quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Evitado desperdício de mais de 50 toneladas de "fruta feia"


11.10.2014 - 11:59
O projeto Fruta Feia evitou que mais de 50 toneladas de desperdício de frutas e hortaliças tenham ido para o lixo, com os fundadores da cooperativa a mostrarem-se surpreendidos com o número alcançado.
 

JOSÉ MOTA/GLOBAL IMAGENSA cooperativa quer aproveitar cerca de um terço da fruta e vegetais que os supermercados desperdiçam
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"É uma grande emoção para nós. Estamos a trazer do campo cerca de duas toneladas por semana, o que para os agricultores significa uma rentabilidade extra já bastante significativa e esse era o maior objetivo do nosso projeto", explicou em declarações à agência Lusa, Isabel Soares, uma das mentoras do projeto.

A jovem reconhece que no início da Cooperativa Fruta Feia não estava à espera de uma adesão "tão grande" por parte dos consumidores, lembrando que há 41 semanas eram 100 os associados, enquanto agora, passado quase um ano do arranque do projeto, contam já com 450 e uma lista de espera de cerca de 2.500.

A cooperativa Fruta Feia resulta de uma ideia de quatro amigos para aproveitar cerca de um terço da fruta e vegetais que os supermercados desperdiçam, por considerarem que não têm o aspeto perfeito que os consumidores procuram.

"O primeiro objetivo deste projeto foi largamente alcançado, que era o de valorizar estes produtos junto dos agricultores", frisou Isabel Soares, lembrando que o próximo passo será a abertura de uma terceira delegação, ainda nas imediações de Lisboa, mas a funcionar de forma autónoma.

"Queremos abrir o terceiro ponto de entrega no início do próximo ano, mas queremos que funcione como unidade piloto para replicação a nível nacional fora de Lisboa. Funcionará independentemente da nossa gestão de forma também a podermos otimizar o modelo de gestão", explicou.

Para colocar em prática este novo desafio, Isabel Soares contou que é só preciso encontrar financiamento, já que há pessoas interessadas em dinamizar uma delegação em outros pontos do país, lembrando que o desperdício de fruta não se dá somente na região oeste.

Produto português combate cancro do castanheiro


por Ana Rita Costa
19 de Novembro - 2014
Uma equipa de investigadores de Bragança criou um produto que é capaz de combater o cancro do castanheiro. O projeto desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Bragança durante três anos resultou num produto biológico que, segundo a equipa, "é 100% eficaz no tratamento do cancro do castanheiro."

 
O cancro do castanheiro tem origem num fungo chamado Cryphonectria parasitica, uma das doenças mais comuns do castanheiro na Europa. "Este ano um passo importante foi dado. Temos o produto que pode ser aplicado, já foi experimentado no campo e funciona muito bem", explicou Eugénia Gouveia, investigadora do IPB, em declarações à rádio Brigantia.

 O novo fármaco ainda tem que ser homologado, mas deverá chegar ao mercado brevemente.

RefCast defende que castanha portuguesa deve ser protegida

"A marca 'castanha portuguesa' deve ser protegida", defendeu recentemente o presidente da Associação Portuguesa da Castanha (RefCast), José Laranjo. De acordo com a organização, já foram detetadas falsificações no Brasil, um dos principais mercados importadores de castanha portuguesa.

Segundo José Laranjo, é difícil reconhecer internacionalmente designações como DOP, o que pode levar a marca 'castanha portuguesa' a ser usada de forma "errónea".

"No ano passado - e foi comunicado às autoridades - apareceram embalagens com a referência à castanha portuguesa no Brasil, sem que ela tivesse sido produzida em Portugal", explicou o presidente da RefCast à Lusa.

José Laranjo sublinhou ainda a necessidade de assegurar a proteção da castanha europeia face à asiática, candidata a ser exportada para a Europa com preços mais baixos. "A produção de castanha asiática atinge anualmente um milhão e seiscentas mil toneladas, isto cria uma pressão enorme", concluiu José Laranjo.

INE: Produção de castanha cai 35 por cento para o valor mais baixo em 20 anos

 19-11-2014 

 
A produção de castanha deverá cair este ano 35 por cento para as 16 mil toneladas, o valor mais baixo das últimas duas décadas, indicam as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os soutos de castanheiros foram afectados pelas temperaturas amenas e precipitações fortes deste Verão, que favoreceram o aparecimento de pragas e doenças, o mesmo acontecendo com o olival, cuja produtividade deve diminuir 15 por cento.

Os castanheiros foram atacados por septoriose, um fungo normalmente pouco activo, mas que encontrou condições meteorológicas favoráveis, desenvolvendo-se com intensidade nas zonas de maior altitude e mais frias, havendo registo de castanha bichada nalgumas zonas.

O olival foi prejudicado por ataques de gafa, uma doença que torna as azeitonas engelhadas, e mosca de oliveira, que se reflectem na produção de muito azeite com acidez superior a 1 por cento, «com evidentes prejuízos na qualidade e valorização do produto».

Deverão registar-se ainda reduções na produção de kiwi, de -15 por cento, devido a problemas fitossanitários e fisiológicos), vitivinícola, -10 por cento, com as chuvas a afectarem a qualidade dos mostos e na maçã, de -5 por cento face a 2013, que tinha sido o melhor ano da última década.

Mais optimistas são as previsões para a pêra, que deve aumentar a produção em 5 por cento, atingindo 212 mil toneladas, o segundo maior valor das últimas três décadas.

Os prejuízos no tomate de indústria foram minimizados pela intensificação dos trabalhos de colheita na última semana de setembro e primeira de Outubro, permitindo um aumento de 20 por cento na produção, mas apenas devido à expansão da área.

No arroz, cerca de um terço da área ainda está por colher, estimando-se um decréscimo da produção para 162 mil toneladas, -10 por cento do que em 2013.

No caso do milho, a produção deve ser semelhante à campanha anterior, mas a rentabilidade deve diminuir, acompanhando a descida do preço desta matéria-prima nos mercados internacionais.

Para a amêndoa, a produção estimada é de oito mil toneladas que, «embora próxima da média alcançada nas últimas campanhas, espelha a situação de envelhecimento e degradação de muitos amendoais».

Anexo: INE- Previsões Agrícolas 31 de Outubro de 2014 

Fonte: Lusa

Deputados do PSD defendem reforço do apoio a frutos secos de Trás-os-Montes

19-11-2014 
 

 
Um grupo de deputados do PSD defenderam um reforço dos apoios à produção de frutos secos, como a castanha e a amêndoa, na região de Trás-os-Montes.

Depois de uma visita a esta região, os parlamentares concluíram pela necessidade de «maior interação entres instituições públicas e privadas» e da criação de instrumentos de incentivo às organizações de produtores.

Os deputados Pedro do Ó Ramos, Nuno Serra, Pedro Lynce, Maurício Marques, Luís Pedro Pimentel, Maria José Moreno e Adão Silva realizam uma visita ao distrito de Bragança, inserida no "Roteiro Agrícola do PSD", durante a qual contactaram com investigadores, produtores e empresas.

Numa nota enviada às redações, relatam que testemunharam «o forte crescimento da produção de castanha acompanhado por uma indústria e comercialização reforçada, conseguindo valorizar o produto para exportação».

Todavia, a economia da região, «muito depende da fileira dos frutos secos, enfrenta grandes desafios relacionados com o acréscimo de pragas e doenças que poderão comprometer toda a fileira da castanha, caso a investigação não se torne mais aplicada».

Nesse sentido, e apesar de terem testemunhado projectos de investigação inovadores que visam combater e inverter o eventual declínio da cultura da castanha, entendem que «há ainda necessidade de novas medidas nesta área para manter o ritmo de crescimento desta cultura».

O vice- presidente do grupo parlamentar do PSD, Pedro do Ó Ramos, defende «o incremento de parcerias entre Estado, Instituições de Ensino Superior e empresas para enfrentar a crescente incidência de patologias vegetais».

Por outro lado, considera «fundamental criar mais instrumentos para incentivar as organizações de produtores para fortalecer a dinâmica empresarial, associada a estas fileiras, cruciais na economia local, regional e nacional».

Fonte: Lusa


INE: Chuvas condicionam colheitas e afectam produções agrícolas



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As previsões agrícolas do INE, em 31 de Outubro, apontam para a diminuição da produtividade nos olivais (-15%, face a 2013), resultante dos graves ataques de gafa e mosca da oliveira, que também prejudicaram a qualidade dos azeites obtidos. Também os soutos de castanheiros foram severamente afectados por problemas sanitários, nomeadamente pela septoriose, fungo geralmente pouco activo mas que as temperaturas amenas e as precipitações fortes deste verão fizeram proliferar de forma descontrolada, originando decréscimos acentuados de produção que deverão rondar os 35%, face à campanha anterior. Deverão registar-se ainda reduções de produção no kiwi (-15%, com problemas fitossanitários e fisiológicos), na produção vitivinícola (-10%, com as chuvas a afectarem decisivamente a qualidade dos mostos) e na maçã (-5% face a 2013, que tinha sido o melhor ano de produção da última década). Quanto à pêra, a campanha decorreu sem incidentes, prevendo-se um aumento de produção de 5%, com frutos de bom calibre mas baixo Brix (indicador do teor de açúcar).

Nas culturas temporárias de primavera/verão assinalam-se as dificuldades que a precipitação persistente tem colocado aos produtores para a realização das colheitas, bem como o efeito negativo na qualidade dos produtos colhidos. No tomate para a indústria, na última semana de Setembro e na primeira de Outubro (período onde praticamente não ocorreu precipitação) foram retomados/intensificados os trabalhos de colheita, estimando-se que tenham ficado por apanhar cerca de 10% da área plantada. Prevê-se um aumento da produção de 20%, face a 2013, exclusivamente em resultado do aumento da área. No milho, a produção deverá ser semelhante à campanha anterior, com as preocupações a convergirem para os aspectos económicos, nomeadamente para a descida do preço desta commodity nos mercados internacionais e para o aumento dos custos de produção decorrentes da secagem do grão.

O mês de Outubro caraterizou-se, em termos meteorológicos, por valores de temperatura média muito superiores à normal, tendo sido o Outubro mais quente desde 1931. Na segunda quinzena registou-se mesmo a ocorrência de uma onda de calor, considerada como a mais significativa para o mês de Outubro dos últimos 70 anos, quer pela sua duração (6 a 9 dias), quer pela sua extensão espacial (todo o território excepto o interior norte). Quanto à quantidade de precipitação, concentrada sobretudo entre os dias 6 e 17, foi superior ao valor normal, classificando-se o mês como chuvoso.

Estas condições climatéricas afectaram significativamente a actividade agrícola. Após os primeiros dias do mês, em que ainda foi possível realizar algumas colheitas (nomeadamente do milho, arroz, hortícolas, uvas e azeitona) em condições minimamente aceitáveis, a chuva que se seguiu condicionou estas operações e, aliada às altas temperaturas para a época, potenciou o desenvolvimento de doenças criptogâmicas e o ataque de pragas.

Ao longo do mês de Outubro verificou-se um aumento da percentagem de água no solo em todo o território do Continente, atingindo os valores normais no final do mês.

Prados e pastagens beneficiam das condições meteorológicas

A disponibilidade de água e as temperaturas acima da média para a época beneficiaram os prados, pastagens e culturas forrageiras, com condições bastante favoráveis à germinação e crescimento de vegetação semeada e espontânea. Apesar do pastoreio nesta época representar apenas uma parcela da alimentação dos efectivos (sustentada maioritariamente com recurso a palhas, fenos, silagens e rações industriais), perspectiva-se uma mudança para uma maior utilização da massa verde das pastagens.

Perspectivas pouco animadoras para a actual campanha oleícola

Nos olivais, a floração decorreu sem problemas, o que originou uma carga de frutos bastante razoável. No entanto, o verão ameno e os elevados valores de humidade relativa de Setembro e início de Outubro, associados a temperaturas relativamente altas, propiciaram o desenvolvimento da mosca da azeitona e da doença da gafa. O facto de ter chovido continuamente durante este período dificultou a realização de tratamentos fitossanitários, havendo muita azeitona sem condições sanitárias para ser colhida, principalmente na variedade Galega. Estima-se um decréscimo da produtividade de 15%, face a 2013. De referir ainda que se está a produzir muito azeite com grau de acidez superior a 1%, situação atípica numa fase tão precoce da campanha e com evidentes prejuízos na qualidade e valorização do produto.

Acentuada volatilidade da cotação do milho compromete competitividade económica da actividade

A colheita de milho ainda decorre, com as condições climatéricas a dificultarem a operação, obrigando amiúde ao recurso à tracção de lagartas nas ceifeiras debulhadoras. O amadurecimento e a redução do teor de humidade do grão foram condicionados pelas temperaturas amenas do verão e, sobretudo, pela precipitação dos últimos meses, o que tem obrigado à intensa utilização de secadores. Este facto, aliado à descida do preço desta commodity nos mercados internacionais (-17% face ao mês homólogo em Bordéus), contribuiu para uma diminuição da rentabilidade da cultura do milho. Apesar destes condicionalismos, a produção deverá ser semelhante à alcançada em 2013.

Condições meteorológicas prejudicam o desenvolvimento do arroz

No arroz, ainda estará por colher cerca de 1/3 da área. As baixas temperaturas na floração (que originaram muito aborto floral) e as fortes chuvadas de Setembro (que provocaram alguma acama e facilitaram a propagação da piriculariose ou queimadura do arroz) contribuíram para um decréscimo da produtividade, devendo a produção rondar as 162 mil toneladas (-10% que em 2013).

Derradeiros esforços de colheita mitigam os prejuízos no tomate para a indústria

A colheita do tomate para a indústria decorreu normalmente até à primeira semana de Setembro, com produtividades elevadas, se bem que com uma maturação do fruto pouco regular (devido à falta de calor no verão). Este cenário alterou-se com a intensa precipitação ocorrida entre 6 e 23 de Setembro, que impediu o acesso das máquinas de colheita e das galeras de transporte de tomate aos campos e conduziu à deterioração dos frutos. No final de Setembro e início de Outubro, e num derradeiro esforço para concluir a colheita, os produtores recorreram a tracção suplementar, à abertura de valas de escoamento para drenar os terrenos encharcados e, em casos extremos, à colheita manual, estimando-se que tenham ficado por colher cerca de 1 500 hectares de tomate. Globalmente, a produtividade sofreu uma ligeira redução face a 2013, sendo que o aumento na produção (+20%) resultou exclusivamente do aumento da área.

Quanto ao girassol, a chuva dificultou a colheita mas não prejudicou a produtividade, devendo a produção atingir as 16 mil toneladas (+35% face a 2013).

Boas produções de maçã e pêra

Estão concluídas as colheitas das pomóideas, confirmando-se as previsões de boas campanhas de produção. Na maçã, as condições de desenvolvimento da cultura foram distintas nas duas principais regiões produtoras. Em Trás-os-Montes, a floração decorreu normalmente mas o vingamento foi afectado pela chuva e pelo frio, conduzindo a um menor número de frutos por árvore mas de maior calibre. Registaram-se ainda prejuízos pontuais provocados por trovoadas e quedas de granizo. Em contrapartida, no Oeste a campanha decorreu sem incidentes, com os frutos a apresentarem boa qualidade e calibre. A produção de maçã deverá rondar as 271 mil toneladas, que corresponde a uma redução de 5%, face a 2013 (o melhor ano de produção da última década).

Quanto à pêra, apesar das perdas resultantes do aparecimento de estenfiliose (manchas castanhas na casca) e dos ataques de psila (com o desenvolvimento de fumagina associada), prevê-se que a produção seja a segunda maior das últimas três décadas, alcançando as 212 mil toneladas (+5% face à campanha de 2013). Para este resultado contribuíram as boas condições climatéricas durante praticamente todo o ciclo cultural. As pêras apresentaram um calibre regular a bom, mas baixos teores de açúcar, em resultado da falta de calor no verão.

Produção de kiwi em queda pelo quinto ano consecutivo

A cultura do kiwi foi, uma vez mais, bastante condicionada por problemas sanitários, fisiológicos e ambientais, prevendo-se, pelo quinto ano consecutivo, uma redução na produção (-15%, face a 2013). Para mais esta má campanha concorreram as perdas causadas pelo cancro bacteriano do kiwi (principalmente nos pomares velhos) e pela podridão cinzenta, bem como a dificuldade de substituir a cianamida hidrogenada (proibida na UE) por outro regulador de crescimento eficaz na quebra da dormência dos gomos em regiões com poucas horas de frio (como são o Entre Douro e Minho e a Beira Litoral, responsáveis por 99% da produção nacional de kiwis).

Bom ano de amêndoa

O vingamento e desenvolvimento da amêndoa decorreram normalmente, estimando-se uma produção de 8 mil toneladas que, embora próxima da média das alcançadas nas últimas campanhas (excepto em 2013), espelha a situação de envelhecimento e degradação de muitos amendoais em Portugal.

A produção de castanha deverá diminuir 35%

Um verão completamente atípico nas principais zonas produtoras de castanha em Trás-os-Montes, com temperaturas amenas e precipitações muito elevadas em Setembro, propiciou as condições ideais para o desenvolvimento da septoriose do castanheiro, que causou a queda das folhas e necrosou o pedúnculo do ouriço, impedindo a maturação do fruto. Os ataques deste fungo, normalmente sem grande importância, foram particularmente intensos nas zonas de maior altitude e mais frias, havendo ainda registo, em algumas zonas de produção, de castanha bichada. A produção deverá diminuir 35% face à campanha anterior, para as 16 mil toneladas, o pior registo das últimas duas décadas.

Chuvas prejudicam as vindimas

A instabilidade atmosférica que se prolongou por grande parte do período normal das vindimas dificultou os trabalhos da apanha da uva e determinou uma redução na qualidade dos mostos, com muitas uvas a chegarem às adegas num estado sanitário deficiente, com podridões ácidas e actividades fermentativas iniciadas. Este facto, aliado à ocorrência de algum desavinho e bagoinha (acidentes fisiológicos normalmente provocados por chuvas abundantes na fase da floração/alimpa) e de ataques, relativamente tardios, de míldio, oídio, podridão cinzenta e traça da uva, contribuíram para uma redução na produção, face à vindima de 2013, que se prevê da ordem dos 10%.

Fonte:  INE

Abertas as candidaturas ao regime de apoio à reconversão da vinha


por Ana Rita Costa
19 de Novembro - 2014
O IVV publicou o anúncio com os prazos de apresentação das candidaturas ao regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha (VITIS), para a campanha 2015/2016, que decorrerá entre 1 de dezembro de 2014 e 23 de janeiro de 2015.

 
À semelhança das candidaturas ao VITIS da campanha anterior, em 2015/2016 a submissão das candidaturas continuará a ocorrer no iDigital, devendo os técnicos solicitar a sua acreditação.

As candidaturas referentes à campanha 2015/2016 serão decididas até 3 de abril de 2015,sendo a decisão de aprovação ou de indeferimento da candidatura comunicada aos candidatos através dos respetivos emails inscritos no sistema de informação do IFAP, ou através do seu site, na respetiva área reservada.

7º Congresso da CNA realiza-se a 23 de novembro


por Ana Rita Costa
19 de Novembro - 2014
Vai realizar-se no próximo dia 23 de novembro, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel, o 7º Congresso da CNA e da Agricultura Familiar Portuguesa.

 
Este congresso "é o grande momento de encontro institucional entre a CNA, órgãos de soberania e outras organizações e é um grande momento de debate entre os Agricultores-Delegados, os Dirigentes da Confederação e as suas Filiadas", refere a CNA em comunicado.

No decorrer da iniciativa irá também realizar-se um seminário europeu subordinado ao tema "Aplicação da PAC 2014 – 2020".

Estados Unidos aprovam nova batata OGM


Novembro 19
09:14
2014

O departamento agrícola norte-americano anunciou que autorizou a sementeira de uma nova batata OGM, denominada Innate, que foi desenvolvida pelo grupo J. R. Simplot.

É a primeira variedade autorizada nos últimos 10 anos e a grande vantagem, segundo os seus promotores, é que resolve o problema ligado à  acrilamida, que é uma substância com potencial cancerígeno que se forma durante a fritura.

Outra vantagem anunciada é que esta batata é resistente aos choques durante o transporte e a stockagem.

A J. R. Simplot é o maior fornecedor da McDonald's.

As associações de produtores não estão muito convencidas, pelo que pediram à McDonald's para não comprar a batata.

Países assumem em Roma compromisso contra nutrição inadequada


Países assumem em Roma compromisso contra nutrição inadequada


Representantes de 170 países assumiram hoje em Roma o compromisso de adotarem políticas fortes contra uma nutrição inadequada com ações e investimentos que assegurem o acesso de todos a uma alimentação saudável e sustentável.
O compromisso está inscrito na Declaração de Roma sobre Nutrição e no Quadro de Ação, documentos hoje adotados na capital italiana no âmbito da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição (ICN2), organizada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
«Temos o conhecimento, a experiência e os recursos necessários para superar todas as formas de nutrição inadequada», afirmou o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, citado num comunicado da organização.
Diário Digital / Lusa

Mais de 300 vacas e ovelhas furtadas no Alentejo na última semana


por DN.ptHojeComentar

Mais de 300 vacas e ovelhas furtadas no Alentejo na última semana
Fotografia © Acácio Franco
Só o gado bovino estava avaliado em cerca de oito mil euros.
Mais de 140 bovinos e 163 ovinos foram furtados na última semana nos concelhos de Borba e Estremoz, no Alentejo, disseram hoje à agência Lusa fontes da GNR.
O furto de 143 bovinos foi registado numa herdade situada na freguesia de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, não tendo a GNR indicado o valor dos animais, nem o seu proprietário.
No final da semana passada, a GNR divulgou também ter recebido uma queixa pelo furto de 163 ovinos, ocorrido na Herdade da Casa Velha, em Evoramonte, no concelho de Estremoz.
Segundo fonte da Guarda, os ovinos, avaliados em cerca de oito mil euros, pertencem à Cooperativa Agrícola de Produção Barro Negro.
A GNR está a investigar ambos os casos, que foram participados às autoridades.

ORIAN: Norte possui 350 organizações agrícolas que devem trabalhar em rede



As 350 organizações agrícolas do norte devem construir uma rede organizacional que seja mais eficaz na prestação de serviços, a nível do apoio técnico e comercialização, aproveitando as oportunidades criadas pelos novos fundos comunitários.


Esta é uma das conclusões do projeto ORIAN - Otimização da rede institucional agrária da região norte, que fez um diagnóstico do setor e foi apresentado hoje, em Vila Real, no seminário "Organizações agrícolas da região norte. Cenários: evolução e viabilização".
O coordenador do estudo, José Miguel Silva, afirmou à agência Lusa que foram identificadas cerca de 350 organizações, entre associações socioprofissionais e cooperativas agrícolas, que representam cerca de 70 a 80 mil agricultores.
"O importante deste projeto foi tentar encontrar soluções para que esta rede imensa possa ser potenciada e preste um melhor serviço", salientou.
A ideia é, segundo referiu, "criar as condições para se construir uma rede organizacional de âmbito associativo que possa ser mais eficaz na prestação do serviço aos agricultores, designadamente no apoio técnico e na concentração e comercialização da oferta".
"Estamos numa situação difícil, temos muitas organizações e estamos numa região muito particular de agricultura muito pulverizada", sublinhou.
Espalhadas pelo território existem boas organizações, com saúde financeira, mas, segundo o responsável, a "esmagadora maioria vive com dificuldades".
José Miguel Silva referiu mesmo o caso paradigmático da região dos vinhos verdes, onde as adegas cooperativas, que representam "apenas 2% da produção de vinho", estão em situação "de pré fecho".
"O retrato é caótico em algumas situações. É preciso um plano de reestruturação forte, com uma boa intervenção do Governo no sentido de ajudar a que isso se concretize", referiu.
O responsável afirmou que as soluções passam por duas premissas. Uma é o Plano de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR) e a outra está relacionada com as Comunidades Intermunicipais, que possuem responsabilidades a nível do planeamento estratégico dos territórios e poderão ser o elemento dinamizador de toda a reestruturação que terá que ser feita.
Acrescentou que o PDR prevê apoios à concentração das organizações com o objetivo de ganhar escala e promover a concentração da oferta.
No entanto, José Miguel Silva alertou para a necessidade de se definir um "tratamento mais especifico" para o "caso concreto das cooperativas", já que o PDR não identifica os seus aspetos específicos, nomeadamente o seu "passado e, em alguns casos, um passivo forte".
O diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, afirmou que o novo PDR "é uma oportunidade que não se pode perder".
"Este PDR beneficia imenso as organizações, beneficia as fusões de organizações para elas ganharem escala, beneficia aqueles que sejam associados de organizações de produtores, com majorações de 10% dos respetivos financiamentos", explicou.
Está-se, na sua opinião, "num momento fundamental" porque o "PDR pode representar o antes e o depois em matéria de organização da agricultura".
O projeto ORIAN foi promovido pelo Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Norte (IDARN), com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte).
Dinheiro Digital com Lusa

Clima adverso afecta culturas agrícolas e gera quebras de produção


JOSÉ MANUEL ROCHA 19/11/2014 - 12:43
Vinho, castanha e olival com colheitas que ficam abaixo do que tinha sido registado no ano anterior.

 
A castanha teve quebra de 35% na produção
 
 Produção de vinho em Portugal cai 5,7% este ano devido ao mau tempo e doenças no campo
O ano agrícola que está a terminar vai ficar marcado por quebras significativas na produção de algumas das principais culturas em Portugal. Kiwi, olival, castanha, tomate e vinho são exemplos de colheitas que foram muito afectadas pelas condições climatéricas e pelas doenças que atacaram as plantações.

As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgadas esta quarta-feira e com reporte a informação relativa a 31 de Outubro passado, mostram, por exemplo, que a produção vinícola deverá ficar 10% abaixo do que fora conseguido em 2013, muito por causa das chuvas "que afectaram a qualidade dos mostos".

Em Agosto, uma previsão do Instituto da Vinha e do Vinho alertava já para um nível de quedas significativo, com algumas das regiões demarcadas a caírem até 20% face à campanha do ano anterior.

Outro exemplo de uma má campanha vem da cultura do kiwi, que deverá registar quebras de produção de 15%, "com problemas fitossanitários e fisiológicos", assinala o INE.

Na área do tomate para a indústria, a colheita decorreu sem problemas até à primeira semana de Setembro, mas a partir daí o quadro climatérico alterou-se, impedindo o acesso das máquinas aos campos. Estes problemas fizeram com que ficasse por colher cerca de 10% da produção, que, mesmo assim, deverá ter aumentado 20%, mas devido a um crescimento  da área de cultivo que implicou investimento que ficou sem retorno.

As perspectivas são também más para a produção oleícola. Segundo o INE, a floração decorreu sem problemas, mas depois surgiram ataques da mosca da azeitona e a doença da gafa que acabaram por afectar a produtividade do sector – que deverá ter caído cerca de 15% face ao ano anterior.

Para os produtores de castanha, o ano será também para esquecer. O Verão atípico que se fez sentir em Trás-os-Montes abriu caminho a doenças que afectaram a maturação do fruto. O INE aponta para uma quebra de 35% na produção, para um valor próximo das 16 mil, toneladas – o que constitui o pior registo das últimas duas décadas.

Na área dos frutos de maior consumo em Portugal, a pera e a maçã, as situações são distintas. Apesar de aparecimento de doenças, a produção de pera deverá ter crescido 5% face à campanha de 2013. Já na maçã, verifica-se um recuo de cerca de 5%, mas a comparação é feita com um ano, 2013, em que se apurou a melhor colheita da última década.

O INE revela, ainda, que a produção de milho deverá ser semelhante à do ano anterior (909 mil toneladas), mas o sector teve custos acrescidos este ano com a colheita (nomeadamente, o recurso intenso a secadores devido às chuvas) e será também afectado pela queda do preço verificada nos mercados internacionais (-17% em Outubro face ao mesmo mês do ano passado).

No arroz, assinala o instituto, a produtividade caiu devido às fortes chuvadas de Setembro, estimando-se que a colheita fique pelas 162 mil toneladas este ano, um recuo de 10% face a 2013.

Governo avança com comissão de fiscalização da Casa do Douro


19 Novembro 2014, 12:03 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

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O Ministério das Finanças já nomeou o presidente da comissão que irá fiscalizar a extinção da "natureza pública" da associação Casa do Douro e avaliará os activos na regularização das dívidas da instituição vitivinícola.
O Ministério das Finanças nomeou, por despacho publicado esta quarta-feira, 19 de Novembro, em Diário da República, a Sociedade Patrício, Moreira, Valente & Associados, representada por José Carlos Nogueira Faria de Matos, como presidente da comissão de fiscalização da Casa do Douro.
 
A medida, é explicado no despacho esta quarta-feira publicado, vigora "enquanto" a Casa do Douro mantiver  "a natureza de associação pública",  e não forem "aprovados os novos estatutos e nomeados os órgãos sociais" como associação privada.  
 
De acordo com o decreto-lei que instituiu a reconversão da Casa do Douro, publicado a 15 de Outubro último, depois da tomada de posse do presidente da comissão de fiscalização, os restantes dois membros têm que ser eleitos nas duas semanas seguintes.
 
"A comissão de fiscalização é composta por três membros, sendo o seu presidente, revisor oficial de contas, designado pelo membro do Governo responsável pelas áreas das finanças e dois vogais eleitos pelo conselho regional no prazo de 15 dias após a tomada de posse deste", explicava o diploma de 15 de Outubro.
 
A Casa do Douro, por decisão do actual Executivo, vai passar de associação de direito público e inscrição obrigatória de vitivinicultores da região duriense para, a partir de 1 de Janeiro de 2015, associação de direito privado de inscrição voluntária dos produtores de vinhos do Douro e Porto.
 
A entidade, tem contudo uma situação financeira crítica. Só o Estado reclamou uma dívida acima de 160 milhões da Casa do Douro, valor este que será ressarcido parcialmente em dação e pagamento de património vinícola e perdoados juros de mora no valor de 30 milhões de euros. Outros credores são os trabalhadores, alguns dos quais com salários em atraso há, pelo menos, um ano.
 
No decreto-Lei que regulamenta as fases da "extinção da casa do Douro de natureza pública"– e consequentes acertos com o Estado – o legislador determinou que "a transferência para a associação de direito privado que suceder à Casa do Douro dos bens e saldos de gerência remanescentes do processo de regularização das dívidas, com excepção do imóvel que constitui a sede da casa do Douro, é precedida de audição da respectiva comissão de fiscalização e está dependente da anuência expressa do membro desta comissão designado pelo membro do Governo responsável pela área das finanças".
 
Foi a nomeação do presidente desta comissão de fiscalização que Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, assinou a 10 de Novembro e que foi publicada esta quarta-feira.

Trás-os-Montes lidera em número de agricultores em modo biológico


POR: ONDA LIVRE · 09/11/2014 · 0 COMENTÁRIOS
INFORMAÇÃO LOCAL, INFORMAÇÃO REGIONAL ·
Agricultura1[1]

A região de Trás-os-Montes é a que tem um maior número de agricultores em modo de produção biológica. São 752 produtores no total, segundo dados da Direcção Regional de Agricultura relativos a 2011. Os números foram avançados esta semana, em Bragança, numa acção de sensibilização promovida pela Associação Portuguesa de Agricultura Biológica.

O presidente da AGROBIO, Jaime Ferreira, adianta que o olival é o sector em que se verificam mais áreas em modo de produção biológica e defende que é preciso aumentar ainda mais este tipo de agricultura.

Jaime Ferreira lembra que os produtos biológicos têm um valor acrescentado no mercado, mas alerta os produtores que têm que se organizar para terem mais facilidade em comercializarem aquilo que produzem.

 Segundo os dados da Direcção Regional de Agriculturas apresentados nesta acção em Bragança, a região transmontana tem já perto de 18 mil hectares em modo de produção biológica.

Ideias de Origem Portuguesa chamadas à Fundação Calouste Gulbenkian

EMPREENDEDORISMO SOCIAL
17/11/2014, 15:43
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Equipas com um português ou lusodescendente a residir no estrangeiro têm até 2 de março para concorrer ao prémio que distingue projetos em áreas como Ambiente, Sustentabilidade ou Inclusão Social.


O projeto Fruta Feia foi um dos distinguidos pelo prémio da Gulbenkian em 2012

Estão abertas as candidaturas para a quarta edição do Concurso Ideias de Origem Portuguesa, promovida pela Cotec – Associação Empresarial para a Inovação e pela Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da iniciativa FAZ – Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa.

Até 2 de março, os emigrantes portugueses com projetos que se destaquem nas áreas do Ambiente e Sustentabilidade, Diálogo Intercultural, Envelhecimento e Inclusão social podem concorrer à distinção que foi lançada em 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian para utilizar a experiência, o talento e dinamismo dos portugueses lá fora em benefício do país de origem

Para participar, é necessário constituir uma equipa que integre um português ou lusodescendente residente no estrangeiro e submeter um vídeo ilustrativo da ideia. No ano passado, o concurso registou 345 ideias provenientes de mais de 30 países dos 5 continentes.

O projeto "Requalificação a Custo Zero", que se materializou no Arrebita!Porto, atualmente a trabalhar na reabilitação de um edifício devoluto na Ribeira do Porto, foi o vencedor da primeira edição da iniciativa.  Na segunda edição, distinguiram-se três projetos: Orquestra XXI, que reúne músicos portugueses para tocar com regularidade em Portugal; o Fruta Feia, que combate o desperdício alimentar e o Rés-do-chão, que dinamiza os pisos térreos de edifícios desocupados para promover indústrias criativas locais.

Em 2013, os prémio foram para ouros três projetos: o Sumos Portugal, que cria unidades móveis de produção e venda de sumos naturais dinamizados por pessoas com deficiência; o Salva a Lã Portuguesa, para revitalizar a produção e uso de fio de lã português e a Plantei.eu, que partilha conhecimentos e experiências de agricultura biológica.

Moura: Arranque ilegal de oliveiras



A GNR revelou hoje que elaborou seis autos de contraordenação, um no âmbito da proteção florestal e cinco relativos a leis sanitárias, no decorrer de uma fiscalização a um arranque ilegal de um olival, no concelho de Moura. 

A força de segurança indicou que a operação, realizada na segunda-feira, num olival com cerca de 60 oliveiras, na Ermida de São Cristóvão, envolveu militares do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) da GNR de Moura e do Destacamento de Intervenção, além de elementos dos serviços da Direção Geral de Agricultura e Pescas do Alentejo (DGAPA). 

No local, segundo a GNR, foi também recuperado um canídeo e entregue ao seu proprietário.

.diariOnline RS com Lusa
13:49 terça-feira, 18 novembro 2014

Azeite português no mundo. O que é que o Alentejo tem?


17 Novembro 2014790 partilhas
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Ana Pimentel
Desde a década de 1960 que Portugal não produzia tanta azeitona para azeite e a exportação não pára de crescer. O que fez despertar o olival? A Barragem de Alqueva, por exemplo.


São cerca de 600 hectares de terra, mais de 1,1 milhão de oliveiras plantadas e um investimento de 1,2 milhões de euros na criação de mais uma nova linha de produção, a terceira. Em pleno olival alentejano. De que se fala? Da Herdade da Maria da Guarda, a herdade que João Cortez de Lobão decidiu renovar em 2006 e que, hoje, é responsável por levar grande parte do azeite português para mesas italianas. Mais de 95% do que a empresa produz é exportado, sobretudo para Itália, a granel, ou seja, para ser embalado por outras marcas. O azeite é português, mas quem o consome não sabe. No rótulo, a bandeira italiana surge acompanhada de um "Produzido na União Europeia". E é só.

O investimento na terceira linha de produção, inaugurada esta segunda-feira pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, vai permitir que a herdade alentejana duplique a produção diária de azeite e passe de 80 mil para 160 mil quilos de néctar mediterrânico por dia. As estimativas apontam para que, na próxima campanha (2014/2015), a Herdade da Maria da Guarda atinja 1,2 milhões de quilogramas de azeite, mais de 200 mil do que no ano anterior. Tudo com azeitonas provenientes das plantações da herdade: são cerca de cinco milhões de quilogramas. A estes, acrescem 800 toneladas provenientes de clientes.

Em 2013, Portugal produziu 627 mil toneladas de azeitonas para azeite, a maior produção que o país viu desde a década de 1960, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). As condições climatéricas favoráveis e a entrada em pleno da utilização dos novos olivais intensivos para a produção são a justificação do INE para o fenómeno. Cinquenta anos depois, há um despertar nacional para o azeite? Os números parecem indicar que sim.

Em 2013, Portugal exportou cerca de 103,8 mil toneladas de azeite (valores provisórios), quando no ano anterior tinha exportado 96,7 mil e, em 2009, por exemplo, tinha exportado 43,36 mil toneladas
A Sovena, que detém a marca Oliveira da Serra, produz 200 mil toneladas de azeite anualmente e detém o maior olival do mundo em Portugal, que agrega 57 herdades. São cerca de 10 mil hectares. O projeto teve início em 2007 e faz parte de uma estratégia para recuperar o olival português, que tem vindo a desaparecer nos últimos 20 anos, e para dar resposta a um terço da atual produção nacional de azeite. Em 2014, a empresa estima produzir 20 milhões de litros de azeite em Portugal. No ano passado, a Sovena processou cerca de 70 mil toneladas de azeitona, mais 20 mil do que no ano anterior, e protagonizou a maior campanha de azeitona realizada num lagar nacional.

Em oito anos, João Cortez de Lobão, ex-jornalista e administrador da gestora de fundos de investimento do grupo BCP, transformou os 500 quilogramas de azeitona que a Herdade da Maria da Guarda produzia anualmente em cinco milhões de quilos. Os dois colaboradores que empregava na altura receberam mais 33 colegas e os olivicultores da região passaram a contribuir com três a quatro milhões de quilogramas de azeitona para a produção do azeite.
Para o ex-jornalista, existem várias razões para o aumento da produção no país. Por um lado, o facto de se ter descoberto que "a dieta mediterrânica é altamente saudável" fez com que o consumo de azeite a nível mundial crescesse "bastante". Por outro, Portugal tem condições "excecionais para produzir azeite de primeiríssima qualidade para o mundo inteiro", explicou João Cortez de Lobão ao Observador.

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João Cortez de Lobão renovou a Herdade da Maria da Guarda em 2006

"A produção de azeite mundial cresceu muito nos últimos 40 anos e em Portugal desceu. Desceu, porque há 40 anos que não se fazia investimento novo no olival, mas em Espanha ou em Itália, não só houve grande investimento como se criaram infraestruturas de rega, que permitiram o aumento de produção nesses países", explicou João Cortez de Lobão, para quem o azeite português é dos melhores do mundo desde o Império Romano.

"Nos tempos dos romanos, o azeite tinha muitas utilidades, mas o azeite da Lusitânia, por ser o mais saboroso, era utilizado quase exclusivamente para culinária. Criámos a fama de ter o melhor azeite do mundo, embora os italianos tenham a fama e o proveito de saberem distribuir esse azeite pelo mundo inteiro", revela. O que se passou entretanto? João Cortez de Lobão explica que o setor esteve parado, porque, durante muito tempo, a agricultura foi considerada "uma irmã menor da economia portuguesa". "Quando se percebeu que era uma área estratégica para o país é que começaram a ser criados espaços para o desenvolvimento. Hoje, temos empresas de belíssima qualidade neste setor, porque também temos água disponível", diz.

"Nos tempos dos romanos, o azeite tinha muitas utilidades, mas o azeite da Lusitânia, por ser o mais saboroso, era utilizado quase exclusivamente para culinária. Criámos a fama de ter o melhor azeite do mundo"
João Cortez de Lobão, responsável pela Herdade da Maria da Guarda
Do que fala o responsável pela Herdade da Maria da Guarda? Da Barragem de Alqueva, no rio Guadiana, que permitiu a criação do maior reservatório artificial de água da Europa e que foi inaugurada em 2002. Objetivo: servir de regadio para o Alentejo. "Houve uma vantagem desde que o Alqueva passou a ser uma realidade. Passámos a ter água que permitiu termos novos olivais, modernos, com muita eficiência e melhores azeitonas para o azeite. Todo este movimento permitiu que empresários novos viessem para o setor e criassem empresas mais eficientes", conta João Cortez de Lobão.

Jorge de Melo, vice-presidente da Sovena, concorda. Ao Observador, explicou que a Sovena detém o maior projeto de olival mundial de uma só empresa e que este assenta em três regiões, todas circundantes ao Alqueva: Ferreira do Alentejo, Avis e Elvas. "Todas têm um sistema de rega gota a gota, que sé é possível pelas valências do Alqueva", acrescentou, referindo que este tipo de olival é muito diferente do tradicional, em que a apanha da azeitona se fazia manualmente. "Agora, não. A azeitona é apanhada e, no máximo de 24 horas, é processada no lagar. Em Portugal, este processo começou com alguns produtores espanhóis, que compraram terrenos cá para investir na agricultura. Alguns decidiram não continuar com os projetos e nós comprámos alguns desses investimentos", disse Jorge de Melo.


Lagar da Sovena, onde a empresa estima produzir 20 milhões de litros de azeite
O vice-presidente da Sovena chama a atenção para outro facto, desta vez político. "Nos anos 1990, houve uma falta de atenção do poder político, que desincentivou o investimento no setor. Mas depois houve um despertar. Nos últimos anos, os Governos, apoiaram mais o investimento agrícola, e os empresários também tiveram vontade de manter os seus recursos nestes projetos", explica. Jorge de Melo não tem dúvidas: têm de ser os empresários e a própria sociedade a divulgar o produto nacional e a dizer às pessoas que "Portugal é capaz de fazer projetos de excelência".

"Nos últimos anos, os Governos, apoiaram mais o investimento agrícola, e os empresários também tiveram vontade de manter os seus recursos nestes projetos"
Jorge de Melo, vice-presidente da Sovena
No inverno, sem água em demasia nem frio extremo

E o que é que Portugal tem para produzir aquele que João Cortez de Lobão diz ser o melhor azeite do mundo? Tem o clima certo. "Para a produção da azeitona, é preciso terreno e um clima favorável: não pode ter água em demasia e frio extremo no inverno e, no verão, tem de ter algum calor, mas sem chuva. O solo tem que ser favorável ao desenvolvimento destas árvores. Portugal tinha isso tudo, mas faltava-lhe água em abundância. Quando surgiu o projeto do Alqueva, os números da campanha voltaram a ter os níveis das décadas de 1950 ou 1960", explica Jorge de Melo.

Em 2013, Portugal exportou cerca de 103,8 mil toneladas de azeite (valores provisórios), quando no ano anterior tinha exportado 96,7 mil e, em 2009, por exemplo, tinha exportado 43,36 mil toneladas. Entre 2009 e 2014, saíram de território nacional mais 60,44 mil toneladas do néctar da dieta mediterrânica. Só a Herdade da Maria da Guarda, exporta 95% da sua produção.

Cerca de 80% da produção de azeite do grupo Sovena, que detém a marca Oliveira da Serra, é oriunda do negócio internacional – o grupo exporta para 70 países a partir das nove unidades industriais que detém em Portugal, Espanha, EUA, Chile e Marrocos – e a Gallo Worldwide, do azeite Gallo, exporta para cerca de 47 países, como Brasil, Angola, China, Venezuela e Rússia. Cerca de 75% das 30 mil toneladas de azeite que a empresa produz por ano são vendidas no estrangeiro, sobretudo no Brasil, país onde a marca portuguesa detém mais de 30% da quota de mercado.

Em 2013, Portugal exportou cerca de 103,8 mil toneladas de azeite (valores provisórios), quando no ano anterior tinha exportado 96,7 mil e, em 2009, por exemplo, tinha exportado 43,36 mil toneladas
Na Sovena, a exportação, que tem registado um crescimento anual na ordem dos 30%, faz-se de três formas: a granel, para depois ser embalado por operadores locais, através das marcas Oliveira da Serra (PALOP, Rússia, Índia e China), Andorinha (no Brasil), Olivari (EUA) e Fontoliva (Espanha) e para marcas brancas de cadeias de distribuição. No Brasil, a marca Andorinha ocupa a segunda posição do mercado e Jorge de Melo explica que, nos EUA, a Oliveira também ocupa uma posição "interessante", porque está presente na cadeia de supermercados Walmart. Portugal fica apenas com 20% do total da produção.

Na Herdade da Maria da Guarda, o azeite português vai, sobretudo, para Itália, mas a granel. João Cortez de Lobão explica que os italianos têm mais de 200 mil restaurantes em todo o mundo e que, por isso, têm maior facilidade de distribuição dos seus produtos. "Os italianos têm mérito e temos que reconhecer isso. Nós temos o mérito de produzir melhor azeite a um preço inferior ao deles. Talvez um dia tenhamos os mesmos canais de distribuição que eles têm", adiantou o ex-jornalista.

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Na Herdade da Maria da Guarda, também se produz o Lagaretta, um azeite virgem gourmet

Sob a marca Lagaretta, o azeite português da Herdade da Maria da Guarda chega a algumas mesas portuguesas, brasileiras, norte-americanas e chinesas, mas apenas 1% da produção é reservada à marca da herdade. O Lagaretta é um azeite virgem gourmet, com uma produção limitada de 100 mil garrafas por ano.

Porque a produção da herdade se destina, sobretudo, ao exterior, João Cortez de Lobão tem vindo a adequar as variedades de azeitona que planta às necessidades e preferências dos mercados de destino, optando pela Arbequina, proveniente da Catalunha, pela Tosca, proveniente da região italiana da Toscana, entre outras. Contudo, no antigo olival da herdade, ainda há espaço para as portuguesas Galega, Verdeal e a Cordovil de Serpa. "Infelizmente, as variedades portuguesas, talvez por não terem sido sujeitas a esta pressão seletiva, são muito menos resistentes e produtivas, e crescem sem qualquer uniformidade, pelo que não permitem uma plantação em sebe e mecanizada", explica.

Com azeitona portuguesa ou não, há um setor que se renova e azeite que se exporta. Há mais um prato no mundo que sabe a português, do Alqueva.

Montepio entra no capital do Banco de Terra de Moçambique

O Montepio vai ser um dos dois accionistas de referência do Banco Terra de Moçambique, juntamente com o holandês Rabobank, numa operação acompanhada de um aumento de capital da instituição financeira.
Segundo um comunicado enviado ontem à Lusa pelo Banco Terra, a entrada formal do Montepio Holding foi aprovada pelos accionistas a 4 de Setembro e prevê um aumento de capital da instituição até 1.500 milhões de meticais (cerca de 39 milhões de euros). 

A primeira tranche de 900 milhões de meticais (23,3 milhões de euros) já foi realizada. O Montepio Holding e o Rabobank terão a mesma participação de 45% cada na instituição, que conta ainda com capitais do norueguês Norfund e da instituição financeira de desenvolvimento moçambicana Gapi-SI. Segundo fonte do Banco Terra, a entrada do Montepio foi realizada apenas por via do aumento de capital e não pela aquisição de posições já existentes. De salientar que a entrada do Montepio no capital do Banco Terra tinha sido avançada à Lusa pelo presidente do Montepio em Dezembro de 2013, referindo que estava apenas dependente da autorização dos reguladores. Tomás Correia disse, na altura, que a operação deveria custar cerca de 20 milhões de dólares (16 milhões de euros ao câmbio actual). 

O Banco Terra nasceu em 2008 visando ser uma referência para financiamentos nas áreas da agricultura e alimentação e fornecer serviços financeiros às populações rurais e suburbanas, mantendo uma rede de agências nas províncias de Maputo, Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Nampula. Até agora, o Montepio estava presente em Moçambique apenas através da Moçambique Companhia de Seguros, depois de, em 2007, ter vendido a posição que detinha no Banco de Desenvolvimento e Comércio de Moçambique. De salientar que a banca moçambicana tem uma forte presença de capitais lusos, destacando-se o Millennium, BPI, CGD, Novo Banco e Banco Big.

Pastel de Chaves reúne condições para ser produto de Indicação Geográfica Protegida

Pedido de regulamentação visa proteção na Europa. Aguarda aprovação de Bruxelas


Pastéis de Chaves
DR
18/11/2014 | 12:42 |  Dinheiro Vivo
O Governo decidiu que estão reunidas todas as condições para atribuir ao pastel de Chaves a Indicação Geográfica Protegida (IGP), selo que, depois de aprovado pela Comissão Europeia, vai proteger a produção desta iguaria na Europa.
O despacho do Ministério da Agricultura e do Mar que indica que se "encontram reunidas as condições para a atribuição" da IGP ao pastel de massa folhada e recheio de carne picada foi hoje publicado em Diário da República.
O despacho produz efeitos desde 12 de julho de 2013, data da receção do pedido formal de proteção junto da Comissão Europeia.
O Pastel de Chaves já se encontra protegido de imitações a nível nacional através do selo de Indicação Geográfica (IG), atribuído em 2012.
Assim, "na pendência da decisão comunitária sobre o pedido de registo (...), fica reservado o uso de Chaves como Indicação Geográfica (IG) para pastel aos produtos que obedeçam às características e aos requisitos" já fixados, lê-se no despacho.
O pastel de Chaves com IG deve ter a forma de meia-lua e entre 12 e 14 centímetros de comprimento, sendo o recheio "um preparado específico à base de carne de vitela picada, obtido na região demográfica delimitada".
Com um peso que pode oscilar entre os 60 e os 90 gramas, a massa do pastel deve apresentar, ao corte vertical, "um conjunto de lâminas muito finas, o que lhe confere um aspeto firmemente folhado".
A área geográfica de produção e acondicionamento do pastel é circunscrita ao concelho de Chaves, distrito de Vila Real, sendo que todas as fases da sua confeção e embalagem devem ser obrigatoriamente realizadas naquele município transmontano.
No despacho, a ministra Assunção Cristas refere que, sendo a IG um património público, o agrupamento de produtores não pode impedir o uso desse selo aos produtores que o solicitem formalmente, que respeitem o caderno de especificações e que se sujeitem ao controlo pelo organismo reconhecido para o efeito.
Além do pastel de Chaves, a lista de produtos nacionais que aguarda que a Comissão Europeia aprove o pedido de registo com IGP inclui o capão de Freamunde, os ovos-moles de Aveiro, a ginja de Óbidos e Alcobaça, as chouriças de sangue e de carne de Melgaço, bem como o salpicão e o presunto de Melgaço. Estão ainda na lista o arroz carolino do Baixo Mondego, a maça de Alcobaça e a alheira de Mirandela.
A produção diária do pastel de Chaves, cuja história remonta a 1862, ascende às 25.000 unidades.
O pastel é um símbolo da pastelaria do concelho de Chaves, onde assume especial importância económica.
O pedido de registo de Chaves como IGP para o pastel foi feito pela Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT).

Gripe aviária na Europa

Novembro 18
09:24
2014

As autoridades holandesas anunciaram a detecção de um foco de gripe aviária de uma estirpe bastante violenta, numa exploração de frangos, tendo sido destruídas cerca de 150.000 aves.

A Comissão Europeia vai adoptar medidas urgentes para deter a propagação da doença, que incluem isolar a zona e proibir a venda dos ovos e aves.

A Holanda é uma grande produtora e exportadora avícola, com uma exportação anual de 6 mil milhões de ovos.

O vírus H5N8 já tinha sido detectado em 4 de Novembro, numa exploração da Alemanha.

Ao mesmo tempo, as autoridades inglesas detectaram um foco do mesmo vírus H5N8 numa exploração de patos no Yorkshire, no norte de Inglaterra.

Foi delimitada uma zona de protecção e já foi iniciada a destruição dos animais.

As autoridades sanitárias consideram muitíssimo reduzido o risco de contaminação aos humanos. Neste momento, as dúvidas centram-se sobre a origem do vírus.

600 entidade participantes trazem à FIL o melhor da agricultura portuguesa


NOV 19LISBOA, PORTUGALLISBOABY GERSON INGRÊS
LISBOA – São cerca de 600 empresas e entidades participantes que, de 20 a 23 de Novembro, vão integrar a Portugal Agro – Feira Internacional das Regiões, da Agricultura e do Agroalimentar, organizado pela Fundação AIP, através da AIP-Feiras, Congressos e Eventos. O Certame, que se realiza pela primeira vez, conta com o apoio do Ministério da Agricultura e do Mar e foi concebido com a parceria de meia centena de instituições ligadas ao sector, entre Federações, Associações e outros órgãos representativos.

Com centenas de produtores presentes, esta será uma reunião ímpar do tradicionalismo da oferta agrícola portuguesa, que potenciará toda a inovação, novos conceitos e novas formas de apresentação dos produtos genuínos de Portugal. A data do evento, próximo do Natal, insere-se numa estratégia de proporcionar ao consumidor a mostra de um vasto rol de produtos regionais, que podem ser adquiridos directamente do produtor, antecipando compras de natalícias plenas de originalidade e a bom preço.

Um variado programa de Animação e de iniciativas Lúdico-Pedagógicas traduz um acréscimo de atractividade ao Evento, que também alia a vertente empresarial, com o foco direccionado para a realização de negócios e para a promoção da troca de experiências e desenvolvimento de contactos profissionais.

Regiões representadas:

• Terras de Trás-os-Montes
• Tâmega e Sousa
• Beiras e Serra da Estrela
• Beira Baixa
• Terras de Sicó
• Oeste
• Sintra
• Alto Alentejo
• Alentejo Central
• Baixo Alentejo
• Açores

Entidades que também trazem produtores representados: Portugal Fresh e Federação A Minha Terra.

Associativismo agrícola da região Norte e PDR 2020 em debate



NOV 19NORTE, PORTUGALPORTOBY GERSON INGRÊS
PORTO – Especialistas e responsáveis do Ministério da Agricultura debatem, na Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro

Hoje, às 9h00, no seminário Organizações Agrícolas da Região Norte – Cenários: Evolução e Viabilização que se realiza na Aula Magna da UTAD, em Vila Real, especialistas e responsáveis do Ministério da Agricultura vão debater os resultados do Estudo sobre o associativismo agrícola da Região Norte, realizado no âmbito do Projeto ORIAN – Otimização da rede Institucional Agrária da Região Norte, e o impacto do PDR – Plano de Desenvolvimento Rural 2020 na agricultura da região e nas estruturas associativas de apoio aos agricultores e empresários agrícolas.

Neste evento organizado pelo IDARN – Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Norte vai-se refletir sobre o posicionamento e futuro do associativismo agrícola do Norte, e em que medida o desenho do PDR 2020 responde às reais necessidades da agricultura da Região.

Eduardo Diniz, Diretor do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, entidade que elaborou o PDR 2020, comentará as conclusões do Estudo e Arlindo Cunha, antigo Ministro da Agricultura, Emídio Gomes, Presidente da CCDRN, e António Branco, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, debaterão a agricultura e os impactos do PDR 2020 em três domínios: Competitividade, Coesão Territorial e Governança do setor agro-rural.

As conclusões serão apresentadas pelo Prof. Doutor Francisco Carvalho Guerra, Presidente do IDARN.

Cristas dos galos levam suecos a investir no Alentejo


por LUSA13 novembro 201410 comentários

O ácido hialurónico, extraído das cristas dos galos, é utilizado nas operações às cataratas e à vista e para efeitos cosméticos.
O ácido hialurónico, extraído das cristas dos galos, é utilizado nas operações às cataratas e à vista e para efeitos cosméticos. Fotografia © Gonçalo Delgado / Global Imagens
Uma empresa sueca vai extrair ácido hialurónico das cristas dos galos. Matéria prima é usada nas operações às cataratas e para efeitos cosméticos.
Uma empresa sueca prevê investir cinco a seis milhões de euros numa unidade em Sousel, no Alentejo, para extração de ácido hialurónico das cristas dos galos, revelou hoje à agência Lusa o presidente do município.
Segundo Armando Varela, a empresa de biotecnologia Bohus Biotech AB vai instalar a unidade na zona industrial da vila, devendo começar a atividade em 2015 e criar entre 10 a 15 postos de trabalho.
A Bohus Biotech AB é uma empresa com sede na Suécia, especializada na produção de ácido hialurónico, matéria-prima que utiliza no fabrico de produtos farmacêuticos.
"A empresa vai investir entre cinco e seis milhões de euros na criação da unidade", disse o autarca, explicando que o ácido hialurónico, extraído das cristas dos galos, é utilizado nas "operações às cataratas e para efeitos cosméticos".
"É um processo que está a ser preparado. Estão a ser feitas candidaturas a fundos comunitários para o próximo quadro de apoio e espero que no próximo ano seja instalada em Sousel esta unidade, com a previsão de criar 10 a 15 postos de trabalho qualificados", disse.
O município de Sousel já assinou um "memorando de entendimento" com a empresa e, recentemente, foi celebrado o contrato de cedência de instalações na zona industrial da vila.
Trata-se, destacou, de "um investimento importante para Portugal, para o Alto Alentejo e para Sousel".
"É uma atividade não existente na região e penso que até pode haver parcerias muito importantes a estabelecer, com o Instituto Politécnico de Portalegre e outras entidades, para a área da biotecnologia", acrescentou.
De acordo com Armando Varela, a unidade a instalar em Sousel não vai efetuar o abate de aves, tendo sido estabelecido um acordo com uma empresa ligada ao abate.

Orivárzea investe 250 mil euros para tornar produção de arroz mais sustentável


por Ana Rita Costa
18 de Novembro - 2014
A Orivárzea, cooperativa produtora de arroz, instalou um sistema solar fotovoltaico no terreno com uma potência de 174,9kWp, projeto que representou um investimento de 250 mil euros.

 
De acordo com a empresa, "ao produzir anualmente 266,89 MWh, a instalação solar fotovoltaica instalada na Orivárzea vai evitar emissões anuais de 54,2 toneladas de CO2, o equivalente à plantação de uma floresta com a dimensão de 11 estádios de futebol."

Joaquim Morais Bravo, assessor da Administração da Orivárzea, sublinha que "tínhamos um potencial de sol que não estava a ser aproveitado e, com a instalação deste sistema solar fotovoltaico, conseguimos ter arroz produzido tendo em conta uma preocupação ambiental e de proteção do ecossistema. Este investimento permite-nos ainda reduzir a fatura energética em cerca de 30%."

A cobertura fotovoltaica da Orivárzea terá um retorno anual de 17% e vai permitir a recuperação do capital investido em cinco anos. O projeto abrange uma área de quase 2850 metros quadrados.

O Brasil continua a ganhar mercados mundiais para a carne


Novembro 18
09:17
2014

Depois de uma viagem à China, o Ministro Brasileiro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou o fim do embargo chinês à carne de bovino brasileira, que se mantinha desde 2012.

A carne já podia entrar através de Hong Kong, mas esse era um processo muito mais oneroso, penalizando o preço em cerca de 25 a 30%.

A partir de agora, a carne vai poder chegar directamente a Pequim, o que significa, segundo o Ministro, a possibilidade do Brasil exportar, por ano, 400 a 500 milhões de dólares de carne de bovino para aquele país.

A China tem a grande vantagem de consumir todos os cortes da carne, pelo que esta notícia foi como uma boa prenda de Natal para os produtores brasileiros.

O Brasil já tinha, nos últimos meses, conseguido abrir os mercados do Egipto, do Irão e da Arábia Saudita.

É previsto um aumento da produção interna para fazer face a todos estes novos mercados.

Enquanto isto, a Rússia autorizou mais três indústrias lácteas brasileiras a exportar, sendo que, neste momento, existem 162 empresas brasileiras autorizadas a exportar para a Rússia no sector animal, facto que é inédito.

Salão Vinhos de Inverno promove o Dão de 05 a 07 de Dezembro

18-11-2014 
 

 
Cinquenta operadores económicos ligados aos vinhos do Dão e ao sector agro-alimentar participam, de 05 a 07 de Dezembro, em Viseu, no salão Vinhos de Inverno.

Depois da Festa das Vindimas, em cujas actividades participaram mais de oito mil pessoas, o município de Viseu decidiu promover o salão Vinhos de Inverno, em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão e com o apoio do Turismo do Centro.

«Viseu quer ser uma cidade vinhateira 365 dias por ano», sublinhou aos jornalistas o presidente da autarquia, Almeida Henriques. Com este programa, que vai realizar-se no Solar do Vinho do Dão, o município propõe aos munícipes e visitantes que «redescubram o charme e a qualidade dos vinhos do Dão no Inverno, com todo o conforto».

Durante três dias, os visitantes têm à disposição eventos e experiências de vários tipos, como 18 horas de provas vínicas e degustação de produtos "gourmet", um espaço de venda de vinhos, "workshop" para enófilos e iniciados, animação musical, duas festas, cinema e conversas à volta do vinho.

Além dos operadores ligados aos vinhos, estão outros do sector agro-alimentar de Viseu que produzem queijos, enchidos, compotas, pão e biscoitos de forno. No mesmo fim-de-semana realiza-se também uma entronização da Confraria dos Enófilos do Dão.

Almeida Henriques sublinhou que «a iniciativa quer estimular os públicos da cidade e da região a criarem hábitos de frequência deste palácio histórico de Viseu, onde passará a funcionar, em 2015, o Welcome Centre da Rota do Dão».

As crianças não foram esquecidas, estando também a funcionar um espaço infantil onde poderão personalizar adereços vínicos para os pais, entre outras actividades. «Queremos levá-los a ganhar o gosto por esta região vinhateira», justificou o autarca. No seu entender, «a agenda vinhateira de Viseu é uma aposta onde todos ganham: comunidades, produtores, cidade e região».

«Todas as regiões vitícolas precisam de uma cidade. O Dão e Viseu podem ser o novo destino vinhateiro do país na próxima década», acrescentou. O presidente da CVR do Dão, Arlindo Cunha, lembrou que na segunda metade da década de 1980 e na década de 1990 o vinho do Dão «era uma espécie de patinho feio, o que era uma profunda injustiça».

«Hoje em dia esse paradigma está a mudar e os vinhos do Dão estão a começar a ficar na moda», realçou, congratulando-se por a boa imagem que o Dão está a passar estar «a começar a traduzir-se em mais vendas».

Fonte: Lusa

Bruxelas continua a desafiar Moscovo


Novembro 17
09:17
2014

Ignorando todos os pedidos e pressões russas, o Parlamento Europeu aprovou o acordo comercial com a Moldávia, colocando mais um entrave à aproximação entre os dois blocos, que já vinha sendo abordada por Putin.

Esta decisão é interpretada como um apoio à Moldávia, de solidariedade com a sua população e foi tomada por 554 votos a favor, 94 contra e 44 abstenções.

Entretanto, Moscovo tinha avisado Bruxelas que a adopção deste acordo teria sérias consequências na relação entre os blocos, pelo que são expectáveis mais acontecimentos nos próximos dias.

A Rússia já proibiu a importação do vinho moldavo e, recentemente,estendeu essa proibição às maçãs.

A Moldávia vai ter eleições para o Parlamento em 30 de Novembro. O país tem uma população de 3,5 milhões de habitantes e a maioria fala romeno, sendo que só 7% da população é de etnia russa.

Preço do trigo continua a subir

18-11-2014 
 

 
O preço do trigo duro segue com um movimento ascendente que não parece ter fim. Esta semana voltou a subir, registando o aumento semanal mais elevado em comparação com o resto dos cereais, a 2,6 euros a toneladas, colocando-o no mercado a 373 euros a tonelada.

Nas últimas seis semanas, o aumento acumulado foi de 65,2 euros a tonelada. A má colheita, não apenas em Espanha mas também noutros países como a França; Canadá e Itália, foi responsável por esta subida.

O preço de outros cereais no mercado retalhista também subiu, mas menos à excepção do trigo branco, que após duas semanas de aumentos assinalou uma descida. Na semana 46 fixou-se nos 10-16 euros a toneladas, em relação à semana 45, o preço baixou 0,18 euros a tonelada frente aos 2,57 euros da semana anterior. O preço desceu até os 183 euros a tonelada.

A cotação do milho aumentou 0,56 euros a tonelada até os 170,65 a cevada subiu 1,72 euros até um total de 175,39 euros a tonelada, de acordo com a informação avançada pela Associação de Comércio de cereais e Oleaginosas de Espanha par aa semana 46.

Fonte: Agrodigital

PE debate proposta para unir programa de fruta e leite nas escolas

18-11-2014 
 

 
A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu começou o debate sobre a proposta de regulamento apresentada pela Comissão para reformar o regime de ajudas para a distribuição nos centr4os escolares de frutas, hortícolas, bananas e leite.

O documento propõe ainda juntar dentro do quadro jurídico e financeiro comum, nos dois Regulamentos actuais de distribuição nas escolas, o das frutas e hortícola e o do leite.

Na reunião da Comissão de Agricultura, que teve lugar na passada semana, ocorreu a primeira troca de pontos de vista sobre o projecto de Regulamento da Comissão, com o debate centrado nos produtos a incluir no futuro Regulamento.

Embora a Comissão, na sua resposta de Regulamento, apenas incluía frutas e hortícolas e leite, nos debates posteriores, nos Conselhos de Ministros de Agricultura e no Comité Especial de Agricultura de 15 de Setembro, os Estados-membros propuseram aumentar os produtos a distribuir pelas escolas, como lacticínios, frutas transformadas, sumos ou azeite.

Enquanto a Comissão Europeia propõe que o regulamento seja aprovado mediante a co-decisão, com a aprovação do Parlamento Europeu, o Conselho defende excluir o Parlamento e que a última decisão seja adoptada pelo próprio Conselho.

A doação financeira de acordo com a proposta do novo Regulamento seria de 150 milhões de euros por ano, dos quais, 80 milhões dirigidos ao leite.

Fonte: Agrodigital

O chocolate pode estar em vias de extinção


     
SOL SOL | 18/11/2014 21:33:47 154 Visitas   
Shutterstock
O chocolate pode estar em vias de extinção
Pelo menos é este o alerta deixado por dois dos maiores fabricantes de chocolate do mundo: Mars Inc. e Barry Callebaut.

O défice de chocolate, ou seja uma menor produção de chocolate comparada ao consumo, tornou-se regra, avança o Washington Post, e a indústria está à espera que este défice aumente de ano para ano. 

No ano passado, foram consumidas cerca de 70 mil toneladas de cacau a mais do que foi produzido e as duas empresas alertam que este número pode chegar a um milhão de toneladas, em 2020, e dois milhões, em 2030.

Segundo o jornal norte-americano, o problema está na produção. As secas em países como a Costa do Marfim e o Gana, onde é produzido mais de 70% do cacau, e uma doença fúngica (que afecta a vagem do cacau) levaram a uma diminuição de 30% a 40% nas plantações. Uma situação que levou muitos agricultores a abandonar o cultivo deste fruto.

E como se o cenário não fosse caótico o suficiente, o 'apetite humano' por chocolate tem vindo a aumentar, especialmente em relação ao chocolate preto – o que contém mais percentagem de cacau. 

Com isto tudo, os preços aumentaram 60% desde 2012 – altura em que se começou a consumir mais cacau – o que levou, consequentemente, a um aumento no preço dos chocolates.

Estão a ser estudadas soluções para este problema mas, até lá, talvez não seja má ideia cortar no chocolate. Que tal começar já este Natal?

Deputados do PSD defendem maior interacção entre instituições públicas e privadas na defesa da produção de frutos secos



Os deputados do PSD em visita à região de TM, distrito de Bragança, defendem maior interacção e parcerias entre instituições públicas e privadas para manter o fortalecimento das fileiras da castanha e da amêndoa.

Os deputados do PSD constactaram o forte crescimento da produção de castanha acompanhado por uma indústria e comercialização reforçada, conseguindo valorizar o produto para exportação.

A economia da região, muito depende da fileira dos frutos secos, enfrenta grandes desafios relacionados com o acréscimo de pragas e doenças que poderão comprometer toda a fileira da castanha, caso a investigação não se torne mais aplicada.

Os deputados do PSD apesar de terem testemunhado projectos de investigação inovadores que visam combater e inverter o eventual declínio da cultura da castanha, entendem que há ainda necessidade de novas medidas nesta área para manter o ritmo de crescimento desta cultura.

O Vice- presidente do GP/PSD Pedro do Ó Ramos "defende o incremento de parcerias entre Estado, Instituições de Ensino Superior e empresas para enfrentar a crescente incidência de patologias vegetais. Por outro lado, é fundamental criar mais instrumentos para incentivar as organizações de produtores para fortalecer a dinâmica empresarial, associada a estas fileiras, cruciais na economia local, regional e nacional."

Fonte:  Grupo parlamentar do PSD

Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar promove o “European Honey Breakfast”, numa iniciativa europeia que visa promover a apicultura e o mel




O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, promove o "European Honey Breakfast", numa iniciativa europeia que visa promover a apicultura e o mel.

O desafio, "European Honey Breakfast", liderado pelo Ministro da Agricultura e do Ambiente da Eslovénia, pretende sensibilizar a população em idade escolar para a importância das abelhas na preservação do ambiente e dos benefícios do mel em natureza.

Assim, no próximo dia 21 de Novembro, todos os países europeus, promoverão um pequeno-almoço que contenha mel (nacional) em natureza ou como substituto do açúcar.

 Em Portugal a iniciativa decorrerá na Escola Dr. Sanches de Brito em Mafra num acção promovida pelo Ministério da Agricultura e do Mar em estreita articulação com a Federação Nacional dos Apicultores Portugueses, Câmara Municipal de Mafra, Tapada Nacional de Mafra e apoio da Nestlé - Portugal.

Para além da sensibilização para a introdução do mel na dieta quotidiana de crianças e adultos, esta iniciativa prevê a realização de actividades lúdico-pedagógicas relacionadas com a agricultura e com a produção de mel que incentivem a ligação entre as crianças e a actividade agrícola/apícola.

"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, o Homem tem apenas quatro anos de vida."
Albert Einstein

Fonte:  MAM