quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Copa-Cogeca defende rendimentos reais do mercado para assegurar um sector do leite dinâmico

 28-01-2015 
 
 
O Copa-Cogeca considera que os agricultores devem conseguir rendimentos reais do mercado para assegurar um sector do leite dinâmico, capaz de fazer frente ao aumento da procura mundial, que as estimativas situam em 2,1 por cento ao ano.

O presidente do grupo "Leite" do Copa-Cogeca, Mansel Raymond, em declarações numa audiência pública no Parlamento Europeu (PE) sobre as perspectivas do sector do leite, afirmou que «a curto prazo, se deve compensar a pressão no mercado provocada pela perda do principal mercado de exportação da União Europeia (UE) para os lacticínios, a Rússia, um mercado que representa 13 por cento em termos de volume e 13,4 por cento em valor, assim como a redução das compras por parte da China no mercado mundial».

Raymond continuou, referindo que o «preço pago aos produtores pelo leite colocado em intervenção pública apenas cobre 60 por cento dos custos de produção e baixa os preços, pelo que se deve actualizar tendo em conta as realidades do mercado e evitar um colapso», insistiu o responsável, sublinhando ainda que é preciso ajuda para encontrar novas saídas de mercado para os produtos comunitários, que suprimam as barreiras artificiais ao comércio e que se reforcem as ajudas à promoção das exportações e à exportação, «pelo que a Comissão Europeia deve actuar».

Mansel Raymond disse que «as previsões apontam para um aumento da procura global de lacticínios a médio-longo prazo, de 2,1 por cento ao ano até 2014, pelo que a União Europeia deve estar à altura para aproveitar essas oportunidades de mercado. É importante incentivar o desenvolvimento do mercado de futuros para subtrair a volatilidade do mercado e ajudar os agricultores na sua gestão de risco».

A este respeito, o apoio das instituições da União Europeia é de uma importância crucial na fase de lançamento. É importante incitar as cooperativas do sector a ajudarem os agricultores a gerirem melhor o risco e conseguir melhores preços pelos seus produtos, tal como encontrar ferramentas que contribuam para proteger os agricultores frente, como os seguros.

O pacote "Leite" da União Europeia, que contempla a contratação por escrito entre agricultores e transformadores deve ser aplicada em pleno para melhorar o posicionamento dos agricultores e os seus rendimentos. A Comissão deve penalizar também as práticas abusivas na cadeia alimentar, como por exemplo, quando a distribuição utiliza o factor "medo" para reduzir os preços dos produtores. São necessária uma maior transparência de mercado e abertura na cadeia de fornecimento alimentar, o qual é possível mediante o observatório do mercado do leite da UE, criado recentemente, que proporciona dados actualizados sobre o mesmo.

Resumindo a sua intervenção, Raymond recordou que «o leite é um produto nutritivo e a promoção é vital para incutir hábitos de consumo saudáveis desde a mais tenra idade, pelo que também são importantes as ajudas aos sistemas de qualidade no quadro do programa de desenvolvimento rural. Por último, a investigação e a inovação são essenciais».

Fonte: Copa-Cogeca

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Portugal oferece um retrato feito com rolhas de cortiça aos reis de Espanha


por LUSAOntemComentar

Visita Oficial dos Reis de Espanha a Portugal que decorreu no Palácio de São Bento com o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho e a sua mulher.
Visita Oficial dos Reis de Espanha a Portugal que decorreu no Palácio de São Bento com o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho e a sua mulher. Fotografia © Álvaro Isidoro / Global Imagens
O embaixador de Portugal em Madrid será o responsável por entregar o retrato com mais de 30 mil rolhas de cortiça, com 2,36 metros de altura e 3,3 metros de largura e com um peso de 140 quilos.
Portugal vai oferecer aos reis de Espanha, Felipe VI e Letícia, um retrato dos dois que o artista norte-americano Scott Gunderson fez, usando rolhas de cortiça, para expor no 'stand' português da Feira Internacional de Turismo de Madrid.
De acordo com o Turismo de Portugal em Madrid, a obra estará exposta do stand de Portugal na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), de quarta-feira a 01 de fevereiro, e envolveu a utilização de mais de 30 mil rolhas de cortiça. O retrato tem 2,36 metros de altura e 3,3 metros de largura, com um peso de 140 quilos.
O retrato dos reis será oferecido a Felipe VI e a Letícia pelo embaixador de Portugal em Madrid, num momento posterior à feira.
Os reis de Espanha visitaram Portugal em julho do ano passado, menos de um mês depois da coroação de Felipe VI. Portugal foi o segundo país a ser visitado por Felipe VI.
Portugal produz mais de 50 por cento da cortiça em todo o mundo, e este produto será um dos temas abordados no 'stand' português da FITUR.
O espaço de Portugal na FITUR será o maior da área Europa, com 751 metros quadrados. Mostrará reproduções de painéis de arte-urbana de artistas como Vhils e contará com um bar para degustações de vinhos e produtos portugueses.
Numa das paredes do 'stand' será grafitada, ao vivo, a palavra "celebración" e os visitantes poderão ainda usar uma máquina, a "Selfiematon", para tirar uma 'selfie' com Portugal em imagem de fundo, partilhando-a depois nas redes sociais.
O stand português na FITUR será inaugurado quarta-feira pelo ministro da Economia, António Pires de Lima.

ESCLARECIMENTO - Encerramento de Projetos PRODER


Nos termos do comunicado publicado em dezembro de 2014 entendeu esta AG proceder à prorrogação das datas de conclusão dos investimentos por um período adicional até 31/03/2015. Durante este período adicional poderá realizar despesa, mas deverá submeter o último pedido de pagamento, sob pena do projeto ser encerrado a 31/03/2015, nas condições em que se encontre, para todos os devidos e legais efeitos. A submissão de um pedido de pagamento intercalar durante este período não garante a admissão de um novo pedido de pagamento, pelo que os pedidos de pagamento intercalares que se encontrem submetidos à data de 31/03/2015 serão considerados últimos.

Mais se relembra que os pedidos de pagamento intercalares entretanto submetidos podem ser alterados, para efeitos de cumprimento do prazo mencionado. 

Consumo mundial de vinho vai continuar a crescer


27 Jan 2015 < Início < Notícias

Os EUA serão o principal motor do crescimento do mercado mundial de vinho nos próximos anos, aponta o estudo anual feito para o salão Vinexpo de Bordéus.
Estimada em 2,7 por cento entre 2009 e 2013, a subida da procura deverá ainda ganhar mais ímpeto, com um aumento de 3,7 por cento entre 2014 e 2018. Actualmente, consumem-se 31,7 mil milhões de garrafas por ano.
Os dados, compilados pelo International Wine and Spirit Research e citados pelo diário espanhol "El Mundo", mostram que os EUA vão reforçar o seu estatuto de principal mercado mundial, crescendo 11,3 por cento nos próximos quatro anos, até alcançarem o impressionante número de 377,9 milhões de caixas de doze garrafas em 2018. A China continuará a crescer, embora a um ritmo menos explosivo do que no quadriénio 2009/2013 - de 69,3 por cento até aqui, a subida do consumo passará para os 24,8 por cento, o suficiente para representar um mercado de 180,7 milhões de caixas em 2018 e segurar o quinto lugar da tabela mundial.
Os outros três mercados do "top-5" estão na Europa. França (2º, baixando 2,8 por cento para 288,2 milhões de caixas), Alemanha (3º, graças a uma subida de 1,1 por cento para 277,9 milhões de caixas) e Itália (3º, com uma quebra de 5,1 por cento para 273,6 milhões de caixas) mostram bem a tendência de recuo do consumo nos países produtores tradicionais e um crescimento noutras paragens. É o que acontecerá no Reino Unido (+5,5%), Argentina (+2%) e Rússia (+3%), os sexto, sétimo e oitavo mercados mundiais.
 
Fonte: Revista de Vinhos

Nomeados "Produtor do Ano"


27 Jan 2015 < Início < Notícias
Prémios revista WINE
É já sexta-feira (30 de janeiro) que a revista WINE - A Essência do Vinho vai revelar os grandes vencedores dos prémios "Melhores do Ano 2014", em cerimónia a realizar-se no espaço BH Foz, no Porto. A Adega Cooperativa de Monção, a Quinta das Bágeiras, a Quinta de Chocapalha e a Sogevinus são os quatro nomeados na categoria "Produtor do Ano".

Bastaria o extraordinário Muralhas de Monção, um dos vinhos brancos mais longevos e consumidos em Portugal, mas também um dos mais abandonados pela crítica, para eleger a Adega Cooperativa de Monção como um dos produtores mais decisivos de Portugal. Se juntarmos o Deu-la-Deu, então será ainda mais fácil compreender a justiça desta escolha.
Também a Quinta das Bágeiras, apesar de liliputiana na dimensão, tem-se destacado pelo lançamento sucessivo de vinhos que se colocam entre os melhores de Portugal, tanto na categoria dos espumantes como dos brancos e tintos. O perfil é clássico, assentando numa forma de estar profundamente tradicional, que gosta de beber no passado os ensinamentos para o presente.
Já os vinhos da região de Lisboa costumam ficar escondidos do radar de muitos enófilos nacionais, mas é precisamente aqui que nascem os vinhos da Quinta de Chocapalha, frescos e terrivelmente sedutores, que continuam a melhorar a cada ano que passa. Se os tintos impressionam pela precisão aromática, pela potência contida e pela elegância, os brancos emocionam pela frescura, limpidez e intensidade que transmitem. Da longa e monumental lista de nomes de referência no Vinho do Porto merecem destaque a Burmester e a Kopke, da Sogevinus. Foi arrojado o lançamento recente de vinhos do Porto brancos com indicação de idade por parte da Kopke e o lançamento do Kopke Colheita 1940, em comemoração dos 375 anos da casa.

O elenco global de nomeados pode, entretanto, ser conhecido em detalhe na edição da WINE que está nas bancas.


Fonte: WINE-A Essência do Vinho

Agricultores alemães exigem medidas imediatas de simplificação da PAC

Janeiro 27
09:16
2015

A Associação dos Agricultores Alemães (DBV) intentou um pedido escrito ao Comissário Phil Hogan, durante a Semana Verde, que se realizou em Berlim, exigindo medidas imediatas de simplificação na aplicação da nova Política Agrícola Comum (PAC), que anulem constrangimentos burocráticos.

O DBV sugere que os direitos para os pagamentos directos sejam substituídos por um regime de pagamento único à superfície.

Também a definição de agricultor activo deve ter em linha de conta a exploração directa da terra e a lista dos benefícios das ajudas não deve ser publicada.

O ponto mais quente é o greening, em que pede que o problema seja gerido no seio da exploração e não com as imposições que actualmente existem.

É, também, pedida uma simplificação das exigências para as organizações de produtores do sector das frutas e legumes e para os seus programas operacionais.

No caso do leite, é solicitado um prazo dilatado para o pagamento de multas dos países que excederam a quota leiteira neste último ano.

O DBV considera, também, que é desnecessário rever completamente toda a legislação da agricultura bio. A directiva sobre as emissões gasosas poluentes deve ser retirada.

Por último, é pedida uma revisão da legislação sobre a etiquetagem da carne de suíno, ovino e frango, que vai entrar em vigor em 1 de Abril de 2015.

Comissário agrícola Phil Hogan em standby

Janeiro 27
09:16
2015

O Comissário Agrícola Phil Hogan parece estar a atravessar um momento de adormecimento, não reagindo às questões prementes de momento.

O ponto mais quente é a simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), sobretudo ao nível das normas de greening, que tem vindo a ser exigida por vários países e bastantes eurodeputados.

O Comissário, que tinha afirmado na sua audição pelo Parlamento Europeu que a simplificação da PAC era uma das suas prioridades, não parece querer tomar qualquer iniciativa, antes pelo contrário, vai esperar para ver como tudo vai evoluir, antes de tomar uma decisão.

Mostra-se, também, muito discreto face às dificuldades que alguns sectores estão a atravessar, devido ao embargo russo, afirmando que não tem dinheiro para tomar medidas, sendo o caso mais gritante, o da carne de porco.

Junta-se a estas situações o problema do mercado do açúcar, com a Itália a exigir uma reflexão aprofundada a alto nível, tendo em vista o fim das quotas em 2017.

No plano comercial, o futuro acordo comercial UE-EUA continua a inquietar vários sectores, sendo que o Comissário sempre afirmou que não aceitava diminuir os padrões de segurança alimentar europeia, pelo que, dentro em breve, vai ter que tomar uma atitude.


Copa-Cogeca saúda união dos ministros da Agricultura da UE devido ao embargo russo às exportações

 27-01-2015 
 
O Copa-Cogeca congratulou-se com o facto dos ministros da Agricultura da União Europeia estarem unidos devido à crise Russa, destacando que as medidas tomadas até agora para aliviar o grave impacto da proibição de exportação é um passo em frente, mas os sectores mais atingidos encontram-se numa situação crítica.

Numa reunião com o presidente da Letónia, o presidente da COGECA, Christian Pees, alertou, para o facto de os «preços ainda terem recuperado desde que a Rússia impôs uma proibição unilateral sobre as exportações agrícolas da União Europeia. Os preços pagos aos produtores de carne de suíno, leite, frutas e hortícolas não cobrem sequer os custos de produção. É necessário um apoio em todos os sectores para encontrar novos mercados de exportação promoção dos produtos, referindo ainda ser importante remover as barreiras sanitárias e outros obstáculos desnecessários ao comércio.

Pro seu lado, oi secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen advertiu que «os produtores de porcos e de lacticínios comunitários passam por dificuldades, no entanto, deu as boas-vindas ao anúncio da Comissão para manter a armazenagem privada aberta para a manteiga e leite em pó desnatado depois de Fevereiro. No sector das frutas e hortícolas, o novo plano de acção deve ser adaptado às realidades do mercado nos diferentes Estados-membros, assinalou Pesonen.

Definindo as medidas-chave em uma carta enviada ao Diretor-geral da Comissão Europeia, Plewa, instou a Comissão a apresentar uma quota de cinco mil toneladas por Estado-membro a utilizar em conformidade e transferir as quantidades não utilizadas anteriormente para o novo regime, sugerindo ainda que são necessárias maiores quantidades de citrinos e maçãs em alguns países, como Espanha e Itália.

O Copa-Cogeca congratulou-se, entretanto, com as prioridades da Presidência da Letónia para uma nova Política Agrícola Comum (PAC) mais simples de aplicar para os produtores e cooperativas, em especial as regras de "greening" e avançar com os planos de produção biológica da União Europeia e de rotulagem.

O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan também insistiu que o trabalho de avaliação do leite nas escolas da União Europeia e o regime de frutas e hortícolas estão em andamento e deve ser concluído nas próximas semanas, considerando os mesmos como vitais para incutir bons hábitos alimentares em crianças de tenra idade.

Fonte: Copa-Cogeca

Nomeação da nova gestora-adjunta da autoridade de gestão do PDR 2020

27-01-2015 
  
O Ministério da Agricultura e do Mar nomeou Maria Amélia Sarmento Gouveia Osório de Aragão Gomes Ferreira para o cargo de gestora-adjunta da autoridade de gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PDR 2020), criada pela Resolução do Conselho de Ministros nº59/2014, de 30 de Outubro.

Esta nomeação fundamenta-se na reconhecida aptidão, competência técnica, experiência profissional e formação da mesma, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, menção de Ciências Jurídicas, em 1987 e Pós-Graduação em "Avaliação do Impacto das Leis", no Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 2010.  

Maria Amélia Sarmento Gouveia Osório de Aragão Gomes Ferreira, de Janeiro de 2012 a Janeiro de 2015, foi Chefe de Gabinete do secretário de estado da Agricultura, responsável pela gestão e orientação do Gabinete, incluído a gestão orçamental e administrativa e orientação dos serviços e organismos tutelados, designadamente, em matérias de planeamento, gestão, controlo e execução do FEADER e de programas financiados pelo FEAGA.

Da sua actividade profissional consta ainda, entre outros, o cargo de adjunta do secretário de estado da Agricultura, de Junho de 2011 a Janeiro de 2012, no que diz respeito a apoio jurídico no domínio da Política Agrícola Comum (PAC), ajudas directas e desenvolvimento rural, na elaboração da orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e na reformulação da política de seguros de colheitas.

Fonte: Diário da República

Secretário de Estado diz que futura Casa do Douro vai defender melhor os interesses dos viticultores

27-01-2015 
 


 
O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirmou no parlamento que o Governo fez tudo para salvar a Casa do Douro (CD) e que a organização sucessora irá defender melhor o interesse dos viticultores.

O governante foi ouvido pela Comissão de Agricultura e Mar, a pedido do PCP, para esclarecer o processo de insolvência da CD, o concurso que irá conduzir à sua sucessão e o futuro dos cerca de 50 trabalhadores da instituição.

«O prazo de validade deste problema já acabou há muito. Houve tempo e várias propostas de solução, que não foram aceites. Agora espero que o processo de insolvência seja o mais rápido possível, até porque o Estado é o principal credor da Casa do Douro», argumentou o governante.

No âmbito da extinção da dimensão pública da CD, a 31 de Dezembro de 2014, o Governo abriu um processo concursal para as associações e federações de direito privado e sem fins lucrativos interessadas em ficar com a gestão da instituição duriense.

A portaria foi publicada em Dezembro e o concurso decorreu entre 05 e 19 de Dezembro, tendo sido formalizadas duas candidaturas por parte da Federação Renovação Douro e Associação da Lavoura Duriense.

Durante a audição o PCP mostrou muitas reservas quanto ao procedimento, referindo que se trata de «uma encomenda» e que «privilegia mais o comércio e menos os agricultores».

Em contraponto, José Diogo Albuquerque afirmou que «a Casa do Douro, como estava a funcionar, não conseguia defender os problemas dos viticultores» e que as associações que concorreram representam 70 por cento daqueles trabalhadores agrícolas.

O governante referiu ainda perspectivar que durante o mês de Março esteja escolhida a organização privada sucessora da CD,  que manterá o mesmo nome e sede, a qual assumirá funções de imediato.

Relativamente ao futuro dos trabalhadores, José Diogo Albuquerque esclareceu que no caso daqueles que têm vínculo ao Estado serão integrados, através de um processo de reafectação ou de requalificação, enquanto os que têm vinculo privado estarão dependentes da decisão da nova organização. «É do âmbito privado e não nos queremos imiscuir. Dependerá da próxima associação», apontou. Os trabalhadores privados da instituição têm em alguns casos 40 meses de salários em atraso.

Fonte: Lusa

Produção de leite de ovelha/cabra

IFAP


No âmbito do apoio específico a tipos de agricultura economicamente vulneráveis no sector dos produtos lácteos, nomeadamente no sector de produção de leite de ovelha e cabra, e no quadro do processo de modernização da Administração Pública foi concebido um novo formulário para declaração das quantidades de leite de ovelha e/ou cabra comercializadas no decorrer do ano de 2014.

Assim, o acesso a esta funcionalidade será efetuado através do O Meu Processo/Animais (Beneficiários) e pela aplicação iDigital (entidades), na Área Reservada do Portal do IFAP. Este formulário estará disponível de 1 de setembro 2014 a 28 de fevereiro 2015.

O prazo máximo de receção do formulário, bem como dos documentos, fiscalmente aceites, comprovativos da comercialização de pelo menos 1.000 litros de leite de ovelha e/ou cabra é de 30 dias após a submissão na aplicação iDigital, sendo a data limite de receção dos mesmos 15 de março de 2015.

Esta informação foi enviada pelo IFAP, através do serviço de envio de mensagens curtas (SMS), a todos os beneficiários com número de telemóvel atualizado no seu processo e que se candidataram no PU 2014 ao apoio pagamento complementar de leite de ovelha e/ou cabra (art.º 68 do R. 73/2009).

Existências de cereais no nível mais elevado dos últimos 30 anos


por Ana Rita Costa
27 de Janeiro - 2015

De acordo com as previsões do Conselho Internacional de Cereais (CIC), as existências mundiais de cereais vão atingir este ano o valor mais elevado dos últimos 30 anos. Na campanha de 2014/2015, a produção mundial de cereais aumentou em cerca de 12 milhões de toneladas para um valor recorde de 2002 milhões de toneladas.

 
Segundo o CIC, este aumento foi impulsionado, sobretudo, pela produção de milho, que atingiu colheitas superiores ao esperado na Argentina, no Brasil e na UE, em especial na Ucrânia.

Assim, prevê-se que uma ampliação dos stocks e um aumento de cerca de 3% no total da oferta de cereais. Se o consumo se mantiver estável, "espera-se uma descida nas existências mundiais de cerca de 189 milhões de toneladas no decorrer de 2015", explica o CIC.

DGADR - Questionário de satisfação de clientes e parceiros


A procura de uma melhoria contínua dos serviços prestados é o principal compromisso assumido pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Neste sentido, conhecer o grau de satisfação dos seus clientes é fundamental. Colabore com a nossa organização na prossecução dessa meta, preenchendo este questionário:


Obrigada pela sua colaboração

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

PAC - Novos desafios


Por: Mario Antunes, Agrotejo/Agromais.


26 DE JANEIRO DE 2015 AGROTEC

O Milho, o Greening, a diversificação cultural e outras formas de diminuir a autossuficiência nacional.

No momento em que este artigo está a ser redigido, muitas das sementeiras de outono/inverno já estão, ou deveriam estar, instaladas.

Neste momento, a planificação cultural nas explorações agrícolas, os arrendamentos e os contratos de fornecimento com a agroindústria e Organizações de Produtores já deveriam estar em fase adiantada de decisão.

Neste momento, deveriam ser as oportunidades de mercado a direcionar as opções dos agricultores e dos empresários agrícolas.

Mas não. Na maioria das explorações agrícolas vive-se de uma Ansiedade vs Calma "aparente", resultado de um fator que nada tem a ver com decisões de gestão técnica, económica ou de mercado – a nova PAC.

No momento em que está a ser redigido este artigo, pouca é a regulamentação conhecida e a aplicar aos pagamentos diretos no novo período de programação de ajudas diretas.

Alem das quatro folhas que definem as ajudas ligadas e que agricultores podem aderir, nada mais se sabe.

Não se conhecem os valores de referência individuais, não se conhecem os procedimentos de transferência de direitos, não se sabe, em concreto, a forma de elegibilidade de muitas parcelas, não se sabe quais as regras a cumprir nas áreas de interesse ecológico.

Mais grave ainda é o facto de não se conhecerem, ainda, as regras de implementação da obrigatoriedade de "diversificar" as culturas em muitas das explorações agrícolas.

Esta "Diversificação" imposta, não mais que um custo associado, trará às explorações agrícolas menos oportunidades de mercado, menores rendimentos, menor emprego, maior desertificação.

Na prática, esta "diversificação" não será mais que a afetação de áreas a pousios, áreas forrageiras sem utilização, culturas com rendimento líquido negativo.

Se assim não fosse, o agricultor empresário já a teria feito.

No caso concreto da cultura do milho, esta diversificação poderá traduzir-se numa quebra superior a 30% da produção comercializada atualmente.

crops in the heartlandNas principais zonas de produção de milho grão constata-se a especialização dos agricultores, uma estrutura fundiária direcionada para a cultura, a suscetibilidade a cheias e alagamentos, a falta de culturas alternativas viáveis.

Da cultura do milho resultou, nos últimos anos, não só um pilar de sustentabilidade e desenvolvimento económico e social, como também um contributo significativo na atenuação do deficit da nossa balança comercial.

As organizações de produtores modernizaram-se, investiram e adaptaram-se à cultura, muitas vezes encontrando nichos de mercado que a valorizam e remuneram os agricultores.

Os agricultores, modernizaram e mecanizaram as suas explorações, investiram em novas técnicas de regadio e otimizaram as áreas produtivas.

A população rural, os serviços agrícolas e todas as atividades económicas, direta ou indiretamente, têm, na cultura do milho, uma "alavanca" de dinamização económica.

Sabemos que a nova PAC trará um novo paradigma ao setor agrícola nacional. Por agora, apenas o parou!

E parar o setor agrícola nacional é bloquear o desenvolvimento económico e social de muitas zonas rurais, é pôr em causa um conjunto de investimentos em explorações agrícolas e OP, é diminuir a autossuficiência alimentar do país.

Espera-se pois que a administração nacional e comunitária rume no sentido da manutenção de uma cultura que é estratégica para Portugal, que cria riqueza e que é dinamizadora de uma parte significativa do território nacional.

Espera-se que, depois da reforma da PAC definida a nível europeu e das adaptações por parte de vários estados membros, Portugal defenda os interesses do setor agrícola e de uma das suas culturas mais importantes.

Imprensa húngara muito optimista quanto à abertura das fronteira russas

Janeiro 26
14:32
2015

A imprensa da Hungria mostra-se muito optimista quanto ao levantamento do embargo russo a gorduras e toucinho e miudezas de porco, a curto espaço de tempo. Segundo esta fonte, o Presidente Putin irá anunciar a decisão aquando da sua visita oficial a Budapeste, em 16 de Fevereiro.

Além da Hungria, devem vir a ter possibilidade de exportar, a Alemanha, a Dinamarca, a Holanda, a França e a Itália.

Para permitir estas importações, os russos enviarão missões para certificar os matadouros desses países, que ficarão autorizados a exportar. Estas inspecções deverão ser realizadas a curto prazo.

O Agroinfo apurou, entretanto, junto da Comissão Europeia, que esta não aceita uma regionalização proposta pelos russos e continua a querer que o embargo seja retirado para todos os países, ou, então, mantém a queixa junto da Organização Mundial de Comércio.

É, no entanto, quase certo de que se os russos avançarem com esta proposta, os países designados assinarão acordos bilaterais com a Rússia.

Especulação no mercado dos tractores e máquinas agrícolas

Janeiro 26
14:35
2015

Dentro de aproximadamente um mês, vai abrir as portas ao público mais uma edição do salão da agricultura de Paris. Esta feira agrícola constitui a maior mostra europeia de tractores e máquinas agrícolas a nível europeu.

A tecnologia, ao nível destes equipamentos, tem evoluído extraordinariamente, dispondo os agricultores hoje de tractores muito cómodos, quase luxuosos em certos casos e dotados de alta tecnologia.

O principal problema é o preço que estas máquinas têm atingido. Estes preços muito elevados são atribuídos, por alguns, ao controlo do mercado por algumas marcas, que impõem o preço.

Assim, na maior parte dos países da Europa (à excepção da Itália e Portugal), existe uma marca dominante com mais de 20% do mercado e, normalmente associada a mais duas marcas, tem mais de 60% de mercado. Este valor chega a ultrapassar os 90% nos países nórdicos, como a Dinamarca, a Suécia e a Finlândia.

Outro aspecto importante é o da organização de distribuidores que estas marcas têm e a quem impõem normas muito restritivas de exclusividade, o que já não existe noutros sectores, como o automóvel.

Este conjunto de situações leva a uma inflação do preço dos tractores e máquinas agrícolas, com claros prejuízos para os agricultores.

Conselho de Ministros da Agricultura

Janeiro 26
14:37
2015

Realiza-se hoje, dia 26, o primeiro Conselho de Ministros da Agricultura sob a Presidência da Letónia.

A Letónia assume a Presidência da União Europeia no primeiro semestre de 2015, altura em que a grande discussão se centraliza nas implicações do embargo russo sobre a agricultura europeia, sendo a Letónia um dos países mais afectados.

Assim, hoje, em cima da mesa do Conselho de Ministros, estará a questão do embargo russo, bem como outros pontos, como a simplificação da Política Agrícola Comum (PAC), a situação do sector leiteiro, a produção agrícola bio, a clonagem e o estado das negociações com os Estados Unidos, dentro do âmbito do Transatlantic Trade and Investment Partnership. Todos estes pontos são prementes, mas muito delicados, pois não têm um consenso entre os países.

No caso da simplificação da PAC, um dos problemas é a revisão das normas do greening, que tem sido proposta por vários países e +por muitos eurodeputados, mas que o Comissário Phil Hogan se tem recusado a admitir. Também no que diz respeito à agricultura bio, existe uma grande divergência entre um grupo de países e a Comissão.

Não se esperam, por isso, grandes decisões hoje.

Imagem - eu2009.cz

Fundos de investimento mostraram algum desinteresse nas commodities agrícolas

Janeiro 21
09:14
2015

Os fundos de investimento começam a mostrar algum desinteresse no investimento em grãos, sobretudo no que diz respeito à soja.

Segundo a Commodity Futures Trading Commission Regulator, na passada semana desfizeram-se de mais de 50.000 contratos de longo prazo nas treze commodities agrícolas, desde o algodão ao gado.

Na soja e apesar dos resultados das exportações serem muito bons, pesam muito no mercado os dados revelados pelo Departamento Agrícola dos Estados Unidos (USDA), que apresentaram uma produção superior ao previsto nos Estados Unidos.

A USDA prevê que o preço dos produtos dos futuros da soja possa cair 5% esta semana, estando previsto que mais de 28.000 contratos de longo termo poderão ser postos à venda.

Também no que diz respeito ao milho, devem ter um corte nos contratos a longo termo de mais de 22.000 lotes, o que será o mais vendido dos últimos seis meses.

O milho continua, contudo, a ser suportado pela perspectiva de uma boa produção de etanol e, portanto, uma boa procura. Estas perspectivas começam, no entanto, a ser postas em causa, uma vez que com a baixa do preço do petróleo, as margens para a produção de etanol são agora negativas.

No trigo a redução não é tão significativa, mas também se verifica.

No sector animal, o maior corte em posições de longo prazo foi no sector da carne de porco, pois os investidores prevêem um aumento considerável da produção nos Estados Unidos, com o anúncio de que a diarreia hemorrágica porcina, que fustigou os efectivos desde 2013 começa finalmente a ser controlada.

Tempranillo é a uva mais cultivada no mundo na última década


23 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
 
 
Entre 2000 e 2010 as plantações de Tempranillo aumentaram mais do que qualquer outra variedade de uva no mundo, segundo o geneticista José Vouillamoz, durante um simpósio realizado em Florença, Itália. No mesmo evento, Vouillamoz afirmou que as uvas brancas Airen e Rkatsiteli são as que têm maior quantidade de hectares plantados no mundo. Na Espanha existem mais de 200 mil hectares de cultivo da Tempranillo.
 
De acordo com Vouillamoz, a variedade que teve maior crescimento de cultivo no planeta entre 2000 e 2010 foi a Tempranillo, seguida pela Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. «A Cabernet Sauvignon planta-se em qualquer lugar. Por que não fazer o mesmo com a Tempranillo?» questionou o estudioso. A Tempranillo é uma variedade originária da Espanha, onde existem mais de 200 mil hectares de cultivo. Portugal e a Austrália são outros países onde a casta se encontra muito difundida. A uva Airen, outra variedade espanhola, era a terceira variedade de uva mais plantada no mundo em 2010, depois da Cabernet Sauvignon e Merlot.
 
Segundo Vouillamoz a China e a Índia  foram os países que tiveram o maior crescimento em plantações de uva na última década. Porém, estima-se que em 2050 a Índia irá superar a China em termos de cultivo de vinhas.

Vinho bate iogurte em padrões de saúde


21 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
 
  
Cientistas espanhóis anunciaram a descoberta de uma bactéria probiótica saudável no vinho. A boa notícia animou os amantes da bebida. A má notícia é que o processo de adição de sulfitos no vinho pode acabar com essas bactérias, o que significa que os produtores terão que isolar os probióticos antes de adicionarem os sulfitos, ou que os apreciadores terão que se conformar em beber o vinho sem a adição desses componentes.
 
Os investigadores espanhóis da Universidade de Madrid isolaram 11 bactérias diferentes do vinho, incluindo o Lactobacillus encontrado no iogurte e outros tipos usados no processo de fermentação das uvas. «Até agora o que se pensava era que os laticínios tinham a melhor parte dos probióticos e, por causa dessa certeza, o vinho não foi estudado nesse aspecto», declarou Dolores Gonzáles, cientista da Universidade de Madrid. Os probióticos são organismos vivos essenciais para a manutenção do funcionamento do sistema digestivo no corpo humano, e, além disso, podem conter propriedades que previnem o câncer e baixem o nível de colesterol no sangue. Em quantidades moderadas de consumo, o vinho não possui probióticos suficientes que façam a diferença no organismo. O que os investigadores sugerem com o estudo é que esses probióticos sejam extraídos da bebida e distribuídos.

Produção de vinho estável em Portugal e em queda livre na Europa

 26-01-2015 
 

 
A produção de vinho em Portugal atingiu os 6,2 milhões de hectolitros no ano passado, o que representa uma quebra ligeira, de 0,8 por cento, face ao ano anterior, revelou o Instituto da Vinha e do Vinho.

Este resultado contrasta com o recuo médio de oito por cento previsto para o conjunto da União Europeia, onde se destacam as péssimas campanhas de Espanha, com -18 por cento e de Itália com -15 por cento.

A vindima de 2014 acabou por ser menos dolorosa do que faziam crer as previsões avançadas no Verão pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e pelas regiões demarcadas. Nessa altura, os dados apontavam para quebras quase generalizadas nas principais áreas de produção, o que acabou por não se verificar em algumas delas.

Um olhar nacional pelos resultados da campanha permite, no entanto, perceber que o ano foi mau no Norte, com doenças e mau tempo a afectarem o desenvolvimento das uvas e a colheita, mas este cenário acabou por ser compensado no Sul, com algumas regiões a apresentarem crescimentos robustos, como é o caso da península de Setúbal, com mais 22 por cento.

Globalmente, no Centro e no Norte do país, a produção caiu cerca de 10 pontos percentuais, com o Minho a apresentar o maior recuo, de 14 por cento, seguido do Douro, onde a colheita caiu cerca de oito por cento. No Sul, verifica-se um aumento de produção de cerca de nove por cento, com a península de Setúbal a liderar destacadamente os ganhos, seguida do Tejo, mais 17 por cento e do Alentejo, mais nove pontos percentuais.

Nas regiões do Sul, o facto de não ter havido chuva significativa no período das vindimas, como aconteceu no Centro e no Norte, acabou por pesar no resultado final obtido.

O nível de produção alcançado é fundamental para manter os stocks nacionais e garantir os níveis de exportação, aproveitando as dificuldades que alguns dos maiores produtores europeus irão enfrentar.

No ano passado, até Setembro, Portugal exportou cerca de 1,6 milhões de hectolitros de vinho, o que representa um recuo de cerca de nove por cento face ao período homólogo de 2013. Mas o valor apurado aumentou, embora de forma ligeira, 0,3 por cento, o que significa que o valor cobrado por litro teve um incremento significativo.

As exportações portuguesas de vinho renderam, nos três primeiros trimestres, cerca de 502 milhões de euros, dos quais 466 milhões são atribuíveis a vinho engarrafado.

Fonte: Público

Loures, Mafra e Sintra criam associação para desenvolver zonas rurais

26-01-2015 
  
Os municípios de Loures, Mafra e Sintra criaram a Associação de Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia (A2S), que tem como objectivo desenvolver vários projectos nas zonas rurais daqueles concelhos, com recurso a fundos comunitários.

A oficialização da A2S foi feita na Conservatória de Loures, onde estiveram representantes das câmaras de Loures e de Mafra. A parceria entre os três municípios da zona norte da Área Metropolitana de Lisboa vai facilitar o acesso a fundos comunitários europeus, aos quais a região saloia poderá candidatar-se pela primeira vez, segundo explicou à agência Lusa o vereador responsável pelo pelouro do Desenvolvimento Económico na Câmara de Loures, António Pombinho.

«Até agora, a nossa zona não era elegível para se candidatar a fundos europeus, mas com as alterações previstas neste novo quadro comunitário já será possível. Com a criação desta associação pretendemos apresentar até ao dia 14 de Fevereiro uma candidatura para um DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) para podermos ter acesso a um financiamento para levar a cabo um conjunto de projectos importantes», afirmou o autarca.

António Pombinho escusou-se a divulgar projectos concretos já pensados, mas referiu que pretendem diversificar as economias locais, estimular a inovação social, criar postos de trabalho e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais. «Serão pequenos projectos dentro das explorações agrícolas, equipamentos na área social, património e valorização de produtos», exemplificou.

Por seu turno, o vice presidente da Câmara Municipal de Mafra, Joaquim Sardinha (PSD), adiantou que, no caso do seu município, os projectos estarão mais ligados à zona costeira e ao apoio aos pescadores.

A A2S irá contar com 23 parceiros e incidirá em 19 freguesias rurais dos concelhos de Loures, Mafra e Sintra, que incluem aldeias e vilas saloias, terrenos agrícolas e zonas verdes com potencial agrícola, agro-florestal e turístico.

Fonte: Lusa


Exportar vinho para Angola vai ser mais difícil


por Ana Rita Costa
26 de Janeiro - 2015
O Governo angolano está a dificultar a entrada de produtos externos no país. 

 
De acordo com a RTP, o vinho português pode vir a ser um dos produtos mais afetados, devido à imposição de quotas para a importação de vinho português por parte de Angola. O valor das quotas ainda não foi estabelecido e ainda não se sabe se a imposição será sobre vinho engarrafado e a granel, no entanto, a ViniPortugal já advertiu que é preciso pensar num acordo que garanta os interesses de Portugal.

Atualmente, são cerca de 9000 as empresas portuguesas que dependem do mercado angolano em áreas como o vinho e outro tipo de bebidas, exportações que valem 80 milhões de euros.

Pesticidas proibidos em vinhas perto de cidades


17 de Janeiro de 2015, por Elisabete Mendes
  
Uma lei do governo francês permitirá às autoridades forçar os produtores e agricultores a parar com o uso da pulverização de pesticidas em vinhas perto de cidades. A lei foi aprovada pelo senado, no entanto, o senado rejeitou o apelo dos activistas que pediam zonas totalmente livres de pesticidas. 
 
A proposta de lei pede aos produtores e agricultores que não façam uso da pulverização de pesticidas em áreas próximas a concentrações populacionais mas, se não houver como, a orientação é que os mesmos passem a usar equipamentos especiais. Se as solicitações não forem seguidas, as autoridades locais terão total liberdade de definir uma distância mínima entre o local onde os pesticidas devem ser usados e as casas, por exemplo.
 
O debate sobre o uso de pesticidas teve grande repercussão após várias crianças de escolas, aldeias e hospitais próximos a vinhas terem adoecido com suspeita de envenenamento causado pelos pesticidas. Contudo, nenhuma delas ficou seriamente prejudicada.

PCP exige esclarecimentos ao Governo sobre a Casa do Douro



O PCP exige esclarecimentos ao Governo sobre a Casa do Douro (CD), o futuro dos trabalhadores, o processo concursal que vai designar a entidade privada que lhe vai suceder e o processo de insolvência da instituição.

Para questionar o Governo sobre o processo Casa do Douro (CD), o grupo parlamentar comunista apresentou um requerimento na Comissão de Agricultura e Mar, aprovado por unanimidade, para a audição urgente do secretário de Estado da Agricultura, a qual vai decorrer na terça-feira.
Esta audição ocorre depois da extinção da dimensão pública da CD, depois de já ter terminado o concurso para a escolha da organização privada que lhe vai suceder e do Estado ter avançado com um pedido de insolvência da instituição duriense.
O deputado comunista João Ramos afirmou hoje à agência Lusa que "existe um conjunto de matérias" sobre o dossiê CD que é preciso esclarecer.
O parlamentar mostrou-se preocupado com o "futuro dos trabalhadores" do quadro privado da instituição, sediada no Peso da Régua, distrito de Vila Real.
"Não é nada claro qual será o seu futuro e eles continuam numa incógnita e o Governo não pode dizer que não é da sua responsabilidade porque foi o Governo que promoveu a extinção da sua entidade patronal. Não pode por isso agora dizer que não é sua responsabilidade", salientou o responsável.
João Ramos criticou o "prazo apertado" em que decorreu o processo concursal que vai determinar a organização privada que irá suceder à CD.
A portaria foi publicada em dezembro e o concurso decorreu entre 05 e 19 de dezembro, tendo sido formalizadas duas candidaturas por parte da Federação Renovação Douro e a Associação da Lavoura Duriense.
"O prazo apertado com que o concurso foi aberto faz parecer que teria melhores condições para concorrer alguém que já andasse a desenvolver este processo", considerou o deputado.
Para além disso, João Ramos questionou ainda as ligações entre um dos dinamizadores de uma das organizações concorrentes e a Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), considerando que este não pode, ao mesmo tempo, defender o comércio e a produção.
Por fim, o parlamentar referiu o processo de insolvência da CD pedido pelo Estado a 31 de dezembro, dia em que esta foi extinta enquanto associação de direito público e inscrição obrigatória.
"A CD tem que ter condições para funcionar, mas não era obrigatório extingui-la por conta do saneamento financeiro. Aliás, este processo já está a decorrer a alta velocidade, até já decorreu o concurso para entregar o remanescente do património, e ainda nada sabemos sobre a questão do pagamento da dívida", sublinhou.
Para João Ramos, o que "é cada vez mais evidente é que o saneamento financeiro era apenas o argumento para acabar com a CD".
Criada em 1932, a CD vive há anos asfixiada em problemas financeiros e possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros.
Em entrevista à agência Lusa na semana passado, o secretário de Estado José Diogo Albuquerque referiu que o sucessor da CD deverá ser conhecido em março e quanto aos trabalhadores disse que com a extinção da instituição foram também extintos os postos de trabalho e que será agora, a nova organização, a decidir que tipo de recursos vai necessitar.
Quanto ao processo de insolvência afirmou que o Estado vai propor ao gestor judicial, a nomear pelo tribunal, "para seguir o plano do acordo de dação
Dinheiro Digital com Lusa

Grupo de trabalho vai preparar plano de ação para lobo ibérico


Grupo de trabalho vai preparar plano de ação para lobo ibérico


O secretário de Estado da Conservação da Natureza afirmou hoje que um grupo de trabalho vai preparar um plano de ação para conciliar a proteção do lobo ibérico e das explorações agrícolas, podendo propor alterações da lei.
As medidas incluídas no plano de desenvolvimento rural visando o lobo ibérico "estão a ser trabalhadas e muito em breve estarão em vigor, [quanto ao] plano de ação, os trabalhos arrancarão durante esta semana", disse à agência Lusa o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto.
"Prevemos que, em função do trabalho deste grupo, que irá desencadear a preparação de um plano de ação, sejam também feitas propostas em sede de revisão da própria legislação que enquadra o lobo ibérico no nosso país", avançou o governante.
O secretário de Estado da Conservação da Natureza visitou hoje um conjunto de concelhos do norte do país, onde se regista a presença de lobos ibéricos, para recolher informações e opiniões, de agricultores e de autarcas, acerca do que tem acontecido nas explorações agrícolas.
Nos últimos tempos, disse Miguel de Castro Neto, tem havido informação, divulgada na comunicação social, dando conta de que "há um crescendo de preocupação das populações" relativamente a este problema.
Atualmente, a legislação prevê o pagamento de indemnizações pelo Estado aos agricultores que tenham prejuízos decorrentes de ataques do lobo ibérico.
O assunto tem sido tratado no programa de desenvolvimento rural, juntamente com o Ministério da Agricultura e do Mar, com medidas para contribuir para a resolução do problema.
Assim, foi feito um esforço para "incluir algumas medidas tendentes, não apenas a indemnizar pelas perdas sofridas, mas também [para] termos uma gestão pró ativa da presença do lobo ibérico nos territórios históricos da sua existência", disse o secretário de Estado.
Nesse sentido, o programa de desenvolvimento rural tem medidas de apoio à manutenção de cães de gado e ao investimento em cercas, que permitam proteger o gado nos locais onde pernoitam.
"Hoje conhecemos experiências de produtores que têm cães de gado que permitem proteger, de forma eficaz, os animais dos ataques do lobo", salientou o governante.
Os responsáveis esperam arrancar com os trabalhos com todas as entidades envolvidas nesta problemática, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), às organizações de agricultores, organizações não-governamentais do ambiente e autarquias, de modo a "perceber quais os problemas no terreno".
"Se é certo que queremos proteger esta espécie que é o lobo ibérico, também queremos garantir que essa proteção não coloca em causa a atividade agrícola e a presença humana nestes territórios em que o desenvolvimento económico e sustentável é fundamental no combate à desertificação", salientou Miguel de Castro Neto.
Diário Digital com Lusa

Carne picada sem higiene e mal conservada em todos os testes


por Pedro Sousa Tavares

Carne picada sem higiene e mal conservada em todos os testes
Fotografia © Vasco Neves/Global Imagens
Associação de defesa do consumidor detetou resultados "desastrosos" na carne já picada à venda em 26 talhos. Todas as amostras revelaram falta de higiene e má conservação. Muitas continham sulfitos ilegais e bactérias perigosas.
Resultados "desastrosos". É este o balanço de um teste feito pela Deco à qualidade da carne de vaca já picada à venda em talhos de rua, grandes superfícies e mercados municipais das Áreas Metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal. A mesma análise já tinha sido feita em 2013, mas os atuais indicadores, disse ao DN Nuno Lima Dias, engenheiro da Associação de Defesa do Consumidor, "conseguem ser piores" do que os anteriores.
Nenhum dos 26 talhos analisados cumpriu os critérios de higiene e conservação. "Cerca de 40% das amostras continham [a bactéria] Listeria monocytogenes e, entre os talhos do Grande Porto, 30% tinham salmonela", contou, acrescentando que "mesmo as que não tinham estas bactérias tinham um elevado número de microrganismos", incluindo "bactérias de origem fecal, como E. coli".
Um facto ao qual não serão alheias as condições de conservação da carne picada analisada: "Nenhum cumpre a lei nas condições de venda. Em média, a carne picada só pode ser vendida no máximo até dois graus centígrados. Todas as amostras que vendemos eram em temperaturas superiores a 9 ºC e chegámos a encontrar amostras a 17 ºC", contou, explicando que foi utilizado "um termómetro calibrado" e que a medição foi feita "logo após o produto ser pago". Generalizada foi ainda a presença de vestígios de carne de aves, apesar de ser proibido prepará-la na mesma máquina.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A 'tempestade perfeita' no preço dos alimentos


Bom ano agrícola, sanções à Rússia e febre promocional pressionaram baixa de preços no retalho.
    
Adriano Nobre |

16:29 Domingo, 25 de janeiro de 2015

A queda no preços de alguns produtos alimentares em 2014 teve picos avassaladores: houve bens hortícolas cujos preços ao consumidor chegaram a cair, nalguns dias, 30% a 40%, face ao período homólogo, segundo fontes do mercado.

No final do ano a quebra global de preços na categoria de produtos hortícolas situou-se numa média de 9,9%.

Caves do Vinho do Porto a Património Mundial


CARLA SOFIA LUZ | Ontem
A Câmara de Gaia está a preparar um pedido de inclusão do Centro Histórico de Gaia na zona classificada como Património da Humanidade em 1996. Hoje, apenas o Mosteiro da Serra do Pilar integra essa área.
 
O alargamento permitirá valorizar a encosta na margem esquerda do rio Douro e, em particular, as caves do Vinho do Porto que ficaram de fora da candidatura encabeçada nos anos 90 pelo Município do Porto. A arquitetura industrial é marca distintiva no Centro Histórico de Gaia, onde entre 65 a 70% dos edifícios são instalações vinícolas, sobretudo do Vinho do Porto.

No Gerês plantam-se sobreiros para combater os incêndios


Publicado a 23 JAN 15 às 16:40
A plantação de cerca de 2.700 sobreiros, sábado, na Serra da Peneda junto ao Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), no concelho de Melgaço, vai ajudar a prevenir os incêndios florestais, anunciou hoje a associação ambientalista Quercus.
Em comunicado, a associação ambientalista explica que «esta ação de plantação de árvores autóctones portuguesas pretende criar uma barreira de prevenção de incêndios na Serra da Peneda, às portas do Parque Nacional da Peneda e Gerês».
A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Melgaço integra-se no projeto "Floresta Comum", desenvolvido desde 2012 pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Quercus.
O futuro bosque será constituído por 2700 sobreiros, 700 carvalhos, 570 ulmeiros e mais seis outras espécies autóctones, numa área ardida com cerca de 10 hectares na encosta do vale do rio Mouro.
Para a Quercus «a criação de áreas florestais com espécies autóctones, como o carvalho e o sobreiro, é uma das estratégias recomendadas para a proteção contra os fogos florestais nas zonas Norte e Centro de Portugal, que apresentam maior incidência de incêndios».

Investigadas duas fábricas de tomate italianas acusadas de dumping

Janeiro 21
09:15
2015

A Comissão Anti-Dumping reabriu o processo contra duas fábricas italianas por suspeita de dumping.

No ano passado, a Comissão descobriu que dos 105 exportadores de concentrado de tomate italianos, 103 praticavam dumping nas exportações, ou seja, exportavam a preços mais baixos do que os praticados no seu próprio país.

Escaparam a este controlo duas fábricas, a La Doria e a Feger di Gerardo Ferraioli, que exportam cerca de 50% do tomate italiano para a Austrália.

Estão agora sob suspeita, sendo que a investigação não é fácil, uma vez que eles são os fornecedores das duas maiores cadeias de distribuição australianas.

O problema é que a indústria de tomate italiana recebeu, entre 2010 e 2014, mais de 1,2 mil milhões de euros de subsídios comunitários, que não podem ser utilizados para baixar o preço dos produtos e fazer dumping.

Esta investigação é muito delicada, pois pode levantar a questão das relações comerciais da Austrália com este país, que pode sentir-se prejudicado pela concorrência desleal da União Europeia.

No entanto, é muito importante que tudo se esclareça, pelo grande interesse de Portugal, que é um grande exportador de concentrado de tomate e precisa de regras leais para competir no mercado internacional.

Dar uma nova orientação estratégica à PAC

Janeiro 22
09:34
2015

O Think Tank Momagri apresentou uma proposta aos decisores comunitários sobre uma nova estratégia para a Política Agrícola Comum (PAC).

Da análise feita à nova PAC, esta vai contra as tendências das políticas agrícolas noutros países, em que a agricultura começa a ser vista como um factor decisivo na segurança nacional.

Um exame aprofundado do Farm Bill americano mostra as falhas que a PAC tem, num mundo que caminha a passos largos para uma liberalização do comércio. Como é expectável que a PAC utilize 6% do seu orçamento para pagamentos desligados, sem ter em conta as condições de mercado?

Hoje,  face aos sinais alarmantes da baixa do preço do leite e da volatilidade do preço dos cereais, é que começam a questionar as possíveis alternativas.

O Think Tank Momagri simulou vários cenários de transferência do dinheiro, dos pagamentos directos desligados para ajudas a sistemas anticielicos. Os resultados são que é possível quebrar com o que temos e criar mais-valias  para a agricultura europeia, que possam:

a) Estabilizar o rendimento do agricultor europeu acima dos seus custos de produção;

b) Gerir as crises através de mecanismos de regulação:

c) A implementação das propostas de Momagri teria levado a uma economia, entre 2007 e 2013, de 8,6 mil milhões de euros;

d) A implementação das propostas Momagri para o período 2014-2020, pode levar a uma economia orçamental de 4,8 mil milhões de euros por ano.

A segurança alimentar dá um estatuto especial à agricultura na segurança nacional. Os Estados Unidos têm isso especificamente incluído no seu Farm Bill. É tempo de mudar de estratégia da PAC e adaptá-la à realidade mundial.