domingo, 19 de julho de 2015

Faculdade de Psicologia do Porto inaugura horta comunitária


A Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto inaugurou hoje uma horta comunitária em terrenos próprios, a segunda iniciativa do género lançada este ano com o objetivo de envolver comunidade académica e a sociedade civil.
Em abril passado a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) inaugurou juntamente com o Centro Hospitalar de São João, o seu Pomar Solidário, cujos frutos se destinam a satisfazer as necessidades alimentares de pessoas carenciadas, nomeadamente os utentes da Associação ABRAÇO, particularmente fragilizados pela doença.
Hoje é a vez da Faculdade de Psicologia dar um passo no sentido de recuperar a história e a ruralidade da freguesia de Paranhos, criando uma horta comunitária onde a comunidade académica vai plantar vários produtos hortícolas, com a pretensão de envolver a população local, explicou à Lusa Ana Caldas, relações públicas daquela faculdade.
O projeto conta atualmente com o envolvimento de docentes, técnicos e estudantes, mas pretende, no futuro, "envolver estruturas da freguesia de Paranhos, como instituições da terceira idade e escolas, com o intuito de reativar a memória agrícola da região, desenvolver a consciência ecológica e fomentar as relações intergeracionais", lê-se na nota de imprensa da Faculdade de Psicologia enviada à comunicação social.
Nos nove lotes de terreno, que integra um espaço de 400 metros quadrados, vão ser plantados produtos hortícolas tão variados como couves, tomates, beringelas, alfaces, courgettes, mas também ervas aromáticas. No terreno haverá também um espaço de lazer.
O projeto recebeu apoio logístico e de planeamento da Câmara Municipal do Porto.
Diário Digital com Lusa

O que é a Xylella fastidiosa?


Por Gerson Ingrês -  Jul 17, 2015 11 0

 
A Xylella fastidiosa (Wells et al.) é uma das mais perigosas bactérias vegetais a nível mundial, causadora de uma série de doenças e com um enorme impacto económico para a agricultura. Desde outubro de 2013, uma estirpe desta bactéria está a alastrar na Apúlia (Itália), sendo de momento o primeiro e único foco confirmado na UE, afetando principalmente os olivais.

A Xylella fastidiosa é regulada na UE como organismo de quarentena pela Diretiva 2000/29/CE do Conselho (Diretiva Fitossanitária) relativa às medidas de proteção contra a introdução na Comunidade de organismos prejudiciais aos vegetais e produtos vegetais e contra a sua propagação no interior da Comunidade. Como tal, a introdução deste organismo e a sua propagação em todos os Estados-Membros serão objeto de proibição. A Diretiva Fitossanitária obriga legalmente os Estados-Membros, assim que se sabe que o organismo está presente e independentemente dos sintomas, a tomar todas as medidas necessárias com vista à sua erradicação ou, se tal não for possível, inibir a sua propagação.

A bactéria vive no tecido do xilema da planta e propaga-se normalmente por intermédio de cercopídeos, cigarras e cigarrinhas que se alimentam do xilema. A Philaenus spumarius (vulgarmente conhecida como cigarrinha espumosa), um inseto muito comum, polífago e abundante nas oliveiras, é conhecido por ser o vetor responsável pela transmissão da bactéria na Apúlia. Os sintomas associados à presença de Xylella fastidiosa nas plantas variam muito e podem conduzir à morte da planta num número limitado de anos, dependendo da planta hospedeira, da gravidade da infeção e das condições climáticas.

Com base na literatura científica, cerca de 300 espécies de plantas são sensíveis à bactéria e associadas às quatro diferentes subespécies de Xylella fastidiosa; no entanto, nem todas são sensíveis à doença.A estirpe identificada na Apúlia é considerada como uma nova variante genética da Xylella fastidiosa, subespécie pauca, cuja gama de plantas hospedeiras ainda não é totalmente conhecida. Ainda não foi detetada nos citrinos nem nas videiras, embora os testes de patogenicidade ainda estejam em curso. No entanto, devido ao grande número de plantas hospedeiras confirmadas (p. ex., oliveiras e ameixeiras) ou potenciais (p. ex., citrinos e videiras) e à abundância e distribuição generalizada dos insetos vetores, o risco de propagação desta praga para outras partes de Itália e o resto da UE é muito elevado.

Estão em vigor na UE, desde fevereiro de 2014, medidas de emergência para lutar contra este organismo. Estas medidas foram refinadas em julho de 2014 e reforçadas em maio de 2015 com o objetivo de prevenir a propagação da bactéria no interior da UE.

Perguntas e respostas

Que medidas foram tomadas pela Comissão para impedir a propagação no território da União?

Devido à grande incerteza quanto à gama completa de plantas hospedeiras sensíveis à estirpe da Apúlia (11 espécies e 2 géneros atualmente reguladas), as medidas de emergência da UE impõem requisitos rigorosos para a circulação dentro e fora da área afetada a uma longa lista de plantas especificadas, que consiste em 160 espécies e 27 géneros de vegetais para plantação, com exceção das sementes, incluindo videiras e citrinos.

Toda a província de Lecce, declarada como zona infetada, está sujeita a medidas de confinamento e cercada por uma vasta zona tampão de 20 km que se encontra livre da bactéria. Tem de ser estabelecida uma zona de vigilância reforçada em redor da zona demarcada de Lecce para assegurar a deteção precoce de novos focos. Também se estabeleceu uma zona demarcada (zona infetada e zona tampão) em redor do novo foco em Oria, na província de Brindisi, onde se aplicam medidas de erradicação rigorosas.

– Os focos detetados fora da província de Lecce (p. ex., no município de Oria, na província de Brindisi) estão sujeitos a medidas de erradicação muito rigorosas, que incluem o corte raso de todas as plantas hospedeiras (11 espécies e 2 géneros), independentemente do seu estatuto sanitário, num raio de 100 m em redor das plantas infetadas;

– Os focos na província de Lecce estão sujeitos a medidas de confinamento, onde pelo menos a remoção de todas as plantas infetadas (e não o corte raso) tem de ser realizada numa faixa de 20 km de largura, na parte norte da província, adjacente às províncias vizinhas de Brindisi e Taranto, bem como na proximidade dos locais autorizados de crescimento (p. ex., viveiros, centros de jardinagem) e locais com especial valor cultural, científico e social.

– A circulação para fora das zonas demarcadas de determinadas espécies de plantas apenas é autorizada se as plantas forem cultivadas em locais autorizados, sob condições de proteção, adequadamente amostradas e testadas antes da circulação, com notificação à autoridade competente de destino, incluindo requisitos de rastreabilidade.

Estas medidas terão um impacto significativo na província de Lecce e nas províncias vizinhas de Brindisi e Taranto devido à importância económica e cultural da produção de azeitonas na área afetada. A zona sujeita a medidas de emergência da UE tem 570 200 hectares. A província de Lecce, com 350 000 hectares, contém cerca de 12 580 000 oliveiras, das quais 2 900 000 com mais de 100 anos. No entanto, como a grande maioria dessas plantas ainda estão saudáveis, é necessário envidar os máximos esforços para evitar a sua contaminação.

De que modo irá a Comissão a impedir a introdução de Xylella fastidiosa a partir de países terceiros?

As regras atuais em matéria de importação foram reforçadas, e só é possível importar plantas especificadas (160 espécies e 27 géneros) a partir de países terceiros infetados se tiverem sido cultivadas em condições de proteção e, antes da exportação e à entrada na UE, forem inspecionadas, amostradas e testadas para determinar a ausência da bactéria. As condições para estas plantas importadas circularem no interior da UE são aplicadas de forma rigorosa.

Só é possível importar a partir de países ou zonas indemnes de pragas se o estatuto sanitário dessas zonas tiver sido previamente notificado oficialmente à Comissão. As importações, a partir das Honduras ou da Costa Rica, de plantas de Coffea para plantação são proibidas.

Existe algum apoio financeiro disponível para os agricultores afetados pela Xylella fastidiosa?

Pode ser concedido cofinanciamento da UE em matéria de fitossanidade para a execução de programas de vigilância e campanhas de erradicação/contenção ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 652/2014. No âmbito do mesmo quadro jurídico, a contribuição financeira da UE para a indemnização dos proprietários pelo valor das plantas destruídas só será possível a partir de 2017. Atualmente está a ser discutido um apoio financeiro suplementar no âmbito da política agrícola comum da UE.

Além disso, prevê-se a realização de um convite à apresentação de propostas específicas de investigação sobre a Xylella fastidiosa no âmbito do futuro programa de trabalho 2016/2017 do Horizonte 2020, que visa promover um pacote abrangente de atividades para melhorar o conhecimento sobre a bactéria e desenvolver opções para a sua prevenção e controlo, bem como ferramentas para a avaliação dos riscos e as políticas fitossanitárias.

Poderá haver outras causas para o declínio das oliveiras uma vez que alguns documentos científicos argumentam que é causada por uma combinação de fungos que enfraquecem as plantas antes de serem atacadas pela Xylella fastidiosa, existindo aparentemente tratamentos específicos?

A Comissão analisou todas as informações disponíveis durante a revisão das medidas de emergência da UE. Todos os documentos relevantes foram enviados à AESA para avaliação científica. Em 17 de abril de 2015, a AESA emitiu uma declaração no sentido de que, atualmente, não há dados científicos que corroborem a hipótese de que são os fungos e não a bactéria Xylella fastidiosa a causa principal da síndrome do declínio da oliveira observada na região da Apúlia, no Sul de Itália. Além disso, não há provas publicadas de que o tratamento das doenças fúngicas reduza o estabelecimento, a propagação e o impacto da Xylella fastidiosa, embora uma boa gestão dos pomares seja, de um modo geral, benéfica para a fitossanidade.

No parecer de janeiro de 2015, a AESA já tinha concluído que as oliveiras com sintomas foram geralmente afetadas por um conjunto de pragas e agentes patogénicos, incluindo a Xylella fastidiosa, vários fungos e a Zeuzera pyrina.No entanto, embora o papel específico da Xylella fastidiosa na síndrome do rápido declínio das oliveiras ainda não seja completamente compreendido, a Xylella fastidiosa foi detetada em plantas jovens que apresentavam sinais da síndrome do declínio, não tendo sido encontrados outros agentes patogénicos.

Como se pode controlar a Xylella fastidiosa?

De acordo com os peritos em fitossanidade da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA), não existe qualquer método de controlo atualmente disponível para curar plantas doentes no terreno. As alterações nos sistemas de cultivo poderiam ter algum impacto sobre a doença (p. ex., poda, fertilização e irrigação), mas isso não é suficiente para curar as plantas. Na Apúlia, a poda severa das oliveiras infetadas resultou na emissão de novos rebentos na base da árvore, mas, até à data, não se verificou que este processo tenha curado as plantas nem impedido a sua morte.

A estratégia de controlo tem de se centrar no inseto vetor e na eliminação de plantas infetadas que, se deixadas no terreno, podem funcionar como reservatório do inóculo da bactéria.

Para o controlo da população de vetores, exigem-se tratamentos fitossanitários adequados, tais como a remoção das ervas daninhas necessárias para o cumprimento do ciclo de vida do inseto, mas também a utilização adequada de produtos fitofarmacêuticos, especialmente antes da remoção das plantas infetadas. Esses tratamentos devem ser realizados juntamente com práticas agrícolas adequadas.

É importante notar que os hospedeiros assintomáticos, as infeção assintomáticas ou as infeções baixas podem não ser detetadas nas prospeções baseadas unicamente em inspeções visuais e mesmo em ensaios de laboratório, uma vez que as infeções podem ser recentes ou haver uma distribuição heterogénea da bactéria na planta. Este é o principal motivo para a aplicação de medidas de erradicação rigorosas (p. ex., corte raso de todas as plantas hospedeiras em redor das plantas infetadas) relativamente a focos detetados fora da província de Lecce.

O que eu posso fazer na qualidade de cidadão para impedir a propagação de Xylella fastidiosa na UE?

As autoridades nacionais competentes devem ser imediatamente informadas de qualquer suspeita de Xylella fastidiosa, de modo a que se possam tomar as medidas necessárias

É importante que a circulação, no interior e para fora das zonas demarcadas na Apúlia, de plantas especificadas provenientes desta zona se restrinja às plantas cultivadas num viveiro autorizado e que sejam acompanhadas de um passaporte fitossanitário.

Por último, não traga nenhuma planta quando regressar de países terceiros, a menos que a planta seja acompanhada de um certificado fitossanitário.

Maioria parlamentar e PS aprovaram novo Código Cooperativo


Os deputados da maioria juntamente com os do PS aprovaram hoje, na especialidade, o novo Código Cooperativo que altera algumas regras para os setores da agricultura e dos serviços, introduzindo a possibilidade de as cooperativas terem membros investidores.
"Tentámos apresentar um projeto-lei que conciliasse a inovação com os princípios das cooperativas e depois de ouvirmos várias entidades, na comissão da especialidade, apresentámos várias propostas de alteração, que mereceram a concordância do PS e o resultado vai permitir aumentar a competitividade do setor cooperativo", disse à agência Lusa a deputada social democrata Mercês Borges.
Segundo a parlamentar, as grandes novidades do novo código são a introdução do membro investidor, que é quem introduz capital para dar maior sustentabilidade à cooperativa, e do respetivo voto plural.
Até agora não existia a figura do investidor e cada membro de uma cooperativa tinha direito a um voto.
A nova legislação vai dar ao membro investidor o direito ao voto plural, que varia em função do capital investido.
"Mas tanto o capital a investir como o voto plural têm limites", disse Mercês Borges.
Para a deputada do PSD "estas alterações vão permitir que o setor cooperativo tenha maior competitividade e se possa fortalecer".
Estas alterações apenas vão ser aplicadas às cooperativas agrícolas e de serviços e de crédito agrícola.
Nos restantes setores continuará a vigorar o princípio de um voto para cada elemento da cooperativa.
O projeto de lei da maioria PSD/CDS-PP para um novo Código Cooperativo vai regular organizações da área da solidariedade social, educação, saúde, cultura, habitação ou a agricultura.
O texto apresentado pelo PSD e CDS-PP reduz o número mínimo de membros cooperantes para três, admite três modelos alternativos de governação das cooperativas e impõe a nomeação de um Revisor Oficial de Contas ou de uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas.
Segundo o documento, referindo dados de 2010, cerca de 2.260 cooperativas ativas empregavam mais de 34 mil pessoas, o que correspondia a 5,5% do emprego remunerado em Portugal.
O Código Cooperativo não era revisto há cerca de 20 anos.
Diário Digital com Lusa

Relatório "O Estado do Solo na Europa"



Publicado em quinta, 16 julho 2015 16:40
 

Autor: Joint Research Centre – Comissão Europeia

O Relatório de Política foi completado por um relatório de referência "O Estado do Solo na Europa" do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (JRC), que fornece uma visão abrangente da nossa compreensão atual do recurso solo e processos de degradação.

Este relatório foi publicado em colaboração com a Agência Europeia do Ambiente, sendo uma contribuição para o relatório "O ambiente na Europa – situação atual e perspetivas 2010 - SOER de 2010".


Relatório de Orientação Sobre a Implementação da Estratégia Temática do Solo e Atividades em Curso



Publicado em quinta, 16 julho 2015 13:46
 

Cinco anos após a adoção da Estratégia Temática do Solo, em 13 de Fevereiro de 2012, a Comissão Europeia publicou um Relatório de Orientação Sobre a Implementação da Estratégia e Atividades em Curso (COM (2012) 46).

O Relatório fornece uma visão geral das ações desenvolvidas pela Comissão Europeia para implementar os Quatro Pilares da Estratégia, nomeadamente sensibilização, investigação, integração e legislação.

O Relatório Convida o Parlamento Europeu, o Conselho, o Comité Económico e Social Europeu e Comité das Regiões a apresentarem as suas opiniões e contributos, a fim de proteger os solos da Europa, ao mesmo andamento garantindo a sua utilização sustentável.

Aceder ao Relatório:

LIFE 2015 - Candidaturas

LIFE 2015 - Candidaturas
A Comissão publicou no dia 1 de junho o Convite à apresentação para 2015.

Para este período de candidaturas, poderão ser submetidos projetos tradicionais, preparatórios, integrados, de assistência técnica e de desenvolvimento de capacidades.

As propostas deverão ser apresentadas por entidades legais registadas na União Europeia; os beneficiários poderão ser organismos públicos, organizações comerciais privadas ou não comerciais privadas (incluindo ONG).

Produtores de leite alertam para “situação dramática” que se vive no setor


15/7/2015, 16:33
Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se frente a hipermercados da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, alertando para a "situação dramática" que estão a atravessar.


PAULO CUNHA/LUSA

Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se em frente a hipermercados da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, alertando para a "situação dramática" que estão a atravessar depois do fim das quotas leiteiras.

O protesto, que incluiu um desfile de tratores e alfaias agrícolas com várias mensagens, teve como objetivo dar conta da "situação crítica" da produção do leite, com preços muito baixos e dificuldades de recolha do leite produzido em Portugal.

Através das mensagens que se podiam ler nos tratores, os agricultores sensibilizaram a população para a importância do consumo de leite e derivados produzidos em Portugal.

O presidente da APROLEP – Associação dos Produtores de Leite em Portugal, Carlos Neves, disse que a situação que os produtores estão a viver é "muito difícil" e explicou os motivos da manifestação.

"Queremos lançar um apelo a Bruxelas para que reconheça esta crise (…), depois queremos um trabalho do Governo na fiscalização do leite importado, mediando a distribuição e a indústria".

O responsável sublinhou que existem produtores "a atravessar enormes dificuldades e que estão a colocar dinheiro do bolso na empresa".

"Quando não têm mais dinheiro, vivem dos fornecedores que vão alargando os prazos de pagamento", acrescentou.

Carlos Neves adiantou ainda que atualmente no continente restam cerca de três mil produtores, face aos 80 mil de há alguns anos.

"As pessoas vão resistindo até ao fim mas é muito complicado", afirmou.

Já o presidente da AJADP -Associação de Jovens Agricultores do Distrito do Porto, Miguel Silva, confessou que não percebe o motivo das importações de leite, defendendo que "estão a esmagar a produção nacional".

"Não se percebe o motivo das importações e como é que o leite chega a preços irrisórios. Estão a importar leite e isso está a esmagar a nossa produção. Os produtores estão falidos porque não há forma de combater estes preços", disse.

Miguel Silva explicou que atualmente o produtor recebe em média 28 cêntimos por litro, quando o valor justo ronda os 35 cêntimos.

"Isso já permitia, não ganhar muito dinheiro, mas pagar todos os investimentos que foram feitos. Assim é impossível resistir mais que quatro meses", afirmou.

"Não demorará muito para os produtores terem que vender os animais e fechar produções. Neste momento está já a dar prejuízo, as pessoas estão a viver de algum que têm amealhado ou de crédito", acrescentou.

Também presente na manifestação para apoiar o setor, Ariana Machado, engenheira zootécnica, alertou para a situação insustentável.

"Há aqui muitas questões que teriam de ser discutidas, as motivações são muitas, mas aquilo que mais nos preocupa são as estratégias nacionais que não foram adotadas pelas estruturas e acho que quanto à liberalização das quotas, que era sabida desde 2008, nada foi feito e agora estamos assim", explicou.

A engenheira zootécnica sublinhou ainda as dificuldades dos produtores em "cumprir com as necessidades básicas diárias de uma exploração, a desmotivação e a incapacidade de investimento".

Taxar os refrigerantes para subsidiar os hortofrutícolas


Jul 16, 2015Destaque Home, Notícias0Like

É o que propõe um estudo britânico, da British Medical Association (BMA). O documento sugere a criação de um imposto próprio para os refrigerantes e outras bebidas com elevados níveis de açúcar, de modo a subsidiar hortofrutícolas a preços mais baixos.

No relatório Food for Thought: promoting healthy diets among children and young people, os autores explicam que o imposto deve corresponder a, pelo menos, 20% do valor das bebidas – devem incluir-se neste universo todas as bebidas não-alcoólicas com açúcar adicionado.

A necessidade de tomar esta medida prende-se com dois factores: são bebidas altamente calóricas; e as crianças e adultos britânicos ultrapassam em muito os níveis recomendados de consumo de açúcar, o que aumenta o risco de aparecimento de vários problemas de saúde.

É com base nestes elementos que a BMA sugere a utilização dos fundos provenientes do imposto às bebidas para a promoção de uma alimentação saudável. Focando-se nas frutas e legumes, «um dos grupos alimentares mais afectados com o aumento do preço da comida» durante o período de crise, refere o relatório.

O documento propõe ainda a proibição da publicidade a alimentos pouco saudáveis dirigida a crianças e adolescentes.

Dados de um inquérito publicados no relatório da BMA indicam que a dieta britânica em pouco se compara com as recomendações dos nutricionistas. Com especial destaque para o exagero no consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar e a ingestão deficiente de frutas e vegetais.

sábado, 18 de julho de 2015

«Portugal tem produto de extrema qualidade a preços competitivos»


Jul 17, 2015Destaque Home, Notícias0Like

A expressão é de Antoni Valls, director-geral da Alimentaria Exhibitions em Barcelona (Espanha) e na edição deste ano da Alimentaria&Horexpo Lisboa é parceira na organização.

O responsável salientou que o certame – que decorre de 22 a 24 de Novembro na Feira Internacional de alimentaria2015_apresentacaoLisboa (FIL) – a «reconceptualização» da feira e destacou que nesta edição o enfoque estará na internacionalização. «Portugal tem produto de extrema qualidade a preços competitivos e está num crescimento de exportações notável», disse à Frutas, Legumes e Flores à margem da apresentação da feira que decorreu a 17 de Julho em Lisboa.

Antoni Valls sublinhou ainda a Alimentaria&Horexpo «tem de servir como plataforma de exportação». Nesse sentido, juntamente com a Associação PortugalFoods, prevêem trazer a Lisboa «sensivelmente 110 importadores». «A feira tem musculo financeiro próprio que está focalizado em atrair os mercados que neste momento são de principal interesse para as empresas portuguesas, tais como mercados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e aqueles que valorizam produtos gourmet, como Estados Unidos da América e Canadá».

A Alimentaria&Horexpo, até aqui focada no sector profissional, abre este ano portas ao consumidor final. A Alimentaria Experience será um espaço de conhecimento e degustação dos produtos nacionais, uma experiência que pode ter continuidade na PortugalAgro – Feira Internacional das Regiões, da Agricultura e do Agro-alimentar, certame do sector agro-alimentar português que decorre em 2015 pela segunda vez. A PortugalAgro ocupa também pavilhões da FIL entre os dias 21 e 23 de Novembro.

Na apresentação de ambos os certames na Sala Ogival da ViniPortugal, no Terreiro do Paço, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, destacou o crescimento das exportações do sector agro-alimentar, que no ano passado chegaram aos 5,6 mil milhões de euros, e estas feiras devem também servir para os portugueses conhecerem o que se faz cá dentro. «Enquanto portugueses, precisamos consumir mais produtos portugueses», disse a governante.

Empresas portuguesas marcam presença na FILDA


Jul 17, 2015Destaque Home, Notícias0Like

Apesar da adesão mais fraca que no ano anterior, Portugal continua a ser o País mais representado na Feira Internacional de Luanda (FILDA), com 67 empresas.

«Vamos ocupar um pavilhão na totalidade, temos um número inferior, mas ainda assim são 67 empresas. Tudo indica que será a maior representação nacional», disse à agência Lusa o delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Luanda, Luís Moura.

A feira, subordinada ao tema "Dinamismo, criatividade, e competência na produção", contará ainda com a presença de empresas vindas da Alemanha – o país convidado -, Itália e mais outras três dezenas de países. Ao todo, marcarão presença na 32.ª edição do certame cerca de 1.000 expositores, distribuídos por uma área de 50.000 m2.

A FILDA é uma feira multissectorial onde se reúnem empresas de áreas tão distintas como o agro-alimentar, construção civil, farmacêutica, tecnologias de informação, entre outras. Esta edição do certame acontece entre 21 e 26 de Julho na capital angolana.

No primeiro trimestre de 2015, as exportações de Portugal para Angola desceram 24,4%. A quebra acentuada fez com que o País deixa-se de liderar o envio de bens e serviços para terras angolanas. Actualmente, a China e a Coreia do Sul são os seus principais fornecedores.


Financeiros atacam as regras da UE contra a especulação alimentar


Julho 15
12:36
2015

A MiFID é a Directiva Comunitária que regula o funcionamento dos mercados financeiros. Em 2012, foi votada a MiFID II, que incluía regras que evitassem a repetição de situações que causaram a crise financeira mundial e que, também, repercutissem os avanços tecnológicos.

Um dos objectivos desta revisão era evitar a especulação nos mercados de commodities, numa tentativa de reduzir grandes oscilações de preços.

Quando, em 2014, as reformas à Directiva Europeia (MiFID) foram aprovadas, o entusiasmo de políticos e ONG's era enorme. Significava, por exemplo, que a especulação em alimentos e matérias-primas iria acabar.

No entanto, a OXFAM veio, agora, acusar a European Securities and Markets Authority (ESMA) de estar a deturpar esta legislação, a favor de banqueiros e seguradoras. Foram inseridas excepções e lacunas que deturpam o objectivo final desta nova legislação, que era de evitar a deturpação dos mercados.

Durante as consultas efectuadas à sociedade civil, no âmbito da revisão desta legislação, foi dada uma clara prioridade às sociedades financeiras, que são responsáveis por quase 70% dos feedbacks recebidos.

Os preços altos e extremamente voláteis de bens essenciais, como o milho, a cevada ou o arroz, colocam as populações mais pobres e os consumidores de países em desenvolvimento em situação precária.

De acordo com analistas, as duas principais causas são o aumento da população mundial, que leva a um aumento do consumo e o uso indevido de áreas de cultivo para a produção de biocombustíveis.

Alguns críticos apontam, também, a especulação, em mercado de futuros, como um factor preponderante nesta situação. A maior parte das transacções de futuros está situada nos Estado Unidos e na Ásia, mas têm vindo a surgir algumas na Europa, com a liberalização da PAC.

O último relatório elaborado pela ESMA revela que os fundos de investimento seriam capazes de controlar, por exemplo, 40% de todo o trigo a ser fornecido.

O resultado seriam distorções de mercado massivas e picos de preço elevadíssimos. Em conjunto com outras ONG's, a OXFAM pediu que seja imposto um limite de 15%.

Outra preocupação é o factor de grandes multinacionais poderem dividir os seus interesses por várias subsidiárias. Isso poderia resultar em sociedades financeiras possuírem derivados sobre commodities, mesmo em excesso em relação à quantidade de oferta disponível, dando-lhes um enorme poder sobre a fixação dos preços.

A ESMA foi, também, acusada da falta de transparência com que conduziu o processo. O Eurodeputado Markus Ferber criticou, especialmente, a falta de cooperação com o Parlamento Europeu (PE).

O Comité de Assuntos Económicos do PE irá discutir a MiFID II hoje, 15 de Julho. Será, também, discutida a forma como o Parlamento reagirá em oposição às propostas da ESMA e, caso a maioria dos eurodeputados esteja insatisfeita, as propostas serão rejeitadas. Este é visto como o melhor sinal que há, ainda, muito lugar para melhorias.

 


Inovação na indústria alimentar aumenta o desafio para a análise de riscos

Julho 15
12:40
2015

O sector alimentar é um dos que maior peso tem no seio da União Europeia e é encarado como um sector chave para fomentar a criação de emprego, caso consiga continuar a desenvolver novas tecnologias e produtos.

O sistema de segurança alimentar europeu evoluiu muito, desde os escândalos das décadas de 80 e 90, do século passado. Hoje em dia, a Europa tem um dos sistemas de segurança alimentar mais completos do mundo, do qual se deve orgulhar e que não deve colocar em causa.

Assim, o desafio está em encontrar o equilíbrio entre inovação e segurança.

O Comissário Europeu de Saúde Vytenis Andriukaitis está convencido de que a indústria alimentar pode contribuir para o plano do Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, de transformar a Europa, criando mais empregos e promovendo uma maior prosperidade.

Wim Debeuckelare, diretor legislativo da DG Sante, afirmou que "podemos contar com a European Food Safety Authority (EFSA) para fazer a necessária avaliação de risco. Quando tivermos a avaliação do risco, então ainda precisaremos, de acordo com as nossas regras, de considerar os benefícios e necessidades tecnológicas. A proporcionalidade é algo que se deve ter em mente. Precisamos de analisar para saber se o risco potencial realmente supera os benefícios".

Tobin Robinson, chefe do departamento de Estratégia de Ciência e Coordenação a EFSA, destacou as dificuldades que a Agência tem para a avaliação do risco. Por exemplo, sempre que a EFSA está a estudar o potencial risco para os seres humanos de um resíduo químico ou um metal pesado, a avaliação tem de incluir como o mesmo também afecta a qualidade da água e do ar e como se desenvolve em diferentes situações.

Robinson acrescentou que "há um pensamento em termos de ciclo de vida, tentando obter uma abordagem de grande plano para a avaliação de risco. Por exemplo, às vezes nos é dito pelos nossos colegas da Comissão para proceder a uma avaliação dos riscos de uma determinada substância em um contexto particular. Este poderia ser um material de embalagem de alimentos, e podemos fazer isso com bastante facilidade, mas o que seria também significativo, seria fazer uma avaliação de todo o ciclo de vida de risco desse material. Se esse material de embalagem de alimentos, e os produtos químicos que o compõem, entrou para o meio ambiente, através da forma como é tratado, então talvez nós, como os avaliadores de risco, não teremos realmente feito um bom trabalho".

O representante EFSA pediu mais e melhor tecnologia disponível para os especialistas que realizam as avaliações de risco e enfrentam, constantemente, novos desafios.  Estes prendem-se, sobretudo, com novos alimentos, nano tecnologia e a clonagem de animais.

"Aqui, novamente, precisamos ter certeza de que a segurança alimentar não é um travão à inovação", terminou Robinson.

Gert Meijer, adjunto de Regulamentação e Assuntos Científicos da Nestlé, disse que, no momento, reduzir a pegada ambiental e melhorar a qualidade das matérias-primas, são alguns dos desafios mais importantes, a nível de investigação, para a indústria. Acrescentou que a indústria alimentar está a seguir mais numa direção de remover aditivos dos alimentos, em vez de adicioná-los.

COPA-COGECA preocupado com as repercussões da política europeia do ambiente


Julho 17
13:45
2015

O COPA-COGECA está muito preocupado com os resultados da discussão no Parlamento Europeu sobre a qualidade do ar, temendo que as disposições que possam vir a ser tomadas pela Comissão venham a prejudicar o sector pecuário.

Segundo Pekka Pesonen, Secretário-geral do COPA-COGECA, os plafonds definidos são completamente irrealistas e lembra que os limites de emissões de gases com efeito de estufa feitos pelo sector agrícola já se encontram perfeitamente legislados.

O COPA-COGECA lembra os esforços que têm sido feitos pelo sector, no que diz respeito às emissões de amoníaco. Estas emissões registaram uma diminuição, entre 1990 e 2011, de 20% na Alemanha, 30% na Dinamarca, 44% na Bélgica, 67% na Holanda, 58% na Estónia e 22% no Reino Unido.

As reduções agora propostas podem ter um forte efeito sobre a produção agrícola europeia, forçando a uma forte redução da produção, que porá em risco a segurança alimentar.

Sumo de casca de laranja e pêra ganha prémio inovação na Expo-Milan

Julho 17
13:48
2015

Uma bebida, obtida a partir da casca de laranja e pêra, ganhou o primeiro prémio de inovação na Expo-Milan.

Esta bebida, denominada "Fresh-App" foi desenvolvida por estudantes da Universidade de Napoli Federico II, Napoles, que aproveitaram a casca dos frutos que normalmente é deitada fora.

Em segundo lugar ficou um biscoito produzido a partir da quinoa e do amaranto, denominado "Quindi". Este biscoito é óptimo para vegetarianos, vegans e intolerantes à lactose.

O terceiro lugar foi para os Honeydrops, que são cápsulas energéticas obtidas a partir de mel e muito fáceis de utilizar.

Este concurso contou com a participação de seis universidades, tendo cada uma apresentado um produto alimentar inovador, amigo do ambiente e respondendo aos standards de segurança alimentar.

Fruta em fim de vida transforma-se em comida em pó

FoPo Food Powder é o nome do projecto, pensado por um grupo de estudantes internacionais. A ideia é contribuir para o combate ao desperdício alimentar

Texto de P3 • 16/07/2015 - 12:25


São alimentos em fim de vida e com o destino traçado — o contentor do lixo — e podem ser convertidos em novos alimentos, com prazo de validade aumentado. A empresa FoPo Food Powder seca frutas e vegetais que já ninguém quer comprar e transforma-as em pó, dando-lhes uma nova vida.
 
"[Não estamos] a usar um novo produto ou uma nova tecnologia, [mas] sim a criar valor a partir da ineficiência do sistema alimentar", disse um dos criadores da marca, Gerald Marin, ao site "Mashable". A FoPo foi uma ideia do estudante sueco de engenharia mecânica Kent Ngo, que se juntou depois a Via Jarolimkova, Lizzie Cabisidan, Ada Balazy e Marin.
 
O conceito tem um cariz humanitário e pode contribuir para o combate ao desperdício alimentar, cujos números impressionam. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos são desperdiçadas 1,76 mil milhões de toneladas de alimentos — e a curta validade de alguns produtos é uma das razões para que isto aconteça.
 
A FoPo aumenta a vida útil das frutas e vegetais de duas semanas para dois anos. Para já estão disponíveis três sabores: banana, manga e framboesa. Em breve também o ananás vai integrar a lista, mantendo 30 a 80% do seu valor nutricional, assegura a empresa. O pó pode ser ingerido tal como é apresentado nas embalagens, que se assemelham às das batatas-fritas, ou utilizado na confecção de bolos e sumos ou como "topping" para iogurtes e gelados.
 
Depois de uma campanha de "crowdfunding" bem sucedida no Kickstarter, a empresa integra agora um projecto piloto nas Filipinas, com o apoio do governo deste país e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
 
O objectivo é que, num futuro próximo, a FoPo possa vender o produto a baixo custo a organizações não-governamentais.

Manifestação de produtores de leite faz tremer a grande distribuição

Julho 16
13:45
2015

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição reagiu de imediato à manifestação dos produtores de leite, que se concentraram junto a supermercados na Póvoa do Varzim e Vila do Conde, apelando a uma estratégia nacional para o sector leiteiro.

Num comunicado podia ler-se "O crescimento do sector, através da promoção do leite e produtos lácteos de valor acrescentado, passa indiscutivelmente pela emergência do desenvolvimento de uma estratégia nacional para encarar de forma pro activa e positiva o período pós-desmantelamento das quotas leiteiras"

Este comunicado surge após a manifestação, onde os produtores consideram como principal culpados os grandes supermercados, que acusam de estar a importar grandes quantidades de leite e produtos lácteos.

A posição da grande distribuição, se for verdadeira, pode ser uma grande ajuda para a solução do sector do leite português, mas não deixa de ser curioso ter acontecido após o forte protesto dos agricultores.

Vai ser interessante vermos o desenvolvimento dos acontecimentos, para ver se esta posição é verdadeira, ou serviu apenas para tentar acalmar os ânimos, com medo de eventuais acções violentas dos produtores contra os grandes supermercados.


Manifestação do sector leiteiro

Julho 16
13:46
2015

Cerca de duas centenas de produtores de leite manifestaram-se em frente a supermercados na Póvoa do Varzim e Vila do Conde, com o intuito de alertar para a situação dramática em que vivem, devido à baixa do preço do leite pago à produção.

Este protesto, que incluiu tractores e máquinas agrícolas com vários dísticos, pretendem também fazer ver ao consumidor português a realidade em que vivemos, com dificuldades no escoamento do leite nacional, devido à importação doutros países.

Um dos grandes alvos visados foram os grandes supermercados, que são acusados de importar leite e produtos lácteos de outros países europeus, aproveitando os preços baixos praticados em detrimento do leite português.

Em Março deste ano terminaram as quotas leiteiras, o que levou alguns países europeus a aumentarem consideravelmente a produção que, coincidindo com o embargo russo, levou a uma descida de preços.

Neste momento, os produtores consideram que o preço pago pelo leite está francamente abaixo do valor de custo, o que torna a situação insustentável.

Muitos produtores estão em risco de serem forçados a venderem os seus animais e fecharem as portas.

O número de produtores tem vindo a diminuir drasticamente em Portugal, de cerca de 80.000 há vinte anos, para 3000 nos nossos dias.

Imagem - jn.pt

Governo aprova diploma sobre a liquidação da Casa do Douro


Julho 17
13:44
2015

O Conselho de Ministros aprovou um diploma que regula a liquidação da Casa do Douro, que tem uma dívida ao Estado de cerca de 160 milhões de euros.

Os Ministros da Agricultura e Finanças vão nomear um liquidatário, pelo que os membros da direcção da Casa do Douro devem entregar-lhe todos os bens, valores monetários e documentos, nomeadamente a prestação de contas a 31 de Dezembro.

Este diploma enquadra-se no Código de Insolvência e Recuperação de Empresas.

A Casa do Douro foi extinta como associação de direito público em 31 de Dezembro de 2014 e, em final de Maio, foi escolhida a Federação Renovação do Douro como associação de direito privado que lhe vai suceder.

Para resolver o problema da instituição, foi elaborado um programa que incluía a dação em pagamento dos vinhos da instituição ao estado português e a abertura de um concurso a entidades privadas para suceder a Casa do Douro.

A realidade é que a insolvência foi requerida pelo Ministério Público, tendo sido confirmada pelo Tribunal da relação de Guimarães.

Em relação ao concurso, a entidade concorrente que perdeu, impugnou os resultados, estando o processo em tribunal.

A forma do liquidatário é defendida pelo Governo como a maneira do vinho ser vendido de forma mais justa no mercado e, assim, o Estado ser ressarcido da dívida.


Portugal 2020: guia de financiamento já está disponível



 18 Julho 2015, sábado  Política AgrícolaAgricultura
portugal 2020

Foi lançado recentemente um Guia que ajuda todos os que pretendem candidatar-se às oportunidades disponíveis de financiamento da União Europeia (UE) no âmbito do programa Portugal 2020.
O documento contém informações sobre os atuais programas da UE para o período financeiro 2014-2020.
O guia destina-se sobretudo a seis categorias principais de candidatos potenciais: as pequenas e médias empresas (PME), as organizações não governamentais, jovens, investigadores, agricultores e organismos públicos.
Saiba mais sobre o Portugal 2020 aqui:
Portugal 2020: tudo o que precisa saber para se candidatar


SITEVI 2015: setores da vinificação, olivicultura, frutas e legumes em destaque



 17 Julho 2015, sexta-feira  Hortofruticultura & Floricultura
SITEVI
A quatro meses do SITEVI - Salão Internacional das Fileiras da Vinha-Vinho, Frutas-Legumes e Olivicultura, que terá lugar entre 24 a 26 de novembro de 2015, no Parc des Expositions de Montpellier, França, são muitas as novidades que começam a ser conhecidas para a edição deste ano.
De acordo com a organização, «haverá em mostra diversos setores em crescimento, expositores internacionais e um novo espaço» intitulado "Conselhos aos produtores".
Setores em crescimento

Uma centena de novos expositores, principalmente no setor da vinificação, da embalagem e dos adubos/fitossanitários, já se associaram ao SITEVI 2015.
O setor da vinificação está particularmente bem representado com 100 empresas inscritas, 16 das quais são sociedades que expõem pela primeira vez.
Do lado dos tratores e das máquinas para as vindimas, a oferta beneficia de uma representação única, com uma área em crescimento.
O setor frutas e legumes expande-se igualmente para além daqueles expositores que representam materiais transversais às três fileiras, a 30 expositores já inscritos com a presença de todos os líderes da calibragem.
Quanto à fileira da azeitona, ela será valorizada graças à criação de um percurso específico que apresenta os expositores e os seus produtos, ao longo do salão.
«O SITEVI confirma o seu estatuto de evento internacional, com 25% de empresas expositoras provenientes de todo o mundo. Trinta novos expositores estão já inscritos entre os quais os australianos e chineses, assim como 18 sociedades de origem italiana», avança a organização da Feira.
Novo espaço "Conselho aos Produtores"

O novo espaço (hall 3) dedicado aos produtores atrai todas as atenções. Atualmente, 32 expositores já se comprometeram a participar neste projeto «cuja ambição é a de oferecer respostas práticas aos profissionais das fileiras vinha-vinho, azeitona e frutas e legumes (especialistas em gestão patrimonial, marketing/design, softwares profissionais, seguros, financiamento, contabilistas, profissionais de recrutamento…)».
De acordo com a organização estima-se que o certame dê a conhecer este ano ao setor mais de 300 novos produtos, num espaço que conta com 1000 empresas expositores oriundas de 25 países.
São esperados cerca de 50 mil visitantes, adiantou aquela responsável.
No decorrer do Salão haverá conferências, prémios de máquinas e produtos inovadores bem como inúmeras actividades paralelas.
Recorde-se que o SITEVI realiza-se de dois em dois anos.
Fotos: SITEVI

GPP: Embargo russo: continuação das medidas de apoio ao setor das frutas e hortícolas

Nota informativa
Embargo Russo: continuação das medidas de apoio ao setor das Frutas e Hortícolas

No seguimento do Conselho de Ministros da Agricultura do passado dia 13 de julho, em que o Comissário
Europeu Phil Hogan anunciou a sua abertura para adoção de medidas excecionais para o setor F&H e
possibilidade de vir a prolongar o período para a intervenção pública e da ajuda à armazenagem privada no
setor dos laticínios, na reunião de Grupo de Peritos F&H, realizada no dia 16 de julho, a Comissão
apresentou uma proposta de ato delegado que vem prorrogar por um ano o Regulamento Delegado (UE)
nº 1031/2014 da Comissão de 29 de setembro, que estabelece novas medidas de apoio excecionais e
temporárias aplicáveis aos produtores de certas frutas e produtos hortícolas.

A proposta apresentada mantém o mecanismo aplicado nas medidas anteriores para o setor, assenta nos
mesmos instrumentos (retiradas, colheita em verde e não colheita) e mantém a sua aplicação através das
Organizações de Produtores, fora do âmbito dos Programas Operacionais, mas incluído nos Fundos
Operacionais.

A proposta fixa quantidades limites por EM para as mesmas categorias já previstas, com base na média das
exportações para a Rússia nos 3 anos anteriores ao Embargo Russo decretado em 2014 e reintroduz uma
quantidade adicional de 3 mil toneladas que cada EM pode decidir atribuir dentro das categorias definidas.

A Comissão salientou que esta proposta ainda está sujeita a consulta interserviços, prevendo-se a sua
adoção formal em Colégio de Comissários antes do final de julho e entrada em vigor em 1 de agosto 2015.

IFAP: MOVIMENTAÇÃO DE BOVINOS – NOVOS PROCEDIMENTOS




A partir de 3 de agosto de 2015, a movimentação de bovinos deverá ser acompanhada de Guias de Circulação emitidas on-line, através da Área Reservada (https://sec.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_privado) do Portal do IFAP, em "O Meu Processo".

A emissão de guias poderá ser efetuada diretamente, pelo produtor na Área Reservada do Portal do IFAP, em "O Meu Processo", nas organizações de agricultores protocoladas com o IFAP para o efeito ou, em qualquer departamento dos serviços veterinários regionais.

A movimentação de animais acompanhados por guias de circulação não emitidas on-line pela Base de Dados SNIRA (BD SNIRA) constitui um movimento irregular.

Informações adicionais poderão ser consultadas na página Movimentação do menu SNIRA no Portal do IFAP.

Para qualquer esclarecimento adicional pode contactar uma organização de agricultores, os serviços veterinários regionais, bem como o IFAP, através do endereço de correio eletrónico ifap@ifap.pt, ou ainda no Atendimento Presencial na Rua Fernando Curado Ribeiro, nº 4G, em Lisboa ou pelo Call Center 217 513 999.

Pinhão de Alcácer do Sal quer ser reconhecido com DOP


por Ana Rita Costa
16 de Julho - 2015
 
Uma delegação da UNAC esteve esta semana reunida com o Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Alentejo, Francisco Murteira, para entregar o pedido de reconhecimento e qualificação necessário para a constituição da DOP para o Pinhão de Alcácer do Sal.

A Denominação de Origem Protegida (DOP) é o nome de um produto cuja produção, transformação e elaboração ocorrem numa área geográfica delimitada com um saber fazer reconhecido e verificado e proíbe práticas conducentes à prática de imitações, concorrência desleal e/ou usos indevidos/abusivos de determinado produto ou marca.

"O problema na fileira do pinhão já tinha sido identificado há muito: a importação de pinhão asiático para a UE e a adulteração do produto nacional (por mistura de pinhões de origem asiática com pinhão de Pinus pinea) originou uma perda generalizada de qualidade do pinhão e de diminuição do seu valor nutricional. Esta situação resultou na comercialização de pinhão com designações associados ao Pinus Pinea ou à sua origem Mediterrânica ("Pine nuts"; Pignoli; Pignolia) mas que no fundo não o são. A ausência de rastreabilidade e a deficiente informação por parte do consumidor fomentaram o desenvolvimento desta prática", defende a UNAC numa nota enviada às redações.

Para a UNAC, o registo de uma DOP "possibilita a diminuição da concorrência desleal do pinhão de outras proveniências, a garantia ao consumidor comum de um produto de qualidade, a garantia em termos de segurança alimentar, o acesso a nichos de mercado mais exigentes e a valorização e proteção de um produto regional com elevadas características nutricionais amplamente reconhecidas."

A ser aprovado, o uso da denominação de origem "Pinhão de Alcácer do Sal - DOP" ficará reservado aos produtos que obedeçam às características fixadas no respetivo Caderno de Especificações, aos produtores expressamente autorizados pelo Agrupamento Gestor que se comprometam a respeitar todas as disposições constantes do Caderno de Especificações e se submetam a controlo a realizar pelo Organismo Privado de Controlo e Certificação (OPC) reconhecido.

Governo da Madeira pede ajuda à UE para produção de vinho

 17-07-2015 

 
O Conselho do Governo da Madeira decidiu propor à União Europeia uma majoração de 35 por cento da ajuda à produção de uvas da casta Terrantez, usada no fabrico de vinho Madeira, passando de 1.000 euros por tonelada para 1.350 euros.

A resolução resulta da necessidade de preservar e incentivar a produção de algumas castas tradicionais do vinho Madeira, que continuam a apresentar quantidades médias anuais inferiores à que o mercado expressa.

«Neste sentido, o Conselho de Governo decidiu aprovar o diploma relativo ao aumento da produção e valorização da casta Folgasão (Terrantez), dando prioridade às candidaturas que contemplem plantações com esta casta», explicou a secretária da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, porta-voz da reunião.

Ainda no âmbito do setor primário, o executivo aprovou a estrutura de missão para o Programa de Desenvolvimento Rural (Proderam 2020), que define as prioridades da Madeira no que respeita à utilização de 205 milhões de euros de fundos públicos, disponíveis para o período de sete anos de 2014-2020, 179 milhões de euros do orçamento da União Europeia e 25 milhões de co-financiamentos nacionais.

«O principal objectivo do programa é aumentar a sustentabilidade do sector agro-florestal da região da Madeira, promovendo a competitividade da produção agrícola local e a restauração, preservação e melhoria dos ecossistemas», disse Rubina Leal.

O executivo liderado por Miguel Albuquerque aprovou, por outro lado, a "Estratégia MaRaM - Poluição Zero no Mar da RAM", já divulgada e que passa por adaptar o quadro legal, atendendo às especificidades do arquipélago.

«O Governo Regional garante agir dentro das suas competências e aplicará, sem reservas, as medidas punitivas previstas na lei», assegurou Rubina Leal.

O executivo madeirense decidiu ainda criar uma Unidade de Atendimento Regional com a finalidade de atender e responder às questões colocadas pelos utentes da Caixa Geral de Aposentações, não implicando quaisquer encargos financeiros para esta instituição de previdência.

Por outro lado, foi aprovado o estabelecimento de uma parceira entre a IHM - Investimentos Habitacionais da Madeira e a Câmara Municipal do Funchal para a criação de um centro comunitário nos complexos habitacionais do Pico dos Barcelos. O governo decidiu também estabelecer uma parceria com a Associação de Casas do Povo com vista à criação de uma oficina comunitária, no Conjunto Habitacional de Santo Amaro, na principal cidade madeirense.

 

Fonte: Lusa

Itália vai apoiar desenvolvimento da agricultura angolana

17-07-2015 
 
Os governos de Angola e Itália assinam na próxima semana um memorando de entendimento no domínio agrícola, no âmbito da visita de três dias a Luanda que o ministro da Agricultura italiano inicia na segunda-feira.

Segundo informação transmitida à Lusa por fonte do Ministério da Agricultura angolano, a visita de Maurizio Martina insere-se na Feira Internacional de Luanda (Filda), a maior do género do país, com cerca de mil expositores, sendo a representação italiana a segunda maior, por país.

«Nós vamos aproveitar a experiência e o conhecimento científico de Itália, a capacidade de realização dos seus empresários, para podermos também desenvolver a nossa agricultura, relançar a indústria alimentar e diversificarmos a economia», disse, este mês, o ministro da Agricultura de Angola, Afonso Pedro Canga.

O Governo angolano aprovou nos últimos meses vários programas de apoio a sectores produtivos agrícolas, no valor de centenas de milhões de euros, descrevendo o objectivo de, nos próximos anos, aumentar a produção nacional agrícola e pecuária, cortando nas importações.

Além do memorando de entendimento no domínio agrícola, a assinar na quarta-feira pelos ministros da tutela dos dois países, numa altura em que Angola tenta parcerias internacionais para diversificar a economia, a comitiva italiana participa ainda no fórum Angola/Itália sobre o sector da Agricultura e da Indústria Alimentar, a realizar no dia 21, em Luanda.

Maurizio Martina tutela também as pastas das Pescas, Alimentação e Florestas em Itália e estará acompanhado em Luanda por representantes de cerca de vinte empresas envolvidas no sector da Agricultura.

Os governos de Angola e de Itália assinaram no início deste mês, em Roma, três instrumentos de cooperação bilateral, com destaque para o desenvolvimento da agricultura, durante a visita oficial do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, àquele país, que terminou a 07 de Julho.

Em causa estão dois memorandos de entendimento sobre cooperação económica e financeira e um terceiro instrumento jurídico sobre consultas políticas entre as diplomacias dos dois países.

A cooperação económica e o apoio às exportações italianas para Angola, nomeadamente sobre a negociação de seguros e garantia de riscos destas vendas através da Sociedade de Seguro ao Crédito Externo de Itália, integram os dois memorandos de entendimento económico e financeiro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística angolano, Itália foi o 11.º destino das exportações de Angola em 2014, no valor total de 962 milhões de euros, equivalente a uma quota de 2,29 por cento do total.

Nas importações, Itália foi o 15.º país nas compras de Angola ao exterior, com uma quota de 1,74 por cento do total e um montante de 359 milhões de euros.

Fonte: Lusa

CE propõe medidas excepcionais para produtores de frutas e hortícolas

 17-07-2015 
 

 
A Comissão Europeia apresentou no Grupo de Especialistas da organização Comum de Mercados dos Agrícolas um projecto de Regulamento Delegado, o qual estabelece as medidas excepcionais para dar apoio aos produtores de determinadas frutas e hortícolas, após o anuncia das autoridades russas de prorrogar o veto às exportações procedentes da União Europeia até Agosto de 2016.

O projecto de Regulamento atribui uma quota por país que ascende para o conjunto da União Europeia (UE) a cerca de 755 mil toneladas. Espanha é o segundo país com 129.350 toneladas, apenas atrás da Polónia, principal país afectado pelo veto russo.

Cada Estado-membro conta com três mil toneladas adicionais que poderá receber para qualquer produto com quotas, assim como repolhos, couve-flor, brócolos, cogumelos e frutos vermelhos, que apesar de não terem quota própria, podem ser removidos ao abrigo deste contingente geral, em função das necessidades.

Fonte: Agrodigital

Douro prevê produzir 278 a 300 mil pipas de vinho nesta vindima

17-07-2015 
 

 
A Região Demarcada do Douro (RDD) poderá produzir nesta vindima entre as 278 e as 300 mil pipas de vinho, prevendo-se um aumento significativo comparativamente com a colheita do ano passado.

Os dados foram divulgados esta sexta-feira, em comunicado, pela Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), com sede no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

De acordo com a instituição, a expectativa de colheita para este ano aponta para uma produção a rondar onde as 278 e as 300 mil pipas de vinho, mais elevada do que as previsões de 2014, de 221 mil e 235 mil pipas de vinho.

Fonte: Diáriodigital; Lusa

“Pode ser uma rede pior do que os vistos gold”


16 Julho 2015 • Vítor Matos

Em Abril de 2014, Paulo Gonçalves denunciou às chefias, que geriam o PRODER – fundos europeus para o desenvolvimento rural – que um dos seus relatórios tinha sido alterado pela superior hierárquica: "[Foram feitas] alterações aos relatórios de controlo de qualidade sem passar cavaco aos técnicos que os elaboraram", mantendo "o nome do técnico que elaborou o relatório", escreveu num email a que a SÁBADO teve acesso. Antes de entrar em conflito aberto com a hierarquia, este funcionário do Secretariado Técnico de Auditoria e Controlo do PRODER, do Ministério da Agricultura, já teria dito à responsável em causa que não queria ver o seu nome "envolvido em golpadas na atribuição de fundos públicos". Era o início de um processo que culminaria com a não renovação do seu contrato em Outubro de 2014. 

Despedido do ministério na sequência das denúncias, o ex-funcionário apresentou queixas no Ministério Público e no Tribunal de Contas Europeu contra os superiores hierárquicos, que acusa de falsificação de documentos e de favorecimentos de entidades em processos de atribuição de subsídios públicos europeus. Só os casos que denunciou directamente superam os 200 mil euros. Mais: diz que a secretaria-geral do Ministério da Agricultura está a encobrir estes dirigentes por não cumprir o Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas. Paulo Gonçalves diz ter dúvidas que a ministra Assunção Cristas aceite estas práticas: "Mas alguém próximo dela, na hierarquia, dá cobertura. A ideia que tenho é a seguinte: um ministro sozinho não pode fazer as coisas, ou um secretário de Estado. Tenho porém a certeza que, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Estado, está alguém a dar cobertura a isto. Mas se é o secretário de Estado ou mais abaixo não sei."
 

Vídeo. Paulo Gonçalves, ex-auditor do PRODER diz que foi despedido por ter denunciado irregularidades. Diz que pode haver na Agricultura uma rede pior que a dos vistos gold

O processo teve origem num relatório que Paulo Gonçalves enviou à sua chefe, Sílvia Diogo, a chumbar um projecto de 92,8 mil euros da Naturdelta, do Grupo Nabeiro, para financiar a compra de caravanas para funcionarem como alojamento num parque. O técnico, que tinha a função de verificar a conformidade das candidaturas aos fundos, considerou que as caravanas não estavam abrangidas pelas normas, o que inviabilizava o projecto. Segundo Paulo Gonçalves, a chefe alterou o relatório de avaliação: "Inventou uma nova operação", escreveu no referido e-mail que enviou às chefias. O ex-funcionário acusa Sílvia Diogo de ter apagado partes do relatório original e de ter dado instruções para a Naturdelta alterar o tipo de investimento para um parque de campismo, "off-the-record e fora do período de apresentação de candidaturas para o investimento passar a ter enquadramento na legislação". 

Numa entrevista à edição impressa da Sábado, Paulo Gonçalves diz que há no Ministério da Agricultura uma rede mais antiga e profunda do que a dos vistos gold, para favorecer entidades na atribuição de subsídios europeus: "Eu supervisionava os projectos pequenos do subprograma 3, abaixo dos 300 mil euros. Há outros casos onde são favorecidos grandes interesses na área agrícola. Nesse caso pode haver uma rede pior que a dos vistos gold, por ser mais antiga e organizada". 

Num depoimento em vídeo gravado para a SÁBADO, o ex-funcionário da auditoria do PRODER garante que foi despedido por fazer as denúncias, por ter sido o único em dezenas que não teve o contrato renovado. Afirma que os colegas não o fazem porque têm filhos para criar. "É uma questão de sobrevivência", diz no fim da entrevista.

Acordo com Irão celebrado com vinho da Madeira


     
SOL SOL | 16/07/2015 19:13 665 Visitas   

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Acordo com Irão celebrado com vinho da Madeira


Ao fim de várias negociações e da resistência do Partido Republicano norte-americano, o acordo nuclear entre o Irão e os EUA foi assinado e celebrado com um néctar bem português, o vinho da Madeira, pelos principais representantes da administração Obama que selaram o mesmo: o secretário da Energia Ernest Moniz e o secretário de Estado John Kerry. Grande responsável pela fase final da negociações, Moniz, neto de açorianos, foi também o impulsionador deste brinde com sabor nacional.

Na sexta-feira passada, quando viajou até Portugal para ser condecorado pelo Presidente da República Cavaco Silva com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, Moniz levou na bagagem uma garrafa de vinho da Madeira oferecida pelo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Robert Sherman. "Disse-lhe que só a abrisse depois de ele e Kerry selarem o acordo com os iranianos", avança o Washington Post. Chegado a Viena, onde as delegações do Irão e do grupo conhecido como 5+1 (EUA, Reino Unido, China, França, Rússia mais a Alemanha) selaram o acordo nuclear iraniano – em que o Irão se compromete a limitar a sua actividade nuclear em troca da suspensão de sanções económicas internacionais -, Ernest Moniz abriu a garrafa, brindou com Kerry e com três outros importantes negociadores: a sub-secretária de Estado dos Assuntos Políticos, Wendy Sherman, o chefe de gabinete do Departamento de Estado, Jon Finer, e o director do Conselho de Segurança Nacional para o Irão, Iraque, Síria e Estados do Golfo, Robert Malley.

Na história do país, não é a primeira vez que o vinho da Madeira serve para celebrar ocasiões especiais. Foi com este néctar português que se celebrou a Declaração de Independência de 1776, assim como o bebeu o primeiro Presidente norte-americano, George Washington, na sua tomada de posse em 1789.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sogrape Vinhos eleita a melhor produtora do mundo

HÁ 2 HORAS458 PARTILHAS
A empresa líder nas exportações de vinho português foi agora eleita a melhor produtora a nível mundial, à frente de nomes norte-americanos e franceses.


Fernando da Cunha Guedes, da Sogrape Vinhos
Fabrice Demoulin

Autor


Ana Cristina Marques

A Sogrape Vinhos foi considerada a melhor produtora vitivinícola do mundo em 2015. A distinção veio diretamente pela mão da World Association of Writers and Journalists of Wines and Spirits (WAWWJ), associação que elaborou um ranking com as 100 melhores produtoras a nível mundial — as escolhas ficaram a cargo de um painel de críticos e jornalistas especializados no setor.

O respetivo ranking tem por base diversos critérios de análise, incluindo a avaliação dos prémios conquistados por cada produtor num conjunto selecionado de concursos internacionais realizados ao longo do ano. A participação da Sogrape em 10 dos 75 concursos avaliados resultou em 131 prémios, angariando, assim, mais de 3.000 pontos, valor que a empurrou para o primeiro lugar.

A empresa líder nas exportações de vinho português há 11 anos é seguida pela norte-americana Ernest and Julio Gallo Family, em segundo lugar, e pela francesa Vranken Pommery Monopole Heidsieck, em terceiro. Em 2014, a Sogrape havia conquistado a quarta posição no mesmo concurso.

A Sogrape nasceu em 1942 pela mão de Fernando van Zeller, o nome por detrás do muito conhecido Mateus Rosé — a primeira marca portuguesa de vinhos de projeção global, presente em mais de 120 países. Mas há mais marcas sob a sua alçada: é o caso de Gazela, da Sandeman e da Casa Ferreirinha.

VinBot, um robô todo-o-terreno para a vinha

CATARINA ROCHA 17/07/2015 - 16:47

Informações obtidas pelo robô permitirão construir mapas em tempo real sobre o rendimento e o vigor das videiras. Portugueses participam neste projecto europeu.


Parte de baixo do robôDR

É um robô autónomo todo-terreno, que se desloca pela vinha e recolhe informações sobre o seu estado. O VinBot é um projecto europeu, do qual fazem parte três entidades portuguesas, e que pretende responder à necessidade de aumentar a qualidade da produção de vinho, através da agricultura de precisão. A sessão de demonstração do protótipo foi esta quinta-feira nas vinhas da Tapada da Ajuda, em Lisboa.

"O robô está equipado com câmaras que captam imagens da vinha e outras informações tridimensionais para determinar, por exemplo, as dimensões da vegetação", explica ao PÚBLICO Carlos Lopes, líder da equipa do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa, que integra o projecto. "Isto será importante para se fazer estimativas de produção e consequentemente gerir de uma forma melhor as necessidades no planeamento da vindima."

A empresa portuguesa Agri-Ciência é outro dos parceiros do projecto, que teve um financiamento de mais de dois milhões de euros, detendo os direitos em Portugal para posteriormente comercializar o robô. O preço rondará os 30 mil euros. Coordenado pela empresa espanhola Ateknea Solutions, o projecto junta ainda a Cooperativa Agrícola de Granja, que associa os produtores ao projecto, e o ISA como entidade de investigação. Fazem também parte outras seis entidades europeias, que cooperam no desenvolvimento da tecnologia do VinBot (a sigla em inglês de All terrain VINyard RoBOT).

As imagens e informações recolhidas pelo robô são analisadas em tempo real por aplicações de computação, que irão estimar a quantidade de folhas, uvas e outros dados da planta, para construir mapas de rendimento e vigor da videira. Este último é determinado pelo sensor do Índice da Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI, na sigla em inglês). Este robô para viticultura de precisão permitirá assim aos produtores obterem informação detalhada sobre o estado das vinhas, antes recolhida com a inspecção visual de pequenas amostras. Avaliar o excesso de água na planta após a floração, o stress com o calor, a forma e o tamanho do bago e do cacho, as pragas, doenças e deficiências nutricionais são algumas das possibilidades oferecidas pelo VinBot.

"Como normalmente a vinha é muito heterogénea no que respeita à maturação das uvas, torna-se difícil fazer uma avaliação precisa a partir dos métodos actualmente disponíveis", explica Carlos Lopes. "Existe já um método de avaliação do vigor da videira a partir de imagens recolhidas por satélite, mas como essas imagens apenas mostram a parte de cima da vinha, podem muitas vezes induzir em erro."

Com o novo instrumento, que ainda se encontra em fase de testes, os produtores serão capazes de misturar uvas com o mesmo estado de maturação para produzir vinhos de maior qualidade, assim como de segmentar a sua produção no que respeita à qualidade e quantidade. O robô será capaz de monitorizar de forma autónoma cerca de 168 hectares, três vezes por ano, e pode subir inclinações de terreno até aos 45 graus, segundo o site do projecto.

"Estamos ainda a testar a capacidade do robô se deslocar sozinho na vinha, assim como a capacidade de traduzir a informação técnica recolhida em mapas", diz Carlos Lopes.   

Com a finalidade de ser comercializado, o robô para viticultura de precisão adequar-se-á a terrenos de grandes dimensões, para poder compensar o seu custo pelos benefícios conseguidos. "Os nossos potenciais clientes são sobretudo as grandes empresas e as associações de produtores", esclarece Carlos Lopes.

Apesar de ter visto a sua quota de mercado reduzida de 79% para 61% nos últimos 20 anos, a União Europeia (UE, a 27 países) continua a ser o maior produtor e exportador de vinho do mundo. Existem actualmente 1,6 milhões de vinhas na UE-27, distribuídas por 4,3 milhões de hectares, e que produzem cerca de 175 milhões de hectolitros de vinho por ano. Em Portugal, a vinha é um sector estratégico cuja importância está indicada no número elevado de Denominações de Origem Controlada (26 no total) para a área relativamente pequena do país.

Texto editado por Teresa Firmino

Invenção portuguesa evita mortes com tratores

    
17/07/2015 17:18 1482 Visitas   

Os alunos da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, Mirandela, arrecadaram o primeiro prémio num concurso nacional com o protótipo de um trator que elimina a principal causa de morte em acidentes com estas máquinas agrícolas.

O diretor da escola, Manuel Joaquim Taveira Pereira, divulgou hoje que o AGROBOT ficou em primeiro lugar, entre 27 concorrentes, no Concurso de Protótipos Tecnológicos - AptiPro 2015, em Oliveira do Bairro.

O AGROBOT é um robot agrícola desenvolvido pelos alunos a partir de um trator em fim de vida que se encontrava nas instalações da escola transmontana e que "elimina o risco de esmagamento do operador em situação de reviramento".

Os autores garantem que esta máquina é "ideal para trabalhar em locais de difícil acesso como taludes íngremes ou patamares", onde são utilizados os tratores agrícolas e ocorrem acidentes fatais em casos de capotamento em que o condutor fica debaixo do veículo.

Segundo os inventores, o trator AGROBOT é comandado à distância "através de um equipamento dotado de um sistema 'android', tal como um vulgar 'smartphone'".

A ação do condutor é substituída por "ações mecânicas realizadas por um conjunto de cilindros hidráulicos controlados por um bloco de eletroválvulas, que recebem ordens via 'Bluetooth' do equipamento que o operador tem em mão".

Este protótipo exige que seja um operador, que pode ser o agricultor, a comandar a máquina, ainda que à distância, mas os jovens estudantes de agricultura estão já a trabalhar numa fase mais avançada do projeto.

A aposta passa por evoluir para "um maior nível de autonomia, em que se pretende que o trator realize operações através de mapas de coordenadas GPS definidas pelo operador".

O concurso nacional de Protótipos Tecnológicos - AptiPro tem como propósito a divulgação da qualidade de formação adquirida pelos alunos dos cursos profissionais na área da Eletrotecnia e Mecatrónica e é organizado pela Associação Nacional de Professores de Eletrotecnia e Eletrónica e do Instituto Profissional da Bairrada.

Os 37 protótipos tecnológicos apresentados na edição de 2015 foram avaliados por um júri constituído por representantes de multinacionais de renome nas áreas da automação industrial como a Festo e a Omron, da Publindústria, da Associação Nacional de Professores de Eletrotecnia e Eletrónica e do Instituto Profissional da Bairrada. 

Lusa/SOL