quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Exportações alimentares cresceram sete por cento nos últimos cinco anos

 28-10-2014  

 
O secretário de Estado da Agricultura afirmou que as exportações do sector alimentar aumentaram sete por cento nos últimos cinco anos e que continuam a crescer acima do conjunto da economia, com um avanço de 3,3 por cento no último trimestre.

José Diogo Albuquerque, que falava na sessão de abertura do V Congresso da Federação da Indústria Portuguesa Agro-alimentar (FIPA), congratulou-se com o desempenho do sector agro-alimentar, destacando que as exportações aumentaram 3,3 por cento no último trimestre, enquanto no total de todos os sectores da economia cresceram 2,4 por cento.

O secretário de Estado destacou que se este caminho prosseguir, Portugal vai conseguir continuar a diminuir o défice da balança comercial, no sentido de chegar à auto-suficiência em valor em 2020, um objectivo do Governo. «O défice da balança comercial diminuiu 400 milhões de euros neste trimestre», adiantou.

José Diogo Albuquerque reafirmou que as candidaturas para ao investimento nas explorações agrícolas vão ser abertas a 15 de Novembro, sublinhando que Portugal deve ser o único país da União Europeia que está a abrir medidas antes da aprovação formal do programa para não ter o investimento parado. «Não nos podemos dar ao luxo de ficar à espera de processos de aprovações», justificou.

Antes da intervenção do secretário de Estado, os empresários mostraram-se preocupados com o impacto do Orçamento do Estado para 2015, nomeadamente em termos de fiscalidade.

O presidente da FIPA, Jorge Henriques alertou para os riscos de deflação, dificuldade de aceder ao financiamento e agravamento dos impostos, que põem em causa a competitividade das empresas.

Também o líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, apontou a fiscalidade e os problemas de financiamento entre os «diversos factores que estão a travar a retoma do crescimento em Portugal».

Fonte: Lusa

Exportações agro-alimentares sobem 2,5 por cento este ano

 28-10-2014 

 
A Federação da Indústria Portuguesa Agro-alimentar (FIPA) reviu em alta as estimativas de crescimento das exportações, prevendo atingir 2,5 por cento no final do ano, mas teme os efeitos dos novos impostos na competitividade das empresas.

Um dia antes do V Congresso da FIPA, que se realiza sob o lema "Competitividade e Crescimento", o presidente da organização, Jorge Henriques, manifestou-se «apreensivo» com o próximo ano e pediu «uma fiscalidade mais amiga das empresas» e «menos imprevisibilidade».

O responsável da FIPA apontou os elevados custos de financiamento como um dos principais obstáculos para as empresas, ao qual acrescem os elevados custos da energia e dos combustíveis em Portugal, que teme que se venham a agravar no próximo ano, de acordo com a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2015.

«Tenho esperança de que, na Assembleia da República, sobretudo na discussão da especialidade, haja a lucidez de alterar aquilo que o documento ainda permite que seja revisto», disse, a propósito de uma proposta de OE que não acredita que «vá criar folga nas famílias».

Além disso, há indicadores «que perturbam»: por um lado, criam-se mais impostos sobre alguns produtos, como o sector cervejeiro, que «é uma vez mais atingido»; por outro, tanto consumidores como empresas vão ter um novo imposto sobre os combustíveis, o que deixa os industriais «apreensivos», afirmou Jorge Henriques, lembrando que Portugal já tem os combustíveis e a energia mais caros da Europa e é também o país menos poluidor.

«Se queremos efectivamente estimular a economia não podemos vir, de uma forma velada, porque é o que isto parece, dar cor aos impostos, porque os impostos não têm cor», criticou, aludindo à fiscalidade "verde" que prevê, entre outras medidas, a introdução de uma nova taxa de carbono e a cobrança de dez cêntimos por cada saco de plástico.

«Os consumidores e as empresas não podem pagar duas e três vezes imposto pelo mesmo produto», contestou, explicando que as embalagens já pagam vários impostos antes de chegar à mão dos consumidores.

Quanto às previsões para este ano, superaram as expectativas: «As exportações até ao final de Agosto estavam a crescer a uma média de 2,4 por cento, o que significa, se tivermos em linha de conta o que se passou nos anos anteriores, que o setor voltará certamente a crescer no final de 2014 e que ultrapassará a estimativa que tínhamos feito», ficando acima dos 4.250 milhões de euros que faturou em 2013, avançou. «Pensamos que, até ao final do ano, os últimos três meses acompanharão esta tendência dos 2,5 por cento», adiantou o presidente da FIPA.

Um crescimento inferior aos cerca de oito por cento registados em 2013, «mas ainda assim em contraciclo com a economia em geral», mantendo-se um «comportamento positivo» que ajuda a contornar a estagnação do mercado interno, considerou.

Fonte: Lusa

Empresas agro-alimentares esperam facturar 50 por cento no estrangeiro em 2020

29-10-2014 
 

 
Uma em cada cinco empresas nacionais do sector agro-alimentar espera obter 50 por cento das suas vendas no mercado externo em 2020, segundo um estudo da Deloitte, apresentado no V Congresso da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares.

O estudo baseia-se num inquérito a responsáveis de 20 empresas do sector agro-alimentar que representam 40 por cento do total de volume de negócios gerado em Portugal e concluiu que as empresas de origem nacional apostam sobretudo na captação de novos clientes noutros mercados, enquanto as de origem internacional estão mais focadas no mercado doméstico.

Duas em cada três empresas têm a expectativa de exportar mais de 25 por cento do seu volume de negócios até 2020 e, entre as empresas de origem nacional, 21 por cento esperam vender no exterior mais de 50 por cento do seu volume de negócios.

O sector agro-alimentar representa a indústria transformadora que mais contribui para a economia nacional, tanto em termos de volume de negócios, com 14,6 mil milhões de euros, como de Valor Acrescentado Bruto, de 2,6 mil milhões de euros, sendo a segunda maior empregadora, logo atrás dos têxteis, superando os 104 mil empregos.

O sector apresenta, desde 2006, uma taxa de crescimento das exportações superior à das importações, com uma média anual de 8,9 contra quatro por cento, respectivamente.

Segundo a consultora, se se mantiver a média de crescimento das importações nos oito por cento e as exportações melhorarem para os 9,4 por cento, face ao histórico de 8,9 pontos percentuais, a indústria agro-alimentar conseguirá ser, em 2020, exportadora líquida, com um total de volume de negócios de oito mil milhões de euros assegurados no exterior. 

Fonte: SOL

Défice de 186 mil toneladas nas exportações de carne de porco da UE nos primeiros oito meses do ano

29-10-2014 
 
 
O efeito da proibição russa às explorações comunitárias continua a ter efeitos negativos no volume exportado e cada vez mais evidentes, à medida que passam os meses. Nos oito primeiros meses do ano as exportações de carne de porco da União caíram cerca de 9,2 por cento.

Em 2013, cerca de 24,6 por cento de porcos exportados pela União Europeia (UE) foi para o mercado russo, enquanto até agora a percentagem é apenas de três por cento, ou seja, 57.546 mil toneladas correspondentes ao exportado em Janeiro, antes do início do embargo.

Os valores nos primeiros oito meses do ano mostram, em relação ao mesmo período do ano anterior, um défice de 440 mil toneladas para a Rússia; 55 mil para a Bielorrússia e 27.500 para a Ucrânia. Desta quantidade total de 522.500 toneladas, os exportadores comunitários reorientaram 337 mil toneladas aumentado a sua exportação para outros destinos, como o Japão, Filipinas, Coreia do Sul, Sérvia e Estados Unidos da América.

O Défice de 185.500 toneladas que não foram para a Rússia e que não foram colocados noutros mercados pesou, sobretudo, na Alemanha, enquanto ao nível da União Europeia, as exportações desceram cerca de nove por cento nos primeiros oito meses do ano, as da Alemanha caíram 14 por cento.

Fonte: Agrodigital

Argentina duplica consumo de carne de porco

 29-10-2014 
 

 
Censurada pelos consumidores argentinos durante anos por ser considerada rica em gordura que apresentavam risco para a saúde, hoje a carne de porco reverteu a sua imagem para localizar-se entre as mais nutritivas.

Assim, o seu consumo na Argentina duplicou na última década devido a hábitos mais saudáveis dos consumidores. Em 2013, o consumo de carne de porco cresceu cerca de 20 por cento, em relação ao ano anterior, passando de 5,33 quilos por habitante por ano a 10,40 quilos em 2013, segundo dados avançados pelo Ministério da Agricultura da Argentina.    

De acordo com os números da Direcção de Porcos, Aves domésticas e Não tradicionais, no ano passado fechou com uma diminuição das importações de procos de 45 por cento, além da quebra de 40 por cento de 2012.

Segundo as estimativas do grupo do sector da Estação Experimental Agro-pecuária do Instituto de tecnologia agro-pecuária da Argentina (INTA), para 2020, o consumo interno vai ultrapassar os 16 quilos por pessoa por ano, o que permitirá aumentar o abate de animais para mais oito milhões de cabeças e a produção para mais 700 milhões de toneladas.

Por seu lado, a Associação Argentina de Produtores de Porcos, num documento sobre a evolução de preços, estimou que a sua base alimentar centra-se no consumo de milho e soja, os quais representam entre 75 e 90 por cento da ração.

Apesar da Argentina apenas produzir 32 por cento da carne de porco do mundo e participa com 0,09 por cento do comércio mundial, o país conta com uma grande capacidade de produzir matéria-prima, o que o coloca entre os países com menores custos de produção, ao que se soma o excelente estado sanitário, aumentando as suas potencialidades na cadeia da carne de porco.

Fonte: Agrodigital

Museu do Alvarinho abre portas até final do ano em Monção

29-10-2014 
 

 
A Casa do Curro, imóvel do século XVII localizado na Praça Deu-la-Deu, no centro histórico de Monção, está a ser transformado pela Câmara Municipal em Museu do Alvarinho para abrir portas até final do ano, disse à Lusa fonte autárquica.

De acordo com a mesma fonte, as obras de adaptação do edifício às novas funções «arrancaram esta semana», estimando a sua conclusão para o «final deste ano».

A criação da nova estrutura, objecto de uma candidatura aprovada pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), beneficia de um apoio comparticipação de 90 mil euros para um investimento elegível de cerca de 148 mil euros.

Segundo aquela fonte autárquica, o novo espaço vai «assumir-se como um espaço de promoção, comercialização e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias do concelho e suporte da identidade cultural e histórica de Monção».

O município pretende-se ainda «corporizar um modelo integrado de promoção do vinho Alvarinho, estendendo-o ao património natural, histórico, arqueológico e cultural do concelho». Actualmente, a promoção daquele vinho é feita numa sala disponibilizada na Casa do Curro.

Já o museu, distribuído por diferentes áreas, vai «proporcionar aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro ex-líbris do concelho».

De acordo com a autarquia, «as empresas de vinho Alvarinho com produto rotulado encontrarão neste espaço uma porta de acesso para a valorização dos seus produtos, bem como um ponto de encontro para provas comentadas, encontros promocionais e estabelecimento de parcerias negociais».

Fonte: Lusa

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fórum Inovação Agroalimentar discutiu desperdício alimentar


por Ana Rita Costa
28 de Outubro - 2014
O "Fórum Inovação Agroalimentar: Oportunidades e Desafios no Combate ao Desperdício" reuniu, no Dia Mundial da Alimentação, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a Investigação, a Produção, a Transformação, a Distribuição, a Restauração, Organizações de Defesa do Consumidor e ONGs para debater medidas de combate ao desperdício alimentar.

 
No evento, promovido pela Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, pela Confederação dos Agricultores de Portugal, pela FAO – Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura, pela Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela INOVISA, estiveram em foco temas como: "O Desperdício alimentar: Um problema atual", "Inovar para não desperdiçar" e "Combate ao desperdício: um compromisso de todos". Foi ainda apresentado o "Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar", iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, e assinado o Guia "Desperdício Alimentar – Um compromisso de todos!".

Isabel Mota, administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, lembrou na abertura do Fórum que o pão, o leite e a fruta fresca são os alimentos mais desperdiçados pelas famílias portuguesas e que o desperdício ocorre em todas as etapas da cadeia alimentar. Para alcançar a meta do desperdício alimentar zero, a administradora da Fundação Calouste Gulbenkian sugeriu uma sinergia entre as políticas e instrumentos de todos os parceiros.

A diretora-geral da APED, Anta Isabel Trigo Morais, sublinhou que ninguém pode ficar indiferente ao desperdício alimentar e à necessidade de corrigir falhas, e colmatar carências na área. A sugestão para fazer face à realidade passa, de acordo com Ana Isabel Trigo de Morais, pelo contributo de todos: "desde produção, passando pela distribuição até ao consumidor final, a todos cabe assumir o seu papel nesta questão transversal com profundos impactos em âmbitos tão diversos como o ambiente, o económico e até mesmo a saúde pública".

Uma ideia partilhada por Jorge Henriques, presidente da FIPA, que sublinhou as consequências nefastas que a comida que vai para o lixo traz para a cadeia alimentar. Testemunhou ainda o papel da indústria agroalimentar nacional na redução do desperdício alimentar, em toda a cadeia de valor, tendo esta assumido, num sinal de envolvimento coletivo ao nível da União Europeia, contribuir ativamente para o desafio de reduzir para metade, até 2020, os desperdícios de alimentos que seriam próprios para consumo.

João Machado, presidente da CAP, avançou, por seu turno, que a produção na Europa tem "margem de manobra de progressão" e enfatizou a necessidade de uma política ajustada, por exemplo, a partir do novo Quadro Comunitário. João Machado avançou ainda que a CAP está a desenvolver uma plataforma online onde os agricultores portugueses com excesso de produção poderão colocar os seus produtos, de modo a que o Banco Alimentar ou as ONG e empresas possam ter acesso ao excedentário.

Helder Muteia, Representante em Portugal da FAO e orador no painel "Desperdício Alimentar um Problema Atual", frisou que o número de pessoas que passam fome baixou de 842 milhões para 805 milhões. Contudo, "a abordagem ao desperdício alimentar deve ser multifacetada", acrescentou.

Já Isabel Jonet, presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares, disse que "a luta contra o desperdício faz-se recuperando os excedentes e distribuindo esses mesmos excedentes pelos mais carenciados".

Ainda durante o evento foi apresentado o Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar. Assente em cinco pilares - voluntariado, sensibilização, gestão e recolha de alimentos, boas práticas, envolvência com a comunidade –, este comissariado é a resposta da Câmara Municipal de Lisboa ao combate ao desperdício alimentar que começa e acaba na sociedade civil.

CNA considera reforma da PAC “muita parra e pouca uva”


por Ana Rita Costa
28 de Outubro - 2014

A reforma da PAC, aprovada em Bruxelas no final do ano passado, estabeleceu um ano de transição (2014) para que os Estados-membros tivessem tempo de a aplicar atempadamente. De acordo com a CNA – Confederação Nacional da Agricultura, "não é isso que se está a passar em Portugal".

 
"Os agricultores estão a realizar neste momento as sementeiras de Outono-Inverno sem saberem, em concreto, muitas das regras que vão ter que cumprir, nomeadamente as que se prendem com os pagamentos ambientais – "pagamento verde". Persistem ainda muitas dúvidas na aplicação de conceitos novos como o de "agricultor ativo" e mesmo a elegibilidade das áreas não está consolidada", refere a CNA em comunicado.

"Já no Desenvolvimento Rural, ainda que Portugal não se tenha atrasado na entrega do novo PDR, tarda a aprovação do programa por parte de Bruxelas. Ainda assim, o Governo Português aposta na abertura das medidas de apoio ao investimento na Agricultura já em meados do mês de novembro, o que à partida até se poderia considerar positivo, no entanto tal poderá não ser mais do que mera propaganda. Esta apreciação resulta do facto de existirem ainda milhares de candidaturas PRODER nas Direções Regionais por analisar, a acrescer à necessidade do encerramento dos muitos projetos em curso, e serão estas mesmas direções regionais que irão ter de analisar os novos projetos PDR2020", continua a organização.

A CNA reclama agora uma clarificação, por parte do Ministério da Agricultura, de todas as regras que os agricultores têm de cumprir. "Ao mesmo tempo, a CNA reclama a prática de um verdadeiro diálogo com todas as Organizações de Agricultores e exige, desde já, a garantia por parte do Ministério da Agricultura e do Governo que nenhum agricultor possa ser penalizado por atrasos e/ou indefinições da direta responsabilidade do Ministério", conclui a CNA.

Governo Exportações alimentares cresceram 7% em cinco anos


O secretário de Estado da Agricultura afirmou hoje que as exportações do setor alimentar aumentaram 7% nos últimos cinco anos e que continuam a crescer acima do conjunto da economia, com um avanço de 3,3% no último trimestre.
ECONOMIA Exportações alimentares cresceram 7% em cinco anos Lusa
11:21 - 28 de Outubro de 2014 | Por Lusa
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José Diogo Albuquerque, que falava na sessão de abertura do V Congresso da Federação da Indústria Portuguesa Agroalimentar (FIPA), congratulou-se com o desempenho do setor agroalimentar, destacando que as exportações aumentaram 3,3% no último trimestre, enquanto no total de todos os setores da economia cresceram 2,4%.

O secretário de Estado destacou que se este caminho prosseguir, Portugal vai conseguir continuar a diminuir o défice da balança comercial, no sentido de chegar à autossuficiência em valor em 2020, um objetivo do Governo.

"O défice da balança comercial diminuiu 400 milhões de euros neste trimestre", adiantou.

José Diogo Albuquerque reafirmou que as candidaturas para ao investimento nas explorações agrícolas vão ser abertas a 15 de novembro, sublinhando que Portugal deve ser o único país da União Europeia que está a abrir medidas antes da aprovação formal do programa para não ter o investimento parado.

"Não nos podemos dar ao luxo de ficar à espera de processos de aprovações", justificou.

Antes da intervenção do secretário de Estado, os empresários mostraram-se preocupados com o impacto do Orçamento do Estado para 2015, nomeadamente em termos de fiscalidade.

O presidente da FIPA, Jorge Henriques alertou para os riscos de deflação, dificuldade de aceder ao financiamento e agravamento dos impostos, que põem em causa a competitividade das empresas.

Também o líder da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, apontou a fiscalidade e os problemas de financiamento entre os "diversos fatores que estão a travar a retoma do crescimento em Portugal".

Investimento em produção agrícola sobe 4% em 2013


28 Outubro 2014, 12:00 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

Estudo da Deloitte sobre a importância da indústria agro-alimentar aponta 2020 para a balança comercial alimentar atingir o equilíbrio. Mas, para isso, o valor das exportações tem que duplicar em sete anos.
O investimento em produção agrícola atingiu em 2013, estima a Deloitte, 72 mil euros por quilómetro quadrado em Portugal em 2013, um crescimento de 4% face aos 69 mil euros registados um ano antes.
 
É uma variação anual positiva, aponta a análise da Deloitte apresentada esta terça-feira no congresso da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, mas está muito longe dos níveis de outros Estados-membros europeus. A média europeia foi de 203 mil euros por quilómetro quadrado, segundo a mesma fonte.
 
O Reino Unido, por exemplo, teve um investimento em produção agrícola de 794 mil euros por quilómetro quadrado (mais 3,79%), a Irlanda de 165 mil euros/km2 e a Espanha de 108 mil euros/km2.
 
O longo caminho da balança comercial alimentar até ao equilíbrio
 
O estudo da Deloitte, esta terça-feira apresentado, dá conta de uma taxa de crescimento médio anual das exportações da indústria agro-alimentar – excluindo o sector do tabaco – de 9%, para 4,2 mil milhões de euros em 2013. Melhor que a taxa de crescimento das importações, é certo (de 4% em 2013), mas ainda assim numa posição desvantajosa, uma vez que Portugal compra alimentos a terceiros no valor de seis mil milhões de euros por ano.
 
O que quer dizer, explica a análise da consultora feita para o sector agro-alimentar que opera em Portugal, que para atingir a meta do equilíbrio da banca comercial alimentar – que o actual Governo estabeleceu como objectivo - é necessário percorrer um longo caminho, e nem por isso previsível.
 
Explica a Deloitte que, para ser atingida a meta dos oito mil milhões ser igual para importações e exportações em Portugal em 2020 (período em que termina o próximo quadro de apoio) "é necessário que as importações e exportações mantenham o mesmo nível de crescimento registado em média desde 2006".
 
Dito por números: que a taxa de crescimento média anual nas importações não ultrapasse os 4% que regista desde 2006 e que as exportações assegurem o desempenho anual em torno dos 9%.  
 
"Não há motivo para Portugal ter uma balança alimentar deficitária" é uma das conclusões que que a análise da Deloitte retirou das entrevistas que fez a 20 "empresas do sector" a operar nos país, consultando a gestão.
 
Mas há outras ilações a tirar, como ser "essencial o desenvolvimento de uma plataforma de intercâmbio entre empresas de diferentes dimensões na cadeia de valor". O diálogo é algo necessário num sector que se apelida como "a indústria transformadora que mais contribui para a economia nacional", em volume de negócios (14,6 mil milhões de euros em 2012) e em Valor Acrescentado Bruto (2,6 mil milhões de euros em 2012). Enfrentado, do outro lado, um crescimento da quota de mercado das 10 maiores empresas de retalho alimentar, que passou de 47% em 2000 para 79% em 2014, defende a Deloitte.
 
"Para garantir a sustentabilidade", os gestores da indústria inquiridos pela consultora defenderam ser "fundamental" considerar "a necessidade de adaptar as marcas nacionais às especificidades de cada mercado", sendo que Portugal "deveria ter um papel mais activo como plataforma de acesso aos PALOP".
 
"Ganhar escala para entrar em mercados internacionais" é "necessário", mas "associar a internacionalização apenas à exportação é muito redutor", consideraram os 20 gestores consultados pela Deloitte. Sem aposta nas "vantagens competitivas" para levar o produto feito em Portugal "com qualidade" para o exterior, está-se "apenas" a vender "capacidade".
 
Dentro de portas, ajudava que o IVA a 23% - que condiciona o desenvolvimento da inovação na indústria agro-alimentar – fosse alterado. No sentido descendente.

José Diogo Albuquerque: "É importante direccionar os apoios comunitários"

28 Outubro 2014, 11:33 por Wilson Ledo | wilsonledo@negocios.pt



"Quando eu cheguei há três anos o clima era de combate. Hoje temos um fórum de trabalho", congratulou-se o secretário de Estado da Agricultura perante o desenvolvimento dos apoios ao sector.
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, defendeu esta terça-feira, 28 de Outubro, que "é importante direccionar" os apoios comunitários ao sector agro-alimentar.
 
"É importante direccionar o apoio comunitário, para premiar aqueles que trabalham em conjunto", afirmou na abertura do 5º Congresso da Indústria Portuguesa Agro-alimentar, em Lisboa.
 
"Quando eu cheguei há três anos o clima era de combate. Hoje temos um fórum de trabalho", congratulou-se perante o desenvolvimento dos apoios ao sector.
 
José Diogo Albuquerque reforçou uma meta antiga: "o nosso objectivo é o sector agro-alimentar chegar à auto-suficiência de valor em 2020".
 
O responsável acredita que já em 2014 "podemos ter um bom ano em termos de balança comercial", se houver um bom comportamento das exportações e da produção.
 
Para o secretário de Estado não basta o país competir com custos mais baixos. "Portugal tem de competir na qualidade", referiu, destacando a preparação dos empresários agrícolas nacionais para esse objectivo.
 
"Esse investimento e esse carisma já estamos a ver", concluiu, dando como exemplos os sectores do vinho, do azeite e do tomate para indústria.

Comissão de Agricultura discute futuro dos rendeiros da Herdade dos Machados


Rádio Pax - 28/10/2014 - 00:06

Comissão de Agricultura discute futuro dos rendeiros da Herdade dos Machados 

    
A Comissão de Agricultura e Mar discute hoje o projecto de resolução apresentado pelo Grupo Parlamentar do PCP sobre a Herdade dos Machados.  

Em causa está a pretensão do Estado em considerar " resolvido definitivamente o contrato" no caso de os rendeiros terem voluntariamente adquirido a situação de reformados.

O projecto do Partido Comunista recomenda ao Governo que "suspenda imediatamente o processo de rescisão dos contratos de arrendamento com rendeiros do Estado em situação de reforma"; "não utilize o critério de situação de reforma para rescindir contratos de arrendamento rural" e "assegure a garantia de transmissão do arrendamento a descendentes, estando o rendeiro ainda vivo". Por último, o projecto aconselha que sejam arrendadas as parcelas que vagarem por rescisão de contrato por vontade do rendeiro.

João Ramos, deputado do PCP eleito por Beja, espera que o projecto seja aprovado aquando da votação. Em seu entender parece existir um recuo da maioria PSD/CDS-PP nesta matéria.

A previsão do tempo


Carlos Neves

A 22 de Setembro, nas primeiras cheias deste Outono em Lisboa, um responsável municipal da Proteção Civil queixou-se de não ter havido alerta para a chuva forte em tempo oportuno. Em resposta, alguém do IPMA, Instituto português do Mar e da Atmosfera (antigo Instituto da Meteorologia e Geofísica) afirmou que teriam telefonado a avisar às 13h15. Creio que a chuva começou pelas 14h00, portanto, mesmo a tempo… Imaginei os meteorologistas a saírem do trabalho para almoçar, olharem para o céu, verem uma nuvem negra e pensarem: é capaz de chover, é melhor telefonar a avisar!...

Falando a sério, admito que tenha ocorrido uma situação excecional e sei que o clima não permite previsões rigorosas, sobretudo em situações de instabilidade. Não foi certamente a primeira vez que choveu acima do previsto, mas foi preciso chover em Lisboa para alguém criticar a sério o serviço meteorológico nacional. Ora, se me permitem, aproveito a boleia para puxar a brasa à nossa sardinha, ou melhor, a chuva para o nosso nabal.

A agricultura precisa da meteorologia mais do que outras atividades. As forragens que cultivo, como o azevém ou o milho, são menos sensíveis que hortícolas, vinha ou fruta, mas precisam de tempo seco nos períodos críticos de colheita e sementeira.

Durante anos, os agricultores, além dos almanaques e da experiência acumulada, só tinham acesso às previsões gerais por região e voltadas para o cidadão urbano que ainda hoje temos na TV, rádio ou jornais. Quando avisam "amanhã pode chover no Norte", não dizem a que horas começa, que quantidade será ou se chove mais em Coimbra, Valença ou Bragança.

Há 20 ou 30 anos atrás, antes da internet, alguns agricultores ligavam para o aeroporto a perguntar a previsão alargada (semanal) e partilhavam informação. Depois, com a internet, surgiram os primeiros sites de previsão do tempo, grátis e com previsões mais precisas em localização, quantidade de precipitação e horas previstas. Foram entretanto atualizados e até já os podemos ver nos telemóveis de última geração. Alguns que visito diariamente são o 
http://www.weatheronline.co.uk/ (mapas de precipitação), 
http://www.windguru.cz/pt/ , (previsão cada 3 horas) 
http://www.wunderground.com/ (previsões de 10 dias). 
Basta ir às páginas da internet e colocar o local mais próximo disponível.

Há poucos anos, o IPMA lançou finalmente uma previsão a 10 dias, por localidades, mas ainda assim sem valores numéricos sobre a chuva e horários previstos. Vejo sempre essa previsão em http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.localidade/ mas continuo sem perceber porque é que o "nosso" instituto, pago com o dinheiro dos nossos impostos, não nos dá as previsões que sites estrangeiros dão gratuitamente. É certo que a página do IPMA na internet tem uma extensa secção com muita informação de "agrometeorologia", mas são essencialmente dados do tempo que passou, registos de temperatura, humidades, evapotranspiração, etc. Previsões com quantidade de chuva prevista por hora não vejo.

Sabemos que o clima parece estar mais instável e com mais acontecimentos extremos; Sabemos que o grau de incerteza ainda é grande e as previsões nem sempre acertam, sobretudo quando os fenómenos são localizados (No dia anterior às cheias de Lisboa, choveu torrencialmente no Porto, até adiaram o jogo no Dragão e aqui ao lado, em Vila do Conde, não choveu) mas precisamos de previsões mais concretas. Quando remodelarem as previsões para acertar melhor nas cheias de Lisboa, espero que se lembrem também da agricultura. Pode ser?

Carlos Neves

terça-feira, 28 de outubro de 2014

«Eu pensava que a gente importava muitíssimo»


Comentário de Medina Carreira, no programa «Olhos nos Olhos», na TVI24

Por: Redação / AR    |   hoje às 01:32

Henrique Medina Carreira mostrou-se, esta segunda-feira, surpreendido com a ideia de que Portugal é um país autossuficiente do ponto de vista alimentar. Na TVI24, o comentador reagia à afirmação do antigo ministro da Agricultura, Armando Sevinate Pinto, sobre a ideia que foi incutida no povo português, durante muito anos, de que o país era excecionalmente dependente em termos de suficiência alimentar.

No programa «Olhos nos Olhos», Sevinate Pinto não só desmontou aquela ideia, como realçou que Portugal, em valor, tem neste momento cerca de 80% de autossuficiência contra «os 30% que as pessoas meteram na cabeça». 

«Para mim, é uma agradável surpresa. Eu pensava que a gente importava muitíssimo: mais de metade daquilo que comíamos», reagiu Medina Carreira. 

O comentador da TVI24 ouviu com agrado que, nos seis meses até agosto, Portugal reduziu o défice alimentar. «Que era na ordem dos 3 mil milhões de euros, reduzimos já 350 milhões de euros», esclareceu Sevinate Pinto. «Portanto, se assim for, continua a manter-se uma tendência exportadora muito interessante, o que revela também que há uma parte da nossa agricultura que se fortaleceu, que se dinamizou, que se modernizou e que se tornou muito mais competitiva», assegurou o antigo ministro.

Dona do Minipreço com queda de 7% nas vendas em Portugal


     
Ana Serafim  Ana Serafim, | 27/10/2014 17:15:11 1508 Visitas   
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Dona do Minipreço com queda de 7% nas vendas em Portugal
Em Portugal, as vendas brutas do grupo DIA, que detém as insígnias Minipreço e Clarel, totalizaram 662,7 milhões de euros até Setembro, menos 7,1% do que no mesmo período de 2013. 

No comunicado divulgado hoje sobre as contas trimestrais, a companhia espanhola evidencia que o mercado português teve a quebra mais acentuada entre os vários países onde opera: Espanha (-1,7%), Argentina (-1,9%), China (-1%). Só o mercado brasileiro registou tendência inversa, com um aumento de 3,4% até Setembro.

Em termos líquidos, a redução de vendas no mercado nacional foi de 7,5%, bastante acima do recuo em Espanha, de 2,2%.

«O cenário foi muito adverso no mercado ibérico no terceiro trimestre de 2014. Além da forte deflação observada na alimentação em geral (e nalgumas categorias chave para o DIA em particular), o verão moderado não ajudou à venda de produtos de temporada», explica a retalhista.

«Em Portugal, as condições de negócio são também muito adversas, o que se traduz numa evolução operacional pior do que em Espanha», acrescenta o grupo liderado por Ricardo Currás

No total da companhia, as vendas brutas somaram 6,82 mil milhões de euros, ou seja, menos 1,4% do que um ano antes se se analisar os resultados em euros, com o grupo a sair prejudicado por questões cambiais, sobretudo tendo em conta a desvalorização do peso argentino. A câmbio constante teriam subido 8,4%.

Com 6.707 lojas até final de Setembro – 53,8% das quais em regime de franquia -, o grupo espanhol teve um resultado líquido de 173 milhões de euros (+5%).


UE compromete-se a reduzir emissões de gases (gee) em 40% e aumentar uso de energias renováveis em 27%


27 DE OUTUBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO

A UE chegou esta sexta feira a um acordo histórico para o clima: reduzir as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) da UE para menos de 40% para 2030 relativamente aos valores de 1990. Trata-se da política energética mais ambiciosa a nível mundial. Inicialmente, o objetivo era a redução de 20% em 2020.

Para atingir este objetivo, manter-se-á o regime de comércio de direitos de emissão (RCDE), porém será objeto de uma reforma para melhorar o seu funcionamento.

O fator anual de redução do limite máximo de emissões permitidas passará de 1,74% para 2,2% a partir de 2021.

A atribuição gratuita de direitos de emissão não desaparecerá. Os Estados Membros com um PIB per capita inferior a 60% da média da UE poderão optar por continuar a conceder direitos de emissão gratuitos ao setor da energia até 2030. Depois de 2020, a percentagem será de 40%.

Relativamente ao setor agrário, o Conselho Europeu pediu à Comissão que estude a melhor forma de fomentar a intensificação sustentável da produção alimentar, uma vez que se otimiza a contribuição do setor para a mitigação de emissão de GEE e à redução destes gases, inclusivamente por via da arborização/florestação. Antes de 2020, será necessário definir uma política que permita incluir o uso da terra, a mudança de uso da terra e a silvicultura no marco de atuação até 2030 para a mitigação das emissões de GEE.

Os 28 Chefes de Estado e de Governo da UE também acordaram aumentar a quota de energias renováveis dentro do consumo total de energia da UE em 2030 para um mínimo de 27% (contra os 14% atualmente). Também se acordou o objetivo de melhorar a eficiência energética em, pelo menos, 27% em 2030 relativamente às previsões de consumo energético futuro sobre a base de critérios atuais.

Braço robótico para apanha de fruta de coimbra vence prémio “inovação ca”


27 DE OUTUBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO

Um braço robótico para apanha seletiva de fruta, desenvolvido na Universidade de Coimbra, venceu o prémio "Inovação Crédito Agrícola".

A distinção, na categoria "Projeto de elevado potencial promovido por associado do Crédito Agrícola",

foi entregue em Lisboa pelo presidente daquela instituição bancária, tendo o valor de 5.000€.

A equipa da Universidade de Coimbra integra a unidade de investigação do CEMUC – Centro de Engenharia Mecânica da Universidade. Orientada por José Manuel Torres Farinha e Rúben Oliveira, esta equipa tem vindo a especializar-se no desenvolvimento de peças de conhecimento com aplicação em engenharia industrial.

Torres Farinha admitiu que o braço robótico, agora distinguido, até nem constituiu um desafio tecnológico de grande monta. "Trata-se de uma ferramenta desenvolvida com base em conhecimento já consolidado, nomeadamente, tecnologias de inteligência e visão artificiais, GPS e robótica", explicou Torres Farinha.

Em causa, então, está um robô que recolhe a fruta nas árvores e plantas, permitindo a seleção e classificação em condições de imediata comercialização, segundo os parâmetros do mercado.

Câmara de Trancoso organiza feira para promover castanha no concelho

 27-10-2014 
 

 
A Câmara Municipal de Trancoso vai organizar, entre 07 e 09 de Novembro, uma feira dedicada à castanha, com o objectivo de divulgar aquele produto agrícola que tem um «grande peso» na economia local.

Segundo a autarquia de Trancoso, a produção anual de castanha em Portugal é de cerca de 33 mil toneladas, sendo aquele concelho, que faz parte do distrito da Guarda, responsável «por cinco por cento da produção nacional».

A produção de castanha «gera para os produtores do concelho um rendimento de cerca de três milhões de euros anuais», refere a fonte. Ainda de acordo com a autarquia, «a área de castanheiro evoluiu em Trancoso de 855 hectares em 1999 para 1.348 hectares em 2009, o que representa um aumento de 57 por cento» da área de produção.

Trancoso insere-se na zona de produção da denominação de origem protegida de castanha dos Soutos da Lapa, onde predominam as variedades de martaínha e longal.

Estão abrangidas por aquela denominação várias freguesias como Aldeia Nova, Castanheira, Cogula, Cótimos, Fiães, Granja, Guilheiro, Moimentinha, Moreira de Rei, Palhais, Póvoa do Concelho, Reboleiro, Rio de Mel, Tamanhos e Valdujo, entre outras.

O presidente da autarquia de Trancoso, Amílcar Salvador, disse à agência Lusa que a produção de castanha é «uma mais-valia enorme» para o concelho e «extremamente importante em termos de rendimento» para os agricultores locais.

A actividade da apanha da castanha também é «uma grande fonte de rendimento» para os trabalhadores sazonais que anualmente são recrutados na região, assinalou.

Com o objectivo de valorizar a produção agrícola de castanha, a Câmara Municipal de Trancoso e a empresa municipal Trancoso Eventos vão organizar, nos dias 07, 08 e 09 de Novembro, no Pavilhão Multiusos daquela cidade, mais uma edição da Feira da Castanha e Paladares de Outono.

A iniciativa, que nos anos anteriores ocupava apenas um dia, evoluiu para um certame de três dias e contará, para além dos produtores de castanha, com a participação de empresas de maquinaria agrícola especializada para a cultura de soutos, comercializadoras de produtos para tratamento do castanheiro e transformadoras da castanha, associações, cooperativas e instituições ligadas a este sector produtivo. Segundo a organização, o programa integra "showcookings", conferências, exibição de jogos tradicionais e espetáculos musicais.

Durante a Feira da Castanha e Paladares de Outono será realizada, nos restaurantes aderentes, a "II Mostra Gastronómica Paladares de Outono", que inclui a confecção de pratos à base de castanhas. O evento encerra no dia 09 de Novembro com um magusto tradicional aberto a todos os visitantes.

Fonte: Lusa

Ministra da Agricultura estuda suspensão de pagamento por conta para produtores de tomate

27-10-2014 
  
A suspensão do pagamento por conta aos produtores de tomate prejudicados com as intempéries é uma possibilidade que está a ser analisada, disse a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

«Houve uma medida que foi tomada em relação à seca, que foi a suspensão do pagamento por conta, que eu me comprometi a estudar tecnicamente com as Finanças para saber se é possível fazermos essa suspensão por conta para estes agricultores que tiveram grandes prejuízos», disse a ministra.

Assunção Cristas recebeu hoje a Associação Portuguesa dos Produtores de Tomate, que representa os cerca de 200 agricultores, a maioria do Ribatejo, prejudicados pelas intempéries de Setembro, com prejuízos avaliados em cerca de 30 milhões de euros.

Devido aos prejuízos, estes agricultores não têm imposto a pagar mas são na mesma obrigados a fazer esse pagamento por conta e, como disse a ministra, uma suspensão desse pagamento podia «aliviar um bocado a tesouraria dos agricultores».

Amândio Freitas, presidente da associação de produtores de tomate, congratulou-se com esta possibilidade de suspensão, que diz «beneficiar para o ano os agricultores», e revelou ter pedido ainda ao ministério que negociasse com as seguradoras para fazer o seguro no início do ano e pagar no final e ainda uma linha de crédito à taxa zero.

«Os seguros e a suspensão estão bem encaminhados, mas quanto à linha de crédito a ministra ficou de pensar e ver junto das Finanças se havia essa possibilidade», contou o empresário agrícola.

Assunção Cristas, em declarações à Lusa, salientou a necessidade de os agricultores fazerem mais seguros, explicando que «quanto mais fizerem seguros, mais barato será o seguro e terá melhores coberturas».

A ministra rejeita a possibilidade de indemnizações aos agricultores prejudicados e que não têm seguro: «Se queremos apostar nos seguros, não podemos, quando há uma contrariedade, indemnizar os que tiveram prejuízos. Isso é contraditório e desincentivador para quem fez seguros», concluiu.

Fonte: Lusa

Muita parra e pouca uva para agricultura familiar portuguesa na aplicação da reforma da PAC - 2014 – 2020



A reforma da PAC, aprovada em Bruxelas no final do ano passado, estabeleceu um ano de transição (2014) para que os Estados tivessem tempo para a aplicar atempadamente. Ora não é isso que se está a passar em Portugal.

Os agricultores estão a realizar neste momento as sementeiras de Outono-Inverno sem saberem, em concreto, muitas das regras que vão ter que cumprir, nomeadamente as que se prendem com os pagamentos ambientais – "pagamento verde". Persistem ainda muitas dúvidas na aplicação de conceitos novos como o de "agricultor activo" e mesmo a elegibilidade das áreas não está consolidada.

Já no Desenvolvimento Rural, ainda que Portugal não se tenha atrasado na entrega do novo PDR, tarda a aprovação do programa por parte de Bruxelas.

Ainda assim, o Governo Português aposta na abertura das medidas de apoio ao investimento na Agricultura já em meados do mês de Novembro, o que à partida até se poderia considerar positivo, no entanto tal poderá não ser mais do que mera propaganda. Esta apreciação resulta do facto de existirem ainda milhares de candidaturas PRODER nas Direcções Regionais por analisar, a acrescer à necessidade do encerramento dos muitos projectos em curso, e serão estas mesmas direcções regionais que irão ter de analisar os novos projectos PDR2020.

Sabendo que os regulamentos não permitem que se contratem ao mesmo tempo projectos PRODER e PDR2020, as novas candidaturas até podem abrir em Novembro, mas a sua análise demorará muito a ser iniciada, dada a manifesta falta de capacidade das próprias direcções regionais que têm graves dificuldades quer em termos de recursos humanos quer em termos logísticos para conseguirem dar resposta a todo o trabalho que têm.

Para agravar ainda mais a situação, o diálogo com as Organizações Agrícolas não está a ser conduzido da melhor forma. Se no início da Reforma da PAC, com o debate ainda ao nível Europeu, foram realizadas algumas reuniões, agora as decisões são-nos apresentadas quase como factos consumados.

O Ministério da Agricultura dá prazos muitos curtos a quase todas as Organizações Agrícolas para estas emitirem pareceres sobre matérias como, por exemplo, a transição das medidas agro-ambientais em que o Governo se prepara para prejudicar os Agricultores.

Enfim, na prática, estas consultas escritas servirão apenas para o MAM vir dizer que foram ouvidas as Organizações Agrícolas, sem que, de facto, tenham sido dadas - à CNA e a outras – as condições necessárias para esse efeito.

Assim, a CNA reclama a urgência na clarificação, por parte do Ministério da Agricultura, de todas as regras que os Agricultores têm de cumprir.

Ao mesmo tempo, a CNA reclama a prática de um verdadeiro diálogo com todas as Organizações de Agricultores e exige, desde já, a garantia por parte do Ministério da Agricultura e do Governo que nenhum Agricultor possa ser penalizado por atrasos e/ou indefinições da directa responsabilidade do Ministério.

24 de Outubro de 2014

A Direcção da CNA

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Obra de António Barreto sobre o Douro é apresentada no IVDP


 

 

 Douro - Rio, Gente e Vinho, retrato do Douro por António Barreto

 

Obra de António Barreto sobre o Douro é apresentada no IVDP

 

Amanhã, 28 de outubro, às 17h45, IVDP no Porto

 

O álbum de António Barreto intitulado Douro – Rio, Gente e Vinho, agora publicado pela Relógio D'Água, vai ser apresentado no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), no dia 28 de outubro, às 17h45. A obra do sociólogo é uma versão aumentada e atualizada das edições do Douro publicadas nos anos noventa e há muito esgotadas.

 

O presidente do IVDP, Manuel de Novaes de Cabral, descreve a obra como "uma excelente forma de valorizar cada uma das partes que contribuiu e contribui para a formação do Douro como hoje o conhecemos". "É um retrato muito completo e muito visual repleto de sentimentos e estados de espírito que a Região Demarcada do Douro despertou no autor. É muito bom poder ver o Douro pelos olhos de um homem como António Barreto", conclui.

 

António Barreto descreve o Douro como "o lugar de um feliz encontro. Nada faria prever que aquela região, outrora inóspita, fosse local propício para tão venturosa reunião. Da própria terra, vieram os lavradores e os trabalhadores da vinha e do lagar. De ali perto, dos vales do rio, os arrais e marinheiros. Do lado de lá da fronteira, a norte, os galegos, inesgotáveis construtores de muros e socalcos. Do Porto, adegueiros, administradores e comerciantes. Da Inglaterra e da Escócia, sobretudo, mas também da Holanda e de outros países, comerciantes, exportadores, colégios de Oxbridge, clubes de Londres e pubs de Edimburgo. Ao fazer um vinho excelente, toda esta gente fez também uma região, uma paisagem e uma cultura."

 

Esta edição inclui cerca de 230 fotografias, a maior parte inéditas e do próprio autor, mas também muitas outras de grandes fotógrafos que passaram pelo Douro desde meados do século XIX: Joseph James Forrester, George H. Moore, Emílio Biel, Alfred Fillon, Casa Alvão, Guedes de Oliveira e outros.


Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica

Sentindo a dificuldade dos Produtores em Modo Biológico, no acesso a informação sobre fatores de Produção, métodos culturais e circuitos de Comercialização no que respeita a produtos biológico, a NATURALFA, decidiu organizar umas Jornadas Técnicas de Agricultura Biológica, que se realizará no Auditório da Lipor, em Ermesinde, no dia 4 de novembro (terça-feira).


Nestas Jornadas Técnicas participarão, Produtores, Distribuidores e Técnicos que trabalham com este Sector de atividade e potenciais interessados no Modo de Produção Biológico. Serão abordados temas desde a produção, à comercialização e consumo de produtos biológicos.


O objetivo destas Jornadas é a partilha de experiências,  Modo de Produção e contacto entre Produtores, de forma a que os participantes possam esclarecer e partilhar as suas preocupações e soluções para o futuro da Agricultura Biológica.


É também nossa intenção, que estas Jornadas tenham  um Cariz Social, como tal, o custo de inscrição nestas Jornadas, será em Géneros – Produtos Biológicos, que serão depois entregues à Associação dos Albergues Noturnos do Porto. 


Para mais informações, consulte o cartaz, o programa e a ficha de inscrição em anexo. As inscrições estarão abertas até dia 31/10/2014.


Federação Minha Terra alerta para importância de aprofundar as características inovadoras da abordagem LEADER



A presidente da Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, Regina Lopes, alertou para a importância de preservar e aprofundar as características inovadoras da abordagem LEADER no novo quadro de Fundos Europeus Estruturais de Investimento (FEEI), ao defender a definição e implementação de Estratégias de Desenvolvimento Local (EDL) integradas e coerentes, através do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC), e lembrar para a importância de as parcerias locais terem um papel central na aplicação dos fundos para o desenvolvimento dos territórios, em intervenção no seminário "As Caixas Agrícolas e a abordagem LEADER", realizado dia 17 de outubro, em Fátima.

Assumindo que "é fundamental, hoje, aprofundar as características inovadoras da abordagem LEADER, como um modelo que fez um percurso marcante e "sui generis" de governação, participação, criação e execução de iniciativas, de capacitação de agentes e de articulação de políticas públicas", a presidente da Minha Terra reconhece no DLBC uma opção que prolonga virtudes desta intervenção, como EDL integradas e edificadas em parcerias locais. No entanto, Regina Lopes identifica "uma clara dificuldade da administração em articular, assegurar e reconhecer a importância de algumas áreas fundamentais como o património, turismo rural, área social e associativismo". Uma dificuldade que deve ser ultrapassada, até por que o DLBC compreende a possibilidade de "definir uma intervenção consistente que enquadre intervenções consideradas não prioritárias nos grandes eixos dos Programas Operacionais temáticos e regionais", tornando-os elegíveis.

Sem esta amplitude de intervenção, haverá o risco de "termos planos sectoriais e não verdadeiras estratégias de desenvolvimento", refere a presidente da Minha Terra, que acrescenta que é importante salvaguardar "modelos de governação que atribuem às parcerias locais uma autonomia de decisão, relevante na eficácia do programa" e garantir a "aplicação de regras de proporcionalidade que permitam que a centralidade dos fundos se situe nos objetivos e nos resultados dos projetos e não na sua dimensão administrativa."

Entre as associações de desenvolvimento local, outra questão que motiva preocupação é o processo de transição para o novo quadro, sendo fundamental que "seja rápido e tranquilo, de forma a salvaguardar e responder prontamente às diversas dinâmicas dos territórios rurais", defende Regina Lopes, que lembra ainda que "os últimos concursos abertos pelos Grupos de Ação Local aconteceram em junho de 2013".

Face à dificuldade das políticas públicas em proporcionar condições para o desenvolvimento sustentável das comunidades das zonas rurais, agudizada pela atual crise económica e financeira, a presidente da Minha Terra recorda que "ao configurar novas formas de participação e de descentralização das decisões, a abordagem LEADER, promoveu o exercício mais pleno da cidadania e portanto da democracia, criando uma espaço de maior corresponsabilização e comprometimento dos cidadãos no seu desenvolvimento".

Ao longo de mais de 20 anos, as associações de desenvolvimento local federadas na Minha Terra têm conduzido uma intervenção estruturada em estratégias de desenvolvimento local, assentes em parcerias locais, que se traduzem, desde 1991, no apoio a cerca de 20 mil projetos e na criação de 15 mil postos de trabalho. "No atual período de programação foram recebidas cerca de 9.000 candidaturas que mobilizavam um investimento de cerca de mil milhões de euros. Destas foram aprovadas 5.200 que apresentam um investimento de 700 milhões de euros, dos quais 365 milhões constituem ajuda pública, estando previsto a criação de cerca de 7.000 postos de trabalho", acrescenta Regina Lopes.

A Federação Minha Terra é uma entidade privada de interesse público sem fins lucrativos, que agrega e representa 53 associações de desenvolvimento local, de todo o país, e dinamiza uma plataforma de cooperação alargada, no domínio das intervenções promotoras de um desenvolvimento integrado, conducente à melhoria de qualidade de vida no espaço rural português.

Lisboa, 23 de outubro de 2014

“Competividade e Crescimento” em debate no V Congresso da FIPA



Dia 28 de Outubro fala-se de "Competitividade e Crescimento" no 5º Congresso da Indústria Portuguesa Agroalimentar, no Convento do Beato, em Lisboa. O tema surge numa altura de grandes desafios para o sector, sendo um dos objectivos da iniciativa ressaltar a importância e valorizar a indústria alimentar e das bebidas como um dos principais pilares da recuperação económica do país. A conferência conta com a participação de empresários, gestores de topo e quadros desta indústria, que irão abordar os vários desafios que se colocam às empresas numa conjuntura de mudança.

No congresso bianual da Federação da Indústria Portuguesa Agroalimentar, será apresentado um trabalho desenvolvido numa parceria entre a FIPA e a Deloitte com vista a estabelecer as expectativas dos empresários sobre o potencial de evolução do sector até 2020. Ainda no painel relativo à importância da indústria agroalimentar para o crescimento da economia portuguesa o ex-ministro moçambicano e actual representante da FAO em Portugal, Hélder Muteia vai traçar a evolução dos sistemas alimentares e caracterizar o seu futuro, abrindo igualmente o debate sobre a relevância da indústria agroalimentar. Nos painéis de debate serão abordados os principais desafios que se colocam à economia nacional, aos consumidores e ao panorama da sustentabilidade. Abre-se igualmente espaço para o debate sobre os principais factores de mudança e os constrangimentos que o setor necessita de ver ultrapassados. No congresso pretende-se, acima de tudo, obter uma visão estratégica do(a)s vário(a)s intervenientes.

A indústria alimentar e das bebidas assume hoje o incontornável estatuto de maior sector industrial do país. O seu Volume de Negócios atinge os 14 600 Milhões de euros e os postos de trabalho directos ascendem a 104 000. O nível de exportações têm crescido de forma sustentável esperando atingir no final deste ano um novo valor record, ultrapassando os 4.250 Milhões de euros registado no final de 2013.

Fonte:  imago-llorente & cuenca

SIAL Paris 2014 Portugal e Coreia do Sul estabelecem protocolo de cooperação no sector agroalimentar



A PortugalFoods e a sua congénere sul-coreana FoodPolis assinaram em Paris um protocolo de partilha de conhecimento, no âmbito do sector agroalimentar.

A PortugalFoods, marca chapéu do sector agroalimentar português e responsável pela inovação e internacionalização das empresas e universidades nacionais nos mercados externos, assinou esta semana, em Paris, um protocolo de partilha de conhecimento com a sua congénere sul-coreana FoodPolis.

O acordo entre as duas entidades foi oficializado no SIAL Paris – maior certame agroalimentar do mundo, que decorre em Paris até hoje, dia 23 de Outubro –, na presença de Nuno Vieira e Brito, secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, e de Pedro Ortigão Correia, director executivo da AICEP.

A inovação, tantas vezes premiada, das empresas, universidades e produtos agroalimentares portugueses representados pela PortugalFoods nas diversas feiras internacionais do sector, e a consequente visibilidade de Portugal neste domínio do agroalimentar, foram, de acordo com Yeong-Jo Lin, director da FoodPolis, factores decisivos para a concretização do presente protocolo.

Yeong-Jo Lin entende que o sector agroalimentar da Coreia do Sul está ultrapassado e envelhecido e a carecer de uma renovação profunda. O acordo estabelecido com a PortugalFoods possibilitará, assim, à FoodPolis, adquirir novos conhecimentos e incorporá-los nas suas empresas agroalimentares, inovando ao nível dos produtos e métodos de produção. Já para Portugal, o presente protocolo significa mais uma oportunidade de exportar para aquele país.

A PortugalFoods está, desde o passado dia 19 de Outubro, no SIAL Paris 2014, com 63 empresas do sector agroalimentar nacional. Em conjunto, estas empresas são responsáveis por mais de mil milhões de exportações agroalimentares. Esta é a primeira vez que o agroalimentar português aparece unido sob uma só marca e imagem, a da PortugalFoods.

A celebrar este ano o seu 50.º aniversário, o SIAL Paris 2014 conta com um universo de 6.300 empresas provenientes de 105 países e diversos profissionais do sector agroalimentar oriundos de mais de 200 países. A concorrer aos prémios SIAL Innovation 2014 estiveram 1.700 produtos de todo o mundo, sete dos quais pertencentes a três das empresas representadas sob a marca da PortugalFoods.

Dualismos agrícolas mas sempre para o lado dos mesmos


João Dinis

 Estrutura fundiária

O primeiro e mais básico de todos os "dualismos" na(s) nossa(s) Agricultura(s) é aquele que se expressa através da pequena e da grande propriedade. É o minifúndio versus o latifúndio. Temos uma estrutura fundiária profundamente dual. Uma minoria de latifundiários detém enormes áreas de terras e uma larga maioria de pequenos de médios proprietários detém comparativamente muito menos. Foi e é a histórica dualidade Norte-Sul.

Mas hoje também já há uma outra dualidade fundiária, ainda "jovem" e não completamente estruturada enquanto plena propriedade privada, mas já operativa, já com as raízes no terreno. É aquela dualidade em que se estrutura – se explora - a Floresta Industrial (eucalipto) também no Centro e Norte. E vai pelo mesmo caminho (mais lento) o esboço que já avança com a realização do Cadastro Predial em alguns concelhos.

Portanto, minifúndios e latifúndios, acabados ou em formação - eis pois um problema com que nos defrontamos permanentemente em todo o País.

Dualismos financeiros – privilégios políticos

Com a entrada de Portugal na então CEE, a seguir com o advento da União Europeia e com a entrada da PAC e das suas variantes na nossa Agricultura, institui-se um outro dualismo:- os maiores proprietários, a grande agro-indústria e o grande agro-negócio abocanharam a grande, grande parte dos fundos públicos, nacionais e comunitários, destinados à Agricultura.

Ou seja, uma minoria de grandes proprietários absentistas mais os detentores da grande agro-indústria "mamaram" - e "mamam" - até à exaustão, nas "tetas" do erário público enquanto que a larga maioria dos verdadeiros Agricultores Portugueses foi condenada – pelo sistema – a ficar-se pelas "migalhas" da PAC e dos apoios nacionais. E a partir daqui, forjou-se a teoria dos "competitivos" e dos "não-competitivos" - outro dualismo artificial mas também ele de classe.

Para ilustrar melhor, assinale-se ainda que em plena crise financeira e alimentar, o sistema até engendrou processos para atribuir centenas de milhões de euros em subsídios públicos aos maiores proprietários e à grande agro-indústria sem a obrigatoriedade destes produzirem! É uma espécie de rendimento máximo garantido e quer chova quer faça sol... É um crime !

Agora mesmo, nesta última versão da PAC, com uma outra "invenção" – a do "esverdeamento" da PAC – complica-se a vida a quem quer e precisa de produzir e prepara-se o sistema para fazer chegar mais dinheiro público aos bolsos dos mesmos do costume, os grandes proprietários absentistas !

E numa dada fase da política nacional, até houve um ministro que "conseguiu" inventar uma série de caricatas medidas "agro-ambientais" para compor ainda melhor a conta bancária de uns tantos senhores (quase) feudais. Ou já estamos esquecidos disso ?

Acesso à Água e à Terra por parte dos pequenos e médios Agricultores

Entretanto, através de um enorme esforço público – com muitos e muitos milhões de investimento – construiu-se assinalável área de regadios. A água ou a ausência de água. Outro problema.

Neste momento, nos regadios de base pública, o acesso à água por parte dos pequenos e médios Agricultores também está ligado à questão do acesso à terra susceptível de ser regada (ou irrigada). Particularmente até no Alqueva. Sim, deixemos de lado os "hidropónicos" e similares…

Precisamos de utilizar os regadios prioritariamente para produzir pão ( e não tem que ser Milho geneticamente modificado). Não queremos os regadios para produzir eucalipto.

Produzir para alimentar – Prioridade ao mercado interno de proximidade

Precisamos produzir para alimentar a População Portuguesa em primeiro lugar. E aqui reside o pior dos modernos dualismos (para além do da estrutura fundiária de base):- temos um dualismo político e económico com o grande agro-negócio a produzir para a exportação, não importa o quê e ainda menos como é produzido. E nessa actividade delapidadora dos nossos recursos naturais, o grande agro-negócio está a ser super-apoiado pelas políticas públicas dos sucessivos governos, enquanto que, na maior parte dos casos, nem sequer paga impostos dentro de Portugal.

E, em contrapartida, temos a Agricultura Familiar, os pequenos e médios Agricultores, a pequena e média agro-indústria nacional, a serem desprotegidos, discriminados politica e economicamente.

E temos o mercado interno sujeito à "ditadura" comercial dos hipermercados que promovem as importações sem controlo eficaz, que pressionam em baixa os preços à (boa) produção nacional. E temos os mercados locais e de proximidade desclassificados, como "desclassificadas" pretende o sistema que sejam as Pessoas que os frequentam e principalmente os Agricultores.

Ou seja, são necessárias outras políticas agrícolas e de mercados. Políticas verdadeiramente alternativas e não apenas "duais" assim como se fossem o "bem" e o "mal".

Outubro - 2014

João Dinis

Promoção de um serviço de vinho responsável une parceiros nacionais - apresentação e lançamento no dia 28 de Outubro, pelas 17h, no Hotel Dom Henrique Downtown, no Porto



                      



PROMOÇÃO DE UM SERVIÇO DE VINHO RESPONSÁVEL UNE PARCEIROS NACIONAIS

Apresentação e lançamento da formação de serviço responsável para a HORECA de elevado perfil, amanhã, dia 28 de Outubro, pelas 17h30, no Hotel Dom Henrique Downtown, no Porto

"O Serviço Responsável faz o Negócio Sustentável" é o mote que impulsiona a parceria estabelecida entre a APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo e a ACIBEV - Associação de Vinhos e Espirituosas de Portugal, com o apoio da ViniPortugal e da Sogrape Vinhos. Unidos em torno de um compromisso com o Fórum Nacional de Álcool e Saúde, os parceiros apresentarão um programa de formação de serviço responsável para empresários de elevado perfil da restauração e hotelaria do Porto e da região Norte e autoridades da sociedade civil, no próximo dia 28 de Outubro, pelas 17h30 horas, no Hotel Infante Dom Henrique Downtown. 

Programa:
17h30 – Receção aos convidados
18h00 – Palestra de apresentação do evento
18h15 – Apresentação do programa e peça de teatro sobre os temas que integram a formação
19h00 – Prova de Vinho acompanhada de aperitivos
20h00 – Encerramento

Dividido em três partes, este projeto visa alcançar um grupo alargado de donos, gestores, profissionais, barmen e escanções ligados ao serviço na Horeca. Será iniciado com a divulgação do programa junto de profissionais de restauração e hotelaria, autoridades e comunicação social.

Contempla uma forte aposta num programa de formação, que será realizado em locais centrais, procurando, com a cooperação da ViniPortugal, formar profissionais de restauração e hotelaria sobre o serviço responsável de bebidas alcoólicas e como resolver problemas causados pelo abuso. As sessões terão a duração de 2 a 4 horas.

Estas acções serão fortalecidas por um programa "ON-LINE", que inclui o desenvolvimento de um programa de formação – com acesso alargado – do serviço responsável, com exame on-line e emissão de certificado de cumprimento, que será aceite pelos associados da APHORT como requisito de competência de emprego.

O Presidente da APHORT, Rodrigo Pinto Barros salienta que " Este programa responde à evolução do sector hoteleiro, restauração e de turismo e à maior relevância do serviço do vinho nestes segmentos. A excelência dos negócios deve ser sustentada por uma maior qualidade do serviço prestado e numa apresentação de soluções que vão ao encontro de quem os procura"

Enquanto Jorge Monteiro, Presidente da Viniportugal, explica que "enquanto produto prazer o consumo responsável do vinho exige um investimento na moderação e no sentido de responsabilidade do consumidor, sendo os profissionais HORECA um instrumento vital nesse processo educativo".

George Sandeman presidente da ACIBEV acrescenta «O compromisso dos operadores de vinhos e bebidas espirituosas, associados da ACIBEV, é mudar a cultura de abordagem às bebidas alcoólicas, promovendo um consumo moderado e responsável com programas do tipo "Wine in Moderation", o compromisso sectorial ao Fórum Europeu de Álcool e Saúde».


Estremoz :: Herdade das Servas abre restaurante com cozinha de base tradicional

Aberto todos os dias à excepção de terça-feira

Herdade das Servas abre restaurante com cozinha de base tradicional

 

·       Vinhos e gastronomia de mãos dadas no novo restaurante de Estremoz

·       Paulo Baía é o empresário que está no comando do Restaurante Herdade das Servas

 

Reforçando a distinção do Alentejo como "Melhor Região de Enoturismo do Mundo", atribuída recentemente pelo site de viagens do jornal norte-americano USA Today, os irmãos Carlos e Luís Serrano Mira – proprietários da Herdade das Servas – acabam de dar mais um passo no desenvolvimento do seu projecto de vinhos. Desta vez o ganho é na vertente de enoturismo, com a abertura de um restaurante "a tempo inteiro".

 

Desde o início do projecto, em 1998, que há um espaço de restauração na Herdade das Servas, contudo funcionava apenas mediante marcação, para grupos e com serviço em regime de catering. O cenário mudou a 01 de Setembro deste ano com a abertura do Restaurante Herdade das Servas, que aposta numa cozinha de base regional com alguns apontamentos de inovação, a fim de atingir não só o público de fora, mas também os alentejanos, para quem a cozinha tradicional faz parte do quotidiano.

 

Situado na propriedade – mais propriamente no edifício da adega, cave, loja de vinhos e escritórios da Herdade das Servas –, o Restaurante Herdade das Servas está aberto todos os dias, ao almoço e jantar, à excepção de terça-feira. Em regime de concessão, Paulo Baía é o empresário que está no comando deste novo projecto, assumindo não só a propriedade do mesmo mas também a chefia de sala. A cozinha é assegurada pela sua irmã, a chefe Maria da Fé Baía.

 

Vinhos do produtor em sintonia com uma cozinha autêntica

 

Como não poderia deixar de ser o vinho vai ter um lugar de destaque no Restaurante Herdade das Servas. A ementa foi elaborada em parceria e para cada prato – sopas, peixes, carnes – há uma sugestão de maridagem com um dos néctares do produtor. A refeição pode ser feita à carta ou elegendo um dos dois menus existentes: Vínico e de Degustação (ver composição abaixo, por favor).

 

A uma ementa fixa juntam-se opções que vão sendo acrescentadas de acordo com a sazonalidade dos produtos, bem como algumas sugestões diárias ou de fim-de-semana, como é o caso do 'Borrego Assado no Forno'. Para breve, a chefe Maria da Fé Baía vai criar pratos com caça (com perdiz, coelho e pombo bravo, por exemplo), entradas com túberas e com espargos selvagens. Das especialidades fazem parte os 'Cogumelos Grelhados e Recheados com Farinheira', a 'Sopa de Tomate à Alentejana', o 'Cação de Coentrada', o 'Borrego Assado no Forno', as 'Costeletas de Borrego Panadas', as 'Migas à Alentejana (com entrecosto)', as 'Bochechas de Porco com Migas de Batata à Alentejana' e, numa vertente mais "vanguardista", o 'Bife Wellington'. Neste registo e no que toca ao peixe, o 'Salmão Folhado' tem feito a delícia dos visitantes locais. As sobremesas, todas elas caseiras, são de comer e chorar por mais: 'Pudim das Servas', 'Pudim de Ovos', 'Sopa Dourada', 'Charcada', 'Toucinho do Céu', 'Quente e Frio', 'Pêras Bêbedas' e 'Gelado de Baunilha com Molho de Chocolate, Caramelo ou Frutos Vermelhos'.

 

MENUS

 

... Vínico (mínimo de 4 pessoas) | Preço: € 25,00 por pessoa

Gambas Fritas | Vinha das Servas branco

Sopa de Tomate com Garoupa e Hortelã da Ribeira | Monte das Servas Escolha branco

Cação de Coentrada | Herdade das Servas Colheita Seleccionada branco

Costeletas de Borrego Panadas | Herdade das Servas Colheita Seleccionada tinto

Bochechas de Porco com Migas de Batata à Alentejana | Herdade das Servas Alicante Bouschet Reserva

Bolinho de Chocolate | Herdade das Servas Reserva tinto

 

... de Degustação (mínimo 2 pessoas) | Preço: € 50,00 por pessoa

Cogumelos Grelhados e Recheados com Farinheira

Sopa de Tomate à Alentejana

Bacalhau às Servas

Carne de Porco com Amêijoas

Sopa Dourada e Pudim das Servas

 

Restaurante das Herdade das Servas

Morada: Estrada Nacional 4 - Km 136,4, em Estremoz

Telefone: 268 098 080

E-mail: restaurante@herdadedasservas.com

 

 


Portugal desperdiça um milhão de toneladas de comida por ano


por Ana Bela Ferreira16 outubro 201426 comentários

Portugal desperdiça um milhão de toneladas de comida por ano
Fotografia © Marta Abreu/Global Imagens
No Dia Mundial da Alimentação, governo e várias organizações assinaram compromisso para a redução do desperdício alimentar. Atualmente desperdiçamos um milhão de toneladas de comida por ano.
O objetivo é estudar o desperdício alimentar nos vários setores e tentar reduzi-lo, explica ao DN o secretário de Estado da Alimentação. "Fizemos uma reflexão profunda hoje, no Dia Mundial da Alimentação, que culminou com a assinatura de um compromisso ético de combate ao desperdício em todos os setores, da produção ao consumidor", acrescenta Nuno Vieira e Brito.
O único estudo feito até agora aponta para um desperdício anual de um milhão de toneladas de alimentos. Por ser uma realidade pouco contabilizada, o primeiro passo vai ser avaliar a quantidade de desperdício em cada setor. Com a ideia de que "a meta final é sempre o desperdício zero", o governante acredita que pode ser possível reduzir "20% do desperdício em cinco anos".
Envolvidos neste compromisso estão os municípios, entidades ligadas à educação, economia, saúde, agricultura e solidariedade social, instituições de solidariedade social e empresas. "É um compromisso que corre toda a sociedade e responsabiliza todos os segmentos" indica Nuno Vieira e Brito.
O governo está ainda disponível para "agilizar procedimentos legais" se isso ajudar a combater o desperdício alimentar. "Já existe alguma legislação para excedentes, mas se for preciso agilizar procedimentos podes rever a legislação, sem por em causa a qualidade e a segurança dos produtos", admite o secretário de Estado da Alimentação.

Agenda nacional de investigação do sobreiro e da cortiça em análise

Observatório da Cortiça reuniu investigadores e agentes de sector para a discutir acções a desenvolver para a Fileira.
As entidades representadas no Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça (CCSC) reuniram, pela segunda vez, com intuito de apresentarem as suas prioridades de investigação com vista à definição da Agenda Nacional de Investigação do Sobreiro e da Cortiça. Este plenário, que teve lugar na passada quinta-feira, no Observatório da Cortiça, em Coruche, reuniu investigadores e agentes de sector para a discussão e definição das principais linhas de actuação e acções a desenvolver, a médio e longo prazo, para a Fileira. Com as ideias apresentadas pretende-se avançar para a criação de um quadro de referência da investigação para o futuro da fileira, apelando à participação de todos os agentes - fileira e sistema científico - nessa tarefa.

Esta sessão contou com a presença do secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira e Brito.

A forte participação na sessão e que marca um momento histórico da fileira pela junção de um grande número de investigadores, oriundos da generalidade das universidades e centros de investigação, permitiu um avanço notável na elaboração da referida agenda de investigação. Até final do ano, este documento será finalizado com os contributos complementares, data a partir da qual se inicia uma nova etapa do CCSC, o trabalho de articulação com as instituições de financiamento da Investigação & Desenvolvimento.

O acordo de cooperação do CCSC foi assinado em Junho passado pelas várias entidades, tendo contado da parte do governo com a presença da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

O CCSC tem como objectivos: ser um fórum de congregação e partilha das competências existentes entre várias entidades, de forma a permitir dar respostas mais prontas, completas e eficazes aos diversos desafios que se colocam à exploração do sobreiro e da cortiça; contribuir activamente para a definição de uma agenda de investigação suberícola nacional aplicada; promover a competitividade da fileira da cortiça pela via da produtividade e sustentabilidade da cultura suberícola, assim como salvaguardar das florestas de sobreiro, com realce para a sua vertente de uso múltiplo.

É, ainda, objectivo do centro potenciar a divulgação do conhecimento científico em estreita ligação com os agentes da fileira, nomeadamente no espaço de aplicação suberícola; criar condições no terreno para o desenvolvimento da actividade experimental que se considere necessária à melhoria da produtividade e do estado sanitário dos sobreiros em Portugal; e constituir-se como veículo de transferência de conhecimento e adopção das melhores práticas disponíveis.

Deste centro fazem parte as seguintes entidades: Associação para a Competitividade da Industria da Fileira Florestal (AIFF); Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça (Filcork); Associação Portuguesa da Cortiça (Apcor); Câmara Municipal de Coruche (CMC); Centro Tecnológico da Cortiça (Ctcor); Companhia das Lezírias, S.A. (CL); Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); Instituto Nacional de Investigação Agrícola e Veterinária (INIAV); Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa (ISA); União da Floresta Mediterrânica (UNAC); Universidade de Évora (UE); e Universidade de Trás os Montes e Alto Douro (UTAD).