22.02.2013 06:58
PAÍS
A DECO desaconselhou hoje o consumo de carne picada vendida a granel por considerar que esta pode causar problemas de saúde pública e reivindicou maior fiscalização por parte da ASAE e nova legislação para os talhos.
A associação de defesa do consumidor fez um estudo com base em amostras de carne picada vendida a granel em 34 talhos das zonas da Grande Lisboa e do Grande Porto e referiu "resultados alarmantes" na área da saúde pública e da higiene e conservação.
"Um dos maiores problemas que encontrámos foi a existência de sulfitos em cerca de 60% da carne. Este conservante, que não é permitido na carne, pode causar dores de cabeça, náuseas e crises de asma em pessoas sensíveis", disse à agência Lusa Nuno Lima Dias, responsável pelo estudo.
Nuno Dias referiu que nalguns casos foram encontrados "concentrações de sulfitos muito elevadas, próprias de quem não sabe muito bem o que está a fazer".
"Trata-se de um problema de saúde pública e o consumidor também pode ser enganado", disse, explicando que o conservante em causa é usado como inibidor de microorganismos e dá à carne uma cor de carne fresca, mesmo que esta não o esteja.
Na carne picada vendida a granel nos talhos dos super e hipermercados não foram detetados sulfitos.
Outros dos problemas detetados tem a ver com a higiene e conservação do produto estudado.
Segundo o responsável do estudo, alguns dos produtos analisados estavam "muito contaminados" com microrganismos patogénicos, nomeadamente 35% das amostras tinham vestígios de listéria e 25% de salmonelas.
"A temperatura de venda também é muito importante para a conservação do produto. Encontrámos, em média, carne picada a 5 e 6 graus centígrados, e alguma até a 10 graus, quando a legislação não permite temperaturas de conservação acima dos 2 graus porque é um produto muito perecível", afirmou.
De acordo com o estudo, só oito talhos respeitavam a lei, mantendo a carne picada a uma temperatura de 2 graus.
Tendo em conta os "resultados catastróficos deste estudo", a DECO entregou a análise que fez à ASAE "para que faça o seu trabalho e fiscalize todos estes problemas que foram detetados".
Entregou também os resultados do estudo à secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar e aos grupos parlamentares para que seja produzida legislação no sentido de proibir a venda a granel de carne previamente picada.
A DECO defende que seja retomada a prática da década de 90 em que a carne só podia ser picada à vista e a pedido do consumidor.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/02/22/deco-desaconselha-consumo-de-carne-picada-vendida-a-granel-por-questao-de-saude
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Sucessor do Proder "está a ser preparado com muita antecedência"
Lusa
22 Fev, 2013, 11:45
O sistema de financiamento que vai suceder ao Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) "está a ser preparado com muita antecedência", disse hoje o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva.
O governante falava na sessão de abertura do 2.º Seminário Ibérico "Intervenções Raianas no Combate à Desertificação", que hoje decorre no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), para preparar o próximo quadro comunitário de apoio, de 2014 a 2020.
Segundo referiu, o sucessor do Proder "está a ser preparado com muita antecedência", num trabalho setorial "com todos os níveis do Ministério [da Agricultura]", como é o caso de todos os envolvidos na temática da desertificação.
"Está a ser dada uma ênfase muito grande às questões do desenvolvimento rural, propriamente dito, para além do investimento puro e duro mais ligado às atividades tradicionais da agricultura e floresta", descreveu o governante.
Francisco Gomes da Silva espera que este "trabalho de antecipação" de Portugal permita avançar rapidamente para a aplicação do novo programa, "quando da parte da Comissão tudo estiver aprovado", evitando "hiatos que normalmente ocorrem entre períodos de programação" financeira.
Por outro lado, os regulamentos estão a ser preparados "em cada Estado membro" com uma lógica "multifundos", para articular os diferentes financiamentos estruturais com o Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).
O objetivo é "conseguir levar para o terreno ações que têm dimensões ligadas ao mundo rural mais estrito, mas que também devem beneficiar de apoios que estão normalmente dentro de outros fundos".
Na presença de técnicos espanhóis, o governante sublinhou o compromisso de cooperação entre Portugal e Espanha no combate à desertificação, sobretudo nas zonas raianas.
O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural respondia assim aos receios demonstrados pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão.
"Se não reorientarmos a política dos quadros comunitários de apoio, os nossos netos só terão aqui uma zona desertificada", alertou, referindo que, sem o apoio do poder central, os autarcas não têm condições "para dar solução a este problema".
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=630131&tm=6&layout=121&visual=49
Estudo Deco sobre carne picada é baseado em casos pontuais, dizem industriais
Por Agência Lusa, publicado em 22 Fev 2013 - 13:44 | Actualizado há 2
horas 26 minutos
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A Associação dos Industriais de Carnes considerou hoje que o estudo da
Deco que desaconselha consumo de carne picada vendida a granel assenta
numa pequena amostragem de talhos que não representam a realidade do
país e prejudicam o consumidor.
Em declarações à agência Lusa, a diretora executiva da Associação
Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), Laurentina Pedroso, disse
que os consumidores têm de ser esclarecidos, porque "está instalada na
sociedade uma grande confusão" sobre a carne picada vendida nos talhos
e sobre a carne picada ou preparados de carne em pré-embalados
enviados para o mercado por entidades sujeitas a fiscalização
rigorosa.
"Estas notícias bombásticas são prejudiciais para o país e
principalmente para o consumidor. A Deco baseia o seu estudo numa
amostragem mínima de talhos na grande Lisboa e Porto, que não refletem
a realidade do país", disse.
De acordo com Laurentina Pedroso, que também é Bastonária da Ordem dos
Médicos Veterinários, o estudo da Deco também cria confusão no
consumidor acerca do que pode ou não existir numa carne.
"Há que esclarecer o consumidor de que há legislação apropriada que
permite a introdução de determinados aditivos e tudo é fiscalizado,
produzido com muito rigor, sujeito a normas europeias", explicou.
Laurentina Pedroso não desvalorizou os dados da Deco que apontam para
a deteção de microrganismos na carne e aconselhou a uma maior
fiscalização nos talhos pela Autoridade da Segurança Alimentar e
Económica (ASAE) e pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
"A situação dos talhos é pontual. É uma situação que não deve ser
extrapolada para um nível nacional e para o que é o trabalho da
indústria que produz a maioria dos produtos de carne e preparados de
carne", salientou.
Na opinião da diretora executiva da APIC, a informação está a ser
passada de uma forma "grave e comunicada ao consumidor de forma
alargada, prejudicando quem trabalha bem".
Além de defender uma maior fiscalização nos talhos por parte das
entidades responsáveis, Laurentina Pedroso considerou que o consumidor
deve defender-se e, por isso, aconselhou boas práticas na confeção.
"O consumidor deve cozinhar muito bem a carne (sem vestígios de
sangue). Se a carne for confecionada em temperaturas iguais ou
superiores a 70 graus, terá sempre uma garantia de que o produto com
microrganismos não vai ser um problema para a saúde do consumidor",
explicou.
A Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários aconselha aos
consumidores que tenham dúvidas quanto aos talhos a pedir que a carne
seja picada à vista, pelo menos até que toda a situação esteja
avaliada, explicada e resolvida.
A Deco desaconselhou hoje o consumo de carne picada vendida a granel
por considerar que esta pode causar problemas de saúde pública e
reivindicou maior fiscalização por parte da ASAE e nova legislação
para os talhos.
A associação de defesa do consumidor fez um estudo com base em
amostras de carne picada vendida a granel em 34 talhos das zonas da
Grande Lisboa e do Grande Porto e referiu "resultados alarmantes" na
área da saúde pública e da higiene e conservação.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado
pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/portugal/estudo-deco-sobre-carne-picada-baseado-casos-pontuais-dizem-industriais
horas 26 minutos
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A Associação dos Industriais de Carnes considerou hoje que o estudo da
Deco que desaconselha consumo de carne picada vendida a granel assenta
numa pequena amostragem de talhos que não representam a realidade do
país e prejudicam o consumidor.
Em declarações à agência Lusa, a diretora executiva da Associação
Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), Laurentina Pedroso, disse
que os consumidores têm de ser esclarecidos, porque "está instalada na
sociedade uma grande confusão" sobre a carne picada vendida nos talhos
e sobre a carne picada ou preparados de carne em pré-embalados
enviados para o mercado por entidades sujeitas a fiscalização
rigorosa.
"Estas notícias bombásticas são prejudiciais para o país e
principalmente para o consumidor. A Deco baseia o seu estudo numa
amostragem mínima de talhos na grande Lisboa e Porto, que não refletem
a realidade do país", disse.
De acordo com Laurentina Pedroso, que também é Bastonária da Ordem dos
Médicos Veterinários, o estudo da Deco também cria confusão no
consumidor acerca do que pode ou não existir numa carne.
"Há que esclarecer o consumidor de que há legislação apropriada que
permite a introdução de determinados aditivos e tudo é fiscalizado,
produzido com muito rigor, sujeito a normas europeias", explicou.
Laurentina Pedroso não desvalorizou os dados da Deco que apontam para
a deteção de microrganismos na carne e aconselhou a uma maior
fiscalização nos talhos pela Autoridade da Segurança Alimentar e
Económica (ASAE) e pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
"A situação dos talhos é pontual. É uma situação que não deve ser
extrapolada para um nível nacional e para o que é o trabalho da
indústria que produz a maioria dos produtos de carne e preparados de
carne", salientou.
Na opinião da diretora executiva da APIC, a informação está a ser
passada de uma forma "grave e comunicada ao consumidor de forma
alargada, prejudicando quem trabalha bem".
Além de defender uma maior fiscalização nos talhos por parte das
entidades responsáveis, Laurentina Pedroso considerou que o consumidor
deve defender-se e, por isso, aconselhou boas práticas na confeção.
"O consumidor deve cozinhar muito bem a carne (sem vestígios de
sangue). Se a carne for confecionada em temperaturas iguais ou
superiores a 70 graus, terá sempre uma garantia de que o produto com
microrganismos não vai ser um problema para a saúde do consumidor",
explicou.
A Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários aconselha aos
consumidores que tenham dúvidas quanto aos talhos a pedir que a carne
seja picada à vista, pelo menos até que toda a situação esteja
avaliada, explicada e resolvida.
A Deco desaconselhou hoje o consumo de carne picada vendida a granel
por considerar que esta pode causar problemas de saúde pública e
reivindicou maior fiscalização por parte da ASAE e nova legislação
para os talhos.
A associação de defesa do consumidor fez um estudo com base em
amostras de carne picada vendida a granel em 34 talhos das zonas da
Grande Lisboa e do Grande Porto e referiu "resultados alarmantes" na
área da saúde pública e da higiene e conservação.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado
pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/portugal/estudo-deco-sobre-carne-picada-baseado-casos-pontuais-dizem-industriais
ASAE apreendeu mais 45 mil quilos de produto suspeito
22 de Fevereiro, 2013
A Autoridade de Segurança Alimentar (ASAE) apreendeu mais 45 mil
quilos de carne suspeita de conter vestígios de ADN de cavalo, revelou
hoje à agência Lusa o inspector-geral daquele organismo.
"Apreendemos mais 45 mil quilos de carne, em que suspeitamos que
também possa haver presença de carne de cavalo. Depois houve também
mais 6.600 embalagens que podem eventualmente vir a revelar carne de
cavalo", disse hoje António Nunes, em declarações à agência Lusa.
Na quinta-feira, a ASAE anunciou ter identificado e apreendido 12.410
embalagens de "lasanha de bovino contendo carne de cavalo", rotulado
com a marca "EUROSHOPPER", numa cadeia de distribuição de retalho.
No mesmo comunicado, o organismo dava conta de ter apreendido 40.691
quilogramas de preparados de carne e produtos à base de carne, numa
indústria de transformação, assim como mais 5.666 embalagens de
preparados de carne e produtos à base de carne, em estabelecimento de
retalho.
António Nunes sublinhou hoje à Lusa que estas apreensões não estão "no
domínio da Saúde Pública, porque a carne de cavalo não é imprópria
para consumo humano".
O inspector-geral da ASAE lembrou que se trata apenas "de uma fraude
sobre mercadorias, de vender um produto por outro, infringindo normas
de rotulagem".
"Nós estamos atentos e os operadores económicos têm feito um esforço,
que é de realçar, no sentido de instaurar a confiança dos
consumidores. Eles próprios, voluntariamente, estão a fazer análises e
a retirar produtos duvidosos", referiu.
António Nunes considera que "hoje o consumo de carne está mais seguro
do que há 15 dias".
"Quando há um momento de crise, aumenta o nível de controle, quer por
parte das entidades oficiais, quer por parte dos operadores
económicos, que querem defender as suas marcas, os seus produtos, e
não querem correr riscos", afirmou.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68708
A Autoridade de Segurança Alimentar (ASAE) apreendeu mais 45 mil
quilos de carne suspeita de conter vestígios de ADN de cavalo, revelou
hoje à agência Lusa o inspector-geral daquele organismo.
"Apreendemos mais 45 mil quilos de carne, em que suspeitamos que
também possa haver presença de carne de cavalo. Depois houve também
mais 6.600 embalagens que podem eventualmente vir a revelar carne de
cavalo", disse hoje António Nunes, em declarações à agência Lusa.
Na quinta-feira, a ASAE anunciou ter identificado e apreendido 12.410
embalagens de "lasanha de bovino contendo carne de cavalo", rotulado
com a marca "EUROSHOPPER", numa cadeia de distribuição de retalho.
No mesmo comunicado, o organismo dava conta de ter apreendido 40.691
quilogramas de preparados de carne e produtos à base de carne, numa
indústria de transformação, assim como mais 5.666 embalagens de
preparados de carne e produtos à base de carne, em estabelecimento de
retalho.
António Nunes sublinhou hoje à Lusa que estas apreensões não estão "no
domínio da Saúde Pública, porque a carne de cavalo não é imprópria
para consumo humano".
O inspector-geral da ASAE lembrou que se trata apenas "de uma fraude
sobre mercadorias, de vender um produto por outro, infringindo normas
de rotulagem".
"Nós estamos atentos e os operadores económicos têm feito um esforço,
que é de realçar, no sentido de instaurar a confiança dos
consumidores. Eles próprios, voluntariamente, estão a fazer análises e
a retirar produtos duvidosos", referiu.
António Nunes considera que "hoje o consumo de carne está mais seguro
do que há 15 dias".
"Quando há um momento de crise, aumenta o nível de controle, quer por
parte das entidades oficiais, quer por parte dos operadores
económicos, que querem defender as suas marcas, os seus produtos, e
não querem correr riscos", afirmou.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68708
Afinal qual é a situação da agricultura e da alimentação em Portugal?
Por entre a realidade e a propaganda…
João Dinis
A propaganda oficial e oficiosa repete que a Agricultura Portuguesa
vai de vento em popa; que está "competitiva" e na moda; que Portugal
está à beirinha de ser "auto-suficiente" em produções
agro-alimentares; que os Jovens Agricultores se instalam em barda; que
a Ministra da Agricultura e o Governo estão a fazer "coisas boas" como
antes nunca se viu; etc; etc. Sim, estas são as tónicas da "cassete"
propagandística do momento.
Bem, e se assim fosse, de facto, isso até seria muito bom. Mas não é,
não é…desde logo porque estamos debaixo da violência deste autêntico
programa de desastre nacional do Governo e das Tróikas que nos corta
em tudo aquilo de que mais precisamos para trabalhar e viver e nos
impõe aumentos brutais de impostos.
Mas, para começar, reconheça-se que, com o actual Governo, entrou em
melhor ritmo uma grande parte dos pagamentos das várias Ajudas
Públicas ao sector, matéria que, com o anterior Governo, estava pelas
horas da morte. Porém, por exemplo, este Governo ainda não pagou as
dívidas que tem para com os Produtores Pecuários - cerca de 10 milhões
de Euros referentes a 2012 - pelos serviços prestados pelas OPP,
Organizações de Produtores Pecuários, no âmbito da Sanidade Animal e
não dá garantias de pagamento dos encargos relativos a 2013. Ora, esta
situação ameaça gravemente a Produção e o Comércio Agro-Pecuários e a
própria Saúde Pública.
A verdade é que não pára a especulação com os preços dos principais
Factores de Produção (combustíveis; energia; rações; adubos; sementes;
crédito bancário; sanidade animal; etc). Especulação reinante que é um
dos grandes problemas sem combate a nível das políticas oficiais.
Por outro lado, podem atingir cerca de 150 milhões de Euros, em 2012 e
2013, os cortes nos Orçamentos de Estado destinados ao PRODER...que
está fechado à maior parte de novas candidaturas por faltar verba…
É verdade que as exportações de Hortícolas atingiram mais de mil
milhões de Euros em 2012, valor impensável há dez anos atrás. Mas
"quem paga a factura" a trabalhar nas grandes empresas de
produção/exportação? Muitas vezes, é mão-de-obra "importada" e
sobre-explorada… E qual é o modo produção - nessas e em outras
explorações/produções - que potencia esses valores em "negócios" ? É o
modo de produção (super)intensivo que acaba por delapidar o ambiente,
os solos e águas, os ecossistemas, e não assegura a qualidade
alimentar dos Produtos…
Propagandeia-se a iminente "auto-suficiência" no Olival/Azeite (por
exemplo) mas omite-se que as explorações super-intensivas estão a
arruinar a Produção Nacional familiar e mais tradicional em
Olival/Azeite nas regiões sem alternativa a estas culturas.
E que interessante (…) seria saber-se que empresas do "import" e do
"export" - as empresas do "agro-business" - pagam impostos em Portugal
e quanto pagam elas… Mas podemos prever que a maior partes dessas
grandes empresas anda a "exportar" esses impostos para paraísos
fiscais e a "exportar", também, as mais-valias obtidas dentro do nosso
País tantas vezes, repete-se, à custa da sobre-exploração da
mão-de-obra e dos nossos recursos naturais !
Entretanto, este Governo, com esta Ministra proveniente de um partido
político cujo "líder", Paulo Portas, "viveu" da propaganda de ser o
"amigo" dos Agricultores ( e dos Feirantes), anda a engendrar - a
partir do Orçamento de Estado, 2013 - um sistema de agravamento fiscal
precisamente para penalizar/eliminar os pequenos Agricultores ( e os
Feirantes também).
Aliás, este Governo - com esta Ministra - não tomou uma única medida
governamental, específica, de apoio às Pequenas e Médias Explorações
Agrícolas e antes pelo contrário.
Pois, no contexto, a CNA acaba de propor ao MAMOT que reabram, já, as
candidaturas PRODER pelo menos - pelo menos - à medida dos pequenos
investimentos ( até 25 mil euros). Vamos a ver o que acontece…
Quanto à instalação de Jovens Agricultores, é verdade que se têm
instalado bastantes, o que é positivo, à partida. Entretanto,
necessário é fazer-se uma boa "radiografia" à respectiva situação para
sabermos melhor quem são esses Jovens Agricultores, quem são os seus
pais e que fazem estes, que vão produzir e em que tipo de Explorações,
quais são, de facto, as suas expectativas reais perante a profissão -
Agricultor - que abraçam (se é que a abraçam…).
Noutro plano, fala-se nas Frutas…na Floresta…mas omite-se que pragas e
doenças estão a dizimar os Pomares, assim como dizimam a Floresta e a
Vinha, com este Governo a "assobiar para o lado" enquanto trabalha
para facilitar as negociatas das multinacionais com os agora chamados
"fitofármacos".
PORTUGAL ESTÁ CADA VEZ MAIS PERIGOSAMENTE DEPENDENTE DO ESTRANGEIRO EM
BENS AGRO-ALIMENTARES INCONTORNÁVEIS
A verdade mais preocupante é a contínua redução da Produção Nacional
em Cereais, Carne e Leite. Mesmo o relativo potencial do Milho advém,
hoje, da mais do que controversa utilização de sementes transgénicas
em áreas de regadio mas com todos os perigos em termos de possíveis
contaminações… Por outro lado, muito Milho está a ser transformado em
bio-combustível e não em base alimentar.
Hoje, como antes, no campo das Ajudas Financeiras Públicas, 5% dos
beneficiários - os grandes proprietários absentistas e o agro-negócio
- recebem 95% do total dos fundos públicos destinados à Agricultura e
ao Desenvolvimento Rural.
No caso dos grandes proprietários absentistas, pode dizer-se que
recebem, do erário público, uma espécie de "rendimento máximo
garantido" através das Ajudas Directas do agora RPU, Regime de
Pagamento Único - e sem a obrigatoriedade de produzirem ! Este aspecto
da injusta e "inútil" forma de distribuir grande parte das Ajudas
Públicas da PAC - sem obrigatoriedade de produzir - constitui, por
ventura, o maior crime económico e social do sistema ao longo de 27
anos, já, de aplicação, ao nosso País, da "PAC-Política Agrícola
Comum" e das políticas agro-rurais, complementares, de matriz
nacional. Isto acontece agora, note-se, com um Governo tão ferozmente
inimigo dos necessitados que recebiam as "esmolas" do ainda agora
conhecido como "rendimento mínimo garantido" !…
Ao mesmo tempo, verifica-se a "capização" - pura e dura - dos
organismos do Ministério da Agricultura a pontos de já não se saber
onde começa o Ministério e acaba a CAP e vice-versa… Ao mesmo tempo,
afloram tentativas, por parte da Ministra da Agricultura, para a
discriminação institucional da CNA e da Agricultura Familiar.
DÉFICE "SUICIDA" EM CEREAIS. TAMBÉM JÁ EM CARNE. E A SEGUIR NO LEITE…
Particular atenção deveria ser dada à produção nacional (cereais;
oleaginosas; proteaginosas; silagens; forragens) de componentes
destinadas às Rações e, em geral, à alimentação para os Gados. É que,
neste sub-sector, a dependência nacional é simplesmente "suicida". Na
produção de Cereais, estamos a produzir abaixo de 20% do consumo ( e a
reduzir cada vez mais…), com um défice comercial, anual, próximo dos
mil milhões de Euros, sendo que o actual consumo de Cereais está
abaixo das nossas necessidades efectivas também em termos de
alimentação humana directa.
Por outro lado, acontece que, reconhecidamente ou não, a Alimentação
Animal, com a inerente transformação da proteína vegetal em proteína
animal para consumo humano, continua sendo o "núcleo duro" das
políticas agrícolas, alimentares e agro-comerciais na maior parte do
mundo. Daí, a influência global da especulação promovida pela Bolsa de
Chicago nesta matéria (cereais em especial)… Daí o peso-pesado da
China no comércio da Soja (transgénica ou não).
Ora, em Portugal, a produção de componentes para Rações - e a produção
"acoplada" de Cereais, Leite e Carne - não têm sido, nem de longe nem
de perto, prioridades reais para sucessivos (des)Governos. A
consequência estratégica deste erro colossal é a parte mais tangível
do comprometimento da Soberania Alimentar e da própria Segurança
Nacional. Estamos já perigosamente dependentes do estrangeiro e a
agravar cada vez mais a situação ! Entretanto, uma conhecida
"família", com fortes ligações ao actual Governo, reina no negócio
especulativo das importações de Rações…
PRODUZIR PARA ALIMENTAR. EIS A QUESTÃO. EIS OUTRO ERRO ESTRATÉGICO…
A propaganda oficial e oficiosa bate a tecla da iminente
auto-suficiência alimentar. É um embuste. Nem nunca seremos
"auto-suficientes" do ponto de vista geral das nossas necessidades
alimentares e, tal como vão as coisas, nem tão pouco chegaremos a um
equilíbrio entre os valores - balança de pagamentos com o exterior -
das exportações e das importações de bens agro-alimentares em que o
défice do País continua superior a três mil milhões de Euros por ano.
No contexto, mais do que produzir - seja lá o que for e seja lá como
for - para exportar, temos que passar a produzir prioritariamente para
a nossa alimentação diária, para garantir a Soberania Alimentar e a
Segurança Nacional.
Sim, temos que produzir mais e melhor; produzir alimentos para consumo
interno; o que não tem acontecido. Temos pois que emendar mais outro
grave erro estratégico.
O grande "negócio agro-alimentar" - aqui incluídos os Hipermercados -
não pode continuar a ser o grande privilegiado do sistema vigente do
que resulta manifesto prejuízo para os pequenos e médios Agricultores,
para a pequena e média Agro-Indústria, para os modos de produção
não-intensivos, para a alimentação saudável e acessível da População.
O ambiente e os recursos naturais também isso mesmo reclamam.
O problema é que, um dia destes, numa curva mais apertada da história,
não poderemos alimentar-nos comendo ramagens de eucalipto…comendo
"bifes" de cortiça ou de aglomerados…
E numa crise alimentar aguda - numa crise financeira descontrolada -
será cada um por si e salve-se quem puder… Estamos a falar de países e
regiões. Não de pessoas. Mas vão ser as pessoas a sofrer ainda mais
com os erros estratégicos que os mandantes e os mandados deste sistema
não param de cometer. E que cometem assim destruindo o verdadeiro
interesse nacional e os interesses sócio-económicos dos Agricultores e
da quase totalidade da População ! Assim, estão a "condenar-nos" à
desnutrição e à fome… Não se pode permitir !
Fevereiro de 2013
João Dinis
http://www.agroportal.pt/a/2013/jdinis2.htm
João Dinis
A propaganda oficial e oficiosa repete que a Agricultura Portuguesa
vai de vento em popa; que está "competitiva" e na moda; que Portugal
está à beirinha de ser "auto-suficiente" em produções
agro-alimentares; que os Jovens Agricultores se instalam em barda; que
a Ministra da Agricultura e o Governo estão a fazer "coisas boas" como
antes nunca se viu; etc; etc. Sim, estas são as tónicas da "cassete"
propagandística do momento.
Bem, e se assim fosse, de facto, isso até seria muito bom. Mas não é,
não é…desde logo porque estamos debaixo da violência deste autêntico
programa de desastre nacional do Governo e das Tróikas que nos corta
em tudo aquilo de que mais precisamos para trabalhar e viver e nos
impõe aumentos brutais de impostos.
Mas, para começar, reconheça-se que, com o actual Governo, entrou em
melhor ritmo uma grande parte dos pagamentos das várias Ajudas
Públicas ao sector, matéria que, com o anterior Governo, estava pelas
horas da morte. Porém, por exemplo, este Governo ainda não pagou as
dívidas que tem para com os Produtores Pecuários - cerca de 10 milhões
de Euros referentes a 2012 - pelos serviços prestados pelas OPP,
Organizações de Produtores Pecuários, no âmbito da Sanidade Animal e
não dá garantias de pagamento dos encargos relativos a 2013. Ora, esta
situação ameaça gravemente a Produção e o Comércio Agro-Pecuários e a
própria Saúde Pública.
A verdade é que não pára a especulação com os preços dos principais
Factores de Produção (combustíveis; energia; rações; adubos; sementes;
crédito bancário; sanidade animal; etc). Especulação reinante que é um
dos grandes problemas sem combate a nível das políticas oficiais.
Por outro lado, podem atingir cerca de 150 milhões de Euros, em 2012 e
2013, os cortes nos Orçamentos de Estado destinados ao PRODER...que
está fechado à maior parte de novas candidaturas por faltar verba…
É verdade que as exportações de Hortícolas atingiram mais de mil
milhões de Euros em 2012, valor impensável há dez anos atrás. Mas
"quem paga a factura" a trabalhar nas grandes empresas de
produção/exportação? Muitas vezes, é mão-de-obra "importada" e
sobre-explorada… E qual é o modo produção - nessas e em outras
explorações/produções - que potencia esses valores em "negócios" ? É o
modo de produção (super)intensivo que acaba por delapidar o ambiente,
os solos e águas, os ecossistemas, e não assegura a qualidade
alimentar dos Produtos…
Propagandeia-se a iminente "auto-suficiência" no Olival/Azeite (por
exemplo) mas omite-se que as explorações super-intensivas estão a
arruinar a Produção Nacional familiar e mais tradicional em
Olival/Azeite nas regiões sem alternativa a estas culturas.
E que interessante (…) seria saber-se que empresas do "import" e do
"export" - as empresas do "agro-business" - pagam impostos em Portugal
e quanto pagam elas… Mas podemos prever que a maior partes dessas
grandes empresas anda a "exportar" esses impostos para paraísos
fiscais e a "exportar", também, as mais-valias obtidas dentro do nosso
País tantas vezes, repete-se, à custa da sobre-exploração da
mão-de-obra e dos nossos recursos naturais !
Entretanto, este Governo, com esta Ministra proveniente de um partido
político cujo "líder", Paulo Portas, "viveu" da propaganda de ser o
"amigo" dos Agricultores ( e dos Feirantes), anda a engendrar - a
partir do Orçamento de Estado, 2013 - um sistema de agravamento fiscal
precisamente para penalizar/eliminar os pequenos Agricultores ( e os
Feirantes também).
Aliás, este Governo - com esta Ministra - não tomou uma única medida
governamental, específica, de apoio às Pequenas e Médias Explorações
Agrícolas e antes pelo contrário.
Pois, no contexto, a CNA acaba de propor ao MAMOT que reabram, já, as
candidaturas PRODER pelo menos - pelo menos - à medida dos pequenos
investimentos ( até 25 mil euros). Vamos a ver o que acontece…
Quanto à instalação de Jovens Agricultores, é verdade que se têm
instalado bastantes, o que é positivo, à partida. Entretanto,
necessário é fazer-se uma boa "radiografia" à respectiva situação para
sabermos melhor quem são esses Jovens Agricultores, quem são os seus
pais e que fazem estes, que vão produzir e em que tipo de Explorações,
quais são, de facto, as suas expectativas reais perante a profissão -
Agricultor - que abraçam (se é que a abraçam…).
Noutro plano, fala-se nas Frutas…na Floresta…mas omite-se que pragas e
doenças estão a dizimar os Pomares, assim como dizimam a Floresta e a
Vinha, com este Governo a "assobiar para o lado" enquanto trabalha
para facilitar as negociatas das multinacionais com os agora chamados
"fitofármacos".
PORTUGAL ESTÁ CADA VEZ MAIS PERIGOSAMENTE DEPENDENTE DO ESTRANGEIRO EM
BENS AGRO-ALIMENTARES INCONTORNÁVEIS
A verdade mais preocupante é a contínua redução da Produção Nacional
em Cereais, Carne e Leite. Mesmo o relativo potencial do Milho advém,
hoje, da mais do que controversa utilização de sementes transgénicas
em áreas de regadio mas com todos os perigos em termos de possíveis
contaminações… Por outro lado, muito Milho está a ser transformado em
bio-combustível e não em base alimentar.
Hoje, como antes, no campo das Ajudas Financeiras Públicas, 5% dos
beneficiários - os grandes proprietários absentistas e o agro-negócio
- recebem 95% do total dos fundos públicos destinados à Agricultura e
ao Desenvolvimento Rural.
No caso dos grandes proprietários absentistas, pode dizer-se que
recebem, do erário público, uma espécie de "rendimento máximo
garantido" através das Ajudas Directas do agora RPU, Regime de
Pagamento Único - e sem a obrigatoriedade de produzirem ! Este aspecto
da injusta e "inútil" forma de distribuir grande parte das Ajudas
Públicas da PAC - sem obrigatoriedade de produzir - constitui, por
ventura, o maior crime económico e social do sistema ao longo de 27
anos, já, de aplicação, ao nosso País, da "PAC-Política Agrícola
Comum" e das políticas agro-rurais, complementares, de matriz
nacional. Isto acontece agora, note-se, com um Governo tão ferozmente
inimigo dos necessitados que recebiam as "esmolas" do ainda agora
conhecido como "rendimento mínimo garantido" !…
Ao mesmo tempo, verifica-se a "capização" - pura e dura - dos
organismos do Ministério da Agricultura a pontos de já não se saber
onde começa o Ministério e acaba a CAP e vice-versa… Ao mesmo tempo,
afloram tentativas, por parte da Ministra da Agricultura, para a
discriminação institucional da CNA e da Agricultura Familiar.
DÉFICE "SUICIDA" EM CEREAIS. TAMBÉM JÁ EM CARNE. E A SEGUIR NO LEITE…
Particular atenção deveria ser dada à produção nacional (cereais;
oleaginosas; proteaginosas; silagens; forragens) de componentes
destinadas às Rações e, em geral, à alimentação para os Gados. É que,
neste sub-sector, a dependência nacional é simplesmente "suicida". Na
produção de Cereais, estamos a produzir abaixo de 20% do consumo ( e a
reduzir cada vez mais…), com um défice comercial, anual, próximo dos
mil milhões de Euros, sendo que o actual consumo de Cereais está
abaixo das nossas necessidades efectivas também em termos de
alimentação humana directa.
Por outro lado, acontece que, reconhecidamente ou não, a Alimentação
Animal, com a inerente transformação da proteína vegetal em proteína
animal para consumo humano, continua sendo o "núcleo duro" das
políticas agrícolas, alimentares e agro-comerciais na maior parte do
mundo. Daí, a influência global da especulação promovida pela Bolsa de
Chicago nesta matéria (cereais em especial)… Daí o peso-pesado da
China no comércio da Soja (transgénica ou não).
Ora, em Portugal, a produção de componentes para Rações - e a produção
"acoplada" de Cereais, Leite e Carne - não têm sido, nem de longe nem
de perto, prioridades reais para sucessivos (des)Governos. A
consequência estratégica deste erro colossal é a parte mais tangível
do comprometimento da Soberania Alimentar e da própria Segurança
Nacional. Estamos já perigosamente dependentes do estrangeiro e a
agravar cada vez mais a situação ! Entretanto, uma conhecida
"família", com fortes ligações ao actual Governo, reina no negócio
especulativo das importações de Rações…
PRODUZIR PARA ALIMENTAR. EIS A QUESTÃO. EIS OUTRO ERRO ESTRATÉGICO…
A propaganda oficial e oficiosa bate a tecla da iminente
auto-suficiência alimentar. É um embuste. Nem nunca seremos
"auto-suficientes" do ponto de vista geral das nossas necessidades
alimentares e, tal como vão as coisas, nem tão pouco chegaremos a um
equilíbrio entre os valores - balança de pagamentos com o exterior -
das exportações e das importações de bens agro-alimentares em que o
défice do País continua superior a três mil milhões de Euros por ano.
No contexto, mais do que produzir - seja lá o que for e seja lá como
for - para exportar, temos que passar a produzir prioritariamente para
a nossa alimentação diária, para garantir a Soberania Alimentar e a
Segurança Nacional.
Sim, temos que produzir mais e melhor; produzir alimentos para consumo
interno; o que não tem acontecido. Temos pois que emendar mais outro
grave erro estratégico.
O grande "negócio agro-alimentar" - aqui incluídos os Hipermercados -
não pode continuar a ser o grande privilegiado do sistema vigente do
que resulta manifesto prejuízo para os pequenos e médios Agricultores,
para a pequena e média Agro-Indústria, para os modos de produção
não-intensivos, para a alimentação saudável e acessível da População.
O ambiente e os recursos naturais também isso mesmo reclamam.
O problema é que, um dia destes, numa curva mais apertada da história,
não poderemos alimentar-nos comendo ramagens de eucalipto…comendo
"bifes" de cortiça ou de aglomerados…
E numa crise alimentar aguda - numa crise financeira descontrolada -
será cada um por si e salve-se quem puder… Estamos a falar de países e
regiões. Não de pessoas. Mas vão ser as pessoas a sofrer ainda mais
com os erros estratégicos que os mandantes e os mandados deste sistema
não param de cometer. E que cometem assim destruindo o verdadeiro
interesse nacional e os interesses sócio-económicos dos Agricultores e
da quase totalidade da População ! Assim, estão a "condenar-nos" à
desnutrição e à fome… Não se pode permitir !
Fevereiro de 2013
João Dinis
http://www.agroportal.pt/a/2013/jdinis2.htm
Assunção Cristas defende aposta na agricultura para responder ao pedido de demissão exigido pelos "Verdes"
21.02.2013 19:12
PAÍS
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu hoje ao Governo para "ir embora" pelo falhanço nas "funções sociais do Estado", enquanto a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apontou a aposta na agricultura como uma das soluções (Lusa)
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu hoje ao Governo para "ir embora" pelo falhanço nas "funções sociais do Estado", enquanto a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apontou a aposta na agricultura como uma das soluções.
"Se o Governo não consegue assegurar as funções sociais do Estado, se não se sentem com forças para isso, só lhe resta uma saída: ir embora", concluiu o deputado ecologista José Luís Ferreira, na interpelação ao executivo da coligação PSD/CDS-PP.
"Os Verdes" quiseram "mostrar ao Governo" e à maioria que o sustenta que "as políticas não estão a resultar e estão a afundar o país e a colocar os portugueses a pão e água".
"Não estão para aí virados, agarrados ao dogma da austeridade e aos ditames do Fundo Monetário Internacional, a seguir religiosamente as instruções do exterior. Estão dispostos a fazê-lo com uma fidelidade que chega até a meter dó", continuou José Luís Ferreira.
Já a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, muito criticada antes pela entrada em vigor da nova legislação sobre o arrendamento urbano, optou por falar das potencialidades do mundo rural para combater "o maior flagelo que assola o país, o desemprego, sobretudo o desemprego jovem".
"Na área da agricultura, vejo esta capacidade de adaptação (a novas atividades) todos os dias. O setor cresce 2,8 por cento, as exportações aumentam mais do que a média, há um mercado interno por satisfazer e um mercado externo repleto de oportunidades", destacou.
A responsável governamental sublinhou que "valeu e vale a pena apostar na agricultura, hoje um setor vivo, dinâmico e cheio de esperança", adiantando que o executivo vai ter iniciativas para "recuperar o ensino profissional neste domínio".
"Assim também se faz política social e económica. Cultivar é produzir, é crescer e criar emprego", disse Assunção Cristas, depois de as bancadas da oposição terem criticada a presença sem intervir do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
"As pessoas cantam ("Grândola, Vila Morena") porque não compreendem como é que o Governo diz que não há dinheiro para a Saúde, a Educação, aumentar o salário mínimo, baixar impostos, mas aparece sempre dinheiro quando a banca precisa. As pessoas manifestam-se porque começam a sentir que, ao contrario do que diz o ministro das previsões falhadas, começam a pagar ao mais ao Estado do que aquilo que dele recebem", tinha apontado José Luís Ferreira anteriormente.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/02/21/assuncao-cristas-defende-aposta-na-agricultura-para-responder-ao-pedido-de-demissao-exigido-pelos-verdes
PAÍS
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu hoje ao Governo para "ir embora" pelo falhanço nas "funções sociais do Estado", enquanto a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apontou a aposta na agricultura como uma das soluções (Lusa)
O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) pediu hoje ao Governo para "ir embora" pelo falhanço nas "funções sociais do Estado", enquanto a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apontou a aposta na agricultura como uma das soluções.
"Se o Governo não consegue assegurar as funções sociais do Estado, se não se sentem com forças para isso, só lhe resta uma saída: ir embora", concluiu o deputado ecologista José Luís Ferreira, na interpelação ao executivo da coligação PSD/CDS-PP.
"Os Verdes" quiseram "mostrar ao Governo" e à maioria que o sustenta que "as políticas não estão a resultar e estão a afundar o país e a colocar os portugueses a pão e água".
"Não estão para aí virados, agarrados ao dogma da austeridade e aos ditames do Fundo Monetário Internacional, a seguir religiosamente as instruções do exterior. Estão dispostos a fazê-lo com uma fidelidade que chega até a meter dó", continuou José Luís Ferreira.
Já a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, muito criticada antes pela entrada em vigor da nova legislação sobre o arrendamento urbano, optou por falar das potencialidades do mundo rural para combater "o maior flagelo que assola o país, o desemprego, sobretudo o desemprego jovem".
"Na área da agricultura, vejo esta capacidade de adaptação (a novas atividades) todos os dias. O setor cresce 2,8 por cento, as exportações aumentam mais do que a média, há um mercado interno por satisfazer e um mercado externo repleto de oportunidades", destacou.
A responsável governamental sublinhou que "valeu e vale a pena apostar na agricultura, hoje um setor vivo, dinâmico e cheio de esperança", adiantando que o executivo vai ter iniciativas para "recuperar o ensino profissional neste domínio".
"Assim também se faz política social e económica. Cultivar é produzir, é crescer e criar emprego", disse Assunção Cristas, depois de as bancadas da oposição terem criticada a presença sem intervir do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
"As pessoas cantam ("Grândola, Vila Morena") porque não compreendem como é que o Governo diz que não há dinheiro para a Saúde, a Educação, aumentar o salário mínimo, baixar impostos, mas aparece sempre dinheiro quando a banca precisa. As pessoas manifestam-se porque começam a sentir que, ao contrario do que diz o ministro das previsões falhadas, começam a pagar ao mais ao Estado do que aquilo que dele recebem", tinha apontado José Luís Ferreira anteriormente.
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/02/21/assuncao-cristas-defende-aposta-na-agricultura-para-responder-ao-pedido-de-demissao-exigido-pelos-verdes
Barcelos pondera IMI mais baixo para explorações agrícolas
Câmara quer fazer «discriminação positiva» de um setor «muito importante» para o concelho
Por: tvi24 | 2013-02-21 18:32
A Câmara de Barcelos está a estudar a possibilidade de baixar o IMI das explorações agrícolas, para a «discriminação positiva» de um setor «muito importante» para o concelho.
O autarca Miguel Costa Gomes, que falava na abertura de um seminário promovido pelo Centro de Gestão Agrícola de Barcelos, explicou que a ideia é situar o IMI das explorações agrícolas ao nível do dos prédios rústicos.
É a favor de uma «discriminação positiva» para aquele setor económico, face ao emprego que gera, mas também em nome da preservação da agricultura como «atividade de referência» no concelho.
No mesmo seminário, Costa Gomes fez um ponto da situação acerca da legalização das explorações agrícolas (vacarias), referindo que o atual executivo municipal procurou, no contexto da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), assegurar uma «coabitação» entre aquele setor e as construções urbanas.
«No início do mandato, assumimos o compromisso de fazer um levantamento exaustivo das explorações. Esse trabalho está feito, tendo sido identificadas 582 vacarias, a maior parte das quais com condições de legalização».
Miguel Costa Gomes afirmou que o executivo «tudo fará para concretizar este processo de legalização», uma vez que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) «deverá acolher favoravelmente», no âmbito da revisão do PDM, as situações das explorações que estejam enquadradas em espaço urbano e as que ultrapassam a área Reserva Agrícola e tenham parte na Reserva Ecológica.
Reafirmou o empenho e a disponibilidade do executivo para «fazer parte da solução» dos problemas com que se debatem os proprietários destas explorações, referindo também que estão suspensas as ações decorrentes das situações ilegais detetadas pela fiscalização.
O trabalho de revisão do PDM desenvolvido pelo Município está feito, cabendo agora à CCDRN a análise final.
http://www.tvi24.iol.pt/economia---economia/barcelos-imi-agricultura-impostos/1422367-6377.html
ASAE apreende 12.410 embalagens de lasanha com carne de cavalo
Produto da marca «Euroshopper»
Por: Redacção / CM | 2013-02-21 17:39
A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) aprendeu mais de 12.000 embalagens de lasanha, com vestígios de carne de cavalo, mas não confirma que esse produto seja um risco para a saúde dos consumidores.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a ASAE dá conta de ter identificado e apreendido 12.410 embalagens de «lasanha de bovino, contendo carne de cavalo», rotulado com a marca «EUROSHOPPER», numa cadeia de distribuição de retalho.
De acordo com a entidade fiscalizadora, esta ação vem no seguimento de uma notificação do sistema comunitário de alerta rápido para alimentação, «que refere a suspeita de riscos para a saúde pública de uma lasanha de bovino, contendo carne de cavalo, produzida no Luxemburgo, com matéria-prima proveniente da Roménia e distribuída em diversos mercados europeus».
«Neste momento, e apesar do alerta emitido no espaço comunitário, não é ainda possível confirmar a existência de risco do consumo desse produto para a saúde dos consumidores», afirma a ASAE.
Por outro lado, o organismo dá conta de ter apreendido 40.691 quilogramas de preparados de carne e produtos à base de carne, numa indústria de transformação, assim como mais 5.666 embalagens de preparados de carne e produtos à base de carne, em estabelecimento de retalho.
«No contexto destas operações, e de um total de 50 análises realizadas, a ASAE instaurou, ainda, três processos-crime, por fraude económica, e contraordenações por irregularidades de rotulagem, cujas investigações se encontram em curso», lê-se no comunicado.
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/asae-carne-de-cavalo-asae-carne-de-cavalo-euroshopper-romenia-tvi24/1422335-4071.html
Oeste quer ter maior área florestal do país com certificação regional
ONTEM às 13:380
inShare A Associação Interprofissional da Floresta do Oeste (Afloeste) anunciou hoje que vai avançar com o processo de certificação regional de uma área de cerca de 75 mil hectares de floresta, afirmando tratar-se da maior do país.
O presidente da Afloeste, Pedro Santos, explicou à agência Lusa que a associação viu aprovada, no final de 2012, uma candidatura ao Fundo Florestal Permanente, através do qual conseguiu obter 40 mil euros de financiamento e está a avançar com o processo de certificação regional da área florestal.
O processo deverá estar concluído dentro de seis meses e "permite valorizar a produção florestal junto da indústria, quer seja madeira de pinho ou madeira para pasta de papel", explicou o dirigente.
Pedro Santos considerou "que há um grande potencial florestal na região, a mais importante do país para a indústria da pasta de papel, tendo em conta as características dos solos. Temos condições excelentes para produção florestal e é a região florestal com maior potencial industrial", disse.
Um metro cúbico de madeira certificada pode chegar a custar quatro euros, o que significa que um hectare poderá render uma rentabilidade na ordem dos 600 euros.
No Oeste, existem 75 mil hectares de floresta, capazes de gerar receitas na ordem dos 45 milhões de euros. A Afloeste estima que até 2045, a área florestal pode aumentar 45%, ou seja, mais 15 mil hectares.
O investimento na floresta é uma oportunidade para "gerar riqueza na região", onde muitos terrenos agrícolas estão incultos e podem ser reconvertidos.
A floresta pode ser uma alternativa ao abandono agrícola e poderá estar ao alcance dos proprietários: o povoamento florestal de um terreno poderá custar entre 1000 a 1500 euros por hectare, seja eucaliptal ou pinhal.
Face ao potencial económico da floresta na região, o número de produtores florestais tem vindo a aumentar, de acordo com a Afloeste.
A associação, que representa quatro organizações da região e um total de mil produtores, promove na segunda-feira, em Torres Vedras, um seminário sobre certificação florestal com o intuito de apresentar o projeto de certificação para eucalipto, pinheiro e sobreiro e sensibilizar os produtores a aderirem.
No Oeste, a indústria da pasta de papel é o principal destino da produção florestal, seguindo-se a indústria da madeira.
Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=616965
inShare A Associação Interprofissional da Floresta do Oeste (Afloeste) anunciou hoje que vai avançar com o processo de certificação regional de uma área de cerca de 75 mil hectares de floresta, afirmando tratar-se da maior do país.
O presidente da Afloeste, Pedro Santos, explicou à agência Lusa que a associação viu aprovada, no final de 2012, uma candidatura ao Fundo Florestal Permanente, através do qual conseguiu obter 40 mil euros de financiamento e está a avançar com o processo de certificação regional da área florestal.
O processo deverá estar concluído dentro de seis meses e "permite valorizar a produção florestal junto da indústria, quer seja madeira de pinho ou madeira para pasta de papel", explicou o dirigente.
Pedro Santos considerou "que há um grande potencial florestal na região, a mais importante do país para a indústria da pasta de papel, tendo em conta as características dos solos. Temos condições excelentes para produção florestal e é a região florestal com maior potencial industrial", disse.
Um metro cúbico de madeira certificada pode chegar a custar quatro euros, o que significa que um hectare poderá render uma rentabilidade na ordem dos 600 euros.
No Oeste, existem 75 mil hectares de floresta, capazes de gerar receitas na ordem dos 45 milhões de euros. A Afloeste estima que até 2045, a área florestal pode aumentar 45%, ou seja, mais 15 mil hectares.
O investimento na floresta é uma oportunidade para "gerar riqueza na região", onde muitos terrenos agrícolas estão incultos e podem ser reconvertidos.
A floresta pode ser uma alternativa ao abandono agrícola e poderá estar ao alcance dos proprietários: o povoamento florestal de um terreno poderá custar entre 1000 a 1500 euros por hectare, seja eucaliptal ou pinhal.
Face ao potencial económico da floresta na região, o número de produtores florestais tem vindo a aumentar, de acordo com a Afloeste.
A associação, que representa quatro organizações da região e um total de mil produtores, promove na segunda-feira, em Torres Vedras, um seminário sobre certificação florestal com o intuito de apresentar o projeto de certificação para eucalipto, pinheiro e sobreiro e sensibilizar os produtores a aderirem.
No Oeste, a indústria da pasta de papel é o principal destino da produção florestal, seguindo-se a indústria da madeira.
Diário Digital com Lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=616965
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Especialistas norte-americanos de visita à Região Vitivinícola da Madeira
ARTIGO | QUI, 21/02/2013 - 10:35
Jornalistas, "bloggers", "wine educators" e "sommeliers"
norte-americanos visitam, desde o passado dia 17, a Região
Vitivinícola da Madeira, a convite do Instituto do Vinho, do Bordado e
do Artesanato da Madeira, IP RAM (IVBAM). A iniciativa ocorre no
âmbito do Programa Comunitário "Acções de Informação e Promoção de
Produtos Agrícolas em Países Terceiros 2011-2013", que prevê diversas
acções de promoção do Vinho Madeira nos EUA e Japão.
Todos os convidados são oriundos do Estado de Nova Iorque e detentores
de proeminentes currículos em áreas relacionadas com o setor dos
vinhos e gastronomia. John Bandman é um "wine educator", "sommelier" e
escritor. Dá aulas em diversas escolas como a Sommelier Society of
America, The Art Institute, Westchester Community College, e Excelsior
College. Para além disso, também conduz seminários sobre vinho, entre
outros, para diversas empresas conceituadas em Nova Iorque. Já
lecionou também em Singapura e na Suíça. Detém o British Wine & Spirit
Education Trust (WSET) Diploma e está certificado como Sommelier pelo
Court of Master Sommeliers e Sommelier Society of America.
Lisa Granik, Master of Wine desde 2006 (note-se que apenas existem 300
masters of Wine em todo o Mundo) é diretora da Tastingworks, uma
empresa de consultoria de Vinhos com clientes ligados à importação e
distribuição de vinhos. É formadora no Wine and Spirit Education
Trust, French Wine Society, e na American Sommelier Association e é
frequentemente convidada para júri em concursos internacionais de
vinhos e "sommeliers". Escrever sobre vinho em diversas publicações
como o New York Times, World of Fine Wine e o Haute Life Press.
Detentora de vários prémios, em 2008 conquistou o Thomas Jefferson
Award, pela Pennsylvania Academy of Fine Arts, que premeia figuras de
destaque na indústria do vinho.
May Matta-Aliah é uma "wine educator", de Nova Iorque e é presidente
da organização In the Grape, organização esta que se dedica a tornar
acessível a todos, desde o apreciador curioso até o profissional do
setor dos vinhos, a formação na área de Vinhos e bebidas espirituosas.
É consultora para várias empresas e dá apoio a diversas organizações.
É formadora no prestigiado International Wine Center, e foi formadora
convidada na Schiller International University, uma escola de cozinha,
na Suíça.
Cynthia Sin-Yi Cheng, especialista em champanhe, fundou a cyn-et-vin
("sin-nay-van") uma empresa de provas de Vinhos especializada na
criação de eventos de degustação luxuosos para uma clientela exigente.
É editora de vinhos do website Cravings (findyourcraving.com) e dá
formação na Murray's Cheese, a instituição do West Village famosa pela
sua extraordinária seleção de queijos nacionais e importados e é um
dos membros fundadores da Shanghai Wine Society. Escreveu já diversas
crónicas sobre vinho e estilos de vida em diversas publicações como
The San Francisco Chronicle Magazine, Golf Connoisseur, Town&Country
Wedding and Condé Nast Portofolio.com, para além de contribui para o
website, Indagare.
Linda Lawry é diretora do International Wine Center em Nova Iorque. É
também formadora na New York University, Departmento de Nutrição e
Estudos Alimentares. Foi Diretora do New York Office of Wine
Institute, associação comercial que representa os Vinhos da
Califórnia. É chef, pela New York Restaurant School e foi júri em
diversos consursos de vinhos. Faz também parte do Conselho Diretivo da
Society of Wine Educators, Les Dames d'Escoffier e é Vice-Presidente
do comité do Culinary Historians of New York.
A visita deste grupo resulta da importância que o Vinho da Madeira tem
vindo a registar no mercado norte-americano, onde acreditamos que o
esforço comercial e promocional conjunto das empresas exportadoras de
Vinho Madeira e do IVBAM tem contribuído para um saldo positivo,
refletido no volume de negócio ocorrido, sendo que em 2012 o valor das
exportações para este mercado foi de 1.451.473,79€.
Para o IVBAM, este tipo de ações reveste-se, regra geral, de grande
eficácia, já que permite que prescritores com grande influência junto
do consumidor final norte-americano conheçam todas as especificidades
do processo produtivo e do produto em si, mas também o seu local de
origem, a ilha da Madeira.
O instituto regista ainda que a ligação histórica e comercial da Ilha
da Madeira, através do Vinho da Madeira, aos EUA, que aconteceu ao
longo dos XVIII e XIX, alcançou um papel único e preponderante nos
hábitos de consumo dos seus habitantes tendo o Vinho Madeira estado
presente nos mais relevantes acontecimentos históricos americanos,
nomeadamente na Independência dos EUA em 1776, celebração que foi
brindada com Vinho Madeira.
http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/especialistas-norte-americanos-de-visita-%C3%A0-regi%C3%A3o-vitivin%C3%ADcola-da-madeira
Jornalistas, "bloggers", "wine educators" e "sommeliers"
norte-americanos visitam, desde o passado dia 17, a Região
Vitivinícola da Madeira, a convite do Instituto do Vinho, do Bordado e
do Artesanato da Madeira, IP RAM (IVBAM). A iniciativa ocorre no
âmbito do Programa Comunitário "Acções de Informação e Promoção de
Produtos Agrícolas em Países Terceiros 2011-2013", que prevê diversas
acções de promoção do Vinho Madeira nos EUA e Japão.
Todos os convidados são oriundos do Estado de Nova Iorque e detentores
de proeminentes currículos em áreas relacionadas com o setor dos
vinhos e gastronomia. John Bandman é um "wine educator", "sommelier" e
escritor. Dá aulas em diversas escolas como a Sommelier Society of
America, The Art Institute, Westchester Community College, e Excelsior
College. Para além disso, também conduz seminários sobre vinho, entre
outros, para diversas empresas conceituadas em Nova Iorque. Já
lecionou também em Singapura e na Suíça. Detém o British Wine & Spirit
Education Trust (WSET) Diploma e está certificado como Sommelier pelo
Court of Master Sommeliers e Sommelier Society of America.
Lisa Granik, Master of Wine desde 2006 (note-se que apenas existem 300
masters of Wine em todo o Mundo) é diretora da Tastingworks, uma
empresa de consultoria de Vinhos com clientes ligados à importação e
distribuição de vinhos. É formadora no Wine and Spirit Education
Trust, French Wine Society, e na American Sommelier Association e é
frequentemente convidada para júri em concursos internacionais de
vinhos e "sommeliers". Escrever sobre vinho em diversas publicações
como o New York Times, World of Fine Wine e o Haute Life Press.
Detentora de vários prémios, em 2008 conquistou o Thomas Jefferson
Award, pela Pennsylvania Academy of Fine Arts, que premeia figuras de
destaque na indústria do vinho.
May Matta-Aliah é uma "wine educator", de Nova Iorque e é presidente
da organização In the Grape, organização esta que se dedica a tornar
acessível a todos, desde o apreciador curioso até o profissional do
setor dos vinhos, a formação na área de Vinhos e bebidas espirituosas.
É consultora para várias empresas e dá apoio a diversas organizações.
É formadora no prestigiado International Wine Center, e foi formadora
convidada na Schiller International University, uma escola de cozinha,
na Suíça.
Cynthia Sin-Yi Cheng, especialista em champanhe, fundou a cyn-et-vin
("sin-nay-van") uma empresa de provas de Vinhos especializada na
criação de eventos de degustação luxuosos para uma clientela exigente.
É editora de vinhos do website Cravings (findyourcraving.com) e dá
formação na Murray's Cheese, a instituição do West Village famosa pela
sua extraordinária seleção de queijos nacionais e importados e é um
dos membros fundadores da Shanghai Wine Society. Escreveu já diversas
crónicas sobre vinho e estilos de vida em diversas publicações como
The San Francisco Chronicle Magazine, Golf Connoisseur, Town&Country
Wedding and Condé Nast Portofolio.com, para além de contribui para o
website, Indagare.
Linda Lawry é diretora do International Wine Center em Nova Iorque. É
também formadora na New York University, Departmento de Nutrição e
Estudos Alimentares. Foi Diretora do New York Office of Wine
Institute, associação comercial que representa os Vinhos da
Califórnia. É chef, pela New York Restaurant School e foi júri em
diversos consursos de vinhos. Faz também parte do Conselho Diretivo da
Society of Wine Educators, Les Dames d'Escoffier e é Vice-Presidente
do comité do Culinary Historians of New York.
A visita deste grupo resulta da importância que o Vinho da Madeira tem
vindo a registar no mercado norte-americano, onde acreditamos que o
esforço comercial e promocional conjunto das empresas exportadoras de
Vinho Madeira e do IVBAM tem contribuído para um saldo positivo,
refletido no volume de negócio ocorrido, sendo que em 2012 o valor das
exportações para este mercado foi de 1.451.473,79€.
Para o IVBAM, este tipo de ações reveste-se, regra geral, de grande
eficácia, já que permite que prescritores com grande influência junto
do consumidor final norte-americano conheçam todas as especificidades
do processo produtivo e do produto em si, mas também o seu local de
origem, a ilha da Madeira.
O instituto regista ainda que a ligação histórica e comercial da Ilha
da Madeira, através do Vinho da Madeira, aos EUA, que aconteceu ao
longo dos XVIII e XIX, alcançou um papel único e preponderante nos
hábitos de consumo dos seus habitantes tendo o Vinho Madeira estado
presente nos mais relevantes acontecimentos históricos americanos,
nomeadamente na Independência dos EUA em 1776, celebração que foi
brindada com Vinho Madeira.
http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/especialistas-norte-americanos-de-visita-%C3%A0-regi%C3%A3o-vitivin%C3%ADcola-da-madeira
Cervejeiras apoiam os 16 anos como idade mínima para venda e consumo
Publicado às 12.23
O secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja
considera que manter os 16 anos como idade mínima para a venda e
consumo desta bebida é "adequado" e leva em conta a realidade
portuguesa.
foto RICARDO JUNIOR / GLOBAL IMAGENS
Venda e consumo de cerveja após os 16 anos
O responsável falava a propósito da nova lei do álcool, que será
discutida em Conselho de Ministros e que aumenta a idade mínima da
venda e consumo de bebidas espirituosas para 18 anos, mantendo-a nos
16 anos nos casos do vinho e da cerveja.
Segundo Francisco Gírio, esta diferenciação vai ao encontro da
realidade dos consumos de bebidas alcoólicas em Portugal.
Esta posição da associação foi já transmitida ao Governo, segundo o
secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja
(APPC).
Para Francisco Gírio, existem idades mínimas de início de consumo de
bebidas alcoólicas e este "deve iniciar-se com bebidas com menor grau
alcoólico".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3065971
O secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja
considera que manter os 16 anos como idade mínima para a venda e
consumo desta bebida é "adequado" e leva em conta a realidade
portuguesa.
foto RICARDO JUNIOR / GLOBAL IMAGENS
Venda e consumo de cerveja após os 16 anos
O responsável falava a propósito da nova lei do álcool, que será
discutida em Conselho de Ministros e que aumenta a idade mínima da
venda e consumo de bebidas espirituosas para 18 anos, mantendo-a nos
16 anos nos casos do vinho e da cerveja.
Segundo Francisco Gírio, esta diferenciação vai ao encontro da
realidade dos consumos de bebidas alcoólicas em Portugal.
Esta posição da associação foi já transmitida ao Governo, segundo o
secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja
(APPC).
Para Francisco Gírio, existem idades mínimas de início de consumo de
bebidas alcoólicas e este "deve iniciar-se com bebidas com menor grau
alcoólico".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3065971
Bruxelas inicia processo de infração contra Portugal por causa de bem-estar de porcas gestantes
Lusa
11:33 Quinta feira, 21 de fevereiro de 2013
Bruxelas, 21 fev (Lusa) -- A Comissão Europeia notificou hoje nove
Estados-membros, incluindo Portugal, para adotarem as regras europeias
em relação à estabulação em grupo de porcas em período de gestação.
Bruxelas enviou hoje uma carta de notificação formal -- a primeira
fase do processo de infração -- convidando a Bélgica, o Chipre, a
Dinamarca, a França, a Alemanha, a Grécia, a Irlanda, a Polónia e
Portugal a tomarem medidas no sentido de resolverem as deficiências na
aplicação da Diretiva 2008/120/CE, que exige que as porcas sejam
mantidas em grupos durante uma parte do seu período de gestação.
A mudança do uso de celas individuais para a estabulação em grupos das
porcas foi decidida já em 2001, sendo que os 27 tiveram 12 anos para
assegurar uma transição harmoniosa para o novo sistema e aplicar a lei
europeia.
http://expresso.sapo.pt/bruxelas-inicia-processo-de-infracao-contra-portugal-por-causa-de-bem-estar-de-porcas-gestantes=f788717
11:33 Quinta feira, 21 de fevereiro de 2013
Bruxelas, 21 fev (Lusa) -- A Comissão Europeia notificou hoje nove
Estados-membros, incluindo Portugal, para adotarem as regras europeias
em relação à estabulação em grupo de porcas em período de gestação.
Bruxelas enviou hoje uma carta de notificação formal -- a primeira
fase do processo de infração -- convidando a Bélgica, o Chipre, a
Dinamarca, a França, a Alemanha, a Grécia, a Irlanda, a Polónia e
Portugal a tomarem medidas no sentido de resolverem as deficiências na
aplicação da Diretiva 2008/120/CE, que exige que as porcas sejam
mantidas em grupos durante uma parte do seu período de gestação.
A mudança do uso de celas individuais para a estabulação em grupos das
porcas foi decidida já em 2001, sendo que os 27 tiveram 12 anos para
assegurar uma transição harmoniosa para o novo sistema e aplicar a lei
europeia.
http://expresso.sapo.pt/bruxelas-inicia-processo-de-infracao-contra-portugal-por-causa-de-bem-estar-de-porcas-gestantes=f788717
Seminário "Mirtilo - uma janela de oportunidades"
No próximo dia 9 de Março, sábado, vai realizar-se, no auditório da
aula magna do Instituto Politécnico de Viseu, uma jornada dirigida a
produtores e potenciais interessados na produção de mirtilo, sob o
tema " Mirtilo – uma janela de oportunidades", cujo programa se anexa.
As entidades envolvidas na organização deste evento são: a Direcção
Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), a Escola Superior
Agrária de Viseu (ESAV), Confederação Nacional das Cooperativas
Agrícolas e do Crédito Agricola de Portugal (CONFAGRI), Associação
para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro urbano de Sever do
Vouga (AGIM) e Espaço Visual.
Pretende-se, com estas jornadas, abordar aspectos relacionados com os
paradigmas da produção, os estrangulamentos ao nível da implantação,
rega, fertilização, colheita e outros. A abordagem estará a cargo de
Juan Carlos Rubio, um reputado especialista espanhol, com larga
experiência técnica e de produção.
Será apresentada, pelo Eng.º. Francisco Correia da DRAPC, a
caraterização dos investimentos, em mirtilo, na região Centro. Esta
realidade ajudará à discussão e debate da melhor estratégia para a
logística da pós-colheita e comercialização.
Haverá uma mesa redonda com os principais players da comercialização,
que apresentarão as suas entidades e indicarão as respetivas regras
para a colheita, controlo de qualidade e comercialização.
Culminará num painel sobre as prospectivas da comercialização. Será
apresentada, pela Eng.ª Marta Batista da CONFAGRI, a mais-valia das
organizações de produtores, na estratégia da comercialização dos
mirtilos. Por outro lado a Dra. Lurdes Barata, da CASES, dará a
perspectiva do cooperativismo como alternativa, a considerar, na
valorização da produção.
A organização juntou um reputado grupo de comentadores, massa crítica
desta fileira, os quais demarcarão o debate, forçando a emergência de
estratégias e soluções que farão do Mirtilo – UMA JANELA DE
OPORTUNIDADES.
PROGRAMA
08:30 Receção de participantes
08:45 SESSÃO DE ABERTURA.
09:15 1º PAINEL "Paradigmas da produção"
Orador – Juan Carlos Garcia Rúbio (Serviço de Extensão Rural das
Astúrias, SERIDA)
Moderador – Nuno Neves (DRAPCentro)
Comentadores – Gonçalo Bernardo (AGIM); Artur Arede (Quinta da Boucinha)
10:30 Intervalo para café
11:00 2º PAINEL "Caracterização dos investimentos na área da DRAPCentro"
Orador – Francisco Correia (DRAPCentro); Moderador – Paula Correia (ESAV)
Comentadores – Juan Carlos Rúbio (SERIDA); Sérgio Martins (DRAPCentro);
Filipe Costa (Aroma Selvagem)
12:30 Almoço Livre
14:30 MESA REDONDA "Agentes na Comercialização"
Participantes – Rui Costa (COAPE); Reinaldo Barnabé (Mirtilusa);
Ayrton Sequeira (Delícias do Tojal ); Adelina Freitas (Freshfactor);
Luís Marques (Biolafões);
Sofia Arede (Quinta da Boucinha)
Moderador – José Martino (Espaço Visual); Comentadora – Ana Teresa
Lopes (Biobaga)
16:00 Intervalo para café
16:30 3º PAINEL "Prospectivas de Comercialização"
Oradores – Marta Batista (CONFAGRI); Lurdes Barata (CASES); Moderador
– Sofia Freitas (AGIM)
Comentadores – Cecília Palmeiro (DRAPCentro); Fernanda Machado (Bioberço)
18:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO. Sr. Secretário de Estado da Agricultura,
Engº José Diogo
Albuquerque*; Presidente do IPV; Diretora Regional da DRAPCentro;
Presidente da CONFAGRI;
Presidente da Câmara Municipal de Viseu
PROGRAMA
* a confirmar
http://josemartino.blogspot.pt/2013/02/seminario-mirtilo-uma-janela-de.html
aula magna do Instituto Politécnico de Viseu, uma jornada dirigida a
produtores e potenciais interessados na produção de mirtilo, sob o
tema " Mirtilo – uma janela de oportunidades", cujo programa se anexa.
As entidades envolvidas na organização deste evento são: a Direcção
Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), a Escola Superior
Agrária de Viseu (ESAV), Confederação Nacional das Cooperativas
Agrícolas e do Crédito Agricola de Portugal (CONFAGRI), Associação
para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro urbano de Sever do
Vouga (AGIM) e Espaço Visual.
Pretende-se, com estas jornadas, abordar aspectos relacionados com os
paradigmas da produção, os estrangulamentos ao nível da implantação,
rega, fertilização, colheita e outros. A abordagem estará a cargo de
Juan Carlos Rubio, um reputado especialista espanhol, com larga
experiência técnica e de produção.
Será apresentada, pelo Eng.º. Francisco Correia da DRAPC, a
caraterização dos investimentos, em mirtilo, na região Centro. Esta
realidade ajudará à discussão e debate da melhor estratégia para a
logística da pós-colheita e comercialização.
Haverá uma mesa redonda com os principais players da comercialização,
que apresentarão as suas entidades e indicarão as respetivas regras
para a colheita, controlo de qualidade e comercialização.
Culminará num painel sobre as prospectivas da comercialização. Será
apresentada, pela Eng.ª Marta Batista da CONFAGRI, a mais-valia das
organizações de produtores, na estratégia da comercialização dos
mirtilos. Por outro lado a Dra. Lurdes Barata, da CASES, dará a
perspectiva do cooperativismo como alternativa, a considerar, na
valorização da produção.
A organização juntou um reputado grupo de comentadores, massa crítica
desta fileira, os quais demarcarão o debate, forçando a emergência de
estratégias e soluções que farão do Mirtilo – UMA JANELA DE
OPORTUNIDADES.
PROGRAMA
08:30 Receção de participantes
08:45 SESSÃO DE ABERTURA.
09:15 1º PAINEL "Paradigmas da produção"
Orador – Juan Carlos Garcia Rúbio (Serviço de Extensão Rural das
Astúrias, SERIDA)
Moderador – Nuno Neves (DRAPCentro)
Comentadores – Gonçalo Bernardo (AGIM); Artur Arede (Quinta da Boucinha)
10:30 Intervalo para café
11:00 2º PAINEL "Caracterização dos investimentos na área da DRAPCentro"
Orador – Francisco Correia (DRAPCentro); Moderador – Paula Correia (ESAV)
Comentadores – Juan Carlos Rúbio (SERIDA); Sérgio Martins (DRAPCentro);
Filipe Costa (Aroma Selvagem)
12:30 Almoço Livre
14:30 MESA REDONDA "Agentes na Comercialização"
Participantes – Rui Costa (COAPE); Reinaldo Barnabé (Mirtilusa);
Ayrton Sequeira (Delícias do Tojal ); Adelina Freitas (Freshfactor);
Luís Marques (Biolafões);
Sofia Arede (Quinta da Boucinha)
Moderador – José Martino (Espaço Visual); Comentadora – Ana Teresa
Lopes (Biobaga)
16:00 Intervalo para café
16:30 3º PAINEL "Prospectivas de Comercialização"
Oradores – Marta Batista (CONFAGRI); Lurdes Barata (CASES); Moderador
– Sofia Freitas (AGIM)
Comentadores – Cecília Palmeiro (DRAPCentro); Fernanda Machado (Bioberço)
18:00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO. Sr. Secretário de Estado da Agricultura,
Engº José Diogo
Albuquerque*; Presidente do IPV; Diretora Regional da DRAPCentro;
Presidente da CONFAGRI;
Presidente da Câmara Municipal de Viseu
PROGRAMA
* a confirmar
http://josemartino.blogspot.pt/2013/02/seminario-mirtilo-uma-janela-de.html
Crise põe agricultura 'na moda'
21 de Fevereiro, 2013
O cultivo de pequenos frutos está "na moda" em Portugal, com a crise a
disponibilizar a mão-de-obra que faltava para a colheita e a fazer da
agricultura um projecto de vida alternativo para muitos jovens
desempregados.
"Os pequenos frutos já existem em Portugal há 20 anos, mas, como são
uma actividade que incorpora muita mão-de-obra, sobretudo na colheita,
antes da crise não eram muito apetecíveis, porque não havia pessoas
desempregadas com necessidade de trabalhar na colheita", afirmou o
engenheiro agrónomo José Martino em entrevista à agência Lusa.
A esta "oportunidade" criada pela crise, que disponibilizou
mão-de-obra disponível em fartura para responder às solicitações da
colheita, juntou-se uma outra: a perceção, por parte dos muitos jovens
sem emprego, de que a agricultura "é uma alternativa de trabalho e de
projecto de vida".
Segundo José Martino, as "aliciantes" ajudas do Programa de
Desenvolvimento Rural (PRODER) fizeram o resto, facilitando bastante o
"empreendedorismo na agricultura".
Entre as plantações preferidas pelos jovens agricultores, desde logo
assumiram lugar de destaque os pequenos frutos – kiwis, mirtilos,
morangos, amoras, framboesas e groselhas – seguidos das plantas
medicinais e aromáticas e dos cogumelos.
No caso dos pequenos frutos, o engenheiro agrónomo destaca o facto de
poderem ser "rentabilizados com áreas muito pequenas, o que se adapta
quer à estrutura do minifúndio, quer ao valor do investimento"
dominantes no país.
Segundo avançou à Lusa, o investimento num hectare de pequenos frutos
pode custar entre 75 e 100 mil euros, incluindo plantações e
infra-estruturas e melhoramentos fundiários, sendo as ajudas públicas
disponíveis "muito interessantes": No caso dos jovens agricultores
(até 40 anos) e de um investimento até 75 mil euros, os apoios são de
100% numa região desfavorecida e de 90% nas regiões favorecidas.
Neste contexto, José Martino diz estarem actualmente a lançar-se na
agricultura em Portugal "280 jovens por mês", a "grande maioria" dos
quais na área dos pequenos frutos.
De acordo com o engenheiro agrónomo, Portugal tem, na cultura destes
frutos, "uma vantagem competitiva muito forte", designadamente no
Algarve e no sudoeste alentejano: devido ao clima, consegue-se aqui
"uma precocidade na produção que cria uma mais-valia no mercado, pois,
dependendo das espécies, podem produzir durante o inverno ou a
primavera, sem ser necessário aquecer como acontece na maioria da
Europa", explica.
Apesar de a actual produção de pequenos frutos em Portugal ser ainda
modesta, o engenheiro agrónomo nota que tem já algum significado em
valor, devido ao preço elevado praticado ao consumidor.
Vendidos em cuvetes de 125 gramas, cujo preço varia entre os dois e os
quatro euros, os pequenos frutos permitem um valor por quilo
"relativamente elevado, entre os 16 e os 32 euros".
"Mesmo tirando a margem do supermercado e do grossista, dá sempre um
preço à produção entre os quatro e os oito euros e este é que é o
aliciante do negócio", sustentou José Martino.
Outra "grande vantagem" do negócio dos pequenos frutos é estarem "em
linha com o novo posicionamento dos consumidores na alimentação": são
frutos muito ricos em antioxidantes, pelo que podem ser consumidos em
quantidade com benefícios para a saúde.
Adicionalmente, têm grande procura por parte de mercados "com grande
poder de compra", sendo a quase totalidade da produção nacional
exportada para os países do norte e centro da Europa.
O circuito habitual, explicou, é a venda para a Holanda, Bélgica e
Alemanha, de onde depois se dissemina para os países nórdicos.
Actualmente, os dados do Gabinete de Planeamento e Política do
Ministério da Agricultura apontam que a fileira nacional dos pequenos
frutos representa mais de 36 milhões de euros de exportações, mas o
engenheiro agrónomo antecipa que, "nos próximos cinco anos, vai
ultrapassar os 50 milhões de euros e, dentro de 10 anos, aproximar-se
muito do valor das exportações de azeite, cerca de 215 milhões de
euros".
"E é uma previsão relativamente contida, porque neste momento, com a
motivação que há para plantar e pelo número de projectos,
previsivelmente será muito superior", sustentou.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68655
O cultivo de pequenos frutos está "na moda" em Portugal, com a crise a
disponibilizar a mão-de-obra que faltava para a colheita e a fazer da
agricultura um projecto de vida alternativo para muitos jovens
desempregados.
"Os pequenos frutos já existem em Portugal há 20 anos, mas, como são
uma actividade que incorpora muita mão-de-obra, sobretudo na colheita,
antes da crise não eram muito apetecíveis, porque não havia pessoas
desempregadas com necessidade de trabalhar na colheita", afirmou o
engenheiro agrónomo José Martino em entrevista à agência Lusa.
A esta "oportunidade" criada pela crise, que disponibilizou
mão-de-obra disponível em fartura para responder às solicitações da
colheita, juntou-se uma outra: a perceção, por parte dos muitos jovens
sem emprego, de que a agricultura "é uma alternativa de trabalho e de
projecto de vida".
Segundo José Martino, as "aliciantes" ajudas do Programa de
Desenvolvimento Rural (PRODER) fizeram o resto, facilitando bastante o
"empreendedorismo na agricultura".
Entre as plantações preferidas pelos jovens agricultores, desde logo
assumiram lugar de destaque os pequenos frutos – kiwis, mirtilos,
morangos, amoras, framboesas e groselhas – seguidos das plantas
medicinais e aromáticas e dos cogumelos.
No caso dos pequenos frutos, o engenheiro agrónomo destaca o facto de
poderem ser "rentabilizados com áreas muito pequenas, o que se adapta
quer à estrutura do minifúndio, quer ao valor do investimento"
dominantes no país.
Segundo avançou à Lusa, o investimento num hectare de pequenos frutos
pode custar entre 75 e 100 mil euros, incluindo plantações e
infra-estruturas e melhoramentos fundiários, sendo as ajudas públicas
disponíveis "muito interessantes": No caso dos jovens agricultores
(até 40 anos) e de um investimento até 75 mil euros, os apoios são de
100% numa região desfavorecida e de 90% nas regiões favorecidas.
Neste contexto, José Martino diz estarem actualmente a lançar-se na
agricultura em Portugal "280 jovens por mês", a "grande maioria" dos
quais na área dos pequenos frutos.
De acordo com o engenheiro agrónomo, Portugal tem, na cultura destes
frutos, "uma vantagem competitiva muito forte", designadamente no
Algarve e no sudoeste alentejano: devido ao clima, consegue-se aqui
"uma precocidade na produção que cria uma mais-valia no mercado, pois,
dependendo das espécies, podem produzir durante o inverno ou a
primavera, sem ser necessário aquecer como acontece na maioria da
Europa", explica.
Apesar de a actual produção de pequenos frutos em Portugal ser ainda
modesta, o engenheiro agrónomo nota que tem já algum significado em
valor, devido ao preço elevado praticado ao consumidor.
Vendidos em cuvetes de 125 gramas, cujo preço varia entre os dois e os
quatro euros, os pequenos frutos permitem um valor por quilo
"relativamente elevado, entre os 16 e os 32 euros".
"Mesmo tirando a margem do supermercado e do grossista, dá sempre um
preço à produção entre os quatro e os oito euros e este é que é o
aliciante do negócio", sustentou José Martino.
Outra "grande vantagem" do negócio dos pequenos frutos é estarem "em
linha com o novo posicionamento dos consumidores na alimentação": são
frutos muito ricos em antioxidantes, pelo que podem ser consumidos em
quantidade com benefícios para a saúde.
Adicionalmente, têm grande procura por parte de mercados "com grande
poder de compra", sendo a quase totalidade da produção nacional
exportada para os países do norte e centro da Europa.
O circuito habitual, explicou, é a venda para a Holanda, Bélgica e
Alemanha, de onde depois se dissemina para os países nórdicos.
Actualmente, os dados do Gabinete de Planeamento e Política do
Ministério da Agricultura apontam que a fileira nacional dos pequenos
frutos representa mais de 36 milhões de euros de exportações, mas o
engenheiro agrónomo antecipa que, "nos próximos cinco anos, vai
ultrapassar os 50 milhões de euros e, dentro de 10 anos, aproximar-se
muito do valor das exportações de azeite, cerca de 215 milhões de
euros".
"E é uma previsão relativamente contida, porque neste momento, com a
motivação que há para plantar e pelo número de projectos,
previsivelmente será muito superior", sustentou.
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=68655
Geocapital aguarda "luz verde" de Moçambique para projeto agro-industrial com tecnologia brasileira
Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
11:46 Quinta feira, 21 de Fevereiro de 2013
Lisboa, 21 fev (Lusa) -- A Geocapital está pronta para lançar um
projeto agroindustrial em Moçambique, com parceiros técnicos
brasileiros, aguardando "luz verde" das autoridades moçambicanas, que
poderá estar para "breve", disse à Lusa um administrador do grupo.
Em entrevista à Lusa, Diogo Lacerda Machado, administrador da
"holding" com sede em Macau, adiantou que foram pedidos às autoridades
moçambicanas 20 mil hectares de terras incultas e "marginais", no
"centro interior, a caminho do Vale do Zambeze", após um longo
trabalho de prospeção de terras e estudos de mercado.
"Temos indicações de que poderá estar para breve a aprovação em
Moçambique desse projeto (...) Esperamos sem pressa o momento em que o
Governo entenda que faz sentido atribuir-nos", adiantou Lacerda
Machado, recentemente regressado do país africano.
http://visao.sapo.pt/geocapital-aguarda-luz-verde-de-mocambique-para-projeto-agro-industrial-com-tecnologia-brasileira=f714124
11:46 Quinta feira, 21 de Fevereiro de 2013
Lisboa, 21 fev (Lusa) -- A Geocapital está pronta para lançar um
projeto agroindustrial em Moçambique, com parceiros técnicos
brasileiros, aguardando "luz verde" das autoridades moçambicanas, que
poderá estar para "breve", disse à Lusa um administrador do grupo.
Em entrevista à Lusa, Diogo Lacerda Machado, administrador da
"holding" com sede em Macau, adiantou que foram pedidos às autoridades
moçambicanas 20 mil hectares de terras incultas e "marginais", no
"centro interior, a caminho do Vale do Zambeze", após um longo
trabalho de prospeção de terras e estudos de mercado.
"Temos indicações de que poderá estar para breve a aprovação em
Moçambique desse projeto (...) Esperamos sem pressa o momento em que o
Governo entenda que faz sentido atribuir-nos", adiantou Lacerda
Machado, recentemente regressado do país africano.
http://visao.sapo.pt/geocapital-aguarda-luz-verde-de-mocambique-para-projeto-agro-industrial-com-tecnologia-brasileira=f714124
O que comemos na última década?
Nitrofuranos, bactérias em vegetais, gripe das aves. A lista de
problemas na indústria é extensa, tal como os prejuízos humanos e
materiais
Gripe A matou 12 mil pessoas
Nuno Veiga
21/02/2013 | 11:38 | Dinheiro Vivo
Desde que rebentou o escândalo agro-alimentar nas refeições
congeladas, em janeiro passado, praticamente todos os dias se
descobrem novos casos de produtos supostamente confecionados à base de
carne bovina, mas que contêm 100% de carne de cavalo. A nova crise
alimentar traz à memória outras que envolveram uma indústria que
movimenta milhões, e cujo negócio assenta numa complexa teia de
distribuidoras, empresas de transformação e produtores. As autoridades
garantem não estar em causa a segurança dos consumidores – trata-se de
uma fraude com carne mais barata – mas o mesmo não se pode dizer do
que aconteceu na Alemanha, em 2011.
E-coli
A bactéria matou 50 pessoas na Alemanha e uma na Suécia. O surto foi
provocado por rebentos vegetais contaminados, com origem num quinta
biológica da Alemanha. O pacote de rebentos vegetais analisado foi
entregue às autoridades por um pai de família cuja mulher e a filha
ficaram gravemente doentes ao contrair a bactéria E-coli.
O caso assumiu proporções alarmantes quando começaram a surgir relatos
de infecções em vários países europeus. Portugal foi um dos países
afetados, onde pelo menos três pessoas ficaram infetadas, ainda que os
números do nosso país estivessem longe do drama vivido em França ou
Alemanha, onde a bactéria fez várias vítimas mortais.
Ignorando inicialmente a origem da epidemia, as autoridades alemãs
lançaram um alerta sobre lotes de pepinos espanhóis e desaconselharam
o consumo de pepinos, tomates e saladas. Vários países acabariam por
ser afetados pela bactéria, obrigando a União Europeia a gastar 227
milhões de euros para pagar os danos causados pela epidemia. Portugal
recebeu 5 milhões em compensações.
Gripe das aves
Causada por uma variante do vírus Influenza (H5N1) hospedado nas aves,
mas capaz de infectar mamíferos, a pandemia que ficou conhecida como
Gripe das Aves teve início em 2005, após serem identificados vários
casos de infeção humana no Vietname, Tailândia, Camboja e Indonésia.
Com um nível de mortalidade superior a 50%, a doença fez mais 100
vítimas mortais devido a uma mutação genética que facilitou a
transmissão do vírus aos humanos. Sem uma vacina para as aves contra o
vírus Influenza H5N1, o controlo da doença é feito através do abate
dos animais infectados e próximos do foco de infeção, num raio de 10
quilómetros, que inclui não apenas as aves de criação em escala
industrial mas também as produzidas de forma doméstica.
Nitrofuranos
Em 2003, Portugal foi abalado por um escândalo de proporções europeias
após as autoridades sanitárias terem detetado em vários aviários a
presença de nitrofuranos, um medicamento cancerígeno de uso vedado na
profilaxia sanitária dos animais. O antibiótico foi importado da
Alemanha e era administrado na proporção de 200 gramas por cada grupo
de cinco mil pintos, desde a nascença até ao abate, entrando no nosso
país com recurso a expedientes que contornavam a sua proibição,
decretada pelas autoridades sanitárias da União Europeia desde há oito
anos.
No relatório final dos Resíduos de Nitrofuranos em Portugal,
revelou-se que os custos da crise dos ascenderam aos 300 mil euros. Em
2011, o Tribunal Central Administrativo do Norte confirmou a
condenação do Estado português ao pagamento de 348 mil euros a um
centro de abate de aves em Estarreja, pelos prejuízos causados pela
ordem para destruir 119 mil quilos de carne. Um ano depois do
escândalo, que levou a uma quebra assinalável na venda de aves, o
consumo recuperou da crise e estabilizou.
Gripe A
Em Março e Abril de 2009, um surto de gripe suína foi identificado
no México, tendo as autoridades relacionado o caso com o vírus
Influenza A H1N1. Rapidamente, o surto alastrou-se aos Estados
Unidos, Canadá e, mais tarde, ao resto do mundo. Mais de 200 países
foram afetados pela doença respiratória, cujos sintomas se
assemelhavam a uma vulgar gripe, mas que na ausência de tratamento
poderiam provocar a morte. O vírus levou a Organização Mundial de
Saúde a decretar "emergência de saúde pública internacional", tendo a
indústria da carne de porco conhecido enormes quebras no negócio. A
pandemia foi responsável por 12 mil mortes em todo o mundo.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO103402.html?page=0
problemas na indústria é extensa, tal como os prejuízos humanos e
materiais
Gripe A matou 12 mil pessoas
Nuno Veiga
21/02/2013 | 11:38 | Dinheiro Vivo
Desde que rebentou o escândalo agro-alimentar nas refeições
congeladas, em janeiro passado, praticamente todos os dias se
descobrem novos casos de produtos supostamente confecionados à base de
carne bovina, mas que contêm 100% de carne de cavalo. A nova crise
alimentar traz à memória outras que envolveram uma indústria que
movimenta milhões, e cujo negócio assenta numa complexa teia de
distribuidoras, empresas de transformação e produtores. As autoridades
garantem não estar em causa a segurança dos consumidores – trata-se de
uma fraude com carne mais barata – mas o mesmo não se pode dizer do
que aconteceu na Alemanha, em 2011.
E-coli
A bactéria matou 50 pessoas na Alemanha e uma na Suécia. O surto foi
provocado por rebentos vegetais contaminados, com origem num quinta
biológica da Alemanha. O pacote de rebentos vegetais analisado foi
entregue às autoridades por um pai de família cuja mulher e a filha
ficaram gravemente doentes ao contrair a bactéria E-coli.
O caso assumiu proporções alarmantes quando começaram a surgir relatos
de infecções em vários países europeus. Portugal foi um dos países
afetados, onde pelo menos três pessoas ficaram infetadas, ainda que os
números do nosso país estivessem longe do drama vivido em França ou
Alemanha, onde a bactéria fez várias vítimas mortais.
Ignorando inicialmente a origem da epidemia, as autoridades alemãs
lançaram um alerta sobre lotes de pepinos espanhóis e desaconselharam
o consumo de pepinos, tomates e saladas. Vários países acabariam por
ser afetados pela bactéria, obrigando a União Europeia a gastar 227
milhões de euros para pagar os danos causados pela epidemia. Portugal
recebeu 5 milhões em compensações.
Gripe das aves
Causada por uma variante do vírus Influenza (H5N1) hospedado nas aves,
mas capaz de infectar mamíferos, a pandemia que ficou conhecida como
Gripe das Aves teve início em 2005, após serem identificados vários
casos de infeção humana no Vietname, Tailândia, Camboja e Indonésia.
Com um nível de mortalidade superior a 50%, a doença fez mais 100
vítimas mortais devido a uma mutação genética que facilitou a
transmissão do vírus aos humanos. Sem uma vacina para as aves contra o
vírus Influenza H5N1, o controlo da doença é feito através do abate
dos animais infectados e próximos do foco de infeção, num raio de 10
quilómetros, que inclui não apenas as aves de criação em escala
industrial mas também as produzidas de forma doméstica.
Nitrofuranos
Em 2003, Portugal foi abalado por um escândalo de proporções europeias
após as autoridades sanitárias terem detetado em vários aviários a
presença de nitrofuranos, um medicamento cancerígeno de uso vedado na
profilaxia sanitária dos animais. O antibiótico foi importado da
Alemanha e era administrado na proporção de 200 gramas por cada grupo
de cinco mil pintos, desde a nascença até ao abate, entrando no nosso
país com recurso a expedientes que contornavam a sua proibição,
decretada pelas autoridades sanitárias da União Europeia desde há oito
anos.
No relatório final dos Resíduos de Nitrofuranos em Portugal,
revelou-se que os custos da crise dos ascenderam aos 300 mil euros. Em
2011, o Tribunal Central Administrativo do Norte confirmou a
condenação do Estado português ao pagamento de 348 mil euros a um
centro de abate de aves em Estarreja, pelos prejuízos causados pela
ordem para destruir 119 mil quilos de carne. Um ano depois do
escândalo, que levou a uma quebra assinalável na venda de aves, o
consumo recuperou da crise e estabilizou.
Gripe A
Em Março e Abril de 2009, um surto de gripe suína foi identificado
no México, tendo as autoridades relacionado o caso com o vírus
Influenza A H1N1. Rapidamente, o surto alastrou-se aos Estados
Unidos, Canadá e, mais tarde, ao resto do mundo. Mais de 200 países
foram afetados pela doença respiratória, cujos sintomas se
assemelhavam a uma vulgar gripe, mas que na ausência de tratamento
poderiam provocar a morte. O vírus levou a Organização Mundial de
Saúde a decretar "emergência de saúde pública internacional", tendo a
indústria da carne de porco conhecido enormes quebras no negócio. A
pandemia foi responsável por 12 mil mortes em todo o mundo.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO103402.html?page=0
Câmara de Caminha lança bolsa de terras e oferece sementes e animais à população
Lusa
21 Fev, 2013, 14:44
A Câmara de Caminha anunciou hoje que vai disponibilizar uma bolsa de
terras para cultivo, sementes, aves e até suínos, a distribuir pelos
munícipes que pretendam trabalhar o campo.
Segundo fonte da autarquia, a bolsa de terras vai permitir a quem não
possuiu terras "voluntariar-se" para cultivar o terreno de
proprietários "que não dão uso" a essas áreas.
As inscrições para esta bolsa arrancam já no sábado e serão geridas
pelo município de Caminha com apoio das juntas de freguesia do
concelho.
"As potencialidades e a aptidão dos solos para a prática agrícola são
evidentes no concelho, mas a verdade é que é crescente o abandono das
práticas agroflorestais e silvopastoris nas freguesias do interior",
admitiu o vice-presidente da Câmara. Flamiano Martins assume que esta
medida "pretende contrariar precisamente o abandono das terras".
Neste processo, o proprietário que cede voluntariamente o terreno a um
voluntário interessado "não perde qualquer direito de propriedade, nem
a sua propriedade poderá de alguma forma ser modificada ao nível dos
seus limites inscritos", esclarece fonte da autarquia.
"Da mesma forma que aos produtores aderentes não lhes é conferido
qualquer direito de posse do terreno. A relação entre proprietário e
produtor deve ser estabelecida através de assinatura de protocolo de
cedência, cujo apoio jurídico para a definição dos termos do mesmo é
assegurado pela Câmara Municipal", sublinha a mesma fonte.
Além desta bolsa de terrenos para produção agrícola, a autarquia de
Caminha vai disponibilizar gratuitamente sementes, aves de capoeira
para criação e um suíno para quem trabalhe um campo de milho.
O projeto "Semear para Colher" pretende "promover a ocupação de
terrenos não cultivados", bem como a "promoção da agricultura
familiar", tradicional e biológica, explica o executivo daquela
Câmara.
O município pretende oferecer sementes no valor de 10 euros, aves no
valor de 15 euros e um suíno de 60 euros às famílias que se
inscreverem no projeto e que "façam provas de que possuem as condições
necessárias".
"Por exemplo, para receber um suíno, os interessados deverão cultivar
uma parcela de terreno com milho, com uma área igual ou superior a
1000 metros quadrados", disse a mesma fonte.
A autarquia garante que "todos os fornecedores" dos produtos que serão
entregues às famílias são do próprio concelho de Caminha, sendo esta
uma forma de "incentivo à economia local".
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=629856&tm=8&layout=121&visual=49
21 Fev, 2013, 14:44
A Câmara de Caminha anunciou hoje que vai disponibilizar uma bolsa de
terras para cultivo, sementes, aves e até suínos, a distribuir pelos
munícipes que pretendam trabalhar o campo.
Segundo fonte da autarquia, a bolsa de terras vai permitir a quem não
possuiu terras "voluntariar-se" para cultivar o terreno de
proprietários "que não dão uso" a essas áreas.
As inscrições para esta bolsa arrancam já no sábado e serão geridas
pelo município de Caminha com apoio das juntas de freguesia do
concelho.
"As potencialidades e a aptidão dos solos para a prática agrícola são
evidentes no concelho, mas a verdade é que é crescente o abandono das
práticas agroflorestais e silvopastoris nas freguesias do interior",
admitiu o vice-presidente da Câmara. Flamiano Martins assume que esta
medida "pretende contrariar precisamente o abandono das terras".
Neste processo, o proprietário que cede voluntariamente o terreno a um
voluntário interessado "não perde qualquer direito de propriedade, nem
a sua propriedade poderá de alguma forma ser modificada ao nível dos
seus limites inscritos", esclarece fonte da autarquia.
"Da mesma forma que aos produtores aderentes não lhes é conferido
qualquer direito de posse do terreno. A relação entre proprietário e
produtor deve ser estabelecida através de assinatura de protocolo de
cedência, cujo apoio jurídico para a definição dos termos do mesmo é
assegurado pela Câmara Municipal", sublinha a mesma fonte.
Além desta bolsa de terrenos para produção agrícola, a autarquia de
Caminha vai disponibilizar gratuitamente sementes, aves de capoeira
para criação e um suíno para quem trabalhe um campo de milho.
O projeto "Semear para Colher" pretende "promover a ocupação de
terrenos não cultivados", bem como a "promoção da agricultura
familiar", tradicional e biológica, explica o executivo daquela
Câmara.
O município pretende oferecer sementes no valor de 10 euros, aves no
valor de 15 euros e um suíno de 60 euros às famílias que se
inscreverem no projeto e que "façam provas de que possuem as condições
necessárias".
"Por exemplo, para receber um suíno, os interessados deverão cultivar
uma parcela de terreno com milho, com uma área igual ou superior a
1000 metros quadrados", disse a mesma fonte.
A autarquia garante que "todos os fornecedores" dos produtos que serão
entregues às famílias são do próprio concelho de Caminha, sendo esta
uma forma de "incentivo à economia local".
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=629856&tm=8&layout=121&visual=49
ONU dedica 2013 à quinoa, um "superalimento" cultivado há milhares de anos nos Andes
Lusa
21 Fev, 2013, 13:25
A ONU declarou 2013 o Ano Internacional da Quinoa, um `superalimento`
produzido há milhares de anos nos Andes, mas que surge agora como um
"novo aliado na luta contra a fome".
As palavras são do diretor-geral da organização das Nações Unidas para
a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, que na
cerimónia de lançamento do ano destacou papel que a quinoa pode ter na
erradicação da fome, da subnutrição e da pobreza.
"Espero que este Ano Internacional seja um catalisador da aprendizagem
sobre o potencial da quinoa para a segurança alimentar e nutricional,
para a redução da pobreza - especialmente entre os pequenos
agricultores do mundo -- e para a agricultura ambientalmente
sustentável, disse por seu lado o secretário-geral da ONU, Ban
Ki-moon, na cerimónia que decorreu quarta-feira na sede da ONU em Nova
Iorque.
A quinoa é considerada um `superalimento`, de alto valor nutritivo e
rica em proteínas e micronutrientes.
Segundo a FAO, é o único alimento vegetal que contém todos os
aminoácidos essenciais, oligoelementos e vitaminas, e tem também a
capacidade de se adaptar a diferentes ecossistemas e climas.
Resiste à seca, aos solos pobres e de elevada salinidade, pode ser
cultivada desde o nível do mar e até a uma altitude de quatro mil
metros e consegue suportar temperaturas entre os oito graus negativos
e os 38 graus Celsius.
Esta versatilidade, sublinha a ONU, faz da quinoa uma opção alimentar
viável em regiões com condições agrícolas áridas e altas taxas de
malnutrição.
A FAO estima em mil milhões o número de pessoas afetadas pela
malnutrição em 2010, quase todas nos países em desenvolvimento.
Reduzir a fome para metade é um dos Objetivos de Desenvolvimento do
Milénio, alvo de um acordo global e com prazo até 2015.
Além de Ban Ki-moon, participaram na cerimónia de lançamento do Ano
Internacional da Quinoa o presidente da Bolívia, Evo Morales, e a
primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón de Humala, que foram
nomeados embaixadores especiais da FAO para o Ano Internacional da
Quinoa.
Humala destacou o papel da quinoa como uma "opção viável e efetiva
para combater a fome e a subnutrição", e sublinhou a importância do
papel das mulheres na produção de quinoa.
Segundo a FAO, a quinoa teve uma grande importância nutricional para
as civilizações pré-colombianas andinas, apenas superada pela batata.
Tradicionalmente, os grãos de quinoa são torrados e depois
transformados em farinha para pão, mas também pode ser cozinhada,
adicionada a sopas, usada como cereal, como massa e mesmo fermentada
em cerveja ou chicha, a bebida tradicional dos Andes.
"A quinoa é um presente ancestral dos povos andinos", afirmou Evo
Morales, destacando o importante papel dos povos indígenas como
guardiões desta cultura durante mais de 7000 anos.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=629827&tm=7&layout=121&visual=49
21 Fev, 2013, 13:25
A ONU declarou 2013 o Ano Internacional da Quinoa, um `superalimento`
produzido há milhares de anos nos Andes, mas que surge agora como um
"novo aliado na luta contra a fome".
As palavras são do diretor-geral da organização das Nações Unidas para
a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, que na
cerimónia de lançamento do ano destacou papel que a quinoa pode ter na
erradicação da fome, da subnutrição e da pobreza.
"Espero que este Ano Internacional seja um catalisador da aprendizagem
sobre o potencial da quinoa para a segurança alimentar e nutricional,
para a redução da pobreza - especialmente entre os pequenos
agricultores do mundo -- e para a agricultura ambientalmente
sustentável, disse por seu lado o secretário-geral da ONU, Ban
Ki-moon, na cerimónia que decorreu quarta-feira na sede da ONU em Nova
Iorque.
A quinoa é considerada um `superalimento`, de alto valor nutritivo e
rica em proteínas e micronutrientes.
Segundo a FAO, é o único alimento vegetal que contém todos os
aminoácidos essenciais, oligoelementos e vitaminas, e tem também a
capacidade de se adaptar a diferentes ecossistemas e climas.
Resiste à seca, aos solos pobres e de elevada salinidade, pode ser
cultivada desde o nível do mar e até a uma altitude de quatro mil
metros e consegue suportar temperaturas entre os oito graus negativos
e os 38 graus Celsius.
Esta versatilidade, sublinha a ONU, faz da quinoa uma opção alimentar
viável em regiões com condições agrícolas áridas e altas taxas de
malnutrição.
A FAO estima em mil milhões o número de pessoas afetadas pela
malnutrição em 2010, quase todas nos países em desenvolvimento.
Reduzir a fome para metade é um dos Objetivos de Desenvolvimento do
Milénio, alvo de um acordo global e com prazo até 2015.
Além de Ban Ki-moon, participaram na cerimónia de lançamento do Ano
Internacional da Quinoa o presidente da Bolívia, Evo Morales, e a
primeira-dama do Peru, Nadine Heredia Alarcón de Humala, que foram
nomeados embaixadores especiais da FAO para o Ano Internacional da
Quinoa.
Humala destacou o papel da quinoa como uma "opção viável e efetiva
para combater a fome e a subnutrição", e sublinhou a importância do
papel das mulheres na produção de quinoa.
Segundo a FAO, a quinoa teve uma grande importância nutricional para
as civilizações pré-colombianas andinas, apenas superada pela batata.
Tradicionalmente, os grãos de quinoa são torrados e depois
transformados em farinha para pão, mas também pode ser cozinhada,
adicionada a sopas, usada como cereal, como massa e mesmo fermentada
em cerveja ou chicha, a bebida tradicional dos Andes.
"A quinoa é um presente ancestral dos povos andinos", afirmou Evo
Morales, destacando o importante papel dos povos indígenas como
guardiões desta cultura durante mais de 7000 anos.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=629827&tm=7&layout=121&visual=49
Portugal com 283 equipas de sapadores florestais que ajudam a diminuir risco de incêndio
Lusa
16:12 Quarta feira, 20 de fevereiro de 2013
Vila Pouca de Aguiar, 20 fev (Lusa) -- Em Portugal existem 283 equipas de sapadores florestais, constituídas por 1.415 homens que têm como função a gestão e defesa da floresta, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestais (ICNF).
Este programa foi criado pelo Governo em 1999 e tinha como meta a criação de 500 equipas de sapadores florestais até 2020.
Em junho de 2012, estavam espalhadas pelo território nacional 283 equipas, com aproximadamente de 1400 homens.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-com-283-equipas-de-sapadores-florestais-que-ajudam-a-diminuir-risco-de-incendio=f788557
Bem-estar dos animais: A Comissão aumenta a pressão sobre os Estados-Membros para aplicarem a estabulação em grupo para as porcas
Através de uma carta de notificação formal, a Comissão Europeia convidou hoje a Bélgica, Chipre, a Dinamarca, a França, a Alemanha, a Grécia, a Irlanda, a Polónia e Portugal a tomarem medidas no sentido de resolverem as deficiências na aplicação da legislação da UE em matéria de bem-estar dos animais e, em particular, para aplicarem a Directiva 2008/120/CE que exige que as porcas sejam mantidas em grupos durante uma parte do seu período de gestação.
A decisão política que determinou a mudança do uso de celas individuais para a estabulação em grupos das porcas foi tomada em 2001. Os Estados-Membros tiveram doze anos para assegurar uma transição harmoniosa para o novo sistema e aplicar a directiva. Porém, até agora, e apesar dos repetidos apelos da Comissão, os Estados-Membros acima referidos não cumpriram adequadamente a legislação comunitária.
Para melhorar o bem-estar destes animais, a Directiva 2008/120/CE determina que, desde 1 de Janeiro de 2013, as porcas prenhes sejam mantidas em grupos e não em estábulos individuais durante uma parte do seu período de gestação.
Os Estados-Membros que não cumprem as suas obrigações legais neste âmbito comprometem o bem-estar dos animais e provocam distorções no mercado que colocam em desvantagem as empresas que investiram no sentido de cumprirem com esta exigência.
No seguimento do passo dado hoje pela Comissão, os Estados-Membros em causa dispõem de um prazo de dois meses para responderem à carta de notificação formal. Caso não reajam de forma satisfatória, a Comissão enviará um «parecer fundamentado», solicitando aos Estados-Membros que tomem as medidas necessárias para dar cumprimento à directiva no prazo de dois meses.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21h.htm
França e Alemanha querem reforçar rotulagem de alimentos
CARNE DE CAVALO
por Agência Lusa, publicado por Susana SalvadorHoje5 comentários
Os governos francês e alemão querem ver reforçada a rotulagem sobre a
origem da carne nos pratos industriais ao nível europeu e estão a
preparar um memorando conjunto para apresentar a Bruxelas, avançou na
quarta-feira a AFP
"A partir do momento em que a carne é um ingrediente [que representa]
menos de 50% [do produto], não há nenhuma obrigação de dizer de onde
vem e isso é o que deve ser mudado", defendeu quarta-feira o ministro
francês da Agricultura, Stéphane Le Fol.
O ministro francês referiu estar em permanente contacto com a sua
homóloga alemã, Ilse Aigner, que partilha da mesma opinião, pelo que
os dois irão preparar um "memorando comum a ser apresentado no próximo
conselho agrícola".
Le Fol espera assim levar o debate sobre a etiquetagem os pratos de
carne a Bruxelas "na próxima semana", quando decorrerá a próxima
reunião de ministros de Agricultura da União Europeia.
A 08 de fevereiro, a descoberta de que a marca de lasanha de vaca
Findus (sueca) continha até 100% de carne de cavalo agitou o Reino
Unido e parte da Europa.
Dias mais tarde, a 12 de fevereiro, foi a vez de uma marca francesa de
refeições ultracongeladas (Picard) ter confirmado ter sido detetada
carne de cavalo em dois lotes de lasanha à bolonhesa.
Até então, os vestígios de carne de cavalo só tinham sido detetados em
produtos comercializados no Reino Unido pela marca sueca Findus cujo
fornecedor (Spanghero) trabalhava com um matadouro na Roménia onde se
abatem bovinos e cavalos.
A 14 de fevereiro, as descobertas chegaram à cadeia de supermercados
alemã Real, que encontrou restos de carne de cavalo numa lasanha
pré-cozinhada, depois de fazer testes aleatórios em vários produtos da
marca 'TIP Lasagne Bolognese', que já foram retirados do mercado.
No dia seguinte, o maior retalhista alimentar norueguês, o
NorgesGruppen, confirmou ter detetado carne de cavalo nas lasanhas
congeladas vendidas nas suas lojas, o primeiro caso confirmado naquele
país.
Também a 15 de fevereiro, a Áustria encontrou carne de cavalo em
produtos da alemã Gusto cujo rótulo informava serem de vitela.
Na terça-feira, a multinacional suíça Nestlé anunciou a retirada dos
mercados italiano e espanhol dos seus produtos de massas com carne,
depois de ter descoberto vestígios de ADN de cavalo superiores a 1 por
cento.
Entretanto, e em Portugal, a ASAE detetou vestígios de carne de cavalo
em produtos à base de carne que já foram retirados do mercado.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3065253&seccao=Europa&page=-1
por Agência Lusa, publicado por Susana SalvadorHoje5 comentários
Os governos francês e alemão querem ver reforçada a rotulagem sobre a
origem da carne nos pratos industriais ao nível europeu e estão a
preparar um memorando conjunto para apresentar a Bruxelas, avançou na
quarta-feira a AFP
"A partir do momento em que a carne é um ingrediente [que representa]
menos de 50% [do produto], não há nenhuma obrigação de dizer de onde
vem e isso é o que deve ser mudado", defendeu quarta-feira o ministro
francês da Agricultura, Stéphane Le Fol.
O ministro francês referiu estar em permanente contacto com a sua
homóloga alemã, Ilse Aigner, que partilha da mesma opinião, pelo que
os dois irão preparar um "memorando comum a ser apresentado no próximo
conselho agrícola".
Le Fol espera assim levar o debate sobre a etiquetagem os pratos de
carne a Bruxelas "na próxima semana", quando decorrerá a próxima
reunião de ministros de Agricultura da União Europeia.
A 08 de fevereiro, a descoberta de que a marca de lasanha de vaca
Findus (sueca) continha até 100% de carne de cavalo agitou o Reino
Unido e parte da Europa.
Dias mais tarde, a 12 de fevereiro, foi a vez de uma marca francesa de
refeições ultracongeladas (Picard) ter confirmado ter sido detetada
carne de cavalo em dois lotes de lasanha à bolonhesa.
Até então, os vestígios de carne de cavalo só tinham sido detetados em
produtos comercializados no Reino Unido pela marca sueca Findus cujo
fornecedor (Spanghero) trabalhava com um matadouro na Roménia onde se
abatem bovinos e cavalos.
A 14 de fevereiro, as descobertas chegaram à cadeia de supermercados
alemã Real, que encontrou restos de carne de cavalo numa lasanha
pré-cozinhada, depois de fazer testes aleatórios em vários produtos da
marca 'TIP Lasagne Bolognese', que já foram retirados do mercado.
No dia seguinte, o maior retalhista alimentar norueguês, o
NorgesGruppen, confirmou ter detetado carne de cavalo nas lasanhas
congeladas vendidas nas suas lojas, o primeiro caso confirmado naquele
país.
Também a 15 de fevereiro, a Áustria encontrou carne de cavalo em
produtos da alemã Gusto cujo rótulo informava serem de vitela.
Na terça-feira, a multinacional suíça Nestlé anunciou a retirada dos
mercados italiano e espanhol dos seus produtos de massas com carne,
depois de ter descoberto vestígios de ADN de cavalo superiores a 1 por
cento.
Entretanto, e em Portugal, a ASAE detetou vestígios de carne de cavalo
em produtos à base de carne que já foram retirados do mercado.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3065253&seccao=Europa&page=-1
Produtores do Douro querem mostrar novos sabores aos ingleses
Jornalista Letícia Amorim falou com alguns intervenientes
Britânicos são apreciadores de Vinho de Porto, mas os tintos de 2010 e
os brancos de 2011já dão que falar em Londres. 21-02-2013 14:03 por
Letícia Amorim, em Londres
Os produtores da Região Demarcada do Douro querem fazer dos ingleses
grandes admiradores de outros vinhos produzidos na região, além o
Vinho do Porto.
Mais de uma dezena de quintas do Douro estão por estes dias
representadas em Londres, para promover os outros vinhos da região. Os
ingleses ainda pouco ouviram falar de vinhos do Douro, mas apreciam a
relação qualidade/preço.
"Na verdade, a grande variedade de castas do Douro pode ser até
confusa, difícil de pronunciar, etc... Mas há excelentes vinhos abaixo
de 10 libras por garrafa e que têm realmente muita qualidade", refere
à Renascença Tim Stanley-Clarke, da Symington, a maior quinta do
Douro.
A operação de charme "Novo Sabor do Douro", levada a cabo junto dos
terceiros maiores compradores de Vinho do Porto do mundo, quer abrir a
porta a novos mercados através do Reino Unido, para um vinho muito
recente (com 20 anos de exploração): o Vinho do Douro.
O Reino Unido é o oitavo maior comprador de vinhos DOC produzidos no
Douro e a exportação – para o Reino Unido e não só – compensa a quebra
no consumo interno.
O evento, que decorre durante dois dias na embaixada de Portugal em
Londres, inclui uma acção de promoção dos Vinhos do Douro junto de
jornalistas e "bloggers" ingleses.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=97641
Britânicos são apreciadores de Vinho de Porto, mas os tintos de 2010 e
os brancos de 2011já dão que falar em Londres. 21-02-2013 14:03 por
Letícia Amorim, em Londres
Os produtores da Região Demarcada do Douro querem fazer dos ingleses
grandes admiradores de outros vinhos produzidos na região, além o
Vinho do Porto.
Mais de uma dezena de quintas do Douro estão por estes dias
representadas em Londres, para promover os outros vinhos da região. Os
ingleses ainda pouco ouviram falar de vinhos do Douro, mas apreciam a
relação qualidade/preço.
"Na verdade, a grande variedade de castas do Douro pode ser até
confusa, difícil de pronunciar, etc... Mas há excelentes vinhos abaixo
de 10 libras por garrafa e que têm realmente muita qualidade", refere
à Renascença Tim Stanley-Clarke, da Symington, a maior quinta do
Douro.
A operação de charme "Novo Sabor do Douro", levada a cabo junto dos
terceiros maiores compradores de Vinho do Porto do mundo, quer abrir a
porta a novos mercados através do Reino Unido, para um vinho muito
recente (com 20 anos de exploração): o Vinho do Douro.
O Reino Unido é o oitavo maior comprador de vinhos DOC produzidos no
Douro e a exportação – para o Reino Unido e não só – compensa a quebra
no consumo interno.
O evento, que decorre durante dois dias na embaixada de Portugal em
Londres, inclui uma acção de promoção dos Vinhos do Douro junto de
jornalistas e "bloggers" ingleses.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=97641
Mercado Ecorural do Oeste abre ao público dia 2, no Cadaval
Abre ao público, na manhã de 2 de Março (sábado), o Mercado Ecorural
do Oeste - Cadaval, localizado nas instalações do Mercado Municipal do
Cadaval. O novo espaço de venda directa de artesanato local e de
produtos agrícolas de qualidade visa a dinamização da economia local,
tratando-se de um de dois projectos-piloto a nível nacional.
"Mercados Ecorurais" trata-se de um projecto de cooperação
interterritorial suportado pelo ProDeR - Programa de Desenvolvimento
Rural e resulta de uma parceria entre a LeaderOeste - Associação de
Desenvolvimento Rural e a ADAE - Associação de Desenvolvimento da
Região da Alta Estremadura.
A implementação dos Mercados Ecorurais visa a dinamização da economia
local, bem como a disponibilização de artesanato local e produtos
agrícolas de qualidade, vendidos directamente pelos produtores das
regiões abrangidas pela LeaderOeste e a ADAE.
É neste contexto que o Mercado Ecorural do Oeste abre portas, pelas
7h30 da manhã do referido sábado.
O programa do dia de abertura iniciar-se-á, pelas 09h45, com animação
de rua proporcionada por "Cottas Club Jazz Band". Precisamente uma
hora depois, acontecerá a inauguração oficial do Mercado Ecorural do
Oeste, na presença de José Manuel Vieira, presidente da LeaderOeste,
Aristides Lourenço Sécio, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, e
de Gabriela Ventura, gestora do ProDeR (presença ainda a confirmar).
Pelas 11h15, será servido o "Leve de Honra" aos presentes,
prosseguindo a animação musical com a supracitada banda.
O Mercado Ecorural constitui não só um espaço ao dispor dos pequenos
artesãos e produtores agrícolas locais como também uma oportunidade
para a população consumir produtos locais.
O projecto visa, igualmente, facilitar a venda directa (sem
intermediários) e promover o diálogo directo entre produtor e
consumidor, seja sobre os benefícios dos produtos agrícolas, seja
sobre a cultura local e as práticas e técnicas tradicionais.
Regenerar, promover e animar os mercados municipais, neste caso
concreto o Mercado Municipal do Cadaval, é outra das metas a atingir.
O Mercado Ecorural assume-se, assim, como um "Espaço de Venda e de
Animação", composto por 17 bancas individuais e delimitado pela
decoração e por produtos de "merchandising" próprios. Funcionará todos
os sábados, entre as 07h30 e as 14h00, podendo o horário ser alargado
mediante a animação calendarizada.
Prevê-se que, mensalmente, seja disponibilizado calendário de animação
deste novo espaço, a qual poderá ser consultada, futuramente, na
seguinte página de Internet: http://www.mercadosecorurais.pt.
Para além do Mercado Ecorural do Oeste - Cadaval, que constitui uma
parceria com o município, existe uma segunda experiência-piloto no
país, mais precisamente em Ourém, podendo este projecto vir a ser
alargado a outros locais das regiões de intervenção.
Fonte: CMC
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21d.htm
do Oeste - Cadaval, localizado nas instalações do Mercado Municipal do
Cadaval. O novo espaço de venda directa de artesanato local e de
produtos agrícolas de qualidade visa a dinamização da economia local,
tratando-se de um de dois projectos-piloto a nível nacional.
"Mercados Ecorurais" trata-se de um projecto de cooperação
interterritorial suportado pelo ProDeR - Programa de Desenvolvimento
Rural e resulta de uma parceria entre a LeaderOeste - Associação de
Desenvolvimento Rural e a ADAE - Associação de Desenvolvimento da
Região da Alta Estremadura.
A implementação dos Mercados Ecorurais visa a dinamização da economia
local, bem como a disponibilização de artesanato local e produtos
agrícolas de qualidade, vendidos directamente pelos produtores das
regiões abrangidas pela LeaderOeste e a ADAE.
É neste contexto que o Mercado Ecorural do Oeste abre portas, pelas
7h30 da manhã do referido sábado.
O programa do dia de abertura iniciar-se-á, pelas 09h45, com animação
de rua proporcionada por "Cottas Club Jazz Band". Precisamente uma
hora depois, acontecerá a inauguração oficial do Mercado Ecorural do
Oeste, na presença de José Manuel Vieira, presidente da LeaderOeste,
Aristides Lourenço Sécio, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, e
de Gabriela Ventura, gestora do ProDeR (presença ainda a confirmar).
Pelas 11h15, será servido o "Leve de Honra" aos presentes,
prosseguindo a animação musical com a supracitada banda.
O Mercado Ecorural constitui não só um espaço ao dispor dos pequenos
artesãos e produtores agrícolas locais como também uma oportunidade
para a população consumir produtos locais.
O projecto visa, igualmente, facilitar a venda directa (sem
intermediários) e promover o diálogo directo entre produtor e
consumidor, seja sobre os benefícios dos produtos agrícolas, seja
sobre a cultura local e as práticas e técnicas tradicionais.
Regenerar, promover e animar os mercados municipais, neste caso
concreto o Mercado Municipal do Cadaval, é outra das metas a atingir.
O Mercado Ecorural assume-se, assim, como um "Espaço de Venda e de
Animação", composto por 17 bancas individuais e delimitado pela
decoração e por produtos de "merchandising" próprios. Funcionará todos
os sábados, entre as 07h30 e as 14h00, podendo o horário ser alargado
mediante a animação calendarizada.
Prevê-se que, mensalmente, seja disponibilizado calendário de animação
deste novo espaço, a qual poderá ser consultada, futuramente, na
seguinte página de Internet: http://www.mercadosecorurais.pt.
Para além do Mercado Ecorural do Oeste - Cadaval, que constitui uma
parceria com o município, existe uma segunda experiência-piloto no
país, mais precisamente em Ourém, podendo este projecto vir a ser
alargado a outros locais das regiões de intervenção.
Fonte: CMC
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21d.htm
Adega de Favaios premiada na categoria dos vinhos e dos moscatéis
Foral da Vila Branco, Encostas de Favaios Branco e Moscatel 1980
distinguidos nos "Melhores de 2012"
A Adega de Favaios viu o valor dos seus vinhos e moscatéis reconhecido
pela Revista de Vinhos na atribuição dos prémios "Os Melhores de
2012". O Foral da Vila Branco e o Encostas da Vinha Branco receberam o
prémio na categoria de "Boa Compra 2012", pela excelência na relação
Qualidade/Preço que apresentam. O Moscatel 1980 foi o único Duriense a
ser considerado um dos Melhores Vinhos de 2012 na categoria "Os
Melhores por Região".
Favaios recebe todos os anos cerca de 30 medalhas, atribuídas pelos
mais prestigiados concursos nacionais e internacionais. O Vinho DOC
Douro Foral da Vila Branco, um vinho frutado, macio e aromático,
estreou-se o ano passado nestes concursos, tendo-se revelado na grande
aposta da Adega de Favaios, pela sua sofisticação.
O Moscatel 1980 envelheceu mais de 30 anos e a sua orientação para a
nobreza tem vindo a revelar-se, por diversos anos consecutivos, o
preferido entre centenas de candidatos em concursos como o
International Wine Challenge de Londres ou o Citadelles de Bordéus. O
aroma é muito intenso, com notas de torrefacção, e destacam-se os
aromas a mel, passas e figos secos. Na boca é doce mas sem exageros,
encorpado e bastante harmonioso com aromas a lembrar o café, cacau e
mel. Termina com muita persistência permanecendo as sensações
agradáveis deste néctar durante muito tempo.
Este ano a Adega de Favaios vai remodelar as imagens dos vinhos
brancos e tintos, tornando-os mais apelativos, modernos e luxuosos a
nível de imagem. O objectivo passa por continuar a aprimorar a
qualidade dos seus vinhos e Moscatéis. "Estamos focados na qualidade,
mais do que nas sensações, em proporcionar experiências ímpares.
Queremos que Portugal e o Mundo sintam os aromas, a tradição e os
cheiros do Douro".
Fonte: ADBDCommunicare
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21a.htm
distinguidos nos "Melhores de 2012"
A Adega de Favaios viu o valor dos seus vinhos e moscatéis reconhecido
pela Revista de Vinhos na atribuição dos prémios "Os Melhores de
2012". O Foral da Vila Branco e o Encostas da Vinha Branco receberam o
prémio na categoria de "Boa Compra 2012", pela excelência na relação
Qualidade/Preço que apresentam. O Moscatel 1980 foi o único Duriense a
ser considerado um dos Melhores Vinhos de 2012 na categoria "Os
Melhores por Região".
Favaios recebe todos os anos cerca de 30 medalhas, atribuídas pelos
mais prestigiados concursos nacionais e internacionais. O Vinho DOC
Douro Foral da Vila Branco, um vinho frutado, macio e aromático,
estreou-se o ano passado nestes concursos, tendo-se revelado na grande
aposta da Adega de Favaios, pela sua sofisticação.
O Moscatel 1980 envelheceu mais de 30 anos e a sua orientação para a
nobreza tem vindo a revelar-se, por diversos anos consecutivos, o
preferido entre centenas de candidatos em concursos como o
International Wine Challenge de Londres ou o Citadelles de Bordéus. O
aroma é muito intenso, com notas de torrefacção, e destacam-se os
aromas a mel, passas e figos secos. Na boca é doce mas sem exageros,
encorpado e bastante harmonioso com aromas a lembrar o café, cacau e
mel. Termina com muita persistência permanecendo as sensações
agradáveis deste néctar durante muito tempo.
Este ano a Adega de Favaios vai remodelar as imagens dos vinhos
brancos e tintos, tornando-os mais apelativos, modernos e luxuosos a
nível de imagem. O objectivo passa por continuar a aprimorar a
qualidade dos seus vinhos e Moscatéis. "Estamos focados na qualidade,
mais do que nas sensações, em proporcionar experiências ímpares.
Queremos que Portugal e o Mundo sintam os aromas, a tradição e os
cheiros do Douro".
Fonte: ADBDCommunicare
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21a.htm
Onde o marquês namorou, hoje faz-se vinho
Produz vinho, azeite e peras. Vai recuperar uma capela e inaugurar um restaurante. Luís Vieira administra a Quinta do Gradil, no Cadaval
Luís Vieira estudou Economia
Diana Quintela
21/02/2013 | 13:00 | Dinheiro Vivo
É provável que se cruze com vestígios do marquês de Pombal. É que diz-se - sim, é uma suposição - que o marquês terá tido uma amante na Quinta do Gradil, no Cadaval. A história é contada por Luís Vieira, administrador da Quinta que produz1 milhão de litros de vinho por ano.
"É mais do que os produtos em si, é a história e a experiência que eles trazem. A quinta tem uma área contígua desde 1500, um palácio e uma capela que chegou a ser a principal desta região. É possível procurarem beber um pouco da história de Portugal. São sempre histórias que acabam por ser cativantes para quem as ouve e quem bebe um vinho desta marca, mais do que isso, é a história que traz", explica Luís, acrescentando: "Queremos que seja sinal de total glamour do marquês, total glamour desta história e que os vinhos proporcionem essa experiência. É esse conforto e esse bem-estar que quero trazer à juventude. Não queremos dar o peso da história, mas queremos atualizá-la de uma maneira não muito formal."
Em 1999, a família comprou a quinta e replantou a vinha que, na altura, era, maioritariamente, de uvas brancas. "A quinta estava bastante danificada e quando a comprámos o objetivo foi reconvertê-la imediatamente, com castas mais apropriadas ao que o mercado atual quer."
Os 120 hectares de vinha produzem, não só vinho Quinta do Gradil mas também outras marcas que o grupo Parras vende a outras empresas, no negócio de produção, vinificação e engarrafamento. Mas é o vinho da Quinta do Gradil que merece mais dedicação.
"Os nossos principais mercados são externos e só começámos há dois anos a trabalhar o mercado nacional. Passámos do mercado externo para o interno o que, por sua vez, potencia o mercado externo, sobretudo nosPALOP, porque aumenta a visibilidade", diz o responsável. Os vinhos da Quinta do Gradil já chegam a 30 países: China, Japão, Angola, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, França e, mais recentemente, Israel, entre outros.
Em 2012, a faturação do grupo deve chegar aos 30 milhões de euros. Entretanto, os planos passam pela recuperação da capela da Quinta e pela abertura do restaurante, a par da produção de azeite e de pera, outras duas culturas da Quinta do Cadaval, tentativas de entrarem em "linhas mais gourmet", aproveitando o potencial das culturas locais. "O restaurante é o terceiro projeto da quinta. Queremos um espaço para nos relacionarmos com os amigos e com os clientes, independentemente de estarem connosco ou não. Será um restaurante com uma grande componente vínica, com cursos de prova, de comida ligada ao vinho.
Retrato
A Quinta do Gradil foi comprada em 1999. Em tempos pertenceu ao marquês de Pombal. No grupo Parras trabalham 70 pessoas: 15 na Quinta do Gradil. A Quinta do Gradil vende vinho para 30 mercados do mundo inteiro: Israel foi o último país para onde começaram a exportar. O grupo Parras inclui o negócio de produção de vinhos Quinta do Gradil, assim como o de engarrafamento e venda de vinhos a granel.
http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Artigo/CIECO056438.html?page=0
Luís Vieira estudou Economia
Diana Quintela
21/02/2013 | 13:00 | Dinheiro Vivo
É provável que se cruze com vestígios do marquês de Pombal. É que diz-se - sim, é uma suposição - que o marquês terá tido uma amante na Quinta do Gradil, no Cadaval. A história é contada por Luís Vieira, administrador da Quinta que produz1 milhão de litros de vinho por ano.
"É mais do que os produtos em si, é a história e a experiência que eles trazem. A quinta tem uma área contígua desde 1500, um palácio e uma capela que chegou a ser a principal desta região. É possível procurarem beber um pouco da história de Portugal. São sempre histórias que acabam por ser cativantes para quem as ouve e quem bebe um vinho desta marca, mais do que isso, é a história que traz", explica Luís, acrescentando: "Queremos que seja sinal de total glamour do marquês, total glamour desta história e que os vinhos proporcionem essa experiência. É esse conforto e esse bem-estar que quero trazer à juventude. Não queremos dar o peso da história, mas queremos atualizá-la de uma maneira não muito formal."
Em 1999, a família comprou a quinta e replantou a vinha que, na altura, era, maioritariamente, de uvas brancas. "A quinta estava bastante danificada e quando a comprámos o objetivo foi reconvertê-la imediatamente, com castas mais apropriadas ao que o mercado atual quer."
Os 120 hectares de vinha produzem, não só vinho Quinta do Gradil mas também outras marcas que o grupo Parras vende a outras empresas, no negócio de produção, vinificação e engarrafamento. Mas é o vinho da Quinta do Gradil que merece mais dedicação.
"Os nossos principais mercados são externos e só começámos há dois anos a trabalhar o mercado nacional. Passámos do mercado externo para o interno o que, por sua vez, potencia o mercado externo, sobretudo nosPALOP, porque aumenta a visibilidade", diz o responsável. Os vinhos da Quinta do Gradil já chegam a 30 países: China, Japão, Angola, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, França e, mais recentemente, Israel, entre outros.
Em 2012, a faturação do grupo deve chegar aos 30 milhões de euros. Entretanto, os planos passam pela recuperação da capela da Quinta e pela abertura do restaurante, a par da produção de azeite e de pera, outras duas culturas da Quinta do Cadaval, tentativas de entrarem em "linhas mais gourmet", aproveitando o potencial das culturas locais. "O restaurante é o terceiro projeto da quinta. Queremos um espaço para nos relacionarmos com os amigos e com os clientes, independentemente de estarem connosco ou não. Será um restaurante com uma grande componente vínica, com cursos de prova, de comida ligada ao vinho.
Retrato
A Quinta do Gradil foi comprada em 1999. Em tempos pertenceu ao marquês de Pombal. No grupo Parras trabalham 70 pessoas: 15 na Quinta do Gradil. A Quinta do Gradil vende vinho para 30 mercados do mundo inteiro: Israel foi o último país para onde começaram a exportar. O grupo Parras inclui o negócio de produção de vinhos Quinta do Gradil, assim como o de engarrafamento e venda de vinhos a granel.
http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Artigo/CIECO056438.html?page=0
PS acusa ministra da Agricultura de "negligência" no processo de criação do banco de terras
Por Agência Lusa, publicado em 20 Fev 2013 - 13:02 | Actualizado há 23 horas 19 minutos
O deputado do PS Miguel Freitas acusou hoje a ministra da Agricultura de "negligência" no processo de criação do banco de terras, observando que passou o prazo de 60 dias para a regulamentação da medida.
"O que significa que os agricultores, os jovens agricultores, continuam à espera do banco de terras. Esta era uma medida emblemática do Governo, a leitura que retiramos daqui é que naturalmente há negligência por parte do ministério da Agricultura e a senhora ministra não tem mão neste processo", acusou o deputado.
A lei que cria uma bolsa nacional de terras para utilização agrícola, florestal ou silvopastoril foi aprovada a 10 de dezembro passado, dando um prazo de 60 dias ao Governo para a regulamentar.
Em declarações à Agência Lusa, o deputado do PS Miguel Freitas lamentou ainda que o levantamento do valor dos prejuízos que afetaram os agricultores portugueses nas intempéries de 18 e 19 de janeiro "tenha demorado um mês".
"Isso é absolutamente inaceitável. No tempo do Governo socialista, em 10 dias, em todos os casos o levantamento era feito, era publicado uma resolução e os despachos respetivos para operacionalizar as medidas", assinalou.
Miguel Freitas frisou que, "passado um mês" ainda não é possível aos agricultores prejudicados pelas intempéries de janeiro.
"Tudo isto tem uma leitura, este é um ministério que não tem comando, está completamente desarticulado e isso é responsabilidade da senhora ministra Assunção Cristas", criticou.
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, disse terça-feira que sequência do temporal de 18 e 19 de janeiro, foram reportados estragos de 31 milhões de euros em 960 hectares, abrangendo 1.200 agricultores.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico*
http://www.ionline.pt/portugal/ps-acusa-ministra-da-agricultura-negligencia-no-processo-criacao-banco-terras
AR: PCP questiona Governo sobre o «SNIRA - suspensão fornecimento de marcas auriculares»
O Deputado do PCP João Ramos entregou na Assembleia da República uma
Pergunta em que solicita ao Governo que lhe sejam prestados
esclarecimentos sobre o «SNIRA - suspensão fornecimento de marcas
auriculares», Pergunta que se passa a transcrever.
Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território
PERGUNTA:
Uma das regras da identificação animal que os produtores pecuários têm
de cumprir prende-se com a identificação obrigatória dos animais,
condição essencial para garantir a rastreabilidade dos produtos
pecuários. Para tal existe um sistema – o SNIRA- que "estabelece as
regras para a identificação, registo e circulação dos animais das
espécies bovina, ovina, caprina e suína, bem como dos equídeos."
Na espécie bovina esta identificação é garantida pela aposição de duas
marcas auriculares, uma em cada orelha. Sempre que uma das marcas se
danifique ou caia o produtor é obrigado a dirigir-se aos serviços
oficiais e solicitar emissão de nova marca auricular (com o mesmo
número), assegurando assim as regras da rastreabilidade.
O grupo parlamentar do PCP teve conhecimento que a Direção Geral de
Alimentação e Veterinária não desenvolveu os procedimentos necessários
para garantir a prestação destes serviços e por falta dessa
contratação, o serviço suspendeu a partir do dia 8 de fevereiro a
emissão das referidas marcas de substituição.
Esta situação é gravíssima, poderá por em causa a rastreabilidade dos
produtos pecuários e pode incorrer em penalizadas coimas para os
produtores, para além de implicações na circulação de animais e
eventualmente no apoio aos apoios.
Posto isto, e com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por
este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura,
do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:
1. Qual a razão para a não realização dos procedimentos que permitem o
fornecimento de marcas auriculares aos produtores pecuários?
2. Foram ou serão apuradas responsabilidades relativamente a esta questão?
3. Quando será reposto esse fornecimento?
4. Como será feita a movimentação de animais que não possuem
identificação por esta razão?
5. Quais as garantias que o governo apresenta para a não penalização
dos produtores?
Palácio de São Bento, terça-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Deputado(a)s
JOÃO RAMOS (PCP)
Fonte: Grupo Parlamentar do PCP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21g.htm
Pergunta em que solicita ao Governo que lhe sejam prestados
esclarecimentos sobre o «SNIRA - suspensão fornecimento de marcas
auriculares», Pergunta que se passa a transcrever.
Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território
PERGUNTA:
Uma das regras da identificação animal que os produtores pecuários têm
de cumprir prende-se com a identificação obrigatória dos animais,
condição essencial para garantir a rastreabilidade dos produtos
pecuários. Para tal existe um sistema – o SNIRA- que "estabelece as
regras para a identificação, registo e circulação dos animais das
espécies bovina, ovina, caprina e suína, bem como dos equídeos."
Na espécie bovina esta identificação é garantida pela aposição de duas
marcas auriculares, uma em cada orelha. Sempre que uma das marcas se
danifique ou caia o produtor é obrigado a dirigir-se aos serviços
oficiais e solicitar emissão de nova marca auricular (com o mesmo
número), assegurando assim as regras da rastreabilidade.
O grupo parlamentar do PCP teve conhecimento que a Direção Geral de
Alimentação e Veterinária não desenvolveu os procedimentos necessários
para garantir a prestação destes serviços e por falta dessa
contratação, o serviço suspendeu a partir do dia 8 de fevereiro a
emissão das referidas marcas de substituição.
Esta situação é gravíssima, poderá por em causa a rastreabilidade dos
produtos pecuários e pode incorrer em penalizadas coimas para os
produtores, para além de implicações na circulação de animais e
eventualmente no apoio aos apoios.
Posto isto, e com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por
este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura,
do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:
1. Qual a razão para a não realização dos procedimentos que permitem o
fornecimento de marcas auriculares aos produtores pecuários?
2. Foram ou serão apuradas responsabilidades relativamente a esta questão?
3. Quando será reposto esse fornecimento?
4. Como será feita a movimentação de animais que não possuem
identificação por esta razão?
5. Quais as garantias que o governo apresenta para a não penalização
dos produtores?
Palácio de São Bento, terça-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Deputado(a)s
JOÃO RAMOS (PCP)
Fonte: Grupo Parlamentar do PCP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21g.htm
AR: PCP questiona Governo sobre «Apoio à agricultura e pescas por perdas decorrentes das intempéries e incêndios»
O Deputado do PCP João Ramos entregou na Assembleia da República uma
Pergunta em que solicita ao Governo que lhe sejam prestados
esclarecimentos sobre o «Apoio à agricultura e pescas por perdas
decorrentes das intempéries e incêndios», Pergunta que se passa a
transcrever.
Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território
PERGUNTA:
As recentes intempéries, que destruíram e causaram muitos estragos em
explorações agrícolas e também em embarcações, vieram colocar
novamente algum enfoque sobre as questões dos apoios a prestar aos
setores produtivos implicados nestas situações. Estas, são situação de
grande alcance mediático em que a ida ao terreno, quase em paralelo
com os acontecimentos passa uma imagem de acompanhamento e apoio
adequados.
Os apoios que o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território tem vindo a anunciar não representam
propiamente linhas de apoio a agricultores vítimas de intempéries ou
de incêndios, como a própria ministra reconheceu na última audição em
sede de Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. O ministério tem
vindo a encaminhar esses agricultores para candidatura à medida
2.3.2.1 - Recuperação do Potencial Produtivo, do ProDeR, que está
aberta para candidaturas deste maio de 2011. Esta medida terá uma
percentagem de comparticipação máxima de 75%, mas que poderá ser
reduzida em função do número e valor das candidaturas aprovadas, uma
vez que, como está previsto no caso dos incêndios do Algarve, se as
candidaturas ultrapassarem a verba disponível haverá rateio para a
distribuição das verbas pelas candidaturas entregues. Não foi
anunciado qualquer apoio para a componente de comparticipação nacional
que terá de ser suportado pelo agricultor.
Por outro lado e apesar de a senhora ministra ter sido questionada
sobre o assunto pelo Grupo Parlamentar do PCP, não foi divulgado o
valor do reforço financeiro da referida medida 2.3.2.1 - Recuperação
do Potencial Produtivo, para fazer frente ao volume de candidaturas
que certamente aumentará.
Mas o apoio à recuperação do potencial produtivo não cobre custos com
a perda de culturas já plantadas e destruídas pelas intempéries, o que
logicamente terá implicações no rendimento das explorações. Este
problema ficou bem patente em audição da Horpozim, em Comissão
Parlamentar de Agricultura e Mar, sobre os estragos das intempéries na
zona da Póvoa de Varzim. Também no caso do Douro, onde as vinhas
sofreram com o granizo de Maio e Julho do ano passado, se
disponibiliza agora uma verba ridícula de 25€/hectare, com recurso a
fundos do IVDP, justificada pela perda de colheita e não de potencial
produtivo. Na altura foi também anunciada a transferência do beneficio
para o ano seguinte, o que a ministra não declarou manter quando
questionada na audição já referida.
Mas os apoios não têm sido disponibilizados a todos os agricultores
afetados. Nas duas últimas audições regimentais da senhora Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território,
apesar de questionada pelo Grupo Parlamentar do PCP, sobre a
necessidade de apoiar a reposição do potencial produtivo a
agricultores afetados pelos incêndios em Chaves ocorridos em agosto
passado, nunca respondeu. Utilizámos como exemplo o caso de um
agricultor que perdeu 160 ovelhas, as reservas de palha, feno e
cereais e também todas a maquinaria e alfaias agrícolas. Se apoiar
este agricultor não é apoiar a recuperação do potencial produtivo,
então o que será?
São ainda conhecidos os estragos ocorridos em embarcações de pesca sem
que tenham sido anunciados quaisquer apoios, nem mesmo a
disponibilização de apoios por via do PROMAR, programa que encerrará
com pouco mais de 50% de execução.
Posto isto, e com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por
este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura,
do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:
1. Com que valor vai ser reforçada a medida 2.3.2.1 - Recuperação do
Potencial Produtivo, do ProDer, para fazer face às candidaturas
decorrentes das intempéries e incêndios?
2. Será criada uma linha de apoio para a componente nacional das
candidaturas que tem de ser suportada pelos agricultores?
3. Irão estar disponíveis apoios para fazer face às perdas de
rendimentos com a destruição de culturas, o que não será coberto pela
medida do ProDer atrás referida?
4. As medidas anunciadas serão acessíveis a quaisquer agricultores de
tenham sido vítima de intempéries ou incêndios em qualquer ponto do
país?
5. Irá o governo alargar a possibilidade de recurso ao ProDer por
partes dos agricultores afetados pelo incêndio de Chaves?
6. Que trabalho irá ser desenvolvido com o setor dos seguros para que
se crie definitivamente em Portugal verdadeira proteção em que o risco
possa ser partilhado e não assumido somente pelo agricultor?
7. No caso das vinhas do Douro, o ministério garante a transferência
dos benefícios do ano passado, em que as vinhas foram afetadas, para
este ano, conforme prometido na altura?
8. Que apoios serão prestados ao setor da pesca, como forma de
compensação das embarcações danificadas pelas intempéries?
Palácio de São Bento, terça-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Deputado(a)s
JOÃO RAMOS (PCP)
Fonte: Grupo Parlamentar do PCP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21f.htm
Pergunta em que solicita ao Governo que lhe sejam prestados
esclarecimentos sobre o «Apoio à agricultura e pescas por perdas
decorrentes das intempéries e incêndios», Pergunta que se passa a
transcrever.
Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território
PERGUNTA:
As recentes intempéries, que destruíram e causaram muitos estragos em
explorações agrícolas e também em embarcações, vieram colocar
novamente algum enfoque sobre as questões dos apoios a prestar aos
setores produtivos implicados nestas situações. Estas, são situação de
grande alcance mediático em que a ida ao terreno, quase em paralelo
com os acontecimentos passa uma imagem de acompanhamento e apoio
adequados.
Os apoios que o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território tem vindo a anunciar não representam
propiamente linhas de apoio a agricultores vítimas de intempéries ou
de incêndios, como a própria ministra reconheceu na última audição em
sede de Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. O ministério tem
vindo a encaminhar esses agricultores para candidatura à medida
2.3.2.1 - Recuperação do Potencial Produtivo, do ProDeR, que está
aberta para candidaturas deste maio de 2011. Esta medida terá uma
percentagem de comparticipação máxima de 75%, mas que poderá ser
reduzida em função do número e valor das candidaturas aprovadas, uma
vez que, como está previsto no caso dos incêndios do Algarve, se as
candidaturas ultrapassarem a verba disponível haverá rateio para a
distribuição das verbas pelas candidaturas entregues. Não foi
anunciado qualquer apoio para a componente de comparticipação nacional
que terá de ser suportado pelo agricultor.
Por outro lado e apesar de a senhora ministra ter sido questionada
sobre o assunto pelo Grupo Parlamentar do PCP, não foi divulgado o
valor do reforço financeiro da referida medida 2.3.2.1 - Recuperação
do Potencial Produtivo, para fazer frente ao volume de candidaturas
que certamente aumentará.
Mas o apoio à recuperação do potencial produtivo não cobre custos com
a perda de culturas já plantadas e destruídas pelas intempéries, o que
logicamente terá implicações no rendimento das explorações. Este
problema ficou bem patente em audição da Horpozim, em Comissão
Parlamentar de Agricultura e Mar, sobre os estragos das intempéries na
zona da Póvoa de Varzim. Também no caso do Douro, onde as vinhas
sofreram com o granizo de Maio e Julho do ano passado, se
disponibiliza agora uma verba ridícula de 25€/hectare, com recurso a
fundos do IVDP, justificada pela perda de colheita e não de potencial
produtivo. Na altura foi também anunciada a transferência do beneficio
para o ano seguinte, o que a ministra não declarou manter quando
questionada na audição já referida.
Mas os apoios não têm sido disponibilizados a todos os agricultores
afetados. Nas duas últimas audições regimentais da senhora Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território,
apesar de questionada pelo Grupo Parlamentar do PCP, sobre a
necessidade de apoiar a reposição do potencial produtivo a
agricultores afetados pelos incêndios em Chaves ocorridos em agosto
passado, nunca respondeu. Utilizámos como exemplo o caso de um
agricultor que perdeu 160 ovelhas, as reservas de palha, feno e
cereais e também todas a maquinaria e alfaias agrícolas. Se apoiar
este agricultor não é apoiar a recuperação do potencial produtivo,
então o que será?
São ainda conhecidos os estragos ocorridos em embarcações de pesca sem
que tenham sido anunciados quaisquer apoios, nem mesmo a
disponibilização de apoios por via do PROMAR, programa que encerrará
com pouco mais de 50% de execução.
Posto isto, e com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por
este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura,
do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:
1. Com que valor vai ser reforçada a medida 2.3.2.1 - Recuperação do
Potencial Produtivo, do ProDer, para fazer face às candidaturas
decorrentes das intempéries e incêndios?
2. Será criada uma linha de apoio para a componente nacional das
candidaturas que tem de ser suportada pelos agricultores?
3. Irão estar disponíveis apoios para fazer face às perdas de
rendimentos com a destruição de culturas, o que não será coberto pela
medida do ProDer atrás referida?
4. As medidas anunciadas serão acessíveis a quaisquer agricultores de
tenham sido vítima de intempéries ou incêndios em qualquer ponto do
país?
5. Irá o governo alargar a possibilidade de recurso ao ProDer por
partes dos agricultores afetados pelo incêndio de Chaves?
6. Que trabalho irá ser desenvolvido com o setor dos seguros para que
se crie definitivamente em Portugal verdadeira proteção em que o risco
possa ser partilhado e não assumido somente pelo agricultor?
7. No caso das vinhas do Douro, o ministério garante a transferência
dos benefícios do ano passado, em que as vinhas foram afetadas, para
este ano, conforme prometido na altura?
8. Que apoios serão prestados ao setor da pesca, como forma de
compensação das embarcações danificadas pelas intempéries?
Palácio de São Bento, terça-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Deputado(a)s
JOÃO RAMOS (PCP)
Fonte: Grupo Parlamentar do PCP
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21f.htm
Eurodeputados em socorro do mercado de carbono europeu
A comissão parlamentar do ambiente apoia a CE no adiamento da venda
novas licenças de emissão para lidar com oferta excessiva no mercado
de créditos de carbono ©Belga/Designpics/J.Short
A Comissão Europeia deve ser autorizada a adiar a venda de novas
licenças de emissão para lidar com oferta excessiva no mercado de
créditos de carbono, defenderam os membros da comissão parlamentar do
ambiente no relatório legislativo aprovado na terça-feira, 19 de
Fevereiro. A medida deverá impulsionar os preços do carbono que
atingiram valores mínimos e incrementar o investimento tecnologias com
baixas emissões. Os críticos dizem que esta intervenção pode aumentar
os custos para a indústria.
A comissão parlamentar do ambiente apoiou as alterações ao regime de
comércio de licenças de emissão da UE que permitirá à Comissão
Europeia adiar ("backload") o leilão das novas licenças para o período
entre 2013-2020.
O presidente da comissão parlamentar do ambiente (ENVI) e responsável
pelo relatório, Matthias Groote (S&D, Alemanha), explicou depois da
votação: "Esta comissão parlamentar enviou um claro sinal a favor de
um regime de comércio de licenças de emissão mais forte e saudável. O
preço do carbono mais forte ajudará a catalisar a transição europeia
com o objectivo de alcançar uma economia com baixo índice de
utilização de carbono."
A crise económica reduziu as emissões de CO2 mais do que tinha sido
previsto e foram acumuladas um grande número de licenças de emissão,
levando à queda do preço do carbono. Para evitar uma ainda maior
inundação do mercado, a Comissão Europeia quer adiar uma nova venda de
novas licenças e solicitou a luz verde ao PE e ao Conselho.
Mas alguns eurodeputados manifestaram-se contra esta intervenção de
mercado. Em Janeiro, a comissão parlamentar da indústria rejeitou os
planos da Comissão Europeia num parecer não vinculativo.
"Interferir num sistema de mercado com o objectivo de influenciar
preços enquanto se aumentam os custos para as indústrias e PMEs envia
um mensagem errada em temos de estagnação económica, disse Romana
Jordan (Eslovénia), vice-coordenadora do PPE na comissão parlamentar
da indústria.
No seguimento da recomendação da comissão parlamentar do ambiente, e
caso o Conselho apoie esta decisão, a Comissão Europeia irá reter 900m
(toneladas) ou o leilão de cerca de um quarto das licenças de emissão
entre 2013-2015 e introduzi-las entre 2019-2020.
"Adiar leilões é apenas uma solução de curto prazo, mas um passo
positivo", disse Groote.
O regime de comércio de licenças europeu tem como objectivo emissões
de gases com efeito de estufa através da restrição das emissões
industriais em geral (o regime cobre mais de 11 mil centrais de
energia e instalações que representam cerca de 45% das emissões de CO2
da UE ou 1.730 milhões de toneladas de CO2): dentro deste limite, as
empresas recebem ou podem adquirir licenças de carbono que podem
comercializar entre elas.
O top dos emissores de CO2 em 2011
Fonte: PE
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21e.htm
novas licenças de emissão para lidar com oferta excessiva no mercado
de créditos de carbono ©Belga/Designpics/J.Short
A Comissão Europeia deve ser autorizada a adiar a venda de novas
licenças de emissão para lidar com oferta excessiva no mercado de
créditos de carbono, defenderam os membros da comissão parlamentar do
ambiente no relatório legislativo aprovado na terça-feira, 19 de
Fevereiro. A medida deverá impulsionar os preços do carbono que
atingiram valores mínimos e incrementar o investimento tecnologias com
baixas emissões. Os críticos dizem que esta intervenção pode aumentar
os custos para a indústria.
A comissão parlamentar do ambiente apoiou as alterações ao regime de
comércio de licenças de emissão da UE que permitirá à Comissão
Europeia adiar ("backload") o leilão das novas licenças para o período
entre 2013-2020.
O presidente da comissão parlamentar do ambiente (ENVI) e responsável
pelo relatório, Matthias Groote (S&D, Alemanha), explicou depois da
votação: "Esta comissão parlamentar enviou um claro sinal a favor de
um regime de comércio de licenças de emissão mais forte e saudável. O
preço do carbono mais forte ajudará a catalisar a transição europeia
com o objectivo de alcançar uma economia com baixo índice de
utilização de carbono."
A crise económica reduziu as emissões de CO2 mais do que tinha sido
previsto e foram acumuladas um grande número de licenças de emissão,
levando à queda do preço do carbono. Para evitar uma ainda maior
inundação do mercado, a Comissão Europeia quer adiar uma nova venda de
novas licenças e solicitou a luz verde ao PE e ao Conselho.
Mas alguns eurodeputados manifestaram-se contra esta intervenção de
mercado. Em Janeiro, a comissão parlamentar da indústria rejeitou os
planos da Comissão Europeia num parecer não vinculativo.
"Interferir num sistema de mercado com o objectivo de influenciar
preços enquanto se aumentam os custos para as indústrias e PMEs envia
um mensagem errada em temos de estagnação económica, disse Romana
Jordan (Eslovénia), vice-coordenadora do PPE na comissão parlamentar
da indústria.
No seguimento da recomendação da comissão parlamentar do ambiente, e
caso o Conselho apoie esta decisão, a Comissão Europeia irá reter 900m
(toneladas) ou o leilão de cerca de um quarto das licenças de emissão
entre 2013-2015 e introduzi-las entre 2019-2020.
"Adiar leilões é apenas uma solução de curto prazo, mas um passo
positivo", disse Groote.
O regime de comércio de licenças europeu tem como objectivo emissões
de gases com efeito de estufa através da restrição das emissões
industriais em geral (o regime cobre mais de 11 mil centrais de
energia e instalações que representam cerca de 45% das emissões de CO2
da UE ou 1.730 milhões de toneladas de CO2): dentro deste limite, as
empresas recebem ou podem adquirir licenças de carbono que podem
comercializar entre elas.
O top dos emissores de CO2 em 2011
Fonte: PE
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/21e.htm
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