quarta-feira, 5 de março de 2014

Março, Portugal e a Floresta



O mês de março é tradicionalmente associado ao início da primavera, às árvores e às florestas.

No presente ano, associado à campanha “Portugal pela Floresta”, o governo português prepara o anúncio de um novo pacote de apoios públicos à atividade florestal, agora para o período 2014/2020. Tal pacote está a ser preparado sem que os contribuintes tenham conhecimento dos resultados alcançados por apoios anteriores, também concretizados no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC), atribuídos desde o I Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

Efetivamente, desde a adesão à CEE foram disponibilizados às florestas portuguesas vários milhares de milhões de euros. Com que resultados? Qual o retorno económico para o País?

Será que é possível solucionar os problemas existentes na atividade florestal em Portugal apenas deitando dinheiro sobre eles?

Será possível atenuar tais problemas sem uma intervenção direta nos mercados, caracterizados por uma concorrência imperfeita?

Apesar dos apoios públicos disponibilizados e a disponibilizar, concretizados através dos impostos pagos pelos cidadãos nacionais e europeus, foi ou será possível viabilizar negócios silvícolas sem a correção das disparidades evidentes nos mercados de produtos florestais?

Qual a fatia, no rendimento dos negócios silvícolas, decorrente do financiamento público face ao peso nesse rendimento decorrente dos mercados?

Ao que tudo indica, face ao histórico dos apoios da PAC, o financiamento público atribuído às florestas tem sido incapaz de dar garantias à Sociedade da viabilização dos negócios silvícolas. Negócios que custeiem uma adequada gestão florestal, uma administração das superfícies silvícolas que minimizem os riscos da propagação de incêndios ou da proliferação de pragas e de doenças.

Ainda em 2013, a Acréscimo colocou ao Ministério da Agricultura um conjunto de questões, todavia estas continuam sem resposta. Elas foram:

1 - Quais as áreas, por espécie e região, que resultaram dos investimentos nas florestas cofinanciados pelos contribuintes no âmbito do I QCA (1996/1992), do II QCA (1993/1999), do III QCA (2000/2006) e do PDR 2007/2013?

2 - Houve interseção de áreas objeto de cofinanciamento público entre os diferentes períodos de apoios? Qual o montante em área e por tipo de investimento?

3 - Face aos montantes investidos, com cofinanciamento público, em pinheiro bravo, como se explica a regressão de área desta espécie em Portugal nos últimos 27 anos?

4 - Face aos montantes investidos, com cofinanciamento público, em sobreiro, como se explica a manutenção de área desta espécie em Portugal ao fim destes 27 anos?

5 - Existem estudos de avaliação de desempenho dos diferentes pacotes de apoio, na sua vertente florestal, ao longo dos 27 anos decorridos de apoios da PAC em Portugal?

6 - Na sequência dos fundos públicos investidos nas florestas portuguesas, qual o retorno respetivo para a Sociedade, quer em termos económicos, mas também ao nível ambiental e social?

Outras poderiam ter sido colocadas, designadamente no que respeita ao impacto dos fundos da PAC ao nível da propagação de incêndios florestais, bem como na proliferação de pragas e de doenças nas florestas em Portugal.

No que respeita aos incêndios florestais, os últimos 27 anos de apoios da PAC às florestas portuguesas não providenciaram um resultado animador.



Num outro nível, qual o impacto dos fundos da PAC, aplicados nas florestas portuguesas, ao nível dos números expressos no tempo nas Contas Económicas da Silvicultura (publicadas pelo INE)?

Curiosamente, apesar dos significativos apoios da PAC, o peso do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da atividade florestal no VAB nacional tem registado, nos últimos 20 anos, um decréscimo progressivo.

VAB SILVICULTURA / VAB NACIONAL


Ao que tudo indica, o País andou a queimar e continuará a derreter dinheiro nas florestas.

Lisboa, 4 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

Município de Vila Pouca de Aguiar implementa Conselho Municipal de Agricultura

04-03-2014 

 
Está em funcionamento o Conselho Municipal de Agricultura, decorrente das assinaturas de protocolos que envolveram oito entidades ligadas ao desenvolvimento rural do concelho de Vila Pouca de Aguiar.

A sessão solene, que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, na passada sexta-feira, 28 de Fevereiro, foi participada pelo executivo municipal, representantes de entidades agrícolas e florestais, autarcas locais, agricultores e técnicos de várias áreas de actuação no mundo rural.

Vila Pouca de Aguiar começa a aprofundar e a promover a sua ruralidade a partir de um grupo de trabalho agora constituído em Conselho Municipal de Agricultura. Iniciado por vários representantes de entidades ligadas aos sectores agrícola, pecuário e florestal, o grupo de trabalho vai coordenar a política agrícola no território concelhio, implementando e acompanhando acções para aumentar a eficácia do sistema agrícola junto dos agentes locais.

O presidente da Câmara Municipal abriu a sessão de implementação do Conselho Municipal de Agricultura, realçando que o concelho de Vila Pouca de Aguiar tem características rurais, pelo que «temos que apostar nas actividades que promovam o desenvolvimento rural». Alberto Machado realçou que «estamos a desenvolver uma estratégia com objectivos práticos» e que uma das funcionalidades do Conselho Municipal de Agricultura é estabelecer a comunicação entre os elementos que compõem o novo organismo municipal.

A equipa que começa agora a trabalhar a política agrícola local passa a reunir-se sempre que seja convocada por quem dirige o grupo ou a pedido da grande maioria dos membros que a constituem e compete à autarquia o respectivo apoio logístico. O protocolo tem a vigência de quatro anos.

Fonte: Diárioatual

Aplicação alerta por SMS para doenças e pragas da castanha

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Escrito por CienciaPT   
03-MAR-2014

AlertCast está a ser implementada em Viseu e na Guarda e poderá gerar uma poupança de milhares de euros na economia nacional

Cientistas do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, estão a desenvolver uma rede de alertas para a deteção, ou risco elevado, de doenças e pragas nos castanheiros, através de SMS gratuitos.

 

Aplicação alerta por SMS para doenças e pragas da castanha


A AlertCast está a ser implementada na Cooperativa Agrícola de Penela da Beira, em Viseu e na Guarda, e poderá gerar uma poupança de milhares de euros na economia nacional.

“Os soutos são afetados por um conjunto de pragas e doenças com repercussões económicas importantes, se não forem controladas atempadamente. As perdas ocorrem quer ao nível da produção, quer ao nível da depreciação do valor da castanha. Só em 2011, a cooperativa parceira do projeto registou um quarto de perdas de produção”, explica a investigadora Teresa Pinto.

Para desenvolver a aplicação, a equipa multidisciplinar de cientistas relaciona zonas ecológicas, dados como a meteorologia, o desenvolvimento das árvores (fenologia) e os ciclos biológicos das pragas e doenças do castanheiro. As informações são recolhidas pelos investigadores e por técnicos da cooperativa mas espera-se que, nos próximos anos, sejam os produtores a reunir os dados.

“A partir deste conjunto de dados é construída uma matriz de decisão que irá determinar os índices de risco. Dependendo dos valores obtidos para estes índices irá ser desencadeada a emissão de avisos, conforme a incidência e perigosidade, que podem ser preventivos ou corretivos. Vão permitir identificar o problema a combater, os danos e a respetiva luta cultural”, adianta a responsável do CITAB.


A investigação incide ainda na identificação do melhor local para implementar uma rede de estações meteorológicas, sistemas de transmissão, armazenamento e processamento de dados e na gestão da informação para gerar os avisos.

A AlertCast poderá até prevenir prejuízos de agentes ainda não registados em Portugal, como a vespa do castanheiro (Dryocosmus kuriphilus), que tem causado perdas avultadas na Europa, sobretudo em Itália, afetando 70% da produção em 2013.

Nos últimos meses foi confirmada a presença do inseto na Catalunha e na Cantábria, pelo que se espera que o inseto atinja o território nacional nos próximos anos.

Os investigadores do CITAB esperam alargar o AlertCast por toda a área de Denominação de Origem Protegida da Castanha dos Soutos da Lapa até 2020.

Alemanha decide aplicar o menos possível a reforma da PAC

Fevereiro 28
15:26
2014

O Conselho de Ministros alemão adoptou uma lei, que prevê a aplicação da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) no país, mas aplicando o mínimo possível as alterações das propostas do novo documento em relação à antiga PAC.

Na reforma da PAC dá-se grande importância ao “greening”, condicionando as ajudas aos produtores que não respeitem essas normas ambientais. Como Bruxelas permite uma certa margem de manobra aos estados membros, a Alemanha vai permitir que certas culturas substituam a obrigação do “greening”. O mesmo se aplica à obrigação de colocar terras em pousio, que na Alemanha vai ser reduzido ao máximo.

Outra medida que não vai ser seguida é a do limite máximo de ajudas por agricultor, prevista na reforma e que o governo alemão decidiu não aplicar. O Ministro da Agricultura foi claro, ao afirmar que os agricultores podem contar com o governo para continuar a aumentar a sua competitividade, pois as medidas restritivas ficam para os outros países comunitários.

A Federação dos Agricultores Alemães, DBV, o poderoso sindicado agrícola, já veio apoiar e congratular-se com as decisões do governo.

FIAPE discute Agricultura e Tecnologia




A Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato (FIAPE), em Estremoz (30 Abril a 4 de Maio), vai organizar um seminário, no próximo dia 2 de Maio, sob a temática “Inovação e Mecanização Agrícola”.
 
Mecanização, agricultura de precisão, biocombustíveis e formação serão algumas das áreas abordadas durante o certame, que terá no seu painel vários especialistas ligados ao setor.
 
Este seminário terá o apoio da abolsamia.
 
Confira o programa completo do seminário em baixo.
 
Caso pretenda mais informações sobre o seminário, pode entrar em contacto com Luís Alcino Conceição, professor adjunto na Escola Superior Agrária de Elvas, através do seguinte email: conceicao.le@gmail.com.
 
09:10 Receção dos participantes                                                            
09:30 Sessão de abertura, Márcia Oliveira, Luís A. Conceição
 
I Painel – Moderador, Francisca Gusmão

09:45 O Mercado de máquinas agrícolas em Portugal, Rui Santos Bento
10:05 O papel dos biocombustíveis na empresa agrícola, Paulo Brito
10:25 Sistemas de condução de máquinas por GPS, Luís A. Conceição, C. Margarido
10:45 Tecnologia vrt (aplicação de taxa variável) na fertilização de pastagens, João Serrano
11:05 Drones - Deteção remota, uma ferramenta de apoio à decisão, R. Braga, P. Pereira
11:25 Debate
11:45 Pausa para café
 
II Painel – Moderador, Pedro Simas
 
12:00 Mecanização da colheita em contínuo de azeitona, J. Oliveira Peça
12:20 Inspeção e certificação de pulverizadores, Pedro Nunes
12:40 Formação de Operadores de Máquinas Agrícolas, Nuno Alas
13:00 Debate
13:15 Conclusões e encerramento, José Rato Nunes
 
Mais informações:
Tel. 268 628 528 
Fax: 268 628 529


Alentejo perde 20 mil ovelhas por ano


O Diário do Alentejo publicou um artigo referente à diminuição do número de ovelhas no Alentejo. Perda de competitividade das explorações, dificuldades de mão-‑de-obra e aumento da burocracia no controlo dos rebanhos são as “razões mais relevantes” que estão na origem do decréscimo do número de ovinos e de explorações registado no Alentejo, disse Claudino Matos, da ACOS – Agricultores do Sul ao Diário do Alentejo. 

Entre 2000 e 2009 a região perdeu cerca de 20 mil ovelhas por ano. O número de explorações diminuiu, no mesmo período, 25 por cento. Em 2009 existiam no Alentejo “aproximadamente 1,1 milhões de ovinos, o que correspondia a cerca de metade do efetivo nacional. Deste, a maioria é utilizada para a produção de carne, cifrando-se em 50 mil o número de fêmeas exploradas na função leiteira”, adianta ao “Diário do Alentejo” Claudino Matos, da ACOS – Agricultores do Sul. 

O artigo também refere que o negócio de pequenos ruminantes de leite “não é aliciante” “Para quem começa de novo [o negócio de pequenos ruminantes de leite] não é aliciante. O leite é mal pago”, diz Nuno Cavaco, que iniciou a atividade há uma década com cabras de leite, em terrenos cedidos pelo pai, em Vale de Açor, Mértola, no âmbito de um projeto de apoio a pequenos agricultores.

A produção de queijo de Serpa, contudo, está em expansão, cada vez tem mais procura, afirma Tomé Pires, presidente da Câmara Municipal de Serpa. 

Fonte: Diário do Alentejo

Andam a roubar os apiários da serra da Arrábida


O presidente da Associação de Apicultores da Península de Setúbal, Manuel Barros, afirmou ao Semmais que já se registaram vários roubos de abelhas a vários apicultores da Serra da Arrábida.

Segundo o presidente declarou ao Semmais, "quem leva as abelhas têm de ser pessoas que percebem deste ramo de actividade. É que antigamente havia curiosos que levavam uma ou duas abelhas para terem no quintal, mas agora estão a levar os apiários completos". 

A juntar a este prejuízo refere que a campanha de mel tem sido pouco animadora, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. O excesso de chuva e o frio não permitiu que as abelhas alcançassem o mel de alecrim, entre janeiro e fevereiro. "O alecrim está agora a acabar e temos que esperar pela próxima flora. Se o tempo melhorar, é natural que tenhamos uma boa flora, mas se continuar a chover na Primavera, vai ser mau", explica Manuel Barros. 

Em 2012 foi um ano crítico devido à falta de chuva e às elevadas temperaturas de Inverno. Muitas abelhas morreram em vários pontos da região por falta de alimento, originando a perda de centenas de colmeias (cada colmeia pode conter 80 mil insectos). 

Fonte: Semmais, edição impressa de 01-03-2014

Publicada: 02-03-2014 08:00

Portugal quer comprar dois aviões de combate a incêndios florestais


O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou, na passada quarta-feira, que o Governo pretende adquirir dois aviões canadair de combate a incêndios florestais através do recurso a fundos comunitários, no valor de 37 milhões de dólares cada um. 

No grupo de trabalho para Análise da Problemática dos Incêndios Florestais, constituído no âmbito da Assembleia da República, Miguel Macedo afirmou que, no final do mês de Março, o Governo terá «uma resposta mais conclusiva sobre este processo», mas manifestou esperança que a aquisição de meios aéreos pela via dos fundos comunitários «corra bem».

Segundo Miguel Macedo, o país precisa de ter no dispositivo mais meios aéreos próprios, uma vez que o actual não tem capacidade para resolver o problema de combate a incêndios florestais, afirmando que é difícil encontrar no mercado estes meios a preços razoáveis para alugar. «Estes meios não abundam, não tem sido nada fácil», referiu, acrescentando que Portugal «não pode, por sistema, em cada Verão, recorrer à generosidade de outros países».

Actualmente, os meios aéreos próprios do Estado são compostos por seis helicópteros pesados Kamov e três helicópteros de transporte e utilitário, sendo a primeira vez que vai adquirir para sua frota aviões Canadair.

Fonte e foto: Rádio Renascença

Drones e impressoras 3D: novidades no 51º Salão de Agricultura


O evento francês 51º Salão da Agricultura abriu portas em Paris no passado fim de semana para mostrar as novidades do sector. Drones para ajudar na gestão agrícola, impressoras 3D para fabricar peças, tratores guiados por GPS ou aplicativos especializados são algumas das inovações mostradas no evento, que espera cerca de 700 mil visitantes. 

Os drones estão atualmente a ser muito utilizados como ferramenta de trabalho. O objetivo é monitorizar a plantação e melhorar a aplicação de produtos. “O drone cartografa a propriedade e identifica as necessidades da vegetação, principalmente de adubo. Assim, o agricultor pode colocar menos adubo onde precisa menos, e mais onde a vegetação tem mais necessidade”, explica Florent Mainfroy, presidente da Airinov. Para utilizar o equipamento na França, é preciso fazer um curso teórico e prático de três dias, conforme a regulamentação do país. O custo varia de 200 a 50 mil euros  mas o serviço pode ser contratado por 15 euros por hectare. Florent Mainfroy garante que, ao contrário dos clichês, os agricultores estão cada vez mais atentos às novidades tecnológicas. “A maioria dos agricultores está aberta às novas tecnologias. Há bastante tempo, eles já usam GPS nos tratores. Portanto não temos dificuldade em explicar como funciona, afinal os agricultores cada vez mais precisam de reduzir a quantidade de produtos usados, e o drone ajuda a otimizar o volume de adubo que eles podem usar.”

Outra novidade são as impressoras 3D. A máquina pode fabricar peças conforme modelos, incluindo materiais agrícolas. Na Emotion Tech, o plástico utilizado é biodegradável, à base de cereais. Guillem Peres, um dos fundadores da empresa, imprimiu diversos tratores em miniatura para ilustrar o conceito. “Na própria máquina, por exemplo, quase todas as peças, inclusive as engrenagens, são fabricadas pela impressora. São as chamadas peças de replicação”, afirma Peres. “E isso vale para qualquer tipo de peças: podem ser mecânicas, de design, ou peças para substituir qualquer outra que se tenha partido.”

Quanto às grandes máquinas, cada vez mais o GPS é uma ferramenta essencial para conduzir os veículos com mais precisão.

Já os aplicativos de telemóveis ajudam os produtores a gerir a reprodução dos animais e a ter informações sobre o mercado ou a meteorologia detalhada.

O Salão da Agricultura termina no próximo domingo, dia 2 de março.


Publicada: 26-02-2014 15:00

Frutitec e ExpoJardim atraíram 26 mil visitantes à ExpoSalão

A 3ª Frutitec e a 16ª Expojardim, duas feiras que decorreram em simultâneo na Batalha, numa organização do Centro de Exposições Exposalão, obtiveram “um êxito assinalável”, registaram a presença de 26 mil visitantes – com 70% de profissionais – e demonstraram que os sectores da Fruticultura e da Jardinagem apresentam sinais de recuperação económica, após alguns anos de retracção.

“Os expositores – 120 no total, 50 das quais ligados à Fruticultura -, manifestaram optimismo em relação à evolução dos negócios este ano, que já melhoraram no ano passado em relação ao anterior”, explica Paulo Amaral, director comercial dos eventos.

“A Frutitec que registou um crescimento de 40% em relação à edição anterior, obteve um êxito assinalável que garante a sua continuidade já em 2015, até porque é um excelente meio para promover os negócios, pois é um ponto de encontro para os profissionais”, adianta, frisando que “a Frutitec apresentará um significativo conjunto de novidades em que já estamos a trabalhar”.

“De igual modo, o vasto programa de conferências e colóquios realizados em paralelo às feiras, com a presença de destacados conhecedores de ambos os sectores, nacionais e estrangeiros, contribuiu para mostrar a sua dinâmica, quer ao nível tecnológico, quer ao nível dos produtos, como aconteceu, por exemplo, com a fileira dos pequenos frutos”, destaca Paulo Amaral.

A Expojardim é uma feira sobre plantas, flores, mobiliário urbano e de jardim, piscinas e acessórios, equipamentos, máquinas e acessórios para jardinagem. A Frutitec é uma mostra profissional de máquinas, equipamentos, produtos e tecnologia para a fruticultura.

Os dois certames decorreram de 20 a 23 deste mês de Fevereiro.

Fonte:  Exposalão

Bosques ibéricos podem emitir este século mais carbono do que absorvem


As áreas mais sensíveis às mudanças climáticas são as florestas mediterrânicas de carvalho, pinheiro branco e pinheiro vermelho, localizado no sul e sudoeste da Península Ibérica
Os ecossistemas florestais ibéricos podem emitir a partir da segunda metade do século XXI mais dióxido de carbono do que absorvem de acordo com um estudo realizado pela Universidade de Barcelona (UB) com simuladores sobre alterações climáticas.

O estudo, elaborado pelos professores de Ecologia da UB e do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF) Santiago Sabate e Carlos Santiago Gracia e pelo especialista Daniel Nadal, foi publicado na revista científica Ecossistema, da Associação Espanhola de Ecologia Terrestre.

Segundo os investigadores, há um alto risco de que alguns dos ecossistemas florestais espanhóis podem tornar-se emissores de carbono líquido na segunda metade do século.

O estudo analisou os resultados da aplicação do modelo de simulação de floresta Gotilwa +, uma ferramenta capaz de simular o crescimento da floresta em diferentes condições ambientais e que permite otimizar a gestão florestal da floresta mediterrânica, no contexto das alterações climáticas.

Com base no estudo foram analisados modelos de efeitos esperados das alterações climáticas sobre os ecossistemas florestais em condições ambientais variáveis.

Para cenários de alterações climáticas simuladas, a produção líquida das florestas, ou seja, o carbono fixado pela fotossíntese menos o carbono que as plantas passam na respiração, será reduzido a partir da segunda metade deste século.

Os especialistas alertam, por isso, que as florestas, que atualmente atuam como absorventes de carbono, podem passar a ser emissoras de carbono líquido, como a respiração das plantas.

O Gotilwa + também é capaz de simular o fluxo de água em diferentes tipos de ecossistemas florestais.

No contexto atual de alterações climáticas, com o aumento da aridez e maior procura evaporativa, um aumento projetado na 'evapotranspiração' das florestas espanholas pode ter um impacto negativo sobre outros ecossistemas, como os rios.

De acordo com especialistas, as áreas mais sensíveis às mudanças climáticas são as florestas mediterrânicas de carvalho, pinheiro branco e pinheiro vermelho, localizado no sul e sudoeste da Península Ibérica.

A floresta no nordeste também seria afetada, já que as projeções indicam uma redução severa de chuvas na região.

O simulador mostra uma maior sensibilidade de algumas destas florestas ao aumento da aridez, como florestas de faias, que são particularmente sensíveis a um aumento moderado da temperatura média, ou florestas nas altitudes mais baixas, com possível migração de espécies.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Leguminosas para a agricultura do futuro


Kick-off meeting de projecto Europeu com início amanhã

Nos próximos dias 4 e 5 de Março tem lugar em Dijon, França, a reunião de lançamento do projecto europeu LEGATO -"Legumes for the Agriculture of Tomorrow" - financiado pelo programa Europeu FP7.

O projecto LEGATO tem como objectivo melhorar a competitividade das plantas leguminosas na agricultura Europeia. As leguminosas de grão representam menos de 2% da terra cultivada na Europa, contra os mais de 10% na China e nas Américas. Apesar disso, as leguminosas oferecem grandes vantagens ambientais devido à sua capacidade de fixar azoto atmosférico e permitem por isso grandes poupanças em fertilizantes sintéticos e nos inerentes custos energéticos e produção de gases com efeito de estufa. Quando usadas na rotação de culturas, as plantas leguminosas fornecem a fertilização em azoto para a cultura seguinte, aumentam a biodiversidade e podem reduzir pragas e a transmissão de doenças. Por último, estas plantas são uma importante fonte proteica na alimentação humana e animal e podem contribuir para a autonomia Europeia em proteínas. Hoje em dia, a composição das rações animais depende grandemente da soja importada, um bem comercial com um preço crescente nos mercados mundiais.

O projecto LEGATO reúne 17 instituições e 10 empresas ou associações profissionais de 12 países Europeus, incluindo Portugal, focadas no melhoramento e na gestão agrícola das principais leguminosas de grão cultivadas na Europa, como a ervilha e a fava. Entre as acções propostas, incluem-se o uso de técnicas avançadas de melhoramento baseadas nos recentes dados genómicos, a exploração das colecções de recursos genéticos, técnicas de fenotipagem de alto-rendimento (como a imagiologia não invasiva de raízes), sistemas de cultivo baseadas em leguminosas (como o intercroping) e a exploração de novos produtos alimentares incorporando farinhas de leguminosas.

As leguminosas em Portugal
A situação nacional no que diz respeito à relação produção/consumo de leguminosas é ainda mais negra do que o resto da Europa. Segundo dados do INE, Portugal produz menos de 10% do que consume em leguminosas de grão (alimentação humana), o que se traduz numa forte dependência da industria nacional em matérias primas do exterior. No entanto, Portugal (como muitos outros países europeus) é reconhecido pela variabilidade e qualidade de muitas das suas leguminosas de grão e que podem contribuir para uma dieta saudável, mas que não estão a ser potenciadas em termos de produção e contribuição para o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis.

O projecto em Portugal
Em Portugal, o projecto conta com o Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB), com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e com a SME Patrimvs (do grupo Museu do Pão).
Os parceiros Portugueses estarão envolvidos no desenvolvimento de ferramentas moleculares para apoiar o melhoramento da qualidade nutricional do Lathyrus sativus (chícharo); na identificação de fontes de resistência a pragas e doenças em chícharo, fava e ervilha e no estudo dos respectivos mecanismos de resistência; na caracterização da qualidade nutricional, organoléptica e do ponto de vista do utilizador-final de uma vasta colecção de leguminosas de culinária europeias (ervilha, fava, lentilha, grão de bico e chícharo) e identificação das características de qualidade mais valorizadas pelos consumidores; e no desenvolvimento de ferramentas de apoio ao melhoramento destas características de qualidade nas leguminosas.

Fonte:  ITQB

Faculdade de Medicina do Porto testa vinho sem sulfitos


A Faculdade de Medicina do Porto inicia esta semana um ensaio clínico para testar os efeitos do vinho sem sulfitos, mas com adição de uma substancia presente no marisco, na expectativa de não provocar alergias.

Usados no processo de vinificação para evitar a propagação de bactérias e a oxidação, os sulfitos podem causar dores de cabeça, náuseas, irritações gástricas e dificuldades respiratórias, que se manifestam mais em pacientes asmáticos.

Os sulfitos serão substituídos por um composto (quitosano) obtido através da casca dos mariscos e de alguns fungos com propriedades antimicrobianas e antioxidantes.

Sabendo que algumas pessoas são intolerantes aos sulfitos presentes no vinho, "a Universidade de Aveiro criou uma alternativa inovadora que permite substituir os sulfitos por um ingrediente natural, extraído da casca de mariscos, um polissacarídeo denominado de quitosano. Mas isso não vai causar problemas às muitas pessoas com alergia ao marisco? É para dar uma resposta cabal a esta questão que se vai realizar este estudo", salientou o coordenador do ensaio clínico, André Moreira.

"O objetivo do nosso trabalho é demonstrar a segurança do consumo de um vinho produzido com a utilização do quitosano em doentes alérgicos ao marisco. O receio da reação alérgica não tem nenhuma plausibilidade biológica que o justifique, mas são necessários estudos de segurança para comprovar aquilo que é uma evidência biológica e científica", sublinhou o investigador.

O ensaio é dirigido aos pacientes que são seguidos na consulta externa de Imunoalergologia do Centro Hospitalar São João.

"Pretendemos recrutar 20 adultos com diagnóstico de alergia grave ao marisco para testarmos os efeitos deste vinho sobre o seu sistema imunológico. A nossa expectativa é que os pacientes não apresentem qualquer sintoma alérgico, uma vez que, embora o composto (quitosano) que substitui os sulfitos possa ser proveniente de casca de crustáceos, não contém as proteínas causadoras da alergia", frisou André Moreira.

O ensaio será conduzido por médicos alergologistas da FMUP nas instalações do Serviço e Laboratório de Imunologia desta Faculdade e no Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de São João. Depois de informados, os voluntários vão realizar testes cutâneos por picada para avaliar a reação ao vinho (com e sem quitosano). Posteriormente, ser-lhes-á pedido que ingiram pequenas doses de vinho, com intervalos de 15 minutos.

Os testes serão apresentados como positivo (existência de sinais alérgicos) ou negativo (inexistência de sinais alérgicos). "O ensaio cumpre todos os protocolos de segurança e os voluntários estarão sempre a ser supervisionados por uma equipa médica experiente", disse o investigador.

Os responsáveis pela investigação consideram que "esta tecnologia poderá revolucionar o processo de vinificação sem acarretar mais custos nem alterar as práticas enológicas comuns a todas as adegas".

Os vinhos foram preparados por uma empresa produtora de Carregal do Sal.

Subida da temperatura trará aumento das pragas de ratos e baratas, diz estudo


Subida da temperatura trará aumento das pragas de ratos e baratas, diz estudo

O aumento da temperatura ambiente, a par da globalização e do crescimento urbano, deverá conduzir a um aumento de pragas de ratos e baratas nas cidades, revela um estudo levado a cabo pela Associação de Empresas de Controlo de Pragas de Portugal e Espanha, publicado na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias.
Ainda segundo este trabalho, as pragas mais frequentes nas grandes cidades são protagonizadas por baratas, ratos, ratazanas, piolhos e percevejos. Sendo que, no futuro, os maiores aumentos de pragas serão, em hospitais e lares de idosos, de ratos e baratas, ao passo que nos hotéis predominarão as pragas de percevejos.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Cortiça investe 7,3 milhões em 9 mercados


A Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor) vai lançar uma campanha de promoção, num investimento de 7,3 milhões de euros a aplicar até ao fim de 2014. Um dos grandes objectivos é fechar 2015 com exportações de mil milhões de euros.

Financiado em 80% pelo programa Compete (do QREN), o InterCork II é já a sexta campanha de comunicação desenvolvida desde 1999 “e será um projecto para dar continuidade às acções executadas”, refere a Apcor.

O projecto visará alguns mercados de continuidade, como a Alemanha, Estados Unidos, Canadá, França, Itália e China, e novos mercados como o Brasil, a Suécia e Dinamarca.

Na Alemanha e nos Estados Unidos será desenvolvido uma campanha para a promoção de rolhas e de materiais de construção, e nos restantes a promoção terá como alvo as rolhas de cortiça.

Entre as acções previstas, contam-se múltiplas “roadshows”, “tours”, presenças em feiras e eventos internacionais, assim como parcerias com instituições vinícolas e cadeias de lojas de retalho, como BevMo (Estados Unidos) e Pão-de-Açúcar (Brasil).

Ao nível do público-alvo, a campanha será focada no consumidor e líderes de opinião, “uma vez que os primeiros continuam a ser os maiores aliados da cortiça”, e os segundos “porque continuam a ser os principais influenciadores junto das caves, supermercados e mesmo dos consumidores”.

 “A campanha visa, no fundo, dar continuidade ao excelente trabalho de promoção e valorização internacional da cortiça e produtos a ela associados, como ex-libris da nossa produção nacional”, declarou ontem António Pires de Lima no lançamento do projecto em Santa Maria da Feira. Para o ministro, constitui “uma parceria privado-pública virtuosa”, que reflecte “a forma admirável como este sector tem feito a reinvenção do seu negócio, com uma atitude empreendedora num sector tradicional”.

O sector tem registado um crescimento médio de quase 5% ao ano entre 2009 e 2013.

Fonte: Hipersuper; Jornal de Negócios

Publicada: 26-02-2014 12:00

Desvendados novos aspetos sobre a estratégia reprodutiva do fungo que causa a verticilose da oliveira


O projecto VERTIGEN, no qual participaram investigadores da Universidade de Córdoba (Espanha) e da Universidade de Cornell (Estados Unidos da América) focou-se na biologia reprodutiva do fungo Verticillium dahliae, causador da doença verticilose da oliveira.

Durante anos, considerou-se que o fungo Verticillium dahliae era concebido de forma estritamente assexual, tendo como consequência a escassa variabilidade e alta estabilidade nas suas populações. No entanto, o estudo revelou, através de várias amostras recolhidas em diversas zonas geográficas do mundo, que existe muita mais diversidade genética e patogénica do que a que seria de esperar através de uma reprodução assexuada, incluindo uma estirpe desfolhante altamente virulenta na oliveira e no algodão.

Foram determinados genótipos, por sequenciação e identificação, de milhares de polimorfismos em apenas um nucleótido em mais de 300 exemplares de fungos obtidos do algodão, oliveira e outras culturas, em Espanha, Grécia, Israel, Itália, Turquia e Estados Unidos.

Da análise comparativa dos dados os investigadores concluíram que na população de Verticillium dahliae estudada existe uma frequência de recombinação imprópria de uma estratégia reprodutiva estritamente assexual que sugerem uma reprodução sexual críptica que terá ocorrido no passado ou até ter lugar na atualidade.

A verticilose é uma doença muito preocupante do sector oleícola por originar perdas na colheita e a mortalidade dos olivais. A ineficácia dos tratamentos fitossanitários preventivos ou em pós-infeção levou à utilização de variedades resistentes ao fungo.

Fonte: Olimerca

Foto: CeiA3


Legislação Europeia de bem-estar animal não se aplica aos ovos importados

Fevereiro 24
15:32
2014

Respondendo a perguntas escritas, formalmente, pelo Eurodeputado polaco socialista Wojciech Michal Olejniczak, sobre os seguintes assuntos:

1 – As directivas de bem-estar animal de 2012 eram aplicadas à produção de ovos importados de países terceiros?

2 – A proibição do uso de farinhas de carne nas rações era aplicada à produção dos ovos?

3 – Quais os programas de controlo de salmonela e qual a monitorização do uso de antibióticos e hormonas?

O Comissário Tonio Borg foi muito claro, ao afirmar que as medidas de bem-estar animal para as galinhas poedeiras, aplicadas em 1 de Janeiro de 2012, tais como as alterações das jaulas, são específicas da União Europeia e, portanto, não são aplicáveis à produção de ovos em países terceiros.

Sobre a inclusão de farinhas de carne nas rações, voltou novamente a focar que se trata de legislação europeia e que não se aplica a países terceiros. Já no que concerne o controlo de salmonela e o controlo de substâncias proibidas, os países terceiros têm de cumprir com as normas internacionais de controlo para poderem exportar.

Parlamento Europeu não quer carne de animais clonados ou da sua descendência

Fevereiro 24
15:26
2014

O Comité para o Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar do Parlamento Europeu (PE) informou a Comissão da sua decisão, tomada na reunião de 20 de Fevereiro, na qual, por larga maioria, se manifestaram contra a autorização de consumo de carne de animais clonados ou de seus descendentes.

Esta decisão tem, ainda, de ser votada em plenário, onde é permitido que os eurodeputados proponham alterações, antes se ser considerado uma decisão de PE.

O Comissário Tonio Borg já reagiu a esta comunicação, dizendo que a Comissão já tinha previsto a proibição do consumo da carne de animais clonados, mas que, em relação à sua descendência, o que pretende fazer é etiquetar essa carne, definindo a sua origem e deixar ao consumidor o poder de escolha.

Futuro da aprovação dos OGM's na Europa



Fevereiro 24
15:24
2014

A França não consegue convencer a Alemanha a apresentar, em conjunto, uma proposta para discussão pública, no Conselho de Ministros do Ambiente, que se realizará no próximo dia 3 de Março.

Assim, a França vai avançar sozinha, propondo que seja alterado o sistema europeu de aprovação de OGM, permitindo que cada estado membro possa decidir pela proibição de cultura, mesmo quando esse OGM é aprovado em Bruxelas e o possa fazer sem ser necessário provas científicas.

A Alemanha prefere que a proposta para alteração das normas de aprovação da cultura de OGM continue a ser discutida ao nível técnico, antes de avançar para o nível político.

Estas possíveis alterações começaram a ser discutidas em 2010, tendo entrado em standby em 2012, na presidência dinamarquesa e a França faz, agora, ponto de honra  que haja uma decisão política muito rapidamente.

Suspeitos de atear fogo no Caramulo podem responder por homicídio


28-02-2014 18:59 por Celso Paiva SolOs dois jovens, de 20 e 28 anos, confessaram ter agido por vingança depois de terem sido multados pela GNR.

O Ministério Público quer que os dois suspeitos de terem ateado diversos fogos na Serra da Caramulo sejam julgados pelos crimes de incêndio florestal, homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada. A investigação está concluída e, no despacho enviado ao tribunal, é também pedido que o julgamento se realize num tribunal de júri.
Nestes incêndios morreram quatro bombeiros. Os factos remontam à noite de 20 para 21 de Agosto de 2013, quando dois amigos, seguindo na moto de um deles, atearam sete incêndios na floresta da sua própria aldeia, na freguesia de Alcofra.
Um tem 20 anos, reside em Nogueira, e o outro suspeito tem 28 e estava de férias do trabalho que tinha no Luxemburgo. 

Como justificação para os crimes, os suspeitos disseram que se tratava de uma vingança por uma multa de trânsito passada pela GNR.
Os fogos ganharam grande dimensão, consumindo durante seis dias mais de 4.500 hectares de floresta nos concelhos de Vouzela e Tondela. No combate às chamas perderam a vida quatro bombeiros, dois dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal, um do Estoril e outro de Alcabideche e outros 11 ficaram feridos.
Para um total de prejuízos estimado em quatro milhões de euros, contribuíram ainda os danos provocados em viaturas e diversos equipamentos dos bombeiros bem como em infra-estruturas da A25 atingidas pelo fogo.
Os dois suspeitos estão em prisão preventiva desde que foram detidos no final de Agosto. No despacho de acusação, o Ministério Publico pede que a medida de coacção se mantenha até ao início do julgamento.

sábado, 1 de março de 2014

Caça furtiva cresce sem controlo

27 de Fevereiro, 2014por Sónia Balasteiro

Só num mês, foram encontradas 600 armadilhas ilegais em três zonas de caça. Governo prepara alterações à lei.
A caça furtiva não pára de aumentar em Portugal. Só em três zonas de caça próximas de Tomar, os guardas da Federação Portuguesa de Caçadores (FPC), encontraram, em apenas um mês, 600 armadilhas montadas, uma das formas utilizadas por caçadores furtivos para capturar as presas.

«É recorrente encontrarmos animais amputados, que conseguiram fugir e deixaram um membro preso, ou animais a morrer à fome e à sede, porque quem montou a armadilha se esqueceu de verificar se havia ali alguma presa», conta Hélder Ramos, da FPC. «Estes casos estão a tornar-se cada vez mais frequentes», diz o responsável associativo, atribuindo o fenómeno à necessidade financeira dos caçadores furtivos e à falta de vigilância.

O secretário-geral da Associação Nacional de Proprietários e Produtores de Caça (ANPC), João Carvalho, tem uma experiência semelhante. «Infelizmente, verificamos o reaparecimento destas situações, que já estavam controladas. Temos mais caça furtiva, seja por armadilha ou laço, seja a tiro», garante o responsável, explicando que se trata de furtos muitas vezes levados a cabo «por redes ilegais organizadas que matam os animais para vender ou para consumo próprio». E, acrescenta, estes são casos que poucas vezes chegam à Justiça: «As zonas de caça costumam ter os seus guardas, mas os meios são cada vez mais escassos. E o Governo, a quem competia a vigilância, não cumpre a sua parte».

O Alentejo, a serra algarvia, a Beira Interior, Trás-os-Montes e a área raiana são as regiões com mais situações detectas pelas zonas de caça que costumam fazer queixa contra desconhecidos. «Há menos caça, mais necessidade e menos vigilância», confirma Álvaro Amaro, da Confederação Nacional de Caçadores Portugueses (CNCP).

Uma lei não desejada

A questão da vigilância e fiscalização é, precisamente, um dos pontos que o Governo quer resolver com mudanças na lei da caça. Alterações que estão a ser preparadas no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que já ouviu as três organizações mais representativas do sector. Para reforçar a fiscalização, uma das medidas a ser ponderadas é fixar dias de caça, facilitando o processo, soube o SOL.

Outra das medidas pensadas é o fim da caça com pau, que permite matar animais de espécies cinegéticas à paulada e, na prática, serve para que os menores de 18 anos, que não podem ter licença de porte de arma, possam caçar.

Mas mudar a lei da caça é uma opção mal vista dentro do próprio sector, que tem outras prioridades. «Será a primeira vez que se muda uma lei sem que qualquer organização do sector o reivindique», diz Jacinto Amaro, da Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), alertando: «Vai ser prejudicial para uma actividade que leva pessoas para o interior e que representa, para os cofres do ICNF, entre licenças e taxas pagas pelas zonas de caça, cerca de dez milhões de euros ao ano».

As três maiores organizações de caça - a CNCP, a ANPC e a Fencaça - já enviaram para o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, um parecer com os seis pontos mais prementes a resolver, em vez da revisão lei, sob pena de organizarem uma manifestação.

Entre as principais reivindicações está a isenção de taxas para as zonas de caça; a aplicação dos montantes do PRODER, conquistados por Capoulas Santos na reforma da Política Agrícola Comum, para a revitalização da caça; a calendarização de mais exames para admitir novos caçadores e uma alteração nos procedimentos para as zonas de caça municipais.

Já os ambientalistas vêem as alterações à lei com bons olhos. «Poderemos ter algumas melhorias. O ICNF quer actualizar e simplificar a legislação e os procedimentos», diz Samuel Infante, da Quercus.


Queijo mais antigo do mundo descoberto em múmias na China


David Gray/Reuters

Os investigadores referiram que a conservação do queijo e das múmias se deve, em parte, às condições climatéricas extraordinárias
Pedaços de queijo datados de 1450-1615 antes de Cristo (AC) foram encontrados em múmias na China, noticiou hoje o jornal USA Today, que afirma tratar-se dos mais antigos queijos do mundo.

Segundo a publicação norte-americana, os bocados de queijo chinês encontrados nos pescoços e peitos de múmias chinesas, que remontam ao ano de 1615 AC, são “de longe, os mais antigos já descobertos”.

Os investigadores referiram que a conservação do queijo e das múmias se deve, em parte, às condições climatéricas extraordinárias (ar seco do deserto e solo salgado) existentes no Cemitério Small River, no noroeste da China.

“Nós não só identificámos o produto como o queijo mais antigo alguma vez conhecido, mas também temos evidência direta de tecnologia antiga” usada para o conservar, disse o químico analítico no Instituto de Biologia Celular, Molecular e Genética Max Planck da Alemanha, Andrej Shevchenko, que pesquisou as múmias.

Ao analisar as proteínas e gorduras, a equipa liderada por Andrej Shevchenko determinou que se tratava definitivamente de queijo e não de manteiga ou leite, mas não conseguiu apurar por que motivo as pessoas na altura eram enterradas com pedaços de queijo nos seus corpos.

A análise química dos produtos agora descobertos também mostrou que os queijos encontrados nas múmias eram feitos à mesma base de produção de quefir, bebida gasosa dos montanheses do Cáucaso, obtida a partir do leite por fermentação.

Segundo Andrej Shevchenko, atualmente o queijo não é feito à base de quefir, mas à base do coalho, uma substância das entranhas de bezerro, cordeiro ou cabrito, que coalha o leite.

O queijo foi supostamente inventado acidentalmente ao revestir com leite um recipiente feito do estômago de um animal, resultando na transformação do leite em coalhada e soro por ação da quimosina, uma enzima do estômago.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Graham's, Pintas e Soalheiro no "top" dos vinhos portugueses


28 Fevereiro 2014, 19:30 por António Larguesa | alarguesa@negocios.pt

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Douro e Alentejo dominam lista dos melhores do ano, avaliados durante a Essência do Vinho, o maior evento português do sector, que termina no domingo. O hotel Yeatman, em Gaia, venceu prémio internacional de enoturismo.
O vinho do Porto “Graham’s The Stone Terraces Vintage 2011”, produzido pela Symington, o tinto do Douro “Pintas 2011”, elaborado pela Wine & Soul, e o branco da região dos Vinhos Verdes “Soalheiro Primeiras Vinhas 2012”, do projecto VinuSoalheiro. São estes os vencedores do “Top 10 Vinhos Portugueses”, escolhidos esta sexta-feira no Palácio da Bolsa, no Porto.
 
Em prova e avaliação por parte de 18 jurados – críticos, “sommeliers”, líderes de opinião e jornalistas de Portugal, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Suécia e Reino Unido – estiveram um conjunto de 55 vinhos: dez Porto Vintage 2011, 13 brancos e 32 tintos, que foram pré-seleccionados pela revista “WINE” de acordo com as classificações obtidas ao longo do último ano.
 
Para o “top 10” foram então escolhidos o melhor Porto Vintage, o melhor branco e os oito tintos que ficaram mais bem classificados. Da lista constam ainda o “Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2011” (Alentejo, Sociedade Agrícola D. Diniz); “Quinta de São José Grande Reserva 2011” (Douro, João Brito e Cunha); “Quinta da Touriga Chã 2011” (Douro, Jorge Rosas); “Estremus 2011” (Alentejo, J. Portugal Ramos); “CV – Curriculum Vitae 2011” (Douro, Lemos & Van Zeller); “Marias da Malhadinha 2010” (Alentejo, Herdade da Malhadinha Nova); e “Procura 2011” (Alentejo, Susana Esteban).
 
Os vencedores vão ser distinguidos esta noite durante um jantar em que a Câmara do Porto, que integra as “Great Wine Capitals” – rede de grandes vinhedos do mundo, vai também atribuir os prémios de enoturismo “Best of Wine Tourism 2014”. O Centro Multimédia Porto Cruz (Gaia, na categoria “Experiências Inovadoras”), Morgadio da Calçada (Douro, “Arquitectura e Paisagem”), Quinta do Tedo (Douro, “Serviços”) e o VINUM (Gaia, “Restaurantes Vínicos”) obtiveram as distinções nacionais, enquanto o hotel Yeatman conquistou o prémio internacional na categoria de alojamento.
 
Despesa diária de 270 euros
 
Estas distinções fazem parte do programa da 11.ª edição do “Essência do Vinho”, que arrancou na quinta-feira e decorre até domingo no Porto, onde 350 produtores esgotaram o espaço disponível para dar a conhecer (e a provar) mais de três mil vinhos aos perto de 20 mil visitantes esperados.
 
Um inquérito do ISAG - Instituto Superior de Administração e Gestão, realizado durante a última edição, mostrou que, entre os visitantes que pernoitaram no Porto, 83% ficaram alojados em hotéis – e um em cada três dormiram em unidades de quatro estrelas –, e contabilizaram fazer uma despesa média diária de 270 euros na cidade Invicta durante os dias deste evento.
 
Provar vinhos (53,1%), motivos profissionais (38,5%) e curiosidade (34,6%) são as principais motivações da visita a esta que é considerada a mais relevante iniciativa do sector a nível nacional. O visitante tipo tem 44 anos, formação superior (77% dos inquiridos) e afirma-se “conhecedor” do produto (52% das respostas). Apenas 14% se assume “grande conhecedor”, ao passo que 30% admite ter um “conhecimento limitado”.

Cooperativa Agrícola de Felgueiras espera crescer 50% este ano


Lurdes Dias
19 Fev, 2014, 10:58 / atualizado em 19 Fev, 2014, 10:59

O vinho verde é um dos produtos portugueses de maior sucesso no estrangeiro, até porque o vinho em geral continua a ser o campeão das exportações. Felgueiras é o maior exportador de vinho verde do distrito do Porto. A Cooperativa Agrícola de Felgueiras prevê um crescimento de cerca de 50 por cento em 2014.
A Cooperativa Agrícola de Felgueiras exportou 1 milhão 200 mil garrafas de vinho verde no ano passado. Brasil, Estados Unidos e Rússia são os principais destinos desta bebida. China, Taiwan, Singapura e Polónia são agora os locais que Felgueiras tem em vista.

O valor global das exportações no setor agroalimentar aumentou 6,6 por cento entre 2012 e 2013, o que equivale a cerca de 3 milhões e 200 mil euros. Os números são avançados à Antena 1 pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Academia de Coimbra quer união com reitores e politécnicos contra cortes


Lusa
27 Fev, 2014, 08:46

Os estudantes de Coimbra aprovaram, durante a noite de hoje, em assembleia magna, a procura de uma convergência com universidades e com politécnicos no combate aos cortes no ensino superior, tendo rejeitado, porém, a possibilidade de manifestações.
A moção, que foi apresentada pela direção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), foi aprovada por larga maioria e procura uma aproximação entre movimento associativo estudantil, Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) para serem tomadas "posições conjuntas" entre os três sobre o financiamento e a reforma do ensino superior.

Na mesma assembleia magna, que começou por volta das 21:30 de quarta-feira e que terminou às 01:30 de hoje, foram rejeitadas duas propostas de manifestações, uma local, a realizar-se a 12 de março, e outra nacional, a 24 de março, Dia Nacional do Estudante.

Ricardo Morgado, presidente da AAC, que votou contra a realização das duas manifestações, afirmou à agência Lusa que "haveria falta de tempo para organizar uma manifestação nacional" e que a sua realização poderia "criar um conflito entre a procura de convergência" com o CRUP e o CCISP.

A associação quer dinamizar "uma convergência e, para isso, não pode chegar já lá com uma proposta de manifestação", disse Ricardo Morgado.

O presidente da direção-geral da AAC salientou a necessidade de convergência para uma postura "mais forte".

"Os consensos terão que ser criados, porque o fim que os três almejam, se não é o mesmo, é muito parecido", defendeu.

Alexandra Correia, que apresentou a moção referente à manifestação nacional para 24 de março, criticou a direção-geral por votar contra a proposta, considerando os seus argumentos "uma desculpar para não se fazer nada".

"Nos últimos dois anos observaram-se várias ações simbólicas", promovidas pela direção-geral, com a intenção apenas "de mostrar que estava lá", comentou.

Para a estudante da plataforma Universidade contra a Austeridade, "a manifestação nacional era fundamental para se pressionar o Ministério".

Carolina Rocha, do movimento Exalta a Academia, que também votou a favor da manifestação nacional a 24 de março, afirmou que "a posição da direção-geral é inadmissível".

"Com tantos cortes, com tantas dificuldades dos estudantes, não é nada bom ter uma direção-geral que não queira lutar pelo interesse e pelos direitos dos estudantes", disse a estudante do movimento que propôs a realização da manifestação a 12 de março.

Apesar da rejeição de uma manifestação nacional, foi aprovada a promoção de um mural de reivindicações, que estará disponível na semana do Dia Nacional de Estudante, em que os alunos da Universidade de Coimbra podem apresentar os seus problemas.

No decorrer da assembleia magna, foram também aprovadas por larga maioria a proposta do estudante da FEUC, Samuel Vilela, de uma reunião entre a direção-geral da AAC e o núcleo de Coimbra da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica e a moção apresentada pelos estudantes Irina Castro e Jonas Van Vossole, que prevê que no próximo Encontro Nacional de Direcções Associativas a AAC proponha "um plano de abolição da propina e retorno do financiamento aos valores de 2010".

A mesma moção defende ainda uma "reunião com o reitor da Universidade de Coimbra" com o objetivo de garantir "um perdão das dívidas de estudantes" à instituição, disse Irina Castro.

350 alunos da Universidade de Lisboa recuperam as bolsas

Ensino superior: universidade teve 7 mil alunos a solicitar apoio

Fim da penalização por dívidas ao Fisco de familiares permitiu apoiar mais estudantes.
28 de Fevereiro 2014, 13h23Nº de votos (0) Comentários (0)
Por:Bernardo Esteves



 
O reitor da Universidade de Lisboa (UL), António Cruz Serra, anunciou ontem, na abertura solene do ano académico, que o fim da penalização por dívidas ao Fisco de familiares permitiu a 350 estudantes da instituição aceder a bolsas de estudo. O reitor afirmou que 7 mil alunos da UL (14% do total) candidataram-se a bolsas, mas não disse quantos tiveram direito às mesmas.

Cruz Serra mostrou-se preocupado com o "decréscimo de 28% no número de refeições servidas" na UL e prometeu tentar apurar o que se passa e tomar medidas.

Pergunta CMEnsino público deve ter mais bolsas?SIMNÃOVer Resultados
O reitor anunciou ainda que assinou um protocolo com as Finanças que permitirá à Faculdade de Belas Artes ocupar parte do Convento de São Francisco, resolvendo o problema da falta de espaço. 

A resolução deste problema levou o reitor a fazer um raro elogio ao ministro da Educação, Nuno Crato, presente na cerimónia.

Baixo Vouga: Pastos inundados fazem disparar custos de criação de gado bovino

 28-02-2014 
 


 
As chuvas persistentes estão a causar prejuízos na agricultura do Baixo Vouga, onde a altura das águas impede iniciar as sementeiras
 
A criação de gado bovino «vai custar três vezes». Os agricultores desesperam pela descida das águas para reocupar os pastos lagunares. A cada dia de chuva que passa, e sem poder ir aos campos de Angeja, inacessíveis devido à subida das águas, José Fernando, como muitos criadores da zona do Baixo Vouga, tem mais tempo para calcular os prejuízos por manter o gado fora das pastagens.
 
Os armazéns estão a ficar escoados das forragens e o mau tempo tem atrasado iniciar as sementeiras de Verão necessárias para próximo ano.
 
Ao agricultor José Fernando e a todos que dependem dos campos inundados resta esperar pela melhoria do tempo. A força do Rio Vouga deixou um rasto de destruição no percurso entre Albergaria e Aveiro, com rombos que arrastaram grandes quantidades de areias.
 
O reforço das margens espera há vários meses por intervenção da Agência Portuguesa de Ambiente.
 
Fonte: noticiasdeaveiro
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Copa-Cogeca pede medidas urgentes para travar importações de citrinos da África do Sul

27-02-2014 
Copa-Cogeca pede medidas urgentes para travar importações de citrinos da África do Sul 

O Copa-Cogeca, depois do novo relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA), instou a Comissão Europeia a adoptar medidas urgentes em 2014 para deter as importações de citrinos da África do Sul contaminados com a doença da mancha negra.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, declarou que também se deve redobrar a vigilância, como medida de protecção, das importações procedentes da América do Sul. O regime de sanidade vegetal da União Europeia (UE) deveria, igualmente, ser reforçado

Esta questão tem vindo a ser debatida durante o grupo de trabalho “Frutas e Hortícolas” do Copa-Cogeca e está previsto discutir o assunto com os Estados-membros durante o Comité da União Europeia, a decorrer entre 27 e 28 de Fevereiro.

A Nova informação actualizada da AESA, publicada na sexta-feira, corrobora o alto risco de entrada na UE da doença da mancha negra através de citrinos contaminados provenientes de África do Sul. Actualmente, esta doença não se manifesta na UE, mas pode propagar-se facilmente de um fruto para outro, sem serem necessariamente citrinos.

Em 2013, foram detectados nas fronteiras comunitárias cerca de 38 carregamentos de citrinos sul-africanos contaminados com a doença em questão, o que pode representar um grave risco para os produtores de citrinos comunitários durante mais de um ano. A Comissão apenas suspendeu as importações em 2013, já no final da temporada, sendo que o resultado foi nulo.

Pekka Pesonen assinalou que não «querem passar pela mesma situação este ano», pelo que querem medidas em 2014, ainda antes do mês de Março, quando começam as importações, alertando par ao facto de na última temporada ter-se corrido riscos elevados de contágio, uma situação que não se deve repetir este ano.

O responsável sublinhou ainda que «a vigilância deve ser reforçada para as importações de outros países, como os latino-americanos, nos quais também foi detectada a doença, Contudo, é preciso reforçar o regime europeu de sanidade vegetal para que a UE esteja mais protegida».

Por seu lado, o presidente do Grupo de trabalho, Hans Van Es, reeleito por um mandato de dois anos, disse ser «fundamental proteger os 500 hectares europeus de cultura de citrinos e 10 milhões de toneladas de produto perante um contágio de mancha negra».

Hans Van afirmou que a UE importa 400 mil toneladas de produto sul-africano, o qual não deveria colocar em cheque as 10 milhões de toneladas da UE, para não mencionar os milhares de postos de trabalho gerados fundamentalmente em zonas rurais, pelo que instam a Comissão a levantar o assunto de imediato e a suspender as importações de citrinos procedentes de África do Sul em 2014, para além de reforçar os controlos de sanidade vegetal da UE.

Hans Van Es é do Países Baixos e faz parte da Associação holandesa de cooperativas NCR, enquanto Sergio Tondini, membro da organização italiana Confcooperative, será o vice-presidente do grupo de trabalho durante os dois próximos anos.

Fonte: Copa-Cogeca

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Apresentação da "bolsa de terras" no Algarve arranca em Março

28-02-2014 
 


 
A apresentação no Algarve da “bolsa de terras” vai arrancar no dia seis de Março e prolonga-se até ao final desse mês, com encontros em várias localidades da região, informou a associação In Loco.

A In Loco, com sede em São Brás de Alportel, anuncia, na sua página da Internet, que os encontros vão decorrer entre seis e 28 de Março «nas freguesias interiores dos concelhos de Silves, Albufeira, Loulé, S. Brás de Alportel, Faro e Tavira, com o objectivo de explicar o que é a bolsa de terras e como lhe aceder».

A associação considera que a criação da "bolsa de terras" é uma forma de facilitar o acesso à terra, designadamente quando a mesma não seja utilizada, e que vai ajudar a combater os incêndios e dinamizar o sector agrícola na região do Algarve.

Os responsáveis da associação In Loco admitem que a bolsa pode levar a uma maior ocupação dos solos, reforçando, ordenando e mantendo as terras, mesmo contra os incêndios, explicou à Lusa Nelson Dias.

Os encontros dirigem-se a proprietários que queiram ceder os seus terrenos, assim como para quem não tem terra e pretende aceder-lhe para cultivo ou para outros fins produtivos, explica a In Loco.

As localidades onde vão ser realizados os esclarecimentos são São Marcos da Serra, Messines, Paderne, Alte, Benafim, Salir, Ameixial, Querença, Tôr, Boliqueime, Loulé, São Sebastião, São Brás de Alportel, Santa Bárbara de Nexe, Estoi, Santa Catarina da Fonte do Bispo e Cachopo. O arranque dos encontros é em Loulé, no dia seis de Março, às 11:00 horas, na Junta de Freguesia do Ameixial.

Fonte: Lusa

Cientistas descobrem como os cheiros dos pinheiros conseguem reflectir a luz solar


NICOLAU FERREIRA 28/02/2014 - 08:02
Estudo conseguiu explicar como é que as fragrâncias emitidas pelas árvores na floresta boreal se transformam em aerossóis na atmosfera. Fenómeno é importante para estudar as alterações climáticas.

 
A área da floresta boreal representa mais de um quarto da area florestal do mundo CLAUDIA MOHR

É fácil aceder à memória do cheiro fresco de um pinhal. Mas já não é tão imediato associarmos este cheiro às muitas moléculas de pineno, lançadas pelos pinheiros e por outras coníferas, que entram no nariz, pousam no tecido olfactivo, e são interpretadas pelo cérebro. Na floresta boreal, que domina as latitudes mais altas do Hemisfério Norte, os milhões de coníferas que lançam estas e outras moléculas orgânicas acabam por produzir um fenómeno com repercussões no calor que a Terra retém, vindo do Sol. Estas moléculas criam uma espécie de smog naquelas regiões, graças à formação de aerossóis. Um trabalho publicado agora na Nature descodificou pela primeira vez a química deste fenómeno, que tem impacto no estudo das alterações climáticas.

“As emissões [de moléculas] feitas pelas árvores da floresta boreal podem produzir partículas de aerossóis. Sabe-se isto há algum tempo, já que é a única forma de explicar as observações feitas da formação e do crescimento de partículas para tamanhos que podem influenciar as nuvens”, explicou ao PÚBLICO Mikael Ehn, da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, um dos vários autores do estudo. “No entanto, o exacto mecanismo nunca foi compreendido.”

Quando se fala de aerossóis, está-se a falar de partículas, moléculas até um certo tamanho, suspensas nas massas de ar. O fumo dos carros e outros poluentes são aerossóis. Mas as próprias nuvens também são partículas de água suspensas no ar. A formação de nuvens acontece quando o ar fica saturado e as moléculas de água condensam-se à volta de partículas de sal, por exemplo.

“Os aerossóis são importantes para o clima porque influenciam a formação de nuvens e têm um impacto no arrefecimento global”, diz o investigador. Estas partículas reflectem a luz solar e diminuem a energia que chega até à Terra. Muitos estudos mostram que nos anos com actividade vulcânica intensa, em que é emitida muita cinza para atmosfera, a temperatura global da Terra desce.

Por isso, os aerossóis são um factor importante para ter em conta quando se elaboram modelos sobre as alterações climáticas. Mas é difícil compreender e integrar nestes modelos os vários fenómenos que influenciam a existência de aerossóis na atmosfera. Os aerossóis produzidos devido à actividade da floresta boreal, que ocupa 11% da área dos continentes do Hemisfério Norte e representa cerca de 27% da área florestal do mundo, terão, por isso, impacto nos modelos usados para prever as alterações climáticas.

Para conseguirem perceber o que se passa a nível da química destas partículas, os investigadores seguiram a evolução de uma única molécula num novo e sofisticado aparelho de espectrometria de massa, instalado num instituto alemão. O que viram é que uma molécula de pineno, o composto orgânico libertado pelas coníferas, quando está na atmosfera, liga-se num só passo a cerca de 10 a 12 moléculas de oxigénio. Era esperado que se ligasse a apenas cinco moléculas de oxigénio.

Com os novos átomos de oxigénio, a molécula é obrigada a condensar-se numa pequena partícula de três nanómetros. Depois, muitas partículas destas agregam-se, ficando com um tamanho maior que já é capaz de influenciar o clima. “Acho que descobrir a química [destas partículas] vai ter um impacto profundo na forma como descrevemos a química atmosférica na generalidade”, explica por sua vez em comunicado Joel Thornton, da Universidade de Helsínquia.

Segundo Mikael Ehn, as outras florestas da Terra não libertam compostos orgânicos em quantidade capazes de produzirem um fenómeno desta envergadura. Por isso, defende o investigador, “se a área da floresta boreal diminuir, o efeito de arrefecimento dos aerossóis que produz irá diminuir, e é de esperar um aumento da temperatura global”.   

Fiscalidade na agricultura em debate na Assembleia da República

28-02-2014 
 

 
A Fiscalidade na agricultura foi tema de debate na Assembleia da República, esta quinta-feira, na qual, o deputado socialista Miguel Freitas acusou o governo de manter uma política de justificação contra os pequenos agricultores.
 
Miguel Freitas referiu não ter justificação quatro adiamentos por parte do Executivo para aplicar as regras do regime fiscal sobre os pequenos agricultores, sublinhando que o Governo apresentou um ano depois uma proposta concreta sobre esta matéria, a qual remete os agricultores ao limite da indigência, de 1.670 euros por ano de isenção, quer no regime de Segurança Social quer no IRS.
 
O deputado assinalou ainda que fica por esclarecer se o Governo vai ou não pedir a derrogação em Bruxelas para que haja um regime simplificado declarativo para todos os agricultores, incluindo para os mesmos até 1.670 euros, como em sede de IRS.
 
Miguel Freitas sublinhou também que não é apenas em matéria de fiscalidade que surgem medidas contra os pequenos agricultores, referindo que o Governo teve este ano a oportunidade, no domínio da correcção financeira das ajudas directas, que esta fosse dirigida a agricultores com rendimentos superiores a cinco mil euros, 10 por cento, mas, pelo contrário, aplicou oito por cento de corte nas ajudas directas a todos os agricultores, ou seja, «o que fez foi transferir rendimentos dos pequenos agricultores para os grandes, sem qualquer politica redistributiva».
 
O deputado, na sua intervenção, afirmou de não ser apenas perante todas as anteriores políticas que o Governo demonstra uma linha de coerência contra os pequenos agricultores, referindo que, por exemplo, no âmbito do programa comunitário está em discussão uma proposta, com a validade da Ministra da Agricultura, «que os agricultores tenham apenas acesso ao regime de pagamento directo se tiverem mais de 0,5 hectares a partir de 2015 e um hectare depois de 2017, ou sejam, ficam de fora das ajudas directas mais de 30 mil agricultores».
 
O deputado terminou pedindo uma justificação por parte do Governo em relação a todas as medidas já tomadas e outras com as quais se prepara para avançar.
 
Fonte: CONFAGRI

Assembleia da República: PCP questiona Governo sobre a «suspensão de apoios e novas cobranças a pequenos agricultores que foram obrigados a colectar-se»




O Grupo Parlamentar do PCP entregou na Assembleia da República uma Pergunta em que solicita ao Governo que lhe sejam prestados esclarecimentos sobre a «suspensão de apoios e novas cobranças a pequenos agricultores que foram obrigados a colectar-se», Pergunta que se passa a transcrever.

Destinatário: Ministra da Agricultura e do Mar

PERGUNTA:

As alterações à fiscalidade dos pequenos agricultores, introduzidas no Orçamento do Estado para 2013, vieram criar receios nos agricultores e uma efectiva injustiça ao não tratar de forma diferenciada a especificidade dos pequenos agricultores.

A entrada em vigor destas alterações tem vindo a ser adiada mas as pressões sobre os agricultores continuam, nomeadamente através da recusa de recepção dos seus produtos sem factura.

Após se terem colectado, alguns agricultores começam a receber comunicações da Segurança Social a informar que devem contribuições. Isto é, o facto de se colectarem nas finanças faz com que imediatamente comecem a ficar devedores à segurança social.

Em consequência destas dívidas à segurança social são infligidas limitações que têm efeitos de os inibirem de praticar a sua actividade. Há Direcções Regionais de Agricultura e Pescas que estão a contactar agricultores informando-os “que a inscrição se encontra suspensa do acesso ao gasóleo colorido e marcado por situação irregular à Segurança Social”.

Estas situações clarificam as efectivas implicações na actividade dos agricultores das alterações à fiscalidade e desmentem a propaganda enganosa da senhora Ministra da Agricultura e do Mar, quando afirma que esta medida não terá custos acrescidos para os pequenos agricultores.

Estas alterações, que o governo e os partidos que o suportam têm vindo a afirmar que protegem os pequenos agricultores por isentar rendimentos indigentes, torna imediatamente os agricultores devedores à segurança social e a partir daí começam a surgir as limitações nos acessos aos apoios.

Posto isto, com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura e do Mar, o seguinte:

1. Quantos agricultores se colectaram no âmbito das alterações introduzidas na fiscalidade para os pequenos agricultores?

2. Quantos destes foram notificados pela Segurança Social para pagarem dívidas para com estas instituições?

3. Quantos agricultores já foram notificados que têm inscrições suspensas no acesso a gasóleo colorido ou marcado em sequência destas dívidas?

4. A que outras limitações estão sujeitos os agricultores em função dessas dívidas?

5. Pondera o Governo anular esta obrigação dos pequenos agricultores se colectaram nas Finanças e anular estas notificações aos agricultores que surgem em sua consequência?

Palácio de São Bento, sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

Deputado(a)s

JOÃO RAMOS (PCP)

Fonte:  Grupo Parlamentar do PCP