quarta-feira, 1 de abril de 2015

Primeiro gin tinto do mundo é de Valença


Ontem
O primeiro gin tinto do mundo, produzido por um empresa de Valença, começou a ser distribuído para o mercado nacional, sendo que 600 das cinco mil primeiras garrafas seguem para Angola.
 
E o ingrediente especial de Valença. 
"Vamos carregar a primeira palete para Angola e vamos entregar hoje aos distribuidores nacionais. Foi um processo um bocado acelerado porque o mercado da Bélgica e França estava a fazer uma pressão muito grande", afirmou à Lusa João Guterres.

O empresário adiantou que aquele produto "cumpre as regras exigidas para este tipo de bebidas" e que os primeiros cinco mil litros que produziu "estão todos vendidos", com um preço de 29.80 euros.

"Se vender 15 mil garrafas este ano já vou ficar contente", disse, adiantando que já tem "ingredientes em maceração para poder produzir mais cinco mil litros".

Ligado ao sector há 50 anos, João Guterres, de 63 anos de idade, adiantou que a ideia de produzir um gin tinto começou há cerca de um ano e meio.

"Comecei a recolher frutos e plantas aromáticas de Valença e comecei a fazer experiências", explicou o empresário que também lidera a Confraria da Lampreia do rio Minho.

Para produzir o novo gin utilizou as instalações de uma empresa de Valença, licenciada para a produção de vinho e investiu na aquisição da matéria prima. A produção da nova bebida implicou, nesta fase, a criação de dois novos postos de trabalho.

Rui Nabeiro: "Ninguém se prepara de um dia para o outro e o 2020 foi lançado assim"

Presidente do grupo Nabeiro, dono da Delta, diz que falta preparação para saber usar os fundos do Portugal 2020


Rui Nabeiro, presidente do grupo Nabeiro.
Paulo Spranger/GI

31/03/2015 | 10:27 |  Dinheiro Vivo

Rui Nabeiro considera que falta a muitas empresas portuguesas preparação suficiente para poderem aproveitar os 25 mil milhões de euros que Portugal vai receber até 2020.
"Muitas empresas estão preparadas para aproveitar, muitas outras não estão. O mundo e o Alentejo estão carentes de muitas coisas. (...) Eu prefiro dar trabalho a todas as pessoas da minha região. Quem não está preparado tem que preparar-se porque ninguém se prepara de um dia para o outro e o 2020 foi lançado assim.", disse o presidente do grupo Nabeiro, durante a 4ª conferência do Ciclo de Conferências Portugal 2020, organizado pelo Dinheiro Vivo em parceria com a PwC, EDP e PT.
Rui Nabeiro sublinhou que a ambição "não fica mal a ninguém" e é "o principal órgão que o homem deve ter" mas clarificou que, a par da ambição, muitas empresas revelam fragilidades, resultado da situação económica de crise.
"Há empresas que estão muito frágeis e isso nota-se no terreno, nas mercearias e nos cafés. É preciso formatar as pessoas, juntar as pessoas", disse, acrescentando que a porta do seu gabinete está sempre aberta e que continua a andar pela fábrica e a falar com as pessoas que trabalham no grupo, que já emprega cerca de 3000 pessoas, 1/3 das quais no Alentejo.

Presidente da República enviou condolências à Família do Engenheiro Armando Sevinate Pinto


O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências à Família do Engenheiro Armando Sevinate Pinto.

É o seguinte o teor da mensagem de condolências do Presidente Aníbal Cavaco Silva:

"Ao tomar conhecimento da morte do Engenheiro Armando Sevinate Pinto, envio à Família enlutada as minhas mais sentidas condolências.

Armando Sevinate Pinto possuía um conhecimento ímpar da realidade do mundo rural português, fruto do seu labor académico, da sua proximidade aos problemas da terra e da sua experiência como Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional.

Exerceu funções como Consultor da Casa Civil do Presidente da República e, nessa ocasião, tive o privilégio de contar com o extraordinário apoio do seu saber e da sua experiência e, a par disso, de testemunhar as suas invulgares qualidades humanas: o seu sentido patriótico de dever, a sua profunda dedicação a Portugal, a calorosa afabilidade de trato, o apreço pelo convívio fraterno com os seus semelhantes.

Aliava essas qualidades profissionais e pessoais a uma discrição que é própria daqueles que não almejam protagonismos nem buscam palcos mediáticos.

Armando Sevinate Pinto foi, acima de tudo, um português de valores e de princípios, que amava o seu País e a sua Família, a quem dirijo uma palavra de afetuosa estima nesta hora de dor para todos nós.

Aníbal Cavaco Silva"

terça-feira, 31 de março de 2015

Durão Barroso recorda "grande especialista da agricultura portuguesa"

Durão Barroso lamentou esta segunda-feira a morte do antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto. O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso lamentou esta segunda-feira a morte do antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto, que recordou pelas notáveis qualidades humanas e como um "grande especialista da agricultura portuguesa". "O engenheiro Armando Sevinate Pinto era, para além de excecional conhecedor das questões da agricultura e um grande especialista da agricultura portuguesa, uma pessoa com notáveis qualidades humanas", recorda Durão Barroso, numa nota enviada à Lusa. "Todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer, como foi o meu caso, quando o engenheiro Sevinate Pinto aceitou desempenhar o cargo de ministro da Agricultura no Governo que tive a honra de chefiar, sentirão a sua falta", refere ainda o antigo primeiro-ministro português, que manifesta os seus pêsames à família e amigos mais próximos. O antigo ministro da Agricultura Armando Sevinate Pinto morreu no domingo num hospital em Lisboa. Armando José Cordeiro Sevinate Pinto nasceu em Ferreira do Alentejo a 01 de janeiro de 1946, era casado e tinha dois filhos. Licenciado em Engenharia Agrónoma pelo Instituto Superior de Agronomia, Sevinate Pinto foi ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional PSD/CDS-PP, dirigido por Durão Barroso, entre 06 de abril de 2002 a 17 de julho de 2004.

Comissário quer mais mecanismos europeus para fazer face às crises

Março 30
12:07
2015

Segundo o Comissário Andriukaitis, a Comissão tem obrigação de encontrar mais mecanismos de controlo de mercado, de modo a evitar as crises no sector alimentar.

O grande problema são as crises no sector da segurança alimentar, que lançaram o pânico no mercado, prejudicando todo o sector produtivo.

Vai ser lançado um estudo, que passa primeiro por uma avaliação da eficácia do "Rapid Alert System for Food and Feed", fundamental para prevenir futuras crises no sector alimentar.

Este trabalho não pode ser só feito pela Comissão, os agentes económicos devem ter uma participação activa, devendo ter mesmo os seus próprios programas de contingência.

O Comissário foi ainda mais longe, ao afirmar que só quando os agentes económicos tiverem consciência de que têm de lutar contra este problema, ele será resolvido.

Garantiu, também, que está fortemente empenhado em lutar contra as fraudes no sector alimentar, pois estas podem pôr em causa a saúde pública e, mesmo que não o façam, causam uma distorção desleal no mercado.

A Comissão vai continuar a trabalhar nas medidas que tomou nos últimos dois anos, procurando melhorá-las e espera ter o apoio de todos os estados-membros, pois só uma harmonização das legislações pode levar a um combate à fraude num mercado livre europeu.

Um das prioridades são os controlos oficiais, cuja legislação está na fase final de actualização e em breve será proposta aos estados-membros.

A nova legislação vai, não só promover controlos mais eficazes a nível interno, mas também sobre os produtos que são importados de países terceiros.

Comissão não aceita etiquetagem de carne de animais descendentes de clonados

Março 30
12:10
2015

O Comissário Vytenis Andriukaitis foi bem claro ao afirmar que a Comissão Europeia se opõe à rotulagem obrigatória da carne de animais filhos ou descendentes de animais clonados.

Considerando que a clonagem é um assunto muito sensível e delicado, lembrou que a primeira reacção do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu, em 2013, foi bastante negativa, no que concerne à comercialização de carne proveniente de animais clonados. No entanto, o pedido para etiquetagem obrigatória para filhos e descendentes de clonados é regulada, porque esses animais tiveram um processo de vida perfeitamente normal e similar aos animais convencionais.

Esta etiquetagem não pode, por isso, ser justificada com recurso a qualquer parecer técnico ou científico, pelo que não tem razão de ser obrigatória.

O assunto é muito delicado e o Comissário aceita prosseguir com a discussão, de modo a encontrar uma solução de consenso.

Comissão Europeia deve fazer mais no plano da segurança alimentar

Março 30
12:17
2015

Os membros da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu (Comagri) aprovaram, por 31 votos a favor e 9 votos contra, uma proposta do eurodeputado Paolo De Castro, que defende que a Comissão Europeia devia fazer mais no capítulo da segurança alimentar.

Neste documento pode ler-se que a Comissão deve aproveitar a Expo 2015, em Milão, para servir de alavanca a um plano que encoraje práticas agrícolas mais eficazes e duráveis, aumentando a transparência e a proporcionalidade de forças da cadeia alimentar e lutando contra os desperdícios alimentares.

Os eurodeputados convidaram também os estados-membros a promover modos de vida sãos e designar o ano de 2016 como ano mundial de luta contra os desperdícios alimentares.

Mesmo sendo um direito fundamental do ser humano, o acesso à comida, ainda existem no mundo muitos milhões de pessoas subnutridas, pelo que um sector agrícola próspero, forte e durável é fundamental para colmatar esse problema.

Conscientes da desflorestação que avança em vários continentes, os eurodeputados querem lançar um debate sobre este tema, de modo a encontrar as melhores soluções de equilíbrio para essas zonas.

O programa mais ambicioso vai, no entanto, para a luta contra os desperdícios alimentares.

Actualmente, os desperdícios alimentares, por ano, na União Europeia, estão estimados em 89 milhões de toneladas, ou seja, 179 kg por habitante. Se não forem tomadas medidas urgentes, estima-se que este valor possa aumentar 40% até ao ano de 2020.

Por este facto, convidam os estados-membros a avançar com medidas a todos os níveis da cadeia alimentar.

O lema da exposição mundial de Milão é "alimentar o planeta".

Melhor gestão das florestas vai criar mais emprego

Março 30
12:20
2015

A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu (PE) defende que a nova estratégia para a floresta da União Europeia deve passar por uma gestão durável dos recursos, promover uma utilização eficaz dos produtos florestais, aumentar a competitividade da indústria ligada ao sector e, por consequência, aumentar o emprego.

Estes foram os princípios de um relatório feito pela eurodeputada Elisabeth Köstinger, que foi aprovado com 34 votos a favor, 5 votos contra e 4 abstenções. É, também, pedida uma melhor concertação entre as políticas florestais dos diferentes estados-membros.

Torna-se extremamente importante haver uma estratégia comum para melhor prevenção e combate aos incêndios, que podem atingir mais que um país, para lutar contra as alterações climatéricas e as catástrofes naturais.

A Comissão de Agricultura do PE apoia a proposta da Comissão, que defende a necessidade de haver uma ligação estreita entre as autoridades locais, os proprietários florestais e os exploradores da floresta, de modo a que se encontrem critérios de actuação, que possam levar a que a actividade florestal seja uma actividade durável.

A Comissão está contra qualquer medida restritiva de utilização da madeira, pois isso pode levar a problemas no sector energético, por dificuldade em produzir biomassa.

Devido à importância do sector, é pedido que ele seja incluído nos programas de investigação dentro do horizonte 2020. Devido ao elevado nível de desflorestação que se observa em alguns países do mundo, a Comissão de Agricultura pede à Comissão Europeia que lance normas de controlo de importação de madeira proveniente desses locais.

segunda-feira, 30 de março de 2015

31 março . 1º Simpósio Nac.Biomarcadores Ciência Animal e Ciências Veterinárias



 31 março . 1º Simpósio Nac.Biomarcadores Ciência Animal e Ciências Veterinárias - agroeventos
1º. Simpósio Nacional em Biomarcadores em Ciência Animal e Ciências Veterinárias realiza-se dia 31 de março de 2015, das 09:30 às 18:00 horas na Sala de Conferências do Polo da Mitra da Universidade de Évora. Os objectivos deste evento são: Divulgar os resultados obtidos em projectos de investigação em Portugal no âmbito dos Biomarcadores em Ciência Animal e Ciências Veterinárias; Estimular a investigação interdisciplinar e abordagens inovadoras para a sua identificação, quantificação e validação; Contribuir para o estabelecimento de uma rede de contactos que potenciem novas colaborações

IFAP: PUBLICAÇÃO DE DADOS PESSOAIS E MONTANTES RECEBIDOS PELOS BENEFICIÁRIOS DO IFAP

Com o objetivo de uma melhor proteção dos interesses financeiros da União Europeia e aumento da transparência no que se refere à utilização dos Fundos Comunitários, no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) deve ser assegurada a publicação anual a posteriori dos beneficiários do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER), nos termos do Reg. (UE) n.º 1306/2013, nomeadamente o definido nos artigos 111.º e 113.º, bem como do estabelecido nas respetivas normas de execução, com base no artigo 57.º e seguintes do Reg. Execução (UE) nº 908/2014.

A publicação deve conter os seguintes elementos:

O nome dos beneficiários, como segue:
Nome e apelido, quando os beneficiários sejam pessoas singulares;
Denominação social completa, conforme registada, quando os beneficiários sejam pessoas coletivas com personalidade jurídica própria;
Denominação completa da associação, conforme registada ou por outro meio reconhecida oficialmente, quando os beneficiários sejam associações sem personalidade jurídica própria;
O município onde reside ou está registado o beneficiário e, sempre que disponível, o respetivo código postal ou a parte do código postal que identifica esse município;
Os montantes dos pagamentos correspondentes a cada medida financiada pelos Fundos recebidos por cada beneficiário no exercício em causa;
A natureza e a descrição das medidas financiadas por qualquer dos Fundos a título das quais foram concedidos os pagamentos referidos na alínea c).
No entanto, não será publicado o nome do beneficiário se o montante da ajuda recebida num determinado ano for igual ou inferior ao montante fixado para o Regime da Pequena Agricultura.

As informações serão disponibilizadas no Portal do IFAP e estarão disponíveis durante dois anos a contar da data da sua publicação inicial.

Nesse sentido, informamos que os dados acima referidos serão tornados públicos e que os mesmos podem ser tratados por organismos de investigação e auditoria da UE e dos Estados-Membros para efeitos de salvaguarda dos interesses financeiros da UE.

Informamos, igualmente, que os direitos que assistem aos beneficiários ao abrigo das normas em matéria de proteção de dados pessoais, assim como dos procedimentos aplicáveis ao exercício desses direitos, se encontram previstos na Diretiva 95/46/CE, transposta para o direito nacional através do Decreto-Lei n.º 67/98.

IFAP: DECLARAÇÃO DE EXISTÊNCIAS DE SUÍNOS




A partir de 1 de abril está disponível na Área Reservada do Portal, na aplicação iDigital, o formulário para recolha on-line das declarações de existências de suínos, referentes ao período obrigatório de abril.

Os proprietários de explorações de suínos devem proceder à submissão da declaração de existências, durante o mês de abril de 2015, reportando ao primeiro dia do mês.

A declaração de existências de suínos poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada do Portal do IFAP, em "O Meu Processo", ou através das entidades reconhecidas, nas Salas de Atendimento existentes para o efeito, ou em qualquer departamento dos serviços veterinários regionais.

Para mais informações consulte o Manual do utilizador da Declaração de Existências de Suínos [pdf: 3,7 MB; 41 pág].

Para esclarecimentos adicionais poderá contactar o IFAP, através do endereço de correio eletrónico ifap@ifap.pt, ou ainda no Atendimento Presencial na Rua Fernando Curado Ribeiro, nº 4G, em Lisboa ou pelo Call Center 217 513 999.

SAC coloca Google Glass ao serviço dos produtores de leite


por Ana Rita Costa
30 de Março - 2015
 
A SAC apresentou recentemente uma solução que pretende colocar o Google Glass ao serviço dos produtores de leite. Este dispositivo da Google é semelhante a um par de óculos que fixado em um dos olhos disponibiliza uma tela acima do campo de visão.

A ideia da SAC é "desenvolver uma ferramenta que possibilite ao produtor de leite verificar os dados que precisa, no local onde está e no momento em que necessita. Com base nesta filosofia, anteriormente tinha sido desenvolvido o monitor de sala de ordenha. Com o desenvolvimento e evolução da tecnologia, como o Google Glass, o processo de monitorização é possível de uma forma ainda mais fácil e intuitiva."

Com a solução da SAC, apenas são mostrados os dados do objeto que está em observação. "Numa fase inicial o projeto da SAC apenas contempla o animal, mas desenvolvimentos futuros possibilitarão novas análises, como por exemplo, ao observar uma estação de alimentação poder verificar dados relevantes como última calibração, último animal alimentado ou, em caso de erro, possibilidade de código de falha, descrição ou possíveis ações de resolução", explica a empresa.

A SAC revela também que o equipamento "é indicado para grandes explorações. Os produtores que não conhecem todo o efetivo, e que necessitam de instruir os colaboradores com ações objetivas ".


Congresso Ibérico da Dehesa e o Montado regressa em abril


por Ana Rita Costa
30 de Março - 2015
 
Nos dias 23 e 24 de abril terá lugar em Badajoz a segunda edição do Congresso Ibérico da Dehesa e o Montado, um encontro transfronteiriço dirigido principalmente a gestores, proprietários, empresas, agricultores, associações e entidades ligadas a este ecossistema da Península Ibérica.

"O objetivo principal é abordar os progressos no setor da inovação que se têm verificado no âmbito do montado: planos de gestão pecuária e das florestas, novas produções, sistemas de comercialização, novas tecnologias e processos associados", explica a organização numa nota enviada às redações.

"As explorações de dehesa e montado são sistemas reconhecidos pela qualidade dos seus produtos, resultado de práticas compatíveis com a conservação da biodiversidade. A Península Ibérica conta com uma superfície aproximada de 4,5 milhões de hectares de montado, e uma terceira parte destes terrenos encontram-se na Extremadura", indica ainda a organização do congresso.

Comerciantes estimam menos 21 milhões de toneladas para a colheita de cereais

 30-03-2015 
 

 
As previsões para a colheita de cereais da União Europeia na campanha de comercialização 2015/2016 pode atingir a 302,5 milhões de toneladas.

Segundo as estimativas dos comerciantes de cereais e oleaginosas da União Europeia (UE), (COCERAL), publicadas a 27 de Março, este valor é inferior 21,1 milhões de toneladas em relação à campanha passada, a qual chegou às 323,6 milhões de toneladas.

A COCERAL prevê uma redução da produção para todos os cereais, à excepção do trigo duro, cujas previsões são semelhantes à campanha anterior, com 7,5 milhões de toneladas. A maior descida espera-se para o trigo branco com um total de 138,6 milhões de toneladas, em comparação aos 148,3 milhões em 2014. Para a cevada, prevê-se um total de 58,4 milhões de toneladas; para o milho, 66 milhões de toneladas; o centeio, 8,75 milhões e para a aveia, 7,7 milhões de toneladas, valores ligeiramente inferiores aos do ano anterior.

Fonte: Agrodigital

Reabilitação do Perímetro de Rega da Vigia e ligação a Alqueva vai ser inaugurada

30-03-2015 
 

 
Vai ser inaugurada no próximo dia 8 de Abril a reabilitação do Perímetro de Rega da Vigia e a sua ligação ao Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. Estas obras representaram um investimento na ordem dos 5,5 milhões de euros, integralmente financiados pelo PRODER.

O perímetro de rega da Vigia, que ocupa uma área com aproximadamente 1.500 hectares, serve 446 prédios rústicos e tem origem de água na barragem da Vigia, facto que até aqui tem levado a que um em cada cinco anos este perímetro sofra os efeitos da seca.

«Com a reabilitação agora efectuada e com a ligação ao Empreendimento de Fins Múltiplo de Alqueva a partir da albufeira do Monte Novo, fica garantida a regularização do armazenamento, assegurando-se assim as campanhas de rega no futuro sem necessidade de rateio de água», explica a Associação de Beneficiários da Obra da Vigia em comunicado.

De acordo com a associação, as principais culturas no perímetro de rega da Vigia, que tem registado uma taxa de adesão a rondar os 90 por cento, têm sido o milho, o girassol, o olival e a vinha. No futuro é esperada uma alteração no tipo de culturas, nomeadamente com um aumento de área de olival e a instalação de novas culturas na região, como as nogueiras.

Fonte: Vida Rural


CE e BEI criam instrumento para apoiar desenvolvimento rural

 30-03-2015 

 
A Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) desenvolveram modelo de instrumento de garantia quer pretende facilitar o acesso dos agricultores a crédito.

O modelo tem como objectivo ajudar os agricultores e outras empresas rurais no acesso a crédito e os Estados-Membros, ou mesmo regiões, vão poder adaptá-lo para criar instrumentos financeiros ao abrigo dos programas de desenvolvimento rural, no âmbito do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (Feader).

Com recurso a instrumentos financeiros, os agricultores «podem transformar um euro de dinheiro público em dois euros, três euros ou ainda mais através de empréstimos seguros que ajudem principalmente os jovens agricultores a criar investimento e emprego», explicou o Comissário Europeu para a Agricultura, Phil Hogan.

Ao abrigo das regras do Feader os Estados-membros e regiões podem incluir instrumentos financeiros nos programas de desenvolvimento rural no período 2014-2020.

Fonte: Vida Rural

CNA: A propósito do falecimento do Engenheiro Armando Sevinate Pinto

A propósito do falecimento do Engenheiro Armando Sevinate Pinto, a Confederação Nacional da Agricultura - CNA deseja manifestar o seguinte:

Armando Sevinate Pinto foi um profundo conhecedor da agricultura portuguesa e um dos mais reputados técnicos que dedicou grande parte da sua vida à causa pública.

Enquanto Ministro da Agricultura e noutras funções, não foram diferenças de opinião sobre os caminhos da agricultura portuguesa que dificultaram um bom relacionamento institucional com a CNA.

Sevinate Pinto sempre manteve um diálogo franco, ouvindo e acolhendo opiniões e propostas da CNA sobre a agricultura portuguesa e os pequenos e médios agricultores tendo, em diversos momentos, participado em iniciativas da CNA, de que destacamos a sua participação no IV Congresso da CNA. 

A Direcção da Confederação Nacional da Agricultura – CNA expressa à família do Engenheiro Armando Sevinate Pinto as mais sinceras condolências.

Coimbra, 30.03.2015

A Direcção da 
Confederação Nacional da Agricultura -   CNA

Reações à morte de Sevinate Pinto


 Antigo ministro da Agricultura morreu na madrugada deste domingo aos 69 anos. 
Por Diana Ramos, Lusa 


Portas elogia "legado de conhecimento" e "lealdade" de Sevinate Pinto O vice-primeiro-ministro reagiu à morte de Sevinate Pinto elogiando o "legado de conhecimento" e "lealdade" do ex-ministro da Agricultura. Portas reconhece que tudo o que sabe de agricultura o deve ao "amigo pessoal". "Armando Sevinate Pinto era um ser humano excecional e um criador de políticas agrícolas notável e persistente", escreve Paulo Portas numa nota enviada às redações. O também líder do CDS-PP recorda que "no Governo e nas instituições, na universidade e nas empresas" o antigo governante "deu o melhor de si mesmo e deixou um legado de conhecimento, saber pensar e saber fazer agricultura em Portugal verdadeiramente único que dever ser continuado". "Acreditava num mundo rural forte e num País agrícola competitivo", destaca o vice-primeiro-ministro, adiantando que Sevinate Pinto se batia "pelo interesse nacional – tanto em Lisboa como em Bruxelas – com patriotismo e razão". Paulo Portas deixa ainda o desabafo: "Muito do que sei e defendo em matéria de agricultura devo ao conselho amigo e inteligente de Armando Sevinate Pinto. Era um amigo pessoal, com um testemunho de presença e lealdade nos momentos mais difíceis". Ministra da Agricultura lamenta perda de "profundo apaixonado pela terra" A ministra das Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, lamentou a morte de Sevinate Pinto, recordando que o setor agrícola perdeu "um profundo apaixonado pela terra". "É uma grande perda para todos nós, para o setor agrícola e para o setor agroalimentar, que muito devem ao dinamismo, ao empenho e à lucidez [de Sevinate Pinto], quer enquanto ministro, quer como consultor e como um profundo apaixonado pela terra", afirmou este domingo a governante, em declarações telefónicas à Lusa. Assunção Cristas disse ainda que se sente "muito grata por todos os ensinamentos" que recebeu do antigo ministro da Agricultura do Governo de Durão Barroso. "Quem me deu a minha primeira lição de agricultura e de política agrícola foi o engenheiro Sevinate Pinto mal soube das minhas funções e foi sempre, durante estes anos, uma presença muito amiga e muito constante. Pessoalmente, sinto muito esta perda", lamentou a ministra. Presidente da CAP elogia "grandes atributos técnicos" O presidente da Confederação de Agricultores Portugueses (CAP), João Machado, afirmou este domingo que é com "uma tristeza muito grande" que se despede do antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto, elogiando os seus "grandes atributos técnicos". "É uma tristeza muito grande, era um amigo, era uma pessoa que tinha grandes atributos técnicos na área da agricultura. Trabalhou a vida inteira [no setor], era ele próprio agricultor e foi também assessor do Presidente da República, onde fez um trabalho notável", disse à Lusa João Machado, acrescentando que "é uma perda não só para os amigos mas também para a agricultura". Autarca de Ferreira do Alentejo recorda um "ilustre amigo" da sua terra O autarca de Ferreira do Alentejo, Aníbal Costa, de onde era natural Sevinate Pinto, disse este domingo que morreu um "ilustre amigo da terra", que "estava na vida profissional de forma séria e dedicada". "Era uma pessoa amiga da terra, extremamente cordial e compreensiva" e a quem "reconhecemos mérito profissional", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, o socialista Aníbal Costa. Sevinate Pinto, na opinião do autarca, "conseguiu transmitir que estava na vida profissional de forma séria e dedicada" e que tinha "apego à terra onde nasceu". "Perdemos, enquanto comunidade, alguém que continuava a dizer-se ferreirense e ligado, profissionalmente, à sua terra", sublinhou. O antigo ministro da Agricultura, que foi distinguido, há alguns anos, com a Medalha de Mérito Municipal pela Câmara de Ferreira do Alentejo, continuava ligado a uma empresa instalada no concelho.

PSD recorda "português ilustre que deu muito de si ao país"

Sevinate morreu este domingo. Por Lusa O PSD lamentou este domingo a morte do antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto, "um português ilustre" que "deu muito de si ao país" e que "sempre pôs o seu profundo conhecimento ao serviço" de Portugal. "É com profundo pesar que o PSD tomou conhecimento da morte do engenheiro Sevinate Pinto", disse em declarações à Lusa o vice-presidente do PSD José Matos Correia, acrescentando que o antigo ministro, que morreu num hospital em Lisboa, era "um português ilustre e um cidadão exemplar", que "pôs sempre o seu profundo conhecimento sobre agricultura ao serviço do país". Dirigindo "sinceras condolências" à família de Sevinate Pinto, José Matos Correia lamentou esta "perda muito grande para Portugal".

Morreu Sevinate Pinto, um homem-chave da agricultura dos últimos 40 anos


Manuel Carvalho 29/03/2015 - 18:33 

Ex-director-geral da Comissão Europeia e ex-ministro, Sevinate Pinto foi um incansável lutador pelas causas da agricultura e dos agricultores. Tinha 69 anos e faleceu hoje em Lisboa
Sevinate Pinto tinha 69 anosNuno Ferreira Santos


Armando Sevinate Pinto faleceu hoje num hospital de Lisboa, vítima de cancro. Nasceu em Ferreira do Alentejo há 69 anos, foi técnico superior dos ministérios do Comércio e da Agricultura, director-geral da Comissão Europeia, ministro da Agricultura e consultor do Presidente da República.

 Nenhum dos grandes debates sobre a condição dos agricultores ou sobre os rumos da política agrícola nacional ou europeia se fez sem a sua intervenção. Foi um dos técnicos que mais contribuiu para o desenho das políticas nacionais nos últimos 40 anos.

Francisco Avillez, professor jubilado, conheceu-o no Instituto Superior de Agronomia nos anos de 1970 e desde então partilharam uma amizade continuada. "O seu contributo para a agricultura foi importantíssimo", afirma Francisco Avillez. Não apenas pelo seu domínio profundo da realidade do mundo rural, também pelo conhecimento que acumulou sobre a PAC e do efeito das políticas nacionais nas transformações do sector. "Teve sempre uma preocupação muito grande pelos agricultores, para os quais tentou sempre comunicar uma visão optimista", diz Francisco Avillez. "Reagia muito mal aos ataques que se faziam à agricultura", em questões como a alegada dependência dos subsídios, "o que lhe causou algumas inimizades", sublinha Luís Mira, secretário-geral da CAP.

Armando Sevinate Pinto estudou um ano medicina antes de se mudar para o curso de Agronomia, no ISA. Daí saiu para o no Centro de Estudos de Economia Agrária da Fundação Gulbenkian, onde se produziram reflexões e se definiram políticas de fomento para um sector que estava na cauda da Europa. Continuou pelo ministério do Comércio, antes de ingressar no Gabinete de Planeamento do Ministério da Agricultura. Fernando Gomes da Silva, ex-ministro do governo de António Guterres, era o director do gabinete nesse tempo e recorda-o como uma pessoa "estudiosa e um trabalhador incansável". Quando António Barreto era ministro, costumava pedir a Gomes da Silva para resolver questões difíceis "com os seus 'sevinates'".

Já como chefe do Gabinete, Sevinate Pinto teve a dura tarefa de acompanhar o processo de adesão à CEE. "Ele foi um dos principais responsáveis por esse processo", diz Gomes da Silva. Depois, em 1987, vai para Bruxelas, onde se torna director-geral da Comissão Europeia para o Desenvolvimento Rural. A sua capacidade técnica e a sua temível capacidade de argumentação reforçam a sua capacidade de manobra e permitem-lhe fazer aprovar regulamentos, como o marcante 2080, que se ajustavam na perfeição aos interesses de uma agricultura pobre como a portuguesa. Esse regulamento alargava as ajudas da PAC à florestação de terras agrícolas, o que fez crescer a área plantada com espécies relevantes como o sobreiro ou o azinho.

De volta a Portugal, em 1993, entra como sócio na AgroGés. Em 2002 chega ao cargo de ministro da Agricultura no governo de Durão Barroso. Depois manteve a sua actividade como técnico e como permanente agitador de águas. Torna-se mais tarde consultor de Cavaco Silva, função que abandona após ter subscrito o "Manifesto dos 70" em defesa da renegociação da dívida pública. "Era um homem íntegro e sério, que nunca abdicou de pensar pela sua própria cabeça", nota Gomes da Silva.

Com as viragens da PAC no sentido do desligamento das ajudas da produção, o que implicaria novas discussões sobre a competitividade agrícola do país em mercados mais abertos, Sevinate Pinto marca a sua oposição, entrando em divergência com personalidades como Gomes da Silva ou Francisco Avillez. Para ele, as ajudas nunca foram um favor ou uma protecção aos agricultores, mas uma compensação pela abertura dos mercados com a qual o sector ficou a perder. "Ele sempre conseguiu perceber muito bem as limitações e vantagens da PAC", diz Francisco Avillez, pelo que "se discordámos em muitas coisas, no essencial estávamos de acordo". Também Gomes da Silva afirma que "concordámos muito mais do que discordámos".

Contundente nas suas opiniões, com um conhecimento vasto sobre todas as dimensões da agricultura, corajoso e livre, Sevinate Pinto aproximou-se nos últimos anos de Paulo Portas e do CDS. ""Muito do que sei e defendo em matéria de agricultura devo ao conselho amigo e inteligente de Armando Sevinate Pinto", afirmou hoje Paulo Portas em declarações à Agência Lusa.

O funeral de Sevinate Pinto está marcado para segunda-feira, às 14 horas, com uma missa na Igreja da Ressurreição, em Cascais.

domingo, 29 de março de 2015

Morreu Armando Sevinate Pinto, ex-ministro da Agricultura


Armando Sevinate Pinto foi também ex-consultor de Cavaco Silva para os assuntos agrícolas e rurais. Morreu esta madrugada.


Sevinate Pinto foi ministro da Agricultura de Duão Barroso
Diana Quintela

O ex-ministro da Agricultura do governo de Durão Barroso morreu durante esta madrugada. Armando Sevinate Pinto foi também ex-consultor de Cavaco Silva para os assuntos agrícolas e rurais.

Sevinate Pinto, 69 anos, "tinha sido hospitalizado há dois ou três dias e infelizmente não resistiu", afirmou à Lusa João Machado, presidente da Confederação de Agricultores Portugueses (CAP).


Francisco Avillez, antigo professor catedrático de Economia e Política Agrícola do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e uma das pessoas que mais de perto colaborou com Sevinate Pinto, descreve o antigo ministro como alguém de "uma grande seriedade, honestidade, sentido de humor e otimismo". Um otimismo que só o "abandonou nas últimas três semanas, quando foi detetada a doença o que levou de entre nós", afirmou ao Observador.

O fundador da empresa de consultadoria Agro.Ges, da qual Sevinate Pinto era coordenador técnico, lamentou a morte do "maior amigo", de um "homem que conhecia desde sempre" e "que teve uma importância enorme e decisiva para agricultura portuguesa".

"Ele [Sevinate Pinto] foi um dos que mais se esforçou para encontrar soluções que se adaptassem à nossa agricultura portuguesa" sobretudo depois "da entrada do país na Comunidade Europeia", lembrou Francisco Avillez a propósito de alguém que "esteve sempre ao lado dos agricultores, mas com espírito crítico". "Tenho uma pena profunda de ter perdido um grande amigo", disse, por fim, Avillez.

Paulo Portas também já reagiu à morte do ex-governante, de quem, segundo afirma, tantos conselhos recebeu. "Era um ser humano excecional e um criador de políticas agrícolas notável e persistente", disse o presidente do CDS

"No governo e nas instituições, na universidade e nas empresas, deu o melhor de si mesmo e deixou um legado de conhecimento, saber, pensar e saber fazer agricultura em Portugal verdadeiramente único, e que deve ser continuado. Acreditava num mundo rural forte e num país agrícola competitivo. Batia-se pelo interesse nacional – tanto em Lisboa como em Bruxelas – com patriotismo e razão. Muito do que sei e defendo em matéria de Agricultura devo ao conselho amigo e inteligente de Armando Sevinate Pinto. Era um amigo pessoal, com um testemunho de presença e lealdade nos momentos mais difíceis", disse.

Armando José Cordeiro Sevinate Pinto nasceu em Ferreira do Alentejo a 1 de janeiro de 1946, era casado e tinha dois filhos. Trabalhava como coordenador técnico da empresa AGRO.GES.

Licenciado em Engenharia Agrónoma pelo Instituto Superior de Agronomia, Sevinate Pinto foi ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional PSD/CDS-PP, era Durão Barroso primeiro-ministro. Foi entre abril de 2002 e 17 de julho de 2004. Dois anos depois, e dada a experiência como consultor em várias empresas, foi também consultor do Presidente da República para as questões relacionadas com a Agricultura e com o Mundo Rural. Serviço que acumulou, durante dois anos, com o cargo de presidente da FILCORK, Associação Interprofissional da Cortiça. Deixou se ser consultor de Cavaco no ano passado, em 2014.

O seu percurso profissional começou como técnico, para mais tarde se tornar diretor e, depois, diretor-geral do Ministério da Agricultura. Em 1987 acabaria nomeado para dirigir a Comissão Europeia em Bruxelas (do FEOGA/Orientação, das Estruturas e Investimentos Agrícolas, das Florestas, da Investigação Agrária e do Desenvolvimento Rural), de onde saiu a seu pedido.

Sevinate Pinto foi membro do Conselho de Avaliação e Qualificação da Ordem dos Engenheiros e da Comissão de Avaliação do Ensino Superior do Ministério da Educação. Era membro da Academia de Engenharia, chegou a ser vice-presidente do Conselho Geral da Universidade de Évora e membro do Conselho de Avaliação e Qualidade do Instituto Politécnico de Beja

A 10 de junho de 2005 recebeu das mãos de então presidente da República, Jorge Sampaio, a Grã-cruz da Ordem de Cristo. Uma condecoração feita numa cerimónia no Pavilhão Multiusos de Guimarães.

O funeral do antigo ministro da Agricultura realiza-se na segunda-feira em Cascais, de acordo com informação da agência funerária. O corpo de Sevinate Pinto vai estar em câmara ardente a partir das 18h30 deste domingo na igreja da Ressurreição em Cascais e as cerimónias religiosas vão ter início às 14h00 de segunda-feira já na Igreja Paroquial de Cascais, seguindo o cortejo para o cemitério da Guia, na mesma vila.

* Artigo atualizado às 18.10 com a informação sobre o funeral de Sevinate Pinto

Morreu o ex-ministro da Agricultura Sevinate Pinto



Áudio Assunção Cristas reage a morte de Sevinate Pinto
Faleceu Armando Sevinate Pinto, apurou a Renascença junto de fonte familiar. A morte do ex-ministro da Agricultura no Governo de Durão Barroso ocorreu esta madrugada. A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, fala com profundo pesar de um mestre que deixa muitos discípulos, lote em que se inclui. 

29-03-2015 12:48

Armando Sevinate Pinto morreu esta madrugada aos 69 anos. Da sua vida pública destaca-se a pasagem pela pasta da Agricultura durante o Governo de Durão Barroso, o trabalho de consultoria de Cavaco Silva para os assuntos agrícolas e rurais, e ter feito parte da equipa que negociou a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia. 
Em declarações à Renascença, a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, teceu grandes elogios à obra política de Sevinate Pinto. "Eu creio que hoje o momento bom que se vive na Agricultura deve-se muito também ao trabalho do engenheiro Armando Sevinate Pinto, quer enquanto ministro, quer enquanto consultor, e pessoa muito activa do desenvolvimento da nossa agricultura".

Assunção Cristas fala do ex-ministro como um mestre e demostra profundo pesar. "Pessoalmente, guardo dele uma extraordinária gratidão, foi ele que me deu a minha primeira lição de agricultura e políticas agrícolas, logo após ter sido indicada para este cargo. Passei longas horas em casa do engenheiro Armando Sevinate Pinto, onde aprendi muito daquilo que, ainda hoje, uso nas minhas funções quotidianas. Portanto, só posso estar profundamente triste, mas creio que ficará bem viva a memória dele, os discípulos também que deixa e, nesse sentido, eu também me sinto muito discípula dele", remata.

De Ferreira do Alentejo a Lisboa
Sevinate Pinto nasceu em Ferreira do ALentejo em 1 de Janeiro de 1946, e licenciou-se em Engenharia Agronómica, Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.
Passou pelo Centro de Estudos de Economia Agrária da Fundação Gulbenkian e pelo Ministério do Comércio, onde ocupou cargos de técnico superior.
Segue depois para o Ministério da Agricultura, onde conheceu quase todos os cargos. Desempenhou, sucessivamente, a função de técnico superior, e a de director de serviços e director-geral. Neste período foi ainda membro da Comissão Interministerial para a Integração Europeia e fez parte das negociações para a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.
Prestígio internacional
É precisamente com a entrada de Portugal na CEE, em 1987, que Sevinate Pinto chega a Bruxelas. Inicialmente como director no Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA) e na Investigação Agrícola. Mais tarde passa a dirigir o Desenvolvimento Regional.
O político português fez parte do grupo da última reforma da Política Agrícola Comum. Foi considerado como um dos mais prestigiados altos funcionários portugueses da União Europeia.
Em Abril de 2002, com a eleição do XV Governo, ocupa o cargo de Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas a convite do primeiro-ministro social-democrata Durão Barroso. Dois anos depois, deixa o cargo. Ao longo da carreira foi ainda professor universitário e consultor agrícola, nomeadamente de Cavaco Silva.
A 9 de Junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Recentemente, subscreveu  o manifesto Preparar a Reestruturação da Dívida para Crescer Sustentadamente.

Condolências do Presidente da República
O Presidente da República, Cavaco Silva, enviou sentidas condolências à família do ex-ministro da Agricultura Sevinate Pinto, falecido esta noite aos 69 anos, um homem que "possuía um conhecimento ímpar da realidade do mundo rural português".
Na mensagem de condolência, publicada na página da presidência na internet, o presidente destacou que Armando Sevinate Pinto "possuía um conhecimento ímpar da realidade do mundo rural português, fruto do seu labor académico, da sua proximidade aos problemas da terra e da sua experiência como Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional".
O ex-ministro, hoje falecido aos 69 anos, exerceu funções como Consultor da Casa Civil do Presidente da República até Março de 2014, altura em que foi exonerado, a pedido do próprio, depois de ter assinado o "Manifesto dos 70", no qual diversas personalidades pediam a reestruturação da dívida pública portuguesa.
"Tive o privilégio de contar com o extraordinário apoio do seu saber e da sua experiência e, a par disso, de testemunhar as suas invulgares qualidades humanas: o seu sentido patriótico de dever, a sua profunda dedicação a Portugal, a calorosa afabilidade de trato, o apreço pelo convívio fraterno com os seus semelhantes", realçou o presidente.
Sevinate Pinto "aliava essas qualidades profissionais e pessoais a uma discrição que é própria daqueles que não almejam protagonismos nem buscam palcos mediáticos", destacou.

Armando José Cordeiro Sevinate Pinto (1946-2015)

Antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto morreu esta noite

Morreu Sevinate Pinto


     
29/03/2015 14:09:42 144 Visitas   
Sevinate Pinto 
DR
Morreu Sevinate Pinto

O antigo ministro da Agricultura Armando Sevinate Pinto morreu esta noite num hospital em Lisboa, onde estava hospitalizado, confirmou hoje à Lusa o presidente da Confederação de Agricultores Portugueses (CAP), João Machado.

Sevinate Pinto, de 69 anos, "tinha sido hospitalizado há dois ou três dias e infelizmente não resistiu", afirmou à Lusa João Machado, confirmando uma notícia que foi avançada pela rádio Renascença, citando fonte familiar.

Armando José Cordeiro Sevinate Pinto nasceu em Ferreira do Alentejo a 01 de Janeiro de 1946, era casado e tinha dois filhos.

Licenciado em Engenharia Agrónoma pelo Instituto Superior de Agronomia, Sevinate Pinto foi ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional PSD/CDS-PP, dirigido por Durão Barroso, entre 06 de Abril de 2002 a 17 de Julho de 2004.

Lusa/SOL

Agro ultrapassa fasquia dos cem mil visitantes

BRAGA
2015-03-29visitas (152)comentários (0)

autor
José Paulo Silva
contactar1430

A administração da InvestBraga - Agência para a Dinamização Económica adiantou ontem que a 48.ª Agro - Feira Internacional de Alimentação, Pecuária e Alimentação vai superar a fasquia dos 100 mil visitantes. Na tarde de ontem, o número de entradas no recinto do Parque de Exposições de Braga, onde o certame decorre até às 20 horas de hoje, ultrapassou claramente os visitantes registados no mesmo período da edição do ano passado.

"Comparativamente com o mesmo período de tempo do ano passado, temos um crescimento significativo, muito superior ao ano passado", revelou Humberto Carlos, administrador executivo da InvestBraga, sem "qualquer tipo de dúvidas" que vai ser ultrapassada a "barreira dos cem mil visitantes"! "O espaço gourmet atraiu muitos visitantes urbanos, contribuindo para a dinamização da agro indústria", destacou o responsável da InvestBraga, sublinhando que esse objectivo da organização da Agro foi "claramente atingido".

Aquele responsável sublinhou que o crescimento da edição deste ano da Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, também em número de visitantes, é tão mais significativo quando este ano não houve transmissão televisiva do evento como aconteceu em 2014. Perante a multidão que encheu, ontem à tarde, a grande nave e o recinto exterior do Parque de Exposições de Braga, Humberto Carlos justificou como correcta a decisão de não investir este ano em programação televisiva.

Tal como nos anos anteriores, o último dia da Agro irá registar nova enchente do Parque de Exposições. As portas do recinto da 48.ª Agro abrem às 10 horas e fecham às 20 horas.
Hoje, pela grande nave do Parque de Exposições de Braga passam os animais participantes no 27.º concurso nacional de raça barrosã, bem como as vacas leiteiras inscritas no 35.º concurso nacional de raça holstein frísia.

O concurso nacional desta raça bovina tendo sido uma aposta da organização para a captação de empresas e visitantes das regiões centro e sul do país.
Os vários concursos pecuários da Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação são organizados pela empresa InvestBraga, sob orientação e regulamentação da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária e das respectivas associações de criadores.

Como novidade no âmbito dos concursos a edição de 2015 apresentou o Concurso Nacional da Raça Cachena, que se juntou aos concursos de outras raças autóctones como a arouquesa, maronesa, minhota e barrosã.
No sector animal, a 48ª Agro apresentou como inovação o chamado espaço Agro Horse, com a presença do cavalo lusitano, representado pela cudelaria Manuel Maia Correia.

Segue 'Vinho Verde Fest' com gastronomia e turismo

Com a 48.ª edição da Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação no seu dia derradeiro, a InvestBraga - Agência para a Dinamização Económica projecta já a segunda edição do 'Vinho Verde Fest', certame que decorrerá, também no Parque de Exposições de Braga, nos dias 15, 16 e 17 de Maio. 

Centrado na promoção do vinho verde, o evento irá, simultaneamente, promover a gastronomia e o turismo, estando previstas provas diárias de vinhos e gastronomia e 'showcookings' com chefes de cozinha, animação com dj e outras actividades. A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e a Entidade Regional deTurismo do Porto e Norte de Portugal associaram-se a 'Vinho Verde Fest. 

O sector do vinho verde conta actualmente com cerca de 21 000 produtores dispersos por 48 concelhos. Do programa da edição deste ano do 'Vinho Verde Fest' constam o segundo concurso de vinhos verdes InvestBraga, workshops e acções de formação com destaque para um curso de vinhos. Na área da gastronomia, destaque ainda para o 'Salão Gourmet' onde os visitantes encontrarão azeites, chocolates, compotas, conservas, doçaria conventual, queijos e outros produtos. 

Plano de Desenvolvimento Rural com todas as medidas em 2015

secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar anunciou ontem, em Braga, que, no decorrer de 2015, serão abertas todas as linhas de financiamento do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020. De visita à 48.ª edição da Agro - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, Nuno Vieira e Brito alertou que os fundos do novo programa comunitário de apoio à agricultura e desenvolvimento rural terão de ser bem aproveitados, destacando os quatro mil milhões de euros já inscritos nas medidas do PDR destinadas à instalação de jovens agricultores e ao investimento em explorações agrícolas.

O secretário de Estado evidenciou a "evolução notável e notória" da Agro da edição de 2014 para este ano como sinal do crescimento do investimento na agricultura e no agroalimentar
"A evolução do certame é evidente no nicho gourmet, que é importante nestas feiras que querem trazer o público urbano para o mundo rural", notou Nuno Vieira e Brito. 

De acordo com o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, "os sectores agrícola e agroalimentar estão a crescer e a activar novos públicos".
De passagem pela área das empresas tecnológicas presentes na Agro, Nuno Vieira e Brito congratulou os "jovens que saíram das universidades" como valores "valores importantes" para a dinamização da agricultura. 

"Nota-se cada vez mais interesse dos expositores em desenvolver negócio, em relançar pequenos nichos do agro-alimentar", precisou o governante, que insistiu na necessidade de aproveitamento dos financiamentos comunitários, tal como aconteceu com o PRODER.
Para o novo quadro comunitário de apoio a Portugal, Nuno Vieira e Brito antecipa o "entusiasmo" dos produtores com as perspectivas de uma "gestão mais descentralizada" dos projectos de investimento até ao montante 200 mil euros, que passam a ser decididos ao níveis regional e local.

Açúcar: excesso de oferta está a provocar problemas



 29 Março 2015, domingo  IndústriaIndústria alimentar

«O mundo nunca foi tão inundado de açúcar», o que está a provocar uma baixa de preços e um aumento do consumo. 

Pelo quinto ano consecutivo, a produção vai exceder a procura, no caso em 620 mil toneladas, elevando o stock para um nível recorde de 79,89 milhões de toneladas.
Um número que, de acordo com dados da Organização Internacional do Açúcar (ISO), seria suficiente para abastecer durante quase um ano os sete principais países consumidores.
O que podem ser boas notícias para os consumidores, são más notícias para os produtores, já que o excesso de oferta tem provocado uma queda nos preços.
Este mês, o preço internacional do açúcar chegou ao valor mínimo dos últimos seis anos, com um mercado em superavit e um cenário que exige uma "revisão" na cadeia do produto, afirmou o presidente da ISO, José Orive, durante a abertura do Sugar & Ethanol Brazil 2015, evento que reuniu, na semana passada, especialistas do setor açucareiro em São Paulo, no Brasil.
Orive lembrou que no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar, o setor está próximo da linha que divide o lucro das perdas.
De acordo com a Agência EFE, nos últimos meses, 60 fábricas interromperam a produção e outras dez estão em alerta pela situação delicada que atravessa o setor. Isto porque os agricultores estão a aumentar as exportações para tirar proveito da queda do real, o que aumenta as suas margens de lucro.
As colheitas que no ano passado foram afetadas pela seca estão recuperadas graças às chuvas. A produção de cana-de-açúcar também cresceu na Índia e na Tailândia.
Na Europa, a população consumiu uma média de 37,1 quilos de açúcar em 2013, em comparação com 35,1 quilos em 2011.
Nos Estados Unidos, o consumo aumentou de 31 para 32,5 quilos por pessoa, de acordo com a organização com sede em Londres.
A média mundial é de 23 quilos por pessoa. No entanto, no caso da América Latina, o presidente da ISO afirmou que as previsões mostram que, em 2020, cerca de 60% da cana-de-açúcar processada na América Latina será utilizada para produzir etanol e 40% destinar-se-á ao consumo alimentar.
Fonte: El País

Manifestação de agricultores contra lei dos baldios e quotas leiteiras


Na mira dos manifestantes estiveram ainda a Política Agrícola Comum e o novo Programa de Desenvolvimento Regional. A anulação da lei dos baldios e a defesa das quotas do leite foram duas das reivindicações esta quinta-feira deixadas pelas centenas de agricultores de todo o país que participaram, em Braga, numa manifestação por "outra política" para o setor. Paulo Jorge, pastor de Covas do Barroso, Boticas, ajudava a carregar um caixão onde dizia transportar, simbolicamente, os 350 mil agricultores que nos últimos anos abandonaram a atividades, "por não aguentarem mais". "É tudo a subir, menos os preços pagos ao produtor", queixou-se. Proprietário de um rebanho com 120 ovelhas, Paulo Jorge adivinha tempos ainda mais difíceis caso a lei dos baldios "vá mesmo para a frente". "Se for, praticamente deixaremos de ter onde pôr os animais a pastar", atirou. João Dinis, dirigente da Confederação Nacional de Agricultores (CNA), organismo responsável pela manifestação, disse que a nova lei poderá acabar com 70, 80 ou 90 por cento dos baldios. "É um grande roubo", criticou. Durante a manifestação, foram simbolicamente distribuídos nas ruas de Braga cerca de 1.500 litros de leite, num gesto de protesto contra a baixa do preço pago ao produtor e contra o anunciado fim das quotas de produção. Leite "nacional", como sublinhou um membro da organização, para vincar o "contraste" com aquele que é importado e que se vende nas grandes superfícies. Para José Lobato, também da CNA, trata-se do "esmagamento" e da "aproximação do fim" da produção nacional de leite. "Cada dia que passa há menos uma exploração", alertou. Na mira dos manifestantes estiveram ainda a Política Agrícola Comum e o novo Programa de Desenvolvimento Regional, documentos que, como criticaram, "estão a ser feitos para os grandes", ficando apenas "migalhas" para a agricultura familiar. "A difícil realidade em que vivemos contraria a intensa propaganda da ministra da Agricultura e do Governo em torno da situação da agricultura e do mundo rural", refere uma moção, aprovada por unanimidade pelos participantes na manifestação. A moção exige condições para escoamento a melhores preços, a baixa do custo do gasóleo e da eletricidade agrícolas e indemnizações "justas e pagas a tempo" pelos prejuízos causados pelos lobos. Entre as reivindicações, contam-se ainda a anulação da lei que "visa roubar" aos vitivinicultores durienses a Casa do Douro e o Património da Lavoura e o fim da "eucaliptização sem freio". Esta manifestação foi marcada para coincidir com a inauguração da Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação "Agro", que hoje arranca em Braga. A CNA estava a contar com cerca de 3000 agricultores e 55 autocarros. Foi de autocarro que chegou, desde Gouveia, Damastor Araújo, nascido a 25 de abril de 1937 e que hoje, aos 77 anos, ainda se dedica à agricultura, cultivando hortaliças, como cebolas e couves "para vender". "Mas isto agora não dá nada. Os velhos, que eram quem mais nos comprava, estão nos lares. Os novos vão aos 'grandes' e compram lá tudo", queixou-se.

Grande investimento em vinhos na Serra da Estrela

Março 27
12:02
2015

Chega agora, ao mercado, um vinho, fruto de um projecto que envolveu um investimento de meio milhão de euros e que começou em 2011, na sub-região da Serra da Estrela.

Os vinhos, um tinto, um branco e um reserva, vão ser comercializados com a marca Casa de São Matias, nome de uma propriedade do século XVIII da região de Seia.

Trata-se de um projecto familiar liderado por António Montenegro, que, depois de ter trabalhado na empresa Sogevinus, resolveu investir na sua própria empresa.

O enólogo responsável pela produção é Francisco Gonçalves e estes três vinhos são provenientes de uvas produzidas por vinhas que têm entre 20 e 40 anos e são localizadas entre os 450 m e 550 m de altitude, junto da Serra da Estrela.

As castas são do Dão e a empresa recorreu à Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem para a prestação de serviços de vinificação das uvas que compraram e o engarrafamento do vinho produzido.

Neste momento vão ser postas no mercado 40.000 garrafas de vinho tinto, 12.000 de vinho branco e 2.934 de reserva tinto.

Este projecto pretende relançar a imagem dos vinhos do Dão, que tiveram grande projecção nos anos 70 e 80, cuja imagem tem vindo a cair.

Em Mêda há um projeto que valoriza a castanha portuguesa



 27 Março 2015, sexta-feira  Ana Clara Hortofruticultura & Floricultura
castanha portuguesa
Há um ano a Beira Interior via nascer um projeto em torno da castanha e das suas potencialidades. Corria o mês de março de 2014 e a cidade de Mêda (distrito da Guarda) transformava-se no centro da "Sweet Castanea", uma iniciativa que dá vida a uma nova forma de criar produtos nacionais à base daquele fruto. Sem corantes, conservantes e até isentos de glúten. Além disso, os mentores decidiram conjugar com a castanha com outras matérias-primas, como a Maçã Bravo de Esmolfe DOP, o vinho do Porto, a alfarroba algarvia ou o mel de rosmaninho. O Agronegócios foi conhecer o projeto que em meses chegou a dez distritos de norte a sul.
Fotos: Sweet Castanea
A ideia dos mentores, que surgiu em março do ano passado, foi simples: dar corpo a um projeto que «visasse a valorização da castanha portuguesa», começa por explicar Maria do Carmo Aleixo, sócia-gerente da Alquimia da Castanha, empresa que suporta o projeto "Sweet Castanea".
A confeção dos primeiros produtos chegaria apenas em finais de outubro de 2014.
«O que nos moveu e motivou a criar este projeto foi a ideia de ir mais além na valorização da castanha portuguesa. Era para nós incompreensível que em Portugal, um país que produz uma das melhores castanhas do mundo, não houvesse nenhuma empresa que se dedicasse em exclusivo à transformação da castanha, compreendendo-se por transformação da castanha ir bem mais além do simples descasque e ultracongelação», explica a responsável pela produção da "Sweet Castanea".
Outra realidade que os fundadores do projeto quiseram testar foi o facto de verem «outros povos como os espanhóis, franceses ou italianos a comprarem a nossa castanha, de reconhecida qualidade a nível mundial, para produzirem uma diversidade de produtos alimentares a partir desta matéria-prima, acrescentado um valor bem mais significativo a este nosso fruto, e nós em Portugal nos limitarmos a ficar satisfeitos por escoarmos toda a nossa castanha, em fresco ou ultracongelada, sempre com a mesma margem garantida».
Foi «a vontade de acrescentar ainda maior valor à castanha portuguesa» que motivou os três sócios a iniciar este projeto, «fazendo com ela o que outros povos já fazem há muitos anos mas agora com uma identidade 100% portuguesa», salienta Maria do Carmo.
Entre março e outubro de 2014 houve dois caminhos paralelos na construção da ideia: um no estudo e desenvolvimento dos potenciais produtos a serem comercializados e outro no sentido da criação de toda a imagem associada à nova marca.
A apresentação pública havia de chegar a 7 de novembro, na Feira da Castanha de Trancoso, e a rampa de lançamento chegaria «verdadeiramente» a partir do "Portugal Agro", que decorreu em Lisboa final daquele mês. «Foi nesta feira que iniciámos a nossa ação comercial junto do mercado gourmet português», recorda a sócia-gerente.
Apesar de Mêda ser mais conhecida pela produção de vinho e azeite «existem algumas freguesias do concelho que registam produção de castanha, nomeadamente as que fazem fronteira com os concelhos de Trancoso e Penedono», como é o caso da freguesia de Ranhados e a de Prova e Casteição.
Nestas áreas do concelho, informa Maria do Carmo Aleixo, as condições climatéricas e de solo «são, em tudo, semelhantes» às dos concelhos vizinhos de Trancoso, Penedono ou mesmo Sernancelhe, concelhos estes que se encontram abrangidos pela área geográfica associada à produção da "Castanha Soutos da Lapa - DOP".
Contudo, o fruto que a "Sweet Castanea" utilizou para o arranque do projeto é proveniente de Trás-os-Montes, região responsável pela produção de aproximadamente 80% do total nacional.
«É no entanto nosso objetivo, na próxima campanha da castanha, incorporar uma percentagem de castanhas da nossa região apesar de o mais importante para nós ser a valorização da castanha portuguesa no seu todo, independentemente da sua proveniência a nível nacional», esclarece.
Uma das preocupações durante a fase de testes e experimentação foi «perceber se a confeção com castanhas ultracongeladas não afetaria a qualidade final pretendida para os nossos produtos e, de facto, essa qualidade não é minimamente posta em causa com a utilização da castanha ultracongelada», garante Maria do Carmo Aleixo.
Confecção e métodos de produção caseira

Compotas, doces, caldas, biscoitos e bolachas são alguns dos produtos da "Sweet Castanea" sendo que todos são fabricados de acordo com métodos que podem ser classificados como de "produção caseira".
«Não incorporamos qualquer tipo de conservante ou corante artificial e todos os nossos produtos são isentos de glúten», garante a responsável.
castanheiros em Mêda
A reação do consumidor, revela, tem sido «excelente». «No âmbito da nossa participação em diversos certames, constatamos que o público em geral reconhece valor no nosso projeto, tanto pela qualidade e imagem dos nossos produtos como pela missão que nos move», acrescenta.
E adianta: «reconhecem a castanha como um fruto de grande importância na nossa cultura gastronómica desde há séculos e ficam surpreendidos com os novos sabores que apresentamos para a castanha que muitos apenas conhecem cozida ou assada».
O trabalho junto das lojas gourmet, de norte a sul, tem compensado, já que muitos proprietários, depois de provarem amostras, não hesitam e manifestam vontade imediata de vender a "Sweet Castanea" nas suas lojas.
Combinação com outros produtos

A combinação da castanha com outros produtos nacionais de reconhecido valor foi outra inovação que os responsáveis quiseram experimentar. Entre eles, destaque para o mel de rosmaninho, a Maçã Bravo de Esmolfe, a alfarroba do Algarve ou o vinho do Porto.
«A combinação da castanha com outras matérias-primas resulta do facto de pretendermos apresentar uma gama diversificada de produtos, dentro da mesma tipologia (compotas, caldas, biscoitos), em que pudéssemos também valorizar outras matérias-primas nacionais», explica Maria do Carmo Aleixo.
Por esta razão, a "Sweet Castanea" fez inúmeras experiências para tentar perceber quais as matérias-primas que melhor se conjugariam com a castanha.
A responsável afirma que «há sempre espaço para a inovação e para reinventar produtos já existentes com recurso a novas matérias-primas nacionais tais como a castanha, a alfarroba ou mesmo a bolota, entre outros».
E lembra que começam a surgir em Portugal «projetos interessantes que se focalizam na transformação de frutos com identidade nacional e acreditamos que uma parte do futuro, com sucesso, do setor agro-alimentar português vai passar pela inovação com base nestas matérias-primas, que têm uma enorme aceitação em inúmeros mercados por esse mundo fora».
«É também para nós importante garantir uma abrangência nacional das matérias-primas que usamos, permitindo dessa forma que um algarvio, um alentejano ou mesmo um beirão reconheça, atribua valor e consuma os nossos produtos da castanha através da alfarroba do Algarve, do mel de rosmaninho do Alentejo ou da Maçã Bravo de Esmolfe das Beiras», sublinha.
Compotas e bolachas 
Exportação

A curto prazo a estratégia do projeto está focada na divulgação e promoção dos produtos a nível nacional, «visando a consolidação da nossa marca no mercado gourmet português».
Mas, a médio prazo, a intenção é exportar para «diferentes mercados onde o consumo dos produtos transformados da castanha está bastante enraizado», como é o caso de França, Itália, Suíça, Bélgica e muitos outros países.
Para Maria do Carmo Aleixo, a questão da valorização da fileira da castanha «é central na génese do nosso projeto». Nesse sentido acreditam «que a fileira da castanha pode e deve ser mais valorizada».
«Foi o nosso entendimento de que o potencial da castanha vai muito para além da sua comercialização em fresco ou ultracongelado que nos motivou a criar este projeto e temos a certeza que o futuro da fileira da castanha passa também pelo fabrico em Portugal de produtos de excelência cuja matéria-prima principal seja a castanha», considera.
A "Sweet Castanea" está presente em 30 espaços gourmet de norte a sul do país e os seus produtos podem igualmente ser encomendados online.
Além de Maria integram o projeto outros dois sócios, Eduardo Ferreira, na área comercial e controlo de gestão e Nuno Araújo, ligado à área comercial. 

PS pede fiscalização da constitucionalidade do diploma que alterou Lei dos Baldios

LEI DOS BALDIOS
27/3/2015, 18:56

O PS avançou com um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma que alterou a Lei dos Baldios, legislação aprovada em julho de 2014.


Há duas semanas, 24 deputados do PCP, BE e "Os Verdes" fizeram o mesmo pedido ao Tribunal Constitucional por considerarem que a alteração pretende a privatização dos baldios
Autor

O PS vai avançar com um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma que alterou a Lei dos Baldios, legislação aprovada em julho de 2014.

Em plenário, na presença da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que foi apresentar propostas legislativas do Governo, o deputado socialista Miguel Freitas anunciou que o PS vai requerer ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma que alterou a Lei dos Baldios.


"Temos o documento pronto e vamos entregá-lo na próxima semana", adiantou à Lusa o deputado do PS, realçando que o diploma em causa levanta "sérias reservas constitucionais", nomeadamente a possibilidade de integração dos baldios na bolsa de terras e a possibilidade de arrendamento, o que considerou "um ataque à economia social".

Há duas semanas, 24 deputados do PCP, BE e "Os Verdes" fizeram o mesmo pedido ao Tribunal Constitucional por considerarem que a legislação aprovada, pela maioria PSD/CDS, pretende a privatização dos baldios, terrenos comunitários geridos pela comunidade.

"Com este pedido os subscritores pretendem ver salvaguardado o direito das comunidades rurais ao usufruto dos seus baldios, conforme os usos e costumes ancestrais, contemplados na Constituição da República Portuguesa e que, no entender dos mesmos, está posto em causa pela Lei nº 70/2013″, lê-se numa nota de imprensa enviada pelo BE.

O texto final apresentado pela comissão de Agricultura e Mar relativo ao projeto de lei 528/XII, do PSD e CDS-PP, que altera a Lei dos Baldios, foi aprovado a 10 de julho com os votos favoráveis dos partidos da maioria e os votos contra de PS, PCP, BE e PEV.

Pelo PCP, o deputado João Ramos considerou tratar-se de uma alteração à lei que "vai mais longe que qualquer outra", num "crescente" e "cerrado ataque à propriedade comunitária" para "jogar mão aos baldios".

"Abre a porta para o acesso aos baldios ao comércio jurídico, para já o arrendamento, mas deixa uma porta aberta", afirmou João Ramos, considerando que há problemas de "conformidade à Constituição".

No mesmo sentido, o deputado do BE Luís Fazenda alertou para a existência de "inconstitucionalidades" neste diploma.

Fazenda sublinhou a possibilidade, com a nova lei, de "a propriedade comunitária consagrada na Constituição passar a ser objeto de arrendamento e alienação".

Semana de acção contra os pesticidas

Março 26
13:50
2015

Decorre esta semana, em Bruxelas, a décima semana internacional de acção contra os pesticidas.

Como forma de protesto, várias organizações não-governamentais e a Health and Environment Alliance, levantaram uma barreira em frente à sede da Comissão Europeia, com o intuito de a pressionar para proteger a saúde pública contra a ameaça dos perturbadores endócrinos.

Segundo estas organizações, muitos dos pesticidas usados têm perturbadores endócrinos, que são nocivos para a saúde humana, sobretudo para os bebés e mulheres grávidas.

Querem que seja elaborada uma lista com a definição clara dos produtos que podem ser nocivos, para que se tomem, não só medidas de controlo, como também possam permitir aos estados-membros divulgá-la e alertar, assim, a população mais sensível para os perigos que daí possam vir.

Querem, também, que seja dado apoio aos países para que possam definir zonas geográficas livres de pesticidas.

Foi igualmente lançado na Internet um site (www.voicesofpesticides.info), com testemunhos de pessoas que tiveram problemas relacionados com esta questão.

Inquérito da Deco. Portugueses desconhecem significado dos prazos de validade dos alimentos

Quarenta por cento dos inquiridos deitam fora alimentos que podem ser consumidos  e 14% deitam fora alimentos cozinhados em excesso. Conhecer o significado das designações do prazo pode diminuir o desperdício alimentar.

10:34 Terça feira, 24 de março de 2015

Se o prazo de validade da carne, peixe, enchidos, ovos, leite do dia, bolos com creme, queijo fresco ou iogurtes deve ser respeitado,  já a massa ou o café, por exemplo, podem ser consumidos depois daquele prazo, sem riscos de intoxicação alimentar, diz a Deco
Se o prazo de validade da carne, peixe, enchidos, ovos, leite do dia, bolos com creme, queijo fresco ou iogurtes deve ser respeitado, já a massa ou o café, por exemplo, podem ser consumidos depois daquele prazo, sem riscos de intoxicação alimentar, diz a Deco /  Tiago Miranda
Um estudo da Associação de Defesa de Consumidores (Deco) revela que mais de metade dos portugueses confessa deitar para o lixo alimentos fora do prazo de validade. Dos 1725 consumidores dos 25 aos 74 anos inquiridos entre setembro e novembro do ano passado, dois terços não sabem distinguir entre "consumir até" e "consumir preferencialmente antes de".

É que, diz a Deco, enquanto os perecíveis com a indicação "consumir até" devem ser deitados fora no final do prazo, os produtos que indicam "consumir preferencialmente antes de" podem ser consumidos após o prazo de validade rotulado na embalagem, se estiverem em boas condições de conservação, pois o prazo indica a duração mínima do produto.

Assim, o prazo de validade da carne, peixe, enchidos, ovos, leite do dia, bolos com creme, queijo fresco ou iogurtes deve ser respeitado, mas já a massa ou o café, por exemplo, podem ser consumidos depois daquele prazo sem riscos de intoxicação alimentar, mesmo que tenham o sabor ou textura um pouco alterado. A embalagem deve estar ainda fechada e o alimento bem guardado.

Ainda segundo a Deco, o desconhecimento destas diferenças "explica que 40% dos inquiridos deitem fora produtos cujo prazo preferencial de consumo foi ultrapassado. Tal poderá constituir um desperdício desnecessário". Quanto aos alimentos cozinhados, 14% admitem deitar fora o que cozinham em excesso, quando "a maioria dos pratos cozinhados e das sopas pode ser congelada durante três meses", refere a associação.

Outros dados do estudo analisam os hábitos de compras alimentares, concluindo que sete em cada 10 inquiridos optam pelo hipermercado e seguem o critério do preço, seguindo-se a proximidade e a variedade. Apenas um quinto dos inquiridos opta frequentemente por produtos em promoção, perto do fim do prazo.

Áinda em relação ao hábitos de compras dos portugueses, verifica-se que apenas 4% têm hábito de o fazerem online, apesar de a Deco recomendar esta opção pois além da poupança de tempo em deslocações e filas, o risco de compra de produtos e novidades desnecessários é menor.

Logo a seguir à opção do preço, os consumidores procuram também alimentos saudáveis e saborosos, enquanto a preocupação ambiental surge apenas em 5.º lugar nos motivos de compra. A falta de conhecimento ou desconfiança sobre os rótulos "orgânico" ou "biológico" será uma das razões, a par da falta de produtos rotulados com estas características.