sexta-feira, 1 de março de 2013

Rússia diz que não há motivo para proibir importações da Europa

O chefe do Serviço de Saúde russo disse hoje que não há motivo para
proibir a importação de carne procedente da União Europeia, em alusão
à carne de cavalo encontrada em produtos preparados e embalados em
vácuo em países europeus.

"Estamos a supervisionar a situação, e de momento não há razões para
implementar medidas restritivas", disse Guennadi Oníschenko, em
declarações à agência Interfax.

O chefe do Serviço de Saúde russo não confirmou as informações que
davam conta de ter sido detetada na região de Moscovo carne de cavalo
em embalagens de salsichas alegadamente de origem austríaca.

http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/russia-diz-que-nao-ha-motivo-para-proibir-importacoes-da-europa_15801894.html

Estado poupou dois ME em 2012 com novo sistema de Seguro Vitícola de Colheitas

Lusa
14:49 Quinta feira, 28 de fevereiro de 2013

Viseu, 28 fev (Lusa) -- Quinze mil agricultores foram em 2012
abrangidos pelo Seguro Vitícola de Colheitas (SVC), o que representou
uma poupança para o Estado superior a dois milhões de euros, segundo
dados do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP).

Ao intervir hoje, em Viseu, num colóquio sobre "Seguros Agrícolas",
Joaquim Sampaio, do IFAP, disse que, no seu primeiro ano, o SVC
abrangeu "um número de agricultores já muito expressivo (15.200)" e
que se traduziu "numa poupança de 38% relativamente ao que era o custo
com os seguros de vinhas quando ele era exclusivamente integrado no
SIPAC (Sistema Integrado de Proteção Contra Aleatoriedades
Climáticas)".

Em 2012, os agricultores podiam ter as suas vinhas seguras através do
SVC ou do SIPAC, mas a partir deste ano só podem usar o novo sistema.


http://expresso.sapo.pt/estado-poupou-dois-me-em-2012-com-novo-sistema-de-seguro-viticola-de-colheitas=f790303

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cooperativa Agrícola livre de suspeitas

Alfândega da Fé



O processo de investigação levado a cabo pela Polícia Judiciária na Cooperativa Agrícola de Alfandega da Fé foi arquivado.
Motivado por três queixas anónimas que denunciavam alegada gestão danosa nesta estrutura, este processo obrigou a eleições antecipadas na Cooperativa, depois de os membros da anterior direcção terem renunciado ao cargo na sequência do clima de suspeitas que foi criado em torno da instituição.
Além das queixas na PJ, foram ainda registadas denuncias na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e no Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR.
Um ano depois do início do processo, o actual presidente da direcção, que na altura também colocou o lugar à disposição, mas acabou por voltar a candidatar-se devido a um vazio eleitoral, assegura que o resultado deste processo não poderia ter sido outro.
"Sempre transmitimos uma palavra de tranquilidade aos nossos associados, porque nós também estamos de consciência tranquila e o nosso trabalho está à vista de todos. Colaborámos em tudo o que pudemos nessas investigações, até que, ultimamente, soubemos do arquivamento dessas denúncias anónimas", esclarece Eduardo Tavares.
O presidente da direcção sublinha que toda esta situação causou prejuízos à Cooperativa e aos associados, porque a demissão da direcção levou à suspensão dos negócios.

Dívida controlada

"Durante os primeiros seis meses de 2012 não vendemos azeite e isso fez com que perdêssemos oportunidades de negócio que mais tarde se traduziram em dificuldades para vender o azeite. Garantimos, por isso, um preço mais baixo aos agricultores do que seria de esperar", lamenta o responsável.
Há seis anos à frente da Cooperativa, Eduardo Tavares diz que não compreende um ataque desta natureza a esta estrutura agrícola, numa altura em que a dívida passou de cerca 1,2 milhões de euros, em 2003, para pouco mais de 690 mil euros, no ano passado.
"Quando nós temos este trabalho por trás, que está bem alicerçado, numa recuperação económica da Cooperativa. Em 2003, esta casa estava à beira da falência, com dívidas descontroladas aos associados, à banca e aos fornecedores. Houve um grupo de pessoas que conseguiu reestruturar a Cooperativa. E passados seis anos de termos diminuído o passivo para quase metade, eu pergunto porque é que há gente descontente? Isso leva-nos a pensar que poderá haver outros interesses", afirma Eduardo Tavares.
A Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé tem, actualmente, cerca de 800 associados.

http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=460&id=18428&idSeccao=4125&Action=noticia

Ministra Assunção Cristas vai ao 'Alta Definição'

SIC

por Tiago HenriquesHoje3 comentários

Ministra vai falar sobre a infância e a vida familiar Fotografia ©
Direitos Reservados
A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território é a convidada de Daniel Oliveira no próximo sábado.
Assunção Cristas vai mostrar o seu lado mais íntimo.

Depois de ter recebido Jerónimo de Sousa e António Costa, o Alta
Definição volta a contar com uma entrevista a uma figura da área da
política nacional.
Na emissão desta semana, o programa apresentado por Daniel Oliveira
terá como protagonista a ministra Assunção Cristas, que vai falar
sobre a família, a infância e as suas paixões.
Para ver este sábado, após o Primeiro Jornal, na SIC, às14.00.

http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=3080720

Fraude da carne esconde "crimes de saúde pública"

ALERTA DO PCP

por Lusa, publicado por Ricardo Simões FerreiraHoje16 comentários
O deputado comunista João Ramos alertou hoje para a "megafraude que
vende cavalo por vaca", a qual poderá esconder "crimes de saúde
pública e não apenas de fraude económica", numa declaração política em
plenário da Assembleia da República.
"Esta fraude económica veio mostrar a falência de todo o sistema de
segurança alimentar que deveria garantir os direitos dos consumidores
e pugnar pela saúde pública", acusou o parlamentar do PCP, apontando
contradições entre as declarações dos ministros da Economia e da
Agricultura e os responsáveis pela Autoridade de Segurança Alimentar e
Económica (ASAE).
Para João Ramos "os Ministérios da Economia e da Agricultura mentiram
ou então é a ASAE que está a mentir", frisando que a agência estatal
apreendeu 45 mil quilos em peças de carne e 6.600 quilos de embalagens
com carne processada.
"Há contornos de crimes de saúde pública e não apenas de fraude
económica", sublinhou, acrescentando que o PCP já entregou um
requerimento para ouvir, na Comissão Parlamentar da Agricultura e Mar,
representantes da associação de defesa dos consumidores DECO, a ASAE e
do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária.
O deputado comunista salientou também que o Estado "deve às
Organizações de Produtores Pecuários (OPP)", que têm a incumbência de
zelar pela sanidade animal, "todo o ano de 2012, num total de 12
milhões de euros".
"A ministra foi incapaz de assumir um compromisso de pagamento,
dizendo apenas que tudo fará para em 2013 pagar o ano de 2012. O
foguetório do sucesso das políticas de agricultura do Governo esconde
uma realidade que pode vir a ser dramática, do ponto de vista da
segurança alimentar, da sanidade animal e de potenciais limitações à
comercialização dos nossos produtos pecuários", criticou.


http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3080816

Produtos com carne de cavalo poderão ser doados a instituições de solidariedade

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade está disponível para receber a carne apreendida.


Carne de cavalo iria ser destruída
João Santos
28/02/2013 | 09:19 | Dinheiro Vivo
O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) está disponível para receber a carne apreendida pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que não pode voltar a ser vendida por não ter no rótulo a indicação de que contém carne de cavalo, desde que as instituições e beneficiários sejam informados do que estão a receber e que a segurança e qualidade dos produtos estejam garantidos, sublinha.
O Ministério da Agricultura adiantou ao DN que está a avaliar essa possibilidade, apesar de esta não ser uma ideia partilhada por todas as instituições sociais. A ASAE já apreendeu cerca de 79 toneladas de carne e 18 839 embalagens de produtos contendo carne de cavalo.
"Tudo o que puder ser usado é uma mais-valia e não deve ser destruído. O importante é que se garanta a máxima transparência e clareza no processo. Que seja assegurado que não existe nenhum risco para a saúde e que as instituições e os beneficiários sejam devidamente informados da composição dos produtos", disse ao DN o padre Lino Maia, presidente da CNIS, referindo que o tema ainda não foi abordado com o Governo, mas "certamente será".

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO109003.html

Açores: “Podem estar em causa investimentos futuros na Agricultura”



2013.02.28 (00:00) Açores
A Federação Agrícola dos Açores, presidida por Jorge Rita, considera 'razoável' um corte de seis milhões de euros nas verbas do Plano e Orçamento de 2013 para o sector agrícola em relação ao ano anterior, mas "nunca" o previsto corte de 16 milhões de euros inscritos pelo executivo açoriano nos documentos.

A Federação quer que, na apreciação do Plano e Orçamento no Parlamento, a verba da Agricultura seja reforçada em nove a dez milhões de euros e Jorge Rita explica as razões para esta posição numa entrevista ao 'Correio dos Açores'.

Correio dos Açores (CA): Disse, recentemente, que o corte de 25% nas verbas do Plano e Orçamento da Região para o ano em curso, em relação a 2012, é demasiado elevado. Porquê?
Jorge Rita (JR): Sim, é verdade. E o nosso parecer, em relação a esta situação, é bem claro e objectivo. Na entrega da documentação foi-nos transmitido que este corte era de 11%. Anunciaram-nos que, no total, a redução das verbas para a Agricultura seria na ordem dos 15%. Na altura, mostramos alguma satisfação – não pela redução – mas na comparação com os cortes noutros sectores de actividade. Quando começamos a analisar as contas, verificamos que a redução de verbas regionais para investir no sector agrícola vai para além do que nos foi comunicado. Concluímos que a redução é de 25%.

CA: E o que representam estes 25%?
JR: Representam 16 milhões de euros. E este valor, num plano anual para a Agricultura, na Região, onde existem muitos compromissos assumidos que estão por resolver; existem muitas infra-estruturas em construção que é preciso concluir; e, para os investimentos com apoio comunitário, a dotação regional terá sempre de estar disponível.

CA: Receia que, com menos 16 milhões de euros no plano regional, não haja a componente financeira regional para comparticipar todos os projectos financiados pela União Europeia…
JR: E não é só esta situação. Há compromissos assumidos pelo Governo dos Açores e, como costumámos dizer, 'é preciso limpar a casa'. Portanto, há muitas verbas assumidas pelo governo regional, em matéria de Agricultura, que têm de chegar ao destino. E existe até o compromisso que isso vai acontecer até ao final de Março, altura em que o plano entra em vigor. E, além disso, há investimentos que têm de continuar a ser feitos na Agricultura, sobretudo em infra-estruturas, caminhos, água e luz nas explorações. Tem de se ter, sempre, na Região, uma atenção muito especial para estes investimentos.
É por isso que entendemos que uma redução de 16 milhões de euros na Agricultura é exagerada. No nosso parecer ao plano, que vai ser apreciado no âmbito da Assembleia Legislativa regional, apontamos que em vez dos 16 milhões, houvesse uma redução de seis milhões. Na rectificação que devem fazer, terão de aumentar o investimento no sector agrícola entre os nove e os dez milhões de euros. Esta seria uma situação que nos satisfazia.
Mantendo-se a redução de 16 milhões de euros no plano, podemos ter problemas de sanidade, na manutenção dos caminhos florestais, poderá haver uma redução de investimentos no IROA e as implicações que tem na manutenção dos caminhos agrícolas. Estas situação têm de ser ponderadas e, sendo este um sector vital para a economia regional – como se tem provado ao longo dos anos -, não podemos aceitar que haja uma redução substancial de 25% no volume de verbas no Plano e Orçamento em relação ao ano anterior.

CA: Não receia que a atitude da Federação Agrícola dos Açores de crítica a uma redução de 25% nas verbas do Plano de 2013 para o sector agrícola não seja bem entendida pela sociedade no momento de crise que a Região atravessa?
JR: Vamos lá a ver. O Governo dos Açores tem adoptado uma postura que considero correcta ao assumir que, por a Região estar a cumprir os objectivos, não deve ser penalizada nas transferências do Orçamento Geral de Estado nem na redução do diferencial dos impostos. Eu tenho aplaudido esta postura. A verdade é que está demonstrada que a Região foi, a nível nacional, a que melhor cumpriu as regras e fez melhor aproveitamento dos fundos comunitários. Por isso, tem uma situação económica mais saudável.
Agora, este princípio aplica-se precisamente à Agricultura. Se o sector agrícola cumpriu, se mantem uma situação económica mais favorável que outros sectores de actividade – por uma melhor utilização das verbas que foram sendo disponibilizadas - , não poderá ser, agora, penalizado tanto como outros sectores, muito menos em favor deles.
Respeito e tenho muita consideração e estima por todos os outros sectores de actividade da Região, como a saúde, a educação e o turismo. Estes são, também, sectores importantes no nosso dia-a-dia. Mas, sendo a Agricultura vital para a economia açoriana, uma redução drástica nas verbas para este sector leva a que a própria economia corra riscos.
Quando temos um sector que é importante, que tem crescimentos anuais de produção, que aumenta todos os anos o nível das exportações, contribuindo para que a balança comercial seja mais favorável. Se todos consideram o sector agrícola importante e afirmam que é fundamental exportarmos cada vez mais, O que se deve fazer é canalizar o máximo de esforço financeiro da Região para este que é o maior e melhor sector de actividade da economia regional.
O que se tem verificado é que todo o investimento no sector agrícola tem sempre retorno, de forma transversal, em toda a economia açoriana como tem sido provado ao longo dos anos.

CA: O que está a dizer é que a Agricultura é uma mais-valia na economia açoriana que não deve ser desprotegida e é o pilar fundamental da economia que não deve ser enfraquecido…
JR: Não pode, não deve ser enfraquecido. Tem é de ser fortalecido. Até porque se a Região quiser sair, nos próximos anos, da crise que está instalada, sairá, de certeza absoluta, se reforçar o sector agrícola. A Agricultura é o sector da nossa economia que mais rapidamente fará com que o país e a região saiam da situação económica e social grave em que estão as empresas e as famílias.

CA: A Agricultura está disponível para um corte, mas não de forma a prejudicar o sector…
JR: Sabemos que existem cortes. Aceitámos que haja alguns cortes, sugerimos até onde pode haver alguns cortes no sector agrícola. Temos consciência que tem mesmo de haver cortes mas nunca um corte de 25% nas verbas para a Agricultura.
Consideramos que um corte de 9 a 10% é razoável no quadro actual em que vivemos. Podemos abdicar de um caminho, de um ou outro investimento, mas há condições que são obrigatórias, sobretudo ao nível de compromissos assumidos, da componente regional para financiamentos comunitários e de investimentos em infra-estruturas agrícolas. Não podemos aceitar que haja um corte de 25% porque, uma mais do que outra, estas condições obrigatórias ficam em causa.
Aliás, esta redução de 25% prevista no plano regional afectará a nossa economia agrícola e, de uma forma transversal, todos os outros sectores de actividade.

CA: Um corte de 25% nos investimentos na Agricultura, põe em causa a economia açoriana?
JR: Pode pôr em causa alguns investimentos para o futuro da própria agricultura e a própria economia açoriana.

CA: Qual é a posição da Associação Agrícola de São Miguel sobre a perspectiva do preço do leite baixar, agora, com a sazonalidade?
JR: Hoje existem cada vez menos argumentos por parte da indústria nas questões da sazonalidade. E tanto existe menos argumentos que, muitas vezes, tem havido várias alterações na aplicação directa da sazonalidade. Houve um período em que a indústria justificava, constantemente, que a sazonalidade resultava de questões de mercado. Mas, neste momento, não há quaisquer problemas de escoamento dos produtos lácteos açorianos. E, por incrível que seja, se alguém quiser dizer o contrário, está a mentir.
Em termos de mercado, presentemente, as indústrias de lacticínios de São Miguel têm tudo vendido ou quase. Há uma guerra interna entre as indústrias por procura de leite com efeitos positivos, durante o mês de Janeiro, na produção, com alguns aumentos de preço praticados por algumas indústrias. Ora, se eles aumentaram o preço do leite em Janeiro – por falta de leite – o mês de Fevereiro, Março e Abril vão na mesma linha. Até porque as condições climáticas não foram muito boas, os custos de produção estão muito em alta e, face a estas circunstâncias, não é fácil aumentar muito a nossa produção leiteira.
E a indústria, ao necessitar de mais leite, não é baixando o preço do leite na produção que poderá ter este efeito. Aliás, se houver alguma indústria que baixe o preço do leite nos próximos tempos, saberá que da parte da Associação Agrícola de São Miguel, tudo faremos para que a indústria que assim proceda tenha menos leite no futuro. Iremos mesmo criar grandes dificuldades à indústria que não tiver bom senso e algum equilíbrio na situação da sozanalidade que ocorre nesta altura.
Temos de reconhecer que as indústrias, algumas vezes, - hoje mais do que ontem – têm tido comportamentos muito positivos que nós realçamos. Neste momento, a nossa indústria está bem apetrechada e modernizada. Houve muitos apoios do Governo dos Açores nestas indústrias e hoje também se reconhece que elas começam a apresentar alguns produtos com valor acrescentado, procurando novos mercados no exterior.
A verdade é que a indústria tem feito muito melhor o seu trabalho de casa, com leites e queijos premiados em diversos certames a nível nacional. Ou seja, neste momento, ninguém na produção está à espera de uma baixa do preço de leite na sazonalidade.
Pelas contas que todos nós temos, não pode haver uma baixa do preço do leite e até deve haver subidas do preço do leite à produção nos próximos tempos, face a custos de produção em alta. Basta olhar os preços recorde do gasóleo agrícola, as subidas dos preços dos cereais, o aumento das taxas de juro e as dificuldades de crédito e até as condições climáticas não nos ajudam. A indústria tem conhecimento desta nossa realidade porque tem os mesmos dados que nós. E, em contrapartida, este mesma indústria está numa posição favorável em termos de escoamento dos seus produtos e alguns até com algum valor acrescentado. Obviamente que, face a estas circunstâncias, há que repartir dificuldades e tem de haver consciência e bom senso.

CA: Sabendo que a Unileite tem vindo a assumir um papel preponderante na definição dos preços do leite à produção durante os últimos anos, toda a lavoura está esperançada que mantenha a sua postura de vanguarda e passe por cima da sazonalidade sem mexer nos preços do leite à produção. Acredita que a Unileite não vai baixar o preço do litro de leite no período de sazonalidade?
JR: Estou convencido de que a Unileite não baixará, nos próximos tempos, o preço do leite em resultado da sazonalidade. A Unileite também tem todos os seus produtos vendidos. Tem produtos que estão a ser valorizados no mercado. Portanto, é uma indústria que tem crescido de forma sustentada e bem organizada. Tem uma orientação de mercado mais ou menos estável. Aplaudimos esta realidade porque é isso que todos nós desejamos.
E a Unileite tem a noção de que, neste momento, se houver uma baixa no preço do leite, a descapitalização é total na produção. A indústria precisa de leite, nós precisamos da indústria para transformar o nosso leite mas, obviamente, que tem de ser a custo em que todos nós possamos produzir e possamos ter algum rendimento.
Sabendo que nem todo o preço do leite que as indústrias pagam tem, em toda a linha, a ver com eles, mas sim com uma distribuição que tem sido o elemento da fileira do leite que fica com a fatia de leão. A jusante, só têm de vender ao consumidor e os produtos lácteos, muitas vezes, servem como chamariz para boas campanhas de marketing.
A grande distribuição tem que ter aqui uma atenção especial para um sector de actividade que é vital na Região.

FONTE: Correio dos Açores

http://www.anilact.pt/informacao-74/7165-podem-estar-em-causa-investimentos-futuros-na-agricultura

Óleos alimentares usados: projeto europeu



POR GERSON INGRÊS
27 FEVEREIRO 2013
INFO@LOCAL.PT

TAGS : SETÚBAL


SETÚBAL – A criação de um guia para a União Europeia que ajude na implementação de redes de recolha e transformação de óleos alimentares usados em biodiesel é o grande objetivo do projeto comunitário RecOil, apresentado ao público esta tarde, em Setúbal.

Trata-se de uma iniciativa pioneira, promovida pela União Europeia e liderada por Portugal, através da ENA – Agência de Energia e Ambiente da Arrábida, que tem como principal finalidade incrementar a produção sustentável de biodiesel, tornando-o comercializável em larga escala, através da reciclagem de óleos alimentares usados (OAU).

Na abertura do encontro desta tarde em Setúbal, na Casa da Baía, o vereador do Ambiente do município setubalense, Manuel Pisco, sublinhou a importância do projeto, salientando que, "quando há novidades na área do ambiente, as pessoas querem, pedem, reclamam acesso a essas mesmas soluções".

O autarca considera que é obrigação das instituições aproveitar todos os conhecimentos e avanços na área do desenvolvimento sustentável e de os colocar em prática, principalmente porque as próprias populações assim o exigem. "Arrisco-me a dizer que em termos institucionais há uma perspetiva mais atrasada do que a que a população tem", acrescentou.

Manuel Pisco deixou ainda a mensagem ao público presente na apresentação do projeto, maioritariamente constituído por profissionais relacionados com o setor do desenvolvimento sustentável, que "novas políticas ambientais não devem ser encaradas como novidades, mas antes como práticas correntes, pertencentes ao quotidiano de todos".

O projeto RecOil, apresentado esta tarde por Orlando Paraíba, da ENA, está em desenvolvimento desde maio de 2012 em seis países da União Europeia, concretamente Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Bélgica e Dinamarca.



Desde o ano passado que estão a ser feitos inquéritos, mais de 200 por cada país, para aferir a recetividade e as necessidades das populações e de instituições para que as redes de recolha de OAU sejam implementadas e otimizadas.

Como a produção e comercialização de biodiesel em larga escala é um dos principais objetivos a colocar em prática na Europa, o projeto RecOil está igualmente a estudar a viabilidade de comercialização de biodiesel nos mercados.

Quando o projeto-piloto estiver terminado, em maio de 2014, a Comissão Europeia, através do programa Intelligent Energy for Europe, conta ter um guia completo que servirá de ferramenta de consulta para que os óleos alimentares usados sejam recolhidos e reciclados em biodiesel da maneira mais eficaz possível mediante as características específicas de cada localidade europeia.

O biodiesel é em tudo similar ao gasóleo, podendo ser usado como alternativa àquele combustível fóssil, constituindo uma fonte de energia renovável e biodegradável, lubrificando mais eficientemente os motores e com reduções significativas nas emissões de dióxido de carbono.

Em comparação com os restantes biocombustíveis conhecidos, o biodiesel tem um teor de emissões de gases com efeito de estufa mais reduzido.

O encontro desta tarde na Casa da Baía incluiu dois workshops, com as respetivas apresentações de resultados.

No início dos trabalhos, Orlando Paraíba sintetizou os principais objetivos: "Recolher para o projeto as experiências de várias entidades da região de Setúbal no campo da recolha e transformação de OAU. Em contrapartida, cada participante fica mais perto do RecOil, beneficiando dos conhecimentos entretanto já reunidos em vários locais da Europa."

http://local.pt/oleos-alimentares-usados-projeto-europeu/

Para que serve a ASAE?


28/02/13 00:35 | Francisco Ferreira da Silva

19 Leitores Online 8048 Pageviews Diários

Comunidade
Partilhe:
Artigos do mesmo autor

A descoberta no Reino Unido de vestígios de carne de cavalo em lasanhas congeladas comercializadas como sendo de carne bovina deu início a um escândalo que já se estendeu a toda a Europa.

Mal foi detectada a fraude, a Agência para as normas alimentares (FSA) e a polícia britânicas efectuaram buscas das quais resultaram apreensões de alimentos, empresas com a actividade suspensa e fábricas encerradas. Em Portugal, a ASAE começou por fazer saber que tinha fiscalizado 53 estabelecimentos, entre 22 e 24 de Janeiro, e não detectara irregularidades semelhantes às da Inglaterra ou da Irlanda.

Depois, os casos começaram a suceder-se por toda a Europa, a Nestlé retirou do mercado produtos onde foi detectada carne de cavalo em Espanha e Itália. Mais tarde a Ikea seguiu o exemplo e retirou do mercado almôndegas onde descobriu vestígios de carne de cavalo. Foi então que a Agência de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) passou a estar mais atenta aos preparados alimentares de carne bovina à venda em Portugal. Nos últimos dias o inspector-geral da ASAE, António Nunes, apressou-se a falar da detecção da presença de carne de cavalo em 13 amostras, que levaram à apreensão de 80 toneladas de carne e de 20 mil embalagens de preparados.

A questão é que a ASAE só começou a estar mais atenta ao problema quando ele ganhou relevo a nível internacional. E o pior é que teve de ser a associação de defesa do consumidor a analisar e detectar a venda, em talhos de Lisboa e do Porto, de carne picada que, segundo a Deco, constitui um perigo para a saúde pública. Nenhuma das 34 amostras recolhidas passou na avaliação em laboratório e, também de acordo com a Deco, mais de metade continha produtos proibidos na carne picada vendida a granel.

Estas situações obrigam a questionar o papel da polícia da segurança alimentar e económica. Depois de, há uns anos, se ter tornado conhecida por encerrar estabelecimentos conhecidos por não cumprirem toda a legislação em vigor e por efectuar rusgas em feiras e mercados para combater a contrafacção, a ASAE também acabou for ficar famosa por exigir a produtos tradicionais que alterassem processos de produção, nalguns casos, como os dos queijos, milenares, para cumprir a regulamentação europeia.

O mais curioso é que, apesar de, teoricamente, ter a seu cargo a segurança alimentar, o turismo e as práticas comerciais, segurança de produtos e instalações, a propriedade intelectual e a propriedade industrial, a ASAE responde muitas vezes que questões levantadas em alguns destes âmbitos não são da sua competência. Além disso, as análises feitas pela Deco à carne picada e o aspecto duvidoso que peixes e outros produtos alimentares tantas vezes apresentam em estabelecimentos de comércio alimentar, fazem com que se questione se existe uma verdadeira segurança alimentar no nosso país.

http://economico.sapo.pt/noticias/para-que-serve-a-asae_163685.html

h3 distribui carta nos restaurantes: "Artigo da revista Sábado tem vestígios de burro"

Cadeia portuguesa de hambúrgueres garante que só usa carne de vaca e
realizou uma série de testes que o confirmam


Cartaz que a h3 vai pôr nos restaurantes
D.R.
28/02/2013 | 12:47 | Dinheiro Vivo
"Artigo da revista Sábado tem vestígios de burro." A frase grita a
negro nas cartas que a cadeia portuguesa de hambúrgueres h3 espalhou
hoje pelos seus restaurantes, em reação ao artigo hoje publicado
naquela revista, onde se afirma que foi encontrado ADN de cavalo no
restaurante do Cascais Shopping.
A notícia adianta que foram apreendidos 20 lotes de carne "considerada
suspeita dos armazéns da Pigcarnes, única fornecedora da cadeia de
hambúrgueres" - não houve apreensões em qualquer dos restaurantes. E
acrescenta que o processo "ainda está em fase de investigação na
ASAE", estando em causa, segundo a própria Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica, uma acusação de fraude económica e não um
crime de saúde pública.
Leia a carta distribuída nos restaurantes

"A carne dos hambúrgueres h3 é 100% vaca... E mais nada", garante a
empresa de Albano Homem de Melo, Miguel Van Uden e António Cunha
Araújo na mesma carta.
Na carta, assinada pelos três sócios, que acompanha os cartazes
espalhados pelos restaurantes da marca, a h3 explica que, entre várias
amostras analisadas pela ASAE e que se revelaram negativas, apenas
foram detetados "vestígios de ADN de cavalo, ou seja, em quantidades
residuais", na loja do Cascais Shopping. O que apenas pode
justificar-se com um caso de "contaminação cruzada", ou seja, devido a
uma partícula presente na máquina de picar que tenha passado para o
nosso produto em quantidades apenas detetáveis em laboratório. Basta
uma célula! Explicaram-nos os especialistas", acrescenta a marca.
E foi isso mesmo que a h3 explicou ao jornalista da Sábado que
contactou os donos da marca. "Nós explicámos, mas a revista não
percebeu", lê-se na mesma carta, assinada por Albano Homem de Melo,
António Cunha Araújo e Miguel Van Uden.
Conclusão? "Hambúrgueres feitos com carne de vaca, cujas análises
diárias revelam que são hambúrgueres de carne de vaca, são
hambúrgueres de... carne de vaca. Não é difícil chegar lá, pois não?"
Saiba mais aqui.

http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO109048.html?page=0

ASAE encontra carne de cavalo na cadeia H3

Alimentação

28-02-2013
Por Jaime Martins Alberto

A carne dos hambúrgueres devia ser 100% vaca mas no fim de Janeiro a
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica encontrou vestígios de
carne de cavalo num restaurante da cadeia H3, no Cascais Shopping.
Todos os lotes suspeitos foram recolhidos da fábrica que fornece a
hamburgueria portuguesa

No dia 14 de Fevereiro, os inspectores da Autoridade de Segurança
Alimentar e Económica (ASAE) apreenderam vinte lotes de carne
considerada suspeita dos armazéns da Pigcarnes, a única fornecedora da
cadeia de hambúrgueres H3. A decisão foi tomada depois de os testes
realizados a 28 de Janeiro terem acusado a presença de ADN de cavalo
numa amostra com certificado de garantia de carne de vaca no
restaurante do Cascais Shopping.

No fim do processo, que ainda está em fase de investigação na ASAE, as
duas empresas poderão ser acusadas de fraude económica por infracção
às normas de rotulagem. A carne de cavalo não é imprópria para consumo
humano, logo "não é um crime de saúde pública", diz à SÁBADO Valdemar
Silva, chefe de gabinete do inspector-geral da ASAE, António Nunes.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica realizou mais testes
de ADN a hambúrgueres de vários restaurantes H3 e da fábrica da
Pigcarnes, mas todos deram negativo para outras carnes que não de
vaca.

"Continuamos a garantir a todos os nossos clientes que os nossos
hambúrgueres são 100% vaca", diz Miguel Van Uden, um dos sócios
fundadores da marca portuguesa que tem 28 restaurantes distribuídos
pelo País.

Leia a reportagem completa na SÁBADO desta semana.

http://www.sabado.pt/Multimedia/FOTOS/-span--b-Sociedade-b---span--(1)/ASAE-encontra-carne-de-cavalo-na-cadeia-H3.aspx

PSD e CDS querem regime especial para produtos tradicionais

Por Agência Lusa, publicado em 28 Fev 2013 - 13:31 | Actualizado há 1
hora 2 minutos

PSD e CDS-PP vão propor ao Governo um "regime especial" para os
pequenos produtores, pedindo uma legislação e fiscalização menos
rígidas e um melhor acesso dos produtos tradicionais aos mercados,
nomeadamente os regionais, que pretendem revitalizar.

O parlamento debate esta sexta-feira um projeto de resolução conjunto
dos partidos da maioria que pretende recomendar ao Governo que adote
"medidas que visem a proteção dos produtores e produtos nacionais".

Um dos objetivos da proposta é a desburocratização do "acesso ao
mercado por parte de pequenos fabricantes de produtos tradicionais".

"Neste momento dominam as grandes superfícies. Queremos recuperar as
situações intermédias, nomeadamente os mercados de média dimensão,
regionais", explicou à Lusa o deputado do PSD Pedro Lynce.

A maioria recorda que "têm sido inúmeras as ações de fiscalização
alimentar e económica", acrescentando que "tanto a legislação como a
fiscalização" se têm caracterizado por um "excesso de zelo",
possivelmente devido a uma "elevada rigidez na interpretação das
normas europeias, que tem impedido a viabilização de técnicas de
produção artesanal".

"Noutros países europeus, nomeadamente em Espanha, não se verifica
esta rigidez. Há que repensar, uma vez que já está em vigor há alguns
anos, toda a legislação, sem quebrar a segurança alimentar", sublinhou
o deputado.

PSD e CDS defendem "uma aplicação exigente, mas flexível, de medidas
que garantam a qualidade e segurança alimentar", através de "regras de
higiene na produção, distribuição e armazenamento dos produtos".

As atividades económicas que "promovam a valorização do 'produto
português'" devem ter uma "especial atenção por parte do legislador e
das autoridades competentes na matéria, no sentido de não promover
restrições adicionais e/ou desproporcionadas", propõe a resolução.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado
pela agência Lusa

http://www.ionline.pt/portugal/psd-cds-querem-regime-especial-produtos-tradicionais

PSD: Pede “clarificação” sobre gestão da rede secundária do regadio de Alqueva...


Regional | 07:00 | 28-02-2013

O PSD de Beja pede clarificação sobre a entrega da gestão da rede secundária do regadio de Alqueva à EDIA e considera que o Ministério da Agricultura deveria ter tido em conta uma recomendação aprovada na Assembleia da República que prevê a concessão às associações de regantes.





A Distrital de Beja do Partido Social Democrata vem, em nota de imprensa, manifestar apreensão e reserva pela decisão do Ministério da Agricultura, de entregar a gestão da rede secundária do regadio de Alqueva à EDIA, sem que fosse tido, em linha de conta, o contributo dos agricultores e das associações que os representam.

Mário Simões, presidente da distrital laranja, afirma que esta é uma matéria muito delicada e pertinente que deve envolver os agricultores e considera que o Ministério da Agricultura deveria ter tido em conta o facto da Assembleia da República ter aprovado uma recomendação que prevê a concessão da rede secundária de rega às associações de regantes.

Para Mário Simões existem algumas indefinições em torno deste "dossier" que têm que ser clarificadas e apela ao Governo para adoptar um modelo transitório e progressivo da gestão dos perímetros de rega, para e com os agricultores. Ainda segundo Mário Simões, nesta região, alguns perímetros de rega já são geridos por associações e assim devem continuar.



Inês Patola

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/52851

Alexandre Relvas: “Sou de uma família com tradições agrícolas”


27 Fevereiro 2013, 20:40 por António Larguesa | alarguesa@negocios.pt

O empresário destacou o facto de liderar agora um projecto de média dimensão no sector dos vinhos e garantiu que fará "os investimentos necessários" para manter o ritmo de crescimento, depois de ter multiplicado as vendas por cem na primeira década de actividade.
Se a CAAR cumprir as metas para este ano de vender três milhões de garrafas e facturar sete milhões de euros, que espaço sobra para crescer?
Agora somos um projecto de média dimensão no sector. Mas se queremos ser competitivos temos de ter uma dimensão superior à que temos hoje. Nos próximos quatro a cinco anos queremos chegar às cinco milhões de garrafas vendidas. Não só para termos dimensão mas para ganhar competitividade.

E têm capacidade instalada para o fazer?
Em termos de vinificação – de armazenagem é superior – [temos capacidade] para vender 3,5 a 4 milhões de garrafas, mas faremos os investimentos necessários, sobretudo na área de vinificação, na fermentação e armazenagem de vinhos, para manter o ritmo de crescimento. Começámos em 2004 com 30 mil garrafas e em dez anos multiplicámos as vendas por cem. O plano sempre foi crescer.

Têm duas herdades no Alentejo, com 100 hectares de vinha. Pensam fazer alguma unidade de enoturismo, como têm feito alguns concorrentes?
Somos comerciantes de vinhos. Queremos focar todo o nosso esforço na produção e na venda de vinho.

O seu filho, que também se chama Alexandre Relvas, é o operacional na empresa?
Temos uma equipa de direcção do negócio com três pessoas e o meu filho é o responsável comercial. Eu tenho a coordenação. Tenho o prazer de ter o meu filho a trabalhar comigo. Ele tem "background" na área da viticultura: formou-se em Bordéus e tem vindo a trabalhar neste projecto desde que acabou a formação.

E o seu envolvimento é mais do que ir lá de vez em quando aos fins-de-semana?
Vou lá todas as semanas. É um projecto que valorizo muito, em que estou muito apostado em fazer crescer, dá-me um enorme prazer. Tudo o que são projectos de criação empresarial dão prazer e na agricultura ainda mais. Todos os anos temos novos produtos, mesmo que seja com as mesmas marcas.

Comprou a herdade em 1997. Por que se meteu neste negócio dos vinhos?
As primeiras vinhas foram plantadas em 2000 e 2001 e os primeiros vinhos, da colheita de 2003, chegaram ao mercado no ano seguinte. Sou de uma família com tradições agrícolas. O meu pai era veterinário e o meu avô engenheiro agrónomo. Tudo isto dá uma perspectiva de uma certa continuidade, mesmo que não seja na mesma actividade.

E porquê o Alentejo?
Sou retornado. Vim de Angola, de uma família quase na 3ª geração em Angola e foi a região pela qual me apaixonei. Se pudesse escolher a minha terra seria o Redondo, seguramente.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/agricultura/vinho/detalhe/sou_de_uma_familia_com_tradicoes_agricolas.html

Deputados apontam lacunas nos dados da distribuição


Lusa 27 Fev, 2013, 21:12
O grupo de trabalho parlamentar da distribuição e produção concluiu que há lacunas nos dados sobre toda a cadeia e que é preciso refletir e articular várias entidades, de acordo com o relatório hoje aprovado.
De acordo com o documento, "os dados estatísticos necessários para avaliar os preços e a sua evolução ao longo da cadeia de valor do produtor primário ao consumidor têm, na atualidade, lacunas sobre as quais é necessário refletir e ver a articulação necessária das diversas entidades".
O documento contém várias recomendações para melhorar as relações entre os dois extremos da cadeia alimentar: os pequenos produtores e a grande distribuição.
O grupo de trabalho considera ainda que dado o elevado grau de concentração no setor da distribuição, nomeadamente na retalhista agroalimentar, "levanta a necessidade de uma rigorosa consideração e avaliação da legislação e processos de licenciamento comercial e sobre aquisições e fusões de empresas do setor, que possam potenciar o eventual aumento da concentração".
Entre as conclusões está também a necessidade de regular "através de regulamentação legislativa" as relações comerciais entre produtores e distribuidores e que a autorregulação "revelou-se insuficiente para garantir" que todos sigam regras de respeito pelos intervenientes no mercado, pelo que tal poderá exigir "um provedor com autoridade arbitral efetiva ou com recurso a tribunal arbitral".
O aumento das competências da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a proibição de determinadas cláusulas consideradas abusivas em certos contratos, penas dissuasoras ou incentivo ao consumo de produtos portugueses foram outras das conclusões do grupo de trabalho, cujo relator foi o deputado do CDS-PP Helder Amaral.
Na semana passada, em declarações à Lusa, o deputado tinha afirmado que havia "necessidade de encontrar soluções legislativas", apontando como exemplo, a formação de preços que devia ser "mais transparente".
"Ficámos com a impressão que quem vende ou comercializa produtos de terceiros tem sempre mais lucros e não absorve os custos de produção que recaem integralmente sobre os produtores", destacou.
Outras recomendações, como a redução dos prazos de pagamento aos fornecedores e o aumento das coimas, foram entretanto alvo de iniciativas legislativas do Governo e reforçar os poderes da ASAE.
O objetivo é transferir competências da Autoridade da Concorrência para a entidade fiscalizadora, a ASAE, a nível dos processos de instrução de contraordenação e aplicação das multas "para tentar que seja mais eficaz e não se atrasar os processos".
O deputado centrista assinalou também que é preciso clarificar os conceitos associados às cláusulas abusivas, incluindo a prática de `dumping` (vendas com prejuízo) ou o abuso de posição dominante.
O grupo de trabalho vai sugerir igualmente ao Governo que promova o consumo de produtos portugueses e que "encontre fórmulas que ultrapassem o `Portugal Sou Eu`".
A ideia é criar um verdadeiro Bilhete de Identidade dos produtos nacionais, com uma rotulagem mais clara e transparente, explicou, na altura, Helder Amaral.


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=631514

AR ouve DECO e ASAE sobre produtos de carne de cavalo

AUDIÇÃO

por Lusa, texto publicado por Isaltina PadrãoOntem3 comentários
A comissão parlamentar de Agricultura aprovou a audição da DECO, da ASAE e do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, entidades que serão inquiridas sobre problemas na venda de produtos processados contendo carne de cavalo em substituição de vaca.
Segundo a informação divulgada hoje pelo PCP, o requerimento dos comunistas para a audição das três entidades foi aprovado na terça-feira por unanimidade.
De acordo com o requerimento do PCP, o ministério, um ex-dirigente da ASAE e o Sistema Comunitário de Alerta Rápido para a Alimentação têm dado informações contraditórias, "em que tão depressa" é dito que não se conhecem quaisquer produtos contendo carne diferente do rotulado, como a União Europeia alerta para que Portugal foi recetor de produtos alimentares contendo carne de cavaco.
No requerimento, o PCP alerta ainda para a necessidade da marcação urgente da audição com o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, requerida pelos comunistas e que foi aprovada em dezembro, a propósito dos atrasos no pagamento às associações de produtores pecuários dos valores referentes à sanidade animal.
"A gravidade de ambas as situações exige e realização urgente das audições e uma mais rápida atuação do Governo na garantia das condições de saúde pública e na proteção económica dos consumidores e dos agentes económicos. Por detrás de uma fraude económica pode descobrir-se um grave problema de saúde pública e o Governo deve prestar esclarecimentos sobre esses assuntos", refere o PCP.
A ASAE instaurou quinta-feira cinco processos-crimes a empresas portuguesas por fraude sobre mercadoria e apreendeu 79 mil quilogramas de carne contendo vestígios de carne de cavalo.
Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) adianta que foram também apreendidas, no comércio de retalho e distribuição 18.839 embalagens de produtos à base de carne, como por exemplo lasanhas, hambúrgueres, canelones e almôndegas.
Segundo a ASAE, os 79 mil quilogramas de carne e produtos à base de carne contendo carne de cavalo foram apreendidos em estabelecimentos industriais de preparação, embalamento e distribuição de carnes no comércio a retalho (grandes superfícies).

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3078109

Cavalo não compromete segurança alimentar

Ministra explica que o problema é rotulagem

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, reafirmou esta quarta-feira que não está em causa a segurança alimentar nos produtos com vestígios de carne de cavalo, destacando que se trata de uma questão essencialmente de rotulagem.
27 Fevereiro 2013Nº de votos (1) Comentários (4)



"É essencialmente uma questão económica e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a tratar dessa parte. Todavia, há um plano desenhado pela Comissão Europeia, que Portugal está desde já a cumprir, para também garantir que, do ponto de vista da segurança alimentar, não haja problema nenhum e estamos a fazer essas análises", disse Assunção Cristas.
A ministra falava aos jornalistas no final da reunião interministerial para os Assuntos do Mar, na qual foi aprovada a estratégia nacional para o Mar entre 2013/2014.
A ASAE confirmou, na terça-feira, a presença de carne de cavalo em lasanhas, canelones, hambúrgueres e almôndegas em 13 amostras de produtos produzidos pela indústria de transformação portuguesa.
Cinco processos-crime foram instaurados contra empresas, mas a ASAE garante que "não existe perigo" para a saúde pública.
António Nunes, inspetor-geral da ASAE explicou que 13 de 134 amostras recolhidas deram resultados positivos à presença de carne de cavalo em carne processada.
Além disso, avançou que já foram retirados do mercado 79 mil quilos de carne processada, congelada, produzida a nível nacional e 18.839 embalagens de alimentos de origem internacional.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/cavalo-nao-compromete-seguranca-alimentar

Rússia encontra carne de cavalo em salsichas importadas da Europa


Por Jornal i, publicado em 27 Fev 2013 - 17:52 | Actualizado há 14 horas 18 minutos


As autoridades sanitárias russas anunciaram hoje que foi detectada carne de cavalo em salsichas importadas da Europa.

Segundo as informações preliminares em poder das autoridades, as salsichas foram produzidas na Áustria, informou o director do serviço veterinário Rosselkhoznadzor, Serguei Dankvert.

Numa nota hoje divulgada, o IKEA decidiu suspender a venda de salsichas de um fornecer sueco, e que está "a aguardar os resultados das restantes análises efectuadas".

A suspensão de venda de salsichas afecta os seguintes países: França, Espanha, Reino Unido, Irlanda e Portugal.

http://www.ionline.pt/mundo/russia-encontra-carne-cavalo-salsichas-importadas-da-europa

Alexandre Relvas testa vinho em garrafas de plástico

27 Fevereiro 2013, 20:35 por António Larguesa | alarguesa@negocios.pt


O projecto agrícola do presidente da Logoplaste aumentou 15% as vendas
no ano passado e prepara-se para surpreender este sector tradicional
para responder à exigência de um cliente internacional.
A Casa Agrícola Alexandre Relvas (CAAR) vendeu 2,5 milhões de garrafas
de vinho em 2012, aumentando a facturação em 15%, para 5,5 milhões de
euros, disse ao Negócios o administrador, Alexandre Relvas. Num ano de
"consolidação de mercados" – e são mais de 30 países –, o crescimento
foi sustentado sobretudo pela actividade no estrangeiro, que já vale
70% do negócio.

Bélgica, China, Estados Unidos, Brasil e Alemanha são os principais
mercados para os vinhos produzidos na Herdade de São Miguel e na
Herdade da Pimenta, localizadas no Redondo, onde trabalham 30 pessoas.
Ao todo, a empresa agrícola conta com 150 clientes e 15 mil postos de
venda em todo o mundo. "Pelo clima económico em Portugal e porque
queremos continuar a crescer e consolidar o projecto, os grandes
caminhos de crescimento são no mercado internacional". A Rússia e na
Coreia do Sul serão as grandes apostas para este ano.

Questionado sobre a ligação deste negócio à Logoplaste, em que
partilha o cargo de CEO com Filipe de Botton, Alexandre Relvas revelou
ao Negócios que vai "lançar brevemente os primeiros vinhos em PET"
[Politereftalato de etileno, um polímero termoplástico], para
corresponder ao pedido "de uma grandes superfícies" com quem trabalha
no estrangeiro. "Há uma associação entre as duas actividades [porque]
alguns clientes internacionais, grandes superfícies, começam a pedir
vinhos em PET". Outra inovação recente foi a inclusão nos rótulos de
uma tinta especial que muda a cor quando o produto atinge a
temperatura certa para consumo.

A operar num sector muito tradicional, que sempre engarrafou em vidro,
o empresário explicou que apenas está a "respeitar as tendências de
mercado" e não se sente "condicionado por nenhum tipo de preconceito".
Lembrou até que a mesma resistência surgiu inicialmente com o
"bag-in-box" [vinho em caixas de cartão] ou com o uso das tampas de
rosca. "São tendências de mercado a que não se pode deixar de dar
atenção e temos de ter resposta. Somos também produtores de cortiça
[plantou 100 hectares de sobreiro], mas não podemos deixar de ter
tampa de rosca para os clientes que a solicitem", acrescentou.

Aproveitar a boleia internacional dos retalhistas

Apesar de assentar o aumento das vendas na exportação, a CAAR também
cresceu "a uma taxa ligeiramente mais baixa" no mercado interno. Para
o ganho de quota de mercado em Portugal tem contribuído a "parceria
estreita com as grandes superfícies, como o Continente, Pingo Doce e o
grupo Auchan", que apresentou como "parceiros comerciais sólidos e
incentivadores". Quer aproveitar inclusive a internacionalização
destas retalhistas para colocar mais vinhos no estrangeiro, dando o
exemplo da entrada da Jerónimo Martins na Colômbia, com quem já
cooperou na Polónia.

Em 2013, o objectivo é atingir as três milhões de garrafas vendidas, o
equivalente a sete milhões de euros, e subir a quota de exportação
para 75%. No médio prazo, perspectivou, quer chegar às cinco milhões
de garrafas, o que permitirá à CAAR ter dimensão e ganhar
competitividade, mas também exigirá novos investimentos.

A produção de uva nos 100 hectares de vinha não chega para as
necessidades, obrigando a comprar 70% da matéria-prima a outros
produtores da região, onde "há muita uva disponível a preços
competitivos". Daí que não pretenda investir em vinha nos próximos
anos, concentrando o plano de investimentos na área comercial e de
vinificação.

Apesar de ter três linhas de marcas – Herdade de São Miguel, São
Miguel dos Descobridores e Ciconia – no total são sete as marcas que a
produtora tem no mercado. Isso não retira eficácia em termos de
promoção? "Traz complexidade em termos de produção, enchimento e
armazenagem e do ponto de vista comercial aparentemente não permite
investir numa marca, mas nos mercados internacionais, onde
dificilmente teremos notoriedade (só o Mateus Rose tem), esta divisão
em três marcas permite alargar o número de distribuidores e mais
proximidade com os consumidores", respondeu Alexandre Relvas.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/agricultura/vinho/detalhe/alexandre_relvas_testa_vinho_em_garrafas_de_plastico.html

Requerimento do PCP para realizações de audições sobre problemas na venda de produtos processados contendo carne picada, aprovado na Comissão de Agricultura e Mar

Assembleia da República



O requerimento do Grupo Parlamentar do PCP para audição da DECO, da ASAE e do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária foi aprovado na terça-feira pela Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. Este requerimento do PCP é feito na sequência do conjunto de informações sobre os produtos alimentares processados contendo carne de cavalo em substituição de vaca. O ministério, um ex-dirigente da ASAE e o Sistema Comunitário de Alerta Rápido para a Alimentação, dão-nos informações contraditórias, em que tão depressa nos é dito que não se conhecem quaisquer produtos contendo carne diferente do rotulado, como a União Europeia alerta para que Portugal foi receptor que produtos alimentares contendo carne de cavalo. Esta fraude económica põe a nu a fragilidade dos sistemas de controlo alimentar europeus o que levou a que fosse já noticiada a presença de aditivos nocivos nos produtos alimentares, para além de carnes não indicadas nos rótulos.

O requerimento do PCP alerta também para a necessidade de se marcar audição com o Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, audição aprovada em Dezembro sobre os atrasos no pagamento, às Organizações de Produtores Pecuários, dos valores referentes à sanidade animal. Este requerimento também foi do Grupo Parlamentar do PCP.

A gravidade de ambas as situações exige a realização urgente das audições e uma mais rápida actuação do governo na garantia das condições de saúde pública e na protecção económica dos consumidores e dos agentes económicos.

Por detrás de uma frade económica pode descobrir-se um grave problema de saúde pública e o governo deve prestar esclarecimento sobre estes assuntos. O PCP pugnará para que as audições sejam marcadas com a brevidade que a gravidade da situação exige.

Fonte:  Grupo Parlamentar do PCP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/28e.htm

Jovens agricultores: uma minoria em crescimento e cada vez mais formada


Sérgio Carvalho e Carla Pacheco concluíram este mês uma formação para jovens agricultores. Ele tem 24 anos e o ensino secundário, ela tem 36 e é doutorada. Todos os meses, 280 jovens instalam-se no sector
Texto de Mariana Correia Pinto • 24/02/2013 - 20:23
Distribuir
Share on facebook Share on email More Sharing Services
Imprimir //  A A
O primeiro contrato que teve foi de 30 dias e em onze anos de profissão, com uma licenciatura e um doutoramento no currículo, só conseguiu trabalhar efectivamente durante cinco. Deu aulas no Porto, em Braga, em Vieira do Minho, em Lousada, em Famalicão, em Amarante, em Leça da Palmeira. Sempre de forma intermitente. Até que, há dois anos, deixou de conseguir colocação e decidiu mudar de vida.

No início do mês de Fevereiro, Carla Pacheco completou a formação profissional que lhe confere o título de jovem agricultora e passou a fazer parte de uma minoria que, de acordo com o Governo, tem vindo a crescer. Não foi a concretização de um sonho antigo - foi um drible habilidoso ao desemprego, que acabou por revelar-se uma opção feliz.

"Ia trabalhando no campo enquanto não tinha emprego, mas sempre concorri para ir dar aulas, nunca pensei viver disto. Agora se calhar vou deixar de concorrer", confessou a jovem de 36 anos.

Mais do que de mágoa, a decisão de Carla enche-se de racionalidade. Surge da constatação de que a qualidade de vida que tem agora nada tem a ver com a que tinha quando dava aulas. "Quando estava em Lousada ia e vinha todos os dias, 60 quilómetros vezes dois. Cheguei a meio do ano, fiz as contas com a minha auxiliar e ela ganhava mais do que eu", contou ao P3 na Quinta do Gomes, propriedade dos sogros, em Vieira do Minho, que Carla quer transformar numa quinta pedagógica.

Uns quilómetros à frente, na freguesia adjacente, Sérgio Carvalho é aquilo que sempre sonhou ser: agricultor. Completou o ensino secundário com um curso na área de Hotelaria, mas sempre soube que o futuro dele era no campo. "Estava lá, mas a minha ideia estava sempre aqui, com os animais."

O PRODER, programa que gere os fundos da Política Agrícola Comum, deu luz verde ao projecto de criação de gado minhoto, que o jovem de 24 anos está agora a desenvolver com a ajuda da mãe.

A primeira cooperativa jovem do país
Carla e Sérgio fazem parte de um grupo de 16 jovens de Vieira do Minho, com idades à volta dos 30 anos, que, depois de completarem uma formação dada pela CONFAGRI, querem avançar para a criação da primeira cooperativa jovem do país.

A tendência é crescente, ainda que pouco expressiva: apenas 2,5% dos agricultores portugueses têm menos de 35 anos e quase metade tem mais de 65. A CONFAGRI, uma das entidade onde as pessoas apoiadas pelo PRODER podem fazer formação, teve, em 2012, um total de 708 formandos jovens, número que em 2011 era de apenas 272.

Quase metade dos jovens que procuram no sector agrícola uma oportunidade tem formação superior (46%) e os homens ainda predominam, ainda que sem uma maioria significativa (60%). A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse em Novembro que havia 240 jovens agricultores a instalarem-se no sector por mês. O PRODER vai mais longe e fala já de um ritmo de 280 por mês.

Sérgio Carvalho tem acompanhado os conselhos dos dirigentes portugueses aos jovens desempregados. Encolhe os ombros: "Achar bem, acho... mas a agricultura é a última opção, é vista como uma actividade para onde vão as pessoas que não têm capacidade para mais", lamenta. E, quando a filosofia é essa, "não vai funcionar", adverte: "As pessoas desistem quando percebem que têm de sujar as mãos e não têm descanso."

A "incerteza" do sector, "sempre sujeito às alterações climáticas que podem pôr em causa todo um projecto e às dificuldades de acesso ao crédito e de comercialização", é precisamente o calcanhar de Aquiles que a própria CONFAGRI, pela voz da secretária-geral adjunta, Aldina Fernandes, aponta na hora de identificar a parte mais difícil da profissão de agricultor.

Quando a quinta pedagógica estiver a funcionar, Carla espera conseguir os rendimentos necessários para dizer que vive da agricultura. Para já não é possível: é o marido, "advogado e agricultor de fim-de-semana", quem leva dinheiro para casa e permite levar o sonho da vida rural avante. Uma realidade que a mãe de Sérgio Carvalho conhece bem - e que a levou a tentar convencer o filho, até ao último segundo, a procurar outra profissão: "Da maneira como as rações estão caras e o preço da carne cada vez mais baixa, é complicado...."

Contando com isso (e com a inexistência de férias e fins-de-semana, repetem os jovens de Vieira do Minho), a agricultura é, definitivamente, uma saída válida: "Acho que pode ser uma solução para o país. Temos tantos campos a monte e, no entanto, importamos imensa coisa que podíamos produzir aqui. É um gasto desnecessário", diz Carla Pacheco, que espera ver a Quinta do Gomes em pleno funcionamento dentro de um ano. Sérgio Carvalho deixa uma nota final, que não pode ser esquecida: "[A agricultura] não é para todos, tem de se gostar muito."

http://p3.publico.pt/actualidade/economia/6788/jovens-agricultores-uma-minoria-em-crescimento-e-cada-vez-mais-formada

Editorial da Science – O Impasse dos OGM na Europa



22 Fevereiro 2013 – Science
(tradução livre do texto completo por CiB Portugal)

O Editorial da Science, uma das mais importantes revistas científicas internacionais, questiona o insistente impasse da Europa em relação aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), também conhecidos como transgénicos.

Loiuse O. Fresco, autora do editorial, é professora da Universidade de Amesterdão e professora honorária da Universidade e do Centro de Investigação de Wageningen, Holanda.Entre1996 e 2006, Loiuse O. Fresco foi Directora de Investigação e Assistente de Direcção para a Agricultura da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.


Em Setembro de 2012, a Europa entrou em estado de choque pela publicação de um estudo da Universidade de Caen, em França, que declarava que ratos alimentados durante dois anos com milho transgénico – modificado para resistir a herbicidas – sofriam de tumores. Apesar dos resultados desse estudo terem sido altamente criticados e considerados uma fraude pela comunidade científica internacional, esse trabalho continua a ser citado como fonte de confirmação de que os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) são intrinsecamente perigosos.

A União Europeia (UE) difere do resto do mundo na sua forte oposição à utilização de OGM na agricultura. Esta posição piorou ao longo dos últimos 15 anos. O número de ensaios de campo de novas variedades geneticamente modificadas têm diminuído desde a década de 1990. Quase toda a área cultivada da UE - 100.000 ha – é de milho Bt (milho transgénico alterado para expressar uma toxina de Bacillus thuringiensis que é venenosa para os insetos-praga do milho). Não há outra planta Geneticamente Modificada que seja autorizada para cultivo na UE, com excepção da batata com elevado teor de amido. A maior área de cultivo de milho Bt localiza-se em Espanha, o único país Europeu no Top 20 ao nível global.

Depois da EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar dar a sua opinião positiva relativamente à utilização segura das culturas transgénicas, a autorização final para o seu cultivo tem de ser dada pela Comissão Europeia e pelos Estados Membros que votam a sua aprovação.

Mais de uma dúzia de culturas transgénicas estão à espera de aprovação algures nos meandros do sistema de autorização da União Europeia. Algumas dessas culturas esperam autorização há anos. Isto acontece porque não existe apoio da maioria dos Estados Membros ou a Comissão Europeia falhou na submissão à votação. Tentativas para quebrar este bloqueio têm incluído a procura de acordos que permitiriam aos Estados Membros individualmente bloquearem o cultivo de uma cultura GM, em particular no seu próprio território argumentando questões de segurança, ou tomarem a decisão individual de autorizarem o seu cultivo. Infelizmente, tais esforços para facilitar a aceitação dos OGM falharam.

Instituições independentes e respeitadas na Europa forneceram evidências que as culturas GM podem contribuir para a produção sustentável de alimentos, especialmente quando essas plantas foram criadas para resistir ao ataque de insectos e a doenças, não acarretando mais riscos do que as variedades convencionais.

Em 2011, a Comissão Europeia declarou que os procedimentos de autorização são dominados por ideias preconceituosas que atrasam a revisão dos procedimentos de avaliação, aprovação e controlo dos OGM. Contudo, reagindo ao estudo incorrecto da Universidade de Caen, a Comissão Europeia optou por atrasar esses procedimentos, esperando por mais investigação nos efeitos de longo prazo dos alimentos GM. Trinta e nove culturas GM estão ainda estão à espera de serem autorizados na UE para serem utilizadas em alimentos ou rações.

Os Europeus e o seu gado estão já a consumir alimentos GM em grande escala.

A falta de confiança dos Europeus nos OGM reflecte uma grande disrupção com a ciência. Atitudes semelhantes prevaleceram em relação ao gás natural e à energia nuclear. A ironia é que as gerações que beneficiaram mais com o progresso cientifico são as que mais suspeitam da ciência. Os Europeus tendem a romantizar o passado pré-moderno, inconscientes do sofrimento e da escassez de alimentos associados às baixas produtividades das culturas. Esta desconfiança dos Europeus em relação à ciência afecta os investimentos em Investigação e Desenvolvimento e pode ter efeitos desastrosos noutros pontos do planeta. Em África, os Europeus e as organizações não governamentais atrasam a introdução de culturas GM resistentes a doenças, como a mandioca transgénica necessária para fazer face ao aumento de fome entre as populações causada pela destruição das plantas provocada vírus listado castanho da mandioca.

A mudança na atitude Europeia não irá surgir rapidamente. Contudo, as negociações deste ano para a renovação das Politicas Agrícolas Comuns para 2014-2020 podem ser uma oportunidade, caso a revisão dos subsídios for associada com o apoio para a inovação, incluindo os OGM que promovem a sustentabilidade da agricultura. Apenas a coragem politica, como demonstrado nos últimos anos pelo Governo Britânico que requereu à União Europeia que facilitasse a produção de OGMs, pode quebrar o impasse ideológico existente entre Organizações Não Governamentais, produtores, consumidores e cientistas.

Fonte:  CiB

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/28d.htm

Queda de neve surpreendeu hoje distritos de Portalegre e Évora

28.02.2013 09:16
PAÍS


A Serra de São Mamede, em Portalegre, está coberta de neve, na
sequência de um nevão ocorrido durante aa noite, não havendo registo
de acidentes provocados pelo mau tempo, disse à agência Lusa fonte
dos bombeiros.
De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de
Portalegre, há também registo de queda de neve no concelho raiano de
Elvas.

Mais a sul, no distrito de Évora, há também registo de queda de neve
nas zonas de Estremoz e Borba.

Lusa

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/02/28/queda-de-neve-surpreendeu-hoje-distritos-de-portalegre-e-cvora

Grécia encontra vestígios em carne de vaca proveniente da Roménia


Lusa 27 Fev, 2013, 21:04
A autoridade alimentar da Grécia (EFET) anunciou hoje ter descoberto "DNA de cavalo" em amostras de carne bovina congelada importada da Roménia.
"Duas amostras positivas foram encontradas entre 26 análises realizadas até agora", disse hoje em comunicado a EFET.
As duas amostras provêm de 1064 quilos de carne congelada importada da Roménia que as autoridades apreenderam.
A fraude da carne de cavalo começou em janeiro, quando se descobriram no Reino Unido lasanhas da marca Findus que deveriam ser de carne de vaca, mas que tinham 100% de carne de cavalo.
À medida que se foi encontrando carne de cavalo em alimentos transformado noutros países da Europa, como na Alemanha e na França, foi-se percebendoa dimensão da fraude, que torna a produção destes alimentos mais barata.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=631544

Vinhos portugueses à prova em Londres



130 produtores participam na Wines of Portugal Annual Tasting, no dia 5 de Março

Os vinhos portugueses apresentam-se na Wines of Portugal Annual Tasting, em Londres, que será realizada no dia 5 de Março, na RHS The Lindley Hall, entre as 10h e as 18h. Os 130 produtores participantes prometem surpreender os visitantes colocando à prova vinhos novos e vintages, oriundos das regiões vinícolas chave nacionais.

Com esta acção a ViniPortugal pretende cativar a atenção de públicos referência deste mercado em torno do valor e da variedade oferecida pelos vinhos portugueses, demonstrando que são uma boa escolha mesmo para consumidores mais exigentes, mantendo margens de valor muito positivas.

Antecipando a London International Wine Fair, a decorrer em Maio, a Wines of Portugal Annual Tasting afigura-se como uma oportunidade única para a promoção dos vinhos portugueses junto dos distribuidores, pois potencia o desenvolvimento de novos contactos com o público de trade e a afirmação do favoritismo junto dos contactos privilegiados. Na London International Wine Fair o enfoque será dado à selecção dos 50 melhores vinhos para o Reino Unido, escolhidos este ano por Olly Smith.

Para Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, "Os vinhos portugueses apresentam uma excelente relação qualidade preço crucial num mercado tão competitivo como o do Reino Unido. Muito embora se trate de um mercado maduro, existem ainda muitas oportunidades a explorar e o Reino Unido continua a ser uma referência a nível internacional."

Fonte:  CV&A

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/28a.htm

Portugal reduziu défice alimentar em 15%



Publicado ontem


foto ÁLVARO ISIDORO/GLOBAL IMAGENS

Questionada sobre se o escândalo da carne de cavalo, que afeta vários países europeus, pode ter um impacto negativo sobre as exportações, a ministra considerou que não se trata de um problema de segurança alimentar, e sim de fraude económica


 2 0 0
A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, afirmou, esta quarta-feira, que Portugal conseguiu reduzir o défice da balanço agroalimentar em 15% no ano passado, o que corresponde a 500 milhões de euros.

"Os dados indicam que, no ano passado, o défice agroalimentar diminuiu 15%, isto significa 500 milhões de euros, à custa das exportações, essencialmente", sublinhou a governante, após uma visita ao SISAB (Salão do Setor Alimentar e Bebidas), que decorre no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Assunção Cristas frisou que este é "um setor vivo, dinâmico e a crescer", apontando o facto da oferta do SISAB, que conta com cerca de 550 empresas e 6.000 marcas e referências nacionais, ter aumentado este ano em 50%.

Questionada sobre se o escândalo da carne de cavalo, que afeta vários países europeus, pode ter um impacto negativo sobre as exportações, a ministra considerou que não se trata de um problema de segurança alimentar, e sim de fraude económica, e salientou que Portugal tem defendido a valorização da origem dos produtos, mesmos quando são transformados.

"Nós, enquanto país, só temos a ganhar com isso", frisou.

Assunção Cristas disse ainda que o Governo está a trabalhar no sentido de ultrapassar barreiras que se colocam à exportação de alguns produtos, nomeadamente para o Brasil.

"Resolvemos dois problemas que estavam em cima da mesa, o do azeite e o vinho, vamos ver se conseguimos resolver o problema de alguns frutos que ainda têm dificuldades na exportação para o Brasil", adiantou.

A ministra congratulou-se com a valorização internacional dos produtos portugueses, dando como exemplo o arroz Carolino que, às vezes é "preterido" a favor de arrozes de grão mais longo, mas está a ser exportado para vários países, incluindo a China.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3078466

UE: Conselho de Ministros aprova ajuda adicional de 40 ME para produtores de banana em 2013



O Conselho de Ministros da UE aprovou formalmente uma ajuda adicional de 40 milhões de euros para os produtores de banana das regiões ultraperiféricas (RUP) como compensação pelas reduções tarifárias aplicadas às importações provenientes de países da América Latina. Desta verba adicional atribuída ao sector da banana em 2013, os Açores e a Madeira recebem 1,24 milhões.

Esta ajuda tinha sido aprovada pelo Parlamento Europeu, em primeira leitura, no passado dia 5 de Fevereiro. O novo regulamento do POSEI - Programa de Opções Específicas relativas ao Afastamento e à Insularidade, acordado pelo Parlamento e pelo Conselho no passado mês de Novembro, mantém uma dotação financeira de 653,04 milhões de euros para as nove regiões: Açores e Madeira (Portugal), Canárias (Espanha), Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica, Reunião, Saint Barthélemy e Saint Martin (França). Deste envelope, os Açores e a Madeira recebem 106,21 milhões de euros.

Análises de impacto específicas para as regiões ultraperiféricas

Dada a potencial repercussão que as negociações sobre os futuros acordos comerciais e as alterações à política agrícola comum (PAC) podem ter nas regiões ultraperiféricas, "deverá ser dada particular atenção às características específicas dessas regiões no quadro das análises, dos estudos e das avaliações efectuados relativamente a essas negociações e alterações", estipula o regulamento revisto.

O regulamento exige ainda que os produtos provenientes de países terceiros ofereçam um nível de garantias equivalente ao dos produtos produzidos em conformidade com as normas veterinárias e fitossanitárias da UE.

Outros sectores

Em relação à reexpedição do açúcar, o sector poderá tirar benefícios da revisão do período de referência para o cálculo do volume dos produtos transformados nas regiões ultraperiféricas: a referência passa a ser a média dos três melhores anos desde 2005 a 2012.

De acordo com os eurodeputados açorianos, Maria do Céu Patrão Neves (PPE) e Luís Paulo Alves (S&D), os sectores do leite e da carne não tiveram ganhos adicionais com esta revisão do POSEI.

Fonte:  Agrodigital e PE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/27l.htm

Programa de apoio a jovens agricultores esgotado

Houve uma avalanche de candidaturas ao financiamento de projetos
agrícolas para jovens agricultores. As verbas do ProDer estão
esgotadas, mas o Ministério da Agricultura garante que o programa não
está fechado.

Joana Madeira Pereira
13:00 Quarta feira, 27 de fevereiro de 2013
Houve uma corrida ao financiamento de projetos agrícolas, o que acabou
por esgotar as verbas do ProDer

As verbas do Proder - Programa de Desenvolvimento Rural esgotaram para
novos projetos. O número de candidaturas ao programa "aumentou de
forma avassaladora nos últimos tempos". Houve mesmo uma "avalanche de
candidaturas", resultando numa situação de "overbooking"
(sobrelotação), referem os responsáveis pelo programa em comunicado.

Em 2012, em média, foram 280 jovens que, se instalaram por mês na
agricultura, respondendo assim ao repto que este Governo tem feito e
que se tem traduzido no regresso à "terra" por parte de centenas de
jovens.

Mais de 22 mil projetos já aprovados

Como tal, "se levarmos em conta que o ProDer, para além de assegurar
os pagamentos relativos aos mais de 26 200 projetos já aprovados, tem
ainda que assegurar os pagamentos agroambientais e de apoio às regiões
desfavorecidas, bem como os compromissos que potencialmente decorrerão
da verdadeira avalanche de candidaturas recebidas recentemente -
situações que estão completamente salvaguardadas - o programa está já
numa situação de overbooking muito considerável, que há que gerir com
todo o rigor".

Segundo o comunicado, "continuará a ser possível submeter candidaturas
ao PRODER, embora a análise e decisão das mesmas fique dependente da
futura libertação de verbas provenientes de projetos desistidos ou não
executados integralmente".

3,5 mil milhões injetados na agricultura

O ProDer encerrou o ano de 2012 com uma taxa de aprovação dos projetos
agrícolas de 91% (o que corresponde a 3,5 mil milhões de euros de
financiamento). Mas apenas 60% do orçamento ainda foram executados. As
verbas que correspondem aos restantes 40% estão garantidas para os
projetos que já foram aprovados e que estão a decorrer.

Este programa está em vigor até ao final de 2013, altura em que será
implementado a nova Política Agrícola Comum (2014-2020) - e que até,
agora, ainda não foi aprovada pelo Parlamento Europeu.

Numa altura em que a corrida à agricultura é massiva, os jovens
agricultores veem assim esgotar-se uma importante torneira de
financiamento para o acesso à atividade.



http://expresso.sapo.pt/programa-de-apoio-a-jovens-agricultores-esgotado=f789765

UE: Ministros querem que Comissão abrevie apresentação do relatório sobre rotulagem de origem em preparados de carne


A crise causada pela presença de carne de cavalo fraudulenta nos pratos pré-cozinhados provocou maior interesse em muitos Estados membros no processo de rotulagem de origem de produtos de carne. A Comissão Europeia deverá apresentar um relatório no final do ano, mas o Conselho de Ministros da Agricultura da UE, que na reunião da última segunda-feira abordou esta questão, convidou a apresentá-lo antes do verão.

De acordo com o Comissário de Saúde Pública, Tonio Borg, um relatório sobre a rotulagem da origem de um produto de carne processada pode ser muito complexo, por isso é improvável que o relatório esteja pronto antes de Setembro ou início de Outubro.

Em França, as vendas de refeições prontas à base de carne caíram 45% na semana após ter sido conhecida a fraude de carne de cavalo, de acordo com resultados de uma pesquisa da Nielsen.

Para recuperar a confiança dos consumidores, várias empresas francesas, tanto da indústria alimentar como da distribuição comprometeram-se em que a origem da carne e seus produtos seja francês. No entanto, deve-se recordar que a crise começou quando se detectou a fraude da venda de produtos pré-cozinhados de carne 100% de vaca quando continham carne de cavalo que não era indicado na lista de ingredientes, e não por uma questão de saber se a carne era ou não francesa.

Na Espanha, a Nestlé proprietário da "La Cocinera", que é a marca de canelones de carne que identificou a presença de DNA de equinos, decidiu parar de comprar ao seu fornecedor habitual, Servocar, de Casarrubios del Monte (Toledo), com quem trabalhava há 25 anos.

Enquanto isso a Servocar disse que nunca distribuiu, comprou ou vendeu carne de cavalo e não processa qualquer tipo de carne para a Nestlé,  apenas fornece peças inteiras (dianteiro de bovino desossado).

Por outro lado, a Ikea retirou o seu produto alimentar estrela, as suas almôndegas suecas de 24 países, a fim de analisá-los e ter a certeza de que não contêm carne de cavalo.

Fonte:  Agrodigital

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/02/27m.htm

Já nevou em Ourém, Fátima e distrito de Leiria

MASSA DE AR FRIO

por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaOntem10 comentários

Fotografia © Filipe Pinto/Global Imagens
A massa de ar frio que está a atingir Portugal e que colocou três distritos em aviso laranja e outros oito em aviso amarelo provocou hoje a queda de neve no concelho de Ourém e no distrito de Leiria.

Em Ourém, a queda de neve durou cerca de cinco minutos, segundo fonte dos bombeiros voluntários, que sublinhou o facto de não existirem quaisquer incidentes apesar do agravamento das condições atmosféricas.
Em Fátima, também nevou durante a tarde, mas o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém informou que no concelho não há qualquer registo de ocorrências devido ao mau tempo.
Em Porto de Mós, Pombal e em Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria), há também registo da queda de neve, mas o CDOS de Leiria informou que também nestes concelhos não há a registar qualquer ocorrência.
A meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera Cristina Simões explicou à Lusa que "irá nevar em sítios onde não é costume acontecer", acrescentando tratar-se de uma situação temporária.
"Já está a nevar em Bragança e Vila Real e vai continuar durante o dia de hoje. A previsão é que deixe de nevar no final do dia de hoje na região Norte, gradualmente na região Centro durante a madrugada, [sendo que no] Sul [a possibilidade de nevar] ainda se mantém para quinta-feira", afirmou.
O aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro, abrangia os distritos de Bragança, Vila Real e Viseu, até às 14:59 de hoje.
Já o aviso amarelo, o terceiro mais grave, abrange os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, até às 20:59 de hoje, Aveiro, Coimbra, Guarda e Castelo Branco, até às 05:59 de quinta-feira, e Portalegre, até às 11:59 de quinta-feira.
De acordo com o IPMA, estes distritos estarão sob aviso laranja devido à previsão de queda de neve acima dos 600/800 metros, descendo temporariamente a cota para os 200/400 metros.

 http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3078544

Taxa de segurança alimentar vale 10% dos lucros do Pingo Doce

Lusa
14:35 Quarta feira, 27 de fevereiro de 2013

Lisboa, 27 fev (Lusa) - O presidente do conselho de administração da
Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, afirmou hoje que a nova
taxa de segurança alimentar representa 10% dos lucros dos
supermercados Pingo Doce e criticou quem "malha" no setor.

Alexandre Soares dos Santos falava na conferência de imprensa de
apresentação dos resultados anuais do grupo Jerónimo Martin, que no
ano passado registou um aumento de 5,9% do lucro para 360 milhões de
euros e um crescimento de 10,5% nas vendas para 10,8 mil milhões de
euros.

Alexandre Soares dos Santos criticou os ataques que são feitos à
distribuição e apontou que "aparecem impostos que são transformados em
taxas e dizem que isto é 0,01% das vendas", numa alusão à nova taxa de
segurança alimentar.



http://expresso.sapo.pt/taxa-de-seguranca-alimentar-vale-10-dos-lucros-do-pingo-doce=f789996

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

AGRO 2013 aposta na agricultura como caminho para crescimento económico nacional

46.ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação
volta-se este ano para a internacionalização

De 11 a 14 de abril 2013 no Parque de Exposições de Braga


A nova edição da AGRO, uma das principais feiras agrícolas do país,
vai arrancar em abril e aponta a agricultura como o caminho para o
crescimento económico nacional. O Parque de Exposições de Braga (PEB),
entidade organizadora do certame, que se realiza entre 11 e 14 de
abril, pretende também demonstrar que, em Portugal, existe um forte
know how nas áreas agrícola, pecuária e alimentar e com grande
potencial de internacionalização.
Posicionar a marca AGRO a nível internacional, sobretudo em Angola e
em Moçambique, é a grande novidade da 46.ª Feira Internacional de
Agricultura, Pecuária e Alimentação. Neste âmbito, a organização
realizará um seminário internacional sobre o futuro da agricultura
nacional e no continente africano. "O potencial agrícola de Angola e
Moçambique é imenso e o continente africano será para muitos a aposta
deste século. Esta crise ensina-nos que temos de dar mais importância
ao setor da agricultura e o PEB quer «apontar o caminho» para o nosso
país", afirma Jorge Miguel Corais, administrador-executivo do PEB.
A AGRO vai apoiar, mais uma vez, as fileiras mais representativas do
setor agrário, sobretudo no contributo para a qualificação dos
profissionais agrícolas. Depois do sucesso da edição anterior, o PEB
irá manter a aposta no setor do leite, com a realização do 3.º
Concurso Regional de Raça Holstein Frísia, mais conhecida em Portugal
como Turina.
Outra das mais valias da AGRO é ser palco do principal concurso
pecuário do país das raças autóctones, o 24.º Concurso Nacional da
Raça Barrosã, entre outros. Com o apoio das associações de criadores,
estarão ao todo mais de três centenas de animais das raças Barrosã,
Arouquesa, Minhota e Maronesa no certame. Em exposição estará ainda a
raça de origem francesa Limousine.
Com um crescimento sustentado ao longo dos anos, a AGRO tem aumentado
não só em número de expositores e visitantes, mas também em número de
iniciativas. Em 2012, passaram pela AGRO mais de 76 mil visitantes
(+32,24% do que em 2011), 201 expositores (+ de 5,97%) e foram
realizados 29 eventos (17 em 2011).
A primeira Exposição Agrícola e Industrial do Norte surgiu em 1968,
sendo a sua longevidade uma das garantias da sua relevância enquanto
montra da agricultura portuguesa. Atualmente, a AGRO integra também a
elite das feiras representadas na União de Feiras Internacionais (UFI)
e no Comité Europeu de Sociedades Agrícolas e Organizadores de Feiras
(EURASCO).

Ficha Técnica da AGRO 2013

Perfil do Expositor
Agentes económicos de máquinas e equipamentos para a agricultura,
pecuária e alimentação.
Agentes económicos ligados à produção e comercialização de produtos de
e para a agricultura.
Agentes económicos de alimentação e bebidas.
Agentes económicos de maquinas e equipamentos para o sector leiteiro.
Agentes económicos ligados à Agricultura Biológica.
Agentes económicos da «Economia Rural».
Serviços de apoio à agricultura, pecuária e alimentação.

Perfil do Visitante
Agricultores.
Criadores de gado (Raças Autóctones, Raças Frísia e outras do sector
Agro-pecuário).
Importadores, grossistas e retalhistas dos sectores agro-alimentar e pecuário.
Especialistas nacionais e estrangeiros dos sectores agro-alimentar e pecuário.
Público em geral.

Exposição
Dias 11, 12 e 13 de Abril de 2013:
das 10h00 às 23h00 (Grande Nave/Pavilhão)
das 10h00 às 24h00 (Área Exterior)

Dia 14 de Abril de 2013:
das 10h00 às 20h00


fonte: lkcomunicacao