quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vendas de vinho do Porto no Brasil caem 20%

Jorge Horta25/09/2012 07:00
A comercialização do tradicional produto da região Norte de Portugal
manifesta este anos maiores dificuldades, não conseguindo acompanhar a
tendência de crescimento da venda de vinho do Porto à escala global.
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Lisboa - As vendas de vinho do Porto no mercado brasileiro, um dos dez
maiores consumidores do tradicional produto português, estão a sofrer
em 2012 uma queda superior a 20%, em contraciclo com a evolução das
vendas a nível global, que apresenta um crescimento de 3,8%.

Os dados do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) mostram que
nos primeiros sete meses deste ano, até julho, as exportações de vinho
do Porto para o Brasil caíram 20,2%, para 2,63 milhões de euros. Com
esta facturação, o Brasil é o décimo maior mercado para o vinho do
Porto, representando 1,5% das vendas totais.

O maior mercado para o vinho do Porto continua a ser França, que de
janeiro a julho registou vendas de 44,9 milhões de euros, com um
ligeiro decréscimo face ao ano passado, de 0,8%. O segundo maior
mercado é Portugal, onde as vendas este ano já cresceram 18,2%, para
23,2 milhões de euros.

Holanda, Bélgica, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha,
Espanha e Brasil completam o "top 10" das vendas de vinho do Porto,
que até julho somaram em todo o mundo o valor de 170,3 milhões de
euros, mais 3,8% do que no mesmo período de 2011.

Vendas para o Brasil seguiam linha de crescimento

O ano 2012 ameaça pôr fim a um ciclo de crescimento nas exportações de
vinho do Porto para o Brasil. Em 2011 as vendas para o mercado
brasileiro aproximaram-se de 5,4 milhões de euros, depois dos cerca de
5 milhões de euros facturados em 2010 e dos 4,1 milhões de 2009.

Já o valor do vinho do Porto no Brasil tem apresentado oscilações nos
últimos cinco anos. Em 2007 cada litro valia em média 4,28 euros,
preço que atingiria em 2009 um máximo de 4,96 euros. Em 2011 o valor
médio de venda do vinho do Porto no Brasil fixou-se em 4,55 euros por
litro.

O vinho é um dos produtos que Portugal mais exporta para o Brasil, a
par com o azeite, o bacalhau, pêras e alguns produtos industriais.

Este mês, em visita ao Brasil, o ministro português dos Negócios
Estrangeiros, Paulo Portas, manifestou a sua vontade de trabalhar para
que as exportações lusas de vinho para o Brasil pudessem continuar a
crescer.

No ano passado as vendas globais de vinhos do Porto cifraram-se em
355,9 milhões de euros. Um valor ainda distante dos mais de 400
milhões de euros comercializados no ano de 2007.

http://www.portugaldigital.com.br/economia/ver/20072081-vendas-de-vinho-do-porto-no-brasil-caem-20

Entrevista a João Machado

O governo apresenta no início de outubro alterações à lei para tornar
mais equilibradas as relações e negociações no setor agroalimentar. A
revelação foi feita à Antena 1 pelo presidente da Confederação dos
Agricultores de Portugal (CAP), João Machado.

Em entrevista ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, o presidente
da CAP adiantou que os distribuidores vão ser obrigados a pagar mais
cedo aos produtores agrícolas, passam a ter também descontos mais
reduzidos, e ficam sujeitos a multas mais pesadas em casos de
incumprimento. João Machado analisa ainda as perdas dos agricultores
por causa da seca e estima que vão atingir os 20 a 30 por cento.
2012-09-26

Entrevista aqui:
http://www.rtp.pt/antena1/index.php?t=Entrevista-a-Joao-Machado.rtp&article=5554&visual=11&tm=16&headline=13

Preço dos ovos deve continuar a aumentar

Agricultura

Margarida Vaqueiro Lopes
26/09/12 15:18



Observatório Agrícola avisa que novas regras estão a provocar quebra na oferta.

O preço dos ovos deverá continuar a aumentar no País. Segundo dados do
Observatório Agrícola, as novas regras que foram impostas aos
produtores de ovos estão a provocar uma quebra na oferta e,
consequentemente, uma maior necessidade de importação deste alimento.

A directiva 1999/74/EC (cuja aplicação integral começou em Janeiro) ,
cujo principal objectivo está associado à ideia de segurança alimentar
e "de bem estar animal ao nível das galinhas poedeiras e cujas
imposições se relacionam com as novas condições exigidas para as
unidades produtivas", está a preocupar as autoridades do sector.

Segundo a Associação Nacional dos Avicultores Produtores de Ovos
(ANAPO), citada pelo Observatório Agrícola, "os elevados custos de
aplicação desta Directiva levam a que cerca de metade dos produtores
nacionais ainda não tenha efectuado as alterações exigidas, podendo
este sector, para o qual e segundo dados do INE somos auto-suficientes
(com um grau de auto-aprovisionamento em 2011 de 101%), estar em
perigo". Isto porque todos os ovos que não obedeçam a estas novas
regras - que visam sobretudo o melhoramento das gaiolas onde se alojam
as galinhas poedeiras - não podem ser comercializados. O aumento da
importação para suprir as necessidades terá um efeito directo e
imediato no preço ao consumidor, alerta o Observatório.

Num comunicado a que o Económico teve acesso, dados do Observatório
Agrícola e do INE mostram ainda que entre 2010 e 2011 a produção de
ovos de galinha para consumo caiu (-6%), naquela que foi a quebra
anual mais acentuada desde 2005. O mesmo documento refere ainda que no
primeiro semestre do ano houve "um aumento acentuado [dos preços],
comparado com os últimos 50 anos", embora não se revele qual o valor
exacto dessa subida.

Os ovos acompanham assim a tendência generalizada de aumento de preços
em produtos como os cereais, o leite e outros alimentos, que durante o
primeiro semestre de 2012 ameaçaram, várias vezes, superar os máximos
fixados em 2008 nos mercados internacionais.

http://economico.sapo.pt/noticias/preco-dos-ovos-deve-continuar-a-aumentar_152627.html

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Madeira: Governo Regional atribui subsidio a produtores de vinho

A secretaria regional do Ambiente e dos Recursos Naturais da Madeira
anunciou que, devido ao agravamento das condições atmosféricas, será
atribuída aos produtores madeirenses uma compensação financeira às
uvas que não atingirão os nove graus.

«Face ao agravamento das condições atmosféricas, nomeadamente o
período de chuvas agora sentido, a Secretaria Regional do Ambiente e
dos Recursos Naturais decidiu, a exemplo de anos anteriores, atribuir
uma compensação monetária aos produtores cujas uvas apresentem um grau
inferior àquele que é exigido», diz um comunicado distribuído na
região.

Esta medida visa «salvaguardar aspectos sociais», tem um carácter
«excepcional», permitindo que «os viticultores entreguem as uvas de
castas europeias, desde que apresentem grau alcoólico provável
inferior ao mínimo legal até ao máximo de uma unidade, cujas uvas não
serão destinadas à produção de Vinho Madeira», refere o comunicado.

A mesma nota informa que «neste caso, o Governo Regional atribuirá aos
produtores um subsídio de 60 cêntimos por quilograma mediante a
entrega das uvas ao Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da
Madeira» e que no caso das «uvas da casta Ansburguer, o preço a pagar
será de 40 cêntimos». Conclui que «esta situação terá efeitos a partir
de 24 de Setembro».

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António,
garantiu que várias vezes o escoamento total da produção de uvas,
tendo sublinhado que este ano as vindimas «em termos globais têm
corrido excepcionalmente bem» neste arquipélago, apontando que «a
quantidade subiu cerca de 25 por cento e a qualidade também está a
subir em relação aos anos anteriores».

A presidente do Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira
(IVBAM), Paula Cabaço, no início das vindimas na região disse que a
produção deveria situar-se nas 4,5 toneladas.

Fonte: Lusa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/26i.htm

Presidente da AREV lamenta não ser ouvido pelo Grupo de Alto Nível da Comissão Europeia

Jean-Paul Bachy, Presidente da Assembleia das Regiões Europeias
Vitícolas (AREV), foi convidado em 21 de Setembro, para apresentar
perante o 3º Grupo de Alto Nível da Comissão Europeia (GAN), o estudo
sobre o "os impactos socio-económicos e territoriais da liberalização
dos direitos de plantação de vinha", realizado pelo professor Etienne
Montaigne da Universidade de Montpellier.

O presidente e os membros da AREV mostraram uma perseverança real para
finalmente ser recebido pelo 3º GAN.

Após uma breve apresentação da AREV e uma tomada de posição política
relativa aos direitos de plantação (especialmente após a análise do
estudo de Montaigne), o Presidente Bachy foi privado da sua liberdade
de expressão pelo Presidente da sessão e Director-Geral da
Agricultura: José Manuel Silva Rodriguez.

Face a esta negação de democracia e um comportamento impróprio de um
representante da Comissão Europeia, Jean-Paul Bachy quer reiterar a
escolha política da AREV no que respeita aos direitos de plantação:

- Não liberalização
- Não existência de um tratamento diferenciado para diferentes
categorias de vinho

Esta situação só conforta a AREV no seu desejo de se fazer ouvir e,
acima de tudo, respeitada. O Presidente e Vice-Presidentes da AREV
convocam os presidentes das regiões europeias e os representantes do
sector vitivinícola envolvidos neste processo, para uma reunião a 7 de
Novembro, em Bruxelas.

Este encontro tem como objectivo sensibilizar a opinião pública sobre
os impactos desastrosos da liberalização dos direitos de plantação,
mesmo se se limitasse aos vinhos sem IG (como defendido pela Comissão
Europeia em 21 de Setembro).

Châlons-en-Champagne, 24 de Setembro de 2012

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/26l.htm

Vinha: Gestão de plantações e cláusula de salvaguarda, as duas medidas reveladas pela Comissão Europeia

A Comissão Europeia apresentou a sua proposta para o futuro dos
direitos de plantação, avançadas pelo Comissário Ciolos na reunião
informal do Conselho de Ministros da Agricultura há cerca de duas
semanas.

Na terceira reunião do Grupo de Alto Nível do vinho realizada em
Palermo na última sexta-feira, o director-geral da Agricultura, José
Manuel Silva, afirmou que o sistema de direitos de plantação actual
não pode prolongar-se, porque seria dar um passo atrás . No entanto,
propôs um novo sistema, muito mais flexível, que iria controlar os
vinhos com Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação
Geográfica Protegida (IGP), enquanto liberalizava totalmente os vinhos
sem denominação.

Esse novo sistema seria baseado em dois instrumentos fundamentais: a
gestão das plantações DOP e IGP e uma cláusula de salvaguarda.

A gestão das plantações de DOP e IGP seria da responsabilidade dos
agentes económicos, como interprofissionais, organizações de
produtores e organismos de gestão. Todas as decisões teriam de ser
aprovados pelas autoridades nacionais ou regionais. No sistema de
gestão poderiam ser introduzidos critérios objectivos, não
discriminatórios, como jovem agricultor.

A cláusula de salvaguarda teria como objectivo evitar o crescimento
excessivo de vinhedos de uma determinada DOP ou IGP dado que poderia
levar à sua queda do seu mercado. Esta cláusula seria desencadeada
pelos Estados-Membros ou pela Comissão quando certos limites
predefinidos fossem excedidos. A aplicação desta cláusula significaria
que paravam as novas plantações.

Estas duas medidas funcionariam exclusivamente para as vinhas da DOP
ou IGP, enquanto as outras vinhas seriam liberalizadas.

Embora a proposta não responda ao pedido dos 11 países da UE que
defendem a manutenção de direitos de plantação, não deixa de ser uma
posição conciliadora por parte da Comissão, que durante meses se
agarrava ao compromisso assumido em 2008 pelos Estados-Membros para a
eliminação dos direitos de plantação a partir de 2015. Os 11 Estados
membros que defendem a extensão dos direitos de plantação são a
França, Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Hungria, Eslovénia,
República Checa, Áustria, Grécia e Bulgária.

O COPA-COGECA, que recebeu a proposta favoravelmente, apoia que o
quadro de plantação não se aplique apenas aos vinhos DOP e IGP mas a
todos, uma vez que as diferentes categorias de vinho não são
independentes umas das outras.

Fonte: Agrodigital

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/26k.htm

FENALAC congratula-se com proposta de Bruxelas sobre ajudas directas

Por Agência Lusa, publicado em 26 Set 2012 - 16:42 | Actualizado há 3
horas 21 minutos


A FENALAC congratulou-se hoje com a proposta de ajudas diretas ao
rendimento dos produtores de leite, apresentada esta semana em
Bruxelas por Portugal e Espanha, mas lamentou que a Comissão Europeia
tenha "desvalorizado" a crise no setor.

Na segunda-feira a ministra da Agricultura anunciou que estava a
negociar com a Comissão Europeia e com os Estados-membros soluções
para dar aos produtores de leite uma "ajuda concreta" para atenuar a
queda nos preços na produção.

"Esta tomada de posição (…) vai no sentido das nossas posições
assumidas perante ministra da Agricultura, pelo que apelámos à tutela
para que persiga esta linha de atuação junto das instâncias
comunitárias", refere a Federação Nacional das Cooperativas de
Produtores de Leite (FENALAC) em comunicado hoje divulgado.

Os produtores salientam a "difícil conjuntura" da produção de leite em
Portugal, destacando a "situação dramática" vivida pelos produtores de
leite, que enfrentam uma "redução significativa" dos seus rendimentos.

"Lamentámos que a Comissão Europeia tenha já vindo a público
desvalorizar a atual crise registada no setor, mas estamos certos que
uma avaliação mais fina e detalhada irá determinar a necessidade e a
conveniência de atuar com rapidez, desde logo ao nível da atribuição
de ajudas diretas aos produtores de leite", conclui a federação.

http://www.ionline.pt/boas-noticias/fenalac-congratula-se-proposta-bruxelas-sobre-ajudas-directas

FENALAC Produção de leite nacional reclama actuação urgente da UE

1. A difícil conjuntura actual da produção de leite em Portugal, com
particular destaque para a situação dramática vivida pelos Produtores
de leite (os quais enfrentam uma redução significativa dos seus
rendimentos), mereceu por parte da Tutela uma intervenção no âmbito do
Conselho de Ministros da Agricultura da UE, realizado no início da
presente semana.

2. As propostas apresentadas por Portugal e Espanha junto dos
congéneres europeus e da Comissão Europeia, passam pela activação ou
reforço de um conjunto de instrumentos de apoio ao mercado
(restituições ás exportações, intervenção publica na manteiga e no
leite em pó e diminuição das tarifas alfandegárias impostas às
importações de cereais), assim como na introdução de ajudas directas
ao rendimento dos produtores.

3. A FENALAC e os seus dirigentes congratulam-se com esta tomada de
posição, a qual vai no sentido das nossas posições assumidas perante a
Senhora Ministra da Agricultura, pelo que apelámos à Tutela para que
persiga esta linha de actuação junto das instâncias comunitárias.

4. Lamentámos que a Comissão Europeia tenha já vindo a público
desvalorizar a actual crise registada no sector, mas estamos certos
que uma avaliação mais fina e detalhada irá determinar a necessidade e
a conveniência de actuar com rapidez, desde logo ao nível da
atribuição de ajudas directas aos produtores de leite visando uma
compensação pelas quedas de rendimento recentes.

5. Estas ajudas directas teriam origem na reprogramação de verbas da
PAC adstritas a outros fins, ou não utilizadas, pelo que não ocorreria
qualquer agravamento do orçamento comunitário ou nacional. No entanto,
os seus efeitos positivos seriam inquestionáveis na manutenção de uma
actividade económica em largas áreas do nosso território.

6. Não obstante esta investida junto das UE, estamos certos que não
está esquecida a problemática a nível nacional, nomeadamente o
relacionamento com a Grande distribuição, pelo que também nesta
matéria se aguarda um desfecho positivo a curto prazo.

Porto, 26 de Setembro de 2012

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/26m.htm

Douro Boys disputam Prémio Europeu

Home \ Notícias \ Douro Boys disputam Prémio Europeu
João Afonso

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hoje às 11:24Os "Douro Boys" e o projecto "Prémio Nacional Indústrias
Criativas" são os dois vencedores nacionais que irão disputar a final
europeia no Chipre dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial.

O IAPMEI anunciou no passado dia 19 de Setembro os dois vencedores
nacionais que irão disputar a final europeia em Nicósia (Chipre) dos
Prémios Europeus de Promoção Empresarial. São eles os Douro Boys na
categoria "Apoio à internacionalização das empresas", e o projecto
"Prémio Nacional Indústrias Criativas" na categoria "Promoção do
espírito de empreendedorismo".
Em 2006 a Comissão Europeia lançou esta iniciativa para premiar as
melhores práticas na promoção do empreendedorismo Europeu que
contribuam para o desenvolvimento sustentado das economias. Nesse ano
fomos vencedores na final europeia na categoria "Redução da
Burocracia" com o projecto "Empresa na Hora". Nos últimos 4 anos temos
mantido o 2º lugar no número de candidaturas apresentadas num universo
de 32 países.
Os resultados de uma década do projecto Douro Boys são elucidativos da
justiça deste prémio: aumento da área de vinha de 240 para 526
hectares (119%), aumento de vendas de 6.7 milhões de euros para 17
milhões (157%) e as exportações de 4,7 milhões de euros para 11
milhões (134%). Além desta estatística há que somar o contributo para
o efeito "arrastamento" do próprio sector do Douro e o impacto
positivo na economia local. Falta agora vencer a final. Boa sorte aos
Douro Boys, que são compostos por cinco produtores: Quinta do Vallado,
Quinta do Crasto, Niepoort, Quinta do Vale D. Maria e Quinta do Vale
Meão.

http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/douro_boys_disputam_premio_europeu_13254

Jumbo vende mais barato

ESTUDO DA DECO

por Céu NevesHoje

O Jumbo ganhou à concorrência ao praticar os preços mais baixos do
mercado, segundo o estudo deste ano da Deco Proteste. A cadeia coloca
três lojas nos primeiros lugares.
Um consumidor que viva na Amadora pode poupar 435 euros por ano se
escolher entre o Jumbo do Dolce Vira Tejo e o supermecado Seleção. É a
poupança máxima no estudo dar revista da associação de consumidores,
que aconselha os portugueses a procurar, procurar os produtos de menor
custo.
Aquela loja "arrasa os Mosqueteiros e o Continente que brilharam no
estudo anterior", refere o estudo da Proteste, a que o DN online teve
acesso e que será publicado na edição de outubro. Seguem-se-lhe os
Jumbo de Vila Nova de Gaia e Jumbo do Rio Tinto, sobretudo nas
mercearias e drogarias.
A comparação entre cadeias coloca na segunda posição o Continente, o
Continente Modelo, o Pão de Açúcar e o Pingo Doce, relegando para
terceiro lugar o Continente Bom Dia.
O melhor que o consumidor tem a fazer, aconselha António Souto,
coordenador do estudo, "é comparar os preços e mudar de
estabelecimento consoante o custo de cada produto ". É, aliás, isso
que os portugueses já fazem devido à crise, mas também porque as
cadeias investem cada vez mais no comércio de proximidade.
Em termos de estratégia de mercado, os híper colaram-se a partir de
2007 às chamadas lojas de desconto. Estas perderam nos produtos com
marca do fabricante e sofrem forte concorrência das grandes
superfícies nos produtos mais baratos e de marca própria.
A Deco aconselha o uso dos cartões de fidelização e uma análise
cuidada das promoções se quer mesmo poupar.
Ir às compras com uma lista é fundamental, desde que seja seguida à
risca e só comprando os produtos de consumo habitual.
O consumidor pode fazer uma simulação de preços da zona onde vive
através do site deco.proteste.pt/supermercados

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2791134&page=-1

Alerta de mau tempo para os próximos dias

PROTEÇÃO CIVIL

por André RitoHoje

A proteçao civil prevê ventos e chuva forte para centro e sul do país,
com possibilidade de inundações nas zonas mais vulneráveis e cheias
rápidas em meio urbano
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu um alerta de
precipitação, ventos fortes e agitação marítima para os próximos dias.
O mau tempo deverá afetar sobretudo as zonas centro e sul do país, com
ventos acima dos 40 km/h e ondas que podem chegar aos quatro metros.
As autoridades recomendam cuidados redobrados para quem conduzir, com
especial atenção ao piso escorregadio e à formação de lençóis de água.
Nas cidades, para prevenir inundações, a proteção civil aconselha à
desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada
de objetos que possam ser arrastados.
Numa lista de efeitos expectáveis, a proteção civil lembra ainda a
possibilidade de inundações por transbordo de linhas de água em zonas
historicamente mais vulneráveis, danos em estruturas montadas ou
suspensas e possíveis acidentes na orla costeira.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2792831

Universidade estuda diferença entre tipos de tampas de vinhos

25 de Setembro de 2012, por Elisabete Mendes


A discussão sobre os vedantes para o vinho é longa e ainda divide
muitas opiniões. Rolha de cortiça ou tampa de rosca, qual a melhor? A
Universidade da Califórnia, em Davis, iniciou um novo estudo em
parceria com o Grupo PlumpJack, uma empresa de vinhos fundada pelo
bilionário Gordon Getty e pelo vice-governador da Califórnia, Gavin
Newson, para descobrir se há diferenças na qualidade e no potencial de
envelhecimento que permitem ambos os tipos de vedante.

O estudo vai ter a duração de dois anos e pretende obter informações
suficientes para guiar a indústria vitivinícola a tomar uma decisão
correcta e baseada em informações comparativas na hora de escolher o
melhor vedante das suas garrafas. Serão analisadas três tipos
diferentes de tampa - tampa de rosca, de rolha sintética e de rolha
natural - em 200 garrafas de vinhos da casta Sauvignon Blanc da
colheita de 2011, que serão monitorizados através de um aparelho
específico relativamente à sua mudança de cor. Os vinhos também serão
analisados quimicamente, através de sensores de oxigénio dentro da
garrafa. Os vinhos que mostrarem alterações serão abertos e degustados
para saber se a qualidade foi comprometida.

Este não é o primeiro estudo com tampas de rosca, mas até agora é o
mais rigoroso. Um aparelho de tomografia foi usado para medir a
permeabilidade das rolhas sintéticas e naturais e evitar falhas.
«Escolhemos as melhores rolhas para ter a melhor base de comparação
possível», afirmou o gerente geral da PlumpJack, John Conover. A
empresa decidiu participar do estudo depois do seu fundador questionar
o facto de existir quase sempre uma percentagem de vinhos afectados
com TCA, o conhecido «aroma a rolha». «Trabalhamos muito para
cultivar uvas e produzir vinho, e só de pensar que se pode estragar
por causa da rolha, para nós é inaceitável», rematou.

http://www.mariajoaodealmeida.com/catalogo_noticias.php?ID=3262

“Esta região é uma zona de excelência na produção de hortícolas”

Isabel Ferreira, diretora da Primohorta



"A agricultura e a floricultura fazem parte da identidade do Montijo,
isso é inquestionável, e funcionam como um cartão-de-visita", pelo que
"há um grande potencial, tanto do ponto de vista agrícola como
turístico" mas, para isso, a "imagem tem de ser trabalhada e é aí que
reside a falha". A diretora da Primohorta explica que, "quem é
curioso e quem faz turismo para conhecer as coisas mais diversificadas
pode descobrir imensa coisa no Montijo, onde é possível verem que,
afinal, nem as cenouras nem as batatas nascem dentro dos sacos".
Isabel Ferreira, em entrevista ao "Setúbal na Rede", não deixa de
denunciar que os agricultores têm "mais dificuldades atualmente do que
há uns anos atrás, porque os custos de produção são cada vez mais
elevados e algumas cadeias de distribuição destroem as margens de
lucro", além de que "Portugal importa o que os outros não querem
comer", porque os "estrangeiros valorizam o que é saudável e em
Portugal a valorização vai para o que é bonito".

"Setúbal na Rede" - De que forma a horticultura pode ser um recurso
turístico do Montijo?

Isabel Ferreira - A horticultura, a floricultura e as pescas marcam
presença nesta região desde sempre. Os comerciantes da Póvoa do Varzim
e de Coimbra vinham ao Montijo comprar as cenouras e as batatas,
porque esta região é uma zona de excelência na produção de produtos
hortícolas. É uma atividade económica com história, uma das mais
relevantes no concelho e, se a nível nacional a zona é bastante
conhecida, a nível de exportações, que eu tenha conhecimento, é a
Primohorta a maior entidade exportadora de batata e de cenoura. Penso
que quem é curioso e quem faz turismo para conhecer as coisas mais
diversificadas pode descobrir imensa coisa aqui no Montijo, onde é
possível verem que, afinal, nem as cenouras nem as batatas nascem
dentro dos sacos. Na Primohorta já tivemos algumas visitas de grupos
de alunos de várias universidades de Portugal, Cabo Verde e Japão que
aproveitam e ficam a conhecer todo o circuito. Há muito aquela ideia
de que as coisas na agricultura têm de funcionar de forma artesanal e
o Montijo pode mostrar que não tem de ser assim. Atualmente temos a
preocupação de dar resposta a quem nos procura, não é uma coisa que
fazemos todos os dias porque não nos chegam esses pedidos, mas é algo
muito fácil de organizar. Quem mostrar interesse nisso, pode marcar e
nós, dentro da empresa, articulamos as visitas pelas atividades que
desenvolvemos. Não sei onde está a lacuna, mas é a primeira vez que
sou confrontada com esta situação específica relacionada com o turismo
no Montijo nesta perspetiva, mas estamos recetivos e, se for
necessário, rapidamente fazemos um roteiro hortícola.

SR - A Primohorta ajuda, de alguma forma, a manter a identidade do
Montijo através da atividade agrícola?

IF - Sem dúvida alguma. O que muitos agricultores dizem é que, se não
fosse a Primohorta, a maioria já não estaria nesta atividade. Embora
muitas vezes a agricultura seja encarada de forma negativa, a minha
opinião é contrária, porque para se ser agricultor é preciso saber-se
muito e é uma atividade que continua a ser a base do nosso país. Aqui
no Montijo, para além de sabermos o que estamos a fazer, criamos
muitos postos de trabalho e temos aumentado o volume de vendas nos
últimos anos. A agricultura e a floricultura fazem parte da identidade
do Montijo, isso é inquestionável, e funcionam como um
cartão-de-visita. Na Primohorta acabamos por ser muito operacionais e
não cultivar tanto a vertente da imagem.

Entretanto, no concelho de Coruche aconteceu uma coisa muito positiva.
O presidente da câmara envolveu-se na certificação do sobreiro e de
toda a atividade da cortiça e foi a câmara municipal, em conjunto com
o grupo Amorim, que procedeu à certificação do montado de sobreiro
porque considerou que a cortiça era um bem precioso para o concelho.
Da mesma forma que o Montijo encomendou um estudo, Coruche fez a mesma
coisa e o executivo envolveu-se na iniciativa. Aqui poderia fazer-se o
mesmo em relação à batata, à cenoura e à cebola, porque nesta região
existe muito potencial. É o caso da cebola de Alcochete, que tem
características únicas e come-se como quem come uma maçã. O mercado
exige muito e as empresas acabam por não ter tempo. Por isso, as
entidades públicas têm também de se envolver nestas iniciativas.
Sempre que solicitamos temos o apoio da câmara municipal mas, por
vezes, esse apoio deveria surgir sem serem as próprias empresas a
pedirem, porque trazem mais-valias também à região. E nesta área há
tudo a fazer.

SR - A batata e a cenoura do Montijo têm características especiais?

IF - Sim, porque aqui há um microclima que, em conjunto com areias e
solos perto de água, permite-nos produzir cenouras o ano inteiro. Há
um grande potencial, tanto do ponto de vista agrícola como turístico.
Na minha opinião, já existe a imagem do Montijo como local de
excelência da horticultura, mas essa imagem tem de ser trabalhada e é
aí que reside a falha.

SR – Mas é um facto que a agricultura tem vindo a ser uma área
desinvestida ao longo dos últimos anos?

IF - A Primohorta tem contribuído para uma inversão disso. O Montijo
sofreu uma grande especulação imobiliária, devido à Ponte Vasco da
Gama e ao anúncio da construção do novo aeroporto, e por isso qualquer
terreno que fosse agrícola foi comprado para construção e plantou-se
casas, cimento e betão em vez de hortícolas. Para os proprietários dos
terrenos era mais rentável vender para a construção do que para a
agricultura e gerou-se um grave problema, o desordenamento do
território. Na agricultura é necessário fazer rotação de terras e os
agricultores mais pequenos não o podem fazem porque os proprietários
dos outros terrenos pedem valores muito elevados. A Primohorta tem
ajudado a gerar riqueza, ainda que os agricultores tenham mais
dificuldades atualmente do que há uns anos atrás, porque os custos de
produção são cada vez mais elevados e algumas cadeias de distribuição
destroem as margens de lucro. Se a produção não estivesse organizada,
esses agricultores talvez já tivessem abandonado a atividade.

SR - Como surgiu a Primohorta?

IF - Há muitos intermediários a vender produtos fitofármacos e os
agricultores gastavam muito dinheiro em produtos desnecessários e
precisavam de uma orientação técnica que os ajudasse. Por outro lado,
tanto havia excesso como falta de produção, e quando os agricultores
tinham muito os intermediários baixavam os preços, quando era o
contrário os agricultores aumentavam os preços. Havia fronteiras
fechadas e ambas as partes podiam brincar com os preços, mas a
abolição das fronteiras e a circulação livre de mercadorias trouxe
grandes mudanças no sector.

A Primohorta veio concentrar os agricultores e fazer planos de
produção. Nesta fase produzimos 66 toneladas de cenouras por dia,
temos 14 produtores e um técnico de campo que todos os dias fazem os
ajustes necessários. No ano passado a exportação foi 42 por cento do
nosso volume de vendas e quando os nossos agricultores não têm os
produtos de que precisamos, tentamos ir à procura de outros que
funcionem como nossos sócios e tentamos trabalhar em harmonia. No
fundo, o que fazemos é concentrar grande parte da oferta e colocamo-la
no mercado e para isso é preciso perceber que todos são importantes e
fazem falta, tanto os grandes produtores como os mais pequenos.
Estamos no meio de dois lados muito fortes, de um lado os agricultores
e do outro lado a distribuição, e a função da Primohorta é agradar às
duas partes de igual forma, sem que nenhuma saia prejudicada.

SR – No fundo, ajuda a atribuir escala ao sector, associando pequenos
e grandes produtores?

IF - Sem dúvida. A Primohorta é a maior organização de produtores a
nível da cenoura e da batata mas somos muito pequenos quando
comparados a outras associações de outros países. Quando fechamos um
contrato com a Alemanha eles não querem carregar dois camiões de
cenoura, querem carregar dez camiões por dia e isso significa que
temos de ter acordos com outras entidades. Temos conseguido fazer isso
com muita dificuldade porque em Portugal há um problema de
mentalidades e de estrutura e as pessoas não percebem que o mais
importante é fazer-se e vender-se e não interessa qual é o saco que
embala os nossos produtos.

SR – Mas há também um maior esmagamento das margens de lucro?

IF - Sim, mas os produtores são os principais culpados. Em Portugal, a
nível de custos de produção, somos semelhantes aos outros países, mas
há um mercado paralelo sem faturação muito grande e as regras não são
iguais para todos. A loucura do preço tem vindo a prejudicar toda a
cadeia, inclusivamente a qualidade e a segurança alimentar. Temos
plena consciência de que há muitos produtos que vêm de fora e depois
aparecem catalogados como "produto nacional" e nós sabemos que não o
são, só que não há qualquer tipo de controlo.

Por outro lado, quanto maiores forem os impostos, maior será a fuga
fiscal. Muitos produtores dizem-nos que não sabem como vão fazer,
porque para a Primohorta tem de haver faturação, mas se retirarem
dinheiro para pagar a única mão-de-obra que arranjam vão ser
penalizados pelo Estado em 60 por cento porque não têm como justificar
esses gastos, já que é difícil arranjar mão-de-obra legal. No dia em
que as questões de fiscalidade e de segurança alimentar forem
resolvidas isso será um grande contributo para a horticultura, porque
atualmente as regras não são iguais para todos. A Primohorta não tem o
preço mais barato porque cumprimos um conjunto de requisitos que
muitas outras entidades não cumprem, mas na relação de qualidade/preço
ganhamos, sem dúvida.

SR - As mentalidades estão preparadas para apostar na qualidade e para
trabalharem em conjunto?

IF - Já percorremos um grande caminho. Este grupo de agricultores que
representamos tem entre a quarta classe e a licenciatura, mas o nível
de conhecimento deles é muito elevado, pois são pessoas de mente muito
aberta e com grandes conhecimentos. Temos formações em sala em que
todos os produtores vão e estão interessados, há muita proatividade e
procura pelo conhecimento. Nós estamos muito aquém daquilo a que
poderíamos ir no que diz respeito aos fundos comunitários, mas os
produtores não querem ser subsídio-dependentes porque a penalização é
maior do que o benefício. Os mercados abastecedores começaram a ter
dificuldades e a distribuição começou a pagar melhor, mas mesmo assim
continua-se a comprar pelo preço mais baixo, independentemente da
qualidade.

SR - Como é que a Primohorta exporta tanto se em Portugal há falta de
produtos hortícolas?

IF - Porque os estrangeiros valorizam o que é saudável e em Portugal a
valorização vai para o que é bonito. Acontece várias vezes os
motoristas perguntarem-nos "como é que levamos cebolas, batatas e
cenouras para a Alemanha e França e paramos em Espanha para carregar
os mesmos produtos para serem consumidos cá?". No fundo, o que
acontece é que Portugal importa o que os outros não querem comer. Aqui
no Montijo temos produtos hortícolas altamente nutritivos e podíamos
aproveitar mais esse potencial. Há imensa coisa que poderíamos
dinamizar, até do ponto de vista turístico, pois existe a
possibilidade de se criarem spas de cenouras, de apostar a nível
gastronómico e até da própria saúde, onde há muitas atividades que se
podem desenvolver e nas quais a escola profissional também se poderia
envolver.

www.primohorta.pt

Pedro Brinca e Rita Marques - 26-09-2012 09:17

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=17909&utm_medium=rss

CIMAA defende Fundação Alter Real

O conselho executivo da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo
(CIMAA), realizou no passado dia 18 de setembro, no Castelo em Alter
do Chão, a sua reunião ordinária.

Nesta reunião, foi aprovada por unanimidade uma tomada de posição
sobre a Coudelaria de Alter do Chão – Fundação Alter Real, no que diz
respeito, em reiterar a importância da Fundação Alter Real como polo
estruturante da economia do Alentejo.

"Não aceitar que a Fundação perca qualquer das suas valências. Exigir
a manutenção da Fundação enquanto Autoridade Nacional Equina. Recordar
à tutela as suas obrigações, nomeadamente através da garantia da
remuneração e empregabilidade dos funcionários. E dar conhecimento
desta tomada de posição ao Senhor Presidente da República, à
Assembleia da República e ao Governo".

Abordaram-se ainda outros temas, como o fornecimento de energia
elétrica dos municípios do Alto Alentejo. Plano de Formação da CIMAA
com a aprovação de regulamento para o ano 2012/2013. Ponto de situação
do "Visto do Tribunal de Contas", do procedimento dos seguros para as
autarquias.

Foi ainda abordado, entre outros, o ponto da situação da AdNA, sobre
as conclusões da reunião com a Ministra da Agricultura, no passado
dia 28 de agosto, onde a qualidade da água da Barragem de Póvoa e
Meadas foi discutido e que continua a ser uma preocupação para os
munícipes; a fusão das empresas multimunicipais, bem como outros
assuntos.

http://www.radiocampomaior.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5697:cimaa-defende-fundacao-alter-real&catid=1:regional&Itemid=25

CAP estima que seca provoque queda da produção agrícola em 20 a 30%

Sandra Henriques
26 Set, 2012, 12:30 / atualizado em 26 Set, 2012, 12:30

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João
Machado, estima que a seca que se registou este ano agrícola provoque
uma queda na produção em 20 a 30 por cento.
Em entrevista ao jornalista da Antena1 Nuno Rodrigues, João Machado
afirma que a seca prejudicou a produção agrícola este ano. Contudo, o
responsável sublinha que só se pode fazer um balanço final após o
término do ano agrícola, em outubro/novembro.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=590189&tm=8&layout=123&visual=61

Agricultura: CAP distingue hoje melhor projeto académico de inovação no setor do azeite

10:21 Quarta feira, 26 de setembro de 2012

Santarém, 26 set (Lusa) -- A Confederação dos Agricultores de Portugal
(CAP) entrega hoje, em Santarém, os prémios do concurso que promoveu
junto de Universidades e Politécnicos de todo o país e que visa
distinguir projetos de inovação no setor do azeite.

"Cultiva o Teu Futuro" é o nome do concurso que a CAP promove pela
primeira vez com a Premivalor, dando resposta à necessidade de ligação
do setor ao meio universitário, disse à agência Lusa o
secretário-geral da confederação.

Luís Mira afirmou que esta primeira edição, dedicada à inovação no
setor do azeite, "superou todas as expectativas", com a receção de 76
candidaturas oriundas de 43 instituições de ensino superior
universitário e politécnico, de cursos muito diferenciados.


http://expresso.sapo.pt/agricultura-cap-distingue-hoje-melhor-projeto-academico-de-inovacao-no-setor-do-azeite=f755905

Lançado rótulo anti-humidade

25 de Setembro de 2012, por Maria João de Almeida


A Labeltronix desenvolveu um rótulo feito de um material resistente à
humidade. Elaborado com um material denominado «Artic Classic Crest»,
o novo rótulo é resistente à água ou a qualquer outro líquido, e
também ao frio, impedindo assim que o papel se desfaça ou estrague.

A empresa garante que o material é fino e adapta-se bem a qualquer
tipo de impressão, além de poder receber tipos de verniz ou qualquer
efeito que a empresa desejar. A Labeltronix desenvolveu o material em
parceria com um laboratório californiano, e já ganhou vários prémios
com os seus rótulos.

http://www.mariajoaodealmeida.com/catalogo_noticias.php?ID=3263

Terra vai continuar na posse do Estado

MOÇAMBIQUE/FRELIMO


A terra em Moçambique vai continuar na posse do Estado, segundo a
proposta de programa da Frelimo, que está a ser debatida no X
congresso do partido no poder, que decorre em Pemba, norte do país.

"A terra não pode ser vendida ou, por qualquer outra forma, alienada,
hipotecada ou penhorada", refere a proposta de programa que considera
aquele bem "uma fonte de riqueza para os moçambicanos.

Após a independência, em 1975, a terra foi nacionalizada e assim se
mantém desde então, apesar de alguma tímidas tentativas para inverter
a situação.

@ Agência Lusa

http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/terra-vai-continuar-na-posse-do-estado_15044685.html

ONU diz que planeta enfrenta uma "bancarrota de água"

24.09.2012 23:29
VIDA

O mundo enfrenta uma "bancarrota de água" devido a problemas como a
urbanização e a atividade económica nas principais bacias fluviais do
mundo e o aquecimento das águas oceânicas, indica um relatório da ONU
divulgado hoje.
O documento, preparado pelo Instituto da Água, Meio Ambiente e Saúde
da Universidade das Nações Unidas, com sede em Hamilton (Canadá), é o
resultado da análise de 200 grandes projetos mundiais relacionados com
o meio aquático.

O relatório, em cuja elaboração também participaram o Programa da ONU
para o Meio Ambiente e o Global Environmental Facility (GEF, Fundo
Global para o Meio Ambiente), assinala que em 2050 acontecerá uma
grave escassez de água em sete das dez principais bacias fluviais do
mundo.

Atualmente, estas dez bacias geram10 por cento do Produto Interno
Bruto do planeta e nelas reside uma quarta parte da população mundial.

No documento adverte-se também para as consequências da subida das
temperaturas dos oceanos.

Os oceanos são "o depósito final de calor que dirige o clima, a
meteorologia, a fertilização e o fornecimento mundial de água doce",
refere.

"Ainda que o aquecimento médio de 0,6 graus celsius da superfície
marítima desde 1872 não pareça muito grande, representa um enorme
aumento no armazenamento de calor", alerta.

O diretor do Instituto da Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade
das Nações Unidas, Zafar Adeel, disse que "este estudo sublinha que os
muitos alertas prévios sobre problemas emergentes deverm ser
escutados".

A divulgação do relatório coincide com o início hoje em Banquecoque,
na Tailândia, da Conferência Internacional do GEF, que durante três
dias vai analisar o papel da ciência na solução dos problemas
mundiais da água.

O GEF é um mecanismo de cooperação internacional para apoio aos países
em desenvolvimento na implementação de projetos que procurem soluções
para as preocupações globais em relação à proteção dos ecossistemas e
à biodiversidade.

Lusa

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/09/24/onu-diz-que-planeta-enfrenta-uma-bancarrota-de-agua

Cortiça portuguesa em promoção em Espanha

PUBLICIDADE :: NOTICIAS Do you know how to get rid of bed bugs in your home now?

24 de Setembro de 2012 às 15:19:39, por RUI OLIVEIRA MARQUES
Acaba de ser lançada em Espanha a campanha da APCOR (Associação
Portuguesa de Cortiça) que tem como objectivo promover a utilização da
rolha de cortiça como vedante ideal. A criatividade é da DDB Lisboa.
Sob o conceito "Protege as Coisas Boas", a campanha já foi veiculada
no Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Para o mercado espanhol foi
criado um conceito focado na rolha tipo "cogumelo" utilizada nas
garrafas de espumante, devido à importância da produção desta bebida
naquele mercado.

http://www.meiosepublicidade.pt/2012/09/24/cortica-portuguesa-em-promocao-em-espanha/

O nosso Verão de verdade climática

23 Setembro 2012 | 23:30
Jeffrey D. Sachs - © Project Syndicate, 2008. www.project-syndicate.org

Jeffrey D.

OpiniãoO nosso Verão de verdade climática

O clima é o padrão geral da temperatura e da pluviosidade em
determinado lugar. O estado do tempo é a temperatura e a pluviosidade
nesse determinado lugar, em determinada altura. Como diz o velho
ditado, "o clima é aquilo que esperamos; o estado do tempo é aquilo
que temos".
Há anos que os cientistas do clima têm vindo a advertir o mundo para o
facto de a pesada utilização de combustíveis fósseis (carvão, petróleo
e gás natural) ameaçar o planeta com alterações climáticas induzidas
pelo Homem. A crescente concentração de dióxido de carbono na
atmosfera, um subproduto da queima dos combustíveis fósseis, aquece o
planeta e altera os padrões de chuvas e tempestades, elevando também
os níveis do mar. Agora, essas mudanças fazem-se sentir em todos os
quadrantes, apesar de poderosos lobbies empresariais e propagandistas
dos meios de comunicação social, como Rupert Murdoch, tentarem negar a
verdade.

Recentemente, os Estados Unidos começaram a viver a sua pior seca de
sempre dos tempos modernos. A região do Midwest e dos Estados das
Planícies Altas, que são o celeiro do país, estão a arder sob uma
enorme onda de calor, e mais de metade do país está em estado de
emergência devido à seca e com um cenário pouco tranquilizador pela
frente.

Do outro lado do mundo, Pequim foi atingida pelas piores chuvas alguma
vez registadas, com cheias que fizeram muitas vítimas mortais. O Japão
tem também sido vítima de uma vaga de chuvas torrenciais nunca antes
vista. Duas das regiões áridas de África – o Corno de África, a
Oriente, e o Sahel, a Ocidente – registaram devastadores períodos de
seca e fome nos últimos dois anos: as chuvas não vieram, fazendo com
que muitos milhares de pessoas morressem, enquanto milhões correm
risco de vida devido à fome.

Os cientistas atribuíram um nome à nossa era, Antropoceno, um termo
que vem do grego e que significa "época dominada pelos seres humanos"
– trata-se de um novo período da História da Terra, em que a
humanidade se tornou a causa das alterações climáticas a nível
mundial.

A humanidade afecta não só o clima da Terra como também a química dos
oceanos, os habitats terrestres e marinhos de milhões de espécies, a
qualidade do ar e da água, bem como os ciclos da água, do nitrogénio,
do fósforo e de outras componentes essenciais que sustentam a vida no
planeta.

Durante muitos anos, o risco de alterações climáticas foi grandemente
encarado como algo que aconteceria num futuro distante, um risco que
talvez se colocasse aos nossos filhos ou aos nossos netos. Essa ameaça
deveria ter sido, naturalmente, motivo suficiente para agir. Mas agora
temos uma melhor percepção das coisas e estamos a perceber que as
alterações climáticas também nos dizem respeito a nós, à actual
geração.

Já entrámos numa nova era muito perigosa. Se você for um jovem, as
mudanças climáticas e outros ricos de danos ambientais provocados pelo
Homem serão factores primordiais na sua vida.

Os cientistas enfatizam a diferença entre clima e estado do tempo. O
clima é o padrão geral da temperatura e da pluviosidade em determinado
lugar. O estado do tempo é a temperatura e a pluviosidade nesse
determinado lugar, em determinada altura. Como diz o velho ditado, "o
clima é aquilo que esperamos; o estado do tempo é aquilo que temos".

Quando as temperaturas estão especialmente elevadas, ou quando as
chuvas são particularmente fortes ou fracas, os cientistas tentam
determinar se essas condições atípicas resultam de alterações
climáticas duradouras ou se simplesmente reflectem uma prevista
variabilidade.

Assim sendo, será que a actual onda de calor nos EUA (que torna este
Verão o mais quente de sempre), as fortes inundações em Pequim ou a
severa seca no Sahel são um caso aleatório de mau tempo ou meramente o
resultado de alterações climáticas induzidas pelo Homem?

Durante muito tempo, os cientistas não souberam responder com precisão
a este tipo de perguntas. Não tinham a certeza se um determinado
desastre climático podia ser atribuído a causas humanas ou a uma
variação natural. Eles não tinham sequer a certeza de que conseguiram
saber se um determinado evento (como fortes chuvas ou seca) era tão
extremo que ficava fora da variação normal.

No entanto, nos últimos anos, uma nova ciência de "detecção e
atribuição" [de causas] tem vindo a registar grandes progressos, tanto
em matéria conceptual como empírica.

A detecção significa determinar se um evento extremo faz parte de
normais flutuações meteorológicas ou se é um sintoma de uma alteração
mais profunda e de longo prazo. A atribuição significa a capacidade de
relacionar as causas prováveis de um evento com a actividade humana ou
outros factores. A nova ciência da detecção e da atribuição está a
aguçar os nossos conhecimentos – e também a dar-nos mais motivos para
preocupação.

Vários estudos realizados no ano passado demonstraram que os
cientistas podem, de facto, identificar alterações climáticas de longo
prazo na crescente frequência de eventos extremos – como ondas de
calor, fortes chuvadas, graves períodos de seca e grandes tempestades.
Ao recorrerem a sofisticados modelos de simulação do clima, os
cientistas estão não só a detectar alterações climáticas de longo
prazo como estão também a atribuir, pelo menos parte desses eventos
extremos, a causas humanas.

Os dois últimos anos trouxeram-nos uma série chocante de eventos
extremos em todo o mundo. Em muitos casos, foram factores naturais de
curta duração que estiveram na sua origem e não a actividade humana.
Em 2011, por exemplo, o fenómeno climatérico La Niña prevaleceu no
Oceano Pacífico. Isso significa que a água quente ficou
particularmente concentrada perto do Peru. Esta situação temporária
provocou muitas mudanças de curto prazo nos padrões da chuva e da
temperatura, conduzindo, por exemplo, a fortes cheias na Tailândia.

No entanto, mesmo depois de terem identificado cuidadosamente essas
mudanças naturais de ano para ano, os cientistas também estão a
descobrir que é muito provável que vários desastres recentes reflictam
igualmente alterações climáticas provocadas pelo Homem. A título de
exemplo, o aquecimento do Oceano Índico, que tem a mão do Homem, terá
provavelmente desempenhado um papel na severa seca que se registou em
2011 no Corno de África, que levou à escassez de alimentos e ao
subsequente período de fome e aos conflitos, atingindo milhões de
pessoas pobres. A actual mega-seca nos Estados Unidos da América
reflecte, muito provavelmente, um misto de causas naturais, como o
fenómeno climatérico La Niña e uma enorme onda de calor que foi
intensificada pelas mudanças climáticas induzidas pelo Homem.

As provas são sólidas e estão a acumular-se rapidamente. A humanidade
está a colocar-se num crescente perigo devido às mudanças climáticas
induzidas pelo Homem. Na qualidade de comunidade global, temos de agir
rapidamente e de forma resoluta nos próximos 25 anos, passando de uma
economia baseada em combustíveis fósseis para uma economia baseada nas
novas e avançadas tecnologias energéticas, de baixa produção de
dióxido de carbono.

A opinião pública mundial está pronta para ouvir essa mensagem e agir
com base nela. No entanto, os políticos de todo o mundo mostram-se
hesitantes, especialmente porque as empresas de petróleo e de carvão
são bastante poderosas em matéria política.

Para o bem-estar da humanidade, e até mesmo para a sua sobrevivência,
as provas científicas e os conhecimentos tecnológicos terão de
triunfar sobre a ambição míope, sobre a hesitação política e sobre a
incessante propaganda anti-científica por parte dos grupos
empresariais.

Direitos de autor: Project Syndicate, 2012.
www.project-syndicate.org

Tradução: Carla Pedro

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=580119&pn=1

Produção de uvas cai e pode afectar oferta de vinhos europeus

ONTEM às 14:57 actualizada às 17:29

A Europa está a viver outra crise - não da dívida, e sim das uvas. A
produção caiu muito, com redução de até 40% em determinadas regiões
portuguesas, o que significa que as vinícolas terão menos garrafas
para vender dentro de alguns meses.

A situação é ainda pior em partes da Borgonha (França), onde chuvas de
granizo castigaram as vinhas de Pommard, Santenay e Volnay, destruindo
quase 80% da safra, segundo o Departamento Interprofissional dos
Vinhos da Borgonha (BIVB, na sigla em francês). Além do frio e do
granizo, os produtores enfrentam também a ameaça do mofo e de outros
fungos.

Cecile Mathiaud, porta-voz da entidade, observou que as actuais
circunstâncias provocam um crescimento desigual dos cachos, condição
chamada de «millerandage», que é «prejudicial para a quantidade, mas
geralmente é promessa de qualidade».

Um produtor vinícola português, Bernardo Cabral, da Casa Santa
Vitória, repetiu a previsão de Mathiaud, dizendo que «felizmente,
pequenas bagas estão relacionadas com alta concentração, então, neste
momento, temos vinhos de altíssima qualidade em processo (de
fabrico)».

David Baverstock, enólogo da vinícola portuguesa Esporão, que está na
metade da colheita, disse que «há casos de safras caindo até 40 por
cento em relação ao normal, e provavelmente ficará na média entre 20 a
30 por cento (abaixo do habitual)».

No Loire, uma das maiores regiões vinícolas da França, a colheita
acaba de começar, mas uma redução na quantidade já é esperada.

Em Espanha, o conselho regulador dos vinhos da Rioja confirmou que a
sua safra também ficará reduzida.

Mas, segundo uma porta-voz da entidade, «a boa notícia é que os
consumidores não sentirão nenhum efeito dessa safra menos produtiva,
já que a Rioja tem reservas suficientes em termos de volume para
atender à procura global».

Karl Storchmann, editor da revista da Associação Americana dos
Economistas do Vinho, disse que «as leis da oferta e da procura
funcionam em qualquer mercado, inclusive no das uvas».

«No entanto», prosseguiu, «se o preço das uvas europeias sobe, isso
não significa que os preços dos vinhos para o consumidor subirão».

«As vinícolas tendem a manter os seus preços bastante estáveis - não
muito abaixo nos anos maus, não muito acima nos anos bons».

Vinícolas da Itália e da Grécia também relataram safras reduzidas, mas
com boa qualidade.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=593511

Touradas não são bem-vindas a Faro

Macário Correia


por Lusa, publicado por Helena TecedeiroOntem
Touradas não são bem-vindas a Faro
Fotografia © Jorge Amaral/Globalimagens

O presidente da Câmara de Faro anunciou hoje o cancelamento de uma
garraiada agendada no âmbito da semana de receção ao caloiro da
Universidade do Algarve e declarou que os espetáculos tauromáquicos
não são bem-vindos no concelho.

"Podem-se fazer iniciativas muito interessantes com animais, como o
hipismo, mas o sangue e a violência não são necessários para haver
espetáculo", justificou Macário Correia, em declarações à agência
Lusa.

A garraiada estava prevista para quarta-feira, como atividade
integrante da semana de receção ao caloiro promovida pela Associação
Académica da Universidade do Algarve.

"Eu chamei a atenção da direção da Associação, que tem um presidente
muito sensível e muito compreensivo, e ele percebeu que não havia por
parte da Câmara nenhuma simpatia pelo facto e que poderiam encontrar
outras soluções imaginativas", disse o autarca à Lusa.

Macário Correia assumiu a responsabilidade da não concessão de
licenciamento, que definiu como uma prerrogativa sua.

"Essa é uma atitude que eu devo ter, protegendo os interesses dos
seres vivos", disse, manifestando-se contra a possibilidade de, no
futuro, haver qualquer tipo de espetáculo tauromáquico no concelho de
Faro, em nome da defesa dos direitos dos animais.

Entretanto, o movimento Algarve pela Abolição da Tauromaquia (AAT)
revelou hoje que pediu a Macário Correia que não autorizasse a
garraiada e congratulou-se pela decisão final da autarquia.

A Associação, que se define como "movimento informal de cidadãos",
observa que, graças ao não licenciamento, "uma vaca bebé não vai ser
'garraiada' ao bel-prazer de um grupo de pessoas que de 'formação
superior' deixam tudo a desejar".

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2790588&page=-1

Alter Real "não é sustentável sem dinheiro público"

Lusa
25 Set, 2012, 22:24

O administrador da Fundação Alter Real António Cruz afirmou hoje que a
instituição, à qual o Governo determinou a cessação total de apoios
financeiros, "não é sustentável" sem esse dinheiro.
Segundo este elemento do conselho de administração, a intenção do
Governo já tinha sido comunicada no final de agosto, tendo sido
apresentados dois cenários para o futuro da fundação sediada em Alter
do Chão, no distrito de Portalegre.

Uma das opções passa pela continuidade do modelo fundacional sem o
financiamento do Estado e a outra prevê a extinção da Fundação Alter
Real e a integração das suas atividades na Companhia das Lezírias.
António Cruz disse acreditar mais na segunda opção, considerando que
qualquer estudo que aponte a viabilidade do modelo fundacional será
"pura ficção".

O administrador lembrou que, em 2012, mesmo recebendo 1,2 milhões de
euros, a Fundação Alter Real apresenta "resultados negativos", uma vez
que as suas atividades, como a coudelaria, a falcoaria e o laboratório
de genética molecular, entre outras, "não dão lucro".

O Governo anunciou hoje a extinção de quatro fundações, recomendando
também a extinção de 13 entidades do mesmo género ligadas a
instituições de ensino superior público e 23 outras cuja "competência
decisória se encontra cometida" às autarquias locais.

O documento hoje revelado aponta ainda as entidades que verão o seu
apoio financeiro reduzido ou o seu estatuto de utilidade pública
retirado.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=589983&tm=6&layout=121&visual=49

Ajudas agrícolas na UE: Comissão propõe aumentar a transparência sobre os subsídios

A Comissão Europeia adoptou ontem uma proposta para impor novas regras
sobre a publicação de informações sobre os beneficiários de fundos
agrícolas europeus. Esta revisão da legislação vem depois de um
acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJCE) em 2010, que
invalidou parte do Regulamento 259/2008, em particular no que diz
respeito à publicação de dados sobre os beneficiários individuais dos
fundos agrícolas.

A proposta de ontem leva em conta as restrições legais para a
protecção de dados pessoais, estabelecendo determinados limites à
publicação nominativa e pedindo aos Estados-Membros a publicação
informações mais pormenorizadas, em particular sobre a natureza da
ajuda e a descrição das medidas às quais os recursos são alocados.

"Numa altura em que os orçamentos públicos de muitos Estados-Membros
são submetidos a restrições, considero muito importante informar os
cidadãos sobre o uso dos subsídios da Política Agrícola Comum da UE,"
disse o comissário Dacian Ciolos, no dia da aprovação pela Comissão do
novo regulamento Transparência.

Contexto

Esta revisão da regulamentação sobre a transparência tem como
objectivo equilibrar a necessidade de transparência e de protecção de
dados pessoais. Dá seguimento a uma decisão do Tribunal de Justiça,
que em 9 de Novembro de 2010, tinha anulado parcialmente o regulamento
sobre a transparência no sector agrícola, particularmente no que diz
respeito à publicação dos dados relativos aos beneficiários
individuais.

Assim, a Comissão apelou a 10 de Novembro de 2010 aos Estados-Membros
que suspendessem a publicação dos dados relativos aos beneficiários
individuais. Ela também desenvolveu, em Abril de 2011, os regulamentos
para limitar a publicação de dados sobre os beneficiários pessoas
colectivas, até à adopção de um novo regulamento.

As novas regras adoptadas ontem pela Comissão tomaram em consideração
as objecções levantadas pelo Tribunal, que diferem daqueles que foram
anuladas, na medida em que:

• eles são baseadas numa justificação detalhada revista, focando a
necessidade de escrutínio público do uso de fundos agrícolas europeus,
a fim de proteger os interesses financeiros da União;

• elas exigem informações mais detalhadas, nomeadamente a natureza das
ajudas e a descrição das medidas para que os fundos são alocados;

• elas têm um limiar mínimo abaixo do qual o nome do destinatário não
será publicado.

A introdução de um limite, no entanto, não interfere na integridade
das informações fornecidas.

O último inquérito Eurobarómetro de 2011 mostra que 62% dos cidadãos
são a favor da publicação de informações sobre os beneficiários de
pagamentos da Política Agrícola Comum (PAC), enquanto apenas 22% se
opõem.

Fonte: CE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/09/26.htm

Museu do Douro surpreendido com proposta de extinção

inShare

25 de Setembro, 2012
A Fundação Museu do Douro foi hoje «surpreendida» com uma notificação
para uma audiência prévia para analisar a proposta de extinção deste
organismo que gere a unidade museológica sediada na Régua.
O director do Museu do Douro (MD), Fernando Seara, confirmou à Agência
Lusa que hoje recebeu uma carta a notificar a fundação para uma
audiência prévia que terá em cima da mesa o projecto de decisão final
de extinção.

A direcção e o conselho de administração da fundação vão agora
analisar esta notícia que, segundo Fernando Seara, o apanhou de
«surpresa».

«Não se previa minimamente», salientou.

Na quinta-feira realiza-se uma reunião extraordinária destes organismos.

Trata-se de uma instituição de direito privado e utilidade pública que
foi criada em 2006.

A fundação tem agora dez dias para responder à notificação. Na
avaliação do Governo, a Fundação do MD teve uma avaliação de 50
pontos, numa escala de 0 a 100.

A avaliação diz respeito aos anos 2008 e 2010.

No entanto, no último ano o MD fez um «grande esforço» de consolidação
das suas contas.

O relatório de contas e de actividades exercidas em 2011, apresentado
em Julho, no conselho de Fundadores do MD, revelou uma redução para
cerca de metade do défice de um milhão de euros.

A sede do Museu do Douro abriu as portas em Dezembro de 2008, 11 anos
depois da sua criação e após um investimento de 5,2 milhões de euros.

Criado em 1997 na sequência de uma lei aprovada por unanimidade na
Assembleia da República, este foi também o primeiro museu de
território construído em Portugal.

Gerido pela Fundação do MD, com participação do Ministério da Cultura,
entidades públicas e privadas, este organismo sofreu constrangimentos
de financiamento que estiveram também relacionados com as dificuldades
de pagamento por parte de algumas autarquias.

Entre dívidas a fornecedores e a instituições bancárias, o MD chegou a
ter quase um milhão de euros de défice.

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=59821

Madeira: Agricultores receberam 90 milhões em apoios desde 2010

13:10 Terça feira, 25 de setembro de 2012

Funchal, 25 set (Lusa) -- O secretário regional do Ambiente e Recursos
Naturais afirmou hoje que desde 2010 foram entregues 90 milhões de
euros de apoios à agricultura madeirense, o que demonstra o "papel
importante em termos económicos e sociais" desta atividade na região.

"Nesta altura, porque o quadro comunitário em curso já vai com boa
realização, posso fazer um balanço em termos financeiros muito
positivo e em temos de pagamentos efetivos, desde 2010, já se pagou
mais de 90 milhões de euros, o que corresponde a mais, em média de 30
milhões/ano de investimentos realizados", disse o governante aos
jornalistas à margem da cerimónia de celebração de 36 contratos de
concessão de apoios financeiros, para novos investimentos no setor
agrícola.

Estas ajudas destinam-se à "modernização e crescimento" das
explorações agrícolas, sendo que os contratos hoje celebrados
representam um "investimento global na ordem de 750 mil euros", dos
quais 450 mil são a fundo perdido, mencionou.


http://expresso.sapo.pt/madeira-agricultores-receberam-90-milhoes-em-apoios-desde-2010=f755678

Açores: Alunos de 19 escolas do primeiro ciclo recebem uma peça de fruta por dia

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
10:38 Segunda feira, 24 de Setembro de 2012
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Angra do Heroísmo, 24 set (Lusa) - Os alunos de 19 escolas do primeiro
ciclo nos Açores vão receber uma peça de fruta por dia, numa
iniciativa do Governo Regional que se realiza pelo terceiro ano letivo
consecutivo para promover hábitos de vida saudáveis.

"As escolas do primeiro ciclo têm o fornecimento do leite escolar e
este é um programa no mesmo âmbito", afirmou Cláudia Cardoso,
secretária regional da Educação, em declarações à Lusa, acrescentando
que o leite é fornecido a meio da manhã, enquanto a peça de fruta é
dada ao lanche, permitindo que as crianças possam "ter acesso à fruta
que não levam de casa ou não consomem em casa".

No total, esta iniciativa, que privilegia a fruta produzida na região,
vai abranger 1.417 alunos de 19 escolas do primeiro ciclo, localizadas
nas ilhas de S. Miguel, Terceira e S. Jorge, estabelecendo este ano um
novo recorde de adesão a este programa.


http://visao.sapo.pt/acores-alunos-de-19-escolas-do-primeiro-ciclo-recebem-uma-peca-de-fruta-por-dia=f687756

Cientistas estudam prós e contras de invasão global de minhocas

24-09-2012 às 13:14 actualizada às 17:050





inShareNum estudo recente, cientistas alertam para uma «invasão global
de minhocas» e dizem que espécies «alienígenas» já conquistaram quase
todos os continentes.
Segundo a pesquisa, publicada pela revista «Soil Biology &
Biochemistry», espécies invasoras de minhocas estão a vencer a
competição com espécies locais e a adaptar-se mais rapidamente a
terrenos desmatados e cultivados, mudando a estrutura dos solos.
Os investigadores tentam entender como elas estão a fazer isso e, mais
importante, o impacto que têm sobre os solos e a sobrevivência de
outras espécies.
«A invasão de minhocas não-nativas é um fenómeno verdadeiramente
global no qual espécies invasoras estão a chegar a todos os
continentes, com excepção da Antárctida», disse à BBC Bruce Snyder, da
Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.
A maior parte das florestas da América do Norte, por exemplo, foi um
dia desprovida de minhocas. Quando os europeus colonizaram a região,
introduziram inadvertidamente espécies de minhocas europeias que
vinham nos navios e na terra usada para transportar plantas.
Essas novas espécies continuam a ganhar terreno e, segundo Snyder,
«estão a invadir também florestas no norte de Wisconsin, em Minnesota,
Nova Iorque e partes do Canadá».
No ano passado, uma pesquisa publicada na revista Human Ecology
afirmou que as minhocas invasoras podem alterar os ciclos de carbono e
nitrogénio nos bosques, assim como minar espécies de plantas nativas.
Mas outro estudo, também publicado em 2011, descobriu que minhocas
«alienígenas» podem ter um impacto positivo nos seus novos ambientes.
O levantamento analisou o papel das minhocas no ciclo de carbono das
florestas tropicais e concluiu que as criaturas ajudam a manter o
carbono no solo.
Além das europeias, as minhocas asiáticas também estão a chegar às
florestas dos Estados Unidos e Canadá.
Um estudo recente diz que a espécie asiática Amynthas hilgendorfi, que
está a invadir as florestas do Estado do Michigan, cresce mais
rapidamente no novo ambiente e aumenta a concentração de formas
minerais de nitrogénio e de fósforo no solo.
No entanto, isso faz com que detritos na floresta decomponham-se mais
lentamente.
Outras observações feitas pela equipa sugerem que a A. hilgendorfi
pode deslocar as espécies nativas e tornar-se a única presente, uma
hipótese confirmada por Bruce Snyder e os seus colegas.
Snyder descobriu que as invasoras e as nativas competem pelo mesmo
tipo de material em decomposição.
No entanto, a espécie nativa, que fica mais restrita à superfície do
solo, acaba por morrer quase 3 meses mais cedo que o normal por conta
da maior competição por recursos.
As invasoras, por outro lado, cavam regiões mais profundas do solo em
busca de alimento.
«Este estudo, combinado com outros, sugere que a invasão de minhocas
pode mudar directa ou indirectamente a forma como o carbono é
armazenado nos solos, danifica plantas nativas e biodiversidade animal
e causa problemas de erosão», explicou o pesquisador.
Na floresta Amazónica, no entanto, a invasão da espécie Pontoscolex
corethrurus está a modificar o comportamento do solo em regiões
desmatadas e protegendo áreas expostas da erosão.
Esta espécie pode reproduzir-se rapidamente, com cada adulto
produzindo cerca de 80 casulos, ou ovos, por ano em comparação com um
número bem inferior produzido pela maioria das minhocas.
De acordo com Patrick Lavelle, das Academias Francesa e Europeia de
Ciências, «este verme é adaptado às novas condições criadas pelo abate
de árvores e pelo cultivo, o que não era o caso das espécies nativas».
Lavelle acaba de publicar um estudo sobre o impacto desta minhoca nos
solos desmatados da Amazónia.
Os pesquisadores descobriram que estes animais podem aumentar os
níveis de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas, mas
há um preço a pagar.
«O problema é que as espécies nativas provavelmente não voltarão. E é
sempre mau perder espécies», disse Lavelle à BBC.
A perda de espécies é especialmente negativa porque as «invasoras»
podem estar a dizimar minhocas que os cientistas ainda não conseguiram
identificar.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=593274

Financiamento está garantido, diz ministra

500 milhões no Alqueva
O projecto Alqueva precisa de cerca de 500 milhões de euros para ficar
concluído, mas continua a ser uma "prioridade" para o Governo, que
mantém 2015 como meta para a sua conclusão, garantiu ontem a ministra
da Agricultura.

1h00Nº de votos (1) Comentários (0)



"Temos o financiamento garantido, a questão é saber qual é a melhor
fonte para esse financiamento. É isso que está, neste momento, em
conversa com a Comissão Europeia", afirmou Assunção Cristas, após uma
reunião com comissário europeu Johannes Hahn em Bruxelas. A governante
lembrou que já foram gastos dois mil milhões de euros e que o
co-financiamento que falta "pode atingir 85, 90%".
Para concluir o Alqueva falta terminar parte da rede primária, que
será financiada pelo Fundo de Coesão.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/500-milhoes-no-alqueva

Regime da Reserva Ecológica Nacional vai ser repartido por outras leis

Ordenamento

25.09.2012 - 07:49 Por Ricardo Garcia
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Matérias relacionadas com a protecção do litoral passarão a ser
reguladas pela Lei da Água (Foto: Pedro Cunha)
Mudanças mais profundas são precedidas de alterações à lei actual,
entre elas o fim da autorização prévia para uma série de projectos
considerados compatíveis com a Reserva Ecológica Nacional.

O Governo quer integrar noutras leis o regime Reserva Ecológica
Nacional (REN) - uma figura jurídica criada em 1983 para proteger
determinadas áreas naturais e que desde então é regulamentada por um
diploma autónomo. Até lá, o regime actual passará por algumas
modificações, incluindo a eliminação de autorização prévia para uma
série de projectos considerados compatíveis com a REN.

Segundo um comunicado ontem divulgado pela Secretaria de Estado do
Ambiente e do Ordenamento do Território, as áreas tuteladas pela
legislação da REN serão repartidas por instrumentos legais já
existentes ou em elaboração. Tudo o que tenha a ver com as zonas de
protecção do litoral e dos recursos hídricos - dunas, arribas, praias
e rios - será integrado na Lei da Água e na sua legislação
complementar. Já as áreas susceptíveis de acidentes naturais - como
leitos de cheia ou zonas sob risco de erosão - ficarão tuteladas por
um plano de prevenção e redução de riscos, que está a ser elaborado
pelos ministérios do Ambiente e da Administração Interna.

A ideia do Governo é adaptar a REN a um novo contexto, em que a
protecção dos recursos hídricos e a conservação da natureza estão
abrangidos por outras leis que não existiam há três décadas. O
comunicado põe mesmo em causa a própria designação da REN - já que
áreas ecologicamente protegidas são tuteladas por outras leis -,
referindo que o regime jurídico "assentou em alguns equívocos".

Embora enviado ontem, o comunicado tem data de 20 de Setembro, quando
o Conselho de Ministros aprovou alterações à legislação actual da REN,
para vigorarem enquanto o regime todo não for transformado. Na altura,
não foram adiantados detalhes. Agora, a Secretaria de Estado do
Ambiente e Ordenamento do Território esclarece que serão introduzidas
modificações processuais, para tornar mais rápidos os processos
relacionados com a REN.

Uma dessas alterações é a eliminação da figura da autorização prévia
para determinados projectos, considerados compatíveis com a REN. Numa
nota enviada ao PÚBLICO, a assessoria de imprensa da Secretaria de
Estado esclarece que estão em causa "pequenas operações", que sejam
"de reduzido impacto".

Actualmente, a legislação exige autorização prévia a uma série de
operações na REN, desde pequenas construções de apoio agrícola a
barragens, estradas e parques eólicos. Revisões anteriores da REN já
tinham eximido de autorização vários usos de menor impacte, que apenas
careciam de comunicação prévia. O comunicado enviado ontem não
esclarece até onde será agora alargada esta situação. Na nota enviada
ao PÚBLICO, a Secretaria de Estado cita, como exemplo, "pequenas
operações de âmbito agrícola, geológico, como sejam plantações de
vinha, pequenas construções de apoio aos sectores da agricultura e
florestas, entre outros".

A ideia do Governo é acelerar os processos administrativos no que toca
a projectos de menor dimensão. Se tiverem sido já aprovados no âmbito
da avaliação de impacte ambiental, por exemplo, isto será suficiente
para desencadear um processo para alterar a REN naquele ponto. A
comissão nacional da REN deixa de ser ouvida em todas as propostas de
delimitação e passam a ser as Comissões de Coordenação e
Desenvolvimento Regional, e não o Governo, a aprovar os limites da REN
em cada município.

Com maior ou menor sucesso, a REN tem funcionado como um travão à
ocupação urbana de zonas naturais sensíveis. Mas há vários anos tem
vindo a ser criticada por ser demasiado rígida e burocrática -
problemas que sucessivas revisões tentaram solucionar.

http://www.publico.pt/Sociedade/regime-da-reserva-ecologica-nacional-vai-ser-repartido-por-outras-leis-1564419

Agricultura: Vinte agricultores obtêm apoio estatal por incidentes climatéricos de 2011

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
17:14 Terça, 25 de Setembro de 2012
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Lisboa, 25 set (Lusa) -- Vinte agricultores beneficiaram de apoios
excecionais do Estado devido a temporais e incêndios ocorridos em
2011, informou hoje o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e
do Ordenamento do Território (MAMAOT).

Desde que o Governo está em funções, e "ao abrigo da ação 1.5.2 do
Proder [Programa de Desenvolvimento Rural] -- restabelecimento do
potencial produtivo -- foram apresentados 20 projetos com uma área
total de reconstrução de 20,51 hectares e com um montante elegível de
1.175.191 euros, o que corresponde a um valor de subsídio de
881.393,20 euros", indicou o MAMAOT.

Habitualmente, a medida é aberta em dois períodos do ano -- abril/maio
e setembro/outubro --, alturas em que é possível fazer balanços
globais de temporais de inverno ou incêndios florestais, por exemplo,
mas este ano o Governo alargou o prazo de 31 de maio até 15 de
setembro.

http://visao.sapo.pt/agricultura-vinte-agricultores-obtem-apoio-estatal-por-incidentes-climatericos-de-2011=f688059