sexta-feira, 16 de maio de 2014

AGROGES: COMUNICADO

COMUNICADO

Desde há vários anos que a AGRO.GES, Sociedade de Estudos e Projectos, Lda., tem vindo a desenvolver, de forma contínua e aprofundada, uma aplicação informática de simulação dos impactos nas explorações agrícolas das diferentes opções de reforma da PAC.

A partir de Janeiro de 2014, a AGRO.GES disponibilizou um serviço aos agricultores que simula, com rigor, com base nos pressupostos já conhecidos, os impactos da reforma da PAC nas suas explorações, ao mesmo tempo que os aconselha sobre a forma de atenuar eventuais perdas ou de obter ganhos antes da candidatura ao Pagamento Único (PU) de 2014, cujo prazo terminou ontem, dia 15.05.2014. Com uma remuneração bastante moderada pelos serviços prestados, a AGRO.GES proporcionou este serviço a várias dezenas de agricultores.

Ontem, exactamente no mesmo dia em que encerraram as candidaturas dos agricultores, a CONSULAI enviou um e-mail a centenas de agricultores e organizações informando-os de que terá desenvolvido "uma ferramenta que prevê o impacto do novo sistema decorrente da reforma da PAC até 2019", ferramenta essa que seria "disponibilizada de forma gratuita a todos aqueles que a descarregassem" no site daquela empresa de serviços, informando também os eventuais interessados de que deveriam entrar em contacto com a referida empresa no caso de pretenderem uma análise mais detalhada do impacto da reforma.

A AGRO.GES não pretende, de forma nenhuma, hostilizar a empresa CONSULAI, até porque muitos dos colaboradores de ambas as empresas são colegas, se conhecem, são amigos e se respeitam. Contudo, não pode deixar de comunicar a todos os interessados o seguinte:

1. Os resultados obtidos, de forma gratuita, pela aplicação desenvolvida pela CONSULAI, são diferentes dos obtidos pelo serviço prestado pela AGRO.GES, que é pago pelos interessados.

2. Essas diferenças resultam de vários erros de análise e de concepção por nós identificados após uma análise aprofundada da aplicação da CONSULAI, os quais têm implicações muito significativas na quantificação dos respectivos impactos.

3. A AGRO.GES não pode, infelizmente, deixar de divulgar esta informação, pois, se não o fizesse, tornaria legitima a generalização de uma opinião errada entre os agricultores de que o erro de concepção seria da AGRO.GES que, ainda por cima, se remuneraria por esse serviço.

4. Naturalmente que, se a AGRO.GES não tivesse encontrado imediatamente alguns desses erros, nada diria, ainda que pudesse considerar estranha a divulgação da informação da CONSULAI, pela sua oportunidade.

Cascais, 16 de Maio de 2014

A Direcção da AGRO.GES

Portugueses desafiados a cumprir 20 metas até 2020 para melhorar a sua saúde alimentar


TELMA ALVES 15/05/2014 - 09:13

O projecto chama-se Movimento2020 e promete trazer transformação, crescimento e mudança à mesa e à vida das famílias portuguesas. A meta final, que resume todos os objectivos, é o aumento da felicidade para os que aceitarem o desafio.

 
Comer fruta é uma das recomendações ENRIC VIVES-RUBIO
 
 
É clara a "necessidade de uma mudança nos sectores público, privado, social-cooperativo e no próprio cidadão" disse ao PÚBLICO Rute Borrego, presidente da Assembleia Geral da APD, referindo-se ao paradigma da saúde alimentar em Portugal. O projecto Movimento 2020, com duração prevista de seis anos, contempla, para esse efeito, formações em centros de saúde, hospitais e escolas, palestras, aconselhamento dos profissionais de saúde e pretende mesmo levar estas questões a discussão na Assembleia da República. Isto porque "os 20 desafios foram construídos com base em evidências científicas e de acordo com o plano do Governo para a saúde e as recomendações da Organização Mundial de Saúde".

Os 20 objectivos incluem orientações alimentares para os cidadãos em geral, como o aumento do consumo de peixe fruta e legumes, mas têm também pontos dedicados especificamente às grávidas, crianças e jovens. "Queremos aumentar as food skills [competências alimentares] das nossas crianças e jovens para que possam chegar ao supermercado ou mesmo ao restaurante e saber o que é melhor pedir", explica Rute Borrego. Nas 20 metas para 2020 não são esquecidos os conselhos para a população idosa – cada vez mais representativa da pirâmide etária portuguesa – o alerta para a necessidade de combater o desperdício alimentar, a aposta na actividade física e a recuperação da dieta mediterrânica.  Essenciais são, para Rute Borrego, os desafios que dizem especificamente respeito aos centros e profissionais de saúde uma vez que, de acordo com a dietista, "existe ainda uma grande escassez de nutricionistas e especialistas em saúde alimentar nos cuidados primários" do Serviço Nacional de Saúde.

Para monitorizar os avanços no cumprimento dos 20 objectivos, foi criado um conselho executivo composto por sete elementos, especialistas nas áreas da saúde, educação, gastronomia, desporto, agricultura, restauração/responsabilidade social, dietética e nutrição. Está prevista uma avaliação de dois em dois anos que estes profissionais se responsabilizam a fazer, em parceria com diversas instituições, empresas, organizações e indústrias e com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

A meta final do Movimento 2020, que acaba por resumir todos os objectivos anteriores, é o aumento do nível de felicidade dos portugueses. "Acreditamos que a felicidade está intimamente relacionada com a saúde alimentar", diz Rute Borrego. A correcção de hábitos alimentares errados, a prática de exercício físico, a educação para a vida saudável, entre muitos outros, são factores essenciais para que o indivíduo se possa sentir bem, satisfeito e, consequentemente mais feliz. O cumprimento destes objectivos permitirá também prevenir e evitar doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes e obesidade que, de acordo com a OMS, são as grandes "epidemias" do séc. XXI.

O Movimento2020 é apresentado esta quinta-feira no Hotel Inspira Santa Maria, em Lisboa, pelas 10h30. O evento conta com a presença da presidente da APD, Zélia Santos, da secretária-geral, Raquel Ferreira e do secretário de estado adjunto do Ministério da Saúde, Fernando Leal da Costa. Todos os interessados podem acompanhar o projecto e seguir os desafios na página oficial do movimento ou através das redes sociais.

Texto editado por Andrea Cunha Freitas

Vinhos: Quinta dos Murças Reserva 2010, Douro do Esporão



Nascido nas vinhas velhas da Quinta dos Murças, propriedade do Esporão no Douro, o Quinta dos Murças Reserva revela o seu carácter duriense, num vinho equilibrado e complexo, sedutor e autêntico.

O Esporão, produtor de vinhos e azeites, apresenta o Quinta dos Murças Reserva 2010, a terceira colheita do vinho topo de gama produzido na sua propriedade na região demarcada do Douro. Quando adquiriu a Quinta dos Murças no Cima Corgo, em 2008, o Esporão tinha claro o objectivo de produzir vinhos verdadeiramente durienses no carácter, obtendo toda a virilidade e vigor do Douro, sem os excessos de calor e maturação que por vezes se sentem nas regiões mais quentes.

Na Quinta dos Murças, o Esporão procura aliar a tradição dos métodos ancestrais do Douro, com as técnicas modernas de vinificação e, acima de tudo, preservar os métodos de produção biológica, procurando eliminar a utilização de herbicidas e reduzir o consumo de energia e água.

O Quinta dos Murças Reserva resulta da colheita manual e rigorosa selecção das melhores uvas das vinhas velhas, situadas entre os 100 e os 300m, plantadas com castas tradicionais do Douro como a Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Touriga Nacional, Touriga Francesa e Sousão. A vinificação é feita em lagares de granito, com recurso à tradicional pisa a pé. A prensagem é feita numa antiga prensa vertical. Após a fermentação em lagares, o vinho estagia 12 meses em barricas de carvalho francês e americano, seguindo-se estágio prolongado em garrafa.

Segundo os enólogos David Baverstocke Luís Patrão, "a colheita de 2010 caracterizou-se pela primavera chuvosa seguida de um Verão longo e temperado que permitiram a maturação ideal e consistente das uvas e a produção de um vinho de grande qualidade."

Herdando o nome da sua origem, este vinho traduz todo o potencial das vinhas velhas da Quinta dos Murças para a produção de vinhos equilibrados e complexos, sedutores e autênticos, de grande elegância e poder de envelhecimento.

O aroma é fresco, evidenciando a presença dos frutos vermelhos, envolvidos em subtis notas de fumo. No palato, desvenda toda a sua expressividade e concentração de fruta, revelando subtis notas de tosta. O final é longo e fresco, fazendo prever uma notável longevidade em garrafa.

A qualidade dos vinhos Reserva da Quinta dos Murças tem vindo a cativar apreciadores nacionais e internacionais, como comprovam a recente atribuição de 93 pontos à colheita anterior (colheita 2009), pela prestigiada revista norte-americana Wine Enthusiast, ou a 5ª posição alcançada com a colheita 2008, no painel de prova de vinhos do Douro feita pela revista inglesa Decanter, entre 228 vinhos provados.

Quinta dos Murças Reserva 2010 
P.V.P. 22,00 €

Fonte:  JDYoung

CONSULAI desenvolve ferramenta que prevê o impacto do novo sistema decorrente da reforma PAC até 2019


Dada a importância dos pagamentos directos em grande parte das explorações agrícolas em Portugal, a empresa CONSULAI desenvolveu uma ferramenta de apoio que permite prever o impacto do novo sistema decorrente da reforma da PAC até 2019. Esta ferramenta é disponibilizada de forma gratuita a todos aqueles que a descarreguem em www.consulai.com.

Segundo a CONSULAI este ficheiro foi feito com base na informação disponível à data da sua elaboração (Abril/2014), sendo que ainda existem algumas opções nacionais que podem alterar as bases desta ferramenta. Estas opções serão formalmente comunicadas à Comissão até 1 de Agosto.

Aquando da revisão das opções nacionais, esta ferramenta será actualizada em conformidade, garante a empresa.

Faça aqui o download do ficheiro.

Fonte:  Consulai

Nova versão do 'agrozapp' - o sistema de informação sobre factores de produção para a agricultura



O agrozapp é uma aplicação que permite a todos os agentes agrícolas (profissionais ou amadores) a pesquisa de informações sobre factores de produção para a agricultura, nomeadamente produtos fitofarmacêuticos e nesta nova versão, fertilizantes / adubos.

O agrozapp lança agora um novo website a segunda versão da aplicação. Esta permite a pesquisa de mais e diferentes informações e também uma interacção mais facilitada.

A nova versão da aplicação possibilita a pesquisa de adubos e fertilizantes, além dos produtos fitofarmacêuticos e apresenta um novo filtro que permite a apresentação de resultados mais precisos, mais rapidamente. Além disso, o site terá novas áreas, nomeadamente de notícias e instruções detalhadas de utilização da aplicação.

O agrozapp é um sistema de informação sobre fatores de produção para a agricultura que agrega todos os produtos fitofarmacêuticos, adubos e fertilizantes comercializados e autorizados em Portugal.

É uma solução multiplataforma com um motor de busca avançado que permite fazer pesquisas cruzadas, por vários critérios, com sugestões a partir de 3 letras.

Num futuro próximo, pretende-se que a pesquisa se alargue a sementes e produtos para a agricultura biológica.

O agrozapp é desenvolvido pela empresa Impactwave, que presta serviços de consultoria digital, estando neste momento com grande enfoque no sector agrícola.

Fonte:  Impactwave

2º Seminário Internacional "Investir no Potencial Agrícola do Alqueva"



O Banco Espírito Santo e a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, S.A. promoveram a organização do 2º Seminário Internacional "Investir no potencial agrícola do Alqueva – Agroindústria e distribuição como alavancas da criação de valor nos produtos agrícolas", que terá lugar no Museu do Oriente, em Lisboa, no dia 21 de Maio, entre as 9h00 e as 13h00.

Este evento, que contará com a presença da Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, visa identificar oportunidades para investir no potencial agrícola do Alqueva, de forma a criar valor aos produtos agrícolas em toda a sua fileira, desde a produção à venda ao consumidor final, juntando para tal agricultores, proprietários de terrenos agrícolas, investidores internacionais e empresários ligados ao sector.

Programa do Seminário:

9h00   Recepção dos convidados

9h30   Keynote Speaker
Wolfgang Braunstein, Consultor especialista em Organizações de Produtores
10h15 1ª Mesa Redonda – Alqueva: Factores críticos de sucesso para o futuro

Wolfgang Braunstein
Ricardo Salgado, CEO do BES
José Salema, EDIA
Moderador: Helena Garrido, Jornal de Negócios

11h00 Coffee Break

11h30 2ª Mesa Redonda – A cadeia de criação de valor dos produtos

Luís Mesquita Dias, Vitacress
Mauro Cardoso, Monliz
Luís Vasconcellos e Souza, Agromais
Moderador: Helena Garrido, Jornal de Negócios

12h30 Encerramento: Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar

13h00 Almoço

Fonte:  LPM Comunicação

Mais de 600 incêndios na primeira quinzena de Maio


Mais de 600 incêndios florestais foram registados na primeira quinzena de Maio, tendo sido combatidos por mais de cinco mil bombeiros, de acordo com dados disponíveis na página da Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Entre os dias 01 e 14 de Maio, a ANPC registou 625 incêndios, que foram combatidos por 5.558 bombeiros, com o apoio de 1.656 veículos.

O dia com maior número de incêndios ocorridos na primeira quinzena de Maio foi na quarta-feira (14 de Maio), tendo sido contabilizados 108 incêndios, que envolveram 975 bombeiros, com o auxílio de 292 veículos.

A fase Bravo de combate a incêndios florestais, a segunda mais crítica, começa hoje e envolve no terreno 5.175 operacionais, 1.251 viaturas, 34 meios aéreos e 70 postos de vigia.

Os dados constam do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), que refere ainda que os meios aéreos não serão disponibilizados logo no início da fase Bravo.

O dispositivo é reforçado este ano com mais 250 bombeiros e quatro meios aéreos relativamente ao ano passado e terá um custo de 85 milhões de euros.

A partir de hoje, o combate a incêndios contará com oito meios aéreos, sendo que outros cinco serão disponibilizados a 01 de Junho, 17 a partir de dia 15 de Junho e os restantes quatro no dia 20 de Junho, segundo disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Durante a fase Bravo estão operacionais 512 equipas de vigilância terrestre, 315 equipas de vigilância e ataque inicial e 681 equipas de combate, segundo os dados disponibilizados pelo DECIF.

À fase Bravo – que termina a 30 de Junho – sucede a fase Delta, considerada a mais crítica em incêndios, que decorre entre 01 de Julho e 30 de Setembro.

As várias fases no âmbito do combate a incêndios são: Alfa (01 de janeiro a 14 de Maio), Bravo (15 de Maio a 30 de Junho), Charlie (01 de Julho a 30 de Setembro), Delta (entre 01 e 31 de Outubro) e Echo (01 de Novembro a 31 de Dezembro).

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo ao ano passado revela que 130 pessoas foram detidas em 2013 pelo crime de incêndio, mais 34 do que em 2012, e 48 ficaram em prisão preventiva.

Fonte:  Lusa

Milho Pipoca – uma inovação para o mercado



Susana Covão

A Agromais é a organização de produtores que mais milho comercializa em Portugal: em 2013 comercializou cerca de 120 mil ton, sendo destinado maioritariamente para a alimentação animal.

A ZON Lusomundo Cinemas, que consome bastante milho para pipocas, importa todo o milho ao mercado externo por falta de oferta nacional. Quiseram mudar este paradigma e sinalizar que querem dar prioridade à produção nacional, estando assim mais próximos do fornecedor, racionalizando custos e contribuindo para a redução da pegada de carbono da sua operação.

O desafio foi-nos colocado e a Agromais, dando corpo ao grande espirito de inovação da organização associado a uma estratégia de diversificação da produção e de mercados, juntou parceiros e criou-se uma equipa para, de forma muito pragmática, aprender a produzir este novo produto, orientando-o para o mercado.

A Agromais (www.agromais.pt), enquanto organização de produtores com uma estrutura de secagem e armazenamento de cereais, com uma equipa técnica qualificada e com elevado know-how na produção de milho, assume o papel de líder de projeto.

A Agrotejo (www.agrotejo.pt) contribui com a caracterização dos locais, de toda a monitorização de parâmetros técnicos e, assume uma importante componente de divulgação dos resultados, quer a nível regional (Norte do Alentejo) quer a nível nacional.

Foi importante juntar à parceria uma estrutura com experiência na transformação de ideias em produto – a Consulai (www.consulai.com) – e a componente de avaliação físico-química e morfológica dos grãos e a sua adequação às exigências dos consumidores - a Prosense (www.prosense.com.pt/).

Com uma oportunidade identificada e uma equipa de excelência, identificaram-se as necessidades e avançaram-se com ensaios de produção de milho pipoca, para que possamos perceber produtividades, problemas fitossanitários, adaptação de variedades, melhores práticas agrícolas, entre outras. Obviamente, que sem termos produtores que acreditam em nós e estão dispostos a arriscar, estes projetos nunca se concretizariam.

Estamos a meio do percurso, mas os resultados demonstram que estamos no bom caminho. Sem a parceria criada, e sem os nossos produtores, era difícil ter feito tanta coisa em tão pouco tempo. Mas quem nos conhece sabe que a AGROMAIS é isto mesmo!

Susana Covão 
Coordenadora Técnica de Cereais 
AGROMAIS – Entreposto Comercial Agrícola, C.R.L.  

Publicado em 16/05/2014

Indústria do tomate precisa de cinco a sete anos para se adaptar ao acordo transatlântico


O presidente do grupo HIT (Holding da Indústria Transformadora do Tomate) defendeu esta quarta-feira um prazo entre cinco a sete anos para que a indústria do tomate se adapte à realidade competitiva prevista no acordo transatlântico.

A Associação dos Industriais de Tomate já manifestou publicamente receio pelo impacto da abolição das taxas alfandegárias que estão a ser negociadas no âmbito do acordo comercial entre União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA), designado por Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, que abrange vários sectores industriais.

«É sempre difícil prever quanto tempo é que a indústria do tomate precisa para se adaptar, porque a investigação na área agrícola é complexa em termos de tempo. Nós só temos uma campanha por ano e portanto não conseguimos ter resultados de uma forma mais constante e não conseguimos acelerar o ritmo normal das coisas. Portanto, eu acho que dois a três anos são pouco, provavelmente entre cinco a sete anos», defendeu Martin Stilwell.

O responsável falava à agência Lusa, após a formalização do contrato entre a McDonald's e a Italagro, empresa sediada no concelho de Vila Franca de Xira e que pertence ao grupo HIT, para o fornecimento de mil toneladas de ketchup aos restaurantes da multinacional espalhados pelo país até ao final do ano.

Para o presidente do HIT, os potenciais riscos do acordo comercial entre a UE e os EUA para a indústria de tomate portuguesa e mesmo europeia prendem-se com a possibilidade de a parceria poder vir a eliminar as barreiras alfandegárias das exportações dos EUA que, segundo Martin Stilwell, têm uma dimensão que lhes dá uma competitividade enorme.

«O que precisamos é de tempo para colmatar a diferença competitiva entre a Europa e os EUA. Por isso, tivemos a iniciativa do centro de competências do tomate, que se desenha essencialmente para identificarmos as diferenças, e depois encontramos soluções para deixar de existir essa diferença. O que estamos a pedir, o que gostaríamos de conseguir era que tivéssemos o tempo suficiente para nos adaptarmos a uma nova situação competitiva», sublinhou o presidente do HIT.

A ministra da Agricultura, que marcou presença na celebração do contrato entre a McDonald's e a Italagro, referiu que está a acompanhar o processo, o qual classificou de «relevante» para a Europa e para os Estados Unidos.

«Temos de acompanhar todos os detalhes para todos os produtos e identificar os produtos que são sensíveis. Em relação ao sector do tomate, é um sector altamente competitivo e sofisticado na sua parte de agro-indústria. Já foi formalizada a criação de um centro de competências para o tomate que visa precisamente tornarmo-nos mais competitivos, nomeadamente nessa relação com a Califórnia, que é o primeiro a nível mundial em competitividade e Portugal é o segundo», afirmou Assunção Cristas.

Para a ministra o objectivo futuro está traçado. «Queremos cada vez mais nos aproximar daquilo que são os números da Califórnia, e para isso temos de trabalhar, investigar e melhorar ainda mais aquilo que é já uma excelente fileira em Portugal», vincou Assunção Cristas.

Em Março, o secretário-geral da Associação dos Industriais de Tomate (AIT) afirmou que a aplicação da parceria vai implicar o fim das taxas alfandegárias sobre as importações de produtos provenientes dos EUA para a Europa, actualmente de 14,4 por cento, uma medida considerada pelo próprio de «problemática».

Miguel Cambezes acrescentou que a abolição das taxas «é verdadeiramente um convite a que a indústria americana, mais propriamente a indústria californiana, ponha o seu enfoque estratégico na Europa».

Fonte:  Lusa

Sector agrícola nacional está vivo, dinâmico e a crescer


O contrato celebrado entre a empresa Italagro e a McDonald's, para o fornecimento de mil toneladas de ketchup, prova que o sector agrícola nacional está vivo, dinâmico e a crescer, afirmou ontem a ministra da Agricultura.

A parceria, formalizada ontem nas instalações da Italagro - fábrica que pertence grupo HIT (Holding da Indústria Transformadora do Tomate) -, sediada em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, prevê abastecer a totalidade de Ketchup usado nos restaurantes da multinacional em Portugal durante este ano, num negócio de cerca de um milhão de euros.

"Temos um sector [agrícola] vivo, dinâmico, a crescer, e a procurar novas formas de se mostrar e de se afirmar. E aqui, o que vemos é uma boa relação entre a produção, no caso de tomate, entre a agroindústria, e agora com a restauração, com a McDonald's, onde todos os pacotinhos de Ketchup serão portugueses, com tomate das nossas terras e dos nossos agricultores", disse a ministra.

Assunção Cristas frisou ainda, em declarações à agência Lusa após visitar uma plantação de tomate e uma linha de produção da Italagro, que esta parceria "é um sinal muito positivo".

A ministra defendeu que é preciso criar alianças fortes entre a agricultura e a agroindústria, e destacou a parceira da Italagro e da McDonald's para a área da restauração.

A governante elogiou a postura da multinacional que tem vindo a apostar em produtos nacionais, dando como exemplo as cebolas que saem do Alqueva para toda a Europa, ou a carne de porco ou de vaca que é utilizada nos restaurantes nacionais da empresa.

"Neste momento o Ketchup será para todos os restaurantes portugueses, mas, a prazo, até pode ser para todos os restaurantes europeus ou quem sabe do mundo, porque é possível depois encetarmos essa exportação", referiu Assunção Cristas.

O director-geral da McDonald's Portugal salientou que o contrato representa uma janela aberta para novos negócios.

"A McDonald's quando certifica um fornecedor para trabalhar num determinado mercado, este fica imediatamente qualificado para poder trabalhar noutros mercados. Portanto, existe aqui a possibilidade, e nós vamos trabalhar para que isso aconteça, desta empresa nacional, que nos vai fornecer o Ketchup, a Italagro, de poder fornecer outros mercados num futuro próximo", assumiu Mário Barbosa.

O responsável acrescenta que a empresa é actualmente abastecida por 30 fornecedores portugueses, o que representa 35% do total dos fornecedores. O objectivo nos próximos anos, segundo Mário Barbosa, é que esse valor chegue aos 50%.

O presidente da HIT destacou o facto de esta parceria, além do encaixe financeiro e da criação de postos de trabalho, vir a permitir a expansão da Italagro.

"Isto abre-nos a porta para começarmos a expandir a empresa e a fornecer outros países a partir de Portugal. Portanto é um potencial grande", afirmou Martin Stilwell.

O contrato hoje celebrado implica a compra de 4.500 toneladas de tomate fresco, proveniente de 240 produtores nacionais e a criação de 24 postos de trabalho directos e indirectos para esta linha de produção específica.

O grupo HIT fornece Ketchup à Mcdonald´s Portugal desde Março deste ano.

Este grupo tem duas fábricas de transformação de tomate em Portugal, onde processa mais de 300 mil toneladas de tomate por ano, e exporta quase toda a produção para a Europa e para o Médio e Extremo Oriente.

Fonte:  Lusa

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Fogos em áreas protegidas menos vigiados


Publicado em 2014-05-13
ALFREDO MAIA
 
 
Fogos em áreas protegidas menos vigiados
 
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas tem menos 32 equipas e menos 163 elementos de vigilância e primeira intervenção em incêndios nas áreas protegidas. Só a Peneda-Gerês perde 108 homens.

A conclusão resulta da comparação dos dados sobre os meios do ICNF associados às áreas protegidas constantes nos dispositivos especiais de combate aos incêndios florestais (DECIF) deste ano e dos anos anteriores.

Analisando-se os meios disponibilizados pelo ICNF na fase "Charlie" - a de maior perigo, de 1 de julho a 30 de setembro - verifica-se que este ano há 48 equipas de vigilância da natureza e primeira intervenção com 181 elementos, associadas "às matas nacionais e áreas protegidas".

Em 2011, 2012 e 2013, só para as áreas protegidas (excluindo as matas nacionais), o ICNF indicou 58 equipas e 238 elementos, incluindo sapadores florestais. Em contrapartida, os meios alocados em 2014 diretamente àqueles espaços são 26 equipas e 75 vigilantes da natureza (não há sapadores) - menos 32 equipas e 163 operacionais.

Vinhos: Master Classes reforçam o conhecimento de especialistas internacionais



Promovidos no âmbito do Concurso Vinhos de Portugal nos dias 13, 14 e 15 de Maio, no IVV, em Lisboa

Os jurados do Concurso Vinhos de Portugal foram convidados a participar em três Master Classes, promovidos pela ViniPortugal com o apoio da Revista de Vinhos. Serão realizados nos dias 13, 14 e 15 de Maio, pelas 17h, na Sala da Embaixada do Vinho, na sede do IVV, na Rua Mouzinho da Silveira nº 5 em Lisboa.

Os Master Classes "Castas Brancas", "Castas Tintas" e "Vinhas Velhas" terão o objectivo de aprofundar o conhecimento dos jurados, nomeadamente dos 25 especialistas internacionais, sobre os Vinhos de Portugal, designadamente ao nível da especificidade e história dos Vinhos de Portugal e a evolução positiva e a capacidade de envelhecimento, destacando bons exemplos.

Programa:

Dia 13 - "Castas Brancas". Nuno Oliveira Garcia promoverá uma visita guiada pelas variedades de castas brancas nacionais
Dia 14 - "Castas Tintas". Luis Antunes realçará a variedade de castas tintas
Dia 15 – "Vinhas Velhas". João Paulo Martins enaltecerá a magia das vinhas velhas
Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, salienta «Se em 2013 os temas escolhidos foram "A Magia do Alvarinho", "A Elegância e Potência da Touriga Nacional" ou "Grandes Tintos Velhos" a edição de 2014, não será menos interessante nem menos pedagógica "Castas Brancas", "Castas Tintas" e "Vinhas Velhas". Para estes Master Classes a Revista de Vinhos seleccionou um vasta gama de vinhos especiais que serão disponibilizados pelas empresas que inscreveram vinhos no Concurso.»

Fonte:  CV&A


Vinhos do Tejo atingem resultado recorde no Concurso Mundial de Bruxelas



A Região Tejo registou, também, o melhor resultado de sempre no International Wine Challenge

Os vinhos da região do Tejo atingiram um resultado recorde no Concurso Mundial de Bruxelas, um dos mais prestigiados a nível internacional e que premiou cerca de 300 vinhos portugueses.

Das 39 medalhas ganhas pelos vinhos certificados pela Comissão Vitivinícola da Região do Tejo (CVR Tejo), 2 foram de grande ouro, 10 de ouro e 27 de prata.

Ao todo foram 18 os produtores distinguidos neste concurso, composto por um júri internacional de especialistas do sector, muitos deles provenientes de mercados estratégicos para a região vitivinícola do Tejo, como é o caso dos EUA, Brasil, Rússia ou China.

De destacar as duas medalhas de grande ouro ganhas pelos produtores Vale do Armo, com o vinho Vale do Armo Reserva 2011, e pela Sociedade Agro Alimentar da Mascata, com o Quinta do Côro Reserva 2012.

"Estamos muito satisfeitos com estes resultados. Vencemos mais do dobro das medalhas que tínhamos ganho em 2013 neste concurso, o que só mostra o reconhecimento que os nossos vinhos têm tido internacionalmente, o que, por sua vez, se tem vindo a refletir nos nossos resultados de exportação", afirma João Silvestre, Diretor-Geral da CVR Tejo.

Também no International Wine Challenge, os produtores do Tejo foram bem sucedidos, arrecadando, um total de 29 de medalhas, 6 de prata e 23 de bronze, mais 7 do que as que tinham conquistado em 2013.

Para além das medalhas de prata e bronze ganhas pelos produtores do Tejo, foram, ainda, 26 os vinhos da região que foram distinguidos com commended.

Fonte:  PressMedia

Cavem aqui, não cavem daqui mas vão praxar para outro lado! *


Carlos Neves

1. Cavem aqui, não cavem daqui!

No início de Março, o Presidente da República desafiou os jovens portugueses a tentarem uma "experiência na agricultura" como alternativa ao desemprego e à emigração, salientando que a agricultura pode mesmo ajudar Portugal a ter uma recuperação económica mais rápida. "Precisamos de convencer mais jovens que esta pode ser uma atividade rentável e que em lugar de irem para o estrangeiro para tentarem encontrar um emprego, podem, eventualmente, beneficiando dos apoios que agora serão reforçados (...), fazer uma experiência na agricultura" (…) O presidente mostrou-se ainda confiante de que o setor pode ajudar a "reduzir o endividamento" do País e ser uma mais-valia para aumentar as exportações.

No seguimento desta notícia da agência lusa veiculada por vários jornais, o "Correio da Manhã" colocou uma sondagem on-line: Concorda com as declarações de Cavaco? Apenas 28% dos leitores concordaram, a opinião dos restantes 72% estendeu-se pelas caixas de comentários dos vários jornais que me escuso de reproduzir e comentar, mas que, com naturais desvios de uma sondagem profissional, revelam que o "povo" não está convencido da "onda agrícola" que recentemente foi adotada pelas nossas elites. Elites que também estranharam quando o Presidente falou de agricultura no discurso do 10 de Junho, mas que agora já se converteram. Por exemplo, os banqueiros já dizem que não querem emprestar mais dinheiro para apartamentos, agora quem apoiar o investimento na agricultura. Pelo contrário, para o povo, pelo menos para o que opina nas redes sociais e caixas de comentários, a agricultura ainda não está na moda. Esse é o povo que preferiu trocar a agricultura pelo trabalho das 9 às 5, mesmo que a receber a miséria do salário mínimo; Que mandou os filhos estudar para fugir da agricultura e que procura ainda hoje um emprego longe do trabalho duro da "lavoura". Sim, a agricultura foi escravatura, foi dura, mal paga, desvalorizada. Ainda é, por vezes. Mas o progresso trouxe ao agricultor qualidade de vida que tirou a muitos setores, a começar pelos funcionários públicos. Portanto, não tenham medo que os vossos filhos ou netos avancem para empresários agrícolas: o sucesso é possível; Não tenham vergonha que sejam trabalhadores agrícolas: podem ser bem pagos para fazer um trabalho útil e honrado.

2. Vão praxar para outro lado!

Ouvi na TSF uma reportagem sobre os serviços da proteção civil de uma Câmara do Algarve (talvez Loulé, não fixei) que percorriam os montes alertando os habitantes para limpar o terreno em volta das casas de modo a prevenir os incêndios de verão. "E dinhêro"? – Foi a resposta em jeito de pergunta, no doce sotaque algarvio de uma idosa com 98 anos. A magra reforma não dava para pagar a limpeza do mato. Ainda cuidava das favas na horta mas já não tinha forças para cortar mato.

A pergunta ficou sem resposta e o noticiário continuou com outras desgraças do mundo mas eu lembrei-me da reportagem da TVI que passara no dia anterior sobre as vítimas da praia do Meco e da "alegada praxe" que a provocou. E das outras notícias que passaram sobre praxes mais ou menos violentas, mais ou menos humilhantes ou absurdas, com mais ou menos rebolar no estrume (praxes de agronomia) mas alegadamente "integradoras". Pois é. Acabou-se com a "tropa" e afinal a malta gosta de sofrer.

Adiante. Liguei as duas notícias. A estudantada quer então integrar-se, sofrer e viver experiências radicais? Deixemos então a justiça (?) tratar dos alegados crimes que os jornalistas vão dissecando em reportagens regulares servidas à hora da novela e pensemos nas praxes do próximo ano, para não voltar a chorar sobre o leite derramado.

Proponho o seguinte: Uma comissão composta pelos "Doutores", "Duxes", mais os "honoris-dux", "veteranos", etc, vai até à câmara municipal ou outro local equivalente (bombeiros?) e pergunta onde há habitações em risco de incêndio a precisar de limpeza. Depois, penduram as capas e batina, vestem o fato-macaco, pegam numa enxada (a proteção civil ou os bombeiros podem emprestar e supervisionar), sobem à serras com os caloiros e limpam alguma coisa. Pode ser um dia por semana. Pode ser só uma semana. Pode ser só um dia por ano. Pode ser só uma hora. Experimentem, vão cansar-se mas sentir-se bem por fazer alguma coisa útil numa "experiência radical".

Era isso que eu queria dizer às comissões de praxe: Em vez de brincarem às máfias para organizarem humilhações que colocam em risco de vila a caloirada, organizem-se para fazer alguma coisa útil. Poupam-se vidas na praia no inverno e vidas na serra no Verão. Aproveitem a ideia e desculpem lá se estou azedo, mas há coisas que revoltam.

PS1 – Em caso de alergia ao pólen ou poeiras também se podem fazer coisas úteis na cidade.

PS2 – Ajudar nas limpezas não tem de ser exclusivo de praxados e/ou esperar pelo próximo ano letivo. Quem for capaz de se organizar para ajudar, avance!

Carlos Neves

(*) Este artigo foi publicado na edição de Maio da Revista "Mundo Rural".

Publicado em 14/05/2014

Sapadores florestais no Cadaval: uma parceria com resultados

Paulo Pinheiro

Uma das medidas levada a cabo pela aplicação da lei de bases da política florestal, foi a criação do programa de Sapadores Florestais. Este programa surge em 1999 como instrumento da política florestal, com vista a contribuir para a diminuição do número de incêndios florestais, e ao mesmo tempo para a valorização do património florestal. Deste modo constituíram-se Equipas de Sapadores Florestais, compostas por cinco elementos com formação especializada em silvicultura preventiva, deteção, primeira intervenção e rescaldo em incêndios florestais. Os Sapadores na sua missão preventiva, têm como objetivo a limpeza de povoamentos; apoio às ações de fogo controlado; manutenção de pontos de água, rede viária e dos aceiros corta-fogo, e os demais trabalhos florestais.

Cada Sapador adquire a qualificação após frequentar um curso de formação profissional específico, para âmbito da ação das equipas, numa primeira fase este curso era ministrado no Centro de Operações e Técnicas Florestais (COTF), por técnicos florestais; após 2008 as equipas passaram a ser formadas pelo IEFP e o COTF deixou de ser o centro de formação para os Sapadores.

O programa neste momento conta com 283 equipas, 80% das quais pertencem a Organizações de Produtores Florestais (OPF's), Concelhos diretivos de Baldios, cooperativas Agrícolas e juntas de freguesias, e 20% correspondem a equipas cuja entidade detentora são Camaras Municipais.

Neste momento a APAS FLORESTA, no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI), conta, no seu quadro de pessoal, com 3 equipas de Sapadores; 15 operacionais; 1 técnico credenciado em fogo controlado e 1 técnico DFCI.

Na área de atuação da APAS FLORESTA, e um pouco por todo o país, verifica-se algum abandono das áreas florestais. Este fenómeno tem várias explicações, tais como a desertificação dos meios rurais, a existência de áreas incultas sem conhecimento de quem é o proprietário, a existência de áreas de difícil acesso para operações mecânicas e aos custos associados à necessária gestão florestal. Mas este fenómeno está diretamente relacionado com a prevalência de fogos florestais, pelo que é uma prioridade nacional atuar de forma preventiva e de forma concertada entre várias entidades.

Em 2003, foi estabelecido um protocolo pioneiro entre a APAS FLORESTA e a Câmara Municipal do Cadaval de forma a colmatar algumas deficiências da prevenção que tinham sido detetadas aquando do grande incêndio que lavrou na serra de Montejunto nesse mesmo ano.

Nesse protocolo ficou previsto a realização de ações de limpeza executadas em áreas publico/privadas beneficiando assim áreas de interesse paisagístico e de lazer (Montejunto), a realização de limpezas em espaços arborizados junto a ponto de interesses público, a ações de silvicultura preventiva noutros locais de risco e a colaboração em ações de sensibilização às populações.

Este protocolo tem-se revelado de extrema importância para as duas entidades, que partilham as mesmas preocupações e objetivos, e tem contribuído para que a floresta endémica da serra de Montejunto tenha vindo a ser poupada às últimas vagas de fogos florestais.

Esta verdadeira parceria, que tem 11 anos, começa a dar os seus frutos, sendo evidente que é necessário um esforço contínuo de ambas as entidades ano após ano.

Felizmente, e ao contrário de outras autarquias que optaram por acabar com protocolos similares, a Câmara do Cadaval tem vindo a fazer um esforço enorme para continuar a proteger a sua floresta, bem como os seus munícipes.

Paulo Pinheiro 
Eng.º Florestal
APAS Floresta – Associação de Produtores Florestais

Publicado em 15/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Área de milho quase triplicou na zona do Alqueva em apenas três anos

CARLOS DIAS 11/05/2014 - 09:05
O milho disputa espaço e importância com a plantação de olival, mas o seu crescimento está condicionado pelo custo da água e as oscilações de preços no mercado mundial.

 
Água do Alqueva é essencial para a cultura do milho na região RUI GAUDÊNCIO

 O futuro do regadio de Alqueva está nas hortícolas e frutícolas
A mancha verde alimentada pelas águas de Alqueva cresce à medida que novos blocos de rega vão ficando concluídos. Depois de um arranque cheio de indecisões e cepticismo, a plantação massiva de olival intensivo e superintensivo alterou, profundamente e em meia dúzia de anos, extensas áreas antes ocupadas por culturas de sequeiro.

Pela primeira vez desde os anos 60 do século passado, concretizou-se o objectivo de Portugal voltar a ser auto-suficiente em azeite, mas a mancha de olival em Alqueva determinante neste objectivo que se estende por cerca de 20 mil hectares estabilizou, ao mesmo tempo que a cultura de milho se multiplica. A área semeada deste cereal passou dos 2700 hectares em 2011 para 6882 hectares em 2013.

O presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva (EDIA), José Pedro da Costa Salema, invoca as potencialidades que estão a concentrar no regadio de Alqueva o interesse crescente dos produtores de milho: abundância de terra, de água e radiação solar, elementos fundamentais para este tipo de cultura que se expressam através de "boas searas três anos seguidos" e, nalguns casos, com produtividades acima das 20 toneladas por hectare - o que "nos fez entrar no campeonato mundial" das elevadas produções deste cereal, segundo Costa Salema.

Contudo, o custo da água, associado às oscilações constantes que ocorrem no mercado mundial de cereais, são factores de instabilidade que colocam dificuldades num futuro próximo à sustentabilidade da cultura.

Luis Vasconcellos e Souza, presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), realça o peso da cultura que já se posiciona como a "segunda maior na região do Alqueva", onde ocupa uma área regada de 18%, "superior a outras culturas arvenses" e susceptível de crescimento continuado nos próximos anos.

O obstáculo maior a este objectivo "está no preço da água". A solução no futuro terá de passar por "conjugar o potencial de Alqueva com o potencial económico resultante da produção de milho" no novo regadio, ou seja, a cultura consome em média, sob o efeito das elevadas amplitudes térmicas características da região alentejana, entre 7 a 8 mil metros cúbicos de água por hectare, tornando proibitivo o acesso à água.

Se não houver uma reformulação do tarifário aprovado pelo Ministério da Agricultura em 2010, o seu consumo nas culturas de milho sofrerá uma forte redução e nestas condições será "difícil" manter o milho no Alqueva nos anos em que os preços deste cereal se apresentarem baixos, antecipa Vasconcellos e Souza.

António Parreira, presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Roxo, partilha os receios do presidente da Anpromis, lembrando que quando deixar de vigorar o preço controlado da água aprovado em 2010, os agricultores vão pagar cerca de 10 cêntimos por metro cúbico, "um valor incomportável" para a maioria das explorações de média e pequena dimensão. Em Abril de 2010, o ministro da Agricultura de então, António Serrano, estabeleceu um tarifário em que os agricultores pagariam, no primeiro ano, apenas 30 % do preço real da água, que seria aumentado progressivamente até ser atingido o preço real ao fim de seis anos.

Nos blocos de rega do Roxo já se verificou, em 2013, uma redução na área semeada de milho, dada a enorme oscilação de preços verificada. Dos 260 euros/tonelada pagos em 2012, os agricultores foram confrontados com uma redução para os 170 euros/tonelada em 2013. Em 2014, por força das convulsões sociais e políticas que se estão a verificar na Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de milho, os preços que estão a ser pagos mesmo antes da nova campanha ter arrancado já rondam os 200 euros/tonelada, tornando viável a produção deste cereal.

Com efeito, a Ucrânia é o principal fornecedor de milho a Portugal, lembra Francisco Palma, presidente da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo. Comentando as dificuldades associadas às tarifas da água, não comunga da posição critica expressa por outros dirigentes associativos, advogando o primado da ciência e da tecnologia para superar os constrangimentos colocados pelos preços da água.

As variedades de milho geneticamente modificadas seriam "uma alternativa, mas a Europa não aceita" - uma opção que Francisco Palma critica. Mesmo assim, confia que o futuro da produção de milho em Alqueva "está assegurado", frisando que o preço da água não é obstáculo para os que encaram a cultura de "forma eficiente e profissional".

Conheça os 28 melhores vinhos verdes nacionais de 2014

Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes entregou os prémio "Melhores Verdes" no Palácio da Bolsa


10/05/2014 | 00:00 | Dinheiro Vivo
A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) entregou na sexta-feira os prémio "Melhores Verdes". A gala decorreu no Palácio da Bolsa e premiou 28 vinhos verdes entre os mais de 200 que foram a concurso na edição deste ano.
Na categoria Best Of, foram destacados o vinho Loureiro "Casal de Ventozela", os Alvarinhos "Dom Ponciano" e "Via Latina" e os Avessos "Quinta das Almas" e "Quinta de Linhares", selecionados por um júri internacional composto por especialistas provenientes dos principais mercados de exportação. Os vinhos selecionados nesta categoria vão ser os embaixadores do Vinho Verde nos principais eventos internacionais, nomeadamente nas degustações realizadas nos mercados estratégicos como o Brasil ou os estados Unidos.
Leia também: Siza também é nome de vinho de edição exclusiva limitada
Na categoria Ouro são doze as colheitas selecionadas: quatro distinções para a "Quinta Da Lixa" (Branco, Vinhão, Loureiro e Alvarinho), "Praça de S. Tiago – Colheita Selecionada Espadeiro", dois destaques para "Casa de Vilacetinho – Colheita Selecionada" com Alvarinho e Azal, "Quinta de Linhares Avesso", "Quinta da Levada Azal", "Alvaianas", "Adega Velha" e "Conde Villar". As colheitas desta categoria foram distinguidas pelos jurados nacionais de várias entidades como a Associação de Escanções de Portugal, Comissões Vitivinícolas de várias regiões e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
O selo Prata foi atribuído a onze colheitas, desde "QL Aroma de Castas Grande Escolha" a "Quinta de Naíde", passando por "Quinta da Samoça Vinhão", "Terras de Monção Alvarinho", "Casal de Ventozela Arinto", "Vale de Ambrães Avesso", "Quinta de Gomariz Colheita Selecionada" – Loureiro e Alvarinho, "Quinta da Lixa Trajadura", "Saramagosa" e "Ferreirinha".
"Estamos a colher os frutos das centenas de hectares de novas vinhas em que a região vem investindo, numa média de 800 hectares/ano. As novas vinhas estão a produzir vinhos fabulosos que reforçam muito a capacidade exportadora do Vinho Verde ", refere o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro.
Estes prémios são entregues há 25 anos mas a edição de 2014 foi uma das maiores de sempre, que contou com 237 marcas inscritas no concurso. 

Desempregados e beneficiários do RSI vão vigiar e limpar florestas

Medida foi anunciada esta segunda-feira por Pedro Mota Soares e conta com meio milhão de euros atribuídos pelo IEFP


Vigilância ajudará a prevenir incêndios
D.R.
12/05/2014 | 14:25 | Dinheiro Vivo
O governo vai colocar os desempregados e os beneficiários do Rendimento Social de Inserção a limpar e vigiar as florestas do País. O protocolo foi assinado esta segunda-feira e conta com 550 ações de prevenção de incêndio, reflorestação e vigilância das florestas do País.
De acordo com o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, o protocolo "Trabalho Social pelas florestas" permite acelerar o regresso dos desempregados ao mercado de trabalho. 
Ao todo serão chamados 2000 desempregados e beneficiários do Rendimento Social de Inserção que deverão, assim, ter um papel ativo para a proteção ambiental, especialmente durante o verão. A maior parte dos projetos (77%) contemplados no protocolo prevê isso mesmo, a prevenção de incêndios e minimização dos seus efeitos.
"Quanto mais estiver integrado o cidadão, mais facilidade terá em criar um conjunto de redes de ligação e oportunidades que venham a surgir no mercado de trabalho", afirmou esta manhã Mota Soares.
A iniciativa contará com um total de meio milhão de euros alocado pelo IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e com a participação das Câmaras Municipais, que foram as entidades promotoras de 340 projetos aprovados (62%). Além disso, o Ministério da Solidariedade vai trabalhar em cooperação com a Administração Interna, Agricultura e Mar. 
"Estamos aqui no coração das ações de prevenção que tem uma importância grande na altura mais crítica dos fogos, uma vez que contribui, se não elimina, de uma forma significativa os efeitos e as consequências dos fogos florestais", defendeu Miguel Macedo durante a cerimónia.  
Por seu lado, Assunção Cristas afirmou que a iniciativa "mostra que é possível" criar uma rede por todo o país que ajude "a criar uma cultura de colaboração ativa" com soluções que permitam "valorizar a floresta".

Raça bovina Garvonesa já não corre perigo de extinção!


Rádio Voz da Planície - 10/05/2014 - 01:00 -  Imprimir

A raça bovina Garvonesa é rainha e senhora da Feira de Garvão, certame onde antigamente estes exemplares eram comercializados em grande número e cujo nome está na origem da designação atribuída à raça.

Em tempos áureos, estes animais eram procurados para serem usados como meio de tracção, mas com o advento da maquinaria agrícola os criadores perderam o interesse e a raça bovina garvonesa esteve mesmo em vias de extinção.

Ana Lampreia, técnica da Associação de Agricultores do Campo Branco, entidade responsável pelo registo zootécnico da raça, fala-nos das características específicas destes animais.

Com um efectivo de 500 exemplares, a raça já ultrapassou o risco de extinção. Ana Lampreia ajuda-nos ainda a identificar as zonas de maior predominância da raça Garvonesa.

Da programação da Feira de Garvão para este segundo dia destacamos a tradicional corrida de touros com os cavaleiros Rui Salvador, Luis Rouxinol, Tito Semedo e António Brito Paes.

À noite, pelas 21h30, Paulo Colaço apresenta o espetáculo "Por um par de meias solas" e às 23h30 atua, no palco principal da feira, a cantora popular Ruth Marlene.

Grupo Delta quer duplicar produção da Adega Mayor

Potencial de crescimento da empresa de vinhos da Delta Cafés no exterior obriga a reforçar a produção de 500 mil para um milhão de litros.

A Adega Mayor, que detém as marcas de vinhos do grupo Delta Cafés, já colocou no plano estratégico o reforço da produção para responder à procura no mercado externo. Em entrevista ao Diário Económico, a administradora da Adega Mayor, Rita Nabeiro, revela que "o mercado está a absorver toda a nossa produção, o que nos leva a pensar na ampliação da capacidade a curto/médio prazo". Rita Nabeiro confirma que este objectivo já está nos planos da empresa, que conta com marcas como Caiado, Monte Mayor ou o Pai Chão, sendo que "em 2015 faria sentido ter esse reforço de produção" no terreno.

A gestora sublinhou que, nesta fase, a produção da Adega Mayor oscila entre os 600 mil e os 700 mil litros, pelo que "ter em 2015 mais 500 mil litros já será suficiente para dar resposta aos mercados onde gostaríamos de estar presentes para entrar com alguma força". Rita Nabeiro acrescentou que, depois deste primeiro reforço, "daí a mais quatro a cinco anos, poderá ter a capacidade e espaço para evoluir para um milhão de litros".

A administradora da empresa de vinhos de Campo Maior salienta que, neste momento, "o objectivo é consolidar as vendas quer no mercado nacional - abrindo alguns e alargando alguma distribuição - assim como no mercado externo. Ou seja, não vale a pena abrir muitos mais mercados enquanto não consolidarmos os países onde já estamos". Nesta fase, a Adega Mayor já exporta, com peso significativo, para cerca de dez países: França, Luxemburgo, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Estados Unidos e Canadá, Angola - o principal mercado externo para a produtora -, Moçambique e Cabo Verde. A China também já faz parte da expansão da Adega Mayor. Rita Nabeiro sublinhou ainda que "o Brasil é um objectivo para o qual queremos ter capacidade de resposta", e que justifica a estratégia de reforço da produção.

Com sete anos no mercado, a gestora garante que a Adega Mayor "está num momento positivo" e está a conseguir contornar a quebra que se assiste no canal horeca (hotéis, restaurantes e cafés), no qual realiza mais de 80% das vendas. A empresa fechou 2013 "com um crescimento na ordem dos 26%, para cerca de 2,8 milhões de euros, o que, com o mercado em contracção é bastante positivo", refere a mesma fonte. O mercado externo foi responsável por 35% das vendas, com Angola a ser responsável por metade deste peso.

Para 2014, com base na actual produção, "prevemos um crescimento na ordem dos 20%, o que dará no consolidado do mercado nacional e exportação, cerca de quatro milhões de euros de vendas", afirma Rita Nabeiro.

Homem de 66 anos morre em despiste de trator


Um homem de 66 anos morreu, este domingo, no concelho de Tarouca vítima do despiste de um trator agrícola, disse fonte do Comando Distrital Operacional de Socorro de Viseu.

O sinistro ocorreu cerca das 7.40 horas, na localidade de Valdevez, na União das Freguesias de Gouviães e Ucanha.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Tarouca, com sete elementos, e uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Lamego.

O futuro do regadio de Alqueva está nas hortícolas e frutícolas


CARLOS DIAS 11/05/2014 - 09:24

Dos 120 mil hectares de novos blocos de rega programados para a região beneficiada pelas águas do Alqueva, estão concluídos 68 mil hectares e a taxa de adesão dos agricultores atinge os 65%. Mas sem o regadio social (pequenas explorações familiares), onde a taxa de adesão é muito baixa, este valor sobe para os 80%. Costa Salema, presidente da EDIA, sustenta com estes números o "sucesso" do projecto Alqueva, que avalia pelo número de pivots de rega que foram instalados em 2013 nos novos blocos de rega, mais de uma centena.

Para além do olival e do milho, Costa Salema elege as novas culturas que emergem no Alqueva. "Temos propostas de plantação de pera, ameixa, romã e amêndoa". Nas hortícolas já estão plantados 300 hectares de cebola e prepara-se a plantação de 700 hectares de melão e ainda a cultura de uma variedade de abóbora de pequena dimensão que tem grande procura nos países nórdicos.

A cultura da papoila para produção de ópio destinado a fins medicinais é outras das culturas mais promissoras para o Alqueva. Já ocupa quase 1000 hectares, "mas rapidamente irá chegar aos 2000", confia o presidente da EDIA entusiasmado com o interesse revelado pelo maior produtor mundial de ópio a empresa australiana TPI, que assim de junta à empresa escocesa Macfarland Smith, que já iniciou há dois anos a plantação da papoila branca no Alentejo.

Apesar deste tipo de plantação se realizar, pela primeira vez, na região e ainda se encontrar na fase experimental, os resultados "são promissores", assinala ao PÚBLICO Francisco José Cordeiro, um dos agricultores que mantém, com cerca de três dezenas de agricultores, um contrato com Macfarlan para a plantação de papoila branca. E explica porquê: A média de ópio recolhido, em Inglaterra, é de 9% por tonelada, mas houve explorações em Serpa e Quintos (Beja) onde a percentagem de ópio superou os 20%" valores que deixaram os escoceses "encantados" revela o agricultor.

Contudo, é nas culturas de hortícolas e frutícolas que Costa Salema antecipa o maior sucesso do regadio de Alqueva, porque são fileiras que geram "maior valor acrescentado" num território onde "há fartura e água e terra com excelente aptidão agrícola" para uma multiplicidade de culturas, conclui o presidente da EDIA.

África perde 12,9 mil M€ por ano com pilhagem de madeira e pescado


 
O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan recomenda hoje uma 'revolução verde e azul' em África e o fim da pilhagem de madeira e de pescado, que representa 18 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) de perdas anuais.

«Se quisermos alargar os recentes sucessos económicos do continente à vasta maioria dos seus habitantes, temos de acabar com a negligência das nossas comunidades agrícolas e piscatórias. Chegou o momento de libertar as revoluções verde e azul de África», escreve o ganês, no prefácio do Relatório do Progresso de África, que será hoje apresentado.
Realizado pelo Africa Progress Panel (APP), que reúne dez personalidades que se preocupam com o futuro de África, incluindo a moçambicana Graça Machel, e é presidido por Kofi Annan, o relatório conclui que a exploração ilegal dos recursos florestais e a pesca ilegal estão a travar o progresso do continente africano.
Depois de no relatório do ano passado ter concluído que as saídas ilícitas de fundos, frequentemente associadas à evasão fiscal no setor das indústrias extrativas, custam ao continente 50 mil milhões de dólares (35,9 mil milhões de euros), ou seja 5,7% do seu PIB, o APP conclui este ano que a exploração florestal ilegal custa 17 mil milhões (12,2 mil milhões de euros) e a pesca ilegal outros 1,3 mil milhões de dólares (933 milhões de euros) anuais.
«Se estes problemas não forem abordados, estaremos a lançar as sementes de uma amarga colheita», escreve Kofi Annan no seu prefácio.
No relatório, o APP recorda os progressos conquistados pelo continente africano nos últimos anos, nomeadamente o seu rápido crescimento económico, a melhoria dos níveis de governação e a subida dos níveis de desenvolvimento ao nível da Educação e da Saúde.
No entanto, sublinha, África tem 13% da população mundial, mas apenas 1,6% do PIB global; os africanos representavam 22% dos pobres no mundo em 1990 e 33% em 2010; o número de pessoas subnutridas aumentou de 173 milhões em 1990 para 223 milhões em 2010.
A África subsaariana, que até 2000 era uma exportadora líquida de alimentos, importa hoje 35 mil milhões de dólares (25,1 mil milhões de euros) em alimentos e as importações excedem as exportações em 30%, alerta o APP.
Os autores do relatório identificam por isso a agricultura como a chave do crescimento para a redução da pobreza e defendem uma «revolução verde exclusivamente africana» que adapte as lições proporcionadas pela Ásia às circunstâncias africanas.
Salientam mesmo que é possível duplicar a produtividade agrícola de África no espaço de cinco anos.
Dinheiro Digital com Lusa

Agricultura familiar é tema da Terra Sã Lisboa 2014

AGRICULTURA FAMILIAR É O TEMA DA TERRA SÃ LISBOA 2014

8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

terra sa

Em Ano Internacional de Agricultura Familiar a Agrobio dedica a Feira Nacional de Agricultura Biológica Terra Sã ao tema escolhido pela Organização das Nações Unidas para estar em destaque em 2014. Não podia ser de outra maneira até porque a agricultura familiar alimenta o mundo e perante a necessidade de tornar a sociedade mais amiga do ambiente essa agricultura familiar terá de ser, cada vez mais, biológica.

O seminário da Terra Sã, sob o tema "Agricultura Familiar – O Rosto da Agricultura em Portugal", vai acontecer no dia 31 de maio entre as 14:00 e as 18:00 e terá como propósito fazer uma reflexão sobre a importância da agricultura familiar na alimentação do mundo, no desenvolvimento local e enquadrar esta agricultura no âmbito da nova PAC que, em Portugal, ainda não tem os contornos bem definidos.

Estado norte-americano obriga etiquetagem em alimentos com OGM's

9 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

OGMO Governador do Estado de Vermont, nos Estados Unidos, vai acordar uma lei que regula a etiquetagem dos alimentos que contenham ingredientes que sejam organismos geneticamente modificados (OGM) ou que tenham sido produzidos por engenharia genética. Assim, Vermont será o primeiro estado americano a exigir a etiquetagem obrigatória de OGM.

A Câmara de Vermont aprovou a lei no passado dia 24 e de abril com 114 votos a favor e 30 contra. A nova lei entrará em vigor em julho de 2016.

No mês passado, outros estados, como Connecticut e Maine aprovaram leis semelhantes, mas a sua aplicação efetiva está condicionada a um certo número mínimo de estados que introduzam leis no mesmo sentido.

Estima-se que 80% dos alimentos vendidos nos E.U.A. sejam, pelo menos parcialmente, produzidos por engenharia genética.

domingo, 11 de maio de 2014

BE acusa Governo de «desfaçatez» por declarações de Portas sobre Alqueva

03-05-2014 às 19:491

BE acusa Governo de «desfaçatez» por declarações de Portas sobre Alqueva


A coordenadora do BE acusou hoje o Governo de «desfaçatez» por o vice-primeiro-ministro ter considerado o Alqueva «a AutoEuropa da agricultura», já que foi o executivo PSD-CDS-PP que «paralisou» o projeto, que devia ter sido concluído em 2013.
"Confesso que foi sem surpresa que vi Paulo Portas hoje dizer que o Alqueva é a Autoeuropa da agricultura, quando este Governo paralisou a rede secundária do Alqueva, que era para ter ficado pronta até ao final de 2013 e nada", disse Catarina Martins.
"A desfaçatez, como sabem, não tem faltado a este Governo", afirmou a líder do BE, que falava aos jornalistas, em Beja, durante uma visita à maior feira agropecuária do sul do país, a Ovibeja, a decorrer até domingo.
Também em declarações aos jornalistas, durante uma visita hoje à Ovibeja, o líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, classificou o Alqueva como "a Autoeuropa da agricultura", que pode transformar a região de "forma extraordinária", referindo que um em cada quatro investidores estrangeiros que procuram Portugal vai para a zona.
A conclusão do projeto Alqueva, inicialmente prevista para 2025, foi revista pelo anterior Governo PS para 2015 e, depois, antecipada para 2013.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assumiu, entretanto, o compromisso do atual Governo concluir as obras do projeto Alqueva em 2015.
Segundo Catarina Martins, "percebe-se hoje na sociedade portuguesa a importância da agricultura", o que é "extraordinariamente importante", porque é "um recurso importante" para Portugal, mas "precisamos de o fazer com seriedade".
"A agricultura precisa de um Governo que seja capaz de por a grande distribuição no seu lugar, para não esmagar os produtores, precisa de um Governo que ponha o sistema financeiro no seu lugar, para que os agricultores possam ter acesso aos financiamentos e aos seguros de que necessitam", defendeu.
De acordo com Catarina Martins, é preciso "apoiar a agricultura a sério, de apoiar quem trabalha a sério e de ter uma política que realmente possa significar mais produção para Portugal".
Diário Digital/Lusa

Pingo Doce volta a antecipar pagamento aos pequenos produtores por mais um ano



O Pingo Doce voltou a antecipar o pagamento aos pequenos produtores em dez dias, medida que entra hoje em vigor e que é válida por 12 meses, disse à Lusa o diretor comercial da rede de supermercados da Jerónimo Martins.

No ano passado, o Pingo Doce já tinha renovado o acordo assinado com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), sendo que este é o terceiro ano em que a medida vigora.
Questionado sobre o impacto desta medida, o diretor comercial do Pingo Doce, Pedro Leandro, adiantou que deverá rondar entre os 50 e os 60 milhões de euros.
"No fundo, este dinheiro que deixa de estar nas nossas mãos é injetado no setor primário, permitindo contribuir para a sua sustentação", disse Pedro Leandro, sublinhando que a medida se "destina aos fornecedores nacionais", como os pequenos e médios produtores de fruta, legumes, carne, peixe, vinhos e charcutaria, "com modelos de negócio viáveis, mas cuja sustentabilidade está ameaçada" pela situação económica.
"Como é natural, não podendo antecipar o prazo de pagamento a todos os nossos fornecedores nacionais em situação de dificuldade, escolhemos empresas em cujos negócios acreditamos, que nos têm vindo a dar sinais consistentes de se encontrarem em dificuldades de liquidez e para as quais o custo da dívida se tornou incomportável (ao ponto de poder inviabilizar os seus negócios), e que, simultaneamente, sejam nossos parceiros há pelo menos cinco anos, tenham uma relação de dependência com o Pingo Doce correspondente a 50% ou mais do seu volume de vendas e tenham um nível de serviço de pelo menos 95%", acrescentou.
Desde 2012, "já beneficiaram desta medida mais de 500 produtores nacionais", disse.
Questionado sobre a razão da nova antecipação do pagamento, Pedro Leandro explicou que resulta da "constatação de grandes dificuldades de tesouraria e acesso ao crédito" dos fornecedores do Pingo Doce.
"Esta é uma medida extraordinária, motivada por uma situação de exceção que se vive em Portugal também na agricultura", afirmou.
Em declarações à Lusa, o presidente da CAP, João Machado, classificou a medida como "muito importante", afirmando que "pode ajudar a produção nacional", já que recebe "mais cedo".
Esta medida "abrange muitos produtores, adianta dinheiro sem custos financeiros e ajuda as empresas a continuarem a laborar", acrescentou.
Questionado sobre o balanço de dois anos desta medida, João Machado disse que esta só tinha "aspetos positivos", uma vez que ajuda "a produção nacional".
Atualmente, disse o presidente da CAP, apenas o Pingo Doce antecipa o pagamento a pequenos produtores, já que "não foi possível estender a outros hipermercados".

Água doce do mundo está sob ameaça, dizem investigadores

09-05-2014 às 11:460

Água doce do mundo está sob ameaça, dizem investigadores


O abate, a poluição, a agricultura e a construção de hidreléctricas estão a ameaçar os rios da Amazónia, que formam a maior bacia de água doce do mundo. A afirmação é do investigador da universidade americana Virginia Tech, Leandro Castello. «A degradação dos rios vai afectar as populações locais, e isso tem sido observado em outros lugares do mundo. Está a acontecer no rio Mekong, no Vietname, e no rio Ganges, em Bangladesh. E será o futuro da Amazónia, caso nada seja feito», diz.
Na visão do cientista, não há uma estrutura ou política de manejo adequada às bacias hidrográficas da região. «A previsão é infeliz e esse quadro só tende a piorar. O Brasil tem sido pioneiro em questões terrestres e de preservação das florestas, mas em relação aos rios da Amazónia, nada está a ser feito», diz.
«Os corpos de água doce do mundo estão em profundo risco. Então, é claro que a Amazónia não fica fora, pois também acaba por ser contemplada com um enorme conjunto de problemas que afecta a bacia hidrográfica», diz a cientistado Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Maria Teresa Fernandez Piedade.
Os sistemas de água doce são os mais degradados do mundo. E muitos deles já não são como antigamente graças à acção do homem. Na Amazónia, por exemplo, a pesca excessiva levou algumas espécies à extinção. O tamanho dos peixes também diminuiu ao longo dos anos.
Segundo a cientista do Inpa, estudos realizados pela entidade apontam que, das últimas décadas para cá, as cheias e as secas estão cada vez mais intensas e severas naquela região. «Isso indica que as mudanças climáticas já podem estar a fazer sentir-se nestes sistemas», sugere Maria.
Para Castello e Maria, os problemas da Amazónia não estão restritos à região norte do país. «Se os rios secam, o transporte de grãos como a soja, que é exportada, pode ser comprometido, impactando a economia nacional. A seca nos rios também afecta a produção de energia eléctrica em represas como Belo Monte. Se essas barragens param, o Sul e o Sudeste podem enfrentar apagões», lembra Castello.
Já os efeitos do desmatamento em larga escala, seja para o extrativismo madeireiro ou para propósitos agrícolas, pode mudar o balanço hídrico do território, que é ligado ao de outras regiões, lembra a pesquisadora do Inpa. Maria Victoria Ramos Ballester, do Centro de Energia Nuclear (Cena) da USP, campus Piracicaba, lembra a importância da Amazónia para outros países. «A Amazónia tem um papel importante na redistribuição da umidade, não só no Brasil, mas na América Latina. Trata-se de um sistema de circulação regional», destaca.
Outro estudo, que envolve cientistas brasileiros e americanos, aponta numa direção semelhante. A pesquisa irá analisar três eventos extremos que ocorreram na Amazônia na última década a fim de prever o impacto das mudanças climáticas e do desmatamento no ecossistema da região. A investigação receberá um milhão e meio dólares da Nasa, a agência espacial americana. Participam do estudo pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), e das federais de Alagoas (Ufal) e Rio Grande do Norte (UFRN).
A previsão do estudo em relação à ocorrência de eventos extremos é negativa. «Acreditamos que as mudanças climáticas irão, no futuro, contribuir para enchentes e secas cada vez mais severas e frequentes», afirma Michael Cohe, um dos cientistas envolvidos no projecto. Noutras palavras, secas como as de 2005 e 2010, e a enchente de 2009, que ocorreram na Amazónia, poderão tornar-se cada vez mais comuns. Para Maria, este e outros trabalhos revelam «a preocupação com a manutenção da integridade desta imensa bacia hidrográfica».
Outro ponto que preocupa os cientistas é a construção de represas e hidreléctricas. «Isso só vai piorar os efeitos das mudanças climáticas e do abate», aponta Castello, que lidera a investigação feita em parceria com pesquisadores brasileiros. Segundo ele, o abate de árvores em larga escala faz com que chova menos e a região fique seca. «Isso pode fazer com que a floresta da Amazónia se transforme numa floresta de cerrado», prevê.

Copo de vinho inteligente português premiado na Alemanha


por Ana Rita Costa
9 de Maio - 2014

Um copo de vinho inteligente criado por uma empresa portuguesa foi premiado numa feira de vinho da Alemanha, a Winebiz. O Smart Wine Glass permite recolher toda a informação dos vinhos provados numa feira através de um chip.

 
O Smart Wine Glass, criação da Adegga, projeto online promotor de eventos ligados ao vinho, tem a forma de um copo normal de prova e pretende "facilitar o negócio aos produtores, tendo já garantias de exportação".

Este copo tem um chip adicionado que, mais tarde, revela ao seu utilizador a lista de vinhos provados e dos produtores a que pertencem.Para isso, os consumidores só precisam de passar os copos em sensores. "No final do evento, o utilizador recebe confortavelmente um email com a lista de todos os produtores que visitou e fez questão de guardar", refere André Ribeirinho, responsável pela Adegga, em declarações à SIC.

ConstituÍda associaÇÃo interprofissional de suÍnos portuguesa: filporc


8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

porca e leitõesNo passado dia 6 de maio realizou-se a cerimónia pública da assinatura notarial dos Estatutos para Constituição da Associação Interprofissional da Fileira da Carne de Porco (FILPORC).

Nesta organização interprofissional participam a Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC) e a Associação dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA).

Ao contrário da congénere espanhola Interporc, esta associação não conta com organizações agrárias, cooperativas ou comerciantes de suínos.

Grupo Valouro quer investir até 1.000 ME em Angola em 10 anos a partir de 2015


O Grupo Valouro anunciou que quer avançar com o cultivo de soja para rações e produção, abate e transformação de aves em Angola, um investimento de 150 milhões de euros que pode atingir os mil milhões em dez anos.

O presidente do Conselho de Administração do grupo líder da produção avícola em Portugal disse à agência Lusa que o objectivo é começar em 2015 com a produção de 22 mil hectares de soja para ração e com a construção de unidades para produção de aves para consumo e reprodução e de indústria para transformação da carne.

"Há apenas contactos, mas há muito interesse do Governo angolano em investimentos destes, porque importam 99,9% das aves que comem e, como tal, querem começar a produzir", afirmou José António dos Santos.

O investimento inicial é de cerca de 150 milhões de euros, necessários para o grupo alcançar 10% da quota do mercado avícola angolano, mas pode chegar aos mil milhões de euros em dez anos, para inverter a balança comercial e ter produção capaz de responder a metade das necessidades do mercado interno daquele país.

«Numa primeira fase, vamos produzir 350 a 400 mil aves para abate por semana e 500 mil ovos de incubação por semana», destinados ao consumo nacional naquele país, adiantou.

O investimento vai permitir criar cerca de quatro mil postos de trabalho, dos quais 300 com mão-de-obra oriunda de Portugal.

No Verão de 2013, o grupo anunciou, também para 2015, um investimento de 150 milhões de euros para Moçambique, mas o empresário adiantou que o investimento aí foi retraído e adiado devido à instabilidade do país.

«Vamos transferir para Angola o investimento que tínhamos pensado para Moçambique, mas um não anula o outro. Há procura que justifica os dois investimentos, porque têm ambos necessidade de alimentar aves e de produzir carne para consumo», esclareceu.

Desde 2011 que as empresas do grupo com sede no concelho da Lourinhã têm vindo a apostar no estrangeiro para fazer face à crise nacional e à consequente retração do consumo em Portugal.

A aposta nas exportações permitiu à Valouro crescer 5% nos últimos dois anos, conseguindo equilibrar as quebras de consumo.

O Grupo Valouro, o maior a nível nacional do sector agroalimentar e um dos maiores da Europa, a ocupar o sétimo lugar da produção avícola europeia, fechou o ano de 2013 com 307 milhões de euros de faturação, empregando 2.500 trabalhadores nas suas 36 empresas, grande parte das quais estão ligadas à indústria de rações para animais, produção e reprodução de aves, abate e transformação de aves, distribuição e comércio.

Do total das vendas, 10 a 12% são obtidas na exportação para quase toda a Europa, África e Médio Oriente, sendo o seu maior mercado o espanhol, onde é líder no segmento dos pintos do dia.

Mais recentemente, 5% das suas exportações começaram a ser feitas para a Rússia, mercado que abriu caminho à entrada do grupo em países como o Cazaquistão e Uzbequistão.

Em 2011, a Valouro começou a exportar pintos do dia e ovos de incubação e hoje metade dessa produção segue para o mercado externo.

Fonte:  Lusa

Espanha: atual campanha do morango pode ser a pior da história


8 DE MAIO DE 2014 AGROTEC

A campanha do morango de 2014 em Espanha poderá ser a pior de sempre relativamente aos preços pagos à produção e rentabilidade dos agricultores. Os produtores deste pequeno fruto estão a cobrar cerca de 0,30€/kg, quando os custos de produção ascendem já a 0,90€/kg. A banalização do produto por parte das cadeias de grande distribuição e as pressões exercidas por países como a França afundaram os preços.

Este cultivo, em Espanha, tem uma grande concentração na região de Huelva (96% da produção total deste pequeno fruto), onde representa 90.000 postos de trabalho.

A União dos Pequenos Agricultores e Ganadeiros espanhola (UPA) soou o alarme para o que pdoerá ser "a pior campanha de morango da história recente". Se não se alterar a tendência da baixa de preços de origem, os agricultores poderão acumular perdas entre 9.000 e 15.000 € por hectare nas suas explorações.

O Setor do morango em Espanha, com uma enorme concentração na região de Huelva, está a registar uma caída de preços de 40€ relativamente ao ano transato.

Cerca de 70% da produção de morango é exportada em grande parte para países como a França, Alemanha, Itália e Reino Unido, bem como a outros mercados emergentes, como a Polónia ou Rússia. A UPA adiantou que os agricultores de estes países estão a levar a cabo uma campanha de desprestígio do produto espanhol.

O cultivo de morango, juntamente com o resto de frutas e hortaliças frescas, não receberão em Espanha ajudas diretas da PAC, ao contrário do que acontece na França ou Alemanha. Os agricultores consideram isto como "mais uma discriminação" que dificultará a viabilidade do setor nos próximos anos.

A área dedicada este ano ao cultivo do morango em Huelva cresceu cerca de 2% relativamente a 2013, alcançando 6.980 hectares. Na campanha anterior, a produção foi de 274.800 toneladas e a faturação de 315.16 milhões de euros. O consumo deste fruto, em Espanha, ronda os 3kg por pessoa e ano.