domingo, 15 de fevereiro de 2015

Consumo de cerveja atinge mínimos dos últimos 24 anos



Ana Rute Silva

13/02/2015 - 07:26

Cada português bebeu em média 46 litros em 2014, quantidade que não era registada desde o início de 1990.

O consumo de cerveja atingiu, em 2014, o valor mais baixo dos últimos 24 anos. De acordo com a Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (APCV), os portugueses beberam, em média, 46 litros desta bebida, quantidade que não era registada desde, pelo menos, o início de 1990.

Dados compilados pelo PÚBLICO mostram que, depois de anos de crescimento até 2006, o consumo de cerveja tem caído de forma quase continuada. Passou de 61 litros há 12 anos para os actuais 46. Entre 2010 e 2011 (ano em que a troika chegou a Portugal), a descida chegou a ser de 10%.

Com um cenário difícil no mercado interno, os produtores de cerveja, com cinco fábricas em território nacional, exportaram mais 4,6% em 2014, num total que ultrapassou os dois milhões de hectolitros. As vendas para o estrangeiro cresceram mais do que a produção total, que aumentou 0,7% face a 2013.

O Verão, com pouco calor, foi determinante para estes resultados e só o turismo deu uma ajuda às vendas de cerveja na restauração. Aliás, esta foi a maior novidade: o canal horeca (hotéis, restaurantes e cafés) foi mais procurado do que os hipers e supermercados para a compra desta bebida e aumentou a sua quota de 63 para 64%. "Pela primeira vez em anos o canal horeca ganhou peso face ao canal alimentar. Demonstrou mais resiliência quando comparado com o sector alimentar", destacou João Abecasis, presidente da APCV. Os turistas que visitaram Lisboa, Porto e Algarve ajudaram a este crescimento, num contexto de deflação.

Mas o assunto que irá dominar a agenda, em 2015, é a "discriminação fiscal" de que o sector diz ser alvo em comparação com o vinho. A associação vai avançar com uma queixa em Bruxelas contra o Governo porque, apesar das reuniões com o Executivo, "nada foi feito". "Não temos sido ouvidos. Mesmo que tenhamos sido escutados e recebidos, nada foi feito", disse João Abecasis. Recorde-se que António Pires de Lima, ministro da Economia, liderou a Unicer (dona da Super Bock) durante sete anos e foi também presidente da APCV. Nessa qualidade, sempre criticou o tratamento fiscal diferenciado da cerveja face ao vinho.

O Orçamento do Estado de 2015 agravou a tributação sobre a cerveja, em 3%, em sede de Imposto Especial de Consumo (IEC), "o dobro da inflação esperada". Este agravamento é superior ao que se verificou em 2012 e 21013, na ordem de 1%. Já o vinho está isento de IEC.

Sem querer comentar a decisão de Angola de limitar as importações desta bebida (a par de outras dezenas de produtos), o presidente da APCV disse que "os associados têm demonstrado trabalho e dedicação, para procurar crescimento onde este vai existir", disse. Os impactos só serão comentados pelas empresas individualmente. 

Clientes estrangeiros pressionam produtores de frutas e legumes a aumentar produção


Ana Rute Silva (em Berlim)

08/02/2015 - 12:24

Portugal depende da importação de alimentos para se abastecer, mas para as empresas a prioridade é o comércio internacional. Em 2015, há quem tenha planos para quintuplicar a área agrícola.

Portugal continua a importar mais produtos hortícolas do que os que exporta NFACTOS/FERNANDO VELUDO

 
Os produtores de frutas e legumes vão aumentar as áreas de produção em 2015 para responder aos pedidos de clientes estrangeiros. A expansão do terreno para cultivo chega, em alguns casos, a quintuplicar e há planos de investimento na produção de mirtilo, cebola, alhos ou uvas. Apesar de Portugal depender do estrangeiro para se abastecer de produtos agrícolas e alimentares, por esta altura, a prioridade das empresas é mesmo exportar.

"Este ano queremos aumentar a organização de produtores em área. Neste momento temos 50 hectares e devemos chegar aos 250. O objectivo é ter 300 hectares de produção em 2016, já com novas variedades para responder às necessidades de exportação", diz Mário Rodrigues, director da Frutalmente, que junta nove produtores e factura 3,5 milhões de euros. Apenas 5% da produção é vendida ao estrangeiro (na maioria figo fresco) e a intenção é captar novos clientes. A Frutalmente está, por isso, a apostar em produtos que conseguem ser colhidos ao longo de todo o ano e variedades selecionadas apenas para exportar, como a uva red globe ou sem grainha.

Os planos do gigante norte-americano Driscoll's, maior produtor mundial de frutos vermelhos, também são ambiciosos. Tem uma estratégia de expansão para os próximos cinco anos que, nas palavras de Nuno Simões, responsável pelo negócio no Sul da Europa, "vai afirmar o país como uma das principais unidades de negócio". Cerca de um terço das framboesas produzidas em Espanha, Marrocos e Portugal vêm do território nacional e a intenção é fazer do país "uma das geografias mais relevantes também no mirtilo".

Assim, a multinacional americana  - que detém 25% da Lusomorango, uma organização de produtores de pequenos frutos - quer aumentar a área dedicada a este fruto dos actuais 30 hectares para 60 hectares. O valor do investimento varia, mas pode chegar aos 30 mil euros por hectare. Uma vez mais, a fruta abastece sobretudo o estrangeiro (Norte da Europa). A empresa factura 35 milhões de euros e contribuiu, segundo Nuno Simões, com 50 milhões de euros para as exportações nacionais, valor que inclui não só as vendas da Lusomorango, como as restantes parcerias que a multinacional tem em Portugal.


Outro gigante da agricultura, a Vitacress, tem planos para aumentar em 50% a área agrícola nas ervas aromáticas produzidas em estufa. Luís Mesquitas Dias, director-geral, sublinha que o investimento servirá para responder aos pedidos de clientes estrangeiros já que, em Portugal, o produto sem sido desvalorizado pelos consumidores, habituados a receber de graça salsa e coentros nos mercados tradicionais.

Também para Carlos Ferreira, responsável pela Hortomelão, o maior produtor de melões da Península Ibérica, 2015 será um ano de aumento de área agrícola, entre 5 a 6%. "É para responder a um pedido de um cliente. Temos contratos feitos", adiantou ao PÚBLICO, durante a Fruit Logistica. A organização, com 40 produtores e uma facturação de 13,5 milhões, exporta 30% do que produz, mas não quer "vender a toda a gente". "A ideia é crescer na exportação com novos clientes e mercados novos", sublinha.

Resta saber se os vários investimentos programados terão impacto no número de explorações que existem em Portugal e na área agrícola utilizada. Em 2013, havia 264.419 explorações, menos 4% em comparação com 2007. Já a superfície utilizada para produzir cresceu 5% no mesmo período para 3,6 milhões de hectares, segundo os dados publicados pela Pordata.

Dependência alimentar
Esta semana na Fruit Logistica, em Berlim, onde o mundo se abastece de fruta e legumes, as empresas portuguesas quiseram mostrar que já possuem capacidade de produção para responder aos pedidos de quantidade e qualidade. As atenções viram-se para fora de portas: os portugueses travaram a fundo nos gastos, mesmo em produtos alimentares, e os preços esmagados no retalho tornaram o negócio no mercado interno menos atractivo. Além disso, desta forma, diversifica-se o risco, ganha-se dimensão e há cada vez mais organizações a apostar na produção directa no estrangeiro, para conseguir vender frutas durante o ano inteiro.

Cá dentro, a realidade é outra. Nas prateleiras dos supermercados há produtos frescos de concorrentes europeus e, apesar dos esforços de comunicação e dos cartazes junto das bancas de legumes com a bandeira nacional, os portugueses continuam a queixar-se da abundância de fruta estrangeira.

Os dados disponíveis do INE para o ano completo de 2013 mostram que Portugal agravou a sua dependência alimentar. O saldo da balança comercial de produtos agrícolas e agro-alimentares piorou 39 milhões de euros face a 2012. Já em 2014, entre Janeiro e Novembro – e considerando apenas as frutas e legumes – regista-se uma melhoria, com as importações a somarem pouco mais de mil milhões de euros, uma redução de 3,7% em comparação com 2013. As exportações aumentaram para 996 milhões de euros, o que significa que compramos quase tanto ao exterior como vendemos.

Manuel Évora, presidente da Portugal Fresh, associação que representa o sector, admite que o foco tem sido o mercado externo, dado o contexto de crise e a redução de preços, problema "que ainda não está muito melhor". Contudo, já lançou o repto ao Governo para estimular o consumo interno, através de campanhas de divulgação dos benefícios da fruta e dos legumes.

Em Riachos, Torres Novas, a Agromais vê na produção de alho e cebola uma oportunidade para equilibrar a balança comercial. No caso do alho, a dependência do exterior é enorme e a organização com 1200 associados e um volume de negócio perto dos 50 milhões de euros, espera aumentar a área de produção na ordem dos 20% este ano.

"A importação de alho é de quase 90% o que significa que a margem de crescimento é gigantesca", diz Jorge Durão Neves, director-geral. A Agromais – que produz 30% do milho nacional – acredita que ainda demorará tempo até Portugal ter mais alho nacional. O trabalho feito na cebola "demorou anos" e o grau de auto-aprovisionamento é de 35 a 40%, continua o responsável, acrescentando que a estratégia tem sido apostar na qualidade das variedades e conseguir produzir o ano inteiro.

Cogumelos que nascem das árvores
Numa feira por onde passam mais de 60 mil visitantes, a diferenciação é tudo. E os cogumelos que nascem das árvores da Organic Nature não deixaram Ricardo Lopes respirar. O engenheiro florestal que desenhou o plano de negócios e criou a Woodi, marca que quis dar aos shiitake, não teve um minuto de descanso durante os três dias da Fruit Logistica, em Berlim. Foi a primeira vez que esteve presente no certame e, para Portugal, leva dezenas de novos contactos de clientes para reforçar os que já tem em França, Holanda, Reino Unido e Holanda.

Os cogumelos portugueses que são produzidos pelo método tradicional (através da madeira morta, como se faz no Japão, Coreia e China) são a "conclusão de um trabalho de vários anos". A Organic Nature gere seis mil hectares de floresta e quis explorar os recursos naturais que tinha à mão. Apesar de o shiitake ser o segundo cogumelo mais consumido no mundo, os Woodi são biológicos, nascem de carvalhos e eucaliptos, o que os torna apetecíveis para os restaurantes de luxo europeus. Os preços podem ir de sete a 14 euros o quilo. "Criámos uma rede de 60 produtores para termos capacidade para exportar e dar resposta aos contactos", diz Ricardo Lopes, que começou a pensar o negócio há seis anos.

Perto da banca da Organic Nature, a Torriba mostrava os seus "tomates berry" e caixas transparentes com amendoins. A organização de produtores é conhecida pelo tomate para a indústria, mas tem vindo a diversificar produtos. Desde 2011, tem uma parceria com a Matutano para a produção deste aperitivo e o ano de 2015 será "a prova de fogo". "Se tivermos um Verão normal para a variedade conseguir o seu potencial, teremos resultados positivos", diz Rodrigo Vinagre, director da Torriba.

A organização já chegou a ter 300 hectares dedicados ao amendoim, mas também teve 75 hectares ou 130, como em 2014. "Há um grupo de produtores desde o primeiro ano e com resultados consistentes. As margens são semelhantes às do milho e o investimento é menor que nos hortícolas. Além disso, o produtor sabe o preço que vai receber antes de semear", sublinha.

O PÚBLICO viajou a convite da Portugal Fresh

Notícia corrigida: A Lusomorango não é subsidiária da Driscoll's como se referiu. A multinacional americana tem 25% de participação nesta organização de produtores.

Portucel alvo de investigação nos EUA por suspeitas de dumping

A empresa diz ter argumentos para garantir que nunca adotou esse tipo de práticas


Diogo da Silveira, CEO da Portucel
D.R.
13/02/2015 | 16:08 |  Dinheiro Vivo
A Portucel está a ser alvo de uma investigação preliminar pelo Departamento do Comércio norte-americano, por ser suspeita da prática de dumping (venda abaixo do preço de custo) na comercialização de papel não revestido fabricado em Portugal, adianta o Diário Económico.
Fonte oficial da empresa disse a esse jornal que a Portucel considera ter argumentos para garantir que o grupo nunca adotou esse tipo de práticas, caso o processo de avance.
Segundo o Económico, foi o sindicato norte-americano do sector e de fabricantes de papel que terá denunciado a prática, que visa ainda a Austrália, o Brasil, a China e a Indonésia.
Também o Ministério da Economia acredita não ter existido prática de dumping e que os investimentos do sector papeleiro não deverão estar em risco.
As autoridades norte-americanas vão pronunciar-se até 9 de março e, se houver indícios razoáveis de dumping, as investigações continuarão e haverá novas decisões em junho.

Revista de Vinhos elegeu ‘Os Melhores do Ano 2014’ no vinho e na gastronomia

Prémios de 'Excelência' e 'Especiais' subiram ao pódio  
 
·       Em cerimónia que reuniu mais de 900 pessoas na Alfândega do Porto

 

A Revista de Vinhos premiou ontem 'Os Melhores do Ano 2014' no sector do vinho e da gastronomia em Portugal. Entre 'Prémios de Excelência' e 'Prémios Especiais' foram cinquenta os galardões entregues no palco da 18.º edição dos já conhecidos como "Óscares do Vinho", evento que este ano teve lugar no Centro de Congressos e Exposições da Alfândega, no Porto. Ainda nos vinhos, foram 169 os que conquistaram a distinção de 'Melhor de Portugal' e 624 os que viram o seu selo de 'Boa Compra' em 2014 transformado em diploma.

 

Se os 'Prémios Especiais' distinguiram pessoas, projectos, empresas e entidades do sector do vinho e da gastronomia, os 'Prémios de Excelência' elegeram os trinta vinhos mais aplaudidos pelo painel de provadores da Revista de Vinhos, publicação para apreciadores exigentes e que este ano está a celebrar o seu 25.º aniversário. A cada ano, enfrentam a dura tarefa de selecionar, entre as mais de 2000 notas de prova, aquelas que justificam a escolha final dos 30 'Prémios de Excelência'. Uma distinção que, para além de uma avaliação superlativa, exige consenso entre os jurados. Este ano, a lista é mais variada do que em 2013: o lote dos trinta magníficos de 2014 inclui dezanove tintos, quatro brancos, quatro vinhos do Porto, um espumante, um Moscatel e um Madeira. A qualidade está por todo o lado.

 

Dezanove categorias e vinte troféus: foi este o saldo dos 'Prémios Especiais' de 2014. Peter Bright, nos vinhos, e José Avillez, na comida, foram os grandes nomes da noite, ao receberem respectivamente os prémios de Senhor do Vinho e Gastronomia "David Lopes Ramos". Peter Bright é australiano, mas foi em Portugal que decidiu assentar arraiais e, nos anos 80, na então chamada "João Pires" (que viria a dar origem à Bacalhôa), apontou caminhos que ajudaram a moldar a moderna enologia portuguesa. Bem mais tarde, criou os seus projectos enológicos pessoais: Fiúza & Bright, no Ribatejo, e as Terras de Alter, no Alto Alentejo. Em ambos, mostra o seu "dedo" e intuição para produzir vinhos de grande qualidade que são do agrado do público, quem que para isso tenham de ser caros e inacessíveis. José Avillez, que tem arrecadado inúmeros distinções nos últimos tempos – com destaque para a recente conquista da segunda estrela Michelin – é um visionário, que reúne talento, vontade, paixão, competência, ambição e rigor. Este prémio visa reconhecer o excepcional cozinheiro que é, mas também a sua vertente de profissional da restauração, com incrível capacidade de gestão, motivacional, ousadia empresarial, ambição e até pressa de fazer as coisas acontecer.

 

Nos produtores, o Douro esteve em destaque, com a João Nicolau de Almeida & Filhos a arrecadar o troféu de produtor revelação e a Wine & Soul, da dupla Sandra Tavares da Silva e Jorge Serôdio Borges, a ser considerado produtor do ano. Ambos projectos com uma forte vertente familiar. O primeiro nasceu como um incontrolável impulso genético, ou não corresse vinho nas veias de João Nicolau de Almeida e dos seus filhos Mafalda, João e Mateus. Ao lado da Wine & Soul esteve O Abrigo da Passarela, também eleito como produtor do ano.

 

Identidade e Carácter é um titulo que cai que nem ginjas na Quinta do Ameal. Pedro Araújo decidiu em finais de 90 apostar numa única casta para fazer tudo o que fosse possível a partir dela: o Loureiro do Ameal avançou sempre na direcção da qualidade com carácter. Ainda na arte de fazer vinho, foram dois os enólogos distinguidos perante uma plateia de mais de 900 pessoas: Osvaldo Amado e José Manuel Sousa Soares. Produzir bem, em quantidade e com estilos que sejam do agrado dos consumidores são os pressupostos inerentes ao trabalho de Osvaldo Amado, enólogo que faz vinho em todo o país, deixando neles a sua marca. Sousa Soares destacou-se por romper com a tradição, arriscando novos caminhos na Gran Cruz, que tem hoje um portefólio bem mais rico do que tinha, com Porto Colheita, Vintage e L.B.V. de grande qualidade.

 

Depois de em 2013 a enóloga Filipa Tomaz da Costa ter sido eleita enóloga do ano, no que toca aos vinhos generosos, é agora a vez da empresa onde trabalha – Bacalhôa Vinhos de Portugal – ser eleita a empresa do ano: em 2014 foram lançados vinhos que impressionaram em diversos segmentos de preço. 2014 foi um ano de aclamação generalizada da Symington Family Estates, o que lhe valeu o galardão da melhor empresa de vinhos generosos. O lançamento do "super tawny" Ne Oublie foi um acontecimento marcado a letras de ouro na história da empresa, que em muito contribuiu para esta distinção. No que toca à Cooperativa do Ano, o prémio foi para a região do Tejo, com a eleição da Adega do Cartaxo, que tem vindo a ganhar a batalha da qualidade dos seus vinhos – com forte aposta nos tintos –, procurando impor de novo o nome da 'capital do vinho', mas agora com uma conotação bem diferente.

 

O prémio de Viticultura foi, uma vez mais, dado à equipa da The Fladgate Partnership – em 2000 foi atribuído a António Magalhães –, pelo trabalho de modernidade que procura descodificar a viticultura genuína do vale do Douro, no sentido da melhoria do presente, mas sobretudo na consolidação do futuro.  A Bairrada começa hoje a ser vista como uma região renovada, que está "a dar cartas" sem trair a sua forte identidade. Um feito para o qual em muito tem contribuído o papel e trabalho da Comissão Vitivinícola da Bairrada, eleita como a melhor Organização Vitivinícola de 2014.

 

A equipa da Revista de Vinhos visita e "inspecciona" anualmente doze unidades de enoturismo. Em 2014 foi a Casa de Mateus, em Vila Real, a que mais pontos reuniu: 19,5 no total. Um lugar idílico e de peregrinação, onde a cultura e a história têm os pés bem assentes na terra, mas o vinho não é descurado.

 

Os prémios para melhor Loja Gourmet, Wine Bar e Garrafeira foram geograficamente distribuídos de Norte a Sul do país, tendo, respectivamente, sido arrecadados pela Casa Gourmet, em Guimarães, o Wine Bar Dux, Petiscos & Vinhos, em Coimbra, e a Garrafeira Soares, com 15 lojas no Algarve. Para a região mais a Sul do país foi também o "troféu" de melhor Restaurante de 2014, entregue ao São Gabriel, em Almancil. Aqui habita uma cozinha complexa, harmoniosa e de extraordinária beleza, criada pelas mãos do chefe Leonel Pereira, que acaba de recuperar a merecida estrela Michelin para este espaço. No que toca ao Restaurante de Cozinha Tradicional Portuguesa, destaque para o Elvira, em Braga, onde a qualidade de uma comida assente em receituários familiares é irrevogável.

 

Foi ainda premiada a Campanha Publicitária aos fungicidas da família Luna (Bayer), uma campanha que apostou no humor. Com uma mensagem desconcertante, subverte os códigos habituais da comunicação deste tipo de produtos.

 
RV OMA 2014 :: Prémio de Excelência – Lista dos 30 Vinhos

 

Vértice Douro Espumante Pinot Noir rosé 2006
Vértice - Caves Transmontanas
Parcela Única Vinho Verde Alvarinho branco 2012
Anselmo Mendes Vinhos
Quinta de Soalheiro Vinho Verde Alvarinho Reserva branco 2012
Vinusoalleirus
Antónia Adelaide Ferreira Douro tinto 2011
Sogrape Vinhos
Chryseia Douro tinto 2012
Prats & Symington
CV Douro tinto 2012
Lemos & Van Zeller
Quinta da Gaivosa Douro tinto 2009
Alves de Sousa
Quinta da Manoella Vinhas Velhas Douro tinto 2012
Wine & Soul
Quinta da Touriga Chã Douro tinto 2012
Jorge Rosas
Quinta do Monte Xisto Douro tinto 2012
João Nicolau de Almeida & Filhos
Carlos Lucas "20 Anos" Dão tinto 2012
Magnum Vinhos
Carrocel Dão tinto 2011
Quinta da Pellada - Álvaro Castro
Quinta da Vegia Superior Dão tinto 2007
Casa de Cello / Quinta da Vegia 
Campolargo Bairrada branco 2011
Manuel dos Santos Campolargo
Luís Pato Vinha Barrosa Bairrada tinto 2011
Luís Pato
Pai Abel Bairrada branco 2012
Mário Sérgio Alves Nuno
1836 DoTejo Grande Reserva tinto 2012
Companhia das Lezírias
Esporão Private Selection Alentejo Garrafeira tinto 2011
Esporão
Incógnito Reg. Alentejano tinto 2011
Cortes de Cima
Marquês de Borba Alentejo Reserva tinto 2012
J. Portugal Ramos Vinhos
Mouchão Reg. Alentejano tinto 2007
Vinhos da Cavaca Dourada
Quinta do Mouro "Rótulo Dourado"Reg. Alentejano tinto 2009
Miguel Louro - Quinta do Mouro
Siza Reg. Alentejano tinto 2009
Adega Mayor
T Quinta da Terrugem Alentejo tinto 2011
Aliança - Vinhos de Portugal
Andresen Porto White 40 anos
J.H. Andresen
Quinta da Romaneira 40 year old Tawny Port
Sociedade Agrícola da Romaneira
Quinta do Noval Porto Vintage 2012
Quinta do Noval - Vinhos
Quinta do Vesúvio Porto Vintage 2012
Symington Family Estates
Alambre Moscatel de Setúbal 40 anos
José Maria da Fonseca Vinhos
Blandy's Madeira Frasqueira Malvasia 1988
Blandy's Wine Lodge
 

RV OMA 2014 :: Prémios Especiais

Campanha Publicitária :: Bayer (Produto Luna)
Restaurante Cozinha Tradicional Portuguesa :: Elvira (Braga)
Restaurante :: São Gabriel (Almancil)
Prémio Gastronomia David Lopes Ramos :: José Avillez
Loja Gourmet :: Casa Gourmet (Guimarães)
Garrafeira :: Garrafeira Soares (Algarve)
Wine Bar :: Dux, Petiscos & Vinhos (Coimbra)
Enoturismo :: Casa de Mateus (Vila Real)
Organização Vitivinícola :: Comissão Vitivinícola da Bairrada
Viticultura :: The Fladgate Partnership
Adega Cooperativa :: Adega Cooperativa do Cartaxo
Produtor Revelação do Ano :: João Nicolau de Almeida & Filhos (Douro)
Produtor (2) :: O Abrigo da Passarela + Wine & Soul
Empresa Vinhos Generosos :: Symington Family Estates
Empresa :: Bacalhôa Vinhos de Portugal
Identidade e Carácter :: Quinta do Ameal
Enólogo Vinhos Generosos :: José Manuel Sousa Soares (Porto Cruz)
Enólogo :: Osvaldo Amado
Senhor do Vinho :: Peter Bright

PS: Ministra da Agricultura está deslumbrada «pelo que é grande e pelo que é bonito»


O deputado socialista Miguel Freitas criticou hoje a ministra da Agricultura por ter «um deslumbramento pelo que é bom e pelo que é bonito», penalizando os pequenos agricultores no acesso aos fundos comunitários.
Em causa estão as regras do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), que privilegiam os agricultores agrupados em Organizações de Produtores (OP) e a concentração da oferta, o que foi contestado hoje no parlamento pelos socialistas.
"Há claramente um deslumbramento por aquilo que é grande, a ideia de que organização é o mesmo que concentração", disse Miguel Freitas, sublinhando que o objetivo de concentração "penaliza as regiões dos pequenos agricultores e do minifúndio" e cria desigualdade nos acessos ao PDR 2020, "que foi construído para beneficiar agricultores que estejam agrupados em OP com prejuízo do setor cooperativo".
Miguel Freitas considerou que a redução do défice agroalimentar "é uma boa notícia" e mostra "dinamismo do setor exportador", mas lamentou que a ministra da Agricultura, que está a ser ouvida na Comissão de Agricultura e Mar, tenha omitido outros indicadores, como a redução de 64 mil postos de trabalho na agricultura e a quebra de 3% no rendimento dos agricultores.
Na resposta, Assunção Cristas assumiu-se "fascinada com o grande e o bonito" que foi a presença de Portugal como país convidado da Fruit Logistica, a maior feira mundial de frutas e legumes, que decorreu na semana passada em Berlim, mas declarou-se também "deslumbrada" com "o bom e o bonito" da produção local em Vinhais, que visitou no fim de semana.
"Orgulho-me do trabalho dos produtores, cá dentro e lá fora", vincou.
Defendeu, por outro lado, que a "agricultura está em transformação profunda e estrutural" e acrescentou que há menos assalariados agrícolas porque há mais mecanização, apontando ainda o crescimento da instalação de jovens agricultores, que superou os 5 mil.
A ministra lembrou que o índice de concentração da oferta é muito inferior à média europeia, o que suscita preocupação, e adiantou que o diploma que vai regular o funcionamento das OP está ainda em fase de consulta pública.
Assunção Cristas disse ainda que reconhece a importância da pequena agricultura e da dinamização do mundo rural e acrescentou que o Governo que integra foi o primeiro a instituir o regime da pequena agricultura no 1.º pilar da PAC (Política Agrícola Comum).
Diário Digital com Lusa

Reserva de Direitos de Plantação


13 Fev 2015 < Início < Destaques

Foi publicado no dia 11 de fevereiro o despacho normativo 5/2015 que estabelece as regras para a atribuição de direitos de plantação a partir da reserva.
Estando criadas as condições para a distribuição da área de vinha existente na Reserva de Direitos de Plantação no território do continente, foram fixados pelo Despacho Normativo n.º 5/2015, de 11 de fevereiro, os critérios de elegibilidade e de prioridade a observar na distribuição destes direitos.
Salienta-se que estas candidaturas devem ser submetidas com todos os elementos necessários à sua análise, nomeadamente os documentos que comprovam a titularidade ou a possibilidade de utilizar os prédios rústicos onde se pretende realizar a plantação de vinha.
Acresce referir que estes direitos devem ser utilizados pelos seus titulares até ao final do seu prazo de validade, 31-07-2017, usufruindo da possibilidade de serem associados a uma candidatura ao programa VITIS.
Aceda aqui ao formulário de candidatura.

IVV: Certificado de Origem


13 Fev 2015 < Início < Destaques

No seguimento da Nota Informativa IVV nº 1/2015 a partir de 29 de janeiro a emissão de Certificados de Origem (CO) para produtos de origem vitivinícola são exclusivamente da competência do IVV e das entidades certificadoras do sector, nos moldes definidos no DL nº 190/2014.
As regras para os pedidos  e emissão podem ser consultadas em Manual de Procedimentos  - Emissão de Certificados de Origem
Alerta-se para a necessidade dos Pedidos serem submetidos com antecedência, para possibilitar eventuais controlos da mercadoria antes da expedição.
A submissão dos Pedidos é efetuada:
junto das entidades certificadoras (para as EC com aplicações próprias para a emissão de CO);
no SIvv (área Declarações): nos restantes casos.
De salientar que a submissão de Pedidos de Certificados de Origem de produtos engarrafados/embalados pressupõem validação prévia dos rótulos:
Para produtos com DO e IG: pelas respetivas entidades certificadoras
Para produtos sem DO e IG: pelo IVV.

Parlamento Europeu dividido sobre a rotulagem da carne

Fevereiro 12
13:55
2015

A maior parte dos partidos representados no Parlamento Europeu são favoráveis a uma rotulagem da carne que compõe os produtos transformados com a identificação do seu país de origem. O problema continua a ser os custos desta rotulagem.

Enquanto a identificação da carne fresca é relativamente fácil de fazer, a identificação do país de origem das carnes que constituem um hambúrguer, uma lasanha ou uma moussaca, assevera-se muito difícil e, também, muito dispendiosa.

A Comissão de Meio Ambiente, Saúde e Segurança Alimentar votou, em Janeiro, uma moção que previa esta etiquetagem para os produtos transformados, mas esta decisão não recolheu consenso no plenário de Estrasburgo.

Considerando que os consumidores têm o direito de ter a melhor informação possível, alguns eurodeputados manifestaram-se sobre a necessidade de um estudo mais aprofundado dos custos desta etiquetagem. Os primeiros estudos preliminares apontam para um aumento de preço de 25% a 50%, dependendo do tipo de produto, mas os eurodeputados franceses contestaram estes números.

Os eurodeputados que são contra esta etiquetagem argumentam que a última situação que os consumidores querem aceitar é uma subida de preços. Sendo assim, nada foi resolvido, tendo sido decidido que a Comissão devia preparar um nova proposta de legislação sobre a etiquetagem.

Produtos importados estão a desaparecer de supermercados angolanos


     
Carlos Ramos Carlos Ramos | 14/02/2015 11:26:05 2247 Visitas   

Produtos importados estão a desaparecer de supermercados angolanos

A redução de importações decretada por Angola para combater a queda do preço do petróleo está a ter efeitos em Luanda. Em algumas grandes superfícies da capital angolana há produtos importados, como bebidas e artigos de higiene íntima, que estão a desaparecer das prateleiras.

O SOL foi a vários supermercados e notou, essencialmente, a falta de bebidas portuguesas. Gerentes e responsáveis pelas compras nesses estabelecimentos confirmaram que vários produtos já escasseiam nos armazéns - e antecipam que alguns produtos angolanos sofram uma grande subida de preços, prejudicando o consumidor final. No sector das bebidas há já marcas angolanas que aproveitaram a subida das águas importadas para alterarem o valor do seu produto.

Também a restauração sofre com a crise do dólar - nomeadamente espaços de luxo e especializados. Alguns gerentes desses espaços de Luanda afirmaram ao SOL: "Não tivemos alternativa senão aumentar os preços". Os produtos que ainda se encontram em stock nos importadores, segundo os restauradores, "só estão a ser vendidos aos restaurantes que não têm dívidas com eles".

No que diz respeito ao mercado informal, os preços de venda de produtos alimentares dispararam. No mercado de São Paulo, por exemplo, o valor de um frango inteiro quase triplicou. Um quilo de açúcar passou de 100 para 150 kwanzas (84 cêntimos para 1,26 euros). Uma caixa de 10 quilos de entrecosto, que custava entre 21 e 27 euros, está agora a 59 euros. Ainda no mercado informal, e devido à falta de divisas, o preço de venda de 100 dólares varia agora entre 17.500 e 18.500 kwanzas, quando a cotação oficial é de 10.500 kwanzas.

Contentores para Angola retidos no Porto de Lisboa

sábado, 14 de fevereiro de 2015

IFAP: PROGRAMAS DE INFORMAÇÃO E PROMOÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS - ABERTURA DE CONCURSO


Informa-se que se encontra aberto o período para apresentação de propostas para os Programas de Informação e Promoção de Produtos Agrícolas no Mercado Interno e Programas de Informação e Promoção de Produtos Agrícolas em Países Terceiros.

O prazo para apresentação de propostas termina no dia 28 de fevereiro de 2015, não se transferindo para o dia útil seguinte. Para efeitos de cumprimento do prazo, considera-se o registo de entrada da candidatura no IFAP, Rua Castilho, nº 45-51, 1269-163 Lisboa, ou o comprovativo do seu envio por correio registado, até essa data.

Informações adicionais podem ser obtidas no caderno de normas.

IFAP: PAGAMENTO ESPECÍFICO POR SUPERFÍCIE AO TOMATE PARA TRANSFORMAÇÃO


Nos termos do disposto no artigo 15.º e na Parte A do anexo I do Despacho Normativo nº 2/2015, de 14 de janeiro, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. (IFAP, I.P.), informa que foram aprovadas para participar no no regime de apoio associado "superfícies" para o setor do tomate para transformação designado por "Pagamento Específico por Superfície ao Tomate para Transformação", as seguintes empresas transformadoras de tomate:

CAMPIL - Agro-industrial do Campo do Tejo, Ld.ª
SUMOL+COMPAL MARCAS, SA
FIT - Fomento da Industria do Tomate, SA
ITALAGRO - Ind.Transformação Produtos Alimentares, SA
SUGAL- Indústrias de Alimentação, SA
TOMATAGRO - Industria Agroalimentar, Ld.ª
Sociedade Industrialização de Produtos Agrícolas - SOPRAGOL, SA
SUTOL - Industrias Alimentares, Ld.ª
Esta aprovação é válida para a campanha de 2015.

IFAP: DECLARAÇÕES DE EXISTÊNCIAS DE OVINOS E CAPRINOS

O IFAP atualizou a informação estatística relativa às declarações de existências de ovinos e caprinos para os anos de 2012, 2013 e 2014.

Esta informação pode ser consultada no menu Estatísticas do portal do IFAP.(http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_estatisticas)

USDA revê em alta previsões de colheita de cereais

12-02-2015 
  
A produção mundial de trigo na campanha 2014/2015 foi revista em alta, até um total de 725,03 milhões de toneladas, de acordo com a informação de previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América, correspondente ao mês de Fevereiro.

O valor previsto este mês aumenta 1,65 milhões de toneladas em relação a Janeiro devido às melhores colheitas previstas na Argentina, Cazaquistão, Turquia e na Ucrânia. A produção mundial para esta campanha está perto de nove milhões de toneladas acima da campanha passada.

O consumo mundial também foi revisto em alta, com mais 1,5 milhões de toneladas, devido à maior procura no Egipto e na Rússia, no entanto, as existências finais previstas são superiores, tendo aumentado de 196 milhões de toneladas em janeiro para 197,84 milhões em Fevereiro, o que supõe mais 10,38 milhões de toneladas frente à passada campanha.

Na União Europeia (UE), estima-se uma produção de trigo de 155,69 milhões de toneladas, mais 12,18 milhões, com existências de 16,32 milhões de toneladas, cerca de mais 5,7 milhões frente ao ano anterior.

Em relação ao milho, as previsões apontam para um novo recorde de produção com 991,29 milhões de toneladas, mais três milhões que a informação de Janeiro, em resposta à revisão em alta por um numeroso grupo de países, como a Argentina; Brasil; Ucrânia; Índia; União Europeia; Turquia e México. A nota em baixa foi dada pela Rússia, onde a produção diminuiu 500 mil toneladas.

O consumo de milho nos Estados Unidos da América (EUA) aumentou, passando de 300,88 para 302,15 milhões de toneladas, apesar da quebra do consumo de rações, devido a uma maior procura para produção de bioetanol. Este aumento da procura é inferior ao da oferta, pelo que os "stocks" finais da campanha passam de 189,15 para 189,64 milhões de toneladas.

Tanto no trigo como no milho a revisão em alta para as produções e das existências exerceu um efeito de baixa nos mercados. Para a soja, estima-se uma produção mundial de 315,16 milhões de toneladas, o que supõe um aumento de 31 milhões em comparação à campanha anterior. O crescimento do consumo em 15 milhões de toneladas leva a uma descida das existências finais, das 90,78 milhões de toneladas na campanha passada para 89,26 milhões na actual campanha.

Fonte: Agrodigital

França: Nova classificação de trigo branco

13-02-2015 
  
A interprofissional francesa de cereais, a Intercéréales, acordou uma nova classificação de trigo branco para responder às necessidades do mercado.

O acordo, a aplicar de forma voluntária a partir de 01 de Julho de 2015, enquadra-se no plano de proteínas e de Estratégia 2025. As quatro classes de classificação são o Premium 0 A1; Superior 0 A2; Medium 0 A3 e o Access 0 A4.

Fonte: Agrodigital

USDA revê em alta previsões de colheita de cereais

 12-02-2015 
  
A produção mundial de trigo na campanha 2014/2015 foi revista em alta, até um total de 725,03 milhões de toneladas, de acordo com a informação de previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América, correspondente ao mês de Fevereiro.

O valor previsto este mês aumenta 1,65 milhões de toneladas em relação a Janeiro devido às melhores colheitas previstas na Argentina, Cazaquistão, Turquia e na Ucrânia. A produção mundial para esta campanha está perto de nove milhões de toneladas acima da campanha passada.

O consumo mundial também foi revisto em alta, com mais 1,5 milhões de toneladas, devido à maior procura no Egipto e na Rússia, no entanto, as existências finais previstas são superiores, tendo aumentado de 196 milhões de toneladas em janeiro para 197,84 milhões em Fevereiro, o que supõe mais 10,38 milhões de toneladas frente à passada campanha.

Na União Europeia (UE), estima-se uma produção de trigo de 155,69 milhões de toneladas, mais 12,18 milhões, com existências de 16,32 milhões de toneladas, cerca de mais 5,7 milhões frente ao ano anterior.

Em relação ao milho, as previsões apontam para um novo recorde de produção com 991,29 milhões de toneladas, mais três milhões que a informação de Janeiro, em resposta à revisão em alta por um numeroso grupo de países, como a Argentina; Brasil; Ucrânia; Índia; União Europeia; Turquia e México. A nota em baixa foi dada pela Rússia, onde a produção diminuiu 500 mil toneladas.

O consumo de milho nos Estados Unidos da América (EUA) aumentou, passando de 300,88 para 302,15 milhões de toneladas, apesar da quebra do consumo de rações, devido a uma maior procura para produção de bioetanol. Este aumento da procura é inferior ao da oferta, pelo que os "stocks" finais da campanha passam de 189,15 para 189,64 milhões de toneladas.

Tanto no trigo como no milho a revisão em alta para as produções e das existências exerceu um efeito de baixa nos mercados. Para a soja, estima-se uma produção mundial de 315,16 milhões de toneladas, o que supõe um aumento de 31 milhões em comparação à campanha anterior. O crescimento do consumo em 15 milhões de toneladas leva a uma descida das existências finais, das 90,78 milhões de toneladas na campanha passada para 89,26 milhões na actual campanha.

Fonte: Agrodigital

Presidente da República diz que milho é estratégico e que sector deve aumentar produção

11-02-2015 
 

 
O Presidente da República disse que o milho é um sector estratégico da economia portuguesa, defendendo que o aumento da produção é o maior desafio que enfrenta.

«O milho apresenta-se hoje, mais do que nunca, como um sector agrícola estratégico da economia portuguesa, num momento em que o desenvolvimento da nossa agricultura e o equilíbrio da balança externa são objectivos nacionais claramente assumidos», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão de abertura do X Congresso Nacional do Milho, que decorre num hotel de Lisboa.

Lembrando que o milho representa 80 por cento da produção de cereais em Portugal, Cavaco Silva defendeu que a sua importância surge ainda reforçada pelo facto do país ser tradicionalmente deficitário nesta cultura.

Por isso, frisou, impõe-se «um olhar mais atento sobre o investimento ao nível da produção», sendo o aumento para produção o maior desafio que o sector do milho enfrenta.

O chefe de Estado destacou ainda a necessidade de se promover um bom aproveitamento dos fundos comunitários, «adequando a nova condicionalidade de 30 por cento das ajudas directas a medidas ambientais de diferentes sectores agrícolas e implementando um programa de desenvolvimento rural adaptado às potencialidades de cada um». «O equilíbrio da nossa balança comercial de produtos alimentares em 2020 é uma meta ambiciosa, mas não impossível», acrescentou.

Na sua intervenção, Cavaco Silva dedicou também algumas palavras aos agricultores «como agentes activos da recuperação da economia nacional», notando que são «credores do respeito e apreço dos portugueses». Além disso, continuou, «os produtores já mostraram que sabem produzir e produzir bem».

«Dificuldades e constrangimentos existirão sempre. O sucesso está em converter as dificuldades em desafios, os desafios em metas e as metas em conquistas. É isso, justamente, que o sector do milho tem vindo a realizar», sustentou.

Fonte: Lusa

Produtores de milho preocupados com volatilidade das cotações e queda de preços

 10-02-2015 
 

 
Os produtores de milho estão preocupados com a volatilidade das cotações no mercado internacional, que penalizou «seriamente» o rendimento dos agricultores, e temem o impacto das futuras decisões nacionais no âmbito da Política Agrícola Comum.

Na véspera do X Congresso do Milho, que vai reunir em Lisboa cerca de 600 produtores e especialistas, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS), salientou que a crescente volatilidade dos mercados de cereais implicou uma quebra de cerca de 25 por cento nos preços do milho em apenas três campanhas agrícolas.

«O rendimento dos produtores nacionais foi seriamente penalizado, passando de um preço médio de 225 euros por tonelada, em 2012, para 170 euros por tonelada em 2014», destacou Luís Vasconcellos e Souza numa resposta enviada à Agência Lusa.

O presidente da ANPROMIS mostrou-se igualmente apreensivo face às decisões do Ministério da Agricultura que passam pelo apoio a determinadas fileiras no âmbito do 1.º pilar da Política Agrícola Comum (PAC) em detrimento da do milho.

Uma opção que, segundo Luís Vasconcellos e Souza, «coloca em causa a tão reconhecida competitividade técnica dos produtores nacionais de milho e suas organizações».

Também as decisões nacionais relativas ao "greening", um pagamento que obriga os agricultores a cumprirem uma série de regras ambientais «constitui um factor de grande preocupação para a APROMIS, pois inviabiliza o cultivo do milho em certas regiões do país, muitas delas onde a agricultura é mais competitiva».

A área de milho em Portugal decresceu sete por cento entre 2013 e 2014, pela primeira vez desde 2010, passando de 146.719 para 136.644 hectares, segundo os dados recolhidos pela ANPROMIS.

A produção de milho teve uma redução menos acentuada, segundo estimativas da associação, passando de 932 mil toneladas em 2013 para 914 mil toneladas no ano passado.

O milho é o cereal mais cultivado em Portugal, preenchendo quase o dobro dos hectares ocupados pelo trigo, de 77.557 hectares em 2014. No entanto, a produção nacional abastece apenas 29 por cento da procura. O resto é importado, maioritariamente da Ucrânia.

O X Congresso Nacional do Milho, que se realiza na quarta e quinta-feira, terá o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva na sessão de abertura e o ex-Ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, num debate sobre "o futuro de Portugal e o sistema político".

O encerramento será feito pela ministra da Agricultura e do Mar Assunção Cristas que abordará as futuras decisões nacionais no âmbito da nova PAC.

Fonte: Lusa

Plano francês para duplicar produção de trigo na próxima década

10-02-2015 
 

 
A Associação francesa de produtores de trigo anunciou um plano para conseguir duplicar a sua produção de trigo duro e passar de 1,5 milhões de toneladas em 2014 para 3 a 3,5 milhões em 2025.

A França perdeu 20 mil hectares de culturas de trigo duro em quatro anos, sendo que em 2012 a produção deste cereal foi de 2,4 milhões de toneladas. Na campanha de 2015 já se registou um aumento de 13 por cento frente ao ano anterior, apesar da superfícies cultivada ser 33 por cento inferior há de dois anos.

O plano espera reforçar a transformação sobre o território nacional, assegurando uma quantidade de 0,5 a 0,7 milhões de toneladas destinadas ao consumo interno. A contratualização pode ser um elemento muito importante dentro do plano, o qual será apresentando no próximo dia 30 de Março.

Fonte: Agrodigital

FAO e Instituto Suíço de Bioinformática juntos contra a gripe das aves e febre aftosa

12-02-2015 
 

 
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação elegeu o Instituto Suíço de Bioinformática como centro de referência para ampliar o seu aceso a tecnologias mais avançadas na luta contra as infecções virais perigosas em animais de criação e selvagens, incluindo a gripe das aves e a febre aftosa.

 O Instituto Suíço de Bioinformática (SIB) está equipado com computadores de alto desempenho, programas informáticos, bases de dados e conhecimento usado para a detecção e seguimento de doenças zoonóticas. Estas, como a gripe das aves, afectam os animais, mas também podem transmitir-se às pessoas.

A trabalharem em estreita colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), os especialistas do SIB desenvolveram ferramentas para melhorar a detecção precoce e os sistemas de alerta rápido de forma a prevenir e responder às emergências de doenças transfronteiriças em aves de explorações ou gado.

«A nova tecnologia ajuda a entender as ameaças biológicas de forma a ajudar os países a prevenir e responder melhor e, em última estância, proteger a saúde dos seres humanos, os animais e o ambiente» assegurou o chefe do Serviço Veterinário da FAO, Juan Lubroth.

O SIB é especialista em bioinformátiva, uma ciência relativamente nova, que utiliza computadores para estudar dados biológicos. Os cientistas usam a bioinformátiva para reunir, processar e analisar informação sobre os genomas de patógenos: o material genético próprio de micro-organismos específicos, como vírus, bactérias e fungos que causam doenças nos seus portadores.

As novas tecnologias têm um papel importante na compreensão da natureza e a dinâmica das ameaças biológicas e a FAO, em colaboração com a SIB, desenvolveu cursos de aprendizagem em linha sobre bioinformática em patógenos virais que podem ajudar os técnicos de laboratório, médicos e veterinários de todo o mundo a melhorar o seu trabalho e aumentar o acesso a este campo emergente.

A base de dados do SIB oferece informação ao Sistema mundial de informação da FAO sobre doenças de animais (EMPRES-i) e aplicação na Web que dá acesso aos serviços veterinários a informação sobre doenças a nível regional e mundial.

Em particular, as bases de dados do SIB disponíveis em OpenFlu-ya vinculadas a EMPRES-i e que combinam informação virológica e epidemiológica em OpenFMD, proporcionam recursos sobre o vírus da gripe das aves e febre aftosa, respectivamente, o que funciona como uma ferramenta de ajuda para os cientistas de países em desenvolvimento contribuírem directamente para a base mundial de conhecimentos sobre estas doenças e avaliar adequadamente o risco que representam para os seus países.

Os Centros de referência da FAO são considerados de excelência na prestação de aconselhamento científico e técnico em temas relacionados com o mandato da organização. A FAO identificou 18 áreas técnicas paras as quais são necessárias a colaboração dos Centros de referência.

Fonte: Agrodigital

Danone e Mars criam fundo para ajudar pequenos agricultores


por Ana Rita Costa
9 de Fevereiro - 2015

As multinacionais Danone e Mars uniram esforços para criar um fundo de investimento internacional cujo objetivo será apoiar 200 000 pequenos agricultores e cerca de dois milhões de pessoas a impulsionar a sustentabilidade dos seus cultivos, segundo um comunicado divulgado pelas empresas.

 
Intitulada de Livelihoods 3F, esta iniciativa prevê investir cerca de 120 milhões de euros nos próximos dez anos para implementar projetos de sustentabilidade em África, Ásia e América Latina.

O fundo ajudará as empresas e pequenos agricultores a adquirir os materiais de que necessitam para produzir de forma mais sustentável. "Uma agricultura verdadeiramente sustentável só pode ser alcançada se formos capazes de desenvolver estratégias diferentes, combinando objetivos económicos, ambientais e sociais", explicou o presidente da Danone, Franck Riboud.

Victoria B. Mars, presidente da Mars, explicou ainda que a iniciativa fará prosperar as pequenas comunidades de agricultores.

Cavaco Silva diz que “equilíbrio da balança comercial em produtos alimentares não é impossível”


por Ana Rita Costa
12 de Fevereiro - 2015

O X Congresso do Milho arrancou ontem (11 de fevereiro) em Lisboa, no Hotel Altis, e foi marcado pela presença de Cavaco Silva, Presidente da República, que defendeu que "o equilíbrio da nossa balança comercial de produtos alimentares em 2020 é uma meta ambiciosa, mas não impossível." O chefe de Estado aproveitou ainda a oportunidade para apelar ao aumento da produção, acrescentando que "necessitamos mais do que produzimos e produzimos menos do que importamos."

 
Para Luís Vasconcellos e Souza, Presidente da Anpromis, "a crescente importância que a agricultura tem vindo a adquirir, enquanto fator de criação de valor acrescentado na economia, é hoje uma realidade indiscutível. Este é um dos sectores que mais poderá contribuir para o crescimento de um país e para o equilíbrio da sua balança comercial. É fundamental valorizar o sector e fazer dele uma preocupação não apenas dos agricultores mas sim de toda a sociedade."

Hélder Muteia, Representante da FAO em Portugal, também esteve presente e explicou que em 2050, a população ascenderá a 9,2 mil milhões, o que irá provocar um procura por alimentos "para a qual não estamos preparados para responder". Segundo Muteia, "a produção agrícola terá de aumentar em 60% para responder à procura de alimentos que andarão na ordem dos 3 mil milhões de toneladas de cereais e 470 milhões de toneladas de carne."

O X Congresso do Milho termina hoje (12 de fevereiro) com o encerramento a cargo de Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar.

Governo garante prémio até 31 mil euros para atrair jovens agricultores


São considerados jovens agricultores indivíduos que, à data da apresentação da candidatura do respetivo projeto de investimento, tenham idade compreendida entre os 18 e os 40 anos, inclusive, e se instalem pela primeira vez numa exploração agrícola.

Vítor Andrade |
17:50 Quinta feira, 12 de fevereiro de 2015

Governo garante prémio até 31 mil euros para atrair jovens agricultores
O Governo diz que está empenhado em contribuir para o rejuvenescimento do sector agrícola em Portugal, razão pela qual acaba de ser aprovado um novo regime de apoios monetários ao investimento protagonizado por jovens agricultores, que pode variar entre os 15 mil e os 31.250 euros - para projetos de pelo menos 55 mil euros.

A portaria que regulamenta esta medida foi publicada esta quinta-feira em "Diário da República" e a sua entrada em vigor está prevista para o próximo dia 23 de fevereiro.

Para o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, "trata-se de uma medida muito emblemática e que incentivará a entrada de jovens no sector". "Considero que estão reunidas todas as condições para assistirmos a uma renovação do sector agrícola, pois por um lado temos jovens cada vez mais interessados em ingressar na agricultura e por outro temos um PDR 2020 já a funcionar e com medidas abertas, o que permite que o investimento seja contínuo."

De acordo com o Governo, Portugal é, desta forma, o primeiro país da União Europeia a abrir uma medida de apoio à intalação de jovens agricultores no âmbito do PDR 2014 - 2020, que substitui o antigo Proder - Programa de Desenvolvimento Rural.

A secretaria de Estado da Agricultura refere que o jovem agricultor "deve assumir o compromisso de recorrer ao aconselhamento agrícola ou a uma formação-ação quando não possuir habilitações nos domínios da agricultura através de curso superior ou técnico-profissional".

Por outro lado, os jovens agricultores terão acesso específico e prioritário aos apoios ao investimento, bem como taxas de apoio superiores (majoração).

São considerados jovens agricultores indivíduos que, à data da apresentação da candidatura do respetivo projeto de investimento, tenham idade compreendida entre os 18 e os 40 anos, inclusive, e se instalem pela primeira vez numa exploração agrícola.


Marks & Spencer faz sapatos a partir de cascas de arroz, garrafas e borras de café


por Ana Rita Costa
10 de Fevereiro - 2015

A retalhista Marks & Spencer (M&S) tem vindo a desenvolver um projeto de calçado sustentável e apresentou recentemente uma nova marca de sapatos, a Footglove Earth, uma linha de sapatos feitos a partir de cascas de arroz, garrafas de plástico e borras de café.

 
Segundo a marca, metade dos materiais do sapato são formados a partir de garrafas de plástico reciclado, 57% do forro provém de borras de café e as solas flexíveis consistem em 35% de borracha natural e 10% de cascas de arroz.

 "Esperamos que os nossos clientes se preocupem tanto como nós no que toca aos produtos com consciência ecológica e saibam que estão a fazer a diferença para o ambiente quando usam os nossos sapatos Footglove Earth", explicou no blog da M&S Rachel Pedley, especialista em tecnologia para calçado da empresa.

Todos os componentes individuais dos sapatos foram adquiridos junto de fornecedores que os desenvolveram a partir de resíduos reciclados pelos consumidores ou de formas sustentáveis. 

Milhares de agricultores abrangidos pelo novo regime de IVA


por Ana Rita Costa
10 de Fevereiro - 2015

São cerca de 130 000 os agricultores que por serem isentos não podiam deduzir IVA pago na compra de fatores de produção e que agora vão poder beneficiar de um novo regime forfetário deste imposto. A notícia foi avançada por Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, numa sessão de divulgação do novo regime que decorreu no CNEMA, em Santarém.

 
Segundo o secretário de Estado, os pequenos agricultores que aderirem a este novo regime vão poder beneficiar de uma compensação correspondente a 6% do total das suas vendas até um montante de 600 euros anuais.

"Com esta medida, os agricultores com explorações de menor dimensão (com um volume de negócios anual até 10 000 euros) poderão contar com um importante contributo na redução dos seus custos de produção e, consequentemente, com um aumento do seu rendimento disponível", explicou Paulo Núncio.

Esta medida vai permitir que o valor seja calculado automaticamente com base nas faturas comunicadas e que o pedido de compensação seja completamente pré preenchido pela administração fiscal.

O novo regime resulta de uma imposição comunitária e Portugal é já o 18º país a aplicar a medida.

Preços dos cereais voltam a baixar em Espanha


por Ana Rita Costa
10 de Fevereiro - 2015

Os preços dos cereais no comércio grossista voltaram a baixar na passada semana em Espanha, seguindo a tendência verificada também a nível internacional.

 
De acordo com a Associação de Comércio de Cereais e Oleaginosas de Espanha (ACCOE), no comércio grossista do país, o preço do trigo duro foi o que mais baixou, sofrendo uma quebra de 12 euros por tonelada e fixando-se agora nos 358 euros por tonelada. Já o preço do trigo mole caiu 1,8 euros por tonelada, para 192,48 euros por tonelada, e o preço do milho desceu 0,97 euros por tonelada para 173,38 euros por tonelada.

Sabe que tendências vão influenciar o setor agroalimentar?


por Ana Rita Costa
10 de Fevereiro - 2015
A PortugalFoods reuniu recentemente os seus associados para apresentar-lhes as dez grandes tendências mundiais que vão influenciar o setor agroalimentar no ano de 2015.

 
A análise foi feita pela consultora Innova e inclui mudanças no comportamento dos consumidores e nas estratégias comerciais da indústria agroalimentar:

1-      Etiquetas mais claras: Durante este ano, os alimentos biológicos, naturais e sem conservantes vão continuar a ganhar força. Assim, os selos e certificações serão impressos em áreas mais visíveis das embalagens para divulgar com maior transparência os atributos dos produtos;

2-      Alimentação cómoda: Os consumidores vão continuar a procurar refeições e alimentos fáceis de preparar, embora não estejam dispostos a abdicar da qualidade;

3-      Inovar para os 'Millennials': Os jovens entre os 15 e os 35 anos vão estar cada vez mais conscientes dos hábitos alimentares saudáveis e vão querer compreender e conhecer tudo o que está por detrás das marcas que compram. Mais informados e conectados, estes consumidores vão querer experimentar produtos novos, independentemente da marca;

4-      Snacks saudáveis: Os snacks saudáveis, produzidos a partir de frutas e legumes, vão estar cada vez mais na moda e alguns vão ambicionar substituir as sobremesas depois das refeições;

5-      Açúcar e gorduras vão ser olhados de outra forma: Os consumidores continuam a recear os açúcares e as gorduras pelos seus efeitos nocivos na saúde. No entanto, este ano, haverá uma tendência para olhar para estes elementos como positivos para a saúde, desde que nas quantidades certas.

6-      Proteínas vão ser cada vez mais procuradas: Estão a aparecer com cada vez mais frequência novas fontes de proteína, com o crescimento do consumo de algas, insetos e alguns "superalimentos", como a chia e a quinoa. As proteínas animais vão ser cada vez menos procuradas, tendência que vai ao encontro de movimentos de proteção dos animais que vão surgindo um pouco por todo o lado;

7-      Inovação à base de fruta: A fruta será cada vez mais a fonte de inspiração para inovar no setor agroalimentar, quer seja em snacks ou iogurtes e sumos.

8-      Alimentos congelados: O consumidor vai começar a olhar para os alimentos congelados de outra forma, sobretudo, devido ao facto de conservarem as propriedades nutricionais e por ser convenientes;

9-      Marcas de distribuição vão ser mais valorizadas: As marcas de distribuição vão ser cada vez mais valorizadas e vão deixar de ser conotadas como produtos se baixa qualidade;

10-    Textura crocante: Por fim, em 2015, os consumidores vão valorizar cada vez mais a textura dos alimentos que consomem, para além do sabor e dos ingredientes que possuem.

Madeira tem 207 ME até 2020 para Programa de Desenvolvimento Rural

13-02-2015 
    
A região autónoma da Madeira vai aplicar 207 milhões de euros até 2020 através de um Programa de Desenvolvimento Rural aprovado hoje pela Comissão Europeia que tem como «principal prioridade» a recuperação e preservação de ecossistemas.

O Programa de Desenvolvimento Rural da Madeira (PRODERAM) para o período de programação orçamental europeu 2014-2020, conta com 179 milhões de euros do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e mais 25 milhões de verbas regionais.

Os objectivos deste programa passam pelo aumento da «sustentabilidade agrícola e rural», melhorando a competitividade da produção local tradicional, e pela «sustentabilidade ambiental», sendo a «principal prioridade» da Madeira a preservação e recuperação de ecossistemas, segundo a informação divulgada por Bruxelas.

A Madeira quer, assim, através do PRODERAM, «aumentar a qualidade de produtos tradicionais chave, como o vinho, frutas subtropicais e flores e estimular a inovação».

Por outro lado, vai tentar melhorar a sustentabilidade do sector agro-florestal e das zonas rurais dando prioridade à florestação e outras medidas relacionadas com a floresta que visam conciliar a protecção ambiental com uma actividade económica sustentável. «Ao mesmo tempo, o programa vai apoiar o combate a espécies invasoras, que são uma ameaça real ao ecossistema da região», destaca a Comissão Europeia.

Através do PRODERAM 2014-2020, a Madeira vai apoiar a modernização e reestruturação de mil explorações agrícolas, 7,5 por cento do total, cerca de dois mil agricultores terão acesso a formação e 60 jovens agricultores receberão apoios.

No que toca à recuperação, preservação e melhoria de ecossistemas agrícolas e florestais, a região prevê apoiar e promover práticas amigas do ambiente como a agricultura biológica.

Cerca de 18 por cento da área agrícola da Madeira deverá receber apoios relacionados com a biodiversidade e a preservação de paisagens naturais, 30 por cento apoios para a boa gestão da água e outros 30 por cento de ajudas para a gestão de solos.

O PRODERAM pretende também promover a eficiência dos recursos e apoiar a transição para uma economia de baixo carbono e com capacidade para enfrentar as alterações climáticas na área agro-florestal e alimentar. Neste caso, um dos objectivos é que 39 por cento do total de terrenos irrigados passem a ter sistemas de rega mais eficientes.

Segundo a Comissão Europeia, a Madeira vai também dar «apoio especial» a projectos que promovam a eficiência energética e a produção e utilização de energias renováveis.

Por outro lado, sete por cento dos fundos do PRODERAM destinam-se a iniciativas que visam a criação de 100 novos postos de trabalho e a melhoria das condições de vida das populações rurais. O Programa de Desenvolvimento Rural da Madeira anterior, que terminou em 2013, teve uma dotação de cerca de 205 milhões de euros.

Fonte: Lusa

Programa de Desenvolvimento Rural dos Açores até 2020 com dotação de 340 ME

13-02-2015 
  
O Programa de Desenvolvimento Rural dos Açores até 2020 (Prorural+), hoje aprovado pela Comissão Europeia, tem uma dotação global de 340 milhões de euros e tem como principal objectivo aumentar a sustentabilidade do sector agro-florestal no arquipélago.

O Prorural+, relativo ao período de programação orçamental europeu 2014-2020, foi hoje aprovado pela Comissão Europeia e soma 295 milhões de euros do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e mais 45 milhões de verbas regionais.

«O principal objectivo é melhorar a sustentabilidade do sector agro-florestal através do aumento da competitividade da produção agrícola local, reforçando ao mesmo tempo a preservação e recuperação ambiental e das paisagens tradicionais», afirma a Comissão Europeia.

Através do Prorural+, os Açores pretendem, até 2020, apoiar a modernização e reestruturação de cerca de mil explorações agrícolas, sete por cento do total que existe na região, proporcionar formação a 1.700 pessoas e promover a renovação geracional dos produtores através do apoio a 187 jovens agricultores.

Por outro lado, e no âmbito da gestão de recursos naturais, a região quer melhorar a utilização dos solos e/ou prevenir a sua erosão, pretendendo abranger o Prorural+ 70 mil hectares com esse objectivo.

Segundo destaca ainda a Comissão Europeia, sete por cento dos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural dos Açores até 2020 destinam-se a iniciativas que visam a criação de 80 novos postos de trabalho e a melhoria das condições de vida das populações rurais.

A promoção da competitividade do sector agrícola e agro-industrial absorve 44 por cento dos fundos do Prorual+, enquanto outros 44 por cento estão destinados à recuperação, preservação e melhoria dos ecossistemas relacionados com a agricultura e as florestas.

Neste último caso, os fundos serão preferencialmente destinados a compensar os agricultores açorianos dos custos adicionais associados à produção regional, por causa das especificidades naturais da região, assim como a apoiar investimentos florestais considerados amigos do ambiente.

Assim, o Prorural+ pretende abranger 23 por cento da área agrícola dos Açores com apoios à biodiversidade, 23 pontos percentuais (p.p.) com ajudas à gestão da água e 58 p.p. com apoios à gestão de solos.

O Programa de Desenvolvimento Rural dos Açores anterior (Prorual, que terminou em 2013) teve uma dotação de 322 milhões de euros.

Fonte: Lusa

Essência do Vinho 2015 aposta nas provas de moscatel, Porto e outros

13-02-2015 

 
As provas comentadas de vinhos moscatel, do Porto e de outras proveniências, destacam-se no programa da 12.ª edição da Essência do Vinho, que se realiza de 26 de Fevereiro a 01 de Março, no Palácio da Bolsa, Porto.

A organização, da empresa Essência do Vinho (EV), em parceria com a Associação Comercial do Porto, adiantou à agência Lusa que vão estar no certame 362 produtores, «um recorde», e mais de três mil vinhos.

Um dos pontos altos será a prova "Donald Ziraldo, do Canadá ao Douro", logo no dia inaugural. Aquele enólogo canadiano propõe-se combinar os vinhos de gelo produzidos no seu país com os que agora também elabora no Douro, na propriedade Senhora do Convento, em Tabuaço. Os vinhos de gelo são feitos de uvas colhidas em pleno inverno, em Dezembro e em Fevereiro, congelando devido às baixas temperaturas.

A Essência do Vinho mantém no seu programa a prova "Top 10 Vinhos Portugueses", iniciada em 2006. Neste caso, «mais de 40 especialistas estrangeiros e portugueses» avaliarão vinhos tintos, brancos e fortificados pré-seleccionados pela revista WINE - A Essência do Vinho, disse à Lusa um dos directores da empresa organizadora, Nuno Pires.

A avaliação, em formato prova cega, terá lugar dia 26, de manhã, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, os dez vinhos vencedores serão conhecidos no dia seguinte. Nuno Pires disse que a prova "Top 10 Vinhos Portugueses" pretende «mostrar que Portugal possui grandes vinhos», tendo hoje, neste sector, «uma imagem de qualidade».

A propósito, o responsável salientou que 2014 foi «um bom ano para o vinho e lembrou que a revista americana Wine Spectactor considerou o vinho do Porto Dow's Vintage 2011 o melhor do ano, premiando-o com 99 pontos em 100. A mesma publicação colocou o Chryseia 2001 no terceiro lugar e o Quinta do Vale Meão no quarto posto.

Os dados oficiais sobre 2014 ainda não são conhecidos, mas Nuno Pires disse que tudo leva a crer que, «pelo quinto ano consecutivo, as exportações de vinho português cresceram». «O preço médio por litro também tem vindo a aumentar», realçou igualmente, reforçando que Portugal «afirmou-se como país de qualidade».

A Essência do Vinho 2015 ambiciona vincar essa imagem, segundo Nuno Pires, e mais uma vez aposta forte nas provas comentadas. Uma delas é a prova "Moscatéis de Sonho", no primeiro dia, na qual estará presente o vinho do ano para a revista Wine, o José Maria da Fonseca Moscatel Superior 2011.

Destaque ainda para uma prova de sete vinhos do Porto vintage da casa Fonseca Guimaraens, que este ano completa 200 anos. Um desses vinhos será o de 1994, que a revista a Wine Spectactor premiou com 100 pontos.

A programação paralela do evento inclui anda "harmonizações" entre vinhos e comida, uma por dia, asseguradas pelos chefes com estrelas Michelin João Rodrigues, Pedro Lemos, Ricardo Costa e Vítor Matos.

Para incentivar o consumo de vinho português, «a Essência do Vinho promove uma campanha junto de 100 restaurantes do Grande Porto» entre os dias 16 e 26, frisou ainda Nuno Pires

Nos espaços aderentes, os clientes que pedirem uma garrafa de vinho português terão um desconto de 13 euros no bilhete de entrada na Essência do Vinho, que custa 20 euros por dia.

Fonte: Lusa

Copa-Cogeca demite-se da Plataforma de alerta da UE relativa a ataques de animais carnívoros às explorações

13-02-2015 
 

 
O Copa-Cogeca retirou-se da plataforma de alerta da União Europeia relativa aos ataques de animais carnívoros, como lobos, aos rebanhos. O objectivo desta plataforma era resolver os conflitos sobre esta situação que afecta os agricultores.

A plataforma tinha como objectivo resolver o problema de ataques de grandes carnívoros, como lobos e ursos, entre outros, a rebanhos, o que ameaça a subsistência dos agricultores, no entanto estas preocupações são ignoradas pela Comissão.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, declarou que «a Comissão Europeia não deu ouvidos às advertências da comunidade agrícola, pelo que a organização decidiu demitir-se da Plataforma sobre a coexistência entre os seres humanos e os grandes carnívoros, à qual aderiu por acreditar conseguir dar respostas aos agricultores».

A plataforma centra-se nas boas práticas para a conservação de carnívoros de grande porte em vez de procurar e identificar soluções para melhorar a situação para as pessoas que vivem nas zonas rurais, o que o Copa-Cogeca considera como inaceitável. Os ataques às explorações de gado continuam a aumentar, em particular em países como a França, Finlândia e Suécia, o que causa graves danos na produção e perdas de rendimento, ameaçando os meios de subsistência dos agricultores.

Fonte: Copa-Cogeca

PE quer que indicação da origem da carne passe a ser obrigatória

11-02-2015 
 

 
A origem da carne em alimentos transformados, como a utilizada nas lasanhas, deve ser obrigatoriamente indicada no rótulo desses produtos para informar melhor os consumidores e assegurar uma maior transparência em toda a cadeia alimentar, defende o Parlamento Europeu.

Os eurodeputados instam a Comissão a apresentar propostas legislativas nesse sentido, evitando contudo encargos financeiros e administrativos excessivos. Estima-se em 30-50 por cento, conforme o país da União Europeia (UE) em causa, o volume total da carne abatida transformado em ingredientes à base de carne para géneros alimentícios, principalmente em carne picada, preparados de carne e produtos à base de carne.

Os recentes escândalos alimentares, como a substituição fraudulenta da carne de bovino por carne de cavalo, mostraram que os consumidores europeus querem disposições mais rigorosas sobre rastreabilidade e informação ao consumidor.

Mais de 90 por cento dos consumidores consideram importante que o rótulo indique a origem dos produtos à base de carne transformados, segundo um inquérito realizado em 2013.

«A indicação da origem da carne utilizada como ingrediente em alimentos transformados ajudará a garantir uma melhor rastreabilidade ao longo da cadeia de abastecimento alimentar, relações mais estáveis entre os fornecedores e os transformadores de carne e uma maior diligência por parte dos operadores do setor alimentar na escolha dos respetivos fornecedores e produtos», afirma o Parlamento Europeu (PE) numa resolução aprovada por 460 votos a favor, 204 contra e 33 abstenções.

O PE recomenda, no entanto, que a questão dos custos da rotulagem com a indicação do país de origem seja examinada de forma mais aprofundada, para «obter uma imagem mais clara dos possíveis efeitos sobre os preços».

Os eurodeputados salientam que os requisitos obrigatórios de rotulagem devem ter em conta os encargos administrativos para os operadores do sector alimentar e para as autoridades responsáveis pela aplicação dessas regras, recordando que 90 por cento das empresas do sector da transformação de carne são Pequenas e Médias Empresas (PME).

O PE está preocupado com o impacto potencial que a fraude relacionada com os alimentos possa ter na segurança alimentar, na saúde dos consumidores, na confiança dos mesmos, no funcionamento da cadeia alimentar e na estabilidade dos preços agrícolas, instando a que este tipo de fraude seja enfrentado com «carácter prioritário».

Disposições mais rigorosas em matéria de rastreabilidade também permitiriam às autoridades investigar de forma mais eficaz os incidentes relativos a fraudes alimentares, conclui o PE.

A indicação de origem já é obrigatória na UE para a carne de bovino não transformada e os produtos à base de carne de bovino, na sequência da crise da encefalopatia espongiforme bovina (BSE).

A partir de Abril deste ano, a rotulagem com a indicação do país de origem será obrigatória para a carne não transformada de suíno, ovino, caprino e aves de capoeira. No entanto, essa obrigatoriedade não se aplicará quando estes tipos de carne forem utlizados como ingredientes.

Fonte: Parlamento Europeu

Fitossanitários é um problema comum para os produtores de frutas e hortícolas da UE

10-02-2015 
 

 
A insuficiente disponibilidade de produtos fitossanitários devido às proibições ou restrições de uso exigidas pela normativa comunitária, ou os diferentes regulamentos existentes nos distintos Estados-membros, são alguns dois problemas que atingem os produtores de frutas e hortícolas.

Na França, os produtores pediram ao seu governo que a norma relacionada com o uso de produtos fitossanitários não seja tão restritiva, «já que existe uma lista de 50 matérias activas proibidas em França ou cuja extinção de utilização está restringida, mas são usadas em outros países europeus».

Por outro lado, a "Horticolas de França" tem vindo a trabalhar no reconhecimento mútuo de matérias activas com outros países comunitários e já conseguiu com a Itália o primeiro reconhecimento para o uso no tomate de um produtos par alutar contra a mosca-branca.

O reconhecimento mútuo é uma via de autorização de produtos fitossanitários que estabelece que um produto deliberado num Estado-membro para o mesmo uso e ligado a práticas agrícolas comparáveis pode ser automaticamente permitido noutro país membro da mesma zona se as condições agrícolas, fitossanitárias e ambientais forem comparáveis.

No Reino Unido, segundo a AHDB, Desenvolvimento Conjunto da Horticultura e Agricultura, a perda de matérias activas devido às alterações legislativas comunitárias pelas perturbações endocrinológicas poderia causar à agricultura britânica perdas de mais de 1.118 milhões de euros.

Em Espanha, a FEPEX solicitou em várias ocasiões uma melhoria da disponibilidade de produtos fitossanitários e também está a trabalhar no reconhecimento mútuo de matérias activas com outros países, para diferentes culturas, como o morango e o tomate.

Fonte: Agrodigital