quarta-feira, 3 de julho de 2013

Agora é obrigatório comunicar movimentações de ovinos e caprinos

2 de Julho - 2013

Desde 11 de junho que é obrigatório comunicar à base de dados SNIRA,
todas as movimentações de ovinos e caprinos. A disponibilização online
visa simplificar e desmaterializar os processos, tornando os
procedimentos da movimentação mais céleres para os detentores de
ovinos e caprinos.

Antes da primeira movimentação dos seus animais, os detentores de
ovinos e caprinos devem proceder ao Recenseamento Inicial do seu
efetivo. O Recenseamento Inicial aplica-se a cada marca de exploração
ativa de ovinos e caprinos que esteja registada no SNIRA, devendo
declarar-se os ovinos e caprinos com identificação individual,
presentes na exploração.

Para esclarecimentos adicionais poderá contactar o email
info.snira@ifap.pt ou o telefone 217 513 999.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7414&bl=1

Argentina suspende exportações de farinha de trigo

por Ana Rita Costa2 de Julho - 2013

As exportações de farinha de trigo da Argentina foram suspensas até ao
final deste ano, altura em que se dará início à colheita de 2013/2014.

Esta medida deve-se à escassez deste produto agrícola que tem uma
colheita estimada de 9,5 milhões de toneladas para este ano. Nos
primeiros meses de 2013 os preços do pão já aumentaram dez vezes em
relação ao valor do ano de 2012.

As exportações de farinha de trigo haviam já sido bloqueadas em março,
tendo o Governo apenas autorizado a venda de 300 mil toneladas de
farinha no mercado externo. Destas, apenas 58 mil foram exportadas até
ao final de abril.

No caso do trigo em grão, o Governo argentino inicialmente autorizou a
comercialização de 5 milhões de toneladas em exportações, volume que
foi cortado para 3 milhões há três meses. Nos primeiros cinco meses do
ano, a produção de farinha de trigo na Argentina caiu 9,4% em relação
a 2012, para 2,38 milhões de toneladas, segundo dados da Federação
Argentina da Indústria de Moinhos.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7423&bl=1

Portugal continua sem quota de açúcar

por Ana Rita Costa2 de Julho - 2013

Portugal vai continuar sem quota de açúcar pelo menos até 2017.

A ANPROBE e a DAI, SA, os agentes económicos da interprofissão do
açúcar da beterraba em Portugal, lamentam este ato que dizem ser
"discriminatório por parte das instâncias políticas europeias, o qual
viola princípios básicos do Direito Europeu, nomeadamente o da
igualdade de tratamento entre Estados Membros e o das legítimas
expectativas dos agentes económicos."

O regime de quotas de produção em vigor para o setor do açúcar,
terminaria, por decisão tomada na UE em 2006, no final da campanha de
2014/15, sendo livre a produção a partir dessa data. Estavam de acordo
os produtores e a indústria nacionais, com o apoio do Governo, em
retomar a produção de beterraba a partir de 2015.

Ao longo da negociação europeia da nova PAC, os interesses instalados
no setor e os decisores políticos, vieram alterar aquela decisão,
prolongando o regime de quotas por mais dois anos (com um aumento da
quota de isoglucose para a Hungria), mas apenas para os que a têm até
2015, deixando de fora todos os restantes.

De acordo com a ANPROBE e a DAI, SA esta decisão "representa uma
profunda discriminação entre EMs e agentes económicos, outorgando um
tratamento desigual a quem tem iguais direitos, já que, para todos, o
regime de quotas terminava no final do próximo ano."

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7416&bl=1

O negócio da lavanda

por Isabel Martins2 de Julho - 2013

O cultivo de lavanda e lavandim em regadio para a produção de óleos
essenciais é um negócio com boa rentabilidade e que permite ainda
apostar na venda desta aromática em fresco, seca e até em mel. A VIDA
RURAL foi conhecer a Quinta das Lavandas, em Castelo de Vide, onde
Teresa Tomé e Estêvão de Moura, um casal de economistas desenvolvem a
sua atividade ainda em fase de arranque.

A produção é feita em modo biológico e o recurso à rega exige solos
com boa drenagem, de preferência "pobres e pedregosos" onde não falte
uma boa exposição solar. Depois de colhida, a lavanda é encaminhada
para um alambique se conseguem cerca de 60 litros de óleo por cada 100
quilos de matéria-prima.

Mas lavanda angustifolia, lavanda e lavandim são diferentes e com
díspares utilizações.

A lavanda angustifolia é pouco produtiva, mas permite a produção de
óleos essenciais de grande qualidade e, por conseguinte, mais
valorizados em termos de preço. Já o lavandim tem mais cânfora, o que
o descarta da alimentação humana, mas é destilado para óleos e usado
em saquinhos artesanais. Por sua vez a lavanda pode chegar à mesa,
através de tisana, biscoito, gelado ou aromatizante de azeite.

Leia a reportagem completa na edição de julho/agosto da revista VIDA RURAL.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7422&bl=1

Reforma da PAC – explicação dos principais elementos

2 de Julho - 2013

A Comissão, o Conselho e o Parlamento Europeu alcançaram um acordo
político sobre a reforma da política agrícola comum, sob reserva da
sua aprovação formal pelo Conselho e pelo PE, enquanto acordo em
primeira leitura, após formalização dos textos em todas as línguas.

Baseado nas propostas da Comissão de outubro de 2011 (cf. IP/11/1181 e
MEMO/11/685), o acordo diz respeito a quatro regulamentos de base, do
Parlamento Europeu e do Conselho, em matéria de política agrícola
comum: i) «Pagamentos Diretos», ii) «Organização Comum de Mercado
Única» (OCM), iii) «Desenvolvimento Rural» e iv) «Regulação Horizontal
do Financiamento, da Gestão e do Acompanhamento da PAC». Algumas
questões serão tratadas separadamente nas negociações relativas ao
Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para 2014-2020, nomeadamente as da
transferência de fundos entre «Pagamentos Diretos» (1.º pilar) e
«Desenvolvimento Rural» (2.º pilar), a da atribuição de verbas
nacionais aos «Pagamentos Diretos» e ao Desenvolvimento Rural» e a das
taxas de cofinanciamento, assim como a dos «Limites Máximos e
Degressividade».

Os principais elementos das propostas podem resumir-se do seguinte modo:

1. Pagamentos Diretos

A fim de se avançar no sentido de uma distribuição mais equitativa do
apoio, no sistema da PAC para os pagamentos diretos, as dotações por
Estado-Membro — e, em cada Estado-Membro, por agricultor — deixarão de
basear-se em referências históricas. Esta alteração corresponde a uma
convergência clara e real dos pagamentos, sendo determinadas opções
deixadas ao critério dos Estados-Membros. Além disso, a introdução de
um pagamento para ecologização, que associa 30 % da dotação nacional a
determinadas práticas agrícolas sustentáveis, implica a afetação de
uma parte significativa da subvenção à recompensa dos agricultores
pelo fornecimento de bens públicos ambientais. Todos os pagamentos
serão sujeitos ao cumprimento de determinadas normas, ambientais e
outras

Regime de Pagamento de Base (RPB): Os Estados-Membros consagrarão 70 %
das suas dotações para pagamentos diretos ao novo regime de pagamento
de base, depois de deduzidos os montantes autorizados para
complementos «Jovem Agricultor» e outros, como «Zona Desfavorecida»,
«Regime dos Pequenos Agricultores», «Pagamentos Redistributivos» e
«Pagamentos Associados». Para a UE-12, o prazo de vigência do sistema
mais simples, de montante fixo, do regime de pagamento único por
superfície (RPUS) será prorrogado até 2020.

Convergência Interna: Os Estados-Membros que mantêm atribuições
baseadas em referências históricas devem avançar no sentido de
dotações por hectare mais homogéneas. Esses Estados-Membros podem
optar por diversas soluções: adotar uma abordagem nacional ou uma
abordagem regional (com base em critérios administrativos ou
agronómicos); alcançar uma taxa regional/nacional até 2019 ou
assegurar que as explorações que recebem menos de 90% da taxa média
regional/nacional beneficiem de um aumento gradual, com a garantia
suplementar de que cada agricultor atinja um pagamento mínimo de 60%
da média nacional/regional até 2019. Os montantes disponíveis para os
agricultores que recebem mais do que a média regional/nacional serão
ajustados proporcionalmente, com a possibilidade de os Estados-Membros
limitarem as «perdas» a 30%.

Os Estados-Membros podem também efetuar um pagamento redistributivo
para os primeiros hectares, retirando 30%, no máximo, da dotação
nacional para os redistribuir pelos agricultores nos seus primeiros 30
hectares (ou até à dimensão média da exploração, se esta for superior
a 30 ha). Esta opção terá um efeito redistributivo significativo.
Outra possibilidade consiste em aplicar um pagamento máximo por
hectare.

Jovens Agricultores: No intuito de incentivar a renovação das
gerações, o pagamento de base para os jovens agricultores
principiantes (de idade inferior a 40 anos) deverá ter um complemento
de 25%, nos primeiros cinco anos após a instalação. Este incentivo
deve ser financiado até 2 % da dotação nacional e deve ser obrigatório
para todos os Estados-Membros. Esta medida suplementa outras
disponíveis para os jovens agricultores no âmbito dos programas de
Desenvolvimento Rural.

Regime dos Pequenos Agricultores: Os Estados-Membros podem permitir
que os agricultores que peçam apoio participem neste regime, recebendo
assim um pagamento anual, fixado pelo Estado-Membro entre 500 e 1 250
euros, independentemente da dimensão da exploração. Os Estados-Membros
podem optar entre diversos métodos de cálculo do pagamento anual ou
pagar aos agricultores apenas o que estes receberiam em condições
normais. Esta possibilidade constitui uma simplificação enorme para os
agricultores interessados e para as administrações nacionais. Os
participantes estarão sujeitos a requisitos de condicionalidade menos
rigorosos e isentos da ecologização. O custo total do regime dos
pequenos agricultores não pode exceder 1% da dotação nacional, exceto
se o Estado-Membro optar por assegurar que os pequenos agricultores
receberam o que lhes seria devido fora do regime. No âmbito do
Desenvolvimento Rural serão também financiados o aconselhamento aos
pequenos agricultores em matéria de desenvolvimento económico e as
subvenções à reestruturação para regiões com muitas pequenas
explorações.

Possibilidade de «associação: A fim de acautelar potenciais efeitos
negativos da convergência interna em setores específicos de
determinadas regiões e ter em conta as condições atuais, os
Estados-Membros poderão conceder pagamentos «associados» limitados,
isto é, vinculados a um produto específico. Esses pagamentos estarão
limitados a 8% da dotação nacional, se o Estado-Membro conceder
atualmente entre 0% e 5% de apoio associado, ou a 13%, se o nível
atual do apoio associado for superior a 5%. A Comissão dispõe de
flexibilidade para aprovar uma taxa superior, se se justificar. Além
disso, existe a possibilidade de conceder um apoio «associado» de 2%
para as proteaginosas.

Zonas com Condicionantes Naturais (ZCN)/Zonas Desfavorecidas (ZD): Os
Estados-Membros (ou regiões) podem conceder a zonas com condicionantes
naturais (definidas de acordo com as normas aplicáveis ao
Desenvolvimento Rural) um pagamento suplementar correspondente a 5%,
no máximo, da dotação nacional. Este pagamento é facultativo e não
afeta as opções ZCN/ZD disponíveis no âmbito do Desenvolvimento Rural.

Ecologização: Além do pagamento ao abrigo do RPB/RPUS, cada exploração
receberá um pagamento por hectare por respeitar determinadas práticas
agrícolas benéficas para o clima e o ambiente. Os Estados-Membros
utilizarão 30% das dotações nacionais para este fim. Trata-se de uma
disposição obrigatória; o incumprimento dos requisitos em matéria de
ecologização acarretará sanções de valor superior ao do pagamento para
ecologização, ou seja, os infratores reincidentes podem perder ainda
até 125% dos pagamentos a que têm direito por ecologização).

As três medidas básicas previstas são:

· Manutenção dos prados permanentes;

· Diversificação de culturas (um agricultor tem de
praticar, pelo menos, 2 culturas se a superfície das suas terras
aráveis for superior a 10 ha e, pelo menos, 3 culturas se essa
superfície for superior a 30 ha. A cultura principal pode cobrir, no
máximo, 75% das terras aráveis, e as duas culturas principais 95%,
pelo menos, dessas terras);

· Manutenção de uma «superfície de interesse
ecológico» de, pelo menos, 5% da superfície arável exploração nas
explorações com uma superfície superior a 15 ha (excluindo os prados
permanentes) – ou seja, bordaduras, sebes, árvores, terras em pousio,
características paisagísticas, biótopos, faixas de proteção e
superfícies florestadas. Este valor aumentará para 7% em 2017, após a
apresentação, pela Comissão, de um relatório e de uma proposta
legislativa.

Equivalência à Ecologização: Para evitar penalizar aqueles que já
fazem um bom trabalho em termos ambientais e de sustentabilidade, o
acordo prevê um sistema de «equivalência à ecologização», que permite
considerar que a aplicação das práticas benéficas para o ambiente já
em vigor substitui o cumprimento destes requisitos básicos. Refira-se,
a título de exemplo, que se não aplicarão requisitos suplementares aos
produtores biológicos cujas práticas trazem comprovadamente benefícios
ecológicos claros. Para os outros, os regimes agroambientais podem
incluir medidas consideradas equivalentes. O novo regulamento contém
uma lista dessas medidas. A fim de evitar o «duplo financiamento» das
medidas, os pagamentos através de programas de Desenvolvimento Rural
devem ter em conta os requisitos básicos aplicáveis à ecologização
[cf. infra, secção «Desenvolvimento Rural»].

Disciplina Financeira: Sob reserva da aprovação do QFP e sem prejuízo
da decisão distinta relativa ao exercício orçamental de 2014, foi
acordado que se deveria aplicar às futuras reduções a título da
disciplina orçamental, respeitantes aos pagamentos diretos anuais (por
as estimativas dos pagamentos excederem o orçamento disponível para o
1.º pilar) o limiar de 2 000 euros. Noutros termos, a redução NÃO será
aplicável aos primeiros 2 000 euros dos pagamentos diretos de cada
agricultor. Assim se alimentará igualmente a reserva de crise do
mercado, se necessário [cf. «Regulação Horizontal»].

«Agricultores Ativos»: No intuito de colmatar lacunas jurídicas que
têm permitido a algumas empresas reclamar pagamentos diretos, apesar
de a sua atividade principal atividade não ser agrícola, a reforma
torna a norma relativa aos agricultores ativos mais estrita. É
introduzida uma nova lista negativa das atividades profissionais que
devem ser excluídas do benefício dos pagamentos diretos (que abrange
aeroportos, serviços de transporte ferroviário, obras hidráulicas,
serviços imobiliários e recintos permanentes para práticas desportivas
e recreativas), obrigatória para os Estados-Membros, a menos que as
empresas em causa provem que prosseguem uma verdadeira atividade
agrícola. Os Estados-Membros poderão alargar a lista negativa para
incluir outras atividades comerciais.

Hectares Elegíveis – As normas estabelecem que 2014 é o novo ano de
referência para a superfície das terras, mas haverá uma associação aos
beneficiários do regime dos pagamentos diretos em 2013, para evitar a
especulação. Os Estados-Membros que registem um grande aumento da
superfície elegível declarada são autorizados a limitar o número de
direitos ao pagamento a atribuir em 2015 a 135% ou a 145% do número de
hectares declarado em 2009.

2. Mecanismos de Gestão do Mercado

Uma vez que as quotas leiteiras terminam em 2015, a reforma prevê a
extinção do regime de quotas açucareiras em 30 de setembro de 2017,
confirmando a indicação da reforma do setor do açúcar de 2005 de pôr
termo ao regime de quotas, concedendo ao setor um prazo suplementar
para ajustar a produção. Esta decisão assegurará uma maior
competitividade aos produtores da UE nos mercados interno e mundial
(dado que as exportações da UE estão limitadas pelas regras da OMC em
matéria de contingentes). Esta alteração dará igualmente ao setor uma
perspetiva de longo prazo. Um abastecimento abundante dos mercados
internos da UE a preços razoáveis será igualmente benéfico para os
utilizadores intermédios e finais de açúcar. Para proporcionar maior
segurança, serão mantidas as disposições-quadro para os acordos entre
as açucareiras e os agricultores. Após o termo das quotas, o açúcar
branco manter-se-á elegível para a ajuda à armazenagem privada. A
maioria dos países em desenvolvimento continuará a beneficiar de um
acesso ilimitado, com isenção de direitos, ao mercado da UE.

O acordo sobre a produção de vinho respeita a decisão da reforma de
2006 de abolir o regime de direitos de plantação de vinha no final de
2015 e prevê a introdução de um sistema de autorizações para as novas
plantações de vinha a partir de 2016 – conforme recomendação do grupo
de alto nível para a vitivinicultura de dezembro de 2012 (cf.
IP/13/1378) –, e a limitação do crescimento a 1% por ano.

Outras alterações às normas da organização comum de mercado (OCM)
única visam acentuar a orientação da agricultura da UE para o mercado,
tendo em conta a crescente concorrência nos mercados mundiais,
proporcionando, simultaneamente, aos agricultores uma rede de
segurança eficaz (juntamente com os pagamentos diretos e as opções no
que se refere à gestão dos riscos, no âmbito do desenvolvimento rural)
contra as incertezas externas. Os regimes vigentes de intervenção
pública e deajuda à armazenagem privada são revistos para se tornarem
mais reativos e mais eficientes, incluindo, por exemplo, ajustamentos
técnicos aplicáveis à carne de bovino e aos produtos lácteos. No que
diz respeito aos produtos lácteos, as alterações acrescem ao «pacote
do leite» de 2012, que é incorporado no regulamento, e ao reforço do
poder de negociação dos agricultores.

Por outro lado, são introduzidas novas cláusulas de salvaguarda para
todos os setores, para permitir à Comissão tomar medidas de emergência
em caso de perturbação generalizada do mercado, como as tomadas
durante a crise da E. coli em maio-julho de 2011. Estas medidas serão
financiadas por umareserva de crise alimentada por uma redução anual
dos pagamentos diretos. Os fundos não utilizados para medidas de crise
serão devolvidos aos agricultores no ano seguinte. Em caso de
desequilíbrio grave do mercado, a Comissão pode igualmente autorizar
as organizações de produtores ou as organizações interprofissionais,
que respeitem medidas de salvaguarda específicas, a tomar
coletivamente determinadas medidas temporárias (por exemplo, retirada
do mercado ou armazenagem por operadores privados), de modo a
estabilizar o setor em causa.

O regime de distribuição de fruta nas escolas e o regime de
distribuição de leite nas escolas devem ser alargados e o orçamento
anual para o regime de distribuição de fruta nas escolas aumentado de
90 para 150 milhões de euros por ano.

Para reforçar a posição negocial dos agricultores na cadeia alimentar,
a Comissão pretende melhorar a organização dos setores mediante a
previsão de algumas exceções, limitadas, ao direito da concorrência.
As normas em matéria de reconhecimento das organizações de produtores
(OP) e das organizações interprofissionais abrangem agora todos os
setores, tendo sido transferidas para o financiamento do
desenvolvimento rural novas opões para a constituição dessas
organizações (cf. infra). Além disso, está prevista, sob determinadas
condições e salvaguardas, a possibilidade de os agricultores
negociarem coletivamente os contratos de fornecimento de azeite, carne
de bovino, cereais e outras culturas arvenses. A Comissão emitirá
orientações sobre eventuais questões relacionadas com o direito da
concorrência.

Por razões de simplificação e de orientação para o mercado, são
abolidos alguns regimes pequenos ou não utilizados (ajuda à
incorporação de leite em pó na alimentação animal e na caseína e apoio
não dissociado à criação de bichos-da-seda!).

3. Desenvolvimento Rural

A política de desenvolvimento rural manterá o seu conceito atual,
bem-sucedido, de base: Os Estados-Membros ou regiões continuarão a
conceber os seus próprios programas plurianuais com base no conjunto
de medidas disponíveis ao nível da UE, em resposta às necessidades dos
seus próprios territórios. Estes programas serão cofinanciados pelas
dotações nacionais se os montantes e as taxas de cofinanciamento forem
tratados no contexto do QFP. As novas normas para o 2.° pilar permitem
uma abordagem mais flexível do que a atual. As medidas deixarão de ser
classificadas ao nível da UE como «eixos», com associação de
requisitos de despesas mínimas por eixo. Em vez disso, caberá aos
Estados-Membros / regiões decidir das medidas a utilizar (e do modo)
para atingir as metas estabelecidas, tomando por referência seis
grandes «prioridades» e suas «áreas de incidência», mais
pormenorizadas» (subprioridades), com base numa análise sólida. Entre
as seis prioridades contam-se: incentivo da transferência de
conhecimentos e inovação; aumento da competitividade de todos os tipos
de agricultura e aperfeiçoamento da gestão sustentável das florestas;
promoção da organização da cadeia alimentar, incluindo transformação e
comercialização e gestão de riscos; restauração, preservação e
melhoramento dos ecossistemas; promoção da eficiência dos recursos e
da transição para uma economia hipocarbónica; promoção da inclusão
social, da redução da pobreza e do desenvolvimento económico das zonas
rurais. Os Estados-Membros deverão ainda gastar, em princípio, 30%,
pelo menos, dos seus fundos para o Desenvolvimento Rural, provenientes
do orçamento da UE, em medidas relacionadas com o ordenamento do
território e a luta contra as alterações climáticas, e, pelo menos, 5%
na abordagem LEADER. A política de desenvolvimento rural será também
estreitamente coordenada com outras políticas através de um quadro
estratégico comum ao nível da UE e de acordos de parceria ao nível
nacional que abranjam todo o apoio concedido pelos Fundos Estruturais
e de Investimento Europeus [(EIE) FEADER, FEDER, Fundo de Coesão, FSE
e FEAMP] no Estado-Membro em causa.

No novo período, os Estados-Membros / regiões terão igualmente a
possibilidade de concebersubprogramas temáticos para atender, em
especial, a questões como as dos jovens agricultores, das pequenas
explorações agrícolas, das zonas de montanha, das mulheres nas zonas
rurais, da atenuação das alterações climáticas ou da adaptação a estas
e das cadeias de abastecimento curtas. Alguns subprogramas
proporcionarão taxas de apoio mais elevadas.

O elenco simplificado de medidas assentará nos pontos fortes de
medidas disponíveis no período em curso. Abrangerá, nomeadamente:

· Inovação: Este tema essencial [mais
especificamente, a Parceria Europeia de Inovação para a Produtividade
e a Sustentabilidade Agrícolas (PEI)] beneficiará de diversas medidas
de desenvolvimento rural, como a «transferência de conhecimentos», a
«cooperação» e os «investimento em ativos corpóreos». A PEI promoverá
a eficiência dos recursos, a produtividade e o desenvolvimento com
menos emissões, menos prejudicial para o clima e mais resistente da
agricultura e das florestas. Estes objetivos devem ser alcançados,
designadamente, através do reforço da cooperação entre a agricultura e
a investigação, de forma a acelerar a transferência tecnológica para
os agricultores;

· Conhecimento - «uma agricultura do conhecimento:
Reforço das medidas para os serviços de aconselhamento agrícola
(relacionadas também com a atenuação das alterações climáticas e a
adaptação às mesmas, com os desafios ambientais e com o
desenvolvimento económico e a formação);

· Reestruturação/Investimento/Modernização:
Manutenção das subvenções — por vezes com taxas de apoio superiores,
quando associadas à PEI ou a projetos conjuntos;

· Jovens agricultores – Combinação de medidas que
pode incluir subvenções ao arranque da atividade (até 70 000 euros),
investimentos gerais em ativos corpóreos, formação e serviços de
aconselhamento;

· Pequenos agricultores: Ajuda ao arranque da
atividade até 15 000 euros por pequena exploração;

· Conjunto de instrumentos de gestão do risco:
seguros e fundos mutualistas – para o seguro de colheitas e contra as
intempéries, as doenças dos animais [atualmente disponível ao abrigo
do artigo 68.º, no 1.º pilar] – alargados para incluírem a opção de
estabilização do rendimento (que permite um pagamento (até 70 % dos
prejuízos) por um fundo mutualista em caso de quebra do rendimento até
30 %);

· Grupos/organizações de produtores: Apoio à
constituição de grupos / organizações com base num plano de atividades
e limitado a entidades definidas como PME;

· Pagamentos «agroambiente e «clima: Contratos
conjuntos, associação a formação/informação adequadas, maior
flexibilidade na extensão dos contratos iniciais;

· Agricultura biológica: Nova medida distinta para
maior visibilidade;

· Silvicultura: Apoio reforçado / simplificado
mediante subvenções e pagamentos anuais;

· Zonas de montanha: Para as zonas de montanha e
terras agrícolas acima dos 62º N, o montante da ajuda pode atingir 450
euros/ha (em vez de 250 euros/ha);

· Zonas sujeitas a condicionalismos naturais ou
outros condicionalismos específicos: Nova delimitação de zonas com
condicionantes naturais (ANC) — com efeitos a partir de 2018, o mais
tardar — como base em oito critérios biofísicos; os Estados-Membros
mantêm a possibilidade de definir até 10 % da respetiva superfície
agrícola como sujeita a condicionalismos específicos, para preservar
ou melhorar o ambiente;

· Cooperação: Possibilidades alargadas de apoio à
cooperação tecnológica, ambiental e comercial (por exemplo,
projetos-piloto, regimes ambientais comuns, criação de cadeias
alimentares curtas e de mercados locais);

· Atividades não agrícolas: Subvenções para o
arranque e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas;

· Serviços básicos e renovação das aldeias: Os
investimentos em infraestruturas de banda larga e em energias
renováveis não estão limitados à pequena escala, passando a estar
abrangidas a relocalização de atividades e a conversão de edifícios;

· LEADER: Maior ênfase às ações de sensibilização e
outras ações de apoio preparatório a estratégias; Promoção da
flexibilidade, para permitir a combinação com outros fundos em zonas
locais, ou seja, cooperação rural-urbana; N. B.:LEADER vai passar a
ser utilizado como abordagem comum para o desenvolvimento local
conduzido pela comunidade pelos seguintes fundos EIE: FEDER, FSE,
FEAMP e FEADER.

4. Regulação horizontal

Controlos: Os requisitos aplicáveis ao controlo serão reduzidos em
regiões com bons resultados em controlos anteriores, ou seja, em que
as regras estão a ser cumpridas. Em contrapartida, será necessário
aumentar os controlos nas regiões em que há problemas.

Serviços de aconselhamento agrícola: A lista de questões sobre as
quais os Estados-Membros serão obrigados a prestar aconselhamento aos
agricultores foi alargada, passando a abranger, além da
condicionalidade, os pagamentos diretos ecológicos, as condições de
manutenção das terras elegíveis para pagamentos diretos, as
Diretivas-Quadro «Água» e «Utilização Sustentável dos Pesticidas»,
assim como determinadas medidas de desenvolvimento rural.

Condicionalidade: Todos os pagamentos diretos e alguns pagamentos no
âmbito do desenvolvimento rural e da vitivinicultura continuarão a
estar subordinados ao cumprimento de determinados requisitos em
matéria de ambiente, alterações climáticas, boas condições agrícolas e
ambientais, saúde humana, animal, fitossanidade e bem-estar dos
animais. A lista foi simplificada para excluir regras quando as
obrigações dos agricultores não sejam claras e controláveis. O acordo
confirma que as Diretivas-Quadro «Água» e «Utilização Sustentável dos
Pesticidas» serão incorporadas no regime da condicionalidade quando se
tiver demonstrado que foram corretamente aplicadas em todos os
Estados-Membros e que foram definidas as obrigações dos agricultores.

Reserva de crise: Será criada anualmente uma reserva de crise no
montante de 400 milhões de euros (a preços de 2011), mediante a
aplicação da disciplina financeira. Se o montante não for utilizado
para uma crise, será reembolsado aos agricultores no ano seguinte, sob
a forma de pagamentos diretos.

Transparência: Os Estados-Membros serão obrigados a assegurar a plena
transparência de todos os beneficiários, com exceção das explorações
elegíveis para o regime dos pequenos agricultores em cada
Estado-Membro.

Vigilância e avaliação da PAC: A Comissão apresentará um relatório
antes do termo de 2018 – e subsequentemente de quatro em quatro anos –
sobre o desempenho da PAC relativamente aos seus três objetivos
principais: produção viável de alimentos, gestão sustentável dos
recursos naturais e desenvolvimento equilibrado do território.

5. Outros elementos

Harmonização: Quanto à aplicação futura, algumas questões referentes
ao Regulamento «OCM única» foram sujeitas à aprovação nos termos do
artigo 43.º, n.º 2, e outras nos termos do n.º 3 do mesmo artigo.

Disposições transitórias: Pretende-se que os novos regulamentos entrem
em vigor simultaneamente, em 1 de janeiro de 2014, podendo agora a
Comissão começar a trabalhar nas normas de execução destes
regulamentos do Conselho. Contudo, atendendo à necessária preparação,
tornou-se evidente que os organismos pagadores dos Estados-Membros não
dispõem de tempo suficiente para instaurar a gestão e os controlos
necessários para o novo regime de pagamentos diretos até ao início do
próximo ano (altura em que os formulários do SIGC são enviados aos
agricultores). Consequentemente, a Comissão apresentou uma proposta
separada de estabelecimento de 2014 como ano de transição para os
pagamentos diretos. Noutros termos, novos elementos como a
Ecologização e os complementos para os Jovens Agricultores só se
aplicarão a partir de 2015. Do mesmo modo, os Estados-Membros são
incentivados a trabalhar nos seus programas plurianuais de
desenvolvimento rural, que devem ser aprovados no início do próximo
ano. Contudo, devem aplicar-se normas transitórias a determinados
elementos anuais, como os pagamentos agroambientais, de forma a não
haver interrupções em regimes deste tipo.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7421&bl=1

Elogio ao Vinho Verde no New York Times

Sábado, 29 de Junho de 2013



Bom e barato. São estes os adjetivos que, segundo o jornal New York
Times, descrevem o Vinho Verde português. De acordo com o autor do
artigo, Eric Asimov, que provou e classificou 20 vinhos verdes, com
ajuda de outros especialistas, este vinho está a conquistar o paladar
dos norte-americanos.

Embora seja difícil de encontrar à venda, nos EUA, Eric diz que este
vinho "agradável e económico", do noroeste de Portugal, tornou-se um
símbolo do Verão para muitos norte-americanos, registando uma
popularidade crescente naquele país.

"É verdade que a sede pelo Vinho Verde ainda não alcançou a louca
procura pelo rosé, mas já ultrapassou o entusiasmo por vinhos como a
txakolina, um vinho do País Basco muito popular por cá", lê-se no
artigo.

Para comprovar este facto, o autor avança valores: em 2012, Portugal
exportou quase 5.5 milhões de garrafas de Vinho Verde para os EUA, ou
seja, mais do triplo do que exportava em 2003. "É um salto enorme para
um vinho que poucas pessoas (nos EUA) conhecem", comenta Eric Asimov.

O autor do artigo conta que, no final de Maio, se juntou a outros
peritos para experimentarem 20 garrafas de Vinho Verde adquiridas em
lojas de Nova Iorque e em lojas online.

"E o que descobrimos? No mínimo, estes vinhos são frescos, vivos,
cheirosos, por vezes gasosos. Além disso, têm uma percentagem reduzida
de álcool, geralmente entre 9 e 12.5, e preços muito acessíveis. A
garrafa de 4 dólares (3 euros) era a mais barata, mas oito das
garrafas do nosso top 10 custaram menos de 10 dólares (7.50 euros)",
salienta.

Eric explica no artigo que a palavra "verde" não está relacionada com
a cor mas com a idade do vinho, que deve ser saboreado "durante a sua
energética juventude". "Há vinho verde tinto, branco e rosé", avisa o
especialista gastronómico, "embora os vinhos verdes brancos sejam os
mais populares".

"Provocador, fresco e muito agradável"

O autor prossegue o artigo descrevendo a região do Vinho Verde que se
estende "pela costa atlântica" recebendo a influência marítima, "ao
contrário do Douro protegido do mar pelas suas encostas".

Eric conta ainda que o Vinho Verde pode ser composto por castas pouco
conhecidas, como as castas arinto, azal, loureiro e trajadura
(conhecida em Espanha como treixadura), embora muitos produtores de
vinho verde adotem a casta alvarinho.

Na conclusão, o autor descreve individualmente os 20 vinhos que o
painel do New York Times provou, sendo que em primeiro lugar ficou o
vinho Vidigal Shocking Green, de 2011, em segundo o vinho Vera, de
2012, e em terceiro o Niepoort Dócil, também de 2012.

Quanto à garrafa de 4 dólares, da Adega Cooperativa de Ponte da Barca,
que conquistou o 4º lugar na prova, o autor garante que é um vinho
"provocador, fresco e muito agradável" com qualidades que não o deixam
muito longe da garrafa de 14 dólares. Ou seja, conclui Eric, "é
possível comprar uma caixa de vinho verde pelo preço de uma garrafa de
Chardonnay medíocre. Uma solução "perfeita para uma festa na piscina",
remata.

Clique AQUI para ler o artigo completo (em inglês).

http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_elogio-ao-vinho-verde-no-new-york-times_16298.html

A tortura dos números

OPINIÃO



ANTÓNIO REIS PEREIRA

29/06/2013 - 19:03

A agricultura portuguesa percorreu um caminho significativo até aqui
mas temos de ser mais ambiciosos.


Temo-nos tornado nos últimos anos numa espécie de Guantánamo das
Estatísticas, levando ao exagero aquela velha imagem de que os
números, devidamente torturados, dizem o que quisermos que eles digam.

De facto, pegando num assunto por um lado ou por outro é raro não
termos nada de positivo a retirar, se assim for conveniente, ou então
a criticar, se esse for o objectivo que quem analisa. E já se sabe,
uma meia verdade bem suportada estatisticamente passa a verdade
incontestável, muito difícil de rebater, sempre assim foi, sempre
assim será.

Vejam-se as PPP, de acordo com o antigo PM ou foram herdadas ou foram
responsabilidade do actual governo, opinião diametralmente oposta dos
governantes presentes, que esgrimem no sentido inverso. E tudo isto
com suporte estatístico irrebatível por detrás, como não podia deixar
de ser.

Ora um sector em que se tem ultimamente verificado um desfilar de
opiniões dissonantes é a Agricultura. O actual PR orgulha-se do
trabalho que fez entre 86 e 94? Pois Miguel Sousa Tavares, secundado
por Daniel Oliveira e muitos outros, acha exactamente o contrário e
culpa-o pelo estado actual da Agricultura, que considera desastroso,
muito diferente da opinião que a actual Ministra tem, que vê
naturalmente muitas virtualidades no estado presente da Agricultura
portuguesa.

E onde ficamos, quem tem razão? Estamos bem ou estamos mal? Depende
naturalmente do que quisermos analisar, e com que intenções o fazemos,
pois há espaço para tudo. É preciso ver de onde partimos (o que
produzíamos em 1986), a evolução da produtividade (do trabalho e da
terra), a taxa de cobertura das importações pelas exportações, o que
produzimos agora, o benchmark com os outros países.

Pois bem, se quisermos fazer uma análise temporal, entre 1986 e 2010,
vemos que passámos de uma produção de 4,5 mil milhões de euros para
7.9 mil milhões de euros, conseguindo-se tal aumento com menos de
metade das pessoas a trabalhar na Agricultura (800.000 em 1986 para
390.000 em 2010), portanto mais do que duplicando a produtividade do
trabalho, incremento que permitiu a manutenção do grau de
auto-suficiência apesar do aumento de mais de 50% no consumo de
produtos do sector (tudo dados Pordata). Isto é irrefutável.

De facto, fruto de opções de cultivo discutíveis ao longo do século
XX, os terrenos explorados eram muito mais (menos 500.000 hectares
entre 1986 e 2010), produzia-se até onde não valia a pena produzir,
estando o país muito distante do óptimo económico, situação que aliada
a uma evolução tecnológica (mecanização, genética vegetal e animal,
regadio) sem paralelo se traduziu num incremento impar na produção
agrícola do país.

Mas também é óbvio que a melhoria poderia ter sido melhor, pois
partimos de uma base baixa (é bom relembrar o que era Portugal em
1986), e devemos também olhar para o que se passa nos outros países
europeus, nomeadamente os nossos vizinhos, onde regra geral os
indicadores são melhores do que em Portugal. Veja-se, por exemplo, a
produtividade do trabalho portuguesa, que é 33% da espanhola, 19,6% da
francesa, 18,7% da inglesa, 24,6% da italiana e somente 10,9% da
holandesa (dados Eurostat, 2010), apenas para citar alguns exemplos.

E onde ficamos, estamos bem ou estamos mal? A verdade é que já
percorremos um caminho significativo, e sem esse caminho ser
percorrido nunca descolaríamos do estado de Agricultura incipiente que
marcava o nosso panorama até há pouco tempo, mas um outro caminho bem
maior está por percorrer, ou seja, olhando para o que os nossos
congéneres europeus fazem é óbvio que temos de ser bem mais
ambiciosos, temos de crescer (objectivo) a dois dígitos, temos de
cultivar todos os terrenos produtivos, temos de trazer mais
investimentos nacionais e estrangeiros para a produção agrícola em
Portugal, temos de explorar as nossas vantagens comparativas, temos
condições para tal, temos como nação de pôr mãos à obra.

As estatísticas são óptimas para quem gosta de opinar sobre tudo,
dissertando sobre todas as temáticas como se de especialistas se
tratassem, sendo os números a prova provada da razão que às vezes lhes
falta. Não é raro vermos pessoas a opinarem num dia sobre assuntos
desportivos, noutro sobre política, no dia seguinte sobre Caça e Pesca
e a seguir sobre Macroeconomia e Astrofísica, naturalmente esquecendo
detalhes e passando muitas vezes ao lado da verdadeira razão de ser
dos temas, pois no final todos temos somente 24 horas por dia, e
ninguém consegue assimilar tudo.

É sempre bom relembrar que Estatística não é Matemática, que a
interpretação dos números é subjectiva e deve ser séria, caso
contrário muito facilmente se cai no logro da manipulação, que a uns
beneficia e a outros prejudica, como na imagem dos dois amigos que
comem dois pães, dando-se o infeliz acaso de um comer sozinho os dois
pães, tendo o outro estatisticamente comido em média um pão, embora na
prática esteja à míngua.

Eng. Agrónomo e Gestor de Empresas

http://www.publico.pt/economia/noticia/a-tortura-dos-numeros-1598754

Uma em cada dez pessoas vivem em zonas quentes em 2100

ESTUDO


por Lusa, texto publicado por Paula MouratoOntem7 comentários

Uma em cada dez pessoas no mundo vão viver, até 2100, num local onde
as alterações climáticas terão um impacto negativo em, pelo menos,
setores como a agricultura, água, ecossistemas ou saúde, segundo um
estudo internacional ontem publicado.

Os chamados "hotspots" (zonas quentes) climáticos vão concentrar-se
sobretudo no sul do Amazonas, com "alterações extremas" na
disponibilidade de água, produtividade agrícola e ecossistemas, indica
o estudo publicado no jornal científico norte-americano "Proceedings
of the National Academy of Sciences".

A segunda maior região de "hotspots" será o sul da Europa, onde a
falta de água e a escassez das colheitas podem criar dificuldades às
populações, refere o estudo liderado por Franziska Piontek do
Instituto Potsdam para a Investigação do Impacto Climático.

"A sobreposição de impactos das alterações climáticas nos diferentes
setores tem potencial para interagir e, por isso, multiplicar as
pressões sobre os meios de subsistência das populações das regiões
afetadas", afirmou Piontek.

A investigação contou com especialistas em alterações climáticas do
Japão, Estados Unidos, China e Europa e usou programas de modelos
matemáticos para prever como é que o aquecimento global vai afetar a
população mundial.

Foram analisados diferentes níveis de aquecimento, com a sobreposição
multissetorial a começar a aparecer "de forma robusta" quando se
atinge uma média de aquecimento global de três graus Celsius acima da
média 1980-2010, acrescentou a cientista.

Quando este valor aumenta para quatro graus Celsius acima da média
1980-2010, 11 por cento da população mundial ficava "sujeita a graves
impactos em, pelo menos, dois dos quatro setores com impacto",
explicou.

Outros "hotspots" incluem as regiões tropicais da América Central e
África, bem como as terras altas da Etiópia devido à conjugação da
malária, colheitas reduzidas e alterações nos ecossistemas.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=3299964&page=-1

“Com a nova PAC, o pagamento das ajudas directas não está em causa”

Rosário Lira e Bruno Proença
01/07/13 00:05


Apesar dos atrasos nas negociações para fechar a nova PAC, a ministra
da Agricultura garante que os agricultores vão continuar a receber as
ajudas directas em 2014.

As instituições comunitárias fecharam o novo pacote da política
agrícola comum (PAC) com um corte inédito nos dinheiros para os
agricultores. Assunção Cristas, ministra da Agricultura, Mar, Ambiente
e Ordenamento do Território, defende, porém, que Portugal ficou a
ganhar quando comparado com os outros Estados europeus. Com o atraso
nas negociações, muitos regulamentos das ajudas podem não estar
prontos e aprovados no início do próximo ano. Porém, o Executivo
garante que os agricultores vão continuar a receber as ajudas
directas. Assunção Cristas não elege sectores prioritários, ao invés
prefere definir regras transversais como o apoio aos jovens
agricultores.

Fazemos esta entrevista na semana em que a Comissão Europeia, o
Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo relativamente à
política agrícola comum (PAC). Ficámos a saber no final das
negociações que haverá um corte global de cerca de 14%. De que forma é
que isso compromete o que está previsto para Portugal?
Em relação ao pacote financeiro associado à reforma da PAC é
importante sinalizar vários pontos. Primeiro, pela primeira vez temos
um orçamento comunitário que diminui. Dentro dessa diminuição, quando
vamos comparar a posição relativa de Portugal em relação aos outros
países, verificamos que o nosso País sofre um corte menor e isso é
muito positivo. Referiu um corte global de 14%, quando olhamos para os
nossos números temos uma descida e 7% a 8%.

http://economico.sapo.pt/noticias/com-a-nova-pac-o-pagamento-das-ajudas-directas-nao-esta-em-causa_172386.html

Governo reforça aposta no ataque ampliado aos incêndios

LUSA

02/07/2013 - 19:37

Governo garante mais meios no combate aos fogos FOTO: NELSON GARRIDO



O Governo vai reforçar este ano a aposta no ataque ampliado aos
incêndios com dez novas equipas, numa tentativa de melhorar o combate
aos grandes fogos, disse hoje o secretário de Estado da Administração
Interna.

"Vamos manter a aposta no ataque inicial, que tem dado muito bons
resultados com 90% dos incêndios resolvidos no ataque inicial, e vamos
reforçar o ataque ampliado", disse Filipe Lobo D'Ávila.

O governante falava no final da comissão parlamentar de Agricultura e
do Mar, onde esteve hoje a prestar esclarecimentos aos deputados sobre
o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais.

A aposta do Governo são dez grupos de reforço de ataque ampliado
(GRUATA), constituídas por 28 elementos cada, das quais nove são
provenientes de várias corporações de bombeiros e uma da Força
Especial de Bombeiros.

Estas equipas estão já operacionais e serão accionadas apenas quando
os incêndios "atingem determinadas dimensões", explicou Filipe Lobo
D'Ávila.

Os GRUATA são pré-contratualizados localmente e dependem directamente
do comandante nacional, que dispõe de 30 minutos para os accionar a
partir do momento em que os incêndios atingem as proporções indicadas.

O governante admitiu ainda que na base dos GRUATA está o incêndio que
ocorreu o ano passado no Algarve, que causou uma grande destruição e
levou vários dias a ser extinto.

Aos deputados, Filipe Lobo D'Ávila frisou ainda a importância do avião
C-295M da Força Aérea Portuguesa, que ajudou os bombeiros no combate
ao incêndio no Algarve e vai estar novamente operacional este ano.

"Vai ser muito importante para o futuro. O novo avião está disponível
e é extremamente relevante para dar informações, para sabermos onde há
um grande incêndio e como evolui", disse o governante, acrescentando
que "deu um contributo importante no Algarve".

O secretário de Estado defendeu ainda que devia ser dada mais atenção
à prevenção de incêndios do que ao seu combate, "mas o combate tem um
grande impacto mediático e as limpezas das matas não têm esse impacto
mediático", lamentou.

Até Setembro, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais
tem no terreno 2.172 equipas de diferentes forças envolvidas, 1.976
viaturas e 9.337 elementos, além dos 237 postos de vigia da
responsabilidade da GNR

Vão estar também disponíveis 45 meios aéreos, a que se juntam o
helicóptero Allouete III e o avião C-295M da Força Aérea Portuguesa.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais vai custar
este ano 78,5 milhões de euros, o que reflecte um aumento de quase 5%
em relação a 2012.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/governo-reforca-aposta-no-ataque-ampliado-aos-incendios-1599048

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ministros e secretários de Estado do CDS preparam cartas de demissão

MARGARIDA GOMES

02/07/2013 - 20:07

Pedro Mota Soares, ministro da Segurança Social, está de saída do Governo



Todos os ministros e secretários de Estado do CDS-PP que integram o
Governo deverão apresentar ainda esta terça-feira a sua demissão,
disse ao PÚBLICO um dirigente nacional centrista.

Segundo a mesma fonte, as cartas de demissão estão a ser ultimadas
para serem entregues ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que se
terá reunido esta terça-feira com todos os ministros do executivo.

Para além de Paulo Portas, estarão de saída do Governo os ministros
Assunção Cristas (ministra da Agricultura) e Pedro Mota Soares
(ministro da Segurança Social) e ainda os secretários de Estado Adolfo
Mesquita Nunes (secretário de Estado do Turismo), Paulo Núncio
(secretário de Estado dos Assuntos Fiscais), Miguel Morais Leitão
(secretário de Estado adjunto e dos Assuntos Europeus), e Filipe Lobo
d'Ávila (secretário de Estado da Administração Interna). Quanto a
Vânia Dias da Silva, subsecretária de Estado do ministro de Estado e
dos Negócios Estrangeiros, cai automaticamente com a demissão de Paulo
Portas, bem como Francisco Almeida Leite, independente, que ocupa a
Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas,
demitiu-se esta terça-feira em ruptura com as políticas de austeridade
decretadas por Pedro Passos Coelho. Para o CDS-PP, está decidido que,
com Passos Coelho, não há condições para continuar a coligação com os
sociais-democratas.

Um alto responsável do CDS-PP adiantava que o primeiro-ministro
demonstrou, no processo de substituição de Vítor Gaspar, a sua
"incompetência e incapacidade política", nas palavras de alto
responsável do CDS-PP.

Ao que o PÚBLICO apurou, dirigentes nacionais do CDS-PP tentaram
demover esta terça-feira de manhã o ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros, mas Paulo Portas mostrou-se irredutível na decisão de
abandonar o Governo ao fim de dois anos de coligação com o PSD.

"O CDS deixa o Governo, porque já ultrapassou o limite há muito
tempo", declarou uma outra fonte do PP.

http://www.publico.pt/politica/noticia/ministros-e-secretarios-de-estado-do-cds-preparam-cartas-de-demissao-1599053

Mota Soares e Assunção Cristas vão demitir-se amanhã

HOJE às 21:44



A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, Assunção Cristas,e o ministro da Solidariedade e Segurança
Social, Pedro Mota Soares, vão apresentar a sua demissão na
quarta-feira, seguindo o exemplo do líder do CDS-PP, Paulo Portas, que
pediu demissão hoje do cargo de ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros, avança a TVI24.

A demissão dos dois ministros do CDS-PP deverá ser formalizada após a
reunião da Comissão Executiva do partido.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642172

Agricultores admitem luta por centro de secagem de Alcácer do Sal

A Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal (AADS) pondera
invocar o direito à resistência consagrado na Constituição da
República para defender a manutenção do centro de secagem de Alcácer
do Sal ao serviço dos pequenos agricultores. Avelino Antunes, assessor
da AADS, critica a cedência deste centro de secagem à Aparroz "em
plena campanha agrícola" e admite que "os pequenos agricultores vão
insurgir-se de todas as maneiras possíveis contra o benefício do
Governo às grandes famílias que já possuem os seus próprios meios".


"Esta cedência é um crime que atenta contra o sustento dos pequenos e
médios agricultores que precisam do centro de secagem para a sua
atividade", prossegue o assessor da AADS que convocou para amanhã às
17 horas uma reunião de emergência no local para defenir os meios da
luta. O "Setúbal na Rede" entrou em contato com o Agrupamento de
Produtores de Arroz do Vale do Sado (Aparroz) mas até ao momento não
obteve resposta.



Avelino Antunes considera haver "um benefício inaceitável da
administração central a meia dúzia de grandes senhores de Alcácer do
Sal" e critica a própria Ministra da Agricultura "por nunca se ter
dignado a receber a AADS para discutir a matéria dos centros de
secagem". De acordo com a Associação de Agricultores do Distrito de
Setúbal, a cedência do centro de secagem de Alcácer do Sal à Aparroz
por 30 anos deixa os pequenos agricultores com o centro de Águas de
Moura, "que não tem capacidade para responder às necessidades atuais".



A AADS admite estarem a decorrer negociações com o Governo para manter
ambos os centros de secagem ao serviço dos pequenos e médios
agricultores, pelo que esta cedência do centro do município alentejano
é vista como "inaceitável e desmesurada"."A AADS possui neste centro
de secagem material próprio e funcionários próprios que asseguram o
seu funcionamento", frisa Avelino Antunes.



"Não podem tirar os pequenos agricultores do centro de secagem de
Alcácer do Sal", alerta Avelino Antunes, para quem estes produtores
vão recorrer a todas as formas de luta possíveis para manter o
equipamento alcacerense. "Numa altura de crise financeira em que a
solução passa pelo incremento produtivo nacional e a manutenção da
atividade agrícola, o Governo está a agir em sentido contrário".


Rogério Matos - 25-06-2013 12:28

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=19729&utm_medium=rss

Miranda do Douro Agricultura aliada ao turismo

Secção: Planalto Mirandês



» Novos projectos estão a contribuir para o aumento do preço das casas
nas aldeias
A agricultura está a ganhar uma nova dinâmica na Terra Fria
transmontana com o surgimento de novos projectos para quintas de
turismo rural, que também apostam na produção agrícola. A constatação
é do presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro. Artur Nunes
diz que há jovens agricultores a investir na região, que estão a dar
um novo impulso a esta actividade.
"No âmbito do PRODER tem havido um conjunto de investimentos ao nível
da recuperação de património rural e a sua transformação em turismo
rural, mas também em dinâmicas de produção, pequenas produções,
associando o turismo à produção agrícola", realça o edil.
O autarca diz mesmo que esta situação está a inflacionar os preços das
casas nas aldeias.
"Aumentou, tanto o preço das quintas como das casas, porque começou a
haver esta procura de pessoas que querem fixar-se nas aldeias",
salienta o edil.
Declarações de Artur Nunes durante um seminário sobre "Desafios e
Oportunidades da Agricultura no Planalto Mirandês", que decorreu, na
passada quinta-feira, em Miranda do Douro.
A "Bolsa de Terras", criada recentemente pelo governo, foi outro dos
temas em discussão.
Para o director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel
Cardoso, esta é uma oportunidade para garantir o futuro da agricultura
na região.
"A bolsa de terras é uma excelente oportunidade para hoje e para o
futuro durante muitos anos. É uma criação legislativa que vai vigorar
durante muitos anos. Neste momento está em implementação", sublinha o
responsável.
Já o presidente da Associação de Agricultores do Planalto Mirandês,
Francisco Pires, tem dúvidas que esta medida tenha sucesso na região.
"Não sei se as pessoas estão muito disponíveis, porque estão muito
agarradas às terras herdadas", realça o presidente da associação.

Destaque
Bolsa de terras já tem regulamento e começa agora a ser implementada

http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=478&id=18919&idSeccao=4269&Action=noticia#.UdMomPmW-C0

Miranda do Douro Agricultura aliada ao turismo

Secção: Planalto Mirandês


» Novos projectos estão a contribuir para o aumento do preço das casas
nas aldeias
A agricultura está a ganhar uma nova dinâmica na Terra Fria
transmontana com o surgimento de novos projectos para quintas de
turismo rural, que também apostam na produção agrícola. A constatação
é do presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro. Artur Nunes
diz que há jovens agricultores a investir na região, que estão a dar
um novo impulso a esta actividade.
"No âmbito do PRODER tem havido um conjunto de investimentos ao nível
da recuperação de património rural e a sua transformação em turismo
rural, mas também em dinâmicas de produção, pequenas produções,
associando o turismo à produção agrícola", realça o edil.
O autarca diz mesmo que esta situação está a inflacionar os preços das
casas nas aldeias.
"Aumentou, tanto o preço das quintas como das casas, porque começou a
haver esta procura de pessoas que querem fixar-se nas aldeias",
salienta o edil.
Declarações de Artur Nunes durante um seminário sobre "Desafios e
Oportunidades da Agricultura no Planalto Mirandês", que decorreu, na
passada quinta-feira, em Miranda do Douro.
A "Bolsa de Terras", criada recentemente pelo governo, foi outro dos
temas em discussão.
Para o director regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel
Cardoso, esta é uma oportunidade para garantir o futuro da agricultura
na região.
"A bolsa de terras é uma excelente oportunidade para hoje e para o
futuro durante muitos anos. É uma criação legislativa que vai vigorar
durante muitos anos. Neste momento está em implementação", sublinha o
responsável.
Já o presidente da Associação de Agricultores do Planalto Mirandês,
Francisco Pires, tem dúvidas que esta medida tenha sucesso na região.
"Não sei se as pessoas estão muito disponíveis, porque estão muito
agarradas às terras herdadas", realça o presidente da associação.

Destaque
Bolsa de terras já tem regulamento e começa agora a ser implementada

http://www.jornalnordeste.com/noticia.asp?idEdicao=478&id=18919&idSeccao=4269&Action=noticia#.UdMomPmW-C0

Novo regime de bens em circulação vai “asfixiar a agricultura”, diz Jorge Rita

25 JUNHO, 2013

O novo regime de bens em circulação vai "asfixiar a agricultura" e
está "desadequado para a região".

(C) Direitos de autor

Segundo o Presidente da Associação Agrícola de São Miguel, os
trabalhadores vão estar mais preocupados com burocracias, do que com a
própria atividade.

Jorge Rita defende a fiscalização, mas, neste caso, a questão é de
execução de documentação e não de fuga ao fisco.

O presidente da associação critica a falta do exercício da autonomia,
em termos regionais, na aplicação de uma lei nacional, que entra em
vigor no próximo dia 1 de julho.

Na prática, o novo regime de bens em circulação obriga uma comunicação
prévia à Atividade Tributária de qualquer transporte de mercadorias,
com um código de identificação.

http://www.radioatlantida.net/novo-regime-de-bens-em-circulacao-vai-asfixiar-a-agricultura-diz-jorge-rita

Vinhos | Exportações: Angola e Moçambique são mercados estratégicos para os 'Vinhos de Lisboa'

Angola e Moçambique são os próximos mercados estratégicos onde a
Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) irá apostar,
numa estadia que ocorrerá de hoje, 1 de Julho, até dia 6 do mesmo mês.

A CVR Lisboa quer com estas acções aumentar o consumo de vinhos da
região de Lisboa nestes dois países africanos.

"Atualmente temos 25 produtores a exportar para o mercado angolano e 5
para Moçambique, o objectivo é fazer com que estes números aumentem em
2013 e, para isso, vão agora rumar até estes dois países cerca de 8
produtores que estão muito interessados nestes mercados", afirma Vasco
d'Avillez, presidente da CVR Lisboa.

Angola foi, em 2012, o mercado para onde a Comissão Vitivinícola da
Região de Lisboa (CVR Lisboa) mais exportou, com um total de quase 1
milhão de garrafas, o que corresponde a cerca de 682.423,6 litros,
atingindo, assim, um valor de 25% no total das exportações dos 'Vinhos
de Lisboa', no ano passado.

Por sua vez, o mercado moçambicano é uma das grandes apostas de 2013,
apesar da exportação para este mercado ocorrer desde há seis anos, foi
a partir de 2011 que começou a ganhar uma maior expressão.

"Vamos estar de 1 a 2 de Julho em Angola e depois em Moçambique, de 3
a 6 e as expectativas são muito altas, sobretudo, pelos resultados que
temos vindo a apresentar no continente africano", refere o presidente
dos 'Vinhos de Lisboa'.

Em Angola, a CVR Lisboa vai rumar, pela primeira vez, até ao Lubango e
só depois para a capital, Luanda, onde participarão numa prova dos
Vinhos de Portugal, onde se espera a presença de mais de mil
visitantes.

A visita a Moçambique ocorre de 3 a 6 de Julho, em Maputo, sendo que
no dia 4 os 'Vinhos de Lisboa' irão realizar uma acção de Prova de
Vinhos e de ligação Vinhos/Gastronomia, na residência do Embaixador
português em Moçambique, e nos restantes dias uma prova aberta ao
mercado, num dos principais hotéis de Maputo.

Recorde-se que os 'Vinhos de Lisboa' foram recentemente distinguidos
no 'Concurso de Vinhos de Portugal' com a escolha do Vale de Areias,
Tinto 2010, da Região Lisboa, como o melhor vinho de Portugal, este
ano.

Fonte: PressMedia

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/07/02a.htm

Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis lança campanha de comunicação para promover as vantagens do biodiesel

"Se não há petróleo em Portugal, planta-se"


O objectivo da campanha da APPB - Associação Portuguesa de Produtores
de Biocombustíveis visa promover as vantagens dos biocombustíveis para
a economia nacional, incluindo em áreas como o ambiente, agricultura,
alimentação, diversificação de fontes energéticas de abastecimento e
também para a longevidade dos veículos que os utilizam.

O claim da campanha "Se não há petróleo em Portugal, planta-se" é
também um desafio para que aumentem os investimentos na produção de
biodiesel, porque são investimentos geradores de riqueza para
Portugal.

João Rodrigues, da APPB refere que "a opinião pública sabe que a
utilização do biodiesel reduz a poluição, mas desconhece o potencial
do biodiesel como driver de crescimento económico, incluindo a criação
de novos postos de trabalho, o aproveitamento de terras que hoje estão
abandonadas e na redução das importações de oleaginosas para a
alimentação, que já pesam 550 milhões de euros por ano na nossa
balança comercial".

A campanha desenvolvida pela Bottom Line Ativism sublinha o que
Portugal tem a ganhar com a produção de soja e colza, as oleaginosas
mais utilizadas pelos produtores portugueses de biodiesel. O gasóleo
comercializado na União Europeia já inclui uma percentagem entre 5 a
7% de biodiesel para reduzir as emissões de dióxido de carbono e
aumentar a nossa independência energética, mas as vantagens da
produção de biocombustíveis vão muito além, seja na fertilização dos
solos, no combate à desertificação e na rentabilização do óleo de
soja, subproduto da indústria de rações para animais que pode ser
aproveitado para biodiesel.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/07/02b.htm

Governo impede empresas agroflorestais de concorrerem a empreitadas públicas

Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente



A denúncia parte uma vez mais da ANEFA – Associação Nacional de
Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, que volta a contestar a
publicação de concursos de índole florestal, que no seu caderno de
encargos referem a exigência de alvará para a execução das respectivas
operações.

Como é sabido, os trabalhos agroflorestais carecem de um enquadramento
específico, pelo qual estejam definidas e reconhecidas formalmente, as
competências e capacidades dos prestadores de serviços do Mundo Rural,
fazendo com que este tipo de serviços seja continuamente executados
por empresas de construção civil. Estas, valorizando-se do facto de
terem alvará para cumprir com os requisitos das condições exigidas,
limitam a actuação das empresas florestais à subcontratação, com as
desvantagens inerentes quer à realização do projecto, quer para o
adjudicante, uma vez que o recurso a empresas de obras públicas e
posterior subcontratação, aumenta substancialmente os custos, lesando
próprio contribuinte.

Questionado inúmeras vezes sobre a criação de um alvará para a
prestação de serviços agroflorestais, o Governo aponta agora para a
Directiva Comunitária que impede a criação de "barreiras" a empresas
estrangeiras que queiram concorrer às empreitadas internacionais que
existam no seio da Comunidade. Afirmando ser esse o argumento, o
Governo impede as empresas nacionais de concorrer aos concursos de
obras públicas florestais, mas permite que as empresas dos restantes
países possam concorrer, uma vez que para essas entidades, bastará
apresentarem um documento da autoridade competente do seu país, que
ateste a sua capacidade em prestar o tipo de serviços a que se
candidatam.

Com este impedimento, a alternativa poderá passar por se "criar"
empresas no estrangeiro que possam assim candidatar-se aos ditos
concursos, contrariando na íntegra, a Directiva Comunitária que querem
fazer crer ser a razão da não aprovação dos alvarás.

Numa altura em que se fala da necessidade de requalificar e acreditar
o trabalho das empresas nacionais, é o próprio Governo que cede a
interesses económicos e promove a economia paralela. Os serviços que
são prestados sem factura ou qualquer outro documento que o comprove,
representam na realidade um valor excessivamente elevado. Veja-se o
caso denunciado a semana passada, sobre a "fuga ao fisco no sector
agrícola, que inclui uma lista de empresários que, alegadamente,
compravam batatas aos agricultores e depois abasteciam o mercado sem
facturação".

Estranho ou não, os empresários florestais continuam a reclamar essa
regulação, em prol da qualidade dos serviços prestados, enquanto os
nossos governantes e alguns grupos de pressão tudo fazem para que isso
não aconteça…

Esta situação, há muito contestada pela ANEFA e suas associadas,
continua a desprestigiar os empresários do Mundo Rural,
conferindo-lhes erroneamente uma falta de especialização e capacidade
técnica. 15 anos passados, desde a primeira tentativa de regularizar o
sector da prestação de serviços agroflorestais, a ANEFA continua a
defender os interesses do empresários do sector, e avança agora com
uma queixa à Comissão Europeia, sobre o Estado Português.

Lisboa, 2 de Julho de 2013

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/07/02c.htm

H7N9 é o vírus da gripe das aves com maior probabilidade de contágio entre humanos

02.07.2013 07:58


A nova estirpe da gripe aviária H7N9 que este ano já provocou 37
mortos em 132 infetados na China é o vírus com maiores probabilidades
de acabar a ser transmitido entre humanos.

Quase todos os casos registados na China aconteceram na região este
do país, e Xangai, a capital económica, contabilizou 15 mortes.

A conclusão da transmissibilidade entre humanos do vírus foi
determinada por peritos internacionais e chineses que investigaram o
problema nas zonas afetadas onde a estirpe foi capaz de contagiar um
maior número de humanos num curto espaço de tempo que qualquer outro
tipo de gripe das aves, salienta hoje o diário South China Morning
Post.

As conclusões refletem que o H7N9 sofreu uma evolução genética
necessária à sua melhor adaptação que outros vírus semelhantes para
ser capaz de contagiar entre pessoas, o que aumenta também as
possibilidades de chegar a transmitir-se de pessoa para pessoa.

Com a conclusão de que o vírus é facilmente transmissível de aves para
humanos há maior probabilidade de se mutar e tornar mais facilmente
num vírus que permite o contágio entre humanos, explicou o professor
Malik Peiris, chefe do departamento de virologia da Universidade de
Hong Kong e um dos 14 peritos chineses e da Organização Mundial de
Saúde que investigaram o caso.

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2013/07/02/h7n9-e-o-virus-da-gripe-das-aves-com-maior-probabilidade-de-contagio-entre-humanos

Presidente da República agracia Professor Antero Martins, docente jubilado do ISA

Dia 28 de junho, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito
Empresarial–Classe do Mérito Agrícola

É para o Instituto Superior de Agronomia um enorme orgulho que o
Professor Jubilado Antero Lopes Martins tenha sidoagraciado pelo
Senhor Presidente da República Portuguesa, Professor Cavaco Silva, no
passado dia 28 de junho de 2013, com o grau de Grande Oficial da Ordem
do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola.

O Professor Jubilado Antero Martins licenciou-se em Engenharia
Agronómica, no ISA, em 1970, onde foi Assistente entre 1971 e 1985.
Entre 1985 e 1993 foi Professor Auxiliar, ano a partir do qual se
tornou Professor Associado do ISA, da área de Genética e Melhoramento
de Plantas.

Enquanto docente do ISA, ensinou as disciplinas clássicas de Genética
e Melhoramento de Plantas e participou na construção e ensino de
outras disciplinas de especialização nessa área.

Doutorou-se em Melhoramento de Plantas e trabalhou inicialmente no
estudo de aspectos essenciais da biologia do oídio da videira,
compreendendo o desenvolvimento de métodos objectivos de avaliação da
resistência/sensibilidade de castas e de clones. Desde o fim da década
de 70 do século passado, dedicou-se à selecção sistemática das castas
de videira autóctones e de outras espécies mediterrânicas,
desenvolvendo métodos inovadores e promovendo a criação de uma ampla
rede de colaborações para a respectiva aplicação à escala do país
inteiro.

A partir dos anos 80 do século passado, impulsionou o ensino da
Genética de Populações e Quantitativa, como alicerces teóricos
essenciais para fins do melhoramento genético de plantas e animais.
Prestou recorrentemente colaborações no ensino em outras
universidades, instituições de investigação e de formação profissional
e similares na sua área de especialização.

Com base no conhecimento e noutros resultados assim adquiridos,
dedica-se hoje prioritariamente à conservação, análise e valorização
de toda a diversidade intravarietal das castas de videira, através de
instrumentos organizativos entretanto criados para o efeito,
designadamente a Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira –
PORVID (da qual foi o 1º Presidente), que inclui Organismos do Estado
e algumas das mais importantes empresas vitivinícolas privadas do
País, e o Pólo Experimental de Conservação da Videira, com o objectivo
de garantir a preservação das 250 castas de videira nacionais e 50.000
clones destas.
Tem inúmeras publicações sobre a temática da selecção da videira e
conservação e variabilidade genética da videira e é reconhecido
nacional e internacionalmente.

A relevância nacional desta temática é enorme tendo em conta que
"Guardar, compreender e utilizar a variabilidade intravarietal das
castas será um factor de competitividade extremamente importante para
o país", pelo que "A temática da preservação das castas é, no momento
presente, um assunto quente e estratégico".

(In http://www.isa.utl.pt/files/pub/noticias/2009/Recortes_Imprensa/enovitis...)

Mais informações sobre o CV do Professor Antero Martins em
http://www.isa.utl.pt/home/node/426
Mais informações e fotos da Cerimónia em
http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=75117

http://www.isa.utl.pt/vida-no-isa/destaques/noticias/20130702-presidente-da-republica-agracia-prof-antero-martins

China confirma a investigação 'antidumping' sobre vinhos europeus

Lusa
15:46 Segunda feira, 1 de julho de 2013


Pequim, 01 jul (Lusa) - O Ministério do Comércio chinês confirmou hoje
que vai lançar uma investigação 'antidumping', com um ano de duração,
a vinhos importados da União Europeia (UE), numa altura em que
decorrem disputas comerciais entre os dois blocos.

As investigações correspondem a uma petição da Associação Chinesa de
Bebidas Alcoólicas emitida a 15 de maio, segundo um comunicado de
imprensa publicado na página do próprio Ministério na internet.

O comunicado acrescenta que enquanto se espera pela informação, que
será recolhida até ao final do ano, a investigação pode-se estender
até 1 de janeiro de 2015 "em circunstâncias especiais", embora não
especifique o dia em que se vai iniciar ou já se iniciou.


http://expresso.sapo.pt/china-confirma-a-investigacao-antidumping-sobre-vinhos-europeus=f817470

Suspensão / anulação das novas imposições fiscais sobre agricultores, uma reclamação da CNA que ganha nova força com demissão do Ministro das Finanças

A demissão do (ex)Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, resulta do
falhanço das políticas de desastre nacional do Governo e das Tróikas e
da luta persistente do Povo Português, Agricultores incluídos.

Não basta agora ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República
"remendarem" a situação com a entrada de uma Ministra que, sendo
obviamente nova no cargo, é já uma "velha" protagonista dessas mesmas
e desastrosas políticas. Importante e indispensável é mudar-se as
políticas financeiras, económicas, agrícolas…

Ora, tendo directamente a ver com o Ministério das Finanças, a CNA
reafirma como reclamações que ganham nova oportunidade, de entre
outras:

-- A suspensão / anulação das novas imposições fiscais sobre os
pequenos e médios Agricultores que já pagam impostos demais enquanto
os preços à Produção se mantêm em baixa;

-- O aumento do "benefício fiscal" (desconto) no Gasóleo Agrícola;

-- A dotação de verbas no Orçamento de Estado para pagamento das
dívidas do Governo à Lavoura como é exemplo o não-pagamento da
comparticipação do Estado - cerca 20 milhões de Euros - pelos serviços
da Sanidade Animal já pagos pelos Produtores Pecuários e suas
Organizações.

-- O reforço das dotações do Orçamento de Estado para retomar
projectos de investimento do PRODER e para criar Linhas de Crédito
Bonificado - mas a longo prazo - para o desendividamento e para o
investimento da Agricultura Familiar.
…
É necessário reafirmar também que os responsáveis maiores pela actual
situação, são o Governo, os partidos que o suportam na Assembleia da
República, o Presidente da República e as tróikas.

Quanto ao (ex)ministro Vitor Gaspar, depois de dois anos a sacrificar
as Portuguesas e os Portugueses, ele vai regressar ao seu "posto de
trabalho" - de luxo - no Banco Central Europeu…de onde, aliás, nunca
deveria ter saído !

Coimbra, 2 de Julho de 2013 // A Direcção Nacional da CNA

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/07/02g.htm

ESTREMOZ: MUSEU DA ALFAIA AGRÍCOLA REABRE HOJE

As "Reservas Visitáveis", do Núcleo Museológico da Alfaia Agrícola,
abrem hoje, terça-feira, ao público num pavilhão junto aos antigos
Silos da EPAC, em Estremoz. Há cerca de nove anos, o Núcleo
Museológico da Alfaia Agrícola encerrou, por motivos de segurança.

Após um vasto programa de intervenção, com uma conservação curativa,
restauro e limpeza profunda, o acervo vai abrir novamente, para que os
Estremocenses e demais visitantes possam fruir de uma das mais
interessantes e relevantes coleções do antigo mundo rural existentes
no nosso País.

A dimensão do acervo do Núcleo Museológico da Alfaia Agrícola e a
exiguidade do espaço atual, exigiram uma nova abordagem metodológica
de apresentação das coleções existentes. Na impossibilidade de recriar
ambientes de trabalho agrícola, que seria a solução ideal, optou-se
por concretizar a ideia de uma "Reserva Visitável".

Assim, o espaço foi ocupado pelas peças de uma forma sistemática, por
tipologias organizadas em categorias e subcategorias, com as
respetivas denominações. Este princípio de apresentação, além de uma
melhor arrumação, permite essencialmente observar as diferenças entre
peças da mesma categoria, subcategoria, denominação e função, ajudando
igualmente a compreender a sua evolução técnica e histórica.

O acervo ainda não se encontra totalmente recuperado, havendo ainda
muito trabalho a ser desenvolvido, mas este será efetuado ao longo dos
próximos meses, dando-se, assim, continuidade ao estudo e catalogação
das peças.

As visitas poderão realizar-se de terça a sábado, com entrada
gratuita, das 9 às 12.30 horas e das 14 às 17.30 horas. A partir de
setembro, com o início do novo ano escolar, será possível realizar
visitas guiadas, com marcação prévia nos Serviços Educativos do Museu
Municipal

http://www.radioelvas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=13690:estremoz-museu-da-alfaia-agricola-reabre-hoje&catid=1:regional&Itemid=25

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vinte e quatro concelhos em risco "máximo" de incêndio

25.06.2013 08:32

PAÍS

Vinte e quatro concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Castelo
Branco, Guarda, Viseu, Porto e Aveiro estão hoje sob risco "máximo"
de incêndio, segundo informação disponível às 07:15 no site do
Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA dá conta de 24 concelhos com risco "máximo" de incêndio, um no
distrito de Faro, dois em Santarém, quatro em Castelo Branco, cinco na
Guarda, oito em Viseu, dois em Aveiro e três no Porto.

De acordo com o IPMA, há também vários concelhos de quase todo o país
em risco "alto e "muito alto" de incêndio.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis,
variando entre "reduzido" e "máximo".

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 de cada dia
da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e
quantidade de precipitação ocorrida nas últimas 24 horas.

Na segunda-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)
colocou em alerta amarelo todos os distritos de Portugal Continental,
devido ao risco elevado de incêndio provocado pelo tempo quente e
seco.

Num comunicado, a Proteção Civil adianta que o alerta amarelo foi
acionado às 14:00 de segunda-feira e prolonga-se até às 23:59 de
quarta-feira.

Segundo a ANPC, o alerta amarelo, segundo nível menos grave de uma
escala de quatro, foi acionado, tendo em conta as previsões
meteorológicas de tempo quente e seco, o que impõe as medidas
preventivas necessárias para diminuir o risco de incêndio.

O alerta amarelo pressupõe o reforço da monitorização e a
intensificação, por parte do dispositivo de combate a incêndios
florestais, de ações preparatórias com vista ao aumento do grau de
prontidão, refere a nota da ANPC.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/06/25/vinte-e-quatro-concelhos-em-risco-maximo-de-incendio

AdegaMãe: a entrada por cima do Grupo Riberalves no mundo do vinho

Boa Vida

Inaugurada em 2011, a AdegaMãe (situada na freguesia da Ventosa,
concelho de Torres Vedras) é o investimento do Grupo Riberalves numa
nova área de negócio. Depois do bacalhau e do café, o vinho. "Sempre
vivemos num ambiente familiar e empresarial de alterações e
investimentos permanentes, impulsionado pelo dinamismo extremo do meu
pai e pelo grande equilíbrio e ponderação da minha mãe. Sem eles, a
realidade de hoje não seria possível. Esta adega é também uma
homenagem dos homens da família à nossa mãe, Manuela Alves", afirma o
director-geral Bernardo Alves.

O projecto da adega é do arquitecto Pedro Mateus e, além de oferecer a
melhor funcionalidade na produção de vinho, cumpre também uma vocação
turística, integrando-se na natureza circundante.

Em produção desde 2010, entra em 2013 com o objectivo de alargar a
gama, através do lançamento dos quatro novos brancos mono varietais,
do primeiro Reserva Tinto e, depois, do primeiro Reserva Branco, a
sair em Setembro.

A enologia está a cargo de de Anselmo Mendes e Diogo Lopes e a
AdegaMãe exporta já 60% da produção com o Brasil e Angola a
assumirem-se como os dois principais mercados, mas também com presença
na China, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Suíça, Holanda,
Alemanha, Espanha e Moçambique.

Com uma produção de meio milhão de litros/ano, o objectivo é o
crescimento gradual até à capacidade máxima, que ronda o milhão e meio
de litros/ano. Provámos algumas novidades num agradável almoço na
Estórias da Casa da Comida, em Lisboa, e aqui ficam essas notas de
prova.

DORY COLHEITA BRANCO 2012 (3,99€) Aroma intenso e fresco, com notas
tropicais e vegetais. Na boca é fresco, tem corpo e é marcado pelo
mar. Acompanha entradas e bate-se com comida.

ALVARINHO ADEGAMÃE 2012 (7€) Aroma mineral e atlântico. Na boca é
intenso com a fruta a revelar-se. Boa acidez a equilibrar o conjunto.
Como aperitivo ou a acompanhar marisco e saladas

VIOSINHO ADEGAMÃE 2012 (7€) Aroma exuberante com notas vegetais e
ligeiro tropical. Mineralidade. Intenso na boca com acidez
refrescante. Vai bem com sushi, peixes grelhados, marisco e peixes no
forno.

VIOGNIER ADEGAMÃE 2012 (7€) Flores brancas com notas tostadas no
aroma. Boa complexidade na boca, volume e equilíbrio. Final guloso.
Vai bem com peixes e queijos de pasta mole.

CHARDONNAY ADEGAMÃE 2012 (7€) Aroma com notas de marmelo, e frutos de
casca amarela. Bom volume de boca. Muito gastronómico.

DORY RESERVA 2010 (10€) Feito de touriga e syrah. Aromas complexos com
notas de frutos pretos, ameixas e amoras, chocolate preto e
especiarias e ligeiro floral. Bela estrutura de boca, elegante,
taninos finos. Final elegante. Vai bem com carnes vermelhas e caça.

http://www.ionline.pt/artigos/boa-vida-igastronomia/adegamae-entrada-cima-grupo-riberalves-no-mundo-vinho

Vinhos de Lisboa querem-se expandir para Angola e Moçambique

Produtores nacionais apostam em África
D.R.
01/07/2013 | 13:06 | Dinheiro Vivo

Produtores vitivinícolas da região de Lisboa apostam no mercado
africano como estratégia de expansão internacional.

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) encontra-se
até sábado em Angola e Moçambique com vista em aumentar as
exportações. Estes países começam a ser vistos como "mercados
estratégicos" pela CVR Lisboa.

O presidente da CVR Lisboa, Vasco d'Avillez, afirmou que "atualmente
temos 25 produtores a exportar para o mercado angolano e cinco para
Moçambique, o objectivo é fazer com que estes números aumentem em 2013
e, para isso, vão agora rumar até estes dois países cerca de oito
produtores que estão muito interessados nestes mercados", cita a Lusa.

Relativamente a Angola, o objetivo passa por ultrapassar o milhão de
garrafas vendidas no ano passado, passando desta forma a quota de 25%
no total das exportações dos 'Vinhos de Lisboa' em 2012. A visita a
Angola começa hoje, 1 de julho de 2013, terminando terça-feira. Os
produtores começaram pela cidade de Lubango, seguindo-se Luanda, onde
irão participar numa prova dos Vinhos de Portugal.

A partir de terça-feira, a delegação seguirá para Moçambique,
permanendo três dias. Aqui, o objetivo prende-se por dar a conhecer os
produtos da região de Lisboa através de uma prova de vinhos na
residência do embaixador português em Maputo. Nos dias seguintes
haverá prova aberta de vinhos num dos principais hotéis da cidade.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO193427.html