sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

País do piri-piri à portuguesa, Portugal

Na ponta da língua
Por Miguel Esteves Cardoso

10.01.2014 Miguel Esteves Cardoso
O mundo dos picantes é imenso e interessantíssimo: não deve haver um único indivíduo que conheça todas as variedades de malagueta nem tão-pouco provado mais do que um décimo dos molhos picantes comercializados por este mundo fora, para não falar nos caseiros.
Seja como for, presta-se pouca atenção aos piri-piris portugueses. Não sou fã das versões de restaurante, feitas um pouco ao acaso e geralmente picantes de mais, sem grande contrapartida gustativa.
As malaguetas são veículos de sabores diferentes mais do que de poder Scoville. No último livro de recordes da Guinness, saído antes do Natal de 2013, a malagueta mais picante era a Carolina Reaper, com uma média de 1.569.300 unidades Scoville e uma malagueta individual que passou os 2 milhões.
Um site preocupado mais com a potência do que com o sabor é o de Scott Roberts. Embora seja quase exclusivamente americano, dá uma boa ideia da variedade estonteante de picantes.
A Fábrica Mendes Gonçalves, da Golegã, produtora das excelentes mostardas Paladim, lançou há pouco tempo um piri-piri extra picante chamado Sacana. Experimentei-a em vários pratos com um amigo conhecedor, o Manuel Serrão. É picante mas tem imenso sabor. Tem um sabor fresco e limpo, como é característico dos produtos da Mendes Gonçalves. Uma bisnaga bem concebida e prática com 75 centilitros custa à volta de um euro e meio e, como o piri-piri é concentrado, dura muito tempo.
O meu picante favorito — a massa fresca de piri-piri da Margão, em frasco — parece ter desaparecido da face da Terra. Era delicioso só por si e acompanhava bem os queijinhos frescos, à maneira açoriana, com a maravilhosa pimenta da terra que por lá fazem. Aquela que chega ao continente, por força das necessidades de conservação, é muito boa mas é salgada de mais.
A Quinta d'Avó é outra empresa louvável. Serão apenas quinze trabalhadores a tempo inteiro mas produzem uma grande variedade de piri-piris apetitosos. São muito inovadores e têm-se dedicado a produzir versões actuais e absolutamente higiénicas e não-tóxicas dos grandes molhos picantes do mundo. O molho piri-piri normal é sublime. É através dele que se conhece a qualidade dos ingredientes e o bom gosto da receita. A versão extra-picante consegue ser mais picante sem perder sabor nem textura.
Há também uma versão orgânica, que ainda não provei, e uma lista cada vez mais longa de especialidades: o preparado Criolo (timorense, com alho; uma versão do famoso sambal da
Indonésia); o Habanero (feito com malaguetas habanero plantadas por eles, ao estilo mexicano); o Quitango (alimonado e pouco picante); o BBQ (doce, sem piripiri); um piri-piri com muito alho; um Jindungo em azeite e outro em aguardente; um Jindungo em gin e outro em whisky. Há também piri-piris para frango assado, África Pura, o Preparado Timorense , o Preparado Angolano e, finalmente, o piri-piri com Chutney.
Dá gosto ir aos sites da Mendes Gonçalves/Paladim e da Quinta d'Avó e ver a luta que estão a dar à concorrência estrangeira. Se tivesse de escolher só três piripiris seriam o Sacana e o piri-piri normal e extra-picante da Quinta d'Avó.
Qualquer pessoa pode fazer piri-piri (ou mostardas) em casa mas isso é coisa para cada um. Não há nada como os piri-piris profissionais, dos quais estes dois são os melhores portugueses que conheço.
Experimente sempre o piri-piri a frio, num pires, com o dedo. Tem a obrigação de ser delicioso antes (ou em vez) de picar muito. A textura é importante: o da Quinta d'Avó é agradavelmente pastoso, enquanto o Sacana é mais fluido.
Há dezenas de piri-piris portugueses — alguns bastante antigos — e todos eles custam pouco mais de um euro. Vou começar a estudá-los — é um passatempo pouco custoso e divertido — e aqui revelarei os meus achados.
Cheira-me que é uma área em que somos bons e pouco cantados, como é costume.

CNA alerta para fiscalidade na pequena agricultura


Ana Elias de Freitas - 16/01/2014 - 07:00 -  Imprimir

A Ruralentejo associa-se à Confederação Nacional da Agricultura-CNA no alerta para a fiscalidade na pequena agricultura.

Naquele âmbito é realizado hoje, em três locais, nomeadamente Moura, Montemor-o-Novo e Avis, às 11.00 horas, um protesto contra a obrigatoriedade dos pequenos agricultores, para exercerem a actividade agrícola, terem de se inscrever nas finanças, alterando a situação que têm actualmente, a partir do dia 31 deste mês.

Nesta quinta-feira é feita a deslocação de um grupo, constituído por dirigentes associativos e outros agricultores, da Ruralentejo e CNA, para ser recebido em audiência pelo presidente da Câmara de Moura. Neste encontro, o grupo vai entregar ofício endereçado ao Governo, com o objectivo de solicitar a Santiago Macias que o faça chegar ao destinatário. As declarações são de Joaquim Manuel, da CNA.

Joaquim Manuel afirmou ainda, que não faz qualquer sentido mudar o que está bem e que aquela diligência tem como finalidade pedir que seja mantida a situação actual, ou seja a opção dos pequenos agricultores poderem evitar a inscrição nos serviços de finanças até aos 10 mil euros de movimento bruto.

A mesma delegação de dirigentes associativos e outros agricultores da Ruralentejo e CNA, depois de ser recebida na Câmara de Moura desloca-se à secção de finanças para entregar também um documento dirigido à ministra que tutela o sector.

Os apoios aos pequenos produtores florestais

Paulo Pimenta de Castro

No lançamento da iniciativa "Portugal pela Floresta", a ministra da Agricultura e do Mar anunciou que o próximo Programa de Desenvolvimento Rural aportará apoios mais adequados aos pequenos proprietários florestais. Segundo fez constar, serão elegíveis aos apoios terrenos com uma dimensão mínima de 1 hectare.

Até aqui nada de novo do Terreiro do Paço. Com exceção do PRODER 2007/2013, os programas anteriores já possibilitavam apoios a áreas similares, isto no I Quadro Comunitário de Apoio (QCA) (1986/1992), no II QCA (1993/1999), bem como no III QCA (2000/2006). Estiveram previstos mesmo os investimentos conjuntos por parte de pequenos proprietários florestais. Recordamos os agrupamentos PAF e PDF.

Importará reter que, apesar dos apoios concedidos às florestas portuguesas nestes períodos, bem como no PRODER 2007/2013, por muito baixa execução que tenha registado, o rendimento líquido dos proprietários florestais foi decrescendo ao longo do tempo. Importará ter ainda em conta que, no período de tempo entre 1990 e 2011 (último ano de registos das Contas Económicas da Silvicultura, publicadas pelo INE), o peso económico da atividade florestal registou um declínio progressivo, o peso do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura no VAB nacional decresceu de 1,2% em 1990 para 0,5% em 2011.

Ao nível da consolidação do investimento realizado nestes últimos 27 anos, cofinanciado por fundos públicos (com taxas de ajuda que chegaram aos 90%), ao contrário do que seria de esperar da aplicação de centenas de milhões de Euros nas florestas, registou-se um elevado nível de risco neste tipo de investimento, quer ao nível da propagação dos incêndios, quer ao nível da proliferação de pragas e de doenças.



Ou seja, a ministra recorre a generosos anúncios de distribuição de fundos públicos (pouco por muitos), sem dar indícios de ter feito uma avaliação criteriosa ao passado, podendo assim estar a comprometer não só os investimentos, em capitais próprios, das famílias e das comunidades que detêm ou gerem superfícies florestais em Portugal, como os esforços dos contribuintes nacionais e europeus no financiamento desses mesmos investimentos. 

Conseguirá a ministra Assunção Cristas esclarecer-nos sobre as áreas, por espécie e região, que resultaram dos investimentos nas florestas cofinanciados no âmbito do I QCA (1986/1992), do II QCA (1993/1999), do III QCA (2000/2006) e do PDR 2007/2013?

Poderá esclarecer-nos se terá ocorrido interseção de áreas objeto de cofinanciamento público entre os diferentes períodos de apoios? 

Qual o montante em área e por tipo de investimento? Face aos montantes investidos, com cofinanciamento público, em pinheiro bravo, como explica a ministra a regressão de área desta espécie em Portugal nos últimos 27 anos?

Igualmente, face aos montantes investidos, com cofinanciamento público, em sobreiro, como explica a manutenção de área desta espécie em Portugal ao fim destes 27 anos?

Na sequência dos fundos públicos investidos nas florestas portuguesas, saberá a ministra esclarecer-nos sobre qual o retorno respetivo para a Sociedade, quer em termos económicos, mas também ao nível ambiental e social?

Não que as centenas de milhares de famílias e as comunidades que detêm ou gerem superfícies florestais não necessitem de apoios ao investimento. Não que os contribuintes não estejam dispostos a apoiar o investimento nas florestas. A questão é saber se o poder político tem correspondido ou saberá corresponder a estes esforços.

Será o esforço das centenas de milhares de famílias e comunidades detentoras de superfícies florestais, bem como o dos contribuintes objeto de sucesso sem um acompanhamento efetivo dos mercados de bens e serviços florestais por parte do Estado? No setor existem fortes indícios de concorrência imperfeita, isto nas três principais fileiras florestais portuguesas.

Será este esforço da Sociedade consequente sem um acompanhamento técnico aos investidores, seja este desenvolvido diretamente pelo Estado, ou por terceiros sob supervisão do Estado?

Haverá garantias de sucesso sem uma clara aposta em inovação (incluindo a adaptação às alterações climáticas), seja esta proveniente das Universidades ou de centros de investigação? E sem mecanismos de ligação entre a investigação e a produção?

São muitas as dúvidas que se colocam perante tão generoso anúncio ministerial.

Uma coisa parece certa, sem uma atuação junto dos mercados, ou melhor, sem uma garantia mínima de rentabilidade do negócio, garantia essa que suporte financeiramente a gestão dos investimentos, sem um acompanhamento técnico aos investidores que assegure a ligação destes à investigação, o risco para as centenas de milhares de famílias e comunidades rurais que detêm ou gerem superfícies florestais, bem como para os contribuintes nacionais e europeus, é enorme. Maior ainda poderá ser para os pequenos proprietários florestais que invistam na produção de bens lenhosos.

Ao contrário do que acontece com o investimento em culturas anuais, erm que um erro pode ser colmatado no ano seguinte, um erro numa ação de investimento florestal poderá perdurar décadas, os seus impactos poderão refletir-se não só junto do investidor, mas sobre toda a Sociedade, isto não só no plano económico, mas também a nível social e ambiental.

Quanto ao anunciado "pacote de fiscalidade alargado", recordamo-nos deste estar em "carteira" desde a aprovação e publicação, na íntegra em Diário da República, do Plano de Desenvolvimento Sustentável da Floresta Portuguesa, já lá vão mais de 15 anos, dois e meio dos quais com a atual ministra em funções. Com o pacote definido e a vontade expressa da ministra, será de esperar que a medida esteja operacional ainda antes do relógio do Caldas chegar a zeros.

Paulo Pimenta de Castro
Engenheiro Florestal
Presidente da Direção da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal

AVISOS AGRÍCOLAS - Entre Douro e Minho 1/2014

Circular nº1 de 2014 dos Avisos Agrícolas de Entre Douro e Minho.
 http://www.drapn.mamaot.pt/drapn/ea_ava/avisos_edm.php

Colóquio revista voz do campo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Revista WINE - A Essência do Vinho distingue “Os Melhores do Ano” no vinho e na gastronomia

Cerimónia de entrega de prémios no próximo dia 31, na cidade do Porto


A revista WINE - A ESSÊNCIA DO VINHO, publicação especializada em vinho, gastronomia e enoturismo, vai anunciar no próximo dia 31 de janeiro, na cidade do Porto, quem elegeu como grandes protagonistas de 2013. A cerimónia de anúncio e entrega de prémios aos "MELHORES DO ANO" irá decorrer no espaço BH Foz, a partir das 19h30.

No total, 48 nomeados concorrem em 12 categorias: "Vinho do Ano", "Personalidade do Ano no Vinho", "Produtor do Ano", "Produtor Revelação do Ano", "Enólogo do Ano" e "Sommelier do Ano", no capítulo dos vinhos; "Personalidade do Ano na Gastronomia", "Chefe de Cozinha do Ano", "Restaurante Gastronómico do Ano", "Restaurante com Melhor Serviço de Vinhos" e "Destino Gastronómico do Ano", no capítulo da gastronomia. O 12º prémio é uma novidade e elegerá a "Personalidade do Ano no Brasil", distinção justificada pelo facto de a revista WINE - A ESSÊNCIA DO VINHO estar também disponível no mercado brasileiro.

O conjunto de nomeados em cada categoria foi divulgado na edição de dezembro da publicação e os vencedores resultarão de uma ponderada análise realizada pela redação da revista.

"O principal objetivo destes prémios é conferir um justo reconhecimento a protagonistas que representam uma mescla de experiência e novos valores, em duas áreas que cada vez mais deverão ser consideradas estratégicas na economia nacional. Como em qualquer exercício do género, chegar a um leque de quatro nomeados por cada uma das 12 categorias não foi tarefa fácil e mais complexo é o processo que estamos agora a finalizar, de eleição dos vencedores", sublinha Nuno Pires, diretor executivo da WINE - A Essência do Vinho.

A cerimónia de entrega de prémios contará com a presença da generalidade dos nomeados, além de várias personalidades ligadas ao setor do vinho, da gastronomia e do turismo em Portugal, num total de duas centenas de convidados.

NOMEADOS "OS MELHORES DO ANO 2013" REVISTA WINE

VINHO DO ANO
Barbeito Mãe Manuela 40 Anos (Vinho Madeira)
Quinta das Bágeiras Pai Abel Chumbado 2011 (Vinho de Mesa)
Quinta do Monte Xisto 2011 (Douro)
Quinta do Noval Nacional Vintage 2011 (Vinho do Porto)

PERSONALIDADE DO ANO NO VINHO
Casimiro Gomes (distribuidora Lusovini)
Dora Simões (presidente CVR Alentejana)
João Roquette (administrador Esporão)
Paul Symington (presidente Symington Family Estates)

PRODUTOR DO ANO
Barbeito (Vinho da Madeira)
Caves Transmontanas (Douro)
Ermelinda Freitas (Península de Setúbal)
Filipa Pato (Bairrada)

PRODUTOR REVELAÇÃO DO ANO
Júlia Kemper (Dão)
Muxagat (Douro)
Riso (Alentejo)
Vale da Mata (Lisboa)

ENÓLOGO DO ANO
António Luis Cerdeira
Francisco Albuquerque
Francisco Olazabal
João Paulo Gouveia

SOMMELIER DO ANO
Nuno Oliveira (Belcanto, Lisboa)
Pedro Carnaz (Ritz, Lisboa)
Sérgio Pereira (DOP, Porto)
Vitor Amaro (Hotel du Vin, Reino Unido)

PERSONALIDADE DO ANO NA GASTRONOMIA
Duarte Calvão (diretor festival "Peixe em Lisboa")
José Bento dos Santos (gastrónomo)
José Quitério (crítico gastronómico "Expresso")
Miguel Vieira (chefe de cozinha)

CHEFE DE COZINHA DO ANO
José Avillez (Belcanto, Lisboa)
Leonel Pereira (São Gabriel, Algarve)
Vitor Claro (Claro, Paço d'Arcos)
Vitor Matos (Largo do Paço - Casa da Calçada, Amarante)

RESTAURANTE GASTRONÓMICO DO ANO
Belcanto (Lisboa)
Il Galo d'Oro (Funchal)
Largo do Paço - Casa da Calçada (Amarante)
Tia Alice (Fátima)

RESTAURANTE COM MELHOR SERVIÇO DE VINHOS
Chalet Vicente (Funchal)
DOP (Porto)
Solar dos Presuntos (Lisboa)
Varanda - Hotel Ritz (Lisboa)

DESTINO GASTRONÓMICO DO ANO
Almancil (Loulé)
Évora
Lisboa
Porto

PERSONALIDADE DO ANO NO BRASIL
Carlos Cabral
Dias Lopes
João Carlos Ferreira da Silva
Manuel Chicau

Fonte:  EV | Comunicar Essência

Câmara de Cinfães cria incentivo à criação de gado tradicional


15-01-2014 10:26 | Norte
Fonte: Agência Lusa 
Cinfães, 15 jan (Lusa) - A Câmara Municipal de Cinfães anunciou a criação de um programa de apoio à criação de gado tradicional, num concelho que é conhecido pela existência de produtores de bovinos de raça arouquesa.

O Programa de Incentivo Animal (PIA) prevê que os produtores de bovinos de raça arouquesa do concelho receba 50 euros por cada cria que nasça e seja registada no município, com uma majoração de 100 euros por cada novilha que atinja os 18 meses e se destine à reprodução.

Para o presidente da Câmara de Cinfães, Armando Mourisco (PS), esta é "uma forma de incentivar a atividade económica e a fixação de pessoas", destinando-se também "a estimular a produção pecuária e, com isso, melhorar a débil economia local de forma sustentada".

Segundo o autarca "é notória a insustentabilidade financeira de muitas explorações pecuárias familiares, o que conduz ao seu desaparecimento", realçando que a rutura só tem sido evitada "pelos mais velhos (...) e pela sua teimosia em dar continuidade à forma de vida dos seus antepassados".

O programa foi criado para "apostar na produtividade, mas também na sensibilidade dos criadores para a importância do cumprimento das regras de saúde pública e saúde animal, assim como do bem-estar dos animais e das boas condições agrícolas e ambientais".

As comparticipações financeiras a fundo perdido serão concedidas pelo município de Cinfães a titulares de explorações agropecuárias existentes no concelho, visando o apoio à fixação e rejuvenescimento da força de trabalho, desenvolvimento rural e sustentabilidade em tempo de crise global.

Além desta medida, a Câmara de Cinfães lançou também um programa de apoio à economia e emprego, que "visa incentivar a atividade empresarial, de acordo com a matriz de desenvolvimento do concelho".

Os apoios permitem a cedência de terrenos em áreas adaptadas ao investimento em causa, bonificação do preço de cedência de terrenos, realização de algumas obras de infraestruturas, cedência de edifícios e equipamentos, benefícios fiscais nos impostos a cuja receita o município tenha direito e isenção de taxas municipais nas obras de urbanização e edificação.

Prevê, ainda, a agilização na apreciação dos processos de licenciamento, com a disponibilização de um gabinete de apoio à instalação de novos investimentos, e a atribuição de um subsídio, não reembolsável, correspondente ao pagamento de seis meses de remuneração, tendo por base o salário mínimo nacional, por cada posto de trabalho criado.

Dirigido aos mais jovens, o município de Cinfães criou também o programa municipal de estágios Jovem Ativo, que tem como principal objetivo "contribuir para a integração dos jovens desempregados no mercado de trabalho, no sentido da promoção de competências socioprofissionais".

Destina-se a jovens que residam no concelho há mais de um ano e reúnam os requisitos previstos no regulamento de estágios de emprego do IEFP.

Assim, a Câmara de Cinfães assume "a comparticipação da componente não financiada a cargo das entidades recetoras de estagiários, nomeadamente a percentagem correspondente ao encargo com a remuneração e os encargos correspondentes à segurança social".

CMM // JLG

Lusa/fim

Vieira do Minho recria tradições uma vez por mês, matança do porco é a primeira


Lusa
15 Jan, 2014, 19:30 / atualizado em 15 Jan, 2014, 19:31

A recriação da matança do porco à moda antiga, no sábado, será o primeiro ato do projeto "Sentir Vieira", que terá uma iniciativa em cada mês para promover o que o concelho tem de mais genuíno, informou hoje o Município.
Associado a cada iniciativa estará um prato típico do concelho, sendo o primeiro o sarrabulho, que no sábado e no domingo pode ser degustado com um desconto de 10 por cento nos restaurantes aderentes ao "Sentir Vieira".

O programa contemplará uma iniciativa por mês, sempre no terceiro fim de semana, e proporcionará ainda um desconto de 15 por cento na dormida numa das unidades que aderiram à iniciativa.

Para fevereiro, a atividade programa é a Feira do Fumeiro, que terá associado, à mesa dos restaurantes, o cozido à portuguesa.

Poda e enxertos, com provas de vinho, é a atividade de março, mês em que o prato em destaque será couves com feijão.

Em abril, realiza-se uma atividade de pastoreio e o prato gastronómico é o cabrito, enquanto em maio os visitantes podem reviver o ciclo da lã e assistir à tosquia das ovelhas, degustando o anho da Serra da Cabreira.

Um arraial minhoto é a iniciativa programa para junho, mês em que o destaque irá para o arroz de feijão amarelo, produto característico da região de Vila Verde.

Em julho, será recriado o ciclo do pão, com arroz de pica no chão a acompanhar, e em agosto haverá um festival de folclore, com vitela à mesa.

A desfolhada e a demonstração de como cozinhar broa de milho e bola de carne e chouriço é a atividade que vai marcar setembro, sendo o prato associado o porco e o leitão.

Em outubro, os interessados podem assistir à montaria ao javali e "matar a fome" com feijoada.

Para novembro e dezembro, as atividades previstas são o mercado da castanha/jornadas micológicas e a apanha da azeitona e moagem num lagar de azeite.

As propostas culinárias são, respetivamente, rojões com castanhas e bacalhau.

O projeto " Sentir Vieira" incluirá também as comemorações dos 500 anos da atribuição do foral a Vieira do Minho, por D. Manuel I.

Angola entre os três países com pior alimentação - Oxfam


Lusa
15 Jan, 2014, 16:26 / atualizado em 15 Jan, 2014, 16:26

Angola está entre os três países com pior alimentação, em particular devido ao custo dos alimentos e à volatilidade dos preços, revela um índice hoje divulgado que coloca Holanda, França e Suíça como os três melhores.
O índice "Good Enough to Eat" ("Suficientemente bom para comer"), elaborado pela organização não-governamental Oxfam, avalia a situação alimentar de 125 países do mundo tendo em conta quatro questões: se as pessoas comem o suficiente, se as pessoas conseguem pagar os alimentos, se os alimentos são de qualidade e quais os malefícios na saúde provocados pela alimentação (obesidade, diabetes).

No topo da lista dos que melhor comem estão os holandeses, os franceses e os suíços, enquanto no último lugar está o Chade, antecedido da Etiópia e de Angola, ambos na penúltima posição.

Portugal ocupa a 8.ª posição, ex-aequo com a Irlanda, Itália, Luxemburgo e Austrália.

Todos os 20 melhores países são europeus exceto um (a Austrália), sendo a ausência de desnutrição e o total acesso a água potável os fatores que mais pesam na sua classificação.

Entre os 30 últimos, há 26 países africanos (incluindo Angola e Moçambique) e quatro asiáticos, Laos, Bangladesh, Paquistão e Índia.

No caso de Angola, os fatores que mais pesam na classificação são o custo dos alimentos e a volatilidade dos preços da comida, a que se soma a má diversidade nutricional e o reduzido acesso a água potável.

"Angola sofre o nível mais alto de volatilidade dos preços de todos os países no índice, exceto o Zimbabué", alerta a Oxfam, explicando que os preços elevados dos alimentos impõem um enorme custo humano aos pobres do mundo, que gastam até 75% dos seus rendimentos em comida.

A classificação de Angola no critério da volatilidade dos preços, acrescenta a organização, "reflete a inflação elevada e instável que tem afetado toda a economia do país na última década, tornando difícil aos angolanos poupar e pagar necessidades básicas, incluindo alimentos.

No que diz respeito à qualidade dos alimentos, a Oxfam explica que 60% das dietas dos angolanos se baseiam em simples hidratos de carbono e quase metade da população não tem acesso a água potável para preparar os seus alimentos em segurança e com condições de higiene.

Entre os restantes países de língua Portuguesa, Moçambique está na 118.ª posição, sobretudo devido à falta de diversidade nutricional e ao reduzido acesso a água; enquanto a Guiné-Bissau está no 88.º lugar, São Tomé e Príncipe no 77.ª, Cabo Verde no 57.ª e o Brasil no 25.ª.

No comunicado em que apresenta o índice, a Oxfam, sediada em Londres, recorda que um em cada oito cidadãos do mundo "vai para a cama com fome todas as noites, apesar de existir comida suficiente para toda a gente".

"O consumo excessivo, a má utilização dos recursos e o desperdício são elementos comuns de um sistema de deixa centenas de milhões sem nada que comer", sublinha o comunicado.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

PROVE- Promover e Vender Lançamento da Iniciativa PROVE em Torres Vedras



A partir do próximo dia 31 de Janeiro os consumidores de Torres Vedras vão poder adquirir cabazes de produtos hortofrutícolas de qualidade adquiridos directamente aos produtores agrícolas, sem intermediários.

Estes cabazes surgem no âmbito da metodologia PROVE - Promover e Vender que a Leader Oeste - Associação para o Desenvolvimento e Promoção Rural do Oeste está a implementar na Região.

O Núcleo de Produtores de Torres Vedras, constituído por quatro produtores do território de intervenção da Leader Oeste, assegurará a distribuição semanal de cabazes pequenos, compostos por 4 a 6kg, tendo um custo de 7 euros e cabazes grandes, compostos por 7 a 9kg de legumes, tubérculos, fruta e ervas aromáticas variados e da época, tendo o custo de 10 euros cada.

A entrega funcionará das 17h às 19h, todas as sextas-feiras, no Mercado Municipal de Torres Vedras (piso 1).

Os consumidores interessados na aquisição destes cabazes poderão inscrever-se em qualquer fase do projecto desde que as encomendas sejam feitas até dois dias antes da distribuição semanal realizada à sexta-feira, sendo sujeito a confirmação.

A encomenda é feita no portal www.prove.com.pt através do preenchimento das fichas de cliente e de encomenda, onde deve assinalar os produtos que não deseja receber.

O lançamento oficial do projecto PROVE será assinalado com a assinatura do protocolo entre a PROMOTORRES E.M. e a Leader Oeste para a cedência do espaço para a distribuição de cabazes.

A metodologia PROVE está a ser desenvolvida no âmbito da Cooperação Interterritorial da abordagem LEADER, do ProDeR (Programa Nacional de Desenvolvimento Rural) e consiste numa nova forma de comércio de proximidade que permite a pequenos produtores, constituídos em núcleos, escoarem as suas produções directamente para os consumidores finais, assegurando a frescura e a qualidade dos produtos.

Fonte:  Leader Oeste

31ª Ovibeja já está a receber inscrições para expositores

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A 31ª edição da Ovibeja, com data marcada para a semana de 30 de Abril a 04 de Maio já está em marcha.

As inscrições para os expositores já estão abertas e já há muitos interessados em participar na edição de 2014 da Ovibeja.

Participar na Ovibeja é um investimento tendo em conta os reflexos da feira a nível nacional e internacional, a importância dos colóquios e debates sobre temas sobre a actualidade, as visitas oficiais de membros do Governo, de todos os partidos políticos e de dirigentes de diferentes instituições de referência do nosso País, bem como de delegações de empresários e de embaixadores de diversos países do espaço europeu e de fora dele. Mas, participar na Ovibeja também é um investimento porque, tendo com conta os largos milhares de visitantes, de entre os quais se incluem visitas empresariais, permite a muitos expositores criarem na Ovibeja excelentes carteiras de negócios.

Tratando-se de uma feira que projecta todos os sectores de actividade, é na agricultura que a Ovibeja melhor reflecte o impulso positivo que este sector tem vindo a revelar. Além de todos os outros produtos agroalimentares, o azeite é um dos que mais tem contribuído para marcar pontos cá dentro e lá fora. Para potenciar a aposta cada vez maior na qualidade do azeite português, a organização da Ovibeja e a Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal – lançaram a 4ª edição do Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio Ovibeja que já está a receber inscrições. Este é o único concurso de âmbito internacional realizado no nosso País e o prestígio já alcançado a nível internacional permitem-lhe ocupar o 2º lugar no Best Olive Oils in the world, onde são anualmente selecionados os 50 melhores azeites do mundo:

A Ovibeja é uma Marca de inovação e de diversidade, palco da apresentação de estudos e de novidades com expressão a nível nacional.

Além da componente empresarial e de negócio, a Ovibeja é também dirigida aos públicos mais jovens, com concertos de referência e com a dinâmica ímpar das famosas "Ovinoites". Funciona, por isso, como espaço de encontro entre pares.

A Ovibeja é organizada pela ACOS – Agricultores do Sul.

Fonte:  ACOS

Sessão de esclarecimento sobre Drosophila Suzukii


Sessão de Esclarecimento sobre
 
Drosophila suzukii 
 
08 de Fevereiro de 2014
 
9:00 às 12:30 h
 
 
 Escola Profissional Agrícola "Conde de São Bento", em Santo Tirso.
 
 

Relatório da FAO sobre a evolução dos produtos agrícolas

Janeiro 13

A Food and Agriculture Organization (FAO) publicou o seu relatório mensal, em que faz a comparação dos preços mundiais dos produtos agrícolas de Dezembro, com Novembro, no qual regista uma subida de preços dos produtos lácteos e uma descida do preço dos cereais.

O Cereal Price Index da FAO registou uma pontuação média em 2013 de 219,2 pontos, menos 17 pontos, ou seja menos 7,2% que em 2012. O preço que, contudo, mais caiu foi o do açúcar, com menos 15,8 pontos num mês e registando já três meses sempre a descer, devido à grande produção do maior produtor mundial, o Brasil e também de boas colheitas na Tailândia e na China. O preço dos produtos lácteos subiu num mês 13,2 pontos, fechando o ano de 2013, com uma pontuação média de 243 pontos, o que é um recorde. O index de carne teve no seu conjunto uma subida em 2013, em relação a 2012, mantendo-se, no entanto, a um nível inferior a 2011.



Quantidade de carbono emitido por um bife

Quantidade de carbono emitido por um bife
Janeiro 13
15:20

Todos os seres vivos são responsáveis pela emissão de carbono para a atmosfera, sendo que, no reino animal, são os bovinos os principais responsáveis por essas emissões.

Por tal facto, na Irlanda, têm vindo a ser monitorizadas explorações de bovinos para medição da quantidade de emissões, o que leva a que já várias explorações tenham um registo preciso por animal. Assim, alguns restaurantes irlandeses pensam colocar na ementa a informação para o consumidor da quantidade de emissões de carbono do bife que vai comer.

Este tema está já a ser preparado pela McDonald's e Burger King, para lançarem eventuais campanhas publicitárias, dizendo que os seus hamburgers são responsáveis por menos emissões de carbono do que os bifes normais.

Inquietude no sector do açucar


Inquietude no sector do açúcar
Janeiro 14
12:58
2014

As organizações europeias temem que a Comissão Europeia volte a utilizar, para a campanha 2013-2014, medidas temporárias de aprovisionamento do mercado interno de açúcar.

A eventual posta em prática deste mecanismo é linearmente rejeitado pelo COPA-COGECA, pois todas as organizações agrícolas pensam que é uma medida que pode ter consequências gravosas, num sector onde o preço do açúcar não pára de descer desde Abril de 2013. Um aprovisionamento extra do mercado interno, implicaria um aumento dos stocks no fim da campanha 2013-2014, num momento em que os stocks já são muito elevados. Para mais, os custos de stockagem prejudicariam toda a fileira açúcar – beterraba.

Outra consequência seria o desrespeito pelas preferências comerciais, recentemente atribuídas a países como o Peru, a Colômbia em favor do Brasil, país que anseia por ter maior expressão no mercado comunitário.

Fundos de investimento cada vez mais interessados nos produtos agrÍcolas


Fundos de investimento cada vez mais interessados nos produtos agrícolas
Janeiro 14
13:02
2014

Os fundos Hedge começaram em 2014 como terminaram em 2013, com uma intensa actividade nas commodities agrícolas, tendo atingido um número recorde de posições de curto tempo em relação ao trigo. Por outro lado, as posições a mais tempo foram em grande parte vendidas, tendo sido fechados 40.000 contratos na primeira semana de 2014 que cobriam treze commodities agrícolas, desde o algodão ao gado.

Na primeira semana de 2014, foram fechados mais de 1600 contratos de curta duração para o trigo, totalizando 73.088 lotes. Os fundos Hedge também investiram em contratos de curto prazo no sector do açúcar, tendo sido fechados mais de 10.000 contratos em 2014.

Os investimentos de curto prazo estão a ser feitos no trigo, cereal que viu as suas cotações descerem, devido à baixa procura para as rações, por causa do baixo preço do milho. A tendência para a baixa mantém-se, pois com este diferencial de preços, o produtor pecuário compra milho e não trigo para os seus animais.

O açúcar tem vindo a registar uma descida dos preços, devida a uma grande produção a nível mundial. Os stocks na Índia e na China são muito elevados, fazem prever um ano negro para as cotações do açúcar.

Senado francês contra o acordo de livre comÉrcio uniÃo europeia – estados unidos


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Senado francês contra o acordo de livre comércio União Europeia – Estados Unidos
Janeiro 14
13:10
2014

Segundo a EurActiv France, durante um debate no Senado francês, registou-se uma opinião generalizada de cepticismo contra o possível acordo com os Estados Unidos. Esta opinião foi partilhada por Senadores de todos os quadrantes políticos, o que deixou o governo praticamente isolado na defesa do acordo.

Um dos problemas apontados foi o cambial, pois os Estados Unidos, nos últimos anos, têm vindo a desvalorizar a sua moeda, tornando-se mais competitivo no mercado exportador. Foi defendido, que, antes de qualquer acordo comercial se deveria definir claramente a paridade Euro-Dólar.

Outro ponto atacado foi o do secretismo das negociações, que podem levar a haver pouco tempo de reacção depois de assinados certos compromissos. Apesar de ter sido posto em causa o eventual impacto negativo do acordo na indústria francesa, foi o sector agrícola que mais discussão teve, sobretudo em sectores sensíveis como a carne de vaca e de porco.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros francês tentou acalmar um pouco os ânimos, dizendo que, mesmo não sendo um processo habitual a Comissão ouvir parlamentos europeus para tomar decisões, iria levar a posição do Senado aos responsáveis europeus.

A França continua a ser o país mais céptico em relação às negociações e não podemos esquecer que, já em 2005, na reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC) em Hong Kong, foi a França que praticamente impediu a Comissão de abrir as nossas fronteiras aos produtos agrícolas americanos.

A próxima ronda de negociações será em Fevereiro, sendo depois suspensas de meados de Abril até Outubro, devido às eleições europeias e às mudanças na Comissão Europeia.

UE assume perspectiva favorável para mercados e rendimento agrícola até 2023


 
As perspetivas para os mercados dos produtos de base da UE «são favoráveis para o período de 2013-2023», de acordo com as últimas perspetivas a médio prazo da Comissão Europeia, revela uma nota divulgada esta terça-feira pela instituiçao europeia.

As previsões a médio prazo para as culturas arvenses «são relativamente positivas, graças a uma sólida procura mundial e a preços estáveis».
Assim, refere a nota de Bruxelas, «prevê-se que o setor da carne da União Europeia venha a ser apoiado pela forte procura no mercado mundial, enquanto as perspetivas de recuperação económica devem igualmente permitir um nível mais elevado de consumo na Europa».

Pequenos proprietários florestais com mais apoio no próximo quadro comunitário - Assunção Cristas


 
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A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, disse hoje que os pequenos proprietários florestais vão ser mais apoiados no próximo quadro comunitário, sublinhando que este vai ser desenhado de forma mais adequada à realidade portuguesa.

A ideia é tornar elegíveis terrenos com uma dimensão mínima de um hectare e privilegiar candidaturas conjuntas através das ZIF (Zonas de Intervenção Florestal, uma área florestal contínua pertencente a vários proprietários, gerido por uma entidade gestora).
«Queremos fundos muito mais adaptados à realidade do nosso terreno e que estimulem a candidatura conjunta de vários proprietários, numa determinada região», explicou a ministra à margem da Conferência «Portugal pela Floresta» que hoje decorreu em Lisboa.
Dinheiro Digital / Lusa

Santo Tirso: Câmara alarga programa de Fruta Escolar

14-01-2014 
 


 
O programa Fruta Escolar é de âmbito nacional e destina-se a alunos do 1.º ciclo mas a autarquia de Santo Tirso decidiu prolonga-lo ao pré-escolar e no período de férias de aulas para ajudar a fomentar uma dieta saudável entre os mais pequenos.

No que diz respeito ao período de férias, este programa estará em vigor na Páscoa e no mês de Julho, altura em que as escolas se mantêm abertas no âmbito do programa MIMAR.

No total, são 3.182 as crianças de Santo Tirso abrangidas pelo programa, 2232 do 1.º ciclo e 950 do pré-escolar.

O Regime de Fruta Escolar prevê a distribuição de duas peças de fruta duas vezes por semana e é financiado pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, no caso dos alunos do 1.º ciclo.

Com o alargamento do programa ao pré-escolar, a Câmara Municipal de Santo Tirso assume o investimento extra e que totaliza quase 13 mil euros, conforme refere nota remetida à Lusa por esta autarquia.

Fonte: Lusa

Pequenos proprietários florestais com mais apoio no próximo quadro comunitário

14-01-2014 
 
A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, disse que os pequenos proprietários florestais vão ser mais apoiados no próximo quadro comunitário, sublinhando que este vai ser desenhado de forma mais adequada à realidade portuguesa.

A ideia é tornar elegíveis terrenos com uma dimensão mínima de um hectare e privilegiar candidaturas conjuntas através das ZIF, Zonas de Intervenção Florestal, uma área florestal contínua pertencente a vários proprietários, gerido por uma entidade gestora.

«Queremos fundos muito mais adaptados à realidade do nosso terreno e que estimulem a candidatura conjunta de vários proprietários, numa determinada região», explicou a ministra à margem da Conferência "Portugal pela Floresta" que hoje decorreu em Lisboa.

Fonte: Lusa

Olival é cultura em destaque nas investigações da Universidade de Vila Real


  14-01-2014 
 
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, tem desenvolvido nos últimos anos várias investigações na área da olivicultura com vista à sustentabilidade do sector, aumento da produção e melhoria da qualidade do azeite.

O olival, uma das principais culturas da região transmontana, tem tido um papel de destaque nos trabalhos desenvolvidos pelos investigadores do Centro de Investigação e Tecnologias Agro-ambientais e Biológicas (CITAB) da academia transmontana.

O professor Carlos Correia integra a equipa de investigadores envolvidos no projecto "Coberturas vegetais: a estratégia decisiva na gestão sustentável dos olivais de sequeiro", liderado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e que contou com um financiamento de 182 mil euros por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

De acordo com o responsável, ao longo de quatro anos foram ensaiados dois tipos de coberturas num olival transmontano, um que resultou de uma mistura de leguminosas de sementeira natural e outro consistiu em semear tremoceiro. Neste estudo, as misturas de leguminosas deram resultados «muito melhores em termos produtivos».

«Nestes quatro anos de produção tivemos um aumento médio de 53 por cento com a mistura de leguminosas anuais, com uma característica interessante que foi um aumento progressivo das produções. No último ano, o aumento foi de 126 por cento na produção de azeitona», afirmou.

O investigador salientou as vantagens da aplicação do coberto vegetal no olival, nomeadamente a redução da erosão do solo, o aumento da matéria orgânica e a maior retenção de água nos solos.

O especialista considerou a erosão do solo como um dos principais problemas ambientais na região mediterrânica e que «muitas vezes é esquecido, até pelos políticos».

Para Carlos Correia, esta técnica poderá ser uma das soluções para «manter os olivais tradicionais de sequeiro com viabilidade económica em termos futuros».

Por sua vez, Laura Torres coordenou o projecto "Incremento da biodiversidade funcional do olival, no fomento da protecção biológica contra pragas da cultura", também financiado pela FCT em 185 mil euros.

Este estudo consistiu em avaliar as «possibilidades reais de incrementar a protecção biológica de conservação no olival de forma a maximizar o impacte dos inimigos naturais das pragas da cultura».

A estratégia, segundo a investigadora, passou por identificar plantas autóctones que existem nos olivais de Trás-os-Montes, Beira Interior e Alentejo, que podem facultar alimentos aos auxiliares, como insectos predadores das pragas, para eles «actuarem com eficácia sobre os inimigos das culturas».

«A investigação tem como objectivo incrementar a biodiversidade do olival numa óptica de maximizar a protecção biológica de conservação contra pragas», salientou Laura Torres. Ou seja, usar estas espécies auxiliares na protecção do próprio olival, evitando a utilização de pesticidas.

A investigadora integra ainda a equipa que está a desenvolver o projecto OlivaTMAD, que junta a fileira, desde a produção à transformação ou embaladores.

A iniciativa OlivaTMAD - Rede Temática de Informação e Divulgação da Fileira Olivícola em Trás-os-Montes e Alto Douro, foi alvo de uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) de 1,2 milhões de euros, e resulta de uma parceria entre a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes (AOTAD), o Instituto Piaget de Mirandela e Macedo de Cavaleiros, o IPB e a UTAD.

Este projecto pretende disponibilizar uma base de dados através da Internet com informações sobre o sector em Trás-os-Montes, desde a produção a tratamentos a efectuar.

Fonte: Lusa

Governo dos Açores garante que projectos agrícolas transitam para novo quadro comunitário

14-01-2014 
 


 
Todos os projectos agrícolas açorianos candidatados a fundos comunitários que estavam pendentes por falta de financiamento vão transitar para o próximo quadro comunitário de apoio, assegurou o Governo regional.

A garantia foi dada pelo secretário regional dos Recursos Naturais, Neto Viveiros, numa declaração aos jornalistas à margem do plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, reunida na cidade da Horta, e após a discussão pelos deputados de um voto de protesto do PSD sobre esta questão, que acabou por ser chumbado.

«Este assunto está finalmente resolvido. Nós temos a possibilidade de transitar todos os projectos de investimentos que não poderem ser aprovados no actual quadro comunitário de apoio», insistiu o governante, garantindo que essas candidaturas manterão «os mesmos regulamentos e as mesmas regras».

Neto Viveiros disse que esta «não é uma situação anormal», lembrando que já no final do anterior quadro comunitário de apoio se colocou o mesmo problema, o que, em seu entender, representa «um sinal de que os agricultores investiram muito» na região.

«Estamos a falar de investimentos agrícolas, no actual quadro comunitário, de 80 milhões de euros, com uma comparticipação pública comunitária e regional de 54 milhões», destacou. Apoios que foram utilizados na modernização e redimensionamento das explorações agrícolas açorianas.

As explicações de Neto Viveiros foram prestadas fora da sala de plenário, momentos depois de a bancada da maioria socialista ter chumbado um voto de protesto, apresentado pelo PSD, que lamentava a «incerteza» que se verificava em relação a 407 projectos agrícolas que continuavam sem resposta.

Fonte: Lusa

Sociedade Civil de Nampula contra financiamento japonês a Moçambique

14 DE JANEIRO DE 2014, 16:29
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A Plataforma Provincial da Sociedade Civil de Nampula considerou hoje que o financiamento japonês de 492 milhões de euros a Moçambique, recentemente anunciado, é a "continuidade do colonialismo do Japão" sobre o país.

Numa reação à recente visita de três dias que o primeiro-ministro japonês fez a Moçambique, a Plataforma Provincial da Sociedade Civil de Nampula (PPSCN) considerou que os acordo assinados entre o Governo moçambicano e o Japão "desconsideram" as posições negativas sobre os mesmos, emitidos por organizações da sociedade civil.

Em causa está o anúncio de um financiamento de 492 milhões de euros que o Japão vai conceder a Moçambique para o desenvolvimento de infraestruturas e o crescimento do setor agrícola através do programa ProSavana.

Agência Lusa

Sessão de apresentação pública da ResiPinus, Associação de Destiladores e Exploradores de Resina


No próximo dia 18 de Janeiro de 2014, pelas 11h15 decorrerá no Teatro Miguel Franco, em Leiria, a sessão pública de apresentação da ResiPinus, Associação de Destiladores e Exploradores de Resina. Esta sessão contará com a participação de profissionais do setor da resina e de vários convidados em representação do setor florestal, de entidades oficiais, e dos representantes da comunicação social que queiram participar e que aproveitamos para convidar através desta nota de imprensa. Contaremos também com a presença de representantes da Mesa de Resina de Castilha y León – Espanha - e do responsável da Fundação Cesefor pelo projeto Europeu Sust-Forest, que se debruçou sobre a investigação na área da resinagem com a participação de parceiros portugueses.

Para além da apresentação da ResiPinus, a sessão pública será composta por alocuções de convidados em representação de diversas entidades, exposição de equipamentos, e por apresentações sobre: a história da resinagem no nosso país; alguns resultados do projeto Sust-Forest; breve caracterização do sector em Portugal e no mundo.

A ResiPinus é criada com o intuito de associar os profissionais do setor diretamente dependentes e responsáveis pela produção e primeira transformação de resina natural com origem nos pinhais do nosso país. Apesar da ancestralidade da atividade e da importância de que a mesma se revestiu no nosso país, (existiu nomeadamente um organismo oficial dedicado ao tema, a "Junta Nacional dos Resinosos"), esta é a primeira organização criada para representar os profissionais envolvidos especificamente nestas atividades.

A resinagem e a primeira transformação da resina voltam atualmente a despertar o interesse de vários sectores, como fonte de rendimento, fator de criação de emprego, promotor de desenvolvimento rural, forma de valorização e de proteção de povoamentos florestais de resinosas (pinhais), e de produção de matéria-prima para a indústria nacional de segunda transformação (fortemente exportadora mas também fortemente dependente da importação de matéria-prima).

Aproveitando as novas perspetivas do setor, pretende-se que esta associação de profissionais da resina contribua de forma preponderante para o desenvolvimento técnico, social e profissional da atividade e para a sua futura sustentabilidade. Compete-nos representar e promover os interesses dos profissionais e da atividade a todos os níveis, modernizando nomeadamente a perceção demasiado tradicional e arcaica que a sociedade normalmente tem desta atividade. E isto apesar de se tratar da exploração sustentável e racional de um produto natural, ecológico e renovável, que pode contribuir de forma preponderante para a valorização dos pinhais nacionais e não para a sua depreciação como muitos ainda imaginam.

Nesta fase de elevado desemprego no nosso país, que afeta particularmente algumas zonas rurais do interior, a resinagem pode-se constituir como uma alternativa a esta situação, já que a mão-de-obra constitui o investimento mais importante da atividade. No âmbito das atividades silvícolas, a resinagem é muito provavelmente aquela com maior intensificação de ocupação de mão-de-obra por área, pois em condições normais com potencial para a atividade pode ocupar um operador durante 6 a 9 meses por cada 20 a 30 hectares de floresta.

Outro aspeto da maior importância para a atividade em particular e para a sociedade em geral, está relacionado com a necessidade de alterarmos os paradigmas da defesa da nossa floresta contra incêndios, que teremos cada vez mais que orientar através da promoção de atividades de valorização da floresta e da criação de emprego baseadas na promoção de atividades produtivas. A floresta tem que ser efetivamente e racionalmente protegida através dos recursos que gera e, antes de mais, por aqueles que nela colhem o seu sustento. Também aqui a ResiPinus se propõe contribuir para a representação da atividade e dos seus profissionais, na salvaguarda das áreas florestais em que é desenvolvida a atividade e na promoção dos serviços prestados à sociedade.

A indústria da primeira transformação, a jusante dos resineiros e de quem estes dependem para o escoamento da sua resina, limpa-a e transforma-a em aguarrás e colofónia, que por sua vez é fornecida à indústria de segunda transformação nacional, para a produção de derivados. Trata-se portanto de uma indústria nacional responsável pela criação de emprego, e de valor acrescentado, e pelo fornecimento da matéria-prima a uma indústria tecnicamente desenvolvida e produtora de derivados destinados fundamentalmente à exportação.

Por todas estas valias, os profissionais do setor da resina devem aproveitar as novas oportunidades, unindo-se e fazendo-se representar através de uma organização coesa e dinâmica, na luta pelos seus direitos e pelo desenvolvimento de um setor que tem grande potencial e que pode voltar a ser um dos impulsionadores da economia rural e nacional.

A RESIPINUS organizará também neste mesmo dia a sua primeira Assembleia Geral, no sentido de garantir que os seus pilares, enquanto associação profissional, sejam os interesses, os problemas, as reivindicações e as soluções adequadas para o sector. A associação pretende também constituir-se como um parceiro ativo das instituições portuguesas com responsabilidades na gestão e ordenamento do território e no desenvolvimento rural e, sempre que possível, contribuir para a definição de estratégicas de desenvolvimento rural e florestal, nomeadamente no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 14-20.

Leiria, 03 de Janeiro de 2014

Pela Comissão Fundadora da ResiPinus - Associação de Destiladores e Exploradores de Resina

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pequenos proprietários florestais vão ter mais apoio no próximo quadro comunitário


LUSA 14/01/2014 - 15:07
Assunção Cristas disse que as medidas para a floresta previstas no anterior quadro comunitário de apoio não estavam adaptadas à realidade portuguesa.

A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, disse nesta terça-feira que os pequenos proprietários florestais vão ser mais apoiados no próximo quadro comunitário, sublinhando que este vai ser desenhado de forma mais adequada à realidade portuguesa.

A ideia é tornar elegíveis terrenos com uma dimensão mínima de um hectare e privilegiar candidaturas conjuntas através das ZIF (Zonas de Intervenção Florestal, uma área florestal contínua pertencente a vários proprietários, gerido por uma entidade gestora).

"Queremos fundos muito mais adaptados à realidade do nosso terreno e que estimulem a candidatura conjunta de vários proprietários, numa determinada região", explicou a ministra à margem da Conferência "Portugal pela Floresta" que decorreu em Lisboa.

As candidaturas serão majoradas se envolverem vários proprietários através de uma ZIF, acrescentou.

Assunção Cristas lembrou que o Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) teve uma execução baixa na área da floresta e que foi necessário reprogramar algumas medidas, considerando que a "sub-execução" se deveu ao facto de as medidas terem sido mal desenhadas.

"Foram desenhadas para uma floresta que não era a portuguesa. Exigir 25 hectares para fazer um projecto e ter fundos de apoio é pensar numa realidade que não é a nossa", destacou a governante, afirmando que o novo programa dará apoio mesmo a quem só tem uma parcela de um hectare.

"Claro que, se houver uma acção conjunta, com mais proprietários, o apoio será maior", adiantou.

O Governo quer também um "pacote de fiscalidade alargado" para a floresta, a começar pela reforma do IRC, que vai permitir amortizar os investimentos florestais em 25 anos.

Para a ministra, trata-se de "um aspecto muito importante" que permite às "pessoas irem deduzindo o seu custo fiscal a estas matérias", já que a floresta "tem ciclos de produção muito longos e que têm de ser acomodados também do ponto de vista fiscal".

PORTUGAL PELA FLORESTA - Colocar a floresta na agenda dos portugueses

2014-01-13 às 12:00

O Ministério da Agricultura e do Mar lançou a campanha Portugal pela Floresta, cujo objectivo é colocar a floresta na agenda dos portugueses.

A campanha inclui várias iniciativas de reflexão e de sensibilização ao longo do ano:

As iniciativas de reflexão são conferências de debate e reflexão sobre a importância social, económica, territorial e ambiental da floresta.

Uma conferência inicial terá lugar a 14 de janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e lançará as bases de todo o conjunto de iniciativas. Em seguida organizar-se-á um conjunto de quatro conferências em diversos pontos do País.

O objetivo destas conferências é ouvir diversos atores cujo trabalho incida sobre as florestas, de forma a alargar a discussão com diversos pontos de vista e potenciar um compromisso que contribua para um futuro sustentável da floresta.

As iniciativas de sensibilização concretizam-se num roteiro de visitas e ações que incidirá sobre todo o território e sobre as várias funções da floresta, no qual será promovido e valorizado o que de melhor se faz no âmbito da floresta em Portugal.

Haverá participação de vários ministérios neste roteiro espelhando a articulação interministerial que existe em prol da floresta.

Cerca de dois terços do território nacional é ocupado por espaços florestais e no entanto só se fala de floresta quando arde.

Para inverter esta percepção negativa a iniciativa Portugalpela Floresta quer criar uma sinergia entre os vários atores, congregando todos os esforços institucionais, da sociedade civil, e do sector produtivo e industrial de forma a promover e dar visibilidade à importância da floresta.

Para criar valor acrescentado às diversas políticas, ações, iniciativas e medidas em prol da floresta é necessário criar uma consciência coletiva sobre a relevância social, económica, territorial e ambiental da floresta.

Sensibilizar e atrair o País para este universo chamando todos para um esforço coletivo de valorização de um dos nossos ativos mais relevantes é o resultado esperado da Portugual pela Floresta.

Os espaços florestais, que incluem páreas com povoamentos florestais, áreas de matos e pastagens espontâneas, abrangem perto de 6 milhões de hectares, cerca de 67% do território nacional.

Destes, cerca de 3 milhões de hectares correspondem a povoamentos florestais (35% do território nacional), uma das mais elevadas taxas de arborização da União Europeia.

A floresta portuguesa é maioritariamente detida por proprietários privados. O Estado detém cerca de 2% da floresta e as autarquias e comunidades locais 6%.

Estima-se que as atividades e os serviços ambientais associados representem um valor económico líquido superior a 1100 milhões de euros.

Desde 2000, o valor acrescentado deste sector representa, em média, 2,1% do Produto Interno Bruto nacional e, contribui para cerca de 10% das exportações.

Este sector é responsável por cerca de 100 000 postos de trabalho.

EUA conhecem os 50 grandes vinhos portugueses

Joshua Greene, especialista norte-americano, divulga os 50 grandes vinhos portugueses para os EUA no próximo dia 16 de Janeiro, a partir das 12h, na Biblioteca de Nova Iorque.

Os 50 grandes vinhos portugueses para os EUA seleccionados por Joshua Greene, crítico e especialista norte-americano, são revelados no próximo dia 16 de Janeiro, na emblemática Biblioteca de Nova Iorque, nos EUA. A selecção de Joshua Greene foi composta após a degustação de 600 vinhos nacionais, de várias regiões nacionais.

Joshua Greene destaca que "os vinhos portugueses sempre me agradaram porque são tão diferentes dos vinhos de outras partes do Mundo, pois é quase como se Portugal tivesse um microcosmo" que lhe permite ter "um mundo inteiro de vinhos num só país". "Portugal é concentrado porque tem as suas variedades que mais ninguém tem.". O especialista considera que "os vinhos portugueses já têm um grande sucesso nos EUA" e salienta que "há oportunidades para os produtores nos EUA", mas aconselha-os a "escolher uma área geográfica pois o mercado norte-americano é enorme para atacar."

Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, precisa " os EUA são já o maior mercado mundial de vinho e continuarão a apresentar um elevado potencial de oportunidade e crescimento para as exportações da produção nacional. No Plano de 2014 a ViniPortugal atribui novamente o maior investimento da promoção internacional de vinho português a este mercado"

"O vinho português conseguiu cativar a crítica especializada e chegar aos líderes de opinião. Um esforço conquistado com muito êxito mas que necessita de ser consolidado, sendo ainda necessário um investimento na aproximação aos consumidores. É extremamente importante que tanto as entidades como os produtores marquem presença e seleccionem estados e mercados alvos de promoção" sustenta o mesmo responsável.

Programa:

O evento de divulgação dos 50 grandes vinhos portugueses para os EUA será composto por três partes distintas: tem início com um almoço para 150 pessoas, entre as 12h e as 14h, seguido por uma prova organizada entre as 14H30 as 17h direccionada aos principais elementos do trade e de media. Por fim, ao final da tarde, entre as 18h e as 21h, é organizada uma prova aberta aos consumidores, de modo a que todos possam provar os vinhos portugueses eleitos por Joshua Greene.

De referir ainda que, durante o almoço, serão entregues os prémios Wines of Portugal - de Importador do Ano, Retalhista do Ano e Restaurante do Ano - que distinguirão aqueles que mais se destacaram na promoção dos Vinhos Portugal ao longo de 2013.

Fonte:  ViniPortugal

O Governo tem de responder à situação dos imigrantes


Ana Elias de Freitas - 14/01/2014 - 07:00 -  Imprimir

O deputado do PS, eleito por Beja, afirma que o Governo está a ignorar a situação dos imigrantes na região, mostrando falta de sensibilidade política e social sobre esta matéria.

Luís Pita Ameixa denuncia e chama a atenção para a resposta que recebeu da ministra da Agricultura sobre as dificuldades que os imigrantes estão a passar, perante os trabalhos agrícolas que têm vindo garantir à região, dizendo que a governante "descarta" qualquer responsabilidade nesta matéria. Para o parlamentar não bastam inspecções e processos policiais, mas sim ter uma estratégia de acolhimento pautada por padrões exigentes e humanistas.

Luís Pita Ameixa reconhece que a agricultura no Baixo Alentejo tem conhecido acentuado progresso, em grande medida graças ao projecto estatal do Alqueva e à resposta consequente dos investidores e agricultores, mas recorda também que o desenvolvimento económico só tem sentido, não como fim em si mesmo, mas como meio de desenvolvimento humano. Acrescentou que, nalguns casos, contingentes de imigrantes que chegam ao Baixo Alentejo, para trabalhos sazonais na agricultura, não têm tido as condições de trabalho e de instalação condignas que são exigíveis numa sociedade civilizada e humanista e que é preciso mudar esta situação.

China ultrapassa UE como maior importador de produtos agrícolas e pecuários do Brasil em 2013


2014/01/14    NOTÍCIAS
A China ultrapassou em 2013 a União Europeia como o principal destino dos produtos agrícolas e pecuários do Brasil, cuja exportação atingiu o valor recorde de 99,97 mil milhões de dólares, informou segunda-feira em Brasília o Ministério da Agricultura.

Enquanto as exportações cresceram 4,3% relativamente a 2012, as importações de produtos agrícolas e pecuários aumentaram 4,0% para 17,06 mil milhões de dólares, proporcionando um excedente de 82,91 mil milhões de dólares.

A exportação de feijão de soja e produtos derivados atingiu 30,96 mil milhões de dólares, surgindo num primeiro lugar destacado com 31% do total exportado, tendo sido colocados no exterior 42,8 milhões de toneladas, ou 52,5% da produção brasileira na campanha agrícola 2012/2013.

Devido ao aumento da importação de soja, a China, o maior importador mundial desta oleaginosa, ultrapassou pela primeira vez a União Europeia como principal comprador de produtos agrícolas e pecuários, com 22,88 mil milhões de dólares ou mais 4,91 mil milhões de dólares do que em 2012.

A participação da China nas exportações de produtos agrícolas e pecuários do Brasil subiu para 22,9% em 2013, mais 4,1 pontos percentuais do que um ano antes, enquanto a participação da União Europeia caiu de 23,6% em 2012 para 22,1% em 2013.

Em 2013 a China foi pelo segundo ano consecutivo o maior parceiro comercial do Brasil. (macauhub)

CAP esclarece agricultores de Ferreira do Alentejo


Rádio Pax - 13/01/2014 - 00:07

CAP esclarece agricultores de Ferreira do Alentejo 

    
O Centro de Informação Rural de Beja da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) está a promover no distrito várias sessões de esclarecimento.  

A confederação tem em agenda, esta tarde, em Ferreira do Alentejo, uma acção onde será discutido o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) e o próximo quadro de apoio, explica Luís Banha, responsável pelo Centro de Informação Rural de Beja  da CAP.

Em Ferreira do Alentejo a sessão tem lugar pelas 15 horas.

Engenheiro mecânico do Porto troca profissão por projeto agrícola sustentável


13-01-2014 09:11 | Norte
Fonte: Agência Lusa 

Freixo de Espada à Cinta, 13 jan (Lusa) - Um engenheiro mecânico oriundo do Grande Porto deixou a sua profissão para se tornar agricultor em Freixo de Espada à Cinta, pretendendo colocar no mercado mundial, nos próximos cinco anos, os melhores produtos da região do Douro.

O vinho, o azeite, a produção de amêndoa e o leite de ovino são a base do projeto "sustentável" de Pedro Martins, que garante que "apostou certo" num concelho com potencialidades "únicas" do ponto de vista agrícola.

"O nosso projeto terá um crescimento sustentável e não pretendemos dar um passo maior do que a perna. Para já, estamos a colocar no mercado vinho branco e tinto, mas apostaremos em outros produtos agrícolas como a amêndoa ou o azeite ", disse hoje à Lusa Pedro Ferreira.

O projeto começou com a reconversão de 100 hectares de vinha, sendo que 40 foram plantados de novo e onde foram investidos cera de 400 mil euros. O objetivo é o de chegar a uma produção de 650 toneladas nos próximos cinco anos, não estando de lado a compra de uvas de qualidade a produtores locais.

"Um dos objetivos passa igualmente por comprar produtos agrícolas de qualidade aos produtores locais de forma a ajudar a dinamizar a economia do concelho de Freixo de Espada à Cinta e criar valor a outros produtos agrícolas de excelência", explicou o engenheiro mecânico convertido em agricultor.

Para dois 2014, a aposta passa pela criação de um lagar mecânico, onde será laborada todo a produção do projeto e cujo investimento deverá rondar os 2,5 milhões de euros.

Das primeiras produções, o empreendedor já está exportar vinho da Região Demarcada do Douro para países como a Alemanha e Inglaterra, havendo contactos de negócio no Brasil e no Japão.

Agora, a aposta no setor vinícola passa por ter no mercado interno e externo um milhão de litros de vinho com a marca do produtor de Freixo de Espada à Cinta já nos próximos 10 anos.

"Vamos procurar parceiros para a venda a granel do nosso produto, para assim se conquistar escala de mercado", frisou.

Pedro Martins garante que apesar da crise "não será arriscado" fazer um investimento que poderá rondar os cinco milhões de euros" devido à qualidade dos produtos selecionado para comercializar".

"A ideia também passa por colocar Freixo de Espada à Cinta no mundo, devido à qualidade dos seus produtos agrícolas com incidências nos vinhos", reforçou o empreendedor.

O segredo do empresário assenta na utilização dos métodos de trabalho adquiridos no Porto, que são aliados à qualidade dos produtos agrícolas de Freixo de Espada à Cinta.

Já no campo da olivicultura, será lançado um novo azeite que será produzido a partir da de 200 toneladas de azeitona com a chancela DOP "Negrinha de Freixo".

Não abdicando "de um crescimento sustentado", os produtos serão colocados no mercado sob "o signo da qualidade".

Na produção de leite de ovino, são atingidos os sete mil litros/dia apostando sempre no bem-estar dos animais.

Criar emprego a jovens licenciados está igualmente incluído no projeto da Quinta dos Castelares.

FYP // JGJ

Lusa/fim