sábado, 6 de dezembro de 2014

Cristas quer colar a Portugal o rótulo de país da "joalharia da agricultura"


por Dinheiro VivoOntem4 comentários

Cristas quer colar a Portugal o rótulo de país da "joalharia da agricultura"
A ministra da Agricultura disse hoje, em Vila Real, que as frutas, legumes e flores representam atualmente mil milhões de euros em exportações e que o setor ambiciona duplicar esse valor até 2020.
Assunção Cristas marcou presença no 3.º Simpósio Nacional de Fruticultura, que decorreu na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde destacou o "bom trabalho que tem sido feito no setor".

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

EUA apresentam recurso à decisão da OMC sobre etiquetado de origem

01-12-2014 
 

 
Os Estados Unidos da América apresentaram um recurso com o parecer a Organização Mundial do Comércio sobre o etiquetado de origem (COOL, na sigla em inglês). Geralmente, o Órgão de Recurso dispõe de até três meses para concluir a sua informação.

Em Outubro passado, O Painel da Organização Mundial do Comércio (OMC), estabelecido para resolver o conflito entre Canadá-México e os Estados Unidos da América (EUA) pelo etiquetado de origem, decidiu a favor do Canadá e do México. Segundo a OMC, as normas do COOL discriminam as exportações do Canadá e do México de carne de bovino e de porco no mercado dos EUA.

Os Estados Unidos introduziram o etiquetado de origem em 2008, cujas normas estabelecem que para a carne ter a indicação de origem dos EUA é obrigatório que a carne proceda de animais nascidos, criados e abatido neste país. Estas regras supõem um impedimento para os animais e carne importadas para o mercado dos EUA.

Fonte: Agrodigital

Fóruns agrogarante: “conversas de agricultura”


1 DE DEZEMBRO DE 2014 AGROTEC PUBLICAR UM COMENTÁRIO

BONECO Agrogarante + Letras

Num dos momentos mais desafiantes para a economia portuguesa, e sendo a Agricultura um eixo estratégico para o crescimento do país, a Agrogarante vai realizar os Fóruns Temáticos "Conversas de Agricultura".

Nestes Fóruns serão debatidos temas da atualidade económica e empresarial, com enfoque no financiamento, na estratégia de crescimento, no investimento, e na criação de valor, de entre outros, procurando deixar alguns contributos para apoio às empresas e aos empresários no seu processo de decisão.

Estes Fóruns serão um espaço de debate e de partilha de experiências empresariais e de negócio, pretendendo a Agrogarante reforçar a sua vocação enquanto instrumento importante para apoio especializado à captação de financiamentos, e ferramenta fundamental para o apoio à inovação, ao empreendedorismo e definição de estratégias de longo prazo.

O primeiro Fórum está agendado para o próximo dia 10 de dezembro, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

10 dezembro '14 | Coimbra
Quinta das Lágrimas

14h30 – Receção dos Participantes

14h45 – Sessão de Abertura
José Fernando Figueiredo – Presidente da Agrogarante

15h00 – Apresentação do Novo Quadro de Incentivos – PDR 2020
Rosário Gama – IFAP e Patrícia Cotrim – Autoridade de Gestão do PDR 2020

Debate

15h30 – 1.º Painel – Mesa Redonda
O Financiamento no Reforço da Estrutura Produtiva
Joaquim Miguel Ribeiro – Banco BPI
João Asseiro – Caixa Geral de Depósitos
Manuel de Quina Vaz – Millennium BCP
Miguel von Hafe – Banco Santander Totta
Moderador – Luís Filipe Costa – CEMG

Debate

16h30 – Coffee Break

16h45 – 2.º Painel – Mesa Redonda
Inovação, Empreendedorismo, Estratégias de Longo Prazo e Exportação
João Paulo Cardoso – Quinta do Celão, Lda
Carlos Lucas – Magnum – Carlos Lucas Vinhos, Lda
Ernesto Morgado – Ernesto Morgado, S.A.
Ana Grade – Fresbeira, Lda
Gonçalo Andrade – Portugal Fresh
Moderador – Carlos Oliveira – Agrogarante

Debate

17h45 – Conclusões e Sessão de Encerramento

18h00 – Prova de Vinhos e Produtos Regionais e Show Cooking

Para obter qualquer informação ou esclarecimento, por favor contacte: mkt@agrogarante.pt; Tel.: 239 854 310.

Douro produziu 246 mil pipas e fiscalizou 312 centros de vinificação em 2014

 02-12-2014 
 

 
O Douro produziu 246.302 pipas de vinho nesta vindima, durante a qual foi reforçada a fiscalização que passou por 412 centros de vinificação e levantou quatro autos, anunciou o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

O IVDP fez, em comunicado, um balanço da vindima 2014, quer a nível da produção quer do trabalho de fiscalização que se intensificou nos meses de Setembro e Outubro.

De acordo com o instituto público, apesar das condições climatéricas deste ano não terem favorecido a produção de vinho na Região Demarcada do Douro, afectando a produção com desavinho, míldio e oídio, a «quantidade final de produção foi mais elevada do que o expectável».

Nesta vindima foram produzidas 246.302 pipas de 550 litros, menos 11 por cento do que em 2013, 275.717 total de pipas de 550 litros. De vinho do Porto foram produzidas 129.912 pipas de 550 litros e de vinho do Douro 79.940, sendo a restante produção de moscatel e regional duriense.

«Tendo em conta as condições verificadas, a região está genericamente satisfeita com a colheita de 2014. É importante sublinhar que a quantidade produzida garante a cobertura das necessidades da distribuição dos vinhos da Região do Douro para o próximo ano», afirmou o presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral.

A região espera «uma excelente qualidade para os vinhos produzidos com as uvas colhidas antes da precipitação», que caiu em Setembro. Durante a época de vindima, uma equipa de 10 fiscais do instituto intensificou a fiscalização, desde o corte das uvas, ao transporte e entrada nos centros de vinificação para garantir a genuinidade dos vinhos da região.

De acordo com o balanço do organismo público, este ano foram fiscalizados 412 centros de vinificação, enquanto no ano passado foram 236. Em 2012 foram registados nove autos, em 2013 sete e este ano foram levantados quatro autos.

Em 2014, as equipas de fiscalização percorreram cerca de 30 mil quilómetros na Região Demarcada do Douro e periferia, numa média de 220 quilómetros por dia por cada viatura.

Nestas ações, o IVDP contou com a colaboração da ASAE e da GNR dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu. A missão fundamental do IVDP, com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, é promover os vinhos do Porto e do Douro em Portugal e no mundo e garantir o controlo da qualidade e quantidade destes produtos.

Fonte: Lusa


FAO homenageia países que tiveram progressos recentes na luta contra a fome

28-11-2014 
 

 
O Brasil e outros doze países serão homenageados pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura a Alimentação, no domingo, como os mais novos a entrarem na lista de países que obtiveram progressos recentes na luta contra a fome, divulgou hoje a agência da ONU num comunicado.

A homenagem será realizada durante uma cerimônia a ter lugar neste domingo, na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, de acordo com a nota.

Além do Brasil, serão premiados Camarões, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Irão, Kiribati, Malásia, Mauritânia, Ilhas Maurícias, México, Filipinas e Uruguai.

Fonte: Diáriodigital; Lusa


Mercado de Portalegre recebe feira para promover produtos endógenos da região

01-12-2014 
 

 
Mercado Municipal de Portalegre vai acolher, no fim-de-semana, a primeira edição do certame "Vinhos, Cores e Sabores", com o objectivo de promover os produtos endógenos da região, informou o município.

A presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, explicou à agência Lusa que a iniciativa vai reunir cerca de 40 expositores com o objectivo de divulgar os produtos endógenos do Alto Alentejo, com «grande ênfase» para o sector vitivinícola.

«Os nossos vinhos são alentejanos, mas com características diferentes, pois são vinhos de altitude e de excelência e têm de ser promovidos junto do grande público», disse.

O evento é promovido pelo município, em parceria com o Turismo do Alentejo e Ribatejo e Associação para o Desenvolvimento em Espaço Rural do Norte Alentejano (ADER-AL).

«Nós encontramo-nos no distrito com maior número de produtos certificados do país e, por isso, temos que apostar na região e projectar estes produtos que são de excelência», sublinhou.

O certame, que arranca no sábado e decorre até segunda-feira, conta com provas comentadas de vinhos e azeites por especialistas nestas áreas. Os visitantes podem adquirir vinhos, azeites, enchidos, mel, cogumelos e compotas, entre outros produtos da região.

«Nós temos que arranjar algo que nos distancie de outras regiões, temos que criar algo de diferente e os nossos produtos falam por si mesmo», disse.

Adelaide Teixeira espera ainda, através desta iniciativa, dar o «pontapé de saída» para a criação da "Marca Portalegre" no sentido de projectar os produtos endógenos da região. «A marca está a ser criada, estes são os primeiros passos, o ponto de partida para que isso ocorra em breve. É uma das nossas apostas, em conjunto com uma série de associações», referiu.

Fonte: Lusa

Armazenamento de água sobe em todas as bacias hidrográficas em Novembro

 02-12-2014 
 

 
A quantidade de água armazenada nas bacias hidrográficas de Portugal continental subiu no mês de Novembro, comparativamente ao mesmo período do mês anterior, de acordo com o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

Segundo o boletim de armazenamento de albufeiras do SNIRH, no último dia do mês de Novembro, e comparativamente ao mesmo período do mês anterior, verificou-se uma subida no volume armazenado em todas as bacias hidrográficas monitorizadas.

Das 57 albufeiras monitorizadas, 28 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total. De acordo com o SNIRH, em Novembro não existem albufeiras com disponibilidade inferior a 40 por cento do volume total.

Os níveis mais elevados de armazenamento de água em Novembro de 2014 ocorreram nas bacias do Barlavento (90,1%), Guadiana (89,2%), Oeste (87,3%), Mira (87,2%), Ave (84,1%), Cávado (83,2%), Tejo (79,5%), Lima (74,2%), Arade (73,1%), Mondego (72,1%), Douro (66,3%) e Sado (62,3%).

O SNIRH indica que os armazenamentos de novembro de 2014 por bacia hidrográfica apresentam-se superiores às médias de armazenamento de Novembro (1990/91 a 2013/14). A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

Fonte: Diáriodigital; Lusa

Duas assinaturas de João Portugal Ramos

NO TOPO DO MUNDO

 
Portugal está de novo de parabéns! Três vinhos portugueses, em formato BAG in BOX, foram eleitos "os melhores vinhos do mundo" no mercado sueco pela prestigiada revista "Allt om Vin" .
 
Na categoria de "Melhor Compra", o vinho Vila Santa Reserva tinto ficou em primeiro lugar com medalha de Ouro, seguido pelo Periquita em exequo com Rawson´s Retreat Shiraz Cabernet da Penfolds, e em terceiro lugar pelo Ramos Reserva tinto.
 
Vila Santa Reserva está no pódio pelo quarto ano consecutivo, com três distinções de ouro e uma de prata.
 
Por outro lado, o Ramos Reserva tinto brilha mais uma vez, depois de constar da mais importante lista de vinhos do mundo, da revista Wine Spectator, revelada recentemente nos Estados Unidos. Este vinho, ao estilo da cultura Alentejana, tem sido muito apreciado internacionalmente, e será lançado no mercado português com uma marca ainda por revelar, no primeiro trimestre de 2015.
 
O BAG in BOX representa 57% do vinho de qualidade vendido neste tipo de embalagem na Suécia. Para este mercado é de extrema importância a qualidade do vinho que utiliza este formato em alternativa à garrafa, e a venda de vinho de menor qualidade neste mesmo formato, não se enquadra no perfil do consumidor Sueco.
 
João Portugal Ramos refere que "para Portugal e para os produtores portugueses, é reconfortante ver os nossos vinhos reconhecidos especialmente num mercado tão exigente e de vinhos de qualidade".

Vinho do Porto reforça aposta no mercado premium francês


 
9 de dezembro, 19h30, Mandarin Oriental Paris, França
 
A França mantém-se, desde 1963, como o principal mercado para o vinho do Porto. O desafio passa por torná-lo num mercado de maior valor. Nesse sentido,  o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) organiza no dia 9 de dezembro, às 19h30, no Mandarin Oriental Paris, o «Sommet du Porto», dirigido a opinion liders, jornalistas e especialistas franceses em vinho e gastronomia. O chefe Thierry Marx, mestre em cozinha molecular, com várias estrelas Michelin no currículo, e o sommelier David Biraud, finalista do concurso "meilleur sommelier du monde", vão preparar harmonizações fora de série entre a gastronomia francesa e o vinho do Porto. São cerca de 50 convidados que participam nesta degustação exclusiva, entre os quais estão o presidente da Académie du Vin de France, antigo presidente da universidade Paris-Sorbonne (Paris IV) e responsável pela missão de candidatura da gastronomia francesa à classificação da UNESCO como património imaterial, Jean-Robert Pitte, e o presidente da Fundação da Aliança Francesa, Jérôme Clément. O IVDP reforça assim o posicionamento do vinho do Porto no mercado de luxo francês, numa iniciativa com o alto patrocínio do Embaixador de Portugal em Paris, José Filipe Moraes Cabral.
 
De acordo com o presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, "esta harmonização de excelência alia um dos melhores produtos do mundo a uma das melhores gastronomias no mundo. O facto de o chefe Thierry Marx e o sommelier David Biraud terem aceite o desafio com tanto entusiasmo, bem como a grande adesão dos convidados, são fortes sinais do valor do vinho do Porto ao mais alto nível".
 
A ação acontece no mesmo dia em que o presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, apresenta em Paris, às 10h30, no Liceu de Guillaume Tirel, o balanço de 2014 da parceria com o ministério da educação francês, no âmbito do programa "Les vins portugais: connaissance des produits européennes et interculturalité" desenvolvido em mais de 60 escolas de hotelaria francesas.  O objetivo é educar para o serviço correto e criativo de vinho do Porto, potenciando assim o consumo nos mais diversos segmentos de mercado. No programa, o vinho do Porto é harmonizado com produtos DOP franceses, sendo encarado como um produto cultural, associado a uma região, a um território, a um património, a uma cultura.
 
De janeiro a outubro de 2014, o mercado de vinho do Porto em França apresenta uma tendência crescente em valor e em quantidade. De tal modo que, tendo em conta os últimos doze meses, em comparação com 2013, podemos esperar que as exportações para França em 2014 terminem com um volume de negócios de 82,6 milhões de euros (+2,6%). Prevê-se que a quota de mercado francês em volume de negócios cresça de 21,9% em 2013 para 22,4% até ao final deste ano. O Ruby e o LBV são os tipos que apresentam maior crescimento, o que é um sinal de que os franceses estão a experimentar outros tipos de vinho do Porto além dos Tawny standard e com indicação de idade, tradicionalmente os mais exportados para França.

fonte: mediana

Arrendamento da mata da Fôja (Figueira da Foz) e corte de sobreiros

PCP

Assunto:
Destinatário: Min.  da  Agricultura e Mar

Ex. ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República

A Mata da Fôja situada no concelho da Figueira da Foz é uma Mata Florestal propriedade do
Estado português, sendo o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) o
organismo responsável pela sua gestão.
Esta Mata com cerca de 370 hectares está ocupada sobretudo com floresta de pinheiro bravo
(cerca de 327 ha), mas existem também sobreiros (são cerca de 17 ha de folhosas). O sobreiro,
como é sabido, é uma espécie protegida em Portugal e como tal, foi classificado como Árvore
Nacional de Portugal. A Mata encontra-se submetida ao regime florestal total. O Plano de
Gestão Florestal, elaborado em julho de 2011, esteve em discussão pública em julho de 2012 e
neste, nada é referido quanto a condições de arrendamento, concessão e instalação de
exploração agrícola, e muito menos quanto a previsões de cortes finais, cortes culturais ou
desbastes relativamente a sobreiros.
Chegaram informações ao Grupo Parlamentar do PCP de que a Mata da Fôja teria sido
arrendada para desenvolvimento de um projeto de cariz agrícola, tendo já sido iniciados os
trabalhos de preparação do terreno que, entre outros danos, provocaram o corte indevido de
sobreiros.
Posto isto, com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por este meio, perguntar ao
Governo, através do Ministério da Agricultura e do Mar, o seguinte:

1. Qual a razão e fundamento para que a Mata Nacional da Fôja abandone a sua natureza de
floresta produtiva e passe a ser considerada uma área agrícola de produção intensiva?

2. Qual o motivo da transformação de uma área de floresta produtiva desde há muitas centenas
de anos para uma área agrícola de produção intensiva?

3. Reconhece o Governo que abdica da gestão de uma importante área florestal do Estado para
permitir o seu arrendamento a entidades privadas?

4. Como foi desenvolvido o processo que levou ao arrendamento da Mata da Fôja e com que
enquadramento legal?

5. Confirma o Governo o arranque de sobreiros naquela Mata?

6. Quem autorizou esse arranque e com que enquadramento legal foi autorizado?

7. Que medidas urgentes vai tomar o Governo para travar esta situação?

Palácio de São Bento, sexta-feira, 21 de Novembro de 2014
Deputado(a)s
JOÃO RAMOS(PCP)
RITA RATO(PCP)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Situação internacional do mercado de cereais

 02-12-2014 
 
 
O índice de Cereais e Oleaginosas do CIC (GOI) fechou o mês de Novembro sem alterações em relação ao mês anterior. A expectativa de uma ampla oferta global provocou um tom mais suave nos mercados de exportação de soja, milho, trigo e arroz, no entanto, no seu comportamento diário, sobretudo no da soja, mostrava uma certa volatilidade.

Apesar de estar perto de terminar com colheitas recorde de soja e milho, a reduzida disponibilidade operacional nos Estados Unidos contribuiu para subidas ocasionais. Os preços do trigo foram apoiados pela preocupação perante as perspectivas para a produção e 2015 nos Estados Unidos e na região do Mar Negro.

Sobretudo devido ao aumento do valor para o milho na China, a previsão para a produção mundial de cereais, nomeadamente, trigo e secundários, subiu de dois a 1.900 milhões de toneladas, muito perto do recorde da campanha anterior. Este crescimento vê-se absorvido na sua totalidade por um aumento da projecção para o consumo em relação ao mês passado, principalmente nos sectores de rações e utilização industrial.

Para as existências estima-se uma subida dos remanescentes no final de 2014/2015, de 429 milhões de toneladas, o seu nível mais alto em 15 anos, sem alterações frente ao mês de Outubro.

Tendo em conta que maiores resultados para os Estados Unidos compensa o corte da projecção para a argentina, a previsão para a produção mundial de soja aumentou ligeiramente a nível anual, em oito por cento. Não se espera que o consumo passe por grandes mudanças, pelo que é previsível que as existências registem um crescimento anual de cerca de 40 por cento.

A previsão para as importações por parte da China em 2014/2015 aumentaram, situando-se num máximo de 73,5 milhões, mas permanecem as previsões para um crescimento anual bastante inferior, dado que a oferta interna se viu favorecida pelas grandes compras do ano passado.

Fonte: Agrodigital

Período de declaração de existências de suínos termina no final do mês


por Ana Rita Costa
3 de Dezembro - 2014
Vai decorrer durante o mês de dezembro mais um período obrigatório de Declarações de Existências de Suínos, conforme aviso do Plano de Controlo e Erradicação da Doença de Aujeszky da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

 
A declaração das existências de suínos poderá ser efetuada diretamente pelo produtor na Área Reservada do Portal do IFAP, em qualquer departamento dos Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais ou nas organizações de agricultores protocoladas com o IFAP, através do Modelo 800/DGAV desmaterializado.

Ministra da Agricultura diz que regadio do Vale do Lis é «prioritário»

01-12-2014 
 

 
A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, afirmou que o regadio do Vale do Lis, em Leiria, está inscrito como «prioritário». À margem da entrega formal do contrato de financiamento aprovado pelo Proder (Programa de Desenvolvimento Rural), a todos os parceiros envolvidos na construção da estação de tratamento de efluentes suinícolas (ETES) de Leiria, Assunção Cristas afirmou que o governo já tem aprovado «o plano estratégico dos regadios».

«Temos alguns regadios inscritos como prioritários, como o caso do regadio do Vale do Lis», frisou a ministra, acrescentando que está a ser terminada uma «intervenção de emergência deste Inverno», que levou à «aplicação de cerca de um milhão de euros».

O regadio do Vale do Lis «está na linha da frente para ser apoiado no próximo PDR2020, mal abram as candidaturas», acrescentou. Quanto a outros regadios, «vai depender do próprio dinamismo do sector».

Assunção Cristas referiu que, «neste momento, existe um regadio em marcha em Óbidos» e «os outros dependem da forma como se preparam, mas há verbas para apoiar».

A 11 de Fevereiro, o espaço das termas de Monte Real e o SPA inundaram na sequência da cedência da mota do rio Lis junto ao açude da Carreira, no concelho de Leiria, devido ao mau tempo, provocando prejuízos que se estenderam a outras estruturas da freguesia, sobretudo em campos agrícolas.

Fonte: Lusa

Empresa do Alqueva vai aplicar tarifa tri-horária à água fornecida a agricultores

03-12-2014 
 

 
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva vai aplicar uma tarifa tri-horária à água fornecida aos agricultores para rega, prevendo-se uma bonificação e uma penalização de 10 por cento no preço consoante os dias e horas em que for usada.

À semelhança do que acontece com a electricidade, «vamos aplicar uma tarifa tri-horária ao fornecimento de água em alta pressão, fomentando a utilização» nas horas do dia e nos dias da semana «em que a energia é mais barata», disse à agência Lusa o presidente da empresa (EDIA), José Pedro Salema.

A «parte mais relevante"»dos custos que a EDIA tem com o fornecimento de água é relativa à energia, paga segundo uma tarifa tri-horária, disse, explicando que, através da medida, a empresa quer «implementar formas de racionalização» dos custos que tem com energia e «premiar» os agricultores que contribuírem para aquele objectivo, para «garantir a sustentabilidade do projecto» Alqueva.

A tarifa tri-horária aplicada à electricidade diferencia o preço da energia por quilowatt (kWh) segundo três períodos horários, ou seja, horas de vazio, quando o consumo é menor e a electricidade é mais barata, horas cheias e horas de ponta, quando o consumo é maior e a electricidade é mais cara.

Segundo José Pedro Salema, seguindo a lógica da tarifa tri-horária aplicada à electricidade, a partir da campanha de rega de 2015 «os agricultores que regarem nas horas cheias vão pagar o mesmo», os que regarem nas horas de ponta vão pagar mais e os que regarem nas horas de vazio vão pagar menos pela água do Alqueva.

O preço da água usada por agricultores nas horas cheias, ou seja, ao início da manhã, durante a tarde e à noite nos dias úteis e aos sábados, será o que está estipulado no decreto-lei que regula os preços a pagar pela água do Alqueva, disse.

No entanto, haverá uma bonificação de 10 por cento no preço da água usada pelos agricultores nas horas de vazio, ou seja, entre as 00:00 e as 07:00 horas nos dias úteis, entre as 00:00 e as 09:30 horas, durante a tarde e à noite aos sábados e durante 24 horas aos domingos, indicou.

Haverá uma penalização de 10 por cento no preço da água usada pelos agricultores nas horas de ponta, ou seja, durante a manhã e entre o final da tarde e o início da noite nos dias úteis e aos sábados, explicou.

Segundo a EDIA, actualmente, dos cerca de 120 mil hectares de regadio do projecto global de Alqueva, 68 mil estão instalados, 20 mil em fase de conclusão e vão entrar ao serviço na campanha de rega de 2015 e cerca de 30 mil em construção com vista à conclusão do empreendimento até 31 de Dezembro de 2015.

A conclusão do projecto Alqueva, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assumiu, entretanto, o compromisso do actual Governo PSD/CDS-PP de concluir o projecto em 2015.

Fonte: Lusa

Governo quer sector florestal no sistema europeu de comércio de emissões

 28-11-2014 
 

 
O ministro do Ambiente disse, em Santarém, que o Governo quer que o sector florestal faça parte do sistema europeu de comércio de emissões, proposta ainda sem o acordo de outros países mas que está «na mesa das negociações».

Jorge Moreira da Silva abriu hoje o seminário destinado a discutir as medidas para a Agricultura e as Florestas contidas no documento "Compromisso para o Crescimento Verde", que se encontra em discussão pública até 15 de Janeiro.

Para o ministro, «há toda a vantagem para um país que tem na floresta dois por cento do seu Produto Interno Bruto (PIB), 10 por cento das exportações, mais de 100 mil postos de trabalho, que o efeito positivo no ambiente, na absorção do carbono, possa ser integrado nesta política para as alterações climáticas».

Jorge Moreira da Silva, que fez uma apresentação do documento que o Governo quer concluir no primeiro trimestre de 2015, referiu a importância do debate num sector com forte impacto no território e que é dos mais afectados pela qualidade dos recursos naturais.

Saudando a participação da sociedade civil no debate que tem vindo a ser realizado em termos sectoriais, e que permitiu já a identificação de «várias medidas novas», o ministro declarou não ter perdido a esperança de que «também os partidos políticos se sintam inspirados para que seja alcançado um compromisso nesta área».

Moreira da Silva apontou o exemplo do acordo alcançado com quatro partidos políticos para o fomento dos combustíveis "low cost", que é hoje aprovado no parlamento, para afirmar que, «por maioria de razão, deve haver este tipo de compromisso» em matéria de Fiscalidade Verde e IRS.

O ministro declarou que «Portugal tem tudo a ganhar apostando no crescimento verde, seja porque tem níveis de ameaças, nomeadamente ao nível das alterações climáticas, superiores a outros países, seja porque tem tudo a vencer do ponto de vista económico e do emprego apostando nesta área», frisou.

O responsável pelas pastas do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia afirmou que o documento sobre a Fiscalidade Verde consagra algumas medidas para a área florestal, como a majoração em 30 por cento dos custos fiscais em IRS e IRC nas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), áreas igualmente alvo de isenção de IMI, IMT e imposto de selo. «É um sinal evidente de promoção, a partir da Fiscalidade Verde, da gestão florestal sustentável», afirmou.

Na sua intervenção, o ministro referiu ainda o objectivo de aumentar a área florestal certificada para os 450 mil hectares em 2020, meta que, admitiu, poderá ser ainda «mais ambiciosa».

Fonte: Lusa

Maioria dos incêndios deste ano no Algarve ocorreram em terrenos agrícolas

01-12-2014 
 

   
A Autoridade Nacional de Protecção Civil informou que desde Janeiro e até ao final de Outubro de 2014 se registaram 399 incêndios no Algarve, na sua maioria em terrenos agrícolas, dos quais resultaram 848 hectares de área ardida.

Os dados referentes ao balanço do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais (DECIF), apresentados esta segunda-feira, apontam ainda para uma maior incidência dos fogos durante a fase Bravo, que decorre entre 15 de Maio e 30 de Junho, ao contrário da habitual prevalência de incêndios na fase mais crítica do Verão, de Julho e Agosto.

De acordo com João Martins, do Instituto Nacional de Conservação de Florestas (INCF), a maior incidência dos incêndios com origem agrícola pode estar relacionada com uma reactivação de práticas agrícolas e com o uso do fogo para a queima de resíduos, o que fez com que dos 399 incêndios, 49 por cento correspondessem a incêndios agrícolas.

Aos incêndios agrícolas, seguiram-se os fogachos, com 43 por cento e no final da lista os incêndios florestais, com oito por cento, sendo que quase metade, 384 hectares, da área ardida no Algarve este ano, até 31 de Outubro, corresponde ao incêndio que deflagrou em Junho na Mexilhoeira Grande, em Portimão.

Este e outro incêndio ocorrido em São Marcos da Serra, Silves, correspondem, no seu conjunto, a 68 por cento da área ardida em toda a região, sendo que os locais de ignição de ambos coincidem com os grandes incêndios ocorridos em Monchique, no ano de 2003, e no Barranco do Velho, em Loulé, em 2004, que resultaram numa área ardida de aproximadamente 50 mil hectares.

A Autoridade Nacional da Protecção Civil acrescentou ainda que, no ano de 2004, a área ardida no Algarve foi 47 vezes superior à registada neste ano. Aquela autoridade registou, até 31 de Outubro, 435 ocorrências no Algarve, a maioria das quais nos concelhos de Loulé (61) e Silves (45), o que se explica pela grande dimensão daqueles territórios.

Em Albufeira e Faro também houve um número significativo de ocorrências, 32, em ambos os concelhos, o que tem a ver com a grande concentração de pessoas naquelas zonas do litoral, sobretudo no Verão.

Fonte:Lusa

Eurodeputados pedem adiamento na aplicação do "greening"

 28-11-2014 
 

 
Os coordenadores dos principais grupos parlamentares na Comissão de Agricultura do parlamento Europeu enviaram uma carta ao novo comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, na qual pedem o adiamento por um ano para a entrada em vigor do pagamento verda da Política Agrícola Comum.

O documento solicita que as normas sejam aplicadas em 2016 em vez de 2015, baseando-se na confusão que há entre os agricultores em relação ao que têm de cultivar. A carta foi assinada por Paolo do Castro, coordenador do Grupo de Socialistas e Democratas; Jim Nicholson, Conservador e Jens Rohde, Liberal.

Os Estados-membros devem atribuir 30 por cento do seu pagamento nacional para o verde. Para beneficiar-se do mesmo é necessário cumprir a dotação nacional para o pagamento destas medidas.

As medidas baseiam-se em cumprir vários pontos, como a diversificação de culturas. Esta prática consiste em cultivar diferentes culturas, incluindo em terras de pousio. As explorações de entre 10 e 30 hectares de terras agrícolas devem ter duas culturas distintas, e a principal não pode ocupar mais de 75 por cento da superfície.

A manutenção das superfícies de pastagens permanentes a nível estatal. O total da área de pastagens permanentes declarada em todo o Estado a partir da superfície agrícola declarada total não pode diminuir mais de cinco por cento. Nas pastagens ambientais sensíveis apenas se pode efectuar acções necessárias para a sua manutenção.

Por último, contar com superfícies de interesse ecológico. As explorações com mais de 15 hectares de terras agrícolas devem contar com menos de cinco por cento de área com interesse ecológico, as quais são consideradas terras de pousio e dedicadas a culturas fixadoras de nitrogênio, como as leguminosas.

As explorações não submetidas ao cumprimento destas medidas para poderem optar pelo pagamento verde são: as explorações inferiores a 10 hectares de terras agrícolas; as superfícies da exploração com práticas ecológicas; explorações onde a terra agrícola se dedique a culturas sob a água, como o arroz; áreas de exploração de culturas permanentes e explorações sob o regime de pequenos agricultores.

Fonte: Agrodigital

FAO homenageia países que tiveram progressos recentes na luta contra a fome

28-11-2014 
 

 
O Brasil e outros doze países serão homenageados pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura a Alimentação, no domingo, como os mais novos a entrarem na lista de países que obtiveram progressos recentes na luta contra a fome, divulgou hoje a agência da ONU num comunicado.

A homenagem será realizada durante uma cerimônia a ter lugar neste domingo, na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, de acordo com a nota.

Além do Brasil, serão premiados Camarões, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Irão, Kiribati, Malásia, Mauritânia, Ilhas Maurícias, México, Filipinas e Uruguai.

Fonte: Diáriodigital; Lusa

Moura: Feira da vinha e do vinho em Amareleja

03-12-2014 
 

 
Rota das adegas, mostra de produtos regionais, palestras e espetáculos musicais, a maioria de grupos corais alentejanos, vão marcar a 13.ª Feira da Vinha e do Vinho de Amareleja, que vai decorrer entre sábado e segunda-feira.

 

A feira, promovida pela Junta de Freguesia de Amareleja em parceria com a Câmara de Moura, para «estimular» a economia local, «divulgando o que de melhor» Amareleja tem e produz, vai decorrer na Escola das Cancelinhas e inclui também a exibição do filme sobre o cante alentejano "Alentejo, Alentejo", do realizador Sérgio Tréfaut.

Fonte: Lusa

Agricultores portugueses são os mais velhos da Europa


por Ana Rita Costa
1 de Dezembro - 2014
Os agricultores portugueses são maioritariamente do sexo masculino, têm em média 64 anos, sendo os mais idosos da Europa a 28, e têm uma escolaridade que não vai além do ensino básico. A conclusão é do "Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas", do INE, que revela que em 2013, as explorações agrícolas ocupavam metade da superfície do território nacional, representando a população agrícola familiar 6,5% da população residente.

 
De acordo com o relatório, "os produtores agrícolas singulares são maioritariamente homens (68,3%)", "com uma média de 64 anos" (mais um ano do que a média registada em 2009) e "mais de 52%" tinha, no final de 2013, "uma idade igual ou superior a 65 anos".

O ano de 2013 terminou com 264,4 mil explorações agrícolas registadas e uma população agrícola familiar constituída por 674,6 mil indivíduos. O INE considera "população agrícola familiar" aquela "formada pelo produtor e pelos membros do seu agregado doméstico, que tenham trabalhado ou não na exploração".

Em termos de escolaridade, "a grande maioria dos produtores agrícolas apenas concluiu o ensino básico (70%) e somente 5,5% concluíram o ensino superior". Para além disso, 84,6% dos produtores "contam unicamente com a experiência para desenvolver a atividade agrícola."

 Segundo os dados revelados pelo INE, os produtores agrícolas nacionais trabalham em média 21,3 horas por semana, sendo que menos de um quinto "trabalha a tempo completo na exploração". Para além disso, "apenas 6,2% dos produtores agrícolas vivem exclusivamente da atividade da exploração agrícola". Os restantes 81,1% subsistem a partir a partir de atividades exteriores à exploração.

Área média das explorações agrícolas sobe para os 13,8 hectares


por Ana Rita Costa
1 de Dezembro - 2014
O "Inquérito à Estrutura das Explorações Agrícolas", do INE, revela que em 2013, foram contabilizadas 264,4 mil explorações agrícolas, menos 40,8 mil que em 2009. Em contrapartida, a SAL (superfície agrícola utilizada) não registou grandes alterações, mantendo-se nos 3,6 milhões de hectares (39,5% da superfície territorial), o que se traduziu no aumento da dimensão média das explorações, que passou dos 12,0 hectares por exploração em 2009 para os 13,8 hectares em 2013, aproximando-se da média da UE 28 (14,4 hectares por exploração). 

 
O inquérito às explorações agrícolas nacionais dá ainda conta um aumento de 10,2% da área regada pelo Alqueva entre 2009 e 2013, que atualmente é de cerca de 20 mil hectares. De acordo com o documento, entre 2009 e 2013, a área regada em Portugal aumentou, no total, 2,3%: metade (50,8%) das explorações nacionais regaram 479,8 mil hectares.

Fruticultura cresce, vinha em retração


por Ana Rita Costa
1 de Dezembro - 2014
As culturas permanentes, que no final de 2013 representavam 19,5% da superfície agrícola utilizada (SAL) existente em Portugal (os restantes 49,9% eram pastagens permanentes e 30,2% terras aráveis), cresceram entre 2009 e 2013, referem dados revelados pelo INE.

 
Durante este tempo, a sua superfície aumentou 2,6%, sobretudo à custa do olival, que aumentou 4,4 mil hectares e passou a representar, no final de 2013, 48% da área de culturas permanentes.

Já a produção de frutos teve um crescimento significativo entre 2009 e 2013. As culturas permanentes de frutos pequenos de baga, isto é, silvestres ou "vermelhos", registaram um aumento de 175,7%. Os frutos de casca rija (nozes, amêndoas, avelãs) progrediram 21,6%.

A superfície da vinha, por sua vez, diz o INE, caiu 8,8% entre 2009 e 2013. 

Guiné-Bissau teve «boa campanha» de caju, mas continua a faltar dinheiro para comer - FAO



O caju, principal fonte de rendimento das famílias da Guiné-Bissau, foi este ano vendido a bom preço, mas a população continua a ter dificuldades para comprar alimentos, alerta a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, sigla inglesa).

«A campanha de comercialização da castanha de caju, este ano, é considerada boa relativamente aos preços praticados», destacou o documento de avaliação da campanha agrícola na Guiné-Bissau a que a Lusa teve hoje acesso.
No entanto, «os efeitos combinados do fraco rendimento de uma boa parte da população e os níveis dos preços dos produtos alimentares de base não deverão melhorar o acesso das populações aos produtos alimentares», acrescentou.

Ainda, segundo alerta a FAO, o encerramento dos postos de fronteira com a Guiné-Conacri para prevenir a entrada do Ébola na Guiné-Bissau pode «acentuar riscos de insegurança alimentar».

«Se esta situação continuar, pode acentuar riscos de insegurança alimentar, sobretudo das famílias pobres das regiões fronteiriças», refere-se no documento de avaliação da campanha agrícola na Guiné-Bissau.
Dinheiro Digital / Lusa

Orizicultores do Mondego exigem compensações após perdas de 13 M€



Produtores de arroz exigiram hoje, na delegação da Agricultura e Pescas do Centro, em Coimbra, que o Governo tome medidas compensatórias, após prejuízos de 13 milhões de euros nas culturas do Baixo Mondego.

Cinquenta produtores de arroz concentraram-se hoje à porta da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) e alertaram para perdas de 50% na campanha de 2014, devido a uma praga chamada brusone.
Ao todo, serão sete mil hectares afetados no Baixo Mondego, com os produtores do Vale do Pranto a registarem as maiores perdas, entre «60% e 70%».
Dinheiro Digital / Lusa

Regadio multiplica por quatro valor da produção agrícola


28 Novembro 2014, 15:13 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt

Último inquérito às explorações agrícolas nacionais feito pelo INE dá conta de um aumento de 10,2% da área regada pelo Alqueva entre 2009 e 2013. São mais 20 mil hectares.
O valor de produção da exploração por um hectare de superfície agrícola utilizada (SAU) em que a área é maioritariamente regada é quatro vezes superior à média das restantes explorações em Portugal.
 
A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE), está patente no "Inquérito à Estrutura das Exploração Agrícolas" publicado esta sexta-feira, 28 de Novembro, tem 2013 como último ano de recolha de dados e o quinquénio de 2008 a 2012 como referencia base.
 
Escreve o INE no resumo publicado que "o VPPT [valor de produção padrão total] gerado por um hectare de superfície agrícola utilizada nas explorações predominantemente de regadio atinge os cinco mil euros".
 
Este valor é "quatro vezes superior à média nacional e sete vezes maior que o das explorações exclusivamente de sequeiro". Um exemplo da cultura de sequeiro, utilizada em áreas menos expostas a pluviosidade, são os cereais de Inverno, como o trigo e a cevada.
 
Sobre os efeitos da irrigação na agricultura nacional, o INE destaca anda as consequências da barragem do Alqueva, que o actual Executivo espera ter concluído até ao final do próximo ano. "O desenvolvimento do regadio no Alentejo, promovido pela infra-estrutura do Alqueva, é comprovado pelo aumento de cerca de 20 mil hectares da superfície regada"  - ou mais 10,2% - desde 2009.
 
Nos mesmos cinco anos (2009 a 2013), a área regada em Portugal aumentou, no total, 2,3%:  metade (50,8%) das explorações nacionais regaram 479,8 mil hectares.
 
Olival cresce, vinha diminui
 
As culturas permanentes, que no final de 2013 representavam 19,5% da superfície agrícola utilizada (SAL) existente em Portugal (os restantes 49,9% eram pastagens permanentes e 30,2% terras aráveis) também sofreram alterações entre 2009 e 2013.
 
Naquele período, a sua superfície aumentou 2,6%, muito à custa do olival, que aumentou 4,4 mil hectares e passou a representar, em final de 2013, 48% da área de culturas permanentes .
 
A produção de frutos teve um crescimento significativo entre 2009 e 2013, constata ainda o INE. As culturas permanentes de frutos pequenos de baga, leia-se silvestres ou "vermelhos" (como amoras, framboesas, mirtilos, etc), registaram um aumento de 175,7%; e de frutos de casca rija (nozes, amêndoas, avelãs) progrediram 21,6%.
 
Pior teve a vinha, diz o INE, cuja superfície decresceu 8,8% entre 2009 e 2013. Foi a "única excepção" dentro do crescimento verificado, em área, nas culturas permanentes naquele período.

Medronho é bom para a saúde



David Perez
Um trabalho realizado por investigadores da Universidade de Aveiro (UA) de caracterização química detalhada do medronho, usado sobretudo em licores e aguardentes, revelou benefícios para a saúde do consumo daquele fruto, anunciou hoje fonte académica.
  
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Propriedades descobertas no medronho pelo Departamento de Química (DQ) da UA revelam a capacidade de evitar os radicais livres responsáveis por doenças como o cancro, de controlar os níveis de colesterol e de melhorar a saúde da pele e dos ossos.

A caracterização química detalhada do medronho realizada na UA "destaca a presença de ácidos gordos insaturados, nomeadamente ómega 3 e 6, fitoesteróis e triterpenóides", compostos com importante atividade biológica. 

"Os ómegas 3 e 6 são ácidos gordos essenciais que têm de ser obtidos a partir da dieta, uma vez que o nosso organismo não os sintetiza", explica Sílvia Rocha, da equipa de investigação, sublinhando que esses compostos "têm demonstrado um papel importante no controlo dos níveis de colesterol, na saúde da pele e dos ossos e uma relação inversa entre o consumo de ómega 3 e a perda de funções cognitivas".

Por outro lado, prossegue, "os esteróis têm um importante papel na saúde, uma vez que contribuem para regular o nível de colesterol e os triterpenóides, para além de ajudarem igualmente a controlar o colesterol, têm uma ação anti-inflamatória, antimicrobiana e antifúngica".

Os resultados do estudo desenvolvido mostram ainda que os medronhos da Serra da Beira, que os investigadores têm usado no trabalho, "apresentam uma atividade antioxidante superior" à de frutos de outras proveniências, tanto de Portugal como de outros países europeus. 

 "A atividade antioxidante reflete a capacidade de evitar a formação de radicais livres, substâncias que, quando produzidas em excesso no organismo são responsáveis pelo stress oxidativo, conhecido por provocar danos no organismo humano, os quais estão associados ao envelhecimento e aumento da suscetibilidade a diversas doenças, nomeadamente as doenças civilizacionais emergentes", aponta Sílvia Rocha. 

São razões suficientes para que a equipa de investigadores da Universidade de Aveiro, em colaboração com a Cooperativa Portuguesa de Medronho, queira ver o medronho nacional, aproveitado quase exclusivamente para a produção de aguardentes e licores, também fora das garrafas e consumido fresco ou incluído noutros alimentos.

Nesse sentido, promove dia 3, às 16h30, na sala do Senado da Reitoria, uma mostra de alimentos, com o fruto na lista de ingredientes, em que pode ser provada a sua versatilidade gastronómica.  

Do trabalho da equipa de investigação, constituída por Sílvia Rocha, da unidade de investigação Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) do Departamento de Química, Armando Silvestre, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos (CICECO) e Daniela Fonseca, aluna de Mestrado, já resultou na incorporação da polpa do medronho em vários alimentos comuns, sejam biscoitos, iogurtes, barras energéticas ou bombons. 

Farinha de grilo tem duas vezes mais proteína do que um bife


01.12.2014 - 15:33
Dois jovens empreendedores de Vila Nova de Famalicão vão apostar na transformação de insetos, designadamente grilos, em farinha para consumo humano.
 

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Farinha de grilo tem duas vezes mais proteína do que um bife
FOTO ARQUIVO GLOBAL IMAGENSProjeto "DelightBugs está apenas a trabalhar com grilos
"Se pensarmos que uma farinha de grilo tem duas vezes mais proteína do que um bife já podemos fazer uma pequena ideia do potencial do produto que vamos pôr à disposição da indústria alimentar", disse à Lusa um dos promotores.

O projeto "DelightBugs" é da responsabilidade de Tiago Almeida, licenciado em Gestão e Marketing, e de Joana Cardoso, formada na área da Biologia e Alimentação.

Nesta fase inicial, o projeto está apenas a trabalhar com grilos, mas os promotores não descartam a hipótese de recorrerem também a larvas de insetos.

Tiago e Joana têm a sua própria criação de grilos, mas estão a negociar um espaço maior, para poderem dar escala à sua produção.

Os grilos são depois triturados, sendo transformados em farinha.

"A farinha poderá ser utilizada como matéria-prima única ou subsidiária dos processos produtivos das indústrias alimentares já existentes", explicou Tiago Almeida.

Agricultura Estado reintegra funcionário e devolve cortes salariais a outros 13


Um funcionário da Direção-Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo vai ser reintegrado ao serviço e a outros 13 trabalhadores vão-lhe ser devolvidos os cortes que foram efetuados nos respetivos salários desde 2007. De acordo com o Jornal de Negócios, o despacho foi ontem publicada em Diário da República depois de a decisão ter sido tomada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa em abril.

ECONOMIA Estado reintegra funcionário e devolve cortes salariais a outros 13 DR
08:29 - 26 de Novembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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O Tribunal Administrativo de Lisboa considerou que a decisão de 2007 do então diretor regional de Agricultura e Pescas do Alentejo não tinha fundamentação e, por isso, considerou-a nula. Naquela época, o responsável aprovou uma lista dos funcionários colocados em mobilidade especial, mas agora a justiça considerou que a decisão não estava fundamentada.

Perante esta decisão tomada em abril, o despacho que determina a reintegração de um funcionário e a devolução dos cortes salariais a outros 13 trabalhadores foi publicado ontem em Diário da República.

De acordo com o Jornal de Negócios, ao funcionário a ser reintegrado terão de lhe ser pagas as "diferenças remuneratórias que lhes forem devidas" desde 2007, embora não estejam incluídos os "suplementos".

No que aos outros 13 funcionários diz respeito, o Tribunal Administrativo determinou que "se proceda à reconstituição da situação que existiria se o ato anulado não tivesse sido praticado". Posto isto, terão de ser pagas as "diferenças remuneratórias que lhes forem devidas, em função das diferenças entre o que auferiram enquanto estiveram em situação de mobilidade especial e aquilo que teriam auferido se tivessem estado ao serviço".

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Excesso de oferta e embargo russo forçam descida no preço do leite


LUSA27 de Novembro de 2014, às 14:10
O excesso de oferta forçou uma descida de 15% no preço do leite e os industriais de lacticínios temem impactos ainda mais negativos devido ao embargo russo e à estagnação do consumo de produtos lácteos.
"2015 será o ano de todas as incógnitas", declarou o diretor-geral da Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios, Paulo Costa Leite.

Numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, o responsável destacou "alguns factos relevantes" que ocorreram no segundo semestre deste ano e que "não deixarão de afetar profundamente o sector a nível comunitário e mesmo mundial", entre os quais o embargo da Federação Russa aos produtos lácteos, o arrefecimento da procura por parte do mercado chinês e o excesso de oferta por parte dos países maiores produtores de leite (Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia).

Ministro da Economia lança desafio aos empresários para que façam do “Portugal Sou Eu” um catalisador da economia

"Lanço um apelo aos empresários e produtores aqui presentes, para que aproveitem as potencialidades do Portugal Sou Eu e continuem a fazer deste programa um catalisador da economia. O «Portugal Sou Eu» vai continuar à disposição de todos os que defendem com orgulho a qualidade única dos produtos portugueses e o talento das pessoas que trabalham diariamente para o reconhecimento da marca Portugal em todo mundo." - foi com esta frase que o Ministro da Economia, António Pires de Lima, encerrou os trabalhos do primeiro Fórum "Portugal Sou Eu" que decorreu hoje, dia 27 de Novembro, no Centro de Congressos de Lisboa.

O claro potencial de evolução do "Portugal Sou Eu" foi o tema central de uma tarde de debate e reflexão sobre o balanço e a estratégia futura do programa. Perante uma audiência com mais de 600 convidados, 26 oradores debateram a Portugalidade, as Potencialidades e os Benefícios do programa, e as suas Perspectivas Futuras, tendo contado com a moderação dos jornalistas Júlio Magalhães e Fernanda Freitas, embaixadores do "Portugal Sou Eu".

Coube a Miguel Cruz, Presidente do IAPMEI, aglutinar as diversas perspectivas debatidas e concluir que o "Portugal Sou Eu" é um instrumento relevante para elevar a notoriedade das empresas portuguesas no mercado interno e externo e consolidar a portugalidade junto dos consumidores. Durante a sua intervenção salientou que "para que o programa possa cumprir a sua função de desígnio nacional há que aliar criatividade ao estabelecimernto de uma estratégia de longo prazo com um modelo de sustentabilidade que garanta a sua perenidade, focada nos principais objectivos do "Portugal Sou Eu": contribuir para a melhoria  da competitividade das empresas portuguesas, para a promoção do  equilíbrio da balança comercial, para o combate ao desemprego e para o crescimento sustentado da economia".

A abertura do programa ao sector dos serviços, o desenvolvimento do conceito 'estabelecimento aderente' para os sectores do comércio e da restauração e o alargamento do órgão operacional foram também formalmente comunicados pelo Presidente do IAPMEI, assim como algumas linhas de orientação estratégica para futuro. Miguel Cruz adiantou ainda "O programa "Portugal Sou Eu" deve prosseguir o seu caminho, sem descontinuidades nem mudanças na sua identidade; deve ser intensificado o esforço de investimento para sensibilizar as empresas a reforçarem a incorporação nacional; e as redes de fornecedores entre as empresas devem ser potenciadas de forma a facilitar contactos entre empresas, dinamizando alternativas de incorporação nacional."

Entre oradores e convidados foi consensual a ideia de que a portugalidade está na ordem do dia e as empresas têm que capitalizar esta tendência, correspondendo aos anseios e critérios de exigência dos consumidores.

No final do evento foi apresentado pela primeira vez o Fado "Portugal Sou Eu", da embaixadora Cuca Roseta, e investida a nova embaixadora do Programa, a apresentadora Fátima Lopes.

Foi ainda assinado um protocolo com o INATEl para o desenvolvimento de projectos-piloto que permitem alavancar a atribuição do selo, em diversos sectores de actividade. Quase um terço das empresas aderentes ao programa marcou presença neste Fórum com uma exposição de produtos com o selo, em sectores tão diversificados como alimentação e bebidas, moda e acessórios, artesanato e lazer, entre outros.

Fonte:  Jervis Pereira

Conferência "Organização do Sector do Vinho: Onde Estamos e Que Futuro Queremos"


 

 


Inquérito à estrutura das explorações agrícolas 2013: um retrato com duas realidades



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Em 2013 as explorações agrícolas ocupavam metade da superfície do território nacional, representando a população agrícola familiar 6,5% da população residente, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) .

Nos últimos anos, verificou-se um aumento da dimensão das explorações agrícolas e uma melhoria dos indicadores laborais. Também a Superfície Agrícola Não Utilizada (SANU) diminuiu cerca de 20% relativamente a 2009, apresentando o valor mais baixo (pouco mais de 100 mil hectares) desde que há registos estatísticos.

A empresarialização da agricultura, expressa pelo crescimento do número de sociedades agrícolas, tem contribuído para o aumento da eficiência do sector, devido à adopção de processos de gestão mais profissionais e economias de escala. As cerca de 10 mil sociedades agrícolas, embora representem apenas 3,8% do total das explorações agrícolas, gerem quase 1/3 da SAU e praticamente metade do efectivo pecuário.

Contudo, a comparação com os países da União Europeia revela ainda uma agricultura baseada em explorações de pequena dimensão económica (17,1 mil euros de Valor de Produção Padrão Total por exploração, face aos 25 mil euros da UE 28), geridas por produtores envelhecidos (os mais idosos da UE 28) e que em larga maioria têm apenas formação prática. Poucos produtores vivem exclusivamente da agricultura (6,2%), sendo que a maioria complementa o seu rendimento com pensões e reformas (65,3%).

Ainda assim, a grande maioria dos produtores (95,1%) tenciona continuar com a actividade agrícola nos próximos anos, indicando o valor afetivo (48,3%) como o principal motivo para esta decisão.

Para ler o texto integral do Destaque clique aqui

Fonte:  INE