terça-feira, 23 de setembro de 2014

ANIPLA e Valorfito marcaram presença na Agroglobal 2014


A ANIPLA – Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas e o Valorfito – Sistema de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura, participaram na Feira Agroglobal 2014, que se realizou dias 10-12 de Setembro, em Valada.

Este ano, enquadrada num stand em que, para além da Anipla e Valorfito, participou também a Groquifar, a Indústria quis dar ênfase à importância do trabalho conjunto e à relevância da actividade de cada uma das três entidades na organização do sector fitofarmacêutico e no garante da utilização correcta e segura dos produtos fitofarmacêuticos.

Para além da distribuição de informação fundamental sobre as boas práticas na utilização de PF, este ano, a árvore do logotipo da Anipla circulou por todo o recinto, oferecendo a possibilidade dos visitantes receberem uma pequena oliveira no nosso stand.

O sucesso desta iniciativa levou centenas de agricultores ao espaço da Indústria e permitiu esgotar todo o stock de oliveiras que a Anipla tinha disponível. Também aqui o Valorfito inovou com uma exposição explicativa do processo de reciclagem de materiais plásticos.

Fonte:  Anipla

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A importância das estatísticas agrícolas

OPINIÃO
ARMANDO SEVINATE PINTO 20/09/2014 - 20:45
 
Embora gostasse de estar enganado, estou convencido de que há muitos alunos de escolas superiores de agricultura que chegam ao fim dos seus cursos sem nunca terem visto de perto um exemplar das estatísticas agrícolas. No entanto, o Instituo Nacional de Estatística (INE) publica-as com regularidade e, actualmente, com bastante oportunidade. Se tal for o caso, isso só pode ser explicado pelo facto de o mesmo ter acontecido com alguns dos seus professores.

Saber de que recursos naturais dispomos, de que forma são utilizados, por quem e por quantos, com que estruturas, o que se produz, com que custos e a que preços, o que consumimos, o que importamos e/ou exportamos e muitas outras informações estatísticas, deveria fazer parte da cultura geral de todos e ser objecto de estudo por parte daqueles que têm mais obrigações de o fazer.

Bem sei que, em muitos casos, as estatísticas resultam de encadeamentos de estimativas, de operações complexas, de conceitos em permanente alteração e que, em alguns casos, têm de ser utilizadas com cuidados particulares, evitando-se querer conferir rigor analítico a resultados cujas bases são obrigatoriamente imprecisas.

Utilizarei apenas um exemplo para ilustrar a importância destas informações, através de uma breve análise das estatísticas do comércio externo de produtos alimentares de base agrícola.

Diz o Governo, e eu concordo, que, nesta área, o equilíbrio em valor entre aquilo que importamos e exportamos deve constituir um objectivo central da sua política agrícola. Dito de outra forma, sermos auto-suficientes em valor, o que é muito diferente de sermos auto-aprovisionados (conceito quantitativo, totalmente diferente, que só pode ser calculado sector a sector).

É de facto um bom objectivo! Mas será alcançável? De que maneira? Com que instrumentos de política? Exportando mais? Importando menos? Consumindo menos? Que produtos? Só a análise rigorosa do comércio externo nos poderá ajudar a ser precisos na identificação de alguns elementos de resposta a estas questões.

No quadro simples que se apresenta, constam os valores globais de importação e de exportação de produtos alimentares de origem agrícola, em 2013 e, para ambos os casos, os quatro primeiros grupos de produtos, em valor, destacando-se, em cada grupo, os dois primeiros produtos, por ordem de importância. Apesar de se tratar de um exercício rudimentar, da sua análise resulta um "mar" de conclusões preliminares, ainda que com certezas misturadas com muitas dúvidas, que só o recurso a análises complementares pode esclarecer.



A primeira conclusão é de que o nosso "calcanhar de Aquiles" se situa na área das carnes, sobretudo de bovino e de suíno, a que se seguem os cereais, sobretudo o milho e o trigo, as oleaginosas, sobretudo a soja e o girassol, e o leite e lacticínios, sobretudo os queijos, os iogurtes e outras preparações de tipo semelhante.

A segunda conclusão resulta do aprofundamento da primeira e diz-nos que o sector das carnes e do leite, associado a uma parte dos cereais e oleaginosas, necessário para a alimentação pecuária, poderá "valer" entre dois terços e três quartos do nosso défice comercial alimentar de base agrícola (cerca de 3 mil milhões de euros).

A terceira conclusão é de que somos fortes em várias produções, mas não o suficiente para compensar as fraquezas. É o caso das bebidas (vinhos e cervejas), das gorduras (óleos incluindo azeite, que equilibram as importações neste capítulo), das preparações de hortícolas (tomates e conservas de outras hortícolas) e das frutas (maças, peras e citrinos).

A quarta conclusão é de que somos fortes na maioria dos produtos oriundos do regadio e fracos em produtos que têm mais a ver com produções não regadas.

Quanto às dúvidas, a primeira e mais importante, é se, no sector alimentar, poderemos alguma vez ser auto-suficientes em valor. Embora, à partida, ache que sim, para o confirmar é necessário avaliar os nossos recursos e ver se poderemos produzir em condições de competitividade relativamente aos países de onde importamos a carne, os cereais, as oleaginosas e os lacticínios. Os resultados deste tipo de análise variam com o tempo e com um grande número de factores, entre os quais, além das questões técnicas de que resultam as produtividades físicas, da quantidade e do custo dos consumos intermédios, as taxas de câmbio também são por vezes determinantes.

Esse tipo de exame implica a determinação das razões que permitem aos exportadores estarem em condições de conquistar os nossos mercados e, também, de que maneira poderíamos fazer face às eventuais desigualdades que lhes são favoráveis.

Simultaneamente, teríamos de analisar a maneira de reforçar as nossas exportações para compensar as importações. Tratando-se basicamente de bebidas e de hortofrutícolas, será que poderemos ir além do que já vamos, sabendo que se trata de produções que necessitam de água para rega?

Naturalmente, teríamos igualmente de analisar até que ponto poderíamos produzir competitivamente quantidades superiores de muitos dos produtos que, por si só, não se traduzem em grandes valores e, por isso, não aparecem no quadro anterior, mas que em conjunto têm bastante importância.

Entre dúvidas e conclusões, creio que chegaríamos facilmente àquela que considero dever estar entre as grandes questões agrícolas do nosso tempo e à qual urge dar resposta. O que poderemos fazer com praticamente todo o território nacional, de sequeiro e sem condições de vir a ser regado? Como poderemos, ou até se queremos, viabilizar a actividade agrícola e a produção em mais de três quartos da nossa superfície agrícola?

Finalmente, pode-se sempre pôr a questão de saber se podemos consumir menos, sobretudo certos produtos que não temos em quantidade suficiente.

Em primeiro lugar, penso que, com a ajuda das grandes superfícies se poderia fazer uma significativa economia. Em segundo lugar, sem querer tirar protagonismo à minha amiga Isabel Jonet (presidente do Banco Alimentar), que se envolveu na célebre polémica dos bifes, também pergunto se poderíamos consumir menos bifes, sobretudo dos importados. É que, se o INE não cometeu nenhum erro, os residentes em Portugal consomem, per capita, 105 kg de carne por ano, o que dá a excessiva média de 289 gr por dia. Sabendo que muita gente nem condições tem para comprar carne, isso quer dizer que muitos outros passam o dia a comer carne. Não será demais? Se as contas estão certas, não terei dúvidas em assegurar que sim. É manifestamente demais e só pode fazer mal à saúde.

Estão a ver a importância das estatísticas?

Engenheiro Agrónomo (ISA)

Cidade marroquina manda arrancar oliveiras por causa de alergias


A cidade de Uchda, no nordeste de Marrocos, decidiu proibir as oliveiras devido às alergias provocadas pelo pólen e deu um prazo até ao final do ano para que todas as árvores sejam eliminadas.
As autoridades ordenaram que sejam arrancadas milhares de oliveiras, particulares ou em parques públicos, dentro do prazo referido, naquela cidade com 500.000 habitantes, informou a agência de notícias MAP.
Na Primavera, o pólen da oliveira torna-se uma das principais causas de alergia respiratória sazonal, segundo o autarca de Uchda, Omar Hijra, farmacêutico de profissão, acrescentando que a medida conta com a aprovação de boa parte dos habitantes.
As oliveiras representam 90% das árvores plantadas na cidade. As árvores arrancadas devem ser replantadas fora do perímetro da cidade, segundo ainda o decreto.

Guiné Equatorial acolhe Fórum do Agronegócio entre PALOP e Mercosul em junho



A Guiné Equatorial vai acolher em junho do próximo ano o Fórum do Agronegócio entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e o Mercosul, disse hoje à Lusa o presidente da Confederação Empresarial (CE-PALOP).

Em declarações à Lusa no final de uma visita empresarial à Guiné Equatorial, Francisco Viana revelou que "a CE-PALOP teve encontros com as associações empresariais, com as câmaras de comércio, empresários, com o Presidente da República e o primeiro-ministro, e ficámos de organizar um grande encontro na Guiné Equatorial que será um fórum do agronegócios entre os PALOP e o Mercosul, muito focado no agronegócio, onde a Guiné Equatorial tem fortes potencialidades no cacau, café, flores ornamentais e serviços de apoio à indústria petrolífera".

Portugal e Espanha, acrescentou, serão os mercados convidados para o Fórum de junho do próximo ano: "Não queremos deixar Portugal de fora, até porque é preciso mercado para esses produtos, e Portugal pode servir de plataforma para uma expansão desses produtos africanos na União Europeia", e quanto a Espanha, a razão são "as fortes relações da Guiné Equatorial com esse país".

Congresso Mundial arranca hoje em Lisboa para debater o futuro do setor

ÁGUA


O Congresso e Exposição Mundial da Água arranca hoje em Lisboa e deverá contar com a presença de 5.000 especialistas e profissionais para debater os problemas atuais do setor e a forma de enfrentar as alterações climáticas.

O encontro da Associação Internacional da Água (IWA na sigla em inglês), com o tema "Moldar o Futuro da Água", reúne agentes da área da água, empresas distribuidoras, reguladores e entidades públicas, investigadores e cientistas que estudam novas tecnologias e soluções para os diferentes problemas em todo o mundo.

A iniciativa, que termina na sexta-feira, abrange debates, ´workshops´ e uma exposição para apresentar empresas, produtos, serviços e tecnologias da área da água, sendo igualmente a oportunidade para a realização do I Forum dos Reguladores de todo o mundo, organizado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

"Agricultores não podem ser o parente pobre da sociedade"


Manuel António Correia na Festa do Pêro, aproveitou para anunciar a total recuperação da levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo
Actualizado ontem, às 13:32
Orlando Drumond
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Festa do Pêro, Manuel António Correia, Ponta do Pargo
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 Numa altura onde a água está na ordem do dia, o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais anunciou, ao início da tarde, que já está "recuperada toda a levada entre a Calheta e a Ponta do Pargo", um investimento que rondou os 3,8 milhões de euros e vem beneficiar 4.800 regantes, 600 dos quais, da freguesia do extremo Oeste.

"Porque sem água não há agricultura", Manuel António Correia aproveitou o palco da Festa do Pêro, que se realiza na Ponta do Pargo, para salientar o investimento em prol de um maior aproveitamento dos recursos hídricos.

Debaixo de muito sol, assegurou ainda que o Governo está "empenhadíssimo" em melhorar as condições, não só da produção, mas também do comércio. Uma aposta para valorizar o sector, depois de ter afirmado que "os agricultores não podem ser o parente pobre da sociedade".

IFAP lança no mercado de aplicações para Smartphones a sua «APP IFAP Mobile»


Já se encontra disponível para todos os Beneficiários registados no Portal do IFAP, a "App IFAP Mobile", criada para SmartPhones em ambiente Android® e iOS®, com download gratuito.

A utilização desta aplicação permitirá fornecer informação útil aos beneficiários do IFAP, através das seguintes funcionalidades:

 Mensagens - Visualização da lista de mensagens recebidas, sendo possível avaliar a informação de detalhe de cada mensagem.

 Calendário - Apresentação de calendário mensal, com indicação de eventos, dos quais se salientam as datas dos pagamentos, previstos e efectuados, das medidas de investimento e das ajudas do Pedido Único e dos Açores.

 Pagamentos - Acesso aos resumos de movimentos financeiros relativos a ajudas e apoios, com possibilidade de descarregar o respectivo PDF.

Para utilizar esta aplicação é necessário estar registado no Portal do IFAP.

Download gratuito em:


 Fonte:  IFAP

Detectar, Medir e Valorizar a Inovação em Portugal Rural


Porque nos fazem os inovadores acreditar no Portugal Rural? Esta é a questão de partida do debate de apresentação do Roteiro da Inovação em Portugal Rural que decorrerá em Évora no próximo dia 29 de Setembro, na Universidade de Évora, pelas 14 horas.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) em parceria com a Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural realizam um roteiro de apresentação do livro Inovação em Portugal Rural. Detectar, Medir e Valorizar.

O roteiro surgiu no âmbito do projecto RUR@L INOV (Inovar em Meio Rural) e tem como objectivo compreender como se desencadeiam e desenvolvem os processos de inovação em organizações localizadas nas áreas rurais portuguesas. O RUR@L INOV foi financiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional (PRRN).

Pretende-se com esta iniciativa dar a conhecer a inovação que é desenvolvida no país rural, a sua diversidade e singularidade, a fim de desvendar um "rural inesperado", onde emerge uma economia da excepcionalidade, apostada nas procuras globais, mas suportada por uma oferta dependente das especificidades locais.

Assim, torna-se fundamental alertar os agentes políticos, institucionais, económicos e sociais, bem como a sociedade em geral, para estimular e fortalecer esta economia inovadora de base territorial, criativa, movida pelo capital humano e aproveitadora dos recursos rurais, focada nas oportunidades de mercado e nas procuras da comunidade, num debate que contará com a experiência dos inovadores, a visão dos agentes políticos e institucionais e o contributo da sociedade civil.

O roteiro percorrerá Portugal continental, com apresentações e debates regionais, sendo a 3ª sessão de apresentação em Évora, Universidade de Évora, Colégio do Espírito Santo, sala 131, pelas 14 horas. 
Mais informações aqui.

Fonte:  DGADR

domingo, 21 de setembro de 2014

PAC: Irlanda estabelece medidas equivalentes para novo programa agro-ambiental

19-09-2014 


 
Para que os agricultores irlandeses de arvenses possam cumprir o requisito de diversificação de culturas na próxima política agrícola comum (PAC), o seu Governo decidiu introduzir práticas equivalentes, para os agricultores que participem no programa GLAS (novo programa agro-ambiental – Green Low Agri.-Environmental Scheme) e se comprometam a cultivar uma cobertura vegetal de Inverno nas suas terras.

Em consequência, têm que cumprir o requisito de diversificação de culturas mediante a realização de uma medida equivalente sob um programa agro-ambiental. Isto significa que alguns agricultores, que actualmente apenas semeiam uma única cultura, por exemplo, alguns produtores de cevada para malte, podem continuar a fazê-lo se cumprirem a medida equivalente no GLAS. Para isso, a administração irlandesa levará a cabo um ajuste nos seus pagamentos GLAS de forma a garantir que não haja financiamento duplicados sob os dois regimes.

No ao das áreas de especial interesse biológico, o Departamento de Agricultura estabeleceu a lista de superfícies e características elegíveis para o cumprimento do requisito de cinco por cento e aplicam-se os factores de conversão e ponderação previstos no regulamento delegado 639/2014, para a equivalência.

A irlanda decidiu ainda aplicar o direito de usar parte dos seus limites máximos nacionais para introduzir uma ajuda vinculada às proteaginosas para contrariar a forte dependência da União Europeia sobre a proteína importada para a alimentação animal.

Neste caso, o apoio será dirigido às superfícies de ervilhas; feijões e tremoços, com um pagamento por hectare de 250 euros com um limite de três milhões por ano, segundo o Boletim Exterior do Ministério da Agricultura.  

Fonte: Agrodigital

Figo é fonte de rendimento em Abreiro e motivo de uma nova feira transmontana

 19-09-2014 
  
A apanha do figo faz de Setembro um mês trabalhoso para as gentes de Abreiro, mas compensador com algumas famílias da pequena aldeia de Mirandela a arrecadarem um rendimento extra equivalente a seis meses de trabalho de um ordenado mínimo.

Abreiro tem das maiores manchas de figueiras e uma tradição nesta cultura que está apostada em mostrar na primeira feira da região dedicada ao figo e ao património agendada para sábado e domingo.

Todas as aldeias de Mirandela já tinham uma feira dedicada a um produto específico e a junta de freguesia local decidiu avançar com um evento para divulgar e rentabilizar a cultura mais carismática desta terra, como disse à Lusa o presidente José Fernandes.

O autarca estima que de Abreiro saem todos os anos, em média, entre «15 a 20 mil quilos de figo» com a venda garantida a intermédios que se deslocam à aldeia para negociarem directamente com os produtores.

Pagam dois euros por quilo. «Está mal pago» queixa-se Idalina Lima, que «há dez anos» recebe o mesmo. «Há tempos, no Porto, vi os figos a vender a seis euros o quilo», contou à Lusa. Idalina é das maiores produtoras da aldeia. A família já teve 700 figueiras, a geada «queimou umas duzentas».

Ainda assim, tem 1.500 quilos de figos e assegurado um rendimento extra de, pelo menos, três mil euros, o equivalente a mais de meio ano de trabalho a receber um salário mínimo.

O figo é uma cultura complementar a outras com mais peso nesta região, como o azeite ou a amêndoa. A importância, porém que tem na economia desta aldeia, com pouco mais de 250 habitantes, vem de tempos antigos, como recordou Idalina, que «aos 12 ou 13 anos» já «andava aos figos para o lavrador mais rico da aldeia».

A família de Idalina e outras da aldeia são agora produtoras e ocupam os dias do mês de Setembro na apanha e secagem do figo. Quando o tempo está de feição é possível fazer duas, três ou mais apanhas na mesma figueira, mas este Setembro veio chuvoso e a água «deitou os figos ao chão».

«Dá dó vê-los a apodrecer», desabafa Idalina que vai continuar na azáfama da secagem do figo porque a tradição nesta aldeia não é consumir ou vender o fruto em fresco, mas sim seco.

Depois de colhido da figueira, inicia-se, como explicou, o processo de conservação que passa pela secagem, depois os figos são escaldados em água a ferver «para matar o bicho» que pode vir a desenvolver-se nesta fruta, de seguida são abafados durante alguns dias com panos. «Depois ficam ao ar e são colocados numa caixa de papelão para começarem a criar o açúcar».

Isto porque, como explicou Idalina, aquela cobertura branca característica do figo seco «não é farinha como alguns pensam, mas o açúcar do próprio figo». Todo este trabalho garante «um suplemento, uma verba extra» nesta altura do ano.

A junta de freguesia pensou na feira também para permitir aos oito produtores que vão estar presentes no certame, venderem o figo a preços mais rentáveis do que os pagos pelos intermediários.

Fonte: Lusa

sábado, 20 de setembro de 2014

"Devo ser o único português que gostou do verão", diz Miguel Macedo


Publicado às 14.30
 
 
foto HUGO DELGADO/LUSA
"Devo ser o único português que gostou do verão", diz Miguel Macedo
Miguel Macedo durante a inauguração do novo Quartel dos Bombeiros de Riba de Ave
 

 3 0 0
O ministro da Administração Interna reagiu, este sábado, com humor ao relatório provisório que indica que 2014 foi o ano com menor número de incêndios na última década, afirmando que será "o único português que gostou" deste verão.

"Devo ser o único português que gostou do verão que tivemos até agora", referiu o ministro, à margem da inauguração do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, em Famalicão.

O relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que 2014 foi o ano em que se registou o menor número de incêndios da última década.

Segundo o relatório, entre 1 de janeiro e 15 de setembro registaram-se 6.958 ocorrências de fogo.

Em comparação com o mesmo período de 2013, as ocorrências de fogo diminuíram para mais de metade.

O relatório destaca ainda que 2014 é o terceiro melhor ano desde 2004 em termos de área de área ardida, com 19.021 hectares de espaços florestais destruídos pelas chamas.

Segundo o mesmo documento, os únicos dois anos com menor área ardida do que 2014, durante a última década, foram 2007 e 2008, com 18.755 e 12.659 hectares, respetivamente.


Entrada em vigor do acordo UE-Ucrânia atrasada

Setembro 17
11:13
2014
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👤por Agroinfo.pt

O acordo comercial UE-Ucrânia começa quase a ser um folhetim.

Concluído com o anterior Presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, esteve para ser assinado no final do ano passado, na Cimeira Europeia de Vilnius, não o sendo mesmo à última da hora, devido à pressão russa. A não assinatura do acordo provocou uma revolta popular na Ucrânia, que levou à queda do Presidente.

O novo Presidente, Petro Poroshenko, voltou às negociações, tendo tudo sido acordado com a União Europeia (UE) e a assinatura do tratado estava prevista para 1 de Novembro deste ano.

Neste momento e a pedido do Presidente ucraniano, a assinatura foi adiada para 2016, de novo devido à pressão russa.

O Presidente Poroshenko argumentou que esta assinatura iria ainda irritar mais os russos, numa altura em que começam a existir hipóteses de entendimento, com a abertura mostrada por Moscovo.

Esta atitude está já a provocar uma onda de ansiedade na Ucrânia, onde a população se começa a interrogar se o seu Presidente não estará a trair os ideais que levaram à sua eleição.

A situação começa a estar muito confusa, pois o apoio da Europa não é feito sem contrapartidas, o que começa a lançar dúvidas sobre as autoridades ucranianas, das vantagens de estar ligada à UE, em vez da Rússia.

Por outro lado, os russos já mostraram, com a anexação da Crimeia, que não estão para brincadeiras, pelo que o Presidente Poroshenko tem de gerir muito bem a sua estratégia para manter a soberania do seu país.

Fonte da imagem - ukrinform.ua

Guerra com tomates para protestar contra o embargo russo


Setembro 16
08:28
2014
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👤por Agroinfo.pt
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Aproveitando a ideia do festival popular espanhol "La Tomatina", em que os participantes atiram tomates uns aos outros, um grupo de jovens agricultores holandeses resolveu recriar,, em Amesterdão uma guerra de tomates para protestar contra o embargo russo.

Os participantes vão dispor de 10.000 kg de tomate para uma luta que durará uma hora.

Cada participante tem de pagar uma inscrição de 15 euros e o dinheiro apurado vai para ajudar os agricultores a atenuar os prejuízos causados pelo embargo russo.

A Holanda era um dos grandes exportadores de tomate para a Rússia, pelo que o impacto do embargo faz-se sentir muito intensamente.

ANEFA discute futuro da floresta a 9 de outubro

por Ana Rita Costa
19 de Setembro - 2014
A ANEFA lançou um ciclo de conferências comemorativos dos seus 25 anos que têm como objetivo discutir várias questões relevantes para o setor. A primeira conferência realiza-se já no próximo dia 9 de outubro, no Centro de Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova, e irá discutir "Qual o Futuro da nossa Floresta?".

 
A conferência irá discutir temas como "Regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização (RJAAR)", "Implicações do DL 96/2013 de 19 de julho / Principais indicadores das ações de arborização e rearborização", "Elaboração de projetos de (re)arborização", "O RJAAR e as espécies de crescimento rápido", "O RJAAR e a conservação da Natureza", "Novos modelos de silvicultura", "Resinagem – o renascer de uma atividade" e "Zonas de Intervenção Florestal".

As restantes conferências, que se realizam a 23 de outubro, a 6 de novembro e a 20 de novembro, irão abordar as temáticas "PDR 2014-2020: Desafios e Oportunidades", "Prevenção, obrigações e condicionantes das atividades florestais" e "Espaços Verdes e Jardinagem – Novas abordagens e tecnologias", respetivamente.

Regulamento de Informação ao Consumidor

por Ana Rita Costa
19 de Setembro - 2014
A FIPA- Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares vai promover no próximo dia 29 de setembro, no Hotel Vilá Galé Ópera, em Lisboa uma sessão de esclarecimento sobre a "Aplicação do Regulamento de Informação ao Consumidor".

 
Com a publicação deste regulamento relativo à prestação de informação aos consumidores sobre géneros alimentícios ficam estabelecidas as disposições a aplicar a todos os géneros alimentícios destinados ao consumidor final, incluindo os entregues por coletividade e os destinados a fornecer coletividades.

Esta sessão contará com a presença de Nuno Azevedo, da GS1 Portugal, de Teresa Carrilho, da DGAV e com Catarina Dias, da FIPA.

Para mais informações contacte formação@fipa.pt

Previsões agrícolas do INE apontam para boas campanhas nas pomóideas


Previsões Agrícolas

As previsões agrícolas, em 31 de Agosto, apontam para boas campanhas nas pomóideas, com o rendimento unitário da pêra a aumentar 5%, face a 2013, e o da maçã a manter-se acima das 20 toneladas por hectare. Também as prunóideas beneficiaram de condições favoráveis ao longo do ciclo, estimando-se a maior produção de pêssego da última década (44 mil toneladas) e o regresso da produtividade da amêndoa para valores normais. Em sentido oposto, o kiwi continua a ser afectado por problemas fitossanitários e fisiológicos, que têm nos últimos anos contribuído para uma redução significativa da produtividade desta cultura, prevendo-se uma diminuição de 15% face à campanha anterior. Na vinha esperam-se igualmente quebras de rendimento em praticamente todas as regiões vitivinícolas, que globalmente rondarão os 10%.

Quanto às culturas de primavera/verão, há alguma apreensão quanto aos efeitos que as condições climatéricas de Setembro poderão ter na colheita do tomate para a indústria, numa altura (final de Agosto) em que apenas cerca de 50% da produção foi colhida.

Gado, aves e coelhos abatidos

O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em Julho de 2014 foi 39 000 toneladas, o que corresponde a um decréscimo de 3,3% (+4,2% em Junho), devido ao menor volume de bovinos (-18,4%) e caprinos (-21,4%). Os ovinos e suínos apresentaram aumentos de 4,9% e 1,0%, respectivamente.

O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 26 800 toneladas, o que representa um acréscimo de 4,7% (+11,8% em Junho), resultante do maior volume de abate de aves: codornizes (+34,2%), patos (+27,0%) e galináceos (+5,9%), bem como de coelhos (+16,8%).

Produção de aves e ovos

A produção de frango em volume registou um acréscimo de 5,6%, com uma produção de 23 677 toneladas (+4,6% em Junho).Os ovos de galinha para consumo apresentaram um aumento de 7,1% no mês em análise (+12,2% em Junho), com uma produção de 8 301 toneladas.

Produção de leite e produtos lácteos

A recolha de leite de vaca foi 160,2 mil toneladas, o que representa um aumento de 5,3% (+3,0% em Junho).O total de produtos lácteos apresentou um acréscimo ligeiro de 0,2% (-7,3% em Junho), devido essencialmente ao aumento dos volumes de manteiga (+8,3%), queijo de vaca (+6,9%) e leite para consumo (+0,9%) produzidos no mês em análise.

Pescado capturado

O volume de capturas de pescado em Portugal diminuiu 28,8% (-10,0% em Junho), devido essencialmente à menor captura de peixes marinhos, nomeadamente "cavala" e "sardinha". Às 14 266 toneladas de pescado correspondeu uma receita de 29 344 mil Euros, valor que representa uma diminuição de 0,8% (+3,5% em Junho).

Preços e índices de preços agrícolas

No mês de Agosto de 2014 as alterações mais significativas verificaram-se nos preços dos ovos (+7,3%), da batata (-78,9%), dos frutos (-19,2%), das aves de capoeira (-16,7%) e dos hortícolas frescos (-15,2%). Em relação ao mês anterior, as principais variações registaram-se na batata (+14,5%) nos hortícolas frescos (+9,8%) e nos frutos (-12,5%).

Em Junho de 2014 observou-se uma diminuição de 2,4% no índice de preços de bens e serviços de consumo corrente na agricultura e um aumento de 2,2% no índice de preços de bens de investimento. Em comparação com o mês anterior, assistiu-se a um decréscimo (-0,1%) no índice dos bens de consumo corrente ao passo que, no índice dos bens de investimento, não se registou qualquer alteração. 

Fonte:  INE

Parlamento Europeu: Nuno Melo recebe primeiro relatório atribuído pelo PPE no âmbito da agricultura

Na reunião de ontem do Grupo PPE, foi decidido atribuir ao português Nuno Melo, o primeiro relatório distribuído a um relator do PPE na presente legislatura, na Comissão AGRI.

Trata-se do Relatório sobre a "aplicação das disposições relativas às organizações de produtores, aos fundos operacionais e aos programas operacionais no sector das frutas e produtos hortícolas desde a reforma de 2007", que terá grande importância para Portugal, tendo em conta as especificidades do sector.

A Comissão poderá, com base nos resultados do presente relatório e do futuro debate, apresentar, numa fase posterior, propostas legislativas para rever o regime de ajudas da União para o sector das frutas e produtos hortícolas.

Pretende-se com este relatório:

- Reforçar as organizações de produtores criando uma maior diversidade de instrumentos de apoio ao sector das frutas e hortícolas;
- Prevenir e gerir crises de mercado;
- Melhorar o posicionamento das organizações de produtores na cadeia alimentar;
- Melhorar a qualidade dos produtos;
- Promover a concentração da produção;
- Melhorar a comercialização;
- Apoiar a investigação e tecnologia;
- Apoiar práticas ambientais mais sustentáveis;
- Diminuir a burocracia na aprovação dos programas operacionais.
Estrasburgo, 18 de Setembro de 2014

Fonte:  Gabinete do Eurodeputado Nuno Melo

Iniciativa da Tetra Pak, Ikea e Kingfisher de avaliação do impacte da certificação florestal FSC



A Acréscimo regista com agrado o anúncio pela Tetra Pak, Ikea e Kingfisher de uma iniciativa conjunta de avaliação da clarificação do papel do Forest Stewardship Council (FSC) na certificação florestal.

Desde há um ano que a Acréscimo tem vindo a solicitar a visita técnica a locais de eliminação de resíduos industriais em solos de florestas certificadas pelo FSC e geridas por empresas do setor papeleiro. Tal ainda não foi autorizado.

Apesar de presente em Portugal há mais de uma década, a evidencia da monitorização à eliminação de resíduos em florestas certificadas não tem feito parte da agenda nas auditoriais realizadas no âmbito do sistema FSC.

Para além dos impactos ambientais associados a esta prática, a aplicação de resíduos em silvicultura pode aportar consequências nefastas para a saúde pública.

Nas áreas florestais certificadas, apesar da emissão para os consumidores dos benefícios da aquisição de produtos de base florestal certificados, o facto é que o FSC não têm dado garantias quanto à monitorização dos potenciais impactos associados à aplicação de resíduos nas florestas que certificam, sobretudo nas florestas geridas ou detidas por grupos industriais, eles próprios produtores desses resíduos. O FSC manifesta grande fragilidade na sua atuação em Portugal. Esta atitude gera fortes dúvidas sobre o seu comprometimento quanto aos objetivos e às normas que o próprio sistema definiu. Importa ter presente que tais grupos industriais representam mais de 70% das florestas certificadas pelo sistema FSC em Portugal. Haverá aqui proteção aos seus clientes?

Apesar da sua presença em Portugal há longos anos, só recentemente, após intervenção da Acréscimo, o FSC argumenta ter dado início ao acompanhamento da aplicação de resíduos em solos de florestas certificadas. Todavia, só este acompanhamento é manifestamente insuficiente. A obrigação, de acordo com o FSC Internacional, terá de passar por exigir a monitorização contínua destas aplicações nos locais onde tenham ocorrido, reforçamos nós, logo a partir do momento em que o FSC tenha procedido à certificação (2007) das entidades que permitem a aplicação de resíduos nos solos sob sua gestão.

Para estar em consonância com os objetivos e as garantias que diz sustentar perante a Sociedade, o FSC tem de garantir a existência de instrumentos de evidenciação de monitorização contínua em áreas de floresta certificada sujeitas à aplicação de resíduos urbanos e industriais. As suas ações devem ter por suporte o conhecimento científico produzido por entidades independentes, que tenham por base os ecossistemas nacionais. Isso hoje não acontece.

Com o anunciado aumento da capacidade industrial no setor papeleiro em Portugal, a pressão sobre o FSC está definitivamente assegurada.

Lisboa, 19 de setembro de 2014

Incêndios florestais: 2014 foi o ano com menos incêndios da última década e o 3º com menor área ardida


O último Relatório provisório de incêndios florestais do ICNF refere que no período compreendido entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro de 2014, se registou um total de 6.957 ocorrências (1.052 incêndios florestais e 5.905 fogachos), dos quais resultaram 19.021 hectares de área ardida, entre povoamentos (8.439ha) e matos (10.582cha).

Comparando os valores do ano de 2014 com o registo dos últimos 10 anos (2004-2013), destaca-se que se registaram menos 61% de ocorrências relativamente à média verificada no decénio 2004-2013. As ocorrências verificadas em 2014 são menores que o melhor ano do decénio.

Por outro lado ardeu menos 81% do que o valor médio de área ardida no mesmo período. O ano de 2014 é, até 15 de Setembro, o terceiro melhor ano desde 2004 em termos de área ardida com 19.021 hectares e espaços florestais destruídos pelas chamas. Os únicos dois anos com menor área ardida do que 2014 no período 2004-2014 são 2007 e 2008 com 18.755 hectares e 12.659 hectares, respectivamente.

Os distritos mais afectados, no que respeita à área ardida, foram Guarda, Portalegre, Bragança, Porto e Coimbra, com 5.200 hectares, 2.487 hectares, 2.136 hectares, 1.371 hectares e 1.259, respectivamente.

O maior incêndio ocorreu no dia 25 de Agosto em Nisa, distrito de Portalegre, e consumiu cerca de 2.268 hectares de espaços florestais.

Fonte:  ICNF

Um terço da produção de tomate pode estar perdida devido à chuva

O dirigente da FNOP e da Torriba adiantou que a diretora regional da Agricultura visitou os campos na quarta-feira, verificando a "situação difícil" gerada pelas chuvas que se têm sentido na região desde o passado dia 06
Cerca de 30% da produção de tomate para a indústria pode estar perdida, dada a impossibilidade de as máquinas entrarem nos terrenos alagados pela chuva, disse hoje à Lusa fonte da produção.

Gonçalo Escudeiro, da direção da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) e da Torriba, organização de produtores hortofrutícolas, afirmou à agência Lusa que a queda anormal de chuva numa altura em que ainda decorre a colheita deixou os terrenos saturados, impedindo o normal decorrer da campanha.

"Estamos muito preocupados. Num ano já difícil em termos agrícolas, com uma primavera fria e chuvosa, em que foi preciso muito profissionalismo da parte dos produtores, estamos com 30% da produção de tomate no chão e sem sabermos se aguenta até as máquinas poderem entrar nos campos para a colheita", afirmou.

Gonçalo Escudeiro afirmou que estão por colher mais de 4.000 hectares de um total de cerca de 17.400 hectares plantados, o que deixa preocupados não só os produtores mas também as indústrias transformadoras que já têm compromissos assumidos.

"São mais de 30 milhões de euros que estão no chão", disse, sublinhando a importância de ter sido possível conseguir a cobertura destas situações pelos seguros, embora ainda nem todos os produtores tenham aderido.

Gonçalo Escudeiro sublinhou o impacto para a economia da região e para as agroindústrias, tanto pela perda de tomate (85% da produção faz-se no Ribatejo), como do pimento, com uma estimativa de 50% de perdas.

O dirigente da FNOP e da Torriba adiantou que a diretora regional da Agricultura visitou os campos na quarta-feira, verificando a "situação difícil" gerada pelas chuvas que se têm sentido na região desde o passado dia 06.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Jovem agricultor morre em acidente de trator


Publicado às 16.11
ANTÓNIO ORLANDO
 
Um jovem agricultor morreu, esta tarde em Cinfães, na sequência de um acidente com o trator agricola que manobrava. A vitima de 36 anos, assistida pelos bombeiros de Nespereira e INEM acabou por não resistir. O óbito foi confirmado já no centro de saúde daquele concelho duriense.

O acidente ocorreu, carca das 12.15 horas, num caminho agrícola, no lugar da Lapa, na freguesia de Fornelos. O jovem agricultor, por razões que se desconhecem, terá perdido o controlo do trator e caiu com a maquina abaixo de um muro com cerca de 1,5 metros.

Na queda, o rapaz terá sido prensado contra os arames de uma ramada vinícola. Esse facto, no nosso entender, terá sido fatal", explicou ao JN, Paulo Soares.

No socorro à vitima os bombeiros mobilizaram nove homens apoiados por três veículos. A SIV de Cinfaes prestou apoio diferenciado. A GNR tomou conta da ocorrencia.

Vinho da Adega Cooperativa de Cantanhede eleito Melhor Tinto Português na Alemanha

Associada da Fenadegas vê vinho Baga CONFIRMADO 1991 reconhecido no concurso internacional Mundus Vini 2014

 

O vinho Baga CONFIRMADO 1991, da Adega Cooperativa de Cantanhede, associada da FENADEGAS (Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal), para além de ter sido galardoado com Medalha de Ouro, foi distinguido como Melhor Vinho Tinto de Portugal no prestigiado concurso internacional Mundus Vini 2014 (Alemanha).
 
Tendo como base a "Baga", uma casta ícone na região da Bairrada e em Portugal pelos vinhos distintos que origina, este vinho, da marca Marquês de Marialva, com 23 anos de idade, dos quais 20 são em garrafa, foi lançado pela Adega de Cantanhede com o objetivo de mostrar e afirmar o potencial da casta Baga e do distinto terroir da Bairrada, seu solar de excelência.
 
Este reconhecimento internacional, naquele que é um dos mais prestigiados e exigentes concursos mundiais, é o resultado do trabalho que a equipa de Enologia da Adega de Cantanhede dedicou à tarefa de ressuscitar da cave esta pérola, abrindo cada uma das cerca de 6.000 garrafas que ali repousavam. Apenas foram "confirmadas" cerca de 2.000, surgindo assim o nome CONFIRMADO. Com uma nova rolha e uma nova roupagem, este vinho apresentou-se ao mercado como MARQUÊS DE MARIALVA Baga CONFIRMADO 1991, capaz de continuar a perdurar no tempo e a surpreender durante vários anos.
 
A casta Baga – assumidamente encarada pela Adega de Cantanhede como uma das castas rainha da Bairrada, prova assim, uma vez mais, ser capaz, não só de ombrear com os melhores e ao mais alto nível, como de se destacar entre eles, tanto ao nível internacional (onde o CONFIRMADO já conta com 6 galardões) como ao nível nacional, onde também já foi galardoado com a medalha Grande Ouro no Concurso Vinhos de Portugal 2014.
 
Com mais este galardão, os vinhos espumantes da Adega de Cantanhede somam já 73 medalhas em 2014.

fonte: mediana

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ciolos promete aumentar as ajudas ao sector das frutas e legumes

Setembro 18
08:25
2014

O Comissário Ciolos prometeu um reforço das ajudas ao sector das frutas e legumes, atingido pelo embargo russo.

Já foram atribuídos 158 milhões de euros ao sector das frutas e legumes e mais 30 milhões de euros ao sector do leite.

Os primeiros pagamentos vão ocorrer em Outubro, devido à burocracia do processo.

As verbas estão a vir de um fundo especial criado pelos estados-membros e não deve ter influência no orçamento da Política Agrícola Comum para 2015. As ajudas foram suspensas quando a Polónia reivindicou uma ajuda de 145 milhões de euros, do pacote inicial de 125 milhões de euros.

Estas afirmações foram proferidas perante os Eurodeputados, que pressionaram bastante evocando as perdas de cada país. Vários Eurodeputados da Grécia, de Portugal e de Espanha afirmaram que os seus agricultores não tinham nada a ver com a política internacional da UE, sendo que Pablo Iglesias, de Espanha, afirmou mesmo que não tem especial simpatia por Putin, mas a política externa da UE não pode andar a brincar com os agricultores.

Os touros de lide podem deixar de ter apoios comunitários

Setembro 18
08:25
2014

A Comissão do Meio Ambiente do Parlamento Europeu (PE) adoptou uma proposta apresentada pelo Eurodeputado holandês Yohan Wayole, no sentido de suprimir todos os apoios comunitários ao sector dos touros de lide.

Esta proposta, para ter efeitos práticos, tem de ser aprovada em sessão plenária do PE e, depois, pelo Conselho de Ministros.

A actividade de criação de touros de lide abrange uma área de 1 milhão de hectares e é uma das criações animais em regime mais extensivo que temos, sendo que o regime extensivo é o que se pretende proteger.

Esta posição é vista com tristeza pelos criadores de touros de lide, como é lógico, que, no entanto, argumentaram que a raça pode vir a ser considerada em vias de extinção e, consequentemente, passível de receber mais apoios comunitários.

Para os opositores às touradas, esta decisão é uma vitória no sentido da abolição do espectáculo.

É preciso, no entanto, convencer o Plenário dos 750 Eurodeputados, o que não deve ser tarefa fácil.

Medidas excecionais e temporárias de apoio aos produtores de frutas e produtos horticolas da UE

Setembro 18
08:20
2014

A Comissão Europeia adotou um conjunto de Medidas Excecionais e Temporárias de Apoio aos Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas da U.E., destinadas a estabilizar as condições de mercado, alteradas em consequência de elevados níveis de abastecimento, abrandamento do consumo, quedas significativas de preços e agravadas pela interdição por parte da Rússia à importação destes produtos.

A implementação das medidas tem caráter retroativo e um período de aplicação que termina a 30/09/2014, para o apoio aos produtores de pêssegos e nectarinas e a 30/11/2014, para o apoio aos produtores de outros frutos e vegetais abrangidos, de acordo com o estabelecido no procedimento de operacionalização.

Os beneficiários dos apoios são:

Organizações de Produtores (OP),  reconhecidas para os produtos abrangidos e com Programa Operacional (PO) em curso, que efetuem operações de retirada de mercado para distribuição gratuita destes produtos, independentemente do Programa Operacional prever estas operações;
Produtores dos produtos abrangidos, que efetuem operações de retirada de mercado para distribuição gratuita dos produtos provenientes da sua exploração, através de uma OP reconhecida para os produtos abrangidos e com Programa Operacional em curso, e com a qual estabeleçam um contrato para este efeito.
Os produtores membros de uma OP suspensa, de uma OP reconhecida para os produtos abrangidos sem PO em curso ou reconhecida para outros produtos, são considerados para todos os efeitos de aplicação desta medida como não pertencendo a uma OP, devendo, por isso, celebrar igualmente um contrato nos termos antes referidos.
Podem ser destinatários dos produtos retirados do mercado para distribuição gratuita, as entidades definidas nas alíneas a) e b) do n.º 4 do artigo 34º do Reg (UE) Nº1308/2013:

Fundações
Organizações caritativas
Instituições penitenciárias
Creches
Estabelecimentos de ensino (pré-escolar, primário ou secundário)
Colónias de férias infantis
Hospitais
Lares de idosos
Para este efeito, as entidades que pretendam ser destinatárias de produtos a retirar do mercado para distribuição gratuita, devem solicitar o seu reconhecimento, junto do IFAP, através da utilização de modelo próprio, devendo previamente efetuar, junto de uma entidade protocolada com o IFAP, o seu registo na base de dados de identificação de beneficiários (IB).

As entidades caritativas  reconhecidas pelo IFAP, como destinatárias de produtos retirados de mercado para distribuição gratuita no âmbito dos Programas Operacionais, não necessitam de apresentar novo pedido de reconhecimento.

As Organizações de Produtores interessadas em proceder às comunicações prévias de operações de retirada para distribuição gratuita, nos termos dos procedimentos divulgados, podem de imediato efetuar a sua comunicação para o endereço eletrónicoretiradas.fruta@ifap.pt, utilizando o modelo adequado, consoante pretendam efetuar retiradas de pêssegos e nectarinas ou de outros frutos e produtos vegetais abrangidos. Os modelos devem ser acompanhados dos ficheiros Anexo I e Anexo II (caso aplicável).

Atendendo a que, para beneficiarem das medidas de apoio, os produtores não membros de uma OP reconhecida para os produtos abrangidos e com PO em curso, devem, obrigatoriamente celebrar com estas um contrato, o IFAP disponibiliza uma minuta, que poderá ser utilizada para este efeito.

Atividade da resinagem está a ser relançada na Serra da Estrela


A resinagem está a ser relançada na Serra da Estrela e deverá «contribuir para a criação de postos de trabalho e para a limpeza e proteção da floresta», disse hoje à agência Lusa um dos responsáveis pelo projeto.
David Bizarro explicou que a iniciativa é do Baldio da Freguesia de Cortes do Meio, no concelho da Covilhã, que gere uma área florestal superior a 450 hectares, situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.
Com esta aposta, a associação também pretende «promover a criação de receitas próprias».
«Este setor pode ter várias mais-valias e oportunidades. Primeiro, porque a resina tem cada vez mais procura - utiliza-se em vários produtos, como os cosméticos ou as pastilhas elásticas - e também porque é uma oportunidade para criar postos de trabalho e, simultaneamente, para contribuir para a limpeza e preservação da nossa floresta», sublinhou.
David Bizarro explicou que o projeto está «numa espécie de ano zero» e ainda se desconhecem as receitas que poderá gerar, mas «o objetivo é o de que permita pagar os salários e até aumentar o número de postos de trabalho».
Para já, e em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o projeto permitiu dar emprego a três pessoas, que receberam formação específica para desenvolverem a atividade.
A componente prática da formação, que foi alargada a outras pessoas, foi assegurada por resineiros de Trás-os-Montes, região que tem desenvolvido com maior incidência esta atividade.
«É verdade que na década de 1970 a resinagem chegou a ser uma das principais atividades económicas nacionais, mas atualmente na região estava absolutamente abandonada, pelo que para termos formação no terreno tivemos de ir buscar três resineiros de Trás-os-Montes», apontou.
Este responsável do Baldio da Freguesia de Cortes do Meio esclareceu ainda que, atualmente, a resina recolhida nos Cortes do Meio está a ser vendida a uma empresa de aglomerados de madeira que tem uma fábrica do Fundão.
O projeto, que está a ser desenvolvido desde abril e decorrerá «pelo menos até dezembro», altura em que a atividade deverá ser interrompida. Depois disso, é intenção do Baldio dos Cortes do Meio manter os postos de trabalho, encaminhando os novos resineiros para outras atividades necessárias na proteção da floresta.
Diário Digital com Lusa

Consumidores atentos às mensagens nas embalagens


por Ana Rita Costa
18 de Setembro - 2014
Os consumidores portugueses consideram as embalagens de cartão da Tetra Pak um meio de comunicação eficaz, pois estão acessíveis a todos e comunicam diretamente com os consumidores (98%). A conclusão é de um estudo promovido pela Tetra Pak sobre a perceção que os consumidores têm em relação às mensagens transmitidas nas suas embalagens. 

 
Os resultados revelam que, em Portugal, 66% dos inquiridos referem ter visto nas embalagens de cartão da Tetra Pak mensagens sobre as características dessas embalagens. Desses, 55% mencionaram em espontâneo aspetos relacionados com reciclagem, proteção do ambiente ou conservação dos produtos.

"A Tetra Pak tem vindo a realizar um grande esforço para promover a reciclagem junto dos consumidores e sensibilizar para a preservação do ambiente, seja através de mensagens nas suas embalagens, seja através de ações específicas, de que são exemplos a campanha "Sim, é no Amarelo" e a exposição interativa A Reciclagem das Embalagens, que já chegou a mais de 6 milhões de pessoas", explica Ingrid Falcão, responsável de Ambiente da Tetra Pak em Portugal.

De acordo com o estudo, mais de metade dos inquiridos afirma gostar e ter interesse por este tipo de mensagens nas embalagens, revelando recordarem-se do conteúdo das mesmas. Os inquiridos mostram-se ainda conscientes dos valores e benefícios das embalagens de cartão para alimentos, que acreditam ser uma boa opção pelo facto de serem recicláveis (81%), práticas (77%), higiénicas (75%), conservarem bem os alimentos (74%) e respeitarem o meio ambiente (72%). 

Agricultura: um recurso estratégico

 
Miguel Albuquerque

Ferramentas

A agricultura é um recurso estratégico da nossa Região e a diversidade dos nossos sistemas de produção agrícola têm hoje uma importância fundamental na criação de rendimento para as famílias, na manutenção da biodiversidade, na segurança alimentar e na valorização paisagística do nosso território.

Os produtos agrícolas regionais, reconhecidos pela sua excelente qualidade e sabor inconfundível, devem ser valorizados e promovidos junto do público consumidor e dos turistas que nos visitam, sobretudo num tempo em que um grande número de produtos híbridos importados, resultantes da produção massificada das grandes unidades agro-industriais, geneticamente manipulados e carregados de químicos, não têm sabor a coisa nenhuma e começam a ser rejeitados pelos consumidores mais esclarecidos e de maior poder aquisitivo.

Não é possível comparar o sabor (ou aroma) de um tomate do Porto Santo, de uma maçaroca de Santana, de um pero da Ponta de Pargo, de uma cenoura de Câmara de Lobos, de uma semilha de São Jorge… etc. – com os seus equivalentes, insonsos e desprovidos de sabor, importados pelas grandes superfícies.

Ou seja, hoje em dia, quer na chamada agricultura de subsistência assente em técnicas mais artesanais, quer na agricultura biológica ou ambientalmente sustentável, quer nas unidades de produção mais eficientes e mecanizadas promovidas por jovens empresários agrícolas, estão a surgir novos nichos de mercado e novas tendências de consumo junto do grande público, que começam crescentemente a valorizar a qualidade e a autenticidade do produto, em detrimento do preço.

Todavia, a sustentabilidade, crescimento, e sucesso da nossa agricultura exige um conjunto de medidas prioritárias e inadiáveis.

a) Desburocratização do sistema de apoio e de incentivos à actividade agrícola. (não é possível continuar a massacrar os agricultores e empresários agrícolas com a burocracia Kafkiana actualmente existente na gestão dos processos)

b) Adaptação da legislação nacional e europeia – vocacionada para a salvaguarda dos interesses dos grandes aglomerados agro alimentares europeus – à nossa especificidade regional e, sobretudo, à manutenção/preservação das práticas e processos ancestrais no domínio agrícola e agro-pecuário, desde que o produto final não ponha em causa a salvaguarda do interesse público. (a paranoia de exigências legais e regulamentares para criar artesanalmente uma galinha, um porco ou uma vaca, é de enlouquecer qualquer um)

c) Colocar os excelentes técnicos da Secretaria no terreno – como antigamente se fazia – a aconselhar e a acompanhar o agricultor com orientações técnicas credíveis que lhe permita tomar as melhores decisões.

d) Concluir rapidamente as obras de recuperação das estruturas de abastecimento e racionalização da água de rega – que já deviam estar concluídas há anos -, praticar preços moderados na gestão e distribuição da mesma, e colocar no terreno, junto dos agricultores – e não na profundeza dos gabinetes -, técnicos/funcionários aptos a gerir e resolver no terreno, os problemas que surgem, em diálogo e colaboração com os agricultores e associações de regantes.

e) Relançar e revitalizar a pecuária na Região como forma de reduzir as importações de carne e outros derivados que fazem parte da alimentação humana (leite, queijo, manteiga, requeijão) - criando uma marca regional – e aproveitando os meios existentes, designadamente recuperando a Estação Zootécnica do Porto Moniz e o Centro de Ovinicultura de Santana.

Ministro da Economia visita unidade da Vitacress em Odemira



Pires de Lima conhecerá a unidade agro-industrial, que é líder nacional na produção de folhas baby para salada e ervas aromáticas

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Na próxima segunda-feira, 22 de Setembro, às 15h00, António Pires de Lima, ministro da Economia, visita a sede da Vitacress Portugal – empresa que centra a sua actividade na produção, lavagem e embalamento de produtos hortícolas –, em Odemira.

 Conhecer de perto a unidade agro-industrial da região que lidera, a nível nacional, a produção de folhas baby para salada e ervas aromáticas é o objectivo do evento. A multinacional de capital português emprega, em Portugal, cerca de 250 pessoas e registou, em 2013, um volume de negócios que rondou os 21 milhões de euros.

A visita à unidade de embalamento, aos túneis de produção e às culturas a céu aberto será precedida de uma breve apresentação realizada pelo presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Guerreiro, sobre o enquadramento económico da região. A iniciativa será igualmente acompanhada por um conjunto de representantes de forças locais.

Fonte:  Central de Informação

ASAE desaconselha mel nas chupetas de crianças com menos de dois anos


A ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica adverte os pais para não darem mel, nem colocarem nas chupetas, a crianças com menos de dois anos, sob pena de riscos para a saúde.

"Os pais deverão ser advertidos que não devem disponibilizar a crianças com idade inferior a dois anos, mel e chá de ervas não indicadas para alimentação infantil", lê-se na publicação semestral da ASAE "Riscos e Alimentos", dedicada ao mel, e baseada em estudos do departamento de alimentação e nutrição do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

As oito investigadoras do INSA relatam naquela publicação o primeiro caso de botulismo infantil em Portugal, uma doença neuroparalisante, rara e grave, e que em Novembro de 2009 foi confirmada a um bebé com um mês de idade.

O rapaz, filho de pais imigrantes da Moldávia e residente em Cascais, recusou-se a comer durante três dias e foi levado ao Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), onde se confirmou o diagnóstico de botulismo infantil, que ocorre quando esporos de bactérias germinam e produzam neurotoxinas do colon.

"O mel é um reconhecido veículo de esporos de Clostridium botulinum [nome da bactéria patogênica que pode gerar uma infecção alimentar]", explicam as investigadoras, adiantando que as causas primárias da contaminação do mel devem ser o pólen, o trato digestivo das abelhas, as poeiras e o solo.

Devido ao risco desta doença, as investigadoras condenam o hábito em muitos países de os pais colocarem mel na chupeta dos bebés para os manter mais calmos e criticam as revistas, sites e livros que aconselham a dar chá de camomila às crianças para aliviar dores de dentes e tratar cólicas infantis.

"Esta desinformação pode contribuir para o aumento do número de crianças em situação de risco", concluem as investigadoras, alertando que a água quente utilizada para preparar infusões de ervas habitualmente designadas como "chá" não destrói os esporos e pode até activar a sua germinação.

Fonte:  Lusa

Luís Ameixa apela ao Ministério da Agricultura que recue na Herdade dos Machados


Rádio Pax - 18/09/2014 - 00:06

Luís Ameixa apela ao Ministério da Agricultura que recue na Herdade dos Machados 

    
Luís Ameixa e Miguel Freitas querem saber se o Ministério da Agricultura "está disponível para suspender imediatamente as resoluções dos contratos e encetar um processo de diálogo com os rendeiros" na Herdade dos Machados.  

Os deputados socialistas questionaram o Ministério sobre a decisão de afastar os rendeiros.

Os parlamentares pretendem apurar "a razão de urgência para os diminutos prazos concedidos aos rendeiros para abandonarem as terras" e "quais os interesses do Estado que a decisão do Ministério da Agricultara visa salvaguardar".

Luís Ameixa e Miguel Freitas perguntam ainda "que destino pretende o Ministério dar àquelas terras e se "esta política de resolução de contratos, por parte do Ministério da Agricultura, vai ser aplicada em todos os contratos de arrendamento do Estado, ou é específica para os casos ligados à ex-reforma agrária".

Luís Ameixa afirma que falta "transparência" neste processo.


Ministério Público Acusados 14 arguidos por roubo de máquinas industriais e agrícolas


O Ministério Público acusou 14 arguidos que pertenciam a um grupo criminoso que, entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, furtaram máquinas industriais e agrícolas em todo o país, indicou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
PAÍS Acusados 14 arguidos por roubo de máquinas industriais e agrícolas Lusa
14:32 - 17 de Setembro de 2014 | Por Lusa
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Segundo a PGDL, os 14 arguidos são acusados dos crimes de associação criminosa, furtos qualificados, recetação e detenção de armas proibidas.

O MP considera que ficou indiciado que uma parte dos arguidos constituiu um grupo organizado com a finalidade de "obter elevados lucros criminosos através do furto de máquinas agrícolas e industriais", que as vendiam a terceiros após a alteração dos respetivos números de chassis e placas de identificação.

A PGDL, na sua página na internet, adianta que o grupo planificava as ações, tinha estrutura hierarquizada e atuava em todo o país com especial incidência, ultimamente, na região oeste e zona sul do Tejo.

Os arguidos possuíam armazéns na Malveira, Samora Correia, Vila Franca de Xira, Covilhã e Loures para guarda as máquinas furtadas, além de terem tratores e reboques para transportar o material furtado.

Os furtos das máquinas industriais e agrícolas, que tinham um valor total não inferior a 350 mil euros, ocorreram entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014.

Sete dos 14 arguidos estão em prisão preventiva desde fevereiro de 2014, data em que foram realizadas as buscas e detenções com a apreensão de grande quantidade de instrumentos ou produtos dos crimes praticados, indica ainda a PGDL.