Bombeiros ficaram cercados pelas chamas quando combatiam as chamas, no
concelho de Tondela
Uma bombeira morreu esta quinta-feira, durante o combate ao incêndio
que lavra na Serra do Caramulo, no concelho de Tondela, confirmou a
Proteção Civil à TVI 24.
A bombeira foi dada como desaparecida quando ficou cercada pelo fogo,
com outros elementos que também combatiam o fogo no terreno. Há ainda
nove feridos, oito ligeiros e um grave, a registar, segundo revelou à
Lusa o comandante operacional distrital de Aveiro, José Bismarck.
O bombeiro que ficou gravemente ferido vai ser transportado de
helicóptero do INEM para o hospital.
Segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o incêndio,
que deflagrou às 00h25 de quarta-feira, em Silvares, tem três frentes
ativas.
No combate às chamas estão 237 operacionais (sendo 230 bombeiros), 71
viaturas e seis meios aéreos.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/incendio-na-serra-caramulo-mata-uma-bombeira-fere-outros-nove
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cerca de 9.500 fogos e perto de 31.000 hectares de área ardida até 15 de Agosto
Os cerca de 9.500 fogos registados este ano e até 15 de Agosto na base
de dados de incêndios florestais corresponderam a perto de 31.000
hectares de área ardida, informou o Instituto da Conservação da
Natureza e das Florestas.
"Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez
anos, destaca-se que se registaram menos 33 por cento de ocorrências
relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 69 por
cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período", refere o
último relatório provisório de incêndios florestais do ICNF.
O instituto precisa que de "um total de 9.529 ocorrências (1.430
incêndios florestais e 8.099 fogachos) resultaram 30.989 hectares de
área ardida, entre povoamentos (11.240 hectares) e matos (19.749
hectares)".
Em 2012, no período entre 01 de Janeiro e 15 de Agosto registaram-se
14.772 ocorrências, das quais 3.275 foram incêndios florestais (mais
1.845 que no corrente ano), e a área ardida foi de 72.281 hectares
(mais 41.291 hectares que no mesmo período de 2003).
Segundo o ICNF, o distrito com maior número de ocorrências até 15 de
Agosto foi o do Porto (3.006), seguido pelo de Braga (910), Viseu
(858) e Aveiro (774).
No entanto, Bragança foi o distrito com mais área ardida, 13.360
hectares de espaços florestais, cerca de 90 por cento dos quais
(11.980) resultaram do maior incêndio registado em Portugal naquele
período, o de Picões (Alfândega da Fé), que começou a 09 de Julho e
durou dois dias.
O relatório provisório indica que até à data se registaram "33
incêndios com área ardida em espaço florestal maior ou igual que 100
hectares", que "consumiram 22.750 hectares de espaços florestais, ou
seja, cerca de 73 por cento do total da área ardida".
Entre os incêndios com uma área ardida superior ou igual a 1.000
hectares, encontram-se, além do de Picões, o de Castelo (Moimenta de
Beira) com início a 01 de Agosto e que consumiu 1.200 hectares do
distrito de Viseu, o de Romãs (Sátão) no mesmo distrito em que arderam
1.283 hectares e que começou a 12 de Agosto e o de Moreira de Rei
(Trancoso, distrito da Guarda) que se iniciou a 11 de Agosto e
consumiu 1.000 hectares.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/22.htm
de dados de incêndios florestais corresponderam a perto de 31.000
hectares de área ardida, informou o Instituto da Conservação da
Natureza e das Florestas.
"Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez
anos, destaca-se que se registaram menos 33 por cento de ocorrências
relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 69 por
cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período", refere o
último relatório provisório de incêndios florestais do ICNF.
O instituto precisa que de "um total de 9.529 ocorrências (1.430
incêndios florestais e 8.099 fogachos) resultaram 30.989 hectares de
área ardida, entre povoamentos (11.240 hectares) e matos (19.749
hectares)".
Em 2012, no período entre 01 de Janeiro e 15 de Agosto registaram-se
14.772 ocorrências, das quais 3.275 foram incêndios florestais (mais
1.845 que no corrente ano), e a área ardida foi de 72.281 hectares
(mais 41.291 hectares que no mesmo período de 2003).
Segundo o ICNF, o distrito com maior número de ocorrências até 15 de
Agosto foi o do Porto (3.006), seguido pelo de Braga (910), Viseu
(858) e Aveiro (774).
No entanto, Bragança foi o distrito com mais área ardida, 13.360
hectares de espaços florestais, cerca de 90 por cento dos quais
(11.980) resultaram do maior incêndio registado em Portugal naquele
período, o de Picões (Alfândega da Fé), que começou a 09 de Julho e
durou dois dias.
O relatório provisório indica que até à data se registaram "33
incêndios com área ardida em espaço florestal maior ou igual que 100
hectares", que "consumiram 22.750 hectares de espaços florestais, ou
seja, cerca de 73 por cento do total da área ardida".
Entre os incêndios com uma área ardida superior ou igual a 1.000
hectares, encontram-se, além do de Picões, o de Castelo (Moimenta de
Beira) com início a 01 de Agosto e que consumiu 1.200 hectares do
distrito de Viseu, o de Romãs (Sátão) no mesmo distrito em que arderam
1.283 hectares e que começou a 12 de Agosto e o de Moreira de Rei
(Trancoso, distrito da Guarda) que se iniciou a 11 de Agosto e
consumiu 1.000 hectares.
Fonte: Lusa
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/22.htm
Lei Orgânica do Governo define tutela de organismos anteriormente fundidos
O decreto-lei no 119/2013, publicado ontem em Diário da República,
aprova a Lei Orgânica do XIX Governo Constitucional resultante das
nomeações dos membros do Governo verificadas em 2 de Julho de 2013, 24
de Julho de 2013 e 26 de Julho de 2013, e define, designadamente, a
tutela dos organismos que tinham resultado da fusão
O novo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia,
liderado por Jorge Moreira da Silva, vai buscar as duas primeiras
áreas ao agora Ministério da Agricultura e do Mar e junta o
Ordenamento do Território e a Conservação da natureza numa nova
Secretaria de Estado.
A tutela do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que
originou as maiores dúvidas da parte das associações ambientalistas já
que reúne áreas de dois ministérios, passa a ser exercida em conjunto
entre os Ministérios do Ambiente e da Agricultura e Mar.
Transitam para o novo Ministério do Ambiente, Ordenamento do
Território e Energia a Inspecção-geral da Agricultura, do Mar, do
Ambiente e do Ordenamento do Território, passando a Ministra da
Agricultura e do Mar a exercer conjuntamente com o Ministro do
Ambiente, Ordenamento do Território e Energia a superintendência e
tutela, nas áreas da agricultura, do mar e das florestas.
Não é feita qualquer referência à tutela do IPMA - Instituto Português
do Mar e da Atmosfera, I. P., até aqui atribuída à Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e que
integrou, entre outras, as atribuições do Instituto de Meteorologia,
I. P. e do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, I. P., no
domínio das pescas, aquicultura e mar.
Fonte: DR
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/22c.htm
aprova a Lei Orgânica do XIX Governo Constitucional resultante das
nomeações dos membros do Governo verificadas em 2 de Julho de 2013, 24
de Julho de 2013 e 26 de Julho de 2013, e define, designadamente, a
tutela dos organismos que tinham resultado da fusão
O novo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia,
liderado por Jorge Moreira da Silva, vai buscar as duas primeiras
áreas ao agora Ministério da Agricultura e do Mar e junta o
Ordenamento do Território e a Conservação da natureza numa nova
Secretaria de Estado.
A tutela do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que
originou as maiores dúvidas da parte das associações ambientalistas já
que reúne áreas de dois ministérios, passa a ser exercida em conjunto
entre os Ministérios do Ambiente e da Agricultura e Mar.
Transitam para o novo Ministério do Ambiente, Ordenamento do
Território e Energia a Inspecção-geral da Agricultura, do Mar, do
Ambiente e do Ordenamento do Território, passando a Ministra da
Agricultura e do Mar a exercer conjuntamente com o Ministro do
Ambiente, Ordenamento do Território e Energia a superintendência e
tutela, nas áreas da agricultura, do mar e das florestas.
Não é feita qualquer referência à tutela do IPMA - Instituto Português
do Mar e da Atmosfera, I. P., até aqui atribuída à Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e que
integrou, entre outras, as atribuições do Instituto de Meteorologia,
I. P. e do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, I. P., no
domínio das pescas, aquicultura e mar.
Fonte: DR
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/22c.htm
Direção-Geral de Saúde emite alerta de calor para Alentejo
SUL
por Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHojeComentar
A Direção-Geral de Saúde (DGS) emitiu hoje um alerta de calor para os
distritos do Alentejo, devido à previsão de temperaturas máximas
elevadas.
O alerta amarelo de calor, divulgado na página da Internet da DGS, foi
feito para os distritos de Portalegre, Évora e Beja.
A DGS alerta que "devido às temperaturas elevadas pode haver efeitos na saúde".
Por causa das temperaturas elevadas, também o Instituto Português do
Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje o arquipélago da Madeira sob
aviso amarelo, o que pressupõe uma situação de risco para determinadas
atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA prevê para hoje, no continente, céu pouco nublado ou limpo,
apresentando-se geralmente muito nublado por nuvens baixas e com
neblina ou nevoeiro no litoral a norte do Cabo da Roca até ao final da
manhã. A nebulosidade poderá persistir em alguns locais da faixa
costeira.
Para hoje está também prevista a possibilidade de períodos de chuva
fraca ou chuvisco na faixa costeira a norte do Cabo Carvoeiro até ao
final da manhã.
O vento hoje deverá soprar em geral fraco, inferior a 20 quilómetros
por hora (km/h), tornando-se moderado (20 a 35 km/h) no litoral oeste
a sul do Cabo Mondego e nas terras altas, a partir da tarde.
A temperatura deverá descer, em especial nas regiões do interior Norte
e Centro, estando prevista para Lisboa uma máxima de 29 graus Celsius,
no Porto de 22 e em Faro de 30.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3382378&page=-1
por Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHojeComentar
A Direção-Geral de Saúde (DGS) emitiu hoje um alerta de calor para os
distritos do Alentejo, devido à previsão de temperaturas máximas
elevadas.
O alerta amarelo de calor, divulgado na página da Internet da DGS, foi
feito para os distritos de Portalegre, Évora e Beja.
A DGS alerta que "devido às temperaturas elevadas pode haver efeitos na saúde".
Por causa das temperaturas elevadas, também o Instituto Português do
Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje o arquipélago da Madeira sob
aviso amarelo, o que pressupõe uma situação de risco para determinadas
atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA prevê para hoje, no continente, céu pouco nublado ou limpo,
apresentando-se geralmente muito nublado por nuvens baixas e com
neblina ou nevoeiro no litoral a norte do Cabo da Roca até ao final da
manhã. A nebulosidade poderá persistir em alguns locais da faixa
costeira.
Para hoje está também prevista a possibilidade de períodos de chuva
fraca ou chuvisco na faixa costeira a norte do Cabo Carvoeiro até ao
final da manhã.
O vento hoje deverá soprar em geral fraco, inferior a 20 quilómetros
por hora (km/h), tornando-se moderado (20 a 35 km/h) no litoral oeste
a sul do Cabo Mondego e nas terras altas, a partir da tarde.
A temperatura deverá descer, em especial nas regiões do interior Norte
e Centro, estando prevista para Lisboa uma máxima de 29 graus Celsius,
no Porto de 22 e em Faro de 30.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3382378&page=-1
Treze incêndios ativos em Portugal continental
por Texto da Lusa, publicado por Lina SantosHojeComentar
Treze incêndios florestais, oito dos quais considerados mais
significativos em três distritos do Centro e Norte de Portugal
continental, estavam ativos hoje, pelas 06:30, de acordo com a
Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Quatro fogos lavravam
àquela hora no distrito de Vila Real, três em Viseu, e um em Viana do
Castelo.
No distrito de Vila Real, na localidade de Alto Fontão/Beça, no
concelho Boticas, 55 operacionais apoiados por 20 veículos combatiam
um fogo, com uma frente ativa às 04:55, e em curso desde 14:45 de
quarta-feira.
Ainda no distrito de Vila Real, numa outra localidade, em Sobredo
/Noura, Murça, 11 operacionais apoiados por três viaturas combatiam às
06:30 um fogo em duas frentes, que teve início às 10:18 de
quarta-feira.
Também em Murça, na localidade Vale Égua /Jou, que deflagrou às 12:11
de quarta-feira, 24 operacionais apoiados por seis veículos combatiam
as chamas de uma frente ativa às 06:30.
Já em Montenegrelo/Soutelo de Aguiar, no concelho de Vila Pouca de
Aguiar, às 06:30 de hoje, 27 operacionais, apoiados por sete veículos,
combatiam um incêndio ativo com duas frentes, que lavrava desde as
21:04 de quinta-feira.
No distrito de Viseu, em Mareco, concelho de Penalva do Castelo, o
fogo em três frentes que arde desde as 14:08 de quarta-feira contava
com 164 operacionais apoiados por 46 viaturas, pelas 06:30 de hoje.
No mesmo distrito, outro fogo com duas frentes ativas, em Alcofra, no
concelho de Vouzela, lavra desde as 23:54 de quarta-feira e contava às
06:30 com 204 operacionais apoiados por 58 viaturas no terreno.
Ainda no distrito de Viseu, um terceiro incêndio com três frentes na
Serra do Caramulo/Silvares, que arde desde as 00:25 de quarta-feira,
em Tondela, mobilizava às 06:50 um total de 111 operacionais apoiados
por 41 viaturas.
No distrito de Viana do Castelo, em Cousso / Paderne, no concelho de
Melgaço, um fogo que ardia desde as 11:13 de segunda-feira contava às
06:30 com 105 operacionais no terreno e 34 veículos. Este incêndio
tinha, à mesma hora, uma frente ativa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3382365&page=-1
Treze incêndios florestais, oito dos quais considerados mais
significativos em três distritos do Centro e Norte de Portugal
continental, estavam ativos hoje, pelas 06:30, de acordo com a
Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Quatro fogos lavravam
àquela hora no distrito de Vila Real, três em Viseu, e um em Viana do
Castelo.
No distrito de Vila Real, na localidade de Alto Fontão/Beça, no
concelho Boticas, 55 operacionais apoiados por 20 veículos combatiam
um fogo, com uma frente ativa às 04:55, e em curso desde 14:45 de
quarta-feira.
Ainda no distrito de Vila Real, numa outra localidade, em Sobredo
/Noura, Murça, 11 operacionais apoiados por três viaturas combatiam às
06:30 um fogo em duas frentes, que teve início às 10:18 de
quarta-feira.
Também em Murça, na localidade Vale Égua /Jou, que deflagrou às 12:11
de quarta-feira, 24 operacionais apoiados por seis veículos combatiam
as chamas de uma frente ativa às 06:30.
Já em Montenegrelo/Soutelo de Aguiar, no concelho de Vila Pouca de
Aguiar, às 06:30 de hoje, 27 operacionais, apoiados por sete veículos,
combatiam um incêndio ativo com duas frentes, que lavrava desde as
21:04 de quinta-feira.
No distrito de Viseu, em Mareco, concelho de Penalva do Castelo, o
fogo em três frentes que arde desde as 14:08 de quarta-feira contava
com 164 operacionais apoiados por 46 viaturas, pelas 06:30 de hoje.
No mesmo distrito, outro fogo com duas frentes ativas, em Alcofra, no
concelho de Vouzela, lavra desde as 23:54 de quarta-feira e contava às
06:30 com 204 operacionais apoiados por 58 viaturas no terreno.
Ainda no distrito de Viseu, um terceiro incêndio com três frentes na
Serra do Caramulo/Silvares, que arde desde as 00:25 de quarta-feira,
em Tondela, mobilizava às 06:50 um total de 111 operacionais apoiados
por 41 viaturas.
No distrito de Viana do Castelo, em Cousso / Paderne, no concelho de
Melgaço, um fogo que ardia desde as 11:13 de segunda-feira contava às
06:30 com 105 operacionais no terreno e 34 veículos. Este incêndio
tinha, à mesma hora, uma frente ativa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3382365&page=-1
Governo reforça patrulhamento da floresta para evitar fogo posto
21 de Agosto, 2013
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou hoje no
Algarve um reforço de mais de 200 homens nos meios de patrulhamento da
floresta portuguesa, devido às suspeitas de fogo posto em vários
incêndios que afectaram o país.
Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do
novo posto da GNR de Vila do Bispo, Miguel Macedo disse que o reforço
irá ser feito com recurso a elementos das forças de segurança e
militares e vão juntar-se aos dois meios aéreos que Espanha
disponibilizou e que começaram hoje de manhã a trabalhar.
"Atendendo a algumas das situações mais graves que têm acontecido e à
circunstância de, por exemplo, num dos incêndios que ocorreu no
distrito de Viseu, ele ter acontecido com oito ignições simultâneas em
sítios diferentes, nós demos ordem no sentido de reforço do
dispositivo de patrulhamento e fiscalização da floresta portuguesa",
afirmou o governante.
Miguel Macedo acrescentou que "mais de duas centenas de elementos das
forças de segurança e forças militares estão a ajudar nesse
patrulhamento e nessa vigilância", com o "propósito de suster
situações que, tudo aponta, constituem actos criminosos".
"A par do trabalho que as forças de segurança e a Polícia Judiciária
têm desenvolvido ao longo dos últimos tempos e que resultou num total
de 29 detenções por fogo posto ao longo deste período, nós queremos
evidentemente que este tipo de situações tenham o tratamento em
tribunal que merecem", frisou o ministro da Administração Interna.
Miguel Macedo recordou que na terça-feira já tinha sido anunciado o
reforço de meios aéreos, com duas novas aeronaves, depois de o Governo
ter activado o plano de cooperação no combate a incêndios com Espanha
e França, de onde devem chegar a Portugal outros dois meios aéreos até
sábado, embora o governante tenha dito que espera poder antecipar esse
reforço.
Questionado sobre o que se pode fazer para conter a vaga de incêndios
no país, Miguel Macedo respondeu que é necessário haver uma maior
fiscalização de todas as entidades competentes para os trabalhos que
devem ser feitos antes da época de incêndios, como limpezas de áreas
florestais ou abertura de acessos.
Sobre o novo quartel da GNR de Vila do Bispo, Miguel Macedo disse que
representa um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros e vem dar
à força de segurança melhores condições para exercer a sua actividade
e receber a população que precisa do seu apoio.
O ministro falou ainda nos atrasos em pagamentos a militares da GNR,
que hoje foram noticiados.
"É verdade, tive essa informação, creio que a GNR já fez um
esclarecimento sobre essa matéria, mas a informação que me foi dada é
que houve um erro técnico, lamentável evidentemente, mas a situação
estaria resolvida amanhã e os militares ficariam com esse problema
resolvido", afirmou.
Miguel Macedo vincou que se tratou de um problema "ao nível do sistema
informático, que gerou um erro de processamento em poucos militares,
mas que foi suficiente para inviabilizar o pagamento hoje, mas será
feito amanhã".
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82874
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou hoje no
Algarve um reforço de mais de 200 homens nos meios de patrulhamento da
floresta portuguesa, devido às suspeitas de fogo posto em vários
incêndios que afectaram o país.
Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do
novo posto da GNR de Vila do Bispo, Miguel Macedo disse que o reforço
irá ser feito com recurso a elementos das forças de segurança e
militares e vão juntar-se aos dois meios aéreos que Espanha
disponibilizou e que começaram hoje de manhã a trabalhar.
"Atendendo a algumas das situações mais graves que têm acontecido e à
circunstância de, por exemplo, num dos incêndios que ocorreu no
distrito de Viseu, ele ter acontecido com oito ignições simultâneas em
sítios diferentes, nós demos ordem no sentido de reforço do
dispositivo de patrulhamento e fiscalização da floresta portuguesa",
afirmou o governante.
Miguel Macedo acrescentou que "mais de duas centenas de elementos das
forças de segurança e forças militares estão a ajudar nesse
patrulhamento e nessa vigilância", com o "propósito de suster
situações que, tudo aponta, constituem actos criminosos".
"A par do trabalho que as forças de segurança e a Polícia Judiciária
têm desenvolvido ao longo dos últimos tempos e que resultou num total
de 29 detenções por fogo posto ao longo deste período, nós queremos
evidentemente que este tipo de situações tenham o tratamento em
tribunal que merecem", frisou o ministro da Administração Interna.
Miguel Macedo recordou que na terça-feira já tinha sido anunciado o
reforço de meios aéreos, com duas novas aeronaves, depois de o Governo
ter activado o plano de cooperação no combate a incêndios com Espanha
e França, de onde devem chegar a Portugal outros dois meios aéreos até
sábado, embora o governante tenha dito que espera poder antecipar esse
reforço.
Questionado sobre o que se pode fazer para conter a vaga de incêndios
no país, Miguel Macedo respondeu que é necessário haver uma maior
fiscalização de todas as entidades competentes para os trabalhos que
devem ser feitos antes da época de incêndios, como limpezas de áreas
florestais ou abertura de acessos.
Sobre o novo quartel da GNR de Vila do Bispo, Miguel Macedo disse que
representa um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros e vem dar
à força de segurança melhores condições para exercer a sua actividade
e receber a população que precisa do seu apoio.
O ministro falou ainda nos atrasos em pagamentos a militares da GNR,
que hoje foram noticiados.
"É verdade, tive essa informação, creio que a GNR já fez um
esclarecimento sobre essa matéria, mas a informação que me foi dada é
que houve um erro técnico, lamentável evidentemente, mas a situação
estaria resolvida amanhã e os militares ficariam com esse problema
resolvido", afirmou.
Miguel Macedo vincou que se tratou de um problema "ao nível do sistema
informático, que gerou um erro de processamento em poucos militares,
mas que foi suficiente para inviabilizar o pagamento hoje, mas será
feito amanhã".
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82874
Sonae comprou 334 milhões de euros a produtores nacionais de perecíveis
ROSA SOARES
20/08/2013 - 13:25
A Sonae comprou 334 milhões de euros em bens perecíveis a produtores
nacionais, no primeiro semestre do corrente ano, anunciou esta
terça-feira a empresa.
Segundo informação disponibilizada pelo grupo, que é proprietário do
PÚBLICO, as compras a produtores nacionais representam 80% do total do
valor realizado na área dos perecíveis (frutas e legumes).
Em comunicado, a empresa refere que "o Clube de Produtores Continente
reforçou a sua missão de apoiar os produtores nacionais do sector
agro-alimentar no desenvolvimento dos seus negócios e de processos de
inovação, tendo alargado o seu número de associados em 12% para 260
membros, que incluem produtores individuais, associações de produtores
e cooperativas".
De acordo com a informação prestada, o Clube de Produtores Continente
foi responsável por compras de cerca de 108 milhões de euros (+13%),
representando 32% das compras totais a produtores nacionais na área
dos perecíveis.
Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, alega que "num contexto económico
difícil, a Sonae e o Continente consolidaram a sua relação com os
produtores nacionais, permitindo a muitas empresas agro-alimentares e
pequenos produtores desenvolver a sua actividade com segurança".
"Acreditamos que o desenvolvimento de uma indústria agro-alimentar em
Portugal competitiva e criadora de riqueza passa pela cooperação entre
a produção e a distribuição, pelo que vamos continuar a trabalhar no
objectivo de dinamizar a produção nacional procurando promover a
eficiência e inovação no sector", acrescenta o responsável.
O Clube de Produtores foi criado em 1998, com o objectivo de aproximar
a Sonae e o Continente dos produtores nacionais.
http://www.publico.pt/economia/noticia/sonae-comprou-334-milhoes-de-euros-a-produtores-nacionais-de-pereciveis-1603511
20/08/2013 - 13:25
A Sonae comprou 334 milhões de euros em bens perecíveis a produtores
nacionais, no primeiro semestre do corrente ano, anunciou esta
terça-feira a empresa.
Segundo informação disponibilizada pelo grupo, que é proprietário do
PÚBLICO, as compras a produtores nacionais representam 80% do total do
valor realizado na área dos perecíveis (frutas e legumes).
Em comunicado, a empresa refere que "o Clube de Produtores Continente
reforçou a sua missão de apoiar os produtores nacionais do sector
agro-alimentar no desenvolvimento dos seus negócios e de processos de
inovação, tendo alargado o seu número de associados em 12% para 260
membros, que incluem produtores individuais, associações de produtores
e cooperativas".
De acordo com a informação prestada, o Clube de Produtores Continente
foi responsável por compras de cerca de 108 milhões de euros (+13%),
representando 32% das compras totais a produtores nacionais na área
dos perecíveis.
Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, alega que "num contexto económico
difícil, a Sonae e o Continente consolidaram a sua relação com os
produtores nacionais, permitindo a muitas empresas agro-alimentares e
pequenos produtores desenvolver a sua actividade com segurança".
"Acreditamos que o desenvolvimento de uma indústria agro-alimentar em
Portugal competitiva e criadora de riqueza passa pela cooperação entre
a produção e a distribuição, pelo que vamos continuar a trabalhar no
objectivo de dinamizar a produção nacional procurando promover a
eficiência e inovação no sector", acrescenta o responsável.
O Clube de Produtores foi criado em 1998, com o objectivo de aproximar
a Sonae e o Continente dos produtores nacionais.
http://www.publico.pt/economia/noticia/sonae-comprou-334-milhoes-de-euros-a-produtores-nacionais-de-pereciveis-1603511
Agricultores dos Açores querem 'ajuda adicional' de Bruxelas por causa da seca
Actualizado em 20 de Agosto, às 14:24
Lusa
O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, defendeu
hoje a necessidade de a União Europeia disponibilizar uma "ajuda
adicional" ao sector na sequência dos "efeitos dramáticos" da seca no
arquipélago.
"Existe a possibilidade de o Governo dos Açores fazer valer em
Bruxelas as nossas razões explicando que este é um ano atípico em que
a agricultura regional pode ter prejuízos elevadíssimos nos próximos
tempos", disse Jorge Rita à agência Lusa.
O dirigente dos agricultores dos Açores disse que a situação está
"muito complicada", uma vez que estão a ser usados os alimentos que
estavam guardados para as próximas estações depois de um inverno de
"grandes dificuldades" por excesso de chuva.
O presidente da Federação Agrícola dos Açores defende que o Governo
Regional deve promover uma antecipação dos fundos comunitários como
forma de combater as dificuldades que o sector atravessa, à semelhança
do contexto nacional, onde está a promover-se uma antecipação a 60
dias.
"O Governo dos Açores deve proceder da mesma forma. Também tem esta
obrigação. É esta a nossa expectativa. Isso também pode ajudar a
minimizar os custos da seca, não resolve o problema, mas minimiza",
declarou.
Jorge Rita defende, por outro lado, a "necessidade" de o Governo
açoriano "aumentar necessariamente" as verbas disponibilizadas para
fazer face aos efeitos da seca.
"As verbas que foram disponibilizadas não são suficientes. Houve
sempre a expectativa de que o tempo visse a melhorar. Durante um dia
ou dois até choveu em alguns sítios, mas na maior parte das ilhas, e
mesmo a nível de São Miguel, há zonas completamente secas sem qualquer
tipo de produção de erva e as produções de milho nem atingem os 50 por
cento", afirmou Jorge Rita.
"Infelizmente, as condições climatéricas ninguém as controla, mas
também o Governo dos Açores serve para que, quando existem estas
situações, haja apoios para colmatar a situação e apoiar os
agricultores por forma a que as suas produções e rendimentos não caiam
para níveis que depois não têm retorno", referiu.
O Governo dos Açores aprovou em finais de Julho uma ajuda
extraordinária a produtores de gado no valor de 500 mil euros,
destinados à compra de alimentos para os animais, devido à seca
registada no arquipélago nos últimos meses.
Jorge Rita afirma que o futuro pode ser 'dramático' para a produção do
leite e da carne, bem como para produções hortícolas, onde existem
"grandes problemas".
Por outro lado, para que o sector do leite possa manter o mesmo nível
de produção, diz que "é importante" que a indústria continue a fazer
aumentos do preço do leite, porque é uma 'obrigação' e os mercados
estão 'favoráveis'.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/402367-agricultores-dos-acores-querem-ajuda-adicional-de-bruxelas-por-causa-da-seca
Lusa
O presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, defendeu
hoje a necessidade de a União Europeia disponibilizar uma "ajuda
adicional" ao sector na sequência dos "efeitos dramáticos" da seca no
arquipélago.
"Existe a possibilidade de o Governo dos Açores fazer valer em
Bruxelas as nossas razões explicando que este é um ano atípico em que
a agricultura regional pode ter prejuízos elevadíssimos nos próximos
tempos", disse Jorge Rita à agência Lusa.
O dirigente dos agricultores dos Açores disse que a situação está
"muito complicada", uma vez que estão a ser usados os alimentos que
estavam guardados para as próximas estações depois de um inverno de
"grandes dificuldades" por excesso de chuva.
O presidente da Federação Agrícola dos Açores defende que o Governo
Regional deve promover uma antecipação dos fundos comunitários como
forma de combater as dificuldades que o sector atravessa, à semelhança
do contexto nacional, onde está a promover-se uma antecipação a 60
dias.
"O Governo dos Açores deve proceder da mesma forma. Também tem esta
obrigação. É esta a nossa expectativa. Isso também pode ajudar a
minimizar os custos da seca, não resolve o problema, mas minimiza",
declarou.
Jorge Rita defende, por outro lado, a "necessidade" de o Governo
açoriano "aumentar necessariamente" as verbas disponibilizadas para
fazer face aos efeitos da seca.
"As verbas que foram disponibilizadas não são suficientes. Houve
sempre a expectativa de que o tempo visse a melhorar. Durante um dia
ou dois até choveu em alguns sítios, mas na maior parte das ilhas, e
mesmo a nível de São Miguel, há zonas completamente secas sem qualquer
tipo de produção de erva e as produções de milho nem atingem os 50 por
cento", afirmou Jorge Rita.
"Infelizmente, as condições climatéricas ninguém as controla, mas
também o Governo dos Açores serve para que, quando existem estas
situações, haja apoios para colmatar a situação e apoiar os
agricultores por forma a que as suas produções e rendimentos não caiam
para níveis que depois não têm retorno", referiu.
O Governo dos Açores aprovou em finais de Julho uma ajuda
extraordinária a produtores de gado no valor de 500 mil euros,
destinados à compra de alimentos para os animais, devido à seca
registada no arquipélago nos últimos meses.
Jorge Rita afirma que o futuro pode ser 'dramático' para a produção do
leite e da carne, bem como para produções hortícolas, onde existem
"grandes problemas".
Por outro lado, para que o sector do leite possa manter o mesmo nível
de produção, diz que "é importante" que a indústria continue a fazer
aumentos do preço do leite, porque é uma 'obrigação' e os mercados
estão 'favoráveis'.
http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/402367-agricultores-dos-acores-querem-ajuda-adicional-de-bruxelas-por-causa-da-seca
Mais de 1200 bombeiros combatem as chamas em 13 incêndios
Mais de 300 operacionais combatem, esta noite, um incêndio em Oliveira
do Hospital, o mais grave de 14 ocorrências em território continental
que mobilizam mais de 1200 efetivos, informa a Autoridade Nacional de
Proteção Civil.
foto PAULO JORGE MAGALHÃES / GLOBAL IMAGENS
Em Caldas de São Paulo/Penalva de Alva, concelho de Oliveira do
Hospital, distrito de Coimbra, 367 operacionais combatiam três frentes
de um incêndio em floresta, iniciado pelas 15.08 horas.
Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra,
o fogo não ameaçava populações.
No local, encontravam-se ainda 95 veículos a auxiliar os bombeiros,
entretanto apoiados pelos grupos de reforço para combate a incêndios
de Lisboa, Leiria, Setúbal e Santarém.
Durante a tarde, uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do
Hospital ardeu na localidade de Caldas de São Paulo, sem provocar
feridos.
Tratou-se de um veículo operacional de apoio que ficou completamente destruído.
Em menos de duas semanas, esta foi a quinta viatura de bombeiros a ser
destruída pelas chamas no distrito de Coimbra.
O incêndio em Oliveira do Hospital mobilizava quase um terço dos cerca
de 1.200 operacionais em ação nos 14 incêndios mais relevantes em
território continental.
Em Trancoso, distrito da Guarda, pelas 20.30 horas, 154 operacionais e
46 veículos combatiam três frentes de fogo em mato de um incêndio que
teve início pelas 11.55 horas da manhã.
Outro incêndio que estava a exigir a preocupação das autoridades,
pelas 20.23 horas, situava-se na Serra do Caramulo/Silvares, no
concelho de Tondela, distrito de Viseu, com três frentes ativas,
combatidas por 143 operacionais e 44 veículos.
Ainda no distrito de Viseu, na localidade de Mareco, concelho de
Penalva do Castelo, duas frentes de fogo ativas mobilizam 136
operacionais e 38 veículos, pelas 21.14 horas, e, em Alcofra, concelho
de Vouzela, pelas 21.09 horas duas frentes estavam a ser atacadas por
105 operacionais e 32 veículos.
Cerca das 21 horas, três incêndios tinham sido dominados em Cabeceiras
de Basto, distrito de Braga, em Castro Daire, Viseu, em Agrelos/São
Salvador de Viveiros, em Boticas, Vila Real, embora no mesmo concelho
se mantenham outras ocorrências ativas em Viveiro/São Salvador de
Viveiros e Alto Fontão/Beça.
Dois outros fogos de menores dimensões estavam, cerca das 21 horas,
ativos em Murça, distrito de Vila Real, e em montaria, em Viana do
Castelo.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3381973&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&page=-1
do Hospital, o mais grave de 14 ocorrências em território continental
que mobilizam mais de 1200 efetivos, informa a Autoridade Nacional de
Proteção Civil.
foto PAULO JORGE MAGALHÃES / GLOBAL IMAGENS
Em Caldas de São Paulo/Penalva de Alva, concelho de Oliveira do
Hospital, distrito de Coimbra, 367 operacionais combatiam três frentes
de um incêndio em floresta, iniciado pelas 15.08 horas.
Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra,
o fogo não ameaçava populações.
No local, encontravam-se ainda 95 veículos a auxiliar os bombeiros,
entretanto apoiados pelos grupos de reforço para combate a incêndios
de Lisboa, Leiria, Setúbal e Santarém.
Durante a tarde, uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do
Hospital ardeu na localidade de Caldas de São Paulo, sem provocar
feridos.
Tratou-se de um veículo operacional de apoio que ficou completamente destruído.
Em menos de duas semanas, esta foi a quinta viatura de bombeiros a ser
destruída pelas chamas no distrito de Coimbra.
O incêndio em Oliveira do Hospital mobilizava quase um terço dos cerca
de 1.200 operacionais em ação nos 14 incêndios mais relevantes em
território continental.
Em Trancoso, distrito da Guarda, pelas 20.30 horas, 154 operacionais e
46 veículos combatiam três frentes de fogo em mato de um incêndio que
teve início pelas 11.55 horas da manhã.
Outro incêndio que estava a exigir a preocupação das autoridades,
pelas 20.23 horas, situava-se na Serra do Caramulo/Silvares, no
concelho de Tondela, distrito de Viseu, com três frentes ativas,
combatidas por 143 operacionais e 44 veículos.
Ainda no distrito de Viseu, na localidade de Mareco, concelho de
Penalva do Castelo, duas frentes de fogo ativas mobilizam 136
operacionais e 38 veículos, pelas 21.14 horas, e, em Alcofra, concelho
de Vouzela, pelas 21.09 horas duas frentes estavam a ser atacadas por
105 operacionais e 32 veículos.
Cerca das 21 horas, três incêndios tinham sido dominados em Cabeceiras
de Basto, distrito de Braga, em Castro Daire, Viseu, em Agrelos/São
Salvador de Viveiros, em Boticas, Vila Real, embora no mesmo concelho
se mantenham outras ocorrências ativas em Viveiro/São Salvador de
Viveiros e Alto Fontão/Beça.
Dois outros fogos de menores dimensões estavam, cerca das 21 horas,
ativos em Murça, distrito de Vila Real, e em montaria, em Viana do
Castelo.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3381973&utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook&page=-1
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Investimento de jovens agricultores vale 16% do capital aplicado no sector
ANA RUTE SILVA
20/08/2013 - 10:57
Um terço dos beneficiários do Proder, programa de apoio ao
desenvolvimento rural, são jovens com, no mínimo, o 9.º ano de
escolaridade. No total, investiram 735 milhões em novos projectos.
RUI SOARES/ARQUIVO
O investimento médio anual feito pelos jovens agricultores que
conseguiram obter fundos do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural)
já vale 16% do capital investido no sector agrícola.
Entre 2007 e os primeiros três meses de 2013, os candidatos com mais
de 18 anos e menos de 40, que conseguiram verbas do programa de apoio
ao desenvolvimento rural, investiram mais de 735 milhões de euros em
projectos agrícolas (a que se somam 211 milhões em prémios de
instalação). Este montante corresponde a um valor de investimento
médio anual de 150 milhões de euros que, de acordo com o estudo Os
jovens agricultores no Proder, divulgado na página oficial do
programa, equivale a 16% do total da Formação Bruta de Capital Fixo
(FBCF) no sector agrícola, para o período 2009-2011 - tendo em conta
os dados provisórios do INE.
http://www.publico.pt/economia/noticia/investimento-de-jovens-agricultores-vale-16-do-capital-aplicado-no-sector-1603506
20/08/2013 - 10:57
Um terço dos beneficiários do Proder, programa de apoio ao
desenvolvimento rural, são jovens com, no mínimo, o 9.º ano de
escolaridade. No total, investiram 735 milhões em novos projectos.
RUI SOARES/ARQUIVO
O investimento médio anual feito pelos jovens agricultores que
conseguiram obter fundos do Proder (Programa de Desenvolvimento Rural)
já vale 16% do capital investido no sector agrícola.
Entre 2007 e os primeiros três meses de 2013, os candidatos com mais
de 18 anos e menos de 40, que conseguiram verbas do programa de apoio
ao desenvolvimento rural, investiram mais de 735 milhões de euros em
projectos agrícolas (a que se somam 211 milhões em prémios de
instalação). Este montante corresponde a um valor de investimento
médio anual de 150 milhões de euros que, de acordo com o estudo Os
jovens agricultores no Proder, divulgado na página oficial do
programa, equivale a 16% do total da Formação Bruta de Capital Fixo
(FBCF) no sector agrícola, para o período 2009-2011 - tendo em conta
os dados provisórios do INE.
http://www.publico.pt/economia/noticia/investimento-de-jovens-agricultores-vale-16-do-capital-aplicado-no-sector-1603506
Bruxelas antecipa 16 milhões para agricultores dos Açores por causa da seca e inverno rigoroso
LUSA
21/08/2013 - 16:11
A União Europeia autorizou o adiantamento do pagamento de 16 milhões
de euros de fundos comunitários aos agricultores dos Açores por causa
da seca e do mau tempo no inverno passado, revelou hoje o Governo da
região.
O adiantamento destes cerca de 16 milhões de euros de ajudas directas
aos Açores, no âmbito do Posei (Programa de Opções Específicas
relativas ao Afastamento e à Insularidade, destinado às regiões
ultraperiféricas da União Europeia) chegará aos agricultores na última
semana de Outubro e em Novembro, "em conformidade com as orientações
do IFAP, I.P. [Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas]",
acrescenta o Governo açoriano, numa informação enviada à agência Lusa.
"O calendário já elaborado pela Secretaria Regional dos Recursos
Naturais prevê, assim, o pagamento antecipado da percentagem máxima
permitida pelo Regulamento Comunitário (50%) dos apoios considerados
na Ajuda ao Leite, Prémio à Vaca Aleitante e Prémio à Vaca Leiteira",
segundo a mesma nota.
O Governo Regional revela ainda que vai pagar este mês 13,5 milhões de
euros aos agricultores que correspondem a 75% dos apoios previstos em
medidas do Prorural - Programa de Desenvolvimento Rural da Região
Autónoma dos Açores (Manutenção da Actividade Agrícola em Zonas
Desfavorecidas e Pagamentos Agroambientais).
Em Julho, os agricultores açorianos receberam também 25% de verbas
relativas à campanha 2012-2013 previstas nos mesmos programas do
Prorural, lembra o executivo.
O "inverno rigoroso" e a "seca prolongada", ou seja, um "ano
particularmente atípico" levaram o Governo dos Açores a solicitar o
adiantamento de fundos comunitários para os agricultores, disse à Lusa
fonte oficial da Secretaria Regional dos Recursos Naturais.
Por outro lado, e também por causa da seca, está neste momento em
vigor na região uma ajuda excepcional aos criadores de gado para
comprarem fibra para alimento dos animais até 10 mil toneladas (500
mil euros).
"Relativamente à atribuição de auxílio extraordinário para o
restabelecimento do potencial de produção agrícola ou para a
compensação de perdas relevantes na produção das explorações afectadas
pelas intempéries ou pelas condições climáticas adversas verificadas
em 2012, a Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural
analisou e aprovou a totalidade das 1.374 candidaturas apresentadas.
Destas, foram já pagas 1.261 candidaturas estando a decorrer o
processo de pagamento das restantes", revela o executivo açoriano na
informação enviada à Lusa.
Na terça-feira, o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge
Rita, defendeu a necessidade de a União Europeia disponibilizar uma
"ajuda adicional" ao sector na sequência dos "efeitos dramáticos" da
seca no arquipélago.
Jorge Rita acrescentou que o Governo Regional devia promover uma
antecipação dos fundos comunitários.
O dirigente defendeu, por outro lado, a "necessidade" de o Governo
açoriano "aumentar necessariamente" as verbas disponibilizadas para
fazer face aos efeitos da seca.
"As verbas que foram disponibilizadas não são suficientes. Houve
sempre a expectativa de que o tempo viesse a melhorar. Durante um dia
ou dois até choveu em alguns sítios, mas na maior parte das ilhas, e
mesmo a nível de São Miguel, há zonas completamente secas sem qualquer
tipo de produção de erva e as produções de milho nem atingem os 50 por
cento", afirmou Jorge Rita.
http://www.publico.pt/economia/noticia/bruxelas-antecipa-16-milhoes-para-agricultores-dos-acores-por-causa-da-seca-e-inverno-rigoroso-1603606
21/08/2013 - 16:11
A União Europeia autorizou o adiantamento do pagamento de 16 milhões
de euros de fundos comunitários aos agricultores dos Açores por causa
da seca e do mau tempo no inverno passado, revelou hoje o Governo da
região.
O adiantamento destes cerca de 16 milhões de euros de ajudas directas
aos Açores, no âmbito do Posei (Programa de Opções Específicas
relativas ao Afastamento e à Insularidade, destinado às regiões
ultraperiféricas da União Europeia) chegará aos agricultores na última
semana de Outubro e em Novembro, "em conformidade com as orientações
do IFAP, I.P. [Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas]",
acrescenta o Governo açoriano, numa informação enviada à agência Lusa.
"O calendário já elaborado pela Secretaria Regional dos Recursos
Naturais prevê, assim, o pagamento antecipado da percentagem máxima
permitida pelo Regulamento Comunitário (50%) dos apoios considerados
na Ajuda ao Leite, Prémio à Vaca Aleitante e Prémio à Vaca Leiteira",
segundo a mesma nota.
O Governo Regional revela ainda que vai pagar este mês 13,5 milhões de
euros aos agricultores que correspondem a 75% dos apoios previstos em
medidas do Prorural - Programa de Desenvolvimento Rural da Região
Autónoma dos Açores (Manutenção da Actividade Agrícola em Zonas
Desfavorecidas e Pagamentos Agroambientais).
Em Julho, os agricultores açorianos receberam também 25% de verbas
relativas à campanha 2012-2013 previstas nos mesmos programas do
Prorural, lembra o executivo.
O "inverno rigoroso" e a "seca prolongada", ou seja, um "ano
particularmente atípico" levaram o Governo dos Açores a solicitar o
adiantamento de fundos comunitários para os agricultores, disse à Lusa
fonte oficial da Secretaria Regional dos Recursos Naturais.
Por outro lado, e também por causa da seca, está neste momento em
vigor na região uma ajuda excepcional aos criadores de gado para
comprarem fibra para alimento dos animais até 10 mil toneladas (500
mil euros).
"Relativamente à atribuição de auxílio extraordinário para o
restabelecimento do potencial de produção agrícola ou para a
compensação de perdas relevantes na produção das explorações afectadas
pelas intempéries ou pelas condições climáticas adversas verificadas
em 2012, a Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural
analisou e aprovou a totalidade das 1.374 candidaturas apresentadas.
Destas, foram já pagas 1.261 candidaturas estando a decorrer o
processo de pagamento das restantes", revela o executivo açoriano na
informação enviada à Lusa.
Na terça-feira, o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge
Rita, defendeu a necessidade de a União Europeia disponibilizar uma
"ajuda adicional" ao sector na sequência dos "efeitos dramáticos" da
seca no arquipélago.
Jorge Rita acrescentou que o Governo Regional devia promover uma
antecipação dos fundos comunitários.
O dirigente defendeu, por outro lado, a "necessidade" de o Governo
açoriano "aumentar necessariamente" as verbas disponibilizadas para
fazer face aos efeitos da seca.
"As verbas que foram disponibilizadas não são suficientes. Houve
sempre a expectativa de que o tempo viesse a melhorar. Durante um dia
ou dois até choveu em alguns sítios, mas na maior parte das ilhas, e
mesmo a nível de São Miguel, há zonas completamente secas sem qualquer
tipo de produção de erva e as produções de milho nem atingem os 50 por
cento", afirmou Jorge Rita.
http://www.publico.pt/economia/noticia/bruxelas-antecipa-16-milhoes-para-agricultores-dos-acores-por-causa-da-seca-e-inverno-rigoroso-1603606
Portugueses substituem asiáticos na agricultura
21 de Agosto, 2013por João Madeira
Em muitas aldeias e vilas alentejanas, já era habitual ver as ruas
repletas de asiáticos em alguns meses do ano. Com dificuldade em
contratar pessoas em Portugal, recrutar vietnamitas ou tailandeses
para as colheitas e outros trabalhos agrícolas tornou-se um expediente
comum dos proprietários das explorações, sobretudo do Centro e Sul do
país.
Mas o recurso à mão-de-obra importada está a acabar. Com o aumento do
desemprego, a disponibilidade para trabalhar é outra e os
trabalhadores estrangeiros estão a ser substituídos por portugueses.
Pela primeira vez na última década, a Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP) não recebeu este ano solicitações de empresas agrícolas
para a vinda de contingentes de trabalhadores asiáticos.
Segundo explicou ao SOL João Machado, presidente da confederação que
representa os proprietários agrícolas, as requisições de trabalhadores
eram intermediadas pela CAP, que agregava os pedidos das empresas e
formalizava as solicitações junto do Governo português e das
embaixadas.
O número de trabalhadores variava consoante a produção e a oferta de
mão-de-obra, mas "houve anos em que chegaram contingentes de 10 mil
trabalhadores estrangeiros", lembra. Agora, há uma reviravolta. "O
desemprego faz com que haja mais mão-de-obra disponível e este ano não
houve necessidade de fazer esses pedidos".
João Machado garante que a dificuldade em contratar portugueses não
era o que se pagava aos trabalhadores. "Ao contrário do que muitas
vezes se diz, a agricultura não tem baixos salários. Pode ser um
trabalho duro, mas chega-se a receber seis, sete, oito euros à hora",
afirma.
Trabalhar um mês, por vezes com sábados incluídos, pode dar um salário
de mil euros ou mais. Aos tailandeses e vietnamitas era oferecida a
mesma remuneração. "O objectivo dos contingentes estrangeiros não era
reduzir os custos salariais", assegura João Machado.
A substituição de trabalhadores estrangeiros por portugueses nas
colheitas de Primavera terá sido um dos principais factores a
impulsionar a evolução do emprego na agricultura, no segundo
trimestre.
O maior aumento em 22 anos
Os dados revelados na semana passada pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE) deixaram muitos economistas sem saber o que dizer. O
desemprego no país desceu de forma bastante mais acentuada do que se
previa e o maior contributo vinha de um sector específico: a
agricultura, com 46 mil postos de trabalho criados em três meses.
Segundo dados históricos solicitados pelo SOL ao INE, há 22 anos que
este sector não gerava tantos empregos no segundo trimestre, em
comparação com o anterior. É preciso recuar a 1991, quando foram
criados 96 mil postos de trabalho em três meses, para um aumento tão
expressivo.
Embora haja novos projectos agrícolas que começam agora a gerar
emprego (ver caixa), o misterioso aumento do trabalho do campo deverá
explicar-se sobretudo por uma maior disponibilidade de portugueses
para trabalharem nas colheitas de Primavera.
A presidente do Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações
Agro-Alimentares, Maria Antónia Figueiredo, frisa que em Maio e Junho
há colheitas de frutas e legumes que necessitam de mão-de-obra
intensiva. É o caso da cereja e do mirtilo, por exemplo. "São produtos
agrícolas frágeis e que têm de ser colhidos à mão, sem meios
mecânicos, para não serem danificados", explica.
Este ano, diz Maria Antónia Figueiredo, estas duas colheitas foram
positivas em termos de qualidade e de volume de produção, pelo que
poderá ter havido um efeito positivo sobre o emprego.
Ainda assim, a responsável do observatório olha com prudência para os
números do INE. "Esta sazonalidade sempre existiu", sublinha,
admitindo que o efeito sazonal sobressai mais este ano porque os
restantes sectores de actividade do país estão estagnados ou a perder
emprego.
Fiscalidade criou 'novos' agricultores
Outro factor que pode estar a fazer aumentar o número de pessoas com
actividade oficial na agricultura são os impostos. O Orçamento do
Estado para 2013 previa um conjunto de novas obrigações fiscais para
os trabalhadores do sector.
A obrigatoriedade de passar facturas em todas as transacções, por
exemplo, forçou muitos agricultores a abrirem actividade na Autoridade
Tributária e Aduaneira. "Hoje é preciso estar colectado para vender um
ramo de salsa", diz ao SOL João Dinis, dirigente da Confederação
Nacional da Agricultura (CNA), que representa pequenos e médios
agricultores.
"As famílias que vivem da agricultura já não têm capacidade para
contratar trabalhadores, por isso não poderá haver apenas factores
sazonais a explicar o emprego", frisa, considerando que os números do
INE podem estar empolados com o registo de trabalhadores que já
exerciam actividade informal na agricultura.
joao.madeira@sol.pt
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=82881
Em muitas aldeias e vilas alentejanas, já era habitual ver as ruas
repletas de asiáticos em alguns meses do ano. Com dificuldade em
contratar pessoas em Portugal, recrutar vietnamitas ou tailandeses
para as colheitas e outros trabalhos agrícolas tornou-se um expediente
comum dos proprietários das explorações, sobretudo do Centro e Sul do
país.
Mas o recurso à mão-de-obra importada está a acabar. Com o aumento do
desemprego, a disponibilidade para trabalhar é outra e os
trabalhadores estrangeiros estão a ser substituídos por portugueses.
Pela primeira vez na última década, a Confederação dos Agricultores de
Portugal (CAP) não recebeu este ano solicitações de empresas agrícolas
para a vinda de contingentes de trabalhadores asiáticos.
Segundo explicou ao SOL João Machado, presidente da confederação que
representa os proprietários agrícolas, as requisições de trabalhadores
eram intermediadas pela CAP, que agregava os pedidos das empresas e
formalizava as solicitações junto do Governo português e das
embaixadas.
O número de trabalhadores variava consoante a produção e a oferta de
mão-de-obra, mas "houve anos em que chegaram contingentes de 10 mil
trabalhadores estrangeiros", lembra. Agora, há uma reviravolta. "O
desemprego faz com que haja mais mão-de-obra disponível e este ano não
houve necessidade de fazer esses pedidos".
João Machado garante que a dificuldade em contratar portugueses não
era o que se pagava aos trabalhadores. "Ao contrário do que muitas
vezes se diz, a agricultura não tem baixos salários. Pode ser um
trabalho duro, mas chega-se a receber seis, sete, oito euros à hora",
afirma.
Trabalhar um mês, por vezes com sábados incluídos, pode dar um salário
de mil euros ou mais. Aos tailandeses e vietnamitas era oferecida a
mesma remuneração. "O objectivo dos contingentes estrangeiros não era
reduzir os custos salariais", assegura João Machado.
A substituição de trabalhadores estrangeiros por portugueses nas
colheitas de Primavera terá sido um dos principais factores a
impulsionar a evolução do emprego na agricultura, no segundo
trimestre.
O maior aumento em 22 anos
Os dados revelados na semana passada pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE) deixaram muitos economistas sem saber o que dizer. O
desemprego no país desceu de forma bastante mais acentuada do que se
previa e o maior contributo vinha de um sector específico: a
agricultura, com 46 mil postos de trabalho criados em três meses.
Segundo dados históricos solicitados pelo SOL ao INE, há 22 anos que
este sector não gerava tantos empregos no segundo trimestre, em
comparação com o anterior. É preciso recuar a 1991, quando foram
criados 96 mil postos de trabalho em três meses, para um aumento tão
expressivo.
Embora haja novos projectos agrícolas que começam agora a gerar
emprego (ver caixa), o misterioso aumento do trabalho do campo deverá
explicar-se sobretudo por uma maior disponibilidade de portugueses
para trabalharem nas colheitas de Primavera.
A presidente do Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações
Agro-Alimentares, Maria Antónia Figueiredo, frisa que em Maio e Junho
há colheitas de frutas e legumes que necessitam de mão-de-obra
intensiva. É o caso da cereja e do mirtilo, por exemplo. "São produtos
agrícolas frágeis e que têm de ser colhidos à mão, sem meios
mecânicos, para não serem danificados", explica.
Este ano, diz Maria Antónia Figueiredo, estas duas colheitas foram
positivas em termos de qualidade e de volume de produção, pelo que
poderá ter havido um efeito positivo sobre o emprego.
Ainda assim, a responsável do observatório olha com prudência para os
números do INE. "Esta sazonalidade sempre existiu", sublinha,
admitindo que o efeito sazonal sobressai mais este ano porque os
restantes sectores de actividade do país estão estagnados ou a perder
emprego.
Fiscalidade criou 'novos' agricultores
Outro factor que pode estar a fazer aumentar o número de pessoas com
actividade oficial na agricultura são os impostos. O Orçamento do
Estado para 2013 previa um conjunto de novas obrigações fiscais para
os trabalhadores do sector.
A obrigatoriedade de passar facturas em todas as transacções, por
exemplo, forçou muitos agricultores a abrirem actividade na Autoridade
Tributária e Aduaneira. "Hoje é preciso estar colectado para vender um
ramo de salsa", diz ao SOL João Dinis, dirigente da Confederação
Nacional da Agricultura (CNA), que representa pequenos e médios
agricultores.
"As famílias que vivem da agricultura já não têm capacidade para
contratar trabalhadores, por isso não poderá haver apenas factores
sazonais a explicar o emprego", frisa, considerando que os números do
INE podem estar empolados com o registo de trabalhadores que já
exerciam actividade informal na agricultura.
joao.madeira@sol.pt
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=82881
Vinte sete pessoas foram detidas este ano por fogo posto - MAI
Lusa
12:49 Terça feira, 20 de agosto de 2013
Porto, 20 ago (Lusa) -- O Ministro da Administração Interna anunciou
hoje no Porto que já foram detidas este ano 27 pessoas suspeitas de
fogo posto, afirmando que as forças de segurança têm feito um trabalho
com resultados mais visíveis do que em anos anteriores.
Questionado sobre a proposta do presidente da Liga dos Bombeiros
Portugueses, Jaime Soares, que defende a revisão do Código Penal no
sentido de se proceder a uma maior criminalização para o crime de fogo
posto, o ministro disse que "essas matérias já foram equacionadas em
tempos idos".
"É uma proposta que fica feita pelo presidente da Liga, todos temos
naturalmente a ideia de que quem pratica crimes desses merece uma
sanção", acrescentou Miguel Macedo que falava na inauguração das obras
de recuperação da Esquadra do Infante, no Porto.
http://expresso.sapo.pt/vinte-sete-pessoas-foram-detidas-este-ano-por-fogo-posto-mai=f826660#ixzz2cdl55cde
12:49 Terça feira, 20 de agosto de 2013
Porto, 20 ago (Lusa) -- O Ministro da Administração Interna anunciou
hoje no Porto que já foram detidas este ano 27 pessoas suspeitas de
fogo posto, afirmando que as forças de segurança têm feito um trabalho
com resultados mais visíveis do que em anos anteriores.
Questionado sobre a proposta do presidente da Liga dos Bombeiros
Portugueses, Jaime Soares, que defende a revisão do Código Penal no
sentido de se proceder a uma maior criminalização para o crime de fogo
posto, o ministro disse que "essas matérias já foram equacionadas em
tempos idos".
"É uma proposta que fica feita pelo presidente da Liga, todos temos
naturalmente a ideia de que quem pratica crimes desses merece uma
sanção", acrescentou Miguel Macedo que falava na inauguração das obras
de recuperação da Esquadra do Infante, no Porto.
http://expresso.sapo.pt/vinte-sete-pessoas-foram-detidas-este-ano-por-fogo-posto-mai=f826660#ixzz2cdl55cde
INE / Previsões Agrícolas: Aumentos de produtividade nas vinhas e nos pomares de pereiras e macieiras; Aumento global da produção de cereais de Outono/Inverno
As previsões agrícolas, a 31 de Julho, apontam para um desenvolvimento
vegetativo normal para a época, das culturas de Primavera/Verão, não
se prevendo variações significativas de produtividade.
Pelo terceiro ano consecutivo prevê-se um aumento da superfície de
milho de regadio, confirmando-se assim, a tendência para o
investimento nesta cultura, a qual revela um sector progressivamente
mais dinâmico e competitivo.
Nos pomares registam-se aumentos consideráveis na produtividade da
pêra e da maçã, enquanto no pêssego e na amêndoa as condições
climatéricas adversas na altura da floração/polinização (frio e geada)
determinaram reduções nos rendimentos unitários.
As vinhas apresentam um bom desenvolvimento vegetativo, não havendo
problemas fitossanitários dignos de destaque, pelo que se prevê um
aumento de 10% na uva para vinho e de 5% na uva de mesa.
A campanha dos cereais de Outono/Inverno saldou-se, após a má campanha
anterior marcada pela seca extrema, por um aumento global da produção.
O mês de Julho caracterizou-se, em termos meteorológicos, por
temperaturas muito elevadas, superiores aos valores normais para a
época, em particular na primeira década. Em 3 de Julho iniciou-se uma
onda de calor, que se estendeu praticamente a todo o território do
Continente, e que se prolongou até ao dia 13 na região de
Trás-os-Montes. Esta onda de calor foi, pela sua extensão espacial e
temporal, a par com a de 2006, a mais significativa observada no mês
de Julho desde 1941. A precipitação foi escassa e circunscrita a
pequenas zonas muito localizadas.
Ao longo do mês ocorreu uma diminuição da percentagem de água no solo,
em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas,
verificando-se no final do mês valores inferiores a 10% em grande
parte do território.
Estas condições estivais permitiram a normal realização dos trabalhos
específicos da época, dos quais se destacam a ceifa dos cereais, o
enfardamento das palhas e dos fenos tardios e a colheita de alguma
fruta e da batata plantada mais cedo.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/20b.htm
As temperaturas elevadas favoreceram o desenvolvimento vegetativo das
culturas instaladas, propiciando a recuperação do atraso vegetativo
que muitas apresentavam. Por outro lado, o excesso de calor obrigou ao
incremento das regas nas culturas de regadio, totalmente garantidas
pela disponibilidade de água.
As pastagens, os agostadouros dos cereais e algumas palhas ainda
satisfazem as necessidades alimentares dos efectivos pecuários, sendo
o contributo de forragens verdes, fenos, silagens e principalmente de
rações industriais reduzido e praticamente circunscrito ao efectivo
estabulado, gestante e em lactação.
Consolidação da tendência de aumento da área de milho de regadio
A área de milho de regadio deverá registar um aumento de 10% face a
2012, consolidando a tendência de crescimento do sector, que nos
últimos 3 anos se tem revelado progressivamente mais dinâmico e
competitivo. De facto, apesar do ambiente económico desfavorável e da
volatilidade de preços, que caracteriza o mercado mundial dos cereais,
tem-se assistido a um aumento do investimento, nomeadamente com a
instalação de novas áreas de milho no perímetro de rega do Alqueva.
Na actual campanha, o encharcamento dos solos até meados de Abril
atrasou as sementeiras de milho para grão e condicionou a germinação e
o desenvolvimento inicial da cultura. No entanto, o aumento das
temperaturas registado no final de Junho promoveu o desenvolvimento
das plantas, que se encontram, de um modo geral, na fase final da
floração. A maior preocupação dos produtores é, agora, o decréscimo do
preço registado nas últimas semanas.
Campanha de cereais de primavera decorre com normalidade
No milho de sequeiro, embora as elevadas temperaturas tenham causado
situações de stress hídrico e provocado o bloqueio do crescimento e o
amarelecimento das folhas, prevê-se um aumento de 5% do rendimento
unitário, face a 2012.
O frio registado no início do ciclo do arroz atrasou consideravelmente
o crescimento das plantas e promoveu o desenvolvimento de infestantes,
contribuindo para um elevado grau de infestação das searas. De referir
ainda que no Mondego a cultura também tem sido condicionada pela
elevada frequência de manhãs nubladas observadas no último mês, que
tem prejudicado o enchimento do grão (fase fenológica em que a cultura
necessita de temperaturas altas e de um levado número de horas de
Sol). Desta forma, prevê-se uma produtividade a rondar os 5 700 kg/ha,
o que reflecte um decréscimo de 5% face à campanha passada.
Produtividade da batata de regadio diminui 5%
O desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade,
apresentando a cultura, de um modo geral, um bom aspecto vegetativo.
No entanto, a colheita já efectuada em algumas regiões, nomeadamente
na Península de Setúbal, revelou que as plantas, embora com bom
aspecto vegetativo, apresentavam menos tubérculos que o normal,
consequência do tempo irregular que se fez sentir ao longo do ciclo
produtivo (chuva intensa e frio seguidos de calor); consequentemente
prevê-se um decréscimo de produtividade de 5% face a 2012.
Perspectiva-se mais uma boa campanha no tomate para a indústria
A plantação do tomate para a indústria foi inicialmente condicionada
pelo excesso de humidade do solo que se verificou até meados de Abril.
Posteriormente a cultura recuperou e desenvolveu-se regularmente, sem
grandes problemas fitossanitários. Desta forma perspectiva-se uma
campanha com bons rendimentos unitários (+7% que a média do último
quinquénio), embora 5% abaixo do ano anterior, em virtude de as
plantas, sobretudo as plantadas mais cedo, apresentarem menos frutos
do que o esperado.
Para o girassol prevê-se uma produtividade de 560 kg/ha, muito próxima
da média dos últimos 5 anos.
Aumentos de produtividade nas pomóideas (pêra e maçã) e decréscimos
nas pomóideas (pêssego e amêndoa)
Nos pomares de pereiras o vingamento foi bom mas a multiplicação
celular foi irregular, pelo que as árvores apresentam muitos frutos de
calibre heterogéneo. Desta forma, a produtividade da pêra deverá, após
a má campanha de 2012, registar um aumento na ordem dos 85%.
Nas macieiras o desenvolvimento vegetativo foi normal, apresentando os
frutos calibres regulares. Espera-se assim um aumento de produtividade
de 15%, face à campanha anterior (prejudicada pela situação de seca
extrema registada nas principais regiões produtoras).
A colheita do pêssego, este ano iniciada mais tarde do que o habitual
por atraso da maturação das variedades precoces, ainda se encontra a
decorrer. Devido às condições climatéricas desfavoráveis registadas na
fase de floração e vingamento dos frutos, designadamente frio e chuva,
a produtividade dos pomares de pessegueiros foi muito afectada,
perspectivando-se uma das piores campanhas dos últimos anos.
Também para a amêndoa as condições climatéricas registadas durante a
floração e vingamento dos frutos foram muito desfavoráveis,
prevendo-se uma significativa redução da produtividade (-35%).
Vinhas apresentam bom desenvolvimento vegetativo
As vinhas encontram-se no estado fenológico do pintor, apresentando um
bom aspecto vegetativo e maior uniformidade que no ano anterior. As
condições climatéricas têm sido favoráveis ao desenvolvimento da
cultura, com a floração e o vingamento a decorrerem sem incidentes,
não havendo registos de problemas sanitários dignos de destaque. A
produtividade da uva para vinho deverá registar aumentos de 10% face a
2012, enquanto que para a uva de mesa mantêm-se as previsões de um
aumento de 5%, apresentando as videiras cachos bem formados.
Campanha de cereais de Outono/Inverno saldou-se por um aumento global
da produção
A colheita dos cereais praganosos de Outono/Inverno encontra-se
praticamente concluída, saldando-se por um aumento global da produção,
face à campanha anterior (muito condicionada pela seca extrema). Para
o trigo mole, apesar do decréscimo de área ter rondado os 10%,
prevê-se um aumento da produção de 50% devido ao natural aumento da
produtividade, após à má campanha de 2011/2012. Em contrapartida, a
produção de trigo duro deverá registar um decréscimo de 20%, em
virtude do acentuado decréscimo da área semeada (-65%). Os aumentos de
produção do triticale (+90%) e da cevada (+40%) resultam
exclusivamente de acréscimos de produtividade, enquanto a produção de
centeio deverá registar um aumento de produção de 35%, reflexo dos
aumentos de área e de produtividade.
De salientar que a actual campanha ficou aquém da produção média dos
últimos cinco anos, tendo muitas searas sido fenadas e/ou pastoreadas
devido às baixas produtividades e fraca qualidade do grão.
Condições climatéricas prejudicaram a produção de batata de sequeiro
As plantações de batata de sequeiro atrasaram-se, tendo o excesso de
humidade criado condições para o apodrecimento da batata-semente e
para o surgimento de ataques de míldio e alternária, apresentando-se
os batatais irregulares, pontuados de manchas mortas. As temperaturas
não foram favoráveis ao desenvolvimento de um grande número de
tubérculos, com repercussões nas produtividades alcançadas, que foram
das mais baixas das últimas décadas. A produção de batata de sequeiro
deverá, assim, ser ainda inferior à alcançada na campanha anterior
(-5%), situando-se 38% abaixo da média do último quinquénio.
Fonte: INE
vegetativo normal para a época, das culturas de Primavera/Verão, não
se prevendo variações significativas de produtividade.
Pelo terceiro ano consecutivo prevê-se um aumento da superfície de
milho de regadio, confirmando-se assim, a tendência para o
investimento nesta cultura, a qual revela um sector progressivamente
mais dinâmico e competitivo.
Nos pomares registam-se aumentos consideráveis na produtividade da
pêra e da maçã, enquanto no pêssego e na amêndoa as condições
climatéricas adversas na altura da floração/polinização (frio e geada)
determinaram reduções nos rendimentos unitários.
As vinhas apresentam um bom desenvolvimento vegetativo, não havendo
problemas fitossanitários dignos de destaque, pelo que se prevê um
aumento de 10% na uva para vinho e de 5% na uva de mesa.
A campanha dos cereais de Outono/Inverno saldou-se, após a má campanha
anterior marcada pela seca extrema, por um aumento global da produção.
O mês de Julho caracterizou-se, em termos meteorológicos, por
temperaturas muito elevadas, superiores aos valores normais para a
época, em particular na primeira década. Em 3 de Julho iniciou-se uma
onda de calor, que se estendeu praticamente a todo o território do
Continente, e que se prolongou até ao dia 13 na região de
Trás-os-Montes. Esta onda de calor foi, pela sua extensão espacial e
temporal, a par com a de 2006, a mais significativa observada no mês
de Julho desde 1941. A precipitação foi escassa e circunscrita a
pequenas zonas muito localizadas.
Ao longo do mês ocorreu uma diminuição da percentagem de água no solo,
em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas,
verificando-se no final do mês valores inferiores a 10% em grande
parte do território.
Estas condições estivais permitiram a normal realização dos trabalhos
específicos da época, dos quais se destacam a ceifa dos cereais, o
enfardamento das palhas e dos fenos tardios e a colheita de alguma
fruta e da batata plantada mais cedo.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/20b.htm
As temperaturas elevadas favoreceram o desenvolvimento vegetativo das
culturas instaladas, propiciando a recuperação do atraso vegetativo
que muitas apresentavam. Por outro lado, o excesso de calor obrigou ao
incremento das regas nas culturas de regadio, totalmente garantidas
pela disponibilidade de água.
As pastagens, os agostadouros dos cereais e algumas palhas ainda
satisfazem as necessidades alimentares dos efectivos pecuários, sendo
o contributo de forragens verdes, fenos, silagens e principalmente de
rações industriais reduzido e praticamente circunscrito ao efectivo
estabulado, gestante e em lactação.
Consolidação da tendência de aumento da área de milho de regadio
A área de milho de regadio deverá registar um aumento de 10% face a
2012, consolidando a tendência de crescimento do sector, que nos
últimos 3 anos se tem revelado progressivamente mais dinâmico e
competitivo. De facto, apesar do ambiente económico desfavorável e da
volatilidade de preços, que caracteriza o mercado mundial dos cereais,
tem-se assistido a um aumento do investimento, nomeadamente com a
instalação de novas áreas de milho no perímetro de rega do Alqueva.
Na actual campanha, o encharcamento dos solos até meados de Abril
atrasou as sementeiras de milho para grão e condicionou a germinação e
o desenvolvimento inicial da cultura. No entanto, o aumento das
temperaturas registado no final de Junho promoveu o desenvolvimento
das plantas, que se encontram, de um modo geral, na fase final da
floração. A maior preocupação dos produtores é, agora, o decréscimo do
preço registado nas últimas semanas.
Campanha de cereais de primavera decorre com normalidade
No milho de sequeiro, embora as elevadas temperaturas tenham causado
situações de stress hídrico e provocado o bloqueio do crescimento e o
amarelecimento das folhas, prevê-se um aumento de 5% do rendimento
unitário, face a 2012.
O frio registado no início do ciclo do arroz atrasou consideravelmente
o crescimento das plantas e promoveu o desenvolvimento de infestantes,
contribuindo para um elevado grau de infestação das searas. De referir
ainda que no Mondego a cultura também tem sido condicionada pela
elevada frequência de manhãs nubladas observadas no último mês, que
tem prejudicado o enchimento do grão (fase fenológica em que a cultura
necessita de temperaturas altas e de um levado número de horas de
Sol). Desta forma, prevê-se uma produtividade a rondar os 5 700 kg/ha,
o que reflecte um decréscimo de 5% face à campanha passada.
Produtividade da batata de regadio diminui 5%
O desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade,
apresentando a cultura, de um modo geral, um bom aspecto vegetativo.
No entanto, a colheita já efectuada em algumas regiões, nomeadamente
na Península de Setúbal, revelou que as plantas, embora com bom
aspecto vegetativo, apresentavam menos tubérculos que o normal,
consequência do tempo irregular que se fez sentir ao longo do ciclo
produtivo (chuva intensa e frio seguidos de calor); consequentemente
prevê-se um decréscimo de produtividade de 5% face a 2012.
Perspectiva-se mais uma boa campanha no tomate para a indústria
A plantação do tomate para a indústria foi inicialmente condicionada
pelo excesso de humidade do solo que se verificou até meados de Abril.
Posteriormente a cultura recuperou e desenvolveu-se regularmente, sem
grandes problemas fitossanitários. Desta forma perspectiva-se uma
campanha com bons rendimentos unitários (+7% que a média do último
quinquénio), embora 5% abaixo do ano anterior, em virtude de as
plantas, sobretudo as plantadas mais cedo, apresentarem menos frutos
do que o esperado.
Para o girassol prevê-se uma produtividade de 560 kg/ha, muito próxima
da média dos últimos 5 anos.
Aumentos de produtividade nas pomóideas (pêra e maçã) e decréscimos
nas pomóideas (pêssego e amêndoa)
Nos pomares de pereiras o vingamento foi bom mas a multiplicação
celular foi irregular, pelo que as árvores apresentam muitos frutos de
calibre heterogéneo. Desta forma, a produtividade da pêra deverá, após
a má campanha de 2012, registar um aumento na ordem dos 85%.
Nas macieiras o desenvolvimento vegetativo foi normal, apresentando os
frutos calibres regulares. Espera-se assim um aumento de produtividade
de 15%, face à campanha anterior (prejudicada pela situação de seca
extrema registada nas principais regiões produtoras).
A colheita do pêssego, este ano iniciada mais tarde do que o habitual
por atraso da maturação das variedades precoces, ainda se encontra a
decorrer. Devido às condições climatéricas desfavoráveis registadas na
fase de floração e vingamento dos frutos, designadamente frio e chuva,
a produtividade dos pomares de pessegueiros foi muito afectada,
perspectivando-se uma das piores campanhas dos últimos anos.
Também para a amêndoa as condições climatéricas registadas durante a
floração e vingamento dos frutos foram muito desfavoráveis,
prevendo-se uma significativa redução da produtividade (-35%).
Vinhas apresentam bom desenvolvimento vegetativo
As vinhas encontram-se no estado fenológico do pintor, apresentando um
bom aspecto vegetativo e maior uniformidade que no ano anterior. As
condições climatéricas têm sido favoráveis ao desenvolvimento da
cultura, com a floração e o vingamento a decorrerem sem incidentes,
não havendo registos de problemas sanitários dignos de destaque. A
produtividade da uva para vinho deverá registar aumentos de 10% face a
2012, enquanto que para a uva de mesa mantêm-se as previsões de um
aumento de 5%, apresentando as videiras cachos bem formados.
Campanha de cereais de Outono/Inverno saldou-se por um aumento global
da produção
A colheita dos cereais praganosos de Outono/Inverno encontra-se
praticamente concluída, saldando-se por um aumento global da produção,
face à campanha anterior (muito condicionada pela seca extrema). Para
o trigo mole, apesar do decréscimo de área ter rondado os 10%,
prevê-se um aumento da produção de 50% devido ao natural aumento da
produtividade, após à má campanha de 2011/2012. Em contrapartida, a
produção de trigo duro deverá registar um decréscimo de 20%, em
virtude do acentuado decréscimo da área semeada (-65%). Os aumentos de
produção do triticale (+90%) e da cevada (+40%) resultam
exclusivamente de acréscimos de produtividade, enquanto a produção de
centeio deverá registar um aumento de produção de 35%, reflexo dos
aumentos de área e de produtividade.
De salientar que a actual campanha ficou aquém da produção média dos
últimos cinco anos, tendo muitas searas sido fenadas e/ou pastoreadas
devido às baixas produtividades e fraca qualidade do grão.
Condições climatéricas prejudicaram a produção de batata de sequeiro
As plantações de batata de sequeiro atrasaram-se, tendo o excesso de
humidade criado condições para o apodrecimento da batata-semente e
para o surgimento de ataques de míldio e alternária, apresentando-se
os batatais irregulares, pontuados de manchas mortas. As temperaturas
não foram favoráveis ao desenvolvimento de um grande número de
tubérculos, com repercussões nas produtividades alcançadas, que foram
das mais baixas das últimas décadas. A produção de batata de sequeiro
deverá, assim, ser ainda inferior à alcançada na campanha anterior
(-5%), situando-se 38% abaixo da média do último quinquénio.
Fonte: INE
PS volta a apresentar projecto-lei para baixar IVA da restauração a 15 de Setembro
O secretário-geral socialista, António José Seguro, anunciou hoje que
o PS vai voltar a apresentar no parlamento, a 15 de Setembro, o
projecto-lei para baixar o IVA da restauração de 23% para 13%,
insistindo na urgência desta descida.
Na sua página pessoal de Facebook, António José Seguro reafirma que "é
urgente baixar o IVA da restauração" e sublinha que, fazendo férias na
Costa Alentejana há 20 anos, nunca viu "os proprietários dos
restaurantes e dos cafés tão preocupados com o seu futuro imediato".
"O PS tudo continuará a fazer para baixar o IVA da restauração. No
primeiro dia da próxima sessão legislativa, a 15 de Setembro,
apresentaremos, mais uma vez, um projecto-lei para baixar o IVA da
restauração de 23% para 13% e, também por esta via, contribuir para a
preservação e criação de empregos", anunciou.
De acordo o secretário-geral do PS, nos últimos meses, a maior parte
dos proprietários dos estabelecimentos de restauração daquela zona
"teve que despedir empregados para manter as portas abertas" e "outros
foram às poupanças para pagar o IVA ou diminuíram a um nível
insustentável as margens de lucro para manterem a clientela".
"Baixar a taxa do IVA de 23% para 13% é um imperativo económico e
social e uma medida de inteligência fiscal", enfatizou.
Na opinião de Seguro, com a diminuição do IVA, "mais restaurantes
permanecerão abertos, ajudando a economia e mais pessoas estarão
empregadas, contribuindo para o aumento da receita do Estado, através
das respectivas quotizações para a Segurança Social".
No final de Junho, a maioria PSD/CDS-PP chumbou, mais uma vez, a
proposta apresentada pelo PS na Assembleia da República para descer o
IVA na restauração.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/18.htm
o PS vai voltar a apresentar no parlamento, a 15 de Setembro, o
projecto-lei para baixar o IVA da restauração de 23% para 13%,
insistindo na urgência desta descida.
Na sua página pessoal de Facebook, António José Seguro reafirma que "é
urgente baixar o IVA da restauração" e sublinha que, fazendo férias na
Costa Alentejana há 20 anos, nunca viu "os proprietários dos
restaurantes e dos cafés tão preocupados com o seu futuro imediato".
"O PS tudo continuará a fazer para baixar o IVA da restauração. No
primeiro dia da próxima sessão legislativa, a 15 de Setembro,
apresentaremos, mais uma vez, um projecto-lei para baixar o IVA da
restauração de 23% para 13% e, também por esta via, contribuir para a
preservação e criação de empregos", anunciou.
De acordo o secretário-geral do PS, nos últimos meses, a maior parte
dos proprietários dos estabelecimentos de restauração daquela zona
"teve que despedir empregados para manter as portas abertas" e "outros
foram às poupanças para pagar o IVA ou diminuíram a um nível
insustentável as margens de lucro para manterem a clientela".
"Baixar a taxa do IVA de 23% para 13% é um imperativo económico e
social e uma medida de inteligência fiscal", enfatizou.
Na opinião de Seguro, com a diminuição do IVA, "mais restaurantes
permanecerão abertos, ajudando a economia e mais pessoas estarão
empregadas, contribuindo para o aumento da receita do Estado, através
das respectivas quotizações para a Segurança Social".
No final de Junho, a maioria PSD/CDS-PP chumbou, mais uma vez, a
proposta apresentada pelo PS na Assembleia da República para descer o
IVA na restauração.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/18.htm
Vaca à solta percorreu mais de 5 km na A11
BRAGA
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaHoje15 comentários
Uma vaca "residente" em Sequeira, Braga, "fugiu de casa" na manhã de
hoje e andou quase uma hora à solta na autoestrada A11, mas foi
capturada sem ter provocado "quaisquer acidentes ou incidentes",
informou a GNR.
Segundo a fonte, a vaca, de "pequeno porte", acabou por ser "detida"
pelo dono, após uma perseguição que durou perto de uma hora.
Na captura participou ainda uma patrulha da GNR.
"Foram tomadas algumas precauções para não provocar quaisquer
incidentes ou acidentes rodoviários e chegou a haver um momentâneo
corte na entrada da autoestrada, mas, de resto, tudo não passou de uma
ocorrência insólita, sem consequências", acrescentou a fonte.
A vaca terá andado mais de cinco quilómetros na A11, em direção a Esposende.
Fonte da Ascendi, concessionária da A11, disse à Lusa que a empresa
foi informada às 11:04, por um cliente, de que havia um animal na via.
"Chegámos ao local às 11:22 e iniciámos os procedimentos de
sinalização e acompanhamento da situação. Às 11:41 chegou a Brigada de
Trânsito que deu indicação para fechar, momentaneamente, o ramo de
entrada para retirar o animal. Às 11:47 a situação estava totalmente
resolvida", informou a empresa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3381602
por Lusa, texto publicado por Sofia FonsecaHoje15 comentários
Uma vaca "residente" em Sequeira, Braga, "fugiu de casa" na manhã de
hoje e andou quase uma hora à solta na autoestrada A11, mas foi
capturada sem ter provocado "quaisquer acidentes ou incidentes",
informou a GNR.
Segundo a fonte, a vaca, de "pequeno porte", acabou por ser "detida"
pelo dono, após uma perseguição que durou perto de uma hora.
Na captura participou ainda uma patrulha da GNR.
"Foram tomadas algumas precauções para não provocar quaisquer
incidentes ou acidentes rodoviários e chegou a haver um momentâneo
corte na entrada da autoestrada, mas, de resto, tudo não passou de uma
ocorrência insólita, sem consequências", acrescentou a fonte.
A vaca terá andado mais de cinco quilómetros na A11, em direção a Esposende.
Fonte da Ascendi, concessionária da A11, disse à Lusa que a empresa
foi informada às 11:04, por um cliente, de que havia um animal na via.
"Chegámos ao local às 11:22 e iniciámos os procedimentos de
sinalização e acompanhamento da situação. Às 11:41 chegou a Brigada de
Trânsito que deu indicação para fechar, momentaneamente, o ramo de
entrada para retirar o animal. Às 11:47 a situação estava totalmente
resolvida", informou a empresa.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3381602
Incêndios: Aviões «Canadair» franceses chegam amanhã a Portugal
Portugal contará a partir desta quinta-feira com o apoio de dois
aviões Canadair franceses no combate aos incêndios. As aeronaves farão
base em Monte Real, Leiria, e a operação durará seis dias.
Entretanto, os dois aviões espanhóis começaram esta quarta-feira a
investida contra as chamas, na Serra do Caramulo, depois da passagem
pelo fogo em Góis de manhã.
Portugal pede ajuda internacional nos incêndios há dez anos, tendo
recebido apoio de aviões alemães, italianos, marroquinos, holandeses,
franceses, gregos e, sobretudo, espanhóis, segundo a Renascença.
Nos últimos dez anos, os aviões espanhóis providenciaram assistência,
em média, em 40 situações por ano.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=651900
aviões Canadair franceses no combate aos incêndios. As aeronaves farão
base em Monte Real, Leiria, e a operação durará seis dias.
Entretanto, os dois aviões espanhóis começaram esta quarta-feira a
investida contra as chamas, na Serra do Caramulo, depois da passagem
pelo fogo em Góis de manhã.
Portugal pede ajuda internacional nos incêndios há dez anos, tendo
recebido apoio de aviões alemães, italianos, marroquinos, holandeses,
franceses, gregos e, sobretudo, espanhóis, segundo a Renascença.
Nos últimos dez anos, os aviões espanhóis providenciaram assistência,
em média, em 40 situações por ano.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=651900
Desordenamento florestal prejudica eficácia dos bombeiros no combate ao fogo - LPN
Lusa
17:02 Segunda feira, 19 de agosto de 2013
Lisboa, 19 ago (Lusa) - Um responsável da Liga de Proteção da Natureza
(LPN) defendeu hoje que o desordenamento florestal torna impossível a
eficácia dos bombeiros no combate aos incêndios, se chegarem ao local
mais de 20 minutos após o início do fogo.
"Da forma como a floresta está, não é possível que os bombeiros tenham
qualquer eficácia no combate se não chegarem lá até 20 minutos depois
de começar a ignição", disse à agência Lusa Eugénio Sequeira.
Para o especialista, "depois do fogo estar forte, com uma frente larga
e avanço, os bombeiros que se ponham na mata para tentar apagar o fogo
são suicidas".
http://expresso.sapo.pt/desordenamento-florestal-prejudica-eficacia-dos-bombeiros-no-combate-ao-fogo-lpn=f826584#ixzz2ca6xPGFn
17:02 Segunda feira, 19 de agosto de 2013
Lisboa, 19 ago (Lusa) - Um responsável da Liga de Proteção da Natureza
(LPN) defendeu hoje que o desordenamento florestal torna impossível a
eficácia dos bombeiros no combate aos incêndios, se chegarem ao local
mais de 20 minutos após o início do fogo.
"Da forma como a floresta está, não é possível que os bombeiros tenham
qualquer eficácia no combate se não chegarem lá até 20 minutos depois
de começar a ignição", disse à agência Lusa Eugénio Sequeira.
Para o especialista, "depois do fogo estar forte, com uma frente larga
e avanço, os bombeiros que se ponham na mata para tentar apagar o fogo
são suicidas".
http://expresso.sapo.pt/desordenamento-florestal-prejudica-eficacia-dos-bombeiros-no-combate-ao-fogo-lpn=f826584#ixzz2ca6xPGFn
Protecção Civil emite alerta laranja devido ao risco de incêndios e calor
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu hoje o alerta
laranja para o Sistema Integrado de Operações de Socorro e para o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, para os
próximos dois dias em todos os distritos.
Segundo a página na internet da ANPC, o alerta laranja vai vigorar
entre as 08:00 de terça-feira e as 20:00 de quarta e "pressupõe um
reforço das medidas que garantem um estado de prontidão elevado para a
intervenção".
No mesmo sítio na internet, a ANPC divulgou um aviso à população que
dá conta de previsões de temperaturas máximas nos próximos dias entre
35 e 40 graus em todo o território, humidade relativa próxima dos 20%
e vento do quadrante leste, podendo atingir valores de 30km/hora nas
terras altas.
Face às previsões de tempo quente e seco, a Proteção Civil considera
existirem condições favoráveis à progressão de incêndios florestais e
possível afetação dos grupos populacionais mais vulneráveis.
A ANPC recorda que, onde o risco de incêndio é elevado, não são
permitidas queimadas nem fogueiras, lançamentos de balões com mecha
acesa ou foguetes, fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias
que os circundem, fumigação ou desinfestação em apiários com
fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de
faúlhas.
Para os grupos populacionais mais vulneráveis, é recomendado que se
beba água com regularidade ou sumos de fruta natural sem adição de
açúcar, que se evite álcool e exposição ao sol nas horas de maior
calor (aproximadamente entre as 11:00 e as 16:00), período em que se
devem evitar também viagens e atividades que exijam muito esforço
físico.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob
aviso amarelo, devido à persistência de valores elevados das
temperaturas máximas, o arquipélago da Madeira e os distritos de
Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, castelo Branco, Portalegre,
Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O aviso amarelo vigora entre as 19:00 de hoje e as 17:59 de
quarta-feira nos distritos do continente e entre as 19:00 de hoje e as
20:59 na Madeira.
Segundo menos grave de uma escala de quatro, o aviso amarelo pressupõe
uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da
situação meteorológica.
De acordo com o IPMA, trinta concelhos dos distritos de Vila Real,
Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria,
Santarém e Castelo Branco apresentam na terça-feira risco máximo de
incêndio.
Também para terça-feira, a Direção-Geral de Saúde emitiu o alerta
amarelo, o segundo mais grave de uma escala de três, para os distritos
de Braga, Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja
e Faro, devido aos efeitos possíveis na saúde provocados por
temperaturas elevadas.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/proteccao-civil-emite-alerta-laranja-devido-ao-risco-incendios-calor
laranja para o Sistema Integrado de Operações de Socorro e para o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, para os
próximos dois dias em todos os distritos.
Segundo a página na internet da ANPC, o alerta laranja vai vigorar
entre as 08:00 de terça-feira e as 20:00 de quarta e "pressupõe um
reforço das medidas que garantem um estado de prontidão elevado para a
intervenção".
No mesmo sítio na internet, a ANPC divulgou um aviso à população que
dá conta de previsões de temperaturas máximas nos próximos dias entre
35 e 40 graus em todo o território, humidade relativa próxima dos 20%
e vento do quadrante leste, podendo atingir valores de 30km/hora nas
terras altas.
Face às previsões de tempo quente e seco, a Proteção Civil considera
existirem condições favoráveis à progressão de incêndios florestais e
possível afetação dos grupos populacionais mais vulneráveis.
A ANPC recorda que, onde o risco de incêndio é elevado, não são
permitidas queimadas nem fogueiras, lançamentos de balões com mecha
acesa ou foguetes, fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias
que os circundem, fumigação ou desinfestação em apiários com
fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de
faúlhas.
Para os grupos populacionais mais vulneráveis, é recomendado que se
beba água com regularidade ou sumos de fruta natural sem adição de
açúcar, que se evite álcool e exposição ao sol nas horas de maior
calor (aproximadamente entre as 11:00 e as 16:00), período em que se
devem evitar também viagens e atividades que exijam muito esforço
físico.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob
aviso amarelo, devido à persistência de valores elevados das
temperaturas máximas, o arquipélago da Madeira e os distritos de
Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, castelo Branco, Portalegre,
Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O aviso amarelo vigora entre as 19:00 de hoje e as 17:59 de
quarta-feira nos distritos do continente e entre as 19:00 de hoje e as
20:59 na Madeira.
Segundo menos grave de uma escala de quatro, o aviso amarelo pressupõe
uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da
situação meteorológica.
De acordo com o IPMA, trinta concelhos dos distritos de Vila Real,
Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria,
Santarém e Castelo Branco apresentam na terça-feira risco máximo de
incêndio.
Também para terça-feira, a Direção-Geral de Saúde emitiu o alerta
amarelo, o segundo mais grave de uma escala de três, para os distritos
de Braga, Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja
e Faro, devido aos efeitos possíveis na saúde provocados por
temperaturas elevadas.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/proteccao-civil-emite-alerta-laranja-devido-ao-risco-incendios-calor
Numa década desceu mais de metade o número de produtores de maronês
19-08-2013 12:57 | Economia
Fonte: Agência Lusa
Ribeira de Pena, 19 ago (Lusa) -- Numa década as famílias que se
dedicam à produção de gado maronês diminuíram das cerca de 3.000 para
as 1.300, mas o envelhecimento e as novas obrigações fiscais poderão
contribuir para um maior abandono da atividade.
Nas serras do Alvão e Marão há ainda muitas aldeias de produtores. É o
caso de Limões, concelho de Ribeira de Pena. Em quase todas as casas
há pelo menos uma vaca.
Maria Augusta acorda cedo todos os dias para levar as duas vacas para
o pasto. Já teve mais, agora as duas vão dando para ajudar a pagar as
contas em casa, mas apenas por causa do subsídio.
"A gente para as manter tem que comprar o feno e tudo. Se não viesse o
subsídio não dava para nada", afirmou à agência Lusa.
Maria Lúcia tem mais animais, sete vacas e três vitelos, mas a rotina
é idêntica. Há que levantar cedo todos os animais para limpar a corte
e levar os animais para o lameiro. "Isto dá muita despesa e muito
trabalho, pouco ajuda a pagar as contas lá de casa", frisou.
Desde pequeno que José Ribeiro é criador de raça maronesa. Possui um
efetivo de 35 animais e é o subsídio que recebe que ajuda a que a
atividade compense. "Porque a perda de venda foi muito grande. Há 20
anos vendia-mos o quilo da carne ao mesmo preço que vendemos hoje",
salientou.
E, enquanto isso, os custos de produção "aumentaram quatro, cinco ou seis anos".
Mas, segundo José Ribeiro, a vida dos produtores está "cada vez mais
complicada". É que ao envelhecimento de grande parte dos agricultores
junta-se agora outra dificuldade: as novas obrigações fiscais.
"Eu já estava coletado nas Finanças, mas senti um agravamento. Estou a
pagar cerca de 240 euros por mês, é muito dinheiro", salientou.
O agricultor referiu ainda que "ainda há pessoas que têm resistido" na
atividade, mas acrescentou que, com as novas regras, "muitos vão
abandonar". "Quem tem dois, três ou quatro animais não consegue pagar
às Finanças e à Segurança Social porque não tem rentabilidade para
isso", frisou.
Maria Augusta vende mais ou menos um vitelo por ano, o que lhe rende
cerca de 500 euros. Mas até isso pode estar em causa devido à
obrigação de se coletar.
Virgílio Alves, do Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa, com
sede em Vila Real, salientou o impacto que as novas regras possui na
vida dos agricultores. "Isto são burocracias que não têm nenhuma
justificação para existir, bem pelo contrário. Estão a por em causa a
atividade de muitos produtores", afirmou.
Com o principal nicho de mercado da carne maronesa a ser afetado pela
crise, a classe média, os produtores procuram agora deslocar o consumo
para um segmento mais elevado e que pode pagar melhor.
Cerca de 60% deste produto é consumido na região. "E é aqui que reside
o nosso grande objetivo e estratégia que é fazer deste, um produto
âncora do nosso turismo gastronómico".
O responsável referiu ainda que há uma década eram mais de 3.000 as
famílias que se dedicavam à produção de carne maronesa. Atualmente são
1.300.
Porque se trata de uma atividade que é "naturalmente de baixo
rendimento", Virgílio Alves defendeu que ela "tem muito interesse"
como um complemento de um outro trabalho ou para quem já é reformado.
PLI // MSP
Lusa/Fim
http://portocanal.sapo.pt/noticia/5870/
Fonte: Agência Lusa
Ribeira de Pena, 19 ago (Lusa) -- Numa década as famílias que se
dedicam à produção de gado maronês diminuíram das cerca de 3.000 para
as 1.300, mas o envelhecimento e as novas obrigações fiscais poderão
contribuir para um maior abandono da atividade.
Nas serras do Alvão e Marão há ainda muitas aldeias de produtores. É o
caso de Limões, concelho de Ribeira de Pena. Em quase todas as casas
há pelo menos uma vaca.
Maria Augusta acorda cedo todos os dias para levar as duas vacas para
o pasto. Já teve mais, agora as duas vão dando para ajudar a pagar as
contas em casa, mas apenas por causa do subsídio.
"A gente para as manter tem que comprar o feno e tudo. Se não viesse o
subsídio não dava para nada", afirmou à agência Lusa.
Maria Lúcia tem mais animais, sete vacas e três vitelos, mas a rotina
é idêntica. Há que levantar cedo todos os animais para limpar a corte
e levar os animais para o lameiro. "Isto dá muita despesa e muito
trabalho, pouco ajuda a pagar as contas lá de casa", frisou.
Desde pequeno que José Ribeiro é criador de raça maronesa. Possui um
efetivo de 35 animais e é o subsídio que recebe que ajuda a que a
atividade compense. "Porque a perda de venda foi muito grande. Há 20
anos vendia-mos o quilo da carne ao mesmo preço que vendemos hoje",
salientou.
E, enquanto isso, os custos de produção "aumentaram quatro, cinco ou seis anos".
Mas, segundo José Ribeiro, a vida dos produtores está "cada vez mais
complicada". É que ao envelhecimento de grande parte dos agricultores
junta-se agora outra dificuldade: as novas obrigações fiscais.
"Eu já estava coletado nas Finanças, mas senti um agravamento. Estou a
pagar cerca de 240 euros por mês, é muito dinheiro", salientou.
O agricultor referiu ainda que "ainda há pessoas que têm resistido" na
atividade, mas acrescentou que, com as novas regras, "muitos vão
abandonar". "Quem tem dois, três ou quatro animais não consegue pagar
às Finanças e à Segurança Social porque não tem rentabilidade para
isso", frisou.
Maria Augusta vende mais ou menos um vitelo por ano, o que lhe rende
cerca de 500 euros. Mas até isso pode estar em causa devido à
obrigação de se coletar.
Virgílio Alves, do Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa, com
sede em Vila Real, salientou o impacto que as novas regras possui na
vida dos agricultores. "Isto são burocracias que não têm nenhuma
justificação para existir, bem pelo contrário. Estão a por em causa a
atividade de muitos produtores", afirmou.
Com o principal nicho de mercado da carne maronesa a ser afetado pela
crise, a classe média, os produtores procuram agora deslocar o consumo
para um segmento mais elevado e que pode pagar melhor.
Cerca de 60% deste produto é consumido na região. "E é aqui que reside
o nosso grande objetivo e estratégia que é fazer deste, um produto
âncora do nosso turismo gastronómico".
O responsável referiu ainda que há uma década eram mais de 3.000 as
famílias que se dedicavam à produção de carne maronesa. Atualmente são
1.300.
Porque se trata de uma atividade que é "naturalmente de baixo
rendimento", Virgílio Alves defendeu que ela "tem muito interesse"
como um complemento de um outro trabalho ou para quem já é reformado.
PLI // MSP
Lusa/Fim
http://portocanal.sapo.pt/noticia/5870/
terça-feira, 20 de agosto de 2013
País em alerta laranja pelo risco de incêndios e calor
PROTEÇÃO CIVIL
por Lusa, publicado por Ana MeirelesOntemComentar
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu hoje o alerta
laranja para o Sistema Integrado de Operações de Socorro e para o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para os
próximos dois dias em todos os distritos.
Segundo a página na internet da ANPC, o alerta laranja vai vigorar
entre as 08:00 de terça-feira e as 20:00 de quarta e "pressupõe um
reforço das medidas que garantem um estado de prontidão elevado para a
intervenção".
No mesmo sítio na internet, a ANPC divulgou um aviso à população que
dá conta de previsões de temperaturas máximas nos próximos dias entre
35 e 40 graus em todo o território, humidade relativa próxima dos 20%
e vento do quadrante leste, podendo atingir valores de 30km/hora nas
terras altas.
Face às previsões de tempo quente e seco, a Proteção Civil considera
existirem condições favoráveis à progressão de incêndios florestais e
possível afetação dos grupos populacionais mais vulneráveis.
A ANPC recorda que, onde o risco de incêndio é elevado, não são
permitidas queimadas nem fogueiras, lançamentos de balões com mecha
acesa ou foguetes, fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias
que os circundem, fumigação ou desinfestação em apiários com
fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de
faúlhas.
Para os grupos populacionais mais vulneráveis, é recomendado que se
beba água com regularidade ou sumos de fruta natural sem adição de
açúcar, que se evite álcool e exposição ao sol nas horas de maior
calor (aproximadamente entre as 11:00 e as 16:00), período em que se
devem evitar também viagens e atividades que exijam muito esforço
físico.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob
aviso amarelo, devido à persistência de valores elevados das
temperaturas máximas, o arquipélago da Madeira e os distritos de
Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, castelo Branco, Portalegre,
Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O aviso amarelo vigora entre as 19:00 de hoje e as 17:59 de
quarta-feira nos distritos do continente e entre as 19:00 de hoje e as
20:59 na Madeira.
Segundo menos grave de uma escala de quatro, o aviso amarelo pressupõe
uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da
situação meteorológica.
De acordo com o IPMA, trinta concelhos dos distritos de Vila Real,
Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria,
Santarém e Castelo Branco apresentam na terça-feira risco máximo de
incêndio.
Também para terça-feira, a Direção-Geral de Saúde emitiu o alerta
amarelo, o segundo mais grave de uma escala de três, para os distritos
de Braga, Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja
e Faro, devido aos efeitos possíveis na saúde provocados por
temperaturas elevadas.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3378695&page=-1
por Lusa, publicado por Ana MeirelesOntemComentar
A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) emitiu hoje o alerta
laranja para o Sistema Integrado de Operações de Socorro e para o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para os
próximos dois dias em todos os distritos.
Segundo a página na internet da ANPC, o alerta laranja vai vigorar
entre as 08:00 de terça-feira e as 20:00 de quarta e "pressupõe um
reforço das medidas que garantem um estado de prontidão elevado para a
intervenção".
No mesmo sítio na internet, a ANPC divulgou um aviso à população que
dá conta de previsões de temperaturas máximas nos próximos dias entre
35 e 40 graus em todo o território, humidade relativa próxima dos 20%
e vento do quadrante leste, podendo atingir valores de 30km/hora nas
terras altas.
Face às previsões de tempo quente e seco, a Proteção Civil considera
existirem condições favoráveis à progressão de incêndios florestais e
possível afetação dos grupos populacionais mais vulneráveis.
A ANPC recorda que, onde o risco de incêndio é elevado, não são
permitidas queimadas nem fogueiras, lançamentos de balões com mecha
acesa ou foguetes, fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias
que os circundem, fumigação ou desinfestação em apiários com
fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de
faúlhas.
Para os grupos populacionais mais vulneráveis, é recomendado que se
beba água com regularidade ou sumos de fruta natural sem adição de
açúcar, que se evite álcool e exposição ao sol nas horas de maior
calor (aproximadamente entre as 11:00 e as 16:00), período em que se
devem evitar também viagens e atividades que exijam muito esforço
físico.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob
aviso amarelo, devido à persistência de valores elevados das
temperaturas máximas, o arquipélago da Madeira e os distritos de
Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, castelo Branco, Portalegre,
Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O aviso amarelo vigora entre as 19:00 de hoje e as 17:59 de
quarta-feira nos distritos do continente e entre as 19:00 de hoje e as
20:59 na Madeira.
Segundo menos grave de uma escala de quatro, o aviso amarelo pressupõe
uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da
situação meteorológica.
De acordo com o IPMA, trinta concelhos dos distritos de Vila Real,
Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria,
Santarém e Castelo Branco apresentam na terça-feira risco máximo de
incêndio.
Também para terça-feira, a Direção-Geral de Saúde emitiu o alerta
amarelo, o segundo mais grave de uma escala de três, para os distritos
de Braga, Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja
e Faro, devido aos efeitos possíveis na saúde provocados por
temperaturas elevadas.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3378695&page=-1
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Incêndios: fogo dominado em Figueiró dos Vinhos, fogos activos em Melgaço e Mirandela
O incêndio que teve hoje início às 12:53 em Barroqueiras, Figueiró dos
Vinhos, concelho do distrito de Leiria, foi dado como dominado às
19:50, segundo a página na internet da Autoridade Nacional da Proteção
Civil (ANPC).
O fogo, que chegou a ter duas frentes ativas, obrigou à mobilização de
quase 200 operacionais apoiados por 54 veículos e cinco meios aéreos,
três helicópteros e dois aviões.
A ANPC assinalava às 20:20 a existência de três incêndios
significativos em Portugal, dois deles em Melgaço, no distrito de
Viana do Castelo, que envolviam 144 operacionais apoiados por 41
veículos e um meio aéreo.
Um deles, em Senhora da Lurdes, tinha duas frentes ativas.
Outro dos incêndios considerado "significativo" pela ANPC consumia
floresta em Pádual Freixo/Aguieiras, em Mirandela, no distrito de
Bragança, envolvendo 49 bombeiros apoiados por 12 veículos e dois
meios aéreos.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/incendios-fogo-dominado-figueiro-dos-vinhos-fogos-activos-melgaco-mirandela
Vinhos, concelho do distrito de Leiria, foi dado como dominado às
19:50, segundo a página na internet da Autoridade Nacional da Proteção
Civil (ANPC).
O fogo, que chegou a ter duas frentes ativas, obrigou à mobilização de
quase 200 operacionais apoiados por 54 veículos e cinco meios aéreos,
três helicópteros e dois aviões.
A ANPC assinalava às 20:20 a existência de três incêndios
significativos em Portugal, dois deles em Melgaço, no distrito de
Viana do Castelo, que envolviam 144 operacionais apoiados por 41
veículos e um meio aéreo.
Um deles, em Senhora da Lurdes, tinha duas frentes ativas.
Outro dos incêndios considerado "significativo" pela ANPC consumia
floresta em Pádual Freixo/Aguieiras, em Mirandela, no distrito de
Bragança, envolvendo 49 bombeiros apoiados por 12 veículos e dois
meios aéreos.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/incendios-fogo-dominado-figueiro-dos-vinhos-fogos-activos-melgaco-mirandela
Fundos comunitários para agricultura nunca foram tão aproveitados
Áudio Agricultores satisfeitos com utilização do PRODER
Confederação dos Agricultores de Portugal diz que são boas notícias
para a economia nacional e que demonstra investimento apesar da crise.
16-08-2013 14:19
Ministério da Agricultura pediu a antecipação de apoios para Outubro
Governo confirma que verbas do PRODER estão condicionadas
Há cada vez mais candidaturas ao programa de desenvolvimento rural
Jovens licenciados recorrem à agricultura como saída profissional
Novos rurais devem ser mais acompanhados no arranque dos projectos
A quatro meses do fim do quadro comunitário de apoio à agricultura,
que começou em 2007 e vai terminar em Dezembro, Portugal está próximo
de esgotar as verbas disponíveis no PRODER.
Este nível de aproveitamento do dinheiro de Bruxelas é inédito e é
sinal de investimento e de criação de emprego, diz o presidente da
Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). "Há aqui um facto que
é inédito, que é estarmos perto do final do quadro com uma execução
tão grande. Nunca estivemos assim", sublinha João Machado.
"Os agricultores, em momentos de crise, apesar de tudo, estão a
investir e simultaneamente a criar emprego, como se viu agora no
segundo trimestre deste ano. Nessa perspectiva, são boas notícias para
a economia nacional e para a agricultura em particular", realça.
João Machado defende que a agricultura é um sector fundamental para a
recuperação da economia e está confiante de que Portugal vai conseguir
investir todos os fundos previstos no PRODER.
Ao contrário do que aconteceu no quadro de apoio anterior, a
Confederação da Agricultura acredita que não será necessário devolver
dinheiro a Bruxelas.
De um total de 4,3 mil milhões de euros disponíveis para apoiar o
investimento agrícola, Portugal já tem comprometidos 3,9 mil milhões.
De acordo com o jornal "Público", no que toca a pagamentos efectivos
aos empresários agrícolas, a taxa de execução destes fundo
comunitários é de 66%.
O PRODER comparticipa até 30% projectos de investimento na
agricultura. O restante financiamento tem de ser garantido pelos
empresários.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=118540
Confederação dos Agricultores de Portugal diz que são boas notícias
para a economia nacional e que demonstra investimento apesar da crise.
16-08-2013 14:19
Ministério da Agricultura pediu a antecipação de apoios para Outubro
Governo confirma que verbas do PRODER estão condicionadas
Há cada vez mais candidaturas ao programa de desenvolvimento rural
Jovens licenciados recorrem à agricultura como saída profissional
Novos rurais devem ser mais acompanhados no arranque dos projectos
A quatro meses do fim do quadro comunitário de apoio à agricultura,
que começou em 2007 e vai terminar em Dezembro, Portugal está próximo
de esgotar as verbas disponíveis no PRODER.
Este nível de aproveitamento do dinheiro de Bruxelas é inédito e é
sinal de investimento e de criação de emprego, diz o presidente da
Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). "Há aqui um facto que
é inédito, que é estarmos perto do final do quadro com uma execução
tão grande. Nunca estivemos assim", sublinha João Machado.
"Os agricultores, em momentos de crise, apesar de tudo, estão a
investir e simultaneamente a criar emprego, como se viu agora no
segundo trimestre deste ano. Nessa perspectiva, são boas notícias para
a economia nacional e para a agricultura em particular", realça.
João Machado defende que a agricultura é um sector fundamental para a
recuperação da economia e está confiante de que Portugal vai conseguir
investir todos os fundos previstos no PRODER.
Ao contrário do que aconteceu no quadro de apoio anterior, a
Confederação da Agricultura acredita que não será necessário devolver
dinheiro a Bruxelas.
De um total de 4,3 mil milhões de euros disponíveis para apoiar o
investimento agrícola, Portugal já tem comprometidos 3,9 mil milhões.
De acordo com o jornal "Público", no que toca a pagamentos efectivos
aos empresários agrícolas, a taxa de execução destes fundo
comunitários é de 66%.
O PRODER comparticipa até 30% projectos de investimento na
agricultura. O restante financiamento tem de ser garantido pelos
empresários.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=118540
Há áreas florestais que arderam seis vezes nos últimos dez anos
MARIANA OLIVEIRA
18/08/2013 - 08:15
Planos de 2003 para reduzir a área ardida falharam. Quase 30% dos
fogos começam à noite.
Incêndio que em Agosto do ano passado devastou a zona de Fuigreiró dos
Vinhos em fase de rescaldoMANUEL ROBERTO
Há espaços florestais que já arderam seis vezes na última década. Isso
mesmo mostra um mapa do Instituto de Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF), pedido pelo PÚBLICO, com o acumulado das áreas
ardidas entre 2003 e 2013.
A figura revela um continente pintalgado pelas manchas dos fogos do
Norte ao Sul do país, com a Região Centro a destacar-se por ter as
áreas ardidas contínuas mais significativas (Castelo Branco,
Portalegre, Santarém e Coimbra). Mas, nestas, em geral, ardeu apenas
uma vez na última década.
É nos distritos de Braga, Porto, Viseu e Guarda que salta à vista o
maior número de pontos pretos, identificados como os que arderam entre
três e seis vezes nos últimos dez anos. São ainda visíveis alguns
destes pontos na parte sul dos distritos de Bragança e de Vila Real e
na parte oeste de Valença.
http://www.publico.pt/portugal/noticia/ha-areas-florestais-que-arderam-seis-vezes-nos-ultimos-dez-anos-1603361
18/08/2013 - 08:15
Planos de 2003 para reduzir a área ardida falharam. Quase 30% dos
fogos começam à noite.
Incêndio que em Agosto do ano passado devastou a zona de Fuigreiró dos
Vinhos em fase de rescaldoMANUEL ROBERTO
Há espaços florestais que já arderam seis vezes na última década. Isso
mesmo mostra um mapa do Instituto de Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF), pedido pelo PÚBLICO, com o acumulado das áreas
ardidas entre 2003 e 2013.
A figura revela um continente pintalgado pelas manchas dos fogos do
Norte ao Sul do país, com a Região Centro a destacar-se por ter as
áreas ardidas contínuas mais significativas (Castelo Branco,
Portalegre, Santarém e Coimbra). Mas, nestas, em geral, ardeu apenas
uma vez na última década.
É nos distritos de Braga, Porto, Viseu e Guarda que salta à vista o
maior número de pontos pretos, identificados como os que arderam entre
três e seis vezes nos últimos dez anos. São ainda visíveis alguns
destes pontos na parte sul dos distritos de Bragança e de Vila Real e
na parte oeste de Valença.
http://www.publico.pt/portugal/noticia/ha-areas-florestais-que-arderam-seis-vezes-nos-ultimos-dez-anos-1603361
Os novos agricultores
Tema de Capa
São cada vez mais os jovens que apostam na agricultura. Uns recuperam
tradições, outros fogem do desemprego.
18 de Agosto, 15h00
Nº de votos (0)
Comentários (5)
Por:Isabel Faria
Em Idanha-a-Nova, todos apontam a história de Carla Torrado, 41 anos,
como um caso de sucesso. Formada em Engenharia dos Recursos Naturais e
do Ambiente, mãe de um filho, casada com um professor, deixou o ensino
para se dedicar à terra. Hoje pratica "uma agricultura sustentável,
ecologicamente viável e economicamente rentável". Tem produtos
certificados, que entram no mercado externo, e uma lista de ideias
para melhorar o setor da agricultura, que acredita ser "a base
sustentável do País".
Fruto da crise, do engenho e do desejo de mudança, são cada vez mais
os jovens que veem na agricultura um modo de vida. Segundo números do
INE (Instituto Nacional de Estatística), foi este o setor que mais
contribuiu para a descida da taxa de desemprego no segundo trimestre
do ano. A obrigatoriedade de antigos agricultores se coletarem nas
Finanças, assim como a sazonalidade do trabalho no setor favorecem os
dados, refere a CAP (Confederação de Agricultores de Portugal). Mas os
números falam por si, e no último ano, cerca de 3000 jovens lançaram
empresas.
Pergunta CM
Gostava de viver da agricultura?
SIM
NÃO
Ver Resultados
Carla cresceu a ajudar os pais na quinta e há dez anos instalou-se
como jovem agricultora. Numa área de 50 hectares, faz produção de
ovinos e caprinos e desde 2011 explora também 22 hectares de terreno
na Várzea, num projeto da câmara local que atribui a jovens
agricultores terras do Estado, "excelentes, de grande qualidade e que
estavam ao abandono", explica. Aí planta melão, melancia, meloa,
hortícolas, batata-doce e avança uma experiência de produção de
physalis e de bagas de goji. Para já, Carla Torrado não tem
dificuldades em escoar a produção: "Vendo leite para o meu pai, que
produz o Queijo da Fonte, puro de cabra. Os outros produtos, escoo
para a cooperativa Hortas d' Idanha."
Clique na imagem abaixo para ver a fotogaleria de quem regressou aos
campos para viver da agricultura
Na agricultura, criou cinco postos de trabalho e só nota dificuldades
em encontrar mais mão de obra. "Tenho dois empregados estrangeiros,
pois não há quem esteja disponível para estas tarefas, que não são
duras", diz. Por ter investido em qualidade, a antiga professora de
Matemática garante que a agricultura é rentável. "Trabalho muitas
horas, mas é com muita confiança que abraço este projeto. Acho que
temos bem-estar".
Daniel Peças, de 23 anos, recusou engrossar as estatísticas do
desemprego. Com um curso profissional na área do turismo rural e
ambiental, instalou-se em Fronteira, Alentejo, como jovem agricultor
num terreno da família. Em cerca de 600 metros quadrados, lançou-se no
cultivo de cogumelos shitake. O projeto orçado em 60 mil euros recebeu
fundos do IFAP e ajuda de familiares. "Fiz a instalação nuns casões
que já existiam, aproveitei o palheiro, limpei, instalei um sistema de
rega, e crio os cogumelos em troncos de eucalipto, num ambiente
artificial, pois no verão esta zona do Alentejo chega a ter
temperaturas de 40º", explica.
Por enquanto, Daniel Peças é o único na zona a produzir aqueles
cogumelos de origem asiática. "Chego aos dez quilos por semana, um
volume pequeno, mas a intenção é chegar aos 50/60 quilos para poder
exportar, pois aí terei rentabilidade."
Em terras do Douro
Foi nos tempos de abundância que Edmundo Monteiro decidiu o seu
destino. Fez um curso de vinicultor e logo em 1998 optou pela
agricultura. Em 2010 instalou-se como jovem agricultor em Sanfins do
Douro e hoje, aos 36 anos, orgulha-se das suas propriedades, que entre
terrenos próprios e do pai somam 12 hectares em região demarcada.
Os quatro irmãos emigraram à procura de vida melhor, mas Edmundo
decidiu ficar e explorar os terrenos que o pai adquiriu enquanto
esteve emigrado em França. "Gosto do que faço, sou apaixonado por isto
e tento ser o mais profissional possível na vinha." Ao contrário do
pai, "que foi sempre produtor de uva para entregar às grandes
empresas", Edmundo quer dar o passo mais largo. "Estou a modernizar a
vinha, para um dia ser produtor/engarrafador da minha própria marca,
Encostas da Moita, e assim ser autónomo."
Com indisfarçável orgulho, enumera as castas selecionadas que plantou
nos socalcos do Douro: "Touriga Nacional, Quinta Roriz, Touriga
Franca." Edmundo quer produzir "vinhos Doc. Douro, de altíssima
qualidade, porque a produzir vinhos a granel já existem milhões de
pessoas", assegura.
O investimento é avultado, "para cima de 250 mil euros", e exige muito
trabalho. A recompensa virá mais tarde. "Quando tiver toda a vinha em
produção, o que pode demorar cinco anos, vamos para a segunda fase,
que é a adega. A meta é vender metade da produção a um grande grupo e
ter a outra metade para ser engarrafador próprio."
Edmundo trabalha das 05h00 às 20h00 todos os dias da semana, com
exceção dos domingos, e contrata pessoal sazonalmente "conforme as
necessidades". Exporta para França, porque a nível nacional a situação
está "difícil", e procura novos mercados entre os países emergentes,
como Brasil, Índia e China. O sonho é deixar aos dois filhos uma marca
de renome. "Gostava de que eles seguissem isto. Mesmo que tenham outra
profissão, podem continuar a gerir a vinha, tal como em França e
Itália, onde as famílias mantém as marcas e a virtude."
Queijo inovador
Na região Centro, Dulce Fiens, 26 anos, licenciada em Engenharia
Biológica e Alimentar, está a acabar o mestrado em Inovação e
Qualidade da Produção Alimentar. Solteira, lançou um projeto de 200
mil euros para renovar a queijaria que arrendou aos pais. Em Vale dos
Prazeres, Fundão, aposta agora numa exploração de animais que lhe
permite ter o ciclo completo da produção. "Inovei com novos produtos,
aumentei a exploração, comprei máquinas agrícolas, comecei há um ano e
tenho duas empregadas", frisa.
Neste momento, Dulce Fiens trabalha apenas para o mercado interno e
não quer ter pressas. "Tenho uma boa carta de clientes, estou a tentar
entrar num nicho de mercado gourmet, e as vendas estão a correr bem",
diz, acrescentando que com bom trabalho se consegue alguma coisa,
"acima da média". Por estar instalada numa zona do Interior, e ter
criado postos de trabalho, Dulce teve alguma facilidade em receber os
apoios, mas ainda assim lamenta que
"o excesso de burocracia leve muita gente a desistir".
Certo é que entre os números de projetos apresentados e os casos de
sucesso vai uma larga distância. Ricardo Brito Paes, presidente da
AJAP, Associação de Jovens Agricultores Portugueses, nota que "muita
gente está a investir na agricultura porque o tema é muito falado, foi
uma bandeira desta ministra, e existem poucas alternativas em termos
profissionais".
No entanto, a AJAP pede mais fiscalização, pois, "enquanto organização
no terreno, preocupa-nos ver que muitas vezes estas pessoas chegam à
agricultura sem bases e com projetos para mercados saturados".
Para evitar esse problema, na região Centro crescem agora os pomares
que há anos pintavam de cor muitos dos terrenos locais. Dois
engenheiros (ver caixa) e uma mediadora de seguros estão entre os que
se dedicam à plantação de maçãs, produto que já foi ex-líbris da
região. Encontraram inspiração e apoio técnico da BLC3, Plataforma
para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, que em 2011 criou o
Clube dos Jovens Agricultores, onde estes discutem modos de vida e
ajudam a mudar o perfil e tipo de agricultura na região.
"Em 2009, existiam na nossa área de atuação cerca de 87 agricultores
até aos 35 anos, contra 4,340 com mais de 55 anos", explica João
Nunes, Presidente da BLC3. "Desde a criação do clube, apoiámos 12
candidaturas ao PRODER, das quais 11 foram de jovens agricultores, com
uma média de 32,5 anos (o mais novo com 24 anos e o mais velho de
40)", nota.
Maternidade de caracóis
No Alentejo, a 20 quilómetros de Estremoz, Sérgio, 41 anos, e Stella
Sá Couto, 39 anos, garantem o sustento da família com um projeto fora
do comum. Em dez mil metros quadrados e depois de 400 mil euros
investidos, dos quais 60% são financiados, o casal aposta na produção
de caracóis, que vende para o mercado interno. O engenheiro agrónomo
deu o pontapé de saída, quando em 2011 ficou desempregado do matadouro
regional do Alto Alentejo. "Candidatei-me aos fundos de projeto de
Primeira Instalação, e neste momento tenho um volume entre 40 a 30 mil
quilos anuais, que escoo na totalidade para o Pingo Doce." Stella,
engenheira alimentar, apresentou o seu próprio projeto quando perdeu o
emprego como diretora de uma fábrica em Avis. Apostou numa
'maternidade' de caracóis, que permite aumentar a produção e a
rentabilidade. "Assim iniciamos e fechamos o ciclo de produção, desde
a reprodução, a engorda, embalamento e venda." O negócio tem crescido
nos últimos dois anos. "Realizamos menos dinheiro do que quando
estávamos empregados, temos mais trabalho físico e mental, mais
incerteza e menos descanso, mas esta foi a alternativa. Estou contente
com o projeto, é um desafio e é nosso."
É com a mesma visão que em Vieira do Minho, Carla Pacheco, 37 anos,
transformou a Quinta dos Gomes num espaço lúdico e rentável. Natural
do Porto, ex-professora do Pré-Escolar e Ensino Especial, com
frequência de doutoramento, investiu nos terrenos da família do
marido, "advogado e agricultor aos fins de semana", quando se viu com
o drama do desemprego.
Investiu 94 mil euros, dos quais 80 foram financiados, e criou uma
Quinta Pedagógica autossuficiente. Em quatro hectares de terreno
agrícola, tem vinha, milho, batatas, abóboras, horta, feijão e terreno
de pasto. Num monte, em 27 hectares de baldio tem pasto para os
cavalos garranos, uma das espécies autóctones que produz, a par de
porcos bísaros, galinhas, coelhos, patos, perus, gansos, para
autoconsumo e fumeiro. A produção de alheiras é outra fonte de
rendimento para clientes da zona e da Alemanha. Até ao final do ano,
Carla vai criar dois postos de trabalho e assegura que o saldo é
"positivo a todos os níveis. Dou mais apoio à minha filha, ganhei mais
qualidade de vida e em termos de salário, quando estiver toda a quinta
a funcionar na perfeição, acredito que posso ganhar mais do que como
professora".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/os-novos-agricultores
São cada vez mais os jovens que apostam na agricultura. Uns recuperam
tradições, outros fogem do desemprego.
18 de Agosto, 15h00
Nº de votos (0)
Comentários (5)
Por:Isabel Faria
Em Idanha-a-Nova, todos apontam a história de Carla Torrado, 41 anos,
como um caso de sucesso. Formada em Engenharia dos Recursos Naturais e
do Ambiente, mãe de um filho, casada com um professor, deixou o ensino
para se dedicar à terra. Hoje pratica "uma agricultura sustentável,
ecologicamente viável e economicamente rentável". Tem produtos
certificados, que entram no mercado externo, e uma lista de ideias
para melhorar o setor da agricultura, que acredita ser "a base
sustentável do País".
Fruto da crise, do engenho e do desejo de mudança, são cada vez mais
os jovens que veem na agricultura um modo de vida. Segundo números do
INE (Instituto Nacional de Estatística), foi este o setor que mais
contribuiu para a descida da taxa de desemprego no segundo trimestre
do ano. A obrigatoriedade de antigos agricultores se coletarem nas
Finanças, assim como a sazonalidade do trabalho no setor favorecem os
dados, refere a CAP (Confederação de Agricultores de Portugal). Mas os
números falam por si, e no último ano, cerca de 3000 jovens lançaram
empresas.
Pergunta CM
Gostava de viver da agricultura?
SIM
NÃO
Ver Resultados
Carla cresceu a ajudar os pais na quinta e há dez anos instalou-se
como jovem agricultora. Numa área de 50 hectares, faz produção de
ovinos e caprinos e desde 2011 explora também 22 hectares de terreno
na Várzea, num projeto da câmara local que atribui a jovens
agricultores terras do Estado, "excelentes, de grande qualidade e que
estavam ao abandono", explica. Aí planta melão, melancia, meloa,
hortícolas, batata-doce e avança uma experiência de produção de
physalis e de bagas de goji. Para já, Carla Torrado não tem
dificuldades em escoar a produção: "Vendo leite para o meu pai, que
produz o Queijo da Fonte, puro de cabra. Os outros produtos, escoo
para a cooperativa Hortas d' Idanha."
Clique na imagem abaixo para ver a fotogaleria de quem regressou aos
campos para viver da agricultura
Na agricultura, criou cinco postos de trabalho e só nota dificuldades
em encontrar mais mão de obra. "Tenho dois empregados estrangeiros,
pois não há quem esteja disponível para estas tarefas, que não são
duras", diz. Por ter investido em qualidade, a antiga professora de
Matemática garante que a agricultura é rentável. "Trabalho muitas
horas, mas é com muita confiança que abraço este projeto. Acho que
temos bem-estar".
Daniel Peças, de 23 anos, recusou engrossar as estatísticas do
desemprego. Com um curso profissional na área do turismo rural e
ambiental, instalou-se em Fronteira, Alentejo, como jovem agricultor
num terreno da família. Em cerca de 600 metros quadrados, lançou-se no
cultivo de cogumelos shitake. O projeto orçado em 60 mil euros recebeu
fundos do IFAP e ajuda de familiares. "Fiz a instalação nuns casões
que já existiam, aproveitei o palheiro, limpei, instalei um sistema de
rega, e crio os cogumelos em troncos de eucalipto, num ambiente
artificial, pois no verão esta zona do Alentejo chega a ter
temperaturas de 40º", explica.
Por enquanto, Daniel Peças é o único na zona a produzir aqueles
cogumelos de origem asiática. "Chego aos dez quilos por semana, um
volume pequeno, mas a intenção é chegar aos 50/60 quilos para poder
exportar, pois aí terei rentabilidade."
Em terras do Douro
Foi nos tempos de abundância que Edmundo Monteiro decidiu o seu
destino. Fez um curso de vinicultor e logo em 1998 optou pela
agricultura. Em 2010 instalou-se como jovem agricultor em Sanfins do
Douro e hoje, aos 36 anos, orgulha-se das suas propriedades, que entre
terrenos próprios e do pai somam 12 hectares em região demarcada.
Os quatro irmãos emigraram à procura de vida melhor, mas Edmundo
decidiu ficar e explorar os terrenos que o pai adquiriu enquanto
esteve emigrado em França. "Gosto do que faço, sou apaixonado por isto
e tento ser o mais profissional possível na vinha." Ao contrário do
pai, "que foi sempre produtor de uva para entregar às grandes
empresas", Edmundo quer dar o passo mais largo. "Estou a modernizar a
vinha, para um dia ser produtor/engarrafador da minha própria marca,
Encostas da Moita, e assim ser autónomo."
Com indisfarçável orgulho, enumera as castas selecionadas que plantou
nos socalcos do Douro: "Touriga Nacional, Quinta Roriz, Touriga
Franca." Edmundo quer produzir "vinhos Doc. Douro, de altíssima
qualidade, porque a produzir vinhos a granel já existem milhões de
pessoas", assegura.
O investimento é avultado, "para cima de 250 mil euros", e exige muito
trabalho. A recompensa virá mais tarde. "Quando tiver toda a vinha em
produção, o que pode demorar cinco anos, vamos para a segunda fase,
que é a adega. A meta é vender metade da produção a um grande grupo e
ter a outra metade para ser engarrafador próprio."
Edmundo trabalha das 05h00 às 20h00 todos os dias da semana, com
exceção dos domingos, e contrata pessoal sazonalmente "conforme as
necessidades". Exporta para França, porque a nível nacional a situação
está "difícil", e procura novos mercados entre os países emergentes,
como Brasil, Índia e China. O sonho é deixar aos dois filhos uma marca
de renome. "Gostava de que eles seguissem isto. Mesmo que tenham outra
profissão, podem continuar a gerir a vinha, tal como em França e
Itália, onde as famílias mantém as marcas e a virtude."
Queijo inovador
Na região Centro, Dulce Fiens, 26 anos, licenciada em Engenharia
Biológica e Alimentar, está a acabar o mestrado em Inovação e
Qualidade da Produção Alimentar. Solteira, lançou um projeto de 200
mil euros para renovar a queijaria que arrendou aos pais. Em Vale dos
Prazeres, Fundão, aposta agora numa exploração de animais que lhe
permite ter o ciclo completo da produção. "Inovei com novos produtos,
aumentei a exploração, comprei máquinas agrícolas, comecei há um ano e
tenho duas empregadas", frisa.
Neste momento, Dulce Fiens trabalha apenas para o mercado interno e
não quer ter pressas. "Tenho uma boa carta de clientes, estou a tentar
entrar num nicho de mercado gourmet, e as vendas estão a correr bem",
diz, acrescentando que com bom trabalho se consegue alguma coisa,
"acima da média". Por estar instalada numa zona do Interior, e ter
criado postos de trabalho, Dulce teve alguma facilidade em receber os
apoios, mas ainda assim lamenta que
"o excesso de burocracia leve muita gente a desistir".
Certo é que entre os números de projetos apresentados e os casos de
sucesso vai uma larga distância. Ricardo Brito Paes, presidente da
AJAP, Associação de Jovens Agricultores Portugueses, nota que "muita
gente está a investir na agricultura porque o tema é muito falado, foi
uma bandeira desta ministra, e existem poucas alternativas em termos
profissionais".
No entanto, a AJAP pede mais fiscalização, pois, "enquanto organização
no terreno, preocupa-nos ver que muitas vezes estas pessoas chegam à
agricultura sem bases e com projetos para mercados saturados".
Para evitar esse problema, na região Centro crescem agora os pomares
que há anos pintavam de cor muitos dos terrenos locais. Dois
engenheiros (ver caixa) e uma mediadora de seguros estão entre os que
se dedicam à plantação de maçãs, produto que já foi ex-líbris da
região. Encontraram inspiração e apoio técnico da BLC3, Plataforma
para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, que em 2011 criou o
Clube dos Jovens Agricultores, onde estes discutem modos de vida e
ajudam a mudar o perfil e tipo de agricultura na região.
"Em 2009, existiam na nossa área de atuação cerca de 87 agricultores
até aos 35 anos, contra 4,340 com mais de 55 anos", explica João
Nunes, Presidente da BLC3. "Desde a criação do clube, apoiámos 12
candidaturas ao PRODER, das quais 11 foram de jovens agricultores, com
uma média de 32,5 anos (o mais novo com 24 anos e o mais velho de
40)", nota.
Maternidade de caracóis
No Alentejo, a 20 quilómetros de Estremoz, Sérgio, 41 anos, e Stella
Sá Couto, 39 anos, garantem o sustento da família com um projeto fora
do comum. Em dez mil metros quadrados e depois de 400 mil euros
investidos, dos quais 60% são financiados, o casal aposta na produção
de caracóis, que vende para o mercado interno. O engenheiro agrónomo
deu o pontapé de saída, quando em 2011 ficou desempregado do matadouro
regional do Alto Alentejo. "Candidatei-me aos fundos de projeto de
Primeira Instalação, e neste momento tenho um volume entre 40 a 30 mil
quilos anuais, que escoo na totalidade para o Pingo Doce." Stella,
engenheira alimentar, apresentou o seu próprio projeto quando perdeu o
emprego como diretora de uma fábrica em Avis. Apostou numa
'maternidade' de caracóis, que permite aumentar a produção e a
rentabilidade. "Assim iniciamos e fechamos o ciclo de produção, desde
a reprodução, a engorda, embalamento e venda." O negócio tem crescido
nos últimos dois anos. "Realizamos menos dinheiro do que quando
estávamos empregados, temos mais trabalho físico e mental, mais
incerteza e menos descanso, mas esta foi a alternativa. Estou contente
com o projeto, é um desafio e é nosso."
É com a mesma visão que em Vieira do Minho, Carla Pacheco, 37 anos,
transformou a Quinta dos Gomes num espaço lúdico e rentável. Natural
do Porto, ex-professora do Pré-Escolar e Ensino Especial, com
frequência de doutoramento, investiu nos terrenos da família do
marido, "advogado e agricultor aos fins de semana", quando se viu com
o drama do desemprego.
Investiu 94 mil euros, dos quais 80 foram financiados, e criou uma
Quinta Pedagógica autossuficiente. Em quatro hectares de terreno
agrícola, tem vinha, milho, batatas, abóboras, horta, feijão e terreno
de pasto. Num monte, em 27 hectares de baldio tem pasto para os
cavalos garranos, uma das espécies autóctones que produz, a par de
porcos bísaros, galinhas, coelhos, patos, perus, gansos, para
autoconsumo e fumeiro. A produção de alheiras é outra fonte de
rendimento para clientes da zona e da Alemanha. Até ao final do ano,
Carla vai criar dois postos de trabalho e assegura que o saldo é
"positivo a todos os níveis. Dou mais apoio à minha filha, ganhei mais
qualidade de vida e em termos de salário, quando estiver toda a quinta
a funcionar na perfeição, acredito que posso ganhar mais do que como
professora".
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/os-novos-agricultores
domingo, 18 de agosto de 2013
Meteo: Continente com temperaturas acima dos 35 graus a partir de 2.ª feira
A temperatura vai aumentar significativamente no Continente a partir
de segunda-feira, devendo atingir valores máximos superiores a 35 ºC
na generalidade do território à excepção da orla costeira, podendo
ultrapassar os 40 ºC em alguns locais do interior do Alentejo. Os
valores da temperatura mínima serão, também, elevados, superiores a
20ºC no interior Centro e Sul, tendência que se deverá manter até
quarta-feira, de acordo com um comunicado do Instituto Português do
Mar e da Atmosfera (IPMA).
"Nos próximos dias [o tempo] continua com céu geralmente limpo, amanhã
[domingo] ainda pode haver formação de algum nevoeiro na faixa
costeira durante a madrugada e a manhã", disse à Lusa a meteorologista
Paula Leitão.
Ainda no domingo, o vento vai soprar de nortada, tornando-se moderado
durante a tarde no litoral, "mas diminui a intensidade do vento para
os dias seguintes", acrescentou.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/17.htm
de segunda-feira, devendo atingir valores máximos superiores a 35 ºC
na generalidade do território à excepção da orla costeira, podendo
ultrapassar os 40 ºC em alguns locais do interior do Alentejo. Os
valores da temperatura mínima serão, também, elevados, superiores a
20ºC no interior Centro e Sul, tendência que se deverá manter até
quarta-feira, de acordo com um comunicado do Instituto Português do
Mar e da Atmosfera (IPMA).
"Nos próximos dias [o tempo] continua com céu geralmente limpo, amanhã
[domingo] ainda pode haver formação de algum nevoeiro na faixa
costeira durante a madrugada e a manhã", disse à Lusa a meteorologista
Paula Leitão.
Ainda no domingo, o vento vai soprar de nortada, tornando-se moderado
durante a tarde no litoral, "mas diminui a intensidade do vento para
os dias seguintes", acrescentou.
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/08/17.htm
O consenso e o lince de Milfontes
Um exemplo do que deveria ser rapidamente consensualizado é o que
fazer quanto à orgânica das pastas da Agricultura e Florestas,
Ambiente e Energia. Devem estar separadas, sim ou não?
A famigerada (mas bem-intencionada) tentativa de consenso entre os
principais actores políticos levanta a questão da necessidade
imperiosa de acordos sectoriais, prolongados no tempo, estendendo-se
por várias legislaturas, de modo que o país deixe de se autoconsumir
com consecutivas reformas e contra-reformas, criando um clima de
instabilidade que é avesso ao investimento.
A estabilidade que faz falta, entenda-se, nada tem a ver com a
perpetuação de pessoas ou partidos no poder, mas no seguimento por
muito tempo de estruturas, quadros legislativos, estratégias
nacionais, que estão naturalmente acima dos interesses pessoais ou
partidários.
Veja-se o exemplo da Itália, que desde o pós-guerra teve dezenas de
governos, muitos a durarem meses, mas que manteve sempre intocáveis as
estruturas do Estado, ou seja, o governo até podia cair, mas na
direcção-geral ninguém tocava, situação que criou um clima de
segurança económica que permitiu aos italianos chegarem a oitava
potência industrial do mundo.
E é isto que faz falta em Portugal, faz falta que de uma vez por todas
se definam áreas em que todos estejamos de acordo, como a justiça, a
educação, a fiscalidade, as estruturas do Estado. Veja- -se a (má)
lição que cada governo dá sempre que entra, alterando o que o anterior
tentou construir, tentando sempre dar o seu cunho próprio, alterando
orgânicas, fazendo voar institutos entre os ministérios, criando um
clima de instabilidade que só desajuda.
Ora um exemplo do que deveria ser rapidamente consensualizado é o que
fazer quanto à orgânica das pastas da Agricultura e Florestas,
Ambiente e Energia. Devem estar separadas, sim ou não?
Há argumentos válidos para todos os lados, há quem considere que sendo
a Agricultura uma área de futuro e sendo o Ambiente muitas vezes um
entrave a uma cultura de desenvolvimento, tendo as duas pastas
concentradas quem decide faz melhor o equilíbrio entre os legítimos
interesses de produzir mais e os também legítimos interesses de
preservar o meio ambiente.
Há também quem considere que o Ambiente é em si o nosso futuro, o que
significa que não só tem de haver uma preocupação crescente com o meio
ambiente como este vai ser mesmo o negócio do futuro, justificando a
sua junção à Energia.
E há ainda quem considere que o Ambiente é uma área transversal a
todas as outras, devendo por isso existir nos vários sectores de
actividade, não devendo assim ser um ministério.
Todas as visões são sérias e válidas, existem pessoas inteligentes a
defender com argumentos sólidos todas as versões apresentadas, mas é
óbvio que de uma vez por todas o país tem de deixar de assistir a
tantas mudanças, com as pastas a juntarem-se e a separarem-se tantas
vezes, escolhendo de uma vez por todas um modelo.
Veja-se o que aconteceu nesta legislatura, com o Ambiente a juntar-se
à Agricultura, o que levou a que o Instituto de Conservação da
Natureza e Biodiversidade (que pertencia ao Ambiente) se fundisse com
a Autoridade Florestal Nacional (que pertencia à Agricultura), sendo
assim criado o ICNF. Ora com esta presente remodelação tudo mudou,
dois anos depois de este governo entrar em funções a Agricultura e o
Ambiente foram de novo separados, sobejando o ICNF que responde agora
perante? duas secretarias de Estado, que pertencem a dois ministérios
distintos. Isto tem lógica, faz sentido? Alguém pensou nisto?
Bem sabemos que nas organizações existem muitas vezes estruturas
matriciais de reporting, que muitas vezes reportamos a uma pessoa por
um assunto e a outra por outro, mas convém que todos tenhamos também
claro quem é o nosso chefe, o que defendemos, para onde vamos, como
vamos. Passe o exagero, mas quando agora a ministra da Agricultura
mandar o ICNF plantar eucaliptos e o ministro do Ambiente os proibir,
o que vai o ICNF fazer? Planta os eucaliptos e arranja uma guerra com
o ministro do Ambiente? Proíbe a plantação e arranja uma outra guerra?
Assobia para o lado?
O curioso é que Agricultura e Ambiente, após décadas de posições
antagónicas, até estavam a dar os primeiros passos no sentido de uma
visão conjunta do que deve ser a produção respeitando os princípios
básicos da conservação do meio ambiente.
Veja-se o exemplo do lince-ibérico que, libertado a centenas de
quilómetros da nossa fronteira, veio encontrar o seu lar numa reserva
de caça junto a Vila Nova de Milfontes. Pois nem os ambientalistas
exigiram que a reserva acabasse nem os caçadores exigiram a captura do
lince, os caçadores caçam e o lince vive feliz e contente. Foi
possível uma visão conjunta do Ambiente (lince) com a Agricultura
(zona de caça), tudo sob a tutela do mesmo organismo, o tal ICNF.
Do exposto, as reformas são sempre bem-vindas, é preciso reformar o
que está mal, mas reformar o que está mal carece de um outro consenso,
consenso que esperamos que agora, com todos os holofotes virados para
cima destes políticos, aconteça finalmente.
Muitas vezes, para reformar mal ou reformar sem consenso é melhor
deixar tudo como está, pelo menos há estabilidade, e a estabilidade é
um valor em si mesmo, pois cria um contexto que ajuda a que acreditem
em nós, que somos um país seguro em que se pode confiar, onde vale a
pena investir, onde as regras não são mudadas a meio do jogo.
Este clima de reforma constante pode ajudar a ganhar votos, aliás foi
assim que o PRI - Partido Revolucionário Institucional se manteve no
poder durante 71 anos no México, de certa forma institucionalizando um
clima de revolução permanente, seja lá isso o que for, convencendo as
pessoas de que era possível reformar sem fim, como se uma reforma não
fosse um meio para atingir um fim, mas o fim em si mesmo.
Ora o nosso benchmark não deveria ser o México, deveríamos olhar para
outras latitudes onde os partidos se entendem no que é essencial,
podem discutir mas têm um quadro estável durante anos a fio, alterando
quando tiverem de alterar mas sempre em consenso nas áreas- -chave, o
tal consenso que permite que exista agora um lince em Milfontes,
consenso que tanta falta nos faz.
Engenheiro agrónomo e gestor de empresas
http://www.ionline.pt/iOpiniao/consenso-lince-milfontes
fazer quanto à orgânica das pastas da Agricultura e Florestas,
Ambiente e Energia. Devem estar separadas, sim ou não?
A famigerada (mas bem-intencionada) tentativa de consenso entre os
principais actores políticos levanta a questão da necessidade
imperiosa de acordos sectoriais, prolongados no tempo, estendendo-se
por várias legislaturas, de modo que o país deixe de se autoconsumir
com consecutivas reformas e contra-reformas, criando um clima de
instabilidade que é avesso ao investimento.
A estabilidade que faz falta, entenda-se, nada tem a ver com a
perpetuação de pessoas ou partidos no poder, mas no seguimento por
muito tempo de estruturas, quadros legislativos, estratégias
nacionais, que estão naturalmente acima dos interesses pessoais ou
partidários.
Veja-se o exemplo da Itália, que desde o pós-guerra teve dezenas de
governos, muitos a durarem meses, mas que manteve sempre intocáveis as
estruturas do Estado, ou seja, o governo até podia cair, mas na
direcção-geral ninguém tocava, situação que criou um clima de
segurança económica que permitiu aos italianos chegarem a oitava
potência industrial do mundo.
E é isto que faz falta em Portugal, faz falta que de uma vez por todas
se definam áreas em que todos estejamos de acordo, como a justiça, a
educação, a fiscalidade, as estruturas do Estado. Veja- -se a (má)
lição que cada governo dá sempre que entra, alterando o que o anterior
tentou construir, tentando sempre dar o seu cunho próprio, alterando
orgânicas, fazendo voar institutos entre os ministérios, criando um
clima de instabilidade que só desajuda.
Ora um exemplo do que deveria ser rapidamente consensualizado é o que
fazer quanto à orgânica das pastas da Agricultura e Florestas,
Ambiente e Energia. Devem estar separadas, sim ou não?
Há argumentos válidos para todos os lados, há quem considere que sendo
a Agricultura uma área de futuro e sendo o Ambiente muitas vezes um
entrave a uma cultura de desenvolvimento, tendo as duas pastas
concentradas quem decide faz melhor o equilíbrio entre os legítimos
interesses de produzir mais e os também legítimos interesses de
preservar o meio ambiente.
Há também quem considere que o Ambiente é em si o nosso futuro, o que
significa que não só tem de haver uma preocupação crescente com o meio
ambiente como este vai ser mesmo o negócio do futuro, justificando a
sua junção à Energia.
E há ainda quem considere que o Ambiente é uma área transversal a
todas as outras, devendo por isso existir nos vários sectores de
actividade, não devendo assim ser um ministério.
Todas as visões são sérias e válidas, existem pessoas inteligentes a
defender com argumentos sólidos todas as versões apresentadas, mas é
óbvio que de uma vez por todas o país tem de deixar de assistir a
tantas mudanças, com as pastas a juntarem-se e a separarem-se tantas
vezes, escolhendo de uma vez por todas um modelo.
Veja-se o que aconteceu nesta legislatura, com o Ambiente a juntar-se
à Agricultura, o que levou a que o Instituto de Conservação da
Natureza e Biodiversidade (que pertencia ao Ambiente) se fundisse com
a Autoridade Florestal Nacional (que pertencia à Agricultura), sendo
assim criado o ICNF. Ora com esta presente remodelação tudo mudou,
dois anos depois de este governo entrar em funções a Agricultura e o
Ambiente foram de novo separados, sobejando o ICNF que responde agora
perante? duas secretarias de Estado, que pertencem a dois ministérios
distintos. Isto tem lógica, faz sentido? Alguém pensou nisto?
Bem sabemos que nas organizações existem muitas vezes estruturas
matriciais de reporting, que muitas vezes reportamos a uma pessoa por
um assunto e a outra por outro, mas convém que todos tenhamos também
claro quem é o nosso chefe, o que defendemos, para onde vamos, como
vamos. Passe o exagero, mas quando agora a ministra da Agricultura
mandar o ICNF plantar eucaliptos e o ministro do Ambiente os proibir,
o que vai o ICNF fazer? Planta os eucaliptos e arranja uma guerra com
o ministro do Ambiente? Proíbe a plantação e arranja uma outra guerra?
Assobia para o lado?
O curioso é que Agricultura e Ambiente, após décadas de posições
antagónicas, até estavam a dar os primeiros passos no sentido de uma
visão conjunta do que deve ser a produção respeitando os princípios
básicos da conservação do meio ambiente.
Veja-se o exemplo do lince-ibérico que, libertado a centenas de
quilómetros da nossa fronteira, veio encontrar o seu lar numa reserva
de caça junto a Vila Nova de Milfontes. Pois nem os ambientalistas
exigiram que a reserva acabasse nem os caçadores exigiram a captura do
lince, os caçadores caçam e o lince vive feliz e contente. Foi
possível uma visão conjunta do Ambiente (lince) com a Agricultura
(zona de caça), tudo sob a tutela do mesmo organismo, o tal ICNF.
Do exposto, as reformas são sempre bem-vindas, é preciso reformar o
que está mal, mas reformar o que está mal carece de um outro consenso,
consenso que esperamos que agora, com todos os holofotes virados para
cima destes políticos, aconteça finalmente.
Muitas vezes, para reformar mal ou reformar sem consenso é melhor
deixar tudo como está, pelo menos há estabilidade, e a estabilidade é
um valor em si mesmo, pois cria um contexto que ajuda a que acreditem
em nós, que somos um país seguro em que se pode confiar, onde vale a
pena investir, onde as regras não são mudadas a meio do jogo.
Este clima de reforma constante pode ajudar a ganhar votos, aliás foi
assim que o PRI - Partido Revolucionário Institucional se manteve no
poder durante 71 anos no México, de certa forma institucionalizando um
clima de revolução permanente, seja lá isso o que for, convencendo as
pessoas de que era possível reformar sem fim, como se uma reforma não
fosse um meio para atingir um fim, mas o fim em si mesmo.
Ora o nosso benchmark não deveria ser o México, deveríamos olhar para
outras latitudes onde os partidos se entendem no que é essencial,
podem discutir mas têm um quadro estável durante anos a fio, alterando
quando tiverem de alterar mas sempre em consenso nas áreas- -chave, o
tal consenso que permite que exista agora um lince em Milfontes,
consenso que tanta falta nos faz.
Engenheiro agrónomo e gestor de empresas
http://www.ionline.pt/iOpiniao/consenso-lince-milfontes
Deixem-nos trabalhar!
________________________________
Carlos Neves
Julho e Agosto. Para alguns são meses de férias na praia com banhos no
mar. Para outros são meses de trabalho no campo com banhos dos
aspersores da rega. Para uns é tempo de acompanhar a volta a Portugal.
Para outros a rega do milho é como a corrida de bicicletas: No
princípio há o trabalho da equipa no apoio ao líder: a partir de certa
altura ele fica por conta própria a disputar os últimos quilómetros na
subida da montanha. Nós também tivemos o apoio na rega do São Pedro,
este ano bastante generoso no Inverno e Primavera. Depois veio o Verão
e ficamos por conta própria, do nosso trabalho, da água possível e dos
sistemas de rega disponíveis. Depois vem Setembro, mês de colher o
prémio do nosso trabalho. O ano passado saiu-nos a fava com a terceira
descida do preço do leite depois das subidas da ração. Agora o preço
do leite já recuperou, mas a ração desceu menos que o prometido e
ainda sentimos os efeitos secundários desse ano 2012 que foi muito mau
e não podemos deixar que se repita.
Adiante. Temos sempre a alegria da colheita, agora mais fácil com as
grandes máquinas automotrizes de ensilar que temos ou podemos alugar e
nos permitem fazer o serviço melhor, mais rápido e mais simples,
certo? Nem sempre. Há coisas que complicam.
O milho é cortado nos campos e transportado em reboques agrícolas para
ser armazenado nos silos junto às vacarias. Nos últimos anos, vários
agricultores que circulavam na estrada com reboques de milho silagem
foram advertidos pela autoridade de trânsito sobre a obrigatoriedade
de cobrir cada carga com uma lona ou rede. Acontece que a esmagadora
maioria dos reboques agrícolas (99%?) não estão preparados para essa
cobertura. Colocar manualmente uma lona após cada enchimento do
reboque é perigoso para o tractorista, para os outros veículos (se a
lona não ficar bem fixa) e demora mais tempo que o enchimento do
reboque. E assim, à boa maneira portuguesa, temos de viver e trabalhar
com leis impraticáveis, esperando ter a sorte de não encontrar na
estrada agentes da autoridade ou, se os encontrar, que estejam
ocupados com coisas mais importantes que complicar a vida dos
agricultores. Se a polícia quiser ser escrupulosa pode multar e
impedir o transporte da colheita em tempo oportuno. Em alternativa,
podemos "brincar" às escondidas com a polícia, procurando outros
caminhos. Ora o trabalho agrícola é muito sério. É um trabalho honrado
que precisa do apoio da lei e não de complicações legais. Tendo em
conta que a silagem de milho não é uma matéria perigosa que possa
causar danos nos outros veículos (como a areia, por exemplo), nos
últimos dois anos através da APROLEP fiz vários contactos junto do
governo no sentido de ser decretada uma excepção da "obrigação de
cobertura" para o transporte de forragens entre os terrenos e as
explorações agro-pecuárias. Ainda não fomos atendidos, mas temos de
insistir. Há alguns anos atrás, também foi conseguida (creio que por
iniciativa da CAP) uma excepção para o transporte de trabalhadores
agrícolas nos reboques. Portanto, se houver empenho das principais
organizações agrícolas e dos ministérios da Agricultura e
Administração Interna, podemos ultrapassar esta dificuldade no
trabalho dos agricultores. Semear, regar e colher já é difícil quanto
baste. Não compliquem!
Carlos Neves
Publicado em 17/08/2013
http://www.agroportal.pt/a/2013/cneves5.htm
Carlos Neves
Julho e Agosto. Para alguns são meses de férias na praia com banhos no
mar. Para outros são meses de trabalho no campo com banhos dos
aspersores da rega. Para uns é tempo de acompanhar a volta a Portugal.
Para outros a rega do milho é como a corrida de bicicletas: No
princípio há o trabalho da equipa no apoio ao líder: a partir de certa
altura ele fica por conta própria a disputar os últimos quilómetros na
subida da montanha. Nós também tivemos o apoio na rega do São Pedro,
este ano bastante generoso no Inverno e Primavera. Depois veio o Verão
e ficamos por conta própria, do nosso trabalho, da água possível e dos
sistemas de rega disponíveis. Depois vem Setembro, mês de colher o
prémio do nosso trabalho. O ano passado saiu-nos a fava com a terceira
descida do preço do leite depois das subidas da ração. Agora o preço
do leite já recuperou, mas a ração desceu menos que o prometido e
ainda sentimos os efeitos secundários desse ano 2012 que foi muito mau
e não podemos deixar que se repita.
Adiante. Temos sempre a alegria da colheita, agora mais fácil com as
grandes máquinas automotrizes de ensilar que temos ou podemos alugar e
nos permitem fazer o serviço melhor, mais rápido e mais simples,
certo? Nem sempre. Há coisas que complicam.
O milho é cortado nos campos e transportado em reboques agrícolas para
ser armazenado nos silos junto às vacarias. Nos últimos anos, vários
agricultores que circulavam na estrada com reboques de milho silagem
foram advertidos pela autoridade de trânsito sobre a obrigatoriedade
de cobrir cada carga com uma lona ou rede. Acontece que a esmagadora
maioria dos reboques agrícolas (99%?) não estão preparados para essa
cobertura. Colocar manualmente uma lona após cada enchimento do
reboque é perigoso para o tractorista, para os outros veículos (se a
lona não ficar bem fixa) e demora mais tempo que o enchimento do
reboque. E assim, à boa maneira portuguesa, temos de viver e trabalhar
com leis impraticáveis, esperando ter a sorte de não encontrar na
estrada agentes da autoridade ou, se os encontrar, que estejam
ocupados com coisas mais importantes que complicar a vida dos
agricultores. Se a polícia quiser ser escrupulosa pode multar e
impedir o transporte da colheita em tempo oportuno. Em alternativa,
podemos "brincar" às escondidas com a polícia, procurando outros
caminhos. Ora o trabalho agrícola é muito sério. É um trabalho honrado
que precisa do apoio da lei e não de complicações legais. Tendo em
conta que a silagem de milho não é uma matéria perigosa que possa
causar danos nos outros veículos (como a areia, por exemplo), nos
últimos dois anos através da APROLEP fiz vários contactos junto do
governo no sentido de ser decretada uma excepção da "obrigação de
cobertura" para o transporte de forragens entre os terrenos e as
explorações agro-pecuárias. Ainda não fomos atendidos, mas temos de
insistir. Há alguns anos atrás, também foi conseguida (creio que por
iniciativa da CAP) uma excepção para o transporte de trabalhadores
agrícolas nos reboques. Portanto, se houver empenho das principais
organizações agrícolas e dos ministérios da Agricultura e
Administração Interna, podemos ultrapassar esta dificuldade no
trabalho dos agricultores. Semear, regar e colher já é difícil quanto
baste. Não compliquem!
Carlos Neves
Publicado em 17/08/2013
http://www.agroportal.pt/a/2013/cneves5.htm
sábado, 17 de agosto de 2013
Incêndio no Funchal destruiu 50 hectares de floresta
Publicado ontem
foto JOANA SOUSA/ASPRESS/GLOBAL IMAGENS
Cinquenta hectares de mato e floresta arderam na sequência do incêndio
que lavra desde as 02:30 desta sexta-feira no concelho do Funchal,
anunciou o presidente da câmara, que atribuiu o aparecimento de novos
focos a "fogo posto".
"A área ardida anda à volta de 50 hectares, não há danos materiais
relevantes a apontar, com exceção de alguns anexos de habitação",
disse aos jornalistas Miguel Albuquerque, no final de uma reunião da
Comissão Municipal de Proteção Civil, no quartel dos Bombeiros
Municipais do Funchal, na qual se decidiu acionar o Plano Municipal de
Emergência.
Miguel Albuquerque, que interrompeu as férias para acompanhar a
situação dos incêndios, adiantou que arderam dois por cento do Parque
Ecológico do Funchal, com uma área de 1.012 hectares.
O responsável explicou que a decisão de ativar o Plano Municipal de
Emergência de Proteção Civil surgiu depois do aparecimento de três
novos incêndios, "simultaneamente", que alastraram o fogo da freguesia
do Monte à de São Roque.
"[O plano] é um elemento muito importante porque permite conjugar um
conjunto de procedimentos com um conjunto de entidades que são
fundamentais no combate e na prevenção dos fogos", justificou o
responsável máximo da Proteção Civil no concelho.
O autarca considerou o aparecimento dos novos focos - no Galeão, na
Cova e no Sítio da Alegria - uma situação "muito estranha", o que, no
seu entender, "aponta para fogo posto".
"Esses focos surgem espontaneamente, tudo aponta para fogo posto mas
não posso confirmar", declarou, referindo que a situação obrigou a
deslocar novamente meios, incluindo da Cruz Vermelha Portuguesa e do
Exército, "com intervenção de 100 homens".
O presidente do município admitiu que estes incêndios "ainda [às 19.40
horas] não estão circunscritos", pelo que é uma "zona de combate
prioritária".
"Vamos ter uma noite novamente de trabalho, de prevenção e combate
destes fogos. Vamos ver como o tempo evolui, estamos muito
condicionados ao vento", reconheceu, garantindo: "A nossa prioridade
será a salvaguarda da integridade física das pessoas e das suas
habitações".
No caso dos fogos que estão controlados e em fase de rescaldo, no
Monte, os bombeiros vão fazer prevenção porque neste momento nada está
garantido, admitiu, alertando: "Neste momento não há populações em
perigo mas há o potencial de o fogo poder alastrar muito rapidamente,
basta o vento aumentar".
Confrontado com críticas relacionadas com a ausência de limpeza de
terrenos em espaço urbano, Miguel Albuquerque referiu que se tratam de
áreas privadas, observando que há no concelho outras condicionantes
que facilitam a propagação do fogo, como as plantas infestantes.
O incêndio começou às 02:30, na freguesia do Monte, e destruiu alguns
anexos e palheiros, além de mato e área florestal, tendo-se agravado
ao início da tarde, passando para as zonas altas da freguesia de São
Roque, onde surgiram novos focos.
O incêndio atingiu o Parque Ecológico de Funchal, criado em 1994, por
iniciativa da Câmara Municipal do Funchal, tem como objetivos a
conservação da natureza, a promoção da educação ambiental e a
disponibilização de infraestruturas para o recreio e lazer dos
visitantes.
Em agosto de 2010, um incêndio destruiu 95% dos 1.012 hectares do
Parque Ecológico, que tem sido, desde então, alvo de projetos de
reflorestação.
O parque, Desenvolve-se em terreno montanhoso, a norte da cidade do
Funchal, entre os 470 metros de altitude na ribeira Santa Luzia e os
1.818 metros de altitude do Pico do Areeiro.
Oito pessoas foram transportadas para o Hospital Dr. Nélio Mendonça,
mas sem ferimentos graves.
A combater o fogo estão cerca de 70 elementos das corporações dos
Municipais do Funchal, Voluntários Madeirenses, Voluntários de Câmara
de Lobos e, ainda, as corporações de Machico, Santa Cruz e Ribeira
Brava, além da Polícia Florestal.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3374575&page=-1
foto JOANA SOUSA/ASPRESS/GLOBAL IMAGENS
Cinquenta hectares de mato e floresta arderam na sequência do incêndio
que lavra desde as 02:30 desta sexta-feira no concelho do Funchal,
anunciou o presidente da câmara, que atribuiu o aparecimento de novos
focos a "fogo posto".
"A área ardida anda à volta de 50 hectares, não há danos materiais
relevantes a apontar, com exceção de alguns anexos de habitação",
disse aos jornalistas Miguel Albuquerque, no final de uma reunião da
Comissão Municipal de Proteção Civil, no quartel dos Bombeiros
Municipais do Funchal, na qual se decidiu acionar o Plano Municipal de
Emergência.
Miguel Albuquerque, que interrompeu as férias para acompanhar a
situação dos incêndios, adiantou que arderam dois por cento do Parque
Ecológico do Funchal, com uma área de 1.012 hectares.
O responsável explicou que a decisão de ativar o Plano Municipal de
Emergência de Proteção Civil surgiu depois do aparecimento de três
novos incêndios, "simultaneamente", que alastraram o fogo da freguesia
do Monte à de São Roque.
"[O plano] é um elemento muito importante porque permite conjugar um
conjunto de procedimentos com um conjunto de entidades que são
fundamentais no combate e na prevenção dos fogos", justificou o
responsável máximo da Proteção Civil no concelho.
O autarca considerou o aparecimento dos novos focos - no Galeão, na
Cova e no Sítio da Alegria - uma situação "muito estranha", o que, no
seu entender, "aponta para fogo posto".
"Esses focos surgem espontaneamente, tudo aponta para fogo posto mas
não posso confirmar", declarou, referindo que a situação obrigou a
deslocar novamente meios, incluindo da Cruz Vermelha Portuguesa e do
Exército, "com intervenção de 100 homens".
O presidente do município admitiu que estes incêndios "ainda [às 19.40
horas] não estão circunscritos", pelo que é uma "zona de combate
prioritária".
"Vamos ter uma noite novamente de trabalho, de prevenção e combate
destes fogos. Vamos ver como o tempo evolui, estamos muito
condicionados ao vento", reconheceu, garantindo: "A nossa prioridade
será a salvaguarda da integridade física das pessoas e das suas
habitações".
No caso dos fogos que estão controlados e em fase de rescaldo, no
Monte, os bombeiros vão fazer prevenção porque neste momento nada está
garantido, admitiu, alertando: "Neste momento não há populações em
perigo mas há o potencial de o fogo poder alastrar muito rapidamente,
basta o vento aumentar".
Confrontado com críticas relacionadas com a ausência de limpeza de
terrenos em espaço urbano, Miguel Albuquerque referiu que se tratam de
áreas privadas, observando que há no concelho outras condicionantes
que facilitam a propagação do fogo, como as plantas infestantes.
O incêndio começou às 02:30, na freguesia do Monte, e destruiu alguns
anexos e palheiros, além de mato e área florestal, tendo-se agravado
ao início da tarde, passando para as zonas altas da freguesia de São
Roque, onde surgiram novos focos.
O incêndio atingiu o Parque Ecológico de Funchal, criado em 1994, por
iniciativa da Câmara Municipal do Funchal, tem como objetivos a
conservação da natureza, a promoção da educação ambiental e a
disponibilização de infraestruturas para o recreio e lazer dos
visitantes.
Em agosto de 2010, um incêndio destruiu 95% dos 1.012 hectares do
Parque Ecológico, que tem sido, desde então, alvo de projetos de
reflorestação.
O parque, Desenvolve-se em terreno montanhoso, a norte da cidade do
Funchal, entre os 470 metros de altitude na ribeira Santa Luzia e os
1.818 metros de altitude do Pico do Areeiro.
Oito pessoas foram transportadas para o Hospital Dr. Nélio Mendonça,
mas sem ferimentos graves.
A combater o fogo estão cerca de 70 elementos das corporações dos
Municipais do Funchal, Voluntários Madeirenses, Voluntários de Câmara
de Lobos e, ainda, as corporações de Machico, Santa Cruz e Ribeira
Brava, além da Polícia Florestal.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3374575&page=-1
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