sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Azeite português em destaque em programa televisivo russo

Por Agência Lusa, publicado em 18 Jan 2013 - 17:02 | Actualizado há 3
horas 36 minutos
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O azeite de fabrico português de alta qualidade Mediterraneam Olive
Oil brilhou no programa televisivo Zhit Zdorobo (Viver Saudavelmente)
do ORT, o principal canal de televisão da Rússia.

Elena Melicheva, conhecida médica e apresentadora deste programa, um
dos mais populares da televisão russa sobre questões de saúde e
alimentação saudável, destacou as caraterísticas do azeite
extra-virgem.

"O azeite contém substâncias que limpam os vasos sanguíneos de
colesterol e, dessa forma, previne o desenvolvimento da aterosclerose
e as suas complicações: ataques cardíacos", explicou ela, ao mesmo
tempo que era exibido azeite produzido e exportado para a Rússia pela
empresa portuguesa Sovena.

A Sovena entrou no mercado russo integrada no grupo Portounion, que
reúne outras empresas portuguesas como a MMC World (carnes), José
Maria da Fonseca (vinhos), Primor (carnes de porco e derivados),
Vieira de Castro (bolachas).

No ano passado, estas empresas apresentaram os seus produtos num stand
conjunto em forma de caravela na PRODEXPO, a maior feira de produtos
alimentares e bebidas na Rússia.

A união de várias empresas portuguesas que pretendem impor-se na
Rússia permite juntar sinergias num mercado complicado e muito
concorrente.

"Este ano, o grupo Portounion será mais numeroso e terá mais duas
novas empresas: a Lactogal e a Milanesa", revelou à Lusa Carlos Silva,
presidente da MMC World e impulsionador do Portounion.

Segundo ele, Na PRODEXPO deste ano, que irá ter lugar entre 11 e 15 de
Fevereiro, "o stand da Portounion terá a forma da Torre de Belém".

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

http://www.ionline.pt/boas-noticias/azeite-portugues-destaque-programa-televisivo-russo

Governo fecha proposta que proíbe práticas negociais abusivas

17 de Janeiro de 2013 por Hipersuper

Assunção Cristas, Ministra da Agricultura
O diploma que proíbe práticas negociais abusivas praticadas pelas
grandes superfícies em desfavor dos pequenos produtores foi fechado em
Conselho de Ministros e vai seguir para o Parlamento.



Uma das grandes novidades, segundo o jornal Expresso, é "a nulidade de
qualquer cláusula abusiva que seja imposta pelos grandes retalhistas
aos produtores, que sejam micro ou pequenas empresas, ainda que essas
normas estejam escritas no contrato assinado entre ambas as partes".

Segundo o semanário, neste tema em particular, foi "difícil o acordo
entre os ministérios da Economia e da Agricultura, o que justifica
que, tendo a proposta de lei sido aprovada em Conselho de Ministros há
um mês, só agora tenha sido finalizada".

Venda com prejuízo?

A alteração retroactiva das condições previstas num contrato de
fornecimento e a imposição unilateral da promoção de produtos ou de
pagamentos como contrapartida dessa promoção, são exemplos de práticas
abusivas.

A proposta clarifica ainda o conceito de venda com prejuízo para
reforçar o combate a esta prática. "As grandes superfícies pretendiam
que os descontos em cartão tivessem um tratamento especial, permitindo
assim a venda abaixo do preço de custo — mas essa expceção, que chegou
a ser defendida pelo Ministério da Economia, não passou", revela o
Expresso.

As coimas vão aumentar também e podem chegar aos 2,5 milhões de euros.

Comunicado do Conselho de Ministros (29 DE NOVEMBRO DE 2012)

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei visando autorizar
o Governo a rever o regime sancionatório relativo às práticas
individuais restritivas do comércio.

São aumentadas as penalizações pela violação das normas deste regime e
prevê-se a possibilidade de adopção de medidas cautelares e de sanções
pecuniárias compulsórias.

Transfere-se, ainda, a competência para a instrução dos processos de
contra-ordenação da Autoridade da Concorrência para a Autoridade de
Segurança Alimentar e Económica (ASAE), uma vez que este regime
pretende proteger directamente os agentes económicos e garantir a
transparência nas relações comerciais, não estando em causa uma
afectação sensível da concorrência.

http://www.hipersuper.pt/2013/01/17/governo-fecha-proposta-que-proibe-praticas-negociais-abusivas

Castro e Brito: Teme que regadio de Alqueva não fique concluído até 2015…

Regional | 07:00 | 16-01-2013

Castro e Brito, presidente da Direcção da ACOS, faz hoje, em
entrevista ao "Agricultores do Sul", o balanço de 2012 e deixa
preocupações para este novo ano. Uma conversa onde Castro e Brito
crítica a ministra da Agricultura e diz estar preocupado com o facto,
do regadio do Alqueva poder não ficar concluído em 2015. Um espaço
onde o presidente da Direcção da ACOS fala também, e de forma frontal,
sobre a centralidade da capital de distrito, a ExpoBeja e a gestão da
cidade. Esta entrevista pode ser ouvida esta quarta-feira, na íntegra,
no programa "Agricultores do Sul", que vai para o ar, na Voz da
Planície, pouco depois das 18.00 horas.
Castro e Brito, presidente da Direcção da ACOS, faz hoje, em
entrevista ao "Agricultores do Sul", o balanço de 2012 e deixa
preocupações para este novo ano.

Uma conversa onde Castro e Brito deixa também duras críticas ao
desempenho da ministra da Agricultura na região e no regadio do
Alqueva, dizendo que o mesmo tem sido "péssimo". Explicou as suas
afirmações recordando que Assunção Cristas "afastou os investidores"
ao afirmar que os "agricultores não estavam a utilizar a água, quando
isso não é verdade", fazendo um discurso "inexperiente, mas fatal para
a agricultura da região". Prosseguiu frisando que "o corte de 100
milhões de euros, feito no PRODER e canalizado para investimentos
agrícolas noutras regiões do País, significou o retirar das verbas
necessárias para estruturar o regadio do Alqueva".

O presidente da Direcção da ACOS afirma mesmo que "o que está a ser
feito não é suficiente para cumprir o prazo estabelecido para a
concretização do regadio do Alqueva, ou seja 2015" e que teme que
nessa altura "muitos dos projectos continuem sem água". Disse,
igualmente, que esta situação "é uma fraude que fizeram aos
agricultores".

Castro e Brito acrescentou que Assunção Cristas "nunca deveria ter
entrado neste, ou em qualquer outro Governo", que "não foram cumpridas
as promessas efectuadas aos agricultores" e que "confia em Pedro
Passos Coelho" e "não nesta ministra da Agricultura".

Nesta entrevista o presidente da Direcção da ACOS fala também, e de
forma frontal, sobre as autárquicas 2013, dizendo que "é preciso
trabalhar e não fazer politiquices, deixando-se apoiar pelas forças
vivas da região, sem as dispersar", que Beja "tem falta de alguém para
governar esta terra" e que "é preciso correr com os vendilhões" que
"aparecem de tempos, a tempos".

A ExpoBeja também entra nesta conversa e sobre esta matéria Castro e
Brito afirma que "não precisava de ser extinta", que a "ACOS não vai
deixar cair o Parque de Feiras e Exposições", que a "estratégia da
Câmara não pagar as suas dívidas a esta empresa foi propositada e para
servir os interesses eleitoralistas de uma só pessoa" e deixa ainda,
um repto à população, pedindo que a mesma "não deixe estragar o que
levou e custou tanto tempo a construir".

Sobre a gestão da cidade, o presidente da ACOS afirmou que tem "mágoa
de políticos de quem esperava muito mais". Acrescentou que o que se
tem "tentado é estragar o que foi construído em mais de 30 anos,
trabalho de uma pessoa que nem é de cá, assim como outras, que na sua
maioria não são da terra" e que isso "é uma afronta a todos"

Excertos da entrevista que pode ouvir nesta quarta-feira, na íntegra,
no programa "Agricultores do Sul". Este espaço da responsabilidade da
Acos – Agricultores do Sul vai para o ar, pouco depois das 18.00
horas, mas pode ser seguido também através do sítio da nossa estação,
em www.vozdaplanicie.pt.

Ana Elias de Freitas

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/52251

Açores: Agricultura tem capacidade para aceitar desempregados

2013.01.16 (00:00) Açores
O presidente da Associação Agrícola de São Miguel e da Federação
Agrícola dos Açores, Jorge Rita, mostra-se preocupado com o aumento do
emprego na Região e reassumiu que a agricultura açoriana tem espaço
para absorver uma parte da mão-de-obra que está no desemprego no
arquipélago.
Contudo, alerta, os serviços oficiais têm de lançar acções de
reciclagem e formação destes trabalhadores e é preciso que os futuros
trabalhadores agrícolas tenham consciência de que os empresários
agrícolas não podem continuar a pagar os ordenados que têm vindo a
pagar.

Um trabalhador rural está a receber, neste momento, nos Açores, entre
750 e os mil euros por mês consoante o número dias que trabalha e há
meses em que este ordenado é superior. Há situações em que as famílias
com quintais pagam a trabalhadores agrícolas a 40 e 45 euros por dia
para os limpar e cultivar.

Os empresários agrícolas têm vindo a fazer um esforço para manterem
estes ordenados elevados (muito acima do ordenado médio no comércio de
Ponta Delgada por exemplo) num quadro da rentabilização das
explorações agrícolas face à constante subida dos custos de factores
de produção como os cereais e compostos para rações.

Nesta perspectiva, num cenário de mais mão-de-obra disponível, os
ordenados dos trabalhadores agrícolas vão aproximar-se mais do
ordenado médio regional e, portanto, tenderão a baixar. O presidente
da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, não tem dúvidas que,
para a agricultura receber mais mão-de-obra, é precisa formação e
baixar os ordenados agrícolas.

Correio dos Açores (CA): O desemprego aumentou em Dezembro nos Açores.
Tem vindo a aumentar mês após mês e a Agricultura tem sido espaço para
muitos desempregados…
Jorge Rita (JR): Tem-se notado, de alguma forma, que a agricultura
começa a absorver alguma desta mão-de-obra disponível. E existe, no
sector agrícola, áreas de grande potencial em matéria de mão-de-obra.
Para nós, o que é fundamental, neste momento, - em relação a esta
situação – é que muita gente desabituou-se de trabalhar na agricultura
e, face à evolução do sector, muita gente não sabe trabalhar na
agricultura. E é importantíssimo que se faça, também, alguma
reciclagem e, essencialmente, alguma formação em algumas áreas
agrícolas. Deve-se aproveitar algum 'Know How' que ainda há em algumas
das ilhas para que, depois, as pessoas tenham um conhecimento mínimo
para trabalharem em algumas áreas da agricultura.
Particularmente, na área do leite, tem havido uma crescente
especialização em resultado das exigências que a própria qualidade do
leite obriga, e, consequentemente, a própria classificação e a forma
como o leite é pago. Tem de haver, nestas áreas, mais conhecimento e
mais especialização.
A área da carne, embora não exija tanta especialização, obriga a mais
conhecimentos e, na diversificação agrícola, - que é aquela que tem um
grande potencial de absorção de muita mão-de-obra, quer a nível das
produções locais e tradicionais, quer a nível da floresta -, é
essencial que haja alguma formação.

CA: E os empresários agrícolas podem manter os ordenados que têm vindo
a pagar aos trabalhadores agrícolas?
JR: Não é possível. É importante que as pessoas saibam que quem
trabalhou e trabalha na agricultura, ao nível da mão-de-obra, tem hoje
um bom ordenado. Mas, os empresários agrícolas dificilmente poderão
pagar ordenados tão elevados como têm vindo a pagar.
Temos de ter consciência de que se pode aumentar o emprego na
agricultura, - e pode e deve-se aumentar o emprego neste sector porque
existe espaço. Agora, para as explorações agrícolas serem rentáveis,
mesmo na área da diversificação agrícola, não se pode pagar aquilo que
se paga, presentemente, em termos de mão-de-obra.
Todos sabemos que se paga bastante a um homem para semear batatas ou
podar vinha ou fazer outro serviço qualquer na agricultura. Não é que
o trabalhador não mereça receber tanto pelo seu trabalho. Mas o facto
e que, atendendo à situação económica actual e às margens residuais na
venda dos produtos agrícolas, para dar oportunidade a que mais pessoas
possam trabalhar, os ordenados agrícolas têm que ser mais baixos do
que aqueles que agora se paga.
E os novos trabalhadores que surgem no sector têm que ter mais
conhecimentos agrícolas do que aqueles que tinham quando deixaram o
sector.
Sei que esta não é uma situação fácil mas, obviamente, temos a
consciência que a mão-de-obra disponível que pode ingressar na
agricultura tem que ter mais formação, mais disponibilidade para
trabalhar, muito mais conhecimento e as pessoas têm que perceber que
os ordenados – que até foram bastante avultados na agricultura – serão
incomportáveis, nos próximos tempos, para os empresários agrícolas
pagarem.

CA: O que está a dizer é que, por um lado, há espaço para mais emprego
na agricultura. Mas, por outro, quem quiser trabalhar no sector tem de
estar devidamente formado e adaptado às novas técnicas e disponíveis
para receberem ordenados inferiores àqueles que se têm vindo a pagar…
JR: Exactamente. Pelo trabalho que executam mas, sobretudo, por
escassez de mão-de-obra, os trabalhadores agrícolas estão entre os
mais bem pagos dos Açores. E esta situação está a ser incomportável
para os empresários agrícolas. Temos todos de ter a noção desta
realidade.

FONTE: Correio dos Açores
http://www.anilact.pt/informacao-74/6938-agricultura-tem-capacidade-para-aceitar-desempregados

Novo presidente do Crédito Agrícola quer expandir banco para Europa Central e África

Por Agência Lusa, publicado em 17 Jan 2013 - 17:24 | Actualizado há 1
dia 43 minutos

O novo presidente do Crédito Agrícola, Licínio Prata Pina, disse hoje
que tem como objetivo fazer crescer o banco quer através do reforço da
presença nas áreas urbanas, quer pela internacionalização para a
Europa Central e África.

"O Crédito Agrícola para crescer precisa de sair do país, seguindo os
seus clientes ou criando parcerias em países em desenvolvimento. Temos
de ser cautelosos, mas firmes nesse percurso", disse hoje Licínio
Prata Pina, na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais
da Caixa Central do Crédito Agrícola até 2015, que decorreu no Hotel
Altis, em Lisboa.

O banco, que tem atualmente escritórios em França (Paris) e
Luxemburgo, deverá nos próximos tempos reforçar a presença em países
do centro da Europa. "Temos de seguir os nossos clientes, que estão a
emigrar, para não os perdermos", explicou à Lusa o responsável. Ao
mesmo tempo, quer apostar na África lusófona, estando já com
negociações avançadas para entrar em Moçambique, disse.

Quanto ao mercado doméstico, Licínio Prata Pina, que trabalha há 28
anos no Crédito Agrícola e sucede na presidência executiva a João
Costa Pinto, afirmou que tem intenção de reforçar a presença do
Crédito Agrícola nas áreas urbanas, não através da abertura de
balcões, mas pelo sistema de banca eletrónica, dirigida à população
mais jovem.

Ainda no discurso de tomada de posse, o novo responsável afirmou que a
instituição bancária quer "tirar partido da sua posição de liquidez e
solvabilidade" para crescer e se consolidar no mercado financeiro
português.

O Crédito Agrícola tem um rácio de capital 'core tier 1' (a medida
mais eficaz de avaliar a solvabilidade de uma banco) de 11% e um rácio
de transformação de depósitos em crédito de 85%.

O grupo é composto por 84 Caixas de Crédito Agrícola e pela Caixa
Central que articula e coordena as várias instituições locais. Tem 400
mil associados e 700 balcões em todo o país. Em 250 localidades, o
Crédito Agrícola é mesmo a única instituição bancária presente,
segundo dados fornecido pelo próprio banco.

Na cerimónia de hoje os responsáveis do Crédito Agrícola fizeram
questão de frisar a "consciência social" e a natureza "cooperativa" da
instituição.

http://www.ionline.pt/dinheiro/novo-presidente-credito-agricola-quer-expandir-banco-europa-central-africa

UE pode substituir gasolina e gasóleo por energias renováveis deixando biocombustíveis poluentes

Por Agência Lusa, publicado em 17 Jan 2013 - 13:27 | Actualizado há 1
dia 5 horas
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A União Europeia pode substituir a gasolina e gasóleo convencionais,
usados nos transportes, por energias renováveis sem recorrer a
biocombustíveis com impactes negativos no ambiente, como aqueles que
aproveitam culturas agrícolas, defende um estudo hoje publicado.

O trabalho foi realizado pelo instituto de investigação holandês CE
Delfta, a pedido das organizações não governamentais de ambiente
europeias Greenpeace, BirdLife Europe, European Environmental Bureau e
pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente e divulgado em
Portugal pela Quercus.

"Os biocombustíveis de primeira geração, aqueles de produção agrícola,
não são solução viável para descarbonizar os transportes", conclui a
investigação.

Assim, as organizações europeias apelam ao Parlamento Europeu e aos
governos dos Estados Membros para se concentrarem nas soluções
propostas e "colocarem a UE no caminho de uma política mais ´verde´"
para transportes e combustíveis mais limpos.

Segundo os ambientalistas, as propostas avançadas no estudo
permitiriam uma redução "significativa" das emissões de gases com
efeito de estufa em 2020, "apoiando o desenvolvimento de indústrias
inovadoras de produção mais limpa e que são uma grande fonte de
emprego".

Os Estados-Membros "podem cumprir as suas obrigações sem recorrer (ou
com um recurso praticamente nulo) a biocombustíveis produzidos a
partir de culturas agrícolas, como a soja, a colza e a palma",
acrescentam.

O estudo explora vários cenários de desenvolvimento dos transportes e
recomenda uma viragem urgente da política europeia no setor, colocando
a prioridade sobre a eficiência energética e o maior desenvolvimento
de tecnologias limpas, como os veículos elétricos.

Outra solução apontada foi o uso de biocombustíveis com menores
impactes sociais e ambientais, chamados de segunda geração, ou seja,
aqueles produzidos a partir de resíduos, como óleos alimentares usados
e biogás proveniente de digestão anaeróbia de lixo urbano.

Diretivas comunitárias fixam uma meta de incorporação de 10 por cento
(%) de energias renováveis no setor dos transportes e a redução das
emissões de gases com efeito de estufa dos combustíveis em 6%, até
2020.

"Os Estados-Membros pretendem atingir estes objetivos através de
biocombustíveis produzidos a partir de culturas agrícolas, ignorando
os seus impactes sociais e ambientais", que incluem as alterações de
uso do solo, com deslocalização do cultivo de alimentos para novas
terras agrícolas e florestais e as emissões de carbono resultantes
desta conversão.

De acordo com um estudo da Comissão Europeia, a maioria dos
biocombustíveis comercializados atualmente na Europa, sobretudo de
primeira geração, "não oferecem garantias de uma redução efetiva das
emissões de gases com efeito de estufa em relação aos combustíveis
convencionais" que pretendem substituir, segundo a Quercus.

http://www.ionline.pt/portugal/ue-pode-substituir-gasolina-gasoleo-energias-renovaveis-deixando-biocombustiveis-poluentes

Seniores são o novo alvo da indústria alimentar

LUSA
17/01/2013 - 18:08
Empresas agro-alimentares discutem tendências do sector e novas
oportunidades de negócio.


Adriano Miranda

Embalagens mais fáceis de abrir, rótulos com letras grandes e produtos
com menos sal são algumas das respostas da indústria alimentar a um
dos segmentos mais fortes que emergem neste sector: o mercado sénior.

"Esta população deixou de ser um nicho de mercado", afirmou à Lusa
Isabel Braga da Cruz, da Portugal Foods, que vai apresentar as dez
maiores tendências do sector agro-alimentar, na sexta-feira, no
seminário 2013: Ordem para Exportar.

Os consumidores mais velhos surgem assim como uma oportunidade para a
indústria alimentar, que já oferece produtos dirigidos às necessidades
específicas desta faixa etária, "mas sem haver ligação a qualquer tipo
de limitação", sublinha a responsável da Portugal Foods, associação de
empresas que representam os vários subsectores agro-alimentares. Uma
especificidade que passa pela formulação dos alimentos, mas também
pelo design das embalagens, "para permitir um melhor manuseamento" e
rotulagem simples, clara e fácil de ler.

Tudo isto encarado "numa perspectiva positiva e de um envelhecimento
de qualidade, activo e indulgente, que permita acrescentar vida aos
anos em vez de acrescentar anos à vida", reforça a mesma responsável.

Isabel Braga da Cruz notou, por outro lado, que "a alimentação é muito
mais do que ingerir alimentos, é também uma questão emocional". Por
isso, detecta-se também um crescente interesse pelas experiências
sensoriais, em que os consumidores procuram descobrir aromas e
texturas diferentes e produtos que conjugam diferentes ingredientes.

A sustentabilidade é outra das tendências que vieram para ficar em
2013. "Há preocupações no consumidor que vão muito mais além do
alimento", salientou Isabel Braga da Cruz. Os consumidores estão
receptivos a campanhas relacionadas com questões ambientais e até de
caridade, convertendo a compra de determinado produto em donativos
para instituições sociais, mas não abdicam da conveniência.

"Terá de haver uma boa conjugação entre o que o consumidor procura (o
alimento)" e outras questões que também são valorizadas como o
bem-estar animal, a reciclagem das embalagens ou o comércio justo, um
"posicionamento ético" que se tornou uma tendência mundial.

"O consumidor é muito consciente, muito informado e a indústria
adaptou-se, tendo um posicionamento mais ético, mais transparente,
procurando não esconder o que tem nos seus produtos", até porque a
saúde é também "um foco claro", precisou Isabel Braga da Cruz.

O preço continua a ser um factor decisivo. "No final, isso conta
muito", reconhece a mesma responsável, acrescentando que o desenho de
embalagens e doses mais pequenas, mais adequadas às famílias
contemporâneas, "é também uma maneira de não mexer muito no preço".

A indústria nacional, nomeadamente os associados da Portugal Foods,
tem seguido as tendências com atenção, garantiu Isabel Braga da Cruz.

"Há uma preocupação grande de olhar para fora, porque também há uma
preocupação grande de exportar, identificar mercados-alvo, saber como
se comportam, quais os mais interessantes para a sua oferta e como
podem adequar a sua oferta a interesses e necessidades específicas
desse mercado".

A inovação tem sido também uma aposta, que já deu às empresas da
Portugal Foods cinco prémios Inovação no SIAL (Salão de Alimentação do
Médio Oriente), que decorreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos,
no passado mês de Dezembro.

http://www.publico.pt/economia/noticia/seniores-sao-o-novo-alvo-da-industria-alimentar-1581079

Museu do Douro inaugura exposição de retratos antigos enquanto aguarda extinção

Lusa 17 Jan, 2013, 12:09
O Museu do Douro (MD) inaugura sexta-feira, na Régua, uma exposição de
13 retratos, que estavam degradados e esquecidos numa cave, numa
altura em que vive numa situação difícil devido à indefinição quanto à
extinção.
O Governo anunciou em setembro a intenção de extinguir a Fundação
Museu do Douro. Entretanto na região, a expectativa é que a fundação
não seja efetivamente extinta, mas, enquanto não for conhecida a
decisão final, mantém-se a ansiedade.
"Estamos à espera e estamos um pouco sufocados. O grande problema é
que a lei não nos autoriza a receber dotações dos municípios ou do
Governo", afirmou hoje à agência Lusa o diretor do MD, Fernando Seara.
O responsável referiu que a unidade museológica está, neste momento,
"bloqueada em termos financeiros".
"Porque o Orçamento do Estado, assim como a lei do projeto de extinção
do museu tem um artigo que inibe as autarquias, nossas fundadoras, de
cumprirem com a dotação", acrescentou.
Foi com recurso aos meios próprios do MD que foi organizada a
exposição "Santa Casa da Misericórdia -- Coleção de Retratos", que é
inaugurada sexta-feira, na sede da unidade museológica.
Os 13 quadros retratam figuras, desde o rei D. Luís I, D. Antónia
Adelaide Ferreira a pessoas desconhecidas, que foram beneméritas e
contribuíram para a construção e manutenção do Hospital D. Luíz I.
"Retratá-las foi também uma forma de as homenagear como benfeitoras do
hospital", explicou Fernando Seara.
As obras de arte ficaram como que esquecidos na cave das antigas
instalações da Santa Casa da Misericórdia da Régua. Mais tarde foram
encontradas já em estado de degradação e algumas até com rasgões
profundos.
O MD e a Misericórdia juntaram-se para preservar este património, num
trabalho de restauro e de investigação que durou um ano.
Também na sexta-feira é inaugurada a exposição de 100 fotografias "O
Douro de Georges Dussaud", um fotógrafo francês que retratou a região
duriense dos anos 80.
A mostra já esteve em Lamego, mas agora, na Régua, tem como novidade
mais fotografias que o autor tirou, já em 2012 e nos mesmos locais,
mas 30 anos depois.
A partir de sexta-feira é também possível ver de novo a exposição
temporária "Imagens do vinho do Porto: Rótulos e Cartazes" e que
alerta para a importância da embalagem, marca e cartaz do vinho do
Porto,
Outra novidade é a inauguração de um marco dos Correios, dos
tradicionais vermelhos, dentro das instalações do MD, uma iniciativa
que pretende incentivar a tradição e que o diretor considera que
estava a cair em esquecimento, de mandar um postal.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=620238&tm=4&layout=121&visual=49

Portugal desconhece “incidentes com abelhas” devido ao uso de pesticidas

Por Agência Lusa, publicado em 17 Jan 2013 - 15:47 | Actualizado há 1 dia 1 hora
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As autoridades portuguesas desconhecem incidentes com abelhas
provocados pela exposição a pesticidas contendo substâncias que estão
na mira da Comissão Europeia, depois de terem sido divulgadas
conclusões "inquietantes" sobre o seu impacto nestes insetos.

"Não são do conhecimento da Direção Geral de Alimentação e Veterinária
(DGAV), nem foram confirmados pela Federação Nacional dos Apicultores
de Portugal, incidentes com abelhas em resultado da exposição a
produtos fitofarmacêuticos contendo as substâncias ativas referidas",
adiantou o gabinete de comunicação do ministério da Agricultura numa
resposta enviada à Agência Lusa.

Alguns países europeus já decidiram suspender, total ou parcialmente,
a utilização de pesticidas com os três nicotinóides em causa
(Clotianidina, Tiametoxam e Imidaclopride), mas Portugal mantém, para
já, a autorização

Dois destes produtos estão autorizados para tratamento de sementes
(GAUCHO, com base em imidaclopride e PONCHO, com base em clotianidina,
que não é comercializado em Poertugal) e os restantes para aplicação
sobre as culturas para controlar as pragas.

O Ministério da Agricultura realça que Portugal tem acompanhado as
discussões relativas a possíveis efeitos de pesticidas sobre as
abelhas e vai participar "ativamente (…) no próximo Comité Permanente
da Cadeia Alimentar e Saúde Animal, a realizar no final de janeiro
adotando a posição em comum estabelecida".

Os estudos científicos realizados nos últimos anos permitiram concluir
que os pesticidas "sistémicos" ou "neonicotinóides" têm um impacto
letal sobre as abelhas, desorientando-as ao ponto de não conseguirem
regressar às colmeias.

http://www.ionline.pt/portugal/portugal-desconhece-incidentes-abelhas-devido-ao-uso-pesticidas

Vinho da Madeira gerou receitas de 16,4ME em 2012

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
20:07 Quarta feira, 16 de Janeiro de 2013
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Funchal, 16 jan (Lusa) - A Madeira vendeu o ano passado mais 7,9% de
vinho, tendo fechado o ano de 2012 com 3,4 milhões de litros de vinho
e uma receita de 16,4 milhões de euros.

De acordo com os dados da Direção Regional de Estatística, a região
vendeu mais 130.330 litros de Vinho Madeira, o que permitiu um aumento
da receita de 1,2 milhões de euros.

O ano de 2012 ficou marcado por uma clara valorização pelo preço pago
por litro, que valeu mais 4,3%.

http://visao.sapo.pt/vinho-da-madeira-gerou-receitas-de-164me-em-2012=f707018

AR: PCP questiona Governo sobre o «restabelecimento do potencial produtivo das explorações agrícolas afectadas pelo incêndio de Tavira / S. Brás de Alportel e pelo tornado de Silves / Lagoa»

Os Deputados do PCP Paulo Sá e João Ramos entregaram na Assembleia da
República uma Pergunta em que solicitam ao Governo que lhes sejam
prestados esclarecimentos sobre o «restabelecimento do potencial
produtivo das explorações agrícolas afectadas pelo incêndio de Tavira
/ S. Brás de Alportel e pelo tornado de Silves / Lagoa», Pergunta que
se passa a transcrever.

Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território

PERGUNTA:

Cento e setenta e dois dias após o incêndio florestal de Tavira/S.
Brás de Alportel e cinquenta e quatro dias após o tornado de
Silves/Lagoa, o Governo publicou o Despacho n.º 452/2013 que concede
apoio à reconstituição ou reposição do potencial produtivo das
explorações agrícolas que foram danificadas na sequência das referidas
catástrofes naturais.

O Governo decidiu conceder este apoio através do PRODER, com uma
comparticipação de 75% sobre o valor total do investimento, exigindo
ainda um montante mínimo do investimento de 2.500 euros.

Estas opções merecem a discordância do PCP. Entendemos que, tendo em
conta a dimensão das catástrofes naturais que se abateram sobre os
concelhos de Tavira, S. Brás de Alportel, Silves e Lagoa, o apoio aos
produtores agrícolas deve ser concedido a fundo perdido (100%) e sem
qualquer limitação do investimento mínimo exigível, permitindo a
reposição total e efetiva do potencial produtivo das explorações
agrícolas.

Decidiu ainda o Governo limitar o montante global do apoio a 5 milhões
euros. Esta verba poderá ser insuficiente, como é reconhecido no
próprio Despacho n.º 452/2013, de 9 de janeiro.

Neste caso, propõe-se o Governo estabelecer uma ordem para a
atribuição dos apoios, dando prioridade às candidaturas que visem a
reposição de investimentos incluídos noutros projetos do PRODER. Isto
significa simplesmente que o Governo admite que certos produtores
agrícolas (aqueles que não têm investimentos incluído noutros projetos
PRODER) possam não receber qualquer apoio. Se as candidaturas
definidas como prioritárias pelo Governo excederem o montante global
disponibilizado, então proceder-se-á a um rateio de verbas, o que
implicará que a comparticipação efetiva para a reposição integral do
potencial produtivo será inferior a 75%.

Também estas opções do Governo merecem a discordância do PCP.
Entendemos que o montante global dos apoios deve ser tal que permita a
reposição integral do potencial produtivo de todas as explorações
agrícolas afetadas pelo incêndio florestal e pelo tornado, não havendo
qualquer justificação para que se proceda a qualquer rateio de verbas,
nem que as candidaturas referentes a explorações agrícolas não
intervencionadas pelo PRODER, e que têm resistido com bastantes
dificuldades, sejam preteridas relativamente a outras.

Assim, com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por este meio
perguntar ao Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do
Ambiente e do Ordenamento do Território, o seguinte:

1. Reconhecendo no próprio Despacho n.º 452/2013, de 9 de janeiro, que
o montante global do apoio disponível poderá ser insuficiente para
apoiar a reconstituição ou reposição do potencial produtivo de todas
as explorações agrícolas afetadas pelo incêndio florestal de Tavira/S.
Brás de Alportel e do tornado de Silves/Lagoa, admite o Governo
aumentar esta verba por forma a garantir que todas as candidaturas
possam ser financiadas, sem qualquer
rateio de verbas?

2. Por que motivo decidiu o Governo estabelecer um montante mínimo
para o investimento elegível? Considera o Governo que a reposição do
potencial produtivo das explorações agrícolas afetadas na sequência do
incêndio florestal ou do tornado não deve ser apoiada se o
investimento necessário para essa reposição for inferior a 2.500
euros? Está o Governo disponível para eliminar este requisito,
permitindo que todos os montantes sejam elegíveis?

3. Tendo em conta a dimensão das catástrofes naturais que se abateram
sobre os concelhos de Tavira, S. Brás de Alportel, Silves e Lagoa, não
considera o Governo que um apoio a fundo perdido de 100% seria o mais
adequado?

Palácio de São Bento, quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Deputado(a)s

PAULO SÁ (PCP)
JOÃO RAMOS (PCP)

Fonte: Grupo Parlamentar do PCP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/18e.htm

AR: PCP questiona Governo sobre o «futuro da Estação Nacional de Fruticultura de Vieira Natividade»

Os Deputados do PCP Bruno Dias e João Ramos entregaram na Assembleia
da República uma Pergunta em que solicitam ao Governo que lhes sejam
prestados esclarecimentos sobre o «futuro da Estação Nacional de
Fruticultura de Vieira Natividade (Concelho de Alcobaça/Distrito de
Leiria)», Pergunta que se passa a transcrever.

Destinatário: Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território

PERGUNTA:

O estado de degradação da Estação Nacional de Fruticultura de Vieira
Natividade / Alcobaça, é um espelho da política agrícola de direita de
sucessivos governos PS/PSD/CDS. Vítima da política de desmantelamento
e privatização das estruturas públicas de Investigação e
Desenvolvimento (I&D) agrárias, do «menos Estado» e do «Estado mínimo»
da política neoliberal, a estação estará agora em vésperas de ser
liquidada definitivamente como estrutura pública, com a sua entrega a
empresas privadas, operação provavelmente disfarçada com a
participação de associações de agricultores dos sectores frutícola e
hortícola.

É uma evidência que a fragilidade económica das estruturas
associativas agrícolas as impedirá de assumir ou ter qualquer papel
relevante/significativo na recuperação/dinamização de uma estrutura
tão importante, como poderia (deveria) ser a Estação Vieira da
Natividade, no desenvolvimento de sectores que consensualmente são
estratégicos na produção agrícola nacional.

A Estação é, cumulativamente, um enorme repositório histórico e um
valioso e insubstituível património genético da fruticultura
portuguesa.

É, assim, completamente inaceitável qualquer projeto para a Estação
Vieira da Natividade que não passe pela sua manutenção como estrutura
pública do Ministério da Agricultura no apoio à fruticultura nacional,
com a exigência de que o Estado faça os investimentos financeiros e em
recursos humanos que a Estação necessita para a sua renovação e
desenvolvimento.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais
aplicáveis, solicitamos ao Governo que, por intermédio da Ministra da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, nos
sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

1. Que projeto tem o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e
do Ordenamento do Território para a Estação Vieira da Natividade?
Solicitamos uma informação sobre a missão, objeto e estruturas
previstos para a Estação.

2. Que investimentos estão previstos realizar na Estação em 2013? E
nos próximos anos?

3. Como vai o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do
Ordenamento do Território reforçar em recursos humanos a Estação?

4. Qual a informação que o Governo tem sobre as receitas anuais dos
últimos cinco anos da exploração agrícola das terras correspondentes
aos prédios rústicos Olival Fechado, Quinta Nova e Ganilhos? E que
informação existe, para os mesmos anos, de outras receitas da Estação,
bem como as transferências efetuadas pelo Ministério da Agricultura
para esse polo do agora INIAV?

Palácio de São Bento, terça-feira, 8 de Janeiro de 2013

Deputado(a)s

Bruno Dias (PCP)
JOÃO RAMOS (PCP)

Fonte: Grupo Parlamentar do PCP

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/18g.htm

UE: Comissão publica perspectivas dos mercados agrícolas e rendimento para o decénio 2012-2022

A Comissão europeia publicou hoje as suas previsões de médio prazo,
"Perspectivas dos Mercados Agrícolas e de rendimento na UE 2012-2022"
indicando as tendências para os principais mercados de commodities
agrícolas da UE até 2022.

Com base num conjunto de pressupostos, a Comissão prevê que os
mercados de produtos agrícolas da UE permaneçam equilibrados - em
média - durante o período das perspectivas.

O relatório retrata uma perspectiva relativamente positiva para as
culturas arvenses na UE, como resultado da procura mundial sólida e
dos preços firmes. As perspectivas de médio prazo para o leite e
produtos lácteos parecem favoráveis, devido à contínua expansão da
procura mundial. População mundial e crescimento económico, bem como a
preferência crescente por produtos lácteos devem ser os principais
factores, alimentando as exportações da UE e sustentando os preços dos
produtos agrícolas, como o queijo e o leite em pó desnatado.

O relatório sugere, por exemplo, um aumento em mais de um terço das
exportações comunitárias de queijo até 2022, com base na procura
sustentada dos principais destinos de queijo da UE (Rússia, países do
Médio Oriente, EUA, etc.). Da mesma forma, as exportações de leite em
pó desnatado devem aumentar em 30% até 2022, em comparação a 2011,
como resultado de uma procura sustentada da China, Argélia e Médio
Oriente.

O mercado de carnes da UE deve contrair-se em 2% ao longo dos próximos
dois anos, afectado pela desaceleração económica em curso.

O relatório pode ser acedido em
http://ec.europa.eu/agriculture/markets-and-prices/reports_en.htm

Fonte: CE

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/18k.htm

Comissão Europeia admite proibir pesticidas devido ao impacto sobre as abelhas

Em causa estão pesticidas produzidos pelas farmacêuticas Bayer e Syngenta

A Comissão Europeia pode propor a interdição de usar determinados
pesticidas, após a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA)
revelar conclusões "inquietantes" sobre o seu impacto nas abelhas.

"A EFSA apresentou hoje conclusões inquietantes sobre o impacto de
três tipos de produtos sobre o néctar e o pólen", explicou Frédéric
Vincent, porta-voz do comissário europeu da Saúde e Defesa do
Consumidor, Tonio Borg, adiantando que o parecer foi pedido pela
Comissão.

"Esta semana" vai ser enviada uma carta ao grupo alemão Bayer e ao
suíço Syngenta, que produzem pesticidas com os três neonicotinóides em
causa (Clotianidina, Tiametoxam e Imidaclopride), nomeadamente o
Cruiser OSR, podendo as empresas responder até ao dia 25 de janeiro.

http://visao.sapo.pt/comissao-europeia-admite-proibir-alguns-pesticidas-devido-ao-impacto-sobre-as-abelhas=f706959

África: A sul do Saara tudo cresce

Vítor Rodrigues Oliveira
16 Jan, 2013, 07:29 / atualizado em 16 Jan, 2013, 14:22


DR
Depois de uma década a crescer em média acima de 4%, as perspetivas
para a África subsariana continuam fortes. Num relatório divulgado
hoje, o Banco Mundial espera que os mais de 40 países a sul do Saara
cresçam no total 4,9%, ligeiramente mais do que no ano passado. Um
crescimento considerado robusto, apesar das fracas expectativas para a
economia global, que deve continuar pelo menos até 2015. E as contas
até podiam melhorar para os 6% se fosse descontado o desempenho da
África do Sul, a maior economia da região.
Há diversas razões para o crescimento, sobretudo o aumento do consumo,
um fluxo constante de remessas de emigrantes, preços elevados das
matérias-primas, mais exportações e mais investimento direto
estrangeiro. Investimento que é sobretudo canalizado para as
indústrias extrativas, mas também, cada vez mais, para a construção,
os transportes, a eletricidade e as telecomunicações. Em entrevista à
Antena1, o economista Alexandre Abreu afirma que se tem verificado
desde o início deste século uma inversão da tendência que apontava
para um continente perdido.

Em muitos países, o crescimento está a ser estimulado por novas
descobertas de matérias-primas, como é o caso de Moçambique, Serra
Leoa ou Gana. O Banco Mundial antevê para estas economias crescimentos
ainda mais fortes nos próximos anos. Noutros casos, não há dependência
de recursos minerais. Países como a Etiópia apostam na exportação de
energia, na modernização da agricultura e na atração de investimento
estrangeiro, ou, como é o caso do Ruanda, na construção e nos
serviços.

No total, há hoje na região 21 países considerados de rendimento
médio, mais do dobro de há uma década. Mas, ainda assim, não faltam
riscos. A economia chinesa, que em muitos casos compra metade das
matérias-primas exportadas por países africanos, pode eventualmente
abrandar; as crises do euro e da dívida americana podem agravar-se; e
há que contar, por exemplo, com instabilidade política nalguns países.
Todos estes fatores podem, de acordo com o Banco Mundial, travar as
ambições africanas.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=619788&tm=7&layout=121&visual=49

Vides do Douro poderão ser transformadas em rótulos, embalagens ou rolhas

16-01-2013




O projecto Da_Vide desafiou os viticultores do Douro a juntarem-se na
criação de um vinho produzido exclusivamente com os recursos das
vinhas, ou seja, cujos rótulos, embalagens ou rolhas sejam feitos a
partir de fibras de vides.

O investigador Pedro Teixeira, a residir no Peso da Régua, está a
desenvolver o projecto Da_Vide, que visa utilizar as vides, os
resíduos resultantes da limpeza das videiras, após as vindimas, e que,
até agora, estavam a ser desperdiçados.

Após as vindimas na Região Demarcada do Douro, as videiras têm de ser
limpas, podadas. Estes resíduos, as vides, são normalmente triturados
ou queimados, e, segundo defende, as aplicações para as vides vão
desde o artesanato, à produção energética, indústria, componentes e
acessórios, engenharia e tecnologia e ainda design, decoração e moda.

Depois do artesanato, do «combustível sólido inteligente» e da «super
madeira», o investigador está agora a optimizar uma nova tecnologia
que vai permitir, a partir de fibras extraídas de vides, produzir
materiais que vão do papel/cartão até à madeira, da cortiça até ao
plástico.

A ideia é, segundo Pedro Teixeira, desenvolver um projecto que
consiste na criação de um «produto vinho do Porto com o ciclo fechado
na vinha». Ou seja, com o papel e cartão de fibra de vide serão
«produzidos os rótulos e as embalagens em cartão, com a madeira de
fibra de vide são feitas as embalagens de madeira, com a cortiça de
fibra de vide são feitas as rolhas, com o plástico de fibra de vide
são feitas as garrafas».

O investigador acredita que a madeira de fibra de vide, super madeira,
também poderia ser utilizada para produzir as pipas. «Teremos assim um
produto vinho do Porto produzido exclusivamente com os recursos das
vinhas. Acreditamos que é um projecto interessante e bastante inovador
a nível mundial, apesar de bastante ambicioso», frisou.

Pedro Teixeira desafiou os produtores do Douro a juntarem-se ao
projecto e referiu que já há empresas a estudarem a criação deste
produto.

No âmbito do "Da_vide" já foi criado o «combustível sólido
inteligente», que queima à medida, com mais chama ou mais brasa, quer
seja para um assador ou para uma lareira, e a «super madeira», um
material cuja matéria base é igual às madeiras naturais, mas em que as
fibras de vide são estruturadas de forma diferente, permitindo, por
exemplo, obter uma resistência mecânica muito superior em todas as
direcções, ser mais leve e facilmente moldável, isto na fase de
produção.

Segundo o projecto, o total de biomassa produzida pelas vinhas
nacionais é superior a 500 mil toneladas por ano, o que corresponde
aproximadamente à massa de 1,6 milhões de pinheiros ou mil hectares de
pinheiros adultos em estado de desenvolvimento ideal para abate. «Isto
quer dizer que a aplicação da nossa tecnologia pouparia o abate de 1,6
milhões de árvores todos os anos», salientou.

Pedro Teixeira referiu ainda que a tecnologia desenvolvida pelo
projecto poderá representar um aumento de receitas para os produtores
de vinho entre os 10 e os 30 por cento.

Fonte: Lusa

http://www.confagri.pt/Noticias/Pages/noticia45583.aspx

Consumo mundial de vinho vai aumentar e melhorar na qualidade

16.01.2013 00:22
VIDA

O consumo mundial de vinho vai continuar a aumentar até 2016,
particularmente na China, estando os consumidores dispostos a gastar
mais dinheiro em vinhos de melhor qualidade, foi hoje divulgado num
estudo internacional.
De acordo com o estudo apresentado pela organização da Vinexpo, feira
que se realizará em Bordéus, França, de 16 a 20 de junho, o consumo de
vinhos e de vinhos espumantes deve crescer mais rapidamente entre
2012 e 2016 do que aquilo que aconteceu entre 2007 e 2011.

De acordo com a agência noticiosa AFP, no consumo de vinhos espumantes
a tendência é ainda mais acentuada, esperando-se para quase o dobro
entre os dois períodos estudados.

Em 10 anos, o crescimento no volume de consumo mundial de vinho é um
pouco superior a 10%, ou seja, cerca de 1% por ano. O crescimento do
consumo é impulsionado principalmente pela China e pelos Estados
Unidos, primeiro consumidor do mundo em valor e volume.

Nos dois países prevê-se um crescimento de dois dígitos entre 2012 e
2016, de 12% a 40%, respetivamente. Segundo o diretor geral da
Vinexpo, Robert Beynat, para além de se ir beber mais, vai,
sobretudo, passar a beber-se melhor, uma vez que, quanto mais "um
país progride no consumo, melhor compra".

No valor das vendas para o cliente final prevê-se um aumento de mais
de 28% entre 2007 e 2016, de acordo com o estudo em parceria com a
empresa International Wine e Espírito Research.

Devido à persistência da crise económica, o crescimento será mais
lento entre 2012 e 2016 (8,66%) do que entre 2007 e 2011 (15,30%).

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2013/01/16/consumo-mundial-de-vinho-vai-aumentar-e-melhorar-na-qualidade

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Vinhos: Adega de Borba estreia o ano com uma nova colheita do prestigiado ‘Rótulo de Cortiça’

A Adega de Borba assinala o início do novo ano com o lançamento do
Rótulo de Cortiça Reserva Tinto 2011, um verdadeiro ex-líbris que vem
deliciar os apreciadores com a excelência da qualidade da colheita
desse ano.

Com uvas das castas mais típicas do Alentejo – Aragonez, Alicante
Bouschet, Castelão e Trincadeira – este novo Reserva Tinto estagiou 12
meses em barricas de carvalho francês e em tonéis de madeira exótica,
seguindo-se uma estágio de 6 meses em garrafa em cave.

"É sempre uma satisfação lançar uma nova colheita do Rótulo de
Cortiça, sendo este 2011 mais um marco na história deste vinho que
desde a primeira colheita de 1964 tem vindo a conquistar um lugar
especial junto dos conhecedores", refere Manuel Rocha, CEO da Adega de
Borba.

O Rótulo de Cortiça Reserva Tinto 2011 caracteriza-se por uma cor rubi
com nuances vermelhas. O aroma é fino e elegante, a sugerir frutos
pretos, compota e chocolate branco. Este DOC Alentejo apresenta um
sabor macio, com ligeira adstringência, equilibrado, notando-se um
frutado maduro e uma elegância no final de prova.

Assinado pelo enólogo Óscar Gato, este vinho deve ser servido a uma
temperatura de 16-17ºC e é ideal para acompanhar carnes vermelhas, e
caça. Com um teor alcoólico de 14%, pode ser consumido de imediato ou
ser guardado até 10 anos. O preço recomendado é de 9,00€.

De referir que o vinho "Rótulo de Cortiça" é uma marca com mais de 45
anos que se impôs como uma das referências no Alentejo. Produzido
apenas em anos excepcionais, cuja primeira colheita data de 1964, tem
um dos maiores volumes de vendas no seu segmento.

Fonte: Upnews

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/15.htm

Sectores agroalimentar, agrícola e florestal representam 20% das exportações portuguesas

Por Agência Lusa, publicado em 14 Jan 2013 - 18:37 | Actualizado há 3
dias 48 minutos


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse
hoje em Pombal, onde inaugurou uma fábrica de sobremesas, que os
setores agroalimentar, agrícola e florestal representam 20 por cento
das exportações nacionais.

"É muito impressionante a força do setor agroalimentar, agrícola e
florestal nas nossas exportações. Representam 20 por cento, um quinto
das nossas exportações ou é agrícola, ou agroalimentar ou é
florestal", disse Paulo Portas na cerimónia que precedeu a inauguração
da fábrica.

A fábrica de sobremesas, resulta de uma parceria entre o grupo
português Derovo e o espanhol Postres e Dulce Reina, num investimento
superior a 11 milhões de euros.

O ministro frisou que aqueles setores são "um tesouro" do qual o
Governo deve "cuidar, potenciar e maximizar".

Paulo Portas adiantou que o Governo tem procurado captar investimento
estrangeiro para essas áreas "país a país, mercado a mercado, missão a
missão, visita a visita".

O ministro sublinhou que "mesmo em recessão o setor agroalimentar
cresce", um número que a Ministra da Agricultura, Assunção Cristas,
também presente na cerimónia, cifrou em 2,8 por cento ao ano.

Destacando ainda a "nova geração" de empresários agrícolas, Paulo
Portas falou do investimento privado no setor: "No PRODER (Plano de
Desenvolvimento Rural) de cada vez que o Estado põe um euro, o setor
privado põe quatro ou cinco vezes mais. É um programa altamente
reprodutivo", sustentou.

No discurso, Portas dirigiu-se, em espanhol, ao responsável do grupo
Postres e Dulce Reina - empresa que desde 2012 lidera a produção de
sobremesas lácteas no país vizinho, ano em que fabricou 56,5 mil
toneladas de doses individuais de sobremesas - agradecendo a aposta em
Portugal.

"Bem-vindos a todos aqueles que investem no nosso país, neste momento,
que é quando é mais difícil", disse.

A fábrica DoceReina, com um volume de negócios de 15 milhões de euros,
produziu já cerca de 11 mil toneladas de sobremesas - correspondentes
a cerca de 100 milhões de doses individuais - desde pudins, arroz
doce, gelatinas, leite creme ou natas do céu, entre outros.

O grupo Derovo junta produtores de ovos nacionais e é uma empresa
líder na produção de derivados de ovo, possuindo duas unidades de
produção, em Pombal e nas Astúrias, onde se processam diariamente três
milhões de ovos, destinados aos mercados internacionais.

http://www.ionline.pt/dinheiro/sectores-agroalimentar-agricola-florestal-representam-20-das-exportacoes-portuguesas

Paulo Portas considera sector agro-alimentar como um tesouro

ORLANDO CARDOSO 14/01/2013 - 18:52
Ministro dos Negócios Estrangeiros esteve na inauguração de uma
fábrica de sobremesas em Pombal, distrito de Leiria.


Portas pediu a todos os departamentos públicos "ainda mais trabalho"
PAULO SOARES/NFACTOS

Ovo estrelado instantâneo vai ser primeira patente portuguesa no
sector dos ovos
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, realçou ontem a
"impressionante força" dos sectores agro-alimentares, agrícola e
florestal nas exportações do país.

"Trata-se de um tesouro que nós devemos cuidar, potenciar e
maximizar", disse durante a inauguração de uma fábrica de sobremesas
em Pombal, distrito de Leiria.

O governante, que presidiu à cerimónia juntamente com a ministra da
Agricultura, Assunção Cristas, deu o exemplo daquele investimento,
entre o grupo português Derovo e o espanhol Postres e Dulces Reina,
como forma de "contrariar uma crise".

"Uma crise que é difícil, mas que nós evidentemente sabemos vencer",
disse Paulo Portas, acrescentando que "uma crise vence-se abrindo
empresas, arriscando projectos, criando emprego, tratando bem os
investidores, melhorando as nossas exportações".

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, "a economia portuguesa só
se transforma num sentido positivo se conseguirmos que, nesta economia
global, a nossa economia seja mais internacional" e que "quando há
dificuldades no mercado interno saibamos exportar mais", realçando que
"quando mais precisamos de crescimento temos de ter investimento".
Porém, na opinião do governante, se esse investimento for estrangeiro,
"tem de ser bem-vindo e bem-tratado".

Ainda na sua intervenção, o ministro pediu a todos os departamentos
públicos "ainda mais trabalho, ainda mais vontade, para que as coisas
corram bem", no sentido de "facilitar e não de dificultar a vida de
quem investe".

Antes, Assunção Cristas tinha reafirmado a sua convicção sobre a
importância do sector primário para "dar um contributo sério para a
economia portuguesa". Segundo a ministra da Agricultura, "há 240 novos
jovens agricultores a surgirem por mês,o que é demonstrativo de que "é
bom ser agricultor em Portugal".

http://www.publico.pt/politica/noticia/paulo-portas-considera-sector-agroalimentar-como-um-tesouro-1580704

Mecanização da Colheita de Azeitona em Seminário no ICAAM

José de Oliveira Peça, investigador do ICAAM e docente da Universidade
de Évora, apresentou esta semana no ICAAM o trabalho realizado pela
equipa que coordena na área da mecanização aplicada ao olival, num
Seminário intitulado "Uma Equipa DER/ICAAM, Máquinas e um Nobre
Fruto".

A equipa, de que também fazem parte os investigadores António Bento
Dias e Anacleto Pinheiro, tem desenvolvido um trabalho pioneiro com o
objetivo de mecanizar a colheita de azeitona e diminuir os custos
desta atividade com enorme importância para a economia portuguesa e do
Alentejo.

Ao longo dos últimos 17 anos foram realizados 3 projetos de
investigação que culminaram com o desenvolvimento da máquina MCCA –
Máquina de Colheita em Contínuo de Azeitona.

A Máquina de Colheita em Contínuo de Azeitona constitui uma solução
inovadora que foi desenhada para permitir a mecanização da apanha da
azeitona nos modernos olivais intensivos, relativamente aos quais não
existe atualmente uma alternativa economicamente viável em pequenas e
médias explorações. A MCCA apresenta como principais vantagens:
permitir a colheita em contínuo e a redução da mão-de-obra necessária;
a sua utilização não ser limitada pelo tamanho das árvores; o custo
relativamente reduzido uma vez que se trata de um sistema que funciona
associado a tratores agrícolas.

O primeiro protótipo da MCCA (fase I), apresentado publicamente no
final de 2011 (veja notícia AQUI), foi já objeto de pedido de registo
de Patente. Foi um dos projetos selecionados para a mostra AgroFOOD
iTech, que decorreu em Março de 2012 em Santarém (veja a notícia
AQUI), e recentemente foi um dos três nomeados na fase final do
Concurso Nacional de Inovação BES no setor Recursos Naturais &
Alimentação (notícia AQUI).

O protótipo fase II, que inclui melhoramentos e inovações decorrentes
dos testes da primeira versão, foi objeto de ensaio na última campanha
(final de 2012) o que irá permitir a construção da versão final de
pré-produção.

A MCCA foi desenvolvida por uma parceria envolvendo a equipa
coordenada pelo Prof. José Peça e a empresa VICORT-Victor Cardoso,
Lda, com financiamento do Programa Compete do Quadro de Referência
Estratégico Nacional (QREN) através da Agência de Inovação (Projeto
ADI/QREN nº 3457 (2009/2012)).

ICAAM

Publicado em 14.01.2013

http://www.ueline.uevora.pt/Canais/academia/(item)/5979

Ervas aromáticas exportadas das Calhetas para o Continente

Paulo Faustino / Regional / 16 de Jan de 2013, 18:32


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Quinta de família de Viseu envia até 500 quilos de ervas aromáticas,
como o manjericão e cebolinho, para grandes cadeias

Do solo que compõe 2 hectares (ha) de terreno na freguesia das
Calhetas, concelho da Ribeira Grande, são exportadas semanalmente para
o território continental entre 300 a 500 quilos de ervas aromáticas,
sobretudo manjericão e cebolinho, que abastecem grandes superfícies
comerciais das marcas Continente, Jumbo e Pingo Doce.
A exploração da família Pinto, originária e com interesses
empresariais na zona de Viseu - onde possuem outro empreendimento do
género, com mais de 30 ha - tem a particularidade de estar certificada
na agricultura biológica e de possibilitar a venda direta de produtos
verdes a pessoas que se desloquem com esse fim à quinta. Glória Pinto,
empresária agrícola, de 53 anos, justifica o investimento nos Açores,
orçado em 800 mil euros e liderado pelo filho, com a existência de
condições climatéricas favoráveis em São Miguel e porque constitui uma
vertente complementar ao negócio principal, já montado no Continente.
Glória Pinto divide o seu tempo entre Viseu e São Miguel, onde, na
ausência do filho - por viajar algumas vezes em serviço - tem de
zelar pelo bom funcionamento da quinta e garantir atempadamente e nas
quantidades corretas, a expedição por via aérea das encomendas feitas.
São encomendas provenientes de hipermercados e unidades hoteleiras,
como também por pequenos e grandes estabelecimentos comerciais, a
nível local e regional.

http://www.acorianooriental.pt/noticia/ervas-aromaticas-exportadas-das-calhetas-para-o-continente

ADN de cavalo encontrado em hambúrgueres de vaca vendidos na Tesco, Iceland, Aldi e Lidl

CLÁUDIA BANCALEIRO 16/01/2013 - 17:44
Vestígios de carne de cavalo e de porco foram encontrados em amostras
de produtos de carne de vaca durante uma inspecção no Reino Unido e
Irlanda. Supermercados que vendiam produtos adulterados retiram-nos do
mercado por precaução.


Num dos casos, o produto tinha 29% de carne de cavalo PEDRO ARMESTRE/AFP

Uma inspecção das autoridades irlandesas a três empresas de
processamento de alimentos no Reino Unido e na Irlanda descobriu em
hambúrgueres de vaca ADN de cavalo e de porco. Após a descoberta, a
Tesco, a maior cadeia de supermercados britânica, retirou das
prateleiras duas linhas de hambúrgueres que vendia com a sua marca.
Além da Tesco, a Iceland, Aldi e Lidl seguiram o mesmo caminho e
deixaram de ter à venda produtos fornecidos pelas três empresas. Todos
afirmam tê-lo feito por precaução e para garantir a qualidade dos seus
produtos.

A investigação ao caso de produtos feitos com carne de vaca
alegadamente adulterados com carne de cavalo e de porco ainda está a
decorrer, mas os resultados das primeiras análises da inspecção
realizada pelas autoridades de segurança alimentar irlandesas revelou
que, por exemplo, na linha de hambúrgueres Everyday Value, vendida na
Tesco, os vestígios de ADN de cavalo representavam 29% do produto
final vendido como sendo 100% carne de vaca, avança o The Guardian.
Foram também encontrados vestígios de carne de porco e de cavalo na
linha Beef Quarter Pounders, aqui em menor proporção. Ambos os
produtos são fornecidos pela empresa irlandesa de processamento de
alimentos Silvercrest Foods.

No caso das cadeias Iceland, Lidl e Aldi, a inspecção detectou ADN de
cavalo em dez das 27 amostras de hambúrgueres congelados vendidos no
Reino Unido e na Irlanda. No caso dos produtos vendidos na Aldi as
amostras continham ainda carne de porco. Todas as cadeias retiraram do
mercado os produtos que foram assinalados.

O ministro da Agricultura irlandês, Simon Coveney, afirmou, citado
pelo Guardian, que os vestígios de cavalo e porco encontrados nos
produtos comercializados como sendo de vaca terão origem na Holanda e
Espanha. Após terem sido tornados públicos os resultados da autoridade
de segurança alimentar irlandesa, a sua homóloga britânica iniciou a
sua própria investigação. As autoridades irlandesas já afirmaram que a
carne em causa não representa qualquer risco para a saúde pública e
realçaram que a retirada dos produtos foi uma iniciativa das cadeias
de supermercados.

O ministro diz ser "totalmente inaceitável" que quase um terço da
carne que continham alguns hambúrgueres fosse de cavalo, mas sublinhou
que não existe qualquer indicação que as três empresas de
processamento - Liffey Meats, Silvercrest Foods e Dalepak Hambleton -
tivessem conhecimento de que a carne que usavam era adulterada. As
três companhias já vieram manifestar as suas desculpas pelo sucedido,
mas sublinharam que se trata de carne fornecida por terceiros, sem os
identificar.

A Tesco, que no seu caso retirou os produtos fornecidos pela
Silvercrest, diz que não irá tolerar qualquer violação à qualidade da
comida que comercializa. "A presença de carne ilegal nos nossos
produtos é extremamente séria. Os nossos clientes têm o direito de
esperar que os alimentos que compram são produzidos seguindo os mais
elevados padrões", defendeu o director técnico do grupo, Tim Smith.

O PÚBLICO contactou o Lidl em Portugal para confirmar se os produtos
vendidos pela cadeia que foram afectados, todas da marca Moordale,
estão à venda no país. O gabinete de comunicação do Lidl & Cia
confirmou que a marca Moordale não é nem nunca foi comercializada no
país, "nem quaisquer produtos que contenham carne de equídeo". O Lidl
garante que a introdução de qualquer produto para comercialização pela
marca em Portugal "obedece a rigorosos testes de qualidade, em
conformidade não só com as directivas comunitárias, como também com
toda a legislação nacional, de forma a garantir sempre a segurança de
todos os produtos comercializados, assim como a protecção de todos os
consumidores".

Notícia actualizada às 18h02. Acrescenta declarações do Lidl Portugal.

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/adn-de-cavalo-encontrado-em-produtos-de-carne-vaca-vendidos-na-tesco-iceland-aldi-dunnes-e-lidl-1580946

Greenpeace comenta estudo da EFSA sobre os efeitos dos pesticidas nas abelhas

Um relatório divulgado hoje pela Autoridade Europeia para a Segurança
Alimentar (EFSA na sigla inglesa) identificou os pesticidas comummente
utilizados, conhecidos como neonicotinóides, para efeitos graves sobre
as populações de abelhas.

A EFSA refere "riscos elevados" no uso dos neonicotinóides e salienta
que existem lacunas importantes nos dados disponíveis. Essas lacunas
levantam questões fundamentais sobre a capacidade dos testes de
segurança actuais para avaliar os riscos que os pesticidas apresentam
para o ambiente e a saúde, disse o Greenpeace.

Comentando as conclusões do relatório, o director do Greenpeace para a
política agricultura da UE Marco Contiero disse:

"O relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos
confirma que os neonicotinóides são o gás mostarda do mundo dos
insectos e deve ser proibido, antes que seja tarde demais. Um terço da
nossa alimentação não poderia ser produzida se as abelhas e outros
polinizadores desaparecessem. O alerta está dado: a UE não pode mais
adiar a acção e deve seguir os exemplos de França, Alemanha e Itália,
que já baniram os neonicotinóides ".

O Greenpeace pede aos legisladores europeus que apoiem políticas que
promovam a gestão sustentável das pragas e estimulem práticas de
agricultura ecológica.

Fonte: Greenpeace

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/17a.htm

Especialistas recolhem amostras de árvores algarvias e multiplicam-nas para evitar extinção

Lusa - Esta notícia foi escrita nos termos do Acordo Ortográfico
13:07 Terça feira, 15 de Janeiro de 2013
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Loulé, 15 jan (Lusa) - A Direção Regional de Agricultura e Pescas do
Algarve está a recolher amostras de árvores de fruto típicas da região
e a multiplicá-las para prevenir a sua extinção, disse hoje à Lusa o
coordenador do projeto.

Desde o arranque da iniciativa, em 2011, já foram recolhidas 538
amostras de amendoeiras, alfarrobeiras, figueiras, nespereiras,
romãzeiras, macieiras Pêro de Monchique e árvores de citrinos,
precisou António Marreiros.

O risco de extinção está associado à morte natural das plantas, ao
abandono a que estão sujeitas, à destruição pelo fogo e ainda ao
aparecimento de novas espécies comerciais mais produtivas e a
diminuição do valor de mercado dos frutos de algumas delas.

http://visao.sapo.pt/especialistas-recolhem-amostras-de-arvores-algarvias-e-multiplicam-nas-para-evitar-extincao=f706687

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Compal elabora estudo sobre “A Família Moderna Portuguesa” e lança nova gama de néctares

por Ana Rita Costa
16 de Janeiro - 2013
A Compal elaborou o estudo "A Família Moderna Portuguesa: A refeição
em família como um dos pilares da instituição familiar" e concluiu que
as refeições em família aumentaram 14% devido à necessidade de poupar.


O estudo realizado em parceria pela Compal, a Associação Portuguesa
dos Nutricionistas, a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas e a
Confederação Nacional das Associações de Pais revelou que 53% das
famílias inquiridas aumentaram as refeições em família devido à
necessidade de poupar.

Este inquérito veio revelar que os hábitos de consumo das famílias
portuguesas estão a mudar e que estas têm grandes expectativas em
relação às marcas, esperando que as apoiem com produtos de qualidade a
preços compatíveis com os orçamentos familiares.

Com base nos resultados a Compal decidiu lançar néctares a pensar nas
refeições familiares. Os novos néctares não contém açúcar e adoçantes
artificiais e custam 99 cêntimos por litro.

Intitulados "Compal Família", estão disponíveis em embalagens de 1
litro nos sabores Pêra Rocha com Maçã, Frutas do Pomar português e
Pêssego com Maçã.

http://www.vidarural.pt/news.aspx?menuid=8&eid=6909&bl=1

Nelas: “Os Verdes” questionam Governo sobre instalação de unidade de transformação de subprodutos de origem animal

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar "Os Verdes",
entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o
Governo, através do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e
do Ordenamento do Território, sobre intenção de instalação de uma
unidade de transformação de subprodutos de origem animal, no concelho
de Nelas.

PERGUNTA:

O Partido Ecologista "Os Verdes" teve conhecimento que a Câmara
Municipal de Nelas celebrou, no início de Dezembro passado, um
protocolo com a empresa espanhola PGG - Proteinas y Grasas Gimeno SL,
para a instalação, no município, de uma unidade de tratamento de
resíduos provenientes de matadouros, designadamente patas, tripas,
vísceras e penas de aves, para posterior transformação em rações para
animais e óleos.

Há pelo menos quatro anos que esta empresa pretende instalar uma
unidade de transformação de subprodutos de origem animal no distrito
de Viseu (Mangualde e São Pedro do Sul) mas sem sucesso, face à
contestação da população, estando em causa os impactos ambientais
negativos, assim como o potencial de risco para a saúde pública e
animal, conforme refere o Regulamento (CE) n.º 1069/2009 de 21 de
Outubro.

Ora esta empresa anuncia que poderá vir a criar 150 novos postos de
trabalho, em Nelas, uma argumentação que à partida é um chamariz face
à situação económica que vivemos resultado em grande parte das opções
politicas da troika portuguesa (PSD/CDS e PS), contudo os potenciais
danos no ambiente, na saúde pública e qualidade de vida são
irreversíveis. No entanto a Câmara Municipal de Nelas iludida ou não
pela respetiva intenção de criação de postos de trabalho, por parte
desta empresa, mesmo que ainda não haja, aparentemente, uma avaliação
ambiental, considera que a fábrica de transformação de subprodutos de
origem animal, utilizando tecnologia de ponta, ou altamente
qualificada não conduzirá a qualquer impacto ambiental negativo para a
população.

Tomando em consideração algumas unidades similares existentes do país,
as pessoas dessas mesmas localidades não terão com certeza a mesma
opinião, face aos impactos negativos no ambiente e na sua qualidade de
vida.

Não é demais relembrar algumas unidades congéneres que estavam
localizadas no distrito, que pelas características das próprias
instalações ou por desrespeito das normativas em vigor incidiam sobre
o ambiente e os cidadãos gravíssimos impactos, quer no momento da
transformação quer no próprio transporte.

A titulo de exemplo alguns impactos registados pela própria população
das fábricas de subprodutos que estavam localizadas no distrito de
Viseu:
- Poluição atmosférica e a consequente inalação de odores por parte
das pessoas, sobretudo nos períodos noturnos e ao fim de semana,
coincidência ou não com o facto da fiscalização nestes períodos ser
mais reduzida ou inexistente;
- Contaminação de cursos de águas e outros recursos hídricos, afetando
diretamente a qualidade da água para consumo humano e para as
atividades agropecuárias;
- Transporte efetuado em camiões que muitas vezes circulavam sem
qualquer cobertura, com resíduos resultantes do processamento animal
em avançado estado de degradação/decomposição, deixando um cheiro
insuportável por onde circulam e deixando inclusive por vezes parte
dessa carga na via.
- Com muita frequência eram os próprios líquidos que se libertam dos
resíduos cárneos que eram vertidos nas vias por onde circulavam os
camiões.
No caso especifico de Nelas, segundo a comunicação social, já existirá
um protocolo entre a autarquia e a empresa para a cedência de 10
hectares de terreno para a instalação da fábrica de subprodutos de
origem animal, não especificando ainda a respetiva localização,
acentuando ainda mais a desconfiança de alguns cidadãos sobre esta
mesma unidade.

Por outro lado ainda não existe o conhecimento em concreto das
especificidades desta unidade fabril, nomeadamente em qual das três
categorias se insere face ao grau de risco para a saúde pública e
animal, conforme refere o Regulamento (CE) n.º 1069/2009 de 21 de
Outubro.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais
aplicáveis, solicito a S. Exª A Presidente da Assembleia da República
que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da
Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, me
possa prestar os seguintes esclarecimentos:

O Ministério tem conhecimento da instalação de uma unidade de
transformação de subprodutos de origem animal no concelho de Nelas?
A empresa PGG apresentou ao ministério nos últimos anos alguma
intenção de instalação da respetiva unidade de subprodutos no país,
nomeadamente no distrito de Viseu?
Já foi solicitado ao ministério alguma intenção de licenciamento da
respetiva unidade, no município de Nelas?
Está a decorrer alguma avaliação de impacto ambiental para a
localização desta unidade de grandes dimensões?
Sendo esta unidade de grande envergadura, está previsto a realização
de um Estudo de Impacto Ambiental?
Qual a proveniência geográfica dos subprodutos de origem animal
(regional, nacional ou estrangeira), caso esta unidade se fixe em
Nelas?
Qual o destino atual dos subprodutos dos matadouros de aves
localizados no distrito de Viseu? Qual a percentagem de subprodutos de
origem animal, do país e do distrito, que são encaminhados para
Espanha, para a respetiva transformação?
Quantas unidades de transformação de subprodutos de origem animal
estão atualmente licenciadas no país?
Qual a respetiva categoria e localização geográfica das mesmas?
Lisboa, 16 de Janeiro de 2013

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/16c.htm

Task force para o sector do açúcar reúne com o Comissário da Concorrência, Joaquín Almunia

A Task Force do Parlamento Europeu para o sector do açúcar, cuja
constituição partiu de uma iniciativa da Eurodeputada Patrão Neves,
foi hoje recebida, em Estrasburgo, pelo Comissário da Concorrência,
Joaquin Almunia. Esta audiência havia sido solicitada pela Task Force
após uma troca de correspondência em que procurou sensibilizar o
Comissário para a actual difícil situação das refinadoras de açúcar
europeias, sem acesso a matéria-prima a preços competitivos, a
laborarem frequentemente a 60% da sua capacidade, e em risco de
contribuírem para as já elevadas taxas de desemprego da União
Europeia.

O principal objectivo desta reunião de trabalho foi o de chamar a
atenção do Comissário Almunia para o actual desequilíbrio no
tratamento que é dado às duas maiores fontes de abastecimento de
açúcar da Europa: a refinação de ramas e a produção de beterraba.
"Considero positivo poder dispor de uma diversidade de fontes de
abastecimento de açúcar na Europa, não só para a economia da União
Europeia, mas sobretudo para o consumidor que deveria poder assim
dispor de preços mais baixos do açúcar, o que ainda não se verificou
contrariando as previsões da Comissão Europeia aquando da reforma do
sector, em 2006. Neste sentido, não deixando de apoiar os produtores
de beterraba que, em Portugal, querem voltar à produção a partir de
2015 e precisam de condições para tal, tenho de defender as
refinadoras que hoje sofrem de uma escassez acentuada e quase crónica
de ramas para laborarem."

Patrão Neves fez igualmente questão de transmitir ao Comissário
Almunia as pretensões das refinadoras no que se refere à necessidade
de "aplicar, à reclassificação do açúcar fora-de-quota, a mesma
"tarifa" que é aplicada aos "tenders" de açúcar branco, sendo
igualmente importante que as quantidades a importar através dos
'"tenders" seja idêntica à quantidade a reclassificar."Afinal -
acrescentou a eurodeputada - "só um tratamento equilibrado entre
refinadoras e produtores de beterraba poderá assegurar o equilíbrio no
mercado e a sua competitividade."

O comissário foi sensível à exposição do assunto pela Task Force e
afirmou "estar interessado em conhecer melhor a situação e encontrar
uma explicação no que se refere ao desequilíbrio no mercado, os preços
elevados no mercado interno e a escassez de fornecimento."

A Task Force do Parlamento Europeu para o sector do açúcar continuará
a trabalhar em proximidade com todos os parceiros envolvidos neste
domínio no sentido de encontrar uma resposta satisfatória para os
problemas que hoje se verificam.

Fonte: Gabinete da eurodeputada Patrão Neves

http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2013/01/16b.htm

O Vinho e o Mundo Rural em Fórum Regional

SEGUNDA, 14 JANEIRO 2013 14:35


Coruche recebe no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, no dia 18 de
janeiro, a primeira parte do Fórum Regional do Ribatejo "O Vinho e o
Mundo Rural" . O programa inicia-se cerca das 09h30

com o tema "Novos Desafios do Mundo Rural e a Inovação" com a
participação de oradores especialistas nesta temática: Helena Mira do
IPS (Instituto Politécnico de Santarém), Joana Grácio do INOV'LINEA
(Centro de Transferência de Tecnologia Alimentar), e António Ventura
da Adega Cooperativa de Almeirim.

Segue-se o tema "Vinho e Economia Sustentável", com moderação de
Maria do Céu Albuquerque da TAGUS ( Associação para o Desenvolvimento
Integrado do Ribatejo Interior) e oradores convidados Alzira
Quintanilha do CTCOR (Centro Tecnológico da Cortiça), Ana Pavão e Mª
João Gaspar da AGRO.GES (Sociedade de Estudos e Projetos) e José Lobo
da Quinta do Casal Branco.

Já durante o período da tarde, o Fórum conta com o tema "Vinho e
Comunicação" tendo como moderador Manuel Costa e Oliveira da
FENADEGAS, Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal e os
oradores Luís Ramos Lopes da Revista de Vinhos, Pedro Castro Rego da
Confraria Enófila Nossa Sra. Do Tejo, José Gaspar da CVR (Comissão
Vitivinícola Regional do Tejo) e Isaura Costa da Aqui à beira –
Consultores de Comunicação.

"Vinho, Gastronomia e Turismo" é o tema que segue com o presidente da
Entidade Regional de Turismo, Joaquim Rosa do Céu como moderador e
Paulo Mendonça da AHRESP (Associação de Hotelaria, Restauração e
Similares de Portugal), Diogo Campilho da Quinta da Lagoalva, José
Alberty do Casario Alentejano (Associação de Turismo no Espaço Rural)
e ainda o Enólogo Mário Louro e o Chef Igor Martinho como oradores.

O Fórum termina com "Vinho, Autarquias e Agentes Locais"; Dionísio
Mendes, Presidente da Autarquia de Coruche que coordena o Fórum
Regional é o moderador da conversa que conta com Salomé Rafael da
NERSANT (Associação Empresarial de Santarém), Paulo Varanda da RECEVIN
( Red Europea de Ciudades del Vino), Júlio Martins do projeto Vila
Museu do Vinho (Município de Azambuja), José Arruda da AMPV
(Associação de Municípios Portugueses do Vinho) e Maria João Botelho
da APRODER ( Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do
Ribatejo).

http://www.almeirinense.com/index.php/component/content/article/46-destaque/1493-o-vinho-e-o-mundo-rural-em-forum-regional

Preço da cortiça é o sucesso da internacionalização

As empresas corticeiras procuram novos nichos de mercado para um
crescimento sustentável


Corticeiras apostam no exterior
Reinaldo Rodrigues
14/01/2013 | 12:30 | Dinheiro Vivo
O preço da cortiça é um factor de sucesso na internacionalização do
setor, revela um estudo feito junto das empresa do setor corticeiro do
concelho de Santa Maria da Feira.
De acordo com esse estudo, as empresas estão a ser bem sucedidas no
mercado internacional graças ao preço, "revelando assim uma enorme
competitividade face aos concorrentes".
Por outro lado, acrescenta, o aumento de eficiência produtiva "tem-se
revelado crucial para alcançarem o sucesso na internacionalização dos
seus produtos e serviços".
O inquérito foi realizado no âmbito do Mestrado em Finanças da
Universidade Portucalense, e contou com a resposta de 150 empresas do
setor.
A par do sucesso no exterior, o inquérito revelou também as
dificuldades das pequenas e médias empresas, "que vêm nos nichos de
mercado, em especial os que estão relacionados com vestuário, calçado
e gifts, como a escapatória para um crescimento sustentável".
As PME, face à fraca capacidade de financiamento, revelam estratégias
para resistirem aos tempos de crise e até alargarem os seus mercados.
"As empresas inquiridas revelaram a venda esperádica em mercados
externos e o recurso a agentes e distribuidores locais como principais
estratégias de internacionalização, sendo que o investimento direto no
estrangeiro e a exportação direta é somente realizado por empresas de
grande dimensão e quase inexistente na grande maioria das empresas que
compõem o setor corticeiro", afirma André Marques, responsável pelo
estudo.
Os inquiridos assumem ainda uma clara aposta na certificação e
uniformização da qualidade dos produtos, bem como uma contínua aposta
no marketing e divulgação das empresas.

http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO091081.html?page=0

Disponibilizados 5 milhões para recuperar Algarve

Restabelecer o potencial produtivo

O Governo disponibilizou cinco milhões de euros para restabelecer o
potencial produtivo destruído pelos incêndios e pelo tornado que
afetaram o Algarve, anunciou esta terça-feira a Direção Regional de
Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPAL).
15 Janeiro 2013Nº de votos (1) Comentários (0)



A DRAPAL informou, em comunicado, que, por despacho do secretário de
Estado da Agricultura, e na sequência dos incêndios do verão passado
em Tavira, São Brás de Alportel e Castro Marim e do tornado de
novembro em Lagoa e Silves, foi acionado este apoio que visa "o
restabelecimento das condições de produção afetadas por catástrofes ou
calamidades de elevado impacto".
O montante global do apoio disponível "é de 5 milhões de euros. O
valor do apoio a conceder sob a forma de incentivo não reembolsável
corresponde a 75% do valor do investimento elegível. O montante mínimo
do investimento elegível é de 2.500 euros. As despesas de investimento
são elegíveis desde a data da ocorrência do incêndio ou tornado",
precisou a Direção Regional.
O apoio será concedido, segundo a mesma fonte, ao abrigo "da Ação
1.5.2. 'Restabelecimento do potencial produtivo agrícola', integrada
no Subprograma n.º 1 do Programa de Desenvolvimento Rural do
Continente, PRODER".
Assim, é concedido um apoio "à reconstituição do potencial produtivo
agrícola das explorações, no que se refere a animais, plantações
plurianuais, equipamentos e infraestruturas situadas nas mesmas, que
tenham sido danificadas na sequência dos incêndios florestais de 18 a
21 de julho de 2012 ou do tornado ocorrido em 16 de Novembro de 2012",
acrescentou.
A DRAPAL referiu que os pedidos de apoio devem ser apresentados
através de formulário eletrónico disponível no sítio da internet do
PRODER (www.proder.pt) e devem ser apresentados entre 21 de janeiro e
as 19 horas de dia 21 de março.
Para esclarecer os proprietários afetados pelo tornado, a DRAPAL vai
realizar sessões de esclarecimento em Lagoa, na Câmara Municipal, no
dia 21, às 09h30, e em Silves, a 24 de janeiro, às 16h30.
Os afetados pelo incêndio terão oportunidade de ouvir os
esclarecimentos da DRAPAL no dia 19, às 9h30, na Câmara de São Brás de
Alportel, às 11h30, na Junta de Freguesia de Cachopo (Tavira) e, às 16
horas, na Casa do Povo de Santa Catarina da Fonte do Bispo (Tavira).
Em Santiago (Tavira), a ação de esclarecimento será feita no dia 24,
às 9h30, na estação agrária, seguindo-se às 11h30 a sessão em Castro
Marim, na biblioteca municipal.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/disponibilizados-5-milhoes--para-recuperar--algarve