segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Alentejo encanta o mundo. E recebe prémios atrás de prémios


HÁ 2 HORAS115 PARTILHAS
Em doze meses o Alentejo foi eleito a "melhor região vinícola do mundo", bem como um dos 21 "melhores destinos para se visitar", e viu o cante alentejano ser considerado património da humanidade.

Ana Cristina Marques
Milton Cappelletti

O "celeiro de Portugal", situado mesmo "abaixo do coração do país"  e que seduz pelo "ritmo lento" que lhe está associado. Era assim que no início do ano a National Geographic Traveler descrevia o Alentejo, considerado pela revista um dos 21 melhores destinos a visitar em 2014 ao lado de sugestões como Cabo Verde, Nova Orleães ou Puglia, na Itália. A distinção parece ter determinado o (bom) Karma para os restantes meses, com a região a somar prémios atrás de prémios e os valores no setor do turismo a constatarem uma evidência, o Alentejo está melhor e recomenda-se — segundo o Instituto Nacional de Estatística, o número de dormidas de não residentes registadas até setembro, 24,9%, superou o total verificado em todo o ano de 2013.

Com os elogios longe de cessar, em maio era a vez do britânico Guardian falar do destino — que produz metade do vinho no país e é líder mundial na produção de cortiça — como a "nova Toscana" ou a "Toscana mais acessível". O artigo redigido por Adrian Mourby dava conta da riqueza gastronómica e vinícola e "oferecia" ideias onde comer, beber e dormir — nem de propósito, o wine resort L'And Vineyards, em Montemor-o-Novo, foi uma das referências na primeira categoria, cujo restaurante ao comando do chef Miguel Laffan e apostado na reinterpretação da cozinha portuguesa manteve a estrela Michelin em 2014.

No currículo de uma região que ocupa 33% do território nacional há também espaço para uma menção global, a de "melhor região vitivinícola do mundo a visitar". O título resultou de uma votação promovida pelo USA Today, o maior diário norte-americano, e pelo portal para viajantes 10Best. A região portuguesa ficou à frente de nomes importantes no universo vínico — como Champanhe, em França, e a espanhola La Rioja –, num total de 20 candidatos pré-selecionados pelos peritos Frank Pulice e Kerry Woolard. Talvez por isso a próxima cidade europeia do vinho se encontre em pleno Alentejo. Reguengos de Monsaraz foi escolhida pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN) e bateu em concurso a Bairrada, Monção e Melgaço.

(A linha de tempo em baixo é interativa e vai guiá-lo pelas principais notícias sobre o Alentejo ao longo do ano. Basta clicar do lado direito ou na linha de tempo na parte inferior)

Portucel investe 89 milhões em nova fábrica nos Estados Unidos

No mesmo dia em que garante 24 milhões do Banco Mundial para Moçambique, grupo anuncia investimento de 89 milhões na Carolina do Sul

Pellets
DR
15/12/2014 | 17:32 |  Dinheiro Vivo
A Portucel anunciou hoje que vai construir uma fábrica de pellets nos Estados Unidos, num investimento global de 89 milhões de euros, e que assegurou a entrada do Banco Mundial no seu projeto em Moçambique, com a subscrição de 20% do capital social, num total de 30, 4 milhões de euros. Estes são, diz, "os dois primeiros passos" de um plano para promover um ciclo de crescimento para a próxima década.
O plano de investimentos só será conhecido, "em toda a sua abrangência e de forma pormenorizada", no primeiro trimestre do próximo ano, sublinha o comunicado à CMVM. Mas o Dinheiro Vivo sabe que a grande aposta da Portucel na próxima década assenta no papel tissue, segmento em que pretende atingir, a médio prazo, a liderança na Europa, tal como acontece já hoje no papel não revestido. E que Cacia será o primeiro complexo fabril a receber a primeira máquina de papel tissue de grandes dimensões.
O plano a 10 anos está a ser definido com o apoio da McKinsey, sendo que há já vários bancos de investimento a trabalhar com a Portucel neste processo.
Mas o grupo não avança, para já, grandes pormenores, remetendo tudo para o primeiro trimestre de 2015. Diz, apenas, que o plano "assenta em rigorosos critérios de análise" sobre a sua rentabilidade e que visa "equilibrar geograficamente a base industrial, sem colocar em causa a robustez financeira do grupo, nem tão pouco a capacidade de remunerar, adequadamente, os seus acionistas".
O primeiro passo será a referida construção de uma unidade industrial de pellets (são um tipo de lenha, geralmente produzidos a partir de serragem ou serradura de madeira refinada e seca que depois é comprimida) na Carolina do Sul. Terá uma capacidade instalada de 460 mil toneladas e está orçada em 110 milhões de dólares, cerca de 89 milhões de euros.
Com conclusão prevista para o terceiro trimestre de 2016, esta fábrica "constitui uma atrativa oportunidade de investimento para o grupo, que assim poderá alavancar a sua experiência em matéria de transformação florestal e processos industriais, entrando na promissora área da bioenergia", pode ler-se no comunicado ao mercado. Localizada na região de Geenwood, a futura unidade fabril "beneficiará de condições muito favoráveis em termos de matéria-prima florestal e de energia", diz a Portucel, que garante, ainda, ter já "negociado contratos de fornecimento com preço fixo para um prazo de 10 anos". O que significa que tem já assegurada a venda de 70% da sua produção.
Quanto a Moçambique, onde o grupo está a desenvolver um projeto integrado de produção florestal, de pasta de celulose e de energia, a Portucel asssinou hoje um acordo com a International Finance Corporation (IFC), a maior instituição de desenvolvimento global voltada para o setor privado nos países em desenvolvimento, e que faz parte do grupo Banco Mundial, que subscreverá 20% das ações da Portucel Moçambique, num investimento que, numa fase inicial, atingirá até 30,4 milhões de dólares (cerca de 24,4 milhões de euros).
"O referido acordo encontra-se, ainda, sujeito ao preenchimento das condições usuais neste tipo de operações, as quais deverão estar completadas no decurso dos próximos três meses", sublinha a Portucel.
Recorde-se que o projeto em Moçambique prevê, numa fase inicial, a plantação de 40 mil hectares de eucalipto, até ao final de 2016, nas províncias de Manica e Zambézia.

Vinhos do alentejo crescem em 2014


15-12-2014
5% em volume, 1,3% em quota de mercado
 
Os vinhos do Alentejo devem terminar o ano com nota muita positiva. De acordo com as previsões anunciados pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), os vinhos alentejanos deverão crescer 5% em volume e 1,3% em quota de mercado.
Em matéria de exportações, os vinhos alentejanos subiram 5,6% para a Europa, no primeiro semestre, e 5,1% para países extra União Europeia, até à data de hoje. Num comunicado onde faz um balanço do ano, a CVRA aproveita ainda para recuperar alguns dos momentos mais significativos para a região: o National Geographic Traveller destacou o Alentejo como um dos 21 melhores destinos a visitar, pela autenticidade e riqueza cultural; o jornal norte-americano "USA Today" elegeu o Alentejo como a melhor região vitivinícola do mundo a visitar; a UNESCO elevou o cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade; e a Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN) selecionou Reguengos de Monsaraz para "Cidade Europeia do Vinho 2015".
Redação | WINE - A Essência do Vinho

Ministra Cristas saúda 'luz verde' a fundos para agricultura


A ministra da Agricultura e Mar anunciou hoje em Bruxelas que a Comissão Europeia aprovou o programa de desenvolvimento rural de Portugal, o que classificou como uma "extraordinária notícia", antes do arranque da tradicional "maratona" negocial sobre pescas.

POLÍTICA Cristas saúda 'luz verde' a fundos para agricultura Lusa
16:50 - 15 de Dezembro de 2014 | Por Lusa

"Acabei de receber a notícia, do comissário da Agricultura (Phil Hogan), de que o nosso programa de desenvolvimento rural, os nossos fundos para a agricultura foram aprovados pela Comissão Europeia. A Comissão Europeia vai dar nota pública amanhã (terça-feira), mas hoje já me deu a confirmação de que aprovou o nosso programa de desenvolvimento rural. Isto é, para, nós extraordinariamente importante", declarou Assunção Cristas, à margem de um Conselho de ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia.

Apontando, "com alguma alegria", que se trata de um "contraste grande com o programa anterior", pois agora Portugal foi um dos primeiros (quatro) países a ver o seu programa aprovado, quando antes foi "o último", a ministra sublinhou que tal significa que os investimentos na agricultura podem assim continuar "sem qualquer interrupção".

"É uma extraordinária notícia para o nosso país, para os agricultores portugueses, e é a garantia de que os 4 mil milhões de euros que temos para os próximos anos na agricultura podem continuar a ser usados, como aliás já estão a ser usados, no âmbito do regulamento de transição", afirmou.

Questionada sobre as negociações que têm hoje início para fixar das capturas de peixe em 2015 e repartição de quotas pelos Estados-membros, Assunção Cristas reservou declarações para terça-feira, quando for conhecido o desfecho do Conselho, mas garantiu que Portugal sabe o que quer.

"Fizemos o trabalho de casa", disse.

Fonte comunitária disse à agência Lusa que as prioridades fixadas por Portugal neste debate referem-se aos totais admissíveis de capturas (TAC) de lagostim, pescada, raias e areeiro, espécies para as quais o executivo de Bruxelas - baseando-se em pareceres científicos - propõe cortes nas águas ibéricas.

As capturas de pescada - que noutros anos foram aumentadas devido aos planos de recuperação da espécie - voltam a ser reduzidas em águas portuguesas e ibéricas, propondo a Comissão Europeia um corte de 15%.

Para os TAC de raias e de lagostim propõe-se um corte de 10% e para os areeiros, que no ano passado viram os TAC ampliados, a redução é de 55,1%.

No Mar do Norte, o acordo da UE com a Noruega prevê mais 5% dos totais admissíveis de bacalhau para 2015, face a este ano.

Tomate considerado produto excelência 2014

Actualizado há 2 horas e 15 minutos

 
 Na edição 2014 dos Prémios Agricultura, o júri da competição elegeu o tomate como Produto Excelência e entregou o troféu à AIT – Associação dos industriais de Tomate, em representação de toda a fileira. A cerimónia teve lugar no Ritz Four Season Lisboa e contou com a presença da Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

 

"É uma honra receber este prémio especial, pelo que ele significa em termos de importância e méritos do setor, nomeadamente por ser uma indústria que está no topo dos rankings mundiais e a contribuir ativamente para a nossa economia", referiu Miguel Cambezes, Secretário-geral da AIT, qualidade que o levou a receber o troféu.

 

A AIT, fiel depositária do prémio, é a associação setorial que representa o setor do tomate de indústria português, um setor produtivo que se destaca fortemente a nível nacional e mundial. Ao exportar 95 por cento da produção, Portugal ocupa o 4º lugar no ranking dos maiores exportadores mundiais. A nível nacional, a fileira do tomate é uma das principais indústrias agroalimentares do país. Em 2014, o setor processou um milhão e duzentas mil toneladas de tomate, ou seja, 250 milhões de euros em exportações. De destacar, ainda, que Portugal é o país europeu com maior rendimento por hectare e a nível mundial está no top 3.

Coimbra Agricultores dão "rosto" aos produtos com entregas de cabazes


Agricultores da região Centro estão a apostar na proximidade e entregam os seus produtos em cabazes, a dias fixos, na cidade de Coimbra, passando os clientes a conhecer o rosto de quem produz.
PAÍS Agricultores dão rosto aos produtos com entregas de cabazes Lusa
16:30 - 14 de Dezembro de 2014 | Por Lusa
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Todas as quartas-feiras, João Madeira sai de Penela a caminho de Coimbra para entregar cabazes com produtos agrícolas da sua quinta a clientes. Colhe os produtos no próprio dia ou no dia anterior.

"Mais fresco não dá. Só comendo ao lado da exploração", comenta o engenheiro agrónomo de 40 anos, natural de Coimbra, que decidiu em 2011 dedicar parte da sua vida à produção agrícola.

Para João Madeira, com este tipo de entrega "evitam-se intermediários" e cria-se "uma forma alternativa de relacionamento entre quem produz e quem consome".

No cabaz, só há produtos da época, exceto as ervas aromáticas produzidas em estufa e doces e compotas feitos para eliminar o desperdício.

"Não faz sentido comer laranjas da Nova Zelândia e tomates não sei de onde. A produção local é a única que faz sentido e é sustentável", defende Vasco Nogueira, cliente, realçando que o consumo de produtos de época é "um regressar às origens".

Poder comprar em cabazes permite "conhecer a pessoa que produz, perceber como se faz e até sugerir produtos", além de incluir legumes no cabaz que Ruben Torices, outro comprador, "nunca tinha experimentado e possivelmente num supermercado não encontrava".

Cristina de Jesus, de 43 anos, virou-se para a agricultura e para a entrega de cabazes depois de ter ficado desempregada em 2013, já que a alternativa "era eventualmente trabalhar para fora do país".

Começou a sua exploração agrícola há três meses, nos terrenos da família, no concelho de Cantanhede, com a ajuda "do saber e experiência" dos pais, tendo iniciado a entrega de cabazes há uma semana.

Optou pelos cabazes por ser "uma forma mais personalizada" de entregar os produtos, em que se cria uma relação com o cliente e que contrasta com as compras em hipermercados, em que "as pessoas escolhem e nem sabem a origem" dos legumes.

Rosa Rodrigues, de Coimbra, e Nuno Pereira, de Tondela, também fazem entregas de cabazes em Coimbra, apesar de não ser a principal forma de escoarem os seus produtos.

Esta opção permite entregar produtos em pequena quantidade ou que "não se aguentam muito tempo frescos" e que de outra forma não venderiam, o cliente não perde tempo e podem introduzir hortícolas que as "pessoas dificilmente conheceriam", apontam como vantagens.

Para Maria Nunes e o seu marido, reformados a viver em Tábua, os cabazes são uma forma de "passar o tempo", mas também "de ganhar mais alguma coisa".

Vão duas vezes por mês a Coimbra fazer as entregas e os clientes ficam "satisfeitos", dizendo que "a sopa fica diferente, com um gosto e um cheiro diferente".

"As pessoas, com o primeiro cabaz, conhecem o produto e ficam bem servidas. Veem que é tudo produtos naturais e sem químicos nem pesticidas e ficam a conhecer a cara de quem produz", conclui Maria Nunes.

Hermès descobre a cortiça do Alentejo


09.05.2014 Por Inês Garcia
A revista da marca francesa Hermès, Le Monde d'Hermès, de tendências e inspirações para a estação, publicou na sua última edição de Primavera/Verão 2014, um artigo do fotógrafo Sean Rocha sobre a cortiça e as paisagens alentejanas.

Sean Rocha esteve alguns dias no Alentejo, e a partir daí escreveu sobre o processo de produção de cortiça naquela região. No texto, acompanhado por imagens quentes do Alentejo, recolhidas em Setembro de 2013, o fotógrafo fala da "rudeza implacável do terreno de beleza sem igual" e das "colinas ondulantes e secas que produzem, sem dificuldade, cortiça", recordando as propriedades deste recurso natural, por exemplo, na conservação do vinho.

A publicação bianual conta com a contribuição regular de Sean Rocha, escritor e fotógrafo que viaja pelo mundo à procura de imagens e histórias que descrevam "o ponto de vista único" que a marca de luxo francesa tem, escreve o fotógrafo no seu site oficial.

Nos últimos 30 anos, muitos foram os artistas, escritores e fotógrafos convidados a escrever na revista e a contribuir com imagens, gostos pessoais ou pequenas narrativas revelando curiosidades. Edmund de Waal, Peter Saville, Mark Borthwick, Tim Walker ou Koto Bolofo foram alguns dos que já participaram.

Esta publicação de Primavera/Verão, dedicada ao tema Metamorfose, onde são também reveladas histórias sobre a colecção para esta estação e até uma receita de merengue, está, pela primeira vez, disponível para iPad.

Texto editado por Bárbara Wong

Movimento "Slow Food" adota sotaque do Porto

Grupo de personalidades quer valorizar produtos da região


Projeto quer valorizar produção do Norte
DR
13/12/2014 | 15:20 |  Dinheiro Vivo
"Somos capazes de ter o telefone do nosso dentista, mas não temos o do nosso produtor", isto é, de quem produz os nossos alimentos. É a pensar numa possível mudança de hábitos que um grupo de pessoas, liderado pelo professor e gestor Rui Rosa Dias, criou o movimento Slow Food Porto, transpondo para a cidade e o distrito um conceito nascido em Itália, que pretende colocar a mais-valia da cadeia alimentar do lado de quem produz e de quem consome.
A apresentação pública do projeto é já amanhã, às 15 horas, no Parque da Cidade, no Porto, num espaço que passará a incluir um menu, criado pelo chef Álvaro Dinis, representativo do que deve ser uma alimentação "slow food" (comida lenta), por oposição à "fast food".
Já com uma centena de associados, o movimento tem sede no IPAM - The Marketing School, no Porto, onde a abordagem académica deu lugar à vontade de concretizar a valorização de produtos, em especial os típicos da região, à semelhança do que outras associações idênticas já fazem em Lisboa, Alentejo, Algarve e Arcos de Valdevez.
Se a marca e o preço de um produto são agora os principais critérios de compra do consumidor, o grupo pretende fazer ver que pode haver mais benefícios se a opção recair em três pilares: ser bom (saber bem e ter qualidade); ser limpo (respeitar a saúde, a biodiversidade e o ambiente); ter um preço justo para o produtor e o consumidor.
Para 2015, o movimento tem já apontadas algumas ações: um congresso nacional; criar uma associação nacional que reúna todas as associações "slow food" do país; estabelecer um dia onde, em todas as cidades do distrito do Porto, se possam oferecer à população petiscos "slow food" nos meios de transporte públicos; e conceber um selo de certificação, que adotará símbolo universal do caracol, para identificar os aderentes (restaurantes, produtores e produtos).

Em Coruche, o açúcar volta a ser feito da beterraba

A empresa DAI vai investir 30 milhões em 12 mil hectares de beterraba sacarina no Alqueva e na readaptação da fábrica


A DAI produz açúcar para marcas como a Rio Bravo, Auchan ou Continente
D.R.
15/12/2014 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

A Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial (DAI), que opera uma fábrica em Coruche, no Ribatejo, vai voltar a usar beterrabas sacarinas para produzir açúcar já a partir de 2017, disse ao Dinheiro Vivo, o responsável pela área de inovação e desenvolvimento da empresa, Manuel Espadinha.
A empresa tinha deixado de o fazer porque, em 2008, a Comissão Europeia reduziu para menos de metade a quota nacional de produção a partir de beterraba e a DAI teve de recorrer à importação de cana de açúcar e investir 12 milhões de euros na readaptação da fábrica.
Agora, as quotas de produção vão aumentar novamente - ainda não está fechado para quanto - e a DAI encontrou boas condições para voltar a cultivar grandes áreas deste tipo de beterraba, a única que dá para produzir açúcar.
"Vamos para o Alqueva que é uma zona com um potencial muito grande e que está em franco desenvolvimento. Estamos em negociações para ocupar 10 a 12 mil hectares de terreno que originariam uma produção de um milhão de beterrabas sacarinas que dão depois para 120 a 150 mil toneladas de açúcar", explicou o mesmo responsável. Ou seja, cerca de metade das 250 mil toneladas de açúcar que saem da fábrica da DAI todos os anos para abastecer a marca Rio Bravo ou as marcas próprias do Continente e da Auchan.
É por isso que este regresso à beterraba marca uma revolução na empresa. "Hoje a fábrica apenas refina cana de açúcar que temos de comprar lá fora e, por isso, produzir beterraba siginifica menos dinheiro gasto na importação", diz Manuel Espadinha. Marca também uma alteração na economia nacional, dado que, neste momento, Portugal não tem qualquer produção própria de açúcar, apenas refinação da cana.
Além disso, acrescenta Manuel Espadinha, vai criar empregos porque, além do cultivo da beterraba no Alqueva - que daria trabalho a mais agricultores naquela zona - a DAI vai ter de voltar a readaptar a fábrica de Coruche para que esta possa transformar a beterraba sacarina. Esta é diferente daquelas que se vendem nos supermercados,"tem a forma de um cone e é maiores, chegando a pesar cerca de um quilo.
O investimento nos equipamentos necessários para a transformação e ainda nos campos agícolas no Alqueva ascenderia a 30 milhões de euros, adianta este responsável da DAI. Segundo o relatório e contas de 2012, apesar de operar em Portugal, 51% da empresa é detido por espanhóis, 20% por italianos, 15% por holandeses e o restantes por portugueses.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Quinta da Lixa: Quer ser enólogo por um dia num hotel de charme?

Empresa produtora de vinho verde entra no mercado do turismo com a abertura de um hotel de charme. O investimento está estimado em quatro milhões de euros


Óscar Meireles 
Lisa Soares
14/12/2014 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

A Quinta da Lixa, a empresa portuguesa que mais vinho Alvarinho exporta para os EUA, vai abrir, no primeiro trimestre de 2015, um hotel de charme, com selo ecológico, onde os clientes podem ser enólogos por um dia.
Num investimento de quatro milhões de euros, o Monverde vai contar com 30 quartos, spa, wine bar, auditório e sala de provas, além de um adega experimental que permitirá aos visitantes a experiência única de colherem as uvas, elaborarem o seu próprio vinho e engarrafarem-no para trazer para casa.
China, Rússia e EUA são as apostas prioritárias para a divulgação do novo hotel, bem como os países nórdicos. A intenção é apostar em consumidores que já identifiquem a Região dos Vinhos Verdes e a marca Quinta da Lixa. O Monverde ainda nem abriu, mas já tem uma semana reservada pela câmara dos arquitetos chineses, que vem a Portugal organizar um seminário sobre arquitetura.
Este é apenas o mais recente projeto da Quinta da Lixa, que recebe, anualmente, mais de 2600 turistas no seu centro de visitas. O objetivo é que este novo investimento potencie as sinergias da marca e ajude à sua promoção, reconhece Óscar Meireles, responsável da empresa. "Há uma grande carência, mesmo na região dos Vinhos Verdes, a nível de enoturismo", na medida em que "há muito turismo de habitação, mas de dimensão muito pequena".

ICNF promove inventário florestal nacional



DEC 12ALENTEJO, PORTUGALESTREMOZPOR GERSON INGRÊS

 
ESTREMOZ – O Instituto da Conservação da Natureza e da Florestas, ICNF, I. P., é um organismo do Estado que prossegue atribuições do Ministério da Agricultura e do Mar e desempenha funções de autoridade florestal nacional, cabendo-lhe, nesse âmbito, e de acordo com as alíneas a) e h) do n.º 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 135/2012, de 29 de junho, promover a execução do Inventário Florestal Nacional.

Por virtude dessas funções e no exercício daquela competência, o ICNF, I.P. vai promover, no período de novembro de 2014 a março de 2015, uma campanha de recolha de dados de campo sobre florestas e matos, em pontos de amostragem distribuídos aleatoriamente pela área florestal do Concelho.

Os dados a recolher, por medição das árvores e outra vegetação, têm como objetivo único a produção de estatísticas sobre os recursos florestais nacionais. As medições a efetuar não provocarão quaisquer danos no arvoredo, servindo apenas os objetivos mencionados, não tendo quaisquer efeitos fiscais ou outros, sendo ainda garantia a confidencialidade da informação recolhida.

A recolha de dados será assegurada por técnicos especializados, os quais se encontram identificados por uma declaração emitida pelo ICNF, I.P..

O ICNF, I.P. solicita a colaboração e compreensão dos proprietários e gestores florestais, facilitando o acesso e a presença destes técnicos nas suas propriedades.

sábado, 13 de dezembro de 2014

EUA: Revista especializada elogia espumante nacional

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

Afinal não é só o champanhe francês que brilha entre os espumantes. O ano de 2014 termina com um reconhecimento para Portugal: o espumante Vértice Gouveio 2007 acaba de receber 92 pontos na escala do especialista norte-americano Robert Parker, a melhor pontuação de sempre para os espumantes portugueses. 

O espumante do produtor Vértice, região do Douro, foi distinguido com 92 pontos (numa pontuação máxima de 100) pelo influente portal de vinhos do perito Robert Parker. 

É na lista dos melhores vinhos portugueses em 2014, provados pelo crítico Mark Squires, que Vértice Gouveio aparece em destaque. Para o especialista, que se mostra ansioso por encontrar facilmente este vinho à venda, não é apenas este espumante que o surpreende. Também o produtor, um verdadeiro "fanático", merece elogios pelos métodos de produção que privilegia.

Mark Squires recorda que este espumante é envelhecido em garrafa durante 60 meses o que, garante, "não é um erro". Trata-se de um vinho produzido segundo o método clássico, sendo que "este 2007 é o mais recente lançamento da colheita, um dos melhores de sempre".

Corticeira Amorim recebe 35 milhões de euros do BEI para investigação


"Investigação, desenvolvimento e inovação são pilares estratégicos da liderança da Corticeira Amorim", diz o presidente da empresa.

12:29 Sexta feira, 12 de dezembro de 2014

A Corticeira Amorim recebeu um empréstimo de 35 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento, a 10 anos, para apoiar o seu programa de investigação, desenvolvimento e inovação nas diferentes unidades de negócio do grupo, líder mundial no sector da cortiça.

O contrato de financiamento, assinado esta sexta-feira em Lisboa, deverá permtir ao grupo melhorar a eficiência de produto e processo, modernizar instalações e reforçar a posição de mercado, através de um conjunto de atividades que decorrem até 2017 nos centros tecnológicos e unidades de produção da corticeira em Portugal, em cooperação com universidades e centros de investigação.

"Investigação, desenvolvimento e inovação são pilares estratégicos da liderança da Corticeira Amorim, na suas diversas áreas de atividade", refere em comunicado o presidente da empresa, António Amorim, sublinhando que "graças a esta aposta, tem sido possível otimizar processos e tecnologias e, também, desenvolver continuadamente novos produtos e negóciso de elevado valor acrescentado".

"Ter o BEI como parceiro neste processo é um relevante passo na consolidação desta estratégia que, estou certo, reforará a nossa liderança no sector da cortiça", acrescenta o empresário.



Confraria Ovelhã apresenta-se na Guarda


A Confraria Ovelhã realiza no sábado à tarde, na Guarda, o seu primeiro capítulo com a entronização de confrades.

Criada em dezembro de 2013, esta confraria pretende contribuir para dinamizar e desenvolver a ovinicultura, mas também promover «uma região rural esquecida, mas sempre ligada à ovelha, quer através de uma histórica atividade industrial têxtil, quer pelas suas tradições pastorais e agrícolas». Segundo Susana Augusto, a Provedor-Mor e vice-presidente, a Confraria Ovelhã tem por objetivo «a defesa, o prestígio, a valorização patrimonial, a promoção da ovelha e todos os seus derivados».

China já injetou 10 mil milhões de euros em Portugal


Desde 2011, ano da compra de 21,35% da EDP, o capital chinês já chegou aos sectores da banca, saúde, seguros, água e imobiliário. Mas já há mais investimentos na mira dos chineses, noutros sectores de atividade.
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14:00 Sábado, 13 de dezembro de 2014
China já injetou 10 mil milhões de euros em Portugal
 D.R.

A China Three Gorges, que comprou 21,35% da EDP lidera nos investimentos pois já encaminhou 5,7 mil milhões de euros para Portugal. Mas a esta juntam-se já a State Grid (na REN), a Fosun (na Fidelidade e na ex-Espírito Santo Saúde) e a Haitong (no banco BESI).

Através da concessão de vistos gold a cidadãos chineses foram já encaminhados 900 milhões de euros para o imobiliário, sobretudo de luxo.

Os sectores da logística, portos, agricultura e recursos naturais poderão os próximos alvos do capital chinês.


Ainda não há acordo sobre a origem do vinho Alvarinho

Dezembro 12
09:29
2014

A Comissão Europeia pediu a Portugal esclarecimentos sobre a verdadeira origem do vinho Alvarinho, que deviam ser dados até ao fim de Novembro. Este prazo foi prorrogado até ao final de Janeiro e o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) está a organizar reuniões na região, para conseguir um acordo entre os produtores.

Apesar da primeira reunião ter corrido bem, segundo declarações do Vice-presidente do IVV Toscano Rito, ainda não existe um consenso, uma vez que existem produtores que querem que a denominação de Alvarinho seja restrita aos vinhos produzidos só em Monção e Melgaço e outros querem que a denominação seja estendida a toda a região da produção de vinho verde.

A solução pode vir a passar por uma rotulagem específica, como, por exemplo, "Alvarinho Premium" para os vinhos de Monção e Melgaço, dando assim um destaque especial a esses vinhos.

Está agendada nova reunião para o dia 17 de Dezembro e o clima de confiança entre as partes com ideias divergentes é bom, pelo que se espera uma solução de consenso.


Governo vai avançar de imediato com novo concurso para o centro de interpreta​ção da cultura do ananás



DEC 12AÇORES, PORTUGALHORTAPOR GERSON INGRÊS

 
HORTA – O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente anunciou hoje, na Horta, que o Governo vai avançar de imediato com um novo processo concursal para a conclusão da empreitada de construção do Centro de Interpretação da Cultura do Ananás, na freguesia da Fajã de Baixo, em São Miguel.

Luís Neto Viveiros referiu que esta decisão resulta da incapacidade, assumida pela própria empresa, em concluir a empreitada dentro dos prazos que ainda decorrem.

"Ao longo da empreitada, a empresa contratante apresentou algumas dificuldades, que em tempo oportuno foram compreendidas pelo Governo", salientou o Secretário Regional, sublinhando que foram concedidas várias prorrogações "até que, recentemente, a empresa declarou que não tinha capacidade para acabar a obra dentro dos prazos que ainda decorrem".

"Recordo que o prazo decorria até 16 de dezembro e, antecipadamente, a empresa construtora pediu a rescisão do contrato", frisou Luís Neto Viveiros, adiantando que o Governo está a "desenvolver o processo de rescisão do contrato com a empresa adjudicatária e imediatamente iremos lançar o procedimento concursal para que se contrate nova empresa, a fim de dar o devido andamento à obra e concluí-la no mais breve espaço de tempo possível".

"Estamos numa fase de transição entre duas etapas", afirmou o Secretário Regional, acrescentando que uma terminou com a rutura contratual entre o Governo e a empresa adjudicatária e a outra começará o lançamento imediato de novo procedimento concursal, que levará à conclusão desta obra.

Impacte ambiental e patrimonial do Alqueva custa 10% do investimento


CARLOS DIAS 12/12/2014 - 09:57

A planta aquática jacinto-de-água já chegou ao Alqueva e o mexilhão-zebra é uma ameaça cada vez maior. A EDIA vai instalar barreiras para impedir a sua progressão.

 
A EDIA esteve cinco meses a travar a entrada do jacinto-de-água na albufeira do Alqueva, o que conseguiu até agora NUNO OLIVEIRA

O projecto Alqueva prevê um investimento total de cerca de 2500 milhões de euros. Deste montante foram aplicados cerca de 10% do investimento em acções que procuraram minorar os impactes ambientais e patrimoniais provocados pela instalação do empreendimento.

Para além desta verba, a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) suporta encargos anuais que podem ascender a quatro milhões de euros, na monitorização da qualidade da água, dos solos, da flora e na população de peixes.  Apesar do volume das verbas já despendidas e das que têm de ser suportadas anualmente, persiste a poluição difusa expressa em milhares de toneladas de fósforo, potássio e azoto, todos os anos arrastados pelos caudais vindos de Espanha e da área circundante das albufeiras do Alqueva e Pedrógão. Recentemente a EDIA foi confrontada com a presença do jacinto-de-água e a ameaça de uma praga do -ebra.

O presidente da EDIA, José Pedro Salema, admitiu ao PÚBLICO que "não tem jurisdição" para actuar contra quem prevarica no lançamento na rede hidrográfica do Guadiana de efluentes domésticos, industriais e da agricultura em território espanhol, a que se junta a matéria orgânica depositada nos leitos das albufeiras do Alqueva e Pedrógão. "Sempre que detectamos situações anómalas informamos as autoridades" refere.

Em 2011 o relatório técnico do novo Plano de Ordenamento da Bacia do Guadiana, concluía: "se não forem aplicadas, até 2015, as medidas de protecção e salvaguarda ambiental obrigatórias, a saúde pública pode estar ameaçada".

A realidade nos dias de hoje reforça estas preocupações. De Espanha não vem só o fósforo, o azoto e o potássio. A proliferação no troço do Guadiana em território espanhol, desde 2004, do jacinto-de-água, já obrigou as entidades espanholas a investir cerca de 25 milhões de euros na erradicação desta planta infestante, sem o conseguir.

E as consequências já se fizeram anunciar em Alqueva em 2014. "Durante cinco meses mantivemos um barco na água a apanhar fragmentos de jacinto-de-água vindos de Espanha" descreve Pedro Salema. A barreira colocada pela empresa a montante da ponte da Ajuda, que liga Elvas a Olivença, em 2013, vai ser reforçada com outra para acautelar novas invasões da planta aquática oriunda do rio Amazonas. O presidente da EDIA teme o desastre ambiental em vastas áreas da albufeira do Alqueva caso a planta ultrapasse as barreiras colocadas a montante.

Também o mexilhão-zebra, um bivalve concentrado em troços do Guadiana no território espanhol e que pode destruir sistemas e perímetros de rega, suscita preocupações aos responsáveis da EDIA. Para combater a eventualidade da praga se estender a território português, a empresa já instalou em Alqueva duas estações para desinfestação de barcos que venham de locais suspeitos de estarem contaminados para participar em provas desportivas de pesca ou de regata na albufeira do Alqueva

Olival superintensivo
Quando falta um ano para a conclusão do sistema de rega em Alqueva, o impacte resultante do novo modelo agrícola na biodiversidade continua a suscitar reservas, sobretudo nos ambientalistas. Gonçalo Ribeiro Teles comparou em 2008 a emergência do olival intensivo e superintensivo no Alentejo a "uma espécie de eucaliptal de azeitona" que deixa os campos contaminados.

Confrontado pelo PÚBLICO com esta afirmação, o presidente da EDIA reconhece que existe a "ideia generalizada" que o olival superintensivo esgota os solos, mas garante que "não existe sustentabilidade científica" para uma tal suspeição, frisando que os estudos já efectuados revelam que os efeitos desta cultura intensiva "não afectam a biodiversidade", assume Pedro Salema, frisando que as aves abundam e até foi possível recuperar uma planta incluída na Directiva Habitat com a categoria de prioritária, por ser uma espécie em risco: a Linaria ricardoi .

O dirigente da Quercus, José Paulo Martins não comunga do optimismo expresso pelo presidente da EDIA. Recorda que os núcleos onde se identificou a  "Linaria ricardoi"  muitos deles "desapareceram porque os agricultores lavraram a terra ou instalaram olival novo".

A conclusão do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas publicada no seu site, também vai nesse sentido: "A intensificação da actividade agrícola parece constituir o factor mais relevante de decréscimo populacional da Linaria ricardoi" assim como a "passagem de culturas de sequeiro a regadio".

A realidade nova agrícola que veio substituir o sequeiro numa área com 120 mil hectares coloca novos desafios aos agricultores com explorações no território abrangido. Para divulgar as boas experiências em regadio, a EDIA, em parceria com o Green Project Awards, acaba de instituir o "Prémio de reconhecimento de boas práticas agrícolas" destinado a projectos que promovam o desenvolvimento sustentável na região de Alqueva.

Pedro Salema explicou que a atribuição deste prémio de 2.500 euros, terá periodicidade anual  e pretende ao mesmo tempo, "alertar e consciencializar a sociedade civil para a importância do equilíbrio ambiental, económico e social" sublinha Pedro Salema, frisando que em Alqueva não se cultiva apenas o olival. Outras culturas como o milho, a vinha, a cebola, a batata e outras hortícolas e ainda a papoila para a produção de ópio medicinal já cobrem cerca de 80% dos 68.000 hectares de regadio instalados até ao momento.

Há seis séculos, Loulé penhorava quem não pagasse impostos em figos


IDÁLIO REVEZ 12/12/2014 - 09:42
A história, às vezes, repete-se. A acta municipal mais antiga do país assinala seis séculos de poder local e mostra como Loulé cobrava impostos aos incumpridores poderosos.

 
A acta descoberta diz respeito ao dia 12 de Dezembro de 1384 DR

A cidade de Loulé celebra esta sexta-feira 630 anos de poder local, dando a conhecer a acta municipal mais antiga do país. No documento que a autarquia considera ser digno de vir a ser classificado de "Tesouro Nacional" são relatados alguns episódios do século XIV a lembrar tempos actuais. À época, queixavam-se os vereadores que "algumas pessoas poderosas da dita vila" se recusavam a pagar os impostos, traduzidos na entrega de figos à autarquia.

A inauguração da exposição "630 anos de poder local", onde vão estar patentes ao público os originais das actas de Loulé do século XIV ao século XXI e os forais de D. Afonso III e D. Manuel I, é apenas uma das componentes de um vasto programa cultural que decorre durante todo o dia, terminando com uma sessão solene à noite no cine-teatro louletano. Da parte mais mediática da iniciativa, destaca-se ao início da manhã, a libertação, junto às muralhas do castelo, de 18 pombos transportando na pata o nome dos 18 louletanos que participaram nessa reunião autárquica, que passou à história como exemplo da dificuldade em tocar nos interesses das classes mais abastadas.

A historiadora Luísa Martins evoca, a este propósito, o papel regulador que tinham os municípios na economia local, fazendo uso da faculdade de cobrar impostos directos. "As câmaras recolhiam bens junto dos mais abastados para distribuir pelos pobres, nos anos de maior carência, evitando, desse modo, revoltas em épocas de fome". A primeira acta do municipalismo, datada, faz um retrato do poder autárquico. Os vereadores, no dia 12 de Dezembro de 1384, pelo que ficou escrito, foram incumbidos de penhorar aos munícipes em "gados e pão [cereais]" o dobro do valor dos  figos que teriam de  entregar, caso não cumprissem com a obrigação que lhes era devida. A venda era feita em hasta pública. "Vendidos e rematadas, e que paguem os sobreditos negligentes a dita fruta, o dobro". Luísa Martins, autora de um mestrado sobre a "história da alimentação medieval em Loulé" e doutorada com uma tese sobre a presença portuguesa em África, no período de Mouzinho de Albuquerque, lembra que o Algarve, nesta época, era um grande produtor de frutos secos, mas sofria de uma "carência crónica de cereais, especialmente trigo".

Do programa das comemorações do poder local, destaca-se um simpósio destinado a abordar a importância do municipalismo ao longo da história. No caso de Loulé, adianta Luísa Martins, o concelho teve direito a enviar dois representantes às Cortes de Coimbra, "mas antes tinha contribuído com bens para a causa do Mestre de Avis". Já no séc. XII, sublinha, o concelho "tinha um peso significativo para a exportação de figo para Marrocos". No encontro participam, entre outros académicos, os investigadores Maria Helena Cruz Coelho (Universidade de Coimbra), Maria de Fátima Botão Marques (Universidade Nova), Luís Miguel Duarte (Universidade do Porto) e Eduardo Vera-Cruz (Universidade de Lisboa).

A efeméride que assinala os mais de seis séculos de poder local insere-se no programa das comemorações do 25 de Abril que se tem vindo a realizar neste concelho ao longo do ano. Os ex-presidentes da República, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, foram alguns dos convidados a participar nas outras iniciativas cívicas e culturais, a cargo de uma comissão presidida por Carlos Albino, ex-correspondente diplomático do Diário de Notícias. 

Mais de 97 por cento dos alimentos da UE cumprem norma de resíduos de pesticidas

 12-12-2014 
  
Mais de 97 por cento das amostras analisadas no último programa de controlo sobre a presença de resíduos de pesticidas, à escala europeia, cumprem a normativa.

De acordo com a informação publicada pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) de 2012, mais de 54 por cento das amostras estão livres de qualquer rastro detectável dos produtos químicos e cerca de 43 por cento apresentam níveis de resíduos abaixo dos máximos estabelecidos na normativa comunitária.

A informação baseia-se na análise de quase 79 mil amostras de alimentos realizadas por 27 Estados-membros da União Europeia (UE), Islândia e Noruega. Foram realizados dois programas, um nacional, projectado por cada país e outro coordenado pela UE. Em 2012, doze produtos alimentares foram analisados para um total de 205 pesticidas diferentes.

Os alimentos biológicos revelaram uma taxa de excedência de LMR mais baixa em comparação com outros produtos não biológicos. A taxa de incumprimento dos alimentos importados de terceiros países para a UE, Noruega e Islândia foram cinco vezes maior que os alimentos provenientes destas nações, 7,5 frente a 1,4 por cento.

Os resultados do programa coordenado pela UE mostraram que 99,1 por cento das amostras analisadas continha níveis de resíduos dentro dos limites admissíveis e que quase 60 por cento das mesmas não apresentavam resíduos mensuráveis. Os alimentos com maiores taxas de excedência foram os brócolos, com 2,8 por cento; couve-flor, com 2,1 por cento; a uva de mesa, 1,8 por cento; pimentões, com 1,4 por cento e beringelas, com um por cento. Com taxas mais baixas foram ervilhas com casca e azeite; trigo e bananas.

A AESA avaliou ainda se a actual exposição alimentar a resíduos de pesticidas apresenta riscos para a saúde humana, tanto a longo como a curto prazo, concluindo que a presença deste nos alimentos em 2012 era pouco provável que tivesse efeito crónico na saúde dos consumidores.

Fonte: Agrodigital

Conselho de Ministros aprova Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação

 12-12-2014 
 
O Conselho de Ministros aprovou o Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD), decorrente da primeira revisão do PANCD aprovado em 1999.

O PANCD, para o qual a CONFAGRI e a FENAFLORESTA participaram activamente na sua elaboração, foi alinhado com a Estratégia Decenal 2008-2018 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CNUCD), tendo como objectivo a sua aplicação ao território nacional, de acordo com os requisitos e directrizes internacionais relevantes.

O PANCD, agora aprovado, diferencia-se do plano anterior, nomeadamente, na selecção dos quatro objectivos estratégicos definidos pela CNUCD, dando prioridade às questões das populações das áreas afectadas, aos sistemas que estão na base das síndromas de desertificação identificados para Portugal, às principais sinergias com outros processos convergentes em desenvolvimento na agenda interna e internacional e às questões da governação dos recursos.

O Conselho de Ministros aprovou também a Estratégia Nacional para as Florestas (ENF), actualizando assim o documento de Estratégia que datava de 2006. Esta actualização resulta de processo de avaliação e de consulta pública alargada, incorporando as alterações de contexto entretanto verificadas.

A Estratégia actualizada mantém como horizonte o ano de 2030, salvaguardando o enquadramento da programação dos instrumentos financeiros para o período 2014-2020, que são fundamentais para alavancar as ações identificadas.

O Conselho aprovou também um diploma que institui o Conselho Florestal Nacional e regula a sua natureza, as suas competências, a sua composição e o seu funcionamento.

O Conselho Florestal Nacional (CFN), órgão de consulta na área das florestas, tem por competência contribuir para a definição das políticas e estratégias nacionais para a floresta, para os recursos da caça e da pesca nas águas interiores e da legislação estruturante do sector.

O CFN irá congregar todas as entidades públicas e privadas que nas diferentes áreas de atribuição ou de representação de interesses interagem no sector florestal, incluindo as representativas de actividades, dos recursos e dos produtos associados à floresta e aos espaços florestais e sucede nas competências do Conselho das Organizações Interprofissionais Florestais e do Conselho Consultivo para a Fitossanidade Florestal, que são extintos.



2015: Açores enfrentam incógnita do fim de quotas leiteiras

12-12-2014 
 

 
A União Europeia vai acabar com as quotas leiteiras a 01 de abril de 2015, colocando um grande desafio aos Açores, onde, em 2,5 por cento do território nacional, se produz mais de 30 por cento do leite do país.

Metade da economia açoriana assenta na agropecuária e, dentro dela, o leite pesa mais de 70 por cento, sendo um sector que viveu uma mudança substancial nos últimos dez anos, depois de a União Europeia (UE) ter anunciado o fim das quotas no espaço de uma década.

A mudança é evidente e deu competitividade ao sector, dizem produtores, indústria e administração regional que, porém, não estão de acordo em relação ao cenário pós-quotas.

Os produtores, pela voz do presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, dizem que o fim das quotas pode ser «um autêntico desastre», considerando fundamental negociar com Bruxelas medidas proactivas, e não apenas reactivas, de apoio ao sector para a fase de transição, ao abrigo da ultraperiferia das ilhas.

A Comissão Europeia assumiu o compromisso de criar um observatório do leite, para acompanhar as oscilações do mercado e adoptar medidas de resposta sempre que necessário.

«Embora se reconheça que o impacto das quotas leiteiras seja de difícil estimação, existe consenso sobre uma perda global no rendimento dos produtores de leite, no curto prazo», e uma reestruturação do sector em torno dos que produzirem «com menores custos», concluiu um estudo encomendado pelo Governo dos Açores à consultora Fundo de Maneio, recentemente divulgado.

Num dos cenários para os Açores, em que assume uma diminuição de 10 por cento nas receitas das explorações, o estudo diz que o impacto no rendimento dos produtores poderá ser contrabalançado com um aumento de 13,45 por cento dos «subsídios correntes». Com os actuais, haveria uma diminuição de 7,5 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto do sector.

Por outro lado, estes cenários confirmar-se-ão sem «um redimensionamento das explorações, da indústria, do comércio e das políticas governamentais», refere o documento.

O secretário regional da Agricultura, Luís Neto Viveiros, tem sublinhado que, se há ainda muito a fazer, «muito tem sido feito» nos últimos dez anos e, precisamente, no sentido que aponta o estudo.

O executivo açoriano tem tentado «desmistificar» a questão, manifestando confiança na capacidade do sector, da produção à indústria, para enfrentar o fim das quotas, após uma década de investimento público «cautelar», numa política que vai prosseguir, será reforçada e está «consensualizada» com os produtores.

Por outro lado, foram introduzidas alterações na distribuição dos subsídios europeus por parte do Governo açoriano, como acontece o programa específico de apoio à produção nas ultraperiferias (o POSEI) que, a partir de Janeiro, reforça as verbas para o leite e atribuirá os prémios aos produtores em função das entregas nas fábricas e não da quota que detêm. Há ainda um reforço do prémio por vaca leiteira.

Por outro lado, no Quadro Comunitário 2014-2020, as taxas de cofinanciamento para investimentos nas explorações agrícolas situam-se entre os 50 e os 75 por cento, quando no continente são de 30 a 50 por cento.

O Governo Regional assegura que não deixará, no entanto, de defender «um reforço ou definição de medidas específicas nesta fase» junto do executivo nacional e das autoridades europeias.

«Estamos tranquilos, mas também atentos aos desafios que aí vêm e às medidas que seja eventualmente necessário tomar», disse há poucas semanas Neto Viveiros, que sublinha que apesar dos «constrangimentos», os Açores têm «vantagens competitivas», que residem na forma de produção, associada à alimentação das vacas em pastagens, o que é valorizado por um tipo de consumidor.

Fonte: Lusa

FAO: Recorde histórico em 2014 para a produção mundial de cereais

12-12-2014 
  
A produção mundial de cereais deve atingir as 2.532 milhões de toneladas este ano, incluindo o arroz branqueado, o que supõe um aumento de 0,3 por cento frente a 2013.

Segundo a última informação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), "Perspectivas de colheitas e situação alimentar", a colheita mundial recorde em 2014 excede a utilização prevista em 2014/2015, permitindo que as existências alcancem o seu nível mais alto desde o ano 2000 e empurrando a proporção global entre as existência e a utilização, uma medida representativa das condições de oferta, até 25,2 por cento, o nível mais alto dos últimos 13 anos.

A informação da FAO alerta ainda para o deterioramento da insegurança alimentar em diversos países devido aos conflitos civis, à meteorologia adversa e ao surto do vírus Ébola. Cerca de 38 países encontram-se em risco de insegurança alimentar, incluindo 29 em África, mais três que os assinalados em Outubro.

O Ébola teve um enorme impacto nos sectores agrícola e alimentar na África Ocidental, sobretudo na Guiné, Libéria e Serra Leoa. A FAO alertou para o facto dos preços locais do arroz e da mandioca, o segundo alimento básico da região, terem aumentado significativamente.

Para a produção total de cereais na Europa a FAO estima um aumento de 5,6 por cento em relação a 2013, enquanto espera uma produção recorde de milho nos Estados Unidos da América, apesar da redução da superfície cultivada.

Fonte: Agrodigital

Produtores de beterraba preocupados com o fim das quotas

Dezembro 12
09:29
2014

A França é o maior produtor de beterraba da Europa e os produtores franceses, reunidos na Assembleia Geral da sua Confederação, manifestaram grandes receios no futuro, depois do fim das quotas de açúcar.

O fim das quotas está previsto para 1 de Outubro de 2017, data a partir da qual os preços de garantia vão desaparecer. A única vantagem para os produtores parece vir a ser a liberdade de venda, que quiserem, ao industrial.

Os responsáveis europeus parecem estar conscientes dos problemas que podem surgir, tendo considerado a beterraba um produto sensível, pelo que ficará em vigor uma cláusula de controlo das importações, caso exista uma perturbação de mercado.

Apesar desta situação, todos estão de acordo em que o mercado vai ser sujeito a grandes modificações, pois a produção europeia fica livre de produzir a quantidade que quiser, mas será muito mais pressionado pelo mercado internacional.

A União Europeia é o terceiro maior produtor mundial de açúcar, sendo o maior importador mundial e o segundo maior consumidor.

Os produtores europeus contam com um programa de investigação AKER, que tem como objectivo aumentar a produtividade dos campos, entre 2% a 4% por ano.

Outra notícia é que a isoglucose (um xarope de milho rico em frutose), que concorre com o açúcar de beterraba, não tem tido sucesso no mercado europeu, ao contrário do que se passa nos Estados Unidos e a sua produção deve ser muito reduzida, para uma quantidade residual.

Bruxelas prolonga ajuda a exportadores de frutas e legumes devido a embargo russo


12/12/2014, 12:43
A Comissão Europeia anunciou hoje a intenção de adotar medidas novas de ajuda ao setor das frutas e legumes perecíveis por causa do embargo russo e que vigorarão até junho de 2015.

O novo programa vai substituir o que está atualmente em vigor e que termina no fim do ano e manterá um limite de 165 milhões de euros para as ajudas. Em causa está a persistente queda dos preços das frutas e legumes, especialmente nos Estados-membros com maior volume de exportação para a Rússia, permitindo a retirada de determinadas quantidades de produtos, calculadas em função dos volumes de exportações nos últimos três anos.

As exportações portuguesas para a Rússia representam cerca de 13 milhões de euros, de um total estimado em 48 milhões.

Execução dos Investimentos PRODER - Prorrogação do prazo

Comunicado da Autoridade de Gestão do PDR2020


2014.12.12

É obrigação desta Autoridade de Gestão dar cumprimento integral e pontual aos procedimentos impostos pelas regras comunitárias, com vista ao normal encerramento do PRODER.

Neste enquadramento foi definida a data de 31/12/2014 como data limite, regra geral, para a conclusão da execução dos projetos de investimento.

Tendo-se constatado que inúmeros beneficiários alegaram dificuldades várias na conclusão dos seus investimentos, dentro do prazo referido, demonstrando todavia, uma forte vontade e convicção no cumprimento integral dos objetivos iniciais propostos.

Entendeu esta AG, ponderando as razões manifestadas pelos beneficiários bem como o relevante interesse público na execução integral das verbas comprometidas, proceder à prorrogação das datas de conclusão dos investimentos.

Assim, é fixada a data limite de 31/03/2015, para os projetos de investimento cuja data de conclusão esteja compreendida no período de 01.10.2014 a 31.12.2014.

Esta prorrogação é automática, dispensando um pedido de alteração por parte do beneficiário.

Durante o período adicional o beneficiário está obrigado à submissão do último pedido de pagamento, sob pena de a mesma não lhe ser permitida e considerar-se a operação encerrada naquela data e nas condições em que se encontre, para todos os devidos e legais efeitos.

Outras alterações aos pedidos de apoio só serão aceites se apresentadas até 31/12/2014.

Desta forma, estão reunidas as condições para concluir do sucesso e da plena realização física e financeira do Programa, missão da Autoridade de Gestão.

Este sucesso só foi possível pelo empenho, esforço, dedicação e resiliência extremas, dos beneficiários, em estreita e dedicada colaboração com a Autoridade de Gestão.

Lisboa, 12 de Dezembro de 2014

NFTrax, para uma menor compactação dos solos

A Lindsay Europe, através da sua nova roda NFTrax, foi destacada com o Prémio Inovação SIMA 2015. Esta roda sem ar, que se aplica em sistemas de pivots de rega, permite que o solo fique com menos marcas de rodado do que com os pneus convencionais.

Segundo os responsáveis da Lindsay Europe, "o NFTrax imprime uma marca de rodado 30 a 50% menor comparativamente com um pneu convencional ou maciço."
Constituído por uma cinta de borracha esticada, esta roda é formada ainda por um núcleo de aço. O seu design é desenvolvido para que o impacto no solo seja o menor possível. Flexível, o NFTrax "adapta-se aos mais variados terrenos e obstáculos", de acordo com a Lindsay.

A Lindsay é representada em Portugal pela empresa Lagoalva.

Saiba mais sobre esta inovação na próxima edição da Revista abolsamia.

Vila de rei avança com cooperativa agrícola de interesse público



DEC 12CENTRO, PORTUGALVILA DE REIPOR GERSON INGRÊS

 
VILA DE REI – A Assembleia Municipal de Vila de Rei aprovou, em reunião realizada a 11 de Dezembro, a constituição de uma Cooperativa Agrícola de Interesse Público e respetivos estatutos, que vai assim conseguir dinamizar da melhor forma as infraestruturas de largar, destilaria e zona de embalamento a criar pelo Município de Vila de Rei.

Com a criação da Cooperativa Agrícola, as novas valências vão assim poder abranger um grande número de produtores locais que terão assim um acesso mais próximo e menos dispendioso a este tipo de infraestruturas.

A Cooperativa Agrícola de Interesse Público de Vila de Rei representará assim uma estrutura única que, na região, fará a articulação e gestão da armazenagem, transformação e comercialização dos produtos agrícolas, gerando ganhos em termos de competitividade.

Ricardo Aires, Presidente da Autarquia de Vila de Rei, afirma que "a constituição de uma Cooperativa Agrícola vai dinamizar as novas infraestruturas e criar uma marca com capacidade para escoar os produtos dos cooperantes, sendo uma mais-valia para todo o Concelho bem como um incentivo a todos os agricultores e ao empreendedorismo."

Produção animal em destaque na agrotec 13


12 DE DEZEMBRO DE 2014 AGROTEC

A última edição de 2014 da AGROTEC conta com um dossier dedicado à Produção Animal: Campilobacteriose na Avicultura, Eficiência Energética na Produção de Frangos, Taxa de Substituição em Ovinos, Produção de Leite em Ponte de Lima, Bem-Estar Animal em Suínos e Vacas Leiteiras, "BI" de algumas Raças Bovinas Produzidas em Portugal são alguns dos temas abordados neste dossier.

Destaque também para o Ensino Superior Agrícola: a AGROTEC começa nesta edição com um conjunto de reportagens sobre o Ensino da Agronomia em Portugal. Nesta primeira edição, "abrimos" com o Instituto Superior de Agronomia (ISA).

O Projeto Eurolegume, os Efeitos Ambientais Diretos e Indiretos do Regadio em Portugal, "Análise Comparativa entre Metodologias de Manutenção de Tratores Agrícolas", a "Agricultura Biológica como Solução Estratégica para Países em Desenvolvimento" e uma entrevista à organização da AgroGlobal são mais alguns dos temas abordados nesta edição.

No suplemento Pequenos Frutos a nova Máquina para apanha de Mirtilos, acabada de chegar a Portugal, é a grande novidade. Um artigo sobre Micorrizas, um fungo "amigo" deste pequeno fruto também merece atenção na edição nº 9 deste suplemento.

Polinizações controladas em Amoras, Fruteiras Tradicionais do Algarve, utilização da Camarinha como Bioconservante Alimentar, a Ferrugem da Framboesa e a entrevista à nova Coordenadora da AGIM são outras das presenças nesta edição da Pequenos Frutos.

Na Agrobótica, um dos temas de capa é o Projeto SMARTCROP para a Competitividade Sustentável do Setor do Milho, que ambiciona desenvolver um novo processo de produção agrícola "Smart" assente na recolha, compilação e tratamento de dados, permitindo uma interven­ção agrícola "just in time" localizada e adequada às necessidades da cul­tura.

O Projeto VINBOT e o recentemente premiado Eye2Map Agriculture são outras tecnologias emergentes abordadas na edição número 2 deste suplemento. Destaque ainda para um artigo sobre Silvicultura de Precisão e um outro dedicado às "Tecnologias para uso da Energia Solar em Regadio".

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Ministra da Agricultura quer reequipar sapadores florestais



 Vinte e uma novas viaturas entregues no âmbito de um investimento superior a dois milhões de euros. 

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, realçou a necessidade de reequipar os sapadores florestais, que receberam esta sexta-feira 21 novas viaturas no âmbito de um investimento superior a dois milhões de euros. Ao intervir na cerimónia de entrega dos veículos, no Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF), na Lousã, Assunção Cristas recordou que os sapadores florestais foram criados em 1999 e que só agora, 15 anos depois, algumas das suas equipas beneficiam da "primeira ação de reequipamento". Com verbas do Fundo Florestal Permanente, o Governo investiu agora 2.250.000 euros na aquisição de 21 viaturas todo-o-terreno para os sapadores florestais, além de equipamentos de proteção pessoal, motorroçadoiras e motosserras que serão distribuídos noutra ocasião. A presidente da Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Paula Sarmento, revelou que existem cerca de 1.400 sapadores florestais em todo o país, organizados em 278 equipas. A ministra da Agricultura salientou que estes profissionais, além da sua participação no combate aos fogos florestais, durante o verão, realizam no inverno "um trabalho discreto e extraordinariamente importante" para defender a valorizar a floresta portuguesa. O novo Programa de Desenvolvimento Rural, para o período 2014-2020, viu reforçado em 113 milhões de euros, em relação à última programação financeira do setor, "os fundos comunitários alocados à floresta", que aumentaram para 555 milhões de euros, acrescentou.

Rendimento da agricultura deve cair 3,2% em 2014


ANA RUTE SILVA 12/12/2014 - 13:07

As estimativas do INE reflectem a evolução do sector nos últimos anos: aumentou a produção, mas caíram os preços.

O rendimento da agricultura deverá descer 3,2% este ano, em comparação com 2013, estima o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulgou, nesta sexta-feira, as Contas Económicas para 2014. O discurso político tem colocado a tónica no sector, mas em termos reais a diminuição dos subsídios à produção, na ordem dos 5,2%, e do valor acrescentado bruto (VAB) em termos nominais determinaram as previsões do INE. Ao mesmo tempo, o volume de mão-de-obra agrícola deverá cair 3,1%.

Projeto Rotalq é presentado a 17 de Dezembro


 
 
No próximo dia 17, na Auditório da sede da EDIA, em Beja que será apresentado os primeiros resultados do projeto Rotalq, o qual  resulta de uma parceria entre o INIAV, a ANPOC, a Escola Superior Agrária de Beja (IP Beja), o COTR, a ANPROMIS e duas Sociedades Agrícolas com grande representatividade na região de Alqueva - Agro-Vale Longo e Sociedade Agrícola Saramago Brito.
 
Apoiado pela acção 4.1 do PRODER – Cooperação para a Inovação, este projeto tem por objetivo avaliar a viabilidade técnica, económica e ambiental da rotação entre culturas de regadio na zona de Alqueva - milho, cevada dística e girassol, de forma a poder definir-se um itinerário técnico que permita aos agricultores da região optarem pelas culturas que melhor cumpram os objetivos propostos.
 
A opção da implementação deste projeto na zona de Alqueva, prende-se com o facto desta região do país ir ter brevemente à sua disposição cerca de 120.000 hectares irrigados, numa zona tradicionalmente de sequeiro. Desta forma, é fundamental dotar os agricultores desta região de ferramentas de conhecimento que lhes permitam optar pelas soluções técnicas, ambientais e económicas que melhor assegurem o futuro da sua atividade agrícola.
 
Esta é uma iniciativa que conta com a presença de inúmeros testemunhos de produtores de modo a partilharem a sua experiência no que toca à operacionalização da instalação das culturas no campo. Serão ainda apresentados  resultados referentes à Gestão da Rega, aos infestantes, à fertilidade do Solo, às pragas e doenças e à qualidade da cevada dística.