terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cigarros de chá verde são a nova tendência


por Ana Rita Costa
1 de Setembro - 2015
 
A nova tendência nos EUA são os cigarros de chá verde. Quem o diz é a Sábado, que cita a revista Time e explica que apesar de só agora estarem a virar moda em território norte-americano, os cigarros de chá verde já são comuns há muitas décadas no Vietname.

A empresa Billy55 é uma das que vende cigarros produzidos com chá verde e 100% livres de nicotina. De acordo com Ranko Tutulugdzija, fundador Billy55, que falou com a Time, estes cigarros ajudam a relaxar e podem ser um apoio para aqueles que querem deixar de fumar.

De acordo com o responsável pela inovação, estes cigarros ajudam a diminuir o hábito de fumar. "Os hábitos são muito mais fáceis de deixar do que os vícios. Ao fumar chá verde, não existe nenhum composto químico nos neuroreceptores para causar a tal dependência."

Os cigarros sabem a chá verde e mentol e são fabricados na China, chegando ao mercado a um preço de 2,18 euros por pacote.

Armazenamento de água em Agosto desceu em todas bacias hidrográficas



Armazenamento de água em Agosto desceu em todas bacias hidrográficas
01-09-2015 11:20 | País
Porto Canal com Lusa 
A quantidade de água armazenada em Agosto desceu em todas as bacias hidrográficas de Portugal continental, comparativamente com o mês anterior, segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH).

De acordo com o boletim de armazenamento de albufeiras do SNIRH, no último dia do mês de agosto, comparativamente ao último dia do mês anterior, verificou-se uma descida do volume armazenado em todas as bacias hidrográficas.

Das 60 albufeiras monitorizadas, quatro apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e 11 têm disponibilidades inferiores a 40%.

Segundo os dados do SNIRH, a maior descida ocorreu na bacia do Lima, de 61,2% (em julho) para 46,1% (em agosto).

Os níveis mais elevados de armazenamento de água em agosto deste ano ocorreram nas bacias de Mira (76,4%), Guadiana (73,9%), Barlavento (72,9%), Ave (52,7%), Cávado (66,4%), Oeste (66,2%), Mondego (63,4%), Tejo (62%), Douro (61,7%), Arade (57,7%), Sado (44,3%) e Lima (46,1%).

O SNIRH indica que os armazenamentos de agosto de 2015, por bacia hidrográfica, apresentam-se superiores às médias dos valores do mesmo mês nos períodos de 1990/91 a 2013/14, exceto para as bacias do Lima, Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana.

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

Um especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse à agência Lusa que Portugal continental vai estar em situação de seca nos próximos meses, mesmo que chova mais do que o normal para a época, tornando-se preocupante se não se registar precipitação.

"Se não houver precipitação até ao final de setembro, começamos o outono com uma situação grave", afirmou à Lusa o diretor de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Pedro Viterbo.

Acerca das consequências da seca, Pedro Viterbo referiu que, "se se materializarem os dois cenários mais gravosos", há a possibilidade de se prolongar o abastecimento de água por autotanques no nordeste transmontano, o que acontece com frequência no verão.

A continuar a seca com a gravidade atual até ao início de outubro haverá igualmente, segundo o especialista, impacto nas pastagens e possivelmente nas barragens e albufeiras.

O especialista comentava a situação de seca extrema ou severa que no final de julho afetava 79% do território continental, enquanto os restantes 21% estavam em seca fraca a moderada, segundo o último boletim climatológico do IPMA.

As famílias do vinho do Porto em reportagem na SIC


por Ivo GeraldesHojeComentar

As famílias do vinho do Porto em reportagem na SIC
A jornalista Lúcia Gonçalves foi conhecer cinco famílias que dominam o negócio e têm mantido marcas e quintas ao longo de gerações
A partir desta quinta-feira, 3 de setembro, a SIC emite um conjunto de cinco reportagens, logo a seguir ao Jornal da Noite, sobre as famílias produtoras de vinho do Porto que dominam o negócio e têm mantido ao longo de gerações marcas e quintas emblemáticas. Famílias Vintage é um trabalho da jornalista da estação de Carnaxide, Lúcia Gonçalves. "Era uma ideia antiga que tinha. Sou uma grande entusiasta de vinho do Porto que sempre achou que o produto tem uma história muito rica, com muito para contar. A juntar a isso achámos que era um trabalho interessante porque a maior parte das pessoas não sabe, neste momento, quem está por trás das marcas e dos produtos. Quem é que faz? São famílias, são empresas?", explicou.
Em cada semana vai ser mostrada uma família de grande preponderância no setor do vinho do Porto, três portuguesas e ainda duas inglesas, que por fazerem as suas vidas em território nacional se sentem também portuguesas. Guedes, Symington, Poças e os descendentes de Dona Antónia e dos Yeatman foram as escolhidas. "Foi muito difícil escolher as cinco famílias. Usámos como critério a antiguidade e a dimensão. De maneira que temos famílias que são das mais antigas do setor e que faturam milhões. Claro que ficaram muitas outras de fora mas quem sabe num outro ano conseguimos fazer mais", contou a jornalista que ainda considerou este o momento certo para a emissão destas reportagens, tendo em conta que está prestes a estrear Coração D"Ouro, no próximo dia 7, novela que tem como um dos seus cenários, precisamente, a região vinhateira do Douro.
A reportagem começou a ser gravada em junho. Lúcia Gonçalves conta que apesar de serem famílias muito antigas e conservadoras, não teve dificuldade em conseguir convencê-las a participar. "O amor pelo vinho do Porto e pelo Douro falou mais alto e foram super disponíveis em colaborar connosco e muito entusiastas com o projeto", finalizou.

António Costa chega hoje aos Açores com agenda dominada pela agricultura


Lusa/AO Online / Regional / Hoje, 06:00
António Costa
   
O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, aterra esta terça-feira na ilha Terceira para dois dias nos Açores com uma agenda dedicada, quase na totalidade, ao setor da agricultura.
 
António Costa chega à Terceira à tarde e tem marcado um "jantar comício" em Angra do Heroísmo, seguindo na quarta-feira para a ilha de São Miguel.

Nesta ilha, a maior dos Açores, o líder do PS "dedica o dia ao setor agrícola", como se lê uma nota de imprensa do partido.

A agenda inclui visitas a uma exploração agrícola, a uma fábrica de chá e à fábrica da Unileite, a união das cooperativas de lacticínios de São Miguel, situada na maior bacia leiteira dos Açores, arquipélago que produz 30% do leite nacional e 50% do queijo.

Pelo meio, António Costa visita e almoça na Associação Agrícola de São Miguel, em Rabo de Peixe, Ribeira Grande, o mesmo local onde o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, almoçou no final de julho, quando passou pelos Açores em pré-campanha eleitoral.

A agricultura é o setor com mais peso na economia dos Açores e, dentro ela, assume especial relevância a agropecuária associada à produção de leite.

O setor tem-se queixado do impacto na região da liberalização do mercado europeu de produção de leite, em abril passado, quando acabaram as quotas leiteiras, a que se junta o embargo russo aos laticínios da Europa e a crise em alguns mercados de consumo.

Agricultores desesperam com seca

Relatos dramáticos de quem vive no Interior do País. 

Por Alexandre Salgueiro, Ana Borges Pinto, António Lúcio 

Se não chover nos próximos dias, o mais certo é ter de vender gado para comprar ração para alimentar as restantes cabras." Rui Afonso, de 40 anos, é pastor em Salvada (Beja) e vive tempos de desespero. "Em março e abril, quando devia ter chovido bem, para os pastos ficarem mais fortes, não choveu, e o resultado é este: os animais não têm nada para roer", explica. 

Em todo o País, nomeadamente no Interior, a terra está seca – quem tem gado está obrigado a comprar palha e ração para dar aos animais. Quem tem produção agrícola, vê os produtos a secar. Quase 80 por cento do território nacional está em situação de seca severa ou extrema. 

"As pastagens estão completamente secas e os animais têm de ser alimentados com os fenos que estavam guardados para o inverno. A situação já é de calamidade, mas pode piorar ainda mais se não chover até outubro", alerta Luís Santos, produtor de leite no concelho do Fundão. A região da Beira Baixa é uma das mais afetadas pela falta de água – poços, charcas e barragens usados na agricultura estão nos valores mínimos. 

Luís Santos cultiva, todos os anos, 30 hectares de sorgo para alimentar as 1200 cabras e ovelhas. Este ano só conseguiu cultivar um terço dessa área. "O que se gasta em energia para regar reduz drasticamente o lucro, o que faz com que estejamos a trabalhar apenas para sobreviver", refere. 

Trás-os-Montes não foge à regra. "Todos os dias venho aqui ao terreno onde tenho 21 vacas e 17 vitelos. A falta de chuva secou as pastagens antes do tempo, tenho de trazer fardos. Já estou a ter prejuízo e se continuar sem chover, vai ser pior. Vou gastar cinco mil euros para repor os fardos para o inverno." O drama é relatado por Manuel Pinto, de 62 anos, agricultor da aldeia de Linhares, no concelho de Mogadouro. Além dos animais, também as árvores sofrem com a falta de água no solo. "Tenho umas oliveiras e a azeitona já está a cair. O azeite não vai sair grande coisa", lamenta. 

Mário Pereira, presidente da Federação dos Agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, alerta: "As oliveiras estão a secar e a produção da azeitona está comprometida."



IFAP: PAGAMENTOS AGOSTO 2015


No último dia do mês de agosto de 2015, conforme procedimento habitual, o IFAP irá proceder a pagamentos* num montante total de cerca de 40,1 milhões de euros.

Do conjunto das transferências efetuadas, destacamos os seguintes pagamentos:

PDR 2020: Medidas Investimento - 20,7 milhões de euros 

PRODER: Medidas Investimento - 3,8 milhões de euros 

PRORURAL: Medidas Investimento - 5,0 milhões de euros 

PRODERAM: Medidas Investimento - 2,4 milhões de euros 

Novo Regime da Vinha - 1,2 milhões de euros 

Promoção Vinho em Mercados Países Terceiros- 2,3 milhões de euros 

Pescas - 2,0 milhões de euros
Para mais informações consulte Calendários de Pagamentos: http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_pagamentos

Obra de 40 milhões no regadio do vale do Mondego concluída em setembro


A intervenção orçada em cerca de 40 milhões de euros em três blocos de rega do vale do Mondego estará concluída em setembro, estando a margem direita já em funcionamento pleno, disse hoje a ministra da Agricultura.

   
Em declarações à agência Lusa à margem da inauguração do bloco de rega de Maiorca, Figueira da Foz, distrito de Coimbra, Assunção Cristas lembrou que a obra do regadio do vale do Mondego "estava parada desde 2005" e que o Governo decidiu relançar os trabalhos e apostar em três grandes obras - Bolão, Maiorca e margem esquerda - as duas primeiras já concluídas e a margem esquerda pronta em setembro.

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"A preocupação foi precisamente ir ao encontro da vontade dos agricultores. Levo como recordação e como boa memória o facto de ter vindo inaugurar esta obra e de ver já todos os campos agricultados com uma adesão de 100 por cento ao regadio", disse Assunção Cristas.

"Isto é sinal de que aqui há gente a querer fazer agricultura e a fazer agricultura nas melhores condições possíveis e, portanto, é bom investimento público", adiantou.

Com a conclusão dos três blocos de rega, ficam concluídos quase 6.800 hectares de regadio no vale principal do Mondego.

A próxima aposta passa pela intervenção nos chamados vales secundários [rios Arunca e Pranto, afluentes do Mondego], "já sinalizados como prioritários" e com candidaturas abertas no âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

Assunção Cristas frisou que "tem havido um trabalho muito intenso" entre os organismos do ministério da Agricultura, as associações de regantes e os agricultores no vale do Mondego, considerando "muito bom" estar na decisão de lançar as obras e fazer as candidaturas aos fundos europeus "e poder ver as obras concluídas e já a regar a 100 por cento".

"Mostra bem a vitalidade da agricultura no Baixo Mondego e o potencial que tem. Havendo melhores condições de emparcelamento e de regularização das terras, com certeza que melhores resultados serão visíveis", frisou.

Assunção Cristas frisou ainda que a adesão ao regadio na margem direita "é muito positivo e um estímulo para dar continuidade" à intervenção nos vales secundários do Arunca e Pranto, reclamada há vários anos pelos agricultores daquela região.

Na curta intervenção que fez antes da cerimónia de inauguração do bloco de Maiorca, Assunção Cristas disse que não iria estar presente em setembro na conclusão da obra da margem esquerda (presumivelmente durante a campanha eleitoral) "para não ser acusada de eleitoralismo".

Questionada sobre se a conclusão da obra do regadio no vale do Mondego é imparável, independentemente de quem vença as eleições legislativas, a ministra da Agricultura disse que "todos os instrumentos [nesse sentido] estão à disposição dos agricultores, há uma administração pública mobilizada, as candidaturas estão abertas, façam-se as candidaturas e as coisas acontecerão", frisou.

A intervenção hoje inaugurada do bloco de rega de Maiorca orçou em cerca de 4,7 milhões de euros e incluiu cerca de 20 km de condutas, 15 km de valas de drenagem, 27 km de caminhos agrícolas, quase 200 caixas de rega, 1.200 novos marcos de propriedade e uma recuperação paisagística com mais de 4 mil árvores e arbustos, entre outras intervenções.

Beneficia 195 proprietários e o número de prédios rústicos passou dos 789 antes da intervenção de emparcelamento para 231, passando a área média dos prédios dos 0,65 hectares para 2,2 hectares.

Gestora do Alqueva volta aos prejuízos no semestre


31 Agosto 2015, 18:26 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt


A EDIA registou um aumento de 20,88% das vendas e prestação de serviços até Junho, mas o desempenho não foi suficiente para igualar os resultados extraordinários de há um ano.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva SA (EDIA), gestora da barragem do Alqueva, no Alentejo, registou um resultado líquido semestral negativo de 6,24 milhões euros até Junho passado.

Um ano antes, a EDIA, detida a 100% pelo Estado português, tinha obtido lucros de 15,33 milhões de euros, favoravelmente impactados pela reversão de uma imparidade no valor de 16,89 milhões de euros em 2014. No primeiro semestre de 2013, as perdas tinham sido de 8,7 milhões de euros. 

No relatório divulgado ao mercado esta segunda-feira, 31 de Agosto – onde tem uma emissão obrigacionista – a gestora do Alqueva avança ainda uma progressão de 20,88% das vendas e prestação de serviços no semestre em análise, para 9,8 milhões de euros.

A maior receita, de 6,44 milhões de euros, veio da produção de energia, nomeadamente do "contrato de concessão de exploração das centrais hidroeléctricas de Alqueva e Pedrogão celebrado entre a EDIA e a EDP", que aumentou 5,48% face ao primeiro semestre de 2014.

A distribuição de água, por seu turno, foi responsável por uma receita de 3,08 milhões de euros, mais 60,41% do que 12 meses antes.

Entre Janeiro e Junho de 2015, a EDIA registou um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 4,99 milhões de euros, que regrediu 21,54% face ao primeiro semestre de 2014.

O EBIT passou de 20,36 milhões de euros positivos em Junho do ano passado para 3,5 milhões de euros negativos um ano depois.

Durante os primeiros seis meses do ano, a EDIA inscreveu investimentos no valor de 22,43 milhões de euros "sem rede secundária e com capitalizações", face a 28,46 milhões de euros um ano antes, e assumiu compromissos no valor de 7,22 milhões de euros.

"Desde o início da implementação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA)", adianta a gestão da EDIA liderada por Pedro Salema, "os compromissos acumulados" até ao final de Junho de 2015 foram de 2,35 mil milhões de euros.

"Do investimento contratualizado falta realizar 135,77 milhões de euros, que incidem, fundamentalmente, nas redes secundária (74,47 milhões de euros) e primária (49,4 milhões de euros)".

A EDIA, que obteve aumentos de capital do accionista único de 7,88 milhões de euros no semestre, terminou Junho último com um capital próprio negativo de 469,31 milhões de euros.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Empresários chineses visitam esta semana empresas portuguesas do sector do leite


16:29 Lusa
Assim "durante uma semana, nove grupos empresariais vão visitar diversas empresas, de norte a sul de Portugal, reunindo também com empresas de outros sectores do agroalimentar nacional".

Empresários chineses visitam esta semana empresas portuguesas do sector do leite
Nove grupos empresariais chineses iniciam na terça-feira um conjunto de visitas a empresas portuguesas da área do leite e de outros sectores do agroalimentar em todo o país, anunciou hoje o Ministério da Agricultura.

De acordo com uma nota hoje emitida pelo Ministério da Agricultura e do Mar, "uma delegação empresarial da China" vai começar esta terça-feira no ministério "uma missão a Portugal para concretizar oportunidades de negócios, com especial destaque para o sector do leite".

Assim, "durante uma semana, nove grupos empresariais vão visitar diversas empresas, de norte a sul de Portugal, reunindo também com empresas de outros sectores do agroalimentar nacional", além do sector do leite, lê-se no comunicado.

A tutela indica que a Secretaria de Estado da Alimentação tem desenvolvido diferentes missões oficiais, nomeadamente a realizada em maio a diversas regiões da China e "na qual foi possível desenvolver diversos contactos que privilegiaram a divulgação da qualidade, diversidade e segurança dos produtos nacionais junto de grupos empresariais locais, com um especial enfoque para os lacticínios".

Estes contactos permitiram realizar esta missão empresarial com grupos de comercialização e distribuição chineses, apoiada pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC), que tem como objectivo "dar a conhecer as empresas portuguesas do sector dos lacticínios, bem como os seus produtos", e estabelecer "relações comerciais proveitosas para ambos os países".

Governo prepara fecho da antiga Casa do Douro


11:52 António Freitas de Sousa

Já extinta, a 'velha' Casa do Douro tem nos vinhos o seu principal activo. Resta saber quanto valem realmente no mercado.

Governo prepara fecho da antiga Casa do Douro
O Governo vai nomear um administrador para "proceder à regularização das dívidas da extinta Casa do Douro com a natureza de associação pública", pode ler-se no Diário da República de hoje. Com esta decisão, o Ministério da Agricultura pretende encerrar em definitivo a Casa do Douro - já extinta e substituída por uma nova Casa do Douro, desta vez privada e de inscrição facultativa por parte dos produtores.

Segundo se lê no despacho, "o administrador submete à aprovação dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e da Agricultura os documentos de prestação de contas, bem como o inventário de todos os bens e direitos da extinta Casa do Douro com natureza de associação pública, acompanhados de um relatório de auditoria elaborado por entidade independente".

O administrador a designar deverá procede à determinação do activo, "cobrando créditos e alienando bens e direitos", sem dependência de qualquer autorização, "com a excepção da alienação de vinhos, que deve ser objecto de autorização prévia dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e da Agricultura".

Os vinhos são o principal activo da Casa do Douro, mas são também uma das suas principais dores de cabeça. É voz comum na região - e no seio das grandes empresas - que os vinhos da antiga Casa do Douro estão sobre-avaliados. Para mais, não terão sido devidamente acompanhados durante todos os anos que estiveram à guarda da Casa do Douro. Resultado: ninguém sabe em rigor em que estado está aquele activo.

Por outro lado, e uma vez que a capacidade de escoamento anual do mercado do Vinho do Porto é assegurado pelas empresas que nele operam, a introdução de quantidades 'anormais' de Vinho do Porto é recusada por todos.

Com as coisas neste pé, o administrador da extinta Casa do Douro terá por certo dificuldades em atingir um valor aceitável (pelo mercado) para o seu principal activo.

O decreto hoje publicado diz ainda que "o saldo remanescente após o pagamento de todo o passivo reconhecido é entregue à associação de direito privado que sucedeu à extinta Casa do Douro com natureza de associação pública". Mas também aqui as coisas estão longe de estarem pacíficas. A associação que venceu o concurso público para a criação da nova Casa do Douro foi colocada em tribunal pela associação concorrente preterida - pelo que o projecto do Governo está ainda a carecer de definição.

Produtores de biocombustíveis afastam responsabilidades na formação de preços

A associação APPB refuta a ideia de que a incorporação de biocombustíveis esteja a limitar a amplitude das descidas de preços no gasóleo e na gasolina em Portugal

Miguel Prado
MIGUEL PRADO
Nos últimos 12 meses a cotação do crude caiu, em termos relativos, muito mais do que os preços de venda ao público da gasolina e do gasóleo, numa evolução que é explicada por diversos fatores. O presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira, chegou a apontar à obrigação de incorporação de biocombustíveis parte da explicação do diferencial de preços face a Espanha antes de impostos. Mas a Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis (APPB) contesta essa leitura, afastando responsabilidades na formação dos preços.

Ao longo do último ano a cotação do brent afundou mais de 50%, reflexo de um aumento das reservas petrolíferas mundiais, num contexto de alguma contração do ritmo de crescimento da procura de produtos petrolíferos. Mas no mesmo período, conforme o Expresso escreveu na semana passada, o preço de venda ao público da gasolina apenas baixou 4% e o do gasóleo cerca de 10%.

É um facto que em Portugal há obrigações legais de incorporação de fontes renováveis de energia nos combustíveis. Há vários anos que as petrolíferas têm de cumprir metas de inclusão de biocombustíveis na sua oferta aos consumidores. E há algum tempo que a indústria petrolífera imputa a essa obrigação um encargo que faz subir o preço do gasóleo e da gasolina.

Sobre este tema o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira, referiu que "sem a incorporação de Fame [biocombustível para o gasóleo] e ETBE [composto usado na gasolina], o custo da gasolina e do gasóleo refinados em Portugal é inferior ao dos refinados em Espanha". O mesmo responsável indicou ainda que "o mercado português não pode recorrer à incorporação de Fame adquirido no mercado internacional, que tem preços mais favoráveis".

O secretário-geral da APPB, Jaime Braga, considera, no entanto, que essa afirmação "é falaciosa e, no mínimo, questionável". Embora não conteste que a inclusão de biocombustíveis tem um custo, o líder da associação que representa os produtores diz que não é isso que justifica a disparidade nos preços entre Portugal e Espanha. E sublinha que "a verdade é que o biodiesel fabricado em Portugal tem de obedecer a especificações rigorosas impostas pelas empresas petrolíferas compradoras e, em complemento, tem de, na sua venda, ser acompanhado da comprovação de sustentabilidade das matérias-primas que estão na sua origem", o que afeta a comparabilidade dos produtos incorporados.

Mais: Jaime Braga nota que as matérias-primas usadas para produzir os biocombustíveis (como soja, colza, palma e gordura animal) são também commodities sujeitas a cotações variáveis no mercado, que acompanham as flutuações do crude, pelo que o preço dos biocombustíveis não assume um valor fixo.

A associação da indústria de biocombustíveis defende que ao nível da tributação os seus produtos deveriam ser diferenciados, em vez de pagarem um ISP idêntico ao do gasóleo. "O gasóleo poderia ser mais barato se, por exemplo, existisse clara diferenciação no valor do ISP do gasóleo, de origem fóssil, e do Fame, inteiramente renovável e que cumpre os critérios de sustentabilidade exigidos pela legislação europeia em vigor", aponta Jaime Braga. "Essa observação foi feita, inclusivamente, no relatório de auditoria à produção e incorporação de biocombustíveis, do Tribunal de Contas, de novembro de 2014, onde se declara com toda a clareza que a tributação atualmente aplicada ao biodiesel é distorcida e excessiva", acrescenta o mesmo responsável.

Impostos, cotações, logística e margens

Embora a incorporação de biocombustíveis tenha, de facto, um custo nos combustíveis rodoviários que os consumidores adquirem, esse não é o único fator que condiciona o preço de venda ao público ou que dá ao gasóleo português um preço diferente do praticado em Espanha, por exemplo.

A comparabilidade entre a cotação internacional do crude, que varia diariamente, e os preços de venda ao público da gasolina e do gasóleo, que em Portugal variam semanalmente, é uma questão complexa. A fixação dos preços finais obedece a uma equação que parte não do custo do petróleo bruto mas sim da cotação dos refinados (gasolina ou gasóleo) no mercado de referência (para Portugal as cotações de referência são as de Roterdão). E se na aquisição de crude já há a condicionante da flutuação do câmbio entre o euro e o dólar, nas cotações dos refinados entram em jogo outras variáveis (como as condições da oferta e procura de cada produto petrolífero numa dada região).

Além do custo associado à cotação dos produtos refinados, o preço que o consumidor final paga incorpora a já referida inclusão dos biocombustíveis (cujas quantidades são diferentes entre Portugal e, por exemplo, Espanha) mas também os custos logísticos (desde o transporte do crude para as refinarias até ao preço que se paga pela armazenagem dos produtos refinados e a sua distribuição até às bombas).

Há ainda que contabilizar a carga fiscal: o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) é um valor fixado anualmente que incide sobre as quantidades introduzidas no mercado (independentemente de o seu custo ser maior ou menor); o IVA, pelo contrário, tem uma taxa fixa que se aplica sobre o custo dos produtos petrolíferos (pelo que em valor absoluto, ou seja, em cêntimos por litro, varia consoante os refinados se tornem mais caros ou mais baratos).

A elevada volatilidade do mercado petrolífero provoca, aliás, situações curiosas como a que se vive agora. Durante a semana passada o brent disparou 17%, ultrapassando os 50 dólares por barril na sexta-feira (um movimento que veio anular a queda registada na semana anterior). Mas esta segunda-feira os consumidores portugueses podem comprar a gasolina cerca de 5 cêntimos por litro mais barata que na semana passada e o gasóleo 3 cêntimos mais barato. O que sucede porque a atualização de preços em Portugal é feita apenas uma vez por semana, tendo por referência a média semanal das cotações dos refinados (e não diretamente do brent) na semana anterior. E na semana passada essas cotações ainda estiveram em queda.

Este mesmo mecanismo de atualização de preços em Portugal poderá levar a que de hoje a oito dias o custo dos combustíveis rodoviários no mercado português possa voltar a subir, já que na semana passada as cotações internacionais da gasolina e do gasóleo apresentaram subidas significativas, que ainda não foram repercutidas no mercado nacional.

Todas estas condicionantes significam que as companhias petrolíferas não têm qualquer responsabilidade na fixação das suas margens de lucro? Não. Embora a maior parte do preço final dos combustíveis transcenda a capacidade de intervenção de cada petrolífera (porque as cotações dos refinados e os impostos levam a fatia de leão dos preços de venda ao público), as gasolineiras têm uma margem comercial, de alguns cêntimos por litro, em que podem mexer.

Segundo as fontes ouvidas pelo Expresso, entre os preços de aquisição dos combustíveis e a sua revenda ao consumidor final os postos aplicam diferenciais que vão dos 9 aos 20 cêntimos por litro, sendo que essa margem tem de pagar os custos associados aos pontos de venda e ainda o lucro do operador. Se os hipermercados conseguem praticar nos preços finais as margens mais baixas do mercado, muitos postos de bandeira aplicam diferenciais mais elevados, mas em muitos casos o preço efetivamente faturado pelas empresas fica cinco a seis cêntimos abaixo do anunciado, por via dos cartões de descontos que grande parte dos consumidores nacionais já usam.

Agricultores falam da pior seca dos últimos 15 anos



Os agricultores falam da pior seca dos últimos 15 anos, alguns municípios já deixaram alertas para que as pessoas não gastem água no que não é urgente e os terrenos agrícolas estão secos, o que coloca algumas produções em causa.

O vice-presidente da Associação dos Agricultores do Distrito da Guarda, Mário Martins, fala mesmo em desespero e lança algumas críticas em relação à postura do Governo, nomeadamente ao ministério da tutela e enumera algumas das produções que estão em causa, devido à falta de água.

O vice-presidente da ADAG alerta ainda para outras produções que estão a ser afectadas pela falta de água. Os solos estão secos e muitos produtores não têm comida para os animais.

Está em vigor o novo Código Cooperativo


Ago 31, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A lei n.º 119/2015, publicada a 31 de Agosto no Diário da República, vem actualizar o Código Cooperativo que permanecia igual há duas décadas. A criação da figura do membro investidor, exclusiva para as cooperativas agrícolas e de serviços, é uma das novidades apresentadas no documento.

Para se tornar parte integrante da cooperativa, o membro investidor tem de introduzir capital na mesma. Na sequência do seu investimento, tem direito a um voto plural que não pode ser superior a «10 % do total de votos dos cooperadores», pormenoriza o documento.

A nova lei do Código Cooperativo reduz o número mínimo de membros cooperantes para três nas cooperativas de primeiro grau – os cooperadores são pessoas singulares ou colectivas – e dois nas de segundo grau – uniões, federações e confederações de cooperativas. Além disso, impõe, de acordo com a estrutura da cooperativa, a nomeação de um Revisor Oficial de Contas.

Grande manifestação europeia do COPA-COGECA dia 7 de Setembro


Agosto 31
12:53
2015

É já de hoje a uma semana que o COPA-COGECA vai organizar, em Bruxelas, uma mega manifestação de agricultores europeus.

Para os agricultores portugueses que quiserem participar, o Agroinfo aconselha a contactarem as suas associações, para que possam coordenar a sua participação com as delegações da CAP e da CONFAGRI.

Para informação, divulgamos o programa:

Segunda-feira 7 de Setembro, Bruxelas.

8h30 – Distribuição de brochura por parte do secretariado do COPA-COGECA na DG AGRI, para informar as principais reivindicações;

10h – Conferência de imprensa com o Presidente do COPA Albert Jan Maat e do COGECA Christian Pèes;

10h30 – Concentração dos agricultores em frente à Gare du Nord, com breves intervenções dos Presidentes do COPA e do COGECA;

11h15 – Marcha até ao edifício Justin Lipsius na praça Schuman, onde se realiza a reunião extraordinária dos Ministros da Agricultura;

12h15 – Manifestação junto ao edifício do Conselho para apresentarmos as nossas reivindicações;

14h – Reunião dos Presidentes do COPA e do COGECA com o Comissário Phil Hogan;

14h30 – Conferência de imprensa;

15h – Fim da Manifestação

Agricultor português, se tiver disponibilidade é bom deslocar-se a Bruxelas. Contacte a sua associação.

 Imagem - indymedia.be

Espanha: obrigatório comunicar preços de compra e venda no Setor do Leite



 31 Agosto 2015, segunda-feira  Produção AnimalPolítica Agrícola
O ministério da Agricultura espanhol está a preparar um decreto lei que obriga todos os intervenientes a comunicar os preços de compra e venda em toda a cadeia de valor, das explorações pecuárias aos hipermercados, segundo afirmações do secretário geral do Ministério da Agricultura, Carlos Cabanas, ao jornal El País. O decreto, que se interpreta como a última tentativa para acabar com um conflito que já se prolonga durante mais de dois meses, chega depois do acordo alcançado entre o Ministério da Agricultura, produtores, fabricantes e distribuidores do setor lácteo, que previsivelmente será assinado por todas as partes no próximo dia 10 de setembro. A iniciativa procura a total clarificação e transparência na cadeia de valor láctea.

Assunção Cristas garante que a agricultura do Baixo Vouga vai receber benefícios


RTP
31 Ago, 2015, 13:59 | Economia

A ministra da Agricultura garante que a partir desta segunda-feira, a agricultura na zona do Baixo Vouga vai receber benefícios.

Assunção Cristas esteve a acompanhar, durante a manhã, a obra de prevenção do avanço da água salgada para terrenos agrícolas. Um investimento que vai possibilitar o desenvolvimento da agricultura na região.

São mais de 22 milhões de euros, divididos entre fundos comunitários do Portugal 20 20, mas também com o apoio do Ministério da Agricultura e do Ministério do Ambiente.

A ministra sublinha que as soluções encontradas vão beneficiar o trabalho de dois mil e oitocentos agricultores.


Governo nomeia administrador para regularizar dívidas da Casa do Douro



O Governo vai nomear um administrador par proceder à liquidação das dívidas da extinta Casa do Douro, segundo um decreto-lei publicado hoje e que retira poderes à antiga direção, que tem de entregar bens e documentos.

A Casa do Douro (CD) foi extinta enquanto associação de direito público a 31 de dezembro de 2014, e no final de maio o Ministério da Agricultura anunciou a escolha da Federação Renovação do Douro como a associação de direito privado que sucede à organização duriense.
Criada em 1932, a CD viveu durante anos asfixiada em problemas financeiros e possui uma dívida ao Estado na ordem dos 160 milhões de euros.
De acordo com o decreto-lei n.º 182/2015, publicado hoje em Diário da República, os ministérios da Agricultura e Finanças vão nomear um administrador para proceder à regularização das dívidas da extinta CD.
A partir da nomeação do administrador, que será feita através de uma portaria conjunta entre os dois ministérios, os membros dos órgãos da extinta associação pública ficam com um prazo de "sete dias" para entregar ao administrador "todos os bens, valores monetários e documentos, nomeadamente os de prestação de contas à data de 31 de dezembro, bem como os livros, documentos e demais informação contabilística da associação e o inventário dos respetivos bens e direitos".
Com este decreto-lei, que entra em vigor na terça-feira, a direção da CD pública fica privada de "quaisquer poderes, bem como de conservar e ocupar os bens móveis e imóveis".
Estes poderes e funções passam a constituir obrigação do administrador, o qual deverá proceder à determinação do ativo, cobrar créditos e alienar bens e direitos, com exceção da alienação dos vinhos, que deve ser objeto de autorização prévia dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e Agricultura.
A "conta final" deve ser apresentada "até 60 dias após o respetivo termo, em forma de conta corrente e acompanhada de todos os elementos comprovativos", para aprovação pelo Governo.
O saldo remanescente da CD, após o pagamento de todo o passivo, será entregue à associação de direito privado que sucedeu à extinta CD.
Entretanto, a Federação Renovação do Douro apresentou a certidão matricial e predial que demonstram que já é proprietária do edifício sede da CD, localizado na cidade de Peso da Régua, distrito de Vila Real.
Dinheiro Digital com Lusa

Único café produzido na Europa atrai gente "de longe" à ilha de São Jorge


LUSA/AO online / Regional / Hoje, 08:25
Café
   
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A única plantação de café na Europa localiza-se em São Jorge, Açores, e tem uma produção suficiente para abastecer o Café Nunes, na Fajã dos Vimes, por onde passam pessoas "até de longe" só para provar o expresso local
 
A plantação de Manuel Nunes, 63 anos, fica nas traseiras do seu café e, ao todo, tem hoje entre 350 e 400 plantas. Quando comprou o primeiro terreno, há 35 anos, havia apenas "meia dúzia", mas foi aumentando a área de plantação e todos os anos a produção aumenta.

Sem revelar em quanto anda a produção anual, Manuel Nunes diz que é o suficiente para os cafés que vende no seu estabelecimento, situado numa das mais de 70 fajãs de São Jorge, que os Açores esperam ver classificadas como Reserva da Biosfera pela Unesco em março do próximo ano.

As fajãs de São Jorge - algumas de difícil acesso -, são terrenos planos ao nível do mar numa ilha que é muito escarpada e alta. Resultaram da acumulação de detritos, na sequência de terramotos, ou de escoadas lávicas das erupções vulcânicas e os seus terrenos planos e férteis, onde existe um microclima, acabaram por ser usados pelas populações, ao longo dos séculos, para a agricultura.

As plantas de café chegaram a São Jorge pela mão de um emigrante no Brasil, no século XIX, e deram-se bem no microclima das fajãs. Apesar de haver plantas em diversas fajãs, só Manuel Nunes tem uma plantação para produção.

Segundo as suas estimativas, no verão, chega a servir 200 cafés expresso no seu Café Nunes, no coração da Fajã dos Vimes, onde conta 71 residentes permanentes.

Há pessoas que vêm "até de longe", de fora da ilha, para provar o café da fajã e, "em geral", toda a gente gosta e elogia o aroma, segundo contou à Lusa.

Todo o processo de produção do café (cultivo, colheita, secagem, escolha dos grãos e torra) é biológico, manual e familiar.

Os grãos secam ao sol e é Manuel Nunes quem trata de os debulhar, com a ajuda de uma pedra ou de um tijolo. A sua sogra, com 91 anos, escolhe os grãos e a mulher, Elvira, torra-os.

A produção, que tem aumentado todos os anos, dá para os cafés que vendem e, neste momento, sobra. Posta de parte a possibilidade para vender a outros comerciantes, Manuel Nunes não quer aumentar mais a produção e pensa em breve começar a vender saquinhos de 50 ou 100 gramas aos turistas.

Os saquinhos vão sair dos teares de madeira que estão no piso de cima do café e onde Elvira Nunes e a irmã fazem colchas de ponto alto, outra arte e produção única da Fajã dos Vimes. Neste momento, são as duas únicas tecedeiras da fajã.

Além da beleza e riqueza naturais, as fajãs de São Jorge têm costumes associados, que são únicos nos Açores: o património cultural é uma dimensão essencial para uma área ou região ser classificada como Reserva da Biosfera da Unesco, a agência das Nações Unidas para a educação e cultura.

Os saquinhos com ponto alto, levados pelos turistas, serão, à partida, a única forma de o café de São Jorge sair da Fajã dos Vimes. De resto, quem o quiser provar, terá mesmo de ir até à ilha e descer a encosta, até ao Café Nunes. A caminhada vale a pena, porque, como diz Manuel Nunes, "isto aqui é o céu".

Portalegre/Vindimas 2015: Mais e melhor vinho. Perspetiva-se “uma colheita boa e com qualidade”


Publicado em 29-08-2015

Já se vindima na Serra de S. Mamede, em Portalegre, e perspetiva-se "uma colheita boa e com qualidade".

Em declarações a esta estação emissora, o presidente da direção da Adega Cooperativa de Portalegre, Benvindo Maçãs, disse que se prevê um aumento da produção entre "os 10 e 15% em relação à média".

Em termos sanitários, "o ano não foi fácil" devido aos ataques de insetos", atraídos pelas altas temperaturas, mas Benvindo Maçãs assegura que as "as uvas estão sãs".

Também devido ao calor, as vindimas na serra de S. Mamede, nomeadamente na zona do Reguengo, arrancaram cerca de dez dias mais cedo, do que o habitual.

As previsões para a região são boas em qualidade e quantidade. De acordo com Benvindo Maçãs, as perspetivas apontam para um aumento na produção face à campanha anterior.

A nível nacional, as previsões para os vinhos de 2015/2016 são também animadoras: mais 8% de produção, com algumas regiões a subirem quase 20%, segundo as Previsões de Colheita para a Campanha 2015/2016.

Os dados do Instituto da Vinha e do Vinho estimam que a produção de vinho na campanha 2015/2016 atinja um volume de 670 milhões de litros.

Susana Mourato

Retoma de embalagens usadas de fitofarmacêuticos agrícolas fica nos 40%


A recolha adequada de embalagens usadas de fitofarmacêuticos na agricultura, para combater fungos, insetos ou ervas daninhas, tem aumentado, mas mais de metade ainda vai para o lixo «normal» ou fica abandonado nas terras, segundo a Valorfito.

"Em 2014, atingimos quase 40% de taxa de retoma [relativamente às embalagens colocadas no mercado] e crescemos mais de 14%" na comparação com o ano anterior, atingindo 297 toneladas de embalagens destes produtos recolhidas e transportadas para o local adequado ao seu tratamento, disse hoje à agência Lusa o diretor geral da Valor fito, a entidade gestora deste tipo específico de lixo. 

Consideradas como resíduo perigoso, as embalagens de fungicidas, inseticidas e herbicidas vão para o CIRVER (Centro Integrado de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos) da Chamusca, transportados por empresa licenciada para esta atividade.

"Parte-se do princípio que estão contaminadas, embora residualmente, mas por uma questão de precaução devem ser tratadas de uma forma diferente de um resíduo normal, urbano, não perigoso", esclareceu António Lopes Dias.

O responsável alerta que, "se forem colocadas no lixo indiferenciado, [as embalagens] vão para um aterro que não está preparado para resíduo perigoso e poderão dar origem a contaminação de solos, terra e de água, mas pior que isso é ficar ao abandono em qualquer lado" ou ser queimado.

Os restos de embalagens que podem ser aproveitados, como os plásticos e papéis, "são triturados, descontaminados e depois encaminhados para reciclagem para dar origem a outros objetos que não sejam para destino alimentar", como mobiliário urbanos, tubagem de rega de alta densidade ou protetores de plantas, explicou António Lopes Dias.

No ano passado, foram retomadas 297 toneladas de embalagens velhas, ou seja, cerca de 40% do total colocado no mercado, que cresceu menos que a recolha (5% e 6%), segundo os números da Valorfito.

A entidade tem licença da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para esta atividade, estando definida uma meta de 60% em 2020 que o diretor-geral acredita ir conseguir.

"Temos ainda algum caminho a percorrer, mas já temos uma boa taxa de retoma e estamos a conseguir crescer acima do mercado, o que é importante", explicou.
Dinheiro Digital com Lusa

domingo, 30 de agosto de 2015

A vinha, o vinho e a aguardente velha que lisboa esconde


por Pedro Sousa TavaresHojeComentar

A vinha, o vinho e a aguardente velha que lisboa esconde
Fotografia © Gustavo Bom / Global Imagens

As romarias de voluntários às vindimas do Instituto Superior de Agronomia já são um ritual de verão para muitos lisboetas. Algumas uvas, como a Moscatel, são ali vendidas para consumo. Mas e a restante produção? Parte é vendida a uma empresa e já valeu prémios. A outra é vinificada na adega do Instituto, onde aprenderam muitos mestres.
Pedro Mateus é alto para os seus 12 anos. E o tamanho ajuda quando é preciso chegar aos cachos mais altos. Clara, a irmã de 9 anos, compensa os centímetros a menos com esforço: "Já começou a cortar os cachos há um bocado. Ontem esteve mais a ajudar-me com o cesto", declara o rapaz, com a experiência acumulada de dois dias de vindima.
Filhos de Maria do Carmo Alves, funcionária administrativa do Instituto Superior de Agronomia (ISA), estão entre os últimos resistentes de meia centena de voluntários que, num dia e meio, colheram a quase totalidade dos 1,7 hectares de sete castas de uva branca plantadas pelo Instituto, junto à Calçada da Tapada. "O Pedro gosta muito de tudo o que tem que ver com os animais e com a natureza. E como trabalho nos serviços pedagógicos, ele aproveitou para saborear cada momento". Não foi o único.
"Felizmente não nos faltaram voluntários, porque ajudam muito. Especialmente num ano como este, em que tivemos mais produção do que esperávamos", explica Ângela Batista, chefe da equipa da parte agrícola da Tapada da Ajuda. "As pessoas vêm porque querem mesmo fazer isto. Acham engraçado, recordam os tempos de juventude, trazem os filhos e os netos para experimentarem. Em contrapartida, oferecemos um almoço da vindima, uma "box" de cinco litros aqui da vinha e os nossos agradecimentos eternos. Alguns voltam todos os anos."
Entre os voluntários há uma ausência notória: os próprios alunos da instituição. Mas Jorge Ricardo da Silva, professor de Enologia no mestrado de Viticultura e Enologia, tem uma explicação: "Não se veem muitos alunos aqui, por esta altura, porque estão a fazer o estágio da vindima e adega nas empresas. Estão a estagiar com produtores de norte a sul do país", conta.
"Aliás", acrescenta, "a capacidade de mobilidade dos alunos hoje em dia é extraordinária", constata o professor, há quase 30 anos na instituição. "Aproveitam o hemisfério sul e o hemisfério norte [para as aprendizagens nas empresas]. Agora, fazem o hemisfério norte e em janeiro, fevereiro, vão para a Nova Zelândia, para a Austrália, para a África do Sul.
Cerca de 20 alunos concluem por ano o "mestrado português", oferecido em parceria com a Universidade do Porto e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Outros 25 formam--se num diploma conjunto oferecido por este consórcio e várias instituições europeias: "Politécnica de Madrid, Montpellier, Bordéus, Geisenheim, na Alemanha, e depois em Itália duas grandes universidades - Udine e Turim".
As origens dos alunos são diversificadas. Desde o país de nascimento - metade dos que vão começar o curso no novo ano letivo são estrangeiros - como nas formações de base que os levaram até ali. "Muitos têm um primeiro ciclo em Engenharia Agronómica ou Alimentar. Mas há uma grande tradição de os mestres poderem vir de outras áreas. O Aníbal Coutinho, hoje jornalista de vinhos, é da área da Engenharia Civil e foi aluno desta casa. Já tivemos médicos, médicos veterinários, biólogos, químicos... há uma procura de alunos de diversas áreas."
A "empregabilidade" é alta entre os diplomados, portugueses e estrangeiros, e o professor tem dificuldades em escolher alguns nomes entre as "centenas" de ex-alunos que estão a ter carreiras de sucesso ligadas ao vinho: "Há imensos. Até tenho medo de ferir alguma suscetibilidade mas posso dizer alguns nomes: o Bernardo Cabral, da Companhia das Lezírias, o António Maçanita, o Frederico Vilar Gomes, na Quinta das Conchas, e a equipa do Dão, da Vines and Wines, formada por três sócios - João Paulo Gouveia, Carlos Costa e Silva e Miguel Oliveira. Todos foram nossos alunos."
Produção para consumo interno
A juntar ao sucesso dos seus alunos, o ISA também se orgulha da qualidade dos seus produtos. Além da uva de mesa (Moscatel e galega), destinadas ao consumo direto e vendidas (baratas) a todos os visitantes), são produzidas outras cinco castas de branco - Arinto, Encruzado, Viosinho, Alvarinho e Macaben, além de quatro de tinto - Syrah, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira -, todas elas convertidas em vinhos novos numa adega moderna, integralmente remodelada em 2012.
O vinho do ISA não pode ser vendido ao público - devido às restrições em relação à produção e comercialização de bebidas alcoólicas. Uma condicionante que, diz, é partilhada "com universidades do mundo inteiro, que têm o mesmo problema", mas que ainda assim deixa o sabor agridoce de sentir que se tem um produto de qualidade que não pode ser comparado com as marcas que estão no mercado. Os juízes - únicos clientes autorizados - são os funcionários do Instituto e outras pessoas ligadas de alguma forma à instituição. E, a avaliar pelo bom escoamento da produção, aquele vinho lisboeta faria sucesso nas prateleiras dos supermercados.
"Em termos de qualidade, há o antes das obras e o depois das obras. O vinho anterior tem uma qualidade standard. Não era nada que nos envergonhasse mas não tínhamos frio, que hoje em dia é indispensável. Improvisávamos com chuveiros de água mas não é a mesma coisa", explica. "O pós--obras, o Viosinho que temos aqui, feito numa das sete castas brancas, à francesa, com bâtonnage, se estivesse engarrafado já estaria numa gama médio mais."
Outro exemplo dos padrões elevados de produção é uma aguardente vínica. Um produto que já existe "provavelmente" desde a criação da própria adega do ISA, há quase um século: "Orgulha-nos muito. Estagia em média 14 a 15 anos. Tudo é natural, não há qualquer correção de cor, caramelo... é tudo o que sai da madeira", diz o professor, apontando para um amontoado de barricas de madeira: "É a madeira onde envelhece o conhaque, o carvalho francês de Limousin. Mas também utilizamos o carvalho português que existe, por exemplo, nas florestas da Guarda, do Gerês, e é uma madeira excelente".
Em algumas pipas, à espera de serem engarrafadas, repousam aguardentes que chegam a ter 17 anos. Jorge Ricardo não faz ideia sobre qual seria o valor daquela bebida se chegasse ao mercado. Até porque não existem muitos termos de comparação. "São poucas as aguardentes no mercado com 14 anos ou mais, que envelhecem naturalmente. Em Portugal ou em qualquer outro local."
Uma coisa é certa. Apesar de não poder entrar no circuito comercial, a bebida já convenceu alguns dos peritos mais exigentes: "O que lhe posso dizer é que temos de vez em quando visitas de muitos colegas estrangeiros, que conhecem os conhaques, os Armagnac, inclusivamente colegas de conhaque, que provaram esta aguardente e gostaram muito."
Apesar das restrições à atividade comercial, as uvas já entraram no circuito. E com bons indicadores. Em 2012, devido às obras na adega, o Instituto vendeu boa parte da sua colheita de uvas brancas à Casa Santos Lima, um grande produtor da região de Lisboa. O resultado foi um vinho adequadamente batizado de "Experiências". A produção de 2013 já ganhou quatro medalhas nacionais e internacionais, incluindo o bronze nos Decanter World Awards deste ano. A parceria continua este ano. "O vinho é feito em empresas. Mas a matéria-prima, as uvas, vêm daqui. E isso reflete já os cuidados que foram tidos em termos de viticultura", diz.
A colaboração com as empresas estende-se a outras áreas. Nomeadamente ao teste e desenvolvimento de novos produtos com potencial comercial. "A nossa carreira tem três componentes: docência, investigação e atividade experimental e a ligação com o exterior, através da prestação de serviços", confirma. "Tem sido tradição fazermos esses trabalhos; o produtor que quer testar uma nova enzima, uma nova levedura, uma máquina", diz, apontando para um aparelho complexo num dos recantos da adega: "É uma máquina de desalcoolização por nanofiltração, que é uma tecnologia muito interessante."
A adega pode ser visitada gratuitamente em qualquer altura do ano. E as vindimas regressam já em setembro, com um hectare de uva tinta para apanhar.

sábado, 29 de agosto de 2015

Preços da gasolina: expliquem-nos como se fôssemos muito burros

Pedro Santos Guerreiro
PEDRO SANTOS GUERREIRO


28.08.2015 17h454

A cotação do petróleo cai 50% num ano. O preço das gasolinas cai 4%. Como? A resposta mais ou menos mal disposta das gasolineiras é de que nós não percebemos porque somos muitos burros. Eu acho que percebo que há quem seja muito esperto.

Não tem a ver com populismo, tem a ver com contas. Os preços de venda ao público das gasolinas não variam diretamente em função da cotação do brent, o índice internacional mais importante do petróleo. Variam sim em função da evolução dos produtos refinados (e já agora, dos impostos), que por sua vez são vendidos pelas refinarias em função das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo. Depois, já sabemos, há custos logísticos (armazenagem e transporte do combustível) e de comercialização (custos nos postos de venda). OK, está certo, compreendemos. Mesmo assim, continuamos a fazer contas.

E sim, OK, há dois factores muito relevantes no preço das gasolinas que atenuam muito a comparação possível entre preço da matéria prima e preço do produto final: os impostos cavalares e a evolução do câmbio dólar/euro.

Começando pelo câmbio. O petróleo é transacionado em dólares, as gasolinas em Portugal são vendidas em euros. Ora, nos últimos 12 meses, o euro valorizou-se mais de 13% face ao dólar. E isto significa que, se o barril de petróleo se desvalorizou 50% em dólares, só desvalorizou 42% em euros. Pronto, a queda da matéria prima não foi afinal assim tão grande para uma empresa portuguesa.

Agora os impostos. Suportamos uma das cargas fiscais sobre os combustíveis mais elevadas da União Europeia. Como se viu na execução orçamental que ainda esta terça feira foi apresentada, a ganância estatal dá frutos. E como parte dos impostos que recaem sobre os combustíveis é fixa, a desvalorização do petróleo nada afeta essa parcela. Ora, no preço de um litro de gasóleo, 53% do preço são impostos; e no de gasolina, o peso fiscal sobe para 60%. Mesmo que todos os impostos fossem valores fixos (o que não se aplica ao IVA), isso significa que, descontados os efeitos cambial e tributário, o gasóleo deveria ter caído 20% e desceu 11%; e o das gasolinas deveria ter caído 17% mas desceu 4%.

A diferença entre estas proporções, que é maior na gasolina que no gasóleo, terá com certeza excelentes razões, incluindo os custos de armazenagem, transporte e comercialização - e ainda uma contribuição obrigatória para os biocombustíveis. Mas custa a crer que uma dessas razões não seja o aumento das margens com que os combustíveis estão a ser vendidos. O preço é livre, cada um vende ao preço que quer, a concorrência existe para resolver o jogo entre oferta e procura. E como a Autoridade da Concorrência está tranquila, é porque concorrência não falta. Falta talvez pelo menos explicar por que é que os preços do gasóleo e da gasolina não descem quando o petróleo embaratece à velocidade com que sobem quando o petróleo encarece. O aumento de margens é perfeitamente lícito, mas deve ser pelo menos revelado, para que não tomem por parvos aqueles que, no princípio e no fim, passam por burros.

Lavradores de Feitoria comemora 15 anos e investe em nova adega

Três milhões de euros é quanto deverá custar a nova adega

Será precedida de um aumento de capital

Os vinhos da Lavradores de Feitoria
1/3 | 29.08.2015 |  Foto © DR

29/08/2015 | 00:00 |  Dinheiro Vivo
A Lavradores de Feitoria está a comemorar 15 anos. Depois da aquisição de uma quinta própria, a empresa que resulta da associação de produtores durienses - hoje são 48 os acionistas, dos quais 18 produtores, detentores de 19 propriedades -a Lavradores de Feitoria prepara-se para investir na construção de uma nova adega, precisamente na Quinta do Medronheiro. O investimento está estimado em três milhões de euros e deverá arrancar no início de 2016.
Criada em setembro de 2000, a Lavradores de Feitoria, Vinhos de Quinta SA assume-se como um "projeto de matriz única" e que constituíu uma "revolução no Douro", ao unir, então, 15 produtores distribuídos pelas três subregiões do Douro Vinhateiro. "Fomos beber o que de melhor havia no espírito cooperativo, mas com um novo posicionamento. Propusemos-lhes que fossem simultaneamente acionistas e fornecedores da empresa e passaram a ter uma equipa de viticultura para os ajudar, o que permitiu baixar custos de produção e aumentar a qualidade. E, claro, temos uma equipa de enologia e uma equipa comercial que trata de assegurar a venda dos vinhos", explica Olga Martins, administradora delegada da empresa.
Hoje, a Lavradores de Feitoria fatura 1,7 milhões de euros e exporta 60% da sua produção para 25 países distintos, com especial destaque para a Noruega, Polónia, Suiça, Canadá e Brasil. Este último, a par dos EUA, onde a empresa assegurourecentemente um distribuidor para cobrir todo o país, são os mercados de maior aposta para já.
Lavradores de Feitoria, Gradiva, Cheda, Três Bagos, Meruge e Quinta das Costa das Aguaneiras são as marcas da Lavradores de Feitoria. Que conta com uma longa lista de espera de produtores que se pretendem associar ao projeto. "Quando aceitamos um novo produtor, assumimos o compromisso de lhe comprar a totalidade das uvas durante 10 anos. Por isso, só vamos aceitando novos produtores à medida das necessidades", frisa Olga Martins.
Para festejar o aniversário, a empresa promove na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro, prova 'Lavradores de Feitoria: 15 vinhos que contam a nossa história' que decorre na Casa de Mateus (um dos 18 produtores associados), em Vila Real, e será seguida de jantar. Os conviudades terão, ainda, a oportunidade de, no dia seguinte, visitarem a Quinta do Medronheiro, adquirida em 2006. Foi a primeira quinta comprada pela empresa e na qual já foram investidos mais de 150 mil euros na reconversão da vinha. O passo seguinte é a construção da nova adega e a aposta no enoturismo, com uma espaço para provas e venda de vinhos.
"Temos uma adega, na zona industrial de Sabrosa, que não é bonita, mas é muito funcional. Aliás, nasceu para dar resposta a esse objetivo. Mas já estamos a trabalhar muito à justa nestas instalações e achamos que, para aquilo que queremos fazer e para crescer, precisamos de uma nova adega. Até porque sentimos necessidade de ter um espaço de provas e de venda de vinhos. De por um pé no enoturismo", diz Olga Martins.
Para já, a nova adega será construída para permitir a vinificação de cerca de 1500 pipas ao ano. Neste momento a Lavradores de Feitoria produz cerca de 500 pipas (cada pipa leva 550 litros). Mas o espaço está todo ele desenhado e pensado para que possa acrescer até às quatro mil pipas.
"Somos muito cuidadosos nos nossos investimentos. Não queremos ter endividamentos grandes, não queremos dar passos maiores do que as pernas, por muita vontade que tenhamos de ter uma adega. Não faltam exemplos de quintas que investiram imenso e depois ficaram em situações apertadas. E, por isso, queremos fazer uma adega pensada, desde início, para crescer e não uma cheia de remendos sempre que a queiramos aumentar", explica a gestora.
Para já, a Lavradores de Feitoria não tem qualquer intenção de investir em dormidas no Douro, até porque vários dos seus produtores acionistas, têm essa valência nos seus projetos próprios de enoturismo. Mais tarde, quem sabe... "Como o Douro está a crescer muito ao nível das dormidas, não pomos de lado a hipótese de criar uma pequena unidade de enoturismo. E a quinta tem espaço para isso. Mas mais tarde. Queremos dar sempre passos pequenos e firmes", frisa Olga Martins. A construção da adega, que só estará disponível para a vindima de 2017, deverá ser precedida de um aumento de capital para fazer face ao investimento.

Árabes, americanos e chilenos à procura de terrenos em Alqueva


27 Ago 2015 Cátia Simões

Frutos secos e forragens são as novas culturas que podem chegar a Alqueva, em terrenos de grande dimensão.

Árabes, americanos e chilenos à procura de terrenos em Alqueva
Há investidores árabes, norte-americanos e chilenos, assim como de outros países sul-americanos, interessados em comprar ou concessionar terrenos agrícolas na área de regadio da barragem de Alqueva. Os contactos foram realizados com a EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva, que faz a ponte com os agricultores e donos dos terrenos naquela zona, explica ao Diário Económico José Pedro Salema, presidente da EDIA.

"Temos tido uma série de reuniões e há um conjunto de grupos que estão em negociações e demonstraram muito interesse em comprar terras ou realizar concessões de longa duração", revela o responsável. "São sobretudo árabes, norte-americanos e chilenos, operadores do hemisfério sul que estão com a produção a contra-ciclo da nossa."

Ou seja, no caso dos chilenos, como já noticiou o Económico, a lógica é produzir noz ou amêndoa no hemisfério norte para ter duas culturas anuais. Também os contactos realizados por grupos norte-americanos visam a produção de amêndoa. "A Califórnia atravessa uma seca nunca antes vista que está a obrigar os operadores desta região a pensar em alternativas para as suas culturas."

O interesse de grupos do Médio Oriente tem uma lógica diferente: o objectivo é produzir ferragens, ou alfafa, para exportar para os países de origem como alimentação de gado.

Todas estas culturas necessitam de grandes extensões de terra pelo que os grupos em causa estão a avaliar terrenos com, pelo menos, mil hectares numa fase inicial, explica José Pedro Salema.

Proteção Civil alerta para perigo de incêndio florestal no interior e sul


por LusaOntem1 comentário

Proteção Civil alerta para perigo de incêndio florestal no interior e sul

Fotografia © Global Imagens/ José Carlos Marques

12 concelhos do centro e sul do país com risco elevado de incêndio. Proteção Civil alerta para os cuidados a ter devido à subida das temperaturas - crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis.
O aumento da temperatura máxima, a descida da humidade e as condições do vento levaram a Proteção Civil a lançar hoje um aviso de perigo de incêndio florestal e a aconselhar cuidados aos grupos vulneráveis, como crianças e idosos.
A Autoridade Nacional de Proteção Civil, com base em previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), alerta para o risco de incêndio, que deverá aumentar gradualmente, principalmente nas regiões do interior e do sul do país, onde se espera aumento da temperatura máxima.
A humidade relativa deverá registar uma descida gradual dos valores para os 20% a 30%, durante o período diurno, naquelas regiões, e o vento deverá ser em geral fraco do quadrante sul, com aumento da intensidade durante o período da tarde acompanhado de rajadas, em particular nas regiões do litoral oeste.
A Proteção Civil recomenda a adequação dos comportamentos à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com medidas de prevenção e precaução, cumprindo as proibições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias.
"Se efetuar trabalhos agrícolas e florestais mantenha as máquinas e equipamentos limpos de óleos e poeiras, abasteça as máquinas a frio em local com pouca vegetação, e tenha cuidado com possibilidade de ocorrência de faíscas, durante a sua utilização", aconselha a entidade.

Num ano, o petróleo caiu 50% e a gasolina... 4%


28.08.2015 às 8h50102

Excesso de oferta mundial de crude tem feito baixar a cotação da matéria-prima


O excesso de oferta de crude tem feito as cotações cair a pique, mas para as famílias o efeito é bem menos elástico. Mas há indícios de que tão cedo não ouviremos falar de subidas vertiginosas da gasolina e do gasóleo

O preço do petróleo desceu para um dos níveis mais baixos dos últimos seis anos, mas em Portugal o custo dos refinados (gasolina e gasóleo), sem impostos, mantém-se nos valores mais elevados praticados entre os 28 países da União Europeia (UE). Para os produtores de petróleo, as baixas cotações da matéria-prima vêm ensombrando as suas perspetivas de negócio, obrigando a adiar investimentos até que os preços voltem a proporcionar maiores margens de lucro.

Para o consumidor português a queda do preço do petróleo até podia ser benéfica. Mas a queda no preço do crude está longe de se refletir de com a mesma amplitude nos valores praticados nos postos de combustíveis. Mesmo expurgando o efeito da fiscalidade, Portugal paga um preço relativamente elevado pelos produtos refinados.

Segundo dados da Comissão Europeia, a gasolina 95 vendida em Portugal, sem impostos, é a quinta mais cara da UE. E o gasóleo português, também sem impostos, é o nono mais caro entre os 28 países da UE.

Na Península Ibérica, persistem diferenças de preços nos combustíveis refinados sem impostos, devidas, sobretudo, à maior incorporação em Portugal de biocombustíveis e aditivos mais "limpos" na gasolina e no gasóleo.

Espanha incorpora menos quantidades percentuais de biocombustíveis na gasolina e no gasóleo, praticando preços base (sem impostos) mais baixos.

Também os Preços de Venda ao Público (PVP) são superiores em Portugal, pois o mercado nacional continua a ter uma fiscalidade mais pesada que a praticada em Espanha.

Enquanto em Portugal, sem impostos - segundo dados da Comissão Europeia relativos a 17 de agosto -, o preço do litro de gasolina 95 é de 0,582 euros, em Espanha este combustível é vendido a 0,573 euros por litro. No gasóleo, o preço sem impostos é de 0,555 euros por litro em Portugal, e em Espanha é de 0,538 euros.

Em PVP, a Comissão Europeia refere que na semana de 17 de agosto a gasolina 95 era vendida em Portugal a 1,476 euros por litro, enquanto no mercado espanhol custava 1,252 euros por litro. O gasóleo, na mesma semana, custava 1,178 euros por litro em Portugal e 1,096 euros por litro em Espanha.


O IMPACTO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS
O presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira, explica que a incorporação legal de biocombustíveis é superior em Portugal, o que encarece ligeiramente o preço base da gasolina e do gasóleo no mercado nacional, comparativamente aos preços praticados em Espanha, que travou a quantidade de biocombustíveis incorporada nos refinados".

"No gasóleo é incorporado o designado Fame, que é o biocombustível utilizado para ser adicionado até aos níveis fixados na lei portuguesa e que é um produto nacional", refere Pedro Oliveira, explicando que "o mercado português não pode recorrer à incorporação de Fame adquirido no mercado internacional, que tem preços mais favoráveis".

Por outro lado, o mercado português de combustíveis não tem as infraestruturas necessárias para efetuar a mistura de etanol na gasolina, que exigem instalações separadas. "Como em Portugal não há linhas de produção segregadas para efectuar a mistura de etanol, a produção de gasolina menos poluente, mais limpa, é feita através da incorporação do designado MTBE, o que encarece o preço base da gasolina", comenta o presidente da BP Portugal.

No entanto, Pedro Oliveira esclarece que "sem a incorporação de Fame e MTBE, o custo da gasolina e do gasóleo refinados em Portugal é inferior ao dos refinados em Espanha".

Na atual conjuntura internacional do mercado petrolífero, "é previsível que se mantenha o excesso de reservas e de combustíveis armazenados (stocks) e que continue a ser produzido petróleo em quantidades superiores aos níveis atuais do consumo, o que prolongará a descida das cotações internacionais do barril de petróleo", adianta Pedro Oliveira.

"Esta tendência de queda de preços será mantida até ao dia em que a quantidade de petróleo produzido coincida com a quantidade de petróleo consumida, mas atualmente há incerteza sobre o momento em que isso possa acontecer", refere o responsável da BP Portugal.

Ao longo dos últimos 12 meses a cotação do brent afundou mais de 50% mas o preço de venda ao público da gasolina em Portugal apenas recuou 4%, enquanto o preço final do gasóleo baixou cerca de 10%

Face ao forte abrandamento no crescimento da China - e ao aumento de problemas com as quedas de exportações da segunda maior economia mundial, que já determinaram sucessivas desvalorizações cambiais do yuan por parte do Banco Popular da China -, ao aumento das reservas petrolíferas dos EUA e ao aumento de vendas do petróleo do Irão no mercado internacional, persistem os fatores que poderão prolongar a descida de cotações internacionais do petróleo.

Ou seja, atualmente não há certezas sobre o efeito do abrandamento chinês na redução do consumo mundial de petróleo, sendo certo que a quantidade de petróleo produzida diariamente em todo o mundo continuará a ser superior aos níveis de consumo diários.

Assim, a cotação internacional do petróleo continua a cair, com o petróleo do Texas (o WTI) a ser negociado em Nova Iorque perto dos 38 dólares por barril, enquanto o petróleo do mar do Norte (o Brent, que é o petróleo de referência para o mercado português) está a ser negociado em Londres a níveis próximos dos 43 dólares por barril.

PREÇOS BAIXOS SÃO PARA CONTINUAR
Embora ao longo dos últimos 12 meses a cotação do brent tenha afundado mais de 50%, o preço de venda ao público da gasolina em Portugal apenas recuou 4%, enquanto o preço final do gasóleo baixou cerca de 10%. O elevado peso da fiscalidade (note-se que o ISP tem um valor fixo por litro de combustível) faz com que as flutuações da matéria-prima se repercutam no preço final dos refinados com menor intensidade. Além disso, a desvalorização do euro face ao dólar também tem sido um entrave a que a queda do valor do crude se traduza em maiores benefícios para as famílias portuguesas.

António Costa Silva, presidente executivo da Partex (petrolífera da Fundação Calouste Gulbenkian), admite que a cotação do ouro negro permaneça em níveis historicamente baixos. "Estamos claramente num ciclo de preços baixos. E com tendência para baixar ainda mais", declarou o gestor ao Expresso.

Tem havido correções pontuais de preços nas cotações do WTI e do Brent, que, durante horas, travam a tendência de queda do petróleo nos mercados internacionais. Mas os especialistas do sector reconhecem que a descida de preços do petróleo vai continuar em setembro. Os contratos de futuros de petróleo (os barris que são negogiados para serem entregues no prazo de três meses) têm batido mínimos históricos sucessivos, forçados pela sobreprodução mundial de petróleo.

A agência Bloomberg estima que os "stocks" de petróleo no mercado norte-americano aumentaram cerca de dois milhões de barris na semana de 21 de agosto.

"Já estamos com excesso de oferta no mercado. E com a produção do Irão é muito provável que continue a haver excesso de oferta", aponta António Costa Silva. O que não deixa de ser um sinal positivo para quem consome produtos petrolíferos. "Creio que este ano e o próximo os preços vão estar muito baixos, na faixa dos 45 a 50 dólares por barril. A menos que haja uma catástrofe geopolítica!", sublinha o presidente da Partex.

Seguros agrícolas já têm novo diploma

14 Agosto 2015, 17:04 por Isabel Aveiro | ia@negocios.pt


O novo sistema de seguros agrícolas (SSA), com co-financiamento comunitário, maior coberta e regras mais exigentes, já foi promulgado.
O diploma, que foi publicado esta sexta-feira, 14 de Agosto, põe fim ao Sistema Integrado de Protecção contra Aleatoriedades Climáticas (SIPAC), concebido há 19 anos e que, até o início de Junho, tinha uma dívida acumulada de 35,8 milhões de euros às seguradoras. 

A nova regulamentação para os seguros agrícolas passa por garantir financiamento de "fundos do orçamento geral da União Europeia", que acrescem às "dotações do Orçamento do Estado" já permitidas no anterior diploma.

Irá abranger "seguros de colheitas, de animais e de plantas"; "o seguro vitícola de colheitas"; e "o seguro de colheitas de frutas e produtos hortícolas no âmbito dos fundos agrícolas europeus".

A cobertura estende-se, o financiamento é maior – e as regras acompanham: "flexibilidade", "articulação de apoios públicos" e "razoabilidade dos preços das apólices", são três princípios pelos quais se regerá o novo SSA.

Mas não são só estes. Assim, vigoram também os princípios da "subsidiaridade" (passando o Estado a compensar em situações apenas não cobertas pelo SSA e apenas agricultores que estejam no SSA); não pode haver "compensação excessiva" e, no limite, pode ser accionada a "obrigatoriedade tendencial" (não sendo mencionada em que casos) de a "contratação de seguros agrícolas" poder "vir a ser estabelecida como condição de acesso para a atribuição de outros apoios públicos".

A reforma do sistema de seguros agrícola tinha sido aprovada no Conselho de Ministros do passado dia 18 de Junho.

Governo dos Açores considera as medidas tardias

Segundo Governo Açoriano as medidas para o sector do leite vêm tarde de mais 
Por Lusa 

O Governo açoriano considerou esta sexta-feira que a proposta de medidas para o setor do leite "peca por muito tardia" e que o pacote anunciado por quatro países europeus deixa de fora ajudas adicionais aos Açores, região ultraperiférica e insular. O secretário regional da Agricultura, Luís Neto Viveiros, afirmou, em declarações à Lusa, que o Governo dos Açores tem, nos últimos meses, defendido a intervenção no mercado do leite e que se a "pressão junto da Comissão Europeia", que "agora se vislumbra", por iniciativa de quatro países, tivesse ocorrido há mais tempo, provavelmente, os preços pagos aos produtores não tinham atingido valores tão baixos como os atuais. Neto Viveiros destacou que a proposta para aumentar os preços de referência do leite que permitem a intervenção no mercado "está no âmbito" daquilo que o Governo Regional dos Açores. No entanto, acrescentou que "fica de fora" do pacote apresentado hoje por Portugal, Espanha, Itália e França uma outra reivindicação açoriana e pela qual o arquipélago "tem pugnado" junto de Lisboa e Bruxelas: a necessidade de, enquanto o mercado não se ajusta ao novo cenário de liberalização, haver também "ajudas adicionais" a regiões como os Açores, enquanto região ultraperiférica e insular, que está mais distante dos mercados de consumo.

Produtores de leite consideram positivas as medidas

Medidas articulada pela ministra foram bem vistas aos olhos dos produtores de leite 

A Associação de Produtores de Leite e Carne de Entre Douro e Minho (LEICAR) - considerou positiva a decisão de Portugal, Espanha, Itália e França pedirem à Comissão Europeia que suba o valor a partir do qual podem comprar o leite, para fazer subir os preços. O presidente da LEICAR considerou que a medida tomada esta tarde pelos ministros da Agricultura destes países "é um avanço positivo para iniciar a recuperação de um setor [leiteiro] que em Portugal está a passar por grandes dificuldades". Ainda assim, José Oliveira lembra que esta posição, articulada pelos governantes esta tarde em Madrid, "tem de ser acompanhada com outras medidas de controlo da produção". "Sei que a nossa ministra da Agricultura está, por exemplo, a trabalhar numa linha de apoio financeira, de maneira que os produtores possam usufruir de crédito com taxas de juros acessíveis para fazer face aos problemas de tesouraria que atualmente sentem, e que poe em causa a continuidade das explorações", partilhou José Oliveira, também produtor. O presidente da LEICAR considera que é necessário a União Europeia "encontrar um modelo, tal como acontece por exemplo nos Estado Unidos da América, no Canadá ou na Nova Zelândia, que controle a produção", para assim evitar cenários insustentáveis.

PS diz que plano de ação do leite «chega tarde» e não traz nada de novo


O PS considerou hoje que o plano de ação do leite que o Governo pretende criar «chega tarde» e não traz nada de novo, e acusou o executivo de ter desprezado os contributos dos socialistas sobre a matéria.
«O Governo vem agora anunciar um plano de ação para o leite que chega tarde e não traz nada de novo. Não conseguiram antecipar o problema e, na verdade, o que era necessário era que se tivesse percebido que com o fim das quotas leiteiras era necessário imediatamente avançar com um programa específico para o leite, tal como o PS propôs em abril», disse o deputado socialista Miguel Freitas à agência Lusa.
As críticas do PS surgem no dia em que a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e os seus homólogos espanhol, italiano e francês, se reuniram em Madrid, Espanha, para encontrarem «soluções conjuntas» para um plano de ação do leite que possam ser apresentadas na cimeira de ministros da Agricultura da União Europeia, no dia 07 de setembro, em Bruxelas.
Diário Digital / Lusa

Portugal vai pedir a Bruxelas que baixe os preços de intervenção estatal no leite


LUSA28 de Agosto de 2015, às 18:36

Portugal, Espanha, Itália e França vão pedir à Comissão Europeia que suba o valor a partir do qual os Estados podem comprar e armazenar leite, para retirar produto do mercado e assim fazer subir os preços.
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"É uma das conclusões relevantes desta nossa reunião. Estes quatro países acordaram em pedir a Bruxelas no dia 07 de setembro - e também falar com outros países para criar uma maioria qualificada - de pedir um aumento dos preços de referência, que permitem retirar produto do mercado quando o produto está em excesso - e que está a pressionar o preço para baixo - e com isso ajudar a regular o preço do próprio produto", disse à agência Lusa a ministra da Agricultura de Portugal, Assunção Cristas.

A ministra - que falava à margem de uma reunião de trabalho que manteve hoje em Madrid com os seus homólogos de Espanha, Itália e França - acrescentou que os preços de referência atualmente em vigor, 21 cêntimos de euro por cada quilo de produto, terão de aumentar substancialmente, mas escusou-se a definir o valor. A média do preço do leite em Portugal atingiu novos mínimos em junho, poucos meses depois do fim das quotas leiteiras da UE, para os 28,8 cêntimos por quilo de produto.

"A nossa preocupação é que o preço possa subir a ponto de ser efetivamente um mecanismo regulador, que neste momento entendemos que não está a ser", disse Assunção Cristas.

Para que no Conselho de Ministros extraordinário de ministros da Agricultura (a 07 de setembro) as medidas propostas por Portugal, Espanha, França e Itália possam ter andamento, estes quatro ministros vão tentar juntar outros Governos ao pacote de medidas. Assunção Cristas conta com o Leste europeu e o Norte da Europa, mais afetados pelo embargo da Rússia a produtos agrícolas comunitários.

"Espero que alguns países como a Polónia - que esteve connosco na crítica ao fim das quotas leiteiras - a Eslovénia, a Bulgária e eu creio que todos os que estão no Norte da Europa, mais próximos da Rússia - mais diretamente afetados pelo embargo da Rússia - e onde os preços estão mais baixos têm todo o interesse em apoiar estas medidas", salientou a ministra.

Do pacote de medidas que os quatro países vão apresentar a Bruxelas consta também um pedido para um armazenamento privado de queijo - "para retirar produto do mercado", disse a ministra espanhola, Isabel Tejerina. Outra das medidas será pedir à Comissão um aumento das verbas da PAC - Política Agrícola Comum destinadas aos produtores e ganadeiros.

Em outubro está previsto que se disponibilize 50% do montante total aos produtores dos vários países. O que Portugal, Espanha, Itália e França pedem agora é que essa percentagem seja aumentada.

Os quatro países também vão solicitar "a melhoria da promoção dos produtos lácteos" no espaço europeu, para aumentar o consumo, e a criação de um grupo de Alto Nível para analisar em profundidade o setor lácteo no atual cenário pós-quotas.

Do lado do financiamento, vão fazer um pedido para que o Banco Europeu de Investimento abra linhas para apoiar os projetos de exportação e modernização dos produtores europeus.

NVI// ATR

Lusa/Fim

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Principais conclusões da conferência de imprensa de Phil Hogan


Agosto 28
08:45
2015

As principais conclusões da conferência de imprensa do Comissário Phil Hogan são as seguintes:

a) Concorda e aceita que existem problemas de mercado mais acentuados para o leite e a carne de porco;

b) Existem condicionantes para as medidas a tomar e o orçamento é limitado;

c) No sector do leite, as quotas acabaram para sempre e, apesar do mercado apresentar a curto prazo uma grande volatilidade, a medida vai trazer bons resultados no futuro;

d) Não crê que a situação do leite seja tão negativa como em 2008/2009, mas a situação é diferente;

e) Está relutante em aumentar o preço de intervenção do leite, apesar de vários Ministros o pedirem;

f) No que diz respeito às multas por ultrapassagem do montante da quota no último ano, diz que legalmente não pode pôr esse valor num fundo para o leite, mas algum desse montante pode vir a ser utilizado para apoiar investimentos do sector;

g) Está receptivo a medidas especiais para os países mais atingidos pelo embargo russo, como é o caso dos Estados Bálticos, que precisam da solidariedade de todos;

h) Vai estar focado em conseguir a abertura de novos mercados e desenvolver o acordo de livre comércio com o Japão;

i) Tem consciência do problema do mercado do arroz na Itália, devido à pressão do Vietname, mas não considera que o acordo de livre comércio com aquele país venha trazer grandes perturbações;

j) No sector da carne de porco, ficou muito desapontado pelo facto das ajudas que foram dadas à stockagem privada não terem tido efeito no mercado, pelo que tem de estudar outras medidas;

k) Tem grande simpatia pelos produtores que são esmagados pela grande distribuição e está preparado para defender legislação que proteja os produtores;

l) Existem verbas para campanhas promocionais e para desenvolver novos mercados.