terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“Colheita e Pós-Colheita do Mirtilo” reuniu duas centenas de produtores



 08 Fevereiro 2016, segunda-feira  Feiras & Eventos

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto foi palco do evento interprofissional de colheita e pós-colheita de mirtilo.
Foi perante uma plateia repleta que o Campus Agrário da Universidade do Porto, em Vairão, acolheu o workshop "Colheita e Pós-Colheita do Mirtilo" reunindo investigadores, produtores e especialistas na área de produção, colheita e pós-colheita de mirtilo, incluindo-se mecanismos de colheita mecânica e manual assistida.
A colheita e o pós-colheita são fases de maior complexidade para produtores e responsáveis da cadeia logística, verificando-se que a maior perda de valor da produção nacional de mirtilo tem sido nesta fase, sendo necessário "agir para otimizar esta fase do processo produtivo".
A realização deste contribuiu para o aumento do conhecimento dos processos fisiológicos que ocorrem na fase de pós-colheita do mirtilo, a intricada relação entre a fase de colheita e a vida útil da fruta, as metodologias existentes para a manutenção da qualidade e as quebras pós-colheita. O evento finalizou com um balanço do panorama comercial do mercado do mirtilo e perspetivas de futuro.

Consumo de leite gordo em Portugal caiu 20% em 2015



 07 Fevereiro 2016, domingo  AgropecuáriaIndústria alimentar
O consumo de leite UHT gordo em Portugal caiu 20% em 2015, face ao ano anterior, de acordo com dados da Nielsen disponibilizados pelo Continente, tendo passado de 9.438.136 de litros para 7.551.786 litros.
leite
«O leite, sendo de origem animal, é uma fonte de gordura saturada, ou seja, um tipo de gordura que quando consumido em excesso faz aumentar o colesterol LDL sanguíneo ('mau colesterol'). Por este motivo as recomendações são, tal como referido, para que se opte pelas versões magras ou meio-gordas», disse, por escrito, fonte daquela marca, que sublinhou que os valores da redução «estão em linha com o que se verifica nas lojas Continente».
Por seu lado e sem apresentar valores, fonte oficial do Pingo Doce referiu que se constata, naquelas lojas, «que o leite meio-gordo se destaca em termos de quota (em litros), seguindo-se o leite magro e [que] o leite gordo tem um peso bastante reduzido nesta categoria».
No entanto, o Pingo Doce, «no que diz respeito à evolução de vendas (em litros), de 2014 para 2015» registou «um ligeiro crescimento na categoria do leite».
Para o diretor-geral da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios, Paulo Leite, «o problema não se trata do leite gordo, trata-se do leite em geral», apontando para uma quebra de consumo na ordem dos 7%, a partir de dados de outubro.
O mais recente boletim mensal de agricultura e pescas do Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro, refere que, em novembro de 2015 (último mês para o qual há dados disponíveis), «o volume total de produtos lácteos diminuiu 6,1% (-12,7% em outubro), devido uma vez mais ao menor volume de leite para consumo (-11,2%)».
Novamente segundo o INE, no geral do leite para consumo, entre janeiro e outubro de 2015 e o período homólogo de 2014 havia uma quebra de 11,5%, de 709.872 toneladas para 628.196.
Já segundo dados da Nielsen utilizados pelo Observatório do Mercado do Leite da Comissão Europeia, o volume de leite UHT em Portugal nos primeiros dez meses de 2015 havia caído 7,1% face ao homólogo de 2014, mas, a nível de valor, a quebra era de 14,7% para igual período.
«Temos atribuído [a quebra] um bocado à campanha anti-leite que se tem vindo a desenvolver à volta de certos padrões e estilos de vida e a algumas mensagens cientificamente mal sustentadas que têm vindo a denegrir o aspeto nutricional do leite», disse Paulo Leite.
Fonte: Lusa 

Ministério da Agricultura esclarece que IVA de máquinas agrícolas não sofre alterações



07 Fev, 2016 - 19:08

Governo desmente assim informações que estavam a ser avançadas pelo PSD.

O Ministério da Agricultura esclarece que o IVA sobre transporte, aluguer e manutenção de máquinas agrícolas não sofre alterações e se mantém à taxa reduzida de 6%.

Em comunicado, o gabinete de Capoulas Santos chama a atenção para o que diz serem informações falsas que dão conta de um aumento da taxa do IVA de 6 para 23%.

Este comunicado do Executivo desmente declarações feitas este domingo no Porto por Hugo Soares, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD.

Alqueva deu vida nova às produções da Toscagri


08.02.2016 às 13h270
 
Pedro Guiomar diz que a Toscagri, em primeiro lugar, está apostada em crescer bem em Portugal

NUNO BOTELHO
A empresa de Beja está focada na produção agrícola diversificada. É a nona de 20 histórias de projetos que receberam financiamento europeu e que o Expresso e o BCP Capital divulgam até final do mês

MIGUEL ÂNGELO PINTO

Muitas vezes apelidado como o celeiro de Portugal, o Alentejo manteve sempre uma forte ligação à produção agrícola, que ao longo dos tempos foi sofrendo transformações assinaláveis. Os meios de produção alteraram-se, as culturas diversificaram-se e uma nova geração de produtores chegou à região, com ideias inovadoras e arrojadas. Foi também fundamental a resolução de um problema que se arrastava há muito e que tinha a ver com o regadio. O Alqueva permitiu o aparecimento de um vasto número de novas explorações e o aproveitamento de outras tantas.

€900 mil euros
É o valor da candidatura da Toscagri ao programa Portugal 2020
A Toscagri foi uma das novas empresas que surgiu na região de Beja, assente numa sociedade que juntou pai, João Manuel Guiomar, e dois filhos, Pedro Guiomar e João Miguel Guiomar, iniciando a sua atividade em Janeiro de 2013. De acordo com o administrador Pedro Guiomar, o objetivo primordial foi "criar uma empresa familiar capaz de rejuvenescer e dar continuidade às explorações agrícolas que já vêm de gerações familiares de agricultores".

A atividade foi, por diversas razões, bastante reduzida, até que em meados de 2015, altura em que foi concluída a obra da infraestrutura do Alqueva nos blocos de Baleizão-Quintos, perspetivaram-se novas oportunidades de investimento. A ideia passou, então, por um plano de sustentabilidade a médio-longo prazo da exploração próxima de Quintos.

A empresa alentejana tem um plano de sustentabilidade a médio-longo prazo da exploração próxima de Quintos
A empresa alentejana tem um plano de sustentabilidade a médio-longo prazo da exploração próxima de Quintos
NUNO BOTELHO
Focada na produção agrícola diversificada— como cereais de inverno e primavera, oleaginosas, leguminosas e hortícolas — a Toscagri entra agora numa nova fase de investimento, tendo para o efeito recorrido a uma candidatura à Acção 3.2 do PDR2020, no valor de aproximadamente 900 mil euros. "Esta verba é maioritariamente destinado para a aquisição de sistemas de rega modernos e eficientes, mas também já iniciamos investimentos em máquinas que nos permitam dar um maior rendimento nos trabalhos de campo efetuados, seja na preparação dos solos, seja nas sementeiras", diz Pedro Guiomar.

Neste momento, os planos da Toscagri estão centrados apenas no investimento e crescimento ao nível do mercado interno com mais e melhores produtos agrícolas para, um dia, fornecer Portugal inteiro.

Até 26 de fevereiro, o Expresso e o BCP Capital vão contar histórias de 20 empresas que já ganharam os fundos do Portugal 2020 e têm projetos para inovar e internacionalizar. E cinco guias práticos, às sextas, caso deseje candidatar-se ao programa comunitário


Morcegos ajudam no combate às pragas na vinha


Fev 08, 2016Agro-Negócio0Like
No âmbito do projecto Baydiversity, a divisão da Bayer dedicada ao tratamento das culturas, a Crop Science, entregou à Herdade Vale da Rosa mais de 20 ninhos para morcegos. O objectivo é dar abrigo aos animais que se alimentem dos insectos presentes das videiras da empresa alentejana.

«Com esta medida, pretende-se contribuir para o controlo biológico das pragas nas vinhas já que os morcegos consomem grandes quantidades de insectos e não fazem estragos nas culturas. Durante uma noite um morcego pode ingerir mais de metade do seu peso em insectos», avança a Bayer Crop Science em comunicado.

Os ninhos foram construídos em colaboração com o Centro de Educação para o Cidadão com Deficiência, a Bayer, a Herdade Vale da Rosa e a Ambiodiv, empresa especializada em gestão de biodiversidade. O projecto Baydiversity pretende ser uma forma de «contribuir para a promoção de boas práticas e fomento da preservação e incremento da biodiversidade».

Mais fácil escolher casta e local adequados para produzir vinho

Uma ferramenta desenvolvida pela Universidade de Aveiro já permite aos produtores escolher as características do vinho que pretendem produzir, indicando a casta e a localização adequadas para a sua produção, anunciou hoje fonte académica.

Lusa

   
Uma equipa de investigadores do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA) estudou pela primeira vez, em Portugal, a relação entre o tipo de castas, as características do solo e os fatores ambientais que as envolvem, para que os produtores extraiam de cada tipo de casta as potencialidades para o vinho que querem produzir.

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"Primeiro o produtor pensa no vinho que quer obter, definindo-lhe o aroma, a cor ou a adstringência que deseja tendo em conta determinado mercado. Escolhidas as particularidades do vinho, a hora é de selecionar não só as castas como também a localização geográfica da vinha, cujas características do solo, da topografia e do clima permitirão aos produtores obter o néctar desejado com o mínimo de processamentos químicos", esclarece uma nota informativa.

A investigação mostra aos produtores a importância do potencial enológico de cada casta, ou seja, as características físico-químicas de cada casta nos diferentes locais de cultivo, já que estas, ainda que sejam do mesmo tipo, podem variar consoante as características naturais do local em que são produzidas.

Com esses dados, conforme o vinho que quer produzir, o produtor pode decidir qual o binómio casta/local que melhor lhe interessa, o que lhe permite produzir com menos custos no processo tecnológico e sem excesso de coadjuvantes enológicos.

"Ganha o produtor, ganha a saúde do consumidor pois estará perante um vinho menos processado quimicamente e ganha o ambiente, pela diminuição da necessidade do uso de produtos químicos quer na vinha, quer no lagar", aponta Sílvia Petronilho, a autora do estudo, no âmbito do doutoramento em Química, sob orientação científica dos professores Manuel António Coimbra e Sílvia Rocha.

De acordo com a Universidade de Aveiro, dado o interesse dos produtores na investigação realizada na Unidade de Investigação de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) do Departamento de Química, estão já a ser estabelecidas parcerias com produtores de várias regiões demarcadas do país, para a aplicação do conceito de qualificação e valorização das castas na produção de vinhos brancos, tintos e rosés.

O estudo tem por objetivo "fortalecer o setor vitivinícola em Portugal, criando oportunidades para alcançar mercados mais exigentes, que primam pela qualidade e diversidade em detrimento da quantidade e da homogeneidade".

Bananas podem ajudar a detetar cancro na pele


     
SOL SOL | 08/02/2016 21:17 3929 Visitas   

Shutterstock
Bananas podem ajudar a detetar cancro na pele


Um grupo de cientistas revelou que os pontos pretos das bananas ajudam a fazer um diagnóstico mais fácil e eficaz do cancro na pele, lê-se no site do canal Discovery.

Quando amadurecem, as bananas ficam coberta de pequenas manchas pretas redondas. Estas são causadas por uma enzima chamada tirosinase, que está também presente na pele humana e em maior quantidade nas pessoas com melanoma, uma forma fatal de cancro na pele.

Com base nas semelhanças, uma equipa de cientistas do Laboratório de Física Eletroquímica da Suíça construiu um scanner no qual a enzima funciona como um marcador de confiança para analisar o crescimento do melanoma.

O aparelho tem oito microelétrodos que 'varrem' a pele e medem a quantidade e a distribuição de tirosinase.

 A equipa de investigadores esperam agora levar este equipamento a um outro nível, tentando assim destruir as células cancerígenas. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lidl prevê duplicar exportação de garrafas de vinho português


Ontem 11:03 Económico com Lusa

Não é só o vinho português que o Lidl Portugal exporta. Frutas, legumes ou azeite são outros dos produtos portugueses que a cadeia de retalho vende nos mercados externos.

Lidl prevê duplicar exportação de garrafas de vinho português
O Lidl Portugal vai exportar este ano cerca de oito milhões de garrafas de vinho português, "mais do dobro do efetuado em 2015, para 14 mercados", disse à Lusa fonte oficial da cadeia de supermercados de origem alemã.

"Este ano, o Lidl prevê "exportar cerca de oito milhões de garrafas de vinho, incluindo Vinho do Porto, para um total de 14 mercados, entre eles Alemanha, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, França, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Polónia, República da Irlanda, Roménia e Suíça", disse a mesma fonte.

Este volume de exportações previsto representa "mais do dobro do efetuado em 2015 e ultrapassa o valor total de vinhos portugueses exportados nos últimos seis anos pelo Lidl", referiu a cadeia de retalho, apontando que estes dados demonstram "que o Lidl Portugal está empenhado em contribuir para a economia e levar artigos de qualidade e o nome de Portugal além fronteiras".

Questionado sobre qual a razão para esta aposta, fonte oficial da rede de supermercados explicou que a cadeia de retalho está empenhada em "promover os produtos portugueses, tanto quanto possível, contribuindo, assim, para o crescimento da economia nacional, através da exportação, desta feita de vinhos portugueses, grande parte deles exclusivos para o Lidl Portugal".

A maioria (85%) do volume de exportação respeita a vinhos à venda em exclusivo no Lidl.

"Estes vinhos são provenientes de várias regiões do país, como Dão, Alentejo, Douro e Península de Setúbal", disse a mesma fonte, quando questionada sobre que tipo de vinhos são exportados.

Mas não é só o vinho português que o Lidl Portugal exporta. Frutas, legumes ou azeite são outros dos produtos portugueses que a cadeia de retalho vende nos mercados externos. "A pera rocha, por exemplo, já é exportada há vários anos para a Inglaterra, Irlanda, França e Espanha e, desde 2014, para a Alemanha", adiantou a mesma fonte.

OE2016: É «inaceitável» o aumento do IVA em serviços da agricultura, diz CAP



O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) mostrou-se dececionado com o aumento de impostos previstos na proposta de Orçamento do Estado e considera «inaceitável» o aumento do IVA de 6% para 23% em serviços da agricultura.


   
"Obviamente que estou dececionado em relação ao aumento de impostos e parece-me que não era o caminho desejável nem o desejado", disse João Machado à Lusa, comentando a proposta de Orçamento do Estado para 2016, hoje entregue na Assembleia da República.
João Machado sublinhou, contudo, que "ainda está a decifrar" o documento e remeteu para segunda-feira um comentário mais aprofundado sobre o assunto, já que ainda falta saber e analisar a parte que mais interessa à CAP e que "é o Orçamento do Ministério da Agricultura".
"Francamente ainda não sei qual é a totalidade do aumento de impostos, ainda estamos a ver qual é o conjunto dos aumentos de impostos que há. Mas já vi que no IVA há vários serviços da agricultura que aumentam de 6% para 23%, o que é inaceitável, tenho de escalpelizar a questão do IVA em detalhe", sublinhou.
João Machado reforçou que "há um aumento muito significativo de impostos e que vai ser penalizador para a economia portuguesa" e disse que é necessário perceber se vai haver financiamento para o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) e para o investimento.
A despesa do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural atinge, em 2016, os 949 milhões de euros, menos 77,5 milhões de euros do que em 2015, refletindo o decréscimo dos projetos em curso no Alqueva.
A proposta do OE2016 hoje entregue na Assembleia da República aponta para uma diminuição de 7,5% da despesa total consolidada face à execução provisória de 2015, justificada essencialmente com o decréscimo de 56,3% no subsetor das Entidades Públicas Reclassificadas (111 milhões de euros).
Dinheiro Digital com Lusa

domingo, 7 de fevereiro de 2016

IVA vai aumentar para 23% no transporte de produtos agrícolas


por Ana Rita Costa- 5 Fevereiro, 2016

O Executivo vai subir o imposto de algumas prestações de serviços que contribuem para a produção agrícola, como o transporte de produtos agrícolas e aluguer de máquinas, atualmente taxadas com 6% de IVA. De acordo com o Diário Económico, o transporte de produtos agrícolas e o aluguer de máquinas agrícolas passará a ter IVA de 23%, a taxa máxima.

A taxa reduzida de IVA (6%) manter-se-á, no entanto, para as "operações de sementeira, plantio, colheita, debulha, enfardação, ceifa e recolha", segundo o jornal.

O jornal refere ainda que "na lista de IVA à taxa reduzida que se aplica a prestações de serviços que contribuem para a realização da produção agrícola, passará também a estender-se a taxa de 6% a prestações de serviços que contribuem para a realização da produção aquícola como produção de peixes, moluscos e crustáceos."

A importância do pinheiro manso no mediterrâneo vai estar em discussão em maio


por Ana Rita Costa- 4 Fevereiro, 2016Enviar este artigo  Imprimir Este Artigo
pinheiro manso

O segundo 'International Meeting on Mediterranean Stone Pine for Agroforestry' (AGROPINE 2016) realiza-se entre os dias 18 e 20 de maio, em Oeiras. Organizado pelo INIAV, CIHEAM, FAO, INIA, Instituto Superior de Agronomia e UNAC, o evento pretende colocar em discussão a importância das florestas e plantações de pinheiro manso nas áreas rurais do mediterrâneo.

"Apesar do pinheiro manso ser uma das espécies de árvores mais interessantes da economia agroflorestal do mediterrâneo, os novos desafios devem ser previstos e respondidos de forma a melhorar a importante receita económica ao longo da cadeia de valor", explica a organização.

O principal objetivo da iniciativa é "ligar diferentes investigadores da região mediterrânica, partilhar e transferir o conhecimento atual, identificar necessidades de investigação estratégicas e oportunidades de parceria."

O programa do evento inclui a abordagem de temas como 'Management of stone pine for cone production in agroforestry', 'Growth and yield modelling', 'Genetic improvement, selection and breeding of stone pine', 'Biotic risks and their impact on stone pine products' e 'Pine nut industry and markets'.

Saiba mais sobre o evento. http://agropine2016.iniav.pt/

Agricultura perde 77,5 milhões devido ao abrandamento do projecto Alqueva

LUÍSA PINTO 05/02/2016 - 20:21
Orçamento do Ministério cai 7,5%, mas despesa atribuída ao subsector Estado aumenta 5%.


O Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural vai ter em 2016 um orçamento de 949 milhões de euros, menos 77,5 milhões de euros face à execução de 2015, muito por causa do abrandamento dos trabalhos no Alqueva.

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado entregue pelo governo de António Costa, a despesa consolidada do orçamento do ministério tutelado por Capoulas Santos diminui 7,5% sobretudo à custa do decréscimo de 56,3% no orçamento do subsector das Entidades Públicas Reclassificadas (111 milhões de euros). É aqui que entra a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estrutura do Alqueva), que verá uma grande diminuição do financiamento comunitário, uma vez que o sistema global de rega do projecto está praticamente concluído.

As medidas relacionadas com a Agricultura e Pecuária merecem a principal fatia do orçamento (64,1%), cerca de 755,9 milhões de euros, e servem o objectivo "de aumentar a competitividade dos sectores agrícola e florestal, promover a sustentabilidade dos espaços rurais e dos recursos naturais, bem como revitalizar económica e socialmente as zonas rurais".

A despesa atribuída ao subsector Estado (379,4 milhões de euros) representa um aumento de 5% face ao ano anterior, com cobertura nas receitas consignadas respeitantes à cobrança do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), que passam a ser reconhecidas directamente no Orçamento do Fundo Florestal Permanente.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

IFAP: VITIS –2015/2016 - ALTERAÇÃO DE CANDIDATURAS



Encontra-se disponível no portal do IFAP a funcionalidade para registo dos pedidos de alteração das candidaturas Selecionadas (aprovadas) da campanha de 2015/2016, podendo os beneficiários e entidades protocoladas proceder ao seu registo em O Meu Processo > Candidaturas > Regime de Apoio à Restruturação e Reconversão das Vinhas (VITIS)/Campanha 2015/2016 , à semelhança do que foi implementado para o registo das candidaturas.

Para registo dos pedidos de alteração as candidaturas têm que estar no estado Selecionada, sendo necessário criar uma nova versão da candidatura, com acesso através do botão Substituir.

Assim na sequência da realização dos investimentos ou da apresentação/submissão da declaração de plantação no SIVV, caso verifiquem que existem alterações relativamente ao que se encontra aprovado na candidatura VITIS 2015/2016, devem formalizar um pedido de alteração à candidatura, sendo que este deverá ser submetido antes da apresentação do pedido de pagamento, não podendo ser considerados aumentos de área nem montantes de ajuda aprovados.

Alerta-se, ainda, que o registo do pedido de pagamento só poderá ser efetuado depois do pedido de alteração se encontrar no estado Selecionada.

De forma a que não seja colocado em causa o cumprimento do prazo definido para a apresentação dos pedidos de pagamento/libertação de garantias e tendo em consideração o modelo de gestão de candidaturas implementado (registos on-line), foram fixadas datas limite para formalização dos pedidos de alteração, sendo para isso necessário ter em atenção a calendarização abaixo referida.

Em França, acabou-se o desperdício de comida nos supermercados


5/2/2016, 17:3817.265 PARTILHAS
Uma nova lei em França proíbe que os supermercados locais deitem fora a comida que não é vendida. A partir de agora, vão ser obrigados a doá-la a instituições de solidariedade e bancos alimentares.

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O maior grupo de supermercados francês, o Carrefour, apoiou a medida
SIA KAMBOU/AFP/Getty Images


Uma nova lei, aprovada de forma unânime pelo Senado francês, proíbe os supermercados de desperdiçarem a comida que não vendem, relata o The Guardian. A partir de agora, serão obrigados a doar a comida "de boa qualidade, que se esteja a aproximar do final do prazo de validade", a instituições de solidariedade e aos bancos alimentares de França, explica o jornal britânico.

A nova legislação obriga a que os supermercados com uma área superior a 400 metros quadrados assinem contratos com instituições de solidariedade. Caso não o façam, terão de pagar multas superiores a 75 mil euros, podendo mesmo os seus responsáveis ser punidos com uma pena de prisão, que pode ir até dois anos.

A decisão permitirá que o número de refeições a que os mais necessitados têm acesso aumente muito significativamente. O The Guardian afirma mesmo que as instituições de solidariedade poderão oferecer "milhões de refeições gratuitas" a mais aos mais desfavorecidos, face ao número de refeições que podiam oferecer até aqui.

O responsável pelos Bancos Alimentares de França, Jacques Bailet, afirmou que estas organizações poderão agora "aumentar a qualidade e diversidade da comida recebida e distribuída". "Em termos de equilíbrio nutricional, temos neste momento um défice de carne e falta de fruta e vegetais. Esta lei permitirá, se tudo correr bem, que consigamos obter uma quantidade maior destes produtos", explicou, em declarações citadas pelo The Guardian.

Estas instituições também passarão a ter maiores obrigações: para além de estarem obrigadas a recolher e armazenar a comida recebida, em condições devidas, terão também de a distribuir de forma "digna". Segundo o The Guardian, isto significa que a comida deverá ser distribuída num banco ou centro alimentar, em vez de ser oferecida na rua, onde o contacto com quem a recebe é menor.

O maior grupo de supermercados francês, o Carrefour, já apoiou a medida.

A decisão resulta de uma campanha popular feita por lojista e ativistas, e iniciada pelo conselheiro municipal da comuna de Courbevoie, Arash Derambarsh. Em declarações citadas pelo jornal britânico, Derambash confirma que "o próximo passo é pedir ao presidente François Hollande que pressione Jean-Claude Juncker, por forma a estender esta lei a toda a União Europeia. A batalha está apenas a começar. Agora temos de combater o desperdício de comida em restaurantes, padarias, cantinas escolares e cantinas de empresas".

«Afinal o que se passa com o PDR2020?», questiona a ANEFA



 05 Fevereiro 2016, sexta-feira  Agroflorestal
pdr2020
A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) considera que, «quem esteve atento aos meios de comunicação social, nas passadas semanas, não pode deixar de ficar alarmado com o que se passa com o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020)».
Em comunicado a associação refere que «há medidas cuja legislação ainda não foi sequer promulgada, e contudo os atuais governantes são perentórios em afirmar que 95% da verba destinada ao investimento se encontra esgotada».
«Depois de se festejar o sucesso do PRODER e de se garantir que haveria uma fase de transição que evitaria pela primeira vez a existência de hiatos na passagem entre quadros comunitários somos surpreendidos com as notícias de que 95% da verba destinada aos investimentos se encontra comprometida. A confirmar-se tal situação só nos resta perguntar para onde foi o dinheiro destinado ao investimento? Achar-se-á que o setor agrícola e florestal já não necessita de mais incentivo ao investimento? Terá sido o dinheiro todo encaminhado para as medidas agroambientais? Será que alguém acredita que com essas medidas vamos promover o desenvolvimento dos sectores ou não houve coragem para colocar um limite ao montante destinado a essas medidas?», questiona a ANEFA.
A direção da ANEFA acrescenta que «o desenvolvimento faz-se a partir do investimento, da inovação que cria empregos e gera riqueza, não a partir de pagamentos compensatórios. Durante os próximos quatro anos o que irá acontecer às empresas agrícolas e florestais nacionais que irão deixar de ter acesso aos fundos de apoio ao investimento? Estará o nosso país preparado para assumir o encerramento de centenas de empresas e a destruição dos postos de trabalho respetivos associados ao sector agroflorestal? Julgar-se-á que somos autossustentáveis e que está na hora de exportarmos as empresas?».
Como se isso não bastasse, adianta a associação, «existem rumores de que a floresta portuguesa sofrerá fortes alterações, falando-se mesmo na proibição de plantação de eucalipto e no apoio direto a culturas destinadas a produção de biomassa, desde que a mesma seja cortada até aos cinco anos de idade. Preocupa-nos desde logo que se proíba a plantação da principal espécie nacional quando a industria que possuímos não é auto-suficiente, mas preocupa-nos mais que se apoie a cultura de biomassa quando existe excesso da mesma espalhada pelo nosso país, em montes, sem destino e não havendo dinheiro para apoiar o investimento ainda se deem ajudas diretas a culturas que não só não fazem falta para já, como ainda irão certamente ocupar solos agrícolas que poderiam ser aproveitados para outras culturas. Afinal há ou não há dinheiro para apoiar o setor agroflorestal?», conclui o comunicado. 

Trabalho na agricultura é aposta do governo para integrar refugiados



Ministro Eduardo Cabrita visitou agrupamento de escolas em Penela onde as crianças refugiadas estudam, desde a creche ao 7.º ano   |   FERNANDO FONTES / GLOBAL 

Desde o Alentejo a Trás-os-Montes, estão em marcha parcerias com autarcas e empresários para integrar famílias refugiadas

O governo português está apostado em integrar famílias de refugiados em diversas zonas do país, ao nível do trabalho sazonal, sobretudo na área da agricultura e do trabalho rural. No final de uma visita ao Centro de Acolhimento a Refugiados de Penela, ontem de manhã, onde há três meses vivem quatro famílias da Síria e do Sudão, o ministro adjunto, Eduardo Cabrita, anunciou a intenção de "substituir gradualmente essa sazonalidade pela inclusão e fixação de famílias nas zonas em que há carência de mão-de-obra, de baixa densidade populacional".

O governante revelou que está em marcha a equação de um conjunto de ações "com autarcas e empresários, para identificar zonas-piloto" onde será possível implementar os projetos. Odemira, no Sul, e vários municípios da zona Oeste, região Centro, beira interior e Trás-os-Montes, fazem parte das cerca de cem autarquias que se manifestaram disponíveis para receber refugiados. Já na campanha eleitoral, António Costa tinha dito que os refugiados podiam ser integrados em trabalhos rurais como a limpeza de matas para prevenir incêndios florestais.

"Portugal tem o compromisso de acolher 4700 a partir da Itália e da Grécia. A chegada depende do registo feito nesses países, mas deverão chegar alguns ainda em fevereiro", disse o ministro, quando questionado pelo DN a propósito do número de refugiados que Portugal se prepara para receber a breve prazo. A esse processo juntam-se outros de cooperação direta com as autoridades turcas.

Por outro lado, está já feito o levantamento ao nível das instituições de ensino superior, que vão permitir "passar de 150 para 2000 estudantes, com alojamento e aulas de português e inglês", garantiu o ministro. A ideia é estender o projeto às escolas profissionais, "o que permitirá acolher, numa primeira fase, perto de mil estudantes".

"É preciso dar sinais de que podemos ser um país solidário mesmo em tempo de dificuldades", sublinhou Eduardo Cabrita, à hora em que o primeiro-ministro, António Costa, almoçava com a chanceler Angela Merkel, e lhe manifestava a abertura de Portugal. "Para nós é a mesma Europa: a dos investimentos e da criação de emprego; do respeito dos compromissos na área do euro como é também esta Europa da solidariedade."

Depois da língua, o trabalho

Menos de três meses depois de terem aterrado em Penela, as quatro famílias da Síria e do Sudão já são encaradas pelas autoridades nacionais como um bom exemplo de integração. Na vila existe uma boa convivência entre costumes, as 12 crianças que frequentam o agrupamento de escolas progridem na aprendizagem da língua portuguesa e alguns adultos integram cursos intensivos na Universidade de Coimbra. Falta saber como e quando poderão dar o próximo passo, rumo à independência, quando terminar o período de dez meses que vai durar este projeto.

"O que nós esperamos é que nessa altura já tenham aprendido muito bem português, absorvido muito da nossa cultura e estejam fortemente motivados para trabalhar em Portugal", disse ao DN Jaime Ramos, presidente da Fundação de Miranda do Corvo, que tutela o projeto piloto, onde se incluem as quatro famílias, num total de 20 pessoas.

Gigante mundial de frutos vermelhos investe até 3ME na expansão da produção em Portugal


LUSA7 de Fevereiro de 2015, às 09:18

Berlim, 07 fev (Lusa)- A americana Driscoll's, líder mundial da produção de frutos vermelhos, anunciou um investimento de até 3 milhões de euros no aumento da área de produção em Portugal, e admite vir a liderar os mercados da Europa, Médio Oriente e África.
Gigante mundial de frutos vermelhos investe até 3ME na expansão da produção em Portugal
A empresa, que está há sete anos em Portugal, onde detém uma participação na Lusomorango, tem "perspetivas de aumento da área de produção na ordem dos 50 a 60 hectares para os próximos anos", afirmou aos jornalistas Arnoldo Heeren, diretor da empresa em Portugal, durante a maior feira de frutas e legumes, que terminou sexta-feira em Berlim, Alemanha.

O investimento estimado, que segundo a empresa pode situar-se entre 1,5 e 3 milhões de euros, vai permitir duplicar a área de cultivo dos mirtilos, tornando Portugal no maior produtor para os mercados da Europa, Médio Oriente e África.

Nas framboesas, Portugal é já hoje o maior produtor da Europa.

Através da Lusomorango, em Odemira, a gigante americana tem em Portugal 400 hectares de produção, repartidos por várias quintas de 44 produtores, sobretudo no Alentejo, zona centro e Algarve.

Nos últimos dez anos, investiu cerca de 17 milhões de euros no país.

"A Driscool's, que é uma empresa da Califórnia que vai na quinta geração de gestão familiar, sempre procurou o clima ideal para produzir fora da Europa e sempre foi esta busca do clima ideal que norteou as expansões. No final dos anos 90, encontrou na Zambujeira do Mar e na costa alentejana o clima mais parecido do mundo com o da Califórnia, o clima ideal para produzir frutos vermelhos", explicou Nuno Simões, diretor da empresa para a Península Ibérica e Marrocos.

A primeira produção de frutos vermelhos em Portugal aconteceu em 2007, ano em que faturou dois a três milhões de euros, e passados sete anos, em 2014, atingiu os 35 milhões, contribuindo para a criação de 4500 postos de trabalho.

"Estamos num mercado que tem tido um potencial de crescimento muito grande, porque os frutos vermelhos estão na moda e têm benefícios elevados para a saúde. Costumamos dizer que somos a guloseima saudável e as pessoas estão a aceitar muito bem", justificou.

A Driscool's é o maior produtor mundial de morangos, framboesas, amoras e mirtilos, com um volume de negócios de três mil milhões de euros.

FYC// ATR

Lusa/Fim

Este ano celebramos o grão, o feijão e... o tremoço


ALEXANDRA PRADO COELHO 05/02/2016 - 08:41
As Nações Unidas querem pôr o mundo a comer mais leguminosas e escolheram 2016 para passar essa mensagem. Pouco consumidos no Ocidente, feijão, grão, ervilhas, lentilhas são uma alternativa às proteínas da carne e lacticínios. A indústria alimentar já está a aproveitá-los.

 
Há milhares de anos que as leguminosas fazem parte da alimentação humana MIGUEL MADEIRA
 
Gelados feitos com lentilhas ou leite de amêndoa com proteína de ervilha? Sim, já existem, e, se lermos com atenção os rótulos dos alimentos de produção industrial, vamos provavelmente encontrar proteína, fibra ou amido de ervilha ou outras leguminosas incorporado em muito mais produtos do que imaginamos.

"As leguminosas são muito boas para nós, têm muita proteína, muita fibra, baixo teor de gordura, são ricas em micronutrientes [nomeadamente potássio e ferro], ajudam a controlar doenças cardiovasculares, diabetes, cancro e obesidade. Por isso há lugar para um aumento do consumo no mundo", diz a canadiana Joyce Boye, especialista em ciências alimentares e investigadora no Centre of Agriculture and Agri-Food Canada, que esteve em Portugal a convite da embaixada do seu país.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estabeleceu 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas e o Canadá é o maior exportador mundial destes alimentos – apesar de não ser um grande consumidor. O trabalho de Joyce Boye passa precisamente por criar condições para que o consumo de leguminosas – do grão ao feijão, das lentilhas às favas ou às ervilhas – se torne mais fácil.

"Na forma tradicional de cozinhar leguminosas, elas devem ser demolhadas durante algumas horas e isso torna-se difícil para o ritmo de vida actual", explica a investigadora. "O que é positivo hoje é que já não temos apenas os grãos, temos as farinhas de leguminosa e, além disso, separamos as várias partes, o que torna mais fácil usá-las numa série de produtos e reduz os tempos de preparação." A indústria alimentar já percebeu este potencial e "está a ser inovadora e criativa na busca de novas formas de desenvolver produtos". É aí que aparecem, por exemplo, os gelados de lentilhas que, garante Boye, são óptimos.

Se na Índia, na China ou na América do Sul não é preciso ensinar ninguém a usar lentilhas ou grão, na América do Norte as leguminosas nunca tiveram um lugar destacado na alimentação. Por isso, Boye lembra princípios básicos, como o de que elas "não podem ser comidas cruas", até porque "cozinhá-las aumenta as suas qualidades nutricionais". Ao serem cozinhadas "aumentam o amido de resistência, que assim se comporta mais como uma fibra", o que tem um efeito probiótico positivo para as "bactérias boas" dos intestinos.

E não existe o risco de começar a haver um excesso de proteína de leguminosa "escondida" nos alimentos industriais, como acontece com a soja, que há uma década era apresentada como a grande proteína alternativa à carne? Se, somado às leguminosas que comemos em grão, ingerimos proteína ou fibra das mesmas em vários produtos sem termos totalmente noção disso, não haverá um desequilíbrio?

Joyce Boye acredita que não. "As empresas têm de fazer diferentes variedades para que as pessoas possam ter várias escolhas. Mas como existem muitas leguminosas, isso não é um problema." "[Além disso,] uma das coisas que promovemos é a diversidade no prato e as leguminosas podem ser conjugadas com cereais, por exemplo [, para funcionarem como alternativa à carne]", sublinha.

Há milhares de anos, desde as antigas sociedades egípcia e grega, que as leguminosas fazem parte da alimentação humana. Mas nas últimas décadas parecem ter entrado num lento esquecimento, ao mesmo tempo que a popularidade de outros alimentos não pára de aumentar. "O consumo de leguminosas tem sofrido um lento mas persistente declínio tanto nos países desenvolvidos como nos países em vias de desenvolvimento", avisam as Nações Unidas. "Pelo contrário, o consumo de lacticínios e carne tem vindo a crescer e prevê-se que continue a aumentar consideravelmente. Não se prevêem grandes alterações no consumo per capita de leguminosas, com a média mundial a manter-se à volta dos 7kg por pessoa por ano."

Estas escolhas alimentares reflectem-se, obviamente, na produção: o milho, o trigo, o arroz e a soja (que também é uma leguminosa, mas, tal como o amendoim, pertence ao grupo das oleaginosas e não dos grãos) cresceram muito nos últimos 50 anos. Estas estrelas da chamada "revolução verde" conheceram aumentos de produtividade entre os 200% e os 800%, enquanto as leguminosas tiveram uma expansão de apenas 59%.

No entanto, o Canadá tem vindo a apostar nelas nos últimos 20 anos. "São óptimas como culturas de rotação", explica Joyce Boye. "Fizemos investigação para perceber quais as melhores variedades e a produção foi aumentando para dar resposta às regiões do mundo onde há muito consumo, mas a produção é insuficiente."

A explicação para o declínio das leguminosas, segundo as Nações Unidas, está no facto de quando um país se torna mais rico a tendência ser para substituir as proteínas vegetais pelas animais – é o que já está a acontecer na China. Mas há outro fenómeno paralelo a este: em alguns países a população está a crescer a um ritmo superior ao da produção, o que significa que, mesmo com mais gente a comer carne, já não produzem suficientes leguminosas e são obrigados a importar – daí que o comércio se mantenha saudável. A ONU cita o caso da Índia, que é ao mesmo tempo o maior produtor e o maior importador de leguminosas e que está a sofrer um aumento de preços devido às más colheitas deste ano.

A maionese e o Taroço 
Em Portugal, apesar da popularidade de pratos como a feijoada, o feijão frade com atum ou o bacalhau com grão, não se comem leguminosas em quantidade suficiente – dados de 2013 indicam que cada português come em média três quilos de feijão por ano e pouco menos de um quilo de grão. Aquelas deveriam representar 4% do total de alimentos ingeridos e, na realidade, representam apenas 0,6%, muito abaixo do recomendado. Quanto à produção, é de 24 mil toneladas por ano, o que corresponde a 0,04 do total mundial.

Nunca será pela quantidade que Portugal poderá competir, mas há muito trabalho a fazer na identificação e estudo das variedades tradicionais, diz Carlota Vaz Pato, responsável pelo projecto nacional para o estudo do feijão, financiado pela Fundação Portuguesa para a Ciência e Tecnologia e baptizado como Begeca – Exploiting Bean Genetics for Food Quality and Attractiveness Innovation.

"A cultura do feijão existe em Portugal há muitos séculos e por todo o país. Como é uma produção de pequenos agricultores, isso deu origem a grande diversidade de variedades que não estão a ser bem exploradas para o desenvolvimento de novas", explica a investigadora portuguesa. "No entanto, os agricultores mantêm-nas na sua produção, para autoconsumo, pelas características de qualidade muito particulares."

O que o Begeca pretende é caracterizar a qualidade nutricional de cada uma, assim como as qualidades de utilização e transformação. "Temos um estudo genético que nos vai permitir criar novas variedades, idealmente mais produtivas e mais resistentes, e que mantenham a qualidade das tradicionais", afirma Carlota Vaz Pato. "Só podemos ganhar esta corrida com uma aposta na qualidade, ajudando assim a encontrar um maior equilíbrio entre a produção local e a importação, da qual somos hoje muito dependentes."

Começam já a surgir no mercado alguns produtos inovadores, integrando uma das leguminosas mais populares em Portugal, o tremoço, e que geralmente é comida apenas como snack. A Maçarico lançou uma maionese de tremoço em 2003 e em 2009 relançou-a "com nova formulação e melhorias significativas", esclareceu a empresa, sublinhando que é um produto destinado sobretudo ao mercado externo.

"A ideia de preparar um molho a partir do tremoço, matéria-prima que a Maçarico tinha muito disponível, foi uma ambição bem sucedida", explica Fátima Filipe, responsável pela gestão de qualidade da Maçarico. "Na receita regular de uma maionese tradicional conseguimos substituir a proteína do ovo pela do tremoço." O resultado é uma "maionese alternativa, com um teor de gordura muito mais baixo do que outras, sem colesterol e de origem totalmente vegetal", além de permitir contornar "os problemas de segurança alimentar associados à utilização de ovo".

Por seu lado, um grupo de jovens empreendedores criou há um ano uma marca que baptizou como Taroço e que se propõe fazer produtos à base de tremoço "sem recurso a corantes ou conservantes", tendo para já lançado três patés feitos com tremoço, um clássico, outro com cebola e um terceiro com pimento verde. A ideia, diz Pedro Baptista, um dos sócios, é vir a criar uma linha de diferentes produtos à base de tremoço, que já estão em estudo.

"Como o tremoço é muito rico em proteína e fibra, não é fácil fazer a moagem e a quebra de ligações para se conseguir a textura pretendida, mas temos uma parceria com uma fábrica que nos permite fazer os testes necessários", explica. Quanto ao sabor, nos patés apenas o clássico sabe a tremoço. O produto pode ser usado como uma base mais neutra trabalhada com outros ingrediente e especiarias para criar os sabores que se pretendam.

Os criadores do Taroço queriam uma alternativa saudável e vegetal e, ao mesmo tempo, um produto que os consumidores identificassem com Portugal, país onde, segundo Pedro Baptista, já se produziu muito mais esta leguminosa do que se produz hoje. E esperam, claro, que a sua marca venha ajudar a revitalizar a produção nacional de tremoço.

Grupo Portucel Soporcel muda de nome para The Navigator Company

LUSA | 05 Fevereiro 2016, 22:05

Grupo Portucel Soporcel muda de nome para The Navigator CompanyPedro Elias/Negócios

O Grupo Portucel/Soporcel vai mudar de nome para The Navigator Company, uma alteração que se tornará efectiva a partir das 00:00 de sábado, disseram à Lusa fontes da empresa.
O Grupo Portucel/Soporcel anunciou esta sexta-feira a mudança de nome, num encontro de quadros da empresa, no qual esteve presente o seu líder, Pedro Queiroz Pereira (na foto).
 
Na quinta-feira, a Portucel apresentou os resultados do ano passado, tendo divulgado um lucro de 196,4 milhões de euros em 2015, o que representa um crescimento de 8,2% face ao alcançado no ano precedente.
 
Numa comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Portucel destacou a evolução do volume de negócios em 2015, que cresceu 5,6%, para 1,6 mil milhões de euros, com uma "evolução favorável do preço da pasta de papel".
 
O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu os 390 milhões de euros, aumentando 18,7%, referiu a empresa, sublinhando a "melhoria na margem EBITDA/Vendas para 24%".
 
O grupo aproveitou para anunciar o avanço do seu "plano de desenvolvimento estratégico", com o "arranque da nova capacidade de pasta em Cacia, permitindo um aumento de produção anual de 20%", a "conclusão e arranque da segunda máquina de produção de 'tissue' [papel para lenços, guardanapos, papel higiénico, etc.) em Vila Velha de Ródão", o "início da construção da fábrica de 'pellets' nos EUA" e a "construção e início de produção do Viveiro de Luá, na Zambézia, permitindo entrar na fase de plantação de floresta em larga escala".
 
Na comunicação ao mercado, a Portucel apontou ainda a "reestruturação da dívida, com melhoria de condições e extensão de maturidades" e a "manutenção do rácio de endividamento Net Debt/Ebitda em níveis prudentes e abaixo da média do sector".
 
Quanto ao quarto trimestre de 2015, o grupo Portucel declara ter registado um "novo recorde" no volume de vendas, de 425 toneladas. 

Ministério da Agricultura abre mercado da Colômbia à exportação de pera rocha


Portugal e a Colômbia assinaram hoje o acordo bilateral que vai permitir a exportação de pera nacional a partir da próxima campanha de produção, que terá início ainda no corrente ano.
As negociações entre a Autoridade Fitossanitária Nacional, DGAV, e a Autoridade Fitossanitária da Colômbia, Instituto Colombiano Agropecuario (ICA), para o estabelecimento dos requisitos fitossanitários para a exportação de pera portuguesa para a Colômbia, foram concluídas com sucesso, abrindo desta forma mais um mercado externo aos produtores nacionais.
Para o Ministro da Agricultura, "este é o resultado de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no sentido de continuar a promover a internacionalização do setor hortofrutícola, um setor que", segundo o Ministro, "atingiu o nível da excelência, ganhou dimensão e apresenta-se nos mercados internacionais em condições de competitividade extraordinárias".
Capoulas Santos, que regressou ontem de Berlim, onde visitou a Fruit Logistica, afirma que "a representação dos produtores nacionais, integrados na Portugal Fresh, é bem o espelho dessa competitividade", considerando "notável o salto que foi dado ao nível da inovação, do marketing e da capacidade de resposta dos produtores às exigências qualitativas, mas também quantitativas, dos grandes clientes internacionais.
Antecipando este acordo, decorreu no mês de janeiro o pré-registo das Centrais Fruteiras e dos produtores que tenham interesse neste mercado. Foram recebidos pedidos de registo de 15 centrais fruteiras e de cerca de 1000 unidades de produção de pera Rocha.
A DGAV e as Direções Regionais de Agricultura e Pescas vão agora implementar o "Plano de Trabalho para a Exportação de Pera", para o sucesso do qual a participação ativa das organizações de produtores será determinante.

Lisboa, 05.02.2016
O GABINETE DE IMPRENSA

Mais uma grande vitória da grande distribuição


Fevereiro 04
13:30
2016

Apesar da grande contestação da produção sobre as práticas comercias desleais da grande distribuição, com a exigência de medidas europeias de controlo, Bruxelas não vai fazer nada.

Segundo um relatório da Comissão Europeia, publicado em 29 de Janeiro, os esforços desenvolvidos pelo sector agro-alimentar e pelos governos dos diferentes países são suficientes para controlar as práticas desleais da grande distribuição.

Segundo este relatório, não é necessário qualquer tipo de legislação europeia que harmonize as práticas comerciais da grande distribuição.

Este relatório vem contra a posição do Comissário Phil Hogan, que tem vindo a apoiar as reivindicações da produção, defendendo medidas que possam fazer aumentar o peso negocial da produção junto da grande distribuição.

Também o trabalho da task force, que foi criada em Janeiro para analisar a correlação de forças na cadeia alimentar e as práticas comerciais desleais da grande distribuição, está totalmente comprometido, pois já se vê que a Comissão não quer tomar qualquer medida.

A Comissão quer entrar num processo de simplificação de medidas, pelo que, qualquer sugestão para legislação sobre o controlo e equilíbrio dentro da cadeia alimentar, vai ser muito mal recebida.

Uma prova disso é quando países como a França lançam iniciativas para tentar equilibrar as forças ao longo da cadeia alimentar, sofre logo a abertura de um inquérito por parte da Comissão.

Mais uma vez se faz sentir em Bruxelas o poder da grande distribuição e a opressão sobre os produtores é cada vez maior.


Agroglobal- o maior congresso agrícola da Europa a céu aberto


Lisboa, 05 de Fevereiro de 2016

Inovação, tecnologia e conhecimento são os ingredientes que atraem milhares de
visitantes à Agroglobal- Feira das Grandes Culturas, desde a sua primeira edição. O
mundo agrícola reúne-se de novo em Valada do Ribatejo, de 7 a 9 de Setembro, para
conhecer o que de mais moderno se pratica na agricultura portuguesa.

A Agroglobal é a maior feira agrícola do país e uma das maiores da Europa neste
modelo dinâmico, reunindo cerca de 250 empresas expositoras e demonstrações
em contexto real da mais avançada tecnologia ao serviço do setor agrícola. O papel
da Agricultura na economia portuguesa é debatido num ciclo de colóquios, ao longo
dos três dias da feira.

A agricultura portuguesa vive um momento muito positivo, com investimento e novos
projetos a nascer pelo país, dinamismo este que se reflete na 5ª edição da Agroblobal, uma feira a céu aberto, em plena lezíria do Tejo, uma das regiões agrícolas mais dinâmicas do país.

Durante três dias, a Agroglobal é destino obrigatório de todos os agentes envolvidos na
agricultura portuguesa, de decisores políticos, analistas e interessados no setor primário.
Esta feira bienal tem vindo a afirmar-se, desde 2009, como certame profissionalizado, de
dimensão tecnológica e científica à escala real, onde se exibe e partilha o que de mais
moderno se pratica e utiliza na agricultura portuguesa.

«O slogan da AgroGlobal "nós semeamos" reflete o modelo de produção em que acreditamos, e que serve de base a um setor competitivo, com capacidade de resistir mesmo em situações adversas», afirma Joaquim Pedro Torres, organizador da Agroglobal, e agricultor de referência na cultura do milho, explicando que o número de expositores continua a crescer a cada edição, «um sinal muito importante de coesão da fileira e aspeto decisivo para viabilizar e potenciar alguns sistemas produtivos».

As novidades da 5ª Agroglobal

Fruto da adesão das empresas expositoras, o espaço para stands foi alargado e
reconfigurado de modo a reduzir a densidade de "construção", para que os horizontes
visuais se alarguem e a sensação de campo esteja sempre presente.

Outras novidades desta edição são: a instalação de uma área de amendoal, acompanhando a tendência de plantação de pomares de frutos secos no Alentejo; o aumento significativo da área de tomate para indústria, para dar dimensão à cultura estrela do Ribatejo; o maior protagonismo dado à cultura do girassol, em linha com o aumento real da área semeada no Alentejo, e a reintrodução da cultura da beterraba. Tal como nas edições anteriores, o milho, a batata, o olival, as forragens e a floresta continuarão a marcar presença nos campos da Agroglobal, reafirmando o potencial destas culturas.

Estão também previstos mais ensaios no campo – fertilização, sementes, agroquímicos,
rega –; o aumento das áreas de trabalho de máquinas, pistas para as diversas marcas de
tratores e alfaias, zonas específicas para pulverização em pomares, vinha e culturas anuais.

A colheita e subsequente reinstalação das culturas, mostrará a sequência de operações
culturais possíveis e aconselháveis para cada situação.
«A evolução dos fatores de produção, equipamento e conhecimento é decisiva para não
perdermos a batalha da competitividade. Toda e qualquer inovação não nos pode passar ao lado. O aperfeiçoamento das tecnologias e equipamentos de produção, com vista ao aumento do rigor na utilização dos fatores de produção, permite melhorar a eficiência das operações culturais e o conhecimento dos campos, otimizar a utilização da água, dos fertilizantes e das sementes. Na Agroglobal queremos partilhar com país o melhor que se faz na nossa agricultura», remata Joaquim Pedro Torres.

Agroglobal solidária

Sendo 2016 o Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, a Agroglobal vai
acolher no seu recinto uma ação "Restolho". Este Programa, criado em 2012, é uma
parceria entre o grupo Agrotejo/Agromais, a Federação Portuguesa dos Bancos
Alimentares e a Entrajuda, onde se tenta fazer a ponte entre os produtos hortícolas que
ficam nos campos, resultado de especificações de mercado, pequenos defeitos ou até
mesmo fraca valorização comercial, e as instituições que recorrem aos bancos alimentares,através de colheitas efetuadas por voluntários que se deslocam ao campo. Neste caso os voluntários serão oriundos das várias empresas expositoras na Agroglobal.

Comunicado: comunicland

Produtos a 33 cêntimos levam supermercado low cost a fechar portas


     
SOL SOL | 05/02/2016 12:31 21085 Visitas   

Produtos a 33 cêntimos levam supermercado low cost a fechar portas


A easyFoodstore, supermercado "low cost" da companhia aérea easyJet, que abriu portas em Londres na terça-feira, teve de fechar portas dois dias depois por se terem esgotado todos os produtos à venda.

O supermercado volta a abrir esta sexta-feira e vai manter o preço: 33 cêntimos por produto.

Stelios Haji-Ioannou, fundador da easyJet, lançou este supermercado – desde 2013 que projectava esta ideia – sob o lema "Não são marcas caras. Apenas alimentos a um preço justo", com o intuito de dar uma oportunidade a que todos possam comer por um valor acessível.

No entanto, não imaginava que o sucesso fosse tão arrebatador como demonstrou ser. "Pensámos que teríamos inventário suficiente para duas semanas, mas foi-se tudo num dia e meio", comentou um porta-voz da retalhista, citado pelo jornal The Guardian.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Publicada recomendação ao Governo para alterar as regras para o reconhecimento das organizações de produtores



02-02-2016

Foi hoje publicada a Resolução da Assembleia da República n.º 19/2016 que recomenda ao Governo que altere as regras para o reconhecimento das organizações de produtores, de acordo com critérios regionais e/ou dos diferentes sistemas culturais de modo a permitir a integração de todos os produtores, nomeadamente os associados das pequenas cooperativas leiteiras, detentores de explorações agrícolas familiares tradicionais e policulturais, produtores de produtos com Indicação Geográfica Protegida (IGP), Denominação de Origem Protegida (DOP), Produção em Modo de Produção Biológico (MPB) e nichos de mercado, tais como as culturas mais recentes de pequenos frutos, cogumelos e plantas aromáticas e medicinais.

Para aceder à Resolução da Assembleia da República n.º 19/2016: https://dre.pt/application/conteudo/73399493

Homem morre em acidente com máquina agrícola


Vítima estava a trabalhar na herdade onde ocorreu o acidente. Um homem de 64 anos morreu esta segunda-feira na sequência de um acidente de trabalho com uma máquina agrícola, na zona de Vila de Frades, concelho de Vidigueira, distrito de Beja, disse à Lusa fonte da GNR. 

A mesma fonte indicou que o homem estava a trabalhar com a máquina na herdade onde ocorreu o acidente, tendo o óbito sido declarado no local. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) está a investigar as circunstâncias em que ocorreu o acidente de trabalho. 

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja, o alerta foi dado às 18h54, tendo sido mobilizadas para o local uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vidigueira, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), de Beja, e a GNR. 

Também esta segunda-feira na vila de Redondo, no distrito de Évora, dois homens ficaram feridos com gravidade, após terem caído de um telhado, num acidente de trabalho, segundo fonte da GNR. 
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora indicou que um dos homens foi transportado de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e o outro seguiu de ambulância para o hospital de Évora. 

O alerta para este acidente foi dado às 17h22, de acordo com o CDOS, indicando ainda que os feridos têm 30 e 43 anos e que a ACT foi informada da ocorrência. Foram mobilizados para o local, para além do helicóptero, operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Redondo, a VMER de Évora e a GNR.

Mais uma grande vitória da grande distribuição

Fevereiro 04
13:30
2016

Apesar da grande contestação da produção sobre as práticas comercias desleais da grande distribuição, com a exigência de medidas europeias de controlo, Bruxelas não vai fazer nada.

Segundo um relatório da Comissão Europeia, publicado em 29 de Janeiro, os esforços desenvolvidos pelo sector agro-alimentar e pelos governos dos diferentes países são suficientes para controlar as práticas desleais da grande distribuição.

Segundo este relatório, não é necessário qualquer tipo de legislação europeia que harmonize as práticas comerciais da grande distribuição.

Este relatório vem contra a posição do Comissário Phil Hogan, que tem vindo a apoiar as reivindicações da produção, defendendo medidas que possam fazer aumentar o peso negocial da produção junto da grande distribuição.

Também o trabalho da task force, que foi criada em Janeiro para analisar a correlação de forças na cadeia alimentar e as práticas comerciais desleais da grande distribuição, está totalmente comprometido, pois já se vê que a Comissão não quer tomar qualquer medida.

A Comissão quer entrar num processo de simplificação de medidas, pelo que, qualquer sugestão para legislação sobre o controlo e equilíbrio dentro da cadeia alimentar, vai ser muito mal recebida.

Uma prova disso é quando países como a França lançam iniciativas para tentar equilibrar as forças ao longo da cadeia alimentar, sofre logo a abertura de um inquérito por parte da Comissão.

Mais uma vez se faz sentir em Bruxelas o poder da grande distribuição e a opressão sobre os produtores é cada vez maior.


Governo francês continua a injectar dinheiro na agricultura


Fevereiro 04
13:26
2016

Depois de ter anunciado um fundo de 700 milhões de euros de apoio ao sector agrícola na semana passada, esta semana mais 125 milhões de euros se vão juntar a este bolo.

Apesar de todos estes montantes, parece que a situação não tem tendência a melhorar para o lado dos agricultores franceses.

Esta crise é justificada, não só por motivos estruturais internos, como também pela conjuntura mundial, pelo que são apontados alguns pontos responsáveis pela situação:

1 – Mercado mundial;

Cada vez mais o preço do leite dos cereais e da carne dependem da evolução do mercado mundial.

Este mercado foi dominado, no ano de 2015, por dois factores muito negativos, o embargo russo e o facto de a China ter reduzido as suas importações de leite. O caso do leite foi agravado pelo fim das quotas em Março.

2 - Dumping na UE;

Os agricultores franceses acusam os seus colegas alemães e espanhóis de praticarem dumping salarial, sobretudo nos matadouros alemães, que utilizam mão-de-obra de Leste. Entre 2010 e 2014, os abates de porcos aumentaram 40% na Alemanha e diminuíram 12% em França.

3 – Redução do consumo da carne. Segundo dados fornecidos pelo FranceAgrimer em 2011, o consumo de carne em França era de 66 kg por habitante, ou seja, menos 7% que em 1998;

4 – A baixa inflação;

A guerra entre os grandes distribuidores veio implicar uma estagnação e mesmo uma baixa de preços em muitos produtos alimentares.

5 – Uma estrutura desadaptada;

As explorações francesas foram dimensionadas para produzirem em massa grandes quantidades para um mercado sem fronteiras. Hoje pretende-se evoluir, no sentido de produzir para um mercado de proximidade, dando preferência à qualidade e não à quantidade.

Apesar de todas as dúvidas aumenta o consumo de glifosato


Fevereiro 04
13:20
2016

Segundo um estudo recentemente publicado, a expansão no mundo das culturas OGM's tem levado a um aumento exponencial do uso do herbicida glifosato.

Desde que foi apresentado como produto comercial com a marca Roundup Ready, em 1996, o seu consumo foi multiplicado por quinze vezes até 2014.

Segundo este estudo, em 2014 foram aplicados 747.000 toneladas de glifosato em 1400 milhões de hectares. Em termos globais, significa que, em média, em todo o planeta foi usado 0,53 kg de glifosato por hectare.

Um dado importante é que 70% do glifosato foi aplicado nos últimos dez anos.

Este aumento do uso do herbicida acontece numa altura em que existe uma forte corrente contra o seu uso na cultura do trigo panificável, em que muito se especula sobre o risco cancerígeno associado a este produto.

Estes dados mostram, no entanto, que este produto continua a ser o preferido pelos agricultores, devido à sua relação preço-eficácia no combate às ervas daninhas.

Casa Ferreirinha e Sandeman distinguidas pela sustentabilidade


por Ana Rita Costa- 4 Fevereiro, 2016


O Botanical Research Institute of Texas (BRIT), dos EUA, distinguiu as práticas de duas marcas da Sogrape Vinhos, a Casa Ferreirinha e a Sandeman, com o galardão "2016 International Award of Excellence in Sustainable Winegrowing". De acordo com a Sogrape, o prémio "visa enaltecer os produtores vitivinícolas mais empenhados em assegurar o desenvolvimento dos seus negócios através da adoção de práticas de excelência de sustentabilidade nas áreas ambiental, económica e social."

As duas marcas receberam medalhas de ouro que premeiam práticas agrícolas que pretendem minimizar impactos negativos na atmosfera, na água e nas áreas onde se inserem as suas vinhas.

 "Trata-se de um prémio especialmente importante, pois vem distinguir a reforçada aposta que a Sogrape Vinhos tem realizado no aprofundamento da sustentabilidade dos seus negócios", sublinha George Sandeman, recordando "o esforço que a empresa desenvolve na concretização das mais inovadoras práticas de viticultura amigas do ambiente (viticultura sustentável) e nos projetos de interação com a comunidade".

Segundo a Sogrape, "o júri valorizou aspetos tão diversificados como a participação empenhada da Casa Ferreirinha e da Sandeman em projetos como a PORVID, associação que procura proteger e recuperar castas autóctones em perigo de extinção, defendendo assim um património genético natural, único e ancestral, ou como o programa de comunicação europeu 'Wine in Moderation', apelando a um consumo moderado e responsável de bebidas alcoólicas."

Cereja do Fundão faz parceria com a Compal


por Ana Rita Costa- 4 Fevereiro, 2016

A Compal acaba de lançar uma edição limitada, o Compal Clássico Cereja do Fundão, uma proposta que é fruto de uma parceria com a Câmara Municipal do Fundão.

Numa nota enviada às redações, os responsáveis pelo novo néctar explicam que este "foi produzido a partir da polpa das cerejas descaroçadas, e por isso tem um aroma muito próximo do fruto, um sabor mais natural e uma doçura muito equilibrada, que só as melhores Cerejas do Fundão podem dar."

A Câmara Municipal do Fundão tem vindo a apostar numa estratégia de parcerias com várias marcas de forma a promover os produtos da região. "Esta é mais uma parceria que se insere na estratégia de apoio, desenvolvimento e promoção dos produtos da nossa região. Consideramos que a parceria com uma das marcas mais conceituadas a nível nacional, na área dos néctares de fruta, é um enorme reconhecimento do enorme valor da Cereja do Fundão. Este novo néctar permite saborear este fruto fora do seu período habitual de consumo, de uma forma fresca e natural", refere Paulo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal do Fundão.

João Nuno Pinto, Diretor Marketing PT+ES da Sumol+Compal, sublinha que "esta parceria demonstra, mais uma vez, a continuidade na aposta levada a cabo pela Compal nas frutas portuguesas de maior qualidade e em estabelecer ligações com entidades, como a Câmara Municipal do Fundão, que promovam o desenvolvimento de produtos da região de elevado valor, como é o caso da tão famosa Cereja do Fundão".

O novo Compal Clássico Cereja do Fundão já está disponível nos habituais canais de distribuição nos formatos garrafa de vidro 200 ml e Tetra Pak 1L.

Uvas sem grainha do Vale da Rosa chegam ao Brasil em julho



03.02.2016 às 23h020
 
TIAGO MIRANDA
A Herdade pretende aumentar a produção para oito milhões de toneladas ao longo dos próximos dois anos. A estratégia da empresa passa ainda pela descoberta de novos mercados e novos parceiros

Lusa

A Herdade Vale da Rosa, que produz uvas sem grainha, vai começar a exportar para o Brasil em julho e pretende aumentar a produção de seis para oito mil toneladas nos próximos dois anos, segundo um responsável da empresa.

Ricardo Costa, o responsável de comunicação da empresa de Ferreira do Alentejo, disse que os constrangimentos burocráticos que inibiam a exportação de uvas para o Brasil foram desbloqueados há cerca de um mês e que a Vale da Rosa já obteve a autorização necessária para a exportação.

"[O Brasil] é o principal importador de pera rocha e estou convencido que pode vir a ser um grande apreciador das uvas Vale da Rosa", afirmou, destacando que o país sul-americano pode "ser uma oportunidade gigante para os produtos portugueses" e que a Vale da Rosa encontrou "os parceiros certos".

O facto de o proprietário do Vale da Rosa ter vivido 22 anos no Brasil e ter também produzido uvas naquele país contribuiu para gerar "alguns conhecimentos" e Ricardo Costa adiantou que já existem três potenciais clientes: a Walmart, a Hortifruti, uma rede de supermercados brasileiros, e a Salute.

"Queremos começar já na campanha de 2016, que vai ter início em junho, e estamos convencidos que em julho podemos começar a exportar", continuou o mesmo responsável, acrescentando que estão "a trabalhar para obter todas as autorizações e certificações necessárias.

A estratégia da empresa passa ainda por um "aumento significativo" da área de produção, que conta atualmente com 250 hectares, e pela descoberta de novos mercados e novos parceiros.

A Herdade Vale da Rosa produz anualmente seis mil toneladas de uvas sem grainha, das quais 35% destinam-se à exportação, com destaque para o mercado europeu (Inglaterra, Bélgica e Holanda), além de China e Angola.

Em 2105 a empresa faturou cerca de 11 milhões de euros e Ricardo Costa mostrou-se convicto de que o crescimento "será uma realidade" quando as vinhas entrarem em plena produção.

"Estamos convencidos que, dentro de dois anos, produziremos oito mil toneladas", adiantou.

ChemChina oferece 43.000 milhões de dólares pela Syngenta


03/02 14:25 CET

Será o maior negócio da China no estrangeiro. A empresa estatal chinesa de produtos químicos, ChemChina chegou a acordo para comprar a agroquímica helvética Syngenta por 43 mil milhões de dólares, cerca de 39,4 mil milhões de euros.

Se receber luz verde das autoridades regulatórias, em especial nos Estados Unidos, onde a Syngenta realiza grande parte das vendas, o negócio deverá ser finalizado até ao final do ano.

Para além de pesticidas, a Syngenta é especialista em sementes e produtos transgénicos.

A compra insere-se na estratégia de Pequim para garantir a segurança alimentar dos seus cerca de 1300 milhões de habitantes. A agricultura chinesa é pouco eficaz e com esta aquisição a ChemChina irá impor-se como um dos maiores produtores mundiais de pesticidas e produtos agroquímicos.