quinta-feira, 19 de março de 2015

UE: Opiniões divididas sobre futuro do sector do leite sem quotas

17-03-2015 

 
Na reunião de ontem do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia um dos principais pontos da ordem do dia era o debate sobre a situação do sector do leite a menos de duas semanas do fim das quotas, após três décadas de aplicação das mesmas.

No encontro fiou bem patente opiniões diferenciadas. Por um lado, um grupo de países, grandes produtores de leite do norte da União Europeia (UE), mostraram-se muito satisfeitos pelo desaparecimento do sistema de quotas e referiram a necessidade de planear estratégias para aumentar as exportações comunitárias de lacticínios.

Por outro lado, outro grupo, na sua maioria constituído por países do sul, mostraram a sua preocupação pelo fim do sistema de quotas, que pode levar a um aumento da produção e, em consequência, volatilidade e pressão da baixa de preços. Por este motivo, solicitam à Comissão o estudo de medidas que sirvam como uma rede real de segurança para proteger os pecuários e os seus rendimentos.

A Comissão Europeia não espera que a produção de leite dispare em 2015, prevendo apenas um aumento de um por cento acima à de 2014. Esta subida contida será consequência de que no primeiro trimestre de 2015, e o último da campanha com quota, a produção tenha sido reduzida significativamente para evitar a imposição suplementar, o que compensará os aumentos de produção de leite a partir de 01 de Abril.

Fonte: Agrodigital

Portugal recebe quase 3,3 ME para distribuir frutas e legumes no próximo ano lectivo

18-03-2015 
 

 
Os envelopes nacionais para o programa de distribuição de frutas e legumes nas escolas foram hoje aceites pelos Estados-membros, cabendo quase 3,3 milhões de euros a Portugal, conforme divulgado pela Comissão Europeia.

Segundo informação de Bruxelas, Portugal vai receber 3.284.967 euros para o ano letivo 2015/2016, co-financiados a 85 por cento, de um total de 150 milhões de euros com uma média de co-financiamento de 79 por cento nos 25 Estados-membros que integram o programa.

A Comissão Europeia prevê que 12 milhões de crianças sejam abrangidas pela distribuição de frutas e legumes nas escolas, sendo que os fundos europeus deverão ser complementados com verbas nacionais ou privadas no valor total estimado em 32 milhões de euros.

Criado em 2009, o programa tem como objectivo promover o consumo de vegetais e frutos especialmente entre as crianças, bem como hábitos de alimentação saudáveis e, consequentemente, o combate à obesidade.

No programa, que se insere na Política Agrícola Comum, (PAC), participam 25 Estados-membros, sendo a Finlândia, o Reino Unido e a Suécia as excepções.

Fonte: Lusa

Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho inaugurado na sexta-feira em Mangualde

18-03-2015 

 
O processo de produção do vinho e as tradições e experiências sensoriais que lhe estão associadas são mostradas num centro interpretativo criado em Mangualde, que será inaugurado na sexta-feira.

Instalado na Adega Cooperativa de Mangualde, o Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho custou cem mil euros, tendo sido financiado pelo Proder (Programa de Desenvolvimento Rural).

«Já trabalhávamos muito no sector do enoturismo e sentimos a necessidade de criar algo onde pudéssemos mostrar aos visitantes todo o ciclo, desde a cultura da vinha até à prova do vinho», explicou à agência Lusa o presidente da Adega de Mangualde, António Mendes.

O objectivo foi criar não apenas um núcleo museológico, mas um espaço que mostrasse «tudo o que está entre a cultura da vinha e o beber o vinho».

António Mendes avançou que o centro tem «uma série de galerias que ilustram o ciclo vegetativo da vinha, os trabalhos da vinha, as castas utilizadas na região, as doenças e um bocadinho da parte histórica da Região Demarcada do Dão».

No final, há «uma sala de interpretação, onde as pessoas podem perceber como se prova o vinho, aprender toda a terminologia utilizada, a palete de cores, os aromas, todas essas experiências», acrescentou.

Segundo António Mendes, durante todo o ano os visitantes podem assistir ao que se passa na adega, «sentir os seus cheiros e ouvir os seus barulhos». Os responsáveis da adega esperam que este venha a ser um projecto com impacto social e turístico, que marque e que promova a identidade e a autenticidade cultural da região. «Já temos uma série de protocolos com os centros escolares à volta. Queremos ter uma interação com as escolas desde o primeiro ciclo até ao ensino superior», referiu.

O Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho irá também integrar a Rota do Vinho do Dão, pretendendo ser um parceiro muito activo. «E vai trazer muita gente a Mangualde, que ao vir visitar o centro interpretativo acaba por visitar também os produtores aqui à volta, a cidade e o seu património cultural», acrescentou.

Fonte: Lusa

Fruticultores desafiados a candidatar-se a bolsa de 20 mil euros até 26 de Março

18-03-2015 
   
É já no dia 26 de Março que terminam as candidaturas para a terceira edição da Academia do Centro de Frutologia Compal, uma iniciativa de formação que irá culminar na atribuição de três bolsas de apoio à instalação no valor de 20 mil euros cada.

Podem candidatar-se em www.centrofrutologiacompal.pt  os empreendedores que pretendam instalar-se pela primeira vez, aumentar ou reconverter a sua exploração frutícola.

Este ano o programa de formação terá novidades, incluindo formação no terreno em novas frutas, um módulo sobre as novas tecnologias ao serviço da sustentabilidade agrícola, entre outros.

Fruticultura, gestão agrícola, associativismo e instrumentos de financiamento estão entre os módulos que serão administrados, mantendo-se a forte aposta na formação prática através de sessões em terreno.

Numa edição que percorre o país de norte a sul, estão incluídas as seguintes frutas/regiões: Alperce, Ameixa, Ameixa Rainha-Cláudia, Cereja, Clementina, Diospiro, Laranja, Figo, Maçã, Melancia, Melão, Meloa, Marmelo, Pêssego e/ou Pêra Rocha; nas regiões do Algarve, Alentejo, Beira Interior Sul, Cova da Beira, Douro, Oeste e Ribatejo.

De realçar que este ano aceitam-se projectos de instalação que tenham sido iniciados a partir de Outubro de 2014, nas seguintes frutas: Alperce, Ameixa, Ameixa Rainha Cláudia, Cereja, Clementina, Diospiro, Figo, Laranja, Limão, Maçã, Melancia, Melão, Meloa, Marmelo, Pêssego e/ou Pêra Rocha.

Do total de candidaturas submetidas, 12 empreendedores serão escolhidos para participar na Academia. O júri da é composto pela AJAP, CONFAGRI, DGADR e ISA.

Os membros do Centro de Frutologia Compal que apoiam esta iniciativa são Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha, Associação de Fruticultores de Armamar, Cooperativa Agrícola dos Fruticultores da Cova da Beira, Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve, Crédito Agrícola, Frutalmente, Fruteco, Frutus, Hortas d'Idanha e a Sociedade Agrícola de Quinta de Lamaçais.

A Academia é a iniciativa de formação que estimula a inovação na fruticultura nacional, com o objectivo de levar os empreendedores do sector a ver o pomar e o negócio com outros olhos.

Para mais informação, contacte-nos através do email academia@centrofrutologiacompal.pt

Fonte: Centro de Frutologia Compal

terça-feira, 17 de março de 2015

IFAP: ENCERRAMENTO DO REGIME DE APOIO EXCECIONAL E TEMPORÁRIO AOS PRODUTORES DE FRUTAS




O IFAP informa as Organizações de Produtores (OP) e Produtores que foi esgotada a quantidade remanescente de 7 toneladas, para retiradas de pera e maça, no âmbito do Regulamento Delegado (UE) n.º 1371/2014, pelo que se procede ao encerramento do Regime de Apoio Excecional e Temporário.

Quaisquer esclarecimentos sobre este assunto deverão ser enviados para o endereço de correio eletrónico ifap@ifap.pt, ou ainda pelos restantes canais de atendimento que tem ao seu dispor: Atendimento Presencial, na Rua Fernando Curado Ribeiro, nº 4-G, em Lisboa, ou pelo Call Center 217 513 999.

ESAC recebe as II Jornadas do Medronho


por Ana Rita Costa
16 de Março - 2015
 
A Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) acolhe no próximo dia 22 de maio as II Jornadas do Medronho.

Dar a conhecer aos interessados a situação atual da cultura do medronheiro em Portugal, as diferentes aplicações e as condições de financiamento são os objetivos destas jornadas, que entre outras temáticas abordarão o "Melhoramento do medronheiro", a "Cultura do medronheiro", os "Produtos do medronheiro" e a "Valorização do medronho".

Durante evento será ainda lançado ainda o "Manual de Boas Práticas de Fabrico de Aguardente de Medronho".


Portugal 2020 é oportunidade para queijo da Serra da Estrela

16-03-2015 
 

 
O presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Manuel Fonseca, considerou que o programa Portugal 2020 poderá ser uma oportunidade para ajudar a desenvolver o sector do queijo da Serra da Estrela.

«É uma oportunidade para o sector do queijo e é imperioso que isso aconteça, porque, tendo em conta a camada etária das pessoas que actualmente fazem o queijo, daqui a dez anos, ou há uma renovação ou não há produção», disse à agência Lusa o autarca Manuel Fonseca durante a realização de mais uma feira anual do queijo Serra da Estrela.

Segundo o autarca, as verbas do Portugal 2020 são necessárias para o relançamento do sector queijeiro no seu concelho, que produz anualmente cerca de 60 toneladas de queijo de ovelha certificado e não certificado.

«Será uma oportunidade, mas depende muito do que o Governo pretender fazer, porque parece que o Ministério da Agricultura, neste momento, não está a potenciar os possíveis recursos do Portugal 2020, ou seja, estão a ser criados demasiados entraves burocráticos aos agricultores, fazendo até com que eles desistam», alertou.

Fornos de Algodres tem actualmente um efectivo de seis mil ovelhas, 16 queijarias licenciadas e duas que produzem queijo certificado. Manuel Fonseca lembra que a burocracia tem levado muitos pastores a desistirem da produção de queijo e a venderem o leite para unidades industriais.

Se a burocracia diminuir e se forem criados apoios para as queijarias, o autarca admite que quem desistiu pode «voltar a fazer queijo» e os jovens podem interessar-se por aquela actividade tradicional.

A câmara de Fornos de Algodres tem um Gabinete de Apoio ao Ovinocultor e é o segundo concelho da área demarcada de produção de queijo Serra da Estrela com maior número de queijarias licenciadas, segundo João Gomes, responsável por aquele serviço. O gabinete, criado há dez anos, dá «apoio total ao licenciamento das queijarias», indicou.

«Fornos de Algodres foi a primeira autarquia a prestar o serviço aos produtores, no que respeita ao autocontrolo baseado nos princípios do Sistema HACCP - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo e a suportar os custos da certificação do queijo», disse João Gomes à Lusa.

Na feira do queijo de Fornos de Algodres, a última realizada este ano na região demarcada, o queijo de ovelha certificado foi vendido a 13 euros o quilo e, o não certificado, a 12 euros. A região demarcada de produção do queijo Serra da Estrela abrange 18 municípios, como Guarda, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Gouveia, Manteigas, Seia, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Mangualde e Covilhã.

Fonte: Lusa

domingo, 15 de março de 2015

Maçãs que não oxidam chegarão ao mercado em 2016


As maçãs modificadas geneticamente que não oxidam chegarão ao mercado norte-americano em 2016, com a esperança de que diminua o desperdício desta fruta e que o mercado seja ampliado, mas com a desconfiança de algumas organizações em relação aos alimentos alterados.

O Departamento de Agricultura (USDA) dos Estados Unidos concluiu, uma vez finalizada uma «rigorosa revisão científica», que «é pouco provável» que as variedades desenvolvidas pela empresa canadiana Okanagan Specialty Frutis «representem um risco» para outros cultivos, motivo pelo qual autorizou o seu cultivo no país.
As variedades «Arctic Granny» e «Arctic Golden» serão as primeiras maçãs alteradas em laboratório que entrarão no mercado americano, afirmou o presidente da companhia canadiana, Neal Carter.

A empresa enviou o seu pedido ao Departamento de Agricultura em Maio de 2010, mas «estivemos a recolher dados para que fossem revistos muitos anos antes», disse Carter, que explicou que as «Arctic» são plantadas em campos de teste desde 2003.
As maçãs foram modificadas para evitar que, uma vez cortadas, oxidem ao estar em contacto com o oxigénio, uma reacção natural que faz com que escureçam e causem a rejeição dos consumidores, segundo a companhia.

«As nossas pesquisas de mercado mostraram que a maioria dos que consomem maçãs estão interessados que estas não fiquem castahas, portanto estamos convencidos de que haverá uma grande procura uma vez que cheguem às lojas», comentou Carter.

A ideia surgiu ao verificar-se uma estagnação no consumo de maçãs enquanto outros produtos, como as mini-cenouras, se impunham como uma alternativa saudável para comer entre as refeições.

Um êxito que procura igualar impulsionando a distribuição de maçãs já picadas, que representam apenas 2% do mercado, indicou.

As maçãs são um dos alimentos mais desperdiçados no planeta, em «grande parte» por conta do aspecto que adquirem depois de cortadas, motivo pelo qual estas duas variedades «podem ajudar que mais pessoas comam maçãs, enquanto reduzimos o desperdício de alimentos», segundo Carter. Mas nem todos elogiam este produto, que gera também desconfiança.
O Centro para a Segurança de Alimentos, uma ONG dedicada à protecção da saúde humana e do meio ambiente, considera que «este produto é totalmente desnecessário e representa numerosos riscos para os cultivadores de maçãs, a indústria alimentar e os consumidores», disse o seu director-executivo, Andre Kimbrell, em comunicado.

A companhia conseguiu «silenciar» um gene da fruta manipulando as moléculas do ácido ribonucleico para evitar que as enzimas (polifenol oxidasa) que produzem esta reacção se manifestem.

A organização indica que a engenharia genética, como uma forma habitual de cultivar, pode contaminar outras plantações e questiona o impacto da alteração nos genes das maçãs.
As autoridades agrícolas americanas indicaram que, apesar de recolherem as preocupações sobre a segurança destas maçãs para o consumo humano, o seu campo de acção se baseia no potencial perigo para outros cultivos.

As frutas serão etiquetadas com um adesivo que especifica que se trata de maçãs «Arctic» para diferenciá-las do resto.

«Isto permitirá que os que procurem as nossas maçãs, possam encontrá-las e, os consumidores que prefiram evitar produtos biotecnológicos, distingui-los», indicou Carter, que defendeu que se trata de um produto totalmente confiável.

«São as maçãs que mais passaram por testes no mundo», afirmou, ao mesmo tempo em que assegurou que «nós e as nossas famílias comemos muitas Arctic».

As maçãs já foram provadas em Washington e Nova Iorque, embora não devam estar no mercado pelo menos até ao final do ano que vem.

Depois, Carter calcula que a sua introdução no mercado aumentará progressivamente e, apesar de reconhecer que será lenta, espera que se mantenha sustentada, embora a última palavra seja do consumidor.

Plano de Desenvolvimento Rural do Continente 2014 – 2020 (PDR 2020)*

domingo, 15 de março de 2015

José Martino
 
*Artigo que escrevi e foi publicado no suplemento "Agrovida" do semanário "Vida Económica" em 2015.03.06

Quem gizou o PDR 2020 fê-lo na defesa dos superiores interesses das agriculturas de Portugal?
Até esta altura creio que o fizeram com inteligência, separando quem o estudou e negociou/negoceia (GPP) da Entidade que o operacionaliza (Autoridade de Gestão do PDR 2020), estudando o ProDeR, mantendo o que estava bem, as suas linhas mestras, melhorando os seus pontos fracos e estrangulamentos.
Há uma evolução positiva, sobretudo no que diz respeito ao período temporal após a aprovação da candidatura, no que diz respeito às exigências das competências de gestão, organizativas e técnicas, aos potenciais jovens empresários agrícolas, no sentido de puderem ser apoiadas as ideias que tenho defendido desde há alguns anos: estágios profissionais em explorações agrícolas, visitas de estudo em Portugal e no estrangeiro, assistência organizada.
A ligação ao mercado através da majoração das ajudas para quem é sócio de uma Organização de Produtores (OP) é uma mais-valia que a médio prazo irá contribuir para dar valor acrescentado às produções agrícolas tornando-as mais e melhor transacionáveis, incrementando as exportações.

Há lacunas e riscos do PDR 2020 falhar no desenvolvimento e transformação das agriculturas de Portugal?
Como lacuna identifico a ausência de ajudas específicas e autónomas para o setor cooperativo. Considero que a Constituição da República Portuguesa deve ser cumprida neste princípio económico e vital para que os microprodutores, das regiões deprimidas económica e socialmente, tenham acesso ao mercado. Destaca-se ainda a ausência medidas de apoio público a instrumentos de engenharia financeira, tais como o Capital de Risco, ou outros que sirvam para alavancar sociedades veículo constituídas por "business angels" (empresários experientes que aceitem ser sócios de jovens agricultores e outros, aportando capital, experiência na gestão empresarial e agrícola, acesso ao crédito bancário) orientadas para financiar startups do setor agrícola num modelo semelhante à linha lançada pelo FINOVA (Compete /QREN) para os outros setores da economia. Gostaria que cada promotor quando validasse o contrato de ajudas tivesse acesso a um documento que indicasse de forma clara como irá ser controlado e auditado, no âmbito da verificação das suas obrigações contratuais. Por último, creio que o PDR 2020 corre o risco de falhar no desenvolvimento das regiões deprimidas de Portugal, caso os responsáveis políticos deste e futuros governos, continuem com a política liberal de deixar que os promotores do litoral e do interior de Portugal possam concorrer livremente no acesso aos fundos públicos. Recomendo que se pratique o que a legislação prevê, sobretudo a partir de 2018, prevejo que nesta altura os fundos financeiros disponíveis sejam escassos, que possam existir concursos específicos com períodos de apresentação das candidaturas às ajudas ao investimento por objetivos e prioridades, área geográfica elegível, em função dos superiores interesses das regiões onde de forma estrutural e natural são mais caros os custos de investimento e produção agrícola.

Homem morre em acidente com trator em Trancoso


O acidente de trabalho aconteceu quando a vítima "estava a manobrar o trator num terreno agrícola". Um homem com cerca de 80 anos morreu esta segunda-feira em A do Cavalo, no concelho de Trancoso, na sequência de um acidente com um trator agrícola, disseram à agência Lusa fontes da GNR e dos bombeiros. Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, o sinistro ocorreu às 19h17 e causou a morte do condutor. O acidente de trabalho aconteceu quando a vítima "estava a manobrar o trator num terreno agrícola", contou à Lusa uma fonte do Comando Territorial da GNR da Guarda. "Apesar de não se tratar de um acidente de viação, está no terreno o Núcleo de Investigação de Crimes de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda para apurar as causas", indicou. Estiveram no local do sinistro os Bombeiros Voluntários de Trancoso, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e elementos da GNR, segundo o CDOS da Guarda.

Acidente de trator provocou um morto e um ferido grave


Ontem
Um homem de 71 anos morreu e outro de 67 ficou gravemente ferido num despiste de trator num terreno agrícola no concelho de Coimbra.
 

CARLOS JORGE MONTEIRO / GLOBAL IMAGENS

De acordo com fonte dos Bombeiros Sapadores citada pela agência Lusa, o acidente ocorreu cerca das 17.20 horas na localidade de Zorro, na freguesia de Torres do Mondego, numa zona de acentuado declive.

"Quando chegámos encontrámos o trator capotado dentro de uma vinha, numa zona bastante perigosa", frisou o chefe de bombeiros, que comandou as operações de socorro.

No local esteve também uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que declarou o óbito do septuagenário, cujo corpo foi removido para o Instituto Nacional de Medicina Legal.

O ferido grave foi transportado para o CHUC.

sábado, 14 de março de 2015

APED faz "balanço" positivo da taxa sobre os sacos plásticos


14 Março 2015, 14:37 por Lusa

 
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) faz um "balanço positivo" sobre a introdução da taxa sobre os sacos plásticos leves, mas a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) diz que ainda é cedo para tirar conclusões.
A taxa sobre os sacos plásticos leves entrou em vigor a 15 de Fevereiro e um mês depois o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, destaca o "balanço muito positivo" da aplicação da lei, tal como a APED.
 
"O balanço efectuado entre o universo de associados APED é bastante positivo e está em linha com os objectivos ambientais traçados pelo Governo", refere a APED, numa nota enviada à Lusa.
 
"Registou-se efectivamente uma acentuada redução de consumo de sacos de plástico, mostrando uma rápida adaptação do consumidor português a esta nova realidade, o que certamente trará impactos ambientais positivos", refere a APED.
 
"A sustentabilidade ambiental sempre foi, aliás, uma preocupação do sector da distribuição e a APED foi pioneira na adopção de práticas de consumo sustentável, nomeadamente no que diz respeito a sacos de transporte de compras, como se pode verificar pela imensa diversidade de oferta ao consumidor", conclui a APED.
 
Já a APIP considera que "ainda é cedo para se poder tirar conclusões".
 
"As grandes empresas acabaram com os sacos leves e algumas estão a perder mercado", disse a directora da APIP, Isabel Ferreira da Costa.
 
Há casos em que as empresas estão com "as linhas de produção em 'standby' [em espera], sem saberem se voltam a trabalhar" ou se os clientes vão voltar a fazer encomendas, adiantou.
Atravessa-se "um período de expectativa" no sector, mas uma coisa é certa para a APIP, as empresas "foram prejudicadas" pela aplicação da taxa sobre os sacos plásticos leves num curto prazo de tempo, acrescentou.

Biocombustíveis: a energia "verde" que é pior que o petróleo

JOÃO CAMARGO

A necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, levou à procura crescente de alternativas energéticas à utilização dos combustíveis fósseis. Nesse caminho chegou-se a novas alternativas mas também a becos sem saída. A necessidade de repensar os modelos de produção e consumo energético é tão ou mais importante quanto encontrar novas fontes de energia. O desastre dos biocombustíveis é o exemplo acabado disto.
 
João Camargo - Engenheiro do Ambiente e Doutorando em Alterações Climáticas

9:44 Sexta feira, 13 de Março de 2015 | 0 comentários
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O desenvolvimento de tecnologias que até há pouco tempo altura tinham importância reduzida (eólica, geotérmica, solar, das ondas e marés, biocombustíveis) e o reforço da tecnologia nuclear e hídrica que já tinham dimensão, recebeu forte investimento de organismos públicos e privados, Universidades e Centros de Investigação, governos e empresas. A substituição das fontes primárias de energia fósseis por outras foi sendo promovida com a racionalidade da redução de emissões de gases com efeito de estufa, para reduzir o impacto da actividade humana sobre o planeta e o seu clima.

Os biocombustíveis, com origem em biomassa de plantas ou microrganismos foram desde o início anunciados como sendo carbono-neutros, isto é, com uma soma nula de carbono, uma vez que o carbono libertado na sua combustão equivaleria ao capturado pela fotossíntese alguns meses ou anos antes. Além dos benefícios em termos de redução de emissões de gases com efeito de estufa, eram ainda apresentadas vantagens para a utilização de biocombustíveis em termos de aumento de investimento na agricultura e aumento da segurança energética nos países, podendo na maior parte dos casos ser produzido localmente.

De 2000 a 2012 a geração de electricidade a partir de energias renováveis quase duplicou. Se se excluir o aumento da geração de electricidade a partir de fontes hidroeléctricas, as outras renováveis aumentaram mais de quatro vezes entre 2000 e 2012. Em 2013 a produção mundial de biocombustíveis foi de 65.348 milhões de toneladas-equivalente de petróleo. A União Europeia a 27 produziu 172.290 barris de biodiesel por dia (principalmente a partir da colza) em 2012, enquanto os Estados Unidos produziram 875.558 barris de etanol por dia (principalmente a partir do milho) no mesmo ano. Em 2012, a produção dos biocombustíveis equivalia a 10% da produção primária total produzida (mundial) e a 12,4% da energia consumida em todo o mundo.

Além do investimento nas energias renováveis, houve um aumento de consumo fortemente influenciado pelas metas europeias de redução de emissões e pela legislação europeia que tornou a utilização de biocombustíveis compulsória através das Directivas dos Biocombustíveis, da Qualidade dos Combustíveis e da Directiva das Energias Renováveis. Apenas para 2011, a União Europeia subsidiou a produção de biocombustíveis em 5,5 a 6,9 mil milhões de euros através de preços de mercado garantidos para produtores dos Estados Membros, isenções fiscais e apoio à Investigação e Desenvolvimento. O etanol foi subsidiado entre 15 e 21 cêntimos de euro por litro e o biodiesel entre 32 e 39 cêntimos por litro.

Os biocombustíveis consumidos na UE utilizam uma área agrícola equivalente à Bélgica dentro do seu território, sendo que se importam ainda colheitas agrícolas para produção de biocombustíveis cultivados em mais uma área equivalente à utilizada dentro do seu território. São precisas portanto duas Bélgicas de culturas de biocombustíveis para alimentar os automóveis europeus. Para este efeito são gastos 3 a 4 mil milhões de euros na importação de óleo de palma, óleo de soja e outras oleaginosas para biodiesel, assim como de 500 milhões de euros para produção de etanol.

A entrada em vigor da Directiva dos Biocombustíveis em 2003 determinou uma meta voluntária de substituição dos seus combustíveis fósseis no transporte rodoviário em 2% até 2005 e 5,75% até 2010, e uma introdução de 10% de biocombustíveis até 2020.

Desde o início da expansão das culturas destinadas à produção de biocombustíveis, houve denúncias por parte de variadas organizações oficiais e não-governamentais por todo o mundo, em particular nos países em desenvolvimento, acerca dos impactos sociais e ambientais provocados pela procura crescente de biocombustíveis. Um dos primeiros impactos a ser notado foi o aumento dos preço dos alimentos: a concorrência das culturas energéticas com as culturas alimentares, com as primeiras subsidiadas por organismos públicos (nomeadamente a União Europeia e o governo dos Estados Unidos), provocaram forte distorção, com um aumento dos preços constante entre 2001 e 2008, quando se atingiu um pico e o preço do milho e do trigo duplicou. As práticas de roubo de terras e dos meios de subsistência das populações onde se instalaram as culturas para biocombustíveis foram mais um factor de desestabilização social. Mesmo a instalação em zonas que já eram agrícolas levou a um aumento da área cultivada para a produção de alimento, muitas vezes ocupando terrenos previamente estáveis. O desmatamento de florestas tropicais para a introdução de colheitas alimentares e energéticas, assim como a destruição de outras florestas, pastagens e zonas húmidas decorrentes da contínua procura de biocombustíveis traduziu-se em mais um sinal de insustentabilidade.

O impacto da expansão das áreas desmatadas para a expansão dos biocombustíveis tem, impactos especialmente gravosos sobre a bacia do Amazonas e sobre a bacia do rio Congo. Curiosamente, a desflorestação contribui mais para as emissões de gases com efeitos de estufa do que todo o sistema global de transportes, principal utilizador dos biocombustíveis.

Em Outubro de 2012 a Comissão Europeia propôs uma limitação à conversão de solos para a produção de biocombustíveis, avançando com uma proposta de redução da meta de 10% das renováveis até 2020 para 5%. Como pano de fundo para esta proposta, estava a introdução dos factores que causam impactos indirectos da mudança no uso dos solos para cada uma das colheitas agrícolas. Estes factores permitiram avaliar não apenas as emissões de dióxido de carbono produzidas a partir da combustão, que seriam carbono-neutras, mas também as emitidas pelas actividades associadas e imprescindíveis à produção: provocadas pelo deslocamento da agricultura ou da produção florestal para outras áreas, para outros países, regiões e biomas, além do comércio internacional.

Se adicionarmos as emissões de gases com efeito de estufa às emissões de carbono da combustão dos diversos biocombustíveis concluímos que entre os mais utilizados na Europa (biodiesel de colza, de soja e de palma), o de palma e o de soja emitem mais gases com efeitos de estufa do que os próprios combustíveis fósseis comuns, e que a colza emite apenas ligeiramente menos do que o diesel fóssil. O biodiesel de palma, de soja e de colza têm uma pegada de carbono acima do crude e abaixo apenas das areias betuminosas.

Se se cumprir a meta da directiva europeia para os 10% de biocombustíveis até 2020, emitir-se-ão entre 80 e 160% mais gases com efeito de estufa do que mantendo a utilização de combustíveis fósseis.

A necessidade de alternativas à utilização de combustíveis fósseis é evidente. A aposta massiva em biocombustíveis, cujo principal avanço se baseou na necessidade de reduzir os combustíveis fósseis, revelou que as renováveis, quando expostas à mesma lógica de produção que aquela que fez emergir o modelo energético dependente do petróleo, revelam efeitos iguais ou piores do que a fórmula original. Esta questão não se cinge aos biocombustíveis, uma vez que os efeitos adversos de outras renováveis, quer a nível de emissões, quer a nível de impactos sociais e ambientais sobre a biodiversidade e outros factores, acumulam- se quando simplesmente se muda a fonte de energia sem alterar os níveis de consumo, o modelo de produção massivo ou o modelo de transporte. O caso dos biocombustíveis é apenas um dos mais evidentes, onde acresce a questão moral de converter solos para a produção alimentar nos países mais pobres em solos para produção energética para automóveis nos países mais ricos do mundo.

A força dos sectores produtivos agrícola e industrial na Europa e nos Estados Unidos forçou, no caso dos biocombustíveis, a aposta continuada numa política pública contrária ao seu objectivo declarado de reduzir as emissões de carbono, e que incentiva o aumento das emissões.

Em Março de 2013, o Conselho de Ministros do Ambiente da União Europeia recusou-se a baixar a meta para 5% de biocombustíveis, proposta pela Comissão Europeia, e mantém-se até hoje nos 10%. Em Fevereiro de 2015 o Parlamento Europeu aprovou reduzir a meta para os 6%, ainda assim acima do que existe hoje.


Seminário "Agricultura na região norte: Reflexão por um novo modelo"


10 DE MARÇO DE 2015 AGROTEC

O IDARN convida a participar no seminário '' AGRICULTURA NA REGIÃO NORTE – Reflexão por um novo modelo'', que se realizará no dia 28 de março, no Auditório da Feira AGRO 2015, em Braga, com vista à refletir sobre qual o posicionamento do mundo rural regional face aos atuais contextos nacional e europeu.

O debate sobre a ''Agricultura e a Floresta na Região Norte, Desafios e Prioridades'' será feito por Dr. Capoulas Santos, Dr. Arlindo Cunha, Dr. António Serrano e Eng. João Soares, personalidades que com a sua relevante experiência trarão contributos e sua visão para o desenvolvimento de uma Agricultura e Floresta mais sustentadas.

Esta sessão será precedida pelo tema ''Agricultura e Inovação na Região Norte'' onde se apresentará a iniciativa ''Plataforma Noroeste Global e a sua proposta de plano de inovação no eixo agroalimentar'', cujos conteúdos serão objeto de comentário por um painel diversificado de entidades representativas das diversas fileiras.

Consultar o programa: clique aqui:

Azeite português distinguido em concurso internacional

Publicado ontem às 17:43

Quatro azeites portugueses foram distinguidos no concurso Mário Solinas, promovido pelo Conselho Oleícola Internacional, no qual participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

O concurso distingue os melhores azeites extra-virgem em quatro categorias (frutados verdes intensos, médios e ligeiros e frutados maduros), segundo critérios organolépticos e de acordo com a harmonia, complexidade e persistência do sabor.

Foram atribuídas medalhas de ouro ao azeite Gallo e ao azeite da Casa de Santo Amaro (Mirandela), nas categorias frutado maduro e frutado verde médio, respetivamente.

O azeite da Lameira de Cima (Ferreira do Alentejo) conquistou uma medalha de prata na categoria frutado verde médio, prémio que foi também atribuída à Quinta da Lagoalva de Cima (Alpiarça), na categoria frutado maduro.

O júri do Mário Solinas distinguiu ainda outros quatro azeites portugueses num total de nove finalistas: a Sovena, detentora da marca Oliveira da Serra, a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços, a Casa Agrícola Roboredo Madeira (Almendra, Vila Nova de Foz Côa) e a Fio da Beira (Padrão, Castelo Branco).

Portugal é atualmente o 7.º maior produtor mundial de azeite, tendo o Brasil e Angola entre os principais clientes, mas também Espanha e Itália, para onde envia produto.

Tribunal indeferiu pedido de insolvência da Casa do Douro



O Tribunal de Peso da Régua indeferiu o processo de insolvência da Casa do Douro (CD) apresentado pelo Ministério Público, em representação da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, disse hoje à agência Lusa fonte judicial.


A fonte acrescentou que a decisão do Tribunal é passível de recurso, o que terá que acontecer num prazo de quinze dias após a data da notificação, segunda-feira, 02 de março.
Para esta decisão, o tribunal alegou a falta de personalidade jurídica por causa de uma exceção dilatória insuprível, o que implicou a absolvição da CD. Ou seja, foi indeferida liminarmente a petição inicial da insolvência da instituição.

Segundo apurou a Lusa, em causa estará precisamente a extinção da Casa do Douro (CD), enquanto associação de direito público, que foi concretizada a 31 de dezembro, dando cumprimento ao decreto-lei n.º 152/2014 publicado em outubro.

O processo de insolvência deu entrada no dia 31 de dezembro na secção cível do Tribunal Central de Vila Real, tendo como requerente o Ministério Público, enquanto representante do Estado, designadamente a Direção-Geral do Tesouro e Finanças.
A este processo, que entretanto transitou para o Peso da Régua, foi atribuído um valor de 124,6 milhões de euros.

Criada em 1932, a CD vive há anos asfixiada em problemas financeiros e possui atualmente uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros.
Para resolver o problema da organização o Governo preparou um plano que incluía um acordo de dação em cumprimento, de troca dívida por vinho, e uma alteração legislativa que transforma o estatuto de direito público e inscrição obrigatória em associação de direito privado e de inscrição voluntária.

Na ausência desse acordo de dação, que não chegou a ser assinado, o decreto-lei estipula que é "aplicável supletivamente o Código de Insolvência e de Recuperação de Empresas".
O dossiê Casa do Douro tem sido liderado pelo secretário de Estado da Agricultura. A Lusa tentou obter mais informações sobre a decisão do Tribunal junto do Ministério da Agricultura, o qual ainda não deu resposta.

Dinheiro Digital com Lusa

Estudante americano passou um mês a comer apenas insectos


Um universitário americano de 21 anos acaba de concluir uma façanha digna dos mais corajosos comensais: passou 30 dias a alimentar-se apenas de insectos. Três vezes ao dia.
Estudante da Auburn University, no Estado do Alabama, Camren Brantley-Ríos disse que tomou a decisão porque acredita que o consumo das carnes tradicionais, suína ou bovina, são insustentáveis e queria tentar adoptar o que muitos consideram como a dieta do futuro.
«Ao jantar comia larvas da farinha com arroz frito. É delicioso. Temperava os vermes com molho de soja», conta.
Para a maioria das pessoas, a ideia de comer larvas e insectos seria de mau gosto (com direito ao infame trocadilho), quando não repulsiva. Até há bem pouco tempo, Brantley-Ríos estava entre elas. Mas, no mês passado, o jovem americano decidiu comê-los ao pequeno-almoço, almoço e jantar.
A iniciativa deu origem ao blog «30 Days of Bugs» (30 Dias de Insectos, em tradução livre), em que Brantley-Ríos narrava o seu périplo gastronómico.
«Decidi limitar-me a três espécies», diz ele. «Larvas da farinha, larvas da cera e grilos.»
«Mas sempre que podia, tentava incorporar alimentos mais exóticos à minha dieta», acrescentou.
Nos lanches entre as refeições, Brantley-Ríos comia ovos mexidos com larvas da cera, hambúrgueres de insectos com queijo e grilos.
Estimativas apontam que 2 mil milhões de pessoas se alimentem de insectos em todo o mundo
Ocasionalmente, o jovem introduzia nas suas refeições outros insectos, como as famosas baratas laranja, que podem chegar a medir 4,5 centímetros de comprimento.
Durante a preparação, Brantley-Ríos diz que chegou a sentir nojo, mas, ao prová-las, mudou de ideia.
«Retiram-se as patas, as asas e o protórax, o escudo que cobre a cabeça. Depois, refogam-se as baratas com temperos, cogumelos e cebola. Ficou um pouco azedo. Mas não era de todo mau», conta.
Outras experiências na cozinha, no entanto, não tiveram tanto sucesso.
«As larvas dos bichos-da-seda não eram nem de longe as minhas favoritas», admite Brantley-Rios. «Fedia muito.»
Segundo o jovem, os insectos consomem menos recursos do que os mamíferos e constituem uma fonte importante de proteína.
Mais de 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo costumam comer insectos, apontam estimativas da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Mas nos EUA alimentar-se de insectos ainda é uma raridade.
«Não há realmente nenhuma necessidade de comer insectos aqui, porque ainda temos muita comida», diz Brantley-Ríos.
«Comemos carne de primeira qualidade e temos a sorte de não precisarmos de abdicar desse luxo, por isso não há muita pressão para comer insectos agora. Mas o que muitas pessoas estão a tentar fazer é torná-los mais atraentes para o público em geral.»

Brantley-Ríos afirmou que teve de recorrer à Internet para encontrar a matéria-prima da sua dieta.
«Não há muitos criadores de insectos por aqui», lamenta, acrescentando ainda que tomou um cuidado especial com a procedência dos alimentos.
Para isso, comprou os insectos de criadores que normalmente fornecem para jardins zoológicos, já que esses animais fazem parte da dieta de «répteis e de outros animais», explica Brantley-Ríos.
«Não fui à floresta caçar a minha comida. Existe claramente um risco ao fazer isso», alerta.
Brantley-Ríos reclamou que há poucos criadores de insectos nos Estados Unidos.
«Ligo para fornecedores diferentes e peço uma encomenda. As larvas chegavam pelos correios», conta.
Brantley-Ríos tem consciência sobre a insignificância da sua iniciativa. Afinal, um impacto relevante no meio ambiente exigiria a adesão de milhões de pessoas.
Mas será que chegou a convencer alguém? Sim, alguns dos seus amigos.
«Muitos dos meus amigos, que inicialmente ficaram relutantes com a ideia de comer insectos, agora não querem saber de outro prato.»

ISRAEL: AGRITECH mostra inovações agrícolas em Abril


9 DE MARÇO DE 2015 AGROTEC

agricultura-israelIsrael promove entre 28 e 30 de abril, em Tel Aviv, a Agritech – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que vai reunir este ano 196 empresas nacionais e 57 estrangeiras.

Máquinas agrícolas, Agroecologia, biotecnologia, estufas, plantas, frutas e legumes, aquicultura, fertilizantes e produtos químicos, pecuária e laticínios e agricultura biológica são algumas das áreas de exposição em destaque no certame.

São esperados mais de 35 mil visitantes nos três dias de feira, que em 2015 vai ter como destaque os novos sistemas e estratégias de pós-colheita, armazenamento, processamento e segurança dos alimentos.

Recorde-se que Israel produz e exporta atualmente uma ampla gama de sistemas e acessórios para agricultores de várias partes do mundo, como pulverizadores, válvulas automáticas, sistemas computadorizados para produção de leite, máquinas e equipamentos para colheita, além de  fertilizantes.

Outra atração do evento são as estufas automatizadas, que per­mitem uma elevada produtividade na pro­dução de frutas e hortaliças, de­vido à monotorização e controlo das condições de temperatura, luz e água.

Do programa constam ainda conferências e workshops dedicados ao mundo rural e às mais recentes tecnologias agrícolas.

Fonte: Agronegocios.eu

Consumo mundial de azeite aumentou 70% nos últimos 25 anos

11 DE MARÇO DE 2015 AGROTEC

O volume de consumo mundial de azeite durante o período de 1990/1992 – 2014/2015 aumentou 70%. Esta evolução deve-se principalmente ao crescimento do consumo nos países não membros do Conselho Oleícola Internacional, que aumentou regularmente nas últimas década, passando de 11% do consumo mundial em 1990/1991 para 24% em 2014/2015.

O consumo dos países da União Europeia aumentou até a campanha de 2004/2005, superando 2 milhões de toneladas, tendo posteriormente baixado progressivamente, até níveis semelhantes aos da campanha de 1996/1997, com cerca de 1.6 milhões.

Este consumo concentra-se nos países produtores da UE. Apesar de a Itália registar sempre o consumo mais alto em volume, verificou-se uma forte queda a partir da campanha de 2006/2007, até atingir níveis de 520 mil toneladas em 2014/2015, os valores mais baixos do período em análise e muito semelhantes aos resultados do consumo em Espanha.

A Grécia, tal como a Itália, passa por uma forte diminuição do consumo, que tem acompanhado os anos de crise económica do país, chegando às 160 mil toneladas que, em comparação com o consumo de duas décadas, reduz 22%. Espanha, por seu lado, apresenta uma curva mais errática da evolução do seu consumo, porém, passa atualmente por uma estabilização com valores ligeiramente acima das 50 mil toneladas, ou seja, o mesmo nível que a Itália. Apesar da concentração do consumo nos países anteriores, há que destacar o conjunto de "outros", que apresentam um crescimento regular até 2010/2011 e parecem ter estabilizado nas 300 mil toneladas.

Quanto ao consumo de azeite por habitante em 2013, a Grécia, apesar da redução do seu consumo total, permanece na primeira posição, com 16,3 kg de azeite, seguida pela Espanha, com 10,4 kg, Itália, com 9,2 e Portugal com 7,1 kg.

O Chipre e Luxemburgo, registam um consumo entre os 5,5 e 5,3 kg, respetivamente, sendo que no caso do Luxemburgo, existe a particularidade do país ter mais consumidores que habitantes, devido às compras de visitantes de países vizinhos nos seus supermercados.

A uma grande distância, segue a França, em conjunto com Malta, Croácia, Irlanda e a Bélgica, com um consumo de azeite de 1,2 a 1,7 Kg. Os restantes países da União Europeia fazem parte dum conjunto que consomem entre 0,5 e 1 kg de azeite por ano, nomeadamente, por ordem decrescente, a Finlândia, Letónia, Alemanha, Países Baixos, Suécia, Eslovénia, Áustria, Reino Unido e a Dinamarca.

Entre os países cujo consumo não ultrapassa os 0,4 kg estão a Roménia, Polónia, Hungria, Bulgária, Eslováquia, Estónia e a República Checa.

I Seminário ibérico de ranicultura

11 DE MARÇO DE 2015 AGROTEC

A AGROTEC, a TecnoAlimentar e a Contamais Consultoria estão a organizar o primeiro Seminário Ibérico de Ranicultura, a decorrer no dia 8 de maio, no Porto (Campus Agrário de Vairão – Vila do Conde).

A criação de rãs é um negócio emergente na Península Ibérica, aproveitando o enorme mercado de importação existente em França, Suíça e Alemanha, e as condições de produção excelentes na regiões mais quentes.

Com este seminário pretende-se partilhar com os empresários e investidores a experiência de produtores e técnicos franceses e brasileiros, bem como os apoios ao investimento, rentabilidades possíveis e também as condições necessárias para o licenciamento. De destacar a presença do Dr. Yannick Ramage, especialista francês, que acompanhou a instalação da primeira unidade de produção industrial existente na Europa.

O abate, a conservação e a transformação da carne e subprodutos serão também alvo de atenção neste seminário. Realizar-se-á também uma mesa redonda sobre "Legislação e Licenciamentos da Atividade", que reunirá as entidades legais e gestoras da prática de Ranicultura.

As inscrições no seminário devem ser efetuadas através do seguinte link http://goo.gl/forms/DyxhVWe6mq. Para mais informações: dina.contamais@gmail.com ou (+351) 258 488 341.

Os assinantes das publicações AGROTEC, TecnoAlimentar, Mundo Ganadero e Agricultura y Ganadería têm um desconto de 15€ na inscrição. Aproveite a oportunidade para se fazer já assinante da revista técnica agrícola líder em Portugal clicando aqui.

Dia 9 de Maio irá realizar-se um seminário de um dia com Yannick Ramage, abordando em detalhe todos os aspetos técnicos envolvendo a produção industrial de rãs em cativeiro.

Portal AGRONEGOCIOS.EU com nova cara


13 DE MARÇO DE 2015 AGROTEC

facebook2O portal Agronegócios.eu tem, a partir de hoje, uma nova imagem. O AgroNegócios® é o portal de informação para o setor agrícola e agroindustrial da AgroPress (responsável pela publicação das revistas AGROTEC e TecnoAlimentar).

Esta plataforma digital pretende potenciar, alargar e facilitar o acesso dos nossos leitores à informação e conhecimento produzidos para o setor agroalimentar, reconhecendo a crescente importância das tecnologias de comunicação como ferramenta de trabalho para o setor agrícola.

Para além disso, o AgroNegócios® é um portal de partilha de informação útil, com a publicação de notícias atualizadas, novos conteúdos e a oferta de vários webservices. Para o desenvolvimento deste projeto, o AgroNegócios® contou com a parceria de vários organismos públicos e entidades privadas.

Pode ver o novo design do portal em: www.agronegocios.eu

Plataforma europeia pede a manutenção do programa de distribuição de fruta às escolas

Março 13
12:01
2015

Uma plataforma europeia, constituída por organizações de saúde pública, alimentar e organizações de produtores, representando o sector das frutas e legumes, pediu à Comissão que mantenha inalterado o programa actual de apoio à distribuição de fruta nas escolas, pois têm receio que as alterações que possam vir a ser incluídas os prejudique.

Em Janeiro de 2014, a Comissão lançou a proposta actual de distribuição de leite e fruta nas escolas, com novas medidas didácticas, alocando uma verba de 150 milhões de euros para a fruta e 80 milhões de euros para o leite.

A nova Comissão publicou uma recomendação em 16 de Dezembro de 2014, em que referia a necessidade de fazer uma inspecção aprofundada aos resultados da aplicação deste programa, pelo que este poderá sofrer algumas suspensões até todo o trabalho estar concluído.

Os signatários da plataforma realçaram junto da Comissão a imprescindibilidade de defender a saúde das crianças, mesmo em tempo de cortes orçamentais.

O desmantelamento do programa terá, seguramente, implicações dramáticas para os consumidores europeus e para a saúde e segurança social.

O programa de distribuição de leite nas escolas começou em 1997 e o da fruta em 2009 e são considerados fundamentais para uma boa educação alimentar das crianças e mais se justificam quando hoje temos, na União Europeia, 22 milhões de crianças com excesso de peso, das quais 5,1 milhões são obesos.

Ovibeja “Terra Fértil” em novidades e agronegócios

13-03-2015

Fonte: ACOS - Associação de Agricultores do Sul

A 32ª Ovibeja, que se realiza de 29 de Abril a 3 de Maio, está a merecer a inscrição de muitos expositores, com um interesse acima da média comparativamente à mesma data da edição anterior.

As dinâmicas que estão a ser geradas em torno de "Terra Fértil – Mostra de Inovação Agrícola e Agribusiness" é um dos muitos motivos de interesse por parte de novos expositores que vêem na feira um espaço privilegiado para promover negócios e contactos com potenciais clientes.

Para fomentar a partilha e o espaço de negócios, esta edição da Ovibeja vai ter um dia especialmente dedicado a Espanha reforçando, assim, a presença de delegações empresariais e de embaixadores provenientes de vários países que todos os anos se deslocam à grande feira agrícola do nosso país.

As dinâmicas da Ovibeja também passam pela promoção da reflexão e do debate sobre os grandes temas da atualidade. E pela mostra e prova do que de melhor se faz no mundo. Alguns dos exemplos são dados a conhecer através do 5º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio Ovibeja. A Organização, que está a receber até ao dia 20 de Março amostras de azeites de todo o mundo, vai dar a provar, aos visitantes da feira, os melhores entre os melhores. Isto porque o concurso Prémio Ovibeja está classificado como o 2º melhor do mundo, em virtude dos exigentes critérios de selecção, de acordo com as regras do Conselho Oleícola Internacional (COI).

Na Ovibeja, o melhor do mundo também se reflete no mega Encontro do Cante Alentejano, consagrado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A reunião de grupos corais de todo o País e ainda de grupos radicados no estrangeiro vai acontecer no dia 2 de Maio. O Cante nas Escolas é outra iniciativa que vai apresentar, no dia 29 de Abril, projectos e actuações de jovens de todos os agrupamentos escolares que promovem o ensino de cante alentejano nas escolas. A integrar toda a festa do Cante estão a ser organizadas uma exposição temática e interactiva, tertúlias e encontros informais num espaço inteiramente dedicado ao canto da terra.

A Ovibeja é uma organização da ACOS - Associação de Agricultores do Sul.

_________________________________________
ACOS - Associação de Agricultores do Sul
Rua Cidade de S. Paulo, Apartado 296 - 7801-904 Beja
T: 284 310 350 • Fax: 284 323 439

Ministra da Agricultura diz que dinâmica do sector é “mais do que uma moda”


 Lusa 13/03/2015 - 20:36 

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, destacou nesta sexta-feira os resultados do trabalho que desenvolveu no Governo nos últimos três anos, defendendo que a dinâmica evidenciada pelo sector é mais do que uma moda.

 "A agricultura em Portugal não é uma moda, tem presente e tem futuro. As modas vêm e vão, tendem a passar. Nós temos um trabalho reconhecido, interna e externamente, numa acção de trabalho concertada nacionalmente nos últimos anos, nos vários níveis de governação", afirmou a governante, na cerimónia de inauguração do Edifício Engenheiro Luís Bairrão, nova sede da Associação de Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação.

Perante um edifício apinhado de agricultores, autarcas, dirigentes associativos, políticos e populares, Assunção Cristas apresentou alguns números que reflectem o trabalho desenvolvido nos três anos em que tutelou das pastas da Agricultura e do Mar, e que, no seu entender, "demonstram um dinamismo enorme" de um sector que sustenta "a recuperação da economia" nacional.

"Se o ano 2014 foi o melhor ano nas exportações portuguesas, batendo os recordes dos anos anteriores, o sector agrícola e agro-florestal tem-se comportado ainda melhor do que tudo o resto", afirmou Cristas.

A governante exemplificou com números que "apontam para que, em 2014, o crescimento das exportações de bens se situe na casa dos 1,9%", tendo feito notar que, "no sector agro-alimentar, esse crescimento foi de 7,8%".

Por outro lado, acrescentou, "no conjunto da economia, as importações subiram ligeiramente mas, na área agro-alimentar, diminuíram 2,9%".

Assunção Cristas disse ainda que "hoje, em Portugal, por cada empresa que fecha, duas abrem portas. No setor agro-alimentar, por cada empresa que fecha, 6,7 abrem portas", números que, defendeu, "provam o dinamismo enorme" do sector.

"Hoje, três anos depois de eu ter assumido este cargo, nós reduzimos o défice agro-alimentar em 1,3 mil milhões de euros. É muito dinheiro", frisou, tendo lembrado que, em 2014, a redução foi de 683 milhões.

"É muito dinheiro e é muito trabalho de todos" afirmou, tendo destacado a "resiliência e a ambição de todos os profissionais" do sector.

A ministra da Agricultura lembrou ainda a importância da "passagem de testemunho para as novas gerações", no âmbito do rejuvenescimento profissional do sector, tendo destacado a "instalação de 7500 jovens agricultores em Portugal", no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio (QCA), que está a terminar.

"No QCA que está a terminar, e que vai ter em breve uma execução de 100%, instalaram-se mais jovens agricultores do que em todos os outros QCA anteriores, e, com eles, houve um investimento associado de 9 mil milhões de euros", concluiu.

Fundada em 1985 e com cerca de 400 associados, a Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação investiu cerca de 150 mil euros na construção da sua primeira sede própria, na antiga escola primária de Arrifana, no espaço territorial da União de Freguesias de Rossio ao sul do Tejo e São Miguel, em Abrantes, espaço que foi hoje inaugurado por Assunção Cristas, quase 30 anos após a fundação.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Azeite português distinguido com quatro prémios em concurso internacional


13/3/2015, 19:09

Azeites portugueses premiados em concurso Mário Solinas, no qual participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

NUNO VEIGA/LUSA

Quatro azeites portugueses foram distinguidos no concurso Mário Solinas, promovido pelo Conselho Oleícola Internacional, no qual participaram 111 marcas de Portugal, Espanha, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Tunísia.

O concurso distingue os melhores azeites extra-virgem em quatro categorias (frutados verdes intensos, médios e ligeiros e frutados maduros), segundo critérios organolépticos e de acordo com a harmonia, complexidade e persistência do sabor.

Foram atribuídas medalhas de ouro ao azeite Gallo e ao azeite da Casa de Santo Amaro (Mirandela), nas categorias frutado maduro e frutado verde médio, respetivamente.

O azeite da Lameira de Cima (Ferreira do Alentejo) conquistou uma medalha de prata na categoria frutado verde médio, prémio que foi também atribuída à Quinta da Lagoalva de Cima (Alpiarça), na categoria frutado maduro.

O júri do Mário Solinas distinguiu ainda outros quatro azeites portugueses num total de nove finalistas: a Sovena, detentora da marca Oliveira da Serra, a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços, a Casa Agrícola Roboredo Madeira (Almendra, Vila Nova de Foz Côa) e a Fio da Beira (Padrão, Castelo Branco).

Um reconhecimento que, segundo a secretária-geral da Casa do Azeite (Associação do Azeite de Portugal), Mariana Matos, não tem sido "episódico" e ajuda a promover a imagem do azeite português junto do grande público, que continua a associar a qualidade ao azeite italiano.

"Os italianos não precisam de se promover nem participar em concursos porque o azeite está vendido à partida. O nosso azeite começa agora a ser reconhecido – e temos mostrado que temos argumentos para isso – mas está ainda distante de ter essa perceção de qualidade junto do grande público, a nível mundial", disse a responsável da Casa do Azeite, citada pela agência Lusa.

Portugal é atualmente o 7.º maior produtor mundial de azeite, tendo o Brasil e Angola entre os principais clientes, mas também Espanha e Itália, para onde envia produto "a granel, um preço muito interessante".

A evolução qualitativa tem sido acompanhada por um acréscimo na produção que permitiu inverter o saldo da balança comercial nos últimos anos, passando de um défice de 121 milhões de euros em 2006 para 63 milhões de euros em 2013.

A queda de cerca de 20% da produção no ano passado fez subir os preços, mas Mariana Matos acredita que o impacto não será relevante em Portugal "porque não se cozinha sem azeite".

Já em mercados mais recentes e com consumidores pouco fiéis, poderá haver alguma retração no consumo.

A secretária-geral da Casa do Azeite salientou, por outro lado, que o facto de este ano a entrega "do mais prestigiado prémio internacional" acontecer nos Estados Unidos vai ajudar ainda mais na projeção internacional do azeite português.

A Espanha, principal produtor a nível mundial, foi também o país que apresentou mais azeites a concurso (64), seguindo-se Portugal (34).

A Tunísia participou com cinco azeites, a Grécia com quatro, Marrocos com dois e Itália e Israel com um.

FAO quer ajudar agricultores familiares africanos


por Ana Rita Costa
13 de Março - 2015
 
A FAO está a liderar uma parceria que abarca cinco países africanos e que tem como objetivo ensinar de que forma é que os Governos podem adquirir alimentos para instituições públicas, como escolas, diretamente a pequenos agricultores familiares. 

Intitulado 'Comprar aos africanos para África' (PAA África), o programa ajuda a promover a produção agrícola local enquanto melhora os meios de vida e a nutrição e está a ser implementado pela Etiópia, Malawi, Moçambique, Níger e Senegal, com a liderança técnica da FAO e do Programa Alimentar Mundial (PAM).

"Já no seu terceiro ano, o programa está a conseguir resultados promissores", explica a FAO que indica também que nos países em desenvolvimento a compra de produtos aos agricultores familiares pode contribuir para os esforços do Governo no combate à pobreza rural.

"As compras públicas aos produtores locais acrescentam valor aos mercados locais ao integrar os pequenos agricultores familiares e ao canalizar a procura – neste caso, pelas escolas – para a sua produção, contribuindo para a segurança alimentar e para a diversidade alimentar", refere Florance Tartanac, da Divisão de infraestrutura rural e agro-indústria da FAO.

Por exemplo, no Níger, o Governo decidiu focar-se nos agricultores familiares para aumentar a reserva nacional de cereais, criando uma quota de 10% para as compras locais a organizações de pequenos agricultores.

Da mesma forma, o Governo pode focar-se nos agricultores familiares locais para abastecer parte da procura alimentar de outras instituições públicas, como escolas e hospitais.

Até agora, os cerca de 5500 agricultores familiares de pequena escala que participaram no programa PAA África foram capazes de aumentar a sua produtividade em 115%, o que se deve, sobretudo, a melhoria do acesso a sementes e fertilizantes e ao uso de novas técnicas agrícolas adquiridas nas formações do programa PAA África.

Cereais: Previsões de colheita do Copa-Cogeca mostram uma queda de oito por cento em 2015

13-03-2015 

 
As novas previsões para a colheita de cereais de 2015 na União Europeia publicadas pelo Copa-Cogeca mostra uma queda de oito por cento, enquanto aumenta a preocupação sobre as novas normas comunitárias para os mercados financeiros.

As novas estimativas de culturas de cereais na União Europeia (UE) para 2015 revelam que se espera uma redução da produção até oito por cento este ano, em comparação com o ano anterior, sobretudo como resultado das novas medidas Greening da reforma da política agrícola comum (PAC).

A publicação dos dados em questão foi uma iniciativa do grupo de trabalho "Cereais". O presidente do grupo, Max Schulman, reeleito esta semana, comentou que «os resultados mais recentes mostram que a produção de cereais da União Europeia dos 28 (UE-28), este ano será inferior oito por cento, atingindo 293,9 milhões de toneladas em comparação com o ano anterior e a superfície diminui cerca de quatro por cento. Uma situação que se deve, principalmente às novas medidas Greening da reforma da PAC. Os agricultores foram muito cuidadosos este ano para evitar os cortes excessivos nos seus pagamentos, os quais são aplicados quando se cometem um erro involuntário muito leve ao aplicar as novas normas, sendo realmente necessário simplificar e flexibilizar as normas exigidas aos agricultores para serem eficazes e também satisfazerem a crescente procura mundial de alimentos».

Max Schulman declarou ainda que, para além disso, «os agricultores e as cooperativas têm sérias preocupações sobre as novas normas europeias para os mercados de futuros MiFID). A não ser que estas sejam esclarecidas, os agricultores e as cooperativas serão classificadas como operadores financeiros, apesar de serem agentes económcios e entregarem os bens de forma física. A aplicação do regulamento MiFID II cria burocracias desnecessárias e uma maior regulação no trabalho das cooperativas, simplesmente devido à má interpretação de uma definição europeia», alertou o responsável, concluindo que esta situação deve ser revista.

Fonte: Copa-Cogeca

Aprovado diploma para identificar terras sem dono mas com garantias para eventuais proprietários

13-03-2015 
 

 
O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei para a regulamentação da bolsa de terras e a identificação das terras sem dono conhecido e abandonadas, mas salvaguarda as garantias de eventuais proprietários que venham a surgir.

A proposta de lei vai ao Parlamento e foi um dos três diplomas aprovados em Conselho de Ministros na área da agricultura «para aproveitar os recursos fundiários e todas as terras que estão disponíveis, agregando terras», com vista «a uma melhor produção», segundo ministra da Agricultura, Assunção Cristas.

Na conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros, Assunção Cristas explicou que a proposta de lei «regula o procedimento que leva a identificar as terras que não têm dono conhecido e estão ao abandono», que não estejam a ser utilizadas para fins agrícolas, florestais ou silvopastoris, «com todas as garantias para eventuais proprietários que existam e venham a aparecer».

Fonte: Lusa

Cereais: Previsões de colheita do Copa-Cogeca mostram uma queda de oito por cento em 2015

13-03-2015 

As novas previsões para a colheita de cereais de 2015 na União Europeia publicadas pelo Copa-Cogeca mostra uma queda de oito por cento, enquanto aumenta a preocupação sobre as novas normas comunitárias para os mercados financeiros.

As novas estimativas de culturas de cereais na União Europeia (UE) para 2015 revelam que se espera uma redução da produção até oito por cento este ano, em comparação com o ano anterior, sobretudo como resultado das novas medidas Greening da reforma da política agrícola comum (PAC).

A publicação dos dados em questão foi uma iniciativa do grupo de trabalho "Cereais". O presidente do grupo, Max Schulman, reeleito esta semana, comentou que «os resultados mais recentes mostram que a produção de cereais da União Europeia dos 28 (UE-28), este ano será inferior oito por cento, atingindo 293,9 milhões de toneladas em comparação com o ano anterior e a superfície diminui cerca de quatro por cento. Uma situação que se deve, principalmente às novas medidas Greening da reforma da PAC. Os agricultores foram muito cuidadosos este ano para evitar os cortes excessivos nos seus pagamentos, os quais são aplicados quando se cometem um erro involuntário muito leve ao aplicar as novas normas, sendo realmente necessário simplificar e flexibilizar as normas exigidas aos agricultores para serem eficazes e também satisfazerem a crescente procura mundial de alimentos».

Max Schulman declarou ainda que, para além disso, «os agricultores e as cooperativas têm sérias preocupações sobre as novas normas europeias para os mercados de futuros MiFID). A não ser que estas sejam esclarecidas, os agricultores e as cooperativas serão classificadas como operadores financeiros, apesar de serem agentes económcios e entregarem os bens de forma física. A aplicação do regulamento MiFID II cria burocracias desnecessárias e uma maior regulação no trabalho das cooperativas, simplesmente devido à má interpretação de uma definição europeia», alertou o responsável, concluindo que esta situação deve ser revista.

Fonte: Copa-Cogeca

A aranha mais venenosa do mundo voltou a aparecer nas bananas de supermercado


     
SOL SOL | 13/03/2015 12:51:23 26895 Visitas
   
A aranha mais venenosa do mundo voltou a aparecer nas bananas de supermercado
Voltou a acontecer no Reino Unido. Uma mãe britânica de 43 anos tinha acabado de chegar a casa depois de uma ida a um supermercado Tesco. Ao abrir um saco com bananas, deparou-se com várias aranhas – e não eram aranhas quaisquer.

De acordo com o Telegraph, eram aranhas armadeiras brasileiras, cujo veneno é considerado o mais tóxico do mundo. Uma mordida causa dores muito intensas e paralisia muscular frequentemente fatal.

Esta paralisia muscular surge muitas vezes na forma de uma potente erecção que pode durar quatro horas, e o veneno tem sido por isso estudado pelos cientistas como um possível medicamento para a disfunção erectil. Mas, e entre os sobreviventes da mordidela da armadeira brasileira, a impotência sexual é uma sequela comum.

Neste caso mais recente, ninguém foi mordido. O produto tinha sido importado da Costa Rica, um dos principais produtores mundiais de bananas.

Já em Outubro, uma família londrina teve de abandonar a sua casa durante vários dias depois de uma aranha mortífera ter vindo 'à boleia' de uma encomenda de uma mercearia de luxo.

Opinião: O Presidente e as florestas


por Acréscimo - Associação de Promoção ao Investimento Florestal
13 de Março - 2015
 
O Presidente da República, numa recente deslocação à região Centro, manifestou a necessidade de empenho dos Portugueses para com as florestas. Não haverá muito a comentar, para além do realce a dois pormenores: um sobre o real empenho dos Portugueses e o outro sobre o retorno desse empenho.

Porventura, o senhor Presidente da República está mal assessorado. Os Portugueses têm dado um importante contributo para as florestas. Muito para além da participação de muitos cidadãos em ações de voluntariado, importa realçar o contributo dos contribuintes no cofinanciamento ao investimento florestal, seja através do esforço em sede de fundos da Política Agrícola Comum, seja do Orçamento do Estado. Desde a adesão à União Europeia, o contributo tem envolvido centenas de milhões de euros provenientes dos nossos impostos. Mais, os Portugueses demonstram o seu empenho para com as florestas portuguesas a cada deslocação a um posto de venda de combustíveis líquidos, no regular abastecimento das suas viaturas. Seria aliás legítimo um agradecimento público, por parte dos decisores políticos, por estas evidentes provas de empenho. Enquanto contribuem para as florestas, os cidadãos deixam para segundo plano outros investimentos, incluindo as necessidades das suas famílias.

O segundo pormenor prende-se com o retorno deste empenho dos Portugueses. Com os mercados de produtos florestais em manifesta concorrência imperfeita, será que esse empenho tem tido resultados positivos? O diagnóstico realizado às florestas e ao setor florestal nas últimas décadas está longe de o comprovar, seja no plano económico, seja no social e no ambiental. Centenas de milhões de euros de empenho dos Portugueses geraram um retorno de menos área florestal, florestas cada vez mais degradadas, decréscimo do peso do setor no PIB (que já de si não tem tido uma evolução brilhante), muito menos postos de trabalho no setor, mais emissões de dióxido de carbono decorrente dos incêndios florestais, menos biodiversidade, recursos naturais cada vez mais delapidados. Esse empenho, para além de mais incêndios, mais pragas e doenças, maiores áreas com espécies invasoras, contínuo êxodo rural, tem assistido ao crescimento de oligopólios que cativam importantes somas em benefícios fiscais e que, a qualquer momento encontrarão motivos para se deslocalizar, mas nós ficaremos com o território, esse não se deslocaliza.

Tudo indica pois que os problemas que envolvem as florestas em Portugal não se resolvem apenas pelo empenho dos Portugueses. Ou melhor, talvez esse empenho tenha de ser redirecionado. Não tanto no cofinanciamento ao investimento florestal, através dos seus impostos e das taxas que lhes são cobradas, nem mesmo no seu empenho em ações de voluntariado, em plantações esporádicas de arvorezinhas, mas talvez pela exigência de mercados transparentes e a funcionar em concorrência perfeita. Talvez este último empenho tenha resultados decisivamente positivos.

SEMINÁRIO "Baldios: alterações e impactos da nova legislação" - 26 MARÇO 2015 - FEIRA AGRO 2015 - BRAGA

A Forestis – Associação Florestal de Portugal tem o prazer de o convidar a participar no seminário "Baldios: alteração e impactos da nova legislação", que se realiza no dia 26 de março, às 14h00, no Parque de Exposições de Braga, durante a Feira AGRO 2015.

O seminário pretende apresentar e debater com os diversos agentes as alterações e os impactos da nova Lei dos Baldios, Lei n.º 72/2014 de 02 de setembro, e as suas implicações práticas.
Esta nova lei atualiza o quadro legal, alterando o conceito de comparte, clarificando responsabilidades na gestão dos baldios, e regulamentando o seu arrendamento e introdução na Bolsa de Terras.

Participe neste debate!

PROGRAMA

14:00 RECEÇÃO DOS PARTICIPANTES

14:30 SESSÃO DE ABERTURA
Humberto Carlos – InvestBraga
Francisco Carvalho Guerra – FORESTIS

14:45 BALDIOS: ALTERAÇÕES E IMPACTOS DA NOVA LEGISLAÇÃO
Moderador 
Rosário Alves – FORESTIS

APRESENTAÇÃO DA NOVA REGULAMENTAÇÃO DOS BALDIOS
Zita Costa – ICNF, I.P.

Intervenções
Armando Carvalho – BALADI
Albano Álvares –  CAPOLIB / FORESTIS

15:45 – DEBATE

17:00 – CONCLUSÕES
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INSCRIÇÃO AQUI 
 
Contactos
Forestis – Associação Florestal de Portugal
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4000-454 Porto
222 073 130