quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Cortiça em debate no Politécnico de Viana

Escrito por CienciaPT
08-APR-2013

Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade em análise


"Dar a conhecer o aglomerado de cortiça expandida e todas as suas
aplicações" constitui o principal objetivo da palestra "O Aglomerado
de Cortiça expandida: solução de isolamento natural e ecológica", que
se realiza já no próximo dia 10 de abril, quarta-feira, às 14h30, no
Auditório Principal da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do
Instituto Politécnico de Viana do Castelo. A temática será
protagonizada por José Paulo Porfírio da ISOCOR-Aglomerados de
Cortiça, ace.




Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade são os conceitos possíveis de
associar atualmente à "exploração" da cortiça. Segundo José Paulo
Porfírio "Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo. Desde o ano
de 2011 que o sobreiro é considerado um dos três símbolos nacionais, a
par da Bandeira e do Hino Nacional" comenta a propósito da temática.

"O Aglomerado de Cortiça Expandida - ICB (Insulation Cork Board) é um
produto 100% natural e vegetal, que provem da cortiça extraída das
operações de limpeza e manutenção dos sobreiros" explica ainda José
Paulo Porfírio.

Referindo-se às vantagens da utilização da cortiça e às suas
propriedades ecológicas, o orador salienta que "o fabrico do
Aglomerado de Cortiça Expandida é feito sem utilização de quaisquer
agentes sintéticos, nomeadamente colas ou solventes".

"As propriedades físicas e mecânicas da cortiça proporcionam a criação
de um produto elástico, permeável ao vapor, de longa durabilidade (sem
alteração das suas propriedades) e com excelentes caraterísticas de
isolamento térmico, acústico e vibrático" esclarece ainda.

Assim, "ICB - A Solução de Isolamento Natural e Ecológica", "A
Cortiça", "Portugal líder mundial na produção de cortiça", "Tipos de
produtos", "O Aglomerado de cortiça expandida", "Principais
aplicações", "RCCTE - exemplos práticos", "Sustentabilidade na
Construção", "Vantagens na utilização do ICB" e "ICB - Diversidade de
utilizações", constituem os subtemas que serão tratados na sessão com
duração de aproximadamente 90 minutos.

Segundo Eduarda Lima, Docente do Politécnico de Viana e responsável
pela organização, a iniciativa destina-se a alunos e docentes dos
cursos de "Design de Ambientes, Design do Produto, Engenharia Civil e
do Ambiente, Engenharia de Sistemas de Energias Renováveis e
Engenharia Mecânica, estando ainda aberta ao público em geral
interessado nesta temática".

http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=107960&Itemid=333

Plantação de framboesas é a primeira a utilizar bolsa de terras em Ponte de Lima

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
15:53 Terça feira, 9 de Abril de 2013 |

Ponte de Lima, 09 abr (Lusa) - Uma plantação de framboesas com 1,5
hectares será a primeira a utilizar a bolsa de terrenos agrícolas
disponíveis para arrendamento ou venda em Ponte de Lima e que são
divulgados pela autarquia na Internet.

Este projeto agrícola prevê a ocupação de um terreno de quatro
hectares, na freguesia de Sandiães, cuja primeira fase representará
1,5 hectares para produção de framboesas em estufas, que terá "como
principal escoamento a exportação".

Segundo explicou à agência Lusa Angélica Caçador, a agricultora de 39
anos responsável pelo projeto, em 2013 arranca a instalação das
estufas no terreno e no verão de 2014 será feita a primeira colheita.



http://visao.sapo.pt/plantacao-de-framboesas-e-a-primeira-a-utilizar-bolsa-de-terras-em-ponte-de-lima=f723011

Portugal e Brasil assinam memorando para agilizar exportações de fruta portuguesa

Lusa10 Abr, 2013, 17:02

Os governos de Portugal e do Brasil assinaram hoje, em Brasília, um
memorando de entendimento para agilizar as exportações de fruta
portuguesa para aquele país sul americano, que valem 40 milhões de
euros e já superam as de vinho.

Em declarações à agência Lusa no último de três dias de uma visita
oficial ao Brasil, a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e
Ordenamento do Território, Assunção Cristas, considerou tratar-se de
"um passo muito importante" que facilitará a penetração das frutas
portuguesas no mercado brasileiro.

"Tratou-se de abrir portas para que os produtores portugueses de fruta
possam facilmente chegar ao mercado e aos consumidores brasileiros,
que estão a apreciar muito as nossas frutas, desde a pera rocha à
castanha, à uva de mesa e aos pêssegos", afirmou.

Destacando a "abertura do ministério da Agricultura brasileiro para
ajudar a ultrapassar aspetos burocráticos e barreiras não
alfandegárias que, muitas vezes, são impeditivos das exportações para
o Brasil", Assunção Cristas manifestou-se "confiante" no aumento das
vendas nacionais de fruta para aquele país, dado o "interesse e ânimo"
demonstrados pelos produtores portugueses.

Segundo a ministra, o memorando hoje assinado "prevê que, no prazo de
90 dias, se reúna em Lisboa uma comissão técnica para apurar e
agilizar todos estes procedimentos", em linha com o que já aconteceu,
no passado, em relação ao vinho e ao azeite.

A este propósito, Assunção Cristas salientou que os 40 milhões de
euros das exportações portuguesas de fruta para o Brasil já superam os
29 milhões de euros de vinho exportado, sendo que no caso do azeite as
vendas para o Brasil atingem os 150 milhões de euros.

"Neste momento Portugal vende mais fruta para o Brasil do que o Brasil
para Portugal e o interesse dos nossos produtores está a crescer, pelo
que é muito importante para eles ter mecanismos mais fáceis para
chegar ao mercado brasileiro", sustentou.

Marcada, hoje, pelas reuniões institucionais com os ministros
brasileiros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade,
e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a visita de Assunção Cristas ao
Brasil começou com uma intervenção na "Conferência do Agronegócio", em
São Paulo, seguida de vários encontros empresariais e da participação
numa mesa redonda, em Ribeirão Preto, para debater as oportunidades de
negócios entre Portugal e o Brasil.

"A recetividade foi muito interessante e espero que possamos, depois,
receber pessoas vindas do Brasil para olhar para oportunidades em
Portugal", disse a ministra à Lusa, adiantando ter ficado já
formalizado um convite ao seu homólogo brasileiro para visitar
Portugal.

De acordo com Assunção Cristas, entre as oportunidades de investimento
brasileiro em território nacional assume particular destaque a
possibilidade de o Brasil "criar valor para os seus produtos em
Portugal, fazendo a sua transformação no âmbito da agroindústria em
Portugal".

Desta forma, salientou, o Brasil passaria a ter "diretamente acesso ao
mercado de cerca de 500 milhões de habitantes da União Europeia,
ultrapassando todas as barreiras que normalmente os produtos
brasileiros têm".

"O Brasil não tem por hábito acrescentar muito valor aos seus
produtos, tem muita produção primária, mas acrescenta pouco valor,
pelo que está interessado em começar a trabalhar nessa área e pode ser
muito interessante fazê-lo no espaço europeu, nomeadamente em
Portugal", explicou.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=642756&tm=6&layout=121&visual=49

Centenas de jovens portugueses recebem formação em “Vinho e Saúde”

Iniciativa insere-se no programa de responsabilidade social da Fenadegas





Alertar para os perigos da embriaguez em idade escolar e informar
sobre os benefícios do consumo moderado de determinadas bebidas
alcoólicas, são os objetivos da Fenadegas com a iniciativa "Vinho e
Saúde". Esta ação, inserida no programa europeu "Vinho com Moderação",
vai andar em 2013 pelas Escolas Profissionais Agrícolas e de Turismo
de Portugal, sendo que Odivelas, Abrantes, Alcobaça, Santo Tirso,
Marco de Canaveses, Vagos e Faro são as próximas localidades a serem
abrangidas pelo programa educativo da Fenadegas.

"Apesar do consumo excessivo de álcool estar a diminuir entre os
jovens, a verdade é que os adolescentes que bebem estão a iniciar o
consumo cada vez mais cedo, revelando tendência para o exagero e para
a habituação. Nesse sentido, a Fenadegas, enquanto organismo promotor
da atividade vitivinícola das adegas e cooperativas de Portugal,
sente-se responsável por desenvolver uma estratégia de prevenção e
consciencialização para a temática das bebidas alcoólicas no geral e
do vinho em particular", afirma Basto Gonçalves, Presidente da
Fenadegas.

A iniciativa "Vinho e Saúde", integrada no programa europeu "Vinho com
Moderação", esteve já presente, em 2013, nas Escolas Profissionais de
Grândola, Alter do Chão e Belmonte, juntando centenas de jovens em
torno de um único objetivo: beber com moderação.

Os debates promovidos pela Fenadegas junto dos estudantes pretendem
não só alertar para os riscos de um consumo excessivo de álcool, como
acidentes rodoviários, doenças hepáticas e adição, mas também discutir
os benefícios de uma ingestão moderada, como a prevenção de doenças
cardiovasculares. Além do debate entre alunos e técnicos da Fenadegas,
são postos em prática exercícios em que os jovens relatam as
experiências pessoais com bebidas alcoólicas e avaliam a quantidade de
álcool que potencia a embriaguez.

As Escolas Profissionais de Odivelas, Abrantes, Alcobaça, Santo Tirso,
Marco de Canaveses, Vagos e Faro são as próximas a serem abrangidas
pela iniciativa "Vinho e Saúde".

A FENADEGAS foi criada a 22 de junho de 1981, por 24 adegas
cooperativas de todo o país, com o objetivo de ser uma força
representativa dos associados. Atualmente, conta com 56 Cooperativas
diretamente associadas e ainda com três Uniões - UNIDOURO, UDACA e
VERCOOPE.

fonte: mediana

Dinamarca concede ajudas para aumentar produção de porcos

08-04-2013





O governo dinamarquês decidiu conceder uma ajuda ao sector porcino de
19,5 milhões de euros que visa responder a uma procura do sector, que
solicitou apoio para aumentar a produção e a exportação de carne de
porco, de forma a gerar mais postos de trabalho.

As estimativas apontam que com esta ajuda seja possível produzir mais
1,5 milhões de animais para abate, assegurar exportações por um valor
de 325 milhões de euros, gerar dois mil postos de trabalho permanente
e mais 1,500 durante o período de construção das novas instalações.

Os representantes dos pecuários esperam que ao contar com esta ajuda
da administração é mais fácil obter o apoio por parte das entidades
financeiras para fazer frente á totalidade do investimento. No
entanto, não se sabe quantos produtores optaram pela mesma para
ampliar as suas explorações, enquanto os matadouros estão desejosos
pelo aumento da produção.

De facto, a cooperativa Danish Crown, a principal industrial de porcos
da Dinamarca, decidiu ajudar os seus produtores a investirem nas
explorações para renová-las. Nos últimos anos, observou-se uma descida
do número de porcos para abate e cada vez menos interesse por parte
dos produtores para renovar as suas instalações, também devido ao
facto que para além da norma comunitária, cada vez mais estrita, os
dinamarqueses apliquem, em algumas questões, regras ainda mais
severas.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45104.aspx

Governo admite rever critérios de fraude aplicáveis à carne embalada

Lusa
16:03 Terça, 9 de Abril de 2013

TEXTO A A Imprimir Enviar

Lisboa, 09 abr (Lusa) - O secretário de Estado da Alimentação admitiu
hoje rever a classificação de fraude económica para produtos que
contenham vestígios de carnes não identificadas na embalagem, seguindo
outros países europeus que admitem contaminações até 1%.

"A percentagem residual de outras carnes por contaminação cruzada vai
até 1%, o que significa que, em algum ponto da cadeia alimentar, houve
uma contaminação e é permitida em alguns países que já não pretendem
considerar [estas situações] como fraude económica. Não temos essa
perspetiva, mas é algo que devemos a analisar", disse hoje Nuno Vieira
e Brito numa audição parlamentar.

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar foi
à comissão de Agricultura e Mar a pedido do PCP para esclarecer os
deputados sobre questões relacionadas com segurança alimentar e
garantiu que não foram identificados riscos para a saúde pública, na
sequência do escândalo relacionado com a presença de carne de cavalo
em produtos de carne picada rotulada como de vaca.



http://expresso.sapo.pt/governo-admite-rever-criterios-de-fraude-aplicaveis-a-carne-embalada=f799018

Ministra da Agricultura visita produção da Vitacress em Odemira

Assunção Cristas conhecerá potencialidades da região e das empresas
que aí operam, muitas delas vocacionadas para o mercado de exportação

No próxima segunda-feira, 15 de Abril, às 10h00, Assunção Cristas,
ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, visita a Vitacress Portugal – empresa que centra a sua
actividade na produção, exploração, lavagem e embalamento de produtos
hortícolas e cuja sede se situa em Odemira. A visita surge no âmbito
de um convite efectuado pela Associação de Horticultores do Sudoeste
Alentejano (AHSA) para conhecer as enormes potencialidades da região e
das empresas que aí operam, muitas delas vocacionadas para o mercado
de exportação.

As entidades aproveitarão para referir os obstáculos que ainda há a
ultrapassar, contando com o apoio da ministra para agilizar processos
e sensibilizar os organismos governamentais envolvidos. A visita
prossegue com uma passagem pelas empresas Driscoll's Portugal,
produtora de frutos vermelhos, e pela Atlantic Growers, produtor
hortícola de origem holandesa.

Fonte: Central de Informação

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/10a.htm

Itália pede suspensão do milho MON 810 na União Europeia

por Ana Rita Costa9 de Abril - 2013

O Ministério italiano da Saúde pediu à Comissão Europeia a suspensão
imediata do cultivo do milho geneticamente modificado MON 810 em
Itália e toda a União Europeia.

O Ministério pediu ainda à Comissão Europeia que realize uma nova
avaliação desta produção e que defina medidas de gestão adequadas e
obrigatórias para todo o espaço comunitário.

Na União Europeia, França, Alemanha, Hungria, Bulgária, Áustria,
Grécia e Luxemburgo já proibiram o cultivo deste tipo de milho.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7174&bl=1

Aquecimento global pode reduzir superfície mundial de vinha até 70 por cento

  09-04-2013





A procura de vinho pode ter um impacto em áreas consideradas de biodiversidade sensíveis, segundo um estudo sobre como as alterações climáticas.

As alterações climáticas podem vir a afectar a produção de uva de vinho, uma indústria sensível a este fenómeno e que se encontra em pontos críticos de biodiversidade do Mediterrâneo.

Segundo os investigadores, com os aumentos de temperatura projectados, provavelmente a actual superfície das regiões produtoras seria reduzida de 20 para cerca de 70 por cento em 2050, enquanto com o crescimento da população mundial, cada vez com maior poder aquisitivo, aumentava a procura de vinho.

Para manter a produção de vinho, os autores sustentam que os produtores teriam que ampliar e adoptar novas práticas agrícolas, que presumivelmente incidiam em áreas de alta biodiversidade intocável e levariam a utilizar recursos limitados de água.

Por exemplo, o estabelecimento de vinhas em grandes altitudes com temperaturas baixas poderia vir a atingir de forma negativa os ecossistemas das terras altas e o aumento de irrigação e nebulização utilizado para uvas frescas pode esgotar os fornecimentos limitados de água doce.

O estudo sugere que a adaptação da agricultura e os esforços de conservação serão necessários para compensar os efeitos indirectos das alterações climáticas, tais como a utilização humana dos solos terra, segundo os especialistas.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45110.aspx

Politécnico de Castelo Branco lança livros sobre ruminantes da Beira Baixa



Lusa
13:26 Terça, 9 de Abril de 2013

Castelo Branco, 09 abr (Lusa) - O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) vai lançar três livros sobre raças de pequenos ruminantes da Beira Baixa e apontar quais os produtos agrícolas em que melhor podem ser rentabilizados.

As publicações vão ser lançadas no sábado, durante a abertura da III Feira Agro-Agrária, certame que vai decorrer no recinto da Escola Superior Agrária até dia 16.

As três obras são da autoria do docente e investigador Carlos Andrade e cada uma é dedicada a uma espécie diferente: a cabra Charnequeira Beiroa, a ovelha Merino da Beira Baixa e a ovelha Churra do Campo.



http://expresso.sapo.pt/politecnico-de-castelo-branco-lanca-livros-sobre-ruminantes-da-beira-baixa=f798983

Governo "sensibiliza" distribuição para pagar taxa de segurança alimentar que deve render 17 a 18 ME

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar
afirmou hoje que o Governo está a "sensibilizar" as grandes
superfícies para o pagamento da taxa de segurança alimentar, prevendo
um encaixe financeiro de 17 a 18 milhões de euros.

"O Governo entende que vai receber todo o valor de 2012 e 2013",
declarou Nuno Vieira e Brito, após ser ouvido na comissão parlamentar
de Agricultura e Mar, estimando que a soma das cobranças relativas aos
anos de 2012 e 2013 chegue aos 17 a 18 milhões de euros.

"Estamos a sensibilizar e a conversar com as grandes superfícies para
a importância de contribuírem para este sistema de segurança
alimentar", disse aos jornalistas, explicando que o atraso dos
pagamentos decorre também do facto do pedido de faturação ter sido
feito apenas no final do ano passado.

Agência Lusa

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/governo-sensibiliza-distribuicao-para-pagar-taxa-de-seguranca-alimentar-que-deve-render-17-a-18-me_15980577.html

IPMA: Novo portal do clima vai fornecer dados meteorológicos gerais adaptados a vários sectores

09-04-2013




O portal do clima vai disponibilizar informação meteorológica e
apontar cenários futuros, com dados trabalhados para diferentes
sectores, de modo a ajudar a programação da actividade agrícola,
turística ou da construção, disse o presidente do IPMA.

A informação de alterações climáticas do novo portal, disponível a
partir de Setembro, será «multidisciplinar, clara, completa e simples
de compreender, corresponde ao melhor nível científico possível e é
gratuita», explicou Jorge Miranda à agência Lusa.

O presidente do Instituto do Mar e Atmosfera (IPMA) salientou que os
dados são transmitidos «com o máximo de franqueza possível para quem
faz investimentos ou tem de tomar decisões sobre a sua organização de
vida ou de empresa».

O projecto, apoiado pela Agência Portuguesa do Ambiente e que junta
quase todos os laboratórios de Estado, estará a funcionar, com dados
mais gerais, em Setembro, e com informação adaptada a cada sector, no
primeiro trimestre de 2014, segundo as previsões do director de
Meteorologia e Geofísica do IPMA, Pedro Viterbo.

O grupo de impactos sectoriais da mudança climática, com os
especialistas dos laboratórios de Estado das áreas da agricultura,
pescas ou saúde pública, terá a sua primeira reunião de trabalho esta
terça-feira.

«O IPMA vai pôr em cima da mesa toda a informação que tem em termos de
alterações climáticas, da forma mais detalhada», sobre os vários
elementos, da chuva ao vento e temperaturas, e tentar definir cenários
que são utilizados por cada sector, para programar a sua actividade,
disse à Lusa Pedro Viterbo.

Os técnicos vão fazer projecções para o futuro distante, para períodos
de 20 a 100 anos, acrescentou. Na agricultura, por exemplo, a maior
parte das actividades depende da meteorologia, da disponibilidade da
água nos solos, da ocorrência de precipitação nos momentos certos, do
número de horas de frio durante a noite ou do número de dias de sem
chuva.

Nas florestas, o clima interfere «essencialmente nas pragas e na
tolerância aos fogos, ou incidência dos incêndios», disse o
especialista.

Também no sector energético, a informação sobre o comportamento dos
rios é decisiva para a localização das barragens, e as condições
meteorológicas podem definir se os cabos de transmissão de energia são
aéreos ou enterrados em determinado local, como exemplificou o
presidente do IPMA.

«Vamos pôr num portal da internet toda a informação do passado e para
o futuro. No final de 2014, temos o estado desse ano em comparação com
os últimos 160 anos, e apontamos para características dos próximos
anos» com base em modelos matemáticos, mas «com um grau de incerteza
associada», resumiu Pedro Viterbo.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45108.aspx

Empresa portuguesa vende vinho diretamente do produtor ao consumidor

por Ana Rita Costa9 de Abril - 2013

45 produtores portugueses estão a vender vinho a copo numa loja
piloto criada no Oeiras Parque. O negócio desta empresa nasceu da
necessidade de colmatar uma falha da distribuição.

Rui Borges, um dos mentores do projeto, foi quem teve a ideia de criar
uma megaloja do produtor e explica que "Quando um consumidor paga 10
euros por uma garrafa de vinho acredita que o lavrador é rico, mas
sete euros e meio ficam pelo caminho".

"Portugal in a Glass" assume-se assim como um canal próprio dos
produtores para chegar ao consumidor. As lojas serão abertas sobretudo
no estrangeiro, tendo como mercados-alvo o "Brasil, Angola e
Moçambique, países que reconhecem a qualidade do vinho português,
desde que seja possível montar este esquema", adianta o responsável.

A abertura de lojas está prevista para o segundo semestre do próximo
ano e a empresa deverá contar com 20 lojas em seis anos, das quais dez
serão no Brasil.

A experiência começou esta semana com a abertura da primeira loja "In
a Glass" no centro comercial Oeiras Parque. Cá dentro a proposta é a
venda de vinho a copo para acompanhar a refeição, em troca de um
refrigerante qualquer. Será também possível fazer provas de degustação
e, se o cliente gostar, pode levar uma garrafa para casa.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7172&bl=1

Museu da Cortiça vai a leilão para pagar dívidas

Publicado ontem às 15:39

O Museu da Cortiça vai em breve a leilão por causa de dividas da
empresa que detém este museu e os restantes edifícios do
empreendimento. O presidente da Câmara de Silves tenta salvar o Museu
junto dos bancos.

A repórter Maria Augusta Casaca dá conta da situação em que se
encontra o Museu da Cortiça

Rogério Pinto, presidente da Câmara de Silves, reconhece pouca margem
de manobra para conseguir negociar com os credores.



São 5400 metros quadrados, com vários edifícios entre eles o Museu da Cortiça.

Em 2001 ganhou o prémio de Melhor Museu Industrial da Europa mas todo
aquele espaço vai agora a leilão por quase um milhão e 900 mil euros.

O site das Finanças diz que já podem ser apresentadas as propostas
que, no fundo, vão servir para pagar as dívidas da empresa que detém o
empreendimento, a Fábrica do Inglês Gestão/Empreendimentos mobiliários
e turísticos.

Manuel Ramos, diretor do Museu da cortiça até ao seu encerramento,
lembra que do local só foi retirado o arquivo em papel. Tudo o resto
está lá dentro intacto.

São máquinas únicas no mundo, a história de um País e de uma região
ligada à indústria corticeira. Manuel Ramos só espera que haja alguma
entidade pública que ainda possa salvar aquele espólio.

À venda um edifício que contém um espólio valioso e que até hoje não
foi agarrado por qualquer entidade ligada à cultura.

O presidente da Câmara de Silves, Rogério Pinto, tem tentado negociar
com os bancos no sentido de encontrar um acorodo que impeça a ida do
edifício a leilão, mas reconhece que a margem de manobra é curta.

O Museu vai a leilão dia 5 de junho, as finanças já esperam propostas.

Maria Augusta Casaca

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3155622&page=-1

O sol está a chegar (finalmente)

Temperaturas começam a subir na sexta-feira

Por: tvi24 | 2013-04-10 08:55

As temperaturas máximas vão subir a partir de sexta-feira quatro a
cinco graus Celsius, com o sol a substituir a chuva prevista para esta
quarta e quinta-feira, disse à agência Lusa a meteorologista Madalena
Rodrigues.

«A tendência a partir de sexta-feira é para uma subida da temperatura.
Já não se prevê ocorrência de precipitação e a temperatura máxima vai
subir a partir de sábado na ordem dos 4 a 5 graus», referiu a
meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em
declarações à agência Lusa.

Segundo Madalena Rodrigues, a partir de sexta-feira «já não vai
ocorrer precipitação».

Contudo, «para o dia de hoje está prevista a ocorrência de chuva, em
especial nas regiões do norte e centro, o vento vai soprar fraco a
moderado de sudoeste, soprando moderado a forte no litoral a norte do
Cabo Carvoeiro e nas terras altas, e uma pequena subida da temperatura
máxima nas regiões do interior», explicou.

Para quinta-feira, a meteorologista indicou que a previsão aponta
ainda para céu geralmente muito nublado, com abertas a partir da
tarde, períodos de chuva por vezes forte no Minho e Douro Litoral
durante a manhã, passando gradualmente a regime de aguaceiros.

Na região sul, a precipitação será em geral fraca, de acordo com
Madalena Rodrigues.

Apesar da subida da temperatura máxima entre quatro a cinco graus,
segundo a meteorologista, as temperaturas mínimas deverão manter-se
mais ou menos na ordem dos 7/10 graus.

http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/tempo-meteorologia-previsoes-sol-tvi24/1438127-4071.html

China: Nova estirpe de Gripe A leva a medidas extra de segurança

9 de Abril - 2013

A agência das nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)
apelou ao reforço das medidas de segurança e higiene perante o
surgimento de uma nova estirpe de Gripe A na China.

Ao contrário do vírus H5N1, responsável pela mortalidade de um grande
número de aves, o vírus H7N9 é mais difícil de detetar pois não há
nenhum sinal que imediatamente alerte para uma infeção, pelo que "os
produtores podem não estar cientes de que o vírus está a circular nos
seus animais", informa a FAO. "As medidas de biossegurança e higiene
vão ajudar as pessoas a protegerem-se de um vírus que está a infetar
aves ou outros animais aparentemente saudáveis", afirmou Juan Lubroth,
Responsável Veterinário da FAO.

Entre as precauções básicas recomendadas incluem-se manter todas as
aves e animais separados das habitações, manter as aves selvagens
afastadas das aves de capoeira e de outros animais, bem como separar
os diferentes tipos de espécies de animais e de aves, além de informar
as autoridades veterinárias locais da ocorrência de animais doentes ou
mortos.

"A aplicação de medidas de biossegurança e de higiene por parte dos
agricultores, dos produtores de animais, das transportadoras, dos
retalhistas e dos consumidores representam a principal estratégia para
proteger a cadeia alimentar e, também, a mais eficaz", explicou
Lubroth.

O Instituto de Investigação Veterinária de Harbin, China, está a
liderar a análise laboratorial de resposta à situação, enquanto a
comunidade científica e a FAO tentam encontrar formas de melhor
detetar esta nova estirpe do vírus da gripe A.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7167&bl=1

Alterações climáticas fazem crescer morangos na Gronelândia

por Ana Rita Costa9 de Abril - 2013

As alterações climáticas estão a produzir mudanças nas produções
agrícolas da Gronelândia. Batata, tomilho, ervilha, pimenta, tomates e
morangos são alguns dos hortofrutícolas que se produzem agora com mais
facilidade naquele país.

Apesar de este não ser um país agrícola, a alteração acelerada do
clima está a torná-lo capaz de produzir e fazer crescer alimentos que
nunca se imaginariam aí há alguns anos.

As batatas cultivadas comercialmente no sul da Gronelândia atingiram
mais de 100 toneladas métricas em 2012, o dobro de 2008. Também a
produção de hortícolas na região pode duplicar este ano, em comparação
com 2012, de acordo com os dados do governo.

Segundo o Scientific American, as temperaturas têm aumentado no país e
as chuvas têm diminuído. "As coisas estão a crescer mais depressa",
disse Kim Ernst, um chefe dinamarquês com um restaurante na zona
temperada de Northern Lights.

As mudanças têm sido de tal modo significativas que o Governo da
Gronelândia já criou, este ano, uma comissão para estudar de que forma
as mudanças climáticas podem ajudar os agricultores a aumentar a sua
produção agrícola.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7171&bl=1

Exportação de vinho para Angola aumenta 18,2%

9 de Abril, 2013por Sara Ribeiro
Em cada cinco litros de vinho exportados de Portugal, um destina-se ao
mercado angolano. Só em 2012, Angola comprou mais de 687 mil
hectolitros, um total de 87 milhões de euros.
O vinho português está, cada vez mais, nas bocas do mundo. E os
últimos dados do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) comprovam-no. Em
2012 as vendas para o exterior bateram recordes, ultrapassando os 700
milhões de euros, um aumento de 7,1% face ao ano anterior. Só Angola
contribuiu com quase 87 milhões de euros, um aumento de 18,2%.

Mas não é só em valor que o mercado angolano contribui para o sector
vinícola lusitano. Com o mercado interno português a cair e alguns dos
países da Europa Comunitária a 'pressionarem' para obter preços
baixos, Angola não só aumentou o volume da importação dos vinhos
portugueses, como o preço médio de compra.

Em 2012 o país comprou mais de 687 mil hectolitros, a um custo médio
de 1,26 euros/litro. Uma subida de 8,4% no preço, que coloca Angola
como um dos principais importadores de vinho português. É o principal
destino em volume e o segundo maior em valor, superado apenas pela
França. Estes dois mercados têm um peso total de 38% nas exportações.

Como explicou ao SOL Frederico Falcão, presidente do IVV, Angola «é um
mercado que está em crescimento nos vinhos de maior qualidade e
regista preços superiores à média no caso de vinhos com denominação de
origem e indicação geográfica, o que vemos como um sinal de maior
conhecimento e interesse por parte dos consumidores».

Em cada cinco litros exportados, um é destinado ao mercado angolano. O
país é o principal destino dos vinhos portugueses fora da Europa
Comunitária, que registou um peso total de 55% em volume. O aumento do
valor e volume das exportações para Angola «são indicadores da
importância do mercado», sublinha o presidente do instituto da tutela
do Ministério da Agricultura.

Por outro lado, «é um mercado com consumidores que dão especial
atenção aos vinhos portugueses, o que também é valorizado pelos
operadores lusos. Vêem Angola como um país que reconhece a qualidade
dos nossos vinhos, levando a investimentos de relevo na promoção»,
acrescenta.

Valor das exportações para Moçambique sobe 40%

De acordo com os dados do IVV, o continente africano foi dos que mais
impulsionaram as exportações portuguesas. Em 2012 foram exportados
para África mais de 900 mil hectolitros, traduzindo-se em 107 milhões
de euros. Números em grande parte impulsionados pelo mercado angolano,
mas também por Moçambique.

O interesse deste último país pelos vinhos portugueses tem aumentado
de ano para ano. Só em 2012 Moçambique importou cerca de 78 mil litros
do 'néctar' português, um aumento de 9,4%. Esse volume, ainda muito
reduzido, totalizou mais de 7 mil euros, o que corresponde a uma
subida de 40% do valor.

Tags: Lusofonia, Exportação, Vinho, Angola

http://sol.sapo.pt/Angola/Interior.aspx?content_id=72643

Gonçalo Ribeiro Telles distinguido com Prémio Sir Geoffrey Jellicoe de arquitectura paisagista

LUSA e PÚBLICO

10/04/2013 - 09:16

Ribeiro Telles foi esta quarta-feira distinguido com o mais importante
prémio da disciplina, atribuído em Auckland. O prémio distingue
profissionais com "um impacto incomparável" na profissão.

Gonçalo Ribeiro Telles é responsável pelo projecto dos jardins da
Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa
RUI GAUDÊNCIO


Quando um homem cria paraísos devemos chamar-lhe "jardineiro de Deus"

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi esta quarta-feira
distinguido com o Nobel da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir
Geoffrey Jellicoe, atribuído em Auckland, na Nova Zelândia, pela
federação internacional do sector, revelou à agência Lusa fonte ligada
à organização.

De acordo com a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
(APAP), o galardão foi anunciado esta quarta-feira, durante a
realização do congresso, em Auckland, da Federação Internacional dos
Arquitectos Paisagistas (IFLA).

O prémio tem como objectivo "reconhecer um arquitecto paisagista cuja
obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto
incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na
promoção da profissão".

É o grande mentor ideológico de toda uma política de paisagem

Aurora Carapinha, arquitecta paisagista

A entrega do prémio acontece esta quarta-feira durante uma sessão do
congresso, ao arquitecto paisagista Miguel Braula Reis, presidente da
APAP, que o recebe em representação de Gonçalo Ribeiro Telles.

Braula Reis fará ainda a leitura de uma conferência da autoria do
premiado e será exibido um vídeo, com uma mensagem de agradecimento de
Ribeiro Telles.

O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004, e o primeiro
galardoado, no ano seguinte, foi o arquitecto Peter Walker, dos
Estados Unidos, seguindo-se, em 2009, Bernard Lassus, de França. Em
2011 foi distinguida Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá, e, em 2012,
Mihaly Mocsenyi, da Hungria.

Este galardão, considerado o "Nobel" da arquitectura paisagista, que
tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitectura, comemora a
contribuição extraordinária para a IFLA do arquitecto paisagista
britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador daquela
federação internacional.

Para a APAP, Gonçalo Ribeiro Telles "é premiado por uma excepcional
carreira de setenta anos, poucos meses depois de ver garantida a
continuidade do corredor verde de Lisboa, uma ideia que lançou em
1968".

"É um momento muito importante para Portugal. O grande reconhecimento
que é devido a este homem, único, vem de fora, dos seus pares
internacionais", diz a arquitecta paisagista Aurora Carapinha ao
PÚBLICO, que organizou a homenagema Ribeiro Telles que teve lugar na
Fundação Gulbenkian em 2011. "É um homem único não só pela forma como
exerceu a profissão, mas também pela sua dimensão humanista, pela
partilha do conhecimento."

Aurora Carapinha explica que Ribeiro Telles "é o grande mentor
ideológico de toda uma política de paisagem", que se desenvolveu em
Portugal mesmo antes de outros países e que ela recua até aos anos 60.
Essa forma singular de olhar a paisagem procura "uma relação íntima
entre a cultura e a natureza". Carapinha sublinha também "a introdução
da ecologia, não de uma maneira fundamentalista, mas como um dos
primeiros elementos base do trabalho". Conceitos como
"biodiversidade", "multifuncionalidade", "equilíbrio", "dinâmica" e "a
noção de recurso finito" começaram a ser desenvolvidos muito cedo por
Ribeiro Telles na sua prática profissional.

O júri do prémio inclui arquitectos paisagistas das quatro regiões da
IFLA, "que representam o âmbito académico, a prática pública e
privada, e possuem um profundo conhecimento da profissão, dos seus
profissionais-chave e da prática internacional".

Nascido em Lisboa, a 25 de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro
Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitectura
Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa,
onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de
Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no
século XX.

São da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor
Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e
ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.

Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação
Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio
Valmor de 1975), e dos projectos do Vale de Alcântara e da Radial de
Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, entre outros.

http://www.publico.pt/cultura/noticia/goncalo-ribeiro-telles-distinguido-com-premio-da-arquitectura-paisagista-ifla2013-1590761#/0

Mau tempo: uma semana após o início das cheias os caudais começam a baixar

Campos alagados matam culturas

De Norte a Sul, os agricultores somam prejuízos devido ao mau tempo.
De Abrantes a Vila Franca de Xira, rio Tejo abaixo, há centenas de
agricultores que perderam culturas inteiras nestas cheias fora de
época. Com os campos da lezíria alagados, não é possível ter ainda uma
ideia concreta dos prejuízos, mas as associações do setor garantem que
poderão ascender ao milhão de euros.

08 de Abril, 01h00
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Por:João Nuno Pepino/H.S./M.B./J.S.


Na bacia do Sado é também altura de somar as perdas. João Reis Mendes,
presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, manifestou
dificuldade em fazer uma avaliação dos prejuízos para os 515
agricultores, mas avançou que "poderão ultrapassar três milhões de
euros".

Em Alpiarça, Rosário Fernandes ficou sem nada do que tinha semeado há
poucas semanas: ervilhas, favas, couves e feijão. "Nem os cheguei a
provar", disse a agricultora, que, além do que cultiva para consumo
próprio, vende parte da produção no mercado.

Para os grandes produtores, as perdas estão não só nas culturas de
inverno mas também nos atrasos que as cheias vão provocar nas
sementeiras da primavera. "A cheia veio fora de tempo e prejudicou
ainda mais os agricultores, que vão ter que esperar que os terrenos
fiquem secos para semear milho, tomate ou melão", explicou Amândio
Freitas, da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém. A
Norte, na Póvoa de Varzim, 250 horticultores afetados pelo mau tempo
de janeiro ainda esperam as indemnizações prometidas pelo Estado, que
cobrirão 75% dos cerca de cinco milhões de prejuízos. E muitos, conta
Carlos Alberto Lino, presidente da Associação de Horticultores,
veem-se agora a braços com mais culturas estragadas.

No Ribatejo, os caudais do Tejo e afluentes começaram ontem a
normalizar. A montante, a água baixou vi- sivelmente; a jusante deve
começar a notar-se hoje o decréscimo.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/atualidade/campos-alagados-matam-culturas

terça-feira, 9 de abril de 2013

Inscrições para Concurso Vinhos de Portugal terminam a 12 de Abril

Últimos dias para submissão de vinhos a prova com formato internacional

O prazo de inscrição para participar no Concurso Vinhos de Portugal
termina no próximo dia 12 de Abril, sugerindo a ViniPortugal que os
produtores interessados consultem a página de internet da prova,
através da qual poderão submeter os seus vinhos a concurso. O evento
terá lugar de 13 a 17 de Maio, em Santarém, no âmbito da parceria
estabelecida entre a ViniPortugal, ANDOVI, CNEMA, IVBAM, IVDP e IVV.

No site http://www.concursovinhosdeportugal.pt/ os produtores
nacionais encontram informações sobre o painel internacional do júri
do concurso, composto por 19 jurados internacionais - dois canadianos,
cinco norte-americanos, um britânico, cinco brasileiros e seis alemães
– e sobre as novidades desta edição.

Os vinhos que subirem ao pódio do Concurso Vinhos de Portugal, para
receber a Grande Medalha de Ouro, asseguram a participação nas acções
de promoção genérica: nos seminários para profissionais, provas para
consumidores, city tastings ou presenças em feiras transversais, nos
mercados prioritários de promoção dos vinhos portugueses: EUA, Brasil,
Canadá, China, Angola, Reino Unido, Alemanha e Nórdicos.

A integração de especialistas internacionais no júri do Concurso será
outra inovação desta edição, assim como as alterações introduzidas ao
nível da composição e do funcionamento deste júri. Os 30 jurados
internacionais passarão a integrar o total de 120 jurados e será
introduzida a figura de um Grande Júri, constituído maioritariamente
por especialistas estrangeiros, que no 5º dia de provas elegerá os
Grande Ouros, tomando como amostra os Ouros seleccionados pelos
jurados, nas quatro primeiras sessões.

Fonte: CV&A

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/09.htm

UNAC disponibiliza conta de cultura do pinheiro manso (ContaPm 1.0)

Ferramenta de análise económica simples, acessível e intuitiva que
permite o conhecimento da conta de cultura do pinheiro manso

No passado dia 4 de Abril, a UNAC - União da Floresta Mediterrânica
organizou o Workshop "A Cultura do Pinheiro Manso para a Produção de
Pinha/Pinhão", que decorreu em Coruche, e que contou com 170
participantes.

Um dos objectivos deste Workshop, organizado no âmbito do projecto
"PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO DA FILEIRA DA PINHA/PINHÃO", foi o de
apresentar um dos resultados deste projecto, um Modelo Base da Conta
de Cultura para o Pinheiro Manso (CONTAPM 1.0), que consiste numa
Folha Excel parametrizada com a conta de cultura do pinheiro manso.
Através de valores padrão para os custos e receitas associados à
cultura do Pinheiro Manso, e através da definição de um modelo de
gestão para a cultura, os produtores poderão simular/validar várias
opções de gestão e identificar a rentabilidade de potenciais
práticas/técnicas para diferentes períodos temporais, assim como qual
o seu limiar de rentabilidade, reforçando a sua competitividade.

A ContaPm 1.0 e o respectivo manual de utilização podem ser
descarregados no website da UNAC em:http://www.unac.pt/Resultados/.

O Projecto "PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO DA FILEIRA DA PINHA/PINHÃO" é uma
iniciativa QREN, apoiada no âmbito do INALENTEJO, cujo investimento
ascende a 113.660,47 euros, com co-financiamento FEDER de 79.562,33
euros.

Fonte: UNAC

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/09a.htm

COAG e CNA reúnem em Zamora para analisar a reforma da PAC e a crise económica que devasta a Europa

As Direcções Nacionais da COAG - Coordinadora de Organizaciones de
Agricultores y Ganaderos (Espanha) e da CNA - Confederação Nacional da
Agricultura, reuniram na cidade de Zamora para debater a crise
económica e social que afecta os dois países - com especial enfoque na
Agricultura - e para debater as propostas actuais para o Orçamento
Comunitário e Reforma da Política Agrícola Comum - PAC para o período
de 2014/2020.

Neste encontro, ambas as Organizações concordaram que a Reforma da PAC
e o Orçamento Comunitário propostos não estão à altura e não resolvem
os desafios e as crises com que a Europa se confronta, nomeadamente no
que respeita às questões alimentares e de desenvolvimento rural.

Quando a Europa enfrenta uma das mais graves crises económicas, o
Conselho Europeu propõe reduzir o investimento público da União
Europeia em 2014/2020 em cerca de 8% o que de facto se considera
incompreensível quando se sabe que este Quadro Financeiro Plurianual
não vai além de 1% do PIB da UE. Esta situação também revela a
profunda falta de solidariedade dentro da União Europeia, a falta de
solidariedade dos países ditos "contribuintes líquidos" em relação aos
outros.

Por outro lado, e em relação à Reforma da PAC, as propostas que estão
em discussão prosseguem o caminho da destruição dos instrumentos
públicos de regulação do mercado e da produção, tudo isto, na primeira
grande reforma após a crise do sistema financeiro de 2007 que resultou
exactamente da falta de regulação pública e que fez emergir a crise
alimentar, com a volatilidade dos preços nos mercados agrícolas
mundiais, e a actual crise económica que a Europa vive.

Acresce ainda que, numa altura em que o desemprego cresce por toda a
Europa, a proposta de distribuição das ajudas directas da PAC não tem
em conta o factor trabalho o que se considera de todo inaceitável.

A COAG e a CNA consideram ainda que, esta reforma da PAC, mais uma
vez, serve apenas os interesses da grande agro-indústria e da grande
distribuição de bens agro-alimentares, tornando os agricultores em
meros produtores de matéria-prima barata e, consequentemente,
aumentando as injustiças na distribuição do valor acrescentado
produzido dentro da cadeia alimentar que a Comissão Europeia reconhece
e diz querer corrigir.

Crise Económica e Social/Política de Austeridade

Sobre a crise económica e social que afecta os dois países e as
políticas de austeridade, as duas Confederações estiveram de acordo
que é premente substituir a política de austeridade por uma política
de desenvolvimento, que ponha fim ao empobrecimento generalizado dos
cidadãos, à destruição da pequena e média actividade económica e à
destruição de postos de emprego.

Aumento de Impostos provoca aumento dos custos com Combustíveis -
Electricidade - e outros Factores de Produção.

Aumento brutal de Impostos em conjunto com cortes nos salários,
pensões e reformas, faz reduzir drasticamente o poder de compra das
populações e retrai o consumo interno em bens agro-alimentares.
Provoca falta de escoamento e baixa de preços às produções nacionais.
Provoca desnutrição e fome.

Cortes nos Orçamentos de Estado provocam encerramento de serviços
públicos em meio rural e a redução do investimento público na
Agricultura e no Mundo Rural.

Por tudo isso, são necessárias outras e melhores políticas orçamentais.

São necessárias outras e melhores políticas agro-rurais e outra PAC
mais solidária e mais respeitadora da Soberania Alimentar!

Em Portugal - Em Espanha - Na União Europeia!

A Direcção Nacional da COAG

A Direcção Nacional da CNA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/09b.htm

‘Vinhos do Tejo’ fazem caravana de um ano no Brasil

A Caravana dos Vinhos do Tejo, a maior acção de sempre da Comissão
Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) no Brasil, arrancou em
Janeiro passado e decorre até Dezembro deste ano, tendo como objectivo
dar a conhecer os seus vinhos nas principais cidades brasileiras, como
São Paulo, Belo Horizonte, Salvador da Baía, Rio de Janeiro,
Fortaleza, entre outras.

Esta inovadora caravana que estima mais de 25 eventos, que arrasta
consigo 20 produtores da região, vai promover acções diferenciadas ao
longo de 2013, como cursos profissionais para sommeliers, encontros
com importadores e exportadores, enófilos e jornalistas, assim como
jantares temáticos, concursos na restauração de São Paulo onde será
premiada a melhor harmonização e visitas aos produtores do Tejo.

"Vamos investir fortemente nesta Caravana e queremos sobretudo
reforçar a nossa presença no Brasil, onde estimamos que até 2014,
possamos garantir a presença de 20 produtores naquele país", afirma
José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.

Este road-show está a decorrer desde Janeiro, em parceria com a Wine
Senses, e termina em Dezembro de 2013.

Na agenda da Caravana dos 'Vinhos do Tejo' constam ainda cidades como
Curitiba, Florianópolis, Cuiaba, Campinas, Campos do Jordão, Recife e
Manaus e novamente São Paulo, num conjunto de 25 eventos, dos quais 20
serão acções educativas e 5 jantares vínicos.

De acordo com José Pinto Gaspar, são já 14 os produtores da Região do
Tejo que exportam para o Brasil e a meta é atingir um total de 20 no
fim de 2014, o que traduz bem a extrema importância deste mercado
emergente para a região do Tejo.

"Esta acção é parte integrante da nossa estratégia para este ano e
pretende aumentar a notoriedade da marca Vinhos do Tejo, inovar na
forma de promoção dos vinhos portugueses em mercados estrangeiros,
aumentar o número de exportações no mercado brasileiro e interagir, de
forma directa e contínua, com os seus consumidores finais", conclui o
presidente da Comissão.

Por esta razão, é estratégia da CVR Tejo atingir um crescimento que
rondará os 50 por cento.

Recorde-se que o mercado brasileiro representa actualmente 3,8 por
cento do volume total de vinho exportado da região do Tejo para o
mundo.

Fonte: AICEP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/09j.htm

Cratera com 100 metros de profundidade em Marvão poderá ter origem no excesso de água nos solos

Por Agência Lusa, publicado em 9 Abr 2013 - 16:38 | Actualizado há 30
minutos 55 segundos


O excesso de água nos solos poderá estar na origem do fenómeno
geológico ocorrido em Marvão, no Alto Alentejo, que resultou na
abertura de uma cratera com cerca de 100 metros de profundidade e 17
de diâmetro.

O geólogo Vítor Lamberto explicou hoje à agência Lusa que se trata de
"um fenómeno típico" de zonas onde existem rochas calcárias e que em
Portugal existem situações "similares", embora "não tenham esta
dimensão".

O geólogo, que desenvolve trabalhos para instituições de investigação
e rochas ornamentais, relatou, no local, que a zona de Marvão possui
grutas e o tipo de rocha existente (calcário) tem tendência a
"dissolver-se", formando as grutas.

"Aqui em Marvão, tivemos um ano de muita chuva. A água, nestas
estruturas, infiltra-se, circula no interior e, nos calcários, circula
a grandes velocidades, ou seja, o impacto que pode causar é maior",
explicou.

Com a existência de rios subterrâneos, onde a água circula a grandes
profundidades e velocidades e perante um ano de muita chuva no
Alentejo, Vítor Lamberto indicou que esses rios "não conseguem dar
vazão".

"Quando a água chega ao topo da gruta lava o material acumulado e esse
material, arrastado pela água, abate isto tudo. Por isso, a dimensão
que isto tem", referiu.

No entanto, o geólogo salientou que a cratera em Marvão é
"interessante", devido à profundidade e com "três pequenos sumidores",
mas fez questão de sublinhar que este caso não representa um episódio
de "extraterrestres".

Na propriedade privada onde o fenómeno ocorreu, situada perto da
aldeia de Porto da Espada, encontra-se também uma outra cratera de
menor dimensão, tendo sido criado em redor de toda aquela zona um
perímetro de segurança pelas autoridades.

Em declarações à Lusa, Mário Galego, rendeiro da propriedade onde o
fenómeno ocorreu, mostrou-se "surpreendido" com a situação, que
considerou "assustadora".

"Na sexta-feira à tarde demos com isto, não sabemos o dia certo em que
isto aconteceu, provavelmente quarta ou quinta-feira. É uma situação
chata e só de pensar que há poucos dias tinha aqui animais e que
podiam ter abalado...", desabafou.

O presidente da Câmara de Marvão, Vítor Frutuoso, disse à Lusa que o
município quer saber os "impactos" que a situação poderá vir a causar.

"Nós temos de saber os impactos que isto poderá ter em termos de
estabilidade, relativamente à propriedade que é utilizada e ao acesso
de pessoas. Por isso, temos que controlar uma série de situações em
termos de segurança e perceber quais são as consequências que
poderemos ter", disse.

Com um perímetro de segurança criado e com elementos da GNR no local,
a zona tem sido alvo de visitas por parte de populares que não
resistem à curiosidade de ver "in loco" o fenómeno geológico.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

http://www.ionline.pt/portugal/cratera-100-metros-profundidade-marvao-podera-ter-origem-no-excesso-agua-nos-solos

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Irlanda prorroga prazo de pedido de adaptação das explorações de porcos à norma de bem-estar

08-04-2013




O Ministério da Agricultura irlandês prorrogou o prazo, até o próximo
dia três de Maio, para os pecuários apresentarem as suas candidaturas
às ajudas para a adaptação das explorações de porcos à norma de
bem-estar.

Este programa teve início em Julho do ano passado e este é o terceiro
prolongamento de prazo, com um primeiro até 31 de Janeiro e logo de
seguida até dois de Abril. Apesar deste novo alargamento, o Ministério
mantém o final do prazo para 30 de Setembro de 2013.

O Ministério justifica esta prorrogação como uma medida dirigida,
essencialmente, às pequenas explorações que possam vir a ter problemas
para obter as permissões de adaptação. Em paralelo, recordou ainda que
este tempo adicional não altera a data limita para cumprir a directiva
e lembra aos pecuários que desde 01 de Janeiro é ilegal manter os
animais em explorações que não estejam adaptadas à norma europeia.

Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45103.aspx

Produtores de batata do Oeste estimam prejuízos em 2,4 ME

08-04-2013




Os produtores de batata dos concelhos da Lourinhã, Peniche e Torres
Vedras estimam que haja prejuízos na ordem dos 2,4 milhões de euros
resultantes do mau tempo, dado que a chuva não deixou semear ou
estragou parte da produção.

António Gomes, presidente da Associação Interprofissional de
Horticultura do Oeste, disse à agência Lusa que cerca de mil hectares
de batata estão «parcialmente afectados» porque, devido às chuvas,
houve excesso de humidade nos solos.

A este problema acresce o facto de muitos agricultores terem feito
encomendas de batata, que continuam em armazém. Cerca de 300 hectares
estão por semear, o que deverá acontecer nas próximas duas semanas se
o tempo permitir, nos casos de agricultores que possuem sistemas de
rega.

O dirigente estima em 2,4 milhões os prejuízos dos agricultores, tendo
em conta os custos na fase da plantação, não só com a aquisição da
batata de semente e de adubos e pesticidas, como também com pessoal e
com a preparação de terrenos.

Como em Dezembro se registaram dias de chuva consecutivos, muitos
produtores nem chegaram a comprar batata para semear. Feitas as
contas, a área de cultivo de batata nesta região deverá ficar este ano
a menos de metade da de um ano normal com três mil hectares de
produção.

«Verifica-se menos rendimento para os agricultores e menos batata no
mercado, que tem como consequência os elevados preços da que existe
para os consumidores e a importação», explicou.

O Oeste é uma das quatro maiores regiões produtoras de batata do país,
com 25 por cento da produção nacional.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45101.aspx

Providencia cautelar para impedir concessão da rede secundária do Alqueva à EDIA

A FENAREG - Federação Nacional de Regantes de Portugal e a FAABA -
Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo
interpuseram providencia cautelar antecipatória contra o Ministério da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território para
impedir a celebração do contrato de concessão da rede secundária do
EFMA - Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva com a EDIA –
Empresa de Desenvolvimento das Infra-estruturas de Alqueva.

A decisão de concessão da rede secundária de Alqueva à EDIA contraria
claramente a legislação em vigor, consideram as Federações. Não cumpre
a preferência estabelecida na lei de entrega da concessão da rede
secundária de rega às entidades do tipo associativo, representantes da
maioria dos proprietários e regantes beneficiados (Decreto-Lei n.º
269/82, de 10 de Julho, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º
86/2002 de 6 de Abril). Acresce ainda, que a EDIA, estatutariamente
não tem competências para a gestão, exploração, manutenção e
conservação das infraestruturas integrantes da rede secundária do EFMA
(Decreto-Lei nº 42/2007, de 22 de Fevereiro).

8 de Abril de 2013

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/04/08b.htm

Ministra Assunção Cristas visita o Brasil para arranjar "agronegócios"

08.04.2013 10:53

ECONOMIA


A ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território,
Assunção Cristas, inicia hoje uma visita oficial ao Brasil que começa
com uma intervenção na "Conferência do Agronegócio", em São Paulo, e
prossegue com uma série de encontros empresariais.

Assunção Cristas vai abordar hoje "a evolução do agronegócio na zona
do Euro - Europa, Brasil e Portugal e o seu relacionamento com o
mercado externo" e participará, na terça-feira, numa mesa redonda
para debater as oportunidades de negócios entre Portugal e Brasil.

"O objetivo do encontro é revelar alguns projetos de investimento mais
relevantes no setor em Portugal e gerar oportunidades de negócio
entre os dois países" e apresentar o potencial de negócios de
Ribeirão Preto e região, adiantou o ministério da Agricultura num
comunicado.

A ministra seguirá depois para Brasília onde se irá encontrar com o
ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade e
com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Assunção Cristas vai ser acompanhada por algumas empresas e
associações empresariais, entre as quais a (EDIA Empresa de
Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva) e a Portugal Foods.

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/04/08/ministra-assuncao-cristas-visita-o-brasil-para-arranjar-agronegocios

Universidades estudam arquitetura rural transfronteira no Douro Internacional

Publicado ontem às 11:09

Uma equipa de peritos da área da arquitetura está a desenvolver um
estudo «pioneiro» da morfologia e organização das construções rurais
genuínas da região transfronteiriça do Douro Internacional.

«Este trabalho assenta no conhecimento da arquitetura rural dos dois
lados da fronteira e ao mesmo tempo tenta perceber se a agricultura
praticada na região gerou formas arquitetónicas diferentes em termos
de escala e uso de materiais, relativos à qualidade de vida que cada
comunidade procurava», disse à Lusa Manuel Diogo, coordenador do
projeto.

O trabalho, que junta as faculdades de Arquitetura da Universidade
Lusíada do Porto, Técnica de Lisboa e Escola Técnica Superior de
Valladolid, vai caracterizar a arquitetura, os espaços privados e
públicos daquela região e a importância dos vazios na organização dos
próprios núcleos rurais.

Do lado português, a investigação desenvolve-se no território
compreendido pelos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro,
enquanto do lado espanhol o trabalho envolve toda a zona raiana da
Província de Zamora, sobretudo a que enquadra o Parque Natural das
Arribas do Douro.

«É importante que se invista na recuperação deste património para que
aja uma alternativa a vida nas cidades e evitar o despovoamento do
mundo rural», frisou.

O projeto foi aprovado e financiado em 75 mil euros pela Fundação para
a Ciência e a Tecnologia, tendo recebido a classificação de
«excelente» pelo painel de avaliadores constituído por peritos
internacionais provenientes de universidades americanas e gregas.

«Desde há muito tempo que é decisivo para Portugal desenvolver um
trabalho que se direcione para um terreno que tem sido permanentemente
ostracizado, como é caso do interior, e fazer com que os jovens
regressem à terra », disse Manuel Diogo, que foi também secretário de
Estado da Administração Interna no governo de Antonio Guterres.

«Há pessoas a recuperar casas nas aldeias, outras a vender, mas o
importante seria criar condições para o regresso de população as zonas
raianas do interior», acrescentou.

Manuel Diogo disse conhecer este património raiano evidenciando ainda
a oportunidade deste projeto perante as ameaças de descaracterização
provocadas pela «gradual desagregação e pela perda de identidade da
imagem do mundo rural, marcando o desajustamento e as assimetrias da
relação campo/cidade, e interior/ litoral».

Este projeto de investigação pretende agora fornecer informações
importantes às próprias comunidades de fronteira e contribuir para o
reforço do conhecimento científico que tem vindo a desenvolver-se
sobre os ambientes patrimoniais na Europa, uma vez que o resultado a
alcançar será de uma publicação obrigatória.

O trabalho de investigação tem a duração de três anos.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3151715&page=-1

A moda da cortiça já não é só rolhas

Negócio



António Freitas de Sousa
07/04/13 11:34



A cortiça é cada vez menos um simples vedante para garrafas de vinho.
A vida moderna tem cada vez mais cortiça por todo o lado, como é o
exemplo mais recente das saunas. E continua a evoluir, desta vez para
os surpreendentes sectores da medicina e da cosmética.

Uma noite qualquer, algures no ano passado e em frente a um televisor
que debitava novidades surpreendentes sobre empresas de jovens
'designers', José Carlos Tinoco - figura conhecida do Porto, com
provas dadas nas áreas da cultura, música, arquitectura, 'design' e
empresariado, entre outras - achou que chegara a hora de responder a
mais um desafio.

A Portcril - empresa a que estava ligado por laços familiares e que
fabrica produtos de hidroterapia - estava interessada em lançar um
produto com o qual pudesse surpreender o mercado, ao mesmo tempo pelo
lado da tecnologia e pelo do 'design'. E foi assim, diante do
televisor, que José Carlos Tinoco achou que iria desenhar uma sauna
revestida a cortiça.

"Contactámos a Amorim Revestimentos e começámos os ensaios", contou ao
Diário Económico, porque para era claro para si que aquele produto
natural escondia um "enorme potencial" para responder aos requisitos
propostos - pela Portcril, mas também pela sua imaginação.

"Desenhámos um protótipo na Portcril e levámo-lo para a Amorim, onde
foram testadas placas de cortiça a revestir a sauna", contou José
Carlos Tinoco. "Os resultados foram excepcionais: a cortiça revelou-se
capaz de resistir a altas temperaturas, mantendo-se inodora e sem
qualquer toxicidade". E as vantagens são inúmeras: o preço mais
competitivo e a poupança energética - "a sauna atinge 80 graus em
menos 12 minutos que as concorrentes em madeira" - são apenas dois
pontos positivos.

Passado o período de testes, a sauna em cortiça já está no mercado -
custa a partir de cinco mil euros - "e já há várias encomendas,
principalmente para o estrangeiro". Mas a inovação não acabou: "estou
agora a desenvolver uma sauna em cortiça para exteriores, a que vou
juntar mesas, cadeiras e espreguiçadeiras que aliam a cortiça a outros
materiais, como metal e madeira", avança José Carlos Tinoco.

Medicina na primeira linha da investigação
Num sector onde o grupo Amorim pesa cerca de 90%, quer em termos de
produção, quer de comercialização, a inovação não podia ficar atrás.
Tudo ou quase tudo o que tem a ver com novas utilizações da cortiça,
passa pela Amorim Cork Compósitos. Até as inovações mais
surpreendentes. A área mais inesperada - tão inesperada que "ainda
está num ciclo de desenvolvimento muito precoce", disse um responsável
da empresa - é o a da medicina. De facto, o granulado de cortiça fino
está a ser alvo de investigação para se refinarem as suas já apuradas
capacidades em termos medicinais. As expectativas são grandes e não se
esgotam nesta área: também no segmento dos cosméticos é possível que o
granulado fino venha a desempenhar um papel importante.

O que já não surpreende ninguém é a 'intromissão' da cortiça na
aeronáutica e no aeroespaço. "A NASA e a ESA [homóloga europeia], bem
como empresas como a Embraer e a Airbus são clientes já tradicionais
de produtos de cortiça". O alvo é sempre o mesmo: as capacidades que
aquele produto tem em termos de insonorização, mas principalmente de
substituição de componentes feitos noutros materiais muito mais
pesados. Em actividades onde o peso conta - nomeadamente porque menos
peso quer dizer menos consumo de energia - a cortiça tende a estar
cada vez mais presente.

É isso mesmo que a Siemens procura: "Estamos a trabalhar com a empresa
alemã nos novos metros de superfície", com a intenção de potenciar
insonorizações e cortar no peso das composições. O mesmo se passa,
segundo o mesmo responsável, com a Alstrom. Mas, neste segmento, a
utilização de cortiça não se confina às composições de transporte: "o
controlo de vibrações da ferrovia" - que determinam a diferença entre
uma viagem agradável ou repleta de solavancos - "é feito com o recurso
a uma mistura de cortiça e de granulado de pneus velhos".

Estas são as áreas onde a cortiça está a ser investigada e usada como
material inovador. O resto é conhecido: edifícios revestidos a cortiça
(como é o exemplo mais surpreendente do Pavilhão de Portugal na
exposição de Xangai), mobiliário moderno criado com base neste
material natural, utensílios de cozinha, iluminação e uma série
infindável de utilizações fazem cada vez mais parte do dia-a-dia de
muitos consumidores.

A inovação não se confina à Amorim. A Associação Portuguesa da Cortiça
(APCOR) assume, por via do Centro Tecnológico da Cortiça (em
associação com privados), que "também faz alguma investigação, mesmo
que o grosso da sua actividade sejam os testes e as certificações",
explicou ao Diário Económico uma fonte daquele organismo.

As novas utilizações para a cortiça são tão importantes que, segundo a
APCOR, "o investimento em inovação e investigação & desenvolvimento
(I&D) no período 2000-2010 (considerando os sistemas de incentivos
PRIME, QREN, POAGRO e FCT) foi de 85,9 milhões de euros", cerca de
17,8% do investimento total que o sector agregou para aquele período.

Num mundo em que a cortiça deixou de ser apenas uma forma de vedar
garrafas de vinho - apesar de esse ser um campo de batalha permanente
contra o plástico e o alumínio), o segmento de inovação e I&D (ou os
produtos que dela resultam) já assume uma posição importante em termos
de exportações. Segundo a APCOR, "as exportações portuguesas de
cortiça cresceram 4% em valor e 5% em volume em 2012 face a 2011.
Assim, para 2012, as exportações atingiram 845 milhões de euros (mais
33 milhões de euros) e 189 milhares de toneladas (mais 10 mil
toneladas)".

http://economico.sapo.pt/noticias/a-moda-da-cortica-ja-nao-e-so-rolhas_166382.html

domingo, 7 de abril de 2013

Abetarda, a embaixadora de uma agricultura sustentável, é a Ave do Ano 2013

SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (05-04-2013)
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Num ano em que a reforma da agricultura tem estado no centro das
atenções, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA)
escolheu a abetarda (Otis tarda) para Ave do Ano 2013. Esta espécie é
uma das mais belas aves que podem ser observadas nas planícies
alentejanas, contudo os desafios à sua sobrevivência têm vindo a
aumentar, sobretudo devido à intensificação da agricultura e à perda
de habitat e à colisão com linhas elétricas.

O macho de abetarda, com os seus 16 quilos, é a maior ave da Europa,
mas o que torna esta espécie verdadeiramente peculiar é sobretudo a
sua característica "dança" de acasalamento. Os machos juntam-se nas
planícies alentejanas e exibem uma plumagem colorida e vistosa,
extremamente chamativa, que usam para impressionar as fêmeas. Muitos
aficionados da observação de aves visitam o nosso país para observar
este espetáculo único.

Na União Europeia as maiores populações de abetarda encontram-se em
Espanha e em Portugal. Aqui podem ser vistas nas planícies alentejanas
de Castro Verde, Cuba, Cabo Maior, Elvas e Mourão.

Em Portugal a abetarda é classificada como espécie "Em Perigo". As
suas principais ameaças estão relacionadas com a alteração do uso do
solo e agricultura intensiva, caça ilegal, colisão com linhas
elétricas e cercas. A intensificação agrícola é particularmente grave
devido à substituição dos cultivos de sequeiro por regadio e culturas
permanentes.

A agricultura na Europa está numa encruzilhada. Há mais de 50 anos que
práticas agrícolas nocivas poluem o solo, água e ar, e são subsidiadas
e incentivadas pela União Europeia, enquanto a agricultura sustentável
é renegada para segundo plano. Uma verdadeira reforma da Política
Agrícola Comum (PAC) é determinante para a conservação não só da
abetarda, mas também de outras espécies ameaçadas que vivem neste tipo
de habitats. Necessitamos urgentemente de uma PAC que subsidie
práticas que respeitem a natureza e que promova o desenvolvimento
rural, e que tenha instrumentos que incentivem os agricultores a
produzir alimentos mais saudáveis e amigos do ambiente.

Para mais informações consulte www.spea.pt

http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Abetarda-a-embaixadora-de-uma-agricultura-sustentavel-e-a-Ave-do-Ano-2013?bl=1