quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Disponibilizados 5 milhões para recuperar Algarve

Restabelecer o potencial produtivo

O Governo disponibilizou cinco milhões de euros para restabelecer o
potencial produtivo destruído pelos incêndios e pelo tornado que
afetaram o Algarve, anunciou esta terça-feira a Direção Regional de
Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAL).
15 Janeiro 2013Nº de votos (1) Comentários (0)



A DRAPAL informou, em comunicado, que, por despacho do secretário de
Estado da Agricultura, e na sequência dos incêndios do verão passado
em Tavira, São Brás de Alportel e Castro Marim e do tornado de
novembro em Lagoa e Silves, foi acionado este apoio que visa "o
restabelecimento das condições de produção afetadas por catástrofes ou
calamidades de elevado impacto".
O montante global do apoio disponível "é de 5 milhões de euros. O
valor do apoio a conceder sob a forma de incentivo não reembolsável
corresponde a 75% do valor do investimento elegível. O montante mínimo
do investimento elegível é de 2.500 euros. As despesas de investimento
são elegíveis desde a data da ocorrência do incêndio ou tornado",
precisou a Direção Regional.
O apoio será concedido, segundo a mesma fonte, ao abrigo "da Ação
1.5.2. 'Restabelecimento do potencial produtivo agrícola', integrada
no Subprograma n.º 1 do Programa de Desenvolvimento Rural do
Continente, PRODER".
Assim, é concedido um apoio "à reconstituição do potencial produtivo
agrícola das explorações, no que se refere a animais, plantações
plurianuais, equipamentos e infraestruturas situadas nas mesmas, que
tenham sido danificadas na sequência dos incêndios florestais de 18 a
21 de julho de 2012 ou do tornado ocorrido em 16 de Novembro de 2012",
acrescentou.
A DRAPAL referiu que os pedidos de apoio devem ser apresentados
através de formulário eletrónico disponível no sítio da internet do
PRODER (www.proder.pt) e devem ser apresentados entre 21 de janeiro e
as 19 horas de dia 21 de março.
Para esclarecer os proprietários afetados pelo tornado, a DRAPAL vai
realizar sessões de esclarecimento em Lagoa, na Câmara Municipal, no
dia 21, às 09h30, e em Silves, a 24 de janeiro, às 16h30.
Os afetados pelo incêndio terão oportunidade de ouvir os
esclarecimentos da DRAPAL no dia 19, às 9h30, na Câmara de São Brás de
Alportel, às 11h30, na Junta de Freguesia de Cachopo (Tavira) e, às 16
horas, na Casa do Povo de Santa Catarina da Fonte do Bispo (Tavira).
Em Santiago (Tavira), a ação de esclarecimento será feita no dia 24,
às 9h30, na estação agrária, seguindo-se às 11h30 a sessão em Castro
Marim, na biblioteca municipal.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/disponibilizados-5-milhoes--para-recuperar--algarve

Copa-Cogeca: Inovação no tratamento de sementes demonstra benefícios para o rendimento e economia

15-01-2013




O Copa-Cogeca, em reacção a um novo estudo sobre o tratamento de
sementes por neonicotinóides para o sector europeu de culturas
arvenses, declarou que o tratamento melhora significativamente os
rendimentos.

O estudo, publicado pelo Fórum Humboldt sobre alimentação e
agricultura, acerca dos benefícios daquele tratamento por
neonicotinóides, uma classe de insecticidas que tiveram origem na
molécula de nicotina, o qual é crucial perante a extrema volatilidade
do mercado, o aumento dos custos das matérias-primas, as más condições
meteorológicas e o aumento da procura mundial de alimentos.

O processo é causa proporciona uma vantagem económica de quatro mil
milhões de euros, potencia o emprego nas zonas rurais da União
Europeia (UE) e atesta os auxílios prestados através da investigação e
inovação.

Os resultados do estudo salientam que o uso em tratamentos agrícolas
de neonicotinóides não só representa uma vantagem económica
significativa para o agricultor como garante, graças a melhores
rendimentos, uma maior quantidade de
matéria-prima para a indústria de alimentos e ração animal.

Um factor de grande importância, tendo em conta o baixo nível de
stocks de cereais e globais da campanha de cereais a nível mundial em
2012, a pior dos últimos cinco anos. O tratamento oferece também
vantagens sanitárias, garantindo a saúde das culturas e níveis
inferiores de micotoxinas nos cereais, substâncias naturais produzidas
por determinados fungos que infectam os grãos e seus subprodutos,
especialmente cereais, durante seu crescimento no campo ou na fase de
armazenamento. Ao mesmo tempo criam 50 mil postos de trabalho nas
zonas rurais da UE, o que é muito importante fase à crise económica
actual.

O secretário-geral do Copa-Cogeca, Pekka Pesonen, sublinhou que «esta
é a primeira vez que se desenvolve um estudo deste tipo, que
quantifica as vantagens socioeconómicas deste tratamento.

A investigação revela que a produção agrícola já não pode ser tida
como certa e que os agricultores precisam de um gama completa de
ferramentas tecnológicas que lhes permita melhorar a eficiência no uso
dos recursos e continuarem competitivos».

Fonte: Copa-Cogeca

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45579.aspx

Investimentos no agro-alimentar ajudam a contrariar a crise

15-01-2013



Um protótipo para a produção de ovos estrelados instantâneos,
desenvolvido ao longo de quatro anos, foi apresentado à Ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, em Pombal.

Os promotores do projecto com a marca comercial Egg Ready garantem que
o produto, que é depois embalado individualmente, está pronto a ser
consumido como um ovo estrelado normal, após ser aquecido num forno
micro-ondas. O projecto, do grupo português Derovo, já tem como
cliente uma companhia aérea árabe.

A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, que acompanhou o Ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros, Paulo Portas, na visita, assistiu à produção dos ovos
estrelados que saíam da máquina idealizada pelo Departamento de
Engenharia Mecânica da Universidade do Minho e construída pela firma
Valinox, parceiros no projecto.

«Saúdo este excelente exemplo que resulta de uma parceria entre uma
universidade e uma empresa, que não tem medo de arriscar na procura de
novas tecnologias, novos produtos e novos mercados. Até no ovo
estrelado é possível inovar, não há limites à nossa imaginação»,
afirmou Assunção Cristas após ouvir as explicações do funcionamento da
máquina, na fábrica Gemadouro.

«Este sector já exporta para uma multiplicidade de países. Tem a
ambição de exportar ainda mais, de exportar produtos novos e
conquistar novos mercados», afirmou Assunção Cristas.

A governante também sublinhou que «mesmo em recessão, o sector
agro-alimentar cresce 2,8 por cento ao ano, e se olharmos para as
exportações verificamos que 20 por cento correspondem aos sectores
agro-alimentar e florestal».

Ainda em Pombal, a Ministra da Agricultura participou na inauguração
de uma fábrica de sobremesas, vocacionada para a exportação, que vai
criar 43 empregos.

A fábrica DoceReina resulta de uma parceria entre o grupo português
Derovo e o espanhol Reina, num investimento superior a 11 milhões de
euros. Com um volume de negócios de 15 milhões de euros, produziu já
cerca de 11 mil toneladas de sobremesas - correspondentes a cerca de
100 milhões de doses individuais - incluindo pudins, arroz doce,
gelatinas, leite-creme e natas do céu, fabricados maioritariamente a
partir de matérias-primas portuguesas.

O grupo Derovo junta produtores de ovos nacionais e é uma empresa
líder na produção de derivados de ovo, possuindo duas unidades de
produção, em Pombal e nas Astúrias, onde se processam diariamente três
milhões de ovos, destinados aos mercados internacionais. O grupo
Postres y Dulces Reina produz sobremesas lácteas, tendo fabricado em
2012 cerca de 56 mil toneladas.



Fonte: Portal do Governo

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45580.aspx

Portugal desperdiça um milhão de toneladas de alimentos por ano

14-01-2013



O primeiro estudo nacional sobre as perdas ao longo da cadeia de
aprovisionamento alimentar indica que há quem deite fora um iogurte
que está fora do prazo, quem ponha no lixo os restos do jantar, ou o
lanche que o filho não comeu, a fruta que amadureceu de mais, as
sobras que guardou durante uma semana com a intenção de os aproveitar
e que, entretanto, se estragaram.

Este é o resultado de um primeiro estudo deste tipo feito no país, "Do
Campo ao Garfo - Desperdício Alimentar em Portugal". Podem ser
pequenas quantidades, mas, se somarmos o que cada um dos consumidores
deita fora, percebemos que estamos a contribuir para o milhão de
toneladas de alimentos que anualmente são desperdiçados em Portugal,
um valor correspondente a 17 por cento do total produzido pelo país.

A Instituição britânica dos Engenheiros Mecânicos indica que as
técnicas agrícolas, de armazenamento e de transporte, desadequadas, a
que se soma a lógica da sociedade de consumo, levam a que entre 30 a
50 por cento dos alimentos produzidos anualmente acabem no lixo.
Entre 1,2 a 2 mil milhões toneladas dos alimentos, de 30 a 50 por
cento dos produzidos anualmente em todo o mundo, acabam no lixo,
segundo indica um relatório divulgado por esta instituição.

Segundo as estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a
população mundial terá atingido os 9,5 mil milhões de pessoas em 2075,
o que significa que o planeta terá mais três mil milhões de pessoas
para alimentar.

O relatório "Global Food, Wast Not, Want Not" refere a previsão da ONU
sobre o aumento da população mundial, a par dos seus números sobre o
desperdício, para alertar para a importância de se actuar sobre as
causas que levam a que grande parte dos alimentos produzidos em todo o
planeta seja desaproveitada.

Uma produção que tem elevados custos ambientais, dada a quantidade de
terrenos, de energia, fertilizantes e água que requer. E caso não se
resolva o problema do desperdício, a produção terá de aumentar
significativamente.
Técnicas agrícolas, de armazenamento e de transporte desadequadas, a
par do modo de funcionamento dos mercados e da sociedade de consumo,
são apontadas como as causas do problema.

O relatório recomenda que a ONU trabalhe conjuntamente com os
diferentes governos e com instituições de apoio ao desenvolvimento
para «alterar as mentalidades em relação ao desperdício,
desencorajando as práticas de desperdício de agricultores, produtores
de alimentos, supermercados e consumidores».

Fonte: Público; Expresso

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45564.aspx

Veterinários admitem aceitar pagamentos a prestações

CRISE

por Lusa, publicado por Graciosa Silva14 janeiro 201314 comentários


Os consultórios e hospitais veterinários estão a aceitar pagamentos a
prestações para evitar que os animais faltem às vacinas ou deixem de
ter ração devido às dificuldades económicas dos donos, disse hoje
Bruno Rolo, do Sindicato dos Médicos Veterinários.

Em declarações à agência Lusa Bruno Rolo, membro da direção do
Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV), disse que a crise
económica está a afetar clínicas, consultórios e hospitais
veterinários já que os clientes, apesar da forte ligação aos seus
animais de estimação, mostram cada vez mais dificuldades em fazer os
pagamentos.
"Sempre existiram dívidas de clientes que tinham problemas em pagar,
mas atualmente sente-se com mais intensidade. [Hoje] toda a gente tem
casos de pessoas que pagam a crédito, a prestações", disse,
acrescentando que os veterinários têm verificado atrasos em consultas
e vacinas ou mesmo donos que evitam marcar cirurgias para os seus
animais ou deixam de comprar rações de boas marcas e 'brinquedos' para
os animais.
"Na minha clínica, não tenho muitas razões de queixa pois os meus
clientes regulares continuam a vir, mas não consomem tantas rações de
marca, passaram para as de marca branca. Evitam gastar na aplicação de
produtos de cosmética e tosquias (...). Na minha clínica facilito as
prestações e tenho alguns casos de pagamentos em atraso, porque não
tenho outra alternativa, não vou deixar de tratar os animais", disse.
Bruno Rolo salientou que a sua clínica não "é a Santa Casa da
Misericórdia dos animais", mas acaba por aceitar muitos casos sabendo
que os donos não têm capacidade para pagar, principalmente quando se
trata de reformados e desempregados.
Responsáveis de dois consultórios e um hospital da área metropolitana
de Lisboa contaram à Lusa que também estão a aceitar pagamentos a
prestações, porque os clientes não conseguem pagar e, se não
facilitarem, os animais acabam por ser abandonados.
Os mesmos responsáveis, que não quiseram ser identificados, referiram
que têm perdido muitos clientes, mesmo aqueles que possuíam apólices
de seguro que cobriam consultas, tratamentos e cirurgias.
O veterinário Bruno Rolo explicou à Lusa que, há uns anos, as
seguradoras criaram apólices específicas para os animais, não só de
responsabilidade civil, mas também com a vertente de comparticipação
de consultas, tratamentos, cirurgias ou medicamentos: No entanto,
segundo referiu, essas apólices não tiveram o sucesso esperado, ao
contrário do que se passa em muitos países europeus.
A Lusa contactou algumas seguradoras que confirmaram ter pacotes
direcionados para os animais e que têm registado quebras nas vendas
devido à crise que o país atravessa.
Fonte do gabinete de marketing e comunicação do Millennium bcp Ageas
Grupo Segurador (Ocidental Seguros) disse à Lusa que, em 2011, foram
vendidas 3.425 apólices do Seguro Pétis (de assistência veterinária e
medicamentosa), sendo que, até 12 de dezembro do ano passado, o número
de apólices vendidas foi de 2.866, o que representa uma quebra de
cerca de 16%.
Também uma fonte da seguradora Fidelidade adiantou que houve uma
quebra na adesão, enquanto a Mapfre e a Liberty Seguros referiram ter
tido um acréscimo no universo deste tipo de seguros.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2991940&page=-1

Valorizar os produtos agro-alimentares locais

14 Jan 2013
Os produtos agro-alimentares locais têm uma importância vital para os
territórios rurais onde são produzidos, pois são a base da
sustentabilidade económica, social, ambiental e cultural.


A comercialização de proximidade representa uma solução para
ultrapassar dificuldades de acesso ao mercado por parte das produções
de pequena dimensão, possibilitando melhorar os preços de venda,
aumentar o rendimento dos produtores e reter localmente o valor
acrescentado.


Para os consumidores, esta forma de comercialização permite ter acesso
a produtos de qualidade, com origem conhecida (rastreabilidade dos
produtos), contribuir para a manutenção destas produções, da
actividade económica dos produtores e para a sustentabilidade dos
territórios rurais.


Na Europa e em Portugal, a comercialização de proximidade ganhou uma
nova dinâmica, quer pela renovação das tradicionais formas de venda
quer pelo surgimento de iniciativas inovadoras de venda de
proximidade.


Este seminário pretende divulgar diferentes experiências de sucesso de
comercialização de proximidade desenvolvidas em Portugal e em França,
nas modalidades de fornecimento de produtos agro-alimentares locais à
restauração colectiva (cantinas colectivas e restauração),
comercialização de cabazes hortofrutícolas e feiras de produtos
tradicionais.



Consulte o programa do seminário.
http://www.adrepes.pt/files/programa_seminario_prod_local.pdf

Organização
Rede Rural Nacional.

Colaboração

Grupo interministerial para a elaboração de uma Estratégia para a
Valorização da Produção Agrícola Local (GEVPAL).


Apoio

Câmara Municipal de Alcochete.

Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPES).





Data e local
24 de Janeiro de 2013, das 9h30 às 17h30.


Auditório do Fórum Cultural de Alcochete.
Google Maps: http://goo.gl/3EiQD
GPS: W 8.97224º - N 38.74601º


Inscrição
A participação é livre.
A inscrição deve ser feita através de formulário online, até dia 22 de Janeiro.
Limite de 150 participantes.


Informações
Contacte:

Ana Entrudo - aentrudo@dgadr.pt ou 21 844 2394.
Maria José Ilhéu - milheu@dgadr.pt ou 21 844 2395.

http://www.adrepes.pt/index.php?action=view&id=204&section=22&module=newsmodule

Lusovini volta a apostar no mercado interno

Home \ Notícias \ Lusovini volta a apostar no mercado interno
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Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2013 às 16:21Depois de um ano 2012
centrado na exportação, a distribuidora Lusovini volta a trabalhar o
mercado português. A mudança de estratégia foi comunicada à imprensa
durante um jantar de apresentação dos vinhos que compõem o seu
catálogo e em que estiveram presentes os produtores associados.

A Lusovini, durante um jantar na Fundação Champalimaud, considerou que
os resultados alcançados em 2012 foram positivos e permitiram garantir
a base de sustentabilidade da empresa assente numa quota de exportação
que chegou aos 75% das vendas. Em conjunto com os produtores
representados, a distribuidora enfatiza que para alcançar estas cifras
foi muito importante adaptar os vinhos aos mercados onde actuam e
apostar no segmento de topo. Alcançada a estabilidade e o equilíbrio
das contas, a Lusovini considera que é altura de olhar outra vez para
o mercado interno e apostar num crescimento sustentado.
Num jantar de balanço do ano, foram apresentados os 55 vinhos que
compõem o seu portfólio para 2013, dos quais quase cinquenta são
feitos em parceria com enólogos e produtores nacionais. Esta
associação, segundo explicaram Casimiro Gomes e Carlos Moura, tem sido
muito frutuosa e ultrapassa a normal relação distribuidora –
produtores, uma vez que a Lusovini intervém na discussão do conceito e
posicionamento dos vinhos antes do seu engarrafamento ao mesmo tempo
que assegura a sua distribuição em todos os mercados. No estrangeiro,
o maior destino tem sido Angola, seguido do Brasil e da Europa central
e do norte. Seguem-se, por volume de vendas, a China, os Estados
Unidos da América e Moçambique, onde só há poucos meses a Lusovini
começou a operar. Para além das vendas, as parcerias estendem-se
também às acções comerciais no terreno, com a presença activa dos
produtores no lançamento de marcas em mercados prioritários, como
aconteceu em Angola e que será agora replicada em outros mercados. São
parceiros da Lusovini, através de marcas exclusivas, os seguintes
produtores: Álvaro Castro, Domingos Alves de Sousa, Ricardo Guerra,
João Paulo Gouveia, Anselmo Mendes, Herdade do Menir, Luís Duarte,
Henrique Granadeiro, Pedro Carmo, Pedro Soares, Quinta da Alorna, João
Pedro Araújo, Casimiro Gomes, e J.H. Andresen.

http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/lusovini_volta_a_apostar_no_mercado_interno_14342

Programa Estágios Profissionais do IEFP abrange novos destinatários

09-01-2013


Com a publicação da Portaria n.º 3-B/2013, de 4 de Janeiro, é alargado
o público-alvo do Programa de Estágios Profissionais, passando a
abranger como destinatários, para além de jovens até 30 anos com
qualificação de nível 4 ou superior e de adultos com mais de 30 anos à
procura de novo emprego que tenham obtido há menos de 3 anos uma
qualificação de nível 2 ou superior, os desempregados, inscritos nos
Centros de Emprego ou Serviços de Emprego dos Centros de Emprego e
Formação Profissional, que integrem família monoparental ou cujos
cônjuges, ou pessoas com quem vivam em união de fato, se encontrem
igualmente desempregados.

Assegura-se, assim, melhores perspetivas de reconversão profissional e
reinserção no mercado de trabalho a estes desempregados, através da
realização de estágios de 9 meses em entidades empregadoras privadas
com ou sem fins lucrativos.

Estes desempregados, quando participam no estágio, têm direito a bolsa
mensal no valor do Indexante de Apoios Socais, a subsídio de
alimentação e seguro, sendo as entidades que os acolhem
comparticipadas pelo IEFP, IP a 100% no valor da bolsa e, dentro de
determinados limites, no valor do subsídio de alimentação e do prémio
do seguro.

Para mais informações consulte a Portaria n.º 3-B/2013, de 4 de
Janeiro e o Regulamento do Programa:
http://dre.pt/pdf1sdip/2013/01/00301/0000500009.pdf
http://www.iefp.pt/apoios/candidatos/Estagios/Documents/Programa%20Est%C3%A1gios%20Profissionais/Regulamento%20Est%C3%A1gios%20Profissionais%20-%20Portaria%2092-2011%20alterada%20pela%20309-2012%20e%203B-2013.pdf

http://www.iefp.pt/noticias/Paginas/ProgramaEstagiosProfissionais.aspx

Comissão Europeia lança consulta pública sobre o futuro da produção biológica

por Ana Rita Costa
15 de Janeiro - 2013
A Comissão Europeia lançou uma consulta em linha destinada aos
cidadãos interessados na produção biológica na Europa. A consulta irá
contribuir para o debate sobre um novo regulamento.


As regras europeias relativas à produção biológica abrangem toda a
cadeia de produção. Os operadores que cumprem estas regras têm o
direito a rotular os seus produtos de "biológico" e de pôr o logótipo
europeu com a folha verde nas suas embalagens.

A Comissão apela à participação dos cidadãos para identificar as
questões em jogo para o futuro do setor biológico. A consulta vai
abranger medidas de simplificação a introduzir no regime atual,
questões de controlo e do comércio internacional.

Dacian Ciolos, Comissário Europeu responsável pela agricultura e pelo
desenvolvimento rural, afirmou: "Atualmente, a produção agrícola
sustentável e a gestão dos recursos estão a tornar-se cada vez mais
importantes do ponto de vista político e os consumidores estão mais
atentos à forma como os alimentos são produzidos. Esta é, por
conseguinte, uma boa oportunidade para sublinhar o nosso compromisso
para com os mais elevados padrões em matéria de produção biológica e
para rever, se necessário, as nossas normas biológicas a fim de criar
as melhores condições possíveis para incentivar o desenvolvimento da
produção biológica na Europa."

A consulta decorrerá de 15 de janeiro a 15 de abril de 2013 e o
questionário pode ser consultado aqui.
http://ec.europa.eu/yourvoice/ipm/forms/dispatch?form=orgagric2013&lang=en

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6906&bl=1

Junta distribui 80 porcos de 20 quilos para promover regresso à agricultura

Publicado ontem


36 0 0
A Junta de Freguesia de Linhares, em Paredes de Coura, vai oferecer à
população cerca de 80 porcos de 20 quilos, investimento que ascende a
cinco mil euros e que tenta promover o regresso à agricultura.

A medida, que se estreia este ano, insere-se no Plano de
Desenvolvimento Rural lançado em 2011 pela autarquia de Linhares,
freguesia em que os 200 habitantes se distribuem por 80 casas.

"Em mais de dois anos fizemos com que o número de pessoas que
trabalham o campo aumentasse 50%. Começámos por dar sementes, depois
foram os pintos e em 2013 serão cinco mil euros em suínos", anunciou
hoje o autarca de Linhares, Amândio Pinto.

Tudo, afirma, para que em tempos de crise as pessoas possam "garantir
alguma poupança no orçamento familiar", fomentando o regresso à
agricultura, "pelo menos de subsistência".

"Além disso, é um trabalho saudável", lembra.

Este plano já custou mais de 40 mil euros, sendo totalmente financiado
com as receitas provenientes dos baldios da freguesia.

Há três anos, a Junta começou por distribuir 60 euros em sementes por
cada casa, o que só em batata representa três sacos de 25 quilos. Por
ano, ascende globalmente a um custo de 5.000 euros e, correndo bem,
pode representar, por casa, uma tonelada de batata na época da
colheita.

"Chega para consumir todo o ano e para alimentar os animais", assume o
autarca local.

Em simultâneo, a população passou a usufruir também de quatro horas
por ano no trator comunitário, com as despesas, que chegam aos 3.000
euros, a correr por conta do plano.

Anualmente, a partir de 2012, recebe, ainda, 20 pintos por cada casa,
com a obrigatoriedade de possuírem um galinheiro, o que já acontece
com 62 das habitações da freguesia. Este fornecimento representa,
contudo, um custo anual de 3.000 euros.

A partir deste ano será introduzido um novo incentivo, que passa pela
entrega de um porco, de 20 quilos e que pode custar até 60 euros.

"Claro que impomos algumas condições. No caso do porco necessitam de
ter um campo de milho com pelo menos mil metros quadrados, para
garantir alimento", explica o autarca Amândio Pinto, garantindo que em
pouco mais de dois anos o plano é já um sucesso e a adesão da
freguesia caminha para ser total.

"É que em altura de crise todos os euros contam", rematou.

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Paredes%20de%20Coura&Option=Interior&content_id=2995029&page=-1

Ética e agricultura

OPINIÃO

PETER SINGER 15/01/2013 - 19:35

Deveriam os países ricos – ou os investidores aí estabelecidos –
comprar terrenos agrícolas em países em desenvolvimento? Esta questão
foi levantada no relatório Negociações Transnacionais de Terrenos para
Agricultura no Hemisfério Sul, divulgado no ano passado pela Land
Matrix Partnership, um consórcio europeu de institutos de investigação
e de organizações não-governamentais.

O relatório mostra que, desde 2000, os investidores ou órgãos estatais
dos países ricos ou emergentes compraram mais de 83 milhões de
hectares (mais de 200 milhões de ares) de terrenos agrícolas em países
em desenvolvimento mais pobres - o que equivale a 1,7% dos terrenos
agrícolas a nível mundial.

A maior parte das referidas aquisições foi feita em África, dois
terços das quais foram efectuadas em países onde a fome é generalizada
e as instituições para o estabelecimento de propriedade fundiária
formal são muitas vezes frágeis. Só em África, as aquisições ascendem
a uma área de terrenos agrícolas com a dimensão do Quénia.

Foi alegado que os investidores estrangeiros estão a adquirir terras
que não estão a ser cultivadas; deste modo, ao viabilizar estes
terrenos para a produção, aumentam as aquisições e a disponibilidade
global de alimentos. Mas o relatório da Land Matrix Partnership
verificou não ser esse o caso: cerca de 45% das aquisições de terrenos
agrícolas incluíam terrenos que estavam a ser cultivados e cerca de um
terço dos terrenos adquiridos era composto por área florestal,
indicando que o seu desenvolvimento poderia representar riscos para a
biodiversidade.

Os investimentos são privados e públicos (por exemplo, procedentes de
entidades estatais) e são provenientes de três diferentes grupos de
países: economias emergentes como a China, a Índia, o Brasil, a África
do Sul, a Malásia e a Coreia do Sul; países do Golfo ricos em petróleo
e países com economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e vários
países europeus. Em média, o rendimento per capita nos países que
estão na origem destes investimentos é quatro vezes superior ao dos
países-alvo.

A maioria dos investimentos tem por objectivo a produção de alimentos
ou outras culturas para serem exportadas dos países em que a terra é
adquirida, pela razão óbvia de que os países mais ricos podem pagar um
valor mais elevado pelos produtos. Mais de 40% destes projectos visam
exportar alimentos para o país de origem – o que sugere que a
segurança alimentar é uma das principais razões para a aquisição dos
terrenos.

A Oxfam International atribui a designação "apropriação de terras" a
algumas destas transacções. O seu relatório, Nossa Terra, Nossas Vidas
(http://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/bn-land-lives-freeze-041012-en_1.pdf),indica
que, desde 2008, as comunidades afectadas pelos projectos do Banco
Mundial apresentaram 21 queixas formais de alegadas violações dos seus
direitos fundiários. A Oxfam, chamando a atenção para as situações de
aquisições de terrenos em grande escala que constituíram violações
claras dos direitos, solicitou ao banco que congelasse os
investimentos em matéria de aquisição de terrenos até que sejam
estabelecidas normas que garantam que as comunidades locais são
informadas desses investimentos com antecedência, com a opção de poder
recusá-los. A Oxfam pretende igualmente uma garantia por parte do
banco de que estes negócios de terras não prejudicam a segurança
alimentar, quer a nível local, quer nacional.

Em resposta, o Banco Mundial admitiu que existem casos de abuso na
aquisição de terrenos, especialmente nos países em desenvolvimento
onde a governação é frágil e afirmou defender uma participação mais
transparente e inclusiva. Simultaneamente apontou para a necessidade
do aumento da produção de bens para alimentar os dois mil milhões de
pessoas que se prevê viverem em 2050 e sugeriu que, para melhorar a
produtividade, é necessário um maior investimento na agricultura nos
países em desenvolvimento. O banco rejeitou a ideia de uma moratória
sobre o seu próprio trabalho com os investidores na agricultura,
argumentando que a mesma iria incidir precisamente naqueles que têm
maior probabilidade de agir correctamente.

Poderia perguntar-se se a transparência e a exigência do consentimento
por parte dos proprietários locais para uma venda serão suficientes
para proteger as pessoas que vivem em condições de pobreza. Os
defensores dos mercados livres argumentam que, se os proprietários
rurais locais pretendem vender a sua terra, a escolha é sua.

Mas, tendo em conta as pressões da pobreza e a atracção pelo dinheiro,
o que é preciso para que as pessoas sejam capazes de fazer uma escolha
verdadeiramente livre e esclarecida sobre a venda de algo tão
significativo como um direito de propriedade? Afinal, não permitimos
que as pessoas pobres vendam os seus rins
(http://www.project-syndicate.org/commentary/kidneys-for-sale-) a quem
pagar mais.

Naturalmente, os defensores radicais dos mercados livres dirão que
deveríamos fazê-lo. Mas, no mínimo, é preciso explicar a razão pela
qual as pessoas devem ser proibidas de vender os rins, mas não de
vender a terra onde cresce o seu alimento. A maioria das pessoas pode
viver sem um rim. Ninguém pode viver sem alimentos.

Por que razão a compra de partes do corpo origina uma condenação
internacional e a compra de terrenos agrícolas não provoca a mesma
reacção, mesmo quando esta implica expulsar proprietários rurais
locais e produzir alimentos para exportação para os países ricos, em
vez de assegurar o consumo local?

O Banco Mundial pode realmente estar mais preocupado do que os outros
investidores estrangeiros relativamente aos direitos dos proprietários
locais. Se assim for, as 21 queixas apresentadas contra os projectos
do banco são provavelmente a ponta visível de um enorme icebergue de
violações de direitos fundiários por parte de investidores
estrangeiros em projectos agrícolas de países em desenvolvimento –
ficando as restantes partes do icebergue invisíveis, uma vez que as
vítimas não têm acesso a qualquer procedimento de denúncia.

Um desses casos chegou tardiamente ao conhecimento da Comissão dos
Direitos Humanos da ONU. Em Novembro, a comissão concluiu que a
Alemanha não conseguiu controlar o Neumann Kaffee Gruppe no que diz
respeito à sua conivência na expulsão forçada de várias aldeias no
Uganda para dar lugar a uma grande plantação de café.

As expulsões tiveram lugar em 2001 e as populações locais ainda vivem
em condições de extrema pobreza. Não foi encontrada uma solução, nem
no Uganda nem na Alemanha, para a violação de direitos que, de acordo
com a comissão, lhes assistem ao abrigo do Pacto Internacional sobre
os Direitos Civis e Políticos
(http://www2.ohchr.org/english/law/ccpr.htm), do qual a Alemanha é um
dos signatários. Deveremos acreditar que os proprietários de terras
teriam uma vida melhor com investidores da China ou da Arábia Saudita?

Tradução: Teresa Bettencourt/Project Syndicate

Peter Singer é professor de Bioética na Universidade de Princeton e
professor laureado na Universidade de Melbourne

http://www.publico.pt/opiniao/noticia/etica-e-agricultura-1580832

Jerónimo Martins ocupa 76.º lugar no relatório da Deloitte de 2013 sobre setor da distribuição

Lusa
15 Jan, 2013, 18:54

A Jerónimo Martins ocupa o 76.º lugar e a Sonae a 148.ª posição entre
as 250 maiores empresas de retalho do mundo, de acordo com o relatório
da Deloitte 2013 sobre o setor hoje divulgado.
O estudo, denominado "2013 Global Powers of Retailing", foi feito em
parceria com a Stores Media e o período de análise visa o ano fiscal
de 2011, que terminou em junho do ano passado.

De acordo com o relatório, a Jerónimo Martins, dona da cadeia Pingo
Doce, ocupa o 76.º lugar na classficação geral, tendo subido cinco
lugares face ao estudo anterior, e está na 22.ª posição entre as 50
retalhistas com crescimento mais rápido entre 2006 e 2011.

Na 148.ª posição está a Sonae, que detém a cadeia de hipermercados
Continente, que desceu três posições em relação ao relatório anterior.

A lista das 250 maiores retalhistas é liderada pela norte-americana
Wal-Mart Stores, seguida da francesa Carrefour e da britânica Tesco.

A alemã Metro ocupa a quarta posição, seguida das norte-americanas The
Kroger e Costco Wholesale Corporation, respetivamente.

Em sétimo e oitavo lugares estão as alemãs Schwarz Unternehmens
Truehand e Aldi Einkauf, com as norte-americanas Walgreen e The Home
Depot a completarem a lista das 10 primeiras.

"As receitas do setor de retalho a nível mundial atingiram os quatro
biliões de dólares (cerca de três biliões de euros) no ano fiscal de
2011", refere o relatório 2013 Global Powers of Retailing da Deloitte
Touche Tohmatsu Limited.

"Apesar do clima económico, este valor representa um aumento de cinco
por cento nas receitas do setor", adianta o estudo.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=619717&tm=6&layout=121&visual=49

UNAC participa em conferência internacional sobre estratégias de prevenção de incêndios florestais

Nos passados dias 7 e 8 de Janeiro, a UNAC - União da Floresta
Mediterrânica participou na 4.ª Conferência Internacional "Strategies
on Forest Fire Prevention in Southern European Forests", que decorreu
em Bordéus, França.

Organizado pela USSE – União dos Silvicultores do Sul da Europa, pelo
Instituto Europeu da Floresta Cultivada e pela Associação Regional de
Defesa da Floresta Contra Incêndios da Aquitânia, esta Conferência
Internacional pretendeu identificar, avaliar e apresentar diferentes
estratégias de sucesso no âmbito da prevenção contra incêndios
florestais, contou com participantes de diversos países europeus.

A UNAC foi convidada a apresentar a estratégia de prevenção
desenvolvida pelas suas associadas, a qual assenta em cinco eixos de
intervenção: fomento da gestão e do investimento florestal; criação de
zonas de intervenção florestal; criação de Sistemas de Defesa da
Floresta Contra Incêndios; desenvolvimento da certificação florestal e
criação de um seguro contra incêndios florestais, e para identificar
quais são os obstáculos ao apoio ao investimento em matéria de DFCI,
questão relevante no âmbito do próximo Programa de Desenvolvimento
Rural 2014-2020.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/15e.htm

Última década foi a mais quente desde 1880

CLIMA

por Lusa, publicado por Elisabete SilvaHoje4 comentários


Fotografia © Rui Oliveira/Global Imagens
A última década foi a mais quente que o planeta conheceu desde que se
começaram a fazer registos de temperaturas em 1880, indicaram na
terça-feira climatólogos dos EUA, noticia a agência AFP.

Com exceção de 1998, os nove anos mais quentes foram registados depois
de 2000, com 2010 a ser o que teve a temperatura mais elevada, seguido
de perto por 2005.
A temperatura média mundial subiu cerca de 0,8 graus centígrados desde 1880.
Um climatólogo da agência espacial norte-americana (NASA, na sigla em
Inglês), Gavin Schmidt, destacou que "a temperatura de um ano não é em
si significativa, mas o que conta é o facto de a última década ter
sido mais quente que a precedente e estar mais quente que a anterior".
A conclusão desta tendência é a de que "o planeta está a aquecer,
devido a que as pessoas emitem cada vez mais dióxido de carbono para a
atmosfera".
O ano 2012 foi o nono mais quente, com uma média de 14,6 graus
Celsius, mais 0,6 graus que o verificado no meio do século XX, segundo
os números mais recentes do Instituto Goddard para os Estudos
Espaciais (GISS, na sigla em Inglês), da NASA.
A agência dos EUA para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA, na sigla em
Inglês) anunciou na última semana que o ano 2012 tinha sido o mais
quente alguma vez registado nos EUA, exceção feita ao Havai e ao
Alasca.
O diretor do GISS, James Hansen, destacou, por seu turno, que "as
temperaturas elevadas nos EUA durante o verão de 2012 são um sinal de
uma nova tendência de estações de vagas de calor extremas, mais
quentes que durante os verões mais quentes de meados do século XX".
Hansen rejeitou também a afirmação de alguns céticos das alterações
climáticas, que advogam a inexistência de aquecimento do planeta desde
há 16 anos.
"Eles apresentam como referência 1998, quando a intensidade do 'El
Nino' [uma corrente quente do Pacífico] foi a mais forte do século e
provocou a subida da temperatura do planeta", que posteriormente foram
mais baixas, mas, contrapõe, "é claro que as últimas décadas foram as
mais quentes", assegurando que esta tendência vai continuar.
"Constatamos que os oceanos estão a aquecer, o que significa que o
planeta conhece um desequilíbrio térmico, ao absorver mais energia do
que liberta", explicou Hansen, sintetizando: "Podemos prever que a
próxima década será mais quente que a anterior".
Um relatório de 240 peritos, divulgado na sexta-feira pelo Governo dos
EUA, prevê uma subida da temperatura média superior a cinco graus até
2100, se não forem reduzidas as emissões de dióxido de carbono depois
de 2050.

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2995645&page=-1

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Setores agroalimentar, agrícola e florestal representam 20 por cento das exportações portuguesas, diz Paulo Portas

Lusa
14 Jan, 2013, 19:05

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse
hoje em Pombal, onde inaugurou uma fábrica de sobremesas, que os
setores agroalimentar, agrícola e florestal representam 20 por cento
das exportações nacionais.
"É muito impressionante a força do setor agroalimentar, agrícola e
florestal nas nossas exportações. Representam 20 por cento, um quinto
das nossas exportações ou é agrícola, ou agroalimentar ou é
florestal", disse Paulo Portas na cerimónia que precedeu a inauguração
da fábrica.

A fábrica de sobremesas, resulta de uma parceria entre o grupo
português Derovo e o espanhol Postres e Dulce Reina, num investimento
superior a 11 milhões de euros.

O ministro frisou que aqueles setores são "um tesouro" do qual o
Governo deve "cuidar, potenciar e maximizar".

Paulo Portas adiantou que o Governo tem procurado captar investimento
estrangeiro para essas áreas "país a país, mercado a mercado, missão a
missão, visita a visita".

O ministro sublinhou que "mesmo em recessão o setor agroalimentar
cresce", um número que a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas,
também presente na cerimónia, cifrou em 2,8 por cento ao ano.

Destacando ainda a "nova geração" de empresários agrícolas, Paulo
Portas falou do investimento privado no setor: "No PRODER (Plano de
Desenvolvimento Rural) de cada vez que o Estado põe um euro, o setor
privado põe quatro ou cinco vezes mais. É um programa altamente
reprodutivo", sustentou.

No discurso, Portas dirigiu-se, em espanhol, ao responsável do grupo
Postres e Dulce Reina - empresa que desde 2012 lidera a produção de
sobremesas lácteas no país vizinho, ano em que fabricou 56,5 mil
toneladas de doses individuais de sobremesas - agradecendo a aposta em
Portugal.

"Bem-vindos a todos aqueles que investem no nosso país, neste momento,
que é quando é mais difícil", disse.

A fábrica DoceReina, com um volume de negócios de 15 milhões de euros,
produziu já cerca de 11 mil toneladas de sobremesas - correspondentes
a cerca de 100 milhões de doses individuais - desde pudins, arroz
doce, gelatinas, leite creme ou natas do céu, entre outros.

O grupo Derovo junta produtores de ovos nacionais e é uma empresa
líder na produção de derivados de ovo, possuindo duas unidades de
produção, em Pombal e nas Astúrias, onde se processam diariamente três
milhões de ovos, destinados aos mercados internacionais.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=619433&tm=6&layout=121&visual=49

Praga do nogueiral controlada com recurso a feromonas

por Isabel Martins
15 de Janeiro - 2013
A Direção Regional de Agricultura de Murcia anunciou que conseguiu
controlar e reduzir a praga de Carpocapsa em nogueiras, na região de
Moratalla, recorrendo a armadilhas com feromonas.


Foi realizado um ensaio com 14 variedades de nogueiras e técnicas de
poda, de forma a determinar as características vegetativas e
produtivas de cada uma para concluir quais as mais adaptadas e
rentáveis. Simultaneamente, e de forma a controlar a praga, foram
feitas capturas das borboletas responsáveis. As larvas destas
borboletas formam uma espécie de 'galerias' para se alimentarem nos
frutos, acumulando restos de serradura escura e húmida, situação que
provoca prejuízos importantes como a queda e a podridão dos frutos.

O tratamento com feromonas conseguiu controlar completamente a praga,
ao ponto de não ter sido detetada nenhuma noz afetada. Esta técnica
contrasta assim, de acordo com o responsável pela investigação, Pedro
Guirao, com os "seis ou sete tratamentos químicos que são necessários
realizar em pomares intensivos para os manter protegidos durante o
período sensível à praga que vai de maio a setembro".

Lidón Angel Garcia, diretor geral da indústria agroalimentar, referiu
que "o ministério há muito que incentiva as técnicas de cultivo e
controle de pragas que tenham o mínimo impacto ambiental, medida
imposta também pela União Europeia."

Nesse sentido, Garcia apontou que no passado mês de setembro o
ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente aprovou um Real
Decreto para promover o uso sustentável dos produtos fitossanitários,
que contemplam medidas e obrigações para o setor produtor, que deverá
encarregar-se da gestão de pragas e das técnicas alternativas.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6898&bl=1

A invasão do alho chinês. Contrabando põe a Europa em alerta

Por Diogo Pombo, publicado em 15 Jan 2013 - 03:10 | Actualizado há 18
horas 21 minutos
UE quis apoiar agricultores europeus mas acabou por incentivar o
tráfico de alho chinês: o contrabando foi a resposta aos impostos

Surpresa, riso ou desconhecimento, foram respostas que o i recebeu em
troca dos vários contactos feitos a associações agrícolas e serviços
aduaneiros portugueses. Tudo reacções a questões sobre o mesmo tema:
contrabando de alho chinês. Um problema cada vez mais sério para a
União Europeia (UE), que tem perdido milhões de euros na luta contra a
importação ilegal deste produto vindo da China, sobre o qual já
tributa desde 2001 uma taxa de imposto de quase 10%.

O aparente desconhecimento do fenómeno em Portugal contrasta com a
escala de preocupação das autoridades europeias. "É claro que as
implicações financeiras para o orçamento da UE são significativas",
começou por esclarecer Pavel Borkovec, porta-voz do Departamento
Europeu de Anti-Fraude (OLAF, na sigla inglesa), ao ser questionado
pelo i. Em causa estava o problema que, no domingo, recolheu para si
os holofotes da imprensa inglesa com o mandado de captura emitido para
dois britânicos procurados pela justiça sueca por suspeitas de serem
responsáveis pela importação ilegal de 10 milhões de euros em alho
chinês.

As autoridades suecas emitiram mandados de prisão por desconfiarem que
ambos foram responsáveis pela entrada de largas quantidades de alho
chinês na Noruega. Ao não pertencer à UE, o país está imune ao imposto
de 9,6% que a lei comunitária impõe sobre a importação deste produto.
A razão? A mão-de-obra barata e os reduzidos custos de produção
agrícola de alho na China, algo que possibilitou ao país asiático
aumentar a sua quota de mercado mundial e dificultar a vida aos
agricultores europeus. Em 2010, cerca de 80% do alho consumido no
planeta vinha embalado com etiqueta chinesa, segundo a Organização das
Nações Unidas para a Comida e Agricultura (FAO). Nesse ano, a China
produziu mais de 18 milhões de toneladas de alho.

As medidas adoptadas pela UE contra o alho chinês – além do imposto, o
produto sujeita-se à cobrança adicional de 1200 euros por cada
tonelada importada – abriram a porta ao contrabando e tráfico ilegal
deste tipo de planta vindo da China. Tendo em conta as verbas
tributadas à entrada em qualquer estado membro, por cada contentor de
alho chinês contrabandeado a UE perde um valor a rondar os 30 mil
euros.

E apesar de estranho, o caso sueco não é inédito. Em Dezembro, um
inglês foi condenado a cumprir seis anos de prisão por contrabandear
alho chinês para o Reino Unido e ter fugido a 2,5 milhões de euros em
impostos. Nove meses antes, em Março, a mesma pena foi decretada para
o director da maior produtora de fruta e vegetais da Irlanda, após se
descobrir que tinha declarado como maçãs mais de mil toneladas de alho
importados da China, para escapar ao pagamento dos respectivos
impostos aduaneiros. Porém, o maior caso surgiu em 2010, na Polónia,
quando foram apreendidos seis contentores catalogados como cebola
importada, mas que na verdade escondiam 144 toneladas de alho chinês.
Até agora, há poucos casos apanhados pelo olhar mediático, mas o alho
é já o terceiro produto mais contrabandeado na UE, atrás da carne e o
açúcar.

Entre Janeiro e Novembro de 2012, Portugal gastou quase 16 milhões de
euros na importação de alho fresco, de acordo com os dados do
Instituto Nacional de Estatística. Desse total, os números do INE
mostram que 18 mil euros foram gastos em alho oriundo da China. Em
2011, o alho foi a segunda entre as principais culturas hortícolas que
menos hectares de terra de cultivo registou no nosso país – 469, área
apenas superior à da fava, planta que reuniu 338 hectares.

http://www.ionline.pt/mundo/contrabando-alho-chines-negocio-milhoes-poe-europa-alerta

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ovo estrelado instantâneo vai ser primeira patente portuguesa no sector dos ovos

Por Agência Lusa, publicado em 14 Jan 2013 - 21:45 | Actualizado há 1
hora 7 minutos

Um ovo estrelado instantâneo, produzido por uma máquina ainda em
protótipo, será a primeira patente portuguesa no setor dos ovos, disse
hoje o administrador do grupo Derovo, líder do projeto.

O protótipo funcional para a produção em contínuo de ovos estrelados,
desenvolvido ao longo de quatro anos, foi hoje apresentado, em Pombal,
à ministra da Agricultura Assunção Cristas, e os promotores do projeto
"Egg Ready" garantem que o produto, que é depois embalado
individualmente, está pronto a ser consumido como um ovo estrelado
normal, após ser aquecido num forno micro-ondas.

"Vai ser uma patente da primeira tecnologia portuguesa para o setor
dos ovos, dominada por alemães e holandeses", disse Amândio Santos,
administrador executivo da Derovo.

Assunção Cristas assistiu à produção dos ovos estrelados que saíam de
uma máquina, com a cadência de 100 ovos por hora, idealizada pelo
Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Minho e
construída pela firma Valinox, parceiros no projeto.

"Até no ovo estrelado é possível inovar, não há limites à nossa
imaginação", frisou Assunção Cristas perante as explicações do
funcionamento da máquina.

A ministra considerou que o ovo estrelado "é altamente nutritivo",
possuindo "todas" as proteínas diárias necessárias e, no caso do
projeto do grupo Derovo sem "o problema do colesterol" por não ter
gordura na sua confeção.

O gestor confirmou que o ovo "não leva gordura" e que é feito em três
fases, variando o tempo de permanência na máquina "consoante se
pretende a gema mais cozida ou mais líquida".

Amândio Santos apontou os mercados muçulmanos como estando "ávidos"
por um produto desta natureza.

"É a grande aposta através do ovo congelado, a Fly Emirates (companhia
de aviação) vai ser o primeiro cliente de catering deste produto",
revelou.

O responsável destacou ainda a colaboração entre a Universidade do
Minho e a empresa, frisando que "cada vez mais" as empresas têm
dificuldades em alocar recursos financeiros às áreas da inovação.

"As universidades perceberam as necessidades das empresas e as
empresas a linguagem das universidades. Hoje está criada uma relação
de parceria perfeitamente possível para potenciar a inovação das
empresas sem um custo demasiado elevado", frisou o empresário.

Já António Vicente, docente da Universidade do Minho, explicou que a
instituição estudou duas vertentes do projeto: por um lado o processo
de conservação do ovo e, por outro, a construção da máquina que o iria
processar.

"A ideia era produzir, em contínuo, ovos estrelados que depois possam
ser embalados, guardados durante um tempo razoável [três semanas em
fresco e 18 meses em congelado] que permita a sua exportação e o
consumo na hotelaria, restauração e serviços de 'catering'", explicou.

O professor do Departamento de Engenharia Biológica frisou que tiveram
de ser estudadas temperaturas, tempos, formas de embalamento e a
maneira de preservar o ovo "e garantir que teria a sua qualidade
intacta" até ao final do processo.

Leonel Conceição, diretor de produção da Derovo, frisou que o projeto
teve um custo de cerca de 300 mil euros e avançou depois de várias
empresas clientes do grupo pedirem "uma solução" para eliminarem a
presença de ovos com casca nas suas cozinhas, por uma questão de
higiene e segurança alimentar.

O próximo passo é projetar um equipamento, até final de 2013, "uma vez
que o protótipo funciona lindamente" ao nível de produção em massa à
escala industrial, que tem um custo estimado de cerca de meio milhão
de euros.

http://www.ionline.pt/portugal/ovo-estrelado-instantaneo-vai-ser-primeira-patente-portuguesa-no-sector-dos-ovos

Pós Graduação em Wine Business

hoje às 11:53

Com início no próximo dia 24 de Janeiro, é uma parceria entre o ISEG e
o ISA, especialmente dirigida a profissionais dos negócios do vinho,
hotelaria e restauração.

Esta pós-graduação tem conteúdos orientados para o negócio do vinho a
nível nacional e internacional. Combina conhecimentos teóricos e
práticos de enologia, viticultura e gestão vitivinícola com
competências específicas das áreas do marketing, gestão empresarial e
técnicas de negociação e venda e destina-se a empresários e
responsáveis de organizações ligadas à produção, comercialização e
divulgação de vinho, enólogos, relações públicas, empresários de
enoturismo, gestores de categoria de vinhos, dirigentes e responsáveis
comerciais de cooperativas, responsáveis de marketing e consultores de
gestão e imagem.

Focado no mercado do vinho, pretende incrementar as habilitações dos
profissionais para desenvolverem, em sentido lato, o negócio em
Portugal, para identificarem as potencialidades do vinho português a
nível mundial e para lhe acrescentarem valor, tendo em conta a
modernização do sector e as vias institucionais e organizacionais da
sua internacionalização.
Para poder frequentar esta pós graduação necessita de uma
licenciatura, Mestrado, Pós-graduação, ou experiência profissional
relevante no sector.
Poderá ser solicitada a realização de uma entrevista ou a prestação de
provas ou testes adicionais para avaliar competências.
Vasco D'avillez, Dora Simões, Dionísio Oseira Rodriguez, Manuel Bio,
Virgílio Loureiro são alguns dos nomes que fazem parte do corpo
docente
Esta é a 3ª Edição desta Pós Graduação com um total de 234 horas em
horário pós laboral (sextas e sábados de manhã), decorre em Lisboa e
as propinas têm um custo total de 5.000€. As inscrições ainda estão
abertas.
Pode consultar o programa detalhado e outras informações AQUI
http://www.idefe.pt/programas/pos-graduacoes/estrategia-empreendedorismo/wine-business/

http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/pos_graduacao_em_wine_business___14364

Quinta da Romaneira foi vendida

texto de António Falcão - foto de Anabela Trindade


Quinta-Feira, 10 de Janeiro de 2013 às 18:10A noticia caiu que nem uma
bomba nos meios vinícolas durienses. A Quinta da Romaneira foi vendida
a um empresário sul-americano que permanece, até ao momento, anónimo
(nem se sabe a sua nacionalidade).

"É um investidor internacional que adora o Douro e os vinhos da
Romaneira": foi assim que Christian Seely, o director-geral da Quinta
da Romaneira, descreveu o novo proprietário desta quinta duriense. Do
tal investidor sabe-se apenas que é sul-americano e homem de grande
fortuna. E que quer, para já, permanecer discreto.
Christian era um dos proprietários da Romaneira, juntamente com outros
investidores.
Como é evidente, Christian não falou de verbas mas é de senso comum
que a Romaneira é uma propriedade de grande dimensão – são mais de 400
hectares de terra e cerca de 85 hectares de vinha – e tinha levado,
nos últimos anos, grandes investimentos em edifícios (incluindo uma
nova adega) e vinha. Será por isso uma das propriedades mais valiosas
do Douro. Recorde-se que, para além da produção de vinhos, o grupo
investiu aqui num dos mais exclusivos hotéis deste país (e certamente
um dos mais caros). A Revue des Vins de France especula que a
transacção terá movimentado valores ma ordem de algumas dezenas de
milhão de euros. Christian revelou-nos ainda que irá continuar à
frente da Romaneira como director-geral e agora com "ainda maior
participação". Este gestor revelou-nos que está muito contente com a
aquisição, até porque "este investidor tem uma boa visão a longo prazo
e a base para continuarmos é agora ainda mais sólida". A enologia da
casa continua, ao que sabemos, com o técnico António Agrellos.

http://www.revistadevinhos.iol.pt/noticias/quinta_da_romaneira_foi_vendida_14345

Dinamarca proíbe utilização de celas de gestação

por Ana Rita Costa
14 de Janeiro - 2013
Entrou recentemente em vigor na União Europeia a normativa que exige a
eliminação parcial das celas de gestação mas na Dinamarca estas já
foram eliminadas por completo.


A normativa comunitária só permite a utilização destas celas nas
primeiras quatro semanas de gestação e na última semana de gestação.

A Holanda e a Suécia também já têm regras mais restritivas que as
impostas pela União Europeia. Na Holanda as celas só são permitidas
durante quatro dias após a inseminação e uma semana antes do parto. Na
Suécia por sua vez, só é permitida a utilização de celas uma semana
antes do parto.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6896&bl=1

Consumo de soja na China condiciona agricultura global

por Ana Rita Costa
14 de Janeiro - 2013
As importações de soja na China deverão crescer 4,2% até setembro
devido ao aumento no consumo da carne de porco naquele país.


Até agora, a criação de animais na China era sobretudo doméstica, mas
com a migração de populações do campo para as cidades a produção foi
industrializada e concentrada nas mãos de grandes empresas que
alimentam os animais com soja.

Praticamente 60% de toda a soja que entra no comércio internacional
vai para a China e o aumento anual da procura reflete a descoberta de
que a combinação de uma parte de soja com quatro partes de milho pode
aumentar a eficiência com que o gado converte estes grãos em proteína
animal.

O principal efeito deste aumento do consumo mundial de soja tem sido
uma reestruturação da agricultura no Ocidente. Nos Estados Unidos, há
hoje mais terra para soja que trigo. No Brasil, segundo produtor
mundial, a área de soja excede a de todos os grãos combinados.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6894&bl=1

Corticeira Amorim finalista dos "European Business Awards", no TOP 10 das Empresas Inovadoras

A Corticeira Amorim é uma das 100 empresas que obtiveram o estatuto
Ruban d`Honneur na edição de 2012/13 dos European Business Awards.
Iberdrola, Ikea, Volkswagen e DHL são algumas das companhias também
distinguidas com este estatuto, às quais se juntam empresas nacionais
como são exemplo a Delta, a Jerónimo Martins e a Portucel.
A Corticeira Amorim é uma das 10 finalistas na categoria de Inovação,
um reconhecimento que premeia a excelência associada à inovação,
assente em princípios éticos rigorosos.

A I&D + Inovação assume-se na Corticeira Amorim, em especial desde o
final da década de 90, como um pilar estratégico da actividade da
empresa. Fruto desta estratégia, a empresa detém actualmente um
portefólio variado de produtos de cortiça, que fornece para algumas
das organizações mundiais mais exigentes em termos de qualidade, numa
validação clara do mercado das soluções da Corticeira Amorim.

As empresas que se candidataram aos European Business Awards 2012/13
representam, em conjunto, um volume de negócios superior a um bilião
de euros (1012) e 28 países, destacando-se a entrada de algumas
geografias emergentes como a Turquia e o Cazaquistão. No total, estas
organizações são responsáveis por 2.7 milhões de empregos no
continente Europeu.

Após uma fase de entrevistas com os representantes das empresas
finalistas, os vencedores dos European Business Awards serão
anunciados no mês de Abril.
2013-01-14 08:36
AICEP

http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/Paginas/NewDetail.aspx?newId={D53F055B-2B56-44A9-8573-33059172C0D5}

Floresta - «Temos condições fantásticas para sermos uma potência florestal»

Paulo Castro, presidente da direcção da Acréscimo - Associação de
Promoção ao Investimento Florestal, acredita que Portugal pode
tornar-se uma «potência florestal». A floresta como contributo para a
economia do país, através da paisagem, dos recursos energéticos. O
responsável defende que os políticos devem ser mais cautelosos no
anúncio de avultados valores em linhas de financiamento e prestar mais
atenção à aplicação desses mesmos dinheiros. Ou seja, garantir que são
aplicados e que geram riqueza para o país. A Acréscimo nasceu em 2011
com o objectivo de contrariar a degradação do território florestal
português.

Sara Pelicano | terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Café Portugal - Em termos genéricos como caracteriza o actual momento
da floresta portuguesa?
Paulo Castro - Segundo os discursos oficiais, estamos num processo de
insustentabilidade de utilização dos recursos florestais. Temos uma
floresta desprotegida, subaproveitada. Temos, numa primeira fase de
cuidar daquilo que já existe e que está degradado por problemas com
pragas e doenças que se vão alastrando. Cuidar daquilo que já está
plantado, que está em crescimento e que pode gerar retorno a mais
curto prazo. Depois fazer investimento em nova floresta, garantindo
que haverá gestão activa subsequente. Quanto à população que trabalha
a floresta, os últimos diagnósticos que conheço já datam de alguns
anos mas apontam para um envelhecimento dos proprietários florestais
no activo. Agora com o cadastro simplificado anunciado, sabemos que em
grande parte da área florestal supostamente privada já não se conhecem
os donos, ou os donos não conhecem o que têm.

C.P. - Enumerou algumas das dificuldades que o sector atravessa. Pode
pormenorizar?
P.C. - Por um lado, há uma prática burocrática associada a projectos
de investimento florestal que tem de ser revisada. A burocracia
desmotiva grande parte dos potenciais investidores. Temos de ter em
atenção que os potenciais investidores são os proprietários florestais
que, na sua grande maioria, são pessoas já com alguma idade, logo com
pouca paciência para aturar algumas loucuras burocráticas. Por outro
lado, as taxas de financiamento decresceram sem que fossem criados
mecanismos que pudessem servir de almofada a esse decréscimo de
subsídios a fundo perdido. Do nosso ponto de vista, deveriam ser
criados fundos de garantia ou mecanismos que apoiassem esse
investimento que não fossem necessariamente subsídio a fundo perdido
mas que fossem subsídio a fundo perdido acompanhado de linhas de
crédito específicas.

C.P. - Um desses fundos burocráticos é, por exemplo o PRODER (Programa
de Desenvolvimento rural de Portugal Continental), em vigor pelo
período de 2007 a 2013. Conta, neste momento, com uma taxa de execução
de apenas 5%. O actual Governo já anunciou medidas para agilizar os
processos de execução do PRODER?
P.C. - Já solicitámos audiências com os responsáveis políticos mas
ainda não se concretizaram. Aquilo que nos preocupa é a forma como
essa taxa vai ser melhorada. Consideramos que maior aplicação dos
fundos do PRODER deve acontecer garantindo o tal retorno económico
para a sociedade e sobretudo garantindo que o investimento que vai ser
feito na floresta é seguido de uma gestão activa desse território onde
o dinheiro está a ser aplicado. É fácil anunciar investimentos de
milhares de euros em meia dúzia de hectares. Mas tem de haver a
garantia de que aquelas espécies, plantadas com financiamento, vão
crescer e mais tarde vão gerar riqueza, seja pelos bens que geram ou
pelos serviços que irão proporcionar. Temos de mudar aqui o paradigma,
ou seja, não é só a aplicação dos dinheiros na floresta mas é a
garantia de que esse dinheiro vai gerar riqueza para a sociedade. Isto
o que queremos debater quando se realizarem as solicitadas audiências.

C.P. - Na perspectiva da Acréscimo como poderá ocorrer essa mudança?
P.C. - Numa primeiro fase, achamos que deve ser feita uma avaliação
daquilo que foram a aplicação do dinheiro do Programa Agro, do PRODER,
entre outros. Esta avaliação deverá ser realizada não no sentido de
sacar responsabilidades mas no sentido de ver efectivamente o que
correu mal, o correu bem e apostar sobretudo no que correu bem. Depois
é assegurar que as verbas aplicadas efectivamente trarão retorno
económico, ou seja, garantir que existem mecanismos que assegurem que,
para além da aplicação dos dinheiros, haverá uma gestão activa da
floresta onde esses dinheiros foram aplicados. Por outro lado, a
criação de instrumentos financeiros que ajudem os investidores a
suportar aquilo que é o seu investimento próprio, ou seja, aquilo que
não é financiamento a fundo perdido. Em termos de aplicação do
dinheiro, do PRODER, e estamos a pouco anos da conclusão deste quadro,
termina em 2013, acho que o dinheiro deveria ser aplicado de forma
muito concreta, não dispersa por pequenos investimentos mas aplicado
naquilo que de alguma forma possa responder às maiores necessidades do
sector e da floresta em si.

C.P. - O abandono das terras, a burocracia, entre outros factores,
levaram à perda de competitividade. Por exemplo, actualmente
importamos material lenhoso num valor anual que ronda os 200 milhões.
O que está mal na sociedade e políticas nacionais para ocorrer este
cenário?
P.C. - Temos de distinguir aqui uma prática da indústria, que recorre
a importações para controlar os preços na produção nacional. Por outro
lado, temos de fazer uma intersecção desse facto com a situação de
termos um milhão e meio de hectares abandonados ou semi-abandonados.
Não vemos que haja razoabilidade em grande parte das importações que
são feitas. Aquilo que é a estratégia da própria indústria, do nosso
ponto de vista, é condenável. Estão a enviar verbas para o exterior
quando podiam ser aplicadas na floresta nacional. Mas de facto, há uma
necessidade dessas importações face à escassez de matéria-prima e é
previsível que tenha agravamento nos próximos anos.

C. P. - Em Março de 2011, o Governo liderado por José Sócrates
anunciava um investimento na floresta de 745 milhões de euros, mas sem
citar a origem do valor. Entretanto, o Governo mudou. Houve avanços em
relação aos valores a investir no sector?
P. C. - A Associação já questionou o actual Secretário de Estado das
Florestas, Daniel Campelo, sobre essas afirmações feitas em Março do
ano passado. Não obtivemos resposta. Suspeitamos que não haja
enquadramento para essas verbas anunciadas. O que defendemos na
Associação é que haja uma mudança em termos de postura política e que
não se façam anúncios de milhões de euros para investimentos que
depois não se concretizam. Este procedimento descredibiliza não só a
classe política mas também o sector. Anunciar é fácil, concretizar nem
tanto.

C.P. - A população portuguesa paga, por exemplo, uma taxa no
combustível, que deverá ser aplicada na floresta. Considera que esse
dinheiro está a ser bem aplicado?
P.C. - Os contribuintes portugueses descontam, através de uma taxa no
combustível, para o Fundo Florestal Permanente que necessita de uma
avaliação urgente. Este fundo já foi alvo de várias críticas. Depois
contribuem também para o PRODER [programa de desenvolvimento rural],
que além de fundos nacionais tem também fundos dos contribuintes da
União Europeia. Ora, é importante que haja, por parte de quem dispõe
destas verbas, indicadores de transparência que demonstrem aos
investidores, que são os contribuintes, de que há um retorno económico
desse investimento. Ou seja, tem de haver resultados, não
necessariamente em termos de retorno financeiro, mas em termos de
retorno económico. Tem de haver a indicação de que a floresta que foi
criada, ou a floresta que foi melhorada, vai gerar riqueza e que pode
ser depois usufruída pela sociedade.

C.P. - Quais as mais-valias associadas a um investimento na floresta?
P.C. - Há a mais-valia que diz respeito à paisagem e ao próprio
recreio, digamos assim, proporcionado pelas florestas. Há um conjunto
de serviços, alguns contabilizados, outros não, que as florestas
disponibilizam. As principais vantagens estão na área económica
naquilo que é designado o sector florestal onde nós temos excelentes
capacidades, ao nível da Europa, para produzir produtos de qualidade e
temos prova disso: a indústria de celulose, de aglomerados.
Efectivamente, temos uma boa cotação externa naquilo que produzimos.
Temos a questão energética também. A floresta pode dar algum
desempenho energético. E temos a questão da protecção dos recursos
hídricos, da protecção dos solos, da paisagem, do lazer, da própria
caça que permitem, no momento crítico que o país atravessa, gerar
riqueza. A floresta contribui também para o bem-estar das populações
rurais e pode reduzir a taxa de êxodo rural. A floresta, associada à
agricultura, gera bem-estar às populações. Isso está provado em vários
países da Europa, onde as regiões mais ricas são regiões onde há de
facto uma boa relação entre a floresta e agricultura. Temos condições
fantásticas para sermos uma potência florestal. Em Portugal, não se
faça de crescimento de árvores a cem anos, mas em décadas.

C.P. - A actual Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, quer
penalizar o abandono das terras. Em seu entender é este o discurso que
o sector precisa ouvir, ou antes, o incentivo a quem produz para
produzir mais?
P.C. - O país precisa de gerar riqueza e de utilizar todo o seu
potencial seja em prédio urbano, seja em prédio rústico. Nessa
perspectiva não me choca que não sejam beneficiados aqueles
proprietários rústicos que de facto não produzam riqueza. E este é um
discurso diferente do que penalizar. O que defendemos é que quem não
faz uma gestão do seu espaço, quem não produza bens e serviço à
sociedade, não deverá ter benefícios. Mas esta questão implica que se
conheçam os proprietários e, neste momento, estamos numa situação em
que grande parte do país, sobretudo em locais onde a floresta está
numa situação mais crítica, não se sabe quem são os proprietários.
Essa medida poderá ser utilizada mas depois de ser feito cadastro.
Contudo, nas regiões em que já há cadastro, não nos parece aceitável
que essa medida seja já aplicada. Ou seja, uns por já terem cadastro a
serem penalizados fiscalmente e aqueles que, por incúria do Estado,
não se sabe quem é o dono vão permanecendo sem penalização.

C.P. - A Acréscimo nasce em 2011 com que motivações?
P.C. - A associação foi constituída em Agosto de 2011. Reúne um
conjunto de cidadãos de diferentes áreas, não apenas florestal, mas
económica, educação, direito. Pessoas que, após uma análise dos
últimos dez anos sobre as florestas e o sector florestal, sentiram
necessidade de colocar o seu saber, conhecimento e experiência
profissional no sentido de alterar aquilo que do nosso ponto de vista
é o caminho para o desastre, num país que tem excelentes condições
para evitar esse desastre. A nossa preocupação é com a floresta e com
o sector florestal. Não nos preocupamos em ter muitos associados,
queremos sim que quem se associe possa contribuir para contrariar a o
estado de degradação deste sector.

C.P. - Quais as acções que têm previstas?
P.C. - Estamos a organizar uma série de seminários a nível regional.
Está em estudo a possibilidade de envolver a classe decisora em
eventos específicos. Estamos a trabalhar com grupos parlamentares e
com comissões de agricultura e ambiente no sentido de criar talvez um
grupo AD-HOC de deputados que acompanhem regularmente as questões de
política florestal. Temos medidas para avançar ligadas ao
financiamento ou criação de um fundo de garantia para servir de
almofada aos investidores florestais naquilo que diz respeito ao
investimento próprio. Temos acções que visam promover a gestão activa
das florestas, quer com acções de formação profissional a técnicos, em
que gostaríamos de envolver as universidades, quer com acções de
sensibilização.

http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=4385

Conselho de Ministros conclui legislação da PARCA

COMUNICADO



O Conselho de Ministros acaba de concluir o texto final do projeto de
Decreto-lei relativo às práticas individuais restritivas do comércio
que foi discutido no âmbito da PARCA - Plataforma de Acompanhamento
das Relações na Cadeia Agroalimentar. O texto final agora concluído
será enviado à Assembleia da República para autorização legislativa.

Este texto final prevê o aumento significativo do valor das coimas,
que poderão ascender a 2,5 Meuros, para as práticas de venda com
prejuízo, que passam a contemplar todos os tipos de descontos
aplicados aos produtos (diretos ou associados a aquisições de outros
produtos), criando assim mais transparência nos preços pagos pelos
consumidores e nas relações entre os vários operadores da cadeia
alimentar.

Alterações retroativas dos contratos, nomeadamente nos preços e, a
imposição de determinadas práticas abusivas ficam também afastadas, no
sector alimentar, para as micro e pequenas empresas, organizações de
produtores e cooperativas. Este diploma torna nula qualquer cláusula
abusiva que seja imposta aos produtores, ainda que estas estejam
escritas nos contratos assinados entre as partes.

Este diploma pretende trazer um maior equilíbrio negocial e sobretudo
previsibilidade nas relações comerciais contribuindo assim para um
melhor funcionamento da economia. O objetivo não é proibir ou limitar
as promoções, pretendendo-se apenas garantir, que os preços acordados
não sejam alterados retroativamente e que o custo das promoções não
seja repercutido nos produtores, exceto quando estas sejam parte de
uma estratégia comum.

Este diploma conjugado com a redução dos prazos de pagamento no sector
alimentar, já publicado, cria o contexto legal necessário para
alcançar a equidade e o equilíbrio na cadeia alimentar".

Este ano, vamos dar continuidade ao trabalho realizado no âmbito da
PARCA e é nosso objetivo aprofundar o diálogo que temos mantido com e
entre os representantes da produção, indústria e distribuição de forma
a tornar possível que os mesmos acompanhem o dinamismo do Governo
através da celebração de códigos de boas práticas comerciais.

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/14d.htm

Atelier português de arquitetura paisagista estabelece parceria na China

O atelier de arquitetura paisagista Proap, responsável pelo Parque do
Tejo e Trancão em Lisboa, estabeleceu no fim de semana uma parceria
com um grande grupo chinês construtor de jardins, confirmando o
prestígio internacional de Portugal naquela disciplina.

"O nosso país subestima o potencial cultural desta área: a arquitetura
portuguesa tem um enorme prestígio", disse à agência Lusa o presidente
do Proap, João Nunes, a propósito do acordo assinado em Ningbo, no
leste da China, com o Tengtou, um grupo que tem viveiros de plantas e
ateliers em quatro cidades chinesas.

"É o nosso primeiro passo na China, com um parceiro muito sólido e
integrado no mercado. Estamos muito contentes", acrescentou o
arquiteto português.

http://noticias.sapo.pt/internacional/artigo/atelier-portugues-de-arquitetura-paisagista-estabelece-parceria-na-china_15580726.html

Caça: Atividade de luxo que também sente os efeitos da crise - Fencaça

Lusa
7:36 Segunda feira, 14 de janeiro de 2013

Redação, 14 jan (Lusa) -- Em Portugal existem cerca de 120 mil
caçadores e à volta de 20 mil praticantes da chamada caça grossa
(javali, gamo, veado, corço ou muflão), uma "atividade de luxo" que
também está a sentir os efeitos da crise.

"Estamos a atravessar tempos difíceis" afirmou à agência Lusa Jacinto
Amaro, presidente da Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA),
organização criada há 20 anos.

O responsável classificou a caça como um "produto de luxo",
dispendioso, e referiu que Portugal tem perdido cerca de "10 mil
caçadores ao ano".


http://expresso.sapo.pt/caca-atividade-de-luxo-que-tambem-sente-os-efeitos-da-crise-fencaca=f779270

PS critica subida do preço da água de rega na Madeira, empresa diz que só cobre 23% dos custos operacionais

Lusa
14:22 Sábado, 12 de janeiro de 2013

Machico, 12 jan (Lusa) -- O PS criticou hoje o aumento do preço da
água de rega na Madeira, que classificou como "exagerado", mas a
empresa responsável pelo serviço sustenta que o novo tarifário "apenas
cobre 23% dos custos operacionais".

Em conferência de imprensa, junto à Lagoa do Santo da Serra, para
alertar "para uma grave situação que está a acontecer aos agricultores
de Água de Pena, de Machico, e em geral da Madeira", o deputado
socialista no Parlamento regional, Avelino da Conceição, disse ter
havido um aumento "superior a 300%", considerando "não ser aceitável
que se coloque os agricultores" a pagar "aumentos exorbitantes" num
momento em que existem "dificuldades".

Avelino da Conceição sustentou que o aumento reporta-se a "consumo de
água que os agricultores da freguesia de Água de Pena não fizeram",
dado que "há vários anos que há grandes deficiências no caudal de água
nesta zona".

http://expresso.sapo.pt/ps-critica-subida-do-preco-da-agua-de-rega-na-madeira-empresa-diz-que-so-cobre-23-dos-custos-operacionais=f779039

Idanha-a-Nova estuda viabilidade do regresso das plantações de tabaco

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
15:26 Sexta feira, 11 de Janeiro de 2013

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Idanha-a-Nova, 11 jan (Lusa) - A Câmara de Idanha-a-Nova mandou fazer
um estudo que pode fazer com que o tabaco volte a ser cultivado
naquela que já foi a maior zona de produção do país, disse à agência
Lusa o presidente do município.

Segundo explicou o autarca Álvaro Rocha há um industrial interessado
em construir uma fábrica de processamento de tabaco que contactou
agricultores da região no sentido de voltarem a plantar tabaco para
lhe fornecer a matéria-prima.

Os produtores pediram o envolvimento do município na análise do
investimento, o que levou à realização de um estudo sobe a viabilidade
de recuperar a cultura na campina de Idanha-a-Nova.



http://visao.sapo.pt/idanha-a-nova-estuda-viabilidade-do-regresso-das-plantacoes-de-tabaco=f706153#ixzz2Hz33djT9

Agricultura com IVA sem ativos biológicos (37)

Ofélia Vieira

Depois de celebrada a quadra natalícia, ainda com restos de bolos das
festas e convívios de Natal, eis que se instala um autêntico alvoroço
social e guerrilha de opinião sobre a governança por conta do OE2013,
naturalmente como são as contrariedades e contraditórios da vida e do
homem, como ser vivo politizado enquanto governado.

Uma das relevantes alterações da fiscalidade no ano agora iniciado,
que ainda cheira a novo, é o fim da isenção (artº9) do imposto sobre o
valor acrescentado (IVA) nas atividades agrícolas.

Forma jurídica do produtor agrícola e dimensão das explorações agrícolas



Desde logo, tenho uma dupla missão em abordar tal matéria. Primeiro,
porque faz quase um ano que escrevi um artigo criticando os efeitos da
renúncia à isenção do IVA na agricultura, sabendo que raramente é
cumprido o que determina o nº1 do artigo 5º do anexo ao Decreto-Lei nº
418/99, de 21 de outubro e o controlo das existências em contabilidade
organizada sem ativos biológicos. Segundo, porque agora, durante estas
primeiras semanas do mês e do ano, tenho sido contatada
frequentemente, por agricultores que solicitam esclarecimento,
informação e respetivas instruções, e serviços relacionados com tal
obrigatoriedade.

Na verdade, desde a implementação obrigatória do IVA resultante da
nossa integração na União Europeia, é a primeira vez que os produtores
agrícolas se igualam à fiscalidade da maioria das restantes atividades
económicas, o que por si só já provoca alguma ansiedade, sem antes
conhecer objetivamente as verdadeiras consequências. Dirão muitos, ou
quase todos os contribuintes: "ainda bem, já era tempo dos
agricultores também pagarem impostos!" Dito isto, quem vai ficar na
memória como responsável por tal decisão pela equidade, é o Gaspar,
não o rei mago nem o gato do deputado Honório Novo, mas o tal, da
troika. Então alívio meu, porque livre de qualquer preconceito ou
ideologia político-partidária sectária, tenho a concentrar-me apenas e
só sobre os efeitos contabilísticos nas atividades agrícolas, pela
obrigatoriedade de tal imposto.

Porém, inevitavelmente surge outra questão ou bloqueio, tanto ou mais
controverso ainda, não sobre os efeitos na aplicação do IVA como
política fiscal, mas com a natureza da contabilidade, conforme
normativos harmonizados ou não em curso devido ao SNC – sistema de
normalização contabilística.

Pela envolvência de novas regras de faturação conforme determina o
Dec-Lei nº 197/2012 de 24 de agosto, está a ser prática corrente a
recomendação dos agricultores aderirem à contabilidade organizada, tal
como é imputado às grandes empresas, e sociedades comerciais, que tem
por base a tipologia da contabilidade por partidas dobradas.

Só que esta presunção dá início a uma nova e enorme confusão em
matéria contabilística na agricultura. O SNC, obrigatório desde 2010,
determina um normativo próprio para a atividades agrícolas (contas 37
para animais e plantas, vivos), tal como é harmonizado e preconizado
(IAS41). Mas tal normativo específico e regulamentado
internacionalmente para a agricultura, foi entretanto afastado no
nosso país, por razões subjacentes a elevados custos de contexto. O
legislador produziu então outras normas com sistema de contas e
princípios adaptados do plano de contabilidade antes geralmente aceite
denominado POC, para agora ser generalista e único o sistema de
contas. São portanto omissas em contabilidade organizada, para as
pequenas e médias empresas assim como para as micoentidades, as contas
dos ativos biológicos, que são os principais ativos responsáveis pela
produção agrícola - agricultura.



Perante tal cenário, é fácil deduzir as consequências dos agricultores
que optarem por contabilidade organizada. As contas dos ativos
biológicos são fundamentais, porque são a base da tipologia da
contabilidade destinada a informar as entidades financeiras
(IFAP,I.P.) para os agricultores enquanto beneficiários dos programas
de desenvolvimento rural PRODER, PRORURAL e PRODERAM. Daí já ser
possível prever que tais consequências vão contribuir para o aumento
do custo de contesto, pela existência de duas contabilidades de
tipologias diferente (fiscalidade e gestão) para além da ambiguidade
do reconhecimento dos subsídios à exploração no sistema de contas para
as microentidades ser contabilizado obrigatoriamente como capital
próprio (conta 5), o que obriga a serem reconhecidos e tributados como
Outros rendimentos / mais-valias. E semelhante polémica já ocorreu em
2008 relativo aos rendimentos dos produtores agrícolas singulares –
categoria B, que só teve um final feliz a nível nacional graças a
intervenção de pareceres de fiscalistas.



Ora o que devo então recomendar aos agricultores como boa prática de
gestão, duvidando eu que tais bloqueios ou controversas apenas existem
porque implícitas a interesses corporativos, que são de todo contra os
objetivos e recomendações do tal Gaspar e troika?

Para o ano, se tiver oportunidade e a mesma motivação, vou aferir as
minhas previsões e conclusões, enquanto 87% das explorações agrícolas
vão ficar ao abrigo do CIVA - sem contas dos ativos biológicos (37).
Por enquanto, vou retomar alguma tranquilidade porque em breve vai dar
início os preparativos dos enredos e ensaios, para a grande festa
popular que se aproxima na minha terra. Bom Carnaval!

(*) Definição no RA09 - VVP é o valor monetário médio da produção
agrícola numa região, obtido a partir dos preços de venda à porta da
exploração. É expresso em hectare ou cabeça de gado, conforme o
sistema de produção, e corresponde á valorização mais frequente que as
diferentes produções agrícolas têm em determinada região.

Ofélia Vieira
TOC, Engª agrária

Publicado em 14/01/2013

http://www.agroportal.pt/a/2013/ovieira.htm