segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Copa-Cogeca solicita medidas que garantam um fornecimento seguro de alimentos

03-10-2014 
  
O Copa-Cogeca destacou, na reunião dos ministros da Agricultura da União Europeia, medidas que beneficiem o fornecimento seguro de alimentos para a população mundial, que irá aumentar em dois milhões de pessoas em menos de 40 anos.

Na reunião informal dos ministros da Agricultura da União Europeia (UE), celebrada no dia 30 de Setembro, o Copa-Cogeca solicitou medidas que beneficiam o ambiente e simultaneamente sejam viáveis a nível económico para responder às necessidades de uma crescente população mundial.

As declarações foram proferidas enquanto os ministros debatiam um novo documento apresentado pela presidência italiana sobre "Como pode contribuir a agricultura da UE para o desafio da segurança alimentar».

No encontro em Milão, Christian Pèes, presidente da Confederação Geral das Cooperativas Agrícolas da União Europeia (COGECA), organização da qual a CONFAGRI faz parte, sublinhou a importância do tema em debate, tendo em conta que «num mundo em que cerca de 805 milhões de homens, mulheres e crianças passam fome e no qual a população mundial cresce em cada dia que passa, alcançar a segurança alimentar e a estabilidade de forma sustentável é um grande desafio global para o qual não nos podemos permitir fracassar».  

Ao destacar os âmbitos de urgente actuação, Christian Pèes afirmou que «a estabilidade do mercado deve melhorar para que os agricultores e as cooperativas agrícolas possam realizar planos de produção. É preciso gerir a volatilidade cada vez maior dos preços agrícolas e fornecimento de matérias-primas e fazê-lo com redes de segurança efectivas para os agricultores e com acesso a ferramentas eficazes que protejam os agricultores dos riscos».

«O facto de operar num mercado global onde os preços europeus estão alinhados com os preços mundiais, também significa que necessitamos de mais informação sobre o mercado e maior transparência a nível global. Com sinais pontuais sobre as acções e os preços agrícolas no sector poderá reagir mais rápido. O sistema de informação sobre os mercados agrícolas é uma primeira iniciativa positiva. O Serviço Europeu de Acção Exterior facilitará uma boa base que permita começar a criar uma rede europeia de informação independente acerca do estado da agricultura e dos alimentos a nível mundial», declarou o responsável.

O presidente da COGECA continuou, assinalando que «as organizações de produtores, como as cooperativas agrícolas também devem ser encorajadas, pois permitem aos agricultores unir as suas forças para comercializar os seus produtos e, em última instância, aumentar a eficiência da cadeia alimentar. Mediante a compra de matérias-primas juntos e agrupando a oferta, as organizações de agricultores podem fazer frente à volatilidade extrema do mercado, tanto em termos de matérias-primas como de resultados, o que também cria valor adicional e maiores benefícios».

Por seu lado, a vice-presidente do COPA, Maira Dzelzkaleja, disse que «a crescente procura alimentar mundial, também a pouca disponibilidade de terras agrícolas e de recursos hídricos, assim como as alterações climáticas e as condições políticas instáveis, como o recente embargo comercial, não facilitam as coisas. Os recursos naturais são finitos. Além disso, as alterações climáticas não provocam apenas alterações de temperatura a longo prazo, mas também geram fenómenos meteorológicos extremos com mais frequência e maiores probabilidades de obter más colheitas».

A responsável afirmou que «satisfazer o crescimento da procura de alimentos e rações com maior qualidade e diversidade e com benefícios sanitários é, por conseguinte, um grande desafio, mas possível de enfrentar com um esforço adequado e imediato».

Para concluir, Christian Pèes declarou que «assegurar que os agricultores e suas cooperativas tenham melhores rendimentos com os seus produtos e disponham de suficiente segurança alimentar e estabilidade para investir no futuro será, em primeiro lugar, a melhor forma para reduzir a fome e garantir a segurança alimentar a longo prazo».

Fonte: Copa-Cogeca

Fruteiras tradicionais do algarve: tradição e inovação

2 DE OUTUBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO
PrintIrá realizar-se, de 30 de outubro a 1 de novembro de 2014, em Loulé, as 1ªs Jornadas Técnicas "Fruteiras Tradicionais do Algarve – Tradição e Inovação" (alfarroba, amêndoa, azeitona e figo), e na qual a AGROTEC é um dos principais patrocinadores.

Esta iniciativa está a ser organizada por um conjunto de entidades – Associação In Loco,  Associação Interprofissional para o Desenvolvimento da Produção e Valorização da Alfarroba, Câmara Municipal de Loulé, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve,  Universidade do Algarve – Instituto Superior de Engenharia, Faculdade de Ciências e Tecnologia e CRIA, Escola Profissional de Alte Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve e ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve – e surge na sequencia do seminário realizado a 30 de Abril em torno da mesma temática e que teve enorme adesão e onde se concluiu a necessidade de lhe dar continuidade. Conta ainda com o apoio da Caixa Crédito Agrícola Mútuo do Algarve e da AGROTEC – Revista Técnico-Científica Agrícola como patrocinadores principais do Concurso "Valores do Território".

As 1ªs Jornadas Técnicas sobre estes produtos, decorrerão na Expoalgarve, Loteamento Industrial de Loulé, de 30 de outubro a 1 de novembro de 2014 e nelas, procurar-se-á contribuir para a melhoria da produção, qualificação e valorização dos referidos produtos.

A importância que este setor já teve na região, e as potencialidades que ainda representa, justificam aprofundar e disseminar o conhecimento sobre ele existente e a mobilização para a cooperação dos seus agentes, da produção, passando pela investigação e tecnologia, à transformação e comercialização.

As jornadas vão incluir comunicações, workshops, espaços informativos e de exposição, atendimento e encontro entre quem já produz, investiga, comercializa ou está interessado em vir a fazê-lo. Haverá ainda mostra de tecnologias, equipamentos, produtos e apresentação de resultados de investigações.

Pretende-se acrescentar valor aos produtos locais, trocar conhecimento e aproximar os seus agentes.

Se é produtor, investigador, comerciante, técnico, estudante, trabalha ou pretende vir a desenvolver actividade na área, participe nestas jornadas.

Concurso «Valores do Território 2014». O Concurso tem como principal missão promover e reconhecer o mérito e a excelência dos projetos de I&DT inovadores e passíveis de transferência para o mercado. A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Algarve e AGROTEC- Revista Técnico-Científica Agrícola são os principais patrocinadores deste concurso.
Mostra Tecnológica. Esta consiste num espaço dedicado à exposição/demonstração de tecnologias, equipamento, produtos, entre outros, voltados para a produção, transformação e comercialização de Alfarroba, Amêndoa, Azeitona e Figo. Para mais informações e inscrições abertas aqui;
Workshops, Focus Groups e Seminários. Estes consistem em momentos de partilha e aprendizagem de novo conhecimento dedicado aos setores da produção, transformação e comercialização da Alfarroba, Amêndoa, Azeitona e Figo, utilizações culinárias, organização de produtores e outros. Para mais informações e inscrições abertas aqui;
Encontros B2B. Encontros, entre empresas, que consistem que tem como principal objetivo a criação de potenciais sinergias entre as mesmas. Para mais informações e inscrições abertas aqui;
A sua participação é gratuita, mas sujeita a inscrição. Para mais informações contactar a Associação In loco – Equipa do Cordão Verde, através do telefone 289 840 860 ou cordaoverde2013@gmail.com

Grupo de trabalho organizador:

Associação In Loco / Associação Interprofissional para o Desenvolvimento da Produção e Valorização da Alfarroba / Câmara Municipal de Loulé / Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve / Universidade do Algarve – Instituto Superior de Engenharia, Faculdade de Ciências e Tecnologia e CRIA / Escola Profissional de Alte / Comissão de Desenvolvimento Regional do Algarve / NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve / ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve

Para mais informações:


Associação In Loco – Equipa do Projecto Cordão Verde

Telefone: 289 840 860 ou e-mail: cordaoverde2013@gmail.com



Tecnoalimentar: a revista da indústria alimentar


3 DE OUTUBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO
67361 TECNOALIMENTAR Nº1_Sección 2 - 2014-Sep-30 - 175837 - XMA TecnoAlimentar é uma nova revista técnico-científica, direcionada para a indústria alimentar, lançada pelo Grupo Publindústria (responsável pela publicação das revistas Robótica, AGROTEC, o electricista, Construção Magazine, Revista Manutenção, Indústria & Ambiente, entre outras).

O grande enfoque desta nova revista são os processos desta indústria: transformação, processamento, conservação e embalamento de alimentos e bebidas. A abordagem de conteúdos, como é timbre das revistas do grupo, passa pela Inovação, Ciência e Investigação, Tecnologia, Equipamentos, Processos de Gestão da Produção e da Qualidade e também a Segurança Alimentar, de todos os produtos centrados no mar e na terra.

Neste primeiro número, o destaque vai para uma Grande Reportagem de fundo ao Setor Alimentar, onde os principais representantes das diferentes fileiras transmitem qual o caminho que o Setor Alimentar deverá seguir para trilhar o sucesso.

Uma reportagem à Ernesto Morgado, SA, empresa detentora da marca de arroz Pato Real, a caracterização do Setor do Azeite na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, Produtos Minimamente Processados, ou a Aquicultura em Portugal são alguns dos artigos que poderá encontrar nesta primeira edição.

Poderá consultar o site da revista em www.tecnoalimentar.pt ou seguir a TecnoAlimentar através da página do Facebook:


Embargo russo “desvia” 2900 tn de produtos nacionais para o banco alimentar


3 DE OUTUBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO
banco-alimentar_sacoO embargo da Rússia à importação de algumas frutas e legumes de origem europeia vai fazer deslocar 2900 toneladas de produtos portugueses para ajuda alimentar. Sem poder vender para o mercado russo, os produtores nacionais terão de entregar a produção e caberá, agora, ao Banco Alimentar distribuir as frutas e legumes nacionais cuja compra a Rússia proibiu.

Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura, avança que, ao contrário de outros Estados-membros, Portugal optou por entregar os alimentos a uma instituição de ajuda humanitária. Na primeira fase de apoios financeiros, anunciados em Agosto pela Comissão Europeia, foram contempladas as 2900 toneladas de frutas e legumes.

"O impacto directo [do embargo russo] às exportações de frutas e hortícolas portuguesas é de cerca de 15 milhões de euros. Estamos a tentar encontrar outros mercados e a usar os apoios da União Europeia. Optámos por deslocar a produção para ajuda humanitária, enquanto outros países optaram pela destruição ou não colheita", disse ao PÚBLICO, à margem da reunião informal dos ministros da Agricultura da UE, que decorreu esta semana em Milão. Deste pacote de ajuda de emergência no valor de 125 milhões de euros, Portugal conseguiu 1,16 milhões de euros. Contudo, o programa foi suspenso menos de um mês depois porque a Polónia se candidatou a 87% do total da verba. Segunda-feira foi anunciado um novo envelope de 165 milhões de euros e Portugal deverá candidatar-se a mais apoios.

A intenção de Bruxelas é evitar o excesso de produtos no mercado europeu e a consequente queda abrupta de preços. Os produtores podem não colher a produção que seria destinada à Rússia, por exemplo, mas o financiamento é maior quando a opção é pela retirada e distribuição gratuita dos alimentos.

O novo regime define os volumes elegíveis dos 12 Estados-membros que mais exportam para a Rússia, com dados específicos por grupo de produtos. Ao contrário do que sucedeu no primeiro pacote, os valores são determinados com base nos volumes exportados em média nos últimos três anos durante o período de Setembro a Dezembro (ou até Março em determinadas frutas). São definidos quatro grupos de produtos: maçãs e pêras (181 mil toneladas), citrinos (96.090 toneladas), vegetais (44.300 toneladas) e frutas (76.895 toneladas). O prazo limite para a aplicação dos apoios é até 31 de Dezembro ou quando o plafond disponível se esgotar.

Em relação às quantidades já retiradas e entregues ao Banco Alimentar, Diogo Albuquerque explica que cabe às organizações de produtores assegurar o escoamento da produção. Na primeira fase, Portugal não conseguiu entregar toda a fruta e legumes que precisava para ajuda alimentar, mas a expectativa é que isso aconteça na segunda medida. De acordo com os dados a que o PÚBLICO teve acesso, as quantidades não retiradas por se ter esgotado o plafond orçamental da União Europeia somam as 1300 toneladas, das quais 444 são pêra e maçã. Na lista estão ainda ameixas e cenoura.

Neste novo programa, Portugal poderá obter financiamento para retirar do mercado mais de quatro mil toneladas de frutas. Está prevista uma quantidade adicional de três mil toneladas por Estado-membro para aplicar nas categorias de produtos definidas.

A Comissão Parlamentar de Agricultura aprovou, na terça-feira, um requerimento do PS para ouvir com urgência a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, sobre o impacto do embargo. A intenção é saber qual a estratégia do Governo para travar a queda de preços e os impactos directos no sector da fruticultura e da carne. A Rússia embargou também a importação de leite e peixe de origem europeia. Ficaram excluídos as bebidas espirituosas, o vinho e os cereais.

Fonte: Jornal Público.

165 milhões de apoio ao mercado dos hortofrutícolas


por Ana Rita Costa
30 de Setembro - 2014

A Comissão Europeia adotou um novo programa de emergência, no valor de 165 milhões de euros, para o mercado dos frutícolas e hortícolas perecíveis, depois da proibição imposta pela Rússia às importações de determinados produtos agrícolas da União Europeia.

 
Este novo regime prestará apoio à retirada dos volumes excedentários do mercado e surge em complemento do programa de 125 milhões de euros para as frutas e produtos hortícolas, anunciado em 18 de agosto e que tinha sido suspenso a 10 de setembro devido ao facto dos pedidos provisórios terem demonstrado que a totalidade da dotação orçamental já tinha sido reclamada.

De acordo com a Comissão Europeia, o novo regime contém um anexo que descreve os volumes elegíveis em cada Estado-Membro com dados específicos por grupo de produtos. Estes volumes são determinados com base nos volumes exportados para este período nos últimos três anos, com os montantes deduzidos para ter em conta os volumes já abrangidos pelo primeiro regime de 125 milhões de euros.

O novo plano inclui pela primeira vez laranjas, mandarinas e clementinas.

Futuro do setor florestal em análise no III Congresso da AIFF


por Ana Rita Costa
2 de Outubro - 2014
Qual será o cenário de Desenvolvimento Florestal em 2071? Que política de Desenvolvimento Florestal é necessária para a economia portuguesa de futuro? Estas e outras questões serão respondidas no próximo dia 9 de outubro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, durante o III Congresso Anual da AIFF – Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal.

 
Com o tema "Indústrias de Base Florestal: acrescentando (o) futuro" como mote, o congresso será palco para a apresentação pública do primeiro "Estudo Prospetivo para o Setor Florestal", que congrega as três principais fileiras industriais.

As conclusões do documento vão ser discutidas em duas mesas redondas, uma composta por representantes da Produção Florestal e da Investigação e a segunda por representantes da Indústria de Base Florestal.

A abertura do evento estará a cargo da Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, e contará com a presença do Vice-Primeiro Ministro, Paulo Portas.

Orizicultores exigem medidas urgentes contra “praga” do arroz


Posted by Rute Melo
Produtores foram recebidos na Direção Regional de Agricultura e Pescas. FOTO LUÍS CARREGÃ
Produtores foram recebidos na Direção Regional de Agricultura e Pescas. FOTO LUÍS CARREGÃ
A doença brusone (pyricularia grisea) que está a afetar "gravemente" a produção de arroz no Baixo Mondego e no Vale do Vouga gera grande preocupação nos orizicultores.

Agora, que a verdadeira dimensão do problema está a ser conhecida, os orizicultores estão a dar conta da situação às entidades responsáveis pelos setores da agricultura e pescas. Ontem, uma delegação da Associação Portuguesa dos Orizicultores (APOR) foi recebida na Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Centro.

Isménio Oliveira, dirigente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), realçou que só com início das colheitas se teve conhecimento da real dimensão do problema que afeta, essencialmente, a região do Vale do Pranto e do Arunca.

Autoridades pedem controlo de plantas para impedir vespa asiática na zona da castanha

03-10-2014 16:23 | Norte
Fonte: Agência Lusa 
Bragança, 03 out (Lusa) -- Os serviços regionais de agricultura pediram hoje aos agricultores transmontanos que comprem apenas novas árvores para plantações de castanheiro devidamente certificadas para prevenir a entrada da vespa asiática na região maior produtora portuguesa de castanha.

O plano de ação nacional de controlo da vespa das galhas do castanheiro foi hoje apresentado em Bragança, com apelos aos agricultores para colaboraram na prevenção, aquela que até ao momento parece ser a forma mais eficaz de combate a este inseto capaz de destruir produções agrícolas.

Paula Carvalho, a subdiretora-geral de Alimentação e Veterinária, deixou um apelo aos produtores "para que adquiram plantas devidamente controladas com as etiquetas de certificação e de passaporte fitossanitário e aquando da sua chegada solicitem aos serviços regionais de agricultura uma inspeção ao material antes de procederem à sua plantação".

O primeiro e único foco deste parasita detetado em Portugal está, para já, confiando à região de Entre o Douro e Minho, mas aquela responsável manifestou preocupação com a salvaguarda da principal região de produção de Castanha, a de Trás-os-Montes.

A Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte tem vindo, como explicou, a fazer, há vários anos, trabalho de vigilância dos soutos e vão ser priorizados os mais recentes, que são os de maior risco porque poderão ter vindo com plantas que eventualmente tenham vindo contaminadas e importa agora verificar todas as novas plantações".

Em conjunto com as associações de produtores, os serviços oficiais prometem estar vigilantes e, na eventualidade de se detetar algum foco, "há medidas que podem ser tomadas dentro dos condicionalismos da biologia desta praga, que é complicada de controlar", como admitiu.

A luta biológica é para já a única arma de extermínio, mas que em Portugal só deverá começar a ser testada na próxima primavera, com a largada dos primeiros parasitoides, um outro inseto também oriundo da China, e que será capaz de aniquilar esta vespa.

A sessão em Bragança contou com a presença do secretário de Estado Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito que realçou a importância da castanha a nível regional e nacional, já que em Trás-os-Montes concentra-se 85 por cento desta produção.

A praga da vespa asiática já provocou quebras acentuadas de produções noutros países e atualmente ocupa entidades oficiais, associações e produtores e investigadores na procura de um combate e prevenção eficaz.

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é uma das entidades envolvidas no trabalho de investigação ao nível da bioecologia da praga e parasitoides associados, trabalho que está a ser desenvolvido em ensaios montados em Barcelos, na zona do Minho.

HFI // JGJ

Lusa/fim

Concurso da bolsa de terras lançado na próxima semana - ministra da Agricultura



A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, anunciou hoje que vai ser lançado na próxima semana o concurso público para a bolsa de terras do Estado, que privilegiará os jovens agricultores e os proprietários confinantes.

"No início da próxima semana vai estar no site da direção geral o lançamento do concurso da bolsa de terras do Estado. São 730 hectares que vão a concurso, havendo um pré-aviso de 20 dias, para as pessoas terem tempo para se candidatarem, que privilegiará muito a lógica dos jovens agricultores e das propriedades confinantes, para ganharmos escala", anunciou.

Assunção Cristas, que falava à Lusa à margem de uma visita a Anadia, disse estarem reunidas as condições para a bolsa de terras avançar, após ter já sido publicado em Diário da República o regulamento para os contratos de arrendamento, que estabelece as regras.

Três regiões portuguesas disputam eleição de Cidade Europeia do Vinho 2015

As regiões da Bairrada, Monção, Melgaço e Reguengos de Monsaraz apresentaram hoje a candidatura ao concurso Cidade Europeia do Vinho 2015, que irá "projetar internacionalmente um território vitivinícola português", referiu a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV).

A apresentação das três regiões portuguesas candidatas a Cidade Europeia do Vinho 2015 decorreu ao final do dia de hoje, no Instituto da Vinha e do Vinho, em Lisboa.

Segundo o presidente da AMPV, Pedro Magalhães Ribeiro, as regiões de vinho, em Portugal, "são territórios que sofrem do estigma da ruralidade, mas não têm que estar associados ao subdesenvolvimento".

QUERCUS, ANEFA e PS não entendem porque governo não substitui Secretário de Estado das Florestas


Publicado a 02 OUT 14 às 23:09
A opção do governo em não substituir o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural está a ser criticada pelos agentes do sector.
O Secretário de Estado Francisco Gomes da Silva demitiu-se esta tarde alegando razões pessoais e o Ministério da Agricultura optou por nao substituir o governante dizendo que as competências da Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural vão ser assumidas internamente pela ministra e pelos outros 3 secretários de estado.
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QUERCUS, ANEFA e PS não entendem porque governo não substitui Secretário de Estado das Florestas
A associação nacional de Empresas Florestais - ANEFA diz estar preocupada e supreendida. Pedro Serrra Ramos, presidente da ANEFA disse à Lusa que o Secretário de Estado estava a ter um papel conciliador juntando as diferentes fileiras em objectivos comuns.
A mesma ideia defendida pelo Presidente da QUERCUS, Nuno Sequeira que diz à TSF que estranha esta decisão.
No campo político também o PS já veio criticar a opção de não substituir o Secretário de Estado. O deputado socialista Miguel Freitas afirma que as florestas sempre tiveram uma secretaria de estado pelo que no entender dos socialistas a decisão da ministra é uma desvalorização para o sector florestal.

Quercus defende que secretário de Estado das Florestas deve ser substituído


O presidente da Quercus mostrou-se hoje surpreendido com a demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e defendeu a sua substituição, em vez da repartição de competências pela restante equipa ministerial.
"Foi para nós uma surpresa grande, não estávamos à espera, ainda para mais nesta fase final do mandato do governo e até porque já é o segundo secretário de Estado que existe", Nuno Sequeira.
Francisco Gomes da Silva sucedeu, em fevereiro de 2013, a Daniel Campelo, o primeiro secretário de Estado das Florestas do executivo de Passos Coelho, e foi hoje exonerado, a seu pedido.
O presidente da Quercus mostrou-se preocupado com o facto de "aparentemente" o ministério da Agricultura e Mar, liderado por Assunção Cristas, não estar à procura de um substituto e defendeu que o lugar merece um secretário de Estado a tempo inteiro.
"Se isso se confirmar é preocupante, na medida em que a área das florestas é uma área estruturante da política do nosso país, não só a nível ambiental, mas também a nível social e económico", assinalou Nuno Sequeira.
"Vamos aguardar explicações da senhora ministra (…) para tentarmos perceber melhor qual é o modelo proposto pelo ministério, sendo que achamos que esse modelo tem de passar sempre pela substituição do secretário de Estado e não por uma proposta deste tipo em que os secretários de Estado e a ministra ficariam a acumular o cargo de secretário de Estado das Florestas", acrescentou.
Para Nuno Sequeira, esta é uma área que "precisa de um secretário de Estado a tempo inteiro", pois implica um "desenho estratégico" a longo prazo que só é possível com uma equipa completa.
Diário Digital/Lusa

Embargo russo desloca quase 3000 toneladas de produtos nacionais para ajuda alimentar

ANA RUTE SILVA (em Milão) 02/10/2014 - 12:26
Primeira fase de ajudas comunitárias destinou 1,2 milhões de euros aos produtores portugueses. Fruta e legumes serão entregues ao Banco Alimentar.

 
Fruta e legumes serão entregues ao Banco Alimentar PEDRO CUNHA
 
O embargo da Rússia à importação de algumas frutas e legumes de origem europeia vai fazer deslocar 2900 toneladas de produtos portugueses para ajuda alimentar. Sem poder vender para o mercado russo, os produtores nacionais terão de entregar a produção e caberá, agora, ao Banco Alimentar distribuir as frutas e legumes nacionais cuja compra a Rússia proibiu.

Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura, avança que, ao contrário de outros Estados-membros, Portugal optou por entregar os alimentos a uma instituição de ajuda humanitária. Na primeira fase de apoios financeiros, anunciados em Agosto pela Comissão Europeia, foram contempladas as 2900 toneladas de frutas e legumes.

"O impacto directo [do embargo russo] às exportações de frutas e hortícolas portuguesas é de cerca de 15 milhões de euros. Estamos a tentar encontrar outros mercados e a usar os apoios da União Europeia. Optámos por deslocar a produção para ajuda humanitária, enquanto outros países optaram pela destruição ou não colheita", disse ao PÚBLICO, à margem da reunião informal dos ministros da Agricultura da UE, que decorreu esta semana em Milão. Deste pacote de ajuda de emergência no valor de 125 milhões de euros, Portugal conseguiu 1,16 milhões de euros. Contudo, o programa foi suspenso menos de um mês depois porque a Polónia se candidatou a 87% do total da verba. Segunda-feira foi anunciado um novo envelope de 165 milhões de euros e Portugal deverá candidatar-se a mais apoios.

A intenção de Bruxelas é evitar o excesso de produtos no mercado europeu e a consequente queda abrupta de preços. Os produtores podem não colher a produção que seria destinada à Rússia, por exemplo, mas o financiamento é maior quando a opção é pela retirada e distribuição gratuita dos alimentos.

O novo regime define os volumes elegíveis dos 12 Estados-membros que mais exportam para a Rússia, com dados específicos por grupo de produtos. Ao contrário do que sucedeu no primeiro pacote, os valores são determinados com base nos volumes exportados em média nos últimos três anos durante o período de Setembro a Dezembro (ou até Março em determinadas frutas). São definidos quatro grupos de produtos: maçãs e pêras (181 mil toneladas), citrinos (96.090 toneladas), vegetais (44.300 toneladas) e frutas (76.895 toneladas). O prazo limite para a aplicação dos apoios é até 31 de Dezembro ou quando o plafond disponível se esgotar.

Em relação às quantidades já retiradas e entregues ao Banco Alimentar, Diogo Albuquerque explica que cabe às organizações de produtores assegurar o escoamento da produção. Na primeira fase, Portugal não conseguiu entregar toda a fruta e legumes que precisava para ajuda alimentar, mas a expectativa é que isso aconteça na segunda medida. De acordo com os dados a que o PÚBLICO teve acesso, as quantidades não retiradas por se ter esgotado o plafond orçamental da União Europeia somam as 1300 toneladas, das quais 444 são pêra e maçã. Na lista estão ainda ameixas e cenoura.

Neste novo programa, Portugal poderá obter financiamento para retirar do mercado mais de quatro mil toneladas de frutas. Está prevista uma quantidade adicional de três mil toneladas por Estado-membro para aplicar nas categorias de produtos definidas.

A Comissão Parlamentar de Agricultura aprovou, na terça-feira, um requerimento do PS para ouvir com urgência a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, sobre o impacto do embargo. A intenção é saber qual a estratégia do Governo para travar a queda de preços e os impactos directos no sector da fruticultura e da carne. A Rússia embargou também a importação de leite e peixe de origem europeia. Ficaram excluídos as bebidas espirituosas, o vinho e os cereais.

O PÚBLICO viajou a convite da Comissão Europeia

domingo, 5 de outubro de 2014

Mercado marroquino abre portas a produtos agroalimentares portugueses


02 Outubro 2014, 16:32 por Lusa

Marrocos abriu o mercado à exportação de três categorias de produtos agro-alimentares portugueses: carne de bovino e ovinos e caprinos para reprodução. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, que está de visita ao país.
O mercado de Marrocos vai passar a estar aberto à exportação de três categorias de produtos agroalimentares portugueses, nomeadamente carne de bovino e ovinos e caprinos para reprodução.
 
O anúncio foi hoje feito na sequência de uma visita de quatro dias a Marrocos do secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, que incluiu um encontro com o ministro marroquino da Agricultura e das Pescas Marítimas, Aziz Akhannouch.
 
Da mesma reunião entre os dois governantes, resultou também uma "proximidade de negociação quanto aos dossiers referentes à exportação de ovos de incubação, pintos do dia, assim como sémen de bovino", indica hoje em comunicado o Ministério da Agricultura e do Mar.
 
Por outro lado, Portugal e Marrocos assinaram ainda um protocolo de cooperação nas áreas agrícola, sanitária e fitossanitária, para partilha de conhecimentos e promoção de segurança alimentar, através de ações de formação e colaboração técnica entre os serviços dos dois países.
 
Previsto está também apoio nos processos de certificação e autorização de exportação.

Produtores de arroz exigem compensação ao Governo para colmatar perdas de 30%

A Associação Portuguesa dos Orizicultores (APOR) alertou hoje em Coimbra que a presença de uma doença nas culturas do arroz levou a perdas de 30% no Baixo Mondego e Vale do Vouga, exigindo que Governo tome "medidas compensatórias".

A APOR reuniu hoje com a Direção Regional da Agricultura de Pescas (DRAP) do Centro, expondo a situação relacionada com a presença da doença "brusone" nas culturas de arroz, exigindo um levantamento da dimensão real dos prejuízos e medidas compensatórias que "reponham o valor dos prejuízos sofridos pelos orizicultores".

Segundo o documento entregue na DRAP do Centro, a região mais afetada foi a de Vale do Pranto e do Arunca, por estar abaixo do nível do mar, registando-se nessa área, com cerca de 4.000 hectares de arroz, perdas "na ordem dos 30%", sendo que alguns agricultores tiveram prejuízos entre os 50% e 60%.

Frulact reforça produção em Marrocos


por Ana Rita Costa
2 de Outubro - 2014
A Frulact vai inaugurar brevemente a sua segunda unidade fabril em Marrocos. A Innovafruits resulta de um investimento de 3,5 milhões de euros parcialmente financiado pelo Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento e vai criar 15 postos de trabalho.

 
Em entrevista ao Vida Económica, João Miranda, CEO da Frulact, refere que a nova fábrica, contígua à Fruprep, unidade inaugurada no país em 2008, será dedicada exclusivamente à primeira transformação de frutas.

Segundo o CEO, este investimento foi feito "por estarmos numa região de grande produção de frutas e dado haver uma lógica bem estruturada entre produtores e associações de produtores, de maximização da exploração comercial do mercado de consumo em fresco."

Em Marrocos, a empresa já fatura cerca de 19 milhões de euros, transformando atualmente cerca de 12 mil toneladas de fruta. A Frulact espera obter um volume de negócios de 114 milhões de euros este ano.

Ao que sabem, como e onde se fazem os melhores vinhos de Portugal


JOSÉ AUGUSTO MOREIRA 30/09/2014 - 09:20
Com Verdade do Vinho, a RTP2 inicia esta terça-feira uma viagem pelas regiões produtoras. Treze episódios para conhecer os territórios, produtores e particularidades da vinha e do vinho no nosso país.

 
Com Verdade do Vinho, a RTP2 inicia esta terça-feira uma viagem pelas regiões produtoras. ADRIANO MIRANDA
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É uma viagem com muito sumo, aromas e sabores. Um convite para conhecer os vinhos que por cá se fazem, os produtores, os lugares e as práticas que têm contribuído para que sejamos hoje conhecidos como o país da diversidade, com a maior variedade de castas do planeta e vinhos diferentes e cada vez mais reconhecidos e apreciados em todos os continentes.

O desafio é da RTP2, que através da imagem e entretidos diálogos se propõe dar a provar aos portugueses os vinhos mais representativos de cada uma das regiões. Verdade do Vinho é um programa com treze episódios, que conta com o apoio da ViniPortugal e vai para o ar a partir das 22h50. Todos foram integralmente gravados no exterior e procuram, através da história e estórias ligadas ao mundo do vinho, traçar um caminho alternativo à linguagem técnica e muitas vezes quase cifrada própria dos especialistas.

E a principal característica que logo se destaca é o seu estilo ao mesmo tempo entretido e também vincadamente didáctico e explicativo sobre os vinhos das diferentes regiões. Como melhor apreciar e quais as suas características mais peculiares, indo também ao encontro dos seus protagonistas, territórios e condições em que de faz a produção e o cultivo da vinha. Percursos onde, a par do conhecimento, a vertente de espectáculo e entretenimento acena sempre também ao telespectador.

A viagem é orientada pelo experiente e conhecedor Luís Baila, jornalista que funciona como mentor para a novata com curiosidade e apetência recente pelos segredos do vinho, papel que cabe à conhecida Sónia Araújo. Pergunta por aromas, sabores, os quês e porquês daquilo que mais apreciamos num vinho. Questões que são, afinal, as que colocaria consumidor comum e às quais tanto o experiente e conhecedor Baila como os produtores que os recebem procuram responder.

É numa pick-up que ambos levam o telespectador a percorrer o país vinhateiro. A viagem começa com um recuo no tempo, em Lisboa, para visitar o Marquês de Pombal, que há 258 anos instituiu a mais antiga região vinhateira do mundo. Logo ruma ao Douro, para nos próximos episódios seguir depois a viagem pelo Douro Superior, Vinhos Verdes, Dão, Bairrada, Trás-os-Montes, Tejo, Lisboa, Setúbal, Alentejo, os espumantes e os vinhos da Madeira e do Porto. Todas as semanas e sempre ao serão das terças.

Florestas nunca tiveram a atenção merecida


Saída do secretário de Estado das Florestas mostra desvalorização do setor, afirma o deputado socialista Miguel Freitas

Por: Redação    |   2 de Outubro às 21:39
O deputado socialista Miguel Freitas disse hoje que a demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural é «preocupante» e revela a «desvalorização» que o setor florestal tem merecido do atual Governo. 

«Esta é uma matéria que, por parte da ministra Assunção Cristas, nunca mereceu a atenção devida», criticou, considerando que o facto de a ministra chamar a si as competência que eram exercidas por Francisco Gomes da Silva «é a desvalorização absoluta» do setor florestal. 

Miguel Freitas sublinhou que «as florestas tiveram sempre a dignidade de Secretaria de Estado ao longo de todos os governos», tratando-se de «uma matéria relevantíssima do ponto de vista da economia nacional», pelo que Assunção Cristas «não sai bem de todo este processo». 

O secretário de Estado foi exonerado a seu pedido, segundo o Ministério da Agricultura e Mar, e as suas funções «serão assumidas internamente» pela ministra e restante equipa, que fica assim reduzida a três secretários de Estado (Agricultura, Mar e Alimentação e Investigação Agroalimentar). 

Além de «surpreendente», já que se tratava de uma escolha pessoal de Assunção Cristas, Miguel Freitas afirmou que a saída de Gomes da Silva é «preocupante», podendo implicar atrasos nas medidas florestais do próximo programa comunitário (Programa de Desenvolvimento Rural 2020), e na estratégia nacional das florestas que está a ser finalizada. 

«Não deve ser por razões pessoais que esta demissão se verifica. Tem a ver naturalmente com o facto de a floresta não constituir uma prioridade para este Governo, que vai triturando secretários de Estado. De ano e meio em ano e meio temos um secretário de Estado das Florestas», comentou Miguel Freitas, numa alusão ao primeiro secretário de Estado das Florestas do executivo de Passos Coelho, Daniel Campelo, que foi substituído por Francisco Gomes da Silva em fevereiro de 2013. 

Quercus surpreendida 

O presidente da Quercus mostrou-se hoje surpreendido com a demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e defendeu a sua substituição, em vez da repartição de competências pela restante equipa ministerial. 

«Foi para nós uma surpresa grande, não estávamos à espera, ainda para mais nesta fase final do mandato do governo e até porque já é o segundo secretário de Estado que existe», Nuno Sequeira. 

O presidente da Quercus mostrou-se preocupado com o facto de «aparentemente» o ministério da Agricultura e Mar, liderado por Assunção Cristas, não estar à procura de um substituto e defendeu que o lugar merece um secretário de Estado a tempo inteiro. 

«Se isso se confirmar é preocupante, na medida em que a área das florestas é uma área estruturante da política do nosso país, não só a nível ambiental, mas também a nível social e económico», assinalou Nuno Sequeira. 

«Vamos aguardar explicações da senhora ministra (…) para tentarmos perceber melhor qual é o modelo proposto pelo ministério, sendo que achamos que esse modelo tem de passar sempre pela substituição do secretário de Estado e não por uma proposta deste tipo em que os secretários de Estado e a ministra ficariam a acumular o cargo de secretário de Estado das Florestas», acrescentou. 

Para Nuno Sequeira, esta é uma área que «precisa de um secretário de Estado a tempo inteiro», pois implica um «desenho estratégico» a longo prazo que só é possível com uma equipa completa.

O presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) manifestou-se hoje preocupado com a saída do secretário de Estado das Florestas do Governo, atendendo à importância do setor. 

«A nossa reação é de surpresa, nada fazia prever a sua saída, até pelo trabalho que tinha vindo a fazer, de conciliador de todos os agentes do setor», afirmou, em declarações à Lusa, o presidente da ANEFA, Pedro Serra Ramos.

«Ficamos preocupados com a sua saída, nomeadamente numa altura em que o novo quadro [comunitário] está a ser alvo de negociações em Bruxelas e as florestas são um pilar» do setor primário, acrescentou.

PS: Saída do secretário de Estado das Florestas mostra desvalorização do setor


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O deputado socialista Miguel Freitas disse hoje que a demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural é "preocupante" e revela a "desvalorização" que o setor florestal tem merecido do atual Governo.
"Esta é uma matéria que, por parte da ministra Assunção Cristas, nunca mereceu a atenção devida", criticou, considerando que o facto de a ministra chamar a si as competência que eram exercidas por Francisco Gomes da Silva "é a desvalorização absoluta" do setor florestal.
Miguel Freitas sublinhou que "as florestas tiveram sempre a dignidade de Secretaria de Estado ao longo de todos os governos", tratando-se de "uma matéria relevantíssima do ponto de vista da economia nacional", pelo que Assunção Cristas "não sai bem de todo este processo".
O secretário de Estado foi exonerado a seu pedido, segundo o Ministério da Agricultura e Mar, e as suas funções "serão assumidas internamente" pela ministra e restante equipa, que fica assim reduzida a três secretários de Estado (Agricultura, Mar e Alimentação e Investigação Agroalimentar).
Além de "surpreendente", já que se tratava de uma escolha pessoal de Assunção Cristas, Miguel Freitas afirmou que a saída de Gomes da Silva é "preocupante", podendo implicar atrasos nas medidas florestais do próximo programa comunitário (Programa de Desenvolvimento Rural 2020), e na estratégia nacional das florestas que está a ser finalizada.
"Não deve ser por razões pessoais que esta demissão se verifica. Tem a ver naturalmente com o facto de a floresta não constituir uma prioridade para este Governo, que vai triturando secretários de Estado. De ano e meio em ano e meio temos um secretário de Estado das Florestas", comentou Miguel Freitas, numa alusão ao primeiro secretário de Estado das Florestas do executivo de Passos Coelho, Daniel Campelo, que foi substituído por Francisco Gomes da Silva em fevereiro de 2013.
Diário Digital/Lusa

Orizicultores alertam para fungo que está a destruir cultura de arroz do Mondego



A cultura de arroz do vale do Mondego, mais concretamente na zona dos rios Pranto e Arunca, está a ser afetada por um fungo e há já perdas de 30 a 60 por cento nas colheitas, alertaram hoje os orizicultores.

Isménio Oliveira, coordenador da Associação dos Orizicultores Portugueses (APOR), disse hoje à agência Lusa que os prejuízos nos cerca de 4.000 hectares daquela zona "são muito elevados", existindo muitas searas "que não conseguem pagar a ceifa".

A APOR exige que o Ministério da Agricultura, numa primeira fase, "faça um levantamento dos prejuízos efetivos" que afetam os produtores do vale do Mondego - existindo igualmente situação no vale do Vouga, frisa Isménio Oliveira - e que, depois, possa decidir "medidas compensatórias" que reponham os prejuízos.

Chuvadas de setembro não encheram barragens


por Lusa02 outubro 20149 comentários

Chuvadas de setembro não encheram barragens
A quantidade de água armazenada nas bacias hidrográficas de Portugal continental desceu em todas no mês de setembro, anunciou hoje o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).
Segundo o boletim de armazenamento de albufeiras do SNIRH, no último dia do mês de setembro, e comparativamente ao mesmo período do mês anterior, verificou-se uma descida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas monitorizadas.
Das 56 albufeiras monitorizadas, 10 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e seis têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.
Os níveis mais elevados de armazenamento de água em setembro deste ano ocorreram nas bacias do Guadiana (83,4%), Mira (81,5%), Oeste (74,8%).
Seguiram-se os das bacias dos rios Ave (66,7%), Mondego e Cávado (66,4%), Arade (64,7%), Barlavento (63,8%), Tejo (62,7%), Sado (52,1%), Douro (52%), e, por último, do Lima (40,9%).
Segundo o SNIRH, os armazenamentos de água por bacia hidrográfica apresentam-se, em setembro, superiores às médias de armazenamento de setembro (de 1990/91 a 2012/13), exceto para as bacias do Lima e do Douro.
A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

Trator despistou-se e atropelou três mulheres na praia da Torreira



Um trator utilizado no apoio à arte xávega despistou-se hoje na praia da Torreira, na Murtosa, causando três feridos, disse à agência Lusa fonte da Marinha.

O acidente ocorreu cerca das 09:30 e envolveu um trator de uma companha que opera naquela praia.

"A companha estava a operar no local normal e o trator atropelou três mulheres com idades entre os 40 e 70 anos, que estavam a trabalhar no areal", disse à agência Lusa o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Luciano Oliveira.

Armazenamento de água desce em todas bacias hidrográficas no mês de setembro



A quantidade de água armazenada nas bacias hidrográficas de Portugal continental desceu em todas no mês de setembro, anunciou hoje o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

Segundo o boletim de armazenamento de albufeiras do SNIRH, no último dia do mês de setembro, e comparativamente ao mesmo período do mês anterior, verificou-se uma descida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas monitorizadas.

Das 56 albufeiras monitorizadas, 10 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e seis têm disponibilidades inferiores a 40% do volume total.

União de camponeses diz que Governo moçambicano está a violar de lei de terras

01 DE OUTUBRO DE 2014, 14:07
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O presidente da União Nacional dos Camponeses de Moçambique (UNAC) acusou hoje o Governo de violar a lei de terras em vigor no país, por conceder grandes extensões de terra a investidores estrangeiros sem realizar consultas comunitárias.

Augusto Mafigo, que falava à agência Lusa à margem da III Conferência Internacional Sobre Terra, promovida pela UNAC, afirmou que os camponeses moçambicanos estão a ser confrontados pelos investidores estrangeiros com autorizações concedidas pelo Governo central, desconhecendo os projetos de investimento em causa.

"O Governo está a autorizar a ocupação de terras por investidores estrangeiros, que mostram aos camponeses as autorizações emitidas em Maputo. Já nem os governos distritais têm uma palavra a dizer", lamentou o responsável, apontando a usurpação de terras como a principal preocupação dos camponeses moçambicanos.

Agência Lusa

A demissão do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e a sua não substituição é sinónimo da total desvalorização que o Governo tem com a floresta portuguesa e com o mundo rural

BALADI

A demissão do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e a sua não substituição é sinónimo da total desvalorização que o Governo tem com a floresta portuguesa e com o mundo rural

A demissão do Secretário de Estado das Florestas e do Mundo Rural é o culminar de um longo período de instabilidade e funcionamento desta Secretaria de Estado. Assistimos, num espaço muito curto, à substituição de dois Secretários de Estado, à comutação do Vice-presidente do ICNF, à instabilidade gerada nas comunidades baldias com a aprovação da lei dos Baldios e adensar a tudo isto, esta demissão dá-se numa altura crucial de finalização do PRODER e do arranque do novo Programa de Desenvolvimento Rural, PDR, 2014 – 2020, cujas consequências não deixarão de se fazer sentir nesta importante fileira florestal e do Mundo rural.

Sejam quais os motivos, diletantes ou reais que levaram à demissão do Secretário de Estado, no imediato interessa agora que a Sra. Ministra esclareça quem responde pelo projecto da revogação da lei da caça e o inicio desta, a implementação da Estratégia Florestal Nacional, a regulamentação da Lei dos Baldios, a concretização do Centro de Competências para o pinheiro bravo e outros assuntos que se repartem pelo Ministério do Ambiente através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ICNF.

A não substituição de um Secretário de Estado que acompanha um sector com mais de 5 mil empresas, com um volume de exportação da ordem de mais de 2 mil M € o maior valor acrescentado, que emprega cerca de 100 mil postos de trabalho com impacto nas regiões desfavorecidas, que tem o peso significativo no PIB; é indiscutivelmente não só uma desvalorização deste importante sector da nossa economia como ainda o frustar as expectativas de toda a fileira florestal e do Mundo Rural.

O que na verdade a BALADI reclama, é, havendo ou não mudanças de caras e de cadeiras dentro do Ministério, a necessidade de uma profunda mudança nas políticas Agro-Florestais que têm sido concebidas e aplicadas pelo actual Governo.

Mudanças, que materializem as expectativas de toda a fileira florestal e do Mundo Rural, que anule a recente promulgação da Lei dos Baldios de pendor privatizador e atentatória da propriedade comunitária; que revogue a Lei da Florestação e Reflorestação, conhecida como a eucaliptização indiscriminada, o respeito pela Floresta de uso múltiplo e em respeito pela direitos e interesses dos pequenos e médios Produtores Florestais, isto em detrimento dos imensos privilégios oficiais e oficiosos que têm sido dados à grande indústria da fileira florestal de moldura monocultural e intensiva.

Vila Real, 3 de Outubro de 2014

A Direcção da BALADI

Confederação Nacional da Agricultura

Confederação Nacional da Agricultura

São factos a ter em conta a saída do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e o fim anunciado da respectiva Secretaria de Estado

Mas o mais importante será mudar as políticas que têm sido definidas e aplicadas

A demissão do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural tem repercussões óbvias no funcionamento regular do Ministério da Agricultura e Mar.

O "fim", pelo menos prático, da Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, também tem influência na orgânica e no funcionamento deste Ministério.

Ao que tem vindo a público, será a própria Ministra da Agricultura e Mar a encarregar-se directamente dos assuntos da (ex)Secretaria de Estado em colaboração com "outros" Secretários de Estado do MAM.

Sobre esta matéria, a CNA declara:

1 – De facto, tem sido muito instável o funcionamento da Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, em consequência das alterações institucionais, e nomeadamente, já com dois Secretários de Estado em três anos; com a definição do novo Programa de Desenvolvimento Rural, PDR, 2014 – 2020, a ser, toda ela, dirigida pelo Secretário de Estado da Agricultura e não pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural.

2 - Quaisquer que tenham sido os motivos para o pedido de demissão do (ex) Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, no imediato interessa que a Ministra da Agricultura e Mar esclareça quem fica a tratar do quê, principalmente naquilo que diz respeito à Floresta e ao Desenvolvimento Rural, tanto mais que estamos numa fase importante para os sectores envolvidos, com o fim do PRODER e a ultimação da entrada em vigor do novo Programa de Desenvolvimento Rural, PDR – 2014 – 2020. Por outro lado, a época de Caça vai começar e há outros importantes assuntos "repartidos" com o Ministério do Ambiente através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ICNF.

3 – Também não é a mesmo coisa haver ou não haver Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural com o respectivo Secretário de Estado em plenitude de funções.

3.1 – Porém, bem mais importante que as mudanças de caras e de cadeiras dentro do MAM, seria conseguir-se uma grande alteração das políticas Agro-Florestais que têm sido definidas e aplicadas pelo MAM e pelo Governo.

Por exemplo, com a anulação da nova Lei dos Baldios que é um sério ataque institucional à propriedade comunitária dos Baldios; com a anulação da Lei da Florestação e Reflorestação – a lei da eucaliptização indiscriminada –; com uma nova estratégia para a Floresta Nacional em respeito pela Floresta de uso múltiplo e em respeito pela direitos e interesses dos pequenos e médios Produtores Florestais, isto em detrimento dos imensos privilégios oficiais e oficiosos que têm sido dados à grande indústria da fileira florestal (monocultural e intensiva).

4 – É neste contexto que a CNA mantém que são necessárias outras e melhores políticas Agro-Florestais e outro Governo capaz de as definir e aplicar.

Coimbra, 3 de Outubro de 2014

A Direcção da  C N A

sábado, 4 de outubro de 2014

Secretário de Estado das Florestas demite-se do cargo

RICARDO GARCIA e ANA FERNANDES 02/10/2014 - 19:03
Ministério da Agricultura fala em razões "de ordem estritamente pessoal".

 
Francisco Gomes da Silva MIGUEL MANSO
 

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, demitiu-se do cargo esta quinta-feira, por razões "de ordem estritamente pessoal", segundo o Ministério da Agricultura e do Mar.

A Presidência da República confirmou a exoneração "a seu pedido", cerca das 19h. Por ora, não será nomeado um novo secretário de Estado.

Com 51 anos, Gomes da Silva tinha substituído Daniel Campelo no cargo no início de 2013, numa remodelação governamental em que saíram seis secretários de Estado e entraram sete. Antes, em 2011 e 2012, já tinha sido assessor de Assunção Cristas, quando esta tutelava o mega-ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

Em Julho de 2013, Cristas perdeu o ambiente para o ministro Jorge Moreira da Silva, mantendo ambos a tutela bicéfala do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, uma situação que não agradava a Gomes da Silva.

Professor no Instituto Superior de Agronomia e consultor na Agroges, uma empresa de estudos e projectos na área da agricultura, Gomes da Silva já teria manifestado, antes do Verão, o desejo de deixar o Governo.

Numa nota citada pela Lusa, o Ministério da Agricultura e do Mar refere que Gomes da Silva pediu a exoneração "por motivos de ordem estritamente pessoal". A ministra Assunção Cristas, diz a nota, "lamenta a decisão e salienta as qualidades pessoais, humanas e profissionais" do secretário de Estado.

"Ao longo deste período de colaboração intensa, posso destacar a enorme qualidade profissional e a excelência do trabalho do professor Francisco Gomes da Silva. A área das Florestas e o Desenvolvimento Rural são áreas fundamentais para o nosso país e continuarão certamente a estar na linha da frente do ministério por mim dirigido", refere Assunção Cristas na nota.

Por ora, as funções desempenhadas por Gomes da Silva serão assumidas pela ministra e pelos restantes secretários de Estado – do Mar, da Agricultura, e da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar. Será provavelmente a própria ministra Assunção Cristas a tomar conta da pasta, para a qual é possível que já não seja escolhido um novo secretário de Estado.

Numa entrevista ao PÚBLICO, em Março passado, Gomes da Silva defendeu as vantagens da Bolsa de Terras, mostrou a sua crença na capacidade de o país atingir a auto-suficiência alimentar em 2020 e defendeu a nova lei de arborização e rearborização, negando que seja um estímulo à eucaliptização do país.

Secretário de estado das Florestas alega razão "pessoais" para deixar governo

A pasta de Gomes da Silva será assumida "internamente" no ministério da Agricultura.
Um ano e oito meses depois de ter tomado posse, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, foi ontem exonerado a seu pedido, de acordo com informação publicada na página da Presidência da República. Exoneração que foi pedida "por motivos de ordem estritamente pessoal", salientou a ministra da Agricultura do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, em nota oficial onde diz que "lamenta a decisão". 

O Governo enfrenta agora uma baixa quando se inicia a recta final da legislatura. As funções que até ontem foram asseguradas por Gomes da Silva "serão assumidas internamente" pela ministra Assunção Cristas, e restantes secretários de Estado, segundo a mesma nota oficial. 

Francisco Gomes da Silva tinha tomado posse a 1 de Fevereiro de 2013 tendo substituído Daniel Campelo no mesmo dia em que foram nomeados pelo Governo outros seis secretários de Estado. Antes de ter tomado posse era, desde 2011, assessor da ministra Assunção Cristas. Gomes da Silva foi também professor (a partir de 1987) no Instituto Superior de Agronomia (ISA), onde se doutorou em 1998, tendo a sua área de investigação incidido sobretudo na economia agrária.

Com a saída de Francisco Gomes da Silva, a equipa de Cristas fica reduzida a três secretários de Estado: José Diogo Albuquerque (Agricultura), Manuel Pinto de Abreu (Mar) e Nuno Vieira e Brito (Alimentação e Investigação Agroalimentar). Gomes da Silva é defensor da competitividade do sector agrícola e da aposta no regadio, tendo vários trabalhos publicados na área do desenvolvimento rural. "A área das florestas e do desenvolvimento rural são áreas fundamentais para o nosso país e continuarão certamente a estar na linha da frente do ministério por mim dirigido", garante Assunção Cristas.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Encontro “Agricultura Familiar e Comercialização de Proximidade”



A ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, organiza nos dias 10 e 11 de Outubro, em Vila Verde, um encontro sobre "Agricultura Familiar e Comercialização de Proximidade", evento que abrangerá um conjunto de actividades (colóquio, visitas, tertúlia…) que pretendem promover a troca de experiências, partilha de informações e boas-práticas entre produtores, consumidores, técnicos e outros agentes económicos e sociais interessados na temática dos circuitos curtos agro-alimentares.

Uma das temáticas em destaque será a iniciativa PROVE, que desde 2004 tem promovido a aproximação entre os pequenos produtores agrícolas e consumidores, por forma a quebrar as barreiras impostas pelos vários circuitos de distribuição dominantes, contando actualmente com 16 associações de desenvolvimento local que cooperam entre si para a dinamização em Portugal desta metodologia de comercialização de proximidade, as quais aproveitarão este evento para se juntarem de forma informal no seu IV Encontro Nacional.

Este encontro realiza-se no Alto Cávado, território constituído pelos concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vila Verde, no qual a metodologia PROVE vem sendo implementada pela ATAHCA desde 2012. O evento decorrerá durante a maior feira anual agrícola desta região, a denominada "Festa das Colheitas" em Vila Verde, local de encontro entre agricultores e público em geral e onde se promovem as potencialidades agrícolas, gastronomia, turismo rural e as tradições do mundo rural. As diversas actividades previstas neste evento irão decorrer conforme o programa seguinte, no recinto desta feira, em algumas explorações agrícolas do território e no núcleo PROVE de Braga e englobam um colóquio, visitas técnicas temáticas, tertúlias e um mercado de produtos locais.

Fonte:  ATAHCA


Comissão de Agricultura e Mar aprova requerimento do GPPS para audição Ministra da Agricultura e do Mar sobre o embargo russo aos produtos agroalimentares europeus



A Comissão de Agricultura e Mar aprovou por unanimidade um requerimento do Grupo Parlamentar do PS a solicitar uma audição com carater de urgência para fazer um ponto da situação do impacto que tem o embargo russo às exportações europeias na agricultura portuguesa, qual a estratégia do Governo e qual o balanço das medidas excecionais avançadas junto das empresas nacionais.

Os socialistas, na voz do seu coordenador, o deputado Miguel Freitas, consideram que esta é uma matéria que deve ser acompanhada pelo Parlamento tendo em conta a importância do mercado russo nas exportações e no mercado europeu de produtos agrícolas.

Miguel Freitas realça que para além dos impactos diretos do embargo russo, que afetam principalmente os setores da fruticultura e da carne (nomeadamente a suinicultura), existem impactos indiretos provocados por perturbações no mercado interno, por via da instabilidade e redução dos preços e que devem ser tidos em conta e devidamente acompanhados. Um dos setores mais afetados pelos impactos indiretos é setor leiteiro, em que os grandes produtores de leite europeus, impedidos de exportar para a Rússia, colocam os seus produtos no mercado europeu a preços muito baixos, afirma o deputado socialista.

A doença da piriculariose está a destruir a cultura do arroz

APOR - Associação Portuguesa dos Orizicultores


A Produção de Arroz no Baixo-Mondego e também no Vale do Vouga está a ser afectada gravemente por uma doença chamada Piriculariose ; a verdadeira dimensão da situação só agora está a ser constatada aquando do início das colheitas, sendo a região do Vale do Pranto e do Arunca as regiões mais afectada devido a ser uma Zona mais baixa.

A incidência desta doença agravou-se bastante nos últimos 3 anos, sendo este ano o mais grave em termos de prejuízos.

Tendo a maioria dos produtores do Vale do Pranto e Arunca ( uma área com cerca de 4.000 hectares de arroz) percas na ordem dos 30%, há agricultores com 50% e 60% de prejuízo, havendo muitas searas que não pagam a ceifa.

Nesse sentido uma delegação da APOR - Associação dos Orizicultores Portugueses irá ser recebida em audiência na próxima Quinta-Feira dia 2 de Outubro, pelas 10H00, na Direcção Regional de Agricultura e Pescas em Coimbra na Av. Fernão de Magalhães, no sentido de dar conta da situação, e da tomada de medidas em relação a este problema.

Região centro captou 1.648 jovens agricultores em seis anos

29-09-2014 
 
 
A região centro captou, nos últimos seis anos, 1.648 jovens agricultores, 232 dos quais instalados na Cova da Beira, revelou Manuel Sequeira, delegado regional de Castelo Branco da Direcção Regional de Agricultura e Pesca do Centro (DRAPC).

«Relativamente ao Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) que decorreu entre 2007 e 20013], o número de jovens agricultores instalados na Cova da Beira foi no total de 232. Isso representa 14,07 por cento do número de jovens agricultores que se instalaram na zona centro. Ou seja, a zona centro fixou 1.648 jovens agricultores», disse.

Manuel Sequeira falava durante uma sessão de esclarecimento subordinada ao tema dos "Desafios para o Desenvolvimento Rural, realizada no Fundão, pela RUDE - Associação de Desenvolvimento Rural que abarca os concelhos da denominada Cova da Beira, ou seja, de Belmonte, Covilhã e Fundão.

Durante a sessão, este responsável também admitiu que os jovens agricultores captados não são ainda suficientes para resolver uma das «fragilidades» do mundo rural, designadamente a do envelhecimento dos agricultores.

«Uma das fragilidades que temos de combater é a idade média dos agricultores que é bastante elevada, 63 anos. Além disso, só dois por cento dos jovens agricultores é tem menos de 35 anos e 74 por cento têm apenas o ensino básico ou menos», sublinhou para explicar a necessidade de rejuvenescimento do sector.

Manuel Sequeira revelou mesmo que essa será uma das «áreas prioritárias» do próximo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2014/20120), isto a par do «aumento da capacidade de inovação, da criação de conhecimento no sector agro-florestal, da modernização das explorações, através do investimento na transformação e comercialização e da aposta em áreas de regadio».

Sobre esse ponto em concreto, Manuel Sequeira recordou que na região há um grande «potencial» e «muita superfície para onde crescer», já que o Regadio da Cova da Beira, empreendimento que demorou mais de 50 anos a concretizar, abrange 12.360 hectares e área de cultura regadas na Cova da Beira é apenas de cerca de 3.300 hectares.

Presente no encontro, Patrícia Cotrim, gestora do PRODER, também deu conta de que na zona centro e no âmbito deste programa foram aprovadas «5.300 candidaturas, que deram origem a 7.500 postos de trabalho, o que corresponde 1,5 postos de trabalho por cada uma das candidaturas».

Fonte: Lusa