sexta-feira, 4 de julho de 2014

CNA defende que quebra no preço do leite se deve ao fim das quotas leiteiras


por Ana Rita Costa
1 de Julho - 2014
A indústria baixou o preço do leite à produção, em alguns casos "em mais de dois cêntimos o litro". A Confederação Nacional da Agricultura defende que esta quebra se deve ao fim das quotas leiteiras, já em 2015.

 
Em comunicado, a CNA "manifesta a sua oposição a este processo que penaliza os produtores de leite e que, em última análise, contribui para reduzir ainda mais o número de explorações leiteiras e a produção nacional de leite que já fica a 265 mil toneladas da quota nacional perante a UE (estamos a produzir muito abaixo da quota anual)."

A CNA sublinha ainda que "desde 2007, altura em que foi retificada a decisão de colocar termo às quotas leiteiras, já deverão ter desaparecido 6000 explorações, o que significa, durante os últimos cinco anos, uma redução de cerca de 50% das explorações leiteiras nacionais".

Reduzir desperdício alimentar pode vir a dar benefícios fiscais


por Ana Rita Costa
3 de Julho - 2014
Na primeira reunião da Comissão de Segurança Alimentar, criada em maio e composta por cerca de 13 entidades, o Governo apresentou uma proposta que tem como objetivo reduzir o desperdício alimentar. De acordo com o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, em declarações ao Público, a estratégia discutida pode vir a incluir a concessão de benefícios fiscais às empresas que cumpram este objetivo.

 
De acordo com o Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, 17% da comida produzida acaba desperdiçada, no lixo. A média da União Europeia é de 30% e nos Estados Unidos da América o problema é ainda mais alarmante, chegando aos 50%.

"O Governo deve ter uma proposta de compromisso ético entre diferentes associações e entidades. Consideramos que o desperdício alimentar deve ser visto de forma integradora desde a produção até ao consumidor", refere o secretário de Estado ao Público.

Para já, a estratégia inclui seis áreas de intervenção: a aposta nos mercados de proximidade, a utilização por parte da indústria transformadora do excesso de produção agrícola, maior escoamento de produto, incentivos ao consumo de produtos locais e de época ou a sensibilização ao consumidor.

Outra solução proposta pela comissão passa por incentivar o consumo de produtos não normalizados, normalmente produzidos por pequenos agricultores, e incentivar "a preferência das escolas públicas por produtos de economia local", defende Nuno Vieira e Brito.

A estratégia para travar o desperdício alimentar deverá ser concluída em setembro, data em que se realiza a próxima reunião da Comissão de Segurança Alimentar.

Ministério da Agricultura diz que «pausa» no PRODER não compromete investimento

ONTEM às 17:300


O Ministério da Agricultura garantiu hoje a continuidade do investimento agrícola, após a suspensão de novas candidaturas ao PRODER, assegurando que os projetos poderão ser entregues já no próximo Programa de Desenvolvimento Rural ou numa nova medida de transição.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, o ministério explica a «pausa» com a necessidade de fazer um ponto de situação das cerca de 10 mil candidaturas entradas ao abrigo do regime de transição do PRODER, que deram origem a 1.300 projetos já aprovados.
«(...) Para aprovar candidaturas no novo PDR 2020 [o programa que sucede ao PRODER] todas estas 10 mil candidaturas terão de estar analisadas e decididas», justifica o secretário de Estado da Agricultura no mesmo comunicado.
Diário Digital / Lusa

União Europeia apoia projetos em Angola com 210ME nos próximos sete anos


A União Europeia prevê apoiar com cerca de 210 milhões de euros (ME) projetos de desenvolvimento em Angola, nos próximos sete anos, segundo informação confirmada hoje à agência Lusa por fonte da delegação europeia em Luanda.
Estas verbas inserem-se na nova programação de fundos comunitários, que vai vigorar até 2020, e abrangem essencialmente três grandes áreas de intervenção para projetos em Angola, indicou a mesma fonte.
Cerca de metade deste apoio financeiro europeu destina-se a projetos de Desenvolvimento Rural e Agricultura Sustentável, a realizar no país ao longo dos próximos sete anos.
Diário Digital / Lusa

África: Produtores de tabaco exigem inclusão nos debates da OMS


África: Produtores de tabaco exigem inclusão nos debates da OMS

Produtores africanos de tabaco exigiram hoje participar nos debates preparatórios sobre políticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a indústria tabaqueira, que serão objeto de uma reunião internacional em outubro.
A reunião é a denominada Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde -- COP6 e vai decorrer entre 13 e 18 de outubro na Rússia.

O presidente da Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA, sigla em inglês), François van der Merwe, afirmou que os produtores de tabaco do Zimbabué, do Maláui, da Zâmbia, do Quénia e da África do Sul «estão alarmados» com o facto de as recomendações para o setor, propostas para a próxima conferência sobre o tabaco, «penalizarem os produtores».
«As pessoas que definem estas políticas estão completamente alheadas da realidade e não conseguem reconhecer o contributo económico positivo da produção de tabaco em África», disse François van der Merwe, no final de um encontro que decorreu hoje na capital zimbabueana, Harare.
O responsável considerou que o tabaco «é uma cultura de elevado valor comercial e bastante adequada à agricultura de pequena escala, tendo mudado para melhor a vida de muitos agricultores africanos», pelo que os produtores exigem a sua inclusão nos debates das políticas do setor.
O presidente da Associação de Tabaco do Zimbabué, Gavin Foster, afirmou, no entanto, que boa parte do tabaco produzido em África é exportado, por isso «é natural que os produtores estejam preocupados com as iniciativas no âmbito da Convenção-Quadro para o Controlo do Tabaco, que vão no sentido de alterar a forma como o tabaco é tratado no sistema do comércio internacional».
«Se forem aprovadas, estas alterações impedirão os países produtores de tabaco, como o Zimbabué, de defender e beneficiar legitimamente dessas exportações», acrescentou Gavin Foster citado num comunicado da ITGA enviado à Lusa.
Mas François van der Merwe acusou a contraparte no debate de «não ter dado a palavra» aos produtores de tabaco para «exprimirem os seus pontos de vista», nem sequer lhes dar «oportunidade para abordar diretamente as partes que pretendem implementar estas medidas punitivas».
A última Convenção Quadro para o Controle do Tabaco adotou medidas que os produtores consideram penalizadoras por permitirem o desenvolvimento de alternativas ao cultivo do tabaco, com consequente substituição gradual dessa atividade agrícola.
Outras das decisões da OMS visa à proteção do meio ambiente e à saúde das pessoas envolvidas com o cultivo do tabaco, por a agência da ONU considerar que a atividade agrícola envolve o manuseio de pesticidas e contato direto com a folha do tabaco verde, potenciais fatores de risco à saúde dos agricultores.
«Pedimos aos governos e a órgãos representativos, como as Nações Unidas, que encetem connosco um diálogo construtivo em vez de nos deixarem de fora», afirmou François van der Merwe no final do encontro.
Diário Digital com Lusa

Federação dos agricultores alentejanos receia perda de competitividade do sector

Em carta enviada à Ministra da Agricultura sobre a suspensão dos projectos ProDeR


A Direcção da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, FAABA, reage com surpresa e apreensão ao anúncio de suspensão de novos pedidos de apoio ao PRODER e afirma que esta decisão é altamente lesiva para os agricultores com projectos em preparação ou em início de execução.

Em carta enviada à Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, os representantes da FAABA acrescentam que a decisão de suspensão de novos pedidos de apoio ao PRODER, tomada sem aviso prévio, "vai ao arrepio das expectativas do sector" e, entre outras consequências, "recupera os piores receios relativos a uma transição conturbada para o PDR 2020, com todos os prejuízos daí decorrentes".

A FAABA destaca a importância do regime de transição, instituído pelo Ministério da Agricultura em Fevereiro último, "como um sinal da tutela no sentido da continuidade do enorme esforço de investimento levado a cabo pelos agricultores, ao longo dos últimos anos. A própria forma como foi anunciada, em 7 de Fevereiro de 2014, levou também a que o sector a encarasse como destinada a durar até à aprovação e entrada em vigor do novo PDR 2020".

Os responsáveis da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo prosseguem que, "a este sinal, o sector respondeu – como sempre tem respondido – com entusiasmo, ao ponto de, no passado dia 4 de Junho, ter sido anunciado pela Autoridade de Gestão do PRODER, que o resultado deste regime se cifrava já em mais de 1100 projectos aprovados e num volume de investimento total de 140 milhões de euros".

Os responsáveis da FAABA concluem que "a instituição deste regime de transição contribuiu também para afastar o espectro de um período longo, descoordenado e confuso, como foi o que marcou a transição entre o programa AGRO e o PRODER e criou condições de confiança que permitiram alcançar os resultados mencionados".

Na missiva enviada à Ministra da Agricultura, os representantes da FAABA pedem a reavaliação da decisão agora tomada, de modo a que seja equacionada a sua reversão, "a bem da estruturação e da competitividade do sector agrícola português".

Recordamos que o anúncio, que suspende a possibilidade de submissão de novos projectos de investimento ao PRODER, foi divulgado através da comunicação social com efeitos desde o dia 30 de Junho último.

Fonte:  FAABA

Armazenamento de água em Junho desce em 11 bacias hidrográficas


A quantidade de água armazenada nas bacias hidrográficas de Portugal continental voltou a descer em 11 delas no mês de Junho, subindo apenas em uma, segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

De acordo com o Boletim de Armazenamento de Albufeiras do SNIRH, das 58 albufeiras monitorizadas, 34 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e uma tem disponibilidade inferior a 40% do volume total.

De acordo com os dados, em Junho voltou a verificar-se no último dia do mês de Junho, comparativamente ao mês anterior, uma diminuição do volume de água em onze bacias hidrográficas e uma descida em uma.

Os armazenamentos de Junho de 2014 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de Junho (1990/91 a 2012/13), excepto para a bacia do Lima.

Os níveis mais elevados de Junho de 2014 ocorreram nas bacias de Guadiana (93,8%), Oeste e Mondego (89,8%), Mira (88,4%), Tejo (81,3), Barlavento (80,5%), Arade e Cávado (75,7%), Douro (72,9%), Lima (72,3%), Sado (71,5%) e Ave (70,7%).

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

Fonte:  Lusa

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Feira do Alvarinho em Monção lança petição para exigir exclusividade do vinho


A feira do Alvarinho de Monção, que arranca esta semana, vai lançar uma petição contra o alargamento da denominação exclusiva deste vinha a toda a região dos verdes, anunciou ontem à Lusa o presidente da Câmara.

"Vai decorrer durante a feira uma petição intitulada "Pela defesa da exclusividade do vinho verde Alvarinho na sub-região de Monção e Melgaço. Espero que seja assinada por muitos milhares de pessoas para depois ser entregue à senhora Ministra da Agricultura e do Mar", adiantou Augusto Domingues.

A feira do Alvarinho de Monção, hoje apresentada publicamente, vai decorrer de 04 a 06 e contar com a participação de uma centena de expositores, entre eles 25 produtores e engarrafadores de Alvarinho.

Augusto Domingues mostrou-se confiante no sucesso da recolha de assinaturas durante feira do Alvarinho de Monção "por onde passam todos aos anos cerca de 50 mil pessoas".

"Se destes milhares de pessoas houver uma percentagem razoável que subscreva a petição obviamente que vai dar força à nossa luta na preservar da exclusividade da produção" afirmou.

Face à aprovação, na semana passada, pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) de uma proposta de alargamento da produção da "Casta Alvarinho" a todos os concelhos que a integram o socialista de Monção considerou que a feira do concelho "não podia ser mais oportuna". "Vai servir para darmos um grito de alerta em defesa do que é nosso e para que a excelência criada não passe para outros lados", afirmou.

Lembrou que se trata de um vinho característico da sub-região de Monção e Melgaço e avisou que a "massificação" da produção noutras regiões aparecerão no mercado "zurrapas que só terão o nome Alvarinho".

"Nós temos o clima, o solo e o conhecimento ancestral. Quando se abre uma garrafa do nosso Alvarinho a qualidade está garantida. Tudo isto nos leva a lutar para que não se modifique o diploma que criou esta exclusividade em 1972", sustentou.

Esta é a 17ª edição do certame que acontece sempre em Julho. Melgaço também organiza um evento idêntico. A 25ª edição ocorreu em Abril passado.

Segundo números de 2013 da Associação de Produtores Alvarinho, a actividade reúne 60 empresas desta sub-região demarcada centenária (Monção e Melgaço), onde são produzidos seis milhões de quilogramas daquela uva, anualmente.

A selecção "das melhores" dá origem a mais de 1,5 milhões de garrafas de vinho alvarinho e representa um volume de negócios da cerca de 25 milhões de euros.

A exportação representa 10% do total das vendas anuais do vinho alvarinho, sobretudo para mercados da América do Norte e norte da Europa, além de outros países com forte presença de emigrantes portugueses, como a França.

Trata-se também da casta cuja uva "mais rende ao produtor", com excepção da utilizada para o vinho do Porto, chegando a valer 1,10 euros por cada quilo. É por isso a "matéria-prima mais cara" do país, garantem os produtores.

Fonte:  Lusa

PortugalFoods vence prémio europeu



A PortugalFoods alcançou a distinção máxima no âmbito da categoria de Apoio à Internacionalização das Empresas dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial deste ano, com o seu projecto "Love at First Bite".

O projecto da PortugalFoods, que contou com o apoio do Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar Nuno Vieira e Brito, centrou-se na preparação e organização de 21 acções de internacionalização, que decorreram entre Janeiro de 2012 e Dezembro de 2013, e nas quais participaram 105 empresas. As presentes acções contribuíram para o aumento das exportações do sector.

Na candidatura do projecto "Love at First Bite" aos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, foi apresentada, como estudo de caso, a acção promocional nas lojas da cadeia de distribuição do grupo Mercacenter, em Andorra, organizada pela PortugalFoods em Outubro de 2013, e na qual estiveram à venda mais de 300 produtos nacionais, de 23 empresas, com um balanço muito positivo de vendas – 80 toneladas de produtos e cerca de 10 mil litros de vinho e cerveja.

Amândio Santos, presidente do conselho de administração da PortugalFoods, sublinhou que "é, para a PortugalFoods, uma honra receber este prémio", uma vez que "reforça o nosso compromisso com as empresas do sector agroalimentar e focaliza o nosso trabalho no apoio à inovação e à internacionalização. Queremos continuar a fortalecer a nossa rede de trabalho com parcerias sólidas, em Portugal e no estrangeiro".

Os Prémios Europeus de Promoção Empresarial são uma iniciativa da Comissão Europeia, dinamizada pela Direcção-Geral da Empresa e Indústria, em parceria com entidades nacionais de coordenação em cada Estado-Membro, e foram anunciados na passada quarta-feira, numa cerimónia que teve lugar no Salão Nobre do IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, em Lisboa.

Fonte:  Mediagate

Cliente descobre cocaína nas bananas do Lidl

Polícia Judiciária recuperou 237 quilos de cocaína em sete supermercados do Norte

03/07/2014 | 09:02 |  Dinheiro Vivo
Droga saiu da Colômbia no fundo de caixas de bananas e era para ficar toda em Espanha. Por falha dos traficantes, uma palete chegou ao mercado português.
Seja qual for a promoção da semana nos supermercados Lidl para a banana, nunca um quilo desta fruta foi tão valioso como na terça-feira, dia em que a Polícia Judiciária do Porto foi alertada para o facto de as caixas de banana conterem, no fundo, cocaína.
Um cliente de um supermercado de Valença, no Minho, alertou a PJ para a situação. A droga foi descoberta quando procurava, no fundo de uma caixa, as bananas mais verdes e viu um dos pacotes. Imediatamente, a Judiciária deslocou uma série de inspetores para supermercados Lidl no Porto, Famalicão, Valongo, Amarante, Valença, Marco de Canaveses e Arrifana para apreenderem dezenas de caixas de bananas.
No conjunto, foram apreendidos 237 quilos de cocaína com o valor estimado de 135 mil euros (considerando o valor de 50 euros por grama desta droga), segundo contas feitas pelo DN.

Mais de 10 mil candidaturas submetidas no ProDeR em regime de transição



O regime de transição entre quadros conseguido por Portugal no âmbito das negociações da PAC 2014-2020 possibilitou já a submissão de cerca de 10 mil candidaturas. Chegou agora o momento de se fazer um ponto de situação das candidaturas já entradas, avaliar a resposta necessária para assegurar a análise e decisão destas candidaturas, etapa essencial para permitir abrir as mesmas medidas já no PDR 2020.

Recorde-se que, em Fevereiro de 2013, o PRODER esgotou as verbas e, embora tenha continuado a receber candidaturas, as perspetivas de aprovação das mesmas era diminuta, assentando apenas em eventuais libertações de verba. A partir de Janeiro de 2014, com a aprovação do regime de transição no âmbito das negociações da PAC, abriu-se uma possibilidade que nunca existiu no passado, a de continuar a financiar candidaturas ao PRODER já com o orçamento do novo PDR.

Segundo José Diogo Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura: "Para proceder a um processo global de análise do elevado número de candidaturas submetidas neste regime de transição, é importante fazer uma pausa nestas medidas e fazer um ponto de situação. Até porque para aprovar candidaturas no novo PDR 2020 todas estas 10 mil candidaturas terão de estar analisadas e decididas. O regime de transição tem sido muito útil e permite inverter a situação de início do PRODER, em que nos primeiros anos não existiu aprovação de candidaturas. Mas permite sobretudo esta continuidade no investimento até à abertura do PDR 2020. Todos os projetos que não tenham entrado agora poderão ser entregues já no próximo Programa ou numa nova abertura da medida de transição. Os pontos de situação fazem parte da gestão das medidas abertas em contínuo."

Estando numa fase de mudança de quadros, a gestão deste regime excepcional, impõe uma adequada conciliação entre várias acções: primeiro, continuar o ritmo de execução do PRODER que está neste momento nos 84%; segundo, análise e decisão das candidaturas do regime de transição; terceiro, início do novo PDR 2020, que só poderá ser aberto a partir do momento em que as candidaturas do regime de transição estejam decididas.

A pé ou em tractores, viticultores protestaram contra extinção da Casa do Douro

Viticultores protestaram hoje, na Régua, contra a "privatização" que vai levar "à extinção" da Casa do Douro (CD), reivindicando mais competências para o organismo que dizem ser o defensor dos pequenos e médios produtores da região demarcada.

Os sinos instalados num tractor encabeçavam o protesto que juntou alguns veículos, agrícolas, automóveis, carrinhas e viticultores que seguiam a pé, empunhando cartazes onde se podia ler "O Governo e as exportadoras estão a matar a CD", "Não ao roubo do nosso património" ou a "A CD é nossa".

Esta foi mesmo a frase que mais se ouviu esta manhã nas ruas da Régua. Os manifestaram acabaram por se concentrar em frente à sede da instituição duriense, onde se juntaram também alguns autarcas da mais antiga região demarcada do mundo, bem como funcionários da CD que possuem vários meses de salários em atraso.

"Sem CD não há lei. As grandes casas exportadoras pagam-nos as uvas e o vinho pelo preço que querem", afirmou Margarida Mendes, agricultores da Galafura.

Margarida veio até à Régua acompanhada por mais três primas. Todas elas viticultoras, todas elas com as mãos manchadas pelo trabalho na vinha e descontentes com a quebra de rendimentos que dizem ter sentido nos últimos anos.

Maria Gonçalves Lebres disse que já vendeu o "vinho tratado" por 1.150 euros a pipa e que, este ano, o preço baixou para os 800 euros.

"Estamos a perder dinheiro todos os anos. O que recebemos já não chega para pagar o que gastamos na vinha", frisou.

Esta produtora disse ter vindo à manifestação de hoje para zelar pelos interesses dos lavradores e pela manutenção de uma CD pública e ao serviço dos pequenos e médios viticultores da região.

Mas Maria Gonçalves Lebres vai mais longe e diz que, dentro da CD, é também preciso fazer mudanças e, por isso, defendeu a realização "em breve de eleições" nesta instituição, que é presidida por Manuel António Santos.

Outra prima, Maria Augusta Lebres, garante que a CD ainda se justifica, embora admita que praticamente já não tem poderes e que raramente entre lá para resolver problemas relacionados com a vinha.

António Pinto, que segurava ao peito um cartaz onde se lia "A CD é nossa", quer que a instituição volte a ter as competências de antigamente, em que regulava os preços dos vinhos e retirava o vinho excedente aos produtores.

Os viticultores dizem "não" à alteração estatutária proposta pelo Governo, que extingue o actual estatuto de associação pública e de inscrição obrigatória e cria uma associação de direito privado. Esta alteração legislativa vai ser votada a 10 de Julho na Assembleia da República.

O plano governamental para resolver o problema da dívida de 160 milhões de euros da CD inclui ainda um acordo de dação em cumprimento, através do qual o Estado aceita o pagamento da dívida de 160 milhões de euros através da entrega de vinho por parte da organização.

O social-democrata Nuno Gonçalves, presidente da Câmara da Régua, fez questão de se juntar à manifestação para demonstrar a sua "absoluta solidariedade" com os viticultores.

Para o autarca, "é inadmissível" que se esteja a juntar o problema da dívida da CD com a alteração legislativa, considerando que a proposta do Governo "é muito negativa" para o Douro e os lavradores durienses.

Por sua vez, Alberto Pereira, presidente da Câmara de Mesão Frio (PS), salientou que é obrigação dos autarcas estar hoje "ao lado dos agricultores" e referiu que a instituição duriense "tem que ter saúde e estar bem organizada" para desempenhar o papel de defesa da lavoura.

Os viticultores garantem ainda que, a 10 de Julho, vão, de novo, marcar presença em Lisboa para defender a CD.

Fonte:  Lusa

Suspensão do Regime de Transição do ProDeR. Afinal, em que é que ficamos?

Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente



Lamentavelmente, e sem qualquer tipo de aviso prévio, foi ontem anunciada, já fora de horas, a suspensão do Regime de Transição do PRODER, colocando centenas de empresas dos sectores agrícola e florestal em estado de choque.

Quem conhece os procedimentos a que estão sujeitos estes projetos de investimento, sabe bem que o trabalho inerente à sua realização começa muito antes da entrega do Pedido de Apoio, com a elaboração do próprio projeto e dos planos e estudos muitas vezes exigidos, pelo que a ANEFA considera que esta decisão a ser tomada, requeria no mínimo a existência de um prazo limite para a apresentação das candidaturas em elaboração, evitando lesar beneficiários, projetistas e todos os comerciantes de equipamentos associados aos projetos agrícolas e florestais. Estamos a falar de centenas de projetos que estão atualmente em curso.

Foi comunicado pelo Governo, no início de 2014, que os projetos de investimento iriam continuar a ser analisados ao abrigo de um Regime de Transição, com a "possibilidade de financiar com o orçamento do novo PDR as candidaturas aprovadas no ProDeR ao longo de 2014, no limite até à aprovação do novo PDR por Bruxelas."

Esta nova condição, encarada pela Tutela como "a melhor forma de corresponder à dinâmica de investimento que o sector tem vindo a manifestar, assegurando que o acesso ao financiamento se continuará a processar de forma adequada, eficaz e com estabilidade, sem hiatos nem sobressaltos", foi uma vitória amplamente anunciada pelo atual Governo, e merecedora do apoio de todos os agentes do sector.

As expectativas estavam criadas. Todos os agentes louvaram esta "iniciativa sem precedentes" e também eles se empenharam no bom desenvolvimento do Programa, divulgando este Regime de Transição e incentivando os beneficiários para esta oportunidade única para o investimento no Mundo Rural.

O próprio comunicado que anuncia a suspensão refere que "As disposições da regulamentação comunitária relativas à transição visavam assegurar condições que permitissem evitar hiatos e perturbações na implementação dos instrumentos de apoio ao desenvolvimento rural." Maior perturbação ou hiato do que a alteração das regras sem aviso prévio seria difícil!!!!!

Face a esta ruptura abrupta de apoio ao investimento, a ANEFA dirigiu já uma carta à Srª Ministra da Agricultura e do Mar, questionando a decisão, e apelando ao apoio efetivo à Agricultura e Floresta, como tem sido desígnio do seu Ministério, e como foi aliás reforçado no âmbito da Conferência "Política Agrícola Comum 2014-2020", que se realizou no passado dia 9 de Junho em Santarém.

É a credibilidade de todos que está em causa, após o esforço realizado, podendo conduzir novamente a uma situação de descrédito quanto à futura utilização de apoios comunitários, deitando assim por terra todo o trabalho realizado nos últimos anos.

Lisboa, 1 de Julho de 2014

Vários cavalos ficam feridos depois de ato de vandalismo, em Cascais


O Centro Equestre da Quinta da Marinha, em Cascais, foi alvo de um ato de vandalismo, na passada madrugada. Um grupo de pessoas soltou 18 cavalos de várias escolas o que fez com que muitos cavalos ficassem desorientados e acabassem feridos com gravidade. Os proprietários da escolas de equitação já apresentaram queixa na PSP de Cascais.

História, cultura, gastronomia: O mundo do azeite à nossa mesa!



A Bienal do Azeite 2014 arranca no dia 4 de Julho, em Castelo Branco, na Devesa, estando a
inauguração oficial marcada para as 18h30 com a presença do Secretário de Estado da
Alimentação e de Investigação Agro-alimentar, Dr. Nuno Vieira Brito.
Nos dias 4, 5 e 6 de Julho, Castelo Branco volta a acolher a Bienal do Azeite, evento de carácter nacional que envolve todas a regiões produtoras de azeite de Portugal e demais intervenientes da fileira, tendo como principal objectivo a promoção e divulgação da azeitona, azeite e produtos associados.

Pretendendo distinguir-se enquanto plataforma de observação e discussão sobre a fileira do azeite, produto que revela tamanha importância no panorama histórico e social de Portugal, e num momento em que Portugal atingiu a maior produção de azeite dos últimos 50 anos, cerca de 91.500 toneladas, que tornam Portugal auto-suficiente em azeite, facto que não ocorria já desde a década de 60, este momento de encontro e debate reveste-se de uma maior importância.

Esta IV edição tem como tema central a azeitona de mesa, produto que teve uma produção de 11,9 mil toneladas na última campanha, o que representa 2% da produção na União Europeia, e um consumo de 7 mil toneladas. Para melhor analisar os contornos deste produto, a Bienal do Azeite 2014 acolherá, no dia 4 de Julho, uma conferência dedicada ao tema «Azeitona de Mesa em Portugal: Potencialidades e Perspectivas». Este será um espaço de debate que, além de abordar o sector em Portugal, contará com a participação da Asociación de Exportadores e Industriales de Aceituna de Mesa (Espanha).

Ao longo destes três dias, a Bienal do Azeite será feita do encontro de espaços que se entrelaçam — Mundo do Azeite, onde se encontram os saberes e sabores que caracterizam este «ouro líquido», Espaço Sabores da Beira Baixa, onde as iguarias gastronómicas ganham destaque, Espaço Artes e Ofícios da Beira Baixa, dedicado ao artesanato, e o Palco, espaço dedicado à música, com especial destaque para o concerto dos Xutos e Pontapés, no dia 5 de Julho, na Devesa.

A 4.ª edição da Bienal do Azeite atinge o recorde de expositores, com a presença de mais de
160 expositores, aguardando por mais de 60 mil visitantes. A organização do evento está a
cargo da Câmara Municipal de Castelo Branco, em parceria com a Associação Portuguesa 
de Produtores de Azeite da Beira Interior, a Confraria do Azeite e a Casa do Azeite.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Baixa do preço do leite na produção também é reflexo do processo para acabar com as quotas leiteiras


CNA opõe-se a estas medidas ! 

A indústria baixou uma vez mais o preço do Leite à Produção, nalguns casos em mais de 2 cêntimos o litro e prepara-se para baixar ainda mais.

CNA manifesta a sua oposição a este processo que penaliza os Produtores de Leite e que, em última análise, contribui para reduzir ainda mais o número de Explorações Leiteiras e a Produção Nacional de Leite que já fica a 265 mil toneladas da quota nacional perante a UE (estamos a produzir muito abaixo da quota anual…).

Além do mais, esta nova baixa do preço do Leite na Produção, ocorre num contexto em que aumentam os custos com Rações de entre outros Factores de Produção que continuam a preços especulativos.

FIM DAS QUOTAS LEITEIRAS FAZ AUMENTAR AS IMPORTAÇÕES E REDUZ A PRODUÇÃO NACIONAL

 A situação da Produção Nacional Leiteira (e da própria Indústria) está já a ser afectada – negativamente – pelo fim das Quotas Leiteiras previsto para 2015.

 Desde 2007, altura em que foi rectificada a decisão de colocar termo às quotas leiteiras, já deverão ter desaparecido 6000 explorações, o que significa, durante os últimos cinco anos, uma redução de cerca de 50% das explorações leiteiras nacionais.

CNA sempre se opôs ao fim das quotas leiteiras – previsto para 2015 -  perante sucessivos governos e governantes, e as más consequências estão à vista com as baixas do preço do Leite na Produção e com redução da Produção Leiteira Nacional e do número de Produtores de Leite.

MINISTRA DA AGRICULTURA E GOVERNO ASSINARAM, EM BRUXELAS, O FIM DAS QUOTAS LEITEIRAS

E agora vêm para cá "recomendar" aos Produtores providências, tipo panaceias.

Apesar de tímidas hesitações, para consumo interno, o facto é que a Ministra da Agricultura e o Governo assinaram o fim das quotas leiteiras perante Bruxelas.  Agora, querem sacudir a água do capote naquilo que diz respeito às más consequências dessa sua opção política…

 Assim, Ministra da Agricultura e Governo aparecem agora a recomendar aos Produtores que, estes, encontrem "alternativas" do tipo criação dos chamados "interprofissionais" para celebrar "contratos" directos entre os Produtores e os Compradores (Indústria).

AGRAVA-SE  A  SITUAÇÃO  DA  PECUÁRIA  NACIONAL

CNA  RECLAMA  AO  GOVERNO  MEDIDAS  EFICAZES !

A  Ministra da Agricultura e o Governo, concordaram e assinaram, em Bruxelas, acordos desastrosos, tipo fim das Quotas Leiteiras e, depois, vêm dar "conselhos" aos Agricultores e tentar responsabilizá-los pelos problemas provocados pelas más políticas agro-rurais que aprovaram e teimam em aplicar-nos.

Ao mesmo tempo, o governo não toma medidas eficazes para o aumento da Produção Nacional de Componentes para Rações - cujo preço continua a aumentar – e também de Cereais, factores de produção em que o nosso País está extremamente dependente do estrangeiro.

Coimbra, 30 de Junho de 2014 

A Direcção da  CNA

Época mais crítica dos fogos começa hoje com mais bombeiros e meios aéreos

A época mais crítica em incêndios florestais começa hoje e o dispositivo de combate é reforçado este ano com mais 250 bombeiros e quatro meios aéreos em relação a 2013.

Durante a fase "Charlie" de combate a incêndios florestais, que decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro, vão estar operacionais 2.220 equipas das diferentes forças envolvidas, 9.697 elementos, 2.027 veículos e 49 meios aéreos, além dos 237 postos de vigia da responsabilidade da GNR, segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

O dispositivo de combate a incêndios florestais terá este ano um custo de 85 milhões de euros, mais 14 milhões de euros do que em 2013.

As corporações de bombeiros foram também reforçadas com 2.600 rádios SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), além de terem sido beneficiadas com aumentos nas comparticipações do combustível e nos veículos perdidos em combate.

Os operacionais que vão estar no terreno receberam um guia de bolso, no qual constam as informações básicas de segurança.

O Ministério da Administração Interna e a Autoridade Nacional de Protecção Civil já afirmaram, várias vezes, que o principal objectivo durante a época de fogos é a segurança" dos elementos envolvidos no combate e só depois a área ardida.

Em 2013, os incêndios florestais provocaram nove mortos, oito bombeiros e um autarca, e consumiram mais de 145 mil hectares, a maior área ardida dos últimos oito anos.

Devido a estas consequências, a apólice dos seguros que cobre a actividade dos bombeiros vai ser reforçada este Verão, com aumentos de 11% das indemnizações em caso de morte ou invalidez e 400% em tratamentos, além do aumento de acções de formação e treino operacional. Cerca de 5.000 operacionais receberam formação.

A fase "Charlie" de combate a incêndios florestais sucede à "Bravo", que termina esta segunda-feira, e mobilizou, desde 15 de Maio, 5.175 operacionais, 1.251 meios terrestres e 34 meios aéreos.

O relatório provisório de incêndios florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que, entre 1 de Janeiro e 15 de Junho, registaram-se 2.713 ocorrências de fogo, mais 389 do que no mesmo período de 2013, que resultaram em 4.424 hectares de área ardida, um aumento de 48% em relação ao ano passado.

Os distritos com maior área ardida este ano são a Guarda (871 hectares), Viana do Castelo (811 hectares) e Braga (645 hectares), enquanto o maior número de ocorrências registou-se no distrito do Porto (539), seguido de Braga (314) e Vila Real (273).

Maio foi o mês com maior número de incêndios, com 1.150 fogos, que provocaram 1.489 hectares de área ardida.

O relatório adianta ainda que se registaram cinco grandes incêndios este ano, que consumiram 1.105 hectares de espaços florestais, 25 por cento do total da área ardida até 15 de Junho.

O maior incêndio deste ano ocorreu no dia 15 de Junho em Portimão, distrito de Faro, e consumiu cerca de 384 hectares de floresta.

Fonte:  Lusa

Finlândia ajuda pequenos agricultores do centro de Moçambique com 8 ME

O Governo da Finlândia vai desembolsar oito milhões de euros para ajudar mais de 14 mil pequenos produtores agrícolas a aumentarem a produção nas províncias de Sofala e Zambézia, centro de Moçambique, anunciou a embaixada finlandesa em Maputo.

Em comunicado de imprensa enviado à Lusa, a embaixada finlandesa indica que a ajuda será canalizada através da Organização Não-Governamental moçambicana Ajuda de Povo para Povo (ADPP), no âmbito de um acordo assinado para o efeito.

"Esta intervenção tem como objectivo dotar os membros das associações, particularmente as mulheres, com as ferramentas necessárias para aumentarem a produção e a produtividade das suas ´machambas` (campos agrícolas) e, desta maneira, melhorar a sua segurança alimentar e ainda conseguir rendimentos", disse a embaixadora da Finlândia em Maputo, Seija Toro, citada no comunicado. 

Com a verba, serão criadas mais de 300 associações de pequenos produtores, que vão implementar os projectos de capacitação de mais de 14 mil associados, dos distritos de Namacurra e de Nicoadala, província da Zambézia, e nos distritos de Maringue e de Caia, na província de Sofala, adianta a nota de imprensa.

 De acordo com o comunicado, a Finlândia orçamentou uma ajuda financeira de cerca de 30 milhões de dólares para o Orçamento Geral do Estado (OGE) para os setores de educação e governação de Moçambique.

Fonte:  Lusa

Casa do Douro deve mais de 160 milhões de euros


A Casa do Douro tem dívidas acumuladas de 162 milhões de euros, sobretudo ao Estado, mas também a trabalhadores e fornecedores, disse hoje a ministra da Agricultura, que traçou no parlamento um retrato da situação financeira da instituição.

De acordo com a ministra, que hoje apresentou a proposta do Governo para resolver a actual situação da Casa do Douro, a instituição acumula actualmente "0,8 milhões de euros (ME) de dívidas a trabalhadores, 1,2 (ME) de dívidas a fornecedores, 160 ME de dívidas ao Estado e a entidades públicas".

Além destas dívidas, de acordo com Assunção Cristas, estão em curso 26 processos judiciais e 90% dos bens da Casa do Douro estão penhorados.

A ministra considerou ainda que "a Casa do Douro foi tendo também um problema de falta de reconhecimento e de representatividade do sector".

"Só 15% dos viticultores pagam quotas à Casa do Douro, há uma falta sistemática de quórum que impede a realização do Conselho Regional no tempo oportuno, há uma não-realização de eleições, tal como previsto estatutariamente, e há contas que não estão aprovadas há mais de cinco anos", destacou a ministra, considerando que "há claramente um desgaste do modelo e que os vitivinicultores durienses na sua maioria deixaram de se rever no modelo vigente".

Na proposta do Governo para desbloquear esta situação, hoje discutida no plenário da Assembleia da República, é proposto "um acordo de dação em cumprimento com a Casa do Douro em que o Estado aceita ressarcir-se das suas dívidas contra a entrega do vinho".

Isto "ainda permite à Casa do Douro ter uma liquidez de 1,8 milhões de euros, o que fará com que possa cumprir os compromissos com os trabalhadores a quem deve salário há longos meses e pagar as suas dívidas aos fornecedores", declarou a ministra.

A proposta do Governo prevê também que a Casa do Douro passe a ser uma associação de direito privado, sucedendo à Casa do Douro no seu património, e a existência de regras sobre a venda do vinho "que permitam alcançar o máximo encaixe sem perturbar o mercado".

A proposta do Governo, hoje discutida no plenário, baixou à comissão da Agricultura.

Fonte:  Lusa

UE: A nova identidade visual do Conselho



Pela primeira vez, o co-branding da Presidência com o Conselho da UE


O novo logótipo da "família" do Conselho

A partir de 1 de Julho de 2014, o Conselho Europeu, o Conselho da UE, a Cimeira do euro, o Eurogrupo e o Secretariado-Geral do Conselho (SGC) têm um novo logótipo.

O logo foi escolhido por sua simplicidade e pelo seu simbolismo. Ele combina a bandeira europeia com um design inspirado no novo edifício "Europa", que será a sede do Conselho da UE e do Conselho Europeu em 2016, e está em linha com as abordagens arquitectónicas das identidades visuais das outras principais instituições da UE.

 A nova identidade visual reflecte melhor a situação institucional e inclui todas as entidades a que o SGC presta assistência. Permite  também superar os problemas técnicos da crescente identidade visual devido ao facto de que a placa gráfica actual é anterior a muitas aplicações digitais e o tipo de letra usado não existe em todas as línguas da UE.

A nova identidade visual será aplicada a todo a "Família do Conselho", ou seja, ao Conselho Europeu e ao seu Presidente, à Cimeira da zona euro e ao seu Presidente, ao Conselho e a Presidência (com disposições específicas para o co-branding, concertada com a presidência), ao Eurogrupo e ao seu Presidente, bem como ao SGC, como instituição de de apoio.



O SGC tem trabalhado em estreita colaboração com as próximas Presidências do Conselho, começando com a Presidência italiana que será a primeira a associar o seu logótipo com o do Conselho. Esta abordagem permitirá que as Presidências e o Conselho como um todo possam beneficiar de um maior reconhecimento, ao estarem associados de uma forma sistemática. A nova identidade visual será introduzida progressivamente a partir de 1 Julho de 2014.

Fonte:  Conselho UE

Criadores de cavalos satisfeitos com hipótese de lançamento de hipódromos para apostas


Publicado a 30 JUN 14 às 11:40
Segundo a Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, este negócio beneficiaria a construção civil, a agricultura para a alimentação de cavalos e até o turismo, para além da criação de novos postos de trabalho.
 

Trabalho de Raquel de Melo com declarações de Ricardo Carvalho sobre as apostas de cavalos
 
A Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida ficou muito satisfeita com a possibilidade de o Governo lançar concursos públicos para hipódromos onde possam ser feitas apostas com corridas de cavalos.
Em declarações à TSF, o presidente desta Liga explicou que a construção de hipódromos para estes fins beneficiaria a construção civil e a agricultura para alimentar cavalos, bem como poderia resultar na criação de novos postos de trabalho.
Ricardo Carvalho lembrou ainda que o turismo, que já está em alta, poderia também ser um setor que ficaria a ganhar, já que não só as pessoas viriam ver as corridas e os cavalos, como também cavalos seriam traziam do estrangeiro para correr em Portugal.
Este responsável garante ainda que há muitas empresas interessadas em apostar neste negócio, mas reconhece que os vários hipódromos existentes no país são pequenos e não têm condições para provas internacionais.
Para evitar a construção de hipódromos que poderiam depois ficar vazios, Ricardo Carvalho sugere que sejam feitas apostas no estrangeiro durante cinco anos e que essas apostas dêem origem à criação de um fundo.
Desse fundo, acrescentou o presidente da Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, sairia uma percentagem para a construção de hipódromos e para a criação de cavalos.
«Passados cinco anos, esse fundo teria dinheiro para construir um hipódromo», garantiu Ricardo Carvalho, que entende que esta proposta poderia levar à criação de três grandes hipódromos no país, um no norte, outro no centro e outro no sul.

Exportadores de mirtilo otimistas com futuro da fileira


30 DE JUNHO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO
mirtilo

Exportadores e empresários de mirtilo reuniram-se na passada 6a feira na Feira do Mirtilo.

Empresas de diversas dimensões e com diferentes posicionamentos no mercado que se dedicam à comercialização e produção de mirtilo, oriundas das diversas regiões do país, analisaram a atual campanha de produção e discutiram estratégias de médio e longo prazo para a fileira dos pequenos frutos.

Foi unânime a opinião de que existe uma procura internacional semelhante à dos anos anteriores, o que tem assegurado o normal escoamento da produção. Alguns empresários afirmaram mesmo que já não têm mais produto para venda. Referiram que, na presente campanha, os preços voltaram a rondar os preços médios das campanhas de anos passados. Alertaram, contudo, para o caráter excecional dos preços praticados na campanha de 2013 (ano em que foi batido o respetivo recorde) pelo que tais valores não devem ser tomados como referência.

A garantia da qualidade, a certificação dos produtos e o apertado controlo de custos são condições básicas para o sucesso deste negócio. Foi sublinhado, ainda, que se trata de um negócio exigente, que obriga a uma atitude pautada pela dedicação, responsabilidade e profissionalismo. "A cultura comercial do mirtilo não é um hobby de fim-de-semana: quem assim pensar não vai ganhar dinheiro e, como acontece com qualquer hobby, vai ter que pagar para dele desfrutar", sublinhava um agente comercializador.

Foi manifestada a vontade dos exportadores presentes em continuar a trabalhar com os produtores de uma forma organizada, de modo a que tal parceria se possa traduzir num maior poder negocial, que traga benefícios para todos os intervenientes.

Esta reunião, promovida pela Agim – Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial, com sede em Sever do Vouga, foi aberta aos produtores e caracterizou-se por uma elevada participação, originando um interessante e vivo debate, cujas conclusões terão, certamente, impacto no futuro do negócio.

"Uma coisa é certa: não há outra atividade no setor frutícola tão rentável como a dos pequenos frutos", rematou, em jeito de conclusão final, um dos maiores comercializadores do norte de Portugal.

Fonte: AGIM.

Empresa americana desconsolada com os trabalhadores portugueses

AGRICULTURA

30/6/2014, 18:49
Há uma empresa americana em Odemira que teve de contratar tailandeses em vez de portugueses para trabalhar numa quinta. Porquê? O chefe da Reiter Affiliated contou tudo ao New York Times.


O setor agrícola representa 2,4% da produção económica nacional
AFP/Getty Images

Em 2013, a Reiter Affiliated Companies (RAC), uma empresa americana de produção de fruta, lançou uma campanha internacional de recrutamento e contratou 40 portugueses. Metade desistiu depois do primeiro dia. Ao final da primeira semana já não havia nenhum português a trabalhar na quinta da RAC em Odemira. A empresa acabou por contratar 160 trabalhadores tailandeses, uma alternativa mais cara mas, aparentemente, mais segura. "Eles [os portugueses] queriam um trabalho mas acabou por não ser aquilo que estavam à procura. Basicamente, era trabalho a mais para o pouco que ganhavam (a empresa paga o salário mínimo nacional aos trabalhadores)", explicou Arnulfo Murillo, o gestor de produção da quinta, citado pelo New York Times (NYT).

As razões pelas quais o trabalho agrícola não atrai portugueses "são complexas mas resumem-se a um simples facto": não fazem sentido a nível económico. Esta questão, explica o jornal norte-americano, diz muito sobre os desafios que o país e a Europa enfrentam, especialmente no que diz respeito à promoção de oportunidades de trabalho para a geração mais jovem.

O setor agrícola representa 2,4% da produção económica nacional e o problema em relação à falta de oportunidades de trabalho na área agravou-se com os subsídios da União Europeia, que valorizam os níveis de produção em detrimento do valor dos salários, a combinação do valor do salário mínimo nacional e a existência de certos benefícios para desempregados e, por último, a questão da imagem ainda associada ao trabalho agrícola.

Para José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira, a falta de trabalho é um problema real para os agricultores locais. Os jovens preferem trabalhos de verão ou estágios internacionais do que trabalhar numa quinta, algo que "não é bem visto em Portugal, por ser um trabalho mais do passado do que do futuro". "Portugal tem um sistema de apoio para os desempregados que os apoia financeiramente, trabalhem ou não. A nossa geração mais jovem foi educada de modo a esperar um lugar ao sol, não a ter que fazer trabalho duro nos campos", acrescentou.

Com o objetivo de aumentar a taxa de empregabilidade entre os jovens, o Governo criou algumas medidas destinadas à camada mais jovem da população, entre as quais os programas de estágios profissionais, alguns na área da agricultura. Mas estas medidas não serviram de incentivo suficiente aos jovens portugueses. De acordo com Catarina Santos Ferreira, advogada do trabalho na empresa portuguesa ABBC, os subsídios agrícolas comunitários contribuíram para o problema que existe atualmente no setor. "Os subsídios comunitários deveriam ter sido utilizados para a reestruturação das atividades agrícolas, para que os agricultores pudessem pagar salários mais elevados, mas isso não aconteceu", explicou a advogada ao NYT. "Se o salário for baixo e se as pessoas estiverem a receber subsídios de desemprego, não é de estranhar que prefiram ganhar o subsídio e ficar em casa em vez de fazerem um trabalho considerado pesado", concluiu.

A contratação de cada trabalhador tailandês acaba por sair quase 2000 euros mais cara do que a contratação de um trabalhador português: implica o pedido de visto, um bilhete de regresso à Tailândia e alojamento. Mas, ainda assim, a RCA prefere fazê-lo. De acordo com Eduardo Lopes, o dirigente das operações da empresa em Portugal, o retorno desse investimento é bastante alto: os tailandeses trabalham rapidamente e são muito cuidadosos, já que não esmagam a fruta que apanham.

Pão com chouriço, com nozes, passas e torresmos com IVA mais baixo



O IVA do pão com chouriço, com nozes, passas  ou torresmos locais está mais baixo desde sexta-feira, dia em que a Autoridade  Tributária e Aduaneira (AT) reduziu o imposto desses produtos regionais  de 23% para 6%. 
  
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O ofício emitido na sexta-feira, pelo subdiretor geral da AT, Miguel  Silva Pinto, determina uma revisão em baixa da taxa de IVA daqueles produtos,  que desde janeiro estavam a ser tributados à taxa normal de 23%, acima da  taxa intermédia a que eram tributados antes. 

"As presentes orientações entram em vigor nesta data  1/827 de junho 3/8,  sem prejuízo da sua aplicação em momento anterior, nas situações em que  as mesmas venham já a ser observadas", lê-se no ofício disponível no portal  das finanças. 

O subdiretor geral explica que esta revisão se deve à interpretação  de uma portaria que define e classifica os diferentes tipos de pão e os  produtos afins do pão, e que considera pão especial o pão fabricado com  produtos locais, como o chouriço dos fumeiros de lamego ou com nozes da  região centro.  

Desde sexta-feira, alguns tipos de "pão especial", desde que integrem  os ingredientes listados na portaria 452/98, passam a beneficiar da mesma  taxa de IVA do pão, de 6%. 

"É uma medida positiva, como qualquer medida de abaixamento de impostos,  mas que é muito importante porque vai beneficiar a economia local", comentou  a secretária-geral da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação,  Pastelaria e Similares (ACIP), Graça Calisto, à Lusa. 

Na opinião desta responsável, uma baixa da taxa de IVA pode não implicar  uma descida dos preços do pão com chouriço, nozes, passas ou torresmos:  "Tudo depende das margens, porque em muitos casos estão esmagadas e uma  descida do IVA não vai ter reflexos no preço final", considerou Graça Calisto.

"Pode é facilitar as economias locais para que façam mais produto" com  taxa reduzida de IVA, defendeu. 

Lusa   

ONU divulga lista de parasitas em alimentos e conselhos para evitar contágio


A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou esta terça-feira em Roma um relatório com os dez principais parasitas transmitidos pelos alimentos e uma série de recomendações para prevenir o seu contágio.
Estes parasitas afectam a saúde de milhões de pessoas a cada ano, infectando tecidos musculares, causando epilepsia ou choques anafilácticos, entre outros problemas, segundo a FAO.
A organização com sede em Roma também assinalou que, na Europa, mais de 2,5 mil pessoas são afectadas a cada ano por infecções parasitárias transmitidas por alimentos e, só em 2011, foram registados na UE 268 casos de triquinose e 781 casos de equinococose.
O relatório, «Classificação multicritério para a gestão de riscos dos parasitas transmitidos pelos alimentos», inclui os nomes dos parasitas com maior impacto a nível internacional, o dano que produzem e onde podem ser encontrados.
Entre eles, aponta para a «Taenia solium» (ténia do porco ou ténia armada), que se transmite através da carne de porco, ou o «Cryptosporidium spp», um protozoário cujo contágio se produz através da ingestão de produtos frescos, assim como do sumo de fruta ou do leite.

Suspensos os novos pedidos de apoio ao Proder


por Ana Rita Costa
1 de Julho - 2014

A Autoridade de Gestão do Proder informou que se encontra suspensa a possibilidade de submissão de novos pedidos de apoio nas medidas que se encontram abertas, desde as 19 horas do dia 30 junho.

 
Esta suspensão deve-se ao "crescente volume de pedidos de apoio submetidos ao longo dos últimos meses no âmbito das medidas de apoio ao investimento".

Segundo a Autoridade de Gestão do Proder, esta decisão "não prejudica a possibilidade de, até à aprovação do novo PDR, serem admitidas novas candidaturas, no âmbito do regime de transição, mediante decisão da tutela".

As regras comunitárias relativas à transição entre o Proder e o novo PDR vieram permitir que, apesar das dotações financeiras do período 2007/2013 se encontrarem integralmente comprometidas, fosse possível continuar a submeter, analisar e decidir pedidos de apoio no âmbito do Proder.

Para mais informações consulte o site http://www.proder.pt/conteudo.aspx?menuid=357&eid=4501&bl=1

Alentejo já colhe papoilas e vai ter fábrica para produzir morfina em Beja

29/6/2014, 7:36
Os "frutos" da primeira plantação industrial de papoila no Alentejo estão a ser colhidos, num projeto de uma farmacêutica escocesa, que está a construir uma fábrica para produzir morfina em Beja.

NUNO VEIGA/LUSA
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Os "frutos" da primeira plantação industrial de papoila no Alentejo estão a ser colhidos, num projeto de uma farmacêutica escocesa, que está a construir uma fábrica para produzir morfina em Beja, a partir de papoilas semeadas na região.

Na zona do Alqueva, uma máquina especializada colhe as primeiras papoilas semeadas, em novembro de 2013, em 800 hectares de cerca de 40 agricultores alentejanos, através do projeto da Macfarlan Smith.

Para "reduzir o risco e aumentar a segurança do abastecimento", a empresa precisava de expandir a sua área de plantação de papoilas no Reino Unido e, após analisar vários sítios na Europa, optou pelo Alentejo, que tem "os ingredientes para produzir uma boa colheita", conta à agência Lusa o diretor de operações para Portugal da Macfarlan Smith, Jonathan Gibbs.

"O que o Alentejo oferece é a luz do sol, o calor, os solos, a forte capacidade dos agricultores e, mais importante, a barragem do Alqueva, que fornece a água", frisa Jonathan Gibbs, entre papoilas prontas a colher de uma das plantações na zona de Beja.

Após os resultados positivos de experiências feitas pela Macfarlan Smith no Alentejo, a empresa obteve, em março de 2013, a licença do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde para plantar papoilas na zona do Alqueva, para depois extrair e produzir morfina para fins medicinais.

A primeira colheita "parece ser bastante aceitável", congratula-se, indicando que a empresa quer dobrar a área de plantação no Alentejo para 1.600 hectares em 2015 e para 3.200 hectares em 2016 e espera obter maiores concentrações de morfina por hectare de papoilas semeado na região em relação às obtidas nas plantações no Reino Unido.

Em declarações à Lusa e de olho na colheita das papoilas plantadas nas suas terras, Filipe Cameirinha, um dos agricultores envolvidos no projeto, explica que aceitou o "desafio" da farmacêutica por considerar "interessantíssima" a cultura de papoila.

No Alentejo, devido ao potencial produtivo do Alqueva, "temos das melhores condições para produzir papoila e foi isso que nos levou a aceitar este desafio", frisa Filipe Cameirinha, referindo que a primeira sementeira "correu muito bem" e é para "repetir".

A Macfarlan Smith, no âmbito do seu plano de investimentos no Alentejo, está a construir a primeira fase da fábrica para produzir morfina para fins medicinais em Beja, a partir das papoilas semeadas na região através de agricultores locais.

A fábrica, em construção nos arredores de Beja, vai servir, numa primeira fase, para armazenar e fazer o processamento inicial das papoilas, indica Jonathan Gibbs.

Trata-se da "primeira fase do processo de produção de morfina", através da qual são separadas as palhas e as sementes das cápsulas das papoilas, as quais serão depois moídas e processadas, seguindo depois para a unidade da Macfarlan Smith em Edimburgo, na Escócia, para a fase de extração e produção de morfina, explica.

Segundo Jonathan Gibbs, a primeira fase da fábrica, num investimento de cerca de quatro milhões de euros, deverá estar pronta no final deste ano e a empresa espera ter a produção da primeira colheita de papoilas no Alentejo totalmente processada em Beja e pronta para seguir para Edimburgo em fevereiro de 2015.

A "longo prazo", os planos da empresa passam por construir a segunda da fase da fábrica, que ainda precisa de ser licenciada pelo Infarmed e poderá implicar um investimento entre 20 e 40 milhões de euros, para que a fase de extração e produção de morfina a partir das papoilas semeadas no Alentejo possa ser feita em Beja, refere.

A Macfarlan Smith vai continuar a semear papoilas no Reino Unido para a unidade de produção de morfina em Edimburgo e o objetivo é que as papoilas semeadas no Alentejo possam ser encaminhadas para produzir morfina na fábrica em Beja, explica.

*** Por Luís Miguel Lourenço (texto) e Nuno Veiga (fotos), da agência Lusa ***

terça-feira, 1 de julho de 2014

Governante quer clarificação do conceito de agricultura familiar



Governante quer clarificação do conceito de agricultura familiar
O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, lançou o desafio de que, no final do Ano Internacional da Agricultura Familiar, este conceito fique "melhor definido", para que os governantes possam orientar melhor as políticas dirigidas a este sector. O governante participou na sessão de abertura do IV Encontro Rural Report – Rede de História Rural em Português, que decorreu em Palmela.

O governante reconheceu que Portugal é um país "agricolamente, territorialmente e socialmente muito diverso" e, por isso, "a agricultura familiar em Portugal é também diversa". Francisco Gomes da Silva deu o exemplo do concelho de Palmela, onde existem "unidades de agricultura familiar tão distintas umas das outras".
 
Dulce Freire, membro da comissão organizadora do encontro e investigadora do ICS-ULisboa, considera que "há défice de reflexão histórica" em torno destes temas, uma realidade que esta iniciativa pretendeu contrariar. Na sua opinião, "muitas vezes os debates acabam por ficar muito centrados nas questões do presente" e as situações, "para serem percebidas no presente, merecem uma reflexão sobre o que foram no passado", tanto mais quando existe "muito boa investigação" produzida em Portugal sobre a agricultura familiar.
 
O presidente da câmara, Álvaro Amaro, fez votos para que a presença do secretário de Estado no evento "contribua para a progressiva e maior aproximação da Administração Central nesta temática da agricultura familiar" que, no concelho de Palmela, "é uma realidade bem presente, no dia-a-dia difícil das populações de todas as freguesias". "O município tem na valorização da sua história e do património local um dos eixos da sua estratégia cultural", sublinhou, dando como exemplos o empenho "quer em realizar, quer em promover a pesquisa histórica e a preservação do património de carácter rural" e também "um conjunto de festividades onde são amplamente sublinhadas e pontuadas estas características rurais do concelho".

Diário da Região - 30-06-2014 19:58


Procura internacional pelo mirtilo português semelhante à de anos anteriores

A procura internacional pelo mirtilo produzido em Portugal está a ser nesta época semelhante à dos anos anteriores, segundo as conclusões de uma reunião que juntou comerciantes e exportadores em Sever do Vouga para analisar a campanha de 2014.

Realizado no âmbito da Feira do Mirtilo, na sexta-feira, o encontro serviu também para discutir estratégias para a fileira dos pequenos frutos e nele marcaram presença empresas oriundas das diversas regiões do país, de diversas dimensões e diferentes posicionamentos no mercado, como a Biolafões, Centroberry, Driscoll´s, Lusomorango, COAPE, Lafoberry, Mirtisul, Quinta de Boucinha e Delícias do Tojal.

"Foi unânime a opinião de que existe uma procura internacional semelhante à dos anos anteriores, o que tem assegurado o normal escoamento da produção. Alguns empresários afirmaram mesmo que já não têm mais produto para venda. Referiram que na presente campanha os preços voltaram a rondar os preços médios das campanhas de anos passados", refere o texto das conclusões.

Os participantes alertaram, contudo, para "o caráter excepcional dos preços praticados na campanha de 2013 (ano em que foi batido respectivo recorde), pelo que tais valores não devem ser tomados como referência", acrescenta.

Sublinhando que "a garantia da qualidade, a certificação dos produtos e o apertado controlo de custos são condições básicas para o sucesso do negócio", os exportadores presentes manifestaram a vontade em continuar a trabalhar com os produtores "de uma forma organizada, de modo a que tal parceria se possa traduzir num maior poder negocial, que traga benefícios para todos os intervenientes".

A reunião foi promovida pela Agim - Associação para os Pequenos Frutos e Inovação Empresarial, com sede em Sever do Vouga, e foi aberta também aos produtores.

Ayrton Sequeira, da empresa Delícias do Tojal, um dos maiores exportadores de mirtilo, salientou que os pequenos frutos são a actividade mais rentável do sector frutícola, mas não podem ser um 'hobby' de fim de semana.

Segundo o exportador, não há outra actividade no sector frutícola "tão rentável como a dos pequenos frutos", mas trata-se de "um negócio exigente, que obriga a uma atitude pautada pela dedicação, responsabilidade e profissionalismo".

"A cultura comercial do mirtilo não é um 'hobby' de fim de semana. Quem assim pensar não vai ganhar dinheiro e, como acontece com qualquer 'hobby', vai ter que pagar para dele desfrutar", afirmou Ayrton Sequeira, secundado pela generalidade dos intervenientes.

Fonte:  Lusa

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vinho ultrapassa sol e mar como maior atributo turístico de Portugal


ANA RUTE SILVA 20/02/2014 - 17:22
Especialistas estrangeiros do sector já não apontam o sol e o mar como o produto-chave do país.

 
31% dos inquiridos associam o vinho ao turismo nacional ENRIC VIVES-RUBIO

 Exportações do turismo crescem 7,5% e ultrapassam barreira dos 9000 milhões
Nem sol, nem mar. O maior potencial turístico de Portugal e o produto que deve ser divulgado a nível internacional para vender o país como destino é o vinho. Num inquérito conduzido pelo IPDT, Instituto de Turismo, divulgado nesta sexta-feira, 37% dos operadores estrangeiros questionados dizem que este é o melhor argumento de promoção do país fora de portas, e 31% dizem mesmo que associa o vinho ao turismo nacional.

Em 2012, este produto só era relacionado a Portugal por apenas 7% dos inquiridos e, um ano antes, por 10%. Destronados, o sol e o mar captam, agora, o interesse de 17% dos especialistas (37% em 2012 e 45% em 2011).

António Jorge Costa, presidente do IPDT, explica que este resultado é o fruto de uma "qualificação do destino que os empresários do sector têm vindo a desenvolver, tal como os próprios decisores políticos". "Não podemos esquecer que o sol e o mar continuam a captar a grande fatia dos turistas que nos visitam, mas são visitantes sazonais", disse ao PÚBLICO, acrescentando que são precisos produtos complementares.

"Temos visto o sucesso que o Porto e Lisboa têm tido no segmento das viagens city break [de curta duração]. Estas respostas também são o resultado de novas apostas e conceitos associados ao design e aos produtos gourmet", sublinha.

As praias extensas e o bom tempo mantêm-se como âncora essencial para segurar turistas, mas as duas principais cidades do país passaram a estar no mapa dos grandes operadores. São o que António Jorge Costa chama "irmãos" do sol e mar.

Outro resultado que se destaca neste estudo, conduzido pelo IPDT junto de um painel de membros filiados na Organização Mundial de Turismo, é o peso que a história de Portugal pode ter na hora de promover o destino. Em 2013, 16% dos inquiridos disseram associar Portugal a "história", valor que em 2012 era de 9% e de 5% em 2011.

O contexto de crise e o programa de ajuda financeira não são alheios a estes indicadores. "O facto de Portugal se estar a tornar mais dinâmico a nível internacional leva a que os turistas queiram saber mais sobre a história do país. Estamos a passar a crise sem grandes sobressaltos de paz social, apesar das dificuldades sentidas pelos portugueses. Cá dentro, é óbvio que não pensamos da mesma forma, mas quem está de fora compara com o que se passa na Grécia ou em Espanha", analisa António Costa.

Talvez seja por isso que 75% dos especialistas afirmem que a crise financeira não afectou negativamente a imagem de Portugal (55% em 2012). O presidente do IPDT diz que há uma "conjuntura internacional que acredita" no país e na forma como está a ultrapassar a turbulência financeira. Artigos como o que o Financial Times publicou nesta segunda-feira, dizendo que Portugal era o herói surpresa da retoma na zona euro, ajudam a construir uma imagem positiva, apesar da austeridade. E isso, diz António Costa, acaba por ter impacto na decisão de um turista quando escolhe o próximo destino. "Não tenho dúvida de que esta conjuntura terá impacto ao nível da decisão de pessoas que, antes, nem tinham em conta Portugal como destino", afirma, concluindo que no meio de uma "grande turbulência, há oportunidades".

No inquérito conduzido durante o mês de Dezembro, 32% dos especialistas que já estiveram no país escolheram-no por ser "agradável e especial". Cerca de 28% vieram pelas "cidades, história e cultura". Questionados sobre a qualidade das campanhas promocionais nos mercados internacionais, 20% dão 8, numa escala de 1 a 10. Quanto à experiência de férias, 16% dá nota máxima (8% em 2012). Nenhum dos inquiridos dá uma classificação abaixo dos seis valores.

João Ramos questionou Ministério da Agricultura sobre exportação de pastagens


Rádio Pax - 30/06/2014 - 00:07

João Ramos questionou Ministério da Agricultura sobre exportação de pastagens 

    
O deputado do PCP eleito por Beja questionou o Governo sobre o negócio estabelecido entre uma empresa nacional e uma saudita tendo em vista a exportação de Luzerna.  

O parlamentar quer saber em que medida esteve o Estado português envolvido neste negócio de exportação de alimentação animal e se o ministério concorda que a alimentação animal é uma área estratégica para a produção nacional, na qual o país é altamente deficitário.

Por outro lado pretende apurar se estão em desenvolvimento algumas acções para promover a produção em Portugal de alimentação animal, quais são as três principais empresas importadoras e qual o seu volume de negócios.

João Ramos não compreende como é que o país vai exportar um produto em que é deficitário e terá que importar.

Incêndio destrói aviário em Sever do Vouga



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Um incêndio destruiu ontem de madrugada um aviário em Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, matando "milhares de pintos", disse à Lusa fonte dos bombeiros locais.

Fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Aveiro afirmou à Lusa que o alerta do fogo foi dado às 05:05, tendo a operação sido dada como terminada cerca de duas horas depois.

O chefe de serviço dos bombeiros de Sever do Vouga disse que o pavilhão do aviário, localizado em Lameiradas, Paçô, "estava já todo tomado pelo fogo" quando a corporação chegou ao local, sendo as causas do incêndio desconhecidas.

No local estiveram oito bombeiros, apoiados por três viaturas, da corporação dos Voluntários de Sever do Vouga.

Fonte:  Lusa