sexta-feira, 21 de agosto de 2015

cursos de formação profissional na área da proteção animal

O Despacho n.º 9485/2015, de 20 de agosto: https://dre.pt/application/file/70055619

Cria os cursos de formação profissional na área da proteção animal.

Situação de seca será grave se não chover até fim de setembro


     
21/08/2015 08:15 2 Visitas   


Um especialista do IPMA disse hoje que Portugal continental vai estar em situação de seca nos próximos meses, mesmo que chova mais que o normal para a época, tornando-se preocupante se não se registar precipitação.

A continuar a seca com a gravidade atual até ao início de outubro, haverá igualmente, segundo o especialista, impacto nas pastagens e possivelmente nas barragens e albufeiras.
"Se não houver precipitação até ao final de setembro, começamos o outono com uma situação grave", afirmou à agência Lusa o diretor de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Pedro Viterbo.

"É uma situação preocupante, mesmo com a segunda metade de agosto chuvosa e setembro anormalmente chuvoso, poderíamos, na melhor das hipóteses, baixar para seca moderada e seca severa", acrescentou.

No entanto, o mais provável é que, mesmo com mais pluviosidade acima da média para a época, grande parte do país continuasse em seca severa e extrema.

Num cenário com precipitação superior ao normal "temos situação de seca severa e seca extrema em grande parte do território, menos gravosa do que o cenário de precipitação normal, em que todo o país está em seca severa ou extrema", explicou Pedro Viterbo.

Os técnicos do IPMA utilizam a informação histórica para estes meses e elaboram três cenários, sendo o primeiro com base em valores de precipitação muito inferiores ao normal, o segundo com valores próximos do normal e o terceiro tendo em conta chuva muito superior ao normal.

O especialista comentava a situação de seca extrema ou severa que, no final de julho afetava 79% do território continental, enquanto os restantes 21% estavam em seca fraca a moderada, segundo o último boletim climatológico do IPMA.

Na comparação dos seis meses de fevereiro a julho com o período de janeiro a junho, "temos um agravamento da seca e, neste momento, estamos com quase 80% do país com os dois mais altos níveis de seca: seca severa e seca extrema", resumiu.

Quando os técnicos prolongam a análise no tempo até final de agosto, obtêm "um mapa muito semelhante àquele registado até julho".

Acerca das consequências da seca, Pedro Viterbo referiu que, "se se materializarem os dois cenários mais gravosos", há a possibilidade de se prolongar o abastecimento de água por autotanques no nordeste transmontano, o que acontece com frequência no verão.

A continuar a seca com a gravidade atual até ao início de outubro, haverá igualmente, segundo o especialista, impacto nas pastagens e possivelmente nas barragens e albufeiras.

Questionado acerca da necessidade de abastecer a população de água em outras zonas, respondeu: "não creio que seja qualquer coisa que se alargue ao resto do país".

Mas, não deixou de realçar uma outra situação que pode ocorrer, "provavelmente mais gravosa que o abastecimento de água".

"Se mantivermos o solo seco, temos condições para ocorrência de incêndios superior ao normal, podemos prolongar a época [de fogos], com incêndios intensos", admitiu.

A análise dos técnicos tem em conta o balanço entre a precipitação e a quantidade de água evaporada do solo. "No início do ano, em princípio, nos primeiros três ou quatro meses do ano, temos maior precipitação que evaporação e nos meses de julho muito maior evaporação que precipitação".

Mas, com menos chuva nos primeiros meses e a evaporação a manter-se no verão, a humidade no solo reduziu-se.

A escala utilizada pelo IPMA para medir os níveis seca contempla quatro níveis de intensidade: seca fraca, seca moderada, seca severa e seca extrema.

Esta escala baseia-se num índice que tem em conta dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo.

Lusa/SOL

Governo prepara plano desde 2012 para prevenir seca



 20 Agosto 2015, quinta-feira  AgropecuáriaAgricultura
seca
Por enquanto, a agricultura parece não estar a ser afetada de forma significativa com a seca meteorológica que, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) abrange quase 80% do território nacional.
Mas as confederações do setor começam a ficar preocupadas. Já o Governo garante estar atento e vai anunciar «oportunamente» um plano de prevenção e contingência - que está a ser preparado há três anos - além de tentar obter luz verde de Bruxelas para antecipar apoios comunitários.
Fonte oficial do Ministério da Agricultura disse que está em preparação desde a seca de 2012 um «plano de monitorização, prevenção e contingência para as situações de seca» que será anunciado «oportunamente».
Sem adiantar pormenores, a mesma fonte refere que o plano servirá para sistematizar procedimentos dos indicadores de deteção de futuras situações de seca, de atuação no combate e mitigação dos seus efeitos e de orientação dos vários setores e entidades para situações de seca na agricultura.
O ministério de Assunção Cristas defende que a atual situação de seca - que considera ser meteorológica e não hídrica nem agrícola - «não permite justificar pedidos de apoios» à União Europeia.
No entanto, lembra que os agricultores afetados, nomeadamente os de produção animal, terão antecipação de pagamentos, como estava previsto.
Em causa estão apoios às vacas aleitantes, ovinos e caprinos e leite, mas também ao arroz e tomate, que foram antecipados dois meses, para outubro. «Estamos a envidar todos os esforços para que, na medida do possível, assim os controlos permitam, mais apoios sejam antecipados», assegura a mesma fonte.
O ministério da Agricultura sublinha que está a acompanhar a situação de perto e que a disponibilidade das águas nas albufeiras não põe em causa a rega. Na agricultura, os efeitos da seca são para já «limitados» e afetam sobretudo a produção de pastagens e forragens, o que leva ao recurso a alimentos conservados e rações para os animais, explica fonte do ministério.
Também o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, diz que as culturas afectadas até agora são basicamente «as pastagens» o que fará com que os produtores de pecuária tenham de investir mais em alimentação. E desdramatiza: «é verdade que este é um ano seco, uma vez que choveu menos em janeiro do que é habitual, mas também a realidade é que nem agosto nem setembro são meses de chuva», sublinha.
Para já, as reservas das barragens «estão num nível elevado» e uma parte significativa das culturas, nomeadamente as vinhas e os pomares, são de regadio, diz o dirigente da CAP.
Luís Mira salienta, aliás, que se chovesse em grande quantidade em agosto e com o calor que está, haveria consequências desastrosas para a produção, uma vez que estamos na altura das colheitas. Porém, o dirigente da CAP destaca que, se a partir de outubro, não começar a chover «então aí sim, é caso para problemas».
Isso mesmo explica o presidente da Federação Nacional das Organizações de produtores de Frutas e Legumes, Domingos dos Santos. Em declarações à TSF, o responsável adianta que, para a época de colheitas, o ideal é que o tempo seco se mantenha, pois se chover muito, haverá campos alagados. O ideal, remata, é que chova só no outono, defende. Porém, o calor intenso vai levar a uma antecipação das colheitas, o que fará com que haja uma redução da quantidade e da qualidade da fruta. Segundo diz, a pera rocha e a maçã são as mais afetadas.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai mais longe e considera que este é já o início de «uma seca dolorosa, próxima da que se sentiu em 2005, quando houve dez meses sem chuva», diz João Dinis, acrescentando que esta situação poderá tornar-se na «terceira pior seca do século».
O dirigente da CNA lembra que os dados do IPMA - segundo os quais quase 80% do território estava em situação de seca «severa a extrema»- são de 31 de julho e que «os primeiros dez dias de agosto estão a ser muito violentos», pelo que a situação irá agravar-se. João Dinis sublinha que o Governo parece não estar consciente da gravidade da situação e de estar apenas «preocupado com a campanha eleitoral».
Fonte: Económico 

Arroz transgénico ajuda a combater o efeito estufa



 20 Agosto 2015, quinta-feira  CerealiculturaInvestigacao & Desenvolvimento
arroz

O arroz é um alimento básico para mais de metade da população mundial. Porém, as plantações do grão também emitem metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.
De acordo com uma pesquisa publicada na última edição revista científica Nature, os arrozais lançam, por ano, até 100 milhões de toneladas do gás na atmosfera.
Perante esta descoberta e face ao aumento da população global, que deve chegar perto dos 10 bilhões de habitantes em 2050, o desafio de alimentar o mundo em consonância com práticas sustentáveis torna-se cada vez mais complexo.
Entretanto, a biotecnologia, mais uma vez, traz uma alternativa de solução para essa questão.
Por meio da adição de um único gene, os investigadores desenvolveram um arroz transgénico que praticamente não emite metano durante o processo de crescimento.
Além disso, a planta geneticamente modificada também tem mais amido, característica que a torna ainda mais interessante do ponto de vista nutricional e industrial, por conta da geração de biomassa para a produção de energia.
Para a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (Brasil), Adriana Brondani, a tendência do método transgénico passa por agregar cada vez mais valor a seus produtos. «A primeira geração de plantas transgénicas expressa características agronómicas, entretanto, as pesquisas apontam que, num um futuro próximo, poderemos contar com alimentos cuja produção causa cada vez menor impacto no meio ambiente, como por exemplo deste arroz».
A técnica por detrás do desenvolvimento da nova variedade, apelidada de SUSIBA2, consiste na introdução de um gene da cevada no arroz.
A ideia foi concentrar o carbono e o açúcar resultantes da fotossíntese nas partes superiores do vegetal, já que, quando nas raízes, esses nutrientes, combinados com um solo quente e húmido, formam o ambiente ideal para que os microrganismos produzam metano.
Os investigadores identificaram na cevada um gene que controla a conversão de açúcar em amido em determinadas partes da planta.
Depois, transferiram esse gene para o arroz. A modificação genética resultou num vegetal capaz de nutrir com mais eficiência os seus caules, folhas e grãos, ao mesmo tempo que «mata de fome» os microrganismos do solo que geram o gás.
O trabalho é resultado da cooperação de cientistas de três países (Suécia, China e Estados Unidos) durante mais de uma década.
Um dos investigadores envolvidos na descoberta, o diretor de ciências vegetais do Pacific Northwest National Laboratory, Christer Jansson, revela que a sua preocupação era a sustentabilidade.
«À medida que a população mundial cresce, também aumenta a produção de arroz, resultando num planeta mais quente, que aquece ainda mais os arrozais, gerando mais metano; o que fizemos foi quebrar esse círculo vicioso».
Fonte: Agrolink/Agronegócios 

Alto Minho quer drones a vigiar florestas

 20 Agosto 2015, quinta-feira  Agroflorestal

Os municípios do Alto Minho pretendem instalar o projeto de vigilância do ambiente e da natureza através de drones. O projeto, denominado VIANA, prevê uma estrutura de seis drones.
«Um drone com maior alcance e cinco unidades que permitem fazer a cobertura do território todo. Essas unidades ainda têm câmaras», começa por explicar João Esteves, autarca de Arcos de Valdevez.
«Um dos factores muito importantes é a questão das reativações, porque a maior parte acontece de noite e os drones têm maior capacidade para detetar de noite do que qualquer outro meio. Seria uma grande ajuda», sublinha.
Os aparelhos têm autonomia para 60 quilómetros, com sede no Centro de Meios Aéreos dos Arcos.
O projeto, no valor de três milhões de euros, abarca os dez municípios do Alto Minho e alguns do Parque Nacional da Peneda Gerês. Depois do aval do Governo, será candidato a fundos comunitários, lembra João Esteves.
Portugal foi palco de 13 mil incêndios este ano, grande parte dos quais (2.680) só nos primeiros 15 dias de agosto. O valor está acima da média da última década, mas a área ardida é menor (44 mil hectares).
Segundo dados do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, que contabilizam os incêndios entre 1 de janeiro e 15 de agosto, houve mais 4% de ocorrências em relação à média dos anos entre 2005 e 2014.
O Porto foi o distrito mais afetado.
Fonte: RR 

Produtores de pera rocha esperam quebra de 50%

 20 Agosto 2015, quinta-feira  Hortofruticultura & Floricultura


A produção de pera rocha deverá ter este ano uma quebra de 50%, ficando-se pelas 110 mil toneladas, mas, em contrapartida, a qualidade do fruto é superior, segundo produtores que receberam a visita da ministra da Agricultura.
«Vai-se perder cerca de 50% da produção», afirmou João Alves, produtor de pera rocha no Bombarral, referindo que a produção nacional se cifra normalmente nas 220 toneladas.
A previsão foi transmitida à ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, durante uma visita a um pomar de cerca de 70 hectares de pera rocha, na Quinta da Freiria, na freguesia do Pó, concelho do Bombarral, onde ouviu as preocupações dos agricultores.
«É uma perda muito significativa» que, explicou João Alves, vai retirar aos produtores «rendimento que era fundamental para que eles pudessem continuar a investir» para responder a um mercado «cada vez mais exigente».
Ainda assim, a quebra não retira à pêera o título de «estrela da agricultura portuguesa» atribuído pela ministra, que realçou o facto de, apesar de o ano estar «a correr menos bem», a fruta estar «melhor do que o ano passado», com mais açúcar e mais qualidade, o que «significa que também ao nível do preço será mais valorizado».
A diminuição da produção vai, segundo os produtores, obrigar a «algum equilíbrio» para garantir o mercado nacional e os contratos externos, já que 50% da produção é destinada a exportação.
Assunção Cristas deixou a promessa de que o ministério vai continuar «ao lado dos agricultores» para «dar força à produção e visibilidade aos bons produtos», num ano em que a seca está a afetar muitos sectores.
«Tivemos um ano muito seco, que teve impacto, por exemplo, ao nível das pastagens, das forragens, e, por isso mesmo, vamos antecipar para outubro os pagamentos aos agricultores ligados por exemplo às vacas leiteiras, ao ovinos e aos caprinos, para ajudar esse setores», afirmou.
Fonte: Lusa 

Novo site mostra incêndios em tempo real


     
Sónia Balasteiro Sónia Balasteiro | 20/08/2015 16:58 3570 Visitas   

José Sérgio/SOL
Novo site mostra incêndios em tempo real


Num só clique, já é possível obter todas as informações sobre os incêndios que lavram nas florestas portuguesas: Se estão activos ou já foram extintos; quais os meios mobilizados para cada um dos focos de incêndio e a respectiva localização geográfica. Estes são apenas alguns dos dados disponibilizados directamente sobre o mapa do país no novo site de João Pina, estudante da Universidade de Aveiro (UA). 

Actualizado de dez em dez minutos com recurso aos dados da própria Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o www.fogos.tomahock.com pretende «dar uma rápida, permanente e preciosa ajuda aos bombeiros, aos profissionais do Instituto Nacional de Estatística (INEM) e às populações afectadas», explicou a UA em comunicado .

A ideia do estudante de Novas Tecnologias da Comunicação em desenvolver o site, activo há duas semanas, surgiu depois de perceber em conversas com amigos bombeiros que a visualização da informação disponibilizada pelo site da ANPC, no que diz respeito aos fogos que diariamente têm lavrado em Portugal, "é muito complicada", explica o próprio. 

Leitura fácil

"Os vários passos necessários para chegar aos dados da ANPC, apresentados em tabelas de leitura pouco óbvia e em formato PDF que têm de ser constantemente descarregadas para aceder à actualização das informações que a instituição disponibiliza ao longo do dia" deram o clique a João Pina.

"Tenho alguns amigos, bombeiros ou do INEM e que, nesta altura em que há mais incêndios, andam sempre a ver o site da ANPC", explica o jovem. Eles queixam-se da forma como a informação relativa aos incêndios é disponibilizada. Dizem estar muito dispersa e de não ser de rápida compreensão", explica o também programador no laboratório SAPO Labs/UA, mais concretamente no projeto SAPO Campus, uma parceria entra a UA e o SAPO.


Temperatura vai descer 10 a 12 graus no fim de semana


por DN.ptOntemComentar

Temperatura vai descer 10 a 12 graus no fim de semana
Fotografia © Algarvephotopress / Global Imagens
IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país, principalmente no domingo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para a descida acentuada da temperatura prevista para este fim de semana. Os valores máximos poderão cair entre 10 a 12 graus, com as temperaturas a variarem entre os 18 e os 22 graus em Portugal Continental, exceto nas regiões do Vale do Tejo e Alentejo, que poderão chegar aos 25 graus.
Segundo o comunicado do IPMA esta baixa de temperatura deve-se "à aproximação e passagem de uma superfície frontal fria pelo território do Continente".
De salientar ainda a possibilidade de chuva, no sábado no Minho e Douro Litoral, mas no domingo todo o país poderá ser afetado. No entanto, a chuva será "fraca e pouco frequente no Baixo Alentejo e Algarve".

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Incêndios em Agosto já deixaram 15 mil hectares de área ardida

18-08-2015 

 
Os incêndios florestais consumiram cerca de 15 mil hectares de matos e florestas na primeira quinzena de Agosto, elevando a área ardida para quase 43.844 hectares desde o princípio do ano.

O valor deste ano já é o dobro do registado em todo o ano passado, um dos mais moderados em termos de incêndios em Portugal desde 1980. Mas está abaixo da média da última década, que é de 55.920 hectares.

O mais recente balanço dos incêndios florestais, divulgado pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mostra que número de incêndios em Julho e na primeira quinzena de Agosto é muito próximo da média da década anterior. Mas a área ardida é substancialmente menor, de menos 44 por cento em Julho e menos 42 por cento em Agosto.

Os incêndios deste mês tiveram, até agora, o seu ponto alto entre os dias 7 e 10, quando temperaturas elevadas, acima dos 35ºC em vários pontos do país, e vento forte complicaram o trabalho dos bombeiros. Os maiores fogos deste ano ocorreram nesses dias, a começar por um que deflagrou em Vila Nova de Cerveira, a 8 de Agosto, e que consumiu três mil hectares de área verde. Dois dias depois, teve início um incêndio na Serra da Estrela, que assumiu grandes proporções. No total, arderam 2300 hectares de mato e floresta nos concelhos de Manteigas e Gouveia.

A queda das temperaturas a partir do dia 11 de Agosto teve reflexo imediato sobre os incêndios. O número de ignições caiu e desde o dia 13 tem estado abaixo das 100 ocorrências diárias, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Nesta terça-feira, às 12:45 horas, havia apenas dois incêndios activos, nenhum deles a requerer grande mobilização de meios.

As temperaturas vão subir a partir desta quarta-feira, com os termómetros a ultrapassarem novamente os 30ºC em vários pontos do país. Para a quinta-feira, estão previstos 37ºC em Castelo Branco, 36ºC em Évora, 35ºC em Elvas e Santarém, 34ºC em Lisboa e Bragança, 33ºC em Viseu e Vila Real e 32ºC em Coimbra e Braga. No fim-de-semana, os termómetros voltam a descer para valores abaixo dos 30ºC na generalidade do país.

Fonte: Público


Boas perspectivas em quantidade e qualidade para a campanha vinícola

 19-08-2015 
    
O Instituto Nacional de Estatísticas divulgou que há boas perspectivas em quantidade e qualidade para a campanha vinícola, enquanto estima que a produção de cerais de Outono/Inverno fique aquém das expectativas.

De acordo com as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em 31 de Julho, deverá haver um aumento global no rendimento de oito por cento na uva para vinho face a 2014 e de 10 por cento na uva de mesa, já que as condições climatéricas favoráveis, com tempo quente e seco, na maioria das principais regiões vitivinícolas contribuíram para um bom desenvolvimento das vinhas.

Já no caso dos cereais e face à campanha anterior, a produção para o Outono/Inverno fica aquém das expectativas e deverá sofrer uma redução, «contrariando as anteriores que apontavam para aumentos de produtividade», diz o INE.

A aveia e o centeio, acrescenta, deverão ter reduções de produção na ordem dos cinco e 10 por cento, respectivamente, face à campanha anterior e foram as culturas que mais se ressentiram das condições climatéricas pouco favoráveis. Já a cevada dística, apesar de ter aumentado a produção em cinco por cento, apresenta problemas de qualidade, explica o INE.

O gabinete de estatísticas prevê ainda uma queda das produtividades em cinco pontos percentuais (p.p.) nas plantações de batata de regadio, «que ainda assim ultrapassam em 13 pontos a produtividade média do último quinquénio».

Por sua vez, as plantações de sequeiro, devido à falta de água ao longo do ciclo vegetativo, deverão apresentar reduções dos rendimentos unitários da ordem dos 20 por cento face a 2014.

A área semeada de milho para grão de regadio diminuiu 10 p.p. face a 2014, prevendo-se que fique abaixo dos 90 mil hectares, circunstância que já não se verificava desde 2011, e relativamente ao milho de sequeiro a redução da produtividade esperada situa-se em torno dos 10 por cento, face a 2014, devido à escassa precipitação em alturas essenciais do ciclo vegetativo do milho.

As searas de arroz estão bem desenvolvidas, apontando as estimativas para um aumento do rendimento unitário na ordem dos 10 pontos face ao ano anterior, ultrapassando as seis toneladas por hectare.

As variedades precoces de tomate para a indústria já estão a ser colhidas, apontando as actuais previsões para «aumentos significativos», devendo os rendimentos unitários regressarem a valores acima das 90 toneladas por hectare. Nas fruteiras, esperam-se aumentos de 20 por cento na produtividade na maçã e de cinco pontos no pêssego, atingindo máximos históricos.

Já quanto à pêra, refere o INE, a queda abundante de frutos após o vingamento deverá determinar uma redução na produtividade na ordem dos 20 por cento.

Anexo: INE-Previsões Agrícolas 31 de Julho 2015

Fonte: INE; Lusa

Vamos poder exportar pera rocha para o México, a Costa Rica e a Colômbia


Agosto 10
15:01
2015

O Secretário de Estado da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, anunciou recentemente a abertura do México à pera rocha portuguesa. A Costa Rica também vai seguir rapidamente os passos do México.

Quanto à Colômbia, este país vai enviar rapidamente inspectores ao nosso país, para analisarem as condições de produção, estando tudo muito bem encaminhado para que também passe a ser um novo mercado para a nossa pera rocha.

A abertura destes mercados vem no seguimento de um trabalho muito forte desenvolvido pela Secretaria de Estado, no sentido de encontrar alternativas ao mercado russo, que sofre de um embargo desde o dia 4 de Agosto do ano passado.

Apesar de só representar 4,1 milhões de euros nas exportações de pera rocha, o embargo russo trouxe um aumento muito grande de competitividade de preços da pera no mercado interno europeu, uma vez que os principais países exportadores de pera para a Rússia, colocaram-na na Europa.

Outro tema abordado por Nuno Vieira e Brito foi o da proibição do uso da toxiquina, produto destinado a aumentar o período de conservação da pera e que não pode ser mais usado dentro da UE. Portugal pediu uma excepção para poder utilizar este produto na fruta a exportar para países onde o produto continua a ser autorizado.

Agroalimentar: catálogo encoraja empresas a apostar no setor



 19 Agosto 2015, quarta-feira  IndústriaIndústria alimentar

A Enterprise Europe Network e o seu Grupo Setorial do Agroalimentar estão a preparar mais uma edição do H2020 Agrofood Sector - Partnership Profiles Catalogue.
O principal objetivo do documento passa por «encorajar a participação das Pequenas e Médias Empresas (PME) e de outras organizações em iniciativas e projetos» relacionados com o domínio do agroalimentar no âmbito do Programa de Trabalhos do Horizonte 2020 (H2020) para o período de 2016 a 2017.
«O H2020 Agrofood Sector - Partnership Profiles Catalogue permite às empresas e organizações posicionarem-se numa plataforma internacional alargada», lembram os promotores do catálogo.
Nesta plataforma será possível às empresas «promoverem as suas competências a terceiros interessados em desenvolver projetos alinhados com os principais tópicos do Programa de Trabalhos (2016 - 2017) do Desafio Societal 2 "Segurança alimentar, agricultura e silvicultura sustentáveis, investigação marinha e marítima e nas águas interiores, e bioeconomia" ou até mesmo com outros temas e desafios do H2020 que, de algum modo, se entrecruzem com o domínio do agroalimentar».
À semelhança das edições anteriores, os dados de contacto das entidades/empresas não será exibido no catálogo, apenas o nome da organização.
Para cada perfil, haverá uma pessoa de contacto a partir da rede EEN.
No caso do "Partner Search", o nome da entidade/empresa pode permanecer confidencial se as entidades o desejarem.
A participação neste catálogo, com projeção em mais de 50 países, «constitui para as empresas e organizações portuguesas uma excelente oportunidade para divulgarem as suas competências, serviços, produtos e/ou tecnologias inovadores; acederem a know-how, tecnologias e serviços de terceiros fundamentais para os seus projetos e explorarem parcerias internacionais», adianta a Enterprise Europe Network.

Milão debate “intensificação sustentável” na agricultura global



 19 Agosto 2015, quarta-feira  Agricultura BiológicaAgricultura
agricultura 

A 23 de setembro de 2015, decorre no Pavilhão UE, na Expo Milão, uma conferência que irá debater "a intensificação sustentável e recuperação de nutrientes na reutilização na Agricultura".
O evento tem como objetivo, salientam os promotores, responder a questões como: «o que é a intensificação sustentável e por que é necessária para a agricultura global»; por que deve a reutilização e recuperação de nutrientes ser considerada para a agricultura um componente chave da intensificação sustentável: quais são os principais motores?; quais são os desafios e oportunidades para a reutilização e recuperação de nutrientes na agricultura europeia?».

Vinhos portugueses venderam mais 19,5 por cento este ano nos Estados Unidos


19/8/2015, 18:43129 PARTILHAS
Exportações de vinho português para os Estados Unidos aumentaram 19,5 por cento entre janeiro e maio deste ano, com a produção portuguesa a dominar listas dos melhores.


ESTELA SILVA/LUSA

As exportações de vinho português para os Estados Unidos aumentaram 19,5 por cento entre janeiro e maio deste ano, com a produção portuguesa a dominar listas dos melhores, segundo dados da associação que promove as marcas portuguesas no estrangeiro.

Este ano, os americanos compraram 420 mil garrafas de vinho português, afirmou o diretor de marketing da ViniPortugal, afirmando que 2015 está a ser "um grande ano" no mercado norte-americano, com vinhos portugueses nas capas de revistas da especialidade.

Os últimos dados estatísticos de exportações para o mercado, de janeiro a maio, apontam para um crescimento de 19,5% em valor para o total de vinhos e 36,4% para os vinhos tranquilos (sem contar com vinho do Porto, Madeira e espumantes).

A ViniPortugal investiu 1,5 milhões de euros este ano em promoção, organizando 142 provas de vinho dentro de supermercados.

De 2010 a 2014 os vinhos portugueses cresceram em valor 32%, partindo já de uma base expressiva e a ViniPortugal acredita que o sucesso neste mercado se repercute em crescimento noutros mercados, e dá o exemplo do Canadá, onde o total de vinhos cresceu 14 por cento e os tranquilos 12.6%.

Os vinhos nacionais foram ainda promovidos no Aspen Food & Wine Classics, que aconteceu em junho e é um dos mais elitistas festivais de gastronomia e vinhos nos EUA, e foi realizado um evento para empresários designado Find Importers Day Program.

Em outubro, serão realizadas as grandes provas anuais, que vão passar por Nova Iorque, Chicago e São Francisco, e a participação noutra feira do setor.

Neste momento, os EUA são o quarto mercado de exportação de vinhos portugueses, 2.º em termos de vinhos tranquilos, e o mercado de maior crescimento dentro dos cinco maiores mercados de exportação. No ano passado, os 16 milhões de litros exportados representaram vendas no valor de perto de 60 milhões de euros.

Portugal classificou ainda três vinhos portugueses entre os quatro melhores do mundo, de acordo com a revista de referência no mercado Wine Spectator. Cerca de 11% de todos os vinhos portugueses provados por esta revista em 2014 obtiveram pontuação máxima (95 a 100 pontos), quando a média global é de apenas 01%.

A mesma revista dedicou a sua capa da edição de Julho a Portugal. Os leitores de outra publicação norte-americana, a US Today, elegeram numa votação online o Alentejo como a melhor região vínica para visitar.

Herdade das Servas convida à experiência de pisar uvas em lagares de mármore

Um realidade pouco presente no Alentejo

"Vindimas": é por definição a época mais gratificante do ano vitícola! Altura de azáfama na vinha e na adega; tempo de apanhar as uvas e dar início à produção de novas colheitas no que ao vinho diz respeito. A vindima na Herdade das Servas começa para a semana e a família Serrano Mira desafio-a envolver-se no espírito, sendo um elemento activo da colheita de 2015. O convite é para que "venha sentir o Alentejo de corpo e alma na Herdade das Servas!".
Se no Douro os lagares de pedra são um elemento central e de forte carisma na produção de vinho, no Alentejo essa não é uma realidade tão marcante. Não são muitos os produtores com lagares de pedra, pedra essa que na região é mármore e não granito. A Herdade das Servas, um projecto recente de uma das mais antigas famílias produtoras de vinho na região, inaugura nesta colheita de 2015 os seus lagares de pedra, motivo que levou à criação de um programa de 'Pisa a pé nos lagares da Herdade das Servas'.
O programa de vindimas da Herdade das Servas começa com uma introdução sobre o projecto na zona de recepção dos visitantes, seguida de uma visita à adega e à cave de estágio das barricas. Posto isto é tempo de meter "mãos-à-obra", não na vinha porque as temperaturas são elevadas e a distância pode ser grande, mas na mesa de escolha, onde é feita a selecção das melhores uvas. Ainda antes de acalentar o estômago há que exercitar as pernas – como se de uma aula de step em ambiente de spa com produtos vínicos se tratasse –, pisando as uvas eleitas nos novos lagares de pedra mármore. Para abrir as hostes da refeição é feita uma prova de vinhos, à qual se segue um almoço com 'Menu de Vindimas' no Restaurante Herdade das Servas. A chefe Maria da Fé tem duas opções, uma de bacalhau e outra de carne.  
Um programa de um dia que não ficaria completo sem a oferta de uma t-shirt de vindima, um diploma de participação e uma garrafa de vinho que o fará prolongar a experiência vínica até casa. Disponível por marcação através dos contactos da Herdade das Servas, 269 322 949 e info@herdadedasservas.com, este é um programa acessível por €50,00 ou €25,00, caso inclua ou não almoço.

fonte: Joana Pratas

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Novos seguros agrícolas podem passar a ser obrigatórios em alguns casos



 14 Agosto 2015, sexta-feira  AgroflorestalAgricultura
seguros
Os novos seguros agrícolas podem passar a ser obrigatórios para determinadas regiões ou produtos se mais de 50% da produção dessa região estiver abrangida por contratos de seguros, segundo um diploma publicado em Diário da República.
O novo sistema de seguros agrícolas (SSA), que foi aprovado a 18 de junho de 2015 em Conselho de Ministros, substitui o atual sistema de seguros de colheitas (SIPAC) e passa a ser financiado por fundos europeus, além do Orçamento do Estado.
Abrange ainda um leque mais alargado de coberturas, abarcando os seguros de colheitas, de animais e de plantas, o seguro vitícola de colheitas e o seguro de colheitas de frutas e produtos hortícolas no âmbito dos fundos agrícolas europeus.
Os casos em que poderão ser obrigatórios serão definidos «em diploma próprio», mas o decreto-lei aponta para uma «obrigatoriedade tendencial, de acordo com a qual a contratação de seguros agrícolas pode vir a ser estabelecida como condição de acesso para a atribuição de outros apoios públicos».
Entre os princípios do novo SSA inscrevem-se ainda a flexibilidade das apólices, em função da especificidade das regiões e culturas, razoabilidade dos preços, podendo ser definida uma margem de tolerância que determina o custo máximo elegível para acesso ao apoio público e a «não compensação excessiva» que determina que a combinação dos apoios do SSA com outros auxílios de Estado ou seguros privados «não pode resultar numa sobrecompensação».
A atribuição de apoios públicos para compensar prejuízos será limitada aos riscos não cobertos pelos seguros agrícolas existentes, perdas causadas por fenómenos climáticos adversos, doenças dos animais ou plantas, pragas ou acidentes ambientais, e só será concedida aos agricultores com contratos no âmbito do SSA.
É também criada uma comissão de acompanhamento para «garantir o bom funcionamento do sistema de seguros agrícolas» que será responsável pela monitorização e apresentação de propostas de desenvolvimento do sistema.
O diploma entra em vigor na próxima quarta-feira, 19 de agosto de 2015.
VER DIPLOMA.
Fonte: Lusa 

ZURRA - Festa do Burro 2015

'ZURRA – FESTA DO BURRO 2015' VAI TER 2ª EDIÇÃO A 19 DE SETEMBRO NA TROFA

Os burros vão ser a coqueluche da próxima Zurra – Festa do Burro 2015, evento que se vai realizar no dia 19 de Setembro deste ano, em Coronado, Trofa, Porto. Com este evento, os organizadores pretendem ajudar a dignificar e a revalorizar o burro, e, ao mesmo tempo, demonstrar a sua importância social, cultural, económica e ecológica. Para quem aprecia estes animais, o burro é tido como "professor, guia, terapeuta e, sobretudo, amigo". A realização está a cargo da Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC) e a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA).

 

O INSTALADOR | Segunda-feira, 13 de Julho de 2015

Foto: APVC e AEPGA

O Zurra – Festa do Burro 2015, além da presença destes animais, vai ter teatro, música, fotografia, Yoga, arte e muitas outras actividades, em especial as ligadas ao ambiente e à sustentabilidade.

Quem seja possuidor de burros, pode levá-los para o evento, mas o convite estende-se a todas as pessoas que apreciam e respeitam estes animais, que foram fundamentais nos meios rurais em Portugal até há poucas décadas.

A APVC esteve presente com uma banca-promo no evento CidadeMais, que decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, e que terminou ontem, dia 12 de Julho. Marcou presença também na ExpoTrofa, que terminou também ontem.

 
A primeira edição do Zurra – Festa do Burro, foi subordinada ao mote 'Dignificar, revalorizar e promover o burro', decorreu em Junho do ano passado e foi um sucesso. Fotografias e informação sobre o evento pode ser visto em Zurra 2014. Para outros contactos utilizar o e-mail valedocoronado@gmail.com.

O vestido (e peras) de Assunção Cristas


por Raquel Costa17 agosto 201512 comentários

Assunção Cristas na festa do Pontal, em Quarteira, com Patrícia Fonseca, candidata do CDS por Santarém
Assunção Cristas na festa do Pontal, em Quarteira, com Patrícia Fonseca, candidata do CDS por Santarém Fotografia © Facebook Portugal à Frente
A ministra da Agricultura e do Mar escolheu uma indumentária original para a festa do Pontal, que marcou a rentrée política da coligação Portugal à Frente.
Habitualmente discreta nas suas escolhas de vestuário, Assunção Cristas deu nas vistas no passado sábado, em Quarteira, ao surgir na festa do Pontal com o vistoso vestido-túnica. O modelo, um vestido-túnica estampado, continha uma mensagem bastante cara à ministra que detém a pasta da agricultura: a promoção dos produtos nacionais.
O vestido, com várias peras-rocha (variedade oriunda da zona oeste), foi criado pela estilista portuguesa Katty Xiomara e faz parte de uma coleção especial apresentada na Fruit Logistica, que aconteceu em fevereiro passado em Berlim e que é considerada a maior feira mundial de promoção de frutos e legumes.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Cabo Verde investe quase €5 milhões para realizar quinto recenseamento agrícola



 14 Agosto 2015, sexta-feira  AgroflorestalAgricultura


Cabo Verde vai investir 4,9 milhões de euros para realizar o quinto Recenseamento Geral da Agricultura (RGA) no país, que arranca em outubro de 2015 e terá a duração de três meses, informou a Ministra do Desenvolvimento Rural.
Segundo Eva Ortet, que falava aos jornalistas após o lançamento do projeto do RGA2015, além do recenseamento, o valor vai permitir, até 2017, executar a metodologia de seguimento contínuo de recolha de dados do setor agropecuário.
Sobre o quinto RGA, a ministra disse ser «estratégico» para Cabo Verde, porque se trata da única operação estatística que permitirá ter informações fundamentais para conhecer a dinâmica do setor agrícola a nível nacional.
«Temos a perceção de que todos os investimentos realizados no setor agrícola têm produzido efeitos. Temos estimativas de que há um aumento grande de produção, há diminuição dos preços, mas temos que medir esse impacto, temos que ter dados reais do setor e também poder avaliar qual é contribuição do setor agrícola no Produto Interno Bruto (PIB) nacional», referiu a governante, citada pela Inforpress.
O quinto recenseamento agrícola em Cabo Verde vai arrancar no próximo mês de outubro, num processo com duração de três meses e que vai envolver cerca de 500 pessoas entre agentes, supervisores e os delegados Ministério do Desenvolvimento Rural.
A coordenação será feita pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que está a desenvolver os aplicativos informáticos que vão dar suporte à recolha dos dados no arquipélago.
Este será o quinto recenseamento agrícola realizado em Cabo Verde, depois do primeiro que teve lugar em 1963, seguido dos de 1978, 1988 e 2005.
Fonte: Lusa 

Alcoutim acolhe Jornadas Técnicas dedicadas ao Figo-da-Índia



 13 Agosto 2015, quinta-feira  Ana Clara Pequenos Frutos
figo da india

A 3 e 4 de setembro de 2015, o Espaço Guadiana, em Alcoutim, acolhe a I edição das Jornadas Técnicas dedicadas ao Figo-da-Índia.
O evento começa no dia 3 (quinta-feira) de manhã com a conferência de abertura dedicada à temática.
No dia 4 de setembro terá lugar uma visita técnica a plantações da empresa V. LuzAgro, localizada na freguesia de Martim Longo.
No mesmo dia realiza-se, na mesma localidade, um workshop intitulado "Oficina dos Sabores".
As inscrições podem ser efetuadas aqui.
O evento é organizado pela Junta de Freguesia de Martim Longo e conta com o apoio da Câmara de Alcoutim.
Alcoutim, «capital do figo-da-índia», como é apelida pelo município algarvio, tem promovido a figueira-da-índia e o seu fruto com o objetivo de «apoiar os jovens agricultores do concelho que apostam cada vez mais nesta cultura».
Recorde-se que a figueira-da-india (nome científico - Opuntia ficus-indica) é uma espécie da familia Cactaceae, com origem e na região central do Mexico, sendo que pode ser encontrada em vários sistemas agrícolas de várias regiões do mundo.
A planta adapta-se particularmente bem em zonas semi-áridas, caraterizadas pela seca, chuvas erráticas e solos pobres sujeitos a erosão.
Na família Cactaceae a espécie Opuntia ficus-indica é considerada a mais importante do ponto de vista económico, sendo cultivada em mais de 20 países, com destaque para o México, Sicília, Argélia, Chile, Brasil e Norte de África.
Na Europa, a Itália e o principal produtor de fruto com uma área plantada dedicada de 3500 ha e uma produção total de 70 mil toneladas de fruto.

Seca: pecuária do Alto Alentejo vive situação «grave»



 17 Agosto 2015, segunda-feira  Agropecuária
seca


A presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre (AADP), Fermelinda Carvalho, afirma que a falta de chuva está a causar uma situação «grave e preocupante» para o setor, sobretudo na pecuária.
As reservas de água estão muito em baixo. A maior parte dos agricultores tem os furos já sem água e as charcas (albufeiras) muito vazias, o que traz limitações», relata a dirigente associativa.
Fermelinda Carvalho sublinhou que, nesta altura, a «preocupação é grande», uma vez que está em causa o abeberamento dos animais, pelo que defendeu a construção, no futuro, de mais albufeiras naquela zona alentejana para precaver este tipo de situações.
«Todos os concelhos do distrito de Portalegre deveriam ter uma boa barragem e não têm, porque esta questão é cíclica», lamentou.
Segundo a dirigente associativa, são necessários «apoios do Estado e da Europa para esse fim».
A presidente da AADP referiu ainda que, caso a chuva não regresse durante o mês de setembro, época em que os agricultores começam a preparar os solos, a situação tornar-se-á «muito mais grave».
A seca severa ou extrema afetava já 79% do território continental no final de julho, segundo o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), que admitiu que a situação se pode intensificar, tendo em conta a época do ano.
O último boletim climatológico do IPMA indicou ainda que os restantes 21% do território nacional estavam em seca fraca a moderada.
Em 31 de julho, segundo o índice meteorológico de seca PDSI, que tem em conta os dados da quantidade de precipitação, temperatura do ar e capacidade de água disponível no solo, a situação de seca mantinha-se em todo o território, verificando-se um ligeiro aumento nas classes de seca severa e extrema face ao mês anterior.
«Tendo em conta a época do ano, é expectável que a situação de seca meteorológica se mantenha ou intensifique», salientou o IPMA.
Fonte: Lusa 

Douro espera uma vindima de grande qualidade

13-08-2015 
 

 
O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto disse que se espera uma vindima de qualidade nesta região, o que considerou ser mais importante do que o aumento da produção previsto.

«Nós no Douro olhamos mais para a qualidade do que para a quantidade», afirmou Manuel de Novaes Cabral à agência Lusa. E, segundo o responsável, por todas as indicações dadas, espera-se «um ano qualitativamente muito bom» na mais antiga região demarcada do mundo.

Neste território as vindimas também já estão a começar, designadamente na região mais quente do Douro Superior. «Esperemos agora que não haja nenhuma surpresa em termos meteorológicos», sublinhou Manuel Cabral.

E «verdadeiramente importante» para o responsável é que «seja preenchida a quota do benefício e que seja dada resposta à procura existente de vinhos DOC Douro». O benefício, a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho de Porto, foi este ano fixado nas 110 mil pipas.

De acordo com as perspectivas de vindima do Instituto da Vinha e do Vinho, a produção de vinho no Douro deve aumentar 20 por cento em 2015/2016 face à campanha anterior para cerca de 1,7 milhões de hectolitros.

Esta que é principal região vinícola portuguesa, responsável por cerca de um quarto da produção total, deverá atingir assim o valor mais elevado desde 2010/2011, numa campanha em que se perspetiva um aumento global da produção na ordem dos oito por cento.

Na região as previsões de vindima são feitas pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real, que avançou com uma produção nesta vindima entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, o que se traduz num aumento de 20 a 30 por cento comparativamente com o ano passado.

No entanto, a ADVID adverte que o resultado final da próxima vindima vai depender das condições climáticas e fitossanitárias que se registarem até Setembro.             

Fonte: Lusa

Produção de vinho aumenta mas preços devem manter-se

12-08-2015 
 

O aumento de oito por cento na produção de vinho da próxima campanha não deverá afectar os preços, disse à Lusa o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho salientando que há estabilidade no mercado.

«Não é expectável que haja mexida nos preços», afirmou Frederico Falcão, salientando que tal como o preço dos vinhos não aumentou em anos anteriores quando houve quebras na produção, também não são esperadas descidas em 2015, apesar do aumento da quantidade de vinho.

«O mercado está muito estabilizado nesse aspecto e, por isso, não há uma relação muito directa hoje em dia entre a produção e os preços a que os vinhos chegam ao mercado e aos consumidores», justificou o dirigente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).

A produção de vinho na região de Douro e Porto deve aumentar 20 por cento em 2015/2016 face à campanha anterior para cerca de 1,7 milhões de hectolitros, indicam as perspectivas de colheita do Instituto da Vinha e do Vinho.

A principal região vinícola portuguesa, responsável por cerca de um quarto da produção total, deverá atingir assim o valor mais elevado desde 2010/2011, numa campanha em que se perspectiva um aumento global da produção na ordem dos oito por cento.

As estimativas apontam para um volume global de 6,7 milhões de hectolitros de vinho, 6,2 milhões de hectolitros na campanha de 2014/2015, com crescimento da produção na generalidade das regiões, à exceção da Península de Setúbal, com uma quebra de 10 por cento, e das regiões do Tejo e do Alentejo, onde não se prevê variação.

Além da região do Douro e Porto, também as Terras do Dão deverão aumentar a produção em 20 por cento, para 288 mil hectolitros, face à campanha anterior, com a previsão a apontar para uvas de boa qualidade em ambos os casos.

Na Península de Setúbal, pelo contrário, espera-se uma vindima inferior em 10 por cento, ainda que com uvas de muito boa qualidade. «As vinhas não regadas apresentam sintomas acentuados de falta de água com provável diminuição da produção, principalmente nas castas brancas», adianta o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).

A região do Alentejo deverá manter-se estável em torno de 1,2 milhões de hectolitros, esperando-se um rendimento quilo/litro mais baixo, devido ao menor tamanho dos bagos, mas com melhor qualidade do vinho. Também na região do Tejo, que deverá produzir 578 mil hectolitros, a produção será semelhante à da campanha passada.

Nas regiões Terras da Beira, Minho, Beira Atlântico e Algarve prevê-se uma subida de 10 por cento, para 1,2 milhões de hectolitros no total; na região de Lisboa, de 11 por cento, de 992 mil hectolitros e nas Terras de Cister, de cinco por cento, de 56 mil hectolitros.

Na região da Madeira, perspectiva-se «uma boa vindima ao nível qualitativo» e um crescimento de três por cento, 42 mil hectolitros, e nos Açores espera-se um aumento de dois por cento, 13 mil hectolitros, excecto nas ilhas Graciosa e do Pico, devido à instabilidade das condições climatéricas.

Se as previsões se confirmarem, são «boas notícias» que poderão contribuir para a reposição dos "stocks" necessária para satisfazer a procura.

«Portugal precisa de repor os seus "stocks" e precisa de ter quantidade para continuar a crescer em termos de exportação», já que os stocks em adega se tem vindo a reduzir de ano para ano, salientou Frederico Falcão.

As exportações de vinho aumentaram nos últimos cinco anos consecutivos e em 2014 Portugal foi um dos únicos três países que conseguiu aumentar as vendas ao exterior entre os 11 principais produtores mundiais.

Também o mercado doméstico compra cada vez mais vinho, após alguma retracção no consumo que deixou de se verificar em finais de 2014. «Em 2015 voltou a crescer. Temos um aumento da procura interna e da venda de vinhos em Portugal e as exportações, felizmente, continuam a crescer portanto há boas notícias para o sector dos vinhos», congratulou-se o mesmo responsável.

As razões para o aumento da produção prendem-se com vários factores, entre os quais as condições climatéricas, mas também resultam da reestruturação de vinhas que tem sido feita ao longo dos últimos anos, explicou Frederico Falcão.

«Temos arrancado vinhas velhas e colocado vinhas novas. Naturalmente, muitas das vinhas velhas que foram substituídas tinham baixa produtividade e as vinhas novas são vinhas já com melhores castas, melhores clones, com melhores produtividades, sem que com isso se prejudique a qualidade», adiantou.

Fonte: Lusa

Importação de alimentos: Rússia impõe proibição a mais quatro países



 17 Agosto 2015, segunda-feira  

A Rússia adicionou quatro novos países à lista de proibição de importação de alimentos: são eles a Albânia, Islândia, Montenegro e Liechtenstein.
O embargo estará em vigor até 5 de agosto de 2016, o qual já incluía os Estados Unidos da América, Canadá, Noruega, Austrália e os 28 Estados-membros da União Europeia, cuja proibição abrange produtos como carne, peixe, lacticínios frutas e hortícolas.
Fonte: Reuters 

Publicada regulamentação sobre a Lei dos Baldios



 17 Agosto 2015, segunda-feira  

Foi publicado hoje (17 de agosto de 2015) o diploma que procede à regulamentação da Lei dos Baldios, aprovada pela Lei n.º 68/93, de 4 de setembro.
A regulamentação agora aprovada abrange as seguintes matérias:
a) Equipamentos comunitários;
b) Aplicação das receitas do baldio;
c) Transferência da administração do baldio em regime de associação no termo da administração;
d) Compensação devida no termo da administração em regime de associação entre os compartes e o Estado;
e) Identificação e extinção do baldio por ausência de uso, fruição e administração.

VER Decreto-Lei n.º 165/2015. 

PAC: ministério da Agricultura alarga medidas greening



 18 Agosto 2015, terça-feira  Política Agrícola

O ministério da Agricultura e Mar (MAM) anunciou, em comunicado, que irá alargar as medidas greening (de proteção ambiental) no âmbito da Política Agrícola Comum 2014-2020 (PAC 2014-2020).
A tutela liderada por Assunção Cristas afirma que em 2016 «serão incluídas» nestas medidas «as árvores em grupo, bem como a serradela, ervilhaca e o trevo, como culturas fixadoras de azoto, para cumprir as práticas de greening».
Em vigor estão já algumas medidas como os sistemas agroflorestais e a florestação de terras agrícolas implementados ao abrigo do Desenvolvimento Rural bem como as práticas agrícolas em terras em pousio.
No mesmo comunicado, José Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura, realça que «este alargamento permite ao produtor, a partir da próxima campanha, ter um maior leque de escolha das áreas que contribuem para o cumprimento do greening».
Junto da Comissão Europeia está já uma proposta de Portugal que solicita a Bruxelas um sistema de certificação, de adesão voluntária por parte do agricultor, com o objetivo de contabilizar as culturas de outono/inverno nas explorações de milho e tomate para efeitos do cumprimento da prática de diversificação de culturas.

Golegã acolhe projeto “Mais Milho Tour” 2015 em setembro



 17 Agosto 2015, segunda-feira  Cerealicultura

A Anpromis - Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo e a Agromais estão a desenvolver, em parceria com a consultora Manuela Varela Unipessoal, o projeto "Mais Milho", cujo objetivo passa por «contribuir para o conhecimento e divulgação de alguns fatores que possam ser limitantes para a competitividade da produção de milho no nosso país, entre os quais, a cefalosporiose».
A este propósito decorre a 3 de setembro, na Golegã, a iniciativa "Mais Milho Tour" 2015.
O evento começa às 9h00 com a apresentação dos ensaios e resultados obtidos neste projeto nos últimos três anos.
Durante a manhã realiza-se ainda uma visita guiada aos ensaios.

Coimbra vai investir 10 ME nas zonas rurais do concelho

18-08-2015 
  
O presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, informou que já foi aprovado o programa de Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) do concelho, que vai permitir um investimento de 10 milhões de euros nas zonas rurais.

Manuel Machado, que falava no início da reunião do executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), informou que estão previstos 10 milhões de euros «no desenvolvimento rural» do concelho, com cerca de metade do investimento proveniente de fundos comunitários.

O programa, que será gerido pela associação Coimbra + Futuro, será uma via «para pequenos investimentos até 750 mil euros», especialmente focados na «intervenção no espaço rural» e no sector primário, explanou aos jornalistas, no final da reunião.

Os projectos «serão apoiados dentro desta DLBC», com a associação a englobar «entidades públicas e privadas», como o Instituto Politécnico de Coimbra, a Universidade de Coimbra ou o Mercado Abastecedor de Coimbra.

Segundo o autarca, poderão ser apoiados projectos relacionados com «a agricultura, floresta, turismo e lazer» ou com a inovação científica e a qualificação escolar da população activa. O programa de DLBC é um instrumento de acesso a financiamento europeu no âmbito do Portugal 2020.

Fonte: Lusa

Sobreiro: Genoma da Árvore Nacional de Portugal entrou na recta final da descodificação

18-08-2015 
 


 
A árvore escolhida vive numa herdade em Montargil. A sequenciação do sobreiro, um projecto português, incluiu a criação de 266 árvores com pedigree conhecido, para perceber a hereditariedade e confirmar resultados. Até ao fim do ano, a equipa quer publicar os primeiros resultados.

A primeira etapa do projecto de sequenciação do genoma do sobreiro (Quercus suber), que arrancou em 2013, está agora na sua fase final. O genoma da árvore está prestes a ser descodificado e a ideia é submeter os resultados para publicação à revista Nature já no final deste ano. A equipa portuguesa liderada por Sónia Gonçalves, investigadora do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (Cebal), em Beja, e que engloba cientistas de várias instituições, está encaixar as últimas peças de um quebra-cabeças genético nunca antes desvendado.

«O nosso objectivo era identificar os genes que são únicos para o sobreiro, isto é, perceber por que é que há árvores que são melhores do que outras, quais são os genes que provocam essa diferença», explica ao Público José Matos, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) envolvido no projecto. «Neste momento, estamos a montar as últimas peças do puzzle do genoma».

O projecto GenoSuber estava já preparado para arrancar há mais de oito anos, mas não começou antes por falta de financiamento. A evolução das metodologias de trabalho veio baixar o custo da sequenciação do genoma e possibilitou o avanço dos estudos. Em Outubro de 2012, assinou-se o plano de trabalho orçado em 1,13 milhões de euros. Deste montante, 85 por cento foi financiado pelo Quadro de Referência de Estratégia Nacional (QREN) e o restante assegurado por entidades privadas, com destaque para a Corticeira Amorim, que também colabora no projecto e garantiu 7,5 por cento do dinheiro.

A entrada no projecto da Corticeira Amorim, a maior produtora mundial de cortiça, veio tornar possível o contacto com a fileira florestal, permitindo à equipa conhecer mais de perto os problemas associados à produção e à transformação da cortiça, orientando também a investigação no sentido de os resolver.

Além do Cebal, a entidade promotora do GenoSuber, e do INIAV, participam ainda no projecto o Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa (ITQB), o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), os três em Oeiras, e o parque Biocant, em Cantanhede. Com 28 investigadores, o projecto da descodificação do sobreiro por uma equipa portuguesa tem ainda como consultores o belga Yves van de Peer, da Universidade de Ghent (Bélgica), e o norte-americano Gerald Tuskan, do Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos.

Escolher a árvore que iria ser sequenciada não foi um processo simples. Os sobreiros cruzam-se frequentemente com outros carvalhos, árvores também do género Quercus, resultando em híbridos do ponto de vista genético, mas que visualmente são sobreiros. Numa fase inicial, a equipa seleccionou 50 sobreiros a nível nacional, para daí encontrar o sobreiro com o mínimo de heterozigotia possível, ou seja, menor variabilidade genética.

O trabalho de selecção envolveu a recolha de material vegetal das 50 árvores, com identificação geográfica e fotográfica, a extracção de ADN das folhas e ainda a caracterização molecular com marcadores de microssatélites já disponíveis para sobreiro, pequenas sequências de ADN repetidas, que são utilizadas como marcador genético em estudos de parentesco. Daqui resultou a identificação da árvore a ser sequenciada: um sobreiro, com idade entre 120 e 150 anos, localizado na Herdade dos Leitões, em Montargil, no concelho de Ponte de Sôr.

Os investigadores começaram por retirar ADN de folhas desta árvore, para ser sequenciado em laboratórios dos Estados Unidos e da China e também em Portugal, no Biocant e no INIAV. Estando este trabalho quase completo, a equipa portuguesa tem agora em mãos milhares de pequenas sequências de ADN, que serão montadas até ao final deste ano. O genoma do sobreiro tem 24 pares de cromossomas, o humano tem 23 pares, com milhares de genes ali contidos.

«Não queremos olhar só para os genes, também queremos olhar para os transcriptomas», explica Sónia Gonçalves. Um transcriptoma é um conjunto de ARN resultante da transcrição de ADN, que irá sintetizar proteínas a partir dos genes. «Isto permitirá perceber as bases genéticas do sobreiro».

O processo de montagem do genoma já sequenciado veio exigir novas competências de bioinformática para tratar um tão grande número de informação. Por esse motivo, a equipa contratou cinco especialistas que para realizar a análise, e que poderão trabalhar em futuros projectos de sequenciação de genomas.

Ao longo da primeira fase, os investigadores depararam-se ainda com a necessidade de ter uma nova população de sobreiros cujos progenitores fossem conhecidos. Esta população, de um viveiro em Pegões, conta já com 266 sobreiros que têm o pedigree bem estabelecido e vai ajudar os trabalhos de organização do genoma em cromossomas.

Fonte: Público

Austrália compromete-se a reduzir em 26 por cento emissões de carbono até 2030

11-08-2015 
  
A Austrália vai reduzir as suas emissões de carbono em pelo menos 26 por cento até 2030 em relação aos níveis de 2005, anunciou o primeiro-ministro, Tony Abbott.

«Trata-se de uma boa meta, sólida, responsável do ponto de vista económico e responsável do ponto de vista ambiental», disse Tony Abbott aos jornalistas, sublinhando a determinação do seu governo em encontrar um equilíbrio entre os objectivos ambientais e económicos.

Fonte: Diáriodigital;Lusa

OVARURAL 2015 de 13 a 16 de Agosto em Ovar

 13-08-2015 
  
A OVARURAL 2015, 2º Feira Agrícola e da Raça Marinhoa do Concelho de Ovar, decorre de 13 a 16 de Agosto, em Válega.

Este ano, a OVARURAL aposta novamente na divulgação da carne Marinhoa, uma carne certificada com Denominação de Origem Protegida (DOP), que se apresenta como um produto de excelência e referência na gastronomia regional.

Nesta edição da Feira pretende-se também informar a população rural sobre o maneio e os incentivos económicos comunitários à criação da raça autóctone Marinhoa.

O evento conta ainda com uma exposição de empresas agrícolas, stands gastronómicos, produtos agrícolas e de origem cooperativa, bem como artesanato local. Serão desenvolvidas diversas actividades de interesse agrícola, agro-industrial e florestal, com destaque para um concurso pecuário, sessões de provas de vinhos, colóquio, woskshop e acções de sensibilização.

A Cooperativa Agrícola do Concelho de Ovar, promotora e organizadora desta feira, em colaboração com a Câmara Municipal de Ovar, pretende que a OVARURAL 2015 seja um local de encontro para os agricultores da região, aproximando também a agricultura da população em geral e espera que a iniciativa, progressivamente, venha a conduzir ao aumento do número de criadores da raça Marinhoa no concelho e que Ovar seja reconhecido no turismo de Portugal como a "cidade onde se produz e come carne Marinhoa".

Anexo: Programa 

Fonte: CONFAGRI

Rússia adiciona quatro países à lista de proibição de importação de alimentos

17-08-2015 
 

   
A Rússia adicionou quatro novos países à lista de proibição de importação de alimentos, nomeadamente, Albânia, Islândia, Montenegro e Liechtenstein.

O embargo estará em vigor até cinco de Agosto de 2016, o qual já incluía os Estados Unidos da América, Canadá, Noruega, Austrália e os 28 Estados-membros da União, cuja proibição abrange produtos como carne, peixe, lacticínios frutas e hortícolas.

Fonte: Reuters