terça-feira, 11 de novembro de 2014

PDR 2020 - nova Legislação lançada a 11 de Novembro de 2014


Medida 3 - Valorização da produção agrícolas
- ação 3.2 - Investimento na exploração agrícola
- ação 3.3 - Investimento na transformação e comercialização de produtos agrícolas

Consulte a nova Legislação lançada a 11 de Novembro de 2014: https://dre.pt/application/conteudo/58815352





Fábrica da Adubos de Portugal vai ser investigada por ser provável foco de Legionella

ROMANA BORJA-SANTOS 11/11/2014 - 13:20 (actualizado às 18:04)

Ministro do Ambiente anunciou "acção inspectiva extraordinária". Em causa eventual crime ambiental.


O ministro do Ambiente anunciou nesta terça-feira uma acção inspectiva extraordinária à empresa Adubos de Portugal, em Vila Franca de Xira, para averiguar um "eventual crime ambiental" por se suspeitar que possa ter sido nas torres de refrigeração desta empresa que teve origem o surto de Legionella.

 
Jorge Moreira da Silva explicou que a inspecção vai decorrer "nas próximas horas" e servirá para averiguar um "eventual crime ambiental por libertação de microrganismos para o meio ambiente". Porém, o ministro salvaguardou que ainda não é altura de "descartar definitivamente outras hipóteses" e que é necessário aguardar pelas "amostras e análises que estão ainda em cultura", informando que "os resultados definitivos ainda demorarão algumas horas".

"Mas tendo em atenção as análises que foram feitas, tanto no sábado, como novamente no domingo, consideramos que um grau de probabilidade mais elevado está associado às torres de refrigeração e, no âmbito das torres de refrigeração, concretamente em relação a esta empresa", acrescentou Jorge Moreira da Silva, citado pela Lusa.

Na manhã desta segunda-feira a subdirectora-geral de Saúde, Graça Freitas, já tinha confirmado ao PÚBLICO que havia mais locais, além da fábrica da Solvay, onde foram detectados vestígios de Legionella. As atenções centram-se agora na Adubos de Portugal, cujas torres de refrigeração foram encerradas no fim-de-semana, tal como as das outras grandes fábricas de Vila Franca de Xira.

Antes das declarações de Jorge Moreira da Silva, o delegado de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo tinha adiantado que as autoridades de saúde já tinham uma "ideia concreta" do foco que poderá ter dado origem ao surto de Legionella que desde sexta-feira tem entupido vários hospitais, sobretudo o de Vila Franca de Xira. Contudo, António Tavares remetia mais explicações para o comunicado da Direcção-Geral da Saúde, que é esperado para o final da tarde.

Questionado posteriormente pelo PÚBLICO sobre se a ideia que referiu corresponde à fábrica mencionada pelo ministro do Ambiente, António Tavares escusou-se a confirmar a informação, mas garantiu que as autoridades de saúde e ambiente estão coordenadas e que com as condições de vento naquela zona de fábrica é possível que a bactéria se desloque dentro do raio em que têm sido detectados os casos e que estão sobretudo concentrados nas freguesias do Forte da Casa, Vialonga e Póvoa de Santa Iria.

 
Numa altura em que a infecção já conta com pelo menos 264 doentes, cinco dos quais acabaram por morrer, o delegado explicou que tem sido feito um "inquérito epidemiológico aos doentes, para perceber ligações no tempo no espaço" entre quem está infectado. Desde o fim-de-semana também foram feitas mais de 100 análises para procurar o foco do surto. "Tentámos procurar o possível foco de risco em empresas, fábricas, água de distribuição, fontes ornamentais…pois a Legionella tem origem ambiental e concretamente em meio hídrico", explicou o especialista. António Tavares ressalvou que as análises demoram, em média, cinco dias a ficar totalmente concluídas, mas explicou que os dados preliminares já dão para detectar a presença da bactéria e recolher pistas.

Fábrica foi local de palestra da DGS
Foi precisamente na Adubos de Portugal que o director-geral da Saúde esteve na segunda-feira a dar uma palestra sobre a doença do legionário a todos os trabalhadores desta fábrica, numa sessão em que puderam expor as suas dúvidas.

A palestra foi feita por iniciativa de Francisco George, que quis deslocar-se ao local para acalmar os trabalhadores, depois de se ter sabido que desde sábado tinham surgido pelo menos seis casos de Legionella nesta fábrica. Aliás, logo no sábado, a empresa desligou as torres de refrigeração – o local onde a bactéria encontra normalmente condições para criar uma colónia. As torres foram também desinfectadas e seladas, o que poderá influenciar os resultados das análises.

O PÚBLICO contactou a Adubos de Portugal, mas ninguém quis prestar esclarecimentos.

O surto de Legionella em Vila Franca de Xira causou cinco mortos. A Organização Mundial de Saúde já qualificou este surto como uma "grande emergência de saúde pública".

A doença do legionário não é rara em Portugal (morreram 86 pessoas nos últimos nove anos e foram registadas mais de 1000 infecções), mas desta vez assumiu uma dimensão pouco habitual. Esta bactéria já apareceu em vários locais do mundo, tendo a primeira manifestação sido detectada em 1976 nos Estados Unidos na sequência de um congresso de legionários que acabou por dar o nome à doença. Mas mesmo nessa altura houve apenas 221 casos e 34 mortos.

Financiamento da estação de efluentes suinícolas de Leiria aprovado pelo Proder


LUSA11 de Novembro de 2014, às 15:08
O financiamento para a construção da estação de tratamento de efluentes suinícolas de Leiria, que deverá pôr cobro às descargas para a ribeira dos Milagres, foi aprovado pelo Proder - Programa de Desenvolvimento Rural, disse hoje um dos parceiros.
"É uma excelente notícia, quer dizer que há financiamento para avançar com a obra", afirmou o presidente do conselho de administração da Luságua, um dos parceiros do projeto, adiantando que foi aprovado um financiamento de 45 por cento do investimento, orçado em 21 milhões de euros.

Diogo Faria de Oliveira referiu não haver, para já, uma data para o início da construção da estação de tratamento de efluentes suinícolas (ETES), remetendo os próximos passos para a comissão alargada do projeto, na qual estão integrados ministérios, câmaras municipais, parceiros e suinicultores.

Transformação de tomate cresce 20% para 1,2 milhões de toneladas em 2014


LUSA11 de Novembro de 2014, às 16:59
A indústria do tomate processou 1,2 milhões de toneladas em 2014, mais 20% do que no ano anterior, apesar de grande parte da produção se ter perdido devido à chuva intensa que caiu no mês de setembro.
No ano passado, a indústria de tomate ficou-se pela transformação de 997 mil toneladas, depois de, em 2012, ter tido o melhor ano de sempre (1,29 milhões), recorde que o setor esperava bater este ano.

Em comunicado, a Associação dos Industriais de Tomate (AIT) adiantou que 2014 foi "especialmente complicado para a fileira do tomate de indústria devido à chuva intensa que caiu em setembro e que levou a que grande parte da produção se tenha perdido, com os prejuízos inerentes".

Há queijos para todos os gostos – e 19 são vencedores

CONCURSO NACIONAL

11.11.2014 Por Alexandra Prado Coelho
Em cima da mesa estão queijos de todas as formas e feitios: frescos, em creme, em forma de bola, com mais cura, com menos cura, fatiados, para tirar à colher, com sabores acrescentados, ou sem, vindos de diferentes zonas do país.

Desde que surgiu, há seis anos, o Concurso Queijos de Portugal tem visto aumentar o número de produtores participantes: na edição de 2014, cujos prémios foram anunciados segunda-feira, apresentaram-se a concurso 176 queijos de 54 fabricantes nacionais, concorrendo em 19 categorias. Houve 19 vencedores e 38 menções honrosas, atribuídas por um júri de 20 provadores em provas cegas.

No final da cerimónia, que decorreu durante o Encontro com Vinho e Sabores, organizado pela Revista de Vinhos, no Centro de Congressos de Lisboa, o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito sublinhou que o sector dos lacticínios "é hoje competitivo" e "apresenta inovação", e lamentou apenas que não estivessem presentes no concurso os queijos DOP (denominação de origem).

"Este concurso nasceu precisamente porque havia um trabalho muito grande a fazer pelos queijos que não são DOP", explicou ao PÚBLICO Maria Cândida Marramaque, da Associação Nacional dos Industriais dos Lacticínios (Anil), responsável pela organização. "Os DOP já têm um reconhecimento como produtos de denominação de origem, e os outros queijos mais industrializados precisavam de um estímulo para se apresentar aos consumidores de uma maneira diferente."

Mas há outra dificuldade: "Avaliar os DOP implica ter um painel de avaliadores diferentes. A avaliação não pode ser feita apenas na óptica do consumidor, como fazemos aqui, mas é preciso pessoas mais especializadas em cada um dos DOP, até porque um especialista em Queijo Serra da Estrela não é um especialista em Queijo de Nisa."

Das pequenas às grandes empresas
E dentro das categorias existentes, a Anil não exclui abrir novos espaços, afinando as diferenças. "Dentro dos queijos de ovelha temos os de curas normais ou prolongadas, mas podemos abrir para leites crus, ou pasteurizados, por exemplo. Temos que ir analisando o que nos vai entrando todos os anos, ver as tendências." E uma das tendências claras, diz, é o aumento dos queijos para barrar. "Se calhar vamos ter que abrir essa categoria no próximo ano, porque dentro das várias categorias que já temos vão aparecendo queijos para barrar, e não faz sentido estar a avaliá-los junto aos outros."

Outra área que a Anil quer trabalhar é a dos tempos de cura. "Provavelmente vamos ter que trabalhar curas extra. Temos queijos belíssimos com períodos de maturação muito longos, que actualmente concorrem à cura prolongada mas se calhar temos que ter um espaço à parte para cura extra. Três, seis, 12, 15 meses são períodos de tempo tão diferentes, dão queijos com sabores tão diferentes, que não se podem avaliar justamente dentro da mesma categoria", conclui.

 

Os vencedores nas 19 categorias

Queijo fresco vaca – Santiago (pouco gordo), JD Empresa de Lacticínios

Queijo fresco ovelha – Simões, Fernando e Simões Queijaria Artesanal

Queijo fresco cabra – Guilherme (atabafado), Queijaria Guilherme

PCP questionou ministra da Agricultura e do Mar sobre a conclusão de Alqueva


Rádio Pax - 11/11/2014 - 00:05

PCP questionou ministra da Agricultura e do Mar sobre a conclusão de Alqueva

    
No decorrer do debate do Orçamento do Estado na especialidade, o Grupo Parlamentar do PCP questionou, na passada sexta-feira, a Ministra da Agricultura e do Mar sobre a conclusão das obras de Alqueva.  

Segundo o PCP, 35% do orçamento de funcionamento da EDIA, é destinado a pagar empréstimos e juros, o que "denuncia a política de subfinanciamento público que esta empresa foi alvo tendo sido obrigada a recorrer a financiamento bancário".

O PCP pediu esclarecimentos sobre o Fundo de Coesão. Por outro lado tentou perceber "se o facto de os processos do anterior quadro comunitário, terem de estar fechados em Junho de 2015 (como estão obrigadas a autarquias no âmbito do INAlentejo), levantaria algum problema na execução do orçamento da EDIA e na conclusão das obras conforme prometido".

João Ramos, deputado do PCP eleito por Beja, disse à Rádio Pax que a Ministra da Agricultura respondeu que as previsões de conclusão da obra se mantêm e acrescentou que a execução da despesa pode realizar-se até 31 de Dezembro de 2015.

Assembleias da AMPV e da ARVP e a Conferência Nacional de Enoturismo



Enquadrado nas Assembleias da AMPV e da ARVP – Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, vai decorrer, a dia 14 de Novembro no Museu do Douro a Conferência Nacional de Enoturismo.

A AMPV vai realizar a sua 19ª Assembleia Intermunicipal no dia 13 de Novembro pelas, 9,30 h, no Museu do Douro, em Peso da Régua. Esta assembleia destina-se, principalmente, à aprovação do plano de actividades e orçamento para 2015 e entrada do município de Anadia para a sua estrutura de sócios.

Neste mesmo dia e lugar, mas a partir das 15h, vai decorrer a Assembleia Geral da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal – ARVP. Esta associação tem na sua génese o projecto da AMPV de Modernização e Reestruturação das Rotas dos Vinhos, que a partir de 6 de Maio se tornou uma realidade, com a sua constituição formal. Esta assembleia tem como principal intuito a eleição dos órgãos sociais, mas também aprovação do Plano de Actividade e Orçamento para 2014 e 2015 e entrada de novos sócios.

Para dar início às actividades da ARVP, e enquadrada na realização da sua assembleia, vai decorrer no dia 14 de Novembro a Conferência Nacional de Enoturismo, que visa por um lado a partilha de experiências entre os vários projectos de rotas que estão a ser desenvolvidos na Europa, tal como o Iter Vitis de França ou Clube de Rotas de Espanha coordenado pela ACEVIN – Asociación Española de Ciudades del Vino, e por outro discutir a estratégia de trabalho para as rotas, nacionais e europeias. Para discutir esta questão vão estar presentes o Secretário Geral da Cittá del Vino – Associação Italiana de Cidades do Vinho, o Presidente do Município de Cambados enquanto representante da AENOTUR - Associação Internacional de Enoturismo e o Prof. Carlos Costa da Universidade de Aveiro.

Esta conferência vai-se realizar, tal como as assembleias da AMPV e da ARVP, no Museu do Douro, local emblemático para o vinho e a sua cultura e por isso o local ideal para a realização desta iniciativa que está prevista começar às 9,30h.

Quase 19.000 visitantes “provaram” e aprovaram o ‘Encontro com o Vinho e Sabores 2014’



Um aumento de 18,75% revela a importância do certame e do sector
 
·       Terminou ontem a maior edição de sempre do ECVS

·       Próxima edição já tem data: 30 de Outubro a 02 de Novembro de 2015

 
Terminou ontem o 'Encontro com o Vinho e Sabores 2014' (ECVS), uma edição bastante especial para a Revista de Vinhos, organizadora do evento e que este ano celebra 25 anos. Segundo Luís Ramos Lopes, director da publicação, "foi aquela que teve mais stands e para a qual esperávamos também mais pessoas; teve um novo pavilhão, somando num total mais de 400 produtores de vinhos e sabores". As expectativas foram atingidas, tendo esta edição, que foi a 15.ª, sido a maior de sempre do ECVS, recebendo a visita de quase 19.000 pessoas, valor que se reflectiu num crescimento na ordem dos 18,75% face a 2013. A próxima edição já tem data marcada: 30 de Outubro a 02 de Novembro, no mesmo local, o Centro de Congressos de Lisboa.
 
Foram milhares as pessoas que vieram dos quatro cantos de Portugal e também do estrangeiro – especialmente profissionais do sector dos vinhos – e rumaram ao ECVS nos dias 07, 08, 09 e 10, tendo todos eles tido a oportunidade de provar os mais de 2.000 vinhos presentes, uma amostra do que melhor se faz no nosso país: nos vários segmentos de preço, mas sempre com uma assinalável qualidade. O ECVS é uma feira para consumidores (que à segunda-feira é dedicada a profissionais) e, por isso, é importante que possam encontrar vinhos de diferentes patamares de preços: desde os dois aos 50 ou mais euros, mas sempre muito competitivos para a qualidade encontrada.
 
Neste que é o ano de celebração do 25.º aniversário da Revista de Vinhos, a publicação quis surpreender os visitantes do ECVS com uma emblemática prova onde os protagonistas foram 25 esplêndidos vinhos ou marcas que deixaram marca e marcaram a Revista e que contaram, eles próprios, a história da mesma. De notar que a revolução nos vinhos portugueses coincidiu com o nascimento da Revista de Vinhos, pelas mãos do seu ainda actual director Luís Ramos Lopes. "Nos últimos 25 anos a evolução no sector tem sido muito positiva e contínua. Nós fazemos o ECVS há 15 anos e a Revista de Vinhos, que é quem o promove, tem 25 anos. Portanto, ao longo destas duas décadas e meia assistimos a uma evolução tremenda em termos da qualidade dos vinhos portugueses. Qualidade e diversidade, acrescenta. Hoje em dia quase todas as regiões fazem vinhos de grande nível e para todos os segmentos de preços.", afirma o especialista.
 
Duas horas de puro prazer conduzidos por Luís Ramos Lopes, João Paulo Martins, João Afonso, Luís Antunes e Nuno Oliveira Garcia e no qual estiveram em prova um espumante (Murganheira Vintage 2000), quatro brancos (Soalheiro Primeiras Vinhas 2008; Redoma Reserva 2008; Anselmo Mendes Parcela Única 2009 - magnum; e Quinta da Pellada Primus 2012), catorze tintos (Tapada de Chaves 1988; Mouchão 1990; Duas Quintas Reserva 1994; Quinta dos Roques Touriga Nacional 1996; Fojo 1996; Luís Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 1996 (magnum); Barca Velha 1999; Quinta do Vale Meão 2001 - magnum; Quinta do Crasto Vinha da Ponte 2004; Esporão Garrafeira 2007; Pêra Manca 2008; Incógnito 2009; Quinta das Bágeiras Pai Abel 2009; e Marquês de Borba Reserva 2011 - magnum) e cinco vinhos licorosos (Dow's Vintage 1980; Taylor's 1994; Quinta do Noval Nacional 1996; Kopke Colheita 1938; Barbeito Malvasia Mãe Manuela 40 Anos; e José Maria da Fonseca Moscatel de Setúbal 1955).
 
Quem não teve oportunidade de estar presente nesta prova, vai certamente querer saber ao detalhe o que se passou e como se portaram os vinhos em prova, acompanhando a reportagem que será publicada na edição especial dos 25 anos da Revista de Vinhos, a n.º 301, que chega às bancas na sexta-feira, dia 05 de Dezembro. Também o ECVS 2014 vai ser alvo de uma reportagem alargada neste mesmo número. Sem dúvida, um exemplar a não perder!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Saiu o Decreto-lei da legislação das construções rurais


Novembro 07
12:37
2014

Na continuação das nossas informações sobre este tema, com a decisão do Conselho de Ministros e da Assembleia da República, vimos informar que foi finalmente publicado, em Diário da República, o Decreto-lei que regulamenta a regularização das construções rurais que não se encontram ligadas.

Esta situação é excepcional, pelo que o Decreto-lei entra em vigor no dia 1 de Fevereiro de 2015 e está em vigor somente por um ano.

O processo tem duas fases distintas: a primeira, em que é pedida a viabilidade de construção no local e a segunda, se esse pedido tiver resposta favorável, sendo que então é todo o processo de construção.

Para a primeira fase, tem de ser elaborado um processo com a localização e arquitectura das construções existentes, um estudo económico para provar que a exploração é de interesse para o país e garante postos de trabalho e um estudo ambiental que prove que não tem efeitos negativos no meio ambiente.

Neste Decreto-lei é permitido, também, propor a ampliação das explorações.

Esta é uma oportunidade única para se conseguir a regularização de explorações que estão em zonas problemáticas e tem uma grande vantagem, pois, com a apresentação do pedido, é dado um documento que funciona como uma aprovação provisória, suspendendo inclusive todas as coimas e processos que possam existir.

Em paralelo com o Agroinfo, funciona um gabinete de projectos que pode dar todos os esclarecimentos e, inclusive, organizar os processos de quem estiver interessado.

Produção de castanha em Marvão com quebras na ordem dos 70 por cento

10-11-2014 

 
A produção de castanha na zona de Marvão, no Alto Alentejo, foi prejudicada pelo tempo quente que se fez sentir até Outubro, havendo quebras na ordem dos 70 por cento, embora se mantenha a qualidade, segundo os produtores.

«Em relação à quantidade, a produção baixou imenso, em certos casos na ordem dos 70 por cento, mas a qualidade é inquestionável, mantém-se», diz à agência Lusa o presidente da Cooperativa Agrícola Cerealicultores de Porto da Espada (CACPE), Fernando Alfaiate.

Com cerca de 40 associados produtores de castanha, a cooperativa de Marvão, a única zona a sul do Tejo onde se verifica a existência de castanheiros, predominando as espécies Bária e Clarinha, considera que o calibre «subiu bastante» este ano, sendo, por isso, preciso «menos» castanhas para «fazer um quilograma».

No entanto, reconhece, com menos quantidade, as dificuldades para dar resposta aos compradores é maior, apesar de o preço manter-se em relação a anos anteriores, estando a castanha a ser comercializada a um preço base de 1,50 euros.

«Há uma maior procura de castanhas, porque a quantidade é muito menor, mas como estamos a viver momentos de crise, o preço não foi muito afectado», uma vez que «o consumidor também não pode ir além dos preços praticados», explicou.

Produtora há seis anos, Antónia Monteiro não tem dúvidas em afirmar à Lusa que este ano «é o mais ruim» desde que se iniciou na actividade, observando que «há produtores que até optaram por não apanhar as castanhas pela falta de qualidade do fruto e pelo preço a pagar aos funcionários durante a campanha, cerca de quatro euros à hora.

«A castanha é muito miudinha e o calor que se arrastou até há pouco tempo não deixou cair a castanha como deve ser», lamenta. «Os ouriços, cobertura onde está a castanha, caíram, mas não abriram e a castanha ficou lá dentro do ouriço. Custa a tirar e depois nós vimos que está ardida», relata.

Reforçando a ideia de que «há mais procura do que oferta», Antónia Monteiro considera «justo» o preço que está a ser praticado na venda (produtor ao retalhista).

No Alto Alentejo, o micro clima da Serra de São Mamede, propício à produção de castanha, já levou a que as entidades que tutelam o sector considerassem a castanha de Marvão como de «origem protegida».

Fonte: Lusa

Copa-Cogeca defende medidas de ajuda específicas para o sector agrícola no orçamento de 2015

10-11-2014 
 
 
O Copa-Cogeca instou os ministros da Agricultura da União Europeia que acordem ajudas mais específicas, incluindo o sector da carne de porco comunitário, no orçamento de 2015 para apoiar os agricultores e as cooperativas agrícola da União Europeia.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Peka Pesonen, alertou para o facto da «proposta da Comissão Europeia para reduzir o apoio ao sector agrícola, tal e como é proposto na Carta rectificativa ao orçamento da UE para 2015 deve ser rejeitada. É totalmente inaceitável, sobretudo tendo em consideração que ainda não foi atribuída nenhum tipo de ajuda ao sector da carne de porco da UE, enquanto o mercado russo continua encerrado desde Janeiro e que 24 por cento do valor total das exportações são daquele produto para a Rússia. Os preços caíram drasticamente durante os últimos meses, agora que o veto russo começa a fazer uma autêntica mossa, em particular na Dinamarca, que é um dos principais exportadores. É preciso empreender acções urgentemente nos sectores da carne de porco, do leite, frutas e hortícolas e gado bovino, para estabilizar estes mercados e evitar a destruição de postos de trabalho nos sectores relacionados que se encontram nas zonas rurais.

Devem ser colocados à disposição fundos adicionais exteriores à política agrícola comum (PAC) quando sejam necessários, tendo em conta que a crise deriva de decisões políticas e que em nenhum caso é culpa dos agricultores, contudo são os que pagam o preço da mesma. As medidas de emergência, que actualmente estão estimadas em 344 milhões de euros, devem ser de uma linha orçamental própria dentro do orçamento de 2015. Estas, para além dos fundos suplementares que possam resultar como necessários, devem ser financiadas através das «receitas afectadas». O fundo para crises deve ser o último recurso, depois de todos serem utilizados, uma questão também em debate na comissão de conciliação, que termina a 17 de Novembro.  

Destacando as medidas chave para os diversos sectores, Pesonen insistiu em que «o sector da carne de porco da UE tem elevadas quantidades de produtos de pouco valor armazenadas, como por exemplo, banha de porco ou outros detritos, os quais devem ser eliminados para liberar a capacidade de armazenamento. Devem ser também colocadas em prática medidas de emergência para que estes produtos possam destinar-se a fins alimentares, como por exemplo, produção de energia».

Pekka Pesonen refere a necessidade de apoio para encontrar novas saídas mercado para os produtos e que se eliminem as barriras sanitárias e outros obstáculos desnecessários ao comércio. Dar início a campanhas de promoção para a carne de porco uma vez que se encontrem novos mercados. «Também se deve facilitar fundos para co-financiar sistemas para a promoção genérica da carne de proco no mercado comunitário interno. Os sistemas de armazenamento podem ser utilizados como uma forma de aliviar temporariamente até surgirem novos mercados em países extracomunitários».

Em relação so sector do leite, o Copa-Cogeca lamenta que a Comissão tenha decidido suspender, até finais de Setembro, o regime de ajuda temporária ao armazenamento privado de queijos, o qual devia permanecer aberto para os países gravemente afectados pelo embargo, nomeadamente, a Letónia; Estónia; Lituânia e a Finlândia. Ainda tendo em vista esta situação, é também necessário dar flexibilidade a nível nacional para que os afectados pela imposição suplementar do leite possam recuperar. Por último, o risco é que o preço de referência tão baixo do leite na UE arraste os preços muito abaixo dos custos de produção, Por conseguinte, deve actualizar-se, com urgência, o preço de intervenção do leite, tendo em conta a subida dos custos de produção.

No sector das frutas e hortícolas o Copa-Cogeca pede que se facilite a ajuda no próximo mês de Janeiro para um sistema específico que permita a retirada de produtos do mercado de forma a distribuir os mesmo gratuitamente por organizações de caridade, para utilização não alimentar ou colheita em verde, para evitar que o mercado cria por completo, dado que a temporada e os volumes de produção encontram-se no seu nível mais alto.

A organização defende ainda ser necessário aplicar o artigo 222 da PAC para que, tanto as organizações de produtores (OP) como as cooperativas agrícolas possam reagir rapidamente. Além disso, o Copa-Cogeca insta a Comissão a introduzir medidas de apoio ao mercado do gado bovino rapidamente, sem esquecer as medidas de apoio às exportações. A Comissão deve levar a cabo uma campanha de promoção esmagadora e apoiar a procura de novos mercados. Assim, deve-se suprimir as barreiras sanitárias e os obstáculos desnecessários ao comércio, em particular nas economias emergentes e nos países em desenvolvimento.

Fonte: Copa-Cogeca

Grandes divergências entre os estados membros sobre a nova legislação bio

Novembro 10
13:30
2014

Vários países têm manifestado grandes reservas à aplicabilidade da nova legislação sobre a produção biológica e a presidência italiana está com sérios problemas em conseguir obter um consenso.

Um dos pontos mais controversos é a decisão da Comissão de proibir as instalações mistas, bio e convencional, de modo a facilitar os controlos e evitar fraudes.

A presidência italiana quer um compromisso autorizando as explorações mistas, mas com a exigência de uma transição gradual até atingirem 100% da produção bio.

A grande parte das delegações é contra a supressão das derrogações que existiam, como é o caso da autorização da inclusão de 5% de sementes não bio na ração dos animais em produção bio, pois consideram que a falta de sementes pode levar a uma diminuição considerável da produção.

A divisão de opinião também está ao nível dos controlos, uma vez que alguns querem a manutenção de um controlo anual obrigatório e outros defendem um controlo baseado na análise de risco, para baixar os custos.

No que diz respeito às importações, a Comissão quer pôr em vigor um sistema que uniformiza as normas europeias e aí tem o apoio de grande parte dos países.

No Conselho de Ministros da Agricultura de hoje, sete países (República Checa, Eslováquia, Polónia, Hungria, Eslovénia, Roménia e Bulgária) vão apresentar um documento em que consideram que as propostas da Comissão vão limitar muito o desenvolvimento da agricultura bio naqueles países.

Comissão de Agricultura do PE contra modo de financiamento dos sectores atingidos pelo embargo russo

Novembro 10
13:36
2014
Os eurodeputados da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu (COMAGRI) manifestaram-se contra a decisão da Comissão de utilizar dinheiro do fundo de crise agrícola para apoio aos sectores atingidos pelo embargo russo.

Os eurodeputados consideram inadmissível que as receitas extraordinárias geradas no orçamento comunitário pelo sector agrícola, tais como multas a países e multas do sector leiteiro, sejam destinados a acções que nada têm a ver com o sector, como sejam, a luta contra o Ébola ou apoios aos refugiados sírios.

Foi decidido pedir ao novo Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, que reveja a posição da última Comissão nesta matéria.

A opinião foi unânime, tendo vários eurodeputados reforçado a ideia de que os problemas causados pelo embargo russo não tiveram nada a ver com o sector, mas sim com decisões de política internacional.

Esther Hernanz Garcia foi mais longe, ao afirmar que os agricultores estavam a ser duplamente penalizados com o embargo russo, ou seja, vêm os preços dos seus produtos baixarem abaixo do custo de produção e, por outro lado, o dinheiro para o apoio vem do budget comunitário, pelo que são eles que pagam, pela segunda vez, os efeitos do embargo russo.

Cogumelos silvestres valorizam ecossistemas e baldios da Serra da Lousã

10-11-2014 
 

 
Os cogumelos silvestres dominam dezenas de actividades na Serra da Lousã, no Outono, com destaque para caminhadas, formação e gastronomia, sendo os participantes incentivados a valorizarem os ecossistemas e a gestão comunitária dos baldios.

As Jornadas Micológicas de Vilarinho, a decorrer até quarta-feira, envolvem compartes dos baldios desta antiga freguesia do concelho da Lousã, além de outros interessados, como estudantes nacionais e estrangeiros e investigadores do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.

Esta iniciativa assume «uma linha de investigação sobre pedagogias para a gestão comunitária» da propriedade florestal, disse à agência Lusa a investigadora do CES Rita Serra, que orienta aquele programa.

O engenheiro florestal José Pais, da Castanheira de Pera, dedica-se há vários anos à formação na área da micologia e responde a inúmeras solicitações nesta época do ano.

«As actividades sobre cogumelos silvestres são um contributo para a preservação do ambiente e dos ecossistemas», afirmou José Pais, que, a convite do Conselho Directivo dos Baldios da Lousã, vai liderar mais um passeio micológico, no dia 15, para identificação e classificação de cogumelos.

As Jornadas de Vilarinho dão continuidade a um trabalho iniciado, há quatro anos, no âmbito do projecto "SCRAM -- crises, gestão de riscos e novos arranjos socio-ecológicos para as florestas», financiado pela Fundação para a Ciência e para a Tecnologia.

Subordinado ao tema "Baldios! Uma montanha de riquezas e aprendizagens", o programa inclui uma oficina de identificação e recolha de cogumelos, em horário pós-laboral, na Serra da Lousã, orientada por Rita Serra. «Esta é uma oportunidade para caminhar e conhecer a biodiversidade do baldio», disse.

Nos últimos anos, Rita Serra guiou igualmente a Caminhada Micológica, cuja terceira edição se realizou no sábado, em que os participantes colhem diferentes espécies de cogumelos e aprendem a distinguir entre comestíveis e venenosos.

Estas actividades, promovidas ao abrigo de um protocolo entre o CES e a comunidade de compartes dos baldios de Vilarinho, com apoio da Câmara da Lousã, são um contributo «para prevenir os envenenamentos» por ingestão de cogumelos silvestres, adiantou.

«Pretendemos, com esta actividade, ingressar numa viagem no espaço e no tempo à história ambiental dos baldios, dos povos serranos, das suas culturas, das suas árvores e dos seus cogumelos», sublinhou a bióloga.

José Pais, administrador da Prazilândia, empresa municipal de turismo da Castanheira de Pera, estima que existam na Serra da Lousã pelo menos 15 cogumelos «interessantes em termos de escala», entre dezenas de espécies comestíveis.

«Entre Outubro e Janeiro, temos na região um produto turístico diferenciado que pode ter algum valor económico», realçou o micólogo à agência Lusa. Nos dias 16 e 22, às 09:00 horas, dezenas de inscritos deverão reunir-se na Praia das Rocas, na Castanheira, para integrarem passeios de «exploração do mundo dos cogumelos» na companhia de José Pais. Os cogumelos silvestres colhidos serão depois expostos e identificados. Segue-se a confecção e a prova.

Fonte:Lusa

Preço internacional do porco muito acima do Europeu

10-11-2014 
 

 
Segundo dados da Comissão Europeia, divulgados no último Comité de Gestão, nos últimos meses o gráfico habitual relativo à evolução dos preços no mercado mundial do porco, alterou-se profundamente.

Em meados de Outubro, os preços do porco nos Estados Unidos da América (EUA), Canadá e Brasil rondavam 1,82-1,85 €/kg carcaça, o que significa que se situavam uns 35 cêntimos acima do preço da União Europeia (UE). Recordamos que anteriormente, o mais usual era que os preços na UE fossem sempre bastante superiores aos restantes preços mundiais.

Na realidade tudo isto mudou em 2014, devido a problemas sanitários (PED nos EUA e Canadá), políticos (embargo russo) e de consumo (Brasil). Neste último caso o preço do porco chegou nalguns Estados aos 2,10 e 2,20 euros/kg de carcaça.

Fonte: Agrodigital

Copa-Cogeca alerta para situação do sector do arroz da UE

10-11-2014 
 
 
O novo presidente do grupo de trabalho do arroz do Copa-Cogteca, Ferraris, alertou que o sector do arroz da União Europeia está gravemente ameaçado e sofre de pressão exercida sobre os preços, pelo que é urgente actuar.

Na sua intervenção após a votação do Grupo de trabalho, o responsável afirmou que o «sector do arroz da União Europeia (UE) tem um papel crucial para garantir o emprego em muitas zonas rurais da UE e também é importante para o meio ambiente. Mas infelizmente o sector está a sofrer, devido à crescente concorrência proveniente das importações de países extracomunitários, que inundam o mercado da UE e que não têm que cumprir com os mesmos requisitos exigidos aos países comunitários».

As importações de arroz da UE dos países, sobretudo do Camboja e Myanmar, aumentaram de 10 mil toneladas durante a campanha de comercialização 2008/2009, para 40e mil toneladas em 2013/2014. As importações da UE do Camboja subiram e passaram de 6.012 toneladas em 2009 para 255 mil durante a campanha de comercialização 2013/2014.

As importações de arroz do Camboja são composta por arroz branqueado e por embalagem de arroz para venda a retalho. Na sua maioria trata-se de arroz da variedade indica, que está em concorrência directa com a produção europeia de arroz da mesma variedade e que representa 35 por cento do total da produção de arroz da UE.

Ferraris comentou que «o aumento das importações coloca em risco o sector comunitário do arroz e cria uma situação preocupante para os agricultores e as cooperativas, nos casos mais graves, corre o risco de abandono da produção, o que teria um impacto negativo sobre a biodiversidade e a qualidade da água e do solo, em particular nas zonas onde não se pode cultivar outras culturas. Por conseguinte, o Copa-Cogeca insta a Comissão a aplicar as cláusulas de salvaguarda que estão incluídas na iniciativa "Tudo menos armas". A aplicação da nova política de promoção da UE também será importante para o sector, de forma a impulsionar o consumo de arroz da UE no mercado interno e para que os consumidores estejam conscientes de que esta cultura cumpre com as nomas de produção mais exigentes da UE e com todo o rastreio necessário».    

Fonte: Copa-Cogeca

Assunção Cristas em Macau e China


A ministra da Agricultura viaja aos dois países, onde os produtos agroalimentares e o mar dominam a agenda.
A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, está em Macau inicia, este domingo, uma viagem pela China onde os produtos agroalimentares e o mar dominam a agenda dos contactos. 

Em declarações à agência Lusa, Assunção Cristas explicou em Macau que, por um lado, a sua visita à China vai envolver a promoção dos produtos portugueses como os lacticínios, os vinhos e a carne de porco, cujo processo de certificação para exportação para a China já decorre. Mas, explicou, a visita inclui também a componente Mar, como Portugal novamente virado para o Atlântico e proporcionando oportunidades não só aos empresários nacionais, mas também aos internacionais, disse.

Assunção Cristas salientou que 48 das empresas portuguesas estarão presentes nas duas feiras da capital económica da China, e as restantes do setor do azeite e dos lacticínios são empresas que vêm especificamente para, com a ajuda da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), procurar ter relações mais próximas bilaterais com potenciais compradores.

Uma dívida que consome 27 mil pipas de Porto

08/11/2014 - 10:56
 
José Diogo Albuquerque garante que a venda do stock da Casa do Douro não será feita ao desbarato NUNO FERREIRA SANTOS

Para lá de estabelecer as regras do funeral da Casa do Douro, o decreto-lei que o Governo fez publicar a 15 de Outubro (152/2014) determina caminhos para solucionar o pesadelo da dívida, que na sua maioria está sob avales do Estado. A maior parte dessa dívida, 97 milhões de juros, resulta de um empréstimo avalizado pelo Estado no tempo em que o Governo de António Guterres nomeou Pina Moura para solucionar o problema da crise financeira da instituição.

A segunda maior fatia está nas mãos da Parvaloren, a sociedade que herdou os activos do BPN após a sua nacionalização, e ascendia em Junho deste ano a 22,8 milhões de euros. Há ainda na coluna do passivo financeiro dívidas ao fisco, à Segurança Social e a diversos organismos públicos. No total, a factura a pagar atinge, a valores actualizados, 167 milhões de euros, dos quais 30 correspondem a juros de mora.

Para a liquidar, o Governo tem como garantia um stock de vinho do Porto que ronda as 27 mil pipas (de 550 litros). Ou seja, cerca de 20% da produção anual do sector. Com uma diferença: é que entre estes vinhos há colheitas antigas, que remontam aos anos da fundação da Casa do Douro, em 1932. Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro calculou que os lotes associados à dívida valem 130 milhões de euros.

No diploma, o Governo está disposto a perdoar 30 milhões de juros de mora desde que a Casa do Douro aceite entregar estes vinhos como dação em pagamento. Ao mesmo tempo, a secretaria de Estado está disposta a abdicar de um acerto de contas entre o IVDP e a instituição, permitindo que o instituto liquide o pagamento de uma dívida de 1,8 milhões de euros, o que geraria uma verba suficiente para a Casa do Douro pagar dívidas a fornecedores e salários em atraso.

Este modelo de negócio tinha já sido proposto pelo Governo à Casa do Douro este ano. Foi recusado. Por um lado, porque o pagamento da dívida do IVDP impunha uma série de regras para a sua gestão (por exemplo, prazos para a liquidação de dívidas) e, por outro, porque exigia que a Casa do Douro armazenasse sem encargos os vinhos entretanto entregues ao Governo. Desta vez, porém, uma recusa negocial da Casa do Douro é inútil. Se não houver um acordo, no dia 1 de Janeiro o Estado entrará na Justiça com um pedido de insolvência regulada.

O que fazer com uma enorme quantidade de vinho num mercado estagnado é outro dos quebra-cabeças que o Governo terá de resolver. À partida, o Governo estuda a criação de um fundo para o gerir, de preferência em parceria com empresas exportadoras. José Diogo Albuquerque garante não querer "uma venda desregulada e ao desbarato". Os exportadores também não. Mas, para a maioria, a existência de uma tão grande quantidade de vinho no mercado é algo incómodo. "Esse vinho não é necessário ao sector. Por isso é que existe", afirma Isabel Marrana, que recorda que até agora o ritmo de vendas desses lotes foi quase sempre residual.

Após um esforço de regulação dos seus próprios stocks feito ao longo dos últimos cinco anos (que retirou dezenas de milhões de euros de rendimentos na produção), "só pode haver uma procura forçada desses stocks, não em consequência de uma necessidade", diz Isabel Marrana. O que, juntamente com o valor desigual do stock, onde há grande quantidade de Porto branco, pode reduzir a receita das vendas para valores muito distantes dos 167 milhões de euros de dívida. O Estado, porém, não cede. A nova associação que substituir a Casa do Douro deixará de ter o fantasma da dívida a pairar sobre a sua acção.

VI Jornadas de Cunicultura A ASPOC e Universidade de Aveiro juntas pelo futuro do sector



Nos dias 30 e 31 de Outubro de 2014, realizou-se a 6ª Edição das Jornadas de Cunicultura da ASPOC em parceria com a Universidade de Aveiro, numa iniciativa que para além do contributo académico e científico, fomentou a proximidade entre os vários agentes do sector, docentes, investigadores e estudantes. Estas Jornadas contaram com a presença de mais de 400 participantes, entre técnicos da Administração Central e Local, técnicos e administradores de empresas do sector, alunos, convidados e produtores estando assim representado todo o sector em Portugal e Espanha.

Mais uma vez, a ASPOC atingiu o seu objectivo em parceria com a Universidade de Aveiro, unindo todo o sector num evento de grande sucesso que contou com a presença da Directora Regional da DRAPC, Engenheira Adelina Martins, do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Engenheiro José Ribau Esteves e do Reitor da Universidade de Aveiro, Professor Doutor Manuel Assunção, na sessão de abertura, dando início a um fórum de debate onde ficou clara a união de toda a fileira e as linhas orientadoras para manter prosperidade e profissionalismo do sector.

Nos dois dias de Jornadas, foram discutidos diversos temas direccionados para o futuro do sector, relacionados com as perspectivas no que diz respeito à carne e ao marketing, à segurança na produção, e à água, com a presença de palestrantes Nacionais e de Espanha.

Como pontos altos destas Jornadas destaca-se no primeiro dia um painel com uma forte componente científica com propostas apresentadas por docentes da Universidade de Aveiro e a apresentação de Posters, revelando uma grande dinâmica da comunidade científica e académica para o sector.

Já no dia seguinte, a mesa redonda, foi o ponto alto com o tema Legislação em Cunicultura: uma realidade com aplicação prática? Neste debate estiveram representadas as várias entidades que intervêm no sector, DRAP, DGAV, DIV, ACT, ETSA e DGADR e debatidas as dificuldades e ansiedades do sector, apresentando-se propostas para uma melhor e mais correcta aplicação da legislação.

Paralelamente a esta iniciativa e com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro e a Associação Comercial de Aveiro foi realizada a Semana Gastronómica da Carne de Coelho na Cidade de Aveiro de 25 de Outubro a 1 de Novembro. Esta iniciativa contou com 6 Restaurantes emblemáticos da cidade que aceitaram o desafio de confecionar Carne de Coelho.
Com um enorme sucesso, a ASPOC realizou ainda no dia 30 um Jantar de Degustação no Hotel e Restaurante João Padeiro, com a nobre presença do Chef Hélio Loureiro e da Nutricionista Andreia Santos, onde estiveram presente todos os oradores, comissões e representantes das entidades oficiais. Numa degustação da carne de coelho, foram apresentados diferentes pratos e entradas de coelho. O convívio e a promoção da carne de coelho foram a marca desta iniciativa.

Como pilar principal de toda a fileira da cunicultura, a ASPOC orgulha-se de mais um ano de sucesso, certos de que será sempre em benefício de e para um sector com futuro que tem por excelência a CARNE de COELHO.

Fonte:  ASPOC

Adega à venda por 6 milhões

09.11.2014  17:27
Imóvel inclui terreno e armazém com cubas de capacidade para 12 milhões de litros de vinho.
Por José Carlos Eusébio, Rui Pando Gomes
As instalações da Adega Cooperativa Única, em Lagoa, estão à venda por quase seis milhões de euros. A Única resultou da fusão das adegas de Lagoa e Lagos e vive uma grave situação financeira.

Segundo o anúncio de uma agência imobiliária, o terreno tem uma área de mais de 26 mil metros quadrados. No armazém da adega existem cubas com capacidade de armazenamento de 12 milhões de litros de vinho, uma destilaria e uma linha de engarrafamento semiautomática. Existe ainda uma cave para garrafeira e pipas.

O edifício, que data da década de 40 do século passado, é um dos símbolos de Lagoa. O presidente da câmara local, Francisco Martins, diz, no entanto, que não irá "hipotecar a câmara para comprar o imóvel". O autarca revelou que já houve reuniões com responsáveis da cooperativa em que a câmara manifestou disponibilidade para estabelecer um protocolo para a criação de um núcleo museológico do vinho.

A Única foi constituída em 2008. A nova cooperativa era vista como uma boia de salvação para as adegas de Lagoa e Lagos, que acumularam dívidas de cerca de 3,6 milhões de euros. Mas, passados seis anos, a situação financeira mantém-se aflitiva. 

No setor da castanha há lugar para novos investidores

Publicado dia 07/11/2014
Joaquim Ferreira

Foto: Global Imagens/ Lisa Soares
A Associação Portuguesa da castanha defende que, devido à forte procura, o setor representa «uma janela de oportunidade na agricultura».
José Laranjo, o presidente da Associação Portuguesa da Castanha, sugere que o setor pode ser uma excelente solução para quem pretender apostar na agricultura.

Em declarações à TSF, José Laranjo lembra que a procura é muito elevada não só em Portugal, mas também em vários países europeus. O presidente da Associação diz que «há falta de produto. Há lugar para novos investidores». Acrescenta que a «fileira tem uma rentabilidade muito interessante».

Este ano, a falta de castanha é um problema ainda mais grave. A quebra na produção «anda perto dos 50%». José Laranjo justifica essa quebra com as condições climatéricas, «este ano quase não tivemos verão». Para além disso, um fungo chamado septoriose do castanheiro destruiu uma parte significativa da produção de castanha.

A oferta não é suficiente para satisfazer a procura e por isso , segundo José Laranjo, o preço «atingiu valorizações nos produtores superiores de 50% em relação ao preço da castanha num ano normal».

domingo, 9 de novembro de 2014

Melgaço e Monção recusam prazo para consenso sobre produção de Alvarinho



Os autarcas de Melgaço e Monção recusaram hoje a «imposição» de «prazos e negociações», por parte do Governo, para alcançar um consenso sobre o alargamento da produção de vinho Alvarinho a todos os concelhos da Região dos Vinhos Verdes.

Em comunicado, os autarcas dos dois municípios que detêm a exclusividade de produção daquele vinho desde 1973, manifestam «dúvidas relativamente à imposição, por parte do Ministério da Agricultura e do Mar(MAM), de negociação entre as partes a favor e contra o alargamento da produção de vinho Alvarinho a toda a Região dos Vinhos Verdes, bem como sobre o estabelecimento de prazos para que haja consenso».
Em outubro passado, em resposta por escrito à Lusa, o MAM explicou que «mandatou» a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), defensora do alargamento da produção de vinho Alvarinho a todos os concelhos que a integram, «para conduzir as negociações entre as partes e apresentar as respetivas conclusões até janeiro de 2015».
Dinheiro Digital / Lusa

Nova estirpe da gripe aviária detetada pela primeira vez na Europa


Uma nova estirpe da gripe aviária, batizada H5N8, foi detetada pela primeira vez na Europa numa quinta de criação de perus no norte da Alemanha, anunciaram hoje as autoridades locais.
Confinado até agora «na Ásia, em particular na Coreia do Sul», o vírus foi detetado numa quinta do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, atingida por uma vaga de mortes inexplicáveis de aves, refere o ministério regional da Agricultura num comunicado citado pela Agência France Presse.
Esta é a «primeira manifestação na Europa» desta estirpe do vírus, que ainda não tinha sido detetada «entre a população de aves selvagens», pode ainda ler-se na nota.
Diário Digital / Lusa

A pequena agricultura está a sair do armário

ANA RUTE SILVA 08/11/2014 - 23:31

A My Farm e o clube agrícola A Minha Quinta querem fazer negócio com o cultivo de legumes e frutas em pequena escala.


A Minha Quinta nasceu por iniciativa de seis primos que se juntaram para recuperar a casa e a herdade da famíliaMIGUEL MANSO

economia, negócios e finanças
São dois projectos com objectivos muito diferentes, mas com uma premissa comum: aproximar o cliente da terra. Num, quem põe mãos à obra é o agricultor, de acordo com as decisões do cliente. Noutro, o sócio paga uma quota e tem direito a 30 metros quadrados de terreno onde pode cultivar o que quiser. A My Farm, de Beja, e o clube agrícola A Minha Quinta, de Rio de Mouro, centram a sua actividade na pequena agricultura familiar e são exemplos de novas formas de fazer negócio num sector que, nos últimos anos, tem atraído empreendedores.

Cerca de 70% dos alimentos no mundo são produzidos por agricultores familiares e 40% das famílias dependem desta actividade para viver. Na Europa, os agricultores familiares exploram 68% da superfície agrícola utilizada, sensivelmente o mesmo que em Portugal, de acordo com uma análise do Parlamento Europeu publicada em 2014, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar. João Dinis, dirigente da Confederação Nacional da Agricultura, diz que em todo o país há cerca de 800 mil pessoas nesta situação. "São 300 mil famílias que gerem e trabalham na sua própria produção", explica.

Foi a pensar nos pequenos produtores que cultivam para consumir e vender nos mercados locais que Luís Luz criou a My Farm. Professor no Instituto Politécnico de Beja, queria estimular nos alunos a vontade de criarem o seu próprio negócio e numa sessão de "brainstorming" nasceu a ideia: criar uma quinta virtual onde os clientes pudessem "comandar" à distância a sua própria horta. No terreno, estaria um agricultor.

O conceito evoluiu. Aliás, está em testes desde o ano da criação oficial e tem sido distinguido com prémios de inovação, como a mais recente menção honrosa que recebeu nos Food and Nutrition Awards. "Baseia-se no conceito de empresa social de Muhammad Yunus [Nobel da Paz em 2006]. O objectivo não é a maximização do lucro, é o apoio social ao pequeno agricultor e ao escoamento dos seus produtos. Todos os lucros serão utilizados para investimento", diz Luís Luz.

A My Farm foi testando projectos nos últimos três anos. Tinha câmaras a filmar as hortas para que os "clientes" pudessem assistir ao crescimento dos legumes, mas a ideia acabou por cair por terra. "Chegámos à conclusão de que não compensava. O agricultor precisa de fazer rotação de terras e tínhamos de estar a mudar as câmaras de sítio. Ao mesmo tempo, as pessoas viam as filmagens durante as primeiras semanas e depois deixavam de se interessar", recorda.

A My Farm teve 19 clientes que pagavam por cada acção do agricultor. Por exemplo, semear um metro quadrado de alfaces custava um euro, valor que abrangia não só os custos de produção, como a mão-de-obra. "Concluímos que quem ficava em casa não criava ligação com a horta real e o agricultor. Mas quem se deslocava à horta criava um compromisso com o produtor. Foi nessa altura que percebemos que não vendíamos legumes. Vendíamos o cheiro do campo, a ligação à terra e ao agricultor, que é fundamental", conta Luís Luz.

Hoje a empresa, que tem em Luís o sócio maioritário, emprega três trabalhadores e transformou-se numa plataforma de contacto entre o agricultor e o consumidor. O cliente paga ao produtor uma mensalidade acordada entre ambos (e tendo em conta a dimensão da horta) para que este produza os legumes e frutas que mais prefere, de acordo com a época do ano. Os preços variam muito mas podem rondar os 79 euros mensais para uma horta com 49 metros quadrados, cuja produção é suficiente para abastecer duas famílias. Este preço não inclui os gastos de entrega.

A tarefa da My Farm é ajudar o pequeno agricultor a rentabilizar o terreno que já tem disponível e garantir-lhe outro meio de escoamento da produção. A maioria vende nos mercados locais, já que não tem dimensão para conseguir entrar nas grandes cadeias de distribuição. "Têm quase sempre excedentes e só conseguem vender na praça. Ao receberam uma valor fixo mensal garantem um rendimento seguro", argumenta Alice Teixeira, coordenadora da My Farm. Por isso, a tarefa da empresa de Beja é encontrar consumidores, que podem ser desde particulares a empresas, restaurantes ou instituições de solidariedade social. Por cada metro quadrado de horta cultivada, a My Farm cobra 40 cêntimos ao agricultor.

Quando o cliente participa na colheita pode ter descontos na mensalidade e, enquanto a horta não dá frutos, o produtor pode dar ao seu consumidor um cabaz de cortesia. A My Farm também está a evoluir para uma loja online onde será possível comprar legumes e fruta. Agora, o lema é "Adopte um Agricultor", para reforçar a ligação directa entre os dois mundos. Além disso, a intenção é tornar a plataforma mais útil a quem produz e permitir o acesso dos agricultores aos seus dados de produtividade e custos, ajudando à tomada de decisões. "Será também uma ferramenta de gestão, para apoiar a pequena agricultura", descreve Alice Teixeira.

Criança de 2 anos atropelada por tractor


     
08/11/2014 20:44:50 1884 Visitas   
A criança foi ferida com gravidade
DR
Criança de 2 anos atropelada por tractor
Um rapaz de dois anos ficou hoje ferido com gravidade depois de ter sido atropelado por um tractor agrícola em Casal Novo, Leiria, disse fonte dos bombeiros. 

De acordo com Almeida Lopes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, a criança "foi apanhada pela fresa do tractor" e sofreu ferimentos graves, "feridas abertas" numa perna. 

No entanto, a mesma fonte disse desconhecer as circunstâncias do acidente, nomeadamente se terá ocorrido num terreno agrícola ou na via pública. 

No local, no socorro à vítima, estiveram três viaturas e seis bombeiros dos Voluntários de Leiria e uma viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). 

Lusa/SOL

sábado, 8 de novembro de 2014

FAO: Estabilidade nos preços mundiais dos alimentos

  07-11-2014 
 

 
O índice mensal d preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação manteve-se estável em Outubro, já que a alta dos preços do açúcar e do azeite compensou a descida dos preços dos lacticínios e da carne.

O Índice da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) baixou 192 pontos, tecnicamente a sua sétima queda mensal consecutiva, com uma ligeira descida de 0,2 por cento em relação aos resultados revistos em Setembro. Esta ligeira descida do índice é «muito positiva para os países importadores», declarou a economista da FAO, Concepción Calpe, uma variação que coincide com uma revisão em alta do prognóstico da FAO para um a produção mundial recorde de trigo nesta campanha agrícola.

Os preços dos lacticínios caíram cerca de 1,9 por cento, com descidas na manteiga e leite em pó devido ao aumento da produção na Europa, onde muito produtores enfrentam a proibição da Rússia às importações de queijo. O índice de preços da carne da FAO situou-se em 208,9 pontos, menos 1,1 por cento em relação a Setembro, mas mais de 10 por cento acima do nível registado 12 meses antes.

Os preços dos cereais, que sofreram uma forte queda durante os meses recentes, já que a produção mundial de trigo e milho parecia apontar para uma colheita recorde, manteve-se em geral estável nos 178,4 pontos em Outubro, tendo em conta que os atrasos da colheita de milho nos Estados Unidos e a deterioração das perspectivas para a colheita de trigo na Austrália conduziram a uma maior firmeza dos preços. Contudo, os preços do arroz baixaram, com achegada ao mercado da nova colheita. O Sub-índice dos cereais reduziu 9,3 por, ou seja, 18 pontos abaixo do nível do ano anterior. Em geral, segundo a FAO, os preços dos alimentos estão nos seus níveis mais baixos desde Agosto de 2010.

Fonte: Agrodigital

ONU disponibiliza 200 milhões para projetos em Angola até 2019


A Organização das Nações Unidas (ONU) vai financiar em 200 milhões de euros nos próximos cinco anos projetos de desenvolvimento em Angola, através das suas várias agências especializadas que atuam no país, foi hoje divulgado em Luanda.
Este novo acordo de parceria, rubricado quarta-feira entre a representação da ONU em Angola e o executivo angolano, prevê um apoio financeiro de 250 milhões de dólares (200 milhões de euros), a aplicar entre 2015 e 2019.
De acordo com informação do Governo angolano, esta verba será utilizada pelas agências especializadas da ONU na implementação de projetos em Angola, em «domínios privilegiados» como a Saúde, Educação, Proteção Social, Direitos Humanos, reforço da governação ou acesso da população à Justiça.
O apoio ao empreendedorismo, como forma de promover a inclusão social e económica da população mais jovem, também está previsto neste novo pacote financeiro.
Entre as agências especializadas com projetos em Angola contam-se o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O investimento a disponibilizar pela ONU prevê a sua aplicação em projetos de desenvolvimento estabelecidos no documento "Angola Visão 2025" e no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, preparado pelo Governo.
Diário Digital com Lusa

Enólogo Anselmo Mendes distinguido como Personalidade do Ano na Polónia


Anselmo Mendes, enólogo, produtor e um dos nomes de referência na internacionalização dos vinhos portugueses, foi distinguido na Polónia com o prémio Personalidade do Ano 2014, pela revista Magazyn Wino, uma das mais prestigiadas publicações polacas para o sector do vinho.
Além de um novo reconhecimento internacional, o prémio traduz o impacto que os vinhos verdes de Anselmo Mendes conquistam num mercado cada vez mais atento aos vinhos internacionais.
A Magazin Wino também promoveu um concurso em que avaliou 400 vinhos de 30 produtores distintos e Anselmo Mendes acabou por ser novamente distinguido com uma Medalha de Prata para o seu «Muros Antigos Alvarinho 2013», na categoria para Melhor Vinho Branco até 24 euros. 
«Fui completamente surpreendido por esta distinção na Polónia e não podia ficar mais feliz porque, acima de tudo, é mais um reconhecimento do potencial dos vinhos verdes pelo mercado internacional e, em particular, da extraordinária casta que é o nosso Alvarinho, capaz de impor-se em qualquer mercado; acredito que vamos continuar a crescer, chamando também a atenção para as castas Loureiro e Avesso», afirma Anselmo Mendes.
 
Portugal exporta mais de 50% da produção de Vinhos Verdes, num volume de negócios que tem vindo a crescer nos últimos anos e que em 2013 representou 44 milhões de euros. Anselmo Mendes exporta 60 % da sua produção total – 400.000 garrafas – e a Polónia é apenas um dos 23 países onde estão presentes os vinhos da sua marca, nomeadamente os que nascem da sua casta de eleição, o Alvarinho, a mais nobre das castas brancas portuguesas e que na sub-região de Monção e Melgaço se exprime de forma excepcional.
Natural de Monção (1962), Anselmo Mendes conviveu desde cedo com a vinha e com o potencial da casta Alvarinho, assumindo-a como alvo de experimentação e alcançando resultados que o levaram a ser conhecido como o «Senhor Alvarinho». Para a crítica internacional, os vinhos de Anselmo Mendes atingiram níveis de excelência e de consistência que o colocam «entre os melhores enólogos portugueses» (Parker's Wine Buyer's Guide), ou que o tornam «uma das referências mundiais na produção de vinho verde» (Wine Enthusiast). Robert Parker, reconhecido como o melhor crítico de vinhos do Mundo, definiu Anselmo Mendes como «produtor de excelência» e atribuiu ao seu Parcela Única Alvarinho a nota mais alta já registada por um Alvarinho.
Em Portugal, Anselmo Mendes foi eleito pelo semanário Expresso, em 2012, uma das 100 personalidades mais influentes do país. Em 1998, a Revista de Vinhos destacou-o como enólogo do ano e, em 2011, como Produtor do Ano. 
A sua influência estende-se para lá dos Vinhos Verdes. Anselmo Mendes desenvolve produção própria, mas é ainda consultor de enologia em nove projectos distintos, nas regiões do Douro, Bairrada, Beira-Interior, Lisboa e Alentejo, e ainda no Brasil. Em Portugal, acaba por estar ligado a cerca de três milhões de garradas produzidas anualmente por todo o país.
 
Sobre Anselmo Mendes
Nasceu em Monção, em 1962, numa família ligada à agricultura e à vinha. Licenciado em Engenharia Agro-Industrial, pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, começou a carreira de enólogo em 1988, na Região dos Vinhos Verdes, dedicando particular atenção ao potencial da mais nobre casta branca portuguesa: o Alvarinho. Com uma pós-graduação em enologia na Escola Superior de Biotecnologia do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, Anselmo Mendes seria reconhecido em Portugal como Enólogo do Ano, em 1998, apenas dez anos depois de começar a sua carreira. A Revista de Vinhos também o considerou Produtor do Ano (2011) e o semanário Expresso incluiu-o em 2012 na lista de 100 personalidades mais influentes do País. Apaixonado pelo estudo das particularidades que cada casta exprime em diferentes solos e climas, Anselmo Mendes reconhece a sub-região de Monção e Melgaço como palco de excelência para a produção de Alvarinho e desenhou vinhos como o Muros Antigos Alvarinho 2008, considerado o melhor vinho branco português e o melhor Alvarinho do Mundo. O reconhecimento nacional e internacional dos vinhos verdes, construído ao longo das duas últimas décadas, confunde-se com a sua carreira.

Eurodeputados rejeitam animais clonados como novos alimentos

07-11-2014 
 

 
A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu quer participar na decisão da lista inicial de novos alimentos e também poder vetar as novas entradas.

Estas são duas das principais linhas da posição que adoptou em relação à proposta de regulamento de novos alimentos apresentada pela Comissão Europeia em 2008.

Por um lado, os eurodeputados apoiam que a nova norma proporciones uma definição clara e sem ambiguidade dos novos alimentos. A definição proposta pela Comissão Europeia devia ser actualizada, incluindo alimentos e ingredientes que têm modificado intencionalmente a sua estrutura primária molecular e os que são formados por microrganismos, fungos ou algas e outros materiais de origem biológica mineral.

Também deveria considerar-se novos alimentos que são obtidos por práticas de criação e propagação não tradicionais e que não têm uma história de uso alimentar seguro. Os eurodeputados rejeitam que os novos alimentos procedentes de animais clonados sejam incluídos nesta lista e pedem a criação de uma regulação independente para os mesmos.

Também consideram que na lista inicial de novos alimentos autorizados fosse incluindo como um anexo no novo regulamento e ser aprovado tanto pelo Conselho de Ministros como pelo Parlamento. Os eurodeputados querem ainda decidir sobre as novas inclusões na lista.

Fonte: Agrodigital

Abate de porcos na UE pode aumentar no primeiro semestre de 2015

  07-11-2014 
 

 
O mercado de porcos na União Europeia, que atravessa uma fase critica dentro do sector da carne, arrasta uma situação de queda de preços e suporta um embargo russo há nove meses.

A Comissão Europeia espera um aumento dos abates no primeiro trimestre de 2015, que poderá chegar aos 14 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2014. O crescimento continuaria no segundo trimestre, mas em menor proporção, de apenas 0,6 por cento, segundo as estimativas apresentadas pela Comissão Europeia no último Comité de Gestão. Este aumento e oferta de carne pode pressionar o mercado caso não se consiga resolver o conflito russo e ampliar a novos mercados.

Em relação às margens na União Europeia, os dados apresentados pela Comissão mostram que durante os primeiros nove meses do ano de 2014 ficaram acima da margem média registada entre 2009 e 2012 e que ascende a 49,92 euros por cada 100 quilos. Pelo contrário, para o último trimestre do ano, espera-se que fique abaixo desta média.

A administração espanhola tem insistido em sucessivas ocasiões com a Comissão Europeia para a necessidade de campanhas de promoção para abrir novos mercados e consolidar os existentes, assim como estudar a possibilidade das restituições à exportação.

Fonte: Agrodigital

Castanhas e cogumelos em destaque este fim-de-semana no distrito de Vila Real

07-11-2014 
 

 
As castanhas e os cogumelos, que movimentam milhões de euros na economia transmontana, vão estar em desataque em feiras e roteiros gastronómicos que decorrem este fim-de-semana em Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

Hoje, arranca mais uma edição da Castmonte, a feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, concelho onde, segundo disse o presidente da câmara, Amílcar Almeida, este fruto representa cerca de 30 milhões de euros para a economia local.

Organizado pela câmara e Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, o certame dá preferência aos produtores locais que garantem castanha em quantidade e qualidade, apesar do fungo que afectou este ano os soutos e provocou uma quebra média na produção de 50 por cento na zona de Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela.

Os destaques desta feira vão para o já tradicional bolo de castanha de 600 quilos e também para o fim-de-semana gastronómico, que conta com 15 restaurantes aderentes que vão confeccionar pratos à base deste fruto.

A abertura da Castmonte contará, esta tarde, contará com a presença do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro. No município vizinho de Vila Pouca de Aguiar realiza-se entre sábado e domingo, a XIII Mostra Gastronómica de Vila Pouca de Aguiar, onde as castanhas se juntam aos outros sabores da montanha, como os cogumelos e o cabrito.

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado, afirmou que os cogumelos «ganham cada vez mais importância» neste concelho transmontano, referindo ainda que este ano chuvoso foi favorável para a recolha deste fungo, com a apanha a «rondar as 20 toneladas».

Aqui, segundo o autarca, a produção de castanha regista uma quebra de 80 por no concelho, devido a um fungo que afectou os castanheiros, enquanto o efectivo de cabrito é de seis mil neste território.

Ao evento aderiram 13 restaurantes do concelho que vão propor pratos como a "míscarada", um prato lançado pela Aguiarnature Sabores, actividade lançada pelo município para promover os produtos locais, ou ainda quiche ou pataniscas de cogumelos, caldo ou pudim de castanha e o cabrito assado.

Depois, no recinto da feira, dezenas de expositores vão vender cogumelos recolhidos no concelho, e haverá ainda alugar para o encontro nacional de produtores ou demonstrações de instalações de rega e de produção de fungos.

Alberto Machado destacou que Vila Pouca de Aguiar acolhe o único posto de certificação de cogumelos do país, onde técnicos especializados confirmam se o produto é de qualidade e comestível.

Já em Vila Real, decorre a "Mostra da floresta", que inclui a realização de um «mega magusto», na praça do município, com castanha produzida no vale da Campeã, no concelho de Vila Real, e a tradicional água-pé.

Há ainda lugar para uma montaria ao javali e para o primeiro "Encontro Micológico" do concelho, promovido pela recém-criada cooperativa Rupestris, sediada na incubadora de empresas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, um evento que inclui saídas de campo para identificação de cogumelos silvestres e um jantar temático.

Este é ainda o primeiro fim-de-semana para o "Outono à mesa", um festival de gastronomia que se vai repetir ao longo de Novembro nos restaurantes aderentes. O presidente desta autarquia, Rui Santos, salientou que o objectivo das iniciativas é «potenciar o melhor» que o município tem.

Fonte: Lusa

Casa do Douro vai morrer e deixa como herança dívida de 167 milhões ao Estado

MANUEL CARVALHO 08/11/2014 - 10:55
No dia 1 de Janeiro, a outrora mais poderosa organização agrícola do país vai ser extinta. A associação que a substituir não terá natureza pública nem inscrição obrigatória. A sua dívida de 167 milhões e um stock de nove milhões de litros de vinho do Porto passam para o Estado. O sector, a braços com decisões urgentes, prepara-se para meses de vazio e incerteza.

 
A Casa do Douro tem no seu património um stock de vinho do Porto cuja gestão pode ser problemática MANUEL ROBERTO

 Uma dívida que consome 27 mil pipas de Porto
Depois de 82 anos de história como organismo de representação dos produtores de vinho da região, a Casa do Douro vai deixar de existir no dia 1 de Janeiro de 2015. O que está prestes a acabar não é apenas o último vestígio da organização corporativa do Estado Novo nem a única associação de agricultores de direito público e inscrição obrigatória; com o ano novo acaba também o impasse sobre um volume de dívidas que rondam os 167 milhões de euros acumulados pela Casa do Douro (CD).

Extinta a CD enquanto associação pública, fica também em aberto um buraco na representação dos agricultores que ameaça paralisar o processo de decisão de um sector que está longe de viver os melhores dias.

Há mais de 20 anos que a CD ocupa um lugar privilegiado nas agendas dos ministros da Agricultura. "Isto [a paralisia institucional e a dívida] tinha de acabar um dia", explica o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, que tem gerido o processo. A megalomania da sua gestão no princípio dos anos de 1990 levou-a a adquirir enormes volumes de vinho para os quais teve de obter financiamento.

Num dos negócios mais polémicos dessa época, a CD adquiriu 40% do capital da Real Companhia Velha por 9,6 milhões de contos (pouco menos de 50 milhões de euros a preços actuais) e após anos de disputas judiciais nunca nomeou administradores na sociedade nem recebeu qualquer dividendo. Para acentuar a sua agonia, o Estado, sob pressão intensa dos exportadores, foi-lhe retirando funções e receitas. A CD que se prepara para fechar as portas é, por isso, apenas uma pálida imagem da que foi a mais poderosa, rica e influente organização de agricultores do país.

O clima de insolvência que paira sobre a CD afectou o ritmo de trabalhos do Conselho Interprofissional do IVDP, onde os problemas do Douro e do vinho do Porto são decididos. "No último ano, o conselho reuniu muito pouco", diz Isabel Marrana, da Associação de Empresas do Vinho do Porto, que explica a paralisia do órgão com o facto de a "representação da produção estar a termo fixo" que lhe retira a "estabilidade". Questões essenciais como o congelamento por parte do Governo das verbas pagas pelo sector para efeitos de promoção não estão sequer a ser discutidas. E, mais grave para os exportadores é o facto de não se saber quando haverá uma associação que substitua a actual.

O Governo tentou evitar vazios de poder concedendo à actual direcção a possibilidade de renomear os seus actuais corpos dirigentes, que se encarregariam de elaborar estatutos para uma associação privada. Era uma proposta de "mudança por dentro". Mas, a manutenção da actual equipa teria de ser decidida num prazo de 20 dias, que já terminou. Em duas tentativas, o Conselho Regional de Viticultores, a assembleia magna da região, composta por 125 membros, nunca conseguiu renuir conselheiros em número suficiente para cumprir a exigência de uma maioria absoluta.

Falhando esta meta, o Conselho poderia ter optado pela convocação de eleições. Mas, após 20 dias na tentativa de prolongar o mandato de Manuel António dos Santos, acabaria por concluir que já não tinha tempo para o fazer antes do dia 31 de Dezembro. "Os prazos impostos pelo Governo são inexequíveis", afirma António Januário, um dos directores da CD. Para o Ministério da Agricultura, o cenário é diferente. "A impossibilidade de a Casa do Douro conseguir quorum é sinal de alguma coisa", aponta José Diogo Albuquerque.  

Sem uma solução de continuidade, a associação que renascerá das cinzas da Casa do Douro, podendo usar o seu nome e receber parte do seu património, será escolhida por concurso. "Uma inovação", diz Isabel Marrana. Os critérios para a escolha da associação vencedora serão definidos por portaria e, para que não faltem candidatos, o Governo garantiu uma série de benefícios a quem ganhar a corrida. Para além de ficar com a sede, que historicamente é património dos lavradores durienses, a associação vencedora ficará com seis lugares garantidos no Conselho Interprofissional no seu primeiro mandato, poderá receber como quotas as taxas pagas pela produção no IVDP (referentes às declarações de colheita e produção) e terá direito aos bens remanescentes ao processo de liquidação da dívida. Se o gigantesco stock de vinho do Porto vai servir como pagamento das dívidas ao Estado (ver texto ao lado), a Casa do Douro é ainda dona de vários armazéns na Régua, de edifícios em várias vilas da região e da participação na Real Companhia Velha ligeiramente superior a 30%.