terça-feira, 21 de outubro de 2014

PSD apela a Passos para travar retirada das terras aos rendeiros

HERDADE DOS MACHADOS
20/10/2014, 23:01
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O deputado e líder do PSD-Beja enviou uma carta a Cristas pedindo a suspensão da entrega das terras pelos rendeiros reformados, prevista para dia 31. A carta foi com conhecimento para Passos Coelho.


Depois da nacionalização em 1975, os 6000 hectares da Herdade dos Machados foram divididos, em 1980, por rendeiros e proprietários
© Hugo Amaral

O deputado e líder do PSD-Beja, Mário Simões, enviou no passado dia 15 de outubro uma carta à ministra da Agricultura, Assunção Cristas, pedindo-lhe a "suspensão imediata" do despacho que está a ser usado para justificar a entrega das terras dos rendeiros reformados na Herdade dos Machados. A missiva foi endereçada a Cristas e também a Passos Coelho.

A data limite para a cessação do contrato de arrendamento destes agricultores com o Estado português, de acordo com as cartas enviadas aos rendeiros pela direção geral de Agricultura e Pescas do Alentejo, é o dia 31 de outubro de 2014, data que marca o encerramento do atual ano agrícola. Contactado pelo Observador, o ministério da Agricultura explicou que o fim do contrato é justificado pelos termos do artigo 5º do Decreto-lei nº 158/91, que diz:

"Não podem ser beneficiários de entrega para exploração quaisquer funcionários ou agentes do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação, nem reformados, nem detentores de dívidas ao Estado."

Na carta enviada pelo deputado social-democrata, e a que o Observador teve acesso, pode ler-se:

"A legislação de 1991, invocada no despacho citado, não pode (…) aplicar-se ao caso dos rendeiros da Herdade dos Machados, desde logo porque não tem efeitos retroativos."

Mário Simões faz ainda um apelo a Assunção Cristas baseado na "palavra dada" de Sá Carneiro:

"Senhora Ministra,

Somos Governo e Maioria!

A revisão Constitucional a que Sá Carneiro aludia há muito foi efetuada.

Há que honrar a palavra dada e cumprir a esperança que semeamos".

O líder do PSD-Beja esteve na Herdade dos Machados no dia 8 de outubro de 2014, onde se reuniu com as 53 famílias dos agricultores rendeiros e com Jorge Tavares da Costa, diretor-geral da Casa Agrícola Santos Jorge e representante dos proprietários da Herdade dividida por Sá Carneiro em 1980. Na sequência dessas reuniões, Mário Simões sugeriu também – na carta já referida – à ministra da Agricultura que seja criado um "grupo de trabalho constituído por um representante de cada uma das partes, coordenado e dirigido por uma personalidade isenta e competente, nomeada pelo Governo".

No dia 6 de outubro, o Observador deu conta das intenções do grupo parlamentar social-democrata de apresentar na Assembleia da República um projeto de resolução para travar a retirada de terras aos rendeiros da Herdade dos Machados. Na altura, Mário Simões confessou ter "corado de vergonha" quando foi confrontado com as cartas recebidas pelos rendeiros reformados informando-os de que teriam de ceder as terras até 31 de outubro. "Acredito no Estado de direito. Sá Carneiro deu a sua palavra e essa palavra é sagrada", disse o deputado eleito pelo círculo eleitoral de Beja.

Uma das recomendações que os sociais-democratas pretendem fazer ao Governo está relacionada com a possibilidade de os descendentes dos rendeiros poderem herdar o contrato de arrendamento. Apesar de este pedido não ficar expresso na carta enviada na semana passada por Mário Simões, o deputado faz uma alusão a esta situação, lamentando que a promessa feita por Sá Carneiro aos rendeiros em 1980 – de que as terras poderiam passar para os herdeiros e filhos e de que os rendeiros poderiam vir a adquirir as terras em plena propriedade – não tenha sido cumprida:

"Sucede porém que, por vicissitudes várias, muito embora os sucessivos governos de Portugal até à presente data tenham reconhecido a legitimidade da detenção das parcelas de terra entregues ao abrigo das disposições citadas e todos eles tenham, também, desenvolvido esforços no sentido de resolver registalmente a situação, o certo é que, a inscrição a favor dos legítimos detentores nunca foi efetuada / possibilitada."

Ao Observador, Mário Simões disse que "o importante para já é que a data de 31 de outubro seja congelada para que a poeira possa assentar". Só depois disso se poderá dar início ao processo de diálogo sugerido pelo deputado, que considera ser necessário conversar com os rendeiros para saber "quem quer ficar com a terra, quem quer comprar".

O deputado vai aguardar uma resposta do ministério da Agricultura à carta enviada antes de avançar com o projeto de resolução, que não fica afastado. "Se [a carta] tiver acolhimento, não faz sentido avançar com o projeto de resolução, mas este é um instrumento que tenho ao meu dispor e que vou usar quando achar que é oportuno", disse ao Observador.

PS assinala um ano da entrada em vigor da então denominada “lei da eucaliptização” com uma pergunta ao governo



"Qual a interpretação que o governo faz da posição hegemónica do eucalipto face às demais espécies florestais no novo regime de arborização e rearborização (RJAAR)?". A pergunta, dirigida à Ministra da Agricultura e Mar, é assinada pelo deputado Miguel Freitas, em conjunto com outros deputados socialistas, demonstrando preocupação com o facto de, passados somente seis meses do novo regime, a área associada aos processos de utilização desta espécie para plantações já represente 82% do total (4.679 hectares).

Um dos aspetos mais sensíveis deste novo regime é a possibilidade de aprovações tácitas dos pedidos de autorizações prévias, motivo pelo qual os parlamentares socialistas pretendem também saber o volume de processos que foram tacitamente aprovados, uma vez que consideram ser um importante indicador para aferir a efetiva capacidade da entidade competente em avaliar, aprovar e fiscalizar os processos entrados.

Para os socialistas, é igualmente importante que as ações de fiscalização às florestações realizadas no âmbito deste novo regime de sejam divulgadas, recordando que foi assumido pelo governo que deveria haver um "reforço da componente de acompanhamento e fiscalização da execução das intervenções florestais, em detrimento do simples controlo administrativo prévio". Referem os deputados do GPPS que as "ações de fiscalização estão a ser realizadas de forma circunstancial e não de uma forma sistemática e objetiva, sendo que até ao momento se desconhecem ações realizadas pelos técnicos qualificados do ICNF, I.P., que permanecem no dito controlo administrativo."

O deputado socialista Miguel Freitas lembrou ainda que o PS esteve contra a aprovação deste novo regime, participou ativamente no grupo de trabalho formado no âmbito da Comissão de Agricultura e Mar, tendo inclusive apresentado propostas de alteação ao diploma aquando da sua apreciação parlamentar.

Fonte:  Grupo Parlamentar do PS

Comunicado Casa do Arroz

Organização Interprofissional do Arroz

A Casa do Arroz, reunida no dia 14 de Outubro, ao analisar a situação da fileira do arroz destaca com muita preocupação o seguinte:

A situação extremamente preocupante que se vive no Baixo Mondego, com a destruição de 3.500 ha de arroz carolino, devido à doença causada por fungos e designada "piriculariose", com prejuízos estimados superiores a 13 milhões de euros com fortes implicações na fileira e nos interesses nacionais. A situação de intempérie ocorrida no Alentejo resultante de granizo e trombas de água, factos já atestados pela DRAPAL e que também causou prejuízos aos orizicultores. Face a esta situação dramática, reclama do governo medido de compensação para os prejuízos causados;

Ao tomar conhecimento da venda ao público por parte de alguns operadores, de arroz carolino (em promoção de 14 a 20 de Outubro) a 0,49 €/kg, manifesta a sua preocupação e o seu profundo protesto por mais esta situação que contribui para colocar ainda mais pressão no preço do arroz à produção.

A Direção

Paul de Magos, 14 de Outubro de 2014

Quatro empresas aderentes ao “Portugal Sou Eu” galardoadas na categoria Produto Inovação

Food & Nutrion Awards: 


Todos os prémios na categoria "Produto Inovação" da 5ª edição do Food & Nutrition Awards foram atribuídos a empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu", ontem, dia 16 de Outubro, numa cerimónia que se realizou no Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Para o "Portugal Sou Eu", que valoriza a produção nacional e tem qualificado produtos, 76 por cento dos quais do sector alimentar, "é motivo de grande orgulho que o galardão e as menções honrosas na categoria Produto & Inovação tenham sido atribuídos a empresas aderentes ao programa, nomeadamente, por se tratar de uma iniciativa que distinguiu projectos inovadores e que associa a nutrição à alimentação como valor intrínseco dos produtos".

Empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu" galardoadas na 5ª edição do Food & Nutrition Awards:

Galardão

Gumelo Lda (Eco Gumelo Citrus)
O Eco Gumelo, o cogumelo gourmet pronto-a-crescer, é uma forma de produzir cogumelos em casa, que resulta do desenvolvimento de um método sustentável de produção de cogumelos a partir da borra de café.

1ª Menção honrosa

FRUTAFORMAS | Azevagro – Produção e Comercialização de Produtos Agrícolas, Lda (Lingotes de Maçã & Canela)
Os Lingotes de Maçã & Canela são um exemplo concreto da inovação patente no projecto FRUTAFORMAS. Foi desenvolvido um conceito de fruta em pequenas barras, onde cada lingote equivale em termos nutricionais a uma peça de fruta.

2ª Menção honrosa

Life in a Bag, SementeVertical Unipessoal Lda (Grow Box de Microvegetais)
A grow box de microvegetais é uma forma inovadora de consumirmos vegetais, que podem ser facilmente cultivados em casa durante todo o ano.

3ª Menção Honrosa

Milaneza| Cerealis Produtos Alimentares S.A. (Massas alimentícias – Margaridas com Vegetais e Vitamina D)
As Margaridas com Vegetais são uma nova referência de massas alimentícias, dirigidas essencialmente ao público infantil.

Na edição deste ano, o Food & Nutrion Awards apurou 35 finalistas, entre as quais as empresas aderentes ao "Portugal Sou Eu": Cantinho das Aromáticas, Cooperfrutas, Gelpeixe, sTERRIUSt, Modelo Continente e Docapesca.

O Food & Nutrition Awards, que distingue produtos segundo as categorias Iniciativa de Mobilização, Investigação e Desenvolvimento, Produto Inovação e Serviço Inovação, é uma coorganização da Associação Portuguesa dos Nutricionistas e da consultora GCI, que conta com um júri composto por personalidades dos sectores académico, científico e empresarial.

Fonte:  JervisPereira

Menos administração, mais associativismo

Paulo Pimenta de Castro

Os últimos 40 anos podem ser caraterizados, no que às florestas e às atividades florestais respeita, pela contração do papel da administração pública e pelo crescimento, sobretudo a partir de meados da década de 90, do número de organizações representativas das florestas privadas. Mas, terão estes factos tido um resultado global positivo?

A autoridade florestal do Estado tem assumido diferentes denominações nos últimos anos, mas foi na década de 80 que sofreu a maior contração, de duas direções gerais passou a uma e foi extinto um organismo setorial de regulação económica. O fomento florestal perdeu o protagonismo de uma direção geral para uma direção de serviços, a regulação económica foi deixada ao livre arbítrio dos mercados. Desde então, a Direção Geral das Florestas foi convertida para o Instituto Florestal, reconverteu-se em Direção Geral dos Recursos Florestais, renomeou-se Autoridade Florestal Nacional que fundiu-se mais recentemente com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Todas estas metamorfoses tiveram contudo um traço comum, a perda e dispersão de atribuições e o empobrecimento em capacidade técnica e operacional.

Por outro lado, as últimas décadas caracterizaram-se pelo aumento explosivo, todavia desregrado, do número de organizações de produtores florestais, quer de âmbito sócioeconómico, mas sobretudo as de cariz sócioprofissional. Atualmente, regista-se a intervenção de várias confederações, muitas federações e uma multiplicidade de organizações regionais e locais que se assumem representativas dos interesses dos detentores das florestas privadas em Portugal. Embora muitas das organizações tenham surgido no âmbito da disponibilização de apoios públicos, as entidades públicas que disponibilizaram tais fundos não assumiram qualquer papel no planeamento no surgimento destas organizações. Nem mesmo os produtores florestais conseguiram ordenar o crescimento do movimento associativo nas florestas privadas.

Face a estes factos, a contração da administração e o aumento explosivo das organizações representativas das florestas privadas, que perfazem cerca de 98% da área florestal nacional, quais os resultados estatísticos que daí resultaram?

A análise dos elementos estatísticos, referentes a estas últimas décadas, não permite concluir que haja hoje uma melhor resposta ambiental, social e económica das florestas aos anseios dos cidadãos, muito pelo contrário. Ao longo das últimas décadas acentuaram-se os riscos na propagação de incêndios e na proliferação de pragas e de doenças, o abandono da gestão florestal agudizou-se, o êxodo rural não foi contido, a indústria perdeu peso económico e concentrou-se em meia dúzia de grupos empresariais, o emprego no setor registou um acentuado decréscimo, as exportações de produtos de base florestal contraíram.

Ao que os dados permitem visualizar, ao aumento de organizações representativas das florestas privadas não correspondeu um aumento no rendimento empresarial dos proprietários florestais, muito pelo contrário. O peso económico das florestas tem decrescido. Os preços dos bens produzidos nas florestas privadas têm-se degradado ao longo das últimas décadas, assim como tem diminuído a capacidade negocial da produção florestal. Ao mesmo tempo, tem sido cada vez mais notórias as queixas da indústria pela escassez de matéria prima nacional. Algo não bate certo portanto, algo está em falta.

Quem estará hoje em condições de assumir a coordenação e a operacionalização de medidas de fomento florestal, tão reclamadas pelas indústrias de base florestal? Como e quem assume o papel decisivo para um adequado funcionamento dos mercados, hoje em concorrência imperfeita?

Curiosamente, nunca a sociedade investiu tanto nas florestais nacionais como nas últimas décadas. Nunca o retorno desse investimento público teve um tão dececionante retorno. Pior, parece existir uma relação entre o aumento do investimento público e o aumento dos riscos associados à destruição das florestas nacionais.

Poderá concluir-se pela necessidade de mais administração florestal? Com certeza, por mais e seguramente por melhor!

Deverá concluir-se por menos associativismo florestal? Não seguramente, mas com certeza por melhor associativismo! Que não seja apenas um mero instrumento de ressonância de políticas governamentais, mas que se emancipe e assuma uma política de maior rendimento aos seus associados, mais emprego e maior sustentabilidade nas florestas e nas atividades florestais.

Com toda a certeza, terá de haver maior e melhor interligação entre a administração e o associativismo para um verdadeiro desenvolvimento rural e florestal em Portugal.

Não vejo contudo que exista atualmente capacidade política para uma mudança de rumo face àquele que tem sido evidenciado nas últimas décadas. Há todavia que manter a esperança, melhores dias virão. Importa pois estar atento às propostas que as várias forças partidárias farão a este propósito em 2015.

Lisboa, 20 de outubro de 2014

Paulo Pimenta de Castro 
Eng. Silvicultor
Presidente da Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal

"Uso sustentável dos produtos fitofarmacêuticos


 

Seminário "Uso sustentável dos produtos fitofarmacêuticos" - dia 5 de novembro de 2014, no auditório da DRAP Algarve - Patacão - Faça já a sua inscrição através do E-mail: gabdirector@drapalg.min-agricultura.pt  (ver programa em anexo). As inscrições são limitadas.

 


GNR sensibilizou utilizadores de tratores para evitar acidentes


Publicado ontem às 06:50


Foto: TSF/Amadeu Araújo
Os acidentes com tratores causaram 115 mortos e quase 100 feridos graves entre janeiro de 2013 e julho deste ano. Nas últimas semanas, a GNR realizou uma operação de sensibilização para as regras de segurança na utilização destes veículos.
Só nos primeiros cinco meses deste ano morreram 37 pessoas em acidentes com tratores, ocorridos na via pública e em terrenos agrícolas.

Estes acidentes, que provocaram ainda 59 feridos graves e 75 ligeiros, acontecem, não só nos terrenos agrícolas mas também nas estradas de acesso aos campos e até dentro das localidades.

Bragança e Castelo Branco, com três acidentes cada, foram os que tiveram este ano, até 31 de julho, mais casos de sinistros com tratores na via pública, seguidos de Guarda e Leiria (com dois acidentes cada). Quanto aos acidentes de trabalho em terreno agrícola/privado, Bragança foi o distrito com mais casos (nove), seguido de Viseu (oito) e de Santarém (sete).

O capotamento é a principal causa de morte destes condutores. De acordo com a GNR, estas situações acontecem sobretudo devido a falhas humanas, associadas muitas vezes à fadiga, ao desconhecimento ou excesso de confiança.

domingo, 19 de outubro de 2014

Comissário de Agricultura estuda medidas para o sector do leite dirigidas aos exportadores tradicionais

 16-10-2014 
 

 
O Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, celebrado esta semana, teve como tema de debate o veto russo e em concreto a problemática gerada no sector do leite.

O comissário da Agricultura, Dacian Ciolos, mencionou que desde a partir de uma Comissão considera-se que há dois sectores, o da carne de porco e dos lacticínios, que necessitam de um seguimento para avaliar o impacto do embargo russo.

Em relação ao sector dos lacticínios, o responsável adiantou que estão em estudo possíveis medidas, mas que estas estariam circunscritas aos países directamente afectados pelo veto russo, ou seja, os exportadores tradicionais de lacticínios para o mercado russo. Apesar de não identificar as medidas, a analisar pelo Comité Especial de Agricultura, Ciolos avançou que serão aplicadas aos três países bálticos, nomeadamente, Letónia; Lituânia e a Estónia e também na Polónia.

Por seu lado, a Polónia solicitou a introdução das restituições às exportações de lacticínios por considerar que as medidas de intervenção não são suficientes.

Fonte: Agrodigital

Filme sobre Moscatel de Setúbal distinguido no Brasil

17-10-2014 
 
O filme "O moscatel de Setúbal", que promove o vinho generoso da Península de Setúbal, foi distinguido com os prémios Cubo de Cristal e Estrela de Cristal, no Festival Audiovisual de Cultura e Turismo, que decorreu em Florianópolis, Brasil.

O Cubo de Cristal é um prémio atribuído na categoria gastronomia e o Estrela de Cristal é um dos galardões máximos do concurso e distingue a melhor criatividade, anunciou a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS).

O filme distinguido é uma curta-metragem que apresenta os principais factos da história do Moscatel de Setúbal e é promovida pelos Vinhos da Península de Setúbal.

Esta foi a primeira edição do Festival internacional Audiovisual de Cultura e Turismo (FIACULT), um certame organizado pelo Fórum de Turismo e Negócios de Florianópolis, que teve início a 29 de Setembro.

Para Henrique Soares, presidente da CVRPS, os prémios contribuem para «reforçar boa imagem» dos vinhos portugueses no Brasil num ano em que a Comissão está a apostar na divulgação dos vinhos da região no Brasil.

Fonte: Lusa

Encomenda de mercearia de luxo vinha com a aranha mais venenosa do mundo


SOL SOL | 19/10/2014 14:53:10 6753 Visitas   
Shutterstock.com
Encomenda de mercearia de luxo vinha com a aranha mais venenosa do mundo
Uma família londrina teve de abandonar a sua casa durante vários dias depois de uma aranha mortífera ter vindo 'à boleia' de uma encomenda de uma mercearia de luxo.

O aracnídeo em causa era uma armadeira brasileira, cujo veneno é considerado o mais tóxico do mundo. O animal estava escondido num cacho de bananas, onde tinha depositado um saco de ovos onde milhares de crias se desenvolviam.

O serviço de encomendas envolvido no incidente disponibilizou ajuda de imediato, mas a natureza particularmente agressiva desta aranha, que tende a atacar pessoas quando se encontra encurralada, levou os funcionários e os moradores a fugirem.

A polícia londrina também recusou tentar neutralizar a ameaça. Só vários dias depois é que um serviço especializado de controlo de pestes conseguiu destruir a aranha e os ovos.

Desta vez, o incidente não teve consequências de maior gravidade. Mas em 2005, um cidadão britânico foi mordido por uma armadeira que estava escondida num carregamento de bananas proveniente da América do Sul. A administração rápida de um antídoto evitou a morte.

Uma mordida de armadeira causa dores muito intensas e paralisia muscular frequentemente fatal. Entre os sobreviventes, a impotência sexual é uma sequela comum.

10 ideias para evitar o desperdício alimentar

No Dia Mundial da Alimentação, Gonçalo Moreira Guerra, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, salienta a importância do tema todos os dias

Estima-se que em Portugal se desperdiça cerca de 1 milhão de toneladas de alimentos por ano.
José Mota/GI
16/10/2014 | 09:00 |  Dinheiro Vivo
Além do Dia Mundial da Alimentação comemora-se, este ano, o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. Gonçalo Moreira Guerra, vice-presidente da direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) salienta o tema e explica que requer a implementação de medidas na sociedade e que Portugal tem iniciativas como o Food & Nutrition Awards que, desde 2010, distingue projetos de empresas nacionais na área do desperdício alimentar.
A APN assegura que, através de pequenos gestos, pode combater-se o desperdício alimentar e sugere 10 ideias para essa redução.
1. Planeie as refeições e elabore a lista de compras para adquirir apenas o essencial;
2. Consulte o prazo de validade de todos os produtos no ato da compra, escolhendo os de prazo mais alongado;
3. Conserve de forma adequada os alimentos na sua despensa, frigorífico ou congelador, para evitar que se deteriorem com facilidade;
4. Confecione as refeições nas quantidades adequadas para cada pessoa, seguindo métodos culinários saudáveis;
5. Guarde as sobras no frigorífico para outras refeições, sempre em recipientes apropriados e em doses individuais e reutilize-as, até três dias, para novas refeições, como saladas, empadões, sopas, açordas, esparregados, entre outros;
6. Use a fruta mais amadurecida para preparar saladas de fruta, batidos ou purés;
7. Com o pão do dia anterior faça torradas para o pequeno-almoço ou lanche ou fatias douradas no forno com produtos hortícolas, ervas aromáticas e um fio de azeite;
8. Aproveite as folhas e talos (couves, alho francês, nabo, couve-flor, brócolos) ou cascas de alimentos (courgette, cenoura, batata, banana) para incorporar nas próprias confeções culinárias, molhos, bases de sopas, caldos ou sobremesas; 9. Use as espinhas dos peixes, cascas dos mariscos ou ossos das carnes para confecionar caldos e para aromatizar outros pratos;
10. Aproveite as sementes de alimentos como a abóbora, o melão, a melancia ou o tomate, previamente secas no forno, para colocar em saladas, arroz, assados ou para juntar ao iogurte ou a batidos.

Alcácer do Sal Grávida e bebé morrem por causa de arroz na estrada


Uma mulher de 31 anos, grávida de sete meses, morreu esta sexta-feira de manhã, em Alcácer do Sal, depois de perder o controlo do carro devido à presença de bagos de arroz no pavimento, adianta o Jornal de Notícias. Os médicos ainda tentaram salvar o bebé, mas sem sucesso.
PAÍS Grávida e bebé morrem por causa de arroz na estrada DR

08:08 - 18 de Outubro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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Terá sido o derrame acidental de bagos de arroz, por um veículo pesado, no pavimento da Estrada Nacional 5, a causa do acidente que acabaria por vitimar Cristina Faria, de 31 anos, grávida de sete meses, avança o Jornal de Notícias.

A técnica de Radiologia no Centro de Saúde de Alcácer do Sal regressava esta sexta-feira ao trabalho depois de uma folga, por volta das 7h30 da manhã, quando perdeu controlo do carro.

Quando os bombeiros chegaram ao local, a mulher já se encontrava em paragem cardiorrespiratória, acabando por falecer mais tarde no seu local de trabalho. Os médicos ainda tentaram salvar o bebé e conseguiram retirar o feto, através de cesariana, mas as manobras de reanimação não resultaram e este acabou, também, por morrer.

Recorde-se que a EN5 é ladeada por vários campos de arroz e é comum o trafego de veículos contendo aquele cereal, principalmente nesta altura do ano, época de colheita.

Cristina Faria residia em Mem Martins, Sintra, com o companheiro e esperavam o primeiro filho.

Já são conhecidos os vencedores dos Food & Nutrition Awards 2014


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
Pelo quinto ano consecutivo, a consultora GCI e a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) premiaram a inovação na indústria agroalimentar, através do Food & Nutrition Awards, cujos vencedores foram revelados hoje (16 de outubro).

 
Na categoria 'Produto Inovação' o vencedor foi o produto 'Eco Gumelo Citrus', da Gumelo. A 1ª, 2ª e 3ª Menções Honrosas foram entregues, respetivamente, aos 'Lingotes de Maçã & Canela', da Fruta Formas, ao 'Grox Box de Microvegetais Life in a Bag', da Life in a Bag, e às 'Massas alimentícias – Margaridas com Vegetais e Vitamina D', da Milaneza.

Na categoria 'Serviço Inovação', o vencedor foi o projeto 'NutriFun for Kids – Programa As Aventuras do Nocas'. As Menções Honrosas, por sua vez, foram atribuídas ao 'Bebé Gourmet – Reeducação Alimentar para um Futuro Saudável e Sustentável', ao 'Adote Um Agricultor! MyFarm Free', da My Farm e ao 'Movimento Hiper Saudável', do Modelo Continente Hipermercados.

Na categoria 'Inovação de Mobilização', o vencedor foi o Prémio Agrobio/ABAE de Hortas Bio nas Eco-Escolas 2013/2014. A iniciativa 'Ondas Nutricionais (Nunca Viste Ondas Assim!)', da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto arrecadou a 1ª Menção Honrosa, o 'Guia educativo "Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais"', do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, venceu a 2ª Menção Honrosa, e a 3ª Menção Honrosa foi atribuída à campanha 'Gang dos Frescos', do Lidl.

Já na categoria 'Investigação e Desenvolvimento', o grande vencedor foi 'Consumo alimentar e nutricional de crianças em idade pré-escolar: Resultados da Coorte Geração 21', do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

Por fim, o estudo 'Valorização do subproduto Dreche de Cerveja: Tecnologia de secagem e incorporação em produtos de panificação', do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, venceu a 1ª Menção Honrosa, o 'Infusões para redução de colesterol na corrente sanguínea e facilitação do processo digestivo: inibição da absorção e da biossíntese do colesterol e interação com fármacos', da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ficou com a 2ª Menção Honrosa e a 'ReduzSal – Substituto à base de tomilho bela-luz que permite reduzir o sal usado no queijo curado', da Escola Superior Agrária de Coimbra, ficou com a 3ª Menção Honrosa.

Gallo lança escala de intensidade de sabor de azeite


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
A Gallo lançou em todos os mercados em que está presente uma nova escala de intensidades de sabor de azeite, que pretende simplificar o processo de escolha dos consumidores. 

 
Com este lançamento global, já disponível nos vários canais de distribuição, a marca pretende reforçar a sua aposta na inovação e facilitar a experiência de compra aos consumidores.

A nova escala de intensidades de sabor é visível através de um ícone presente nas embalagens Gallo e conta com quatro diferentes graus de intensidade de sabor: Extra Suave (meia gota); Suave (uma gota); Clássico (duas gotas); e Reserva (três gotas). 

FAO revela que agricultura familiar é a forma mais predominante de agricultura


por Ana Rita Costa
17 de Outubro - 2014
Nove em cada dez das 570 milhões de explorações agrícolas no mundo são geridas por famílias: esta é a conclusão de um relatório da FAO, que indica ainda que a agricultura familiar é a forma mais predominante de agricultura, podendo tornar-se um "agente de mudança" para alcançar a segurança alimentar sustentável.

 
De acordo com o estudo da entidade ligada às Nações Unidas, a agricultura familiar produz 80% dos alimentos do mundo e a sua produção significa que "são vitais para a solução do problema da fome", que atinge mais de 800 milhões de pessoas, refere o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, no documento sobre o estado da Alimentação e da Agricultura.

A agricultura familiar possui também cerca de 75% de todos os recursos agrícolas do mundo, sendo por isso "fundamental para a melhoria da sustentabilidade ecológica e dos recursos."

"Em todos os casos, os agricultores familiares têm de ser líderes de inovação, pois só assim podem apropriar-se do processo e garantir que as soluções oferecidas respondem às suas necessidades", defende Graziano da Silva. "A agricultura familiar é um componente essencial dos sistemas alimentares saudáveis de que precisamos para levar uma vida mais saudável."

 O relatório apela ainda ao setor público que trabalhe com os agricultores, organizações da sociedade civil e setor privado, de forma a melhorar os sistemas de inovação para a agricultura.

O documento sublinha, por fim, que é imprescindível aumentar a produção por trabalhador, especialmente nos países de baixo rendimento, a fim de aumentar os rendimentos agrícolas e promover o bem-estar económico nas zonas rurais em geral.

50 mil refeições vão para o lixo todos os dias


Publicado a 16 OUT 14 às 17:02
A LIPOR desenvolveu um projeto que pretende que nos restaurantes só se sirva a dose certa.
 

 
Estima-se que, em Portugal, todos os dias cerca de 50 mil refeições vão parar ao lixo de norte a sul do país. Ao mesmo tempo que há comida a ser desperdiçada, cerca de 360 mil portugueses passam fome.
Em todo o mundo, o número de pessoas em risco de subnutrição chega aos 925 milhões.
O Parlamento Europeu já definiu que o desperdício alimentar assumiu uma dimensão tal que está a ser considerado um problema à escala mundial que se reflete do campo até à mesa dos consumidores.
A LIPOR desenvolveu um projeto que pretende que nos restaurantes só se sirva a dose certa.
Neste Dia Mundial da Alimentação, olhamos para o desperdício alimentar.
António Costa Pereira, criador da associação DARIACORDAR, luta contra o desperdício.
Em dois anos, foram cerca de 2100 famílias (mais de 7300 pessoas) que beneficiaram das refeições recuperadas.

Governo vai criar "mercados locais" para combater desperdício de alimentos


Publicado a 16 OUT 14 às 08:09

O Ministério da Agricultura promete aprovar, até ao final do ano, uma lei que vai permitir criar mercados onde apenas os produtores podem vender. A promessa surge no dia em que dezenas de entidades, públicas e privadas, assinam "guião" para diminuir o desperdício alimentar.
 
São os chamados "mercados locais", com regras menos "apertadas", menos burocracia e onde podem ser escoados produtos de pior qualidade ou aspeto que não chegariam aos supermercados ou mercados habituais.
Esta lei, prometida pelo Governo, que permite criar zonas onde apenas os produtores podem vender, é esperada há muito pelos pequenos agricultores.
O Ministério da Agricultura diz que não faz sentido existir um milhão de toneladas de alimentos que é desperdiçado todos os anos. O "guião" que é hoje formalizado aponta uma série de objetivos. Será assinado, entre outros, pelos representantes dos agricultores e de muitas empresas.
O decreto-lei para avançar com os "mercados locais" está praticamente pronto e deve ser publicado até ao final do ano.
Mota Alves, presidente da Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, explica à TSF que as novas regras podem evitar muito desperdício alimentar bem como evitar o abandono de muitas terras.

Crianças portuguesas estão a comer mais fruta


por Ana Rita Costa
16 de Outubro - 2014
Um estudo da APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil divulgado esta semana revela que 42,6% das crianças portuguesas que integraram o programa motivacional "Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável", no ano letivo 2013-2014, aumentaram o seu consumo diário de fruta, em apenas 12 semanas.

 
Segundo o estudo, a região da Madeira foi aquela onde o impacto foi maior: no início do programa 14,3% das crianças não comiam qualquer porção de fruta diariamente, tendo esta percentagem reduzido para os 4,3% no final do programa.

O projeto "Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável" é uma iniciativa que incentiva as crianças do 1º ciclo e jardins de infância a adotar e manter hábitos saudáveis na sua alimentação diária, através de um programa motivacional.

"Como a fruta tem nutrientes insubstituíveis, o seu baixo consumo tem efeitos negativos para a saúde das crianças: dificulta o bom funcionamento dos intestinos, diminui as defesas do organismo, tornando-as mais sujeitas às doenças, nas quais se inclui a obesidade logo desde a infância, além de provocar alterações nos níveis de energia, de concentração e aprendizagem", refere a Dietista Rita Loureiro, uma das investigadoras da APCOI. 

Intermarché lança campanha “Feios mas Frescos”


por Ana Rita Costa
16 de Outubro - 2014
O Intermarché lançou em Portugal a campanha "Feios mas Frescos", uma iniciativa que visa combater o desperdício através da disponibilização de frutas e legumes diferentes dos habitualmente comercializados, a preços mais vantajosos. A loja de Vialonga foi a escolhida para este projeto-piloto, que termina no próximo dia 19 de outubro.

 
Nesse sentido, cenouras, batatas, tomate, laranjas, pera rocha, maçãs gala, reineta e golden, vão estar à venda a preços mais baratos que os habituais por terem uma aparência diferente. O objetivo do Grupo Os Mosqueteiros é contrariar a ideia de que "a má aparência influencia a qualidade".

Esta iniciativa foi inicialmente lançada em França e "foi muito bem aceite pelos clientes e um sucesso de comunicação a nível internacional", refere o Intermarché em comunicado. A verificar-se o mesmo sucesso em Portugal, o conceito deverá ser replicado nas 230 lojas do grupo no país.

Bruxelas Melgaço e Monção contestam queixa contra exclusividade do Alvarinho


Os autarcas de Melgaço e Monção anunciaram hoje terem contratado serviços jurídicos especializados para contestar junto de Bruxelas a queixa feita por um grupo de produtores de vinho verde que contesta a exclusividade de produção do Alvarinho.
ECONOMIA Melgaço e Monção contestam queixa contra exclusividade do Alvarinho Global Imagens
13:05 - 16 de Outubro de 2014 | Por Lusa
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"Reunimos esta semana com um jurista, especialista em Direito comunitário, para nos ajudar a contestar esta queixa e até a enviar algum contributo à tutela, o Ministério da Agricultura, para poder fundamentar o que vai dizer a Bruxelas", afirmou à Lusa Manoel Batista, autarca de Melgaço.

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Os dois municípios e a Associação de Produtores de Alvarinho solicitaram, segunda-feira passada, através de carta enviada à Direcção-Geral de Agricultura da União Europeia, "o dossiê da queixa e a notificação enviada ao Estado português".

Em resposta, por escrito, à Lusa o Ministério da Agricultura e do Mar explicou que "o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) foi notificado pela Comissão Europeia sobre o assunto 'indicação da casta Alvarinho', considerando a citada instância que esta restrição constitui uma discriminação entre os produtores localizados na sub-região de Monção e Melgaço e os restantes produtores da denominação".

À Lusa, os autarcas dos dois municípios que detém a exclusividade de produção do vinho Alvarinho afirmaram que a queixa foi "formalizada em julho", junto da União Europeia, "por um grupo de produtores de vinho verde".

Oficialmente, foram informados da sua existência "há cerca de 15 dias através dos presidentes da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e do IVV numa visita que fizeram à sub-região demarcada".

Sobre o pedido de esclarecimento feito por Bruxelas ao Estado português afirmaram "tratar-se de um procedimento normal" e adiantaram terem a "garantia do Governo de que o Estado português vai defender a legislação em vigor, que data de 1973".

"Temos a garantia do secretário de Estado da Agricultura de que a tutela defenderá junto de Bruxelas a manutenção da legislação atual que prevê que apenas a sub-região de Monção e Melgaço poderá continuar a produzir o vinho do Alvarinho", sustentou Manoel Batista.

Para os dois municípios esta queixa representa "mais uma estratégia de pressão utilizado por parte de empresas importantes na área dos vinhos verdes que também querem ter a possibilidade de produzir Alvarinho".

Defendem que o território que integra a sub-região "reúne as condições adequadas para a produção de Alvarinho na sua excelência".

Além disso, sustentam, "depende dessa exclusividade a riqueza da sub-região".

Contatada pela Lusa o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro afirmou que a queixa apresentada em Bruxelas não é uma questão que o preocupe e sublinhou que o "importante é revolver o problema que existe".

O responsável da estrutura que defende o alargamento da produção de Alvarinho a todos os concelhos que a integram destacou a necessidade de ser alcançado "um acordo entre todos os produtores".

"O Governo mandatou a CVRVV para reunir os produtores de Monção e Melgaço e os do sul no sentido de chegaram a um acordo. As reuniões da comissão de trabalho estão prestes a começar. Esta questão deve ser resolvida pelos produtores e mantemos vivo esse objetivo", rematou.

Algar e Direção Regional de Agricultura lançam projeto para incentivar Agricultura Biológica


POR HUGO RODRIGUES • 16 DE OUTUBRO DE 2014 - 13:36
 
LaranjaA empresa Algar e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve assinaram um protocolo para a «Implantação de uma parcela experimental de citrinos em Modo de Produção Biológica (MPB)/ Modo de Produção Convencional (MPC)».

O projeto, com duração de 12 anos, visa «fomentar a prática de agricultura biológica, sensibilizar e educar a população para o respeito e defesa do ambiente, potenciando a utilização de composto».

Na prática, as entidades vão «comparar os modos de produção referidos em condições edafoclimáticas semelhantes, tentando assim demonstrar a viabilidade técnico-económica e a qualidade do cultivo biológico de citrinos, segundo as práticas culturais autorizadas, bem como outros aspetos importantes, como os fitossanitários».

«Os citrinos são uma das culturas com maior relevância na região do Algarve, não só em termos de área mas também ao nível da socio economia regional. A agricultura biológica é um modo de produção cujas mais-valias deverão ser estudadas e avaliadas. É fundamental a cooperação entre entidades regionais, no sentido de obter resultados que impulsionem o desenvolvimento da região», defendeu a empresa algarvia.

No terreno, serão feitos dois ensaios distintos, um com laranja Lane Late, para comparação de métodos de produção, e outro de tangerina Ortanique, para teste comparativo entre dois compostos produzidos por esta empresa.

No primeiro caso, serão criadas duas parcelas, uma em modo de produção biológico e outra em modo de produção convencional e utilizado, em ambas, o composto «Nutriverde», produzido na ALGAR com resíduos verdes, «nas linhas, em faixas de 2 metros de largura». «O Nutriverde funcionará como fertilizante e cobertura de solo para evitar o aparecimento de infestantes», explica.

No ensaio com tangerina, será comparada «a aplicação de Nutriverde versus Nutriverde Decor no que concerne a fertilidade e a cobertura do solo».

AGRICULTURA BIOLÓGICA // ALGAR // ALGARVE // AMBIENTE

sábado, 18 de outubro de 2014

Tetra Pak lança primeira embalagem do sector totalmente produzida com materiais renováveis de origem biológica

A Tetra Pak, líder mundial em soluções de tratamento e embalagem, anunciou hoje o lançamento da primeira embalagem de cartão para bebidas inteiramente produzida com materiais renováveis de base biológica. A nova embalagem Tetra Rex® é a primeira embalagem do sector a utilizar polietileno de baixa densidade e sistemas de abertura em polietileno de alta densidade de base biológica, ambos provenientes da cana-de-açúcar, além de cartão certificado pelo Forest Stewardship Council®.

"A excelência ambiental é uma prioridade estratégica para a Tetra Pak e um impulsionador das nossas actividades de desenvolvimento de produto", refere Charles Brand, VP Marketing & Product Management da Tetra Pak. "Juntamente com fornecedores, clientes e outras partes interessadas, estamos a liderar a indústria no sentido do desenvolvimento de embalagens 100% renováveis. Acreditamos que aumentar o conteúdo renovável das nossas embalagens é não apenas bom para o ambiente como oferece aos nossos clientes uma vantagem competitiva em termos de perfil ambiental global dos seus produtos."

Desenvolvida em parceria com a Braskem, um dos líderes mundiais na produção de biopolímeros, a nova embalagem Tetra Rex estará disponível para comercialização no início de 2015. Os clientes da Tetra Pak que utilizem a embalagem Tetra Rex de 1 litro com abertura TwistCap OSO 34 convencional podem facilmente adoptar a nova versão, sem necessidade de qualquer investimento adicional ou modificação nos equipamentos de enchimento existentes.

Fonte:  GCI

Governo avança com reembolso de IVA para pequenos agricultores


15 Outubro 2014, 20:30 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt, Alexandra Machado | amachado@negocios.pt


Produtores agrícolas, agro-pecuários e silvícolas com rendimentos anuais até 10 mil euros podem passar a pedir compensação equivalente a 6% sobre o total das vendas e prestação de serviços elegíveis, segundo a proposta de OE.
O Executivo sempre vai avançar com o regime forfetário (convencionado) de Imposto Sobre Valor Acrescentado IVA sobre os bens e serviços prestados por agricultores cujos rendimentos não ultrapassem os 10 mil euros, a uma taxa de compensação de 6%.
 
Em Fevereiro último, Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, já tinha avançado esta intenção, que é agora proposta no articulado da proposta de Orçamento do Estado para 2015, apresentada esta quarta-feira pelo Governo no Parlamento. "Estamos a trabalhar para ter um regime de IVA forfetário para garantir que todos os agricultores, mesmo os que não estão no regime de IVA, podem deduzir o valor correspondente ao IVA das aquisições de que necessitam para a sua produção, como por exemplo as sementes", afirmou na altura Assunção Cristas à agência Lusa.
 
Como "aditamento do Código do IVA" – regime geral que abrange os agricultores cujo volume de negócios seja superior a 10 mil euros -  o Executivo propõe agora que os produtores agrícolas cujo volume de negócios seja inferior aquele montante e estejam isentos no âmbito do actual código de IVA, possam, sob determinadas condições, pedir uma compensação ao Tesouro quando efectuam "transmissões de produtos agrícolas" ou façam a "prestação de serviços agrícolas" em circunstâncias específicas.
 
Os produtos agrícolas abrangidos, que têm de vir directamente da exploração do produtor agrícola visado, podem ser provenientes de agricultura, viticultura, fruticultura, oleicultura (azeite), produção de cogumelos, criação de animais, apicultura (mel) e silvicultura.
 
Por serviços agrícolas, prestados com "carácter acessório pelo produtor agrícola que utiliza os seus próprios recursos de mão-de-obra e equipamento normal da respectiva exploração", a proposta do legislador entende: "operações de sementeira, plantio, colheita, debulha, enfardação, ceifa e recolha"; operações de "embalagem e de acondicionamento, tais como a secagem, limpeza, trituração, desinfecção e ensilagem de produtos agrícolas"; guarda, criação e engorda de animais; e "poda de árvores, corte de madeira e outras operações silvícolas", entre outras.
 
Nesta condições, os agricultores e produtores agro-pecuários com baixos rendimentos, além de manterem o regime de isenção de IVA podem ainda "solicitar à Autoridade Tributária e Aduaneira uma compensação calculada sobre o preço" dos bens e serviços vendidos e prestados sobre determinadas condições.
 
Que os serviços e bens transaccionados não tenham sido com outro contribuinte em regime igual em Portugal, ou idêntico noutro Estado-membro da União Europeia onde se encontram estabelecidos; ou onde se efectuem as operações; e que envolvam "produtos agrícolas expedidos ou transportados com destino a outro Estado-membro, cujo adquirente seja uma pessoa colectiva não sujeito passivo, mas que realize no Estado membro de destino ou chegada dos bens, aquisições intracomunitárias sujeitas a IVA".
 
"O montante da compensação é calculado mediante a aplicação de uma taxa de 6 % sobre o total das vendas e das prestações de serviços" elegíveis, segundo o aditamento ao Código do IVA, agora proposto, "realizadas no mesmo ano civil".
 
O legislador estabelece "180 dias" para a restituição do Tesouro do montante de 6% sobre os valores elegíveis e confirmados pelas Finanças.
 
"Vamos calcular o que é normal gastar-se em meios de produção e a quanto é que isso corresponde em termos de IVA e com isso poderemos ter um valor forfetário (preço ou valor que é definido por uma convenção ou depende de factores externos) para que as Finanças façam o reembolso do IVA, sem obrigar as pessoas a inscreverem-se no regime geral do IVA que depois tem outras consequências, até do ponto de vista administrativo, que são penosas para os agricultores", declarou Assunção Cristas em Fevereiro passado.

Agricultura e Mar perdem €144,4 milhões

Orçamento do Estado
Orçamento consagrado ao ministério de Assunção Cristas para 2015 cai 11%. Despesa total consolidada fica nos €1.168 milhões.

Joana Madeira Pereira |
17:30 Quarta feira, 15 de outubro de 2014
Agricultura e Mar perdem €144,4 milhões
 FOTO TIAGO MIRANDA
Despesas do Ministério da Agricultura e do Mar vão sofrer corte de 11% em 2015. Principais cortes da despesa são feitos à custa da redução do subsector dos serviços e fundos autónomos (-28% do que no OE de 2014) e no subsector Estado, que apresenta uma diminuição nas despesas do orçamento de atividades de 15,5% e no orçamento de projetos 13,9%.

"O subsector Estado com €386,3 milhões apresenta uma diminuição global de 15,5%, contribuindo para esta redução as despesas com cobertura em receitas consignadas e despesas cofinanciadas atribuídas à Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, por via da redução do financiamento nacional a transferir pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, no âmbito do PRODER e do Programa para a Rede Rural Nacional, para execução de respetivos projetos, dado que a sua execução incidiu maioritariamente no ano de 2014, e sendo 2015 um ano de transição para o novo período de programação 2014-2020 (Quadro Estratégico Comum)", lê-se no relatório OE2015.

Peso das despesas com pessoal ficará, em 2015, nos €199,1 milhões. Mas na distribuição da despesa consolidada, os salários estão longe de ser a maior despesa. As transferências correntes (€246,6 milhões), as transferências de capital (€277,2 milhões) e as despesas com aquisição de bens de capital orçamentadas em €234,5 milhões são os principais gastos do Ministério liderado por Assunção Cristas.

Segundo o documento OE 2015, grande parte do corte nas depesas (10%) ficará a dever-se a "medidas transversais e sectoriais". Estas últimas resultarão a uma redução da despesa "que se estima no mínimo de €32,3 milhões". Entre elas, a atribuição "histórica" no PDR 2020 de uma "verba de transição de €500 milhões" e que possibilita uma "poupança líquida de aproximadamente €20 milhões"; ou a substituição do SIPAC (Sistema Integrado de Proteção contra Aleatoriedades Climáticas) por um sistema de colheitas que "que passa a ser integralmente financiado pelo PDR 2020, o que resulta numa poupança líquida de €4,5 milhões".

A fusão do Gabinete de Políticas e Planeamento com a Secretaria Geral do Ministério vai permitir, segundo o documento, "poupanças na ordem de €500 mil em 2015".  

O plano de ação de Cristas para 2015 
Para 2015, o Ministério afirma que centrará a sua atenção em "4 linhas fundamentais": a execução de fundos europeus e estímulo ao investimento privado; a promoção de condições que potenciem a internacionalização e abertura de novos mercados; a simplificação legislativa e de procedimentos; e o desenvolvimento de instrumentos de base das políticas públicas, "nomeadamente de apoio à investigação".

Nesse sentido, o Governo propõe-se, no próximo ano, a colocar em funcionamento o novo Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRD 2020), assim como o programa operacional do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e de Pesca (MAR 2020) - agora, que estão em fase de conclusão os programas comunitários referentes ao período 2007-2013.

A conclusão do projeto do Alqueva, a operacionalização da Bolsa de Terras, assim como a conclusão da legislação complementar da Lei de Bases do Ordenamento do Espaço Marítimo ("no sentido de captar investimento estrangeiro para esta área") vão ser alguns dos dossiês mais importantes nas mãos de Cristas e dos seus secretários de Estado. 


Ambiente e Economia vencem no aumento da despesa, Agricultura e Educação lideram cortes

OE 2015

A análise aos ministérios que saem mais e menos penalizados com o Orçamento do Estado para 2015, que já foi apresentado ao país.
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Sónia Lourenço |
22:05 Quarta feira, 15 de outubro de 2014
Ministério de Crato é dos mais penalizados, sobretudo devido aos cortes no ensino básico e secundário
Ministério de Crato é dos mais penalizados, sobretudo devido aos cortes no ensino básico e secundário /  FOTO LUÍS BARRA
62%. É esse o aumento previsto para a despesa efetiva do Programa Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, em 2015, inscrito na Proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE 2015). O orçamento está organizado por programas e não por Ministérios, mas, na prática, este programa corresponde à atividade do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, liderado por Jorge Moreira da Silva. O valor da despesa efetiva previsto para este programa é relativamente pequeno, quando comparado com gigantes como a Segurança Social, a Saúde ou a Educação e Ciência, mas é o que mais cresce: 62%, para 649,1 milhões de euros. 

Na "guerra" pelo aumento da despesa, num cenário em que a contenção orçamental continua a dominar, há outros ministérios vencedores. O programa da Economia (Pires de Lima tem a pasta) tem um aumento inscrito na proposta do OE 2015 para a despesa efetiva de 16,6%, para 3,725 mil milhões de euros. Segue-se a Defesa (tutelada por Aguiar Branco), com um aumento de 1,7%, para 2,213 mil milhões de euros; as Finanças e Administração Pública (Maria Luís Albuquerque é a ministra), onde o incremento é de 1,3%, para 11,089 mil milhões de euros; e a Saúde (o ministro é Paulo Macedo), com um ligeiro crescimento de 0,2%, para 9,024 mil milhões de euros.

Do outro lado da barricada estão os ministérios que vêm o valor da sua despesa efetiva diminuir no próximo ano, segundo a proposta do OE. O programa da Agricultura e Mar, ministério tutelado por Assunção Cristas, tem uma redução de 11,5%, para 1,16 mil milhões de euros.

Na segunda e terceira posições dos programas com maiores reduções de despesa efetiva surgem a Educação e Ciência (liderado por Nuno Crato), com uma diminuição de 8,6%, para 7,723 mil milhões de euros, e a Justiça (a ministra é Paula Teixeira da Cruz), com uma redução de 8,4%, para 1,336 mil milhões de euros.

Também com quedas, mas mais moderadas, encontramos a Segurança Interna (Miguel Macedo tem a tutela), onde a despesa efetiva deve baixar 3,9%, para 1,954 mil milhões de euros; o programa da Representação Externa (com correspondência no Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Rui Machete), com uma diminuição de 1,1%, para 344,8 milhões de euros; e a Solidariedade, Emprego e Segurança Social. O programa que, na prática, corresponde ao Ministério de Pedro Mota Soares, vê a despesa efetiva prevista para 2015 diminuir 0,8%, para 19,955 mil milhões de euros.

 

QUEM PERDE
- Agricultura e Mar: - 11,5%
- Educação e Ciência: - 8,6%
- Justiça: - 8,4%
- Segurança Interna: - 3,9%
- Negócios Estrangeiros: - 1,1%
- Solidariedade, Emprego e Segurança Social: - 0,8%

 

 

QUEM GANHA
- Ambiente, Ordenamento do Território e Energia: ganha 62% 
- Economia: + 16,6% 
- Defesa: + 1,7%
- Finanças e Administração Pública: + 1,3%
- Saúde: + 0,2%


Cinco mil agricultores recebem formação

Actualizado em 15 de Outubro, às 19:06

 
 Decorreu, hoje, no auditório da Secretaria do Ambiente, a cerimónia de entrega de 40 certificados e dos cartões de habilitação de aplicadores de pesticidas, referentes ao curso de 'Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos', desenvolvido no âmbito de uma parceria entre aquele departamento do Governo, a ACIF e a Associação de Agricultores da Madeira.

Na ocasião, Manuel António Correia explicou que aqueles 40 formandos, de alguma forma, representam os cerca de cinco mil agricultores que, entre 2012 e o final deste ano, vão participar em acções idênticas.

O governante diz pretender incutir a ideia de que também a agricultura é uma actividade de formação continua. Esse é um dos objectivo do Governo, até como forma de fazer chegar os conhecimentos ministrados aos outros cinco mil agricultores da Madeira não abrangidos pela forma formal.

A formação, garante Manuel António Correia, tem uma dupla vantagem: é benéfica para o ambiente e representa uma redução de custos para os agricultores. Se devidamente aplicados, a quantidade de produtos fitofarmacêuticos aplicada pode ser reduzida e, assim, serem conseguidos os ganhos referidos.

Regime forfetário do IVA na Agricultura terá «impacto pequeno»


Garantia foi dada pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que apesar de tudo considera que a nova medida é «um aspeto muito relevante» no âmbito do setor agrícola

Por: Redação / EC    |   16 de Outubro às 19:46

 
A possibilidade de os pequenos produtores agrícolas poderem aderir ao regime forfetário do IVA, inscrito na proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), vai ter «um impacto pequeno» nos cofres do Estado, afirmou esta quinta-feira a ministra da Agricultura. 

Assunção Cristas considerou que a nova medida é «um aspeto muito relevante» no âmbito do setor agrícola, mas que «terá um impacto pequeno» nas receitas para o Estado, uma vez que se trata de pequenos agricultores. 

A ministra, que falava à saída de uma conferência realizada em Lisboa sobre desperdício alimentar, lembrou que se prevê que os produtores agrícolas possam optar pelo regime forfetário do IVA, incluindo os que tenham um volume de negócios inferior a 10 mil euros/ano. Estes pequenos agricultores não estão abrangidos pelo regime de IVA, mas desta forma poderão ser reembolsados desse imposto quando adquirirem equipamentos e bens ligados à sua atividade. 

De acordo com a proposta do OE2015, os agricultores vão poder pedir à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) «uma compensação calculada sobre o preço» de bens e serviços agrícolas, que será feita «mediante a aplicação de uma taxa de 6% sobre o total das vendas e das prestações de serviços», adianta o documento. 

Para tal, os agricultores terão de enviar à AT, até ao dia 30 de abril do ano seguinte àquele em que foram realizadas as vendas, um pedido no qual deve constar o valor anual das transmissões de bens e prestações de serviços que conferem o direito a receber a compensação, acompanhado dos números de identificação fiscal dos seus clientes. 

O montante calculado pela AT deve ser restituído num prazo de 180 dias. 

A intenção já tinha sido anunciada pela ministra da Agricultura em fevereiro. Na altura, Assunção Cristas disse que o objetivo era que todos os agricultores pudessem ser reembolsados do IVA, mesmo os que não estão abrangidos por este regime. 

«Vamos calcular o que é normal gastar-se em meios de produção e a quanto é que isso corresponde em termos de IVA e com isso poderemos ter um valor forfetário (preço ou valor que é definido por uma convenção ou depende de fatores externos) para que as Finanças façam o reembolso do IVA, sem obrigar as pessoas a inscreverem-se no regime geral do IVA que depois tem outras consequências, até do ponto de vista administrativo, que são penosas para os agricultores», declarou à Lusa em fevereiro.

Gallo lança campanha em vários países para fazer do azeite uma espécie de Nespresso


ANA RUTE SILVA 16/10/2014 - 17:56
Investimento em publicidade será de cinco milhões de euros em Portugal. Segue-se o Brasil, onde a campanha arranca em Novembro.

 
Azeite está na despensa em todos os lares portugueses, diz a Gallo ENRIC VIVES-RUBIO
 
Transformar o azeite numa espécie de Nespresso, com uma escala de sabor e utilizações específicas, é uma ideia que, nos últimos tempos tem ocupado a equipa de marketing da Gallo Worldwide. O projecto começou com o lançamento, em 2011, de uma nova garrafa de vidro escuro, para melhor proteger o produto e posicionar o azeite como algo que vale a pena ser bem preservado. Mas ganha, agora, novo impulso com a criação de uma escala de intensidades de sabor, que distingue os vários tipos de azeite, e que vai estar visível no rótulo das embalagens que a Gallo vende em todo o mundo.

"Em 2014 vamos revolucionar o mercado", diz Laura Barros, directora global de marketing, que quer criar uma nova forma de escolher azeite nas prateleiras dos supermercados. Foram criados quatro graus de intensidade de sabor, identificados por gotas (da meia gota às três gotas) e que distinguem os sabores extra suave, suave, clássico e reserva.

Para comunicar a escala, serão investidos cinco milhões de euros numa campanha mediática em Portugal, que arranca este fim-de-semana. Em Novembro, o Brasil - maior mercado de exportação da empresa – vai receber os anúncios da Gallo, seguindo-se outros países como Angola ou China, onde a marca de azeite tem presença. Não foi adiantado o montante global de investimento na campanha que, pela primeira vez, inclui presença em canais de televisão abertos. Também não é conhecido o número total de países onde a marca vai fazer campanhas de publicidade.

Laura Barros explica que os consumidores confundem conceitos como a acidez, pensando que interfere no sabor. Ou expressões como "frutado", que interpretam como a junção de fruta ao azeite. Outros olham unicamente para o preço na hora de escolher. "Há uma confusão entre a diversidade de produtos e, no final, o preço acaba por ser o principal factor de escolha. O que queremos é que o sabor passe a ser o factor de decisão", continua.

Laura Barros usa o exemplo do café, consumido "de acordo com o momento" e com vários graus de intensidade. A Gallo transpôs o conceito para o azeite. "A ideia é ajudar a escolher o tipo de azeite adequado a cada ocasião", diz. E questiona: "Por que não levar as diferentes garrafas para a mesa?".

A venda de azeite no retalho nacional está a cair 3% (dados Nielsen) e a Gallo não esconde que quer dinamizar a categoria. Rita Vilaça, directora de unidade de negócio, garante que a empresa portuguesa - detida pela Unilever e pela Jerónimo Martins - está a conseguir aumentar vendas no retalho e noutros canais de distribuição (como a restauração) mas admite que a valorização do azeite, como algo distinto, "vai estimular o consumo". "É uma simplificação da escolha. Há um sabor, um perfil, que marca o meu momento", exemplifica.

Este ano a Gallo registou uma "tendência positiva de crescimento" e, em 2015, a expectativa é de maior dinamismo, "não só pela inovação, como também por uma maior presença nos lares", continua, sem fornecer números concretos. Em termos globais, 100% das famílias portuguesas têm azeite em casa e 53% usam-no várias vezes por dia.

Este ano, a Gallo Worldwide vai captar 75% da facturação nos mercados internacionais, com o Brasil em lugar de destaque. De acordo com Laura Barros, a quota de mercado da empresa portuguesa naquele país ultrapassa os 30% e o investimento previsto com a campanha será superior aos cinco milhões que estão destinados ao mercado português. A produção anual é de 30 mil toneladas e, no total, a marca é vendida em 47 países. Os principais (e onde está com estratégia de internacionalização) são o Brasil, Angola, China, Venezuela e Rússia.

Regime forfetário do IVA na Agricultura terá “impacto pequeno” nos cofres do Estado


Rui Mendes
16 Out, 2014, 19:28

A possibilidade de os pequenos produtores agrícolas poderem aderir ao regime forfetário do IVA, inscrito na proposta de Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), vai ter "um impacto pequeno" nos cofres do Estado, afirmou hoje a ministra da Agricultura.
Assunção Cristas considerou que a nova medida é "um aspeto muito relevante" no âmbito do setor agrícola, mas que "terá um impacto pequeno" nas receitas para o Estado, uma vez que se trata de pequenos agricultores.

Autarca de Viana pede revisão do plano do Governo de combate à vespa asiática

17-10-2014 

 
O autarca de Viana do Castelo pediu a revisão do plano que Governo apresentou a semana passada de combate à vespa asiática por «conter fragilidades» e reflectir a «total demissão das suas responsabilidades».

«Há uma demissão objetiva do Governo do que é uma responsabilidade sua que é a de coordenar as pragas neste país, transferindo para os municípios a assunção do combate quando esse combate devia ser liderado pelo Ministério da Agricultura e do Mar (MAM), afirmou José Maria Costa.

O autarca falava aos jornalistas no final da reunião ordinária da Câmara, onde abordou também a questão do espólio do Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O autarca socialista defendeu uma revisão do plano de combate à vespa asiática para o tornar «mais operacional» face às «fragilidades» que apresenta a «nível das acções previstas de combate e de coordenação de meios».

A semana passada, o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Brito, explicou que a revisão agora concluída atribui aos «serviços municipais de protecção civil a destruição dos ninhos de vespa asiática», cabendo ao «Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a sua coordenação».

Para José Maria Costa este plano «veio tarde e a más horas e acima de tudo não assegura uma acção efectiva e concertada condizente com a gravidade da praga».

Segundo números divulgados a semana passada pelos Bombeiros Municipais de Viana, foram registados, nos últimos dois anos, 619 ninhos de vespa asiática, dos quais 400 já destruídos, sendo este o concelho do país com maior número de casos desta praga.

O autarca falava aos jornalistas no final da reunião ordinária da Câmara onde anunciou também que até final de Novembro estará concluída a transferência, para armazéns camarários, da parte do espólio dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que vai ficar na cidade e que actualmente se encontra na empresa pública concessionada ao grupo Martifer.

Fonte: Lusa

Beja: Colóquio sobre iniciativas inovadoras na agricultura



Três agricultores e um professor vão falar das suas iniciativas "inovadoras" na agricultura de regadio e de sequeiro num colóquio em Beja, no sábado, que visa "mostrar alternativas e complementaridades de produções" agrícolas para o Alentejo. 

O colóquio "Iniciativas Inovadoras na agricultura de Regadio e de Sequeiro", promovido pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) no âmbito do certame RuralBeja, vai decorrer a partir das 15:00, no "Pavilhão de 'workshops', tertúlias ou simples conversas" do Parque de Feiras e Exposições de Beja. 

Segundo a EDIA, o colóquio vai contar com a participação de José Saramago Brito, agricultor de regadio de uma exploração agrícola na margem esquerda do rio Guadiana, Filipe Luz, jovem agricultor da Aldeia da Luz (Mourão) responsável por um projeto de plantas aromáticas e medicinais, Luis Luz, professor e mentor do projeto "MyFarm.com", de hortas reais geridas através da Internet, em Beja, e Manuel Cavaco, agricultor de sequeiro na Herdade Central da Amendoeira.

Secretário de Estado da Agricultura visita empresa produtora de azeite na Beira Baixa

O Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque visita, esta sexta-feira, o Lagar Vale Sarzedo, no Concelho de Castelo Branco em plena Região de Denominação de Origem Protegida Azeites da Beira Baixa, projecto que foi financiado pelo ProDeR.

Nos últimos 5 anos esta empresa tem vindo a aumentar exponencialmente o cultivo de olival com vista à produção de azeite de grande qualidade e neste momento conta com mais de 400 hectares de olival e com um Lagar de Azeite equipado com a mais avançada tecnologia existente no mercado.

Portugal atingiu a autossuficiência no azeite. Nesta campanha a produção estimada (88.675 toneladas) superou o consumo (70.200 toneladas)

Assiste-se a um aumento da produção em comparação com 2012/2013 bem como a área (passou de 346 mil hectares em 2012/2013 para 371 mil hectares em 2013/2014). Verifica-se um aumento em 40% da produção face aos 5 anos anteriores (2008 – 2013).

 O consumo tem-se mantido igual (70.200 toneladas tanto em 2012/2013 como em 2013/2014).·

Fonte:  MAM