quinta-feira, 15 de maio de 2014

Sapadores florestais no Cadaval: uma parceria com resultados

Paulo Pinheiro

Uma das medidas levada a cabo pela aplicação da lei de bases da política florestal, foi a criação do programa de Sapadores Florestais. Este programa surge em 1999 como instrumento da política florestal, com vista a contribuir para a diminuição do número de incêndios florestais, e ao mesmo tempo para a valorização do património florestal. Deste modo constituíram-se Equipas de Sapadores Florestais, compostas por cinco elementos com formação especializada em silvicultura preventiva, deteção, primeira intervenção e rescaldo em incêndios florestais. Os Sapadores na sua missão preventiva, têm como objetivo a limpeza de povoamentos; apoio às ações de fogo controlado; manutenção de pontos de água, rede viária e dos aceiros corta-fogo, e os demais trabalhos florestais.

Cada Sapador adquire a qualificação após frequentar um curso de formação profissional específico, para âmbito da ação das equipas, numa primeira fase este curso era ministrado no Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF), por técnicos florestais; após 2008 as equipas passaram a ser formadas pelo IEFP e o COTF deixou de ser o centro de formação para os Sapadores.

O programa neste momento conta com 283 equipas, 80% das quais pertencem a Organizações de Produtores Florestais (OPF's), Concelhos diretivos de Baldios, cooperativas Agrícolas e juntas de freguesias, e 20% correspondem a equipas cuja entidade detentora são Camaras Municipais.

Neste momento a APAS FLORESTA, no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI), conta, no seu quadro de pessoal, com 3 equipas de Sapadores; 15 operacionais; 1 técnico credenciado em fogo controlado e 1 técnico DFCI.

Na área de atuação da APAS FLORESTA, e um pouco por todo o país, verifica-se algum abandono das áreas florestais. Este fenómeno tem várias explicações, tais como a desertificação dos meios rurais, a existência de áreas incultas sem conhecimento de quem é o proprietário, a existência de áreas de difícil acesso para operações mecânicas e aos custos associados à necessária gestão florestal. Mas este fenómeno está diretamente relacionado com a prevalência de fogos florestais, pelo que é uma prioridade nacional atuar de forma preventiva e de forma concertada entre várias entidades.

Em 2003, foi estabelecido um protocolo pioneiro entre a APAS FLORESTA e a Câmara Municipal do Cadaval de forma a colmatar algumas deficiências da prevenção que tinham sido detetadas aquando do grande incêndio que lavrou na serra de Montejunto nesse mesmo ano.

Nesse protocolo ficou previsto a realização de ações de limpeza executadas em áreas publico/privadas beneficiando assim áreas de interesse paisagístico e de lazer (Montejunto), a realização de limpezas em espaços arborizados junto a ponto de interesses público, a ações de silvicultura preventiva noutros locais de risco e a colaboração em ações de sensibilização às populações.

Este protocolo tem-se revelado de extrema importância para as duas entidades, que partilham as mesmas preocupações e objetivos, e tem contribuído para que a floresta endémica da serra de Montejunto tenha vindo a ser poupada às últimas vagas de fogos florestais.

Esta verdadeira parceria, que tem 11 anos, começa a dar os seus frutos, sendo evidente que é necessário um esforço contínuo de ambas as entidades ano após ano.

Felizmente, e ao contrário de outras autarquias que optaram por acabar com protocolos similares, a Câmara do Cadaval tem vindo a fazer um esforço enorme para continuar a proteger a sua floresta, bem como os seus munícipes.

Paulo Pinheiro 
Eng.º Florestal
APAS Floresta – Associação de Produtores Florestais

Publicado em 15/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Área de milho quase triplicou na zona do Alqueva em apenas três anos

CARLOS DIAS 11/05/2014 - 09:05
O milho disputa espaço e importância com a plantação de olival, mas o seu crescimento está condicionado pelo custo da água e as oscilações de preços no mercado mundial.

 
Água do Alqueva é essencial para a cultura do milho na região RUI GAUDÊNCIO

 O futuro do regadio de Alqueva está nas hortícolas e frutícolas
A mancha verde alimentada pelas águas de Alqueva cresce à medida que novos blocos de rega vão ficando concluídos. Depois de um arranque cheio de indecisões e cepticismo, a plantação massiva de olival intensivo e superintensivo alterou, profundamente e em meia dúzia de anos, extensas áreas antes ocupadas por culturas de sequeiro.

Pela primeira vez desde os anos 60 do século passado, concretizou-se o objectivo de Portugal voltar a ser auto-suficiente em azeite, mas a mancha de olival em Alqueva determinante neste objectivo que se estende por cerca de 20 mil hectares estabilizou, ao mesmo tempo que a cultura de milho se multiplica. A área semeada deste cereal passou dos 2700 hectares em 2011 para 6882 hectares em 2013.

O presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA), José Pedro da Costa Salema, invoca as potencialidades que estão a concentrar no regadio de Alqueva o interesse crescente dos produtores de milho: abundância de terra, de água e radiação solar, elementos fundamentais para este tipo de cultura que se expressam através de "boas searas três anos seguidos" e, nalguns casos, com produtividades acima das 20 toneladas por hectare - o que "nos fez entrar no campeonato mundial" das elevadas produções deste cereal, segundo Costa Salema.

Contudo, o custo da água, associado às oscilações constantes que ocorrem no mercado mundial de cereais, são factores de instabilidade que colocam dificuldades num futuro próximo à sustentabilidade da cultura.

Luis Vasconcellos e Souza, presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), realça o peso da cultura que já se posiciona como a "segunda maior na região do Alqueva", onde ocupa uma área regada de 18%, "superior a outras culturas arvenses" e susceptível de crescimento continuado nos próximos anos.

O obstáculo maior a este objectivo "está no preço da água". A solução no futuro terá de passar por "conjugar o potencial de Alqueva com o potencial económico resultante da produção de milho" no novo regadio, ou seja, a cultura consome em média, sob o efeito das elevadas amplitudes térmicas características da região alentejana, entre 7 a 8 mil metros cúbicos de água por hectare, tornando proibitivo o acesso à água.

Se não houver uma reformulação do tarifário aprovado pelo Ministério da Agricultura em 2010, o seu consumo nas culturas de milho sofrerá uma forte redução e nestas condições será "difícil" manter o milho no Alqueva nos anos em que os preços deste cereal se apresentarem baixos, antecipa Vasconcellos e Souza.

António Parreira, presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Roxo, partilha os receios do presidente da Anpromis, lembrando que quando deixar de vigorar o preço controlado da água aprovado em 2010, os agricultores vão pagar cerca de 10 cêntimos por metro cúbico, "um valor incomportável" para a maioria das explorações de média e pequena dimensão. Em Abril de 2010, o ministro da Agricultura de então, António Serrano, estabeleceu um tarifário em que os agricultores pagariam, no primeiro ano, apenas 30 % do preço real da água, que seria aumentado progressivamente até ser atingido o preço real ao fim de seis anos.

Nos blocos de rega do Roxo já se verificou, em 2013, uma redução na área semeada de milho, dada a enorme oscilação de preços verificada. Dos 260 euros/tonelada pagos em 2012, os agricultores foram confrontados com uma redução para os 170 euros/tonelada em 2013. Em 2014, por força das convulsões sociais e políticas que se estão a verificar na Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de milho, os preços que estão a ser pagos mesmo antes da nova campanha ter arrancado já rondam os 200 euros/tonelada, tornando viável a produção deste cereal.

Com efeito, a Ucrânia é o principal fornecedor de milho a Portugal, lembra Francisco Palma, presidente da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo. Comentando as dificuldades associadas às tarifas da água, não comunga da posição critica expressa por outros dirigentes associativos, advogando o primado da ciência e da tecnologia para superar os constrangimentos colocados pelos preços da água.

As variedades de milho geneticamente modificadas seriam "uma alternativa, mas a Europa não aceita" - uma opção que Francisco Palma critica. Mesmo assim, confia que o futuro da produção de milho em Alqueva "está assegurado", frisando que o preço da água não é obstáculo para os que encaram a cultura de "forma eficiente e profissional".

Conheça os 28 melhores vinhos verdes nacionais de 2014

Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes entregou os prémio "Melhores Verdes" no Palácio da Bolsa


10/05/2014 | 00:00 | Dinheiro Vivo
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) entregou na sexta-feira os prémio "Melhores Verdes". A gala decorreu no Palácio da Bolsa e premiou 28 vinhos verdes entre os mais de 200 que foram a concurso na edição deste ano.
Na categoria Best Of, foram destacados o vinho Loureiro "Casal de Ventozela", os Alvarinhos "Dom Ponciano" e "Via Latina" e os Avessos "Quinta das Almas" e "Quinta de Linhares", selecionados por um júri internacional composto por especialistas provenientes dos principais mercados de exportação. Os vinhos selecionados nesta categoria vão ser os embaixadores do Vinho Verde nos principais eventos internacionais, nomeadamente nas degustações realizadas nos mercados estratégicos como o Brasil ou os estados Unidos.
Leia também: Siza também é nome de vinho de edição exclusiva limitada
Na categoria Ouro são doze as colheitas selecionadas: quatro distinções para a "Quinta Da Lixa" (Branco, Vinhão, Loureiro e Alvarinho), "Praça de S. Tiago – Colheita Selecionada Espadeiro", dois destaques para "Casa de Vilacetinho – Colheita Selecionada" com Alvarinho e Azal, "Quinta de Linhares Avesso", "Quinta da Levada Azal", "Alvaianas", "Adega Velha" e "Conde Villar". As colheitas desta categoria foram distinguidas pelos jurados nacionais de várias entidades como a Associação de Escanções de Portugal, Comissões Vitivinícolas de várias regiões e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
O selo Prata foi atribuído a onze colheitas, desde "QL Aroma de Castas Grande Escolha" a "Quinta de Naíde", passando por "Quinta da Samoça Vinhão", "Terras de Monção Alvarinho", "Casal de Ventozela Arinto", "Vale de Ambrães Avesso", "Quinta de Gomariz Colheita Selecionada" – Loureiro e Alvarinho, "Quinta da Lixa Trajadura", "Saramagosa" e "Ferreirinha".
"Estamos a colher os frutos das centenas de hectares de novas vinhas em que a região vem investindo, numa média de 800 hectares/ano. As novas vinhas estão a produzir vinhos fabulosos que reforçam muito a capacidade exportadora do Vinho Verde ", refere o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro.
Estes prémios são entregues há 25 anos mas a edição de 2014 foi uma das maiores de sempre, que contou com 237 marcas inscritas no concurso. 

Desempregados e beneficiários do RSI vão vigiar e limpar florestas

Medida foi anunciada esta segunda-feira por Pedro Mota Soares e conta com meio milhão de euros atribuídos pelo IEFP


Vigilância ajudará a prevenir incêndios
D.R.
12/05/2014 | 14:25 | Dinheiro Vivo
O governo vai colocar os desempregados e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a limpar e vigiar as florestas do País. O protocolo foi assinado esta segunda-feira e conta com 550 ações de prevenção de incêndio, reflorestação e vigilância das florestas do País.
De acordo com o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, o protocolo "Trabalho Social pelas florestas" permite acelerar o regresso dos desempregados ao mercado de trabalho. 
Ao todo serão chamados 2000 desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção que deverão, assim, ter um papel ativo para a proteção ambiental, especialmente durante o verão. A maior parte dos projetos (77%) contemplados no protocolo prevê isso mesmo, a prevenção de incêndios e minimização dos seus efeitos.
"Quanto mais estiver integrado o cidadão, mais facilidade terá em criar um conjunto de redes de ligação e oportunidades que venham a surgir no mercado de trabalho", afirmou esta manhã Mota Soares.
A iniciativa contará com um total de meio milhão de euros alocado pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e com a participação das Câmaras Municipais, que foram as entidades promotoras de 340 projetos aprovados (62%). Além disso, o Ministério da Solidariedade vai trabalhar em cooperação com a Administração Interna, Agricultura e Mar. 
"Estamos aqui no coração das ações de prevenção que tem uma importância grande na altura mais crítica dos fogos, uma vez que contribui, se não elimina, de uma forma significativa os efeitos e as consequências dos fogos florestais", defendeu Miguel Macedo durante a cerimónia.  
Por seu lado, Assunção Cristas afirmou que a iniciativa "mostra que é possível" criar uma rede por todo o país que ajude "a criar uma cultura de colaboração ativa" com soluções que permitam "valorizar a floresta".

Raça bovina Garvonesa já não corre perigo de extinção!


Rádio Voz da Planície - 10/05/2014 - 01:00 -  Imprimir

A raça bovina Garvonesa é rainha e senhora da Feira de Garvão, certame onde antigamente estes exemplares eram comercializados em grande número e cujo nome está na origem da designação atribuída à raça.

Em tempos áureos, estes animais eram procurados para serem usados como meio de tracção, mas com o advento da maquinaria agrícola os criadores perderam o interesse e a raça bovina garvonesa esteve mesmo em vias de extinção.

Ana Lampreia, técnica da Associação de Agricultores do Campo Branco, entidade responsável pelo registo zootécnico da raça, fala-nos das características específicas destes animais.

Com um efectivo de 500 exemplares, a raça já ultrapassou o risco de extinção. Ana Lampreia ajuda-nos ainda a identificar as zonas de maior predominância da raça Garvonesa.

Da programação da Feira de Garvão para este segundo dia destacamos a tradicional corrida de touros com os cavaleiros Rui Salvador, Luis Rouxinol, Tito Semedo e António Brito Paes.

À noite, pelas 21h30, Paulo Colaço apresenta o espetáculo "Por um par de meias solas" e às 23h30 atua, no palco principal da feira, a cantora popular Ruth Marlene.

Grupo Delta quer duplicar produção da Adega Mayor

Potencial de crescimento da empresa de vinhos da Delta Cafés no exterior obriga a reforçar a produção de 500 mil para um milhão de litros.

A Adega Mayor, que detém as marcas de vinhos do grupo Delta Cafés, já colocou no plano estratégico o reforço da produção para responder à procura no mercado externo. Em entrevista ao Diário Económico, a administradora da Adega Mayor, Rita Nabeiro, revela que "o mercado está a absorver toda a nossa produção, o que nos leva a pensar na ampliação da capacidade a curto/médio prazo". Rita Nabeiro confirma que este objectivo já está nos planos da empresa, que conta com marcas como Caiado, Monte Mayor ou o Pai Chão, sendo que "em 2015 faria sentido ter esse reforço de produção" no terreno.

A gestora sublinhou que, nesta fase, a produção da Adega Mayor oscila entre os 600 mil e os 700 mil litros, pelo que "ter em 2015 mais 500 mil litros já será suficiente para dar resposta aos mercados onde gostaríamos de estar presentes para entrar com alguma força". Rita Nabeiro acrescentou que, depois deste primeiro reforço, "daí a mais quatro a cinco anos, poderá ter a capacidade e espaço para evoluir para um milhão de litros".

A administradora da empresa de vinhos de Campo Maior salienta que, neste momento, "o objectivo é consolidar as vendas quer no mercado nacional - abrindo alguns e alargando alguma distribuição - assim como no mercado externo. Ou seja, não vale a pena abrir muitos mais mercados enquanto não consolidarmos os países onde já estamos". Nesta fase, a Adega Mayor já exporta, com peso significativo, para cerca de dez países: França, Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Canadá, Angola - o principal mercado externo para a produtora -, Moçambique e Cabo Verde. A China também já faz parte da expansão da Adega Mayor. Rita Nabeiro sublinhou ainda que "o Brasil é um objectivo para o qual queremos ter capacidade de resposta", e que justifica a estratégia de reforço da produção.

Com sete anos no mercado, a gestora garante que a Adega Mayor "está num momento positivo" e está a conseguir contornar a quebra que se assiste no canal horeca (hotéis, restaurantes e cafés), no qual realiza mais de 80% das vendas. A empresa fechou 2013 "com um crescimento na ordem dos 26%, para cerca de 2,8 milhões de euros, o que, com o mercado em contracção é bastante positivo", refere a mesma fonte. O mercado externo foi responsável por 35% das vendas, com Angola a ser responsável por metade deste peso.

Para 2014, com base na actual produção, "prevemos um crescimento na ordem dos 20%, o que dará no consolidado do mercado nacional e exportação, cerca de quatro milhões de euros de vendas", afirma Rita Nabeiro.

Homem de 66 anos morre em despiste de trator


Um homem de 66 anos morreu, este domingo, no concelho de Tarouca vítima do despiste de um trator agrícola, disse fonte do Comando Distrital Operacional de Socorro de Viseu.

O sinistro ocorreu cerca das 7.40 horas, na localidade de Valdevez, na União das Freguesias de Gouviães e Ucanha.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Tarouca, com sete elementos, e uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Lamego.

O futuro do regadio de Alqueva está nas hortícolas e frutícolas


CARLOS DIAS 11/05/2014 - 09:24

Dos 120 mil hectares de novos blocos de rega programados para a região beneficiada pelas águas do Alqueva, estão concluídos 68 mil hectares e a taxa de adesão dos agricultores atinge os 65%. Mas sem o regadio social (pequenas explorações familiares), onde a taxa de adesão é muito baixa, este valor sobe para os 80%. Costa Salema, presidente da EDIA, sustenta com estes números o "sucesso" do projecto Alqueva, que avalia pelo número de pivots de rega que foram instalados em 2013 nos novos blocos de rega, mais de uma centena.

Para além do olival e do milho, Costa Salema elege as novas culturas que emergem no Alqueva. "Temos propostas de plantação de pera, ameixa, romã e amêndoa". Nas hortícolas já estão plantados 300 hectares de cebola e prepara-se a plantação de 700 hectares de melão e ainda a cultura de uma variedade de abóbora de pequena dimensão que tem grande procura nos países nórdicos.

A cultura da papoila para produção de ópio destinado a fins medicinais é outras das culturas mais promissoras para o Alqueva. Já ocupa quase 1000 hectares, "mas rapidamente irá chegar aos 2000", confia o presidente da EDIA entusiasmado com o interesse revelado pelo maior produtor mundial de ópio a empresa australiana TPI, que assim de junta à empresa escocesa Macfarland Smith, que já iniciou há dois anos a plantação da papoila branca no Alentejo.

Apesar deste tipo de plantação se realizar, pela primeira vez, na região e ainda se encontrar na fase experimental, os resultados "são promissores", assinala ao PÚBLICO Francisco José Cordeiro, um dos agricultores que mantém, com cerca de três dezenas de agricultores, um contrato com Macfarlan para a plantação de papoila branca. E explica porquê: A média de ópio recolhido, em Inglaterra, é de 9% por tonelada, mas houve explorações em Serpa e Quintos (Beja) onde a percentagem de ópio superou os 20%" valores que deixaram os escoceses "encantados" revela o agricultor.

Contudo, é nas culturas de hortícolas e frutícolas que Costa Salema antecipa o maior sucesso do regadio de Alqueva, porque são fileiras que geram "maior valor acrescentado" num território onde "há fartura e água e terra com excelente aptidão agrícola" para uma multiplicidade de culturas, conclui o presidente da EDIA.

África perde 12,9 mil M€ por ano com pilhagem de madeira e pescado


 
O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan recomenda hoje uma 'revolução verde e azul' em África e o fim da pilhagem de madeira e de pescado, que representa 18 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) de perdas anuais.

«Se quisermos alargar os recentes sucessos económicos do continente à vasta maioria dos seus habitantes, temos de acabar com a negligência das nossas comunidades agrícolas e piscatórias. Chegou o momento de libertar as revoluções verde e azul de África», escreve o ganês, no prefácio do Relatório do Progresso de África, que será hoje apresentado.
Realizado pelo Africa Progress Panel (APP), que reúne dez personalidades que se preocupam com o futuro de África, incluindo a moçambicana Graça Machel, e é presidido por Kofi Annan, o relatório conclui que a exploração ilegal dos recursos florestais e a pesca ilegal estão a travar o progresso do continente africano.
Depois de no relatório do ano passado ter concluído que as saídas ilícitas de fundos, frequentemente associadas à evasão fiscal no setor das indústrias extrativas, custam ao continente 50 mil milhões de dólares (35,9 mil milhões de euros), ou seja 5,7% do seu PIB, o APP conclui este ano que a exploração florestal ilegal custa 17 mil milhões (12,2 mil milhões de euros) e a pesca ilegal outros 1,3 mil milhões de dólares (933 milhões de euros) anuais.
«Se estes problemas não forem abordados, estaremos a lançar as sementes de uma amarga colheita», escreve Kofi Annan no seu prefácio.
No relatório, o APP recorda os progressos conquistados pelo continente africano nos últimos anos, nomeadamente o seu rápido crescimento económico, a melhoria dos níveis de governação e a subida dos níveis de desenvolvimento ao nível da Educação e da Saúde.
No entanto, sublinha, África tem 13% da população mundial, mas apenas 1,6% do PIB global; os africanos representavam 22% dos pobres no mundo em 1990 e 33% em 2010; o número de pessoas subnutridas aumentou de 173 milhões em 1990 para 223 milhões em 2010.
A África subsaariana, que até 2000 era uma exportadora líquida de alimentos, importa hoje 35 mil milhões de dólares (25,1 mil milhões de euros) em alimentos e as importações excedem as exportações em 30%, alerta o APP.
Os autores do relatório identificam por isso a agricultura como a chave do crescimento para a redução da pobreza e defendem uma «revolução verde exclusivamente africana» que adapte as lições proporcionadas pela Ásia às circunstâncias africanas.
Salientam mesmo que é possível duplicar a produtividade agrícola de África no espaço de cinco anos.
Dinheiro Digital com Lusa

Agricultura familiar é tema da Terra Sã Lisboa 2014

AGRICULTURA FAMILIAR É O TEMA DA TERRA SÃ LISBOA 2014

8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

terra sa

Em Ano Internacional de Agricultura Familiar a Agrobio dedica a Feira Nacional de Agricultura Biológica Terra Sã ao tema escolhido pela Organização das Nações Unidas para estar em destaque em 2014. Não podia ser de outra maneira até porque a agricultura familiar alimenta o mundo e perante a necessidade de tornar a sociedade mais amiga do ambiente essa agricultura familiar terá de ser, cada vez mais, biológica.

O seminário da Terra Sã, sob o tema "Agricultura Familiar – O Rosto da Agricultura em Portugal", vai acontecer no dia 31 de maio entre as 14:00 e as 18:00 e terá como propósito fazer uma reflexão sobre a importância da agricultura familiar na alimentação do mundo, no desenvolvimento local e enquadrar esta agricultura no âmbito da nova PAC que, em Portugal, ainda não tem os contornos bem definidos.

Estado norte-americano obriga etiquetagem em alimentos com OGM's

9 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

OGMO Governador do Estado de Vermont, nos Estados Unidos, vai acordar uma lei que regula a etiquetagem dos alimentos que contenham ingredientes que sejam organismos geneticamente modificados (OGM) ou que tenham sido produzidos por engenharia genética. Assim, Vermont será o primeiro estado americano a exigir a etiquetagem obrigatória de OGM.

A Câmara de Vermont aprovou a lei no passado dia 24 e de abril com 114 votos a favor e 30 contra. A nova lei entrará em vigor em julho de 2016.

No mês passado, outros estados, como Connecticut e Maine aprovaram leis semelhantes, mas a sua aplicação efetiva está condicionada a um certo número mínimo de estados que introduzam leis no mesmo sentido.

Estima-se que 80% dos alimentos vendidos nos E.U.A. sejam, pelo menos parcialmente, produzidos por engenharia genética.

domingo, 11 de maio de 2014

BE acusa Governo de «desfaçatez» por declarações de Portas sobre Alqueva

03-05-2014 às 19:491

BE acusa Governo de «desfaçatez» por declarações de Portas sobre Alqueva


A coordenadora do BE acusou hoje o Governo de «desfaçatez» por o vice-primeiro-ministro ter considerado o Alqueva «a AutoEuropa da agricultura», já que foi o executivo PSD-CDS-PP que «paralisou» o projeto, que devia ter sido concluído em 2013.
"Confesso que foi sem surpresa que vi Paulo Portas hoje dizer que o Alqueva é a Autoeuropa da agricultura, quando este Governo paralisou a rede secundária do Alqueva, que era para ter ficado pronta até ao final de 2013 e nada", disse Catarina Martins.
"A desfaçatez, como sabem, não tem faltado a este Governo", afirmou a líder do BE, que falava aos jornalistas, em Beja, durante uma visita à maior feira agropecuária do sul do país, a Ovibeja, a decorrer até domingo.
Também em declarações aos jornalistas, durante uma visita hoje à Ovibeja, o líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, classificou o Alqueva como "a Autoeuropa da agricultura", que pode transformar a região de "forma extraordinária", referindo que um em cada quatro investidores estrangeiros que procuram Portugal vai para a zona.
A conclusão do projeto Alqueva, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assumiu, entretanto, o compromisso do atual Governo concluir as obras do projeto Alqueva em 2015.
Segundo Catarina Martins, "percebe-se hoje na sociedade portuguesa a importância da agricultura", o que é "extraordinariamente importante", porque é "um recurso importante" para Portugal, mas "precisamos de o fazer com seriedade".
"A agricultura precisa de um Governo que seja capaz de por a grande distribuição no seu lugar, para não esmagar os produtores, precisa de um Governo que ponha o sistema financeiro no seu lugar, para que os agricultores possam ter acesso aos financiamentos e aos seguros de que necessitam", defendeu.
De acordo com Catarina Martins, é preciso "apoiar a agricultura a sério, de apoiar quem trabalha a sério e de ter uma política que realmente possa significar mais produção para Portugal".
Diário Digital/Lusa

Pingo Doce volta a antecipar pagamento aos pequenos produtores por mais um ano



O Pingo Doce voltou a antecipar o pagamento aos pequenos produtores em dez dias, medida que entra hoje em vigor e que é válida por 12 meses, disse à Lusa o diretor comercial da rede de supermercados da Jerónimo Martins.

No ano passado, o Pingo Doce já tinha renovado o acordo assinado com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), sendo que este é o terceiro ano em que a medida vigora.
Questionado sobre o impacto desta medida, o diretor comercial do Pingo Doce, Pedro Leandro, adiantou que deverá rondar entre os 50 e os 60 milhões de euros.
"No fundo, este dinheiro que deixa de estar nas nossas mãos é injetado no setor primário, permitindo contribuir para a sua sustentação", disse Pedro Leandro, sublinhando que a medida se "destina aos fornecedores nacionais", como os pequenos e médios produtores de fruta, legumes, carne, peixe, vinhos e charcutaria, "com modelos de negócio viáveis, mas cuja sustentabilidade está ameaçada" pela situação económica.
"Como é natural, não podendo antecipar o prazo de pagamento a todos os nossos fornecedores nacionais em situação de dificuldade, escolhemos empresas em cujos negócios acreditamos, que nos têm vindo a dar sinais consistentes de se encontrarem em dificuldades de liquidez e para as quais o custo da dívida se tornou incomportável (ao ponto de poder inviabilizar os seus negócios), e que, simultaneamente, sejam nossos parceiros há pelo menos cinco anos, tenham uma relação de dependência com o Pingo Doce correspondente a 50% ou mais do seu volume de vendas e tenham um nível de serviço de pelo menos 95%", acrescentou.
Desde 2012, "já beneficiaram desta medida mais de 500 produtores nacionais", disse.
Questionado sobre a razão da nova antecipação do pagamento, Pedro Leandro explicou que resulta da "constatação de grandes dificuldades de tesouraria e acesso ao crédito" dos fornecedores do Pingo Doce.
"Esta é uma medida extraordinária, motivada por uma situação de exceção que se vive em Portugal também na agricultura", afirmou.
Em declarações à Lusa, o presidente da CAP, João Machado, classificou a medida como "muito importante", afirmando que "pode ajudar a produção nacional", já que recebe "mais cedo".
Esta medida "abrange muitos produtores, adianta dinheiro sem custos financeiros e ajuda as empresas a continuarem a laborar", acrescentou.
Questionado sobre o balanço de dois anos desta medida, João Machado disse que esta só tinha "aspetos positivos", uma vez que ajuda "a produção nacional".
Atualmente, disse o presidente da CAP, apenas o Pingo Doce antecipa o pagamento a pequenos produtores, já que "não foi possível estender a outros hipermercados".

Água doce do mundo está sob ameaça, dizem investigadores

09-05-2014 às 11:460

Água doce do mundo está sob ameaça, dizem investigadores


O abate, a poluição, a agricultura e a construção de hidreléctricas estão a ameaçar os rios da Amazónia, que formam a maior bacia de água doce do mundo. A afirmação é do investigador da universidade americana Virginia Tech, Leandro Castello. «A degradação dos rios vai afectar as populações locais, e isso tem sido observado em outros lugares do mundo. Está a acontecer no rio Mekong, no Vietname, e no rio Ganges, em Bangladesh. E será o futuro da Amazónia, caso nada seja feito», diz.
Na visão do cientista, não há uma estrutura ou política de manejo adequada às bacias hidrográficas da região. «A previsão é infeliz e esse quadro só tende a piorar. O Brasil tem sido pioneiro em questões terrestres e de preservação das florestas, mas em relação aos rios da Amazónia, nada está a ser feito», diz.
«Os corpos de água doce do mundo estão em profundo risco. Então, é claro que a Amazónia não fica fora, pois também acaba por ser contemplada com um enorme conjunto de problemas que afecta a bacia hidrográfica», diz a cientistado Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Maria Teresa Fernandez Piedade.
Os sistemas de água doce são os mais degradados do mundo. E muitos deles já não são como antigamente graças à acção do homem. Na Amazónia, por exemplo, a pesca excessiva levou algumas espécies à extinção. O tamanho dos peixes também diminuiu ao longo dos anos.
Segundo a cientista do Inpa, estudos realizados pela entidade apontam que, das últimas décadas para cá, as cheias e as secas estão cada vez mais intensas e severas naquela região. «Isso indica que as mudanças climáticas já podem estar a fazer sentir-se nestes sistemas», sugere Maria.
Para Castello e Maria, os problemas da Amazónia não estão restritos à região norte do país. «Se os rios secam, o transporte de grãos como a soja, que é exportada, pode ser comprometido, impactando a economia nacional. A seca nos rios também afecta a produção de energia eléctrica em represas como Belo Monte. Se essas barragens param, o Sul e o Sudeste podem enfrentar apagões», lembra Castello.
Já os efeitos do desmatamento em larga escala, seja para o extrativismo madeireiro ou para propósitos agrícolas, pode mudar o balanço hídrico do território, que é ligado ao de outras regiões, lembra a pesquisadora do Inpa. Maria Victoria Ramos Ballester, do Centro de Energia Nuclear (Cena) da USP, campus Piracicaba, lembra a importância da Amazónia para outros países. «A Amazónia tem um papel importante na redistribuição da umidade, não só no Brasil, mas na América Latina. Trata-se de um sistema de circulação regional», destaca.
Outro estudo, que envolve cientistas brasileiros e americanos, aponta numa direção semelhante. A pesquisa irá analisar três eventos extremos que ocorreram na Amazônia na última década a fim de prever o impacto das mudanças climáticas e do desmatamento no ecossistema da região. A investigação receberá um milhão e meio dólares da Nasa, a agência espacial americana. Participam do estudo pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), e das federais de Alagoas (Ufal) e Rio Grande do Norte (UFRN).
A previsão do estudo em relação à ocorrência de eventos extremos é negativa. «Acreditamos que as mudanças climáticas irão, no futuro, contribuir para enchentes e secas cada vez mais severas e frequentes», afirma Michael Cohe, um dos cientistas envolvidos no projecto. Noutras palavras, secas como as de 2005 e 2010, e a enchente de 2009, que ocorreram na Amazónia, poderão tornar-se cada vez mais comuns. Para Maria, este e outros trabalhos revelam «a preocupação com a manutenção da integridade desta imensa bacia hidrográfica».
Outro ponto que preocupa os cientistas é a construção de represas e hidreléctricas. «Isso só vai piorar os efeitos das mudanças climáticas e do abate», aponta Castello, que lidera a investigação feita em parceria com pesquisadores brasileiros. Segundo ele, o abate de árvores em larga escala faz com que chova menos e a região fique seca. «Isso pode fazer com que a floresta da Amazónia se transforme numa floresta de cerrado», prevê.

Copo de vinho inteligente português premiado na Alemanha


por Ana Rita Costa
9 de Maio - 2014

Um copo de vinho inteligente criado por uma empresa portuguesa foi premiado numa feira de vinho da Alemanha, a Winebiz. O Smart Wine Glass permite recolher toda a informação dos vinhos provados numa feira através de um chip.

 
O Smart Wine Glass, criação da Adegga, projeto online promotor de eventos ligados ao vinho, tem a forma de um copo normal de prova e pretende "facilitar o negócio aos produtores, tendo já garantias de exportação".

Este copo tem um chip adicionado que, mais tarde, revela ao seu utilizador a lista de vinhos provados e dos produtores a que pertencem.Para isso, os consumidores só precisam de passar os copos em sensores. "No final do evento, o utilizador recebe confortavelmente um email com a lista de todos os produtores que visitou e fez questão de guardar", refere André Ribeirinho, responsável pela Adegga, em declarações à SIC.

ConstituÍda associaÇÃo interprofissional de suÍnos portuguesa: filporc


8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

porca e leitõesNo passado dia 6 de maio realizou-se a cerimónia pública da assinatura notarial dos Estatutos para Constituição da Associação Interprofissional da Fileira da Carne de Porco (FILPORC).

Nesta organização interprofissional participam a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC) e a Associação dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA).

Ao contrário da congénere espanhola Interporc, esta associação não conta com organizações agrárias, cooperativas ou comerciantes de suínos.

Grupo Valouro quer investir até 1.000 ME em Angola em 10 anos a partir de 2015


O Grupo Valouro anunciou que quer avançar com o cultivo de soja para rações e produção, abate e transformação de aves em Angola, um investimento de 150 milhões de euros que pode atingir os mil milhões em dez anos.

O presidente do Conselho de Administração do grupo líder da produção avícola em Portugal disse à agência Lusa que o objectivo é começar em 2015 com a produção de 22 mil hectares de soja para ração e com a construção de unidades para produção de aves para consumo e reprodução e de indústria para transformação da carne.

"Há apenas contactos, mas há muito interesse do Governo angolano em investimentos destes, porque importam 99,9% das aves que comem e, como tal, querem começar a produzir", afirmou José António dos Santos.

O investimento inicial é de cerca de 150 milhões de euros, necessários para o grupo alcançar 10% da quota do mercado avícola angolano, mas pode chegar aos mil milhões de euros em dez anos, para inverter a balança comercial e ter produção capaz de responder a metade das necessidades do mercado interno daquele país.

«Numa primeira fase, vamos produzir 350 a 400 mil aves para abate por semana e 500 mil ovos de incubação por semana», destinados ao consumo nacional naquele país, adiantou.

O investimento vai permitir criar cerca de quatro mil postos de trabalho, dos quais 300 com mão-de-obra oriunda de Portugal.

No Verão de 2013, o grupo anunciou, também para 2015, um investimento de 150 milhões de euros para Moçambique, mas o empresário adiantou que o investimento aí foi retraído e adiado devido à instabilidade do país.

«Vamos transferir para Angola o investimento que tínhamos pensado para Moçambique, mas um não anula o outro. Há procura que justifica os dois investimentos, porque têm ambos necessidade de alimentar aves e de produzir carne para consumo», esclareceu.

Desde 2011 que as empresas do grupo com sede no concelho da Lourinhã têm vindo a apostar no estrangeiro para fazer face à crise nacional e à consequente retração do consumo em Portugal.

A aposta nas exportações permitiu à Valouro crescer 5% nos últimos dois anos, conseguindo equilibrar as quebras de consumo.

O Grupo Valouro, o maior a nível nacional do sector agroalimentar e um dos maiores da Europa, a ocupar o sétimo lugar da produção avícola europeia, fechou o ano de 2013 com 307 milhões de euros de faturação, empregando 2.500 trabalhadores nas suas 36 empresas, grande parte das quais estão ligadas à indústria de rações para animais, produção e reprodução de aves, abate e transformação de aves, distribuição e comércio.

Do total das vendas, 10 a 12% são obtidas na exportação para quase toda a Europa, África e Médio Oriente, sendo o seu maior mercado o espanhol, onde é líder no segmento dos pintos do dia.

Mais recentemente, 5% das suas exportações começaram a ser feitas para a Rússia, mercado que abriu caminho à entrada do grupo em países como o Cazaquistão e Uzbequistão.

Em 2011, a Valouro começou a exportar pintos do dia e ovos de incubação e hoje metade dessa produção segue para o mercado externo.

Fonte:  Lusa

Espanha: atual campanha do morango pode ser a pior da história


8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

A campanha do morango de 2014 em Espanha poderá ser a pior de sempre relativamente aos preços pagos à produção e rentabilidade dos agricultores. Os produtores deste pequeno fruto estão a cobrar cerca de 0,30€/kg, quando os custos de produção ascendem já a 0,90€/kg. A banalização do produto por parte das cadeias de grande distribuição e as pressões exercidas por países como a França afundaram os preços.

Este cultivo, em Espanha, tem uma grande concentração na região de Huelva (96% da produção total deste pequeno fruto), onde representa 90.000 postos de trabalho.

A União dos Pequenos Agricultores e Ganadeiros espanhola (UPA) soou o alarme para o que pdoerá ser "a pior campanha de morango da história recente". Se não se alterar a tendência da baixa de preços de origem, os agricultores poderão acumular perdas entre 9.000 e 15.000 € por hectare nas suas explorações.

O Setor do morango em Espanha, com uma enorme concentração na região de Huelva, está a registar uma caída de preços de 40€ relativamente ao ano transato.

Cerca de 70% da produção de morango é exportada em grande parte para países como a França, Alemanha, Itália e Reino Unido, bem como a outros mercados emergentes, como a Polónia ou Rússia. A UPA adiantou que os agricultores de estes países estão a levar a cabo uma campanha de desprestígio do produto espanhol.

O cultivo de morango, juntamente com o resto de frutas e hortaliças frescas, não receberão em Espanha ajudas diretas da PAC, ao contrário do que acontece na França ou Alemanha. Os agricultores consideram isto como "mais uma discriminação" que dificultará a viabilidade do setor nos próximos anos.

A área dedicada este ano ao cultivo do morango em Huelva cresceu cerca de 2% relativamente a 2013, alcançando 6.980 hectares. Na campanha anterior, a produção foi de 274.800 toneladas e a faturação de 315.16 milhões de euros. O consumo deste fruto, em Espanha, ronda os 3kg por pessoa e ano.

sábado, 10 de maio de 2014

"Desígnios nacionais" do mar e da agricultura de fora da Reforma do Estado

"UM ESTADO MELHOR"

10 Maio 2014, 13:59 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

O guião da reforma do Estado, divulgado esta semana, adianta pouco no que toca aos sectores da Agricultura, Mar e Florestas. O Alqueva, a "Autoeuropa da agricultura" de Paulo Portas, não consta num "Estado melhor"
A agricultura e as florestas, cujos valor das exportações tem aumentado ao dobro do ritmo dos restantes sectores nos últimos três anos, conforme ainda há dias relembrava o presidente da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal, João Machado, não constam do guião da Reforma do Estado, divulgada esta quinta-feira.
 
Em Fevereiro último,  Paulo Portas, na SISAB, feira que visitou para "assinalar o contributo que o sector agro-alimentar mais o sector florestal dão para as exportações", contabilizou em "20% ou até mais" o peso daqueles dois sectores "do total das exportações portuguesas".
 
As palavras agricultura, mar e florestas até estão escritas na última versão apresentada, mas as grandes opções estão ausentes da reforma planeada. A frase "a agricultura, a floresta, o turismo e o mar são sectores mobilizadores e têm grande potencial de crescimento" menção que constava no primeiro guião, foi agora reforçada com: "naturalmente, os cluster industriais portugueses merecem uma aposta consistente, de modo a que se tornem mais competitivos, constituindo-se como verdadeiros pólos agregadores de valor acrescentado, que são essenciais para consolidar a atractividade do nosso país junto dos investidores internacionais".
 
No mesmo guião, no calendário de medidas a empreender, há três relativas à agricultura e florestas. Nenhuma do mar. O calendário prevê assim a "restruturação da Casa do Douro, criando uma organização limpa de dívidas, focada na representação nos órgãos interprofissionais da região e no apoio aos viticultores", agendada para 2015.
 
Assunção Cristas revelou recentemente o plano para a Casa do Douro, que incluirá a dação em pagamento pela instituição duriense de vinho no valor de 137 milhões de euros, ao Estado, com perdão de juros de mora de 30 milhões de euros.
 
A reforma antecipa ainda a elaboração de um "pacote de simplificação administrativa e de redução de custos de contexto no domínio da floresta e do vinho", denominado "em curso" no calendário. Mas não consubstancia.
 
E, finalmente, a tutela da ministra da Agricultura e do Mar (MAM), Assunção Cristas, do CDPS-PP, prevê a "reestruturação dos laboratórios sob a tutela do MAM, criando verdadeiros laboratórios de referência nacional, com massa crítica e capacidade para realizar as análises requeridas pelos planos de controlo".
 
Na proposta de reforma do Estado de Paulo Portas, vice-primeiro-ministro, do CDS/PP, está assim ausente toda a parceria Lisboa-Bruxelas para a negociação da Politica Agrícola Comum (PAC) que está em curso, e na qual o Estado português tem ainda que legislar, na íntegra, a opercionalização do segundo pilar da PAC, relativo aos apoios ao investimento agrícola. Juntamente com o primeiro pilar da PAC, relativo aos pagamentos directos aos agricultores e medidas agro-ambientais, recorde-se que o que está em causa são cerca de oito mil milhões de euros, a sete anos no horizonte 2020, que Lisboa receberá de Bruxelas.
 
E está também ausente a conclusão do sistema de regadio do Alqueva, empreendimento que ainda há dias Paulo Portas qualificou como a "Autoeuropa da agricultura". Portugal está ainda a tentar negociar que parte do apoio comunitário para o Alqueva tenha outras fontes que não orçamento autónomo da PAC, designadamente fundos estruturais como o FEADER. Mas Bruxelas ainda não deu a aprovação final ao pedido.
 
A segunda versão da Reforma do Estado de Paulo Portas sai quase um ano depois do discurso de 10 de Junho de Cavaco Silva, grande parte dedicado à Agricultura. Na altura, defendendo o percurso feito pelo sector, o Presidente da República tentou afastar a ideia, "ainda enraizada em muitos espíritos e objetivamente errada, de que a agricultura portuguesa se encontra em declínio e que a nossa adesão às Comunidades implicou a destruição do mundo rural".
 
No discurso de há 11 meses, muito comentado nos dias seguintes, também por causa da relação do País com Bruxelas sobre a PAC nas duas últimas três décadas, o antigo primeiro-ministro do PSD reconheceu que "persistem ainda limitações estruturais" na agricultura portuguesa, e apelou ao "rejuvenescimento do seu tecido empresarial" e à "atenção dos decisores políticos" para o futuro dos jovens agricultores.
 
Finalmente, sobre o mar, o "desígnio nacional" que levou Cavaco Silva às Selvagens no Verão passado, e que a AICEP chegou a incluir como um dos 16 sectores para pôr Portugal a crescer, e sobre o qual está ainda por resolver a questão do pedido de Portugal à ONU para a extensão da ZEE – Zona Económica Exclusiva, numa altura em que as negociações para um novo acordo de parceria atlântica entre União Europeia e EUA já é uma realidade, não há nenhuma medida concreta prevista na nova Reforma do Estado.  

A Agricultura e a Integração Europeia

OPINIÃO

SEVINATE PINTO 10/05/2014 - 18:05

Ao longo dos 37 anos que já passaram, desde que o assunto da CEE nos entrou diariamente em casa (9 de negociações e 28 de integração), tenho-me questionado muitas vezes, tal como certamente tem acontecido a muitos agricultores, sobre como estaria a nossa agricultura, se não tivesse sido a nossa integração na CEE, em 1986.

Outra questão, próxima mas não igual à anterior, sobre a qual reflito há muitos anos, é a do impacto que tem tido a Politica Agrícola Comum (PAC) sobre a nossa agricultura.

Quanto à primeira questão, nem eu, nem ninguém, conseguirá responder. O máximo que se pode fazer é especular, com base naquilo que era a nossa agricultura antes da adesão. Uma agricultura que os mais novos não conheceram e que alguns dos mais velhos têm tendência a memorizar de forma idealizada.

Tenho obrigação de a ter conhecido razoavelmente bem, quer pela minha idade e origens, quer porque, à época, tinha responsabilidades de chefia no Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura. Nessa qualidade, participei ativamente nas negociações para a adesão e num exaustivo "exame sectorial" que ultrapassou em rigor e atualidade o que as estatísticas da época registavam, normalmente, com cinco anos de atraso.

Portugal tinha, de facto, com raríssimas exceções, uma agricultura estagnada, várias décadas atrasada relativamente ao resto da Europa comunitária. Protegida do exterior e muito pouco competitiva, com gravíssimas condicionantes estruturais, fundiárias, empresariais e organizacionais, arrastava-se, sem expectativa de futuro. O enquadramento administrativo era frágil e tecnicamente impreparado, o ensino e a investigação tinham parado no tempo. O enquadramento económico era estatizante, altamente burocrático, servido por um complexo sistema de preços, aos produtos agrícolas e aos fatores de produção, bem como de subsídios ao consumo, controlados por uma rede de Organismos Públicos de Coordenação Económica que também mantinham exclusivos comerciais, incluindo de comércio externo (nos cereais, azeite e oleaginosas, produtos pecuários, vinho, frutas e hortícolas).

Era uma agricultura, ainda largamente camponesa, com centenas de milhares de agricultores pobres, vivendo miseravelmente, com poucas explorações/empresas de média e grande dimensão, raramente modernas e tecnicamente desenvolvidas, muitas das quais ainda feridas por uma reforma agrária recente que as tinha desorganizado e, em muitos casos, destruído.

Quando negociámos a adesão, por várias vezes sentimos que os nossos interlocutores tinham dificuldade em acreditar na descrição que lhes era feita. Portugal tinha, sobretudo na fase final da negociação, preços agrícolas substancialmente mais elevados do que os dos países da comunidade[1] e produtividades físicas, em alguns casos, inferiores a um terço da média Comunitária.

Voltando à questão sobre o que teria acontecido sem a integração na CEE, na minha opinião, ou Portugal se mantinha fechado, isolado do mundo, com uma agricultura medieval, sobrevivendo artificialmente, em função de meios públicos que seriam cada vez mais raros, ou nos abríamos ao mundo, sem condições que nos permitissem manter altos níveis de apoio público e a nossa agricultura não resistiria a uma confrontação direta no mercado mundial, transformando-se, rapidamente numa reminiscência estatística. Os portugueses pagariam muito caro por essas alternativas.

Quanto à segunda questão, a da avaliação do impacto da nossa adesão, muita coisa tem sido dita, muitas vezes sem a mínima relação com a realidade.

A verdade é que Portugal resistiu e tem desenvolvido o sector agrícola, agro-industrial e florestal, que está, globalmente, mais forte, mais apoiado, mais moderno e competitivo. Chegou-se, aliás, ao ponto do segmento agro-industrial, o mais apoiado pelas ajudas ao investimento, ser hoje o mais importante da indústria transformadora.  

Nada disso teria acontecido sem o apoio europeu, que há 28 anos nos paga a 100% os subsídios agrícolas ao rendimento (cerca de 580 milhões de Euros/ano) e sem os 7 sucessivos programas plurianuais de apoio ao Desenvolvimento Rural (cerca de 600 milhões de Euros/ano), que nos têm assegurado o imprescindível apoio à renovação e modernização das nossas infra-estruturas e do nosso aparelho produtivo.

Sem o apoio da PAC, não teria sido possível chegar aos dias de hoje com mais de 80% de auto-suficiência alimentar (em valor)[2] e exportar mais de 4200 milhões de euros em produtos alimentares de base agrícola e 3800 milhões de euros em produtos florestais, o que, em conjunto, representa 16,8% das nossa exportações. Também não nos seria possível instalar cerca de 250 novos jovens agricultores por mês.

De facto, posso não conhecer tudo o que se passa na nossa agricultura, mas não conheço nenhuma adega, nem nenhum lagar de azeite com alguma importância que não tenha sido feito com um fortíssimo apoio financeiro da PAC.

Também não conheço nenhum matadouro, indústria de leite e lacticínios, estação fruteira, estufa, barragem, olival, vinha ou pomar moderno, secador, armazém, estradas rurais, sistemas de rega, de eletrificação, turismo rural, instalações de associações, povoamentos florestais, instalações agro-industriais, fábricas de cortiça e todo o tipo de infra-estruturas, que tenha sido feito sem o forte apoio da UE.

Não conheço igualmente ações de proteção do ambiente e de preservação da biodiversidade, que não sejam financiadas pela UE e pela PAC

Pode-se dizer que tudo é bom na PAC? Que não há injustiças e iniquidades? Que não há sectores e agricultores em má situação?

Claro que não! Contudo, mesmo no que se refere à política de preços e mercados - a componente que é mais contestada - é preciso não esquecer que o que está em causa não é a PAC mas o modo de funcionamento dos mercados mundiais e da globalização, que é normalmente defendido exatamente por aqueles que mais criticam a PAC por ela apoiar o rendimento dos agricultores.

Considerar-se a PAC como a grande responsável por aquilo que se diz ser o "descalabro da agricultura portuguesa", o que está longe de ser uma realidade, não deixa de ser uma patetice sem nenhum fundamento, dito por ingenuidade, ou por falta de informação, mas que, infelizmente, vemos frequentemente repetido na comunicação social.
 
 

[1] O que não era o caso, bem pelo contrário, quando, em 1977, pedimos a adesão
 
[2] Ver DESTAQUE do INE de 2 de Abril de 2013 sobre "Abastecimento Alimentar em Portugal"

Incêndios florestais Fase Bravo com 5.175 operacionais em terra a partir de dia 15



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A fase Bravo de combate a incêndios florestais, a segunda mais crítica, começa no dia 15 e envolve no terreno 5.175 operacionais, 1.251 viaturas, 34 meios aéreos e 70 postos de vigia.

Os dados constam do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), que refere ainda que os meios aéreos não serão disponibilizados logo no início da fase Bravo.

O dispositivo é reforçado este ano com mais 250 bombeiros e quatro meios aéreos relativamente ao ano passado e terá um custo de 85 milhões de euros.

A partir de dia 15, o combate a incêndios contará com oito meios aéreos, sendo que outros cinco serão disponibilizados a 01 de Junho, 17 a partir de dia 15 de Junho e os restantes quatro no dia 20 de Junho, segundo disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Sobre as expectativas em relação à época de incêndios deste ano, em declarações à agência Lusa, Paulo Fernandes, docente e investigador do departamento florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), disse esperar que a área ardida fique "abaixo da média".

"Espero que as zonas que historicamente são percorridas por grandes incêndios tão cedo não voltem a arder", frisou.

Quanto à influência do Inverno chuvoso na ocorrência de incêndios este ano, o investigador sublinhou que a ocorrência de chuvas não faz diminuir muito a ocorrência de incêndios, ao contrário do que se poderia pensar.

"Talvez no sul do país, o facto de ter chovido muito este Inverno tenha alguma influência positiva na diminuição de fogos, mas no norte não é tanto assim, o que acontece quando chove muito é que, regra geral, a época de incêndios começa mais tarde porque as terras estão mais molhadas, assim como a vegetação, e levam mais tempo a secar", sublinhou.

Segundo o investigador, o que é mesmo "determinante" na época de incêndios são as temperaturas e também os ventos.

Sublinhou, a propósito, que, de Maio a Setembro, estão previstas temperaturas acima da média e que o Outono também se prevê quente, o que "poderá levar a algum agravamento no que respeita aos fogos".

A Serra da Estrela, a zona de Oleiros e todo o maciço central -- entre Oleiros e Santarém -- são, segundo o investigador, algumas "zonas sensíveis" a que é preciso estar atento, uma vez que "não são atingidas por incêndios de grandes proporções há alguns anos".

De acordo com o inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os danos directos dos cinco grandes incêndios - Caramulo, Picões, Trancoso, Mondim de Basto e Covilhã - ocorridos em 2013 ascenderam a 34,2 milhões de euros (ME).

A soma (34,2 ME) resulta dos valores declarados pelos municípios atingidos e representa 0,02 do Produto Interno Bruto (PIB), tendo a área ardida sido de 27.918 hectares (0,30% do território).

A perda mais significativa, segundo o INE, verificou-se no incêndio do Caramulo, com 13,9 milhões de euros (40,6% do total), seguindo-se o incêndio de Picões, com cerca de 10 milhões de euros, sendo este o valor aproximado dos prejuízos causados no conjunto dos outros três grandes incêndios (Trancoso, Mondim de Basto e Covilhã.

Durante a fase Bravo estão operacionais 512 equipas de vigilância terrestre, 315 equipas de vigilância e ataque inicial e 681 equipas de combate, segundo os dados disponibilizados pelo DECIF.

À fase Bravo -- que termina a 30 de Junho -- sucede a fase Delta, considerada a mais crítica em incêndios, que decorre entre 01 de Julho e 30 de Setembro.

As várias fases no âmbito do combate a incêndios são: Alfa (01 de janeiro a 14 de Maio), Bravo (15 de Maio a 30 de Junho), Charlie (01 de Julho a 30 de Setembro), Delta (entre 01 e 31 de Outubro) e Echo (01 de Novembro a 31 de Dezembro).

Fonte:  Lusa

Parlamento quer reforçar a denominação de origem própria do Vinho Verde Alvarinho

Monção e Melgaço são as únicas sub-regiões que podem utilizar o nome Alvarinho 


A Assembleia da República aprovou dois projetos de resolução que recomendam ao Governo que garanta que apenas os vinhos produzidos em Monção e Melgaço podem usar o nome Alvarinho.

Uma decisão saudada pela Adega Cooperativa Regional de Monção que tem vindo a alertar para a necessidade de proteger a denominação perante vinhos que utilizam casta Alvarinho produzida noutras regiões e que não têm as mesmas características que o vinho Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço.

A casta Alvarinho é a mais nobre das castas portuguesas e produz um vinho monocasta de elevada qualidade. A sub-região de Monção e Melgaço foi criada em 1908, integrada na Região do Vinho Verde, mas a casta Alvarinho existe em Portugal há mais de 700 anos.

Armando Fontinhas, Presidente da Adega Cooperativa Regional de Monção afirma: "O vinho Alvarinho produzido em Monção e Melgaço é reconhecido como um dos melhores do mundo e tudo deve ser feito para proteger e preservar este património. Os projetos aprovados no Parlamento reconhecem a importância do vinho Alvarinho e a importância de limitar a sua Denominação de Origem Própria. Apenas nas regiões de Monção e Melgaço, a casta Alvarinho atinge o seu potencial máximo, dando origem a um vinho único que é hoje um dos principais ex-libris da viticultura nacional. Permitir que outros utilizem a denominação Alvarinho seria pôr em causa um trabalho de séculos para atingir a excelência e delapidar a reputação do vinho Alvarinho."

Nos projetos de resolução aprovados na assembleia da Republica é defendida a necessidade de manutenção da exclusividade de produção do Vinho Verde Alvarinho na sub-região de Monção e Melgaço e mantida inalterável a exclusividade do uso da menção "casta Alvarinho" somente para vinhos produzidos nesta sub-região.

A sub-região de Monção e Melgaço tem 60 pequenas e microempresas, espalhadas por uma área de 1500 hectares de Alvarinho. Há 2 mil famílias ligadas à produção do vinho Alvarinho que movimenta anualmente um volume de negócios, entre uva e vinho, na ordem dos 20 milhões de euros. 

AESA: Novo guia para medir taxas de pesticidas no solo

09-05-2014 
 

 
A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA) publicou um novo guia que permite aos cientistas levar a cabo uma avaliação de aspectos especializados da exposição ambiental a pesticidas.
 
O documento de orientação proporciona um método claro para a avaliação de estudos que medem o tempo requerido para a degradação real de 50 por cento de um pesticida químico e seus produtos de transformação no solo.
 
A AESA elaborou o documento de orientação como parte do seu trabalho em curso no campo dos pesticidas para proteger o meio ambiente. A metodologia também se pode aplicar a substâncias químicas lançadas no solo sem utilização de pesticidas.
 
Em Junho próximo, a AESA realiza uma reunião para explicara a melhor forma de utilizar a metodologia estabelecida no guia. O evento terá lugar na sede da AESA, em Parma, na Itália.
 
Fonte: Agrodigital

Conselho adopta disposições de financiamento a medidas para sanidade animal e vegetal

09-05-2014 
 


 
O Conselho adoptou um Regulamento que estabelece as disposições para a gestão das despesas relativas à cadeia alimentar, saúde e bem-estar animal, sanidade vegetal e o seu material de reprodução.
 
O documento tem como objectivo modernizar as disposições financeiras para este âmbito, em conformidade com as conclusões do Conselho Europeu de sete e oito de Fevereiro de 2013, no quadro financeiro plurianual para 2014/2020.
 
Este regulamento substitui as posições financeiras estabelecidas actualmente em vários textos legais num quadro financeiro único que optimiza a implementação e o funcionamento da gestão financeira dos gastos no sector de alimentos e rações. As estruturas de gestão financeira serão simplificadas sobre a base de objectivos e indicadores claros. As taxas de financiamento também serão mais transparentes e ainda mais simplificadas.
 
Esta norma faz parte do Pacote da Cadeia Alimentar e oferece um quadro para financiar as medidas previstas no regime de saúde animal e vegetal, o regime para a produção e colocação no mercado dos materiais e reprodução de plantas, para além das normas que regulam os controlos oficiais.
 
O mesmo financia, em particular, os programas de erradicação de doenças animais, os quais são essenciais para a eliminação progressiva de uma série de doenças, através de uma ampla gama de medidas, como a vacinação, análise, o abate e compensação do mesmo. O financiamento destas medidas é priorizado por doenças de importância na saúde pública e com repercussões económicas par ao comércio e pecuários.
 
O quadro financeiro também oferece apoio à sanidade vegetal da União Europeia e dos regimes dos materiais de reprodução de plantas, dando prioridade às medidas para prevenir a entrada e propagação de pragas não-nativas e o uso de material vegetal saudável no início da cadeia de produção da planta, propondo novas medidas de compensação aos agricultores pelo valor das plantas destruídas.
 
Por último, financia as despesas dos controlos oficiais de forma a melhorar a eficácia dos mesmos, incluindo ainda ajudas par aa formação de pessoa da autoridade nacional do Estado-membro e para a rede de Laboratórios de Referência da União Europeia, para garantir uma uniformidade e a confiança nos métodos de análise ou testes. O Parlamento Europeu adoptou a sua posição em primeira leitura sobre a proposta da Comissão a dois de Abril de 2014.  
 
Fonte: Agrodigital

União Europeia e Japão querem acelerar negociações para acordo comercial

 07-05-2014 
  
A União Europeia (UE) e o Japão concordaram, em Bruxelas, em acelerar as negociações com vista ao estabelecimento de um acordo de parceria comercial «ambicioso» entre as duas partes, que Durão Barroso classificou como «um dos mais importantes dos próximos anos».
 
Na conferência de imprensa no final da 22.ª cimeira UE-Japão, celebrada esta quarta-feira na capital belga, os presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, discutiram as negociações em curso em torno de dois acordos bilaterais, um de parceria estratégica e um outro de comércio livre, ambas lançadas há cerca de um ano, em Abril de 2013, agora numa fase decisiva.
 
Enquanto a parceria estratégica visa reforçar ainda mais os laços políticos entre as duas partes, incluindo ao nível de política externa e de segurança, o acordo de comércio livre tem como objectivo reforçar ainda mais a relação comercial entre as duas partes, sendo que o Japão, a quarta maior economia do globo, é já o segundo maior parceiro comercial da UE na Ásia, a seguir à China.
 
Fonte: Lusa

Copa-Cogeca destaca importância da diversidade e qualidade dos produtos agrícolas da UE

06-05-2014 


 
Na reunião informal dos Ministros da Agricultura da União Europeia (UE), o Copa-Cogeca destacou a grande diversidade e qualidade dos produtos agrícolas da UE e destacou a importância da inovação e investigação para a sua protecção e futuro desenvolvimento.
 
Na sua intervenção, durante o encontro, o presidente da Confederação das Cooperativas Agrícola da União Europeia (Cogeca), organização da qual a Confagri faz parte, colocou em relevância a importância dos agricultores e as organizações de produtores (OP), como as cooperativas, para garantir esta grande diversidade e qualidade dos produtos, para além de um sector agrícola sustentável, eficiente e competitivo.
 
Christian Pèes disse que «a nova política agrícola comum (PAC) refere as oportunidades para encorajar os agricultores a unirem-se e aderirem a organziações de produtores, como por exemplo, as cooperativas, o que lhes permite melhor comercializar os seus productos».
 
O responsável mostrou-se satisfeito com o facto da nova PAC ter destacado as cooperativas agrícolas para um maior papel em todos os sectores, com capacidade de gerir tanto a qualidade e a quantidade das suas produções em certos sectores, como o do gado bovino, cereais e do leite, para além de negociarem contratos colectivos.
 
Pèes insistiu que estes instrumentos não devem ficar apenas em papel mas colocados em pratica, sublinhando que desta forma a posição dos agricultores na cadeia alimentar será reforçada. Também destacou a importância das cooperativas agro-alimentares no momento de contribuirem para as prioridades da UE em matéria de política de desenvolvimento rural. Para isso, o investimento e a inovação são requisitos essenciais.
 
O presidente da Cogeca prosseguiu, e no âmbito das negociações de liberalização do comércio valorizou a necessidade de proteger as especialidades regionais, objecto da legislação sobre as indicações geográgicas frente aos produtos de imitação, de forma a manter  a qualidade e a diversidade da Europa.
 
Por seu lado, a vice-presidente do Copa, Maira Dzelzkaleja, defendeu como esta diversidade face ao sector agrícola da UE pode ser mais resistente em tempos de crise. Na sua opinião, deve-se acelerar a investigação e a inovação, assim como a passagem de conhecimentos aos agricultores. As medidas benéficas para todos as partes, como as encaminhadas para a eficiência no uso dos recursos são cruciais, já que são positivas para o ambiente e, ao mesmo tempo, para  a manutenção da capacidade de produção e a obtenção de remunerações económicas.
 
O Copa-Cogeca apresentou aos ministros uma declaração redigida em conjunto com um grupo de dez associações agrícolas  e da indústria alimentar, na qual chama a atenção para melhores decisões políticas e mais inteligentes, capazes de impulsionar a inovação e gerar emprego, assim como garantir que a cadeia agro-alimentar da UE seja mais produtiva e eficiente na utilização dos recursos.  Atrás do manifesto "Visão para o pontecial de implantação de agricultura e indústrias de alimentos da UE" estão empresas que representam cerca de 30 milhões de empregos e cinco por cento do valor acrescentado bruto da União Europeia.  
 
Nesta visão conjunta, os signatários valorizam a importância de proporcionar um fornecimento alimentar estável e seguro, não apenas para os cidadãos da UE, mas além das suas fronteiras, de forma sustentável e com respeito pelo ambiente. O grupo mostra-se unido neste pedido a favor de um programa político comunitário mais simplificado, verdadeiramente concentrado na inovação, para apoiar uma produção segura de alimentos, de alta qualidade e acessível, assim como a correspondente preferência dos consumidores.
 
Junto com outras partes interessadas, o Copa-Cogeca insta as instituições da UE  a colaborar para promover a inovação nos seus sectores, graças a melhores decisões políticas e fundamentadas na ciência.
 
Fonte: Copa-Cogeca

FAO: Meteorologia e conflitos políticos aumentaram volatilidade do mercado de cereais

09-05-2014 
 
As condições meteorológicas em diversos países e as tensões políticas na região do Mar negro criaram uma maior volatilidade dos mercados alimentares, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
 
A FAO, na sua informação semestral "Perspectivas alimentares", indica que no primeiro prognóstico par ao ano de 2014 estimou para os cereais uma produção total de 2.458 milhões de toneladas, incluindo o arroz, um valor cerca de 2,4 por cento abaixo do recorde alcançado em 2013, embora ainda espera que esta venha a ser a segunda maior registada até agora.
 
E prováveis que a descida seja mais pronunciada nos cereais secundários, contudo os níveis de existências continuam positivos. Os analistas asseguram que não há motivo de preocupação, antes do início das principais temporadas agrícolas de 2014/2015, supondo que os fluxos comerciais não sejam afectados negativamente pela situação na região do Mar Negro.  
 
Em geral, prevê-se que as reservas mundiais de cereais se mantenham em condições relativamente confortáveis, de acordo com a informação, uma publicação semestral que proporciona esclarecimentos sobre a situação do mercado a curto e as perspectivas dos principais produtores de alimentos. A descida dos preços e as condições climatéricas criadas pelo El Niño podem fazer com que a produção mundial de arroz seja menor em 2014, sobretudo na Ásia. Já na Tailândia, uma redução dos preços ao produtor pode ser o principal factor depois de uma contracção nas plantações e produção de arroz.
 
Apesar desta descida da produção, o comércio internacional pode vir a alcançar níveis recorde em 2014, sustentado pela abundância de matéria-prima nos países exportadores e um maior volume de compras dos tradicionais importadores, como o Bangladesh, Indonésia e as Filipinas.
 
A factura da importação mundial de alimentos em 2014 pode vir a fixar-se em 1,29 biliões de dólares norte-americanos, mas estima-se que a dos produtos animais aumente, devido ao crescimento dos volumes comerciais e dos preços.
 
Para a carne e a produção de leite aguarda-se um crescimento. Segundo a FAO, o crescimento da produção mundial de carne será modesto, até um total de 311,8 milhões de toneladas, comum aumento de 1,1 por cento durante 2013, o que reflecte o crescimento nos países em desenvolvimento, os principais responsáveis pela crescente procura mundial.
 
 
Existem grandes diferenças para as previsões comerciais em função das variedades de carne, com a de bovino e de aves domésticas em alta e, por outro lado, a descida na carne de ovino e de porco. A carne de aves continua a ser o principal produto comercializado, com 43 por cento do total do mercado, seguida pela carne de bovino, porco e cordeiro, respectivamente.
Enquanto os preços internacionais da carne mantêm-se em níveis historicamente altos desde o início de 2011, sem indícios de uma descida generalizada, os preços internacionais dos lacticínios baixaram em Março e Abril. Prevê-se que o comércio de leite aumente cerca de 1,8 por cento, até as 69 milhões de toneladas, principalmente impulsionado pela procura por parte da Ásia.
 
Para os óleos e farinhas, a FAO aponta para uma continuidade da expansão, estimulada pela maior oferta e impulsionado pela crescente procura dos países em desenvolvimento da Ásia, apesar do consumo poder crescer menos que o esperado, num contexto de preços internacionais firmes e uma grande disponibilidade de milho.
 
A produção de açúcar tem vindo a registar descidas, mas tudo indica que o comércio cresça com a subida da procura dos países importadores.
 
A FAO também publicou o seu índice mensal de preços dos alimentos, com uma média de 209,3 pontos em Abril de 2014, uma descida de 3,5 pontos, cerca de 1,6 por cento, em relação a Março, e 7,6 pontos, cerca de 3,5 por cento, abaixo de Abril de 2013. A queda registada em Abril passado foi causada, sobretudo, por uma forte descida nos preços dos lacticínios, tal como do açúcar e do óleo vegetal. Pelo contrário, os preços dos cereais e da carne mantiveram-se.
 
Fonte: Agrodigital

Falta de farinha de trigo obriga ao encerramento de várias padarias na Venezuela

09-05-2014 
 
Várias padarias na localidade venezuelana de Caripe, a leste de Caracas, voltam a estar fechadas devido à escassez de farinha de trigo para produzir pão, revelou a imprensa da região.
 
Segundo as rádios locais, ao longo da tarde de quinta-feira um pequeno número de padarias permanecia aberto, mas com longas filas de clientes à espera de poderem comprar pão, numa localidade que é muito conhecida por ser montanhosa e registar um alto consumo de trigo para a produção artesanal com fins turísticos.
 
Além das dificuldades para conseguir farinha de trigo os padeiros da localidade queixam-se de que a escassa matéria-prima que conseguem comprar tem um preço mais elevado em 370 por cento ao estipulado pelas autoridades.
 
Fonte: Diáriodigital; Lusa

AESA propõe redução de zinco nas rações

 07-05-2014 
 


 
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) propôs uma redução dos níveis máximos autorizados de zinco na alimentação de todas as espécies animais.
 
Estima-se que os novos níveis propostos reduzam em 20 por cento a quantidade de zinco lançado para o meio ambiente por excrementos. A redução recomendada no conteúdo máximo permitido de zinco na alimentação garante a segurança dos consumidores, a saúde e bem-estar animal e não afecta a produtividade dos animais.
 
Para completar a sua avaliação de risco, a AESA fez uma revisão da literatura relevante disponível, assim como os dados recebidos pelas autoridades dos países europeus e de todos os interessados.  
 
Fonte: Agrodigital

Alentejo produziu 71% do azeite português na última campanha


O Alentejo tem um peso determinante na produção de azeite em Portugal", sendo "a região mais importante em termos de volume"
O Alentejo tem um peso "determinante" na produção de azeite em Portugal e foi a região responsável pela maior parte (71%) das 90 mil toneladas produzidas no país na campanha olivícola de 2013/2014, foi hoje anunciado.

Na última campanha, "o Alentejo produziu 64 mil toneladas de azeite, o que representa 71% do volume de 90 mil toneladas produzido em Portugal", disse hoje à agência Lusa Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL).

Tendo em conta que uma tonelada de azeite virgem extra indiferenciado pode valer cerca de dois mil euros, as 64 mil toneladas produzidas no Alentejo poderão ter rendido "um volume de negócios estimado em 128 milhões de euros, considerando apenas a venda de azeite a granel e excluindo o valor acrescentado pelo embalamento e pela marca e toda a economia adjacente ligada a fatores de produção e serviços", admitiu.

Atualmente, "o Alentejo tem um peso determinante na produção de azeite em Portugal", sendo "a região mais importante em termos de volume", porque "é a que mais azeite produz, a que tem a maior área de olival plantado e a que tem o olival mais moderno e a maior proporção de olival intensivo e superintensivo, o que leva a maiores produções", disse.

Por outro lado, "o Alentejo, em termos de qualidade, assume uma importância capital no setor a nível nacional", frisou, lembrando que o Governo já reconheceu o "Azeite do Alentejo" como Indicação Geográfica (IG), a qual certifica "a origem e a qualidade" e é "determinante para a valorização e o reconhecimento no mercado da superior qualidade" dos azeites oriundos da região.

Henrique Herculano falava à Lusa a propósito do primeiro Congresso Nacional do Azeite - Azeite do Alentejo, que vai decorrer na sexta-feira, em Moura, integrado no programa da 13.ª OlivoMoura - Feira Nacional de Olivicultura.

O congresso, organizado pelo CEPAAL e pela Câmara de Moura, vai reunir agentes e profissionais ligados ao azeite para promover o estudo e o debate em torno do setor oleícola e pretende ser "o ponto de encontro da olivicultura em Portugal", explicou.

O primeiro congresso, que vai decorrer a partir das 09:30, no Cineteatro Caridade, inclui três painéis temáticos especializados e dedicados às políticas de qualidade, económicas e comerciais do setor.

A 13.ª OlivoMoura, que pretende promover o azeite, "um dos produtos de excelência" do concelho, integra-se no programa da tradicional Feira de Maio de Moura, a qual vai decorrer entre quinta-feira e domingo no Parque e Feiras e Exposições da cidade e inclui também o 3.º Salão de Caça de Pesca.

Na quinta-feira, às 20:30, no âmbito da OlivoMoura, o CEPAAL vai lançar a "Carta de Azeites do Alentejo", a qual "gostaria que fosse, a curto prazo, usual" no setor de hotelaria e restauração em Portugal, explicou Henrique Herculano.

A carta, constituída por seis azeites do Alentejo, "pretende criar o bom hábito de os restaurantes, tal como acontece com os vinhos, darem a escolher aos consumidores diferentes azeites do Alentejo para temperarem a comida que vão consumir", explicou.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Acordo para reforçar normas de biossegurança das importações de alimentação de porcos

08-05-2014 
 


 
No Comité Permanente da Cadeia Alimentar ficou decidido reforçar as normas de biossegurança das importações de subprodutos para utilização na alimentação dos porcos.
 
Uma das medidas a introduzir para assegurar a inactivação de possíveis coronavírus presentes nos mesmos subprodutos é a exigência de tratamento a 80 graus, o qual tem de ser seguido de um armazenamento durante seis semanas a temperaturas ambiente. A medida de tratamento térmico já faz parte da Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (APPCC) de muitas empresas.
 
Os especialistas comunitários estabeleceram a proibição de importar porcos dos países afectados. A semana passada, o Governo francês anunciou a sua intenção de proibir as importações de porcos, sêmen e subprodutos destinados à alimentação dos animais procedentes dos Estados Unidos, Canadá, México e do Japão.
 
Posteriormente decidiu esperar o resultado da reunião do Comité Permanente, o qual assinalou como satisfatório, pelo que não pensam tomar nenhuma medida unilateral. Também as autoridades dos Estados Unidos e do Canadá comprometeram-se a não exportar porcos vivos para a União Europeia até a realização de um reexame à situação a nível europeu e também até a próxima reunião da Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal, a decorrer em Paris, de 25 a 30 de Maio.
 
Fonte: Agrodigital

China aumenta reservas de carne de porco para estabilizar preços

09-05-2014 
 


 
A administração chinesa decidiu adquirir mais carne de porco congelada de forma a estabilizar os preços e reduzir as perdas dos produtores, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), órgão máximo de planeamento económico da China.
 
Esta medida, a segunda em dois meses, visa solucionar a flutuação cíclica do preço da carde de porco, segundo a CNDR, sendo semelhante a outra adoptada em Março, que demonstrou ser efectiva para estimular os preços da carne de proco, levando o seu valor médio a atingir 1,78 dólares o quilo a 30 de Abril e colocando um ponto final a 19 semanas de descidas.
 
Os preços dos alimentos supõem cerca de um terço do cálculo do índice de preços ao consumo, o máximo barómetro da inflação, sendo o preço da carne de porco um importante componente. O governo chinês espera que esta política de apoio assegure a produção de carne de porco a longo prazo, segundo a CNDR.
 
Fonte: Agrodigital