domingo, 24 de agosto de 2014

Setor agrícola foi dos que mais ajudou a vencer a crise


Elogio parte de Pedro Passos Coelho, durante uma visita à Feira Agrícola do Vale do Sousa

Por: tvi24 / MM    |   2014-08-24 19:40

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, elogiou este domingo, em Penafiel, o setor agrícola português considerando ter sido dos que mais ajudou a vencer a crise que afetou o país nos últimos anos.

«Espero que a minha visita, depois desta crise grave por que passámos, mostre que este setor foi muito importante para nos ajudar a vencer a crise», declarou Pedro Passos Coelho, quando visitava a Feira Agrícola do Vale do Sousa (Agrival).

Em declarações aos jornalistas, o chefe do Governo sublinhou que, atualmente, o setor agrícola é «fortemente exportador e criador de riqueza», prevendo que, no futuro, «pode ter um maior crescimento».

Pedro Passos Coelho, acompanhado do presidente da câmara, Antonino Sousa, percorreu este domingo o certame no qual participam cerca de 350 expositores.

Para o primeiro-ministro, «o dinamismo grande» da Agrival «é bem uma prova de que o país tem na agricultura um parceiro importante de crescimento». «É um setor que traz melhor rendimento e que atrai mais jovens para a agricultura, muitos mais qualificados do que antigamente», assinalou.

A propósito, Passos sublinhou a importância do setor na balança alimentar do país e nas exportações, contribuindo para «gerar emprego e rendimento». «Muitos daqueles que acreditavam que este era um setor em remissão tiveram oportunidade de constatar que, nestes três anos, apesar da crise que nós vivemos, todo o setor agrícola foi daqueles que registou um desenvolvimento mais dinâmico e um desenvolvimento social mais notado, com criação de postos de trabalho e valor acrescentado», acrescentou.

O primeiro-ministro exortou «todos os agricultores» a aproveitarem o novo ciclo de financiamento europeu, utilizando, «pelo menos tão bem como até aqui», os recursos disponíveis.

Se fizerem os investimentos necessários, concluiu o chefe do Governo, poderão ajudar o país a crescer e exportar mais.

Na visita ao certame, o chefe do Governo falou com vários expositores, deixando a mensagem de que a recuperação económica do país trará mais oportunidades para as empresas.

Até ao final da 35ª edição da Agrival, no dia 31 de agosto, são esperados mais de 140.000 visitantes.

Brasil aproveita oportunidade aberta pelas sanções russas


JOÃO PEDRO PEREIRA 24/08/2014 - 07:38
Outros países da América Latina e também a Turquia estão a posicionar-se para virem a ser vencedores na guerra económica em curso entre a Rússia e o Ocidente.

 
A necessidade de a Rússia encontrar fornecedores de carne e cereais está a alimentar expectativas de um aumento das exportações brasileiras para aquele mercado, após anos em que as relações comerciais entre os dois países sofreram um arrefecimento.

Logo a 7 de Agosto – dia em que o governo russo anunciou que o país deixaria de importar carne, peixe, vegetais, fruta e lacticínios dos EUA, União Europeia, Noruega, Austrália e Canadá –, o ministro da agricultura da Rússia, Nikolai Fyodorov, adiantou que as restrições seriam compensadas por compras de carne ao Brasil e a outros países da América Latina, entre os quais o Chile, a Argentina e o Equador. 

Naquele mesmo dia, o governo brasileiro anunciou que 90 fábricas de carne tinham acabado de receber autorização para exportar para o mercado russo. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paulodo, afirmou na altura que se abria "uma grande janela para o Brasil". 

Aquela não foi uma medida de última hora. "As negociações para ampliar a relação comercial com a Rússia já estavam em andamento há mais de seis meses", explica ao PÚBLICO o secretário para as Relações Internacionais daquele ministério, Marcelo Junqueira.

Na sequência das sanções, a Comissão Europeia fez saber que faria pressão junto dos países da América Latina para que se solidarizassem com a posição ocidental, mas a estratégia não parece estar a dar frutos, nem no Brasil, nem nos restantes países. "Estamos preparados para atender à crescente procura mundial, sem preferência por este ou aquele cliente", assegura Junqueira.

Enquanto o Brasil aumenta a exportação de carne e espera fazer o mesmo com cereais, outros países da América Latina tentam também intensificar as relações comerciais que já têm com a Rússia.

Entre os produtos embargados por Moscovo, o Chile já vende à Rússia peixe, frutas e carne de porco, ao passo que a Argentina exporta fruta, carne de vaca e queijo. Do Equador são enviados café, bananas e chá. Os contactos com estes países foram rapidamente postos em curso pela diplomacia russa e estão a ter consequências. Esta semana, 12 empresas de peixe chilenas receberam autorizações para exportar.

Relações aquecem
O estreitar de relações entre o Brasil e a Rússia surge após um período em que as trocas comerciais caíram. "Apesar de o Brasil e a Rússia integrarem o grupo dos BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], o comércio entre os dois países tem perdido dinamismo nos últimos anos", nota o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, Fábio Faria. Em 2010, a Rússia era o décimo principal destino das exportações brasileiras. Em 2013, tinha caído para a vigésima posição.

Porém, mesmo antes das sanções, já 2014 estava a ser um ano de inversão da tendência. Até Julho, as exportações brasileiras para a Rússia cresceram 25% face ao mesmo período do ano passado, em parte impulsionadas por uma subida na venda de carne. "Há uma expectativa favorável de ampliação das vendas, especialmente dos produtos agrícolas, o que é bom, sobretudo num momento de retracção das exportações", diz Fábio Faria.

Já Marcelo de Paiva Abreu, professor de Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, nota que as relações anteriores entre Moscovo e Brasília eram "bastante ténues". O académico argumenta que "a deterioração das relações políticas e económicas da Europa e dos EUA com a Rússia certamente abre espaço para maior aproximação, e contribui para dar substância ao bloco dos BRICS". 

Fora da América Latina, a Turquia – candidata desde 1999 a membro da União Europeia – é outro dos países a querer aproveitar a oportunidade. "A Turquia é um grande fornecedor de alimentos e produtos agrícolas à Rússia. Estamos prontos para aumentar as exportações alimentares para a Rússia, se necessário", afirmou o ministro da Economia turco, Nihat Zeybekc, dias após o anúncio de Moscovo. No ano passado, a Rússia representou 7% das exportações alimentares turcas, segundo dados compilados pela ONU. 

Feira da cebola vai mostrar produtos agro-alimentares em Rio Maior

20-08-2014 
 


 
Uma exposição agro-alimentar do concelho é a principal novidade da FRIMOR – Feira Nacional da Cebola, que de 29 de Agosto a 2 de Setembro reúne em Rio Maior produtos agrícolas, gastronomia e animação.
 
«O sector agro-alimentar é um dos sectores chave do plano estratégico de Rio Maior e, pela primeira vez, apostamos na exposição dos principais produtos do concelho», disse à agência Lusa João António Candoso, vereador responsável pelos mercados e feiras.
 
Para além daquela exposição, a Feira Nacional da Cebola contará nesta edição com uma maior aposta no programa equestre que este ano incluirá uma tourada e retomará a realização do circuito ciclista de Rio Maior.
 
A feira, que decorrerá no pavilhão multiusos de Rio Maior foi apresentada pela autarquia, que prevê gastar nesta edição mais de 67 mil euros. «Temos vindo a apostar no crescimento sustentado e aumentando gradualmente o orçamento, que em 2013 rondou os 60 mil euros, do certame que acreditamos que este ano esteja mais consolidado e que atraia entre 60 a 70 mil visitantes», afirmou o vereador.
 
Para esse aumento de visitantes concorre, por um lado, a divulgação «mais intensa e atempada» que a câmara está a fazer do certame e, por outro lado, «um vasto programa de animação e a gastronomia, incluindo "show-cokings" ligados à cebola», explicou Lopes Candoso.
 
Para além dos trinta e dois ceboleiros da região presentes, a FRIMOR contará com cerca de 40 "stands" dedicados ao agro-alimentar, cerca de 70 dedicados à doçaria e outras actividades económicas e 30 "stands" em representação de instituições.
 
A FRIMOR - Feira Nacional da Cebola, embora só nos últimos anos assim se designa, é o certame mais antigo de Rio Maior, remontando a sua criação ao século XVIII.
 
A feira durava três dias, com início a 13 de Setembro, junto da capela de S. Sebastião, onde se transaccionavam desde produtos agrícolas, pecuários, metalúrgicos e têxteis, vindos da zona serrana, a sal das Salinas de Rio Maior.
 
Em 1760, D. José instituiu-a a feira como franca. Actualmente é uma feira agrícola, comercial e industrial que pretende divulgar as potencialidades económicas e potenciar a economia local. As entradas no certame são gratuitas.
 
Fonte: Lusa

Vila Flor com três feiras por ano para promover produtos transmontanos

 21-08-2014 
 


 
Os produtos de excelência do concelho de Vila Flor, no distrito de Bragança, estão em destaque durante o fim-de-semana na TerraFlor, um certame que vai desdobrar-se em três edições por ano, divulgou o município local.
 
Entre sexta-feira e domingo, cerca de uma centena de expositores participam na feira que há onze anos é uma montra dos produtos e sabores do concelho e que passará a realizar-se, além da edição de Agosto, por altura da época da amêndoa, no final do Verão/início do Outono, e no Inverno dedicada ao azeite e à caça.
 
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Fernando Barros, que realçou que a ideia é «aproveitar melhor a marca TerraFlor», dando destaque aos respectivos produtos sazonais em cada uma das edições.
 
A diversidade agrícola marca este concelho do Nordeste Transmontano e estará em destaque, entre sexta-feira e domingo, nos produtos exposto na feira, nomeadamente os cogumelos, queijos, azeite, vinho, mel, frutícolas ou enchidos.
 
O certame decorre pela primeira vez no parque de estacionamento coberto junto ao centro cultural da vila e tem também espaço para a promoção de raças de gado autóctones com um concurso da ovelha Churra e da cabra Serrana, mostra de cão de gado Transmontano e uma exposição dedicada ao burro mirandês.
 
A feira coincide com as tradicionais festas de Verão, o que leva o autarca local a acreditar numa «grande adesão» com o contributo também da animação que faz parte do programa com música tradicional e artistas nacionais, como João Pedro Pais. A TerraFlor é organizada pela Câmara Municipal e associações locais.
 
Fonte: Lusa

CONFAGRI organiza colóquio "A Agricultura Familiar e a Nova Política Agrícola"

21-08-2014 
 


 
O Colóquio, organizado pela CONFAGRI, vai decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Penafiel, na 35ª Edição da Agrival, de 22 a 31 de Agosto.
 
No âmbito da Agrival, a CONFAGRI vai realizar um colóquio, subordinado ao tema "A Agricultura Familiar e a Nova Política Agrícola", no dia 24 de Agosto, que decorrerá no Auditório do Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel, com o seguinte programa:
 
Pelas 10h30 – Sessão de Abertura – Sr. José Capela – Presidente da AGROS E Eng.ª maria Antónia Figueiredo – Secretária-Geral Adjunta da CONFAGRI.
 
"A Agricultura Familiar e a Nova Política Agrícola" – Moderador: Eng.º Francisco Silva – secretário-geral da CONFAGRI.
 
10h45 – " A PAC 2014-2020 e as Prioridades da Agricultura Portuguesa". Drº Arlindo Cunha – Ex. Ministro da Agricultura e Professor da Universidade Católica do Porto.
 
11h35 – "A Agricultura Familiar e a Nova PAC" – Eng.ª Isabel Santana – Técnica da CONFAGRI.
 
12H00 – Debate
 
12h30 – Sessão de encerramento – Sr. Manuel dos Santos Gomes – Presidente da CONFAGRI e Dr. António de Sousa – Presidente da Câmara Municipal de Penafiel.
 
Todos os interessados poderão assistir ao colóquio, através da entrada independente do Auditório do Parque de Feiras e Exposições de Penafiel.
 
Fonte: CONFAGRI

Comissão publica regulamento com medidas de apoio aos sectores do pêssego e nectarina

22-08-2014 
 
 
A Comissão Europeia publicou o Regulamento Delegado (UE) N.º 913/2014, de 21 de Agosto de 2014, que estabelece medidas de apoio excepcionais e temporárias aplicáveis aos produtores de pêssegos e nectarinas.
 
Segundo Bruxelas, as medidas agora publicadas em Jornal Oficial para os pêssegos e nectarinas implicam um apoio adicional de €29.7 milhões para cobrir as retiradas adicionais, com um aumento do limite de cinco a dez por cento.
 
Anexo: Regulamento Delegado (UE) nº913/2014 da Comissão de 21 de Agosto de 2014 
 
Fonte: COGECA; Jornal Oficial da União Europeia

Há um fungo que está a matar o café


21/8/2014, 23:31645 PARTILHAS
  
Um fungo e a seca prolongada estão a atacar a produção global de café. O preço está a subir, mas a situação é tão dramática que há quem afirme que pode deixar de haver café para beber.

Kevork Djansezian
Autor

A produção de café está a diminuir cada vez mais e, a este ritmo, a bebida pode desaparecer em menos de cem anos. As alterações climáticas e um fungo chamado Hemileia vastatrix parecem ser os dois grandes responsáveis pela crise que se avizinha. A previsão é de Leo Lombardini, diretor da World Coffee Research.

O café tem aumentado de preço regularmente desde o início do ano. Desde janeiro que o valor no comércio retalhista subiu 60%, em consequência do clima e da doença que afeta a planta do café, em especial na América Latina. O Brasil é o maior produtor mundial de café e mais de 30% das colheitas deste ano estão perdidas – a produção de 2014 será a mais baixa dos últimos cinco anos. O stock mundial de café tem permitido que os preços ao consumidor permaneçam estáveis, mas a médio prazo este cenário pode mudar. Além do Brasil, os maiores produtores mundiais de café são o Vietname, Colômbia, Indonésia e Etiópia, mas nestes países a produção mantém-se estável.

O fungo Hemileia vastatrix é conhecido por "ferrugem-do-café" e está distribuído por todo o mundo. Nos estados iniciais começa por se manifestar por manchas amarelas nas folhas da planta, que progressivamente aumentam de tamanho até que a folhas acabam por cair — e a planta morre.

Nicaraguan coffee grower Gloria Balladares, 43, shows a rust blighted coffee plant at a plantation near Somoto, 200km from Managua on February 26, 2014. The 2013-2014 coffee harvest fell 28% compared to the previous one due to the rust disease, leaving unemployed 90,000 people among the 300,000 who usually work in the sector during harvest time.   AFP PHOTO/ Inti OCON        (Photo credit should read Inti Ocon/AFP/Getty Images)

O café que consumimos resulta essencialmente da mistura de dois tipos de grão: o Arábica e o Robusta. Este último, como o nome indica, é o mais resistente, mas não é aquele que tem melhor sabor. O Arábica representa 70% do café consumido mundialmente e é a planta que mais sofre com as variações de temperatura e humidade.

Não é só o clima, também os hábitos de consumo estão a ser responsáveis pelo aumento do preço do café. Os países produtores estão a tornar-se mais consumidores, logo, a quantidade disponível para exportação baixa e o preço sobe. Brasil , Vietname e Colômbia são responsáveis pela produção de 60% do café consumido mundialmente e pela primeira vez desde 1999, o Brasil deverá ultrapassar os Estados Unidos da América como o principal consumidor de café. Países como a Índia e a China também estão a ganhar o gosto pelo café, o que aumenta a procura.

Em Portugal, o consumo doméstico irá aumentar 20%, de acordo com o estudo de Tiago Oliveira — Tendências e Perspetivas Sociais no Consumo de café em Portugal. Esta bebida, que é consumida diariamente por 80% da população portuguesa, não faz de nós o principal consumidor do mundo, pelo contrário. Segundo a European Coffee Federation o consumo em Portugal é de 4.7 Kg/ano por pessoa, valor muito abaixo da média europeia, que é de 6.4 Kg/ano — o líder europeu no consumo é a Finlândia, com 12 Kg/ano. A principal razão para esta diferença está no volume e não no número de cafés ingeridos, já que os portugueses estão habituados a beber doses pequenas, as "bicas", em vez dos grandes copos de café consumidos no norte da Europa e nos EUA.

Contudo, a tendência portuguesa é de crescimento: o estudo de Tiago Oliveira prevê que o consumo chegue aos 8 Kg/ano por pessoa em 2021. Já Teresa Ruivo, secretária-geral da Associação Industrial e Comercial do Café, disse à Lusa que espera que Portugal atinja a média europeia a médio prazo, apostando para isso na formação de especialistas. A chegada das lojas de café (conhecidas por Coffee-Shop) oferecem cada vez mais alternativas à tradicional "bica". Teresa Ruivo defende que "o aumento do consumo de café pode passar por as pessoas aprenderem que o café não é só uma bebida de inverno, que há outras formas de consumir o café que não só o café expresso e não tem de ser quente".

Proteção Civil alerta para perigo de incêndio florestal a partir de domingo



A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alertou ontem para o agravamento do perigo de incêndio florestal de domingo a terça-feira, devido ao aumento gradual da temperatura máxima, em especial no interior norte e centro do país.

A ANPC, que reuniu com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), alertou ainda para o vento do quadrante norte, com intensificação no período final de tarde, e para os valores de humidade relativa, abaixo dos 30 por cento no interior do país.

Face às condições atmosféricas previstas de domingo a terça-feira, a ANPC recomendou a observância das "das necessárias medidas de prevenção e precaução".

Fonte:  LUSA

Hackers divulgam dados pessoais de funcionários do Ministério da Agricultura

Piratas ligados aos Anonymous terão atacado o Ministério da Agricultura de onde terão roubado 2700 dados de funcionários, entre endereços de correio electrónico, senhas de acesso, números de telemóvel e dados pessoais.

Os hackers divulgaram esses dados na rede social Facebook e referem que mesmo com a base de dados toda encriptada conseguiram o acesso a quase todos os dados. 

O ministério não desmentiu o ataque, disse não ter provas de que o seu sistema tenha sofrido qualquer perturbação e que todos os sites estão e tem estado operacionais nos últimos dias.

Fonte:  Público e Tugaleaks

As abelhas estão a morrer e a falta de mel será o menor dos males


Abelhas Abelhas
David W Cerny / Reuters

Vinte anos depois de se detectar a misteriosa morte das abelhas não há ainda explicação para o fenómeno que põe em perigo a humanidade. Novo estudo, porém, diz que o problema poderá estar num caldeirão de pesticidas e fungicidas

Passaram-se 20 anos desde que um grupo de apicultores franceses alertou para o misterioso desaparecimento das abelhas das suas colmeias. Foi o ponto de partida da descoberta de um fenómeno com escala global, que põe em perigo a produção alimentar de todo o planeta. E desde então os cientistas procuram respostas mas ainda não chegaram a uma conclusão concreta. Vírus? Bactérias? Fungos? Pesticidas? Vespas assassinas? Aquecimento global? As teorias e as dúvidas multiplicam-se, assim como as tentativas dos governos europeus e americano para salvar as abelhas. Que é o mesmo que dizer para salvar a humanidade.

A União Europeia suspendeu o ano passado o uso de três pesticidas e a administração de Barack Obama aprovou este ano uma verba de 50 milhões de dólares para proteger as abelhas, criando ainda um grupo especial de investigadores com a missão exclusiva de descobrir o que está a matar as abelhas.


Iglo. Os miúdos cresceram e agora querem Big Burgers

Para continuar a crescer, a Iglo inspirou-se na moda dos hambúrgueres e lançou uma gama exclusiva em Portugal para jovens adolescentes


João vale, diretor de marketing da Iglo
23/08/2014 | 00:00 |  Dinheiro Vivo
São consumidos cerca de 30 milhões de douradinhos Iglo por ano. Dificilmente haverá família portuguesa que não tenha alguma vez comprado este produto. Sobretudo se tiver crianças - a quem se deve dar a comer peixe, como aconselha o famoso capitão Iglo. No entanto, as crianças crescem. Para que a relação se mantivesse, a marca lançou agora os Big Burgers.
Destinado a um target adolescente - algo que a Iglo faz pela primeira vez -, o Big Burger surge depois de identificado o aumento de consumo de hambúrgueres na restauração tradicional, que tem apostado, ela própria, em novos conceitos. São hambúrgueres gourmet ou vêm em bolo do caco ou são entalados entre fatias de pão de Mafra ou dentro de um brioche. Com queijo de cabra ou ovo de codorniz, acompanhados com batata frita ou salada ou puré ou do que mais se lembre o chef do dia. Há-os de todas as formas e feitios. E agora também na Iglo.
"É um produto para consumir em casa", esclarece João Vale, diretor de marketing da Iglo Portugal, prometendo numa nova experiência de consumo mesmo em relação ao hambúrguer que a marca tinha no seu portfólio desde há dez anos. São maiores (125 gramas) e vêm em três variedades: peixe (importado do portfólio de Itália), frango e vaca (vindos do Reino Unido). A Iglo Portugal juntou-os numa única gama e conceito exclusivo: o Big Burger.
E qual seria a melhor forma de o apresentar aos destinatários? Através da Big Burger on Tour, uma espécie de digressão de degustação (quatro euros o hambúrguer) em que uma roulotte percorre várias praias e festivais durante os meses de verão. O arranque foi na Nazaré, seguindo-se Zambujeira e Ericeira. O tour termina amanhã na Figueira da Foz.
Ainda é cedo para balanços, mas o diretor de marketing da Iglo fala numa "experiência positiva" porque permitiu contactar com o consumidor, que se ficou a conhecer melhor, e receber dele reações e sugestões. Como o lançamento de um hambúrguer vegetariano? "Sim, não está fora de hipótese", diz João Vale.
O Big Burger on Tour foi associado ao Facebook, onde a marca (com 45 mil fãs) aproveitou para reforçar a interação com este consumidor - lançou passatempos com prémios e partilhou fotos na página. Mas a grande promoção tem sido feita na televisão, onde a Iglo duplicou o investimento: até abril, era a 4.ª marca alimentar com maior investimento publicitário, enquanto há três anos não constava sequer do top 20.
A criatividade, desde junho, é das agências Fuel e Havas. "Tentámos evitar o erro de apostar em demasiados segmentos ao mesmo tempo, optando por um ou dois projetos grandes", diz João Vale, apontando também para a Cozinha Oceânica. Destinado a um target adulto que gosta de produtos mais elaborados, este segmento faz parte da área de preparados, que está a crescer 3%, enquanto os congelados sobem 1,5%.
Mas desengane-se quem pensa que os douradinhos - best-seller da Iglo, seguidos das ervilhas congeladas (duas mil toneladas/ano) - não precisam de publicidade. Apesar dos seus 30 anos, é sempre preciso anunciar novas versões, receitas e sabores. Só assim se explica que a Iglo esteja a crescer 4% em vendas e valor, segundo dados da Nielsen, mesmo com a perda de poder de compra das famílias. A estratégia passa por lançar embalagens económicas, com mais ou menos quantidade, e ter uma forte presença nos folhetos de desconto dos retalhistas.
Retrato
Mercado dos congelados vale 450 milhões de euros. A Iglo tem uma quota de 12%. Chegou a Portugal em 1974, com o grupo Unilever, e foi comprada pela Permira em 2006. Emprega 24 pessoas em Portugal. Produção está em Itália, Reino Unido e Alemanha. Fornecedores de bacalhau e porco são nacionais.

Portugueses criam ‘Bombeiros Voluntários Challenge’

     
Joana Marques Alves Joana Marques Alves | 22/08/2014 18:22:49 0 Visitas   
Foto: José Sérgio/SOL

Portugueses criam 'Bombeiros Voluntários Challenge'
Depois de o Ice Bucket Challenge se ter tornado um sucesso mundial e de milhares de lusos terem aderido à causa, surgiu agora uma nova iniciativa com o mesmo princípio… mas sem baldes de água gelada e 100% português.

O 'Bombeiros Voluntários Challenge' já começou a invadir o Facebook e a espalhar-se por vários perfis desta rede social. O objectivo é muito simples: Nomear pessoas e doar 5 euros aos bombeiros voluntários da terra onde se vive.

Ainda não houve muitos utilizadores a juntar-se à iniciativa, mas esta começa a crescer e a espalhar-se por várias zonas do país.

Vindimas do Douro são oportunidade de trabalho para muitos


     
23/08/2014 11:31:51 0 Visitas   
Foto: José Sérgio/SOL
Vindimas do Douro são oportunidade de trabalho para muitos
As vindimas no Douro, que estão agora a começar, são uma oportunidade de trabalho para muitos desempregados, estudantes ou domésticas que batem às portas das quintas à procura de um dinheiro extra.

"Muitos pedidos [de emprego] são de pessoas que não têm nada a ver com a área porque, com a crise, nota-se um maior desemprego"
É a chamada grande festa do Douro. Por estes dias começam-se a cortar as uvas na mais antiga região demarcada do mundo, depois de uma primavera/verão atípicos devido à chuva e frio que criaram condições para a ocorrência de doenças que se vão traduzir numa quebra de produção que poderá ir dos 10 aos 15%.

Na Quinta do Vallado, perto do Peso da Régua, já se colhem as uvas brancas. A esta porta têm batido muitas pessoas à procura de uma oportunidade de trabalho.

"Temos muitos pedidos de pessoas que querem trabalhar connosco não só para a vinha, mas também para a adega. Muitos pedidos são de pessoas que não têm nada a ver com a área porque infelizmente, com a crise, nota-se um maior desemprego", afirmou Francisco Ferreira, um dos responsáveis pela quinta.

Nesta primeira fase, o Vallado tem 25 pessoas a trabalhar na vindima. Mais tarde, quando começarem a cortar as uvas tintas, serão entre os 40 a 50, mas aí a propriedade recorre também à mão de obra fornecida pelos empreiteiros agrícolas.

Marta Guedes, 18 anos, acabou o curso profissional de restauração e bar, equivalente ao 12.º ano, e não conseguiu arranjar trabalho.

Decidiu, por isso, aproveitar a vindima para ganhar algum dinheiro.

"Pensei que conseguia arranjar emprego mais facilmente mas já vi que está difícil e que vai custar muito encontrar na minha área, porque dizem que está difícil e que não têm dinheiro para contratar mais empregados", salientou.

É a primeira vez que está a trabalhar na vindima e diz que está a gostar. "Não é um trabalho difícil e o grupo aqui é muito divertido", sublinhou.

Hugo Joel tem 26 anos e está também desempregado. Trabalhou a tempo inteiro nesta quinta mas depois decidiu emigrar, só que não gostou da experiência e ao regressar já não encontrou emprego.

Agora aproveita também a vindima para "ganhar algum dinheiro" porque disse que é "muito complicado" estar sem trabalhar.

Goreti Mateus gosta muito desta festa do Douro e contribui para a animar com os versos que vai inventando à medida que os dias passam.

São oito horas de trabalho por dia, sempre debruçada sobre as videiras, mas mesmo assim afirmou que com a diversão até esquece o cansaço.

É doméstica, tem dois filhos a estudar e durante o ano vai fazendo umas horas na vinha. É durante a vindima que aproveita para ganhar dinheiro para ajudar nas despesas lá de casa. "Cobre o buraco da despesa dos livros, de facto", sublinhou.

Maria Rosa, 59 anos, anima o grupo com músicas tradicionais do Douro. Concilia o trabalho em casa com a lavoura e nesta altura não perde a vindima do Vallado.

"Enquanto me chamarem é para aqui que venho e logo que eu possa e tenha saúde. O dinheiro que se ganha aqui ajuda, claro que sim", referiu.

Acrescentou ainda que "há cada vez mais pessoas a quererem vir trabalhar para aqui".

Maria Luísa também já andou nas vindimas em França. O trabalho diz que é exactamente a mesma coisa. "Tirámos na mesma o bago podre e o seco, é igual como é aqui", explicou.

A grande diferença é o dinheiro que se ganha.

"Lá em duas semanas e meia trouxe 1.150 euros e aqui ganho 25 euros por dia", salientou.

Francisco Ferreira perspectiva um ano de boa produção em termos de qualidade e aqui, na sua quinta, também em quantidade, pois apesar da quebra em relação ao ano passado prevê uma colheita idêntica à média dos últimos anos.

Lusa/SOL

sábado, 23 de agosto de 2014

Fogos de 2013 na Covilhã terão sido causados por menor de 13 anos


RICARDO GARCIA 22/08/2014 - 12:06 (actualizado às 13:21)
Polícia Judiciária divulga resultados da investigação a uma dúzia de incêndios, num dos quais morreu um bombeiro.

 
DANIEL ROCHA
 
Um menor de apenas 13 anos terá sido o autor de vários incêndios no Verão de 2013 na Covilhã, nos quais morreu um bombeiro e arderam centenas de hectares de floresta.

Um comunicado do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, da Polícia Judiciária, divulgado esta sexta-feira, refere que, na sequência de uma investigação a 12 fogos naquele concelho, "foi possível imputar a autoria de, pelo menos, sete dos referidos incêndios a um menor de apenas 13 anos de idade, residente nas proximidades dos eventos registados".

O comunicado diz ainda que o menor "terá agido por motivações de natureza pessoal, nomeadamente por sentimentos de revolta, pela perda recente do pai, e de vingança sobre dois dos proprietários rurais atingidos, devido a alegadas ameaças por estes dirigidas à integridade física de um familiar e também de assédio sexual sobre um outro elemento da sua família".

O menor, um rapaz, vive com a mãe e uma irmã mais velha. O pai morreu há cerca de um ano. "Sentiu-se perdido com o falecimento do pai", interpreta José Monteiro, responsável pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda. Admitiu ter iniciado seis dos 12 fogos investigados pela PJ, nas freguesias de Tortosendo, Telhado, Vales do Rio, Dominguizo, Paul e Barco. "Depois ajudava os bombeiros no combate", afirma José Monteiro.

Foi numa destas situações, inusitada para um rapaz de 13 anos, que surgiu a suspeita de que seria ele o autor dos fogos. "Alertou as autoridades para um incêndio às 3h40 da manhã, interceptou os militares que o iam combater e indicou-lhes o melhor caminho para lá chegar", afirma José Monteiro.

O menor não foi taxativo quanto ao incêndio que vitimou um bombeiro da Covilhã, cuja morte o deixou muito abalado. Mas a PJ, ao longo das investigações, reuniu provas de que terá sido também o autor deste fogo, ocorrido em Agosto de 2013.

Segundo José Monteiro, o menor estava "sinalizado" pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Covilhã. Estas comissões, que envolvem a Segurança Social, as autarquias e outras entidades, têm por missão acompanhar crianças e jovens em potenciais situações de risco e propor medidas de protecção, se necessário.

A PJ remeteu o resultado das investigações para o Ministério Público da Covilhã. Tratando-se de um menor, o caso possivelmente será alvo de um processo tutelar, através do Tribunal de Família e Menores.

Os fogos investigados pela PJ ocorreram entre Julho e Setembro de 2013. Alguns assumiram grandes dimensões, em especial dois, iniciados a 15 e 23 de Agosto, cujas chamas varreram no total 916 hectares de matos e florestas, ameaçando povoações. No combate a um destes incêndios, na freguesia da Coutada, um bombeiro de 41 anos, da corporação da Covilhã, morreu cercado pelo fogo.

O caso da Covilhã não é inédito. No Verão do ano passado, a PJ identificou pelo menos quatro menores alegadamente autores de incêndios: três de 16 anos, em São João da Madeira, e um de apenas 12 anos em Espinho.

2014 é o ano deste século com menos fogos florestais


Publicado em 2014-08-21
ALFREDO MAIA
 
 
foto FERNANDO FONTES/GLOBAL IMAGENS
2014 é o ano deste século com menos fogos florestais

Até agora, 2014 é o ano com menos incêndios florestais do século, e junho, julho e a primeira quinzena de agosto somam menos 65% de ocorrências e menos 91,2% da área ardida do que as médias no decénio 2004-2013.

De acordo com o relatório divulgado ontem pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 1 de janeiro e 15 de agosto registaram-se 5161 ocorrências, menos 61% do que a média no decénio 2004-2013.

Se recuarmos ao início do século, conclui-se que é o ano com menos deflagrações. E se somarmos as deflagrações de junho, julho e primeiros 15 dias de agosto (3026), concluímos que representam 65% da média de 8717 naquele decénio.

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Judiciária investiga fogos criminosos

Incêndios: bombeiros e polícias sem dúvidas sobre origem das chamas em Nelas 

 No sábado, em pouco mais de dez minutos, ocorreram seis focos de incêndio na floresta entre as termas das Caldas da Felgueira e Canas de Senhorim 

18 de Agosto 2014, 22h12Nº de votos (0) Comentários (1) Por:Luís Oliveira   

A Polícia Judiciária investiga o que esteve na origem dos seis focos de incêndios que deflagraram quase em simultâneo no sábado à tarde, na zona florestal entre as Caldas da Felgueira e Canas de Senhorim, em Nelas. Pelo facto de as ignições terem ocorrido em pouco mais de dez minutos numa linha que tinha como ponto coincidente uma estrada de terra batida, restam poucas dúvidas de que as chamas tiveram mão criminosa. Ontem, até às 21h00, a Proteção Civil registou mais de 100 ocorrências, sendo que aquela deu mais trabalho aos bombeiros se desenvolveu no Parque Natural da Serra da Malcata, em Penamacor, no distrito de Castelo Branco. As temperaturas subiram no fim de semana e, com o calor, também chegaram os incêndios. No sábado e ontem, registaram se mais de duas centenas de fogos florestais, com os de maiores dimensões a deflagrarem em Nelas, no sábado à tarde. Tendo em conta fotografias a que o CM teve acesso - uma delas divulgada ao lado -, foram vários os focos de incêndio que eclodiram quase em simultâneo. "Isto não é provocado por causas naturais. Foram pessoas que o atearam", referiu ao CM João Olival, que na altura em que as chamas se iniciavam trabalhava numa unidade industrial situada num ponto alto, com vista para a floresta, que ficou quase toda reduzida a cinzas. Também os bombeiros e as autoridades policiais suspeitaram desde logo de mão criminosa. A Polícia Judiciária abriu de imediato uma investigação com vista a apurar as causas das chamas e a localizar eventuais responsáveis. O Correio da Manhã apurou que os investigadores estiveram ontem na zona afetada a recolher provas e testemunhos de vários populares. Este incêndio causou pânico aos habitantes de algumas localidades. A situação mais complicada viveu-se em Vale de Medeiros, onde as chamas chegaram muito perto das casas, destruindo culturas e barracões agrícolas. Algumas pessoas entraram em choque com medo das chamas e devido à presença de fumo intenso. O fogo destruiu uma considerável área de floresta e colocou em perigo unidades industriais localizadas na zona industrial de Nelas e outras dispersas pela área. O complexo termal das Caldas da Felgueira nunca esteve em perigo. Os meios aéreos foram preponderantes para o domínio das chamas.

Japão vai retomar exportações de arroz produzido em Fukushima

O Japão vai retomar, esta semana, a venda a Singapura de arroz produzido na região de Fukushima, naquela que será a primeira exportação daquele cereal cultivado na zona desde o desastre nuclear, informa hoje a televisão NHK.

O Japão viu-se obrigado a suspender as suas exportações de arroz procedente de Fukushima depois do sismo seguido de tsunami de Março de 2011, que danificou a central nuclear da zona, devido à preocupação dos países importadores relativamente à possibilidade de os cereais estarem contaminados por substâncias radioactivas.

O receio levou ao cancelamento das vendas ao exterior -- as quais era superiores a 100 toneladas anuais e tinham como principais destinos os territórios vizinhos de Hong Kong, Taiwan e Singapura.

Apesar disso, o Governo japonês decidiu autorizar a distribuição de arroz e de outros produtos da região de Fukushima no mercado nacional desde que submetidos a estritos controlos de segurança.

A Federação de Cooperativas Agrícolas conseguiu agora convencer as autoridades de Singapura sobre a segurança do arroz da região e está a negociar com outros países a possibilidade de retomarem as importações de arroz, segundo a cadeia estatal japonesa.

A primeira carga de arroz de Fukushima com destino a Singapura, com cerca de 300 quilos, será "rigorosamente analisada" para garantir que não está contaminada com materiais radioactivos, segundo indicaram fontes do mesmo organismo à NHK.

Os agricultores da prefeitura japonesa, que já retomaram exportações de outros produtos, como pêssegos e maçãs, estão confiantes de que vão poder alargar as suas vendas de arroz a "mais países asiáticos" em breve, segundo as mesmas fontes.

O acidente na central nuclear de Fukushima, na sequência do sismo e do tsunami de 11 de Março de 2011, libertou quantidades enormes de substâncias radioactivas, que forçou centenas de milhares de residentes a abandonarem a zona, figura como o pior acidente nuclear desde Chernobil, na Ucrânia, em 1986.

As emissões e derrames resultantes afectaram gravemente a agricultura, gado e pesca local.

Fonte:  Lusa

Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro



De mal a pior vai a vida dos pequenos e médios vitivinicultores da Região Demarcada do Douro…

Por escoamento a melhores preços para as uvas destinadas ao vinho generoso / Porto e para as uvas destinadas aos  vinhos Douro de mesa

Aproximam-se as Vindimas no Douro e fala-se em "Festa das Vindimas". Mas a realidade de milhares de pequenos e médios Vitivinicultores não os deixa com grande vontade para fazerem das suas Vindimas uma "festa"...

Desde logo porque vai haver uma redução significativa da Produção comparativamente com a campanha passada. Uma consequência do clima ter andado "manhoso, primeiro o desavinho e depois as pragas e doenças a atacarem as Vinhas. Os Lavradores descapitalizados logo sem possibilidades financeiras para fazerem todos os tratamentos que se impunha serem feitos nas Vinhas e nas Uvas.  Há zonas na Região Demarcada do Douro, que segundo os produtores, a redução atinge os 50% sendo que andará pelos 25% a média das zonas com perdas significativas de Produção. 

Muito prejuízo, à partida!

OS PREÇOS À PRODUÇÃO TÊM QUE SER BEM MELHORES QUE OS DA CAMPANHA ASSADA ATÉ PORQUE  AUMENTARAM AS EXPORTAÇÕES E OS PREÇOS DE VINHOS DOURO E PORTO

Têm aumentado, significativamente, as exportações, logo as vendas de Vinhos Douro de mesa, e os DOP Douro.  Aumentando também o comércio de Vinho do Porto. 

Neste contexto, AVIDOURO e os Vitivinicultores reclamam o aumento dos Preços na Produção – para as uvas para o Generoso/Porto e para as uvas dos Vinhos Douro de Mesa - tanto mais que, infelizmente e tal como se disse, é significativa a redução da Produção.

É necessário que IVDP e Ministério da Agricultura intervenham com tais objectivos e não pretendam "lavar as mãos como Pilatos" desta situação em que o (grande) comércio de Vinhos fica com o lucro todo enquanto "espreme" a Produção.

PROSSEGUE A RECOLHA DE ASSINATURAS PARA ABAIXO-ASSINADO / PETIÇÃO EM DEFESA DA CASA DO  DOURO E DO PATRIMÓNIO DA LAVOURA DURIENSE

Trata-se de um Abaixo-Assinado/Petição que também visa levar, de novo, este assunto à Assembleia da República e junto do Presidente da República para que possa ser anulada a "lei-roubo" em causa.

NESTA LUTA, APELA-SE PARA A UNIDADE DOS DURIENSES E SUAS INSTITUIÇÕES!

Peso da Régua, 19 de Agosto de 2014.

Apicultor de Viana perde em duas semanas 14 colmeias atacadas por vespa asiática



Um apicultor de Darque, em Viana de Castelo, perdeu em cerca de duas semanas 14 colmeias atacadas por "enxames" de vespa asiática, num prejuízo de cerca de 1.500 euros, denunciou hoje à Lusa o próprio.

"Elas são aos milhares. O barulho que fazem até mete medo. Das 20 colmeias que tinha no meu apiário só me restam seis, 14 foram à vida. São cerca de 1.500 euros de prejuízos, sem contar com o mel. Costumo produzir 300 quilogramas por ano, o que dá cerca de três mil euros que deixei de ganhar", sustentou Álvaro Rocha.

Com um apiário há mais de cinco anos em Darque, na margem esquerda do rio Lima, Álvaro Rocha garantiu que este tipo de ataque às colmeias é inédito na região onde, adiantou, "a propagação da praga está totalmente descontrolada depois de um ano em que nada se fez para queimar os ninhos encontrados".

"Elas nunca atacaram as colmeias nem as casas como agora. Estão a invadir tudo. Tenho conhecimento de produtores de fruta que têm tudo destruído porque as vespas estão perdidas".

De acordo com dados da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL), cada ninho pode albergar até 2.000 vespas e 150 fundadoras de novas colónias, que no ano seguinte poderão vir a criar pelo menos seis novos ninhos.

Segundo os apicultores, esta espécie, "mais agressiva", faz com que as abelhas não saiam para procurar alimento por estarem sob ataque, enfraquecendo as colmeias, que acabam por morrer colocando em causa a produção de mel.

"Estou totalmente desolado e a pensar em desistir porque este ano nem vou tirar mel. Tenho quase 300 colmeias vazias para aumentar a produção mas sendo assim vou acabar com tudo. Não vale a pena lutar. Isto dá muito trabalho, são muitas horas e noites perdidas e o Governo não quer ajudar", afirmou o apicultor de Darque.

A vespa asiática ou velutina como também é conhecida, é maior e mais agressiva do que a espécie autóctone nacional e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004, tendo alastrado até agora por todo o país.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir do final do ano seguinte e depois de se instalar também no norte de Espanha.

Na semana passada, os bombeiros municipais de Viana do Castelo destruíram dois ninhos de vespa asiática na freguesia urbana de Meadela.

Contactado pela Lusa, um dos dois apicultores que alertaram as autoridades queixou-se na ocasião de estar a ser "violentamente" atacado pelas vespas asiáticas que lhe matam "cerca de 500 abelhas por dia".

"Nas armadilhas que coloquei em volta do meu apiário, em dois dias, apanhei 225 vespas asiáticas", sustentou.

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Nuno Brito, disse a semana passada à Lusa que o Governo está a preparar uma revisão do plano de combate à vespa asiática implementado em 2013.

A actual estratégia tem sido alvo de críticas das autoridades locais face à indefinição sobre quem tem competência para travar esta praga.

Já em Julho passado a Câmara de Viana do Castelo exigiu ao Governo "uma clarificação urgente de quem deve coordenar e quais os meios a afectar" no combate à praga da vespa asiática.

Fonte:  Lusa

Verão atípico aumenta custos e atrasa produção hortícola no norte litoral


As produções hortícolas na região norte litoral do país estão ser afectadas pelo verão atípico em termos de temperaturas, o que está atrasar as colheitas e a aumentar os custos de produção.

O alerta foi dado por Manuel Silva, presidente da Horpozim, Associação de Horticultores da Póvoa de Varzim, que garante que na sua região, uma das mais significativas do país na produção de horticultura, as dificuldades são transversais a todos os agricultores.

"Está ser um ano atípico porque a temperatura tem sido muito mais amena, há menos horas de luz nas zonas litorais por causa dos nevoeiros, e a humidade é maior, o que tem criado dificuldades nas produções", explicou o dirigente.

"Isso repercute-se no crescimento das plantas, que não se estão a desenvolver normalmente. Por outro lado, o grande teor de humidade obriga-nos a um aumento dos tratamentos fitofármacos, porque os fungos com esta temperatura baixa e humidade desenvolvem-se com mais facilidade".

Ainda assim, Manuel Silva garante que "por enquanto as produções não estão em causa, porque os agricultores prepararam-se para tal", mas apontou que devido ao aumento dos tratamentos "existe um acréscimo nos custos de produção entre os 20 a 25 por cento".

"Já temos de lidar com preços baixos que nos são pagos e, com este aumento nos custos de produção, a rentabilidade dos horticultores vai ser, certamente, afectada", vincou o dirigente.

Manuel Silva alertou, ainda, que "pelo facto de o Inverno ter sido muito prolongado e o Verão ainda não ter chegado em força será natural que as colheitas se atrasem", estando expectante sobre o tempo que se vai sentir em Setembro e Outubro.

Fonte:  Lusa

INE: Chuvas no final do ciclo penalizam a produção de cereais de Outono / Inverno

Previsões agrícolas - 31 de Julho de 2014 


As previsões agrícolas, em 31 de Julho, apontam para uma campanha cerealífera com produções aquém do esperado, embora superiores às registadas no ano passado, devido essencialmente à elevada precipitação e humidade verificadas no final do ciclo dos cereais que prejudicaram quer o volume da produção, quer a qualidade do grão.
A produção de batata tem sido abundante e de qualidade: os tubérculos apresentam bons calibres e não ocorreram problemas sanitários. O mercado encontra-se devidamente abastecido, o que tem originado dificuldades de escoamento da produção.
As perspectivas para a fruticultura são animadoras, prevendo-se bons rendimentos unitários nos pomares de pomóideas e prunóideas. Em contrapartida, na viticultura prevêem-se decréscimos de produtividade para a maioria das regiões vitivinícolas, devendo globalmente a redução rondar os 6%.
A campanha das culturas de primavera/verão decorre com normalidade, apesar de algum atraso verificado no desenvolvimento vegetativo das plantas. Destaca-se a campanha do tomate para a indústria que apresenta boas perspectivas, esperando-se uma produtividade próxima 85 t/ha, o que representa um aumento de 10% face a 2013.

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O mês de Julho caraterizou-se em termos meteorológicos por grande instabilidade, apresentando o céu períodos muito nebulados, em particular as manhãs sobretudo na orla costeira. Na 1ª década do mês registaram-se valores da temperatura média do ar mais baixos que o normal em todo o território, verificando-se ao longo do mês um aumento progressivo das temperaturas. Em relação à quantidade de precipitação, o mês de Julho classificou-se como muito chuvoso, sendo o oitavo Julho mais chuvoso desde 1931 e o mais chuvoso deste século, tendo a precipitação ocorrido sobretudo nas duas primeiras décadas do mês.

Estas condições contribuíram para o bom desenvolvimento vegetativo das culturas mas também para algum atraso nas maturações. Por outro lado, verificou-se a necessidade de aumentar o número de tratamentos fitossanitários preventivos para controlar o desenvolvimento de doenças, nomeadamente ataques de míldio e oídio na vinha, pedrado nas pomóideas e bichado nas macieiras.

Os solos continuam em fase de cedência de água às culturas, não se observando sintomas de forte stress hídrico nas culturas de sequeiro, devido à existência de reservas de água resultantes das quedas pluviométricas de Inverno e primavera e aos refrescamentos ocorridos no verão.

Ao longo do mês de Julho verificou-se um aumento da percentagem de água no solo nas regiões do Norte mas nalguns locais do Centro e Sul do Tejo registou-se uma diminuição da capacidade de água utilizável pelas plantas. No final de Julho os valores de água disponíveis para as plantas eram superiores ao normal em todo o território.

A alimentação dos efectivos pecuários tem decorrido com normalidade

As culturas forrageiras e as pastagens, tanto em regadio como em sequeiro, apresentaram na sua generalidade produções abundantes e de boa qualidade. Verificou-se também grande disponibilidade de vegetação espontânea aproveitada para a alimentação animal, quer em pastoreio quer em feno, às quais se juntaram os restolhos dos cereais entretanto colhidos. A alimentação dos efectivos pecuários tem decorrido com normalidade, com o contributo das rações industriais nos arraçoamentos circunscrito aos efectivos leiteiros e de engorda intensiva.

Área de milho para grão de regadio decresce 10 mil hectares

A área de milho de regadio deverá decrescer 10% face a 2013. De um modo geral, e apesar dos atrasos provocados pelas baixas temperaturas na emergência e desenvolvimento inicial da cultura, as searas de milho apresentam um aspecto vegetativo normal.

O nível do preço do milho tem sido a principal preocupação dos produtores, encontrando-se próximo dos praticados em 2013 e, a avaliar pela conjuntura internacional, com tendência para descer.

Produtividade do arroz semelhante à última campanha

A cultura do arroz apresenta, apesar da recuperação observada em Julho, algum atraso (a maioria das searas estão a meio do afilhamento), que se deve não apenas aos condicionalismos verificados nas sementeiras mas também às baixas temperaturas e ao insuficiente número de horas de luz. As condições meteorológicas foram ainda propícias a alguns ataques de afídeos e periculária e também ao aparecimento de algumas infestantes. A produtividade do arroz deverá rondar as 6 t/ha, valor semelhante ao registado na campanha anterior.

As temperaturas relativamente amenas promoveram o desenvolvimento do milho de sequeiro

As condições meteorológicas têm sido favoráveis ao desenvolvimento do milho em regime de sequeiro, cultura circunscrita a algumas regiões do Norte e Centro. De facto, as temperaturas amenas e os elevados teores de humidade dos solos promoveram o desenvolvimento do milho de sequeiro, prevendo-se um aumento da produtividade de 5%, face a 2013.

Produtividade da batata de regadio aumenta 10%

O desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade, apresentando a cultura um bom aspecto vegetativo. A colheita já efectuada tem confirmado a boa qualidade dos tubérculos, que apresentam bons calibres e ausência de problemas sanitários. A temperatura e insolação registadas na fase da tuberização favoreceram o desenvolvimento dos batatais, prevendo-se um acréscimo de produtividade na ordem dos 10%, relativamente à última colheita.

Boas perspectivas para o tomate para a indústria

O desenvolvimento vegetativo do tomate para a indústria tem decorrido normalmente, apesar das condições meteorológicas propícias ao aparecimento de míldio e outros fungos terem obrigado ao incremento dos tratamentos preventivos. A colheita iniciou-se na 3ª semana de Julho e tem decorrido lentamente em virtude das searas apresentarem muito tomate verde. Embora os valores de brix ainda sejam baixos, situação normal nas variedades mais precoces, as perspectivas para actual campanha do tomate para a indústria são animadoras, esperando-se uma produtividade próxima das 85 t/ha, o que representa um aumento de 10% face à campanha anterior.

As searas de girassol apresentam bom desenvolvimento e capítulos bem formados, devendo a produtividade ser próxima da registada em 2013.

Decréscimo de produtividade das macieiras deverá rondar os 5%

Na região do Oeste as macieiras apresentaram uma floração e vingamento regulares o que, conjugado com a evolução das temperaturas, promoveu o crescimento dos frutos. Em contrapartida no Interior Norte a floração/vingamento não decorreu nas melhores condições, devendo o aumento dos calibres ser insuficiente para compensar o menor número de frutos, prevendo-se assim um decréscimo global da produtividade que deverá rondar os 5% face a 2013.

Campanha da pêra decorre com normalidade

Nos pomares de pereiras o estado vegetativo das árvores é bom, dado que durante o ciclo não se verificaram problemas fitossanitários significativos nem acidentes meteorológicos. As condições foram muito favoráveis na fase de vingamento do fruto (temperaturas relativamente elevadas e fraca precipitação), havendo mesmo necessidade de efectuar a monda de frutos para aumentar o respectivo calibre. Devido ao maior calibre dos frutos estima-se um ligeiro acréscimo de produtividade (+3%).

Aumentos de produtividade nas prunóideas

A colheita do pêssego tem confirmado um aumento na produtividade de 45%, face a 2013 (campanha fortemente afectada por condições meteorológicas desfavoráveis e por problemas fitossanitários). A produtividade do pêssego deverá mesmo ultrapassar a média do último quinquénio (+7%), uma vez que as variedades mais tardias apresentam bons rendimentos e calibres, favorecidos pelas condições meteorológicas ocorridas durante os períodos mais sensíveis de desenvolvimento e crescimento dos frutos.

Também nos amendoais as condições climatéricas, face à campanha anterior, foram consideravelmente mais favoráveis ao vingamento e desenvolvimento dos frutos, prevendo-se um acréscimo significativo da produtividade (130%) em relação à última campanha, que foi submetida a condições climatéricas muito adversas.

Condições meteorológicas prejudicaram o rendimento da vinha para vinho

Na maioria das regiões vitivinícolas prevêem-se decréscimos das produtividades da vinha para vinho, em alguns casos, resultantes das baixas temperaturas e elevadas precipitações ocorridas na fase de floração que originaram desavinho (acidente fisiológico em que não ocorre a transformação das flores em fruto) e bagoinha (acidente fisiológico em que no mesmo cacho aparecem, além de bagos normais, bagos de dimensões reduzidas, por vezes sem grainha e sem atingirem a maturação). Noutras regiões o excesso de humidade promoveu o desenvolvimento de míldio, oídio e podridão, o que obrigou ao aumento do número de tratamentos fitossanitários. O decréscimo global da produtividade da uva para vinho deverá rondar os 6%, sendo a Península de Setúbal e as Terras de Cister as únicas regiões vitivinícolas onde as previsões apontam para aumentos do rendimento da vinha, face a 2013. No Alentejo a produtividade deverá ser próxima da obtida em 2013, uma vez que os focos de oídio e míldio que surgiram foram atempadamente debelados, apresentando as uvas um bom aspecto sanitário.

Na uva de mesa a floração e a alimpa decorreram, em geral, sem problemas, prevendo-se um aumento de 5% na produtividade.

Chuvas de verão penalizaram a campanha de cereais de Outono/Inverno

As produções dos cereais praganosos de Outono/Inverno, embora, de um modo geral, superiores às da campanha passada, ficaram aquém do inicialmente esperado. Para este facto, contribuíram a elevada precipitação e humidade verificadas no final do ciclo que originaram a invasão de infestantes tardias e o aparecimento de ataques de ferrugem. A qualidade do grão dos cereais foi assim consideravelmente penalizada, em particular a dos trigos que se encontram muito sujos e com baixos pesos específicos. De salientar ainda que, pontualmente, algumas searas foram fenadas e ou pastoreadas por não justificarem a ceifa, devido ao surgimento tardio de infestantes e às perspectivas de baixa produção e má qualidade do grão.

Aumento da produção de batata sequeiro ronda os 15%

A produção de batata de sequeiro deverá registar um acréscimo de 15%, resultado do aumento das áreas plantadas, e da respectiva produtividade, apresentando os tubérculos, de um modo geral, bons calibres. O mercado encontra-se assim abastecido por produção em quantidade e boa qualidade, verificando-se dificuldades de escoamento. O produto encontra-se há algum tempo subvalorizado no circuito comercial, sendo uma tendência que não se deverá inverter a curto prazo.

Fonte:  INE

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Governo procura ajuda da UE para produtores de carne afectados por embargo russo


A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse ontem que o Governo está preocupado com os produtores de carne afectados pelo embargo russo e que vai discutir, em Bruxelas, a possibilidade de o sector receber ajuda europeia.

Actualmente, já está prevista uma ajuda de 125 milhões de euros da União Europeia (UE) para o sector hortícola dos países europeus, mas a governante disse que "há outros interesses de Portugal, também, noutras áreas".

"Vamos discutir se outros sectores poderão vir a ser apoiados. Preocupa-nos nomeadamente o sector da carne, em particular, da carne de porco. Vamos ver se isso é possível", afirmou Assunção Cristas, em Aveiro, adiantando que está marcado para 05 de Setembro um conselho extraordinário, em Bruxelas, para discutir este assunto.

A governante referiu ainda que tem estado a fazer um levantamento da situação em Portugal e a conversar com as várias associações, que lhe vão dando nota das dificuldades.

Quanto à anunciada ajuda aos agricultores da UE, para minimizar as consequências do embargo de um ano decretado pela Rússia a 07 de Agosto, Assunção Cristas reconheceu que a mesma não é suficiente.

"Nada substitui um mercado que já estava conquistado e que estava a ser muito fiel aos produtos, nomeadamente portugueses. A solução passa por olhar para alternativas de mercado", afirmou.

Nesse sentido, a ministra referiu que o Governo tem vindo a trabalhar em conjunto com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para encontrar outros mercados que possam ficar com as exportações que tinham como destino a Rússia.

"Temos estado a desenvolver um trabalho muito sistemático, aturado e permanente, em estreita ligação com os sectores, para abrir cada vez mais mercados fora da própria UE, nomeadamente no Oriente, no Brasil, e no norte da América", disse a ministra.

Assunção Cristas falava durante uma visita à Ilha dos Puxadoiros, em plena ria de Aveiro, para observar novas formas de produção e revitalização de actividade tradicionais das salinas.

Iniciado há sete anos, o projecto desenvolvido pela empresa Canal do Peixe, ocupa 35 hectares na ria de Aveiro, onde estão incluídas oito marinhas, das quais apenas uma se mantém em actividade, produzindo cerca de 130 toneladas de sal por ano.

O projecto assenta essencialmente na salinicultura (assegurando por métodos artesanais a produção de sal, flor de sal e salicórnia), na aquacultura e no turismo de baixa densidade.

No passado mês de Janeiro, a empresa começou a produzir ostras na ria, num projecto que representa um investimento de um milhão de euros e que conta com um apoio do Programa Operacional Pesca 2007-2013 (PROMAR), de 570 mil euros.

Segundo dados da empresa, actualmente estão a ser produzidas 1,5 milhões de ostras, mas o objectivo é atingir uma capacidade de produção de 17 milhões.

"As primeiras ostras devem ser comercializadas em breve", revelaram os responsáveis pelo projecto, adiantando que toda a produção é destinada à exportação.

Fonte:  Lusa

Incêndios florestais: situação a 15 de Agosto



Foi recentemente publicado o relatório provisório sobre incêndios florestais, respeitante ao período entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2014.

No período de tempo em análise, foram registados em 2014 valores globais em área próximos dos obtidos em 2008 e em cerca de 44,7% superiores aos evidenciados em 2007.

No que respeita a número de ocorrência, os valores registados em 2014 são em 18,3% inferiores aos obtidos em 2007.

Já no que respeita a número de reacendimentos, em 2014 os registam são cerca de 34% superiores aos de 2007.

Em resumo, no período em análise, foi registado em 2007 um maior número de ocorrências (mais 945), embora um menor número de reacendimentos (menos 36), mas menos área ardida (de 2.669 hectares), comparativamente com 2014. Todavia, a partir deste dados, não é possível tirar conclusões quanto à eficácia e eficiência do dispositivo de defesa da floresta contra incêndios vigente em 2007 comparativamente com o disponível em 2014, e vice-versa.

Em todo o caso, os valores globais registados este ano representam em área apenas 13,1% da média evidenciada na década (2004/2013) para o período em questão.

No período de 1 de janeiro a 15 deste mês, o fator que causa forte preocupação decorre das áreas ardidas em povoamentos florestais terem representado 45,2% da área ardida total (54,8% ocorreram em áreas de mato).

As áreas ardidas em povoamentos florestais tiveram maior expressão nos distritos do Porto, de Beja, de Viana do Castelo e de Braga (em ordem decrescente de área ardida).

Lisboa, 21 de agosto de 2014

Crédito Agrícola avança com auditoria forense à Caixa de Coruche a pedido do BdP



A Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (Crédito Agrícola) vai avançar com uma auditoria forense à Caixa de Coruche assim que termine a auditoria patrimonial e financeira que está actualmente em curso, revelou à Lusa fonte oficial da instituição.

"A auditoria forense à Caixa de Coruche está prevista no âmbito da auditoria aprofundada a essa Caixa, que a Caixa Central está a realizar, no quadro da decisão de intervir na gestão da Caixa, processo que é comum quando são decididas estas intervenções", afirmou a mesma fonte.

Na quarta-feira, o jornal Oje noticiou que o Banco de Portugal ordenou uma auditoria forense à Caixa de Coruche, uma informação que é confirmada por fonte oficial do Crédito Agrícola.

"A solicitação do Banco de Portugal relativa à auditoria forense seguiu-se à decisão por parte da Caixa Central, no passado mês de Março, de intervenção nesta Caixa [de Coruche]", sublinhou a referida fonte.

"A auditoria patrimonial e financeira está em vias de conclusão, seguindo-se a esta a auditoria forense", adiantou à Lusa o Crédito Agrícola, especificando que "a auditoria forense será realizada pela Caixa Central".

Em Março, a Caixa Central suspendeu a administração da Caixa de Coruche, que era encabeçada por Diamantino Diogo.

"No uso das suas competências de supervisão e regulação das Caixas do Sistema do Crédito Agrícola Mútuo (SICAM), a Caixa Central pode decidir intervir numa Caixa para assegurar o seu equilíbrio financeiro e a regularidade da sua gestão", salientou fonte oficial.

E reforçou: "Sempre que há uma intervenção, a Caixa Central procede a uma auditoria aprofundada, sobre todas as áreas materialmente relevantes, nomeadamente, patrimonial, financeira, e também a vertente forense, quando se detectem irregularidades processuais que a justifiquem".

Assim, "a auditoria forense prevista para a Caixa de Coruche insere-se neste quadro, na sequência da decisão da Caixa Central de intervir, em Março último, na gestão da referida Caixa", frisou o Crédito Agrícola.

Segundo a entidade, "fora deste contexto, não existem em curso quaisquer outras auditorias deste tipo a instituições do Grupo Crédito Agrícola".

O Crédito Agrícola é formado por 82 Caixas, representando o ativo da Caixa de Coruche apenas 0,5% do valor do activo total consolidado do Grupo Crédito Agrícola (14,6 mil milhões de euros).

"É de realçar, de qualquer modo, o elevado rácio `core tier 1` da Caixa de Coruche, de 26,6%, que é mais do dobro do verificado no sistema financeiro nacional no seu conjunto e muito acima dos valores mínimos determinados para este rácio", assinalou fonte oficial.

E finalizou: "Tal traduz, aliás, a realidade da esmagadora maioria das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, instituições em geral fortemente capitalizadas".

Esta é a terceira das quatro auditorias forenses que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, revelou recentemente que estavam em andamento no sistema financeiro português.

A mais complexa decorre no Banco Espírito Santo (BES), há também uma a decorrer no Montepio, e existe mais uma auditoria forense em curso numa outra entidade financeira que actua em Portugal que ainda não é conhecida.

Fonte:  Lusa

Ideal Drinks e Carlos Lucas separam caminhos

18 Agosto, 2014 12:44 | Revista de Vinhos


A notícia veio primeiro da própria Ideal Drinks, que, em curto comunicado emitido pelo conselho de administração no dia 18 de Agosto, diz que "prescindiu nesta data, e com efeitos imediatos, dos serviços prestados pelo Sr. Eng. Carlos Lucas", a quem, acrescenta, formula votos de "continuidade de sucesso profissional". Carlos Lucas era CEO da Ideal Drinks, empresa que possui vinhas e adegas nas regiões dos Vinhos Verdes, Dão e Bairrada. A rescisão, ao que a Revista de Vinhos apurou, foi tomada de comum acordo.

O conhecido enólogo e produtor de vinhos disse-nos que vai agora ter mais tempo para se dedicar aos seus projectos pessoais e às consultorias que detém. A Magnum Vinhos é o núcleo central do negócio de Carlos Lucas, com produção de vinhos no Dão, Douro e Alentejo. "A Magnum tem vindo a ganhar uma dimensão que não era compatível com o tempo que lhe dedicava", garantiu-nos Carlos Lucas. O técnico tem ainda um conjunto de consultorias, do Douro ao Alentejo.

40% dos jovens agricultores são mulheres


Na Serra da Estrela e no Vale do Ave já há mais jovens mulheres instaladas na agricultura do que homens. Mas as mulheres ainda só são responsáveis por 28% dos investimentos executados pelo Proder.
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Joana Madeira Pereira |
17:49 Sexta, 15 de Agosto de 2014

Célia voltou à terra para repetir o saber da avó. Gosta mais de pastorear o rebanho de ovelhas de raça bordaleira Serra Estrela nos campos que a família tem dispersos perto da aldeia de Vide entre Vinha do que passar o dia fechada na moderna queijaria que construiu. Apesar disso, Célia Silva, 30 anos, foi aprender como se faz o autêntico queijo da Serra da Estrela, que avó também produziu. A casa agrária do Arais é uma das 17 marcas deste queijo certificadas. Mário Silva, 62 anos, deixou a construção civil para ajudar a filha. 
Célia voltou à terra para repetir o saber da avó. Gosta mais de pastorear o rebanho de ovelhas de raça bordaleira Serra Estrela nos campos que a família tem dispersos perto da aldeia de Vide entre Vinha do que passar o dia fechada na moderna queijaria que construiu. Apesar disso, Célia Silva, 30 anos, foi aprender como se faz o autêntico queijo da Serra da Estrela, que avó também produziu. A casa agrária do Arais é uma das 17 marcas deste queijo certificadas. Mário Silva, 62 anos, deixou a construção civil para ajudar a filha.  / José Ventura
Lembrava-se dos gestos da avó a fazer o queijo. O tempo que demorava a coalhar, as ligaduras de tecido branco que o enfaixavam para lhe dar a forma redonda e que agora quase já não se usam.

Célia Silva, 30 anos, voltou a casa, a Vide entre Vinhas, pequena aldeia perdida na Serra da Estrela, para repetir o que a avó fazia. Aprendeu com quem ainda produz o queijo que tem a fama desta região e teve paciência para ir aperfeiçoando as primeiras tentativas, quando o queijo não ganhava a consistência amanteigada que queria. Hoje, estão como gosta.

A queijaria, que resplandece do inox da maquinaria e do branco assético das paredes, só começou a laborar no final de janeiro. E Célia passou a ser produtora de uma das apenas 17 marcas de queijo da Serra da Estrela certificadas. Levanta-se às 6 horas da manhã para fazer a primeira ordenha às 214 ovelhas bordaleiras da Serra da Estrela que tem. Depois, é passar o dia a fazer queijos.



"As mulheres no campo têm de tornar-se e pôr-se em cima dos tacões"

Agricultura

Fernanda Machado é produtora de pequenos frutos, em Guimarães. Pertence à geração dos "jovens agricultores" que tem chegado, nos últimos anos, aos campos. Reside e trabalha na região do Ave uma das duas zonas, juntamente com a Serra da Estrela, onde o número de jovens mulheres agricultoras já suplanta o dos seus congéneres masculinos.

Joana Madeira Pereira (texto e vídeo), Rui Duarte Silva (fotografia), Joana Beleza (edição) e Podington Bear (música) |

18:00 Segunda feira, 18 de agosto de 2014

Mulher.Fernanda Machado, 39 anos, é agricultora da região do Ave, onde já há mais mulheres a investir na terra do que homens. Além de produzir mirtilos e outros pequensos frutos, está à frente de uma organização de produtores daquela região 
Lá por ter o cabelo arranjado e maquilhagem na cara não quer dizer que Fernanda Machado não seja uma agricultora à séria. Basta vê-la galgar as longas filas de corredores de arbustos, que o peso das centenas de bagas de mirtilos vai vergando. À sua passagem, deixa um chorrilho de recomendações: "Não se pode mexer mais do que duas vezes no fruto, senão fica mole", diz. "Prove lá este: está muito ácido, não está? Então é porque está verde. E este, mais doce, não é? Então, não pode apanhar aqueles que ainda têm uma auréola rosa, está bem?", inquire, mas já a dizer que é assim mesmo que deve ser feito, e só assim.


Chuvas de Julho ameaçam produção de cereais, vinho e maças

O INE estima que a área de milho de regadio diminua 10% face a 2013, mas ressalva que, apesar dos atrasos provocados pelas baixas temperaturas, as searas de milho apresentam um aspeto vegetativo normal
As chuvas e humidade em julho indiciam quebras na produção de outono/inverno dos cereais, vinho e maças, mas em contrapartida aumentaram a produção de batata e arroz, segundo as previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE).

As previsões agrícolas, em 31 de julho, apontam para uma campanha cerealífera com produções aquém do esperado, embora superiores às registadas no ano passado, devido essencialmente à elevada precipitação e humidade verificadas no final do ciclo dos cereais que prejudicaram quer o volume da produção, quer a qualidade do grão.

O INE estima que a área de milho de regadio diminua 10% face a 2013, mas ressalva que, apesar dos atrasos provocados pelas baixas temperaturas, as searas de milho apresentam um aspeto vegetativo normal.

"O nível do preço do milho tem sido a principal preocupação dos produtores, encontrando-se próximo dos praticados em 2013 e, a avaliar pela conjuntura internacional, com tendência para descer", escreve o INE no boletim de previsões agrícolas.

As condições meteorológicas também prejudicaram o rendimento da vinha para vinho, prevendo o INE decréscimos de produtividade da ordem dos 6% para a maioria das regiões vitivinícolas, em alguns casos, resultantes das baixas temperaturas e elevadas precipitações.´

A Península de Setúbal e as Terras de Cister são as únicas regiões vitivinícolas onde as previsões apontam para aumentos do rendimento da vinha, enquanto no Alentejo a produtividade deverá ser próxima da de 2013.

A produtividade do arroz deve rondar as seis toneladas por hectare, valor semelhante ao registado na campanha anterior, mas regista algum atraso, estando a maioria das searas a meio do afilhamento.

As temperaturas relativamente amenas têm sido favoráveis ao desenvolvimento do milho de sequeiro, cultura circunscrita a algumas regiões do Norte e Centro, prevendo-se um aumento da produtividade de 5%, face a 2013.

O desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade, diz o INE, e a colheita já efetuada mostra boa qualidade dos tubérculos, prevendo o INE um acréscimo de produtividade na ordem dos 10%, relativamente à última colheita.

A produção de batata de sequeiro deve registar um acréscimo de 15%, resultado do aumento das áreas plantadas, e da respetiva produtividade, mas o INE destaca dificuldades de escoamento e subvalorizado no circuito comercial porque o mercado se encontra abastecido por produção em quantidade e boa qualidade, verificando-se.

domingo, 17 de agosto de 2014

Plantup: 1º encontro internacional de hortícolas em estufa


11 DE AGOSTO DE 2014 AGROTEC
CoSer1

Realizar-se-á em Vairão, no próximo dia 18 de setembro, o 'PLANTUP – 1ST INTERNATIONAL MEETING ON GREENHOUSE HORTICULTURE' organizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e pelo IDARN, com apoio da APH e da AGROTEC.

Este encontro (cujo programa pode consultar na íntegra clicando aqui) decorrerá no Campus Agrário de Vairão (Universidade do Porto) e contará com a presença de quatro oradores de renome internacional na área das culturas protegidas. Os temas abordarão desde o uso eficiente de energia aos materiais e design usados na construção de estufa modernas.
A participação é gratuita, mas com inscrição obrigatória. A data de
abertura das inscrições será comunicada brevemente.

Produção de mel certificado da Serra da Lousã pode chegar este ano às 30 toneladas


A produção deste ano do mel certificado da Serra da Lousã deve rondar as 30 toneladas, mais três que em 2013, admitiram hoje responsáveis da Cooperativa Lousamel à agência Lusa.

No ano passado, a produção deste mel de urze com denominação de origem protegida (DOP) ascendeu a 27 toneladas, segundo a directora executiva daquela empresa, Ana Paula Sançana.

Sem dados definitivos sobre os resultados da "cresta" (colheita do mel das colmeias) ainda em curso, o presidente da Lousamel, António Carvalho, reconheceu que a produção pode ser "superior" à do ano passado.

Nos dez municípios que integram a região do mel DOP Serra da Lousã - Arganil, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela e Vila Nova de Poiares - "está a verificar-se um desfasamento nas produções", segundo Ana Paula Sançana.

"Temos apicultores com a melhor produção dos últimos 30 anos, nalguns casos 30 a 40 quilogramas de mel por colmeia, quando a média ronda oito a nove quilogramas", disse.

Para outros produtores, "está a ser uma razia completa", referiu Ana Paula Sançana.

A actual "cresta" vai ser "mais ou menos igual" à do ano passado, com os apicultores "que tiveram mais mel a compensarem os que não tiveram nada".

As baixas produções, acrescentou, poderão "ter a ver com o controle das enxameações", que consistem na saída de enxames novos da colmeia de origem, cada um com a sua rainha.

Quantas mais enxameações ocorrerem, menor será a quantidade de mel em cada ano.

"O número de abelhas, que são, afinal, a mão-de-obra disponível, está intimamente ligado com a produção", afirmou a directora executiva da Lousamel, frisando que uma colmeia pode reunir entre 60 a 100 mil abelhas.

Por outro lado, o mel desta colheita "está a sair mais claro". Nos anos em que chove muito, como este, "há menos meladas" nas áreas florestais onde as abelhas procuram alimento.

Substância rica em açúcares, a melada, que determina a cor escura do mel da Serra da Lousã, é excretada por insetos que se alimentam da seiva de árvores e outras espécies vegetais.

Com quase 26 anos, a Lousamel reúne 350 apicultores e exporta mel DOP para a Alemanha, além de fornecer a rede de distribuição da Sonae.

Tem vindo a exportar também "pequenas quantidades" para Angola e Noruega.

Responsável pela gestão da DOP, a Lousamel comercializa o mel produzido por 45 associados e pela própria cooperativa, que possui dois apiários, em Miranda do Corvo, com um total de 120 colmeias.

A vespa velutina ("Vespa velutina nigrithorax"), a invasora que tem atacado os apiários no Minho, não foi até agora avistada na Serra da Lousã, revelou Ana Paula Sançana.

Esta vespa asiática "não é mais perigosa para os seres humanos do que a tradicional vespa europeia", segundo uma informação do Ministério da Agricultura e do Mar enviada à Lusa, mas prejudica a atividade apícola e a agricultura, ameaçando ainda a biodiversidade, ao eliminar abelhas e outros polinizadores.

Fonte:  Lusa

23º Feira de Vinho do Dão 5 a 7 de Setembro


11 Agosto, 2014 11:14 | Revista de Vinhos

A 23ª Feira do Vinho do Dão, em Nelas, vai decorrer entre os dias 5 e 7 de Setembro.

Este é o principal evento em termos da região demarcada do vinho do Dão, e reúne um número alargado de produtores de vinho, aos quais se associam exposições de outros produtos regionais, associações e empresas relacionadas com o sector vitivinícola. 

Além do vinho, a feira terá também representada a gastronomia e o artesanato da região, distribuídos em módulos ao longo da Praça do Município. Em espaço próprio vão também decorrer provas orientadas de vinho do Dão por conceituados enólogos e/ou jornalistas, assim como sessões de cozinha ao vivo por chefes mediáticos. Provas de vinhos especiais, visitas a produtores e aos melhores restaurantes e casas de enoturismo da região também serão uma realidade. De destacar a homenagem que este ano será feita aos escanções, junto à Estátua do Escanção, em Nelas, a única de Portugal e, que se saiba, do mundo.  

Destaca-se também este ano o grande espectáculo etnográfico encenado pelo director artístico António Leal - «As músicas que o vinho Dão» - com a presença da fadista Cátia Garcia, do acordeonista João Gentil, além de cantores líricos e mais de 30 figurantes. O programa conta ainda com actividades lúdicas, desportivas e de animação.

Com lugar no primeiro fim-de-semana de Setembro, a Feira de Vinho do Dão procura reafirmar a marca histórica de Nelas, situada bem no centro da região Demarcada dos Vinhos do Dão.

Casa Agrícola Alexandre Relvas exporta 55% e quer reforçar vendas para Brasil, Polónia e Alemanha

 
A empresa produtora de vinho alentejano Casa Agrícola Alexandre Relvas, de Redondo, em Évora, que exporta 55 por cento da sua produção, pretende reforçar as vendas para o Brasil, Polónia e Alemanha, revelou um responsável da empresa.

Em declarações à Agência Lusa, o director geral da empresa, Nuno Franco, adiantou que os vinhos da herdade de São Miguel, pertencente à Casa Agrícola, já conquistaram clientes em vários mercados, sobretudo Bélgica, Estados Unidos, Polónia, Alemanha, Reino Unido e Brasil.

Na sequência de um acordo estabelecido com importadores brasileiros, segundo o mesmo responsável, «há perspectivas promissoras» para aquele mercado, que pode vir a ter «algum peso» nas exportações da empresa.

Nuno Franco indicou também que, no futuro, a empresa pretende continuar a apostar nos mercados da Polónia e Alemanha, reforçando as vendas para aqueles dois países, e continuar a prospecção na Ásia, no sentido de iniciar as exportações para a China.

Segundo o director geral, a Casa Agrícola Alexandre Relvas produz, anualmente, 800 mil garrafas de vinho, 97 por cento tinto, e o restante branco, e a empresa prevê, na colheita deste ano, aumentar a produção para atingir entre 1 a 1,2 milhões de garrafas.

Para o mercado nacional é destinado 45 por cento da produção da empresa, com a distribuição do vinho a ser efectuada na maioria para as grandes superfícies comerciais. Nuno Franco explicou que a empresa produz 17 referências de vinho em cinco linhas de produtos, as quais, Herdade de São Miguel, Montinho de São Miguel, São Miguel das Missões, São Miguel dos Descobridores e Ciconia.

A empresa tem cerca de 100 hectares de vinha de produção própria, 35 dos quais na herdade de São Miguel, e compra anualmente uva proveniente de cerca de 150 hectares de vinha, cujos vinhos têm recebido vários prémios a nível nacional e internacional.

Os vinhos da Casa Agrícola Alexandre Relvas, da herdade de São Miguel, obtiveram recentemente 11 medalhas, duas das quais de prata, na 27.ª edição do "International Wine Challenge", em Londres, Inglaterra, um dos «mais prestigiados» concursos de vinhos a nível mundial, que decorre anualmente na Feira de Vinhos de Londres.

Fonte da empresa revelou que as medalhas de prata foram atribuídas aos vinhos Herdade de São Miguel "Reserva" 2007 e Eira de São Miguel 2008. Os vinhos da empresa obtiveram ainda oito medalhas de bronze, enquanto o vinho Herdade de São Miguel Cabernet Sauvignon 2008 foi distinguido com um selo de recomendação.

No concurso, que contou com amostras de 46 países participantes, Portugal foi o terceiro país mais premiado do evento de Londres.

Na herdade de São Miguel, a empresa tem ainda 100 hectares de sobreiros, uma exploração pecuária e dedica-se à criação e preservação de espécies autóctones portuguesas em vias de extinção, como o burro de raça Mirandela e o "garrano do Gerês".