sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mais de 180 mil agricultores candidataram-se às ajudas comunitárias da PAC

 25-06-2015 
 

 
Mais de 180 mil agricultores candidataram-se este ano às ajudas directas da Política Agrícola Comum, cujo prazo terminou na terça-feira, representando um aumento de 0,6 por cento em relação a 2014, segundo dados oficiais.

Num comunicado do Ministério da Agricultura e Mar, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque fez um balanço «muito positivo» da adesão à campanha do pagamento único (PU2015), destacando que se trata do primeiro ano de aplicação da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), com regras novas e alterações profundas dos sistemas de ajudas.

No total houve 180.134 beneficiários, contra os 179.045 registados em 2014, invertendo-se a tendência de diminuição das candidaturas que era da ordem dos dois por cento ao ano, segundo o mesmo comunicado.

Cerca de 76.600 beneficiários aderiram ao novo Regime da Pequena Agricultura, que prevê a atribuição de 500 euros anuais aos agricultores que recebiam menos do que este valor.

Para o secretário de Estado, a adesão dos agricultores deve-se ao facto de terem sido tomadas opções «adaptadas à realidade do país, em concertação com o sector».

José Diogo Albuquerque destaca ainda que «a abertura atempada da legislação e das candidaturas» permitiu que Portugal se colocasse neste primeiro ano da nova PAC «em posição de fazer os controlos a tempo, de forma a poder veicular as ajudas a tempo aos agricultores».

O prazo para entrega das candidaturas às ajudas da PAC foi prolongado até ao final de Maio para dar mais tempo aos agricultores para conhecerem as novas regras, podendo ser apresentados pedidos até 23 de Junho, mediante pagamento de uma penalização.

Fonte: Lusa

Copa-Cogeca destaca potencial dos sectores agrícola e agro-alimentar da UE

 25-06-2015 
 
O Copa-Cogeca destacou o enorme potencial do sectores agrícola e agro-alimentar da União Europeia para impulsionar o crescimento e o emprego.

Durante a conferência de alto nível que decorreu em Dublin, o Copa-Cogeca assinalou a grande importância do sector agro-alimentar da União Europeia (UE) para as zonas rurais e para o crescimento, o emprego e a segurança alimentar, apresentando as áreas chave nas quais o investimento deve ser fortalecido para o sector alcançar todo o seu potencial.

A conferência "Instrumentos financeiros do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER)", analisou como se pode usar o FEADER para financiar instrumentos financeiros, tais como empréstimos, de forma a atingir os objectivos da politica de desenvolvimento rural da UE.

Entre os oradores estavam o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, assim como o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, o presidente da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, Siekierski e o vice-presidente do BEI, Wilhelm Molterer.

Na sua intervenção, o secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, declarou que os sectores da agricultura e agro-alimentar da UE representam 40 milhões de postos de trabalho, razão pela qual têm um papel crucial para ajudar a UE a alcançar os objectivos da Estratégia 2020 e para manter o crescimento nas zonas rurais.

Com a procura de alimentos, que vai crescer em 60 por cento para 2050, é vital aumentar os investimentos no sector para alcançar o seu pleno potencial. Os valores publicados recentemente pela Comissão Europeia (CE) mostram que a produção agrícola da UE tem capacidade de aumentar em 15 milhões de toneladas o sector de cereais, em um milhão no sector avícola e o da carne de porco e em 12 milhões de toneladas o do leite. Por outro lado, os produtos agro-alimentares da UE representam 30 por cento da balança comercial total do bloco, o que supõe um superavit de 18 mil milhões de euros por ano.  

No entanto, segundo Pesonen, não há jovens suficientes a entrarem no sector e os rendimentos dos investimentos também podem levar 15 anos a chegar. O mínimo que se pode oferecer aos jovens agricultores é a oportunidade de investirem. É necessário haver investimento específico para os jovens no segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) e os investimentos na agricultura europeia e no sector agro-alimentar também devem centrar-se na sustentabilidade. Por exemplo, no sector dos cereais deve-se investir no melhoramento da capacidade de transporte e de armazenamento.

Os instrumentos financeiros, co-financiados pelo FEADER,  são uma solução que poderia ajudar os Estados-membros e as regiões a investirem para ajudar as empresas a crescer e a desenvolver, referiu Pekka Pesonen. No entanto, é importante que os beneficiários tenham uma ideia clara do que está disponível e que se reduza a burocracia, para além de uma maior adaptação dos instrumentos às condições locais.

O responsável concluiu que a «Europa deve actuar agora e proporcionar soluções para desenvolver uma política de investimento coerente que ajude a recuperação económica da Europa e a sua prosperidade».

Fonte: Copa-Cogeca

Organizações europeias denunciam ao PE falta de disponibilidade de produtos para protecção de plantas

 25-06-2015 
 

 
Um grupo de 19 associações a União Europeia, representantes da cadeia alimentar, denunciaram a falta de produtos de prot4ecção das plantas para certas culturas.

Num encontro celebrado esta semana no parlamento Europeu (PE), as organizações mostraram a sua preocupação pela actual legislação de protecção das plantas e o impacto que esta provoca na cadeia alimentar. Uns dos problemas assinalados é a falta de soluções disponíveis para os agricultores devido a questões como o reconhecimento mútuo, a entrada no mercado comunitário de novos produtos e a incerteza na regulação.

As organizações também afirmaram que o processo de aprovação de novas substâncias têm elevados custos e uma pesada carga burocrática que alarga os processos e atrasa a disponibilidade de novos produtos no mercado, sublinhando que actualmente o processo de aprovação de quatro a seis anos, ou seja, mais dois anos do que o previsto pela legislação.

A falta de soluções apropriadas pode conduzir à escassez de certos produtos no mercado comunitários, fundamentalmente frutas e hortícolas, pelo que a organizações pedem que o esquema de utilização tenha um papel importante, que funcione rapidamente, seja efectiva e que prevaleça o espirito de harmonização e reconhecimento mútuo.

Entre as 19 organizações europeias estão o COPA-COGECA; COCERAL, Europatat, Fediol; FEFAC; FRUCOM; ESA; PROFEL; a FRESHFEL; CIBE; IBMA; ECPA; Union Fleurs; Euromaisiers; Euromalt; FERM; FoodDrink Europe e The European Flour Millers.

Fonte: Agrodigital

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sector apícola cresce em Portugal


Junho 22
12:39
2015

Enquanto todo o mundo está preocupado com a diminuição significativa do número de abelhas, a actividade está em crescimento em Portugal.

Os Estados Unidos perderam, nos últimos dez anos, mais de metade do número de colónias. Em França, este número é de 40%, o que tem levado à elaboração de vários estudos científicos, que têm identificado os pesticidas da família dos neonicotinóides como responsáveis, existindo, mesmo, já, legislação europeia para restringir o seu uso.

Em 2015, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) prevê um aumento de produção entre 10% e 12%, ou seja, quase o triplo da média dos últimos anos.

O preço pago ao produtor tem vindo a subir, na ordem dos 15% ao ano, devido à escassez do produto no mercado, o que tem incentivado os apicultores a aumentarem a sua actividade.

A estrutura de produção em Portugal também é muito competitiva, com um apicultor profissional a ter uma média de 350 colmeias, enquanto ao nível europeu, este número é de 150.

É, no entanto, necessário investir no sector, no sentido de o mel não ser vendido a granel, mas sim, depois de transformado, aumentando, desta forma, muito o seu valor e a rentabilidade dos produtores.

O valor do sector apícola em Portugal está calculado em 50 milhões de euros.

Um sector que muito tem beneficiado deste aumento da produção é o da carpintaria, que antigamente trabalhava para a construção civil e agora produz colmeias.

Em Portugal, existiam 10 construtores de colmeias e, neste momento, este número subiu para 30 a 35, tornando-se esta actividade uma excelente alternativa às carpintarias que trabalhavam para a construção civil e não tinham trabalho.

Bruxelas não vai mais longe na etiquetagem da carne

Junho 22
12:35
2015

Depois da entrada em vigor da obrigatoriedade de etiquetagem de todas as carnes, com indicação do país onde o animal foi engordado e abatido (carne de suíno, aves, ovinos e caprinos) e do país onde o animal nasceu, foi engordado e abatido para o caso dos bovinos, começou a existir uma pressão sobre a Comissão para que esta etiquetagem passasse a ser também obrigatória para as carnes transformadas e, também, para os produtos lácteos.

A Comissão mandou fazer um estudo económico de uma medida destas e chegou à conclusão que os custos eram muito elevados e que o consumidor não estava disposto a pagá-los, pelo que não vai avançar com nenhuma medida.

Em relação ao direito à informação por parte do consumidor, a Comissão lembra que a etiquetagem com todas as origens das carnes que constituem um produto transformado é autorizada, mas é facultativa, pelo que as empresas têm todo o direito de o fazer.

O consumidor que quiser saber exactamente a origem dos produtos, pode perfeitamente escolher os produtos que tenham este tipo de etiquetagem voluntária.

Esta posição da Comissão está, no entanto, longe de ter o consenso de todos os estados-membros, pois países como o Reino Unido, Portugal, a Croácia e a França, insistem na obrigação desta rotulagem, sobretudo para os produtos lácteos.

Foi pedido à Comissão que continuasse a desenvolver o dossier.

Imagem - rt.com

CNA Solidária com produtores de leite e carne do distrito de Aveiro

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GRANDE  MARCHA  DE  TRACTORES   ENTRE   VÁLEGA ( OVAR)  E   AVEIRO

SEXTA-FEIRA, 26  Junho  - 2015 –

Saída de Válega (Libertador) a partir das  10  horas – rumo a Aveiro.


A Direcção da CNA manifesta a sua solidariedade activa aos Produtores de Leite e Carne da região de Aveiro – e à sua "comissão de luta" - que na próxima Sexta-Feira, 26 de Junho, vão fazer uma  MARCHA  (lenta)  DE  TRACTORES  entre   Válega (10h) e  Aveiro (onde pretendem chegar pelas  12 h 30).

Trata-se de uma acção de protesto e reclamação contra as más políticas agrícolas prosseguidas por sucessivos governos durante anos a fio e que atiraram a Produção Nacional de Leite e Carne para a difícil situação em que se encontra.

Nomeadamente:

-- Com as baixas de preços à Produção quer no Leite quer na Carne -  que estão hoje a preços mais baixos que há 20 anos atrás !

--  Com a "ditadura comercial" exercida pelos Hipermercados que fomentam as Importações e esmagam em baixa os preços à Produção Nacional.

– Com os custos especulativos do Gasóleo, da Electricidade, das Rações, da Sanidade Animal, e outros Factores de Produção – preços caríssimos muito por causa da pesada carga fiscal que lhes tem sido  aplicada nos Orçamentos de Estado praticados pelos governos dos  três partidos da tróika nacional.

-- Com o fim das quotas leiteiras que comprometem o nosso direito a produzir e a soberania alimentar do nosso País e vão provocar uma ainda maior enxurrada de Importações de Leite.

-- Com a ruína das pequenas e médias ( e até já de grandes) Explorações Leiteiras.

Têm pois mais do que razão os Produtores de Leite e Carne para protestarem contra  as más políticas agrícolas e de mercados aplicadas pelos vários governos dos três partidos da tróika nacional durante anos a fio e, ainda, para protestarem contra a propaganda enganosa do governo actual.

POR  POLÍTICAS  AGRÍCOLAS   ALTERNATIVAS !

PELA   DEFESA   DA   PRODUÇÃO  NACIONAL !

PELA   PROMOÇÃO  DO  MERCADO  INTERNO !


Coimbra,  24 de Junho de 2015 A Direcção da CNA

Os cereais no Alentejo - 3

Publicado  no "Linhas  de Elvas" de 4 de Junho de 2015



Miguel Mota

Para concluir a série de artigos sobre o que considero importante para, eventualmente, permitir cultivar economicamente trigo no Alentejo – e não só no Alentejo, mas principalmente nesta província – (Linhas de Elvas de 21-5 e de 4-6-2015), tratarei hoje do problema das rotações das culturas, ou seja, a sequência de espécies vegetais a cultivar no mesmo terreno ao longo de um certo número de anos.
Antigamente, depois de ter sido criada a Federação Nacional dos Produtores de Trigo (FNPT), a única cultura de que o agricultor sabia que teria toda a sua produção vendida e a preço conhecido era o trigo. Por essa razão, particularmente no Alentejo, era dada grande ênfase a essa cultura. As rotações eram geralmente pobres. Não eram raros os casos em que, a uma cultura de trigo, apenas com fertilização mineral, se seguiam um ou mais anos de pousio, só algumas vezes revestido com uma forragem, para voltar a fazer trigo. Nalguns casos, entre o trigo e o pousio, ainda se fazia um ano de aveia, para aproveitar os restos da fertilização. Este sistema, durante algumas décadas, reduziu grandemente o nível de fertilidade de muitos solos. Havia algumas honrosas excepções, mas não eram muitas.
Como o trigo é uma esgotante, eu acredito que, rotações das culturas em que entrem mais abundantemente plantas melhoradoras, como as leguminosas, possam elevar o nível de fertilidade do solo de forma a aumentar significativamente a produção de trigo. Há bons exemplos a demonstrá-lo. No III Congresso Internacional de Lupinus (o género a que pertencem os tremoços), um agrónomo americano descreveu ensaios com Lupinus angustifolius, o tremoço de folha estreita, que existe espontâneo em Portugal. Dos seus resultados concluiu que "aquela cultura  seria económica, mesmo deitando fora a colheita". A razão é que a melhoria da fertilidade do solo causava um bom aumento na cultura que se seguia.
Em Portugal têm sido feitos vários estudos de rotações. Todos são valiosas contribuições mas ainda é necessário fazer muito e penso que falta, para o sequeiro alentejano, um ensaio de grande amplitude e com variadas composições, que dê uma informação precisa e economicamente quantificada, para poder ser usada em larga escala. Em Elvas, na Estação de Melhoramento de Plantas, na década de 1950, alguns ensaios mostraram a espectacular diferença que se conseguia com o incremento da cultura de algumas espécies forrageiras que, além de permitirem um grande aumento do número de ovelhas por hectare, aumentavam o nível de fertilidade do solo.
Há algumas décadas, fiz uma tentativa para a realização de um ensaio em larga escala, de grandes dimensões e com uma equipa multidisciplinar. Cada talhão do ensaio teria 100 metros de comprimento e uma largura que desse, com folga, para uma ceifeira ou ceifeira debulhadora, para as culturas serem mecanizadas. Com talhões desta dimensão e o número de repetições que o estatístico considerasse adequado, o erro experimental seria mínimo. Isto exige um campo com 150 metros de largura e 300 a 400 metros de comprimento, que não é difícil encontrar no Alentejo. Abordei a Fundação Eugénio de Almeida que, pela voz do seu então Administrador Delegado, dispensava a área necessária. Tudo o mais teria de ser do Projecto.
Contactei vários colegas, da Universidade de Évora e de outras instituições como a Estação Agronómica Nacional e a Estação de Melhoramento de Plantas, alguns dos quais estavam interessados em fazer parte da equipa. Essa equipa incluiria especialistas de cultura de cereais e forragens, química do solo, fitopatologia, nematologia, estatística, economia e mais alguns que se considerassem necessários. As rotações, a delinear em pormenor, começariam com uma bianual, trigo-forragem. Depois, uma série de combinações, a terminar com uma de cinco anos em que os primeiros quatro anos seriam de forragem seguidos de um de trigo. O campo seria acompanhado pelos diversos especialistas ao longo do ano, para recolha dos dados que considerassem necessários.
Ao fim deste ciclo de cinco anos já deveria haver informação muito valiosa mas, naturalmente, deveria ser continuado por outros cinco anos, para confirmação e ampliação dos dados. O objectivo era determinar o valor económico de cada rotação pois, como já vimos, uma cultura pode não dar lucro, mas deixar o solo mais rico, a beneficiar a cultura seguinte.
Abordei várias entidades para obter financiamento para o projecto, mas nenhuma se mostrou receptiva. Os resultados deste tipo de investigação, generalizados a muitos milhares de hectares, produzem retorno de várias vezes o valor neles investido. Ou seja, rendem juros que os nossos economistas não sabem que existem, mas são reais.
Calculando por baixo e considerando uma rotação que dê anualmente mais 100 € por hectare do que a que o agricultor usa actualmente – acredito que se consegue muito mais – e que é aplicável a uns 50.000 hectares, o PIB seria aumentado em 5 milhões de euros todos os anos.

fonte: Autor

Os cereais no Alentejo - 2

Publicado  no "Linhas  de Elvas" de 4 de Junho de 2015



Miguel Mota

Continuando a explicação, iniciada no Linhas de Elvas de 21-5-2015, das razões porque considero importantes a drenagem dos solos e as rotações das culturas, para aumentar a produção de trigo em condições económicas no Alentejo, tratarei hoje da drenagem. Baseio-me nas observações do Eng.º agrónomo Sardinha de Oliveira, em relação à meteorologia, e nalguns casos posteriores que as confirmam.
O Eng.º Sardinha de Oliveira mostrou que, nos anos de inverno chuvoso, a produção de trigo era baixa, por muitas terras ficarem alagadas e as raízes não poderem crescer em profundidade. Como no Alentejo se passa muito rapidamente de um inverno frio e chuvoso para um verão quente e seco, as raízes superficiais não dão defesa contra a seca. Se o inverno foi pouco chuvoso e o campo não ficou saturado de água, as raízes não sofreram asfixia, cresceram em profundidade e, chegado o tempo quente, puderam aproveitar a água que ainda se conservava nas camadas inferiores do solo. Alguns anos de seca levaram pessoas experientes a declarar que, nas searas, se iria colher gelha. Os resultados, não sendo os de um ano bom, foram muito melhores do que muitos esperavam.
Do artigo "A drenagem das terras e a produção de cereais" ("Linhas de Elvas" de 27 de Maio de 1994), transcrevo:
"No ano agrícola 1988-1989, que se seguiu a anos de inverno chuvoso, as condições meteorológicas nesse período crítico invernal foram muito favoráveis e, num artigo (Drenagem e Rotações. Dois temas de grande importância para a agricultura do Alentejo. DIAgrícola, Suplemento do "Jornal de O DIA", Nº 14, de 20 de Junho de 1989) escrito em princípios de Maio de 1989, previa que fosse 'um ano bom de trigo – talvez mesmo um ano excepcionalmente bom.'.
Algumas chuvas no período primaveril vieram ajudar. As minhas previsões confirmaram-se e a produção de trigo em Portugal, foi, nesse ano, cerca de 50% superior à média do decénio, o que vem reforçar a ideia da grande importância da drenagem dos solos, como chamei a atenção noutro artigo no mesmo jornal."
Também tratei de drenagem e rotações no artigo "Que fazer com 900 mil hectares de sequeiro no Alentejo" ("Correio Agrícola" nº 164, Outubro de 2002), em resposta ao artigo "Que fazer com 900 mil hectares de sequeiro no Alentejo?", no jornal "Público" de 14-6-2002.
Destes factos podemos concluir que a solução é conseguir que nunca a água se acumule de forma a saturar o solo, ou seja, instalar um bom sistema de drenagem, pelo processo mais adequado ao local. Quando isso se generalizar, desaparecem os anos maus causados por um inverno muito chuvoso.

fonte: Autor

Os cereais no Alentejo - 1

Publicado  no "Linhas  de Elvas" de 21 de Maio de 2015



Miguel Mota

O programa "Olhos nos olhos", na TV, em 6 de Abril de 2015, teve como convidado o ex-ministro da Agricultura Capoulas Santos, que fez uma equilibrada apreciação da agricultura portuguesa, focando o desenvolvimento dado nos últimos anos e salientando a grande importância do Alqueva.
Referiu a recente diminuição do défice comercial agrícola, pois agora exportamos mais e importamos menos produtos agrícolas. Lembrou que a importação de cereais pesa muito no défice, pois a nossa produção de trigo, foi diminuída.
O Dr. Medina Carreira perguntou  "e não tem solução?" Na sua resposta, o Dr. Capoulas Santos não indicou qualquer forma de reduzir o défice em cereais, mas disse que a ideia será compensar esse défice com as exportações de produtos que mais facilmente podemos produzir, como vinho, azeite, hortícolas e frutas.
O problema do défice do trigo, é grave, não só pelo custo das importações mas porque é um bem essencial. Se ficarmos sem a importação, por motivo de guerra, por exemplo, as privações serão muito grandes. Lembro sempre que os povos são mais facilmente derrotados pela fome do que pelos canhões. Na Idade Média, a menos custosa forma de conquistar uma cidade era cercá-la e esperar que a comida acabasse.

Admito que, mesmo no sequeiro alentejano, possa vir a ser viável a cultura do trigo. Para além de novas e melhores variedades, que a investigação agronómica portuguesa produzia com regularidade, antes da destruição a que foi submetida e de que ainda não recuperou, considero particularmente importante duas práticas agrícolas bem conhecidas: a drenagem dos solos e as rotações das culturas. Sobre esses dois temas tenho publicado muitos artigos, vários deles neste jornal, o mais recente "A drenagem" (24 de Abril de 2013), mas também noutras revistas e jornais para agricultores.
Correndo o risco de me repetir, irei desenvolver mais os dois temas porque a resposta do ex-ministro Capoulas Santos à pergunta do Dr. Medina Carreira sugere não acreditar nessa possibilidade. O leitor pode pensar que sou eu que estou errado, que esses dois temas não têm a importância que lhes atribuo, e poderá concluir que o Alentejo terá mesmo que deixar de cultivar trigo ou, como actualmente, em área muito limitada, longe da produção necessária e obrigando a avultadas importações. Isso seria extremamente grave para o país, pelas razões indicadas, o que torna importante envidar todos os esforços para que tal não aconteça ou sejam reduzidas as quantidades a importar.
Os elementos em que me baseio são suficientemente evidentes para manter a minha opinião. Para os transmitir aos leitores será necessário um desenvolvimento, que apresentarei em próximos artigos. Mas vi recentemente que, no último meio século, enquanto Portugal reduziu a sua produção de trigo, a Espanha triplicou-a.

fonte: Autor

quarta-feira, 24 de junho de 2015

AMPV propõe criação de Associação Ibérica de Museus do Vinho



 23 Junho 2015, terça-feira  Viticultura

Representantes dos principais museus e centros temáticos ligados à vinha e ao vinho de Portugal e de municípios de norte a sul do país vão sentar-se à mesa no próximo dia 29 de junho, para uma reunião da Rede de Museus do Vinho - projeto impulsionado pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV).
O principal objetivo passa por fortalecer «a relação e criar novas parcerias entre os espaços museológicos relacionados com a vinha e o vinho».
Um dos temas centrais desta reunião, marcada para as 15h00, no Museu do Vinho da Bairrada (Anadia), é a criação de uma Associação Ibérica de Museus do Vinho, proposta pela AMPV com o intuito de incutir uma maior dinamização aos espaços museológicos de Portugal e Espanha.
A AMPV entende que «os museus e centros temáticos com coleções ligadas à vinha e ao vinho são parte integrante do património histórico e cultural dos territórios, assumindo um papel fundamental na preservação e divulgação das atividades rurais e da própria cultura etnográfica».
Em comunicado diz reconhecer igualmente «o trabalho e o esforço que os municípios portugueses têm feito na criação e dinamização de espaços museológicos ligados ao vinho, sendo que a maioria dos municípios associados da AMPV têm museus municipais que abordam esta temática».
O projeto de criação da Associação Ibérica de Museus do Vinho está a ser desenvolvido em parceira com a Associação de Museus do Vinho de Espanha e tem como objetivos primordiais criar uma dinâmica de cooperação entre os museus do vinho de Portugal e Espanha, promover o intercâmbio de informações e coleções, estabelecer parcerias na organização de eventos e contribuir para a afirmação do potencial turístico dos territórios. 
Saiba mais aqui: 
AMPV quer criar associação ibérica de Museus do Vinho

Reguengos de Monsaraz: jovens vitivinicultores à descoberta do mundo dos vinhos



 23 Junho 2015, terça-feira  Viticultura
reguengos

A Cidade Europeia do Vinho 2015 - Reguengos de Monsaraz recebe de 24 a 27 de junho o Estágio de Jovens Vitivinicultores Europeus.
A iniciativa tem como tema "Vinhos e Territórios: no Trilho dos Vinhos da Antiguidade com os Olhos na Modernidade" e é promovida pela Recevin – Rede Europeia das Cidades do Vinho, Città del Vino e AMPV - Associação de Municípios Portugueses do Vinho em parceria com o município de Reguengos de Monsaraz.
O orador convidado desta edição do estágio é Attilio Scienza Titolo, professor italiano e especialista em vitivinicultura.
O enólogo Mário Louro, diretor do Concurso Internacional de Vinhos "La Selezione del Sindaco 2015", fará também uma intervenção no dia 27 de junho, no encerramento do encontro.
Os jovens vitivinicultores europeus vão chegar a Reguengos de Monsaraz no dia 24 e na manhã do dia seguinte vão ter oportunidade de ouvir uma intervenção do professor Attilio Scienza Titolo sobre o processo de desenvolvimento das castas e a sua diversidade.
O programa contempla ainda uma visita à adega CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, com prova de vinhos, e um passeio de barco pelo grande lago do Alqueva.
A prática varietal mediterrânica é o tema que será abordado no dia 26 de junho, sendo que ainda neste dia os participantes farão uma visita à Herdade do Esporão, uma visita a uma fábrica de cerâmica local e uma visita guiada ao centro histórico de Monsaraz.
Na manhã do dia 27, o professor Attilio Scienza Titolo irá apresentar alguns estudos de caso relacionados com a prática ancestral de produção de vinhos, sendo que este último dia do encontro contará, também com a presença do enólogo Mário Louro.
Para a tarde está ainda marcada uma visita à adega Ervideira e ao Festival do Lagostim, a decorrer de 26 a 28 de junho em São Pedro do Corval.  

EFSA dá luz verde a um novo OGM


Junho 23
08:44
2015

A European Food Safety Authority (EFSA) deu um parecer científico positivo à nova soja OGM MON 87708 x MON 89788 para consumo e uso nos alimentos para animais.

Neste parecer considera-se muito pouco provável que esta soja tenha qualquer efeito na saúde pública, na sanidade animal, bem como qualquer impacto negativo em termos ambientais. O parecer vai mais longe, ao considerar que os efeitos desta soja não diferem dos da soja convencional não OGM.

Entretanto, a EFSA publicou as normas para a renovação das aprovações, pois os pareceres da EFSA são válidos por dez anos e, durante este período, os fabricantes devem ir enviando toda a informação considerada relevante, se desejarem a renovação das autorizações.

Entretanto, o Papa Francisco também abordou o tema dos OGM's, considerando que este desenvolvimento tecnológico tem contribuído para o aumento de produção de alimentos no mundo. No entanto e sem negar o interesse da inovação tecnológica, considera que esta tecnologia tem provocado a concentração da produção, levando à formação de grandes explorações, com destruição da agricultura familiar.

O Papa defende que este tema tem de ser muito mais debatido, pois defende que a pequena exploração familiar é fundamental para o equilíbrio social e ecológico do mundo e tem de ser defendida.

Detectada a bactéria MRSA na carne de porco inglesa

Junho 23
08:49
2015

Uma investigação do jornal The Guardian detectou uma variante da Methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) em 9 de 100 amostras de carne de porco vendida em supermercados ingleses.

Este estudo vem trazer a lume a discussão sobre o controlo do uso de antibióticos na veterinária e a resistência microbiana que isso pode vir a ter em termos humanos.

Apesar de legalmente só se poder utilizar antibióticos na veterinária, que tenham sido prescritos por médicos veterinários, continua a ser possível comprar alguns via Internet, como afirma a secretária executiva da Nacional Pig Association (UK), referindo-se concretamente ao antibiótico Tylan.

Os responsáveis consideram que esta situação deve ser melhor controlada, apesar da venda de antibióticos na Internet pressupor uma receita de um veterinário.

O MRSA pode viver na pele das pessoas infectadas sem causar problemas, mas pode vir a ser grave para as pessoas muito vulneráveis.

O facto de a bactéria ter sido detectada em supermercados, lança a dúvida de ela poder chegar às cantinas dos hospitais e, aí sim, ser verdadeiramente perigosa, pois tratam-se de pessoas doentes e, por isso, muito vulneráveis.

Esta bactéria já tinha sido detectada na Dinamarca no ano passado, mas não existe qualquer registo noutros países europeus.

Phil Hogan disponível para rever normas de greening


Junho 23
08:51
2015

O Comissário Phil Hogan afirmou que estava disposto a rever as normas do greening, para além da revisão da Ecological Focus Areas  e está pronto para, na altura certa, introduzir modificações, de modo a simplificar o acesso aos apoios da Política Agrícola Comum (PAC).

Falando em Edimburgo, afirmou que começa a ter resultados da avaliação que mandou fazer à aplicabilidade das medidas de apoio da PAC, que mostraram a necessidade de algumas alterações.

Um dos pontos a ser clarificado é o estatuto de agricultor activo, bem como as ajudas ligadas voluntárias.

O Comissário prometeu apresentar uma série de medidas após a pausa de Verão, que cubram o acesso às ajudas directas, o apoio aos jovens agricultores e os apoios ligados.

Estas alterações, que vão ser propostas, podem implicar uma revisão a meio período da PAC, o que não é uma situação pacífica.


FNAP quer classificação da vespa asiática como espécie invasora


por Ana Rita Costa
23 de Junho - 2015
 
A Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) pediu esta semana que a vespa asiática seja classificada como espécie invasora. Manuel Gonçalves, presidente da organização, acredita que a inclusão deste tipo de vespa na lista de espécies exóticas invasoras permitirá avançar para a avaliação dos prejuízos causados.

A classificação cabe ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e, segundo a FNAP, "facilitará o acesso do Estado e do setor apícola ao financiamento público necessário para a monitorização e controlo deste predador."

Atualmente, já é feita a monitorização dos locais onde a vespa asiática é identificada, contudo, "sentimos que estamos a sofrer os prejuízos dessa espécie e que a resposta que está a ser dada não é uma resposta eficaz. É necessário avançar, se não houver dinheiros comunitários, tem de ser com dinheiros nacionais, é uma obrigação do Estado ir ao encontro às necessidades da produção", defende Manuel Gonçalves.

A inclusão da vespa asiática na lista de espécies exóticas invasoras dará ainda a possibilidade de "fazer um estudo do impacto económico, toda a avaliação da parte das autoridades portuguesas, para poder ou prosseguir com a sua eliminação ou verificar que, na verdade, o impacto não é tão grande como nós pensamos", conclui.

Ministérios assinam protocolo para colocar desempregados a proteger florestas

23-06-2015 
 

 
Os ministérios da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, da Agricultura e do Mar e da Administração Interna assinam esta terça-feira um protocolo de cooperação que visa colocar, mais uma vez, desempregados a vigiar e a proteger as florestas.

Em comunicado, o Governo adianta que o protocolo "Trabalho Social pelas florestas" pretende valorizar e proteger a floresta e melhorar os níveis de empregabilidade e promover «a reinserção no mercado de trabalho dos cidadãos que se encontrem em situação de desemprego, através do desenvolvimento de trabalho socialmente necessário».

«A importância do sector florestal para o bem-estar ambiental e social e o seu interesse para a economia nacional é por demais evidente, constituindo as florestas um dos recursos principais do nosso país», salienta.

O Governo sustenta que as florestas «contribuem para a prevenção da erosão dos solos, colaboram para a regulação do clima e dos recursos hídricos, concorrem para a biodiversidade, combatem a desertificação, contribuem para o sequestro de carbono e proporcionam espaços de lazer e recreio».

Os riscos que impendem sobre a floresta, «exigem uma ênfase na prevenção dos impactos negativos, por via da prevenção, detecção e vigilância» e intervenções de prevenção e recuperação de áreas atingidas por incêndios, doenças e pragas, refere o governo.

Fonte: Lusa

CONFAGRI organiza workshop "Como poupar energia na agro-indústria"

 23-06-2015 
 
A CONFAGRI irá organizar um evento com vista à poupança de energia na agro-indústria, a realizar na Universidade de Évora, no pólo da Mitra, no dia 25 de Junho, às 14:15 horas.

Para conhecer os casos de sucesso, bem como possíveis soluções tecnológicas e apoios em eficiência energética para a agro-indústria, ainda se poderá inscrever. A Participação é gratuita mas sujeita a inscrição para balcaoverde@confagri.pt



 
Fonte: CONFAGRI

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dia de campo dedicado à cultura da macieira



 22 Junho 2015, segunda-feira  Hortofruticultura & Floricultura

A estação agrária de Viseu acolhe a 26 de junho de 2015 um dia de campo dedicado à macieira.
A iniciativa começa às 9h00 e conta com explicações de técnicos sobre o comportamento das pragas e doenças ao longo da campanha.
A estratégia de proteção fitossanitária adotada, "Monda de frutos: condições meteorológicas versus efeitos dos produtos" e "Soluções fotofarmacêuticas para a cultura" são outros temas em debate.
No final haverá uma visita a pomares.
A participação é limitada a 80 pessoas e a inscrição deverá ser efetuada até 24 de junho através do número: 232 467 220 ou pelo email: eadao@drapc-min-agricultura.pt
Este dia de campo é organizado pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.

2016 será o Ano Nacional do Combate ao Desperdício Alimentar



 22 Junho 2015, segunda-feira  IndústriaIndústria alimentar

Combater o desperdício alimentar para promover uma gestão eficiente dos alimentos. É este o mote da resolução da Assembleia da República que decretou 2016 como o Ano Nacional do Combate ao Desperdício Alimentar.
A intenção, reconhecida pelo n.º 5 do artigo 166.º da Constituição da República Portuguesa, visa recomendar ao Governo o desenvolvimento de um conjunto de iniciativas no âmbito do ano nacional do combate ao desperdício alimentar.

8ª Feira Nacional do Mirtilo reforça oferta para profissionais


por Ana Rita Costa
22 de Junho - 2015
 
A edição de 2015 da Feira Nacional do Mirtilo, que decorre em Sever do Vouga entre 25 e 28 de junho, no Parque Urbano da Vila, volta com uma maior oferta na componente técnica e mais dedicada ao visitante profissional.

De acordo com a organização, este ano, a área técnica vai contar com a presença de quase duas dezenas de expositores e foi alvo de uma intervenção por parte da Câmara Municipal de Sever do Vouga.

"Pretende-se que a área técnica da Feira seja um espaço dedicado aos agentes que operam na área dos pequenos frutos, com particular incidência no mirtilo, onde possam trocar ideias e experiências e onde possam ficar a par das mais recentes inovações relacionadas com esta fileira e estabelecer negócios e contactos", revela a Agim em comunicado.

Também o programa das palestras técnicas foi substancialmente reforçado este ano com a presença de uma delegação de técnicos brasileiros que irá falar sobre o modo de produção do mirtilo no Brasil e uma apresentação da Bolsa de Terras Nacional, que contará com a presença de Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar.

Ainda destinado ao visitante profissional, a organização continua a promover a "Rota do Mirtilo", onde os interessados visitam pomares de mirtilos na companhia de técnicos da Agim que esclarecem todas as dúvidas que possam surgir.

Por fim, o Campo Experimental de Pequenos Frutos, situado ao lado do recinto da Feira Nacional do Mirtilo, está aberto ao público durante os dias do certame, podendo ser visitado gratuitamente.

Bimbo anuncia aquisição da Panrico


por Ana Rita Costa
22 de Junho - 2015
 
O Grupo Bimbo anunciou esta semana a existência de um acordo preliminar para a aquisição da empresa Panrico em Portugal e Espanha. A aquisição pressupõe a compra de 100% das ações e deixa de fora o negócio de pão de forma da marca e os produtos substitutos do pão.

A operação está ainda condicionada a um processo de avaliação operativa, que vai decorrer durante as próximas semanas, à celebração de diversos contratos relacionados com a potencial aquisição e à aprovação das autoridades espanholas da concorrência (CNMC).

A Panrico é uma das empresas líderes na indústria da panificação em Portugal e Espanha, onde possui um total de nove unidades de produção e várias marcas, como Donuts, Bollycao e La Bella Easo.

Já o Grupo Bimbo está presente nestes dois países através da sua filial Bimbo Iberia, que comercializa nestes mercados mais de 100 referências diferentes das marcas Bimbo, Silueta, Ortiz, Martínez, Eagle, Thins, Oroweat e Thomas.

Projeto Freshmeat AP quer prolongar o prazo de vida comercial da carne fresca


por Ana Rita Costa
22 de Junho - 2015
 
A ICM - Indústria de Carnes do Minho e a Central Carnes, empresas pertencentes ao Grupo Primor, juntaram-se à Universidade de Aveiro para desenvolver um projeto de inovação no setor agroalimentar: o Freshmeat AP.

O objetivo é prolongar o prazo de vida comercial em produtos de carne fresca, nomeadamente carne fresca fatiada de suíno e bovino, que de acordo com os promotores da iniciativa, "são exemplos de uma grande gama de produtos de conveniência com importância comercial crescente."

A parceria de I&DT levada a cabo pela ICM conjuntamente com a Central de Carnes e a Universidade de Aveiro pretende aumentar o prazo de vida comercial de carne fresca para o dobro ou triplo do tempo, recorrendo para isso à tecnologia de Alta Pressão. "Esta tecnologia permite pasteurizar alimentos em condições atérmicas, isto é, à temperatura ambiente ou a temperaturas de refrigeração, aumentando assim a segurança microbiológica dos alimentos, ao mesmo tempo que preserva a sua qualidade nutricional", explica em comunicado o Grupo Primor.

domingo, 21 de junho de 2015

Alterações ao regime da Reserva Agrícola Nacional prometem facilitar decisões


18 | 06 | 2015   16.29H

O Conselho de Ministros aprovou hoje a alteração do regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional (RAN) que inclui procedimentos simplificados durante a consulta à entidade nacional da RAN.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, que não detalha as alterações em causa, as medidas refletem a "evolução procedimental e normativa em sede de ordenamento do território", bem como a elaboração de novas cartas da RAN no âmbito dos planos diretores municipais de segunda geração.

"Em matéria de acompanhamento e aprovação da proposta de delimitação da RAN no âmbito da formação de planos territoriais de âmbito intermunicipal ou municipal, procede-se a uma simplificação procedimental quando ocorre a consulta da entidade nacional da RAN", adianta o comunicado.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Queda de avião pulverizador provoca ferido grave no distrito de Santarém


Lusa
18 Jun, 2015, 11:21

A queda de uma aeronave ligeira provou hoje um ferido grave, na fronteira entre os concelhos de Coruche e Benavente, disse à agência Lusa o segundo comandante operacional distrital de Santarém da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Segundo José Guilherme, o avião ligeiro caiu esta manhã entre as herdades do Sabugueiro e do Borralho, provocando ferimentos graves ao piloto e único ocupante do avião ligeiro utilizado na pulverização de campos agrícolas.

O piloto tem 66 anos e é de nacionalidade portuguesa.

O responsável afirmou ainda que ainda não foi possível apurar as circunstâncias em que o acidente aconteceu, acrescentando que nas imediações existe uma pista agrícola.

No local estão 27 operacionais apoiados por oito viaturas e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Chineses negoceiam aluguer de terras na Sibéria para agricultura


por Erika NunesHojeComentar

Chineses negoceiam aluguer de terras na Sibéria para agricultura
Rússia tem vindo a aprofundar laços a Leste para captar investimento, já que os países do Ocidente lhe impuseram sanções devido ao papel de Moscovo no conflito ucraniano.
A Huae Sinban, empresa agrícola chinesa, está a negociar com as autoridades da Sibéria o aluguer de 115 mil hectares de terra - o equivalente à área de Hong-Kong - para agricultura e criação de gado, negócio que pode valer perto de 400 milhões de euros.

Novos seguros agrícolas custam menos ao Estado e têm mais coberturas - ministra



O Governo aprovou hoje um novo sistema de seguros agrícolas que, segundo a ministra da Agricultura, custa ao Orçamento do Estado quase metade do anterior modelo e oferece mais coberturas aos agricultores.

Em conferência de imprensa, no Conselho de Ministros, Assunção Cristas afirmou que o novo modelo de apoios à contratação de seguros agrícolas, que permite o recurso a fundos europeus, é "melhor para os agricultores, com mais coberturas, melhor para as seguradoras, porque têm a garantia de pagamento atempado das verbas em causa, e melhor para o Orçamento do Estado".
Quanto ao Orçamento do Estado, a ministra adiantou: "Reduzimos em cerca de 94% aquilo que estava normalmente orçamentado para os seguros. Passamos de uma média de 14 milhões de euros para 830 mil euros de gasto de dinheiro público nacional por ano, e passamos a poder utilizar os fundos comunitários para ajudar a financiar este novo modelo".
De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o novo sistema de seguros agrícolas inclui "um leque mais alargado de eventuais coberturas, abrangendo os seguros de colheitas, de animais e plantas, o seguro vitícola de colheitas e o seguro de colheitas de frutas e produtos hortícolas no âmbito dos fundos agrícolas europeus".
Assunção Cristas começou por considerar que Portugal tinha "um sistema antigo, oneroso para os agricultores, oneroso para o Orçamento do Estado" e que "penalizava muito o ministério na parte das dívidas às seguradoras".
O Estado tinha "dívidas acumuladas de várias dezenas de milhões de euros", referiu, sem indicar um valor preciso.
Segundo a ministra da Agricultura e do Mar, o Governo PSD/CDS-PP começou por "estancar o sistema que existia, e que além do mais era muito pouco atrativo para os agricultores, e tinha elegibilidades e coberturas que não eram as melhores".
"Estancámos com esse modelo, parámos com aumento da dívida às seguradoras, acertámos um plano de pagamento dessa dívida, portanto, pusemos também ordem na casa nessa matéria", disse.
"Depois, desenvolvemos em conjunto com Bruxelas a possibilidade de criar um novo sistema de seguros mais atrativo para os agricultores, que permitisse ter mais gente a aderir a esse modelo, que permitisse ter mais coberturas, com uma apólice comum a todas as áreas, e depois com a possibilidade de haver apólices específicas para setores", acrescentou.
Segundo a ministra da Agricultura, a aplicação do novo modelo começou "com o setor da vinha, com as frutas e hortícolas" e agora no quadro do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 pode ser estendida "a todas as áreas", com "o financiamento de fundos comunitários".
Dinheiro Digital com Lusa

Casa do Douro quer vender vinhos, Governo diz que só com autorização dos credores


A direção cessante da extinta Casa do Douro pública quer vender o stock para pagar as dívidas, mas o Governo diz que os vinhos penhorados ao Estado e à Parvalorem só podem ser alienados com autorização dos credores.

Em carta enviada ao Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e a que a agência Lusa teve acesso, a direção cessante da extinta associação pública da Casa do Douro (CD) deu conhecimento da intenção de colocar à venda o stock de vinhos da instituição, por forma a proceder "ao pagamento das dívidas".
Os diretores do organismo alegam estar a cumprir o disposto no n.º2 do artigo 17 do decreto-lei 152/2014 que diz que "após a extinção (...). os poderes dos titulares dos órgãos da Casa do Douro ficam limitados à prática dos atos meramente conservatórios e dos atos necessários à regularização de quaisquer dívidas que subsistam e à posterior transferência dos bens e saldos de gerência remanescentes do processo de regularização das dívidas, para a associação de direito privado que suceder à CD".
A ideia, segundo disse fonte da Casa do Douro, poderá passar por uma venda em hasta pública aberta ao mercado internacional.
A CD possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros.
Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Agricultura e do Mar disse que os liquidatários da CD se deverão estar a "referir aos vinhos sem ónus ou seja que não estão penhorados".
"Estes vinhos estão avaliados em sete milhões de euros e como estão livres de ónus sempre puderam ser vendidos e agora também, se não o fizeram antes foi porque não quiseram ou não encontraram comprador interessado", referiu a fonte.
O ministério acrescentou que esta quantidade de vinho, se for colocada no mercado, deve seguir as regras obrigatórias do setor do vinho do Porto, já que, "qualquer entrada de vinho para o mercado avulsa, desregulada e sem articulação com o setor pode ser preocupante".
Quanto ao restante stock, no valor de 130 milhões de euros, está todo penhorado ao Estado e à Parvalorem e, segundo a fonte, "só pode ser alienado com autorização dos credores".
O Governo discutiu esta matéria em Conselho de Ministros e estabeleceu um conjunto de princípios a seguir na alienação deste vinho, nomeadamente a "introdução no mercado de forma gradual, seguindo as regras do setor e procurando a maximização do retorno para o Estado e empresas numa ótica de valorização do produto e da região".
Para resolver o problema da dívida da CD, o Governo avançou em 2014 com um plano que incluía um acordo de dação em cumprimento, de troca de dívida por vinho, e uma alteração legislativa que transforma o estatuto de direito público e inscrição obrigatória em associação de direito privado e de inscrição voluntária.
O acordo de dação em cumprimento não chegou a ser assinado e a dimensão pública da CD foi extinta a 31 de dezembro.
No mesmo dia, deu entrada no tribunal o processo de insolvência da instituição, tendo como requerente o Ministério Público (MP), enquanto representante do Estado, designadamente a Direção-Geral do Tesouro e Finanças.
O Tribunal da Régua indeferiu liminarmente a petição inicial da insolvência da instituição porque considerou que a Casa do Douro já está extinta, uma decisão que foi depois confirmada pelo Tribunal da Relação de Guimarães, após recurso do MP.
Dinheiro Digital com Lusa

Pastel de bacalhau com queijo da Serra é uma “obscenidade”, diz Maria de Lourdes Modesto

15 de Junho de 2015

Recebi de Maria de Lour­des Modesto um email inti­tu­lado "Socorro". O tema? O polé­mico pas­tel de baca­lhau com queijo Serra da Estrela que já se ven­dia no Museu da Cer­veja, no Ter­reiro do Paço, mas que agora, há pouco mais de um mês, ganhou um espaço pró­prio na Baixa.

Chama-se a Casa Por­tu­guesa do Pas­tel de Baca­lhau e vende, a 3,45 euros a uni­dade, pas­téis de baca­lhau (segundo a receita de Car­los Bento da Maia, autor do Tra­tado Com­pleto de Cozi­nha e de Copa, afir­mam os pro­pri­e­tá­rios, o que, dizem, jus­ti­fica a data de 1904 que uti­li­zam na pro­mo­ção do estabelecimento). A "novi­dade" é que os reche­a­ram com queijo Serra da Estrela.

Segue-se o texto-apelo de Maria de Lour­des Modesto sobre aquilo que clas­si­fica como "uma ver­da­deira obscenidade".

Em defesa do  Pas­tel de baca­lhau e do queijo Serra da Estrela

"Levan­tei os olhos, e deparo com uma ver­da­deira obs­ce­ni­dade no ecrã do meu tele­vi­sor: um pas­tel de baca­lhau a esvair-se em queijo Serra da Estrela. Não pode vir mais a pro­pó­sito a expres­são: "com uma caja­dada matar dois coe­lhos". Duas  das mais que­ri­das e con­se­gui­das espe­ci­fi­ci­da­des da nossa gas­tro­no­mia, numa por­no­grá­fica e ridí­cula figura! Julgo que vi, e foi-me con­fir­mado, que a ideia seria do Turismo de Por­tu­gal. Cha­mar a aten­ção para o nosso reca­tado País com aquela obs­cena ima­gem, parece-me obra do diabo, quiçá, do Estado Islâmico.

O queijo Serra da Estrela já está habi­tu­ado a estas dia­bru­ras o que me leva a pen­sar que, pes­soas com res­pon­sa­bi­li­da­des,  nunca o conhe­ce­ram na sua pujança: maduro e cor­tado à fatia; mas o ino­cente pas­tel de baca­lhau, Senho­res ! Porquê?.

Não des­co­nheço que as auto­ri­da­des, por deses­pero da popu­la­ção, estão muito pre­o­cu­pa­das com os tol­dos que abri­gam a refe­rida aber­ra­ção, mas… e na Cul­tura, não há nin­guém com papi­las sau­dá­veis, bom gosto e que saiba que o pas­tel de baca­lhau é uma das joias mais per­fei­tas e mais que­ri­das da nossa gas­tro­no­mia popu­lar? Não foi a nossa gas­tro­no­mia ele­vada a Patri­mó­nio Cultural?

Nin­guém com poder toma conta "disto"?"

Maria de Lour­des Modesto

RRN: Seminário “Grupos Operacionais – Inovação na agricultura” - Apresentações disponíveis


No passado dia 9 de junho, no âmbito da 52.ª Feira Nacional de Agricultura, a Rede Rural Nacional Promoveu o Seminário "Grupos Operacionais – Inovação na agricultura".

Este seminário teve cerca de 150 participantes, o que demonstrou o elevado interesse no tema.

Para saber mais, aceda às apresentações efetuadas neste Seminário:

ICNF: Manifesto de Produção Suberícola



Manifesto de Produção Suberícola
Modelo de formulário para manifestar a produção de cortiça

A publicação do diploma que estabelece as medidas de proteção ao sobreiro e azinheira - Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de maio, art. 14.º - implica que passe a ser utilizado novo modelo de impresso do Manifesto de Produção Suberícola.
 
O preenchimento do Manifesto é obrigatório para todas e todos os produtores de cortiça em cru, destinada a venda ou autoconsumo.
 
Todas as informações contidas no Manifesto têm caráter confidencial, destinando-se a fins exclusivamente estatísticos, não tendo qualquer efeito fiscal ou outro.
 
O envio do Manifesto de Produção Suberícola é obrigatório até 31 de dezembro do ano da extração, para a sede do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.
 
O novo modelo do Manifesto de Produção Suberícola pode ser:
 
descarregado aqui em Manifesto de Produção Suberícola [Word 333 KB]; 

ou
 

solicitado a:
serviços do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.; e
Associações e Cooperativas de Agricultores e de Produtores Florestais.

Festival do Melão anima Alpiarça em julho



 19 Junho 2015, sexta-feira  Hortofruticultura & Floricultura
melao
A VI edição do Festival do Melão irá decorrer em Alpiarça de 24 a 26 de julho de 2015 no Parque do Carril, junto à ponte de Alpiarça.
Promover o melão produzido nos campos do Ribatejo pelos agricultores alpiarcenses continua a ser um dos objetivos do evento.
Além do melão também a melancia, outro produto muito importante para a economia local, estará em destaque.
Além de momentos de prova e concursos esta é igualmente uma oportunidade para os agricultores escoarem o produto.
O Festival do Melão é organizado pela Câmara de Alpiarça. 

Válega recebe II Feira Agrícola e da Raça Marinhoa



 20 Junho 2015, sábado  Agropecuária

De 13 a 16 de agosto de 2015 decorre em Válega a segunda edição da Feira Agrícola e da Raça Marinhoa do Concelho de Ovar - OVARURAL.
O evento tem como principal objetivo a promoção da raça marinhoa, característica desta região, e da atividade agrícola e pecuária do concelho.
Esta segunda edição da Feira contará com uma exposição de empresas agrícolas, stands gastronómicos, produtos agrícolas e de origem cooperativa, bem como artesanato local.
Diversas atividades de interesse agrícola e florestal serão desenvolvidas, destacando-se um concurso pecuário, batismos a cavalo, sessões de provas de vinhos, um colóquio dedicado ao tema da criação de bovinos da raça marinhoa e à Nova Política Agrícola Comum 2015-2020.
«Pretende-se ainda que este evento seja um local de encontro para os agricultores da região, aproximando a agricultura da população em geral e que, progressivamente, venha a conduzir ao aumento do número de criadores da raça marinhoa no concelho e que Ovar seja reconhecido no turismo de Portugal como "cidade onde se produz e come carne marinhoa"», salienta o município em comunicado.
O evento é promovido pela Câmara de Ovar e pela Cooperativa Agrícola do Concelho de Ovar.