quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Por que estão os australianos a usar protetor solar nas vinhas?


Num ano com temperaturas a bater máximos histórico, vale tudo para proteger as vinhas
16:03 Quarta feira, 7 de Janeiro de 2015 |


Por que estão os australianos a usar protetor solar nas vinhas?
Numa das mais antigas vinhas australianas, datada dos finais do século XIX, o sol bate forte e a região tem enfrentado algumas condições atmosféricas menos positivas. A qualidade do vinho depende não só do sol e do solo, mas também da temperatura. Tempo muito quente pode infligir danos graves no grau e sabor que se espera obter. Demasiado calor (com índices elevados de humidade) pode levar os bagos a encolher ou mesmo a queimar.

Bruce Tyrrell, o responsável pela vinha Tyrrell's Wine, dá como exemplo o facto de ser normal protegermos as crianças com protetor solar, acrescentando que pulverizar as vinhas com protetor é um processo também normal.

Não é apenas a ciência que tem ajudado a proteger as vinhas. Numa região em que as temperaturas podem facilmente exceder os 45°, o processo de plantação das plantas é pensado de forma séria. O objetivo é evitar que o sol incida diretamente no fruto (pelo menos em grande parte do dia).

Os cientistas têm avançado com estudos pouco animadores para a região da Austrália. As alterações climáticas, e as cada vez mais frequentes ondas de mudança de temperatura na Austrália, podem ter um impacto muito negativo no país.

Christopher Wright, investigador da University of Sydney Business School, refere que algumas indústrias terão de controlar o aumento de calor através da refrigeração. O que levará a um aumento dos gastos em eletricidade, refletindo-se nos potenciais lucros e até na qualidade do produto final (dependendo da área).

Na Austrália as ondas de calor causam mais mortos do que qualquer outro desastre natural. Facto negativo, dado que a força de trabalho é a mais atingida (sobretudo os trabalhadores do setor agrícola). Atendendo a esta situação, alguns sindicatos decidiram elaborar um conjunto de regras para dias de calor extremo. Ou seja, quando as temperaturas ultrapassam o confortável, e atingem o limite do saudável, os trabalhadores podem fazer uma pausa.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Proder pagou 721 milhões de euros aos agricultores em 2014


LUSA 06/01/2015 - 16:23
Programa de desenvolvimento rural será substituído pelo novo PDR que irá vigorar até 2022.

economia, negócios e finanças
Os pagamentos aos agricultores no âmbito do Proder (programa de desenvolvimento rural) atingiram 721 milhões de euros em 2014, menos dez milhões do que em 2013, valor ao qual se somam 109 milhões de euros pagos ao abrigo do novo programa PDR2020.

No total foram cerca de 830 milhões de euros destinados à agricultura, dos quais 110 milhões de euros provenientes do Orçamento do Estado, segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura.

Os 109 milhões de euros pagos no âmbito do PDR 2020, o programa de fundos comunitários que substitui o Proder, são relativos à manutenção da actividade agrícola em áreas desfavorecidas, compensando os agricultores pelas desvantagens inerentes à produção agrícola em zonas de montanha ou zonas que integram a Rede Natura 2000, por exemplo. A medida beneficia cerca de 112 mil agricultores.

O ano de 2014 marcou a transição entre o Proder, o programa de fundos comunitários destinado à agricultura e ao desenvolvimento rural, que vigorou entre 2007 e 2013, e o novo PDR 2020, cuja execução se vai prolongar até 2022.

Os programas de fundos comunitários podem ser executados, ou seja, pagar despesas, durante dois anos após o fim do seu período de vigência, podendo haver transferência de verbas entre programas.

A taxa de execução do Proder chegou aos 93% em 2014, enquanto a execução do PDR 2020, que abriu as primeiras medidas em Novembro, ficou em 2%.

Quanto às ajudas directas, ou seja, os subsídios pagos aos agricultores em função do histórico de produção, o Ministério da Agricultura salienta que foram antecipados para Outubro os pagamentos previstos para Dezembro, pelo terceiro ano.

"Como previsto, em Dezembro, foram feitos os pagamentos (...) da primeira prestação de 45% do Regime de Pagamento Único (118 milhões de euros), de 15% do Prémio por Vaca em Aleitamento (21 milhões de euros) e de 45% do Prémio por Ovelha e Cabra (14 milhões de euros)" que complementam os pagamentos feitos em Outubro, adianta o ministério.

Angola investe 10,5 milhões de euros em projeto de produção agrícola


6/1/2015, 15:04
Reabilitação do Perímetro Irrigado do Mucoso, na província do Cuanza Norte,vai ser inaugurado esta quarta-feira, após um investimento público de 10,5 milhões de euros.


JON HRUSA/EPA


A reabilitação do Perímetro Irrigado do Mucoso, na província do Cuanza Norte, um dos projetos agrícolas mais relevantes do sector em Angola, vai ser inaugurado esta quarta-feira, após um investimento público de 10,5 milhões de euros. De acordo com informação enviada hoje à agência Lusa pelo Ministério da Agricultura, a obra envolveu, além da reabilitação do perímetro agrícola, a construção de residências para técnicos, áreas de serviço e outros equipamentos de apoio, nomeadamente para garantir o fornecimento de água potável à produção.

A inaugurar pelo ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, trata-se de um investimento público avaliado em 1,3 mil milhões de kwanzas (mais de 10,5 milhões de euros) e que vai garantir a arrancar com a produção de frutas e hortícolas já este mês, numa área de inicial de 500 hectares.

A reabilitação desta área, no município do Dondo, foi realizada pela empresa espanhola INCATEMA e envolveu ainda a recuperação de mais de 20 quilómetros de estradas, para facilitar a circulação de pessoas e máquinas na fazenda que integra o complexo agrícola. O investimento vai permitir, para já, a criação de 80 postos de trabalho, tendo a fazenda capacidade para garantir o armazenamento da produção em câmaras frigoríficas.

A agricultura angolana deverá liderar o crescimento do peso do setor não petrolífero na economia nacional, conforme prevê o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015. No documento, o Governo considera a agricultura como um setor chave para o desenvolvimento economia nacional, liderando o crescimento entre oito áreas não petrolíferas identificadas.

O crescimento da agricultura angolana está estimado em 12,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ou seja, acima dos 11,9% previstos para 2014, mas distante da marca do ano anterior, quando aumentou 42,3%. As explorações agrícolas familiares, com um universo de cerca de 2,5 milhões de famílias, já são responsáveis por mais de 80% da produção de culturas alimentares básicas – cereais, raízes, leguminosas – e detêm os maiores efetivos de gado do país.

No relatório de fundamentação do OGE de 2015, o Governo angolano reconhece que a "dinâmica recente da economia agrícola tem sido um dos determinantes do desempenho do PIB não petrolífero". As receitas do petróleo garantiram em 2013 mais de 76% das receitas fiscais angolanas.

2014 foi “muito positivo” para a agricultura, diz secretário de Estado


por Ana Rita Costa
6 de Janeiro - 2015
O setor agrícola português cumpriu em 2014 os seus objetivos de crescimento e viu as exportações crescerem, o que levou a uma redução do défice da balança comercial em cerca de 560 milhões de euros. As conclusões são da secretaria de Estado da Agricultura que emitiu esta semana um comunicado em que refere que o ano que terminou foi "muito positivo" para o setor.

 
Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, "em termos operacionais o ano de 2014 foi um ano muito exigente, mas muito positivo. Primeiro, houve uma forte preocupação em continuar a garantir aos agricultores o bom funcionamento dos instrumentos da PAC ao sector, necessários para a continuação do bom ritmo de crescimento do sector agrícola. A antecipação do pagamento das ajudas diretas em outubro pelo 3º ano consecutivo, inicialmente previsto para dezembro de 2014, trouxe mais segurança aos agricultores e uma melhor execução orçamental."

José Diogo Albuquerque continua referindo que "também no PRODER a nossa meta era os 92% de execução e terminamos 2014 com 93%. Isto mostra que com uma gestão eficaz dos fundos comunitários o sector dá uma reposta rápida e muito positiva. No que diz respeito ao regime de transição estamos bastante satisfeitos, pois reforçámos fortemente o ritmo de análise de candidaturas, conseguindo analisar já cerca de 5600."

A totalidade de pagamentos PRODER efetuados em 2014 foi de 721 milhões de euros, dos quais 110 milhões de euros são referentes ao Orçamento de Estado. O PDR 2020, que agora teve início, conta já com pagamentos no valor de 109 milhões de euros.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dois feridos em despiste de tractor agrícola

06-01-2015 16:57 
O despiste de um trator agrícola causou ontem dois feridos no concelho de Seia, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.
Segundo a fonte, o acidente ocorreu pelas 12:30 em Portela do Arão, na zona de Loriga, e causou um ferido grave e outro ligeiro.
Estiveram no local do sinistro os Bombeiros Voluntários de Loriga com duas viaturas e quatro homens, a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Seia e elementos da GNR.

Comissário da Agricultura preocupado com bem-estar dos agricultores

por Ana Rita Costa
6 de Janeiro - 2015

O novo comissário europeu da Agricultura e do Desenvolvimento Rural alertou recentemente para a problemática da segurança dos agricultores, referindo que é necessário pensar nos padrões de forma a reduzir o número de acidentes.
 
Phil Hogan fez estas declarações no seguimento de uma notícia recentemente divulgada que revelou que em 2014 foram 30 os agricultores que perderam a vida devido a acidentes de trabalho.

Segundo o comissário da Agricultura, impõem-se tantas regras para o bem-estar animal, "mas não nos preocupamos com o bem-estar dos agricultores."

Estas declarações já estão a ser alvo de apoio de várias associações de agricultores europeias, que defendem que "a pressão que existe sobre os agricultores para produzirem mais e mais barato" os leva a deixar para segundo plano os sistemas de segurança.

Diarreia Viral Bovina tem nova vacina


por Ana Rita Costa
6 de Janeiro - 2015
A EMA - European Medicines Agency aprovou a vacina 'Bovela' desenvolvida pela Boehringer Ingelheim contra a diarreia viral bovina que deverá ser lançada na Europa já na primavera deste ano.

 
De acordo com a farmacêutica, a nova vacina "reduz os sinais clínicos da doença e previne o nascimento de animais com a doença infetados através da placenta." A infeção através da placenta é considerada a principal causa pela qual a doença ainda não desapareceu.

A diarreia viral bovina não tem cura e pode causar sintomas como imunossupressão, infertilidade, abortos e defeitos congénitos em bezerros, sendo em alguns casos mortal.

De acordo com dados da União Europeia, nesta região do globo a percentagem de animais que sofre da doença chega aos 60%.

Pagamentos aos agricultores totalizaram 830 milhões de euros em 2014


A medida beneficia cerca de 112 mil agricultores
Os pagamentos aos agricultores no âmbito do PRODER atingiram 721 milhões de euros em 2014, menos dez milhões do que em 2013, valor ao qual se somam 109 milhões de euros pagos ao abrigo do novo programa PDR2020.

No total foram cerca de 830 milhões de euros destinados à agricultura, dos quais 110 milhões de euros provenientes do Orçamento do Estado, segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura.

Os 109 milhões de euros pagos no âmbito do PDR 2020, o programa de fundos comunitários que substitui o PRODER, são relativos à manutenção da actividade agrícola em áreas desfavorecidas, compensando os agricultores pelas desvantagens inerentes à produção agrícola em zonas de montanha ou zonas que integram a Rede Natura 2000, por exemplo.

A medida beneficia cerca de 112 mil agricultores.

O ano de 2014 marcou a transição entre o PRODER, o programa de fundos comunitários destinado à agricultura e ao desenvolvimento rural, que vigorou entre 2007 e 2013, e o novo PDR 2020, cuja execução se vai prolongar até 2022.

Os programas de fundos comunitários podem ser executados, ou seja, pagar despesas, durante dois anos após o fim do seu período de vigência, podendo haver transferência de verbas entre programas.

A taxa de execução do PRODER chegou aos 93% em 2014, enquanto a execução do PDR 2020, que abriu as primeiras medidas em novembro, ficou em 2%.

Quanto às ajudas directas, ou seja, os subsídios pagos aos agricultores em função do histórico de produção, o Ministério da Agricultura salienta que foram antecipados para outubro os pagamentos previstos em dezembro, pelo terceiro ano.

"Como previsto, em dezembro foram feitos os pagamentos (…) da primeira prestação de 45% do Regime de Pagamento Único (118 milhões de euros), de 15% do Prémio por Vaca em Aleitamento (21 milhões de euros) e de 45% do Prémio por Ovelha e Cabra (14 milhões de euros)" que complementam os pagamentos feitos em outubro, adianta o ministério.

Com Lusa

Nomeado novo vogal do IFAP

06-01-2015 
  
O Conselho Directivo do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) acaba de ter nomeado por cinco anos um novo Vogal, Fernando Manuel Moreia Borges Mouzinho.

Licenciado em Agronomia, especialidade de Agro-Pecuária, no Instituto Superior de Agronomia, Fernando Manuel Borges Mouzinho estagiou na Secção de Máquinas do Instituto de Reorganização Agrária e na Sociedade Técnica de Equipamentos e Tractores, sendo ainda detentor de cursos de Políticas e Programas de Crédito para Pequenos Agricultores; de Análise do Investimento Agrícola; de Avaliação de Bens Imobiliários; Novo modelo de Avaliação do Desempenho dos Funcionários Públicos; Siadap – Desafios e competências do CCA; frequência do Master Internacional em Ingeniería de la Tasación y Valoración, módulo "Métodos de Tasación Agrária", na Universitat Politécnica de Valência, em 2011.

Com uma vasta experiência profissional, Fernando Manuel Borges participou e coordenou grupos de trabalho e comissões Nacionais e Comunitárias, relativas ao financiamento da Agricultura e Pescas, à gestão e controlo de Fundos Comunitários e acompanhamento de auditorias nacionais e comunitárias.

Publicações, participação e comunicações em conferências e seminários sobre Mecanização Agrícola, Política Agrícola Comum e gestão e controlo de Fundos Comunitários.

Em Junho de 2012, foi chefe da Unidade de Recuperações do Departamento de Ajudas ao Investimento do IFAP; entre 2007e 2009 foi director do Departamento de Controlo do IFAP e em 2003 e 2007, director Coordenador da Direcção de Inspecção e Controlo do IFAFAP/INGA, entre outras muitas funções ligadas ao sector.

Ao abrigo do Despacho nº97/2015, Fernando Manuel Moreira Borges Mouzinho vai exercer, por um mandato de cinco anos, o cargo de vogal do conselho directivo do IFAP, com efeitos desde 15 de Dezembro, para o qual a CONFAGRI lhe deseja grande sucesso!

Fonte: Diário da República, CONFAGRI


5ª Edição do Concurso Florestal Europeu YPEF: Aproximar os jovens da floresta


 
A Forestis – Associação Florestal de Portugal convida os jovens do ensino secundário a conhecer e contactar com a floresta, ao participarem na 5ª edição do Concurso Florestal Europeu YPEF – Young People in European Forests que se realiza no ano letivo de 2014/2015.
O Concurso permite que os jovens se familiarizem com os conceitos florestais e de desenvolvimento sustentável durante a realização das provas do evento, uma teórica e uma prática. Além disso, terão a possibilidade de contactar mais intimamente com as florestas europeias e visitar vários locais de interesse cultural, dado que a prova final se realiza na cidade do Conde Drácula, em Brasov, na Roménia.
A Forestis acredita que é necessário dar a conhecer que Portugal é o país europeu com maior área florestal privada, 92%, e que mesmo as áreas protegidas como o Parque Nacional da Peneda Gerês e o Parque Natural da Serra da Estrela são compostas por terrenos privados e comunitários cujos proprietários e gestores proporcionam a toda a sociedade paisagem, recreio e lazer, água limpa e oxigénio.
Pelo Concurso YPEF já passaram mais de 34.000 alunos de escolas de Portugal, Alemanha, Áustria, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia.
Inscrições abertas em www.forestis.pt, até dia 10 de abril.

Sobre a FORESTIS
A Forestis – Associação Florestal de Portugal é uma organização não-governamental do ambiente, de âmbito nacional, sem fins lucrativos e de utilidade pública, fundada em 1992, com o intuito de apoiar ativamente a gestão, a defesa e o associativismo na floresta privada e comunitária.
Atualmente, representa os interesses de mais de 15.000 proprietários, gestores florestais e órgãos de gestão de baldios, associados em 31 organizações florestais que abrangem uma área de espaços florestais superiores a 1,5 milhões de hectares.

A cannabis chegou à cozinha


5/1/2015, 22:50114 PARTILHAS
Nos Estados Unidos, são cada vez mais os chefs que estão a abandonar os restaurantes onde trabalham para se dedicarem a um outro tipo de culinária.


No Colorado, são vários os chefs que estão a abandonar os seus antigos trabalhos para se dedicarem a outro negócio mais lucrativo — cozinhar alimentos com cannabis. Mas o Colorado não é o único estado norte-americano a seguir esta nova tendência. Um pouco por todo o país, a história repete-se: em Washington, um dos quatro estados que permite a venda da droga para uso recreativo, uma nova pastelaria promete oferecer aos clientes bolos menos convencionais e, em Nova Iorque, são várias as editoras que estão a ponderar envolver-se em livros de cozinha relacionados com cannabis. É oficial: a marijuana chegou à cozinha.

Ken Albala, diretor do programa de estudos alimentares da Universidade do Pacífico em São Francisco, não hesitou em afirmar ao New York Times que "não demorará muito até que [a cannabis] se torne parte da haute cuisine e da cultura culinária". Contudo, para que isso aconteça, é necessário resolver algumas questões.

Um dos problemas de cozinhar cannabis tem a ver com o sabor. Apesar dos seus potenciais culinários, a planta não tem um sabor muito agradável. Muitos cozinheiros comparam o uso de cannabis com cozinhar com vinho ou bebidas espirituosas. Contudo, o uso de álcool para cozinhar fornece um componente aromático importante, enquanto na cannabis o objetivo é esconder o sabor."Tenho a certeza de que alguém vai conseguir fazer crescer alguma que é realmente deliciosa e todos vamos aprender com isso", afirmou Ruth Reichl, antiga editora da revista Gourmet. "Quem é que iria adivinhar que a couve ia ser o alimento verde mais comum num prato ou que as pessoas iriam fazer fila para provarem gelado de queijo azul?", questionou.

Outro problema diz respeito à dificuldade em conseguir controlar o efeito da planta quando esta é digerida. Cozinhar com marijuana requer saber controlar os canabinóides, como o tetraidrocanabinol, uma substância que altera o humor e as sensações. Para que o efeito seja consistente, a cannabis deve ser comida quente e combinada com gorduras, como a manteiga ou o azeite. Os efeitos são também mais controláveis se a planta for cozinhada com chocolate, porque pode ser distribuída de forma mais uniforme. Por outro lado, adicionar a dose certa em pratos salgados pode ser mais complicado.

Apesar das dificuldades, são muitos aqueles que garantem que o futuro da cozinha está na cannabis. Para o autor Michael Ruhlman não há dúvidas: cozinhar cannabis irá tornar-se banal, mas só quando "alguém o conseguir fazer sem ser ridicularizado".

Litro de leite pago ao produtor baixa 3 cêntimos em janeiro


por Ana Rita Costa
5 de Janeiro - 2015

O litro de leite pago ao produtor baixou 3 cêntimos a 1 de janeiro de 2015. De acordo com a APROLEP – Associação dos Produtores de Leite de Portugal, "para a maioria dos produtores, isto representará uma descida de 6 cêntimos por litro no prazo de 8 meses."

 
Nos últimos meses o mercado europeu de leite tem registado dificuldades devido ao embargo russo e à redução de importações por parte da China. Para a APROLEP, "os líderes europeus devem analisar cuidadosamente a evolução do mercado pós-quotas e implementar outras medidas além dos contratos e organizações de produtores propostas no pacote do leite", que se apresentam claramente insuficientes."

A associação refere ainda que "para além da descida agora anunciada, permanece nos produtores uma enorme incerteza sobre as perspetivas de mercado e preços para os próximos meses, que exige dos principais atores da fileira uma maior transparência, comunicação atempada e solidariedade na partilha de lucros e sacrifícios entre produtores, cooperativas, indústria e distribuição", devido ao anunciado fim das quotas leiteiras na União Europeia.

Vegetação na Europa absorve duas vezes mais CO2 do que se pensava


por LUSAOntem3 comentários

Vegetação na Europa absorve duas vezes mais CO2 do que se pensava
Fotografia © Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
Um novo estudo mostra que as florestas europeias absorvem mais dióxido de carbono, gás de efeito de estufa, do que se estimava antes.
Um novo estudo, que usa dados de satélite, estima que a vegetação da Europa absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que se pensava anteriormente, divulgou hoje a agência espacial europeia ESA em comunicado.
Segundo a investigação, conduzida por cientistas da Universidade de Bremen, na Alemanha, a vegetação terrestre da Europa, entre o Oceano Atlântico e os Montes Urais, na Rússia, capta por ano uma quantidade de carbono duas vezes maior do que a estimada antes, a partir de medições de campo, inventários de biomassa e estudos de ecossistemas.
Para determinar a quantidade de dióxido de carbono absorvida por florestas e bosques, os cientistas analisaram as concentrações do poluente, responsável pelo aquecimento do planeta, medidas a partir de dados transmitidos por satélites da ESA e do programa japonês de observação de gases com efeito de estufa.
Apesar dos resultados, os investigadores ressalvam que são necessários mais estudos para se perceber as diferenças encontradas entre os dados recolhidos a partir das imagens de satélite e os das medições de dióxido de carbono feitas "in situ" e das informações fornecidas pelos inventários de biomassa.
As conclusões hoje divulgadas pela ESA foram publicadas na revista Atmospheric Chemistry and Physics.

Vinhos nacionais promovidos junto dos Embaixadores Portugueses


SEGUNDA-FEIRA, 05 DE JANEIRO DE 2015
 
ViniPortugal realiza amanhã apresentação dos Vinhos de Portugal e prova comentada sobre as principais castas nacionais no Seminário Diplomático, que antecedem almoço, também apoiado pelos Vinhos de Portugal
 
Os vinhos portugueses vão ser promovidos junto do Corpo Diplomático, no segundo dia do Seminário Diplomático subordinado ao tema "Projetar Portugal", a partir das 12h25m, no Museu do Oriente, em Lisboa. Com o objectivo de reforçar o conhecimento dos Vinhos de Portugal a ViniPortugal realizará amanhã, dia 06 de Janeiro, uma apresentação sobre a ViniPortugal e a Estratégia da Marca "Vinhos de Portugal". A par será ainda organizada uma prova comentada sobre as principais castas nacionais e os vinhos portugueses serão colocados em degustação no almoço, em harmonização com o menu gastronómico. 
 
À semelhança dos anos anteriores, a ViniPortugal associa-se a este encontro, que reúne cerca de 130 Embaixadores, Cônsules e Delegados do AICEP, com o propósito de promover a qualidade do vinho português junto do corpo diplomático, importantes individualidades que representam Portugal em várias partes do mundo e desempenham um papel influente na divulgação do melhor de Portugal.
 
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, destaca que "é extremamente importante assegurar uma identidade de comportamentos entre o nosso Corpo Diplomático e Conselheiros Económicos e a estratégia adoptada pelo sector para a promoção internacional dos nossos vinhos, procurando tê-los como aliados na promoção dos Vinhos de Portugal. A participação no Seminário Diplomático constitui uma excelente oportunidade de divulgar, junto de um público de referência, as mensagens e os valores associados à marca Vinhos de Portugal bem como apresentar as principais castas autóctones, em que assenta essa estratégia."
 
O Seminário Diplomático é uma iniciativa anual do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que proporciona o encontro dos Embaixadores de Portugal com membros do Governo e representantes da administração pública, das universidades, da comunidade empresarial e diversos sectores estratégicos para analisar e reflectir sobre os mais relevantes temas de interesse para a política externa portuguesa. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Universidade de Aveiro descobre método para aproveitar resíduos de eucalipto

Sociedade
     
05/01/2015 16:18:22 317 Visitas   

DR
Universidade de Aveiro descobre método para aproveitar resíduos de eucalipto
Investigadores da Universidade de Aveiro descobriram um processo "simples e eficaz" de aproveitar os resíduos de eucalipto da produção de pasta de papel, extraindo compostos bioquímicos para uso farmacêutico e alimentar, anunciou hoje fonte académica.

O processo de extracção agora anunciado é o culminar de uma investigação científica que teve início há 12 anos
O destino até agora dado pela indústria de celulose à casca de eucalipto tem sido a sua utilização na queima como biomassa para produzir energia, mas com o processo de extracção de compostos, patenteado pela Universidade de Aveiro (UA), passa a ser possível extrair em cada 100 quilos de biomassa cerca de um quilo de extracto bioactivo, quantidade que pode alcançar valores entre as centenas e os milhares de euros, consoante a pureza.

O processo de extracção agora anunciado é o culminar de uma investigação científica que teve início há 12 anos, com a descoberta por uma equipa do Departamento de Química, de que a casca do eucalipto é rica em ácidos triterpénicos usados pelas indústrias farmacêutica e alimentar. 

"A casca de eucalipto é um resíduo vegetal abundante, que contém este conjunto de compostos de elevado valor acrescentado, e cuja exploração pode ser realizada de forma integrada com o processo industrial de produção de pasta de papel", salienta Carlos Manuel Silva, um dos responsáveis do projecto.

O método de extracção e purificação dos ácidos triterpénicos da casca de eucalipto, já patenteado pela UA, baseia-se em processos de separação típicos e bem conhecidos da engenharia química e não requer solventes nem condições de operação especiais ou estranhos à realidade industrial. 

Para além disso, acrescenta Carlos Manuel Silva, "é comprovadamente simples, rápido e eficaz". Assim, refere o investigador, "para além do conhecimento científico que o suporta, existem garantias tecnológicas para uma implementação futura".

Quanto às aplicações dos ácidos triterpénicos, Armando Silvestre, co-autor do estudo, refere a cosmética, a nutrição humana e animal e a indústria farmacêutica. 

Ao nível farmacológico, vários estudos publicados na literatura mostram que os ácidos triterpénicos existentes na casca do eucalipto possuem importantes propriedades bioativas. É o caso dos ácidos ursólico, oleanólico e betulínico. 

Os dois primeiros, refere Armando Silvestre, "podem ser aplicados como antimicrobianos, antitumorais e hepatoprotetores [protegem as células hepáticas de agentes tóxicos]". No que diz respeito ao ácido betulínico, "foi identificada a sua acção como agente anti-malária e anti-HIV". 

Lusa/SOL

Governo dos Açores aumenta apoio e alarga reserva regional de direitos às vacas aleitantes

5 JANEIRO, 2015
A Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, no âmbito do POSEI e conforme as expetativas dos produtores das ilhas com mais vocação para a produção de carne, procedeu ao aumento dos apoios às vacas aleitantes, traduzidos na subida do prémio por animal e no alargamento da reserva regional de direitos individuais.
(C) Direitos de autor
A portaria que estabelece as novas regras de candidatura à reserva regional de direitos individuais ao prémio à vaca aleitante, reforçado para 300 euros por animal, hoje publicada em Jornal Oficial, determina a atribuição aos agricultores açorianos de um lote de seis mil direitos, correspondentes a uma dotação orçamental de 1,8 milhões de euros.
Os produtores açorianos podem candidatar-se a partir de hoje e até 30 de janeiro, junto do Serviço de Desenvolvimento Agrário da sua ilha.

Domingos Almeida é o novo presidente da Associação Portuguesa de Horticultura


por Ana Rita Costa
5 de Janeiro - 2015

A Associação Portuguesa de Horticultura (APH) tem novos órgãos sociais para o triénio 2015- 2017. A nova direção é agora presidida por Domingos Almeida, professor do Instituto Superior de Agronomia.

 
A APH tem como vice-presidentes para a horticultura herbácea António Calado, do grupo Heinz, na fruticultura Rui Maia de Sousa, investigador do INIAV, Rolando Faustino do Instituto da Vinha e do Vinho na viticultura, Joaquim Miguel Costa do ITQB na horticultura ornamental e José Alberto Pereira, da Escola Superior Agrária de Bragança para a olivicultura.

Integram ainda a direção Ana Cristina Ramos do INIAV, Rosa Guilherme da Escola Superior Agrária de Coimbra, Luís Filipe Goulão do IICT, Marta Rocha do ISA e Alda Maria Brás da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

Entre as prioridades da nova direção está "o reforço da perceção pública da importância da horticultura na sociedade, divulgando a ciência, a técnica e a atividade económica que nos proporciona a fruta, os legumes, o vinho, o azeite, as plantas aromáticas e medicinais e as plantas ornamentais, importantes produtos e amenidades", refere o comunicado emitido pela associação.

A APH é uma associação científica e técnica, com o estatuto de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, criada há 38 anos para promover o progresso da horticultura e contribuir para o aperfeiçoamento científico e técnico dos seus associados. 

Pingo Doce volta a permitir pagamentos com multibanco sem limites

Com esta medida, a Jerónimo Martins dizia conseguir poupar 5 milhões de euros por ano e, assim, diminuir os preços


Medida foi implementada em 2012
Leonardo Negrão / Global Imagens
05/01/2015 | 11:47 |  Dinheiro Vivo

Já é possível pagar por multibanco no Pingo Doce sem qualquer montante mínimo, avança o Correio da Manhã.
Desde 2 de janeiro que a Jerónimo Martins, que detém a cadeia de supermercados, levantou a proibição de usar o multibanco para pagamentos inferiores a 20 euros.
O Pingo Doce começou a limitar as transações através de multibanco em 2012, ano em que as taxas de operações com cartões de débito ou crédito em Portugal eram duas vezes superiores à média europeia. Com este limite, a Jerónimo Martins dizia conseguir poupar 5 milhões de euros por ano e, assim, conseguia diminuir os preços.
Mas, segundo disse ao Correio da Manhã fonte oficial do grupo, "a medida teve sempre um caráter transitório". A mudança nas regras de pagamento deveu-se "a uma revisão e baixa dos custos associados à utilização de cartão", negociadas com a SIBS, disse ainda a fonte ao mesmo jornal.
A União Europeia já baixou, entretanto, as taxas aplicadas aos pagamentos com multibanco. Agora, os bancos só estão autorizados a cobrar até 0,2% por movimento.

Regadio no Mira com taxa de utilização de 55%


Mais de quatro décadas após a sua entrada em funcionamento, apenas 55% dos perímetros de rega do Mira e Corte Brique está a ser utilizado pelos agricultores. 
O número é avançado pelo director-executivo da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), que gere estes dois aproveitamentos hidro-agrícolas, garantindo tratar-se de um quadro que vai de encontro àquela que é a média (e a realidade) nacional.
"Este nível de utilização é um problema grave que sentimos", admite Manuel Amaro Figueira (que também representa o Estado na direcção da ABM), para quem só com uma "revolução de mentalidades ao nível dos utilizadores" é que este quadro poderia mudar de figura. 
"Mas não me parece que isso vá acontecer. […] E tenho grandes dúvidas que o Alqueva vá ter uma dinâmica diferente", acrescenta.
Apesar de 45% do sistema estar por utilizar, não existe o risco deste se vir a tornar insustentável do ponto de vista financeiro. 
"A horticultura permite um nível de utilização do regadio muito superior àquilo que seriam as expectativas iniciais. Ou seja, a não-utilização [de 45%] é compensada pela sobre-utilização que a horticultura faz, até em termos de dias por ano", explica o director-executivo da associação sedeada em Odemira.

Nuvens negras sobre a produção de leite em Portugal (comunicado)

APROLEP

Dezembro 30
09:21
2014

Milhares de produtores de leite em Portugal foram surpreendidos com uma prenda amarga, poucos dias antes do Natal: a comunicação da baixa de 3 cêntimos por litro de leite pago ao produtor, a partir de 1 de Janeiro de 2015. Para a maioria dos produtores, isto representará uma descida de 6 cêntimos / litro no prazo de 8 meses. Para alguns, serão 8 cêntimos. Com esta baixa de quase 10%, a esmagadora maioria da produção irá ficar no limiar da rentabilidade e naturalmente aqueles que mais investiram nos últimos anos terão dificuldade em manter os compromissos assumidos.

Esta baixa de preço, que ocorre quando estamos ainda a três meses do final do regime de quotas leiteiras, representa uma enorme nuvem negra sobre a produção do leite português. É público que o mercado europeu de leite regista dificuldades devido ao embargo russo e à redução de importações por parte da China. Por isso, na nossa opinião, os líderes europeus devem analisar cuidadosamente a evolução do mercado pós-quotas e implementar outras medidas além dos "contratos" e "organizações de produtores" propostas no "pacote do leite", que se apresentam claramente insuficientes.

Não podemos deixar de sublinhar e lamentar que o preço do leite em Portugal, que permaneceu abaixo da média comunitária desde abril de 2010 e não acompanhou os preços altos registados no norte e centro da Europa, acompanhe agora a tendência de descida. Tínhamos a expectativa que a indústria de lacticínios e a distribuição, afirmando-se defensoras da produção nacional, aproveitassem a oportunidade para corrigir essa injustiça contendo esta descida acentuada de preço.

Para além da descida agora anunciada, permanece nos produtores uma enorme incerteza sobre as perspetivas de mercado e preços para os próximos meses, que exige dos principais atores da fileira uma maior transparência, comunicação atempada e solidariedade na partilha de lucros e sacrifícios entre produtores, cooperativas, indústria e distribuição.

É importante apelar ao sentido patriótico dos industriais e distribuidores. Reiteramos que a fileira do leite em Portugal apenas terá futuro se mantiver o grau de autoaprovisionamento de leite produzido por produtores nacionais. De outra forma a competitividade da indústria e distribuição será apenas momentânea e efémera.

29 de Dezembro de 2014


Produtores contra a descida do preço do leite


Dezembro 31
09:12
2014

Os produtores de leite estão a reagir muito desfavoravelmente, um pouco por todo o país, ao anúncio da descida do preço do leite em 3 cts, a partir de 1 de Janeiro.

Na passada segunda-feira, a APROLEP (Associação dos Produtores de Leite de Portugal) tinha alertado em comunicado para as consequências gravosas que esta situação terá para o sector, que tem assistido a uma baixa sistemática do preço desde há oito meses a esta parte.

Com esta baixa, muitos dos produtores ficam abaixo do limiar da rentabilidade, sendo que quem investiu nos últimos tempos terá muita dificuldade em cumprir com os compromissos.

Neste momento é a vez da ALDA (Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro) vir alertar para as graves consequências que podem vir a pôr em causa a sobrevivência das pequenas explorações que dominam a região.

A ALDA atribui esta situação às más políticas agrícolas, que levaram à decisão do fim das quotas leiteiras em Março de 2015.

O preço do leite em Portugal tem-se situado abaixo da média comunitária desde 2010 e, com esta baixa, ainda ficará mais afastada desse patamar.

A ALDA pede uma intervenção urgente do governo, no sentido de travar esta descida.

Não foi encontrado um acordo sobre a região demarcada do Alvarinho

Dezembro 29
09:21
2014

Portugal tem de clarificar junto da Comissão Europeia a região demarcada para o vinho verde Alvarinho. Para isso, realizaram-se várias reuniões na zona do vinho verde, mediadas pelo Vice-presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Toscano Rito.

Os concelhos de Melgaço e Monção defendiam que só nos seus concelhos se poderia usar a denominação de Alvarinho, enquanto os outros concelhos da zona do vinho verde queriam que fosse alargada a toda a zona.

Ainda foi proposta uma situação que pusesse em destaque o Alvarinho de Monção e Melgaço, mas não houve consenso, pelo que foi decidido que toda a zona do vinho verde vai poder usar a denominação Alvarinho.

Os produtores da Adega Quintas de Melgaço vão protestar no dia 13 de Janeiro contra esta decisão, que consideram não só lesiva dos seus interesses, como também que pode vir a pôr em causa a qualidade de um produto de excelência, que é o vinho verde Alvarinho.

A pressão das grandes marcas de vinho verde foi decisiva para este desfecho, que já é considerado por alguns como uma ruína para a produção vitivinícola de Monção e Melgaço.

Balanço 2014 – Sector agrícola mantém a boa performance e continua a crescer (comunicado)


 Comunicado enviado pelo Gabinete do Secretário de Estado da Agricultura

Janeiro 05
09:33
2015

O sector agrícola ao longo de 2014 cumpriu os seus objetivos de crescimento, as exportações continuaram a crescer e assistimos mais uma vez a uma redução do défice da balança comercial de 560 milhões de euros (período de janeiro a outubro de 2014). Ao nível dos instrumentos de apoio ao sector, foi também um ano muito importante, com a consolidação dos atuais instrumentos da Política Agrícola Comum (PAC) e o arranque do próximo quadro, estando Portugal no pelotão da frente dos países da União Europeia.

Segundo o Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque: "Em termos operacionais o ano de 2014 foi um ano muito exigente, mas muito positivo. Primeiro, houve uma forte preocupação em continuar a garantir aos agricultores o bom funcionamento dos instrumentos da PAC ao sector, necessários para a continuação do bom ritmo de crescimento do sector agrícola. A antecipação do pagamento das ajudas diretas em outubro pelo 3º ano consecutivo, inicialmente previsto para dezembro de 2014, trouxe mais segurança aos agricultores e uma melhor execução orçamental. Também no PRODER a nossa meta era os 92% de execução e terminamos 2014 com 93%. Isto mostra que com uma gestão eficaz dos fundos comunitários o sector dá uma reposta rápida e muito positiva. No que diz respeito ao regime de transição estamos bastante satisfeitos, pois reforçámos fortemente o ritmo de análise de candidaturas, conseguindo analisar já cerca de 5600. Este ritmo de análise será ainda reforçado em 2015, utilizando já as novas regras do PDR, garantindo assim a continuidade dos apoios. Segundo, houve um trabalho muito atempado na preparação do próximo quadro, com Portugal a ser um dos primeiros quatro países a ver o seu Programa de Desenvolvimento Rural aprovado e o primeiro país a abrir medidas no PDR 2020, logo a 15 de novembro".

1º PILAR DA PAC – REGIME DE PAGAMENTO ÚNICO (RPU) EXECUTADO EM PLENO

O ano de 2014 começou com a legislação aprovada atempadamente o que tornou possível iniciar a campanha mais cedo. No que diz respeito ao parcelário, este foi revisto em 46%, cumprindo assim os objetivos traçados para 2014 e adiantando já algum trabalho de 2015.

Este ano o Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) conseguiu veicular o apoio comunitário (RPU) a todos os agricultores, incluindo aqueles que foram objeto de controlo, sendo já o segundo ano em que nenhum agricultor controlado ficou sem receber as ajudas diretas. Esta melhoria no sistema deve-se a um trabalho de racionalização dos controlos dentro dos serviços do MAM e a um esforço para a concretização dos controlos durante 2014, com o objetivo de contemplar o máximo possível de agricultores. Inverte-se, assim, uma situação do passado em que os agricultores controlados recebiam mais tarde (por exemplo, em 2009 cerca de 10 mil agricultores ficaram sem receber ajudas).

Com este esforço de execução dos controlos foi possível antecipar para outubro, pelo terceiro ano consecutivo, os pagamentos das ajudas diretas que estavam previstos para dezembro, o que permitiu proporcionar aos agricultores uma maior estabilidade de tesouraria.

Como previsto, em dezembro foram feitos os pagamentos do 1º pilar da PAC, nomeadamente, da primeira prestação de 45% do Regime de Pagamento Único (188 M€), de 15% do Prémio por Vaca em Aleitamento (21 M€) e de 45% do Prémio por Ovelha e Cabra (14 M€), que vêm complementar os adiantamentos já efectuados em outubro, no âmbito do regulamento de transição que permite que os Estados Membros procedam a adiantamentos sem que para isso necessitem de pedir autorização à Comissão Europeia, desde que efetuem todos os controlos a tempo de tornar possível esta antecipação.

2º PILAR DA PAC – TAXA DE EXECUÇÃO DO PRODER CHEGA AOS 93% E DO PDR 2020 AOS 2%

O objetivo traçado pelo MAM no que diz respeito ao PRODER era chegar ao fim de 2014 com 92% de taxa de execução e esse objetivo foi superado em 1%, atingindo assim os 93%. Quanto ao PDR 2020, Portugal conseguiu abrir em novembro já algumas medidas, mesmo antes de ter a aprovação do programa e teve agora em dezembro a sua aprovação formal, contando já com uma taxa de execução de 2%.

A totalidade de pagamentos PRODER efetuados em 2014 foi assim de 721 milhões de euros, dos quais 110 milhões de euros são referentes a orçamento de Estado. O PDR 2020, que agora teve início conta já com pagamentos no valor de 109 milhões de euros.


Vinhos: Tendências para um futuro próximo


05 Jan 2015 < Início < Notícias

As tendências vêm e vão ao sabor das marés. Algumas estão em franca regressão de popularidade enquanto outras aparentam estar em franca ascensão na hierarquia social do vinho. Palavras-chave: madeira, 'vinhos naturais', vinhos secos, espumante, garrafas leves.
O ditado popular "ano novo, vida nova" faz parte da tradição e do imaginário social da quadra que atravessamos. Com o começo de cada ano civil regressa a oportunidade para argumentar sobre algumas das tendências futuras, alguns dos fenómenos que poderemos observar ao longo deste novo ano de 2015 que poderão mudar a nossa percepção e valorização do vinho.
Tal como em qualquer outra actividade económica, o vinho também navega ao sabor das modas e tendências velejando em águas agitadas que variam de acordo com os ditames de cada época. O que valorizávamos num passado recente passa a ser quase irrelevante no presente, da mesma forma que o que enaltecemos no presente passará a ser um acessório menos entusiasmante num futuro muito próximo.
A velocidade destas transformações foi acelerada pelo modelo social em que vivemos, pela sofreguidão pela novidade, pelo entusiasmo com que abraçamos propostas novas, independentemente da sua validade ou do seu fundamento. Mesmo o mundo sempre tão conservador do vinho, um mundo que durante décadas se conseguiu manter relativamente distante dos fenómenos da moda e que se pautava por um classicismo quase barroco, teve de se adaptar a estas convulsões sociais que obrigam a seguir cartilhas diferentes que se renovam a um ritmo intenso e intimidante.
Exemplos destas tendências que vão surgindo com uma agilidade surpreendente são aquilo que se chama de vinhos biológicos, biodinâmica, vinhos naturais, vinhos de graduação alcoólica elevada, vinhos leves, vinhos sem álcool, vinhos vegan, vinhos sem sulfuroso, vinhos sem madeira, vinhos com duas ou três passagens por barricas novas e um sem fim de outros jeitos e feitios que em muitos casos não passarão de modas passageiras.
Pouco importa se quem segue estas tendências compreende a filosofia inerente a cada proposta, pouco importa se cada uma destas tendências tem justificação e proporciona resultados bondosos. Em muitos casos infelizmente o mais importante é apanhar o comboio, entrar a bordo do sabor do mês, abraçar causas que nesse momento têm valor acrescentado e que geram uma imagem positiva. As tendências vêm e vão ao sabor das marés. Algumas estão em franca regressão de popularidade enquanto outras aparentam estar em franca ascensão na hierarquia social do vinho.
A madeira é uma dessas tendências, ou melhor, a ausência da sua presença ou, no mínimo, a diluição da sua percepção. Se num passado recente se enalteciam os sabores tostados e caramelizados da barrica, a presença e peso da baunilha, coco, chocolate e demais tiques aromáticos da madeira, hoje a tendência é fugir do sufoco e peso destes aromas para apostar em vinhos mais discretos e joviais, onde sobressaia a frescura e a pureza da fruta em detrimento do fardo dos excessos de madeira. E quando a presença da madeira é obrigatória, sobretudo nos vinhos do segmento hierárquico mais elevado, a tosta surge muito mais discreta e menos penalizadora da elegância e clareza do vinho.
A outra tendência é a aposta em madeira e barricas de diferentes proveniências deixando de lado o duopólio do carvalho francês e americano para abraçar madeiras oriundas de outras paragens como o carvalho húngaro, austríaco, russo, esloveno ou de outras paragens mais exóticas, Igualmente exótica é a inclinação para a utilização de tipos de madeiras diferentes, madeiras usadas num passado distante e cujo uso deixou de estar na moda, assistindo-se hoje a uma recuperação de simpatia pela experimentação de madeiras como a acácia, cerejeira, mogno ou outras espécies ainda mais excêntricas.
Os vinhos naturais, nome ostentoso e reprovável que revela tiques de superioridade moral ao assumir os restantes vinhos como "pouco naturais", é outra das tendências que aparentemente continuará a marcar este ano de 2015. A noção de vinhos puros e sem a ilusória mácula dos produtos processados é algo que continua a marcar pontos mesmo se a sua adaptação para o mundo do vinho seja forçada e pouco consentânea com a realidade.
Agricultura sustentada e sem a presença de produtos de síntese é não só recomendável como proveitoso para a planta e para o ambiente mas a adopção de práticas exageradas na adega é frequentemente sinal de vinhos maus, vinhos com defeitos há muito erradicados, vinhos que sem o rótulo natural dificilmente teriam lugar à mesa.
Uma tendência mais que prometida para este 2015 é a propensão nacional e internacional para vinhos mais secos numa fuga declarada aos vinhos marcada ou envergonhadamente doces. Uma atracção geracional que poderá ser pouco favorável para os nossos extraordinários vinhos generosos e que indica uma necessidade de maximizar a frescura e secura de alguns dos estilos. Quem poderá lucrar com esta veia de secura são os vinhos da região do Vinho Verde, vinhos que beneficiam igualmente da tendência para os vinhos mais leves e com menor grau alcoólico.
Mais leves serão igualmente as garrafas de vidro que muito em breve deixarão de ser ultra pesadas no segmento da cadeia de preço mais elevado. A pegada ecológica e a pressão mediática começam a afastar consumidores e produtores da utilização dos modelos de garrafas mais caras, e mais pesadas, alegrando os dois lados da barreira.
Continuaremos igualmente a presenciar o desenvolvimento da produção de vinhos espumantes, mesmo em regiões onde a tradição nunca existiu ou em regiões sem aptidão natural para a sua produção. A febre dos vinhos espumantes continua a atacar graças a uma popularidade crescente destes vinhos junto dos consumidores, facto que naturalmente desperta o interesse de muitos para este mercado. Os resultados dos novos produtores têm demorado a chegar mas quem sabe se não teremos surpresas neste novo capítulo?
 
Fonte: Público / Rui Falcão

Aplicação da disciplina financeira – Campanha 2014 (IFAP)

Dezembro 30
09:37
2014

De acordo com o princípio da Disciplina Financeira, referido no artigo 11º do Regulamento (CE) n.º 73/2009, os montantes destinados a financiar as despesas relacionadas com o mercado e os pagamentos diretos da Política Agrícola Comum, devem respeitar os limites máximos anuais fixados por Decisão dos representantes dos Governos dos Estados-Membros. Com este objetivo, sempre que as previsões do financiamento daquelas medidas indiquem que o limite máximo anual será excedido deverá ser fixado um ajustamento dos pagamentos diretos.

Uma vez que as previsões relativas aos pagamentos diretos e às despesas relacionadas com o mercado, constantes do projeto de orçamento da Comissão para 2015, indicaram a necessidade de disciplina financeira, revelou-se necessário proceder à fixação de uma taxa de ajustamento dos pagamentos diretos.

Deste modo, o Regulamento (UE) n.º 1227/2014, vem determinar que os montantes dos pagamentos diretos, incluindo o POSEI, superiores a 2000 euros, a conceder aos agricultores por conta de pedidos de ajuda apresentados relativamente ao ano de 2014, serão deduzidos em 1,302214%, independentemente da data em que são efetuados.

Há um lugar no mundo onde o vinho é mais barato do que a água

CONSUMO
4/1/2015, 23:23
Queda da procura internacional e excesso de produto no mercado interno são alguns dos motivos porque, na Austrália, o vinho é mais acessível do que a água. Quem diria?


AFP/Getty Images

É amante de vinho? Se sim, vai acrescentar o país australiano à lista de destinos a visitar em 2015. Isto porque na Austrália, imagine-se, alguns vinhos são mais baratos do que a água engarrafada. Numa ida ao supermercado local é provável que encontre uma garrafa de vinho tinto a menos de um dólar australiano (0,67 euros), enquanto uma garrafa de água engarrafada de 350 ml custa, em média 2,50 dólares (1,7 euros). É só fazer as contas (e as malas).

"Os vinhos estão mais baratos do que uma garrafa de água", diz o professor Kym Anderson, do Centro de Pesquisa Económica de Vinho de Adelaide, à BBC. Esta não é a primeira vez que tal acontece, muito embora a situação comece a ser preocupante, segundo os especialistas consultados pelo estação pública britânica. Regra geral, os preços estão a ser afetados por diferentes fatores interligados entre si, incluindo as taxas de câmbio recentes, a queda da procura internacional e o excesso de produto no mercado interno.

Por partes. O aumento da moeda australiana em relação ao dólar americano, entre 2011 e 2013, prejudicou a indústria do vinho. É Paul Evans, diretor executivo da Federação de Produtores de Vinho da Austrália, quem o diz. "Uma grande parte do volume que exportávamos regressou ao mercado interno quando a procura internacional pelo nosso vinho caiu." Por essa razão, a concorrência entre os produtores locais está a crescer, levando à consequente baixa dos preços. "Isso também é um incentivo para as importações e, assim, vimos crescer substancialmente as vendas de vinhos importados no mercado interno".

Outro fator a ter em conta é o imposto sobre o álcool, o qual varia de acordo com o produto e não com o teor alcoólico que cada unidade acarreta — o vinho e a cidra tem um imposto diferente, por exemplo. Quanto mais barato for o vinho, mais baixo será o imposto, o que pode suscitar uma divisão dentro da própria indústria, assegura Robin Room, investigador que dirige o Centro Turning Point de Álcool e Drogas, em Melbourne.

O duopólio de duas grandes cadeias de supermercados, Woolworths e Coles, também tem a sua quota-parte de responsabilidade. Ambas controlam mais de 70% de todas as vendas de vinho a retalho, situação que gera preocupação entre a Federação de Produtores de Vinho da Austrália: se por um lado esta entidade aplaude o investimento que tem sido feito na indústria pelas respetivas empresas, por outro, afirma que a situação precisa de ser revista.

"Há uma incompatibilidade considerável entre o poder dos retalhistas e os produtores de vinho que está a afetar negativamente a indústria do vinho como um todo", explica Evans, o que implica que a margem de lucro dos produtores de uva esteja a cair significativamente. Ainda assim, nem todos contestam o poderio do duo de supermercados, os quais chegam a ser vistos como uma ajuda aos produtores de vinhos num período difícil.

De uma forma geral, escreve a BBC, o preço dos vinhos é aceite por alguns produtores e pelos consumidores, além de ser uma "vitória" para os grandes retalhistas. No entanto, a federação faz questão de salientar que a situação não é sustentável. Enquanto o cenário não muda, uma coisa é certa: além do sol, praias, paisagens naturais e qualidade de vida que caracterizam a Austrália, o destino fica agora conhecido por ser um oásis do vinho, pelo menos, no que a preços diz respeito.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Assunção Cristas, a mulher que se segue no CDS?


03 Janeiro 2015322 partilhas
Catarina Falcão

Desde que chegou à política tem sido figura constante ao lado de Paulo Portas e assume cada vez mais relevo dentro do partido. Estará Cristas na linha de sucessão da liderança do CDS?

Há sete anos, Assunção Cristas era uma figura desconhecida do panorama político nacional. Atualmente é uma das ministras mais populares do Governo de coligação e é comum vê-la ao lado de Paulo Portas, vice-primeiro-ministro e líder do CDS-PP, tornando-se assim uma das vozes com mais destaque dentro e fora do partido. Em 2015, terá a missão de coordenar a elaboração do programa dos centristas quer estes se apresentem nas eleições de outubro em coligação pré-eleitoral com o PSD, quer decidam ir sozinhos a votos. Mais uma tarefa de responsabilidade ou um passo para a sucessão na liderança do CDS?

"Se chegou até aqui, pode ir mais longe no partido", afirma Manuel Isaac, deputado do CDS-PP, que conheceu Assunção Cristas quando esta foi cabeça de lista do partido pelo seu distrito – Leiria – em 2009 (foi reeleita em 2011). Antes de saber quem seria o escolhido para dar a cara pelos centristas em Leiria, Isaac recorda ao Observador que recebeu um telefonema de Paulo Portas a avisar: "Vais ver quem vai para Leiria e vais ver a surpresa que vai ser".

E foi. O deputado conta que apesar de Cristas não ser do distrito e não ter desempenhado cargos políticos, no terceiro evento de campanha que consistia numa entrevista a uma rádio local, a até aí professora universitária, deixou os centristas admirados com a sua eficácia política. "Eu e os meus colegas ligámos o rádio no carro para ficar a ouvir e passados cinco minutos dissemos: temos candidata", recorda o deputado, explicando que a agora ministra mostrou na altura "capacidade de perceber as coisas, estudá-las e falar delas de forma limpinha" – "não houve momentos de indefinição" – apesar de não ter qualquer relação com o distrito.


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Assunção Cristas em Belém ao lado de Paulo Portas durante a crise política de julho de 2013
Gustavo Bom / Global Imagens
Desde aí, e especialmente desde que foi para o Governo, Paulo Portas manteve sempre Assunção Cristas por perto. Esteve ao seu lado na crise política de julho de 2013, no congresso deste ano e até na visita de Jean-Claude Juncker a Portugal antes das eleições europeias. Quando no início do ano se falou na possível sucessão de Paulo Portas, a ministra era falada ao lado de nomes como Nuno Melo, eurodeputado do CDS, e Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, para o cargo. A própria Assunção Cristas veio defender posteriormente que a questão da sucessão não se colocava e que apesar da crise na coligação "este Governo é bem melhor com o CDS lá dentro do que sem o CDS". Um trunfo importante, já que numa sondagem de julho conduzida pelo Jornal de Negócios, os inquiridos deram a nota mais alta a Assunção Cristas entre todos os ministros do Governo – e a única com nota positiva.

"Assunção Cristas impôs-se por ela própria e pela maneira de ser e de estar na política"
Manuel Isaac, deputado do CDS
A chegada e ascensão de Assunção

A postura assertiva de Assunção Cristas logo na campanha de 2009 só não deve ter surpreendido Paulo Portas. Convidou-a para o partido em 2007 após ver o seu desempenho no programa Prós e Contras, defendendo o 'não' em plena campanha para o referendo sobre a despenalização do aborto que se realizou nesse ano. Até esse ponto, a vida de Assunção Cristas não tinha passado pela política ativa – tendo assessorado Celeste Cardona enquanto ministra da Justiça em 2002 e passando os três anos seguintes como diretora do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça – mas sim, pela via académica, como investigadora e professora auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

No entanto, e apenas com dois anos de militância no partido, em 2009, quando é eleita pela primeira vez como deputada à Assembleia da República, Assunção Cristas já é vice-presidente do partido – tendo coordenado a proposta de orientação política, económica e social de Paulo Portas ao congresso desse ano -, assumindo a coordenação dos centristas numa das comissões mais exigentes: a Comissão de Orçamento e Finanças. Ao mesmo tempo, ao intervir no plenário da Assembleia da República, fora da sua família política até havia quem lhe reconhecesse características de outros tempos.

"Assunção Cristas foi minha aluna entre 1992 e 1997 na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e lembro-me que era uma aluna aplicada, trabalhadora e que revelava grande inteligência, capacidades que lhe reconheci 18 anos depois quando nos voltámos a encontrar na Assembleia", diz ao Observador Teresa Morais, atual secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade e, em 2009, deputada e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD. A antiga professora chegou mesmo a ligar à sua antiga aluna – Assunção Cristas foi aluna de Teresa Morais nas cadeiras de História do Direito, no 1º ano, e História do Pensamento Jurídico, no 5º ano – para lhe dar os parabéns por uma intervenção no plenário na discussão do Orçamento do Estado e esta retorquiu que que quando a ouvia falar se lembrava dos tempos de estudante.

Mas a ministra nem sempre alinhou com o partido. Em 2010, aquando a votação sobre o casamento homossexual, Assunção Cristas votou contra, mas apresentou uma declaração de voto dizendo que só não tinha votado favoravelmente de modo a cumprir o programa do partido. "Disse o que pensava, mas não votei a favor, porque devia fidelidade ao programa eleitoral do CDS – e nesse sentido cumpri o programa –, mas dececionei amigos e familiares que esperavam que eu fosse contra. […] Se há gente que acha que pode ser feliz por esse caminho, eu não tenho o direito de entender que esse não é o caminho de felicidade para eles", disse Cristas em entrevista ao Expresso em 2011.

A superministra com qualidades de líder 

O desempenho no Parlamento vale-lhe a recandidatura em 2011 e posteriormente o controlo de um dos maiores ministérios da democracia portuguesa, agregando Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território. A escolha de Assunção Cristas para a pasta surpreendeu quem a conhecia. "Surpreendeu-me, mas nunca duvidei que faria um bom trabalho fosse qual fosse a pasta", assume a deputada do CDS Teresa Anjinho, que entrou no partido em 2011, vinda também do meio académico, através da própria Assunção Cristas. "Ela assume a posição de um líder: alguém que se prepara sobre as matérias e se rodeia das melhores pessoas", argumenta a deputada, afirmando que pouco tempo depois da tomada de posse acompanhou a ministra a uma deslocação a uma fábrica de cortiça, onde esta "falava de cortiça como se tivesse trabalhado no setor a vida toda".

Um exemplo corroborado por José Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura, que conheceu Assunção Cristas em 2011, quando foi convidado a integrar o Governo. "É muito rápida a absorver as matérias, tem bom senso, tato e está sempre disposta a aprender", disse o secretário de Estado ao Observador, reconhecendo que o ministério, especialmente no setor da Agricultura, enfrentava grandes problemas no início do mandato devido às dificuldades económicas, depois em 2012 devido também à seca que atingiu o país e que no ano passado teve de renegociar uma das políticas comunitárias mais importantes, a Política Agrícola Comum (PAC).


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Em 2012 com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na Feira Nacional de Agricultura em Santarém
João Girão / Global Imagens
Com quase duas décadas de experiência em Bruxelas sobre política agrícola, Albuquerque reconhece que o setor pode ser "conservador" e que por isso é positivo que seja liderado por pessoas que venham de fora e tragam "ideias frescas", como considera ser o caso de Assunção Cristas. "O setor está a recuperar e há muita confiança no trabalho do ministério. Até é comum ouvir dizer que agora é o ministério dos agricultores", refere o secretário de Estado. Sobre a organização interna da equipa e o trabalho direto com Cristas, José Diogo Albuquerque diz que a ministra "delega muito", "compreende os problemas" e "aguenta bem o stress".

Manuel Isaac, que coordena os deputados do CDS na comissão parlamentar da Agricultura, defende que "o debate político é muito bonito e é isso que passa para fora", mas que o trabalho de fundo do ministério tem passado pela negociação e que nisso "Assunção Cristas é um exemplo para qualquer ministério". "É um trabalho feito em gabinete e de charme, as pessoas respeitam a ministra", remata o deputado.

Já dentro do partido, as qualidades de Cristas podem demorar mais algum tempo a fazer efeito. "Uma pessoa que não chegou há muito tempo ao partido ainda não tem o conhecimento das bases. Há outros que trabalham dentro do próprio partido, ela não faz isso, não tem tempo", afirma Isaac, defendendo que a ministra, na sua opinião "está a fazer o caminho correto": "Dedicar-se àquilo que tem em mãos e o partido há-de reconhecer o trabalho que realizou".

Ministra, mulher, mãe, católica

Para além de ter sido a primeira mulher a desempenhar o cargo de ministra da Agricultura em Portugal, foi também a primeira ministra grávida em funções. Algo que não abrandou o ritmo de Assunção Cristas, mãe de quatro filhos – Maria da Luz, a mais nova, nasceu no verão de 2013. "Lembro-me de estarmos a ir para uma Comissão Política Nacional do CDS e ter medo que quando saíssemos tivéssemos de ir diretamente para a maternidade", recorda Teresa Anjinho. Para a deputada centrista, a capacidade de organização da ministra e capacidade de conciliação entre a vida pessoal e a vida profissional é uma das chaves do seu sucesso. "É uma pessoa que descomplica quase tudo na vida e sabe distinguir entre o que é importante e o que não é", afirma.

Em várias ocasiões, a ministra já disse que tenta levar a família o máximo de vezes possível nas deslocações que faz ao fim de semana a eventos oficiais e que no CDS conseguiu mudar as horas das reuniões para antes ou depois do jantar, de modo a conseguir fazer esta refeição com os filhos. No próprio ministério, a gravidez da ministra não causou qualquer disrupção. "A ministra esteve grávida enquanto se levava a cabo a reforma da PAC, teve bebé, continuou a trabalhar e a acompanhar as matérias sem qualquer sobressalto", ressalva José Diogo Albuquerque.

Para isto, a ministra tem vindo a defender uma divisão equitativa de tarefas entre o casal e diz praticar este princípio com o marido. Apesar de dizer que só deu conta que ser mulher fazia qualquer diferença quando chegou à política, a ministra, segundo Teresa Anjinho, tem sido "uma pioneira", "contrariando estereótipos" e mostrando que "o trabalho muito sério que faz, é apenas uma parte da sua vida". Já em Conselho de Ministros, Teresa Morais assegura ter na ministra uma aliada na defesa da igualdade de género, dizendo que a ministra se mostra "favorável" a propostas que visem a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres.

A par da família, Assunção Cristas continua a zelar pela sua vida espiritual, mantendo a ida semanal à missa de domingo. "Vou à missa, comungo, digo aos meus filhos que a coisa mais importante para fazer ao domingo é ir à missa e que tudo o resto vem a seguir", disse em entrevista ao Expresso. No entanto, os centristas próximos de Cristas consideram que a ministra tem uma visão moderna da Igreja, mais ao estilo do Papa Francisco. "Ela enquadra-se dentro da democracia cristã, mas deu um passo à frente. O que quer dizer muito da sua personalidade, já que no caso dos casamentos homossexuais, quando teve de ir contra os princípios da Igreja, foi e disse porquê. Até na linha do Papa Francisco", argumenta Manuel Isaac.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Vinho do Porto de 1815 vai a leilão por uma boa causa

VINHO DO PORTO DE 1815 VAI A LEILÃO POR UMA BOA CAUSA

Leilões, Vinho Do Porto
A garrafa de Vinho do Porto mais antiga da casa Ferreira, de 1815, vai a leilão em Londres, na próxima primavera, no âmbito das comemorações do bicentenário da batalha de Waterloo e o valor arrecadado reverterá para uma instituição assistencial.

Em comunicado, Fernando Guedes, o administrador executivo da Sogrape, a detentora da marca, destaca que esta é a primeira vez que a Ferreira decide levar a leilão uma garrafa "tão especial" e sublinhou que os fins altruístas do leilão "seguem o legado de Dona Antónia".

Fernando Guedes refere-se a Antónia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, uma empresária duriense do século XIX associada ao Vinho do Porto e à inovação na vinicultura, mas também ao bem-estar dos seus trabalhadores.

Fonte da Sogrape remete para mais tarde informações sobre a data concreta do leilão do "Waterloo Vintage", a leiloeira que o concretizará, o valor base de licitação e a instituição beneficiária da receita.

Reguengos de Monsaraz, Capital Europeia do Vinho


Publicado ontem às 12:21
Este ano Reguengos de Monsaraz será a Capital Europeia do Vinho. A candidatura alentejana derrotou as cidades de Cantanhede, Melgaço e Monção e prepara agora o programa das festas que se prolongam por todo o ano.
 

Ainda não há cartaz oficial, mas o programa terá sessões de observação astronómica, provas cegas de vinhos, ioga , festival de gastronomia, passeios de barco, apanha de uvas em noites de lua cheia, entre muitas outras atividades.
A passagem de testemunho, de Jerez de la Frontera, em Espanha, para Reguengos de Monsaraz realiza-se a 3 de fevereiro.

Abertura de candidaturas ao PDR 2020 Acção 3.2 e 3.3


2 de Janeiro de 2015 em Notícias

De 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2015
A Autoridade de Gestão do PDR 2020 – Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020, iniciou o período de apresentação de candidaturas da Ação 3.2 – «Investimento na exploração agrícola» e da Ação 3.3 – «Investimento na transformação e comercialização de produtos agrícolas».

A submissão de candidaturas é feita no período de 1 de Janeiro a 30 de Junho de 2015 no Balcão 2020 deste portal ou no endereço: www.pdr-2020.pt

Consulte aqui os ANÚNCIOS:

Anúncio Ação 3.2 – Investimento na exploração agrícola (Anúncio aqui https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Docs/avisos/PDR2015-321-002.pdf)

Anúncio Ação 3.3 – Investimento na transformação e comercialização de produtos agrícolas (Anúncio aqui https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Docs/avisos/PDR2015-331-002.pdf).

Fonte: Portugal2020

Investimentos acima de 25 milhões com novo regime de contratação pública

FINANCIAMENTO
02 Janeiro 2015, 16:02 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt


"Grandes projectos de investimento" passaram a ter novas regras de contratação para os apoios do Estado. Nova regulamentação abrange projectos mais pequenos de empresas com 75 milhões de facturação.
O Governo, através da tutela da Economia, decidiu publicar no último dia do ano de 2014 o novo "regime especial de contratação de apoios e incentivos exclusivamente aplicável a grandes projectos de investimento" a serem oficializados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep).
 
O Decreto-Lei nº 191/2014, de 31 de Dezembro de 2014, actualiza o regime contratual de investimento (RCI), harmoniza-o com "os novos enquadramentos nacionais e europeus dos incentivos financeiros e fiscais" que irão vigorar durante o próximo quadro comunitário de apoio (2014-2020) e engloba a actualização entretanto introduzida (2008) no âmbito do Código dos Contractos Públicos (CCP).
 
Ficam abrangidos pela nova regulamentação "os projectos cujo valor de investimento exceda 25 milhões de euros", valor que aliás é o patamar já estabelecido para o tratamento diferenciado nos apoios financiados por fundos comunitários no âmbito do Portugal 2020, e do Programa de Desenvolvimento Rural – PDR 2020 (agricultura).
 
Mas a nova regulamentação abrange inclusivamente projectos que, não atingindo aquele valor, "sejam de iniciativa de uma empresa com facturação anual consolidada com o grupo económico em que se insere superior 75 milhões de euros ou uma entidade não empresarial com orçamento anual superior a 40 milhões de euros".  
 
Para beneficiar do regime especial de contratação de apoios públicos, adianta a legislação agora publicada, os "grandes projectos"  têm que demonstrar " que detêm "interesse especial e estratégico para a economia portuguesa".
 
A Aicep (liderada por Miguel Frasquilho, na foto) fica, neste contexto, responsável pela análise, negociação e contratualização dos grandes projectos, e é da sua "competência exclusiva" a "avaliação do mérito" dos mesmos. Também fica a agência do Estado com a responsabilidade de "acompanhamento, controlo e fiscalização da execução dos grandes projectos", e com "a verificação do cumprimento das obrigações contratuais".
 
Quem incumprir, devolve os apoios e paga os juros
 
Ao Estado cabem, caso a Aicep aprove o projecto, as contrapartidas negociadas: quer sejam "incentivos financeiros", "benefícios fiscais", ou até mesmo "investimentos em infraestruturas".
 
Mas, caso a Aicep decida terminar unilateralmente o contrato formalizado, os operadores já sabem que penalizações têm: "perda dos incentivos concedidos, bem como a devolução dos montantes recebidos pelo promotor, acrescidos de juros compensatórios" nos termos e prazos fixados no contrato, e, se for o caso disso, mais "juros de mora calculados à taxa legal em vigor para as dívidas do Estado".
 
O "contrato de investimento pode ser resolvido unilateralmente" pela Aicep em caso de incumprimento do contrato de investimento pelo promotor, da falha do operador nas suas "obrigações legais e fiscais" e por "prestação de informações falsas ou viciação de dados fornecidos" à agência "ou a outras entidades públicas".

Funcionários da extinta Casa do Douro pedem esclarecimentos

Perto de cinquenta pessoas queixam-se da "grande indefinição". Os trabalhadores da Casa do Douro (CD) apresentaram-se esta sexta-feira na sede, no Peso da Régua, exigindo esclarecimentos sobre o seu futuro após a extinção da instituição, enquanto associação de direito público, no dia 31 de dezembro. Perto de meia centena de funcionários, do quadro privado e do setor público, queixam-se da "grande indefinição" que os atinge após a extinção da organização duriense que foi concretizada pelo Governo no último dia de 2014. "Não sei rigorosamente nada", afirmou esta manhã aos jornalistas Fátima Ferreira, funcionária pública, que pertence ao quadro do Ministério da Agricultura, e que trabalhava na CD há 32 anos. Por não ter sido informada sobre o que fazer, Fátima Ferreira resolveu apresentar-se esta sexta-feira no local onde sempre trabalhou, encontrando as portas abertas por decisão da direção da instituição. "Não sei o que vou fazer agora. Fui informada de que a 31 de dezembro os postos de trabalhos estavam extintos. Eu como funcionária pública estava à espera de receber alguma notícia do Governo, saber o que vou fazer da minha vida", salientou. Esta trabalhadora referiu que o seu salário está em dia, tendo recebido como habitualmente a 23 de dezembro, mas agora não sabe se vai para o regime de mobilidade ou se será inserida em qualquer outro serviço do ministério.