quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Os cereais onde vale a pena investir
A Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC) encomendou um
estudo para identificar as oportunidades de criação de valor da
atividade dos seus produtores.Trigos melhoradores e btp são alguns dos
cereais onde vale a pena investir, mas há muito mais potencial para
criar valor.
3.550 milhões de euros é o valor gerado pelas fileiras onde são
incorporadas as matérias primas fornecidas pelos produtores de cereais
(inclui proteaginosas, trigo duro, girassol, cevada, trigo mole e
cereais forrageiros). Estas fileiras, responsáveis pela produção de
pão, farinha, baby food, massas, cerveja, óleo alimentar, legumes
enlatados e rações correspondem a cerca de 31% do total da indústria
agroalimentar.
90% do volume de negócios da produção final destas fileiras é
realizado no mercado nacional, mas a matéria-prima incorporada é
maioritariamente importada. O peso dos cereais nacionais é de apenas
12% na procura destas seis fileiras. Apesar disso, a produção nacional
de cereais tem vindo a decrescer cerca de 16% ao ano, em média, um
decréscimo homogéneo em todas as culturas analisadas.
A 'radiografia' consta do 'Estudo de Oportunidades de Valorização da
Produção' encomendada pela ANPOC às empresas de consultoria Consulai e
Return on Ideas.
A análise conclui que o potencial de valorização das matérias-primas
para uso humano é o mais elevado, existindo procura por satisfazer e
espaço para acrescentar valor à atual produção. A bioenergia fica
assim excluída como prioridade. Quanto à fileira da alimentação
animal, deve ser considerada recurso potencial para produtores que
também se dediquem à pecuária (pode ser mais barato produzir os
cereais forrageiros do que comprar no mercado) e explorações cujas
condições edafoclimáticas não permitam produção de qualidade para
consumo humano.
Veja os resultados deste estudo na edição de dezembro/janeiro da VIDA
RURAL, já nas bancas!
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7825&bl=1
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Autossuficiência no azeite será superada já este ano
últimas décadas
João Cortez de Lobão, produtor de azeite
D.R.
08/01/2014 | 20:16 | Dinheiro Vivo
As 85 mil toneladas de azeite esperadas para este ano poderão fazer
dele o melhor dos últimos 40 anos, e assim superar a autossuficiência,
na relação entre o que se produz e o que se consome no país.
Os fortes investimentos em novas plantações de olival, no Alentejo, em
especial no Alqueva, mudaram a paisagem do país e o resultado está à
vista. A campanha do azeite, que se concluirá em março, deverá ser "a
mais alta das últimas décadas", com cerca de 85 mil toneladas, que é
um pouco superior ao consumo anual no país, estimado em 80 mil
toneladas, segundo Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite.
Dará para esquecer o último ano (59 mil toneladas) e superar as 76 mil
toneladas de 2012, que tinha sido o melhor dos últimos 40 anos. E dará
para começar a dar valor a tudo o que se investiu na última década na
plantação de oliveiras, e que dá agora os seus frutos. Um desses
investimentos resultou mesmo no maior olival do Mundo, quando, em
2010, a Sovena adquiriu um olival no Alentejo que a habilitou a ficar
com um total de 9700 hectares.
Mas, apesar do crescimento da produção e de muita dela ser para o
mercado externo, ainda é preciso importar para satisfazer boa parte,
precisamente, da exportação. E aí, o Brasil tem sido incontornável
como o principal motor das vendas para fora do país, realidade a que
não serão alheias as campanhas de promoção que a Casa do Azeite tem
protagonizado naquele mercado, desde 2000.
Em 11 anos, foram investidos 2,250 milhões de euros, em três grandes
pacotes de ações promocionais no Brasil (um deles juntamente com a
China), num investimento maioritariamente privado mas apoiado por
fundos comunitários.
"Tem sido um crescimento quase exponencial para o Brasil. Funciona
como uma grande alavancagem das nossas vendas", assinala Mariana
Matos, com uma salvaguarda: "Em meia dúzia de anos, deu-se uma
inversão muito importante. As exportações de azeite (refinado e
virgem) deram lugar às exportações de azeite virgem extra",
evidenciando uma procura da qualidade.
De facto, os investimentos não foram apenas nas plantações, mas também
na obtenção de um produto de excelência, desde o lagar à preparação
técnica dos profissionais. "Ninguém investe agora para não obter um
produto de qualidade", argumenta Mariana Matos. A prova reside na
quantidade de azeite nacional nas prateleiras gourmet e nos prémios
sucessivos entre os melhores azeites do mundo.
Produtor alentejano com "estrelinha"
João Cortez de Lobão diz ter uma "estrelinha": deixou o jornalismo e
foi para os EUA, onde geria patrimónios. Escapou aos atentados às
torres gémeas, onde trabalhava. Em 2006, já em Portugal, deixou a
banca (escapando à sua derrocada) e investiu 14 milhões de euros na
Herdade Maria da Guarda, em Serpa, plantando olival e construindo um
lagar. Vai produzir este ano 1 milhão de quilos de azeite e tenciona
duplicar a produção, em 2015. Nos seus 600 hectares já tem uma margem
bruta recorde de 4000 euros/ha/ano que acredita irá voltar a crescer.
Usa um regime superintensivo de produção com olival em sebe,
mecanizado, mas emprega 40 pessoas. Exporta 90% da produção para
Itália, em granel. "Se formos eficientes, a agricultura é muito
rentável", diz este pai de família de 8 filhos. E não vai ficar por
aqui: "Estou disponível para comprar mais terra".
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO312174.html?page=0
Mais de 280 ninhos de vespa asiática detectados desde 2012 em Portugal
presença desta praga em território nacional, permitindo aos
apicultores a sua "comunicação rápida" às autoridades.
Mais de 280 ninhos de vespa asiática, uma espécie predadora de
abelhas, foram detetados desde 2012 em Portugal, mas a praga estará
contida na região de Entre Douro e Minho, indica a Direção Geral de
Alimentação e Veterinária (DGAV).
De acordo com dados da DGAV, obtidos na sequência da implementação de
um plano de ação específico para tratar a presença desta espécie
invasora, foi detetada e validada, em 2012, a existência de 30 ninhos
de vespa velutina - também conhecida como asiática pela sua origem -,
em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo.
Esse número subiu para 252 ninhos no ano de 2013, sobretudo na região
do Alto Minho, já que apenas 27 casos referem-se a situações detetadas
em concelhos dos distritos de Braga e do Porto.
"Dos ninhos detetados foram comprovadamente destruídos 28 no ano de
2012 e 177 em 2013", esclareceu à agência Lusa fonte da DGAV,
sublinhando que o concelho de Viana do Castelo é o "mais afetado" pela
presença desta espécie.
"Nesse município foram detetados e destruídos 22 ninhos no ano de 2012
e 149 em 2013", explicou ainda a DGAV.
Aquele organismo do Ministério da Agricultura reforça tratar-se de uma
espécie invasora que, como outras vespas, "constitui uma das pragas da
colmeia", não sendo "uma ameaça sanitária" - por não ser fonte de
transmissão de doença às abelhas -, ou representando perigo imediato
para humanos.
A vespa asiática é maior e mais agressiva do que a espécie autóctone
nacional e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em
França, em 2004.
Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011,
mas a situação só se agravou a partir no final do seguinte e depois de
se instalar também no norte de Espanha.
Além do problema da biodiversidade, ao "prejudicar a alimentação" de
outras espécies, trata-se, segundo os apicultores, de uma vespa "mais
agressiva" que faz com que as abelhas não saiam para procurar
alimento, por estarem sob ataque, enfraquecendo as colmeias, que
acabam por morrer.
A destruição dos ninhos de vespa asiática, normalmente através de
fogo, é assegurada pelos Serviços Municipais de Proteção Civil,
envolvendo a própria DGAV, associações de apicultores e bombeiros.
A presença em Portugal estará nesta altura "circunscrita à região de
Entre Douro e Minho", apesar de a DGAV também admitir "relatos" de
vespa velutina nos distritos de Vila Real e Bragança ou mesmo na
região de Lisboa e Vale do Tejo e até no Algarve.
"A sua presença ou de ninhos não foi confirmada, sendo certo que
muitos dos relatos corresponderão à presença da vespa europeia, cuja
presença é absolutamente normal e por isso não revela qualquer impacto
extraordinário, designadamente para a atividade apícola", esclarece a
mesma fonte.
Desde janeiro de 2013 que existe um plano de ação para tratar a
presença desta praga em território nacional, permitindo aos
apicultores a sua "comunicação rápida" às autoridades.
Ainda de acordo com a DGAV, apesar do crescente número de ninhos
detetados e destruídos e da sua localização, para sul, a possível
"tendência para uma expansão gradual da espécie" ainda "carece de
validação científica e técnica".
Prevê, contudo, o alargamento a outras zonas do país da aplicação do
plano de ação instituído em 2013 na área do Minho já no início deste
ano.
*Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/artigos/iciencia/mais-280-ninhos-vespa-asiatica-detectados-2012-portugal/pag/-1
sector florestal em queda na europa e em alta na Ásia
Janeiro 06
Segundo um relatório da Food and Agriculture Organization (FAO), a
produção europeia de produtos à base de madeira diminuiu no ano de
2012 entre 1 a 4%. Esta tendência reflecte, por um lado, os resultados
da crise económica, que se verifica em vários países europeus e, por
outro lado, um menor consumo de papel, devido ao uso das novas
tecnologias de informação.
Nos estados Unidos o consumo de papel também desceu, no entanto a
utilização de madeira para as serrações aumentou 6%, devido,
sobretudo, a uma retoma da construção. Na Ásia, o sector continua a
crescer em todas as suas componentes, pressionado, sobretudo, pela
China, com o aumento de produção das serrações de 11% e dos painéis
para habitação de 6%.
http://www.agroinfo.pt/sector-florestal-em-queda-na-europa-e-em-alta-na-asia/
Vendas em hiper e supermercados deverão ter subido quase 1% no último ano
"que foram as grandes vítimas da crise" no consumo em Portugal, entrem
"em território de recuperação de vendas"
As vendas de produtos alimentares, bazar e perecíveis nos hiper e
supermercados subiram 0,8% em valor no último ano terminado a 22
dezembro, segundo dados provisórios hoje avançados pela APED
De acordo com a diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de
Distribuição (APED), Ana Trigo Morais, as vendas nos canais de
hipermercados e supermercados nos segmentos de produtos alimentares,
bazar e perecíveis cresceram "0,8% até 22 dezembro" do ano passado.
No entanto, alertou Ana Trigo Morais, "estes dados são ainda
provisórios e não são representativos" do setor, já que não estão
avaliados os restantes segmentos.
Segundo a diretora-geral, que falava num encontro com jornalistas em
Lisboa para anunciar o próximo congresso da APED, que decorre entre 25
e 26 de março, as vendas aceleraram no terceiro trimestre quase 6% e
registaram "um pico em novembro", com a antecipação das compras de
Natal.
No entanto, na segunda semana de dezembro, assistiu-se a "uma
desaceleração de crescimento".
Ana Trigo Morais disse ainda que os dados indicam que na semana em que
o Tribunal Constitucional chumbou o diploma sobre a convergência das
pensões (19 de dezembro) se assistiu a uma quebra do consumo.
"O ano de 2013 correu melhor do que era esperado, o retalho
especializado e não alimentar começa a recuperar", disse.
Para 2014, "vai ser um outro ano em que os retalhistas vão continuar a
construir propostas de valor" em função dos rendimentos dos
consumidores, afirmou a diretora-geral, adiantando que a APED vai
estar expectante em relação à entrada em vigor do novo regime
aplicável às práticas individuais restritivas, que deverá colocar
limitações às promoções do setor.
Ainda para este ano, a APED espera que o setor não alimentar e o
retalho especializado, "que foram as grandes vítimas da crise" no
consumo em Portugal, entrem "em território de recuperação de vendas".
Ana Trigo Morais considerou que 2014 continuará a ser um "ano de
incertezas", nomeadamente em período de saída da 'troika', composta
pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central
Europeu.
O congresso deste ano da APED, que tem como mote a Inovação, contará
com a presença do prémio Nobel da Economia 2013, Lars Peter Hansen,
que é o atual diretor de investigação do Instituto Becker Friedman,
professor na área da Economia na Universidade de Chicago e considerado
um dos nomes mais influentes da atualidade com o seu contributo na
Econometria, com o método generalizado dos momentos.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado
pela agência Lusa
http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/vendas-hiper-supermercados-deverao-ter-subido-quase-1-no-ultimo-ano/pag/-1
Família algarvia conquista mercados. Cobriu com chocolate belga produtos regionais
alfarrobas, amêndoas e medronhos e já exporta para a Alemanha
Figos com chocolate belga dão negócio
D.R.
05/01/2014 | 11:49 | Dinheiro Vivo
Uma família do Algarve criou uma empresa de produção artesanal de
bombons, que junta produtos regionais, como o figo e a laranja, com
chocolate belga e, além de abastecer o mercado nacional, já exporta
para a Alemanha.
Um casal e duas filhas de 29 anos de idade - uma fisioterapeuta e a
outra socióloga de formação -- produzem a partir da sua residência, em
Loulé, "latinhas com (10 a 12) bombons especiais - chocofigo", à base
de figo seco algarvio e chocolate belga.
Leia também: FAZ vai dar prémio a Ideias de Origem Portuguesa. Já
abriram as candidaturas
Casca de laranja, amêndoa, farinha de alfarroba, aguardente de
medronho são outros produtos típicos do Algarve que a família
Guerreiro está a aproveitar para valorizar, juntando-lhes o mais
famoso chocolate do mundo.
Além dos bombons, a família está também a produzir barritas 'fitness'.
O investimento inicial de cinco mil euros e instalações próprias foram
suficientes para colocar em marcha a microempresa familiar que só
neste Natal, segundo Baltazar Guerreiro, exportou para mercados em
Berlim e Hamburgo, na Alemanha, "cerca de mil latas de Chocofigo e
outras tentações do Algarve com chocolate da Bélgica".
Depois de entrar no mercado nacional em lojas gourmet e mercearias e
em alguns mercados da "saudade" na Alemanha, onde a principal
clientela é o emigrante português, o próximo passo é o Luxemburgo,
Bélgica, França, Inglaterra, Estados Unidos da América (EUA) e Canadá,
adiantou à agência Lusa o chefe da família Guerreiro, de 52 anos.
"Os contactos estão feitos, agora vamos ver como corre", disse,
referindo que também vão começar a trabalhar com uma cadeia de lojas
gourmet em Portugal.
A ideia de juntar num produto único o figo seco e o chocolate belga
surgiu em 2007, recordou Baltasar Guerreiro, que desde essa altura
começou a divulgar o "Chocofigo, o Chocoamêndoa e a Chocolaranja" em
feiras de artesanato.
Atualmente, vende para cidades como o Porto, Lisboa, Aveiro, Guimarães
e toda a região algarvia.
"É tudo feito à mão", o mentor do projeto referindo que essa pode ser
"a chave do sucesso".
http://www.dinheirovivo.pt/Faz/Artigo/CIECO309576.html?page=0
ManutenÇÃo dos grandes carnÍvoros selvagens na uniÃo europeia
Janeiro 06
15:082014
Nos últimos anos, o problema da coexistência de grandes carnívoros
selvagens com a actividade agrícola de pastoreio, sobretudo nas
regiões de montanha, tem vindo a ser motivo de grandes discussões.
Se, por um lado, ninguém põe em causa a existência das espécies, por
outro lado, o prejuízo que têm causado aos rebanhos tem vindo a
aumentar.
A Comissão Europeia tem vindo a realizar reuniões com os agentes
económicos, tendo sido realizado um workshop no passado dia 5 de
Dezembro, cujo relatório de conclusões foi hoje tornado público pela
Comissão.
As conclusões foram as seguintes:
Proposta a criação de uma plataforma sobre os grandes carnívoros. O
objectivo desta plataforma é de redigir um manifesto europeu de
coexistência entre os grandes carnívoros e os humanos, que deverá
contemplar o seguinte:
a) O respeito pela legislação europeia
b) Reconhecer os vários interesses em jogo, podendo utilizar os
recursos naturais para obter uma situação sustentável
c) Aceitar compromissos que permitam ultrapassar os problemas e
reconhecendo a necessidade de cooperação transfronteiriça
Esta plataforma deve, também:
a) Organizar um encontro anual para apresentar o relatório de
actividades e definir estratégias
b) Divulgar as suas actividades, tais como, relatórios de reuniões,
manuais de boas práticas, através dos portais das associações e
criando o seu próprio website
c) Participação voluntária em alguns planos de acção, podendo mesmo
ter acção concreta junto das populações.
Foi também dado conhecimento do estado de avanço do projecto sobre o
lobo ibérico, que é coordenado pelo português Francisco Alvares do
CIBIO, em Vairão, que envolve participantes espanhóis e portugueses e
que pretende elaborar um guia de boas práticas.
http://www.agroinfo.pt/manutencao-dos-grandes-carnivoros-selvagens-na-uniao-europeia/
Elvas: GNR detém 12 pessoas suspeitas de furto de azeitona
A GNR deteve 12 pessoas suspeitas de furto de azeitona, na tarde da
passada segunda-feira, no decorrer de duas ações em locais diferentes,
nas zonas de Elvas e Campo Maior.
Seis dos suspeitos, três homens e três mulheres, foram surpreendidos
num olival em Elvas, que não lhes pertencia, na posse de 570 quilos de
azeitona.
Pouco tempo depois, no concelho de Campo Maior, militares da GNR
detiveram mais três homens e três mulheres pelo mesmo crime,
tendo-lhes sido apreendidos 800 quilos de azeitona.
Diligências posteriores permitiram ainda recuperar mais 800 quilos
daquele fruto, junto da zona de residência dos suspeitos.
Destas ações resultaram, para além das doze detenções, a apreensão de
mais de duas toneladas de azeitona e a apreensão de diverso material
como panais, varas e cestos, utilizados na prática dos crimes.
Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 20 e os 57, foram
sujeitos a termo de identidade e residência e os processos passaram
para a fase de inquérito
http://www.dianafm.com/index.php?option=com_content&view=article&id=30578:elvas-gnr-detem-12-pessoas-suspeitas-de-furto-de-azeitona&catid=19:alentejo&Itemid=44
Ano de 2014 vai ser de transiÇÃo na uniÃo europeia
Janeiro 06
15:062014
Neste ano, em Maio, vamos ter eleições para o Parlamento Europeu. A
Comissão, presidida em segundo mandato por Durão Barroso, cessa
funções em Outubro e a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) tem o
seu ano de transição com aplicação definitiva em 2015. No que diz
respeito à agricultura, os países vão ter uma palavra a dizer na
aplicação das medidas transitórias e a autorização dos chamados "autor
delegados" que vão permitir à Comissão tomar certo número de decisões,
o que este ano deve acontecer em Março.
Assim, sob a presidência grega, a Comissão tem como agenda para 2014,
os seguintes assuntos:
- Propor em Março uma revisão sobre a legislação da agricultura biológica
- No primeiro trimestre, revisão do sistema de ajudas às regiões
ultraperiféricas (POSEIMA)
- Novas disposições sobre as ajudas de Estado em Junho
- Em Janeiro, pronunciar-se sobre o regime de ajuda nas escolas
- Em Fevereiro, sobre a denominação de origem protegida de produtos
americanos de países que têm acordos com a União Europeia
- No primeiro trimestre, uniformização das legislações sobre as
bebidas espirituosas
- Relatório sobre o funcionamento do sector das frutas e legumes após
a reforma do sector de 2007, também previsto para o primeiro trimestre
- Um relatório sobre o sector leiteiro, que é esperado para Junho
- Para o segundo trimestre, pretende-se chegar a um acordo, que se
mostra difícil entre todos os estados membros, com vista a reforçar a
posição da União Europeia na Organização Internacional da Vinha e do
vinho (OIV)
Programa da Presidência grega para o Conselho de Ministros da Agricultura:
a) Conselho de Ministros de 17 de Fevereiro
Apresentação por parte da Comissão do relatório sobre a eventual
etiquetagem dos produtos agrícolas insulares, bem como um relatório
sobre as culturas pouco expressivas em quantidades no sector das
frutas e legumes.
Também devem ser dadas informações sobre as parcerias para a
investigação e o regime de distribuição de fruta nas escolas.
b) Conselho de Ministros de 24 de Março
Discussão das propostas da Comissão sobre a agricultura biológica, bem
como o regime de ajudas às zonas ultraperiféricas (POSEIMA). Por outro
lado, a presidência grega deve dar conta do estado de avanço dos
trabalhos de elaboração da nova directiva sobre o mel (problema dos
OGM no pólen).
c) Conselho de Ministros de 14 de Abril
Os estados membros devem pronunciar-se sobre os termos de um futuro
acordo internacional no sector do azeite e das azeitonas de consumo
b) Conselho de Ministros de 19 de Maio
Os estados membros devem assumir uma posição comum no que diz respeito
à política comunitária de informação e promoção dos produtos
alimentares. Devem também vir a pronunciar-se sobre as competências do
Conselho e da Comissão na FAO
e) Último Conselho de Ministros de 16 de Junho
Deve ser feito um ponto da situação dos trabalhadores nos sectores da
agricultura biológica, o pacote sanidade animal e vegetal, os
medicamentos e as rações medicamentadas, bem como o regulamento sobre
a apresentação, etiquetagem e indicação de denominação de origem para
as bebidas espirituosas. Podem, também, pronunciar-se sobre a posição
da União Europeia na OIV.
A Comissão deve apresentar o seu relatório sobre o sector leiteiro.
http://www.agroinfo.pt/ano-de-2014-vai-ser-de-transicao-na-uniao-europeia/
Investimento directo da China nos EUA duplicou em 2013
08/01/2014 - 09:18
Energia e alimentação foram os sectores mais atractivos para
investidores chineses.
Parte do capital da Nobre, marca portuguesa de fiambre, é detida por
investidores chineses TIAGO MACHADO/ARQUIVO
O investimento directo feito pela China nos Estados Unidos duplicou em
2013, para os 14 mil milhões de dólares, cerca de 10,2 mil milhões de
euros. Os dados são da consultora Rhodium Group, que explica este
aumento com as aquisições de empresas nos sectores da alimentação,
energia e imobiliário, concretizadas no ano passado.
Os investidores privados dominam, agora, os fluxos de capital e
representam mais de 80% das transacções e mais de 70% do valor do
investimento feito nos EUA.
"Prevemos que o interesse chinês nos activos norte-americanos se
mantenha em 2014 tendo em conta as reformas económicas agressivas na
China, um ambiente mais liberal para os investidores chineses e as
estimativas positivas para a economia dos EUA", refere a consultora.
Em 2012, o investimento chinês na maior economia do mundo desceu 36%,
mas o cenário inverteu-se em 2013. Foram contabilizadas 82 operações,
44 das quais aquisições de empresas e 38 projectos de investimento.
Na lista das seis maiores compras de empresas americanas por chineses
estão a Smithfield (com participação na portuguesa Nobre), Nexen US
(energia), Mississippi Lime JV, Chase Manhattan Plaza, General Motors
Building e a Wolfcamp Shale. Juntas valem 80% do valor total.
O sector agro-alimentar e o da energia foram os mais apetecíveis para
a China — neste último, o valor total do investimento cifrou-se nos
3,2 mil milhões de dólares. Já o imobiliário contou com 18 operações,
no valor de 1,8 mil milhões de dólares.
http://www.publico.pt/economia/noticia/investimento-directo-da-china-nos-eua-duplicou-em-2013-1618822
As múltiplas utilizações da soja: do alimento ao biodiesel
Geralmente, pensamos na soja como alimento, mas o grão tem inúmeras
outras utilizações. Como alimento, a soja é utilizada para a produção
de produtos como chocolate, temperos, massas e queijo de soja, também
conhecido como "tofu". Do óleo extraído do grão são produzidos óleo de
cozinha, temperos de saladas, margarinas, gordura vegetal e maionese.
Na saúde, produtos feitos à base de soja são indicados para indivíduos
com intolerância à lactose. Durante a menopausa, a soja é considerada
uma alternativa natural para a reposição hormonal.
Recentemente, pela segurança e abundância em termos de oferta, o óleo
de soja tornou-se a principal matéria-prima para a produção de
biodiesel, o combustível renovável que contribui para reduzir a
emissão de gases poluentes no meio ambiente.
É caso para dizer: "Viva a Soja"!
*Autoria da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica
Portuguesa, no Porto.
"Faça-nos perguntas!" aqui questoesbiotecnologia@porto.ucp.pt
http://rr.sapo.pt/programas_detalhe.aspx?fid=3&did=134946
Uso responsável de antibióticos
Janeiro 07
O uso responsável de antibióticos na produção, com vista a evitar
resistências ao nível humano, é um dos assuntos prioritários ao nível
comunitário e mundial.
Os produtores querem os seus animais de boa saúde, mas pretendem ter
uma actividade sustentável e não vir a prejudicar quem lhes paga, ou
seja o consumidor. Os antibióticos são fundamentais em caso de doença
para o tratamento dos animais e contribuem para o seu bem-estar.
A grande discussão centra-se nos antibióticos de terceira e quarta
geração, com a Organização Mundial de Saúde a salientar a sua
importância na saúde pública e a Organização Internacional das
Epizootias a realçar a sua importância na saúde animal.
No que diz respeito às quinolonas, está estabelecido que há salmonelas
e campylobacter resistentes, o que constitui um problema para a saúde
pública. Estudos mostram o risco de falência do tratamento das
salmonelas-quinolonas resistentes, o que pode constituir um sério
problema de saúde.
Para as terceira e quarta gerações de cefalosporinas, os riscos não
são tão evidentes. Não é claro o efeito que a extended spectrum
b-lactamases (ESBL) dos animais e da carne tem na saúde humana.
É razoável afirmar que a resistência da salmonela à cefalosporina é um
problema, pois é o antibiótico mais utilizado no tratamento dessa
doença em crianças.
No caso dos macrolidos, o cenário é mais complicado, pois é a droga de
eleição para combater o campylobacter e, portanto, muito importante na
produção avícola. A carne de frango é a principal causa de infecção
humana por campylobacter, tendo o problema pouco significado quando
falamos de carne de porco, pelo que é considerado um antibiótico
crítico na avicultura.
Face a esta situação, vários países já tomaram posição:
Na Dinamarca, o uso de fluoroquinolonas está restrita a casos onde não
há outra alternativa, tendo já os produtores porcinos iniciado uma
campanha voluntária no sentido de retirar essa droga das explorações.
A avicultura não usa.
Na Holanda, qualquer tratamento preventivo dos animais é proibido. Só
se pode usar a cefalosporina em animais isolados e nunca em grupos,
onde existem alguns animais doentes.
Na Alemanha, o uso profiláctico de fluoroquinolona e cefalosporina é
proibido. O uso da cefalosporina nos frangos está proibida. O uso
destes antibióticos só pode ser prescrito por um período máximo de
sete dias, findo os quais o veterinário tem de avaliar os resultados.
Nos Estados Unidos, a fluoroquinolona está proibida em frangos, mas
autorizada em bois e porcos. As terceira e quarta geração de
cefalosporinas estão proibidas para uso profiláctico e nas galinhas
poedeiras.
http://www.agroinfo.pt/uso-responsavel-de-antibioticos/
O vinho em Portugal
Dezembro 30
Portugal é o quarto país europeu em área plantada de vinha, com 239
mil hectares em 2012, sendo a Espanha o primeiro país europeu, com
1018 hectares. O nosso país foi o que menos reduziu a área nos últimos
12 anos (3%) enquanto em Espanha, a redução da área foi de 17%.
Esta diminuição de área plantada na Europa tem contrastado com o
aumento noutros países do hemisfério sul, com aumentos de 10% na
Argentina, 18% no Chile e 21% na Austrália (período de 200 a 2012).
Em termos de produção, Portugal é o 10º produtor mundial, com 6 141
milhares de hectolitros em 2012, o que representa uma diminuição de 8%
em relação a 2000. O maior produtor mundial em 2012 foi a França, com
41 422 milhares de hectolitros, que, no entanto, foi ultrapassada, em
2013, pela Itália.
Em termos de consumo absoluto de vinho, Portugal ocupa o 11ª lugar no
ranking mundial, com 4,550 milhares de hectolitros, tendo de 2000 a
2012 baixado uma posição. por troca com a Austrália, cujo aumento de
consumo nestes doze anos foi de 38%, tendo-se, no nosso país,
registado uma descida de 1%. Estamos, também, em risco de perder mais
uma posição, pois o Canadá aproxima-se rapidamente, com um aumento de
68% nos últimos doze anos.
Em termos de consumo por habitante por ano (dados de 2012) ocupamos o
3º lugar mundial, com 42,5 lt, sendo somente ultrapassados pelo
Luxemburgo, com 50,7lt e pela França com 47,71 lt. É curioso verificar
que o consumo em Espanha é de somente 19,9 lt por habitante/ano,
enquanto em 2000, o consumo era de 34,9 lt.
Em termos de valor exportado, estamos em 11º lugar mundial, com um
valor, em 2012, de 706,6 milhões de euros, sendo que, em 2000, esse
valor era de 506,7 milhões de euros.
Apesar deste aumento do montante das exportações, fomos ultrapassados
nos últimos doze anos por vários países, como a Alemanha, que passou
de 394,2 milhões de euros para 972 milhões de euros, a Nova Zelândia,
que passou de 97,1 milhões de euros para 768 milhões de euros e a
Argentina, de 173,2 milhões de euros para 711,3 milhões de euros.
Estas variações mostram que há um potencial elevado para aumentar as
nossas exportações.
Fonte – Statistical Report ou World Vitiviniculture da OIV
(International Organisation of Vine and Wine)
http://www.agroinfo.pt/o-vinho-em-portugal/
Produção record de azeitona no alentejo
Janeiro 03
A produção de azeitona no Alentejo deve, em 2013, atingir valores
recorde, com um aumento na ordem de 40% em relação a 2012, ano que já
tinha registado um aumento de 19% em relação a 2011.
Portugal, apesar de ter visto a área de olival aumentar muito nos
últimos anos, ainda registou, em 2013, um défice de produção de
azeite, que pode vir a ser anulado este ano.
A qualidade da azeitona também é excelente e tudo isto resulta das
boas condições atmosféricas aquando da floração das árvores. A única
nota negativa para os produtores é o preço, pois a colheita também
muito abundante que se regista em Espanha, tem levado os preços para
valores entre os 25 a 27 cêntimos de euros por Kg.
Esta forte produção está a congestionar os lagares, que se mostram
insuficientes. Outro problema é a deficiente estrutura de embalagem e
comercialização do azeite alentejano, que leva a grandes exportações
deste produto a granel. A grande qualidade do produto é, por vezes,
aproveitada pelos países importadores para embalarem com as suas
marcas próprias.
http://www.agroinfo.pt/producao-record-de-azeitona-no-alentejo/
Perspectivas de crescimento da agricultura europeia para o decénio
Janeiro 06
Para os próximos dez anos a Comissão prevê um fraco crescimento do
sector agrícola, limitado especialmente pelos condicionalismos
ambientais ao sector da pecuária. Para o sector dos cereais, o mais
importante será a procura para os bio combustíveis. Os sectores do
leite, da carne de suíno e de aves têm também o seu desenvolvimento
dependente da procura mundial.
No seu relatório, a Comissão prevê que os preços dos cereais deverão
manter-se acima dos níveis médios dos últimos anos, isto porque, a
manter a política europeia de bio combustíveis, a quantia de etanol a
produzir até 2020 aumenta, o que aumentará a procura.
O consumo humano e animal deve estar estável. Por outro lado, devido à
Política Agrícola Comum (PAC) as áreas de cultivo de cereais devem ter
tendência a reduzir, pelo que este aumento de procura deve ser
compensado por aumento de produtividade.
No sector da pecuária, com a saída da crise, prevê-se um aumento do
consumo interno de carne, sendo o sector da carne das aves que será
mais beneficiado, mantendo o porco o primeiro lugar das carnes mais
consumidas. A procura mundial de carne vai também favorecer estes dois
sectores.
A produção de frango deve crescer a um ritmo de 0,8% ao ano, ao passo
que a de porco deve recuperar rapidamente das quebras de 2011 e 2012,
devido, sobretudo à adaptação das explorações às novas normas de
bem-estar animal, prevendo-se um aumento de 2,4% para o decénio.
Já a carne de bovino deve recuar 7% até 2023, principalmente devido à
tendência de redução do efectivo leiteiro. As importações de carne da
América do Sul devem aumentar para atingir as 400.000 toneladas por
ano.
No sector do leite, não se prevê um aumento após o final das quotas
leiteiras em 2015, devido aos constrangimentos de ordem ambiental.
Neste contexto, o rendimento agrícola por unidade de trabalho deve
aumentar 1,8% por ano de 2014 a 2023, devido, sobretudo à redução dos
trabalhadores agrícolas.
http://www.agroinfo.pt/perspectivas-de-crescimento-da-agricultura-europeia-para-o-decenio-2014-2013/
Feira de agricultura de alta tecnologia
Janeiro 07
Este ano, a Feira de Agricultura de Paris, que irá decorrer de 22 de
Fevereiro a 4 de Março, quer mostrar a mais avançada tecnologia no
sector agrícola. Assim, um pavilhão será consagrado a este tema, onde
podemos ver, por exemplo, um novo robot para a ordenha, que melhora a
qualidade e quantidade (+20%) do leite produzido, bem como o bem-estar
animal. Poderá, também, ser observado um sistema controlado por
satélite, que controla a quantidade de adubo a aplicar, distribuindo-o
conforme as necessidades do terreno.
O sector pecuário vai, também, estar em força, com a exposição de 4000
animais de diferentes espécies.
A agricultura urbana será o segundo grande tema da feira, com
projectos para instalação de hortas em espaços públicos urbanos e nos
terraços de alguns edifícios.
Os produtos franceses, como não podia deixar de ser, vão estar em
grande destaque, com um concurso geral agrícola que analisará 16.400
vinhas e 4.600 produtos.
O Ministro da Agricultura francês diz que este acontecimento vai
mostrar o potencial agrícola francês, país que quer reconquistar o
segundo lugar de maior exportador mundial nos próximos dez anos.
http://www.agroinfo.pt/feira-de-agricultura-de-alta-tecnologia/
PROGRAMA AGRÍCOLA NACIONAL
Janeiro 07
Estão abertas até ao próximo dia 31 de Janeiro, as candidaturas ao
Programa Agrícola Nacional. A apresentação de candidaturas, efectua-se
através de um formulário próprio que se encontra disponibilizado no
portal do IFAP, acompanhado dos documentos nele previstos.
As candidaturas deverão ser apresentadas no IFAP I.P. em suporte de
papel, cabendo a este organismo solicitar parecer às entidades
avaliadoras. São elegíveis para a campanha de 2014 as despesas
realizadas a partir de 1 de Setembro de 2013 e executadas até 31 de
Agosto de 2014.
Para mais informações contactar o IFAP
http://www.agroinfo.pt/programa-agricola-nacional/
São precisos sete homens para abraçar a 2ª oliveira mais antiga de Portugal
precisos sete homens para abraçar o tronco
Novo caminho das oliveiras
D.R.
07/01/2014 | 14:24 | Dinheiro Vivo
Enquanto na Grécia se discute a descoberta da mais antiga oliveira do
mundo, com uma idade entre 3500 e 5000 anos, em Portugal, acaba de se
datar a segunda árvore certificada mais antiga de Portugal. São
precisos sete homens para abraçar o tronco desta oliveira com 2450
anos, localizada nos terrenos do Hotel Horta da Moura, em Reguengos de
Monsaraz.
A árvore mais antiga conhecida em Portugal é uma oliveira com 2850
anos e também foi certificada pela Universidade de Trás-os-Montes e
Alto Douro (UTAD). Resiste numa praça em Santa Iria de Azóia.
A segunda oliveira mais antiga de Portugal faz parte de um conjunto de
sete que viu a sua datação estabelecida e certificada pela
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Todas as árvores estão em
bom estado de conservação e ainda na última apanha deram bastante
azeitona.
O método de datação foi desenvolvido pela UTAD, em parceria com a
Oliveiras Milenares, empresa no Vimieiro, perto de Arraiolos, que
vende oliveiras ornamentais, e tem como mentores José Luís Louzada e
Pacheco Marques, investigadores do Departamento de Ciências Florestais
e Arquitectura Paisagista.
O método, baseado num modelo matemático que relaciona a idade com uma
característica dendrométrica do tronco (raio, diâmetro ou perímetro),
não provoca a destruição da árvore, já que não implica o seu abate,
nem provoca lesões que comprometam a sanidade.
Os hóspedes do Hotel Horta da Moura poderão visitar esta oliveira ao
longo do percurso histórico dentro dos sete hectares - O Caminho das
Oliveiras -, que associa a idade das oliveiras a acontecimentos
marcantes da história.
http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/Artigo/CIECO311178.html
Oeiras, Cascais, Loures e Sintra unem-se para promover vinhos de Carcavelos, Bucelas e Colares
eventos comuns
Os municípios de Oeiras, Cascais, Loures e Sintra vão hoje unir-se
para promover os seus vinhos locais, Carcavelos, Bucelas e Colares,
como forma de incentivar ao desenvolvimento turístico das regiões.
Representantes das quatro autarquias vão assinar hoje um protocolo, na
Adega Cooperativa de Colares, em Sintra, que estabelece uma
"colaboração e participação conjunta na concretização do
desenvolvimento turístico das regiões de Oeiras, Loures, Cascais e
Sintra e a promoção dos vinhos Bucelas, Carcavelos e Colares".
Em comunicado, a Câmara de Oeiras informa que o protocolo determina
que cada um dos municípios se compromete a "estabelecer percursos,
itinerários e programas integrados no objetivo 'Rota dos Vinhos de
Bucelas, Carcavelos e Colares' dentro do seu território".
Além disso, as autarquias devem também disponibilizar informação
turística abrangente que inclua tudo o que diz respeito à rota,
identificando os seus elementos diferenciadores, mas também fornecendo
elementos como localização, produtos/atividades disponíveis,
estabelecimentos comerciais e turísticos aderentes, horários de
funcionamento, capacidade de acolhimento e acessibilidades, preços
praticados, formas de pagamento, contactos e eventuais serviços
complementares.
Os municípios vão também ter de estabelecer percursos, iniciativas e
eventos comuns.
A Câmara de Cascais acrescenta, também em comunicado, que a iniciativa
visa "promover a criação de produtos turísticos e atividades que
favoreçam a descoberta e a interpretação da cultura do vinho e a
qualificação do património enológico".
Além dos municípios de Cascais, Loures, Oeiras e Sintra, a "Rota dos
Vinhos de Bucelas, Carcavelos e Colares" conta com o contributo da
Associação dos Municípios Portugueses do Vinho, da Comissão
Vitivinícola de Lisboa, do Instituto da Vinha e do Vinho e ainda do
Instituto de Turismo de Portugal.
http://www.ionline.pt/artigos/mais-igastronomia/oeiras-cascais-loures-sintra-unem-se-promover-vinhos-carcavelos-bucelas
Mães portuguesas desconhecem benefícios dos vegetais
A Associação Portuguesa de Dietistas (APD) fez esta quarta-feira uma
recomendação no sentido de que os portugueses comecem a incluir mais
vegetais à mesa. A APD realizou um estudo junto de 200 mães
portuguesas de Lisboa e Porto, com filhos entre os 4 e os 10 anos,
para aferir se as mesmas tinham consciência dos benefícios dos
vegetais e leguminosas, bem como a frequência das mesmas à mesa.
O estudo revela alguns resultados alarmantes, concluindo-se que ainda
há muito para fazer especialmente no que concerne à variedade da
alimentação à mesa.
Em média, 34% dos inquiridos almoça em casa duas vezes por semana, ou
seja, ao fim-de-semana. Apenas 37% almoça em casa todos os dias e 74%
janta em casa todos os dias. Por isso, é necessário garantir refeições
completas e nutritivas.
Os vegetais marcam presença nas refeições, todos os dias, para 50% das
inquiridas, mas 20% admite dar apenas entre uma a três vezes refeições
com vegetais. Apenas 8% serve leguminosas todos os dias e 59% apenas
uma a três vezes por semana. Relativamente às crianças, na ementa
escolar, 49% das mães afirma que os mesmos consomem vegetais na escola
todos os dias e 39% afirma que as leguminosas estão no menu escolar 2
a 3 vezes por semana.
E quando há birras à mesa, 65% das mães refere que volta a insistir
nos vegetais nas refeições seguintes, mas 10% admite que acaba por
substituir por outro alimento, sendo que 3% acaba mesmo por desistir.
Apenas 25% afirma que, para insistir, cria novas receitas, o que
significa que as restantes não tentam encontrar formas diferentes para
dar os alimentos aos seus filhos, o que pode significar uma batalha
perdida. Quando questionadas sobre os acompanhamentos, batata (38%) e
vegetais cozidos (25%) são os eleitos pelas mães, mas sem dúvida os
menos apetecíveis para os filhos.
Quando vão às compras, as mães portuguesas optam por vegetais frescos
com 97% das inquiridas a afirmá-lo. Apenas 37% compra congelados.
Zélia Santos, presidente da Associação Portuguesa dos Dietistas,
afirma que «este é um factor que tem por base uma série de mitos
relacionados com os congelados. A maioria associa artificialidade ao
alimento congelado, quando no fundo este acaba por conservar maior
quantidade de nutrientes quando congelado poucas horas após a
colheita».
A mesma responsável acrescenta ainda que «optar por vegetais
congelados é uma opção mais fácil e eficaz já que não implica uma ida
às compras diária, facilitando a oferta de nutrientes à família lá em
casa todos os dias. É por isso uma boa forma de se evitarem
desperdícios, pois duram muito mais tempo, podendo ser consumidos em
dias diferentes sem nunca perderem as suas vitaminas».
Apesar de saberem, por senso comum, a importância de se ingerirem
vegetais ou leguminosas, as mães portuguesas desconhecem os benefícios
de cada vegetal. «Ao não sabermos os benefícios de cada um, acabamos
por não variar e dar aqueles que a família mais gosta. É incorrecto
proceder desta forma, pois cada alimento é rico em determinados
nutrientes e todos são importantes para a nossa saúde», refere Zélia
Santos.
Mais de 50% não sabe os benefícios concretos, por exemplo dos
brócolos, espinafres, couves de Bruxelas, feijão-verde, ervilhas,
grão, feijão ou favas. E na maioria das vezes, quando afirmam saber,
atribuem-lhe os benefícios errados. O único vegetal que parece escapar
a esta tendência é a cenoura, «pois é do conhecimento geral que a
mesma é rica em Vitamina A, contribuindo para a saúde visual», reforça
a presidente da Associação.
Porque são importantes os vegetais e leguminosas?
Estes alimentos são muito ricos em vitaminas, consideradas nutrientes
essenciais. O nosso organismo não as consegue produzir, mas necessita
delas para diversos processos metabólicos. Como não há nenhum alimento
que contenha todas as vitaminas na quantidade adequada, torna-se
essencial ter uma alimentação variada, rica em fruta e legumes.
A partir do momento em que os legumes são colhidos, começam a perder
vitaminas. São alimentos muito sensíveis a vários factores externos
como a temperatura e a humidade, bem como à passagem do próprio tempo,
levando a que, após a colheita, possa existir uma perda imediata e
progressiva de inúmeras das suas características e nutrientes, em
especial no caso das vitaminas. Por isso é importante desmistificar
que o processo de congelamento é essencial nestes casos, quando feito
horas após a colheita, pois garante a riqueza dos mesmos, mantendo-os
sempre frescos, mesmo que meses a fio no congelador.
Segundo a dietista «se olharmos para o exemplo dos espinafres, estes
chegam a perder mais de 14% de vitaminas por dia, o que significa que
após uma semana perderam mais de 98% do seu valor vitamínico. Com este
nível de perdas, facilmente compreendemos que, ao comprarmos legumes
frescos - que levam vários dias a chegar ao supermercado, que vão do
supermercado para casa e da casa para o prato - acabamos por comer
legumes sem aproveitar ao máximo todos os seus benefícios».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=678415
Corpo diplomático cativado pelos Vinhos de Portugal - 120 Embaixadores, Cônsules e Delegados do AICEP
Corpo diplomático cativado pelos Vinhos de Portugal
Almoço organizado para 120 Embaixadores, Cônsules e Delegados do AICEP, Refeitório dos Monges do Palácio de São Bento, em Lisboa
Mais de 120 Embaixadores, Cônsules e Delegados do AICEP degustaram vinhos portugueses no almoço organizado pela ViniPortugal, no Refeitório dos Monges do Palácio de São Bento, na Assembleia da República. A iniciativa pretendeu promover a qualidade do vinho português junto do corpo diplomático, importantes individualidades que representam Portugal em várias partes do mundo e desempenham um papel influente na divulgação do melhor de Portugal.
A ementa do almoço, realizado no âmbito do Seminário Diplomático, harmonizou as criações dos Chefs Vitor Sobral e Alexandre Silva com os vinhos nacionais, apresentados pelo escanção Rodolfo Tristão.
Para reforçar a promoção dos Vinhos de Portugal na Assembleia da República a ViniPortugal participou também com os Vinhos de Portugal na Mostra de Conservas Gourmet, no Salão Nobre da Assembleia da República, numa acção da Docapesca que patrocinou o prato de peixe do almoço.
Para Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, "Consideramos importante ter os Embaixadores e os Conselheiros Económicos das Embaixadas como aliados nos principais mercados internacionais dado que o vinho português é um símbolo de Portugal no mundo. Embora as exportações de vinho português continuem a aumentar nos últimos anos, Portugal deve afirmar-se como um produtor de vinhos de qualidade por excelência e nesse sentido ainda existe trabalho concertado e estratégico a desenvolver: mais do que aumentar o volume exportado, o que importa é a valorização do produto e das exportações."
fonte: CVA
Formação TBERRIES NATURE FLAVOURS
fonte: Tberries
MyFarm com menção honrosa pelo segundo ano consecutivo
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O projecto MyFarm.com voltou a ser contemplado em 2013, à semelhança
do que tinha acontecido em 2012, com uma menção honrosa no Prémio
Agricultura 2013.
Aquele prémio foi uma iniciativa do grupo Cofina e em 2013 teve o
apoio do BPI e o alto patrocínio do Ministério da Agricultura.
Recorde-se que o MyFarm.com nasceu em 2011, através de um projecto de
empreendedorismo levado a cabo por alunos do Instituto Politécnico de
Beja (IPBeja) e do professor da instituição Luís Luz e que ao primeiro
esboço do projecto foi dado o nome de Hort@ n@ Net.
Neste momento o MyFarm tem clientes em Beja e em Sintra e foi
contemplado pelo segundo ano consecutivo, com uma menção honrosa no
Prémio Agricultura 2013, facto que significa um orgulho, mas também a
recompensa do esforço e do trabalho que se tem feito, disse Luís Luz à
Voz da Planície. Acrescentou que são prémios fundamentais para o
MyFarm que está em fase de expansão, trazendo publicidade.
Luís Luz referiu também que a ideia é alargar o MyFarm a todo o País,
que neste momento, em Beja, as hortas estão a ser feitas em terrenos
da Cercibeja, parceira do projecto, que já se conseguiu abrir o
agriparque em Sintra e que existem cerca de 16 a 17 clientes nos dois
locais onde as produções estão a funcionar.
Sendo uma empresa social, lembrou Luís Luz, o MyFarm lançou,
recentemente, a Horta Social, em Beja e Sintra, apadrinhada por
empresas, cujo objectivo é que a produção seja consumida por
instituições sociais das duas cidades.
Luís Luz frisou ainda, que a MyFarm é uma empresa que nasceu no
IPBeja, que tem esta instituição como parceira, que tem os alunos que
lhe deram origem como sócios, mas que agora quer levantar voo e levar
a ideia a todo o País, apoiando a pequena agricultura e ajudando-a a
receber um rendimento extra.
http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?go=noticias&id=1929
67% do litoral em risco de erosão
por Patrícia JesusHoje5 comentários
As enormes ondas da tempestade de segunda-feira e as imagens da água a
invadir praias e estradas, a arrastar carros, e a destruir apoios de
praia e restaurantes são um poderoso alerta para os perigos que afetam
o litoral. Um litoral muito exposto: 67% da costa portuguesa tem "um
risco significativo de erosão".
Esta foi uma das conclusões do projeto SIAM, sobre o impacto das
alterações climáticas em Portugal, lembra o investigador Filipe Duarte
Santos, coordenador da iniciativa.
Há zonas, mais vulneráveis, onde o mar avança vários metros por ano,
indica o geólogo José Luís Zêzere, professor do Instituto de Geografia
e Ordenamento do Território (IGOT). "Na área entre Espinho e Aveiro a
taxa de recuo da linha de costa é de sete metros por ano. É
consistente, nos últimos dez anos recuou setenta metros, e nada indica
que vai mudar."
Os especialistas consideram a influência das alterações climáticas,
mas advertem que estamos a pagar o preço de décadas de mau ordenamento
do território.
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3620192
John Deere lança app GoHarvest
Com o objetivo de otimizar as jornadas de trabalho dos agricultores, a
John Deere lançou a aplicação GoHarvest que permite ao usuário saber
que ajustes deve realizar para tirar o máximo de rendimento da sua
maquinaria.
Disponível para smartphones e tablets, esta aplicação fornece
informação concreta sobre algumas zonas específicas das máquinas
quando se introduz o modelo da máquina e o tipo de cultivo da
exploração.
A app disponibiliza ainda fotografias e diagramas com conselhos de
ajustamentos que podem ser feitos e inclui uma secção de notas e uma
página de ajuda com um localizador de deteta qual o concessionário
John Deere mais próximo.
Disponível em espanhol, inglês, francês, alemão, português e russo,
esta aplicação pode ser descarregada na App Store e no Google Play.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7822&bl=1
Projeto A2 Transfer promove novas tecnologias na indústria agroalimentar do Alentejo
A Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) está a
apoiar o desenvolvimento tecnológico de PME's na região do Alentejo
através do projeto A2 Transfer, uma parceria entre Portugal e Espanha
que tem como objetivo reforçar as relações económicas através da
promoção e transferência de novas tecnologias nos processos da
indústria agroalimentar.
Enquadrado no Programa Operacional de Cooperação Territorial
Espanha-Portugal 2007-2013 (POCTEP), financiado pela União Europeia,
este projeto tem como principal objetivo a "promoção e transferência
de novas tecnologias rumo à melhoria dos processos na indústria
agroalimentar" e pretende ter um impacto direto no desenvolvimento
socioeconómico nas regiões de Andaluzia e Alentejo.
No âmbito deste projeto, foi desenvolvida uma plataforma tecnológica
para as instalações-piloto da indústria agroalimentar e das empresas
de base tecnológica onde será estimulada a capacidade empreendedora
através da promoção de produtos e serviços mediante a criação de um
tecido empresarial auxiliar do setor agroalimentar.
Já foram desenvolvidas várias atividades no âmbito deste projeto,
entre as quais um diagnóstico da situação atual do setor
agroalimentar, com incidência para o setor hortofrutícola e o setor
das carnes, um estudo socioeconómico da aplicação de tecnologias na
indústria agroalimentar, criação de um website para troca de
informação, um plano de uma plataforma tecnológica funcional e a
realização de workshops de transferência tecnológica de forma a
divulgar a utilização das tecnologias no setor.
http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=7819&bl=1
Florestas voltam a cartografar áreas ardidas após paragem de quatro anos
07/01/2014 - 10:07
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas contrata empresa
para fazer mapa das áreas ardidas entre 2010 e 2013.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) voltou
a contratar a cartografia das áreas ardidas após um interregno de
quatro anos. O organismo público contratou a empresa GMV, uma
multinacional da área tecnológica, para esta produzir os mapas das
áreas ardidas dos anos 2010, 2011, 2012 e 2013.
A informação permitirá ao instituto desenvolver ferramentas
importantes para o planeamento e a prevenção dos fogos florestais,
como a carta de risco de incêndio.
A contratação foi anunciada esta segunda-feira pela própria GMV, que
esclarece que é a primeira vez que trabalhará para o ICNF. O projecto
recorrerá a imagens dos satélites Landsat 5, Landsat 7 e Landsat 8.
"Através das imagens de satélite serão delimitadas as cicatrizes de
fogo em cada um dos anos de referência", lê-se num comunicado emitido
pela empresa.
A informação permitirá um conhecimento mais profundo do impacto dos
incêndios dos últimos anos, sendo uma ferramenta relevante para a
elaboração de mapas de risco, preparação de estratégias de combate a
incêndios ou suporte ao planeamento ambiental.
José Miguel Cardoso Pereira, professor catedrático do Departamento de
Engenharia Florestal do Instituto Superior de Agronomia, que elaborou
a cartografia das áreas ardidas entre 1975 e 2009, mostra-se contente
com o retomar deste trabalho, não deixando de criticar os termos em
que se realizou esta contratação. "Assim poderemos recuperar a
capacidade de fazer previsões de risco e avaliações de danos", afirma
o universitário.
Cardoso Pereira lamenta o interregno de quatro anos, em que, por falta
de verbas, se deixou de fazer a cartografia da área ardida e que se
tenha lançado um concurso já no último trimestre do ano que implicava
que o trabalho fosse realizado até ao final de 2013. "Quatro anos de
cartografia de áreas queimadas em tão pouco tempo não me permitira
fazer a tarefa bem feita", alega o catedrático, que optou por não
concorrer a este procedimento concursal por convite. "São muitas
imagens de satélite que precisam de ser tratadas para se conseguir um
mapa coerente. Por outro lado, pelo menos num desses anos houve uma
avaria nos satélites, apresentando as imagens problemas técnicos",
justifica Cardoso Pereira.
José Luís Freitas, responsável pelo Desenvolvimento de Negócio da GMV,
explica que a empresa ganhou este contrato, porque das três entidades
convidadas foi a que apresentou um preço mais baixo, mas não adianta o
valor do negócio. E adianta que uma equipa de quatro pessoas já está a
trabalhar no projecto, que deverá estar concluido até ao final do mês.
"Este trabalho permitirá obter uma informação mais precisa sobre a
localização e a dimensão das áreas ardidas. As imagens permitem
cartografar a partir de uma área mínima de 900 m2", refere José Luís
Freitas. O responsável sublinha, por exemplo, que as imagens MODIS
utilizadas pelo Sistema de Informação Europeu de Fogos Florestais não
permitem cartografar incêndios com menos de 62.500 m2.
ANACOM coordena comunicações de emergência
Entretanto a Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações anunciou
esta segunda-feira que vai passar a coordenar as comunicações em
situações de emergência como os fogos florestais, uma competência que
herda da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Em comunicado, a
Anacom refere que organizará a resposta quer na fase de emergência
quer na fase de reabilitação, onde "deverá apoiar tecnicamente, no
âmbito das suas atribuições, os organismos e serviços responsáveis
pela rede integrada de comunicações de emergência, e garantir a
disponibilidade e eficiente utilização do espectro radioeléctrico".
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/florestas-voltam-a-cartografar-areas-ardidas-apos-paragem-de-quatro-anos-1618622
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Centro de Biotecnologia de Plantas nasce no Fundão
O parque agroindustrial de Soalheira, Fundão, vai receber o Centro de
Biotecnologia de Plantas da Beira Interior, no âmbito de um protocolo
hoje celebrado entre o Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a
Universidade da Beira Interior (UBI).
O IPCB e a UBI assinaram hoje dois protocolos de cooperação que
envolvem a Escola Superior Agrária de Castelo Branco e a Faculdade de
Ciências da Saúde da UBI.
Os documentos assinados pelo presidente do IPCB, Carlos Maia, e pelo
reitor da UBI, António Fidalgo, incluem as áreas da biologia da
reprodução animal e da biotecnologia de plantas.
Carlos Maia referiu que no âmbito do protocolo da biotecnologia de
plantas será criado um novo centro (Centro de Biotecnologia de Plantas
da Beira Interior), "que engloba também a Câmara Municipal do Fundão".
"O centro vai ficar no parque agroindustrial de Soalheira (Fundão)", disse.
O presidente do IPCB explicou ainda que, neste momento, "estão a
lançar-se concursos para adaptar alguns edifícios e para aquisição de
equipamentos. Tudo isto foi submetido a uma candidatura e aguarda-se
que seja aprovada".
"Hoje é um dia importante, em que consolidamos a nossa posição, e
estas parcerias ajudam-nos também a concretizar a missão do IPCB",
disse.
O reitor da UBI congratulou-se com a assinatura dos dois protocolos,
realçou a importância da colaboração entre as instituições de ensino
superior e disse que "hoje em dia as instituições dependem muito das
atividades de investigação".
"Com estes protocolos estamos a cimentar parcerias estratégicas que
darão resultado a breve, médio e longo prazo. É destes pequenos passos
que se faz a história das instituições", disse o reitor da UBI.
"Tanto a UBI como o IPCB têm dezenas de anos de atividade a promover a
região. Penso que as instituições ainda têm muito mais para dar à
região se o fizerem em parceria", referiu António Fidalgo.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=707962&tm=8&layout=121&visual=49
Aprovação de novos projetos ao abrigo do regime de transição PRODER/novo PDR
COMUNICADO DA AUTORIDADE DE GESTÃO
O ritmo crescente de execução do PRODER, que se verificou a partir do
final de 2009 e que permitiu a recuperação total do atraso inicial do
Programa, conduziu a que em Fevereiro de 2013 se tenha consolidado uma
situação de overbooking global do Programa – financiamentos aprovados
em montante superior ao envelope financeiro disponível - no limite do
máximo tecnicamente admissível.
Apesar disso, foi concedida aos beneficiários a possibilidade de
continuarem a apresentar os seus projetos ao PRODER, sendo informados
de que a análise e decisão dos mesmos ficaria dependente de futura
disponibilidade financeira, decorrente da libertação de verbas
provenientes de projetos desistidos ou não executados integralmente,
monitorização permanente que tem sido realizada no âmbito da chamada
«Operação Limpeza».
A recente consolidação das regras comunitárias relativas à transição
entre o PRODER e o novo PDR altera substancialmente e positivamente
este cenário.
Estas regras estabelecem a possibilidade de financiar com o orçamento
do novo PDR as candidaturas aprovadas no PRODER, logo que a dotação
financeira deste esteja utilizada; isto significa que existe a
possibilidade de viabilizar candidaturas apresentadas desde Fevereiro
de 2013 e que venham a ser apresentadas ao longo de 2014 até à
aprovação do novo PDR por Bruxelas, desde que reúnam as condições
necessárias para a respetiva aprovação.
Em consequência e uma vez que a performance do PRODER assim o permite,
a Autoridade de Gestão vai desde já aproveitar esta possibilidade
aberta por Bruxelas e retomar o processo de análise e decisão dos
projetos em lista de espera, respeitando a ordem de entrada das
candidaturas ao nível de cada Medida PRODER e procurando utilizar os
recursos humanos afetos a cada área do Programa da forma mais
eficiente e eficaz.
As candidaturas são analisadas e decididas à luz das regras definidas
nos regulamentos de cada Medida PRODER e nos respetivos avisos de
abertura.
Importa no entanto desde já esclarecer que, neste quadro de
financiamento com recursos do novo PDR, a aprovação de uma candidatura
não prejudica nem concorre com a aprovação das restantes.
Acreditamos que esta é a melhor forma de corresponder à dinâmica de
investimento que o sector tem vindo a manifestar, assegurando que o
acesso ao financiamento se continuará a processar de forma adequada,
eficaz e com estabilidade, sem hiatos nem sobressaltos.
Aqui chegados, importa no entanto sublinhar que o atual ritmo de
execução do PRODER não pode abrandar. Bem pelo contrário, esta
continuará a ser a nossa primeira prioridade.
Somente um elevado nível de exigência na execução atempada e no
encerramento dos projetos aprovados até 2013, permite assegurar a
plena utilização, em tempo útil, dos fundos do atual quadro
comunitário, sem qualquer devolução de verbas a Bruxelas.
Relativamente a esses projetos, continuaremos a efetuar a já conhecida
"Operação Limpeza", para garantir a execução a 100% das verbas do
PRODER.
O esforço de todos conquistou um expressivo capital em matéria de bom
aproveitamento de verbas comunitárias, património que não podemos de
modo algum desperdiçar.
Por isso, a Autoridade de Gestão pede desde já a compreensão de todos
os beneficiários, porque as exigências que ainda temos pela frente,
relativas à integral execução do PRODER, condicionam fortemente a
afetação de recursos humanos à análise dos milhares de projetos que se
encontram atualmente em lista de espera; no entanto, tudo faremos para
aproveitar ao máximo as possibilidades abertas por este Regime de
Transição.
Autoridade de Gestão do PRODER, 6 de Janeiro de 2014
http://www.agroportal.pt/agronoticias/2014/01/07c.htm
Desfalque na tesouraria da Cooperativa de Felgueiras é de 197.000 euros - auditoria
O desfalque de tesouraria detetado na Cooperativa Agrícola de
Felgueiras, após uma auditoria concluída nos últimos dias, é de
197.000 euros, um valor superior aos 120.000 euros apontados em
novembro pela instituição.
Segundo fonte da direção, a valor apurado reporta-se ao período de
2010 a 2013 e vai determinar o despedimento do responsável financeiro
da cooperativa agrícola, no âmbito de um processo disciplinar.
"Já foi notificado da nota e culpa", disse a fonte, explicando não
haver confiança no funcionário, por terem sido detetados na auditoria
comportamentos de "inércia, lapsos e desleixo".
Além do diretor financeiro, outra funcionária dos serviços de
contabilidade, que assumiu a responsabilidade pelos movimentos
financeiros, já tinha sido despedida há algumas semanas.
O valor de 120.000 euros, inicialmente detetado, reportava-se aos anos
de 2012 e 2013. O restante, entretanto apurado numa segunda fase da
auditoria, tem a ver com situações sinalizadas em 2010 e 2011. Em 2008
e 2009, nada de anormal foi detetado.
A funcionária em causa, com 25 anos na instituição, aceitou devolver
cerca de metade do valor em falta nas contas.
O desfalque na tesouraria foi inicialmente detetado quando a direção
decidiu avançar para uma reorganização dos procedimentos
contabilísticos, o que incluía a realização de uma auditoria às
contas.
A Cooperativa Agrícola de Felgueiras é uma das maiores do país,
liderando a produção nacional de vinho verde e de quivi.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=707894&tm=6&layout=121&visual=49
Seminário internacional dedicado ao vinho Alvarinho agendado para Fevereiro
A sub-região de Melgaço e Monção vai promover em Fevereiro um
seminário internacional dedicado ao vinho alvarinho, encontro em que
os promotores pretendem definir uma «estratégia» de futuro para a
produção e comercialização daquela casta regional.
O objectivo foi definido em Melgaço, durante um encontro de trabalho
dedicado ao vinho alvarinho que, além das duas autarquias abrangidas
pela sub-região, reuniu ainda produtores e especialistas.
Este encontro, que se segue a nova reunião de trabalho na próxima
semana e que antecede o seminário internacional a realizar em «finais
de Fevereiro», surgiu precisamente numa altura em que, garantem as
duas autarquias, se coloca a possibilidade de alargamento da
denominação exclusiva de produção de vinho alvarinho à restante região
dos Vinhos Verdes.
«A possibilidade de alargamento é um problema, mas não será o único.
Temos outros, como melhorar a qualidade do produto, a sua
comercialização e o marketing internacional, necessitamos de definir
uma estratégia de futuro para tal», explicou à agência Lusa o
presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista.
A definição de formas para potenciar a comercialização deste vinho,
cuja produção se distribui por 1.500 hectares encepados com uvas da
casta alvarinha envolvendo 1.800 produtores e mais de 150 marcas,
será, por isso, um dos objectivos do seminário internacional a
realizar em Monção.
«Desde logo pretendemos, também, arrancar com um projecto de
caracterização, de forma técnica, desta sub-região. Para explicar
porque é adequada especificamente para a produção de vinho alvarinho,
o que servirá para sustentar posições de princípio contra o eventual
alargamento da produção», disse ainda Manoel Batista.
Este estudo, acrescentou, ficará a cargo do Instituto Politécnico de
Viana do Castelo. As autarquias de Melgaço e Monção assumem
«preocupação» com a possibilidade de a «denominação exclusiva» de
produção de vinho alvarinho, vir a ser «alargada» à restante área da
Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).
Garantem que o tema tem sido «abordado» dentro daquela estrutura, mas
asseguram que «a manutenção dessa exclusividade é fundamental», não
apenas «como garantia da singularidade e da fama já conquistada» para
o vinho alvarinho, mas «também pela extrema importância que tem para a
economia local».
Segundo números da Associação de Produtores Alvarinho, a atividade
reúne 60 empresas desta sub-região demarcada centenária, Monção e
Melgaço, onde são produzidos quatro milhões de quilogramas daquela
uva, anualmente. A selecção «das melhores» dá origem a mais de 1,5
milhões de garrafas de vinho alvarinho.
A exportação representa 10 por cento do total das vendas anuais do
vinho alvarinho de Melgaço e Monção, sobretudo para mercados da
América do Norte e norte da Europa, além de outros países com forte
presença de emigrantes portugueses, como a França.
Trata-se também da casta cuja uva «mais rende ao produtor», com
excepção da uva utilizada para o vinho do Porto de mesa, chegando a
valer 1,10 euros por cada quilo. É por isso a «matéria-prima mais
cara» do país, garantem os produtores.
Fonte: Lusa
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia48305.aspx
Armazenamento de água sobe em oito bacias hidrográficas
Oito bacias hidrográficas registaram uma subida no volume de água
armazenada em dezembro, comparativamente ao último dia do mês de
Novembro, de acordo com informação disponível na página do Instituto
da água (INAG), na Internet.
De acordo com o boletim de Armazenamento de Albufeiras, no último dia
do mês de Dezembro de 2013, e comparativamente ao último dia do mês
anterior, Novembro, verificou-se uma subida do volume armazenado em
oito bacias hidrográficas e uma descida em quatro.
Das 59 albufeiras monitorizadas pelo INAG, 20 apresentam
disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total e
três têm disponibilidades inferiores a 40 por cento.
Fonte: Diáriodigital; Lusa
http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia48307.aspx