terça-feira, 30 de outubro de 2012

Crise poderá aumentar casos de brucelose

Há mais tendência de criar animais para consumo próprio

Por: tvi24 | 29- 10- 2012 17: 59
Suinicultura

A investigadora do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
(INSA) Ana Pelerito afirmou esta segunda-feira que a crise poderá
aumentar os casos de brucelose, porque há mais tendência de criar
animais para consumo próprio.

Ana Pelerito disse à agência Lusa que, devido à crise económica, a
criação de animais em casa e o fabrico de produtos lácteos para
consumo próprio, sem controlo veterinário, irá aumentar em meios
rurais.

«A crise é enorme. Se as pessoas tiverem, por exemplo, uma vaca em
casa, a criarem e conseguirem tirar leite e carne, vão minimizar muito
os custos», disse a investigadora, à margem do workshop
«Biossegurança: Doenças Infecciosas, uma potencial ameaça biológica»,
que decorre em Lisboa, no INSA.

Segundo a investigadora, as notificações de brucelose rondam os 80 a
100 casos por ano, em Portugal, a maioria no Alentejo e no interior do
país.

Contudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que a incidência
da doença deve ser cinco, a seis vezes superior aos casos notificados.

«Se calhar temos 500 a 600 casos por ano, que não estão a ser
notificados e detetados», disse a investigadora.

Para controlar a doença, a investigadora defendeu que tem de haver um
controlo total dos alimentos e dos animais.

«Normalmente, quando há um caso de brucelose, temos sempre um surto.
Portanto, se conseguirmos controlar e saber qual é a origem [da
doença], conseguimos minimizar os efeitos e evitar que haja a
transmissão da doença», explicou.

As autoridades recomendam que sempre que haja um caso suspeito seja
comunicado à Direção-Geral de Saúde (DGS) ou ao INSA, para evitar a
cadeia de transmissão da doença, que está muito associada a zonas
rurais, onde há mais criação de animais e menos controlo.

No encontro, Ana Pelerito adiantou que a «brucelose é uma doença
emergente, com 500 mil novos casos por ano no mundo», e «passível de
ser utilizada como arma biológica».

«Numa cidade como Lisboa, se dispersássemos aerossóis contaminados com
brucela, a taxa de mortalidade seria de 150 pessoas, mas a taxa de
morbilidade [pessoas doentes que recorreriam ao hospitais] rondaria as
27 mil pessoas», explicou.

No encontro, foi ainda abordada a tuberculose, uma doença que tem
vindo a registar uma diminuição de casos desde 2002, disse Ana Rita
Macedo, da Direção-Geral da Saúde.

«Somos um país de incidência intermédia, mas com uma diminuição de
casos desde 2002», disse Ana Rita Macedo, adiantando que Beja, Faro,
Lisboa, Porto e Setúbal são os distritos que apresentam os valores
mais altos.

No caso da tuberculose multirresistente, Portugal também tem
apresentado um «decréscimo consistente» do número de casos, estando
praticamente circunscrita à região de Lisboa e Vale do Tejo,
acrescentou.

Em declarações à Lusa, o investigador do Instituto de Medicina e
Higiene Tropical Jaime Nina disse que a tuberculose tem uma componente
de transmissão social muito importante, que está associada às crises.

«Transmite-se mais facilmente quando há condições habitacionais más.
Coisas que parecem simples como subir o preço da eletricidade,
significa que há menos gente a ter aquecimento central de inverno,
significa que a tuberculose é mais transmissível», exemplificou.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/brucelose-animais-crise-tvi24/1388097-4071.html

Criança de sete anos ferida após queda de reboque de tractor

Chaves


29.09.2012 - 15:25 Por Lusa


A queda de um reboque de um tractor, na localidade de Santa
Leocádia, em Chaves, provocou hoje ferimentos "muito graves" a uma
criança de sete anos, disse à Lusa fonte dos bombeiros de Vidago.


Segundo a fonte, o proprietário do tractor é familiar da criança e
estava a trabalhar num terreno agrícola, juntamente com mais homens. O
reboque da máquina tombou, sem explicação, e atingiu o rapaz de sete
anos que andava a observar os trabalhos.

A criança ficou inconsciente, foi ventilada no local e apresentava
sinais de ter sofrido um traumatismo craniano.

Foi transportada com "prognóstico reservado" pelo helicóptero do
Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Macedo de Cavaleiros
para um hospital do Porto.

No local do incidente estiveram os bombeiros de Vidago e a Viatura
Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Chaves.

http://www.publico.pt/Local/crianca-de-sete-anos-ferida-apos-queda-de-reboque-de-tractor-1565124

Agricultura/UE: Ministra espera fecho das perspectivas financeiras 2014-2020 em novembro

segunda-feira, 29 de Outubro de 2012 | 12:57
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A ministra do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, disse hoje
esperar que no Conselho Europeu do final de novembro sejam fechadas as
perspetivas financeiras para que Portugal possa saber com que fundos
comunitários poderá trabalhar a partir de 2014.

"Considero importante o Conselho Europeu de 22 e 23 de novembro.
Veremos se é possível fechar aí as perspetivas financeiras, para
depois vermos o que nos calha ao nível de novos fundos", disse a
ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território numa conferência em Lisboa sobre a estratégia comunitária
2014-2020.

Assunção Cristas defendeu que "deve haver uma interligação dos vários
fundos e um diálogo alargado do que é necessário" para Portugal.

A ideia é que haja uma estratégia comum em que sejam potenciadas as
várias valências, "através da integração de vários fundos", como o
FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), o fundo de coesão
ou o fundo do mar e das pescas, entre outros, disse a ministra.

Nas propostas em discussão está previsto um papel reforçado para as
cidades na promoção do desenvolvimento sustentável da União Europeia,
novos instrumentos de políticas públicas e é defendido que a execução
da Estratégia Europa 2020 exige uma parceria ativa entre cidadãos,
empresas e instituições sociais, bem como o envolvimento dos
diferentes níveis de governação, nomeadamente as autarquias locais.

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, na abertura da
conferência afirmou que os fundos comunitários são "o único
investimento seguro com que Portugal poderá contar nos próximos anos".

Por isso, considerou, "a relevância da negociação do próximo Quadro
Financeiro, a qual tem de ter em consideração os contributos e
reflexões dos municípios, das regiões e dos parceiros sociais".

António Costa afirmou, ainda, que é "nas horas de crise que os países
mais precisam de um rumo definido com lucidez, convicção e visão
larga. É nestes momentos que a mera navegação à vista, incapaz da
ousadia de pensar além do dia de hoje, se torna gravosa nas suas
consequências".

Para o autarca, o "tempo urge" e Lisboa quer "participar ativamente na
conceção e execução deste projeto".

Neste sentido, a capital juntou um grupo de trabalho - a "Equipa de
Missão Lisboa/Europa 2020" -, que entregou hoje ao Governo um
documento preliminar que define três grandes objetivos para a Lisboa:
"mais pessoas, mais emprego e melhor cidade".

António Costa sublinhou que este é o "contributo ativo para a
definição de um contrato de parceria nacional", acrescentando que há
"um longo caminho a percorrer e um vasto trabalho a desenvolver", mas
que "Portugal precisa do contributo da massa crítica existente em
Lisboa para promover um crescimento inteligente, sustentável e
inclusivo".

O presidente da Câmara afirmou, ainda, que as gerações futuras vão
beneficiar de um investimento que "hoje não se pode deixar de fazer",
da reabilitação às escolas, ou às energias renováveis, entre outros.

Diário Digital com Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=189399

Moçambique quer aumentar produção agrícola em 9,1%

Em 2012-2013


O governo prevê um aumento de 9,1% na sua produção agrícola na
campanha de 2012-2013, que foi oficialmente inaugurada na quinta-feira
em Nampula

26 Outubro 2012

A ser atingida, esta meta significará uma colheita de 15 milhões de
toneladas para alimentação e de 14,3 milhões de toneladas para
comércio.

Falando na cerimónia de inauguração da campanha agrícola no Norte do
país, o Presidente Armando Guebuza exortou os produtores a semearem
apropriadas variedades, de forma a aumentarem a sua resistência a
pragas e a utilizarem técnicas de conservação de água e de irrigação.

Segundo o plano estratégico do governo para a agricultura, o sector
deverá crescer, pelo menos, 7% por ano, e duplicar a sua produção na
próxima década.

"Felicitamos os produtores agrícolas pelos resultados que têm
alcançado", disse o Presidente moçambicano, depois de recordar que nas
duas anteriores campanhas a produção agrícola para alimentação
aumentou de 14,3% para 14,7 milhões de toneladas.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/mocambique-quer-aumentar-producao-agricola-em-91

Agricultor identifica nova variedade de pêssego em propriedade de SC

26/10/2012 08h12 - Atualizado em 26/10/2012 08h12

Dois viveiros foram credenciados para multiplicar as mudas do pêssego
zilli. Plantas poderão ser compradas no início do próximo ano.

Do Globo Rural

Uma nova variedade de pêssego foi batizada com o sobrenome do
agricultor Agenor Zilli, do município de Descanso, em Santa Catarina.
A iniciativa foi da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado
(Epagri) fazer a homenagem depois que o produtor identificou e
reproduziu a planta.

O agricultor, dono de 12 hectares de terra, destinava a maior parte da
área para a produção de milho e de fumo. Mas a demanda regional por
frutas fez o produtor mudar a forma de trabalhar com a terra. Hoje, a
fruticultura é a principal atividade na propriedade.

A ideia de estimular os agricultores a produzir frutas surgiu de uma
parceria entre a prefeitura e a Epagri, há 17anos. O projeto chegou a
contar com a participação de 70 produtores. Hoje, o número de
participantes é bem menor. Mas quem permaneceu na atividade garante
que o esforço foi recompensado.

A família produz uva, pêssego, maçã, pêra, nectarina entre outras
frutas. O pêssego produzido na propriedade já deu o que falar. Há 12
anos, Zilli observou frutos diferentes em um dos galhos de uma planta.
Além de amadurecerem mais cedo, os frutos eram maiores, de baixa
acides e com uma marca branca. Usando a técnica de enxertos, ele
multiplicou os ramos e hoje conta com mais de mil pés da variedade que
os técnicos da Epagri fizeram questão de batizá-la de zilli.

A Embrapa também está fazendo testes de adaptação da nova variedade de
pêssego em diferentes regiões. Dois viveiros foram credenciados para
multiplicar as mudas do pêssego zilli. As plantas vão poder ser
compradas no início do próximo ano.

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/10/agricultor-identifica-nova-variedade-de-pessego-em-propriedade-de-sc.html

INE: Boletim Mensal da Agricultura e Pescas de Outubro 2012

As previsões agrícolas a 30 de Setembro apontam para quebras de cerca
de 50% na produção de pêra, a mais baixa desde 2003. Também se
registam decréscimos, embora de menor dimensão, na produção de maçãs e
de pêssegos. A produção de tomate para a indústria deverá ser próxima
da registada na campanha anterior, com o aumento de produtividade a
compensar a diminuição da área plantada. Quanto à campanha vinícola, a
produção de vinho deverá registar um aumento de 5% face a 2011,
situando-se aproximadamente nos 5,7 milhões de hectolitros.

Em Agosto de 2012 o peso limpo do gado abatido e aprovado para consumo
foi de 41 287 toneladas, o que representa um decréscimo de 11,3% em
relação ao nível registado em Agosto do ano anterior, devido sobretudo
ao menor volume de abate registado nos suínos (-11,8%) e bovinos
(-9,8%).

Pelo contrário, o peso limpo total de aves e coelhos abatidos e
aprovados para consumo foi de 28 577 toneladas, o que representa um
aumento de 9,5% no volume total de abate, face ao mês homólogo de
2011, devido ao maior volume de abate de perus (+11,3%) e galináceos
(+10,5%). Já a produção de frango em volume manteve-se (-0,3%) em
relação ao mês homólogo, com uma produção de 23 751 toneladas.

A produção de ovos de galinha para consumo registou uma quebra
significativa (-15,8%) relativamente a Agosto do ano anterior, com uma
produção que não ultrapassou as 6 665 toneladas.

A recolha de leite de vaca foi de 151 mil toneladas, o que representa
um aumento muito ligeiro (+0,5%) relativamente à quantidade recolhida
no mês homólogo de 2011.

No que diz respeito ao volume total de produtos lácteos, houve uma
subida (+6,0%) devido ao maior volume de produtos frescos (leite para
consumo, natas e leites acidificados) produzidos.

O volume de capturas de pescado em Portugal, em Agosto de 2012,
decresceu 7,4% em relação ao nível verificado no mês homólogo do ano
anterior, devido sobretudo à menor captura de peixes marinhos,
nomeadamente de "tunídeos" e de "sardinha". Em termos do valor
registou-se também um decréscimo (-3,6%), em grande parte reflexo da
quebra das capturas das espécies acima referidas.

No mês de Setembro de 2012, e em comparação com o mês anterior, o
produto que registou a maior variação foi a batata
(+31,0%), enquanto que, em relação ao mês homólogo as maiores
variações se verificaram nos ovos (+50,2%), na batata
(+29,8%) e nos suínos (+24,3%).

Em Junho de 2012 e face ao mês anterior, as variações do índice de
preços de bens e serviços de consumo corrente na
agricultura e do índice de preços de bens de investimento foram de
-0,9% e de -1,1%, respectivamente. Em relação ao mês homólogo foram de
+3,5% e +0,9%.

Fonte: INE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/30e.htm

Cultura do cânhamo no Ribatejo é sustentável e tem “enorme potencial económico”

REGIÃO

Manuel Fernandes Vicente em Domingo, Outubro 28, 2012 - 19:22




I Encontro de Canhamieiros, realizado ontem em Riachos, decidiu
avançar para a criação de uma associação própria.

A criação de uma Associação de Cooperantes da Agro-Indústria do
Cânhamo Industrial e a convicção da viabilidade e sustentabilidade
económica, ecológica e técnica da cultura foram os principais
resultados do I Encontro Nacional de Canhamieiros – Amigos do Cânhamo
que ontem reuniu com mais de duas dezenas de participantes no Museu
Agrícola de Riachos. A produção de cânhamo já foi uma realidade muito
presente na região, sobretudo entre 1940 e 1970, atingindo um pico de
produção em 1944, ano em que foram criadas, segundo Joaquim Rodrigues
Bicho, que foi durante alguns anos responsável pela Fiação e Tecidos
de Torres Novas, 450 toneladas de fibra de cânhamo, resultado de 500
hectares de terras dedicadas à cultura. Na região, a cultura, bastante
exigente em recursos hídricos, foi particularmente intensa ao longo
das terras que marginam o rio Almonda, em especial na freguesia de
Riachos, e também próximo do Tejo, em Constância. Com terrenos de
aluvião, abundância de água e solos considerados tecnicamente entre os
mais férteis do país, o vale aluvionar do Almonda e os terrenos
vulneráveis às cheias do Tejo podem ser terras privilegiadas para a
produção da planta.



O encontro ficou marcado negativamente pela ausência de responsáveis
do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território e da Escola Superior Agrária de Santarém, considerados
fundamentais no relançamento da cultura no país e no Ribatejo, que
possui também condições edafoclimáticas propícias à cultura da planta.


A cultura do cânhamo industrial, distinta da cultura da cannabis
sativa, que possui conhecidas propriedades psicotrópicas, é nesta
altura uma opção agrícola com bastante viabilidade. Segundo um jovem
agricultor que veio do Algarve ao encontro no museu de Riachos, a
produção de cânhamo pode tornar-se economicamente interessante. Mas
para isso há que ir mais além do que a simples produção de fibra de
cânhamo, que ao ser vendida no estrangeiro, traz receitas exíguas, que
mal compensam todos os custos de produção e comercialização da
cultura. " É necessário usar a imaginação e a criatividade – e fazer
com que o cânhamo possa ser transformado em algo que possa dar-lhe
valor acrescentado. Apostar só no cânhamo sem lhe incorporar a
valorização de um produto transformado deve ser uma ideia para
abandonar. Para isso é necessária a criação de uma unidade de
transformação", observou o agricultor algarvio, preocupado com a forma
de conseguir alfaias agrícolas, e esclarecendo os presentes de vários
aspetos da cultura e do enquadramento legal que a envolve. Afirmou que
dispõe de 40 hectares disponíveis para o cânhamo, e há mercado
internacional para adquirir a produção que se vier a fazer.


A cultura do cânhamo, na diversidade das suas sementes, possui vastas
qualidades e aplicações, diversificando-se entre a produção de têxteis
e aptidões medicinais ou psicotrópicas e lúdicas. "Mas tem sido vítima
de uma campanha de diabolização da planta, que alimenta preconceitos
devido aos seus efeitos psicotrópicos", refere o mesmo jovem
agricultor, notando que é preciso vencer o preconceito e reforçar o
associativismo entre os futuros produtores para repartir os custos,
por exemplo, da criação de uma unidade central de transformação que
possa ser utilizada por todos.


Com diversas variedades genéticas disponíveis, além da fibra para
tecidos, cordas, guitas e fios de sapateiro, o cânhamo, que "gosta de
calor e muita água", pode ser utilizado na produção de biodiesel (cada
hectare da cultura origina nove mil litros de combustível),
florescências (cada grama pode valer cinco euros), sementes
alimentares; papéis resistentes (como os da marca Almaço, produzidos
durante anos na empresa Porto de Cavaleiros, em Tomar), para as
Bíblias, ou de fumar; encerados, herbicidas, painéis isolantes para as
autoestradas (substituindo a imputrescível lã de rocha), argamassas
leves, cimento de cânhamo, até azeite e caixões feitos a partir da sua
fibra. Além disso, como ao longo do crescimento da planta caem
bastantes folhas, que servem de manta morta, o cânhamo, que deita a
raiz muito funda, estrutura e enriquece as terras, em especial nos
solos esqueléticos. Mas se traz tantos bens e benefícios, é
sustentável, trava o abandono da agricultura e das zonas rurais, tem
atualmente mercados assegurados, como o de Inglaterra, e é uma
interessante alternativa de emprego para jovens desempregados que
queiram apostar na agricultura, a produção de cânhamo conhece também
ponderosos entraves. O encontro apontou o preconceito social contra "a
planta" e a fraca capacidade de lobbying, de associativismo e de
financiamento da cultura, que está legalizada em Portugal, em
conformidade com as diretivas da União Europeia. As barreiras
institucionais e a aparente indiferença dos partidos na Assembleia da
República aos contactos que os promotores do encontro solicitaram
também não têm sido animadoras. A necessidade de sensibilizar e atrair
para a cultura as instituições universitárias ligadas ao setor e o
Ministério da Agricultura foi considerada essencial. Com um enorme
potencial económico e capacidade de gerar emprego no setor agrícola,
em época de crise generalizada, os participantes acordaram em marcar
novo encontro já para Fevereiro de 2013 para aprofundar a constituição
de uma associação própria.


Manuel Fernandes
Vicente

http://www.entroncamentoonline.pt/portal/artigo/cultura-do-c%C3%A2nhamo-no-ribatejo-%C3%A9

Filme sobre o vinho de Carcavelos ganha prémio no Art&Tur

29 de Outubro de 2012 |
O município de Oeiras ganhou o segundo prémio do Festival
Internacional de Filmes de Turismo Art&Tur 2012 com o filme Carcavelos
wine, na categoria Aromas e Sabores.

A quinta edição do Festival Internacional de Filmes de Turismo –
Art&Tur 2012, evento organizado pela Associação Portuguesa de
Turismologia (APTUR), teve lugar de 24 a 27 de outubro em Barcelos.

O festival realiza-se anualmente e é membro do CIFFT – Comité
Internacional dos Festivais de Filmes de Turismo, entidade com sede em
Viena, reconhecida pela Organização Mundial do Turismo para o setor do
audiovisual turístico.

A edição deste ano contou com 360 filmes inscritos, vindos de 28 países.

Ver filme aqui.
http://aptur.net/artetur/film_detalhe.php?id=888

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Agricultores discordam do principio do utilizador-pagador na Lei base do Ambiente

14:09 Segunda feira, 29 de outubro de 2012

Lisboa, 29 out (Lusa) - O agricultores são contra a definição do
princípio do utilizador-pagador na Lei de Bases do Ambiente, que
consideram "prejudicial" para a atividade e dizem colocar os recursos
naturais ao nível de qualquer produto saído da fábrica.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Confederação
Nacional da Agricultura (CNA) foram hoje ouvidas na Comissão
Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, que
está recolher opiniões acerca das propostas para a nova Lei de Bases
do Ambiente.

Os princípios do utilizador-pagador e do poluidor-pagador foram
apontados pelas duas entidades, que são contra o primeiro.

http://expresso.sapo.pt/agricultores-discordam-do-principio-do-utilizador-pagador-na-lei-base-do-ambiente=f763139

Produção nacional de 76 mil toneladas de azeite é a maior dos últimos 50 anos

 29.10.2012 14:03 ECONOMIA http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/10/29/producao-nacional-de-76-mil-toneladas-de-azeite-e-a-maior-dos-ultimos-50-anos

Tribunal da Régua condenou principal arguido do processo Douro Negro a16 anos de prisão

13:21 Segunda feira, 29 de outubro de 2012

Peso da Régua, 29 out (Lusa) -- O Tribunal da Régua condenou hoje a 16
anos de prisão Pedro Marta, o principal arguido do Douro Negro, um
megaprocesso de falsificação de vinho do Porto, mas a defesa já
anunciou que vai recorrer.

Há uma década que se arrasta este processo de falsificação de vinho do Porto.

O Tribunal da Relação do Porto decidiu reenviar o processo para a
primeira instância para que fossem acrescentados cerca de uma centena
de novos crimes, entre eles fraude fiscal qualificada, falsificação de
documentos ou introdução fraudulento ao consumo, a 45 dos arguidos
envolvidos no caso.

http://expresso.sapo.pt/tribunal-da-regua-condenou-principal-arguido-do-processo-douro-negro-a16-anos-de-prisao=f763111

Pêra-rocha do Oeste ‘apaixona’

Primeiro Emprego


É o maior exportador português de pêra-rocha para o Brasil e entrega
nos seus portos marítimos 95 por
cento da produção. No ano passado, os 300 hectares de pomares
atingiram um recorde de 16 mil toneladas

27 Outubro 2012
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Por:Isabel Jordão

A pêra-rocha criada nos pomares de João Alves e dos outros produtores
associados é acarinhada desde a floração até à apanha do fruto. E essa
'paixão' acompanha o processo de comercialização, a cargo da empresa
LusoPêra, que entrega no Brasil 95 por cento da produção, levando os
brasileiros a apaixonar-se por este fruto nacional de características
únicas, colhido apenas na região Oeste.

"Nós produzimos pêra-rocha com paixão", diz Jorge Alves, 53 anos,
director geral da LusoPêra, com sede no Sobreiral, Bombarral, a quem
os olhos brilham cada vez que fala dos seus pomares, onde vai todos os
dias. "Nós damos o maior valor à produção, porque são os produtores
que têm o trabalho mais duro", salienta com orgulho.

A LusoPêra é uma empresa dedicada à exportação de pêra--rocha e foi
criada em 2001, no universo CPF - Centro de Produção e Comercialização
Hortofrutícola, constituído por 10 produtores associados, com uma área
de cultivo de 300 hectares. No ano passado, a produção atingiu as 16
mil toneladas, 95 por cento da qual foi exportada para o Brasil, onde
a pêra-rocha é muito apreciada.

"Estamos no Brasil há muitos anos - temos lá um escritório com
colaboradores locais -, primeiro era só em S. Paulo mas agora enviamos
a nossa fruta para seis portos marítimos brasileiros, do Suape ao Rio
Grande do Sul, e somos o maior exportador português de pêra-rocha
naquele país", explica o director geral da LusoPêra.

Todas as semanas partem com destino ao Brasil 15 a 20 contentores
frigoríficos, cada um com 21 toneladas de pêra-rocha, que chega ao
destino ao fim de duas semanas de viagem.

A via marítima é a mais adequada para o transporte, razão pela qual a
prolongada greve dos estivadores dos portos marítimos portugueses está
a causar "prejuízos brutais na exportação", diz João Alves, adiantando
que a empresa está "obrigada a ir carregar a Espanha", o que encarece
o transporte. Além disso, "a fruta falta no mercado, o que abre
caminho a empresas de outros países".

O empresário defende uma intervenção do Governo para ultrapassar o
problema e pede "bom senso" aos envolvidos.

A pêra-rocha é comercializada no Brasil com quatro marcas, consoante a
selecção: Aurora, Sabor, Carmen e Pyrus. A exportação para este país
começou com o chamado 'mercado da saudade', constituído por
emigrantes, e depois foi chegando aos outros consumidores e hoje em
dia a fruta é muito conhecida e apreciada entre os brasileiros.

O próximo passo vai ser a exportação para o mercado asiático, o que
deverá acontecer a médio prazo: "Estamos a falar de um mercado com
muitos consumidores e com poder de compra, o que o torna
interessante".

A campanha de 2011/2012 foi recorde, ultrapassando todas as previsões,
mas esta última colheita, que decorreu no mês de Agosto, teve uma
quebra significativa, na ordem dos 50 por cento, o que ficou a
dever-se sobretudo a factores climáticos.

"Tivemos uma Primavera difícil, com pouco calor e diferenças térmicas
muito elevadas entre o dia e a noite, o que prejudicou a floração e os
vingamentos acabaram por cair", explica o produtor e empresário.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/pera-rocha-do-oeste-apaixona

Vitivinicultura

País Real


Actualmente, os vinhos da região da Beira Interior rivalizam com os de
qualquer uma das outras regiões vitivinícolas do País, como comprovam
os bons resultados obtidos em concursos nacionais e internacionais e a
boa classificação dos críticos nas revistas e livros da especialidade.

27 Outubro 2012
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Por:Matos Soares, Presidente da Adega Cooperativa da Covilhã





No entanto, infelizmente, essa qualidade ainda não é reconhecida pelos
consumidores por culpa da dificuldade da sua introdução na grande
distribuição, onde nem sequer existe referência à região Beira
Interior.

O sector cooperativo rege-se por legislação completamente desajustada
aos tempos de hoje. A cooperativa transforma e comercializa os
produtos dos associados que entregam quantidades bastante diferentes
consoante a dimensão da sua exploração. No entanto, pela actual
legislação, detêm o mesmo poder na cooperativa.

Na última década do século passado houve programas de apoio ao sector,
nomeadamente para a contratação de técnicos das áreas de gestão e
tecnológica. Porém, nunca houve qualquer apoio à formação dos
dirigentes, mostrando-se muitas vezes insuficiente a boa vontade e a
carolice dos que se sacrificam em nome do colectivo, para uma boa
gestão das cooperativas.

Em minha opinião, o papel do Estado no sector deveria ser mais
interventivo, sobretudo na fiscalização da venda de uvas e vinhos, não
permitindo a concorrência desleal que actualmente existe.

Um maior apoio na exportação através da Agência para o Investimento e
Comércio Externo de Portugal (AICEP) também seria desejável e
importante para o futuro do sector. E, por fim, mas com uma grande
importância para o sector, seria bom algum apoio financeiro no
desendividamento das cooperativas com uma participação efectiva nas
Sociedades de Garantia Mútua.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/vitivinicultura

Caçadores reclamam compensação pela existência de coelho bravo

Ambiente


A FENCAÇA alerta para que a recuperação do Lince-Ibérico ficará
comprometida se não tiver a envolvência dos caçadores, que exigem ser
ressarcidos pelos custos da recuperação do coelho bravo, o principal
alimento do felino em vias de extinção.

28 Outubro 2012
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"O lince, quando for colocado na natureza, não sobrevive se não se
alimentar de coelho bravo, mas os milhares de euros alocados ao
projecto não chegam aos caçadores e proprietários que tem suportado os
custos da recuperação deste que é o seu principal alimento", disse à
agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA),
Jacinto Amaro.

O alerta da FENCAÇA surge numa altura em que, segundo o presidente, "o
processo de recria em cativeiro, está a ser bem-sucedido e há animais
prestes a serem colocados na natureza".

De acordo com Jacinto Amaro, a reintrodução do Lince-Ibérico na
natureza está prevista para as zonas de Mértola e Moura-Barrancos onde
"existem mais de uma centena de zonas de caça associativa que têm
suportado os custos da recuperação e manutenção do coelho bravo", o
principal alimento do lince e que "não estão a ser ressarcidos desses
custos".

Se cada lince "comer um coelho por dia, serão 365 coelhos vezes o
número de linces em liberdade que desaparecerão e cujos custos da sua
reposição recaem sobre caçadores e proprietários", frisa o responsável
pela federação que emitiu já um comunicado em que expressa a
preocupação dos associados.

"Já era altura de o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e
Florestas) perceber que a recuperação do lince só terá sucesso se
tiver a envolvência dos proprietários das terras e dos caçadores",
refere o comunicado que denuncia que as verbas do projecto "estão a
ser distribuídas por um conjunto de entidades que em nada contribuem
para que possa haver sucesso na sua reintrodução".

Para a FENCAÇA trata-se da "repetição do que foi o desperdício de
fundos, há alguns anos, na Serra da Malcata", onde esteve em curso o
projecto de recuperação do Lince, e que poderá comprometer o sucesso
da operação.

Os caçadores reclamam que partes das verbas do projecto sejam
canalizadas para as associações de caça onde "os caçadores pagam taxas
elevadíssimas e não têm benefício nenhum por contribuírem para
subsistência do Lince".

O projecto de recuperação do Lince Ibérico é coordenado pelo ICNF, com
base num plano de acção publicado em 2008 e que define o modelo
estratégico do programa de reprodução em cativeiro e, numa segunda
fase, a recuperação e manutenção do habitat favorável para a
reintrodução de espécimes em territórios adequados.

A reprodução em cativeiro foi desenvolvida no Centro de Reprodução de
Lince-ibérico, em Silves, que de acordo com o site do ECNF conta com
18 linces (são nove fêmeas e nove machos).

A Lusa questionou o ICNF sobre o número de animais e os locais onde
estes serão reintroduzidos na natureza, mas ainda não foi possível
obter os esclarecimentos.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/cacadores-reclamam-compensacao-pela-existencia-de-coelho-bravo

Produtores de Vinho Verde mais perto do Brasil

Visita de importadores brasileiros à região vai reforçar vendas


Quinto maior consumidor externo, com 1,2 milhões de euros em vendas
até ao primeiro semestre de 2012, o mercado brasileiro está cada vez
mais interessado em importar Vinhos Verdes. Uma visita de três
importadores dos estados de São Paulo, Belo Horizonte e Santa Cristina
à região saldou-se pela vontade em fazer crescer para o outro lado do
Atlântico um produto que é único no Mundo. O interesse manifestado
pelos profissionais do setor em aumentar a presença de Vinho Verde no
Brasil confirma, assim, a tendência verificada nos últimos 10 anos,
quando as exportações cresceram 114 por cento, à média de 10 por
cento/ano. Um resultado recorde que tem origem em ações como a visita
de especialistas brasileiros à região, ou em missões de charme como as
que a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) vai
levar a cabo dias 5 e 6 de novembro em Salvador da Bahia e em Belo
Horizonte, respetivamente, com uma seleção dos melhores vinhos de 16
produtores.

Natural de Belo Horizonte, Sidney Lucas é importador da Porto
Mediterraneo, com sede no estado de Santa Catarina. De visita, pela
primeira vez, à Região Demarcada dos Vinhos Verdes, o também sommelier
diz-se "surpreendido com a qualidade dos vinhos" que teve oportunidade
de provar ao longo dos quatro dias que durou a passagem por Portugal.

Interessado em estabelecer negócios com "produtores de média dimensão,
que valorizam a qualidade em detrimento da quantidade", Sidney Lucas
não tem dúvidas de que, "a curto/médio prazo, a Porto Mediterraneo vai
alargar o leque de oferta aos Vinhos Verdes", o que acontecerá pela
primeira vez.

O importador brasileiro estima que o investimento necessário para
levar Vinho Verde para o Brasil através dos canais com os quais a
Porto Mediterraneo trabalha "rondará meio milhão de reais (cerca de
1,3 milhões de euros)", se implicar a totalidade do portefólio de
qualquer um dos quatro produtores que melhor encaixam no perfil de
vinhos que procura. "Será sempre, portanto, uma aposta gradual",
assume.

Sidney Lucas sublinha, por fim, que "a margem de crescimento do Vinho
Verde no Brasil é muito grande" e que "a Comissão de Vinho Verde e os
produtores devem apostar cada vez mais em dar a conhecer os vinhos aos
brasileiros", através de ações de promoção como as que vão ser feitas
em Salvador da Bahia e em Belo Horizonte ou de visitas de
profissionais do setor a Portugal.

Quem esteve pela segunda vez na região – a primeira ocorreu em 2006 –
foi o também importador Ivan Bianchi, do Grupo Pão de Açúcar, o maior
retalhista alimentar do Brasil, com 1200 lojas distribuídas por 17
estados, totalizando um milhão de metros quadrados de área de vendas.

Para o especialista brasileiro, "a região está a mudar a olhos
vistos", produzindo vinhos com cada vez "maior qualidade", o que tem
vindo a ser "percecionado pelos consumidores brasileiros", razão pela
qual o crescimento das exportações de Vinho Verde para o Brasil tem
estado em linha com valores recorde de outros mercados externos.

Consultor técnico de profissão, Ivan Bianchi revela que o retalhista
brasileiro "está em fase de renovação da linha" de vinhos à venda nas
120 lojas, pelo que a visita à região "não podia ser mais oportuna",
para ficar a conhecer o leque de marcas que podem "substituir aquelas
que vão deixar de trabalhar com o Pão de Açúcar".

Das 700 mil garrafas que passam o Atlântico pela mão do Grupo Pão de
Açúcar, 160 mil são Vinho Verde, um número que Ivan Bianchi assegura
que "vai subir no espaço de um ano", tempo que estima ser preciso para
passar a importar outras marcas da região.

João Maurício de Morais, importador da Royal Vinhos e Casa Montez, de
Belo Horizonte, também visitou pela primeira vez os 21 mil hectares de
produção de Vinho Verde e ficou "positivamente surpreendido com o
trabalho que está a ser feito para divulgar um vinho e uma região", ao
ponto de, dia 6 de novembro, na ação de promoção em Belo Horizonte, já
ter decidido ir ao encontro de três produtores para "tratar de
negócios".

O Brasil está no top 5 dos mercados externos que mais importam Vinho
Verde, com um volume de negócios de 1,2 milhões de euros nos primeiros
seis meses do ano, o que representa cerca de 600 mil litros até junho
deste ano. Em 10 anos, de 2001 a 2011, as exportações cresceram 114
por cento. Para a CVRVV, o Brasil é um mercado prioritário,
responsável pelo terceiro maior investimento promocional em 2012: 508
mil euros.

fonte: mediana

Como descodificar os prazos de validade da comida

Distribuição disposta a "encontrar soluções" se Governo "flexibilizar
a legislação"


28.10.2012 - 07:59 Por Alexandra Prado Coelho

O fundamental é que se perceba a diferença entre as duas indicações
que aparecem nas etiquetas O fundamental é que se perceba a diferença
entre as duas indicações que aparecem nas etiquetas (Foto: Paulo
Pimenta)

Alimentos fora do prazo de validade não aparecem habitualmente nas
lojas em Portugal, diz a DECO-Proteste. Mas, depois de a Grécia ter
anunciado que os supermercados vão poder vender alimentos não
perecíveis fora do prazo a preços mais baixos, é importante saber que
nem todos os alimentos fora de prazo representam riscos para a saúde.


A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), em
resposta ao PÚBLICO, diz que cumpre rigorosamente a lei, não vendendo
produtos fora do prazo, mas acrescenta que "se o Governo entender
flexibilizar a legislação, garantindo a segurança alimentar, o sector
está disponível para encontrar soluções que ajudem o consumidor nesta
conjuntura tão adversa".

O fundamental, explicou ao PÚBLICO Dulce Ricardo, engenheira alimentar
daquela organização de defesa dos direitos dos consumidores, é que se
perceba a diferença entre as duas indicações que aparecem nas
etiquetas: "consumir até" ou "consumir preferencialmente antes de". No
primeiro caso, o consumo depois da data indicada pode ter riscos para
a saúde. No segundo, pode haver alteração das características dos
alimentos, mas não um risco para a saúde.

No primeiro grupo estão os alimentos perecíveis, como a carne picada,
as salsichas frescas, o queijo fresco, o leite do dia, os bolos com
creme. Aí, diz Dulce Ricardo, "a data deve ser rigorosamente
cumprida", caso contrário corre-se o risco de uma toxinfecção
alimentar. A lei proíbe claramente a venda depois da data indicada, e
se os produtos não forem retirados dos estabelecimentos ficam em
"incumprimento legal". A técnica deixa um aviso: "Um alimento
contaminado pode ter um aspecto perfeitamente normal". A presença de
salmonelas, por exemplo, não é detectável nem pelo aspecto nem pelo
cheiro do alimento.

Lei omissa

Quanto aos alimentos não perecíveis, a decisão cabe sobretudo ao
consumidor. "Se a data indicada em 'consumir preferencialmente antes
de' for ultrapassada pode haver implicações a nível nutricional que
fazem com que o alimento não esteja em condições perfeitas – pode, por
exemplo, ter ranço se for um produto com gordura, ou podem
verificar-se alterações na coloração ou na textura. Nestes casos, "a
lei é omissa", explica a técnica da DECO. "O produto não deve estar à
venda, mas poderá estar".

Em Portugal, não é prática da distribuição pôr alimentos à venda
depois do prazo, quer num caso quer no outro. "Há um respeito por
essas datas", diz Dulce Ricardo. O que pode é haver promoções quando
os produtos estão já próximos do fim do prazo, e o que a DECO
aconselha é que os consumidores estejam atentos às datas nessas
promoções e "não comprem para além da quantidade necessária". As
informações recolhidas pela DECO indicam que em Portugal os
consumidores estão bastante atentos aos prazos de validade e
distinguem entre o "consumir até" e o "consumir preferencialmente
antes de".

A revista da Tetra Pak, que publicou recentemente um número dedicado
ao desperdício de alimentos, cita um estudo da Food Standarts Agency
(FSA) britânica segundo a qual "apenas 36 % das pessoas sabem que os
alimentos cujo prazo de validade expirou podem, na maior parte dos
casos, ser consumidos". Os mais jovens revelam "mais confiança nessas
indicações [das embalagens] do que no seu próprio julgamento e deitam
fora produtos sem primeiro os cheirar ou provar".

Data definida pelo produtor

A data colocada na embalagem é definida pelo produtor. Mas, diz ainda
a revista, "não é incomum que o fabricante coloque uma determinada
data sabendo que o produto se manterá em perfeitas condições de
consumo durante muito mais tempo sem se deteriorar". Isto pode levar a
um enorme desperdício de produtos em bom estado – dados da FAO (a
Agência para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas) indicam
que a quantidade de alimentos desperdiçados na Europa e Estados Unidos
é de 95 a 115 quilos per capita por ano.

Uma medida como a que foi tomada na Grécia (e que abrange apenas os
produtos não perecíveis) seria ou não possível em Portugal? "Não
podemos dizer que há um risco", afirma Dulce Ricardo. Mas a posição da
DECO é a de que o cliente "tem o direito de consumir o produto nas
condições devidas". A organização dos direitos dos consumidores
defende que para estes "é mais vantajoso que o produto seja à partida
colocado à venda a um preço mais baixo", o que permitira um escoamento
mais rápido e evitaria que se chegasse perto dos prazos de validade.
António Salvador Barreto, coordenador do mestrado em Segurança
Alimentar da Universidade Técnica de Lisboa, lembra também que "a
indicação do tempo de vida útil é da responsabilidade do agente
económico", ou seja, do produtor, e que este não está interessado em
correr riscos dando prazos muito alargados. Mas, reconhecendo que em
muitos casos há produtos que se mantêm em boas condições depois do
prazo, Barreto admite a eventualidade de poderem ser usados desde que
sujeitos a supervisão até serem consumidos.

Servir em cantinas?

Isto significa que poderiam ser servidos por exemplo em cantinas (onde
seria possível inspectores sanitários verificarem o seu estado até ao
prato) mas não serem vendidos aos consumidores para que estes os levem
para casa e avaliem, sem terem os conhecimentos técnicos necessários,
as condições desses alimentos.

A FSA britânica disse recentemente que a crise está a fazer com que no
Reino Unido haja cada vez mais pessoas a consumir alimentos passada a
data, correndo riscos para a saúde. Um terço das pessoas ouvidas num
inquérito disse estar a recorrer mais à análise cheiro/aspecto para
decidir se consumia ou não um alimento. Para ajudar nessa decisão, a
FSA tinha já, em Dezembro de 2011, indicado que os ovos podem ser
consumidos até dois dias depois da data da embalagem, "desde que
devidamente cozinhados".

Em Portugal, sublinha ainda a APED, a distribuição tem tomado medidas
para tentar reduzir o desperdício alimentar, investindo "na eficiência
da cadeia de frio, num controlo rigoroso da gestão de stocks e das
validades dos produtos e em técnicas avançadas de conservação".

http://www.publico.pt/Sociedade/como-descodificar-os-prazos-de-validade-da-comida-1569149?all=1

Grupo Nabeiro aposta no Brasil e Angola

Internacionalizar os vinhos portugueses


A empresa do grupo Nabeiro para a área da produção vitivinícola, Adega
Mayor, vai apostar fortemente no Brasil e em Angola para aumentar as
exportações nos próximos anos, disse este Domingo a administradora
Rita Nabeiro.

28 Outubro 2012

"No Brasil vamos montar em São Paulo uma estrutura directa de
distribuição de vinhos até 2013 e em Angola [no principal mercado
actual de exportação] iremos acompanhar a expansão da Angonabeiro,
promotora dos cafés Ginga e Delta, e crescer mais no negócio do
vinho", explicou à agência Lusa a gestora.

No entanto, a mais jovem e inovadora empresa do grupo Nabeiro não vai
descurar uma maior penetração no mercado português, apesar de se
observar uma retracção do consumo interno de vinho este ano motivada
pela crise.

"No mercado nacional temos ainda um grande desafio pela frente e
espaço para crescer, conquistando quota de mercado à concorrência",
disse à Lusa Rita Nabeiro, realçando que a principal aposta passa
pelas exportações, nomeadamente no caso do Brasil e Angola.

Em São Paulo, a estrutura local da Adega Mayor irá apoiar a
distribuição no retalho (supermercados e hipermercados) e no canal
Horeca (restauração e cafés).

Em Angola, para onde a Adega Mayor já exporta e o grupo Nabeiro está
fisicamente presente há uma década, com uma centena de colaboradores,
a estratégia passa por reforçar a presença no retalho devido ao
"elevado potencial de negócio".

A Adega Mayor alcançou um volume de negócios de 2 milhões de euros em
2011, dos quais 20% oriundos das vendas fora de Portugal, esperando
que este valor aumente para 50% em 2015.

Além do Brasil e de Angola, os Estados Unidos também fazem parte da
estratégia de internacionalização dos diversos vinhos da marca.

"Este ano entrámos no mercado norte-americano, em Nova Iorque.
Trata-se de um mercado de referência onde iremos estar com grande
parte do nosso portefólio", nomeadamente as marcas de entrada de gama
(Caiado) e intermédia (Monte Mayor), esclareceu.

Os Estados Unidos são igualmente "importantes" para a Adega Mayor,
pois atribuem pontuações aos vinhos de todo o mundo e este é "um
factor fundamental" para o reconhecimento das melhores marcas de
vinhos.

A empresa na Europa exporta para a Espanha, França, Luxemburgo,
Bélgica, Alemanha e Suíça, mas está igualmente no mercado asiático.

A Adega Mayor já iniciou as exportações de vinho para Macau e Hong
Kong, pois considera que a China "é muito interessante", apesar de "a
distância e dos custos dificultarem o negócio", realçou a gestora.

Rita Nabeiro disse ainda que a Europa "é um mercado dinâmico, mas
[também] interessantíssimo. Daí que a Grã-Bretanha seja outra das
apostas de referência que está a ser trabalhada", concluiu.


http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/grupo-nabeiro-aposta-no-brasil-e-angola

Dia Europeu do Enoturismo assinalado no Cartaxo

POR: DANIEL
26 OUTUBRO 2012
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TAGS : CARTAXO, DIA EUROPEU DO ENOTURISMO, MUSEU RURAL E DO VINHO DO
CONCELHO DO CARTAXO
CARTAXO – Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo vai ter
entrada gratuita e provas de vinho no dia 11 de Novembro.

O Cartaxo – Capital do Vinho vai celebrar o Dia Europeu do Enoturismo
no dia 11 de novembro, abrindo o Museu Rural e do Vinho do Concelho do
Cartaxo gratuitamente a todos os visitantes e promovendo, neste espaço
museológico, provas de vinho.

O Dia Europeu do Enoturismo celebra-se no segundo domingo de novembro
e tem por objetivo dar a conhecer os pontos enoturísticos nacionais e
europeus – descobrir a cultura, a natureza e a tipicidade, como
símbolos de qualidade de vida e de riqueza de cada território.

http://local.pt/dia-europeu-do-enoturismo-assinalado-no-cartaxo/

Exportações de azeite disparam 40% e já valem mais de 161 milhões de euros

Agricultura

28.10.2012 - 09:23 Por Ana Rute Silva
1 de 5 notícias em Economiaseguinte »

Mais de 62% de toda a produção nacional está no Alentejo
(Foto: Enric Vives-Rubio)
A produção atingiu, no ano passado, o valor mais alto desde 1967. Com
mais de 76 mil toneladas de azeite a abastecer o mercado interno e
externo, o sector vive, actualmente, um período áureo.

A produção nacional de azeite atingiu, na última campanha, o valor
mais alto desde os anos 1967 e 1968: 76.203 toneladas que ajudaram a
estimular o ímpeto exportador do sector. Entre Janeiro e Agosto deste
ano, as vendas internacionais dispararam 40%, em comparação com o
período homólogo de 2011. E já valem mais de 161 milhões de euros.
Este é também o melhor resultado de sempre, 88% superior às vendas
para o estrangeiro conseguidas, por exemplo, em 2006.

"Há cinco anos, ninguém teria imaginado que seria possível este
crescimento. A forma como os indicadores dispararam não era
expectável", admite Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite,
Associação do Azeite de Portugal.

O investimento no olival que tem sido feito nos últimos anos,
sobretudo no Alentejo, está a ter efeitos práticos na balança
comercial, que, pela primeira vez, tem saldo positivo. Mariana Matos
diz que a produção vai aumentar ainda mais quando o novo olival
plantado der frutos. "Em Junho de 2011, havia intenções de plantar
mais 6309 hectares de olival. Ainda há milhares de hectares para
entrar em produção", garante.

Mais de 62% de toda a produção nacional está no Alentejo, que passou
de 14.854 toneladas em 2004 para 47.278 o ano passado. Com mais azeite
no mercado, as vendas para o estrangeiro cresceram entre Janeiro e
Agosto deste ano. E não foi pouco.

"Este aumento acontece em grande parte devido ao Brasil", começa por
explicar Mariana Matos. Dados do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior brasileiro, citados pela Casa do Azeite,
mostram que nos primeiros oito meses de 2012 as compras a Portugal
aumentaram 28,6%, para 27.816 toneladas. Espera-se que, no final do
ano, haja subidas, já que "as grandes exportações são feitas no Natal,
quando acontece o pico máximo".

O Brasil compra 40% do azeite que consome a Portugal. Segue-se Espanha
(o maior produtor europeu), a quem comprou 11.200 toneladas entre
Janeiro e Agosto (7,8% de aumento) e Itália.

De acordo com dados do INE, no bolo total das exportações portuguesas,
o Brasil pesa 57% em valor. Os primeiros oito meses do ano renderam 93
milhões de euros em vendas para este mercado, mais 35% face ao período
homólogo. Os maiores operadores como a Sovena (dona da Oliveira da
Serra) e a Gallo Worldwide há muito encontraram no Brasil um destino
rentável para os seus produtos.

Azeite a granel para Itália

O crescimento das vendas internacionais foi transversal a quase todos
os principais mercados onde o sector nacional opera, com excepção da
Venezuela e dos Estados Unidos. "As exportações não se mantêm
estáveis. Em 2011 atingiu-se um pico", explica Mariana Matos,
referindo-se aos EUA, país que pondera impor restrições às importações
de azeite para estimular a produção local (ver caixa).

Espanha é o segundo destino do azeite português e atingiu em 2011 o
valor mais alto dos últimos cinco anos (40,3 milhões de euros). Até
Agosto de 2012 cresceu 50% em comparação com os primeiros oito meses
do ano passado, para 33,4 milhões. Já as vendas para Itália (terceiro
mercado) dispararam para 8,7 milhões até Agosto, contra os 1,7 milhões
conseguidos em 2011. É também o melhor desempenho desde, pelo menos,
2006.

De acordo com Mariana Matos, este é um fenómeno novo, até porque a
maior parte do azeite vendido a Espanha e Itália é a granel e
não-embalado. "Sai do Alentejo em grande quantidade em direcção a
Espanha e Itália", descreve.

Há empresários espanhóis que vêm a Portugal comprar directamente e
empresários portugueses que apostam neste nicho de mercado e escoam a
produção para os maiores produtores europeus. Além disso, "o mercado
italiano é muito deficitário e o preço do azeite é sistematicamente
mais elevado do que em Espanha e Portugal. Assim, apesar das vendas
serem a granel, é um bom negócio", analisa Mariana Matos.

As marcas italianas, reconhecidas e valorizadas em mercados como os
Estados Unidos, fazem o loteamento (junção de vários lotes de azeite)
com produto de origem italiana e portuguesa. "Na prática, podemos
comprar uma marca italiana com produto português", aponta. Depois das
quedas sucessivas na produção que aconteceram depois da campanha de
1967/1968, o sector vive um momento áureo.

O auto-aprovisionamento chega, agora, aos 93%, contudo, a percentagem
de cobertura das necessidades totais (consumo interno e exportações)
ronda os 50%. Os produtores também se debatem com uma redução dos
preços do azeite nos mercados internacionais e uma subida dos custos
de produção.

O preço baixo, que não agrada aos agricultores, tem tido impacto nas
prateleiras dos supermercados: o volume de vendas aumentou 3,4% entre
2010 e 2011, de acordo com dados da Nielsen apresentados pela Casa do
Azeite. Em Portugal consomem-se 82 mil toneladas de azeite (2011) e a
expectativa é que aumente para as 91 mil até 2020. Os preços também
deverão sofrer subidas: devido às condições climatéricas e à seca,
espera-se uma "grande quebra na produção", nomeadamente em Espanha. Os
preços, diz Mariana Matos, "já estão a reagir a essa expectativa e
sobem nos mercados internacionais".

Quanto ao futuro, as estimativas da Casa do Azeite para os próximos
anos são de contínuo crescimento. No período entre 2016 e 2020 a
previsão média é de um aumento nas exportações de 30% comparando com
os anos 2011-2014. Até 2020, Portugal pode chegar às 98 mil toneladas,
o que "não é de todo exagerado, mas não chega para as exportações".

Limitação às importações

Portugal já está a articular-se com outros países produtores de azeite
da União Europeia para tentar travar uma possível restrição às
importações de azeite que está a ser ponderada nos Estados Unidos. O
mercado dos EUA é um dos mais importantes para Espanha e é o sexto
para Portugal. Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite,
sublinha que esta restrição vai afectar "particularmente as
exportações europeias".

"A defesa dos interesses europeus nesta matéria passa por uma acção
diplomática da UE, concertada com os Estados-membros produtores e com
o Conselho Oleícola Internacional (COI)", sublinha. Os Estados Unidos
são o principal mercado importador do mundo e compram no estrangeiro
perto de 300 mil toneladas de azeite. Ao limitar as importações, o
Governo americano espera impulsionar a produção local de pouco mais de
10 mil toneladas.

"A possível publicação nos Estados Unidos de uma marketing order para
o azeite vai implicar uma série de procedimentos administrativos que
prejudicarão muito as exportações para aquele mercado", defende a
secretária-geral da Casa do Azeite. Esta medida, continua, é uma
"barreira comercial". "São os produtores de azeite da Califórnia que
estão a pressionar as autoridades americanas, embora só representem
cerca de 2% do azeite que se consome nos EUA", acrescenta.

Nos primeiros oito meses do ano em curso, Portugal exportou para este
país 2,9 milhões de euros em azeite, uma queda de 8% em comparação com
o mesmo período de 2011. Desde 2006, e até ao ano passado, as vendas
para os Estados Unidos da América cresceram 8%.

http://economia.publico.pt/Noticia/exportacoes-de-azeite-disparam-40-e-ja-valem-mais-de-161-milhoes-de-euros-1569152

Reino Unido: Interprofissional suína apresenta cenários possíveis para o sector europeu

26-10-2012



A interprofissional suína do Reino Unido considera que a redução da
produção de porcos devido à entrada em vigor da directiva de bem-estar
pode ser ainda maior que a inicialmente prevista.

O motivo indicado pela interprofissional é o impacto do elevado preço
da alimentação, coma informação da BPEX a assinalar que 18 países da
União Europeia (UE) afirmam estar preparados para a nova norma, apesar
de um longo caminho ainda por percorrer.

O documento avança com três cenários possíveis, os quais, a queda da
produção de carne de porco em cinco por cento em relação a 2011, o que
implica um aumento de preços. Contudo, a produção recuperava logo
devido ao melhoramento da produtividade.

Outro cenário assinalado, é uma drástica queda da produção em resposta
aos preços altos da alimentação e à nova legislação, que levaria a
diminuir a produção de carne de porco e a um substancial aumento de
preços ao consumidor, cuja pressão exercida pode chegar a uma
intervenção política.

Por último, o documento fala de um reajustamento das zonas produtivas,
dentro da União Europeia, para que no noroeste da Europa se concentre
a produção de leitões, enquanto seria reduzida para o sul e leste da
Europa.

Segundo os autores da informação, será difícil saber qual o cenário
mais provável, mas alertam para as perdas às quais estão submetidos os
produtores, sendo que muitos vão optar por deixar o sector, a produção
vai diminuir e o consumidor ver os preços a aumentarem, exemplificando
com a hipótese de um pacote de oito salsichas poder chegar aos 74
cêntimos e de bacon aos 89 no Reino Unido.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44921.aspx

Copa-Cogeca: Declaração do Congresso dos agricultores europeus 2012

26-10-2012



O Copa-Cogeca adoptou uma importante declaração durante o seu
Congresso de 2012, pedindo aos dirigentes políticos europeus uma
política agrícola forte, orientada para o mercado e com um bom
orçamento.

A organização concluiu que perante a crescente incerteza e
volatilidade dos mercados mundiais, a Europa, mais do que nunca,
precisa de um sector agrícola forte. Os agricultores da União Europeia
(UE), em conjunto com as suas cooperativas, têm potencial não apenas
para garantir a segurança alimentar e preços estáveis aos 500 milhões
de consumidores, mas também contribuir para o crescimento económico e
emprego, lutar contra as alterações climáticas e continuar a prestar
diversos serviços rurais.

Para isso, os agricultores necessitam de uma situação económica mais
rentável e saudável, maior estabilidade para que possam planificar a
longo prazo e investir. Também devem ter acesso a novas técnicas e
novos mercados de forma a enfrentar melhor as alterações climáticas e
aproveitar ao máximo a capacidade de produção da Europa.

Na declaração, o Copa-Cogeca assinala que a futura política agrícola
comum (PAC) deve ajudar os agricultores a obter a parte equitativa e
legitima da cadeia de valor alimentar que corresponde à mudança de
valor adicional criado na sua exploração agrícola, aumentado a
transparência, proibindo as práticas comerciais desleais e promovendo
as organizações de produtores (OP), em particular as cooperativas.

Limitar as medidas da política "verde" para que estas não tenham um
impacto negativo sobre a capacidade ou os custos de produção, dar
ênfase ao crescimento ecológico nas explorações agrícolas através de
soluções que beneficiem tanto a capacidade de produção, a
produtividade e a eficiência dos agricultores como o meio ambiente e
mudanças climáticas.

Desenvolver a investigação e a inovação e garantir uma aproximação
mais integrada entre os agricultores, os assessores e os
investigadores; desenvolver as novas oportunidades oferecidas pela
bioindústria e abordar as actuais dificuldades na cadeia de
abastecimento; assegurar uma política equilibrada e estável para os
biocombustiveis que tenha em conta não apenas a questão das alterações
climáticas mas também a redução da dependência da UE das importações
de proteaginosas e de energia.

O Copa-Cogeca considera ainda importante oferecer uma melhor gestão de
mercado e dos risco, assim como mais informação sobre os mercados e
uma maior coerência para ajudar os agricultores a fazerem frente à
crescente volatilidade e à crise nos mercados mundiais, promover
iniciativas empresariais nas zonas rurais e garantir que as mulheres
participem mais activamente no desenvolvimento das empresas;
desenvolver iniciativas de empresa cooperativa para melhorar a
recompensa recebida pelos agricultores perante uma concorrência mais
internacional e, por último, proporcionar um quadro político mais
estável para que os actores agrícolas, incluindo os jovens
agricultores, possam fazer planos a longo prazo fazer investimentos
sem mudanças radicais de política.

O Copa-Cogeca solicita ao Conselho, ao Parlamento Europeu e à Comissão
Europeia que agarrem a oportunidade oferecida por esta reforma da PAC
de forma a aplicar estas medidas. Não haverá um sector agrícola na
Europa sem que a profissão de agricultor seja atractiva para as
futuras gerações. No entanto, antes de tudo isso, a UE necessita de
uma agricultura que seja uma oportunidade empresarial rentável com
perspectivas a longo prazo.

Fonte: Copa-Cogeca

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44923.aspx

Alerta para consequências do consumo de cogumelos silvestres

Associação micológica

A associação micológica EcoFungos alertou este domingo para as
consequências do consumo de cogumelos silvestres, que podem provocar a
morte, realçando que só devem ser ingeridos após o seu correto
despiste.
28 Outubro 2012Nº de votos (4) Comentários (1)



"A EcoFungos alerta que o consumo de cogumelos silvestres pode
provocar a morte, ou consequências futuras de insuficiência renal ou
hepática. Pode provocar gastroenterites graves e desidratações
igualmente graves. Não arrisque", refere a associação num
esclarecimento sobre a ingestão de cogumelos silvestres tóxicos.
O esclarecimento surge após a morte, no sábado, de um casal de Vila
Real por ingestão de cogumelos alegadamente venenosos.
Nesse sentido, a EcoFungos sublinha que o consumo de cogumelos
silvestres deve sempre ser efetuado após o correto despiste das
espécies que são colhidas, designadamente no momento da colheita na
floresta ou em casa, antes de iniciar a preparação e antes de os
colocar na panela.
A associação destaca que "só devem ser consumidos cogumelos silvestres
que não criem a mínima dúvida sobre a sua comestibilidade".
A EcoFungos recomenda que devem ser observadas todas as
características da espécie recolhida, como o chapéu, a parte inferior,
o pé, além de ser necessário particular cuidado no momento da apanha
para não danificar algumas características importantes na fase de
despiste.
"Os cogumelos silvestres são excelentes produtos gastronómicos, quando
consumidos com toda a segurança, por isso recorra sempre a um
especialista se não tiver 100 por cento de certeza na identificação da
espécie que pretende consumir", sustenta a associação micológica.
A EcoFungos diz ainda que, em caso de intoxicação ou de sintomas
relacionados com o consumo de cogumelos silvestres, como vómitos,
náuseas, diarreia ou mau estar corporal, deve-se contactar de imediato
o Centro de Informação Anti-Venenos.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/alerta-para-consequencias-do-consumo-de-cogumelos-silvestres

Em 2012/2013 baixa consumo de cereais pela primeira vez nos últimos 14 anos

26-10-20




O Conselho Internacional de Cereais reduziu novamente a previsão de
colheita de cereais para a campanha 2013/2013.

Esta diminuição foi de seis milhões de toneladas frente à estimativa
avançada no mês anterior, chegando a 1.761 milhões de toneladas, o que
supõe uma baixa de cinco por cento em relação ao ano anterior.

O Conselho também reduziu as suas previsões de existências do final da
campanha cerca de quatro milhões de toneladas até um total de 328
milhões, um valor que é 44 milhões de toneladas superiores ao período
precedente e o mais reduzido desde 2007/2008. No entanto, as
existências dos principais exportadores são menores e situam-se no
nível mais baixo dos últimos 17 anos.

As perspectivas para a colza pioraram devido à quebra prevista na
colheita do Canadá, estimando-se que as existências finais voltem a
baixar. Para a soja, tudo indica que a situação seja mais favorável,
apesar de estar condicionada pelos efeitos meteorológicos nas
colheitas da América do Sul.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia44920.aspx

domingo, 28 de outubro de 2012

Álvaro Santos Pereira considera situação dos portos "insustentável"

Ministro aponta consequências das greves para empresas exportadoras


24.10.2012 - 16:49 Por Lusa

<p>Ministro da Economia alertou para as consequências da paralização
dos portos para as empresas exportadoras</p>

Ministro da Economia alertou para as consequências da paralização dos
portos para as empresas exportadoras
(Foto: Enric Vives-Rubio / PÚBLICO)

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, disse hoje que a
greve dos trabalhadores portuários tem um impacto "muito
significativo" para as empresas exportadoras e salientou que a actual
situação é "insustentável".


"Estas greves têm um impacto significativo para muitas das nossas
empresas exportadoras, numa altura em que o país tem como desígnio
nacional exportar mais. Temos que fazer tudo o que está ao nosso
alcance para diminuir os nossos custos de contexto e, num espírito de
diálogo social, conseguir desbloquear esta situação" que, sublinhou,
"é insustentável".

Sobre a prestação de serviços mínimos, que deveria ser hoje fixada
numa reunião entre os representantes das empresas e os estivadores, o
ministro não se quis pronunciar na altura em que foi questionado, por
estar ainda a decorrer.

Os serviços mínimos estavam até agora fixados por um acordo de 2004
contra o qual se manifestaram os operadores, alegando que a
importância da utilização dos portos - sobretudo para o sector
exportador - alterou-se desde essa altura. Os estivadores discordam
desta posição e acusam os operadores de quererem cortar o direito à
greve, por quererem incluir "tudo" nos serviços mínimos.

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz vão
estar em greve parcial até 7 de Novembro, o que significa que
trabalham um turno diário das 17h às 24h.

Álvaro Santos Pereira, que falava numa sessão de apresentação dos
novos concursos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional),
salientou que as exportações nacionais estão a crescer mais de 30% ao
ano para fora da zona euro e que com este crescimento "é vital reatar
o investimento".

O governante mostrou-se convicto de que os concursos hoje anunciados,
a par das linhas de crédito e de recapitulação das empresas, "são
fundamentais para dar força às empresas e ajudar a alavancar o
investimento", acrescentando que o Orçamento do Estado para 2013
contempla "uma série de incentivos para estimular o crescimento e
combater o desemprego".

Escusou-se, no entanto, a comentar a possível descida do limite mínimo
do subsídio de desemprego, dizendo apenas que o Governo está a
trabalhar para resolver questões "de emergência nacional" a nível do
desemprego e do financiamento das empresas.

"Durante demasiado tempo abandonámos o nosso sector produtivo, a nossa
indústria, as nossas pescas, a nossa agricultura e chegámos à situação
actual. Endividámo-nos de forma insustentável - empresas, famílias e
Estado. A única forma de dar a volta a isto é voltar a crescer".

http://economia.publico.pt/Noticia/alvaro-santos-pereira-considera-situacao-dos-portos-insustentavel-1568629

Estados Unidos abrem guerra ao azeite da Europa, Portugal incluído

Produtores europeus preocupados com o aumento nos custos de
exportação se o produto passar a ter de ser testado à entrada no país

Azeite
Azeite europeu sob ataque dos EUA
D.R.
25/10/2012 | 10:27 | Dinheiro Vivo

Os norte-americanos não sabem distinguir o bom azeite extra virgem do
azeite rançoso, por isso, o lobby dos produtores de azeite da
Califórnia chamou a si a responsabilidade de educar os consumidores
compatriotas e quer dificultar a entrada do produto importado,
nomeadamente o português.

Os produtores históricos e maiores exportadores europeus de azeite -
Itália, Espanha, Grécia e Portugal - serão afetados se a «marketing
order» federal entrar em vigor a nível nacional, mas, por agora, nada
mais podem fazer se não apoiar a North American Olive Oil Association,
que inclui como membros os maiores importadores e distribuidores de
azeite, e o Conselho Internacional do Azeite, entre quais se inclui a
portuguesa Casa do Azeite.

Se o azeite for incluido na "lista 8e" de produtos importados nos EUA,
terá de ser submetido a "uma série de análises e procedimentos
complexos, dispendiosos e burocráticos que visam, acima de tudo,
dificultar a entrada no produto nos EUA", explica Mariana Matos,
secretária geral da Casa do Azeite.

A marketing order já foi aprovada em algumas das muitas instâncias
que, nos EUA, terá de percorrer até ser aceite plenamente em vigor,
devendo ser apreciada pelo Congresso ainda este ano. Os europeus terão
"maiores custos para colocar o azeite no mercado norte-americano" se a
proposta passar, o que está a causar preocupação na Europa.

Sabendo-se que só 2% do azeite consumido nos EUA é produzido no país,
e sendo este o maior importador mundial de azeite, os produtores
californianos não tiveram problemas em associar a má qualidade ao
azeite dos produtores europeus.

Mas esta não é uma guerra sobre padrões de qualidade, assegura Mariana
Matos. "É uma guerra comercial pura", refere, duvidando também que "os
produtores emergentes na Califórnia consigam, de um dia para o outro,
abastecer mais do que os atuais 2% do mercado".

A Itália tem vindo a aumentar as exportações de azeite para os EUA,
nos últimos cinco anos, em médias anuais acima de 50%, sendo
responsável por 149,44 toneladas das 292,049 toneladas que a UE, no
seu conjunto, coloca nos EUA.

Portugal surge em quarta posição entre os europeus, com apenas 1,890
toneladas exportadas e tímidos incrementos anuais que não chegam a 1%,
entre 2006 e 2011. A Austrália, por exemplo, país onde a olivicultura
é ainda um negócio emergente, conseguiu, em 2011, exportar 1,904
toneladas de azeite para os EUA.

Na evolução das importações de azeite pelos EUA, segundo os dados
divulgados em julho passado, pelo Conselho Oleícola Internacional, a
União Europeia tem vindo a perder quota, progressivamente, para os
novos produtores do norte de África, como Marrocos, ou os
australianos. De 80% do negócio a pertencer à UE, entre 2006 e 2010,
no ano passado cifrou-se em apenas 76,1%.

Os maiores compradores do azeite virgem português, em quantidade, e em
2011, foram o Brasil (53,2%), a Espanha (29,7%) e a Itália (7,4%),
representando as exportações para os EUA apenas 2%. Mas no caso do
azeite a granel e embalado, as exportações para os EUA foram um pouco
mais expressivas, com 5,3%, sendo o quinto maior comprador do azeite
lusitano. No total, em valor, não atingiram os cinco milhões de euros.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO066656.html?page=0

Mark Knofler faz alusão ao Vinho Madeira no seu último álbum

Artigo | Qua, 24/10/2012 - 09:49


Lançado no passado mês de Setembro, o álbum de Mark Knopfler, antigo
vocalista dos Dire Straits, faz alusão na faixa que dá título ao álbum
Privateering, ao Vinho Madeira. Por esta razão, o IVBAM - Instituto do
Vinho do Bordado e do Artesanato da Madeira, enviará esforços no
sentido de solicitar direitos de utilização da música para uso em
material promocional como spot publicitário».
De acordo com o IVBAM, a referência repete-se várias vezes ao longo da
música, cuja letra refere a vida aventureira dos corsários ao serviço
da coroa britânica.
Aliás, acrescenta o Instituto, «esta não terá sido a única vez que o
Vinho Madeira inspirou letras de músicas que se tornaram célebres um
pouco por todo o mundo. Nos anos sessenta o musical do famoso duo
inglês Flanders and Swann, "At the top of a hat" celebrizou a música
"Have a Madeira My Dear". A peça estreou-se em 1960 no West End, em
Londres e foi um sucesso que percorreu vários continentes até à
Austrália e América. Nos Estados Unidos foi um sucesso estrondoso da
Brodway. O refrão Madeira My Dear "ficou no ouvido" um pouco por todo
o mundo, particularmente de muitos ingleses e americanos, até aos
nossos dias».
Deste modo, o lançamento desta faixa de Mark Knopfler, o IVBAM
«envidará esforços no sentido de solicitar direitos de utilização da
música para uso em material promocional como spot publicitário».

http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/mark-knofler-faz-alus%C3%A3o-ao-vinho-madeira-no-seu-%C3%BAltimo-%C3%A1lbum

Economias lusófonas nos lugares mais baixos do índice de ambiente de negócios do Banco Mundial

18:38 Terça feira, 23 de outubro de 2012


Lisboa, 23 out (Lusa) -- Portugal é o único país de língua portuguesa
que o Banco Mundial (BM) colocou entre os 100 Estados onde é mais
fácil fazer negócios, sendo Cabo Verde a segunda economia lusófona
melhor colocada, e a Guiné-Bissau a pior.

O BM avaliou 185 países e territórios para compilar o Índice de
Facilidade de Negócios 2013, que a instituição hoje divulgou, tendo
grandes economias lusófonas como o Brasil e Angola ficado,
respetivamente, nos lugares 130 e 172.

A posição de Portugal, no "topo" da tabela lusófona mantém-se
inalterada desde o ano passado, sendo que a posição relativa entre os
países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
também se mantém inalterada.

http://expresso.sapo.pt/economias-lusofonas-nos-lugares-mais-baixos-do-indice-de-ambiente-de-negocios-do-banco-mundial=f761747

Leite: APROLEP saúda reforço da ajuda e pede mais valorização

segunda-feira, 22 de Outubro de 2012 | 19:39
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O presidente da Associação dos Produtores de Leite de Portugal
(APROLEP) afirmou hoje que o reforço da ajuda ao setor é positivo, mas
não aborda o «cerne da questão» que é o baixo preço.

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, anunciou hoje que
Portugal recebeu 'luz verde' da Comissão Europeia para um reforço da
ajuda específica aos produtores leiteiros, que representará cerca de
mais seis milhões de euros até final de 2013.

«Se tivermos em conta que em Portugal baixou o preço ao produtor três
cêntimos e meio, que a ração subiu entre 10 a 15 cêntimos por quilo,
obviamente que é uma pequena migalha que não resolve os problemas, não
vai ao cerne da questão», disse o presidente da APROLEP, Carlos Neves,
que ressalvou não conhecer os detalhes do anúncio feito por Assunção
Cristas.

Diário Digital / Lusa

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=188994

"Os Verdes" propõem suspensão de milho transgénico na Europa

23.10.2012
Ricardo Garcia

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) quer que seja suspensa a
comercialização, na Europa, de um milho transgénico que um estudo
polémico diz causar cancros e outros problemas graves de saúde.

O milho em causa – o NK603, da multinacional Monsanto – foi
geneticamente modificado para resistir ao insecticida Roundup,
fabricado pela mesma empresa.

Há cerca de um mês, um estudo publicado na revista Food and Chemical
Toxicology constatou uma maior frequência de tumores mamários e
doenças graves no fígado e nos rins entre ratos de laboratório
alimentados com aquela variedade de milho. O estudo era acompanhado de
fotos dos animais, com tumores, do tamanho de bolas de ténis de mesa
visíveis sob a pele.

Numa proposta de resolução entregue na Assembleia da República, o PEV
considera "absolutamente assustadoras" as conclusões do estudo. "Tendo
em conta a gravidade das conclusões do estudo que foi tornado público,
não é possível que fiquemos indiferentes e inactivos perante o risco
que se pode estar a correr", diz o texto da resolução, que será
discutido na próxima quinta-feira no Parlamento.

O milho NK603 não é cultivado na Europa, mas é importado e utilizado
na alimentação animal e humana. O PEV quer que o Governo tome medidas
para que "se suspenda a autorização de comercialização" daquele milho.
O partido sugere também uma moratória a novas autorizações de
transgénicos, enquanto não houver estudos de longo prazo conclusivos
sobre a sua segurança.

O estudo citado pelo PEV é tudo menos consensual. Liderado pelo
investigador francês Eric Séralini, da Universidade de Caen, o
trabalho tem sido fortemente criticado pela comunidade científica.

Na última sexta-feira, dia 19, seis academias científicas francesas –
de Agricultura, Medicina, Farmácia, Ciências, Tecnologia e Veterinária
– divulgaram uma posição comum dizendo que o trabalho de Séralini "não
permite nenhuma conclusão fiável". O estudo, dizem as academias
francesas, foi mal concebido, usou métodos estatísticos errados,
utilizou animais naturalmente susceptíveis a tumores a longo prazo e
não traz dados essenciais para justificar a interpretação dos seus
resultados.

A Agência Europeia para a Segurança Alimentar, que está a avaliar o
estudo de Séralini, já tentou por duas vezes, mas sem sucesso, obter
junto do investigador os dados completos do seu trabalho. Cerca de 700
cientistas, de 40 países, assinaram uma petição pedindo o mesmo a
Séralini.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1568448

Fim do programa de ajuda alimentar pode ter «consequências devastadoras»

Publicado a 23 OUT 12 às 13:09
A presidente da Federação Europeia de Bancos Alimentares lamenta que a
União Europeia não seja capaz de manter a unidade no combate à fome.

«Poderá haver consequências devastadoras a nível da União Europeia
porque este é um programa importante exatamente porque é um programa
que passa por distribuir alimentos para pessoas que, neste momento,
muitas vezes não têm garantia da sua alimentação diária», alerta a
presidente da Federação Europeia de Bancos Alimentares.

A Alemanha, Suécia, Holanda, Dinamarca e Reino Unido recusam-se a
continuar a financiar o Programa Europeu de Ajuda Alimentar que, desde
1987, tem garantido ajuda alimentar aos mais pobres mas também o
escoamento dos excedentes agrícolas.

A Comissão Europeia tenta, nesta altura, pressionar estes países para
que aceitem uma alternativa e vai propôr um fundo que possa assegurar
a juda a pelo menos 20 milhões de europeus.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2841865

FAO assina acordo com Fundação Eduardo dos Santos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)
assinou um acordo de cooperação com a Fundação Eduardo dos Santos
(FESA) para o desenvolvimento de projetos destinados ao apoio às
comunidades rurais em Angola.

Segundo o representante regional para a África da FAO, o acordo
vigorará por tempo indeterminado e poderá ser renovado e ajustado
pelas partes.

Em causa, adianta Maria Helena Semedo, estão ações nas áreas da
agricultura, segurança alimentar, formação de quadros, no
desenvolvimento rural e na assistência técnica.
16:49 - 22-10-2012

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=359392

Escassez de castanha provoca alta do preço

Publicado ontem
GLÓRIA LOPES



O preço da castanha está elevado, entre os 2,5 e os 3 euros, mas em
Trás-os-Montes há mais procura do que nunca, estando a acontecer "um
verdadeiro milagre", afirmou o autarca de Vinhais, Américo Pereira.
Preços mais altos ficam a dever-se ao atraso na queda de castanhas

Os preços mais altos do que em anos anteriores, entre 1,5 e 3 euros
por quilo pago ao produtor, ficam a dever-se ao atraso na queda de
castanhas, cerca de 15 dias, nos três concelhos da Terra Fria onde é
colhida 80% da produção nacional e onde 80% da população tem soutos,
produzindo cerca de 15 mil toneladas. Este contratempo da natureza
pode fazer disparar os preços na altura do Dia de Todos os Santos, ou
mesmo no Dia de S. Martinho, época de grande consumo deste fruto.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2850933