quinta-feira, 24 de julho de 2014

Fao e Fundação Thomson Reuters lançam portal de informação e segurança alimentar


17 DE JULHO DE 2014 AGROTEC

A labourer works at a rice mill on the outskirts of AgartalaO projeto, que estará disponível no outono, tem como objetivo preencher a falta de informação existente.

A Fundação Thomson Reuters estabeleceu uma parceria com a FAO para melhorar a informação e alertar para a fome e assuntos relacionados com a alimentação, incluindo produção alimentar, segurança alimentar, desperdício alimentar, agricultura, uso do solo e subnutrição.

No acordo assinado pelo Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva e Belinda Goldsmith, Diretora da Fundação Thomson Reuters, são delineadas várias atividades conjuntas entre os jornalistas das duas instituições que estão a fazer cobertura em assuntos humanitários, direitos das mulheres, tráfico humano, o impacto das alterações climáticas e da corrupção.

Uma nova plataforma online sobre fome e nutrição

O acordo prevê a criação de uma nova secção no trust.org, o portal da Fundação Thomson Reuters, inteiramente dedicado ao fornecimento de notícias e informação acerca da fome e assuntos alimentares, que será produzida pela Fundação e tornada disponível gratuitamente a nível global, com o objetivo de disseminar o mais possível a informação acerca da segurança alimentar.

“Fruta Feia” que dá cobiça

23/7/2014, 12:00623 PARTILHAS
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A "Fruta Feia" compra frutas e verduras de 32 agricultores que não as conseguem vender por não cumprirem os padrões estéticos. Até agora, mais de 38 toneladas foram "salvas" do desperdício.

Miguel Soares
Combater a "ditadura da estética nas frutas e hortaliças" evitando o desperdício devido à aparência é a missão da cooperativa "Fruta Feia". Isabel Soares, engenheira do ambiente, vivia em Barcelona quando se apercebeu que havia "um grande desperdício alimentar devido à aparência".

"Isso indignou-me e pensei que não é lógico estar a mandar tantos produtos de qualidade para o lixo, porque simplesmente têm um calibre pequenino ou uma forma estranha", conta ao Observador.

Isabel Soares decidiu fazer alguma coisa para evitar que cerca de 30% do que é produzido pelos agricultores portugueses fosse para o lixo por não cumprir os padrões exigidos na distribuição.

A vontade de "contrariar essa ditadura da estética nas frutas e hortaliças" coincidiu com o concurso FAZ- Ideias de Origem Portuguesa, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela COTEC. Ficou em segundo lugar. Com o dinheiro do prémio e mais algum angariado em "crowdfunding" conseguiu 20 mil euros e arrancou rumo a Lisboa.

"Fomos para o campo, à procura de agricultores, fomos à procura de espaços que nos deixassem fazer a distribuição semanal das cestas e procurar consumidores. Juntámos estes três elementos- espaço, agricultores e consumidores -, e arrancámos com o projeto", explica a jovem engenheira do ambiente.

Às segundas e terças, a carrinha vai buscar as frutas e hortaliças frescas diretamente aos 32 produtores que participam no projeto. Em novembro de 2013, nasceu na Casa Independente (Largo do Intendente) a primeira delegação da cooperativa "Fruta Feia", com 100 consumidores associados. A segunda delegação abriu portas em abril de 2014, no Ateneu Comercial de Lisboa.

É nestes dois espaços que os associados (ver vídeo acima), às segundas ou às terças-feiras, vão recolher as suas cestas de fruta e hortaliça "feia". Ao todo são já 420 os associados inscritos. Segundo Isabel Soares, "existem 1700 consumidores em lista de espera". O objetivo é que o projeto cresça e que o conceito seja replicado por todo o país "onde há desperdício devido à aparência".

A cooperativa "Fruta Feia" já conseguiu evitar o desperdício de mais de 38 toneladas de frutas e hortaliças. Até ao final do ano espera chegar às 120 toneladas.

Como pode associar-se e quanto custa?
Para se associar à "Fruta Feia" basta ir ao site e preencher a ficha de inscrição. Os consumidores associados pagam uma quota anual de cinco euros e recebem um cartão de sócio e um saco de pano para levar os produtos.

Como funciona a cooperativa Fruta Feia?
Atualmente existem duas delegações. À segunda-feira, as cestas são entregues na Casa Independente, das 17h00 às 21h00. Na terça-feira, as entregas são feitas no Ateneu Comercial de Lisboa, próximo ao Coliseu de Lisboa, das 17h30 às 21h00. Por enquanto existem apenas estes dois pontos de entrega, mas a "Fruta Feia" quer expandir-se para outras zonas do país.

Que tipo de cesta pode escolher?
Depende do consumo de verduras e hortaliças que faz por semana. Existe a opção de escolher a cesta pequena, que pesa quatro quilos e pode levar até sete variedades de produtos. Tem um custo de 3,5 euros. A cesta grande leva oito quilos e até nove produtos diferentes. Custa sete euros. Todas as semanas os produtos variam consoante a época do ano e a oferta disponibilizada pelos agricultores.

Produção agrícola aumentou em 2013 Carne e leite em queda.


22 de Julho 2014, 13h29

As produções agrícolas aumentaram em 2013, com destaque para o milho, batata, maçã e azeite, que atingiu o nível mais elevado em 50 anos, contrastando com as quedas na produção de carne e leite, revelou o Instituto Nacional de Estatística. O INE adianta que o ano agrícola 2012/2013 "caracterizou-se por um inverno com valores de temperatura e precipitação próximos do normal", apesar de "alguns fenómenos extremos", permitindo um aumento global das culturas agrícolas face a 2011/2012. O milho registou uma das maiores produções das últimas décadas (929,5 mil toneladas), a batata obteve a maior produção das últimas quatro campanhas (487,7 mil toneladas), a maçã bateu um recorde de dez anos (287,3 mil toneladas) e o olival chegou ao nível mais elevado em meio século (999,9 mil hectolitros). Já no que diz respeito à produção de carne, o decréscimo foi generalizado a todas as espécies, exceto os ovinos.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Messi de Ponte de Lima é a campeã das vacas


Publicado em 2014-07-21
ANA TROCADO MARQUES
 
 
foto PEDRO GRANADEIRO/GLOBAL IMAGENS
Messi de Ponte de Lima é a campeã das vacas
Messi, a campeã
 

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Era a mais nova em prova, com menos de três anos de idade. Ainda assim, "arrasou" a concorrência. Fez jus ao nome e, uma semana depois do fim do Mundial, provou que, seja no futebol, seja nas vacas, Messi é sempre nome de campeão.

Esta Messi é uma "ela" e foi, ontem, eleita "Vaca Grande Campeã" no fecho da Agroleite 2014. Durante quatro dias, milhares passaram pela Feira do Leite em S. Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim.

"Comprei a avó dela noutra exploração. Na altura, já gostei muito dela. A mãe era um bom animal, mas mais para produção leiteira do que para concursos. Depois escolhi um touro canadiano e, claro, que também é um pouco de sorte, porque na genética 1+1 não são sempre 2", explicou, satisfeito, Leonel Barbosa. O produtor de 28 anos, com exploração em Poiares, Ponte de Lima, viu, ontem, reconhecido o trabalho. Messi foi eleita "Melhor Ubre", "Melhor Vaca Jovem" e, finalmente "Vaca Grande Campeã".

O concurso da raça holstein-frísia, que ontem foi o ponto alto do último dia da Agroleite, reuniu, este ano, um número recorde de 140 animais provenientes de mais de uma dezena de explorações de Ponte de Lima, Barcelos, Maia, Póvoa de Varzim e Vila do Conde.

Leonel Barbosa trouxe apenas oito vacas. Depositava esperanças em Messi, mas não para "Grande Campeã", onde "pela primeira vez, ganhou a vaca mais jovem", que arrumou a concorrência (composta por vacas com 3, 4 e 5 anos). Foi o primeiro concurso de Messi e, tal como o outro Messi no futebol, quem sabe se não foi o primeiro de muito prémios.

Aos 34 meses, Messi, a vaca, produz 40 litros de leite por dia e é uma das 62 vacas que Leonel Barbosa tem em produção. A exploração, que vende o leite para a Agros, produz 2200 litros por dia. Leonel herdou-a dos pais e, há três anos, decidiu agarrar o negócio "com unhas e dentes". Apostou na modernização e na genética como forma de melhorar os animais e deles tirar melhor rentabilidade. Agora, só pede "que a crise do setor termine rapidamente".

Ajude o Alentejo a ser a melhor região de vinhos do mundo para visitar.

USA Today está a receber votação dos leitores. Com o Alentejo, estão algumas das regiões mais emblemáticas
Ajude o Alentejo a ser a melhor região de vinhos do mundo para visitar. Vote aqui

Região portuguesa em votação
21/07/2014 | 16:04 |  Dinheiro Vivo

O conhecido site USA Today nomeou o Alentejo para a lista de regiões candidatas ao ranking das melhores regiões de vinho mundiais a visitar. Se é apreciador de vinho - ou mesmo que não seja -, e torce pelo o que é nacional, então pode votar.

Para votarem os interessados devem entrar neste endereço. As votações decorrem até 4 de agosto e pode-se votar uma vez por dia.
Em competição, estão 20 regiões, sendo que as classificações serão definidas pelo número de votos recebidos.

A região do Alentejo está, neste momento, em 3.º lugar neste ranking "Best Wine Region to Visit" (Melhor região de vinho para visitar), onde estão regiões emblemáticas como Burgundy ou Champagne, em França. Hunter Valley, na Austrália, la Rioja, em Espanha, Maipo, no Chile, Mendonza, na Aegentina ou Napa Valley, na califórnia (EUA), entre outras.

Produtos de Trás-os-Montes entram em força em Angola e Brasil

ALEXANDRA PRADO COELHO e ANA RUTE SILVA 20/07/2014 - 08:18
No mercado angolano, a aposta é uma rede de supermercados, o primeiro dos quais vai abrir em breve em Luanda; no Brasil são 250 padarias portuguesas.

 
Produtos de Trás-os-Montes estão à procura de novos mercados DANIEL ROCHA
 
Vinhos, azeites, enchidos, queijos – os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro preparam-se para entrar em força nos mercados de Angola e do Brasil, num projecto de internacionalização impulsionado pela Rota do Azeite. O primeiro passo será a abertura, prevista para Agosto, de um supermercado com a marca PITER (produtos de identidade territorial) em Luanda.

O espaço, explicou ao PÚBLICO Jorge Morais, presidente executivo da Rota do Azeite, incluirá, para além do supermercado onde 90% dos produtos são da região, uma cafetaria, uma agência de viagens e um centro empresarial com gabinete de consultoria nas áreas de contabilidade e serviços jurídicos, que apoiará os empresários que queiram investir em Angola. Tudo possível graças à parceria com um sócio angolano, ligado ao sector do turismo e à área alimentar, que arcou com todo o investimento – 2,5 milhões de euros nesta fase inicial.

A ideia é que a partir daqui surja uma rede destes supermercados em todas as províncias de Angola, e que depois esta se alargue a outros países de África Austral, sempre com o mesmo sócio, com o qual existe um contrato de exclusividade para este alargamento.

Mas se o projecto angolano é o que está mais avançado, muito em breve também o estado de São Paulo, no Brasil, receberá os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro. No caso brasileiro a abordagem foi diferente, afirma Jorge Morais. "O Brasil era para ser o projecto-piloto da nossa estratégia de internacionalização. Mas fomos confrontados com a burocracia brasileira a nível do licenciamento de alguns dos produtos".

Se o vinho ou o azeite não representam problema, o mesmo não acontece com produtos como os queijos ou os enchidos – e é preciso não esquecer que um dos grandes trunfos da região é, precisamente, a alheira de Mirandela e todos os produtos de fumeiro. Para além do custo de licenciamento de cada rótulo, incomportável para produtores de menor dimensão, há ainda o problema dos prazos longuíssimos necessários para obter esses licenciamentos.

Apesar disso, através de parcerias com empresas importadoras já estabelecidas no Brasil, o projecto vai avançar, e prevê a colocação dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro em 250 lojas da região de São Paulo. A grande aposta do PITER é a diáspora, e sobretudo a diáspora transmontana. Acontece que o presidente da Associação de Padarias do Estado de São Paulo é um transmontano. "Foi esse o canal que nos permitiu chegar às padarias portuguesas, que são 24 mil. Vamos agora abrir um concurso para, entre estas, escolher 250 que possam funcionar como postos de venda e showrooms", explica o responsável da Rota do Azeite, sublinhando que existe também uma parceria com um banco português que financiará as padarias interessadas.

O grande objectivo é a promoção dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro não só nestes dois países, mas noutros que estão a ser estudados. Mas "à boleia" dos produtos transmontanos poderão ir outros, de diferentes regiões. Segundo Jorge Morais, existe já uma parceria com A Poveira, empresa de conservas da Póvoa do Varzim, sendo que a única condição para que as conservas possam fazer parte deste pacote é utilizarem azeite transmontano.

O mesmo acontece com a parceria estabelecida com os fabricantes de chocolate da Casa Grande, que estão neste momento a desenvolver um bombom com o azeite de Trás-os-Montes. Outro produto em estudo é um chocolate com mel do Moxico, Angola, cuja cooperativa é presidida pelo sócio angolano da Rota do Azeite.

Para além dos produtos de maior visibilidade, a Rota do Azeite – que une 15 concelhos da região e integra as Rotas do Douro, juntamente com a do Vinho do Porto e das Vinhas de Cister – vai ainda comercializar em Angola, Brasil e outros futuros mercados, azeitonas, amêndoa e outros frutos secos, cogumelos e ervas aromáticas. Parceira fundamental de todo este processo é a Confraria de Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro, entidade que certifica a qualidade dos produtos, através da atribuição de um selo da Confraria, depois de uma avaliação feita por prova cega.

Para além dos projectos em curso, a PITER está já a preparar a presença em feiras internacionais em 2015, apostando em quatro ou cinco países europeus, e tem entre os seus planos a organização de um festival anual da Alheira de Mirandela em Luanda.

Retalho português em Angola
Há muito que Portugal marca presença no mercado de retalho angolano. O Grupo Teixeira Duarte está no negócio da distribuição alimentar naquele país desde 1996, aproveitando a liberalização do comércio, antes controlado e detido pelo Governo. Através da sua empresa, a CND, detém a grossista Maxi e as lojas Bom Preço.

Produtos de Trás-os-Montes entram em força em Angola e Brasil


ALEXANDRA PRADO COELHO e ANA RUTE SILVA 20/07/2014 - 08:18
No mercado angolano, a aposta é uma rede de supermercados, o primeiro dos quais vai abrir em breve em Luanda; no Brasil são 250 padarias portuguesas.

 
Produtos de Trás-os-Montes estão à procura de novos mercados DANIEL ROCHA

Vinhos, azeites, enchidos, queijos – os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro preparam-se para entrar em força nos mercados de Angola e do Brasil, num projecto de internacionalização impulsionado pela Rota do Azeite. O primeiro passo será a abertura, prevista para Agosto, de um supermercado com a marca PITER (produtos de identidade territorial) em Luanda.

O espaço, explicou ao PÚBLICO Jorge Morais, presidente executivo da Rota do Azeite, incluirá, para além do supermercado onde 90% dos produtos são da região, uma cafetaria, uma agência de viagens e um centro empresarial com gabinete de consultoria nas áreas de contabilidade e serviços jurídicos, que apoiará os empresários que queiram investir em Angola. Tudo possível graças à parceria com um sócio angolano, ligado ao sector do turismo e à área alimentar, que arcou com todo o investimento – 2,5 milhões de euros nesta fase inicial.

A ideia é que a partir daqui surja uma rede destes supermercados em todas as províncias de Angola, e que depois esta se alargue a outros países de África Austral, sempre com o mesmo sócio, com o qual existe um contrato de exclusividade para este alargamento.

Mas se o projecto angolano é o que está mais avançado, muito em breve também o estado de São Paulo, no Brasil, receberá os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro. No caso brasileiro a abordagem foi diferente, afirma Jorge Morais. "O Brasil era para ser o projecto-piloto da nossa estratégia de internacionalização. Mas fomos confrontados com a burocracia brasileira a nível do licenciamento de alguns dos produtos".

Se o vinho ou o azeite não representam problema, o mesmo não acontece com produtos como os queijos ou os enchidos – e é preciso não esquecer que um dos grandes trunfos da região é, precisamente, a alheira de Mirandela e todos os produtos de fumeiro. Para além do custo de licenciamento de cada rótulo, incomportável para produtores de menor dimensão, há ainda o problema dos prazos longuíssimos necessários para obter esses licenciamentos.

Apesar disso, através de parcerias com empresas importadoras já estabelecidas no Brasil, o projecto vai avançar, e prevê a colocação dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro em 250 lojas da região de São Paulo. A grande aposta do PITER é a diáspora, e sobretudo a diáspora transmontana. Acontece que o presidente da Associação de Padarias do Estado de São Paulo é um transmontano. "Foi esse o canal que nos permitiu chegar às padarias portuguesas, que são 24 mil. Vamos agora abrir um concurso para, entre estas, escolher 250 que possam funcionar como postos de venda e showrooms", explica o responsável da Rota do Azeite, sublinhando que existe também uma parceria com um banco português que financiará as padarias interessadas.

O grande objectivo é a promoção dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro não só nestes dois países, mas noutros que estão a ser estudados. Mas "à boleia" dos produtos transmontanos poderão ir outros, de diferentes regiões. Segundo Jorge Morais, existe já uma parceria com A Poveira, empresa de conservas da Póvoa do Varzim, sendo que a única condição para que as conservas possam fazer parte deste pacote é utilizarem azeite transmontano.

O mesmo acontece com a parceria estabelecida com os fabricantes de chocolate da Casa Grande, que estão neste momento a desenvolver um bombom com o azeite de Trás-os-Montes. Outro produto em estudo é um chocolate com mel do Moxico, Angola, cuja cooperativa é presidida pelo sócio angolano da Rota do Azeite.

Para além dos produtos de maior visibilidade, a Rota do Azeite – que une 15 concelhos da região e integra as Rotas do Douro, juntamente com a do Vinho do Porto e das Vinhas de Cister – vai ainda comercializar em Angola, Brasil e outros futuros mercados, azeitonas, amêndoa e outros frutos secos, cogumelos e ervas aromáticas. Parceira fundamental de todo este processo é a Confraria de Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro, entidade que certifica a qualidade dos produtos, através da atribuição de um selo da Confraria, depois de uma avaliação feita por prova cega.

Para além dos projectos em curso, a PITER está já a preparar a presença em feiras internacionais em 2015, apostando em quatro ou cinco países europeus, e tem entre os seus planos a organização de um festival anual da Alheira de Mirandela em Luanda.

Retalho português em Angola
Há muito que Portugal marca presença no mercado de retalho angolano. O Grupo Teixeira Duarte está no negócio da distribuição alimentar naquele país desde 1996, aproveitando a liberalização do comércio, antes controlado e detido pelo Governo. Através da sua empresa, a CND, detém a grossista Maxi e as lojas Bom Preço.

Défice da balança comercial alimentar aumenta para 3,7 mil milhões

CONTAS AGRÍCOLAS

22 Julho 2014, 16:56 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt



As exportações portuguesas de produtos agrícolas e alimentares até aumentaram 11% em 2013, segundo o INE, mas tal não foi suficiente para desagravar o peso das importações, que também aumentaram. Na floresta, a balança comercial foi, de novo, excedentária.
Em 2013, avançou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), nas contas económicas da Agricultura (elaborada com dados disponíveis até 31 de Janeiro de 2014), Portugal agravou a sua dependência alimentar do resto do mundo.
 
O saldo da balança comercial de produtos agrícolas e agroalimentares no ano passado "foi deficitário em 3,7 mil milhões de euros", com um aumento de 39 milhões de euros, que o INE qualifica de "nível ligeiramente superior ao registado em 2012".
 
As exportações até aumentaram no período em análise, em 11% ou 343 milhões de euros, para 3,5 mil milhões de euros. Mas o patamar das importações, que terminou 2013 ao nível dos 7,2 mil milhões de euros, é fruto de um aumento, de 5,6% ou 382 milhões de euros, das compras ao exterior, no período em análise.
 
O INE explica que o acréscimo das importações foi essencialmente devido aos produtos: "carne, miudezas comestíveis" (mais 105 milhões de euros ou 13,3%); de "frutas, cascas de citrinos e melões", com uma subida de 17,9% ou 80 milhões de euros; e de "produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos comestíveis", cujas compras ao exterior aumentaram 24,9%, ou em 69 milhões de euros.
 
Espanha "continuou a ser o principal fornecedor de produtos agrícolas e agroalimentares a Portugal", confirma o instituto: representou "46,9% do total das importações em 2013", reforçando a sua posição em 1,4 pontos percentuais face a 2012. Espanha foi também o principal destino das exportações nacionais, com uma importância de 38,1%, seguida de Angola, com 12,1%.
 
Azeite impulsiona exportações
 
No sentido inverso, Portugal conseguiu vender mais "gorduras e óleos animais ou vegetais", como por exemplo azeite. Não só esta categoria de produtos foi a que maior crescimento registou face a 2012, com mais 22,4% ou 99 milhões de euros, como apresentou o "maior valor de exportação em 2013" – 539 milhões de euros correspondendo a "uma importância relativa [no total das exportações da agricultura e agroalimentares] de 15,6%".
 
A este propósito, note-se que no capítulo dedicado à produção nacional, o INE confirma que no olival português "a produção de azeite atingiu o nível mais elevado dos últimos 50 anos", alcançando os 999,9 mil hectolitros.  
 
Floresta excedentária
 
Quem se concentra só na floresta não consegue ver a árvore, no caso do sector da agricultura e do segmento florestal. É que enquanto a balança comercial da primeira se manteve deficitária, a das florestas repetiu o excedente, aumentando-o mesmo em 2013.
 
Com uma melhoria de 140 milhões de euros em 2013, o saldo da balança comercial dos produtos florestais foi excedentário em 2,5 milhões de euros em, 2013, com a área do "papel e cartão" a exceder o peso, pela primeira vez, da cortiça na conta final.
 
O saldo da categoria "papel e cartão" registou um acréscimo das vendas externas de 69,2 milhões de euros, passando o seu saldo a ser excedentário em 742,6 milhões de euros. Já a cortiça, "tradicionalmente considerado como líder neste indicador", registou um saldo de 700,4 milhões de euros.
 
Nas "pasta de madeiras" o saldo, positivo, foi de 469,6 milhões de euros. E na madeira, embora se tenha verificado um decréscimo de 9,1 milhões de euros, foi atingido "um excedente global de 125,4 milhões de euros".

Patrícia Cotrim é a nova gestora do PRODER


Gabriela Ventura tinha contrato com a administração pública até dezembro de 2015, altura em que o programa termina, mas foi-lhe comunicada a demissão

Por: tvi24 / CF    |   2014-07-22 16:43

A coordenadora da comissão de instalação do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), Patrícia Cotrim, vai acumular estas funções com as de gestora do PRODER, substituindo Gabriela Ventura neste cargo, segundo um despacho publicado no Diário da República.

O diploma foi publicado esta terça-feira, mas produz efeitos a partir de 07 de julho, três dias depois da anterior gestora do PRODER (programa que gere os fundos comunitários para a agricultura no período 2007-2013) ter cessado funções.

Gabriela Ventura tinha contrato com a administração pública até dezembro de 2015, altura em que o programa termina, mas foi-lhe comunicada a demissão em meados de junho, segundo noticiou na altura o Expresso Diário.

De acordo com o jornal, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirmou que ¿Gabriela Ventura foi convidada para ser a futura gestora do PDR 2020 [programa que sucede ao PRODER no período 2014-2020], mas não aceitou o convite¿.

Gabriela Ventura respondeu que o seu mandato «foi interrompido» e questionou o facto de ter sido «exonerada quando os restantes gestores de outros programas de financiamento do quadro comunitário» vão cumprir os mandatos até ao fim.

A nova gestora é licenciada em Engenharia Agronómica e antes de ser coordenadora da comissão operacional de instalação do PDR 2020 passou pela Maltibérica, uma fábrica de malte pertencente à Intermalta e à Unicer, que foi liderada pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, até meados do ano passado.

O regime de transição do PRODER foi suspenso a 30 de junho, apanhando as empresas agrícolas e florestais de surpresa.

Este regime estava a ser usado para assegurar a continuidade do investimento até à entrada em vigor do novo PDR 2020.

Na altura, o ministério da Agricultura justificou a ¿pausa¿ com a necessidade de fazer um ponto de situação das cerca de 10 mil candidaturas entradas ao abrigo do regime de transição do PRODER, que deram origem a 1.300 projetos já aprovados.

Mais recentemente, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, admitiu que poderá haver ainda «um curto período» de novas candidaturas ao regime de transição do PRODER, até que entre em vigor o novo PDR 2020.

A governante afirmou também que as quase 10 mil candidaturas que neste momento estão em carteira irão transitar igualmente para o PDR 2020 e «não serão perdidas», como cita a Lusa.

Alentejo lidera votação mundial para melhor região de vinhos a visitar


Por Luís J. Santos
22.07.2014

Em eleição promovida por portal de viagens do jornal "USA Today", a região alentejana é uma das 20 finalistas mundiais. Votação online até 4 de Agosto.
Celebrizado por votações populares online sobre os mais diversos tópicos ligados ao mundo das viagens, o 10Best.com, site do grupo do jornal "USA Today", tem agora no ar a escolha da melhor região para enoturismo.

Por Portugal, o Alentejo é o único candidato entre os 20 pré-seleccionados. E, à última contagem de votos, a região alentejana seguia à frente de portentos do enoturismo como a região de Champanhe na França, La Rioja na Espanha, Mendoza na Argentina, Piemonte na Itália, Mosela na Alemanha ou Napa Valley na Califórnia.

Mas, à excepção do Alentejo, estas regiões, apesar da sua dimensão mundial, nem surgem no top 5. Por obra e arte da escolha popular, a lista dos cinco primeiros estava, há momentos, organizada do seguinte modo: Alentejo (1), Okanagan Valley na Colúmbia Britânica (2), Maipo no Chile (3), Marlborough na Nova Zelândia (4) e Croácia (5). Saliente-se que o top é actualizado em tempo real, portanto, até ao final da votação, é vindima.

Para quem se surpreende com a ausência de outras grandes regiões portuguesas de vinhos na selecção - digamos, por exemplo, do Douro -, refira-se que não é um acaso nem por falta de conhecimento, antes opção dos dois especialistas em vinhos, colaboradores do "USA Today Travel" responsáveis pelas escolhas dos finalistas, Kerry Woolard e Frank Pulice.

"Quando se pensa em Portugal, a maior parte das pessoas pensa imediatamente no Douro", sublinha Woolard. "Mas rume a sul para o Alentejo e não ficará desapontado. Adegas boutique, hotéis de serviço completo, excelentes restaurantes e, claro, vinhos formidáveis", escreve a especialista, lembrando que a região é "mais conhecida pelos seus vinhos tintos robustos". No global, conclui, o Alentejo é "uma grande experiência enoturística".

Ainda este ano, no mesmo portal de viagens, Portugal conseguiu uma grande vitória popular sendo eleito como o melhor país da Europa. Além do destaque no site 10best, os resultados das votações são também promovidos na secção de viagens do "USA Today".

A votação para melhor região de enoturismo decorre online até 4 de Agosto e toda a gente pode votar -  "um voto por dia por categoria", especificam. Para votar siga para www.10best.com/awards/travel/best-wine-region-to-visit

INE: Actividade agrícola em 2013 marcada pelo aumento de produção das principais culturas agrícolas e pelo decréscimo da produção de carne e leite


A actividade agrícola em 2013 foi caracterizada por aumentos de produção das principais culturas agrícolas (cereais de Outono/Inverno, milho, batata, hortícolas, pêra, maçã, laranja e azeite) e por decréscimos da produção animal, nomeadamente de carne e leite, face a 2012. Salienta-se ainda o decréscimo de produção de alguns produtos lácteos: leite para consumo, manteiga e queijo.

Em 2013, o índice de preços no produtor dos produtos agrícolas aumentou 5,7% e o índice de preços dos bens e serviços de consumo corrente na agricultura registou um acréscimo de 1,9%.

De acordo com a segunda estimativa das Contas Económicas da Agricultura para 2013, elaborada com dados disponíveis até 31 de Janeiro de 2014, o Valor acrescentado bruto (VAB) do ramo agrícola apresentou uma variação positiva face ao ano anterior, quer em termos nominais (+9,8%), quer em termos reais (+3,6%).

O saldo da balança comercial dos produtos agrícolas e agroalimentares em 2013 foi deficitário em 3,7 mil milhões de euros, nível ligeiramente superior (39 milhões de euros) ao registado em 2012.

O consumo de produtos agrícolas em 2013 foi marcado por um decréscimo generalizado. Cada residente no território nacional consumiu, em média, 105 kg de carne (106 kg em 2012), 130 kg de cereais (131 kg em 2012), 80 litros de leite (83 litros em 2012) e 40 litros de vinho (47 litros em 2012).

O saldo da balança comercial dos produtos florestais manteve-se excedentário (2,5 mil milhões de euros), tendo melhorado 140 milhões de euros face a 2012.

Os incêndios ocorridos revelaram um aumento da área ardida de 31,4%, o que representou mais 36,8 mil hectares ardidos em relação a 2012. De salientar o aumento registado nas regiões do Norte e Centro, resultante, em grande parte, dos incêndios de grandes dimensões ocorridos nessas regiões no verão de 2013.

Para ler o texto integral do Destaque do INE clique  Documento em formato PDF (636 Kb) aqui.

Fonte:  INE

CONFAGRI pede apoio do MAM para resolução do problema do mercado do pêssego

De acordo com o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas do INE (Julho, 2014) estão previstos ganhos de produtividade de 35% para a cultura do pêssego, face à campanha de 2013, o que faz também prever um decréscimo dos preços de comercialização.

O decréscimo dos preços, está contudo a ser superior ao previsto por força da acumulação de pêssego nos mercados de Espanha, França e Itália, onde, por razões de natureza climática, se verificou uma sobreposição de calendários de comercialização nas principais regiões produtoras.

A forte concentração de pêssego nos mercados, um produto altamente perecível, está a conduzir ao aumento da tensão na fronteira entre Espanha e França, com a destruição de vários camiões oriundos de Espanha carregados de pêssego.

Em Portugal, o mercado encontra-se igualmente inundado, estando o pêssego acumulado a degradar-se em Cooperativas e Organizações de Produtores por falta de escoamento.

Os Ministérios da Agricultura de França, Itália e Espanha e, mais recentemente também da Grécia, já solicitaram à Comissão Europeia a aplicação de medidas excepcionais contra as perturbações verificadas no mercado, de acordo com o previsto no regulamento que estabelece a organização comum dos mercados dos produtos agrícolas.

A CONFAGRI reivindicou assim, junto do MAM, um acompanhamento urgente dos problemas do mercado nacional do pêssego, de modo a permitir a eventual aplicação de medidas por parte de Bruxelas, à semelhança do que está a ser realizado pelos restantes Estados-Membro produtores.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Área de milho de regadio cai 10% relativamente a 2013

INE: Boletim Mensal da Agricultura e Pescas


Previsões Agrícolas

As previsões, a 30 de Junho, apontam para aumentos generalizados na produtividade dos cereais de Outono/Inverno (com excepção do centeio, que deverá manter o nível de 2013), da batata (+5%), e do tomate para a indústria (+15%). Regista-se ainda a inversão da tendência de crescimento da área de milho de regadio (-10% face a 2013), situação que vinha a ocorrer nos últimos três anos.

Nas pomóideas, a floração e vingamento dos frutos foi regular, prevendo-se para a pêra a manutenção do rendimento unitário alcançado na campanha anterior e para a maçã uma redução de 5%. O pêssego deverá recuperar os níveis médios de produtividade (+35% face a 2013, ano marcado por condições climatéricas muito adversas na floração). Em sentido contrário, espera-se mais um mau ano na cereja (-10%), com a produção nas variedades precoces a ressentir-se da chuva e do frio na fase da floração/polinização e maturação.

Gado, aves e coelhos abatidos

O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em Maio de 2014 foi 34 099 toneladas, o que corresponde a um decréscimo de 6,9% (+1,6% em Abril), devido ao menor volume de abate registado nos caprinos (-31,0%), bovinos (-9,7%), suínos (-6,3%) e ovinos (-0,5%). Os equídeos apresentaram um decréscimo de 43,5% no abate.

O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 25 565 toneladas, o que representou um acréscimo de 2,7% (-5,5% em Abril), resultante do maior volume de abate de patos (+18,7%) e galináceos (+3,6%).

Produção de aves e ovos

A produção de frango em volume registou um acréscimo de 2,6%, com uma produção de 21 898 toneladas (-1,1% em Abril). Os ovos de galinha para consumo apresentaram um aumento de 5,0% (+10,1% em Abril), com uma produção de 7 712 toneladas.

Produção de leite e produtos lácteos

A recolha de leite de vaca atingiu 173,6 mil toneladas, o que representou um aumento de 4,7% (+6,0% em Abril).O total de produtos lácteos apresentou, no entanto, um decréscimo de 1,0% (+4,0% em Abril), devido às reduções na produção de leites acidificados (-8,6%) e de leite para consumo (-1,8%).

Pescado capturado

O volume de capturas de pescado em Portugal diminuiu 4,5% (+10,8% em Abril), devido essencialmente à menor captura de moluscos, nomeadamente "polvos". Às 11 833 toneladas de pescado correspondeu uma receita de 22 364 mil Euros, valor que representa uma diminuição de 0,6% (+6,6% em Abril).

Preços e índices de preços agrícolas

No mês de Junho de 2014 as principais alterações observaram-se nos ovos (+18,9%), na batata (-63,9%), nos hortícolas frescos (-19,0%) e nos frutos (-17,2%). Comparando com o mês anterior, as maiores variações registaram-se nos frutos (+27,6%), nos hortícolas frescos (-15,4%) e na batata (-12,4%).

Em Março de 2014 verificou-se um decréscimo de 3,3% no índice de preços de bens e serviços de consumo corrente na agricultura e um aumento de 2,6% no índice de preços de bens de investimento. Em comparação com o mês anterior, ocorreu uma variação de 0,4% e de 0,1% no índice dos bens de consumo corrente e no índice dos bens de investimento, respectivamente.

Fonte:  INE

Portugueses consumiram menos carne, leite e vinho em 2013



Os portugueses consumiram menos carne, leite, fruta, vinho e cereais em 2013, um ano que fica também marcado por um ligeiro aumento do défice da balança comercial de produtos agrícolas e agroalimentares, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Cada residente em território nacional consumiu, em média 105 quilos de carne (106 em 2012), 130 quilos de cereais (131 em 2012), 80 litros de leite (83 em 2012) e 40 litros de vinho (47 em 2012).

O consumo de leite e derivados tem vindo a decrescer desde 2008 (-10,3% entre 2008 e 2013), atingindo apenas 1.307 mil toneladas em 2013.

No caso do vinho, a produção registou um acréscimo de 12,2% na campanha de 2012/2013, enquanto o consumo caiu 16,5%, melhorando o grau de aprovisionamento.

Quanto ao arroz, o consumo humano manteve-se estável (16,3 quilos em 2013 face aos 16,2 quilos consumidos em 2012), não acompanhando a tendência de decréscimo da produção (-6,4%), o que obrigou a um aumento das importações (58,3%) para satisfazer as necessidades de consumo.

Em termos de fruta, o consumo "per capita" ficou-se pelos 98 quilos na campanha de 2012/2013, menos 13,4 quilos do que na anterior campanha.

Portugal não é autossuficiente em frutos e importou, em média, cerca de 30% do que consumiu entre 2010/2011 e 2012/2013.

No que respeita à carne, Portugal produziu apenas 72,9% da quantidade necessária para satisfazer as necessidades de consumo (76% em 2012).

O saldo da balança comercial agroalimentar em 2013 foi deficitário em 3,7 mil milhões de euros, o que significa mais 39 milhões de euros do que no ano anterior.

As importações aumentaram 5,6%, atingindo um valor de 7,2 mil milhões de euros, enquanto as exportações cresceram 11% face a 2012, totalizando 3,5 mil milhões de euros.

O saldo da balança comercial dos produtos florestais manteve-se excedentário (2,5 mil milhões de euros) e melhorou 140 milhões de euros face a 2012. 

Fonte:  Lusa

Concursos para bolsa de terras avançam depois do Verão



A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, anunciou hoje que o Governo está a preparar concursos para acesso à bolsa de terras para serem lançados a seguir ao Verão.

"O lançamento dos concursos [para candidaturas a à bolsas de terra] está para breve", afirmou a ministra Assunção Cristas, salvaguardando que o processo deverá avançar depois do Verão.

"Só não o faremos agora porque é uma altura de férias em que as pessoas podem estar menos atentas, mas no regresso ao ano de trabalho estamos a preparar esse lançamento de concurso", disse a ministra da Agricultura e do Mar, em Óbidos.

A responsável falava à margem da apresentação do projecto de regadio das baixas de Óbidos, um investimento de 27 milhões de euros, dos quais 22,2 milhões comparticipados pelo ProDeR (Programa de Desenvolvimento Regional).

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, a bolsa de terras abrange, até agora, uma área de 13.582 hectares de terras que irão ser publicitadas e disponibilizadas aos agricultores.

O Estado, com 12.108 hectares, é a entidade com maior área de terras disponibilizadas, atingindo 89% do total. Os proprietários privados disponibilizam, por seu lado, 1.474 hectares, a que corresponde 11% do total das terras.

Ao nível da aptidão cultural, a área total disponibilizada e publicitada possui uma representação de 79% de natureza florestal, 16 % de natureza agrícola (regadio e sequeiro) e 5% de natureza silvo-pastoril.

Fonte:  Lusa

MAI diz que este é o 4.º melhor ano em termos de área ardida da última década

O ministro da Administração Interna revelou hoje que este é o quarto melhor ano da última década em termos de área ardida pelos fogos florestais, tendo até ao momento ardido menos de sete mil hectares.

Miguel Macedo falava aos jornalistas no final da apresentação do balanço das três primeiras semanas da Fase Charlie – que decorre entre 1 de Julho e 30 de Setembro.

De acordo com o ministro, os meios estão operacionais e os dados disponíveis até agora mostram que este é o quarto melhor ano em termos de área ardida dos últimos 10 anos.

O governante ressalvou contudo que as previsões climatéricas para os próximos tempos indicam que as temperaturas vão aumentar, prevendo-se por isso uma subida do número de fogos.

Dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas divulgados hoje indicam que desde 1 de Janeiro até ao presente registaram-se 3.935 ocorrências que consumiram 6.673 hectares de floresta.

No ano passado, no mesmo período já tinham ardido cerca de 20 mil hectares. Aliás, na última década, arderam durante o mesmo intervalo de tempo, em média, 29.115 hectares.

Fonte:  Lusa

Os investimentos e a agricultura

OPINIÃO
ARMANDO SEVINATE PINTO 20/07/2014 - 05:49
 
Quando somos novos, muitas das nossas convicções são experimentais. À medida que envelhecemos e a vida nos vai dando novas informações e proporcionando novas experiências, algumas dessas convicções vão-se esfumando enquanto outras se fortalecem. Isso acontece em todas as dimensões da nossa condição humana, incluindo nas mais ligadas à nossa actividade profissional.

No meu caso, não enumerarei as que deixei pelo caminho, ou as que acrescentei às da minha juventude, limito-me a mencionar uma que fortaleci ao longo do tempo, ligada à minha profissão de agrónomo (espero que tenha sido por sabedoria e não por casmurrice, o que também acontece com a idade).

De facto, estou cada vez mais convencido que os dois pilares sobre os quais tem que assentar o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura, são o conhecimento e o investimento produtivo. Sobre a importância do conhecimento revelarei noutra ocasião o meu pensamento. Hoje referir-me-ei apenas ao investimento e ao seu financiamento, ainda que de uma forma resumida, compatível com o espaço de que disponho.

Malgrado os nossos fracos recursos naturais os agricultores portugueses estão hoje a concorrer directamente, em mercado aberto, quer na União Europeia, quer fora dela, por via da globalização, da qual não nos podemos escapar.

Na disputa dos mercados, inclusivamente do nosso próprio mercado interno, as exigências são enormes. Exigências em novas técnicas, novos equipamentos e novos factores de produção, que não estão ao alcance de agricultores descapitalizados e sem condições de acesso aos investimentos produtivos, desde que para isso não tenham apoio público.

Apesar dos nossos handicaps, naturais e estruturais, o que tem feito com que os nossos produtores e a agro-indústria se tenham aguentado nas últimas décadas sem desaparecer e até, em muitos casos, se tenham desenvolvido e prosperado, tem sido o apoio público aos investimentos, fortemente baseado nos apoios estruturais comunitários, dos quais temos vindo amplamente a beneficiar.

Sem contar com o programa de apoio pré-adesão, nem com os programa estruturais de apoio até 1994, incluindo o PEDAP, que foram de uma grande importância para Portugal, teremos recebido nos últimos 20 anos mais de 7000 milhões de Euros da UE, a que se adicionaram cerca de 1660 milhões do orçamento nacional, tendo beneficiado 160000 projectos de investimento maioritariamente privados e também maioritariamente orientados para investimentos directamente produtivos, que terão potenciado mais de 14500 milhões de Euros de investimento agrícola, florestal e agro-industrial.

É sobre o último programa, do último Quadro Comunitário de Apoio (2007/2013), a cuja componente agrícola, florestal e agro-industrial, foi dado o nome de PRODER, que quero fazer alguns comentários, sem querer fazer difíceis comparações sobre as performances alcançadas, valores e projectos financiados, que me parecem até ser inferiores a anteriores programas de apoio.

Fruto da falta de visão e de experiência, associado a um comportamento deploravelmente autista de um ministro, cujo nome já esqueci, e da incapacidade de um grupo técnico que o assessorou, tendo por base conceitos teóricos sem adesão à realidade, foi concebido um programa de apoio à agricultura, não só profundamente atrasado no tempo, como completamente desadaptado às nossas necessidades. A consequência foi mais do que desastrosa e chegou a admitir-se que se iriam desperdiçar milhões de Euros de apoio europeu.

Desde finais de 2005 – altura em que o mesmo responsável suspendeu as ajudas ao investimento do programa anterior, que deveria durar até 2007 - até finais de 2009 (quatro anos!!), por falta de enquadramento regulamentar, praticamente só investiram na agricultura os que gostam de arriscar e as grandes empresas, para as quais as ajudas públicas eram interessantes mas não indispensáveis. As vítimas foram os agricultores em geral, que passaram alguns dos anos mais negros das últimas décadas. Vítimas também foram os funcionários do Ministério da Agricultura que, sem culpa, fizeram o que puderam no âmbito de um programa e de um funcionamento que não tinha ponta por onde se lhe pegasse.

Saneado o Ministro e exonerada a equipa dirigente da Autoridade de Gestão do PRODER, substituída em fins de Novembro de 2009, por gente competente e esforçada, alterados que foram os mecanismos e os procedimentos, incluindo a consideração pelos agricultores, que se tinha perdido durante anos, foi possível potenciar e acompanhar, com apoio financeiro, a dinâmica própria e muito positiva da agricultura, que muitos insistem em não ver, ou em fazer o possível por não ver.

O PRODER, ainda que enfrentando um início desastroso, acabou por se reerguer e ser bem gerido pela nova equipa (toda a gente o reconhece) e bem acompanhado pelos pagamentos respectivos, a cargo do IFAP, cuja melhoria na sua regularização e previsibilidade, indispensável à boa gestão das explorações, também é notória.

Entretanto, o PRODER, que ainda há poucos dias celebrava, com ênfase política, um período de transição sem hiatos para o novo Programa que se iniciará previsivelmente em finais deste ano, terminou abruptamente a recepção de projectos, invocando o facto de ter recebido um volume excessivo de candidaturas ao longo dos últimos meses (os projectos recebidos até à suspensão serão analisados segundo as ainda actuais regras, mas serão pagos com o dinheiro do próximo programa).

O que se torna menos aceitável neste processo não é a suspensão propriamente dita mas sim o facto de, ainda há menos de um mês, se ouvirem auto-elogios pelo regime de transição que "pela primeira" vez iria acabar com os hiatos.

De qualquer modo, desejando as maiores felicidades à nova Presidente da Autoridade de Gestão do novo "PRODER" – que terá outro nome, fazendo jus ao vício dos políticos continuarem a adorar mudar nomes – não posso deixar de felicitar todos quantos participaram, a todos os títulos, no programa que agora termina, pelo que fizeram e pelo generalizado aplauso que o seu trabalho suscitou. 

Engenheiro agrónomo (ISA)

Cada português consumiu 40 litros de vinho em 2013


O consumo de vinho desceu em relação ao ano anterior, assim como o de outros produtos como o leite, carne ou cereais.

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Raquel Albuquerque |
14:24 Terça, 22 de Julho de 2014
A produção de vinho em Portugal aumentou em 2013, face ao ano anterior, mas o consumo diminuiu
A produção de vinho em Portugal aumentou em 2013, face ao ano anterior, mas o consumo diminuiu / Getty Images
Cada residente no território nacional consumiu em média 40 litros de vinho em 2013, menos sete do que no anterior, mostram as Estatísticas Agrícolas publicadas esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar da diminuição do consumo de vinho, a produção vinícola aumentou 12,2% em relação à campanha anterior, o que permitiu melhorar o grau de aprovisionamento, segundo explica o INE.

O que também desceu foi o consumo de leite, cereais e carne. Em 2013, cada português comprou em média 80 litros de leite (menos três do que em 2012), 130 quilos de cereais e 105 quilos de carne (em ambos os casos, menos um quilo do que no ano anterior).

O consumo de leite e derivados tem vindo a descer desde 2008 - a quebra dos últimos cinco anos foi de 10,3%. O que também desceu foi a produção de leite, e a par disso a produção de queijo e manteiga, em relação a 2012. 

Quanto à carne, a tendência é semelhante: desceu ligeiramente o consumo, mas também diminuiu a produção. Em 2013, o país "produziu apenas 72,9% da quantidade de carne necessária para satisfazer as necessidades especiais de consumo", constata o INE.

As estatísticas mostram ainda que cada português consumiu 16 kg de arroz em 2013. Foram produzidas 160 mil toneladas (menos 4,2%) do que na campanha anterior e o INE realça o facto de a autossuficiência em arroz ter diminuído de 98,3% em 2010 para 92,5% no ano passado.

O país também não é autossuficiente em frutos, tendo importado 30% do que consumimos. Quanto ao vinho, a produção aumentou, mas o consumo desceu 16,5%, uma quebra que o Instituto Nacional de Estatística considera "acentuada" e que permitiu melhorar o grau de aprovisionamento. 



Há cinquenta anos que Portugal não produzia tanto azeite


O último ano agrícola trouxe também recordes na produção de milho, batata e maçã. Os preços no produtor aumentaram, mas também subiu o défice da balança comercial dos produtos agrícolas e agroalimentares.

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Raquel Albuquerque |
14:21 Terça feira, 22 de julho de 2014
Foram produzidos um milhão de hectolitros de azeite, um recorde em relação às últimas décadas
Foram produzidos um milhão de hectolitros de azeite, um recorde em relação às últimas décadas / Getty Images

A atividade agrícola em 2013 fica marcada por um aumento da produção das principais culturas agrícolas, como a batata, a maçã, o milho ou o azeite. A cultura de olival permitiu produzir o nível mais elevado de azeite dos últimos cinquenta anos, segundo as Estatísticas Agrícolas, publicadas esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Foram produzidos cerca de um milhão de hectrolitros de azeite, mas também se alcançaram outros recordes. A produção de milho foi uma das maiores das últimas décadas (930 mil toneladas), a de batata atingiu os níveis mais altos das últimas quatro campanhas (488 mil toneladas) e a de maçã foi a maior dos últimos dez anos (287 mil toneladas).

O inverno com valores de temperatura e precipitação "próximos do normal", associado aos níveis de precipitação de março de 2013 (os mais elevados das últimas cinco décadas), permitiram repor as reservas de água, explica o INE. "O verão quente e seco que se seguiu promoveu o desenvolvimento normal das culturas". O último ano agrícola - de novembro de 2012 a outubro de 2013 - conseguiu assim resultados melhores do que o ano anterior. 

Apesar das melhorias na produção agrícola, registaram-se quebras na pecuária. A carne bovina produzida passou de 93 mil toneladas em 2012 para 84 mil em 2013, explicada em parte pelo anterior ano de seca que provocou um menor número de nascimentos de animais. O mesmo aconteceu, pelo segundo ano consecutivo, com a quantidade de carne de porco produzida (desceu 4,6% em 2013).

Também desceu o número de litros de leite produzidos: foram 1,9 mil milhões (menos 4,4% que em 2012). As condições de "tempo quente no verão, particularmente nos Açores" e os preços elevados ligados à produção são os dois fatores que explicam a diminuição da produção do leite de vaca, segundo o INE.

Sobem os custos de produção

As estatísticas mostram ainda que o índice de preços da produção de bens agrícolas aumentou 5,7%, contribuindo para isso, sobretudo, o aumento dos custos de produção da batata, azeite e hortícolas frescos. Pelo contrário, o índice de preços da produção de cereais desceu.

Apesar do aumento da produção em alguns setores, o défice da balança comercial dos produtos agrícolas e agro-alimentares foi mais alto que no anterior (€3,7 mil milhões em 2013). O que significa é que importámos produtos no valor de €7,2 mil milhões (mais 5,6% do que no ano anterior) e exportámos €3,5 mil milhões (mais 11%). 

Espanha continua a ser o principal mercado de onde Portugal importa produtos agrícolas e agro-alimentares (47% do total) e o primeiro para onde exporta (38,1%). Angola (12,1%), França (9,6%) e Brasil (6,3%) são os outros três principais mercados para onde exportamos.


Mais um estudo revela por que comer um bife faz mal ao planeta

RICARDO GARCIA 22/07/2014 - 15:48
Investigadores comparam impacto de vários produtos de origem animal com base em dados concretos da realidade norte-americana.

 
Carne de vaca: 26 mais terra, 11 vezes mais água, seis vezes mais fertilizantes, cinco vezes mais CO2 SANDRA RIBEIRO

Já se sabia que comer um bife é um castigo aplicado ao planeta. Mas um novo estudo agora publicado deixa ainda mais claro que a carne de vaca é o alimento de origem animal com mais impacto sobre o ambiente. Requer 28 vezes mais terra, 11 vezes mais água, seis vezes mais fertilizantes e emite cinco vezes mais gases com efeito de estufa do que as carnes de porco e de aves, os lacticínios e os ovos.

"A clara mensagem é a de que a carne de vaca é de longe a categoria animal menos eficiente ambientalmente nas quatro métricas consideradas", concluem quatro investigadores dos Estados Unidos e de Israel, num artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Science.

Os investigadores basearam-se em dados entre 2000 e 2010 sobre áreas cultivadas, água de rega e uso de fertilizantes nos Estados Unidos. Também utilizaram dados sobre as emissões de gases com efeito de estufa, derivadas de análises de ciclo de vida – em que tudo o que é necessário para fazer um animal crescer é tido em conta.

O estudo avaliou o impacto da carne de vaca, de porco e de aves, e também dos lacticínios e dos ovos, que juntos representam 96% do consumo norte-americano de calorias de origem animal. Os peixes ficaram de fora porque pesam muito pouco nos hábitos alimentares do país – apenas dois por cento da energia de origem animal – e porque não havia dados suficientes.

Para produzir aquelas categorias de alimentos de origem animal, são necessários 3,7 milhões de quilómetros quadrados – mais de 40 vezes a área de Portugal – em culturas agrícolas e pastos. Também são consumidos 45 mil milhões de metros cúbicos de água, o que equivale ao consumo doméstico norte-americano, e seis milhões de toneladas de fertilizantes – metade do total nacional. As emissões de gases com efeito de estufa equivalem a 300 milhões de toneladas de CO2 – cinco por cento do total dos Estados Unidos e quatro vezes as emissões de Portugal.

Com muita massa e muito pouca eficiência alimentar, o gado bovino destaca-se claramente em primeiro plano. Para cada caloria contida num bife, são necessárias cerca de 35 calorias de pastagens e rações. Todas as outras categorias de produtos estão próximas ou abaixo da taxa de conversão usual entre dois elos da cadeia alimentar, que é de dez para um.

Os investigadores dizem que, embora o estudo seja baseado em dados dos Estados Unidos, as suas conclusões reforçam as preocupações quanto à exportação de hábitos alimentares para outros países, em especial a China e a Índia, os mais populosos do mundo. "Os nossos resultados podem ajudar a iluminar os caminhos que medidas legislativas correctivas podem tomar", escrevem.

A produção de cereais foi um dos sectores agrícolas mais rentáveis em 2011

Julho 17
08:48
2014

Um relatório publicado pela Comissão Europeia, sobre a produção de cereais, vem afirmar que o sector foi um dos mais rentáveis no ano de 2011.

Baseado na Farm Accountancy Data Network, o relatório tem em linha de conta as receitas brutas, os custos de produção e as margens de negócio.

A receita média por produtor de cereal, na União Europeia (UE), foi de 26.500 euros, ou seja, o dobro do realizado em 2009 e 40% mais do que a média de 2004-2010.

Segundo o relatório, a margem bruta obtida por hectare de cereal foi muito melhor que em 2009, mas não chegou a atingir os valores de 2007, devido à subida dos custos de produção.

Os cereais representam um quarto do valor das produções aráveis e um oitavo da produção agrícola total na UE.

O cereal com maior margem bruta em 2011 foi o milho e, também, o que mais recuperou das perdas de 2009, com um valor de 870 euros por hectare.

A margem bruta para o trigo situou-se nos 400 euros por hectare, enquanto a cevada, apesar de ter visto as suas margens brutas crescerem, não ultrapassou os 200 euros por hectare.

Recuperação de confiança dos agricultores da União Europeia

 21-07-2014 
 


 
Os novos resultados da análise do Copa-Cogeca sobre o primeiro trimestre de 2014 mostram que a confiança dos agricultores na sua situação económica recuperou ligeiramente durante o último ano.
 
Esta situação deve-se, sobretudo, a uma ligeira recuperação dos preços agrícolas, redução dos custos das matérias-primas e à saída progressiva da recessão. Contudo, secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, alertou para o facto de esta melhoria esconder diferenças muito marcadas entre os Estados-membros e entre os diferentes sectores e também vem de uma situação especialmente negativa, mantendo-se o receio de que esta recuperação seja frágil e temporal. Efectivamente, Pesonen afirmou que os resultados preliminares da análise mais recente mostram que a confiança dos agricultores voltou a deteriorar-se.
 
O Copa-Cogeca tem vindo a realizar este barómetro em colaboração com 10 organizações nacionais desde 2010. A pesquisa revela que a confiança melhorou em cinco países ao longo do primeiro trimestre de 2014. A lista inclui a Itália e a França, onde a melhoria nas perspectivas para as actividades agrícolas têm andado de mãos dadas com a melhoria da confiança da situação económica em geral.
 
Os agricultores romenos e alemães também estão mais positivos, ainda que as suas expectativas quanto à futura política agrícola comum (PAC) difiram. Na Suécia constatou-se que os produtores de leite têm também melhores perspectivas em relação a anos anteriores.
 
Observou-se também sinais de recuperação na Holanda, em particular nos sectores avícola e hortícola. Em geral, o barómetro das empresas na Hungria permanece estável, mas a um nível abaixo. Por último, a análise revela que a confiança deteriorou-se na maior parte dos sectores, tanto na Bélgica como na Polónia, tal como as relações comerciais com a Rússia e a tensão política que se vive na Europa oriental constituem receios partilhados por todos os países e sectores.
 
Fonte: Agrodigital

CPLP: Cimeira de Díli prepara parcerias no sector agro-alimentar

16-07-2014 
 

 
Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão partilhar conhecimentos e tecnologia no sector agro-alimentar e pretendem candidatar projectos a financiamentos internacionais, adiantou à Lusa o director de cooperação da organização lusófona.
 
O projeto "Plataforma SKAN CPLP" é uma das iniciativas em debate na reunião sobre cooperação da comunidade, a decorrer em Díli nesta quinta e sexta-feira, dias antes da cimeira de chefes de Estado e de Governo, que terá lugar na capital timorense no próximo dia 23.
 
«Esta plataforma pretende estabelecer de uma forma transversal a disponibilização de tecnologias e experimentações no sector agro-alimentar e na segurança alimentar e nutricional que têm sido implementadas com sucesso nos nossos Estados-membros», explicou à Lusa Manuel Lapão.
 
A Plataforma SKAN foi criada em Portugal no início do ano para promover a partilha de conhecimento e tecnologia portuguesas empresas e instituições de toda a Europa, África e América Latina nos sectores agrícola, alimentar e florestal, sendo agora estabelecida ao nível dos países da comunidade lusófona.
 
«Queremos criar uma rede de partilha para que estas experiências fiquem claramente definidas nos seus aspectos relevantes e nos aspectos que correram menos bem para que aqueles que vão agora iniciar as suas estratégias possam perceber o que correu menos bem e adaptar-se aos obstáculos, para não ter de passar por eles», disse o responsável.
 
No âmbito deste projecto, os Estados-membros poderão partilhar entre si «um conjunto muito significativo de tecnologia», numa «lógica de redução de encargos e de conseguir a sustentabilidade do sistema», referiu.
 
Por outro lado, este projecto pressupõe um trabalho conjunto entre os oito países da CPLP para concorrerem ao financiamento disponível a nível internacional, procurando «alguma vantagem» face a candidaturas individuais, adiantou Manuel Lapão.
 
Na reunião de pontos focais de cooperação da CPLP, os países vão discutir o modelo de cooperação até 2016, tendo em conta o debate internacional que decorre atualmente sobre o futuro nesta área, no cenário pós-2015, quando termina o prazo dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio definidos pelas Nações Unidas.
 
«Vamos tentar perceber o que é que a agenda do desenvolvimento vai trazer de novo. O debate está entre a criação de novos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio ou se deve manter-se a mesma listagem, mas criar ao lado os objectivos de desenvolvimento sustentável. Na reunião vai-se procurar perceber qual é o posicionamento que os Estados-membros têm defendido e depois procurar uma posição de consenso», disse o responsável de cooperação.
 
A cooperação no âmbito da CPLP, onde Portugal e Brasil são os principais parceiros a nível bilateral e os restantes países beneficiam de programas das agências das Nações Unidas, tem sido articulada de forma a aproveitar as sinergias da cooperação internacional, regendo-se em torno de planos estratégicos na área da saúde, ensino, segurança alimentar e igualdade de género.
 
«Para já, o plano indicativo até 2016 prevê um conjunto de actividades muito transversal, sob o chapéu da capacitação, da formação, da educação para o desenvolvimento, dos direitos humanos e da educação para a cidadania», afirmou Lapão.
 
Fonte: Lusa

Copa-Cogeca apela a uma actuação mais forte contra práticas comerciais desleais

 17-07-2014 
  
O Copa-Cogeca apelou a uma actuação mais contundente para combater as práticas comerciais desleais e abusivas da cadeia alimentar, como reacção à comunicação publicada pela Comissão Europeia sobre as mesmas.
 
O Copa-Cogeca é favorável ao reconhecimento da existência de práticas desleais, mas adverte para a necessidade de uma abordagem muito mais contundente e ambiciosa. «O impacto que as práticas desleais têm sobre os agricultores e as cooperativas agro-alimentares têm sido amplamente comprovadas», afirma o secretário-geral da organização.
 
Pekka Pesonen diz-se satisfeito pelo reconhecimento por parte da Comissão Europeia que se devem estudar formas de proteger os produtores e as cooperativas dessas mesmas práticas, mas, sublinha, que é «muito decepcionante constatar a falta de ambição da Comunicação da Comissão. Necessitamos medidas que possam atacar as práticas comerciais desleais na União Europeia (UE) e que evitem a fragmentação do mercado único. Tendo em vista diferentes abordagens, por vezes divergentes, adoptadas para abordar este problema nos Estados-membros, é inaceitável que a Comissão não assuma as suas responsabilidades e proponha medidas para criar um quadro de âmbito europeu que garanta condições equitativas que permitam um melhor funcionamento do mercado único. A ausência nesta informação de uma actuação normativa a nível da UE leva a uma abordagem fragmentada que pode vir a perturbar o mercado único».
 
Segundo o Copa-Cogeca, esta Comunicação não facilita ferramentas para que os Estados-membro possam garantir que a norma seja aplicada de forma correcta. Actualmente o mercado único está fragmentado, devido a acções descoordenadas e ao surgimento de práticas comerciais desleais, como a "contabilidade forense" no Reino Único. Também se tem aberto procedimentos legais em Portugal devido às práticas desleais.
 
Apoiar unicamente um sistema voluntário, tal e como sugere a Comunicação, para travar estas acções desleais não facilita aos agricultores nem às cooperativas as condições que tão urgentemente necessitam para poderem apresentar as suas queixas de forma anónima e reduzir o medo gerado pela possibilidade de receber represálias dos seus clientes. A falta de aplicação da normativa mediante uma terceira autoridade independente que possa impor sanções em caso de incumprimento dos códigos de boas práticas é o principal ponto débil de qualquer sistema voluntário, o qual é reconhecido pela Comissão, quando afirma que "qualquer iniciativa de auto-regulação tem limitações na hora de facilitar um mecanismo de solução de diferenças".
 
O Copa-Cogeca considera que um sistema misto, que combine os códigos voluntários com uma melhor legislação, cuja aplicação seja da responsabilidade de uma terceira autoridade independente, é a melhor forma para avançar e garantir uma cadeia de fornecimento alimentar justa, transparente, sustentável e funcional em toda a UE, da qual pose, beneficiar todos os actores envolvidos nessa cadeia, incluindo os consumidores.
Para terminar, Pekka Pesonen declarou que «os agricultores e as cooperativas agrícolas esperam poder ampliar os seus negócios e prosperar no seio da cadeia alimentar. Desejam trabalhar com os seus parceiros no espirito de igualdade mútua e não num clima de medo. Os agricultores e as cooperativas agrícolas trabalham sempre para produzir alimentos seguros e nutritivos. Os consumidores europeus não merecem menos e deve-se respeitar que assim seja».
 
Fonte: Copa-Cogeca

Bolsa de Terras: concurso público

Acrescimo

A Acréscimo, Associação de Promoção ao Investimento Florestal, aguarda com especial expetativa o lançamento do concurso público para arrendamento ou venda de cerca de 12 mi hectares de terras integradas na Bolsa Nacional de Terras, recentemente anunciado pela ministra Assunção Cristas.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e do Mar, de maio último, a Bolsa Nacional de Terras abrange 13,6 mil hectares, sendo que cerca de 89% dessa área se encontra sob domínio público (Estado e entidades públicas).

A expetativa da Acréscimo relaciona-se com o facto de cerca de 84% da área em Bolsa ser de aptidão florestal e silvopastoril.

Efetivamente, apenas 16% da área em Bolsa é de aptidão agrícola, sendo cerca de 13% de regadio e 3% de sequeiro.

Aguarda-se assim que parte significativa dos 12 mil hectares, a submeter a concurso público, possa gerar investimentos florestais que primem por uma subsequente gestão florestal ativa, profissional e necessariamente sustentável, onde seja visível a aposta na inovação, quer nos procedimentos de cariz técnico, mas também nos de carater comercial, seja na produção de bens, mas igualmente na prestação de serviços.

Todavia, colocam-se à partida várias questões:

1. Corresponderá a oferta em Bolsa, sobretudo de aptidão florestal, à procura, aparentemente mais evidente na produção agroalimentar, sobretudo em regadio?

2. Sendo o Estado detentor de apenas 2% da área florestal nacional, será oportuna a disponibilização de área pública de aptidão florestal a privados, quando esta área poderia servir de base a iniciativas de Investigação e Desenvolvimento, de que o país tanto carece no domínio da atividade florestal?

Em todo o caso, importa ter presente que parte da área agora em Bolsa, sobretudo a de aptidão florestal, já integrava propriedades sob gestão da empresa de capital público Lazer e Floresta, SA, ou seja, estava ja em situação de venda desde meados da década passada.

A Acréscimo pretende acompanhar os resultados do concurso público anunciado, sobretudo nos investimentos que venham a ocorrer no domínio da atividade florestal.

Lisboa, 21 de julho de 2014

Junho de 2014 foi o mais quente desde que há registos temperatura, em 1880



O mês de Junho de 2014 foi o mais quente desde que começaram os registos das temperaturas, em 1880, indicou ontem a agência norte-americana para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês).

A temperatura média combinada da superfície dos solos e dos oceanos atingiu em Junho os 16,22 graus Celsius (°C), o que representa 0,72° C acima da média deste mês no século XX, superando o último máximo de Junho, que fora estabelecido em 2010.

"A maior parte do planeta enfrenta temperaturas médias mensais superiores à média, com recordes de calor nas regiões do sudeste da Gronelândia, do norte da América do Sul ou ainda das zonas do este e centro de África, bem como das partes do sul e sudeste da Ásia", especificou a NOAA, em comunicado.

A última vez que a temperatura num mês de Junho foi inferior à média do mês do século XX foi em 1976.

A temperatura da superfície dos oceanos registou mesmo em Junho último o valor mais alto desde sempre, batendo o recorde, que datava de 1998, salientou também a NOAA.

Os gelos do Ártico derreteram mais do que era habitual em Junho, caindo para um nível inferior nem 05% à média do período 1981-2010.

Fonte:  Lusa

Metais pesados detectados em hortas urbanas e pastagens do Grande Porto

Os níveis de metais pesados e potencialmente perigosos em hortas urbanas e pastagens do Grande Porto ultrapassam os valores máximos definidos pela União Europeia (UE), revela um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Universidade de Aveiro.

Cádmio, cobre, chumbo e zinco são alguns dos metais pesados, que podem representar perigo para a saúde pública, cuja presença foi detectada em zonas agrícolas da área do Grande Porto por uma equipa de investigadores daquela universidade de Aveiro.

A análise das centenas de amostras de solo recolhidas em hortas situadas nos arredores da cidade do Porto, mais concretamente na Maia, em Leça da Palmeira, em Matosinhos e em São Mamede de Infesta, revelou que as concentrações de metais pesados são comparáveis aos valores observados noutras cidades europeias, nomeadamente em Espanha, no Reino Unido ou na Holanda.

No entanto, ao contrário desses e de outros países da União Europeia, em Portugal não estão fixados limites para elementos potencialmente tóxicos em solos de áreas agrícolas, residenciais e industriais.

Portugal não dispõe de procedimentos definidos para avaliação de risco para o ambiente e saúde humana nessas áreas, nem de critérios para a remediação de solos contaminados.

Sónia Rodrigues, investigadora do Departamento de Química (DQ) e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, defende que "é crucial implementar critérios de qualidade de solos, que sejam adequados aos tipos de solo mais comuns em Portugal".

A coordenadora do estudo revela que "os níveis de chumbo observados nos solos são superiores àqueles observados em área rurais em Portugal". Nas plantas, nomeadamente no azevém que serve de pasto a animais, que poderão entrar na cadeia alimentar dos portugueses, "obtiveram-se valores de cádmio, cobre e zinco que excederam os critérios de qualidade para forragens animais".

Ainda sem se debruçarem sobre os eventuais problemas para a saúde que a ingestão de produtos plantados à beira das estradas pode acarretar, os investigadores da UA incidiram a sua investigação nos alimentos consumidos por vacas e ovelhas nesses locais ou noutros de características urbanas.

No caso das vacas, a ingestão diária excede os limites de cobre em sete locais estudados e os limites de chumbo em oito.

Os cientistas apontam que é preciso avaliar a exposição efectiva de animais aos pastos cultivados nas cidades, assim como os riscos para a saúde humana, trabalho que está por fazer no país.

Embora não desaconselhando o consumo humano e animal de produtos hortícolas e de pastagens que crescem em áreas urbanas ou industriais, os investigadores apontam para a necessidade de avaliação da qualidade dos solos e do risco para a saúde pública da ingestão dos produtos em causa.

"Os consumidores devem ter preocupação em perceber a origem dos produtos vegetais e animais que consomem. No caso dos produtos serem oriundos de áreas urbanas ou industriais, deverá haver interesse em saber se foi efetuada uma análise da qualidade do solo e dos produtos em causa", diz Sónia Rodrigues.

De notar que o estudo da UA se focou na análise de elementos inorgânicos potencialmente tóxicos mas, segundo Sónia Rodrigues, "poderão ocorrer também contaminantes orgânicos em solos com origem em actividades industriais ou serem resultado da urbanização".

A equipa de investigação está a realizar estudos adicionais para avaliação da transferência de elementos potencialmente tóxicos para as plantas e da disponibilidade para serem absorvidos no sistema gastrointestinal humano, após a ingestão de alimentos contaminados, mas também de solos, dado o gesto comum em crianças de levarem a mão à boca depois de mexerem na terra.

Fonte:  Lusa

Autoridades chinesas encerram fábrica fornecedora de carne para McDonald's e KFC

As autoridades de Xangai encerraram uma fábrica subsidiária do grupo alimentar norte-americano OSI por vender carne fora da validade para cadeias de restauração como a McDonald's e KFC, foi hoje anunciado.

A televisão de Xangai, que reportou o escândalo alimentar, informou que os trabalhadores da fábrica OSI China misturavam carne fora da validade com produto fresco e deliberadamente engavam os inspectores de qualidade da McDonald's.

Outros clientes da OSI China incluíam o Burger King, Papa John's Pizza, Subway, e a cadeia de cafés Starbucks, informou o jornal Shanghai Daily.

Funcionários municipais encerraram a fábrica no domingo e apreenderam os produtos alegadamente processados com carne fora da validade, indicou a autoridade para a segurança alimentar de Xangai em comunicado.

Uma investigação está a ser conduzida pela polícia.

A McDonald's disse em comunicado ter parado "imediatamente" de usar os produtos da fábrica, enquanto a empresa Yum, detentora das marcas KFC e Pizza Hut, informou que tinha suspendido o uso da carne proveniente da OSI China.

Fonte:  Lusa

Idanha-a-Nova: Agricultores ajudam a combater o despovoamento

Foto: LUSA


Os novos agricultores olham para Idanha-a-Nova como uma terra de oportunidades e tentam inverter, com a ajuda do município, a realidade de um dos concelhos mais envelhecidos e despovoados do país, com 6,8 habitantes por quilómetro quadrado.

São cada vez mais os jovens que respondem ao apelo do município - "Em Idanha há um lugar para ti. Não emigres. Migra!", - uma campanha que tem como objectivo atrair e fixar jovens no concelho, sobretudo em áreas nas quais o abandono das terras era quase total.

Na Herdade do Couto da Várzea, onde a Câmara de Idanha-a-Nova criou uma Incubadora de Empresas de Base Rural, Thalia Willms, 29 anos, trabalha os três hectares que lhe foram atribuídos na plantação de mirtilo.

Licenciada em Nutrição Humana e Qualidade Alimentar, esta jovem de origem alemã deixou Seia e foi há dois anos para Idanha-a-Nova, "por opção e por gosto". "Gosto muito daquilo que faço. Neste momento, a agricultura é o único sector que dá alguma coisa. É uma aposta no futuro", salientou.

Filha de pais alemães, Thalia Willms já nasceu em Portugal (Seia) e estudou em Castelo Branco, na Escola Superior Agrária. "Esta é uma vida diferente. Levanto-me todos os dias às 04:30 e trabalho até bem tarde. Mas estou a fazer o que gosto", explica à agência Lusa.

A jovem não tem quaisquer dúvidas de que a agricultura "está na moda", muito por culpa da crise económica e financeira que afetou Portugal. "É um sector com pernas para andar e é na agricultura que temos que apostar. O país tem bons terrenos que não estão a ser aproveitados. Sinto-me realizada", refere.

Margarida Serras, 39 anos, nasceu e viveu até há alguns meses em Lisboa. Licenciada em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora, criou uma empresa agrícola com um grupo de amigos.

"Não tinha qualquer ligação a Idanha-a-Nova. Um dos sócios já conhecia a região", explicou. A Incubadora de Base Rural foi fundamental para optar por Idanha-a-Nova, "possibilitou ter estes 12 hectares", sendo que o projecto inicial incluiu quatro hectares, um para as groselhas e mais três hectares para as amoras.

Margarida Serras deixou o emprego que tinha na Galp e, em Junho, fez as malas e rumou a Idanha-a-Nova. "Temos que tomar opções. Não estou nada arrependida", diz.

António Fonseca tem 44 anos. Vivia em Lisboa, apesar de ter nascido em Aveiro. Desde 2013 que está no Couto da Várzea e decidiu apostar no figo da índia. Arquiteto de formação, projectista de instalações solares, tem ainda formação na área do ordenamento do território e do ambiente. Em 1998, teve o seu primeiro contacto com as culturas do figo da índia e de aromáticas. António Fonseca explica que o figo da índia e a própria planta têm "uma aplicação infindável", que vai desde o consumo humano até à utilização nas indústrias farmacêutica e cosmética.

A Incubadora de Empresas de Base Rural foi a porta de entrada destes jovens na agricultura.

A estes, juntam-se muitos outros que actualmente exploram os 512 hectares de terreno disponibilizados pela autarquia.

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova sabe que este é apenas o início de uma longa "guerra" contra o despovoamento. "O programa 'Não Emigres. Migra!' visa motivar jovens para um projecto de vida e que aqui se possam fixar. Atendendo às circunstâncias que o país vive, que vejam no mundo rural uma oportunidade para a sua vida", refere Armindo Jacinto. 

Fonte:  Lusa

Governo não garante centro de competências do azeite em Mirandela


O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar afirmou, em Bragança, que o Governo não tomará a iniciativa de instalar em Mirandela o Centro Nacional de Competências do Azeite que o próprio governante tinha anunciado, em Março.

Nuno Vieira e Brito falava aos jornalistas à margem da cerimónia da assinatura do acordo para a criação um outro equipamento do género, que ficará instalado em Bragança, vocacionado para os frutos secos e integrado na nova rede nacional de centros de competências em diversos sectores agrícolas.

Antes mesmo de ser conhecida a localização deste centro em Bragança, o governante tinha anunciado, em Março, em Mirandela que era intenção do Governo instalar naquela cidade transmontana o Centro Nacional de Competências do Azeite, garantia que surgiu na sequência da polémica em torno do encerramento do Laboratório de apoio à actividade agropecuária e a transferência das análises de sanidade animal para a zona do Porto.

Questionado hoje, em Bragança, sobre este processo, o secretário de Estado rejeitou que se associe a questão do laboratório ao centro de competências e afirmou que a sua instalação em Mirandela não depende do Governo, mas dos parceiros locais.

"Nós não estamos preocupados muito com isso, nós estamos preocupados mais que sob o ponto de vista de entendimento se constitua a rede, o Ministério (da Agricultura) apenas facilita a construção da rede", declarou, referindo-se à nova rede nacional de centros de competências.

O governante vincou que "quando as associações se entenderem e se entenderem que é necessária a sua localização (em Mirandela)", o Governo estará disposto "a apoiá-las nesse sentido".

"Aquilo que nós entendemos é que de facto o Centro de Competências do Azeite terá de ser analisado com todos os parceiros do sector e que tenha de ser apresentado ao Ministério", afirmou.

Se for entendível, continuou, pelo sector que a melhor localização será ali, o Governo está "disposto necessariamente a analisar".

"Mas estamos à espera de, tal como aconteceu aqui em Bragança, em que as associações se juntaram, se dirigiram, com certeza que então o Ministério analisará o melhor sítio da localização", acrescentou.

Questionado se o Ministério está a analisar propostas de outras zonas do país, nomeadamente do Alentejo, a região maior produtora nacional de azeite, para a instalação deste centro, o secretário de Estado afirmou que lhe chegam "sempre muitas coisas", mas que "não existe nenhuma proposta de centro de competências no Alentejo".

Fonte:  Lusa

domingo, 20 de julho de 2014

Operadores do sector dos cereais e oleaginosas exigem a importação de OGM


Julho 18
08:34
2014

As associações profissionais europeias FEFAC (fabricantes de alimentos compostos para animais), COCEREAL (importação e distribuição de cereais) e FEDIOL (comercialização e transformação de oleaginosas) pediram à Comissão a autorização urgente da importação de oito OGM's sob risco de virmos a ter a curto prazo uma ruptura de abastecimento, sobretudo de oleaginosas no mercado.

É urgente, segundo estas organizações, tomar estas medidas até ao final do mês de Julho, para garantir o aprovisionamento das fábricas de rações.

A União Europeia (UE) neste momento importa 75% da proteína vegetal que necessita para a alimentação animal e alguns OGM's que são autorizados noutros países não são ainda na UE e vão começar a ser colhidos em Outubro e virão a ser a única possibilidade de aprovisionar a UE de proteína vegetal.

Se existirem atrasos nas aprovações, vamos seguramente assistir a uma falta de oleaginosas no mercado, o que levará a um grave problema de alimentação animal, para não falar na especulação de preços que se seguirá.

As associações defendem que todos estes OGM's já foram considerados inofensivos pelas autoridades responsáveis europeias e que aguardem autorização desde 2013.

A Comissão repõe taxas aduaneiras para a importação de milho, sorgo e centeio


Julho 18
08:35
2014

A Comissão Europeia anunciou que as importações de milho, sorgo e centeio vão passar a ter que pagar taxas de importação de 5,23 euros por tonelada.

Esta decisão foi tomada, dando seguimento às disposições comunitárias, tendo em conta a evolução do preço destes cereais no mercado europeu, que tem vindo a registar baixas consecutivas.

Foi tida em consideração a previsão de produção do International Grains Council, que prevê um aumento da produção mundial e, também, dos stocks de fim de campanha, que devem crescer 18 milhões de toneladas para as 180 milhões de toneladas.

Devido a esta situação ,o milho que, em 1 de Julho de 2013, era negociado a 304 dólares por tonelada no Golfo do México, em 1 de Julho de 2014 estava a ser negociado a 203 dólares por tonelada, nos portos americanos.

O valor das taxas aduaneiras é calculado automaticamente, através de uma fórmula que determina a diferença entre o preço do cereais importado CIF Roterdão e o valor do preço de intervenção comunitário, multiplicado por um coeficiente de 1,55.

Deste 17 de Agosto de 2010 que este diferencial era zero para milho, o mesmo acontecendo para o sorgo e o centeio a partir de 19 de Outubro de 2010.

No que diz respeito ao recente acordo assinado com a Ucrânia, está prevista a manutenção de um contingente de importação de 400.000 toneladas de milho até 31 de Outubro de 2014, com taxa aduaneira zero.

Mantêm-se as condições especiais para Portugal e Espanha, com contingentes de importação a taxas especiais de 500.000  e 2.000.000 toneladas de milho, respectivamente, para estes dois países, que em 2014 foram rapidamente esgotadas.

As importações destes cereais nos últimos anos foram de:

(Milhões de Ton)