terça-feira, 2 de junho de 2015

Amazon vai ter linha própria de produtos alimentares


por Ana Rita Costa
2 de Junho - 2015
 
A norte-americana Amazon vai passar a vender produtos alimentares nas sua loja online. De acordo com a notícia avançada pelo Wall Street Journal, a marca vai criar uma linha própria alimentar que incluirá produtos como leite e cereais.

Segundo o jornal, esta estratégia tem como objetivo aproximar a Amazon de um modelo de retalho mais tradicional e alargar a gama de produtos de marca própria vendidos pela gigante de e-commerce, produtos esses onde a empresa tem conseguido cada vez mais receitas com margens mais elevadas.

Grupo de Tomate da Comissão Europeia debate medidas de controlo às importações de Marrocos

02-06-2015 
 


 
O Grupo de Trabalho de Previsões de Tomate da Comissão Europeia, composto por especialistas dos Estados-membros e responsáveis da Comissão, vai analisar, na próxima quinta-feira, dia 04 de Junho, a situação dos mercados de tomate e dos preços de entrada aplicados às importações de Marrocos, sendo um dos principais pontos da ordem do dia.

Em relação ao preço de entrada de tomate procedente de Marrocos, a FEPEX defende que a análise comparativa dos valores de importação da campanha passada e da actual não venha reflectir, de todo, a situação dos mercados. A FEPEX considera que a inclusão de apenas um valor de importação de todo o tipo de tomates, incluindo a variedade cereja, impede realizar um seguimento rigoroso da situação dos mercados e aplicar as medidas de salvaguarda previstas no Acordo de parceria.

Por outro lado, a FEPEX afirma que a Comissão deve estabelecer um preço de retirada específico para o tomate cereja, actualmente com uma ajuda comunitária de 18,30 euros por cada 100 quilos, valor que é cofinanciado em 50 por cento pelas organizações de produtores, considerando que esta quantia é, seguramente, insuficiente para gerir a crise de mercado neste segmento, que sofre uma forte concorrência por parte das importações de Marrocos. Como consequência, em 2014, o preço de saída de tomate das organizações de produtores espanholas caiu cerca de 14,5 por cento em comparação com o ano anterior.

Outro dos pontos da ordem do dia adoptado pela Comissão Europeia será as práticas comerciais desleais na cadeia alimentar.

Fonte: Agrodigital

CIC aumenta previsão de colheita mundial de cereais até um valor recorde

02-06-2015 
 
 
O Conselho Internacional de Cereais aumentou, na sua informação de Maio, a previsão de colheita mundial de cereais em 21 milhões de toneladas em comparação com mês de Abril, situando-se em 1.968 milhões de toneladas, um valor dois por cento mais baixo que o recorde registado na campanha anterior.

Este aumento deve-se às melhores previsões na América do Norte, na União Europeia, na Comunidade de Estados Independentes, Norte de África e China.

Cerca de metade do aumento previsto na colheita de cereais será absorvido pelo crescimento esperado do consumo, principalmente destinado a rações, que pode vir a registar um modesto aumento anual de 1.981 milhões de toneladas. A projecção para as existências aumentou 426 milhões de toneladas, um número que reflecte apenas um aligeira descida anual. Para o comércio mundial de cereais as estimativas aumentaram em dois milhões de toneladas até um total de 308 milhões.

Em relação à soja, espera-se uma pequena descida da produção mundial em 2015/2015. Contudo, e tendo em conta que o aumento previsto da oferta total vai superar o aumento do consumo, é previsível que as existências mundiais passem por um crescimento anual de nove por cento, até um máximo de 52 milhões de toneladas, com uma subida superior a 20 por cento nos principais exportadores, sobretudo nos Estados Unidos.

As perspectivas para o comércio serão novamente determinadas pela procura da China e espera-se que o comércio mundial cresça quatro por cento até um valor recorde de 123 milhões de toneladas, de acordo com a informação do Conselho Internacional de Cereais (CIC).

Fonte: Agrodigital

Empresária alentejana aposta na produção e transformação de figo da índia.

02-06-2015 
 
 
Uma empresária do Alentejo está a apostar na produção e transformação de figo da índia, que vende como fruta fresca ou em polpa e das suas sementes produz óleo para fins cosméticos.

Teresa Laranjeiro possui uma quinta, com seis hectares de figueiras da índia, e uma unidade fabril, onde transforma o fruto, situadas em Vimieiro, no concelho de Arraiolos, distrito de Évora.

O projecto «nasceu» há cerca de quatro anos para dar «rentabilidade à quinta que estava parada» e a escolha do figo da índia aconteceu «quase por acaso», conta à agência Lusa a empresária e agricultora.

«Fiquei curiosa e fui investigar e quanto mais investigava mais fascinada ficava com a figueira-da-índia», lembra, considerando que se trata de «uma planta que tem muitas aplicações e tanto potencial».

Na quinta de Teresa, que antes trabalhou como consultora informática, algumas plantas já começaram a florescer, mas os frutos só vão amadurecer no final de Agosto, ocorrendo, nessa altura, a colheita.

A agricultora e empresária prevê produzir este ano cerca de uma tonelada de figos da índia, uma parte para vender como fruta fresca e a restante entra na sua fábrica para transformar o fruto em polpa e as sementes em óleo.

«O óleo é muito hidratante e antioxidante», refere Teresa Laranjeiro, indicando que já lançou um óleo de sementes de figo da índia, que pode ser comprado em feiras ou em lojas de produtos naturais. A polpa «é congelada e vendida para a indústria alimentar» para confecção de gelados, bolos ou iogurtes, acrescenta.

Segundo a empresária, a fruta fresca é vendida através de uma cooperativa de produtores de figos da índia, a Exotic Fruits, criada no ano passado e que já conta com 74 sócios, a maioria com plantações a sul do rio Tejo.

«Este ano, a cooperativa está a abrir canais de escoamento da fruta fresca no estrangeir», estando «a negociar a sua comercialização com um cliente em França e com uma das cadeias de hipermercados» em Portugal, realça.

Teresa Laranjeiro reconhece que a presença de figo da índia nas «prateleiras» dos supermercados portugueses ainda é escassa, mas frisa que «as plantações estão agora a começar a produzir».

«No ano passado, a cooperativa, com 60 produtores, recolheu uma tonelada de figos da índia, mas este ano esperamos já trabalhar com 10 toneladas de fruta fresca», antecipa.

A empresária investiu mais de 250 mil euros, com o apoio do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) na plantação e na construção da fábrica, criando três postos de trabalho na quinta e cinco, três dos quais sazonais, na unidade fabril. Para além de figos da índia, produz também ervas aromáticas, como salvia, menta e erva-cidreira.

Fonte: Lusa

PE propõe envolver pecuários e veterinários na elaboração da Lei de Sanidade Animal

02-06-2015 
 
Os eurodeputados da Comissão de Agricultura debatem a proposta da Lei de Sanidade Animal que, pela primeira vez, liga o bem-estar animal à saúde pública e insiste que todos os pecuários e comerciantes de gado sejam obrigados a aplicar os princípios de boa gestão doa animais e utilização responsável dos medicamentos.

A proposta de Lei dá poder à Comissão para tomar medidas urgentes quando surjam focos de doenças. Os eurodeputados propuseram que nas decisões de prevenção e controlo de doenças se implique tanto o Parlamento como o Conselho no estabelecimento e actualização da lista de doenças potencialmente perigosas, como a gripe das aves ou a febre aftosa, em consulta com os especialistas da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (AESA).

O Parlamento propõe ainda envolver as partes interessadas, como as organizações de pecuários, associações de veterinários e organizações em defesa do bem-estar animal, na elaboração e actualização dos planos de contingência.

O texto consensual deverá ser aprovado pela Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, possivelmente a 17 de Junho e logo analisado pelo Conselho. Após a opinião do Conselho, o projecto de Lei terá que ser aprovado pelo Parlamento em segunda leitura.

Fonte: Agrodigital

Feira Nacional de Agricultura abre portas no próximo sábado, 6 de junho


 
A 52ª Feira Nacional de Agricultura / 62ª Feira do Ribatejo, evento que decorre no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, abre portas no próximo sábado e prolonga-se até 14 de junho, tendo a "Floresta Portuguesa" como tema central e incluindo vasto conjunto de seminários e colóquios técnicos sobre diversas temáticas relacionadas com o setor.
 
Durante os nove dias do certame, os visitantes vão contactar o setor agrícola português em todas as suas vertentes: maquinaria, equipamentos, serviços, fatores de produção e também produtos agroalimentares resultantes das melhores e mais avançadas técnicas  e práticas agrícolas.
 
Com mais de 203 mil visitantes registados na edição anterior, incluindo 30.000 profissionais, a Feira Nacional de Agricultura é a mais importante e representativa montra da agricultura portuguesa.
 
O debate dos principais temas da atualidade agrícola constitui um pólo de atração para os profissionais do setor, não apenas pelo grande número de colóquios e seminários a realizar mas também pela diversidade de temáticas a abordar. Recorde-se que nas três últimas edições cerca de seis mil profissionais participaram nestas iniciativas.
 
O evento integra o Salão Prazer de Provar, que reúne no mesmo espaço os melhores vinhos, azeites, queijos, enchidos, méis, compotas, frutas, entre outros, incluindo várias iniciativas especialmente pensadas para juntar produtores, consumidores e profissionais.
 
Em simultâneo, decorrerá a Fersant – Feira Empresarial da Região de Santarém, promovida pelo Nersant, e a Lusoflora de verão – Exposição e Venda de Flores e Plantas de Portugal, organizada pela APPFN.
 
A Feira contará com a participação de várias personalidades, marcando a agenda política e económica ao longo dos nove dias do evento e contribuindo também para o debate em torno programas e das políticas do setor agrícola. O certame conta, na zona exterior, com uma exposição de maquinaria agrícola que permitirá aos visitantes observar e experimentar os modelos inovadores.
 
A AIFF – Associação para a Competitividade da Indústria da Fileira Florestal vai estar presente na Feira com um espaço dedicado à floresta, contando com a participação de algumas das empresas mais representativas do setor.
 
Novidades na Feira
 
Com um investimento global de 1 milhão de Euros a Feira de 2015 apresenta diversas inovações, disponibilizando condições de elevado nível, tanto a quem escolheu este evento para promover as suas marcas e produtos quanto para quem visita o evento.
 
O bem estar e a comodidade dos visitantes é uma preocupação constante na Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo, pelo que nesta edição realizou-se um investimento significativo na melhoria de condições para quem visita a feira.
 
A Nave C e a área de restauração exterior vão contar com "sistemas de arrefecimento" que permitirão a empresas e clientes um maior conforto térmico e as próprias ruas terão diversas "zonas de sombreamento" para comodidade de todos aqueles que as frequentam.
 
Na zona pecuária foram instaladas novas estruturas, que irão permitir melhores condições aos animais, melhor organização e concentração numa só zona dos efetivos em exposição com um novo espaço. Deste modo, os visitantes poderão apreciar equinos, bovinos, caprinos, ovinos e suínos, entre outras espécies, sem percorrer grandes distâncias.
 
Por outro lado, no âmbito do Salão Prazer de Provar, os visitantes poderão provar alguns dos melhores vinhos de Portugal, como já é habitual. Este ano, a novidade é degustar estes magníficos produtos portugueses pelo valor de apenas 0,50 €. Na compra do copo, receberá de imediato dois vouchers de prova gratuitos.
 
Em 2015, a Feira assume um compromisso com a reciclagem. Em parceria com a Resitejo – Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo, o recinto terá diversas "baterias" para separação dos resíduos (Papel, Vidro e Embalagens). Neste contexto, a Resitejo vai dinamizar um espaço com 150 m2 cujo objectivo é alertar para a importância desta temática. Paralelamente, e em colaboração com a empresa Rui Neta, Lda, também se fará a recolha de óleos alimentares.
 
Na edição deste ano, a Feira Nacional de Agricultura e a CP estabeleceram para este evento uma parceria que permitirá aos visitantes do certame viajar de comboio com bilhetes mais baratos.
 
Neste âmbito, a CP – Comboios de Portugal proporcionará aos visitantes da Feira 30% de desconto, em viagens de ida e volta, em qualquer classe, entre os dias 5 e 15 de junho de 2015, nos comboios Alfa Pendular, Intercidades, Regionais e Inter-regionais. O desconto é válido para viagens com destino/origem a estação de Santarém, mediante apresentação de comprovativo de entrada no evento, não sendo cumulativo com outros descontos ou promoções em vigor.
 
 
Concursos Nacionais
 
Os produtos premiados nos Concursos Nacionais, nomeadamente "Os Melhores dos Melhores", que decorreram entre dezembro e maio, estarão em exposição no Salão Prazer de Provar, permitindo assim o contacto direto do consumidor com o que de melhor se faz no nosso setor.
 
Estas iniciativas foram realizadas em prova cega e tiveram como objetivo estimular a produção de qualidade, dar a conhecer os melhores produtos nas diferentes regiões do país, incentivar o seu consumo e promover o encontro de produtores, empresas, técnicos e apreciadores.
 
Os Concursos Nacionais cumprem uma dupla funcionalidade, estimulando concorrência e promovendo a competitividade entre os concorrentes, e disponibilizando aos consumidores uma forma de reconhecimento da qualidade dos produtos como denominação de origem.
 
Cumprindo o objetivo de premiar, promover, valorizar e divulgar a qualidade, especificidade e a diversidade dos produtos portugueses Feira vai ser palco das cerimónias de entrega de prémios dos vários Concursos.
 
No dia 7 de junho terá lugar a entrega de prémios dos Concursos organizados em conjunto com a Qualifica.
 
No dia 8 de junho o destaque é dado ao Azeite, com a entrega de prémios do Concurso Nacional de Azeites de Portugal, organizado conjuntamente com o Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo.
 
No dia 12 de junho, destaca-se a Entrega de prémios do Concurso Nacional de Mel e Embalagens de Mel que o CNEMA promove em conjunto com a FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.
 
Prazer de Provar
 
O Salão Prazer de Provar reúne no mesmo espaço vários produtos de grande qualidade: azeites, queijos, enchidos, méis, compotas, frutas, entre outros bens alimentares. Estão abertas à participação dos visitantes iniciativas como "A Padaria da Feira", que colocará à disposição do público vários tipos e formato de pão. Por outro lado, na "Mercearia da Feira" será possível adquirir vários produtos dos vários expositores, decorrendo "Provas na Cozinha" com mostras e degustações de produtos ou harmonizações entre Vinhos/Azeites, entre outras atividades.
 
 
 
 
Exposição do Mundo Rural
 
Estará em exposição uma mostra alargada de diferentes raças autóctones bovinas, nacionais e internacionais, assim como dezenas de equinos, representando as principais coudelarias nacionais, suínos de raça bísara e raça alentejana, caprinos e ovinos.
 
Destaca-se também uma grande exposição de galinhas poedeiras, mostra que contará com cerca de 500 exemplares e permitirá aos visitantes observar o comportamento destes animais ao ar livre.
 
A Feira Nacional de Agricultura terá patente uma ampla exposição e demonstração de maquinaria agrícola, equipamentos e serviços de agricultura, equipamentos e artigos comerciais, bem como a representação das associações e cooperativas do setor.
 
Gastronomia
 
Os visitantes da Feira Nacional de Agricultura poderão saborear os melhores produtos portugueses. Participam na Feira diversos restaurantes de carnes de raças autóctones e tasquinhas regionais promovidas por associações e coletividades do concelho de Santarém. O evento conta ainda com a participação de expositores que irão colocar à disposição do público queijos, enchidos, doces tradicionais, entre outros.
 
Fersant
 
Pelo sexto ano consecutivo, numa parceria com o NERSANT, a Feira Nacional de Agricultura conta com a presença da FERSANT – Feira Empresarial da Região de Santarém, iniciativa que pretende representar a economia da zona.
 
Lusoflora de verão
 
Durante a 2ª Feira Nacional de Agricultura, decorre a 3ª edição de verão da Lusoflora – Exposição e Venda de Flores e Plantas de Portugal. Num espaço dedicado à horticultura ornamental, para além de exposição e venda de plantas ornamentais e flor de corte, destaca-se a presença dos fornecedores de bens e serviços associados a esta atividade agrícola, numa área privilegiada de negócios e contactos.

CNEMA

Portugal sem chuva há seis meses


     
Sónia Balasteiro Sónia Balasteiro | 02/06/2015 08:13:07 1418 Visitas   

DR
Portugal sem chuva há seis meses

Todo o território nacional está a atravessar um período de seca, revelam dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A zona de Faro está mesmo em seca meteorológica severa, enquanto que quase todo o resto do país sofre de seca moderada. 

Maio está já a ser o sexto mês consecutivo de seca meteorológica (com menos chuva do que o habitual), depois de um Novembro bastante chuvoso. "Segundo o índice meteorológico de seca PDSI, em 15 de Maio mantém-se a situação de seca meteorológica em todo o território, mas com diminuição da intensidade no Litoral Norte e um aumento da intensidade no interior do Alentejo, em relação ao final de Abril", explica fonte daquele instituto. 

Abril foi já "um mês seco e quente", em que choveu quase metade do habitual: "O valor médio de precipitação, 59.4 mm, foi inferior ao valor médio (78.9 mm)", lê-se no boletim climatológico do mês. E "nos últimos cinco meses os valores da quantidade de precipitação mensal têm sido sempre inferiores ao normal, pelo que se mantém a situação de seca em todo o continente". 

Desde Dezembro que chove pouco porque, até Março, as condições meteorológicas predominantes foram, "frequentemente, determinadas pela influência de situações de anticiclone, geralmente intensos, localizando-se nas ilhas britânicas  ou na Europa Central", afirma a mesma fonte do IPMA, acrescentando que "este tipo de situação bloqueia a passagem das ondulações frontais pelo continente e, quando o atingem, a sua actividade é fraca, originando valores baixos de precipitação, em especial na região Sul e nas regiões mais interiores".

Barragens com 80% de água disponível

Abril, apesar de seco, foi excepção: "Predominaram  situações depressionárias, centradas no Atlântico adjacente ou na Península Ibérica e houve passagem de ondulações frontais activas pelo território. Ocorreu precipitação generalizada a todo o país".

O Verão está agora prestes a chegar e é pouco provável que chova consideravelmente nos próximos meses. "Nos últimos anos, temos tido Primaveras muito variáveis", recorda o meteorologista Costa Alves. "Depois os Verões têm tido temperaturas bastante superiores ao normal, com várias ondas de calor, sobretudo desde 2003". 

A situação, porém, ainda não é grave - a não ser para a vegetação, que está mais seca, podendo facilitar os incêndios - e estamos longe de um cenário de seca hidrológica, com consequências dramáticas para todas as culturas. "São necessários mais alguns meses para que a seca meteorológica se converta em seca hidrológica", explica Costa Alves. "Mas esta seca já prejudica as culturas de Primavera e de Verão", sublinha.

Por outro lado, os níveis de água no solo não são altos e estão, em praticamente todo o território abaixo dos 50%. A maior parte está entre os 30% e os 40%. Já as barragens ainda têm bastante água. Dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) revelam que, "das 59 albufeiras monitorizadas, 34 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e não existem albufeiras com disponibilidade inferior a 40% do volume".

As estatísticas do mesmo instituto mostram, porém, uma diminuição nos armazenamentos de Abril deste ano, comparando com os de anos anteriores. Os valores "por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias de armazenamento dos meses de Abril (1990/91 a 2013/14)", lê-se na página do SNIRH. 


Eurodeputados preocupados com os hábitos alimentares nas escolas


Junho 01
14:28
2015

A maioria dos eurodeputados recebeu com agrado o programa de distribuição de leite e fruta nas escolas, no sentido de contribuir para uma aprendizagem de correctas práticas alimentares ao nível das escolas.

Um dos objectivos é o de promover um combate, nas escolas, à obesidade das crianças.

O consumo de frutas e leite tem vindo a diminuir na Europa, com consequências negativas para a saúde da população. Mais de 20 milhões de crianças sofrem de obesidade e, em média, os adolescentes têm uma dieta deficitária em fruta e leite.

Os eurodeputados querem que sejam incluídos outros produtos lácteos dentro do programa, tais como o queijo, os iogurtes ou o requeijão.

Apesar desta posição maioritária, existe uma minoria de eurodeputados que acham que o Parlamento não se devia preocupar com estes assuntos e deixá-los para os governos nacionais e dedicar-se à elaboração de programas para o desenvolvimento económico e para a criação de emprego.


Hollande anuncia ajuda financeira aos agricultores


Junho 01
14:26
2015

O Presidente francês François Hollande anunciou uma ajuda financeira à tesouraria das explorações agrícolas francesas.

Esta ajuda é justificada devido aos problemas de tesouraria que o sector agrícola atravessa, sobretudo ao nível da pecuária, com preços muito baixos da carne e do leite.

A primeira prestação será feita nos primeiros dias de Outubro e a outra metade no mês de Dezembro.

Entretanto, devido à confusão generalizada no preenchimento das candidaturas às ajudas comunitárias, o prazo de apresentação foi dilatado, acabando agora em 15 de Junho.

O problema das candidaturas, sobretudo devido ao greening, tem levado muitos agricultores a hesitarem da maneira como as devem apresentar. O problema não é só francês, mas um pouco de todos os países e os cortes nas ajudas às exportações de média e grande dimensão é muito significativo.

Suinicultores franceses em fúria



Junho 01
14:25
2015

Desde quarta-feira que nenhum camião pode entrar ou sair da central de compras do Leclerc, em Scarmor, devido ao bloqueio movido pelos produtores de porcos da Bretanha.

Os produtores protestam contra os preços baixos e acusam a grande distribuição de ser a primeira responsável desta situação. A plataforma logística do Casino, em Gael, também foi bloqueada.

Os produtores querem que a grande distribuição deixe de usar a carne de porco como produto âncora. Acusam a grande distribuição de baixar os preços aos produtores, para manterem as suas margens.

A exigência dos produtores passou por uma subida dos preços na quinta-feira, no mercado Cadran Breton, de 3 cts/kg.

Na realidade registou-se uma subida dos preços, mas foi 1,4 cts, que ficou aquém do pretendido.

Apesar desta situação, os produtores desmobilizaram no sábado ao almoço, mas prometeram voltar a perturbar o abastecimento dos supermercados se o preço não recuperar.

A Hungria pode vir a ser o primeiro país a banir os OGM’s


Junho 01
14:20
2015

A aprovação da legislação europeia sobre o cultivo dos OGM's, que permite uma decisão final sobre o assunto, vai permitir à Hungria ser o primeiro país a banir a sementeira de OGM's.

Neste momento, o governo húngaro prepara legislação sobre a matéria, enquanto, ao mesmo tempo, o Ministro da Agricultura prepara legislação, no sentido de uma etiquetagem obrigatória para produtos como a carne, o peixe, o leite e o mel, com a menção se estão ou não livres de OGM's.

O movimento público contra os OGM's está em crescimento.

A Hungria quer, mesmo, propor, na Europa, uma aliança de países contra os OGM's, de modo a encorajar todos os países a seguirem o seu exemplo.

Os responsáveis húngaros justificam esta posição com o argumento que a proibição dos OGM's é a única solução possível para garantir que a população europeia tenha uma alimentação saudável.

Novas competências para o Comité Especial de Agricultura

Junho 01
20:48
2015

O Comité Especial de Agricultura (CSA) foi criado em 1960, reagrupando os representantes agrícolas em Bruxelas dos diferentes Estados Membros e tem tido como função preparar os dossiers para discussão e aprovação no Conselho de Ministros.

Neste momento, a Presidência da Letónia, numa nota enviada ao CSA, pretende que este Comité analise na sua reunião desta semana, em Riga, a possibilidade de passarem a pedir à Comissão que, atempadamente, lhes dê conta dos actos delegados que pretendem implementar, para dar seguimento à aplicação da Política Agrícola Comum.

Assim, poderão ser analisados os impactos das medidas e permitir uma melhor preparação do Conselho de Ministros.

A Presidência da Letónia também deseja que o CSA seja informado previamente das intenções da Comissão, no que diz respeito às negociações internacionais.

Por fim, o CSA deve vir a ser responsável pela organização de todo o dossier de agricultura para discussão nas cimeiras europeias.

O CSA terá a responsabilidade de avaliar e preparar os dossiers considerados mais sensíveis para discussão no Conselho de Ministros.

Imagem - eu2011.hu

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sector avícola mundial sob pressão nos próximos meses devido a gripe das aves

01-06-2015 
 
O sector avícola mundial tem aido afectado directa e indirectamente pelo vírus da gripe das aves, que circula em vários países.

Tendo em conta que diversos factores pesam no mercado, como a força do dólar, que impediu as rações de baixarem como se esperava, a grande concorrência da carne de porco que atravessa um período de preços baixos e as restrições comerciais impostas por alguns países devido à doença.

Em alguns países como os Estados Unidos, o Brasil, África do Sul e Japão, nos quais a oferta está equilibrada com a procura, a indústria obteve vários benefícios. Outros países, como a China que implementou restrições ao comércio de aves de reprodução podem vir a ser afectados por uma menor oferta no próximo ano.

Por regiões as perspectivas são as seguintes: na União Europeia a recuperação das margens é leve, com melhorias na posição comercial devido á debilidade do euro e o possível levantamento das restrições comerciais relacionadas com a gripe das aves.

Nos Estados Unidos, apesar dos numerosos focos da doença, o sector de engorda não foi muito afectado, pelo que as margens continuam fortes como consequência de uma boa procura do mercado asiático.

O Brasil usufrui de uma boa posição competitiva no comércio mundial devido à debilidade do real brasileiro e às restrições impostas aos países com correntes, a Rússia passa por um mercado em baixa e com maiores custos de alimentação em curso.

Na China há menos casos da doença, mas continua a gerar um grande impacto, com as margens mais baixas dos últimos cinco anos, na Tailândia regista-se um excesso de fortes apesar das fortes exportações e na África do Sul as margens são boas, mas podem piorar com o possível regresso dos exportadores da União Europeia.

Fonte: Agrodigital

Bruxelas obriga a divulgar nomes de agricultores que recebem ajudas comunitárias


Os países da União Europeia estão obrigados, a partir de hoje, a divulgar o nome dos beneficiários das ajudas da Política Agrícola Comum (PAC), uma medida que pretende aumentar a transparência, segundo um comunicado da Comissão Europeia.

As novas regras, que pretendem aumentar a transparência, decorrem da reforma da PAC de 2013, devendo os Estados-membros, através do ministério da Agricultura, publicar o nome do beneficiário, o montante e a medida à qual se candidataram.

No final de março, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) já tinha dado nota destas alterações, salientando que será assegurada a publicação anual 'a posteriori' dos beneficiários do Fundo Europeu Agrícola de Garantia (FEAGA) e do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).
A lista vai incluir o nome dos beneficiários (nome e apelido para pessoas singulares e denominação completa para empresas ou associações), municípios onde estão registados e montantes dos pagamentos correspondentes a cada medida.

Se as ajudas recebidas forem iguais ou inferiores ao montante fixado para o Regime da Pequena Agricultura, ou seja, 500 euros anuais, não serão divulgados os nomes dos beneficiários.
Dinheiro Digital com Lusa

Comissão Europeia reconhece “Capão de Freamunde”


A Comissão Europeia reconheceu a denominação "Capão de Freamunde" como Indicação Geográfica Protegida (IGP) tendo sido registada ao abrigo do Regulamento (UE) 2015/822 da Comissão de 11 de maio de 2015, relativo à inscrição de uma denominação no Registo das denominações de origem protegidas e das indicações geográficas protegidas, publicado em JOUE L130 de 28/05,  concedendo proteção do nome em todo o território europeu.

freamunde rdEntende-se por Capão de Freamunde o produto proveniente das estirpes de crescimento lento do tipo Atlântico do grupo étnico Gallus domesticus, castrada antes de atingir a maturidade sexual, com uma alimentação à base de pastagens naturais, complementadas com cereais, nos quais o milho é dominante e que se destina exclusivamente à produção de carne de qualidade. É a dieta natural de que beneficiam os animais, aliada às condições de espaço da criação, que proporcionam o equilíbrio da composição lipídica desta carne, que a distiguem da demais carne de outras aves.

A especificidade e a diferenciação patentes na carcaça do Capão de Freamunde levaram ao desenvolvimento de pratos gastronómicos próprios que já integram os hábitos da região, tornando-se numa referência séria dos restaurantes locais, alastrando a sua fama a zonas cada vez mais alargadas. A hoje já tradicional e reputada receita de Capão à Freamunde é promovida anualmente em concurso gastronómico em Freamunde.

Candidaturas ao Prémio Nacional Agricultura Abertas

CANDIDATURAS A DECORRER

 

 

Recepção de candidaturas até: 31 de Outubro de 2015

O BPI, o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios organizam a 

4ª edição do Prémio Nacional de Agricultura que tem como objectivo promover, incentivar e premiar os casos portugueses de sucesso da Agricultura e Agro-indústria, Pescas e Aquacultura, Florestas e Pecuária.

Reconhecendo que o desenvolvimento destes sectores é um dos motores do crescimento da economia portuguesa, o Prémio Nacional de Agricultura valoriza a aposta no aumento da produção, na inovação, na melhoria da comercialização e na internacionalização dos produtos nacionais.

Serão premiados casos de sucesso nas categorias de Empresas, Associações/Cooperativas, Jovens Agricultores e Novos Projectos.

Contamos com a sua participação.

O Prémio Nacional de Agricultura é uma iniciativa do BPI, do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios, em parceria com o Ministério da Agricultura e do Mar, com o apoio da PwC.


Toda a informação em www.premioagricultura.pt


Para mais informações: cofinaeventos@cofina.pt ou 210 494 902/3



Garrafas de vinho com rolhas de cortiça vão estar identificadas no rótulo


31 Mai 2015 < Início < Notícias

Novidade deixada pela ministra da Agricultura na inauguração da Feira Internacional da Cortiça (FICOR), em Coruche.
As garrafas de vinho vão passar a estar identificadas no rótulo com a informação de que estão vedadas com uma rolha de cortiça. A novidade foi adiantada pela ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, na tarde de 28 de Maio durante a inauguração da FICOR, que decorre até este domingo em Coruche.
A medida, sugerida em 2013 pela própria ministra, vai passar a ser uma realidade o mais breve possível após a aprovação do regulamento. Na opinião de Assunção Cristas, esta é uma forma de valorizar o produto e contribuir para a economia verde. "A cortiça valoriza o vinho e o vinho valoriza a cortiça", salientou.
No dia em que se iniciou a retirada de cortiça, Assunção Cristas lembrou que Portugal é o número um na produção e exportação de cortiça. Em 2014, foram exportados 846 milhões de euros em cortiça e, no primeito trimestre de 2015, as exportações estão já a crescer cerca de seis por cento face ao período homólogo do ano passado.
De passagem por Coruche, Assunção Cristas informou que o governo vai dar pela primeira vez apoio às associações de produtores para terem a possibilidade de financiar tudo o que são os serviços de aconselhamento florestal, nomeadamente para a criação de organizações comerciais de produtores florestais. "Temos medidas de apoio no PDR2020 que vão ter início em Junho e estarão disponíveis para candidaturas", explicou.
Aos agentes da fileira, confirmou a ilegibilidade da cortiça no âmbito de acções financiadas pelos fundos europeus para informação e promoção de produtos agrícolas.

04-09 agosto . Festival do Vinho Português e Feira Nacional da Pêra Rocha

04-09 agosto . Festival do Vinho Português e Feira Nacional da Pêra Rocha - agroeventos

 04-09 agosto . Festival do Vinho Português e Feira Nacional da Pêra Rocha - agroeventos
32º Festival do Vinho Português e 22ª Feira Nacional da Pêra Rocha, vai realizar-se de 4 a 9 de agosto de 2015, na mata municipal do Bombarral.

domingo, 31 de maio de 2015

Manifestações contra a multinacional americana Monsanto em todo o mundo


Por Nelson Pereira | Com REUTERS
24/05 05:17 CET


Cocaína na Horta
30/05 17:07

Manifestações contra a multinacional americana Monsanto, especializada na biotecnologia agrícola, decorrerem este fim-de-semana em várias cidades do mundo.

Manifestações contra a Monsanto tiveram lugar no sábado em mais de 400 cidades de uma quarentena de países, de Paris a Ouagadougou e Rio de Janeiro. Na Cidade do México, milhares de pessoas 
protestaram contra a produção de milho geneticamente modificado.

 
Em Morges, no cantão de Vaud, na Suíça, onde a Monsanto tem a sua sede para a Europa, África e Médio Oriente, mais de mil pessoas participaram no sábado numa manifestação, para protestar contra o herbicida e as sementes geneticamente modificadas produzidos pela poderosa multinacional no campo da biotecnologia agrícola.

Em março, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC), estrututa da Organização Mundial de Saúde, declarou o glifosato, herbicida que a Monsanto comercializa com a marca Roundup, como provavelmente cancerígeno para o ser humano.

O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados no mundo. Segundo a IARC, sediada em Lyon, França, esta influência nociva do glifosato é partilhada por outros herbicidas como o malatião e o diazinão.

Em Portugal, o glifosato é o herbicida mais usado, sendo comercializado por empresas como a Monsanto, Dow, Bayer e Syngenta. A sua aplicação para fins agrícolas duplicou em Portugal na última década.

Esta tomada de posição da IARC foi fortemente contestada pela Monsanto.

Uma das conclusões deste relatório do IARC é que o glifosfato está associado ao Linfoma não-Hodgkin – um cancro de sangue em que Portugal tem a sétima maior taxa de mortalidade na Europa.

De acordo com um estudo da Sociedade Americana de Microbiologia, químicos como o glifosato induzem resistência a antibióticos na bactérias com que entram em contacto.

O uso do glifosato está directamente ligado ao cultivo de transgénicos. O aumento da presença de alimentos geneticamente modificados no mercado levaram a União Europeia a aumentar 200 vezes a sua tolerância aos resíduos de glifosato na alimentação a partir de 1999, tendo passado de 0.1 para 20mg/kg no caso da soja.

Por Nelson Pereira | Com REUTERS

Quinta algarvia inova com produção de manteiga de alfarroba e amêndoa


LUSA30 de Maio de 2015, às 07:00

Uma empresária algarvia está a recuperar a quinta que a família tem em Castro Marim há sete gerações e a produzir manteiga de alfarroba e de amêndoa, que pode servir para barrar o pão, mas também como ingrediente culinário.
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As manteigas são confecionadas através da emulsão dos frutos em água, com a dose suficiente de açúcar para que consigam conservar-se, sendo uma alternativa aos cremes de chocolate para barrar o pão, embora também possam ser usadas na confeção de molhos para bifes ou para rechear frango, exemplificou Rosa Dias.

"A manteiga de alfarroba surgiu da necessidade de valorizar a alfarroba que, infelizmente, é um produto mal-amado da economia portuguesa e da economia algarvia, mas que nós temos muito orgulho", explicou a responsável pela Quinta da Fornalha, onde também se produzem trufas de figo, sal, flor de sal, compotas e "chutney" (condimento originário da Ásia).

Segundo a jovem empresária, em termos nutricionais, a alfarroba "é uma bomba de saúde" e, comparativamente ao chocolate, é três vezes mais rica em cálcio, tem menos 33% de calorias e ainda menos 17% de gordura, contendo ainda vitamina B1 e B2, vitamina A, cálcio, magnésio, potássio e diversos minerais.

Em 2009, quando foi convidada pelo pai para ajudar a recuperar a quinta da família, com 35 hectares de pomares tradicionais de sequeiro e dois hectares de salinas artesanais, Rosa Dias apercebeu-se que o valor dos frutos por transformar não permitia obter rendimento que tornasse a quinta viável.

Inspirada nas recordações e valores incutidos durante a infância, o respeito pela herança cultural e o gosto pelo trabalho agrícola, a empresária criou um modelo empresarial alternativo sustentável para dar viabilidade à quinta, com agricultura biológica certificada há 20 anos, e sem destruir os pomares plantados pelos seus antepassados.

"Chegar aqui a esta quinta e dizer: 'as alfarrobas não têm propriamente uma rentabilidade interessante' e substituí-las por frutinhos vermelhos era imaginar o meu avô às voltas na tumba", comentou Rosa Dias, que está permanentemente a pensar em novas formas de dar mais-valia aos produtos produzidos na quinta.

Além da produção e venda de produtos, na Quinta da Fornalha existem também alojamentos, numa lógica de ecoturismo, sendo igualmente organizadas visitas.

Os produtos estão à venda na loja da quinta, em 200 lojas distribuídas por todo o país e são também exportados para o estrangeiro.

Rosa Dias já se encontra a preparar duas novas gamas que serão lançadas no próximo Natal, uma salgada e outra doce e com ervas aromáticas típicas da região.

SCYS // PMC

Lusa/Fim

Da aula para o prato: Estudantes já doaram 40 toneladas ao Banco Alimentar

Alunos do Instituto Superior de Agronomia transformam a teoria em prática e já conseguiram doar 40 toneladas de comida ao Banco Alimentar

Muguel Judas
8:00 Segunda feira, 25 de Maio de 2015 |

Mãos na terra «Somos só um pequeno grupo de estudantes», diz Afonso Bulhão (à direita). Mas fazem a diferença

Mãos na terra «Somos só um pequeno grupo de estudantes», diz Afonso Bulhão (à direita). Mas fazem a diferença

José Carlos Carvalho

Depois de nos ensinarem, como saber se realmente aprendemos? Praticando. Testando os conhecimentos. Pondo as mãos na terra no caso, literalmente. Foi essa uma das motivações de um grupo de estudantes do Instituto Superior de Agronomia (ISA) para fundar o Solidarisa. A outra, como se percebe pelo nome do projeto, foi a solidariedade.

"A ideia passava por usar o terreno e a maquinaria do instituto para colocar em prática a teoria aprendida nas aulas, mas com uma componente social, em que tudo o que fosse produzido seria doado a instituições de solidariedade", explica Afonso Bulhão, 24 anos, um dos elementos do núcleo fundador do Solidarisa, que, desde 2011, já rendeu mais de 40 toneladas de alimentos ao Banco Alimentar Contra a Fome - num valor superior a 22 mil euros, segundo os preços praticados pelo mercado de distribuição. "Decidimos, avançámos e o resto veio por acréscimo", conta Afonso, que este ano, quando terminar o mestrado em engenharia agronómica, vai passar o testemunho aos mais novos. "A ideia foi de dois colegas mais velhos, que já terminaram o curso, e eu entrei logo a seguir, mas com o tempo foram muitas mais as pessoas e as empresas que se envolveram", explica o estudante. Logo nesse primeiro ano, cem voluntários, entre alunos e professores, ajudaram a colher a primeira cultura: quase duas toneladas de grão seco, que renderam cerca de 20 mil porções ao Banco Alimentar.

Um caso de estudo que começa a ser replicado

À "vertente solidária", o grupo do ISA acrescenta ainda "o desenvolvimento de competências-chave na área da agronomia" e "a interação com a realidade empresarial", por via de uma lista de 14 patrocinadores, que inclui, entre outros, o Banco Santander Totta e a Galp, além de diversas empresas do setor agrícola, que apoiam ao nível dos adubos, das sementes ou dos sistemas de rega. "São três pontos fundamentais, que nos ajudam a crescer como futuros profissionais do setor agrícola", sustenta Afonso. Ao grão, acrescentaram depois mais culturas, como a couve e o trigo, que, com o apoio da Cerialis, a empresa produtora das massas Nacional, foi transformado em esparguete, para posterior entrega ao Banco Alimentar. "Por questões logísticas e de facilidade de conservação, não podemos fugir muito a estes produtos", explica Afonso Bulhão. E há ainda os imponderáveis, inerentes à atividade agrícola. "Este ano, a produção de couve não correu tão bem, porque tivemos um problema com uma infestante e o clima não ajudou". Certo é que o projeto se tornou num caso de estudo, que está já a ser replicado noutras universidades internacionais, como Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em São Paulo, no Brasil, e a Universidade de Córdoba, em Espanha.

Entretanto, a área de cultivo aumentou de um hectare, em 2011, para os atuais 7,5 hectares.

"Às vezes, penso que estamos a dar um passo maior que a perna", confessa Afonso, lembrando que são só "um pequeno grupo de estudantes, a cultivar uma imensa área, em pleno centro de Lisboa". Mas, para muita gente, estes alunos fazem uma grande diferença.


Coordenadora "Distinção no Museu do Vinho veio premiar o nosso trabalho"

A coordenadora do Museu do Vinho, Maria dos Anjos Tulha, congratulou-se hoje com a distinção da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), que veio premiar todo o trabalho desenvolvido por este organismo de S. João da Pesqueira.

CULTURA Distinção no Museu do Vinho veio premiar o nosso trabalho Lusa

16:45 - 30 de Maio de 2015 | Por Lusa
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"Esta distinção é um prémio ao trabalho que o Museu do Vinho tem vindo a desenvolver, num concelho que tem a maior área de Património Mundial que é o Douro Vinhateiro", alegou.

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O Museu do Vinho, em S. João da Pesqueira, no distrito de Viseu, foi distinguido sexta-feira pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com uma menção honrosa, na categoria que distingue o melhor museu português do ano.

Já o Prémio Museu Português 2015 foi atribuído ao Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, no distrito de Portalegre.

Para Maria dos Anjos Tulha, este reconhecimento "é uma agradável surpresa", que serve para trabalharem com mais afinco e continuarem "a ser merecedores deste prémio".

Também o presidente da Câmara de S. João da Pesqueira, José Tulha, mostrou regozijo pela atribuição da distinção.

"Deixa-nos satisfeitos verificar que há reconhecimento externo a este espaço. Mas, não basta só o nosso esforço: por mais equipamentos que construamos, precisamos sempre de complementaridade e ajuda central", sustentou.

A APOM, entidade dedicada à museologia, atribui os prémios anualmente, desde 1997, a museus, projetos, profissionais e atividades desenvolvidas no setor.

Os prémios são referentes ao ano anterior à atribuição, e são habitualmente anunciados em dezembro, mas este ano a cerimónia foi antecipada, devido ao aniversário dos 50 anos da APOM.

No ano passado, o vencedor de Melhor Museu Português foi o Museu do Benfica, em Lisboa.

Os prémios são atribuídos pela APOM, fundada em 1965, para incentivar o espírito de preservação e divulgação do património dos museus, segundo a associação, distinguindo ainda, entre outros, a melhor intervenção e restauro, o melhor catálogo, mecenato e projeto museográfico.

Prevenção avança para evitar entrada de bactéria que afectou olival em Itália


CARLOS DIAS 31/05/2015 - 08:38

Comissão Europeia assume medidas de emergência para evitar propagação da doença. Em Itália, na zona sul, há uma área de 241 mil hectares em situação considerada "grave". Em Portugal, não há notícia de árvores afectadas..

 Azeite já vale 350 milhões de euros em exportações

O comité permanente da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar aprovou recentemente medidas de emergência propostas pela Comissão Europeia para evitar a propagação da bactéria Xylella fastidiosa que ataca oliveiras e várias outras espécies, entre as quais, os citrinos ou as amendoeiras. Em Portugal, o Ministério da Agricultura pôs em marcha um plano de prevenção.

A doença está neste momento circunscrita à região meridional de Apúlia, no sul de Itália, onde foi detectada, em Outubro de 2013. Mas, num espaço sem fronteiras como é o comunitário, crescem os receios de que o problema se expanda. Em Portugal estão em jogo mais de 350 millhões de euros em exportações.

É a mais recente decisão deste organismo para combater uma praga que a todo o momento pode alastrar "a outros países", frisa um estudo da comissão científica da União Europeia sobre a bactéria que pode infestar mais de 300 espécies vegetais.

A falta de tratamento eficaz, associada a uma ampla gama de plantas susceptíveis de serem infectadas, assim como o risco de propagação da doença, forçou a União Europeia a considerar a bactéria como "uma ameaça muito grave para o sector agrícola europeu".

As medidas acordadas prevêm que os Estados membros revelem o aparecimento de novos surtos da doença, para que possam ser delimitadas rapidamente as áreas infectadas e aplicadas medidas restritas de erradicação. Estas medidas passam pela destruição das árvores doentes e de todos os exemplares hospedeiras num raio de 100 metros, independentemente do estado sanitário que apresentem no momento.  

Ana Paula Carvalho, subdirectora da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, garante que Portugal já exigiu medidas mais restritivas na União Europeia para controlar a " importação de plantas afectadas", o veículo que terá contribuído para o contágio das oliveiras no sul de Itália. O risco maior está associado à importação de plantas ornamentais oriundas da América Central, ou de plantas criadas por viveiristas na região italiana contaminada.

A bactéria chegou a Itália, em 2013, através de uma planta ornamental de café vinda da Costa Rica, que entrou na Europa pelo porto holandês de Roterdão, garante o Instituto Agronómico Mediterrâneo, com sede em Bari no sul de Itália.

Recentemente, outra planta de café supostamente infectada foi apreendida num mercado da localidade francesa de Rungis. O exemplar, que veio provavelmente da América Central, também chegou à União Europeia através da Holanda, confirmou em Abril o ministério de Agricultura francês, através de comunicado.

Bruxelas esclarece que a Itália já identificou na região meridional de Apúlia uma área com 241.000 hectares que se encontra "em situação grave". Na província de Lecce, as análises realizadas até agora "sugerem que pelo menos 10%" das cerca de 11 milhões de oliveiras ali existentes estão afectadas, revelou o comissário europeu para a Saúde, Vytenis Andriukaitis. Os avisos colidem, porém, com a resistência italiana em abater oliveiras centenárias. A Itália é o segundo produtor europeu de azeite, a seguir à Espanha.

O país vizinho juntamente com a França querem o abate imediato das árvores, receando que a doença venha a atingir os seus olivais. No início de Abril, a França lançou uma campanha de aumento da fiscalização e unilateralmente proibiu a importação de vegetais de áreas infectadas. Há suspeitas de que a bactéria esteja também presente em plantas envasadas de oliveira, importadas de Itália.

Clara Serra da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária diz que a dispersão da bactéria "está em curso" e que já "não é possível a erradicação. Passou-se à fase da contenção numa área com 380 mil hectares", afirma, explicando que são os insectos vectores que transportam a bactéria para os hospedeiros que podem ser, entre outros, plantas ornamentais existentes em jardins, parques e zonas urbanas.

Álvaro Labella, director técnico da Olivum - Associação de Olivicultores do Sul concorda que é necessário alertar os agricultores portugueses para que monitorizem os seus olivais, mas, "por enquanto, não tenho sentido preocupação pela praga", referiu ao PÚBLICO .

O responsável não quer que se construa uma "imagem catastrofista de uma situação que é pontual" e que está circunscrita ao sul de Itália, mas reconhece que as pessoas "não devem fazer ouvidos surdos" aos alertas que estão a ser lançados, até porque "é possível" a extensão da doença a Portugal.

Há um novo azeite.. para bebés

Sabia que o azeite é a primeira gordura que o bebé deve consumir? A pensar em todas as mamãs e nos seus filhos nasceu Oliveirinha, um azeite especial, perfeito para os bebés dos 6 meses aos 3 anos de idade.

PATRÍCIA SANTOS ALVES
25 MAIO 2015, 10:29
 

Sensivelmente aos seis meses a alimentação dos bebés muda e tem início uma nova fase repleta de novos sabores para os mais novos e que representa um desafio diário para os pais. Nesta altura, experimentam as primeiras sopas, os purés e o azeite virgem extra é a única gordura recomendada e que, além de acrescentar mais sabor aos alimentos, permite absorver melhor os nutrientes e dá a energia que os bebés necessitam.

E a pensar em todas estas mudanças e com a missão de ajudar os pais a superar este desafio, Oliveira da Serra lança o Oliveirinha. Com apenas 0,3% de acidez, é um azeite virgem extra muito suave e delicado por ser produzido predominantemente a partir de azeitonas da variedade arbequina e que permite desde cedo a introdução desta gordura de forma saudável e equilibrada. Criado cuidadosamente para responder às necessidades dos bebés, é o verdadeiro aliado das mães nas primeiras descobertas dos seus filhos pelo mundo dos sabores.

Com a ajuda do Chef Vitor Sobral, Oliveira da Serra desenvolveu receitas muito práticas, saudáveis e variadas que podem ser consultadas no site de Oliveira da Serra ou na página de Facebook. Para que não restem dúvidas na confeção destas receitas, estão disponíveis vídeos com todos os passos de preparação e confecção. E como este período coincide também com a existência de muitas dúvidas relativas à alimentação infantil, a marca disponibiliza ainda, através do seu site, o contacto com uma nutricionista que responderá de forma simples a todas as questões.

Dê as boas-vindas ao novo membro da família Oliveira da Serra, o Oliveirinha, disponível por apenas 3,49€.

Governo entrega Casa do Douro à Federação Renovação


27 Maio 2015, 13:48 por Jornal de Negócios com Lusa

A Federação Renovação do Douro ganhou a gestão da Casa do Douro (CD), mantendo a sede da instituição que passou de associação pública a privada, segundo um despacho que entra esta quarta-feira em vigor.
De acordo com o despacho publicado esta terça-feira no Diário da República, o Ministério da Agricultura e do Mar designou a Federação Renovação do Douro como a associação de direito privado que sucede à associação pública da Casa do Douro.
 
Após a extinção da dimensão pública da Casa do Douro a 31 de Dezembro de 2014, o Governo abriu em Janeiro um concurso dirigido às organizações de direito privado e sem fins lucrativo interessadas em ficar com a gestão da instituição duriense.
 
As duas candidaturas submetidas ao concurso foram apresentadas pela Federação Renovação Douro e a Associação dos Lavradores Durienses.
 
O que o despacho vem agora determinar é que "por ser a candidata que apresenta uma maior representatividade em termos de viticultores e de área, com 29,3% da representatividade, a que corresponde 28% dos viticultores e 33,2% da área da vinha", a tutela da Agricultura designa "a Federação Renovação do Douro como associação de direito privado que sucede à associação pública da Casa do Douro".
 
O despacho, que entra em vigor "no dia seguinte ao da sua publicação", ou seja, a partir de amanhã, quinta-feira, 28 de Maio, avança ainda que "a propriedade do imóvel que constitui a sede da Casa do Douro é registada a favor" da Federação que agora ganhou a gestão da instituição duriense.
 
Criada em 1932, a Casa do Douro possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros, para o qual o Executivo avançou um plano de reestruturação que incluía - além da transformação da associação pública em instituição privada, desvinculando, por outro lado, os vitivinicultores da obrigatoriedade da inscrição, a dação de vinho – a dação em pagamento de património vinícola da entidade para pagar os créditos do Estado.  

VitalFields Startup de agricultura arrecada um milhão de financiamento


Empresa sediada na Estónia recebe investimento de fundo nacional e de empresa anónima de Silicon Valley.

TECH Startup de agricultura arrecada um milhão de financiamento DR
12:34 - 27 de Maio de 2015 | Por Notícias Ao Minuto

A VitalFields, uma empresa de agricultura tecnológica estoniana conseguiu um financiamento de 1.1 milhões de euros.

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A empresa é responsável por uma software disponível na cloud através do qual os agricultores podem monitorizar as suas plantações ou rastrear padrões climatéricos. Com este software é ainda possível gerir e planear os recursos necessários para as plantações.

Reporta o TechCrunch que entre os investidores estão o Fundo Estoniano de Desenvolvimento, no qual participam os contribuintes do país, assim como uma empresa de Silicon Valley que decidiu permanecer anónima.

Azeite já vale 350 milhões de euros em exportações


JOSÉ MANUEL ROCHA 31/05/2015 - 11:25

O sector do azeite assume uma importância muito significativa no contexto agrícola português, pela superfície que ocupa, porque gera um produto fundamental na dieta dos portugueses e porque conseguiu estabelecer níveis de produtividade que fizeram com que o país se tornasse praticamente auto-suficiente na satisfação do consumo interno.

O panorama actual, com uma pujança que se tem vindo a confirmar nos últimos anos, foi começando a ser construído a partir dos finais da década de 1980, depois de uns vinte, trinta anos em que a produção regrediu para níveis preocupantes, a reflectir o impacto da entrada em cena, no mercado nacional, dos óleos vegetais, principalmente de girassol, que à data eram apresentados como mais amigos da saúde dos portugueses e apresentavam preços muito mais baixos do que os que eram praticados no azeite.

O regresso ao olival acabou, no entanto, por se impor e os resultados dos investimentos realizados estão à vista. Nos últimos cinco anos, a produção anual de azeite aproximou-se de uma média de 70 mil toneladas, o dobro do que acontecia no final dos anos 1980. E as exportações do sector já tocam os 350 milhões de euros.

Esta autêntica revolução nos campos portugueses foi acompanhada por uma aposta também muito activa na qualidade dos produtos que visam o mercado interno e externo, com muitos produtores a investirem no apuro das castas e na diferenciação de sabores, o que os leva a conquistar o reconhecimento dos grandes concursos mundiais de azeite face a concorrentes fortes, principalmente de Espanha e Itália.

Os dados oficiais mais recentes apontam para a existência, em Portugal, de cerca de 350 mil hectares de terras com oliveiras em produção. Isto equivale a cerca de 8% da superfície agrícola total, calculada em cerca de 4,5 milhões de hectares.

O Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura estima que a mais recente campanha oleícola tenha fechado com uma produção de cerca de 62 mil toneladas, o que fica claramente abaixo das 90 mil toneladas da campanha anterior. Mas esta foi uma campanha perfeitamente excepecional, sem réplica nos últimos 50 anos. E a safra de 2014/2015 foi muito marcada por condições meteorológicas e fitossanitárias desfavoráveis, principalmente no olival de sequeiro que ocupa 80% da área total de oliveiras em Portugal.

Com a produção nacional a cobrir praticamente as necessidades internas (o grau de autossuficiência estará pouco abaixo dos 95%), nem por isso Portugal deixa de estar no comércio internacional do produto. Em 2013, entraram em Portugal cerca de 280 milhões de euros em azeite e as vendas ao estrangeiro subiram aos 350 milhões de euros. Muito do azeite importado sofre injecção de valor, o que se depreende do facto de o valor unitário das entradas ser de cerca de 2,5 euros por quilo e o de exportações andar perto dos 3,25 euros.

No quadro oleícola nacional, o Alentejo é a região mais dinâmica de Portugal, com 71% da produção nacional, a beneficiar dos fortíssimos investimentos de que foi alvo nos últimos anos. O Norte, em particular Trás-os-Montes, assume uma produção de 15% do total e a região Centro com quase 8%.

Os lagares que funcionam em Portugal, cerca de meio milhar, conseguiram na última campanha um rendimento médio de 14,7 quilos de azeite por cada 100 quilos de azeitona, o que representa um ligeiro acréscimo face à safra anterior.


Ministra da Agricultura desafia organizações do setor do azeite a aproveitarem fundos


30/5/2015 8, 13:58

Assunção Cristas disse que as verbas do Programa de Desenvolvimento Rural devem ser aproveitadas para promoção daquele produto considerado o "ouro" da agricultura portuguesa.


Produção de azeite duplicou entre 2000 e 2014, revela Assunção Cristas
Observador

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse este sábado que as verbas do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020) devem ser aproveitadas pelas organizações do setor do azeite na promoção daquele produto considerado o "ouro" da agricultura.

"O PDR 2020, o nosso programa para a agricultura que sucede ao PRODER tem verbas para apoiar o investimento neste setor, para apoiar a modernização dos lagares, para apoiar o regadio na produção e também para apoiar a promoção e todo o aconselhamento técnico", disse Assunção Cristas aos jornalistas, na Guarda, onde foi entronizada confreira pela Confraria do Azeite.


"Temos o setor organizado e gente muito empenhada em trabalhar, nomeadamente a Confraria do Azeite a que eu hoje me junto com muito gosto, com muita honra, porque, de facto, o azeite faz parte das minhas predileções", disse.

Segundo a titular da pasta da Agricultura, as verbas do PDR 2020 "devem ser aproveitadas, nomeadamente pelas organizações do setor, que podem, em conjunto, também ajudar a promover ainda melhor este nosso produto maravilhoso que é um ouro da nossa agricultura".

Assunção Cristas lembrou que a verba total do PDR 2020 é de cerca de quatro mil milhões de euros, que se distribui por várias medidas específicas transversais, que podem ser aproveitadas pelo setor do azeite, de forma "muito significativa".

Nas declarações aos jornalistas, a ministra da Agricultura referiu que o azeite corresponde "a cerca de 1% da produção agrícola nacional" e a cerca de 350 milhões de euros, em relação às exportações.

"É muito valor, e nós podemos continuar a aumentar. Aliás, neste momento, com aquilo que está instalado no território português em azeite, que irá entrar em produção brevemente, nos próximos anos nós vamos continuar este caminho de crescer fortemente", afirmou.

A ministra reconheceu ainda que a fileira do azeite tem tido "um crescimento imenso, desde sensivelmente o ano 2000″. "Se compararmos 2000 com 2014 vemos que a nossa produção de azeite mais do que duplicou, o que é muito positivo", observou.

Assunção Cristas disse ainda que Portugal tem no azeite "uma enorme riqueza", que "associa a tradição com a modernidade". "Hoje, o mundo todo procura azeite. Faz bem à saúde, é uma gordura muito saudável, faz parte da nossa dieta mediterrânica e o que nós assistimos no nosso país é um extraordinário dinamismo do setor do azeite", declarou.

"Nós exportamos 50% da nossa produção para o Brasil, mas chega também a outras geografias e nomeadamente estamos apostados em que chegue também ao Extremo Oriente. Não é por acaso que a Confraria do Azeite já estabeleceu um núcleo em Macau", concluiu.

Agricultura: trabalhadores de cortiça são os mais bem pagos


Publicado a 28 MAI 15 às 22:48

Não há setor de produção de bens, que renda tanto para as exportações portuguesas, como a cortiça, um setor que Portugal lidera, em termos mundiais. Na base de tudo, estão os trabalhadores agrícolas mais bem pagos em Portugal.

 
No dia em que começa a Feira Internacional da Cortiça, a TSF foi conhecer um tirador que se ocupa do ofício na Serra do Caldeirão e Alentejo.
Valentim Anicento retira cortiça de um sobreiro

Valentim Aniceto anda pelas encostas íngremes a retirar cortiça dos sobreiros há cerca de 20 anos. O único instrumento utilizado é um machado bem afiado.
Na serra do Caldeirão este homem, que diz ter aprendido o ofício vendo os outros tiradores trabalharem, depara-se com árvores com a cortiça queimada dos últimos incêndios.
Depois de vendida, esta cortiça será menos valiosa para quem a produz, renderá cerca de 9 euros a arroba, quando habitualmente valeria 50 euros.
Esta tarefa é considerada a mais bem paga no setor agrícola, cerca de 120 euros ao dia. No entanto, os tiradores trabalham de sol a sol e apenas nos meses mais quentes.
"Uma boa cortiça", garante Valentim,"é aquela que é grossa e compacta, de modo a que, quando se fizer a rolha, o vinho não passe".
Reportagem de Maria Augusta Casaca

sábado, 30 de maio de 2015

'Nobel' da arquitetura paisagista para Gonçalo Ribeiro Telles



10.04.2013 10h061

Prémio Sir Goffrey Jellicoe - o mais conceituado na área da arquitetura paisagista - é atribuído hoje a Gonçalo Ribeiro Telles. 

Lusa
LUSA
O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi hoje distinguido com o 'Nobel' da Arquitetura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído em Auckland, na Nova Zelândia, pela federação internacional do sector, revelou à agência Lusa fonte ligada à organização.

De acordo com a Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas (APAP), o galardão foi anunciado hoje, durante a realização do congresso, em Auckland, da Federação Internacional dos Arquitetos Paisagistas (IFLA).

O prémio tem como objetivo "reconhecer um arquiteto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão".

A entrega do prémio é efetuada hoje durante uma sessão do congresso, ao arquiteto paisagista Miguel Braula Reis, presidente da APAP, que o recebe em representação de Gonçalo Ribeiro Telles.

Braula Reis fará ainda a leitura de uma conferência da autoria do premiado e será exibido um vídeo, com uma mensagem de agradecimento de Ribeiro Telles.

MAIOR PRÉMIO DA ARQUITETURA PAISAGISTA
O Prémio IFLA Sir Geoffrey Jellicoe foi criado em 2004, e o primeiro galardoado, no ano seguinte, foi o arquiteto Peter Walker, dos Estados Unidos, seguindo-se, em 2009, Bernard Lassus, de França. Em 2011 foi distinguida Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá, e, em 2012, Mihaly Mocsenyi, da Hungria.

Este galardão, considerado o 'Nobel' da arquitetura paisagista, que tem paralelo no Prémio Pritzker de arquitetura, comemora a contribuição extraordinária para a IFLA do arquiteto paisagista britânico Sir Geoffrey Jellicoe (1900-1996), fundador daquela federação internacional.

Para a APAP, Gonçalo Ribeiro Telles "é premiado por uma excecional carreira de setenta anos, poucos meses depois de ver garantida a continuidade do corredor verde de Lisboa, uma ideia que lançou em 1968".

O júri do prémio inclui arquitetos paisagistas das quatro regiões da IFLA, "que representam o âmbito académico, a prática pública e privada, e possuem um profundo conhecimento da profissão, dos seus profissionais-chave e da prática internacional".

CRIADOR DO CORREDOR VERDE DE MONSANTO
Nascido em Lisboa, a 25 de maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no século XX.

São da autoria de Ribeiro Telle, entre outros projetos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa.

Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975), e dos projetos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, entre outros.

Lisboa acolhe em julho VI Congresso de Estudos Rurais



 30 Maio 2015, sábado  AgroflorestalAgricultura
O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa recebe a 16 de julho de 2015 o "VI Congresso de Estudos Rurais: entre heranças e emancipação, desafios do rural".
O evento irá debater temáticas ligadas ao mundo rural, entre elas: "Sistemas agro-alimentares e florestais: entre produtos locais, intensificação sustentável e escassez de recursos", "Desenvolvimento rural e turismo: das procuras às ofertas inovadoras", "Interesses públicos e iniciativas privadas", "Reconfigurações rural-urbano", "Consumos do rural: práticas, saberes e memórias" e "As alterações Climáticas".
O Congresso pretende, desta forma, «fomentar reflexões e práticas pluridisciplinares, contribuindo para compreender como tendências e conflitos que se cruzam no rural, e nas relações urbano-rural, podem promover um desenvolvimento sustentável».
A realização do VI CER assinala o 30º aniversário da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais.
A iniciativa é organizada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
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Infografia: Os números da agricultura em Portugal


29 Maio 2015, 17:35 por Cátia Santos - Infografia , Nuno Aguiar | naguiar@negocios.pt, Rui Santos - infografia


O Negócios foi conhecer o retrato do sector da agricultura em Portugal. E mostra-lhe os principais indicadores. Quais as principais culturas em Portugal, qual a dimensão média das explorações. E evolução ao longo do tempo.

Quais as principais importações e exportações no sector da agricultura? Qual a dimensão média das explorações? E sabe qual o retrato-robot dos agricultores portugueses?

O Negócios compilou um conjunto de dados estatísticos para conhecer melhor o retrato do sector agrícola.











Se for assinante do Negócios pode também ver a folha de cálculo onde constam os números do INE que serviram de base à infografia.