quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Gases produzidos por 90 vacas provocam explosão em estábulo na Alemanha

Lusa
14:02 Terça feira, 28 de janeiro de 2014

Berlim, 28 jan (Lusa) -- A flatulência de 90 vacas provocou uma explosão num estábulo em Rasdorf, na região centro da Alemanha, que destruiu o telhado da estrutura, informou hoje a polícia local.

Fechadas "no lugar provavelmente pouco ventilado", as vacas produziram metano (o principal componente do gás natural) que reagiu "possivelmente a uma descarga eletrostática", referiu um porta-voz da polícia, em declarações à agência France Presse.

"Nenhuma pessoa ficou ferida" no incidente, sublinhou a polícia, num comunicado, acrescentando que apenas um dos animais sofreu queimaduras.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Estudo defende um uso ponderado de químicos em vinhas

ONTEM às 15:540

Estudo defende um uso ponderado de químicos em vinhas


Um estudo realizado no centro de inovação Biocant, em Cantanhede, conclui que o uso excessivo de químicos pode alterar as comunidades de microrganismos presentes na vinha e defende o uso ponderado de químicos.
"Nas vinhas, há um equilíbrio entre microrganismos bons e maus", explicou à agência Lusa a investigadora responsável pelo estudo, Ana Catarina Gomes, afirmando que, quando se "exagera nos químicos", aquando do tratamento de doenças nas vinhas, destroem-se também os organismos que são benéficos para a planta.
O estudo identificou e localizou o microbioma da vinha (a comunidade de microrganismos - fungos e bactérias - que se encontram na planta), observando, segundo Ana Catarina Gomes, um equilíbrio entre os organismos existentes.
Segundo o comunicado de imprensa, os investigadores do Biocant "recolheram amostras de folhas de videira numa vinha piloto instalada na região da Bairrada, durante todo o seu ciclo vegetativo".
Para a investigadora do Biocant, é necessário "preservar o equilíbrio" entre os microrganismos, sublinhando que os produtores de vinho não devem usar "os químicos de forma indiscriminada", pois, ao destruir os organismos benéficos, "estes são mais lentos" a desenvolverem-se, ao contrário dos organismos prejudiciais para a planta.
"Este é um alerta para se olhar para este micro-ecossistema como um dos fatores de equilíbrio, fundamental para uma agricultura mais sustentável", afirmou.
O estudo está inserido na linha de investigação do Biocant dedicada à vinha e ao vinho, sendo que, em torno dos resultados obtidos, serão feitas sessões de esclarecimento junto dos produtores de vinho, em colaboração com a Adega Cooperativa de Cantanhede.
Diário Digital com Lusa

COPA-COGECA defende agricultura de precisão

Janeiro 28
09:31
2014

O COPA-COGECA defende que se a utilização de adubos for feita de uma maneira controlada e racional, tem um impacto mínimo no meio ambiente e garante as produtividades mínimas necessárias a uma produção equilibrada ao nível europeu.

Falando numa conferência sob o tema “Alimentar a População Mundial em 2015- Utilização Racional dos adubos” em Berlim, à margem da semana agrícola, o Director do COPA-COGECA Arnaud Petit, considerou inaceitável que seja imposta uma redução do uso de adubos em 37% sem justificação. Segundo Arnaud Petit, os agricultores procuram e estão a conseguir produzir cada vez mais, de acordo com o que os consumidores pedem. Deu o exemplo do uso da energia, com instalação de unidades de biogás, que produzem uma energia limpa e acrescentou que uma abordagem positiva neste sentido também tem de ser feita para os adubos.

Para terminar, disse que os agricultores querem satisfazer a crescente procura mundial de alimentos, pelo que necessitam de produzir cada vez mais e melhor e que a inovação e a investigação são fundamentais nas explorações agrícolas.

O suspense continua sobre a aprovação do milho OGM 1507 da Pioneer

Janeiro 28
19:31
2014

Como já anteriormente escrevemos, os estados membros têm de tomar uma decisão até dia 12 de Fevereiro, sobre a aprovação ou não da autorização de cultivo do milho OGM 1507 da Pioneer. Se não houver uma maioria qualificada contra essa autorização, a Comissão Europeia dará a sua aprovação.

Com o cancelamento do Conselho de Ministros da Agricultura de Janeiro, a Presidência grega queria que a votação fosse feita numa reunião de Embaixadores, mas a França opôs-se, dizendo que o assunto era muito complexo e queria um debate ministerial.

Assim, e na impossibilidade de antecipar o Conselho de Agricultura de Fevereiro, foi agendado para a reunião dos Ministros das Finanças deste fim-de-semana. Mais uma vez o assunto não foi discutido, tendo sido adiado para a reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do dia 11 de Fevereiro.

Parece no entanto, que não vai haver debate como exigia a França, limitando-se os ministros a votar. Neste momento parece que a Alemanha, que normalmente se abstém, juntou-se ao grupo dos países contra a aprovação, que são a França, a Polónia, a Lituânia, a Irlanda, a Croácia, o Chipre, a Dinamarca, a Hungria, a Eslovénia, a Áustria e Malta. Os países apoiantes são o Reino Unido, a Espanha, a Suécia, a Finlândia, a Estónia e a Roménia.

Há uma certa expectativa no voto da Itália e de Portugal, isto porque o nosso país, que habitualmente tem apoiado, está agora a colocar uma série de reservas, portanto, pretende que não seja autorizado o uso do herbicida glufosinato (para o qual este milho é resistente) na cultura do milho 1507.

O Parlamento Europeu já deu um parecer negativo à aprovação do milho 1507, com uma votação que contou com 385 votos contra, 201 a favor e 35 abstenções.

Antes da mudança de atitude da Alemanha, era quase dado como certo a não existência de uma maioria qualificada contra, o que implicava a autorização para o plantio. Hoje não se sabe bem o que vai acontecer, mas uma coisa é certa, se o Conselho votar contra a autorização, é a primeira vez que um OGM é chumbado pelo Conselho de Ministros.

Novas regras para a produção Bio

Janeiro 27
14:08
2014

A Comissão Europeia vai propor, no final de Março, um projecto de legislação para alterar as normas de produção agrícola bio, tornando-as mais claras e precisas, para evitar ao máximo as fraudes.

O sector bio tem tido um crescimento quase exponencial na Europa nos últimos anos, tendo passado de 4,3 milhões de hectares em 2000 para 1,5 milhões de hectares em 2011, ou seja, um crescimento de 6,7% ao ano. Em 2011, a área cultivada com produtos bio ocupava 5,4% da superfície agrícola total, estando envolvidos cerca de 220.000 agricultores.

Este crescimento trouxe problemas, como o aparecimento de algumas fraudes, pelo que a Comissão decidiu reformular a legislação, assentando nos seguintes pontos:

a) Supressão das excepções e derrogações

A supressão das excepções e derrogações vai favorecer e potenciar o uso de produtos biológicos na produção agrícola, tornando mais transparente, com efeitos positivos na confiança dos consumidores.

Vai também ser feita a harmonização das legislações nacionais, no sentido de evitar risco de fraudes e distorções de concorrência.

b) Critérios e controlos

Os ingredientes agrícolas usados na composição de produtos transformados bio têm de ser todos bio. O regulamento proíbe o uso de OGM e os produtos devem ter uma avaliação de performances ambientais. O uso de pesticidas não deve ter qualquer impacto negativo no meio ambiente, pelo que a existência de qualquer resíduo será fortemente restrita.

Todas as disposições de controlo serão condensadas num único texto.

c) Conversão

As culturas hidrogénicas serão completamente proibidas, bem como a pecuária sem terreno. Os animais devem ser alimentados com erva, forragens e alimentos produzidos conforme as normas bio e, de preferência, produzidas na exploração.

Para a conversão para a agricultura biológica são precisos sempre dois anos trabalhando com as normas bio para que uma parcela seja classificada para a produção bio.

d) Etiquetagem

Todos os produtos bio pré-embalados devem ter o rótulo bio da União Europeia. Para os produtos não embalados a rotulagem é voluntária, no entanto, para não se confundir com produtos importados de países terceiros, devem mencionar o local onde foram produzidos.

e) Simplificação e actos delegados

Um grande objectivo desta proposta é o da simplificação. Todas as medidas consideradas ineficazes serão retiradas e será introduzida uma certificação de grupo para simplificar a vida aos pequenos produtores.

3ª Edição da Frutitec decorre na Batalha de 20 a 23 de Fevereiro

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28-01-2014 
 

A Frutitec decorre de 20 a 23 de Fevereiro, em paralelo com a 16.ª Expojardim, na Batalha, com a presença de 120 expositores, 50 dos quais ligados à fruticultura.

Os jovens agricultores, responsáveis por 250 milhões de euros de investimento na fruticultura até meio do ano passado, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (ProDer), vão participar activamente na 3.ª edição da Frutitec - Salão Profissional de Máquinas, Equipamentos, Produtos e Tecnologia para a Fruticultura.

Nos últimos seis anos, foram apoiados 4.250 projetos na área fruticultura, no âmbito do ProDer, que representam um investimento global associado de 563 milhões de euros, 45 por cento dos quais da responsabilidade de jovens agricultores.

Fonte: Lusa


Proença-a-Nova Origem divulga produtos locais em Berlim

28-01-2014 
  
A marca Proença-a-Nova Origem esteve presente na Feira Internacional de Berlim da Alimentação, Agricultura e Horticultura a divulgar os produtos locais, disse à agência Lusa fonte do município.

«Apesar de ter sido a primeira participação do município no evento, o balanço é positivo», refere o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, em comunicado. João Paulo Catarino explica que houve uma «boa aceitação, especialmente do azeite e da loja “online”» e confirma a intenção de repetir a participação nos próximos anos.

«O objectivo será melhorar alguns aspectos de organização e manter sempre a perspectiva regional», explica o autarca. Além dos materiais promocionais da marca Proença-a-Nova Origem, estiveram presentes os lagares da Catraia e o vinho Monte Barbo, que responderam ao convite endereçado pelo município a vários empresários do sector agro-alimentar do concelho.

A participação do município de Proença-a-Nova inseriu-se numa iniciativa conjunta da InovCluster - Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro, no âmbito de uma candidatura comunitária que permitiu comparticipar as despesas em 75 por cento.

A par dos contactos directos que podem abrir novos mercados a empresas locais, a aposta na Alemanha prende-se com o facto de estar entre os seis países da União Europeia que mais fazem compras “online”, refere o documento.

A Feira Internacional de Berlim da Alimentação, Agricultura e Horticultura recebeu 400 mil visitantes. Estiveram ainda presentes no evento 1.574 expositores e 98 mil agentes de negócio de 67 países.

Lançada há cerca de um ano, a marca Proença-a-Nova Origem tem vindo a consolidar a presença em feiras e conferências temáticas. As vendas “online” já atingiram, nas primeiras semanas do ano, 20 por cento do total de encomendas de 2013.

Fonte: Lusa

Vila Real: Associação das Rotas do Vinho do Porto avança este ano

 28-01-2014 
  
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) apresentou, em Vila Real, os seus projectos para 2014, com destaque para a criação da Associação das Rotas de Vinho de Portugal, que visa a dinamização das rotas já existentes no país.

A Câmara de Vila Real considerou que esta associação «poderá ter um papel de relevância» no Douro, dada «a actual situação de impasse institucional da Rota do Vinho do Porto».

A reunião da AMPV foi promovida no âmbito de um plano de oito reuniões descentralizadas que a associação pretende realizar com o objectivo de divulgar os seus projectos, angariar novos associados e articular as suas iniciativas a nível regional com todos os parceiros do sector.

Fonte: Lusa

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"O Medronheiro - Uma árvore, diferentes contextos e muitas aplicações"

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O Medronheiro ganha cada vez mais interessados, no campo são árvores de uma beleza inconfundível, surpreendendo com frutos e flores em simultâneo. Se a aguardente é a sua expressão mais comum, notável é mesmo descobrir as inúmeras aplicações.

Este workshop irá realizar-se no dia 21 de Março de 2014 e é promovido pela ADPM Mértola. As inscrições são gratuitas mas condicionadas à capacidade da sala.


CEBAL vai estudar forma segura de embalar e conservar frutos e vegetais


Rádio Pax - 28/01/2014 - 00:06

CEBAL vai estudar forma segura de embalar e conservar frutos e vegetais

    
O CEBAL – Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo viu aprovada pelo INALENTEJO a candidatura "UnValHortFrut - Unidade de Valorização de Produtos Hortofrutícolas".  

O projecto da investigadora Eliana Jerónimo, do Grupo de Valorização de Agro-Alimentos, tem um montante global de investimento de 182 mil euros e uma duração de 24 meses.

O CEBAL está a criar a Unidade de Valorização de Produtos Hortofrutícolas que vai trabalhar no processamento, embalamento e conservação de frutos e vegetais prontos a comer em escala laboratorial.

O Centro vai estudar uma forma segura de embalar e conservar os frutos e vegetais já cortados e prontos a consumir, comercializados nos supermercados, explicou à Rádio Pax a investigadora Eliana Jerónimo.

Alto Minho recebe projecto piloto de Empreendedorismo no Meio Rural

27-01-2014 
 

 
Os dez concelhos do Alto Minho vão receber a partir de Fevereiro um projecto piloto de Empreendedorismo no Meio Rural (EMER), apresentado em Viana do Castelo e que pretende estimular a produção agrícola e agro-alimentar.

O projecto será implementado num modelo de teste, durante seis meses, antes de replicado nacionalmente já com recurso a fundos do novo quadro comunitário de apoio, e tem como objectivo central a promoção do emprego de jovens e o aumento da competitividade e da coesão social.

A gestão vai envolver a Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, entre outras entidades regionais, sendo uma forma de promover o «empreendedorismo associado a produtos agrícolas», explicou o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar.

De acordo com Nuno Brito, que se reuniu em Viana do Castelo com os responsáveis da CIM Alto Minho e outros parceiros locais, o projecto EMER resulta da «necessidade observada de estimular os pequenos produtores» e as «pequenas empresas no sector agro-alimentar».

«Cria condições para produzir mais e produzir de uma forma mais eficiente, para ser uma mais-valia para as populações em meio rural», sublinhou o governante, durante a apresentação do projecto.

Para já, não foram reveladas acções em concreto ou verbas disponíveis, mas Nuno Brito assume tratar-se de um projecto que vai «preparar» o novo quadro comunitário para esta área, através da «valorização» e «fixação» da população local em meio rural, apoiando os empresários do sector na «criação de riqueza».

«Basicamente, pretendemos que as pessoas se fixem e criem valor neste território. E que este projecto, de seis meses, possa ser enquadrado depois numa abrangência mais nacional», defendeu o secretário de Estado.

A criação de circuitos de alimentação e de produtos e serviços inovadores, associado ao aumento do empreendedorismo de base local, ao estímulo da produção agrícola e agro-alimentar, à criação de valor e promoção da economia local e a contribuição para a fixação da população local, são alguns dos propósitos do projecto.

Fonte: Lusa

Almancil: Homem morre em acidente com trator

.diariOnline RS com Lusa
21:55 segunda-feira, 27 janeiro 2014

Um homem morreu hoje num acidente com o seu trator agrícola num caminho florestal em Almancil, no concelho de Loulé, disse à Lusa fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. 

Segundo a mesma fonte, o homem despistou-se e ficou debaixo do trator, tendo acorrido ao local um corpo de bombeiros, elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da GNR. 

O acidente ocorreu às 15:25 num caminho florestal em Pereiras de Almancil.



Discussão sobre a possibilidade de cultura nas zonas ecologicas

Janeiro 27
14:14
2014

Os Comissários do Ambiente Janez Potocnik e do Clima Hedegaard escreveram ao Comissário da Agricultura Ciolos, pondo em causa os "actos delegados" da Comissão, no que diz respeito às limitações de cultura na Ecological Focus Areas (EFA). Nesta carta, os Comissários querem que seja proibido o uso de pesticidas nas zonas dedicadas à biodiversidade e vida selvagem, bem como a proibição do espalhamento de fertilizantes nessas áreas. Por outro lado, o Secretário-geral do COPA-COGECA Pekka Pesonen enviou uma carta ao Comissario Ciolos, dizendo que a Comissão, através dos "actos delegados", está a ir muito para além da reforma da Política Agrícola Comum (PAC) nas restrições às culturas nessas zonas, o que tem efeitos negativos no rendimento dos agricultores.

Falando na "Semana do Verde" em Berlim, Pekka Pesonen disse que deve caber aos governos nacionais definir essas restrições, sem nunca pôr em causa a produção sustentável europeia.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Alemanha declara o primeiro caso de BSE desde 2009

Janeiro 27
14:11
2014

A Alemanha reportou a Bruxelas um caso de encefalopatia espongiforme bovina (BSE), num animal de uma quinta situada em Oder-Spree, Brandemburgo. É o primeiro caso nos últimos cinco anos e o animal deu positivo para a BSE atípica do tipo L, o que é uma variante muito rara da doença e não está relacionada com a ingestão de alimentos.

O animal tinha 10 anos e apresentava sinais durante o transporte para o matadouro e após ter dado positivo foi destruído, não tendo a carne entrado no circuito alimentar. Contudo, o Egipto proibiu as importações da carne de vaca da Alemanha, devido a este caso.

Já em 2012 tinha aparecido um caso similar no Brasil, que trouxe graves problemas às exportações de carne de vaca daquele país.

CE prepara para Março nova legislação para agricultura biológica

27-01-2014 
 
 
A Comissão Europeia, depois de avaliar o impacto da revisão do quadro político e legislativo para a agricultura biológica, prepara agora, para o próximo mês de Março, um novo projecto de regulamento relativo à produção biológica e rotulagem.

Este projecto de lei vem reforçar e harmonizar as regras de produção, eliminando excepções, para além de melhorar o sistema de controlo, colocando todas as disposições num único texto, e a abordagem baseada no risco para controlos oficiais será reforçada.

As explorações agrícolas biológicas têm de ser geridas em conformidade com as regras da produção biológica e os ingredientes devem ser exclusivamente orgânicos. O Copa-Cogeca acredita que esta revisão deve ser bem-sucedida e permitir o desenvolvimento da produção biológica na União Europeia de forma a continuar a suportar o crescimento de mercado, com as ferramentas adequadas.

O novo documento deve ainda reconhecer a natureza logística da agricultura biológica, uma vez que é um método de produção que responde com uma ou várias características especificas. A Comissão prevê lançar oficialmente a proposta em Março.

Fonte: Copa-Cogeca

Eurodeputada Marisa Matias (BE) exorta Governo a apostar na floresta

A eurodeputada Marisa Matias exortou hoje o Governo português a aproveitar o novo quadro financeiro plurianual da União Europeia para apostar na floresta e evitar incêndios trágicos como os ocorridos no verão de 2013.

Marisa Matias esteve em Vouzela, no distrito de Viseu, e visitou áreas ardidas da Serra do Caramulo, tendo-se deparado com um "cenário de desolação".

"É bom que o Governo português aprenda com os erros do passado e faça uma programação deste novo quadro plurianual mais adequada às realidades concretas", disse a eurodeputada do Bloco de Esquerda à agência Lusa, no final da visita.

Agência Lusa

Ingleses compram pela casta


27 de Janeiro de 2014, por Elisabete Mendes
 
De acordo com um relatório da Wine Intelligence divulgado recentemente, 70% dos consumidores do Reino Unido escolhem os seus vinhos de acordo com a variedade da uva, fazendo com que esse factor seja o mais relevante na hora da compra, já que no último levantamento, feito em 2011, esse não era o principal factor. Segundo a pesquisa, outra influência importante continuam a ser os preços, com 66% dos consumidores, citando que as técnicas de venda são a chave para a compra. Dois anos antes, este era considerado o grande factor da compra e agora caiu para o segundo lugar na lista. Além disso, 52% dizem que a origem do vinho é o principal factor que os levam a consumir, um aumento de quatro pontos percentuais em relação a 2011.

«As variedades de uvas parecem estar a mudar a cabeça dos consumidores», aponta o CEO da Wine Intelligence, Richard Halstead que, no entanto, não consegue identificar as causas. Um dos factores, segundo ele, seria o aumento de vinhos do Novo Mundo no mercado britânico.

ASAE aplica coima máxima de 2,5 milhões a venda com prejuízo

Novo diploma sobre práticas restritivas no comércio vai obrigar à renegociação de todos os contratos em 12 meses
O novo diploma sobre as práticas restritivas no comércio ainda não entrou em vigor e já a chuva de críticas está a zurzir a redacção final dos ministérios da Economia e da Agricultura à lei negociada durante um ano pelas principais forças económicas portuguesas. Primeiro porque a ASAE passou a ser juiz em causa própria: a instrução dos processos de contra-ordenação da Autoridade da Concorrência (AdC) transitam para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), podendo este organismo aplicar coimas até aos 2,5 milhões de euros por cada acto, 20% dos quais revertem para os seus cofres. Estes 2,5 milhões de euros correspondem ao montante total das coimas aplicadas pela AdC nos últimos 10 anos.

Mas não é só a centralização de competências na ASAE que incomoda os críticos da nova lei, que entra em vigor no final de Fevereiro. Há quem considere que as novas regras violam o tratado da União Europeia sobre concorrência por serem excessiva e exaustivamente intervencionistas e colocarem em causa a liberdade contratual entre as partes. Mais. O consumidor sai a perder porque a maioria das lojas prepara-se para abdicar dos descontos por poderem ser enquadrados nas vendas com prejuízo.

A complexidade da lei é também factor de controvérsia. Um exemplo: os pontos obtidos em compras em supermercados e que podem ser posteriormente utilizados em descontos no preço dos combustíveis são igualmente passíveis de configurar vendas por um preço inferior ao da compra. Só que nestas situações, nem sequer é certo que o consumidor os venha a utilizar, o que complica ainda mais a fiscalização da ASAE.

Carlos Lobo, professor na Faculdade de Direito de Lisboa e especialista em concorrência, considera que a fundamentação da legislação sobre práticas restritivas e concorrência deve ter sempre como valor absoluto a protecção do consumidor. Em simultâneo, a orientação que está sempre por detrás deste tipo de enquadramento legal vai no sentido de impedir vendas com prejuízo quando existe posição dominante (linha europeia) ou quando há poder monopolista (Estados Unidos).

"Não existe nenhum fundamento no direito da concorrência que legitime o diploma aprovado", disse ao i Carlos Lobo. "Primeiro, porque em Portugal há concorrência quer ao nível dos retalhistas quer ao nível dos fornecedores. Depois, o nível de incerteza que vai gerar terá custos incomportáveis e a litigação vai aumentar consideravelmente".

Para o especialista, a lei vai também causar grandes entraves ao modelo transaccional do futuro, cada vez mais direccionado para as vendas e promoções cruzadas.

Também Ana Isabel Trigo de Morais, directora geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) considera que a nova lei é tecnicamente imprecisa, com aspectos impossíveis de interpretar e de aplicar e que pode trazer prejuízo para os consumidores. Outro contra: segundo a dirigente associativa, é anticompetitiva para os fornecedores nacionais, uma vez que abre caminho a que seja mais rentável comprar a países terceiros, aos quais não se aplicam as novas regras.

A APED considera que houve um excesso de concentração de poderes da ASAE e um enorme fosso entre o legislador e a realidade sobre a qual legislou. "Vai criar uma pressão inflacionista nos preços", diz Isabel Trigo de Morais. "E se nem os advogados nem as empresas conseguem perceber como é que se vai aplicar, como é que a ASAE vai resolver o problema?", interroga.

Vinho do Porto conquista cada vez mais turistas



Reportagem de André Rodrigues numa cave do Vinho do Porto
A Renascença acompanhou a visita de um grupo de turistas a uma das mais conhecidas caves. O momento, que se repete várias vezes ao longo do dia, põe a mexer a caixa registadora. 27-01-2014 11:08

Pelo segundo ano, assinala-se esta segunda-feira o Dia Internacional do Vinho do Porto. A Renascença acompanhou um grupo de turista numa vista e sessão de provas a uma das mais conhecidas caves deste vinho.
Os responsáveis da cave não se queixam da crise e garantem que, nos últimos anos, à conta das companhias low-cost, até já nem sofrem com o problema da sazonalidade.


Tomates roxos podem travar doenças como o cancro


por Diana MendesHoje18 comentários


Tomates roxos podem travar doenças como o cancro
Ketchup, piza, massas com molho de tomate são vulgarmente associados a uma alimentação menos saudável. Mas podem futuramente beneficiar da mudança genética do tomate para ter propriedades anticancerígenas, anti-inflamatórias ou mesmo de prevenção nas doenças cardiovasculares.
Tomates roxos, geneticamente modificados no Reino Unido e produzidos no Canadá, estão a ser usados para produzir sumo e, espera-se, levarão a testes sobre os efeitos positivos nos humanos.
Os frutos transgénicos, de cor modificada, foram desenvolvidos pelo John Innes Centre em Norwich, resultando da transferência de um gene da planta boca-de-leão (Antirrhinum majus), que dá início a um processo de modificação no tomate. Nessa altura, passa a produzir antocianinas, compostos que dão a cor a plantas, mas também a frutos como os mirtilos ou amoras, e que têm efeitos antioxidantes, protegendo as células.

Conferência 'Ordem para Inovar': PortugalFoods revela as 10 maiores tendências mundiais do sector agroalimentar para 2014


A PortugalFoods prepara-se para revelar as 10 principais tendências mundiais do sector agroalimentar para 2014, numa conferência que organiza no próximo dia 31 de Janeiro, a partir das 14h30, no TecMaia, na Maia.

A conferência, de nome 'Ordem Para Inovar', tem por base informação de intelligence proveniente do Observatório da PortugalFoods, departamento responsável pela vigilância activa de mercados e tendências de produtos, ao nível mundial.

A sessão será apresentada por Isabel Braga da Cruz, responsável pela Knowledge Division da PortugalFoods, e comentada por Pedro Graça, coordenador da Plataforma Nacional contra a Obesidade.

'Ordem para Inovar' é uma conferência gratuita e exclusiva para os quase 100 associados da PortugalFoods.

Fonte:  MediaGate

Opositores da Barragem do Tua contestam utilidade pública


A Plataforma «Salvar o Tua» garante apoio judicial gratuito para os proprietários afetados pela construção do empreendimento

Por: tvi24 / AM    |   2014-01-25 22:58

A Plataforma «Salvar o Tua», que agrega um movimento com 20 advogados, quer contestar a declaração de utilidade pública da Barragem de Foz Tua e garante apoio judicial gratuito para os proprietários afetados pela construção do empreendimento.

A plataforma, que junta nove associações ambientais e uma quinta de produção vinícola, realizou hoje, na Sobreira (Murça), uma reunião com proprietários do vale do Tua, na sua maioria viticultores.

Foram cerca de 30 pessoas que se juntaram na escola primária. Uma das maiores preocupações dos participantes estava relacionada com a declaração de utilidade pública e as expropriações dos terrenos.

Agostinho de Miranda, que integra o movimento de «Advogados pelo Tua», que tem assegurado a representação da Plataforma nas ações que intentou em tribunal, referiu que se está a pensar na melhor forma, do ponto de vista jurídico, de ¿atacar a declaração de utilidade pública¿.

O responsável informou ainda os proprietários, individuais ou empresas, que não aceitam o valor das indemnizações, de que podem recorrer, garantindo todo o apoio e «à borla», ou seja, pro bono, por parte dos advogados que se juntaram ao movimento.

«É possível combater a utilidade pública. As associações de defesa do ambiente que são as nossas clientes contestam, dizem que o interesse público não é servido por esta barragem», frisou.

Alguns proprietários já assinaram contratos-promessa com a EDP, responsável pela construção do empreendimento hidroelétrico, enquanto com outros se arrasta o processo de negociação ou ainda nem sequer foram contactados.

Gonçalo Pinheiro, 71 anos e residente na Sobreira, assinou um contrato promessa com a EDP referente a um dos seus terrenos, situado do outro lado do rio (Carrazeda de Ansiães), pelo qual já recebeu metade da indemnização, 1250 euros.

Pelos restantes terrenos, do lado de Murça e onde tem vinha e olival, garante que «ainda não foi contactado».

«Estou disposto a negociar com a EDP se for obrigado. Eu por mim não aceito a barragem», frisou.

Já Mário Carvalho, 65 anos, está a negociar com a EDP a expropriação de um terreno na Brunheda, onde possui três casas, alguma vinha e olival, mas ainda não sabe se vai «assinar ou não».

«Nós não somos contra a barragem, a barragem é que contra nós. Nós já cá estávamos, a linha ferroviária já cá estava e a barragem veio alterar tudo», salientou.

Gonçalo Fernandes tem apenas 13 anos mas uma opinião firme contra a barragem porque esta vai destruir a praia fluvial onde passa os verões.

«Todos os dias sem falta vou até ao rio. E depois, vamos passar as nossas férias sem fazermos nada?», questionou.

A Plataforma avançou com uma ação judicial contra o contrato de concessão assinado entre o Estado e a EDP e interpôs uma providência cautelar para travar a construção do empreendimento.

João Joanaz de Melo, membro do GEOTA, que também integra esta plataforma fez questão de referir que a questão da UNESCO «não está fechada». A UNESCO concluiu que a barragem e o Douro Património Mundial são compatíveis, mas impôs condições medidas de salvaguarda.

Nomeadamente as relacionadas com linha de alta tensão e da mobilidade, duas questões que, segundo Joanaz de Melo, o «Estado não cumpriu nem vai cumprir nos próximos meses».

Cooperativa italiana produz o «Vinho da Paz»

HOJE às 16:040
Cooperativa italiana produz o «Vinho da Paz»

O «Vinho da Paz», o mais internacional do mundo, com 855 videiras provenientes dos quatro cantos do planeta completou em 2013 os seus primeiros 30 anos.
O vinho, que se tornou símbolo único da paz e da fraternidade, é um projecto da cooperativa italiana Cantina Produttori Cormòns, da região do Friuli-Venezia Giulia que quis resumir o «mundo num copo».  

Esta segunda-feira será apresentada em Roma a nova safra do «Vinho da Paz». Ainda hoje o Cantina Produttori Cormòs concederá o título de «Embaixador do Vinho da Paz» ao restaurante Il Pagliaccio de Roma e ao seu chefe Sommelier Matteo Zappile.  

O ano de 2013 foi especial para a cooperativa italiana com grandes comemorações e sucessos que permitiram difundir a mensagem de paz carregada neste vinho único no mundo.

Habitantes de cidade australiana defendem sobreiro português que ia ser cortado

HOJE às 15:270
Habitantes de cidade australiana defendem sobreiro português que ia ser cortado

Os moradores de Norwood, subúrbio de Adelaide, no sul da Austrália, estão revoltados com planos para cortar um sobreiro português centenário, para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na localidade, noticiou hoje o jornal 'The Australian'.
De acordo com o jornal, as autoridades locais estão a analisar o pedido feito pela empresa construtora Coles, mas o presidente do grupo de moradores da localidade, Jim Dunk, referiu que o sobreiro representa uma parte importante do património da região.
Os moradores e apoiantes da causa disseram que vão pedir a intervenção do governo do estado da Austrália do Sul para impedir que a árvore seja derrubada.
Os habitantes consideram o corte da árvore "um vandalismo" e a "perda para as gerações futuras" de uma parte significativa do património botânico da localidade.
A National Trust of Austrália -- organização que defende a preservação do património indígena, natural e histórico do país, diz que, segundo os seus registos, a árvore foi plantada pelo conselho municipal de Kensigton e Norwood, mas outros reivindicam o plantio do sobreiro.
De acordo com Clyde Buttery, de 76 anos, citado pelo 'The Australian', o seu bisavô Henry Buttery trouxe a árvore de Portugal quando viajou de Inglaterra para o sul da Austrália em 1870.
"A minha bisavó estava grávida na época e, aparentemente, o meu bisavô deu mais atenção à árvore do que a ela", disse Buttery.
A árvore "faz parte da história de Norwood e é parte da história da minha família", disse o australiano.
Henry Buttery terá plantado a árvore no quintal da sua casa em Norwood, quando comprou o imóvel. A família é conhecida no ramo do fabrico de móveis.
Segundo Jim Dunk, sobreiros foram também plantados em outras partes da Austrália, como em Tenterfield, em Nova Gales do Sul, e em Caufield, em Vitória, tendo sido conservados e já fazendo parte do património desses estados australianos.
Diário Digital com Lusa

Câmara de Lagos cria parcerias para promoção do Ano Internacional da Agricultura Familiar



Agricultura Biológica
O ano de 2014 foi declarado, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, em reconhecimento pela contribuição para a segurança alimentar e para a erradicação da pobreza no mundo. A Câmara de Lagos associa-se a esta declaração, sendo parceira na promoção de atividades comemorativas desta efeméride.

Com o apoio da Câmara Municipal de Lagos, o Centro de Formação Rui Grácio vai levar a efeito um projeto ligado à implementação de Hortas Biológicas nas escolas, visando-se o intercâmbio de experiências pedagógicas a nível regional. Neste sentido, irá decorrer, a partir de dia 3 de fevereiro, o Curso "Agricultura Biológica e Compostagem na Escola", nas instalações da Escola EB 2,3 Tecnopolis, sendo os destinatários desta ação de formação, educadores de infância, professores de todos os níveis de ensino e de todos os grupos disciplinares. 

Este curso, que tem uma duração de 25 horas, é apoiado pela UNESCO como atividade da rede de escolas SEA (Sistema de Escolas Associadas à UNESCO), no âmbito do Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014.

De acordo com a organização desta iniciativa, e dada a importância crescente dos problemas ambientais e reconhecimento institucional da Agricultura Biológica como uma das vertentes para a preservação da qualidade da vida no nosso planeta, "esta temática apresenta potencialidades educativas que justificam cada vez mais a sua inclusão no ato educativo. Entendendo a importância da escola na formação dos alunos para a promoção de hábitos alimentares saudáveis e, consequentemente, nas famílias desses alunos, os projetos de hortas na escola ganham mais agora mérito, tanto numa perspetiva ambiental, como de diálogo intercultural entre famílias, escola, professores e alunos".

26 de Janeiro de 2014 | 08:51
barlavento

Compensação a agricultores por pouparem água «é pura demagogia», diz CAP


Publicado ontem às 17:51
Reagindo a declarações da ministra Assunção Cristas, o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses lembra que os agricultores já poupam água por necessidade num país onde se investe muito na sofisticação do regadio.
O presidente da CAP considera que «não faz nenhum sentido» o anúncio da ministra da Agricultura que diz que os agricultores que pouparem mais água vão ser compensados com mais fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Reagindo a estas declarações de Assunção Cristas, João Machado lembrou que a água custa dinheiro quer seja a nível público, quando é paga por metro cúbico, quer seja a nível privado, uma vez que neste caso é paga a energia e a captação.
Em declarações à TSF, João Machado lembrou que esta poupança já é feita «por necessidade» num dos países onde «mais se tem investido na sofisticação do regadio».
«É pura demagogia, o Governo vir anunciar medidas que já estão a ser implementadas e que, por isso mesmo, não é necessário haver mais incentivos», sublinhou.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Dieta Mediterrânica traz Assunção Cristas a Tavira


Assunção Cristas - (M. Agricultura)
Na sequência da inscrição da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, cuja comunidade representativa de Portugal é Tavira, a ministra da Agricultura e do Mar Assunção Cristas, desloca-se, no dia 26 de janeiro, pelas 11h00, ao concelho de Tavira para visita guiada à exposição "Dieta Mediterrânica – Património cultural milenar" e contacto com a rede de parceiros locais e regionais que contribuíram para o sucesso da candidatura.

A exposição tem como tema a resposta à questão "O que é a Dieta Mediterrânica?", dando a conhecer as suas múltiplas dimensões: o conceito de espaço cultural e estilo de vida, um património cultural imaterial transmitido de geração em geração e os seus aspetos sociais e religiosos, os alimentos sagrados e as suas simbologias, os produtos do mar e da terra que dão suporte a um regime alimentar de excelência reconhecido pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

O enfoque central é o território e os múltiplos patrimónios de Tavira, os testemunhos da presença de civilizações da antiguidade, as paisagens culturais e os produtos da Ria Formosa, as produções do barrocal e da serra, as festividades e práticas culturais que fundamentam a escolha de Tavira como comunidade representativa do país.

No final da visita terá lugar uma demonstração culinária, e de produtos alimentares que constituem a base da Dieta Mediterrânica.

As culturas mediterrânicas são culturas de partilha e entreajuda comunitária, onde as sociabilidades assumem um papel relevante.

Com concretização desta classificação, o Algarve vê, pela primeira vez, a sua cultura reconhecida pela UNESCO.

23 de Janeiro de 2014 | 22:36
barlavento

Agricultores duvidam de eficácia de incentivos à poupança de água


Publicado hoje às 18:41
As organizações de agricultores consideram que as medidas de incentivo à poupança de água que a ministra da Agricultura quer incluir no próximo Programa de Desenvolvimento Rural são difíceis de concretizar e acusam Assunção Cristas de "demagogia" e "propaganda".
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) foram apanhadas de surpresa pelo anúncio de Assunção Cristas, que pretende dar "majorações a quem tem e faz boas práticas de gestão da água", e têm dúvidas sobre as suas vantagens.

"Não tenho conhecimento da medida e parece-me que é de difícil execução", declarou o presidente da CAP, João Machado, observando que a ministra tem anunciado "demasiados incentivos" para fundos que são limitados.

"Cada vez que falamos de majorações significa que vai haver menos projetos a poderem candidatar-se. A minha preocupação é que se esteja a fazer um Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) de exceções", disse o dirigente da CAP à Lusa.

João Machado sublinhou ainda que se trata de uma área onde os agricultores "já têm um grande incentivo para o uso eficiente, porque a água é cara e tem de se pagar" e acusou a ministra de fazer "demagogia política à volta do novo quadro de fundos comunitários à custa dos agricultores".

Agricultores que pouparem água serão premiados


ANA FERNANDES 26/01/2014 - 11:50

Numa década, aquele que é o sector que mais água consome no país reduziu os seus gastos em cerca de 33% ao mesmo tempo que a produtividade das explorações regadas subiu mais do que 30%. A eficiência na agricultura deu passos importantes e quem continuar o caminho será recompensado no próximo quadro comunitário de apoio.

 
PAULO RICCA
 
Sol na eira e chuva no nabal. O velho provérbio já há muito se concretizou, contornando as barreiras que o clima impõe a Portugal: Quando as plantas têm melhores condições para crescer, devido ao sol e temperatura, não chove; quando a água é abundante, não há calor nem radiação solar que as convença a despontar. Com os projectos de regadio, os agricultores trocaram as voltas ao fado e fizeram chover no estio. Mas a torneira abria-se vezes de mais, mesmo quando não era necessário. Uma enxurrada que começou a estancar há pouco mais de uma década e que hoje já caminha para que se criem prémios de excelência para os mais eficientes.

Foi um longo caminho e está longe de ter terminado. Mas Portugal já figura entre os países onde melhor se dominam as técnicas de rega, asseguram investigadores e regantes. E quem o faz bem deve ser premiado, considera o Governo. É a razão pela qual, no novo Plano de Desenvolvimento Rural, estará prevista uma medida, no âmbito das agro-ambientais, de apoio financeiro para quem rega com mais eficiência, uma espécie de certificação de que o agricultor usa a água da melhor forma.

Mas como chegámos até aqui? O certo é que até há 15-20 anos, abria-se a torneira e lá ia água. A gestão era feita a olho — "parece seco, encharque-se". Assim foi durante décadas, qualquer que fosse o sistema de rega. As caldeiras em volta das árvores empapavam, as regadeiras eram generosas na distribuição do líquido. Mesmo os pivots, quando começaram a surgir, eram usados de igual forma — ligava-se até que a terra parecesse satisfeita.

Mas foi o aparecimento destas estranhas articulações — que na paisagem se assemelham a pontes suspensas — que mudou radicalmente a utilização da água na agricultura. Uma aposta que começou no milho mas que rapidamente se espalhou a outras culturas.

A mudança era imperiosa. A agricultura é, de longe, o maior sorvedouro de água pois gasta entre 75 a 80% do volume consumido no país. Tão enorme consumo é associado a desperdício, uma acusação que tinha muita razão de ser. Mesmo sabendo-se que as críticas por vezes assentavam no desconhecimento de que o país utiliza apenas 20% dos recursos hídricos que tem disponíveis, não deixava de ser socialmente inaceitável que a abundância justificasse o desperdício. Uma verdade ainda mais inquestionável em tempos de seca, que afectam ciclicamente o país, em que a distribuição de água acaba por obrigar a um rateio entre os vários usos.

Mas para quem rega todos os dias, um outro problema acrescia: a quantidade de gente, de sachinho em punho, que era necessária para abrir e fechar regos, um trabalho de uma imensa paciência e de uma enorme voracidade de horas. Não havia competitividade que aguentasse tais custos.

A revolução dos pivots
Até que começaram a surgir os pivots. "Portugal acordou para o que podia fazer com a água", descreve Francisco Gomes da Silva, secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, e que dedicou boa parte da sua carreira de investigador ao regadio.

"A gestão da água tornou-se mais eficiente, começou-se a utilizar melhor tecnologia e os agricultores aprenderam a usar mais eficazmente o recurso", sintetiza José Núncio, presidente da Federação Nacional dos Regantes (Fenareg).

O certo é que há pouco mais de dez anos, o desperdício de água na agricultura rondava os 40%. Agora, a ineficiência já baixou para os 37% e o objectivo, traçado no Plano Nacional para o Uso Eficiente da Água, é que, até 2020, as perdas não passem dos 35%. Porém, salvaguarda José Núncio, "também não se pode dizer que toda a água é perdida, pois esta recarrega os aquíferos ou alimenta as linhas de água".

Segundo Gomes da Silva, a agricultura de regadio, ao longo da última década, "reduziu o volume global de água utilizada em cerca de 33% ao mesmo tempo que a produtividade económica da água de rega subia mais do que 30%".

Como? Antes de mais, graças à tecnologia. Hoje, os regantes não usam apenas melhores equipamentos, usam informação que lhes diz como fazer. Através de sensores no solo que medem a quantidade de água que a terra nesse momento armazena, de estações meteorológicas que informam sobre o clima e do cruzamento destes dados com outros sobre o tipo de solo, a data da sementeira ou plantação e o equipamento de rega, o agricultor é informado sobre quando e como deve regar.

São informações que fazem toda a diferença: "Antes olhava-se para um solo gretado e regava-se. Hoje, com a ajuda das sondas, sabe-se que nem sempre um solo gretado significa que as raízes não têm água pois tudo depende da profundidade a que esta está", explica Gomes da Silva.

Da gota-a-gota ao alagamento
Nos aparelhos de rega está outra das respostas na busca de eficiência: muitas culturas, como os pomares, o olival, a vinha, as hortícolas, algum milho e produtos como o tomate, o pimento ou a courgette para indústria já usam a técnica mais eficiente de todas — a gota-a-gota ou microaspersão. Com estes equipamentos, a água corre por tubinhos e é fornecida à planta cirurgicamente, à medida das necessidades. Serão gastos nestas culturas entre 2000 a 3000 metros cúbicos por hectare.

A aspersão, protagonizada pelos pivots ou canhões, continuou o seu caminho, conquistando territórios e culturas. O milho, o sorgo, os pastos e as forragens são os grandes utilizadores desta técnica. Gastarão entre 6000 a 7000 metros cúbicos por hectare.

Finalmente, o alagamento. Utilizada sobretudo no arroz, é das que mais obriga ao consumo de água mas esta cultura necessita que assim seja uma vez que a água não é apenas utilizada para matar a sede às plantas mas também como termoregulador e para combater as infestantes, explica José Núncio. O consumo sobe para os 12 mil metros cúbicos por hectare.

Segundo o presidente da Fenareg, fazendo-se as contas ao consumo de água pela agricultura no país conclui-se que o que chove dá para os gastos. "O que o regadio faz é diferir no tempo essa utilização, através do armazenamento de água nos empreendimentos hidroagrícolas", adianta.

Abandono de terras pobres
Mas, além da tecnologia, um outro factor contribuiu para o aumento da eficiência da utilização de água na agricultura: o abandono de terras regadas com pouco potencial produtivo. "Historicamente, as barragens eram instaladas nos locais mais altos dos cursos de água para permitir que a água circulasse por gravidade por canais a céu aberto. Portanto, o perímetro de rega era delimitado apenas com um critério: até onde chegava a água, em vez de ser pela qualidade dos solos pois alguns deles não interessavam para regadio", diz Gomes da Silva.

Hoje, 30 a 40% da área de regadio público (excluindo Alqueva) não é usada. Há vários casos que ilustram esta situação. O perímetro de rega do Mira inclui solos pouco interessantes para a actividade agrícola. Mas um dos exemplos mais ilustrativos é o do Roxo, em que a albufeira servia apenas os piores solos quando, a montante, estavam terras excelentes. Por isso, pouco era utilizada até que a ligação a Alqueva permitiu que solos como os de Aljustrel começassem a receber água.

Porém, defende José Núncio, estes terrenos mais pobres não deveriam, pura e simplesmente, ser abandonados: "Podem ser utilizados para floresta, beneficiando da existência de água, não para a regar mas para a usar cirurgicamente de modo a aumentar a produtividade". As espécies de crescimento rápido seriam as óbvias escolhas mas há outras espécies com que se poderiam fazer experiências. Uma seria o sobreiro, para perceber até que ponto a rega pode retirar anos à espera pela cortiça. Ou os salgueiros, choupos ou freixos, destinados a biomassa.

Chegados aqui, é caso para festejos? Ainda não. Resta muito por fazer para se conseguir atingir a eficiência desejada. Segundo contas do secretário de Estado, não será exagerar dizer que metade dos agricultores ainda rega mal. É certo que ocupam apenas 20% da área agrícola mas é um campo que tem de ser trabalhado.

Melhores técnicas, boa manutenção dos equipamentos de rega ou pesquisa de plantas menos exigentes de água permitirão atingir uma maior eficiência, algo que é atingível, considera Gomes da Silva, que aponta para poupanças de 30% em dez anos.

Regadio é aposta para continuar
Assim como há ideias alternativas. No Sorraia, a associação de regantes avaliou a possibilidade de utilizar a água das estações de tratamento de águas residuais, para concluir que é viável. "Implicaria muita burocracia, pois são licenciamentos complicados, e exigiria que caso houvesse um problema na ETAR, o sistema fosse imediatamente bloqueado, mas não é impossível, em Espanha fazem-no", diz José Núncio.

O certo é que, por mais que a Europa tenha dificuldade em entender, o regadio é para continuar e mesmo aumentar em Portugal. É essa a aposta política, que tem sido difícil de defender junto de Bruxelas que não percebe as condicionantes do clima mediterrânico. As discussões sobre os fundos para a agricultura do próximo quadro comunitário de apoio tiveram de ultrapassar as dúvidas levantadas pelas instâncias europeias perante a convicção do Governo de que esta é a fórmula certa para aumentar a competitividade do sector no país.

Será uma aposta correcta? "A produção agrícola em regadio português permite a existência de externalidades positivas. Comparativamente aos cenários alternativos (importação ou sequeiro), a produção em regadio português apresenta produtividades mais elevadas, permitindo uma libertação de área que idealmente poderá ser usada para conservação da natureza", lê-se num estudo do Instituto Superior Técnico sobre as externalidades do regadio.

Quanto "a questões associadas ao uso intensivo de fertilizantes, não são assinalados problemas generalizados de poluição potencial das massas de água. Em contraposição com a agricultura de sequeiro, o maior controlo dos períodos de rega, associado a uma correcta gestão, pode permitir também uma diminuição da lixiviação. Em termos de utilização de água, para um ano médio, a escassez de água não constitui um problema. Contudo, o mesmo não é verdade para ano seco", alertam os investigadores.

As negociações com Bruxelas não terminaram, aguardando-se agora o acordo de parcerias proposto por Portugal que passa por usar dinheiro de outros fundos — como o do desenvolvimento regional — para financiar algumas destas obras. É o caso do Alqueva, que o Governo defende poder ser pago com os fundos estruturais — ainda faltam 300 milhões de euros para a sua conclusão.

O Mondego, Óbidos e alguns pequenos regadios são outros dos projectos à espera de luz verde sobre o seu financiamento.

Enquanto isso, o regadio tem de continuar a ser cada vez mais eficiente: "Vamos activar o Conselho Nacional do Regadio, onde se vai discutir o regime jurídico dos aproveitamentos hidroagrícolas, que é muito antigo, e tem de se lançar a discussão sobre o preço da água", anuncia Gomes da Silva.

Certa já é a recompensação financeira para os que regam bem: "Começa a justificar-se que não possa regar quem quer, mas quem sabe", tem defendido o governante.

Portugal DOP - Roteiro de Sabores e Saberes

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20 a 23 de Fevereiro

O Portugal DOP, evento que tem em exposição produtos alimentares e bebidas com as certificações de Denominação de Origem Protegida (DOP), Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Controlada (DOC), decorre na Exponor- Feira Internacional do Porto, de 20 a 23 de fevereiro.

Assunção Cristas visitou Quinta da Veiga


Publicada a 25 de Janeiro de 2014


Executivo municipal de Montalegre convidou a Ministra da Agricultura e do Mar a visitar a Quinta da Veiga Antes de marcar presença na Feira do Fumeiro, a Ministra da Agricultura e do Mar, a convite da Câmara de Montalegre, visitou a Quinta da Veiga. Assunção Cristas constatou o declínio de uma propriedade, com mais de 100 hectares de terreno, outrora uma referência agrícola e fonte de rendimento avultado.

Minutos antes de percorrer os caminhos da Feira do Fumeiro, Assunção Cristas pisou a vasta área da Quinta da Veiga onde «teve contacto com o abandono em que o local se encontra», referiu Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Foi altura de recuar no tempo e lembrar que, durante muitos anos, «este espaço funcionou como um posto de experiências no campo da agricultura e da pecuária». Nessa senda, reforçou o presidente, «não faz sentido ter-se abandonado o laboratório de ideias e de práticas que aquele espaço potenciava». Por sua vez, o centro de formação da Aldeia Nova, «na posse do ministério da agricultura, consagra um potencial turístico fantástico, e também, se encontra abandonado». Todavia, a Câmara Municipal, garante Orlando Alves, «tem projetos e ideias para desenvolver nestes dois espaços» e, nesse sentido, vão ser «remetidos documentos a este ministério para que se faça a apreensão de tudo isto, de forma a que a propriedade da Quinta da Veiga reverta para a autarquia e seja possível dar-lhe utilidade». O mesmo se passa com o Centro de Formação da Aldeia Nova, contudo, para este espaço é intenção «lançar um concurso público de ideias para a zona, onde as iniciativas privadas, dos emigrantes inclusive, podem investir para que se tire proveito do potencial agrícola, pecuário e turístico». Questionada sobre a visita à Quinta da Veiga e ao panorama dos locais apontados por Orlando Alves, a Ministra da Agricultura e do Mar limitou-se a dizer que «é um assunto que temos que resolver, pois estamos perante um belo espaço e temos que tratar dele».
 
QUINTA DA VEIGA
 
Recorde-se que a Quinta da Veiga, outrora propriedade da Direção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes, criada em Dezembro de 1916, tendo a sua origem na transferência do Posto Zootécnico do Gerês, com o nome de Posto Zootécnico do Barroso, está hoje sob o domínio da Câmara Municipal de Montalegre.
Mais tarde, fruto de algumas reestruturações do Ministério de Agricultura, este espaço passou a denominar-se de Posto Experimental de Montalegre, tendo como objetivo essencial a dinamização e o desenvolvimento da cultura da batata de semente e a experimentação que, nessa altura, estava em grande expansão, nas terras de Barroso. De realçar que, na sua criação, a área total não ultrapassava os 10/12 hectares sendo as instalações constituídas por uns barracões. Dizer ainda que foi após a criação da Junta de Colonização Interna que a área da atual Quinta da Veiga foi alargada para os atuais 106 hectares, com recurso aos baldios das freguesias de Montalegre e Meixedo. A área cultivável ronda os 40 hectares sendo o restante monte.
 
RIQUEZA AGRÍCOLA
 
Além da produção da batata de semente, a Quinta da Veiga teve sempre animais, da raça Barrosã, Parda Alpina e caprinos de raça Alpina mas, por problemas sanitários, foram abatidos. Era um centro para a produção de porta enxertos (clones) cuja produção estava sempre vendida. Chegou a ter uma produção leiteira significativa onde os problemas sanitários acabaram com essa produção, voltando de novo ao repovoamento com animais de raça Barrosã. Além da produção pecuária, a Quinta da Veiga produzia uma certa quantidade de cereal e foi pioneira no estudo das consociações das diferentes espécies forrageiras para o melhoramento dos prados permanentes e de sequeiro.

Eucaliptos dominam pedidos ao abrigo da nova lei de arborização


RICARDO GARCIA 25/01/2014 - 09:25
Nos três primeiros meses da polémica legislação, 92% da área de novas florestas ou reflorestações refere-se a esta espécie.

 
Números agora divulgados confirmam tendência de aumento da área de eucaliptos DANIEL 

Os eucaliptos estão a dominar plantação ou replantação de florestas ao abrigo de uma nova legislação que organizações ambientalistas e alguns académicos querem ver revogada.

 
O novo regime legal, publicado em Julho passado e em vigor desde Outubro, passou a considerar os eucaliptos como qualquer outra espécie florestal, deixando de estar sujeito à regulamentação própria que existia desde 1988.

Segundo a lei, a plantação de novas áreas florestais (arborização) ou a replantação de áreas degradadas, cortadas ou ardidas (rearborização) está sujeita a uma autorização quando a superfície ocupada for superior a dois hectares. Abaixo deste limite, basta uma comunicação prévia. A regra vale para todas as espécies.

Entre 17 de Outubro e 31 de Dezembro, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recebeu 193 pedidos de autorização e 175 comunicações prévias, para acções que cobrem, no total, 2626 hectares. A esmagadora maioria desta área refere-se a intenções de plantar eucaliptos (92%). Do restante, metade refere-se a áreas de pinheiro-manso e o resto está repartido entre diversas outras espécies.

Os números confirmam uma tendência que vem sendo observada na floresta portuguesa há pelo menos duas décadas. A área de eucalipto tem vindo a aumentar continuamente, pelo seu rendimento económico a curto prazo. Segundo os dados mais recentes do Inventário Florestal Nacional, os eucaliptos tiveram um crescimento de 13% entre 1995 e 2010 e são hoje a espécie dominante na floresta portuguesa, com 812 mil hectares plantados.

Em sentido contrário caminha o pinheiro-bravo, que está a ser dizimado pelos fogos, por uma praga florestal (o nemátodo) e pelo consequente desinteresse na sua exploração. A área ocupada caiu 27% entre 1995 e 2010 e a espécie, que antes era dominante, está agora na terceira posição, abaixo dos eucaliptos e colada aos sobreiros.

A falta de interesse pelo pinheiro-bravo revela-se nos números da aplicação da nova lei. Apenas 0,7% da área das arborizações ou rearborizações entre Outubro e Dezembro são daquela espécie. Mais sucesso está a ter o pinheiro-manso, a segunda espécie mais importante nos pedidos de autorização ou comunicações prévias – 4% da área total. O interesse crescente pelo pinheiro-manso já estava identificado no Inventário Florestal, que regista uma subida de 54% na área ocupada, entre 1995 e 2010.

A nova lei sobre arborização e rearborização tem sido fortemente contestada, por alegadamente facilitar a expansão dos eucaliptos. Há mais de duas décadas que a espécie é vista por muitos como um perigo, pelos riscos de elevado consumo de água, de erosão dos solos e da aposta numa monocultura florestal com pouco potencial em termos de biodiversidade.

Segundo a legislação que foi agora revogada, as plantações que completassem áreas contínuas com mais de 50 hectares estavam sujeitas a uma autorização prévia da autoridade florestal. Abaixo disto, estavam condicionadas à aprovação das câmaras municipais, ao abrigo de um decreto-lei sobre alterações no relevo e no coberto vegetal.

Esta semana, organizações não-governamentais e personalidades do mundo académico juntaram-se numa Plataforma pela Floresta, que exige a revogação da nova lei. Os subscritores da plataforma dizem, num comunicado, que o diploma "é um incentivo à perpetuação da situação de descontrolo e desordenamento existente neste momento na floresta portuguesa".

A possibilidade de se plantar floresta sem autorização abaixo dos dois hectares é um dos aspectos que preocupam os críticos da legislação. Esta possibilidade está a revelar-se pouco expressiva, segundo os números agora divulgados pelo ICNF. Embora quase metade (48% ) de todos os processos entrados no ICNF refiram-se a comunicações prévias, a área representada é de apenas 8% da superfície referente a todos os pedidos. A área média de cada comunicação é de 1,3 hectares.

Já as autorizações somam 52% dos pedidos e 92% da área, com uma superfície média de 12,5 hectares.

A área de nova floresta – 446 hectares em pedidos de arborização – é praticamente insignificante em comparação com a superfície florestal existente no país, que é de 3,2 milhões de hectares.

O ICNF chama a atenção para o facto de estes dados referirem-se a pedidos e comunicações, e não a acções já aprovadas.