terça-feira, 8 de março de 2016

Cientistas africanos temem epidemia de fungo que já afeta bananas de Moçambique


Um fungo que mata a bananeira Cavendish e ameaça o comércio mundial de bananas já chegou a Moçambique, fazendo temer uma epidemia na África Subsaariana, segundo a página na Internet de informação científica para o desenvolvimento SciDev.Net.
Cientistas nos países em desenvolvimento procuram uma cura para este fungo, denominado Tropical Race 4, e que é a nova estirpe daquilo que se conhecia como Mal-do-Panamá.
Detetado nos anos 1990 na Malásia, o fungo escapou da Ásia em 2013 e em 2015 já tinha infetado plantações em Moçambique, assim como na Jordânia, Líbano e Paquistão.
Muitos cientistas temem que de Moçambique a doença se espalhe para o resto da África Subsaariana, lançando para a pobreza milhares de produtores de bananas.
"O impacto nas plantações afetadas é imenso, com perdas significativas de plantas e com a impossibilidade de erradicar o fungo dos solos afetados", disse Altus Viljoen, um especialista em doenças das plantas na Universidade Stellenbosch, na África do Sul.
A doença pode ser devastadora para os pequenos agricultores, que fornecem grande parte dos 17 milhões de toneladas de bananas Cavendish comercializados anualmente.
Na Indonésia e na Malásia, por exemplo, o fungo destruiu mais de 5.000 hectares de bananas Cavendish entre 1992 e 1993, disse Agustin Molina, que lidera a investigação sobre a doença na região Ásia-Pacífico para a organização científica internacional Bioversity International.
Apesar de todos os esforços, a Tropical Race 4 já chegou a Moçambique e outros países da África Oriental muito dependentes da exportação de bananas - como o Uganda - temem uma epidemia.
"Se nada for feito nos próximos dez anos, perder-se-ão milhares de milhões de dólares em colheitas", afirmou Enoch Kikulwe, cientista na sucursal ugandesa da Bioversity International.
Apesar da preocupação dos cientistas africanos, a maior ameaça é para a região da América Latina e Caraíbas, responsável por 25% da produção mundial de bananas e por 80% das exportações mundiais.
Já em 2014, a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) exortara os países, especialmente da América Latina, para reforçarem a prevenção deste fungo.
Segundo a FAO, a banana é a oitava cultura alimentar mais importante no mundo e o quarto alimento mais importante entre os países menos desenvolvidos, pelo que "a disseminação da doença da banana "poderia ter um impacto significativo sobre os produtores, comerciantes e famílias que dependem da indústria da banana", disse na altura Fazil Dusunceli, patologista de plantas da FAO.
A doença é transmitida pelo solo e o fungo pode permanecer ativo durante décadas, pelo que estando presente num campo não pode ser totalmente controlada pelas práticas e fungicidas (que destrói fungos) atualmente disponíveis.
Segundo a FAO, a melhor maneira de combater a doença é evitar a sua propagação, o que inclui evitar o movimento de materiais de plantas doentes e as partículas do solo contaminadas.
Segundo a Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, a exportação de bananas rende mais de 70 milhões de dólares (64,5 milhões de euros) anuais ao país.
Diário Digital com Lusa

Cientistas dizem que dejectos podem tornar-se em combustível para os nossos carros


Esqueça os híbridos, veículos eléctricos e carros movidos a hidrogénio. Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), Los Angeles, querem que os seus dejectos sejam usados para abastecer os carros do futuro.
Os EUA produzem um monte de esterco todos os anos: mais de mil milhões de toneladas. Todo este resíduo está a aumentar as emissões de gases com efeito estufa na atmosfera, segundo David Wernick, estudante da UCLA.
Por essa razão, ele e os seus colegas estão a tentar usar os dejectos para produzir novas formas de biocombustíveis. «Estamos a trabalhar com tudo, como restos de agricultura, resíduos da cidade como esgoto, vegetais, celulose e até dióxido carbono retirado da atmosfera», disse Wernick num vídeo sobre a sua pesquisa.
Quando se fala de combustíveis líquidos, o mercado é dominado por gasolina e gasóleo - todos componentes com hidrocarbonetos provenientes de petróleo bruto. E há uma importante razão para que isso aconteça; são baratos, abundantes (por enquanto) e altamente densos em energia. De modo geral, quanto maior for a densidade de energia do seu combustível, melhor será, pois significa que pode transportar e armazenar muito mais energia com o mesmo volume. Eles também têm altas taxas de eficiência energética.
Para constar, biocombustíveis, como o etanol derivado do milho, ainda não conseguem competir com os combustíveis fósseis líquidos.
Além disso, o etanol corrói tubulações de metal, e ainda não é compatível com a infraestrutura existente. Precisa de modificações especiais para fazer o seu carro aceitar esse tipo de combustível ou biocombustíveis similares.
Wernick e a equipa da UCLA acreditam que podem levar os biocombustíveis a um novo patamar. A ideia é modificar bactérias para serem mais eficientes na quebra de proteínas nos excrementos humanos, assim com outros dejectos ricos em proteína, como água obtida em estações de tratamento e todos os produtos do processo de fermentação do vinho, etanol e cerveja.
«A maioria desses organismos não consomem proteína para convertê-la num produto», explica Wernick. «Eles encontram proteína no ambiente e utilizam-na para crescer.» A sua bactéria modificada usará algumas proteínas para produzir biocombustível feito com excrementos - sem a necessidade de interferência de tecnologia automotiva: «Poderá colocar o combustível directamente no carro e funcionará.»

Ataque de lobos mata centenas de ovelhas e cabras em Vila Real

VIDEO

07.03.2016 às 14h134



Numa aldeia de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, quase meia centena de ovelhas e cabras foram ontem mortas e gravemente feridas. pelo que os produtores dizem ter sido um ataque de lobos. Algumas imagens podem impressionar as pessoas mais sensíveis.

GPP: SIAZ Sistema de Informação sobre o Azeite e a Azeitona de Mesa

SIAZ – GPP estima que a produção agrícola nacional de Azeitona de Mesa tenha atingido 18 mil toneladas na Campanha 2015-2016

SIAZ – GPP estima que a produção nacional de azeite ultrapasse as 92 mil toneladas (estimativas preliminares), na campanha 2015-16, um aumento superior a 30% relativamente à produção média das últimas 5 campanhas e superior a 50% em relação à produção da campanha anterior.

CNA: Concentração de agricultores 14 de Março 2016

_________________________________________________________________
CONCENTRAÇÃO  DE  AGRICULTORES  -- 14   MARÇO  -  2016  -  (11H 30)
FRENTE  À  DELEGAÇÃO  DA  DRAPNORTE -  SRª  DA  HORA  -  MATOSINHOS
COM  IDA  ATÉ  JUNTO  DE  DOIS  HIPERMERCADOS

C N A  -  APPLC  - E  OUTRAS  ORGANIZAÇÕES   DA  LAVOURA
JUNTAS  NA  DEFESA  DA  PRODUÇÃO  NACIONAL  DE  LEITE (E CARNE)
SALVEMOS  A  PRODUÇÃO  NACIONAL  E  O  NOSSO  TRABALHO !

A  CNA e a sua Filiada  APPLC, Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne, em conjunto com outras Organizações da Lavoura, vão realizar uma Concentração-Manifestação de Agricultores – em especial Produtores de Leite (e Carne) – na Segunda-Feira, 14 de Março – início às 11h30 – frente à Delegação da DRAPNorte, na Sra. da Hora, em Matosinhos.
Os Participantes vão depois parar junto a dois Hipermercados da zona para também aí assinalarem reclamações específicas perante as práticas comerciais abusivas que as grandes superfícies comerciais continuam a praticar e que têm contribuído para a grave crise que arrasa a Pecuária Nacional – Leite e Carne. É pois indispensável a regulação legislativa e a fiscalização da actividade dos Hipermercados. 
Oportunidade para também se reclamar ao Ministério da Agricultura e ao Governo:
-- A criação de condições para escoamento, a melhores preços à Produção, dos nossos Produtos Agro-Alimentares, a começar pelo Leite e Carne, para o que também terá que haver controlo severo das Importações (como está a fazer a Espanha desde há meses).  
-- Uma "retirada" à Produção – uma compra pública a preços compensadores – dos Vitelos e das Vacas já fora da Produção Leiteira.
-- A isenção temporária do pagamento das Contribuições Mensais para a Segurança Social e sem perda de direitos.
-- O reembolso de parte do consumo da Electricidade "Verde".
-- O aumento da Ajuda – ligada à Produção – à Vaca Leiteira.
-- O consumo prioritário da Produção Nacional nas Cantinas Públicas e o fomento dos Mercados de proximidade. 

NA  U E  IMPÕE-SE  A   REGULAÇÃO  PÚBLICA   DA  PRODUÇÃO  E  DO MERCADO ! 
AJUDAS  PARA  CONTINUAR  A  PRODUZIR  E  NÃO  PARA  DEIXAR  DE  PRODUZIR !
Entretanto, nesse mesmo dia 14 de Março, o Ministro da Agricultura estará em Bruxelas numa reunião do Conselho Agrícola (dos Ministros da PAC) em que de novo vai estar em discussão o tema do Leite e da Carne Suína.
O Leite e a Carne Suína são produções estratégicas para a soberania alimentar do País, para a economia nacional e para a nossa alimentação. 
Nesse contexto, a CNA e a APPLC reafirmam que – a nível da UE – o Ministério da Agricultura e o Governo devem lutar, e sem mais hesitações, para a retoma de mecanismos públicos de controlo da produção e dos mercados como as "quotas" leiteiras nacionais cujo fim determina, em grande parte, a actual crise. E também o aumento do preço à "Intervenção" (compra pública) de Leite / Lacticínios e de Carne.
É pois mais um grave erro estratégico admitir – como parece que admite o Ministro da Agricultura – a redução, com Ajudas Públicas, da Produção Nacional de Leite e Carne Suína e ainda que de "forma voluntária e temporária" como nos dizem 
com sofisma.
Aquilo que é necessário conseguir-se, são Ajudas de facto excepcionais para fazer frente a uma situação de excepcional gravidade. Mas para também assim apoiar e manter os Produtores Pecuários a produzir, para não deitar a perder os vultosos investimentos – públicos e privados – feitos neste sector e para se garantir qualidade alimentar à nossa População !

Coimbra, 7 de Março de 2016       
A Direcção da C N A

segunda-feira, 7 de março de 2016

Azeitonas, cenouras e iogurtes: A nova geração de rações animais


Produzido por Julián López Gómez

29/02 11:15 CET 

Leitões alimentados, em grande medida, com resíduos de azeitonas. É apenas um dos originais menus que resultam de um ambicioso projeto de investigação em nutrição animal.

Uma mistura de soja com cereais e restos de azeitonas provenientes da produção de azeite – é o prato do dia nesta suinicultura em Melle, na Bélgica. Na verdade, tudo isto faz parte de um estudo que pretende identificar os alimentos mais apropriados para reforçar a saúde dos animais. "Os níveis de crescimento são bons. E o volume de alimentos consumido por cada unidade é mais reduzido. Nas análises que temos feito ao aparelho digestivo e ao sistema imunitário dos animais, está tudo ótimo", salienta o microbiólogo Geert Bruggeman.

Normalmente, os resíduos alimentares utilizados na comida para animais têm de passar por um processo de secagem de forma a garantir um período de validade aceitável. O projeto europeu Noshan desenvolveu um sistema curiosamente à base de água para secar legumes como cenouras ou subprodutos do iogurte.

Bart Van Droogenbroeck, bioengenheiro do centro ILVO-Food Pilot, explica-nos o método: "Os resíduos passam num tapete por cima de água quente. O calor gerado seca-os, mas deixando alguma humidade. Leva de três a cinco minutos, é mais rápido do que os outros sistemas. O calor vai evaporar a água que se encontra dentro do alimento e que é responsável pela sua deterioração."


Segundo Karen Verstraete, especialista do mesmo centro, "durante a secagem, os alimentos são mantidos relativamente frios. Assim conservam as vitaminas, as cores, os nutrientes, os antioxidantes, o sabor. Esses elementos estão todos presentes no produto final, mas de forma concentrada."

Anualmente produzem-se cerca de 100 milhões de toneladas de resíduos alimentares na União Europeia. Os investigadores têm, portanto, matéria-prima mais do que suficiente para procurar os elementos mais ricos em péptidos, antioxidantes ou oligossacaradíeos que garantam aos animais uma saúde melhor. Esta nova geração de produtos tem sido administrada a aves e suínos.

"Pretendemos estudar melhor os resíduos que não costumam ser muito valorizados, como as cascas de cebola. Vamos analisar, ao detalhe, os componentes mais ativos e os que produzem mais consequências biológicas sobre os animais. A partir daí, podemos adaptar melhor o processo à medida de cada contexto", diz-nos a cientista Kathy Elst.

Montse Jorba Rafart, coordenadora do projeto Noshan, afirma que já foi elaborado "um catálogo de 42 produtos à base de resíduos alimentares que são produzidos na Europa. Esses resíduos foram categorizados de acordo com vários critérios: a nível químico, físico, microbiológico, e da segurança. Tudo isto para identificar quais são os elementos mais pertinentes para as rações animais."

Estes produtos deverão ser comercializados dentro de dois a três anos.

Copyright © European Commission 2016 / euronews 2016

Preços pagos à produção provocam «momento dramático» na agricultura


Mar 01, 2016Notícias01
João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), esteve presente na Frutalvor, durante a apresentação dos novos prémios do Clube de Produtores do Continente, e demonstrou a sua preocupação pelo «desequilíbrio» entre os custos de produção e os preços pagos aos produtores.

Para o responsável da CAP, vivem-se «momentos dramáticos», pelo que os preços dos factores de produção como a água e a energia «não podem continuar a aumentar». «Não é possível termos custos de produção cada vez maiores e preços ao consumidor cada vez menores», declarou.

Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural
O ministro da Agricultura durante a sua intervenção.

Também presente no evento, Luís Capoulas Santos, ministro da Agricultura, declarou que «a produção, a agro-indústria, a organização dos produtores e mesmo a distribuição são muito diferentes hoje do que eram há vinte anos atrás» e lamentou que «nestas duas décadas, o preço pago aos produtores não tenha acompanhado esta evolução».

Capoulas Santos assegurou que «sempre estarei disponível para ser um ponto de intermediação e facilitação do diálogo para que a justa distribuição da cadeia de valores possa ser tão equilibrada como todos gostaríamos».

Mértola reflete sobre Figo-da-Índia



 06 Março 2016, domingo  Pequenos Frutos
A 10 de março de 2016 tem lugar no Centro de Acolhimento da Amendoeira da Serra, em Mértola, um evento que irá debater o projeto "Cooperação para a Inovação no Figo-da-Índia: fruto desidratado". 
figo da india
Organizado pelo Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos  (CEVRM), a iniciativa irá debater o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020), O projeto "Cooperação para a Inovação no Figo-da-Índia: fruto desidratado", "Transformação do Figo-da-Índia com aplicação de métodos de desidradatação, "Caracterização físico-química, nutricional, sensorial e microbiológica de novos produtos alimentares à base de figo-da-índia desidratado".
A par destes temas serão ainda dados a conhecer alguns exemplos práticos como um "Pomar experimental de plantas-mãe de figueira-da-índia.
Será ainda apresentado o livro "A cultura da Figueira-da-índia e a valorização agro-industrial do fruto".
No evento participam Manuela Oliveira, António Passarinho, Maria Elvira Ferreira, Inocêncio Seita Coelho, Margarida Lobo Sapata, Armando Ferreira e Luís Andrada (INIAV).
A inscrição é gratuita mas obrigatória e pode ser efetuada através dos seguintes contactos:
Telefone:967758886
E-mail: técnico@cevrm.pt 

Museu do Vinho Verde não será "uma mera exposição"

04 DE MARÇO DE 2016

É inaugurado esta sexta-feira, em Ponte de Lima, o Museu do Vinho Verde. A Comissão de Viticultura quer que seja uma estrutura viva, "um espaço de provas e experiências relacionadas com o Vinho Verde".

O presidente da Comissão de Viticultura da região dos vinhos verdes assegura que o novo museu não será apenas um local onde se poderão visitar exposições e conhecer a história deste vinho.

O jornalista Joaquim Ferreira ouviu o presidente da Comissão de Viticultura da região dos vinhos verdes sobre o novo museu.
Manuel Pinheiro promete que "todos os dias o visitante encontrará provas livres, cursos de prova, caminhadas pelas vinhas. Uma série de iniciativas que o levarão a conhecer o vinho verde e não apenas uma exposição extática".

A região demarcada do vinho verde estende-se pelo noroeste português, na região conhecida com Entre-Douro-e-Minho e tem nove sub-regiões.

Manuel Pinheiro defende que há boas razões para que o museu tenha sido criado em Ponte de Lima. "Esta zona do vale do Lima, que vai quase até Viana, é muito importante sobretudo pela produção do Loureiro que é uma das castas mais populares e que produz melhores vinhos. Produz bons vinhos há séculos".

Em termos económicos o vinho verde tem conquistado relevância, tanto no mercado externo como no mercado interno. Manuel Pinheiro diz que a região se "tem reinventado para produzir melhores vinhos em todos os anos. Hoje é muito conhecido no mercado nacional e nos mercados externos. 2015 foi o ano recorde de exportações". No ano passado as exportações atingiram 40 milhões de euros e chegaram a 104 mercados.

O museu que representa esta cultura resulta de uma parceria entre a Câmara de Ponte de Lima e a Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes que investiu no projeto perto de 500 mil euros.

ASAE apreende vinho e mercadoria avaliados em mais de 90 mil euros


A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 75 mil litros de vinho e abriu dois processos-crime por fraude sobre mercadoria.
Em ações desencadeadas esta semana, a ASAE apreendeu mercadoria de valor superior a 90 mil euros.
Segundo um comunicado desta autoridade hoje divulgado, esta semana, a Unidade Regional do Sul da ASAE apreendeu 30 mil litros de vinho, tinto e branco.
"A ação decorreu em três operadores económicos, produtor, armazenista e embalador, nos distritos de Lisboa e Leiria, onde se verificou o enchimento de vinho de mistura da UE (União Europeia) em embalagens Bag in Box de capacidade de 5 l [litros], que estavam a ser introduzidos no circuito comercial, com a designação de 'Vinho de Portugal'. Foi ainda instaurado um processo de contraordenação por falta de identificação dos produtos vitivinícolas e deficiente rastreabilidade", lê-se no comunicado da ASAE.
Numa outra ação de fiscalização, levada a cabo também esta semana pela Unidade Regional do Centro, nos concelhos de Coimbra, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, e que teve como alvo três armazenistas de vinhos, a ASAE instaurou "três processos de contraordenação por irregularidades na rotulagem, designadamente por inexatidão de indicações legalmente obrigatórias e por falta de inscrição obrigatória para o exercício da atividade".
"Como resultado desta intervenção, foram apreendidos mais de 43.000 litros de vinho (branco, tinto e aromatizado), 1.093 litros de aguardente, 1.200 litros de vinho espumante, e ainda 5.200 rótulos", precisa o comunicado da ASAE.
Diário Digital com Lusa

Nunca vendemos tanto vinho tão caro como em 2015



MARIA JOÃO GALA / GLOBAL IMAGENS
PUB

Portugal exportou mais de 737 milhões de euros de vinho, o valor mais alto de sempre. Setor dos espumantes é o mais rentável

Portugal está a exportar menos vinho, mas está a vendê-lo mais caro. Pelo sexto ano consecutivo, as exportações portuguesas de vinho cresceram em valor. E em 2015 novo máximo histórico foi atingido com 737,3 milhões de euros vendidos aos mercados internacionais. O preço médio é de 2,63 euros, o mais elevado de sempre. Cada litro foi vendido, em média, 2,8% acima de 2014.

Os dados são do Instituto da Vinha e do Vinho, cujo presidente considera os números "muito positivos", sobretudo atendendo à performance do mercado angolano. "É o principal destino extracomunitário dos vinhos portugueses e caiu no ano passado quase 24%", frisa Frederico Falcão, que destaca o crescimento sustentado do valor dos vinhos portugueses no mundo nos últimos seis anos.

De facto, desde 2010, Portugal aumentou em mais de 20% as suas exportações de vinho, o correspondente a mais 123 milhões de euros arrecadados em seis anos. Já no que ao preço médio diz respeito, o crescimento contínuo data apenas de 2011, mas desde então aumentou 23,4%. Em 2014, Portugal tinha o quarto maior preço médio de exportação, só ultrapassado pela França, pela Nova Zelândia e pelos Estados Unidos.

Os maiores contributos para esta evolução advêm dos espumantes, cujo preço médio é já de 8,25 euros por litro, uma valorização de quase três vezes mais face a 2011. O vinho da Madeira é o segundo no ranking dos mais bem pagos, com um preço médio de 6,31 euros por litro (um crescimento de 26,5% nos últimos cinco anos). Já o vinho do Porto, que ocupa a terceira posição, só se valorizou 11% e está nos 4,69 euros.

Em termos de mercados de destino, saiba que o Reino Unido, com 4,02 euros de preço médio, os Estados Unidos e o Canadá, ambos com quatro euros por litro, e Espanha, com 3,87 euros, são os países que mais caro estão dispostos a pagar o vinho português.

E a que se deve a redução das exportações em volume? Essencialmente a uma quebra de vendas no vinho sem origem, engarrafado e a granel. No total, venderam-se menos 62 272 hectolitros deste vinho, habitualmente designado por corrente e, como tal, de preço baixo. O maior crescimento, em volume, coube ao segmento do vinho da Madeira, mais 9,1%, e do vinho com indicação geográfica, que cresceu 4%.

E quanto a 2016, o que se perspetiva para o setor do vinho? "O nosso intuito é, claramente, continuar a crescer todos os anos e temos fortes esperanças de que isso se verifique novamente em 2016", sublinha o presidente do IVV. Frederico Falcão reconhece as debilidades do mercado angolano, bem como do brasileiro, mas acredita que será possível ultrapassar essas limitações.

"É natural que as exportações para Angola venham a cair ainda um pouco mais, mas esperemos que o mercado comece a estabilizar. De qualquer forma, temos imensos destinos novos a crescer muito, como os casos da China e da Polónia, que poderão ajudar a suprir essas debilidades. Sem falar, claro, de mercados estratégicos para Portugal, como os Estados Unidos e o Canadá, que estão, também, a crescer muito [16,3% e 14,6% respetivamente]", frisa este responsável.

domingo, 6 de março de 2016

“Doença da Murchidão do Pinheiro na Europa" em livro



 06 Março 2016, domingo  Agroflorestal

"Doença da Murchidão do Pinheiro na Europa – Interações e Gestão Integrada" é título do livro recentemente publicado pela Federação Nacional das Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) e coordenado por Edmundo Sousa (INIAV – Instituto de Investigação Agrária e Veterinária), Fernando Vale (FNAPF) e por Isabel Abrantes (IMAR – CMA, Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra). 
pinheiro
Esta obra é editada em duas línguas, português e inglês, e acompanhada por um Guia de Campo e um filme.
O livro divide-se em sete capítulos, ao longo dos quais é feita uma abordagem diversa e complementar da doença, nomeadamente, a história da Doença da Murchidão do Pinheiro, a relação entre o nemátode e a planta, entre o nemátode e o seu vetor, entre o vetor e a planta, o trinómio Bactéria- Nemátode- Planta, a análise da relação entre os factores abióticos/bióticos - planta e, por último, a gestão Integrada da Doença da Murchidão do Pinheiro.
O livro foi apresentado a 19 de fevereiro, no Buçaco, por Francisco Castro Rego com a presença de Amândio Torres, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.
Na intervenção de abertura da sessão, o presidente da FNAPF, José Vasco de Campos aludiu à necessidade de se pensar numa «estratégia de convívio com a doença e travar a sua evolução» sendo para isso necessária uma adequada gestão integrada do pinhal de modo a impedir o alastramento da doença, que é ainda considerada um problema fitossanitário grave. 
Francisco Castro Rego considerou que «é fundamental agrupar conhecimento, mas que seja divulgado e transferido para a prática, essa é a grande virtude deste livro».
«Não basta criar conhecimento, é preciso divulgá-lo e utilizá-lo», enfatizou Castro Rego. 
«A dimensão científica, a procura de conhecimento sobre o nemátode, vetor e planta é importante, mas a sua percepção pelos políticos, pelo público e a sua transformação em acção, este interface, é de grande complexidade. Nem sempre aquilo que a ciência faz é ouvido pelo poder político e passado à ação», disse ainda Castro Rego.
Por sua vez, o Secretário de Estado das Florestas apontou a falta de gestão ativa na floresta como um dos principais fatores que favoreceram o avanço da doença, razão que explica o facto de nas matas nacionais o avanço da doença ter ficado aquém das matas privadas. «Estamos destinados a conviver com a doença, temos que passar à gestão activa», acrescentou Amândio Torres.
A necessidade de caminhar para sistemas de gestão mais adequados, como por exemplo sociedades de gestão florestal a constituir a partir das ZIF – Zonas de Intervenção Florestal e a criação de modelos de gestão técnica para as áreas comunitárias, foram a principal mensagem do Secretário de Estado nesta sessão.

Mês de Fevereiro chuvoso, com valores médios de precipitação mais altos desde 2000 a

 04-03-2016 

 
O mês de Fevereiro foi chuvoso, tendo o valor médio da quantidade de precipitação sido o mais alto desde o ano 2000, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera  

De acordo com o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), publicado esta sexta-feira na sua página da Internet, o valor médio da quantidade de precipitação, 150.0 milímetros, foi superior ao valor médio, de 150 por cento, sendo o terceiro valor mais alto desde 2000.

O instituto salienta que nos primeiros 15 dias do mês de Fevereiro, os valores da quantidade de precipitação excederam o correspondente valor médio mensal em algumas estações do norte e do centro.

O IPMA destacou também que, entre 07 e 15 de Fevereiro, houve chuva diária persistente, com valores acumulados acima dos 300 milímetros em alguns locais das regiões noroeste e do centro, superiores a 400 mm na Serra da Peneda-Gerês e na Serra da Estrela.

Segundo o organismo, no dia 14 de Fevereiro registou-se ocorrência de vento forte: maiores valores de rajada de 118,8 quilómetros/hora e de 116,6 km/hora, respectivamente no Porto e no Cabo Carvoeiro, em Peniche.

O IPMA fez também referência para os últimos dias do mês, entre 26 e 28, que registaram temperaturas «bastante abaixo do normal», tendo ocorrido chuva forte, vento muito forte, granizo, trovoada e queda de neve.

«Nos dias 26 e 27 de Fevereiro verificou-se queda de neve nas regiões do norte e centro, em alguns locais a cotas de 600 metros, no dia 26, e 300 metros no dia 27».

Neste último dia ocorreu também neve nas regiões mais a sul, nomeadamente nas Serras de Aire, Candeeiros, Montejunto, São Mamede e Monchique, adianta o instituto.

Fonte: Diáriodigital

Copa-Cogeca destaca medidas para terminar com crise na agricultura e pede à UE que actue

04-03-2016 
 
 
No âmbito da reunião entre os eurodeputados e o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, na próxima segunda-feira, o Copa e a Cogeca destacam as medidas necessárias para ajudar a colocar um fim à crise da agricultura europeia e pede à União Europeia que actue.

O secretério-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, alertou para «os protestos por toda a Europa. Muitos produtores devem cessar as suas actividades devido a graves problemas de liquidez, com preços de mercado que não cobrem os custos das matérias-primas. Perderam o seu principal mercado de exportação, a Rússia, um valor de 5,1 milhões e euros, como consequência da política internacional. Os preços das matérias-primas estão a fugir do controlo, em particular os custos dos fertilizantes, e o colapso nos preços do petróleo afecta gravemente os preços dos produtos básicos».

Dando destaque às medidas, Pesonen disse que «em resposta a esta crise sem precedentes», querem conseguir a reabertura do mercado russo, agilizar as negociações com o Japão, intensificar as medidas de promoção e utilizar os seguros de créditos de exportação. Tendo em conta os escassos instrumentos que nos deixam, é necessário reforçar as medidas utilizadas para gerir o mercado, incluindo um aumento temporário do preço de intervenção do leite da União Europeia (UE) e ampliar o regime de ajuda ao armazenamento privado para os produtos de carne de porco e lacticínios».

As ferramentas de mercado para as frutas e hortícolas têm de ser avaliadas como o preço mínimo de entrada de importações de tomate para a UE. Deve combater-se as práticas comerciais desleais ao longo da cadeia alimentar para que os agricultores consigam melhores preços pelos seus produtos e não sejam tratados injustamente pela distribuição. O preço das matérias-primas pode diminuir ao retirar os direitos de importação, em particular para os fertilizantes, como mostra uma nova informação publicada esta semana.

É necessário aliviar a dívida, empréstimos para investimentos por parte do Banco Europeu de Investimento (BEI), ajudas estatais e um ajuste do tecto do auxílio de mínimos Por outro lado, os Estados-membros também devem utilizar plenamente as ferramentas que colocam à sua disposição a política de desenvolvimento rural da UE e os regimes nacionais para ajudar os agricultores a gerirem melhor o risco.

Na próxima segunda-feira o Copa e a Cogeca reúnem, em Estrasburgo, cok os eurodeputados e o comissário Phil Hogan, onde vão apresentar as suas exigências. As organizações entendem que a Comissão analise a possibilidade de introduzir os seguros de créditos de exportação e de liberalizar em pleno o mercado dos fertilizantes.

Solicitam aos eurodeputados, a Phil Hogan e aos ministros da Agricultura para enfrentarem directamente a crise e garantirem aos agricultores um futuro viável, capaz de responder à crescente procura e resolver o problema da fome e da desnutrição. Pelo que vão intensificar a pressão até à próxima reunião dos ministros, que terá lugar a 14 de Março.

Fonte: Copa-Cogeca

Índice de preços dos alimentos da FAO estável

04-03-2016 
 
O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação manteve-se estável em Fevereiro. A compensar, a queda de preços do açúcar e os lacticínios e uma forte subida dos preços dos óleos vegetais em relação ao mês anterior.

Com uma média mensal de 150,2 pontos, o índice de preços da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) manteve-se praticamente sem alterações frente ao valor revisto de 150,0 pontos de Janeiro, com uma descida de 14,5 por cento em relação a Fevereiro de 2015.

A FAO também publicou o seu primeiro prognóstico para a colheita mundial de trigo em 2016, com uma porjecção de 723 milhões de toneladas de produção total, cerca de menos de 10 milhões de toneladas que a produção recorde do ano passado.

O índice de preços dos alimentos da FAO é um índice ponderado em base das trocas comerciais que faz o seguimento dos preços internacionais de cinco principais grupos de produtos básicos alimentares, como os cereais, óleos vegetais, lacticínios, carne e açúcar.

Rompendo a tendência geral estável de Fevereiro, deu-se um forte aumento do índice de preços de óleos vegetais da FAO, que subiu 8,0 por cento em relação ao mês anterior. Esta alta foi impulsionada por um aumento de 13 por cento no óleo de palma, que subiu depois das notícias de uma queda de inventários e más perspectivas de produção num futuro próximo. Como resultado, os preços do óleo de soja foram reforçados.

Assim, o comportamento de outros produtos básicos compensou significativamente esse aumento. O índice de preços do açúcar da FAO diminuiu 6,2 por cento frente a Janeiro, impulsionado pelas abundantes reservas mundiais e melhores condições das culturas no Brasil, o maior produtor e exportador do mundo.

O índice e preços dos lacticínios da FAO caiu 2,1 por cento em Fevereiro devido à débil procura de importações, em especial, por parte da China. Os preços dos principais cereais do mundo mantiveram-se em geral estáveis. O índice da FAO desceu apenas cerca de meio ponto percentual em relação ao mês anterior, mas estava 13,7 por cento abaixo de um ano antes. Os preços do trigo caíram 1,5 por cento e do milho apenas ligeiramente, enquanto os preços do arroz passaram por um modesto aumento.

Entretanto, o +índice de preços da carne da FAO aumentou ligeiramente, impulsionado por limitações da oferta de carne e bovino da Austrália e dos Estados Unidos, assim como as ajudas ao armazenamento privado de carne de porco na União Europeia. Os preços das aves domésticas desceram, devido aos menores custos com rações.

Fonte: Agrodigital

Investimento no Alqueva «valeu a pena», sublinha Passos



O líder do PSD considerou hoje que o investimento no Alqueva «valeu a pena» e «mudou radicalmente» a paisagem do Alentejo, onde há «potencial de crescimento», mas é preciso criar um clima de confiança que permita outros investimentos.


   
"Houve um investimento importante que se realizou com o Alqueva, que mudou radicalmente a paisagem alentejana, facto que se vem confirmando a cada ano e sobretudo nos últimos anos", disse Pedro Passos Coelho.
Segundo o também antigo primeiro-ministro, que falava aos jornalistas após ter visitado uma barragem do projeto e uma exploração agrícola de produção de morangos no concelho de Beja, no âmbito da sua recandidatura à liderança do PSD, "valeu a pena ter feito realmente um esforço muito grande de investimento primário em toda a área do Alqueva".
"Tenho a certeza de que há aqui [na área de influência do Alqueva, no Alentejo], agora, um potencial de crescimento muito grande", mas "é preciso que haja uma aposta, nacional também, em criar boas condições" para que outros investimentos se possam concretizar, "porque sempre que há um investidor há risco", afirmou.
No entanto, sublinhou, "nem todos os riscos podem ser corridos e é preciso que o contexto geral gere a confiança suficiente para quem quer assumir alguns riscos possa realmente investir e andar para a frente".
"É preciso que, de um modo geral, as autoridades no país possam, junto dos investidores, criar um clima de confiança que permita que estes investimentos venham a acontecer", defendeu.
Segundo Pedro Passos Coelho, pelo menos no Alentejo, "durante muito tempo havia terra, mas não havia água, agora há as duas coisas, água e terra, e isso permitirá que muitas ideias, muitos projetos possam sair das gavetas, das intenções e passem à prática", disse.
"Isso será decisivo para mudar o panorama de produção nacional, continuar a aumentar o potencial exportador do país e, em particular, numa área tão dinâmica" como a agricultura.
No caso da agricultura, "há uma parte importante" que está relacionada com o novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020, que "é importante que comece também a desenvolver-se mais rapidamente", disse.
"Havia, pelo menos, a expetativa criada pelo Governo de que seria assim, que agora as coisas andariam mais depressa, os instrumentos estavam lá todos, os regulamentos aprovados, agora é importante começar a por no terreno as decisões relativas aos projetos que foram candidatados para que as coisas possam avançar", defendeu.
Pedro Passos Coelho considerou "importante que tivéssemos tido nos últimos anos, ao nível da agricultura, os fundos europeus com pleno aproveitamento", referindo que o anterior Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) 2007-2013 "teve uma execução absoluta, o que foi muitíssimo bom".
"É preciso agora que haja continuidade neste processo e, uma vez que já temos as condições de base, é importante tirar partido delas. Agora é preciso que as coisas tenham sequência e que haja na parte de apreciação e de decisão mais rapidez para que as coisas possam funcionar como todos desejamos", defendeu.
Dinheiro Digital com Lusa

Governo quer garantir autenticidade do queijo certificado da Serra da Estrela


O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, disse hoje que o Governo "tudo fará" para assegurar a autenticidade do queijo certificado da Serra da Estrela.

"Quando se confunde gato por lebre, todos são tratados como gato", afirmou Capoulas Santos, ao intervir na cerimónia de abertura da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.
A pureza do queijo Serra da Estrela com denominação de origem protegida (DOP) constitui "um testemunho de homenagem para aqueles que conseguem produzir algo que é único no mundo", salientou.
Neste contexto, o ministro da Agricultura disse que o Governo vai apostar na "simplificação do processo" de instalação e legalização das "pequenas queijarias".
Ao assinalar os 100 dias do executivo liderado por António Costa, com apoio parlamentar dos partidos da esquerda (PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes), Luís Capoulas Santos frisou que o Governo "pretende reconciliar o país consigo próprio", além de procurar "dar estabilidade" aos portugueses.
O Presidente da República eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, também vai participar esta tarde no programa da 25ª Festa do Queijo da Serra da Estrela, estando prevista a sua intervenção nos Paços do Concelho de Oliveira do Hospital.
Dinheiro Digital com Lusa

Primeiro-ministro promete continuar valorização do vinho do Porto



 05 Março 2016, sábado  Viticultura
O primeiro-ministro, António Costa, assinalou esta sexta-feira a «importância» que o vinho do Porto tem para o Governo e para a economia nacional, comprometendo-se a continuar a «valorizá-lo como grande produto bandeira» do país.
vinho
«Tem que haver um trabalho conjunto, dos diferentes setores económicos desta fileira, porque só assim nós faremos aquilo que o vinho do Porto merece que façamos que é continuar a valorizá-lo como grande produto bandeira do nosso país», afirmou o primeiro-ministro na cerimónia de tomada de posso dos novos corpos gerentes da AEVP - Associação das Empresas de Vinho do Porto.
Para o governante, «o vinho do Porto tem uma importância muito grande para o país enquanto representante da qualidade do que o país sabe produzir». 
«O vinho do Porto não é só importante na atividade vinícola. A paisagem que o homem construiu no vale do Douro, e que hoje é património da humanidade, tem tido uma importância extraordinária no desenvolvimento de outra área de atividade da maior importância para o país que é o turismo», acrescentou. 
Costa defendeu por isso ser «importante que haja um grande trabalho de estabilização e valorização de toda esta fileira» quer do ponto de vista da produção agrícola, quer da produção vinícola, da valorização turística de toda a região e «de todo o potencial que oferece para o país». 
«Temos o dever de simplesmente honrar, dando o nosso contributo na nossa geração, para preservar esse bem maior que é o vinho do Porto», frisou, sublinhando a «importância que para o Governo, para o estado português, o vinho do Porto e as atividades das empresas de vinho do Porto têm para a economia nacional». 
Durante a tomada de posse, o presidente da AEVP António Saraiva criticou o que chamou de dupla tributação de um setor que, para além dos normais impostos, paga ao Instituto do Vinho do Douro e do Porto (IVDP) uma taxa de comercialização por cada garrafa que, defendeu, deveria ser utilizada para a dinamização do setor. 
«O Douro e as suas gentes não poderão sobreviver mais tempo se não invertermos a queda de vendas com investimento maciço», defendeu António Saraiva. 
Em resposta, e antes de brindar à AEVP, António Costa afirmou: «estou certo que o ministro da Agricultura e o secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação saberão assumir esse desafio que aqui nos foi deixado com a devida galhardia», respondeu António Costa.
Fonte: Lusa

Adubos: barreiras alfandegárias prejudicam agricultores



 05 Março 2016, sábado 

Um estudo, feito ao nível europeu sobre o mercado dos adubos, veio revelar que a existência de barreiras alfandegárias à sua importação custa aos produtores qualquer coisa como mil milhões de euros.

Outro aspeto importante é a existência de um reduzido número de operadores (7 controlam 93% do mercado), o que leva a levantar algumas suspeitas sobre alguma cartelização do mercado.

Calcula-se que o levantamento das barreiras alfandegárias possa representar uma diminuição de 5% no custo dos adubos, o que é bastante importante para o setor numa altura de crise.
A evolução de preços na Europa, nos últimos 30 anos, está em contra ciclo com o que se passa em países como o Brasil, que registaram uma descida sensível de preços, enquanto, na Europa, o aumento foi de 123%.
Neste momento, os agricultores da Rússia e da Ucrânia têm acesso a adubos a preços muito mais baixos que os agricultores europeus.
Este estudo levou a que os agricultores irlandeses exigissem ao Comissário Phil Hogan, seu conterrâneo, medidas urgentes para resolver este problema.
Fonte: Agroinfo

Governo dos Açores pretende retirar 200 produtores do sector leiteiro


LUSA | 05 Março 2016, 15:53
Governo dos Açores pretende retirar 200 produtores do sector leiteiroREUTERS


O secretário regional da Agricultura e Ambiente dos Açores anunciou hoje que o próximo Conselho do Governo vai apreciar um programa de reestruturação do sector leiteiro que se estima venha a retirar da actividade 200 produtores.
Luís Neto Viveiros, que falava na sessão de abertura das jornadas agrícolas da Praia da Vitória, na ilha Terceira, referiu que a iniciativa, desenhada em parceria com a Federação Agrícola dos Açores, prevê uma compensação financeira aos produtores de leite de vaca da região que se comprometam a abandonar a produção de leite.

"Estimamos permitir a saída da actividade, de forma digna, a cerca de 200 empresários agrícolas, concorrendo, em simultâneo, para o redimensionamento das explorações, para o seu emparcelamento e para a continuidade do rejuvenescimento do tecido empresarial agrícola", declarou o governante.

O titular da pasta da Agricultura prevê que no caso específico da Terceira a medida permita retirar 60 produtores, que totalizam no seu conjunto, cerca de seis milhões de litros de leite.

O secretário regional explicou que produtores poderão reconverter as suas explorações para outras actividades, contribuindo-se assim, para atenuar os impactos negativos com que a ilha se confronta face às limitações de produção impostas pela indústria.

Luís Neto Viveiros revelou ainda que, também no próximo Conselho de Governo, será analisada a terceira proposta do Sistema de Apoio Financeiro à Agricultura da Região Autónoma dos Açores (SAFIAGRI III), que também foi desenhada em cooperação com a Federação Agrícola dos Açores e terá um volume de empréstimos de cerca de 80 milhões de euros.

"Assim, os agricultores açorianos vão poder contar com um programa de apoio ao financiamento das explorações agrícolas, que prevê a comparticipação pública em 30% dos encargos financeiros bancários associados a empréstimos contraídos para a realização de investimentos. Atenuaremos, assim, os encargos mensais das explorações agrícolas, especialmente das agro-pecuárias, numa altura em que os rendimentos baixaram", afirmou Luís Neto Viveiros.

O membro do executivo açoriano deixou a mensagem que o preço do leite ao produtor "não pode continuar a descer e, para isso, é preciso que este problema, que é um problema europeu, tenha uma solução europeia".

"Afirmei-o e reafirmo: o sector preparou-se nos Açores para a liberalização num cenário de normal funcionamento dos mercados, mas ninguém, em toda a Europa, estava preparado para esta 'tempestade perfeita' criada por uma conjugação de acontecimentos inesperados. Além de que liberalização não pode, no nosso entender, ser sinónimo de desregulação", disse.

Luís Neto Viveiros vai participar a 14 de Março, em Bruxelas, no Conselho de Ministros Europeus da Agricultura, a convite do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, o que revela, na sua leitura, um "respeito pela autonomia e pela importância da fileira do leite" nos Açores.

Reguengos de Monsaraz: " Capital dos Vinhos de Portugal" na BTL

02-03-2016 

 
Reguengos de Monsaraz vai aproveitar a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a decorrer até domingo, para promover o turismo, a vitivinicultura e a sua nova imagem de marketing promocional, como "Capital dos Vinhos de Portugal".
 
Segundo divulgou a câmara, o concelho vai ter um stand duplo, integrado no espaço promocional da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
 
«Um dos stands da autarquia vai promover o turismo na região, enquanto o outro vai divulgar os produtores de vinho do concelho e a nova imagem de Reguengos de Monsaraz, Capital dos Vinhos de Portugal», realçou o município.  
 
Fonte: Lusa

AMPV propõe criação de rede de aldeias vinhateiras

29-02-2016 
 

 
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho propôs aos seus associados a criação de uma rede das aldeias vinhateiras, que visa a promoção e valorização socioeconómica das aldeias que têm no vinho o seu elemento diferenciador.

«Entendemos que é importante promover a nível nacional uma rede de aldeias vinhateiras, baseando-nos numa experiência que foi feita no Douro, com seis aldeias vinhateiras. Esta rede terá muito a acrescentar em termos de oferta futura de enoturismo», sustentou o secretário-geral da AMPV.

No final de uma reunião da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV,) que decorreu ao longo da tarde em Nelas, José Arruda disse à Lusa que gostaria que ficassem identificadas até Junho as aldeias que irão integrar esta rede.

«Numa primeira fase teremos ainda de decidir que modelo iremos seguir, dando início a uma associação de raiz ou criando uma rede nacional assente na experiência da rede das aldeias vinhateiras do Douro, que se iniciou em 2010 e constituiu-se em associação em 2013. O ideal seria pegar neste modelo que há no Douro e transformá-lo num modelo nacional», acrescentou.

O secretário-geral da AMPV está convencido de que a associação das aldeias vinhateiras do Douro, à qual pertencem Salzedas, Ucanha, Favaios, Barcos, Trevões e Provesende,  irá aceitar o desafio de integrar uma rede nacional. «Vamos trabalhar nisso e, no dia 21 de Março, vamos ter uma assembleia geral da AMPV para aprovar o modelo a seguir», referiu.

No seu entender, este projecto tem todas as condições de vingar e de ser um sucesso, já que nas visitas que vão fazendo pelo país percebem que «em todos os municípios há pequenos núcleos urbanos e sobretudo rurais onde o tema do vinho tem um papel muito importante, a nível económico, cultural ou social e que está a ser mal explorado».

«Há uma procura enorme por parte dos turistas no sentido de conhecerem o que é nosso, a nossa cultura, tradição e paisagens. Através de uma rede a este nível, conseguimos ter em todo o país ofertas muito diferentes, mas todas ligadas entre si pelo vinho e cultura do vinho», sustentou.

José Arruda revelou ainda que com esta rede pretendem criar um projecto nacional integrado e estruturado, que possa «sustentar a elaboração de candidaturas para captação de financiamento para requalificar e dinamizar esses territórios».

«Já tivemos oportunidade de estar com o senhor secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, já pusemos esta proposta em cima da mesa e a disponibilidade dele é de poder apoiar uma candidatura ao nível desta rede. Isso para nós é fundamental e vem dar a garantia de que podemos fazer um trabalho no âmbito destas aldeias ou envolvendo as freguesias» sublinhou.

O responsável da AMPV apontou ainda que actualmente conta com mais de 80 associados e que, nas reuniões que foram sendo feitas pelo país, em todos os municípios têm sido indicadas aldeias vinhateiras, não só no continente, como na Madeira e nos Açores.

«Não temos um número de quantas aldeias poderão integrar esta rede, mas, como temos 80 municípios associados, serão mais de 100 ou até 200», concluiu.

Fonte: Lusa

Portugal espera uma das produções de azeite mais altas dos últimos 75 anos

02-03-2016 

 
A produção de azeite prevista em Portugal é de 765 ml toneladas, o terceiro maior resultado dos últimos 75 anos, segundo os dados a 31 de Janeiro do Instituto Nacional de Estatística.



Estre resultado é 75 por cento superior ao de 2014, quando a produção atingiu apenas 438 mil toneladas. Este aumento não foi homogéneo em toda a superfície. A escassez de chuva dificultou a produção tradicional de sequeiro, com grande peso no interior Norte e Centro. Pelo contrário, no Sul, onde predomina o olival intensivo em regadio, a produção foi muito boa.

Nos últimos anos, o olival em Portugal passou por uma importante reestruturação, sobretudo na região do Alentejo, onde nos últimos 10 anos cresceu muito a superfície desta cultura, em mais de 13 mil hectares, com plantações de variedades muito produtivas e com instalação de irrigação.

Fonte: Agrodigital

Alheira de Mirandela na lista IGP comunitária

Março 04
14:09
2016

Mais dois produtos foram incluídos na lista de produtos de alta qualidade europeia, passando a poder utilizar o título de Indicação Geográfica Protegida (IGP).

Trata-se do Jambon d'Auvergne, que é um presunto produzido nos departamentos franceses de Cantal, da Haute-Loire, do Puy-de-Dôme, de l'Allier , de la Corrèze e du  Lot.

O outro produto é português, é a famosa Alheira de Mirandela, que, como todos sabem, é um enchido tradicional português feito à base de carne de porco e de ave.

Estes dois produtos vêm engrossar a lista IGP, que conta já com mais de 1300 items.

É também um grande reconhecimento pela qualidade e especificidade da Alheira de Mirandela e esta distinção pode tornar-se muito importante, não só para a produção interna, como também para a exportação deste produto.


Governo admite recorrer ao Plano Juncker para financiar expansão do Alqueva

Março 04
14:10
2016

Segundo o Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, o Plano Juncker é uma das possibilidades que está a ser estudada para financiar os 45 mil hectares de regadio no Alqueva, que pretende executar até 2020.

O Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, conhecido como 'Plano Juncker', pretende mobilizar 315 mil milhões de euros de investimento público e privado nos próximos três anos, pagando projectos que não consigam recorrer aos atuais fundos nem financiar-se no mercado.

Capoulas Santos, que aproveitou para lamentar a herança muito pesada da sua antecessora na pasta, Assunção Cristas, nesta matéria, explicou que a margem de manobra existente no Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020) é insuficiente para fazer face ao custo da obra, estimado em 150 a 160 milhões de euros.

Adiantou, ainda, que o PDR tinha previsto para regadio 365 milhões de euros até 2020. Neste momento, estão comprometidos mais de 300 milhões, pelo que a margem de manobra face ao compromisso assumido é da ordem dos 55 milhões de euros, não sendo possível fazer mais nada.

O Sistema Global de Rega do Alqueva previa, inicialmente, um total de 120 mil hectares, que deverão estar concluídos e operacionais na campanha de rega deste ano.

LUSA

sábado, 5 de março de 2016

Agricultura tem mais 115 milhões para gastar


ANA RUTE SILVA 01/03/2016 - 18:16 (actualizado às 18:55)

Capoulas Santos apresentou no Parlamento novas dotações para o sector no Orçamento do Estado que incluem transferência de verbas de outros organismos do ministério.

 Agricultura perde 77,5 milhões devido ao abrandamento do projecto Alqueva
O Ministério da Agricultura vai ter, em 2016, um pacote de 1182 milhões de euros para gastar, mais 115 milhões face a 2015. Capoulas Santos, ministro da Agricultura, levou novos mapas do Orçamento do Estado à Comissão de Finanças, onde está a ser ouvido nesta terça-feira, e justificou a rectificação nos números iniciais com o facto de terem sido calculados com base numa taxa de co-financiamento nacional do PDR2020 (quadro comunitário para a agricultura) de 20%, que é cinco pontos percentuais superior à que foi aprovada por Bruxelas na sequência de um pedido de reprogramação feito pela anterior tutela.

Capoulas Santos pediu à Comissão Europeia para repor a taxa de co-financimento de fundos públicos nos 15% e afectou outras verbas públicas ao PDR2020. Aos deputados justificou que os mapas distribuídos no OE "não espelham essa realidade", merecendo críticas da oposição por estar a divulgar novos números constantemente.

"Como é que o ministro quer que façamos uma análise correcta, quando todos os dias há números rectificativos?", lançou Nuno Serra, do PSD.

Os fundos adicionais do Estado que vão completar as verbas comunitárioa totalizam 18,5 milhões de euros e vêm, nomeadamente, das receitas obtidas com o aumento de dois cêntimos do imposto sobre o gasóleo agrícola. Esta medida gerará "uma receita de nove milhões de euros", disse o ministro da Agricultura. Do Fundo Português de Carbono vêm 4,5 milhões de euros, do Fundo Florestal Permanente, são três milhões euros, e do Instituto da Vinha e do Vinho, dois milhões.

"O valor da despesa pública será de 439,1 milhões de euros. A este valor de despesa pública acresce ainda o montante de 123,3 milhões de euros, decorrente da dotação adicional de 18,5 milhões de euros de recursos nacionais", esclarece o ministério, no documento entregue aos deputados.

"Temos verba suficiente para executar em 2016 a dotação anual do PDR que se aproxima dos 600 milhões de eros", disse Capoulas Santos, repetindo que será possível executar a 100% o PDR 2020 este ano.

O ministério tem uma dívida às seguradoras no âmbito do seguro de colheitas (SIPAC) de 20 milhões de euros e prevê "amortizar um quarto dessa dívida". Há ainda "compromissos relativamente a linhas de crédito do ano passado 1,8 milhões de euros por ano", adiantou Capoulas Santos.

Alqueva sem verba

Na audição parlamentar, o ministro da Agricultura falou sobre o Alqueva para dizer que não há verba para executar o projecto. Uma das hipóteses que está a estudar é recorrer ao Plano Juncker, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos destinado ao investimento de projectos que não conseguem obter empréstimos junto da banca ou que não tenham acesso a fundos comunitários.

Capoulas Santos deixou críticas ao governo anterior por ter deixado uma "herança muito pesada", já que as verbas do PDR2020 são insuficientes para suportar o projecto. "O PDR tinha previsto para regadio 365 milhões de euros até 2020. Neste momento, estão comprometidos mais de 300 milhões, pelo que a margem de manobra face ao compromisso assumido é da ordem dos 55 milhões de euros, não é possível fazer mais nada", disse.

Exportações agrícolas crescem o dobro da economia em 2015


Publicado em: 02/03/2016 - 17:04:29

Exportações agrícolas cresceram 5% no último ano e o Governo acredita que é possível atingir o equilíbrio da balança agroalimentar dentro de cinco anos, disse o ministro da Agricultura
agricultura brasil
Luís Capoulas Santos, que falava aos jornalistas após uma visita ao Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB), em Lisboa, assinalou "que tem havido um crescimento continuado" deste setor e que o produto agrícola tem crescido mais do que o dobro do Produto Interno Bruto (PIB), permitindo traçar "objetivos ambiciosos para os próximos anos".
O Governo pretende, em concreto, duplicar as exportações no setor dos hortofrutícolas e equilibrar a balança comercial agrícola, em valor, num horizonte de cinco anos.
"Temos todos os instrumentos para isso", sublinhou o governante, acrescentando que o Orçamento do Estado para 2016 "permite prosseguir este caminho", através do financiamento do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020).
Capoulas Santos afirmou que o equilíbrio da balança comercial se consegue através da diminuição de importações e do aumento de exportações e instou os empresários a diversificarem mercados.
O Governo, acrescentou, está a trabalhar na abertura de 23 novos mercados, a maior parte relativos a países extracomunitários, entre os quais o México, o Japão, Israel, Norte de África, África do Sul e EUA.
OJE

ASAE apreende vinho e mercadoria avaliados em mais de 90 mil euros


A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu mais de 75 mil litros de vinho e abriu dois processos-crime por fraude sobre mercadoria.
Em ações desencadeadas esta semana, a ASAE apreendeu mercadoria de valor superior a 90 mil euros.
Segundo um comunicado desta autoridade hoje divulgado, esta semana, a Unidade Regional do Sul da ASAE apreendeu 30 mil litros de vinho, tinto e branco.
"A ação decorreu em três operadores económicos, produtor, armazenista e embalador, nos distritos de Lisboa e Leiria, onde se verificou o enchimento de vinho de mistura da UE (União Europeia) em embalagens Bag in Box de capacidade de 5 l [litros], que estavam a ser introduzidos no circuito comercial, com a designação de 'Vinho de Portugal'. Foi ainda instaurado um processo de contraordenação por falta de identificação dos produtos vitivinícolas e deficiente rastreabilidade", lê-se no comunicado da ASAE.
Numa outra ação de fiscalização, levada a cabo também esta semana pela Unidade Regional do Centro, nos concelhos de Coimbra, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, e que teve como alvo três armazenistas de vinhos, a ASAE instaurou "três processos de contraordenação por irregularidades na rotulagem, designadamente por inexatidão de indicações legalmente obrigatórias e por falta de inscrição obrigatória para o exercício da atividade".
"Como resultado desta intervenção, foram apreendidos mais de 43.000 litros de vinho (branco, tinto e aromatizado), 1.093 litros de aguardente, 1.200 litros de vinho espumante, e ainda 5.200 rótulos", precisa o comunicado da ASAE.
Diário Digital com Lusa

Trás-os-Montes: produção de amêndoa com grandes perdas



 04 Março 2016, sexta-feira

Cerca de 90% da produção do amendoal tradicional e mais de metade do moderno, está perdida, na região transmontana. O sol de dezembro e o calor do início de janeiro fizeram «rebentar» a floração antes de tempo.
amendoeiras
Uma quebra que se deve ao tempo quente de dezembro e janeiro passados, que fez florir, mais cedo que o habitual, as amendoeiras. Depois vieram as geadas do início do ano e queimaram a floração. Em Moncorvo, o concelho do país onde se produz mais amêndoa, está instalado um sentimento de frustração junto dos produtores.
João Barros é produtor de amêndoa. «Como estamos a ver aqui neste amendoal tradicional, cerca de 90% não tem. Porquê? Porque já limpou a amendoeira e não tem qualquer tipo de amendruco e a flor ficou toda ressequida da geada».
As geadas que queimaram a quase totalidade da produção do amendoal tradicional. Bruno Cordeiro tem mais de dez hectares. Diz que a perda é muito significativa. «É muito significativa mesmo, para não dizer a quase totalidade, mas é superior a 90%».
Se no amendoal tradicional as quebras são enormes, o calor de inverno também já provocou danos em mais de metade do amendoal moderno, acrescenta José Menezes, produtor em Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta. «E agora estes frios que se sentiram no mês de fevereiro afetaram e muito a produção da amêndoa. Neste caso estamos a falar no amendoal moderno à volta de 50 a 60% de quebra de produção».
É por tudo isto que o desalento já tomou conta dos produtores de amêndoa de Moncorvo.
Para minimizar perdas, as associações de produtores esperam dentro de dias poder fazer uma exposição ao ministro da Agricultura para que os agricultores transmontanos tenham acesso a ajudas compensatórias.
Fonte: TSF 


Fundos europeus deviam ser melhor aproveitados



 04 Março 2016, sexta-feira 

Quem o diz é o Tribunal de Contas Europeu num relatório publicado recentemente e em que considera que os fundos europeus podiam ser muito melhor aproveitados ao nível das infraestruturas agrícolas.
fundos europeus
Apesar de os recursos tem sido orientados para projetos agrícolas, tais como sistemas de condução de água para irrigação, caminhos rurais e outras infraestruturas, o documento põe em causa a sua aplicação, para que seja melhorada a relação investimento/resultado para o mundo rural.
Além disso, o Tribunal de Contas Europeu realça que as informações, para que se possa aferir do interesse para o mundo rural dos investimentos realizados, são consideradas insuficientes para uma análise concreta.
Assim, os países não têm justificado correctamente o uso destes fundos para a realização das infraestruturas agrícolas.
Esta auditoria, que produziu o relatório, foi realizada em Espanha, na Alemanha, em Itália, na Polónia e na Roménia.
Recorde-se que no último quadro comunitário de apoio 2007-2013, os países utilizaram 13 mil milhões de euros de verbas comunitárias para apoiar grandes projetos de infraestruturas rurais.
Fonte: Reuters 

Jerónimo Martins investe em exploração agropecuária



 03 Março 2016, quinta-feira  Agropecuária

O projeto de criação de gado Angus, em Barcelos, faz parte da estratégia de abastecimento agroalimentar do maior grupo de distribuição português. Em análise, segue-se a aquacultura.
agropecuaria
A companhia de distribuição Jerónimo Martins investiu cerca de um milhão de euros no projecto Best Farmers, a primeira exploração pecuária do grupo, de bovino Angus, anunciou esta quinta-feira, 3 de março a administração, em conferência de imprensa.
A exploração, que gere 1000 cabeças de gado bovino Angus para engorda e abastecimento da rede de 400 supermercados Pingo Doce e 40 «cash & carrys» Recheio, está integrada na subholding Jerónimo Martins Agroalimentar, adiantou Pedro Soares dos Santos, CEO e presidente do grupo.
É nesta divisão de negócio que o grupo espera agora licença ambiental para investir outros 25 milhões de euros na nova fábrica da marca Serraleite - cujos ativos passaram a integrar a holding em 2015 - e onde tem já «uma área identificada para aquacultura», sobre a qual prevê dar mais pormenores «em breve», disse.
Pedro Soares dos Santos falava na conferência de imprensa onde está a explicar os resultados de 2015, ano em que o grupo lucrou 333,3 milhões de euros, mais 10,5% do que no ano anterior.
Fonte: Negócios

Diminuição do número de abelhas e borboletas coloca agricultura mundial em risco



 29 Fevereiro 2016, segunda-feira 

O declínio da população de abelhas, borboletas e outros insetos, importantes para a polinização agrícola, que está a colocar em risco a agricultura mundial.
abelhas
O alerta foi feito pela ONU, depois da divulgação de um relatório sobre biodiversidade. O declínio dos insectos polinizadores não é um tema novo, mas este relatório vem dar-lhe mais força.
O trabalho realizado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES, em inglês) chegou a esta conclusão no seu primeiro relatório, divulgado nesta segunda-feira, em Kuala Lumpur, e comentado pela ONU a 26 de fevereiro de 2016.
As populações de «abelhas e borboletas têm vindo a diminuir em abundância, ocorrência e diversidade, numa escala local e regional do Nordeste da Europa e América do Norte devido a vários fatores, muitos deles causados pelo homem, o que coloca em risco os meios de subsistência de milhares de pessoas», denuncia o relatório, que foi encomendado pela ONU, em 2012.
Na Europa, 9% das abelhas e borboletas estão ameaçadas de extinção e as suas colónias tiveram um declínio de 37%, no caso das abelhas, e de 31%, no caso das borboletas, de acordo com os dados disponíveis sobre esta espécie.
O relatório refere também que, em alguns locais da Europa, mais de 40% das espécies de abelhas podem estar ameaçadas.
Segundo a IPBES, o declínio da população destes polinizadores também foi detetado em outros pontos do planeta devido a várias causas, como pesticidas, poluição, espécies invasoras, perda de habitat ou alterações climáticas.
o entanto, a falta de dados oficiais na América Latina, na Ásia e em África fragiliza a análise deste estudo, em relação a estas espécies, uma vez que nestes continentes a informação é mais consistente no que toca a outros animais, como morcegos e pássaros.
O relatório alerta ainda para o facto de 5% a 8% da produção agrícola mundial, que gera entre 235 a 577 mil milhões de dólares (cerca de 213 a 523 mil milhões de euros), estarem diretamente dependentes da ação dos polinizadores nas colheitas de cereais e frutas.
Os alimentos «dependentes dos polinizadores abrangem frutas, vegetais, sementes e frutos secos, que fornecem grandes proporções de micronutrientes, vitaminas e minerais, essenciais à nossa dieta» comentou Simon Potts, vice-presidente do IPBES e professor da Universidade de Reading, Reino Unido.
De maneira geral, pelo menos três quartos das colheitas mundiais dependem de polinizadores para o crescimento e qualidade das plantas, indicam estes especialistas. O relatório salvaguarda, no entanto, culturas como o arroz, trigo e outros cereais, que não dependem da polinização.
Este relatório foi realizado por cerca de 80 cientistas de todo o mundo. O IPBES está encarregue de fazer relatórios sobre o declínio de espécies animais e vegetais, assim como sobre os seus ecossistemas, que constituem a biodiversidade mundial.
Fonte: Lusa