domingo, 25 de outubro de 2015

Melgaço lança festa do espumante Alvarinho

Outubro 20
11:41
2015

No sentido de dar uma boa resposta à crescente procura de espumante Alvarinho, a Câmara Municipal de Melgaço vai lançar, em Novembro, um certame dedicado a este tipo de vinho, procurando potenciar a sua procura junto dos produtores, criando, assim, condições para aumentar a sua produção.

Neste momento, existem trinta produtores que pensam lançar no mercado 150.000 garrafas.

A primeira Festa do Espumante de Melgaço vai decorrer de 20 a 22 de Novembro e conta com a presença de treze produtores de espumante, três expositores de fumeiro, expositores de produtos artesanais e dois restaurantes, que vão apresentar a gastronomia da região.

Segundo os especialistas, trata-se "de um vinho de cordão fino, mousse cremosa, acidez no ponto e grande capacidade de harmonização gastronómica".

Durante a festa realizar-se-ão várias provas de degustação do espumante Alvarinho e, também, um showcooking, em que vários chefes de cozinha vão apresentar pratos relacionados com a gastronomia de Melgaço.

Este certame vem complementar o que é regularmente organizado pela Câmara de Melgaço para promover o vinho Alvarinho e que serve para apoiar os cerca de 600 produtores desta casta no Concelho.


Luta contra as alterações climatéricas na UE


Outubro 22
12:42
2015

Hoje em dia, as alterações climatéricas são tema importante de discussão a nível mundial e é muito provável que o aquecimento global venha a ser superior a 2º celsius, relativamente à era pré-industrial, podendo mesmo esse valor ser de 5ºC até ao final do século. Por isso, a redução das emissões de gases a efeito é uma prioridade a nível da União Europeia (UE).

Os dirigentes da UE comprometeram-se a transformar a Europa numa economia hipocarbónica e de alta eficiência energética. O objectivo fixado é a redução das emissões de gases com efeito de estufa em 80% a 95% em 2050, relativamente aos níveis de 1990.

O primeiro pacote de medidas foi adoptado em 2008, fixando metas para 2020, estando em curso em programa para atingir essas metas, sendo, no entanto, necessário que este quadro se prolongue até 2030. A UE está a desempenhar um papel importante a nível mundial nas negociações sobre as alterações climatéricas.

O quadro estratégico para as políticas de clima e energia para o período de 2020 a 2030 contém uma série de medidas para tornar a economia e o sistema energético da UE mais competitivo, seguro e sustentável. O quadro destina-se, também, a encorajar o investimento em tecnologias verdes, que contribuam para a criação de emprego e o reforço da competitividade europeia.

Está em vigor o regime de licenças de emissão de gases a efeito de estufa, que limita essas emissões e permite às empresas comprar ou vender essas licenças conforme as suas necessidades.

A crise económica levou, no entanto, a um excedente dessas medidas no mercado, pelo que o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu decidiram criar uma reserva de estabilização de mercado, para a sua estabilização, tornando-o mais resiliente a desequilíbrios entre oferta e procura de licenças.

Este sistema será criado em 2018, para entrar em vigor em 1 de Janeiro de 2019.

A UE está fortemente empenhada nos acordos internacionais, sendo, neste momento, as suas maiores preocupações:

a) O cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito do segundo período do protocolo de quota, a chamada "Emenda de Doa";

b) As negociações para um acordo global sobre as alterações climatéricas, que deverá ser concluído na conferência de Paris, de Dezembro de 2015.

Até à Primavera de 2016 vão sair dois pacotes de medidas da PAC

Outubro 19
14:37
2015

O Comissário Europeu da Agricultura Phil Hogan informou, recentemente, a calendarização para as propostas, visando uma simplificação da Política Agrícola Comum (PAC).

As primeiras medidas, visando os pagamentos directos, são esperadas nas próximas semanas.

Neste momento, já foram tomadas duas medidas, uma em Maio deste ano, que permitiu a prorrogação do prazo das candidaturas por mais um mês e a flexibilidade na rotação de culturas face ao greening e uma segunda, que teve a ver com as restrições ao greening para os agricultores e serviços oficiais.

Um terceiro pacote de medidas sob a forma de actos delegados vai ter a ver com o sistema integrado de controlo, o regime para jovens agricultores e as ajudas ligadas facultativas.

Um quarto pacote, que vai examinar o sistema de greening e da eco condicionalidade, está previsto para a Primavera de 2016.

Ao mesmo tempo, são esperadas medidas para os próximos dias, no quadro da organização comum de mercados, concretamente, sobre a intervenção pública, a stockagem privada, as notificações dos Estados Membros e o sector das frutas e legumes.

Com todos os programas de desenvolvimento rural aprovados, Bruxelas vai, agora, preocupar-se em controlar a sua aplicação dentro das normas previstas.

A UE deve vir a limitar os níveis de gordura dos alimentos


Outubro 20
11:44
2015

Os gigantes agro-alimentares Nestlé e Mars estão a unir esforços com organizações não-governamentais (ONG's), no sentido de pressionar a Comissão Europeia para que proponha legislação, afim de limitar as quantidades de gorduras trans-industriais.

Numa carta enviada aos Comissários Frans Timmermans e Vytenis Andriukaitis, é pedido que este tipo de gordura seja limitada a 2 gramas por cada 100 gramas de gordura total, de modo a reduzir eventuais problemas cardíacos.

Neste momento, já várias firmas optaram por retirar a gordura trans-industrial dos seus produtos voluntariamente, mas, segundo os subscritores, é preciso legislação sobre o assunto.

A Comissão já tinha previsto um relatório sobre os efeitos da gordura trans-industrial em 2014, mas tudo foi atrasado pela necessidade em ouvir os agentes interessados.


A bactéria xylella fastidiosa encontrada na Córsega não ataca as oliveiras


Outubro 23
08:18
2015

Ficou recentemente provado que a bactéria xylella fastidiosa encontrada na Córsega e nos Alpes Marítimos franceses não ataca as oliveiras.

Trata-se, portanto, de uma variedade diferente da bactéria que tem dizimado os olivais no sul de Itália. Esta variedade da bactéria, que ataca as plantas ornamentais, parece já ter dez anos de existência na Córsega, tendo lá chegado pela importação de plantas ornamentais.

Até hoje, nenhuma oliveira foi afectada, o que leva a concluir que são indemnes a esta variedade da bactéria xylella fastidiosa. Mesmo assim, as autoridades francesas lançaram uma grande campanha sanitária para detectar plantas infectadas e destruídas, com a subsequente desinfecção dos locais infectados.

Neste momento, existem severas restrições à circulação de plantas ornamentais na Córsega, mas as medidas vão ser aligeiradas, uma vez que parece que a doença está a ficar controlada.

Conferência europeia sobre o bem-estar dos cavalos

Outubro 23
08:19
2015

Realizou-se, nas instalações do Parlamento Europeu, a primeira conferência sobre o bem-estar dos cavalos, burros e mulas, tendo sido anfitriã a eurodeputada Julie Girling.

Com uma produção estimada em 7 milhões de cavalos por ano, este sector está longe de ser um dos mais importantes da União Europeia. É, no entanto, um sector muito interessante, no que diz respeito ao número de postos de trabalho.

O sector gera um movimento financeiro de 100 mil milhões de euros para a economia europeia, bem como emprego em regiões remotas.

Este sector cobre uma vasta gama de actividades, que vão desde as corridas e espectáculos, a animais de companhia e lazer, animais de tracção e produção de carne.

Até aqui, a produção dos equinos tem estado incluída na legislação geral do bem-estar animal, mas, devido à sua grande proximidade com os humanos, é importante que tenham legislação específica que os proteja.

Assim, durante os debates, foram defendidas algumas etapas, que passam pela identificação dos equinos, bem-estar no transporte, bem-estar no abate, responsabilização dos proprietários e desenvolvimento rural.

Este parece ser um dos sectores onde existe maior possibilidade de consenso entre as ONG's e os agentes da fileira, devido exactamente à proximidade dos animais com os humanos.

Embargo russo afecta seriamente a produção agrícola francesa

Outubro 23
08:19
2015

O embargo russo aos produtos agrícolas europeus, decretado em 7 de Agosto de 2014, tem tido um forte impacto negativo na agricultura francesa.

Assim o provam os dados estatísticos dos primeiros cinco meses de 2015, com as exportações de produtos transformados à base de carne recuarem 73% sobre o ano passado, de 19,7 para 5 milhões de euros e dos produtos lácteos em 78%, passando de 37 para 8 milhões de euros.

Difícil de contabilizar é o efeito que o embargo russo provocou no mercado interno, pelo aumento considerável de oferta dos produtos que não tiveram venda.

Os queijos franceses foram particularmente atingidos, uma vez que a quebra de vendas para a Rússia, de um dia para o outro, foi impossível de compensar rapidamente num mercado mundial com excesso de leite.

No que diz respeito ao sector da carne de porco, estima-se que o embargo teve um impacto negativo de 20 cts por kg de carne.

O sector das frutas e legumes parece que seria o mais atingido, mas acabou por reagir e, salvo algumas produções de algumas zonas, está a trabalhar em normalidade.

Governo de Timor pagou sementes a 20 vezes o preço normal

19/10/2015, 7:42

Uma auditoria da Câmara de Contas timorense levanta muitas dúvidas sobre os contratos celebrados e deixa no ar suspeitas sobre favorecimento a empresas de ex-governantes.


O Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) timorense pagou nos últimos anos preços inflacionados 20 vezes para comprar sementes agrícolas, em alguns casos, a uma empresa próxima do ex-ministro Mariano Sabino, segundo a Câmara de Contas. Em causa estão contratos inflacionados dos quais "resultaram elevados prejuízos financeiros para o Estado" e que foram feitos com empresas escolhidas de forma "discricionária e não devidamente fundamentada".

Situações, sublinha o relatório da Câmara de Contas, que "contrariam os mais básicos princípios do aprovisionamento, como sejam os princípios da legalidade, igualdade, interesse público, transparência e da obediência às normas gerais".
Um dos aspetos analisados é a compra de sementes de milho, arroz e batata, operação na qual o MAP gastou mais de 4,27 milhões de dólares entre 2011 e 2013 para adquirir 1,17 mil toneladas às empresas Muacau, Agrivivo e Fini Ba Moris. "Não podemos deixar de manifestar muitas reservas e preocupação em relação (…) à compra de sementes pelo MAP, uma vez que os factos aqui relatados podem constituir indícios de viciação dos procedimentos de aprovisionamento", refere o relatório.

Um dos maiores problemas da operação foi o preço que o Estado pagou pelas sementes, com o MAP a definir o mesmo preço unitário de 3,5 dólares por quilo "quer se tratasse de sementes de milho, arroz, ou batata". Trata-se de preços "inflacionados" e "muito acima dos preços de mercado", algo que se comprova, por exemplo, nos documentos da Muacau, os únicos que foram fornecidos até agora pelas empresas ao tribunal.

O relatório nota que à chegada a Díli o custo total para a empresa foi de 0,12 dólares por quilo, "ou seja, muito longe dos 3,4 USD /kg pago pelo MAP, e cuja diferença não pode ser justificada com os custos de transporte para os Distritos nem por quaisquer outras despesas".

O facto de o valor estimado calculado [pelo Ministério] estar muito acima do real valor das sementes, mas coincidir com o valor dos contratos celebrados, deve merecer a análise e reflexão das autoridades uma vez que pode significar a existência de conluio entre os serviços do MAP e as empresas, com a intenção de prejudicar o Estado", sublinha.
O milho – no valor de cerca de 1,71 milhões de dólares – foi fornecido pela Muacau, empresa que só se registou a 9 de setembro de 2011, ou seja, "já depois de iniciado o prazo para apresentação de propostas" para o primeiro contrato que lhe foi adjudicado. O tribunal pediu, sem êxito, cópias das outras propostas, notando que a da Muacau, a mais cara, teve nota elevada pela sua experiência, algo que a empresa não tinha.

"O seu primeiro contrato foi, de facto, o contrato celebrado com o MAP, no valor de 448.000 USD, celebrado a 14 de outubro de 2011, o que levanta muitas dúvidas sobre o procedimento de aprovisionamento então realizado", nota.

Para o arroz, o MAP contratou a Agrivivo, empresa propriedade do irmão da companheira do ministro e que apresentou a proposta mais cara, três vezes mais elevada que a mais barata.

Finalmente, a terceira empresa envolvida nestas compras, a Fini Ba Moris, foi registada a 18 de março de 2013 e na altura em que decorria o concurso tinha um saldo bancário de zero dólares, com experiência apenas no fornecimento de equipamento desportivo e ar condicionados para a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto.

Coincidência, ou não, o proprietário da Fini Ba Moris é Abílio Soares Salsinha, coproprietário da East Gás, empresa fornecedora de combustível para tratores e máquinas pesadas do MAP", nota o relatório.
O fornecimento do combustível ao MAP é outro dos problemas apontados pelo relatório, também aqui envolvendo contratos com a empresa East Gás. A Fini Ba Moris não apresentou qualquer garantia de concurso, pelo que "a proposta apresentada por esta empresa deveria ter sido imediatamente excluída do procedimento (…) e o contrato deveria ter sido adjudicado à empresa concorrente que tinha, inclusivamente, apresentado uma proposta de preço mais baixo".

Finalmente, o relatório aponta problemas na distribuição das sementes, notando que "não foi possível identificar os beneficiários da distribuição", não existem critérios para identificar os beneficiários e "só raramente foram encontrados agricultores que afirmaram ter recebido sementes por parte do MAP".


Vacas à solta invadem estradas, propriedades e aldeia no Alentejo

22/10/2015, 16:49

Dezenas de vacas invadem com frequência vias públicas, terrenos e até uma aldeia no concelho de Crato, no Alto Alentejo, alertou hoje o presidente da junta de freguesia, que exige uma solução para o problema.

Dezenas de vacas, à solta, invadem com frequência vias públicas, terrenos e até uma aldeia no concelho de Crato, no Alto Alentejo, alertou hoje o presidente da junta de freguesia, que exige uma solução para o problema.

"Os animais invadem estradas e caminhos municipais, pondo em causa a segurança de quem circula nas vias", relatou à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Monte da Pedra, Marco Mendonça, explicando que os bovinos pertencem a uma exploração agrícola da zona, que tem as cercas danificadas.

Segundo o autarca, têm sido registadas "várias ocorrências", como "embates entre automobilistas e animais", que já foram reportadas a instâncias responsáveis, mas até hoje "a solução ainda não foi encontrada".

Assegurando que o dono dos bovinos está identificado pela população e pelas autoridades competentes [GNR, veterinária municipal do Crato e Direção-Geral de Alimentação e Veterinária], Marco Mendonça observou que os animais já entraram, por diversas vezes na aldeia de Monte da Pedra, situação que tem alterado o dia-a-dia dos moradores.

"As pessoas têm medo de andar nas ruas a pé, as suas caminhadas tiveram de ser alteradas, pessoas que gostam de fazer passeios de bicicleta já não os fazem. É um perigo constante", alertou.

Marco Mendonça lamentou que o diálogo com o proprietário dos animais continue a ser "difícil", no sentido de reparar as cercas das suas herdades.

"A GNR faz um trabalho imenso. Diariamente são chamados ao local, passam mais tempo a guardar e a bater as vacas das estradas e caminhos do que propriamente outro tipo de ocorrências", disse.

Dizendo que as vacas não têm controlo sanitário "há bastante tempo", o autarca confessou que a situação que o faz "mais temer" é a passagem de autocarros escolares pelas estradas, onde frequentemente os animais se encontram, havendo já registos de "travagens bruscas" para evitar acidentes.

Nas redondezas, os agricultores também estão desesperados, porque as vacas invadem os seus terrenos, há "vários anos", destroem as suas culturas e misturam-se com outros animais que cumprem as normas sanitárias.

João Mendes, de 82 anos, relatou à Lusa que as vacas destruíram o seu olival e considerou que o caso até parece uma "telenovela", uma vez que ainda não foram tomadas medidas para evitar este tipo de situações.

Recordando que já recebeu "duas visitas" dos bovinos na sua propriedade, outro agricultor da terra, Rui Luís, relatou que todos os dias tem de "correr" [observar) as suas cercas para ver se está tudo dentro da normalidade, considerando-se, com ironia, "vaqueiro" (guardador de gado bovino) do proprietário das vacas.

Rui Luís considerou que o dono das vacas está a dar um "mau exemplo", opinião partilhada por João Olho Azul, fornecedor de forragens, que se desloca frequentemente de Burgos (Espanha) até Monte da Pedra, para quem esta situação "não pode acontecer".

A Lusa contactou o proprietário dos bovinos, mas as várias tentativas efetuadas revelaram-se infrutíferas, ao passo que a veterinária municipal do Crato remeteu para os próximos dias esclarecimentos sobre a situação.

Doze Estados-membros excederam a sua quota nacional de leite para 2014/2015

22-10-2015 
 

 
Doze Estados-membros da União Europeia, nomeadamente, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Estónia, Irlanda, Espanha, Itália, Chipre, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria e Polónia, excederam as suas quotas leiteiras nacionais para as entregas no ano 2014/2015.

O excedente corresponde a um total de 2 938 000 toneladas, pelo que devem pagar uma imposição sobre os excedentes no valor de cerca de 818.000.000 euros.

Este montante reflecte o fato de que o total de entregas em toda a União Europeis em 2014/2015 aumentou 2,7 por cento, ou cerca de 3,9 milhões de toneladas, em relação a 2013/2014.

Além disso, a Bélgica e os Países Baixos ultrapassaram a sua quota de vendas directas, respectivamente, por 529 toneladas, em 1,6 por cento, e 1 990 toneladas, em 2,6 por cento, com a possibilidade de pagamento de uma imposição suplementar de 147 000 e 554 000 euros, respectivamente.

Para aliviar a carga financeira para os produtores que têm de pagar uma imposição sobre os excedentes relativos ao exercício de quotas leiteiras 2014/2015, os Estados-membros, foi dada a possibilidade de recolher o montante devido ao abrigo de um regime de prestação de três anos à taxa de juros zero.

O excedente de produção dos Estados-membros responde por 1,9 por cento da quota total de leite disponível, tanto para as entregas e vendas directas, de 1,0 por cento no ano anterior. Dezasseis países permanecem sob quota, com 12 deles mais de 10 por cento abaixo da mesma sua para as entregas.

Fonte: Comissão Europeia

Governo em Vinhais para manifestar apoio à alheira e produtos tradicionais

23-10-2015 
  
Os secretários de Estado da Alimentação e adjunto da Saúde vão, esta sexta-feira, a Vinhais, no distrito de Bragança, para mais uma manifestação institucional de apoio à alheira e aos produtos tradicionais, informou o Governo.

O Gabinete do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira Brito, divulgou que o governante e o secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, inauguram oficialmente a Rural Castanea, em Vinhais, uma feira dedicada à castanha.

No decurso desta visita, os governantes irão realizar um ato público idêntico ao protagonizado pelo Director-Geral da Saúde, Francisco George, que foi a Mirandela comer alheiras e garantir que o risco de consumir estes produtos regionais «é zero», depois da polémica com cinco casos de botulismo alimentar associados à ingestão de alheiras de uma marca comercial que afetou os enchidos certificados da região.

Os dois secretários de Estado terão a oportunidade de, em Vinhais, segundo informação oficial, «aprovar algumas das especialidades gastronómicas da região, nomeadamente a Alheira, o que acontecerá numa sessão de degustação».

Nesta sessão estarão presentes, para além dos autarcas da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes, o Inspector-Geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Director-Geral da Alimentação e Veterinária.

A Rural Castanea é um certame anual que decorre durante o fim-de-semana, em Vinhais, o concelho maior produtor nacional de castanha, e que reúne para além das principais empresas ligadas ao sector, outros produtos tradicionais nomeadamente o mel, vinho, os licores, a doçaria e o fumeiro.

No comunicado distribuído às redações, o gabinete do secretário de Estado Nuno Vieira Brito sublinha que «esta é mais uma relevante acção de promoção da região e de valorização dos produtos economicamente mais importantes para a região, como são a castanha e a alheira».

A fonte recorda que «são produzidas anualmente cerca de 20 mil toneladas de castanha, representando no sector da exportação mais de 50 milhões de euros, enquanto o fumeiro representa para as exportações nacionais mais de 100 milhões de euros, para o qual contribui a alheira que movimenta, no concelho de Mirandela mais de 30 milhões de euros por ano e emprega cerca de 600 trabalhadores».

O gabinete do Secretário de Estado da Alimentação nota ainda que «estes eventos são um forte contributo para a valorização dos recursos endógenos e de confiança na qualidade e segurança alimentar dos nossos produtos tradicionais».

A polémica dos casos de botulismo, desencadeada em Setembro, provocou reduções na ordem dos «70 por cento» nas encomendas de Alheira de Mirandela, segundo deu conta o presidente da Câmara, António Branco, durante a visita do Director-Geral de Saúde.

Francisco George assegurou, enquanto autoridade da Saúde, que o risco de consumir estes produtos «é zero» e que a situação já «foi controlada".Os agentes locais temem, contudo que o impacto da polémica se prolongue para a época alta do fumeiro que se aproxima e que é o Inverno.

Fonte: Lusa

PE reúne em sessão plenária com OGM e novos alimentos em destaque

22-10-2015 
 

 
O Parlamento Europeu reúne-se nos próximos dias 26 a 29 de Outubro, numa sessão que terá entre os temas de debate a autorização sobre utilização de organismos geneticamente modificados em alimentos, proposta apresentada pela Comissão Europeia, e novas normas para novos alimentos.
 
O Parlamento Europeu (PE) vai decidir, na quarta-feira, se segue a recomendação da comissão parlamentar do Ambiente para rejeitar a proposta que prevê a possibilidade de os Estados-membros limitarem ou proibirem a utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) autorizados pela União Europeia (UE) em géneros alimentícios ou alimentos para animais no seu território.
Os eurodeputados manifestam sérias preocupações sobre a falta de uma avaliação de impacto, a compatibilidade com o mercado interno e a exequibilidade da proposta. 

Os eurodeputados vão também votar a legislação que prevê um novo procedimento de autorização a nível da UE para os novos alimentos, regras sobre a colocação no mercado de alimentos provenientes de animais clonados, o controlo dos nanomateriais e restrições aos ensaios em animais. "Novos alimentos" são aqueles que não foram utilizados de forma significativa para consumo humano antes de 1997, por exemplo, os que consistem de ou são produzidos a partir de microorganismos, fungos e algas. 

O orçamento da UE para 2016 é outro tema em destaques e deve ter como principais prioridades o apoio aos refugiados e o reforço da competitividade europeia através do "Emprego, Empresas e Empreendedorismo", segundo a posição da comissão parlamentar dos Orçamentos que será votada em plenário na quarta-feira. Os eurodeputados propõem um orçamento de 157,4 mil milhões de euros em autorizações e de 146,5 mil milhões de euros em pagamentos. O relator do PE é José Manuel Fernandes, que lidera as negociações com o Conselho.

Outro assunto em discussão será o primeiro relatório do Parlamento Europeu sobre a revisão intercalar da Estratégia Europa 2020, centrado sobre a dimensão da política de coesão nesta estratégia, vai ser votado em plenário, também na quarta-feira. O relator é o eurodeputado português Fernando Ruas, que realça a importância de examinar os progressos já alcançados, o âmbito da revisão e os desafios que é necessário enfrentar do ponto de vista da política de coesão. 

Fonte: Parlamento Europeu

Primeiros nove meses de 2015 foram os mais quentes alguma vez registados

 22-10-2015 
 

 
Os primeiros nove meses de 2015 foram os mais quentes alguma vez registados no planeta, anunciou a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o que parece confirmar uma aceleração do aquecimento global. Segundo a NOAA, 2014 foi o ano mais quente desde o início dos registos de temperatura, em 1880, e 2015 poderá bater um novo recorde.

Entre Janeiro e Setembro deste ano, a temperatura na superfície da terra e no oceano ultrapassou a média de 0,85 graus Celsius no século XX e foi a mais elevada no período entre 1880 e 2015, batendo o recorde anterior, estabelecido em 2014.

O mês passado, também foi o mês mais quente registado desde 1880, segundo a NOAA. Em setembro, a temperatura na superfície da terra e do oceano foi de 0,90 graus acima da média para o século XX e é a mais elevada registada entre 1880 e 2015.

Setembro foi também o mês em 2015 a bater o recorde mensal de temperatura na superfície da terra, depois de Fevereiro, Março, Maio, Junho, Julho e Agosto.

No mês passado, a extensão de gelo do Ártico era de 28,8 por cento, ou 1,8 milhões de quilómetros quadrados, abaixo da média no período entre 1981-2010 e o quarto mais baixo desde o início das observações satélite, em 1981.

Os gases efeitos de estufa emitidos para atmosfera contribuíram para o aquecimento global, atingindo níveis recorde em 2014, segundo um relatório internacional divulgado em Julho pela NOAA.

O Painel Climático Internacional demonstrou que a «temperatura na superfície da Terra aumentou quase um grau Celsius desde o início do século XX e até 2,5 graus Celsius em algumas zonas de África, Ásia e da América do Norte e do Sul, por causa da acumulação daqueles gases emitidos por actividades humanas».

A NOAA divulgou os dados semanas antes da realização em Paris, entre 21 e 30 de Novembro, da Conferência do Clima, durante a qual 195 países vão tentar negociar um acordo global para limitar o aquecimento global.

Fonte: Lusa

FAO e França querem incluir agricultura no debate global sobre alterações climáticas

 15-10-2015 
 

 
Todos os países devem unir esforços para alcançar um acordo ambiciosos de forma a combater as alterações climáticas, colocando a segurança alimentar e a agricultura no centro do debate.

As afirmações são do director-geral da organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva e do Ministro da Agricultura francês, Stéphane Le Foll, alertando que o caminho oposto levaria a um desaproveitamento dos recentes avanços na luta contra a fome no mundo.

Graziano da Silva e Le Foll lançaram este alerta num evento paralelo do Comité de Segurança Alimentar Mundial (CSA), que decorreu esta semana, em Roma. Ambos instaram os países a alcançar um acordo sobre a forma de combater as mudanças climáticas antes da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, COP21, que terá lugar em Paria, de 30 de Novembro a 11 de Dezembro.

O director-geral da FAO elogiou a recente aprovação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável por parte da comunidade internacional, que inclui a erradicação da fome e da pobreza extrema. Porém, destacou que, para atingir estes objectivos, é necessário uma mudança de paradigma para sistemas agrícolas e alimentares quês sejam mais produtivos e integradores e se adaptem melhor às mudanças do clima.

«Podemos erradicar a fome e a pobreza extrema em 2030. Sabemos que funciona e temos as ferramentas necessárias, mas também sabemos que as alterações climáticas ameaçam os nossos esforços. Já têm consequências para a segurança alimentar e dificulta ainda mais a possibilidade de acabar com a fome», disse Graziano da Silva.

O responsável pela FAO acredita que «a agricultura no seu sentido mais amplo, incluindo a silvicultura, a pesca e a aquicultura, pode e deve desempenhar um papel chave na luta contra as alterações climáticas, em especial na adaptação às suas consequências, como a escassez der água, a salinidade dos solos ou as crescentes pragas e doenças vegetais e animais», afirmou.

Por seu lado, o ministro francês da Agricultura assinalou que cada homem e cada mulher do planeta vão suportar com as consequências «se os líderes mundiais não estabelecerem objectivos concretos e atingíveis», para travar o aquecimento global», referindo ainda que a agricultura, geralmente considerada como um problema devido à sua contribuição para as emissões de gases com efeito de estufa, Le Foll salientou a necessidade de desenvolver técnicas que «nos permitam ser mais prudentes e consumir menos energia».

No entanto, frisou le Foll, qualquer análise à agricultura não pode limitar-se a ficar de braços cruzados e esperar que o problema se resolva através de medidas científicas, porque a tecnologia deve ser combinada com a dimensão social. É urgente rever o modelo agrícola para melhor se adaptar a cada ecossistema, sendo necessária uma revolução que utilize os mecanismos naturais para favorecer a produção.

Graziano da Silva indicou que as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo, cerca de 80 por cento das quais vivem em zonas rurais, são as mais afectadas pelos efeitos negativos do aquecimento global, incluindo secas e inundações.

Embora estas pessoas, entre as quais se encontram agricultores familiares, pastores, e silvicultores comunitários, dependam, em grande medida, dos recursos naturais e são as primeiras a sofrer as consequências das perturbações meteorológicas, são quem menos responsabilidade têm nas alterações climáticas e não se pode querer que assumam os custos da adaptação ao mesmo, disse Graziano da Silva.

Fonte: Agrodigital

Produtores e cooperativas contra aumento da quota de importação de azeite da Tunísia

19-10-2015 
  
O Copa-Cogeca enviou uma carta à Comissão contra o plano de aumento significativo do contingente de importação livre de impostos do azeite da Tunísia para a União Europeia, insistindo que os efeitos sobre o mercado comunitário serão desastrosos e ameaçam o crescimento e o emprego nos Estados-membros do Sul.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, declarou que «é totalmente inaceitável que a Comissão proponha que se dê à Tunísia um acesso adicional ao mercado da União Europeia (UE) com uma quota livre de impostos de 35 mil toneladas por ano, durante um período de dois anos, quando o mercado da UE está saturado e os preços de 2014 situam-se em 43 por cento abaixo dos de 2005».

Apesar da ligeira recuperação dos preços em 2015, o sector não conseguiu consolidar-se e os preços ao produtor caíram novamente desde que a Comissão anunciou a abertura ao azeite proveniente da Tunísia, livre de impostos, para um total de 91.700 toneladas, o qual equivale à produção de um país, como Portugal.

A organização considera tudo isto um «absurdo», sobretudo tendo em conta que a proposta inclui todos os tipos de qualidade de azeite, minando assim os esforços por parte dos produtores europeus para melhorar a qualidade da sua própria produção. Nem se justifica esta decisão quando ainda consiste em muito trabalho por parte da União Europeia para entrar, por exemplo, no mercado dos Estados Unidos de vido à burocracia e barreiras alfandegárias ao comércio.

Por outro lado, os Estados-membros do Sul dependem muito da produção de azeite como única fonte de rendimentos, pelo que esta proposta constitui uma grande ameaça para o crescimento e o emprego nestas regiões. O Copa-Cogeca manifesta-se ainda contra a proposta da Comissão em eliminar a gestão mensal das licenças de importação.

O actual sistema não impediu os operadores da Tunísia de realizarem as suas taxas quando queriam. Sem a gestão mensal das licenças de exportação, não é possível evitar os altos níveis de importação durante um curto período de tempo, o que irá resultar no colapso dos preços europeus durante o resto da campanha de comercialização. Este sistema melhora também a transparência de mercado na UE ao permitir que os operadores ajustem as suas estratégias económicas, afirmou Pesonen.

Em resumo, o responsável declarou que «a integração regional para o comércio dentro dos países Euromed é muito importante se queremos contribuir para a estabilidade económica e política desta região. Contudo, tendo em conta a importância do azeite para as economias como as dos Estados-membros do Sul».

Fonte: Agrodigital

Agricultores de Paredes de Coura incentivados a cultivar milho regional

 19-10-2015 
 
A Cooperativa Agrícola de Paredes de Coura quer incentivar o cultivo do chamado milho regional, sem qualquer tipo de mistura. A intenção foi manifestada pelo presidente da cooperativa, Paulo Eurico, durante a Feira do Milho e das Tasquinhas, que decorreu no Centro Educativo e de Interpretação Ambiental, na freguesia de Vascões, em Paredes de Coura.

«O nosso objectivo é fazer uma reintrodução do milho regional. A cooperativa e a Junta de Freguesia de Vascões fizeram uma parceria em que semeamos dois campos de milho. O milho regional estava quase abandonado e tivemos alguma dificuldade em arranjar a semente», disse Paulo Eurico.

O responsável acrescentou que os associados já estão sensibilizados para a cultura do milho regional. «Neste momento já estamos a vender ralão, milho moído de forma menos fina do que a farinha, e a verdade é que as pessoas identificam-se com estes processos. É uma coisa que já está nos genes das pessoas de cá».

O vice-presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, Tiago Cunha, anunciou que o processo de certificação dos biscoitos de milho, da boroa, do bolo do tacho, farinha de milho frita com pedaços de carne ou chouriço, e o ralão está em vias de conclusão.

«A candidatura já foi entregue, estamos na fase final e estamos convictos que vai ser aprovada. O processo de documentação demorou mais do que era esperado mas foi-nos dito que já estava pronta. Foi uma aposta forte na promoção dos produtos que são característicos de Paredes de Coura», disse Tiago Cunha.

O presidente da Junta de Freguesia de Vascões, Carlos Pereira, considerou que a Feira do Milho é uma forma de manter as tradições da freguesia. «Está no nosso programa eleitoral que iriamos incentivar a agricultura na freguesia. Achamos engraçado este projecto da feira e avançamos. De um modo geral, a população está a aderir a estes projectos».

A feira contou também com a presença do director-adjunto da Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho, Mário Araújo e Silva, que considerou o evento como uma forma «de promover o nosso património e a transformação dos nossos produtos».

O almoço tradicional, que teve a participação de Ilídio Barbosa, chef executivo de um conhecido hotel do Porto, foi composto por caldo de farinha de milho com feijão vermelho, bacalhau frito com arroz de feijão vermelho e estrolho, milho moído cozido.

Fonte: Correio do Minho

Produtores europeus solicitam negociações no TTIP sobre eliminação das actuais barreiras

15-10-2015 
  
O Copa-Cogeca solicitou aos negociadores da União Europeia para progredirem na eliminação dos obstáculos administrativos e alfandegarias ao comércio nas negociações comerciais transatlânticas, na reunião da próxima semana.

Estas declarações surgem antes da abertura da 11ª ronda de negociações, que terá lugar em Miami, na Florida, entre os dias 19 e 23 de Outubro. Coincidem também com a intenção de trocar ofertas de acesso ao mercado nas negociações comerciais transatlânticas (TTIP) esta semana, que incluíram 97 por cento das linhas tarifárias. Os restantes três por cento são catalogados em outra categoria, na qual se reconhece os sectores agrícolas muito sensíveis.

Durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, o secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, destacou a importância económica de um possível acordo, para o qual recordou que os Estados Unidos da América (EUA) é o primeiro país parceiro da União Europeia (UE) no que diz respeito a produtos agro-alimentares, por um valor de 15 milhões de euros. Também sublinhou que, para o Copa-Cogeca, a necessidade urgente de eliminar os obstáculos não alfandegários ao comércio, como parte da negociação do capítulo sanitário e fitossanitário, constitui um aspecto chave do acordo. «Foram feitos poucos avanços a este respeito, apesar do Copa-Cogeca considerar fundamental para garantir um resultado satisfatório das negociações de liberalização do comércio entre a UE e os EUA», referiu Pekka Pesonen.

Fonte: Agrodigital

Emigrantes portugueses comem mais carne que os suíços



As prateleiras de um supermercado perto de Berna, na Suíça  |  REUTERS/RUBEN SPRICH
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Os emigrantes mantêm os hábitos alimentares de Portugal, mas adquirem novos hábitos quando chegam à Suíça

A comunidade portuguesa na Suíça consome mais carne que os suíços, segundo um estudo sobre a alimentação da população do país, publicado recentemente pelo professor Pedro Marques-Vidal, médico e investigador no Centro Hospitalar Universitário de Lausana (Chuv).

"Os portugueses comem como em Portugal. Muito peixe, muita fruta e bastantes legumes. Mas o que nos intrigou é que os portugueses na Suíça comem muito mais carne", disse em entrevista à Lusa o professor Pedro Marques-Vidal, responsável pelo estudo.

De acordo com o especialista em nutrição, a conclusão indica que os emigrantes portugueses mantêm os hábitos alimentares de Portugal, mas adquirem novos hábitos quando chegam à Suíça.

Para o académico, os portugueses que alcançaram um melhor nível de vida na Suíça tendem a comer mais carne, porque esse consumo é considerado um símbolo de riqueza.

De facto, num estudo anterior, Pedro Marques-Vidal observou um fenómeno similar quando Portugal aderiu à União Europeia.

Paralelamente, os resultados do estudo destacam que os imigrantes, em particular os do sul da Europa, comem melhor que os suíços.

"Os imigrantes, fossem eles de origem portuguesa, espanhola ou italiana, comem mais frutas, mais vegetais, mais peixe que os suíços", assinalou.

O estudo sobre os hábitos nutricionais da população da Suíça é o primeiro do género no país. A equipa de investigadores analisou os dados de 4.000 pessoas recolhidos entre 2009 e 2013 na região de Lausana.

No próximo ano, Pedro Marques-Vidal vai participar num estudo sobre o estilo de vida e acesso à saúde dos emigrantes portugueses na Suíça.

sábado, 24 de outubro de 2015

Trinta mil garrafas submergidas no Alqueva para criar Vinho da Água


20/10/2015, 16:21859 PARTILHAS

Inspirado na qualidade dos vinhos "resgatados" de barcos naufragados, um produtor vitivinícola do Alentejo decidiu submergir 30 mil garrafas na albufeira do Alqueva para criar o "Vinho da Água".


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Inspirado na qualidade dos vinhos "resgatados" de barcos naufragados, após estarem "perdidos" nas profundezas dos oceanos, um produtor vitivinícola do Alentejo decidiu submergir 30 mil garrafas na albufeira do Alqueva para criar o "Vinho da Água".

"O projeto é recuperar uma história antiga, em que barcos que se afundavam com vinhos revelaram, depois, ter vinhos extraordinários", explicou hoje aos jornalistas o diretor executivo da Ervideira, Duarte Leal da Costa.

A empresa produtora de vinhos, sediada no concelho de Évora, resolveu repensar toda esta "história de séculos" e recriá-la nos tempos atuais.

Para tal, está a submergir 30 mil garrafas do seu topo de gama, o Conde D'Ervideira Reserva Tinto 2014, nas águas do Alqueva, nas imediações da Amieira Marina, no concelho de Portel, Évora.

Seladas, lacradas e acondicionadas dentro de caixas de grande dimensão, algumas delas colocadas hoje dentro de água, com a ajuda de um trator e de um barco, as garrafas vão, agora, estagiar nas profundezas da albufeira.

"Já colocámos algumas garrafas lá dentro [da albufeira]. No total, vão ficar mais de 30 mil garrafas debaixo de água, a 15 ou 17 metros de profundidade, no mínimo, e até aos 30 metros, no máximo", disse Duarte Leal da Costa.

O vinho, que já estagiou, ou seja, amadureceu, oito meses em barrica, vai ser submetido a este novo estágio dentro de água, no mínimo durante oito meses, chegando ao mercado, mais tarde, como "Vinho da Água".

As características que este processo fornece ao vinho não se conseguem obter no envelhecimento em cave, segundo a Ervideira, que submergiu no Alqueva, há um ano, uma caixa com garrafas, para ir testando a evolução dos "néctares".

"Dentro de água, o vinho vai ganhar um estágio que nós não conseguimos fazer dentro da cave", porque, nesta última, existem "variações de temperatura, do dia para a noite e do inverno para o verão".

Nas águas do Alqueva, as condições são outras: "Temos ausência total de luz, a caixa fica debaixo de água sem qualquer movimento" e "a temperatura, durante o dia e a noite, é sempre a mesma, 17 graus, seja de inverno, seja de verão", frisou Duarte Leal da Costa.

Fatores que dão "um potencial de envelhecimento brutal aos vinhos", destacou, afiançando que os resultados, até ao momento, "são perfeitamente fabulosos".

"Dão vinhos de um nível extraordinário e, por isso, promete ser um projeto completamente inovador, quer em Portugal, quer por esses mercados fora", argumentou o diretor executivo da empresa.

Também o enólogo deste produtor vitivinícola, Nelson Rolo, salientou a "maturação muito nobre, exuberante e redonda em termos de taninos" do Vinho da Água, graças à maturação dentro de água: "Esteve submetido a um estágio que lhe deu alguma nobreza e elegância, exatamente por não haver amplitudes térmicas, nem exposição solar direta, a 30 metros de profundidade".

No primeiro ano, a empresa vai colocar as 30 mil garrafas no mercado, em Portugal e nos 20 países para onde exporta, admitindo aumentar a produção, futuramente, deste vinho que beneficia de um autêntico "armazém debaixo de água".

Encontro Nacional de Lacticínios 2015



Este evento, cujo programa pode ser consultado em anexo, é promovido pela ANIL e propõe-se abordar a temática nutricional do leite e dos produtos lácteos, através do contributo de um leque alargado de oradores nacionais e internacionais com abrangência transversal da fileira láctea.


As inscrições são gratuitas - embora condicionadas à capacidade da sala - e devem ser efectuadas através do e-mail: eventos@anilact.pt, bastando apenas a indicação do nome e da publicação que representa.


 

 

 


As novas batatas fritas do McDonald's são... doces

Batata doce... frita

 Twitter

JORNAL I
23/10/2015 19:37

Pára tudo, há um novo produto na maior cadeia de fast food do mundo. E não são hamburgueres.

Num último esforço de de recuperar a queda nas vendas, a cadeia de fast-food McDonald's voltou a inventar. E tem um novo produto - além das normais batatas fritas, agora há também batata doce fritas.

Começou numa fase de testes na Austrália e passaram já para os EUA, nalguns restaurantes no Texas. Mais um passo e será Europa. Outro e será Portugal. Se resistir às provas.

O Twitter oficial também arrancou.

Segundo a empresa, faz parte da iniciativa "Create Your Taste".

domingo, 18 de outubro de 2015

Agricultores australianos testam sensor ótico para medir qualidade do pasto


12/10 12:49 CET

Agricultores australianos testam sensor ótico para medir qualidade do pasto
smaller_textlarger_text"Perdemos cerca de 50 mil dólares por hectare porque não aproveitamos todo o potencial da pastagem. Poderíamos ganhar mais 50 mil dólares e esse lucro vai para o produtor."

Na Austrália, um grupo de agricultores testa um sensor ótico que analisa a qualidade do pasto e permite estimar quantos animais podem alimentar-se em cada terreno. Até agora a avaliação é feita a olho nu.

"Atualmente, a nossa estimativa baseia-se na observação direta do terreno para avaliar se o pasto para os nossos animais dura até à primavera", contou Will Green, um dos agricultores envolvidos no projeto do Instituto Agrícola da Tasmânia.

O sensor ótico mede a cor da pastagem e analisa a biomassa. A informação é codificada numa escala que reflete a qualidade do pasto. O objetivo final é a melhoria da produtividade.

"O sensor ótico permite que o agricultor tenha uma ideia da qualidade da pastagem para os seus animais e desse modo pode gerir melhor o gado", afirmou Matthew McDonagh, responsável da organização Meat and Livestock.

"Perdemos cerca de 50 mil dólares por hectare porque não aproveitamos todo o potencial da pastagem. Poderíamos ganhar mais 50 mil dólares, ao obtermos uma produção suplementar e esse lucro vai para o produtor", acrescentou o responsável.

Para já o sensor ótico desenvolvido pelo Instituto Agrícola da Tasmânia é apenas um protótipo. A fase de testes deverá estar concluída em 2018.

Produção de vinho rosé ronda os 400 mil hectolitros



 18 Outubro 2015, domingo  Viticultura
A produção nacional de vinho rosé ronda os 400.000 hectolitros por ano, observando-se uma tendência de diminuição ao longo daquele período, indica o Instituto do Vinho e da Vinha (IVV).
O ano de 2012 foi o ano de maior produção, atingindo-se 473.000 hectolitros.
Os vinhos rosé com DOP e IGP têm aumentado o peso na produção total. Em 2010, totalizaram 37% e, em 2014, chegaram a 50% da produção de rosés.
O espumante rosé cresceu em volume e representa 4,6% da produção (2014), o que compara com o peso de 1,9% observado em 2010.
Recorde-se que o vinho rosé é produzido em todas as regiões do país, mas é da Beira Atlântico, Douro, Tejo e Lisboa que provêm a principal parte da produção.
Estas quatro regiões são responsáveis por 50% do vinho rosé produzido em Portugal. Porém, o peso deste produto na produção de cada região é mais relevante em Terras de Cister (31,9% da produção da região é vinho rosé), Trás-os-Montes (27%) e Beira Atlântico (25,3%).
A produção de rosés é feita, de forma mais usual, através de esmagamento das uvas e períodos muito curto de maceração (inferior a 2 horas). Este método é utilizado para 88% da produção de rosé. 
A utilização de sistemas de arrefecimento na vindima ou na maceração é o mais comum para 83% da produção de rosé, sendo a fermentação efetuada com a poio a sistemas de refrigeração para a totalidade do volume produzido.
«A exportação de vinho rosé não teve variações expressivas no período 2010 - 2014, mas representa uma importante parte da quantidade produzida. Em 2010 foi exportado o equivalente a 28% da produção e, em 2014, o equivalente a 38,6%. Esta evolução pode ser explicada pela tendência de diminuição do volume produzido anualmente», acrescenta o IVV.

Injeção de alho poderá combater doenças das árvores



 18 Outubro 2015, domingo  AgroflorestalInvestigacao & Desenvolvimento
alho

Um protótipo para administrar uma solução de alho concentrado está a ser testado numa propriedade florestal em Northamptonshire (Reino Unido), sob licença governamental experimental.
O uso generalizado do processo de injeção é impraticável e caro, mas poderia potencialmente ajudar a salvar árvores de valor patrimonial.
O alho é um dos mais poderosos agentes antibacterianos e antifúngicos da natureza. Contém um composto chamado alicina, e os cientistas estão interessados no seu aproveitamento.
O dispositivo de injecção experimental é constituído por uma câmara pressurizada e oito tubos. A pressão "empurra" a solução através dos tubos e de unidades de injeção especiais para os vasos condutores de seiva da árvore.
As agulhas são posicionadas de forma a espalhar alicina uniformemente em torno da árvore. No momento em que o agente ativo começa a entrar em contacto com a doença, destrói-a. O "veneno" é organico e não é rejeitado pela árvore. É puxado para cima e para fora do tronco e ao longo dos ramos e das folhas pelo processo de transpiração da planta.
O consultor de árvores Jonathan Cocking está envolvido no desenvolvimento e implementação do tratamento. «Ao longo dos últimos quatro anos tratámos 60 árvores que sofrem bastante com cancro do castanheiro da Índia. Todas as árvores foram curadas. Este resultado tem sido amplamente apoiado por outras 350 árvores que têm sido tratadas em todo o país, onde tivemos 95% taxa de sucesso», refere.
Carvalhos com sintomas de declínio - que, eventualmente, mata a árvore - melhoraram após o tratamento. Em condições de laboratório a alicina mata o fungo que provoca a murchidão do freixo.
A solução é feita por uma empresa no País de Gales. «Dentes de alho biológicos são esmagados», disse Cocking, lembrando que se trata de «um método patenteado e usado para aumentar a concentração de alicina e melhorar a qualidade do mesmo, tornando-o estável até um ano. A alicina no mundo natural só dura cerca de 5-10 minutos. Se voltar à árvore no dia seguinte e esmagar uma folha da extremidade da copa, conseguirá sentir o cheiro do alho».
O objetivo é obter uma licença comercial até o início do próximo ano.
De acordo com o professor Stephen Woodward, especialista em árvores na Universidade de Aberdeen, «as propriedades antibacterianas de alicina são bem conhecidos no laboratório. Eu nunca ouvi falar de serem utilizadas em árvores antes mas sim, isso é interessante, poderá funcionar».
No entanto Woodward alertou sobre estes métodos de controle biológico. «Apesar de ser à base de plantas, não significa que não pode prejudicar um ecossistema. Por exemplo, o cianeto é à base de plantas».
Muitos ambientalistas alertam também contra tal intervenção drástica. Anne Edwards, do John Innes Centre, foi uma das primeiras a identificar a murchidão do freixo num desbaste de madeira em Norfolk. Garante que este tratamento não seria eficaz para a murchidão do freixo. «Num cenário de floresta nós realmente temos que deixar a natureza seguir seu curso. É muito deprimente», explicou.
O Woodland Trust também favorece uma abordagem diferente. A organização está a investir 1.5 milhões de libras (cerca de 2 milhões de euros) num banco de sementes. A ideia é fazer crescer árvores que sejam totalmente rastreáveis, livre de doenças de quarentena.
Austin Brady, diretor de conservação e dos assuntos externos, disse que «a nossa floresta nativa precisa de construir a sua resistência a doenças e pragas. Ao começar no inicio da cadeia, podemos garantir que milhões de árvores terão a melhor hipótese possível de sobrevivência a longo prazo».
Fonte: BBC

IFAP: REQUERIMENTO PARA DISPENSA DO PAGAMENTO DE CONTRIBUIÇÕES - PRODUTORES DE LEITE




Os agricultores que reúnam as condições de elegibilidade previstas no art.º 2º da Portaria n.º 328-B/2015, e pretendam apresentar o requerimento para dispensa de pagamento das contribuições para a segurança social relativas aos meses de Setembro a Novembro, devem utilizar para o efeito o modelo RC 3053-DGSS.

A aferição das condições de elegibilidade previstas na portaria, relacionadas com a atividade agrícola, será efetuada pelo IFAP diretamente à Segurança Social, após a conclusão do prazo de entrega do requerimento modelo RC 3053-DGSS nos serviços de atendimento da segurança social.

Para esclarecimentos adicionais poderá contactar o IFAP, através do endereço de correio eletrónico ifap@ifap.pt, ou ainda pelos restantes canais de atendimento que tem ao seu dispor: Atendimento Presencial, na Rua Fernando Curado Ribeiro, n.º 4G, em Lisboa, Atendimento Eletrónico ou pelo Call Center 217 513 999.

IFAP: REEMBOLSO DA DISCIPLINA FINANCEIRA - CAMPANHA 2013


De acordo com o princípio da Disciplina Financeira, referido no artigo 11.º do Regulamento (CE) n.º 73/2009 (aplicável à campanha 2013), os montantes destinados a financiar as despesas relacionadas com o mercado e os pagamentos diretos da Política Agrícola Comum (PAC), devem respeitar os limites máximos anuais fixados por Decisão dos representantes dos Governos dos Estados-Membros. Com este objetivo, sempre que as previsões do financiamento daquelas medidas indiquem que o limite máximo anual será excedido deverá ser fixado um ajustamento dos pagamentos diretos.

Considerando que as previsões relativas aos pagamentos diretos e às despesas relacionadas com o mercado, incluindo a reserva para crises no setor agrícola (referido no artigo 25.º do Regulamento (UE) n.º 1306/2013), constantes do projeto de orçamento da Comissão para 2014, indicaram a necessidade de disciplina financeira, revelou-se necessário proceder à fixação de uma taxa de ajustamento dos pagamentos diretos. Deste modo, o Regulamento (UE) n.º 1181/2013, determinou que os montantes dos pagamentos diretos, incluindo o POSEI, superiores a 2.000 EUR, a conceder aos agricultores por conta de pedidos de ajuda apresentados relativamente ao ano de 2013, fossem deduzidos em 2,453658%, independentemente da data em que foram efetuados.

De referir que eventuais dotações não utilizadas são reembolsadas pelos Estados-Membros, segundo o artigo 26.º, n.º 5, do Regulamento (UE) n.º 1306/2013.

Assim, tendo em conta, nomeadamente, que a reserva para crises não foi mobilizada até 15 de outubro de 2014, o Regulamento de Execução (UE) n.º 1259/2014 fixou o montante e as regras de reembolso das dotações não utilizadas.

Nesse sentido, o IFAP procedeu, a 15 de outubro de 2015, ao reembolso da Disciplina Financeira referente à campanha de 2013.

ABC do Setor vitivinicola

08 Out 2015
Nos últimos anos o IVV, I.P. tem apostado na dinamização de uma política de informação destinada ao setor e alinhada às necessidades efetivas dos operadores. É fundamental manter o nível de informação produzida e disponibilizada e ainda alargar o leque de temas e âmbito.

Trás-os-Montes. Aquecimento global obriga a transformações na agricultura



15 Out, 2015 - 12:16 • Olímpia Mairos

O castanheiro já está a ser plantado a 900 metros de altitude. É um grande indicador de que as coisas estão a mudar, com as temperaturas a subir e a precipitação média anual a descer.

Foto: Olímpia Mairos/RR
Para contornar os efeitos do aquecimento global na zona da Terra Fria Transmontana, as plantações de castanheiros em Bragança e Vinhais estão a ser feitas a 900 metros de altitude.

O presidente da ARBOREA - Associação Florestal da Terra Fria Transmontana, Abel Pereira, atribui as transformações que estão a acontecer na agricultura transmontana ao aquecimento global e às alterações climáticas das últimas décadas, de que o castanheiro é um testemunho natural.

"As alterações climáticas estão a afectar a produção e estão a fazer com que nós tenhamos castanheiros já a 900 metros de altitude, o que provavelmente há 40 anos era impossível", afirma Abel Pereira, lembrando que, nessa altura, "acima dos 800 metros não havia castanheiro" e que "hoje há castanheiros a 900 metros".

"O castanheiro é um grande indicador de que as coisas estão a mudar, com as temperaturas a subir e a precipitação média anual a descer", nota o dirigente associativo.

Os dados estatísticos indicam que há 20 anos o distrito de Bragança tinha 900 milímetros de precipitação anual e hoje tem 700.

Face a estas alterações, Abel Pereira vaticina: "Onde temos castanheiro, provavelmente daqui a 40 anos teremos oliveiras". Refere-se à cultura associada à Terra Fria Transmontana (o castanheiro) e à oliveira típica da Terra Quente, mais a sul do distrito de Bragança.

A menor precipitação leva também a "uma descida muito grande a nível de humidade dos solos", o que implica a necessidade de regar culturas como o castanheiro, tipicamente de sequeiro.

As alterações estão a preocupar os produtores e os responsáveis por esta cultura até porque a castanha é actualmente o produto agrícola mais rentável.

O concelho de Vinhais é o maior produtor nacional de castanha, com uma produção média anual de 15 mil toneladas, que movimentam 25 milhões de euros.

UE: Cooperativas Agrárias são mais resistentes a tempos de crise



 13 Outubro 2015, terça-feira  Política Agrícola

A Cogeca apresentou em Bruxelas aos eurodeputados um relatório que coloca em evidência a resistência das cooperativas agrárias em tempos de crise assim como a sua contribuição para a melhoria dos meios de sustento dos agricultores. A comprová-lo está o facto das 100 principais cooperativas agrárias da UE terem aumentado o seu volume de negócios em 14% no ano de 2013, comparativamente com o ano anterior.
Dirigindo-se aos membros da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, Thomas Magnusson, vice-presidente da Cogeca, declarou que "as cooperativas agrárias permitem aos agricultores unir as suas forças para comercializar os seus produtos e conseguir um preço melhor para eles mesmos. Isto é particularmente importante quando os agricultores enfrentam cada vez mais desafios e perderam o seu principal mercado de exportação, a Rússia, de um dia para o outro. O relatório confirma a importância das cooperativas agrárias da UE para a economia, crescimento e emprego, com cerca de 600.000 postos de trabalho, sobretudo nas zonas rurais. A Comissão Europeia também prestou uma atenção crescente às cooperativas agrárias no marco de reforma da PAC".
O vice-presidente continuou afirmando que se acolhe favoravelmente o lançamento do Plano de Investimento Juncker, que ajudará a impulsionar o crescimento e o emprego na Europa. "Cremos que se deve incluir as cooperativas agrárias na lista de projetos apoiados pelo Banco Europeu de Investimento. Os setores agroalimentar, energias renováveis e da bioeconomia devem formar parte dos âmbitos prioritários admissíveis a investimentos no Plano", afirmou.
O relatório de 400 páginas intitulado "O desenvolvimento das cooperativas agrícolas na UE em 2014" apresenta informação atualizada assim como as tendências nacionais e setoriais das cooperativas agrícolas líderes na UE.
Fonte: Agrodigital.

UE quer inspeção física a todas as explorações de Agricultura Biológica



 14 Outubro 2015, quarta-feira  Política Agrícola

A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu acordou ontem a sua posição relativamente à proposta de produção biológica apresentada pela Comissão Europeia, com 33 votos a favor, 4 contra e 7 abstenções. Os principais pontos acordados foram:
- Controlos mais restritos: contrariamente à proposta original da Comissão, os deputados europeus insistem na necessidade de um regime de controlos ao longo de toda a cadeia para evitar a fraude dos alimentos. Apoiam os planos da Comissão para realizar controlos baseados no risco, mas negaram-se a renunciar, pelo menos, a uma inspeção física anual de todas as explorações biológicas.
- Medidas cautelares em vez de limites específicos para pesticidas: se não se cumprem as normas de produção biológica da UE ou se se suspeita da presença de um pesticida não autorizado, o produto final não deve conter a etiqueta ecológica até que se tenham completado novas investigações, segundo os eurodeputados. Apoiam, caso se considere necessário, que a Comissão poderá, depois de 2020, apresentar uma proposta legislativa para estabelecer limites máximos de substâncias não autorizadas.
- Dar luz verde às explorações mistas: os eurodeputados rejeitaram os planos da Comissão para acabar com as explorações mistas, ou seja, explorações produtoras de alimentos convencionais e ecológicos, à condição de que as atividades agrícolas convencionais estejam claramente separadas e diferenciadas da zona de agricultura ecológica. Também apoiaram a certificação de grupos de pequenos agricultores para facilitar os trâmites.
- Assegurar que as importações cumprem com as normas da UE: os eurodeputados apoiaram a proposta inicial da Comissão para garantir que todos os produtos importados cumpram com as normas da UE. As atuais regras de equivalência, que requerem que os países terceiros cumpram com normas similares, mas não idênticas, devem ser eliminadas nos próximos 5 anos.
Fonte: Agrodigital.

UE: mais de €100 milhões para promover produtos agrícolas



 14 Outubro 2015, quarta-feira  Política Agrícola
Uma campanha de promoção dos produtos agrícolas da Europa vai ser lançada no próximo ano, com um orçamento superior a 100 milhões de euros e o lema "Enjoy, it's from Europe (Desfrute, é da Europa), foi esta terça-feira divulgado.
Segundo a Comissão Europeia, os produtores terão à disposição programas, num total de 111 milhões de euros, para procurarem novos mercados e promoverem o consumo dos seus produtos dentro e fora da União Europeia (UE). O executivo comunitário decidiu aumentar a taxa de cofinanciamentos e diminuir a burocracia na aprovação dos projetos.
O orçamento europeu para a promoção está a ser aumentado progressivamente, com Bruxelas a estimar que chegue aos 200 milhões em 2019, depois de ter começado nos 61 milhões de euros em 2013.
A taxa de cofinanciamento irá aumentar dos 50% para os 70-80%, enquanto o apoio nacional desaparece para criar condições iguais de concorrência no espaço comunitário.
O comissário responsável pela Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, lembra que as exportações agrícolas comunitárias representam 110 mil milhões de euros, criação de emprego e crescimento nas zonas rurais para justificar a sua satisfação em divulgar o novo projeto de promoção.
«Estou particularmente satisfeito por anunciar a autonomização de 30 milhões de euros para o setor, em dificuldades, do leite e da carne de porco de um total de 500 milhões de euros dirigido para os mercados agrícolas recentemente anunciado», acrescentou.
Fonte: Lusa (via Agronegocios.eu)

TTIP: agricultores europeus apontam 8 fatores essenciais na negociação



 15 Outubro 2015, quinta-feira  Política AgrícolaAgronegócio

À medida que as negociações para o Acordo Transatlântico (TTIP) entram num ciclo mais dinâmico, a associação de agricultores Farm Europe publicou um relatório onde apresentou 8 elementos que considera cruciais para serem tidos em conta pelos negociadores da UE, de forma a manter um forte posicionamento da agricultura europeia.
Em termos gerais, uma negociação comercial com os EUA não estaria no top das prioridades da agricultura da UE, apesar deste podem vir a beneficiar a economia da UE como um todo.
Tendo em conta a contribuição potencial do TTIP para os aspetos económicos e geopolíticos da UE, a Farm Europe defende que "é necessário para a agricultura europeia que se prepare e opte por uma abordagem mais dinâmica e proativa.
Na apresentação do relatório, João Pacheco, Membro da Farm Europe, afirmou que "a UE não deve relegar a agricultura para uma posição defensiva ou manter uma postura discreta defendendo apenas nichos de mercado que já têm posições de relevo no mercado americano. As indicações de origem protegida são também importantes para o setor agroalimentar europeu - especialmente aqueles que desempenham um papel de 'locomotiva' nos mercados globais. Porém, o acesso ao mercado dos produtos agroalimentares como um todo deve ser encarado seriamente para encontrar a melhor solução possível, balanceada e onde todos os intervenientes possam ganhar. Muitos setores estão potencialmente em risco com esta negociação, e isso não deve ser desvalorizado. Os pontos frágeis devem ser bloqueados quer pela via das garantias introduzidas no decorrer das negociações quer por políticas internas ambiciosas da UE que providenciem aos setores afetados as ferramentas para se adaptarem e fecharem o buraco competitivo relativamente aos produtores americanos".
Paolo de Castro, membro do Parlamento Europeu, adiantou que "o TTIP representa um desafio crucial para o sistema agroalimentar europeu. Neste sentido, e após a aprovação a este acordo no passado mês de julho, o Parlamento Europeu pesou os riscos e as oportunidades para o setor, juntamente com a necessidade de defender as nossas produções e os padrões de segurança alimentar. Estamos confiantes que, graças a contribuição direcionada, os próximos passos decisivos irão ser feitos de forma a atingirmos ao acordo bem sucedido que providencie um novo ímpeto na agricultura da UE, criando novas oportunidades de mercado e empregabilidade".
A Farm Europe identificou oito fatores chave para a agricultura nestas negociações, e apresentou no evento as necessidades e recomendações principais para cada setor:
1) Indústria da Carne: é crucial negociar Contingentes Pautais em vez de eliminar tarifas, com um longo período de implementação para assegurar que o setor tem tempo suficiente para se estruturar. A Comissão Europeia deve apresentar um plano abrangente para suportar o setor.
2) Produtos Lácteos: o Acordo Transatlântico UE/EUA pode levar ao comércio livre nos produtos lácteos e a eliminação das barreiras de comércio regulatórias. Contudo, uma proteção adicional para algumas Indicações Geográficas europeias devem ser avaliadas economicamente para assegurar que os seus benefícios superam os custos para outras áreas da negociação para o setor.
3) Cereais e Oleaginosas: a Farm Europe espera que o TTIP possa resultar na eliminação das tarifas no setor dos cereais e oleaginosas. Neste caso, a política de biocombustíveis da UE deve permitir a expansão da produção, em vez de servir para a restringir, permitindo à UE competir em pé de igualdade com os EUA. Os mecanismos internos da Farm Bill devem ser tidos em conta pela UE nas negociações para quaisquer concessões como o trigo, para assegurar condições de igualdade para o setor agrícola europeu, e proteções específicas devem ser mantidas para certos produtos mais sensíveis, como o caso do arroz.
4) Amido e Etanol: a indústria europeia precisa de tempo, de uma regulamentação apropriada e de garantias para enfrentar a concorrência dos EUA. Adicionalmente, os custos e benefícios de produzir biocombustíveis na UE devem ser avaliados objetivamente, e uma avaliação deve ser feita acerca do impacto no défice europeu de proteína, em vez de sucumbir a campanhas prejudiciais e seletivas.
5) Frutas e Legumes, nozes e azeite: o comércio livre e a eliminação de barreiras não-tarifárias podem, no geral, beneficiar estes setores altamente diversificados, desde que as barreiras SPS (questões sanitárias e fitossanitárias) sejam levantadas.
6) Vinho e Cerveja: A UE deve ser ofensiva neste setor, concentrando-se na renovação da sua competitividade e concentrando esforços na eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias nas negociações.
7) Açúcar e outros produtos processados: a eliminação das quotas na produção de açúcar depois de 2017 aponta para uma posição mais ambiciosa da UE para o açúcar e produtos com açúcar no longo prazo, dado estas reformas levarem ao aumento de uma produção de açúcar mais competitiva. Contudo, uma especial atenção deve ser tomada para produtos de açúcar específicos e a UE deve esforçar-se para implementar regras apertadas de origem.
8) Assuntos Sanitários e Fitossanitários (SPS): mesmo excluindo hormonas e OGM, outros assuntos de SPS podem ser discutidos e acordados com sucesso.
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