quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EUA e Suécia associam-se à banca para financiar negócios agrícolas em Moçambique

MOÇAMBIQUE
5/11/2014, 18:30
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Agências de desenvolvimento dos Estados Unidos e da Suécia anunciaram parcerias com três bancos comerciais de Moçambique no valor de 21,8 milhões de euros para financiar negócios agrícolas.


Ajudas destinam-se a pequenas, médias e grandes empresas moçambicanas, sobretudo as agrícolas pertencentes a mulheres
LUSA/LUSA

As agências de desenvolvimento dos Estados Unidos e da Suécia anunciaram nesta quarta-feira em Maputo parcerias com três bancos comerciais de Moçambique no valor de 27,25 milhões de dólares (21,8 milhões de euros) para financiar negócios agrícolas no país.

As parcerias da agência norte-americana USAID e da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (ASDI) com o Moza Banco, Banco Único e Socremo destinam-se a pequenas, médias e grandes empresas moçambicanas, sobretudo as agrícolas pertencentes a mulheres, e têm uma duração prevista entre seis e dez anos.

"Se proporcionarmos mais oportunidades para as empresas beneficiárias, elas podem criar mais emprego nas zonas rurais e mais produtos agrícolas podem ser exportados a partir de Moçambique, criando mais riqueza", afirmou o embaixador dos Estados Unidos, Douglas Griffiths.

"Esperamos que, com esta nova parceria, surjam mais beneficiários nas zonas produtivas do país", declarou hoje na cerimónia de apresentação do projeto, realizada no Centro cultural Americano em Maputo, o embaixador dos Estados Unidos, Douglas Griffiths, que mencionou as altas taxas de juro e garantias elevadas exigidas pela banca em Moçambique.

"Se proporcionarmos mais oportunidades para as empresas beneficiárias, elas podem criar mais emprego nas zonas rurais e mais produtos agrícolas podem ser exportados a partir de Moçambique, criando mais riqueza", afirmou o diplomata, lembrando que o seu país já tem dois acordos com bancos locais e que, em cinco anos, atribuíram créditos de 12,5 milhões de dólares (10 milhões de euros) a pequenas e médias empresas agrícolas, a maioria nos corredores da Beira e Nacala.

Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Ibraimo Ibraimo, reconheceu que "um dos constrangimentos, em particular para PME e pequenos empreendedores, é o acesso ao banco comercial".

Num documento distribuído hoje à imprensa, a USAID sustenta que, "apesar da grande procura de crédito, o acesso ao financiamento em todos os segmentos e setores de mercado continua fraco em Moçambique" e muitos bancos "estão hesitantes emprestar às micro, pequenas e médias empresas ou às empresas agrícolas".

O presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Ibraimo Ibraimo, reconheceu hoje que "um dos constrangimentos neste país, em particular para PME e pequenos empreendedores, é o acesso ao banco comercial por causa da grande questão sempre colocada e discutida das garantias bancárias" e que as parcerias hoje anunciadas garantem a possibilidade de a sua instituição "partilhar riscos de forma segura e desenvolver este negócio".

"Todos nós ouvimos falar de emprego, mulheres e áreas rurais", disse a embaixadora sueca em Maputo, Irina Schoulgin Nyoni, no final da cerimónia da apresentação das parceiras.

A 30 de setembro foram assinados dois acordos que preveem uma parceria da USAID com o Moza Banco e o Banco Único, durante uma década e no valor de 17,25 milhões de dólares (13,8 milhões de euros) para negócios agrícolas, com foco num programa desenvolvido nas províncias de Tete, Nampula, Zambézia e Manica, e uma outra da ASDI e da agência norte-americana para o desenvolvimento para micro e pequenas empresas rurais, sobretudo as pertencentes a mulheres, envolvendo um montante de dez milhões de dólares (oito milhões de euros) durante seis anos.

"Todos nós ouvimos falar de emprego, mulheres e áreas rurais", disse a embaixadora sueca em Maputo, Irina Schoulgin Nyoni, no final da cerimónia da apresentação das parceiras, "e esses são os códigos deste projeto", resumiu.

Tráfico de seres humanos no sector agrícola na mira da GNR


Rádio Pax - 05/11/2014 - 00:08

Tráfico de seres humanos no sector agrícola na mira da GNR 

    
A Guarda Nacional Republicana intensifica, a partir deste mês e até Janeiro de 2015, o patrulhamento nas explorações agrícolas através da operação operação "AGRISEGUR".  

A GNR pretende "prevenir a criminalidade em geral e, em particular, o furto de produtos agrícolas, o furto de cobre e outros metais não preciosos e situações de tráfico de seres humanos".

A GNR quer que as diversas campanhas agrícolas sejam realizadas "num clima de segurança, garantindo a protecção de pessoas e bens, procurando ainda identificar situações de tráfico de pessoas".

A Guarda Nacional Republicana assegura que "durante as diversas acções será ainda promovido o contacto com as comunidades rurais, muito especialmente dos agricultores, para alertar sobre medidas de prevenção e protecção contra furtos, em particular contra furto de metais não preciosos, e ainda sobre a utilização segura dos veículos agrícolas".

"Esta operação é realizada atendendo a que é neste período do ano (Novembro a Janeiro), que as explorações agrícolas levam a efeito as campanhas de apanha, preparação, transporte e transformação para venda de produtos agrícolas".

No ano passado as autoridades fizeram várias detenções nos campos do distrito de Beja por alegado tráfico de seres humanos.

O primeiro passo para a criação de estratégias partilhadas face ao lobo ibérico



No dia 28 de Outubro, teve lugar na Escola Superior Agrária de Castelo Branco a primeira Reunião de Trabalho Ibérica sobre Mitigação de Conflitos com o Lobo, que juntou associações de criadores, autoridades e investigadores, representando mais de uma dezena de instituições directamente envolvidas na gestão do lobo, em Portugal e em Espanha.

De associações como a Confagri, a Acrisabugal ou a Acriguarda à Junta de Castilla la Mancha, passando por organismos como o CIBIO, o ICNF e o Grupo Lobo, todos partilharam planos, anseios e casos de sucesso. Foi um dia de descoberta de soluções oriundas de outras paragens que poderão vir a beneficiar a coabitação com o lobo na área do Projecto MedWolf: a Guarda e Castelo Branco.

Incluindo apresentações que dissecaram em pormenor os tipos de maneio de gado e a sua exposição ao lobo no Noroeste de Portugal, na região espanhola da Cantábria e na província de Guadalajara. A criação de uma plataforma europeia de colaboração na gestão das populações dos grandes carnívoros foi também aqui anunciada.

Tratou-se igualmente de um dia de discussão franca e produtiva, através de uma mesaredonda em que foram dados os primeiros passos para o consenso face a alguns aspectos-chave desta problemática.

Em breve, será dado o passo seguinte na estratégia inclusiva de diálogo promovida pelo Projecto MedWolf: o alargamento da discussão a todos os criadores nas zonas mais afectadas pelo ressurgimento da actividade das alcateias. Isto através de reuniões mais amplas com os criadores da região, onde serão discutidos estes e outros caminhos que possam levar a uma coexistência menos conflituosa com o nosso maior e mais ameaçado predador: o lobo ibérico.

Esta Reunião inseriu-se no Projecto LIFE MedWolf – Boas Práticas para a Conservação do Lobo em Regiões Mediterrânicas, e teve a colaboração da Acção - Piloto – A criação de gado bovino em regime extensivo na Península Ibérica: métodos de protecção contra ataques de lobo, desenvolvida pelo CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) e pelo ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas)

Fonte:  Grupo Lobo


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Enólogo de Pétrus é o novo consultor da Quinta da Boavista


17 de Outubro de 2014, por Maria João de Almeida
 

 
 
Depois de 44 anos à frente da enologia de uma das casas produtoras de vinho mais famosas do mundo, o Château Pétrus, em Pomerol, Bordéus, e aposentado desde final de 2007, Jean-Claude Berrouet está já a trabalhar com Rui Cunha, o enólogo residente da Quinta da Boavista, nos vinhos da colheita de 2013, a primeira vindima realizada desde a aquisição da propriedade pela Lima Smith, no ano passado.
 
Os primeiros vinhos deverão chegar ao mercado em 2016. Os novos proprietários esperam que Jean-Claude seja uma forte mais valia na construção da nova marca Boa Vista, que faça jus ao prestígio desta propriedade histórica do Douro.O contacto com o famoso enólogo francês foi intermediado por Pierre Beuchet, acionista da Champy, histórica casa de vinhos da Borgonha na qual os proprietários da Quinta da Boavista, Marcelo Lima e Tony Smith, detêm participação, desde junho deste ano.
 
«O nosso sócio Pierre é amigo pessoal de Jean Claude e informou-nos que em principio já não aceitava mais trabalhos de consultadoria, mas falamos, convidamos e ele veio aqui, conheceu as propriedades, a nossa equipa e os nossos vinhos e gostou. Assim começamos esta colaboração», conta Tony Smith, um dos sócios da Lima Smith, empresa que detém as quintas Covela e Boavista e a marca Quinta das Tecedeiras, no Douro, além da participação no capital da casa Champy.

Para os sócios da Lima Smith, a colaboração de Jean-Claude é "uma honra" desde logo porque, desde 2008, o enólogo e o filho, Jean-François, que com ele colabora, decidiram limitar o seu trabalho de consultoria a um número muito restrito de produtores.
 
«Para mim e para o Jean-François este é um grande desafio – participar na criação de vinhos que serão embaixadores duma região produtora com tão grande reconhecimento histórico», sublinha Jean-Claude Berrouet.

 

Empresa de Viseu fabrica sabonete com vinho do Dão


26 de Outubro de 2014, por Elisabete Mendes
 

 
O vinho do Dão é o ingrediente principal do mais recente sabão produzido pela Só Sabão. Esta empresa sediada no centro histórico de Viseu recupera técnicas ancestrais de saboaria aliadas a uma imagem moderna que está a seduzir os consumidores.

Vítor Rodrigues, fundador da Só Sabão, explicou que «o sabão de vinho, tem como base o azeite de azeitona galega, óleo de grainha de uva, folha de videira e vinho da região do Dão». As propriedades cosméticas do vinho são amplamente reconhecidas, mas em Portugal os tratamentos de vinoterapia recorrem normalmente a produtos franceses, algo que Vítor Rodrigues quer mudar, mostrando ao produtores outras aplicações possíveis.

Rótulos dos alimentos nocivos vão ser revistos

ROMANA BORJA-SANTOS 04/11/2014 - 15:07
Ministério da Saúde quer que "os pais saibam o que estão a dar às suas crianças em termos de sal e açúcar". Nova taxa sobre estes alimentos não está posta de parte.

 
A ideia do Governo é alertar através de semáforos para os alimentos mais nocivos ADRIANO MIRANDA

 Testes para diabéticos mais baratos a partir de domingo
O Ministério da Saúde quer avançar com uma revisão dos rótulos dos alimentos, para que fique mais claro para o consumidor os casos em que os produtos são nocivos devido ao excesso de açúcar ou sal. No entanto, pelo menos enquanto não houver uma "redução da fiscalidade geral", fica para já afastada a ideia — que chegou a estar em cima da mesa em 2014 — de se aplicar uma sobretaxa sobre este tipo de alimentos.

A notícia sobre a intenção de rever os rótulos foi avançada nesta terça-feira pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, durante a sua intervenção na apresentação do Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes. "Queremos fazer uma revisão da forma como funciona a rotulagem dos alimentos em Portugal, em particular para que os pais saibam o que estão a dar às suas crianças em termos de sal e açúcar", afirmou Leal da Costa, em referência à associação entre a diabetes e os maus hábitos alimentares e ao facto de a doença estar a surgir em pessoas cada vez mais novas.

A revisão dos rótulos, esclareceu o secretário de Estado, vai ser ainda negociada com o Ministério da Economia e o Ministério da Agricultura e estará em linha com as práticas da União Europeia. A ideia é que nos próximos seis meses o tema seja também debatido com a indústria alimentar.

Questionado pelo PÚBLICO sobre se a reforma dos rótulos significa que o Governo abandonou a ideia de taxar os chamados alimentos nocivos, que chegou a ser debatida para 2014 e não está prevista na proposta do Orçamento do Estado para 2015, Leal da Costa afastou, para já, qualquer imposto adicional.

"Eu nunca deixo cair uma boa ideia. Mas num contexto como aquele em que estamos a viver, com um IVA globalmente elevado e uma carga fiscal sobre os consumidores em geral muito elevada, a eficácia das taxas diferenciais é muito menor. Aquilo que nós tínhamos a ganhar num contexto de modulação de consumo seria muito pouco, a doutrina assim o demonstra", explicou.

Uma posição que não é corroborada pelo presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. "Com a crise, as pessoas têm pouca capacidade económica e vão buscar alimentos de alto teor calórico e muitos alimentos açucarados, porque são os mais baratos. A diabetes está a aumentar muito nas zonas carenciadas e nas populações economicamente mais débeis", salientou Luís Gardete Correia. O também coordenador do Observatório Nacional da Diabetes sublinhou que uma taxa semelhante foi aplicada em alguns estados dos EUA, onde também foram reduzidas as embalagens destes produtos, com "sucesso na redução da diabetes".

"Se é verdade que a fiscalidade mais elevada sobre os produtos nocivos é uma forma de modular o consumo, não é menos verdade que outra forma é precisamente o contrário: diminuir as taxas sobre os produtos mais saudáveis. A tendência tem sido essa. A fruta, por exemplo, tem o IVA mínimo, o que faz todo o sentido", contrapôs Leal da Costa.

Por isso, o governante defendeu que "o passo mais importante prende-se com a identificação clara em rótulo, eventualmente com semáforos de alimentos que tenham elevado teor de sal ou de açúcar". "Educa o consumidor e ajuda-o a fazer escolhas e, por outro lado, tem um efeito muito importante de ajudar os pais a escolherem os melhores alimentos para os seus filhos, porque muitas vezes são levados a comprar alguns alimentos porque simplesmente desconhecem a quantidade real de açúcar que lá está", justificou.

Na proposta do próximo Orçamento do Estado para a saúde está prevista uma receita de 100 milhões de euros vinda dos chamados impostos especiais sobre o consumo, que abrange produtos como o álcool e o tabaco. O Documento de Estratégia Orçamental, apresentado em Maio, já falava nos mesmos 100 milhões, mas na altura ainda estava em cima da mesa a pouco consensual taxa sobre estes alimentos — pelo que sem ela essa verba dificilmente será atingida.

Produtores discutem quarta-feira denominação de origem do vinho Alvarinho


04-11-2014 15:09 | Norte
Fonte: Agência Lusa 
Porto, 04 nov (Lusa) - A questão da denominação de origem do vinho Alvarinho vai ser discutida na quarta-feira entre produtores que defendem que Monção e Melgaço devem manter o exclusivo e adeptos do seu alargamento ao resto da região dos vinhos verdes.

O encontro entre as duas partes vai realizar-se no Porto e foi marcado depois de o Ministério da Agricultura ter mandatado a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) para "apresentar uma solução de consenso" entre as duas partes, disse à agência Lusa o presidente daquele órgão, Manuel Pinheiro.

"Não há motivo para que seja possível fazer Alvarinho DOC (Denominação de Origem Controlada) em todo o país, exceto em 90 por cento da região dos vinhos verdes", argumentam produtores que defendem que tal denominação Alvarinho deve ser alargada.

Num documento a que a agência Lusa teve acesso, esses produtores contestam argumentos da outra parte e alegam, nomeadamente, que estão ser vítimas de um tratamento desigual.

"Esta discriminação retira valor aos produtores da região face aos colegas do Douro, Ribatejo, Lisboa e Alentejo, que podem usar livremente a denominação Alvarinho" nos seus vinhos, exemplificam.

Afirmam que "não está em causa o vinho Alvarinho, que já se produz e vende em toda a região, mas apenas mencionar o nome da casta no rótulo" e rejeitam ainda a tese da outra parte de que o alargamento da designação da casta ao resto da região vai levar a perdas de valor e, portanto, lesar os produtores de Monção e de Melgaço.

"Neste momento, o Alvarinho mais barato de Portugal é o que se provém de Monção e de Melgaço", referem no mesmo documento.

Diogo Teixeira, um dos produtores alinhados com o movimento que contesta o exclusivo detido por aqueles dois concelhos do Alto Minho, disse à Lusa depositar "muita esperança" na reunião desta quarta-feira e acreditar que se vai "chegar a um bom acordo" para as duas partes.

A reunião vai ser arbitrada pela própria CVRVV, contará com um observador do Ministério e a cada uma das partes estará representada por uma comissão por cinco membros.

"Sentimos que temos um Alvarinho censuradVio. Não podemos identificar os nossos vinhos como Alvarinho DOC", resumiu.

O presidente da Adega de Guimarães, Sequeira Braga, é de opinião que "este é um problema político, mais nada".

A agência Lusa tentou ouvir também o presidente da Adega de Monção, Armando Fontainhas, e o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho, Miguel Queimado, que defendem a manutenção da denominação de origem tal como está, mas ambos recusaram prestar declarações antes da reunião.

Há pouco mais de um mês, Miguel Queimado resumiu a sua posição deste modo: "O alargamento da produção ia confundir o consumidor e destruir um valor construído por nós e que distribui riqueza na região".

Em 02 de maio, a Assembleia da República aprovou dois projetos de resolução, do PSD e do PS, que recomendam ao Governo que garanta que apenas os vinhos produzidos em Monção e Melgaço podem usar o nome Alvarinho.

O Conselho Geral da CVRVV votou em sentido oposto nos dias 25 desse mês e 07 de junho.

Com a polémica bem viva, viticultores, produtores e munícipes dos concelhos de Monção e Melgaço anunciaram no passado dia 31 o lançamento de um "abaixo-assinado" pela manutenção da exclusividade da designação vinho verde Alvarinho naquela sub-região demarcada.

AYM // JGJ

Lusa/fim

6ª Edição do Dia Europeu do Enoturismo



Portugal tem 22 Municípios e 4 Rotas de Vinho a participar na comemoração do Dia Europeu do Enoturismo 2014

Pela sexta vez consecutiva a AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho associou-se à RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho, entidade organizadora do evento, para dinamizar em Portugal este dia, que no presente ano irá decorrer a 9 de Novembro, ou seja o segundo domingo do mês de Novembro.

Esta edição já conta com a participação de inúmeras Cidades e Rotas de Vinhos Europeias para comemorar, de forma simultânea, nos principais territórios vitivinícolas Europeus o Dia Europeu do Enoturismo, tal como Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia.

Cidades, territórios e rotas dos vinhos portugueses aderentes estão a preparar e dinamizar os seus programas de actividades, sempre com a colaboração de parceiros locais e regionais para organização de actividades como visitas às adegas, menus enogastronómicos em restaurantes, fins-de-semana temáticos em alojamentos, visitas a museus e ao território, etc. (os programas nacionais e europeus, encontram-se nos sites da RECEVIN (www.recevin.net), dos municípios e rotas aderentes).

Em Portugal vão participar 22 Cidades e 4 Rotas de Vinhos na comemoração da 6ª Edição do Dia Europeu do Enoturismo. Os Municípios Portugueses aderentes são: Águeda, Barcelos, Beja, Cartaxo, Coruche, Ferreira do Alentejo, Loures, Melgaço, Montijo, Nelas, Oeiras, Ourém, Palmela, Penalva do Castelo, Ponte da Barca, Praia da Vitória, Setúbal, Sintra, Tomar, Reguengos de Monsaraz, Viana do Castelo e Vidigueira. As Rotas participantes são a Rota de Vinhos do Alvarinho, Rota dos Vinhos do Tejo, Rota de Vinhos da Península de Setúbal e Rota de Vinhos Bucelas, Carcavelos e Colares.

Com o sucesso do Dia Europeu do Enoturismo, de ano para ano, tem-se verificado o aumento do interesse de participação dos Municípios e das Rotas. Para ultrapassar os constrangimentos financeiros, estas iniciativas são organizadas em parceria com os agentes territoriais, criando-se desta forma uma dinâmica interessante nas regiões com programas apelativos, estimulando o aumento de visitantes, e o consumo, dos produtos dos territórios, desde o vinho até à gastronomia, passando pelo alojamento, produtos típicos regionais, etc.

Esta ampla gama de atividades organizadas por todas estas Cidades e Rotas do Vinho, vão oferecer uma oportunidade única para aproximar da cultura do vinho os cidadãos. Para as cidades participantes vai ser uma ocasião importante de promoção e divulgação da sua oferta vinícola, gastronómica e do património.

A criatividade nas actividades e na promoção marcam a diferença de cada região, fazendo com que a oferta por território seja única e diferenciada.

Oliveira da Serra: o azeite com mais prémios nacionais e internacionais



Comércio - 03 de Novembro de 2014Comentar

Oliveira da Serra acreditou que era possível e, este ano, está a colher os frutos do regresso à agricultura e da aposta no olival português. O Lagar Oliveira da Serra conquistou o primeiro lugar no ranking do World's Best Olive Oil Mills, devido à qualidade dos azeites que aí se produzem, ao longo do ano a marca recebeu 47 prémios distribuídos pelos 22 concursos em que participou e o seu azeite Lagar do Marmelo foi reconhecido como o melhor azeite do mundo na categoria de frutado verde ligeiro no concurso Mário Solinas.
A nível individual Oliveira da Serra Gourmet é o azeite português preferido dos júris dos concursos, e segundo a classificação atribuída pelo World's Best Olive Oils ocupa o sexto lugar no ranking dos azeites mais premiados do mundo em 2014. De acordo com a British Airways, o azeite Oliveira da Serra é igualmente um dos eleitos do consumidor em geral. Um estudo recente promovido por esta companhia aérea coloca o azeite Oliveira da Serra no top 10 das preferências de compras dos britânicos nas suas férias, facto ainda mais curioso uma vez que se trata de um país sem tradição de azeite.
Isabel Roseiro, Strategic Marketing Manager de Oliveira da Serra, admite que "o reconhecimento, tanto nacional como internacional, é muito importante não só para Oliveira da Serra mas também para Portugal, pois conseguimos posicionar o azeite português como um dos melhores do mundo, e estas conquistas são, sem dúvida, uma porta de entrada para os azeites, e outros produtos portugueses, em mercados internacionais".
Entre os concursos que Oliveira da Serra participou ao longo do ano, destacam-se os prémios ganhos no Mário Solinas, Ovibeja, Sial Canadá, Oil China, Olive Japan, Copenhagen International Olive Oil Award, Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra (CNAVE), CINVE, Terraolivo e mais recentemente o concurso Olivinus.

Venda de antibióticos veterinários cai 15% na Europa


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014
As vendas de antibióticos para utilização veterinária caíram cerca de 15% na Europa entre 2010 e 2012. De acordo com os dados divulgados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), dos 20 países europeus que forneceram dados ao longo deste período, 18 observaram reduções que variam de 0,4% a 49%.

 
"Estes números mais recentes, que sugerem uma tendência positiva em termos do uso responsável de antibióticos em animais na Europa, são muito bem-vindos", explica David Mackay, o chefe de divisão da EMA sobre medicamentos veterinários.

De acordo com os Estados-Membros, os fatores que podem ter contribuído para esta queda podem estar relacionados com os programas e campanhas nacionais sobre o uso responsável de antibióticos, as restrições ao uso de determinados agentes antimicrobianos, o aumento da consciencialização da ameaça da resistência antimicrobiana, as metas de redução para o uso de antimicrobianos na produção animal em certos Estados-Membros e as flutuações no tamanho e tipos de populações animais.

Para o relatório de 2012, 26 países do Espaço Económico Europeu (EEE) apresentaram dados sobre a venda de antibióticos autorizados no seu território. Estes países são responsáveis ??por aproximadamente 95% da população animal produtora de alimentos na região. 

Quebra na produção nacional de castanha sobe os preços


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014
Os agricultores nacionais, em especial da região da Padrela, estão a reportar "quedas brutais" na produção de castanha. A quebra na produção nacional deve-se, sobretudo, à septoriose do castanheiro, um fungo que se desenvolve em climas amenos como o registado este verão em Portugal, e está a levar a um aumento nos preços da castanha.

 
"A situação está complicada. Não há castanha. Nós praticamente só vivemos da castanha e temos esta calamidade", referiu à Lusa um agricultor de Vilarinho do Monte, na freguesia de São João da Corveira (Valpaços). Alguns produtores queixam-se de quedas na ordem dos "90%" e que, em alguns casos, "são totais".

A Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela estende-se por cinco mil hectares, abrangendo as freguesias de Valpaços, Chaves, Murça e Vila Pouca de Aguiar, zonas em que a produção média anual de castanha costuma rondar os "cerca de 10 milhões de quilos de castanha", o que representa um volume de negócios de vários milhões de euros.

Novas regras para a promoção dos produtos agrícolas da UE adotadas


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014
Já foi publicado o novo regulamento sobre a promoção dos produtos agrícolas da União Europeia, na sequência da sua aprovação formal pelos Estados-Membros e pelo Parlamento Europeu nas últimas semanas. 

 
Concebida como um instrumento para abrir novos mercados e diversificar os parceiros comerciais, a nova política visará as atividades de promoção com um valor acrescentado para a União Europeia, favorecendo a simplificação dos procedimentos e a redução da burocracia. O atual orçamento de 61 milhões de euros por ano aumentará para 200 milhões de euros e as taxas de cofinanciamento serão também mais elevadas.

O novo Comissário da União Europeia responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, sublinhou que "um dos pontos fortes da União reside na qualidade e diversidade dos seus produtos agroalimentares. Assistimos nos últimos anos a um aumento constante das nossas exportações (para 110 mil milhões de euros) e estou otimista de que o setor agroalimentar poderá constituir um importante motor para a criação de mais empregos e mais crescimento na União Europeia. No contexto concorrencial em que vivemos, estou convencido de que o novo regime de promoção e o aumento para o triplo do orçamento consagrado a esta área (para 200 milhões de euros por ano) reforçarão, a médio prazo, as nossas capacidades para encontrar novos mercados, diversificar os já existentes e explicar aos consumidores europeus e do resto do mundo as normas aplicáveis aos produtos agrícolas e a grande tradição e diversidade de produtos disponíveis na UE."

Ao abrigo das novas regras, o cofinanciamento nacional desaparecerá e as taxas de cofinanciamento da UE aumentarão para 70% no caso de programas simples apresentados por uma organização de um Estado-Membro, para 80% quando se trata de programas envolvendo vários Estados-Membros ou destinados a países terceiros e para 85% quando se trata de medidas de crise. 

Fundação de Bill Gates gasta maior parte dos subsídios à agricultura em países ricos


04 Novembro 2014, 14:38 por David Santiago | dsantiago@negocios.pt


Cerca de 75% dos fundos de apoio à agricultura distribuídos pela Fundação Bill & Melinda Gates a ONG são encaminhados para instituições norte-americanas, sendo que apenas 5% são destinadas a ONG africanas.
Um estudo da ONG Grain, sediada em Barcelona, divulgado esta terça-feira, mostra que a Fundação Bill & Melinda Gates acaba por gastar a fatia mais significativa dos seus apoios em países ricos.
 
A fundação de Bill Gates é talvez uma das maiores, senão mesmo a maior, organização de cariz filantrópico em todo o mundo tendo já distribuído, desde a sua criação em 2000, mais de 3 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em donativos.
 
O relatório da Grain, revela que praticamente metade dos apoios atribuídos pela fundação de Bill Gates, ao longo destes anos, foi direccionado para o apoio de instituições de pesquisa relacionada com agricultura.
 
No entanto, destes fundos canalizados para o apoio de ONG que operam na área da agricultura, 75% foram para instituições norte-americanas, sendo que apenas cerca de 5% foram canalizados para ONG africanas.
 
Dos restantes cerca de 1,5 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), segundo o relatório, "mais de 80% dos apoios foram dados a organizações nos Estados Unidos e na Europa e apenas 10% a organizações em África".
 
"De longe, os maiores receptores de apoios são os Estados Unidos, seguidos do Reino Unido, Alemanha e Holanda", pode ainda ler-se no relatório.
 
Um dos fundadores da ONG sediada em Barcelona, o agrónomo Henk Hobbelink, afirma-se surpreendido com as conclusões retiradas da análise dos apoios garantidos pela fundação do fundador da Microsoft.
 
"Quando examinamos a base de dados dos fundos da fundação, ficámos espantados que eles parecem querer combater a fome no sul atribuindo dinheiro a organizações do norte. A maior parte dos subsídios para a agricultura é dada a organizações nos Estados Unidos e na Europa", lamentou Hobbelink.

Grupo Euroeste interessado na gestão de imóveis agrícolas da banca


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014
O Grupo agroindustrial Euroeste, que opera sobretudo a nível internacional, está interessado na gestão de imóveis agrícolas. A empresa explicou ao Jornal de Negócios que não vê mais-valia em manter explorações agrícolas no mal-parado dos bancos e quer profissionalizar a gestão a terceiros.

 
Pedro Garcia de Matos, administrador e sócio fundador da empresa, disse ao jornal que "nenhum banco em Portugal tem capacidade para gerir uma exploração agrícola. Porque é que não dão oportunidade a empresas que sabem gerir?"

Segundo o Jornal de Negócios, o conjunto de empresas que compõem o Grupo gere vários milhares de hectares de exploração agrícola, quer em território português quer no estrangeiro, arrendados e geridos para terceiros.

Uma das sugestões da empresa inclui a integração da gestão de terrenos alheios, em que a empresa que se associar à Euroeste na rentabilização da exploração agrícola "ganha em função da produtividade anual obtida".

A Euroeste, que opera deste 1986 em países como Angola, Venezuela e Bulgária, é especializada na produção agrícola de hortofrutícolas e cereais, pecuária e de rações.

Copa-Cogeca “dececionada” com suspensão das ajudas aos produtores de hortofrutícolas


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014
A Copa-Cogeca manifestou a sua deceção em relação à decisão da Comissão Europeia de suspender temporariamente o regime de ajuda aos produtores de hortofrutícolas que estão a ser afetados pelo embargo russo. De acordo com a cooperativa, até ao final de agosto apenas foi usada uma porção do dinheiro concedido para esse fim.

 
A cooperativa europeia quer agora que os restantes fundos atribuídos pelo regime de ajuda, estimados em cerca de 85 milhões de euros, sejam gastos no próximo mês de janeiro para financiar um novo regime destinado a evitar o colapso do mercado numa altura em que o volume de produção "estarão no seu nível mais alto".

Pekka Pesonen, Secretário Geral da Copa-Cogeca, refere que "tendo em conta que normalmente 29% das exportações de hortofrutícolas se destinam à Rússia e que em alguns casos os preços caíram para metade, lamento profundamente a pronta suspensão do regime por parte da Comissão Europeia antes que os agricultores tivessem tido tempo de o aplicar. Devem tomar-se medidas adicionais específicas para evitar a descida dos preços e uma maior diminuição dos rendimentos. A partir de janeiro, altura em que começará a principal temporada de exportações para a Rússia, devem tomar-se medidas mais fortes."

Agricultores que queiram beneficiar dos pagamentos ligados aos animais devem manifestar essa intenção


por Ana Rita Costa
4 de Novembro - 2014

Até ao próximo dia 31 de dezembro de 2014, os agricultores que tenham a intenção de beneficiar em 2015 dos pagamentos ligados aos animais terão de manifestar essa intenção através do portal do IFAP ou através de entidades recetoras reconhecidas por este organismo.
 
Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, "esta é a primeira etapa da operacionalização da reforma da PAC. Pedimos aos agricultores que manifestem a sua intenção de candidatura aos pagamentos ligados aos animais para que possamos preparar a campanha de ajudas em 2015 com normalidade. Estamos a fazer todos os esforços para que a primeira campanha de ajudas desta nova PAC corra da melhor forma. Para isso estão a ser colocadas à disposição dos agricultores informações nos sites dos nossos serviços sobre o início da campanha".

O novo regime destes pagamentos funcionará em regime de candidatura a prémio de forma anual, acabando o antigo regime de direitos. Este apoio está, ainda, condicionado à aprovação pela Comissão Europeia.

Açores comemoram 150 anos do início de exportação de ananás para Inglaterra

04-11-2014 
 

 
Palestras, provas gastronómicas, um concurso de produtores e uma exposição vão assinalar, na freguesia da Fajã de Baixo, Ponta Delgada, entre 12 e 15 de Novembro, os 150 anos do início da exportação do ananás dos Açores para Inglaterra.

Fonte da Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, na ilha de S. Miguel, adiantou à agência Lusa que durante quatro dias será levado a cabo um «vasto programa comemorativo» para assinalar a efeméride, numa localidade onde, apesar da pressão imobiliária dos últimos anos, a cultura do ananás ainda sobrevive.

De acordo com registos históricos, foi precisamente a 12 de Novembro de 1864 que ocorreu o envio da primeira remessa do fruto rei, produzido na ilha de S. Miguel, para a cidade de Londres, uma exportação que de significativa passou a residual ou inexistente com o passar dos anos.

Além da sessão solene de abertura no salão nobre da Junta de Freguesia e do lançamento de um selo comemorativo, decorrerá também a 12 de Novembro, a partir das 18:30 horas, a inauguração de uma exposição, com a reprodução real de uma estufa, exibição de plantas, ananases, utensílios e vestuário utilizado pelos estufeiros.

A mesma fonte adiantou que o segundo dia será dedicado à vertente económica do ananás, estando prevista uma palestra, pelas 20:30 (21:30 em Lisboa), sobre o passado, presente e futuro, tendo como moderador o antigo presidente da junta de freguesia e estudioso da cultura do ananás João Carlos Macedo.

Para o antigo autarca, mais do que falar em cultura do ananás deveria falar-se em economia do ananás, recordando que o fruto deu origem a empresas importantíssimas na região, como é o caso da Corretora, antigo Banco Micaelense, Carregadores Açoreanos, entre outras.

O programa comemorativo inclui, ainda, outra palestra sobre a vertente histórica do ananás, uma sessão de esclarecimento sobre nutrição, degustação de produtos, como licores e doces feitos com ananás, a presença de um "chef" que irá preparar no local vários pratos e um concurso para premiar o melhor produtor de ananás.

O fruto rei nos Açores continua a ser cultivado de forma totalmente biológica em estufas, essencialmente nos concelhos de Ponta Delgada e Vila Franca do Campo, na ilha de S. Miguel, sendo que a produção anual é cada vez menor e atinge, actualmente, pouco mais de mil toneladas.

O ananás de S. Miguel é originário da América do Sul e Central, tendo sido introduzido no arquipélago como planta ornamental em meados do século XIX, enquanto as primeiras explorações de carácter comercial surgiram em 1864.

A produção do ananás desde a toca até ao fruto pronto a colher leva cerca de dois anos. No Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA) estão em curso vários estudos para melhorar e reduzir custos de produção do fruto, que tem no abacaxi o seu principal rival comercial.

Entretanto está prevista para 2015 a conclusão do Centro de Interpretação do Ananás de São Miguel, que ficará localizado no edifício onde funcionou a Junta de Freguesia da Fajã de Baixo entre 1940 até 2014 e que antes tinha sido escola. O edifício construído foi construído no final dos anos 20 do século passado.

Fonte: Lusa

Ébola: risco através de carne de caça importada é baixo


Agência Europeia de Segurança Alimentar diz que consumo de carne de animais selvagens africanos é pouco significativo na Europa. Se houvesse transmissão do vírus por essa via, traria «graves consequências» sanitárias

Por: Redação / VC    |   ontem às 18:10
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A Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA) esclareceu esta terça-feira que o risco de entrada e transmissão do vírus Ébola na Europa, através da importação da carne de caça africana é baixo. 

Os especialistas da AESA analisaram a questão a pedido da Comissão Europeia. Chegaram a essa conclusão, adiantando ainda que o consumo de carne de animais selvagens africanos, nomeadamente macacos e antílopes, é «pouco significativo» na Europa. 

Para além do mais, a importação daquela carne - conhecida por abrigar o vírus Ébola em África - é ilegal na Europa, recordou a AESA. 

De qualquer modo, fica a advertência de que, havendo contaminação por essa via, traria «graves consequências» sanitárias.

Portugueses continuam a cortar nas idas às compras

    
Ana Serafim Ana Serafim | 04/11/2014 19:12:08 626 Visitas   
"Os lares portugueses continuam a reduzir e a optimizar as compras"
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Portugueses continuam a cortar nas idas às compras
Os portugueses continuam a reduzir o número de vezes que vão ao supermercado. Até Outubro, a frequência de compra, medida através do tráfego nas lojas, caiu 4,4% face aos primeiros dez meses de 2013, revelou hoje a Kantar Worldpanel.

A consultora indica ainda que esta queda "não está a ser compensada pelo aumento do volume comprado em cada acto" que cresce apenas 1%, em particular no que diz respeito aos artigos de grande consumo.

"Este processo de redução feito pelos lares verifica-se desde 2010, de forma lenta, mas constante, ao longo destes últimos quatro anos", contabilizam os dados da Kantar, que situa a redução desde 2010 em 2,8%.

"Os lares portugueses continuam a reduzir e a optimizar as compras, como demonstra a continua queda do volume comprado pelas famílias, pelo menos até Outubro último", constata em comunicado.

Conclui ainda que, perante os dados "as acções promocionais dos retalhistas ou dos produtores não estão a conseguir – em termos globais – aumentar nem a frequência de compra, nem a compra por ato, de forma a conseguir fazer crescer o mercado, em termos de volume total comprado".

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Copa-Cogeca: Apenas uma parte do regime de ajuda da UE foi utilizado para o sector das frutas e hortícolas

04-11-2014 
 

   
O Copa-Cogeca manifestou grande decepção perante a suspensão temporária pela Comissão Europeia do primeiro regime de ajuda para aliviar a pressão nos produtores europeus de frutas e hortícolas afectados pelo veto russo.
 
A organização alertou que, segundo as estimativas, apenas foi utilizada uma fracção do dinheiro atribuído ao regime no passado mês de Agosto. O Copa-Cogeca pede a utilização da restante importância da ajuda, prevista em mais de 85 milhões de euros, no próximo mês de Janeiro, para financiar um ovo regime destinado a evitar o colapso total do mercado quando a temporada e os volumes estiverem no seu nível mais alto.
 
A solicitação foi formulada após a discussão no Comité de Gestão da União Europeia sobre os valores e as aplicações definitivas no quadro deste regime. Os resultados da reunião mostram que foram destinados provavelmente menos de 40 milhões de euros da ajuda da retirada de produtos do mercado para distribuir gratuitamente com fins caritativos, para usos não alimentares ou como compensações para recolher antes do amadurecimento, comparando com os 125 milhões de euros concedidos originalmente ao regime.
 
O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, destacou que «como normalmente, 29 por cento das exportações de frutas e hortícolas destinam-se à Rússia e que em alguns casos os preços caíram para metade», lamenta «profundamente a suspensão do regime pela Comissão antes dos produtores terem tempo de o utilizar e também antes de poderem controlar de forma adequada os pedidos de ajuda. Devem ser tomadas medidas adicionais específicas de forma a evitar a queda de preços e uma maior diminuição dos rendimentos. A partir de Janeiro de 2015, quando começar a principal temporada de exportação para a Rússia, devem ser tomadas medidas muito mais fortes». Por esta razão, Pesonen pede que se utilize o restante valor das ajudas de mais 85 milhões de euros no próximo mês de Janeiro para financiar o novo regime.
 
O responsável adiantou ainda que normalmente a União Europeia exporta para a Rússia cerca de 24 por cento do valor total das exportações de carne de porco, um sector que já alguns meses tem vindo a sentir as consequências do embargo, pelo que também devem ser lançadas medidas para melhorar esta situação, em particular para os produtos específicos que são a gordura e os derivados, Assim, devem ser implementadas campanhas de promoção para a carne de porco e ajudas para encontrar novas saídas de mercado.
 
No sector do leite, os compradores atrasam as suas decisões de compra o mais possível, devido à instabilidade do mercado comunitário. O Copa-Cogeca também diz-se muito decepcionado com a decisão da Comissão em suspender repentinamente, até finais de Setembro, o regime de ajuda temporária ao armazenamento privado para os queijos, por considerar que este devia manter-se aberto para os países muito afectados pelo veto russo.
 
Esta difícil situação no sector do leite leva à necessidade de uma maior flexibilidade a nível nacional para que os países afectados pela imposição suplementar no sector do leite possam recuperar. Por último, o risco é que o preço de referência já tão baixo do leite na União Europeia arraste os preços para um valor muito inferior aos custos de produção. Por conseguinte, deve actualizar-se com urgência o preço de intervenção do leite, tendo em conta a subida dos custos de produção.
 
Numa carte enviada ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o Copa-Cogeca pede ajudas adicionais exteriores ao orçamento da política agrícola comum (PAC) para financiar estas medidas, já que se trata de um litígio de natureza política que não é culpa dos agricultores nem das cooperativas agrícolas, em primeiro lugar. O Copa-Cogeca destacou que o orçamento da União Europeia para 2015 deve prever recursos suficientes para financiar esta crise sem precedentes que atinge duramente o sector agrícola da União Europeia.
 
Fonte: Agrodigital

Governo decide manter arrendamento de terras em Moura até ao fim dos contratos

HERDADE DOS MACHADOS
3/11/2014, 16:44

Ministério da Agricultura decidiu manter os contratos de arrendamento de parcelas na Herdade dos Machados até 2018, data em que termina os contratos entre o Estado e os rendeiros reformados.


Em 1975, a Herdade foi nacionalizada e 1980 o Governo realizou contratos de arrendamento com os antigos trabalhadores
NUNO VEIGA/LUSA

O Ministério da Agricultura decidiu manter até ao fim, ou seja até 2018, os contratos de arrendamento de parcelas da Herdade dos Machados (Moura) entre o Estado e rendeiros reformados, o que a comissão de rendeiros considera positivo.

Num esclarecimento enviado à agência Lusa, o ministério informa que após ter ouvido os arrendatários e "face aos elementos e argumentos invocados" decidiu que "os contratos de arrendamento se deveriam manter em vigor até ao fim da respetiva vigência". A decisão "para já, é positiva", disse à Lusa o presidente da Comissão de Rendeiros da Herdade dos Machados, Francisco Farinho, referindo que o período de vigência dos contratos de arrendamento com os 16 rendeiros reformados termina em 2018. "Até lá, muita água vai passar por baixo da ponte" mas, entretanto, "se não haver alterações à lei do arrendamento rural", os contratos com os rendeiros reformados "vão poder passar de pais para filhos", disse Francisco Farinho.

Segundo o responsável, "a lei diz que o arrendamento das terras pode ser transmissível de pais para filhos" e, por isso, a comissão vai "lutar" para que os contratos sejam transmitidos para os descendentes "ainda em vida ou depois da morte" dos atuais arrendatários. Os rendeiros reformados "não vão largar as terras, a não ser que haja uma decisão do tribunal" obrigando a tal, garantiu.

De acordo com Francisco Farinho, após a decisão do Ministério da Agricultura de manter os contratos até ao fim, a providência cautelar que a comissão interpôs em tribunal para tentar impedir que o Estado denuncie os contratos com rendeiros reformados "ficará sem efeito".

Num comunicado enviado à Lusa, o deputado do PSD por Beja, Mário Simões, congratulou-se com decisão do ministério de "revogar o despacho" que determinava a denúncia dos contratos com os rendeiros reformados e a devolução das terras até ao passado dia 31 de outubro. Segundo o deputado, a decisão permite a "resolução imediata" da denúncia dos contratos, mas "o problema de fundo" mantém-se e, por isso, "importa encontrar uma solução" que "vá ao encontro das pretensões dos rendeiros" e "resolva a reivindicação" dos antigos proprietários das terras e que foram expropriados. Para tal, Mário Simões defende "um processo de diálogo construtivo e de conversações negociais" entre as partes para resolver um litígio que "se arrasta desde 1980″.

Nos tempos da Reforma Agrária, em 1975, a Herdade dos Machados foi expropriada e nacionalizada e, em 1980, o então Governo, liderado por Sá Carneiro, realizou contratos de arrendamento de parcelas com 94 trabalhadores da propriedade que se tornaram rendeiros.

No verão deste ano, o ministério notificou os 16 rendeiros reformados de que considerava resolvidos os contratos de arrendamento das parcelas do Estado que exploram na Herdade dos Machados e que teriam de entregar as terras até ao passado dia 31 deste mês. Questionado pela Lusa na altura, o ministério esclareceu que apenas estava a cumprir um decreto-lei de 1991, que estipula que reformados não podem ser beneficiários de entrega de terras para exploração. Segundo a comissão de rendeiros, tratou-se "de mais uma tentativa de o Estado reaver as terras sem fundamento legal", porque os rendeiros não estavam reformados quando receberam as terras e celebraram os contratos de arrendamento.

Infaoliva prevê que faltará azeite para abastecer procura mundial


por Ana Rita Costa
3 de Novembro - 2014


A Federação Espanhola de Fabricantes Industriais de Azeite (Infaoliva) acredita que a produção de azeite espanhol da presente campanha e as existências existentes não serão suficientes para abastecer a procura mundial. De acordo com a Agência de Informação e Controlo Alimentar do Ministério da Agricultura de Espanha, entre setembro de 2013 e setembro de 2014 foram vendidas cerca de 1 641 300 toneladas de azeite.

 
A Infaoliva diz que a Andaluzia deverá produzir cerca de 784 000 toneladas nesta campanha, às quais se somam as 497 800 toneladas de existências, o que representa cerca de 1 281 800 de toneladas. Mantendo-se os consumos interno e externo estáveis, a Infaoliva prevê que faltem cerca de 360 000 toneladas de azeite para responder à elevada procura.

Grande diminuição de antibióticos na produção pecuária

Outubro 30
13:38
2014

Segundo dados da Agência Europeia do Medicamento, a venda de antibióticos para a pecuária diminuiu 15% no período de 2010 e 2012.

Os três maiores consumidores de antibióticos são a Alemanha, com 1707 toneladas, seguida da Espanha, com 1693 toneladas e da Itália, com 1534 toneladas.

Se tivermos em linha de conta o número de animais que são criados em cada país, temos que, para produzir 1000 kg de carne, Chipre é o país que mais antibióticos utiliza, com 396 mg, seguido pela Itália, com 341 mg, da Espanha, com 242 mg, da Hungria, com 245 mg e da Alemanha, com 204 mg.

Os países com maior redução de utilização de antibióticos, no período de 2010 a 2012, foram a Holanda, com -49%, a França, com -22% e a Itália, com -20%. Em sentido contrário, a Bulgária e a Irlanda aumentaram 7% o uso de antibióticos.

A utilização dos antibióticos que devem ficar reservados para a saúde humana  também diminuiu e as cefalosporinas de terceira e quarta geração representam apenas 0,2%, enquanto as fluoroquinolonas representam 1,7% e os macrólidos, 8%.

Esta diminuição deve-se à implementação de melhores programas de prevenção sanitária das explorações.

Oliveira da Serra é a marca portuguesa de azeites mais premiada a nível nacional e internacional


Oliveira da Serra acreditou que era possível e em 2014 está a colher os frutos do regresso à agricultura e da aposta no olival português. O Lagar Oliveira da Serra conquistou o primeiro lugar no ranking do World's Best Olive Oil Mills, devido à qualidade dos azeites que aí se produzem, ao longo do ano a marca recebeu 47 prémios distribuídos pelos 22 concursos em que participou e o seu azeite Lagar do Marmelo foi reconhecido como o melhor azeite do mundo na categoria de frutado verde ligeiro no concurso Mario Solinas.

A nível individual Oliveira da Serra Gourmet é o azeite português preferido dos júris dos concursos, e segundo a classificação atribuída pelo World's Best Olive Oils ocupa o 6º lugar no ranking dos azeites mais premiados do mundo em 2014. De acordo com a British Airways, o azeite Oliveira da Serra é igualmente um dos eleitos do consumidor em geral. Um estudo recente promovido por esta companhia aérea coloca o azeite Oliveira da Serra no top 10 das preferências de compras dos britânicos nas suas férias, facto ainda mais curioso uma vez que se trata de um país sem tradição de azeite.

Isabel Roseiro, Strategic Marketing Manager de Oliveira da Serra, admite que "O reconhecimento, tanto nacional como internacional, é muito importante não só para Oliveira da Serra mas também para Portugal, pois conseguimos posicionar o azeite português como um dos melhores do mundo, e estas conquistas são, sem dúvida, uma porta de entrada para os azeites, e outros produtos portugueses, em mercados internacionais."

Entre os concursos que Oliveira da Serra participou ao longo do ano, destacam-se os prémios ganhos no Mário Solinas, Ovibeja, Sial Canadá, Oil China, Olive Japan, Copenhagen International Olive Oil Award, Concurso Nacional de Azeite Virgem Extra (CNAVE), CINVE, Terraolivo e mais recentemente o concurso Olivinus.

Fonte:  GCI

Copa-Cogeca solicita para Janeiro o início do programa de medidas contra o veto russo

03-11-2014 
 

 
O Copa-Cogeca enviou uma carta à nova Comissão Europeia de Claude Juncker na qual descreve a situação que cada sector atravessa afectado pelo embargo russo e, em consequência, pede medidas de ajuda.

A organização solícita, concretamente, que a partir de Janeiro seja lançado um novo programa que evita o colapso dos mercados. O Copa-Cogeca pede que sejam destinados aos mesmos os 85 milhões de euros da reserva agrícola para 2015, uma vez descontadas as ajudas já em marcha pelo veto russo.

O Copa-Cogeca lamenta a aprovação de 40 milhões de euros em ajudas para a retirada de produtos, segundo dados apresentados no último Comité de Gestão, frente aos 125 milhões de euros previstos inicialmente.

Os preços das frutas e hortícolas caíram 50 por cento, segundo a organização, que lamenta que perante este cenário, a antiga Comissão havia suspendido o programa de apoio com tanta antecipação, sem dar tempo aos produtores para solicitarem a ajuda e para realizarem controlos adequados.

Em relação ao sector do leite, o Copa-Cogeca lastima a suspensão da medida de armazenamento privado, pedindo a actualização do preço de referência do leite para a União Europeia (UE) para que se tenha em consideração o aumento dos custos de produção.

Quanto ao gado bovino, o impacto do veto russo sobre este sector começa a notar-se em Novembro, que é a época habitual das exportações comunitárias para o mercado russo. Solicitam apoios para encontrar novos mercados, como por exemplo o turco.

O mercado da carne de porco já sente os efeitos do vento russo há alguns meses, tendo em conta que antes do embargo em Agosto, a Rússia fechou as fronteiras por razões sanitárias. O Copa-Cogeca pede campanhas de promoção de consumo e de procura de novos mercados.

Fonte: Agrodigital

Agricultores de Alfândega da Fé com regadio garantido para as próximas décadas

03-11-2014 
 

 
Os agricultores de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, têm água garantida para as próximas décadas graças a uma intervenção de 1, 2 milhões de euros na reabilitação e ampliação do perímetro de rega.

As obras estão concluídas e esta intervenção «assume especial relevância para o desenvolvimento agrícola do concelho», na medida em que veio modernizar e garantir a sustentabilidade do regadio para os próximos 40/50 anos», informou o município.

As obras, da responsabilidade da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, permitiram também aumentar a área do perímetro de rega dos 196 para os 270 hectares.

O Perímetro de Rega da Barragem da Esteveínha, agora reabilitado e alargado, tinha sido construído há cerca de meio século e encontrava-se em avançado estado de degradação, conduzindo a muitas perdas de água e consequentemente a uma deficiente utilização da mesma, segundo aponta, em comunicado, a autarquia local.

A reabilitação «vai conduzir a uma maior sustentabilidade no uso da água, evitando desperdícios e melhorando a eficiência» e «tal terá reflexos positivos na produção agrícola», acrescenta.

A nota de imprensa do município liderado por Berta Nunes, realça ainda que «esta era uma obra há muito ansiada e reclamada pelos agricultores, mas também pela própria autarquia, que vê nesta intervenção forma de melhorar a produção, aumentar o rendimento dos agricultores e potenciar o aparecimento de novos projectos e investimentos».

A expectativa é de com as novas condições surja novas iniciativas de investimento, nomeadamente na fruticultura, numa zona onde predominam o olival, amendoal e cerejal, produções de grande peso económico concelho. A gestão do regadio será da responsabilidade da recentemente criada a Associação de Beneficiários.

Fonte: Lusa

Actividades de promoção do Alvarinho marcam Dia Europeu do Enoturismo

04-11-2014 
  
Os municípios de Monção e Melgaço vão comemorar, no próximo dia 09 de Novembro o Dia Europeu do Enoturismo com várias acções de promoção do Vinho Alvarinho.

A Rota de Vinho Verde Alvarinho, com o apoio das autarquias de Monção e Melgaço, vai promover visitas guiadas a adegas integradas naquela rota, descontos e ofertas especiais em alojamentos, actividades de turismo da natureza/aventura, programas de saúde e bem-estar, provas de vinho e entradas gratuitas em espaços culturais das duas localidades.

Em Monção, estão previstas diversas atividades lúdicas e recreativas, entradas gratuitas na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e no Centro Interpretativo de S. Caetano, em Longos Vales, passeios pelo casco muralhado da vila raiana, e visitas/provas de vinho no Palácio da Brejoeira.

O Dia Europeu do Enoturismo foi instituído em 2009 pela Rede Europeia das Cidades do Vinho com o objectivo de promover o turismo vinícola e divulgar as diferentes rotas existentes na Europa. Deste organismo faz parte a Associação Nacional de Municípios Portugueses do Vinho (ANMP), onde se integra a Rota de Vinho Verde Alvarinho.

Fonte: Lusa

A compostagem



Miguel Mota


É bem conhecida a importância da matéria orgânica na fertilidade do solo agrícola. No entanto, muita matéria orgânica, que podia ser utilizada para esse fim, é levada para aterros. Para reduzir esse desperdício devemos procurar forma de a usar.
Já repetidas vezes lembrei a produção de biogás, uma forma de energia renovável que Portugal tem negligenciado, mas que é utilizada noutros países. Tratarei hoje de um outro caso, especialmente aplicável aos muitos quintais que existem junto às habitações: a compostagem.

A Câmara Municipal de Oeiras, em tempos, distribuiu gratuitamente umas caixas de madeira, com cerca de um metro cúbico, onde se podiam acumular os detritos orgânicos da casa e do quintal, para se decomporem e formarem aquilo a que se chama "composto". Também há à venda, para o mesmo efeito, caixas em plástico. Mas essas caixas são dispensáveis, especialmente se o quintal não for  muito pequeno e houver abundância de detritos de material vegetal. Basta ir empilhando os detritos, quando possível encostados a um muro. Para dar ao monte de detritos a forma de um cubo ou de um paralelipípedo, para melhor aproveitamento da superfície ocupada, podem ser cravadas canas ou varas, como se fossem os lados da caixa, como se mostra na figura.
No verão convém regar a pilha do composto porque sem humidade não há decomposição da matéria

O tempo que os materiais orgânicos levam a decompor-se varia muito. Folhas e caules verdes decompõem-se facilmente, mas materiais mais grosseiros, como caules muito lenhificados, levam mais tempo. 
O produto final é um excelente fertilizante, muito bom fornecedor de azoto, um dos elementos de que as plantas necessitam em grande quantidade.

A propósito, talvez valha a pena lembrar que as cinzas das lareiras também são um bom fertilizante. São fornecedoras de fósforo e potássio, outros dos elementos que as plantas consomem em grande quantidade. São, portanto, um bom complemento do composto e, como este, devem ser deitadas no solo a cultivar e enterradas com a cava ou sacha.

Pode parecer insignificante um tal aproveitamento. Mas, considerando os muitos milhares de quintais a que ele pode ser aplicado, são toneladas de lixo que deixam de ter de ser transportadas para os aterros e é o aumento de fertilidade do solo de milhares de hectares, para incrementar a produção de mais e melhores frutos, hortaliças e flores.

Os medronhos andam por aí


 Notícias do Nordeste  10 horas atrás  Ciência
Portugal é um país em que o sector florestal tem um importante impacto socio-económico. No entanto, nos últimos anos, vários problemas têm afectado as plantações florestais com particular incidência no pinheiro-bravo, espécie que tem sofrido um acentuado decréscimo em termos de área.


 Medronheiro
Embora não tão graves, diversas pragas e doenças têm também atacado outras espécies florestais importantes no nosso país, como o sobreiro e o eucalipto. Estes condicionalismos tornam premente a necessidade de diversificar as espécies com potencial económico de forma a melhor se aproveitarem os nossos recursos endógenos.

De entre as espécies com potencial para serem exploradas no nosso país destaca-se o medronheiro, uma espécie arbustiva ou arbórea de pequeno porte conhecida pelos seus frutos vermelhos que nesta altura do ano são comuns um pouco por todo o país. 

O medronheiro é uma árvore que cresce bem em solos marginais, com uma vincada tolerância ao stresse hídrico e que regenera bem após incêndios florestais. Estas características fazem dela um importante componente dos ecossistemas, em particular na região centro do país e no Algarve. Dos seus frutos obtém-se uma aguardente aromática muito apreciada e o pólen é utilizado para a produção de um mel de excelente qualidade.

Os frutos vermelhos, ricos em antioxidantes, podem também ser consumidos frescos ou processados para a produção de compotas. Apesar deste potencial o medronheiro é ainda uma espécie pouco explorada, talvez em virtude dos produtores não encontrarem no mercado material vegetal de qualidade. 


Nos últimos anos, a Universidade de Coimbra, através do Centro de Ecologia Funcional e da Associação UC InProPlant tem desenvolvido uma intensa actividade de investigação com o objectivo de tornar o medronheiro uma espécie mais interessante em termos de produção. Os ensaios efectuados permitiram desenvolver métodos de clonagem eficazes com o propósito de fornecer aos agricultores material propagado não a partir de semente, como é prática comum, mas a partir de árvores selecionadas, com uma maior garantia de produção e de fitossanidade. Para além disso, tem sido preocupação deste grupo de investigação desenvolver plantas de medronheiro com novas características, melhor adaptadas a ambientes particulares.

Com este objectivo têm sido realizados cruzamentos entre árvores selecionadas estando os produtos desses cruzamentos em fase de avaliação. Os testes laboratoriais permitiram também a obtenção das primeiras plantas tetraplóides de medronheiro embora o procedimento experimental necessite ainda de ser optimizado.

Mais recentemente, as estruturas secretoras das folhas e caule do medronheiro foram caracterizadas tendo sido verificado que produzem um composto que combate os pequenos insectos que atacam as partes jovens e em crescimento activo desta espécie. Em colaboração com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra estão em curso ensaios com vista à identificação de metabolitos secundários de interesse. 

No âmbito destas actividades de investigação, financiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pelo programa PRODER e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, tem havido uma estreita colaboração com outras instituições de investigação, designadamente a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, a Escola Superior Agrária de Coimbra o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, a Associação de Defesa do Património de Mértola e diversos produtores de medronho. Espera-se que estas sinergias, e outras que venham a ser estabelecidas, possam tornar a fileira do medronho um importante componente do sector agro-florestal.

Jorge Canhoto 
Conteúdo fornecido por Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva

Corticeira Amorim vai pagar dividendos extra de 8,8 milhões de euros

Com o lucro a crescer 15,5%, atingiu os 29 milhões de euros no terceiro trimestre a Corticeira Amorim vai propor um dividendo extraordinário de sete cêntimos por acção.

Os accionistas da Corticeira Amorim reúnem-se a 27 de Novembro para deliberar sobre o pagamento de um dividendo extraordinário de 0,07 euros por acção. No dia em que apresentou um lucro de 29 milhões de euros para os primeiros nove meses do ano, mais 15,5% do que há um ano, a administração da empresa justifica esta decisão com "o sólido crescimento da actividade e dos resultados dos últimos exercícios". EmAbril, a empresa havia já distribuído um dividendo de 12 cêntimos por acção.

Em comunicado enviado ao mercado, a Corticeira Amorim garante que é assim possível distribuir dividendos "sem colocar em causa a manutenção de uma eficiente estrutura de capitais".

A empresa presidida por António Rios Amorim diz que atingiu nos primeiros nove meses do ano vendas totais de 430 milhões de euros, com uma valorização de 2,5% face a igual período do ano passado, tendo igualmente conseguido reduzir os custos para 163,7 milhões de euros, menos 1,7% do que em 2013, altura em que se verificou um aumento de 6% da actividade. Assim, "o aumento das vendas e os ganhos de eficiência operacional" conduziram a um crescimento de 11,8% do EBITDA ('cash flow' operacional) que atingiu os 66,1 milhões de euros, contra os 59 milhões registados há um ano. A empresa sublinha que os resultados foram afectados "pela desvalorização das suas principais divisas de exportação", o que teve um impacto negativo de 5,9 milhões nas vendas e de 4,7 milhões nos resultados.
Entre Janeiro e Setembro, a Corticeira Amorim reduziu a dívida em 11,1%, situando-se actualmente nos 94,2 milhões de euros. A empresa realça que a "função financeira melhorou mais uma vez, registando-se gastos líquidos de 3,2 milhões, o que representa uma melhoria de 0,8 milhões", face aos primeiros nove meses de 2013. A empresa informou ainda o mercado que dispõe actualmente de "reservas livres distribuíveis no montante de € 10.774.641,04 e reservas legais no montante de € 12.243.010,17".

Ao nível de unidades de negócios, a empresa destaca o comportamento da Unidade de Negócios Rolhas, que com um crescimento de 5,8% chegou a um volume de vendas de 275,8 milhões. "O efeito de um melhor 'mix' de vendas permitiu um preço médio mais favorável, tendo este anulado o efeito cambial", dizem os gestores.

Tal como o Diário Económico noticiou em Agosto, a Corticeira Amorim tem em marcha um plano de investimentos de 74 milhões de euros, dos quais 35 milhões se encontram garantidos por financiamento do Banco Europeu de Investimento. O plano de investimentos visa o desenvolvimento de novos produtos à base de cortiça, a aquisição de novos equipamentos produtivos e uma maior eficiência energética.

Impostos dos combustíveis aumentam mais de 20 cêntimos por litro em 10 anos

Com a fiscalidade verde e a incorporação de mais biodiesel, aumento entre 2003 e 2015 pode chegar aos 25 cêntimos por litro

Evolução dos impostos nos combustíveis entre dezembro de 2003 e janeiro 2015
DGEG e APETRO
03/11/2014 | 15:31 |  Dinheiro Vivo
Os impostos que os portugueses pagam nos combustíveis aumentaram mais de 20 cêntimos por litro nos últimos 10 anos, ou seja, entre dezembro de 2003 - o último mês antes da liberalização efectiva do mercado em 2004 - e outubro de 2014. E em 2015, por via da reforma da fiscalidade verde e da incorporação de biocombustíveis, o aumento será de 25 cêntimos por litro desde 2003.
As contas são da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO) que, num comunicado enviado hoje sobre a evolução da fiscalidade nos combustíveis desde a liberalização do mercado em 2004, isto porque antes os preços era fixados administrativamente pelo Governo e não pelas empresas.
De acordo com o documento e com a imagem em baixo, o preço da gasolina em dezembro de 2003 era de 96 cêntimos por litro, dos quais 19 cêntimos eram referentes à cotação do petróleo, 10 cêntimos à logística e distribuição e 66 cêntimos diziam respeito aos impostos.
Em outubro deste ano, o preço do litro de gasolina era já de 1,5 euros, com a parte logística a pesar 14 cêntimos por litro, a cotação do petróleo a representar 49 cêntimos por litro e o peso dos impostos a disparar para 87 cêntimos por litro, ou seja, 21 cêntimos mais caro que em dezembro de 2003.
Por fim, em janeiro de 2015, a APETRO assume que a parte logística se mantém e estima que não haverá grandes alterações na cotação, mas atenta que o peso dos impostos deve chegar aos 91 cêntimos por litro no preço final a pagar, ou seja, os já referidos 25 cêntimos por litro de aumento face ao final de 2003.

Evolução do preço da gasolina entre 2003 e 2015
DGEG e APETRO
 
Já no gasóleo, o preço por litro era, em dezembro de 2003, de 71 cêntimos, dos quais, 12 cêntimos eram para a logística, 18 cêntimos eram para a cotação do petróleo e 41 cêntimos eram para os impostos. Em outubro deste ano, os preços dispararam para 1,27 cêntimos dos quais 61 cêntimos eram para impostos, o que dá 20 cêntimos por litro mais caro que em 2003.

Evolução preço do gasóleo entre 2003 e 2015
DGEG e APETRO
 
E em 2015, o peso dos impostos no gasóleo poderá ser já de 65 cêntimos por litro, ou seja, um acréscimo de 24 cêntimos face ao final de 2003.
De acordo com a APETRO, este aumento explica-se com o agravamento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) - que inclui a Contribuição de Serviço Rodoviário e a futura taxa de carbono - e também do IVA, que incide também sobre o ISP e que aumentou 4% desde 2005, ou seja, de 19% para 23%.
Assim, pelas contas da associação, na gasolina, o ISP sofreu um agravamento de oito cêntimos por litro até outubro, "que será previsivelmente de 11 cêntimos por litro em 2015", e no gasóleo, o ISP vale agora mais sete cêntimos que poderá chegar a mais 10 cêntimos no próximo ano.

Academia das plantas aromáticas e medicinais de Alqueva promove “DIA ABERTO” na Aldeia da Luz

A Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva vai promover dia 07 de Novembro, um DIA ABERTO para demonstração prática de equipamentos de corte, peneira vibratória e secador.

Esta actividade terá início com a apresentação dos participantes às 10:00 horas, no Canteiro da Luz, aldeia da Luz, no concelho de Mourão, com concentração junto ao depósito de água.

Às 10:30 horas haverá uma visita à exploração seguida da apresentação e demonstração dos equipamentos pela Engenheira Armindo Barbosa, da MC Leça e pela Engenheira Goreti Oliveira, da Chatron.

Para dúvidas e esclarecimentos adicionais estarão disponíveis os proprietários do Canteiro da Luz, Filipe e José Rui Lopes, bem como Joaquim Cunha, do Monte do Menir e Rui Perdigão da Delta - Grupo Nabeiro.

A participação é gratuita e para tal basta dirigir-se ao local no dia e hora marcada.

A Academia das Plantas Aromáticas e Medicinais de Alqueva foi criada pela EDIA, pelo CEVRM - Centro de Excelência e Valorização dos Recursos Mediterrânicos e pela empresa "Monte do Pardieiro" e mais recentemente pelo "Canteiro da Luz", com o objectivo de dinamizar a agricultura de regadio associada à pequena propriedade, e fornecer apoio e enquadramento aos projectos instalados e a instalar neste sector.

Esta Academia é uma unidade de demonstração e divulgação de produção projectada para, em pequena escala, produzir durante todo o ano, por forma a divulgar junto dos agricultores interessados, as diferentes espécies, as operações culturais a realizar, os factores de produção necessários, bem como os processos de comercialização.

Numa altura em que se verifica a existência de um conjunto de interessados na área das "Plantas Aromáticas e Medicinais" (PAM), este DIA ABERTO vem permitir um maior contacto com realidades já instaladas e ao mesmo tempo a recolha de experiências em contexto real e aplicação prática de técnicas associadas àquela tipologia de agricultura.


Fonte:  EDIA