quinta-feira, 18 de junho de 2015

CE, Portugal, Espanha e França constituem Grupo de Alto Nível em matéria de interconexões

16-06-2015 
  
A ministra da Agricultura espanhola, Isabel García Tejerina, destacou o facto da Comissão Europeia, Portugal, Espanha e França assinarem um acordo para constituir um Grupo de Alto Nível de forma a avançar em matéria de interconexões.

Isabel Tejerina recordou que no Conselho Europeu, que aprovou o pacote de Energia e Clima, Espanha introduziu a necessidade de melhorar a conexão energética com o resto da Europa, considerando que estas interconexões são fundamentais para que os cidadãos acedam a uma energia sustentável, para a segurança de fornecimento e também para desenvolver o mercado das energias renováveis.

As declarações da responsável espanhola foram avançadas em Luxemburgo, onde participa no Conselho de Ministros do Ambiente da União Europeia que, entre outras questões, debate a posição da Europa na próxima cimeira de Paris sobre as alterações climáticas.

Neste sentido, a ministra comentou a conveniência de uma revisão quinzenal dos acordos a adoptar, para certificar o cumprimento dos objectivos que possibilitam não aumentar a temperatura acima da era pré-industrial.

Segundo a mesma, existe uma colaboração os países latino-americanos, através de uma Rede Ibero-americana de Alterações climáticas para ajudar os países a apresentarem os seus compromisso e, desta forma, contribuir para o êxito destas negociações.

Neste âmbito, García Tejerina assegurou que a União Europeia é um bloco económico que tem o compromisso «mais ambicioso» com as alterações climáticas. Em relação aos limites de poluentes da atmosfera, a ministra assinalou que Espanha está pronta para cumprir com os tectos máximos de emissões para o período que termina em 2020 e para a etapa que termina em 2030, a responsável pediu que se tenha em cinta a especificidade de cada país no momento de fixar os imites.

Fonte: Agrodigital

Comissário da Agricultura confirma que ajudas ao veto russo terminam a 30 de Junho

15-06-2015 
  
O comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, destacou que a Comissão Europeia actuou rapidamente na adoptação de medidas de apoio ao sector mais afectado pelo veto russo, as frutas e hortícolas e destacou que as mesmas terminam a 30 de Junho de 2015.

Phil Hogan sublinhou também que a União Europeia aposta na abertura de novos mercados para as exportações agro-alimentares europeias e, por isso, reforçou a política de promoção, com uma nova normativa, o Regulamento 1144/2014, destacando que será a Comissão Europeia a seleccionar os programas que receberam co-financiamento europeu.

Esta mudança em relação à legislação vida, segundo o comissário, reduzir as barreiras administrativas, referindo ainda que a legislação abre a possibilidade de ampliar os produtos que podem ser objecto de ajuda.

O comissário citou o México e os Estados Unidos como dois dos países de interesse para a exportação agro-alimentar espanhola, e dentro dos Estados Unidos assinalou os lacticínios e as hortícolas como sectores com potencial de exportação. Em relação ao acordo que a União Europeia está a negociar com os Estados Unidos reiterou, mais uma vez, que não se podem colocar em risco os produtores europeus.

Fonte: Agrodigital

Eurodeputados votam clonagem de animais para produção de alimentos

 17-06-2015 
  

 
As Comissões do Ambiente e da Agricultura do Parlamento Europeu reuniram-se, esta quarta-feira, para votar a informação sobre a proposta da Comissão sobre clonagem de animais para a produção de alimentos.

Em Dezembro de 2013, a Comissão Europeia apresentou dois projectos de directivas sobre clonagem, um dos quais prevê uma proibição temporária do uso da técnica da clonagem de animais de explorações, assim como a introdução no mercado de clones de animais.

Contudo, não seria proibida a clonagem para fins como a investigação, a conservação de espécies raras em perigo ou o uso de animais para a elaboração de medicamentos e produtos sanitários, caso seja justificado o uso dessa técnica.

Fonte: Agrodigital

QUALIFICA oriGIn Portugal na defesa e na promoção dos produtores e dos produtos com IG

15-06-2015 
 


 
A 7 de Junho, em Santarém, a QUALIFICA constituiu-se como secção portuguesa do Movimento Internacional oriGIn – organização não governamental, criada em 2003, para responder ao fenómeno crescente das usurpações que afectam as Indicações Geográficas (IG ou, em terminologia inglesa, GI).

O oriGIn representa hoje mais de 350 Agrupamentos de Produtores de IGs, provenientes de mais de 40 países. A constituição da secção portuguesa do oriGIn tem como objectivo estruturar ao máximo os Agrupamentos de Produtores gestores de IGs, dando-lhes força e capacidade de luta contra prepotências, fraudes e usurpações bem como defender e promover as IGs portuguesas em todo o mundo, nomeadamente através da rede internacional do oriGIn.

Sendo conhecido que a QUALIFICA visa o desenvolvimento agrícola e rural, através da valorização, qualificação, defesa, promoção e dignificação da identidade dos produtos tradicionais portugueses e subsidiariamente, dos seus produtores e território, há agora mais dois grandes objectivos para a QUALIFICA / oriGIn Portugal:

a) A consolidação da rede nacional e internacional para a defesa e promoção das Indicações Geográficas em Portugal e no Mundo

b) A representação nacional e internacional dos Agrupamentos de Produtores de Produtos com IG.

Em consequência, são muitas e não menores as tarefas que esperam a QUALIFICA / oriGIn Portugal:

a) Promover o reconhecimento do papel essencial das IG para o desenvolvimento sustentável

b) Contribuir para que os Agrupamentos de Produtores possam desenvolver as tarefas de gestão das IG e vejam o mercado recompensar os seus esforços, e Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses

c) Apoiar os Agrupamentos de Produtores e outros membros a afirmarem-se, junto das entidades públicas e privadas, a fim de melhorar quer o sistema de registo quer a protecção nacional e internacional das IG, e

d) Lutar contra qualquer tipo de usurpação e de contrafação das IG ou dos produtos que delas beneficiam.

As IGs portuguesas (conceito que engloba as IGP e as DOP) são numerosas e beneficiam produtos tão diferenciados quanto frutos e produtos hortícolas, carnes e mel, azeitonas e azeites, queijos e outros produtos lácteos, enchidos e presuntos, doces e produtos de padaria, arroz, vinhos e aguardentes.

A QUALIFICA / oriGIn Portugal – que tem aliás nos seus órgãos sociais vários Agrupamentos de Produtores IG - deseja alargar o seu âmbito de actuação e acolherá com gosto todos os membros que partilhem a mesma ideia de valorização dos produtos e das produções tradicionais portuguesas.

Fonte: qualifica

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Associação convoca vitivinicultores para concentração em defesa da Casa do Douro



A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro) convocou os agricultores durienses para uma concentração na quarta-feira, na Régua, para protestar contra a entrega da Casa do Douro (CD) à Federação Renovação do Douro.

No final de maio, o Ministério da Agricultura e do Mar designou a Federação Renovação Douro (FRD) como a associação de direito privado que sucede à associação pública da CD, depois de um concurso ao qual foram submetidas duas candidaturas, a da FRD e a da Associação da Lavoura Duriense (ALD).
A Avidouro, associada da Confederação Nacional da Agricultura, apoiou a candidatura da ADL e vai agora sair à rua em protesto contra a escolha da Federação, a qual acusa de estar ligada à Confederação dos Agricultores de Portugal.
O objetivo da concentração é, segundo a dirigente da Avidouro Berta Santos, reclamar do Governo a anulação do despacho nº 5610/2015 do Ministério da Agricultura que "designou a Federação Renovação do Douro, que mais não é que a CAP, bem como os grandes interesses da comércio dos vinhos da região, como a entidade que vai suceder à atual Casa do Douro".

De acordo com o Governo, a associação que apresentou uma maior representatividade em termos de viticultores e de área de vinha explorada foi a FRD com 29,30% da representatividade da Região Demarcada do Douro.
A organização vencedora vai poder usar a sede, bem como o nome CD, se assim o entender, e fica habilitada a participar no Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) no qual terá 60% de representação mínima.
A Avidouro vai insistir ainda no "recuo no processo da alteração do estatuto da Casa do Douro, que a transformou numa mera associação de direito privado".
Criada em 1932, a CD possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros. Para resolver o problema da organização, o Governo preparou um plano que incluía um acordo de dação em cumprimento, de troca de dívida por vinho, e uma alteração legislativa que transformou o estatuto de direito público e inscrição obrigatória em associação de direito privado e de inscrição voluntária.
A extinção da dimensão pública da CD concretizou-se a 31 de dezembro.
A Avidouro vai reivindicar também mais "benefício" para a próxima vindima, ou seja a quantidade máxima autorizada de vinho do Porto que pode ser produzido, bem como melhores preços pagos à produção para as suas uvas.
O protesto na quarta-feira vai começar junto (IVDP), para a entrega de um documento, seguindo depois poucos metros até à sede da Casa do Douro.
Dinheiro Digital com Lusa

Mau tempo afetou 400 hectares de vinha, pomares e hortas no Douro



A intempérie de chuva forte e granizo que afetou o Douro na semana passada provocou prejuízos em mais de 400 hectares de vinha, pomares e hortas de sete concelhos, disse fonte da Direção Regional de Agricultura do Norte.

Ao final da tarde do dia 09 uma forte intempérie caiu sobre algumas localidades do Douro, afetando algumas produções agrícolas e caminhos rurais, provocando ainda a queda de alguns muros.
A Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) procedeu ao levantamento dos estragos e, segundo o responsável pela instituição, Manuel Cardoso, a área total afetada "é superior a 400 hectares", sobretudo de vinha, mas também em plantações de maçãs, cerejas e hortícolas.
O mau tempo afetou vinha sobretudo nos concelhos de Alijó, Murça e Sabrosa, no Douro norte, e as restantes plantações no Douro sul, em concelhos como Moimenta da Beira, Armamar, Sernancelhe e Tarouca.
O diretor regional referiu que os estragos foram muito localizados, mas muito intensos nos sítios afetados.
"Temos vinhas com perdas de 80%, só que foram em zonas localizadas, por exemplo em um hectare ou meio hectare", salientou.
Manuel Cardoso disse ainda que "muitos dos agricultores afetados adeririam aos seguros coletivos".
"Não estamos perante as situações totalmente dramáticas que aconteceram há uns anos em que não havia um seguro", sustentou.
No entanto, agricultores e autarcas reclamaram já apoios do Governo para colmatar os prejuízos causados pelo mau tempo.
Manuel Cardoso frisou que o Ministério da Agricultura só vai tomar uma posição definitiva depois de um relatório final que será feito dentro de alguns dias e de uma segunda avaliação às parcelas afetadas.
Os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Vila Real, Agostinho Santa e Ivo Oliveira visitaram hoje algumas zonas afetadas dos concelhos de Sabrosa, Alijó e Murça.
O deputado Agostinho Santa descreveu à Lusa um cenário de "vinhas praticamente destruídas" e falou numa situação de emergência que necessita da intervenção do Governo para ajudar os pequenos e médios produtores, alguns dos quais não possuem seguro de colheita nem capacidade financeira para fazer, agora, os tratamentos necessários na vinha.
Por sua vez, Ivo Oliveira disse que o PS vai solicitar a permissão de que o quantitativo de o "benefício" não preenchido este ano, por falta de produção, possa ser acumulado com o da colheita do próximo ano. O benefício é a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto.
A Câmara Municipal de Murça, presidida pelo socialista José Maria Costa, estimou que, exclusivamente em vinho, a intempérie provocou um prejuízo de meio milhão de euros" no concelho.
Além disso, acrescentou ainda estragos em "todas as restantes culturas agrícolas, muros de suporte e caminhos agrícolas, ficando com largos quilómetros totalmente intransitáveis".
Por sua vez, o município de Sabrosa, referiu que os "ventos fortes e a queda intensa de granizo fizeram com que vários hectares de vinha fossem afetados num período muito sensível do desenvolvimento da videira". Além da vinha, foram também atingidos alguns olivais, pomares e hortas.
A intempérie caiu sobretudo sobre a zona de Celeirós do Douro, que foi também afetada por uma tempestade de granizo em 2012.
Dinheiro Digital com Lusa

Vinho absorve um quinto dos fundos comunitários para apoio ao investimento

O vinho absorve cerca de 20% das verbas de apoio ao investimento na agricultura, disse hoje o secretário de Estado da Agricultura, salientando que tem havido «uma aposta muito grande na reestruturação da vinha».

José Diogo Albuquerque, que falava aos jornalistas após uma visita ao salão Vinexpo, que decorre em Bordéus (França) sublinhou que os viticultores estão a apostar em castas mais competitivas e a direcionar o investimento para a renovação das adegas e para produtos mais inovadores
«Quando vemos aqui, por exemplo, vinho do Porto 'rosé', isso é inovação», exemplificou.
Além dos apoios para a reestruturação da vinha e das adegas, o setor tem também procurado apoios à exportação e à participação em feiras.
"Temos à volta de sete milhões de euros por ano de apoios à promoção e à participação em feiras e o setor aproveita totalmente", adiantou ainda o secretário de Estado, comentando que "o vinho é um sério candidato à despesa do PDR, o programa comunitário de apoio ao desenvolvimento rural que sucedeu ao PRODER.
José Diogo Albuquerque acredita que a área de vinha vai aumentar cerca de 1% ao ano, na sequência da mudança do regime de autorização para a vinha, o que considerou ser positivo para Portugal, desde que "o crescimento [da vinha] na União Europeia não seja disparatado".
Por isso é que, acrescentou, Portugal sempre lutou para que não houvesse uma liberalização completa dos direitos de plantação, para que houvesse um crescimento sustentado".
Cerca de 80 empresas portuguesas participam este ano na Vinexpo, que decorre na cidade francesa de Bordéus até quinta-feira, representando um setor que exportou quase 730 milhões de euros em 2014.
Em 2014, o setor dos vinhos em Portugal exportou cerca de 730 milhões de euros, um aumento de 1,2% face ao ano anterior e, entre 2011 e 2014, as empresas portuguesas ganharam 10 novos mercados de exportação, tendo agora presença em 138 países, segundo dados avançados pelo Governo.
Dinheiro Digital com Lusa

Entidades Reconhecedoras de Regantes Autenticadas pela DGADR

AGRICERT-Certificação de Produtos Alimentares, Lda. agricert@agricert.pt http://www.agricert.pt 268 625 026
COTHN-Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional geral@cothn.pt http://www.cothn.pt 262 507 657
COTR-Centro Operativo e de Tecnologia do Regadio info@cotr.pt http://www.cotr.pt 284 321 582
Associação de Beneficiários do Roxo Aljustrel secretariado@abroxo.pt http://www.abroxo.pt 284 660 100
Agromais-Entreposto Comercial Agrícola, C.R.L. agromais@agromais.pt http://www.agromais.pt 249 830 170
CODIMACO-Certificação e Qualidade, Lda. codimaco@codimaco.pt http://www.codimaco.pt 262 691 155
Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova arbi.secretaria@mail.telepac.pt 277 927 204
APAP-Associação dos Produtores Agrícolas de Precisão apap.geral@gmail.com 268 671 600


Parceria Portuguesa para o Solo


No âmbito da criação da Parceria Portuguesa para o Solo (http://parceriaptsolo.dgadr.pt/), em sinergia com a declaração das Nações Unidas de 2015 como Ano Internacional dos Solos, a DGADR lança uma página na internet, que pretende reunir informação importante sobre ao Ano Internacional do Solo, a Parceria Portuguesa para o Solo e outros temas importantes sobre o solo.

O reconhecimento do papel vital do recurso solo como base para a segurança alimentar, a prestação de serviços dos ecossistemas, incluindo a adaptação e mitigação a alterações climáticas e a importância da sua salvaguarda para uma gestão sustentável do território nacional levaram à criação da Parceria Portuguesa para o Solo. 
Esta iniciativa procurou, em sinergia com a declaração das Nações Unidas de 2015 como Ano Internacional dos Solos, congregar os esforços de múltiplas entidades empenhadas na administração, no uso e na gestão sustentável do solo, na promoção do seu estudo e conhecimento, assim como na divulgação e sensibilização da sociedade para a importância vital deste recurso. 
Sendo uma parceria de adesão voluntária, pretende-se que seja interativa e ágil, aberta a organizações, instituições e outras partes interessadas a vários níveis.
O mandato da parceria tem como visão melhorar a governação e a administração do recurso solo, a fim de garantir solos saudáveis e produtivos indispensáveis à segurança alimentar, bem como a outros serviços essenciais dos ecossistemas. Como missão, contribuir para a preservação do solo, enquanto fator de desenvolvimento sustentado. 
A parceria nacional, seguindo a missão da Parceria Europeia do Solo e da Parceria Global do Solo, e adotando os princípios da European Soil Charter e da World Soil Charter, tem os seguintes objetivos:

Agregar e disponibilizar informação para o uso e a gestão sustentável do solo.
Reduzir as lacunas de conhecimento sobre o recurso solo no País.
Contribuir para a adoção de medidas de política tendo em vista o uso sustentável do solo.
Fomentar a sensibilização sobre o recurso solo.
Promover a implementação de ações das Parcerias Europeia e Global.
Tendo sido realizada a primeira reunião plenária em 24 de março de 2015, foi lançada uma página na internet que pretende reunir informação importante sobre ao Ano Internacional do Solo, a Parceria e outros temas importantes sobre o solo.

Procedimentos para o reconhecimento dos alimentos com características tradicionais e com métodos de produção tradicional


Despacho Normativo n.º 9/2015, de 11 de junho

Revoga o Despacho Normativo n.º 38/2008, de 4 de julho, e estabelece os procedimentos para o reconhecimento dos alimentos com características tradicionais e com métodos de produção tradicional, para a concessão das adaptações aos requisitos de higiene aplicáveis à produção de géneros alimentícios e para a concessão das derrogações previstas pelo artigo 7.º do Regulamento (CE) n.º 2074/2005, da Comissão, de 5 de dezembro.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

BE quer mais proteção para a agricultura e mais regulamentação para a distribuição


Lusa
A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje, em Santarém, uma maior proteção para a atividade agrícola, ao nível da repartição de apoios e da regulação do setor da grande distribuição.
 
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"Os produtores agrícolas têm feito um esforço imenso e meritório, mas na realidade a agricultura só representa 2% do PIB [Produto Interno Bruto] português e portanto precisa de mais apoio e de uma organização que proteja a produção agrícola no nosso país", afirmou Catarina Martins.

Em Santarém, onde hoje visitou a Feira Nacional de Agricultura, que decorre no Centro Nacional de Exposições até domingo, a bloquista disse que os apoios europeus são "distribuídos sempre pelos mesmos grandes produtores", existindo "muitos entraves à capacidade de os pequenos produtores receberem esses apoios".

Catarina Martins defendeu por isso que os fundos "cheguem a todos os agricultores e que não fiquem concentrados" sempre nos produtores de maior dimensão.

A porta-voz do BE lembrou que "este Governo teve o compromisso de proteger a agricultura da chantagem da grande distribuição", a qual tem "uma política de relacionamento com a agricultura, com os agricultores, que esmaga os preços e a possibilidade de produção agrícola no nosso país".

Apesar de ter sido criada a PARCA - Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar, a dirigente do BE sustentou que a mesma se limita "a observar" e "não faz aquilo que é essencial, que é regular os preços para que os agricultores tenham condições para vender aquilo que produzem".

Daí que o BE considere importante "pôr a grande distribuição no lugar", para que " não seja um instrumento para levar à falência os agricultores portugueses como tem sido até agora", concluiu Catarina Martins.

Lusa

Feira Nacional de Agricultura bate recorde de expositores mas atrai menos público



A Feira Nacional de Agricultura bateu este ano o recorde do número de expositores e a organização estima que tenha movimentado dezenas de milhões de euros apesar de o público ter diminuído em cerca de 20 mil pessoas.

A 52.ª Feira Nacional da Agricultura, que hoje termina, em Santarém, «foi a maior de sempre em termos de ocupação», afirmou hoje Luis Mira, secretário-geral da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), durante o balanço do certame que ao longo de nove dias promoveu o setor agrícola português e deverá ter gerado «dezenas de milhões de euros de volume de negócios».
Com um orçamento de um milhão de euros, a feira contou com a presença de 710 expositores quando no ano passado não chegou aos 700, afirmando-se como «a grande montra» do setor que hoje «utiliza tecnologia de ponta, drones, computadores e internet e não o burro, o arado e a enxada», explicou o mesmo responsável.
Dinheiro Digital / Lusa

Ciclo de conferências «PDR2020 e empreendedorismo agrícola»



Publicado em domingo, 14 junho 2015 22:01
 

Este ciclo de conferências, sob o tema do «PDR2020 e Empreendedorismo Agrícola», está a decorrer em diferentes regiões do país, para trazer à reflexão dos operadores agrícolas e da sociedade em geral um conjunto de temas fundamentais para o setor, para o empreendedorismo do tecido empresarial agrícola e para a sua sustentabilidade.

Conferência 2: Qual o futuro da agricultura para Trás-os-Montes? - Vila Real, 26 de Junho, Aula Magna (UTAD)

PROGRAMA
14:30 | Sessão de Abertura | Nuno Viera Brito, Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar; António Fontaínhas Fernandes, Reitor da UTAD
15:00 | Emídio Gomes, Predidente da CCDR-Norte, «PDR2020 e os apoios ao investimento agrícola»
15:20 | Manuel Luís Tibério, UTAD, «Caraterização do Setor Agrícola de Trás-os-Montes»
15:50 | João Caleijo, UTAD, «Ciência e Empreendedorismo Agrícola: uma ponte fundamental para o sucesso»
16:10 | José Martino, Espaço Visual, «Uma região, uma diversidade de culturas»
16:25 | Mário Fidalgo, Santander, «Financiamento do Setor Agrícola e Agroindustrial»
Coffe Break
Mesa Redonda: «Os casos de sucesso do empreendedorismo agrícola em Trás-os-Montes»


25 junho . O mercado de cereais e oleaginosas na campanha 2015/2016

25 junho . O mercado de cereais e oleaginosas na campanha 2015/2016 - agroeventos

 25 junho . O mercado de cereais e oleaginosas na campanha 2015/2016 - agroeventos

A ACICO irá levar a efeito no próximo dia 25 de Junho o seu Seminário 2015, que terá lugar em Tomar, no Hotel dos Templários, subordinado aos temas "O mercado de cereais e oleaginosas na campanha 2015/2016" e "Qualidade das matérias-primas. Valor económico e o seu impacto no campo e na fábrica".

25 junho . Fórum Tecnologia e Horticultura 2015

25 junho . Fórum Tecnologia e Horticultura 2015 - agroeventos

 25 junho . Fórum Tecnologia e Horticultura 2015 - agroeventos

Durante os dias 25 de Junho a 5 de Julho vai decorrer na Feira de São Pedro de Torres Vedras, um Fórum de Tecnologia e Horticultura com vários temas a debate. O Fórum Tecnologia e Horticultura 2015 é um espaço promovido pela Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO), com a colaboração da Câmara Municipal de Torres Vedras e da Promotorres e estará aberto ao público de 25 de Junho a 5 de Julho.

24-26 junho . Encontro Anual das Ciências do Solo

24-26 junho . Encontro Anual das Ciências do Solo - agroeventos

 24-26 junho . Encontro Anual das Ciências do Solo - agroeventos

Encontro Anual das Ciências do Solo - Proteger as funções do solo, assegurar a vida na terra. De 24 a 26 de junho na Escola Superior Agrária de Castelo Branco. O ano de 2015 foi declarado pela Organização das Nações unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Solos. Esta é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para no âmbito da partilha e divulgação do conhecimento no Encontro Anual das Ciências do Solo

Vender vinho mais caro é melhor do que vender muito - Viniportugal


LUSA14 de Junho de 2015, às 09:52

O preço médio de exportação dos vinhos portugueses aumentou e já duplicou o dos espanhóis, uma aposta que o presidente da Viniportugal quer reforçar, defendendo que os "euros que entram são mais importantes do que os litros que saem".

Para o presidente da associação responsável pela promoção externa dos vinhos portugueses, Jorge Monteiro, o que interessa é a valorização do produto.

"Não nos interessa exportar mais volume, interessa-nos exportar mais valor e Portugal está a gerar mais receita, fazendo crescer o preço médio. Portugal não se deve preocupar com o volume de produção, deve-se preocupar com uma maior valorização do produto e colocá-lo nos mercados a preços superiores, no fundo acrescentar-lhes valor. Interessa-nos mais os euros que entram no país do que os litros que saem", declarou à Lusa.

A cidade francesa de Bordéus será, a partir de hoje e até quinta-feira, mais uma montra para a promoção dos vinhos nacionais a partir da Vinexpo, um dos principais certames mundiais dedicados ao setor e que conta com a presença de cerca de 90 empresas portuguesas.

"É um grande momento para as empresas portuguesas onde estarão muitos potenciais compradores não só de França, mas também de outros países da Europa. Quem não aparece, esquece", disse o responsável da Viniportugal, destacando a importância de marcar presença neste tipo de eventos.

Jorge Monteiro sublinhou que este é "um negócio muito competitivo" e que é importante não perder posições de mercado, especialmente face a novos países produtores como a África do Sul, o Chile ou a Argentina que "têm de ser acompanhados muito de perto", mais até do que produtores tradicionais como Espanha ou Itália que vendem também vinhos a granel, a preços mais baixos.

O presidente da Viniportugal explicou que o aumento do preço médio do vinho português reflete o reconhecimento internacional do produto, mas também o facto de serem exportados cada vez mais vinhos engarrafados na origem e menos a granel.

"Portugal exporta apenas 5% de vinho a granel. Espanha exporta muito mais do que nós, a um preço médio de 1,14 euros por litro, enquanto Portugal exportou a um preço médio de 2,50 euros", comentou.

Salientando que Portugal apresenta neste momento "um dos melhores desempenhos a nível mundial", Jorge Monteiro lembrou que, no final de 2014, Portugal posicionou-se entre os três únicos países do mundo que viram o comércio de vinho crescer e desvalorizou o aumento das importações no primeiro trimestre de 2015 (10,6% face a um crescimento de 1,3% nas exportações).

"É um fenómeno do primeiro trimestre que tem a ver, por um lado, com o facto de termos tido vindimas curtas e, por outro, termos uma capacidade de colocação do produto no mercado que está acima da nossa capacidade de produção", justificou o mesmo responsável, assinalando que Portugal "consome muito" (3.º maior consumidor 'per capita' a nível mundial) e "exporta muito" (4.º maior exportador em termos percentuais).

Além disso, há uma "nova componente de negócio", que consiste em reexportar, com valor acrescentado, vinhos importados a baixo preço, oriundos maioritariamente de Espanha.

No que respeita a tendências, Jorge Monteiro apontou o crescimento "acima da média" de categorias como os espumantes e rosés, a par de "alguma saturação de vinhos varietais" (com predominância de uma única casta), positiva para Portugal que normalmente exporta vinhos 'blend' (produzidos a partir de diferentes variedades de uvas).

Em termos de mercados, os Estados Unidos destacam-se como o destino que tem tido um crescimento mais significativo.

"Vamos para o quarto ano consecutivo a crescer a uma taxa interessante. Brevemente, os Estados Unidos poderão vir a ser o primeiro mercado de vinhos portugueses fora da União Europeia", acredita.

Na edição de 2015 da Vinexpo, que vai ser visitada na terça-feira pelo vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, serão organizadas conferências para aprofundar o conhecimento dos vinhos portugueses, castas e regiões, bem como provas de degustação para promover os vinhos medalhados em concursos internacionais e no Concurso Nacional de Vinhos de Portugal.

RCR// ATR

Lusa/fim

domingo, 14 de junho de 2015

A revolução na agricultura

Nicolau Santos

13.06.2015


Quantas vezes ouviu um empresário português dizer que não lhe basta ser o segundo a nível mundial e que quer ser o primeiro? Poucas ou nenhumas, seguramente. Por isso, é surpreendente ouvir isto da boca de um dirigente agrícola, João Machado, presidente da CAP, sobre o sector do tomate, que já é o segundo maior produtor mundial, o segundo mais produtivo e que conta com a segunda maior empresa do planeta. Machado revelou na Feira da Agricultura, em Santarém, que a CAP e a Associação dos Industriais do Tomate estão a desenvolver um projeto conjunto no sentido de tornar o sector do tomate português o maior produtor mundial a curto prazo. 

sábado, 13 de junho de 2015

Rainha Letizia: é inaceitável atirar comida fora enquanto milhões passam fome


A rainha Letizia qualificou esta sexta-feira de «inaceitável» um mundo «no qual a cada dia atiramos comida fora, enquanto 800 milhões de pessoas passam fome», no seu discurso após receber a nomeação como embaixadora da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a nutrição.
A rainha recebeu esta sexta-feira na FAO, com sede em Roma, esta nomeação e assegurou que o seu empenho será «servir os objetivos desta agência das Nações Unidas do modo mais eficaz possível».
No seu discurso, a rainha também considerou que foram feitos progressos na luta para acabar com a fome, mas pediu para continuar, pois não se trata só de «um problema de recursos, ou de distribuição».
«A esta altura do século temos a capacidade técnica para produzir alimentos saudáveis e suficientes para todos», acrescentou.
Para a rainha é preciso «continuar a avançar no desafio que representa melhorar esse número aterrorizador de pessoas que padecem de fome».
 
Letizia lembrou o seu discurso em Novembro perante este mesmo organismo quando falou «do quão importante é enfrentar o desafio da desnutrição em todas as suas formas como um investimento sempre rentável, como a melhor forma de prevenir e de melhorar, portanto, a vida das pessoas».
A rainha abordou, além disso, «o paradoxo contemporâneo» que «enquanto milhões de pessoas não têm o que comer, mais de mil milhões comem mal e em excesso, o que significa que sofrem com excesso de peso e obesidade, doenças ambas que frequentemente são vinculadas a patologias cardiovasculares e metabólicas».
Na luta contra a fome, a rainha destacou dois pontos que considerou capitais: o papel da mulher e da indústria agro-alimentar mundial.
A rainha concluiu afirmando que o dever de todos é «contribuir, cada um desde o seu âmbito de responsabilidade, para que esta realidade mude».
«Contem comigo para isso como embaixadora especial da FAO para a Nutrição», concluiu.

15-28 junho . IX Feira do Cavalo - Ponte de Lima

15-28 junho . IX Feira do Cavalo - Ponte de Lima - agroeventos
 15-28 junho . IX Feira do Cavalo - Ponte de Lima - agroeventos
No prosseguimento de uma parceria estabelecida entre o Município de Ponte de Lima e o Município da Golegã, a Feira do Cavalo de Ponte de Lima irá decorrer nos próximos dias 15 a 28 de Junho de 2015 na ExpoLima

Vinhos do Tejo: castas únicas que ganham terreno em todas as frentes



 29 Maio 2015, sexta-feira  Ana Clara Viticultura

Os vinhos do Tejo ganham cada vez mais prestígio e terreno no país. Além da produção e do crescimento internacional, as castas competem atualmente no mercado doméstico com outras regiões consideradas mais fortes, como o Alentejo e o Douro, por exemplo. No final de 2014, dados da mediadora Nielsen, a que o Agronegócios teve acesso, davam conta de que os Vinhos do Tejo, em comparação com o período homólogo, cresceram mais de 6% no mercado interno, o que corresponde a um volume de vendas superior a 4,6 milhões de litros. Fomos à procura de produtores que corroboram os números e falamos com a Casca Wines, que deu a receita do sucesso: «alargar referências de vinhos, ganhar escala e ter selo de qualidade».
vinhostejo

A procura dos vinhos desta região tem aumentado de ano para ano, sendo que os consumidores portugueses reconhecem hoje a qualidade dos vinhos. Esta é pelo menos a convicção dos produtores.
Prova disso mesmo é o investimento que a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) teve em 2014 em promoção dos vinhos da região nos mercados nacional e internacional, e que rondou um milhão de euros.
Mas é no exterior que o comportamento da notoriedade da marca Vinhos do Tejo mais sucesso tem revelado, não só ao nível das exportações mas também dos prémios que as castas têm conquistado.
A imagem do mercado interno também mudou, como já foi dito. O consumidor desperta para a nova realidade, sensibilizados pelas ações de promoção dos produtores e da CVRT.
Um outro efeito desta crescente notoriedade é o maior número de marcas da região disponíveis nas principais redes de retalho alimentar.
Nos últimos anos, os Vinhos do Tejo têm sido reconhecidos internacionalmente em diversos concursos. Destacamos o último, o "Concours Mondial de Bruxelles", um dos mais valorizados concursos vínicos do mundo, em que os Vinhos do Tejo receberam 32 medalhas: dez de ouro e 22 de prata. A competição ocorreu entre os dias 1 e 3 de maio de 2015 na cidade italiana de Jesolo.
Casca Wines, um exemplo de crescimento gradual

O Agronegócios falou com dois produtores que representam a região, e que pertencem à Casca Wines – Produção e Comercialização de Vinhos, um projeto de enólogos que decidiram criar uma marca de vinhos portugueses com carimbo de «grande qualidade».
«Um projeto que apenas utiliza as melhores uvas de cada região e que procura reavivar as tradições únicas de Portugal», garantem Hélder Cunha (fundador e enólogo) e Alexandre Tirano, diretor).
A Casca Wines, em atividade desde 2008, produz vinhos em várias regiões e procura «reavivar as tradições de cada uma delas».
«Produzimos desde espumante, a vinhos tranquilos e fortificados. No Tejo produzimos um vinho da casta Fernão Pires de uma vinha com 115 anos na zona da Padilha em Almeirim», explicam os produtores.
No total das regiões a Casca Wines vendeu em 2013 cerca de 150 mil garrafas e em 2014 210 mil. «O crescimento de 2013 para 2014 está a acontecer também este ano e dessa forma estimamos estar por volta das 400 mil garrafas em breve», afiançam.
vinhosdotejo
A exportação desta empresa ronda os 40 e os 50%. «E este ano deverá estar nos mesmos valores. Somos uma empresa focada na exportação e esta terá tendência a aumentar mas queremos que o mercado nacional seja sempre o maior mercado», consideram os responsáveis.
Vendem em mais de 20 países, com destaque para os Estados Unidos da América (EUA), Canadá, Angola, China e países do Benelux (Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo).
Nesta fase, afirmam, «a aposta é reforçar os países onde estamos» e «alargar vendas nesses e crescer assim».
Sobre a evolução do setor vitivinícola nos últimos anos no país, Hélder Cunha e Alexandre Tirano, consideram que a mesma «é muito positiva, mas ainda há muito caminho para fazer». «O melhor de tudo é a consistência em qualidade que nós, Portugal, estamos a criar e lá fora, no médio prazo, iremos ganhar muito com isso».
Sobre a mais-valia dos Vinhos do Tejo, os responsáveis da Casca Wines, dizem que «a vinha que produzimos no Tejo é única e isso por si só marca de forma distinta o nosso vinho».
No futuro, concluem, «estamos a alargar as referências de vinhos que produzimos para uma gama mais competitiva de forma a poder ganhar escala, aproveitando o selo de qualidade que criámos durante estes anos de vivência».
Vinhos do Tejo no coração do país

Localizada no coração do país, a região dos Vinhos do Tejo está imemorialmente ligada à produção de vinhos. É composta por um total de 17 mil hectares que produzem anualmente cerca de 650 mil hectolitros o que representa cerca de 10% do total nacional.
Destes são certificados cerca de 110 mil hectolitros dos quais 90% são vinhos com Indicação Geográfica Protegida (IGP) e 10% são vinhos com Denominação de Origem Controlada (DOC).
Das castas principais, destacam-se o Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet, Cabernet-Sauvignon, Merlot, Castelão, Aragonês Fernão Pires, Arinto, Verdelho, Sauvignon Blanc e ChardonnaY.
A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo - CVR Tejo é o organismo interprofissional responsável pela certificação, controle, promoção e divulgação do Vinhos Tintos, Brancos, Rosés, Espumantes, licorosos e vinagres com a Denominação de Origem "DOTEJO" ,e Vinhos Tintos, Brancos e Rosés com Indicação Geográfica "Tejo".
O Agronegócios tentou falar com a CVR Tejo no sentido de obter uma posição sobre a evolução da região mas aquela Comissão não se mostrou disponível para responder às nossas questões. 

Guiné e FAO assinam acordos para aumentar produção de cereais e animais

 12 Junho 2015, sexta-feira  Cerealicultura

O Governo da Guiné-Bissau assinou com o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) acordos para aumentar a produção cerealífera e de pecuária no país, afirmou o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.
O dirigente guineense esteve esta semana na Mauritânia, onde efetuou uma visita oficial de três dias, depois de ter participado em Roma numa conferência internacional da FAO.
Foi depois destas conversações que o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas (FIDA) anunciou que vai emprestar 4,7 milhões de dólares à Guiné-Bissau e doar igual montante para financiar um projeto de desenvolvimento para o sul do país.
Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, Domingos Simões Pereira revelou ter abordado com os responsáveis da FAO vários aspetos de cooperação, tendo assinado acordos nos domínios da produção de cereais e animais.
Os acordos terão efeito ainda na campanha agrícola deste ano, recentemente aberta pelo Governo, assinalou o primeiro-ministro guineense.
Na Mauritânia, Domingos Simões Pereira disse ter assinado acordos de cooperação também no domínio da agricultura e pescas, assim como no que respeita à abolição recíproca de vistos para os cidadãos dos dois países.
O primeiro-ministro anunciou ainda que o governo da Mauritânia vai abrir uma vaga de legalização de cidadãos guineenses.
Domingos Simões Pereira destacou que aquele país irá ajudar a Guiné-Bissau na investigação científica na área das pescas, nomeadamente para quantificação das reservas e nível de captura anual de espécies nos mares do país.
Bissau quer inspirar-se na experiência da Mauritânia para desenvolver o sector pesqueiro, assinalou Domingos Simões Pereira.
«A Mauritânia tem um protocolo de acordo com a União Europeia que é considerado dos mais evoluídos e quisemos nos inspirar também desse exemplo para no futuro podermos favorecer o surgimento de frotas pesqueiras» na Guiné-Bissau, disse Simões Pereira.
Fonte: Lusa 

Dieta mediterrânica em vias de extinção, alerta ONU

 12 Junho 2015, sexta-feira

Num relatório, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou que a região do Mediterrâneo está a passar por uma "transição nutricional" que pode estar a pôr a sua dieta original em risco.
Durante a Expo Mundial em Milão, a FAO apresentou um relatório que explica que devido ao aumento de alimentos importados, a dieta mediterrânica está a sofrer mudanças e pode mesmo estar em risco.
A dieta mediterrânica tem sido celebrada pelos seus benefícios para a saúde. «A região do Mediterrâneo está a passar por uma transição nutricional, que se distancia da sua dieta original, considerada por muito tempo como modelo de uma vida saudável», afirma o relatório.
A FAO e o Centro Internacional de Estudos Avançados Agrónomos Mediterrâneos (CIHEAM) realizaram um estudo que concluiu que a alteração dos hábitos alimentares por todo o Mediterrâneo pode trazer muitos efeitos negativos como a obesidade, mas também invalidez e a morte prematura.
O relatório alerta ainda, como noticia o site Globo, que a globalização, o comércio de produtos alimentares e as mudanças no estilo de vida, incluindo a mudança do papel da mulher na sociedade, estão a alterar os hábitos de consumo no Mediterrâneo.
«A dieta mediterrânica é nutritiva, bem integrada com as culturas locais, respeitadora do ambiente e propícia para as economias locais», sublinha Alexandre Meybeck, coordenador do programa Sistemas Alimentares Sustentáveis da FAO.
Mas, com o aumento da importação de alimentos e a transformação das paisagens locais de monocultura, os sistemas alimentares tradicionais têm sofrido os efeitos das mudanças nos hábitos alimentares, adverte o relatório.
Estima-se que, atualmente só são cultivadas 10% das variedades de culturas tradicionais locais na zona do Mediterrâneo.

Fonte: Reuters 

Setor florestal «esquecido no PDR 2020», acusa ANEFA



 12 Junho 2015, sexta-feira  Agroflorestal

A ANEFA - Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente considera que o setor florestal é «mais uma vez esquecido no Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020).
Em comunicado enviado às redacções, a associação refere que «numa altura em que existe um déficit de matéria-prima que põe em causa milhares de postos de trabalho o Governo deixa cair mais uma vez o setor florestal».
«As medidas florestais do PDR2020, que deveriam ter tido início em março deste ano, apenas agora estão a começar e só se conhece a regulamentação de duas das nove medidas associadas ao setor», critica a direção da ANEFA.
Os responsáveis afirmam que «a chamada época de transição, iniciada no ano passado, cujo objetivo seria não fazer parar o investimento pode vir a tornar-se num pesadelo para o sector».
Um ano volvido, recorda a ANEFA, essas candidaturas «não começaram sequer a ser analisadas e o pior é que nem sabem dizer aos investidores quando irão começar a ser aprovadas».
«A ANEFA questiona então de que serviu a época de transição? E o PDR2020 onde está?», pergunta a associação.
«O único concurso florestal que abriu (abriu a 11 de junho) diz respeito à luta contra fatores bióticos (pragas e doenças) e abióticos (incêndios) e irá consumir mais de um terço destinado ao setor para o PDR2020, sendo que, apesar de encerrar o concurso já no final do mês (não dando praticamente prazo para se prepararem devidamente as candidaturas, já que não se conheciam as regras), 90 % do orçamento desse concurso já se encontra comprometido com a referida época de transição. Uma boa altura para iniciarmos operações de prevenção contra os incêndios – o verão», argumenta a associação.
A associação lembra que «não nos podemos ainda esquecer que o investimento na floresta é sazonal. Estes atrasos somam praticamente dois anos sem se investir na nossa floresta, colocando em causa a sustentabilidade dos espaços florestais e das próprias empresas, e esta é sem dúvida uma preocupação da ANEFA. Empresas que geram riqueza, que empregam milhares de pessoas e que se vêem uma vez mais à beira do abismo…».
No mesmo comunicado a ANEFA lamenta ainda que «infelizmente o atual Governo ainda não percebeu que o "superavit" do setor tem como base a própria floresta, e que se ela não existir, passaremos a ter um deficit semelhante ao que acontece com a agricultura. Com a agravante de que a floresta não se "faz" de um ano para o outro».

Em França, 5 lotes de sementes, em 86 contentores, tinham contaminações de OGM's

Junho 12
11:06
2015

As autoridades francesas realizaram um controlo sobre as sementes postas à venda no mercado, tendo controlado 86 amostras, das quais 55 de milho, 27 de colza e 4 de soja.

O resultado foi que 5 dessas amostras apresentavam resíduos de OGM's não-autorizados.

Dos 86 lotes, 78 pertenciam a sementes produzidas em França e 8 de países terceiros tradicionalmente produtores de OGM's.

O nível destas contaminações foi inferior a 0,1%, mas a França não admite qualquer tolerância para os resíduos de OGM's não-autorizados.

Os dois lotes de milho contaminados pertenciam a uma empresa, cuja principal actividade é a produção de sementes para vender em Espanha.

As contaminações devem-se ao Mon810, que é uma semente autorizada na Europa e muito cultivada em Espanha, mas que a França não aceita. Os resíduos encontrados nas sementes de colza pertenciam a uma variedade que não foi possível identificar.

Todos os lotes a que pertenciam estas amostras foram destruídos.


Em França a ameaça dos lobos relança o debate

Junho 12
11:09
2015

Em França, a ameaça crescente dos lobos está a reabrir o debate sobre a necessidade de abater estes grandes carnívoros.

A situação agravou-se quando um adolescente de 16 anos declarou ter sido rodeado por uma matilha de lobos, e só conseguiu fugir porque tinha uma arma de fogo e disparou, assustando assim os nove lobos adultos e quatro jovens lobos que o atacaram.

O jovem afirma neste momento ter medo e recear pela sua vida nas suas tarefas rotineiras, na quinta onde vive.

O seu pai confirmou esta situação, afirmando que os lobos há algum tempo que se aproximam da casa e que já perdeu um vitelo num ataque.

Entretanto, os defensores dos animais dizem-se muito surpreendidos e consideram que a história tem muitas incoerências, uma vez que nesta altura do ano não existem normalmente jovens lobos.

Devido a esta situação, foi pedida autorização para matar alguns lobos, diminuindo assim a população destes animais.

Neste momento vão ser autorizados o abate de 36 lobos, mas tem de haver uma forte justificação de perigo eminente para os rebanhos.

Em Portugal os lobos também têm feito grandes estragos nos rebanhos de montanha, pelo que, neste momento, existe um subsídio para os cães de grande porte, para protegem os rebanhos.

Novas regras para as organizações de produtores


Jun 12, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A portaria 169/2015, que regulamenta a constituição das organizações de produtores (OP), foi publicada no início do mês de Junho. O documento reúne as condições de estabelecimento para as OP em todas as áreas de produção agrícola e estabelece a figura dos agrupamentos de produtores.

As novas regras exigem que as OP que se focam na hortofruticultura tenham no mínimo sete produtores e que o seu valor minímo de produção comercializada (VPC) corresponda a 3.000.000 euros. Ao passo que, de acordo com as regras anteriores, estas podiam ter 15 produtores e um VPC de 750.000 € ou 5 produtores e um VPC de 1.500.000 €.

Para as OP que se dedicam à produção de frutos, o novo regime indica que estas devem dispor de uma capacidade de armazenagem igual ou superior a 40% do seu volume médio de produção comercializada nos três anos anteriores.

Como estava estabelecido na portaria anterior, serão alvo de excepções as OP que produzam pelo menos metade dos seus produtos em modo de produção biológico, modo de produção integrada e as produções de qualidade (DOP, IGP, ETG).

O documento surge do reconhecimento de que a «organização da produção é benéfica, não só para os produtores, pela optimização de recursos com vista à colocação das suas produções no mercado, como também a jusante na cadeia para a comercialização, assegurando-se a regularidade e qualidade do abastecimento e, ainda, para o consumidor pela melhor adaptação da oferta às tendências de mercado», refere o Ministério da Agricultura e do Mar.

Resumo Economia agrícola - Resumo 2012 da UE

RRN

Publicado em sábado, 13 junho 2015 11:31
 

Este documento, disponibilizado em Junho de 2015, resume a evolução económica das explorações agrícolas no sector agrícola europeu com base em dados de 2012, os últimos disponíveis na Rede de Informação Contabilística Agrícola (RICA). Um relatório mais detalhado está disponível aqui. http://ec.europa.eu/agriculture/ricaprod/publications_en.cfm#EB01

Neste estudo constata-se que após a queda acentuada do rendimento agrícola em 2009, iniciou-se a recuperação em 2010, continuando em 2011 e 2012. Em geral, a rendibilidade aumentou ligeiramente devido aos maiores preços dos produtos agrícolas, levando a um aumento no valor da produção agrícola.

No entanto, houve diferenças significativas entre as diversas regiões europeias e diferentes tipos de orientação da produção. Apesar dos preços elevados de imputes, de 2011 para 2012 o rendimento per capita aumentou para explorações especializadas em grandes culturas, porcos e aves, horticultura, outras culturas permanentes e explorações mistas (devido principalmente aos maiores preços de produtores e volumes em produção animal e vegetal em 2012), enquanto diminuiu para explorações especializadas em vinho, produção animal extensiva (pastagem) e para explorações leiteiras.

O rendimento médio por trabalhador nos países que aderiram à UE em 2004 ou mais tarde permaneceu significativamente abaixo do nível da UE-15.

Finalmente, a proporção de pagamentos diretos no valor acrescentado líquido na UE-27 diminuiu de 32% em 2011 para 31% em 2012.

USDA prevê em alta colheita mundial de trigo

12-06-2015 
 

 
A informação de previsões de colheita do mês de Junho, apresentada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos esta semana, revê em alta os resultados da colheita mundial de trigo.

Esta revisão foi possível devido a uma maior colheita na Rússia, de mais 1,5 milhões de toneladas, na Ucrânia, de mais um milhão e na União Europeia, com mais 400 mil toneladas, em especial no Reino Unido e na França. Pelo contrário, registou-se valores mais baixos na Argentina, Argélia e na Tunísia.

Em relação ao milho, as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziram frente ao mês anterior em 500 mil toneladas até um total de 989,30 milhões, devido à menor produção na Zâmbia, Nepal, Zimbabué e na União Europeia. Esta descida foi particularmente compensada pelo aumento da colheita na Rússia, onde a superfície de cultura e os rendimentos serão mais altos. A estimativa da colheita de milho nos Estados Unidos, o maior produtor, mantém-se estável em 346,22 milhões de toneladas, cerca de quatro por cento abaixo do recorde mundial do ano passado.

As previsões para a soja mantêm-se praticamente sem variações em 317,58 milhões de toneladas na campanha de 2015/2016.

Fonte: Agrodigital

Acordado texto de compromisso sobre novos alimentos

12-06-2015 
  
O Comité e Representantes Permanentes do Conselho aprovou um texto final de compromisso sobre as novas normas da União Europeia para os novos alimentos.

O texto inclui as alterações do Parlamento Europeu aceitáveis para o Conselho, que melhoram significativamente as actuais regras sobre os novos alimentos, os quais não são consumidos na União Europeia (UE) de forma significativa antes de Maio de 1997, como por exemplo, os alimentos aos quais se aplica um novo processo de produção.

O Conselho aceitou as alterações do Parlamento que permitem a introdução de novos alimentos no mercado da UE de forma rápida e barata, enquanto se preserva o alto nível de protecção da saúde humana.  

A proposta de compromisso do Conselho ajudava a reduzir as cargas administrativas tento em conta seu se iria ao encontro de um procedimento centralizado a nível da UE que proporcionaria autorizações genéricas. Deste modo, uma vez que um produto fosse autorizado, seria adicionado à lista da UE de novos alimentos e colocado no mercado por qualquer empresa alimentar, o que evitava a apresentação de novos pedidos de outras empresas do mesmo alimento, favorecendo, em particular, as Pequenas e Médias Empresas (PME). Pela regulamentação em vigor, os novos alimentos estão autorizados a nível nacional e a mesma é válida apenas para o requerente.

As novas regras também facilitavam o aceso ao mercado da UE para os alimentos tradicionais procedentes de terceiros países que têm um historial alimentar seguro. Para estes, um requerente teria que demonstrar que os alimentos foram utilizados de forma segura num terceiro países durante, pelo menos, 25 anos.

A presidência da Letónia irá informar o Parlamento por carta propondo um acordo em primeira leitura sobre a base do texto aprovado pelo Comité de Representantes Permanentes, prevendo-se que o Parlamento Europeu vote o texto de compromisso do Conselho no início de Julho.

Fonte: Agrodigital

Limite de emissões de poluentes ainda ultrapassado na UE mas Portugal cumpre

 12-06-2015 
 

 
A União Europeia ultrapassou os limites de emissões de poluentes do ar e 10 países apresentam valores acima das metas em, pelo menos, um dos elementos, mas Portugal tem comportamento positivo em todos os poluentes, refere uma entidade europeia.

Um relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA na sigla em inglês), conclui que, em 2013, «as emissões de poluentes do ar continua a exceder os limites legais na União Europeia» e os dados preliminares mostram que 10 Estados-membros ultrapassam um ou mais dos tectos de emissão fixados».

Para Portugal, a informação recolhida pela entidade revela que as emissões estão abaixo dos limites fixados em todos os poluentes, ou seja, óxido de azoto (NOx), relacionado com o tráfego automóvel, NMVOCs (compostos orgânicos não voláteis), dióxido de enxofre (S02) e amoníaco (NH3), nos anos entre 2010 e 2013.

Fonte: Diáriodigiral; Lusa

Potencial de batata-doce portuguesa descoberto por alemães


02.06.2015


A Atlantic Sun Farms tem 12 trabalhadores fixos. Nos picos - plantação e colheita - são 30 a 40 pessoas. A batata-doce é colhida entre setembro e outubro
Tudo começou com a compra da quinta Montes de Cima, em São Teotónio, Odemira. Havia exploração agrícola, mas curiosamente não se produzia batata-doce. Uma empresa alemã apostou com tecnologia no potencial do produto 'tosco' e levou-o para outros mercados na Europa.  Acompanhe nas próximas semanas as histórias de produtores e produtos inovadores que estão a surgir e a evolução dos distinguidos no Prémio Intermarché Produção Nacional 2014, que este ano volta a ser um projeto do Expresso e da SIC Notícias. 

Raquel Pinto
RAQUEL PINTO
Ipomea batatas L, nome científico atribuído à planta herbácea de raízes tuberosas vulgarmente designada por batata-doce. Originária da América do Sul, conhecem-lhes muitas variedades e as polpas diferenciam-se na cor. Há brancas, amarelas, laranjas e roxas. Do valor nutricional que lhe surge associado, destaque-se o baixo índice glicémico. A grande produção em Portugal concentra-se na zona do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, graças ao clima moderado, solos arenosos, localização perto do mar, e, onde, as geadas são menos frequentes. Inserida na região, a empresa portuguesa Atlantic Sun Farms iniciou um projeto inovador em 2012 dedicando-se em exclusivo ao seu cultivo.

A Atlantic Sun Farms, maior produtora do país, com 100 hectares e 2500 toneladas por ano, é dirigida pelo parceiro alemão Fritz Marshall, depois do produto tradicional desta região ter captado a atenção para um investimento estrangeiro diferenciador. A Fritz, primeiro adquiriu a quinta Montes de Cima, em São Teotónio, Odemira, à qual se juntariam depois a Quinta da Azenha e a do Monte Paris. Depois, trouxe a modernização. 

No último ano foram produzidas nove variedades de batata-doce, cinco das quais destinadas aos mercados alemão e holandês
No último ano foram produzidas nove variedades de batata-doce, cinco das quais destinadas aos mercados alemão e holandês
"Queremos ser muito bons a produzir, a vender, a prestar o serviço completo de produção e comercialização", destaca Margarida Carvalho, gestora de vendas e marketing da Atlantic Sun Farms. Ao "saber fazer" português, juntou-se a tecnologia do parceiro alemão. A parte que facilita o trabalho e o torna mais eficiente. Com máquinas desenhadas à medida, afinam o cultivo, a produção e a colheita, sendo esta de particular relevância no manuseamento de um produto com uma casca tão sensível.

A estratégia delineada associa-se à forte procura de mercados não produtores, como a Alemanha e Holanda, onde o consumo de batata-doce está em grande crescimento, e às potencialidades de um mercado abastecedor mais perto que os EUA. "Os produtos portugueses têm uma boa imagem na Alemanha. São associados a qualidade", destaca Margarida Carvalho. A batata-doce nacional segue na sua esmagadora maioria para exportação e já é introduzida no Reino Unido e Bélgica. Captar o norte da Europa está sem dúvida no horizonte. 

Por serem membros da Associação Nacional de Produtores de Batata Doce de Aljezur têm o selo europeu IGP (Indicação Geográfica Protegida) para a Lira, certificação da variedade que é produzida apenas naquela zona. A restante produção da Atlantic Sun Farms possui certificação internacional GlobalGAP, de boas práticas agrícolas, e uma garantia adicional denominada GRASP que atesta as boas práticas sociais. Qualidade para o produto e para quem trabalha a terra.

O projeto da batata-doce foi um dos vencedores do Prémio Intermarché Produção Nacional de 2014. Apostados em "ter batata até à colheita seguinte", lançaram-se este ano num novo investimento: viveiros em estufas para produzirem plantas isentas de vírus. Alargaram os armazéns e as condições de armazenamento, introduzindo mais câmaras de ambiente controlado entre 12 e 14 graus, assegurando uma maior durabilidade e qualidade do produto. Não existe nenhuma lavagem nem embalamento antes de haver uma encomenda. Vão ainda aumentar a área de produção para assegurar o fornecimento ao mercado ao longo de todo o ano.