&id=85340&idSeccao=9464&Action=noticia

Governo vai reler lei das práticas abusivas e sanções

17-08-2012




As propostas de revisão da legislação, que incluem prazos de
pagamento, deverão ser apresentadas em Outubro, depois da discussão e
apresentação de propostas no quadro da PARCA (Plataforma de
Acompanhamento das Relações na Cadeia Agro-alimentar), que envolve
empresas de distribuição e representantes da indústria e da
agricultura.

As propostas para rever a legislação que rege as relações entre
fornecedores e grandes superfícies deverão ser apresentadas na próxima
reunião da PARCA, a quatro de Outubro, adiantou João Paulo Girbal, o
presidente da Centromarca, uma das entidades representadas nesta
plataforma.

Fonte oficial do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território (MAMAOT) confirmou ao jornal i que o
governo, incluindo o Ministério da Economia, já está a trabalhar na
revisão da legislação, em particular dos diplomas sobre as práticas
negociais abusivas, que abrangem as vendas com prejuízo, e respectivo
regime sancionatório, práticas comerciais desleais e prazos de
pagamento obrigatórios.

As vendas com prejuízo não são o único problema da relação entre
fornecedores e empresas de distribuição. Os prazos de pagamento, a
aplicação retroactiva de penalidades ou os descontos retroactivos, a
recusa de venda ou as cópias parasitárias (copycat) são outras
matérias sensíveis numa relação que as autoridades, como o Executivo e
Autoridade da Concorrência, reconhecem ser diferentes.

O primeiro relatório da PARCA sublinhava as dificuldades dos
agricultores em repercutir nos preços de venda o grande aumento dos
custos de produção, reafirmando a conclusão da análise de 2010 da
Autoridade da Concorrência aos contratos entre distribuidores e
fornecedores, que revelou «um desequilíbrio negocial entre as duas
partes com preponderância para os primeiros».

A APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição) realçou,
a propósito deste relatório, o efeito da actuação das suas associadas
em limitar a subida dos preços aos consumidores.

A par das alterações legais, o Governo quer promover a auto-regulação
e a adopção de um código de boas práticas, uma experiência já tentada
no passado sem resultados, pelo que João Paulo Girbal sugere a criação
da figura do provedor que, à semelhança do modelo inglês, teria
poderes sancionatórios sobre os incumpridores.

Fonte: Clipping MediaMonitor

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44486.aspx

Gordon provocou prejuízos na agricultura, diz o governo dos Açores

Publicado: 2012-08-20 16:35:18 | Actualizado: 2012-08-20 16:35:18

Por: RTP Açores

A passagem do furacão Gordon pelos Açores apenas originou 18
ocorrências sem gravidade em S. Miguel e Santa Maria, mas provocou
prejuízos no setor agrícola nas duas ilhas do Grupo Oriental, revelou
esta segunda-feira Carlos César, presidente do executivo regional.
"Felizmente, não se observaram prejuízos de maior em bens e
infraestruturas e, muito menos, de natureza pessoal", afirmou Carlos
César, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada para apresentar o
balanço da passagem do furacão.

Os dados oficiais indicam que foram registadas 11 ocorrências em Santa
Maria e sete em S. Miguel, onde também ocorreram falhas pontuais de
energia elétrica.

"Os prejuízos maiores foram na área agrícola", salientou o presidente
do executivo açoriano, acrescentando que já foram referenciados
"prejuízos muito sensíveis" na horticultura e na fruticultura, mas
também em estufas, especialmente na ilha de Santa Maria.

Carlos César salientou que foram também registados prejuízos em
culturas forrageiras, especialmente milho, na costa sul de S. Miguel,
e em algumas zonas de vinha.

O balanço da passagem do Gordon indica também que há "vários
quilómetros" de caminhos agrícolas que foram afetados, mas que deverão
ficar desobstruídos "ainda hoje", estando os trabalhos já em curso,
assim como a limpeza das estradas regionais.

Na terça-feira, vai começar uma "vistoria geral" a cursos de água e
ribeiras para avaliar se é necessário proceder à sua limpeza e
desobstrução. "Quero destacar a capacidade dos açorianos e das
instituições", frisou Carlos César, referindo especialmente o trabalho
desenvolvimento por 870 pessoas que estiveram toda a noite no terreno,
a contribuição dada pelos trabalhadores dos municípios afetados e a
prontidão em que foram colocados os efetivos militares para poderem
ajudar em caso de necessidade.

Para Carlos César, "o civismo e a cultura de proteção civil dos
açorianos e a forma como cumpriram as orientações que foram dadas
permitiram minimizar muito do potencial de prejuízos". O presidente do
executivo regional elogiou ainda o trabalho desenvolvido pela Proteção
Civil, frisando que o dispositivo existente no arquipélago "é o
adequado".

"Não me recordo de nenhuma situação em que a capacidade de prontidão e
de resposta não tenha sido dada em tempo oportuno", afirmou. Nesta
conferência de imprensa, o presidente do Governo dos Açores agradeceu
ainda o acompanhamento e as mensagens que recebeu de Paulo Portas,
líder do CDS-PP, e de António José Seguro, secretário-geral do PS.

Poucas horas depois da passagem do furacão, numa reviravolta típica do
estado do tempo nos Açores, o sol voltou a brilhar e as praias de S.
Miguel e de Santa Maria tornaram a ficar cheias de pessoas.

Lusa

http://www.rtp.pt/acores/index.php?t=Gordon-provocou-prejuizos-na-agricultura-diz-o-governo-dos-Acores.rtp&article=28360&visual=3&layout=10&tm=10&rss=0

O Poder e as Florestas

OPINIÃO


Paulo Pimenta de Castro

Fez no passado dia 17 de agosto, 16 anos sobre a publicação, no Diário
da República n.º 190/96 – Série I-A, da Lei de Bases da Política
Florestal (Lei n.º 33/96), aprovada por unanimidade pela Assembleia da
República.

Numa análise quantitativa à produção florestal em Portugal, no período
de 1996 a 2010, tendo em conta os dados do Instituto Nacional de
Estatística, em 1996 o Valor Acrescentado Bruto da Silvicultura (a
preços correntes) era de cerca de 0,7% do VAB Nacional, em 2010, os
dados provisórios apontam para um recuo de 0,3%, ou seja regista-se no
período uma queda de aproximadamente 43%. No que respeita à análise
qualitativa dos dados dos Inventários Florestais Nacionais,
registam-se, segundo os especialistas, indícios do crescimento do
abandono da gestão ativa nas áreas florestais de produção lenhosa, ao
que está associada uma maior expressão dos incêndios florestais no
período, com especial impacto nos anos de 2003 e 2005, e uma potencial
mais fácil proliferação de pragas e de doenças, com impacto hoje de
longe superior ao de 1996.

Numa análise mais detalhada das concretizações após a publicação de
Lei de Bases da Política Florestal, o retrato revela uma rotunda
derrota política.

Ao nível das medidas de política florestal (Capítulo II):

• Os planos regionais de ordenamento florestal (PROF) foram
abandonados, sem alternativas evidentes, tendo-se claudicado no
planeamento florestal;

• Os planos de gestão florestal (PGF) são aprovados a conta gota e têm
uma expressão territorial diminuta;

• A reestruturação fundiária e das explorações florestais até hoje tem
sido sucessivamente adiada;

• As iniciativas de fomento florestal têm regredido ao longo do tempo,
todavia, sem uma subsequente gestão florestal, as ações de arborização
ou rearborização podem ter efeitos perniciosos;

• No que respeita à conservação dos recursos silvestres proliferam,
hoje como nunca antes, os danos causados pelos incêndios, mas também
pelas pragas e doenças.

Ao nível dos instrumentos de política (Capítulo III):

• A autoridade florestal nacional sofre agora nova alteração orgânica,
sendo que desde 1996 esta situação já ocorreu quase meia dúzia de
vezes, até hoje com uma eficiência negativa. O recém-criado Instituto
de Conservação da Natureza e das Florestas está já envolvido pela
polémica, com a sua aparição inicial associada à "liberalização"
avulsa, extemporânea e irresponsável das florestações, no caso com
espécies de rápido crescimento;

• O conselho interministerial para os assuntos da floresta sempre foi
um fantasma;

• O conselho consultivo florestal funcionou intermitentemente e, após
tanta trapalhada legislativa, desconhece-se agora a sua sorte;

• A investigação e as estruturas organizativas dos proprietários
florestais funcionam em função de fluxos financeiros instáveis,
atribuídos mais numa perspetiva politiqueira de dependência do
"peixe", ao invés de serem criadas condições que favoreçam a entrega
da "cana de pesca".

No caso específico dos instrumentos financeiros, se o Programa AGRO
(1999/2006) ficou muito aquém das expectativas, o PRODER (2007/2013) é
de execução vergonhosa. O Fundo Florestal Permanente parece útil para
tudo menos para o que foi criado. Nos incentivos fiscais está-se a
pensar dar início a algo e os seguros florestais não são até hoje mais
do que uma miragem.

No caso concreto do atual Governo, a Ministra lançou em dezembro a
iniciativa "Vamos plantar Portugal". O objetivo parece ser plantar uma
árvore por cada Português, como se isso resolve-se o que quer que
seja, muito pelo contrário. Apesar de desajustada, com a recente
proposta avulsa de alterar a regulamentação das ações de arborização e
rearborização, em curso no Ministério, a iniciativa pode até vir a
multiplicar por quatro o resultado inicialmente previsto. Isto se vier
a dar resposta a anunciados investimentos empresariais da fileira da
pasta e papel, mas aqui, com uma aposta parcial do Ministério na
lenhicultura e no eucalipto.

Se o Ministério não apostar claramente no planeamento e na gestão
florestal, a expectativa que gerou em poder tornar-se num catalisador
de mudança no setor florestal não passará de mais uma desilusão. Estão
disponíveis, em inúmeros estudos prospetivos, várias metodologias para
gerar ação. Importa contudo perspetivar uma mudança de paradigma, ao
inverter a tradicional abordagem a partir de conceitos estabelecidos
no topo, para uma abordagem à floresta a partir da propriedade
rústica, dos problemas concretos dos proprietários e gestores
florestais, das populações rurais. Por outras palavras, é imperioso
adequar a estratégia e a produção legislativa às condicionantes da
atividade florestal, à realidade das florestas portuguesas e aos
problemas vivenciados pelos seus detentores e gestores. Só desta
forma, será possível ter sucesso na implementação de iniciativas de
redução do absentismo na gestão, na subsequente valorização
sustentável dos espaços florestais e num maior controlo dos incêndios,
das pragas e das doenças.

Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao
Investimento Florestal
Ex-Secretário Geral da Anefa - Associação Nacional das Empresas
Florestais, Agrícolas e do Ambiente
Ex-Secretário Geral da Federação dos Produtores Florestais de Portugal

Publicado em 20/08/2012

http://www.agroportal.pt/a/2012/pcastro4.htm

Apicultores falam em quebra de 30% no mel

Região do Algarve mais afectada

A produção nacional de mel sofreu este ano uma quebra de 30 por cento,
sendo a região do Algarve, a maior produtora nacional, a mais afetada
com perdas quase totais em algumas zonas.
20 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)



Os dados foram avançados nesta segunda-feira pelo presidente da
Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP), Manuel
Gonçalves, em Bragança, na Feira do Mel de Trás-os-Montes, onde alguns
apicultores classificaram 2012 como "um ano péssimo e atípico".
A seca e o frio tardio na primavera são apontados como os causadores
do declínio da produção nacional de mel que em algumas zonas do
Algarve registou quebras na ordem dos 80 por cento, segundo avançou o
presidente da FNAP.
Manuel Gonçalves explicou à Lusa que as zonas mais baixas foram as
mais afectadas, com metade da produção perdida, em média, enquanto nas
zonas de montanha se regista "uma produção normal".
Contas feitas, a federação estima um "impacto a nível nacional na
produção global com quebras de 30 por cento".
"É um mau ano de produção apícola e muito mau para os apicultores das
zonas onde a predominância da floração é rosmaninho", afirmou Manuel
Gonçalves.
A produção média anual de mel ronda as 10.800 toneladas, que
representam um negócio superior a 29 milhões de euros em que a procura
é superior à oferta.
A federação tem registadas, em Portugal, 600 mil colmeias de 17 mil
apicultores, mil dos quais profissionais que vivem exclusivamente
desta actividade e detém 40 por cento do total das colmeias nacionais.
A actividade é rentável, assegurou o dirigente, adiantando que "um
apicultor com 350 colmeias, o patamar mínimo de rentabilidade de uma
exploração apícola, consegue tirar um vencimento, para ele e outra
pessoa, na ordem dos mil euros, amortizar o investimento e no final de
seis anos tem tudo pago".
Vários apicultores presentes na feira do mel, em Bragança,
corroboraram a rentabilidade da apicultura e também o "ano péssimo,
atípico" com que estão confrontados.
José Carneiro, da Associação de Apicultores do Nordeste e da
Cooperativa dos Produtores de Mel da Terra Quente Transmontano, estima
perdas na região "na ordem dos 30 a 40 por cento e uma diminuição dos
efectivos de abelhas na mesma ordem, devido à fome e mortalidade
precoce provocada pela falta de alimentação".
"Foi um ano péssimo. Desde que sou apicultor, há mais de 30 anos, não
me recordo de um assim: completamente atípico", declarou.
Também Jorge Fernandes, apicultor de Vimioso garantiu à Lusa que, em
12 anos de actividade este "foi o pior, extremamente difícil".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/apicultores-falam-em-quebra-de-30-no-mel

Indústria da Panificação explica não ter outra alternativa senão aumentar o preço do pão

Elsa Ferreira
20 Ago, 2012, 10:41 / atualizado em 20 Ago, 2012, 10:47

António Fontes, da Associação da Indústria de Panificação do Norte,
adiantou à Antena 1 que é totalmente impossível manter o preço do pão
já que a farinha aumentou cerca de 20 por cento e o gás subiu cerca de
70 por cento nos últimos dois anos, sublinhando que há muitas empresas
a abrir insolvências, logo esta é a única forma de evitar mais
falências no setor.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=580505&tm=6&layout=123&visual=61

Produção de cereais sofre forte queda devido à seca de Inverno

Fruta também com reduções significativas

20.08.2012 - 12:48 Por Paulo Miguel Madeira
9 de 22 notícias em Economia« anteriorseguinte »

(Foto: Pedro Cunha)
A produção de cereais – em que Portugal é fortemente deficitário –
deverá cair para o nível mais baixo desde 2005, prevendo-se também
fortes quedas na produtividade dos pomares de pera, maçã e pêssego,
revelou hoje o INE.

A seca deste Inverno provocou perdas significativas na campanha de
cerais de Outono/ Inverno, o que também afectou a batata,
especialmente a de sequeiro, explica o INE nas previsões agrícolas
hoje divulgadas, com informação até 31 de Julho.

Este é o quarto ano consecutivo de queda de produção na campanha de
cereais de Outono/ Inverno (que estava já quase concluída), prevendo
INE quedas face a 2011 de 30% no triticale, 25% na aveia, 20% no trigo
mole, trigo duro e centeio e 15% na cevada, consequência da diminuição
das áreas semeadas e da quebra das produtividades originada pelas
"condições climatéricas extremamente adversas" ao longo da campanha.
Nas searas da Primavera a situação apresenta-se já dentro do normal.

Nas frutas também são esperadas reduções significativas das colheitas.
Devido ao frio e geada na época da floração, que causou uma redução
significativa do número de frutos vingados, pêra, maçã e pêssego,
deverão ter "quedas significativas".

Na maçã, a principal região afectada foi Trás-os-Montes, com quebras
de produtividade que ultrapassam os 30%, face a 2011, o que se traduz
num decréscimo do rendimento unitário a nível nacional de 15%. Para a
pêra, após colheitas recorde em 2011, as reduções são generalizadas a
todas as regiões, atingindo 30% face ao ano passado e 11% face à média
do último quinquénio.

Os pessegueiros também estão menos produtivos, prevendo-se uma queda
de 10% na colheita.

http://economia.publico.pt/Noticia/producao-de-cereais-sofre-forte-queda-devido-a-seca-de-inverno-1559715

Douro aumenta 13% a produção de vinho

Vindimas: Expectativas elevadas a um mês do início da campanha

A produção de vinho em Portugal deverá este ano ter duas caras. A
norte, no Douro, os números deverão ficar acima do ano passado. Já no
Alentejo as expectativas não são tão altas no que respeita à
quantidade, mas a qualidade deverá continuar assegurada.

20 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Pedro Galego com Lusa




A seca e o atraso na maturação das videiras são os principais factores
apontados pelos responsáveis do sector vinícola nacional. Os
produtores apontam para um aumento generalizado da qualidade, mas
apenas o Douro espera o reforço da produção, na ordem dos 13%. Já o
Dão espera a mesma quantidade de vinho, enquanto o Alentejo aguarda
uma ligeira redução do número de pipas produzidas (ver peças
secundárias).
No Norte, segundo dados da Associação de Desenvolvimento da
Viticultura Duriense (ADVID), a expectativa de colheita para esta
vindima é de cerca de 295 mil pipas (mais 35 mil do que em 2011), num
intervalo de previsão entre as 269 e as 325 mil pipas de mosto. As
previsões da ADVID são efectuadas com base no pólen recolhido em Maio
nas três sub-regiões do Douro.
No entanto, a produção real poderá registar uma quebra, devido à queda
de granizo, que em Julho afectou cerca de 700 hectares de vinha em
Sabrosa, Alijó e São João da Pesqueira.
A este facto junta-se a seca. Este ano vitícola no Douro encontra-se
entre os seis mais secos dos últimos 40 anos, com menos 52%, em média,
de precipitação acumulada.
MATURAÇÃO ATRASADA NO ALENTEJO
A região alentejana deve sofrer este ano uma diminuição da produção em
relação a 2011, mas ainda pouco se pode adiantar, visto que "as
maturações das uvas se encontram bastante atrasadas", segundo a
Comissão Vitivinícola da Região Alentejo (CVRA). Para a presidente do
organismo, Dora Simões, "o tempo seco e a falta de humidade no solo
estão a ter efeitos no desenvolvimento vegetativo das videiras,
causando atraso na maturação das uvas". "A quantidade de uva nos
cachos é menor do que o habitual, devido ao calibre inferior dos
bagos", sublinhou. Ainda assim, a qualidade das uvas para esta
vindima, até à data, "prevê-se boa", dependendo, no entanto, "das
condições climatéricas durante a fase de maturação". Segundo a CVRA,
no Baixo Alentejo alguns produtores já começaram as vindimas, mas
somente de algumas castas mais precoces.
QUEBRA NO DÃO ORIGINA "MAIS QUALIDADE"
António Mendes, vogal da Comissão Vitivinícola Regional do Dão, espera
na região uma produção entre os 40 e os 45 milhões de litros, o que
corresponde a uma "ligeira quebra", sobretudo devido à falta de água e
a uma "ligeira incidência" de algumas pragas, mas nada que preocupe os
produtores. "Quando se assiste a uma ligeira quebra da produção,
acontece um interessante aumento da qualidade no Dão", referiu o mesmo
responsável. Por isso, o também presidente da Adega Cooperativa de
Mangualde assegura que, "se tudo correr dentro da normalidade, com a
recente chuva que caiu no Dão, a qualidade poderá até ser superior à
do ano passado, que já foi um excelente ano".

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/douro-aumenta-13--a-producao-de-vinho

Produção de cereais será a mais baixa desde 2005

Seca afecta a produção deste ano

A produção de cereais no ano agrícola de 2012, "fortemente marcado
pela seca", será "a mais baixa desde 2005", mas as culturas de
primavera/verão deverão manter os níveis de produtividade, antecipou
esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
20 Agosto 2012Nº de votos (0) Comentários (0)



Segundo as previsões agrícolas a 31 de Julho, "a campanha dos cereais
de outono/inverno saldou-se por quebras expressivas, fundamentalmente
devido à seca, situação que também afectou a batata, especialmente a
de sequeiro".
Com a colheita "praticamente concluída", as produções de cereais
praganosos caem em 2012 pelo quarto ano consecutivo, com recuos face a
2011 de 30 por cento no triticale, 25 por cento na aveia, 20 por cento
no trigo mole, trigo duro e centeio e 15 por cento na cevada.
As previsões apontam ainda para "quebras significativas" na
produtividade dos pomares de pera, maçã e pêssego, "resultado das
condições climatéricas adversas na altura da floração/polinização
(frio e geada) ", e para recuperações no tomate para indústria e na
vinha.
Relativamente às culturas de primavera/verão, o instituto de
estatística nota que, "de um modo geral, apresentam um desenvolvimento
vegetativo normal para a época, pelo que não se prevêem quebras de
produtividade".
O INE alerta, contudo, que, no final de Julho, 58 por cento do
território nacional estava em situação de seca extrema e 26 por cento
em seca severa, pelo que "o potencial produtivo das culturas de
primavera/verão no actual ano agrícola é ainda incerto" e "o impacto
da seca poderá estender-se à próxima campanha, particularmente se não
ocorrer precipitação até ao início do outono".
Relativamente à superfície de milho para grão de regadio, o INE
antecipa que deverá manter-se nos 90 mil hectares, enquanto o milho
para grão de sequeiro apresenta "um desenvolvimento vegetativo
regular" e deverá repetir o rendimento de 2011.
Também a produtividade do arroz deverá manter-se semelhante à do ano
anterior, cerca de 5.855 kg/hectare, mas o rendimento unitário da
batata de regadio decrescerá cinco por cento.
Já o tomate para a indústria apresenta "perspectivas animadoras" após
o "mau ano de 2011", com uma produtividade "acima das 82
toneladas/hectare", um valor acima da média dos últimos cinco anos, e
o girassol deverá manter-se estável.
Segundo o INE, 2012 será "mau" para os pomares, com Trás-os-Montes a
ser a região mais afectada na maçã e a registar quebras de
produtividade superiores a 30 por cento face a 2011, traduzido num
decréscimo do rendimento unitário a nível nacional de 15 por cento.
No caso da pera, as reduções são "generalizadas a todas as regiões",
com decréscimos previstos da produtividade de 30 por cento face a 2011
e de 11 por cento relativamente à média dos últimos cinco anos.
Também menos produtivos estão este ano os pomares de pessegueiros,
cujo rendimento unitário deverá cair 10 por cento.
Em sentido inverso, a produtividade das vinhas irá aumentar cerca de
cinco por cento, com todas as regiões a apontar "para um ano de boa
qualidade", e a uva de mesa subirá a produção em 10 por cento.
Relativamente à amêndoa "ainda subsistem incertezas quanto ao
potencial produtivo para esta campanha", mas tudo aponta para um
decréscimo de cinco por cento face a 2011, enquanto a produção de
batata de sequeiro recuará 15 por cento e a de cereja 25 por cento.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/producao-de-cereais-sera-a-mais-baixa-desde-2005

Pão vai aumentar em Setembro

20 Agosto 2012 | 09:24
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt

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Os panificadores dizem que os custos de produção não páram de aumentar
e, por isso, é inevitável a subida do preço do pão
O preço do pão vai aumentar no próximo mês. A subida do preço da
farinha e os aumentos na energia tornam inevitável, segundo os
panificadores, citados esta segunda-feira pelo "Correio da Manhã", o
aumento no pão.

António Fontes, presidente da Associação dos Industriais de
Panificação do Norte, garante que é inevitável. Não aponta um valor
concreto para o aumento, mas situa-o entre os 10 e 15%, fazendo
repercutir no preço final o aumento nos custos de produção que foi
dessa ordem de grandeza. António Fontes admite que não é a melhor
altura para fazer aumentos nos preços do pão, mas, acrescenta, "não
existem alternativas".

O "Correio da Manhã" avança, por isso, que a carcaça de 40 gramas
possa subir um cêntimo, passando para os doze cêntimos no Norte e
dezoito cêntimos na Grande Lisboa.

Nos preços por quilo, o trigo deve subir dps 2,4 euros para os 2,65
euros em médio e o pão de milho pode passar dos dois para os 2,2
euros.

Este mesmo responsável diz que no primeiro semestre deste ano foram à
falência mais de 50 padarias na região Norte.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=573945

Um terço dos apoios agrícolas ficou nas mãos de 140 operadores

20 Agosto 2012 | 10:10
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt


Os maiores beneficiários recebem a maior parte dos apoios agrícolas.
No ano passado os 140 maiores beneficiários das ajudas ao sector
agrícola, que receberam mais de meio milhão de euros, arrecadaram 242
milhões de euros. Ou seja, cerca de 35% do valor global, que é de 675
milhões de euros, foi para 140 beneficiários.

Os 675 milhões foram distribuídos por 300 mil beneficiários, avança
esta segunda-feira o "Público".

Os apoios são feitos via ajudas directas aos produtores agrícolas,
financiadas com dinheiro comunitário. Há, depois, os apoios a
projectos de investimentos agrícolas, que inclui uma comparticipação
nacional.

No ano passado, a componente das ajudas directas distribuiu 479
milhões de euros a mais de 200 mil beneficiários e a do investimento
ascendeu a 196 milhões de euros para mais de 100 mil.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=573953

Época de caça 2012-2013 começa este domingo

Por Agência Lusa, publicado em 19 Ago 2012 - 15:43 | Actualizado há 1
dia 10 horas


A época de caça 2012-2013 começa hoje, com a alteração do período
legal para a caça a várias espécies de patos como principal novidade
não só para esta época, como para as duas seguintes, segundo despacho
do ministério da Agricultura.

O despacho do ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento
do Território, publicado em Diário da República em maio, define que a
caça aos patos trombeteiro, zarro-comum, zarro-negrinha, marrequinha,
arrabio, piadeira e frisada decorre de 01 de outubro a 20 de janeiro,
enquanto na época de 2011-2012 foi de 15 de agosto a 31 de janeiro.

Na origem desta mudança está uma recomendação da União Europeia,
segundo a qual Portugal estava a terminar a caça aos patos "muito
tarde, já em época de reprodução" e, por isso, poderia ser alvo de
coima, explicou à Lusa, na altura da publicação do despacho, o
presidente da Federação Portuguesa de Caça, Jacinto Amaro.

Já a partir de hoje podem ser caçadas espécies como o pombo-da-rocha,
a pega-rabuda, o pato-real, o galeirão, a galinha-d'água, a rola e
outros pombos.

A 01 de setembro abre a época ao coelho bravo e a codorniz e um mês
depois à raposa, saca-rabos, perdiz-vermelha e faisão.

O calendário venatório estabelece para 01 de novembro a caça à
tarambola-dourada, à narceja, à galinhola, ao estorninho-malhado, a
tordeia e aos tordos.

A chamada caça grossa - javali, gamo, veado, corço e muflão -
realiza-se de 01 de junho a 31 de maio.

http://www.ionline.pt/portugal/epoca-caca-2012-2013-comeca-este-domingo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Turismo e agricultura adiam subida dramática do desemprego

15 Agosto 2012 | 23:30
Rui Peres Jorge - rpjorge@negocios.pt
Manuel Esteves - mesteves@negocios.pt

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No segundo trimestre, 15% da população activa não tinha emprego.
Economistas prevêem Outono negro.
De acordo com os resultados do Inquérito ao Emprego, divulgado na
terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, a taxa de
desemprego fixou-se nos 15%, um número redondo e vistoso, que esconde,
contudo, uma subida ténue, de apenas 0,1%, face ao trimestre anterior.
Aliás, nos três meses em análise o número de empregos até aumentou em
0,6%, correspondente a 26 mil postos de trabalhos a mais, coisa que já
não sucedia desde precisamente o segundo trimestre de 2011.

Quais serão os maiores consumidores de vinhos em 2014?

15/08/2012

Em recente artigo, a revista The Drinks Business foi atrás desta
resposta, afinal, nos últimos anos a direção do consumo de vinhos tem
se deslocado para fora dos países consumidores (e produtores)
tradicionais.

A estimativa é de que 3/4 do crescimento previsto no consumo de vinhos
no mundo até 2014 esteja concentrado em três países: EUA, China e
Rússia. Baseado nos números obtidos na última Vinexpo, em Bordeaux,
enquanto o consumo vem caindo continuamente na Europa, ele crescerá
cerca de 10% nos EUA até 2014. Estas constatações levam a crer que os
maiores consumidores de vinho ao final deste período serão os
seguintes:

Exportação de vinho verde subiu 6,8% no primeiro semestre

14 Agosto 2012 | 19:36
António Larguesa - alarguesa@negocios.pt

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Aumento das vendas no exterior compensou quebra idêntica no mercado
interno, perspectivando o melhor ano de sempre lá fora. Os Estados
Unidos reforçaram a posição de melhores compradores e já valem 22,5%
da facturação no estrangeiro.
Segundo os mapas da exportação na primeira metade do ano, a que o
Negócios teve acesso, os vinhos verdes venderam mais 6,84% do que no
período homólogo, chegando ao final de Junho com um valor acumulado
que supera os 22 milhões de euros. É o resultado, em euros, do envio
para o exterior de 9,3 milhões de litros produzidos na região, contra
8,3 milhões de litros nos primeiros seis meses de 2011.

Oposição à tourada em Viana soma meio milhar de mensagens de apoio em dois dias

14.08.2012 - 18:13 Por Lusa
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A Câmara de Viana do Castelo recebeu, desde segunda-feira, mais de
meio milhar de mensagens de apoio, de vários países, à oposição que
está a fazer à realização de uma corrida de touros na cidade.

Segundo avançou hoje à agência Lusa fonte da autarquia, estas
mensagens estão a chegar sobretudo por correio electrónico e, além de
Portugal, são provenientes também de Espanha - inclusive da região da
Catalunha -, México, Argentina, Costa Rica, Peru, Colômbia e Brasil.

A mesma fonte sublinhou mensagens de apoio recebidas do Movimento
Internacional Anti-touradas e da direcção da Fundação Franz Weber,
alemã e uma das mais activas na defesa dos direitos dos animais.

UE: Subida dos preços dos cereais não terá impacto no orçamento das famílias

14 Agosto 2012 | 15:07
Filipa Projecto - filipaprojecto@negocios.pt

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A subida dos preços dos cereais devido à seca que se tem verificado na
Rússia e nos EUA não irá afectar, para já, as famílias europeias,
garante a Comissão Europeia.
A Comissão Europeia reuniu-se esta segunda-feira para debater a subida
dos preços dos produtos agrícolas.

Num "briefing" realizado esta terça-feira em Bruxelas, segundo a
Bloomberg, Patrizio Fiorilli, porta-voz da Comissão Europeia, veio a
público dizer que as famílias não devem ficar preocupadas com uma
possível subida dos preços dos alimentos por agora pois "caso haja
algum impacto [nos preços], este deve ser adiado".

Tomate:Indústria portuguesa é a segunda mais rentável do mundo

14-08-2012



A indústria portuguesa de tomate, cuja campanha decorre em Agosto e
Setembro, espera manter este ano «o alto grau de competitividade» que
faz dela a segunda mais rentável do mundo, disse à Lusa fonte do
sector.

«Apesar dos tempos difíceis em que a economia portuguesa se encontra,
esperamos manter o alto grau de competitividade, qualidade, inovação e
desenvolvimento que caracteriza esta actividade», afirmou o
secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate (AIT), Miguel
Cambezes.

Segundo salientou, Portugal é actualmente «um dos maiores» produtores
de tomate do mundo e o quinto exportador mundial de produtos de
tomate, com vendas de 250 milhões de euros e um valor acrescentado
bruto de 80 por cento.

domingo, 19 de agosto de 2012

Época de caça começa hoje com novos calendários

Recomendação da União Europeia leva à alteração do período legal para
a caça a várias espécies de patos.
9:06 Domingo, 19 de agosto de 2012

A época de caça 2012-2013 começa hoje, com a alteração do período
legal para a caça a várias espécies de patos como principal novidade
não só para esta época, como para as duas seguintes, segundo despacho
do ministério da Agricultura.

O despacho do ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento
do Território, publicado em Diário da República em maio, define que a
caça aos patos trombeteiro, zarro-comum, zarro-negrinha, marrequinha,
arrabio, piadeira e frisada decorre de 1 de outubro a 20 de janeiro,
enquanto na época de 2011-2012 foi de 15 de agosto a 31 de janeiro.

Impor regras

OPINIÃO

País Real

Quando o mapa de Portugal está amputado de um rio e de um vale que é
dos mais ricos, em termos agrícolas, algo está muito mal.
18 Agosto 2012 Nº de votos (2) Comentários (0)
Por:Carlos Laranjeira, Presidente da Associação de Agricultores do
Vale do Mondego

Como se pode pedir aos agricultores do Baixo Mondego que sejam
competitivos e que aproveitem hipotéticos incentivos? Não se pode
investir neste vale sem que as obras que competem ao Estado estejam
delineadas ou em execução.
Quem é louco para investir sem segurança depois de terem sido
cometidas algumas traições. Basta de promessas falsas, pois já temos
os armazéns cheios. Como é possível fazer medidas agro-ambientais, nos
vales secundários, sem obras? Queremos melhor ambiente e boa qualidade
do produto, não nos deixam! Os agricultores estão assustados com a
nova PAC, porque privilegia as áreas em detrimento da produção. A
agricultura social que marca a realidade do Mondego e da região Centro
está em perigo.

Cinco milhões de euros para custos de energia dos agricultores só agora estão disponíveis

16 Agosto 2012 | 10:40
Alexandra Machado - amachado@negocios.pt

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Os custos de energia que serão apoiados são os realizados entre
Setembro de 2011 e Março de 2012, período em que Portugal esteve em
situação de seca extrema.
Os apoios aos agricultores por causa da seca que este Inverno afectou
o território português continuam a sair. Esta quinta-feira é publicado
em Diário da República o diploma que dá acesso aos apoios para os
custos de energia que terão subido, nesse período, por causa da seca,
já que os agricultores tiveram de recorrer mais aos sistemas de rega.

Alqueva já tem condições para que o Alentejo volte a ser o "celeiro da nação"

Agricultura

14.08.2012 - 23:23 Por Carlos Dias
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A cultura do milho de regadio está a desenvolver-se rapidamente na
zona de Alqueva (Adriano Miranda)
Onde se plantava trigo, quando, no século passado, a região era
conhecida como o "celeiro da nação", há agora searas de milho que
podem chegar aos 70 a 80 mil hectares e dar 1,2 milhões de toneladas
de cereal.

Pressionados por longos períodos de seca severa e extrema, os
agricultores alentejanos estão a canalizar as suas expectativas para
Alqueva, onde dispõem de condições edafoclimáticas (de solo e clima) e
quantidades de água apropriadas para a produção de milho. A cultura
deste cereal destaca-se pela elevada exigência de água, oscilando o
débito necessário à rega de um hectare entre os 7 e os 9 mil metros
cúbicos.

Brasileiros criam plantas resistentes à seca

TRANSGÉNICOS

por Fabiane Roque, agência LusaHoje


Fotografia © REUTERS/Ahmad Masood
Investigadores brasileiros estão a testar em laboratório plantas
transgénicas capazes de resistir a longos períodos de seca, numa
resposta às preocupações suscitadas pelas alterações climáticas.

"O projeto começou a partir da pesquisa do genoma da planta do café.
Nesse estudo, que contou com mais de 100 investigadores, identificámos
os 30 mil genes do café e, a partir daí, cada grupo passou a pesquisar
uma característica específica", afirmou à Lusa o investigador Eduardo
Romano, ao explicar que o seu grupo ficou com a missão de estudar os
genes associados à resistência à seca.
Após ser identificado, esse gene foi isolado e testado numa
planta-modelo, de uma espécie semelhante à mostarda, com o nome
científico Arabidopsis thaliana.
"As plantas que receberam o gene sobreviveram 40 dias sem água,
enquanto as que não o receberam morreram após 15 dias sem água", disse
Eduardo Romano, que integra a equipa científica da Empresa Brasileira
de Pesquisa Agrícola (Embrapa), onde o projeto é levado a cabo.
Graças aos resultados animadores obtidos nas primeiras experiências, a
descoberta será testada agora em cinco culturas comerciais, entre elas
alguns dos principais produtos de exportação brasileira:
cana-de-açúcar, soja, arroz, trigo e algodão.
De acordo com o investigador, exemplares dessas cinco espécies já
receberam o gene especial e estão a ser observadas em laboratório.
Após o nascimento das primeiras plantas transgénicas, as sementes
serão novamente testadas em laboratório para, só então, a partir de
uma seleção das melhores amostras, serem iniciados testes de campo.
"Acreditamos que num ano e meio já teremos os resultados da
experiência em todas as culturas", avança.
Em paralelo com os estudos de viabilidade do gene da resistência à
seca, a equipa está também a realizar testes toxicológicos para
garantir que os produtos resultantes das culturas transgénicas serão
seguros para consumo.
De acordo com o investigador, já foi possível comprovar que as
variedades geneticamente modificadas em estudo não serão propensas a
causar alergias.
"Ao longo do desenvolvimento do produto vamos fazendo vários testes.
Por exemplo, já vimos que essa proteína não é propensa a causar
alergia. Fazemos isso comparando com um banco de dados que a FAO
possui", explica.
Segundo Romano, a legislação brasileira atual é bastante rigorosa no
controlo de produtos transgénicos e o investimento em testes de
biossegurança chega a ser até dez vezes superior ao investimento na
pesquisa em si.
A seca figura entre os maiores problemas da agricultura em todo o
mundo. A atual estiagem que ameaça a produção de milho nos Estados
Unidos levou recentemente a um pedido oficial da Organização da ONU
para Agricultura e Alimentação (FAO) para que o país abandone
temporariamente sua produção de biocombustível a partir do milho.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2726384&page=-1

Vinhos: Campanha de 2012 aponta para maior produção no Douro, no Alentejo a seca atrasou maturação das vinhas

A um mês da campanha vinícola de 2012, a região do Douro conta com um
aumento da produção, ao contrário do Alentejo, cujos produtores se
debatem com atrasos na maturação das videiras. O Dão deverá ter menos
pipas, mas vinhos de qualidade adicional.

Em três das maiores regiões demarcadas do país, os produtores apontam
para um aumento generalizado da qualidade, mas apenas o Douro espera o
reforço da produção, na ordem dos 23%. O Dão espera a mesma quantidade
de vinho, enquanto o Alentejo aguarda uma ligeira redução das pipas
produzidas.

A norte, na Região Demarcada do Douro, prevê-se para esta vindima uma
produção média de vinho a rondar as 295 mil pipas. Segundo dados da
Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), a
expectativa de colheita para esta vindima é de cerca de 295 mil pipas,
num intervalo de previsão entre as 269 e as 325 mil pipas.

As previsões da ADVID são efectuadas com base no pólen, recolhido em
Maio nas três sub-regiões do Douro: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro
Superior.

No entanto, a produção real poderá registar uma quebra devido à queda
de granizo, que em Julho afectou cerca de 700 hectares de vinha nos
concelhos de Sabrosa, Alijó e São João da Pesqueira. A este facto
juntam-se ainda as condições meteorológicas. Este ano vitícola no
Douro situa-se entre os seis mais secos desde há 40 anos, com menos
52%, em média, de precipitação acumulada.

Na região do Dão, António Mendes, vogal da Comissão Vitivinícola
Regional do Dão (CVRD), espera uma produção entre os 40 e 45 milhões
de litros, o que corresponde a uma "ligeira quebra", devido ao stress
hídrico a que algumas castas estiveram sujeitas, a uma ligeira
incidência da podridão negra (black roth) e ainda ao escaldão da vinha
que aconteceu recentemente.

"Mas, se houver uma ligeira quebra na quantidade, não é nada que
preocupe. Pelo contrário, tem sido essa a condição: quando se assiste
a uma ligeira quebra da produção, acontece um interessante aumento da
qualidade no Dão", atalhou.

Por isso, o também presidente da adega cooperativa de Mangualde
assegura que, "se tudo correr dentro da normalidade, com a recente
chuva que caiu no Dão, então a qualidade poderá até ser superior ao
ano passado, que já foi um excelente ano".

Sobre a qualidade, existe uma sintonia entre dirigentes e produtores,
com João Teixeira, cujas vinhas se encontram nas mais ensolaradas
encostas do rio Dão, que dá nome à região, a admitir que "se não
acontecerem surpresas", o que está para sair dos vinhedos "é um grande
copo".

Mais a sul, a produção de vinho no Alentejo deve sofrer este ano uma
diminuição face a 2011, mas ainda pouco se pode adiantar sobre esta
matéria, visto que "as maturações das uvas se encontram bastante
atrasadas", segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana
(CVRA).

A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou à Lusa que "o tempo seco e
a falta de humidade no solo está a ter efeitos no desenvolvimento
vegetativo da videira, causando atraso na maturação das uvas". "A
quantidade de uva nos cachos é menor do que o habitual devido ao
calibre inferior dos bagos", sublinhou.

Segundo a responsável, a qualidade das uvas para esta vindima, até à
data, "prevê-se boa", dependendo, no entanto, "das condições
climatéricas que ocorram durante a fase de maturação".

Na região alentejana, revelou ainda a CVRA, apenas alguns produtores
do Baixo Alentejo já começaram as vindimas, mas somente de algumas
castas mais precoces.

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/08/19.htm