quarta-feira, 27 de abril de 2016

Pneus agrícolas: multinacional investe €60 milhões em fábrica em Portugal


 25 Abril 2016, segunda-feira  TecnologiaAgricultura

O Grupo Continental vai investir 60 milhões de euros numa nova unidade em Portugal, destinada à produção de pneus agrícolas, que deve entrar em funcionamento em 2017, anunciou o diretor geral da Continental Pneus Portugal.
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Segundo Pedro Teixeira, a nova instalação, que já começou a ser construída, deve começar a produzir pneus agrícolas a partir do segundo semestre de 2017 e criar entre 120 a 125 postos de trabalho diretos.
A nova unidade situa-se ao lado da já existente fábrica de pneus Continental Mabor, em Lousado (Vila Nova de Famalicão), que está também em expansão.
«O projeto a longo prazo é produzir 20 milhões de pneus por ano até 2020, o que significa mais de 50 mil pneus por dia», adiantou o mesmo responsável numa conferência de imprensa.
O Grupo Continental, que emprega cerca de 2.200 pessoas em Portugal, conta com cinco empresas em território nacional: Continental Lemmertz (que fornece componentes automóveis à fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa), Continental Teves (sistemas de travões), Indústria Têxtil do Ave (telas têxteis para pneus), Continental Mabor (pneus) Continental Pneus Portugal (comercialização).
Entre 2012 e 2015, a facturação da Continental em Portugal cresceu cerca de 40%, atingindo os 71,8 milhões de euros no ano passado (+10,3% do que os 65,1 milhões registado em 2014).
Apesar do aumento das vendas, os lucros tiveram um decréscimo de quase 10%, passando de 1,041 milhões de euros em 2014 para 938 mil euros no ano passado, o que Pedro Teixeira justificou com fatores como uma provisão de cobranças duvidosas que não foi usada em 2014 e o início de um contrato quilométrico no ano passado, «que implica um nível de investimento que só é recuperado no fim».
O grupo tem planos para continuar a desenvolver-se em 2016, estimando «crescer em linha» com as estimativas de 2,6% para o mercado de pneus para ligeiros e acima do crescimento de 10% previsto para o mercado de pesados, de acordo com o diretor geral da Continental Pneus Portugal.
A estratégia passa também pelo alargamento da cobertura geográfica da rede de oficinas ContiService, que presta serviços de pneus e mecânica, e conta atualmente com 18 pontos de venda.
Pedro Teixeira salientou que, depois do investimento de 700 mil euros feito no ano passado, o objetivo é chegar a 2020 com uma rede de 100 agentes ContiService, de norte a sul do país.
Fonte: RR

Suinicultura: António Costa defende alteração ao embargo com a Rússia



 22 Abril 2016, sexta-feira  AgropecuáriaAgricultura

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta quinta-feira, em Leiria, uma alteração ao embargo com a Rússia para resolver a «curto prazo» a situação de crise que o setor da suinicultura atravessa.

«Não creio que tenha solução de curto prazo que não passe por uma alteração de política da União Europeia, em matéria designadamente das relações e do embargo com a Rússia», afirmou António Costa, que falava num jantar em Leiria, que contou com a presença de vários empresários e autarcas da região.
A criação de exceções ao embargo com a Rússia seria «absolutamente essencial» para resolver a crise que a suinicultura nacional está a atravessar, sublinhou.
Segundo António Costa, o Governo também pode fazer «trabalho diplomático relativamente à abertura de mercados» e eliminação de barreiras para a importação da carne de porco portuguesa para outros países.
O governante recordou as linhas de crédito «que existem e que podem servir para satisfação de necessidades fundamentais», bem como a possibilidade de um «esforço diplomático» por parte do Governo «em mercados como a China».
No entanto, para António Costa, «a questão do embargo russo é uma questão crítica».
«Hoje, ao nível da União Europeia, nem todos temos a mesma sensibilidade relativamente à questão do relacionamento com a Rússia», disse, recordando que para alguns Estados-membro não há «uma grande abertura para que haja exceções», como «porventura» Portugal não teria se estivesse «na posição geográfica» desses países.
O governante sublinhou ainda que «há um esforço grande» por parte do Governo «junto das grandes superfícies, tendo em vista a alargar a aquisição de carne portuguesa».
Fonte: Lusa

Clima, castas e "terroir" em debate no Congresso Internacional de Vitivinicultura



 26 Abril 2016, terça-feira  Viticultura

Nos dias 19 e 20 de maio de 2016, o Teatro Municipal de Vila Real recebe a quinta edição do InfoWine.Forum – Congresso Internacional de Vitivinicultura.
vinhos
Em debate estarão temas como o solo, o clima, as castas, as técnicas, mas também o "terroir" e a criatividade.
O programa conta com diversos especialistas entres eles Laurent Dulau, especialista em vinhos e diretor geral da Sturia, uma das líderes mundiais na produção de caviar; Mário Santos, docente e investigador da UTAD na área da ecologia aplicada e que nos propõe novas formas de construir uma vinha; Vicente Ferreira investigador na área da química analítica da Universidade de Zaragoza e ainda Pedro Abrunhosa, que marca presença neste evento para falar da experiência emoção/vinhos.
A iniciativa conta com empresas, produtores, investigadores, jornalistas de vinho, enólogos e enófilos.
A edição deste ano do Congresso está associada à inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia e conta com o seu apoio, assim como da UTAD e do município de Vila Real.
O infowine.forum é um congresso de caráter técnico-científico, nas áreas da Viticultura, Enologia e Mercados e, de acordo com os promorores, «tem como objetivo valorizar a investigação, pública e privada, salientando a sua função como motor de inovação e abertura ao serviço do setor vitivinícola».
Nos anos ímpares, o congresso tem lugar em Itália (enoforum), sendo o maior evento técnico a nível europeu, com cerca de 1000 participantes.
O evento é promovido pela VINIDEAs.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resineiros regressam às florestas



 20 Abril 2016, quarta-feira  Agroflorestal

O setor da resinagem em Portugal, depois das fulgentes décadas de 60, 70 e 80, e posterior declínio, parece voltar a despertar interesse e já há resineiros nas florestas.
resina
Ainda são em pequeno número os que retomam a atividade, mas nas Terras do Demo já há pinheiros sangrados e uma certeza: a exploração da floresta é de novo rentável e já compensa mais plantar pinheiros, do que eucaliptos.
Tempos houve em que todos os pinheiros com porte suficiente para poderem ser sangrados, eram visitados pelos resineiros. Lata às costas, ferro e espátula na mão e toca a sangrar.
«Com o ferro dá-se um corte no pinheiro e coloca-se o caneco para aparar a resina», explica Gilberto Ramos, presidente dos Baldios terras de Aquilino. O púcaro leva três meses a encher, sendo que cada pinheiro dará entre 2 a quatro quilos de resina.
Nestes baldios são explorados 500 hectares de floresta entre Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira. O dirigente associativo garante que «o regresso dos resineiros já permite manter viva a floresta». Feitas as contas, diz, «já não compensa plantar eucaliptos».
O interesse nesta matéria-prima, da qual Portugal foi já o segundo maior exportador do mundo, está a levar os resineiros de volta aos pinhais. Dados do sector apontam para que a atividade cresça 10% ao ano. Longe das 140.000 toneladas em 1984, mas com o declínio quebrado a produção atinge hoje entre 6 a 8 mil toneladas ano.
A resinagem pode ocupar um operador florestal entre seis a nove meses por cada 30 hectares de floresta. Pedro Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Soutosa acredita que «a atividade pode ainda ajudar à fixação de pessoas nas terras do interior».
Depois de sangrado o pinheiro continua a crescer e a produzir resina. Cheio, cada púcaro é comprado a 40 cêntimos e depois é usado na medicina, farmacêutica, cosmética, borrachas e até na indústria alimentar.
Fonte: TSF

Vespa do castanheiro: autoridades lançam alerta



 25 Abril 2016, segunda-feira  AgroflorestalAgricultura

O Ministério da Agricultura em colaboração com a Associação Portuguesa da Castanha (RefCast) estão a alertar os agricultores para o perigo da existência da Vespa das Galhas do Castanheiro.
castanheiro
Para tal, aconselham todos os agricultores, no caso de detetarem sintomas desta praga, que reportem a situação aos Serviços Regionais de Agricultura mais próximos (Zona Agrária) ou, no caso do município de Moimenta da Beira o Gabinete Florestal da autarquia pelo e-mailgflorestal@cm-moimenta.pt ou pelo telefone 935 520 111.
A Vespa do Castanheiro, originário da China, ataca as plantas do género da Castanea, causando a formação de galhas nos gomos e nas folhas, provocando a diminuição do crescimento dos ramos e impedindo a frutificação, podendo conduzir ao declínio e morte dos castanheiros.
O inseto foi detetado na Europa (Itália) em 2002 e já se expandiu a outros países, sendo os mais recentes a Espanha (Catalunha) e Portugal (Entre Douro e Minho) em 2014.
É atualmente considerada uma das pragas mais prejudiciais aos castanheiros em todo o mundo, e na Europa pode constituir uma séria ameaça à sustentabilidade de soutos, pomares e castinçais.

HUSQVARNA: PROCURAMOS 60 AVALIADORES OFICIAIS DO AUTOMOWER(R)

Sogrape considerada a melhor produtora vitivinícola do mundo


por Ana Rita Costa- 22 Abril, 2016

A Sogrape Vinhos recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a distinção de melhor produtora vitivinícola mundial em 2016, atribuída pela World Association od Writers and Journalists of Wines and Spirits (WAWWJ).

"A distinção do primeiro ano foi sem dúvida surpreendente e memorável, mas sermos distinguidos pela segunda vez consecutiva trouxe-nos uma alegria ainda maior! Sermos duas vezes eleitos a melhor empresa de vinhos do mundo veio consolidar uma prova do elevado reconhecimento internacional que o desempenho da Sogrape e qualidade dos seus vinhos tem merecido, o que lhe vale uma posição de grande destaque como referência ibérica de vinhos de qualidade", refere Fernando da Cunha Guedes, CEO da Sogrape.

A edição deste ano distinguiu também o Sandeman Porto Tawny 40 Years Old, o que de acordo com a Sogrape Vinhos o classifica como "o vinho português mais bem classificado no ranking".

O ranking das 100 melhores produtoras mundiais é elaborado anualmente pela organização mundial dos críticos e jornalistas especializados e baseia-se em diversos critérios de análise, nomeadamente a avaliação dos prémios conquistados por cada produtor num conjunto selecionado de concursos internacionais realizados ao longo do ano.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um dia para promover e valorizar a gastronomia nacional


Abr 19, 2016Destaque Home, Notícias0Like

A 29 de Maio assinala-se o primeiro Dia Nacional da Gastronomia (DNG). Nesta edição, Aveiro será a cidade onde decorrem a maioria das acções que visam a promoção e valorização da cultura gastronómica nacional. No entanto, todo o País é chamado a celebrar os produtos nacionais e as suas múltiplas formas de confecção.

A estação de comboios de Santa Apolónia, em Lisboa, foi o local escolhido, a 19 de Abril, para apresentação do programa desta efeméride, aprovada em Assembleia da República em Junho de 2015.  Olga Cavaleiro, presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, alerta para a importância «económica» da gastronomia que é um atractivo turístico, mas também é potenciador dos produtos da agricultura e pescas.

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Aveiro integra a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal. Pedro Machado, presidente desta instituição afiança que o DNG visa «valorizar os produtos regionais e as confrarias». O mesmo responsável diz ainda que este dia «é um hino a um elemento importante da cultura nacional» e destaca o carácter identitário que gastronomia tem nos territórios.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (Ahresp) é outras das entidades parceiras neste evento. Jorge Loureiro, vice-presidente, comenta que o DNG é uma forma de «dar visibilidade à gastronomia» e àqueles que trabalham a mesma, quer as confrarias, quer cozinheiros profissionais que lançam novas tendências.

O programa do Dia Nacional da Gastronomia é vasto e faz-se com ementas especiais nos restaurantes, exposições, mostras gastronómicas, histórias em torno da comida, demonstrações de culinária ao vivo.

A revista Frutas, Legumes e Flores é parceira na "Exposição que se come e se bebe", uma mostra de alimentos que ao final do dia podem ser provados. De salientar ainda acções como a dos CTT – Correios de Portugal, que vai fazer um selo do Dia Nacional de Gastronomia com um carimbo da cidade de Aveiro.

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Raul Moreira, director de Filatelia dos CTT – Correios de Portugal, comenta desta forma a importância da gastronomia: «Temos 50 milhões de selos sobre gastronomia e doçaria portuguesas espalhados pelo Mundo». O responsável adianta em, em 2017, poderão fazer uma edição de selos de base de expedição – aqueles que se usam normalmente na correspondência – sobre a doçaria tradicional portuguesa.

O Dia Nacional da Gastronomia será assinalado no último domingo de cada mês de Maio.

Governo quer criar 80 cooperativas agrícolas por ano


O objetivo da medida é apoiar os jovens "a criar 80 cooperativas agrícolas ou a promover a criação de emprego em cooperativas já existentes"

O Governo quer criar 80 cooperativas agrícolas por ano para promover o emprego, prevendo abranger 2.750 jovens, segundo o Plano Nacional de Reformas hoje aprovado no Conselho de Ministros.

O objetivo da medida é apoiar os jovens "a criar 80 cooperativas agrícolas ou a promover a criação de emprego líquido em cooperativas já existentes".

O programa, com um custo estimado de 13,9 milhões de euros e financiado através do Portugal 2020, será avaliado pela Comissão Permanente da Concertação Social 18 meses após entrar em vigor.

Cooperativas agrícolas e artesanato para jovens desempregados

Programas para que jovens desempregados criem produtos artesanais ou que promovam cooperativas agrícolas são algumas das medidas previstas no Programa Nacional de Reformas, hoje aprovado em Conselho de Ministros.

O Programa Nacional de Reformas (PNR) apresenta quinze medidas para a requalificação dos portugueses, avaliadas em cerca de seis mil milhões de euros.

A pensar nos jovens que não estão a trabalhar nem a estudar, os NEET ("Not in Education, Employment, or Training"), o PNR apresenta várias medidas, entre as quais conseguir fazer uma "identificação precoce de 55 mil NEET", até 2020.

Além da sinalização destes jovens, o PNR prevê ainda o desenvolvimento de estágios profissionais, o apoio à sua contratação e o incentivo para que voltem a estudar. No total, estas iniciativas destinadas a 625 mil jovens NEET terão um custo de 995 milhões de euros. Sem custos previstos, uma vez que a ideia é potenciar os recursos já existentes, cerca de três mil desempregados poderão participar em um programa relacionado com a produção de produtos artesanais.

Desenvolver a criação de 80 cooperativas agrícolas por jovens desempregados/NEET, em projetos que pretendem envolver 2.780 jovens, são outras das medidas avaliadas em quase 14 milhões de euros, segundo o documento hoje divulgado. Com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) será ainda dada formação a 75 mil pessoas. Segundo o documento hoje divulgado, a formação dada pelo IEFP vai custar ao Estado cerca de seis milhões de euros, e destina-se a desempregados mas também a pessoas em atividade.

Outra medida, menos onerosa, prende-se com o aumento do número de pessoas com competências nas áreas das novas tecnologias: o PNR disponibiliza 55 milhões para formar 20 mil pessoas em competências digitais até 2020.

Sem custos previstos, o executivo tem por objetivo iniciar, dentro de dois meses, uma avaliação dos impactos das políticas ativas de emprego e concentrar num espaço único - que poderá ser físico ou virtual -- de todas as interações de desempregados nos processos de procura ativa de emprego, assim como dos empregadores nos processos de seleção e contratação de novos trabalhadores.

Governo quer lançar Programa Nacional de Regadios



GONÇALO VILLAVERDE / GLOBAL IMAGENS
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A "primeira preocupação" é "encontrar os meios financeiros para continuar a pagar aos empreiteiros

O Governo pretende lançar um Programa Nacional de Regadios com cerca de 90 mil hectares, metade dos quais para a expansão do Alqueva, que poderá ser financiada pelo Plano Juncker, revelou hoje o ministro da Agricultura.

O Programa Nacional de Regadios, "que corresponde a cerca de 90 mil hectares em todo o país, metade dos quais no Alqueva", está integrado no Programa Nacional de Reformas, aprovado hoje em Conselho de Ministros, explicou Luís Capoulas Santos, aos jornalistas, em Beja, após ter participado na sessão de abertura da feira de agropecuária Ovibeja.

Segundo o ministro, uma das fontes de financiamento previstas para o programa é o Plano Juncker, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, com o qual o Governo está, atualmente, "a negociar o financiamento de cerca de 200 milhões de euros" necessário para expandir a área de regadio do Alqueva em mais 45 mil hectares, além dos 120 mil inicialmente previstos no projeto e que deverão ficar concluídos na atual campanha de rega.

Na sua intervenção na sessão de abertura da Ovibeja, Luís Capoulas Santos disse que "já foram iniciados contactos no sentido de se poder eventualmente vir a garantir o financiamento" da expansão do Alqueva através do Plano Juncker.

"O problema", sublinhou, "é que empréstimo implica endividamento, aumento da dívida do Estado, o que, naturalmente, terá de ser assumido pelas Finanças".

No entanto, "estamos a tentar negociar um empréstimo em termos de prazo e de um período de carência, que permita algum alívio nas contas", afirmou o ministro, considerando "impensável" parar o projeto Alqueva, devido ao "sucesso que tem tido", "por falta de financiamento" e "por mais difíceis que sejam as condições financeiras do Estado português".

Ainda em relação ao Alqueva, a situação que o Governo PS encontrou "foi que a fonte de financiamento" do projeto terminou em 31 de dezembro de 2015 e ainda com obras em curso, que decorrerão até julho e agosto deste ano sem que para elas tivesse sido garantido qualquer financiamento".

Portanto, a "primeira preocupação" é "encontrar os meios financeiros para continuar a pagar aos empreiteiros, cujas obras foram adjudicadas, estavam em curso e se espera que sejam concluídas nos prazos", referiu, indicando que "a solução para esse financiamento está praticamente encontrada".

"Mas temos agora o problema de maior dimensão", ou seja, encontrar financiamento para expandir a área de regadio do Alqueva em mais 45 mil hectares, "o que implica um investimento adicional de cerca de 200 milhões de euros, para o qual não estava, nem está ainda garantido qualquer financiamento", disse.

Isto porque estão "totalmente comprometidos" cerca de 300 milhões de euros dos 350 milhões de euros para o regadio previstos no novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020, "onde inicialmente pensava que pudéssemos recorrer para concluir o Alqueva", explicou.

"Portanto, temos apenas no PDR cerca de 50 milhões de euros eventualmente disponíveis para uma necessidade de financiamento adicional de cerca de 200 milhões de euros", referiu.

Segundo Luís Capoulas Santos, o novo PDR "nasceu com alguns problemas" e o atual Governo, quando tomou posse, encontrou uma situação "de total bloqueio", que, atualmente, "está desbloqueada".

No âmbito do PDR, "estamos a aprovar cerca de 1.200 projetos por mês, dos 26.000 que entretanto se acumularam, o que quer dizer que teremos a situação normalizada daqui por um ano", disse.

Capoula inaugura a OVIBEJA



Numa sessão de abertura marcada por momentos de grande emotividade, o Ministro da Agricultura associou-se à homenagem que a ACOS prestou ao seu fundador, e fundador da Ovibeja, eng Castro e Brito, que faleceu há menos de um mês.

Capoulas Santos, que esteve presente em todas as edições da Ovibeja, sublinhou o caráter de Castro e Brito e lamentou o seu desaparecimento precoce, desejando agora "ao eng Rui Garrido, novo líder da ACOS, inspiração para continuar a obra".

O Ministro da Agricultura dedicou algumas palavras aos agricultores, afirmando: "sempre estive ao lado dos agricultores e da agricultura e assim continuarei a estar". O Ministro acrescentou: " há constrangimentos, estamos aqui para ajudar a ultrapassá-los" e deu como exemplo a situação do Plano de Desenvolvimento Rural, dizendo que "os bloqueios do PDR 2020 estão ultrapassados, estamos a contratar mil e 200 projetos por mês".

O titular da pasta da agricultura anunciou que "em maio apresentaremos reprogramação do PDR a Bruxelas".

Sobre o empreendimento do Alqueva, Capoulas Santos disse estar a procurar fontes de financiamento para o valor que ficou a descoberto a partir de 2015 e informou, a propósito do projecto de extensão do regadio, que "o PDR dispõe de uma ver a para financiar regadio, vamos tentar aproveitá-la para o Alqueva, em conjunto com outras soluções de financiamento que estamos a estudar".

O Ministro quis deixar uma "palavra de solidariedade com dois setores que estão a viver uma profunda crise (a suinicultura e a produção de leite) e congratulou-se "com aprovação, hoje mesmo, pelo Conselho de Ministros, das novas regras de rotulagem, uma iniciativa deste Governo que vai ao encontro de uma das principais reivindicações dos produtores de carne de porco e que, espero, possa ajudar os consumidores a identificarem melhor os nossos produtos e contribuírem para apoiar este setor, adquirindo carne de porco nacional".

GABINETE DE IMPRENSA
MINISTRO DA AGRICULTURA, FLORESTAS E DESENVOLVIMENTO RURAL

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Ovibeja homenageia Castro e Brito


QUARTA, 20 ABRIL 2016 15:31

A 33ª Ovibeja abre portas ao público na quinta-feira, 21 de abril, a partir das 11:00 horas. A sessão de abertura está agendada para as 16:00 horas, na presença do Ministro da Agricultura, Capoulas Santos. Esta edição da Ovibeja é marcada pela ausência física do seu mentor, Manuel de Castro e Brito, falecido recentemente, que vai ser evocado em dois momentos. O primeiro decorre durante a sessão inaugural, no Auditório do NERBE. O segundo momento de homenagem, a que se associa o Presidente da República, acontece no sábado, dia 23 de abril, numa acção a decorrer na Alameda Principal da Ovibeja.

Com mais de mil expositores, a 33ª Ovibeja mobiliza os mais diversos setores de actividade, com destaque para a nova realidade do mundo agrícola. "Terra Fértil" – Mostra de Inovação Agrícola e Agribusiness" é um dos temas principais que envolve apresentação, demonstração e colóquios sobre temáticas da ordem do dia. As raízes da terra e o engenho das gentes também vão estar em destaque no Pavilhão do Cante e Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais. Os produtos agro-alimentares, as provas e demonstrações com animais, os equipamentos e maquinaria agrícola de última geração, os restaurantes de raças certificadas, as inúmeras tasquinhas de comes e bebes são mais alguns dos muitos ingredientes de uma feira que é feita pelos seus participantes e visitantes.

Presidente da República no “Redescobrir a Terra”


QUARTA, 20 ABRIL 2016 16:09

O Presidente da República visitou no dia 18 de abril a Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, no âmbito "Redescobrir a Terra" – uma iniciativa promovida pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e pelo Fórum Estudante, e desenvolvida em parceria com instituições de ensino no território nacional. O programa tem como objetivo central sensibilizar os jovens, prioritariamente entre os 6 e os 18 anos, para a importância estratégica da agricultura, do mundo rural, do ambiente e do desenvolvimento sustentável, para que, enquanto cidadãos, desenvolvam uma consciência cívica sobre a relevância destes setores e venham a apoiá-los ao longo da sua vida. Pretende-se também capacitar os jovens para que possam optar por carreiras profissionais na área da agricultura, fornecendo-lhes informação adequada sobre as potencialidades do setor, as necessidades de mão-de-obra e as caraterísticas da oferta formativa, promovendo deste forma o seu espírito empreendedor.

ACOS tem novo presidente



 19 Abril 2016, terça-feira  AgropecuáriaAgricultura

Rui Garrido é o novo presidente da associação promotora da Ovibeja, a ACOS - Agricultores do Sul.

O engenheiro agrónomo Rui Garrido foi eleito esta semana presidente da ACOS, sucedendo no cargo a Manuel Castro e Brito, que morreu recentemente.
«É um desafio suceder a Manuel Castro e Brito, que tinha uma personalidade muito forte e vincada e uma dedicação excecional à ACOS e aos seus projetos», como a Ovibeja, declarou Rui Garrido, de 61 anos, que era vice-presidente da anterior direção da associação.
Rui Garrido, que é sócio-gerente de uma empresa da área de consultoria, gestão e investimento agrícola e florestal com sede em Beja, foi eleito na assembleia-geral da ACOS, que decorreu esta segunda-feiraa e a três dias do início da edição deste ano da Ovibeja, a realizar entre quinta-feira e dia 25 deste mês.
Segundo o novo presidente da ACOS, Manuel Castro e Brito, que morreu no passado dia 29 de março, em casa, na aldeia de Baleizão, no concelho de Beja, vítima de doença súbita, vai ser homenageado duas vezes na edição deste ano da Ovibeja.
A primeira homenagem vai decorrer na sessão de abertura do certame de agropecuária, marcada para quinta-feira, às 16h00, com a presença do ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos.
A segunda homenagem, numa cerimónia aberta aos visitantes da feira, vai decorrer no sábado, às 15h00, e contar com a presença do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Natural de Baleizão, onde nasceu, a 25 de setembro de 1950, Manuel Castro e Brito era agricultor e presidente da ACOS e da comissão organizadora da Ovibeja desde 1989 e da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo desde 2004.
Em 2005, durante a sessão de inauguração da Ovibeja, Manuel Castro e Brito foi condecorado pelo então presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de comendador da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial na Classe de Mérito Agrícola.
Em 2003, Manuel Castro e Brito foi condecorado pela Assembleia Municipal de Beja com a Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata). 
Fonte: Lusa 

"Desafios da Agricultura e PDR2020" em debate na Ovibeja 2016



 19 Abril 2016, terça-feira  Política AgrícolaAgricultura

"Desafios da Agricultura e PDR2020". Assim se designa o colóquio que irá ter lugar, a 22 de abril de 2016, às 14h30, no auditório do Nerbe, na 33.ª edição da Ovibeja, que terá lugar de 21 a 25 de abril em Beja.
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O seminário, promovido pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul, conta com a presença do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e com outros oradores, a saber: Luís Souto Barreiros, presidente do conselho directivo do IFAP, Eduardo Dinis, diretor do GPP e Gabriela Freitas, gestora da Autoridade de Gestão do PDR2020.
Organizada pela ACOS, a Ovibeja realiza-se de 21 a 25 de abril de 2016, no Parque de Feiras e Exposições de Beja. Tem como tema na edição de 2016 "Terra Fértil – Mostra de Inovação Agrícola e Agribusiness", uma mostra de inovação agrícola e de agronegócios que reafirma o potencial agrícola da região e do país.
De acordo com dados da organização, o evento conta com mais de 1000 expositores dos mais diversos setores de atividade.
Irão decorrer inúmeros debates em torno da agricultura, projetos de investigação e empreendedorismo agrícola.

Suinicultores protestam em Rio Maior contra crise no setor

Abril 20
10:04
2016

Mais de uma centena de suinicultores concentraram-se, na zona da Benedita, Alcobaça, num plenário em protesto contra a situação do sector e decidiram rumar a Rio Maior para uma arruada.

João Correia, porta-voz dos manifestantes, diz que querem chamar a atenção para o que consideram um abuso das empresas distribuidoras, que continuam a colocar no mercado produto não português.

Considera que em causa está a dificuldade em escoar a carne de suíno, quando Portugal se mantém como um país importador, tratando-se de um logro em torno da marca Portugal.

De acordo com este empresário, o sector registou, nos últimos quatro meses, uma quebra de 30%, o que leva a temer o fecho de muitas empresas.

O sector é responsável por 200 mil empregos e o suinicultor estima que, a manter-se esta situação, 50 mil pessoas corram risco de desemprego.

Neste protesto um dos manifestantes ficou ferido, devido a confrontos com a GNR, mas não pensam desistir. O tratamento que tiveram pelas forças da ordem só vem dar ênfase para que as pessoas se manifestem, acrescentou João Correia.

LUSA

Festa do Alvarinho de Melgaço envolve universidades para melhorar produtos endógenos


Abril 20
10:04
2016

Melhorar a qualidade do vinho Alvarinho e dos enchidos e do fumeiro de Melgaço é o objectivo da Câmara Municipal que, este ano, decidiu envolver na festa dedicada àqueles produtos endógenos vários estabelecimentos de ensino superior do país.

O Presidente da Câmara Municipal, Manuel Batista, acredita que este território tem necessidade do acréscimo de conhecimento que as universidades e institutos politécnicos do país podem trazer para ajudar a apurar a qualidade dos nossos produtos.

Manoel Batista adiantou que após a cerimónia solene de abertura do certame, dia 22 de Abril, às 18:00, presidida pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, irá decorrer, na Câmara Municipal, uma reunião de trabalho, presidida pelo governante e com os responsáveis daqueles estabelecimentos de ensino superior, onde serão apresentados projectos inovadores ligados ao território, quer no que diz respeito ao Alvarinho quer ao fumeiro.

Este ano, com uma imagem renovada, a festa do Alvarinho e do Fumeiro vai contar um total de 72 expositores, distribuídos por uma área coberta, 31 dos quais de Alvarinho, da Sub-região de Monção e Melgaço, 18 de fumeiro e produtos locais, 16 de artesanato, instituições e associações, e ainda com oito tasquinhas.

A Festa do Alvarinho e do Fumeiro, organizada pela Câmara de Melgaço desde 1995.

LUSA

Diploma sobre rotulagem obrigatória da carne de porco será aprovado na quinta-feira


Abril 20
10:03
2016

O Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, revelou que o diploma sobre a rotulagem obrigatória da carne de porco será aprovado em Conselho de Ministros, nesta quinta-feira, e vai aplicar-se também à carne de ovino, caprino e aves.

O Ministro da tutela, explicou que o diploma que será aprovado na quinta-feira, obriga a que o nome do país de origem seja escrito por extenso, para que os consumidores fiquem mais bem informados sobre a origem dos produtos que consomem. Também será obrigatória para carnes de outros países, cujo nome também terá de ser escrito por extenso.

Capoulas Santos acrescentou, que também já apelou à indústria de lacticínios para que, nos pacotes de leite, queijo e manteiga, seja claramente posta a identificação nacional, eventualmente até a bandeira nacional, uma ideia que o Ministro reforçou.

O Ministro reafirmou também que vai ser atribuído aos agricultores um prémio por cada vaca, estimando que poderá haver, para esse efeito, uma verba superior a oito milhões de euros, que poderá traduzir-se num apoio médio de 40 euros por vaca.

LUSA

Resineiros regressam às florestas



 20 Abril 2016, quarta-feira  Agroflorestal

O setor da resinagem em Portugal, depois das fulgentes décadas de 60, 70 e 80, e posterior declínio, parece voltar a despertar interesse e já há resineiros nas florestas.
resina
Ainda são em pequeno número os que retomam a atividade, mas nas Terras do Demo já há pinheiros sangrados e uma certeza: a exploração da floresta é de novo rentável e já compensa mais plantar pinheiros, do que eucaliptos.
Tempos houve em que todos os pinheiros com porte suficiente para poderem ser sangrados, eram visitados pelos resineiros. Lata às costas, ferro e espátula na mão e toca a sangrar.
«Com o ferro dá-se um corte no pinheiro e coloca-se o caneco para aparar a resina», explica Gilberto Ramos, presidente dos Baldios terras de Aquilino. O púcaro leva três meses a encher, sendo que cada pinheiro dará entre 2 a quatro quilos de resina.
Nestes baldios são explorados 500 hectares de floresta entre Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira. O dirigente associativo garante que «o regresso dos resineiros já permite manter viva a floresta». Feitas as contas, diz, «já não compensa plantar eucaliptos».
O interesse nesta matéria-prima, da qual Portugal foi já o segundo maior exportador do mundo, está a levar os resineiros de volta aos pinhais. Dados do sector apontam para que a atividade cresça 10% ao ano. Longe das 140.000 toneladas em 1984, mas com o declínio quebrado a produção atinge hoje entre 6 a 8 mil toneladas ano.
A resinagem pode ocupar um operador florestal entre seis a nove meses por cada 30 hectares de floresta. Pedro Sousa, presidente da Junta de Freguesia de Soutosa acredita que «a atividade pode ainda ajudar à fixação de pessoas nas terras do interior».
Depois de sangrado o pinheiro continua a crescer e a produzir resina. Cheio, cada púcaro é comprado a 40 cêntimos e depois é usado na medicina, farmacêutica, cosmética, borrachas e até na indústria alimentar.
Fonte: TSF

OGM’s: em 2015 registou-se uma redução de 1% nas superfícies mundiais



 20 Abril 2016, quarta-feira  Cerealicultura

Pela primeira vez, desde há vários anos, a área mundial cultivada com sementes OGM diminuiu 1%, sobretudo, devido à redução nos Estados Unidos.
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Esta diminuição é, no entanto, justificada com a baixa do preço mundial dos cereais e oleaginosas.
Em 2015, foram semeados 179,7 milhões de hectares de culturas OGM, contra os 181,5 milhões em 2014. As maiores reduções deram-se na cultura do milho (-4%) e do algodão (-5%).
Em 2013 e 2014, o aumento das áreas já tinha registado um pequeno crescimento de 3%, longe dos 8% registados em 2011 e os 6% de 2012.
Neste momento, 87% da área semeada situa-se no Continente Americano, sendo que os Estados Unidos são os recordistas, com 70,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição em relação a 2014, onde o valor foi de 73,1 milhões de hectares.
Em segundo lugar vem o Brasil, com 44,2 milhões de hectares (+2% que em 2014) e a Argentina com 24,5 milhões de hectares (+2% que em 2014). Estes três países representam mais de 75% das áreas totais a nível mundial. Segue-se a índia com 11,6 milhões de hectares de algodão, o Canadá 11 milhões, a China 3,7 milhões e o Paraguai 3,6 milhões. Na União Europeia registou-se uma forte baixa (-18%), sendo que a Espanha continua no primeiro lugar com 107.749 hectares.
A soja representa 50% das sementeiras OGM, seguida do milho com 30%, o algodão 13%.
Fonte: Agroinfo

Évora acolhe workshop sobre “Viticultura Inteligente”



 15 Abril 2016, sexta-feira  Viticultura

Irá decorrer no dia 29 de abril, em Évora, um workshop sobre "Viticultura Inteligente", cujo programa contempla várias palestras no âmbito da Viticultura de Precisão e uma demonstração de campo de um robô para estimativa e mapeamento da produção de uva: projeto europeu VINBOT (Autonomous cloud-computing vineyard robot to optimise yield management and wine quality), em que participam três parceiros portugueses: o ISA, a Agriciência e a Cooperativa Agrícola da Granja.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas aqui.http://viticultura.agriciencia.com/index.php/inscricoes


A Revista AGROTEC e Agrobótica são media partners do evento.

Fonte: Revista AGROTEC 

Mesa Redonda “A agricultura vista pela sociedade”



UMA PARCERIA QUE CRIA VALOR NA NOVA REALIDADE AGRÍCOLA DO SUL DO PAÍS

 
Nos últimos anos assistimos a um crescimento da notoriedade do setor agrícola nacional. A proliferação de notícias e de programas sobre o setor contribuiu para que a agricultura tenha hoje uma imagem mais "cool", mais moderna e, sobretudo, mais qualificada. Os agricultores passaram a ser vistos com outros olhos e têm hoje uma imagem renovada junto da sociedade. Mas, será mesmo assim? Será esta alteração estrutural ou apenas conjuntural?

A CONSULAI (www.consulai.com) e O TREVO (www.otrevo.pt), que são duas, das maiores e mais prestigiadas, empresas de consultoria do setor, e que recentemente estabeleceram uma parceria de abordagem ao mercado do sul do país, consideram que este é um tema muito interessante e que vale a pena ser explorado. Nesse sentido, e aproveitando a realização da OVIBEJA, desafiámos a organização para promovermos uma mesa redonda dedicada ao tema "A agricultura vista pela sociedade", que passou a integrar o programa oficial da feira.

 
Mesa Redonda "A agricultura vista pela sociedade"

22 de abril | 18h00 | Espaço TerraFértil


João Duque
Manuel Carvalho
José Limão
Paulo Barriga
 

No final da mesa redonda, existirá um momento de networking no stand da CONSULAI|TREVO no Pavilhão Terra Fértil, com degustação de produtos regionais.

 
Tel.: +351 284 098 214

Tel.: +351 284 325 962
 

CNA: HABILITAR OS APLICADORES DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS


Continuam por habilitar muitos milhares de aplicadores de produtos fitofarmacêuticos – agricultores, operários agrícolas, trabalhadores de autarquias, trabalhadores de empresas de jardinagem e outros.
Durante perto de dez anos, os sucessivos Governos não deram a atenção necessária à formação que a Directiva Comunitária obriga e chegou-se ao final do prazo com um número de pessoas, que ao certo não se sabe, mas que todos admitem rondar ou mesmo ultrapassar os 200 mil.
Tal situação, para a qual a CNA vinha alertando e que chegou mesmo a discutir com a anterior ministra, a quem apresentou propostas, chegou ao final do prazo sem qualquer perspectiva de solução, agravada pelo facto de, entretanto, ter acabado a formação profissional financiada pelo QREN e até agora ainda não terem sequer aberto as candidaturas a formação no âmbito do Portugal 2020, o que obriga os aplicadores a suportar custos que anteriormente eram financiados.
Desde o primeiro momento que a CNA apresentou ao actual ministro o problema que impediria milhares de agricultores de, também por este motivo, poder continuar a sua actividade e congratulamo-nos pelo facto da solução encontrada ter por base a proposta que a CNA apresentou.
Consideramos igualmente importante que também, a partir de outra proposta da CNA, tenha agora sido uniformizado o custo do Cartão de Aplicador, que para a maior parte dos agricultores e a maior parte do país, é também uma redução do custo para cerca de um terço do que até agora tinham que pagar às Direcções Regionais de Agricultura.
São passos importantes e necessários, mas ainda insuficientes para permitir a habilitação de largas dezenas de milhares de agricultores e outros profissionais até ao prazo estabelecido de 31 de Maio próximo.
A CNA considera que, mantendo padrões de qualidade, o processo para certificação de formadores, dossiers de acção e formandos, pode e deve ser desburocratizado e simplificado, para o que repetidamente deu contributos, de modo a que nenhum agricultor deixe de poder receber a formação necessária.
O país e a nossa soberania alimentar, precisam da Agricultura Familiar!
20.Abril.2016
A Direcção da CNA

Convite - Workshops de Ruminantes - FIAPE 2016


Convite

O Hospital Veterinário Muralha de Évora vem por este meio convidar V/ Exa.  a estar presente nos Workshops de Reprodução e Podologia em Ruminantes que irão decorrer no dia 28 de Abril'16, integrados no certame Agro-Pecuário da FIAPE.

O Hospital Veterinário Muralha de Évora irá marcar presença nos Worshops com dois interessantes temas:

Regra dos 18 meses em Bovinos – Problema ou oportunidade?!
Principais patologias podais e prevenção.
  
 
Inscrições

Para inscrição nos Workshops basta fazê-lo através do contacto:

- 964 845 590 (Drª. Ana Cid - Responsável pela pecuária na FIAP)


quarta-feira, 20 de abril de 2016

A UE lança prémio "Farming by Satellite" 2016


TERÇA, 19 ABRIL 2016 15:32

Os estudantes e jovens agricultores na Europa e em África são convidados a participar num importante concurso sobre a utilização de tecnologias de satélite na agricultura para melhorar a eficiência e reduzir o impacto ambiental.

O prémio "Farming by Satellite", no valor de 13 mil euros, é uma iniciativa da European GNSS Agency, a agência europeia responsável pelas atividades ligadas aos satélites europeus, e da Agência Europeia do Ambiente. Conta com o patrocínio da CLAAS, um dos principais fabricantes de equipamento agrícola, e da Bayer CropScience, empresa especializada em produtos fitossanitários. O concurso foi realizado pela primeira vez em 2012 e novamente em 2014, atraindo o interesse de 29 países desta última vez. Conta com um prémio especial para apresentações orientadas para as necessidades dos agricultores e produtores em África.
 
O objetivo do concurso é promover a utilização de satélites no âmbito de práticas agrícolas inovadoras, que ajudem a reduzir o impacto ambiental e aumentem os benefícios para os consumidores finais. Indivíduos ou equipas de universidades ou organizações comerciais podem apresentar novas ideias e soluções tecnológicas ou estudos de casos de ensaios, em especial aqueles que se baseiem no Serviço Europeu Complementar de Navegação Geostacionária (EGNOS, European Geostationary Navigation Overlay Service), no futuro sistema GALILEO e nos serviços COPERNICUS (o Programa Europeu de Observação da Terra).
 
Entre os finalistas anteriores contavam-se jovens da República Checa, Alemanha, Quénia, Roménia, Ruanda, Portugal, África do Sul, Espanha e Reino Unido, com temas desde plataformas de dados online georreferenciados, tecnologias de enxame, robots de cultivo de sementes de precisão, colheita seletiva de azeitonas até utilização de drones para sistemas de aviso prévio de escassez alimentar e ferramentas de apoio à decisão em África.
 
Gian-Gherardo Calini, Diretor de Desenvolvimento do Mercado da European GNSS Agency, afirma: "Queremos que os jovens pensem ativamente em soluções imaginativas que recorram a tecnologias de satélite "gratuitas" para ajudar agricultores de todo o mundo." Para informações detalhadas sobre o concurso, visitar www.farmingbysatellite.eu. Os interessados devem inscrever-se antes de 30 de outubro de 2016 e fornecer um resumo de 200 palavras sobre a sua ideia. O envio final, que deve ter entre 2500 e 10 000 palavras, tem de ser recebido até 15 de dezembro de 2016. 

Produtores contra plantação ilegal de eucaliptos em zonas de intervenção

Abril 19
09:33
2016

A Federação Nacional de Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) insurgiu-se contra o aumento de plantações ilegais de eucalipto em zonas de intervenção florestal (ZIF), sobretudo no centro do país, que violará os planos de gestão florestal dessas áreas.

Segundo o Presidente da FNAPF, Vasco Campos, na prática, o que está a acontecer é que os planos de gestão das ZIF estão a ser ignorados nos processos de análise e aprovação de novas plantações e rearborizações.

Acrescentou que já pediu a intervenção do Ministério da Agricultura e Florestas, exigindo que as entidades gestoras de ZIF passem a ter acesso ao sistema de informação do Regime Jurídico das Ações de Arborizações e Rearborizações (RJAAR).

Diz, também, que neste momento, as associadas da federação gestoras de ZIF não sabem o que se está a passar nos territórios sob a sua gestão e, mais grave, os planos de gestão florestal das ZIF estão pura e simplesmente a ser ignorados na apreciação dos processos de novas plantações, o que põe em causa todo o sistema.

O presidente da FNAPF rejeita a forma desordenada e descontrolada como as novas plantações de eucalipto estão a surgir, em áreas onde as suas associadas têm projectos de intervenção florestal.

O Estado tem estado a falhar redondamente na fiscalização destes processos, o que, na opinião de Vasco Campos, poderá ter reflexos a curto prazo na eficácia do funcionamento das ZIF, enquanto peça fundamental de uma política florestal assente em projectos de defesa da floresta contra incêndios e no controlo de pragas e doenças.

LUSA

Formação da Academia do Centro de Frutologia Compal já arrancou


por Ana Rita Costa- 19 Abril, 2016

A Academia do Centro de Frutologia Compal reuniu esta semana pela primeira vez os seus 12 novos formandos para o arranque da formação da 4ª edição da iniciativa.

"Com a constante preocupação de manter a Academia como uma formação de referência a nível nacional, este ano o programa vê aumentar o número de horas de formação e inclui sessões no terreno em novas frutas, como a Framboesa e a Romã", explicam os responsáveis pelo projeto.

As sessões vão percorrer o país num total de 65 horas de formação, até ao próximo mês de julho, e incluirão a abordagem de temas como fruticultura, inovação e criação de negócios, gestão agrícola, associativismo, marketing, tecnologia e sustentabilidade. A aposta na formação inclui ainda visitas a explorações agrícolas de referência como a Frutus, a Quinta d'Alens, a Fruteco e a fábrica Compal, assim como sessões no terreno com Organizações de Produtores, como a Associação de Fruticultores de Armamar (AFA), a Associação dos Produtores Agrícolas da Sobrena (APAS), a Cooperativa Agrícola de Citricultores do Algarve (CACIAL), a Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval (COOPVAL) e a Madre Fruta.

Terminado o período de formação, os empreendedores frutícolas submetem os seus projetos de negócio à avaliação do júri e os três melhores receberão uma bolsa de 20 euros cada.

Companhia das Lezírias regista os “melhores resultados de sempre”


por Ana Rita Costa- 19 Abril, 2016

A Companhia das Lezírias, empresa agropecuária detida pelo Estado, registou no ano passado lucros de 1,32 milhões de euros, um incremento de 29,4% face a 2014. Numa nota enviada às redações, a companhia caracteriza 2015 como o "melhor ano de resultados operacionais".

Em 2015, as vendas da Companhia das Lezírias cresceram 6,8% face à previsão orçamental, um aumento impulsionado pela venda de azeite e vinhos, produtos florestais, bovinos de carne, milho e pelas receitas dos serviços de turismo e visitação, que cresceram 30% face a 2014.

Para além disso, os resultados revelam que o número de visitantes cresceu 20%, atingindo os 13 mil, 7 700 dos quais visitaram o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves, localizado na Lezíria Sul, em plena Reserva Natural do Estuário do Tejo.

António Pimentel Saraiva, Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, refere que "satisfaz-nos o conjunto de resultados apresentados tendo em conta que as perspetivas para 2015, embora desafiantes, apontavam para vendas 8% inferiores a 2014, sendo a principal razão dessa previsão a menor mancha de área a descortiçar. Mas as maiores produtividades das culturas do milho, olival e vinha associadas às vendas de azeite e vinhos, e um melhor desempenho da área florestal, permitiram compensar dificuldades que se anteviam."

Em 2015, de acordo com António Pimentel Saraiva, "continuou-se a alargar a base de distribuição dos nossos produtos (carne, vinhos e azeite) com um crescente reconhecimento da sua qualidade e imagem e vimos ser renovado o certificado de gestão florestal sustentável (FSC) da nossa floresta."

De resto, "a atualização e renegociação dos contratos de arrendamento continuam a constituir uma base sólida para os resultados" da Companhia das Lezírias, que arrenda já cerca de 5 860 hectares dos seus 18 mil hectares de extensão totais.

"O ano de 2015 não só regista os melhores resultados de sempre, como consolida uma tendência de fortalecimento dos resultados de algumas atividades atenuando a oscilação de cada exercício associada à tiragem de cortiça e outros produtos florestais", conclui.

Portugal produz 55% da carne de porco que consome

Na Bolsa do Porco acerta-se o preço à porta fechada
ANA RUTE SILVA 17/04/2016 - 08:02
Numa altura em que os produtores não conseguem vender os animais a preços que cubram os custos, aumenta a pressão sobre o preço que é decidido todas as semanas pela Bolsa do Porco, no Montijo.

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Todas as quintas-feiras às 19 horas há encontro marcado. Repete-se todas as semanas ao lado da praça de touros do Montijo, no Parque Industrial da cidade, num edifício branco e cor-de-rosa. Lá dentro, no rés-do-chão, ainda há vestígios de uma dependência do Banco Espírito Santo decorada com a antiga imagem, de letras douradas sobre um fundo verde-escuro.

Sobe-se a escadaria e entra-se no território da Bolsa do Porco – Associação, legalmente constituída há 22 anos. Não há ecrãs com cotações sempre a passar, apenas secretárias de madeira escura e salas de reuniões onde se juntam os representantes dos produtores de porcos, comerciantes e industriais do sector, desde os matadouros às fábricas que produzem enchidos. Não há compra e venda de acções, não há índices, nem empresas cotadas. Nesta bolsa discute-se o preço de referência do quilo do porco (morto) para a semana seguinte.

O valor que sai todas as semanas é seguido de perto pelos suinicultores que, por estes dias, se debatem com dificuldades em vender os animais a um preço capaz de suportar todos os custos. O embargo russo aos produtos alimentares produzidos na União Europeia, uma retaliação de Moscovo às sanções impostas pela UE na sequência da operação militar na Crimeia, já se arrasta há quase dois anos. E Portugal, que não exportava carne de porco para a Rússia e nem sequer produz o suficiente para se abastecer (cobre apenas 55% das suas necessidades) sofreu indirectamente com o excesso de produtos no mercado europeu. A concorrência dos grandes produtores, como Espanha, está a ser difícil de ultrapassar. E os consumidores tardam em preferir carne portuguesa quando vão às compras.

Nas paredes da Bolsa do Porco há fotografias antigas, de grupos de homens sentados à volta de uma mesa. A placa que assinala a data de inauguração, a 30 de Janeiro de 1992, tem gravado o nome de Arlindo Cunha, ministro da Agricultura de Cavaco Silva (e actual presidente da comissão vitivinícola da Região do Dão) que em 1993 decidiu fechar as importações de suínos da UE, justificada na altura por uma "medida de controlo sanitário", como citava o Expresso. Bruxelas tinha também proibido as exportações de porcos portugueses devido à peste suína. Nessa altura, como agora, os preços eram um problema. Tal como a capacidade dos produtores de concorrer no mercado externo.

Mas a história da Bolsa começou na rua. "As pessoas juntavam-se no Montijo informalmente e faziam uma espécie de bolsa. Na prática eram vendas. Os produtores iam vender os seus porcos a intermediários que definiam ali mesmo o preço e o principal era o José Inácio", conta Nuno Correia, presidente da Associação da Bolsa do Porco. Era o preço de rua, passado de boca em boca, que guiava a decisões de compra e venda.

A entrada de Portugal na União Europeia trouxe novas exigências: era preciso ter um valor de referência mais real, que indicasse a evolução do mercado. "Começou então a falar-se na possibilidade de criar uma bolsa, à semelhança do que se fazia noutros países da Europa, como Espanha. Esta não é uma bolsa de transacções. É uma bolsa de preço indicativo dos animais", sustenta.

As associações que representavam o sector foram chamadas a participar e começaram a trabalhar em conjunto com o Ministério da Agricultura, que destacou um técnico e um administrativo para assegurar o funcionamento do novo organismo (recursos que, mais tarde, deixaram de existir). Na lista de fundadores estão a Associação Livre de Suinicultores (ALIS) e a Associação Portuguesa de Suinicultura (APS) – entretanto fundidas na ALISP, Associação Livre de Suinicultores Portugueses -, a Associação Nacional de Comerciantes de Suínos (ACS), a Associação Portuguesa dos Industriais de Carne (APIC) e a Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior (APARRM). Todas se mantêm como membros da mesa de cotações.

Cada associação designa um representante. "Normalmente tenta-se que tenham representatividade no mercado pela sua dimensão ou, não tendo, que sejam respeitados pela sua experiência e conhecimento", detalha Nuno Correia, dando como exemplo António Gameiro, que produz carne com a sua própria marca, a Ti António.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Barragens vazias já obrigam a abastecimentos com auto-tanques no Alentejo

CARLOS DIAS 11/04/2016 - 22:05

Alqueva tem reservas que asseguram o abastecimento das culturas regadas. Mesmo assim a Fenareg avisa: "Mais de 40 mil hectares poderão não ter água" na campanha de rega de 2016.

 
ENRIC VIVES-RUBIO

A escassez de água volta a marcar presença na realidade baixo alentejana. Nesta altura do ano, as reservas de água tanto de superfície como nos aquíferos subterrâneos já se revelam escassas, o que faz temer por piores consequências no próximo Verão. A Federação Nacional de Regantes (Fenareg) já alertou para "a falta de água e para as consequências na campanha de rega deste ano", lembrando que "pelo segundo ano consecutivo a precipitação foi inferior ao normal."

Os casos mais preocupantes estão assinalados no Alentejo, salienta a Fenareg, referindo que as barragens da bacia do Sado registam, neste momento, apenas 30% de água na sua capacidade de armazenamento. Os dados das Associações de Regantes e do Sistema Nacional dos Recursos Hídricos destacam as limitações hídricas nas albufeiras de Vale do Gaio (58,9%), Lucefecit (58,6), Alvito (57,7%), Fonte Serne (50%) e Divor (50%). Com situação ainda mais preocupante estão Vigia (40%), Monte da Rocha (33.5%), Odivelas (32.8%), Pego do Altar (38.7%) e Roxo (28.8%). A albufeira do Alqueva apresenta 78% da sua capacidade máxima (3.127 milhões de metros cúbicos)

Pelo segundo ano consecutivo, a precipitação foi inferior ao normal e sete bacias hidrográficas a nível nacional registam volumes armazenados "inferiores à média dos últimos 25 anos", assinala a Fenareg. Esta organização destaca os "casos mais dramáticos", nas albufeiras de Odivelas e do Roxo, onde a situação é descrita como "particularmente grave". A primeira regista um volume útil de acesso à água de apenas 31 milhões de metros cúbicos quando a sua capacidade máxima é de 96 milhões. A segunda tem uma reserva de 27 milhões quando a sua capacidade é de 94 milhões de metros cúbicos. Como têm de manter uma reserva de 10% do volume máximo, o chamado "caudal morto", a água não chega para o regadio das culturas Primavera/Verão, que no caso do Roxo é acrescido de mais 4 milhões para o abastecimento público de Beja e Aljustrel.   

O presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (ABRoxo), António Parreira, confirmou ao PÚBLICO que "o panorama é negro" mas espera que de Alqueva possa vir a reserva de água necessária para regar os culturas. O problema, acentua, "está no preço da água que é elevado para a maioria das explorações" de pequena e média dimensão.

"Vamos a ver se água vinda de Alqueva pode ser paga ou se, pelo contrário, vai cavar a sepultura de muitos agricultores" antecipa António Parreira receoso que a "pequena margem de manobra" que as explorações têm, não faça com os ganhos com a produção "sejam levados pelo custo da água."

Acresce ainda o contencioso que a ABRroxo mantém há vários anos com a empresa Águas Públicas do Alentejo (APA). A água que esta entidade capta na albufeira do Roxo para garantir o abastecimento público das populações de Beja e Aljustrel não é paga. Mas, pela primeira vez, a associação de regantes vai ter de requisitar água à Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), para abastecer o seu sistema de rega. Resta saber " se os agricultores vão ter de pagar a água que a APA vai retirar do Roxo para abastecer o consumo público".  

A Fenareg prevê que "mais de 40.000 hectares de culturas regadas poderão não ter água para esta campanha de rega de 2016", destacando que, "mais de um terço das culturas são permanentes (olival, amendoal e outras árvores de fruta, vinha, etc). As áreas de produção de arroz de Alcácer do Sal "estão também em causa", adverte esta organização.

O abastecimento público também está ameaçado com a escassez de água. Em Castro Verde a câmara local já determinou o encerramento de todos os fontanários públicos "devido ao período de seca" e para evitar "o desperdício e consumos exagerados de água", justificou ao PÚBLICO o presidente da Câmara, Francisco Duarte. O autarca garante que a situação "ainda não é preocupante" mas admite que o "período de seca que se avizinha" possa impor restrições.

Daí as decisões que a autarquia tomou no sentido de "racionalizar" os consumos por recear que o próximo Verão possa ser marcado por cenários de escassez. Com efeito, é a partir da barragem do Monte da Rocha, cuja albufeira apresenta um volume de apenas 34 milhões de metros cúbicos, (capacidade de 104 milhões de metros cúbicos de água) que são abastecidos, para além de Castro Verde, os concelhos de Ourique e Almodôvar.  

Em Mértola já foi necessário recorrer "pontualmente", no final do Inverno, aos auto-tanques para abastecer pequenas povoações mais isoladas da margem direita do Guadiana, confirmou ao PÚBLICO o presidente da Câmara, Jorge Rosa. O problema pode vir a agudizar-se no próximo Verão dado existirem aglomerados populacionais que ainda não estão ligados ao sistema de abastecimento suportado pela barragem do Enxoé que abastece Mértola e Serpa.

Mais "preocupante" é a situação dos criadores de gado, refere o autarca, realçando a falta de água nas pequenas charcas e barragens utilizadas para o abeberamento do gado e que neste momento "ou estão secas ou cobertas de lodo". Jorge Rosa admite que o problema da falta de água se vai colocar "com mais intensidade" nos meses que se seguem.

Entretanto a Fenareg já solicitou uma audiência com o Ministro da Agricultura.

A nível nacional, segundo dados do Sistema Nacional dos Recursos Hídricos, das 60 albufeiras monitorizadas, 28 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e cinco têm disponibilidades inferiores a 40%. Os armazenamentos de Março de 2016 por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias históricas para este mês - com destaque para a do Sado -, com excepção das bacias do Lima, Cávado/Ribeiras Costeiras, Ave, Douro e Tejo, que estão acima da média.

Ovibeja potencia "Terra Fértil" através da inovação e agronegócios

 19-04-2016 
  
As novas culturas, o agro-alimentar e as agro-indústrias, equipamentos e tecnologias de ponta, bem como as mais recentes técnicas de marketing vão estar em destaque na 33ª Ovibeja.
 
O evento, que se realiza de 21 a 25 de Abril, potencia a inovação e o agro-negócio num Pavilhão dedicado à temática "Terra Fértil". Um centro de excelência, da promoção e venda do que de melhor se faz no campo e a partir do campo.

 
Uma mostra com um forte cariz empresarial e tecnológico que reúne empresas nacionais e internacionais, marcas, entidades e organizações de produtores que operam na inovação das culturas tradicionais e nas novas culturas e fileiras agrícolas. Em foco vai estar a sua incontornável importância para a afirmação e desenvolvimento do sector agrícola e para a economia agrícola nacional.
 
O Pavilhão Terra Fértil vai ainda contemplar uma zona de apresentações ao dispor dos expositores para a qual foi delineada uma programação própria. Estas iniciativas, que contam com o envolvimento de entidades oficiais, técnicos e peritos dos mais variados setores agrícolas, têm como meta o fortalecimento de relações de proximidade com o público interessado, para identificar e debater os diferentes desafios e oportunidades de um setor em franca expansão.
 
A CONFAGRI irá estar presente no certame com um stand próprio, à entrada do Pavilhão Institucional. Não hesite em visitar-nos. Para garantir uma dinâmica empresarial e de networking vai estar também ao dispor uma zona destinada a reuniões entre empresas (B2B) e potenciais clientes e parceiros (B2C), num contexto de Unique Selling Point, uma abordagem integrada da produção ao consumidor final.
 
Consulte aqui o Programa http://www.ovibeja.pt/programa
 
Fonte: CONFAGRI

Novas medidas contra Xylella fastidiosa

  19-04-2016 
 

 
Os especialistas dos Estados-membros aprovaram, na sexta-feira passada, medidas adicionais contra Xylella fastidiosa, uma das bactérias conhecidas mais perigosas no mundo das plantas.
 
Com as novas medidas são actualizados alguns elementos das disposições de emergência existentes, aprovados em Maio de 2015. Em particular, tem em conta a evolução da Xylella fastidiosa no território italiano e o facto de novos surtos registados na zona circundante à infectada província de Lecce desde a adopção das últimas medidas de emergência em 2015.
 
As novas medidas aprovadas preveem uma área mais ampliada de demarcação de forma a evitar uma maior propagação da bactéria no resto do território da União Europeia.
 
Fonte: Agrodigital