quinta-feira, 13 de junho de 2013

Assunção Cristas “Tem que se ultrapassar o estigma de trabalhar na agricultura”

Assunção Cristas, ministra da Agricultura, Ambiente e do Ordenamento
do Território, destacou a importância e o crescimento do sector da
Agricultura e sublinha que "há emprego na agricultura". Em entrevista
à TVI24, a ministra adiantou ainda que os novos jovens agricultores
portugueses já investiram um milhões de euros e as candidaturas aos
programas do Governo de incentivo à integração no sector não param de
aumentar.

ECONOMIA
22:32 - 12 de Junho de 2013 | Por Notícias Ao Minuto


O sector agro-alimentar cresceu 2,8% e as exportações de produtos
agrícolas estão a crescer 3%. Foi com estes números que a ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, defendeu a importância e o crescimento
do sector que tem "atraído cada vez mais jovens", disse em entrevista
à TVI24.

"Há emprego na agricultura", continuou Assunção Cristas", e o sector "
tem trazido imensas pessoas de todas as idades". Contudo, a ministra
sublinhou que "há um estigma que tem de ser ultrapassado sobre o
trabalho na agricultura".

Nos últimos anos o desenvolvimento e o crescimento do sector foi
"notório". "Hoje estar no campo é completamente diferente. Há internet
e há maneira de estar ligado ao Mundo, mas mesmo assim as pessoas não
podem vir com expectativas falsas, o campo é duro", acrescentou.

Assunção Cristas destacou ainda o aumento e a importância dos novos
agricultores que o país tem ganho. Devido a serem formados em diversas
áreas "têm trazido outras ideias para o sector. E estes jovens têm um
foco muito grande na exportação, o que é muito positivo", referiu.

A ministra adiantou que no total estes jovens já investiram um milhão
de euros no sector nos últimos tempos e realçou a reforma agrária que
o Governo tem implementado.

Assunção Cristas destacou alguns pontos das novas medidas do
Executivo, como o apoio que têm dado aos jovens agricultores através
de linhas de crédito por exemplo. "De ano para ano as candidaturas têm
aumentado, e actualmente temos recebido cerca de 280 por mês",
revelou.

O acesso à terra, através de bolsas, foi outro dos pontos evidenciados
por Assunção Cristas, que acrescentou que "há pessoas que querem
trabalhar na agricultura que já têm terras dos pais ou avós. Mas há
muitas que não. E é aqui que entra o programa de bolsas de terra que
consiste no processo de identificação de terras que estão ao abandono,
por exemplo", detalhou a ministra.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/81796/%E2%80%9Ctem-que-se-ultrapassar-o-estigma-de-trabalhar-na-agricultura%E2%80%9D

Primeiro-Ministro na Feira Nacional de Agricultura

Foto de Vítor Neno

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, acompanhado pela Ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, esteve hoje na Feira Nacional de
Agricultura, certame que decorre no Centro Nacional de Exposições, em
Santarém, até ao próximo dia 16 de Junho.

A ocasião foi aproveitada para visitar os diversos espaços do evento e
inteirar-se do que melhor se faz e produz em Portugal, num percurso
que durou 3 horas. O Primeiro – Ministro foi recebido com cordialidade
pelos agricultores e mostrou-se agradado com o sector agrícola que
neste momento está a contribuir para o aumento das exportações
portuguesas.

O Ministro - Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares
Maduro, no âmbito do Fórum Empreendedorismo organizado pela Nersant
também esteve presente no certame e referiu que os Produtos
Tradicionais Portugueses são uma das áreas em que se deve investir
mais e o que tem de ser feito é com inovação, com conhecimento,
acrescentar valor a esses Produtos Nacionais, porque esta é uma das
matérias com mais potencial na nossa economia, até porque é numa área
que a deslocalização económica é mais difícil de ocorrer e que as
novas tecnologias também têm de trazer valos e inovação às áreas mais
tradicionais.

Pedro Roque, Secretário de Estado do Emprego, encerrou a acção de
Formação "Gestão Agrícola e Uso Eficiente da Água" e também visitou a
Feira Nacional de Agricultura. O Secretário de Estado afirmou que esta
"é a feira de referência do mundo agrícola em Portugal e que o agro -
alimentar é gerador de emprego" enaltecendo o crescimento das
exportações portuguesas de sectores como o vinho e azeite, entre
outros. "A agricultura é uma área que permite criar postos de trabalho
e desenvolver riqueza", acrescentou.

Durante o dia as Conversas de Agricultura voltaram a ter um papel
preponderante na feira. Hoje a discussão centrou-se no meio ambiente e
no Empreendedorismo. A Gestão dos Resíduos Urbanos foi o tema central
das Jornadas "Educar para a Sustentabilidade", promovidas pela
Resitejo, enquanto a CAP destacou a "Gestão Agrícola e o Uso Eficiente
da Água."

No âmbito da Feira Nacional de Agricultura, o Nersant apresentou os
projectos "EmpCriança" e "EmpreEscola", destinados aos alunos do
ensino secundário. Durante a ocasião foram entregues os prémios aos
melhores conceitos de empreendedorismo.

Na Pecuária, o Porco Bísaro foi o destaque do dia através da
realização do XV Concurso Morfológico Nacional desta raça, "uma forma
de estimular os produtores a fazerem mais e melhor, já que os animais
ficam com outro valor de mercado", de acordo com a Associação Nacional
de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB)." A presença na Feira
Nacional de Agricultura, certame que conta dezenas de milhares de
visitantes, é uma forma de divulgar a raça bísara a nível nacional",
acrescenta a associação.

No sector equino realce para o Concurso de Apresentação do Cavalo de
Sela e para a Prova Mista de Traje à Portuguesa e Equitação
Tradicional Troféu Manuel Sabino Duarte "VECA".

Fonte: CNEMA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/12g.htm

Novo processo de selagem de vinhos da Região Demarcada do Douro vai diminuir custos do setor

Empresas produtoras já não são obrigadas a passar pelos Postos de
Selagem da Régua e Vila Nova de Gaia


O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) aprovou um novo
processo de selagem dos vinhos da Região Demarcada do Douro, com o
objetivo central de diminuir os custos de contexto do setor. O novo
processo, denominado "Emissão de Certificados de Procedência",
trabalhado em conjunto com as empresas do setor, vai permitir aumentar
a competitividade e intensificar o controlo sobre os vinhos da Região
Demarcada. A partir de agora, são as empresas as responsáveis pelo
processo de selagem dos produtos vinícolas, evitando a deslocação aos
Postos de Selagem do IVDP, situados na Régua e em Vila Nova de Gaia.
Este novo processo vai, assim, atenuar a concentração de trânsito nas
estradas do Douro, tornando-as mais seguras e diminuindo os efeitos
ambientais e a pegada de carbono do setor vitivinícola.

O novo processo de selagem vai permitir também aumentar a eficiência e
rapidez da comunicação entre o Instituto e o setor. Isto porque, a
partir de agora, todas as comunicações eletrónicas referentes ao
processo de transferência de vinhos são feitas via eletrónica, quer as
efetuadas pelos agentes económicos, quer os alertas de controlo aos
serviços de fiscalização.

De forma a garantir a qualidade e a proveniência dos vinhos, o IVDP
aposta no reforço do controlo nos locais de carregamento e descarga, e
na cobrança online das taxas de certificação de procedência.

Para o desenvolvimento e implementação deste novo procedimento com
sucesso, o IVDP promoveu, juntamente com as empresas do setor, quatro
sessões de trabalho, duas no Porto e duas na Régua. Este procedimento
está, de acordo com o Instituto, a ter uma grande aceitação junto das
empresas.

O IVDP é a entidade responsável pela a gestão das Denominações de
Origem e da Indicação Geográfica da Região Demarcada do Douro,
controlando todos os movimentos de conta corrente entre locais de
armazenagem.

fonte: mediana

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Governo avança com contratos obrigatórios para subir preços do leite

Secretário de Estado da Agricultura diz que Portugal ainda não está a
acompanhar a «recuperação do preço ao nível europeu»

Por: tvi24 / CPS | 2013-06-11 18:22

O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirmou
esta terça-feira o empenho do Governo em conseguir o aumento dos
preços do leite ao produtor através de contratos obrigatórios para o
setor.

Portugal não está ainda a acompanhar a «recuperação do preço ao nível
europeu» sentindo-se uma dificuldade de transmissão do aumento de
custos de produção no preço [do leite]» devido, entre outros fatores,
«ao aumento dos custos de energia», reconheceu hoje o secretário de
Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, durante a visita à
feira nacional de Agricultura.

No certame dedicado ao setor agrícola, os produtores de leite são a
fileira que mais queixas tem transmitido aos membros do Governo,
contestando o aumento dos custos de produção e os baixos custos pagos
ao produtor.

Uma situação que José Diogo Albuquerque afirmou à Lusa estar empenhado
em resolver, através da instauração de «contratos obrigatórios no
setor do leite» com o objetivo de «conseguir que o leite deixe de ser
aquele produto chamariz que está na prateleira do supermercado a um
preço barato para atrair outros produtos».

Exceção feita ao leite, o governante manifestou, durante a visita ao
certame, satisfação pelos resultados obtidos pelo setor agrícola no
último ano em que «foi o [setor] que cresceu completamente em
contraciclo, as exportações aumentaram em 8%, o défice da nossa
balança comercial diminui em 500 mil milhões de euros e, portanto está
no bom caminho», afirmou o secretário de Estado durante a visita à
Feira Nacional da Agricultura.

José Diogo Albuquerque atribui o bom desempenho do setor ao «regresso
às economias de bens transacionáveis», destacando, dentro do setor
agrícola, resultados como os obtidos na fileira do vinho, com
«exportações acima do 40%», no azeite «que é hoje autossuficiente em
valor» ou da hortofruticultura, onde «tem havido maiores exportações e
maior qualidade».

O secretário de Estado falava num dos maiores certames dedicados ao
mundo rural, onde o número de expositores aumentou este ano para cerca
de 600.

A 50ª edição da Feira Nacional da Agricultura decorre nas instalações
do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas até ao próximo
dia 16.

http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/leite-preco-do-leite-contratos-obrigatorios/1459101-6377.html

China abre o seu mercado a três variedades de soja transgénica do Brasil

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
16:55 Terça feira, 11 de Junho de 2013 |


Rio de Janeiro, 11 jun (Lusa) -- A China, o principal mercado da soja
brasileira, decidiu abrir o seu mercado a três variedades
geneticamente modificadas da leguminosa, anunciou hoje o Ministério da
Agricultura brasileiro.

"Foram aprovadas a variedade Intacta RR2 PRO, que tem a capacidade de
suprimir as lagartas, muito prejudiciais às lavouras brasileiras,
assim como as variedades CV 127 e Liberty Link, tolerantes aos
herbicidas", precisou um comunicado, depois de um encontro entre os
ministros da Agricultura dos dois países, em Pequim.

Numerosos produtores brasileiros estavam à espera deste acordo com a
China, antes de se lançarem na produção destas variedades
geneticamente modificadas (transgénicas), já que a China é o principal
consumidor da soja do Brasil, indicou o ministério brasileiro.


http://visao.sapo.pt/china-abre-o-seu-mercado-a-tres-variedades-de-soja-transgenica-do-brasil=f734857

China abre o seu mercado a três variedades de soja transgénica do Brasil

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
16:55 Terça feira, 11 de Junho de 2013 |

Rio de Janeiro, 11 jun (Lusa) -- A China, o principal mercado da soja
brasileira, decidiu abrir o seu mercado a três variedades
geneticamente modificadas da leguminosa, anunciou hoje o Ministério da
Agricultura brasileiro.

"Foram aprovadas a variedade Intacta RR2 PRO, que tem a capacidade de
suprimir as lagartas, muito prejudiciais às lavouras brasileiras,
assim como as variedades CV 127 e Liberty Link, tolerantes aos
herbicidas", precisou um comunicado, depois de um encontro entre os
ministros da Agricultura dos dois países, em Pequim.

Numerosos produtores brasileiros estavam à espera deste acordo com a
China, antes de se lançarem na produção destas variedades
geneticamente modificadas (transgénicas), já que a China é o principal
consumidor da soja do Brasil, indicou o ministério brasileiro.


http://visao.sapo.pt/china-abre-o-seu-mercado-a-tres-variedades-de-soja-transgenica-do-brasil=f734857

Ferreira do Alentejo: Feira do Regadio debate fruticultura

O potencial da fruticultura no Alentejo e os desafios da cooperação
entre o Baixo Alentejo e Cabo Verde vão ser debatidos na 15.ª Feira
Nacional da Água e do Regadio, entre os dias 28 e 30 deste mês, em
Ferreira do Alentejo.

Os temas vão ser debatidos através dos colóquios «Fruticultura no
Alentejo: valorização do potencial de produção» e «Desafios da
Cooperação Descentralizada Baixo Alentejo - Cabo Verde», promovidos
pelo ninho de empresas de Ferreira do Alentejo em colaboração com
outas entidades.

.diariOnline RS com Lusa
16:10 terça-feira, 11 junho 2013

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=137236

Capoulas Santos: Cavaco fez "má negociação" na adesão à Europa

O eurodeputado Capoulas Santos (PS) qualificou hoje o discurso de
segunda-feira do Presidente da República como um elogio merecido aos
agricultores, mas apontou Cavaco Silva como responsável pela "má
negociação" na adesão de Portugal à União Europeia.
DR
POLÍTICA
14:50 - 11 de Junho de 2013 | Por Lusa


"Interpretei as palavras do senhor Presidente [da República] como um
elogio aos agricultores portugueses, que o merecem, porque eles em 25
anos tiveram que enfrentar enormes desafios e competir em condições de
uma enorme desigualdade", disse o ex-ministro da Agricultura, em
declarações aos jornalistas portugueses, à margem da sessão plenária
do Parlamento Europeu, a decorrer em Estrasburgo.

Num comentário às palavras do Presidente da República, proferidas nas
comemorações do Dia de Portugal, Capoulas Santos afirmou que "parte
das desigualdades" que os agricultores portugueses tiveram de
enfrentar ficou a dever-se "à negociação europeia que foi
protagonizada pelo primeiro Governo do professor Cavaco Silva".

Para o eurodeputado socialista, "os agricultores portugueses sofreram
muito nestes anos" e "uma parte desse sofrimento deve-se à má
negociação" da adesão de Portugal à atual União Europeia (UE), em
1986, que "foi protagonizada pelo Governo do [atual] Presidente da
República".

Capoulas Santos deu dois exemplos do que considerou "má negociação":
"Nas ajudas ao olival, durante os primeiros sete anos, só tivemos
ajudas para arrancar e relativamente ao nosso pacote financeiro
global, ficamos com um montante que equivale àquilo que a Grécia
recebe só para o tabaco e o algodão".

No seu discurso nas comemorações do 10 de Junho, que ocorreram na
segunda-feira em Elvas, o Presidente da República apontou a evolução
da agricultura em Portugal como um bom exemplo da necessidade dos
portugueses abandonarem "ideias feitas e preconceitos" e de
ultrapassarem "a tendência para o derrotismo e para o pessimismo".

Cavaco Silva fez o paralelo entre a situação que existia há 30 anos na
agricultura e a realidade dos dias de hoje, afirmando que, apesar do
número de agricultores ser há três décadas muito superior ao atual -
cerca de 600 mil, contra cerca de 300 mil nos dias de hoje - a
produtividade da terra cresceu 22% e a produtividade do trabalho
agrícola aumentou 180%.

http://www.noticiasaominuto.com/politica/81263/cavaco-fez-m%C3%A1-negocia%C3%A7%C3%A3o-na-ades%C3%A3o-%C3%A0-europa#.Ubieu_mW-C0

Assunção Cristas pede avaliação para propor rescisões

Ministra da agricultura pediu aos seus serviços para avaliarem também
quem pode ir para a mobilidade

Por: tvi24 / CPS | 2013-06-11 15:02

A ministra da Agricultura e do Ambiente, Assunção Cristas, disse esta
terça-feira no Parlamento ter pedido aos dirigentes dos seus serviços
para avaliar a quem pode ser proposta uma rescisão amigável ou quem
pode ir para a mobilidade.

Assunção Cristas, que falava na comissão do Ambiente e Ordenamento do
Território, em resposta às perguntas dos deputados Heloísa Apolónia
(Verdes) e Paulo Sá (PCP), anunciou ter pedido «a todos os dirigentes
que olhassem para os seus serviços» e que nas «funções que forem
deixando de ter relevância» as pessoas fossem «encaminhadas para a
requalificação», sendo certo em matéria de rescisão amigável «o
pontapé de saída cabe ao trabalhador».

Segundo a ministra, a intenção é «perceber onde há gente a mais e a
menos» e que esse trabalho «pressupõe alterar os serviços como estão
neste momento organizados e como podem sê-lo em virtude da
reestruturação».

Heloísa Apolónia acusou Assunção Cristas de estar a «colocar na rua»
uma «fornada de funcionários públicos».

Assunção Cristas, que disse que atualmente o Ministério da
Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território tem cerca de 900
pessoas na mobilidade especial, «uma realidade muito diferente» em
relação a alguns anos em que era o principal contribuinte para esta
situação.

A ministra adiantou ainda que vai olhar «para todas essas situações
antes de caminhar para outras respostas» e que «há muita gente em
situação de mobilidade especial que pode estar mais interessada em
receber um valor para sair da administração pública».

http://www.tvi24.iol.pt/economia---emprego/assuncao-cristas-rescisoes-mobilidade/1458994-6374.html

Agricultura. Exportações só cobrem 48,4% das importações

Cavaco Silva demorou a perceber a importância do sector primário na
riqueza do país, que apresenta um défice de 1,3 mil milhões de euros

Olhem para o que eu digo e não para o que eu fiz. O Presidente da
República aproveitou o 10 de Junho para apontar alguns desígnios para
o país pós-troika, elegendo a agricultura e o mar como dois dos
sectores que mais podem contribuir para a saída da crise. "O mar,
desde logo", e a agricultura, "que alguns sustentam ter sido destruída
depois da adesão de Portugal às Comunidades", durante a governação
cavaquista, mas que agora "constitui um domínio crucial para a
sustentabilidade da soberania económica, para o desenvolvimento
harmonioso do território e para a qualidade de vida das populações".
Cavaco olhou também para o último boletim estatístico do INE sobre o
sector para salientar ainda que "hoje temos um nível elevado de
auto-suficiência alimentar, situado nos 81 por cento".

CAVACO 2012 O discurso foi radicalmente diferente daquele que fez em
2012, no qual reconheceu que "é necessário olhar para o que esquecemos
nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do
mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em
maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos
aos mercados externos".

CAVACO 2011 Nesse ano, o antigo primeiro-ministro, igualmente no
discurso do 10 de Junho, todo ele marcado por um tom de que os
portugueses devem ser realistas, o presidente foi ainda mais longe,
referindo que "há que dar uma especial atenção ao mundo rural. Ninguém
pense que Portugal pode ser um país auto- -suficiente do ponto de
vista agro-alimentar. Aliás, nunca o foi ao longo da sua história".
Ainda nesse ano, o cenário de Cavaco para o sector era negro. Num
artigo de opinião publicado no "Expresso" a 10 de Junho, refere que
apesar de todos os partidos políticos referirem como objectivo a
agricultura nos seus programas, "os resultados, completamente
contrários aos objectivos, estão à vista. Os jovens agricultores com
menos de 35 anos representam apenas 2% e com menos de 45 anos apenas
10% do número total de agricultores portugueses. Além disso, estes
valores têm-se vindo a agravar de ano para ano. Entre 1999 e 2009
(entre os dois últimos recenseamentos) a redução dos jovens até 35
anos foi de 60% e entre 35 e 45 anos foi de 51%. Alguma coisa estará,
portanto, a impedir o sucesso das políticas públicas nesta matéria e a
merecer uma atenção aprofundada, de modo que possamos rapidamente
inverter a tendência e melhorar a situação".

OS 81% DE AUTO-SUFICIÊNCIA Contradições à parte, no discurso de
segunda-feira, Cavaco omitiu uma parte da realidade. A importância
dada aos 81% de auto -suficiência alimentar sobrepôs-se ao facto de o
saldo da balança comercial dos produtos agrícolas ter apresentado um
défice de 1,3 mil milhões de euros e uma taxa de cobertura de apenas
48,4% entre 2006 e 2011. E que se mantém uma elevada dependência
externa em cereais e oleaginosas, representando as importações destas
commodities 42,4% do valor global das importações de bens agrícolas.
Em simultâneo, a dependência externa destes produtos tem-se agravado,
com as importações a aumentarem em média 10,3% ao ano para os cereais
e 12% para as oleaginosas.

IMPORTAM-SE MAIS ANIMAIS VIVOS Nesses cinco anos registaram-se também
aumentos, ainda que menos acentuados, nas importações de animais vivos
(4,9% ao ano, em média) e de batata (1,7% ao ano, em média), sendo os
frutos frescos e o azeite a nota positiva do lado das importações, com
as transacções a diminuírem de 2006 para 2011.

Neste período, ainda segundo o boletim do INE, observaram-se
crescimentos médios anuais em ambos os fluxos do comércio
internacional (6,3% para as importações e 7,7% para as exportações),
particularmente significativos no mercado extra-UE.

No entanto, apesar de o ritmo de crescimento das exportações ter sido
superior ao das importações, o saldo da balança comercial dos produtos
agrícolas agravou-se nesse período devido à diferença de nível
absoluto entre os dois fluxos.

http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/agricultura-exportacoes-so-cobrem-484-das-importacoes

Agricultores ouviram «incentivo» e «reconhecimento» de Cavaco

CAP avisa que é preciso «tradução prática» das palavras, exigindo
«condições mínimas» para a agricultura

Por: tvi24 / CP | 2013-06-11 11:11

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)
encarou como palavras de «incentivo» e de «reconhecimento» o que o
Presidente da República disse na segunda-feira sobre a agricultura em
Portugal.

«São palavras de incentivo e de reconhecimento daquilo que o setor tem
estado a fazer para a economia e para o país», afirmou João Machado,
em declarações à Lusa.

O presidente da CAP defendeu que, «de facto, ao contrário dos outros
setores da economia, a agricultura tem estado a investir, a criar
emprego, a desenvolver-se, a exportar mais e a substituir
importações».

Para João Machado, «é bom» que o papel da agricultura «seja
reconhecido, mas sobretudo que esse reconhecimento tenha tradução
prática naquilo que são as condições mínimas necessárias para
continuar-se neste caminho».

«Porque os agricultores e o setor agrícola fazem parte deste país que
atravessa uma crise muito grande, uma recessão muito profunda, e a
economia também tem efeitos na agricultura. Sem mercado, sem condições
para os portugueses poderem comprar os produtos agrícolas portugueses,
nós teremos grandes dificuldades», disse.

Nessa área, as «preocupações» da CAP «continuam» e João Machado
garante que tem «expressado isso ao Governo, ao nível da concertação
social».

«Temos voltado a falar nos constrangimentos que temos ao nível do
crédito, do custo da energia, do custo dos combustíveis, do custo de
algumas taxas camarárias e taxas ambientais. Todas estas questões têm
que ser resolvidas, no sentido de contribuírem todas no sentido de
continuarmos a crescer e a criar emprego», afirmou.

http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/cap-joao-machado-agricultores-agricultura-tvi24/1458867-4071.html

Parlamento Europeu aprova proposta de Capoulas Santos que isenta pequenos agricultores de cortes nos subsídios

O Parlamento Europeu aprovou hoje, em Estrasburgo, as propostas do
deputado Capoulas Santos que isentam os pequenos agricultores da UE
que recebem anualmente um montante inferior a 5000 euros de contribuir
para o ajustamento do orçamento global. Em Portugal, 87% dos
agricultores estão abaixo deste limiar e serão assim contemplados pela
isenção.

O ajustamento do orçamento global implica que os agricultores poderão
potencialmente sofrer um corte nas suas ajudas diretas para acomodar
os montantes das ajudas e as disponibilidades financeiras do orçamento
global que vier a ser aprovado para o próximo período financeiro
2014-2020, sobre o qual não existe ainda o acordo final. O relatório
de Capoulas Santos aprovado em plenário vem isentar, para o ano de
2014, os pequenos agricultores deste ajustamento mas "as negociações
ainda vão no adro e é preciso fazer a mesma discussão para a
totalidade do período financeiro, ou seja até 2020", afirma o
eurodeputado socialista.

O relator da proposta do Parlamento Europeu mostrou a sua satisfação
por a medida ter sido aprovada para 2014 "tendo em conta as
dificuldades estruturais da pequena agricultura na UE, dificuldades
estas acrescidas no atual contexto de crise". Capoulas Santos referiu
ainda que "as pressões têm sido muitas para eliminar esta franquia o
que considero, no mínimo, pouco aceitável para proteger a agricultura
de subsistência e familiar e os pequenos agricultores e evitar a dupla
penalização daqueles que pela sua dimensão já têm dificuldades
estruturais".

Fonte: Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/12f.htm

Cristas 'muito satisfeita' com apoio de Cavaco à agricultura

11 de Junho, 2013
A ministra da Agricultura afirmou hoje ter ficado "muito satisfeita"
com a intervenção do Presidente da República, nas comemorações do 10
de Junho, qualificando a aposta na agricultura como essencial para o
crescimento do país no pós-'troika'.

As declarações de Cavaco Silva "vão no sentido daquilo que os números
nos dizem e que a realidade no terreno nos diz", afirmou Assunção
Cristas, acrescentando que ouve nas suas deslocações "preocupações e
dificuldades", mas também "muita gente animada, muita gente nova a
chegar, muita inovação, os números das produções a aumentarem, as
produtividades a melhorarem e as exportações a melhorarem".

Para a ministra "os números mostram que o sector está em crescimento e
em contraciclo e isso foi possível porque houve uma grande reconversão
no sector agrícola".

Assunção Cristas adiantou que o que aconteceu no sector agrícola
"também pode acontecer em outros sectores do nosso tecido económico".

O Presidente da República, na sua intervenção nas comemorações do 10
de Junho em Elvas, destacou a necessidade de Portugal preparar o
"pós-troika" elegendo a agricultura como o principal motor.

Apontando evolução da agricultura em Portugal como um bom exemplo da
necessidade dos portugueses abandonarem "ideias feitas e preconceitos"
e de ultrapassarem "a tendência para o derrotismo e para o
pessimismo", o Presidente da República fez o paralelo entre a situação
que existia há 30 anos na agricultura e a realidade dos dias de hoje.

"Há quem sustente que a adesão de Portugal às Comunidades implicou a
destruição do mundo rural e a perda irreversível da nossa capacidade
produtiva no sector primário. Este retrato é completamente desfasado
da realidade", disse Cavaco Silva, que quando Portugal aderiu à então
CEE estava a iniciar o seu mandato enquanto primeiro-ministro.

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=77794

Vidigueira promove "Cidade do Vinho 2013" na Feira de Agricultura de Santarém

Rádio Pax - 11/06/2013 - 00:03




A Vidigueira está a participar na Feira Nacional de Agricultura de Santarém.

Este certame pretende "divulgar os valores tradicionais e constitui
uma plataforma de promoção dos produtos de qualidade", refere a Câmara
de Vidigueira, em nota de imprensa.

A "Cidade do Vinho 2013" está representada no salão "O prazer de
provar" com iniciativas de divulgação dos produtores de vinho do
concelho e com degustação de produtos locais.

Manuel Narra, presidente da Câmara de Vidigueira, explica que eventos
como este, que recebe "milhares" de visitantes, servem para "projectar
o nome da Vidigueira" e "mostrar os produtos de qualidade e de
excelência, como o vinho". O autarca frisa que neste certame, o
município está a fazer uma divulgação "muito forte" dos vinhos "da
região Alentejo, da sub-região de Vidigueira e daquele concelho".

A Feira Nacional de Agricultura de Santarém termina no próximo
domingo, dia 16.

http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=1104

Quer reservar o seu Vintage?

11 Junho, 2013 03:06 | Revista de Vinhos

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Vintage 2011 da Croft, Fonseca e Taylor's já disponíveis para reservas
pré-venda.


Desde a declaração oficial a 23 de Abril, os Vintage 2011 das casas
Croft, Fonseca e Taylor's têm vindo a criar expectativa no mercado. A
Heritage Wines, distribuidora para o mercado nacional, abriu um
período de reservas pré-venda. Durante este período, que termina a 13
de Setembro, é possível reservar nas garrafeiras e locais
especializados, as edições Vintage 2011 das prestigiadas casas de
vinho do Porto, em diferentes formatos, alguns deles limitados. Além
do Vintage 2011 da Croft, Fonseca e Taylor's, foi também declarado o
raro Vintage Vargellas Vinha Velha 2011, produzido em quantidade muito
limitada, a partir das vinhas mais velhas da Quinta de Vargellas, da
Taylor's.


Croft Vintage 2011


P.V.P. aproximado: 55,00 €


Fonseca Vintage 2011


P.V.P. aproximado: 75,00 €


Taylor's Vintage 2011


P.V.P. aproximado: 75,00 €


Taylor's Quinta de Vargellas Vinha Velha 2011


P.V.P. aproximado: 260,00 €


Para mais informações, consulte www.heritagewines.pt

http://www.revistadevinhos.pt/artigos/show.aspx?seccao=noticias&artigo=11517&title=quer-reservar-o-seu-vintage&idioma=pt

Já existem vencedores do Concurso Vinhos de Portugal 2013

08 Junho, 2013 01:21 | António Falcão. Foto de Ricardo Palma Veiga



Bernardo Nobre recebe o prémio para o vinho Vale das Areias Syrah
2010, vencedor absoluto na categoria de não fortificados do Concurso
Vinhos de Portugal 2013. O troféu foi-lhe entregue pelo Secretário de
Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque.

O Vintage Duorum 2011 e o tinto Vale das Areias Syrah 2010 foram os
grandes vencedores absolutos do Concurso Vinhos de Portugal, o maior
concurso de vinhos nacionais realizado até hoje no nosso país.


Numa cerimónia realizada no Pátio da Galé (Terreiro do Paço, Lisboa)
foram anunciados os premiados do Concurso Vinhos de Portugal 2013.
Este concurso, organizado pela Viniportugal em Maio passado, recebeu
mais de 1.000 vinhos de todo o país e contou com mais de uma centena
de provadores, entre os quais 36 estrangeiros de diversos países. A
direcção técnica da prova coube ao único Master Sommelier português,
João Pires, escanção em Londres. As provas decorreram no salão do
CNEMA, em Santarém e duraram de segunda a sexta-feira. Nos primeiros
quatro dias os jurados pontuaram todos os vinhos e emergiram os
grandes vencedores, os vinhos que tiveram pontuação para entrar nas
medalhas de ouro. O último dia foi exclusivamente dedicado a escolher
os vinhos com medalha de ouro (52) que deveriam ascender à Grande
Medalha de Ouro. Essa tarefa coube a cinco jurados, capitaneados por
Luís Lopes, director da Revista de Vinhos. Todos os outros jurados
eram estrangeiros.


No final, emergiram 16 Grandes Medalhas de Ouro (que detalhamos em
anexo) e dois vencedores absolutos, em cada uma das categorias
(fortificados e não fortificados): as distinções foram para o Duorum
Vintage 2011 e o Vale das Areias tinto 2010, um vinho da região de
Lisboa. Receberam os prémios José Maria Soares Franco (pela Duorum) e
Bernardo Nobre (pela Sociedade Agrícola da Labrugeira), entregues pelo
Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. José
Maria Soares Franco é um dos mais experientes enólogos portugueses
(trabalhou na Sogrape antes de enveredar por este projecto pessoal com
o seu amigo e sócio João Portugal Ramos) e está já habituado a receber
prémios. Tinha, aliás, recebido minutos antes uma Grande Medalha de
Ouro pelo tinto Tons de Duorum 2011 (um vinho com preço de retalho a
rondar os 4 euros!).


Bernardo Nobre, por outro lado, confessou-nos que ficou de tal maneira
espantado com a distinção que o seu discurso de agradecimento durou
apenas alguns segundos: "nem queria acreditar", disse-nos este gestor,
ainda nas nuvens. O mais espantoso é que o Vale das Areias Syrah é um
vinho que custa no retalho cerca de 6 euros, conseguindo superar
vinhos a custar cinco e seis vezes mais. Refira-se, a propósito, que o
nível de vinhos presentes neste concurso foi muito alto e por Santarém
passaram vários dos mais caros vinhos portugueses, incluindo raros
Vinhos do Porto com décadas de idade.


Foram atribuídas 16 Grandes Medalhas de Ouro, 36 Medalhas de Ouro, 81
Medalhas de Prata e 125 Medalhas de Bronze.


Alguns dados curiosos: dos 1007 vinhos inscritos, 919 eram da
categoria 'tranquilos' (brancos, rosés, tintos e espumantes) e o
restante (88) eram da categoria fortificados (Porto, Madeira e
Moscatel). Na primeira categoria, e por regiões, o Douro foi quem mais
vinhos inscreveu (207), seguido do Alentejo (188), dos Vinhos Verdes
(101), Lisboa (85), Tejo (77), Dão (64) e Península de Setúbal (63).
Destaque ainda para dois vencedores em painéis especiais, apenas
dedicados aos vinhos das castas Alvarinho e Touriga Nacional. Nos
Alvarinhos o vencedor foi o QM Alvarinho branco 2012 (Quintas de
Melgaço) e na Touriga nacional o Senses Touriga Nacional tinto 2011
(Adega Cooperativa de Borba). A Cooperativa de Borba foi aliás uma das
grandes vencedoras do concurso, conseguindo ainda duas Grandes
Medalhas de Ouro, o que confirma o excelente trabalho que a empresa
tem vindo a fazer nos últimos anos.


A Viniportugal, pela voz do seu presidente, Jorge Monteiro, já
garantiu que para o ano haverá nova edição deste concurso e promete
que terá ainda mais amostras e mais provadores estrangeiros. O grande
objectivo do concurso foi o de dar a provar, aos líderes de opinião
estrangeiros, um enorme conjunto de vinhos portugueses e mostrar o que
de bom se faz por cá. Jorge Monteiro disse, neste sentido, que a
Viniportugal quer aumentar nos próximos anos a notoriedade
internacional do concurso. Refira-se ainda que o evento aproveitou a
passagem dos jurados estrangeiros para realizar três Master Class
(sobre Alvarinho, Touriga Nacional e uma sobre a longevidade dos
grandes vinhos tintos portugueses, com uma apmplitude de 40 anos) e
algumas visitas a regiões e quintas.





Grandes Medalhas de ouro


Douro


Tons de Duorum tinto 2011 (Duorum Vinhos)


Quinta de S. José Reserva tinto 2011 (João Brito e Cunha)


Crasto Superior tinto 2011 (Quinta do Crasto)


Dão


Cabriz Encruzado branco 2012 (Dão Sul)


Lisboa


Mundus Reserva tinto 2010 (Adega Cooperativa da Vermelha)


CSL Sauvignon Blanc branco 2012 (Casa Santos Lima)


Vale das Areias Syrah tinto 2010 (Sociedade Agrícola da Labrugeira)


Alentejo


Adega de Borba Reserva branco 2011 (Adega Cooperativa de Borba)


Adega de Borba Premium tinto 2011 (Adega Cooperativa de Borba)


Tinto da Ânfora Grande Escolha tinto 2008 (Bacalhôa Vinhos de Portugal)


Esporão Private Selection branco 2012 (Esporão)


Herdade Fonte Paredes Grande Reserva tinto 2009 (Herdade Fonte Paredes)


Vinho do Porto


Duorum Porto Vintage 2011 (Duorum Vinhos)


Burmester Porto Colheita 1963 (Sogevinus Fine Wines)


MELHOR ALVARINHO


QM Alvarinho branco 2012 (Quintas de Melgaço)


MELHOR TOURIGA NACIONAL


Senses Touriga Nacional tinto 2011 (Adega Cooperativa de Borba)

http://www.revistadevinhos.pt/artigos/show.aspx?seccao=noticias&artigo=11514

Tribunal de Justiça anula decisão de Bruxelas e poupa 505 mil euros a Portugal

07.06.2013 10:27

ECONOMIA


O Tribunal de Justiça da União Europeia anulou hoje uma decisão da
Comissão Europeia, de 2010, que forçava Portugal a restituir
financiamento comunitário para produtos agrícolas da Madeira num
montante total de 505 mil euros.

O acórdão de hoje do Tribunal de Justiça, com sede no Luxemburgo, dá
assim deferimento ao recurso apresentado pelo Estado português, que
contestava a decisão do executivo comunitário, segundo o qual as
ajudas específicas referentes a certos produtos agrícolas da Região
Autónoma da Madeira concedidas entre 2004 e 2006 não haviam
respeitado as disposições comunitárias.

Bruxelas considerava que Portugal não tinha aplicado um rigoroso
sistema de controlo para avaliar se os beneficiários das ajudas
cumpriam os requisitos necessários, pelo que, em novembro de 2010,
considerou que a atribuição de ajudas, ao abrigo do fundo comunitário
FEOGA, para os exercícios de 2005, 2006 e 2007 (ou seja, as campanhas
dos anos de 2004 a 2006) não havia cumprido as normas comunitárias,
excluindo assim o financiamento da UE, no montante total de 743 mil
euros.

Portugal contestou a decisão, designadamente quanto à devolução dos
fundos atribuídos nas campanhas de 2005 e 2006, baseando-se no facto
de a Comissão, numa primeira comunicação de dezembro de 2006, não ter
indicado os resultados das verificações, pelo que o Estado não podia
nem contestar as constatações de Bruxelas, nem corrigir atempadamente
eventuais deficiências.

No seu acórdão de hoje, o Tribunal de Justiça deu razão a Portugal,
apontando que a comunicação da Comissão identificava de maneira
suficientemente precisa as irregularidades apontadas a Portugal com
base nos dados de controlo de 2004 mas, por outro lado, não continha
qualquer observação relativa aos anos de 2005 e 2006, pelo que as
autoridades não tiveram possibilidade de remediar eventuais
irregularidades, antes do final das respetivas campanhas.

Por conseguinte, o Tribunal decidiu hoje "anular a decisão da Comissão
de aplicar a Portugal uma correção financeira às campanhas de 2005 e
2006", pelos montantes respetivos de 239 e 266 mil euros.

A situação geográfica excecional (ultraperiférica) das regiões
autónomas dos Açores e da Madeira determinou que a UE tenha
estabelecido um regime de ajudas para medidas específicas relativas a
certos produtos agrícolas em favor das duas regiões, financiadas pelo
FEOG

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/06/07/tribunal-de-justica-anula-decisao-de-bruxelas-e-poupa-505-mil-euros-a-portugal

Alentejo, Douro, Lisboa e Dão distinguem-se nos Ouros e Grandes Ouros do Concurso Vinhos de Portugal

Cerimónia de entrega de prémios do Concurso Vinhos de Portugal premiou
os 258 melhores dos 1007 vinhos apresentados

Submeter tantos vinhos a críticos internacionais neste concurso foi
uma boa aposta no tempo certo. Assim considera a Viniportugal que este
ano assegurou a organização do Concurso Vinhos de Portugal. Os 258
vinhos medalhados foram anunciados na passada sexta-feira, dia 07 de
Junho, no Pátio da Galé, em Lisboa.

Concorreram 919 vinhos tranquilos e 88 vinhos fortificados. As 258
medalhas distinguiram várias categorias: 125 de bronze, 81 de prata,
36 de ouro e 16 Grandes Ouro, culminando com a designação do Melhor
Fortificado 2013 e Melhor Vinho 2013.

Embora com algumas surpresas de um modo geral, as regiões que maior
número de vinhos apresentaram foram as mais distinguidas. O prémio
Melhor do Ano foi para o Vale das Areias Syrah 2010, da Sociedade
Agrícola da Labrugeira, e o Melhor Fortificado para o Duorum Vintage
2011.

"Foi um desafio extremamente aliciante que envolveu muito a
ViniPortugal e que nos permitiu uma avaliação que será muito
importante para próxima edição, que terá lugar entre 12 e 16 de Maio
de 2014, no CNEMA, em Santarém. A entrega de prémios será realizada a
06 de Junho, em local a designar." sublinha Jorge Monteiro, presidente
da ViniPortugal .

"Conseguimos transmitir uma imagem de forte consistência qualitativa
dos vinhos portugueses. Este foi sem dúvida um dos objectivos
atingidos, a par do número recorde de vinhos participantes e da
positiva envolvência de especialistas internacionais" acrescenta o
mesmo responsável.

Fonte: CV&A

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/12.htm

As estatísticas e os discursos

Acréscimo

O Presidente da República realçou ontem, no seu discurso em Elvas, a
Agricultura. Todavia, a intervenção teve o seu enfoque exclusivamente
na vertente agroalimentar.

Apesar de ser discutível o empenho do Prof. Cavaco Silva em termos de
Política Agrária, evidente fica o desempenho da governação nas últimas
décadas no que respeita à sua componente florestal, sendo que o Prof.
Cavaco Silva foi e é no presente um dos principais atores políticos.

As estatísticas são objetivas, ao contrário dos discursos que são
elaborados por encomenda:

66,7% correspondem ao decréscimo do peso do Valor Acrescentado Bruto
(VAB) da silvicultura no VAB nacional, de 1990 (1,2%) para 2010
(0,4%).

40% correspondem à redução do impacto da fileira florestal (floresta e
indústria de base florestal) no Produto Interno Bruto (PIB), de 2000
(3%) a 2010 (1,8%).

700 M€ respeitam ao montante de apoios públicos utilizados no
financiamento à florestação só para uma espécie florestal nos últimos
20 anos. Este valor poderia ter potenciado 350 mil novos hectares
desta espécie, contudo a área da mesma regrediu cerca de 400 mil
hectares neste período. A aplicação dos impostos pagos pelos
contribuintes pode ter acabado por potenciar a "indústria do fogo" em
Portugal.

100% reflete o aumento da área de eucalipto em Portugal nos últimos 30
anos. A área de eucaliptal, a 5.ª a nível mundial, terá aumentado mais
de 400 mil hectares, isto apesar dos indícios de crescente abandono da
gestão dos povoamentos florestais com esta espécie exótica e da
produtividade média nacional remontar a 1928.

1,5 milhões de hectares correspondem à área de solos abandonados em
Portugal (excluída a SAU). Esta área corresponde a 43% da área
florestal total e a 17% da área terrestre nacional (Fonte:
SEFDR/MAMAOT, 2012).

35% é o valor médio registado por Portugal no período 2000-2009 na
distribuição da área florestal ardida nos 5 países do Sul da Europa,
que inclui ainda a Espanha (com 29%), a Itália (19%), a Grécia (11%) e
a França (5%) (Fonte: BES/ESR, 2011).

16 anos é o período de tempo que decorre desde a aprovação, por
unanimidade no Parlamento, da Lei de Bases da Política Florestal,
publicada em agosto de 1996. A lei está ainda por regulamentar nas
suas medidas e instrumentos essenciais. O processo de regulamentação
passou já por 6 diferentes ministros e está agora, há cerca de ano e
meio, sob a responsabilidade da ministra Assunção Cristas.

Será isto importante para a Sociedade Portuguesa?

Não abordando pelo lado do discurso da praxe, dos 3% de peso do setor
no PIB (foi-o em 2000), dos 11 ou 12% nas exportações, atentemos ao
que o País perde com esta não-estratégia florestal:

De acordo com a estimativa "simplificada" do Manifesto Pela Floresta
Contra a Crise (Expresso, Economia, ed. 10/11/2012), que reúne como
subscritores um ex-Presidente da República, ex-ministros e
ex-secretários de Estado, de diferentes quadrantes políticos, o
prejuízo anual decorrente dos incêndios florestais, que só serão
atenuados por mecanismos de defesa associados à redução do risco do
negócio florestal, é superior a 1.000 milhões de euros.

Por outro lado, a Plataforma para o Crescimento Sustentável, no seu
Relatório para o Crescimento Sustentável: uma visão pós-troika,
publicado em dezembro de 2012, alerta para o facto de, só na última
década (pág. 122), terem sido emitidas mais de 2,4 milhões de
toneladas de dióxido de carbono (CO2 eq.), desperdiçando-se mais do
que o equivalente a 5,7 milhões de barris de petróleo (estudos
científicos desenvolvidos pelo ISA/UTL e pela UTAD estimam valores de
emissões 10 vezes superiores aos apontados no Relatório).

Em todo o caso, a componente florestal, ou agroflorestal, não é
concorrente da componente agroalimentar, elas são necessariamente
complementares para um todo que visa o Desenvolvimento Rural e o
reforço da Economia Nacional, respeitados que sejam os ecossistemas de
onde são oriundos os recursos naturais renováveis que servem de base a
produção de bens e à prestação de serviços vários, entre os quais os
de caráter ambiental.

Lisboa, 11 de junho de 2013

A Direção da Acréscimo

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/11b.htm

Parlamento Europeu aprova novas regras sobre alimentos para bebés

©Belga/Science/Abo

O Parlamento Europeu aprovou hoje nova legislação sobre a rotulagem e
a composição dos alimentos para lactentes e crianças pequenas, dos
alimentos destinados a fins medicinais específicos e dos substitutos
integrais da dieta para controlo do peso. O objectivo é proteger os
consumidores e facilitar a distinção entre os alimentos de consumo
corrente e os que são destinados a grupos específicos.

O novo regulamento clarifica as regras sobre a rotulagem e a
composição das fórmulas para lactentes e fórmulas de transição, dos
alimentos transformados à base de cereais, dos alimentos para fins
medicinais específicos e dos substitutos integrais da dieta para
controlo do peso.

O documento inclui também uma lista restrita de substâncias, como
vitaminas e sais minerais, que podem ser adicionadas a estes
alimentos.

Fórmulas para bebés

A rotulagem, apresentação e publicidade das fórmulas para lactentes
(crianças até aos 12 meses) e a rotulagem das fórmulas de transição
"não devem incluir imagens de lactentes nem outras imagens ou textos
susceptíveis de criar uma impressão falsamente positiva da utilização
destas fórmulas", a fim de "não desincentivem o aleitamento materno",
diz o novo regulamento.

Continuam, no entanto, a ser autorizadas "as representações gráficas
que permitam a identificação fácil das fórmulas para lactentes e das
fórmulas de transição e que ilustrem o modo de preparação".

Bebidas lácteas destinadas a crianças pequenas

O Parlamento Europeu quer que a Comissão analise se as bebidas lácteas
e produtos semelhantes destinados a crianças pequenas "têm quaisquer
benefícios nutricionais quando comparados com um regime alimentar
normal de uma criança aquando do seu desmame", e que, se necessário,
apresente propostas legislativas específicas para estes produtos.

Alimentos para desportistas

Os eurodeputados encarregam também a Comissão de analisar se são
necessárias disposições específicas para os alimentos destinados a
desportistas.

Resíduos de pesticidas

O texto inclui ainda regras para assegurar que os resíduos de
pesticidas nestes produtos sejam restringidos ao mínimo.

Fonte: Parlamento Europeu

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/11d.htm

Estufas de hortícolas produzem todo o ano através do reaproveitamento das emissões de gases

Lusa
14:00 Terça feira, 11 de junho de 2013


Torres Vedras, 11 jun (Lusa)- O maior projeto nacional de cogeração
agrícola, inaugurado na quarta-feira em Torres Vedras, reaproveita
gases emitidos para a atmosfera no aquecimento de estufas e na
maturação das culturas hortícolas para produzir em épocas deficitárias
e reduzir as importações.

"Se vamos produzir o dobro da produção em período de contraciclo, são
10 mil toneladas que não são importadas", estimou em declarações à
agência Lusa Lino Santos, administrador da Primores do Oeste, um dos
maiores produtores nacionais de hortícolas frescos.

Feitas as contas "significa uma poupança de custos na ordem de um
milhão de euros em combustíveis, no transporte das mercadorias".


http://expresso.sapo.pt/estufas-de-horticolas-produzem-todo-o-ano-atraves-do-reaproveitamento-das-emissoes-de-gases=f813264

EUA: Nova proposta para de regulamento para o sector do leite

11-06-2013





O futuro regulamento do sector do leite dos Estados Unidos está
contida na proposta de Lei de Segurança dos Lacticínios, também
incluída na Farm Bill 2013, actualmente em discussão.



Caso seja aprovada, o sector do leite norte-americano vai passar por
uma mudança no seu regulamento e seguir em linha com o resto dos
sectores agrícolas. A actual rede de segurança para os produtores de
leite, que funciona através de pagamentos directos e em vigor até
Setembro de 2013, seria substituída por um novo sistema de seguros.



A proposta Dairy Security act (DAS) permitia aos pecuários subscrever
seguros para protegerem-se contra margens negativas, as quais seriam
calculadas entre a diferença de preço ao pecuário e o custo médio
nacional das rações, baseado numa ração de milho, soja ou alfafa.



Quando as margens descessem abaixo de um determinado nível, os
produtores receberiam um pagamento de protecção de forma a cobrir até
90 por cento dessa diferença.



Os agricultores que optarem participar na DAS, também seriam incluídos
num programa de estabilização de mercado, que funcionava em conjunto
com o de protecção de margens, promovendo o facto dos pecuários que
integrem este programa, reduzem temporariamente a sua produção quando
as margens caírem abaixo de um certo nível.



O objectivo desta redução da produção seria voltar a equilibrar o
mercado e, desta forma, promover a subida dos preços do leite e, por
conseguinte, das margens do produtor.



Fonte: Agrodigital

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia46675.aspx

Produtores pecuários querem mais organização

11 de Junho - 2013

Os produtores pecuários querem melhorar a organização da produção de
forma a poderem adaptar-se às oscilações do mercado (matérias primas,
concorrência externa, politicas europeias), melhorar a sua capacidade
de negociação e fazer valorizar os produtos de acordo com os custos
que têm.

As conclusões foram apresentadas no passado dia 30 de maio durante o I
Fórum Sustaurusvet, que se realizou sob o lema "juntos somos carne,
separados somos apenas produtores". Estiveram presentes 130 pessoas
representando os diferentes setores da cadeia de valor da carne
bovina.

A organização diz também em comunicado que "os mercados externos têm
que ser pensados, trabalhados e avaliados em termos de capacidade ou
dimensão para atuar nesses mercados, será necessário o apoio do AICEP
complementado pelo setor com estudos de mercado, conhecimento do
mercado para diminuir o risco das decisões tomadas."

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7357&bl=1

Acréscimo diz que empenho de Cavaco Silva em Política agrária é “discutível”

por Ana Rita Costa11 de Junho - 2013

A Acréscimo diz em comunicado que o empenho do Presidente da
República, Aníbal Cavaco Silva, em Política Agrária é "discutível". A
Associação teceu esta opinião depois do discurso do Presidente da
República, no âmbito das comemorações do 10 junho, que se focou na
agricultura.

A Associação de Promoção ao Investimento Florestal disse ainda, porém,
que Cavaco Silva foi um dos principais atores políticos no que
respeita à componente florestal. De acordo com a organização, nos
últimos 20 anos foram investidos 700 milhões de euros de apoios
públicos utilizados no financiamento à florestação de uma única
espécie, o eucalipto.

"Este valor poderia ter potenciado 350 mil novos hectares desta
espécie, contudo a área da mesma regrediu cerca de 400 mil hectares
neste período. A aplicação dos impostos pagos pelos contribuintes pode
ter acabado por potenciar a "indústria do fogo" em Portugal", refere o
comunicado.

A área de eucaliptal, a 5ª a nível mundial, terá aumentado mais de 400
mil hectares. 1,5 milhões de hectares foram abandonados em Portugal
(excluída a SAU). Esta área corresponde a 43% da área florestal total
e a 17% da área terrestre nacional.

A Acréscimo diz que o país sofre agora de uma "não-estratégia
florestal" e sublinha que o prejuízo anual decorrente dos incêndios
florestais, que só serão atenuados por mecanismos de defesa associados
à redução do risco do negócio florestal, é superior a 1000 milhões de
euros.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7358&bl=1

Amendoim é uma boa aposta?

por Isabel Martins11 de Junho - 2013

Portugal não tem tradição em amendoim mas nos últimos anos a cultura
tem estado a ser testada. A PepsiCo é a agroindústria promotora desta
nova opção cultural, mas nem tudo são facilidades.

Este ano devem ser semeados apenas 70 hectares no universo dos
associados da organização de produtores Torriba, uma vez que a
Agromais, que apostou em amendoim na campanha passada, desistiu da
cultura em 2013.

Com consumos hídricos semelhantes aos do milho, e com épocas de
sementeira e colheita praticamente coincidentes (semear em abril e
colher em setembro/outubro), o amendoim prefere solos ligeiros com ph
acima dos 5,5. Não são conhecidos grandes problemas fitossanitários e
a produtividade média ronda as 4,5 toneladas/hectare.

Apesar do escoamento garantido, o problema são as chuvas de final de
verão que têm deitado por terra a rentabilidade dos produtores.
Antecipar a colheita é por isso o ponto crítico e a aposta na
precocidade o objetivo para o futuro.

Conheça toda a história na edição de junho da revista VIDA RURAL.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7365&bl=1

Comunicado CNA: Ao contrário do que diz o presidente da República, a agricultura portuguesa não vive num oásis

por Direção Nacional da CNA11 de Junho - 2013

O Presidente da República resolveu dar destaque à Agricultura no seu
discurso de 10 de Junho, circunstância que poderia ser útil se
devidamente aproveitada. Porém, Cavaco Silva enveredou pelo elogio
fácil e propagandístico a alguns dados da situação do agrorrural e da
alimentação em Portugal.

Dessa forma, o Presidente da República olhou para a Agricultura
Nacional com um só olho ( ou nem isso…) para ver grandes empresas do
agro negócio e das produções superintensivas. Grandes empresas do agro
negócio que nem sequer pagam impostos em Portugal e que utilizam modos
de produção super-intensivos a degradar os recursos naturais e os
ecossistemas.

Assim, Cavaco Silva esqueceu, ou não quis ver, o essencial e que mais
mexe com a População:

- A difícil situação da Agricultura Familiar, dos pequenos e médios
Agricultores, das Produções Nacionais de bens agro alimentares.

- O desaparecimento forçado de largas dezenas de milhar de Explorações
Familiares.

- Os défices "suicidas" em termos das nossas necessidades alimentares
e da balança agroalimentar de pagamentos (em que o défice anda em 3
500 milhões de euros por ano).

- A extrema dependência do nosso País em Cereais, Carne e Componentes
de Rações para a alimentação animal.

- Esqueceu a ditadura comercial exercida pelos Hipermercados que
estrangulam a Produção Nacional enquanto promovem as importações de
bens alimentares sem controlo eficaz.

- Esqueceu a ruína e a desertificação do Mundo Rural Português.

- Esqueceu, ou não quis ver, que o setor agrícola português tem vindo
a afastar-se, cada vez mais, das médias europeias em termos de
produtividades, de rendimentos dos Agricultores e de auto-
aprovisionamento em bens agroalimentares.

- Cavaco Silva afirmou, até, que tem melhorado a qualidade alimentar
da População, o que chega a ser insultuoso para quase metade dos
Portugueses que andam subnutridos, que passam fome, que se sujeitam a
comer aquilo que de mais barato encontram nos Hipermercados sem cuidar
de saber de onde vêm ou como são produzidos esses Produtos
Alimentares.

Ou seja, no seu discurso, o Presidente da República assumiu dar toda a
cobertura propagandística às más políticas agrícolas e de mercados
definidas e aplicadas no âmbito da PAC e de sucessivos governos com
destaque para o governo atual.

Lamentavelmente, foi "apenas" isso que se aprestou a fazer ignorando
os problemas graves da Lavoura, da Alimentação e das Populações
Rurais.

Porventura, Cavaco Silva também quis escamotear as suas graves
responsabilidades históricas enquanto Primeiro Ministro. Período
durante o qual foi um dos principais "coveiros" da Agricultura
Nacional (e das Pescas), particularmente nas más opções na fase de
adesão e pós-adesão, à então CEE e à PAC; na Reforma da PAC de 1992
que acabou por ser ruinosa para a nossa Agricultura sobretudo com a
baixa política dos preços à produção; na antecipação (em dois anos)
do período previsto para o "mercado único" do setor do Leite e dos
Laticínios; opções que, entre outras, muito contribuíram para a ruína
da Agricultura Familiar e do Mundo Rural Português.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7361&bl=1

Grupo Portucel Soporcel considerada a melhor empresa do ano na Europa

NEGÓCIOS
07/06/13, 18:11
OJE
O grupo Portucel Soporcel foi considerado a melhor Empresa da Europa,
com um volume de negócios superior a 150 milhões de euros, pelo
"European Business Awards" (EBA), distinguindo assim o desempenho do
Grupo durante o ano de 2012, bem como a sua capacidade de inovação.

O grupo Portucel Soporcel foi distinguido na categoria "The Infosys
Business of the Year", entre centenas de empresas a nível europeu das
mais diversas áreas de actividade económica.
Os "European Business Awards", considerados como um dos mais
competitivos prémios da Europa na área dos negócios, reconhecem e
promovem a excelência, as boas-práticas e a inovação da comunidade
empresarial europeia. A edição de 2012 envolveu mais de 15 mil
organizações de vários sectores em mais de 30 países.
A organização do "European Business Awards" refere, por seu lado, que
"este é um galardão que distingue a empresa que melhor demonstrou
resultados financeiros excecionais, estratégias fortes de crescimento
e inovação, bem como liderança de mercado no seu sector".
O júri procurou evidências de "criatividade, credenciais éticas, boas
relações com os seus stakeholders e estratégias de longo prazo
combinadas com a flexibilidade para produzir resultados consistentes
face às condições dinâmicas do mercado".
Com um volume de negócios superior a 1,5 mil milhões de euros, valor
que representa quase 1% do PIB nacional, atingiu em 2012 novos máximos
de produção e de vendas de papel, consolidando a sua posição de líder
europeu no sector de papel fino não revestido de impressão e escrita
(UWF) e sexto a nível mundial.
É também líder na Europa na produção de pasta branqueada de eucalipto
(BEKP) e quinto a nível mundial. O Grupo detém igualmente a liderança
europeia na produção de plantas florestais certificadas. Apesar do
difícil enquadramento económico internacional e do elevado nível de
desemprego registado ao longo do ano, com consequências negativas em
termos de consumo de papel, o Grupo conseguiu atingir um novo aumento
no volume de vendas, ultrapassando 1,5 milhões de toneladas vendidas.
Encontra-se entre as três maiores empresas exportadoras do País sendo
possivelmente a que gera maior Valor Acrescentado Nacional, pelo
elevado nível de incorporação de matérias-primas e recursos nacionais
nos seus produtos.
Em 2012, as exportações totalizaram mais de 1,2 mil milhões de euros,
correspondente a cerca de 3% das exportações portuguesas de bens,
números que refletem a importância do grupo que exporta para mais de
110 países nos cinco continentes.

http://www.oje.pt/noticias/negocios/grupo-portucel-soporcel-considerada-a-melhor-empresa-do-ano-na-europa

Câmara de Lisboa vai atribuir 130 talhões de cultivo agrícola

No Vale de Chelas e nos Olivais

Por: tvi24 / FC | 2013-06-09 13:18

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai promover, entre terça-feira e
28 de junho, concursos para atribuição de mais de 130 talhões de
cultivo agrícola em dois novos Parques Hortícolas: Vale de Chelas e
Olivais.

Estes novos hortelãos vão juntar-se aos cerca de 100 antigos hortelãos
que já ocupavam o Vale antes da intervenção camarária. Por se tratar
de Hortas Sociais, o valor a pagar conta com um desconto de 80 por
cento sobre 1,6 euros por m2, não podendo, todavia, o valor apurado
ser inferior a 58,60 euros.

O Parque Hortícola dos Olivais dispõe de 31 talhões de cultivo, entre
80 e 140 m2. Sendo Hortas de Recreio, o valor a pagar por metro
quadrado é de 1,6 euros, sobre o qual recai um desconto de 20 por
cento, não podendo, contudo, o valor apurado ser inferior a 58,60
euros.

A CML esclarece que a estes preços acresce o pagamento do montante
estimado de 20,00 euros, a título de comparticipação pelos custos
suportados pela CML com o funcionamento e manutenção das partes comuns
do Parque Hortícola. Este montante será objeto de acerto no final de
cada ano de ocupação, em função dos custos efectivamente suportados.

«Como em todos os Parques Hortícolas da CML, além do talhão, os novos
hortelãos terão ainda direito a abrigos de uso coletivo para
aprovisionamento de alfaias e outro material de apoio ao cultivo e
acesso a água para rega», explica ainda a autarquia.

A CML assegura também formação e acompanhamento técnico no sentido da
promoção da agricultura biológica e das boas práticas de cultivo.

A apresentação da candidatura terá de ser efectuada até às 17:oo do
dia 28 de Junho através da entrega, em formato papel, da respectiva
ficha de candidatura e de fotocópias do bilhete de identidade e cartão
de contribuinte ou cartão de cidadão e de documento comprovativo da
residência.

Os interessados poderão consultar as normas do concurso, bem como as
regras de utilização do Parque Hortícola, em www.cm-lisboa.pt ou nos
serviços Balcão Único da CML.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/cultivo-agricola-lisboa-tvi24/1458343-4071.html

terça-feira, 11 de junho de 2013

10 de Junho: Individualidades ligados ao sector agrário condecoradas pelo Presidente da República

O Presidente da República vai condecorar, na Sessão Solene
Comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas, a realizar em Elvas no próximo dia 10 de Junho, as
seguintes entidades relacionadas com o sector agrário:

Ordem da Instrução Pública

• Professor Catedrático Jubilado Joaquim Pedro Pereira Amaro (Grã-Cruz)
Desenvolveu a sua actividade docente no Instituto Superior de
Agronomia (ISA), no domínio da Fitossanidade. Foi o grande
impulsionador da Protecção e da Produção Integradas

Ordem do Mérito

• Dr. Carlos Manuel Cordeiro Baião Morais (Comendador)
'CEO' da SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas

Ordem do Mérito Empresarial

Classe do Mérito Agrícola

• Eng.º José Luís da Gama Telo Rasquilha (Comendador)
Agricultor e dirigente associativo.

• Eng.ª Maria Gabriela Cazajous Cruz (Comendador)
Agricultora e dirigente associativa.

Fonte: Presidência da República Portuguesa

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/09c.htm

Dia de Portugal: Presidente da República dá destaque à agricultura no seu discurso na Sessão Solene das Comemorações

Falando nas cerimónias do 10 de Junho em Elvas, o Presidente da
República deu um especial destaque à agricultura portuguesa,
referindo-se à evolução que a mesma teve desde a adesão de Portugal às
Comunidades, pelo que resolvemos transcrever a parte dessa mesma
intervenção que aborda o sector agrícola.

"...

Portugueses,

Nesta região ladeada pelo Guadiana, um poeta cantou a epopeia da
planície e um amador da etnografia foi pioneiro ao registar, através
dos campos, o quotidiano da atividade agrícola.

O Dia de Portugal, celebrado este ano no Alentejo, constitui uma
oportunidade ímpar para desfazer equívocos sobre a evolução recente da
nossa agricultura e reconhecer a sua importância estratégica.

A agricultura constitui um domínio crucial para a sustentabilidade da
soberania económica, para o desenvolvimento harmonioso do território e
para a qualidade de vida das populações.

Ainda não atingimos todos os objetivos, temos vários desafios a
vencer, mas o que foi feito no mundo rural, e que muitos cidadãos
desconhecem, representa um exemplo notável e uma grande lição,
sobretudo numa altura em que devemos fazer uma aposta inequívoca no
crescimento da economia, com vista a combater o desemprego e a
alcançar mais justiça social.

Há quem sustente que a adesão de Portugal às Comunidades implicou a
destruição do mundo rural e a perda irreversível da nossa capacidade
produtiva no setor primário. Este retrato é completamente desfasado da
realidade.

Quando aderimos às Comunidades, em 1986, o número de agricultores era
muito superior ao atual. Tínhamos, na altura, cerca de 600 mil
agricultores, enquanto hoje possuímos menos de metade. De igual modo,
o número de explorações agrícolas registou uma quebra significativa,
de cerca de 53 por cento.

Quem observar apenas estes números poderá concluir que, nos últimos
trinta anos, a agricultura em Portugal sofreu um grave retrocesso.

Não é verdade. Importa ter presente toda a realidade, e não apenas uma
parte dela, quando procedemos a uma avaliação global e objetiva das
transformações ocorridas no setor primário.

De facto, mais do que um processo de declínio da nossa agricultura,
assistimos e ainda estamos a assistir, isso sim, a uma reconversão
profunda do mundo rural. Reconversão que, sublinhe-se, era não só
inevitável como desejável e que veio a revelar-se, afinal,
extremamente positiva.

A agricultura era um setor que ocupava uma parcela significativa da
nossa mão-de-obra, mais por efeito da persistência de um modelo
socioeconómico herdado do passado do que por uma opção profissional
deliberada. Não se era agricultor, estava-se na agricultura. E
estava-se na agricultura com vista a assegurar o sustento do
dia-a-dia, muitas vezes no limiar da pobreza e da mera subsistência.

Àqueles que possuem uma visão saudosista de um passado que,
verdadeiramente, nunca existiu, basta perguntar: se nessa altura se
vivia bem no mundo rural, por que motivo tantos e tantos Portugueses
fugiam dos campos, em busca de uma vida melhor?

Há cerca de 30 anos, tínhamos um setor agrícola profundamente
estagnado e descapitalizado, padecendo de fortes limitações
estruturais.

Conseguimos, com sucesso, operar uma transformação estrutural da nossa
agricultura. As explorações agrícolas, em média, duplicaram de
dimensão e a reconversão técnica e produtiva que aí ocorreu permitiu
obter resultados notáveis, que devemos conhecer antes de formularmos
juízos apressados, que ignoram os factos e os números.

Na sua rigorosa objetividade, as estatísticas não enganam. A
produtividade da terra cresceu 22 por cento e a produtividade do
trabalho agrícola aumentou 180 por cento.

Há 20 anos, 80 mil produtores de leite obtinham 1 milhão de toneladas
por ano; atualmente, 7.800 produtores – ou seja menos de um décimo
daqueles que existiam há 20 anos – conseguem produzir 2 milhões de
toneladas. A produção global no setor do leite duplicou e a
produtividade por agricultor aumentou mais de 20 vezes.

No setor do tomate para a indústria, a produção global aumentou duas
vezes e meia e a produção por agricultor cresceu 26 vezes.

Na olivicultura, aquilo que há 20 anos se produzia em 300 mil hectares
consegue hoje ser obtido em apenas 10 por cento da área, ou seja, 30
mil hectares.

As grandes transformações não se cingiram a estes setores. De um modo
geral, a atividade agroindustrial e florestal foi alvo de um intenso
processo de modernização.

Afirmámo-nos como um país exportador em vários domínios: frutas,
hortícolas, vinhos, produtos lácteos, concentrado de tomate, produtos
de origem florestal. No passado, apenas exportávamos pasta de papel,
cortiça, vinho do Porto e pouco mais.

O setor florestal, por seu turno, tem crescido sistematicamente nos
últimos anos, com as exportações a atingirem em 2012 o valor recorde
de 3600 milhões de euros.

Nada disto seria possível sem uma forte renovação do setor primário, a
base em que assenta o desenvolvimento de parcelas muito vastas do
nosso País.

A melhoria das condições de produção agrícola, quer em quantidade,
quer em qualidade, teve um reflexo direto na alimentação dos
Portugueses. Por vezes, não nos apercebemos do seu alcance. Mas é
preciso dizer, sobretudo às novas gerações, a evolução notável que se
registou nas últimas décadas.

A forma como hoje nos alimentamos é muito diferente da que existia no
passado e melhorou substancialmente: o consumo médio per capita da
população aumentou 63 por cento nos produtos hortícolas, 41 por cento
na carne e 24 por cento no leite, sendo que o aumento do consumo
desses bens não implicou um acréscimo de idêntica proporção do défice
alimentar face ao exterior. Pelo contrário, recentemente assistimos
mesmo a uma redução desse défice, graças a um aumento significativo
das exportações, que em 2012 se cifrou em 416 milhões de euros.

Em síntese, não só conseguimos aumentar a produtividade da nossa
agricultura, não só conseguimos afirmar a nossa capacidade exportadora
em diversos domínios, como melhorámos de forma substancial a qualidade
e a diversidade da alimentação dos Portugueses. Mais do que isso:
fizemo-lo em condições que garantem um nível elevado de
autossuficiência alimentar, situado nos 81 por cento.

Os benefícios não se centraram, por conseguinte, apenas nos produtores
agrícolas e estenderam-se ao conjunto da população no seu todo.

E não se pode esquecer o papel da agricultura na mobilização de
atividades como o turismo, o artesanato, a produção industrial ou o
comércio, contribuindo para a qualidade de vida nos centros urbanos de
média dimensão situados no espaço rural.

Para esta transformação, a Política Agrícola Comum deu um contributo
fundamental, mas a verdade é que o grande mérito cabe aos nossos
agricultores.

Neste Dia de Portugal, presto a minha homenagem a todos os nossos
agricultores que, pelo seu esforço, pelo seu mérito, pelo seu espírito
de iniciativa, souberam adaptar-se às exigências de um mercado
altamente competitivo, concorrendo com países de grande dimensão,
dotados de mais maquinaria e tecnologia, com solos mais férteis e com
condições climatéricas mais favoráveis à exploração da terra.

Os nossos agricultores bateram-se sem temor com os seus congéneres
europeus, investiram na modernização das suas explorações e souberam
fazer uma aposta certa em produtos de qualidade.

Os números, uma vez mais, são expressivos: dos 872 produtos europeus
reconhecidos como de qualidade especial, 120 são portugueses, ou seja,
14 por cento dos produtos de qualidade na Europa são de origem
portuguesa.

Além disso, a agricultura biológica tem tido um crescimento muito
significativo, ocupando já cerca de 210 mil hectares e 2.800
produtores, facto a que não é alheia a preocupação crescente dos
consumidores com a segurança e com a qualidade alimentar.

Portugueses,

A evolução da nossa agricultura constitui um bom exemplo da
necessidade de abandonarmos ideias feitas e preconceitos, de
ultrapassarmos a tendência para o derrotismo e para o pessimismo.

Na verdade, encontra-se ainda enraizada em muitos espíritos a ideia –
objetivamente errada – de que a agricultura portuguesa se encontra em
declínio e que a nossa adesão às Comunidades implicou a destruição do
mundo rural.

É um facto que o mundo rural do passado desapareceu. Simplesmente, não
devemos lamentar essa extinção. Pelo contrário, ninguém de bom senso
pode alimentar sentimentos de nostalgia por um tempo em que a
atividade agrícola registava níveis baixíssimos de produtividade,
ocupava uma parcela significativa da população mas não lhe dava em
troca qualidade de vida, fazia com que muitos portugueses, mais de
meio milhão, praticassem uma agricultura obsoleta que, por vezes, os
colocava no limite da subsistência.

Ao atraso do mundo rural estava associado o atraso das suas
populações, que viviam em condições precárias, com níveis de
analfabetismo muito elevados.

Não é preciso recuar muitos anos para reviver situações de miséria que
persistiam em pleno século XX, e que, pela pena de autores como Alves
Redol ou Manuel da Fonseca, a literatura neorrealista captou em
páginas que ilustram o modo como se vivia – ou, antes, sobrevivia –
nos campos de Portugal.

Em trinta anos, conseguimos mudar práticas ancestrais que obrigaram
sucessivas gerações de Portugueses a viver desigualdades iníquas,
absentismo dos proprietários, dramas de fome e de miséria, precárias
condições de higiene e de saúde, analfabetismo transmitido de pais
para filhos, migrações sazonais internas ou, no limite, o êxodo rural
para as cidades ou para o estrangeiro. A paisagem social dos nossos
campos mudou – e muito.

Estamos no Alentejo e quero salientar o enorme esforço que os
agricultores desta região têm feito para alterar a estrutura e a
orientação das suas produções, numa adaptação, nem sempre fácil, às
condições do mercado e ao enquadramento europeu.

Os resultados desse esforço são já visíveis, com novas vinhas,
modernos olivais, novos pomares e também muitos povoamentos florestais
jovens. A obra de regadio do Alqueva tem proporcionado condições
ímpares para a renovação do tecido produtivo numa vasta região e há
ainda um enorme potencial que devemos aproveitar.

Deve reconhecer-se que, na agricultura portuguesa dos nossos dias,
persistem ainda limitações estruturais. A propriedade continua muito
fracionada, a qualidade dos solos aráveis nem sempre é a melhor, as
características do clima são por vezes adversas.

Do mesmo modo, importa reconhecer que, em alguns setores e regiões,
não foi possível acompanhar as exigências de competitividade e de
inovação e que, sobretudo entre os pequenos produtores, muitos foram
afetados no processo de reconversão da nossa agricultura.

A sustentabilidade a prazo da agricultura requer um rejuvenescimento
do seu tecido empresarial. Devemos ter presente que cerca de 48 por
cento – ou seja, quase metade – das nossas explorações são dirigidas
por agricultores com mais de 65 anos.

Entre as questões a merecer a atenção dos decisores políticos, destaco
o futuro dos jovens agricultores. Geralmente dotados de qualificações
superiores, com ambição e vontade de aplicarem os seus conhecimentos
no trabalho da terra, os jovens que querem dedicar-se à agricultura
enfrentam dificuldades significativas. Por um lado, têm especiais
dificuldades no acesso à terra em boas condições e, por outro lado,
têm de suportar encargos elevados no início da sua atividade.

É certo que muitos jovens estão a procurar a atividade agrícola. No
último ano, mais de 2.000 projetos de instalação de jovens
agricultores terão sido aprovados. Trata-se de um sinal muito
encorajador, que abre novas perspetivas à agricultura portuguesa.

Temos de valorizar o espaço rural e apoiar os jovens que querem
colocar o seu dinamismo e as suas qualificações ao serviço da
agricultura. Já muito fizemos, mas podemos – e devemos – fazer mais e
melhor.

..."

Pode aceder ao discurso na íntegra no sítio da Presidência da República.

Fonte: Presidência da República

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/10e.htm

50ª Feira Nacional de Agricultura: Importância dos Jovens Agricultores em debate e entrega de prémios aos melhores

A Feira Nacional de Agricultura foi hoje palco da entrega de prémios
para os "Melhores Jovens Agricultores de Portugal", iniciativa
promovida pela CAP e que contou com a colaboração de Nuno Melo, com o
objectivo de escolher os melhores projectos agrícolas em Portugal
realizados por jovens agricultores.

O Eurodeputado considerou que a Agricultura Portuguesa, apesar da
crise, cresceu porque existem jovens agricultores que vêm esta
actividade com futuro.

Nuno Melo referiu ainda que a Agricultura garante o ordenamento do
território e o sustento de muitas famílias mas tem que ser um trabalho
feito a 27 e não apenas na base de regras restritas de mercado em
relação às quais uns Países seriam mais competitivos que outros e
alguns levariam para si o essencial de toda a produção.

O projecto de Rafael Miranda (Vinha) foi considerado o melhor deste
concurso e irá permitir representar Portugal em Bruxelas e concorrer
ao prémio de Jovem Agricultor da Europa. Os outros distinguidos foram
Diogo Meireles, Pedro Azevedo Coutinho, Manuel Sevinate de Sousa,
Pedro Patrão e Sofia Barradas.

Esta cerimónia decorreu no âmbito do Seminário subordinado à
"Importância dos Jovens Agricultores no Futuro da Agricultura
Europeia" e contou com diversos especialistas do sector como João
Paulo Costa (ProDeR) que afirmou: "Os Jovens Agricultores têm uma área
média de cultivo superior à generalidade dos outros agricultores e
apresentam níveis elevados de investimento por cada instalação."

A discussão continuou ao longo do dia com a Mesa Redonda "Economia
Social e Desenvolvimento Local" promovida pela Animar e "teve como
objectivo debater a procura de soluções para a dinamização do
território e o papel das organizações da comunidade na economia
local", afirmou Eduardo Figueira, Presidente da Associação Portuguesa
para o Desenvolvimento Local.

João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda esteve hoje na Feira
Nacional de Agricultura e mostrou-se surpreendido e satisfeito com o
elevado número de Expositores e com a afirmação da grande vitalidade
da Agricultura Portuguesa.

O sector equino esteve uma vez mais em destaque com a realização do
Concurso de Dressage Nacional e de uma Demonstração de Saltos em
Liberdade: Lusitanos vs Warmbloods. O certame também recebeu ontem a
11ª Exposição Canina Especializada de Raças Portuguesas e provas de
Agility.

Durante o dia, realce para António Mateus Grilo da Casa Agrícola Paulo
Cravidão que venceu o Raid Hípico e para Mário Dias Oliveira da Casa
Agrícola José Palha que conquistou o primeiro lugar na Prova de
Perícia de Campinos.

Como habitualmente, a animação não foi excepção com Grupos de Música
Popular, Mercados Tradicionais e Largadas de Toiros.

Fonte: CNEMA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/06/10f.htm

Capoulas Santos saúda referências de Cavaco à agricultura

Publicado ontem às 17:49

Para este ex-ministro da Agricultura e atual eurodeputado do PS, estas
referências feitas por cavaco no discurso do 10 de Junho «têm também
algo de auto-justificativo».



Capoulas Santos explicou que a atual situação da agricultura
portuguesa é distante da da União Europeia



O socialista Capoulas Santos saudou o Presidente da República por este
ter escolhido falar da evolução da agricultura portuguesa no discurso
que fez no 10 de Junho.

Ouvido pela TSF, este eurodeputado do PS considerou que os indicadores
apresentados por Cavaco Silva são «verdadeiros e revelam que a
agricultura portuguesa evoluiu imenso nos quase 30 anos que decorrem
desde a adesão [à CEE]».

Contudo, este ex-ministro da Agricultura notou também que estas
referências do chefe de Estado «têm também algo de auto-justificativo,
porque ele tem sido criticado ao longo dos anos».

«Há que reconhecer que os agricultores portugueses, mesmo com
condições e maior limitação de meios que os seus congéneres, deram um
salto qualitativo enorme, agora, infelizmente estamos numa situação
que nos distancia muito da União Europeia», frisou.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=3264894