quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Assunção Cristas promove agricultura portuguesa na Alemanha


A ministra da Agricultura promove o sector das frutas e legumes, na maior feira mundial do sector, em Berlim, na Alemanha.
Vítor Andrade, em Berlim
22:34 Quarta feira, 5 de fevereiro de 2014

A ministra da Agricultura Assunção Cristas esteve hoje a Berlim, na Alemanha, para promover o sector das frutas e legumes nacionais na Fruitlogistica, na maior feira mundial dedicada a esta área de actividade.

Para a capital alemã a Portugal Fresh - marca chapéu para o sector das frutas, legumes e flores -, levou 25 empresas que durante três dias irão mostrar o que têm para vender às maiores empresas de distribuição à escala global.

"Se há sítio onde importa fazer negócio, nesta área, para quem quer apostar na internacionalização, é aqui, em Berlim", nota Manuel Évora, presidente da Portugal Fresh.

Conta, como exemplo, que há um ano uma pequena empresa de legumes se deslocou à Fruitlogistica, onde participou com alguns produtos "quase somente a título decorativo, do pavilhão da Portugal Fresh. O que se passou a seguir é que regressou a Portugal com um megacontrato de venda de cinco mil toneladas de abóboras para Inglaterra, e com tendência para aumentar".

Carteira de encomendas cresce na Fruitlogistica 

Manuel Évora garante que todos os anos as empresas portuguesas que se deslocam a Berlim, no regresso levam a carteira de encomendas "significativamente recheada". "Caso contrário, não voltariam e, na verdade, já vamos na quarta missão da Portugal Fresh a este evento e cada vez com mais empresas associadas".

A Fruitlogistica em 2013 teve mais de 58 mil visitantes profissionais de 130 países e a participação de 2566 expositores (de 78 países).

Sobre o sector em Portugal, Manuel Évora refere que, "apesar de ainda não termos os números encerrados de 2013, no que concerne às exportações, temos que considerar que nos primeiros dois anos da vigência da Portugal Fresh (de 2010 a 2012) as exportações deste sector subiram 20,5%".

Este é um sector que apresenta uma caraterística "extraordinariamente importante", nota aquele responsável, "uma vez que representa cerca de 36% da empregabilidade da produção agrícola".

Frutas e legumes já valem 2,5 mil milhões

O valor da produção deste segmento, de acordo com os dados mais recentes apurados pela Portugal Fresh apontam para 2500 milhões de euros anuais. 

Durante a edição de 2014 da Fruitlogistica, o presidente da Portugal Fresh quer "reforçar a posição de candidatura de Portugal a país parceiro mundial para a edição de 2015 uma vez que temos todo o apoio do Governo de Portugal através do senhor vice-primeiro ministro e ainda da ministra da Agricultura".

O que é que isto significa? "Uma projecção tremenda para os nossos empresários e para os seus produtos no que respeita à conquista de novos mercados no xadrez mundial da distribuição alimentar".


Autoridade para as Condições do Trabalho faz inspeção à Casa do Douro


Lusa
16:13 Quarta feira, 5 de fevereiro de 2014

Peso da Régua, 05 fev (Lusa) -- A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) realizou terça-feira uma inspeção à Casa do Douro (CD), para se certificar da situação da instituição e dos seus trabalhadores e que resultou de um contacto direto da direção.

O presidente da CD, Manuel António Santos, disse hoje à agência Lusa que a visita dos dois inspetores da ACT "foi uma consequência direta de uma iniciativa da direção" da organização da lavoura duriense.

Contactada pela Lusa, fonte da ACT apenas confirmou a realização da inspeção, não adiantando mais informações sobre a mesma.


O assassinato da Casa do Douro e o "genocídio" dos 40 mil viticultores do Douro

Declaração Política
João Ramos, PCP
5 de fevereiro de 2014


O governo PSD/CDS quer matar a Casa do Douro. Eu torno a dizê-lo, senhores deputados, porque alguém pode não ter ouvido. O governo PSD/CDS quer arrasar a Casa do Douro. Isto é, derrubar o último obstáculo que se opõe a que cinco grandes grupos vitivinícolas e mais meia dúzia de grandes proprietários do Douro. Isto é, deixar completamente desprotegidos, 35/40 mil pequenos viticultores durienses. A Casa do Douro, conforme a Resolução do Conselho de Ministros de 11 de Junho de 2013 (não publicada em Diário da República), seria transformada em "associação de direito privado de inscrição voluntária dos produtores", deixando de ser de todos para passar a ser apenas de alguns.

Amanhã veremos a Casa do Douro na mão desses grupos, ou dos seus capatazes, e da CAP.

A Resolução do Conselho de Ministros pretende assim finalizar a "trabalho" que sucessivos governos do PSD, PS e CDS, iniciaram há décadas. Mais precisamente com o decreto-lei n.º 313/86 do então primeiro-ministro Cavaco Silva; com a legislação de 1995, que criou a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro, do governo PSD/Cavaco Silva, com a legislação de 2003, do governo PSD/CDS/Durão Barroso/Portas, que reformulou essa mesma comissão.

Malfeitorias legislativas que tiveram o condão de ter o PS sempre a dizer que não quando na oposição, e depois a fazer exatamente o contrário no governo, aplicando-as de forma rigorosa. Assim aconteceu em 1996, com o governo PS/Guterres. Assim aconteceu em 2005, com o PS/Sócrates.

Não será preciso, senhores deputados, revisitar aqui novamente as palavras do deputado Silva Pereira (e podíamos listar outros), em Julho de 2003, depois ministro do governo PS/Sócrates, que concretizou com empenho e zelo as medidas do governo PSD/CDS.

O processo legislativo e as medidas dos governos PSD, PS e CDS são politicamente escabrosos, e chegariam para derrubar toda a credibilidade ética e política desses partidos, não fosse a cortina de silêncio e a opacidade de chumbo da cumplicidade poderosa dos media a ocultar, cobrir, as malfeitorias do PSD, PS e CDS no Douro.

Haverá alguém ainda, nesta Assembleia da República, que recorde as palavras do então deputado e líder do PSD na oposição, Durão Barroso, no dia 13 de Dezembro de 2000, com uma manifestação de viticultores durienses à porta da Assembleia da República? Discurso inflamado, em que o deputado Durão Barroso, do PSD, contrariava a aplicação que estava a ser feita pelo governo PS/Guterres, da legislação que o governo PSD/Cavaco Silva tinha aprovado.

Nós recordamos Durão Barroso, senhores deputados, e cito:

- "O Estado como pessoa de bem (...) deve, assim, indemnizações à Casa do Douro por ter decidido cessar tais obrigações", as que correspondem ao assumir "durante mais de 60 anos, atribuições públicas". Ouviram, senhores deputados: "Indemnizações".

- "O PSD exige que se proceda às alterações legislativas adequadas para dotar a Casa do Douro de fontes de financiamento próprias e estáveis". Ouviram, senhores deputados: "fontes de financiamento próprias e estáveis".

- "A ousadia (do governo PS/Guterres) chegou ao ponto de tentar retirar à Casa do Douro, através de despacho governamental, um dos maiores patrimónios da região: o cadastro dos viticultores da Casa do Douro". Ouviram, senhores deputados: retirar o cadastro à Casa do Douro.

Vejamos o espantoso percurso do atual governo.

Questionada, logo em julho de 2011, sobre as soluções para a Região Demarcada, anunciou a ministra da agricultura ter solicitado um parecer aos municípios durienses, via CIM (comunidade Intermunicipal do Douro). A CIM fez o trabalho, o governo borrifou-se nele. Depois, afirmou a ministra que tinham reapresentado à Casa do Douro a última proposta que o governo PS/Sócrates tinha feito. Nada chegou à Casa do Douro. Depois, que a proposta estava no Ministério das Finanças em avaliação. E finalmente, em 13 de Dezembro de 2013, tirou da cartola uma grande novidade ? a passagem da Casa do Douro a associação privada. No fundo, o que o governo PSD/Cavaco Silva tinha proposto em 1986.

Um processo e um comportamento vergonhosos.

A vergonha de uma avaliação do património de vinho com valores de saldo e longe dos compromissos assumidos.

A vergonha da aguardente vínica. O governo, numa guerra que tem séculos de história, sobre a produção ou não de aguardentes vínicas a partir de vinhos da região, acede com total descaramento aos mesmos de sempre, repudiando inclusive a proposta da CIM Douro. Proposta, diga-se, feita a pedido do Ministério da Agricultura. Para cúmulo, autoriza o uso de aguardente vitícola no benefício, fazendo mais um grande "frete" aos principais grupos, com grandes plantações fora da Região Demarcada e no estrangeiro, abrindo-lhes um canal lucrativo para o escoamento dos subprodutos dessa produção!

A vergonha do corte do benefício aos pequenos viticultores, com a promessa de melhores preços, e os preços baixaram. Na última década terão perdido 40% a 50% de benefício e uma perda de rendimentos superior a 60%.

A vergonha da apropriação de receitas da taxa do IVDP, fazendo os durienses pagar um outro imposto. Isto enquanto não privatiza o próprio IVDP, conforme promessa do primeiro-ministro no verão passado, correspondendo ao pedido das casas exportadoras.

A vergonha dos 40 meses de salários em atraso aos trabalhadores da Casa do Douro.

A vergonha da falência e o encerramento das principais adegas cooperativas da região.

A vergonha de uma proposta de saneamento, como se a responsabilidade do afundamento financeiro da Casa do Douro não pertencesse às políticas que a esvaziaram de funções, atribuições e competências; que lhe roubaram o cadastro a coberto de um protocolo que não cumprem; do não cumprimento de sentenças de tribunais; do deixar escorrer os meses e os anos, engordando a dívida, com o volume monstruoso dos juros ? já vai em 30 milhões de euros, senhores deputados.

Um miserável escândalo político que atinge o regime democrático. Que põe em causa o Estado pessoa de direito e pessoa de bem.

Mas os viticultores do Douro saberão lutar, saberão resistir. E o PCP cá está e estará para dar voz a essa luta.

Controvérsia à volta do "arroz dourado"

Janeiro 31
18:18
2014

A controvérsia à volta do arroz OGM denominado “arroz dourado” sobe de tom, com os apoiantes a afirmar que este arroz salva vidas, enquanto que os opositores dizem que é uma mera manobra comercial para explorar os mais pobres.

O arroz é o alimento base da alimentação de uma parte da população mundial e, apesar de ser um alimento muito completo, carece de vitaminas. A carência de vitaminas acarreta problemas graves de saúde às populações que só comem arroz, levando, por vezes, à cegueira das crianças.

Os biólogos modificaram geneticamente uma variedade de arroz, no sentido de produzir e acumular provitamina A, que o corpo humano converte em vitamina A.

Este arroz não está, contudo, ainda disponível no mercado, pois o protótipo tem de passar por inúmeros testes antes da aprovação, tendo recebido grandes críticas de quem afirma que é tudo uma fraude destinada a explorar as populações que vivem do arroz.

A aprovação sofreu ainda um maior atraso devido à destruição de um campo experimental nas Filipinas, levado a cabo por activistas contra este arroz.

Enquanto não há a aprovação deste arroz, a solução que está a ser usada, em alguns casos, é o do fornecimento de vitaminas sob a forma de comprimidos.

Produção bio atrai grandes multinacionais

Janeiro 31
18:15
2014

A agricultura biológica tem registado um grande crescimento em todo o mundo, o que está a atrair a atenção das grandes multinacionais de fitossanitários.

Os agricultores procuram reduzir cada vez mais o uso de químicos (pesticidas,herbicidas e fungicidas) e, ao mesmo tempo, aumentar as produções. Para isso, é preciso produzir insectos em larga escala (as joaninhas comem os afídios e o tricograma a broca do milho), bem como cogumelos, bactérias e feromonas.

A Bayer comprou em 2012 a americana AgraQuest, especialista em pesticidas biológicos e a BASF comprou a Becker Underwood, que produz sementes cobertas de microrganismos. A Syngenta já está neste mercado há vários anos, através da sua associada Bioline.

A Monsanto entra agora no mercado através de uma parceria com a dinamarquesa Novozymes, líder mundial na fabricação de enzimas alimentares e industriais

A Monsanto estima que o mercado destes produtos represente um valor anual 1,6 mil milhões de euros.

Comissão Europeia dá luz verde ao negócio Campofrio

Fevereiro 03
14:01
2014

A Comissão Europeia anunciou, no passado dia 29 de Janeiro, que nada tinha a opor à compra da Campofrio por parte pela mexicana Sigma Alimentos.

A espanhola Campofrio, que há anos comprou a portuguesa Fricarnes, dedica-se à produção de produtos transformados de porco, enquanto a empresa mexicana se dedica à produção animal.

A Comissão considerou que perante a actividade das duas empresas, este negócio não fere nenhuma legislação comunitária.

É a primeira vez que uma empresa mexicana entra em força no mercado de carnes europeu, o que demonstra, por um lado, a pujança do mercado das carnes na América e, por outro lado, o apetite pelo mercado europeu.

Colóquio no Âmbito da Fileira da Pêra Rocha

Irá decorrer, no próximo dia 12 de fevereiro, na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister, em Alcobaça, com a co-organização da Cooperfrutas CRL e sua associada Cidália Tomás e a Universidade de Évora/ICAAM, através do projecto PRODER “Avaliação da utilização da poda mecânica em pomares de pêra”, com a colaboração  da ANP e do COTHN, o COLÓQUIO da Fileira da PÊRA ROCHA. Pode consultar o programa aqui: PDF Programa Coloquio Pera Rocha

Para qualquer esclarecimento adicional sobre este eventopoderão contatar, para Engª Sandra Patrocinio através do seguinte contato: 914809919

Problemas com a utilização de fundos comunitários para financiar o Alqueva


Fevereiro 03
13:58
2014

Os fundos comunitários para a construção da rede de rega do Alqueva, deviam ter origem no Fundo Agrícola de Desenvolvimento Regional (FEADER). Acontece que as verbas desse fundo se esgotaram em 2011, pelo que o governo tem estado, desde essa data, em negociações com Bruxelas, para obter autorização da utilização de algumas sobras do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) para o projecto.

Este pedido tem esbarrado com a oposição de Bruxelas, que defende que o FEDER não se aplica à construção de regadios. As obras do sistema de irrigação felizmente continuaram, pelo que o governo teve de reformular a sua proposta de utilização dos fundos do FEDER para poder utilizar os fundos comunitários.

Esta proposta está incluída no “ Acordo de Parceria “ que o governo apresentou à Comissão Europeia para enquadrar os investimentos que o País pretende realizar entre 2014 e 2020 e que vão receber, de Bruxelas, apoios no montante de 25,3 mil milhões de euros.

Feira do Fumeiro de Vinhais promovida com paródia a Miley Cyrus

PÚBLICO 04/02/2014 - 21:53
Câmara municipal elogia “espírito provocador” dos jovens que fizeram vídeo. Mas garante não ter nada a ver com a “versão Feira do Fumeiro” da canção da norte-americana.



Um vídeo sobre a Feira do Fumeiro em Vinhais, que faz uma paródia ao tema Wrecking Ball, de Miley Cyrus, foi visto por mais de 8000 pessoas em pouco mais de 20 horas, segundo a Câmara Municipal de Vinhais.

A autarquia emitiu um comunicado onde informa que o vídeo promocional, intitulado Paródia Wrecking Ball/versão Feira do Fumeiro de Vinhais 2014, não é da responsabilidade da Câmara Municipal de Vinhais nem da organização da feira. E que foi feito por um “grupo de jovens que pretende apenas promover” a iniciativa “de uma forma original”.

O vídeo, que mostra um jovem com roupa interior, rodeado de enchidos, circula no Youtube e no Facebook mas está também disponível no site da câmara. Que esclarece, no comunicado: a câmara nada pagou ou gastou. “O custo foi zero.” A câmara diz que o mesmo vale para um outro vídeo promocional chamado A Viagem do Porco Bísaro.

De qualquer forma, “a Câmara Municipal de Vinhais aplaude esta iniciativa e agradece vivamente a todos aqueles que por diversas formas se preocupam e promovem a sua terra, enaltecendo a iniciativa, originalidade, espírito provocador e rebeldia dos jovens intervenientes”.

O efeito que se pretendia, lê-se ainda no comunicado assinado pelo presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, está a ser conseguido. “O vídeo foi visto por mais de 8000 pessoas pelo mundo inteiro e isso é que deve ser realçado.”

Como que a responder a quem não gosta do teor da promoção da Feira de Vinhais, que acontece entre 7 e 9 de Fevereiro, o autarca diz ainda que “tudo é uma questão de gosto e liberdade de opinião, sendo que os que discordam dos vídeos, também estão a dar uma preciosa ajuda na divulgação”.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Investigadores criam "embalagem inteligente" para carne


Consegue imaginar uma embalagem para carne fresca capaz de determinar a sua qualidade e a vida útil do produto em cada momento? É o que o projeto Toxdtect pretende conseguir, através de uma matriz de sensores e um leitor externo que incorpora um sistema de decisão “inteligente”. 

A carne é um produto muito “frágil”, cuja qualidade poderá ser afetada por qualquer falha durante o processamento, embalamento, distribuição ou manipulação no ponto de venda. Uma falha na deteção de organismos patogénicos pode ter um efeito mau na perceção dos consumidores e um impacto negativo na sua saúde. Estes problemas são, além disso, bastante relevantes para a indústria cárnica, já que a frescura do produto é um atributo de qualidade relacionado com o preço de venda final.

O projecto Toxdtect tem como objetivo desenvolver uma solução inovadora de embalagem para carne fresca de bovino que avalia a sua qualidade e prediga a vida útil restante. O sistema consistirá numa matriz de sensores passivos incorporados no filme de embalamento, conectados a um dispositivo de lçeitura.

Os sensores medirão a presença e concentração de vários compostos orgânicos voláteis (VOCs) representativos da qualidade da carne e enviarão estes dados ao leitor. Um software inteligente analisará a informação e determinará a qualidade da carne e o tempo previsto para a sua boa conservação.

Trata-se de um método fiável que proporcionará uma rotulagem clara e reduzirá os riscos alimentares provocados por embalamento defeituoso ou manipulação correta na cadeia de distribuição.

O projeto Toxdtect é impulsionado por um consórcio europeu integrado por quatro associações: ASINCAR - Asociación de Industrias Cárnicas del Principado de Astúrias (Espanha), Packaging and Films Association (Pafa, Reino Unido), European Livestock and Meat Trade Union (Uecbv, Bélgica) e ARC - Asociatia Romana a Carnii (Itália) -, as empresas Soluções Integradas para Sistemas de Informação Lda (Portugal) e Industrias Cárnicas Alonso (Espanha), e três centros de investigação – Centro Tecnológico de la Industria Cárnica de la Rioja (Espanha), Tecnologías Avanzadas Inspiralia S.L. (Espanha)  e OFI (Áustria).

Fonte e foto: foodwatcher.cl

Publicada: 05-02-2014 16:00

Guia dos programas europeus de investigação e inovação em frutas e hortícolas

 05-02-2014 
 

A Assembleia de Regiões Hortofrutícolas elaborou um Guia dos programas europeus de investigação e inovação, pelo facto de estar no início um novo programa para o período de 2014/2020.
 
A finalidade deste guia é disponibilizar informação necessária para eleger programas, encontrar os projectos que se adaptam a cada organização e colocados na prática por grupos de investigadores.
 
Estes projectos foram realizados não apenas a pedido da produção mas também pelo conjunto do sector até ao consumidor, cuja publicação está disponível para consulta aqui (versão em inglês)  
 
Fonte: Agrodigital

Comidas d'Azeite em Marvão para dinamizar economia e atrair turistas

05-02-2014 
 
Dezasseis restaurantes do concelho de Marvão, no Alto Alentejo, vão participar, a partir de domingo, numa quinzena gastronómica dedicada aos comeres de azeite, sob a chancela da marca “Marvão Bom Gosto”, divulgou o município.

A nona edição das “Comidas d`Azeite”, certame promovido pelo município de Marvão, pretende dinamizar a economia local, «homenagear» os produtores e mostrar a «qualidade» dos azeites produzidos naquele concelho do distrito de Portalegre.

«Nesta zona, o azeite tem um papel predominante e nós queremos realçar a importância que esta actividade teve e tem», disse à agência Lusa o presidente do município, Vítor Frutuoso.

A iniciativa, que arranca no domingo e vai decorrer até ao dia 23 deste mês, pretende ainda mostrar o «impacto» que o azeite tem na gastronomia da zona de Marvão e «atrair» turistas, principalmente da vizinha Espanha.

«Esta iniciativa tem impacto e força e nós estamos a trabalhar muito em Espanha a nossa imagem. Aliás, estamos a fazer promoção do evento na Extremadura espanhola e temos a expectativa de que vamos acolher muitos turistas, principalmente espanhóis», disse.

No primeiro dia, vai decorrer, pelas 11:00 horas, um mercado de produtos locais, seguindo-se um almoço convívio no recinto de festas da aldeia de Porto da Espada.

O programa das “Comidas d`Azeite” prevê também a inauguração da exposição de fotografia “Irrealidades II”, de Fernando Algarvio, cabendo a animação musical ao Grupo de Cantares “Aguarela do Divor e Igrejinha”.

De acordo com Vítor Frutuoso, a exposição vai mostrar aos visitantes «todos os lagares de azeite» que existiram ao longo dos anos naquele concelho e que «actualmente estão fechados».

Fonte: Lusa

Sociedade Civil da RTP 2 desta quinta-feira sobre "Dieta Mediterrânica"

05-02-2014 
  
O programa Sociedade Civil da RTP 2, quinta-feira, dia 06 de Fevereiro, terá como tema de debate “Dieta Mediterrânica", numa emissão em directo, entre as 16:30 e as 18:00 horas.
 
«A inscrição da dieta mediterrânica na lista do Património Imaterial da UNESCO, abre oportunidades e cria obrigações. O que está previsto na documentação entregue na UNESCO é que sejam tomadas medidas de salvaguarda deste património pelos sete países envolvidos na candidatura: Portugal, Croácia e Chipre, Espanha, Marrocos, Itália e Grécia.
 
A dieta Mediterrânica traduz um estilo de vida, e não apenas um padrão alimentar, que combina ingredientes da agricultura local, receitas e formas de cozinhar próprias de cada lugar, refeições partilhadas, celebrações e tradições, que, juntamente com o exercício físico moderado diariamente, favorecido pelo clima ameno, completam um estilo de vida que a ciência moderna nos convida a adoptar em benefício da nossa saúde, tornando-a um excelente modelo de vida saudável.
 
        O que distingue a dieta mediterrânica? Que práticas alimentares estão ligadas à dieta mediterrânica?  Que produtos fazem parte desta dieta?Qual a importância desta classificação da UNESCO? De que forma é que esta distinção cria uma oportunidade de afirmação de uma cultura?”
 
A CONFAGRI participará neste programa, estando representada pela Eng.ª Maria Antónia Figueiredo, Secretária Geral Adjunta da CONFAGRI.
      
O programa Sociedade Civil é apresentado pela jornalista Eduarda Maio. Conta com convidados e reportagens jornalísticas sobre o tema. O programa visa esclarecer e fornecer soluções úteis e inovadoras aos cidadãos sobre temas que estejam na ordem do dia: agricultura, cidadania, educação, saúde, alimentação, justiça, sociedade, entre outros.
 
Conheça e participe através do blog http://sociedade-civil.blogspot.com, ou enviando uma mensagem para sociedade-civil@rtp.pt. O programa emitido estará disponível logo depois da emissão em http://multimedia.rtp.pt.
 
Fonte: CONFAGRI

Centro de Frutologia Compal: Empreendedores podem candidatar-se à Academia até 13 de Fevereiro

05-02-2014 
 
O prazo para as candidaturas à edição 2013/2014 da Academia do Centro de Frutologia Compal foi alargado até ao próximo dia 13 de Fevereiro. A iniciativa de apoio e formação na área da fruticultura tem como destinatários empreendedores agrícolas que se pretendem instalar, aumentar ou reconverter a sua exploração agrícola. Os interessados em participar devem apresentar a sua candidatura em www.centrofrutologiacompal.pt.

A formação é composta por módulos práticos e teóricos e contempla visitas a explorações agrícolas modelo e centros de experimentação, num total de cerca de 50 horas de formação. A Academia 2013/2014 culmina com a atribuição de três bolsas de instalação no valor de €20 mil cada, aos três melhores projetos.

A Academia 2013/2014 vai admitir 12 participantes, conforme o regulamento disponível em www.centrofrutologiacompal.pt. Os interessados ainda podem candidatar-se até 13 de fevereiro de 2014.

Fonte: CONFAGRI

Imigração: Eurodeputados aprovam regras para garantir direitos dos trabalhadores sazonais

O Parlamento Europeu aprovou hoje uma directiva que garante um conjunto de direitos aos trabalhadores sazonais de países terceiros. As novas regras asseguram a estes trabalhadores igualdade de tratamento perante os nacionais do país europeu de acolhimento no que diz respeito às condições de trabalho, bem como o direito a um alojamento decente. O objectivo é impedir a sua exploração na UE e, em simultâneo, prevenir que uma estada temporária passe a ter carácter permanente.

Os trabalhadores sazonais de países terceiros são periodicamente necessários em determinados sectores na UE, como a agricultura e o turismo, em que muitos laboram em condições precárias. De acordo com dados da Comissão, cerca de 100 mil trabalhadores sazonais entram na UE todos os anos.

As novas regras, já acordadas com os governos nacionais, visam garantir a igualdade de tratamento face aos trabalhadores nacionais no que respeita a determinados direitos. A directiva não afecta o direito de os Estados-Membros determinarem os volumes de admissão de nacionais de países terceiros que entrem no respectivo território. Cada país continua a poder indeferir um pedido de autorização para efeitos de trabalho sazonal.

Condições de trabalho e direito a um alojamento decente

A admissão de um trabalhador sazonal num país da UE dependerá da existência de um contrato de trabalho válido ou de uma oferta de emprego vinculativa que especifique o local e o tipo de trabalho, a duração do emprego, a remuneração e o número de horas de trabalho semanais ou mensais, a duração das férias pagas e, se for caso disso, outras condições de trabalho.

A admissão deverá também ser acompanhada de um comprovativo de que o trabalhador sazonal disporá de alojamento adequado, para evitar que os empregadores coloquem o trabalhador a viver em lugares que não satisfaçam as normas gerais de saúde e de segurança. Esta exigência foi feita pelos eurodeputados durante as negociações com os governos nacionais.

Quando o alojamento é fornecido directamente ou por intermédio do empregador, pode ser exigido ao trabalhador sazonal o pagamento de uma renda "que não seja excessiva relativamente à sua remuneração e à qualidade desse alojamento", diz a directiva, acrescentando que essa renda não pode ser automaticamente deduzida do salário do trabalhador.

Igualdade de tratamento

Os trabalhadores sazonais terão direito à igualdade de tratamento perante os nacionais do país de acolhimento no que diz respeito, por exemplo, à idade mínima de admissão ao trabalho e às condições de trabalho relativas a salários, despedimentos, horários de trabalho, férias e licenças, bem como aos requisitos de saúde e segurança no local de trabalho. Estes trabalhadores terão também direito a filiar-se num sindicato e acesso à segurança social e aos serviços de aconselhamento prestados pelos centros de emprego.

Os trabalhadores sazonais que se mudem para o seu país de origem terão direito a receber pensões legais baseadas nesse emprego sazonal.

Duração da permanência

Os Estados-Membros poderão fixar aos trabalhadores sazonais um período máximo de permanência com uma duração entre cinco a nove meses, num qualquer período de doze meses. Durante o período máximo estabelecido, poderá ser autorizada a prorrogação de permanência para trabalho sazonal com o mesmo ou com outro empregador.

Sanções contra empregadores

Os Estados-Membros deverão prever sanções contra os empregadores que não cumpram as suas obrigações, incluindo a proibição de estes contratarem trabalhadores sazonais.

Os países da UE terão dois anos e meio para transpor esta directiva para a legislação nacional.

Fonte:  PE

Ano de 2013 foi o sexto mais quente desde que há registo


Lusa
05 Fev, 2014, 12:06

O ano de 2013 foi, juntamente com 2007, o sexto ano mais quente desde meados do século XIX, quando começou o registo moderno de temperaturas, anunciou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM), considerando que esta é mais uma confirmação das alterações climáticas.
"A temperatura mundial do ano 2013 é congruente com a tendência para o aquecimento a longo prazo", disse o máximo responsável da OMM, Michel Jarraud.

Tanto em 2013 como em 2007, as temperaturas da superfície do oceano e da terra foram superiores em 0,5 graus centígrados à média de 1961-1990, e 0,03 graus centígrados mais altas do que a média do decénio mais recente (2001-2010).

Deixando sem argumentos os que ainda rebatem o fenómeno das alterações climáticas, a agência da ONU para as ciências meteorológicas precisou que 13 dos 14 anos mais quentes de que há registo ocorreram no século XXI.

Os mais quentes de todos foram 2005 e 2010, com temperaturas mundiais superiores em 0,55 graus centígrados à média a longo prazo.

Segue-se 1998, durante o qual ocorreu um episódio do fenómeno El Niño excecionalmente intenso, segundo a organização, sediada em Genebra.

A OMM sublinha ainda que 2013 foi um dos quatro anos com temperaturas mais altas em condições neutras, ou seja, sem episódios de El Niño ou de La Niña, responsáveis pelo aquecimento e arrefecimento de extensas zonas do mar, respetivamente.

"O ritmo de aquecimento não é uniforme, mas é inegável. Dado o volume sem precedentes de gases com efeito de estufa na atmosfera, as gerações futuras viverão num mundo em que as temperaturas mundiais continuarão a aumentar", estimou Jarraud.

E acrescentou: "A nossa ação ou inação para reduzir as emissões de dióxido de carbono e outros gases que retêm o calor determinará o estado em que os nossos filhos, netos e bisnetos encontrarão o planeta".

Os dados hoje divulgados pela OMM são um avanço da versão completa da sua declaração sobre o estado do clima em 2013, que será publicada em março de 2014 com pormenores sobre precipitação, inundações, secas, ciclones tropicais, a cobertura de gelo e o nível do mar à escala regional.

Neste momento, os cientistas da OMM estão a reunir informações entre os seus 191 Estados membros sobre as tendências e os fenómenos extremos à escala nacional em 2013.

Em 2013, as temperaturas altas mais extremas registaram-se na Austrália, que viveu o ano mais quente de que há registo.

Já em janeiro a agência norte-americana para a Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) e a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) divulgaram dados sobre as temperaturas mundiais, com resultados ligeiramente diferentes.

Segundo a NOAA, 2013 foi o quarto mais quente desde que começaram os registos, em 1880, com uma média combinada das temperaturas da superfície terrestre e oceânica 0,62 graus Celsius superior à média do século XX, de 13,9 graus Celsius.

Já os dados da NASA colocam 2013 como o sétimo mais quente.

No entanto, também os especialistas da NASA consideram clara a tendência geral para um globo mais quente.

Venda de azeite cai 7,4% em Espanha


por Ana Rita Costa
4 de Fevereiro - 2014

Em 2013, as vendas de azeite engarrafado das empresas associadas da Anierac – Associação Nacional de Industriais Embaladores e Refinadores de Óleos de Espanha, foram de cerca de 343,7 milhões de litros, uma quebra de 7,4% em relação ao período homólogo.
 
A categoria de azeites suaves registou vendas totais de 126 milhões de litros, uma quebra de 18,52% em relação a 2012 e o azeites intensos também perderam vendas, com cerca de 59,7 milhões de litros vendidos, menos 2,4% que no ano anterior.

A categoria de azeites virgem foi dominada pelos azeites virgem extra que em 2013 venderam cerca de 115 milhões de litros em Espanha, o que ainda assim representou uma quebra de 5,6%.

Em Espanha, o azeite virgem foi o único com uma evolução de vendas positiva, com cerca de 42,5 milhões de litros vendidos, um crescimento de 28,2% face a 2012.

FNAP, F.REGO e MAPFRE criam Seguro Apícola


por Ana Rita Costa
3 de Fevereiro - 2014
A FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, a F.REGO – Corretores de Seguros e a Seguradora MAPFRE vão celebrar um protocolo de parceria que tem como objetivo criar um Seguro Apícola para os apicultores portugueses.

 
O protocolo, que será assinado esta semana, resulta de um ano de trabalho conjunto entre estas entidades e vai criar um seguro de proteção às colmeias e aos apicultores nacionais que tem como objetivo a proteção da atividade e do património dos apicultores. O seguro prevê as coberturas de responsabilidade civil, risco de incêndio, atos de vandalismo e furto.

A FNAP refere em comunicado que “este seguro irá defender os interesses dos apicultores portugueses, responder eficazmente às necessidades de cobertura de risco da apicultura nacional e incentivar a modernização e profissionalização deste sector agrícola.”

Dinamarca introduz nova medida para melhorar bem-estar suíno


por Ana Rita Costa
29 de Janeiro - 2014
O Executivo da Dinamarca publicou recentemente uma nova normativa de bem-estar suíno que aumenta a duração do período de tempo em que os porcos têm de estar no exterior. Os suínos criados em produções dinamarquesas passarão, assim, a estar no exterior cerca de 80% do tempo.
 
Esta medida será aplicada em 2015 em novas instalações e nas ampliações de instalações já existentes. Em 2035 terá de ser aplicada em todas as produções do país.

O Governo da Dinamarca acredita que este é o tempo necessário para que as explorações tenham tempo de se adaptar à nova medida.

Adegas e cooperativas portuguesas investem no mercado norte-americano




Iniciativa integra programa de internacionalização de dois milhões de euros

Adegas e cooperativas portuguesas investem no mercado norte-americano

Os vinhos das adegas e cooperativas portuguesas rumaram no final de janeiro aos Estados Unidos da América, um mercado que já representa dez por cento do seu negócio, com o objetivo de consolidarem a presença neste país e chegarem a novos públicos. Esta ação integra um programa mais amplo de internacionalização que contou com um investimento de dois milhões de euros. Newark e Las Vegas foram as cidades visitadas por uma comitiva composta por cinco associadas da Federação Nacional das Adegas e Cooperativas de Portugal, Fenadegas.

O programa de promoção do vinho português nos EUA contemplou reuniões com importadores em Newark e provas de vinho em Las Vegas para dar a conhecer o que de melhor se faz no nosso país no que respeita à produção vitivinícola. Adega Cooperativa Agrícola Sto. Isidro de Pegões, Adega Cooperativa de Cantanhede, Caves Vale do Rodo, Adega Cooperativa da Vermelha e VERCOOPE foram as representantes nesta ação de promoção.

Esta iniciativa nos EUA é a última de um programa de internacionalização promovido pela Fenadegas que decorreu ao longo de três anos em mercados como a China, Brasil e Rússia, num investimento total de cerca de dois milhões de euros.

Sobre a Fenadegas

A Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal foi fundada em 1981, por um conjunto de 24 adegas. Atualmente conta com 56 cooperativas associadas diretamente e ainda com três Uniões – UNIDOURO, UDACA e VERCOOPE –, representando quase todas as regiões do país.


 fonte: Mediana

Supermercados pagaram taxa alimentar mas mantêm contestação nos tribunais

ANA RUTE SILVA 04/02/2014 - 20:23
Há 107 processos a impugnar o pagamento da contribuição, criada em 2012. Governo avança com cobranças coercivas a quem não pagou.

 
Antes de avançar para a cobrança coerciva, Governo reuniu com empresas PAULO PIMENTA

As grandes superfícies já desembolsaram um total de 10,6 milhões de euros pela Taxa de Segurança Alimentar Mais, mas não desistiram de contestar nos tribunais o pagamento desta contribuição criada para financiar o controlo sanitário.

Depois de dois anos sem receber verbas significativas, o Governo conseguiu finalmente arrecadar verbas substanciais para financiar o Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais, que é gerido pela Direcção-Geral de Veterinária. Contudo, apesar de terem pago, empresas como a Sonae, Lidl ou Auchan decidiram manter a contestação nos tribunais. Ao todo são 107 os processos em curso, 21 dos quais estão nas mãos do fisco.

Pelas contas do PÚBLICO, feitas com base nos dados avançados terça-feira pelo secretário de Estado da Alimentação, ainda falta receber cerca de 5,7 milhões de euros relativos a 2012 e 2013. No acumulado destes dois anos, o Governo estimava arrecadar um total de 16,3 milhões de euros, mas o ritmo de pagamentos tem sido mínimo desde que a taxa anual foi criada. Em Outubro do ano passado, por exemplo, ainda só tinham sido arrecadados cerca de três milhões de euros, valor equivalente ao que só a Sonae (dona do Continente e do PÚBLICO) pagou entretanto.

Contactada, fonte oficial da empresa justifica que “há várias formas de não efectuar o pagamento da taxa”. “Optámos inicialmente por não pagar e impugnar. Mas entendemos que, neste momento, preferimos outra estratégia: pagar e fazer uma impugnação. Não alterámos a nossa posição”, explica. Também o Lidl confirma que decidiu pagar, mas “mantém o processo de impugnação em curso”. Já o grupo Auchan, dono dos hipermercados Jumbo, sublinha que o pagamento da taxa “não prejudica o recurso às vias legais para reagir” a este regime jurídico.

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) mantém a mesma posição e, na voz de Ana Isabel Trigo de Morais, directora-geral, diz que o diploma é “inoportuno, injusto e discriminatório”, já que deixa de fora todo o pequeno comércio.

Cobrança coerciva, dois anos depois
A lei está em vigor desde 2012 mas só recentemente o Governo decidiu avançar para a cobrança coerciva e, assim, obter o máximo de verbas. A medida tem sido evitada para não prejudicar o bom entendimento entre as partes, mas, de acordo com o que Nuno Vieira e Brito avançou no Parlamento, está agora a ser aplicada.

As empresas recebem as notificações para pagamento até ao final do mês de Março de cada ano e a taxa é liquidada em duas prestações (uma em Maio e outra em Outubro). A falta de pagamento dentro do prazo “constitui o devedor em mora, sendo devidos juros legais desde a data do vencimento da prestação”, prevê uma portaria publicada em 2012. Depois de 30 dias sobre o fim do prazo, é desencadeada a cobrança coerciva.

Ao que o PÚBLICO apurou, antes de pôr o fisco em acção, a tutela sentou-se à mesa com representantes das maiores empresas da grande distribuição. E, na sequência dessa reunião, todas, com excepção da Jerónimo Martins, decidiram pagar as verbas em falta. A dona do Pingo Doce mantém a estratégia inicial: não paga e contesta em tribunal.

No Parlamento, Nuno Vieira e Brito não especificou que superfícies comerciais estão a ser alvo das cobranças coercivas. “Esse é o caminho que entendemos fazer com todos os que entretanto ainda não pagaram”, disse o secretário de Estado após a audição, citado pela Lusa.

O PÚBLICO pediu mais esclarecimentos ao Ministério da Agricultura, nomeadamente, sobre os 21 processos que transitaram para o fisco, mas não obteve resposta. Recorde-se que durante a apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2014, Assunção Cristas, ministra da Agricultura, disse que o Governo iria “litigar e responder às acções judiciais”.

Nenhum caso de BSE em Portugal


Pela primeira vez, em 15 anos, o país não registou nenhum caso da «doença das vacas loucas»

Por: tvi24 / PP    |   2014-02-04 16:01

 
Portugal não registou casos de BSE no ano passado, pela primeira vez desde 1998, afirmou hoje o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito.

O governante sublinhou, numa audição da comissão parlamentar de Agricultura e Mar, que vai, por isso, pedir o estatuto de país com risco negligenciável.

O elevado número de casos de encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida pela sigla BSE ou por «doença das vacas loucas», em Portugal motivou um embargo das exportações de carne de vaca entre 1998 e 2004, altura em que a Comissão Europeia decidiu levantar a proibição por considerar que os riscos estavam controlados.

Em resposta às dúvidas dos deputados, que questionaram Nuno Vieira e Brito sobre a redução do número de análises e a sanidade animal, o secretário de Estado afirmou que «há menos análises de rotina, porque há menos doenças».

Segundo explicou, «houve uma redução de 5% nas análises da brucelose porque o programa de erradicação está a funcionar».

Questionado sobre o pagamento dos serviços prestados pelas UADS/OPP (Agrupamento de Defesa Sanitária/Organização de Produtores que asseguram serviços relacionados com a sanidade animal), Nuno Vieira e Brito salientou que foram pagas as dívidas relativas a 2011 e 2012, faltando apenas 50% do valor de 2013 (cerca de dois milhões de euros).

«Já foi solicitado o pagamento de dois milhões e entendemos que no final de março, princípios de abril poderemos pagar o restante», adiantou.

O secretário de Estado assinalou ainda que existem 106 OPP a nível nacional e que pretendia dar «mais eficácia» a estas organizações.

Nuno Vieira e Brito acrescentou que também já deu instruções para iniciar os procedimentos para pagar os 200 mil euros de dívida do Estado aos laboratórios responsáveis pelas análises veterinárias.

Governo reestrutura laboratórios do Estado e admite fechar serviços



4 de Fevereiro, 2014
A rede de laboratórios e estações de investigação experimental do Ministério da Agricultura e Mar vai ser reestruturada, anunciou hoje o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, acrescentando que alguns pólos poderão ser encerrados.
Nuno Vieira e Brito declarou, após uma audição na comissão de Agricultura e Mar, que o processo envolve "racionalização de recursos para que não haja uma contínua repetição das mesmas análises por todo o país", admitindo que "haverá pequenos pólos ou pequenas áreas que terão de ser repensadas e, eventualmente, encerradas".

Os laboratórios do Estado tutelados pelo Ministério da Agricultura e Mar, estão integrados no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e no Instituto Português do Mar a e da Atmosfera (IPMA) e prestam serviços ligados à investigação, saúde pública, segurança alimentar, sanidade animal e fitossanidade.

O objectivo da reestruturação, explicou o secretário de Estado, é fazer "uma investigação muito mais aplicada" e próxima da região onde se encontram os pólos e desenvolver parcerias com universidades, institutos politécnicos e empresas.

Nuno Vieira Brito adiantou que o número de análises tem vindo a ser reduzido, devido à melhoria da sanidade animal, e afirmou que as valências de alguns laboratórios, como Alcains, poderão ser transferidas para os centros de competências "ligados a áreas de interesse de cada região" que o Governo quer criar.

No caso de Alcains, exemplificou, o objectivo é criar um centro de competências ligado ao mel e à biodiversidade.

Na calha estão outros centros como o do tomate, que deve ser anunciado este mês, fruticultura, horticultura em estufa, leite, carne a agro-indústria que irão ser desenvolvidos "em função de parcerias".

"Pretendemos que cada região faça a sua definição neste sector", frisou o responsável do Governo.

Durante a audição, os deputados da oposição criticaram a estratégia que está a ser seguida para os laboratórios do Estado e lamentaram a retirada de serviços do interior do país.

Lusa/SOL

Capoulas Santos defende apoios para a pequena agricultura

Delegação Portuguesa Grupo dos Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu



O deputado Capoulas Santos exortou ontem os Estados-membros a implementar medidas concretas para apoiar a agricultura familiar e a pequena agricultura. Enquanto relator do Parlamento Europeu e negociador dos principais dossiês da nova PAC, o eurodeputado português defendeu a importância de reforçar as ajudas às pequenas explorações agrícolas da UE.

O plenário do Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo, aprovou um relatório que chama a atenção para os desafios específicos com que se deparam as pequenas explorações agrícolas. 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, e os deputados instam a UE a aplicar todas as modalidades de apoio aos pequenos agricultores previstas na nova PAC, defendem um apoio específico às organizações de produtores e propõem acções destinadas a promover o aumento das vendas directas de produtos tradicionais.

Capoulas Santos apresentou uma declaração escrita em que reafirma a importância do Ano Internacional da Agricultura Familiar. "Mas não podemos ficar por aqui. É preciso apontar medidas concretas para apoiar a agricultura familiar e a pequena agricultura". Segundo o eurodeputado socialista, as pequenas explorações têm uma importância crucial no auto-aprovisionamento e como complemento de rendimento. Esta agricultura assume particular dimensão no momento que atravessamos de falta de oportunidades e de emprego. "Tem também um papel fundamental na dinamização dos mercados de proximidade e na produção de qualidade", destaca Capoulas Santos.

"A reforma da PAC introduziu uma série de possibilidades para a pequena agricultura. Exorto por isso os Estados-membros a dar-lhes expressão concreta nomeadamente no que diz respeito a ajudas ao investimento nos programas de desenvolvimento rural", afirma o deputado na sua declaração.

Fonte:  Delegação Socialista Portuguesa no Parlamento Europeu

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parlamento Europeu reclama mais apoios para pequenas explorações agrícolas



A resolução dos problemas das pequenas explorações agrícolas deve inscrever-se nas responsabilidades, não só da PAC, mas também de outras políticas da UE
O Parlamento Europeu reclamou hoje apoios específicos para as pequenas explorações agrícolas, considerando que as medidas previstas na “nova” Política Agrícola Comum (PAC) são insuficientes.

Num relatório hoje aprovado no plenário de Estrasburgo, França, a assembleia saúda o estabelecimento do sistema de apoio aos pequenos produtores no âmbito do primeiro pilar da nova política agrícola comum, mas considera que "a simplificação se refere unicamente à forma de transferência e que as diminutas taxas de pagamentos diretos não permitirão o desenvolvimento, pelo que essas medidas continuam a ser insuficientes para melhorar a situação das pequenas explorações na UE".

Segundo os eurodeputados, "deve ser encontrada uma solução que permita às pequenas explorações agrícolas a apresentação de pedidos plurianuais de pagamentos diretos, que tenham de ser atualizados exclusivamente em caso de alterações na exploração em causa".

Dado o caráter facultativo do regime para pequenos agricultores no primeiro pilar da PAC (pagamentos diretos), é necessário que todas as modalidades de apoio previstas no segundo pilar (desenvolvimento rural) para os pequenos produtores "sejam tidas em consideração e aplicadas", diz o Parlamento Europeu.

A resolução dos problemas das pequenas explorações agrícolas deve inscrever-se nas responsabilidades, não só da PAC, mas também de outras políticas da UE, nomeadamente a política de coesão, acrescenta.

Os eurodeputados solicitam aos Estados-Membros que estabeleçam "instrumentos de engenharia financeira" adequados, tais como microcréditos, ajuda ao pagamento de juros, locações financeiras, ajuda ao pagamento da primeira prestação ou garantias de crédito, devendo este processo de apoio contar com a participação das autoridades regionais e locais. 

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Governo recebeu 65% do valor relativo à taxa de segurança alimentar


A taxa de segurança alimentar foi fixada em 4,08 euros por metro quadrado em 2012 e em sete euros por metro quadrado em 2013
O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar Nuno Vieira e Brito disse hoje que o Governo arrecadou, até ao momento, 65% do valor devido pela taxa de segurança alimentar em 2012 e 2013.

Nuno Vieira e Brito, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, adiantou, no entanto, que o Governo espera encaixar uma percentagem superior em 2013, pois “a segunda tranche” relativa ao ano passado ainda está a pagamento.

“Houve um salto profundo entre o valor faturado e recebido [em 2013]”, sublinhou o secretário de Estado, acrescentando que existem três grandes superfícies que “estão em fase de pagamento e contribuem de forma positiva para o esforço da segurança alimentar”.

Após a insistência do deputado do CDS-PP, Abel Batista, que questionou Nuno Vieira e Brito sobre os valores a que correspondem estas percentagens, o secretário de Estado respondeu que, em 2012, foram faturados cerca de 7,5 milhões de euros, dos quais falta pagar 2,5 milhões, e em 2013 foram pagos "64,5% da tranche inicial já com o ajustamento da área alimentar" que foi corrigida numa portaria interpretativa que excluía a parte não alimentar das grandes superfícies.

O governante disse ainda que estão a decorrer nos tribunais mais de uma centena de processos judiciais relativos à taxa e outros 21 na Autoridade Tributária.

O secretário de Estado da Alimentação estimou, no ano passado, que a taxa iria render entre 17 a 18 milhões de euros, relativos a 2012 e 2013.

A taxa de segurança alimentar aplica-se à área de venda alimentar de grandes superfícies retalhistas de comércio alimentar e não-alimentar.

Para os estabelecimentos com áreas inferiores a 1.750 metros quadrados é aplicado um coeficiente de ponderação de 90%, para áreas entre 1.750 e 4.999 metros quadrados um coeficiente de 75% e para superfícies iguais ou superiores a 5.000 metros quadrados um coeficiente de 60%.

A taxa de segurança alimentar foi fixada em 4,08 euros por metro quadrado em 2012 e em sete euros por metro quadrado em 2013.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Acidente com máquina agrícola mata homem de 76 anos


Publicado em 2014-02-02
 
Um homem de 76 anos morreu este domingo, no concelho da Covilhã, devido a um acidente de trabalho com uma máquina agrícola.

O acidente verificou-se em Aldeia do Souto, pouco antes das 13 horas, quando o idoso manuseava um motocultivador em tarefas agrícolas, disse à Lusa fonte do CDOS de Castelo Branco.

O sinistrado acabou por morrer no local, mas ainda foi assistido por 15 operacionais dos Bombeiros Voluntários da Covilhã e de Belmonte, com quatro viaturas, além de uma equipa de saúde em viatura médica de emergência e reanimação (VMER), tendo comparecido também a GNR.

Agenda do Conselho de Ministros da Agricultura

Fevereiro 04
13:45
2014

A primeira reunião do Conselho de Ministros da Agricultura, sob a Presidência grega, vai ter lugar no próximo dia 17 de Fevereiro.

Na agenda temos uma breve apresentação do programa da Presidência, pelo Ministro da Agricultura grego Athanasios Tsaftaris. De seguida, está prevista uma apresentação por parte do Comissário Ciolos sobre as novas normas do programa de distribuição de leite e fruta às escolas, os resultados da conferência de Setembro, das perspectivas do sector leiteiro após 2015 e dos planos da Comissão para a área da promoção de produtos agrícolas europeus.

No ponto “diversos”, vai ser discutida a implementação do programa European Innovation Partnership para a produtividade e sustentabilidade da agricultura, bem como as conclusões da última reunião dos directores das agências responsáveis pelos pagamentos.

Governo avançou com cobranças coercivas para obrigar comércio a pagar taxa alimentar

Lusa
14:48 Terça feira, 4 de fevereiro de 2014
 
Lisboa, 04 fev (Lusa) - O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar esclareceu hoje que o Governo avançou com cobranças coercivas por falta de pagamento da taxa de segurança alimentar e apontou o Continente, Auchan e Lidl entre as cadeias que já pagaram.

Nuno Vieira e Brito já tinha dito aos deputados da comissão parlamentar de Agricultura e Pescas que havia 107 processos judiciais a correr nos tribunais administrativos e fiscais e outros sete nos tribunais tributários, dos quais 21 transitaram para a autoridade tributária, devido às divergências entre o Governo e as grandes superfícies sobre a taxa de segurança alimentar.

"Estamos já a proceder às cobranças coercivas e esse é o caminho que entendemos fazer com todos os que entretanto ainda não pagaram", disse o secretário de Estado após a audição, sem especificar quais as superfícies comerciais que estão a ser alvo destas cobranças.


Parlamento Europeu discute sanidade animal

Fevereiro 03
13:59
2014

O comité de meio ambiente do Parlamento Europeu ComEnvi aprovou uma proposta da Eurodeputada Kartika Liotard, para solicitar à Comissão alterações no regulamento de sanidade animal.

Neste documento, defende-se o recurso à vacinação em caso de surto de doença, de modo a evitar abates maciços de animais, que tem grandes prejuízos para os produtores e um efeito negativo na sociedade, bem como impacto negativo no meio ambiente.

Outro factor relevante é a ligação que é defendida entre o bem-estar animal e a sanidade, o que leva a que sejam pedidas mais medidas de bem-estar animal. Este relatório pretende que os porcos sejam considerados seres sencientes.

A redução do uso de antibióticos também é pedida, pelo que se impõe um maior controlo na sua aplicação.

O relatório é claramente contra a clonagem e a manipulação genética dos animais, que considera poderem ter efeitos negativos na saúde, não só dos animais, mas também nos humanos.

Este relatório vai agora ser discutido e votado na Comissão de Agricultura, antes de passar para a sessão plenária.

Câmara de Montalegre apoia a agricultura

Janeiro 30
14:36
2014

Dando seguimento a uma promessa eleitoral, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre Orlando Alves, anunciou que o município vai investir 1 milhão de euros no sector agrícola. O dinheiro será pago pela EDP e é proveniente do aluguer de barragens. A ideia fundamental é fixar as pessoas à terra, reduzir a emigração e criar emprego.

Esta verba vai ser utilizada na agricultura, floresta e pecuária, procurando, assim, motivar os munícipes para o interesse do cultivo da terra.

O Presidente da Câmara, que considera este sector de actividade fundamental para o desenvolvimento do concelho, acredita que esta medida vai ter grandes resultados a curto prazo.

Aprovadas novas variedades vegetais

Janeiro 30
14:32
2014

Foram apresentados, no passado dia 29 de Janeiro, pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária, os resultados dos exames oficiais de 133 novas variedades vegetais propostas para inscrição no Catálogo Nacional de Variedades (CNV).

As variedades aprovadas para inclusão no CNV dizem respeito às seguintes variedades agrícolas: 33 de milho, 19 de girassol 8 de sorgo, 4 de azevém anual, 1 de ervilha forrageira, 1 de trevo vesiculoso e, no que respeita às espécies hortícolas, 2 de abóbora almiscarada, 2 de aboborinha, 4 de melancia, 3 de melão, 1 de pepino e 15 de tomate.

Procedeu-se também à inscrição de uma variedade de laranjeira.